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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Moraes é alvo de repúdio de entidades por operação contra fonte de jornalista

Sindjor-MA e Fenaj pedem esclarecimentos sobre acesso a comunicações de Luís Pablo e alertam para risco ao sigilo do informante

Vanessa Araujo

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Luiz Silveira/STF

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Maranhão (Sindjor-MA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra a fonte do jornalista Luís Pablo. Em nota, as entidades afirmaram que a medida “suscita grave preocupação” por envolver o acesso a equipamentos e materiais relacionados à atividade jornalística.

A operação, cumprida na terça-feira, 11, mirou o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte das reportagens que denunciaram o suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e seus familiares. A Polícia Federal (PF) solicitou a medida, que obteve o aval da Procuradoria-Geral da República.

Sindjor-MA e FENAJ repudiam Moraes e pedem esclarecimentos

Em nota, as entidades afirmaram que a decisão tem “potencial impacto sobre o sigilo das fontes — garantia assegurada pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal e fundamental para o exercício do jornalismo e para a proteção de informantes”.

O Sindjor-MA e a FENAJ solicitaram esclarecimentos públicos e formais sobre três pontos:

os critérios que autorizaram o acesso às comunicações do jornalista com suas fontes;
as autoridades garantem que a investigação não identificará nem perseguirá nenhum outro informante a partir do material apreendido;
a preservação integral dos equipamentos jornalísticos sob sigilo.

“A proteção ao sigilo da fonte é uma garantia constitucional indispensável à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação. Sua preservação deve ser observada em qualquer investigação que envolva profissionais de imprensa”, diz a nota.
PF já havia cumprido mandado de busca contra o jornalista

Em março, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra o próprio jornalista Luís Pablo depois da publicação das reportagens. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos celulares e do notebook do comunicador. Pouco mais de dois meses depois, os agentes devolveram todos os equipamentos.

O jornalista, em nota à imprensa, afirmou que “o fato de interesse público originalmente revelado e comprovado pela reportagem — o uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino — não foi objeto de apuração”. “Reafirmo que investigar e informar fatos de interesse público não é crime”, escreveu.

Nikolas critica Moraes por operação contra fonte de jornalista: ‘Ditador’

Deputado afirma que busca e apreensão representa ‘ataque frontal’ à imprensa

Mateus Conte

O deputado Nikolas Ferreira durante discurso em seu canal oficial no Youtube | Foto: Reprodução/Youtube/ Canal Nikolas Ferreira

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou nesta terça-feira, 11, a operação de busca e apreensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a operação representa um ataque ao trabalho da imprensa. “Afinal de contas, não somente teve busca e apreensão na casa do jornalista, mas como também agora na fonte deste jornalista”, disse. “É um ataque frontal ao trabalho de vocês.”

Nikolas ainda criticou a postura de parte da imprensa diante de medidas anteriores contra opositores políticos. “Uma boa parte de vocês, durante muito tempo, alimentou este monstro”, afirmou, em referência a Moraes. “E agora a água bateu no bumbum de vocês.”

Por fim, o deputado criticou o ministro. “O que falta pra acontecer pra que vocês chamem Alexandre de Moraes do nome exato que ele é: um ditador?”, perguntou. “É isso que ele é. Autoritário.”

A operação contra Cutrim ocorreu depois de o próprio Luís Pablo ter sido alvo de busca e apreensão, em março. Segundo o jornalista, a medida ocorreu depois da publicação de reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos ligados ao Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

Nikolas cita garantia constitucional do sigilo da fonte

Além do vídeo, Nikolas publicou em seu perfil no X um trecho do artigo 5º da Constituição Federal: “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. Na sequência, o parlamentar perguntou: “Moraes sabe me responder onde está esse texto?”

A manifestação de Nikolas ocorre no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do partido à Presidência, também criticou a operação. Flávio classificou a medida como uma “arbitrariedade” e pediu unidade da imprensa em defesa do sigilo da fonte.

Aposta única leva prêmio de R$ 3 milhões na Mega-Sena

Concurso 3043 registra 39 ganhadores na quina e quase 3 mil na quadra

Fábio Bouéri

As seis dezenas sorteadas no concurso 3043 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

A Caixa Econômica Federal sorteu na noite desta terça-feira, 11, as dezenas do concurso 3043 da Mega-Sena. Uma aposta acertou os seis números e faturou sozinha o prêmio principal de R$ 3.077.413,08.

As dezenas sorteadas foram: 10 – 11 – 16 – 37 – 42 – 53.

Como houve um vencedor na faixa principal, o prêmio não acumulou. O próximo concurso da Mega-Sena será realizado nesta quinta-feira, 13, em São Paulo. O prêmio estimado é de R$ 3 milhões.

Mega-Sena: quina e quadra; confira

Além da aposta vencedora da sena, outras 39 apostas acertaram cinco dezenas (quina) e cada uma receberá R$ 37.857,72. Na quadra, 2.994 apostas acertaram quatro números e terão direito a R$ 704,32 cada. A Caixa ainda não divulgou os locais dos bilhetes premiados.

A aposta mínima da Mega-Sena custa R$ 6,00 e permite a escolha de seis dezenas entre os 60 números disponíveis no volante. O apostador também pode marcar até 20 dezenas, aumentando as chances de ganhar, mas o valor da aposta cresce de forma significativa.

As apostas podem ser feitas em qualquer casa lotérica credenciada, pelo site oficial das Loterias Caixa ou pelo aplicativo da instituição. Para participar do próximo concurso, é necessário registrar a aposta até as 19h do dia do sorteio.

Também é possível participar por meio do bolão oficial da Caixa, modalidade em que várias pessoas dividem o custo da aposta e, caso sejam premiadas, compartilham o valor recebido.
Sistema do Banco Central reúne valores de 22,6 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de empresas

Victória Batalha

Sede do Banco Central, em Brasília | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mais de R$ 5,12 bilhões continuam esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras no Brasil. Os dados divulgados nesta terça-feira, 11, pelo Banco Central mostram que R$ 3,76 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas. Outro R$ 1,35 bilhão está vinculado a cerca de 2 milhões de empresas.

O montante faz parte do Sistema Valores a Receber (SVR). Desde o início do programa, as instituições financeiras já devolveram R$ 15,81 bilhões dos R$ 20,93 bilhões identificados pelo Banco Central.
Cerca de 3 milhões de pessoas têm mais de R$ 100 para receber | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Maior parte dos valores é baixa

A maior parcela dos beneficiários tem quantias pequenas para resgatar. Cerca de 18,5 milhões de pessoas, o equivalente a aproximadamente 70% do total, têm até R$ 10 esquecidos.

Outros 4,96 milhões de usuários possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100. A faixa representa 18,73% dos beneficiários.

Cerca de 3 milhões de pessoas têm mais de R$ 100 para receber.

Em junho, os brasileiros resgataram R$ 340 milhões. O valor ficou abaixo dos R$ 427 milhões retirados em maio e dos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

Como consultar o dinheiro

O Sistema Valores a Receber permite verificar a existência de recursos esquecidos em bancos, consórcios, financeiras, corretoras e outras instituições. A consulta inicial pode ser feita com CPF e data de nascimento ou CNPJ e data de abertura da empresa.

Quando há dinheiro disponível, o usuário precisa acessar o sistema com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro e com verificação em duas etapas.

Os valores podem estar relacionados a contas encerradas, recursos de consórcios, cotas de cooperativas de crédito, tarifas ou cobranças indevidas e contas de pagamento encerradas, entre outras situações.

O resgate pode ser solicitado diretamente à instituição responsável, pelo próprio sistema do Banco Central ou por meio da opção de resgate automático, quando disponível.

Deputada aciona MPF sobre atuação de Janja no caso Discord

Representação de Júlia Zanatta cita possível usurpação de função da primeira-dama ao cobrar medidas contra a plataforma

Isabela Jordão

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) | Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) apresentou ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação para que seja investigada a atuação da primeira-dama Janja Lula da Silva em episódio que envolve o Discord.

O documento questiona a manifestação feita por Janja na última quinta-feira, 6, no Palácio do Planalto, quando ela cobrou medidas contra a plataforma diante do caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão.

A declaração ocorreu na presença do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e do advogado-geral da União, Jorge Messias. Janja pediu que fossem identificados “instrumentos” para viabilizar uma medida contra o Discord e questionou as autoridades sobre quais mecanismos poderiam ser utilizados.

Janja da Silva, em cerimônia do ‘Dia da Memória da Covid’ – 11/5/2026 | Foto: Reprodução/YouTube

Horas depois, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que pretendia ajuizar uma ação civil pública contra a plataforma. Para Zanatta, a proximidade entre os acontecimentos exige esclarecimentos sobre a existência de eventual influência da primeira-dama em uma decisão de natureza institucional.

Deputada cita possível usurpação de função por Janja

Na representação, Zanatta afirma que a sequência dos fatos poderia indicar, em tese, o exercício de atribuição pública por uma pessoa sem cargo na administração federal. “A sequência cronológica dos fatos é elucidativa e não pode ser tratada como coincidência irrelevante”, diz um trecho do documento.

A parlamentar sustenta que a “imediaticidade” entre a cobrança pública e o anúncio da AGU poderia indicar um deslocamento informal do processo decisório. Ela cita o artigo 328 do Código Penal, que trata do crime de usurpação de função pública, além de dispositivos constitucionais relacionados à organização da administração pública e às atribuições do presidente da República.

A própria representação diz que Janja não assinou nem formalizou nenhuma decisão relacionada ao caso. O pedido apresentado ao MPF busca esclarecer, justamente, se houve alguma atuação institucional da primeira-dama além da manifestação pública registrada durante a cerimônia.
O logo do Discord exibido na tela de um celular, em uma ilustração fotográfica em Bruxelas, Bélgica – 28/2/2026 | Foto: Jonathan Raa/NurPhoto/Reuters

Outro elemento citado pela deputada é uma nota da Secretaria Nacional de Direitos Digitais. Segundo o documento, a autoridade policial já havia solicitado à Justiça a suspensão do Discord em razão do episódio que envolve a adolescente. O pedido, contudo, teria sido rejeitado pelo Judiciário.

Zanatta afirma que essa informação torna necessária a apuração dos fundamentos que levaram a AGU a anunciar uma nova iniciativa contra a plataforma depois da cobrança feita por Janja.

A deputada pede que o MPF requisite documentos à Casa Civil, ao Ministério da Justiça e à AGU. O objetivo é esclarecer como foi tomada a decisão de ajuizar a ação civil pública e verificar se houve determinação formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Renan critica Moraes depois de PF investigar fonte de jornalista

Declaração ocorre no âmbito de investigação sobre obtenção e divulgação de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino

Lucas Cheiddi

Renan Santos do MBL em discurso em seu canal oficial no Youtube | Foto: Reprodução/Youtube/Canal Renan Santos

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. O homem é apontado pela Polícia Federal (PF) como uma das fontes do jornalista Luís Pablo.

A medida faz parte de uma investigação sobre a obtenção e a divulgação de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino. Segundo a apuração, Cutrim teria enviado ao jornalista imagens e dados sobre veículos e empresas ligadas ao Tribunal de Justiça do Maranhão. A PF também identificou uma transferência de R$ 100 mil relacionada ao caso. O processo tramita sob sigilo.

Renan afirmou que a investigação pode afetar o sigilo de fonte. “O sigilo de fonte é base do jornalismo, é base da democracia”, declarou.

A Constituição Federal assegura o acesso à informação e o resguardo do sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.

Investigação e reação de Renan Santos
Flávio Dino (à esq.) e Alexandre de Moraes (à dir.), ministros do STF | Foto: Reprodução: YouTube/@STF_oficial

A operação contra Cutrim ocorre meses depois de outra medida contra Luís Pablo. Em março, Moraes autorizou busca e apreensão contra o jornalista, que publicou reportagens sobre o uso de um veículo funcional do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares.

Na ocasião, agentes apreenderam celulares e computadores do jornalista. Entidades do setor jornalístico criticaram a decisão e defenderam a proteção constitucional do sigilo da fonte.

Na nova operação, Moraes autorizou buscas em endereços ligados a Cutrim e a Diogo Diniz Lima, também suposto informante. A PF pediu a apreensão de celulares, computadores, mídias e documentos, além do acesso a dados encontrados nos equipamentos.

Renan relacionou a investigação a uma discussão que já havia feito sobre decisões do STF. Em entrevista anterior, afirmou que, “se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, a decisão ilegal não se cumpre. Ponto”.

O candidato também disse que a apuração pode dificultar o trabalho de jornalistas e investigadores. “Ela acaba com o processo jornalístico, ela acaba com o processo investigativo que garante a função da fonte dentro do jornalismo”, afirmou. “E, sem jornalismo e sem investigação, você não consegue ter democracia.”

Ao comentar a atuação do STF, Renan declarou que o episódio poderia dificultar a investigação jornalística sobre integrantes da própria Corte. “Ou seja, está proibido investigar qualquer ilegalidade de qualquer ministro do STF”, concluiu. “E a isso você dá o nome de defesa da democracia.”

Equipe de Flávio projeta novas regras para posse e porte de armas

Grupo de transição defende regras permanentes para aquisição de arma e busca reduzir mudanças regulatórias entre governos

Letícia Alves

Flávio promete, se eleito, mudar política de armas | Foto: Divulgação/Vittor Sales

Um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende rever as medidas adotadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva na política de armas. O grupo defende regras objetivas para posse e porte de arma e busca reduzir a insegurança jurídica provocada por mudanças regulatórias entre governos.

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) detalhou a proposta ao jornal Gazeta do Povo. Flávio anunciou Pollon como integrante da equipe de transição para a área de legítima defesa, caso o PL vença as eleições de outubro de 2026.

Pollon defende uma legislação permanente, com critérios claros para aquisição e porte de armas. Segundo o deputado, a prioridade é estabelecer regras racionais e garantir o direito de quem cumprir os requisitos previstos.
Mudanças legislativas no Congresso para posse e porte de armas

O grupo pretende ir além da reversão dos decretos do governo Lula. A proposta prevê substituir o modelo atual por uma legislação mais ampla, sem depender de atos do Poder Executivo.

Pollon é autor do PL n° 1.268/2023, que tramita no Congresso. O texto busca garantir a posse de armas ao cidadão que cumprir os requisitos legais e proíbe o confisco pelo poder público.

O deputado avalia que uma lei aprovada pelo Congresso dificultaria mudanças nas regras por decreto de futuros presidentes. Segundo Pollon, já existe maioria parlamentar para aprovar a pauta. Ele afirma que o alinhamento com um eventual governo Flávio pode viabilizar uma legislação voltada à segurança jurídica e à legítima defesa.

Servidor da UFPB é condenado por barrar trans em banheiro feminino

Diretor administrativo perdeu o cargo que ocupava havia 13 anos

Isabela Jordão

Funcionária terceirizada envolvida no episódio foi absolvida | Foto: Divulgação/UFPB

O servidor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Adripaulo Barros foi condenado pela Justiça Federal a um ano de reclusão por transfobia, em razão de uma discussão ocorrida em 2022 envolvendo a entrada de uma pessoa que se identifica como mulher trans no banheiro feminino da instituição.

A funcionária terceirizada que trabalhava na limpeza do local e também foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) acabou absolvida. A pessoa que se identificava como mulher trans, conforme o processo, apresentava características biológicas de um homem, apesar de estar vestida com saia e cropped.

Barros, que ocupava o cargo de diretor administrativo da Central de Aulas, relatou que foi chamado para intervir depois que a funcionária questionou a presença de Odara Moraes no banheiro feminino. Ele pediu uma identificação que justificasse a utilização daquele espaço.

Servidor da UBPB declarou preocupação com a segurança das mulheres que usam o banheiro da universidade | Foto: Pixabay

“Eu nunca ataquei ninguém. Nunca humilhei ninguém”, afirmou Barros. Segundo ele, sua intenção era preservar a segurança das mulheres que utilizavam o banheiro. “Apenas usei do bom senso: vi um rapaz e orientei pelo que me parecia correto, por preocupação com as meninas.”

Discussão sobre uso do banheiro feminino terminou em processo

Conforme o relato que consta no processo judicial, Odara afirmou que não precisava apresentar nenhum documento e elevou o tom da conversa. “Se acalma, moço”, respondeu o diretor da instituição. Na sequência, Barris ouviu a acusação de transfobia e respondeu: “Mulher o senhor não é”.

O episódio também envolveu a funcionária responsável pela limpeza. Em audiência, ela declarou acreditar que mulheres trans não deveriam utilizar o banheiro feminino. A sentença do juiz Manuel Maia de Vasconcelos registra que essa posição estava relacionada a “falta de letramento sobre questões de gênero”.

Em outubro de 2024, o MPF denunciou Barros e a funcionária. O órgão pediu que o caso fosse enquadrado conforme o entendimento estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 26, que equiparou provisoriamente condutas de homofobia e transfobia ao crime de racismo, previsto na Lei nº 7.716/1989, enquanto não houver legislação específica.

A Justiça absolveu a funcionária terceirizada, que também perdeu o emprego em razão do episódio. Segundo as informações do processo, o MPF não pretende recorrer dessa decisão. Barros, contudo, recebeu pena de um ano de reclusão, e o Ministério Público recorreu para tentar ampliar a punição.

“A mulher que se sentir incomodada vai se retirar”

A controvérsia ganhou dimensão ainda maior com manifestações de estudantes trans contra o servidor. Em um dos episódios registrados em vídeo, participantes gritaram: “Ô Adripaulo, seu fascistinha… as travestis vão botar você na linha”.

Placa de banheiro público neutro em relação ao gênero | Foto: Shutterstock

Barros afirma que passou a receber ameaças e que sua família também ficou assustada. “Ainda perdi o cargo que exerci por 13 anos na universidade, atravessando diferentes reitorias, sempre cumprindo o meu trabalho”, disse. “Espero que ninguém mais precise passar pelo que eu passei.”

Em outro trecho do diálogo, reproduzido no processo, Odara sustenta que as mulheres que se sentissem incomodadas com sua presença no banheiro são quem deveriam deixar o local. “Eu sou uma mulher, e a mulher que se sentir incomodada com a minha presença no banheiro feminino, ela vai se retirar do banheiro.”

Para Barros, a discussão ultrapassa a esfera individual. “Tenho respeito pelas decisões das pessoas, mesmo que não concorde com elas. Mas preciso zelar pela segurança das mulheres que frequentam nosso espaço.” Ele poderá apelar da condenação em liberdade.

Ratinho rebate denúncia após acusação de homofobia: “Cara de v*ado”

Apresentador disse que comentário teve caráter de brincadeira

Por Edvaldo Sales
Apresentador disse que comentário teve caráter de brincadeira - Foto: Reprodução | SBT

O apresentador Ratinho rebateu, na noite de segunda-feira, 10, uma denúncia de homofobia apresentada ao Ministério Público de São Paulo. O caso envolveu uma fala dele sobre o cantor sertanejo Tiago Piquilo, dizendo que ele estava como “cara de viado”.

Ao abordar o assunto, ele afirmou que o comentário teve caráter de brincadeira e negou ter desrespeitado o artista. “Eu sempre brinquei com todo mundo que vem aqui no programa. Eu nunca desrespeitei uma pessoa sequer na vida. A coisa que eu mais tenho pelas pessoas é respeito”, iniciou.

“O Brasil sabe que eu brinco. Há 28 anos que eu brinco na televisão e nunca desrespeitei uma pessoa sequer. Quando eu brigo, eu brigo, eu não desrespeito, eu vou pro tapa, vou pro soco, vou pro pontapé. Mas nunca desrespeitei ninguém”, seguiu.

A representação foi apresentada pelo deputado estadual suplente Agripino Magalhães Júnior (PSOL-SP), que já protocolou outras denúncias contra o comunicador.

Ao comentar o assunto, Ratinho evitou mencionar o nome do político e o acusou de usar uma entidade para obter vantagem. “O senhor que está me processando está usando de uma entidade para levar vantagem. Não vou falar seu nome, você não merece que eu fale. O senhor sabe que eu estava brincando”, falou.

“Então, para com bobagem. E a Justiça do Brasil já tem muito processo. Vai incomodar de novo, mais uma vez, juiz, a fim de ganhar dinheiro”, disparou Ratinho.

O apresentador do SBT ainda comparou a situação a um episódio que, segundo ele, ocorreu com Silvio Santos. O apresentador contou que o antigo dono da emissora teria decidido deixar de fazer brincadeiras com crianças após ser questionado por um promotor.

“Ele começou a brincar com crianças aqui no programa dele, e um promotor, se eu não me engano, de Osasco, começou a incomodar, falar que ele estava tratando mal a criança. Ele falou: ‘Ah é? Eu não sei tratar a criança, então não vou mais brincar com criança. ‘Eu também vou fazer isso. Eu não brinco mais, é melhor e mais fácil”, disse.

Galvão Bueno sai em defesa de Ratinho e é detonado

Galvão Bueno, que apareceria na sequência da programação do SBT com o programa ‘Galvão F.C’, também comentou sobre a polêmica. Sem conhecer os detalhes do episódio, o narrador saiu em defesa do colega e relembrou o início da carreira de Ratinho na televisão paranaense.

“Eu sou testemunha. No seu primeiro programa de televisão, lá no Paraná, você nunca desrespeitou ninguém. Nunca na vida. Eu não sei o que foi, me conta a história, mas sou sua testemunha”, afirmou Galvão.

A declaração de Galvão não passou despercebida no X. Algumas pessoas questionaram o posicionamento do narrador, principalmente pelo fato de ele ter defendido Ratinho antes de conhecer o episódio.

“Galvão Bueno defendendo o Ratinho. Não esperava”, escreveu um internauta. “Galvão tá ficando gagá igual este apresentador de quinta?”, disse outro.

Gusttavo Lima vai pagar quase R$ 150 mil por telefone citado no hit 'Bloqueado'

Número de homem foi divulgado em canção do artista

Por Edvaldo Sales
Número do homem foi divulgado em canção do artista - Foto: Divulgação

O cantor Gusttavo Lima, cujo nome civil é Nivaldo Batista Lima, vai ter que pagar uma indenização de R$ 148.824,82 a um homem que teve o número de telefone citado na música ‘Bloqueado’, lançada em 2021.

A determinação partiu do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A cobrança foi autorizada pela 26ª Vara Cível da Capital em decisão assinada no dia 15 de julho deste ano.

O valor corresponde à atualização da condenação original, de R$ 70 mil, com a incidência de juros, correção monetária e honorários advocatícios.

Segundo a coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, a decisão autorizou o cumprimento provisório da sentença, mesmo com um recurso apresentado pela defesa do cantor e da empresa Balada Eventos e Produções LTDA ainda em tramitação.

Como a condenação é solidária, Gusttavo Lima e a empresa respondem conjuntamente pelo pagamento da indenização.

Relembre o caso

Tudo começou em agosto de 2021, quando o homem, que é pernambucano, começou a receber uma grande quantidade de ligações e mensagens depois que seu número de telefone foi mencionado na letra da música ‘Bloqueado’, interpretada pelo cantor.

A ação diz que o volume de contatos chegou a dificultar o uso do celular, inclusive para atividades profissionais por manter o mesmo contato telefônico há anos. O homem tentou resolver a situação diretamente com os envolvidos, mas não obteve resposta.

Em 2022, a Justiça de Pernambuco condenou o cantor e a empresa ao pagamento de R$ 70 mil por danos morais.

A defesa tentou, na ocasião, afastar a responsabilidade de Gusttavo Lima sob o argumento de que ele não era o compositor da música e atuava apenas como intérprete. No entanto, o argumento foi rejeitado pelo juiz.

A sentença afirma que o cantor, por ter grande alcance nacional, contribuiu para a ampla divulgação da obra ao interpretá-la.

Mulher rouba viatura da PM, foge para outra cidade e acaba presa após batida

Veículo foi levado para perícia após a ocorrência e ainda passará por reparos

Por Luan Julião


Batalhão apura como a suspeita conseguiu assumir a direção da viatura - Foto: Divulgação

Uma mulher de 29 anos foi presa após furtar uma viatura da Polícia Militar em Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O veículo foi levado até Rio das Ostras, onde a suspeita perdeu o controle e bateu contra uma contenção de um estabelecimento no bairro Costa Azul.

O caso aconteceu neste domingo, 9. Segundo a Polícia Militar, não houve registro de feridos durante a ocorrência.

Cerco foi montado após furto

De acordo com a corporação, a viatura pertencia à 4ª Companhia do 32º BPM. Assim que o batalhão foi informado sobre o furto, os policiais montaram um cerco para tentar localizar e interceptar o veículo.

A mulher conseguiu deixar Barra de São João e seguiu em direção a Rio das Ostras. A fuga terminou quando ela atingiu a contenção de um estabelecimento no bairro Costa Azul. Os policiais fizeram a abordagem e efetuaram a prisão.

A suspeita, que não teve a identidade divulgada, foi encaminhada para exame de alcoolemia e permaneceu presa. Ela responde por furto qualificado, em razão do prejuízo causado ao funcionamento de serviço público.

Policiais responsáveis pela viatura são afastados administrativamente

A Polícia Militar informou que abriu um procedimento para esclarecer como a mulher conseguiu ter acesso à direção da viatura.

Os dois policiais militares responsáveis pelo veículo foram presos administrativamente no batalhão. Eles deverão prestar esclarecimentos formais sobre o caso, inclusive ao subcomandante.

A audiência de custódia da mulher está marcada para esta terça-feira, 11.

Viatura passa por perícia

Após ser recuperada, a viatura foi submetida a perícia. O veículo deverá passar pelos reparos necessários antes de voltar a ser utilizado pela Polícia Militar.

Craque europeu deixa o Corinthians na véspera da Libertadores

Jogador de 32 anos encerra passagem de dois anos pelo Timão

Por João Grassi
CT do Corinthians - Foto: Divulgação | Corinthians

Um dos principais jogadores ofensivos do Corinthians desde 2024, o holandês Memphis Depay não renovou seu contrato e está oficialmente fora do clube paulista. O comunicado da saída dele foi publicada nas redes sociais, nesta tarde de terça-feira, 11.

Memphis e Corinthians viviam dias de incerteza pela renovação do contrato. De acordo com o Timão, a saída do atacante de 32 anos acontece por "consideração à saúde financeira da instituição".

A saída de Memphis Depay acontece apenas dois dias antes de um compromisso importante pela Copa Libertadores. Na próxima quinta-feira, 13, às 21h30, Alvinegro enfrenta o Rosário Central pelo jogo de ida das oitavas de final, na Argentina.

Atleta com passagens por clube importantes da Europa, como PSV, Manchester United, Lyon, Barcelona e Atlético de Madrid, Memphis Depay foi também destaque na Seleção Neerlandesa nos últimos anos. Ele é o maior artilheiro de todos os tempos da Laranja, com 52 gols.

Memphis Depay no Corinthians

Com a camisa do Corinthians, Memphis Depay participou de 79 jogos durante cerca de dois anos. Foram 20 gols marcados e 15 assistência distribuídas.

Além disso, conquistou os títulos do Campeonato Paulista 2025, Copa do Brasil 2025 e Supercopa Rei 2026.

Memphis Depay - Foto: Rodrigo Coca | Agência Corinthians

Clube faz 18 a 0 e registra a maior goleada da história do Brasileirão

Time nordestino registra a maior goleada da história de torneios da CBF

Por Lucas Vilas Boas
Jogo aconteceu na Série A2 do Brasileirão Feminino - Foto: Divulgação

O futebol brasileiro ganhou um novo recorde de goleada — e ele veio do futebol feminino. O Atlético-PI fez história ao derrotar o Itacoatiara por 18 a 0, no último sábado, pela Série A2 do Campeonato Brasileiro da categoria. O placar passou a ser o maior já registrado em uma competição nacional organizada pela CBF.

A marca anterior pertencia à Ferroviária, que em 2014 aplicou 16 a 1 sobre o Pinheirense, pela Série A1 Feminina. Com os 18 gols marcados no estádio Floro de Mendonça, na Região Metropolitana de Manaus, o clube piauiense assumiu a liderança isolada do ranking histórico.

Antes do Atlético-PI, nenhuma equipe das quatro divisões do Campeonato Brasileiro masculino e as três categorias do feminino havia alcançado uma diferença de 17 gols em uma partida da competição. Os números são do ge.

As maiores goleadas dos Brasileiros

O resultado também reforçou o domínio do futebol feminino entre os maiores placares da história dos Campeonatos Brasileiros. Das cinco goleadas mais expressivas, quatro foram registradas em competições femininas.

Confira o ranking:

Atlético-PI 18 x 0 Itacoatiara — Brasileiro Feminino Série A2, 2026;
Ferroviária 16 x 1 Pinheirense — Brasileiro Feminino Série A1, 2014;
Corinthians 14 x 0 Ceará — Brasileiro Feminino Série A1, 2023;
Porto Velho 13 x 0 Humaitá — Brasileiro Série D, 2026;
Centro Olímpico 13 x 0 Duque de Caxias — Brasileiro Feminino Série A1, 2015.

Entre os homens, o maior resultado continua sendo o 13 a 0 do Porto Velho sobre o Humaitá, pela Série D deste ano. O placar, porém, ficou para trás na lista geral após a goleada histórica do Atlético-PI.

Atlético-PI fecha fase com goleada histórica

A partida aconteceu pela 15ª e última rodada da Série A2 Feminina. O Atlético-PI chegou ao confronto já garantido nas quartas de final, enquanto o Itacoatiara entrou em campo sem chances de escapar do rebaixamento para a Série A3.

Mesmo com as situações definidas, o time piauiense não diminuiu o ritmo e construiu uma goleada que entrou para a história do futebol nacional. Os 18 gols estabeleceram uma nova referência para os maiores placares de todas as competições brasileiras organizadas pela CBF.

Michelle reencontra Flávio Bolsonaro e trata crise como superada

Encontro simboliza a reconciliação após a crise que abalou a campanha presidencial

Por Anderson Ramos
Michelle e Flávio gravaram vídeos que serão usados na campanha eleitoral. - Foto: Reprodução / Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador e o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reencontraram nesta terça-feira, 11, em uma casa de apoio da campanha, no Lago Sul, em Brasília.

O encontro simboliza a reconciliação após a crise que abalou a campanha presidencial, depois que a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo acusando o enteado de desrespeito.

Ao deixar o encontro, Michelle tratou o desentendimento como superado, e disse não guardar mágoas.

“Colocamos uma pedra. Qual família é perfeita? Eu não guardo mágoa de ninguém. Meu coração é limpo, graças a Deus, até porque, se eu guardar mágoa, eu que não vou conseguir viver. Então, estou livre desse sentimento. Acho que as coisas vão se ajustando aos poucos”, afirmou Michelle.

Gravações para campanha

Michelle participou das gravações com o enteado e produziu conteúdos que serão usados nas redes sociais e na propaganda eleitoral.

A ex-primeira-dama também confirmou que pretende participar da campanha presidencial, mas deixou claro que sua atuação presencial será limitada pela rotina de cuidados com Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

“Eu acho que a base já está pronta. A gente percorreu o Brasil por um ano justamente pensando nas eleições de 2026, para que o nosso candidato tivesse o apoio do público feminino. Viajar, eu não sei como vai ser. Acho que a gente vai ver um dia de cada vez, vai tentar se organizar, mas ele pode contar comigo nas redes sociais e contar também com a força feminina que está espalhada pelo Brasil”, afirmou.

Eclipse solar total vai transformar o dia em noite para milhões nesta quarta

Fenômeno será visto totalmente em partes da Europa, Groenlândia e Rússia

Por Victoria Isabel
Eclipse não será visto do Brasil - Foto: Jongsun Lee/Unsplash

O céu de diferentes regiões do mundo ficará parcialmente ou totalmente escuro nesta quarta-feira, 12, durante um eclipse solar total. Segundo estimativa do site especializado Time and Date, cerca de 15,2 milhões de pessoas estarão na faixa em que a Lua encobrirá completamente o Sol.

A fase parcial do fenômeno terá alcance muito maior: aproximadamente 980 milhões de pessoas, o equivalente a 12% da população mundial, poderão observar ao menos parte do Sol encoberta.

O eclipse não será visível do Brasil, nem mesmo parcialmente. No país, o fenômeno poderá ser acompanhado por transmissões pela internet.

Onde o eclipse será visto

A faixa de totalidade passará pela Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e uma pequena área de Portugal.

Já a fase parcial poderá ser observada em uma área mais extensa, abrangendo grande parte da Europa, além de regiões da América do Norte, norte da Ásia e norte e oeste da África.

A Espanha será um dos principais pontos de observação. Nas cidades espanholas localizadas dentro da faixa de totalidade, o Sol ficará completamente encoberto por alguns instantes.

Em outras regiões da Europa, será possível acompanhar apenas o eclipse parcial, com uma parcela maior ou menor do disco solar coberta pela Lua.

No norte da África e em partes da América do Norte, o fenômeno também será observado somente de forma parcial.

Horários do eclipse

O fenômeno começará às 12h34, no horário de Brasília, quando a Lua começará a encobrir parcialmente o Sol no primeiro ponto atingido pela sombra.12h34: 

início do eclipse parcial no primeiro ponto atingido pela sombra da Lua;
13h58: início da fase total no primeiro local em que o Sol será completamente encoberto;
14h46: momento de máximo do eclipse em escala global.

Em cada localidade, a fase em que o Sol ficará totalmente encoberto durará apenas alguns minutos. O tempo máximo de totalidade será de aproximadamente 2 minutos e 18 segundos.

A chamada faixa de totalidade é uma área relativamente estreita do planeta por onde passa a sombra mais intensa da Lua. Somente quem estiver dentro dela poderá observar o Sol completamente encoberto.

Nesta quarta-feira, a faixa atravessará áreas pouco povoadas da Groenlândia e da Islândia, antes de chegar à Europa continental.

Por isso, apesar de milhões de pessoas poderem observar o fenômeno parcialmente, apenas uma parcela muito menor estará em locais onde ocorrerá a totalidade.

Luva de Pedreiro terá que pagar R$ 10 milhões após derrota na Justiça

Influenciador está em uma batalha judicial contra o ex-empresário Allan Jesus

Por Edvaldo Sales
Influenciador está em uma batalha judicial contra o ex-empresário Allan Jesus - Foto: Reprodução | Redes Sociais

O influenciador Iran Ferreira, mais conhecido como Luva de Pedreiro, sofreu mais uma nova derrota para o ex-empresário Allan Jesus. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou o recurso de Iran, restabelecendo a multa contratual de R$ 5,2 milhões, além de manter outras indenizações que podem chegar a R$ 10 milhões.

Por unanimidade, a 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve o reconhecimento da validade do contrato de representação artística e afastou as alegações de analfabetismo funcional e lesão, utilizadas para questionar o negócio jurídico, segundo o jornal Extra.

De acordo com o julgamento, o fato de Luva de Pedreiro ter posteriormente passado a contar com assessoria jurídica, sem que os termos do contrato fossem impugnados naquele momento, também reforçou a conclusão pela validade do acordo.

Além disso, os desembargadores reconheceram ainda que “houve ruptura unilateral e imotivada do contrato, além de violação da cláusula de exclusividade”.

Ou seja, na prática, a decisão afasta irregularidades na atuação de Allan Jesus e atribui a Luva de Pedreiro o descumprimento das obrigações contratuais.

Multa milionária

O restabelecimento integral da multa contratual de R$ 5,2 milhões foi a principal alteração promovida pelo julgamento. O valor havia sido reduzido anteriormente para R$ 3,6 milhões, mas a ASJ Consultoria recorreu da decisão.

O TJ-RJ acolheu o pedido ao entender que a cláusula penal foi livremente pactuada e não se mostrou excessiva diante da dimensão econômica da relação, dos investimentos realizados e do potencial comercial envolvido. Também foram mantidas as condenações por danos materiais e morais.

Ademais, Luva de Pedreiro deverá arcar integralmente com as custas processuais e com honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor atualizado da condenação.

Valor da condenação é superior a R$ 10 milhões

Somando a multa de R$ 5,2 milhões, as indenizações, os honorários advocatícios, a atualização monetária e os demais encargos, o impacto econômico total da condenação pode superar R$ 10 milhões.

Também constam no processo depósitos judiciais superiores a R$ 4 milhões, realizados para garantia de futura execução. O julgamento terminou com três votos favoráveis a Allan Jesus e à ASJ Consultoria e nenhum voto divergente.

Importante ressaltar que a decisão continua sujeita aos recursos e demais medidas processuais previstas em lei. A partir de agora, Luva de Pedreiro só pode procurar as instâncias superiores, Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conselho de Ética mantém ação e Erika Hilton pode perder mandato

Parecer preliminar foi aprovado por 10 votos a 5; deputada terá 10 dias para apresentar defesa

Por Victoria Isabel
Deputada Erika Hilton - Foto: Antonio Araújo | Câmara dos Deputados

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 11, por 10 votos a 5, o parecer preliminar que dá continuidade ao processo que pode levar à cassação do mandato da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar.

O processo é relatado pelo deputado Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara, a partir de uma representação apresentada pelo Partido Missão, do candidato à Presidência da República Renan Santos.

Segundo o parecer, Erika Hilton teria cometido quebra de decoro em uma publicação feita em 11 de março, na rede social X. Na ocasião, a deputada reagiu às críticas que recebeu após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Na publicação, Erika afirmou que não se importava com a opinião de “transfóbicos e imbeCIS” e declarou: “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou [...] Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher. E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui”.

No documento, Cabo Gilberto afirma haver fundamento no pedido de perda de mandato e sustenta que a imunidade parlamentar não impede a apuração de eventuais condutas consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar.

A defesa de Erika Hilton, por sua vez, pediu o arquivamento do processo e questionou a permanência de Cabo Gilberto na relatoria, alegando falta de imparcialidade. O deputado foi um dos signatários de um projeto que proibia pessoas trans de assumirem cargos na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O pedido foi rejeitado pelo presidente do Conselho de Ética, deputado Fabio Schiochet (União-SC).

Com a aprovação do parecer preliminar, Erika Hilton terá agora 10 dias para apresentar sua defesa. Depois dessa etapa, o Conselho de Ética deverá analisar o mérito do processo.

Caso o colegiado aprove uma eventual punição de perda de mandato, a medida ainda precisará ser submetida ao plenário da Câmara dos Deputados, que terá a palavra final sobre a cassação.
terça-feira, 11 de agosto de 2026

TCU decide construir casas para ministros em área nobre de Brasília

Corte já destinou cerca de R$ 180 mil a demolições, mas ainda não estima o custo das novas residências

Mateus Conte

Vista parcial do Lago Sul, em Brasília | Rose Ramalho/Wikimedia Commons

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu construir duas residências oficiais para integrantes da Corte no Lago Sul, em Brasília. Os terrenos foram cedidos pela União em 2024, as demolições nos dois terrenos envolvem cerca de R$ 181 mil — R$ 78,5 mil em uma contratação e R$ 102,5 mil estimados para a segunda.

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo na última sexta-feira, 7, o projeto ainda está na fase de estudos preliminares e não há processo de licitação aberto. O TCU também informou que ainda não existe estimativa de quanto custará a construção das duas casas.

Os terrenos foram transferidos para uso funcional por meio de um acordo de cooperação técnica entre o tribunal e a Secretaria do Patrimônio da União. Em contrapartida, o TCU assumiu o compromisso de reformar dois imóveis federais em Belém.

O Ministério da Gestão e Inovação informou que o tribunal solicitou os terrenos porque não dispunha de imóveis funcionais suficientes para atender ao número de ministros. “Em contrapartida, a União não dispõe de recursos financeiros para reformar muitos imóveis que estão sem uso e se deteriorando”, afirmou a pasta.

Tribunal de Contas da União | Foto: Valter Campanato|/Agência Brasil

TCU ainda não definiu quem ocupará as residências

Atualmente, o TCU possui quatro apartamentos funcionais em Brasília.

Vital do Rêgo, Bruno Dantas e Augusto Nardes ocupam apartamentos funcionais do tribunal;
Antonio Anastasia mora em um apartamento do Senado enquanto aguarda a reforma da quarta unidade funcional;
Odair Cunha e Jhonatan de Jesus recebem auxílio-moradia;
Benjamin Zymler, Walton Alencar e Jorge Oliveira moram em imóveis particulares e não recebem o benefício.

O tribunal afirmou que ainda não definiu quem poderá ocupar as duas novas residências nem os critérios para a escolha. Segundo a Corte, a finalidade dos imóveis seguirá uma resolução interna que regulamenta a concessão de moradias funcionais a ministros, ministros-substitutos e integrantes do Ministério Público junto ao TCU.

Apesar de o projeto permanecer em fase inicial, o tribunal já realizou despesas relacionadas aos terrenos. Em outubro de 2024, contratou a Mega Retro Ltda. por R$ 78,5 mil para demolir uma das casas existentes. Em 2025, uma ordem de serviço autorizou a demolição de outra edificação, com custo estimado de R$ 102,5 mil.

Um dos imóveis de Belém incluídos como contrapartida no acordo já teve a reforma concluída e abriga a Superintendência do Patrimônio da União no Pará. O segundo, que integra a sede do TCU no Estado, continua em obras e deverá ter uso compartilhado por órgãos da administração pública federal.

Novo advogado de Vorcaro pede audiência com André Mendonça

Defesa do ex-banqueiro tenta negociar nova tentativa para acordo de delação premiada

Fábio Bouéri

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça | Foto: Montagem sobre reprodução/Rede sociais/EBC

O advogado Daniel Bialski, que assumiu recentemente a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, solicitou uma audiência com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações do caso Banco Master. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira, 10, como nova tentativa de retomar as negociações para um acordo de delação premiada. O movimento já havia sido antecipado pela Oeste, conforme reportagem no último dia 6.

Bialski foi contratado na última semana e passou a atuar ao lado do advogado Sérgio Leonardo, que acompanha Vorcaro desde o início das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A informação foi adiantada pela coluna No Ponto, de Oeste, na última quinta-feira, 6.

Vorcaro: falta de “informações relevantes”

A estratégia da defesa é apresentar uma terceira proposta de colaboração premiada. As duas anteriores foram rejeitadas pela PF e pela PGR. Segundo os investigadores, os relatos apresentados por Vorcaro não continham informações inéditas relevantes nem elementos suficientes para comprovar os fatos narrados.

A primeira negativa ocorreu no fim de maio. Em junho, uma nova proposta também foi recusada pelos dois órgãos. Com a chegada de Bialski, a defesa espera adotar uma nova estratégia para tentar reabrir as negociações.

Depois das recusas das propostas de delação, o ministro André Mendonça determinou a transferência de Daniel Vorcaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde ele permanece preso.

As investigações sobre o Banco Master apuram suspeitas de irregularidades envolvendo operações financeiras e a gestão da instituição. A audiência solicitada por Bialski é vista por interlocutores do processo como uma tentativa de restabelecer o diálogo com o relator e avaliar a possibilidade de um novo acordo de colaboração premiada.

Acusado de divulgar dados de Viviane Barci pede saída de Moraes do caso

Defesa de Marcelo Conde recorre a Fachin e afirma que ministro está impedido de relatar investigação

Pâmela Zacarias

Viviane Barci e Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Metrópoles

A defesa do empresário Marcelo Conde pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que retire Alexandre de Moraes da relatoria do caso que investiga a suposta compra de dados fiscais da advogada Viviane Barci, mulher do ministro. Conde nega as acusações.

Os advogados já haviam apresentado o pedido diretamente a Moraes em meados de julho. A defesa argumentou que o ministro deveria se declarar impedido por ser casado com a pessoa que teria sido vítima do acesso indevido aos dados. Moraes não respondeu ao pedido.

Agora, os advogados encaminharam a solicitação a Fachin. A defesa também pediu que, se necessário, o caso seja levado ao plenário do STF para análise dos demais ministros.

Defesa cita vínculo familiar de Moraes

A defesa de Conde afirma que Moraes não pode atuar no processo por causa do vínculo familiar com a suposta vítima. Os advogados citam o artigo 252, inciso IV, do Código de Processo Penal, que trata das situações de impedimento de magistrados.

O entendimento adotado pelo STF, contudo, considera que a vítima, nesse tipo de investigação, é a própria Corte. Esse entendimento permite que Moraes permaneça na relatoria do caso.

Marcelo Conde aparece como investigado no chamado Inquérito das Fake News. Empresário do setor imobiliário, ele é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde (1934-2015).

Investigação sobre dados fiscais

Segundo a Polícia Federal (PF), Conde teria pago R$ 4,5 mil para obter declarações de Imposto de Renda de Viviane Barci. O empresário nega a acusação e atualmente vive na Espanha.

A PF afirma que o contador Washington Travassos de Azevedo teria obtido os documentos de maneira indevida. Ele está preso desde 14 de março.

Em 1º de abril, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão contra Conde. Os agentes não o encontraram no Rio de Janeiro porque ele vivia em Madri. Posteriormente, o empresário se apresentou às autoridades espanholas.

Moraes determinou a prisão preventiva de Conde mesmo com parecer contrário da Procuradoria-Geral da República. O órgão havia considerado que não existiam provas suficientes nem risco que justificasse a medida.

Moraes manda investigar cursos de 'Débora do batom' na prisão

Ministro do STF quer verificar se atividades realizadas por cabeleireira podem ser usadas para redução de pena

Fábio Bouéri

A cabeleireira Débora dos Santos e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Penitenciária Feminina de Tremembé e órgãos do sistema prisional de São Paulo prestem esclarecimentos sobre cursos realizados por Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do batom, durante o período em que esteve presa, conforme antecipou Oeste em reportagem no último dia 4.

A decisão faz parte da análise dos pedidos de remição de pena apresentados pela defesa da cabeleireira, condenada a 14 anos de prisão por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e por pichar, com um batom, a estátua “A Justiça”, em frente ao prédio do STF.

Moraes: verificação dos cursos

Moraes quer saber se os cursos “Reescrevendo minha história”, atribuídos a Débora, possuem convênio com o Poder Público e se integram oficialmente o projeto pedagógico da unidade prisional. A apuração busca evitar o reconhecimento de atividades que não atendam aos requisitos legais para redução da pena.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao reconhecimento de 212 dias de remição, considerando atividades de leitura, trabalho interno e a aprovação de Débora no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No entanto, a homologação definitiva depende dos esclarecimentos solicitados pelo ministro.

Na mesma decisão, Moraes também determinou que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo explique os registros de ausência de sinal do GPS da tornozeleira eletrônica usada por Débora.

A defesa sustenta que as falhas decorrem de instabilidades técnicas do sistema e não representam descumprimento das medidas impostas pela Justiça. Atualmente, Débora cumpre pena em regime domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica e submetida a restrições determinadas pelo Supremo.

Informante da PF cita elo de Lulinha no Ministério da Saúde

Ex-secretário-executivo da pasta é atualmente chefe de gabinete adjunto no Palácio do Planalto

Victória Batalha

Lulinha mudou-se para Madri em 2025 com a família | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

Um informante da Polícia Federal afirmou, em depoimento, que Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, ajudou a abrir as portas do Ministério da Saúde para pessoas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Berger ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde na época. Atualmente, ele trabalha no Palácio do Planalto como chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente.

Segundo o relato, os investigadores apontavam Berger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, como canais de acesso de Lulinha, da empresária Roberta Luchsinger e do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, dentro do Ministério da Saúde.

Berger tem longa trajetória no PT

Berger é uma figura histórica do Partido dos Trabalhadores (PT). Marcola, por sua vez, ocupou a chefia de gabinete de Lula durante todo o atual governo e deixou o cargo em 21 de julho deste ano.

Na semana passada, veio a público a informação de que Roberta Luchsinger realizou pagamentos a Marcola.

Empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O relato do informante também envolve Antonio Carlos Camilo Antunes. Em depoimentos prestados à PF em 2025, ele afirmou que o empresário, conhecido como “Careca do INSS”, pagava valores mensais a Lulinha em troca de acesso a órgãos da área da saúde do governo federal.

As defesas dos envolvidos negam que tivessem como objetivo facilitar a venda de produtos relacionados ao canabidiol, conforme consta no depoimento.
Defesas negam acusações

As defesas dos envolvidos negam as acusações citadas nos depoimentos.


As defesas de Camilo Antunes, de Lulinha e de Roberta Luchsinger negam as acusações apresentadas pelo informante à Polícia Federal.

Haddad: taxa das blusinhas ‘não tem nada a ver comigo’

Petista responsabiliza governadores e Congresso pela cobrança aprovada durante sua gestão no Ministério da Fazenda

Mateus Conte

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, negou nesta segunda-feira, 10, ter sido responsável pela criação da chamada “taxa das blusinhas”, cobrança sobre compras internacionais aprovada durante sua gestão no Ministério da Fazenda.

“Não tem nada a ver com arrecadação, não tem nada a ver comigo, tem a ver com os governadores e com o Congresso Nacional”, disse Haddad, em sabatina à CNN Brasil. A emissora prevê entrevistar o governador Tarcísio de Freitas na próxima quarta-feira, 12.

Segundo o ex-ministro, a discussão começou com uma iniciativa dos Estados para cobrar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos importados. “Fui procurado pelos governadores, inclusive pelo Tarcísio, para cobrar o ICMS das importações, então quem começou a cobrar a taxa foram os governadores”, declarou.

Haddad afirmou que a tributação federal partiu do Congresso e que Lula inicialmente se opunha à medida e chegou a considerar vetá-la. Segundo o candidato, o presidente mudou de posição depois de Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara, informar que a proposta teria apoio unânime dos partidos e que, nesse cenário, o Congresso derrubaria um eventual veto.

Haddad também negou que a cobrança estivesse relacionada ao ajuste fiscal conduzido pela Fazenda. “Não era arrecadatório, tinha nada a ver com arrecadação”, afirmou. “Nem estava nos planos do ajuste fiscal essa medida, era um pedido do varejo.”

O candidato reconheceu que a medida provocou desgaste político para o governo, mas atribuiu aos adversários a associação da cobrança a Lula. Na sequência, Haddad voltou a rejeitar responsabilidade pela medida. “Não tem nada a ver com o presidente, não tem nada a ver comigo”, declarou. “Foi uma articulação de governadores de um lado e do Congresso Nacional de outro.”

Haddad defendeu “taxa das blusinhas” no passado

Apesar de atribuir a criação da cobrança ao Congresso e aos governadores, Haddad já defendeu publicamente a tributação das compras internacionais durante sua passagem pela Fazenda.

Em junho de 2024, quando o Congresso discutia a alíquota federal de 20% sobre remessas de até US$ 50, o então ministro afirmou que o envolvimento dos parlamentares no debate deveria ser “celebrado pela sociedade” e disse que, a partir das informações reunidas pela Fazenda com diferentes setores, “chegou-se a esse denominador comum dos 20%”.

Depois da sanção, Haddad também justificou a cobrança como forma de “equilibrar o jogo” entre as plataformas estrangeiras e o varejo brasileiro.

Em maio deste ano, Lula também afirmou que Haddad apoiava a cobrança. Ao comentar a decisão do governo de zerar a alíquota, o presidente disse que o ex-ministro “acreditava realmente que era uma coisa boa” e que havia defendido “com convicção” a medida como forma de proteger a indústria nacional.

Lula afirmou que Haddad defendeu taxa das blusinhas “com convicção” | Foto: Adriano Machado/Reuters

Petista defende revisão de contratos de concessão

Durante a entrevista, o candidato também tratou de segurança pública, privatizações e da situação econômica de São Paulo. Haddad afirmou que pretende rever contratos firmados pela gestão de Tarcísio caso seja eleito.

Sobre a Sabesp, reiterou sua oposição à privatização, mas não prometeu reestatizar a companhia. Segundo Haddad, seria necessário analisar o contrato e os possíveis custos de uma reversão. “Quando você tem um contrato assinado, a emenda pode sair pior do que o soneto”, avaliou. “Você pode ter que pagar uma indenização bilionária.”

Na segurança pública, Haddad propôs um gabinete presidido pelo governador e integrado por órgãos estaduais e federais, como as polícias Militar, Civil e Federal, o Ministério Público e a Receita Federal. “O crime organizado vence o Estado desorganizado, mas o Estado organizado derrota o crime organizado”, encerrou.

Candidata do Psol declara patrimônio de R$ 2 bilhões ao TSE

No Tocantins, possível erro em declaração atribui valores milionários a carros e imóveis populares

Fábio Bouéri

Lúcia Viana, candidata a vice-governadora do Tocantins | Foto: Reprodução/X

A candidata a vice-governadora do Tocantins Lúcia Viana (Psol) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir um patrimônio de R$ 2 bilhões. No entanto, a relação de bens apresentada à Justiça Eleitoral contém valores muito acima dos de mercado, indicando um provável erro de digitação ou de preenchimento no sistema do TSE.

Servidora pública federal, de 64 anos, Lúcia Viana integra a chapa encabeçada por Prof. Witer Naves (Psol) na disputa pelo governo do Tocantins. Entre os bens declarados estão um Fiat Strada 2007 registrado por R$ 15 milhões, um Toyota Etios 2015/2016 avaliado em R$ 35 milhões e um Renault Sandero 2013/2014 declarado por R$ 25 milhões.

Candidata: chácara de R$ 900 milhões

Para efeito de comparação, um Fiat Strada 2007 vale cerca de R$ 30 mil pela Tabela Fipe, enquanto um Toyota Etios 2015/2016 tem valor aproximado de R$ 35 mil. Com os valores informados na declaração, seria possível comprar centenas de unidades desses veículos.

Lúcia Viana também declarou cinco imóveis por cifras igualmente elevadas. Dois prédios residenciais foram registrados por R$ 150 milhões cada um, um prédio comercial por R$ 500 milhões, outro prédio residencial por R$ 300 milhões e uma chácara por R$ 900 milhões.

Um dos imóveis estaria localizado no loteamento Lago Sul, em Palmas (TO), onde imóveis semelhantes costumam ser anunciados entre R$ 120 mil e R$ 1 milhão, muito abaixo dos valores informados ao TSE.

Eduardo Bolsonaro republica vídeo de Cleitinho em apoio a Flávio em MG

Gravação divulgada por página ligada ao senador mineiro também foi compartilhada por ele; PL tem candidato próprio ao governo estadual

Letícia Alves

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) | Foto: Divulgação/ Senado

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro republicou um vídeo em que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) declara apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Uma página de apoio a Cleitinho divulgou originalmente o vídeo. O senador também compartilhou a publicação.

A movimentação ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 no Estado. Cleitinho recebeu autorização do Republicanos para disputar o governo estadual na sexta-feira 7, depois de inicialmente anunciar que não concorreria.

PL tem candidatura própria em Minas Gerais

O PL, no entanto, já definiu candidato próprio ao governo de Minas. A legenda lançou, na quarta-feira 5, a pré-candidatura do presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe, que é próximo de Flávio. O ex-deputado federal Charlles Evangelista (PL) será o vice.

O presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor, descartou retirar Roscoe da disputa para apoiar Cleitinho. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, também confirmou Roscoe como o nome do partido no palanque mineiro.

Marinho afirmou que o PL negociou com Cleitinho por quase 120 dias, mas optou por Roscoe devido à instabilidade do Republicanos. PL e Republicanos negociavam uma aliança em Minas Gerais desde maio. As legendas avaliavam usar o palanque de Cleitinho para a campanha de Flávio.

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