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segunda-feira, 1 de junho de 2026

GOLS DO FANTÁSTICO🐴⚽ BRASIL GOLEIA O PANAMÁ


 

Advogado com câncer terminal realiza 'velório em vida' em Campo Grande

Tiago Pitthan reuniu convidados em evento com música e homenagens

Mateus Conte

Tiago Pitthan, advogado com câncer terminal | Foto: Instagram/Reprodução

Diagnosticado com câncer de estômago sem possibilidade de cura, o advogado Tiago Martins Pitthan, de 49 anos, promoveu neste sábado, 30, um “velório em vida” em Campo Grande, reunindo amigos e familiares em uma celebração marcada por música, discursos e homenagens. A proposta foi transformar o momento em uma celebração da trajetória pessoal, enquanto ainda pode compartilhar lembranças e afetos.

Pitthan convive com um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer maligno no estômago. Conforme relatado pela revista Piauí, o diagnóstico ocorreu em 2024, depois de meses de dificuldades para se alimentar e exames que identificaram a doença em estágio avançado, já com disseminação para outras regiões do corpo, inclusive os pulmões. Desde então, ele passou a receber cuidados paliativos, tratamento voltado ao controle dos sintomas e à qualidade de vida, sem objetivo curativo.

O evento ocorreu em um antigo galpão de cervejaria, decorado com flores e discos pendurados, e reuniu apresentações musicais, food trucks e convidados de diferentes Estados. Em entrevista ao g1, Pitthan resumiu o significado do encontro: “Hoje não é uma despedida, hoje é dia de celebrar a vida”. No local, ele circulou entre os convidados, participou das homenagens e reforçou a ideia de que a doença não define sua existência.

“Tenho câncer, mas o câncer não me tem”

A inspiração para o “velório em vida” surgiu em agosto de 2024, durante o funeral do pai, Alan Pitthan. O advogado afirmou ter percebido a ausência do principal homenageado naquele momento. “Ninguém sabe mais sobre meu pai do que ele mesmo”, disse. A partir disso, decidiu organizar a própria cerimônia enquanto ainda estivesse presente.

Ao longo do tratamento, Pitthan passou a adaptar a rotina e incorporar novos hábitos. Ele trocou atividades físicas intensas pelo aprendizado de guitarra, passou a frequentar shows e decidiu reduzir o ritmo de trabalho. Segundo ele, a proposta é manter qualidade de vida enquanto o tratamento continua. “Tenho câncer, mas o câncer não me tem”, afirmou.

Justiça autoriza entrada no Brasil de egípcio retido há 51 dias no Aeroporto de Guarulhos

O estrangeiro deixou o terminal por volta das 23 horas da última sexta-feira, 29

Anderson Scardoelli

Ao desembarcar no Brasil, Abdallah Saad Ali Montaser, do Egito, foi classificado como 'pessoa perigosa' pela PF | Foto: Arquivo pessoal

A Justiça Federal autorizou a entrada no Brasil do egípcio Abdallah Saad Ali Montaser, que ficou 51 dias retido na área restrita do Aeroporto de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, depois de ser barrado pela Polícia Federal (PF). Na decisão, o juiz federal Victor de Almeida Silveira, da 1ª Vara da Justiça Federal de Guarulhos, afirmou não haver justa causa para mantê-lo no local.

O estrangeiro deixou o terminal por volta das 23 horas da última sexta-feira, 29. Na decisão, o magistrado destacou não haver justa causa para manter o estrangeiro retido. Montaser chegou ao Brasil acompanhado pela mulher, grávida, e dois filhos, de 2 e 5 anos de idade, e solicitou refúgio.

Trata-se de uma proteção legal oferecida a cidadãos de outros países que estejam sofrendo perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas — ou, ainda, que estejam sujeitos, em seu país, a grave e generalizada violação de direitos humanos.

A mulher e as crianças tiveram a entrada liberada em 8 de maio, um mês depois da chegada da família. Montaser, entretanto, permaneceu no aeroporto.

O caso tramita sob segredo de Justiça. As informações são do advogado Willian Fernandes, que acompanha a família e apresentou habeas corpus à Justiça Federal para suspender a decisão da PF de barrar a entrada formal desses egípcios no Brasil.

“Pessoa perigosa”

Conforme divulgado pelo próprio advogado à época, toda a família tinha visto para entrada regular no Brasil, mas no desembarque Abdallah Montaser teria sido classificado como “pessoa perigosa” pelos policiais. Segundo Fernandes, porém, nenhuma justificativa foi apresentada, nem chance de contestação.

Na ocasião, a PF afirmou que sua ação no controle migratório ocorre “em estrita observância à legislação brasileira e aos compromissos internacionais assumidos pelo país”. A corporação ainda disse que não pode comentar situações específicas.

O caso da família egípcia mobilizou entidades de defesa dos direitos de migrantes e pessoas refugiadas. No início do mês, um manifesto de várias organizações classificou a situação como potencial violação de direitos humanos, especialmente no que se refere ao direito à saúde, à dignidade da pessoa humana e à proteção integral de crianças e gestantes.

O advogado de Montaser afirmou que a decisão deve orientar outros casos semelhantes. “Há muitas famílias de migrantes vivendo hoje a mesma situação, retidas em aeroportos, separadas, sem saber do que são acusadas”, disse Fernandes. “O que se firmou aqui é simples: nem a gestante, nem as crianças, nem o pai podiam ser punidos por uma suspeita que nunca foi provada.”

Justiça suspende show de Victor & Leo em cidade sob emergência por seca

Decisão atende a ação do MP depois de gastos de mais de R$ 4,5 mi com festejos juninos

Mateus Conte

Victor e Leo decidiram retomar carreira como dupla | Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça da Bahia determinou que a Prefeitura de Quijingue suspenda o contrato de R$ 780 mil firmado com a dupla Victor & Leo para o São João deste ano e reduza cachês de atrações artísticas já contratadas. A decisão, publicada na última quarta-feira, 27, atende a pedido do Ministério Público.

O município, que enfrenta situação de emergência por causa da seca, já comprometeu mais de R$ 4,5 milhões com os festejos juninos. Entre os artistas contratados estão Murilo Huff, por R$ 650 mil, e César Menotti & Fabiano, por R$ 600 mil.

A juíza Dione Cerqueira Silva também proibiu a prefeitura de realizar pagamentos acima da média dos cachês praticados pelos mesmos artistas em 2025, com correção pela inflação. Segundo o Ministério Público, houve aumentos de até 45% em comparação com contratações do ano passado.

Justiça cita seca e gasto com Victor & Leo incompatível com situação financeira

Na decisão, a magistrada constatou que o cachê pago a Victor & Leo ultrapassa o valor de R$ 700 mil usado como parâmetro de alerta pelos órgãos de controle da Bahia. Segundo a orientação técnica citada no processo, contratos acima desse montante exigem comprovação de que o município tem condições financeiras para arcar com a despesa.

A juíza também destacou que Quijingue, município com cerca de 30 mil habitantes, enfrenta situação de emergência pela estiagem, o que exige prioridade para serviços públicos essenciais. Em análise preliminar, ela afirmou que “não há proporcionalidade entre a condição financeira do município, suas prioridades em termos de serviços públicos e o gasto despendido com o evento”.

A decisão prevê multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 500 mil, caso haja descumprimento.

Trump volta a dizer que acordo de paz envolve Irã sem arma nuclear

Norte-americanos e iranianos seguem em negociações para ampliar o acordo de cessar-fogo

Anderson Scardoelli

O presidente dos EUA, Donald Trump: Otan dispensada | Foto: Reprodução/X | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz com o Irã revela “muito claramente” que Teerã não terá uma arma nuclear. A declaração ocorreu na noite deste domingo, 31.

“Na verdade, é sobre isso que a maior parte do acordo trata”, disse o republicano, por meio de postagem na plataforma Truth Social. Além disso, ele acrescentou que detalhes estão sendo discutidos com o país persa.

O Irã repetidas vezes enfatizou que abrir mão da questão nuclear estava fora de cogitação no momento.

Dia de negociações

Os mediadores continuaram a discutir um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos desde a manhã deste domingo, informou a emissora norte-americana CBS.

Trump fez edições no memorando na última sexta-feira, 29, de acordo com uma fonte com conhecimento do assunto. A proposta editada foi então enviada de volta a Teerã para aprovação.

Essa foi a terceira rodada de alterações que o presidente fez na proposta dos Estados Unidos, que tem sido passada de um lado para o outro ao Irã por meio de mediadores. A fonte afirmou que as mudanças por parte de Trump foram um tanto significativas, embora os detalhes não estivessem imediatamente disponíveis.

Em paralelo, o ministro de Relações Exteriores do regime iraniano, Seyed Abbas Araghchi, confirmou para a mídia local que o intercâmbio de mensagens com Washington está em andamento. De acordo com ele, até que se chegue a um resultado concreto, não se devem tirar conclusões precipitadas. “Tudo o que está sendo dito neste momento são especulações”, observou o diplomata do país pesa. “E não devem ser levadas a sério.”

Moraes cita o papa Leão XIV para defender regulação das redes

Vice-presidente do STF disse que algoritmos não são neutros e que plataformas não podem continuar sendo ‘terra de ninguém’

Cristyan Costa

Alexandre de Moraes, no Fórum de Lisboa - 1º/6/2026 | Foto: Reprodução

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, citou o papa Leão XIV para defender a regulamentação das redes sociais.

A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 1º, durante participação no Fórum de Lisboa, evento organizado pelo decano do STF, Gilmar Mendes.

Ao abordar os “desafios da comunicação digital”, Moraes afirmou que as empresas de tecnologia e os algoritmos exercem influência direta sobre o comportamento dos usuários e, por isso, não podem ficar sem supervisão.

“As empresas, os algoritmos são neutros? Não são neutros”, afirmou, ao mencionar o líder da Igreja Católica. “E, por isso, há necessidade de um controle, de regulamentação.”

O magistrado defendeu a submissão das plataformas a regras capazes de conciliar a liberdade de expressão com a “proteção da democracia”.

“Há necessidade de uma regulamentação que preserve a liberdade de imprensa, de expressão, mas também a democracia e a dignidade da pessoa”, disse.

Segundo Moraes, as redes sociais não podem continuar funcionando, em determinados aspectos, sem responsabilização pelos conteúdos divulgados em seus ambientes. O ministro citou casos de suposto incentivo ao suicídio, automutilação, prática de crimes e propagação de ideologias extremistas.

Abertura do Gilmarpalooza – 1º/6/2026 | Foto: Reprodução

“Não é possível mais que as redes sociais continuem, em muitos aspectos, sendo terra de ninguém”, declarou. “E que as pessoas, de forma covarde, instiguem crianças e adolescentes ao suicídio, à automutilação, pratiquem crimes, discursos nazistas e fascistas.”

Moraes também afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no debate sobre a regulamentação das plataformas digitais. De acordo com ele, decisões judiciais, iniciativas da Justiça Eleitoral e discussões em curso no Congresso Nacional puseram o país na “vanguarda” da discussão.

“O Brasil vem sendo vanguarda, seja por decisões judiciais, seja pela atuação da Justiça Eleitoral e do Congresso, que vem tratando desses temas”, observou.

Gustavo Petro rejeita apuração inicial na Colômbia e recorre à Justiça

A disputa presidencial será definida em 2º turno entre a oposição de direita e a esquerda governista

Yasmin Alencar

Gustavo Petro divulga imagem em sala de votação — 31/5/2026 | Foto: Reprodução/X/@petrogustavo

Questionamentos sobre a transparência do processo eleitoral colombiano ganharam destaque depois de Gustavo Petro, presidente do país, contestar neste domingo, 31, os dados preliminares da eleição presidencial que definirá seu sucessor. Petro anunciou que só vai reconhecer o resultado final depois da finalização do escrutínio oficial.

Os dois principais candidatos, De la Espriella e Cepeda, apresentam propostas opostas para o futuro da Colômbia. De la Espriella adota postura crítica ao atual governo, enquanto Cepeda defende a continuidade de parte das políticas promovidas por Petro.

Suspeitas sobre a logística eleitoral

Pelo X, Petro levantou suspeitas sobre a empresa Thomas Greg & Sons (TGS), encarregada da logística eleitoral, e expressou desconfiança quanto ao sistema utilizado na contagem preliminar de votos. “Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da firma privada dos irmãos Bautista”, afirmou Petro. O presidente alegou discrepância de “800 mil pessoas adicionais” nos registros do sistema em relação ao censo oficial.

A oposição reagiu rapidamente. O ex-presidente Iván Duque acusou Petro de colocar em xeque a legitimidade do pleito. “Petro quer desrespeitar a democracia e a organização eleitoral”, escreveu Duque. “As instituições devem se pronunciar imediatamente, e a comunidade internacional deve estar alerta diante desta ameaça.”

Até a noite deste domingo, 31, autoridades eleitorais da Colômbia não confirmaram qualquer irregularidade na apuração. O resultado definitivo será divulgado depois que o escrutínio oficial revisar e validar todos os votos.

Real Time Big Data: Lula tem 45% e Flávio, 40%, em eventual 2º turno

Pesquisa mostra empate entre o petista e os pré-candidatos Ronaldo Caiado e Romeu Zema

Loriane Comeli

Lula e Flávio Bolsonaro se apresentam como pré-candidatos à Presidência da República | Foto: PR e Agência Senado

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 1º, pelo Instituto Real Time Big Data, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto, ante 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.

A vantagem do petista está fora da margem de erro, que é de 2 pontos porcentuais. Nesse cenário, os votos brancos ou nulos são 8%, e 7% não sabem ou não responderam.

Em cenários com os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSB) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), há empate (43% a 43%) e empate técnico (43% a 40%), respectivamente.

O petista venceria Renan Santos (Missão) e Aécio Neves (PSDB). Veja os números

Lula X Flávio

Lula: 45%
Flávio: 40%
Nulo/branco: 8%
Não sabe/não respondeu: 7%

Lula X Caiado

Lula: 43%
Caiado: 43%
Nulo/branco: 8%
Não sabe/não respondeu: 6%

Lula X Zema

Lula: 43%
Zema: 40%
Nulo/branco: 11%
Não sabe/não respondeu: 6%

Lula X Renan

Lula: 46%
Renan: 30%
Nulo/branco: 12%
Não sabe/não respondeu: 12%

Lula X Aécio

Lula: 47%
Aécio: 23%
Nulo/branco: 16%
Não sabe/não respondeu: 14%

O Instituto Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores entre 29 e 30 de maio. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05864/2026.

Cenários de 1º turno

Para o primeiro turno, o Real Time Big Data apresentou dois cenários aos eleitores. No primeiro, estão Lula, Flávio, Renan, Caiado, Zema e Aécio, além de Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante). O presidente Lula lidera nas duas simulações. Veja os números do primeiro cenário:

Lula: 38%
Flávio: 31%
Renan: 6%
Caiado: 6%
Zema: 4%
Aécio Neves: 3%
Joaquim Barbosa: 3%
Augusto Cury: 1%
Outros: 1%
Nulo/branco: 3%
Não sabe/não respondeu: 4%

Os pré-candidatos Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) atingiram, juntos, 1% das intenções de voto, conforme a pesquisa.
Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

No segundo cenário, foi incluído o nome do ex-ministro Aldo Rebelo, que foi preterido pelo DC na disputa presidencial.

 Veja os números:

Lula: 38%
Flávio: 31%
Renan: 6%
Caiado: 6%
Zema: 5%
Aécio Neves: 3%
Aldo Rebelo: 1%
Augusto Cury: 1%
Outros: 1%
Nulo/branco: 3%
Não sabe/não respondeu: 5%

Nesse caso, Cabo Daciolo, Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Edmilson Costa e Hertz Dias também atingiram, juntos, 1% das intenções de voto.

PF investiga mensagens entre Vorcaro e irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia

Diálogos mostram supostos pagamentos por meio de empresa envolvida no esquema do Rioprevidência

Letícia Alves

O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O empresário Marcelo Maia Souza Marques trocou mensagens com Daniel Vorcaro sobre pagamentos à empresa Mídias Promotora. Marques é irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques. A Polícia Federal (PF) afirma que o dono do Banco Master usava a empresa para distribuir valores a integrantes do esquema do Rioprevidência.

A PF interceptou as mensagens no celular de Vorcaro. Nelas, Marques aparece com o codinome “Marcelo Terra Firme”. Terra Firme é uma empresa de Augusto Lima, ex-sócio do Master. Segundo os investigadores, Lima ligava-se diretamente aos aportes do Rioprevidência em letras financeiras do banco.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou a Marques: “Tudo bem? Mídias Promotora, 8 pau?”. O empresário respondeu: “Fala, irmão. Bati com o Félix hoje de manhã. Ele disse que validou na sexta e pediu pra pagar hoje somente. O valor é esse mesmo. Se quiser, posso te ligar pra alinhar [sic]”.

A PF afirma que Ricardo Siqueira Rodrigues controlava a Mídias Promotora, registrada em nome de um laranja. Rodrigues, por sua vez, atuava como lobista do Master no Rio de Janeiro, captava clientes e fazia o “alinhamento político” deles com Vorcaro. Dados da Receita Federal indicam que a empresa recebeu R$ 126,6 milhões do banco entre 2023 e 2025.

Segundo a investigação, o esquema utilizava a empresa para simular a legalidade dos pagamentos. Os investigadores afirmam que os diálogos indicam a participação de Marques na operação de envio dos recursos.

Irmão de procurador estaria envolvido em esquema do Banco Master

De acordo com o portal UOL, Marques registrou os domínios dos sites Credicesta.com.br e Credcesta.com.br. A Credcesta originou-se na privatização da Ebal, estatal baiana que controlava a rede Cesta do Povo. Posteriormente, empresas ligadas a Augusto Lima assumiram a operação, com participação do Banco Máxima, atual Master.

Marques registrou o site da Credcesta em nome do Banco Máxima no dia 12 de julho de 2018. Além disso, o empresário divide a sociedade da AMF Consultoria e Assessoria LTDA com André Kruschewsky, ex-diretor do Master e primo do ex-procurador-geral de Justiça da Bahia, Eugênio Kruschewsky.

A avaliação de Gilmar Mendes sobre os EUA enquadrarem PCC e CV como terroristas

Ministro do STF disse a Oeste que o Brasil ‘está respondendo bem’ a essa questão

Cristyan Costa

Gilmar Mendes, durante palestra no Gilmarpalooza nesta segunda-feira - 1º/6/2026 | Foto: Reprodução

LISBOA — Nesta segunda-feira, 1º, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, opinou sobre a decisão do governo Trump de enquadrar as organizações criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como terroristas.

“O Brasil tem sabido responder bem à essa contingência”, declarou a Oeste, durante o Fórum de Lisboa. “E todos acompanharam o tarifaço e a Lei Magnitsky.”

De acordo com Gilmar, o Brasil “é maduro em termos institucionais” e se revelou “forte em várias crises”.

O magistrado exemplificou o 6 e o 8 de janeiro, protestos dos EUA e o do Brasil, respectivamente.

“A Corte Suprema americana enfrentou tema semelhante ao nosso e talvez as nossas respostas tenham sido mais adequadas”, afirmou Gilmar.

Gilmar fala sobre regulação das redes sociais

Gilmar Mendes, decano do STF e organizador do Fórum de Lisboa | Foto: Revista Oeste

Também nesta segunda-feira, o decano do STF defendeu a necessidade de um “esforço supranacional” para regular as redes sociais e enfrentar o poder das big techs. A declaração ocorreu durante a abertura do Fórum de Lisboa.

Conforme Gilmar, as democracias enfrentam “novos desafios” provocados pela suposta concentração de poder econômico, informacional e político nas mãos das big techs. O magistrado afirmou que essas empresas exercem influência sem precedentes sobre a circulação de informações, o comportamento dos cidadãos e o debate público.

Ao abordar o tema, o ministro afirmou que as plataformas digitais passaram a concentrar um poder capaz de desafiar até mesmo os Estados nacionais.

Caos em Paris: comemoração de título do PSG termina com mais de 400 presos

Mais de 20 mil agentes de segurança foram mobilizados para acompanhar as manifestações; episódio semelhante aconteceu em 2025

Isabela Jordão

Baderna causou danos a estabelecimentos comerciais; um policial ficou ferido | Foto: Reprodução/X

O Paris Saint-Germain (PSG) conquistou, no último sábado, 30, o bicampeonato da Liga dos Campeões ao vencer o Arsenal na decisão por pênaltis. A conquista desencadeou grandes celebrações em Paris, mas também foi marcada por episódios de violência que resultaram em mais de 400 detenções.

As autoridades francesas haviam mobilizado mais de 22 mil agentes de segurança para acompanhar as comemorações, diante da experiência do ano anterior, quando a conquista do título europeu também foi seguida por distúrbios que levaram à detenção de 559 pessoas.

Os episódios registrados neste fim de semana incluíram a destruição de um ponto de ônibus nas proximidades da Avenida Champs-Élysées e ferimentos em um policial. Na região da Porte de Saint-Cloud, próxima ao Parque dos Príncipes, houve danos a uma padaria, um restaurante, dois estabelecimentos comerciais e seis veículos.

Segundo a polícia, a maior concentração de torcedores ocorreu nos arredores da Champs-Élysées, onde mais de 20 mil pessoas participaram das comemorações. No local, foram registrados atos de vandalismo contra carros e lojas. As autoridades também informaram que uma tentativa de invasão de uma delegacia foi contida pelas forças de segurança.

Apesar dos episódios de violência, os distúrbios ficaram restritos a áreas específicas da cidade. Em grande parte de Paris, a noite foi marcada por um clima festivo, com buzinaços, celebrações em bares e restaurantes e milhares de torcedores nas ruas em meio às altas temperaturas.

Transmissão do jogo do PSG em Paris também teve vandalismo

Embora a final tenha sido disputada na Puskás Aréna, em Budapeste, milhares de pessoas acompanharam a partida na capital francesa. O Parque dos Príncipes abriu os portões para a transmissão do jogo em telões e registrou lotação máxima.

Manifestações semelhantes, em menor escala, aconteceram quando o PSG se classificou para a final do campeonato, no início do mês. Dessa vez, a polícia estima que entre 4 mil e 5 mil pessoas circularam pelos arredores do estádio ao longo do dia, onde também ocorreram atos de vandalismo.

De acordo com o jornal francês L’Équipe, agentes apreenderam 24 sinalizadores e dois morteiros de fogos de artifício durante a operação de segurança. O periódico relatou ainda tumultos nas imediações do estádio e em outros pontos da cidade.

Em comunicado divulgado durante as celebrações, o PSG pediu responsabilidade aos torcedores. O clube conclamou os fãs a comemorarem o “momento histórico” com respeito e segurança.

Juristas discutem ética em Brasília, enquanto Gilmarpalooza acontece em Lisboa

O evento brasileiro é liderado por Herman Benjamin, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Yasmin Alencar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Reprodução/Redes sociais

Enquanto Lisboa recebe ministros e autoridades para um fórum patrocinado por empresas com interesses judiciais, Brasília sedia, nesta segunda-feira, 1º, um congresso internacional voltado à ética na magistratura e reúne representantes de Cortes Superiores de 17 países. O evento brasileiro, liderado por Herman Benjamin, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ganhou nos bastidores o apelido de “anti-Gilmarpalooza” em contraponto ao encontro articulado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, (STF), conhecido pela intensa programação social. A informação é do jornal O Globo.

A proposta de cada evento é marcada pelos protagonistas: Herman Benjamin, defensor da criação de um código de ética para tribunais superiores, conduz o congresso sobre integridade judicial. Já Gilmar Mendes, crítico dessa iniciativa, lidera o fórum em Lisboa, que mescla autoridades e empresários em atividades financiadas por corporações com causas em julgamento.

Divisão entre ministros e bastidores das escolhas

A escolha de qual evento participar reflete o posicionamento dos ministros sobre a ética judicial. Edson Fachin (presidente do STF) e Cármen Lúcia, relatora do código de ética no Supremo, participam do congresso em Brasília. Kassio Nunes Marques, que não se manifestou publicamente sobre o assunto, está escalado para a conferência de encerramento na capital federal.

Enquanto isso, Alexandre de Moraes já se encontra em Lisboa, acompanhado por Luis Felipe Salomão, futuro presidente do STJ, e outros dez ministros do tribunal, como João Otávio Noronha, Mauro Campbell e Ricardo Cueva. Flávio Dino (STF) cancelou a presença por motivo de saúde. Nomes do governo federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) também figuram entre os convidados do evento em Portugal.

Nos bastidores, Gilmar Mendes minimiza a crise de imagem do STF e reforça que esta edição do fórum seria a mais internacional. Apesar de não haver confirmação oficial, a expectativa era contar com o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet; Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador paulista; e o colunista Thomas Friedman, do The New York Times. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, não comparecerá.

Temas e formatos dos encontros em Brasília e Lisboa

O congresso promovido pelo STJ terá debates fechados à imprensa, com participação exclusiva de juízes, especialistas e presidentes de Cortes como Portugal, Irlanda, Argentina, Uruguai, Peru, Costa Rica, Holanda e Angola, além de ministros de outros países e representantes da ONU. Os temas principais envolvem independência judicial, conflitos de interesse e os desafios éticos dos magistrados no Estado de Direito.

Serão abordados também o cenário ético brasileiro e mundial, incluindo uma revisão dos Princípios de Bangalore, referência internacional de conduta judicial estabelecida pela ONU. No evento de Lisboa, o 14º Fórum Jurídico, painéis públicos vão discutir desde polarização ideológica, populismo e regulação de apostas online até inovação em cartórios, setor elétrico e judicialização da saúde, com forte presença empresarial.

Programação social e o debate sobre ética

A diferença mais marcante está na programação social: em Brasília, apenas um almoço e um jantar institucionais. Em Lisboa, a agenda inclui jantares e coquetéis em locais sofisticados, bancados por bancos, escritórios de advocacia e entidades empresariais como BTG Pactual, CNSeg e Esfera. Para muitos participantes, esses encontros paralelos são a principal atração, propiciando proximidade com autoridades responsáveis por processos de interesse, contexto que críticos classificam como lobby judicial. A ética dessas relações, por sua vez, é o foco central das discussões em Brasília, sem o mesmo tom de celebração.

Governo Lula vê "tiro no pé" de Flávio Bolsonaro após decisão dos EUA

Senador celebrou medida dos EUA que declarou que PCC e CV como organizações terroristas

Por Yuri Abreu
Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Sergio Lima | AFP

Uma ala de ministros do presidente Lula (PT) avaliou que a decisão dos Estados Unidos em classificar o PCC e o CV como grupos terroristas será um "tiro no pé" do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A designação foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na última quinta-feira, 28, após o auxiliar de Donald Trump receber Flávio na Casa Branca. A decisão levou o liberal e aliados a comemorar a medida como uma vitória política do senador, que defendeu a atitude tomada pelo governo dos EUA.

No entanto, ministros e aliados do presidente avaliaram, conforme o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, que a classificação terá um efeito político ao que deseja Flávio, especialmente quando a população entender que a decisão tem potencial de trazer riscos à soberania do Brasil, abrindo margem para uma eventual "intervenção" no país.

"Da última vez que eles conseguiram algo do governo americano, trouxeram dor e sofrimento para famílias que perderam emprego e renda. Isso não tem esse efeito [positivo], basta acompanhar as pesquisas. Será um tiro no pé", afirmou um ministro ao colunista, sob reserva.

Efeitos e desdobramentos

Ademais, integrantes do governo Lula afirmam que, antes de uma reação oficial, é preciso entender os efeitos e desdobramentos da medida anunciada pelo secretário de Estado da gestão Trump.

“O governo brasileiro sempre se colocou à disposição para cooperar com o governo norte-americano no combate ao crime organizado. Essa designação só revela mesmo o desespero eleitoral do clã Bolsonaro”, completou outro titular de pasta do governo Lula.

Nova classificação de PCC e CV pelos EUA acende alerta no Brasil. E agora?

Durante décadas, o crime organizado brasileiro foi tratado, dentro e fora do país, como aquilo que sempre pareceu ser: um gigantesco negócio clandestino. Brutal, armado, transnacional, sanguinário, milionário, mas ainda um negócio. O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) matam por território, por rota, por dívida, por mercado. Não por religião. Não por ideologia. Não por revolução.

Agora, os Estados Unidos decidiram mudar o vocabulário.

E, quando Washington muda o vocabulário, geralmente não muda só a gramática.

O anúncio feito pelo Departamento de Estado dos EUA de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passarão a ser classificados como Organizações Terroristas Estrangeiras inaugura uma nova etapa na relação entre segurança pública, política internacional e soberania brasileira. Oficialmente, trata-se de combate ao crime organizado transnacional. Na prática, porém, o gesto abre uma caixa-preta diplomática que Brasília vinha tentando manter fechada.
sexta-feira, 29 de maio de 2026

Assessor de Lula, Celso Amorim critica decisão dos EUA contra PCC e CV

Ex-chanceler reage à classificação das facções como terroristas e diz que medida pode ampliar atuação norte-americana no Brasil

Victória Batalha

“Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda”, declarou Celso Amorim | Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira, 28, que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode servir de “pretexto para intervenção”.

A declaração ocorreu poucas horas depois de o Departamento de Estado norte-americano anunciar que as duas facções passarão a integrar oficialmente a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de 5 de junho.

Em nota enviada ao portal Metrópoles, Amorim afirmou que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional, principalmente em temas ligados à lavagem de dinheiro e contrabando de armas. “Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda”, declarou.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou a medida, que passa a valer a partir de 5 de junho | Foto: Reprodução/Facebook Marco Rubio

O assessor de Luiz Inácio Lula da Silva também afirmou que equiparar organizações criminosas ao terrorismo “não ajuda” no enfrentamento ao crime.

Mais cedo, durante discurso no Fórum Internacional de Segurança da Rússia, Amorim declarou que compreender as motivações das organizações criminosas seria fundamental para garantir eficácia no combate.

Governo Lula resiste à medida dos EUA

Integrantes do governo brasileiro avaliam que a decisão dos Estados Unidos pode abrir precedente para atuação norte-americana em território nacional.

Segundo diplomatas brasileiros, a classificação das facções como grupos terroristas amplia instrumentos jurídicos usados por Washington em ações internacionais ligadas à segurança.

A medida anunciada pelos EUA coloca PCC e CV na mesma lista de grupos como Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico.

O atual governo considera Amorim um dos principais formuladores de sua política externa. Ex-ministro das Relações Exteriores nos mandatos anteriores de Lula, ele acompanha agendas diplomáticas na Rússia nesta semana.

Mega-Sena acumula e próximo sorteio pode pagar R$ 10 milhões

Mega-Sena acumula e próximo sorteio pode pagar R$ 10 milhões
Quina teve 23 apostas vencedoras com rateio de R$ 42,9 mil para cada uma; quadra premiou mais de 2 mil bilhetes

Fábio Bouéri

As seis dezenas do concurso 3012 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3.012 da Mega-Sena, sorteado na noite desta quinta-feira, 28. O prêmio da faixa principal acumulou. Com isso, a estimativa da Caixa Econômica Federal é de que o próximo concurso, no sábado 30, pague R$ 10 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 05 – 07 – 17 – 41 – 42 – 49

Apesar de nenhum apostador ter levado o prêmio máximo, houve ganhadores nas demais linhas de premiação. Ao todo, 23 apostas acertaram cinco dezenas e cada uma vai receber R$ 42.953,33. Já a quadra teve 2.040 apostas vencedoras, com prêmio individual de R$ 798,25.

Decretos de Lula sobre redes sociais em ano eleitoral acendem alerta nos EUA

Diplomacia norte-americana monitora 'aparato de vigilância estatal'

Cristyan Costa

Trump e Lula conversam durante reunião na Malásia, em outubro de 2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os decretos editados pelo governo Lula para ampliar a regulação sobre redes sociais acenderam um alerta na diplomacia dos Estados Unidos (EUA).

Em conversa reservada com Oeste, uma fonte ligada ao Departamento de Estado avaliou que as novas medidas podem abrir espaço censura e pressão sobre big techs.

Na avaliação do diplomata, o modelo desenhado pelo governo brasileiro tende a criar um ambiente de pressão regulatória permanente sobre plataformas digitais.

A expectativa seria induzir empresas a remover conteúdos preventivamente para evitar sanções, multas ou disputas com autoridades brasileiras.

O foco das preocupações envolve principalmente a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que ganhou novas atribuições depois dos decretos de Lula.

Originalmente criada para atuar na proteção de dados pessoais, a ANPD passou a ter competências relacionadas à supervisão de conteúdos, publicidade digital e funcionamento das plataformas.

A fonte ouvida pela coluna comparou o novo cenário a um sistema de “censura prévia indireta”, baseado não necessariamente em ordens judiciais explícitas, mas em notificações administrativas e riscos regulatórios.

O diplomata também demonstrou preocupação com a possibilidade de bloqueios de contas, remoções em massa de conteúdos e restrições amplas a plataformas que descumpram determinações brasileiras, principalmente em ano eleitoral.

Filho de Faustão diz que apresentador vive ‘melhor fase’

João Silva afirma que retirada de sonda gástrica foi bem-sucedida e expectativa é de alta médica na próxima semana

Fábio Bouéri

João Silva (e) e o pai, Faustão, de 76 anos | Foto: Reprodução/X

O apresentador João Silva atualizou nesta quinta-feira, 28, o estado de saúde do pai, Faustão, de 76 anos. Ele afirmou que o jornalista atravessa a “melhor fase” dos últimos anos depois da mais recente internação em São Paulo.

Em entrevista à revista Quem, João disse que, apesar das dificuldades enfrentadas pela família desde 2023, o quadro do apresentador evoluiu de forma positiva. “Ele está bem. A gente está nesses últimos três anos nessas batalhas duras, mas está na melhor fase. A gente só quer agradecer agora.”

Faustão: fase de exames complementares

Faustão foi internado nesta última segunda-feira, 25, para a retirada de uma sonda gástrica. Segundo a equipe do apresentador, o procedimento já estava programado havia alguns meses. De acordo com a atualização mais recente, a retirada do tubo de alimentação foi concluída com sucesso, e ele permanece internado apenas para exames complementares e acompanhamento médico de rotina.

João Silva também afirmou que a expectativa da família é que o pai receba alta no começo da próxima semana. “Acho que segunda-feira ele já está em casa.”

Faustão enfrenta uma sequência de problemas de saúde desde 2023. Em agosto daquele ano, ele passou por um transplante de coração, depois de uma internação por insuficiência cardíaca. Meses depois, voltou a ser hospitalizado e, em fevereiro de 2024, realizou um transplante de rim.

Desde então, o apresentador tem mantido acompanhamento médico constante e passou por novas hospitalizações para procedimentos e avaliações clínicas. Mesmo com o histórico recente, familiares e pessoas próximas têm relatado uma recuperação progressiva e um quadro de maior estabilidade nos últimos meses.

Drone russo atinge prédio residencial na Romênia

Em reação, a Otan disse que está pronta para defender 'cada centímetro do território aliado'

Loriane Comeli

Edifício residencial em Galati, cidade da Romênia próxima à fronteira com a Ucrânia | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um drone de origem russa invadiu o espaço aéreo da Romênia e atingiu um prédio residencial em Galati, cidade próxima à fronteira com a Ucrânia. O ataque deixou dois feridos e provocou um incêndio no imóvel. Segundo o Ministério da Defesa da Romênia, o drone foi rastreado por radar até o sul da cidade antes de colidir com o edifício.

Segundo o órgão, o ataque ocorreu durante uma sequência de bombardeios russos direcionados a alvos civis e infraestrutura ucranianos, nas proximidades do rio que separa os dois países. Durante a ação, caças F-16 decolaram da Base Aérea de Fetesti para interceptar os drones identificados próximos ao espaço aéreo do país.

Desde fevereiro de 2022, início da ofensiva russa contra a Ucrânia, esta foi a primeira vez que um drone estrangeiro atingiu uma construção residencial na Romênia, que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar do Ocidente.
Galati, cidade romena na fronteira com a Ucrânia | Foto: Imagem produzida com IA

O governo romeno classificou o episódio como uma “grave violação do Direito internacional” e informou que responderá ao ataque por meio de canais diplomáticos. A Romênia também solicitou à Otan o reforço de sistemas antidrone.
Ataque mobilizou equipes de socorro em Galati, na Romênia, nesta sexta-feira – 29/5/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Otan condena “imprudência” da Rússia

Depois do incidente, a Otan anunciou que ampliará suas defesas diante de ameaças, incluindo drones, e prepara um novo pacote de sanções contra a Rússia. “O comportamento imprudente da Rússia é um perigo para todos nós. Eles continuam a mirar civis e infraestrutura civil em toda a Ucrânia. E a noite passada mostrou mais uma vez que as implicações de sua guerra ilegal de agressão não param na fronteira”, declarou Mark Rutte, secretário-geral da Otan.

Ele disse ter conversado com o presidente romeno e dito que a organização “está pronta para defender cada centímetro do território aliado”. “Continuaremos a aumentar nossa prontidão para deter e nos defendermos contra qualquer ameaça, incluindo de drones.”

O presidente da Romênia, Nicusor Dan, e o ministro das Relações Exteriores da França convocaram o embaixador russo para discutir a situação, ressaltando que o país não permitirá que o conflito russo-ucraniano afete sua população. Ainda na madrugada desta sexta-feira, 29, outro drone russo atingiu um navio de carga turco, ferindo dois tripulantes, segundo a Marinha ucraniana.

Escalada dos ataques russos

Na última segunda-feira, 25, a Rússia anunciou planos para novos ataques a Kiev e reforçou o pedido para que estrangeiros e diplomatas deixem a capital da Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para reiterar esse alerta.

Durante o fim de semana anterior, dezenas de drones e mísseis russos atingiram a Ucrânia, resultando em quatro mortes, dezenas de feridos e destruição em diversas áreas de Kiev. Entre os armamentos utilizados, estava o míssil hipersônico Oreshnik, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som e transportar ogivas nucleares, segundo informações de Moscou.

Os ataques recentes ocorreram depois de Moscou acusar Kiev de bombardear uma escola na região de Lugansk, sob ocupação russa, o que teria provocado 21 mortes. O presidente Vladimir Putin ordenou uma resposta militar ao episódio. No começo do mês, a Rússia já havia solicitado a saída de estrangeiros e diplomatas de Kiev, sob ameaça de ofensiva massiva caso a Ucrânia interferisse em comemorações na Praça Vermelha.

Nave da Blue Origin explode em teste na plataforma

 incidente ocorreu enquanto a equipe se preparava para a missão NG-4, planejada para levar ao espaço 48 satélites Amazon Leo

Yasmin Alencar

Explosão da nave New Glenn | Foto: Divulgação

Durante um teste de ignição estática realizado por volta das 22h desta quinta-feira, 28, uma nave da Blue Origin sofreu uma explosão na plataforma de lançamento. O incidente ocorreu enquanto a equipe se preparava para a missão NG-4, planejada para levar ao espaço 48 satélites Amazon Leo, cuja função se assemelha aos equipamentos da Starlink, de Elon Musk.

A Blue Origin informou que detectou uma “anomalia” no teste e garantiu que todos os trabalhadores permanecem em segurança. A companhia também declarou que divulgará novas informações assim que apurar detalhes sobre o ocorrido. O anúncio da missão NG-4 havia sido comemorado na quarta-feira 27.

Concorrência acirrada entre Blue Origin e SpaceX

A New Glenn, veículo espacial desenvolvido pela Blue Origin para voos de longa distância, é concorrente direta da Starship, da SpaceX. O modelo da rival realizou seu último voo na sexta-feira 22. Desde o início de 2025, a New Glenn já foi submetida a três testes não tripulados: o primeiro transportou um protótipo de espaçonave, o segundo, em novembro de 2025, levou sondas para Marte em missão encomendada pela Nasa, e o terceiro, em abril de 2026, marcou a reutilização de um propulsor, aumentando a disputa com a SpaceX.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) ainda não divulgou parecer sobre o acidente desta quinta-feira. Já na última quarta-feira, 27, o órgão optou por suspender temporariamente novos lançamentos da Starship, da SpaceX, por causa de uma falha detectada no retorno atmosférico de um propulsor utilizado recentemente.

Em nota, PT reclama por Flávio incentivar ação dos EUA contra facções brasileiras

Bancada do partido alega que articulação pode gerar impactos financeiros e ampliar tensões diplomáticas

Letícia Alves

Flávio Bolsonaro se encontra com Donald Trump nos EUA | Foto: Divulgação/Flávio Bolsonaro

A bancada do PT na Câmara dos Deputados divulgou nesta quinta-feira, 28, uma nota em que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro de articularem junto aos Estados Unidos a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

O texto afirma que a iniciativa representa uma tentativa da “extrema-direita” de pressionar o Brasil. Além disso, seria uma forma de buscar fora do país uma medida que teria sido rejeitada pelo Congresso durante debates sobre segurança pública.

Na manifestação, o partido também argumenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou aos EUA propostas de cooperação internacional para combater o crime. Isso incluiria a troca de informações, repatriação de valores e combate à lavagem de dinheiro.

Pedido de Flávio a Trump

A divulgação da nota ocorreu dois dias depois de Flávio Bolsonaro afirmar que pediu ao presidente norte-americano, Donald Trump, que classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

A declaração ocorreu na terça-feira 26, depois de um encontro entre Flávio e Trump em Washington. Segundo o senador, ele viajou aos EUA a convite do presidente dos EUA para uma reunião na Casa Branca.

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou Flávio. Segundo o parlamentar, Trump respondeu que irá analisar a proposta.

Flávio também disse que conversou com Trump sobre diferenças entre um eventual governo liderado por ele e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o senador, o presidente dos EUA não declarou apoio à sua pré-candidatura à Presidência.

PT é contra classificação de facções como grupos terroristas

Um dia depois da manifestação do partido, o Departamento de EUA decidiu classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.


O PT alega que a classificação das facções como grupos terroristas pode gerar impactos econômicos e diplomáticos para o Brasil. Segundo a bancada, instituições financeiras e empresas poderiam enfrentar sanções, restrições internacionais e perda de investimentos. Isso se houver associações entre elas e operações ligadas ao crime organizado.

A sigla também argumenta que a medida pode afetar moradores de áreas dominadas por facções, com possíveis barreiras para acesso a serviços bancários e crédito. O governo Lula defende que os Estados Unidos não adotem a classificação. A avaliação no Palácio do Planalto é que a medida poderia abrir margem para ações externas, incluindo eventual intervenção militar.

Na nota, os deputados do PT também citam declarações atribuídas a Flávio Bolsonaro sobre ações contra embarcações ligadas ao crime organizado e acusam a família Bolsonaro de atuar alinhada aos interesses de Trump.

Cúpula de Lula vê ‘pretexto para intervenção’ em decisão dos EUA sobre PCC e CV

Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, manifestou preocupação com o tema; confira nota

Lucas Cheiddi

À esquerda, Celso Amorim; à direita, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

A recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas provocou reações na cúpula do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que vê riscos à soberania nacional e questiona o impacto da medida.

Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, manifestou preocupação com um possível pretexto para intervenção externa. “Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas”, disse, em nota. “Pretexto para intervenção é inaceitável.”

Classificação dos grupos e contexto internacional

O anúncio sobre a decisão ocorreu nesta quinta-feira, 28, pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, por meio das redes sociais. “O seu alcance estende-se por toda a nossa região e pelo nosso país”, escreveu.

O Departamento de Estado classificou o PCC e o CV como Terroristas Globais Especialmente Designados. A previsão é de inclusão como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho de 2026.

Segundo o comunicado, os grupos são considerados “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, com atuação que ultrapassa fronteiras nacionais e influência sobre diversos mercados ilícitos na região. O texto destaca ainda ataques contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros.

Visões de Flávio Bolsonaro e de Lula

Lula e Flávio | Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado

A iniciativa ocorre logo depois da viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA. No país, manteve reuniões com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D Vance e o secretário Marco Rubio. De acordo com o The New York Times, Flávio e Eduardo Bolsonaro conversaram com o governo norte-americano no sentido de adotar a classificação.

Nos últimos meses, diplomatas brasileiros tentaram evitar a decisão dos EUA. O tema foi discutido entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Rubio, em razão de receio de que a medida represente ameaça à soberania do Brasil.

Apesar disso, Lula da Silva afirmou, depois de encontro com Trump na Casa Branca no início de maio, que os dois não abordaram o tema.

Com a nova classificação, o governo norte-americano pode adotar medidas como bloqueio de ativos, restrições migratórias e criminalização de qualquer apoio material aos grupos. Além disso, pode ampliar o uso de ferramentas de inteligência e operações do Departamento de D

Tarcísio celebra decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

Governador paulista afirma que medida amplia cooperação internacional contra o crime organizado

Isabela Jordão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, atribuiu a Flávio Bolsonaro a articulação com os EUA | Foto: Divulgação/Agência SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comemorou nesta quinta-feira, 28, a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. Segundo ele, a medida fortalece a cooperação internacional na área de segurança.

Em publicação no X, Tarcísio concordou que as facções atuam como grupos terroristas. “PCC e CV não são facções: são terroristas armados contra o povo brasileiro e com atuação além das nossas fronteiras”, escreveu.

O governador também declarou que as organizações criminosas desafiam o poder público ao controlar territórios e impor regras à população. “Quem domina territórios, impõe toque de recolher, mata inocentes e desafia o Estado pratica terror”, disse. “O Brasil não pode mais ser refém de bandido. Terrorista tem que estar atrás das grades, sem relativização.”
O secretário de Estado, Marco Rubio, e o presidente dos EUA, Donald Trump, participam de uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA (27/5/2026) | Foto: Reuters/Evan Vucci

Na mesma publicação, Tarcísio atribuiu a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o sucesso na concretização da medida com o governo norte-americano. “Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro pela articulação firme e necessária”, afirmou.

O governador também celebrou o anúncio dos EUA em declaração à emissora CNN. “É uma vitória no combate contra o crime organizado”, assentiu. “Abre as portas para uma importante cooperação internacional.”

Designação do PCC e CV como terroristas passa a valer em 5 de junho

A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas foi anunciada nesta quinta-feira pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A medida entra em vigor em 5 de junho.

Vista de carro incendiado por traficantes para tentar impedir o acesso de policiais no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 2025, durante a a megaoperação batizada de “Operação Contenção”, para combater a expansão territorial do Comando Vermelho | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

Em comunicado, o Departamento de Estado descreveu as facções como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e citou ataques dos grupos contra policiais, autoridades públicas e civis. O texto afirma ainda que as organizações possuem atuação transnacional.

“Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até dentro do nosso país”, declarou o governo norte-americano.

O anúncio também foi associado à política de segurança do presidente Donald Trump. Segundo Rubio, a administração republicana continuará utilizando instrumentos legais e administrativos para combater grupos ligados ao tráfico de drogas.
Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais

“O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional”, afirmou o secretário de Estado. “Mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos de receita que financiam narcoterroristas violentos.”

A decisão foi anunciada depois de uma série de encontros de Flávio Bolsonaro em Washington com integrantes do governo norte-americano. Na terça-feira, 26, o senador pediu diretamente a Trump que os EUA reconhecessem PCC e CV como organizações terroristas.

No dia seguinte, Flávio se reuniu com Rubio e com o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance.

Caiado e Zema endurecem discurso contra Lula depois de decisão dos EUA sobre facções

Ex-governadores cobraram o petista depois do anúncio norte-americano e o acusaram de defender integrantes do CV e do PCC em vez de combatê-los

Yasmin Alencar

Romeu Zema e Ronaldo Caiado são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Divulgação/Associação Brasileira dos Criadores de Zebu

A repercussão internacional sobre o Comando Vermelho e o PCC reacendeu críticas de Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) à condução da segurança pública pelo governo Lula (PT).

O anúncio do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificando as facções brasileiras como organizações terroristas, foi o ponto de partida para as declarações. Em vídeo publicado nas redes sociais, Caiado comparou a postura do presidente dos EUA Donald Trump, que adotou a medida, ao comportamento do governo Lula. “Infelizmente, Lula, você está aí desmoralizando o país e a população brasileira”, declarou. “Minha gente, chega de PT, chega de narcotráfico e chega da corrupção.”
Zema amplia críticas e questiona discurso governista

Romeu Zema, também em manifestação por vídeo, rebateu o discurso governista de defesa da soberania nacional, e argumentou que o verdadeiro risco ao Brasil parte das próprias facções. “Vejam que absurdo, o PT diz que tratar facção como terrorista ameaça a soberania do Brasil e que isso facilita uma interferência americana no Brasil”, declarou. “Quem ameaça a nossa soberania é justamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios do Brasil. Lá, quem manda são eles, e não o governo. Nossa soberania não está ameaçada, ela foi roubada e o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, ele só passa pano para bandido.”

Na publicação feita no X, Zema afirmou reconhecer o trabalho feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Reconheço o trabalho do Flávio por ter feito o que o Lula e o PT tentaram impedir”, destacou.

Escala 5x2 obrigatória aprovada pela Câmara é rara até em países desenvolvidos

Levantamento mostra que mesmo nações com jornadas menores, como França e Holanda, ainda permitem trabalho em 6 dias

Isabela Jordão

Amir Maluf, diretor de marketing da empresa, diz ainda que é preciso capacitar as pessoas que aceitam o emprego | Foto: Reprodução/Freepik | Foto: Reprodução/Freepik

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que extingue a escala 6×1 e estabelece dois dias obrigatórios de descanso semanal colocaria o Brasil em um modelo incomum até entre países desenvolvidos, segundo levantamento do economista Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre e colaborador do Centro de Liderança Pública (CLP).

A PEC aprovada nesta quarta-feira, 27, reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e determina, na prática, a adoção da escala 5×2. O texto segue agora para análise do Senado. Para entrar em vigor, precisará do apoio de ao menos 49 senadores em dois turnos de votação, antes da promulgação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O estudo elaborado por Duque analisou a legislação trabalhista de 21 países e concluiu que a obrigatoriedade de dois dias de folga por semana não é a regra predominante no exterior, mesmo em economias avançadas com cargas horárias menores que a brasileira. O levantamento foi divulgado primeiramente pelo jornal Folha de S.Paulo.

Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e dados do CLP

Na França, por exemplo, a jornada legal é de 35 horas semanais, mas o tempo pode ser distribuído ao longo de seis dias. Espanha, Holanda e África do Sul também possuem limites inferiores aos do Brasil sem impor, obrigatoriamente, uma escala 5×2.

Segundo o economista, as regras mais comuns em outros países exigem apenas um dia de descanso semanal ou um período mínimo de 36 horas consecutivas de folga. “O Brasil vai navegar em águas desconhecidas”, afirmou.

Prazo para adoção de nova escala também foi maior em outros países

O exemplo mais próximo de uma limitação à escala 6×1 é a Argentina. Ainda assim, a legislação argentina permite semanas com apenas um dia sem trabalho em determinadas circunstâncias.

Duque afirma que a mudança pode trazer vantagens e desvantagens para trabalhadores e empresas. Segundo ele, a ampliação do descanso semanal reduz a flexibilidade na distribuição das horas de trabalho ao longo da semana.
Votação da PEC do Fim da Escala 6×1 na Câmara dos Deputados | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Com uma jornada de 40 horas dividida em cinco dias, a média diária seria de oito horas de trabalho. Em um modelo distribuído em seis dias, a carga cairia para cerca de seis horas e 40 minutos por dia.

“As pessoas têm rotinas diferentes, nem todo mundo prefere jornadas de trabalho mais longas e mais dias de folga. Boa parte das mães precisa pegar o filho na escola, e a escala 6×1 [com 40 horas semanais] seria uma oportunidade para sair mais cedo do trabalho para fazer isso”, disse.

O pesquisador também observa que países que alteraram suas jornadas recentemente adotaram períodos maiores de transição. Colômbia e México, citados no levantamento, estabeleceram prazos entre dois e cinco anos para adaptação das empresas e dos trabalhadores.

Vaca mais cara do mundo é brasileira e foi vendida por R$ 21 milhões

Com “skincare”, segurança armada e genética milionária, Viatina-19 transformou o mercado

Por Iarla Queiroz
Viatina-19 FIV - Foto: Divulgação | Casa Branca Agropastoril

Ela tem quarto privativo, banho diário com xampu hipoalergênico, óleo de girassol nas orelhas e segurança 24 horas. Mas não se trata de uma celebridade de Hollywood. A protagonista dessa história é a Viatina-19 FIV Mara Móveis, uma vaca da raça Nelore criada no Brasil que entrou para a história ao ser avaliada em impressionantes R$ 21 milhões — tornando-se o bovino mais caro do mundo.

Criada no interior do país e atualmente vivendo em Uberaba, em Minas Gerais, a supervaca virou símbolo do poder da genética bovina brasileira e colocou o agronegócio nacional no topo do mercado mundial de reprodução animal.

A vaca brasileira que virou recordista mundial

Com cerca de 1.100 kg — praticamente o dobro do peso médio da raça Nelore —, a Viatina-19 chamou atenção não apenas pela aparência considerada “perfeita” pelos criadores, mas principalmente pela sua genética rara.

O valor milionário está diretamente ligado à capacidade de transmitir características desejadas para os descendentes, como musculatura, fertilidade, resistência e produção de carne nobre.

“Ela é o mais perto da perfeição que já se chegou”, afirmou a veterinária Lorrany Martins, filha de um dos proprietários da vaca e responsável pelos cuidados do animal.

A fama foi tanta que a Viatina passou a receber visitantes na fazenda e até outdoors foram instalados na estrada para anunciar a “supervaca” ao público.

Por que ela vale tanto?

Diferente do que muita gente imagina, o grande tesouro da Viatina-19 não é exatamente ela, mas sim os seus óvulos.

Os produtores realizam sessões de coleta para fertilização in vitro e produção de embriões que são implantados em outras vacas. A expectativa é multiplicar animais com a mesma genética milionária.

Cada oportunidade de coleta dos óvulos da Viatina custa, em média, R$ 1,2 milhão.

Além disso, os criadores valorizam uma combinação considerada rara:

fertilidade elevada;
ganho rápido de musculatura;
capacidade de produzir carne nobre;
docilidade;
beleza física;
aprumos perfeitos, ou seja, pernas resistentes e bem estruturadas.

A vaca também já gerou descendentes premiados em exposições importantes do setor pecuário.

Viatina-19 FIV - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Dona de luxo, rotina de rainha


A rotina da vaca mais cara do mundo parece saída de um reality sobre milionários.

A Viatina possui uma baia exclusiva onde dorme, se alimenta e passa parte do dia. O espaço é monitorado por câmeras e sensores de segurança que disparam alarmes em caso de movimentação suspeita.

Segundo os criadores, “nem sapo entra” no espaço onde ela vive.

A rotina inclui:

banho diário;
pelos aparados regularmente;
alimentação balanceada com capim especial;
óleo de girassol nas orelhas em dias de exposição;
acompanhamento veterinário constante.

Apesar do tratamento de luxo, os responsáveis garantem que a vaca é dócil e adora duas coisas: comer e tomar sol.

“Ela sabe que é uma celebridade”, brincou a criadora Lorrany Martins.

Leilões milionários e “pedaços” da vaca vendidos

O mercado da genética bovina funciona de forma diferente do imaginado pela maioria das pessoas.

Em vez de vender o animal inteiro, os criadores negociam porcentagens da vaca em leilões milionários. Isso porque o lucro futuro obtido com embriões e descendentes é dividido entre os coproprietários.

Em 2022, 50% da Viatina-19 foi vendido por milhões de reais. Já no ano seguinte, um novo leilão negociou 33% da vaca por cerca de R$ 7 milhões, consolidando o recorde mundial do animal.

Viatina-19 FIV - Foto: Reprodução / Redes Sociais

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