RADIO WEB JUAZEIRO



sexta-feira, 12 de junho de 2026

Delação rejeitada pela PF citava repasses de R$155 milhões de Vorcaro a Alcolumbre

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro incluía informações sobre repasses feitos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo informações publicadas pela revista Veja, nesta quinta-feira (11), o fundador do Banco Master teria repassado US$ 30 milhões ao senador, o equivalente a R$155 milhões na cotação atual.

A proposta de Vorcaro foi oficialmente rejeitada pela Polícia Federal na quarta-feira (10). Na avaliação da PF, a nova proposta de delação continuou sem trazer fatos inéditos ou elementos considerados relevantes para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

Conforme divulgado pela Veja, o valor repassado pelo ex-banqueiro ao presidente do Congresso teria sido depositado em uma conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida pelo apoio do parlamentar a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, ainda segundo a proposta de delação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Em nota, Alcolumbre respondeu a acusação. Por meio de assessoria, o senador diz que as informações “são absolutamente falsas, não procedem” e que serão “enfrentadas com a máxima firmeza”.

“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, diz trecho da nota.

A segunda proposta apresentada por Vorcaro também menciona supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.

Rueda nega irregularidades e afirma não ter relação pessoal com Vorcaro, embora reconheça que seu escritório de advocacia prestou serviços ao Banco Master.

Morre Brito, zagueiro titular na conquista do tri do Brasil na Copa do Mundo de 1970


Foto: Instagram / @brito1970oficial

Morreu na última quinta-feira (11) o ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, conhecido no futebol como Brito. Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, ele estava internado há pouco mais de uma semana em decorrência de uma pneumonia. A informação foi divulgada oficialmente nas redes sociais do ex-jogador.

Brito fez parte de uma das equipes mais marcantes da história do futebol. Titular em todos os jogos da campanha do tricampeonato, no México, o defensor integrou o "Esquadrão", comandado por Zagallo que venceu a Copa de 1970 com nomes como Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivellino e Carlos Alberto Torres.

Foto: Divulgação

Na final, disputada no Estádio Azteca, o Brasil venceu a Itália por 4 a 1 e conquistou o terceiro título mundial. O mesmo estádio, inclusive, foi palco da abertura da Copa do Mundo de 2026.

Além da conquista de 1970, Brito também defendeu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966. Ao todo, disputou 43 partidas com a camisa do Brasil. Ele fez parte da equipe que ergueu a útima taça Jules Rimet da história das Copas.

No futebol brasileiro, o ex-zagueiro teve forte identificação com o Vasco. Revelado pelo clube carioca em 1957, permaneceu em São Januário até 1969 e se tornou ídolo vascaíno. Foi pelo Cruzmaltino que marcou o único gol da carreira profissional, também em 1969.

Ao longo da trajetória, Brito ainda vestiu as camisas de Flamengo, Internacional, Cruzeiro, Botafogo, Athletico-PR e Corinthians. Fora do Brasil, atuou pelo Deportivo Galicia, do Equador.

Justiça da Itália anula extradição de Carla Zambelli ao Brasil e cita acúmulo de funções por Alexandre de Moraes

Fotos: Lula Marques / Agência Brasil | LR Moreira/Secom/TSE

A Corte Suprema de Cassação da Itália divulgou, nesta sexta-feira (12), os fundamentos da decisão que, em 22 de maio, anulou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil.

O pedido de extradição feito pelo governo brasileiro baseia-se na condenação da ex-parlamentar por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de decisões falsas atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Há ainda um segundo processo de extradição em tramitação na Justiça italiana referente à condenação de Zambelli por porte ilegal de arma e ameaça com arma de fogo.

De acordo com o G1, na decisão, os magistrados italianos consideraram que houve acúmulo de funções por parte do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o tribunal, Moraes participou de diferentes fases do processo, o que, na avaliação da Corte, contraria os princípios de imparcialidade e independência judicial.

“Bem como insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes], integrante do Supremo Tribunal Federal do Brasil, em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”, diz o texto da decisão, publicada em italiano.

ENTENDA O CASO

Carla Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão em regime fechado por contratar o hacker Walter Delgatti para invadir os sistemas do Judiciário e incluir documentos falsos. Entre os documentos, constariam um mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes, assinado por ele mesmo, e uma ordem para quebrar seu sigilo bancário.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a invasão tinha como objetivo desacreditar o Judiciário, responsável pelo processo eleitoral, e gerar ambiente favorável a uma ruptura institucional para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

A decisão da Suprema Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, revogou a sentença anterior da Corte de Apelações da Itália. Com isso, Zambelli foi solta no fim do mês passado.

PEC do fim da escala 6x1 pode aumentar em até 30% o valor de cada hora extra

Por Raphael Di Cunto | Folhapress

Foto: Agência Brasil

A decisão da Câmara dos Deputados de aprovar na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 o direito a duas folgas semanais remuneradas para os trabalhadores pode aumentar em até 30% o valor de cada hora extra. O acréscimo representa um desafio adicional às empresas, que já terão que se adaptar a novas escalas de trabalho e a uma jornada reduzida.

O percentual exato dependerá do horário e dia em que for realizada a hora extra e se há habitualidade em sua realização (quando ocorre com frequência, o que garante o pagamento de um adicional). Outro fator a ser considerado é a jornada atual de trabalho e a categoria profissional (algumas profissões têm adicionais maiores por acordo coletivo).

De forma geral, o aumento será reflexo de duas mudanças feitas pela PEC. Primeiro, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução dos salários. Isso fará com que cada hora passe a valer mais. O valor do salário hoje é dividido por 220 horas mensais para calcular o custo de cada uma e deve passar a ser dividido por 200.

Sobre as horas extras já incide um adicional de 50%, mas outros aditivos são acrescentados quando são feitas no período noturno (mais 20%) ou domingos e feriados (quando contam em dobro, um complemento de 100% ao invés de 50%).

Especialistas apontam que, a depender da categoria e dos acordos coletivos estabelecidos, é possível que as horas extras feitas aos sábados passem a ser consideradas em dobro.

O segundo ponto da PEC que aumentará o valor pago pelas horas extras é que incide um adicional chamado de DSR (Descanso Semanal Remunerado) sobre aquelas feitas com habitualidade (com frequência e constância acima da jornada contratual regular). Com uma folga a mais por semana e um dia útil a menos, esse bônus será diretamente impactado.

A DSR é calculada assim: divide-se o valor do salário por hora (que aumentará pela redução da jornada para 40 horas semanais) pelo número de dias úteis no mês (que ficará menor após a PEC), e o resultado é multiplicado pelo número de folgas mensais (que pode dobrar a depender do mês).

Um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00, por exemplo, e que fez 10 horas extras aos domingos em um mês de 30 dias sem feriados, recebe hoje R$ 170,03 adicionais. Com as mudanças aprovadas na PEC, ele passaria a ganhar R$ 221,05 –um acréscimo de 30% sobre o valor atual das horas extras e de 13% sobre o salário normal.

ENTENDA A PROPOSTA

O setor empresarial tentou modificar o texto da PEC na Câmara para estabelecer que o novo dia de folga semanal após a proibição da escala de trabalho 6x1 (de seis dias trabalhados para apenas um de folga) fosse considerado "dia útil não trabalhado", para não alterar o cálculo das horas extras e o salário de trabalhadores horistas ou avulsos.

O governo Lula (PT) se posicionou nas negociações internas contra essa alteração e o texto foi aprovado como "duas folgas semanais remuneradas, uma delas preferencialmente aos domingos". Os empresários pretendem convencer o Senado a fazer a mudança caso a PEC avance.

Há, no entanto, algumas incertezas jurídicas em relação ao texto aprovado. Uma delas é o momento em que a mudança no valor das horas extras entraria em vigor, caso a PEC seja aprovada. Juristas divergem se ocorrerá quando as duas folgas passarem a valer (60 dias após a promulgação da PEC), se dependerá de uma nova lei regulamentando a forma de cálculo ou de mudança nas súmulas do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

O advogado Matheus Quintiliano, sócio da área trabalhista do Velloza Advogados, afirma que esse é um dos pontos com maior potencial de judicialização.

"Existem pelo menos duas interpretações possíveis. A primeira é que, uma vez aprovada a PEC, a legislação vigente deverá ser interpretada à luz do novo texto constitucional, permitindo a aplicação imediata da nova lógica de cálculo. A segunda é que, embora o direito ao repouso seja ampliado pela Constituição, a forma de cálculo dos reflexos dependeria de alteração legislativa específica para conferir maior segurança jurídica", diz.

Já o advogado Gáudio Ribeiro de Paula, sócio fundador da SampLaw, afirma que o reflexo no pagamento de horas extras pode ocorrer sem alteração na lei que trata da DSR, apenas com a mudança na Constituição, mas que isso será objeto de disputa no Judiciário, e que o ideal é o TST rever a súmula que estabelece o sábado como dia útil.

"Não depende de alterar a Lei 605 [sobre a DSR], mas também não é automático. Depende de o Judiciário reconhecer os dois dias como repouso para fins de reflexo, o que tende a ser objeto de disputa nos primeiros anos", diz de Paula. "Há um argumento sólido de que deixam de ser, mas isso será provavelmente definido em litígio e não pela simples promulgação da PEC".

Para o juiz do trabalho Ronaldo Callado, diretor de comunicação social da Anamatra (Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho), serão necessários mais estudos e discussão para resolver situações como estas, que hoje estão muito vagas na PEC. "A gente vai ficar nesse início com algumas controvérsias", afirma.

Ele defende que isso, junto com a redução da jornada para 40 horas semanais, pode ser um incentivo para que as jornadas máximas de trabalho passem a ser observadas e que as horas extras ocorram apenas em casos excepcionais.

"Na prática, hoje já há quase que uma habitualidade na geração de horas extras, o que é um dos fatores que mais causa acidentes e afastamento dos trabalhadores por motivos médicos", diz.

Outra incerteza é como será o impacto para categorias com regimes de trabalho diferenciados, como médicos e policiais, que costumam fazer a escala 12x36 (12 horas de trabalho para 36 de folga).

Nesses casos, a PEC permite que os dias de descanso sejam acumulados para outro momento dentro do mesmo mês-calendário, o que muda a forma de cálculo da DSR. O valor da hora também pode não ter alteração, pois parte dessas categorias já tem jornada de 40 horas semanais ou menos.

Um grupo que não será beneficiado com a mudança nas horas extras é o dos profissionais com diploma de ensino superior e salários acima de R$ 21,1 mil, já que a PEC acaba com o limite de 44 horas de trabalho semanais para eles e dispensa as empresas de controle de jornada.

Em dois anos, Irecê dobra gastos com atrações para o São João

A quantia equivale ao dobro gasto na festa em 2024

Por Anderson Ramos
São João de Irecê terá 30 atrações neste ano. - Foto: Divulgação

A Prefeitura de Irecê, município da Chapada Diamantina administrado pelo prefeito Murilo França (PSB), registrou o maior gasto com a contratação de atrações para as festas de São João na Bahia em 2026.

De acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o valor total das contratações no município foi de R$ 11,6 milhões em 30 atrações neste ano. A quantia equivale ao dobro gasto na festa em 2024, quando a prefeitura desembolsou R$ 5,5 milhões em 29 artistas. Já no ano passado, a gestão contratou 81 artistas pelo valor de R$ 8,9 milhões.

Conforme as informações contidas no Painel, o recurso utilizado para contratar os artistas é 100% de origem municipal. O cachê mais elevado é o da dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano, que cobrou R$ 905 mil. Em seguida aparecem Ana Castela e Nattan, ambos com cachê de R$ 900 mil.

Ao todo serão oito dias de festejos, que terão início no dia 19 de junho e se encerram no dia 27.

Recomendação do MP-BA

O MP-BA tem encaminhado recomendações aos municípios para que eles adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela instituição e Tribunais de Contas (TCM e TCE).

“Nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil”, afirmou a entidade.

O órgão pede que as contratações tomem como referência a média dos valores pagos aos artistas em 2025, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com o objetivo de “evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos públicos”.

Em Irecê, as contratações aumentaram em 30% de um ano para o outro, muito mais que a inflação do período, que foi de 4,39%.

O Painel

O Painel de Transparência dos Festejos Juninos fechou na quarta-feira, 10, o primeiro período de coleta de informações sobre os gastos públicos em 2026, com dados de 390 Municípios e do Governo do Estado. A movimentação de recursos registrada passa dos R$ 600 milhões. Do total, 367 farão festas e terão atrações artísticas contratadas, enquanto 23 informaram que não realizarão festejos.

O MP da Bahia prorrogou o prazo e os 27 Municípios que ainda não fizeram cadastro no Painel tem até 12h desta sexta, 12, para prestarem informações, inclusive aqueles não terão festejos.

Na próxima terça, 16, os gestores que colaboraram com o Painel receberão o Selo de Transparência em cerimônia pública no auditório da sede do MPBA, no CAB, em Salvador, a partir das 9h.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Justiça limita acesso de parlamentares em hospitais da Bahia

Medida busca proteger a segurança e preservar a privacidade de usuários e trabalhadores
Medida atende e pedido da PGE. - Foto: Maria Eduarda COrdeiro / Ascom-PGE

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou que parlamentares estaduais e municipais não poderão acessar áreas assistenciais restritas de hospitais da rede estadual sem observar os procedimentos estabelecidos pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A decisão foi proferida em ação civil pública ajuizada pelo Estado da Bahia, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE-BA), após episódios de ingresso não autorizado em unidades de saúde e exposição indevida de pacientes e profissionais durante ações de fiscalização realizadas individualmente.

A medida busca proteger a segurança dos pacientes, preservar a privacidade de usuários e trabalhadores da saúde e garantir o regular funcionamento dos serviços hospitalares. Segundo a Sesab, situações registradas nos últimos meses demonstraram a necessidade de intervenção judicial para evitar riscos ao atendimento e à segurança assistencial.

Caso em Salvador

Entre os casos apresentados à Justiça está um episódio envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) ocorrido em fevereiro de 2025 no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador.

Conforme relatado pela Secretaria da Saúde, um parlamentar estadual ingressou em área de acesso controlado acompanhado de outras pessoas, sem observar protocolos sanitários exigidos para o local. Também foram registradas ocorrências em outras unidades da rede estadual envolvendo acesso a áreas restritas, realização de filmagens e transmissões em redes sociais com exposição de pacientes, acompanhantes e servidores.

Na ação, o Estado sustentou que a Constituição Federal atribui a função fiscalizatória do Poder Executivo aos órgãos colegiados do Poder Legislativo, como assembleias, câmaras e comissões parlamentares, e não a parlamentares atuando individualmente. O argumento foi fundamentado em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhecem o caráter institucional da atividade fiscalizatória.

O Estado também apontou o descumprimento da Portaria Sesab nº 101/2026, que regulamenta o acesso de terceiros às unidades estaduais de saúde. A norma exige identificação formal, justificativa da visita, agendamento prévio e registro de entrada. Para parlamentares, prevê ainda a comprovação de que a visita integra atividade institucional autorizada pela respectiva Casa Legislativa.

Ao analisar o pedido, o juiz Carlos Roberto Silva Junior entendeu que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de danos à saúde, à privacidade dos pacientes e ao funcionamento das unidades hospitalares. Na decisão, destacou a repetição dos episódios e a necessidade de prevenir novas ocorrências.

A medida determina que parlamentares se abstenham de ingressar em áreas assistenciais restritas das unidades estaduais de saúde sem observar as regras previstas na Portaria Sesab nº 101/2026. A decisão também proíbe a realização de fotografias, filmagens ou transmissões de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde sem consentimento expresso dos envolvidos e estabelece multa de R$ 50 mil para cada descumprimento.

Responsável pela condução da demanda em nome do Estado, o procurador do Estado Roberto Figueiredo ressaltou que a decisão não impede a atividade fiscalizatória do Poder Legislativo, mas garante que ela seja exercida dentro dos limites constitucionais e sem comprometer a assistência prestada à população.

“A fiscalização dos serviços públicos é legítima e necessária, mas deve ocorrer de forma institucional, observando a legislação, as decisões do Supremo Tribunal Federal e, sobretudo, a proteção dos pacientes. O objetivo da ação é assegurar que o direito à saúde, à privacidade e à dignidade dos usuários do SUS seja preservado, sem prejuízo do controle exercido pelos órgãos competentes”, afirmou.

BAIRRO MONTE CASTELO EM JUAZEIRO RECLAMA DO ABANDONO - VEJA O VÍDEO


Moradores da Rua Piatã, no bairro Monte Castelo, em Juazeiro (BA), cobram providências da Prefeitura diante da falta de coleta regular de lixo e da ausência de pavimentação no bairro. Segundo um morador, o problema tem se repetido com frequência, causando transtornos e comprometendo a qualidade de vida da população.

"O IPTU chega todo ano, mas os serviços básicos não. Sem a passagem dos garis, o lixo fica acumulado nas ruas e acaba sendo espalhado pelos cães, deixando a situação ainda pior. Além disso, seguimos sem calçamento, o que dificulta a locomoção de moradores e veículos, principalmente quando chove", relatou.

A redação mantém espaço aberto para manifestação dos órgãos responsáveis sobre as reclamações apresentadas pelos moradores.

Funcionários da TV Justiça aprovam greve por atraso de salários

Paralisação começa em 15 de junho e envolve trabalhadores terceirizados responsáveis pela operação da emissora do STF

Pâmela Zacarias

Categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores pendentes | Foto: Divulgação/SJPDF

Funcionários da Rádio e TV Justiça aprovaram, em assembleia realizada nesta quarta-feira, 10, uma greve por atraso de salários e benefícios trabalhistas. A paralisação está prevista para começar em 15 de junho. As emissoras estão ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A greve envolve trabalhadores terceirizados contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). A entidade está em recuperação judicial e é alvo de investigações.

Os trabalhadores atuam em áreas como reportagem, produção, edição de imagens, operação técnica e atividades administrativas.

Funcionários cobram pagamentos

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), a categoria decidiu cruzar os braços por causa do atraso no pagamento de salários e benefícios. Os profissionais afirmam que tentaram negociar uma solução antes da paralisação, mas não houve acordo com a Fundac.

O SJPDF afirma que a situação se agravou nos últimos meses e passou a comprometer a rotina dos trabalhadores. A categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores pendentes.

Programação pode ser afetada

A TV Justiça transmite julgamentos, sessões e conteúdos institucionais do Poder Judiciário desde 2002, incluindo atividades do STF. Já a Rádio Justiça está no ar desde 2004 e divulga informações relacionadas às atividades dos tribunais.

Caso não haja acordo, a paralisação deve começar no próximo domingo, 15. Até o momento, os trabalhadores mantêm a decisão aprovada em assembleia.

A categoria afirma que seguirá aberta ao diálogo, mas condiciona o fim do movimento à regularização dos pagamentos e dos demais compromissos trabalhistas.

MP denuncia Deolane Bezerra por suposta ligação com o PCC

Promotoria acusa influenciadora de organização criminosa e lavagem de dinheiro; defesa nega envolvimento com a facção

Victória Batalha

Deolane Bezerra admitiu ter tido informações privilegiadas da polícia | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou nesta quarta-feira, 10, a advogada Deolane Bezerra por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada pelo promotor Lincoln Gakiya, responsável pelo caso.

Segundo a denúncia, Deolane responderá pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A acusação também alcança Marcos Willians Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como líder da facção, além de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, e outros familiares.

A criminalista Deolane Bezerra, durante encontro com o ex-presidente Lula – 26/04/2022 | Foto: Ricardo Stuckert/PT

Entre os denunciados está ainda Everton de Souza, conhecido como Player. Os investigadores o identificam como operador financeiro do PCC e responsável pela administração de recursos e patrimônio ligados à cúpula da organização.

Investigação aponta movimentação milionária

De acordo com a apuração, a investigação chegou a Deolane por meio de vínculos identificados com familiares de Marcola.

O Ministério Público sustenta que a influenciadora mantinha relação com integrantes do núcleo familiar do líder da facção e teria utilizado sua estrutura empresarial para ocultar recursos supostamente provenientes de atividades criminosas.

Os investigadores apontam que R$ 13,6 milhões passaram pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022. No mesmo período, aproximadamente R$ 14 milhões circularam por três empresas ligadas à influenciadora.

Deolane está presa desde 21 de maio, quando uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público cumpriu mandados relacionados à investigação.

Defesa contesta acusação

A defesa da influenciadora afirmou que recebeu a denúncia com preocupação e negou qualquer participação de Deolane em organização criminosa.

Em nota, os advogados também criticaram a divulgação do conteúdo da acusação antes do acesso formal aos autos e informaram que ainda analisam os documentos apresentados pelo Ministério Público.

Deolane permanece detida na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

EUA barram árbitro da Copa por suspeita de ligação com terrorismo

Omar Abdulkadir Artan, da Somália, teve a entrada negada no país e ficou fora da Copa do Mundo de 2026

Victória Batalha

Omar teve visto negado e está fora da Copa do Mundo 2026 | Foto: Reprodução/Flickr

O governo dos Estados Unidos impediu a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado pela Fifa para atuar na Copa do Mundo de 2026. As autoridades norte-americanas alegaram suspeitas de vínculos do profissional com organizações terroristas.

Em nota enviada à Fox News, o órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras dos Estados Unidos informou que uma análise aprofundada identificou informações consideradas comprometedoras durante o processo de admissibilidade.

Segundo o comunicado, os agentes encontraram indícios de ligação com pessoas suspeitas de integrar grupos terroristas. Com base nessa avaliação, o árbitro foi considerado inadmissível sob as regras previstas na legislação migratória norte-americana.

Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções | Foto: Facebook/Fifa

“O viajante teve sua admissão recusada e recebeu formulários de imigração que informam a disposição legal utilizada para efetuar uma remoção expedita”, afirmou o órgão. A nota também declarou que o governo do presidente Donald Trump não permitirá a entrada de ameaças à segurança nacional.

Árbitro fica fora da Copa do Mundo

Omar Abdulkadir Artan integrava a lista de árbitros selecionados pela Fifa para trabalhar na Copa do Mundo de 2026. Com a negativa do visto, ele não poderá participar do torneio.

A embaixada da Somália tentou reverter a decisão, mas as autoridades norte-americanas mantiveram o veto.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comentou o episódio. “É uma pena que aconteceu com o Omar”, afirmou. “Sempre tentamos achar soluções, mas temos que entender que não somos os reis do mundo que podem mandar em governos.”

Os Estados Unidos, o Canadá e o México organizarão a Copa do Mundo de 2026.

Michelle diz que Bolsonaro teve crise durante mudança de tratamento

Ex-primeira-dama afirmou que médicos reformularam a medicação e que o ex-presidente passará por novos exames

Victória Batalha

Michelle está acompanhando Jair Bolsonaro durante sua internação I Foto: Divulgação/Palácio do Planalto

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 10, que Jair Bolsonaro enfrentou uma crise de saúde durante uma tentativa de redução das medicações utilizadas em seu processo de recuperação. Segundo ela, a equipe médica decidiu reformular o tratamento e solicitar novos exames.

Michelle fez a declaração durante o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha (PL-DF), conhecida como Luiza do Clézão. Filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clézão, ela disputará uma vaga nas eleições de 2026.

A ex-primeira-dama participaria presencialmente do evento, mas acompanhou a cerimônia por videoconferência. Ela explicou que permaneceu em casa para acompanhar o estado de saúde do marido.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro Alexandre de Moraes | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Jair já estava no desmame há três dias das medicações. Infelizmente não deu certo e ele teve uma crise muito forte anteontem”, afirmou.

Médicos reformulam tratamento

Michelle relatou que os médicos decidiram revisar a estratégia adotada para a recuperação do ex-presidente.

“Nós estamos com o doutor Brasil. Reformulamos todas as medicações. Ele vai passar por alguns exames. Infelizmente eu não tenho como me ausentar”, declarou.

Durante a transmissão, a ex-primeira-dama também disse que pretendia dedicar mais tempo às atividades partidárias e à preparação de materiais voltados a pré-candidatas ligadas ao PL. A situação de Bolsonaro, porém, alterou sua agenda.

O evento reuniu lideranças da oposição, Damares Alves (Republicanos-DF), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), o senador Magno Malta (PL-ES), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A medida levou em conta o quadro de saúde do ex-presidente.

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz

Teerã justifica medida como resposta a novos ataques dos EUA

Fábio Bouéri

Estreito de Ormuz: epicentro do conflito no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O governo do Irã anunciou, nesta quarta-feira, 10, um novo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. A medida seria uma resposta aos recentes ataques militares dos Estados Unidos contra alvos iranianos.

Segundo militares iranianos, qualquer embarcação que tentar atravessar a passagem poderá ser considerada alvo. A decisão pode reeditar uma escalada na crise envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que se intensificou nos últimos dias depois da troca de ataques na região do Golfo Pérsico.

Irã: efeitos no mercado global de petróleo

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é responsável por uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo. Especialistas alertam que restrições prolongadas ao tráfego marítimo podem provocar alta nos preços da energia e impactos na inflação global.

A tensão na região aumentou depois que forças americanas realizaram novos bombardeios contra instalações iranianas. Teerã classificou as ações como uma agressão direta e passou a endurecer o controle sobre a navegação na área.

Nos últimos meses, o estreito já havia sido alvo de bloqueios parciais, apreensões de embarcações e confrontos envolvendo forças iranianas e norte-americanas. Analistas avaliam que o novo fechamento pode dificultar as negociações diplomáticas e aumentar o risco de um conflito mais amplo no Oriente Médio.

Apesar da retórica agressiva dos dois lados, governos da região e potências internacionais continuam pressionando por uma solução diplomática, temendo os efeitos econômicos e estratégicos de uma interrupção prolongada da navegação em Ormuz.

Com 98% das urnas apuradas, Keiko Fujimori retoma liderança no Peru

Vantagem da conservadora é de algumas centenas de votos; resultado definitivo ainda pode demorar semanas

Isabela Jordão

A candidata conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez | Foto: Reprodução/X

Keiko Fujimori voltou a assumir a dianteira na disputa pela Presidência do Peru nesta quarta-feira, 10, segundo a apuração oficial do segundo turno. Com 98,21% das urnas contabilizadas, a candidata conservadora somava 50% dos votos válidos, contra 49,99% do esquerdista Roberto Sánchez.

O desfecho de uma das eleições mais acirradas da história recente do país permanece indefinido. De acordo com o Escritório Nacional de Processos Eleitorais, a diferença entre os candidatos corresponde a apenas algumas centenas de votos.

O avanço de Fujimori foi impulsionado principalmente pelos votos registrados no exterior, sobretudo nos Estados Unidos e no Japão.
A candidata conservadora Keiko Fujimori, em pronunciamento sobre o combate ao terrorismo | Foto: Reprodução/X

A autoridade eleitoral informou que a proclamação do vencedor ainda depende da análise de atas de apuração contestadas, que representam cerca de 480 mil votos. Segundo o órgão, a conclusão da contagem poderá ocorrer em até duas semanas ou se estender até o fim do mês, conforme o volume de questionamentos apresentados.

Diante do novo cenário, Keiko afirmou estar confiante, mas cautelosa. “Vamos aguardar os números oficiais, mas sem dúvida, à medida que a contagem avança, especialmente com as atas de apuração vindas do exterior, isso nos dá muito ânimo”, declarou a jornalistas. Ela acrescentou que permanece “otimista e prudente” e que aceitará o resultado final das urnas.

Candidato de esquerda reclama de “ataque à democracia” no Peru

Sánchez reagiu à mudança na liderança com denúncia do que chamou de “tentativas de enfraquecer o processo democrático”. O candidato afirmou haver “manobras e tentativas de minar a democracia” e criticou um “setor da imprensa” que, segundo ele, estaria promovendo ataques à sua candidatura.

O então presidente do Peru, Pedro Castillo, pouco depois de ser empossado no cargo, durante cerimônia na capital Lima – 28/7/2021 | Foto: Divulgação/Pedro Castillo/Twitter

Ainda assim, o esquerdista ressaltou que “os resultados das eleições devem ser respeitados, independentemente de desejos pessoais”, sem descartar a realização de manifestações.

A demora na definição do resultado segue precedentes recentes da política peruana. Na eleição presidencial de 2021, disputada entre Keiko Fujimori e o esquerdista Pedro Castillo, o resultado oficial só foi anunciado seis semanas depois da votação. Na ocasião, Castillo venceu com 50,12% dos votos, contra 49,87% da adversária.

Uma Missão de Observação Eleitoral da União Europeia avaliou que o segundo turno transcorreu de forma “calma e ordeira”, apesar do ambiente de forte polarização que marcou a campanha.
Alberto Fujimori governou o Peru de 1990 a 2000 | Foto: Reprodução/Redes sociais

A disputa colocou Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, contra Sánchez, líder do partido Juntos por el Perú e apontado como herdeiro político de Pedro Castillo, que está preso desde a fracassada tentativa de autogolpe em 2022. Esta é a quarta candidatura presidencial de Keiko, enquanto Sánchez disputa o cargo pela primeira vez.

O vencedor da eleição assumirá a Presidência em 28 de julho, substituindo o presidente interino José María Balcázar para um mandato de cinco anos.

Juiz argentino mantém prisão domiciliar de brasileiro condenado pelo 8/1

Wellington Firmino continuará em Buenos Aires enquanto aguarda decisão sobre extradição

Letícia Alves

Brasileiro Wellington Firmino mostrando tornozeleira eletrônica | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O juiz Daniel Rafecas, da 3ª Vara Federal de Buenos Aires, autorizou a permanência provisória do motoboy brasileiro Wellington Firmino em uma nova residência. Firmino cumpre prisão domiciliar na capital argentina. A Justiça brasileira condenou o motoboy a 17 anos de prisão pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Anteriormente, Firmino deixou o apartamento onde morava e contrariou uma decisão do magistrado. A mudança sem autorização poderia resultar em prisão por violação do monitoramento da tornozeleira eletrônica. As informações são do portal Metrópoles.

O Brasil condenou Firmino por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. O motoboy fugiu para a Argentina em 2024. As autoridades argentinas cumpriram a ordem de extradição e detiveram Firmino em novembro daquele ano, quando ele tentava fugir para os Estados Unidos. Em dezembro de 2025, o brasileiro obteve o benefício da prisão domiciliar.

Avaliação do novo imóvel na Argentina

Rafecas determinou que o Departamento de Apoio a Pessoas sob Vigilância Eletrônica (Dapve) verifique as condições técnicas e socioambientais do novo imóvel. O magistrado afirmou que futuras mudanças exigem autorização judicial prévia. Ele permitiu a troca atual como uma “solução excepcional”, pois Firmino corria risco de despejo.

“Finalmente, saiba a defesa que as particulares circunstâncias verificadas no presente caso, assim como a solução excepcional que aqui se adota, não podem ser interpretadas como uma dispensa a respeito da obrigação de informar a este tribunal, com a devida antecedência, toda circunstância suscetível de incidir nas condições de cumprimento da prisão domiciliar oportunamente autorizada, determinou Rafecas.

O juiz registrou que o brasileiro informou o novo endereço ao órgão de monitoramento e manteve a tornozeleira eletrônica em funcionamento. A autorização judicial também tem caráter provisório para a escolha do novo tutor de Firmino.

A legislação argentina exige que presos em regime domiciliar tenham um supervisor residente no mesmo local. O descumprimento das regras pode reverter o benefício e transferir Firmino para o Complexo Penitenciário de Ezeiza.

'Esquerda levou uma surra', diz Bia Kicis sobre votação da maioridade penal

Deputada comemorou aprovação da PEC na CCJ; ao todo, foram 44 parlamentares favoráveis à proposta e 18 contrários

Isabela Jordão

A deputada Bia Kicis (PL-DF) | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A deputada Bia Kicis (PL-DF) comemorou a a aprovação da proposta de redução da maioridade penal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta quarta-feira, 10. “A esquerda levou uma surra hoje”, escreveu em publicação no X. “Quase tive que pedir adicional de insalubridade por tantas bobagens que ouvi dos que argumentaram contra a redução, mas venceu a vontade de 90% dos brasileiros.”

A CCJ aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2015, que reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para responsabilização penal. O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários, sem abstenções, em uma sessão que se estendeu por quase três horas.

“44 a 18. Esse é o tamanho da surra que a esquerda levou hoje na CCJ com a aprovação da PEC da redução da maioridade penal”, declarou Bia em vídeo publicado no X depois da sessão na Câmara. Segundo a deputada, os partidos de esquerda “não têm uma pauta para segurança pública” e “querem o caos”.

Placar da votação da PEC da maioridade penal na CCJ da Câmara | Foto: Divulgação/YouTube

No vídeo, a parlamentar exibiu trechos do debate realizado na comissão. Entre eles, uma intervenção da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), que se posicionou contra a proposta. Ela argumentou que a redução da maioridade penal não resolveria os problemas de segurança pública e criticou a criminalização de jovens envolvidos com o tráfico de drogas.

“O que você quer hoje aqui é falar para a população: reduzir a maioridade penal vai trazer segurança para você. Criminalizar aquele jovem que já não tem nada, que muitas vezes é aviãozinho do tráfico, e eles querem botar numa cadeia. Isso vai resolver o problema de segurança do nosso país?”, questionou a deputada do Psol.

Kicis também destacou a fala do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), favorável à proposta. Durante a discussão, ele contestou os argumentos da oposição e defendeu a punição de adolescentes envolvidos em crimes graves.

“O menino tem 16 anos, tem 17 anos, estuprou, abusou de uma criança, ele tem que ir para onde? Me fala. O que todo mundo quer é cadeia”, afirmou Nikolas.

Na sequência, a própria Kicis reforçou críticas à política criminal adotada pelos governos de esquerda. “A esquerda que governa esse país há mais de 20 anos é adepta da política do desencarceramento. Quer botar os bandidos tudo na rua e só prender opositor político”, disse.

Próximos passos da PEC da redução da maioridade penal

Com a aprovação da admissibilidade na CCJ, a proposta segue para uma nova etapa de tramitação. Caberá ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), instalar uma comissão especial para discutir o mérito da PEC antes que o texto possa ser submetido ao plenário da Casa.

Votação da PEC que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos na CCJ da Câmara | Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O parecer aprovado foi elaborado pelo deputado Coronel Assis (PL-MT), relator da matéria na CCJ. Apresentado no fim de maio, o relatório concluiu que a proposta não viola cláusulas pétreas da Constituição e, portanto, pode tramitar regularmente no Congresso.

A votação, entretanto, acabou adiada naquela ocasião em razão de um pedido de vista coletiva apresentado por parlamentares de esquerda.

No parecer, Coronel Assis sustenta que a maioridade penal fixada aos 18 anos não possui caráter imutável e pode ser modificada por meio de emenda constitucional. O relator também ressalta que, mesmo com eventual redução da idade para responsabilização criminal, devem ser preservidas garantias específicas destinadas aos adolescentes submetidos ao sistema de Justiça.

Copa do Mundo começa nesta quinta-feira, 11; veja programação

Fifa prepara shows com artistas internacionais antes da estreia do torneio; Shakira participa pela terceira vez de uma abertura de Mundial

Letícia Alves

Primeiro jogo da Copa do Mundo será entre México e África do Sul | Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira, 11, às 16h, com a partida entre México e África do Sul. O jogo será na capital mexicana e vale pela primeira rodada do Grupo A. Antes do início da partida, às 14h30, a Fifa realizará a primeira das três cerimônias de abertura previstas para o torneio. Cada país-sede terá um evento próprio.

No Estádio Azteca, a programação inclui apresentações de Shakira, J Balvin, Maná e Tyla. Shakira e o cantor nigeriano Burna Boy interpretam “Dai Dai”, música oficial desta edição da Copa do Mundo. Esta será a terceira participação da cantora colombiana em cerimônias oficiais do torneio.

Depois do duelo no Azteca, Coreia do Sul e República Tcheca encerram a primeira rodada do Grupo A. As seleções entram em campo às 23h, no Estádio Guadalajara, no México, em busca da primeira vitória na competição.

Veja a programação do 1º dia de Copa do Mundo

Cerimônia de abertura – 14h30 – Estádio Azteca, na Cidade do México

México x África do Sul – 16h – Estádio Azteca, na Cidade do México

Coreia do Sul x República Tcheca – 23h – Estádio Guadalajara, no México

Onde assistir:

Cerimônia de abertura

TV: Globo, SBT, SporTV e N Sports

Streaming: Ge TV (apenas no Globoplay) e CazéTV (YouTube)
México x África do SulTV: Globo, SBT, SporTV e N Sports
Streaming: Ge TV (apenas no Globoplay) e CazéTV (YouTube)
Coreia do Sul x República TchecaStreaming: CazéTV (YouTube)

PF desarticula esquema internacional de tráfico de cocaína por rotas marítimas na Operação Balcãs

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (11) a Operação Balcãs, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos e Guarujá, no estado de São Paulo, todos expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, veículos, imóveis e demais ativos patrimoniais dos investigados, até o limite de R$ 20 milhões.

Fotos: Divulgação / Polícia Federal

A investigação teve origem na apreensão de aproximadamente 2,7 toneladas de cocaína encontradas a bordo de um veleiro interceptado em águas internacionais nas proximidades de Cabo Verde, na costa africana. Ao longo de quase três anos de apuração, a Polícia Federal identificou uma sofisticada estrutura criminosa voltada ao envio de cocaína da América do Sul para a Europa por meio de rotas marítimas transatlânticas.

Segundo as investigações, veleiros e outras embarcações utilizadas em travessias oceânicas serviam como plataforma para o transporte de grandes carregamentos de droga, ocultando uma complexa rede de apoio responsável pelo financiamento, logística e comunicação entre os diversos integrantes da organização.

As apurações apontaram ainda a atuação coordenada de operadores logísticos, financiadores, intermediários e integrantes ligados a uma organização criminosa internacional reconhecida por sua atuação no tráfico de cocaína destinado ao mercado europeu.

Sobre as movimentações financeiras dos envolvidos, relatórios de inteligência identificaram valores incompatíveis com a capacidade econômica declarada de parte dos investigados, indicando a possível utilização de empresas e estruturas patrimoniais para ocultação e dissimulação de recursos provenientes das atividades criminosas.

Todo o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será submetido à perícia técnica especializada e analisado no contexto das investigações, com o objetivo de aprofundar a identificação dos envolvidos, esclarecer a dinâmica dos fatos apurados e subsidiar a continuidade da persecução criminal.

A Operação Balcãs, segundo a Polícia Federal, representa mais uma ação de enfrentamento ao crime organizado transnacional, atingindo não apenas a logística do tráfico internacional de drogas, mas também sua estrutura financeira.

Campeão do mundo pelo Brasil é preso ao embarcar para a Copa nos EUA

Ex-zagueiro da Seleção Brasileira foi detido no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro

Por Luan Julião
Ex-zagueiro Ricardo Rocha - Foto: Reprodução / Redes Sociais

O nome do ex-zagueiro Ricardo Rocha, um dos integrantes da campanha do tetracampeonato da Seleção Brasileira em 1994, voltou aos noticiários nesta quarta-feira, 10, após o cumprimento de uma ordem de prisão civil contra o ex-atleta.

A ação ocorreu no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde Ricardo Rocha estava prestes a embarcar para os Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele seguiria viagem para atuar em atividades ligadas à cobertura da Copa do Mundo.

A determinação judicial foi expedida pela 16ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza, no Ceará, em um processo relacionado ao pagamento de pensão alimentícia. Conforme a decisão, a ordem tem validade até abril de 2028. O documento também prevê que o ex-jogador seja colocado em liberdade após o cumprimento de 45 dias de prisão, desde que não haja novas determinações judiciais em aberto.

Em manifestação enviada à imprensa, os advogados de Ricardo Rocha alegaram que o episódio está ligado a divergências sobre a execução de uma decisão da Justiça. A defesa afirmou ainda que a medida que deu origem à prisão já foi anulada judicialmente.
Defesa se manifesta

"Em razão das notícias veiculadas nesta data envolvendo o nome de Ricardo Rocha, sua defesa vem esclarecer que o episódio decorreu de uma divergência relacionada aos valores apontados no cumprimento da decisão judicial, questão que foi imediatamente submetida à análise e esclarecida perante o Poder Judiciário.

Após os esclarecimentos apresentados pela defesa, a medida foi prontamente revogada, restabelecendo-se a normalidade da situação.

Ricardo Rocha lamenta que uma questão de natureza estritamente processual, envolvendo informações protegidas por segredo de justiça, tenha sido exposta de forma precipitada e com enfoque sensacionalista, antes da conclusão dos esclarecimentos necessários.

O ex-atleta sempre pautou sua trajetória pelo respeito às instituições, transparência e cumprimento de suas obrigações, permanecendo à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos cabíveis.

Com a revogação da medida, Ricardo Rocha segue normalmente sua agenda profissional, inclusive sua viagem aos Estados Unidos, onde participará da cobertura da Copa do Mundo.”
quarta-feira, 10 de junho de 2026

PRESIDENTE DO PL PETROLINA TEM DESENTENDIMENTO COM O VEREADOR DHIEGO SERRA - VEJA O VÍDEO


A sessão desta terça-feira (9) na Câmara Municipal de Petrolina foi marcada por um desentendimento entre o presidente do PL no município e pré-candidato a deputado federal, Carlos Britto, e o vereador Dhiego Serra, que também pretende disputar uma vaga na Câmara Federal. A troca de palavras ocorreu durante os trabalhos legislativos e precisou ser contida pelo vereador Ronaldo Cancão. Vídeos do momento circularam nas redes sociais.
Segundo informações apuradas pelo Nossa Voz, o episódio acontece em meio a um cenário de afastamento político entre os dois. Carlos Britto, atual presidente do PL em Petrolina, mantém proximidade com Lara Cavalcanti, que já teve divergências políticas com Dhiego Serra desde as últimas eleições municipais. Nos bastidores, também há especulações sobre uma possível disputa pelo comando do partido no município.

Outra hipótese levantada é a suposta aproximação de Dhiego Serra com o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho. Serra, no entanto, afirmou que é adversário político de Miguel, mas não inimigo. Procurados após a discussão, Carlos Britto e Dhiego Serra não quiseram comentar o episódio, que amplia as especulações sobre o ambiente interno do PL de Petrolina às vésperas das articulações para as eleições de 2026.

Redação Nossa Voz - Karine Paixão

VEM AÍ A ZONA AZUL DE JUAZEIRO


O Diretor-Presidente da AMTT, Paulo Lima em entrevista a rádio @novacidade95.7, afirmou que o processo de licitação para o retorno da Zona Azul no centro de Juazeiro entrou em sua fase conclusiva. 

Uma empresa já foi selecionada para coordenar o serviço de estacionamento rotativo no município.

Próximos Passos e Prazos 17 de Junho: A empresa selecionada apresentará uma simulação detalhada de como será a operação prática do sistema na cidade. 

Início das Operações: A expectativa é de que, após o dia 17 e a conclusão dos trâmites (prevista para o final deste mês), o serviço seja implantado em um prazo inferior a 30 dias.

Como fica a situação dos moradores? 

Uma das principais dúvidas da população é sobre o direito ao estacionamento para quem reside nas ruas que receberão as vagas rotativas. De acordo com o Diretor-Presidente da AMTT, Paulo Lima, o edital já prevê essa situação: "O processo da Zona Azul já prevê essa situação. Nós vamos fazer o diagnóstico de quantas pessoas estão nessa condição. Se o morador tem um veículo e é necessário garantir a vaga, nós vamos garantir que ele tenha o local adequado." 

O diretor ressaltou que o centro de Juazeiro possui características peculiares, com ruas muito estreitas que dificultam o estacionamento regular, mas garantiu que a atenção devida será dada aos moradores durante o processo de implantação.

PGR deve pedir rejeição de revisão criminal de Bolsonaro

Ex-presidente foi condenado a quase 30 anos de prisão em virtude de suposta tentativa de golpe de Estado

Cristyan Costa

Jair Bolsonaro fala sobre sua vida política em podcast | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar pela rejeição da revisão criminal apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

No fim do ano passado, a 1ª Turma do STF condenou o ex-presidente a quase 30 anos de prisão em virtude de suposta tentativa de golpe de Estado.

Conforme apurou Oeste, a expectativa é que o órgão defenda a manutenção do acórdão condenatório e se posicione contra outros pedidos formulados pela defesa.

Entre outros argumentos, os advogados de Bolsonaro sustentam a existência de nulidades processuais e alegam cerceamento de defesa.

No pedido, Bolsonaro requer o reconhecimento da competência do plenário do STF para julgar a ação penal, a anulação do acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid e a invalidação das provas decorrentes da delação.

A defesa também sustenta que houve restrições indevidas ao exercício do contraditório e da ampla defesa ao longo da tramitação do processo.

Gonet assumiu a PGR em dezembro de 2023 | Foto: Antonio Augusto/STF

Pedido de absolvição

Além de nulidades processuais, os advogados pedem a absolvição integral do ex-presidente, nos termos do artigo 626 do Código de Processo Penal.

Caso o STF não reconheça os vícios apontados, a defesa solicita a revisão parcial da condenação. O pedido inclui o afastamento das condenações pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Os advogados também requerem a exclusão das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, sob o argumento de que não há provas de autoria, participação, instigação nem vínculo subjetivo de Bolsonaro com os executores dos danos registrados nas sedes dos Três Poderes.

Depois da manifestação da PGR, caberá ao STF analisar o pedido de revisão criminal.

Michelle convoca apoiadoras para atuarem como mesárias nas eleições

Ex-primeira-dama lançou campanha voltada ao público feminino e incentivou a participação na fiscalização do processo eleitoral

Letícia Alves

Michelle Bolsonaro é a presidente nacional do PL Mulher | Foto: Reprodução/ Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) convocou apoiadores na terça-feira, 9, pelo Instagram, para atuarem como mesários ou fiscais do Partido Liberal (PL) nas eleições deste ano. O perfil do PL Mulher publicou o conteúdo em parceria com Michelle de olho no eleitorado feminino. A iniciativa integra a estratégia do partido de ampliar a adesão à campanha de Flávio Bolsonaro e reafirmar questionamentos sobre a aferição dos votos.

Michelle incentivou a participação voluntária no processo eleitoral e na fiscalização partidária em vídeo nas redes sociais. Ela afirmou que as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, mas ainda são minoria nas mesas eleitorais e em equipes de fiscalização. “Isso vai mudar em 2026”, declarou.

“Eu sei que você está preocupada com a transparência das eleições”, diz ex-primeira-dama no vídeo. “Para acabar com a dúvida, vamos agir. Sabe como? Seja mesária, voluntária ou fiscal do partido. Você aumenta a transparência, fiscaliza a votação e ganha vantagens previstas em lei. No fim do dia, você vai poder dizer: ‘Eu protegi o voto’.”

Campanha de Michelle prevê mobilização até julho

O texto da publicação informou que a campanha se chama “Operação V2 – Vigiar e Votar”. Michelle e o PL Mulher classificaram a iniciativa como “a maior mobilização feminina para fiscalização eleitoral da história recente do Brasil”. As inserções em rádio e televisão ocorrem até 20 de junho, e a divulgação nas redes sociais segue até 20 de julho.

“A Operação V2 – Vigiar e Votar parte de uma convicção objetiva: quando mais mulheres estão presentes nas mesas eleitorais e nos postos de fiscalização, o processo democrático se fortalece”, afirma o comunicado do partido. O PL atribui às mulheres características como “comprometimento sério, resiliência ímpar e atenção ao detalhe”.

O partido orienta que as interessadas façam o cadastro no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como mesárias voluntárias. A legenda também direciona a inscrição para fiscais da própria sigla. Neste caso, “filiadas e apoiadoras são convocadas a atuar como fiscais do PL nas seções eleitorais, exercendo papel direto na supervisão do processo de votação e apuração”.

Desaprovação ao governo Lula chega a 48%, diz Quaest

Levantamento mostra avaliação negativa acima da positiva e testa cenário para o segundo turno

Letícia Alves

A avaliação negativa do governo de Lula já supera a positiva | Foto: Ricardo Stuckert / PR

A desaprovação ao mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atinge 48%. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, o índice mostra um empate técnico com a aprovação, que soma 47%. Outros 5% dos entrevistados não responderam.
Desaprovação do governo Lula, segundo a Quaest | Imagem: Reprodução/ Quaest

Além disso, o levantamento mostra que a avaliação negativa da gestão supera a positiva. Ao todo, 38% dos eleitores avaliam o governo de forma negativa, enquanto 34% o consideram positivo. Para 26% dos entrevistados, a administração é regular.
Avaliação do governo Lula | Imagem: Reprodução/ Quaest

Em comparação com a rodada anterior, a desaprovação recuou 1 ponto porcentual. Já a aprovação cresceu 1 ponto porcentual.
Além da desaprovação, pesquisa mede cenário eleitoral

O estudo também testou a intenção de voto para a eleição presidencial. Em uma simulação de segundo turno, Lula lidera, com 44% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alcança 38%.

Os entrevistadores ouviram 2 mil brasileiros de 16 anos ou mais, de forma presencial, entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais e o nível de confiança atinge 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07661/2026.

Quase 70% dos brasileiros dizem que poder de compra caiu, mostra pesquisa

Questionados sobre os preços dos alimentos no último mês, 69% dos entrevistados disseram que eles subiram

Yasmin Alencar

Carrinho vazio em supermercado evidencia o impacto da inflação no consumo das famílias | Foto: Reprodução/Freepik

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, mostra que 67% dos brasileiros têm menor poder de compra hoje do que há um ano. Apenas 13% dizem conseguir comprar mais, e 19% afirmam que a situação ficou igual.

Pesquisa Genial/Quaest, junho de 2026 | Foto: Reprodução

O número recuou em relação ao pico de 79% registrado em maio de 2025, mas segue alto. A alta nos preços dos alimentos está entre os principais fatores que pesam no bolso dos brasileiros.

Questionados sobre os preços dos alimentos no último mês, 69% dos entrevistados disseram que os preços subiram. Apenas 7% afirmam que os preços caíram, e 22% dizem que ficaram iguais.

Percepção sobre preço dos alimentos. Pesquisa Genial/Quaest, junho de 2026 | Foto: Reprodução

Na mesma pesquisa, 44% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses. Apenas 20% avaliaram que ela melhorou, e 33% disseram que ela ficou igual.
Avaliação da economia nos últimos 12 meses. Pesquisa Genial/Quaest, junho de 2026 | Foto: Reprodução

O levantamento ainda mostra que 53% dos brasileiros acham que ficou mais difícil conseguir emprego no último ano.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em entrevistas presenciais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com margem de erro de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento é o 26º da série Genial/Quaest de acompanhamento eleitoral para 2026 e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

Flávio critica governo e diz que Lula persegue agronegócio

Senador afirmou, em feira na Bahia, que atual chefe do Executivo hostiliza o setor e trata de maneira injusta os produtores rurais

Lucas Cheiddi

Flávio Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Críticas ao governo federal marcaram a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na Bahia Farm Show, feira agropecuária realizada em Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, nesta terça-feira, 9.

O parlamentar afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva hostiliza o agronegócio e trata de maneira injusta os produtores rurais.

“Vocês carregam esse Brasil nas costas e não merecem ter um presidente que trata o agro como se fossem fascistas, como se fossem bandidos”, afirmou Flávio. O público, formado principalmente por produtores rurais, reagiu com aplausos e manifestações de apoio, conforme o jornal Folha de S.Paulo.

Cenário eleitoral na Bahia

ACM Neto é pré-candidato ao governo da Bahia | Foto: Reprodução/Redes sociais

Apesar da expectativa, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), apoiado pelo PL na disputa ao governo estadual, não esteve presente no evento. Flávio Bolsonaro, que discursou ao lado do ex-ministro João Roma (PL), pré-candidato ao Senado, evitou citar ACM Neto diretamente e focou críticas ao PT. O senador defendeu a “libertação da Bahia” do partido de esquerda.

Aliados de ACM Neto avaliam que uma aproximação explícita com Flávio Bolsonaro pode afastar eleitores favoráveis a Lula, principalmente entre os insatisfeitos com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em 2022, Lula obteve 72,1% dos votos na Bahia, enquanto Jair Bolsonaro teve 27,9%.

ACM Neto, por sua vez, indicou apoio ao governador Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência. Contudo, declarou que estará “contra o PT” caso haja segundo turno. Nesta terça-feira, 9, ele participou de uma missa em Salvador.

Flávio defende agronegócio e critica governo Lula

No palco da Bahia Farm Show, Flávio Bolsonaro elogiou a relevância do agronegócio para a economia do país e agradeceu aos produtores pelo papel na produção de alimentos. O senador atribuiu à gestão Bolsonaro avanços na regularização fundiária e citou a entrega de títulos de propriedade rural como exemplo.

No mesmo discurso, Flávio acusou o governo Lula de ser tolerante com o crime organizado e defendeu propostas como redução da maioridade penal e aplicação de castração química para estupradores. “Esses marginais têm até final do ano para meter o pé”, disse. “Ou vão ser presos, ou neutralizados.”

Ao encerrar sua fala, Flávio Bolsonaro afirmou desejar subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível e em prisão domiciliar.

COMPARTILHE