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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Vorcaro gastou R$ 12 milhões com políticos em Nova York, diz PF

Documentos apreendidos mostram despesas com degustações de uísque, jantar de luxo e festa privada durante viagem aos EUA

Isabela Jordão

O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master| Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, desembolsou ao menos R$ 11,9 milhões para custear eventos destinados a políticos e autoridades brasileiras em Nova York, em maio de 2024, segundo documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) e anexados à investigação que fundamentou a oitava fase da Operação Compliance Zero.

Os registros apontam despesas com uma degustação de uísques e charutos, um jantar de luxo e uma festa privada que reuniu convidados durante a estadia da comitiva nos Estados Unidos. As informações são da coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo.

Os valores constam de planilhas encontradas no celular de Vorcaro e encaminhadas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A operação, deflagrada em 26 de maio, teve como um dos alvos o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, além de outras sete pessoas.

PF identificou um “alinhamento político” entre Vorcaro e o ex-governador do Rio Cláudio Castro | Foto: Montagem Revista Oeste//Reprodução/Redes sociais

Entre os eventos descritos na documentação está uma festa realizada em uma suíte presidencial em Nova York, conhecida entre participantes como “a noite das astronautas”. Segundo relatos de pessoas presentes, os convidados — todos homens — foram entretidos por mulheres russas e ucranianas vestidas com roupas prateadas e acessórios que remetiam a trajes espaciais.

A celebração integrou uma série de encontros patrocinados pelo ex-banqueiro. Somente a festa e um jantar realizado no mesmo período consumiram mais de US$ 721 mil, o equivalente a cerca de R$ 3,7 milhões na cotação da época.

Um e-mail enviado a Vorcaro detalha parte dos custos. O documento registra despesas de 526,2 mil euros para custear “artistas, performances com logística e equipe de management” e outros 109,2 mil euros referentes a “taxas”, sem especificação adicional. Os pagamentos foram efetuados por meio de wire transfers, modalidade de remessa internacional comum nos Estados Unidos.

O ministro do STF e relator do caso Master, André Mendonça | Foto: Andressa Anholete/STF

A documentação também relaciona gastos com produção de eventos, equipamentos de som e iluminação, hospedagem de equipes e outras despesas ligadas às festas, que somam aproximadamente US$ 545 mil, ou R$ 2,8 milhões.

Outro item de destaque na investigação é a degustação de uísques e charutos promovida por Vorcaro no exclusivo The Carnegie Club, em Manhattan. O evento custou pouco mais de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,3 milhões, incluindo a locação do espaço, bebidas e charutos liberados aos convidados.

Segundo os registros, os participantes receberam como presente uma garrafa de Macallan 25 anos, avaliada em cerca de R$ 30 mil, além de uma caixa de charutos. Apenas com a compra de uísques, Vorcaro teria desembolsado R$ 3,5 milhões.

O uísque Macallan, degustado por Moraes e Vorcaro | Foto: Divulgação/ Distribuidora

De acordo com o Globo, participaram da degustação Cláudio Castro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ).

Naquele momento, parte dos parlamentares era apontada como potencial candidata à presidência da Câmara dos Deputados, cargo que Motta viria a ocupar no ano seguinte.

Os documentos apreendidos também registram US$ 44,6 mil em despesas relacionadas ao “pacote de comidas e bebidas e green room” das artistas, além de gastos extras em hotel entre os dias 12 e 16 de maio.
Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram ainda que Vorcaro organizou um jantar para Cláudio Castro no restaurante Nusr-Et, do chef turco conhecido como Salt Bae. Em conversa por WhatsApp, ao receber o convite, o governador respondeu: “Você não existe”.

Em outra troca de mensagens, o banqueiro orientou um auxiliar responsável pela organização do encontro: “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir [à mesa]”, em referência ao chef, famoso por pratos cobertos com folhas de ouro.

A representação da PF não informa o custo desse jantar específico. O documento menciona, contudo, outro encontro realizado no mesmo restaurante um ano antes, também pago por Vorcaro. Segundo a investigação, a despesa alcançou US$ 13,3 mil, o equivalente a cerca de R$ 66 mil.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, em foto feita em sua prisão | Foto: Divulgação/Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo

Vorcaro também bancou festa para políticos em Londres

As despesas identificadas pela PF não se limitaram aos eventos em Nova York. Um mês antes, durante o Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres e patrocinado pelo Banco Master, Vorcaro também custeou uma degustação de uísque no clube privado George, localizado no bairro de Mayfair.

Registros encontrados no celular do empresário apontam gastos de US$ 640,8 mil, cerca de R$ 3,2 milhões, com o evento na capital britânica.

Segundo o portal Poder360, participaram do encontro os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF; o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o ministro do Superior Tribunal de Justiça Benedito Gonçalves; o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente da Câmara, Hugo Motta; o advogado Ciro Soares, além do próprio Daniel Vorcaro.

Ataque do Irã ao Aeroporto do Kuwait fere civis e suspende voos

Autoridades do país determinaram interrupção das operações, ativaram plano emergencial e desviaram aeronaves a outros destinos

Lucas Cheiddi

Destruição no Aeroporto Internacional de Kuwait depois de ataques de mísseis pelo regime islâmico do Irã | Foto: Reprodução/X

O Aeroporto Internacional do Kuwait sofreu um ataque de drones por parte do Irã na madrugada desta quarta-feira, 3, que resultou em danos estruturais, feridos e suspensão de voos. As autoridades do local determinaram a interrupção das operações, ativaram um plano emergencial e desviaram voos para outros destinos.

De acordo com o brigadeiro-general Saud Abdulaziz Al-Otaibi, porta-voz do Ministério da Defesa, “diversos drones hostis” atingiram o terminal de passageiros do aeroporto.

Antes disso, o Exército do Kuwait já havia informado que suas defesas aéreas estavam em ação para interceptar mísseis e drones lançados contra o país, com alertas à população sobre explosões relacionadas às interceptações. O órgão orientou para que as pessoas seguissem as recomendações das autoridades.
Tensão se espalha pela região depois de caso no Kuwait

No Bahrein, ainda nesta quarta-feira, 3, sirenes de alerta aéreo voltaram a ser acionadas pela primeira vez desde o cessar-fogo firmado em 16 de abril entre Estados Unidos e Irã. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), os ataques tiveram origem no Irã, mas foram frustrados pelas defesas norte-americanas.

“As forças americanas derrotaram com sucesso vários mísseis balísticos e drones iranianos e realizaram ataques de autodefesa na ilha de Qeshm em resposta às tentativas de ataques do Irã em todo o Oriente Médio”, afirmou o CentCom em mensagem divulgada nas redes sociais.

Segundo nota oficial, “o Irã lançou vários mísseis balísticos em direção a países vizinhos da região; no entanto, todos falharam ao atingir seus alvos pretendidos”. “Dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait não atingiram seus alvos ou se fragmentaram durante a trajetória, e três mísseis lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados pelas forças de defesa aérea dos EUA e do Bahrein”, completa o documento.

Kuwait e Bahrein, que abrigam bases militares dos Estados Unidos, foram alvos recorrentes de ofensivas iranianas durante o conflito entre março e junho. Conforme a BBC, 20 instalações norte-americanas no Oriente Médio foram atingidas por ataques do Irã ao longo desse período.

INSS reativa parceria com entidade ligada ao PT e suspeita de fraudes

A decisão, divulgada no Diário Oficial da União (DOU), foi oficializada por Ana Cristina Viana Silveira, atual presidente da Previdência

Yasmin Alencar

Bandeira Contag | Foto: Reprodução/Facebook/@imprensacontag

A reativação de um acordo entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) marca nova etapa no relacionamento entre as duas instituições, em meio a investigações de fraudes envolvendo a entidade ligada ao PT. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

A decisão, divulgada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira, 2, foi oficializada por Ana Cristina Viana Silveira, presidente do INSS. O ato anula a rescisão unilateral firmada em 16 de abril, ocorrida logo nos primeiros dias da atual administração do instituto.

Reviravolta na parceria depois da turbulência institucional

Depois da saída de Gilberto Waller Júnior da presidência do INSS, em 13 de abril, o processo de rompimento do acordo com a Contag foi acelerado e executado no dia seguinte. Agora, quase seis semanas depois, o INSS opta por restaurar o entendimento, beneficiando a entidade.

O acordo de cooperação técnica autoriza entidades associadas à Contag a apresentarem pedidos de serviços previdenciários e seguro-desemprego para pescadores artesanais em nome de seus representados, com o objetivo de simplificar o acesso aos serviços do INSS.

A decisão anterior, agora revertida, anulava completamente o acordo e promovia o cancelamento de mais de mil termos de adesão, extinguindo todas as obrigações contratuais entre as partes envolvidas.

Contag sob investigação e atuação no Congresso

A Contag é alvo de apuração pela Polícia Federal por envolvimento em descontos indevidos de benefícios previdenciários, fraude que teria causado prejuízo superior a R$ 6,3 bilhões e atingido milhares de beneficiários.

A Contag também teria elaborado emendas para deputados e senadores de esquerda alterarem medida provisória destinada a combater fraudes no INSS. Dos 578 textos apresentados, 96 trazem o nome da confederação ou de sua advogada como autores, conforme metadados analisados.

Reanálise jurídica e manutenção do acordo

O INSS informou, por meio de nota, que a reversão da rescisão do Acordo de Cooperação Técnica nº 2/2022 com a Contag decorreu de uma nova análise jurídica sobre as normas de parcerias com entidades da sociedade civil.

Segundo o instituto, a revogação em abril foi motivada por interpretação do artigo 39, inciso III, da Lei nº 13.019/2014, que proíbe parcerias com organizações cujos dirigentes sejam membros do Poder, Ministério Público ou gestores públicos.

“Mais recentemente, verificou-se que o entendimento pacificado da Advocacia-Geral da União (AGU) informa que essa proibição somente se aplica nos casos em que o acordo envolva transferência de dinheiro, doação de bens, comodato ou compartilhamento de patrimônio público – o que não ocorre no caso concreto”, explicou o INSS em nota.

O instituto frisou que o acordo com a Contag não prevê repasse de recursos financeiros. “Constatada a plena legalidade do instrumento, o INSS manteve o acordo vigente para garantir a continuidade dos serviços previdenciários prestados”, declarou o órgão.

Ucrânia ataca São Petersburgo durante evento econômico

O exército ucraniano usou drones para atingir alvos estratégicos da antiga capital russa em reação a nova ofensiva de Moscou

Loriane Comeli

Imagens postadas nas redes sociais mostram um terminal de exportação de petróleo de São Petersburgo em chamas | Fotos: Reprodução/Redes sociais

A Ucrânia fez ataques contra São Petersburgo, uma das principais cidades da Rússia, nesta quarta-feira, 3, data da abertura do Fórum Econômico Internacional na antiga capital russa. O evento é considerado a versão local do Fórum Econômico Mundial. Não há registro de mortes. O conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos, se intensificou nas últimas semanas.

Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, infraestruturas russas relevantes foram atingidas, incluindo o Terminal de Petróleo de Petersburgo, bases militares em Kronstadt e uma fábrica de armamentos na região de Tambov. “Instalações importantes em território russo foram atingidas”, disse nas redes sociais o presidente ucraniano.

Zelensky ainda agradeceu aos militares pela “precisão” das operações. “O plano da Ucrânia para sanções de longo alcance está sendo implementado exatamente como necessário para aproximar a paz. Glória à Ucrânia.”

Ataque da Ucrânia a ônibus em Donbass

Também foi registrado um ataque de drones ucranianos a um ônibus de viagem em Yenakiyevo, cidade localizada na República Popular de Donbass (RPD), região controlada pela Rússia no leste da Ucrânia. De acordo com Denis Pushilin, chefe da RPD, sete pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas. A informação de Pushilin foi divulgada pela agência estatal russa Tass.

O ônibus foi atingido enquanto circulava por uma rua deserta na área central de Yenakiyevo e acabou praticamente consumido pelas chamas.

Reação a ataque russo que deixou 22 mortos na Ucrânia

O ataque ucraniano foi realizado depois de um bombardeio russo que causou a morte de 22 pessoas na Ucrânia na madrugada da terça-feira 2. “Estamos fazendo tudo o que é possível para proteger o nosso povo, as nossas cidades e as nossas comunidades. E somos gratos àqueles que nos ajudam”, reagiu Zelensky.


Os bombardeios russos também deixaram 138 feridos, segundo o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia. Os ataques atingiram 38 pontos distintos e impactaram tanto áreas residenciais quanto infraestruturas relevantes.

A cidade de Dnipro figurou entre as localidades mais prejudicadas, onde equipes de resgate localizaram entre os destroços uma criança de três anos, uma mulher e seu filho de oito anos. Em Kiev, capital do país, este foi o terceiro grande ataque em menos de 30 dias.

Segundo a Ucrânia, a Rússia disparou 73 mísseis e usou 656 drones, dos quais a maior parte foi interceptada pelas defesas aéreas. Apesar disso, parte dos projéteis atingiu bairros residenciais e causou danos expressivos à infraestrutura local.
Justificativa russa

O Ministério da Defesa da Rússia declarou que a operação teve como objetivo responder a ações consideradas “terroristas” por Moscou, atribuídas ao governo de Kiev. Segundo autoridades russas, foram utilizados armamentos de alta precisão, inclusive mísseis hipersônicos, contra alvos militares e logísticos.

Entre as justificativas apresentadas, o governo russo mencionou ataques anteriores com drones em regiões sob seu controle e acusou a Ucrânia de tentar desestabilizar o Mar Negro. Durante a ofensiva, sirenes soaram em diversas cidades e milhares buscaram abrigo em estações de metrô. Em Kiev, cerca de 140 mil pessoas ficaram sem energia elétrica.

Em resposta a Gayer, Itamaraty esclarece regras de hospedagem em embaixadas

Ministério respondeu a questionamento de deputado sobre permanência de particulares nas residências oficiais no exterior

Letícia Alves

A Embaixada do Brasil na Itália ocupa um dos palácios mais imponentes e históricos da cidade: o Palazzo Pamphilj | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O Itamaraty enviou esclarecimentos à Câmara dos Deputados sobre a hospedagem de autoridades e de pessoas sem cargo público em residências oficiais do Brasil no exterior. O Ministério das Relações Exteriores respondeu a um questionamento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO).

A pasta argumentou que cada diplomata residente na embaixada tem autonomia para autorizar hóspedes. O ministério destacou que os imóveis servem para atividades diplomáticas, mas também para a moradia dos diplomatas.

“A autoridade competente para autorizar a recepção de hóspedes nas residências oficiais é o chefe do posto”, diz nota do Itamaraty divulgada pelo portal Metrópoles. Portanto, os diplomatas podem receber visitas pessoais, “desde que não haja custos ao Erário”.

“Ao mesmo tempo que cumprem função pública de representação, abrigando reuniões, recepções e outras atividades vinculadas à atividade diplomática, as residências oficiais de postos no exterior desempenham também função privada como moradia do chefe do posto e de sua família”, continua o texto. “Desde que não haja custos ao Erário, não há óbice a que o ocupante da residência oficial receba convidados de seu trato privado, cabendo-lhe autorizar a hospedagem de pessoas na Residência Oficial.“

Itamaraty responde a questionamento de Gayer

Gayer apresentou o questionamento em 31 de março. O deputado pediu os critérios de autorização, os custos e a lista de hóspedes em residências oficiais. O parlamentar citou uma hospedagem do humorista Fábio Porchat na residência oficial da Embaixada do Brasil em Roma, em 2025.

Na ocasião, Porchat gravou um vídeo dentro da embaixada na Itália com ironias a membros da direita. Horas depois, Porchat fez outra publicação. “Feliz Natal! Sejam leves, sejam felizes, transem, comam, riam e parem de viver para a política”, disse o ator. “Isso só corrói a vida de vocês e não muda nada a vida de 90% desses safados que estão no poder!”

O humorista Fábio Porchat na Embaixada do Brasil em Roma | Foto: Reprodução/ Instagram

Na ocasião, o Itamaraty informou que Porchat era “convidado pessoal” do embaixador Renato Mosca para a noite de Natal. Além disso, o ministério reforçou que a permanência do ator “não implicou gastos públicos”.

O Itamaraty informou a Gayer que registra apenas a hospedagem de agentes públicos. O controle inclui nome, cargo, período da estadia e justificativa. Os embaixadores, por sua vez, respondem pelos convidados particulares. O ministério informou que essas visitas não podem gerar gastos públicos e que eventuais custos exigem ressarcimento à União.

STF analisa uso de bens do governo do DF para socorrer BRB

De acordo com ação apresentada pela gestão distrital, medida busca "restabelecer e fortalecer condições econômico-financeiras do banco'

Lucas Cheiddi

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Eduardo Coutinho/Wikimedia Commons

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve avaliar nesta quarta-feira, 3, se o governo do Distrito Federal (GDF) está autorizado a utilizar bens públicos para apoiar financeiramente o Banco de Brasília (BRB), depois de o caso ser transferido do plenário virtual para o presencial por pedido de destaque do ministro Flávio Dino. 

A pauta envolve os dez integrantes da Corte.

De acordo com a ação apresentada pelo GDF, a medida busca “restabelecer e fortalecer as condições econômico-financeiras do Banco de Brasília S.A. – BRB, que, como é notório, tem enfrentado problemas de liquidez e patrimoniais”. As dificuldades do banco vieram à tona depois do escândalo relacionado ao Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro.

O pedido de destaque de Dino ocorreu em 8 de maio, logo depois que Edson Fachin defendeu a manutenção da decisão que ele próprio havia tomado. O presidente do STF já havia atendido a solicitação do GDF para suspender os efeitos de liminar que barrava a Lei Distrital nº 7.845/2026. Agora, todos os ministros devem votar novamente, sem considerar votos anteriores.

Decisões anteriores no STF e impacto no BRB
Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

No início de maio, Fachin justificou sua decisão para evitar prejuízos à instituição. Ele afirmou que entendeu “que esperar cinco, dez, 15 dias [para distribuir o processo] poderia trazer danos irreversíveis, não apenas ao banco, mas aos correntistas, investidores legítimos do banco”. “Em casos como esse, tomei a decisão e submeti ao referendo”, explicou Fachin.

A lei distrital, aprovada recentemente, autoriza o BRB a tentar vender imóveis como parte das medidas para contornar problemas decorrentes da aquisição de carteiras consideradas fraudulentas do Banco Master. O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.

Manifestação da PGR e riscos apontados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a liberação dos dispositivos legais que permitem ao BRB utilizar bens públicos para reforçar seu patrimônio. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a suspensão da norma deve ser mantida. Ele alegou risco ao patrimônio público e ao meio ambiente.

O entendimento da PGR acompanha o posicionamento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que questiona a legislação. Segundo o órgão, a norma possibilita a alienação de bens públicos sem o cumprimento das exigências legais, com risco tanto ao patrimônio público quanto ao meio ambiente.

Mega-Sena acumula e pode pagar prêmio de R$ 32 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas do Concurso 3.014

Por Andrêzza Moura
Aposta mínima da Mega-Sena custa R$ 6 - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para quem sonha em ficar milionário, a oportunidade pode estar chegando no próximo sorteio da Mega-Sena que ocorrerá, neste sábado, 6.

O prêmio estimado é de R$32 milhões, valor acumulado, já que ninguém acertou as seis dezenas do Concurso 3.014, realizado na noite desta nesta terça-feira, 2.

Os jogos podem ser feitos até as 20h - horário de Brasília - do sábado, em qualquer casa lotérica do país ou também por meio da internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, está custando R$ 6.

Concurso 3.014

Os números sorteados no sorteio da Mega-Sena desta terça-feira foram: 27 - 30 - 35 - 40 - 44 - 58.

Entre os apostadores, 24 acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 57.298,00 cada um. Outros 1.782 jogadores acertaram as quatro dezenas e vão levar para casa R$ 1.272,01.
Apresentador estava internado desde do dia 25 de maio

Por Agatha Victoria Reis

Faustão - Foto: Divulgação| Band

Faustão recebeu alta do Hospital Israelita Albert, em São Paulo, na manhã desta terça-feira, 2, após passar cerca de uma semana internado. O apresentador deu entrada na instituição no dia 25 de maio para retirar uma sonda gástrica.

O dispositivo serve para ser utilizado para alimentação, administração de medicamentos e outros cuidados clínicos.

De acordo com a equipe do apresentador, a internação estava prevista e faz parte de um protocolo programado. "Fausto está internado para uma retirada de sonda gástrica, protocolo já previsto desde o ano passado", disse o assessor.

O que aconteceu com Faustão?

O apresentador vem enfrentando um histórico médico complicado após um transplante de coração, em 2023.

Afastado das televisões há três anos, ele também passou por um transplante de rim e um fígado com transplante renal, em 2025, se mantendo longe dos holofotes.

Trump elogia Flávio Bolsonaro em dia de nova taxação ao Brasil: "Jovem inteligente"

Mensagem é publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros | Divulgação/ Truth Social
O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, usou as redes sociais nesta terça-feira (2), para publicar uma foto ao lado do senador Flávio Bolsonaro em um encontro, no último dia 26 de maio, que tiveram na Casa Branca. Em uma das fotos aparece também o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

"Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu Trump, na Truth Social, a sua rede social.

A publicação acontece no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, Flávio disse que pediu a Trump para não taxar o Brasil.

"Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles", pontuou Flávio Bolsonaro.

Após o encontor, o senador concedeu entrevista coletiva e disse que pediu a Trump para que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.

O senador também disse que prometeu ao republicano incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou.
Reprodução/Truth Social
terça-feira, 2 de junho de 2026

Idosa se ajoelha para tentar impedir desapropriação em Goiás

Governo afirma ter cumprido ordem judicial; proprietários contestam indenizações

Mateus Conte

Maria da Paz, de 78 anos, se ajoelha diante de máquinas que tentam desapropriar seu terreno | Foto: Reprodução/Redes sociais

A produtora rural Maria da Paz, de 78 anos, ajoelhou-se diante de máquinas na última sexta-feira, 29, para tentar impedir a entrada dos equipamentos em sua propriedade durante uma desapropriação ligada às obras de duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, no sudeste de Goiás. O episódio foi registrado em vídeo e ganhou repercussão nas redes sociais.

Segundo a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a entrada das máquinas ocorreu durante o cumprimento de uma ordem judicial. A agência informou que depositou R$ 550 mil de indenização pela área atingida e afirmou que a residência da proprietária não será afetada pelas obras.

Nas imagens, Maria da Paz pede que as máquinas deixem o local enquanto moradores acompanham a movimentação. Em entrevista ao g1, a idosa afirmou estar abalada com a situação. Ela vive na propriedade há cerca de 50 anos, onde mantém criação de vacas e produção de queijo.

O que está em disputa em Goiás

De acordo com João Paulo Nogueira da Silva, integrante da Comissão de Proprietários Atingidos pela Duplicação da GO-330, a principal preocupação da família é evitar que as máquinas avancem além da área necessária para a passagem da rodovia. Segundo ele, existe receio de que partes da fazenda sejam utilizadas para extração de cascalho durante a execução da obra.

A comissão afirma que 46 proprietários rurais serão atingidos pelas desapropriações e informa que apenas dois acordos foram concluídos de forma amigável até o momento. O grupo sustenta que os valores oferecidos pelo Estado não correspondem ao valor de mercado das propriedades e defende o pagamento de indenizações consideradas justas pelos proprietários.

Já a Goinfra afirma que o valor depositado para Maria da Paz supera os preços praticados na região e alega que a família reivindica R$ 5,8 milhões pela área desapropriada. Em nota, a agência afirmou que seguiu os critérios definidos pela legislação e que a continuidade das obras ocorre por determinação judicial.

A duplicação da GO-330 integra um projeto do Governo de Goiás dividido em três etapas. Segundo a Goinfra, a obra possui investimento total estimado em cerca de R$ 400 milhões e tem como objetivo ampliar a capacidade da rodovia entre Catalão e Ipameri.

STF mantém suspensa reintegração em fazenda invadida pelo MST

Primeira Turma forma maioria para impedir desobstrução de área em Pernambuco

Fábio Bouéri

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF | Foto: Luiz Silveira/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste domingo, 31, para manter suspensa a reintegração de posse da Fazenda Brasil, em Gravatá (PE), ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há mais de uma década.

O relator do caso, ministro Flávio Dino, votou pela manutenção da liminar que já havia barrado a retirada dos ocupantes. Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia acompanharam o entendimento, consolidando a maioria. Ainda resta o voto de Cristiano Zanin.

STF: assistencialismo

Com a decisão, a ocupação permanece sem mudanças. Proprietários e forças de segurança ficam impedidos de promover qualquer alteração na área até nova deliberação do Supremo. A medida também proíbe ampliação do número de moradores ou construções no local.

Ao justificar o voto, Dino citou decisões anteriores do STF sobre conflitos fundiários e ressaltou a necessidade de mediação antes do cumprimento de despejos coletivos. O entendimento considera protocolos criados pela Corte depois da pandemia para reduzir impactos sociais em ações de reintegração.

Os proprietários contestaram a suspensão e afirmam que a quantidade de famílias na fazenda é menor do que a apresentada no processo. A defesa sustenta que vistorias recentes apontaram ocupação reduzida no imóvel.

Já o MST afirma que a área é improdutiva e defende a desapropriação da fazenda para fins de reforma agrária. Com a maioria formada no plenário virtual, a suspensão da reintegração continua válida até a conclusão do julgamento.

EUA acusam Brasil de práticas desleais e sugerem taxa de 25%

O relatório, que mostra práticas 'irrazoáveis' do governo brasileiro, foi divulgado com uma lista de exceções e segue agora para uma fase de consulta pública

Yasmin Alencar

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um novo capítulo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos se desenha depois de o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) concluir, nesta segunda-feira, 1º, uma investigação que resultou na proposta de tarifa de 25% para quase todos os produtos brasileiros. O relatório, que mostra práticas “irrazoáveis” do governo brasileiro, foi divulgado com uma lista de exceções e segue agora para uma fase de consulta pública, conforme determina a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A investigação foi aberta em 15 de julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump, e tem prazo legal para tomada de medidas até 15 de julho de 2026. O representante comercial Jamieson Greer afirmou que, apesar de encontros frequentes entre os dois governos, restam “divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.

Negociações e impasse entre Brasil e EUA

O grupo de trabalho criado para discutir as disputas comerciais foi estabelecido depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Casa Branca, em 7 de maio. Embora as negociações devessem encerrar na sexta-feira 5, integrantes reconheceram falta de avanços suficientes, prolongando o impasse. Nas redes sociais, o USTR elogiou o “engajamento construtivo” do Brasil no debate, mas reforçou a expectativa de novas conversas.

A proposta de tarifa de 25% atinge quase todas as mercadorias brasileiras, mas o documento divulgado pelo USTR detalha isenções, como materiais informativos, doações, carnes selecionadas, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, plantas industriais e medicinais, palhas, forragens, além de aeronaves, peças, terras raras, produtos farmacêuticos, químicos orgânicos e fertilizantes.

Pontos de atrito e críticas dos EUA

Entre os principais pontos criticados pelos EUA estão decisões judiciais brasileiras que exigiram a remoção de conteúdos de redes sociais norte-americanas e o bloqueio de perfis, inclusive de residentes nos EUA. O órgão também cita restrições bancárias, multas severas, bloqueio de ativos e o suposto favorecimento do sistema Pix pelo Banco Central, que atuaria como regulador e proprietário, dificultando a entrada de concorrentes norte-americanos.

Os EUA também contestam acordos do Brasil com México e Índia, considerados tarifas preferenciais desleais. Outro item da lista é o combate ao desmatamento ilegal, que, segundo o relatório, carece de aplicação efetiva apesar das leis existentes. O acesso ao mercado de etanol e a aplicação de leis de propriedade intelectual, com lentidão no exame de patentes e falhas no combate à pirataria, também foram destacados. Por fim, o relatório cita deficiências no combate à corrupção, mencionando a anulação de processos da Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023 e a redução da transparência em acordos de leniência.

Próximos passos e histórico do mecanismo

O cronograma do governo norte-americano prevê audiências e consultas públicas antes da adoção definitiva das tarifas. Até 22 de junho de 2026, interessados podem solicitar participação em audiências; até 1º de julho de 2026, será possível enviar comentários escritos; em 6 de julho de 2026 ocorre a audiência oficial, com prazo final para definição das medidas em 15 de julho de 2026.

No início da investigação, o USTR já havia recebido mais de 30 depoimentos e cerca de 295 comentários. Segundo os EUA, “têm-se documentado práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores norte-americanos ao seu mercado há décadas”, mas não apresentou provas detalhadas dessas alegações. Os EUA também alegaram déficit comercial com o Brasil, embora exportem mais desde 2009.

O mecanismo utilizado pelos EUA permite a imposição de tarifas como reação a práticas consideradas abusivas por governos estrangeiros. Medidas semelhantes foram aplicadas contra a China por Donald Trump em 2019, com tarifa de 15% para mais de US$ 120 bilhões em produtos, e também por Joe Biden, que recorreu à mesma legislação durante seu mandato.

Tarifas adicionais e decisões judiciais recentes

Em 20 de fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA decidiu que o presidente não pode instituir tarifas com uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa). Depois da decisão, Trump anunciou uma tarifa global de 10%, com exceções, em vigor até 24 de julho, além de uma sobretaxa de 40% sobre itens brasileiros, comunicada a Lula em julho de 2025. “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirmou o documento, lembrando que aço e alumínio seguem com alíquota de 50% somada aos 10% recentes.

Justiça manda remover publicações ofensivas a Magno Malta

Caso se refere ao período que o senador esteve internado em Brasília, no fim de abril

Loriane Comeli

O senador Magno Malta, durante sessão no Senado I Foto: Reprodução/Agência Senado

A Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, a remoção de publicações ofensivas à honra do senador Magno Malta (PL-ES). As imagens, produzidas com uso de inteligência artificial, foram postadas em redes sociais.

A defesa do senador afirmou em petição protocolada na Justiça que as imagens tinham a intenção de produzir “narrativas falsas” sobre um episódio no qual ele foi acusado de supostamente agredir uma técnica de enfermagem. O caso ocorreu no fim de abril, quando o senador esteve internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Por isso, a defesa apresentou uma lista das publicações e solicitou uma ordem judicial para a remoção. “Tais publicações envolvendo a criação das imagens mencionadas não representam uma crítica política, mas sim uma mentira deliberada e uma atitude criminosa, uma vez que utilizam termos injuriosos e difamatórios e caluniosos, extrapolando os limites da liberdade de expressão, visando unicamente a ‘MACULAR A REPUTAÇÃO DO REQUERENTE’ perante a sociedade”, escreveu na petição a advogada Vanessa Souza, especialista em leis de tecnologia.

A decisão judicial

Palácio da Justiça de São Paulo | Foto: Divulgação/TJSP

Na decisão, o juiz Miguel Ferrari Júnior, da 43ª Vara Cível de São Paulo, determinou que o Facebook remova as postagens das redes sociais e preserve os registros de acesso e dados cadastrais dos usuários. “No caso ora sob exame, a cessação das ofensas se mostra salutar, dada a proporção por elas alcançada, sobretudo em razão da reputação profissional construída pelo autor”, escreveu o magistrado.

A técnica de enfermagem chegou a registrar uma ocorrência na qual afirma que teria sofrido uma agressão do senador.

Magno Malta negou a acusação e a acusou de provocar “dor intensa” durante um exame. O político também registrou ocorrência contra a profissional, pediu apuração do caso e preservação das imagens pelo hospital. O caso está sob apuração.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Careca do INSS usou sobrinha em farsa para tentar recuperar carro de luxo, diz PF

A Operação Sem Desconto resultou na apreensão do carro na residência do lobista, além de outras ações que levaram à sua prisão, mantida até o momento

Yasmin Alencar

Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’ | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Uma investigação da Polícia Federal aponta que Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, articulou um esquema envolvendo sua sobrinha advogada. Segundo a PF, ela comunicou à polícia um suposto furto de um Audi RS6, avaliado em R$ 377 mil, na delegacia de Perdizes, em São Paulo, com o objetivo de recuperar o veículo que estava sob restrição judicial. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

A Operação Sem Desconto resultou na apreensão do carro na residência do lobista, além de outras ações que levaram à sua prisão, mantida até o momento. O automóvel, que estava em posse de Careca, foi devolvido ao antigo sócio do investigado, depois da Justiça concluir que não fazia parte de seu patrimônio, ainda que estivesse sob sua guarda quando da apreensão.

Participação de advogada e negativa de prisão domiciliar

Como parte das investigações, a PF solicitou a prisão domiciliar da advogada Vitória Sernégio, apontando sua participação na tentativa de reaver o veículo de luxo. Contudo, o ministro André Mendonça, relator do caso, rejeitou o pedido. O boletim de ocorrência teria sido utilizado para tentar anular a restrição judicial e facilitar o retorno do carro ao lobista.

Duas policiais civis de São Paulo, Karla Rodrigues e Anna Lygia Paredes Gatti, são suspeitas de ajudar Careca no processo de retirada das restrições do veículo. Ambas foram afastadas das funções e se tornaram alvos de mandados de busca e apreensão no âmbito das investigações federais.

Imóvel de luxo e offshore em investigação

A PF investiga se Careca do INSS adquiriu um duplex avaliado em R$ 5 milhões em bairro nobre de São Paulo com recursos provenientes de fraudes no INSS. O imóvel foi comprado em 2024, durante o período de descontos irregulares a aposentados e pensionistas.

Registros da Receita Federal apontam que a Camilo & Antunes Limited, offshore ligada ao lobista e sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, foi registrada no Brasil em 10 de maio de 2024, cerca de um mês antes da aquisição do imóvel. O apartamento fica no Edifício Bianco, na Rua Jesuíno Arruda, região valorizada do Itaim Bibi, zona sul da capital paulista.

O duplex ocupa os dois andares superiores do edifício, com 297 metros quadrados, três vagas de garagem e elevador privativo. O condomínio oferece portaria 24 horas, academia, piscina, salão de festas e área verde.

PF mira ex-chefe da Receita Federal por corrupção

Policiais cumprem 24 mandados de busca; auditor que vendia facilidades em porto catarinense foi afastado do cargo

Erich Mafra

Itens aprendidos pela pF na Operação Benaia | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Benaia na manhã desta terça-feira, 2, para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro comandado por um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí (SC). O servidor público federal recebeu pelo menos R$ 2 milhões em propinas para beneficiar um grupo de empresários dentro do terminal alfandegário. A Justiça Federal determinou o afastamento imediato do servidor de qualquer função pública e autorizou o bloqueio de seus bens.

Os agentes federais saíram às ruas para cumprir 24 mandados de busca e apreensão em diversas cidades dos Estados de Santa Catarina e São Paulo. O principal alvo da investigação usava o cargo de comando no porto catarinense para liberar mercadorias importadas de forma ilegal e acelerar a tramitação de processos de interesse dos criminosos. O auditor utilizou o posto de chefia para desenhar facilidades operacionais no porto a pedido dos empresários que pagavam os subornos.

Empresas em nome de parentes ocultavam propina

Os investigadores descobriram que o servidor público abriu uma rede de empresas registradas em nome de seus próprios familiares. O investigado utilizava essas contas jurídicas para esconder os valores recebidos de forma ilegal e dar uma aparência de legalidade ao enriquecimento patrimonial da família. A farsa contábil ruiu logo que os analistas da PF cruzaram a movimentação bancária com as decisões alfandegárias do ex-chefe.

A Receita Federal enviou fiscais para acompanhar as buscas em endereços comerciais e residenciais com o objetivo de auditar os documentos sonegados. Os policiais federais recolheram computadores, mídias digitais e arquivos de escritórios localizados em Campinas, Guarulhos, Paulínia e na capital paulista. A PF quer usar o material apreendido para rastrear o destino final do dinheiro e identificar outros servidores públicos envolvidos no caso.

Ordens de censura, leniência com a corrupção: o que motivou possível nova taxa dos EUA contra o Brasil

Governo americano também cita tarifas injustas, mercado de etanol e desmatamento ilegal

Loriane Comeli

Alexandre de Moraes emitiu ordens de censura a perfis de americanos e residentes nos EUA | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos EUA classificou encerrou a investigação comercial contra o Brasil e anunciou nesta segunda-feira, 1º, a proposta de taxar os produtos brasileiros em 25%. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) listou seis práticas “desarrazoadas ou discriminatórias” que oneram ou restringem o comércio dos EUA. A decisão está fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

As seis práticas indevidas são: ordens secretas de censura, pagamentos eletrônicos via Pix, tarifas diferenciadas, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao etanol e desmatamento ilegal. Veja a lista detalhadamente: Comércio Digital e Serviços de Pagamento Eletrônico: Tribunais brasileiros emitiram ordens secretas determinando que empresas americanas de mídia social removessem determinados conteúdos políticos e suspendessem os perfis de residentes nos EUA, às vezes globalmente, além de proibir que as plataformas divulgassem essas ordens aos proprietários dos perfis. Os tribunais brasileiros também responsabilizaram financeiramente as empresas americanas de mídia social pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas significativas; restringindo seu acesso a ativos, contas e sistemas de processamento de pagamentos no Brasil; e, em pelo menos um caso, fechando um site por completo. O Brasil também tem prejudicado injustamente empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem sua principal concorrente.

Tarifas preferenciais injustas: Em virtude de acordos comerciais preferenciais de escopo parcial com o México e a Índia — que abrangem setores nos quais o México e a Índia são produtores avançados e globalmente competitivos — o Brasil concede tratamento tarifário preferencial mais baixo a centenas de produtos mexicanos e indianos em diversos setores.

Combate à corrupção: o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

Proteção da propriedade intelectual: O Brasil não aplica suficientemente suas leis penais e regulamentações aduaneiras para combater a falsificação de produtos; não resolve o problema do tempo excessivo que suas autoridades levam para examinar pedidos de patentes, particularmente patentes biofarmacêuticas; e não implementa medidas antipirataria consistentes e contínuas.
Acesso ao mercado de etanol: Em 2017, o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que anteriormente aplicava ao etanol e, desde então, não tem oferecido tratamento tarifário recíproco às exportações de etanol dos EUA.

Desmatamento ilegal: Apesar de possuir um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o Brasil historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, e o desmatamento ilegal persiste.

Em razão disso, o USTR abriu consulta pública sobre possíveis medidas corretivas, ao mesmo tempo em que mantém negociações ativas com o governo brasileiro para tentar resolver os pontos de discórdia.

EUA recomendou nova taxa de 25% a produtos brasileiros | Foto: Divulgação/Flickr

O primeiro item da lista se refere a ordens do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — chanceladas pela Corte. Exemplificativamente, Moraes mandou retirar do ar vídeos da plataforma Rumble e impôs pesadas multas ao X pela recusa de Elon Musk, dono da rede social, de retirar do ar perfis inteiros (em vez do conteúdo supostamente ilegal), em afronta à garantia de liberdade de expressão.

A Trump Media, empresa responsável pela rede social Truth Social, de Donald Trump, moveu um processo nos EUA contra Moraes. A ação, que tramita no Tribunal Federal da Flórida em conjunto com a plataforma Rumble, acusa o ministro de censura ilegal e interferência em discursos políticos.

Impasse entre Brasil e EUA

O embaixador Jamieson Greer, em comunicado oficial, disse que começou a investigação sobre as práticas comerciais indevidas a pedido do presidente Donald Trump “para abordar preocupações antigas e generalizadas dos EUA relativamente a certas políticas e práticas comerciais do Brasil”.

Segundo ele, apesar de diversas “reuniões construtivas” com o governo brasileiro, persistiram as “divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”. “Aguardo com expectativa a continuação do diálogo com o governo brasileiro, antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a tomada de medidas corretivas”, afirmou Greer.

O USTR informou que interessados em participar da audiência pública precisam enviar seus pedidos até 22 de junho. Já os comentários escritos podem ser encaminhados até 1º de julho de 2026. A audiência sobre as medidas sugeridas está marcada para 6 de julho de 2026.

Com ironia, Tarcísio diz que Haddad foi 'melhor ministro da história do Paraguai'

Fala do governador de São Paulo abordou a migração de empresas brasileiras para o exterior durante o governo de Lula da Silva

Lucas Cheiddi

À esquerda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; à direita, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

A migração de empresas brasileiras para o exterior se tornou alvo de críticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao falar sobre Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e possível adversário nas próximas eleições. Durante entrevista na rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira, 1º, Tarcísio ironizou o desempenho de Haddad à frente do ministério.

Segundo o governador, a gestão do ex-ministro teria beneficiado mais o Paraguai do que o Brasil. “Ele se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai”, ironizou. “Porque todas as empresas brasileiras foram para lá.” Tarcísio ainda destacou avanços em sua administração no Estado.

Troca de acusações entre Tarcísio e Haddad

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Questionado sobre as acusações de Haddad de que Tarcísio defenderia uma postura de submissão do Brasil em relação aos Estados Unidos, o governador o rebateu e sugeriu que o ex-ministro foque apresentar propostas. “Ele passa o dia todo gravando vídeo de mim, falando mal de mim”, disse. “É um fã, deve ser. Ele devia apresentar um projeto para São Paulo. Você quer ser governador de São Paulo? Fala o que você pensa para São Paulo.”

No último pleito estadual, Tarcísio venceu Haddad com 55,34% dos votos e assumiu o governo paulista. Haddad, por sua vez, deixou o Ministério da Fazenda para lançar sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes novamente, depois de ser escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No sábado 30, Haddad criticou a postura de Tarcísio ao elogiar a articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

“O presidente Lula fez inúmeras reuniões com o governo americano, isso nunca foi nem pauta”, começou a opinar Haddad. “Então, os Bolsonaro, Flávio, Eduardo, eles continuam jogando contra o país. E o estranho é o governador Tarcísio elogiar isso, como se isso fosse um grande gesto. Isso não é um grande gesto, isso depõe contra o país, tá bom?”

Lula zera importação de caneta emagrecedora ‘100% brasileira’ que usa componentes da China

O Ministério da Fazenda concedeu isenção tributária para a fabricante EMS comprar 30 milhões de componentes plásticos

Erich Mafra

Mulher usa caneta emagrecedora e aplica a substância na região do abdômen | Foto: Reprodução/Freepik

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva zerou o imposto de importação para 30 milhões de insumos usados na fabricação do Ozivy, medicamento anunciado pela empresa EMS como a primeira caneta emagrecedora “100% brasileira”. Os dispositivos plásticos e agulhas de aplicação entram no país livres de taxas alfandegárias e vêm principalmente de fábricas localizadas na China. O jornal O Estado de S. Paulo obteve os papéis de liberação da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Os diretores da maior farmacêutica do país conseguiram o primeiro perdão fiscal em agosto do ano passado. A Camex derrubou a alíquota padrão de 14,4% que incidia sobre o lote inicial de 10 milhões de aplicadores descartáveis pelo prazo de doze meses. Logo depois de garantir o alívio tributário na alfândega, o laboratório nacional obteve o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar os remédios Lirux e Olire.

Farmacêutica pediu isenção para lote ainda maior

A companhia farmacêutica voltou a procurar o Ministério da Fazenda em novembro passado para ampliar o benefício fiscal. A EMS solicitou o perdão de impostos para a compra internacional de 58,2 milhões de estruturas aplicadoras com foco no lançamento do Ozivy, remédio genérico produzido à base de semaglutida. O comitê de ministros da Camex barrou o volume total, mas aceitou conceder o imposto zero para uma cota de 30 milhões de unidades.

Os relatórios técnicos apontam que os fornecedores asiáticos dominam o mercado de seringas especiais do Brasil. A China lidera as vendas com 35,6% dos lotes enviados aos compradores nacionais, seguida pela Índia (24,2%) e por Taiwan (13,5%). Os Estados Unidos e a Turquia dividem o restante do fornecimento. A direção da Camex preferiu ficar em silêncio e não respondeu aos questionamentos sobre a renúncia fiscal.

Empresa nega farsa e defende nacionalidade do remédio

A EMS divulgou uma nota oficial para rebater as críticas e garantir que o remédio possui DNA totalmente brasileiro. A diretoria da empresa explicou que as etapas mais complexas de desenvolvimento ocorrem no parque industrial paulista, o que engloba as fases de pesquisa de laboratório, teste de qualidade, mistura química e envase do líquido. A nota afirma que a importação de insumos médicos específicos atende a uma prática padrão de toda a indústria global.

O laboratório ressaltou que o Brasil carece de indústrias de plástico de alta precisão capazes de produzir as canetas injetoras no ritmo exigido pelos pacientes. O comunicado justifica que o desconto tributário viabiliza o tratamento e reduz o preço final do produto nas farmácias populares. A farmacêutica informou ainda que utiliza uma fábrica própria na Sérvia para complementar o fornecimento, mantendo os lucros dentro do grupo econômico.

EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõe tarifa de 25% sobre mercadorias nacionais

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou, nesta segunda-feira (1º), o balanço de uma investigação sobre a gestão brasileira de comércio. O USTR considerou que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio norte-americano. Com a conclusão da investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o órgão propôs a aplicação de medidas corretivas e abriu o caso para consulta pública.

Segundo o g1, a proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções (o documento tem 73 páginas listando os produtos isentos). O prazo legal para a tomada das medidas corretivas, após a abertura de audiências públicas e outras negociações, expira em 15 de julho de 2026, um ano após o início da investigação.

A investigação havia sido iniciada por determinação do presidente Donald Trump. De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências substanciais.

"Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação", afirmou Greer.

A conclusão da investigação ocorre dentro do prazo estabelecido para as negociações do grupo de trabalho criado pelos governos dos EUA e Brasil para tratar de temas comerciais e evitar a aplicação de novas tarifas. O grupo de trabalho foi instituído após a visita do presidente brasileiro ao americano em 7 de maio na Casa Branca.

A INVESTIGAÇÃO

O relatório final do USTR aponta irregularidades e barreiras comerciais distribuídas em seis eixos principais:

Comércio Digital: O USTR cita que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, globalmente —, proibindo a divulgação das ordens;
Serviços de Pagamento (Pix): O texto aponta aponta que o Banco Central do Brasil favorece o sistema Pix em detrimento de provedores americanos, agindo simultaneamente como regulador e proprietário do sistema, impondo o uso do Pix e limitando taxas de concorrentes;
Tarifas Preferenciais Desleais: O governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com o México e a Índia. Segundo o USTR, o Brasil concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses países em setores nos quais ambos são produtores avançados e competitivos globalmente;
Desmatamento Ilegal: O documento afirma que, embora o Brasil possua um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a persistência do problema;
Acesso ao Mercado de Etanol: O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu abruptamente, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não oferece tratamento recíproco às exportações do combustível vindas dos EUA;
Proteção da Propriedade Intelectual: Os EUA apontam falta de aplicação suficiente de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, lentidão excessiva no exame de patentes e falta de medidas antipirataria contínuas;
Combate à Corrupção: A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

Segundo o documento divulgado, alguns itens seriam poupados dessa tarifa punitiva, caso haja. A lista inclui materiais informativos, doações e uma lista específica de produtos - como certas carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, palhas e forragens.

Aeronaves e peças de aeronaves brasileiras, terras raras, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos e fertilizantes também estariam isentos.

Jovem é atacada por tubarão e tem perna devorada

O ataque aconteceu um dia após outro do mesmo estilo

Por Franciely Gomes
A jovem foi encaminhada ao hospital - Foto: Reprodução | Redes sociais

Mais uma pessoa foi vítima de ataque de tubarão em Recife nesta semana. Após uma criança de 11 anos ser mordida pelo animal, uma jovem de 19 anos teve sua perna devorada na tarde desta segunda-feira, 1º, na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Identificada como Marcela Vitória de Lima Santos, a mulher teve sua perna direita mordida e precisou ser socorrida às pressas por guarda-vidas e outros banhistas que estavam presentes no momento do incidente.

Segundo relatos de testemunhas, as pessoas saíram correndo do mar ao perceber a movimentação. O clima foi de tensão e a área foi isolada por equipes de resgate, garantindo a segurança do resto do público.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para prestar socorro à vítima, que foi encaminhada ao Hospital Alfa, em Boa Viagem, e transferida para o Hospital da Restauração, para tratar os ferimentos graves.

Carros que saem de linha em 2026: veja se o seu está na lista

Confira quais deixam as lojas e se vale a pena investir nesses veículos em queima de estoque

Por Jair Mendonça Jr
Jeep Grand Cherokee 4xe - Foto: Divulgação Jeep

Com a consolidação das normas de emissões Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores no Brasil (Proconve L8) e a estratégia das montadoras de focar em SUVs e eletrificação, diversos veículos clássicos estão dando adeus às concessionárias.

Se você está planejando trocar de carro, este é o momento de ficar atento. Modelos importantes estão deixando o portfólio das marcas, seja por encerramento de ciclo de vida ou por exigências tecnológicas.

Por que tantos carros estão saindo de linha?

A nova fase de controle de emissões elevou o custo de produção de motores que não comportam as novas tecnologias, tornando a atualização inviável para modelos de baixo volume.

Somado a isso, a mudança global de portfólio — com a transição acelerada para elétricos e híbridos — faz com que montadoras simplifiquem suas ofertas para priorizar o lucro.

Lista de modelos com despedida confirmada ou iminente

Alguns nomes já não constam mais nos planos das fabricantes para o segundo semestre de 2026.
Foto: Divulgação MitsubishiMitsubishi L200 e Pajero Sport: a marca reestruturou seu catálogo, aposentando nomenclaturas antigas para focar exclusivamente na linha Triton e novas tecnologias.
Suzuki Jimny Sierra - Foto: Divulgação SuzukiSuzuki Jimny Sierra: o icônico jipinho 1.5 dá um passo atrás para abrir caminho para a chegada da nova geração eletrificada da marca.
Subaru Forester - Foto: Divulgação SubaruSubaru Forester: o encerramento das operações comerciais da marca no Brasil tirou o modelo do mercado nacional.
Jeep Grand Cherokee 4xe - Foto: Divulgação JeepJeep Grand Cherokee 4xe: devido ao foco total da marca na produção local e nos novos sistemas Biohybrid, o modelo importado perdeu espaço.

"Dando adeus": modelos no radar para o final de 2026

Além das baixas confirmadas, o mercado aponta para mudanças estratégicas importantes até dezembro.
Volkswagen Amarok - Foto: Divulgação VolkswagenVolkswagen Amarok: a produção atual na Argentina encerra seu ciclo este ano, preparando o terreno para a nova geração que chegará em 2027.
Nissan Kicks - Foto: Divulgação NissanNissan Kicks (1ª geração): a chegada da nova geração (Kait) torna a versão atual uma opção de "queima de estoque" nas próximas semanas.
Volkswagen Saveiro - Foto: Divulgação VolkswagenVolkswagen Saveiro: com o avanço do projeto da futura picape da marca, a veterana vive seus últimos momentos.
Porsche Macan - Foto: Divulgação PorschePorsche Macan (combustão): a marca alemã acelerou a migração para a eletricidade, descontinuando variantes térmicas.

Vale a pena comprar um carro que vai sair de linha?

A descontinuação pode ser uma oportunidade de ouro para conseguir descontos agressivos em unidades de estoque nas concessionárias. No entanto, é preciso avaliar a liquidez de revenda e o custo de manutenção a longo prazo.

 Ponto positivo: preço abaixo da tabela e taxa de juros mais atrativas em lotes remanescentes.

Ponto de atenção: pode haver uma depreciação mais acentuada nos próximos 24 meses devido à falta de peças ou desinteresse do mercado de usados.

Antes de fechar negócio, verifique se a montadora garante a disponibilidade de peças de reposição por pelo menos mais 10 anos, como manda a legislação, e se o seu perfil de uso compensa o benefício imediato da economia na compra.

Gigante dos eletrodomésticos fecha fábrica e corta 1.700 funcionários

Electrolux anuncia reestruturação bilionária e enfrenta pressão de concorrentes

Por Iarla Queiroz
Fábrica da Electrolux - Foto: Electrolux/Divulgação

Uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo está promovendo uma profunda reestruturação para tentar recuperar fôlego em meio à queda das vendas, aumento dos custos e avanço da concorrência asiática. A Electrolux aprovou um pacote bilionário de medidas que inclui fechamento de fábrica, demissões em massa e captação de recursos para reorganizar operações em diferentes mercados.

A companhia sueca teve autorização dos acionistas para realizar uma emissão de ações avaliada em cerca de US$ 970 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 4,8 bilhões. O objetivo é reforçar o caixa da empresa e financiar mudanças consideradas estratégicas para os próximos anos.

Fábrica será fechada e 1,7 mil empregos podem desaparecer

A situação mais delicada ocorre na Itália. Segundo sindicatos do setor metalúrgico, a Electrolux pretende eliminar cerca de 1,7 mil postos de trabalho no país, o que representa mais de 40% de sua força de trabalho local.

O plano também prevê o fechamento da unidade de Cerreto d’Esi, localizada próximo à cidade de Ancona, além de reduções em outras fábricas mantidas pela fabricante no território italiano.

Atualmente, a empresa possui cinco unidades industriais na Itália e emprega aproximadamente 4,5 mil trabalhadores no país.

A possibilidade de fechamento da planta e dos cortes em larga escala gerou forte reação das entidades sindicais, que cobram negociações e medidas para preservar os empregos.

Captação bilionária tenta financiar recuperação

A emissão de ações aprovada pelos acionistas permitirá à Electrolux levantar cerca de 9 bilhões de coroas suecas.

Os recursos serão utilizados para financiar a reestruturação global da companhia e fortalecer uma parceria estratégica firmada com a fabricante chinesa Midea na América do Norte.

A operação também busca aliviar a pressão financeira enfrentada pela empresa após anos marcados por dificuldades operacionais, redução da demanda e aumento da concorrência.

Para garantir o sucesso da captação, instituições como Morgan Stanley, SEB e Deutsche Bank foram escolhidas para dar suporte à operação.

Concorrência asiática pressiona fabricantes tradicionais

A crise enfrentada pela Electrolux reflete um cenário mais amplo vivido pela indústria global de eletrodomésticos.

Nos últimos anos, fabricantes tradicionais passaram a enfrentar dificuldades para competir com marcas asiáticas que operam com estruturas de custo mais enxutas e conseguem oferecer produtos a preços mais agressivos.

Além disso, o enfraquecimento do consumo em importantes mercados internacionais reduziu a demanda por produtos da chamada linha branca.

A combinação desses fatores afetou diretamente os resultados da fabricante sueca.

Prejuízo substitui lucro em apenas um ano

Os números mais recentes ajudam a explicar a necessidade das mudanças.

No primeiro trimestre de 2026, a Electrolux registrou prejuízo operacional de 266 milhões de coroas suecas. No mesmo período do ano anterior, a empresa havia apresentado lucro operacional de 452 milhões de coroas.

Segundo a companhia, parte da deterioração dos resultados está ligada ao enfraquecimento da demanda nos Estados Unidos e ao aumento de custos tarifários no mercado norte-americano.

A parceria com a Midea surge justamente como uma tentativa de fortalecer a presença da empresa em uma região considerada estratégica.

Reestruturação também chegou à América Latina

As mudanças não ficaram restritas à Europa.

Em março deste ano, a Electrolux anunciou o encerramento das atividades produtivas de sua fábrica em Santiago, no Chile. A decisão integrou o mesmo processo de revisão global das operações.

A medida gerou uma despesa de reestruturação estimada em aproximadamente 0,5 bilhão de coroas suecas.

Apesar das movimentações em diferentes países, não há anúncio oficial de fechamento de unidades ou cortes relacionados às operações da empresa no Brasil.

Mercado reage com preocupação

A dimensão das medidas adotadas pela Electrolux também repercutiu entre investidores.

Após a divulgação do pacote de reestruturação, as ações da companhia chegaram a acumular queda de 24%, atingindo o menor patamar registrado em 17 anos.

Além dos 1,7 mil empregos citados pelos sindicatos italianos, as iniciativas anunciadas pela fabricante foram associadas a aproximadamente 3 mil postos de trabalho afetados globalmente.

Com a captação bilionária, a empresa tenta reorganizar sua estrutura industrial, recuperar rentabilidade e enfrentar um cenário cada vez mais competitivo no mercado internacional de eletrodomésticos.

AUMENTO NO PREÇO DAS PASSAGENS DAS BARQUINHAS

O reajuste para a nova tarifa das barcas entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) foi adiado e começará a valer a partir do dia 15 de junho. A passagem passará de R$ 3,00 para R$ 3,50, sendo o aumento motivado pela alta nos custos dos combustíveis. 

Detalhes da Travessia:

Trecho: Conexão fluvial sobre o Rio São Francisco entre Juazeiro e Petrolina.

Funcionamento: Diariamente, com saídas a cada 15 minutos de segunda a sábado, das 6h às 20h.

Pagamento: Aceita dinheiro físico ou Pix.

Alternativa: É bastante utilizada como opção para desviar do trânsito intenso da Ponte Presidente Dutra.

Volta pra casa, Governador! - VEJA O VÍDEO



Juazeiro não merece obra pela metade.

A Travessia Urbana está sendo entregue sem iluminação, sem drenagem adequada, sem passarelas e sem a urbanização que a população precisa para transitar com segurança.

O povo não quer inauguração para fotografia. Quer obra completa, respeito e compromisso cumprido.

Promessa não é realização. Discurso não substitui resultado.

Juazeiro tem pressa. Juazeiro merece respeito.

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