RADIO WEB JUAZEIRO



terça-feira, 28 de julho de 2026

Ximbinha se manifesta após jornalista revelar perda de mansão para agiota

Durante o programa de Felipeh Campos, foi revelado que Ximbinha perdeu sua mansão em Ananindeua devido a uma dívida com um agiota |  Foto: Reprodução / redes sociais

Durante o Programa Felipeh Campos desta segunda-feira (27), o apresentador surpreendeu o público ao anunciar que o guitarrista Ximbinha teria perdido sua mansão, onde viveu com Joelma, localizada em Ananindeua, no Pará, após uma dívida com um agiota.

De acordo com o jornalista, o imóvel foi construído quando Ximbinha e Joelma ainda eram casados. Ainda segundo Felipeh, o credor já estaria ocupando a residência que antes pertencia ao casal.

O apresentador ainda declarou que, após deixar o imóvel, Ximbinha teria se mudado para o apartamento da filha Yasmin, de 21 anos. "Vocês batalharam muito para conquistar tudo o que vocês têm. De repente perder para um agiota uma casa que não era qualquer casa, era uma mansão onde vocês moravam. Não é legal", declarou Felipeh.

Após a repercussão da declaração, a assessoria do cantor se manifestou e negou a informação. Confira o posicionamento da equipe de Ximbinha:

"A assessoria de imprensa de Ximbinha esclarece que as informações divulgadas sobre uma suposta perda de patrimônio do artista não correspondem à realidade.

Houve, sim, uma mudança de apartamento. No entanto, essa mudança já estava planejada há meses e foi realizada de forma voluntária, por decisão pessoal do artista, e da família sem qualquer relação com dificuldades financeiras, perda de bens ou qualquer outra circunstância sugerida nas publicações.

Dessa forma, a informação de que Ximbinha teria perdido uma mansão ou qualquer outro imóvel em decorrência de dívidas é absolutamente inverídica.

Ximbinha segue cumprindo normalmente sua agenda profissional, com shows, gravações e novos projetos em andamento, mantendo sua carreira ativa e seu compromisso com o público."

Receita Federal passará a cobrar imposto em transferências bancárias feitas via Pix; entenda

Chegada do mecanismo Split Payment prevê a cobrança automática dos impostos no momento do pagamento | Bruno Peres | Agência Brasil

A Reforma Tributária de 2026 deve marcar mudanças significativas para as empresas no Brasil. A chegada do mecanismo Split Payment prevê a cobrança automática dos impostos no momento do pagamento das transações pelo sistema bancário, maquininha de cartão ou Pix.

Dessa forma, as empresas brasileiras deixarão de receber o valor bruto das vendas, obtendo diretamente o valor líquido, com os impostos previamente deduzidos. A mudança elimina o intervalo entre a venda e o pagamento do imposto no mês seguinte, fazendo com que essa fatia já caia direto nos cofres públicos.

O sistema passa por testes em 2026 com alíquotas simbólicas de 0,9% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e 0,1% para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A cobrança efetiva deve começar em 1º de janeiro de 2027 para a venda de produtos ou serviços para outras empresas.

Pela regra atual, as empresas recebem o valor total da venda e utilizam esse valor para pagar os impostos cobrados no mês seguinte. Com a retenção no ato da transação, o valor não entrará mais diretamente na conta da empresa, mas também não será mais necessário o pagamento posteriormente.

A transição entre os modelos tributários avança até a extinção definitiva do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto Sobre Serviços (ISS), que deve acontecer em 1º de janeiro de 2033, quando o novo sistema passa a funcionar de forma integral.

Nicarágua adia votação de proposta que elimina eleições

Regime de Daniel Ortega anuncia consulta sobre reforma constitucional depois de críticas da comunidade internacional

Victória Batalha


Rosario Murillo e Daniel Ortega, “copresidentes” da Nicarágua | Foto: Reprodução/X

O regime de Daniel Ortega anunciou nesta segunda-feira, 27, o adiamento da votação da reforma constitucional que pretende retirar da oposição a possibilidade de disputar eleições na Nicarágua. A decisão veio poucos dias depois da reação de organismos internacionais e de governos estrangeiros à proposta.

Em 19 de julho, Ortega afirmou que o país deixaria de realizar eleições para impedir que, segundo ele, “partidos políticos criados pelos ianques [norte-americanos]” chegassem ao poder.

Rosario Murillo, que divide o comando do regime com Ortega, fez o comunicado sobre o adiamento. Em declaração divulgada por um veículo estatal, ela informou que a Assembleia Nacional abrirá um processo de consulta antes da votação da proposta. Inicialmente prevista para agosto, a análise do texto ficou para os primeiros dias de setembro.

Segundo Murillo, a comissão especial responsável pela reforma elaborará um parecer ao fim das consultas e o encaminhará ao plenário para deliberação. Ela também afirmou que apresentou a proposta ao corpo diplomático e que a consulta envolverá diferentes setores da sociedade.

Proposta provocou críticas internacionais

A reforma constitucional prevê, na prática, impedir que partidos de oposição participem das eleições no país.

A medida recebeu críticas da comunidade internacional. O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que cidadãos de todas as correntes políticas devem ter o direito de votar e disputar cargos públicos, conforme as obrigações internacionais assumidas pela Nicarágua.

O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega | Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria

Os Estados Unidos criticou a iniciativa. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a declaração de Ortega evidencia o caráter autoritário do regime e defendeu que a comunidade internacional amplie o isolamento diplomático da Nicarágua.

Flávio deve depor à PF sobre falas contra Lula

A convocação foi definida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Yasmin Alencar

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República | Foto: Reprodução/YouTube

Depois de não haver acordo entre a defesa e a Polícia Federal sobre a data do depoimento, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem compromisso agendado nesta terça-feira, 28, às 14h, para ser ouvido no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A convocação foi definida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o depoimento depois de a Polícia Federal relatar dificuldades em marcar a oitiva diretamente com os advogados do parlamentar. O caso teve início em abril, por solicitação do Ministério da Justiça, depois de Flávio publicar críticas no X sobre Lula e o ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro.

Conteúdo da postagem e investigação

“Lula será delatado”, escreveu Flávio. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.”

Segundo relatório da Polícia Federal, a postagem buscava associar o presidente Lula aos crimes citados. “Fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem”, tratou o texto da PF.

Recomendações da PGR e impasse sobre o depoimento

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou que Flávio fosse ouvido antes de qualquer decisão sobre denúncia, e Moraes acatou o pedido. O ministro inicialmente deu dez dias à PF para cumprir a diligência, mas, no prazo, a corporação informou ao STF que tentou contato desde o início, inclusive com sugestão de videoconferência, sem resposta positiva da defesa, que pediu mais tempo.

A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro alegou que não houve desinteresse, mas, sim, conflito de agendas por causa do período curto estipulado e aos compromissos do senador na pré-campanha presidencial. Moraes avaliou que não foram apresentados documentos que comprovassem a impossibilidade de marcar o depoimento dentro do prazo. Diante disso, determinou pessoalmente a nova data para garantir andamento regular das investigações, decisão registrada em 17.

Lula ironiza declarações de Milei depois de críticas em evento do PL

Itamaraty convocou embaixadores dos dois países depois da escalada da crise diplomática

Letícia Alves
Lula e Milei trocam farpas depois de visita do argentino ao Brasil | Foto: Reprodução/ X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou, nesta segunda-feira, 27, as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei. Durante a convenção do PL em São Paulo, no sábado 25, o líder argentino chamou o petista de “presidiário” e de “ladrão”. Durante seu discurso no evento, Milei também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o chamou de “lixo careca”.

Em conversa com jornalistas no Itamaraty, porém, Lula respondeu ao minimizar a importância do presidente do país vizinho. “Quem é esse cara?”. Na ocasião, o petista aguardava a chegada do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-Myung.

Durante a convenção do PL, Milei também mencionou a existência do “risco Lula” no Brasil, em comparação ao “risco Kuka” da Argentina. “É hora de pôr um fim à merda socialista”, disse. “A Argentina conhece melhor do que ninguém as consequências de seguir o caminho do socialismo até suas últimas consequências. Vimos como esses malditos esquerdistas levaram uma nação que era potência mundial à pobreza”.

Escalada da crise entre Brasil e Argentina

As declarações de ambos ampliam a tensão diplomática entre Brasília e Buenos Aires. No domingo 26, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para consultas. A diplomacia brasileira também chamou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para apresentar um protesto formal.

A convocação dos embaixadores indica um agravamento das relações entre os governos, mas não representa uma ruptura diplomática. O retorno do embaixador ao posto depende de decisão do governo.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as declarações de Milei foram “ríspidas, grosseiras e inaceitáveis”.

Brasil aciona OMC contra tarifas dos EUA

O Itamaraty tenta reverter o prejuízo de US$ 6,6 bilhões causado pelas novas barreiras comerciais

Erich Mafra
Indústria brasileira caiu mais de 20 posições em lista da ONU | Foto: Ant Rozetsky/Unplash

O Brasil acionou a Organização Mundial (OMC) do Comércio para travar as tarifas que resultam em uma cobrança extra de 37,5% imposta pelos Estados Unidos sobre mercadorias nacionais. O Ministério do Desenvolvimento calcula um prejuízo direto de US$ 6,6 bilhões nas vendas para o mercado norte-americano. O governo brasileiro apresentou o pedido formal de conversações com Washington nesta segunda-feira, 27.

A barreira dupla atinge 16,5% de todas as exportações brasileiras para o território norte-americano. As empresas brasileiras do setor de máquinas, móveis, calçados, confecções, óleos e madeira sofrem os piores impactos. O Itamaraty considera as cobranças injustificadas e contrárias às regras do comércio internacional.

Investigações da Casa Branca geram dupla cobrança

A Casa Branca aplicou os impostos extras com base na Lei de Comércio de 1974. A primeira sanção estabeleceu uma tarifa de 25% depois de uma apuração focada no Brasil. O relatório norte-americano apontou falhas do governo petista no combate ao desmatamento, na proteção de patentes, no mercado de etanol e na fiscalização anticorrupção.

A segunda punição adicionou mais 12,5% de imposto sobre as mercadorias do país. A fiscalização dos Estados Unidos envolveu 60 nações e alegou restrições à compra de bens produzidos com trabalho forçado. A soma das duas medidas elevou a barreira alfandegária brasileira ao patamar de 37,5%.

Disputa na OMC começa com tentativa de acordo

O pedido de negociação abre a primeira fase do sistema de solução de controvérsias do organismo internacional. Os diplomatas dos dois países tentam costurar uma saída negociada antes da criação de um tribunal de julgamento na entidade. O Brasil defende a ideia de que as sanções violam o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio.

O Ministério das Relações Exteriores busca anular as cobranças antes do encerramento dos prazos diplomáticos. A equipe econômica monitora as perdas dos produtores nacionais enquanto aguarda a resposta da Casa Branca para agendar as primeiras reuniões de negociação em Genebra.

Cleitinho pode desistir da candidatura ao governo de Minas para apoiar Marcelo Aro

O PL, que avaliava apoio ao senador do Republicanos, também avalia apoio ao possível candidato do PP

Lucas Cheiddi

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

As articulações políticas em Minas Gerais sugerem uma possível desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) na disputa pelo governo do Estado. O partido avalia que ele pode abrir mão da candidatura para apoiar Marcelo Aro (PP), ex-deputado e ex-secretário da Casa Civil estadual, nome cogitado para concorrer ao Palácio Tiradentes. A informação é do jornal O Globo.

Cleitinho aparecia na liderança das últimas pesquisas de intenção de voto, mas nunca confirmou oficialmente se participaria da eleição. Na convenção estadual do Republicanos realizada no sábado 25, ele não compareceu e frustrou a direção partidária, que aguardava um anúncio formal sobre seu futuro político.

Repercussão da ausência de Cleitinho

A ausência do senador ocorreu uma semana depois do falecimento de seu irmão mais novo, Matheus Azevedo. Isso teria contribuído para o silêncio sobre seus próximos passos.

O PL, legenda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que negociava apoio a Cleitinho para garantir palanque em Minas, também pode migrar para a aliança com Marcelo Aro.

Ato de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência – 25/7/2026 | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste

Marcelo Aro, até então cotado para disputar o Senado, ainda não se pronunciou publicamente sobre a possibilidade de concorrer ao governo mineiro. Nos bastidores, aliados defendem sua candidatura, já que a disputa pela Casa Alta reúne nomes como Marília Campos (PT), Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD).
Cenário eleitoral e possíveis adversários

Caso confirme sua entrada na corrida pelo governo, Aro enfrentará antigos aliados políticos. O governador Mateus Simões (PSD-MG), que busca a reeleição, esperava contar com o ex-secretário na disputa pelo Senado em sua chapa.

Simões, ex-vice de Romeu Zema (Novo), representa o presidenciável em Minas, enquanto o ex-governador concorre à Presidência pela sigla. Já pelo PT, o deputado Patrus Ananias será o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição estadual, compondo seu palanque em Minas Gerais.

TSE notifica Lula e Sidônio e pede explicações em 48h sobre propaganda institucional

A exigência decorre de uma ação movida pelo Partido Liberal (PL)

Yasmin Alencar
Sidônio Palmeira assumiu a Secom em janeiro de 2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou, na quinta-feira 23, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Federação Brasil da Esperança e o ministro Sidônio Palmeira expliquem, em até 48 horas, o uso de canais de comunicação oficiais para divulgar ações do governo petista nas redes sociais.

A exigência, tomada em caráter sigiloso, decorre de ação do PL, que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no sábado 25, e apontou aproximadamente mil postagens consideradas irregulares no perfil “Canal Gov”, tanto no Instagram quanto no X.
Preservação de postagens e foco do TSE

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, também determinou que Facebook e X sejam notificados para preservar todas as publicações relacionadas, ao permitir que o tribunal analise detalhadamente as centenas de postagens identificadas pelo partido.

A legislação eleitoral proíbe publicidade institucional de programas, serviços e obras nos três meses que antecedem as eleições, para garantir igualdade entre candidatos e evitar uso indevido da máquina pública pelos atuais governantes.

Apesar da proibição, contas do governo Lula divulgaram iniciativas como o Gás do Povo, o pagamento do Pé-de-Meia e investimentos na agricultura familiar, além de dar destaque à participação de Lula em eventos como a entrega de dez campi federais.

Jurisprudência do TSE e entendimento do ministro

Segundo o ministro Kassio Nunes Marques, “a jurisprudência desta Corte Superior firmou entendimento no sentido de que a vedação alcança toda publicidade institucional veiculada nos três meses que antecedem o pleito, independentemente de seu conteúdo possuir caráter meramente informativo, educativo ou de orientação social, ressalvadas apenas as hipóteses expressamente autorizadas pela própria legislação eleitoral”.

Na avaliação inicial, Nunes Marques observou que várias postagens listadas pelo PL “ostentam, em tese, conteúdo compatível com publicidade institucional voltada à divulgação de programas, ações, obras e realizações governamentais”, o que, segundo ele, “revela plausibilidade jurídica” no pedido do partido ao alegar descumprimento da legislação eleitoral por parte de Lula.

Argumentos do PL e resposta cautelosa do TSE

O PL argumentou que a atuação do governo nas redes sociais representa “a captura da máquina pública de comunicação para a construção da imagem do pré-candidato à reeleição. É como se o período vedado não existisse”. O partido pediu ao TSE que suspenda as páginas oficiais nesse período ou proíba novas publicações.

Nunes Marques, entretanto, preferiu uma abordagem mais cuidadosa. Ele destacou que “a expressiva dimensão do acervo impugnado evidencia a necessidade de exame mais detido acerca da extensão da medida postulada, sobretudo porque eventual determinação judicial alcançará elevado número de publicações veiculadas em canais oficiais de comunicação institucional”.

No dia 2, Lula criticou as restrições da legislação eleitoral à publicidade institucional, ao chamá-las de “papagaiada desgraçada”. “Gente, é o seguinte, eu estou vindo aqui hoje porque eu só posso inaugurar obra até o dia 4 de julho”, declarou Lula. “A partir de amanhã, eu não posso inaugurar mais obra por causa das eleições, mas eu posso visitar obra.”

Trump recebe Zelensky e Netanyahu para discutir guerras

O republicano realiza conversas reservadas na capital americana sobre escudos antimísseis, conversações de paz e a crise no regime iraniano

Erich Mafra
Benjamin Netanyahu Donald Trump se encontraram em fevereiro, em Washington | Foto: Reprodução/site Casa Branca

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, desembarcou nos Estados Unidos nesta terça-feira, 28, com a exigência de reforçar a defesa antimísseis de seu país. O chefe de Governo da Ucrânia tem reunião agendada na Casa Branca com Donald Trump para tratar do fim dos combates contra a Rússia. O republicano pretende pressionar pelo encerramento das hostilidades no Leste Europeu, conforme uma fonte da Casa Branca informou à CNN.

Zelensky e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também cumprem agenda no funeral do senador Lindsey Graham em Washington. O governante ucraniano acusou o Kremlin de repassar dados de inteligência sobre bases americanas ao governo do Irã. Trump minimizou a denúncia e declarou que Moscou não fez esses repasses em nível relevante.

Governo americano alinha divergências com Israel sobre o Irã

O presidente dos EUA também conversa em separado com Benjamin Netanyahu sobre o avanço das tratativas no Líbano e o combate ao regime de Teerã. O governo americano busca expandir os Acordos de Abraão na região, segundo uma autoridade declarou à CNN.

Trump admitiu pequenos pontos de discórdia com o premiê israelense sobre os rumos do conflito iraniano, mas garantiu alinhamento com Tel-Aviv. Os encontros em horários distintos marcam uma maratona diplomática de Washington para conter a escalada militar em duas frentes globais.

Genial/Quaest mostra empate técnico entre Lula e Flávio em Minas Gerais

No 1º turno, petista registra 30% das intenções de voto, enquanto o liberal alcança 29%; veja mais números

Lucas Cheiddi
Lula e Flávio Bolsonaro devem disputar a Presidência da República neste ano | Foto: Montagem da Revista Oeste, Agência Brasil e Agência Senado

O cenário eleitoral em Minas Gerais revela equilíbrio entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira, 28. Ambos aparecem tecnicamente empatados no primeiro e segundo turnos, com números próximos e dentro da margem de erro de três pontos porcentuais.

Lula registra 30% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 29%. Romeu Zema (Novo), ex-governador do Estado, obtém 12%. Já Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) soma 2%, e outros candidatos, como Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), aparecem com 1% cada. Os indecisos representam 11%, e 9% dizem que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas.

No segundo turno, Lula soma 38% e Flávio Bolsonaro marca 35%. O índice de indecisos é 9%, enquanto 18% afirmam que escolheriam branco, nulo ou não iriam às urnas.

O petista lidera também contra Caiado, com 38% ante 30%, e supera Renan Santos por 39% a 24%. No entanto, em uma disputa contra Zema, o cenário se inverte: o candidato do Novo tem 39% e Lula aparece com 37%.

Rejeição dos candidatos e avaliação do governo Lula
Modelo de urna eletrônica do sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE

Flávio Bolsonaro é o candidato com maior rejeição no Estado, apontado por 59% dos entrevistados, seguido por Zema, com 53%, e Lula, com 51%. A pesquisa mostra ainda que 60% dos mineiros não concordam com a reeleição de Lula, enquanto 36% apoiam um novo mandato para o petista. Apenas 28% consideram que o “melhor resultado para o Brasil” seria a vitória de Lula e do PT.

Questionados sobre o melhor desfecho eleitoral, 22% preferem a volta da família Bolsonaro, 21% desejam um nome fora da polarização, mesmo porcentual dos que optam por um candidato moderado, e 8% não souberam responder. A pesquisa entrevistou 1.482 pessoas entre os dias 22 e 26 de julho, com nível de confiança de 95%.

A avaliação do governo Lula em Minas Gerais indica aprovação de 42% dos eleitores, enquanto 51% desaprovam e 7% não têm opinião formada. Em relação ao desempenho do governo, 31% avaliam positivamente, 44% negativamente, 24% consideram regular e 1% não opina.

Terremoto de 7,1 atinge sul do Japão e gera alerta de tsunami

Foto: Reprodução / Redes sociais

Um terremoto de magnitude preliminar 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28). O tremor levou as autoridades japonesas a emitir alertas de emergência para sete prefeituras e um aviso de tsunami, segundo a Agência Meteorológica do Japão (AMJ).

Conforme o G1, a agência emitiu alerta de tsunami para ondas de até 1 metro (3,28 pés) na região afetada. O governo japonês decretou estado de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu.

Apesar da extensão dos alertas, nenhuma anormalidade foi registrada nas usinas nucleares do país, conforme informou o órgão regulador nuclear japonês.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico dos Estados Unidos descartou risco de tsunami para o Havaí e para a Samoa Americana em decorrência do tremor.

Governo Lula teme interferência externa nas redes após ofensiva de Trump e Milei a favor de Flávio

Por Caio Spechoto, Catia Seabra e Mariana Brasil | Folhapress
Foto: Agência Brasil / The White House

Integrantes do governo e da coordenação da pré-campanha do presidente Lula (PT) interpretaram a recente ofensiva dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como tentativas de interferência estrangeira na eleição brasileira e temem que as investidas se tornem mais intensas às vésperas da votação.

A preocupação é principalmente com os três ou quatro dias anteriores à eleição, marcada para 4 de outubro, e com as redes sociais, devido à pressão de Trump sobre grandes empresas de tecnologia —o X (ex-Twitter) de Elon Musk e a plataforma Rumble já tiveram atuação questionada nos últimos anos.

Aliados de Lula dizem apostar em uma iniciativa preventiva do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para coibir ferramentas de inteligência artificial na campanha, mas a avaliação desse grupo político é de que não haveria como evitar uma ação articulada.

Em conversas reservadas com aliados nas últimas semanas, Lula relatou avaliar o atual contexto eleitoral como diferente de outros que já enfrentou por causa das possibilidades de intervenção estrangeira.

Os embates foram acirrados desde a atuação do argentino na convenção do PL no último sábado (25) que escolheu Flávio como candidato à Presidência.

Nesta segunda (27), questionado por jornalistas, Lula evitou embate direto, mas ironizou Milei. "Quem é esse cara?", respondeu. O presidente da Argentina, por sua vez, compartilhou uma série de posts nas redes sociais com críticas ao petista.

Ainda nesta segunda, o governo chinês afirmou que apoia os esforços do Brasil para preservar soberania e independência e se opor a "interferência externa". A manifestação veio depois de um telefonema entre Lula e o presidente chinês, Xi Jinping.

No sábado, Milei manifestou apoio a Flávio, que, segundo ele, pode "parar Lula". Em seu discurso, também chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de "lixo careca". O magistrado não permitiu que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar cumprindo pena por tentativa de golpe.

As falas de Milei geraram uma crise entre os países. Em uma frente, Lula chamou de volta o embaixador brasileiro na Argentina, uma atitude considerada radical na diplomacia. Em outra, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) reuniu-se com o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, e expressou "repulsa" ao que classificou de "impropérios" de Milei.

Também na convenção, o PL exibiu um vídeo feito por ferramentas de inteligência artificial de Jair Bolsonaro. Na peça, o ex-presidente em formato de IA disse que Flávio é seu sucessor.

A exibição do material foi vista por aliados de Lula como um sinal de que a campanha bolsonarista testa os limites das regras eleitorais, uma vez que Jair Bolsonaro não pode aparecer em redes sociais por decisão judicial.

No dia anterior, sexta-feira (24), o jornal americano The Washington Post revelou que Donald Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral do país. O Itamaraty negou vistos aos dois funcionários do governo Trump.

O governo petista monitora a proximidade de integrantes da família Bolsonaro com o governo Trump. O presidente dos Estados Unidos recebeu Flávio Bolsonaro para uma reunião na Casa Branca. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende os interesses de seu grupo político principalmente junto ao Departamento de Estado americano.

No início de junho, o governo Trump classificou as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas, em uma ideia que mobiliza a base política bolsonarista.

Na época, o Planalto ainda minimizava possibilidades de intervenção de Donald Trump nas eleições brasileiras. Apesar disso, as autoridades não descartavam a chance de que isso ocorresse devido à imprevisibilidade do governo americano e à sequência de ataques num período de um ano.

Além disso, no ano passado, o governo americano citou o julgamento que condenaria Jair Bolsonaro por tentativa de golpe como um dos motivos para a aplicação de sanções econômicas ao Brasil, o primeiro tarifaço. A medida animou forças políticas de direita na época, mas depois passou a causar desgaste ao grupo político de Bolsonaro.

Ivete Sangalo fala sobre participação em novo show de Xuxa: "Eu vou entrar naquela nave na tora"

Foto: TV Globo

Ivete Sangalo feat. Xuxa? O encontro nos palcos pode acontecer. A cantora baiana comentou a estreia do novo show de Xuxa Meneghel, 'O Último Voo da Nave', que marca a despedida da amiga dos palcos.

Em entrevista ao repórter Léo Sampaio, do Pida, a cantora falou sobre o projeto da amiga e brincou sobre a participação no show do dia 20 de dezembro, que acontecerá no Maracanã, no Rio de Janeiro.

“Ela que não me bote lá pra ela ver eu quebrar aquela nave toda. Eu vou entrar naquela nave na tora. Coisa linda. Maravilhoso! Essa mulher que fez esse mundo de imaginação. Memória afetiva linda. Uma figura que só semeou o amor.”

Amigas de longa data, Ivete já chegou a substituir Xuxa em um dos projetos da apresentadora na Globo na época da gravidez de Sasha.

Ao parabenizar a amiga no aniversário deste ano, Xuxa falou sobre como gostaria de ter mais tempo ao lado da cantora.

"Veta, minha gata linda, queria muito ter mais tempo para ficar com você, mas o bom é que sempre que nos vemos, parece que nos vimos ontem… Simplesmente te amo. Seja feliz sempre”, escreveu.

Atacante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 pode ser preso, diz imprensa europeia

Jogador estaria com pendências na Rússia

Por Daniel Genonadio
Luiz Henrique comemorando gol ao lado de Vinicius Júnior em amistoso pré-Copa do Mundo de 2026 - Foto: CBF Media

O atacante Luiz Henrique, que esteve no elenco da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, e defende o Zenit, da Rússia, pode ser detido, segundo a imprensa europeia. O jogador de futebol teria acumulado 52 infrações de trânsito sem pagamento no país, o que pode resultar em uma punição de até 15 dias de detenção.

A informação é canal russo "Mash no Esporte", que detalhou as infrações de Luiz Henrique. Das 52 infrações, 46 teriam sido por excesso de velocidade. As demais estariam relacionadas a estacionamento irregular. O atacante brasileiro dirige um Mercedes-Benz Classe G.

Por conta das infrações, Luiz Henrique teria uma dívida de 82 mil rublos (cerca de R$ 5,4 mil) nãopagas desde maio de 2025. Sem o pagamento, ele pode ser detido por 15 dias ou ser obrigado a cumprir até 50 horas de serviço comunitário.
Mercedes-Benz Classe G - Foto: Divulgação

O que diz Luiz Henrique?

A situação repercutiu na Rússia e o jogador, através da sua assessoria de comunicação se pronunciou. O estafe de Luiz Henrique diz que não recebeu qualquer notificação das autoridades russas sobre as supostas infrações ou valores pendentes.

"Luiz Henrique não foi notificado por nenhum órgão do país sobre as tais infrações e valores em aberto. No momento, o jogador e departamento jurídico do clube estão tomando as providências cabíveis para entender a situação após tomarem conhecimento nesta sexta-feira. Não existe possibilidade do jogador ser preso, aliás. Esses títulos são sensacionalistas", diz a nota oficial.

O caso segue em apuração e o estafe de Luiz Henrique trabalha ao lado do departamento jurídico do Zenit para resolver a situação e evitar a detenção.

Nova regra deve mudar multas de trânsito em todo o Brasil

Projeto de Lei 544/26 altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)

Por Isabela Cardoso

Radares com IA começam a multar uso de celular e falta de cinto no Rodoanel - Foto: Divulgação/SPMAR

Motoristas poderão receber a imagem da infração de trânsito diretamente nas notificações emitidas pelos órgãos de fiscalização. A medida foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei 544/26, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), prevê que fotos registradas por radares, câmeras e outros equipamentos passem a acompanhar os avisos de autuação e de penalidade.

Hoje, a legislação permite que imagens sejam utilizadas para comprovar infrações, mas não obriga que elas sejam enviadas ao proprietário do veículo.

Na prática, o condutor precisa acessar plataformas digitais dos órgãos de trânsito ou solicitar formalmente o registro para verificar a prova que fundamentou a multa.

Imagem deverá acompanhar duas notificações

Durante a análise da proposta, o relator, deputado AJ Albuquerque (PP-CE), ampliou o alcance do texto por meio de uma emenda.

Com isso, a fotografia da infração deverá constar tanto na notificação de autuação, enviada quando o motorista é informado sobre o registro da irregularidade, quanto na notificação de penalidade, quando a multa é aplicada.

A intenção é permitir que o proprietário do veículo confira imediatamente informações como a placa registrada, o local e as circunstâncias da infração, sem precisar recorrer a pedidos posteriores para acessar o material.

Proposta busca ampliar transparência

Autor do projeto, o deputado Danilo Forte (PP-CE) afirma que a mudança fortalece o direito de defesa dos motoristas.

Segundo a justificativa apresentada, a ausência da imagem nas notificações pode gerar insegurança jurídica e dificultar a contestação de multas, já que o acesso ao registro costuma depender de consultas em sistemas eletrônicos ou de requerimentos aos órgãos responsáveis.

Projeto ainda depende de aprovação

A proposta foi aprovada apenas pela Comissão de Viação e Transportes e ainda não altera as regras aplicadas atualmente.

Como tramita em caráter conclusivo, o texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se receber parecer favorável, será encaminhado ao Senado Federal.

Caso também seja aprovado pelos senadores e sancionado pelo presidente da República, o projeto passará a integrar o Código de Trânsito Brasileiro. Até lá, permanecem em vigor os procedimentos atuais para a emissão de notificações de infrações.

Fim do refrigerante Dolly? Pedido de falência de R$ 15,7 bilhões ameaça empresa

Procuradorias de SP e da União acusam empresa de usar inadimplência como estratégia

Por Iarla Queiroz
Comercial do refrigerante Dolly - Foto: Reprodução | Dolly

O Grupo Dolly, fabricante do tradicional refrigerante que ganhou espaço no mercado brasileiro ao disputar consumidores com grandes marcas, entrou na mira da Justiça após um pedido de falência apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). As procuradorias afirmam que a empresa acumula uma dívida ativa de aproximadamente R$ 15,7 bilhões com a União, o Estado de São Paulo e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O pedido foi protocolado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e ainda será analisado pelo Judiciário. Até que haja uma decisão, o grupo segue operando normalmente.

Dívida se arrasta há mais de duas décadas

Segundo as procuradorias, o passivo foi acumulado ao longo de mais de 25 anos. Do total cobrado, cerca de R$ 8,3 bilhões correspondem à dívida ativa da União, R$ 7,4 bilhões ao Estado de São Paulo e aproximadamente R$ 15 milhões ao FGTS.

Na ação, os órgãos sustentam que o elevado endividamento não decorre apenas de dificuldades financeiras. O entendimento é que o grupo teria adotado mecanismos de proteção patrimonial e planejamento tributário para dificultar a cobrança dos débitos fiscais.

As procuradorias também afirmam que a empresa transformou a inadimplência em uma estratégia de mercado, obtendo vantagem competitiva em relação a concorrentes que mantêm suas obrigações fiscais em dia.

Recuperação judicial entrou na mira

Outro ponto destacado no pedido envolve a recuperação judicial iniciada pelo Grupo Dolly em 2018, encerrada em maio deste ano.

De acordo com os órgãos públicos, durante os cerca de oito anos em que permaneceu sob recuperação judicial, a empresa conseguiu suspender medidas de cobrança fiscal. Após o encerramento do processo, o grupo tentou migrar para uma recuperação extrajudicial, modalidade em que negocia diretamente com credores fora do processo judicial.

Para as procuradorias, essa mudança teria sido uma tentativa de contornar a exigência legal de comprovação de regularidade fiscal prevista para a continuidade da recuperação judicial.

Pedido não significa falência imediata

Apesar da repercussão, o protocolo da ação não significa que a Dolly esteja oficialmente falida.

Agora, caberá à Justiça analisar os argumentos apresentados pelas procuradorias e a defesa da empresa antes de decidir se decreta ou não a falência do grupo.

No próprio pedido, os órgãos solicitaram que, caso a falência seja decretada, a atividade empresarial seja preservada sob administração judicial. A medida busca garantir a continuidade das operações, preservar empregos e permitir que o negócio continue funcionando enquanto os bens e as dívidas são administrados.

Empresa nega acusações

Em nota, o Grupo Dolly afirmou que ainda não havia sido oficialmente comunicado sobre o pedido de falência e informou que adotará todas as medidas judiciais cabíveis assim que for citado no processo.

A empresa classificou a iniciativa das procuradorias como uma conduta "temerária e persecutória", disse confiar na Justiça e reafirmou o compromisso com a regularidade de suas operações. O grupo também informou que continuará prestando esclarecimentos conforme o andamento do processo e por meio de seus canais oficiais.
segunda-feira, 27 de julho de 2026

Quaest no Paraná: Flávio Bolsonaro tem 42%, e Lula tem 24% das intenções de voto no estado

Levantamento traz também quatro cenários de 2º turno — Lula perde em dois e vence em dois. Veja os números.

Por Redação g1, g1 — Curitiba

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) mostra Flávio Bolsonaro liderando as intenções de voto à Presidência no Paraná com 42%, contra 24% de Lula.

O levantamento da Genial Investimentos ouviu 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

O levantamento também apresenta 4 cenários de 2º turno.

Senador Flávio Bolsonaro e Presidente Lula — Foto: Raul Spinassé e Ricardo Stuckert/Divulgação

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) mostra as intenções de voto para a eleição presidencial no Paraná.

No cenário estimulado, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no estado no primeiro turno, com 42%, contra 24% de Lula (PT).

Veja os números:

Flávio Bolsonaro (PL): 42%;
Lula (PT): 24%;
Augusto Cury (Avante): 2%;
Renan Santos (Missão): 2%;
Romeu Zema (Novo): 2%;
Ronaldo Caiado (PSD): 2%;
Samara Martins (UP): 2%;
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
Edmilson Costa (PCB): 0%;
Leonardo Avalanche (PRTB): 0%;
Hertz Dias (PSTU): 0%
Indecisos: 14%;
Branco/nulo/não vai votar: 9%

Cenários de 2º turno (estimulada)

O levantamento traz também quatro cenários de 2º turno.

Lula x Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 28%
Indecisos: 8%
Branco/nulo/não vai votar: 14%

Lula x Caiado

Ronaldo Caiado (PSD): 33%;
Lula (PT): 29%;
Indecisos: 12%;
Branco/nulo/não vai votar: 26%.

Lula x Zema

Romeu Zema (Novo): 32%;
Lula (PT): 30%;
Indecisos: 11%;
Branco/nulo/não vai votar: 27%.

Lula x Renan Santos

Lula (PT): 30%;
Renan Santos (Missão): 27%;
Indecisos: 11%;
Branco/nulo/não vai votar: 32%.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.104 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 25 de julho.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01656/2026

Aprovação do governo Lula no Paraná

Aprovam: 36%;
Desaprovam: 60%;
Não sabe/não respondeu: 4%.

Avaliação do governo Lula no Paraná

Positiva: 25%;
Regular: 25%;
Negativa: 49%;
Não sabe/não respondeu: 1%.

Segundo os paranaenses, Lula merece um novo mandato?

Sim, merece: 27%
Não merece: 70%
Não sabe/não respondeu: 3%

Petróleo desaba com pausa momentânea na guerra do Oriente Médio

O Irã anunciou uma pausa em seus bombardeios de retaliação contra aliados dos Estados Unidos, que também concordou em parar os ataques

Por Bruno Andrade Apesar do cessar-fogo assinado em abril e ao protocolo de acordo de junho para avançar para uma paz duradoura, os dois países retomaram as hostilidades nas últimas duas semanas (Isabel Mateos Hinojosa/Bloomberg via/Getty Images)

Os preços do petróleo recuam nesta segunda-feira, 27, após uma pausa momentânea nos ataques entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 7h40, o petróleo brent cotado na Bolsa de Londres desabava 6,75%, aos 85,50 dólares.

Irã e Estados Unidos suspenderam seus ataques e deram um fôlego à navegação e à indústria do petróleo no Golfo, enquanto o presidente americano, Donald Trump, dá “um pouco de margem” à via diplomática com Teerã, disse seu embaixador na ONU neste domingo, 26.

O Irã anunciou uma pausa em seus bombardeios de retaliação contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio após passar a terceira noite consecutiva sem bombardeios.

Trump está “dando algum espaço aos diálogos, está lhes dando um pouco de margem”, afirmou o embaixador americano na ONU, Mike Waltz, que advertiu que seu país segue “pronto” para atacar o Irã e que foram mobilizados mais recursos na região.


Apesar do cessar-fogo assinado em abril e ao protocolo de acordo de junho para avançar para uma paz duradoura, os dois países retomaram as hostilidades nas últimas duas semanas devido às tensões em torno do estratégico Estreito de Ormuz, crucial para o comércio de hidrocarbonetos.

Embora na sexta-feira o presidente americano não tenha descartado ataques de maior envergadura contra o Irã, uma calma relativa se instalou na região após quase duas semanas de confrontos.

“Nas duas últimas noites, os americanos detiveram seus ataques. Como nossa estratégia está baseada essencialmente na resposta, também interrompemos nossas operações”, afirmou o porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia.

Mas se os americanos “insistirem em continuar com a guerra, particularmente com ataques aéreos”, o conflito “se estenderá ainda mais”, acrescentou Akraminia.

Esta pausa nos ataques reacendeu a esperança de uma retomada das negociações entre Washington e Teerã, paralisadas pelos combates no Estreito de Ormuz.

Aberto depois da assinatura de um protocolo de acordo, em junho, que previa um ciclo de negociações de paz de 60 dias, o Irã voltou a fechar o estreito após a retomada das hostilidades.

Nas últimas 24 horas, seis navios que tentaram cruzar esta passagem marítima foram detidos, reportou a TV estatal iraniana. Diante de todos esse fatores, a commodity recua forte nesta segunda-feira.

O que diz a nova pesquisa Genial/Quaest sobre as chances de Sergio Moro no Paraná

Levantamento publicado nesta segunda-feira aponta liderança do senador contra todos os adversários de direita e esquerda

Por Redação VEJA
O senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná em 2026 (Beto Barata/PL/Divulgação)

O senador Sergio Moro (PL) lidera a disputa pelo governo do Paraná com até 21 pontos de vantagem no primeiro turno. A nova pesquisa Genial/Quaest no estado foi publicada nesta segunda-feira, 27.

Conforme o levantamento, em três cenários simulados, Sergio Moro oscila de 39% a 40% das intenções de voto na primeira rodada da eleição. O deputado estadual Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar em duas sondagens, variando de 19% a 24% do eleitorado, e empata em uma terceira hipótese com o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB).

Governador — Paraná — 1º turno (cenário 1)

Sergio Moro (PL): 39%
Requião Filho (PDT): 18%
Rafael Greca (MDB): 12%
Sandro Alex (PSD): 7%
Luiz França (Missão): 1%
Tony Garcia (DC): 1%
Indecisos: 15%
Branco/Nulo/Não vai votar: 7%

Governador — Paraná — 1º turno (cenário 2)



Sergio Moro (PL): 39%
Requião Filho (PDT): 19%
Rafael Greca (MDB): 12%
Sandro Alex (PSD): 8%
Luiz França (Missão): 1%
Indecisos: 15%
Branco/Nulo/Não vai votar: 6%

Governador — Paraná — 1º turno (cenário 3)

Sergio Moro (PL): 40%
Requião Filho (PDT): 24%
Sandro Alex (PSD): 9%
Luiz França (Missão): 2%
Indecisos: 16%
Branco/Nulo/Não vai votar: 9%

Já no segundo turno, Moro tem ampla vantagem e derrotaria os três principais rivais no estado: Requião Filho, Rafael Greca e o ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD) — este último é o nome apoiado como sucessor pelo governador Ratinho Júnior (PSD).

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 1)

Sergio Moro (PL): 48%
Requião Filho (PDT): 29%
Indecisos: 13%
Branco/Nulo/Não vai votar: 10%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 2)

Sergio Moro (PL): 47%
Rafael Greca (MDB): 25%
Indecisos: 15%
Branco/Nulo/Não vai votar: 13%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 3)

Sergio Moro (PL): 50%
Sandro Alex (PSD): 18%
Indecisos: 18%
Branco/Nulo/Não vai votar: 14%

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

Nas hipóteses de confronto direto sem Sergio Moro, Requião Filho e Rafael Greca empatam entre si, e Sandro Alex perderia para ambos os rivais. Em todos os cenários sem o ex-juiz da Lava Jato, a soma de eleitores sem voto declarado (brancos, nulos e indecisos) supera as pontuações dos candidatos.

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 4)

Requião Filho (PDT): 32%
Rafael Greca (MDB): 33%
Indecisos: 18%
Branco/Nulo/Não vai votar: 17%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 5)

Requião Filho (PDT): 37%
Sandro Alex (PSD): 20%
Indecisos: 20%
Branco/Nulo/Não vai votar: 23%

Governador — Paraná — 2º turno (cenário 6)

Rafael Greca (MDB): 36%
Sandro Alex (PSD): 18%
Indecisos: 22%
Branco/Nulo/Não vai votar: 24%

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.104 eleitores em 59 municípios do Paraná entre os dias 21 e 25 de julho de 2026. A margem de erro é estimada em 3 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código PR-04818/2026.

A reação dos EUA após governo Lula negar vistos a dois funcionários de Trump

Itamaraty viu visita de membros do Departamento de Estado americano como manobra para lançar dúvidas sobre integridade do sistema eleitoral

Por Redação VEJA
 O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/MANDEL NGAN/AFP)

O Ministério das Relações Exteriores negou vistos de entrada a dois funcionários de alto escalão do Departamento de Estado americano, chefiado pelo republicano Marco Rubio. A informação foi publicada pelo jornal The Washington Post e confirmada por VEJA no domingo 26.

Os funcionários afetados são Riley M. Barnes e Samuel D. Samson. Ambos viriam com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou, porém, que a manobra visava lançar dúvidas sobre a lisura do sistema eleitoral.

Em resposta, a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que a viagem tivesse o objetivo de interferir na eleição presidencial. Ao portal UOL, o Departamento de Estado alegou que seria uma “visita rotineira”.



“Qualquer insinuação de que a visita seria uma artimanha para prejudicar as eleições de uma nação democrática é uma mentira infundada”, acrescentou a nota.

Barnes e Samson solicitaram a autorização na última segunda-feira 20, um dia antes do candidato Flávio Bolsonaro (PL) participar de um evento com embaixadores em Brasília, onde atacou as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Barnes é subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado americano e integra, desde abril, a função de Coordenador Especial dos Estados Unidos para Assuntos Tibetanos. Também atua como “embaixador itinerante para a liberdade religiosa internacional”. Na vida acadêmica, Barnes possui bacharel em Ciência Política e é mestre em Relações Internacionais e Serviço Público.

Já Samuel Samson, subsecretário adjunto do Departamento de Estado, tem a função de defender os direitos naturais americanos, além de preservar o desenvolvimento de políticas que preservem “o interesse e o patrimônio civilizatório” dos Estados Unidos e do Ocidente. Ele coordena ainda iniciativas de alcance regional e projetos estratégicos voltados à implementação da agenda America First (“América em Primeiro Lugar”), principal diretriz da política externa do presidente Trump.

Mega-Sena acumula e próximo sorteio pode pagar R$ 78 milhões

Apesar de ninguém ter acertado todas as seis dezenas, 92 apostas conquistaram cinco acertos; veja números

Lucas Cheiddi

Mega-Sena acumula na faixa principal | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O sorteio da Mega-Sena realizado neste domingo, 26, em São Paulo, terminou sem ganhador do prêmio principal. Com isso, o valor acumulou e a expectativa é de que o próximo concurso, na terça-feira 28, pague R$ 78 milhões.

Os números extraídos na ocasião foram: 05, 12, 21, 33, 43 e 50.

Apesar de ninguém ter acertado todas as seis dezenas, 92 apostas conquistaram cinco acertos, levando R$ 28.109,78 cada. Além disso, mais de 7,2 mil apostas acertaram quatro números, com prêmio individual de R$ 586,92.

Como participar dos sorteios da Mega-Sena

Pessoa marca números em cartela da Mega-Sena | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Para participar, o interessado pode fazer uma aposta simples por R$ 6, escolhendo de seis a 20 dezenas, entre 60 disponíveis. O registro pode ocorrer presencialmente, nas casas lotéricas, ou pelos canais digitais das Loterias Caixa. A chance de acertar as seis dezenas em uma aposta simples é de uma em mais de 50,6 milhões, segundo a Caixa.

Jogos realizados pelo site do banco exigem valor mínimo de R$ 30, seja para uma ou múltiplas apostas. Quem optar por um bilhete com sete números deve pagar R$ 35. O prazo para registrar apostas é até as 20h do dia do sorteio.

Câncer contagioso é descoberto pela primeira vez em peixes

Pesquisadores identificaram o caso no lago Memphremagog, lozalizado entre os Estados Unidos e o Canadá

Lucas Cheiddi
Câncer identificado em espécie de bagre | Foto: Reprodução/Nature

Uma descoberta inédita no lago Memphremagog, localizado entre os Estados Unidos e o Canadá, chamou a atenção da comunidade científica. Pela primeira vez, pesquisadores identificaram um câncer contagioso entre peixes, especificamente bagres da espécie Ameiurus nebulosus.

A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de Vermont, foi publicada na revista Nature na quarta-feira 22. Ela revelou que as células do melanoma se transferem de um animal para outro, fenômeno antes restrito a poucos grupos de animais.

Diferente de infecções provocadas por vírus, como o HPV em humanos, este tipo de câncer envolve a mesma célula tumoral migrando entre hospedeiros, mantendo o DNA original e agindo mais como um parasita. Esse comportamento nunca foi registrado em seres humanos, sendo até então observado apenas em cães, diabos-da-tasmânia e moluscos bivalves.

O caso começou a ser investigado depois de uma contagem feita entre 2014 e 2017, que apontou manchas pretas em até 37% dos bagres do lago.

O bagre, que vive em ambientes escuros e sem escamas, apresentava lesões que não podiam ser explicadas apenas por fatores ambientais ou exposição solar. O lago, que fornece água para mais de 175 mil pessoas, já havia enfrentado problemas de poluição depois da tempestade tropical Irene em 2011. Isso levou os pesquisadores a suspeitarem inicialmente da água contaminada como causa.

Genética revela origem comum do câncer

Lago Memphremagog, localizado entre os EUA e o Canadá | Foto: Reprodução/Google Images

Para esclarecer a origem do problema, os cientistas sequenciaram o genoma dos tumores e tecidos saudáveis dos mesmos peixes. O resultado surpreendeu: o DNA das células cancerígenas era mais parecido entre os tumores de diferentes animais do que com os tecidos saudáveis do próprio hospedeiro.

Segundo o oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, “o sequenciamento mostrou que o melanoma de um peixe era mais parecido com o melanoma dos outros peixes do que com o próprio animal que o carregava”.

Na análise, 59% das alterações genéticas eram idênticas em quase todos os tumores examinados. Enquanto isso, nos tecidos saudáveis, 83,4% das mutações eram exclusivas de cada peixe.

Para comparação, em melanomas humanos, 94% das mutações são únicas para cada paciente, evidenciando que, no caso dos bagres, os tumores têm uma origem comum e se espalham entre os peixes do lago.

Testes para vírus e bactérias não apontaram nenhum agente infeccioso associado às lesões, deixando como responsável pela transmissão apenas a própria célula tumoral. Outros três exemplos conhecidos de câncer transmissível são registrados em cães, onde um tumor venéreo circula há milhares de anos, em diabos-da-tasmânia, com tumores faciais letais, e em moluscos bivalves, com câncer semelhante à leucemia. O caso do bagre é o primeiro desse tipo em peixes e em água doce.

Uber: motorista engana passageiro cego e cobra valor 22 vezes maior

A vítima só percebeu abuso quando chegou em casa e precisou da ajuda de vizinho para comunicar o crime às autoridades

Lucas Cheiddi
Passageiro cego foi cobrado em R$ 239 por uma viagem cujo valor real era de R$ 10,61 | Foto: Reprodução/Freepik

Uma corrida de aplicativo em Goiânia terminou em denúncia de fraude depois que um passageiro cego foi cobrado em R$ 239 por uma viagem cujo valor real era de R$ 10,61. A vítima, que preferiu não ser identificada, só percebeu o valor abusivo quando chegou em casa e precisou da ajuda de um vizinho para comunicar o crime às autoridades.

O caso aconteceu depois de o homem retornar das compras do Setor Campinas e solicitar um carro por aplicativo até o Setor Sudoeste. Conforme relatou à TV Anhanguera, ele costuma pagar as corridas diretamente no aplicativo com cartão de crédito, mas a motorista alegou que o pagamento não havia sido processado e exigiu que ele pagasse usando uma máquina própria.

Pressão e vulnerabilidade do passageiro

Print mostra valor real da corrida, e a transação via Pix do passageiro | Foto: Reprodução/g1

Segundo o passageiro, ele tentou argumentar e até sugeriu fazer o pagamento via Pix, mas a motorista o convenceu a usar o cartão na maquininha dela. “Não, meu Pix é e-mail, é muito complicado, não vai dar para você fazer”, teria dito ela. “Então você passa no cartão.”

A vítima disse que cedeu por receio de reação da condutora. “E eu fiquei com medo de ela ficar alterada comigo, eu fui, peguei o cartão e passei”, disse, à TV Anhanguera.

Depois de identificar o golpe, o passageiro registrou o problema tanto no aplicativo quanto no banco. Ele contou com o auxílio de um vizinho para fazer o boletim de ocorrência. A motorista chegou a ser detida, mas foi liberada depois de audiência de custódia.

A vítima relatou sentir-se vulnerável e insegura, mas garantiu que seguirá em frente. “A nossa vida assim é muito vulnerável a qualquer coisa”, explicou. “Querendo ou não, você fica ainda agora com receio de andar, não tem como. Mas eu tenho que andar. Então eu tenho que superar a minha cegueira e essa insegurança.”

Para a TV Anhanguera, a Uber informou lamentar o ocorrido, desativou a conta da motorista na plataforma e declarou estar disponível para colaborar com as investigações das autoridades.

Família encontra atleta de jiu-jitsu em hotel depois de 5 dias desaparecido

Localização de Fernando Margarida encerra buscas; polícia mantém investigação sobre os acontecimentos que antecederam o sumiço

Isabela Jordão
Fernando Ribeiro Pontes, conhecido como "Fernando Margarida", foi campeão mundial em 2001 | Foto: Reprodução/Instagram

O atleta brasileiro de jiu-jítsu e recordista mundial Fernando Ribeiro Pontes, conhecido como Fernando Margarida, foi encontrado na manhã deste domingo, 26, em um hotel na cidade de São Paulo. Segundo familiares, ele está bem e foi localizado com o celular descarregado. Ele estava desaparecido desde a segunda-feira 20, e o caso era investigado pela Polícia Civil.

Margarida havia sido visto pela última vez em um hotel na região do Butantã, na zona oeste da capital paulista. O desaparecimento mobilizou familiares e levou ao registro de um boletim de ocorrência, que deu início às diligências conduzidas pelo 34º Distrito Policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, funcionários do hotel relataram que o atleta se desentendeu com uma mulher antes de desaparecer. Eles afirmaram ainda ter ouvido gritos e pedidos de socorro durante a discussão.

Segundo os depoimentos registrados, a mulher deixou o hotel no fim da ocorrência, enquanto o atleta não voltou a ser visto no local. O boletim também informa que a mulher enviou mensagens de áudio a pessoas próximas de Margarida, nas quais dizia que ele morreria e que jamais seria encontrado.

Polícia apurava desaparecimento do atleta

Até a localização de Fernando Margarida, policiais do 34º Distrito Policial realizavam diligências para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e verificar os fatos relatados no boletim de ocorrência. Com o atleta encontrado e em segurança, a investigação deverá prosseguir para esclarecer os acontecimentos que antecederam seu desaparecimento.

Campeão mundial de jiu-jítsu em 2001, Fernando Margarida é um dos nomes conhecidos da modalidade no Brasil. Segundo informações divulgadas em suas redes sociais, ele também ministra seminários e oferece aulas particulares.

Lula e Xi Jinping fortalecem cooperação e aceleram negociações entre Mercosul e China

Líderes de Brasil e China conversaram por telefone na noite deste domingo, 26, por cerca de 1 hora

Lucas Cheiddi
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente do Brasil, Lula, durante encontro em Brasília em 20 de novembro de 2024 | Foto: Reuters/Adriano Machado/File Photo

Em uma ligação realizada na noite deste domingo, 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dialogou com o secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping, por mais de uma hora. O contato teve como foco central o fortalecimento de projetos nacionais de desenvolvimento e a intensificação da cooperação em setores estratégicos, incluindo inteligência artificial, satélites, minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Durante o telefonema, ambos destacaram a intenção mútua de acelerar as negociações para um acordo entre o Mercosul e a China. Lula enfatizou o compromisso do governo brasileiro com a ampliação e diversificação dos mercados internacionais.

Eles também ressaltaram os resultados das trocas comerciais bilaterais e dos esforços culturais realizados ao longo deste ano nos dois países.
Lula e Xi Jinping: facilitação de vistos e apoio político
Bandeiras do Brasil e da China | Foto: Agência Brasil/Beto Barata/PR

O comunicado oficial mencionou que o acordo para isenção de vistos de curta duração deve favorecer o turismo e aumentar as oportunidades de negócios entre as nações. A agência estatal chinesa Xinhua informou que Xi Jinping reafirmou o apoio da China ao Brasil na “rejeição da interferência externa” e manifestou disposição para fortalecer a coordenação em fóruns bilaterais e multilaterais.

A conversa entre os líderes ocorreu poucos dias depois da entrada em vigor de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, estabelecidas na quarta-feira 22. A tarifa de 25% é resultado de uma investigação iniciada depois de o presidente americano Donald Trump anunciar, em julho de 2025, um aumento anterior de 50% nas taxas para o Brasil.

Em relação aos conflitos no Oriente Médio, Lula e Xi ressaltaram os impactos negativos das restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb sobre a economia global, além de expressar preocupação com a situação em Gaza. Eles também defenderam o papel do Grupo de Amigos da Paz na busca por soluções para a Guerra na Ucrânia.

Eles criticaram a atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das atuais crises e avaliaram que o futuro Secretário-Geral da entidade enfrentará desafios significativos no cenário internacional. Por fim, ambos reafirmaram o compromisso de Brasil e China com a defesa do multilateralismo e reiteraram que manterão diálogo próximo em organismos como a ONU e os Brics.

COMPARTILHE