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TEMPO QUE FALTA PARA AS ELEIÇÕES

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Vorcaro encontrou Toffoli 12 vezes durante processo sobre usinas

Ex-banqueiro negociava participação em resort no Paraná e buscava tratar de direitos creditórios do setor sucroalcooleiro

Isabela Jordão


Ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro | Foto: Montagem Revista Oeste/Bruno Peres/Agência Brasil/Divulgação | Foto: Montagem Revista Oeste/Bruno Peres/Agência Brasil/Divulgação

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, encontrou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos 12 vezes entre outubro de 2023 e fevereiro de 2025, segundo mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF). Os encontros teriam ocorrido enquanto Vorcaro negociava uma participação no Tayayá Resort, no Paraná, que teve Toffoli e irmãos do ministro como sócios.

As mensagens foram divulgadas pelo portal UOL. De acordo com a apuração, a aproximação entre Vorcaro e Toffoli também estaria relacionada a um processo que envolvia direitos creditórios de usinas do setor sucroalcooleiro, avaliados em bilhões de reais e considerados relevantes para o patrimônio do Banco Master.

Em nota ao UOL, a defesa de Vorcaro contestou a divulgação do material, que integrava uma das propostas de delação premiada rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “A defesa não confirma o conteúdo do material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas.”

Toffoli, no Tayayá, espera chegada de André Esteves, do BTG | Foto: Reprodução/X/Metrópoles

Mensagens contradizem cronologia apresentada por Vorcaro

Em uma proposta de colaboração rejeitada pela PGR por insuficiência de provas, Vorcaro afirmou que havia acertado, em 2021, o pagamento de R$ 35 milhões por uma participação no Tayayá. Segundo o relato, R$ 20 milhões foram pagos, enquanto R$ 15 milhões permaneceram pendentes.

O ex-banqueiro teria atribuído a falta de pagamento ao afastamento de Toffoli, que teria ocorrido depois de críticas feitas por pessoas próximas ao ministro. Ainda segundo a versão apresentada na proposta, a relação entre os dois teria sido retomada somente no início de 2025, durante um evento social de um amigo em comum.

Na ocasião, de acordo com Vorcaro, o empresário Alberto Leite teria manifestado interesse em comprar sua participação no empreendimento. O ex-banqueiro disse ter conversado pouco com Toffoli durante o encontro.

As mensagens apreendidas pela PF, contudo, revelam que a cobrança dos R$ 15 milhões já era discutida em 2024. Em 24 de maio daquele ano, horas depois de receber uma ligação de Toffoli, Vorcaro escreveu ao cunhado Fabiano Zettel: “Não resolveu o aporte no fundo. Tayayá. Estou em situação ruim”.

O Tayayá Resort, no Paraná | Foto: Reprodução

Os diálogos também revelam que a negociação com Alberto Leite teria começado antes do evento de 2025 mencionado por Vorcaro. Em 5 de novembro de 2024, o ex-banqueiro escreveu a Leite: “Estou pronto pra executar aquele deal que falamos”. A resposta foi: “Beleza”.

Na mesma noite, Vorcaro informou a Zettel que “aquele FIP [fundo de investimento] Tayayá tem que passar pra um amigo que vai comprar”. Em seguida, identificou o possível comprador como “Alberto”.

Em 27 de dezembro, Vorcaro voltou a tratar do negócio: “Preciso fazer contrato de venda do fundo Tayayá”, escreveu. A mensagem também estabelecia prazo de pagamento de até 180 dias e fazia referência a “sem nome” ao tratar do comprador.

A negociação aparece novamente nas mensagens em 19 de fevereiro de 2025. Naquele dia, Zettel informou a Vorcaro: “Alberto Leite concluído! Tá todo feliz”. O diálogo revela que a operação havia sido concluída.

Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/fabiano.zettel/Instagram

Fundo da Reag também aparece na investigação

A Polícia Federal identificou ainda uma conexão entre o negócio e o fundo Arleen, administrado pela gestora Reag, que também é investigada no caso que envolve o Banco Master.

Em 2021, o fundo comprou dos irmãos de Toffoli uma participação no Tayayá por R$ 20 milhões. O valor coincide com a quantia que Vorcaro afirmou ter desembolsado inicialmente pelo empreendimento.

Em nota divulgada em fevereiro de 2026, Toffoli afirmou que a Maridt Participações, empresa presidida por um de seus irmãos e que teve participação no Tayayá, é “uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado”.

O ministro declarou ainda que “todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado” e que os atos da empresa e de seus sócios foram informados à Receita Federal, “sem nenhuma restrição”.

'Companheiro togado': Lula telefona para Dino durante agenda de campanha no Pará

 


Pesquisa Meio/Ideia indica empate técnico entre Flávio e Lula nos dois turnos

Diferença do petista sobre o senador da oposição cai para 0,5 ponto na simulação de segundo turno

Erich Mafra


Flávio e Lula disputam a Presidência da República nas eleições 2026 | Foto: Reprodução/Facebook/@flaviobolsonaro e Reprodução/Facebook/@Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem empatados tecnicamente nos dois turnos da disputa presidencial. Levantamento do instituto Meio/Ideia divulgado nesta quarta-feira, 30, registra uma diferença de apenas 0,5 ponto porcentual na simulação da rodada final.

Lula soma 48,5% das intenções de voto no segundo confronto contra 48% do parlamentar da oposição. A margem de erro de 2,2 pontos porcentuais confirma a igualdade entre os dois concorrentes.

Cenário de segundo turno e evolução

O crescimento de Flávio Bolsonaro eliminou a vantagem anterior do atual chefe do Executivo na etapa decisiva. Os dois candidatos apareciam com 46% da preferência do eleitorado no levantamento publicado em 9 de setembro.

Votos brancos e nulos no segundo turno somam 2,1% dos entrevistados. O grupo de eleitores indecisos representa 1,5% do total pesquisado.

Disputa acirrada no primeiro turno

Lula lidera numericamente a simulação de primeiro turno, com 39,4% da preferência popular. Flávio Bolsonaro aparece na segunda colocação, com 38,4% das intenções de voto.

O escritor Augusto Cury (Avante) ocupa o terceiro lugar, com 6,7% dos votos. O candidato Renan Santos (Missão) marca 4,5%, seguido pelo governador Ronaldo Caiado (PSD), com 4,4%, e pelo governador Romeu Zema (Novo), com 3,5%.

O instituto Meio/Ideia ouviu 2 mil eleitores entre os dias 25 e 28 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08706/2026.

Flávio critica ligação de Lula a Dino durante evento de campanha no Pará

‘Será que Dino continua sendo subordinado do Lula no STF?’, indagou o candidato do PL à Presidência da República

Fábio Matos


Aliado de Lula, Flávio Dino foi indicado pelo petista para o Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter telefonado para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino durante um evento em Belém (PA), na segunda-feira 28, que se transformou em ato de campanha eleitoral.

O momento em que Lula liga para Dino foi transmitido ao vivo antes de o petista sancionar o projeto de lei que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde Prestada pela Iniciativa Privada.

Quando era senador pelo Estado do Maranhão, Dino apresentou a proposta, em 2024. Em fevereiro daquele ano, ele tomou posse como ministro do Supremo depois de ser indicado por Lula. Dino foi ministro da Justiça e Segurança Pública entre 2023 e 2024, no atual mandato de Lula.

Logo no começo da ligação, é possível ouvir quando o ministro do STF cumprimenta Lula e o chama de “presidente”. Depois da fala do petista, que pediu que o magistrado se manifestasse, a ligação cai.

“Ô, Flávio [Dino], deixa eu lhe falar uma coisa. Eu estou aqui em Belém. Vou sancionar a lei da dor de um pai, o projeto de lei que você fez e foi aprovado por conta da morte do seu filho de 13 anos”, diz Lula. “Então, estou te ligando. Estou ao vivo aqui. Eu não queria sancionar sem falar com você”, prossegue Lula.

Em sua conta na rede social X, Flávio Bolsonaro criticou Lula e Dino.

“Lula ligou para Flávio Dino como se fosse um político subordinado de seu governo. Será que Dino continua sendo subordinado do Lula no STF?”, indagou o candidato do PL.

“O próximo presidente do Brasil indicará pelo menos mais quatro ministros para o STF. Não vamos deixar que mais 4 Dinos ou 4 Moraes integrem essa instituição tão importante para a democracia. Vamos proteger o STF. Ou o Brasil vence ou o Lula acaba com o Brasil”, escreveu Flávio.

Evento oficial em Belém

Lula sancionou o projeto durante uma visita ao complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, em Belém. O presidente conheceu as instalações do Hospital São João de Deus, que presta serviços de alta complexidade para atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao sancionar o projeto, Lula fez referência à morte de Marcelo Dino, filho de Flávio Dino, aos 13 anos, em 2012. Ele teve uma crise de asma e houve demora para ser atendido em um hospital de Brasília. A família do ministro do STF foi à Justiça contra o hospital.

No evento em Belém, que se tornou um ato de campanha, também estiveram presentes a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), candidata à reeleição; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o prefeito da capital paraense, Igor Normando (PSDB); e o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.

TSE manda remover falsa capa da Veja sobre Lula e Nossa Senhora Aparecida

André Mendonça determinou retirada de 4 publicações no X que associavam o petista a suposto projeto contra a padroeira

Isabela Jordão


Lula erguendo imagem de Nossa Senhora de Nazaré durante ato de campanha em Belém | Foto: Reprodução/YouTube/LulaOficial

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a remoção, no prazo de 24 horas, de quatro publicações no X que compartilhavam uma falsa capa da revista Veja que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um suposto projeto de lei contra Nossa Senhora Aparecida. A decisão atende a um pedido da Coligação Brasil Pronto pra Mais.

Segundo o processo, a montagem atribuía a Lula apoio a uma proposta de autoria de um deputado do PT que teria como objetivo “excluir Nossa Senhora Aparecida e favorecer umbanda”. O conteúdo foi apresentado com elementos visuais destinados a reproduzir a aparência de uma capa verdadeira da revista.

A peça utilizava uma fotografia antiga e verdadeira da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, inserida na montagem para conferir aparência de autenticidade à publicação. Para Mendonça, a forma de apresentação ultrapassou os limites de uma manifestação de opinião, crítica ou sátira.

Mendonça considerou semelhança com revista verdadeira

“O conteúdo questionado não se apresenta ao usuário como simples opinião, crítica, sátira ou manifestação humorística. Ao contrário, a publicação foi confeccionada para reproduzir a aparência de produto jornalístico real”, afirmou o ministro na decisão.
Mendonça considerou que a forma como a montagem foi apresentada poderia levar os usuários a interpretar o material como uma capa verdadeira da Veja | Foto: Reprodução/X

De acordo com Mendonça, a forma como a montagem foi apresentada poderia levar os usuários a interpretarem o material como uma capa verdadeira da Veja. Por esse motivo, o ministro determinou a retirada das quatro publicações indicadas no processo.

A decisão também impede que os responsáveis voltem a divulgar a falsa capa ou versões semelhantes da montagem. O X deverá preservar os registros relacionados às contas envolvidas na divulgação do conteúdo.

A plataforma deverá ainda fornecer, em até 24 horas, informações que permitam identificar os titulares dos perfis @rconstantino, @blognaointendo, @resenhaleves e @Lucasgf2405.

Os dados deverão ser utilizados no processo para possibilitar a identificação dos responsáveis pelas publicações e eventual responsabilização judicial pelo conteúdo divulgado.

MASTER: Vorcaro pede para votar no 1º turno em meio à prisão provisória na Papuda



PF interroga Vorcaro e seu pai sobre 'A Turma'

Depoimentos desta quarta-feira buscam fechar inquérito que apura espionagem na Interpol e ataques a jornalistas

Erich Mafra


O empresário Daniel Vorcaro, que continua preso em Brasília | Foto: Divulgação/Foto: SAP-SP

A Polícia Federal (PF) realiza o interrogatório do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de seu pai, Henrique Vorcaro, nesta quarta-feira, 30. A corporação busca concluir a investigação sobre o uso de milícias digitais e grupos armados para espionar autoridades e intimidar adversários do empresário.

Os delegados apuram o vazamento de dados sigilosos obtidos por meio de invasões de redes do Ministério Público Federal (MPF), da própria PF e da Interpol. Os investigadores revelam que o grupo hackeava os sistemas para antecipar operações e proteger o dono do Banco Master.

Divisão de tarefas e agressões virtuais

A estrutura criminosa contava com duas frentes de atuação financiadas pelo empresário. O grupo apelidado de “A Turma” executava ameaças presenciais e perseguições a jornalistas. O núcleo batizado como “Os Meninos” operava ataques cibernéticos, grampos telefônicos e derrubada de perfis na internet.

Pai e filho cumprem prisão preventiva desde março de 2026. A PF marcou as oitivas em horários separados depois de conceder acesso aos autos às defesas na última sexta-feira, 25.

Carta ao STF e alegações da defesa

Henrique Vorcaro enviou uma carta ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para negar a participação nos crimes. O pai do ex-banqueiro sustentou que os repasses financeiros investigados se referem a negócios imobiliários.

“Se pagavam alguém ou se usavam esse recebimento para qualquer turma ou pessoa, eu não tenho simplesmente nada a ver com isso”, escreveu o preso. Os delegados pretendem encerrar o inquérito logo que finalizarem os depoimentos da tarde.

Caixa reabre hoje depois de o TST encerrar greve dos bancários

Tribunal considerou a paralisação legítima, mas mandou os funcionários voltarem de imediato e fixou reajuste de 4,6%; o convênio médico foi o centro do impasse

Yasmin Alencar


O Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos (FEP), administrado pela Caixa, financia parte dessas iniciativas | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Depois de quase três semanas, a greve nacional dos bancários da Caixa Econômica Federal terminou, e as agências voltam a atender presencialmente em todo o país nesta quarta-feira, 30. Em nota, o banco confirmou o retorno depois do julgamento do caso no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a Caixa, com a decisão “foi encerrado o processo de negociação coletiva submetido à apreciação da Justiça do Trabalho”, e o atendimento aos clientes será restabelecido.

A paralisação havia começado em 10 de setembro. Nesta terça-feira, 29, o TST classificou o movimento como não abusivo, mas determinou o retorno imediato sob pena de multa e definiu um reajuste salarial de 4,6% — o mesmo índice aplicado ao plano de saúde.

O nó da negociação estava justamente no convênio médico. Caixa e bancários passaram por 54 rodadas de conversa e ao menos três propostas sobre o plano, todas rejeitadas pela categoria, a última em 21 de setembro. Para os trabalhadores, o reajuste e as mudanças no convênio anulam o aumento salarial. Eles argumentam ainda que as mais prejudicadas seriam as mães chefes de família, por causa da divisão de valores conforme a faixa etária do dependente. Hoje, os bancários pagam 3,5% sobre o salário-base pelo convênio, com teto de 7% — porcentual mantido pelo relator do caso, ministro Maurício Godinho.

A Caixa havia entrado com pedido de dissídio coletivo em 23 de setembro. Dois dias depois, Godinho determinou que os bancários mantivessem 60% do efetivo, de forma presencial ou on-line. Na segunda-feira 28, as agências ainda funcionavam parcialmente.

Onde pagar contas e boletos

Mesmo com as agências fechadas durante a greve, os canais para quitar contas seguiram no ar. A Caixa manteve o atendimento pelos caixas eletrônicos, pelos aplicativos (Caixa, Caixa Tem, Cartões Caixa, Habitação Caixa, FGTS e DPVAT), pelo site, pelo WhatsApp (0800-1040104) e pelo Alô Caixa (4004-0104, nas capitais e regiões metropolitanas; e 0800-1040104, nas demais localidades). Também é possível pagar em lotéricas, nos Correspondentes Caixa Aqui e na rede Banco24Horas. Nas agências, os clientes encontravam cartazes dos sindicatos com orientações, além de terceirizados de plantão para informar alternativas.

Como é o plano de saúde hoje

Pelas regras atuais, o funcionário contribui com 3,5% da remuneração-base para ter o convênio. A cada atendimento em pronto-socorro, do titular ou de dependentes, são cobrados R$ 75 — valor que passa a ser reajustado em 4,6%. Cada dependente direto tem mensalidade de R$ 480, e a soma das mensalidades do titular e dos dependentes diretos é limitada a 7% da remuneração-base. Não há cobrança diferenciada por idade do dependente. A Caixa banca parte da conta, com 6,5% sobre a folha de salários. Quem ingressou antes de 2018 mantém o plano na aposentadoria; quem entrou depois perde o direito ao se aposentar.

Na proposta rejeitada, a consulta no pronto-atendimento subiria 60%, para R$ 120, e a mensalidade de cada dependente direto teria alta de 16,7%, além da elevação do limite de comprometimento da renda do grupo familiar.

O que a Caixa ofereceu na última negociação

Na proposta final, o banco ampliou de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027, manteve o pacto intergeracional e o convênio dentro do acordo coletivo e descartou cobrança por faixa etária. Não haveria reajuste nas mensalidades em 2026, e o banco assumiria o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular passaria a 3,7% da remuneração-base e a do dependente direto, a R$ 560. Para dependente indireto filho de 21 a 24 anos, a mensalidade seria de R$ 660; para filhos de 24 a 27 anos e pais remanescentes, de R$ 900. O limite do grupo familiar ficaria em 9%, a consulta em pronto-atendimento sairia a R$ 120, e o custeio seguiria no modelo 60/40, com estudo para chegar a 70/30. O modelo solidário seria mantido.

'Lula pai do Tigrinho': Janja usa medalha de Nossa Senhora e camisa do Flamengo sem bet

 


O que é o Selo Ouro?

 

Ex-ministro da Educação, Haddad não responde sobre Selo Ouro: 'Não sei do que você está falando'

Candidato do PT foi surpreendido por pergunta de Tarcísio de Freitas sobre distinção criada pelo MEC

Fábio Matos


Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, admitiu que não sabia o que era o Selo Ouro do Ministério da Educação | Foto: Reprodução/YouTube

Titular do Ministério da Educação por sete anos, entre 2005 e 2012, nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), Fernando Haddad (PT) ficou sem responder a uma pergunta do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a respeito da área educacional, durante o debate promovido pela TV Globo na noite desta terça-feira, 29.

Haddad criticou o desempenho do Estado de São Paulo em indicadores educacionais e disse que o governo Tarcísio teve dificuldades em alfabetizar as crianças na idade certa. Prontamente, o candidato à reeleição pelo Republicanos rebateu as afirmações do petista.

“Se não está funcionando, por que fomos Selo Ouro do MEC neste ano? Crescemos ou não crescemos, melhoramos ou não melhoramos? Por que ganhamos o Selo Ouro, então?”, questionou Tarcísio.

Visivelmente surpreso e desconcertado, Haddad não soube responder. “Eu não sei do que você está falando”, afirmou o ex-ministro da Educação. “Ficou abaixo da média nacional.”

Tarcísio, então, insistiu: “Você não conhece o Selo Ouro do MEC?”, indagou. Haddad novamente não soube responder e voltou a criticar os números da gestão estadual na educação.

“Você falou que tem um programa de alfabetização de idade certa com os prefeitos, mas não está funcionando. São Paulo ficou abaixo da média nacional. O último dado divulgado é que 66% das crianças estão alfabetizadas na idade certa no Brasil e, em São Paulo, 61%”, disse o candidato do PT. “O que eu conheço são os indicadores oficiais que o Brasil inteiro conhece.”

O que é o Selo Ouro

O Selo Ouro ao qual Tarcísio se referiu é o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, do MEC. Segundo a própria pasta, trata-se de um “instrumento de reconhecimento institucional que evidencia o compromisso das Secretarias de Educação com a formulação, a implementação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à garantia da alfabetização das crianças”. É “mais do que uma distinção simbólica”, afirma o ministério.

O Selo foi instituído pelo Decreto nº 12.191, de 20 de setembro de 2024, no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). A Lei nº 15.247, de 2025, incorporou o Selo entre as estratégias nacionais de reconhecimento e compartilhamento de boas práticas, destinadas a valorizar os esforços das Secretarias de Educação na formulação e implementação de políticas, programas e estratégias voltadas à garantia do direito à alfabetização.​

A distinção tem o objetivo de garantir, até 2030, a alfabetização de todas as crianças do Brasil até o fim do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar aprendizagens de alunos do 3º, 4º e 5º anos que tenham defasagens. As metas definidas pelo MEC são anuais e há três categorias: ouro, prata e bronze.

Na edição de 2026, a pasta registrou as inscrições de 4.872 redes de ensino que aderiram ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Entre os inscritos, 97% conquistaram o selo: foram 2.285 Selos Ouro, 1.896 Selos Prata e 547 Selos Bronze.
Educação

Durante o debate da Globo, os dois candidatos travaram um duro embate quando o tema foi educação. Segundo Haddad, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade da educação básica no país, teve um resultado ruim para São Paulo. “O Ideb do ensino médio público paulista, que é de exclusiva responsabilidade do governo do Estado, é o pior da história”, apontou.

Tarcísio rebateu e mencionou outro indicador, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) – estudo internacional que mede o desempenho de alunos de 15 anos em leitura, matemática e ciências.

“Recentemente, saiu o dado do Pisa, e São Paulo deu um grande salto. Nós ficamos muito melhores do que os indicadores do Brasil. Estamos investindo muito na alfabetização na idade certa”, afirmou o candidato do Republicanos à reeleição.

Haddad, por sua vez, disse que foi “o prefeito que mais criou vaga de educação infantil na história de São Paulo”. “Foram 101 mil vagas de educação infantil entre creche e pré-escola”, salientou. “Nós vamos fazer uma reforma do ensino médio. Não podemos conviver com os indicadores atuais. Estamos cometendo um crime contra a juventude paulista”, completou.

Mendonça recua e libera post de Erika Hilton sobre Flávio Bolsonaro

Ministro entendeu que publicação não atribui ao candidato apoio ao projeto que retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil

Rachel Díaz


Deputado Erika Hilton (PSOL - SP) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou atrás em uma decisão e permitiu, na terça-feira 29, que a deputada Erika Hilton (Psol-SP) restabeleça uma publicação sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e um antigo projeto que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A proposta foi apresentada em 2007 pelo então deputado Victório Galli Filho e posteriormente arquivada. Na publicação, Erika relacionou o tema ao atual cenário eleitoral.

“Apesar de a proposta ser de 2007 e já ter sido arquivada, qualquer movimento que sugira que ela pode retornar ao debate público pelas mãos de Flávio Bolsonaro, que quer ser presidente do Brasil, ou pelas mãos de seus aliados políticos, precisa ser observado com cautela e atenção”, escreveu a deputada.

Ao rever a decisão, Mendonça entendeu que a postagem não apresenta como fato que Flávio pretenda retomar a proposta. Segundo o ministro, a referência ao candidato ocorre de forma condicional, como uma hipótese relacionada a uma eventual vitória nas eleições.

Mendonça mantém exclusão de publicações com fake news contra Flávio

Ministro André Mendonça participa da sessão da Segunda Turma do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Com isso, Mendonça determinou que o X restabeleça a publicação ou se abstenha de bloqueá-la. O ministro, contudo, manteve a determinação para retirada de publicações que afirmem que Flávio ou integrantes de sua família propuseram, apoiaram ou pretendem promover o fim do título de Padroeira do Brasil concedido a Nossa Senhora Aparecida.

A decisão de Mendonça abriu uma nova frente de tensão dentro do STF. O episódio gerou decisões conflitantes e discussões internas, e Kassio chegou a pedir providências ao presidente da Corte, Edson Fachin.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira, 30, o julgamento que vai analisar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça sobre publicações relacionadas ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

CASO MASTER: Gilmar Mendes pede a presidentes do STF e STJ pente-fino em precatórios


 

Condenado pelo STF, Bolsonaro pode votar nas eleições deste ano? Entenda

Com a condenação, o ex-presidente ficou com seus direitos políticos suspensos, o que o impede de votar ou ser votado em eleições

Fábio Matos


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu os direitos políticos e não poderá votar nas eleições de 2026 | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por uma suposta tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não poderá votar nas eleições gerais deste ano. O primeiro turno do pleito acontece no próximo domingo, 4.

Bolsonaro teve sua condenação transitada em julgado em novembro do ano passado. A partir de então, não houve mais espaço para recursos capazes de suspender os efeitos da decisão do STF. O ex-presidente cumpre a pena em regime domiciliar.

Com a condenação, Bolsonaro ficou com seus direitos políticos suspensos, o que o impede de votar ou ser votado em eleições. Na prática, portanto, o ex-presidente não poderá votar no filho, o senador Flávio Bolsonaro, escolhido por ele para ser o candidato do PL ao Palácio do Planalto – nem em qualquer outra pessoa para outro cargo.

Os direitos políticos suspensos decorrem da condenação criminal definitiva, contra a qual não cabem mais recursos. A suspensão fica em vigor enquanto durarem os efeitos da decisão judicial.

Situação de Daniel Vorcaro é diferente

A situação muda de figura para os presos provisórios, que ainda não têm condenação criminal transitada em julgado e podem recorrer. Para as eleições deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o direito de voto dessas pessoas, mesmo com uma mudança aprovada recentemente ter estipulado restrições ao alistamento eleitoral de presos provisoriamente.

De acordo com o entendimento do TSE, a nova regra não poderia ser aplicada já nas eleições de 2026 por causa do princípio constitucional da anualidade eleitoral – que impede mudanças a menos de um ano do pleito.

Dos mais de 700 mil presos no Brasil, cerca de 200 mil estão em prisão provisória. Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral instalou cabines de votação em alguns estabelecimentos penais para garantir o direito dos presos sem condenação definitiva.

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil tinha, no fim do ano passado, mais de 964,6 mil pessoas privadas de liberdade. Cerca de 25,7% eram presos provisórios.

É por essa razão que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e pivô da maior fraude financeira da história do país, pode, em tese, votar nas eleições do próximo domingo. Ele está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Ainda sem condenação criminal definitiva, Vorcaro mantém os direitos políticos – ou seja, pode votar nas eleições. Seu cadastro está regular na Justiça Eleitoral, e o seu local de votação foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Israel vê tentativa de ataque terrorista em voo desviado à Arábia Saudita

Autoridades dizem que copiloto esfaqueou comandante e tentou derrubar aeronave com 180 israelenses a bordo

Rachel Díaz


Boeing 737 da FlyDubai | Foto: Divulgação/FlyDubai

O governo de Israel avalia como uma possível tentativa de ataque terrorista o incidente envolvendo um voo da Flydubai que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv e precisou ser desviado para a Arábia Saudita nesta quarta-feira, 30.

Segundo duas autoridades israelenses ouvidas pela Reuters sob condição de anonimato, o copiloto teria esfaqueado o comandante e tentado derrubar a aeronave. Tripulantes conseguiram entrar na cabine e assumir o controle do avião. Durante o episódio, a aeronave perdeu cerca de 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos antes de se estabilizar.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, classificou o responsável pelo episódio como terrorista e afirmou que ele pretendia derrubar o avião e matar os israelenses que estavam a bordo.

Inicialmente, uma autoridade israelense havia informado à Reuters que os sinais de emergência foram emitidos depois que os dois pilotos entraram em confronto físico dentro da cabine.

O voo FZ1073 pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. A Flydubai confirmou que houve um “incidente” durante o trajeto, mas não detalhou o ocorrido. Passageiros e tripulantes foram localizados em segurança.

Durante a ocorrência, a aeronave chegou a transmitir códigos de emergência relacionados a uma situação geral de perigo e a uma possível tentativa de sequestro. Antes de surgirem as informações sobre a agressão na cabine, um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense havia afirmado que o caso não era tratado como sequestro.

Notícia em atualização.

Mendonça confirma voto que retira do ar posts sobre Nossa Senhora

Ministro do TSE foi o primeiro votar em julgamento no plenário virtual da corte sobre mensagens falsas nas redes

Fábio Matos


Ministro André Mendonça participa da sessão da Segunda Turma do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmou, em seu voto sobre o caso envolvendo as publicações falsas a respeito de uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro (PL) de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, a determinação de retirada do ar dessas postagens.

Mendonça foi o primeiro a votar nesta quarta-feira, 30, sobre o caso Nossa Senhora no julgamento em plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os demais ministros podem se manifestar até as 23h59.

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Presidente do TSE obriga TV Globo a incluir o candidato Romeu Zema no debate da próxima quinta-feira

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Divulgação Novo

Em decisão tomada nesta terça-feira (29), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o candidato Romeu Zema, do Novo, seja incluído no debate presidencial que será promovido pela TV Globo. Nunes Marques estendeu a sua decisão também a candidatos a governador do partido Novo.

No texto da sua decisão, o ministro Nunes Marques determinou que as emissoras responsáveis por debates fossem comunicadas com urgência sobre a decisão.

Além de beneficiar o presidenciável Romeu Zema, a medida assinada pelo presidente do TSE também alcança candidatos como André Marinho, que disputa o governo do Rio de Janeiro, e Kiko Caputo, candidato no Distrito Federal. Pela decisão, os postulantes poderão participar dos debates na TV Globo na noite desta terça.

Para o debate presidencial da próxima quinta (1º), a TV Globo havia chamado apenas o presidente Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o escritor Augusto Cury (Avante). Apenas o presidente Lula ainda não confirmou a sua presença.

Segundo a legislação eleitoral, a participação em debates é garantida a partidos que tenham no mínimo cinco parlamentares no Congresso Nacional. O Novo foi ao TSE afirmando que cumpre esse critério, já que conta com cinco deputados federais em exercício, sendo três deles eleitos pelo partido, enquanto dois se filiaram posteriormente.

Na sua ação no TSE, o Novo argumentou que a garantia de participação deve levar em conta a composição atual das bancadas, e não o número de deputados eleitos pela legenda no pleito anterior. Também pediu urgência considerando a proximidade de debates que serão realizados pela TV Globo nesta semana.

“Embora a legislação possa estabelecer critérios objetivos de representatividade para assegurar a participação, sua interpretação não deve restringir o espaço de confronto público entre candidaturas além do que decorre da própria lei”, disse Nunes Marques na decisão.

“O perigo da demora também está caracterizado. Os debates estão programados para os próximos dias, de modo que a ausência do requerente produziria efeito de difícil reversão caso a controvérsia somente fosse examinada após sua realização”, completou o presidente do TSE.

Romeu Zema recebeu a chance de comparecer ao debate enquanto, por outro lado, vem sendo pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro a desistir da candidatura presidencial. Flávio inclusive ligou para Zema nesta terça para sugerir a desistência e negociar o apoio a ele, com argumento de "fortalecimento da direita".

Carlos Viana denuncia Ivete por "showmício" após gesto favorável a Lula em show no Mineirinho

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD), afirmou que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).

Em seu relato, o candidato diz: “Acabo de denunciar a Ivete Sangalo no Tribunal Superior Eleitoral por ‘showmício’”. O evento questionado pelo senador foi o show da turnê “Clareou”, no Mineirinho, em Belo Horizonte, realizado no dia 19 de setembro. Na ocasião, a artista endossou um coro de apoiadores do presidente Lula e “fez o L”, símbolo da campanha do petista, durante o show.

Segundo Viana, “show com ingresso pago que virou comício, na minha opinião”. “Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição”.

“A lei das eleições proíbe ‘showmício’ e não tem exceção para lacrador, quem quer que seja. Levei o caso ao ministro André Mendonça, pedi a preservação dos vídeos, a apuração da combinação com campanha eleitoral e se confirmado multa de R$100 mil por show, se ela repetir”, afirma o senador.

Viana, que é vinculado à base bolsonarista em Minas Gerais, declarou ainda que “acabou a festa dos lacradores”. “A gente tem que parar com isso. A lei vale para todo mundo e nós não podemos aceitar que há um desequilíbrio. Quando é alguém da direita que quer se manifestar, perseguição total. Quando é a da esquerda, os intelectuais, os artistas aplaudem como se fosse legítima representação. Não é verdade. É showmício na minha opinião”, completa.

RELEMBRE O SHOW

O vídeo de Ivete Sangalo no Mineirinho viralizou no final de semana entre os dia 19 e 20 de setembro após registro da publicitária Mariana Boniolo durante o show da turnê “Clareou”. Nas imagens é possível notar que, na platéia, um grupo de fãs gritava: “Lula lá” e Ivete respondeu com o gesto.

O “faz o L”, se tornou um símbolo da campanha do petista. A menção ao candidato ocorreu a exatas duas semanas para a votação do primeiro turno das eleições nacionais e estaduais.

Filha de Renato Aragão vai à Justiça e cobra quase R$ 900 mil do pai

Juliana afirma ter emprestado R$ 950 mil ao humorista

Por Leilane Teixeira
Foto: Reprodução

A disputa judicial envolvendo Renato Aragão e a filha mais velha, Juliana Aragão, teve um novo desdobramento às vésperas de uma audiência que discutirá a cobrança de cerca de R$ 872,5 mil. Juliana pediu à Justiça autorização para participar do encontro de forma remota.

A audiência está marcada para 26 de outubro, na 43ª Vara Cível da Capital do Rio de Janeiro, e, inicialmente, deve ocorrer de forma presencial. Segundo informações divulgadas pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, Juliana atualmente mora em Santa Catarina e argumentou que viajar até o Rio, acompanhada dos advogados, provocaria gastos elevados.

O processo é resultado de uma negociação feita entre pai e filha em dezembro de 2018. Juliana afirma ter emprestado R$ 950 mil ao humorista. O dinheiro, segundo ela, era proveniente de uma herança recebida após a venda de um imóvel que pertencia à mãe, Martha Maria Rangel Aragão, que morreu de câncer em 2014.

Atualmente, a cobrança discutida no processo é de aproximadamente R$ 872,5 mil.

Renato já se pronunciou

Renato Aragão já se pronunciou sobre a disputa e negou ter dado um “calote” na filha. As versões apresentadas pelas partes seguem sendo discutidas judicialmente.

A expectativa inicial é de que o humorista participe da audiência acompanhado de um advogado. Conforme as informações divulgadas sobre o processo, caso não haja acordo ou uma das partes deixe de comparecer, Renato poderá ter prazo de 15 dias para apresentar defesa.

Enquanto isso, Juliana aguarda uma decisão sobre o pedido para acompanhar a audiência à distância.

Juliana é a filha mais velha de Renato Aragão e nasceu do relacionamento do humorista com Martha Maria Rangel Aragão. O artista também é pai de Paulo, Ricardo, Renato Junior e Livian Aragão.

Gigante do entretenimento demite centenas em nova onda de cortes

A Walt Disney enfrentou a terceira rodada de cortes somente neste ano; entenda crise

Por Carla Melo
A Walt Disney demitiu centenas de pessoas em uma nova onda de demissões da maior companhia de entretenimento do mundo - Foto: Divulgação

A Walt Disney demitiu centenas de funcionários de áreas estratégicas do setor, em uma nova onda maciça de cortes de custos. Foi o que informou uma revista americana nesta terça-feira, 29.

De acordo com a Variety, uma fonte familiarizada com o assunto, teria apontado que a maior parte das demissões aconteceram nos departamentos de recursos humanos e tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto em diferentes divisões.

Esta é a terceira rodada de demissões da Disney neste ano desde que Josh D'Amaro assumiu o cargo de CEO, em março. As demissões ocorrem após a empresa sinalizar que faria novos cortes de custos.

Cortes na Disney desde 2023

Em abril, a Disney cortou cerca de 1.000 postos de trabalho em diferentes áreas, incluindo marketing, estúdios, televisão, ESPN, produtos e tecnologia e funções corporativas. Em julho, houve uma nova rodada de cortes, com centenas de demissões em áreas corporativas e divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television.

Segundo a Variety, a maior parte dos cortes nos estúdios ocorreu na Pixar, enquanto a National Geographic concentrou a maior parte das demissões na área de televisão.

Em agosto, a empresa também ofereceu pacotes de aposentadoria antecipada a executivos com muitos anos de casa.

A Disney empregava cerca de 231 mil pessoas no fim do ano fiscal de 2025, sendo aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil fora do país, segundo dados da companhia citados pela Reuters.

Além deste ano, a companhia também passou por uma grande rodada de demissões em 2023, quando anunciou o corte de cerca de 7.000 empregos como parte de um plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos durante a gestão do então CEO Bob Iger.
O que explica tantas demissões na Disney?

Na divulgação dos resultados do trimestre encerrado em junho, D'Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston afirmaram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas, incluindo o quadro de funcionários e gastos administrativos.

Em carta aos acionistas, divulgada em 5 de agosto, os executivos disseram que a redução de custos tinha como objetivo liberar recursos para investimentos em áreas de crescimento. A Disney não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.

As demissões desta terça-feira, 29, foram divulgadas inicialmente pelo site especializado Deadline e posteriormente confirmadas pela Variety.

Idosa tem R$ 300 mil retirados de conta em banco e descobre empréstimo que não fez

Caso faz parte de uma investigação sobre um suposto esquema de desvios em uma agência bancária

Por Leilane Teixeira
Plano Brasil Soberano III - Foto: Agência Brasil/ José Cruz

Uma idosa de 78 anos descobriu que o dinheiro guardado ao longo da vida desapareceu de uma conta bancária em Miguelópolis, no interior de São Paulo. Segundo a família, cerca de R$ 300 mil foram retirados sem autorização. Além do prejuízo, a aposentada ainda enfrenta descontos mensais referentes a um empréstimo que afirma nunca ter contratado.

O caso faz parte de uma investigação da Polícia Civil sobre um suposto esquema de desvios em uma agência do Santander no município. Uma ex-funcionária do banco, Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, e o companheiro dela, o dentista Adilson Coelho de Paula, de 56, foram presos preventivamente na segunda-feira, 28.

A investigação apura desvios que ultrapassam R$ 2 milhões e teriam ocorrido entre 2024 e 2026. Conforme a polícia, entre as principais vítimas estão clientes idosos.

Família descobriu conta zerada

A situação da aposentada veio à tona em meio a um tratamento de saúde. Ela havia passado por um transplante de córnea e, depois do procedimento, familiares foram até a agência para retirar dinheiro. Ao consultar o extrato, descobriram que o saldo estava zerado.

“É dinheiro de uma vida”, lamentou uma sobrinha da idosa, que preferiu não ser identificada. Segundo ela, a tia mantinha a conta na mesma agência havia anos e costumava ser atendida exclusivamente por uma funcionária, em quem depositava confiança.

Ao analisar extratos referentes a 2024, 2025 e 2026, a família afirma ter identificado diversas operações que a aposentada não reconhece. Entre elas estavam retiradas de valores elevados e movimentações envolvendo aplicações financeiras.

A sobrinha relata que os saques começaram em 2024 e se tornaram mais frequentes no ano seguinte. Em determinado período, segundo ela, eram retirados R$ 5 mil por dia, de segunda a sexta-feira.

A família também afirma ter descoberto a existência de dois cartões emitidos em nome da aposentada que eram desconhecidos pelos parentes.

Empréstimo compromete aposentadoria

Além do desaparecimento das economias, os familiares encontraram um empréstimo que, segundo eles, não foi contratado pela idosa. São 36 parcelas de R$ 1.047, totalizando aproximadamente R$ 37,7 mil.

A aposentada já teria pago 11 parcelas e, conforme a família, os descontos continuam sendo feitos mesmo após a contestação. Com isso, restariam cerca de R$ 1 mil mensais da aposentadoria para que ela possa se manter.

A sobrinha afirma ainda que os parentes passaram a ajudar nas despesas da idosa, que necessita de medicamentos, exames e consultas.

Problema apareceu antes de cirurgia

Antes de descobrir que a conta estava sem dinheiro, a família já havia enfrentado dificuldades para movimentar os recursos. Para pagar o transplante de córnea, que custou R$ 11 mil, os parentes afirmam ter solicitado um cartão de débito.

Segundo a sobrinha, o pedido não foi atendido. A alternativa apresentada pela agência teria sido a retirada do valor em espécie. Com isso, a família diz ter transportado os R$ 11 mil em dinheiro até Ribeirão Preto, onde seria realizado o procedimento.
Investigação apura desvios milionários

Segundo a Polícia Civil, a apuração começou depois que clientes procuraram as autoridades para denunciar movimentações que não reconheciam.

A investigação aponta que Vanessa trabalhou por mais de 12 anos na agência e teria se aproveitado da relação de confiança estabelecida com correntistas para movimentar valores. O companheiro dela, segundo a polícia, teria recebido parte do dinheiro.

A decisão judicial que determinou as prisões cita suspeitas de saques indevidos, empréstimos fraudulentos, transferências sem autorização e resgates de investimentos. As vítimas seriam, em grande parte, pessoas com pouca familiaridade com aplicativos bancários.

O documento judicial menciona, entre outros casos:

uma idosa com prejuízo estimado em R$ 1,76 milhão;
um idoso sob curatela que teria perdido R$ 94,1 mil;
outra vítima com perdas superiores a R$ 240 mil.
os valores investigados ultrapassariam R$ 2,1 milhões.

A polícia também apura indícios de lavagem de dinheiro por meio da movimentação dos recursos entre diferentes contas e casas de jogos e apostas.

A defesa de Adilson afirmou à EPTV que ele desconhece as acusações e não possui envolvimento com irregularidades investigadas no caso. A defesa de Vanessa havia sido procurada, mas não tinha se manifestado.

O Santander também foi procurado para esclarecer os questionamentos relacionados ao empréstimo, ao eventual ressarcimento das vítimas e à demissão da ex-funcionária, mas não havia apresentado resposta.

TRE-BA recebe imprensa no Colégio Evaristo da Veiga para acompanhar preparação de local de votação

Atividade começa na sexta-feira (2/10), quando a Justiça Eleitoral baiana começa a receber os locais de votação das secretarias de educação


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) receberá a imprensa nesta sexta-feira (2/10), às 10h, no Colégio Estadual de Tempo Integral Evaristo da Veiga, localizado na Avenida Garibaldi. O objetivo é apresentar os preparativos nos locais de votação para o pleito.

A secretária da Corregedoria do TRE-BA, Maria do Socorro Carvalho, atenderá os veículos de comunicação no local para falar sobre a reta final da organização das eleições. O colégio concentra 6,4 mil eleitoras e eleitores, distribuídas(os) em 15 seções eleitorais.

A operação de preparação dos locais de votação segue também durante o sábado e o domingo (3 e 4/10), envolvendo também a distribuição das urnas eletrônicas para os locais de votação.

Os meios de comunicação interessados em acompanhar a atividade deverão solicitar credenciamento através do e-mail comunicacao@tre-ba.jus.br até o dia 30 de setembro às 10 horas.

Serviço

O quê: Acompanhamento da preparação do local de votação

Quando: Sexta-feira (2/10), às 10h

Onde: Colégio Estadual de Tempo Integral Evaristo da Veiga (Avenida Garibaldi, Salvador - BA)

Porta-voz: Maria do Socorro Carvalho, secretária da Corregedoria do TRE-BA


ASCOM / TRE-BA via tre-ba.jus.br

TRE-BA define no próximo sábado (3/10) urnas que passarão por Auditoria da Votação Eletrônica

Cerimônia de escolha ou sorteio dos equipamentos será realizada na Sala de Sessões do Tribunal e poderá ser acompanhada por entidades fiscalizadoras; Tribunal fará transmissão no YouTube


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realiza, no próximo sábado (3/10), às 7h, a cerimônia pública de escolha ou sorteio das seções eleitorais cujas urnas eletrônicas serão submetidas à Auditoria da Votação Eletrônica nas Eleições Gerais de 2026. O procedimento, que será transmitido pelo canal do TRE-BA no YouTube, ocorrerá na Sala de Sessões do Tribunal, em Salvador, e poderá ser acompanhado por representantes das entidades fiscalizadoras e pelo público.

Na Bahia, serão auditadas 43 urnas eletrônicas. Desse total, 33 serão submetidas ao Teste de Integridade e dez ao Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. A escolha ou sorteio que definirá as seções será conduzido pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do TRE-BA, presidida pela juíza Patrícia Cerqueira de Oliveira.

No dia 11 de setembro, o TRE-BA publicou o Edital nº 89/2026, de credenciamento de representantes de órgãos e entidades para acompanhar a escolha ou sorteio das seções eleitorais e os trabalhos da Auditoria da Votação Eletrônica.

O documento prevê a participação de representantes de partidos políticos, federações e coligações, OAB, Ministério Público, Defensoria Pública, Congresso Nacional, CGU, Polícia Federal, CNJ, CNMP e TCU, além da Sociedade Brasileira de Computação, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, universidades credenciadas junto ao TSE, Confederação Nacional da Indústria e entidades do Sistema S.

Cada entidade ou órgão fiscalizador pode indicar uma seção eleitoral cuja urna será auditada.

Como funciona a auditoria

Após serem escolhidas ou sorteadas, as 33 urnas destinadas ao Teste de Integridade serão imediatamente retiradas das respectivas seções eleitorais e encaminhadas para a sede do TRE-BA, em Salvador. Na capital, os equipamentos serão recebidos e preparados para a auditoria, que será realizada no domingo (4/10), na sede do TRE-BA.

O procedimento consiste em uma votação simultânea à oficial, realizada das 8h às 17h, com cédulas de papel e registro dos votos nas urnas eletrônicas selecionadas para a auditoria.

Ao final da votação, é emitido o Boletim de Urna, possibilitando a comparação entre os votos realizados e os resultados registrados pelo equipamento. Permitindo comprovar que o que é digitado na urna eletrônica é o que é registrado.

As urnas retiradas das seções eleitorais para a auditoria são substituídas por equipamentos de contingência, preparados pelos Cartórios Eleitorais para garantir o funcionamento normal da votação nos locais em que as urnas foram sorteadas.

As outras dez urnas escolhidas ou sorteadas para o Teste de Autenticidade dos Sistemas passam pelo procedimento de verificação dos sistemas eleitorais instalados no equipamento, com o objetivo de confirmar a autenticidade dos programas utilizados.

O procedimento ocorre antes da emissão da zerésima e do início da votação, na própria seção eleitoral, e conta com a participação do juiz eleitoral e das entidades fiscalizadoras.

Serviço

O quê: Cerimônia pública de escolha ou sorteio das seções eleitorais para a Auditoria da Votação Eletrônica
Quando: 3 de outubro, às 7h
Onde: Sala de Sessões do TRE-BA, em Salvador
Auditoria: 4 de outubro, das 7h às 17h

ASCOM / TRE-BA via tre-ba.jus.br
terça-feira, 29 de setembro de 2026

EUA e China reduzem tarifas e ampliam diálogo sobre IA

Acordo prevê tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em mercadorias de cada país

Victória Batalha


A reunião entre Trump e Xi terminou na sexta-feira 25, depois de três dias de encontros | Foto: Reprodução/X

Os Estados Unidos e a China chegaram a um entendimento para reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias de cada país e ampliar o diálogo sobre inteligência artificial (IA). O acordo foi anunciado depois da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington e do encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo a Casa Branca, as mudanças tarifárias abrangem produtos considerados não sensíveis. Entre as exportações norte-americanas estão produtos agrícolas, madeira e cosméticos. No sentido contrário, entram pequenos eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração.

“Os dois países chegaram a um consenso sobre recomendações para um tratamento tarifário mais favorável a US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis em cada direção”, informou a Casa Branca.

A reunião entre Trump e Xi terminou na sexta-feira 25, depois de três dias de encontros. O governo chinês informou que os dois países também concordaram em criar um conselho de comércio e ampliar os resultados de negociações anteriores realizadas em Kuala Lumpur.

Washington e Pequim ampliam diálogo sobre IA

Os governos também decidiram estabelecer um canal de comunicação para tratar de incidentes relacionados à inteligência artificial e manter discussões sobre os riscos e benefícios da tecnologia. A próxima rodada de negociações está prevista para novembro.

A Casa Branca informou que os líderes concordaram em utilizar o termo “superinteligência” nas discussões sobre a tecnologia. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Pequim considera positivo o uso da nova expressão por Washington.

Os dois países também concordaram em apoiar a realização de reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico e do G20. Trump e Xi planejam participar dos encontros organizados pelo outro país.

Na área de política externa, os governos informaram que os dois líderes concordaram que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Também houve concordância de que nenhum país ou entidade deve impor tarifas de trânsito em vias navegáveis internacionais.

O entendimento ocorre depois de Washington e Pequim prorrogarem por dois meses uma trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. A extensão abriu mais tempo para os dois governos trabalharem em um possível acordo comercial mais amplo.

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