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sexta-feira, 17 de abril de 2026

A CIPE/CAATINGA comemora seus 25 anos de criação nesta sexta-feira (17)



A Polícia Militar da Bahia, através da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga/CIPE-CAATINGA, tem a honra de convidar a V. S.ª/V. Ex.ª para participar no dia 17 de abril, às 10, na área cívica do 3º BEIC, Av. Lomanto Junior, s/n, em Juazeiro (BA), das comemorações dos 25 Anos da eterna CPAC.

Será um momento impar, onde será celebrada a memória de todos aqueles que fizeram parte desta jornada. Teremos a presença de ex-comandantes e policiais militares veteranos, bem como de diversas autoridades civis e militares da região.

Venha fazer parte desta história e comemorar conosco os 25 anos dessa Companhia Independente de Policiamento Especializado no bioma Caatinga.

Participe!

PMBA, uma Força a serviço do cidadão!

Ascom CPR-N

Globo só segue no ar por causa do STF, diz Gilmar

O ministro comentou a postura dos profissionais da emissora durante a cobertura da Operação Lava Jato

Pâmela Zacarias

Gilmar Mendes disse que jornalistas da TV Globo teriam atuado como 'ghost writers de Sergio Moro e Deltan Dallagnol | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, deu a entender, durante sessão da 2ª Turma realizada nesta semana, que a TV Globo só segue no ar por causa da Corte. O ministro também aproveitou para tecer críticas ao jornalismo da emissora, controlada pela família Marinho.

“A imprensa livre foi mantida não pela atuação da própria imprensa”, disse o decano, antes de fazer menção direta ao jornalismo do canal televisivo. “Quantas vezes eu ouvi, durante o governo passado, a ideia de que era fácil liquidar a Globo, cassar a concessão da Globo? Isso não ocorreu graças ao Supremo Tribunal Federal.”

Em sua fala, o magistrado afirmou que o STF garantiu a manutenção da liberdade de imprensa. Ainda disse que parte da imprensa “atacou” críticos da Operação Lava Jato.

Segundo o ministro, esses profissionais de comunicação atuaram “flertando com o abismo, atacando quem criticava a Lava Jato”.

Gilmar disse que jornalistas da TV Globo teriam atuado como “ghost writers” de Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Hoje senador e pré-candidato do PL ao governo do Paraná, Moro atuou como juiz federal, justamente na vara responsável pelos processos referentes à Lava Jato. Ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo Novo, Dallagnol foi, enquanto procurador da República, chefe da força-tarefa.
Gilmar Mendes reage a pedido de indiciamento

O ministro Gilmar Mendes tratava de pedidos de indiciamento de integrantes da Corte apresentados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado quando fez os comentários contra a Globo e parte da imprensa.

O relatório da CPI, assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), propunha o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Desde então, Gilmar entrou com ação na Procuradoria-Geral da República e pediu a abertura de investigação contra o parlamentar.

Alessandro Vieira pede para PGR arquivar ação de Gilmar contra ele

Senador recorre a precedentes do próprio ministro para contestar acusação ligada a relatório de CPI

Victória Batalha

Pedido ocorre um dia depois de o parlamentar afirmar que votou sob “ameaça direta” de ministros | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu, nesta quinta-feira, 16, à Procuradoria-Geral da República (PGR) o arquivamento da representação criminal apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido ocorre um dia depois de o parlamentar afirmar que votou sob “ameaça direta” de ministros do STF durante a análise do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O emedebista foi o relator do colegiado. Ele pediu o indiciamento de Gilmar, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de outros dois ministros da Corte: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

A defesa de Vieira afirma que decisões do próprio Gilmar no STF impedem responsabilização criminal de parlamentares por manifestações no exercício do mandato.

Defesa de Alessandro Vieira usa decisões do STF para contestar acusação

A crise teve início com o relatório elaborado por Vieira na CPI do Crime Organizado. O colegiado, entretanto, rejeitou o texto por 6 votos a 4. Na sequência, Gilmar acionou a PGR, sob alegação de abuso de autoridade. No ofício, o senador afirma que a jurisprudência do Supremo garante imunidade parlamentar nesses casos.

A defesa de Alessandro Vieira afirma que não houve caso que configure crime; Gilmar Mendes denunciou o senador à PGR | Foto: Reprodução/Redes sociais

A defesa do congressista cita decisão de 2016 em que Gilmar absolveu um deputado por declarações feitas em sessão legislativa. O entendimento fixou que não cabe questionamento judicial sobre manifestações no exercício do mandato.

Outro precedente, de 2020, também afastou interferência do Judiciário em atos de parlamentares em CPIs.

O documento apresentado pelos advogados de Alessandro Vieira afirma que não houve ato que configure crime. A defesa do senador argumenta que a Lei de Abuso de Autoridade exige intenção específica de prejudicar, o que não seria o caso.

Governo Lula projeta déficit de R$ 7,5 bilhões nas estatais federais em 2027

Dado consta do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 enviado ao Congresso

Loriane Comeli

Governo Lula abriu crédito adicional de R$ 410,5 milhões no fim do ano para viabilizar despesas do programa | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 que as estatais federais devem ter déficit em todos os próximos quatro anos projetados. Apenas para 2027, o déficit esperado chega a R$ 7,5 bilhões, superior aos valores apurados nos últimos três exercícios.

Os resultados projetados para as estatais nos próximos anos são: déficit de R$ 7,5 bilhões em 2027; déficit de R$ 6,1 bilhões em 2028; negativo em R$ 5 bilhões em 2029; e negativo em R$ 5,7 bilhões em 2030. Os números constam

Em 2023, o déficit das estatais federais alcançou R$ 656 milhões, abaixo da meta estabelecida, de déficit de R$ 3 bilhões. O resultado mais favorável decorreu, principalmente, do desempenho do conjunto das empresas do Grupo ENBPar, da Infraero, da Hemobras e da APS (Porto de Santos), que compensaram a piora observada nos Correios e na Emgea.

Em 2024, o déficit primário foi de R$ 6,7 bilhões, também inferior à meta de R$ 7,3 bilhões. Contribuíram para esse desempenho as empresas Emgepron, APS e CDRJ, que juntas apresentaram variação positiva de R$ 2,2 bilhões em relação ao valor inicialmente estimado. Em sentido oposto, as empresas Infraero, Serpro e Hemobras registraram resultados inferiores ao programado, totalizando diferença negativa de R$ 1,3 bilhão.

O déficit primário atingiu R$ 5,1 bilhões no exercício de 2025, novamente abaixo da meta da LDO de déficit de R$ 6,2 bilhões. Esse desempenho foi impulsionado pelo conjunto formado por Correios, SPA, CDP e CMB, que geraram variação positiva de R$ 2,9 bilhões frente à estimativa inicial. Por outro lado, Emgepron, Infraero e Dataprev apresentaram diferenças negativas relevantes, somando R$ 1,8 bilhão em relação ao valor programado

Risco fiscal

No documento enviado ao Congresso Nacional, o governo afirma que, no que se refere às estatais federais não dependentes, o risco fiscal está relacionado a eventual frustração de receita de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), aporte emergencial da União para empresas com dificuldades e necessidade de esforço fiscal adicional para compensar o resultado primário das estatais. O fluxo estimado de receita de dividendos é de R$ 54,6 bilhões em 2026 e R$ 33,5 bilhões em 2027.

Segundo o governo, a desconsideração, na meta de déficit primário, das despesas destinadas ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) pelas estatais federais, no limite de até R$ 5 bilhões, bem como das despesas do Programa de Dispêndios Globais (PDG) das empresas que possuam plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente, até o limite de R$ 10 bilhões, são medidas que contribuem para minimizar o risco de um eventual descumprimento de meta.

Ministério da Fazenda | Foto: Divulgação/Agência Brasil/Marcelo Camargo

“Também pode ser apontado o histórico recente de comportamento do resultado primário anual realizado, que no encerramento dos últimos três exercícios ficou dentro da meta estabelecida, o que indica uma adequada gestão do PDG para cumprir as metas”, diz o governo. “No entanto, para os anos de 2026 e 2027, pode ser considerado possível o risco de descumprimento da meta se medidas de reequilíbrio não forem bem-sucedidas”.

Por fim, o governo destacou que empresas estatais dependem de sua performance para o atingimento das expectativas de resultado primário e que mudanças no cenário econômico podem alterar os resultados.

Exceções à meta das estatais

Na quarta-feira 15, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que a meta de resultado primário das empresas estatais em 2027 vai levar em conta as mesmas exceções previstas para 2026, inclusive gastos de até R$ 10 bilhões para empresas em reestruturação.

“O nosso entendimento é de que uma empresa que faz o processo de reequilíbrio econômico-financeiro, ainda que o primeiro efeito seja fazer um conjunto de despesas, ela está contratando um reequilíbrio para a frente, que inclusive a retira da dependência do Tesouro, que, a nosso ver, é algo fundamental”, disse.

A retirada desses gastos de R$ 10 bilhões da meta das estatais foi aprovada para 2026 com o objetivo de beneficiar os Correios, que passam pela maior crise da sua história e que é a única empresa federal que tem plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente. Se isso não fosse feito, o governo provavelmente teria de mudar a meta das estatais para este ano.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Entra em vigor cessar-fogo entre Israel e Líbano mediado pelos EUA

Trégua tem validade de 10 dias; governo israelense e Donald Trump dizem esperar que terroristas do Hezbollah cumpra termos

Yasmin Alencar

População comemorando o cessar-fogo no Líbano | Foto: Reprodução/Reuters

Uma pausa de 10 dias entre Israel e Líbano, país no qual o grupo terrorista Hezbollah atua, começou às 18h, horário de Brasília, nesta quinta-feira, 16. O anúncio do cessar-fogo partiu do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que buscou intermediar a trégua diante da escalada recente na região.

No Líbano, moradores celebraram a notícia, e voltaram para suas casas no sul do país, área que sofreu bombardeios israelenses no mês anterior, conforme relatou a imprensa internacional. Do sul do Líbano, o Hezbollah lançou inúmeros ataques a Israel.

Joseph Aoun, presidente libanês, elogiou o acordo, enquanto Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chamou a iniciativa de “histórica” para a paz.

Acusação de violação nas primeiras horas do cessar-fogo

O Hezbollah, que recebe apoio do Irã, declarou que irá respeitar o cessar-fogo, mas estabeleceu condições e manteve confrontos até a entrada em vigor da trégua. Poucas horas depois que o acordo começou a vigorar, o exército libanês acusou Israel de cometer “atos de agressão” e bombardeios contra alvos do Hezbollah no Líbano. O grupo terrorista, por sua vez, anunciou ter atacado soldados israelenses em retaliação.

Antes disso, Donald Trump utilizou as redes sociais para pressionar o grupo. “Espero que o Hezbollah se comporte bem e de forma responsável durante este período importante”, escreveu. “Será um grande momento para eles se fizerem isso. Chega de mortes. Precisamos finalmente de paz!”

FMI retoma relações com Venezuela e reconhece governo de Delcy Rodríguez

Decisão foi tomada depois de a maioria dos representantes dos países membros manifestarem apoio à reaproximação

Lucas Cheiddi

Fachada de prédio do Fundo Monetário Internacional (FMI) | Foto: Divulgação

Depois de um período de afastamento iniciado em março de 2019, o Fundo Monetário Internacional (FMI) comunicou nesta quinta-feira, 16, que voltou a manter relações oficiais com a Venezuela. A decisão foi tomada depois de a maioria dos representantes dos países membros, que detêm o maior peso de voto no órgão, manifestarem apoio à reaproximação.

Segundo comunicado da diretora-gerente Kristalina Georgieva, o FMI agora reconhece o governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez. Ela assumiu como presidente interina depois de ter exercido o cargo de vice-presidente até janeiro.

“O FMI está agora lidando com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez”, afirmou Georgieva, conforme divulgado pelo órgão internacional.

Reconhecimento e possíveis impactos à Venezuela
Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela | Foto: Reprodução/Estanislao Santos/Instituto PATRIA/Flickr

Esse reconhecimento permitirá ao Fundo retomar a coleta estruturada de indicadores econômicos do país. Além disso, possibilita a concessão de apoio financeiro caso haja solicitação formal do governo venezuelano.

A expectativa é que o Banco Mundial também passe a reconhecer a nova administração. Isso pode facilitar o acesso da Venezuela a linhas de crédito em meio a uma severa crise econômica.

O rompimento anterior aconteceu quando o FMI optou por reconhecer a oposição, que então controlava o Parlamento, como o governo legítimo. A reviravolta ocorreu depois da captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos no início de janeiro deste ano. O episódio resultou na nomeação de Rodríguez como presidente interina, também reconhecida pelos EUA.

Estadão critica ação de Moraes contra Flávio Bolsonaro e alerta para judicialização eleitoral

Editorial afirma que investigação amplia intervenção institucional durante o período de pré-campanha

Luis Batistela

Ministro Alexandre de Moraes, do STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em editorial publicado nesta sexta-feira, 17, o jornal O Estado de S. Paulo criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o veículo, a medida representa um risco ao debate democrático ao levar disputas eleitorais para o campo judicial.

“Às vésperas da campanha oficial, a temerária decisão de Moraes serve de alerta para o perigo da intromissão do Judiciário no debate público”, diz trecho do texto. “Não há democracia no mundo que resista à tutela dos eleitores por juízes que se veem como curadores do discurso político.”

O Estadão afirma que, embora as declarações feitas por Flávio sejam “muito sérias” e tenham ocorrido em “uma mídia social de amplo alcance”, elas não se distanciam do padrão de enfrentamento político observado em campanhas recentes.

Nesse contexto, o veículo critica a reação institucional ao caso e sustenta que Lula não deveria ter acionado o Ministério da Justiça nem a Polícia Federal em resposta à publicação.

“Isso é coisa de incumbente acuado, além de autoritário”, acrescentou. “A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, deveria ter fulminado a eventual ação penal no nascedouro, negando-lhe parecer favorável. O Supremo, então, nem se fala.”

Conforme o texto, a tendência de intervenção do Judiciário no debate público transmite a ideia de que os eleitores não seriam capazes de avaliar, por conta própria, as declarações feitas por candidatos e figuras públicas.

O Estadão conclui que, no contexto eleitoral, deve prevalecer o princípio da mínima intervenção estatal. Nesse sentido, versões conflitantes e acusações devem ser enfrentadas no campo político, por meio do discurso e da disputa entre os candidatos.

Abertura do inquérito contra Flávio Bolsonaro

Na segunda-feira 13, Moraes determinou a abertura de um inquérito contra Flávio Bolsonaro. Segundo o magistrado, a investigação partiu de representação da Polícia Federal, formulada a pedido do Ministério da Justiça. O magistrado enviou os autos à PF e fixou prazo de 60 dias para as primeiras diligências.

O caso começou com uma postagem feita em 3 de janeiro de 2026, na plataforma X. Na ocasião, o senador teria associado imagens de Lula ao ditador Nicolás Maduro.

“Lula será delatado”, escreveu Flávio. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.”

O comentário ocorreu junto do compartilhamento de reportagem do portal Metrópoles. O material mencionava uma reunião do governo Lula depois da captura de Maduro por militares norte-americanos.

“Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputam fatos criminosos ao presidente da República”, diz trecho da decisão de Moraes.

Petrobras aprova distribuição de mais de R$ 40 bi em dividendos

Esse valor corresponde a 37,44% do lucro líquido apurado pela companhia no ano anterior

Yasmin Alencar

Fachada da Petrobras | Foto: Divulgação/Bruno Covas/Flickr

Decisões tomadas na assembleia-geral da Petrobras, na quinta-feira 13, definiram que a estatal distribuirá R$ 41,23 bilhões em dividendos referentes ao exercício de 2025. Esse valor corresponde a 37,44% do lucro líquido apurado pela companhia no ano anterior. A quantia engloba R$ 8 bilhões em remuneração adicional, além de valores já pagos nos trimestres passados.

O encaminhamento da destinação dos resultados de 2025 também foi aprovado, com 84,56% dos votos favoráveis. Aproximadamente 0,01% das ações ordinárias manifestaram rejeição, enquanto 15,43% dos acionistas se abstiveram durante a votação. O lucro líquido destinado à distribuição, incluindo dividendos prescritos, soma R$ 110,95 bilhões.

Reserva de lucros e críticas sobre royalties

O conselho de administração da companhia sugeriu que R$ 68,9 bilhões permaneçam no patrimônio líquido, alocados em reserva de retenção de lucros. Fernando Siqueira, representante da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), declarou voto contrário à aprovação das contas e da destinação dos resultados, alegando que royalties do petróleo têm sido tratados como custos de produção. “É uma grave lesão ao povo brasileiro”, afirmou Siqueira, ao mencionar que a Aepet já notificou judicialmente três diretores da empresa e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a questão.

Na mesma assembleia, ficou definida a manutenção de 11 membros no conselho de administração da estatal. Desses, seis serão indicados pela União, três por acionistas minoritários de ações ordinárias, um por detentores de ações preferenciais e um representante dos empregados. Para essa proposta, 84,74% das ações ordinárias votaram a favor, 0,01% foram contrárias e 15,25% optaram pela abstenção.

Após término, mulher encontra câmera instalada no próprio quarto

Equipamento estava instalado no suporte do ventilador de teto

Por Victoria Isabel
Câmera foi instalada em ventilador - Foto: Polícia Militar/Divulgação

Uma mulher de 33 anos encontrou uma câmera escondida no próprio quarto, em Uberaba, em Minas Gerais, na noite de segunda-feira, 13. O equipamento estava instalado no suporte do ventilador de teto. A Polícia Militar foi acionada e registrou o caso como “registro não autorizado de intimidade sexual”.

A vítima suspeita do ex-marido, de 44 anos, que, segundo ela, não aceita o fim do relacionamento. A desconfiança começou após a filha do casal relatar ter visto o pai assistindo, pelo celular, a imagens da mãe dentro de casa.

Ao chegar do trabalho, a mulher percebeu alterações no suporte do ventilador e, ao verificar o local, encontrou o dispositivo. Ela retirou a câmera e desligou os cabos para interromper a transmissão.

De acordo com o relato à polícia, o relacionamento durou 18 anos e terminou há cerca de dois meses. Desde então, o ex-companheiro teria apresentado comportamento ciumento e possessivo.

A mulher também afirmou que não seria a primeira vez que ele instala equipamentos semelhantes na residência e relatou episódios anteriores de violência doméstica. Ela informou ainda que já houve uma medida protetiva contra o suspeito, atualmente sem validade.

A Polícia Militar realizou buscas, mas o homem não foi localizado. A vítima foi orientada a procurar a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

R$ 30 milhões: Brasil realiza maior apreensão de haxixe da história

Apreensão foi realizada pela Receita Federal nesta quinta-feira, 16

Por Edvaldo Sales

Apreensão foi realizada pela Receita Federal com a ajuda de cães de faro treinados nesta quinta-feira, 16 - Foto: Reprodução

A Receita Federal registrou o maior conjunto de apreensões de haxixe nesta quinta-feira, 16. Foram localizados 283,50 kg da resina concentrada de Cannabis, com valor estimado de R$ 34,02 milhões.

A substância foi encontrada por cães de faro treinados no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O conteúdo estava escondido em duas cargas vindas da Califórnia, nos Estados Unidos.

A apreensão será formalmente comunicada às autoridades norte-americanas devido ao Projeto MIT (Mutual Interdiction Team). A iniciativa foi firmada em 10 de abril entre a Receita Federal e a agência de fronteiras dos Estados Unidos, a U.S. Customs and Border Protection (CBP), para o combate ao crime transnacional.

O governo federal explicou que a cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder norte-americano, Donald Trump.

Além da ocorrência desta quinta-feira, só em 2026 a Receita registrou oito ocorrências, que somaram 1.486 kg de haxixe.

“As drogas e os documentos que compõem a importação foram encaminhados à Polícia Federal para o seguimento das investigações no âmbito da polícia judiciária da União”, informou o órgão de fiscalização.

Apreensão foi realizada pela Receita Federal com a ajuda de cães de faro treinados nesta quinta-feira, 16 | Foto: Divulgação | Receita Federal

Outra apreensão

Na madrugada desta quinta, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também reportou que apreendeu mais de 4 quilos de haxixe no interior de um ônibus que seguia para o Rio de Janeiro, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Piraí.

A droga também foi identificada por cadelas farejadoras sob o assento ocupado pela motorista. A substância estava em uma maleta, com três invólucros plásticos contendo 40 tabletes.

A mulher disse às autoridades que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte da droga, de São Paulo para a Ilha do Governador.

O que é haxixe?

O haxixe é uma resina concentrada extraída da planta Cannabis sativa, com concentrações de tetrahidrocanabinol (THC) mais altas que a maconha comum.

Geralmente, ela é comercializada em tabletes e fumado ou vaporizado para obter efeitos psicoativos intensos, como:

Euforia
Relaxamento
Riso fácil
Aumento do apetite
Alteração na percepção do tempo
Aumento da sensibilidade sensorial

No entanto, o uso pode causar efeitos negativos, como:
Pânico
Paranoia
Taquicardia
Problemas de memória
Dependência física e psicológica

Pena

A pena para quem porta haxixe no Brasil depende se a substância é considerada para uso pessoal ou tráfico de drogas. Como se trata de um derivado da maconha, ele geralmente recebe tratamento jurídico similar.

O Supremo Tribunal Federal (STF) descriminalizou o porte de até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas para consumo próprio.

Cargas maiores caracterizam e/ou com características para venda são tidas como tráfico. Nestes casos, a pena é prisão de cinco a 15 anos, além de 500 a 1.500 dias-multa.

Menina de 11 anos é vendida pela irmã por R$ 20 e dois litros de açaí

Denúncia aponta que valores eram pagos em troca de favores sexuais

Por Luan Julião
Caso ocorreu no município de Manacapuru, no interior do Amazonas - Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Uma operação integrada das forças de segurança do Amazonas resultou na prisão em flagrante de duas pessoas suspeitas de explorar sexualmente uma criança de 11 anos, no município de Manacapuru. O caso, revelado após denúncia, aponta que a vítima era submetida a abusos em troca de pequenas quantias em dinheiro e alimentos.

As prisões ocorreram na terça-feira, 14, durante ação conjunta da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, e da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

Denúncia levou à ação policial

Segundo informações do comandante do Policiamento do Interior da PMAM, coronel Hildvaney Freitas, por volta das 20h40, uma denúncia indicou que um homem de 65 anos estaria aliciando duas menores, de 11 e 17 anos, no Flutuante do Loiro, na orla do Rio Solimões.

De acordo com o relato, a prática era recorrente e envolvia a troca de favores sexuais por valores em dinheiro e alimentos, como litros de açaí. Diante da gravidade, uma equipe foi enviada ao local e encontrou as duas jovens em via pública.

“A menor de 11 anos confirmou a história e disse que a de 17 anos ficou do lado de fora, enquanto ela entrou no quarto com o suspeito, de 65 anos. Durante cerca de 30 minutos, foi aliciada por ele.”

Irmã é apontada como responsável pelo agenciamento

Durante a abordagem, os policiais identificaram o possível envolvimento da irmã das vítimas, de 21 anos. O suspeito recebeu uma ligação dela no momento da ação policial.

“O PM atendeu à ligação, e a irmã perguntou pelas menores. Ele se identificou como policial, momento em que ela desligou o telefone. Foi dada voz de prisão ao suspeito e, na delegacia, a irmã das vítimas chegou questionando sobre a prisão do homem, quando também acabou presa”, detalhou.

As investigações apontam que a mulher teria papel ativo no agenciamento das vítimas, sendo responsável por determinar as ações e intermediar os encontros.
Histórico de “casamento infantil”

O caso também trouxe à tona um histórico anterior de violência envolvendo a criança. Em novembro de 2025, ela já havia sido resgatada de uma situação de “casamento infantil” com um homem de 33 anos, na região do Lago do Urbim.

“Na ocasião, o homem envolvido e o pai da criança, que era conivente, foram presos em flagrante. A mãe também apresentava conduta omissiva e, inclusive, havia uma medida protetiva que a impedia de se aproximar da criança. Após o resgate, a vítima foi acolhida em uma unidade de proteção no município”, explicou a delegada.

Retorno à família e nova exploração

Após o período em acolhimento institucional, a menina foi entregue à irmã mais velha há cerca de um mês. Segundo o depoimento da vítima, foi nesse período que os abusos voltaram a acontecer.

“Em depoimento, a criança relatou que era levada contra a vontade ao flutuante, sob ameaças da irmã, que dizia que, caso não obedecesse, retornaria ao abrigo. No local, um homem de 65 anos praticava os abusos, enquanto a irmã dela, de 17 anos, permanecia do lado de fora”, citou a delegada.

Como forma de pagamento, eram oferecidas pequenas quantias em dinheiro e até alimentos. Na noite do flagrante, a criança recebeu dois litros de açaí e R$ 20.

Em relação à adolescente de 17 anos, a delegada explicou que ela também é tratada, inicialmente, como vítima, diante dos indícios de que tanto ela quanto a criança de 11 anos estavam submetidas à autoridade da irmã de 21 anos, apontada como responsável por organizar os encontros e determinar as ações.

Ratinho escapa de condenação por falas contra deputada federal

Além de indenização, a parlamentar pedia retratação pública por parte de Ratinho

Por Gustavo Nascimento
Ratinho, apresentador de televisão do SBT - Foto: Divulgação | SBT

O apresentador Ratinho se livrou de uma ação movida pela deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) por conta de comentários feitos durante uma transmissão de rádio em 2021. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) negou a ação da parlamentar, que solicitava que Ratinho pagasse R$ 50 mil de indenização por danos morais.

Além da quantia, a parlamentar pedia retratação pública por parte de Ratinho.

Relembre o caso

Durante participação no programa “Turma do Ratinho”, no dia 15 de dezembro de 2021, o apresentador criticou Natália Bonavides por causa de um projeto de lei em que ela havia sugerido alterar o uso da expressão "marido e mulher" na celebração de uma união civil.

"Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não?", disse Ratinho, ao vivo, no programa Turma do Ratinho. "Natália, você não tem o que fazer? Vai lavar roupa, costurar a ‘carça’ do seu marido, a cueca dele. Isso é uma imbecilidade, querer mudar esse tipo de coisa", acrescentou.

Diante da fala, Natália Bonavides entrou na Justiça alegando que Ratinho utilizou termos ofensivos e misóginos, “além de incitar violência, extrapolando o direito de crítica”.

Nos autos do processo, a defesa do apresentador alegou que as manifestações ocorreram dentro do exercício da liberdade de expressão e do direito de crítica jornalística, “com tom jocoso e humorístico, voltadas a ato de agente pública”.
Decisão judicial

Na decisão, o juiz Paulo Sérgio da Silva Lima entendeu que as declarações de Ratinho se deram em um contexto de “ferrenha crítica política” e que agentes públicos devem ter maior tolerância a críticas, mesmo as que possuem tom jocoso ou irônico. Ele considerou que as falas não ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.

“Portanto, ante a ausência de ato ilícito indenizável remanescente e o comprovado adimplemento da obrigação solidária em demanda anterior, a improcedência é medida que se impõe”, alegou o juiz.

A decisão também traz que a deputada já havia obtido sucesso em uma ação contra a emissora de rádio Sistema Massa, recebendo indenização e retratação pelos mesmos fatos. De acordo com o juiz, como a responsabilidade entre autor e veículo é solidária, o pagamento efetuado pela empresa extinguiu a obrigação do apresentador, evitando uma dupla penalização.

Carros de luxo e 120 armas: PF apreende bens milionários ligados a MCs

Ofensiva resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo

Por Victoria Isabel
Operação Narco Fluxo - Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal apreendeu um amplo patrimônio de luxo durante a Operação Narco Fluxo, que mir um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão no país. A ofensiva resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores digitais.

Segundo as investigações, o grupo utilizava o setor artístico e as redes sociais como fachada para ocultar recursos ilícitos, principalmente oriundos do tráfico internacional de drogas, incluindo mais de três toneladas de cocaína. Também há indícios de uso de apostas ilegais e rifas digitais no esquema.

Durante a operação, cerca de 200 agentes cumpriram mandados em oito estados e no Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos dos investigados.

Veja o que foi apreendido:

55 carros de luxo e motocicletas, avaliados em mais de R$ 20 milhões
120 armas e munições
56 joias e relógios, incluindo peças da Rolex
53 celulares
56 dispositivos eletrônicos, como computadores, tablets e notebooks
R$ 300 mil em dinheiro em espécie
US$ 7,3 mil (cerca de R$ 36 mil)

Documentos e registros financeiros
| Foto: Divulgação/Polícia Federal

Entre os itens de maior destaque estão veículos de alto padrão e objetos de luxo utilizados, segundo a PF, para disfarçar a origem do dinheiro ilegal.

A investigação é um desdobramento de operações anteriores e aponta que o grupo utilizava estratégias como empresas de fachada, “laranjas”, transações fracionadas e até criptoativos para dificultar o rastreamento dos valores.

Após as prisões, perfis dos investigados nas redes sociais foram retirados do ar.

Lula inicia viagem à Europa com agenda em três países

Presidente deve retornar ao Brasil apenas na próxima quarta, 22

Por Ane Catarine
Lula durante cerimônia oficial de chegada à Espanha - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta sexta-feira, 17, uma viagem à Europa, com compromissos oficiais na Espanha, Alemanha e Portugal. A agenda inclui reuniões com chefes de Estado, participação em fóruns internacionais e encontros com empresários.

A previsão é que Lula retorne ao Brasil na próxima quarta-feira, 22. Na volta, deve retomar a articulação política para destravar a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira abaixo a agenda de Lula na Europa:

Espanha

Na Espanha, o presidente participa nesta sexta-feira da 1ª Cúpula Brasil–Espanha, voltada ao fortalecimento das relações entre os dois países. A agenda prevê uma reunião reservada entre os chefes de governo e, em seguida, um encontro ampliado com ministros das duas delegações.

Ainda no país, Lula participa de um jantar com líderes do Fórum Democracia Sempre, realizado no Museu Nacional de Arte da Catalunha.

No sábado, 18, o presidente segue em Barcelona para participar da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, que reúne líderes internacionais para discutir a defesa da democracia e a cooperação entre países.

Alemanha

Na segunda-feira, 20, Lula estará na Alemanha, onde participa da abertura do 42º Encontro Econômico Brasil–Alemanha. O evento reúne autoridades e empresários para debater temas como inovação, sustentabilidade, geopolítica, indústria de defesa e inteligência artificial.

O presidente também participa de uma reunião intergovernamental entre Brasil e Alemanha, com a presença de ministros dos dois países, para tratar do avanço de acordos bilaterais.

Portugal

Na terça-feira, 21, Lula chega a Portugal, onde cumpre agenda oficial com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente português António José Seguro.

Os encontros devem abordar temas como a situação da comunidade brasileira no país, além de assuntos ligados à paz internacional e ao fortalecimento das relações entre Brasil e Portugal.
quinta-feira, 16 de abril de 2026

Caiado defende impeachment de ministros do STF

Sobre o 8/1, pré-candidato fala em anistia a todos os cargos em seu primeiro dia de mandato e não permitiria interferência do Supremo

Fábio Bouéri

O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado | Foto: Reprodução/X/canalmeio

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira, 15, ser favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a possibilidade deve valer para qualquer ocupante de cargo público.

“Sou favorável ao impeachment de quem quer que seja. Pode ser qualquer um. Essa tese serve para todo mundo. Serve para presidente, para ministro do Supremo, para deputado, para vereador, prefeito, senador, governador, para todos nós.”

Caiado: respeito à presunção de inocência

Apesar de defender a medida, Caiado afirmou que é necessário respeitar a presunção de inocência. Ele disse, no entanto, que abriria exceção para candidatos à Presidência. “Qualquer outro cidadão tem direito à presunção de inocência. A única exceção que eu faria neste momento é um candidato à Presidência da República”.

Sobre o tema, o ex-governador de Goiás acrescentou que, “se ele [candidato] tiver que explicar, melhor não competir”. E emendou: “O Brasil está tão cansado disso que precisa de um candidato sobre o qual não paire nenhuma dúvida”.

Caiado reafirmou que pretende conceder anistia aos envolvidos no 8/1, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “[Será] no primeiro dia de mandato. Vou tomar a medida e sanear o problema.” Segundo ele, a iniciativa seria necessária para “acabar com a polarização” no país. O pré-candidato expôs seu plano durante entrevista ao Canal Meio (abaixo)

Questionado sobre uma eventual contestação da medida pelo STF, Caiado disse que não se poderia admitir que o tribunal “sobreponha uma decisão plebiscitária da população”. “Será uma anistia profilática para que possamos governar em paz. Se eleito, estou credenciado. Não existe nenhum nível de poder que se sobreponha a isso.”

Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso em Brasília

Prisão ocorre no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero

Isabela Jordão

Paulo Henrique Costa foi afastado da chefia do BRB em novembro | Foto: Divulgação/BRB

O ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa foi preso na manhã desta quinta-feira, 16, em Brasília, durante nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

Costa é investigado sob suspeita de descumprir regras de governança e autorizar operações sem lastro com o Banco Master. Ao todo, a PF cumpre sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.

O executivo comandou o BRB desde 2019, depois de ser indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), período em que liderou a tentativa de aquisição do Master pela instituição. Ele foi afastado do cargo em novembro, por decisão judicial, na primeira etapa da operação.

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Costa é suspeito de envolvimento na compra de carteiras do Master pelo BRB

O caso envolve suspeitas de fraudes na compra de carteiras de crédito consignado sem lastro, avaliadas em R$ 12,2 bilhões, pelo BRB. A PF apura se Costa teve envolvimento na suposta falsificação de documentos depois da aquisição das carteiras do Master pelo banco estatal, para justificar uma ausência de irregularidades.

Há também suspeitas sobre a participação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e de sócios na compra de ações do BRB por meio de fundos administrados pela gestora Reag.

Os advogados de Costa argumentam na PF que sua atuação foi exclusivamente técnica e que ele pode ajudar não só no esclarecimento das operações do BRB, mas também em outras investigações que venham a ocorrer.

Tarcísio lidera disputa pelo governo de São Paulo

Levantamento do Paraná Pesquisas foi divulgado nesta quinta-feira, 16

Yasmin Alencar

Tarcísio de Freitas, em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo - 27/2/2026 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena

Uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira, 16, mostra que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém posição de destaque na corrida pelo governo paulista, superando os concorrentes com folga em diferentes cenários eleitorais.

No levantamento estimulado, Tarcísio alcança 47,8% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) aparece com 33,1%. Os demais pré-candidatos somam menos de 5% cada um, mostrando desempenho inferior.

Desempenho em diferentes cenários eleitorais

Em uma simulação de confronto direto, a diferença se amplia: Tarcísio registra 53,4% das preferências, e Haddad fica com 37,3%. No cenário espontâneo, sem apresentação de nomes, o atual governador é lembrado por 22,9% dos entrevistados, seguido por Haddad, citado por 8,3%.

Avaliação de Tarcísio de Freitas

A aprovação da administração estadual reforça a popularidade do governador. Segundo o instituto, 64,9% dos participantes aprovam a gestão de Tarcísio, enquanto 31,4% a desaprovam. A soma das avaliações “ótima” e “boa” totaliza 47,3%, superando com margem os índices negativos.

Rejeição e metodologia da pesquisa

O estudo revela também uma rejeição maior a Haddad, rejeitado por 42,9% dos eleitores. Já Tarcísio apresenta rejeição de 27,2%. A pesquisa foi aplicada entre 11 e 14 de abril, com 1,6 mil pessoas em 80 cidades paulistas. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais e confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP 00378/2026 para os cargos de governador e senador.

Alcolumbre garante apoio a relator da CPI em tensão com Gilmar Mendes

Ministro do STF encaminhou solicitação à PGR para apurar possível abuso de autoridade por parte de Alessandro Vieira

Lucas Cheiddi

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em meio à tensão entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), se manifestou em defesa do senador Alessandro Vieira, alvo de pedido de investigação feito pelo ministro Gilmar Mendes nesta quarta-feira, 15.

Gilmar encaminhou solicitação à PGR para apurar possível abuso de autoridade por parte de Vieira, depois de o parlamentar sugerir o indiciamento de ministros da Suprema Corte e do procurador-geral Paulo Gonet.

Alcolumbre garantiu apoio institucional a integrantes do Legislativo que enfrentem investigações relacionadas ao exercício de suas funções. O compromisso inclui assistência jurídica da Advocacia do Senado nos casos em que prerrogativas constitucionais dos parlamentares estejam sob ameaça.

Relatório da CPI e reação do STF

O relatório final da CPI do Crime, sob relatoria de Vieira, recomendou o indiciamento de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Paulo Gonet por supostos crimes de responsabilidade ligados ao caso Banco Master.

O documento afirma que decisões do STF restringiram medidas adotadas pela comissão, como quebras de sigilo e convocações, e criaram um cenário de “judicialização intensa”, dificultando as investigações.

A proposta de indiciamento foi rejeitada pela CPI por 6 votos a 4, depois de manobra do governo Lula para alterar a composição do colegiado. No pedido enviado à PGR, Gilmar Mendes alegou que houve “desvio de finalidade” nos trabalhos da CPI e afirmou que Vieira ultrapassou as funções da comissão ao sugerir indiciamentos supostamente sem base concreta, o que poderia caracterizar abuso de autoridade.

Defesa de Alessandro Vieira e debate sobre imunidade parlamentarSenador Alessandro Vieira (MDB-SE) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Alessandro Vieira declarou que responderá à representação “com absoluta tranquilidade e dentro do rigor técnico devido”. Para ele, “é cristalino que um senador, ao manifestar sua avaliação jurídica sobre fatos concretos em voto proferido no âmbito de uma CPI, não comete abuso de autoridade e está resguardado pela imunidade parlamentar”. O senador acrescentou que “ameaças e tentativas de constrangimento não vão mudar o curso da história”.

No plenário, antes da formalização do pedido de investigação, Vieira defendeu seu papel na relatoria e repudiou o que classificou como “absurdo extremo” ser responsabilizado por um voto.

“Eu estou sendo ameaçado e criminalizado por um voto”, disse, ao citar Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ele também indagou a Alcolumbre sobre qual será o posicionamento do Senado diante da situação: “O Senado tem que se rebaixar ao ponto de tolerar esse tipo de ameaça?”, afirmou.

Daniel Vorcaro deve apresentar proposta de delação apenas em maio

Cronograma adia negociação formal e mantém expectativa no Distrito Federal

Luis Batistela

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master | Foto: Divulgação/SAP

A negociação de um acordo de delação premiada que envolve o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ainda não entrou na etapa formal. A apresentação da proposta deve ocorrer apenas no início de maio, o que afasta a expectativa de avanço imediato nas tratativas.

Mesmo assim, a elaboração do material está em andamento, e o conteúdo da possível colaboração continua sob sigilo e sustenta um ambiente de expectativa em Brasília.

Vorcaro trabalha com advogados na estruturação dos documentos que servirão de base para a negociação com as autoridades. Os defensores comparecem com frequência à Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital federal.

Durante os encontros, o ex-banqueiro presta depoimentos que integram o processo preliminar de colaboração. Ele relata episódios que envolvem sua atuação e menciona possíveis condutas de terceiros, conforme o procedimento-padrão desse tipo de acordo.

As informações reunidas são organizadas em anexos. Cada conjunto reúne dados iniciais que serão apresentados à PF e à Procuradoria-Geral da República.

Esses documentos servirão como ponto de partida para a análise das autoridades. A avaliação considerará a consistência das informações e a eventual novidade dos fatos apresentados. A partir desse exame, os órgãos responsáveis decidirão se rejeitam a proposta ou se avançam para a negociação dos termos formais do acordo.

Vorcaro deve discutir valores em etapa final da negociação

Caso a proposta avance, a negociação entrará na fase de definição de contrapartidas. Nesse momento, as partes devem tratar dos valores que Vorcaro poderá pagar ao Estado. Os montantes podem incluir multas ou ressarcimentos ligados aos fatos apresentados na colaboração.

A defesa de Vorcaro montou uma força-tarefa para finalizar e apresentar, quanto antes, uma proposta de delação. A movimentação ganhou urgência diante de uma ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode impor novas restrições a esse tipo de acordo.

Segundo o portal Metrópoles, a pressa decorre do avanço de um processo movido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na Corte. A ação pode proibir buscas e apreensões baseadas exclusivamente em delações. Como resultado, a eventual mudança deve dificultar a atuação da defesa, que pretende acelerar o andamento do caso e buscar um habeas corpus para o ex-banqueiro.

Aviões da FAB fazem mais de 100 voos com apenas 1 passageiro

TCU aponta desperdício de R$ 36 milhões e cobra plano da Casa Civil para barrar mordomia

Erich Mafra

Avião da Força Aérea Brasileira | Foto: Divulgação/FAB

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que a Força Aérea Brasileira (FAB) operou 111 voos com apenas uma pessoa a bordo entre 2020 e 2024. A apuração, divulgada pelo portal Metrópoles, motivou uma determinação da Corte para que a Casa Civil apresente medidas urgentes para mudar as normas de uso dessas aeronaves. O tribunal vê indícios claros de desperdício de dinheiro público.

Os auditores classificaram a gestão dos deslocamentos como ineficiente. O relatório revela que 1.585 voos decolaram com apenas cinco passageiros, mesmo com aviões que comportam até 50 pessoas. A taxa média de ocupação dos assentos oficiais ficou em apenas 55%. O governo federal poderia ter poupado R$ 36,1 milhões caso as autoridades dos Três Poderes tivessem optado por voos comerciais.

Falta de controle e justificativa

A investigação revelou que o Comando da Aeronáutica não fiscaliza os motivos dos pedidos de transporte. De acordo com o TCU, não existe um filtro interno para impedir que pessoas sem autorização legal peguem carona nas aeronaves. A maioria dos registros analisados não apresenta uma explicação real para a necessidade do uso de um jato exclusivo.

O tribunal ressaltou que a Aeronáutica se limita a executar o transporte sem analisar se o solicitante atende aos requisitos do decreto que regulamenta o serviço. Essa lacuna facilita o uso indevido da frota por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Com a saída do relatório, o Executivo terá de explicar como pretende estancar o gasto desnecessário.

Estrutura da frota

As aeronaves utilizadas pela FAB possuem configurações variadas de assentos, com capacidades para oito, 12, 16, 30, 36 e 50 passageiros. O uso constante de aviões subocupados reforça a tese de má gestão dos recursos. O TCU exige agora que os critérios de conveniência e economicidade sejam priorizados quando uma autoridade solicitar um deslocamento fora da aviação comum.

PESQUISA Genial/Quaest: - Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno


'Vingança', diz ex-ministra do STJ sobre representação de Gilmar contra senador

Eliana Calmon defende prerrogativas de CPI e atuação de Alessandro Vieira

Letícia Alves

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal | Foto: Adriano Machado/Reuters

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon afirmou que a representação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) foi um ato de vingança. Segundo a magistrada aposentada, a medida busca evitar críticas a membros da Corte.

“Houve uma precipitação para, açodadamente, representar contra o senador”, declarou Eliana. “Isso é que me parece uma vingança e uma revanche.” Em seguida, ela disse que integrantes do STF não são infalíveis e devem responder por eventuais irregularidades. “Ao se afastar das normas constitucionais e comportamentais, eles podem ser examinados do ponto de vista penal como qualquer outro brasileiro”, disse.

A ex-ministra disse ainda que o STF tende a confundir críticas individuais com ataques à democracia ou à instituição. “Em verdade, o STF é um tribunal que não aceita que haja qualquer crítica a qualquer membro”, continuou. “O que eles dizem que é ir contra a democracia. Ora, eles não são a democracia, eles não são a nação brasileira e não são o STF. Eles são membros do STF.”

Gilmar Mendes acusa Alessandro Vieira de abuso de autoridade

Mendes enviou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Alessandro Vieira, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O ministro acusa o senador de desvio de finalidade e abuso de autoridade.

No relatório final da comissão, Vieira propôs o indiciamento de ministros do STF por crime de responsabilidade. A CPI, no entanto, rejeitou o relatório.

Eliana, por sua vez, refutou a tese de abuso de autoridade por parte do senador. “O senador agiu como qualquer autoridade judiciária quando está à frente de uma investigação em processo antes da denúncia”, afirmou. “A Constituição dá aos presidentes de CPIs investigação aos presidentes das CPIs pela Constituição. É o que ele fez. Ele não agiu com abuso de autoridade, na medida em que estava imbuído de autoridade constitucional.”

Argentina assegura liberação de US$ 1 bilhão pelo FMI

Valor integra pacote total de US$ 20 bi desenhado com o objetivo de impulsionar a recuperação econômica argentina

Lucas Cheiddi

Bandeira da Argentina | Foto: Reprodução/Pixabay

Em meio a esforços para estabilizar sua economia, a Argentina garantiu nesta quarta-feira, 15, a liberação de US$ 1 bilhão pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de modo a reforçar o programa de apoio financeiro criado para o país.

O valor integra um pacote total de US$ 20 bilhões desenhado com o objetivo de impulsionar a recuperação econômica argentina.

Válido por quatro anos, o acordo em vigor foi firmado há cerca de um ano para substituir um empréstimo anterior, ainda maior, de US$ 44 bilhões. Esse novo entendimento marca o 23º acerto entre a Argentina e o FMI, evidenciando as dificuldades recorrentes do país em alcançar equilíbrio fiscal e evitar novas crises econômicas.

Avanços recentes e respaldo político na Argentina
O presidente argentino, Javier Milei | Foto: Divulgação/Governo Argentino

De acordo com o FMI, as ações recentes do governo argentino ganharam força principalmente depois de o presidente Javier Milei conquistar maior respaldo político. “As medidas do governo ganharam força nos últimos meses”, afirmou o organismo, destacando avanços no controle inflacionário e no gerenciamento da taxa de câmbio.

Tais avanços permitiram à Argentina recompor parte de suas reservas internacionais, que servem como proteção para pagamentos de dívidas e garantia da estabilidade econômica.

Segundo dados recentes, o Banco Central argentino adquiriu mais de US$ 5,5 bilhões em dólares ao longo de 2026. Ainda assim, o volume total de reservas permanece baixo, por causa do uso contínuo para quitação de débitos.

Medidas cambiais e desafios inflacionários

No contexto internacional, além do novo repasse de US$ 1 bilhão, a Argentina já havia recebido uma parcela inicial de US$ 12 bilhões em 2025, dentro do mesmo acordo, totalizando um apoio de cerca de US$ 42 bilhões por parte de organismos multilaterais. O governo também promoveu mudanças no regime cambial, permitindo maior oscilação do dólar em uma faixa estabelecida. Isso facilitou operações como importações e transferências de lucros para o exterior.

O êxito dessas iniciativas depende da capacidade argentina de fortalecer reservas e manter a confiança dos mercados. A inflação, que havia dado sinais de recuo em 2024, voltou a acelerar em 2025, atingindo 3,4% em março ante 2,9% em fevereiro, maior alta mensal em um ano. No acumulado de 12 meses, a taxa desacelerou para 32,6%, com os principais aumentos concentrados em educação, transporte, energia, habitação e alimentos.

O governo argentino mantém como meta reduzir a inflação para menos de 2% ao mês. Ela é considerada essencial para aprofundar a flexibilização cambial e consolidar a retomada econômica. O contexto atual reforça a vigilância do FMI e dos investidores sobre a sustentabilidade dessas medidas e o futuro das finanças do país.

“Mais forte e ativo”: Carlos relata melhora de Bolsonaro na prisão domiciliar

Ex-vereador visitou o pai na manhã desta quarta-feira, 15

Por Ane Catarine

Carlos Bolsonaro visita Jair Bolsonaro na domiciliar - Foto: Evaristo Sá/AFP

O ex-vereador e pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta quarta-feira, 15, para afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “mais forte” e “visivelmente mais ativo” enquanto cumpre prisão domiciliar temporária na casa onde mora em Brasília.

Em publicação na rede X (antigo Twitter), Carlos contou que visitou o pai na manhã desta quarta após mais de uma semana sem vê-lo e relatou melhora no estado de saúde, destacando a redução dos soluços.

“Hoje estive com Jair Bolsonaro. Cumpri o protocolo inventado por Alexandre de Moraes, permanecendo pelas duas horas autorizadas, encontrando meu pai mais forte. Os soluços diminuíram, a quantidade de medicamentos também, e ele está visivelmente mais ativo. Conversamos bastante”, escreveu.

Carlos também afirmou que Bolsonaro deve passar por uma cirurgia no ombro nos próximos dias, conforme laudo médico já enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira o relato completo:

Hoje estive com o Presidente , após mais de uma semana sem vê-lo. Cumpri o protocolo inventado por Alexandre de Moraes, permanecendo pelas duas horas autorizadas, encontrando meu Pai mais forte. Os soluços diminuíram, a quantidade de medicamentos também, e ele está visivelmente mais ativo. Conversamos bastante, como sempre, sobre futebol, política e o nosso dia a dia. Esses momentos, mesmo que breves, me enchem de alegria. Ele me relatou que provavelmente passará por mais uma cirurgia, desta vez no ombro, em decorrência da queda sofrida nas dependências da Polícia Federal. Aquela mesma que só foi autorizada sua ida ao hospital após mais de 24 horas, quando então foi constatado um traumatismo craniano leve. É impossível não notar, de imediato, a perda significativa de massa muscular, consequência direta das limitações impostas à sua locomoção diária. Ainda assim, sua força e lucidez permanecem inacreditavelmente positivas. Mesmo sendo um preso político, condenado sem ter desviado um centavo dos cofres públicos, passando por um processo sofrendo todas as ilegalidades possíveis para cumprirem mais uma missão dada, assino novamente: o Bicho é Bruto Demais! Sinceramente, confesso: poder estar ao lado do meu pai, mesmo que por pouco tempo, fez o meu dia. O Presidente me pediu para transmitir um abraço a todos e reforçar que devemos nos manter firmes e confiantes. Deus, Pátria, Família e Liberdade! Brasília, 15 de abril de 2025. Carlos Bolsonaro

Prisão domiciliar

Bolsonaro está em casa, no bairro Jardim Botânico, em Brasília, desde 27 de março, após receber alta do hospital DF Star, onde ficou internado desde o dia 13 do mesmo mês, por causa de um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O ex-presidente deverá cumprir prisão domiciliar por 90 dias. Após esse período, a Justiça vai reavaliar se a medida será prorrogada ou se ele retornará ao sistema prisional, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses.

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