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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Quaest no Paraná: Flávio Bolsonaro tem 42%, e Lula tem 24% das intenções de voto no estado

Levantamento traz também quatro cenários de 2º turno — Lula perde em dois e vence em dois. Veja os números.

Por Redação g1, g1 — Curitiba

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) mostra Flávio Bolsonaro liderando as intenções de voto à Presidência no Paraná com 42%, contra 24% de Lula.

O levantamento da Genial Investimentos ouviu 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

O levantamento também apresenta 4 cenários de 2º turno.

Senador Flávio Bolsonaro e Presidente Lula — Foto: Raul Spinassé e Ricardo Stuckert/Divulgação

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) mostra as intenções de voto para a eleição presidencial no Paraná.

No cenário estimulado, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no estado no primeiro turno, com 42%, contra 24% de Lula (PT).

Veja os números:

Flávio Bolsonaro (PL): 42%;
Lula (PT): 24%;
Augusto Cury (Avante): 2%;
Renan Santos (Missão): 2%;
Romeu Zema (Novo): 2%;
Ronaldo Caiado (PSD): 2%;
Samara Martins (UP): 2%;
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
Edmilson Costa (PCB): 0%;
Leonardo Avalanche (PRTB): 0%;
Hertz Dias (PSTU): 0%
Indecisos: 14%;
Branco/nulo/não vai votar: 9%

Cenários de 2º turno (estimulada)

O levantamento traz também quatro cenários de 2º turno.

Lula x Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 28%
Indecisos: 8%
Branco/nulo/não vai votar: 14%

Lula x Caiado

Ronaldo Caiado (PSD): 33%;
Lula (PT): 29%;
Indecisos: 12%;
Branco/nulo/não vai votar: 26%.

Lula x Zema

Romeu Zema (Novo): 32%;
Lula (PT): 30%;
Indecisos: 11%;
Branco/nulo/não vai votar: 27%.

Lula x Renan Santos

Lula (PT): 30%;
Renan Santos (Missão): 27%;
Indecisos: 11%;
Branco/nulo/não vai votar: 32%.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.104 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 25 de julho.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01656/2026

Aprovação do governo Lula no Paraná

Aprovam: 36%;
Desaprovam: 60%;
Não sabe/não respondeu: 4%.

Avaliação do governo Lula no Paraná

Positiva: 25%;
Regular: 25%;
Negativa: 49%;
Não sabe/não respondeu: 1%.

Segundo os paranaenses, Lula merece um novo mandato?

Sim, merece: 27%
Não merece: 70%
Não sabe/não respondeu: 3%

Petróleo desaba com pausa momentânea na guerra do Oriente Médio

O Irã anunciou uma pausa em seus bombardeios de retaliação contra aliados dos Estados Unidos, que também concordou em parar os ataques

Por Bruno Andrade Apesar do cessar-fogo assinado em abril e ao protocolo de acordo de junho para avançar para uma paz duradoura, os dois países retomaram as hostilidades nas últimas duas semanas (Isabel Mateos Hinojosa/Bloomberg via/Getty Images)

Os preços do petróleo recuam nesta segunda-feira, 27, após uma pausa momentânea nos ataques entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 7h40, o petróleo brent cotado na Bolsa de Londres desabava 6,75%, aos 85,50 dólares.

Irã e Estados Unidos suspenderam seus ataques e deram um fôlego à navegação e à indústria do petróleo no Golfo, enquanto o presidente americano, Donald Trump, dá “um pouco de margem” à via diplomática com Teerã, disse seu embaixador na ONU neste domingo, 26.

O Irã anunciou uma pausa em seus bombardeios de retaliação contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio após passar a terceira noite consecutiva sem bombardeios.

Trump está “dando algum espaço aos diálogos, está lhes dando um pouco de margem”, afirmou o embaixador americano na ONU, Mike Waltz, que advertiu que seu país segue “pronto” para atacar o Irã e que foram mobilizados mais recursos na região.


Apesar do cessar-fogo assinado em abril e ao protocolo de acordo de junho para avançar para uma paz duradoura, os dois países retomaram as hostilidades nas últimas duas semanas devido às tensões em torno do estratégico Estreito de Ormuz, crucial para o comércio de hidrocarbonetos.

Embora na sexta-feira o presidente americano não tenha descartado ataques de maior envergadura contra o Irã, uma calma relativa se instalou na região após quase duas semanas de confrontos.

“Nas duas últimas noites, os americanos detiveram seus ataques. Como nossa estratégia está baseada essencialmente na resposta, também interrompemos nossas operações”, afirmou o porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia.

Mas se os americanos “insistirem em continuar com a guerra, particularmente com ataques aéreos”, o conflito “se estenderá ainda mais”, acrescentou Akraminia.

Esta pausa nos ataques reacendeu a esperança de uma retomada das negociações entre Washington e Teerã, paralisadas pelos combates no Estreito de Ormuz.

Aberto depois da assinatura de um protocolo de acordo, em junho, que previa um ciclo de negociações de paz de 60 dias, o Irã voltou a fechar o estreito após a retomada das hostilidades.

Nas últimas 24 horas, seis navios que tentaram cruzar esta passagem marítima foram detidos, reportou a TV estatal iraniana. Diante de todos esse fatores, a commodity recua forte nesta segunda-feira.

O que diz a nova pesquisa Genial/Quaest sobre as chances de Sergio Moro no Paraná

Levantamento publicado nesta segunda-feira aponta liderança do senador contra todos os adversários de direita e esquerda

Por Redação VEJA
O senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná em 2026 (Beto Barata/PL/Divulgação)

O senador Sergio Moro (PL) lidera a disputa pelo governo do Paraná com até 21 pontos de vantagem no primeiro turno. A nova pesquisa Genial/Quaest no estado foi publicada nesta segunda-feira, 27.

Conforme o levantamento, em três cenários simulados, Sergio Moro oscila de 39% a 40% das intenções de voto na primeira rodada da eleição. O deputado estadual Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar em duas sondagens, variando de 19% a 24% do eleitorado, e empata em uma terceira hipótese com o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB).

Governador — Paraná — 1º turno (cenário 1)

Sergio Moro (PL): 39%
Requião Filho (PDT): 18%
Rafael Greca (MDB): 12%
Sandro Alex (PSD): 7%
Luiz França (Missão): 1%
Tony Garcia (DC): 1%
Indecisos: 15%
Branco/Nulo/Não vai votar: 7%

Governador — Paraná — 1º turno (cenário 2)



Sergio Moro (PL): 39%
Requião Filho (PDT): 19%
Rafael Greca (MDB): 12%
Sandro Alex (PSD): 8%
Luiz França (Missão): 1%
Indecisos: 15%
Branco/Nulo/Não vai votar: 6%

Governador — Paraná — 1º turno (cenário 3)

Sergio Moro (PL): 40%
Requião Filho (PDT): 24%
Sandro Alex (PSD): 9%
Luiz França (Missão): 2%
Indecisos: 16%
Branco/Nulo/Não vai votar: 9%

Já no segundo turno, Moro tem ampla vantagem e derrotaria os três principais rivais no estado: Requião Filho, Rafael Greca e o ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD) — este último é o nome apoiado como sucessor pelo governador Ratinho Júnior (PSD).

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 1)

Sergio Moro (PL): 48%
Requião Filho (PDT): 29%
Indecisos: 13%
Branco/Nulo/Não vai votar: 10%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 2)

Sergio Moro (PL): 47%
Rafael Greca (MDB): 25%
Indecisos: 15%
Branco/Nulo/Não vai votar: 13%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 3)

Sergio Moro (PL): 50%
Sandro Alex (PSD): 18%
Indecisos: 18%
Branco/Nulo/Não vai votar: 14%

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

Nas hipóteses de confronto direto sem Sergio Moro, Requião Filho e Rafael Greca empatam entre si, e Sandro Alex perderia para ambos os rivais. Em todos os cenários sem o ex-juiz da Lava Jato, a soma de eleitores sem voto declarado (brancos, nulos e indecisos) supera as pontuações dos candidatos.

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 4)

Requião Filho (PDT): 32%
Rafael Greca (MDB): 33%
Indecisos: 18%
Branco/Nulo/Não vai votar: 17%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 5)

Requião Filho (PDT): 37%
Sandro Alex (PSD): 20%
Indecisos: 20%
Branco/Nulo/Não vai votar: 23%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 6)

Rafael Greca (MDB): 36%
Sandro Alex (PSD): 18%
Indecisos: 22%
Branco/Nulo/Não vai votar: 24%

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.104 eleitores em 59 municípios do Paraná entre os dias 21 e 25 de julho de 2026. A margem de erro é estimada em 3 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código PR-04818/2026.

A reação dos EUA após governo Lula negar vistos a dois funcionários de Trump

Itamaraty viu visita de membros do Departamento de Estado americano como manobra para lançar dúvidas sobre integridade do sistema eleitoral

Por Redação VEJA
 O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/MANDEL NGAN/AFP)

O Ministério das Relações Exteriores negou vistos de entrada a dois funcionários de alto escalão do Departamento de Estado americano, chefiado pelo republicano Marco Rubio. A informação foi publicada pelo jornal The Washington Post e confirmada por VEJA no domingo 26.

Os funcionários afetados são Riley M. Barnes e Samuel D. Samson. Ambos viriam com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou, porém, que a manobra visava lançar dúvidas sobre a lisura do sistema eleitoral.

Em resposta, a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que a viagem tivesse o objetivo de interferir na eleição presidencial. Ao portal UOL, o Departamento de Estado alegou que seria uma “visita rotineira”.



“Qualquer insinuação de que a visita seria uma artimanha para prejudicar as eleições de uma nação democrática é uma mentira infundada”, acrescentou a nota.

Barnes e Samson solicitaram a autorização na última segunda-feira 20, um dia antes do candidato Flávio Bolsonaro (PL) participar de um evento com embaixadores em Brasília, onde atacou as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Barnes é subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado americano e integra, desde abril, a função de Coordenador Especial dos Estados Unidos para Assuntos Tibetanos. Também atua como “embaixador itinerante para a liberdade religiosa internacional”. Na vida acadêmica, Barnes possui bacharel em Ciência Política e é mestre em Relações Internacionais e Serviço Público.

Já Samuel Samson, subsecretário adjunto do Departamento de Estado, tem a função de defender os direitos naturais americanos, além de preservar o desenvolvimento de políticas que preservem “o interesse e o patrimônio civilizatório” dos Estados Unidos e do Ocidente. Ele coordena ainda iniciativas de alcance regional e projetos estratégicos voltados à implementação da agenda America First (“América em Primeiro Lugar”), principal diretriz da política externa do presidente Trump.

Mega-Sena acumula e próximo sorteio pode pagar R$ 78 milhões

Apesar de ninguém ter acertado todas as seis dezenas, 92 apostas conquistaram cinco acertos; veja números

Lucas Cheiddi

Mega-Sena acumula na faixa principal | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O sorteio da Mega-Sena realizado neste domingo, 26, em São Paulo, terminou sem ganhador do prêmio principal. Com isso, o valor acumulou e a expectativa é de que o próximo concurso, na terça-feira 28, pague R$ 78 milhões.

Os números extraídos na ocasião foram: 05, 12, 21, 33, 43 e 50.

Apesar de ninguém ter acertado todas as seis dezenas, 92 apostas conquistaram cinco acertos, levando R$ 28.109,78 cada. Além disso, mais de 7,2 mil apostas acertaram quatro números, com prêmio individual de R$ 586,92.

Como participar dos sorteios da Mega-Sena

Pessoa marca números em cartela da Mega-Sena | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Para participar, o interessado pode fazer uma aposta simples por R$ 6, escolhendo de seis a 20 dezenas, entre 60 disponíveis. O registro pode ocorrer presencialmente, nas casas lotéricas, ou pelos canais digitais das Loterias Caixa. A chance de acertar as seis dezenas em uma aposta simples é de uma em mais de 50,6 milhões, segundo a Caixa.

Jogos realizados pelo site do banco exigem valor mínimo de R$ 30, seja para uma ou múltiplas apostas. Quem optar por um bilhete com sete números deve pagar R$ 35. O prazo para registrar apostas é até as 20h do dia do sorteio.

Câncer contagioso é descoberto pela primeira vez em peixes

Pesquisadores identificaram o caso no lago Memphremagog, lozalizado entre os Estados Unidos e o Canadá

Lucas Cheiddi
Câncer identificado em espécie de bagre | Foto: Reprodução/Nature

Uma descoberta inédita no lago Memphremagog, localizado entre os Estados Unidos e o Canadá, chamou a atenção da comunidade científica. Pela primeira vez, pesquisadores identificaram um câncer contagioso entre peixes, especificamente bagres da espécie Ameiurus nebulosus.

A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de Vermont, foi publicada na revista Nature na quarta-feira 22. Ela revelou que as células do melanoma se transferem de um animal para outro, fenômeno antes restrito a poucos grupos de animais.

Diferente de infecções provocadas por vírus, como o HPV em humanos, este tipo de câncer envolve a mesma célula tumoral migrando entre hospedeiros, mantendo o DNA original e agindo mais como um parasita. Esse comportamento nunca foi registrado em seres humanos, sendo até então observado apenas em cães, diabos-da-tasmânia e moluscos bivalves.

O caso começou a ser investigado depois de uma contagem feita entre 2014 e 2017, que apontou manchas pretas em até 37% dos bagres do lago.

O bagre, que vive em ambientes escuros e sem escamas, apresentava lesões que não podiam ser explicadas apenas por fatores ambientais ou exposição solar. O lago, que fornece água para mais de 175 mil pessoas, já havia enfrentado problemas de poluição depois da tempestade tropical Irene em 2011. Isso levou os pesquisadores a suspeitarem inicialmente da água contaminada como causa.

Genética revela origem comum do câncer

Lago Memphremagog, localizado entre os EUA e o Canadá | Foto: Reprodução/Google Images

Para esclarecer a origem do problema, os cientistas sequenciaram o genoma dos tumores e tecidos saudáveis dos mesmos peixes. O resultado surpreendeu: o DNA das células cancerígenas era mais parecido entre os tumores de diferentes animais do que com os tecidos saudáveis do próprio hospedeiro.

Segundo o oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, “o sequenciamento mostrou que o melanoma de um peixe era mais parecido com o melanoma dos outros peixes do que com o próprio animal que o carregava”.

Na análise, 59% das alterações genéticas eram idênticas em quase todos os tumores examinados. Enquanto isso, nos tecidos saudáveis, 83,4% das mutações eram exclusivas de cada peixe.

Para comparação, em melanomas humanos, 94% das mutações são únicas para cada paciente, evidenciando que, no caso dos bagres, os tumores têm uma origem comum e se espalham entre os peixes do lago.

Testes para vírus e bactérias não apontaram nenhum agente infeccioso associado às lesões, deixando como responsável pela transmissão apenas a própria célula tumoral. Outros três exemplos conhecidos de câncer transmissível são registrados em cães, onde um tumor venéreo circula há milhares de anos, em diabos-da-tasmânia, com tumores faciais letais, e em moluscos bivalves, com câncer semelhante à leucemia. O caso do bagre é o primeiro desse tipo em peixes e em água doce.

Uber: motorista engana passageiro cego e cobra valor 22 vezes maior

A vítima só percebeu abuso quando chegou em casa e precisou da ajuda de vizinho para comunicar o crime às autoridades

Lucas Cheiddi
Passageiro cego foi cobrado em R$ 239 por uma viagem cujo valor real era de R$ 10,61 | Foto: Reprodução/Freepik

Uma corrida de aplicativo em Goiânia terminou em denúncia de fraude depois que um passageiro cego foi cobrado em R$ 239 por uma viagem cujo valor real era de R$ 10,61. A vítima, que preferiu não ser identificada, só percebeu o valor abusivo quando chegou em casa e precisou da ajuda de um vizinho para comunicar o crime às autoridades.

O caso aconteceu depois de o homem retornar das compras do Setor Campinas e solicitar um carro por aplicativo até o Setor Sudoeste. Conforme relatou à TV Anhanguera, ele costuma pagar as corridas diretamente no aplicativo com cartão de crédito, mas a motorista alegou que o pagamento não havia sido processado e exigiu que ele pagasse usando uma máquina própria.

Pressão e vulnerabilidade do passageiro

Print mostra valor real da corrida, e a transação via Pix do passageiro | Foto: Reprodução/g1

Segundo o passageiro, ele tentou argumentar e até sugeriu fazer o pagamento via Pix, mas a motorista o convenceu a usar o cartão na maquininha dela. “Não, meu Pix é e-mail, é muito complicado, não vai dar para você fazer”, teria dito ela. “Então você passa no cartão.”

A vítima disse que cedeu por receio de reação da condutora. “E eu fiquei com medo de ela ficar alterada comigo, eu fui, peguei o cartão e passei”, disse, à TV Anhanguera.

Depois de identificar o golpe, o passageiro registrou o problema tanto no aplicativo quanto no banco. Ele contou com o auxílio de um vizinho para fazer o boletim de ocorrência. A motorista chegou a ser detida, mas foi liberada depois de audiência de custódia.

A vítima relatou sentir-se vulnerável e insegura, mas garantiu que seguirá em frente. “A nossa vida assim é muito vulnerável a qualquer coisa”, explicou. “Querendo ou não, você fica ainda agora com receio de andar, não tem como. Mas eu tenho que andar. Então eu tenho que superar a minha cegueira e essa insegurança.”

Para a TV Anhanguera, a Uber informou lamentar o ocorrido, desativou a conta da motorista na plataforma e declarou estar disponível para colaborar com as investigações das autoridades.

Família encontra atleta de jiu-jitsu em hotel depois de 5 dias desaparecido

Localização de Fernando Margarida encerra buscas; polícia mantém investigação sobre os acontecimentos que antecederam o sumiço

Isabela Jordão
Fernando Ribeiro Pontes, conhecido como "Fernando Margarida", foi campeão mundial em 2001 | Foto: Reprodução/Instagram

O atleta brasileiro de jiu-jítsu e recordista mundial Fernando Ribeiro Pontes, conhecido como Fernando Margarida, foi encontrado na manhã deste domingo, 26, em um hotel na cidade de São Paulo. Segundo familiares, ele está bem e foi localizado com o celular descarregado. Ele estava desaparecido desde a segunda-feira 20, e o caso era investigado pela Polícia Civil.

Margarida havia sido visto pela última vez em um hotel na região do Butantã, na zona oeste da capital paulista. O desaparecimento mobilizou familiares e levou ao registro de um boletim de ocorrência, que deu início às diligências conduzidas pelo 34º Distrito Policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, funcionários do hotel relataram que o atleta se desentendeu com uma mulher antes de desaparecer. Eles afirmaram ainda ter ouvido gritos e pedidos de socorro durante a discussão.

Segundo os depoimentos registrados, a mulher deixou o hotel no fim da ocorrência, enquanto o atleta não voltou a ser visto no local. O boletim também informa que a mulher enviou mensagens de áudio a pessoas próximas de Margarida, nas quais dizia que ele morreria e que jamais seria encontrado.

Polícia apurava desaparecimento do atleta

Até a localização de Fernando Margarida, policiais do 34º Distrito Policial realizavam diligências para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e verificar os fatos relatados no boletim de ocorrência. Com o atleta encontrado e em segurança, a investigação deverá prosseguir para esclarecer os acontecimentos que antecederam seu desaparecimento.

Campeão mundial de jiu-jítsu em 2001, Fernando Margarida é um dos nomes conhecidos da modalidade no Brasil. Segundo informações divulgadas em suas redes sociais, ele também ministra seminários e oferece aulas particulares.

Lula e Xi Jinping fortalecem cooperação e aceleram negociações entre Mercosul e China

Líderes de Brasil e China conversaram por telefone na noite deste domingo, 26, por cerca de 1 hora

Lucas Cheiddi
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente do Brasil, Lula, durante encontro em Brasília em 20 de novembro de 2024 | Foto: Reuters/Adriano Machado/File Photo

Em uma ligação realizada na noite deste domingo, 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dialogou com o secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping, por mais de uma hora. O contato teve como foco central o fortalecimento de projetos nacionais de desenvolvimento e a intensificação da cooperação em setores estratégicos, incluindo inteligência artificial, satélites, minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Durante o telefonema, ambos destacaram a intenção mútua de acelerar as negociações para um acordo entre o Mercosul e a China. Lula enfatizou o compromisso do governo brasileiro com a ampliação e diversificação dos mercados internacionais.

Eles também ressaltaram os resultados das trocas comerciais bilaterais e dos esforços culturais realizados ao longo deste ano nos dois países.
Lula e Xi Jinping: facilitação de vistos e apoio político
Bandeiras do Brasil e da China | Foto: Agência Brasil/Beto Barata/PR

O comunicado oficial mencionou que o acordo para isenção de vistos de curta duração deve favorecer o turismo e aumentar as oportunidades de negócios entre as nações. A agência estatal chinesa Xinhua informou que Xi Jinping reafirmou o apoio da China ao Brasil na “rejeição da interferência externa” e manifestou disposição para fortalecer a coordenação em fóruns bilaterais e multilaterais.

A conversa entre os líderes ocorreu poucos dias depois da entrada em vigor de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, estabelecidas na quarta-feira 22. A tarifa de 25% é resultado de uma investigação iniciada depois de o presidente americano Donald Trump anunciar, em julho de 2025, um aumento anterior de 50% nas taxas para o Brasil.

Em relação aos conflitos no Oriente Médio, Lula e Xi ressaltaram os impactos negativos das restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb sobre a economia global, além de expressar preocupação com a situação em Gaza. Eles também defenderam o papel do Grupo de Amigos da Paz na busca por soluções para a Guerra na Ucrânia.

Eles criticaram a atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das atuais crises e avaliaram que o futuro Secretário-Geral da entidade enfrentará desafios significativos no cenário internacional. Por fim, ambos reafirmaram o compromisso de Brasil e China com a defesa do multilateralismo e reiteraram que manterão diálogo próximo em organismos como a ONU e os Brics.

Nexus/BTG: Lula empata com Flávio, Zema e Caiado no 2º turno

Levantamento mostra disputas equilibradas contra os 3 principais adversários nas simulações da etapa decisiva

Isabela Jordão
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, candidatos à Presidência da República em 2026 | Foto: Reprodução/X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus principais adversários aparecem em cenários de disputa competitivos para a eleição presidencial de 2026, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 27.

O levantamento mostra os porcentuais de intenção de voto para o primeiro turno e indica empates técnicos nas principais simulações de segundo turno.

Este é o primeiro estudo divulgado desde os anúncios das tarifas de 12,5% e 25% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa Nexus/BTG

Na intenção de voto para o primeiro turno, Lula passou de 40% para 42% em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 13 de julho. O senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 34% para 33%, enquanto os demais pré-candidatos permaneceram estáveis dentro da margem de erro.

Cenários para o segundo turno

Nas projeções para o segundo turno, Lula registra 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. No levantamento anterior, o placar era de 47% a 44%, mantendo o cenário de empate técnico.

O presidente também aparece numericamente à frente do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por 45% a 43%. Na rodada anterior, a diferença era maior: 47% a 38%. Diante do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula marca 46%, enquanto o adversário soma 42%. Em julho, o cenário era de 47% a 40%.

Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa Nexus/BTG

Contra o líder do Movimento Brasil Livre e pré-candidato pelo partido Missão, Renan Santos, Lula aparece com 47% das intenções de voto, diante de 39% do adversário. Na pesquisa anterior, o petista registrava 49%, enquanto Renan tinha 35%.

A pesquisa Nexus/BTG foi realizada por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. O instituto entrevistou 2.004 eleitores em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01489/2026.

Governo Lula tem 36% de avaliação positiva e 43% de ruim/péssimo, aponta BTG-Nexus

Por Victor Hernandes
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Uma pesquisa realizada pela Nexus e pelo BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (27) apresentou dados relacionados à avaliação do desempenho do Governo Lula. Conforme o levantamento acessado pelo Bahia Notícias, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerado como ótimo/ bom por 36% da população.

Deste percentual, 15% consideram o governo como ótimo e 21% bom. Os outros números mostram ainda que 20% consideram a gestão regular. Já nos índices de ruim/péssimo, o governo marcou 43%, sendo 9% ruim e 34% péssimo.

Não sabem ou não responderam somam 1%. Quando questionados se aprovam ou desaprovam o trabalho que o presidente vem fazendo, os resultados foram:

Aprova: 47%.

Desaprova: 49%.

Não sabem ou não responderam: 4%.

A aprovação do governo registrou variação em diferentes regiões do país. O maior índice de aprovação está no Nordeste (62%), enquanto o menor está no Sul (33%).

PERFIL DOS ENTREVISTADOS

O governo é mais aprovado pelas mulheres (54%) do que pelos homens (40%). Católicos (54%) e pessoas sem religião (55%) aprovam mais o governo do que evangélicos (33%), segmento onde a desaprovação chega a 64%.

A aprovação é mais alta entre quem ganha até 1 salário mínimo (62%) e cai para 38% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos.A faixa de 60 anos ou mais é a que mais aprova o governo (60%). Outros dados mostraram que 40% consideram o momento atual da economia melhor que o do governo anterior (dezembro de 2022), enquanto 42% consideram pior. Já 43% afirmam que sua situação financeira está melhor do que no governo anterior, e 33% dizem estar pior.

Para os próximos seis meses, 33% acreditam que a economia do país vai melhorar, enquanto 32% acham que vai piorar. Já em relação à própria vida financeira, 47% esperam melhora.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026.

OS GOLS DO FANTÁSTICO

 

João Gomes tranquiliza seguidores após internação no Recife: 'acordei melhor'

Pernambucano chegou a ter 40ºC de febre devido à influenza e precisou cancelar dois shows

Por O Globo — Rio de Janeiro

João Gomes tranquilizou fãs e afirmou estar se cuidando após influenza — Foto: Reprodução | Instagram

O cantor João Gomes usou as redes sociais para tranquilizar os fãs após uma internação no Real Hospital Português, na área central de Recife. O artista pernambucano foi diagnosticado com Influenza e precisou cancelar dois shows que faria neste fim de semana.

Em vídeo gravado em casa, ele mostrou medicações para sinusite e deu um recado aos seguidores.

— Não falei nada mais cedo, nem de dia, porque acordei baqueado. Já estou melhor da febre, da influenza. Fiquei com febre de 40ºC — disse.

João Gomes afirmou que foi liberado pelo médico para fazer caminhadas, mas que ainda precisará manter os cuidados em casa devido a crises de sinusite, que geraram falta de ar e dores de cabeça. Ao fim do vídeo, ele agradeceu aos fãs pelas mensagens, fez elogios à esposa e incentivou a vacinação contra a influenza.

— Muito obrigado por cada mensagem de vocês, de cuidado, de carinho. Agradecer mesmo aos que ficaram preocupados. Eu tenho uma mulher maravilhosa que cuida de mim. Hoje acordei melhor, vai aliviando.

Na manhã da última sexta-feira, João publicou imagens em que aparecia deitado num leito do hospital na companhia da mulher, a influenciadora Ary Mirelle. Segundo a assessoria do cantor, ele chegou na madrugada à unidade de saúde, mas teve alta no mesmo dia.

João Gomes no hospital com a esposa, Ary Mirelle — Foto: Reprodução | Instagram

"Foi orientado que o artista permaneça em repouso, mantenha adequada hidratação, cumpra integralmente o tratamento prescrito e suspenda temporariamente apresentações, ensaios e demais compromissos presenciais. A medida é necessária tanto para sua plena recuperação quanto para reduzir o risco de transmissão do vírus à equipe, ao público e aos demais envolvidos", afirmou a equipe de João Gomes em nota postada no Instagram do cantor.
sexta-feira, 24 de julho de 2026

Urgente! João Gomes é hospitalizado e cancela agenda de shows; veja diagnóstico

Nas redes sociais, João Gomes tranquilizou os fãs ao compartilhar uma foto diretamente do quarto do hospital |  Reprodução/ Redes Sociais

por Maiara Lopes

O cantor João Gomes, de 24 anos, foi internado na madrugada desta sexta-feira (24) no Real Hospital Português, em Recife (PE), após ser diagnosticado com influenza. Em razão do quadro de saúde, o artista precisou cancelar os shows que faria nesta sexta em Pernambuco e também a apresentação marcada para sábado (25), na Bahia.

De acordo com um comunicado divulgado por sua assessoria, João recebeu atestado médico e deverá permanecer em repouso. A previsão é de que ele retome a agenda de compromissos em até 48 horas, desde que esteja sem febre e seja liberado pela equipe médica.

Nas redes sociais, o cantor tranquilizou os fãs ao compartilhar uma foto diretamente do quarto do hospital. Na imagem, ele aparece ao lado da esposa, Ary Mirelle, que o acompanhou durante a internação. Na legenda, João brincou com a situação: "Nosso date esta noite".

Ary também comentou o estado de saúde do marido em seus Stories. "Meu bichinho tá dodói. Para esse homem aceitar vir ao hospital, é porque tá mal demais mesmo", escreveu.



Flávio chama diretor-geral da PF de ‘pau-mandado de Lula’

Senador também disse ser alvo de uma ‘construção de narrativa’ para desgastar sua imagem

Luana Viana

Durante a live, o pré-candidato também afirmou ser alvo de uma perseguição | Foto: Reprodução/YouTube/@flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta quinta-feira, 23, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, durante uma live em seu canal no YouTube.

“O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula“, disse Flávio. “Claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia.”

Flávio, no entanto, fez uma ressalva aos integrantes da PF. O parlamentar afirmou que suas críticas não são direcionadas aos policiais federais, mas sim à direção da corporação.

Durante a live, o pré-candidato também disse ser alvo, assim como o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de uma campanha de perseguição. Ele acusou setores da imprensa de promover uma “construção de narrativa” contra ele.

“A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera […]”, disse o congressista. “Não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia.”

Flávio comenta notas fiscais de escritório

O pré-candidato também comentou uma reportagem sobre duas notas fiscais que seu escritório de advocacia teria emitido para a Copenhagen Consultoria, empresa apontada como integrante de uma estrutura ligada a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo o portal Metrópoles, o escritório teria emitido e cancelado, em 7 de abril de 2025, duas notas fiscais que, juntas, somavam R$ 1 milhão. De acordo com a reportagem, a Copenhagen seria uma empresa de fachada utilizada por Vorcaro para movimentar recursos do Master.

Flávio negou qualquer irregularidade. Além disso, afirmou que não chegou a prestar o serviço nem a receber os valores.

“Estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro”, destacou o senador. “E quem recebeu o dinheiro de verdade, dando alguma contrapartida pública, […] esse pessoal você não vê a grande mídia falando.”

Por fim, o senador afirmou que a divulgação das notas fiscais representa uma quebra do sigilo de seu escritório de advocacia. Na avaliação de Flávio, os documentos deveriam estar restritos ao próprio escritório ou a órgãos do governo e não poderiam ter chegado ao conhecimento público.

CNI defende negociação com os EUA para reduzir impacto de tarifas

Entidade propõe novos esforços para apoiar empresas afetadas e ampliar a presença brasileira no exterior

Mateus Conte
O presidente da CNI, Ricardo Alban | Foto: Michelli Fioravanti/CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu nesta quinta-feira, 23, a continuidade das negociações entre Brasil e Estados Unidos para tentar reduzir os impactos das novas tarifas sobre as exportações brasileiras.

Alban se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Os dois discutiram medidas emergenciais de apoio às empresas afetadas e ações de longo prazo para ampliar a internacionalização da indústria.

“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando”, afirmou Alban.

CNI propõe nova missão da política industrial

Durante a reunião, a entidade apresentou a proposta de criar uma sétima missão transitória do programa Nova Indústria Brasil. A iniciativa teria como foco as cadeias produtivas internacionais e o apoio aos setores prejudicados pelas tarifas norte-americanas.

A proposta está sendo desenvolvida com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as 27 federações estaduais da indústria, associações setoriais e sindicatos industriais. Além disso, CNI, Sesi e Senai devem oferecer suporte imediato às empresas afetadas.

“Dentro da política industrial podemos constituir uma sétima missão voltada para internacionalizar as nossas cadeias produtivas, de forma que possamos ter um projeto contínuo e sempre atualizado de apoio à internacionalização das nossas indústrias”, disse Alban.

A CNI também informou que enviou uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, para pedir a manutenção da mesa de negociação e a participação de representantes das indústrias brasileira e norte-americana nas conversas entre os governos.

Sobre a nova tarifa de 12,5% anunciada pelos EUA, Alban afirmou que a entidade ainda analisa a possível cumulatividade da cobrança, as exceções e os setores atingidos. “Essa tarifa cria uma falta de competitividade total, e isso se torna mais crítico principalmente para o produto manufaturado”, declarou.

Justiça rejeita ações contra Assaí por suposto racismo

Decisão conclui que casos em lojas de Limeira e Mauá foram isolados; pedidos ultrapassavam R$ 260 milhões em indenizações

Fábio Bouéri

Loja da rede atacadista Assaí | Foto: Divulgação/Assaí

A Justiça de São Paulo julgou improcedentes duas ações civis públicas que pediam R$ 262,9 milhões em indenizações por danos morais coletivos contra o Assaí Atacadista. As ações também exigiam que a empresa cumprisse uma série de obrigações relacionadas a políticas de diversidade, depois de dois episódios envolvendo abordagens de funcionários nas lojas de Limeira e Mauá, no interior e na Região Metropolitana de São Paulo.

As associações autoras alegavam a existência de racismo institucional na empresa. Na decisão, expressa na última terça-feira, 21, o juiz Flávio Dassi Vianna, da 5ª Vara Cível de Limeira, afirmou que, embora os episódios tenham sido graves e lamentáveis, não ficou comprovada a existência de uma política discriminatória ou de racismo institucional.

Justiça aponta conduta individual

Segundo o magistrado, os casos decorreram de atos isolados de funcionários que descumpriram normas internas e treinamentos adotados pela empresa. O entendimento acompanha decisão anterior da Justiça Criminal, que absolveu os profissionais envolvidos ao concluir que não houve intenção direta para a caracterização do crime de racismo.

Trecho do despacho em que juiz considera improcedentes pedidos por danos morais | Foto: Ilustração/TJSP

A sentença destacou que o dano moral coletivo exige a comprovação de uma prática institucional reiterada, e não apenas a ocorrência de um episódio isolado. As obrigações solicitadas pelas entidades também perderam sentido porque o Assaí já adotava medidas como protocolos de abordagem, ouvidoria independente e programas de inclusão.

A defesa da empresa afirmou ainda que o Assaí já mantinha, antes dos fatos, políticas de diversidade e combate à discriminação, incluindo código de ética, manual antirracista, treinamentos permanentes, canais independentes de denúncia, ações afirmativas e cláusulas contratuais que exigem o respeito aos direitos humanos por empresas terceirizadas.

Ao final, a Justiça rejeitou todos os pedidos formulados nas duas ações civis públicas e encerrou os processos sem condenação do Assaí ao pagamento de indenização.

SpaceX adia novamente lançamento do Starship e remarca teste para sexta-feira

Empresa de Elon Musk mudou a data do 13º voo por causa das condições climáticas na Starbase, no Texas

Victória Batalha

Starship, o maior foguete do mundo, com 122 metros de altura | Foto: Reprodução/ X

A SpaceX adiou novamente o lançamento do Starship, megafoguete desenvolvido para futuras missões à Lua e a Marte. O 13º voo de teste estava previsto para esta quinta-feira, 23, mas a empresa remarcou a operação para sexta-feira, 24, com janela de lançamento prevista para as 20h45 (horário de Brasília).

Inicialmente, a SpaceX havia informado um atraso de uma hora em razão das condições climáticas na Starbase, no Texas. Minutos depois, anunciou, por meio da rede social X, o adiamento do lançamento para o dia seguinte.

Segundo a empresa, um dos principais objetivos da missão é obter imagens nítidas, a partir do solo, do escudo térmico da Starship durante a reentrada na atmosfera. As condições meteorológicas desta quinta impediriam esse registro.

Missão vai testar novos sistemas da Starship

Além de avaliar o desempenho do escudo térmico, a SpaceX pretende testar novos componentes da nave e colocar dois satélites em órbita. O voo integra o programa de desenvolvimento da Starship, projeto voltado à reutilização rápida do veículo e a futuras missões tripuladas.

O escudo térmico é um dos principais itens em avaliação. A estrutura protege a nave das altas temperaturas durante o retorno à Terra e é considerada essencial para tornar o sistema reutilizável.

A tentativa anterior, em 16 de julho, também terminou sem lançamento. Na ocasião, a contagem regressiva foi interrompida automaticamente depois que cinco dos 33 motores do propulsor Super Heavy apresentaram falhas ainda na plataforma.

A SpaceX informou que o problema ocorreu no sistema de acionamento dos motores. Depois do adiamento, Elon Musk afirmou que a empresa substituiria dois motores Raptor para aumentar a confiabilidade do foguete antes de uma nova tentativa.

Segundo Musk, a troca dos motores busca elevar a confiança em um lançamento bem-sucedido. Ele, no entanto, não detalhou a causa das falhas registradas no teste anterior.

A diretora de engenharia do programa Starship, Shana Diez, afirmou que foi a primeira vez que o foguete totalmente montado acionou os motores e interrompeu a decolagem ainda na plataforma. Segundo ela, esse tipo de procedimento envolve riscos por reunir uma série de operações executadas simultaneamente.

Ataques dos EUA contra o Irã entram na 13ª noite consecutiva

Ofensiva busca reduzir ameaças ao transporte marítimo comercial

Mateus Conte


Equipe militar dos EUA em ação no Estreito de Ormuz, epicentro do conflito contra o Irã | Foto: Reprodução/X/@CENTCOM

Os Estados Unidos lançaram uma nova rodada de ataques contra alvos militares no Irã nesta quinta-feira, 23. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), esta é a 13ª noite consecutiva de operações militares norte-americanas. O comando informou que a ofensiva tem o objetivo de “reduzir ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial”.

A Guarda Revolucionária Islâmica é uma força militar ligada diretamente ao regime iraniano. Segundo o governo norte-americano, ela representa uma das principais ameaças à navegação comercial na região, motivo apontado por Washington para justificar a continuidade das operações.

Rubio: Irã “está implorando” aos EUA

A nova ofensiva ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Teerã. Durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático, nas Filipinas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã “está nos implorando, direta e indiretamente” por um acordo, mas disse que “eles continuarão pagando um preço, e, a cada noite, ele fica mais e mais alto”. Segundo Rubio, o principal entrave é que “toda vez que eles fazem um acordo, as pessoas que estão no comando lá ou o quebram ou querem mudá-lo”.

Enquanto isso, o Irã afirmou que continuará retaliando os EUA. À TV estatal, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, declarou que “os ataques retaliatórios das Forças Armadas continuarão enquanto as ofensivas dos EUA à infraestrutura e às áreas costeiras do país persistirem”. O governo iraniano também disse ter atacado bases norte-americanas no Kuwait e na Jordânia. A Jordânia confirmou a interceptação de três mísseis e seis drones, mas negou danos materiais.

Outro desdobramento do conflito envolve a Rússia. Segundo a agência Reuters, autoridades norte-americanas investigam se Moscou forneceu tecnologia para drones ou informações de mira ao Irã para facilitar bombardeios contra instalações da CIA no Oriente Médio. As agências de inteligência dos EUA ainda não chegaram a uma conclusão definitiva, mas analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a precisão dos ataques e o histórico de cooperação militar entre Rússia e Irã reforçam essa hipótese.

No campo político, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma proposta de orçamento que destina US$ 95 bilhões para financiar a guerra contra o Irã. A medida passou por 216 votos favoráveis e 214 contrários. Do total, US$ 60 bilhões serão destinados ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa norte-americano, para apoiar as operações militares.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 70 milhões

Concurso 3035 não teve ganhador na faixa principal; veja como apostar e as chances de acerto

Fábio Bouéri
Dezenas sorteadas nesta quinta-feira, 23, no concurso 3035 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3035 da Mega-Sena, sorteado nesta quinta-feira, 23. Os números foram 05 – 07 – 17 – 51 – 56 – 59. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 70 milhões para o próximo concurso, marcado para este sábado, 25, em São Paulo.

Segundo a Caixa Econômica Federal, a quina teve 49 apostas vencedoras, com prêmio de R$ 41.401,04 para cada uma. A quadra, por sua vez, foi acertada por 3.410 apostas, que receberão R$ 850,72 cada.

Mega-Sena: saiba como apostar

Para participar da Mega-Sena, o apostador deve escolher de 6 a 20 números entre os 60 disponíveis no volante. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6. Também é possível utilizar a Surpresinha, que escolhe os números aleatoriamente, ou a Teimosinha, que permite concorrer com os mesmos números em concursos consecutivos.

O prêmio principal é destinado a quem acertar as seis dezenas sorteadas. Também há premiação para quem acertar cinco números, na quina, ou quatro, na quadra. As apostas podem ser feitas nas lotéricas credenciadas e pelos canais oficiais das Loterias Caixa.

Em uma aposta simples de seis números, a probabilidade de acertar a sena é de 1 em 50.063.860. Para a quina, a chance é de 1 em 154.518, enquanto a probabilidade de acertar a quadra é de 1 em 2.332.

A possibilidade de aumentar as chances cresce conforme o apostador marca mais dezenas, mas o preço da aposta também sobe. Com 7 números, por exemplo, a chance de acertar a sena passa a ser de 1 em 7.151.980; com 8 números, de 1 em 1.787.995.

Justiça intima Vorcaro a pagar honorários por ação defendida por mulher de Moraes

Ex-banqueiro tem 15 dias para quitar R$ 5,6 mil sob pena de multa e novos honorários

Isabela Jordão
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a advogada Viviane Barci, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/X

A Justiça de São Paulo intimou o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, a pagar R$ 5.678,69 em honorários advocatícios decorrentes de uma ação judicial em que saiu derrotado. Representado pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Vorcaro terá 15 dias para quitar o valor.

Em caso de inadimplência, a dívida será acrescida de multa de 10% e de outros 10% em honorários. A determinação foi assinada pela juíza Paula da Rocha e Silva, da 39ª Vara Cível de São Paulo. Embora envolva um montante reduzido, o caso reúne figuras conhecidas dos meios político, jurídico e financeiro.

Na decisão, a magistrada estabeleceu o prazo para pagamento voluntário e advertiu sobre as consequências do descumprimento. “Não efetuado o pagamento voluntário no prazo legal, iniciar-se-á o prazo de 15 (quinze) dias para que, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente a parte executada, nos próprios autos, sua impugnação”, escreveu.

Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal – 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

A juíza também destacou a regra prevista no Código de Processo Civil sobre a validade da intimação. “Saliente-se que, por força do comando contido no art. 513, § 3º, do Código de Processo Civil, considera-se realizada a intimação quando o devedor houver mudado de endereço sem prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no parágrafo único do art. 274”, escreveu.

Queixa-crime de Vorcaro foi rejeitada em todas as instâncias

A cobrança decorre de uma queixa-crime por calúnia e difamação apresentada por Vorcaro contra Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital. O banqueiro foi derrotado em todas as instâncias e acabou condenado ao pagamento dos honorários dos três advogados que defenderam o empresário.

Segundo os autos, Vorcaro e o Banco Master, representados por Viviane Barci de Moraes, alegaram que Timerman praticou calúnia e difamação ao encaminhar ao Ministério Público Federal (MPF) uma notícia de fato com supostos indícios de crimes contra o sistema financeiro que envolvia o banqueiro e a instituição financeira.
Vladimir Timerman, gestor de fundos da Esh Capital | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A primeira derrota ocorreu em outubro de 2024, quando a 14ª Vara Criminal de São Paulo concluiu que não havia justa causa para o prosseguimento da ação penal privada.

Durante a tramitação do processo, o MPF também se manifestou pela rejeição da queixa-crime. Para os promotores, a apresentação de uma notícia de fato às autoridades competentes não configura, por si só, prática criminosa.

Opositor exilado acusa Ortega de transformar Nicarágua em autocracia

Juan Sebastián Chamorro afirma que o fim das eleições amplia o autoritarismo no país e defende sanções contra o regime

Letícia Alves

Opositor de Ortega vive exilado nos EUA | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

O ex-candidato à Presidência da Nicarágua Juan Sebastián Chamorro lamentou o anúncio feito pelo ditador do país, Daniel Ortega, de que não haverá mais eleições. “Até países como Coreia do Norte ou China, que estão longe de ser democráticos, realizam eleições regularmente”, disse. “Ortega disse que isso acabou”.

Ele acusa Ortega e Rosario Murillo, “copresidente” do país, de promoverem uma “farsa eleitoral” ao prender e exilar adversários políticos. O próprio Chamorro foi preso e deportado em 2021, durante a última eleição realizada no país. “Fui privado da minha nacionalidade, tive meus bens confiscados e atualmente vivo aqui, nos Estados Unidos”, relatou em entrevista à emissora CNN Brasil.

Ele diz ainda que as ações do ditador são uma “oportunidade para mostrar ao mundo inteiro quem Daniel Ortega realmente é: um autocrata”. Chamorro integra a direção da Coalizão Democrática Nicaraguense. O movimento surgiu como Grupo de Monteverde, em referência à cidade da Costa Rica que sediou a primeira reunião da organização.

Oposição cobra reação internacional

A oposição classifica Ortega como uma ameaça à democracia na América Latina. Além disso, pede ações da comunidade internacional e cita a recomendação do Parlamento Europeu para suspender o Acordo de Associação entre a União Europeia e a Nicarágua.
Daniel Ortega comanda um regime autoritário de esquerda | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que as nações precisam se unir para “demonstrar à ditadura Murillo-Ortega que não pode esperar manter relações normais com outras nações enquanto frustra os princípios fundamentais do nosso hemisfério democrático”.

Apesar da declaração, os EUA não anunciaram medidas imediatas. Chamorro, por sua vez, descarta uma intervenção militar do país na Nicarágua. O opositor defende, no entanto, sanções comerciais para pressionar o regime de Daniel Ortega.

'Estava ruim e ficou pior', diz Abicalçados sobre nova tarifa dos EUA

Nova cobrança eleva sobretaxa para 37,5% em parte dos produtos; setor calçadista prevê perda de competitividade

Isabela Jordão

Sobretaxa incidente sobre produtos brasileiros agora é de 37,5% | Foto: Montagem/Revista Oeste/Flickr/The White House/Lula Oficial

A nova tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos elevou para 37,5% a sobretaxa incidente sobre determinadas categorias de produtos brasileiros, entre elas os calçados, e agravou o cenário para as exportações nacionais.

A medida, divulgada nesta quinta-feira, 23, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), levou a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) a projetar novas perdas de competitividade e defender medidas emergenciais de apoio ao setor.

“O que já estava ruim piorou”, afirmou o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ao portal Times Brasil. Segundo ele, a decisão representa “um problema a mais”, embora não tenha surpreendido a indústria.

A nova cobrança foi aplicada a produtos de 60 economias em decorrência de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre as regras adotadas pelos países para impedir a entrada de mercadorias supostamente produzidas com trabalho forçado.

No caso dos calçados brasileiros, a tarifa de 12,5% será somada à sobretaxa de 25% já existente, resultado de uma investigação comercial distinta. Com isso, a cobrança adicional alcança 37,5%, além da tarifa regular de importação.

Na prática, contudo, o aumento efetivo corresponde a 2,5 pontos porcentuais. Isso ocorre porque a sobretaxa global temporária de 10%, em vigor desde fevereiro, deixará de ser aplicada nesta sexta-feira, 24, quando entra em vigor a nova alíquota de 12,5%.
O presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, reúne-se com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e outras autoridades, à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur, Malásia (26/10/2025) | Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

Concorrência internacional preocupa setor

A nova tarifa não se restringe aos calçados. Ela alcança, em regra, produtos exportados pelo Brasil, com exceção daqueles retirados da lista pelo governo norte-americano. Entre os segmentos também afetados pela sobretaxa anterior de 25% estão madeira processada, máquinas e equipamentos, plásticos, etanol, tabaco, pneus e outros manufaturados.

A incidência varia conforme a classificação tarifária de cada mercadoria, já que as duas medidas possuem listas próprias de exceções. Os Estados Unidos excluíram matérias-primas consideradas essenciais, produtos com risco de desabastecimento e itens já submetidos a determinadas tarifas setoriais.

Segundo a Abicalçados, a decisão amplia a diferença tarifária entre os produtos brasileiros e os fabricados por concorrentes asiáticos, sobretudo Vietnã, Indonésia e Camboja. “Perderemos ainda mais mercado para esses concorrentes”, projetou Ferreira.

Reunião do G20, em Bali, Indonésia | Foto: Reprodução/YouTube

Indonésia e Camboja foram enquadrados em uma tarifa de 10%, inferior à aplicada ao Brasil, por integrarem o grupo de países que adotaram ou assumiram compromissos relacionados à proibição de importações produzidas com trabalho forçado.

A entidade já havia revisado suas projeções para 2026 em razão da tarifa anterior de 25%. A estimativa de queda das exportações brasileiras de calçados passou de 3,6% para 7,1%. Com a nova cobrança, a avaliação é de que a perda de competitividade nos Estados Unidos poderá se intensificar, principalmente entre empresas mais dependentes daquele mercado.
Entidade pede medidas do governo contra tarifa dos EUA

Além das medidas previstas no Plano Brasil Soberano, que ainda dependem de regulamentação, a Abicalçados defendeu a ampliação do Reintegra, programa que devolve às empresas parte dos tributos acumulados ao longo da cadeia de produção destinada à exportação.

Atualmente, o programa restitui o equivalente a 0,1% da receita obtida com as vendas externas. Conforme Ferreira, a legislação permite elevar esse percentual para até 5%.

O Plano Brasil Soberano inclui a oferta de garantias por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito | Foto: Agência Brasil/Divulgação.

“Há previsão legal para ampliação da alíquota até 5%, o que contribuiria para a atenuação dos impactos sobre as empresas exportadoras neste momento de dificuldades no mercado internacional”, afirmou.

A entidade também cobrou a adoção de salvaguardas e outros mecanismos de defesa comercial para conter o avanço das importações. De acordo com a associação, a retração das exportações tende a aumentar a pressão sobre o mercado doméstico em um contexto de consumo estagnado e redução da produção nacional.

No primeiro semestre, mais de 25 milhões de pares de calçados importados entraram no Brasil, volume 15,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Para Ferreira, a combinação entre perda de espaço no exterior e crescimento das importações reforça a necessidade de medidas de proteção ao mercado interno.

EUA: produtos enfrentam tarifas de até 37,5% a partir desta sexta, 24

Medida resulta da soma de nova taxa de 12,5%, anunciada nesta quinta, 23, a uma sobretaxa de 25%, já estava em vigor desde semana passada

Lucas Cheiddi

À esquerda, o presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, o presidente do Brasi, Lula da Silva | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

Exportadores brasileiros enfrentarão, a partir desta sexta-feira, 24, tarifas adicionais de até 37,5% para vender milhares de produtos nos Estados Unidos (EUA). A medida resulta da soma de uma nova tarifa de 12,5%, anunciada nesta quinta-feira, 23, a uma sobretaxa de 25% que já estava em vigor desde a semana passada para grande parte das mercadorias afetadas.

Com esse aumento, o Brasil passa a ser um dos países mais sobretaxados pelo governo norte-americano, atrás apenas da China. As novas tarifas foram estabelecidas depois de investigações baseadas na Seção 301 do Trade Act de 1974.

O relatório do governo dos EUA acusa o Brasil de não adotar medidas suficientes para combater o trabalho forçado em setores produtivos específicos.

Investigações dos EUA e impacto nos setores exportadores

Um dos segmentos impactados é o do etanol | Foto: Senivpetro/Freepik

Além dessa investigação, outra apuração conduzida sob a mesma legislação aponta alegações de práticas comerciais desleais e problemas ambientais, como o desmatamento. Essa investigação anterior resultou na sobretaxa de 25% vigente desde a quarta-feira, 22.

De acordo com a Amcham Brasil, a tarifa extra de 12,5% atinge cerca de 3 mil itens, representando US$ 12,5 bilhões em exportações anuais brasileiras para os Estados Unidos.

Desses produtos, aproximadamente 85,3% – ou US$ 10,7 bilhões – passarão pela cobrança das duas tarifas somadas. Itens não incluídos nas listas de exceção publicadas pelo USTR passam a ser tributados cumulativamente.

Entre os segmentos impactados estão etanol, celulose de alta pureza, maquinário agrícola e de mineração, transformadores elétricos industriais, calçados, móveis de madeira, roupas, pisos, rochas ornamentais e equipamentos eletrônicos.


O etanol brasileiro se destaca como um dos principais alvos das medidas comerciais. Segundo documentos da investigação da Seção 301, restrições ao acesso do etanol norte-americano no Brasil motivaram a apuração aberta em julho de 2025. O produto ficou sujeito à tarifa adicional de 25% e, agora, também à de 12,5%, totalizando 37,5%, pois não está nas listas de exceção.

Durante a consulta pública do USTR, produtores dos Estados Unidos defenderam as sobretaxas como compensação por supostas barreiras tarifárias e políticas brasileiras. Alguns também sugeriram adoção de novas medidas não tarifárias contra o Brasil.

Outros participantes advertiram que a tarifa acumulada de 37,5% para o etanol brasileiro seria desproporcional em relação à praticada pelo Brasil, podendo prejudicar o comércio bilateral e aumentar custos para empresas e consumidores norte-americanos.

Produtos excluídos e consequências econômicas

As listas de exceção praticamente não diferem entre as duas decisões e excluem produtos considerados estratégicos para a economia dos EUA ou já sujeitos a outras taxações. Ficam de fora aeronaves civis, motores de avião, aço e alumínio já taxados pela Seção 232, ferro-gusa, pelotas de minério, sucata metálica, hidróxido de alumínio, livros, filmes, doações humanitárias, bagagem pessoal, além de alguns produtos agrícolas e florestais, como madeira tropical, café solúvel, mel orgânico e certos cortes de carne bovina.

Os impactos dessas tarifas já aparecem nas exportações brasileiras depois da volta de Donald Trump à presidência em fevereiro de 2025. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, entre janeiro e junho de 2026, 20 dos 27 Estados brasileiros registraram queda nas vendas para os Estados Unidos em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. Desde março de 2025, o recuo acumulado chega a 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões.

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