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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

'Lula pai do Tigrinho': Janja usa medalha de Nossa Senhora e camisa do Flamengo sem bet

 


O que é o Selo Ouro?

 

Ex-ministro da Educação, Haddad não responde sobre Selo Ouro: 'Não sei do que você está falando'

Candidato do PT foi surpreendido por pergunta de Tarcísio de Freitas sobre distinção criada pelo MEC

Fábio Matos


Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, admitiu que não sabia o que era o Selo Ouro do Ministério da Educação | Foto: Reprodução/YouTube

Titular do Ministério da Educação por sete anos, entre 2005 e 2012, nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), Fernando Haddad (PT) ficou sem responder a uma pergunta do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a respeito da área educacional, durante o debate promovido pela TV Globo na noite desta terça-feira, 29.

Haddad criticou o desempenho do Estado de São Paulo em indicadores educacionais e disse que o governo Tarcísio teve dificuldades em alfabetizar as crianças na idade certa. Prontamente, o candidato à reeleição pelo Republicanos rebateu as afirmações do petista.

“Se não está funcionando, por que fomos Selo Ouro do MEC neste ano? Crescemos ou não crescemos, melhoramos ou não melhoramos? Por que ganhamos o Selo Ouro, então?”, questionou Tarcísio.

Visivelmente surpreso e desconcertado, Haddad não soube responder. “Eu não sei do que você está falando”, afirmou o ex-ministro da Educação. “Ficou abaixo da média nacional.”

Tarcísio, então, insistiu: “Você não conhece o Selo Ouro do MEC?”, indagou. Haddad novamente não soube responder e voltou a criticar os números da gestão estadual na educação.

“Você falou que tem um programa de alfabetização de idade certa com os prefeitos, mas não está funcionando. São Paulo ficou abaixo da média nacional. O último dado divulgado é que 66% das crianças estão alfabetizadas na idade certa no Brasil e, em São Paulo, 61%”, disse o candidato do PT. “O que eu conheço são os indicadores oficiais que o Brasil inteiro conhece.”

O que é o Selo Ouro

O Selo Ouro ao qual Tarcísio se referiu é o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, do MEC. Segundo a própria pasta, trata-se de um “instrumento de reconhecimento institucional que evidencia o compromisso das Secretarias de Educação com a formulação, a implementação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à garantia da alfabetização das crianças”. É “mais do que uma distinção simbólica”, afirma o ministério.

O Selo foi instituído pelo Decreto nº 12.191, de 20 de setembro de 2024, no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). A Lei nº 15.247, de 2025, incorporou o Selo entre as estratégias nacionais de reconhecimento e compartilhamento de boas práticas, destinadas a valorizar os esforços das Secretarias de Educação na formulação e implementação de políticas, programas e estratégias voltadas à garantia do direito à alfabetização.​

A distinção tem o objetivo de garantir, até 2030, a alfabetização de todas as crianças do Brasil até o fim do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar aprendizagens de alunos do 3º, 4º e 5º anos que tenham defasagens. As metas definidas pelo MEC são anuais e há três categorias: ouro, prata e bronze.

Na edição de 2026, a pasta registrou as inscrições de 4.872 redes de ensino que aderiram ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Entre os inscritos, 97% conquistaram o selo: foram 2.285 Selos Ouro, 1.896 Selos Prata e 547 Selos Bronze.
Educação

Durante o debate da Globo, os dois candidatos travaram um duro embate quando o tema foi educação. Segundo Haddad, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade da educação básica no país, teve um resultado ruim para São Paulo. “O Ideb do ensino médio público paulista, que é de exclusiva responsabilidade do governo do Estado, é o pior da história”, apontou.

Tarcísio rebateu e mencionou outro indicador, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) – estudo internacional que mede o desempenho de alunos de 15 anos em leitura, matemática e ciências.

“Recentemente, saiu o dado do Pisa, e São Paulo deu um grande salto. Nós ficamos muito melhores do que os indicadores do Brasil. Estamos investindo muito na alfabetização na idade certa”, afirmou o candidato do Republicanos à reeleição.

Haddad, por sua vez, disse que foi “o prefeito que mais criou vaga de educação infantil na história de São Paulo”. “Foram 101 mil vagas de educação infantil entre creche e pré-escola”, salientou. “Nós vamos fazer uma reforma do ensino médio. Não podemos conviver com os indicadores atuais. Estamos cometendo um crime contra a juventude paulista”, completou.

Mendonça recua e libera post de Erika Hilton sobre Flávio Bolsonaro

Ministro entendeu que publicação não atribui ao candidato apoio ao projeto que retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil

Rachel Díaz


Deputado Erika Hilton (PSOL - SP) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou atrás em uma decisão e permitiu, na terça-feira 29, que a deputada Erika Hilton (Psol-SP) restabeleça uma publicação sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e um antigo projeto que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A proposta foi apresentada em 2007 pelo então deputado Victório Galli Filho e posteriormente arquivada. Na publicação, Erika relacionou o tema ao atual cenário eleitoral.

“Apesar de a proposta ser de 2007 e já ter sido arquivada, qualquer movimento que sugira que ela pode retornar ao debate público pelas mãos de Flávio Bolsonaro, que quer ser presidente do Brasil, ou pelas mãos de seus aliados políticos, precisa ser observado com cautela e atenção”, escreveu a deputada.

Ao rever a decisão, Mendonça entendeu que a postagem não apresenta como fato que Flávio pretenda retomar a proposta. Segundo o ministro, a referência ao candidato ocorre de forma condicional, como uma hipótese relacionada a uma eventual vitória nas eleições.

Mendonça mantém exclusão de publicações com fake news contra Flávio

Ministro André Mendonça participa da sessão da Segunda Turma do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Com isso, Mendonça determinou que o X restabeleça a publicação ou se abstenha de bloqueá-la. O ministro, contudo, manteve a determinação para retirada de publicações que afirmem que Flávio ou integrantes de sua família propuseram, apoiaram ou pretendem promover o fim do título de Padroeira do Brasil concedido a Nossa Senhora Aparecida.

A decisão de Mendonça abriu uma nova frente de tensão dentro do STF. O episódio gerou decisões conflitantes e discussões internas, e Kassio chegou a pedir providências ao presidente da Corte, Edson Fachin.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira, 30, o julgamento que vai analisar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça sobre publicações relacionadas ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

CASO MASTER: Gilmar Mendes pede a presidentes do STF e STJ pente-fino em precatórios


 

Condenado pelo STF, Bolsonaro pode votar nas eleições deste ano? Entenda

Com a condenação, o ex-presidente ficou com seus direitos políticos suspensos, o que o impede de votar ou ser votado em eleições

Fábio Matos


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu os direitos políticos e não poderá votar nas eleições de 2026 | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por uma suposta tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não poderá votar nas eleições gerais deste ano. O primeiro turno do pleito acontece no próximo domingo, 4.

Bolsonaro teve sua condenação transitada em julgado em novembro do ano passado. A partir de então, não houve mais espaço para recursos capazes de suspender os efeitos da decisão do STF. O ex-presidente cumpre a pena em regime domiciliar.

Com a condenação, Bolsonaro ficou com seus direitos políticos suspensos, o que o impede de votar ou ser votado em eleições. Na prática, portanto, o ex-presidente não poderá votar no filho, o senador Flávio Bolsonaro, escolhido por ele para ser o candidato do PL ao Palácio do Planalto – nem em qualquer outra pessoa para outro cargo.

Os direitos políticos suspensos decorrem da condenação criminal definitiva, contra a qual não cabem mais recursos. A suspensão fica em vigor enquanto durarem os efeitos da decisão judicial.

Situação de Daniel Vorcaro é diferente

A situação muda de figura para os presos provisórios, que ainda não têm condenação criminal transitada em julgado e podem recorrer. Para as eleições deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o direito de voto dessas pessoas, mesmo com uma mudança aprovada recentemente ter estipulado restrições ao alistamento eleitoral de presos provisoriamente.

De acordo com o entendimento do TSE, a nova regra não poderia ser aplicada já nas eleições de 2026 por causa do princípio constitucional da anualidade eleitoral – que impede mudanças a menos de um ano do pleito.

Dos mais de 700 mil presos no Brasil, cerca de 200 mil estão em prisão provisória. Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral instalou cabines de votação em alguns estabelecimentos penais para garantir o direito dos presos sem condenação definitiva.

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil tinha, no fim do ano passado, mais de 964,6 mil pessoas privadas de liberdade. Cerca de 25,7% eram presos provisórios.

É por essa razão que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e pivô da maior fraude financeira da história do país, pode, em tese, votar nas eleições do próximo domingo. Ele está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Ainda sem condenação criminal definitiva, Vorcaro mantém os direitos políticos – ou seja, pode votar nas eleições. Seu cadastro está regular na Justiça Eleitoral, e o seu local de votação foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Israel vê tentativa de ataque terrorista em voo desviado à Arábia Saudita

Autoridades dizem que copiloto esfaqueou comandante e tentou derrubar aeronave com 180 israelenses a bordo

Rachel Díaz


Boeing 737 da FlyDubai | Foto: Divulgação/FlyDubai

O governo de Israel avalia como uma possível tentativa de ataque terrorista o incidente envolvendo um voo da Flydubai que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv e precisou ser desviado para a Arábia Saudita nesta quarta-feira, 30.

Segundo duas autoridades israelenses ouvidas pela Reuters sob condição de anonimato, o copiloto teria esfaqueado o comandante e tentado derrubar a aeronave. Tripulantes conseguiram entrar na cabine e assumir o controle do avião. Durante o episódio, a aeronave perdeu cerca de 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos antes de se estabilizar.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, classificou o responsável pelo episódio como terrorista e afirmou que ele pretendia derrubar o avião e matar os israelenses que estavam a bordo.

Inicialmente, uma autoridade israelense havia informado à Reuters que os sinais de emergência foram emitidos depois que os dois pilotos entraram em confronto físico dentro da cabine.

O voo FZ1073 pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. A Flydubai confirmou que houve um “incidente” durante o trajeto, mas não detalhou o ocorrido. Passageiros e tripulantes foram localizados em segurança.

Durante a ocorrência, a aeronave chegou a transmitir códigos de emergência relacionados a uma situação geral de perigo e a uma possível tentativa de sequestro. Antes de surgirem as informações sobre a agressão na cabine, um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense havia afirmado que o caso não era tratado como sequestro.

Notícia em atualização.

Mendonça confirma voto que retira do ar posts sobre Nossa Senhora

Ministro do TSE foi o primeiro votar em julgamento no plenário virtual da corte sobre mensagens falsas nas redes

Fábio Matos


Ministro André Mendonça participa da sessão da Segunda Turma do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmou, em seu voto sobre o caso envolvendo as publicações falsas a respeito de uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro (PL) de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, a determinação de retirada do ar dessas postagens.

Mendonça foi o primeiro a votar nesta quarta-feira, 30, sobre o caso Nossa Senhora no julgamento em plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os demais ministros podem se manifestar até as 23h59.

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Presidente do TSE obriga TV Globo a incluir o candidato Romeu Zema no debate da próxima quinta-feira

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Divulgação Novo

Em decisão tomada nesta terça-feira (29), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o candidato Romeu Zema, do Novo, seja incluído no debate presidencial que será promovido pela TV Globo. Nunes Marques estendeu a sua decisão também a candidatos a governador do partido Novo.

No texto da sua decisão, o ministro Nunes Marques determinou que as emissoras responsáveis por debates fossem comunicadas com urgência sobre a decisão.

Além de beneficiar o presidenciável Romeu Zema, a medida assinada pelo presidente do TSE também alcança candidatos como André Marinho, que disputa o governo do Rio de Janeiro, e Kiko Caputo, candidato no Distrito Federal. Pela decisão, os postulantes poderão participar dos debates na TV Globo na noite desta terça.

Para o debate presidencial da próxima quinta (1º), a TV Globo havia chamado apenas o presidente Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o escritor Augusto Cury (Avante). Apenas o presidente Lula ainda não confirmou a sua presença.

Segundo a legislação eleitoral, a participação em debates é garantida a partidos que tenham no mínimo cinco parlamentares no Congresso Nacional. O Novo foi ao TSE afirmando que cumpre esse critério, já que conta com cinco deputados federais em exercício, sendo três deles eleitos pelo partido, enquanto dois se filiaram posteriormente.

Na sua ação no TSE, o Novo argumentou que a garantia de participação deve levar em conta a composição atual das bancadas, e não o número de deputados eleitos pela legenda no pleito anterior. Também pediu urgência considerando a proximidade de debates que serão realizados pela TV Globo nesta semana.

“Embora a legislação possa estabelecer critérios objetivos de representatividade para assegurar a participação, sua interpretação não deve restringir o espaço de confronto público entre candidaturas além do que decorre da própria lei”, disse Nunes Marques na decisão.

“O perigo da demora também está caracterizado. Os debates estão programados para os próximos dias, de modo que a ausência do requerente produziria efeito de difícil reversão caso a controvérsia somente fosse examinada após sua realização”, completou o presidente do TSE.

Romeu Zema recebeu a chance de comparecer ao debate enquanto, por outro lado, vem sendo pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro a desistir da candidatura presidencial. Flávio inclusive ligou para Zema nesta terça para sugerir a desistência e negociar o apoio a ele, com argumento de "fortalecimento da direita".

Carlos Viana denuncia Ivete por "showmício" após gesto favorável a Lula em show no Mineirinho

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD), afirmou que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).

Em seu relato, o candidato diz: “Acabo de denunciar a Ivete Sangalo no Tribunal Superior Eleitoral por ‘showmício’”. O evento questionado pelo senador foi o show da turnê “Clareou”, no Mineirinho, em Belo Horizonte, realizado no dia 19 de setembro. Na ocasião, a artista endossou um coro de apoiadores do presidente Lula e “fez o L”, símbolo da campanha do petista, durante o show.

Segundo Viana, “show com ingresso pago que virou comício, na minha opinião”. “Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição”.

“A lei das eleições proíbe ‘showmício’ e não tem exceção para lacrador, quem quer que seja. Levei o caso ao ministro André Mendonça, pedi a preservação dos vídeos, a apuração da combinação com campanha eleitoral e se confirmado multa de R$100 mil por show, se ela repetir”, afirma o senador.

Viana, que é vinculado à base bolsonarista em Minas Gerais, declarou ainda que “acabou a festa dos lacradores”. “A gente tem que parar com isso. A lei vale para todo mundo e nós não podemos aceitar que há um desequilíbrio. Quando é alguém da direita que quer se manifestar, perseguição total. Quando é a da esquerda, os intelectuais, os artistas aplaudem como se fosse legítima representação. Não é verdade. É showmício na minha opinião”, completa.

RELEMBRE O SHOW

O vídeo de Ivete Sangalo no Mineirinho viralizou no final de semana entre os dia 19 e 20 de setembro após registro da publicitária Mariana Boniolo durante o show da turnê “Clareou”. Nas imagens é possível notar que, na platéia, um grupo de fãs gritava: “Lula lá” e Ivete respondeu com o gesto.

O “faz o L”, se tornou um símbolo da campanha do petista. A menção ao candidato ocorreu a exatas duas semanas para a votação do primeiro turno das eleições nacionais e estaduais.

Filha de Renato Aragão vai à Justiça e cobra quase R$ 900 mil do pai

Juliana afirma ter emprestado R$ 950 mil ao humorista

Por Leilane Teixeira
Foto: Reprodução

A disputa judicial envolvendo Renato Aragão e a filha mais velha, Juliana Aragão, teve um novo desdobramento às vésperas de uma audiência que discutirá a cobrança de cerca de R$ 872,5 mil. Juliana pediu à Justiça autorização para participar do encontro de forma remota.

A audiência está marcada para 26 de outubro, na 43ª Vara Cível da Capital do Rio de Janeiro, e, inicialmente, deve ocorrer de forma presencial. Segundo informações divulgadas pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, Juliana atualmente mora em Santa Catarina e argumentou que viajar até o Rio, acompanhada dos advogados, provocaria gastos elevados.

O processo é resultado de uma negociação feita entre pai e filha em dezembro de 2018. Juliana afirma ter emprestado R$ 950 mil ao humorista. O dinheiro, segundo ela, era proveniente de uma herança recebida após a venda de um imóvel que pertencia à mãe, Martha Maria Rangel Aragão, que morreu de câncer em 2014.

Atualmente, a cobrança discutida no processo é de aproximadamente R$ 872,5 mil.

Renato já se pronunciou

Renato Aragão já se pronunciou sobre a disputa e negou ter dado um “calote” na filha. As versões apresentadas pelas partes seguem sendo discutidas judicialmente.

A expectativa inicial é de que o humorista participe da audiência acompanhado de um advogado. Conforme as informações divulgadas sobre o processo, caso não haja acordo ou uma das partes deixe de comparecer, Renato poderá ter prazo de 15 dias para apresentar defesa.

Enquanto isso, Juliana aguarda uma decisão sobre o pedido para acompanhar a audiência à distância.

Juliana é a filha mais velha de Renato Aragão e nasceu do relacionamento do humorista com Martha Maria Rangel Aragão. O artista também é pai de Paulo, Ricardo, Renato Junior e Livian Aragão.

Gigante do entretenimento demite centenas em nova onda de cortes

A Walt Disney enfrentou a terceira rodada de cortes somente neste ano; entenda crise

Por Carla Melo
A Walt Disney demitiu centenas de pessoas em uma nova onda de demissões da maior companhia de entretenimento do mundo - Foto: Divulgação

A Walt Disney demitiu centenas de funcionários de áreas estratégicas do setor, em uma nova onda maciça de cortes de custos. Foi o que informou uma revista americana nesta terça-feira, 29.

De acordo com a Variety, uma fonte familiarizada com o assunto, teria apontado que a maior parte das demissões aconteceram nos departamentos de recursos humanos e tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto em diferentes divisões.

Esta é a terceira rodada de demissões da Disney neste ano desde que Josh D'Amaro assumiu o cargo de CEO, em março. As demissões ocorrem após a empresa sinalizar que faria novos cortes de custos.

Cortes na Disney desde 2023

Em abril, a Disney cortou cerca de 1.000 postos de trabalho em diferentes áreas, incluindo marketing, estúdios, televisão, ESPN, produtos e tecnologia e funções corporativas. Em julho, houve uma nova rodada de cortes, com centenas de demissões em áreas corporativas e divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television.

Segundo a Variety, a maior parte dos cortes nos estúdios ocorreu na Pixar, enquanto a National Geographic concentrou a maior parte das demissões na área de televisão.

Em agosto, a empresa também ofereceu pacotes de aposentadoria antecipada a executivos com muitos anos de casa.

A Disney empregava cerca de 231 mil pessoas no fim do ano fiscal de 2025, sendo aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil fora do país, segundo dados da companhia citados pela Reuters.

Além deste ano, a companhia também passou por uma grande rodada de demissões em 2023, quando anunciou o corte de cerca de 7.000 empregos como parte de um plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos durante a gestão do então CEO Bob Iger.
O que explica tantas demissões na Disney?

Na divulgação dos resultados do trimestre encerrado em junho, D'Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston afirmaram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas, incluindo o quadro de funcionários e gastos administrativos.

Em carta aos acionistas, divulgada em 5 de agosto, os executivos disseram que a redução de custos tinha como objetivo liberar recursos para investimentos em áreas de crescimento. A Disney não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.

As demissões desta terça-feira, 29, foram divulgadas inicialmente pelo site especializado Deadline e posteriormente confirmadas pela Variety.

Idosa tem R$ 300 mil retirados de conta em banco e descobre empréstimo que não fez

Caso faz parte de uma investigação sobre um suposto esquema de desvios em uma agência bancária

Por Leilane Teixeira
Plano Brasil Soberano III - Foto: Agência Brasil/ José Cruz

Uma idosa de 78 anos descobriu que o dinheiro guardado ao longo da vida desapareceu de uma conta bancária em Miguelópolis, no interior de São Paulo. Segundo a família, cerca de R$ 300 mil foram retirados sem autorização. Além do prejuízo, a aposentada ainda enfrenta descontos mensais referentes a um empréstimo que afirma nunca ter contratado.

O caso faz parte de uma investigação da Polícia Civil sobre um suposto esquema de desvios em uma agência do Santander no município. Uma ex-funcionária do banco, Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, e o companheiro dela, o dentista Adilson Coelho de Paula, de 56, foram presos preventivamente na segunda-feira, 28.

A investigação apura desvios que ultrapassam R$ 2 milhões e teriam ocorrido entre 2024 e 2026. Conforme a polícia, entre as principais vítimas estão clientes idosos.

Família descobriu conta zerada

A situação da aposentada veio à tona em meio a um tratamento de saúde. Ela havia passado por um transplante de córnea e, depois do procedimento, familiares foram até a agência para retirar dinheiro. Ao consultar o extrato, descobriram que o saldo estava zerado.

“É dinheiro de uma vida”, lamentou uma sobrinha da idosa, que preferiu não ser identificada. Segundo ela, a tia mantinha a conta na mesma agência havia anos e costumava ser atendida exclusivamente por uma funcionária, em quem depositava confiança.

Ao analisar extratos referentes a 2024, 2025 e 2026, a família afirma ter identificado diversas operações que a aposentada não reconhece. Entre elas estavam retiradas de valores elevados e movimentações envolvendo aplicações financeiras.

A sobrinha relata que os saques começaram em 2024 e se tornaram mais frequentes no ano seguinte. Em determinado período, segundo ela, eram retirados R$ 5 mil por dia, de segunda a sexta-feira.

A família também afirma ter descoberto a existência de dois cartões emitidos em nome da aposentada que eram desconhecidos pelos parentes.

Empréstimo compromete aposentadoria

Além do desaparecimento das economias, os familiares encontraram um empréstimo que, segundo eles, não foi contratado pela idosa. São 36 parcelas de R$ 1.047, totalizando aproximadamente R$ 37,7 mil.

A aposentada já teria pago 11 parcelas e, conforme a família, os descontos continuam sendo feitos mesmo após a contestação. Com isso, restariam cerca de R$ 1 mil mensais da aposentadoria para que ela possa se manter.

A sobrinha afirma ainda que os parentes passaram a ajudar nas despesas da idosa, que necessita de medicamentos, exames e consultas.

Problema apareceu antes de cirurgia

Antes de descobrir que a conta estava sem dinheiro, a família já havia enfrentado dificuldades para movimentar os recursos. Para pagar o transplante de córnea, que custou R$ 11 mil, os parentes afirmam ter solicitado um cartão de débito.

Segundo a sobrinha, o pedido não foi atendido. A alternativa apresentada pela agência teria sido a retirada do valor em espécie. Com isso, a família diz ter transportado os R$ 11 mil em dinheiro até Ribeirão Preto, onde seria realizado o procedimento.
Investigação apura desvios milionários

Segundo a Polícia Civil, a apuração começou depois que clientes procuraram as autoridades para denunciar movimentações que não reconheciam.

A investigação aponta que Vanessa trabalhou por mais de 12 anos na agência e teria se aproveitado da relação de confiança estabelecida com correntistas para movimentar valores. O companheiro dela, segundo a polícia, teria recebido parte do dinheiro.

A decisão judicial que determinou as prisões cita suspeitas de saques indevidos, empréstimos fraudulentos, transferências sem autorização e resgates de investimentos. As vítimas seriam, em grande parte, pessoas com pouca familiaridade com aplicativos bancários.

O documento judicial menciona, entre outros casos:

uma idosa com prejuízo estimado em R$ 1,76 milhão;
um idoso sob curatela que teria perdido R$ 94,1 mil;
outra vítima com perdas superiores a R$ 240 mil.
os valores investigados ultrapassariam R$ 2,1 milhões.

A polícia também apura indícios de lavagem de dinheiro por meio da movimentação dos recursos entre diferentes contas e casas de jogos e apostas.

A defesa de Adilson afirmou à EPTV que ele desconhece as acusações e não possui envolvimento com irregularidades investigadas no caso. A defesa de Vanessa havia sido procurada, mas não tinha se manifestado.

O Santander também foi procurado para esclarecer os questionamentos relacionados ao empréstimo, ao eventual ressarcimento das vítimas e à demissão da ex-funcionária, mas não havia apresentado resposta.

TRE-BA recebe imprensa no Colégio Evaristo da Veiga para acompanhar preparação de local de votação

Atividade começa na sexta-feira (2/10), quando a Justiça Eleitoral baiana começa a receber os locais de votação das secretarias de educação


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) receberá a imprensa nesta sexta-feira (2/10), às 10h, no Colégio Estadual de Tempo Integral Evaristo da Veiga, localizado na Avenida Garibaldi. O objetivo é apresentar os preparativos nos locais de votação para o pleito.

A secretária da Corregedoria do TRE-BA, Maria do Socorro Carvalho, atenderá os veículos de comunicação no local para falar sobre a reta final da organização das eleições. O colégio concentra 6,4 mil eleitoras e eleitores, distribuídas(os) em 15 seções eleitorais.

A operação de preparação dos locais de votação segue também durante o sábado e o domingo (3 e 4/10), envolvendo também a distribuição das urnas eletrônicas para os locais de votação.

Os meios de comunicação interessados em acompanhar a atividade deverão solicitar credenciamento através do e-mail comunicacao@tre-ba.jus.br até o dia 30 de setembro às 10 horas.

Serviço

O quê: Acompanhamento da preparação do local de votação

Quando: Sexta-feira (2/10), às 10h

Onde: Colégio Estadual de Tempo Integral Evaristo da Veiga (Avenida Garibaldi, Salvador - BA)

Porta-voz: Maria do Socorro Carvalho, secretária da Corregedoria do TRE-BA


ASCOM / TRE-BA via tre-ba.jus.br

TRE-BA define no próximo sábado (3/10) urnas que passarão por Auditoria da Votação Eletrônica

Cerimônia de escolha ou sorteio dos equipamentos será realizada na Sala de Sessões do Tribunal e poderá ser acompanhada por entidades fiscalizadoras; Tribunal fará transmissão no YouTube


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realiza, no próximo sábado (3/10), às 7h, a cerimônia pública de escolha ou sorteio das seções eleitorais cujas urnas eletrônicas serão submetidas à Auditoria da Votação Eletrônica nas Eleições Gerais de 2026. O procedimento, que será transmitido pelo canal do TRE-BA no YouTube, ocorrerá na Sala de Sessões do Tribunal, em Salvador, e poderá ser acompanhado por representantes das entidades fiscalizadoras e pelo público.

Na Bahia, serão auditadas 43 urnas eletrônicas. Desse total, 33 serão submetidas ao Teste de Integridade e dez ao Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. A escolha ou sorteio que definirá as seções será conduzido pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do TRE-BA, presidida pela juíza Patrícia Cerqueira de Oliveira.

No dia 11 de setembro, o TRE-BA publicou o Edital nº 89/2026, de credenciamento de representantes de órgãos e entidades para acompanhar a escolha ou sorteio das seções eleitorais e os trabalhos da Auditoria da Votação Eletrônica.

O documento prevê a participação de representantes de partidos políticos, federações e coligações, OAB, Ministério Público, Defensoria Pública, Congresso Nacional, CGU, Polícia Federal, CNJ, CNMP e TCU, além da Sociedade Brasileira de Computação, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, universidades credenciadas junto ao TSE, Confederação Nacional da Indústria e entidades do Sistema S.

Cada entidade ou órgão fiscalizador pode indicar uma seção eleitoral cuja urna será auditada.

Como funciona a auditoria

Após serem escolhidas ou sorteadas, as 33 urnas destinadas ao Teste de Integridade serão imediatamente retiradas das respectivas seções eleitorais e encaminhadas para a sede do TRE-BA, em Salvador. Na capital, os equipamentos serão recebidos e preparados para a auditoria, que será realizada no domingo (4/10), na sede do TRE-BA.

O procedimento consiste em uma votação simultânea à oficial, realizada das 8h às 17h, com cédulas de papel e registro dos votos nas urnas eletrônicas selecionadas para a auditoria.

Ao final da votação, é emitido o Boletim de Urna, possibilitando a comparação entre os votos realizados e os resultados registrados pelo equipamento. Permitindo comprovar que o que é digitado na urna eletrônica é o que é registrado.

As urnas retiradas das seções eleitorais para a auditoria são substituídas por equipamentos de contingência, preparados pelos Cartórios Eleitorais para garantir o funcionamento normal da votação nos locais em que as urnas foram sorteadas.

As outras dez urnas escolhidas ou sorteadas para o Teste de Autenticidade dos Sistemas passam pelo procedimento de verificação dos sistemas eleitorais instalados no equipamento, com o objetivo de confirmar a autenticidade dos programas utilizados.

O procedimento ocorre antes da emissão da zerésima e do início da votação, na própria seção eleitoral, e conta com a participação do juiz eleitoral e das entidades fiscalizadoras.

Serviço

O quê: Cerimônia pública de escolha ou sorteio das seções eleitorais para a Auditoria da Votação Eletrônica
Quando: 3 de outubro, às 7h
Onde: Sala de Sessões do TRE-BA, em Salvador
Auditoria: 4 de outubro, das 7h às 17h

ASCOM / TRE-BA via tre-ba.jus.br
terça-feira, 29 de setembro de 2026

EUA e China reduzem tarifas e ampliam diálogo sobre IA

Acordo prevê tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em mercadorias de cada país

Victória Batalha


A reunião entre Trump e Xi terminou na sexta-feira 25, depois de três dias de encontros | Foto: Reprodução/X

Os Estados Unidos e a China chegaram a um entendimento para reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias de cada país e ampliar o diálogo sobre inteligência artificial (IA). O acordo foi anunciado depois da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington e do encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo a Casa Branca, as mudanças tarifárias abrangem produtos considerados não sensíveis. Entre as exportações norte-americanas estão produtos agrícolas, madeira e cosméticos. No sentido contrário, entram pequenos eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração.

“Os dois países chegaram a um consenso sobre recomendações para um tratamento tarifário mais favorável a US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis em cada direção”, informou a Casa Branca.

A reunião entre Trump e Xi terminou na sexta-feira 25, depois de três dias de encontros. O governo chinês informou que os dois países também concordaram em criar um conselho de comércio e ampliar os resultados de negociações anteriores realizadas em Kuala Lumpur.

Washington e Pequim ampliam diálogo sobre IA

Os governos também decidiram estabelecer um canal de comunicação para tratar de incidentes relacionados à inteligência artificial e manter discussões sobre os riscos e benefícios da tecnologia. A próxima rodada de negociações está prevista para novembro.

A Casa Branca informou que os líderes concordaram em utilizar o termo “superinteligência” nas discussões sobre a tecnologia. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Pequim considera positivo o uso da nova expressão por Washington.

Os dois países também concordaram em apoiar a realização de reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico e do G20. Trump e Xi planejam participar dos encontros organizados pelo outro país.

Na área de política externa, os governos informaram que os dois líderes concordaram que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Também houve concordância de que nenhum país ou entidade deve impor tarifas de trânsito em vias navegáveis internacionais.

O entendimento ocorre depois de Washington e Pequim prorrogarem por dois meses uma trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. A extensão abriu mais tempo para os dois governos trabalharem em um possível acordo comercial mais amplo.

‘Janja, você não é digna de vestir essa camisa’, dizem flamenguistas

Torcedores criticam mulher de Lula e afirmam que resposta virá nas urnas

Fábio Bouéri


Janja exibe a camisa do Flamengo durante evento nesta segunda-feira, em Brasília | Foto: Reprodução/X

As redes sociais reagiram rapidamente ao vídeo em que Janja da Silva apareceu nesta segunda-feira, 28, vestida com uma camisa do Flamengo. “Janja, você não é digna de vestir essa camisa. Vaza, PT!”, disseram inúmeros usuários da rede X.

A reação de parte da torcida flamenguista tem relação direta à decisão do presidente Lula da Silva de, por medida provisória, proibir o funcionamento das apostas esportivas no Brasil, lei que o próprio petista havia regulamentado no início do seu terceiro mandato para aumentar a arrecadação com impostos e outros tributos.

Janja tentou ‘silenciar’ Lula

O uso da camisa em um evento foi uma estratégia da campanha esquerdista de tentar amenizar uma eventual insatisfação da comunidade flamenguista, dona da maior torcida no futebol brasileiro.

Logo que soube da proibição das bets, o presidente do clube carioca criticou a decisão do governo e disse que a agremiação não terá como fechar as contas em 2027.

Em compromisso político na Grande São Paulo, Lula atacou clubes como Palmeiras, Corinthians e, principalmente, o Flamengo em razão dos valores recebidos dos patrocínios das casas de apostas esportivas. Ao percebero o tom do marido, Janja tentou interromper a fala de Lula.

Na internet, no entanto, mensagens no X e no Instagram pedem que flamenguistas não votem em Lula. O mesmo acontece com torcedores de outros clubes que podem ser prejudicados pela manobra de Lula que visa, segundo a oposição, a ganhar votos às vésperas do primeiro turno das eleições.

Anvisa investiga suspeitas de doença ocular ligada a canetas emagrecedoras

Agência recebeu 13 notificações envolvendo medicamentos como Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro

Victória Batalha


Desde 2018, o sistema de farmacovigilância da Anvisa reúne 24 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica | Foto: Divulgação/EMS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noia) em pacientes que utilizavam medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A doença é rara e pode provocar perda permanente da visão.

Os registros envolvem medicamentos como Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro, utilizados principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A Anvisa ressalta, porém, que a ocorrência da doença em pessoas que utilizavam esses medicamentos não comprova uma relação de causa e efeito. Todos os casos continuam sob investigação.

Anvisa acompanha notificações

A Noia afeta o nervo óptico, responsável por transmitir ao cérebro as informações captadas pelos olhos. A doença ocorre quando há redução do fluxo sanguíneo para pequenos vasos que irrigam o nervo, o que pode provocar a morte de parte das células nervosas. A alteração visual pode surgir de forma repentina e, em muitos casos, sem dor.

Segundo os registros de farmacovigilância da Anvisa, cinco notificações estão relacionadas ao Ozempic, três ao Wegovy FlexTouch, duas ao Rybelsus e uma ao Mounjaro. A agência ressalta que uma mesma notificação pode envolver mais de um medicamento.

Desde 2018, o sistema de farmacovigilância da Anvisa reúne 24 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica relacionadas a diferentes classes de medicamentos. Os 13 registros envolvendo agonistas de GLP-1 fazem parte desse total.

Uma pesquisa publicada na revista JAMA Ophthalmology, que analisou mais de 1,6 mil prontuários, encontrou associação entre o uso de semaglutida e um risco de Noia entre quatro e sete vezes maior em comparação com outros medicamentos. Os pesquisadores, contudo, apontaram limitações no estudo que impedem concluir que a semaglutida tenha provocado os casos.

A agência orienta que pacientes procurem atendimento médico imediatamente diante de perda repentina da visão | Foto: Reprodução/Freepik

A possibilidade de ocorrência da Noia já consta nas bulas de medicamentos à base de semaglutida. Em junho de 2025, a Anvisa determinou a inclusão da neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica como reação adversa muito rara nas bulas de Ozempic, Rybelsus e Wegovy.

A agência orienta que pacientes procurem atendimento médico imediatamente diante de perda repentina da visão, visão turva ou piora rápida da capacidade visual. A Anvisa também reforça a necessidade de acompanhamento profissional durante o tratamento.

Déficit nas contas externas do Brasil sobe para US$ 5 bilhões em agosto

Gastos com serviços e remessas ao exterior pesaram no resultado

Mateus Conte


Dados sobre déficit foram divulgados pelo Banco Central (BC) | Foto: Jcomp/Freepik

O Brasil registrou déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas com o exterior em agosto, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 28. No mesmo período de 2025, o saldo negativo havia sido de US$ 3,8 bilhões.

O resultado inclui o dinheiro que entra e sai do Brasil com a compra e a venda de produtos, a contratação de serviços e pagamentos como juros, lucros e dividendos. Nos 12 meses encerrados em agosto, o déficit chegou a US$ 63 bilhões, equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

O saldo negativo aumentou apesar do desempenho melhor do comércio exterior. O Brasil exportou US$ 33,3 bilhões em produtos e importou US$ 26,7 bilhões em agosto. Assim, vendeu ao exterior US$ 6,6 bilhões a mais do que comprou. No mesmo mês de 2025, essa diferença havia sido de US$ 5,3 bilhões.

As exportações cresceram 12,1% em um ano, enquanto as importações avançaram 9,4%. O ganho obtido com o comércio de produtos, porém, não foi suficiente para compensar outras saídas de recursos. No setor de serviços, os pagamentos superaram os recebimentos em US$ 5,3 bilhões. O déficit nessa área cresceu 28,2% em relação a agosto de 2025.

Entre as principais despesas estão transporte, com US$ 1,5 bilhão; telecomunicações, computação e informações, com US$ 1,3 bilhão; aluguel de equipamentos, com US$ 1,1 bilhão; e propriedade intelectual, com US$ 1 bilhão. As viagens internacionais também deixaram saldo negativo de US$ 1 bilhão.

Déficit foi levantado pelo Banco Central | Foto: Reprodução/Pxhere

Remessas de lucros e dividendos pressionam o déficit

Também pesaram nas contas externas os pagamentos de juros e as remessas de lucros e dividendos. Considerando também os valores recebidos pelo Brasil nessas operações, o saldo ficou negativo em US$ 7 bilhões em agosto. Um ano antes, o déficit havia sido de US$ 5,4 bilhões. Somente as despesas líquidas com lucros e dividendos chegaram a US$ 5,9 bilhões.

Ao mesmo tempo, entraram no Brasil US$ 7,4 bilhões líquidos em investimentos diretos. São recursos aplicados diretamente em empresas e outras atividades econômicas brasileiras. Nos 12 meses encerrados em agosto, esses investimentos somaram US$ 86,6 bilhões, equivalentes a 3,3% do PIB.

Houve saída de recursos, contudo, em outro tipo de investimento. As aplicações em ações, fundos e títulos tiveram retirada líquida de US$ 5,2 bilhões. As saídas de ações e fundos somaram US$ 6,5 bilhões, parcialmente compensadas pela entrada de US$ 1,3 bilhão em títulos brasileiros.

As reservas internacionais também cresceram. Esse estoque de recursos mantido pelo Brasil no exterior chegou a US$ 372,6 bilhões em agosto, US$ 2,9 bilhões a mais que no mês anterior. Segundo o BC, o aumento ocorreu principalmente pela valorização de outras moedas em relação ao dólar e pelos juros recebidos nas aplicações das reservas.

O BC também revisou dados divulgados anteriormente. O déficit das contas externas de 2025 passou de US$ 66,7 bilhões para US$ 67,4 bilhões. Já o saldo negativo acumulado de janeiro a julho de 2026 subiu, depois da revisão, de US$ 36 bilhões para US$ 38,5 bilhões.

'Lula faz o diabo para ficar no poder', diz Flávio sobre fake news de projeto para retirar padroeira

Senador afirma que a falsa notícia sobre Nossa Senhora Aparecida faz parte de uma estratégia de desinformação do PT

Isabela Jordão


Flávio Bolsonaro definiu como vergonha a disseminação do boato | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou nesta segunda-feira, 28, o Partido dos Trabalhadores (PT) de estar por trás da disseminação de notícias falsas envolvendo seu nome e Nossa Senhora Aparecida. Em publicação no X, o senador relacionou a controvérsia a uma estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para permanecer no poder.

“A maior fake news destas eleições foram fabricadas pela ‘Liga da Mentira do PT’”, escreveu Flávio. “A teia de mentira faz parte do plano de lula de fazer o ‘diabo’ pra ficar no poder. Ele só esqueceu que o plano de Deus ninguém muda!”

A publicação foi uma repercussão a um comentário da jornalista Roseann Kennedy, do jornal O Estado de S. Paulo, sobre o caso envolvendo a Padroeira do Brasil. Ela afirmou que a propagação das informações sobre Nossa Senhora Aparecida ocorreu em meio à preocupação da campanha petista com o desempenho de Lula entre eleitores católicos.

GloboNews reconhece erro em notícia sobre Nossa Senhora Aparecida

A controvérsia começou na quinta-feira 24, quando a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, afirmou que um grupo de evangélicos estaria articulando uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração também foi relacionada à candidatura de Flávio Bolsonaro.

A informação foi posteriormente corrigida pela emissora, que pediu desculpas pela divulgação. O projeto mencionado havia sido apresentado em 2007 e arquivado em 2008, sem relação com Flávio Bolsonaro. O senador negou ter apresentado ou apoiado qualquer proposta com esse objetivo.

Na última sexta-feira, 25, Flávio havia comentado a retratação da emissora. “GloboNews se retratando pela mentira de que haveria um ‘movimento’ para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil”, escreveu. “O projeto sequer existe!”

O episódio ganhou nova dimensão no domingo 27, quando o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, que havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet relacionada ao boato.

Promulgado em de 12 outubro de 1980, o feriado de Nossa Senhora Aparecida reconhece oficialmente a importância da santa para o povo brasileiro | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A publicação de Tabet não citava nominalmente Flávio Bolsonaro, mas fazia referência a uma chamada “família miliciana” e a um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida. Mendonça havia determinado a retirada do conteúdo e de outras publicações com a mesma associação.

Dino considerou que não havia elementos suficientes para estabelecer que a postagem fazia referência direta ao candidato. Segundo o ministro, a retirada do conteúdo poderia afetar tanto a liberdade de expressão quanto a liberdade religiosa.

A decisão determinou o restabelecimento da publicação de Tabet e de outros conteúdos retirados pelo mesmo fundamento. A campanha de Flávio criticou a medida e afirmou que o STF estaria liberando uma informação que considera falsa.

Fux ironiza Dino, relembra inquéritos e diz que STF não pode 'decidir por veicular fake news'

Ao anular decisão do colega, ministro perguntou se ‘faz sentido’ que o STF ‘determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa’. E ele mesmo respondeu: ‘Não!’

Yasmin Alencar


Os ministro Luiz Fux e Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Reprodução/Evaristo Sá/AFP

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou ironia ao suspender a decisão de seu colega Flávio Dino que havia restabelecido a circulação de publicações com informação falsa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em trecho destacado em negrito na própria decisão, Fux questionou se “faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa”. E ele mesmo respondeu: “Não!”

A pergunta retórica resume o núcleo da divergência entre os dois ministros. No sábado 26, Dino havia estendido os efeitos de uma decisão anterior sua para beneficiar uma pessoa que não era parte do processo original. Com isso, o magistrado cassou a ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mandara remover das redes publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A própria emissora que divulgou essa informação, a GloboNews, corrigiu a notícia publicamente horas depois de ir ao ar, pontuou Fux no documento.

Decisão do ministro Luiz Fux | Foto: Reprodução
Fux relembrou inquéritos do próprio STF

Para sustentar a suspensão, Fux recorreu à jurisprudência do próprio STF. Ele citou os inquéritos das Fake News (Inq 4.781) e das chamadas “milícias digitais” (Inq 4.874), nos quais a Corte autorizou medidas descritas na decisão como “das mais autoritárias”, incluindo coerção pessoal e patrimonial, para coibir a desinformação. Uma frase usada como referência naqueles inquéritos foi reproduzida por Fux: “Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da Democracia, das Instituições e da dignidade e honra alheias”.

O ministro fez questão de registrar que não está em jogo relativizar a liberdade de expressão, mas apontar uma contradição institucional. “Não se trata, aqui, de minimizar a liberdade de expressão, mas sim de combater o abuso do direito”, escreveu. Para ele, se o STF endureceu o discurso contra a desinformação em outros processos, não faria sentido que a própria Corte chancelasse agora o restabelecimento de conteúdo que a Justiça Eleitoral já havia reconhecido como falso, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial.

A decisão de Fux, tomada monocraticamente nesta segunda-feira, 28, ainda depende de referendo do Plenário do STF, que deve julgá-la na mesma sessão em que a Corte revisar o ato de Dino.

Flávio compara fake news sobre Nossa Senhora Aparecida a facada em Bolsonaro

Candidato do PL afirmou que nunca houve projeto para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil

Lucas Cheiddi


Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em ato de campanha no norte do Rio de Janeiro | Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), chamou de “mentirada” a informação falsa de que pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 28, durante entrevista ao podcast católico SantoFlow.

Flávio afirmou que nunca houve movimento ou projeto nesse sentido. Segundo o senador, a informação faz parte de uma “guerra espiritual” e teria colocado católicos e evangélicos em conflito durante a campanha eleitoral.

O candidato comparou a repercussão do caso com a facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha presidencial de 2018. Flávio disse considerar a disseminação da informação uma espécie de “facada” contra ele.

“Eu tenho convicção de que tentaram matar meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil em 2018”, afirmou. Na sequência, comparou o episódio de Juiz de Fora com a repercussão da fake news sobre Nossa Senhora.

Flávio defende respeito às religiões

A história oficial conta que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por pescadores no Rio Paraíba do Sul, no Estado de São Paulo | Foto: Daniel Silva Santos/Flickr

Durante a entrevista, o candidato afirmou que pretende governar respeitando diferentes crenças. Segundo ele, o Estado não deve interferir na religião das pessoas.

Evangélico, Flávio também levou ao estúdio uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e disse que pretende guardá-la “com o maior carinho”. Ele citou ainda a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), autora da lei que criou o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria, em 7 de outubro. O senador afirmou que ela terá “um papel importante” em um eventual governo.

O candidato também defendeu a manutenção da isenção tributária das igrejas. Segundo Flávio, o trabalho social realizado pelas instituições religiosas é “impagável”. Ele afirmou ainda que a fé pode contribuir para a recuperação de pessoas que cumprem pena.

Durante a conversa, o senador se emocionou ao falar sobre sua conversão ao evangelismo, em 2022. Flávio contou que foi batizado ao lado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e afirmou que sua vida mudou desde então.

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