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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CANDIDATO A VICE-PRESIDENTE DE FLÁVIO BOLSONARO, ALFREDO GASPAR , PEDE JUSTIÇA URGENTE

 


STF cobra provas de Soraya e Lindbergh contra Gaspar

Gilmar Mendes deu prazo de 15 dias para os parlamentares se manifestarem a respeito da acusação contra o candidato a vice-presidente pelo PL

Pâmela Zacarias

Lindbergh Farias e Soraya Thronicke durante coletiva de imprensa em que o deputado reafirmou a acusação contra Alfredo Gaspar | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentem informações e elementos de prova sobre a acusação de estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O parlamentar alagoano foi escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão, proferida nesta quinta-feira, 6, faz parte da análise da notícia-crime apresentada pelos dois parlamentares de esquerda à Polícia Federal (PF), em março deste ano.

Na representação, Soraya e Lindbergh afirmaram ter recebido documentos que relatariam o estupro de uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado e dado à luz um filho. Eles disseram, porém, que não apresentaram as provas para preservar a identidade da suposta vítima e da criança.

STF cobra informações adicionais

Na decisão, Gilmar Mendes determinou que a dupla de esquerda forneça informações que possam sustentar a representação. O ministro do STF também solicitou dados que permitam identificar os autores das mensagens anexadas ao processo e esclarecimentos sobre registros de ligações telefônicas mencionados nos autos.

O caso chegou ao STF depois que os parlamentares apresentaram a notícia-crime contra Alfredo Gaspar. O deputado nega as acusações e afirma que a denúncia tem motivação política.

Exame de DNA integra estratégia da defesa

Em 23 de abril, Alfredo Gaspar realizou um exame de DNA para antecipar a produção de provas. A coleta ocorreu por meio de dois swabs da mucosa oral, conforme divulgado por sua defesa.

Os advogados do alagoano afirmam que o resultado do teste genético poderá afastar a suspeita e pedem que o Supremo acelere a análise do material. Nesta semana, a defesa também solicitou que a Procuradoria-Geral da República adote providências para agilizar a conclusão do exame.

Acusação surgiu durante CPMI do INSS

A denúncia ganhou repercussão pública em março, durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Alfredo Gaspar foi o relator do colegiado.

Em uma discussão na CPMI do INSS, Lindbergh Farias interrompeu a leitura do relatório e chamou o deputado do PL de “estuprador”. Gaspar respondeu chamando o petista de “corrupto”.

O caso segue sob análise do STF. A manifestação de Soraya Thronicke e Lindbergh Farias servirá de base para a continuidade da apuração conduzida por Gilmar.

Com salário superior a R$ 40 mil, Erika Hilton declara patrimônio de R$ 15 mil

Deputada federal, que tentará a reeleição pelo Psol de São Paulo, havia declarado quase R$ 20 mil em total de bens em 2022

Victória Batalha
Pâmela Zacarias

Erika declarou aplicações em renda fixa, como CDB e RDB, além de R$ 13.602,14 depositados em conta corrente | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A deputada federal Erika Hilton (Psol) registrou sua candidatura à reeleição na Justiça Eleitoral com um patrimônio declarado de R$ 15.985,73. O valor representa uma redução de cerca de 20% em relação aos R$ 19.989,96 informados nas eleições de 2022.

A declaração de bens integra a documentação exigida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de candidaturas. Os dados são públicos e podem ser consultados no sistema DivulgaCand.
Erika Hilton (PSOL-SP) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Na prestação de contas deste ano, Erika declarou aplicações em renda fixa, como CDB e RDB, além de R$ 13.602,14 depositados em conta corrente. Em 2022, a parlamentar havia informado apenas R$ 4,51 em depósito bancário.

Atualmente, deputados federais recebem salário bruto de R$ 46.366,19, além de verbas indenizatórias e benefícios previstos em lei, entre eles o auxílio-moradia de R$ 25.518 para os parlamentares que atendem aos requisitos estabelecidos pela Câmara dos Deputados.

Patrimônio declarado contrasta com itens exibidos nas redes sociais

Embora tenha declarado patrimônio inferior a R$ 16 mil, Erika Hilton já apareceu em publicações nas redes sociais utilizando acessórios de grifes de luxo. Entre eles estão uma bolsa da Prada, avaliada em cerca de R$ 20 mil, e um par de calçados da mesma marca estimado em aproximadamente R$ 8 mil.

A declaração apresentada à Justiça Eleitoral, contudo, não detalha esses itens entre os bens informados pela deputada.

Em 2020, quando disputou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo, Erika Hilton não declarou patrimônio.

Parlamentar criticou divisão do fundo eleitoral

Em junho, Erika afirmou estar “chocada e decepcionada” com o Psol por causa da distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral. A deputada questionou os critérios adotados pela direção nacional da legenda para definir os repasses aos candidatos.

Segundo a parlamentar, a ex-deputada Manuela D’Ávila, candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, teria previsão de receber mais que o dobro dos recursos destinados à sua campanha.

Neste ano, o Psol terá acesso a R$ 131 milhões do Fundo Eleitoral para financiar candidaturas em todo o país.

Erika Hilton também registrou limite legal de gastos de R$ 3.176.653 para a campanha de primeiro turno.

PF indicia ex-presidente do INSS em novo inquérito sobre fraude bilionária

Relatório enviado ao STF inclui mais cinco investigados e concentra apuração em descontos associados à Contag

Victória Batalha

Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS | Foto: Reprodução/Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal concluiu um segundo inquérito sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório, encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicia seis pessoas, entre elas o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, que comandou a autarquia durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nova investigação concentra-se na atuação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), apontada pela Polícia Federal como a principal entidade beneficiada pelo esquema.
O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Além de Stefanutto, a Polícia Indiciou o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Ribeiro, o ex-diretor da autarquia André Fidelis, o ex-presidente da Contag Aristides Veras dos Santos, a ex-secretária-geral da entidade Thaisa Daiana e a ex-secretária Edjane Rodrigues Silva.

Segundo a PF, os investigados teriam praticado os crimes de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações.

Investigação amplia lista de indiciados

Este é o segundo relatório da Polícia Federal sobre as fraudes no INSS. No primeiro inquérito, a Polícia já havia indiciado Stefanutto ao lado de outras 47 pessoas.

As investigações apuram um esquema de descontos mensais aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas em favor de associações. De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo pode chegar a R$ 6,3 bilhões.

Com a conclusão da nova etapa da investigação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisará o relatório para decidir se apresentará denúncia ao Supremo ou se solicitará o arquivamento do caso.

Mega-Sena acumula; prêmio pode chegar a R$ 165 milhões

Concurso 3041: quase sete mil apostas acertam a quadra; quina tem 88 ganhadores

Fábio Bouéri


Dezenas sorteadas no concurso 3041 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3041 da Mega-Sena, realizado na noite desta quinta-feira, 6, em São Paulo. O prêmio estimado para quem acertasse todos os números era de R$ 147 milhões, mas, como não houve ganhador na faixa principal, o valor acumulou e o próximo concurso, segundo a Caixa Econômica Federal, pode pagar R$ 165 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 16 – 21 – 24 – 31 – 43 – 54.

 Mesmo sem vencedor do prêmio principal, 88 apostas acertaram cinco dezenas (quina) e cada uma receberá R$ 52.843,18. Outras 6.903 apostas acertaram quatro dezenas (quadra). Cada uma terá direito a R$ 1.110,41.

Mega-Sena: como apostar

A Mega-Sena permite apostas de 6 a 20 números entre as 60 dezenas disponíveis no volante. O bilhete simples, com seis números, custa R$ 6,00. Os jogos podem ser feitos até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país, pelo site oficial das Loterias Caixa ou pelo aplicativo. A probabilidade de acertar as seis dezenas com uma aposta simples é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Brasil prepara emissão de títulos públicos em moeda da China

Governo quer captar recursos diretamente no mercado asiático e ampliar a relação financeira entre os dois países

Fábio Bouéri

Moeda chinesa pode ganhar espaço no mercado brasileiro | Foto: Reprodução/Redes sociais

O governo brasileiro prepara para anunciar, ainda neste mês, a primeira emissão de títulos públicos em yuan, a moeda oficial da China. A operação, segundo agências internacionais, deve ser feita no mercado financeiro asiático e integra estratégia do Ministério da Fazenda para conseguir recursos de novos investidores.

Na prática, o governo venderá títulos da dívida para investidores da China e receberá dinheiro em yuan. Depois, pagará juros e devolverá o valor dentro do prazo combinado. Esse tipo de operação se assemelha ao funcionamento do Tesouro Direto, em que pessoas e empresas emprestam dinheiro ao governo e recebem uma remuneração por isso.

Brasil e China: o que muda na prática

Os títulos que o Brasil pretende emitir são conhecidos como Panda Bonds. Eles são emitidos por governos ou empresas estrangeiras diretamente no mercado financeiro da China e são negociados em yuan.

A operação ainda depende da aprovação das autoridades chinesas e das condições do mercado. O processo começou durante uma missão oficial do governo brasileiro à China, quando foram entregues os documentos necessários para dar início à emissão.

Segundo o governo, a medida busca reduzir parte da dependência do dólar nas operações internacionais e ampliar a presença do Brasil entre investidores asiáticos. A expectativa é que a primeira emissão seja de até 5 bilhões de yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 4 bilhões.

Especialistas avaliam que a operação pode fortalecer a relação econômica do Brasil com a China, seu principal parceiro comercial. Por outro lado, há expectativas sobre qual deve ser a leitura dos Estados Unidos ante mais um movimento brasileiro no sentido de supostamente querer enfraquecer a influência da moeda norte-americana.

Irã utiliza guerra e isolamento para aumentar a repressão interna

Professor da Universidade Hebraica de Jerusalém fala a Oeste sobre os problemas do regime, que tem executado manifestantes presos em janeiro

Eugenio Goussinsky

Irã reprimiu protestos antes do início da guerra em 2026 | Foto: Facebook/Iran Freedom

O governo do Irã aproveitou o ambiente de guerra e isolamento internacional para intensificar a repressão interna, segundo reportagem do The Jerusalem Post. Em julho de 2026, autoridades iranianas executaram dois homens condenados por acusações relacionadas aos protestos que tomaram o país em janeiro.

Os iranianos Abolfazl Sepahi Badjani e Amirhossein Safari Hosseinabadi foram enforcados em 28 de julho último na Praça Alikhani, em Isfahan. A execução ocorreu em um local público, depois da mobilização de forças de segurança durante a madrugada.

Quatro dias depois, Arvin Kheirkhahan, outro jovem preso durante os protestos, foi executado na prisão de Shahrud. Segundo relatos, sua família não recebeu aviso prévio e foi autorizada a retirar o corpo durante a madrugada, sob supervisão das autoridades.

As execuções ocorreram meses depois de uma onda de manifestações iniciada no fim de dezembro de 2025 e ampliada em janeiro de 2026. Os protestos levaram a milhares de prisões e foram seguidos por processos conduzidos pelos tribunais revolucionários iranianos.

Em fevereiro, teve início a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Com instalações bombardeadas e retaliações a outros países do Golfo, a repressão aos protestos deixou de ser o tema principal no noticiário internacional.

Nem por isso ela deixou de ocorrer. Agora isolado, como uma espécie de retaliação aos países do Ocidente, defensores de uma democracia, o governo iraniano tem praticado as execuções dos manifestantes presos naqueles protestos.

As perdas econômicas do país foram enormes. Combalido, o governo busca mostrar força à população, ao mesmo tempo em que, nesse clima de ameaça, pretende impor um regime de terror que evite novas manifestações e o colapso, pelas palavras do professor Danny Orbach, especialista em Oriente Médio pela Universidade Hebraica de Jerusalém.

“É importante distinguir a propaganda iraniana da real posição estratégica do Irã. O regime não entrou em colapso, mas a mera sobrevivência não deve ser confundida com sucesso”, afirma Orbach a Oeste.

“O Irã mantém capacidade de interromper a navegação pelo Estreito de Ormuz, mas sua economia enfrenta uma deterioração severa. O país acumulou perdas de pelo menos US$ 300 bilhões durante a guerra, com os custos que continuam a aumentar, enquanto grande parte do apoio financeiro prometido em seus memorandos de entendimento não se concretizou.”

Organizações de direitos humanos afirmam que dezenas de manifestantes permanecem condenados à morte. Até o fim de julho, com as três vítimas já citadas, pelo menos 26 pessoas haviam sido executadas por acusações ligadas aos protestos, segundo entidades que acompanham a situação no país.

Entre os crimes utilizados pelas autoridades para justificar as condenações estão acusações como “inimizade contra Deus” (moharebeh) e “corrupção na Terra” (efsad-e fel-arz), previstas na legislação iraniana. Casos que envolvem supostos ataques a instalações, danos ao patrimônio, bloqueios de vias e confrontos com forças de segurança foram enquadrados nessas categorias.

Crise acirra repressão do governo no Irã

O regime dos aiatolás, neste momento, também está ameaçado por problemas com a infraestrutura do país, acrescenta Orbach. “A crescente crise hídrica do Irã — Teerã teria chegado perto de uma evacuação de emergência durante a crise anterior — pode representar uma ameaça adicional à estabilidade do regime. O programa nuclear iraniano também sofreu uma degradação significativa.”

Grupos de direitos humanos denunciam que muitos processos ocorreram com restrições ao acesso de advogados, denúncias de tortura e uso de confissões obtidas sob coerção. As organizações também afirmam que julgamentos realizados pelos tribunais revolucionários frequentemente utilizam acusações amplas relacionadas à segurança nacional.

A repressão não se limitou às execuções. Jornalistas, ativistas, estudantes e integrantes de minorias também foram alvo de prisões e condenações após os protestos. No período posterior às manifestações, o governo iraniano ampliou medidas de controle interno, incluindo maior fiscalização de normas religiosas e ações contra estabelecimentos acusados de violar regras impostas pelo Estado.

As autoridades iranianas afirmam que os protestos foram influenciados por forças estrangeiras, especialmente EUA e Israel. Grupos opositores e organizações de direitos humanos, porém, consideram que as manifestações refletiram insatisfação interna relacionada à situação econômica, política e social do país.

Janja pede bloqueio do Discord; AGU aciona Justiça para suspender plataforma

Governo Lula atribui medida à investigação sobre morte de adolescente em transmissão ao vivo

Isabela Jordão

O Discord é uma plataforma de comunicação em tempo real para jogadores e comunidades on-line | Foto: Redes sociais/Reprodução

A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 6, o bloqueio do Discord no Brasil durante a cerimônia de sanção da lei que amplia as medidas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital.

Na mesma solenidade, o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressará na Justiça para pedir a responsabilização da plataforma e sua suspensão no país.

O posicionamento ocorre em meio às investigações sobre a morte de uma adolescente de 13 anos, que teria sido induzida à automutilação durante uma transmissão ao vivo realizada no Discord. O caso levou o Ministério da Justiça e Segurança Pública a deflagrar operações contra grupos suspeitos de incentivar práticas de violência na internet.

Em 2025, a Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito policial para investigar o Discord | Foto: Reprodução/Freepik

Durante o evento no Palácio do Planalto, Janja, que não ocupa posição oficial no governo, afirmou que o episódio não representa um fato isolado e cobrou providências contra a plataforma.

“Não posso aceitar uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo na internet no Discord e morrer. Não consigo admitir um país desse. Esse não é um caso isolado, são muitos e muitos casos. A gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar”, declarou.

Também presente à cerimônia, Jorge Messias disse que a AGU pretende ajuizar uma ação civil pública contra a empresa. Segundo ele, o Discord não cumpre adequadamente a legislação brasileira nem adota mecanismos suficientes para proteger crianças nem adolescentes.]]Jorge Messias, ministro da AGU | Foto: José Cruz/Agência Brasil

“Vou solicitar ao ministro da Justiça que encaminhe formalmente todas essas informações à AGU para que possamos manejar uma ação civil pública contra a plataforma, pedindo a imediata responsabilização e a retirada de sua utilização pela sociedade brasileira”, afirmou.

Caso a ação seja apresentada, caberá ao Poder Judiciário decidir sobre eventual responsabilização da empresa e sobre um possível bloqueio do serviço em território nacional.

Nova lei amplia poderes de investigação

A lei sancionada nesta quinta-feira tem origem no Projeto de Lei nº 3.066/2025, de autoria do deputado Osmar Terra (MDB-RS). O texto endurece as penas para crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes em meios digitais e amplia as hipóteses de infiltração policial no ambiente virtual.

Entre as mudanças, a legislação criminaliza a criação de imagens realistas de menores por meio de inteligência artificial, incluindo manipulações de rosto e voz. Também aumenta as punições para casos que envolvam deepfakes, perfis falsos, promessa de vantagens ou exploração de relações de confiança para aliciamento de vítimas.

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) é formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

Outra inovação é a tipificação do constrangimento de menores para obtenção de imagens íntimas. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a medida combate “a lógica da extorsão por meio ilícito e a ameaça da distribuição da imagem”.

A norma ainda autoriza a chamada ronda virtual legalizada, com varreduras automatizadas em ambientes digitais abertos, e permite a interrupção de transmissões em tempo real que envolvam abuso sexual infantil.

Na avaliação de Wellington, a legislação coloca o Brasil “entre as nações mais avançadas do mundo” no enfrentamento desse tipo de crime. O ministro acrescentou que as novas ferramentas buscam “preservar o uso legítimo e a privacidade na internet”.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Polícia investiga grupos criminosos no Discord

Em resposta ao caso da adolescente, o Ministério da Justiça, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e das Polícias Civis de oito Estados, realizou as operações Lívia e Rede Interrompida.

As ações tiveram como objetivo identificar e desarticular grupos suspeitos de incentivar violência, automutilação e outras práticas criminosas em plataformas digitais.

Desde março, o Discord passou a exigir confirmação de idade para usuários que desejam acessar conteúdos classificados como adultos ou alterar determinadas configurações de segurança. A verificação é realizada por reconhecimento facial ou mediante envio de documento de identificação.

'Quem votou nela?': oposição reage a pedido de Janja por bloqueio do Discord

Parlamentares questionam atuação da primeira-dama no debate sobre segurança pública

Isabela Jordão

Janja da Silva, em cerimônia do 'Dia da Memória da Covid' - 11/05/2026 | Foto: Reprodução/YouTube

A declaração da primeira-dama Janja Lula da Silva, nesta quinta-feira, 6, na qual pediu a retirada do Discord do ar repercutiu entre parlamentares e integrantes da oposição. Manifestações publicadas no X e concentraram críticas tanto à proposta de suspensão da plataforma quanto à participação de Janja no debate sobre políticas públicas.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o pedido de Janja ao esforço do governo Lula para combater o crime. “Nunca é pra bloquear celular em presídio, é sempre pra banir alguma rede social”, escreveu. “Mas excelente… vai pegar bem demais com o público jovem em eleição.”

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) questionou a legitimidade da atuação da primeira-dama e argumentou que a retirada do Discord não impediria a atuação de criminosos. Janja não tem cargo oficial no governo.

“Por que a primeira-dama está mandando tirar algo do ar? Quem votou nela?”, questionou. “Além desse absurdo, tirar a plataforma do ar apenas fará os criminosos trocarem de plataforma. Inacreditável que o nosso país fique refém de pessoas tão incompetentes.”

Janja usurpa competência e promove censura, diz oposição

O deputado estadual Rubinho Nunes (União Brasil-SP) afirmou que o governo deveria concentrar esforços no combate aos criminosos, em vez de discutir a suspensão da plataforma.

“Em vez de combater o criminoso e endurecer as penas, prefere derrubar o Discord no país inteiro”, publicou. “A esquerda não sabe combater a criminalidade, mas é especialista em censura. E o pior, colocam a Janja como porta-voz da segurança pública.”

Em nota publicada no perfil do partido Novo, a legenda também criticou a possibilidade de retirada da rede social do ar e defendeu a responsabilização individual de quem pratica crimes.

“Janja é a cara desse governo: gasta muito e quer censura. O Novo é contra a censura ou derrubada de redes sociais. Se há ilegalidades, quem infringe a lei deve ser investigado e punido. Ordenar a desativação de uma rede social é coisa de ditadura”, afirmou o partido.

Já o candidato à Presidência da República Renan Santos divulgou um vídeo em que contesta a proposta defendida por Janja. Ele destacou que crimes como pornografia, golpes e pedofilia também ocorrem em outras plataformas, razão pela qual considera inadequada a suspensão do Discord.

No vídeo publicado no X, Renan Santos fez referência à morte de uma adolescente de 13 anos durante sessão no Discord. “Esse é um caso muito grave, gravíssimo, tem que ser combatido e destruído. Entretanto, bizarrices como essa, golpes, pornografia, pedofilia, acontecem também em todas as redes sociais.”

Renan avalia que o foco do poder público deveria estar na responsabilização dos criminosos, e não na retirada da rede social do ar. Ele também criticou o governo Lula por não adotar medidas suficientes para combater o crime organizado e a exploração sexual de menores.

Na sequência, Renan sustentou que o Discord possui diversas finalidades legítimas, sendo utilizado por empresas, grupos de trabalho, programadores, jogadores e amigos para comunicação e colaboração. Segundo ele, a plataforma desempenha um papel relevante em projetos profissionais e no desenvolvimento de software, motivo pelo qual considerou desproporcional a proposta de suspensão do serviço.

O influenciador concluiu ao afirmar que Janja busca demonstrar influência política ao defender o fechamento da rede social. “Nada do que ela vem falando faz sentido. Ela apenas quer mostrar poder. Demonstrar pra todo mundo que ela manda, que ela é influente”, concluiu.

EUA enviam diplomata a evento do TSE depois de veto a vistos

O ministro Kassio Nunes Marques reunirá 40 embaixadores para defender a segurança das urnas eletrônicas

Erich Mafra

O ministro Kássio Nunes Marques durante sessão no STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Embaixada dos Estados Unidos confirmou a presença de um diplomata na reunião do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, no dia 17 de agosto. O ministro pretende apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas para cerca de 40 representantes estrangeiros.

O encontro ocorre um mês depois de o Itamaraty negar visto a dois enviados do governo norte-americano. O Ministério das Relações Exteriores barrou os oficiais do governo Donald Trump, sob a acusação de tentar espalhar dúvidas sobre as eleições brasileiras.

TSE defende as urnas depois de fala de Flávio

Nunes Marques tenta conter as dúvidas sobre o sistema eleitoral depois que Flávio Bolsonaro reuniu diplomatas para criticar as máquinas de votação. O pré-candidato do PL associou o modelo brasileiro ao sistema venezuelano, tese refutada pelo TSE.

“O objetivo é ampliar o conhecimento e reafirmar a permanência de um sistema que constitui patrimônio da democracia brasileira”, afirmou Nunes Marques no retorno do recesso judicial.

Ao menos 16 candidatos adotam 'Bolsonaro' como nome de urna

Partidos protocolaram mais de 8,2 mil pedidos de registro até esta quinta-feira, 6; prazo termina no dia 15

Lucas Cheiddi

Brasil, SP, São Paulo. 20/06/2019. O então presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), participa do maior evento evangélico do país, a Marcha Para Jesus, que chegou neste ano à sua 27ª edição. A caminhada começou na região da Luz, no centro da capital paulista, e seguiu até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), perto do Campo de Marte, na zona norte da cidade. - Crédito:Paulo Guereta/AGÊNCIA O DIA/AE/Código imagem:225561

Depois do encerramento do período para convenções partidárias, ocorrido na quarta-feira 5, mais de 8,2 mil pedidos de registro de candidatura foram protocolados até a noite desta quinta-feira, 6. Os partidos precisam finalizar o envio de todos os nomes até o dia 15. Em 2022, o total de solicitações ficou em pouco mais de 29 mil. Entre os registros já apresentados à Justiça Eleitoral, 16 candidatos optaram por utilizar “Bolsonaro” como nome de urna.

Desse total, 15 pertencem ao PL e um ao PP. Esse levantamento não leva em conta Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) nem Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama.

Quem realmente é da família Bolsonaro?
O vereador Jair Renan Bolsonaro | Foto: Reprodução/Instagram

Na relação de candidatos com o sobrenome Bolsonaro, apenas quatro realmente fazem parte da família. Um deles é o vereador Jair Renan Bolsonaro, de Balneário Camboriú, conhecido como “zero quatro”, que utiliza o próprio sobrenome como nome de urna. Rogéria Bolsonaro, ex-esposa de Jair Bolsonaro (PL-RJ) e mãe de seus três primeiros filhos, buscará uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.

O irmão de Rogéria, Renato, concorre ao cargo de deputado federal em São Paulo. Já Marcelo, primo do ex-presidente, e Valéria Bolsonaro, deputada estadual casada com um primo de segundo grau de Jair Bolsonaro, são candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo.

Estratégia eleitoral

Outros 11 candidatos adotaram “Bolsonaro” no nome de urna, como Helio Bolsonaro (PL-RR) para o Senado; Bruno Sheid Bolsonaro (PL-RO), senador; Jean Bolsonaro (PL-RJ), deputado federal; Renato Araújo do Bolsonaro (PL-RJ), deputado federal; Negona do Bolsonaro (PL-RJ), deputada federal; Thiago Neves – Enéas Bolsonaro (PL-SP), deputado federal; Joel Bolsonaro (PL-RS), deputado estadual; Capitão Mosart Bolsonaro (PL-SP), deputado estadual; Fabiana Bolsonaro (PL-SP), deputada estadual; Samanta Bolsonaro (PL-SP), deputada estadual; e Clodoaldo Bolsonaro (PL-SP), deputado estadual.

No PT, ainda sem o registro oficial de Lula, dois candidatos acrescentaram “de Lula” ao nome de urna no Rio Grande do Norte. Carlos Eduardo Xavier disputa o governo estadual como “Cadu de Lula” e Samanda Alves de Freitas busca o Senado sob o nome “Samanda de Lula”. Em São Paulo, o PL lançou para a Câmara dos Deputados o vereador Célio Morais, de Jaboticabal, apresentado como “Dr. Célio, Lula do bem”.

Flávio aponta isolamento criado por Lula e promete reatar com a Argentina

Pré-candidato do PL classificou crise diplomática como propaganda eleitoral e enviou apoio a Javier Milei

Erich Mafra

O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução/ X

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontou a degradação das relações diplomáticas com a Argentina como um movimento de isolamento do Brasil promovido por Lula. O pré-candidato à Presidência afirmou que o Planalto criou atritos desnecessários com parceiros históricos para fazer propaganda política.

O senador enviou um recado direto ao presidente argentino, Javier Milei, a quem definiu como “estimado amigo”. Flávio afirmou que o enfraquecimento da esquerda na América Latina motivou a reação do Executivo contra os países vizinhos. “A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não como adversários ideológicos”, declarou o parlamentar no X, fazendo referência às eleições deste ano.

Prejuízo para o setor produtivo

O parlamentar alertou que o atrito diplomático vai afetar diretamente agricultores, industriais e trabalhadores brasileiros que dependem do comércio exterior. Flávio destacou que o governo de Buenos Aires evitou aplicar retaliações ao Brasil e atribuiu a postura do Executivo a vaidades pessoais do presidente.

Leia a nota completa de Flávio Bolsonaro abaixo:

1. Repudio, com veemência, a decisão do governo de Lula de degradar as relações diplomáticas com a Argentina, nação irmã, nosso maior sócio comercial na América do Sul e amiga histórica do povo brasileiro. Romper com Buenos Aires não é um fato inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontadora, que em poucos meses fabricou crises com três países de nossa região — Estados Unidos, nosso maior sócio no continente, Paraguai, vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina. Nenhum governo da história recente conseguiu isolar tanto o Brasil em tão pouco tempo.

2. Mais uma vez, a retórica da “defesa da dignidade nacional” é utilizada como instrumento de propaganda. A soberania e o prestígio do Brasil não se protegem com bravatas eleitoralistas nem rupturas diplomáticas. Protegem-se com uma economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação — não com as vaidades do governante de turno. A escalada é unilateral: o próprio governo argentino já declarou que não tomará represálias.

3. A verdadeira razão dessa desesperação é evidente. O projeto do Foro de São Paulo está colapsando na América Latina. Os regimes que apadrinhou — sustentados pelo narcotráfico e pela repressão — trouxeram miséria, êxodo e violência a seus povos, e agora caem um a um. Lula assiste ao desmoronamento de seus aliados e reage rompendo com os vizinhos que escolheram a liberdade.

4. O preço dessa irresponsabilidade não será pago por quem a cometeu. Serão o produtor rural, o industrial, o exportador e o trabalhador brasileiro, que dependem dessas relações para produzir, vender e empregar — e que não participaram das decisões políticas que provocaram essa crise.

5. O próximo país a se libertar desse projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não como adversários ideológicos, e reconstruiremos as pontes com a Argentina, Paraguai, Estados Unidos e todas as nações livres do continente. Ao povo argentino, e em especial ao presidente

Javier Milei , meu estimado amigo, deixo uma mensagem: essa crise não é entre nossas nações — é obra de um governo em sua etapa final. Haverá paz e prosperidade para nossos povos.

Delegado da Polícia Civil é preso suspeito de extorquir garimpeiros no norte baiano

Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

Um delegado da Polícia Civil, identificado como José Marcelo Bezerra de Santana, foi preso na última quarta-feira (5) na cidade de Euclides da Cunha, situada no norte baiano. Ele é investigado por solicitar vantagens indevidas a garimpeiros que atuavam na região.

Segundo informações do G1 Bahia, o policial se tornou alvo das apurações em agosto de 2025, no âmbito da Operação "Ouro de Tolo". Ao longo do processo investigativo, os agentes constataram uma movimentação financeira atípica que alcançou a marca de R$ 12 milhões em suas contas bancárias.

Naquele período, a Justiça determinou o seu afastamento das funções públicas pelo prazo de 90 dias, além de suspender a posse e o porte de suas armas de fogo. Durante as buscas realizadas na época, os policiais apreenderam R$ 90 mil em dinheiro vivo na posse do suspeito.

O caso começou a ser apurado após a Corregedoria da Polícia Civil receber gravações de áudio em que o delegado exigia propina de garimpeiros que operavam nos municípios de Cansanção e Nordestina.

Os autos do inquérito também apontam indícios de manobras ilegais na unidade policial comandada por José Marcelo, indicando proximidade com grupos criminosos e traficantes de drogas locais, além de diálogos em aplicativos de mensagem onde ele orientava um advogado a fraudar documentos para liberar quantias apreendidas.

Flávio Bolsonaro diz que tentou ter vice mulher e que Alfredo Gaspar foi escolhido em cima da hora

Por Carolina Linhares | Folhapress
Foto: Divulgação / Vittor Sales

O presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou, durante sua live semanal feita nesta quinta-feira (6), que tentou ter uma candidata a vice mulher e que a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para o posto aconteceu em cima da hora.

"Todo mundo sabe da minha tentativa de buscar uma mulher, não apenas por ser mulher, mas uma pessoa qualificada para estar junto com a gente na composição dessa chapa, de outros partidos. [...] Só os caciques que infelizmente resolveram ir por um outro caminho. Para a gente, era importante a questão do tempo de televisão, das inserções", disse Flávio.

O senador não mencionou nomes, mas as principais cotadas como vice eram a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a economista Daniella Marques (Republicanos). Essas chapas foram inviabilizadas porque as cúpulas do PP e do Republicanos decidiram que seus partidos ficariam neutros na eleição presidencial, portanto sem formar coligação com o PL.

Flávio, então, teve que formar uma chapa pura do PL. Na live, ele não explicou, porém, por que não escolheu uma vice mulher do PL --Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Priscila Costa (PL-CE) chegaram a ser consultadas. A ex-primeira-dama não topou, mas a parlamentar do Ceará, sim.

Ao lado do seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), Flávio disse apenas que as mulheres de outros partidos que se dispuseram a ser suas vices seguem apoiando ele.

"Todas estão com a gente. [...] Quer dizer, os quadros mais qualificados de todos os partidos estão caminhando conosco", afirmou.

Flávio também riu de uma fala do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, feita durante o anúncio de que Gaspar seria o vice, em um evento do PL nesta quarta-feira (5). Na ocasião, Valdemar afirmou que o deputado havia sido escolhido havia seis meses. A definição do vice ocorreu, na verdade, menos de 24 horas antes.

"Eu não entendi, o Valdemar falou na hora lá 'estamos aqui há seis meses guardando esse nome'. Pô, presidente, não foi isso", disse Flávio ao desmentir Valdemar. "Realmente foi em cima da hora que o Marinho teve essa ideia. Eu achei a ideia fantástica", completou.

Flávio elogiou seu vice, ressaltando que ele soma na segurança pública e no combate à corrupção, que são os temas que o senador pretende enfatizar com a sua escolha de chapa. "É alguém que tenho certeza de que o PT se tremeu", disse.

Nesse momento, Marinho emendou: "É Lulinha na veia". A campanha de Flávio quer usar Gaspar para explorar as suspeitas contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, consideradas o principal ponto fraco de Lula (PT) nesta eleição. O filho do presidente é alvo de investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de tráfico de influência.

Colisão entre carro e caminhão no Sul da Bahia deixa mãe e filho mortos

Foto: Reprodução / Giro em Ipiaú

Uma mulher e o filho dela morreram após uma colisão entre o carro onde estavam e um caminhão. O acidente ocorreu nesta quinta-feira (6) em um trecho da BA-262, entre Santa Cruz da Vitória e Floresta Azul, no Sul da Bahia.

Segundo o Giro em Ipiaú, parceiro do Bahia Notícias, as vítimas foram identificadas como Fábio Nunes Santana, de idade não informada, e Derci do Nascimento Nunes, de 70 anos. Os dois estavam em um Fiat Siena e haviam saído de Santa Cruz da Vitória com destino a Itabuna, na mesma região, onde Derci receberia atendimento médico.

De acordo com informações preliminares, pouco depois de iniciar a viagem, Fábio perdeu o controle da direção do veículo. O Fiat Siena rodou na pista e colidiu contra a parte frontal do caminhão.

Com o impacto, mãe e filho ficaram presos às ferragens e morreram ainda no local do acidente. As circunstâncias que levaram à perda de controle do veículo devem ser investigadas.

Justiça bloqueia repasse de direitos autorais aos herdeiros de João Gilberto; entenda decisão

Foto: TV Globo

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido dos filhos do músico baiano João Gilberto de sacar, de forma imediata, os valores de direitos autorais acumulados após a morte do artista, ícone da música brasileira.

As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo'.

De acordo com a publicação, a decisão da 18ª Câmara de Direito Privado manteve determinação da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões da Capital que mandou depositar esse dinheiro em conta judicial até a conclusão da partilha dos bens.

Os filhos do cantor, Luísa Carolina Faissol, Isabel Gilberto e João Marcelo Weinert, entraram na Justiça alegando que os rendimentos gerados pelas obras do pai após o seu falecimento não deveriam ser considerados parte do espólio para pagamento de dívidas.

A defesa dos herdeiros pontuou que, pelo o fato do valor ter sido gerado após a morte de João Gilberto, eles teriam direito ao recebimento direto das quantias para sua própria subsistência.

No entanto, o colegiado concluiu que, embora a herança passe aos herdeiros no momento da morte, os bens permanecem indivisos (em um "bloco único") até a partilha final.

Para o tribunal, a liberação antecipada poderia prejudicar a futura divisão dos bens e o pagamento de eventuais credores.

Com isso, os valores provenientes de direitos autorais e contratos conexos continuam sob controle judicial até que todos os credores sejam pagos e os quinhões de cada herdeiro sejam devidamente definidos.

Depoimento de Jaques Wagner sobre caso Master é desmarcado na PF; saiba mais

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O depoimento que seria prestado pelo senador Jaques Wagner na Polícia Federal nesta sexta-feira (7) foi desmarcado. O petista iria prestar esclarecimentos na corporação sobre as investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.

Essa é a segunda vez que uma ação para apurar detalhes do caso é cancelada. O ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima, também teve o depoimento desmarcado no começo desta semana. O ato serviria para saber esclarecimentos sobre a relação entre Wagner e Lima.

Segundo o G1, a defesa do ex-governador da Bahia alegou que pediu o adiamento porque a ainda não teve acesso, "por problemas técnicos (todos documentados), ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês".

"O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor", apontaram os advogados de Wagner.

O senador foi intimado pela primeira vez em 21 de julho. A operação em que ele foi alvo investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o banco de Vorcaro.

Alex Escobar é submetido a cirurgia para retirada de tumor após passar mal em cobertura da Globo

Foto: TV Globo

O jornalista Alex Escobar foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor na região do tórax. Toda situação acontece pouco mais de um mês após o apresentador ter sido afastado da cobertura da Copa do Mundo da Globo por ter passado mal durante um ao vivo.

De acordo com a emissora, Escobar deu entrada na Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio de Janeiro para a remoção do tumor, de aparência benigna, retirado do timo, glândula do tórax responsável pela maturação de células de defesa do organismo.

"A expectativa é que, com a retirada do tumor, os principais sintomas da miastenia sejam totalmente controlados", afirmou a equipe.

Ainda de acordo com a nota enviada pela emissora, Escobar passa bem após a cirurgia. O jornalista está de férias da emissora, desta forma, segue se recuperando fora das telas. Segundo a Globo, o período de férias de Escobar já estava programado antes da Copa do Mundo.

"Escobar está de férias, programadas desde antes da Copa do Mundo. O apresentador está bem e fez exercícios físicos com frequência nas semanas anteriores à cirurgia."

🗞️PANCADARIA E CONFUSÃO GENERALIZADA TOMAM CONTA DE LANCHONETE NA ORLA DE JUAZEIRO-BA


Uma briga envolvendo clientes de uma lanchonete localizada na Orla de Juazeiro-BA foi registrada por câmeras de segurança e ganhou grande repercussão nas redes sociais.

As imagens mostram que uma discussão rapidamente saiu do controle e terminou em uma confusão generalizada. Durante o tumulto, há empurrões, agressões e muita correria dentro do estabelecimento. Em determinado momento, um dos funcionários chega a pegar uma cadeira, mas é contido por pessoas que estavam no local antes que a situação se agravasse.

Ainda não há informações oficiais sobre o que motivou o desentendimento. Diversas versões circulam nas redes sociais, porém nenhuma delas foi confirmada pelas autoridades ou pelos envolvidos.

Blog Águias do Valle
quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PGR denuncia Oswaldo Eustáquio por associação criminosa

Acusação enviada ao STF relaciona publicações em redes sociais e participação no 8 de janeiro

Fábio Bouéri

O jornalista Oswaldo Eustáquio | Foto: Reprodução/Instagram

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o jornalista Oswaldo Eustáquio pelo crime de associação criminosa.

A acusação foi protocolada nesta quarta-feira, 5, e está relacionada à participação de Eustáquio em manifestações realizadas depois das eleições presidenciais de 2022, além de publicações feitas por ele nas redes sociais.

PGR: atuação coordenada

Segundo a PGR, Eustáquio teria atuado de forma coordenada com outras pessoas em mobilizações contrárias à posse de Lula. O caso tramita sob segredo de Justiça e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

De acordo com a denúncia, Eustáquio utilizou suas redes sociais para divulgar conteúdos relacionados às manifestações e participou de protestos realizados em frente a quartéis do Exército. A PGR afirma que esses elementos caracterizariam o crime de associação criminosa.

A apresentação da denúncia, no entanto, não significa condenação. Caberá agora ao Supremo Tribunal Federal decidir se recebe ou não a acusação. Caso a denúncia seja aceita, Eustáquio passará à condição de réu e responderá a uma ação penal perante a Corte.

Oswaldo Eustáquio deixou o Brasil em 2023 e atualmente vive na Espanha. Ele é considerado foragido pela Justiça brasileira. Em 2024, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou um pedido de extradição às autoridades espanholas, mas a solicitação foi rejeitada pela Justiça da Espanha.

Na decisão, os magistrados espanhóis entenderam que havia elementos suficientes para considerar que o caso possuía motivação política., razão pela qual recusaram a entrega do jornalista ao Brasil. A defesa de Eustáquio classificou a denúncia da PGR como “estúpida, patética e inconstitucional”, segundo o site Uol.

Presidente do Irã relata dificuldade de contato com líder supremo

Masoud Pezeshkian afirma que comunicação com Mojtaba Khamenei está limitada enquanto governo mantém discurso de normalidade

Victória Batalha

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian | Foto: Reprodução/X/@iranin_arabic

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira, 5, que enfrenta dificuldades para se comunicar com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei. A declaração ocorreu durante entrevista exibida pela televisão estatal iraniana.

Segundo Pezeshkian, a interação com Khamenei está “muito difícil”. O comentário reforça as dúvidas sobre a atuação pública do líder supremo, que não aparece oficialmente desde que assumiu o cargo.
Mojtaba Khamenei, filho do defunto líder supremo, Ali Khamenei, eleito como seu sucessor | Foto: Reprodução/Tehran Times

Mojtaba Khamenei sucedeu o pai, Ali Khamenei, morto nos primeiros ataques lançados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. De acordo com o Ministério da Saúde iraniano, o atual líder sofreu ferimentos no rosto, na cabeça e nas pernas durante a ofensiva, mas o governo afirma que as lesões foram superficiais e não exigiram tratamento especial.

Apesar disso, autoridades iranianas sustentam que Khamenei continua em boas condições de saúde e acompanha as negociações para encerrar o conflito. O governo também atribui aos adversários do país os rumores sobre uma suposta incapacidade do líder supremo.

Trump afirma que Irã procurou negociação

Mojtaba Khamenei foi escolhido pela Assembleia de Peritos, órgão formado por 88 clérigos responsáveis pela escolha do líder supremo do Irã. Conhecido por atuar nos bastidores, ele mantém influência sobre a Guarda Revolucionária Islâmica e sobre a milícia Basij.

Na última segunda-feira, 3, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a liderança iraniana procurou Washington para negociar o fim do conflito.

Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou os dirigentes iranianos como “incrivelmente dúbios”. Segundo ele, representantes de Teerã solicitaram uma reunião e chegaram a “implorar” pela retomada das conversas. O governo iraniano, por sua vez, nega a existência de negociações.

No mesmo dia, Trump declarou que suspendeu novos ataques contra o Irã porque autoridades iranianas demonstraram interesse em um acordo. Segundo o presidente norte-americano, representantes do país pediram que a ofensiva fosse interrompida para permitir a continuidade das tratativas.

Ancine abre processo contra produtora do filme Dark Horse

Agência investiga supostas irregularidades em obra sobre Jair Bolsonaro; empresa pode ser multada em até R$ 100 mil

Fábio Bouéri

Ancine abre processo, e produtora nega qualquer tipo de irregularidade | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) abriu um processo administrativo contra a Go Up Entertainment, produtora de filme Dark Horse, filme de ficção inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi adotada para apurar supostas irregularidades durante as gravações da produção em território brasileiro.

Segundo a Ancine, a obra foi enquadrada como produto audiovisual estrangeiro e, por isso, deveria ter sido comunicada previamente à agência antes do início das filmagens no Brasil. A comunicação, de acordo com o órgão, não foi realizada, o que motivou a abertura do processo administrativo.

O que a Ancine investiga

A legislação brasileira determina que produções audiovisuais estrangeiras realizadas no país devem informar previamente a Ancine sobre o início das gravações e apresentar documentos, como contrato de produção, cronograma de filmagens e informações sobre profissionais estrangeiros envolvidos no projeto.

Em nota, a agência afirmou que tentou obter esclarecimentos da Go Up Entertainment em duas ocasiões, mas não recebeu resposta da empresa. Diante da ausência de manifestação, foi lavrado um auto de infração e aberto prazo para que a produtora apresente sua defesa e eventuais recursos.

Caso a irregularidade seja confirmada ao final do processo, a multa pode variar de R$ 2 mil a R$ 100 mil. A Ancine ressaltou que o procedimento ainda está em andamento e que não há, neste momento, uma conclusão sobre o mérito da investigação.

Dark Horse é falado em inglês, dirigido, escrito e estrelado por profissionais norte-americanos. O ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus em A Paixão de Cristo, faz o papel de Jair Bolsonaro. A Go Up Entertainment tem sede na Califórnia, nos Estados Unidos, mas também está registrada como agente econômico na Ancine desde julho de 2025, com endereço em São Paulo.

A abertura do processo não impede automaticamente o lançamento do filme no Brasil. A distribuidora Europa Filmes protocolou, em junho, um pedido de Registro de Obra Estrangeira (ROE), documento necessário para a exploração comercial da produção no mercado brasileiro.

A produtora negou irregularidades e afirmou que poderá apresentar sua defesa no processo administrativo dentro do prazo previsto pela legislação. A Ancine informou que os resultados da apuração serão divulgados depois da conclusão do procedimento, que segue sob responsabilidade da Superintendência de Fiscalização e Combate à Pirataria.

Lulinha vive em 'condições precárias' na Espanha, diz vice do PT

Washington Quaquá afirma que filho mais velho de Lula não usou a posição do pai para enriquecer

Mateus Conte

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube/CNN Brasil

O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vive em “condições precárias” na Espanha e negou que o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha usado a posição do pai para enriquecer. As declarações foram dadas em entrevista ao portal Poder360 nesta quarta-feira, 5.

Quaquá declarou conhecer Lulinha e disse que sua situação financeira contraria as suspeitas. “Conheço bem o Fábio Lula, é um cara que vive hoje em condições espartanas, em condições precárias inclusive, na Espanha”, afirmou.

Ainda segundo Quaquá, “o Fábio Lula é um cara que vive em condições médias do brasileiro e que não é um cara rico, que não se utilizou do fato de ser filho do presidente da República para enriquecer”.
Vice-presidente do PT, Washington Quaquá, foi prefeito de Maricá por dois mandatos | Foto: PT

Lulinha e o impacto político das investigações

Em seguida, acrescentou: “O que vai ficar dessa história toda é que vai provar que ele não tem Ferrari, que ele não é sócio da JBS, que ele vive em condições de classe média e que não é um cara rico”, declarou. Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal relacionados à suspeita de tráfico de influência.

Durante a entrevista, o dirigente petista reconheceu que as investigações podem repercutir na disputa eleitoral. “Ruído sempre cria, porque, infelizmente, a política brasileira é feita na antessala das delegacias”, declarou.

Na mesma entrevista, Quaquá também saiu em defesa de Marcos Rogério de Souza, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Ao comentar os R$ 249 mil recebidos da empresária Roberta Luchsinger, ele afirmou: “Não vejo nenhuma ilicitude você pegar um empréstimo com uma pessoa que você conhece e pagar esse empréstimo”. Segundo o dirigente, é necessário respeitar “a presunção da inocência”.

Ex-catador de latinhas e fenômeno nas redes será candidato ao Senado pelo Podemos em SP

A deputada federal Renata Abreu, presidente da sigla, diz a Oeste que o perfil de Geraldo Rufino se encaixa ao do partido

Eugenio Goussinsky

Geraldo Rufino ganhou visibilidade com palestras | Foto: Facebook/Geraldo Rufino

O nome do candidato ao Senado pelo Podemos, em São Paulo, Geraldo Rufino, de 67 anos, foi formalizado na convenção do partido no domingo 2. Mesmo sem experiência em algum cargo político, a ideia é que ele se baseie em sua própria trajetória para tentar ser eleito.

O perfil do candidato, segundo a presidente do partido, deputada federal Renata Abreu, se encaixa ao discurso do Podemos, de se definir como um partido que não prima pela ideologia, mas pelas causas.

“Acho que a nossa grande essência, primeiro, é formação de líderes, estamos investindo muito em quadros orgânicos [lideranças formadas no partido]”, afirmou Renata a Oeste. “Temos apostado em dar oportunidades, cada um que vem para cá tem sonhos de ser senador, governador, presidente da República. O Podemos é um partido que ousa nisso.”

A esperança da candidatura está na popularidade que Geraldo adquiriu, nas redes sociais, em função de sua trajetória. Ele nasceu em Campos Altos (MG), em 1958, dentro de uma família de agricultores. Ainda criança, foi obrigado a se mudar para São Paulo com os familiares depois de uma geada arruinar a produção.

Na Favela do Sapé, onde cresceu, teve de trabalhar desde os 8 anos. Foi, entre outros, catador de latinhas, antes de conseguir um emprego formal. Mas o salto na carreira veio por acaso. Criou, com os irmãos, uma empresa de transporte de cargas.

Aos poucos, eles montaram uma frota de caminhões. Um acidente comprometeu grande parte dos veículos. Sem seguro para cobrir os prejuízos, eles começaram a vender as peças separadamente, como uma maneira de levantar dinheiro.

Tentativas do candidato do Podemos

Geraldo percebeu o potencial do mercado de componentes reaproveitáveis. A empresa, de nome JR Diesel, então, ampliou os serviços de desmontagem veicular, para reciclagem automotiva e venda de peças seminovas para caminhões e veículos pesados. Realizado financeiramente, ele começou a atrair a atenção com sua história e passou a fazer palestras sobre temas como superação e empreendedorismo.

Aos poucos, Geraldo, por meio de seu estilo comunicativo, virou uma espécie de influencer, com frases de estímulo que ganharam grande visibilidade nas redes sociais, a ponto de ele se tornar um Top Voice no LinkedIn. O título é dado aos que passaram a ser referências digitais de destaque na plataforma.

“Ele é um candidato conectado, de fato, com o público”, diz Renata. “A escolha do Geraldo levou em conta que ele veio de baixo e ele se conecta ao mesmo tempo com todos os segmentos, da classe A à D. Então ele tem uma grande conexão, ele leva uma mensagem que é muito a essência do Podemos.”

Esta será a segunda tentativa de Geraldo na política. Na primeira, em 2018, ele não foi eleito deputado federal, tendo recebido cerca de 45 mil votos.

Vorcaro troca defesa para tentar fechar delação premiada

O ex-banqueiro, preso duas vezes desde novembro do ano passado, está atualmente detido em Brasília desde março

Yasmin Alencar

O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília | Foto: Reprodução/X

Depois de duas tentativas sem sucesso para firmar um acordo de colaboração premiada, Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, aposta em uma nova estratégia de defesa, ao contratar o escritório Bialski Advogados Associados para negociar com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O reforço jurídico, integrado pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine e André Bialski, passa a atuar em conjunto com Sérgio Leonardo, único defensor que permaneceu desde a deflagração da Operação Compliance Zero em 2025. A informação foi divulgada pelo portal g1.

Vorcaro, preso duas vezes desde novembro do ano passado, está atualmente detido em Brasília desde março. Ele já trocou de equipe de defesa em duas ocasiões e, no início do caso, contou com advogados renomados, como Pierpaolo Bottini, Roberto Podval, Walfrido Warde e Sérgio Leonardo.

Prisão, investigação e mudança de relatoria

Em novembro, Vorcaro foi preso ao tentar sair do país em um jato particular, mas acabou solto no mesmo mês pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Posteriormente, a investigação foi remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF), depois que sua defesa apontou possível envolvimento de autoridade com foro privilegiado, já que uma pasta com o nome de um deputado foi achada durante buscas em seu endereço.

O processo ficou sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, mas ele deixou a relatoria depois de a Polícia Federal relatar ao STF diversas menções a seu nome encontradas no celular de Vorcaro. O caso foi então transferido ao ministro André Mendonça, que decretou nova prisão em março, além de determinar a detenção do pai, do cunhado e de um primo do ex-banqueiro, todos suspeitos de integrar o esquema de fraudes financeiras.

Negociações frustradas e tentativas de colaboração premiada

Diante da segunda prisão, Vorcaro alterou sua linha de defesa, dispensou três escritórios e tentou negociar colaboração com o criminalista José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca. A oferta, entretanto, foi recusada tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria-Geral da República, o que levou o advogado a deixar o caso.

Na sequência, Sérgio Leonardo tentou submeter nova proposta de acordo, ao apresentar fatos e detalhes adicionais. No entanto, autoridades consideraram o material insuficiente, pois já possuíam vasto conteúdo obtido nas dez fases da Operação Compliance Zero, principalmente nos celulares de Vorcaro e de outros empresários.

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