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segunda-feira, 30 de março de 2026

Flávio vence Lula em eventual 2º turno, mostra Paraná Pesquisas

Levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 30, e também traça cenário com outros postulantes à Presidência da República

Loriane Comeli

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva | Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenário com apenas os nomes dos dois nas eleições presidenciais de 2026.

Nessa simulação, Lula ficaria com 44,1% das intenções de voto, e Flávio, com 45,2%. A diferença está dentro da margem de erro e, portanto, trata-se de empate técnico. Nesse cenário, 6,2% disseram que votariam em branco ou nulo ou não escolheriam nenhum, e 4,5% não souberam responder.

Flávio tem a preferência da maioria do eleitorado masculino (51,6%) e das pessoas com ensino superior (50,2%). Lula tem maioria dos eleitores com ensino fundamental (50,2%).

Entre os grupos, Lula encontra maior apoio do que Flávio entre as mulheres (48,3% a 39,5%); jovens de 16 a 24 anos (49,8% a 39,4%), pessoas com mais de 60 anos (47,1% a 41,4%) e o grupo “não PEA (População Economicamente Ativa)”. Nesse caso, ele tem 47,2% contra 41,9% de Flávio.

Já o senador lidera entre entre o público adulto, de 25 a 59 anos; entre quem tem ensino médio (46,9% a 42%); e entre a população economicamente ativa (47% a 42,4%).
Desempenho de Lula e Flávio em eventual segundo turno – 30/03/2026 | Foto: Paraná Pesquisas
Cenário de 1º turno

No cenário de primeiro turno, Lula está numericamente à frente de Flávio: o placar é de 41,3% a 37,8%. A diferença de 3,5 pontos porcentuais está dentro da margem de erro, ou seja, há um empate técnico.

Os outros postulantes ao cargo de presidente são Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, com 3,6%; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, com 3%; Renan Santos (Missão), com 1,2%; e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.

A pesquisa mostrou ainda que a maioria dos eleitores — 53,3% — acha que Lula não merece ser eleito. Para 43,7%, o petista merece a reeleição, e 3% não opinaram.
Dados da pesquisa

A pesquisa foi feita entre 25 e 28 de março com 2.080 eleitores do Distrito Federal e de 158 municípios dos 26 Estados. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00873/2026.

Governo Lula bate recorde de transferência de emendas no 1º trimestre

A poucos meses da disputa eleitoral, foram empenhados mais de R$ 500 milhões

Isabela Jordão

Transferências voluntárias de recursos são vedadas nos três meses anteriores às eleições | Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

O governo federal intensificou a execução de emendas parlamentares e registrou, às vésperas das eleições, o maior volume de empenhos para um primeiro trimestre desde o início do atual mandato. Segundo dados do Orçamento, R$ 539,4 milhões foram empenhados entre janeiro e março, acima dos R$ 161,3 milhões observados no mesmo período de 2024.

Segundo levantamento do jornal O Globo, a aprovação tardia do Orçamento no ano passado, que aconteceu apenas no fim de março, limitou os empenhos a R$ 26,9 mil no período. Em 2023, por sua vez, o montante chegou a R$ 256,4 milhões nos três primeiros meses do ano.

Com a normalização do calendário orçamentário em 2026, a execução foi retomada ainda no primeiro trimestre, em nível superior ao registrado nos anos anteriores do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legislação vigente também determina que até 65% das emendas sejam empenhadas no primeiro semestre, o que tende a concentrar a liberação de recursos na primeira metade do ano.

Deputados e senadores podem usar as emendas parlamentares para ampliar o capital político a partir do envio de dinheiro a obras de projetos | Foto: Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Integrantes do governo afirmam que o ritmo mais acelerado segue as diretrizes da nova lei orçamentária e busca conferir maior previsibilidade à execução, o que evitaria tensões como as do ano passado. Nos bastidores, a avaliação é de que a antecipação reduz a pressão de parlamentares por recursos no segundo semestre, período tradicionalmente mais sensível para a articulação política.

Entre os parlamentares, o deputado Padovani (União-PR) lidera o ranking de empenhos neste início de ano. Ele atribui o desempenho à atuação do gabinete. “Em virtude de trabalhar com bons projetos e ter um gabinete que cobra os ministérios”, afirmou. “Sou um deputado técnico, só mando quando tem projetos aprovados, que sejam exequíveis.”

Padovani conseguiu empenhar R$ 19 milhões, por meio do Ministério do Esporte, para a construção de uma quadra em Cascavel (PR).
André Fufuca, atual ministro do Esporte, deixa cerimonia depois de assinar com o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira (Fora de quadro), acordo de cooperação técnica, em Brasília, DF (26/2/2025) | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na sequência aparece o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cotado como possível candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. Ele já empenhou R$ 18 milhões para projetos em municípios mineiros e tem condicionado sua eventual candidatura à formação de um acordo político mais amplo que evite divisão de apoios no Estado.

Partido de Kassab libera recebimento de emendas do governo Lula

No recorte por partidos, o PSD lidera, com R$ 74,4 milhões empenhados até agora. O União Brasil vem em seguida, com R$ 66 milhões. PL e PT aparecem na sequência, com R$ 55 milhões e R$ 47 milhões, respectivamente. A distribuição reflete, em parte, o tamanho das bancadas e a capacidade de articulação das siglas junto ao governo.

As emendas parlamentares seguem como principal instrumento de deputados e senadores para direcionar recursos a obras e projetos em suas bases eleitorais. Para 2026, a Lei Orçamentária prevê cerca de R$ 49,9 bilhões em emendas, além de valores incorporados aos programas dos ministérios.
Ronaldo Caiado ao lado de Gilberto Kassab, que exibe a ficha de filiação do governador de Goiás ao PSD — Jaraguá (GO), 14/3/2026 | Foto: Reprodução/Facebook/@ronaldocaiado44

Desse total, R$ 37,8 bilhões correspondem às emendas impositivas — isto é, de execução obrigatória —, sendo R$ 26,6 bilhões destinadas a indicações individuais e R$ 11,2 bilhões às bancadas estaduais. Outros R$ 12,1 bilhões foram reservados para emendas de comissão, cuja liberação depende de decisão do governo.

Ao longo dos últimos anos, a ampliação dessas verbas consolidou as emendas como um dos principais instrumentos de influência do Congresso sobre o Orçamento. Em valores corrigidos pela inflação, o montante saltou de R$ 16,9 bilhões em 2015 para mais de R$ 50 bilhões atualmente, um reflexo de mudanças institucionais que ampliaram a influência de deputados e senadores na definição do gasto público.

Parte desse crescimento está associada às chamadas “emendas Pix”, criadas em 2020 para permitir transferências diretas a Estados e municípios. O modelo ganhou escala por reduzir a burocracia, mas passou a ser questionado por órgãos de controle e pelo Supremo Tribunal Federal, diante da dificuldade de rastreamento dos recursos.
Ministro Flávio Dino afirma que há ‘indícios graves’ de malversação das emendas parlamentares I Foto: Gustavo Moreno/STF

Diante de decisões da Corte e vetos presidenciais a trechos aprovados pelo Congresso, o mecanismo passou a ter regras mais rígidas de transparência e prestação de contas, com exigência de identificação dos autores, apresentação de planos de trabalho e mecanismos de acompanhamento.

A antecipação dos empenhos ocorre em um momento em que parlamentares buscam viabilizar obras e investimentos em suas bases antes das restrições impostas pela legislação eleitoral. Pela lei, transferências voluntárias tendem a ser vedadas nos três meses que antecedem o pleito, o que concentra a execução no primeiro semestre.

Esse arranjo foi alvo de disputa ao longo de 2025, durante a tramitação do Orçamento. Parlamentares defenderam a fixação de um calendário obrigatório para pagamento das emendas antes das eleições, enquanto o governo resistiu, sob o argumento de risco de perda de controle sobre o fluxo de caixa e sobre a articulação política.

Com permissão dos EUA, petroleiro russo chega a Cuba

Liberação de carregamento marca mudança recente de postura dos Estados Unidos em relação ao bloqueio marítimo

Lucas Cheiddi

O petroleiro russo Anatoly Kolodkin | Foto: Reprodução/X/@PeterFerrary

O navio Anatoly Kolodkin, de bandeira russa e que transporta 100 mil toneladas de petróleo bruto, se aproximou da costa norte cubana depois de ter recebido sinal verde das autoridades dos EUA.

A liberação de um carregamento de petróleo russo com destino a Cuba marca uma mudança recente na postura dos Estados Unidos em relação ao bloqueio marítimo imposto à ilha caribenha.

Pertencente ao governo da Rússia, a embarcação navegava a menos de 24 quilômetros das águas territoriais cubanas na tarde deste domingo, 29, segundo informações da empresa MarineTraffic divulgadas pelo jornal The New York Times. O destino final do petroleiro é o porto de Matanzas, conforme o acompanhamento do trajeto.

Flexibilização temporária dos EUA sobre o bloqueio
Donald Trump discursa em vídeo | Foto: White House/Divulgação

A flexibilização do bloqueio foi confirmada depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não via “nenhum problema” em países exportarem petróleo bruto para Cuba. A Guarda Costeira dos EUA optou por não interceptar o navio, que carrega aproximadamente 730 mil barris de petróleo.

“Temos um navio-tanque lá fora. Não nos importamos que alguém pegue um barco cheio, porque eles precisam… eles têm que sobreviver”, disse Trump. “Eu disse a eles que, se um país quiser enviar petróleo para Cuba agora, não tenho problema nenhum em que seja a Rússia ou não.”

O embargo marítimo norte-americano, em vigor há mais de um mês, agravou a crise energética em Cuba e dificultou o abastecimento de combustível no país. Apesar do relaxamento pontual, Washington não divulgou detalhes sobre as condições nem termos específicos que permitiram a chegada do Anatoly Kolodkin, segundo a agência russa Interfax e o Ministério dos Transportes da Rússia.

BTG/Nexus: Lula e Flávio empatam em eventual 2º turno

Dados foram divulgados nesta segunda-feira, 30, e também mostram empate técnico em cenários de primeiro turno

Loriane Comeli

Flávio e Lula estão empatados no 2ºturno e tecnicamente empatados em cenários de 1º turno | Foto: Montagem sobre reprodução

Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, 30, mostra um empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidatos à Presidência da República nas eleições presidenciais de 2026. Eles estão empatados na simulação de segundo turno e tecnicamente empatados em cenários de primeiro turno.

Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados com 46% cada, e 7% afirmam que votariam em branco ou nulo. Contra outros adversários, o presidente e pré-candidato à reeleição leva vantagem: venceria o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 46% a 40%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), por 46% a 41% e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 46% a 36%.

Cenários de 1º turno

No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, os dois estão empatados tecnicamente. Caiado e Zema marcam 4% cada.

Quando o candidato do PSD é Leite, há empate numérico entre Lula e Flávio, ambos com 39%. Nesse cenário, Zema sobe para 5% e o candidato do PSD pontua 4%. Já em uma simulação sem um nome do PSD, Lula vai a 42%, contra 39% de Flávio Bolsonaro, enquanto Zema alcança 6%.

Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados afirmam que a decisão do voto no primeiro turno já está tomada e não deve mudar, ao passo que 30% afirmam que ainda podem mudar de ideia.

Lula é o mais rejeitado, e desaprovação do governo chega a 51%

No quesito rejeição, 49% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, enquanto 48% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro. Caiado e Zema registram 31% de rejeição, enquanto Leite registra 34%.

Romeu Zema e Ronaldo Caiado são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Divulgação/Associação Brasileira dos Criadores de Zebu

Na avaliação do governo, 44% classificam a gestão Lula como ruim ou péssima, enquanto 35% a consideram ótima ou boa. O governo federal é visto como regular por 21% dos entrevistados. Ao todo, 51% desaprovam o governo petista, e 45% aprovam.

Foram entrevistados 2 mil eleitores entre 27 e 29 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07875/2026.

CGU identifica 35 mil alertas de irregularidades no governo Lula

Do total de indícios gerados, 729 originaram investigações internas, que já foram concluídas ou ainda estão em andamento

Yasmin Alencar

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevistas a portais da internet - Brasília (DF), 5/2/2026 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ferramentas de análise e inteligência artificial identificaram 34,7 mil sinais de possíveis irregularidades em licitações e editais do governo federal desde o início da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de janeiro de 2023, até 5 de fevereiro de 2026. Essas informações dependem de verificação caso a caso pelas equipes da Controladoria-Geral da União (CGU).

Do total de alertas gerados, 729 originaram investigações internas, que já foram concluídas ou ainda estão em andamento. Nesses processos, os auditores da CGU enviaram 1,5 mil comunicações formais aos gestores envolvidos, incluindo orientações, pedidos de esclarecimento e recomendações para resolver falhas identificadas.

Limitações dos sistemas de monitoramento

A CGU ressaltou que os sistemas internos não permitem vincular automaticamente cada alerta ao resultado final, como suspensão de licitações, cancelamento de editais ou encaminhamento a outros órgãos de controle. O teor das recomendações varia conforme as particularidades de cada caso analisado.

Segundo o órgão, determinar quantos alertas se converteram em ações concretas exigiria uma checagem manual e individual de cada apuração e de todas as notificações enviadas, demanda que se enquadra como trabalho adicional de consolidação de dados, conforme o Decreto nº 7.724, de 2012.

Falta de registros estruturados e abrangência das auditorias

Em relação ao número de alertas que motivaram investigações oficiais ou repasse de informações à Polícia Federal ou ao Ministério Público Federal (MPF), a CGU informou que não possui um registro estruturado para esse tipo de levantamento, sendo necessário examinar cada processo separadamente.

A CGU esclareceu ainda que os 729 trabalhos referem-se exclusivamente às auditorias conduzidas pelo órgão central, sem considerar investigações realizadas por unidades de auditoria interna dos demais órgãos federais, que também recebem e monitoram alertas sobre processos licitatórios.

Irã ataca avião de R$ 1,4 bi dos EUA

Ofensiva com mísseis e drones atinge unidade estratégica E-3 Sentry na base Príncipe Sultan e expõe fragilidade de ativos militares

Erich Mafra

O avião E-3 Sentry foi destruído pelo Irã | Foto: Reprodução/USAF

O arsenal do Irã atingiu um dos pilares da inteligência aérea dos Estados Unidos em solo estrangeiro. Imagens validadas pela agência AFP confirmam danos severos a um E-3 Sentry, aeronave de comando avaliada em R$ 1,4 bilhão, logo que uma chuva de drones e mísseis atingiu a base aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. O deslocamento oficial da ofensiva resultou ainda em dois feridos em estado grave e avarias em aviões de reabastecimento estacionados no pátio militar.

A unidade atingida funciona como os olhos e ouvidos do Pentágono no Oriente Médio. O equipamento integra o Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado (Awacs), permitindo a vigilância de movimentações terrestres e marítimas a centenas de quilômetros. Capaz de carregar 20 especialistas e voar por mais de 9 mil quilômetros sem escalas, o modelo é uma peça veterana de conflitos no Afeganistão, Iraque e nos Bálcãs.

Escassez e custo de reposição

A avaria representa um gargalo logístico imediato para a Casa Branca. Atualmente, o itinerário operacional da Força Aérea americana conta com apenas 16 unidades do E-3 Sentry, uma queda drástica em relação às 30 existentes em décadas passadas. Antes da incursão iraniana, seis dessas raridades estavam concentradas justamente no posto saudita.

Com a conclusão da fabricação do modelo em 1992, a substituição torna-se uma fatura pública astronômica. O Departamento de Defesa projeta a transição para o moderno E-7 Wedgetail, porém o custo por exemplar ultrapassa a marca de R$ 3,6 bilhões. A perda ou retirada de serviço do E-3 danificado compromete a capacidade de resposta imediata em um cenário de alta tensão regional.

Revisão de estratégia na região

O episódio evidencia a sofisticação tática do regime do Irã ao combinar diferentes tecnologias para anular defesas aéreas. Autoridades citadas pelo The New York Times e pelo The Wall Street Journal avaliam que a eficácia da agressão deve forçar um rearranjo dos ativos militares distribuídos pelo Golfo Pérsico.

A vulnerabilidade de um centro de comando tão valioso diante de armas de menor custo operacional acendeu o alerta em Washington. Analistas apontam que o incidente deve acelerar a revisão sobre como aeronaves estratégicas são protegidas em bases aliadas, especialmente logo que o alcance do poder de fogo iraniano demonstra precisão contra alvos de alto valor agregado.

PSD escolhe governador Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência

A oficialização da pré-candidatura ocorrerá durante a tarde, em evento realizado na sede nacional do partido, em São Paulo

Yasmin Alencar

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A direção nacional do PSD escolheu o governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) como pré-candidato do partido à Presidência da República, com anúncio marcado para esta segunda-feira, 30.

A oficialização da pré-candidatura ocorrerá durante a tarde, em evento realizado na sede nacional do PSD, em São Paulo. Depois da solenidade, Ronaldo Caiado deve conceder entrevista à imprensa.

Eduardo Bolsonaro ignora restrição de Moraes e grava vídeo para o pai

Em prisão domiciliar temporária, ex-presidente está impedido de ter acesso ao celular ou redes sociais

Por Gustavo Nascimento
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Saul Loeb | AFP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) filmou a própria declaração durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), realizada no sábado, 28, nos Estados Unidos, afirmando que o vídeo seria destinado ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar temporária.

"Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode acabar com um movimento prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro", declarou Eduardo antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

No entanto, a ação de Eduardo Bolsonaro chamou a atenção, visto que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Bolsonaro estaria proibido de ter acesso ao celular ou a redes sociais durante o regime de prisão domiciliar, inclusive através de terceiros.

Mesmo nos casos de visitas autorizadas, os aparelhos eletrônicos deverão ser entregues aos policiais antes da entrada.

"O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário", ressaltou o ministro na decisão.

Situação de Bolsonaro

Após receber alta hospitalar, Bolsonaro foi para sua residência na última sexta-feira, 27, onde ficará em prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias para fins de recuperação integral da broncopneumonia.

Israel ordena ampliação de zona de segurança na fronteira com o Líbano

Decisão tem como objetivo conter ameaças vindas do Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã

Por Gustavo Nascimento
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel - Foto: RONEN ZVULUN | POOL | AFP

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ordenou a ampliação da zona de segurança, também chamada de zona-tampão, no sul do Líbano. A decisão do premiê israelense ocorre em meio ao aumento de confrontos na fronteira entre os países.

“Acabo de instruir a expansão adicional da atual zona de segurança. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte”, afirmou Netanyahu em um vídeo divulgado a partir do Comando Norte, segundo a agência de notícias Reuters.

Segundo Netanyahu, o objetivo é reforçar a segurança de Israel na região fronteiriça e alterar de forma significativa o cenário atual, marcado por trocas de ataques entre os países.

Ainda segundo ele, a decisão tem como objetivo conter ameaças vindas do Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã. “Isso tem como objetivo neutralizar de forma definitiva a ameaça de uma invasão [por parte de militantes do Hezbollah] e manter o fogo de mísseis antitanque afastado da fronteira.”, completou Netanyahu.

Brasil cai no ranking da Fifa e assume pior posição desde última Copa

A Seleção Brasileira foi ultrapassada por Portugal e Holanda durante esta Data Fifa

Por Marina Branco
Casemiro pela Seleção Brasileira contra a França - Foto: CBF

A poucos passos da Copa do Mundo, a frustração da Seleção Brasileira vem aumentando - e os números não aliviam a situação. Depois de perder por 2 a 1 para a França no primeiro amistoso da Data Fifa, o Brasil caiu posições no ranking da entidade, chegando à sua pior colocação nos últimos anos.

A equipe comandada por Carlo Ancelotti já havia sido ultrapassada por Portugal e agora também foi superada pela Holanda, que venceu a Noruega por 2 a 1 e ganhou pontos suficientes para assumir o sexto lugar.

Assim, o Brasil chegou a sétimo lugar no ranking, somando 1.756,49 pontos, frente a 1.759,42 da Holanda e 1.760,38 de Portugal, que já ocupava a quinta posição desde a partida entre brasileiros e franceses.

Logo abaixo do Brasil, aparecem Marrocos, adversária da Canarinha na fase de grupos da Copa do Mundo, Bélgica e Alemanha, fechando o Top 10.

A atualização do ranking também trouxe alterações entre os primeiros colocados. A Argentina, mesmo vencendo a Mauritânia por 2 a 1 em amistoso, caiu da segunda para a terceira posição e foi ultrapassada pela França, que agora aparece como vice-líder, atrás apenas da Espanha.

Top 10 da Fifa

Espanha - 1.879,12 pontos
França - 1.873,96 pontos
Argentina - 1.873,96 pontos
Inglaterra - 1.832,62 pontos
Portugal - 1.760,38 pontos
Holanda - 1.759,42 pontos
Brasil - 1.756,49 pontos
Marrocos - 1.753,07 pontos
Bélgica - 1.730,71 pontos
Alemanha - 1.728,49 pontos

Histórico recente

O Brasil vinha de três temporadas consecutivas encerrando o ano na quinta colocação. Em dezembro de 2025, manteve essa posição, repetindo o desempenho dos anos anteriores.

Ainda assim, a queda atual não é inédita no ciclo recente. Em setembro do ano passado, já sob o comando de Ancelotti, a Seleção chegou a ocupar o sexto lugar após resultados irregulares, como vitória sobre o Chile e derrota para a Bolívia.

Historicamente, o pior momento da equipe no ranking foi em 2013, quando chegou à 22ª colocação.

Próxima chance

Agora, se quiser recuperar posições, a Seleção Brasileira terá que vencer a Croácia na prótima terça-feira, 31, em Orlando, às 21h, no último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo.

Motor de avião com 280 pessoas explode após decolagem

O material chamuscado caiu no gramado ao lado da pista, causando um incêndio

Por Luiza Nascimento
Motor explodiu logo após a decolagem - Foto: Reprodução

O motor de avião com 286 pessoas explodiu, após decolagem em no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na noite deste domingo, 29. O piloto realizou um pouso de emergência e ninguém ficou ferido.

A aeronave decolou às 23h49 com destino a Atlanta, nos Estados Unidos, no entanto, após alguns segundos, houve um estouro no motor do lado esquerdo.

O voo, que durou cerca de nove minutos e 12 segundos, operava com:
272 passageiros;
14 tripulantes.

Incêndio na pista

Após o ocorrido, o material chamuscado caiu no gramado ao lado da pista, causando um incêndio.

Ao percebeu o ocorrido, a torre de controle do aeroporto comunicou o piloto, que precisou retornar à pista. Em seguida, foi declarado o "mayday", o que indica perigo máximo, e o condutor acionou os bombeiros.

Apesar do susto, o fogo foi debelado em poucos minutos, mas o ocorrido causou o adiamento de outros voos.

Sobre a aeronave

O avião do acidente é do modelo Airbus A330-323, da Delta Air Lines, e faria a rota de Guarulhos, em São Paulo, até Atlanta, na Geórgia, nos Estados Unidos. A decolagem estava prevista para 23h40 com chegada às 7h40.

Em nota, a Delta Air Lines informou que ocorreu um problema mecânico no motor e que os passageiros foram levados de ônibus até o terminal.

"Equipes da Delta estão trabalhando para reacomodar os passageiros e levá-los com segurança ao seu destino", garantiu a empresa.

Mulher morre após receber soco no interior da Bahia

Vítima foi agredida e acabou batendo a cabeça ao cair no chão

Aline Santos de Oliveira tinha 42 anos. - Foto: Reprodução

Uma mulher morreu após ser agredida com um soco, na noite de sábado, 28, na cidade de Itamaraju, no sul da Bahia.

Segundo a Polícia Civil, a vítima, identificada como Aline Santos de Oliveira, de 42 anos, levou um soco de um homem e acabou batendo a cabeça ao cair no chão.

Ela chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu.

O corpo da mulher foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região. Não há detalhes sobre o sepultamento da vítima.

Em nota, a Polícia Civil informou que agentes tentam localizar e prender o autor do crime. Até o momento, o nome do suspeito não foi divulgado.
sexta-feira, 27 de março de 2026

Avanço de Flávio preocupa Lula e gera tensão no PT

Presidente pressiona aliados por estratégia mais agressiva e maior alinhamento político em meio a dificuldades nas pesquisas

Fábio Bouéri

Lula da Silva sente o avanço de Flávio Bolsonaro e cobra reação de aliados | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula da Silva está preocupado com as pesquisas que apontam o avanço do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a futura disputa à Presidência da República nas eleições deste ano. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o líder petista cobrou de aliados maior agilidade na organização de sua pré-campanha durante reunião no início desta semana, no Palácio da Alvorada.

Conforme relatos, Lula demonstrou incômodo com o desempenho nos levantamentos eleitorais e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio político. O presidente também indicou insatisfação com o que considera uma resposta ainda tímida à ofensiva da oposição.

Lula: reversão do caso Master

Depois do encontro, dirigentes do PT teriam orientado parlamentares a intensificarem o confronto político, com foco no caso que envolve o Banco Master. A estratégia inclui ampliar a repercussão das declarações de Lula e associar o episódio ao campo adversário, mesmo que não haja nenhum tipo de prova para isso.

A reunião contou com nomes centrais da futura campanha, como Edinho Silva, apontado como coordenador-geral, além de Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr., cotados para funções estratégicas. Nos bastidores, aliados avaliam que o Partido Liberal já saiu na frente na estruturação da disputa, com aparato jurídico e de comunicação mais consolidado.

Em resposta, a cúpula petista passou a cobrar maior disciplina na comunicação e engajamento dos deputados com o discurso do governo. Apesar da pressão interna por aceleração, a legislação eleitoral impõe limites: a campanha oficial só começa em agosto, o que restringe, por exemplo, pedidos explícitos de voto até lá.

PT e centrão atuaram na derrubada da CPMI do INSS, afirma jornal

Decisão do STF, que decidiu pela não prorrogação dos trabalhos, favorece governo e Lulinha

Fábio Bouéri

Segundo o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, manobra visa proteger o governo Lula da Silva | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Parlamentares do PT e de siglas do centrão atuaram em conjunto para viabilizar o encerramento da CPMI do INSS nesta semana. A comissão chegou a obter uma sobrevida depois de decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida prorrogava os trabalhos, mas foi posteriormente revertida pela maioria da Corte.

A base governista resistia à continuidade da CPMI devido ao desgaste político provocado pelas investigações, especialmente depois da repercussão de fraudes em descontos de aposentadorias, que afetaram a imagem do governo do presidente Lula da Silva.

A ajuda de Alcolumbre ao PT

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também atuou contra a prorrogação, segundo o jornal O Globo. Diante da sinalização de que não daria andamento à comissão, a cúpula da CPI recorreu ao STF, sem sucesso.

Em outra frente, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não deve ter pedido de indiciamento apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar. A manobra beneficia diretamente o governo.

A instalação da CPI, no entanto, já havia representado uma derrota inicial para o Planalto e aliados. Um acordo articulado entre governistas e as presidências do Congresso previa os nomes de Omar Aziz para a presidência e Ricardo Ayres para a relatoria. A oposição, porém, conseguiu reverter o arranjo e emplacar Carlos Viana na presidência e Gaspar como relator.

Ao longo dos trabalhos, governo e oposição passaram a disputar maioria na comissão. Em um dos episódios mais tensos, a quebra de sigilo de Lulinha chegou a ser aprovada, mas foi posteriormente anulada pelo STF por falhas processuais.

O deputado petista Paulo Pimenta afirmou que a decisão do Supremo confirmou críticas da base governista à condução da CPMI. Já o presidente da comissão, Carlos Viana, atribuiu ao PT e ao centrão a responsabilidade pelo encerramento, acusando os grupos de atuarem para “blindar” o governo, apesar do desgaste político gerado pelas investigações.

Diretórios estaduais do PL querem barrar candidaturas de bolsonaristas ao Senado

Movimento já atinge 5 Estados e expõe disputa entre cúpula do partido e aliados do ex-presidente

Edilson Salgueiro

Aliados de Bolsonaro devem insistir nas indicações à Casa Alta | Foto: Rafael Dalbosco/Thenews2/Zumapress

Diretórios estaduais do Partido Liberal (PL) passaram a boicotar candidaturas ao Senado que tiveram apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão das lideranças estaduais abriu uma disputa interna entre aliados do ex-chefe do Executivo e setores da legenda que priorizam acordos locais, alianças com outros partidos e nomes mais alinhados à cúpula partidária. O conflito já aparece em Roraima, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

O caso mais recente ocorreu em Roraima. O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), um dos principais aliados de Bolsonaro, transferiu o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Boa Vista com a intenção de disputar uma vaga ao Senado em 2026. A reação do diretório estadual do PL foi imediata. Em nota pública divulgada na última terça-feira, 24, a sigla afirmou ter recebido “com surpresa” a decisão de Hélio e disse que o movimento se deu de forma “unilateral”, sem comunicação prévia à direção local nem à cúpula nacional do partido. No texto, as lideranças estaduais afirmam que anúncios desse tipo “geram insegurança, desorganizam o ambiente de diálogo e podem comprometer os esforços que vêm sendo conduzidos”.

Nos bastidores, a reação foi lida como um recado político contra candidaturas patrocinadas por Bolsonaro. A direção local já trabalhava com outro desenho para 2026: lançar ao Senado o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (MDB), e deixar a segunda vaga em aberto para composição. A entrada de Hélio, portanto, expôs a resistência do diretório a aceitar um nome do núcleo bolsonarista vindo de fora do Estado.

Crise no PL se estende a outros Estados

Em Santa Catarina, o impasse envolve a formação da chapa com a Federação União Brasil–PP. O desenho inicial previa a candidatura da deputada federal Carol De Toni ao Senado, enquanto o senador Esperidião Amin disputaria a reeleição com apoio da aliança. O cenário mudou com a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa, o que embaralhou o acordo e abriu uma crise com os aliados. Depois de a cisão se tornar pública, o PL decidiu encaminhar duas candidaturas do próprio partido: Carlos e Carol.

Em Mato Grosso do Sul, a direção local do PL avançou em negociações com o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ignorando a preferência de Bolsonaro pelo deputado federal Marcos Pollon. Este último chegou a receber apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos demais integrantes da família.

No Ceará, o conflito ganhou contornos públicos quando o deputado federal André Fernandes passou a articular apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual. A movimentação desagradou Michelle Bolsonaro e esfriou as negociações internas. Mesmo assim, interlocutores mantêm aberta a possibilidade de um acordo que inclua o apoio dos tucanos ao ex-deputado Alcides Fernandes (PL) ao Senado.

Em São Paulo, a indefinição também reflete a disputa entre as diferentes alas. Com a provável ausência de Eduardo Bolsonaro na corrida, aliados do ex-presidente defendem o nome do deputado estadual Gil Diniz. Já outro grupo do PL trabalha pela candidatura da deputada federal Rosana Valle, que conta com apoio do governador Tarcísio de Freitas. Também circulam nomes como Guilherme Derrite (PP), Mário Frias (PL) e Marco Feliciano (PL).

No Rio de Janeiro, a decisão do PL de apoiar o governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, deixou fora da disputa o deputado federal Carlos Jordy, outro aliado próximo de Bolsonaro. Outros partidos sondaram Jordy, a fim de lançá-lo ao Senado.

Diante do aumento das tensões, a direção nacional do PL passou a atuar para conter a crise. Dirigentes têm procurado os pré-candidatos preteridos para oferecer estrutura robusta de campanha à reeleição na Câmara, em troca da desistência da disputa ao Senado. No entanto, aliados de Bolsonaro devem insistir nas indicações à Casa Alta.

PT quer que STF conceda prisão domiciliar a doentes e idosos

Pedido coletivo de deputados da sigla ocorreu logo depois da decisão de Alexandre de Moraes sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

Lucas Cheiddi

Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido coletivo de habeas corpus destinado a presos com mais de 70 anos ou portadores de doenças graves. O intuito é garantir a essas pessoas a possibilidade de prisão domiciliar, especialmente por causa do risco de agravamento de quadros de saúde causado pelas más condições em alguns presídios.

O protocolo da ação ocorreu na quarta-feira 25, logo depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. No documento, não há menção direta ao nome do ex-presidente, porém, os parlamentares fazem referência ao debate nacional sobre medidas humanitárias para pessoas acima dos 70 anos com relevância política.

Argumentação do PT no pedido ao STF

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Na justificativa apresentada, o grupo do PT argumenta que “a proteção fundada em vulnerabilidade etária e em limites humanitários da custódia não pode operar como privilégio casuístico de réus poderosos”.

“Se a ordem jurídica admite tutela especial para condenados maiores de 70 anos, essa proteção deve ser lida à luz da igualdade, alcançando de maneira impessoal e nacional todas as pessoas submetidas à mesma condição jurídica de supervulnerabilidade”, conforme trecho do pedido.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) ressaltou a necessidade de garantir direitos humanos para todos. Segundo ele, “quando o preso é rico, influente e protegido por redes de poder, surgem com rapidez argumentos sobre dignidade, saúde e humanidade”. “Quando o preso é pobre, doente, idoso e anônimo, prevalecem o abandono, a indiferença e a lógica de que ele pode mofar na cadeia”, afirmou.

No processo, os parlamentares mencionam estudo do Conselho Nacional de Justiça que aponta as condições precárias dos presídios como fator para a propagação de doenças como tuberculose, sífilis e aids, além de mencionar expectativa média de vida de 548 dias para egressos que retornam à sociedade. O texto da ação afirma que a manutenção da custódia penal sem comprovação de tratamento adequado pode resultar em agravamento clínico, sofrimento desnecessário e morte precoce.

Policiais federais aprovam estado de greve e cobram mudanças do governo

Categoria mantém negociação com ministérios por valorização profissional e recomposição salarial

Luis Batistela

Os agentes reivindicam valorização profissional e ajustes nos vencimentos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) anunciou a aprovação de estado de greve da categoria. A decisão abre caminho para uma possível paralisação das atividades nos próximos dias, enquanto os servidores pressionam o governo Lula por mudanças na carreira e recomposição salarial.

A entidade informou que a medida busca acelerar as negociações e evitar uma interrupção efetiva dos serviços da Polícia Federal. Os agentes reivindicam valorização profissional e ajustes nos vencimentos, temas que permanecem sem definição nas tratativas com o Executivo.

“Tão logo foi aprovado o indicativo de estado de greve, o governo federal abriu um canal de comunicação”, informou Marcos Avelino, vice-presidente da Fenapef. “Neste momento, a gente conversa, nós temos interlocução com dois importantes ministérios. Aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo.”

A federação tomou a decisão depois de três dias de reunião em Brasília com representantes dos 27 sindicatos regionais da categoria. O encontro reuniu dirigentes de todo o país para discutir estratégias de mobilização e negociação.

Avelino afirmou que os sindicatos devem realizar assembleias nos próximos dias para definir os próximos passos do movimento. “Na próxima semana, todos os sindicatos farão assembleias para deliberar novas providências em face desse movimento de negociação.”

Eis o comunicado da Fenapef publicado em suas redes sociais:

“Após as deliberações da Assembleia Geral Extraordinária, o Conselho de Representantes da Fenapef aprovou o estado de greve dos policiais federais, que sinaliza insatisfação e um sinal de alerta e mobilização enquanto negociam.

Com o encerramento do terceiro dia de Assembleia na quinta-feira (26), os presidentes dos sindicatos que compõem o sistema sindical da Federação retornam aos seus estados para alinhar todas as informações e deliberar junto às bases as possibilidades de movimento em cada região.

A mobilização tem como objetivo a valorização da categoria e a garantia de que nenhum direito dos policiais federais seja prejudicado.

A Fenapef reafirma seu compromisso com a defesa dos policiais federais, o fortalecimento da Polícia Federal e a preservação do Estado de Direito.”

Relator da CPMI do INSS apresenta parecer final nesta sexta-feira

Alfredo Gaspar entrega documento com 5 mil páginas e sugere o indiciamento de 220 pessoas

Erich Mafra

Da esq. para a dir: O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) apresenta, na manhã desta sexta-feira, 27, o desfecho das investigações sobre irregularidades na Previdência Social. O relator da CPMI do INSS elaborou um parecer com mais de 5 mil páginas, no qual sustenta o indiciamento de 220 envolvidos no esquema. O parlamentar também recomenda que a Polícia Federal aprofunde diligências em frentes que o Congresso não conseguiu finalizar dentro do cronograma oficial.

A leitura do texto ocorre em uma sessão marcada para as 9h, sob forte pressão do calendário jurídico. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 8 votos a 2, derrubar a liminar do ministro André Mendonça que garantia a extensão do prazo da comissão. Com essa determinação da Corte, o colegiado possui autorização legal para funcionar somente até este sábado, 28, o que obriga os parlamentares a uma análise célere do material.

Estratégia governista e parecer paralelo

A base de apoio ao governo Lula (PT) articula uma contraofensiva ao relatório de Gaspar. Os governistas já finalizaram a redação de um “parecer paralelo” para disputar a narrativa com a peça principal, caso identifiquem viés partidário ou ideológico nas conclusões do relator. Segundo parlamentares alinhados ao Planalto, o foco será derrotar o texto de Alfredo Gaspar integralmente, sem a apresentação de destaques pontuais.
O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), tenta costurar um acordo mínimo para viabilizar a votação. O senador afirmou que busca pontos de convergência entre as equipes de situação e oposição para garantir que o esforço investigativo não seja perdido. Caso ocorra um pedido de vista, Viana não descarta convocar uma reunião extraordinária para este sábado, 28, visando concluir a deliberação antes da dissolução compulsória do grupo.

Embate com o STF e sigilo de dados

A cúpula da CPMI demonstrou insatisfação com o veredito do STF sobre a interrupção dos trabalhos. O plenário da Corte entendeu que a garantia das minorias parlamentares se aplica à instalação de comissões, mas a prorrogação cabe apenas à presidência do Congresso Nacional. Carlos Viana declarou estar com a consciência tranquila e acredita que o relatório final responderá aos anseios da sociedade sobre o combate à corrupção no INSS.

Durante o julgamento no Supremo, o ministro Gilmar Mendes teceu críticas severas à condução da CPMI, classificando o vazamento de informações privadas como um crime. Mendes ressaltou que instrumentos de investigação judicial devem ser usados com responsabilidade pelos parlamentares. Em resposta, o presidente da comissão negou qualquer autoria em vazamentos e reiterou que a maior parte do relatório técnico possui ampla concordância entre os membros do colegiado.

Vídeo: procurado por lavagem de dinheiro ligada ao Master é preso

Foragido foi localizado em apartamento na zona sul de São Paulo; investigação apura possível ligação com o PCC

Isabela Jordão

Polícia Militar de SP conduziu a ação, com apoio da Polícia Federal | Foto: Divulgação/Agência SP

Um homem investigado por suspeita de participação em crimes financeiros — entre eles um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Banco Master — foi preso pela Polícia Militar nesta quinta-feira, 26, na zona sul de São Paulo. A ação contou com apoio da Polícia Federal (PF), que auxiliou na identificação do alvo.

Segundo apuração, o suspeito foi localizado em um apartamento na Rua Luiz Migliano, na região da Vila Andrade. Ele era considerado foragido e já figurava em investigações anteriores, relacionadas a fraudes financeiras.

A abordagem foi realizada por equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. De acordo com os policiais, o homem também teria ligação com o Primeiro Comando da Capital, conforme publicado pelo batalhão nas redes sociais.

Suspeito de lavagem de dinheiro tinha mandado de prisão temporária

Depois da prisão, o investigado foi encaminhado à sede da PF, na Lapa, zona oeste da capital.

O suspeito foi identificado como Edmilson Souza de Oliveira, de 50 anos. Contra ele havia mandado de prisão temporária expedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por meio da 5ª Vara Federal de Santos, responsável por casos criminais, júri, execuções penais e delitos contra o sistema financeiro.

A decisão judicial fixou prazo inicial de 30 dias para a prisão, no âmbito de investigação que apura crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e infrações contra o Sistema Financeiro Nacional. O mandado também autorizou a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos para perícia.

EUA: Senado aprova financiamento parcial da Segurança Interna

Grupo deixou de fora o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP); entenda

Lucas Cheiddi

Fachada do Capitólio, nos Estados Unidos, em Washington, onde funciona a Câmara dos Representantes e o Senado norte-americano | Foto: Reprodução/Wikipédia

Em meio a um impasse que provocou atrasos em viagens e afetou milhares de trabalhadores, o Senado dos Estados Unidos (EUA) aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira, 27, o financiamento para a maior parte das operações do Departamento de Segurança Interna (DHS). O grupo deixou de fora o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

O acordo cobre agências como a Administração de Segurança de Transportes (TSA) e a Guarda Costeira norte-americana. Contudo, ainda depende da aprovação da Câmara dos Representantes para que haja a retomada das atividades dessas áreas. O bloqueio orçamentário gerou frustração no Congresso e interrompeu salários em setores essenciais do DHS.

Foco nas negociações e nos bastidores do Senado dos EUA
Policiais do serviço de imigração (ICE) acompanhados de outros agentes ao realizarem prisões de imigrantes | Foto: Divulgação/ICE

Depois de negociações interrompidas na noite desta quinta-feira, 26, os senadores buscaram consenso para garantir o funcionamento das áreas que conseguiram aprovar. O líder da maioria no Senado, John Thune, do Partido Republicano da Dakota do Sul, declarou que o intuito é “executar o máximo possível do orçamento do Departamento de Segurança Interna esta noite e, em seguida, financiaremos o restante mais tarde”.

Segundo Thune, a votação contempla todas as áreas, exceto ICE e CBP. Ele acredita que a parte da alfândega já foi liberada, mas não a patrulha da fronteira. O republicano lembrou que o partido já haviam proposto, no ano anterior, um pacote para garantir recursos ao ICE e à patrulha de fronteira: “A boa notícia é que previmos isso há um ano”, explicou.

O senador também relatou que conversou com o presidente Donald Trump antes do anúncio sobre a autorização para que o DHS pague salários à equipe da TSA, mesmo com o departamento sem orçamento aprovado. “Conversei com ele hoje mais cedo, pouco antes de ele fazer o anúncio”, disse. “Então, sim, quero dizer, ele está de acordo com o que estamos tentando fazer aqui.”

Questionado sobre o posicionamento da Câmara dos Representantes diante do novo acordo, Thune respondeu que não sabe como os deputados irão agir. “A Câmara está ciente do que estamos considerando, eu acho”, concluiu.

CBF cede a críticas e tira o "Vai, Brasa!" do uniforme da Copa

O slogan estava estampado na camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo

Por Marina Branco
Camisa da Seleção Brasileira com "Vai, Brasa!" - Foto: Nike

A poucos meses da Copa do Mundo, os lançamentos das camisas de cada Seleção movimentaram todas as torcidas - e a do Brasil foi uma das mais insatisfeitas. Ouvindo as muitas reclamações na internet, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu retirar a expressão “Vai, Brasa!” do uniforme da Canarinha, refazendo a imagem para a Copa.

A frase, que apareceria na gola da camisa e também no meião, não será utilizada nas partidas oficiais. Segundo o presidente da entidade, Samir Xaud, o termo estava vinculado apenas a uma campanha publicitária da Nike e não fazia parte do padrão definitivo do uniforme em campo.

Assim, a versão utilizada nos jogos seguirá com a identificação tradicional, com "Brasil" escrito nas peças.

Vai, Brasa!

Desenvolvida pela Nike em parceria com a Jordan Brand, a peça nova camisa foi apresentada com a proposta de reconectar o time à essência histórica do futebol brasileiro, mas acabou chamando atenção pelo uso do slogan "Vai, Brasa!", que a maioria dos brasileiros alega não ser usado.

"A ideia foi trazer o que é Brasil no seu mais puro, na sua mais pura versão, né? O que é o Brasil com S e não o Brasil com Z. O amarelo que a gente escolheu é o Canary, que é canário, o canarinho, que é o nosso amarelo, o amarelo clássico do Brasil", explicou a designer da Nike.

"É o Brasil, mas também é Brasa quando está jogando, né? Pra gente é muito fácil de entender, você olha e você sabe o que ‘Vai, Brasa’ significa. Então, a gente trouxe esse nome, esse apelido carinhoso que a gente dá (...) Tem escrito ‘Vai, Brasa (na parte interna da gola), que é uma coisa que a gente escuta nos estádios, escuta na rua, e agora os jogadores vão poder usar no corpo, carregando com eles", detalhou.

Nas redes, no entanto, o público não concordou, afirmando que não costuma ouvir a expressão, o que gerou uma onda de desagrado com a campanha e, consequentemente, na desistência da CBF.

Amistoso

Enquanto ajusta detalhes fora das quatro linhas para a Copa, a Seleção se prepara para um compromisso importante nesta quinta-feira, 26. A equipe enfrenta a França, às 17h, no Gillette Stadium, em Boston, em um amistoso tratado como o teste mais exigente desde a chegada de Carlo Ancelotti.

O duelo é o penúltimo antes da convocação final para a Copa do Mundo e serve como parâmetro decisivo na avaliação do elenco.

Bolsonaro deve começar a cumprir prisão domiciliar nesta sexta

Ex-presidente deve ter alta médica amanhã

Por Anderson Ramos
Ex-presidente Bolsonaro segue na UTI do Hospital DF Star. - Foto: Agência Brasil/ Fabio Rodrigues Pozzebom

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter alta do Hospital DF Star nesta sexta-feira, 27. A previsão foi confirmada pelo boletim médico divulgado nesta quinta, 26.

Na quarta-feira (25), o médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, disse que a alta hospitalar do ex-presidente estava programada para amanhã. Segundo ele, Bolsonaro apresenta um quadro "estável".

Até a última terça-feira, 24, o ex-presidente seguia internado, sem previsão de alta, de acordo com os boletins médicos divulgados pela unidade de saúde.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março após passar mal na Papudinha, onde cumpre os 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido do estômago.

Veja o comunicado do hospital

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado no hospital DF Star, após diagnóstico de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. No momento encontra-se sem sinais de infecção aguda, com boa evolução clínica. Deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, com previsão de alta hospitalar no dia 27 de março.

Prisão domiciliar

A provável alta de Jair Bolsonaro ocorre poucos dias depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ter autorizado o ex-presidente a cumprir prisão domiciliar humanitária temporária, inicialmente por 90 dias, a partir da alta médica.

Nova regra para CNH avança e pode mudar renovação no Brasil

Expectativa é de avanço na tramitação para que a medida seja consolidada como lei permanente

Por Leilane Teixeira
- Foto: Ag A Tarde

O Congresso Nacional decidiu estender por mais 60 dias a validade da Medida Provisória 1.327/25, que cria regras mais simples para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em casos específicos. A proposta beneficia motoristas com bom histórico, permitindo a redução de etapas no processo.

Pela norma, condutores que não tenham cometido infrações nos últimos 12 meses podem ter acesso a um procedimento menos burocrático, com possibilidade de dispensa de exames e outras exigências, conforme critérios estabelecidos.

Regra vale para perfis específicos

A flexibilização não se aplica a todos os motoristas. O texto limita o benefício a condutores das categorias A e B — motos e carros de passeio — que estejam com o prontuário limpo no período analisado.

Além disso, há restrições relacionadas à idade. Pessoas com mais de 70 anos não podem utilizar a renovação simplificada. Já quem tem entre 50 e 69 anos poderá recorrer ao modelo apenas uma vez.

A medida também determina que condutores com sinais de doenças ou condições que possam comprometer a direção continuem obrigados a passar por avaliação médica nos órgãos de trânsito.

CNH | Foto: Divulgação
Processo pode ficar mais rápido e barato

Com a prorrogação, a expectativa é de que parte dos motoristas consiga renovar a habilitação de forma mais ágil, evitando deslocamentos e etapas presenciais. A tendência é de ampliação de serviços digitais, o que pode reduzir tempo e custos para os condutores que se enquadram nas regras.

Prazo define futuro da proposta

Apesar de já estar em vigor, a medida ainda precisa ser analisada pelo Congresso para se tornar definitiva. O novo prazo de 60 dias será decisivo para que deputados e senadores votem o texto.

Caso não haja aprovação dentro desse período, a proposta perde a validade e as regras atuais para renovação da CNH voltam a ser aplicadas.

Nos bastidores, a expectativa é de avanço na tramitação para que a medida seja consolidada como lei permanente.

Atriz de Hollywood tem filha com esperma do marido morto há 11 anos

Ainda durante o relacionamento, o casal tentou ter filhos e chegou a passar por inseminações e fertilizações in vitro

Por Gustavo Nascimento
A atriz Laura Orrico ao lado do ex-marido, o também ator Ryan Cosgrove, que morreu em 2015 vítima de um câncer - Foto: Arquivo pessoal

A atriz e empresária norte-americana Laura Orrico, de 49 anos, deu à luz a sua primeira filha em fevereiro deste ano, mas com um detalhe que chama a atenção: a criança é filha do seu ex-marido, Ryan Cosgrove, que morreu em 2015 vítima de um câncer. Isso só foi possível por Ryan ter congelado o esperma antes de iniciar o tratamento contra a doença.

O sonho do casal se concretizou neste ano após uma jornada marcada por perdas, tentativas frustradas e persistência.

Laura e Ryan se conheceram em 1999 e se casaram em 2004. Três anos depois, em 2007, ele foi diagnosticado com um tumor cerebral e, antes de iniciar o tratamento, recebeu a orientação médica de preservar o esperma, decisão fundamental para o nascimento da pequena Aviana Rose.

Ainda durante o relacionamento, o casal tentou ter filhos e Laura chegou a passar por inseminações e fertilizações in vitro, mas enfrentou diversos abortos espontâneos, o que tornou o processo ainda mais doloroso.

Mesmo após a morte do marido, Laura continuou alimentando o desejo de ser mãe, segundo revelação feita por ela à revista People. Mesmo depois de outros relacionamentos e novas perdas gestacionais, ela decidiu, aos 48 anos, seguir sozinha com o plano de engravidar utilizando o material genético congelado de Ryan, algo que havia sido autorizado por ele antes de morrer.

A gravidez da filha veio após mais um tratamento de fertilização in vitro, surpreendendo a própria Laura, que já lidava com a pressão da idade e o histórico de dificuldades para manter a gestação.

Por se tratar de uma gestação considerada de alto risco, por conta da idade da atriz, todo o processo foi acompanhado de perto por especialistas. O parto foi realizado por cesariana, e a bebê nasceu saudável, trazendo não apenas alegria para a mãe, como também para a família do pai, que acompanhou de perto todo o processo.

Horário de verão começa neste sábado e relógios devem ser adiantados

Mudança segue até o último domingo de outubro

Por Edvaldo Sales
Mudança segue até o último domingo de outubro - Foto: Freepik

Na madrugada deste sábado, 28, para domingo, 29, terá início na Espanha o horário de verão de 2026. Às 2h da manhã, os relógios deverão ser adiantados em uma hora, passando diretamente para 3h.

A medida, adotada anualmente, reduz o dia para 23 horas e permanecerá em vigor pelos próximos sete meses.

A mudança de horário ocorre duas vezes ao ano e tem como objetivo principal alinhar a rotina à quantidade de luz solar disponível. Ao adiantar os relógios durante a primavera e o verão, a medida busca ampliar o uso da iluminação natural e diminuir o consumo de energia elétrica.

Atualmente, a prática é adotada por cerca de 70 países e tem origem em propostas do século XVIII. O cientista e político norte-americano Benjamin Franklin foi um dos primeiros a sugerir a ideia, ainda que de forma teórica.

A implementação prática só ocorreria anos depois, especialmente durante períodos de guerra, quando a economia de recursos se tornou prioridade.

Mudança vai até outubro

O horário de verão sempre começa no último domingo de março, segundo o calendário publicado no Boletim Oficial do Estado da Espanha (BOE).

Em 2026, a mudança acontece na madrugada do dia 29 e seguirá até o último domingo de outubro, quando os relógios serão atrasados novamente em uma hora.

Durante esse período, os dias tendem a ser mais longos, favorecendo atividades ao ar livre, convivência social e prática de exercícios físicos.

De acordo com estudos, o aumento das horas de luz natural pode contribuir para melhorias no bem-estar da população, com redução de problemas psicológicos e aumento da disposição.

Além disso, há impactos econômicos, já que o maior tempo de claridade estimula o comércio e o consumo após a jornada de trabalho.

As pesquisas indicam também possível redução em índices de criminalidade, acidentes de trânsito e até problemas cardíacos durante o período de horário de verão.

Críticas crescentes

Apesar das vantagens apontadas, o sistema vem enfrentando críticas cada vez maiores. Dados do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) apontam que 65,8% dos espanhóis defendem o fim da mudança de horário duas vezes por ano.

Caso apenas um modelo fosse adotado, 68,5% prefeririam manter o horário de verão durante todo o ano.

A discussão também abrange fatores históricos e geográficos. Desde 1940, a Espanha utiliza um fuso horário adiantado em relação ao meridiano de Greenwich, medida adotada no período do regime de Francisco Franco.

Especialistas afirmam que essa diferença alimenta debates frequentes sobre a adequação do sistema atual.

Vai ter horário de verão no Brasil em 2026?

O horário de verão não será adotado no Brasil pelo sétimo ano consecutivo. A mudança deixou de ser aplicada em 2019, após decisão do governo federal baseada em estudos que indicaram baixa efetividade da medida na redução do consumo energético.

Antes disso, o horário de verão ocorria principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Desde então, a possibilidade de retomada volta ocasionalmente ao debate público, mas até agora não houve decisão oficial para reimplantação.

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