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terça-feira, 10 de março de 2026

Trump, sobre guerra no Irã: 'Pode terminar em breve'

Segundo o presidente norte-americano, as ações conjuntas dos EUA e de Israel reduziram a capacidade de mísseis do Irã para menos de 10%

Diógenes Feitosa

Trump destacou que as forças dos Estados Unidos eliminaram a estrutura de comando da Irã em duas ocasiões nos últimos dez dias de conflito | Foto: Shuttestock

Durante entrevista coletiva na Flórida nesta segunda-feira, 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito no Oriente Médio pode terminar em breve, mas destacou que o governo norte-americano não tolerará um regime hostil no Irã.

“Não queremos outro presidente que não esteja disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer pelo bem do mundo, pelo bem da nossa nação”, afirmou Trump ao ressaltar sua posição diante da liderança iraniana.

“Eu adoraria ajudá-los, mas eles precisam estar em um sistema que permita que sejam ajudados, e agora estão em um sistema que só permite o fracasso”, disse o presidente.

O presidente norte-americano disse que a guerra não terminará nesta semana, mas em breve, e acrescentou que as forças dos Estados Unidos eliminaram a estrutura de comando do Irã em duas ocasiões nos últimos dez dias de conflito.

Ele também observou que a maioria das pessoas desconhecia quem eram esses líderes.

Resultados das ações militares

Segundo Donald Trump, as ações conjuntas dos Estados Unidos e de Israel reduziram a capacidade de mísseis do Irã para menos de 10% e fizeram os ataques com drones cair 83%, indicando avanço acelerado no conflito.

“Podemos parar por aqui, mas vamos avançar mais”, afirmou o líder norte-americano.

Ameaças a instalações estratégicas e possíveis desdobramentos

Donald Trump ressaltou que, se o regime do Irã continuar a impedir o fluxo global de petróleo, os Estados Unidos poderão atacar instalações estratégicas de energia, mas ressaltou que usariam essa alternativa apenas como último recurso.

“Deixamos alguns dos alvos mais importantes para depois, caso precisemos fazer isso”, afirmou. “Se atingirmos esses alvos, vai levar muitos anos para serem reconstruídos. Os alvos têm a ver com a produção de eletricidade e muitas outras coisas. Não queremos fazer isso se não for necessário.”

Irã ameaça usar mísseis com ogivas de mais de 1 tonelada

No mesmo dia em que escolheu seu novo líder supremo, país promete aumentar ataques a rivais no Oriente Médio

Fábio Bouéri

Irã usa redes sociais para exibir lançamento de mísseis | Foto: Reprodução/X

O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou nesta segunda-feira, 9, que o Irã pretende intensificar seus ataques com mísseis. Assim, passará a utilizar apenas armamentos equipados com ogivas de mais de 1 tonelada. A declaração foi feita pelo brigadeiro-general Majid Mousavi em uma publicação na rede social X.

“A partir de agora, nenhum míssil com ogiva inferior a 1 tonelada será disparado”, escreveu o militar. Segundo ele, o ritmo dos lançamentos bem como a intensidade e o alcance dos ataques também devem aumentar. O anúncio ocorreu no mesmo dia em que a Guarda Revolucionária informou ter realizado novos disparos de mísseis, poucas horas depois de o Irã anunciar a escolha de um novo líder supremo para o país, Mojtaba Khamenei.

Irã expõe mísseis como forma de intimidação

Entre os armamentos citados em um vídeo divulgado pelos militares estão os mísseis Khorramshahr, Fatah, Khyber e Qadr, apresentados como parte das operações recentes. Mais cedo, um ataque com mísseis iranianos atingiu a região central de Israel e deixou ao menos uma pessoa morta e duas feridas, segundo informações de equipes médicas e da polícia local

Equipes de segurança e de resgate foram mobilizadas no local atingido, enquanto soldados e paramédicos retiravam o corpo de uma das vítimas. Um dos mísseis lançados pelo Irã carregava uma ogiva de fragmentação e atingiu pelo menos seis pontos diferentes, de acordo com o comandante do distrito de Tel-Aviv, Haim Sargarof.

Mendonça libera visita de advogados a Vorcaro

Ministro do STF autoriza acesso a banqueiro preso em Brasília e proíbe gravações

Fábio Bouéri

O banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite desta segunda-feira, 9, que advogados do empresário Daniel Vorcaro visitem o investigado na Penitenciária Federal de Brasília. O banqueiro está preso na unidade desde a última sexta-feira, 6.

Segundo a decisão, os advogados poderão se reunir com o cliente sem necessidade de agendamento prévio e sem nenhum tipo de monitoramento por áudio ou vídeo. Na decisão, Mendonça determinou que a direção do presídio permita as visitas da defesa regularmente constituída no processo.

As ordens de Mendonça; confira

“Diante de tal conjuntura, acolhendo o pedido formulado pela defesa, determino à direção da Penitenciária Federal de Brasília que permita a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos nos autos, independentemente de agendamento, sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio e/ou vídeo”, escreveu o ministro.

O magistrado também autorizou que os advogados levem cópias impressas do processo e façam anotações durante os encontros com o investigado.

Vorcaro foi preso novamente na semana passada durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

OAB pede ao STF encerramento de 'inquéritos perpétuos'

Depois de sete anos de silêncio e inação, entidade começa a cobrar legalidade da Corte

Yasmin Alencar
Fachada da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) | Foto: Reprodução/Internet

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil se reuniram nesta segunda-feira, 9, com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para reforçar o pedido de encerramento do inquérito das fake news, instaurado há sete anos pela Corte, e de outros “inquéritos perpétuos”, como o das “milícias digitais”. Todos são presididos pelo ministro Alexandre de Moraes.

A entidade já tinha feito esse pedido por escrito em 23 de fevereiro. Foi a primeira manifestação da OAB acerca da ilegalidade dos inquéritos ilegais — abertos de ofício (sem pedido do Ministério Público ou da Polícia Federal) pelo STF, sigilosos, perenes e que são usados para investigar fatos futuros.

No encontro, a OAB também pediu “a apuração rigorosa dos fatos envolvendo qualquer autoridade no âmbito das investigações da chamada Operação Compliance Zero”. A nota dos advogados não menciona nomes, mas as autoridades envolvidas no caso são os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Sobre Toffoli, a Polícia Federal pediu sua suspeição para atuar no caso Master depois de supostamente encontrar mensagens dele com o dono do banco, Daniel Vorcaro, e comprovantes de pagamento. Um resort da família de Toffoli foi vendido a um fundo ligado a Vorcaro. A empresa responsável pelo Tayayá, no Paraná, está em nome dos irmãos de Toffoli, mas o ministro é sócio oculto. Além disso, a imprensa mostrou que os funcionários o consideram o verdadeiro dono do empreendimento.

Com um arranjo do STF, Toffoli deixou o caso sem se declarar suspeito ou impedido e poderá atuar no julgamento da ordem de prisão contra Vorcaro, expedida por André Mendonça, que substituiu na relatoria.

Já Moraes teria atuado como lobista do Master. A imprensa divulgou encontros entre o ministro e Vorcaro, além de contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder a favor do Master no caso da liquidação. Pesa o fato de que Viviane Barci, mulher de Moraes, assinou com o banco um contrato de R$ 129 milhões, valor considerado irreal no mercado jurídico.

As lideranças da advocacia defenderam a necessidade de garantir investigações transparentes e respeitadas, independentemente do cargo das pessoas envolvidas.

Debate sobre restrições e transparência no Judiciário

Outro ponto levantado foi a revisão de parte da Resolução nº 591, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem imposto restrições às sustentações orais, dificultando o pleno exercício da advocacia. A OAB sugeriu que o CNJ torne automático o pedido de destaque feito por advogados, sem depender de decisão do relator, sempre que houver possibilidade de sustentação oral. A entidade também propôs que seja fixado um prazo para que todos os tribunais divulguem, em tempo real, os votos proferidos nas sessões virtuais.

Estiveram presentes na reunião realizada na sede do CNJ, em Brasília, o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, integrantes da diretoria do Conselho Federal, representantes das 27 seccionais da entidade e o conselheiro do CNJ Ulisses Rabaneda.

Preocupações institucionais e pedidos anteriores da OAB

Em fevereiro deste ano, a OAB havia encaminhado ao STF um ofício solicitando a conclusão de investigações de prazo indefinido e a suspensão da abertura de novos procedimentos com perfil semelhante.

No documento, a Ordem expressou “extrema preocupação institucional com a permanência e a conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781”.

De acordo com a OAB, o procedimento “nasceu em contexto excepcional” e “sua condução e permanência no tempo reclamam cautela ainda maior, com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem e dos limites constitucionais que legitimam a atuação estatal”.

Honorários pagos pelo Master à mulher de Moraes superam muito o valor de mercado, mostra jornal

O Estadão consultou 13 escritórios de advocacia do país; especialistas sugerem que valor de R$ 129 milhões está fora dos padrões comuns da área

Lucas Cheiddi

A advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, do STF | Foto: Shuttterstock

O contrato firmado entre a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master, no valor de R$ 129 milhões, gerou questionamentos no setor jurídico sobre a compatibilidade dessa quantia com os padrões do mercado nacional. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Depois de três meses sem manifestações, Viviane detalhou em nota divulgada nesta segunda-feira, 9, os serviços prestados à instituição, cujo proprietário, Daniel Vorcaro, se encontra preso preventivamente desde o dia 4.

Ao todo, 13 escritórios de advocacia consultados sob anonimato pelo jornal afirmaram que os honorários previstos superam, de forma significativa, os valores habitualmente cobrados por serviços similares em áreas como penal e compliance. O escritório Barci de Moraes limitou-se a reiterar, por nota pública, informações sobre o escopo das atividades realizadas para o Banco Master.

Segundo o escritório, o contrato abrange o período de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, totalizando 22 meses. Caso o valor de R$ 129 milhões corresponda a esse intervalo, cada mês equivaleria a R$ 5,8 milhões. Contudo, reportagem do jornal O Globo, de dezembro passado, mostrou que o valor seria referente a três anos, o que reduziria a média mensal para R$ 3,6 milhões.

Distorção em relação aos valores de mercado
O banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

Especialistas ouvidos estimaram que, ao considerar os patamares mais elevados do mercado, o montante global dos serviços prestados dificilmente ultrapassaria R$ 7,8 milhões. Esse cálculo não inclui despesas relacionadas à implementação do Novo Código de Ética e Conduta, nem atuações em processos confidenciais, pela ausência de informações detalhadas.

Mesmo ao levar em conta a contratação de outros três escritórios para auxiliar no caso, não há registro, segundo especialistas, de honorários desse porte para trabalhos semelhantes. Os consultados também desconhecem os nomes dos escritórios subcontratados pelo Barci de Moraes.

No Brasil, os escritórios de advocacia costumam atuar com três modelos de contratação. São eles: por hora trabalhada, contratos de valor fechado para atividades específicas e acordos com cláusula de êxito, que preveem bônus em caso de resultado favorável.

Conforme relatos colhidos, advogados seniores recebem cerca de R$ 4 mil por hora, enquanto sócios podem chegar a R$ 5 mil. Estagiários e advogados juniores raramente ultrapassam R$ 1 mil por hora. Em grandes demandas, descontos são comuns.

Falta de transparência nos detalhes do contrato

A advogada Viviane Barci não especificou o modelo de contrato utilizado com o Banco Master. Contudo, a nota informa que, pelo menos, 264 horas foram dedicadas a reuniões institucionais. Não há detalhes sobre quantas horas totais foram empenhadas no caso.

Para ilustrar comparações, escritórios relataram causas de grande porte: uma fusão e aquisição que envolveu centenas de profissionais por mais de um ano rendeu R$ 8 milhões ao escritório. Já a venda de um banco, com 42 advogados em atuação durante 15 meses, resultou em honorários de R$ 42 milhões.

O envio de 36 pareceres e opiniões jurídicas pelo Barci de Moraes chama atenção. Especialistas acreditam que esses documentos seriam destinados ao uso interno do Banco Master, não a processos judiciais. Pareceres elaborados por juristas renomados podem atingir R$ 500 mil, mas o escritório de Viviane não é reconhecido por esse tipo de atuação.

O único advogado consultado que considerou possível atingir o valor do contrato foi Giovani Magalhães, mestre em Direito constitucional e relações econômicas. Ele explicou que isso dependeria de comprovação documental e de todos os 15 advogados trabalharem 1,7 mil horas cada um, cobrando R$ 5 mil por hora.

“O problema não é o quantitativo, é existir uma comprovação documental, contábil e financeira para chegar a esse valor”, afirmou Magalhães, segundo o Estadão.

Perfil da equipe e escopo do trabalho de Viviane Barci

Consta ainda no site do Barci de Moraes que sete dos integrantes da equipe são jovens em início de carreira, sem títulos acadêmicos relevantes. Para especialistas, isso não justificaria honorários tão altos por hora para todos os membros.

De acordo com a nota do Barci de Moraes Sociedade de Advogados, o trabalho envolveu 79 reuniões presenciais de três horas cada uma na sede do Banco Master, 13 encontros com a presidência e dois por videoconferência. O escritório esclareceu que não atuou em processos no Supremo Tribunal Federal para o banco e destacou sua experiência de quase 20 anos em consultoria jurídica para grandes clientes.

Lula pede para Lulinha não contaminar a sua campanha

Petista quer que filho esclareça com rapidez eventuais relações no escândalo do INSS e evite novos desgastes em ano de eleição

Fábio Bouéri

Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e seu pai, o presidente Lula da Silva | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula da Silva telefonou na semana passada para o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e voltou a pedir que ele preste esclarecimentos sobre qualquer eventual ligação com nomes investigados nas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A conversa ocorreu na última terça-feira, 3, poucos dias depois de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) determinar a quebra de sigilos do empresário. As informações foram publicadas nesta segunda-feira, 9, pelo jornal Folha de S.Paulo.

Lula quer que filho assuma responsabilidades

Segundo relatos de pessoas a par do assunto, que falaram sob reserva, foi a segunda conversa entre pai e filho desde que o caso ganhou repercussão nas investigações conduzidas no Congresso. As fontes reforçam que Lula teria orientado o filho a “puxar para si” a responsabilidade sobre eventuais esclarecimentos relacionados ao caso.

No Palácio do Planalto, a ordem é evitar que o episódio tenha impacto direto sobre o presidente e contamine negativamente sua candidatura à reeleição. Aliados do governo acreditam que o tema deve ser explorado pela oposição durante a campanha eleitoral. Por isso, a avaliação é de que quanto mais rapidamente Lulinha apresentar explicações, menor tende a ser o desgaste político.

Segundo interlocutores do governo, diz o jornal, a estratégia é reduzir o espaço para que adversários usem o episódio como instrumento de ataque político nos próximos meses. Depois da primeira conversa entre os dois, Lula chegou a afirmar publicamente que o filho pagaria o preço caso tivesse cometido alguma irregularidade.

Ainda no ano passado, o presidente já havia dito que Lulinha não seria poupado se surgisse qualquer comprovação de envolvimento em irregularidades. O nome de Fábio Luís Lula da Silva aparece nas investigações relacionadas a fraudes no INSS. Apesar disso, ele não figura formalmente como investigado no inquérito.

A suspeita é de uma possível ligação com o empresário e lobista Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, um dos personagens centrais no esquema investigado. As apurações miram hipóteses como o recebimento, por parte de Lulinha, de mesadas de Careca do INSS, além de uma viagem à Europa totalmente bancada pelo operador da fraude bilionária contra aposentados e pensionistas.

Mulher desaparece após carro ser arrastado por enxurrada em Vitória da Conquista; familiares protestam em avenida

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

Uma mulher segue desaparecida nesta terça-feira (10) após ser arrastada por uma enxurrada durante uma forte chuva registrada em Vitória da Conquista, no Sudoeste. O fato ocorreu na tarde de segunda-feira (9) na Avenida Caracas, informou o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias. O temporal durou cerca de duas horas e acumulou quase 30 milímetros de chuva.


De acordo com informações da polícia, a vítima, identificada como Rosania Silva Borges, de 46 anos, estava em um carro de transporte por aplicativo quando o veículo foi arrastado pela força da água e acabou caindo em um canal de drenagem na Avenida Caracas.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram que a passageira e o motorista conseguiram sair do automóvel após o incidente. No entanto, apenas o condutor conseguiu alcançar a margem em segurança. A mulher acabou sendo levada pela correnteza e desapareceu.

O 7º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar informou que equipes reiniciaram as buscas pela mulher na madrugada desta terça depois das ações iniciadas nesta segunda. Além dos bombeiros, mergulhadores foram mobilizados para auxiliar nas operações. Agentes das polícias Civil e Militar também participam da força-tarefa montada para localizar a mulher.

No fim da tarde desta segunda, o veículo em que a passageira estava foi localizado em um ponto de difícil acesso ao longo do canal.

Durante a noite, um grupo de pessoas interditou um trecho da avenida em protesto, cobrando maior celeridade nas buscas pela vítima.

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

Por meio de nota nesta terça, o 7° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar informou que "os militares estão refazendo todo o percurso da água a partir do ponto onde a vítima desapareceu, ampliando a varredura na área para tentar localizar a mulher. Até o momento, a vítima ainda não foi encontrada, e as buscas seguem em andamento", finalizou em nota.

Vinho de 127 anos avaliado em R$ 600 mil é aberto e resultado surpreende

Garrafa passou décadas guardada na adega de uma antiga família aristocrática francesa

Por Edvaldo Sales
Garrafa passou décadas guardada na adega de uma antiga família aristocrática francesa - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Com mais de um século de idade, uma garrafa de vinho da marca Romanée-Conti da safra de 1899, hoje avaliada em mais de R$ 600 mil, foi finalmente aberta. A bebida tinha 127 anos guardada.

O momento se tornou um evento e reuniu especialistas e colecionadores para descobrir se o vinho ainda estaria bebível, ou se teria se transformado apenas em uma curiosidade histórica. O resultado surpreendeu.

Produzido na Borgonha, na França, o vinho veio do lendário Domaine de la Romanée-Conti, considerado um dos produtores mais prestigiados do planeta.

A garrafa passou décadas guardada na adega de uma antiga família aristocrática francesa. Após a morte de um descendente, acabou sendo incluída em um leilão local em 2011, misturada a outros vinhos antigos.

O item inicialmente não recebeu grande destaque devido ao rótulo que estava bastante desgastado. Só depois da compra especialistas perceberam que se tratava de uma raridade histórica.

A garrafa acabou adquirida pelo empresário e investidor de vinhos de Singapura Soo Hoo Khoon Peng, conhecido por negociar rótulos raros. Cerca de um ano depois da compra, ele decidiu organizar uma degustação privada para abrir a relíquia.

O local escolhido para a degustação foi um restaurante presente no Guia Michelin, Auprès du Clocher, em Pommard, um endereço respeitado na região vinícola da Borgonha e frequentado por colecionadores e especialistas.

O encontro reuniu seletos convidados para testemunhar um momento histórico para o mundo do vinho.

A degustação

Ao ser servido nas taças, o líquido apresentou tom âmbar profundo, com reflexos alaranjados, típico de bebidas extremamente envelhecidas.

Especialistas identificaram nos aromas notas delicadas que lembravam chá preto, frutas secas e flores envelhecidas. Esses são sinais de que o vinho ainda guardava complexidade.

Segundo os especialistas, pouquíssimos vinhos conseguem resistir por mais de um século sem perder totalmente suas características.

“O fato de o vinho ainda estar vivo já é um alívio”, afirmou o colecionador Soo Hoo em entrevista à CNN após provar o vinho.

O crítico de vinhos Ned Goodwin, também compartilhou a experiência nas redes sociais. Ele descreveu a garrafa centenária como um verdadeiro “caleidoscópio líquido de momentos, pessoas e lugares”, ressaltando o valor simbólico de provar um vinho que atravessou tantas gerações.

Goodwin afirmou também que o encontro foi uma “celebração da urgência do agora, resoluta e sincera”, destacando a emoção de dividir aquele instante raro com outros apaixonados pelo mundo do vinho.

Homem passa por cirurgia após cabo de vassoura ficar preso no ânus

Parte do objeto precisou ser cortada ainda durante o resgate

Por Victoria Isabel
Homem foi encaminhado ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA) - Foto: Ascom HEA

Um homem de 49 anos precisou passar por cirurgia após ter um cabo de vassoura de ferro introduzido acidentalmente no ânus, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O caso ocorreu na madrugada de sexta-feira, 6, na Rua São Cristóvão, no bairro Primavera.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), parte do objeto precisou ser cortada ainda durante o resgate com o uso de uma serra para permitir a retirada segura da vítima.

Em seguida, o homem foi encaminhado ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA), onde passou por cirurgia.

A ocorrência mobilizou duas viaturas e seis bombeiros. O atendimento começou por volta de 1h35 e foi concluído às 3h05. O estado de saúde da vítima não foi divulgado.

Humorista do SBT muda de hospital, mas segue na UTI após acidente

Artista tem 65 anos e já passou por cirurgia de 4 horas

Por Edvaldo Sales
Artista tem 65 anos e já passou por cirurgia de 4 horas - Foto: Reprodução | SBT

Aos 65 anos, o humorista Marquito foi transferido do hospital Nipo-Brasileiro para a Beneficência Portuguesa, em São Paulo, dez dias após o acidente de moto que sofreu na zona Norte da cidade.

Na manhã desta segunda-feira, 9, a instituição divulgou um boletim com o estado de saúde do assistente do ‘Programa do Ratinho’, do SBT.

“A BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo informa que o paciente Marcos Antônio Gil Ricciardelli (Marquito), transferido para a instituição no sábado (7), encontra-se em estado clínico estável, permanecendo internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta até o momento”, inicia o comunicado.

O texto segue: “O paciente não apresentou episódios de febre nas últimas 24 horas e segue sob avaliação contínua da equipe médica, que realiza a análise dos demais procedimentos eventualmente necessários para a condução do tratamento. Novas atualizações serão divulgadas oportunamente”.

De acordo com o último boletim do hospital Nipo-Brasileiro, divulgado à imprensa pelo SBT, o pedido de transferência veio dos familiares.

“A transferência foi planejada pela equipe médica e realizada seguindo todos os protocolos de segurança clínica”, dizia parte do texto.

A equipe médica do Nipo-Brasileiro afirmou, na quinta-feira, 5, que, para que Marquito fosse submetido a novos procedimentos ou tratamentos, seria preciso que a condição dele tivesse algum tipo de progressão.

"Sua evolução clínica depende primordialmente da resposta fisiológica do organismo ao protocolo terapêutico estabelecido", explicava a nota.

Cirurgia de 4 horas

Humorista passou por uma cirurgia delicada de quatro horas na tarde do último dia 27. Segundo a assessoria de imprensa do SBT, o quadro clínico dele era estável.

A equipe do SBT disse, ao Metrópoles, que a cirurgia transcorreu conforme o planejado e sem intercorrências. Marquito permanece internado em São Paulo após o acidente de moto que sofreu e está sob acompanhamento permanente.
O acidente

No último dia 25, o humorista Marquito sofreu um acidente após apresentar um mal súbito enquanto conduzia uma motocicleta na região da Vila Gustavo, na Zona Norte de São Paulo.

Ele colidiu com outra motocicleta e caiu. O humorista recebeu atendimento no local, foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Hospital Nipo-Brasileiro. Marquito teve ferimentos no rosto e uma fratura em uma costela.

Vida e trajetória profissional

Marquito é sobrinho do apresentador Raul Gil e tem uma carreira na televisão desde jovem, quando foi convidado pelo tio para imitar um robô — o Robogildo — no quadro ‘O Que É o Que É’ no programa dominical comandado pelo veterano.

Ele nasceu em 1960, em São Paulo, segundo o Museu Brasileiro de Rádio e Televisão. Marquito já trabalhou em circos, é ator, humorista e também foi vereador — eleito em 2013, pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro).

Trabalhou com Edson ‘Bolinha’ Cury, no ‘Clube do Bolinha’, exibido na Rede Bandeirantes no período de 1974 a 1994, onde fazia o quadro de imitação de cantores, em rotação diferente do original.

No final dos anos 1990, tornou-se parte do elenco fixo das atrações comandadas por Ratinho, ainda na Record e, posteriormente, no SBT, passando a ser uma marca registrada do programa.

Israel emite novo alerta de evacuação em massa no sul do Líbano

As Forças de Defesa israelenses orientam moradores a se deslocarem para o norte do Rio Litani, depois de ataques do Hezbollah

Isabela Jordão

Sul do Líbano é alvo de ataque israelense durante conflito no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Avichay Adraee, divulgou nesta terça-feira, 10, um alerta de evacuação em árabe direcionado aos moradores do sul do Líbano. No comunicado, ele recomendou que a população se deslocasse para o norte do Rio Litani, diante de ataques em curso na região.

Também nesta terça-feira, o grupo terrorista Hezbollah declarou ter disparado foguetes contra o norte de Israel pouco depois da meia-noite. O grupo afirmou ainda ter atacado uma “reunião de soldados e veículos do Exército israelense” na cidade fronteiriça de Markaba.

“Qualquer pessoa que esteja perto de agentes, instalações ou armas do Hezbollah está colocando sua vida em risco”, escreveu Adraee no comunicado. “Permanecer ao sul do Rio Litani pode colocar em risco sua vida e a vida de sua família.”

O porta-voz das FDI também divulgou um aviso urgente aos moradores das cidades de Tiro e Sidom. “Num futuro próximo, as Forças de Defesa de Israel atacarão a infraestrutura militar terrorista do Hezbollah”, publicou nesta terça-feira. O aviso sinaliza a localização exata de prédios usados pelo Hezbollah e pede que os moradores saiam imediatamente.

Israel emitiu outra ordem de evacuação no sul do Líbano

Na última segunda-feira, 9, Israel já havia emitido uma ordem de evacuação no sul do Líbano em que informava ter realizado uma série de ataques contra uma instituição financeira ligada ao Hezbollah. De acordo com o Exército israelense, aviões da Força Aérea atingiram “ativos e instalações de armazenamento” da associação Al-Qard Al-Hassan.

Durante as ofensivas no Líbano, Israel eliminou líderes do Hezbollah e do Hamas. O governo libanês aprovou o plano dos Estados Unidos para desarmar o grupo terrorista local.

Trump afirma que capacidades militares do Irã foram dizimadas

Controle do Estreito de Ormuz está nos planos da Casa Branca

Por Rodrigo Tardio
Presidente indicou, contudo, que Washington já articula nome para assumir poder em Teerã - Foto: Daniel Torok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à rede CBS News que a ofensiva militar contra o Irã atingiu um ponto de virada decisivo. Segundo o republicano, as capacidades de defesa iranianas foram severamente degradadas, levando-o a considerar o conflito "praticamente concluído".

"Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", afirmou Trump, destacando que as operações estão "muito à frente" do prazo inicial de quatro a cinco semanas estimado pelo Pentágono.

Fator Ormuz

Um dos pontos de maior tensão internacional, o Estreito de Ormuz, também foi pauta da entrevista. Por onde transita cerca de 20% do petróleo global, a via marítima está operando com severas restrições desde o início das hostilidades. Trump admitiu que, embora alguns navios ainda circulem, ele estuda uma intervenção direta: "Estou pensando em assumir o controle", pontuou.

Sucessão

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro em uma ação conjunta entre EUA e Israel, já resultou na morte de dezenas de pessoas, incluindo o líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei.

Questionado sobre o sucessor, Mojtaba Khamenei, Trump demonstrou indiferença: "Não tenho nenhuma mensagem para ele". O presidente indicou, contudo, que Washington já articula um nome para assumir o poder em Teerã, embora tenha se recusado a fornecer detalhes sobre o substituto que "tem em mente".
segunda-feira, 9 de março de 2026

Raul Gil volta ao SBT para homenagear Carlos Alberto em ‘A Praça é Nossa’

Apresentador foi demitido da emissora da família Abravanel em 2024

Por Da IstoÉ com Agências

Carlos Alberto de Nóbrega e Raul Gil Foto: Reprodução/Instagram

O apresentador Raul Gil compartilhou momentos de sua presença em gravação de “A Praça É Nossa”, do SBT, emissora da qual foi demitido no fim de 2024. Ele fez parte da homenagem ao humorista Carlos Alberto de Nóbrega, que completa 90 anos na próxima quinta-feira, 12.

“Foi uma tarde muito especial, de reencontros, emoção e muita gratidão. Estar ao lado de pessoas que fazem parte da nossa história é sempre marcante”, escreveu.

Raul Gil também aproveitou para gravar um vídeo ao lado do imitador Alexandre Porpetone. Recentemente, o apresentador lançou um canal no YouTube em que deve apresentar um programa semanal. “A idade não vai me fazer parar”, disse, na estreia.

A Praça É Nossa vai ao ar semanalmente às quintas-feiras, no horário das 22h45. O humorístico está na grade do SBT há quase 40 anos, desde 1987, e é inspirado na Praça da Alegria, apresentado por Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Delação à vista: Vorcaro deve citar grandes empresários e presidentes de partidos

Possível acordo com a PF forçará a troca de advogados de defesa do ex-dono do Banco Master

Edilson Salgueiro

A PF apura a relação de Vorcaro com empresários do setor financeiro e operadores ligados a outras instituições bancárias | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro cogita firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Ele sabe que dificilmente escapará ileso das investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master e, por essa razão, busca estratégias que possam reduzir eventual tempo de prisão.

A possibilidade de delação gera discórdia na defesa, segundo apurou Oeste. Dos três advogados que hoje representam Vorcaro, dois são contrários à delação. O motivo: entre os nomes que poderiam ser citados pelo ex-banqueiro estão grandes empresários e presidentes de partidos, alguns deles clientes desses mesmos advogados.

Esse conflito de interesses tende a provocar mudanças na equipe jurídica de Vorcaro. Caso o ex-banqueiro decida avançar com a colaboração, cenário que interlocutores consideram provável, ao menos um dos advogados deve deixar o caso. A expectativa é que novos profissionais assumam a condução da defesa e passem a negociar diretamente os termos do acordo.

As relações de Vorcaro com os Três Poderes

As investigações sobre o Banco Master já revelaram uma rede de relações que envolvia agentes do mercado financeiro, autoridades e operadores políticos. Diversas reportagens mostram que a instituição financeira mantinha trânsito no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.

Entre os episódios que ampliaram a repercussão do caso está a revelação de um contrato de cerca de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo previa pagamentos mensais superiores a R$ 3,5 milhões por três anos, para serviços de consultoria junto a órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso.

As investigações também alcançaram autoridades do Banco Central. Dois ex-dirigentes da instituição são suspeitos de fornecer informações e orientação regulatória ao banco enquanto ainda ocupavam cargos no órgão.

Além disso, a PF apura a relação de Vorcaro com empresários do setor financeiro e operadores ligados a outras instituições bancárias. Um dos nomes citados nas investigações é o empresário Nelson Tanure, alvo de mandados de busca e apreensão no mesmo inquérito.

A revelações do ex-dono do Banco Master

O colapso do Banco Master já é considerado um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, com prejuízos estimados em dezenas de bilhões de reais e mais de 1 milhão de investidores afetados.

Relatórios da PF mostram que o banco teria inflado artificialmente ativos e emitido títulos de crédito sem lastro para sustentar operações financeiras. A expectativa entre investigadores é que, pressionado pelo avanço das apurações e pelo risco de condenações pesadas, Vorcaro decida revelar detalhes sobre as relações políticas, empresariais e institucionais que cercaram o crescimento do banco.

Disputa interna no PL ameaça candidaturas de bolsonaristas

Divergências sobre indicações ao Senado podem provocar a saída de aliados do ex-presidente

Edilson Salgueiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Uma disputa entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e setores ligados ao comando nacional do Partido Liberal (PL) põe em risco a formação das chapas que disputarão o Senado em diversos Estados nas eleições de 2026. O impasse envolve negociações em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.

Há duas razões para o conflito. De um lado, acordos firmados pelo PL com outras legendas para montar chapas mistas na disputa pelo Senado. De outro, a intenção da direção nacional do partido de indicar nomes alinhados à cúpula da sigla, e não necessariamente ao grupo político do ex-presidente.

Em Santa Catarina, por exemplo, o acordo inicial previa um arranjo entre o PL e a federação formada por União Brasil e Progressistas. Pelo desenho original, o PL lançaria um candidato ao Senado, e o nome preferido era o da deputada federal Carol De Toni, enquanto a federação indicaria o senador Esperidião Amin para disputar a reeleição.

O cenário mudou com a entrada do ex-vereador Carlos Bolsonaro na disputa. Publicamente, houve a confirmação de que Carlos e Carol vão concorrer às duas vagas ao Senado, movimento que deixou Amin fora da equação. Nos bastidores, contudo, dirigentes do PL e da Federação União-PP discutem formas de preservar o acordo original e evitar o rompimento da aliança no Estado.

Marcos Pollon, o escolhido por Bolsonaro

Em Mato Grosso do Sul, a direção estadual do PL articula uma chapa com o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar.

O arranjo contraria a preferência de Bolsonaro, que chegou a escrever uma carta em defesa da candidatura do deputado federal Marcos Pollon ao Senado. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou apoio à candidatura do parlamentar, que também conta com o apoio de Carlos Bolsonaro.

A proposta de Pollon defende o fim da apuração eletrônica dos votos e a impressão de um comprovante | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Ceará em compasso de espera

No Ceará, a disputa interna ganhou contornos públicos depois que o deputado federal André Fernandes passou a articular o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes ao governo do Estado. A iniciativa provocou críticas de Michelle. O acordo esfriou, embora interlocutores do partido afirmem que ainda há espaço para reconciliação.

A estratégia discutida por aliados de Bolsonaro envolve uma aliança mais ampla no Estado. Nesse desenho, o PL e a Federação União-PP ofereceriam palanque a Ciro Gomes e, em troca, receberiam apoio para eleger ao Senado o ex-deputado estadual cearense Alcides Fernandes.

Cenário incerto em São Paulo

Em São Paulo, a disputa permanece indefinida. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, considerado candidato natural ao Senado, deve ficar fora da corrida por continuar vivendo nos Estados Unidos.

Entre aliados do ex-presidente, o nome preferido é o do deputado estadual Gil Diniz. Outra ala do partido defende a deputada federal Rosana Valle, que tem apoio do governador Tarcísio de Freitas e de lideranças do centrão.

Para a segunda vaga, o nome mais citado é o do deputado federal Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. Também aparecem nas conversas o ex-ministro Ricardo Salles, do partido Novo, além dos deputados Mário Frias e Marco Feliciano, ambos do PL.

Rio de Janeiro em xeque

No Rio de Janeiro, o PL decidiu apoiar o governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, filiado ao União Brasil.

A escolha deixou de fora o deputado federal Carlos Jordy, aliado próximo de Bolsonaro que esperava disputar uma das vagas ao Senado.
Jordy é um dos nomes cotados para o Senado | Foto: Reprodução/YouTube
PL quer conter a crise

Diante do aumento das tensões internas, dirigentes do PL passaram a se reunir com políticos que devem ficar fora da disputa pelo Senado. A estratégia da direção partidária é oferecer recursos robustos de campanha para que esses nomes tentem a reeleição à Câmara dos Deputados e desistam da corrida à Casa Alta.

De olho nessa cisão, diversas legendas procuraram os preteridos para lhes oferecer uma vaga ao Senado. Aliados de Bolsonaro preferem ficar no PL, mas não descartam deixar o partido em breve.

Irã não é Venezuela: por que é mais difícil derrubar o regime dos aiatolás

Pouco mais de um mês depois de capturar Nicolás Maduro e sua mulher, EUA, mesmo ao lado de Israel, encontram maior resistência do governo teocrático xiita

Eugenio Goussinsky

Guarda Revolucionária Islâmica do Irã é uma força militar poderosa | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A captura do ex-ditador Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, durou apenas alguns minutos, em janeiro deste ano, na Venezuela. O fato de a força de elite Delta, dos Estados Unidos (EUA), ter chegado de helicóptero ao Forte Tiuna e ter sido recebida a tiros por militares venezuelanos foi quase irrelevante para os norte-americanos. Eles conseguiram furar o bloqueio e avançar até o bunker e levar o casal para julgamento nos EUA. Naquele momento, o governo de Donald Trump colocou fim a um período de mais de 12 anos de opressão no país.

Pouco mais de um mês depois, mesmo com todo o preparo das forças Delta e do arsenal utilizado contra o Irã, os EUA não têm a mesma facilidade para derrubar o regime teocrático xiita. Nem mesmo a morte do aiatolá Ali Khamenei é suficiente. Tampouco o fato de ter um aliado de primeira linha, em termos militares: Israel. A verdade é que, apesar da destruição de grande parte do arsenal iraniano, da ruína econômica em que o país entrou e da disparidade de forças, a estrutura de poder enraizada se mantém.

No Irã, o poder não está centralizado em apenas numa pessoa, mas numa teocracia complexa, com uma rede de instituições que sustentam o regime. O líder supremo (até há pouco tempo, Khamenei) é o chefe máximo, e sua autoridade é reforçada por clérigos, conselhos religiosos e militares com lealdade direta ao sistema religioso-político.

Esse modelo impede que uma troca de liderança simplesmente substitua um presidente por outro, como aconteceu na Venezuela, com Nicolás Maduro. Há diversas camadas de guarda do regime (política, religiosa e militar) interligadas, projetadas para resistir a rupturas abruptas.

Estruturas do Irã e da Venezuela

A “vascularização” da segurança do regime é uma de suas garantias no Irã. Uma coisa é destruir o arsenal militar, direcionado a conflitos externos. Outra é tirar essa casta religiosa do poder, já que todo o arsenal direcionado para isso, que inclui a repressão interna, não foi afetado.

A rede de proteção é complexa, formada, lá nos níveis mais altos, pela Corporação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC): força militar poderosa, leal diretamente ao líder supremo, com unidades terrestres, navais, aéreas próprias e a Força Quds (para operações externas). Ela é um “Estado dentro do Estado”, criada especificamente para defender a revolução e impedir mudanças radicais.

Há ainda, como suporte, as Forças Basij: milícia paramilitar de mobilização interna, usada para vigilância e repressão a dissidências, reforçando a coesão ideológica. O sistema se espalha por todo o país, alcançando o mais remoto vilarejo. Nele também se inclui o Exército regular (Artesh): ainda numeroso e estruturado, com dezenas de brigadas e reservistas.

A Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) venezuelana não pode ser desprezada pelo seu porte. É grande para a região, com cerca de 150 mil militares ativos e milícias bolivarianas associadas. Mas o sistema não é tão estruturado como o do Irã. A base dessas forças de segurança é muito politizada, mas menos profissionalizada do ponto de vista da defesa do regime de forma autônoma.

Não existem unidades militares separadas com cadeia de comando própria, como a IRGC tem no Irã. Há uma guarda presidencial, mas sem o mesmo porte que funcione como corpo independente para proteger o regime. Os últimos que tentaram salvar Maduro foram os 32 cubanos que morreram durante a operação militar. Sem tantos recursos, eles eram membros das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e do Ministério do Interior cubano, que atuavam em missão na Venezuela.

A IRGC, com cerca de 190 mil militares ativos, não é apenas uma guarda militar, mas um pilar do regime, com interesses próprios e grande influência econômica e política, além do controle do programa de mísseis balísticos. Responde diretamente ao líder supremo, não ao presidente. Diferente de qualquer força venezuelana equivalente.

O ex-chefe do Grupo de Operações no Iraque da CIA, Luis Rueda, fez tal comparação ao The Guardian: “O Irã não é a Venezuela… Remover alguns líderes não significa que o sistema colapse”.

A Oeste, a professora Liora Hendelman-Baavur, diretora do Centro de Estudos Iranianos da Universidade de Tel-Aviv, também descreveu a situação. E colocou um ingrediente a mais para complicar qualquer tentativa de derrubar o governo dos aiatolás. O tempo em que eles estão no poder é mais longo do que o do regime bolivariano na Venezuela. A Revolução Islâmica ocorreu em 1979, quase 20 anos antes da eleição de Hugo Chávez, em 1998. Essa diferença deu mais tempo para o regime estruturar sua proteção.

“A resiliência do regime se apoia em vários pilares”, destacou a professora. “Há controles constitucionais e mecanismos de filtragem política: órgãos não eleitos, como o Conselho dos Guardiões, limitam quem pode concorrer a cargos públicos e restringem o poder do Parlamento. Existe também um aparato coercitivo em camadas, com o poder distribuído entre a IRGC, a Basij e diversos serviços de inteligência, criando redundâncias na repressão ao dissenso. Soma-se a isso o entrelaçamento econômico dos atores de segurança.”

Cama de concreto e sem visitas: o 1º fim de semana de Vorcaro no presídio

Sem acesso a televisão, tomadas ou aparelhos eletrônicos, o ex-banqueiro depende dos agentes para acender as luzes e acionar o chuveiro

Yasmin Alencar

O banqueiro Daniel Vorcaro teve o cabelo raspado durante estadia na penitenciária de Potim (SP) | Foto: Divulgação/SAP

O início de custódia de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no presídio federal em Brasília, durante o último fim de semana, foi marcado por isolamento rigoroso e rotina controlada. O banqueiro permanece quase integralmente recluso em uma cela, de cerca de 6 metros quadrados, padrão das unidades de segurança máxima, equipada apenas com o essencial: cama de concreto, colchão fino, bancada, banco fixo, pia, vaso sanitário e chuveiro. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

Sem acesso a televisão, tomadas ou aparelhos eletrônicos, Vorcaro depende dos agentes para acender as luzes e acionar o chuveiro, funções controladas por eles em horários definidos, normalmente entre 6h e 22h. Os banhos são diários, limitados a 15 minutos de duração e sempre na parte da manhã. Uma pequena janela próxima ao teto é a única fonte de luz natural no ambiente.

Rotina alimentar e limitações de contato

As refeições marcam o ritmo do dia: são seis ao todo, servidas diretamente na cela. O café da manhã traz fruta, pão, ovo, café ou leite. Depois, há um lanche leve, como fruta ou biscoito. O almoço, principal refeição, inclui proteína, arroz, feijão e salada. Durante a tarde, outro lanche é oferecido, e à noite, o jantar, semelhante ao almoço, vem em menor quantidade, seguido de uma ceia antes do recolhimento.

Vorcaro, assim como os demais detentos, só deixa a cela em situações autorizadas, como o banho de sol diário de duas horas, sempre sob escolta. Tanto o preso quanto a cela passam por revistas regulares feitas pelos agentes. O contato com o mundo exterior é restrito: nos primeiros dias, visitas de familiares e amigos são proibidas, conforme protocolo de adaptação, que pode durar até 20 dias.

Direito de defesa e monitoramento

Durante esse período, apenas advogados têm acesso ao detento, mediante identificação e registro. A defesa do banqueiro solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorização para que a primeira conversa ocorra sem gravação. Os advogados alegam que precisam “discutir de forma confidencial a estratégia jurídica do caso nesta nova fase das investigações”.

Na penitenciária federal, encontros entre presos e advogados costumam ser monitorados por áudio e vídeo, motivo pelo qual a defesa pediu excepcionalidade. Inaugurada em 2018, a unidade federal de Brasília foi criada para custodiar detentos considerados de alto risco ou que possam comprometer a segurança em presídios estaduais.

PF tem condições de acessar mensagens apagadas, dizem peritos

Recurso poderia ser utilizado para revelar conversa entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes

Lucas Cheiddi

Polícia Federal deflagrou nova fase de operação nesta quinta-feira, 15 | Foto: Divulgação/PF

Ferramentas tecnológicas permitem que a Polícia Federal (PF) acesse e recupere dados em celulares apreendidos, mesmo quando protegidos por senha, desligados ou depois de informações terem sido apagadas. Programas especializados conseguem extrair registros detalhados, incluindo mensagens de visualização única e arquivos excluídos, o que amplia a capacidade das investigações criminais.

Peritos criminais ouvidos pelo jornal O Globo, que preferem manter anonimato, explicam que, depois de apreendidos, os dispositivos passam por métodos complementares de análise. Se um programa não consegue acessar determinado conteúdo, outro pode obter sucesso. O procedimento inicial consiste em desbloquear o aparelho, superando a senha, para então iniciar a extração dos dados.

Cellebrite e GrayKey: tecnologias de extração completa
Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes: diálogos entre o banqueiro e o ministro do STF | Foto: Montagem sobre reprodução/X

Entre as ferramentas empregadas estão Cellebrite e GrayKey, ambas aptas a realizar extrações completas dos dispositivos. Elas copiam todos os dados, inclusive fragmentos residuais. Esse processo, chamado de cópia “bit por bit”, reflete integralmente tudo que está armazenado no aparelho, seja ele celular, seja notebook.

O perito em crimes digitais Wanderson Castilho esclarece que, mesmo que mensagens e arquivos sejam apagados, registros de envio e logs permanecem salvos. “Quando você apaga ou manda uma informação, ou manda uma informação em visualização única, os registros de que você mandou uma mensagem, os logs disso, ficam armazenados”, afirmou Castilho, segundo O Globo.

As investigações revelam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, utilizava um método para dificultar o acesso às mensagens, enviando capturas de tela com anotações em formato de visualização única pelo WhatsApp. Em novembro de 2025, foi assim que ele se comunicou com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia de sua primeira prisão.

Mesmo nesse formato, explica Castilho, a perícia consegue rastrear o envio das imagens, identificando horários, destinatários e caminhos dos arquivos. Como o WhatsApp só permite visualização única de imagens e vídeos, as capturas enviadas por Vorcaro precisaram ter sido salvas no aparelho antes, mesmo que posteriormente apagadas.

Recuperação de logs e caminhos dos arquivos

O especialista destaca que, embora o conteúdo da imagem nem sempre seja imediatamente acessível, os registros de envio, datas e destinatários podem ser recuperados.

“O software mantém registros de que houve uma mensagem naquela data. Ele fixou os registros, os logs“, disse. “Talvez ele não dê diretamente o conteúdo da imagem, mas é possível recuperar o caminho do arquivo e identificar que ele foi puxado naquela conversa.”

Seja com mensagens apagadas, seja com arquivos enviados para desaparecimento rápido, os logs guardam informações essenciais, como horário, tipo de documento e destinatário. Isso permite reverter a exclusão e acessar dados importantes para a investigação, conforme explicam os peritos.

No caso de Vorcaro, o momento exato da apreensão do celular contribuiu para a obtenção das provas, pois as imagens ainda estavam salvas no aparelho, não tendo sido removidas. Assim, mesmo com o uso de visualização única, o espelhamento dos arquivos garantiu acesso aos dados.

Indicada por Lula, Janja viaja a Nova York para conferência da ONU

Decreto presidencial autorizou missão oficial com despesas custeadas pelo governo federal

Luis Batistela

A viagem de Janja ocorre em meio ao Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro deste ano | Foto: Reprodução/Claudio Kbene/PR

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, embarcou neste domingo, 8, para Nova York, nos Estados Unidos. Em Manhattan, ela participa da 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da Organização das Nações Unidas (ONU), conhecida como CSW.

O governo federal oficializou a viagem por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União. O documento traz as assinaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler Mauro Vieira. A programação da missão de Janja na ONU vai de 7 a 14 de março, com despesas pagas com dinheiro público. No entanto, segundo o gabinete da primeira-dama, a agenda em Nova York ocorrerá de 8 a 13 de março.

O encontro reúne políticos, diplomatas, organizações e entidades da sociedade civil. No Instagram, Janja afirmou que a CSW é “um dos espaços mais importantes do mundo para discutir nossas vivências e desafios enquanto mulheres”.

A viagem ocorre poucos dias depois de a petista ser nomeada “Campeã da Igualdade Social” pela agência Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A cerimônia ocorreu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, no dia 4 de março.

Com a viagem a Nova York, Janja acumula 170 dias fora do país desde 2023. O período supera em 23 dias o tempo que Lula passou no exterior no mesmo intervalo.

Delegação do governo acompanha Janja

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também participa da missão. Integram a delegação a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Publicações no Diário Oficial da União revelam que 40 servidoras de 17 órgãos federais foram designadas para a viagem. Entre os órgãos representados estão os ministérios das Mulheres, da Saúde, da Fazenda e do Trabalho e Emprego.

Também participam representantes da Advocacia-Geral da União, da Universidade de Brasília e da Universidade Aberta do SUS.

A viagem ocorre em meio ao Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro deste ano. A iniciativa criou um comitê com 12 representantes para coordenar políticas públicas voltadas ao tema.

Segundo Lula, a proposta surgiu de Janja, que teria se emocionado com casos de assassinato de mulheres registrados em 2025.

Noivado de Vorcaro na Itália custou R$ 21 milhões

Celebração em palácios romanos e anfiteatros históricos reuniu espetáculos de drones e performances exclusivas

Erich Mafra

Daniel Vorcaro e a ex-mulher Martha Graeff | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de 42 anos, não poupou recursos para oficializar o compromisso com a modelo Martha Graeff em solo europeu. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, uma cerimônia suntuosa realizada em Roma, no final de novembro de 2024, consumiu US$ 4,04 milhões — aproximadamente R$ 21,4 milhões. O evento ocorreu em cenários históricos da antiguidade e da era medieval e contou com uma produção cinematográfica que incluiu shows privados, dança e tecnologia de ponta para selar o pedido de casamento.

As celebrações ocuparam espaços icônicos, como o anfiteatro da Villa Adriana, erguida no século 2 d.C., e a galeria do Palazzo Colonna, construção iniciada no século 14. Registros em vídeo detalham uma logística que envolveu drones que desenharam declarações de amor no céu nublado da capital italiana, além de apresentações de teatro e dança inspiradas no estilo Cirque du Soleil. O casal e seus convidados ficaram hospedados no Palazzo Shedir, antigo reduto da família Borghese, transformado em um hotel cinco estrelas cujas acomodações preservam o luxo do século 17.

De Marrocos à Sicília: a rota da ostentação

Antes do noivado romano, o casal passou pela Baía de Taghazout, no Marrocos, destino global de surfe, reforçando o padrão de itinerários internacionais de alto custo. No entanto, os valores do noivado empalidecem diante de outro projeto encontrado nos documentos em posse da Polícia Federal. As investigações revelam o planejamento de uma festa de 40 anos para Daniel Vorcaro em Taormina, na Sicília, orçada em US$ 37,6 milhões — cerca de R$ 200 milhões.

O cronograma financeiro para o evento siciliano previa o parcelamento da cifra milionária em até nove vezes, com quitação total programada para as vésperas da festa, em agosto de 2023. O projeto incluía a reserva de hotéis de luxo extremo, como o Four Seasons San Domenico Palace, e a locação do Castello degli Schiavi, famoso cenário da trilogia O Poderoso Chefão. A lista de atrações sugerida contava com nomes como Coldplay, Andrea Bocelli e David Guetta.

Dallagnol e Chiquini vão a Brasília protocolar impeachment de Moraes

Nova ação aponta indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação contra o ministro do STF

Isabela Jordão

Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/3/2026) | Foto: Luiz Silveira/STF

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram a Brasília na manhã desta segunda-feira, 9, para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo Chiquini, a iniciativa traz fundamentos jurídicos inéditos em relação às representações anteriores. “Segunda-feira, 5 da manhã, eu e Deltan estamos a caminho de Brasília, para protocolar novo pedido de impeachment do Alexandre de Moraes, agora com fundamentação jurídica nunca antes utilizada”, afirmou.

Dallagnol disse que o pedido não se refere apenas a supostos abusos de autoridade, mas de possíveis crimes. “Agora vai muito além de abusos, agora estamos falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação, de organização criminosa”, declarou.

O ex-procurador citou questionamentos relativos ao contrato entre Viviane Barci, mulher do ministro, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “A questão é: qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, disse, acrescentando que haveria também indícios de interferência em investigações.
Provas da PF podem sustentar pedido de impeachment contra Moraes

Chiquini afirmou que o pedido de impeachment se baseia em novos elementos. “Agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal“, declarou. “Então o fundamento jurídico é novo, com indícios claríssimos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.”

Ao final do vídeo, publicado no X, o advogado disse que os dois manteriam o público informado sobre o andamento da iniciativa ao longo do dia e reforçou o objetivo de protocolar o pedido de impeachment do Moraes.

EUA destroem caças F-14 para impedir que peças cheguem ao Irã

A decisão foi tomada depois de indícios de que redes de contrabando tentavam adquirir peças no mercado de excedentes

Yasmin Alencar
Caça F-14 dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Wikipedia

Com a intenção de impedir o acesso do Irã a componentes críticos, os Estados Unidos optaram por destruir quase toda a sua frota de caças F-14 Tomcat. A decisão foi tomada depois de indícios de que redes de contrabando tentavam adquirir peças no mercado de excedentes, ameaçando a segurança tecnológica dos EUA.

No início da década de 1970, o Irã, então governado pelo xá Mohammad Reza Pahlavi, era aliado de Washington e buscava reforçar sua defesa aérea. Depois de visitar os EUA e se impressionar com o F-14, o país adquiriu 80 aeronaves, além de mísseis, suporte logístico e treinamento técnico para seus militares.
O impacto da Revolução Islâmica e as estratégias iranianas

Com a Revolução Islâmica em 1979 e o rompimento das relações, o novo governo iraniano herdou jatos modernos, mas perdeu o acesso ao suporte e fornecimento dos Estados Unidos. Desde então, o Irã recorre à canibalização de aeronaves, engenharia reversa e redes clandestinas para manter parte da frota operacional, apesar das sanções internacionais.

Os EUA inicialmente planejavam vender componentes não sensíveis dos F-14 desativados, prática comum com material militar aposentado. Depois de alertas sobre tentativas de aquisição suspeita desses itens, optaram por sucatear integralmente quase todas as aeronaves, cortando-as de modo a inviabilizar qualquer reaproveitamento militar.

Desafios atuais para o Irã e proteção da tecnologia

Atualmente, o Irã é o único país a operar os F-14, mas enfrenta dificuldades crescentes para manter os caças em condições de combate. Restam apenas adaptações locais, canibalização de peças e improvisos, enquanto a cadeia de suprimentos praticamente inexiste por causa do embargo.

Os exemplares remanescentes nos Estados Unidos estão expostos em museus ou bases militares sob vigilância, sem sistemas essenciais ou com componentes vitais removidos, impossibilitando que peças úteis cheguem às mãos de outros operadores, especialmente ao Irã.

O legado tecnológico do F-14 Tomcat

O F-14 Tomcat destacava-se por sua asa de geometria variável, radar de longo alcance e mísseis guiados de alta precisão, características que o tornaram referência entre caças de sua época. O radar permitia rastrear múltiplos alvos a distâncias superiores às de outros modelos ocidentais, enquanto o design das asas ampliava sua versatilidade em voo e nas operações em pistas curtas.

Ao eliminar fisicamente suas aeronaves, os Estados Unidos mostraram que a disputa em torno do F-14 não era apenas operacional, mas estratégica, relacionada ao controle sobre tecnologia sensível. O episódio evidencia como a relevância política de um avião pode superar seu tempo de serviço ativo.

O F-14, fabricado pela Grumman entre 1969 e 1991, voou pela primeira vez em 1970 e foi aposentado em 2007. Com comprimento de 19,10 metros, envergadura variável de até 19,55 metros, peso máximo de decolagem de 33,7 toneladas e velocidade máxima de cerca de 2,5 mil km/h, o modelo era avaliado em US$ 38 milhões à época, com autonomia estimada em 3,2 mil km e teto operacional de 17 km.

Flávio vence Lula em São Paulo, mostra pesquisa

Levantamento do Real Time Big Data mostra senador com 38% das intenções de voto e o presidente com 34% dos votos no Estado de SP

Loriane Comeli

No Estado de São Paulo, Flávio Bolsonaro venceria Lula

Pesquisa Realtime/Bigdata realizada com eleitores do Estado de São Paulo sobre a disputa presidencial de outubro deste ano mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 38%, contra 34% do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira, 9.

Conforme o levantamento, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, tem 9% e Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, 4%. Brancos e nulos somam 5%, e não sabem ou não responderam 6%.

No cenário com Eduardo Leite (PSD), governador gaúcho, que aparece com 5% das intenções de voto, Flávio pontua 39% e Lula 35% no Estado de São Paulo; Romeu Zema soma 5%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, governador de Goiás, que aparece com 6% das intenções de voto no Estado, Flávio aparece com 39%, Lula com 35% e Zema com 4%.

No quesito rejeição, Lula lidera a mostra em São Paulo com 49%, seguido de Flávio com 45%, Eduardo Leite 26%, Caiado 25%, Ratinho Jr 24% e Zema 23%.

O instituto perguntou aos eleitores de São Paulo sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 56% desaprovam e 40% aprovam.

A pesquisa está registrada sob número BR-01902/2026, foram realizadas 2 mil entrevistas com eleitores do Estado de São Paulo, entre os duas 6 e 7 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Escritório de mulher de ministro do STF detalha serviços prestados ao Banco Master em nota

Foto: Divulgação

A sociedade de advogados Barci de Moraes, que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota com informações detalhadas sobre os serviços de consultoria e atuação jurídica prestados ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. As informações são do O Globo.

O contrato, que previa pagamentos mensais de R$ 3,5 milhões, totalizando R$ 129 milhões em três anos, foi encerrado em novembro de 2025, quando a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central.

De acordo com o documento, antecipado à coluna, o escritório mobilizou uma equipe de 15 advogados e contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que atuaram sob sua coordenação.

A nota detalha que foram realizadas 94 reuniões de trabalho, sendo 79 presenciais na sede do Banco Master, com duração aproximada de três horas cada, para análise de documentos e discussão de questões jurídicas envolvendo as superintendências de Compliance e Corporativa e a gerência de Compliance da instituição.

O texto informa ainda que ocorreram 13 reuniões com a presidência do banco, sendo duas presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas, além de duas reuniões por videoconferência entre o jurídico da instituição financeira e a equipe jurídica da banca. Segundo a nota, foram produzidos 36 pareceres e opiniões legais sobre temas como aspectos previdenciários, contratuais, trabalhistas, regulatórios, compliance, proteção de dados e crédito.

O escritório afirma que uma das equipes jurídicas atuou na elaboração de opiniões legais para o Departamento de Compliance, na revisão da Política de Captação para o Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) e na revisão do Programa de Compliance para obtenção do Selo Pro-Ética, o que implicou revisão da estrutura do departamento, do Código de Ética e Conduta e elaboração de políticas como as de relacionamento com o Poder Público, licitações, conflito de interesses e partes relacionadas.

Outra equipe, conforme o documento, atuou na área penal e administrativa, com análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquéritos civis e ações civis públicas de interesse do Banco Master e seus dirigentes, muitos deles sigilosos, bem como na atuação contenciosa específica em ação penal ajuizada em 17 de outubro de 2024 e em inquérito policial federal no qual houve habilitação em 8 de abril de 2024.

A nota enfatiza que o escritório "nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal)". O documento também destaca que a banca, que tem entre seus sócios dois filhos do ministro Alexandre de Moraes, possui "trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica".

Ex-ministro de Lula é detido e deportado para o Brasil

Situação ocorreu após tentativa de entrar no país

Por Cássio Moreira
Ex-ministro de Lula foi deportado para o Brasil - Foto: Evaristo Sá | AFP

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Franklin de Souza Martins, foi detido e deportado do aeroporto da Cidade do Panamá, capital do Panamá, após tentar entrar no país.

Segundo informações do canal CNN Brasil, Franklin foi detido após ser abordado por dois policiais ao chegar no Panamá, onde faria conexão para a Guatemala. O jornalista, que foi ministro de Lula no seu segundo mandato, passou por uma série de questionamentos, que envolviam a sua prisão em 1968, quando era opositor ao regime militar vigente no Brasil.

A justificativa para a deportação seria a lei que impede a entrada de estrangeiros que tenham cometidos crimes considerados graves. Horas depois, o ex-ministro foi deportado.

Governo se desculpa

O chanceler do Panamá, Javier Martinez-Acha, se desculpou após o ocorrido, reiterando que o episódio foi um 'equívoco' por parte das autoridades panamenhas, abrindo também as portas do país para que o ex-ministro possa retornar em breve.

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