RADIO WEB JUAZEIRO



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Pesquisa: Tarcísio abre vantagem e pode vencer no 1º turno em SP

Levantamento da Vox Brasil mostra governador com 53,7% das intenções de voto, contra 34% de Fernando Haddad

Fábio Bouéri

Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição ao governo de São Paulo Foto: Divulgação/GovSP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera com ampla vantagem a disputa pela reeleição. Se a eleição fosse realizada hoje, ele seria reconduzido ao cargo já no primeiro turno. É o que aponta pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo, 16. Tarcísio aparece com 53,7% das intenções de voto; Fernando Haddad (PT) registra 34%.

A diferença entre os dois principais candidatos é de 19,7 pontos percentuais. Os demais nomes testados aparecem com índices baixos: Carlos Machado tem 1,3%, Vera Lúcia, 0,5%, e Vivian Mendes e Izadora Dias registram 0,3% cada. Brancos, nulos e eleitores que não souberam ou não quiseram responder somam 9,9%.

Tarcísio: vantagem também aparece no 2º turno

O cenário permanece favorável a Tarcísio em uma eventual segunda rodada contra Haddad. Nesse caso, o governador alcança 54,3% das intenções de voto, contra 35,2% do petista. A diferença seria, portanto, de 19,1 pontos percentuais.

O levantamento também mostra uma diferença expressiva nos índices de rejeição. Haddad aparece com 46,1% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Tarcísio tem rejeição de 22,3%, menos da metade do índice atribuído ao adversário.

A Vox Brasil entrevistou 1.480 eleitores em todo o Estado de São Paulo entre os dias 11 e 13 de agosto. A margem de erro é de 2,55 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O resultado da Vox reforça uma tendência já identificada por outros levantamentos recentes, embora os percentuais variem entre os institutos. Pesquisa Ideia/Associação Comercial de São Paulo divulgada em 10 de agosto, por exemplo, apontou Tarcísio com 50,6% e Haddad com 33,6% no primeiro turno.

Disputa começa oficialmente

O resultado da Vox surge justamente no início oficial da campanha eleitoral. Tarcísio iniciou sua campanha pela reeleição neste domingo, em Osasco, município considerado estratégico por estar na Grande São Paulo, região em que Haddad teve desempenho mais forte na eleição de 2022.

A vantagem registrada na pesquisa coloca o conservador em uma posição confortável. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos.

‘Não houve nada’, diz Tarcísio sobre suposta perseguição da PM a motorista de Haddad

Governador afirma que imagens de mais de 70 câmeras não encontraram evidências de abordagem a funcionário ligado ao PT

Fábio Bouéri

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e seu adversário de campanha, o petista Fernando Haddad | Foto: Reprodução/YouTube

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo, 16, que a investigação sobre a suposta perseguição da Polícia Militar ao motorista do candidato Fernando Haddad (PT) não encontrou evidências de que tenha ocorrido uma abordagem. Segundo ele, os dados disponíveis indicam que houve uma falsa comunicação.

O episódio ocorreu na noite de terça-feira 11, quando o motorista de Haddad afirmou ter sido seguido por policiais militares enquanto dirigia um Ford Fusion. O caso ganhou repercussão durante o início da campanha eleitoral para o governo de São Paulo, colocando os dois principais adversários no centro de uma nova disputa política.

Tarcísio: GPS e câmeras foram analisados

Segundo Tarcísio, a Polícia Militar analisou o deslocamento das viaturas por meio dos sistemas de GPS. O monitoramento, de acordo com o governador, mostrou que os veículos policiais apenas cruzaram com o automóvel conduzido pelo motorista de Haddad. Não houve perseguição.

A investigação também teria analisado imagens de mais de 70 câmeras de segurança. Tarcísio afirmou que os registros não mostram abordagem ou contato dos policiais com o motorista. O governador disse que o episódio continua sendo apurado pelas autoridades.

Imagens colocam em dúvida parte da versão apresentada inicialmente pelo motorista Alessandro Caseri. Segundo os registros, o carro chegou ao hotel na Rua Joinville, em São Paulo, às 21h58, enquanto uma viatura da PM passou pelo local apenas às 22h24 — uma diferença superior a 25 minutos.

As gravações mostram ainda que, durante parte do trajeto, o Ford Fusion trafegava sem uma viatura seguindo-o de perto. Em determinado momento, uma viatura passa pelo carro e reduz a velocidade até quase parar. As imagens, contudo, não permitem determinar se houve algum tipo de sinalização ou contato entre os policiais e o motorista.

Caso pode virar inquérito

Tarcísio afirmou que o caso está sendo encaminhado para investigação pela Polícia Civil e que o motorista deverá ser chamado para prestar depoimento. O governador disse que qualquer eventual desvio de conduta por parte de policiais será investigado e punido.

“Estamos apurando isso com a maior responsabilidade”, afirmou Tarcísio. Segundo ele, caso seja comprovada alguma irregularidade por parte dos agentes públicos, o governo adotará as medidas necessárias.

Zema diz que o problema do Brasil é a soltura de criminosos

Ex-governador de Minas Gerais afirmou que pretende construir um superpresídio no país

Uiliam Grizafis

Candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) colocou a segurança pública no centro do primeiro discurso de campanha. Neste domingo, 16, em Montes Claros (MG), o ex-governador de Minas Gerais criticou a impunidade e afirmou que o principal problema do Brasil é a soltura de criminosos.

“O problema do Brasil é que bandido fica solto”, afirmou Zema. “A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta.”

O candidato disse desejar que os brasileiros possam se sentir seguros nas ruas. O político relatou já ter sido assaltado três vezes. “Quero o brasileiro se sentindo seguro, podendo andar com o celular na rua”, disse.

Zema afirmou ainda que pretende endurecer o combate à criminalidade e manter na prisão autores de crimes graves. “Mas vamos mudar isso”, declarou. “Vamos colocar para mofar na cadeia quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem.”

Entre as propostas apresentadas pelo candidato está a construção de um superpresídio na região Norte do país destinado a líderes de facções criminosas.

Gestão de Zema em Minas Gerais

Durante o discurso, Zema também apresentou sua trajetória e a administração de Minas Gerais como uma das principais credenciais para disputar a Presidência. Ao falar sobre suas origens, relembrou a chegada de sua família italiana ao Brasil. Segundo o candidato, o país deixou de ser um destino desejado, inclusive pelos próprios brasileiros.

“Quero um Brasil onde nossos filhos não precisem mudar para os Estados Unidos ou para a Europa”, afirmou Zema. “Quero o brasileiro com esperança, pensando que o Brasil é a terra do futuro.”

O candidato afirmou que sua administração em Minas Gerais fez com que brasileiros de outras regiões tivessem interesse em se mudar para o Estado. “Aqui temos prosperidade”, afirmou o ex-governador. “O que fiz aqui vou fazer com o Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção, com gente competente.”

O candidato acrescentou: “Já mostramos que o Brasil não é um país fracassado. É um país roubado.” Para Zema, a eleição de 2026 é a mais importante da história. “Em 4 de outubro, vamos decidir se quem vai continuar à frente do Brasil são as pessoas que estão aí”, afirmou. “Vamos definir o futuro das próximas gerações.”

Zema também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal. “É político ficando cada vez mais rico, com contrato de R$ 129 milhões para a mulher e o povo cada vez mais pobre”, declarou.

Novo aciona Justiça para barrar candidatura de Marçal

Ação está sob relatoria da ministra Estela Aranha, do TSE

Uiliam Grizafis

O registro de Pablo Marçal ainda precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral. O empresário está inelegível até 2032 | Foto: Reprodução/Redes sociais

O candidato a deputado federal Erciley Pires Santana (Novo-GO) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo, 16, para pedir a impugnação da candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República.

A ação está sob relatoria da ministra Estela Aranha e questiona o cumprimento dos prazos e das regras da legislação eleitoral.

Segundo o documento, o registro da candidatura de Marçal foi enviado depois das 19h de sábado 15, prazo-limite estabelecido pela legislação. A ação afirma ainda que o candidato não apresentou o plano de governo, documento obrigatório para quem disputa a Presidência.

A filiação de Marçal ao PRTB também é questionada. De acordo com a ação, o empresário retornou à legenda por meio de uma liminar concedida pela Justiça Eleitoral de São Paulo. A decisão ainda depende de análise definitiva.

O documento cita ainda reportagens sobre investigações que envolvem Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB e candidato a vice na chapa de Marçal. As matérias mencionadas tratam de suspeitas de fraudes internas no partido e de supostas ligações com o PCC.

O registro da candidatura de Marçal

O PRTB oficializou na noite de sábado a candidatura de Marçal à Presidência. A chapa foi incluída no sistema do TSE depois que a Justiça Eleitoral concedeu uma liminar para regularizar a filiação do empresário ao partido.


O registro ainda precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral. O empresário está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo.

A liminar que permitiu o retorno de Marçal ao PRTB foi concedida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP).

Comandante militar dos EUA termina viagem pelo Oriente Médio

Cooper esteve no Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

Fábio Bouéri
O almirante Brad Cooper durante visita a militares dos EUA em instalações no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O almirante Brad Cooper, líder do Comando Central dos EUA (Centcom), concluiu neste sábado, 15, uma viagem de dez dias pelo Oriente Médio. O roteiro incluiu seis países da região e uma visita ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente no Mar da Arábia.
Segundo o Centcom, cuja função é planejar, coordenar e comandar operações militares americanas, Cooper se reuniu com autoridades civis e militares, além de visitar tropas norte-americanas mobilizadas na região.
EUA mantêm bloqueio naval

A viagem ocorreu em um momento de elevada tensão militar entre os Estados Unidos e o Irã. Cooper esteve em Israel, Iraque, Bahrein, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Ao longo do percurso, o comandante discutiu questões de segurança regional com autoridades e acompanhou as operações das forças norte-americanas.

No último compromisso da viagem, Cooper visitou o USS Abraham Lincoln, porta-aviões que está há mais de 240 dias consecutivos no mar da região sob conflito. A embarcação chegou ao Oriente Médio em janeiro e participa das operações militares norte-americanas relacionadas ao Irã, além de atuar no bloqueio naval contra portos inimigos.

Durante a visita, o almirante elogiou os militares que integram o grupo de ataque do porta-aviões e classificou a missão como uma das operações mais intensas e relevantes da história recente da Marinha norte-americana. O navio baseou milhares de decolagens e pousos de aeronaves de combate desde o início de sua atuação na região.

A presença prolongada do USS Abraham Lincoln ocorre em meio à estratégia de pressão militar e econômica de Washington contra Teerã. O bloqueio naval norte-americano busca restringir a capacidade do Irã de utilizar seus portos e exercer controle sobre rotas marítimas estratégicas, incluindo a região do Estreito de Ormuz.

A operação também impõe desgaste às forças norte-americanas. A permanência prolongada do porta-aviões sem uma escala convencional em portos levantou questionamentos sobre as condições de descanso, abastecimento e saúde mental dos militares. A Marinha afirma, no entanto, que mantém assistência aos tripulantes e que não houve aumento significativo nos casos de problemas psicológicos.

A viagem permitiu ao comandante acompanhar diretamente as tropas norte-americanas em diferentes pontos do Oriente Médio. O comando informou que Cooper conversou com militares, participou de cerimônias de reconhecimento e avaliou as atividades das forças destacadas na região. Mais de 50 mil militares norte-americanos atuam atualmente no Oriente Médio, segundo informações divulgadas durante a viagem.

Flávio prepara série de propagandas para as eleições

Candidato terá agenda de gravações nesta semana

Edilson Salgueiro

Flávio gesticula durante evento de campanha para a eleição presidencial, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro - 16/8/2026 | Foto: Pilar Olivares/Reuters

O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, terá uma semana dedicada à gravação de propagandas eleitorais. A agenda começará depois do lançamento oficial da candidatura ao Palácio do Planalto, neste domingo, 16, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

A equipe de comunicação da campanha trabalha na definição da mensagem que será apresentada aos eleitores. O publicitário Duda Lima assumiu o comando da área no fim de julho, depois da saída de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer.

Foi a segunda mudança na equipe em aproximadamente dois meses. Duda trabalhou na campanha de Jair Bolsonaro à Presidência em 2022. Em 2024, atuou na campanha de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo.

O objetivo da nova série de propagandas

Uma das estratégias já conhecidas recupera um episódio da eleição presidencial de 2002. Naquele ano, a atriz Regina Duarte participou da propaganda de José Serra (PSDB) e afirmou ter medo de uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de vencer a eleição, o petista declarou o seguinte: “A esperança venceu o medo”.

Agora, a equipe de Flávio trabalha com uma inversão da frase: “A esperança virou o medo”. A mensagem deverá ser associada a temas como violência e dificuldades econômicas. Duda está à frente da estratégia. Segundo informações obtidas por Oeste, o publicitário passou a ter maior acesso direto a Flávio.

O discurso de Flávio Bolsonaro

Durante o discurso deste domingo, Flávio reproduziu um áudio de Bolsonaro e ressaltou o legado político do pai. O candidato à Presidência ainda criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o país olha para a classe política “com nojo”.

A segurança pública ocupou parte importante do discurso. Flávio prometeu endurecer o combate ao crime e classificar facções criminosas como organizações terroristas. Também defendeu medidas contra a violência sofrida por mulheres.

Na economia, o candidato falou em redução de gastos públicos e impostos e criticou a condução da política econômica do governo Lula. Flávio também mencionou as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao apontar os escândalos de corrupção do governo petista.

O ato em Copacabana marcou o primeiro dia oficial da campanha eleitoral. Flávio dividiu o palanque com aliados do PL, incluindo os candidatos ao Senado Carlos Portinho e Carlos Jordy, e com o candidato do partido ao governo do RJ, Douglas Ruas.

Governo do Paraná: Sergio Moro (PL) lidera, com 46,1%

O deputado estadual Requião Filho (PDT) registra 23,4% e aparece na segunda colocação, mostra levantamento do Paraná Pesquisas

Anderson Scardoelli

O senador Sergio Moro é o candidato do Partido Liberal ao governo do Paraná | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Sergio Moro (PL) ocupa a primeira posição de forma isolada nas intenções de voto para o governo paranaense. Ele soma 46,1%, conforme o levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou na manhã desta segunda-feira, 17.

O deputado estadual Requião Filho (PDT) surge na segunda colocação. Ele registra 23,4%.

O deputado federal Sandro Alex (PSD) está em terceiro. De acordo com a pesquisa, o parlamentar detém 16,5% das intenções.

Nenhum dos outros cinco candidatos ao governo do Paraná alcançou 1% da preferência eleitoral. Luiz França (Missão) aparece com 0,9%, seguido por Tayná Miessa (UP), 0,6%, Alexandre Salomão (Mobiliza), 0,4%, e Samuel de Mattos (PSTU), com 0,1%. Adriano Teixeira (PCO) surge com 0,0%. O quinteto está em condição de empate técnico.

Do total de entrevistados, 6,5% constam no grupo de nenhum/branco/nulo. Já 5,5% não souberam responder ou não quiseram participar.

Na parte de rejeição, as posições entre Requião Filho e Moro se invertem. Isso porque 36,3% afirmam que jamais votariam no político do PDT. Enquanto isso, 23,8% têm a mesma opinião referente ao representante do PL na disputa pelo governo do Paraná. Alex, sua vez, é rejeitado por 11,1% dos eleitores.

Dados da pesquisa que mostra Moro na liderança pelo governo do Paraná

Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE

Para o levantamento em que Moro lidera as intenções de voto para o comando do Poder Executivo paranaense, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1.520 eleitores em potencial. O trabalho nesse sentido ocorreu de 13 a 16 de agosto, em 95 municípios.

Conforme o instituto, a margem de erro da pesquisa é de 2,6 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Além disso, informa-se que o grau de confiança do material é de 95%.

O código PR-09048/2026 é o protocolo de registro da pesquisa no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.

Debate em MG tem microfones cortados depois de bate-boca entre Kalil e Gabriel Azevedo

Candidato do MDB afirma que adversário do PDT o ameaçou com um soco durante programa da Band

Isabela Jordão

Debate entre candidatos ao governo de Minas Gerais neste domingo, 16 | Foto: Reprodução/BandNews

Um bate-boca entre Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) terminou com os microfones dos dois candidatos cortados durante o debate da emissora Band Minas, realizado na noite deste domingo, 16. A discussão começou quando Gabriel acusou o ex-prefeito de Belo Horizonte de atribuir a si a criação de uma casa de apoio.

“Eu não vou fazer uma coisa: mentir, como o Kalil, dizendo que criou a casa de apoio, sendo que ela já existia”, afirmou Gabriel durante o programa.

Kalil tentou responder mesmo fora do tempo destinado à sua fala. Enquanto o candidato falava sem o microfone, Gabriel interrompeu a própria resposta para reclamar da atitude do adversário. “O candidato está me xingando”, disse.

Os jornalistas responsáveis pela condução do debate pediram que os dois respeitassem as regras e advertiram que poderiam interromper o áudio. Como a discussão continuou, os microfones de Kalil e Gabriel foram desligados para permitir o prosseguimento do programa e a realização das considerações finais.

Gabriel afirmou ainda que Kalil teria ameaçado caminhar em sua direção e lhe dar um soco. “Política não é futebol, debate é um lugar que tem que ter respeito, e todos os candidatos viram na hora que o outro candidato, Alexandre Kalil, me xingou e ainda disse que ia vir na minha direção me dar um soco”, declarou.

Kalil negou a ameaça. Questionado sobre o episódio, respondeu: “Tem imagem. Só checar”.

Kalil admite não ter lido planos de governo de candidatos em MG

O episódio ocorreu no fim do primeiro debate televisivo da eleição para o governo de Minas Gerais e foi um dos momentos de maior tensão do programa. Kalil e Gabriel também trocaram críticas em outros momentos da transmissão.

Em uma das discussões, Gabriel afirmou ter lido os planos de governo dos candidatos e questionou Kalil sobre propostas para trabalhadores de aplicativos. “Eu tive o cuidado de ler os planos de governo de todos os candidatos que estão aqui, porque eu acho que isso é respeito com o cidadão.”

Kalil respondeu que não havia lido integralmente o documento. “Ô, Gabriel, que bom que você leu, porque eu não li, não, sabe? Eu li o resumo só”, afirmou. “Porque eu estou estudando o Estado com muito cuidado e estou debatendo pessoalmente.”

Na saída do debate, Kalil minimizou a troca de acusações. “É igual futebol, ficou lá”, declarou.

Gabriel discordou da comparação e pediu respeito durante a campanha. “Equilíbrio é fundamental, recomendo que ele se acalme, se tranquilize”, afirmou o candidato do MDB.

TSE manda remover vídeo de Flávio que associa Lula a PCC e CV

Com 5 votos a 2, julgamento ocorreu depois de o presidente da Corte, Nunes Marques, negar liminar para retirada do conteúdo em 26 de julho

Lucas Cheiddi

Fachada da sede do TSE, em Brasília | Foto: Divulgação

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de um vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A medida contou com cinco votos favoráveis e dois contrários no plenário virtual da Corte.

A iniciativa para a remoção partiu da Federação Brasil da Esperança, composta de PT, PCdoB e PV. As siglas acusaram Flávio de propaganda eleitoral antecipada e de fazer uma ligação falsa entre Lula e organizações criminosas. O julgamento ocorreu depois de o presidente do TSE, Nunes Marques, negar liminar para retirada do conteúdo em 26 de julho.

Detalhes da votação e decisão do TSE

O presidente Lula da Silva e o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

Os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira votaram pela exclusão do vídeo. Já André Mendonça e o próprio Nunes Marques foram contrários à remoção. Além disso, o TSE determinou que a plataforma X exclua o conteúdo ofensivo contra Lula.

Em paralelo, uma solicitação do ministro André Mendonça, que exigia o envio à Corte de gravações e documentos relativos ao 8º Congresso Nacional da Federação Brasil da Esperança e ao lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, não foi analisada pelo tribunal.

O TSE considerou inadequada a distribuição do processo e decidiu pela redistribuição entre outros integrantes. Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques divergiram de Mendonça e Dias Toffoli.

PL lidera número de candidatos e verba eleitoral em 2026

Partido registrou 1,6 mil candidatos, à frente de MDB, Republicanos, Novo e Podemos; PT aparece em sétimo lugar

Letícia Alves

Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto I Foto: Beto Barata/PL

O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o partido com o maior número de candidatos para as eleições de 2026. A campanha começou oficialmente neste domingo, 16, quando os candidatos passaram a ter autorização para pedir votos.

Os dados foram levantados pelo jornal O Estado de S.Paulo com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados no sábado 15, às 19h30. Esse foi o horário final para o registro das candidaturas.

A Justiça Eleitoral informou que os números ainda são provisórios e devem receber atualizações nos próximos dias.

Partido Liberal tem mais de 1,6 mil candidatos ao Congresso

O PL registrou 1,6 mil candidatos. O MDB vem em seguida, com 1,3 mil nomes. Depois aparecem Republicanos, com 1,2 mil; Novo, com 1,2 mil; e Podemos, com 1,2 mil. O PT ocupa a sétima posição, com cerca de 1 mil candidaturas.

Candidaturas ao Congresso | Imagem: Reprodução/ Estadão

Diante do número de candidaturas, o PL também recebeu a maior parcela do fundo eleitoral. A sigla ficou com cerca de R$ 881,7 milhões de um total próximo de R$ 5 bilhões. O partido distribui os recursos entre seus candidatos.

A legenda lidera ainda o número de candidaturas para deputado federal, com 534 nomes, e para senador, com 33. O resultado acompanha a prioridade dada pelo partido ao Congresso Nacional, onde o PL já possui as maiores bancadas.

Para as Assembleias Legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o PL soma 977 candidatos a deputado estadual e distrital. O MDB tem 851 nomes, enquanto o Republicanos registra 770 e o Podemos, 724.

Na disputa pelos governos estaduais, o PCO aparece com 18 candidatos. UP e PSTU vêm na sequência. O PL lançou 13 candidatos a governador, enquanto o PT registrou 12.

Candidaturas ao governo | Imagem: Reprodução/ Estadão

A legislação eleitoral estabelece limites para os registros. Cada partido pode inscrever até 100% mais um do número de vagas disponíveis para cada cargo.

BTG/Nexus: Lula e Flávio têm empate técnico no 2º turno

Pesquisa mostra petista com 47% contra 44% do senador; o atual presidente também fica em empate técnico com Ronaldo Caiado

Isabela Jordão

Pesquisa confirma projeção de disputa acirrada entre Lula e Flávio | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em empate técnico na simulação de segundo turno para a Presidência da República, segundo a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 17. Lula tem 47% das intenções de voto, contra 44% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

No primeiro turno, Lula lidera com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.

Caiado também empata com Lula em eventual 2º turno

A pesquisa também aponta empate técnico entre Lula e Caiado em um eventual segundo turno. O petista soma 45%, contra 42% do governador de Goiás. Nesse cenário, 11% dos entrevistados afirmam que votariam em nenhum, branco ou nulo, e 2% não souberam ou não responderam.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa Nexus/BTG

O levantamento testou ainda confrontos de Lula com Romeu Zema e Renan Santos. Contra Zema, o presidente registra 46%, ante 41% do candidato do Novo. Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato chegam a 11%, enquanto 2% não souberam ou não responderam.

No cenário com Renan Santos, Lula tem 47%, contra 36% do adversário. A parcela que declara voto em nenhum, branco ou nulo é de 14%, e 3% não souberam ou não responderam.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada no último dia 10, os números permanecem dentro da margem de erro. Lula passou de 40% para 41% no primeiro turno, enquanto Flávio oscilou de 35% para 36%. No segundo turno, o placar entre os dois permaneceu em 47% a 44%.

Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa Nexus/BTG

A pesquisa foi realizada por telefone, pelo sistema Cati, entre 14 e 16 de agosto. Foram entrevistados 2.003 eleitores. O levantamento tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pergunta utilizada nas simulações de segundo turno foi: “Pensando em um possível segundo turno entre alguns candidatos, em quem você votaria para Presidente da República se tivesse que escolher entre” os nomes apresentados.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03317/2026. Na primeira rodada, a pesquisa também excluiu Cabo Daciolo (Mobiliza) e incluiu a candidata Clariana Barão (DC) entre os nomes testados. Clariana aparece com 0% no cenário de primeiro turno.

Gigante americana anuncia fim de fábrica no Brasil e demissão em massa

Parker Hannifin decidiu encerrar unidade em Jacareí

Por Iarla Queiroz

Parker Hannifin fechará fábrica em Jacareí - Foto: Divulgação

Uma gigante industrial dos Estados Unidos decidiu encerrar as atividades de uma fábrica no Brasil, colocando em alerta cerca de 100 trabalhadores da unidade. A decisão foi tomada pela multinacional Parker Hannifin e envolve uma planta localizada em Jacareí, no interior de São Paulo.

A fábrica produz válvulas utilizadas principalmente em máquinas agrícolas e equipamentos industriais. Com o encerramento da operação, os funcionários aguardam informações sobre o futuro dos contratos e sobre a possibilidade de transferência para outras unidades da empresa.

Apesar do fechamento já ter sido comunicado, a Parker Hannifin ainda não informou quantos trabalhadores serão desligados. Parte da equipe poderá ser aproveitada em outras operações da multinacional.

Empresa vai encerrar produção em Jacareí

A Parker Hannifin informou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região que o fechamento faz parte de um processo de “otimização operacional”.

A medida prevê uma reorganização da estrutura produtiva da companhia e a concentração das atividades em outras unidades. Até o momento, porém, a empresa não revelou qual planta poderá receber a produção atualmente realizada em Jacareí.

Outro ponto ainda sem definição é a data em que a fábrica deixará definitivamente de funcionar. Com isso, os trabalhadores continuam atuando na unidade enquanto aguardam novas informações sobre o cronograma.

Cerca de 100 funcionários serão afetados

A unidade paulista conta com aproximadamente 100 trabalhadores, que agora enfrentam um cenário de incerteza.

Uma possibilidade é que parte dos profissionais receba propostas para continuar na empresa em outras plantas da Parker Hannifin. Já aqueles que não forem aproveitados poderão ter os contratos encerrados.

A multinacional, entretanto, ainda não divulgou quantas pessoas poderão ser transferidas ou quantos trabalhadores serão demitidos.

Por isso, embora o fechamento da fábrica esteja confirmado, não é possível afirmar que todos os 100 funcionários perderão os empregos. O destino de cada profissional dependerá das decisões tomadas pela empresa durante o processo.
Sindicato cobra respostas da multinacional

O anúncio também provocou reação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

A entidade criticou a forma como a decisão foi comunicada e afirmou que o encerramento da unidade ocorreu sem uma discussão prévia sobre alternativas com os representantes dos trabalhadores.

Diante do cenário, o sindicato convocou uma assembleia com os funcionários para discutir a situação e definir as próximas medidas.

Entre os pontos que deverão ser cobrados estão informações sobre o cronograma de fechamento, o número de possíveis demissões e as oportunidades de transferência para outras unidades da companhia.

Trabalhadores podem negociar benefícios

Caso os desligamentos sejam mantidos, os representantes dos funcionários também poderão negociar condições específicas para os profissionais afetados.

Entre as possibilidades estão indenizações adicionais, extensão do plano de saúde e apoio para recolocação profissional. Até o momento, porém, a Parker Hannifin não apresentou um pacote específico de benefícios para os trabalhadores.

A prioridade do sindicato será buscar a preservação do maior número possível de empregos e reduzir os impactos provocados pelo encerramento da unidade.

Gigante americana tem 58 mil funcionários

A Parker Hannifin é uma multinacional norte-americana especializada em tecnologias de movimento e controle e está entre as maiores fabricantes do setor no mundo.

A companhia produz equipamentos, componentes e sistemas utilizados em diferentes segmentos, incluindo os setores industrial, agrícola, aeroespacial e de transportes.

A empresa possui aproximadamente 58 mil funcionários em diversos países e registra vendas próximas de US$ 20 bilhões. No ano fiscal de 2025, a companhia alcançou esse patamar de faturamento.

Mesmo com a atuação global, a multinacional decidiu encerrar a operação em Jacareí sob a justificativa de reorganização e melhoria da eficiência operacional.

O que acontece com os funcionários agora?

O próximo passo será definido nas negociações entre a empresa e os representantes dos trabalhadores.

A Parker Hannifin ainda precisa esclarecer quantos funcionários poderão ser transferidos, quais unidades poderão receber esses profissionais e quantos contratos serão encerrados.

Enquanto isso, os cerca de 100 trabalhadores permanecem na fábrica sem uma definição sobre o futuro de seus empregos.

O fechamento da unidade, portanto, já está decidido, mas o impacto final sobre a equipe ainda não foi definido. O número de demissões dependerá das propostas de transferência e das próximas negociações entre a multinacional e o sindicato.

GOLS DO FANTÁSTICO


domingo, 16 de agosto de 2026

EMOCIONADO, O DEPUTADO ROBERTO CARLOS FAZ AGRADECIMENTO A DEUS - VEJA O VÍDEO

Depois do susto, só tenho a agradecer a Deus! 


Ontem sofri um acidente grave na estrada, mas Deus protegeu a mim e aos dois motoristas que estavam comigo. Graças a Ele, estamos todos bem.

Agradeço de coração a todos que mandaram mensagens, ligaram e oraram por nós. Hoje já estou em Itaparica, cumprindo minha agenda e seguindo firme na missão.

Deus nos deu mais uma chance. Seguimos firmes!

Deputado Roberto Carlos sofre acidente na BR-407, em Filadélfia


O deputado estadual Roberto Carlos sofreu um acidente na noite deste sábado (15), na BR-407, nas proximidades do povoado de Aroeira, em Filadélfia, no norte da Bahia.

Segundo informações apuradas pelo Plantão Filadelfense, o parlamentar seguia em uma caminhonete Chevrolet S10, de cor branca, acompanhado de outras duas pessoas, quando o veículo colidiu com uma vaca que estava na rodovia.

Após a colisão, a caminhonete saiu da pista e desceu um barranco às margens da BR-407.

O SAMU foi acionado e esteve no local para prestar atendimento. Apesar do impacto, não foi necessário atendimento médico às vítimas, que não apresentaram ferimentos que demandassem socorro naquele momento.

A equipe do Plantão Filadelfense acompanhou a ocorrência e confirmou que Roberto Carlos está bem. Após o acidente, o deputado teria seguido em direção a Filadélfia.

Roberto Carlos estava vindo de Salvador quando o acidente aconteceu.

O mais importante é que o deputado e as demais pessoas que estavam no veículo estão bem. A ocorrência também reforça a preocupação com a presença de animais soltos nas margens e pistas das rodovias, que pode representar risco para motoristas.

Filadélfia em Ação — A voz que representa o povo.
sábado, 15 de agosto de 2026

Casas Bahia fecha 298 lojas e demite quase 2 mil funcionários

Reprodução / Instagram @casasbahia

A Casas Bahia fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários em uma nova rodada de reestruturação, segundo informações do Valor Econômico. Os principais efeitos dos cortes ocorreram entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14). A medida representa uma das maiores reduções realizadas de uma só vez pela varejista em sua história recente.

Nas últimas gestões, os ajustes na rede física e no quadro de pessoal ocorreram de maneira mais gradual. O novo corte acontece em meio aos resultados negativos da companhia. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão. Em 2025, a perda líquida consolidada chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões.

A Casas Bahia também adiou para esta sexta-feira (14) a divulgação do balanço do segundo trimestre, que estava prevista para quarta (12). A teleconferência com analistas foi marcada para segunda-feira (17).

A companhia vem reduzindo sua estrutura física enquanto amplia as operações digitais. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as lojas físicas tiveram queda de 1,8%. Procurada, a Casas Bahia não se manifestou sobre os fechamentos e as demissões até a publicação das informações.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Ativistas fazem ato na ponte pela importância do voto em trânsito neste domingo (16)


Neste domingo (16), a Ponte Presidente Dutra será palco de um ato pela participação eleitoral. Um grupo de ativistas vai estender uma faixa lembrando um direito pouco conhecido dos eleitores, o voto em trânsito. A mensagem, que será fixada durante a madrugada, alerta para o prazo de cadastro junto à Justiça Eleitoral e chama a atenção de quem vive entre os dois municípios.

"Petrolina e Juazeiro têm um dos fluxos diários mais intensos entre Pernambuco e Bahia, com gente atravessando a ponte todos os dias para trabalhar, estudar ou resolver questões do cotidiano. É exatamente esse público que corre o risco de perder o voto por não saber que pode transferir o local de votação", afirma Maria Cristina Aureliano, coordenadora executiva do Centro de Desenvolvimento Ecológico Sabiá.

A ação integra a campanha "Meu Voto em Trânsito", realizada pelo Centro de Desenvolvimento Ecológico Sabiá em parceria com o Aurora Lab, laboratório de comunicação ativista que atua em temas como sistemas de energia, sistemas alimentares e sistemas urbanos.

Quem pode solicitar

Pode pedir a habilitação para o voto em trânsito quem estiver com a situação regular no cadastro eleitoral, ou seja, sem título cancelado ou suspenso. A votação em trânsito só ocorre em anos de eleições gerais e apenas nas capitais e em municípios com mais de 100 mil eleitores. A lista de cidades habilitadas fica disponível no site da campanha.

É importante lembrar dos limites da modalidade quanto aos cargos. Quem transferir o voto para outra cidade dentro do mesmo estado pode votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Já quem for votar em um estado diferente daquele em que possui domicílio eleitoral só poderá votar para presidente da República.

Passo a passo da solicitação

A habilitação pode ser feita de duas formas. Pela internet, o pedido é feito no Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE (https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/autoatendimento-eleitoral#/) , na opção "Fazer transferência temporária de local de votação", disponível para quem já tem biometria cadastrada. Quem prefere o aplicativo pode usar o e-Título, disponível para iPhone e Android nas lojas de aplicativo, seguindo o mesmo caminho de autoatendimento. Quem ainda não coletou a biometria precisa comparecer pessoalmente a um cartório eleitoral, com um documento oficial com foto.

O prazo para pedir, alterar ou cancelar a habilitação vai até 20 de agosto de 2026. Depois de habilitado, o eleitor fica automaticamente desvinculado da seção de origem para aquele turno, mas o título retorna ao local de origem sozinho após a eleição, sem necessidade de nova solicitação.

Para tirar dúvidas específicas ou entender se o voto em trânsito se aplica ao seu caso, a população pode acessar a página meuvotoemtransito.com.br, que reúne o passo a passo completo e conta com uma assistente virtual para esclarecer dúvidas em tempo real.

Legenda para a foto de divulgação: Estudantes universitários dos 9 estados estados do Nordeste participam da Campanha Meu Voto em Trânsito

Carla Fonseca    

Tarifaço: governo Lula abre processo contra os EUA

Procedimento do Executivo federal se dá em decorrência da imposição de taxas de 25% sobre a exportação de produtos brasileiros

Anderson Scardoelli

O comércio entre os dois países caiu quase 13% no primeiro semestre | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a abertura de processo contra os Estados Unidos. A ação, divulgada na noite desta quinta-feira, 13, se dá em decorrência da aplicação do tarifaço pelos norte-americanos sobre exportações de produtos brasileiros.

A medida do governo federal se intitula processo de reciprocidade. A medida terá condução da equipe da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O órgão é parte da estrutura do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A abertura da ação não representa que o Executivo brasileiro tenha definido quais medidas serão adotadas contra os EUA. A partir do levantamento da Camex, possibilidades serão listadas. A palavra final caberá, sobretudo, a Lula. O governo não deu prazo para a conclusão do processo.

Com o processo contra o tarifaço ativo, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil notificou o governo norte-americano. O Itamaraty solicitou a realização de consultas diplomáticas. A ideia, conforme a pasta, será “mitigar ou anular” as tarifas que os EUA aplicaram.

O tarifaço dos EUA contra o Brasil

Em 15 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou a aplicação de taxas de 25% sobre a exportação de diversos produtos brasileiros. Em vigor desde o dia 22 do mesmo mês, a medida se deu com base na avaliação norte-americana da suposta prática de trabalho forçado e desmatamento ilegal no Brasil.

Apesar desse tipo de alegação, produtos brasileiros que dominam o mercado norte-americano não sofreram com o novo tarifaço. São os casos, por exemplo, do café, do suco de laranja e do setor de carnes.

Semanas antes da aplicação do tarifaço, o USTR realizou audiências em Washington. O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, esteve presente nos encontros para defender o setor produtivo brasileiro e, consequentemente, marcar posição contra a aplicação de tarifas adicionais. A mesma postura partiu de entidades de classe, como a Sociedade Rural Brasileira.

O governo Lula, entretanto, não enviou nenhum representante oficial para as discussões. De acordo com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a equipe do petista “não negociou de boa-fé”. Posteriormente, o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio contra a decisão norte-americana.

Irã desafia Trump e diz ter controle do Estreito de Ormuz

Teerã rebate declaração do presidente norte-americano e acusa Washington de 'falhas de inteligência'

Mateus Conte
Foto de satélite do Estreito de Ormuz | Foto: divulgação

Um dos principais líderes militares do Irã, Hossein Taeb, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o Estreito de Ormuz está sob controle iraniano. A declaração ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que os norte-americanos têm “controle total” da rota marítima.

“Hoje vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a administração e o controle da República Islâmica”, disse Taeb, segundo a agência de notícias iraniana Fars. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também se manifestou sobre o assunto. Segundo ele, os EUA têm tido “falhas de inteligência” na guerra contra o Irã e em relação a Ormuz.
O presidente Donald J. Trump no Salão Oval da Casa Branca (24/07/2026) | Foto: Casa Branca/Molly Riley

Trump havia afirmado ter “controle total” da rota

Na quarta-feira 12, Trump declarou que os EUA tinham “controle total” de Ormuz. “Acredito que vamos mantê-lo”, escreveu. Trump também afirmou que o bloqueio naval contra navios e portos iranianos continua. Segundo o presidente, o Irã não teria condições de reagir à medida porque sua Marinha e sua Força Aérea estariam debilitadas.

Na semana passada, o Irã apresentou seis exigências aos EUA para reabrir Ormuz. Entre elas estão o fim do bloqueio naval contra portos iranianos, a suspensão das sanções norte-americanas, a liberação de ativos iranianos congelados e o pagamento de compensações pelos danos provocados pela guerra.

A lista, divulgada no sábado 8 pelo Conselho de Segurança Nacional do Irã, também exige que os EUA não ameacem o país nem insultem seus valores e que encerrem permanentemente a guerra contra o Irã e seus aliados no Líbano, Iêmen, Iraque e Palestina.

Justiça do RN condena Meta a reativar perfis bloqueados por Moraes

Empresa tem 10 dias para restabelecer contas 'Somos Bolsonaro' e 'Michelle Bolsonaro Patriota'; juiz considerou suspensão desproporcional

Vanessa Araujo

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Foto: Reuters/Adriano Machado

O juiz Flávio Ricardo Pires de Amorim, do 2º Juizado Especial Cível de Parnamirim (RN), condenou a Meta a reativar dois perfis no Instagram e pagar R$ 3 mil de indenização por danos morais ao publicitário Rafael Moreno Souza Santos. A decisão, publicada na terça-feira, 11, determinou que a empresa restabeleça, no prazo de 10 dias, as contas “Somos Bolsonaro” e “Michelle Bolsonaro Patriota”.

O magistrado considerou que a suspensão dos perfis foi desproporcional e que a empresa não comprovou que o conteúdo violou os termos de uso da plataforma. “Embora intimada, a empresa ré não anexou aos autos elementos que comprovem, ainda que de forma resumida, quais atos imputados à parte requerente violaram os termos e condições”, afirmou na sentença.

O juiz também registrou que não há nos autos elementos que demonstrem que a Meta notificou o autor ou garantiu o direito ao contraditório e à ampla defesa. “Não se identifica, na hipótese em concreto, elementos aptos a concluírem que a suspensão questionada fora precedida de ordem de autoridade pública como, por exemplo, uma decisão judicial, o que legitimaria a suspensão dos perfis”, disse o magistrado.

Perfis tiveram bloqueios determinado por Moraes

As autoridades investigaram o publicitário por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Em abril de 2024, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, bloqueou as contas do investigado nas redes sociais. Posteriormente, a Justiça tornou o publicitário réu por incitação ao crime e associação criminosa.

Em fevereiro de 2026, Rafael firmou um Acordo de Não Persecução Penal. O compromisso estabelece a proibição de uso de redes sociais abertas. A restrição vale do momento da assinatura até a extinção do acordo. A fiscalização periódica ficará a cargo do juízo de execução.

O juiz considerou, no entanto, que a Meta não apresentou elementos que comprovassem que a suspensão questionada ocorreu em cumprimento a essa determinação judicial.

O valor da indenização

O magistrado fixou a indenização em R$ 3 mil por entender que o valor é suficiente para reparar o dano sem gerar enriquecimento ilícito. Ele considerou que a empresa tem capacidade financeira para pagar um valor maior, mas que a quantia deve ser razoável.

A Meta ainda pode recorrer da decisão. O juiz determinou a remessa dos autos à Turma Recursal caso haja recurso, sem necessidade de análise prévia de admissibilidade.

PL registra candidatura de Flávio à Presidência

Confirmação ocorre depois de o senador aparecer como filiado ao Missão, partido ligado ao Movimento Brasil Livre

Anderson Scardoelli

O senador Flávio Bolsonaro é, oficialmente, candidato a presidente do Brasil | Foto: Reprodução/Facebook/@flaviobolsonaro

O Partido Liberal (PL) registrou, na noite desta quinta-feira, 13, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O registro valida a chapa pura. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) consta como candidato a vice-presidente.

A confirmação ocorre depois de imbróglio envolvendo o Missão. Mais cedo, o PL não conseguiu registrar a candidatura em razão de o parlamentar constar como filiado ao partido que é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e tem Renan Santos como postulante ao Palácio do Planalto.

Inicialmente, a equipe do PL suspeitou de ataque hacker ao sistema do TSE. O órgão, contudo, descartou essa possibilidade e afirmou, em nota oficial, que a filiação de Flávio ao Missão se deu por meio de ação de representante do partido.

Diante do caso, a Justiça Eleitoral agiu em questão de horas. No meio da tarde desta quinta-feira, o presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a anulação do vínculo partidário do senador com o Missão e, consequentemente, restabeleceu a filiação dele ao PL.

Registro da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, com Alfredo Gaspar de vice | Foto: Reprodução/Equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro

Falsa filiação de Flávio ao Missão é alvo de investigação

Além de ordenar a reativação do vínculo de Flávio com o PL, Nunes Marques determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para investigar como se deu a falsa filiação do presidenciável à legenda do MBL. O presidente do TSE também enviou representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para a adoção de providências cabíveis.

Reportagem de Oeste mostrou que a filiação indevida só ocorreu em decorrência de processo de automatização do Missão e do TSE. De acordo com o jornalista Erich Mafra, o partido “aceita a inscrição de qualquer eleitor e repassa a ficha sem checar a identidade do usuário”.

Outros partidos, entretanto, têm medidas que barram filiações fraudulentas. Quem tenta se filiar on-line ao PL precisa, por exemplo, enviar foto segurando documento de identificação. O União Brasil exige envio de carta para validar o processo. O site de filiação do PT, por sua vez, conta com travas que impedem ações suspeitas.

Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 38 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3044; próximo sorteio será no domingo

Fábio Bouéri

Dezenas sorteadas no concurso 3044 desta quinta-feira, 13 | Foto: Reprodução/YouTube

Nenhum apostador acertou as seis dezenas da Mega-Sena no concurso 3044, sorteado na noite desta quinta-feira, 13, e o prêmio principal acumulou. Com isso, a estimativa da Caixa Econômica Federal é de que o próximo concurso pague R$ 38 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 04 – 15 – 17 – 40 – 55 – 58.

O concurso desta quinta tinha prêmio estimado em pouco mais de R$ 3 milhões, mas, como não houve vencedor na faixa principal, o valor acumulado será transferido para o próximo sorteio, que ocorrerá no domingo 16.

Mega-Sena: confirma quina e quadra

Apesar de ninguém ter acertado os seis números, dezenas de apostadores foram premiados nas faixas inferiores. Ao todo, 16 apostas acertaram cinco dezenas (quina) e cada uma receberá R$ 61.152,83. Outras 1.252 apostas fizeram a quadra (quatro acertos) e terão direito a R$ 1.288,19 cada.

As apostas para o concurso de domingo já estão abertas e podem ser feitas até as 22h de sábado 15 nas casas lotéricas credenciadas, pelo site oficial das Loterias Caixa ou pelo aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6. Também é possível marcar até 20 números no volante, o que aumenta as chances de ganhar, mas eleva significativamente o valor da aposta.

Na Mega-Sena, a probabilidade de acertar os seis números com uma aposta simples é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa Econômica Federal. O sorteio de domingo faz parte dos concursos de final zero, que costumam oferecer prêmios mais elevados devido ao reforço na premiação acumulada.

Apuração inicial descarta perseguição da PM a Haddad

O candidato do PT ao governo de São Paulo afirmou, sem informar o número da placa, que uma viatura teria feito abordagem 'intimidatória'

Anderson Scardoelli

Fernando Haddad é o candidato do PT ao governo paulista nas eleições gerais deste ano | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Militar (PM) não perseguiu o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. É o que constata apuração inicial da corporação divulgada na noite desta quinta-feira, 13.

A PM instaurou investigação preliminar para apurar uma suposta abordagem indevida. A apuração se deu a partir de denúncia feita por Haddad. De acordo com o petista, o carro em que ele estava teria sido supostamente alvo de uma ação policial “ostensiva”, “intimidatória” e “fora do padrão” na noite de terça-feira 11.

Ainda conforme o político PT, o caso teria ocorrido nas proximidades de sua casa, no bairro Planalto Paulista, na zona sul da cidade de São Paulo. Na ocasião, ele estava acompanhado do motorista e de um advogado que integra a equipe de sua campanha.

Oeste apurou que, apesar do relato, o petista não informou o número da placa da viatura da PM que teria sido responsável pela perseguição. A reportagem também teve acesso ao boletim de ocorrência que constata a realização de operação policial na região no momento da suposta abordagem — na ocasião, seis celulares furtados foram apreendidos pelas forças de segurança.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirma que, por ora, não há nada que corrobore a denúncia de Haddad. Mesmo assim, a pasta afirma que a investigação sobre o caso seguirá ativa.

“Até o momento, foram analisadas imagens de cerca de 40 câmeras privadas de residências e estabelecimentos comerciais ao longo do percurso indicado pelo motorista”, afirma a SSP-SP. “As diligências realizadas até agora não identificaram nenhum indício de abordagem ou procedimento irregular por parte dos policiais nem interação das equipes com o candidato ou membros da sua equipe. A apuração prossegue.”

Nota sobre a suposta perseguição da PM a Haddad

Confira, a seguir, a íntegra da nota da SSP-SP a respeito da investigação inicial da denúncia feita por Haddad sobre a suposta abordagem indevida da PM.

“A Polícia Militar instaurou, nesta quinta-feira (13), investigação preliminar para apurar o relato de uma suposta abordagem ao motorista do candidato Fernando Haddad. A apuração teve início ainda na tarde de quarta-feira (12), assim que a pasta tomou conhecimento do caso.

Até o momento, foram analisadas imagens de cerca de 40 câmeras privadas de residências e estabelecimentos comerciais ao longo do percurso indicado pelo motorista. As diligências realizadas até agora não identificaram nenhum indício de abordagem ou procedimento irregular por parte dos policiais nem interação das equipes com o candidato ou membros da sua equipe. Após a checagem visual, a identificação e percurso das viaturas foram confirmadas pelo sistema de geolocalização dos veículos.

A apuração prossegue e, caso sejam identificados indícios de irregularidades, o procedimento poderá ser convertido em inquérito.”

Ricardo Nunes: Haddad 'é fanfarrão e tem dislexia'

Prefeito de São Paulo anuncia processo contra petista por acusações relacionadas a contrato de wi-fi

Mateus Conte

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo | Foto: Revista Oeste

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, chamou Fernando Haddad de “fanfarrão” e afirmou que o ex-prefeito da capital “tem dislexia”, ao comentar declarações do petista sobre o fim da cracolândia e a atuação do Ministério Público (MP) no combate ao tráfico de drogas. A declaração ocorreu durante entrevista ao Arena Oeste desta quinta-feira, 13.

O prefeito respondia a uma pergunta sobre o debate entre Haddad e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no último domingo 8, no qual o petista atribuiu ao MP parte do mérito pelas ações na cracolândia. Nunes não minimizou a importância do MP nas medidas adotadas na região, mas sustentou que a ação ocorreu a partir de uma articulação da prefeitura e do governo estadual.

Em janeiro de 2023, Tarcísio reuniu representantes da prefeitura, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e de outras instituições para definir uma estratégia conjunta para a cracolândia. Também participaram do trabalho as Polícias Militar e Civil e a Guarda Civil Metropolitana.

“Começou ali, junto com o Ministério Público”, declarou. Na época, o vice-governador Felício Ramuth ficou responsável pela condução do grupo pelo governo estadual, enquanto o então secretário municipal de Governo, Edson Aparecido, representou a Prefeitura.

O prefeito disse que atualmente 3,3 mil pessoas estão em tratamento por dependência química em estruturas disponibilizadas pelo Estado e pelo município, entre centros de tratamento prolongado, hospitais, clínicas e comunidades terapêuticas.

Nunes também criticou a política adotada pela gestão Haddad para usuários de drogas na região central, o programa De Braços Abertos, que concedia recursos financeiros a usuários de crack. “É mentiroso, irresponsável, incompetente, porque o cara pegou a cracolândia de um jeito e terminou o mandato dele pior, com 4 mil usuários”, afirmou.

Ao comentar o programa, Nunes declarou: “Até acho que ele tenha feito, na cabeça dele de esquerda, de que: ‘Não, eu vou dar dinheiro para essas pessoas aqui, e aí elas vão lá pagar o dízimo, elas vão levar um presente para a mãe’”, afirmou. “O cara, usuário de crack, o que ele fez com o dinheiro? Foi lá e abasteceu o traficante.”

Nunes anuncia processo contra Haddad

Em outro momento da entrevista, Nunes afirmou que pretende processar Haddad por declarações sobre um contrato da prefeitura para a oferta de pontos públicos de wi-fi. Haddad afirmou no mesmo debate contra Tarcísio que recursos do contrato foram desviados para o Primeiro Comando da Capital e para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O prefeito disse que o contrato mantém cerca de 3,2 mil pontos de wi-fi gratuito, principalmente na periferia da capital. Segundo ele, a contratação ocorreu por meio de edital aberto durante 30 dias, ao qual se apresentou uma única entidade, que teria cumprido os requisitos exigidos.
Tarcísio e Haddad durante o debate na TV Bandeirantes – 9/8/2026 | Foto: Leco Viana/TheNEWS2/Reuters

Nunes afirmou que não sabia que uma pessoa ligada à entidade contratada também havia participado da produção do filme. “Não sabia que era, mas também se soubesse não teria problema, porque ela participou de um processo amplo, aberto, uma licitação de 30 dias”, declarou. O prefeito negou irregularidades na prestação do serviço e disse que o contrato passou pelo MP.

Nunes voltou a criticar Haddad ao comentar a acusação. Segundo o prefeito, o petista deverá responder judicialmente pelas declarações. “Haddad é responsável e vou processar, porque ele foi lá de forma criminosa, dizer que esse contrato existe e que usei desse dinheiro para pôr dinheiro no PCC e no filme do Bolsonaro”, declarou. “Ele vai responder por isso.”

Prefeito defende Flávio Bolsonaro

Durante a entrevista, Nunes também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e disse que pretende participar da campanha para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Como prefeito da maior cidade da América Latina, uma cidade de 12 milhões de habitantes, tenho uma responsabilidade de ajudar o Brasil a se livrar do governo Lula”, afirmou.

Nunes criticou a condução das contas públicas pelo governo federal e disse que pretende apresentar aos eleitores da capital as diferenças entre o modelo de administração que defende e o adotado pelo governo petista.

Ao final da entrevista, o prefeito voltou a defender a união de seu campo político nas eleições. “Precisamos entender aquilo que é bom para o Brasil, aquilo que é bom para o Estado de São Paulo, aquilo que é bom para as pessoas”, avaliou. “Será a união que vai fazer com que a gente possa ter a vitória.”

Tarcísio aciona o STF, e governo Lula dá aval a empréstimo de R$ 5,5 bi para SP

Ministério da Fazenda autoriza garantia pouco depois de governo paulista recorrer ao Supremo por ‘demora injustificada’

Fábio Bouéri

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Foto: Marcelo Camargo/Governo de SP

O Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 5,4 bilhões que o governo de São Paulo pretende contratar com o Banco do Brasil.

A decisão foi assinada na noite desta quarta-feira, 12, pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, poucas horas depois de o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para destravar a operação.

Tarcísio: demora injustificável

Na ação apresentada ao Supremo, o governo paulista afirmou que o processo aguardava a assinatura ministerial havia mais de 70 dias, apesar de já contar com parecer técnico favorável da Secretaria do Tesouro Nacional desde maio.

A Procuradoria-Geral do Estado sustentou que a demora não tinha justificativa e que São Paulo estava recebendo tratamento diferente do dado a outras unidades da Federação.

Destino dos recursos

O financiamento será utilizado para obras de infraestrutura e mobilidade urbana. Entre os principais projetos previstos estão investimentos na Linha 6-Laranja do metrô, na Rodovia dos Tamoios, na extensão da Linha 5-Lilás e em melhorias nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, além de intervenções nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Segundo o governo estadual, a liberação era considerada urgente, porque o aval da União precisava ser concedido antes do período de restrições eleitorais previsto para operações de crédito.

A decisão ocorreu em meio ao aumento da tensão entre o governo do presidente Lula da Silva e a gestão de Tarcísio de Freitas. O tema ganhou repercussão nacional depois de ser mencionado no debate entre candidatos ao governo paulista e passou a ser explorado politicamente por aliados do governador, que acusaram o governo federal de retardar a autorização por razões políticas.

O Ministério da Fazenda negou qualquer irregularidade e afirmou que o processo seguia os trâmites técnicos e administrativos normais, atribuindo a demora ao aumento da demanda por operações de crédito em ano eleitoral.

COMPARTILHE