Dezenas de milhares de voos foram cancelados no país norte-americano
Mateus Conte
Forte nevasca atinge os Estados Unidos | Foto: Kentucky Transportation Cabinet/Divulgação
Uma forte tempestade de neve atingiu grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana e deixou mais de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica, conforme estimativa da emissora Fox News. Entre os Estados mais afetados figuram Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee e Kentucky, todos na Região Sul dos EUA.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), o sistema climático levou neve pesada, chuva congelante e gelo a uma faixa que vai das Montanhas Rochosas do Sul até a Nova Inglaterra, com cerca de 180 milhões de pessoas afetadas. Autoridades alertaram para dias consecutivos de frio extremo, com sensação térmica que chega a 40°C negativos no Meio-Oeste.
“A neve e o gelo vão demorar muito para derreter e não devem desaparecer tão cedo, o que vai dificultar os esforços de recuperação”, disse o meteorologista Allison Santorelli, do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.
No Sul do país, o acúmulo de gelo derrubou árvores e redes elétricas. No Kentucky, serviços de emergência atenderam mais de 850 ocorrências relacionadas a acidentes e exposição ao frio. Já na Louisiana, foram confirmadas duas mortes por hipotermia.
No Nordeste, a tempestade avançou com neve intensa. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que ficar em casa é a principal forma de reduzir riscos. “Ficar fora das ruas é a coisa mais útil que os nova-iorquinos podem fazer durante esta tempestade”, declarou.
Zohran Mamdani, prefeito de Nova York | Foto: Reprodução/Instagram
Mais de 30 mil voos são cancelados nos EUA
O impacto também se estendeu ao transporte aéreo. Mais de 10 mil voos foram cancelados apenas neste domingo, somando-se a milhares de atrasos registrados desde sexta-feira. Dados da plataforma FlightAware mostram que mais de 30 mil voos foram afetados em todo o país. Escolas, universidades, repartições públicas e eventos culturais suspenderam atividades em diversos Estados.
A resposta federal incluiu a decretação de estado de emergência em mais de uma dezena de Estados, com autorização do presidente Donald Trump, e o posicionamento de equipes e suprimentos pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), segundo o Departamento de Segurança Interna.
Número representa menos de um quinto do calculado pelo DF
Mateus Conte
USP calcula pico de 20 mil participantes no ato | Foto: Monitor do Debate Político/Divulgação
Um levantamento elaborado pelo Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common, estimou em cerca de 18 mil pessoas o público presente na manifestação “Acorda, Brasil”, realizada em Brasília neste domingo, 25. O ato foi organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e marcou o encerramento de uma caminhada que pedia liberdade e justiça ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
De acordo com a organização, o cálculo considera uma margem de erro de 12%. Com isso, o público presente no momento de pico é estimado entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes. O documento afirma que “a contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial”.
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O levantamento informa que foram analisadas imagens aéreas obtidas em dois horários distintos, às 10h45 e às 15h15, em um total de 24 fotografias. Para a estimativa final, foram selecionadas sete imagens registradas às 15h15, descritas como “momento de pico da aglomeração”. Segundo o texto, “as imagens cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição”.
Para o cálculo da multidão, foi utilizado um método desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China. O procedimento consiste em um drone registrar imagens aéreas da manifestação, que são processadas pelo sistema para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. O texto afirma que, “usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem”, o que permite “uma contagem precisa, mesmo em áreas densas”.
SSP diverge de estimativa da USP
A estimativa apresentada pela USP difere de números apurados por Oeste com fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Distrito Federal. Segundo o órgão, a manifestação “Acorda, Brasil” teria reunido entre 50 mil e 100 mil pessoas ao longo de aproximadamente quatro horas de duração.
Fontes da SSP relataram que a chuva intensa durante o evento dificultou uma contagem mais precisa. De acordo com essas informações, fatores como o uso de guarda-chuvas e a presença de pessoas acompanhando o ato de dentro de veículos, em razão da falta de estacionamento, contribuíram para uma estimativa mais ampla de público.
Acúmulo de sedimentos provocou vazamento na mina de Fábrica, em Ouro Preto, e gerou alagamento com lama industrial
Luis Batistela
A Prefeitura de Congonhas atribuiu o transbordamento às chuvas intensas registradas na região | Foto: Reprodução/Redes sociais
Um vazamento de lama invadiu neste domingo, 25, áreas operacionais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) localizadas entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. O material partiu de uma estrutura pertencente à mineradora Vale. Não há registro de vítimas.
A Vale afirmou que o evento se trata de um extravasamento de água misturada a sedimentos vindo de uma cava na mina de Fábrica, em Ouro Preto. Segundo a mineradora, o episódio não afetou nenhuma comunidade, e as barragens próximas permanecem estáveis e sob monitoramento contínuo.
A Defesa Civil de Minas Gerais, em conjunto com bombeiros, policiais militares e técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, assumiu a coordenação da resposta no local ainda pela manhã. Equipes acompanham os desdobramentos diretamente na área atingida.
A Prefeitura de Congonhas atribuiu o transbordamento às chuvas intensas registradas na região. Segundo a administração municipal, a estrutura tinha a função de armazenar água da chuva. No entanto, o volume concentrado no último sábado, 24, superou a capacidade do reservatório.
O Movimento dos Atingidos por Barragens declarou que o incidente comprometeu o abastecimento de água e paralisou parte das operações nas áreas afetadas. Integrantes do grupo iniciaram articulações com moradores, sindicatos e autoridades públicas.
O episódio ocorre sete anos depois da tragédia de Brumadinho, que matou 272 pessoas em 2019.
Eis a nota da Vale:
“A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa na região. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.
A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.”
Eis a nota da CNS:
“Na madrugada de hoje (25/1), houve uma ocorrência em uma cava pertencente à Mineradora Vale, o que provocou o alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração, incluindo o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades. Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente.
A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas.”
Relatórios do órgão estadual IAT identificaram, desde 2021, ausência de autorizações para obras e exploração comercial, além do prédio principal ter mais andares do que o permitido para a área
Yasmin Alencar
Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: Carolina Antunes/PR
O Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, Paraná, mantém parte de suas instalações operando sem a licença ambiental obrigatória, conforme apontamentos do Instituto Água e Terra (IAT). O empreendimento, que já teve entre seus sócios parentes do ministro Dias Toffoli (STF), é alvo de irregularidades desde o período em que eles participavam do negócio.
Relatórios do órgão estadual identificaram, desde 2021, ausência de autorizações para obras e exploração comercial, além do prédio principal ter mais andares do que o permitido para a área. O IAT destacou que a licença concedida à expansão do resort é apenas para a realização das obras, não autorizando o início das atividades comerciais.
Imóveis de luxo e área de compensação ambiental
Segundo documentos do IAT, imóveis de luxo foram construídos em área prevista para compensação ambiental. Para regularizar a situação, a administração do Tayayá deverá transferir 19 mil m² ao município de Ribeirão Claro. O órgão informou que fará vistoria técnica ainda nesta semana para avaliar o cumprimento das exigências legais para emissão da licença operacional, solicitada em 2025.
Pareceres técnicos revelam que tanto a construção quanto a operação do edifício principal ocorreram sem autorização ambiental, motivando recomendações para a adoção do modelo de Licença Ambiental de Regularização. Foram impostas medidas compensatórias, já que o número de andares excedeu o limite permitido em áreas turísticas de recuperação ambiental.
A Maridt S.A, empresa ligada ao empreendimento, tem endereço registrado em Marília, São Paulo. No local, Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo não ter conhecimento da participação do marido no negócio.
Relações familiares e questionamentos sobre imparcialidade
Embora Dias Toffoli nunca tenha integrado formalmente a sociedade do resort, ele é presença frequente no local. O envolvimento da família Toffoli com o Tayayá levanta questionamentos sobre a imparcialidade do ministro em processos que envolvem o Banco Master.
O pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi o único cotista dos fundos que investiram R$ 20 milhões no resort. Zettel controlava o fundo Leal, que, por sua vez, era cotista do fundo Arleen, responsável pelos pagamentos entre 2021 e 2025 e sócio das empresas do empreendimento. Registros da Junta Comercial do Paraná apontam que o fundo adquiriu metade da participação dos irmãos Toffoli na Tayayá e DGEP, equivalente a R$ 6,6 milhões.
Dias Toffoli é o relator do processo em que Vorcaro e outros executivos do Banco Master respondem por fraudes bilionárias. A liquidação da instituição foi determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado, depois de uma investigação da Polícia Federal sobre emissão de R$ 12 bilhões em títulos falsos durante a Operação Compliance Zero.
Investigações e outros empreendimentos ligados à família Toffoli
A Reag Investimentos, responsável pelos fundos utilizados por Zettel na aquisição de cotas do Tayayá, também está sob investigação. Toffoli assumiu a relatoria do caso depois de pedido da defesa de Vorcaro, que solicitou a transferência processual da primeira instância diretamente ao STF.
Além disso, José Eugênio e José Carlos, irmãos do ministro, participaram de outro empreendimento Tayayá em São Pedro, próximo ao Rio Paraná e à divisa com Mato Grosso do Sul, em parceria com o apresentador Carlos Alberto Massa, o Ratinho. Eles venderam sua participação de 18% em fevereiro do ano passado. O projeto prevê 240 apartamentos e 300 casas, algumas com mais de 300 metros quadrados.
Ministro afirma que tribunal precisa se ‘autolimitar’ para evitar intervenção externa
Luis Batistela
Entre os colegas que se opõem à iniciativa, alguns alegam que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional já estabelece os parâmetros éticos exigidos da função | Foto: Carlos Moura/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a Corte alcançou maturidade institucional suficiente para adotar um código de conduta próprio.
Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 26, pelo jornal O Estado de S. Paulo, o ministro argumentou que a proposta visa fortalecer a transparência do tribunal, inclusive no que se refere à atuação de parentes de magistrados que exercem a advocacia.
Segundo Fachin, a maioria dos colegas não rejeita o código, mas considera que este não é o momento adequado para o debate, em razão do calendário eleitoral. Para o ministro, no entanto, adiar indefinidamente o tema pode abrir espaço para interferência de outros Poderes.
“Ou nos autolimitamos, ou poderá haver limitação de um Poder externo”, afirmou.
Ele destacou que ainda conduz uma fase de consultas preliminares, com foco no diálogo, e reiterou sua posição favorável à regulamentação. Nesse sentido, ressaltou que o código representa uma evolução no processo institucional do STF. “A história do Supremo marcha nessa direção, como, aliás, marcham os tribunais constitucionais de outros países”.
Entre os colegas que se opõem à iniciativa, alguns alegam que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional já estabelece os parâmetros éticos exigidos da função. Fachin reconhece o mérito do argumento. No entanto, considera a proposta não apenas compatível com as normativas, mas necessária diante do atual grau de exposição da Corte.
“Das consultas que eu tenho feito, não há maioria entendendo da desnecessidade do código”, disse ao Estadão. “Há uma maioria entendendo que o momento deveria ser mais adiante. Mas estamos debatendo essa ideia.”
Histórico mostra recusa do STF a códigos de conduta
Em 2023, por exemplo, o STF derrubou, por 7 votos a 4, uma proposta relatada pelo próprio Fachin que impedia ministros de julgar ações envolvendo escritórios onde atuassem seus cônjuges ou parentes.
Na ocasião, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e André Mendonça votaram contra a regra. Apenas Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia apoiaram Fachin.
Depois de forte pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, a Venezuela liberou no domingo 26, pelo menos 104 pessoas que estavam detidas
Yasmin Alencar
María Corina Machado, líder da oposição da Venezuela e vencedora do Nobel da Paz | Foto: Reprodução/Redes sociais
María Corina Machado, líder de oposição da Venezuela, utilizou suas redes sociais para comemorar a libertação de mais de 100 presos políticos. “Nossos heróis retornam para casa e são recebidos com entusiasmo por seu povo!”, escreveu no X. “Eles conquistaram todo o respeito e amor que receberam por meio de imensos sacrifícios e admirável coragem.”
Em sua publicação, María Corina destacou o povo venezuelano como “generoso, resiliente e corajoso”
Em sua publicação, María Corina destacou o povo venezuelano como “generoso, resiliente e corajoso”. “[A Venezuela é] determinada a alcançar o que deseja: viver em liberdade e com nossos filhos em casa!”
Depois de forte pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, a Venezuela liberou no domingo 26, pelo menos 104 pessoas consideradas presos políticos, conforme informou a ONG Foro Penal. O anúncio foi feito por meio das redes sociais da organização, que anteriormente já havia registrado 80 solturas.
Enquanto autoridades do governo em Caracas afirmam que 626 presos foram liberados desde dezembro, o Foro Penal contesta esse número, indicando que o total corresponde a cerca da metade do divulgado oficialmente.
O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para terça-feira (27). O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para terça-feira, 27
Por Leilane Teixeira
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas - Foto: Reprodução
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.964 da Mega-Sena, sorteado na noite deste sábado, 24, em São Paulo. Com isso, o prêmio principal acumulou e deve pagar R$ 92 milhões no próximo sorteio.
Apesar de não haver vencedor na faixa principal, outras apostas foram premiadas:Na quina, 121 jogos acertaram cinco números e cada um vai receber R$ 22.818,11.Já a quadra teve 7.163 apostas ganhadoras, com prêmio individual de R$ 635,36.
O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para terça-feira, 27.
Como apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas de todo o país ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal, como o site e o aplicativo das Loterias.
Quem optar pelos bolões online tem um prazo um pouco maior, até 20h30, exclusivamente pela plataforma digital. O pagamento pode ser feito por PIX, cartão de crédito ou internet banking, para correntistas da Caixa. A participação é permitida apenas para maiores de 18 anos.
Chances de ganhar
As probabilidades variam conforme a quantidade de números escolhidos. No jogo simples, com seis dezenas, que custa R$ 6, a chance de levar o prêmio principal é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já a aposta máxima, com 20 números, que custa R$ 232.560, aumenta significativamente a chance de acerto, passando para 1 em 1.292, de acordo com a instituição.
Ato contra o ministro do Supremo Tribunal Federal foi convocado pelo Movimento Brasil Livre
Anderson Scardoelli
Cartaz crítico a Toffoli em destaque na manifestação convocada pelo MBL e realizada na frente do Banco Master — São Paulo (SP), 22/1/2026 | Foto: Reprodução/Instagram/@mblivre
Centenas de pessoas se reúnem na Rua Elvira Ferraz, no bairro paulistano do Itaim Bibi, na noite desta quinta-feira, 22, para protestar contra o escândalo do Banco Master. Convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), o ato conta com críticas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Imagens divulgadas pelo MBL nas redes sociais mostram a exposição de cartaz com os dizeres “Toffoli, vergonha suprema”. Em legenda em postagem no Instagram, o movimento se posiciona favorável ao impeachment do magistrado: “Fora Dias Toffoli”, publicou.
Transmissão feita pelo YouTube mostra outras críticas. Há, por exemplo, cartazes que pedem a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Há quem lembre do “resort Toffoli”, em alusão ao hotel de luxo em Ribeirão Claro (PR) que teve formalmente como sócios parentes do ministro do STF e que, oficialmente, foi vendido para um advogado ligado à empresa JBS — e chegou a contar com participações de fundos relacionados ao cunhado de Vorcaro.
Coordenador nacional do MBL e pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos marca presença na manifestação desta noite. De acordo com ele, o protesto é uma forma de se fincar posição “contra o sistema”.
A relação do Master com Toffoli
A relação do Master com Toffoli também se dá no âmbito jurídico. O ministro é o relator no STF do processo referente ao escândalo protagonizado pela instituição financeira, que acabou liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
Como relator, Toffoli impôs sigilo sobre a ação. Investigações apontam que o Master realizou durante anos operações ilícitas, o que provocou fraude superior a R$ 20 bilhões ao sistema financeiro do Brasil.
Dono do Master, Vorcaro chegou a ser preso, mas ficou atrás das grades por somente 12 dias. Ele foi solto em 29 de dezembro, a mando da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Desde então, o banqueiro cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
O escândalo do Master é motivo de pedido de abertura de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional. Autor do requerimento, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou ter o apoio necessário para tirar o colegiado do papel.
Na cidade de São Paulo, onde fica a sede do Master (exatamente na Rua Elvira Ferraz), a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) protocolou, na semana passada, o pedido para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de se investigar o escândalo envolvendo o banco. Ela é integrante da coordenação do MBL e também marca presença no protesto nesta quinta-feira, com direito a exibir cartaz em que pede o impeachment de Toffoli.
Em nota, o presidente do Supremo Tribunal Federal nem menciona a possibilidade de tirar o ministro da relatoria do processo do Master
Anderson Scardoelli
Cristyan Costa
Edson Fachin e Dias Toffoli, durante sessão plenária do STF | Foto: Antonio Augusto/STF
Alvo de críticas por sua ligação com personagens relacionados ao Banco Master, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou apoio público do presidente da Corte, Edson Fachin. Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, 22, Fachin fez questão de elogiar o colega.
Sem citar diretamente o caso do Master, o presidente do STF afirmou que que Toffoli atua “na regular supervisão judicial”.
Também sem fazer menções a casos concretos, Fachin saiu em defesa do tribunal como um todo. De acordo com ele, a Corte “não se curva a ameaças ou intimidações”.
“Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito”, escreveu Fachin, mas sem sinalizar quem estaria atacando o tribunal. “O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel.”
Contexto da nota
Dias Toffoli foi alvo de manifestação realizada em São Paulo I Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A nota desta noite ocorre em meio a críticas a Toffoli, relator de processos do Master no STF. Na função, o ministro colocou as ações sob sigilo.
Investigações apontam que o Master realizou durante anos operações ilícitas, o que provocou fraude superior a R$ 20 bilhões ao sistema financeiro do Brasil. Comandada por Daniel Vorcaro, a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
A relação de Vorcaro e Toffoli se dá para além dos autos processuais. Um resort em Ribeirão Claro (PR) que teve familiares do ministro como sócios chegou a contar com investimentos de fundos ligados ao cunhado do banqueiro. Posteriormente, o estabelecimento foi formalmente vendido a um advogado com vínculos com a empresa JBS.
Na noite desta quinta-feira, protesto com críticas a Toffoli e ao Master reuniu centenas de pessoas na cidade de São Paulo. Já no Congresso Nacional, magistrado e banco são alvo de pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito.
Apesar das críticas, a Procuradoria-Geral da República arquivou pedido de impedimento de Toffoli no caso Master. A decisão do órgão em favor do ministro do STF se deu nesta quinta-feira.
A carta de Fachin em defesa de Toffoli
Em recesso, Edson Fachin reforça que, atualmente, a presidência do Supremo é de responsabilidade de Alexandre de Moraes | Foto: Victor Piemonte/STF
Leia, a seguir, a íntegra da nota em que Fachin defende publicamente o trabalho de Toffoli no STF.
“Nota da Presidência
Adversidades não suspendem o Direito. É precisamente nos momentos de tribulações que o império da legalidade, discernimento e serenidade demonstra sua razão de ser. É com os olhos voltados para esse dever que miro fatos presentes.
As situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes.
A Constituição da República atribui ao Banco Central do Brasil o dever jurídico de assegurar a estabilidade do sistema financeiro, a continuidade das operações bancárias essenciais, a proteção dos depositantes e a prevenção de riscos sistêmicos. Tais competências, de natureza técnica e indelegável, devem ser exercidas com plena autonomia e sem ingerências indevidas.
A atuação da Polícia Federal é igualmente indispensável, sobretudo na apuração de eventuais práticas criminosas de gestão temerária, fraude financeira, manipulação de informações, lavagem de dinheiro e outros ilícitos previstos na legislação penal e financeira.
Cabe à Procuradoria-Geral da República, no âmbito de suas atribuições constitucionais, promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações. O Ministério Público, como instituição permanente, exerce papel fundamental na tutela da ordem econômica e do regime jurídico de defesa dos consumidores
A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porem, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI.
No tocante ao Supremo Tribunal Federal, registro que o Tribunal Pleno se encontra atualmente em recesso. Nesse período, matérias urgentes são apreciadas pela Presidência ou pelo Relator, nos termos regimentais. Encontra-se regularmente no exercício da Presidência o Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente desta Corte. As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método.
É legítimo o exercício regular da jurisdição por parte dos membros do Tribunal no período do recesso, sem exceção. Eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais. Questões tais têm rito próprio e serão apreciadas pelo colegiado com a seriedade que merecem. A Presidência não antecipa juízos, mas tampouco se furta a conduzi-los.
É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça.
O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.
Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas.
Brasília, 22 de janeiro de 2026.
Luiz Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal”
Em entrevista ao programa Arena Oeste, Jeffrey Chiquini destacou a situação enfrentada pelo ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República
Anderson Scardoelli
O advogado Jeffrey Chiquini, em registro durante a entrevista ao programa Arena Oeste | Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste
O advogado Jeffrey Chiquini revelou que Filipe Martins, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sofreu pressão para firmar acordo de delação premiada. A revelação ocorreu na edição desta quinta-feira, 22, do programa Arena Oeste.
“Quando ele [Martins] estava preso na solitária, chegou uma decisão do juiz relator para que ele abrisse mão dos sigilos, inclusive dos sigilos internacionais, e ele não abriu mão”, disse Chiquini, ao iniciar a resposta à pergunta feita pelo jornalista Thiago Vieira, produtor do Faroeste à Brasileira, se o cliente dele havia sofrido pressão para delatar.
Na visão de Chiquini, esse tipo de oferta, que ressalta ter sido rejeitada por Martins, indicaria pressão não só para tirar o ex-assessor da Presidência da solitária, mas para, eventualmente, firmar acordo de colaboração premiada.
O juiz relator do caso que envolve Filipe Martins no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Alexandre de Moraes. À frente da relatoria, o magistrado determinou a prisão do ex-assessor da Presidência em fevereiro de 2024, sob a justificativa de ele ter viajado para os Estados Unidos para escapar de eventuais decisões da Justiça brasileira. Martins, que comprovou não ter viajado para os EUA, deixou a prisão em agosto do mesmo ano.
O ex-assessor do governo Bolsonaro Filipe Martins e seu advogado Jeffrey Chiquini, durante julgamento na 1ª Turma do STF – 9/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Fora do cárcere, Martins teve de cumprir série de medidas cautelares, como, por exemplo, não usar as redes sociais. Entretanto, ele voltou a ser preso em 2 de janeiro deste ano, novamente a mando de Moraes, por, supostamente, ter acessado a sua conta no LinkedIn. A defesa dele mostrou, inclusive com relatório da Microsoft, que o último acesso ao perfil dele ocorreu em 2024.
Arena Oeste com Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins
Tendo Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins, como entrevistado, o Arena Oeste desta semana contou com quatro entrevistadores que integram o time da Revista Oeste: a colunista e apresentadora do De Leste a Oeste, Ana Paula Henkel; o comentarista do Oeste Sem Filtro e do Faroeste à Brasileira, André Marsiglia; o editor-chefe do site de Oeste, Edilson Salgueiro; e o já mencionado produtor Thiago Vieira. A apresentação, como de costume, ficou sob responsabilidade de Gustavo Segré.
Em postagem, decano do STF disse que arquivamento da representação 'evidencia o funcionamento regular das instituições da República'
Loriane Comeli
Dias Toffoli e Gilmar Mendes | Foto: Nelson Jr./SCO/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master. A manifestação do decano da Corte recebeu correção por meio das notas da comunidade da rede social X.
Em uma publicação em sua conta no X nesta quinta-feira, 22, o magistrado afirmou que a resolução “evidencia o funcionamento regular das instituições da República”.
Segundo o decano do STF, “em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições”. “Decisões fundadas em critérios jurídicos objetivos, afastadas de pressões circunstanciais, fortalecem a segurança jurídica e reafirmam a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro.”
Suspeição de Toffoli
Apresentada por parlamentares, a representação para a suspeição estava baseada na viagem do ministro em um jatinho com um dos advogados de executivos do banco. O procurador-geral da República, Paulo Gonet afirmou que não havia qualquer providência a ser adotada. “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o STF, com atuação regular da PGR”, defendeu.
No parecer, Gonet não chegou a opinar sobre o mérito do fato abordado na representação e apenas citou que não teria providências a adotar. O caso não envolveu os fatos mais recentes revelados sobre o investimento de um cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro em um resort, que tinha como sócios os irmãos de Toffoli.
Correção de Gilmar no X, depois de manifestação elogiosa ao arquivamento da representação contra Toffoli
Depois da postagem de Gilmar, os leitores que participam das notas da comunidade do X “adicionaram contexto” às informações do decano. “A decisão da PGR não prova ‘funcionamento regular’ das instituições, pois ignora indícios de suspeição de Toffoli: viagem em jatinho com advogado de investigado no caso Master (nov/2025) e possíveis conexões patrimoniais como no caso do resort Tayayá”, afirma a nota.
A representação arquivada foi protocolada em 12 de dezembro pelos deputados federais Caroline de Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).
Um novo pedido de suspeição de Toffoli deve ser apresentado a Gonet. Os parlamentares estão refazendo a solicitação citando elementos “inéditos e mais graves” que reforçam “a necessidade de afastamento” do ministro da condução da Operação Compliance Zero. Isso inclui “conexões pessoais, patrimoniais e interesses” envolvendo o banco que foi liquidado em novembro do ano passado.
Senador venceria, com ampla vantagem, em todos os cenários simulados pelo Paraná Pesquisas
Loriane Comeli
A defesa de Sergio Moro sustenta que ele não teve intenção de caluniar Gilmar Mendes | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O senador Sergio Moro (União-PR) lidera, com folga, todos os cenários para a disputa do governo do Paraná em 2026. Levantamento divulgado nesta sexta-feira, 23, pelo Paraná Pesquisas mostra que ele está na frente em oito cenários simulados.
Foram incluídos na pesquisa os nomes do ex-senador Alvaro Dias (Podemos), do deputado estadual Requião Filho (PDT), do ex-deputado estadual Guto Silva (PSD), do advogado Luiz França (Missão), do deputado estadual Alexandre Curi (PSD) e do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD).
O atual governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), está no segundo mandato e, portanto, não disputa a reeleição. Ele é pré-candidato à Presidência da República.
Nos três primeiros cenários, com múltiplos pré-candidatos, Moro lidera com vantagem superior a 37%. Nessas três simulações, Alvaro Dias é o segundo, com porcentuais entre 17% e 19%. Requião Filho fica em terceiro, em dois cenários, e Greca assume essa posição na terceira simulação. França tem entre 0,8% e 1% das intenções de voto.
Sergio Moro vence com mais de 50% dos votos 5 pré-candidatos no Paraná
Nas cinco simulações seguintes, o nome de Moro foi testado apenas com um pré-candidato em cada uma. Ele vence em todas, com índices superiores a 50%. A maior vantagem é sobre Guto Silva, com placar de 61,5% a 20,7%. A menor é na disputa com Alvaro: o placar fica em 51% a 37,3%.
Cenários para o governo do Paraná – 23/01/2026 | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas
A pesquisa foi feita entre 18 e 22 de janeiro e entrevistou 1,3 mil eleitores em 54 municípios do Paraná. A amostra atinge grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2,8 pontos porcentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº PR-08451/2026.
Corrida pelas vagas no Senado pelo Paraná
O Paraná Pesquisas também avaliou os cenários para o Senado. O ex-senador Alvaro Dias lidera nas duas simulações. No primeiro cenário, Alvaro tem 47,5% das intenções de voto, seguido de Curi, com 36,2%; da jornalista Cristina Graeml (Podemos), com 26%; do deputado federal Filipe Barros (PL), com 23%; do advogado Jeffrey Chiquini (Novo), com 9,8%; e do ex-deputado Enio Verri (PT), com 9,4%.
No diálogo, que ocorreu na noite de quinta-feira, 22, os presidentes destacaram a necessidade de fortalecer o papel central da ONU
Yasmin Alencar
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A recente ligação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder chinês Xi Jinping sinaliza um alinhamento entre Brasil e China em defesa do protagonismo da ONU, depois de ambos serem convidados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para um novo Conselho de Paz.
No diálogo, que ocorreu na noite de quinta-feira, 22, Lula e Xi Jinping destacaram a necessidade de fortalecer o papel central das Nações Unidas diante de um cenário internacional marcado por instabilidade e conflitos, sem citar diretamente a proposta norte-americana.
Lula e Xi reforçam papel do Sul Global e da ONU
Segundo a emissora estatal chinesa CCTV, Xi ressaltou que Brasil e China, como membros relevantes do chamado “Sul Global”, devem atuar como forças para a estabilidade e a paz mundial. “China e Brasil devem posicionar-se firmemente ao lado correto da história, proteger melhor os interesses comuns de ambos os países e do Sul Global e salvaguardar conjuntamente o papel central das Nações Unidas, bem como a equidade e a justiça internacionais.”
Lula, por sua vez, reforçou que os dois países são fundamentais na defesa do multilateralismo e na promoção do livre-comércio, além de enfatizar a importância de preservar o papel das Nações Unidas. O potencial de expansão das relações econômicas entre Brasil e China também esteve em pauta, com promessa do governo chinês para ampliar oportunidades de cooperação comercial.
Proposta de Conselho de Paz de Trump gera reações diversas
O Conselho de Paz sugerido por Trump, concebido inicialmente para administrar a Faixa de Gaza depois de um cessar-fogo, acabou se tornando uma proposta mais ampla. Apesar de Trump negar que o órgão concorra com a ONU, espera-se que tenha atuação paralela, em meio a críticas frequentes dele à organização. O anúncio foi feito durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça.
“Eu sempre disse que as Nações Unidas têm um potencial tremendo, mas não o usaram”, disse Trump. “Eu acho que a combinação do Conselho da Paz, e o tipo de gente que temos aqui, com a ONU pode ser algo muito único para o mundo. Isso é para o mundo, não é para os EUA.”
Nikolas Ferreira reuniu aliados, atraiu apoio nas redes sociais e prestou homenagem a Daniel Silveira durante o percurso
Luis Batistela
O ato final ocorrerá no próximo domingo, 25, ao meio-dia, na Praça do Cruzeiro | Foto: Reprodução/@nikolas_dm/X
Liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a Caminhada pela Liberdade reúne pelo menos 22 parlamentares e chega ao seu quinto dia nesta sexta-feira, 23, com mais de 140 quilômetros percorridos. A mobilização começou na segunda-feira 19, com saída de Paracatu (MG), e prevê um total de 240 quilômetros até Brasília.
O ato final ocorrerá no próximo domingo, 25, ao meio-dia, na Praça do Cruzeiro, onde está prevista uma manifestação pacífica. Segundo o parlamentar, a mobilização tem como objetivo chamar atenção da sociedade para o que classifica como arbitrariedades recentes no país.
Nas redes sociais, Nikolas demonstrou incômodo com o “sentimento de impotência” compartilhado, segundo ele, pela população e por partes dos parlamentares.
“Farei essa caminhada para que as pessoas relembrem quem nós somos e por que estamos aqui como brasileiros e, principalmente, para trazer esperança para aqueles que já desistiram e desanimaram”, disse em vídeo publicado na segunda-feira.
Logo nos primeiros dias, a caminhada passou a atrair apoio político. Os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE) e Márcio Gualberto (PL-RJ) anunciaram adesão por meio das redes sociais.
Na quarta-feira 21, o próprio Partido Liberal (PL) se manifestou e convocou os apoiadores a se unirem a Nikolas rumo a Brasília. A legenda afirmou: “Esperar em Deus não é esperar parado ou calado”. Naquele momento, mais de cem participantes acompanhavam o deputado.
Em publicação no X, Gayer informou que pelo menos 22 parlamentares já integram a comitiva. Entre os nomes confirmados estão:
André Fernandes (PL-CE)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Coronel Ulysses (União-AC)
Delegado Caveira (PL-PA)
Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
Alberto Neto (PL-AM)
Coronel Assis (União-MT)
Gilberto Silva (PL-PB)
Ismael Alexandrino (PSD-GO)
Junio Amaral (PL-MG)
Luiz Lima (Novo-RJ)
Maurício do Vôlei (PL-MG)
Marcos Pollon (PL-MS)
Sargento Gonçalves (PL-RN)
Zé Trovão (PL-SC)
Luciano Zucco (PL-RS)
Nikolas homenageou Daniel Silveira
Ainda na quarta-feira, Nikolas completou os 80 quilômetros de percurso com uma homenagem ao ex-deputado Daniel Silveira, que cumpre pena em regime aberto por suposto crime de ameaça ao Estado Democrático de Direito.
“Pessoal, 80 quilômetros”, disse. “E eu quero lembrar do Daniel Silveira, que foi aí, se não o primeiro, a ser preso por opinião contra o STF. Ele ficou preso cinco anos e ainda não tem sua liberdade plena.”
Silveira recebeu condenação de oito anos e nove meses de prisão em regime fechado e teve de pagar multa equivalente a cinco salários mínimos. O tribunal proferiu a sentença em abril de 2022.
Poliana Rocha compartilhou uma foto do cantor no hospital
Por Franciely Gomes
O artista realizou o procedimento em Goiânia - Foto: Reprodução | Instagram
Poliana Rocha surpreendeu os fãs de Leonardo ao revelar que o cantor foi submetido a uma cirurgia. A influenciadora compartilhou um registro do marido no hospital, nesta quinta-feira, 22, e atualizou os internautas sobre seu estado de saúde.
Post de Poliana na web | Foto: Reprodução | Instagram
A loira explicou que o sertanejo realizou uma blefaroplastia, cirurgia para a retirada de pele da região das pálpebras com laser de CO2, no Hospital Israelita Albert Einstein de Goiânia, capital do Goiás.
“Blefaro [blefaroplastia] superior com laser de CO2 mais blefaro inferior com CO2 via transconjuntival!!! Foi um sucesso. Gratidão”, escreveu a mãe do cantor Zé Felipe na legenda da publicação, deixando claro que o procedimento foi um sucesso.
Menino foi socorrido por um vizinho e levada até um hospital
Por Gustavo Zambianco
Garoto atacado por pitbull tem couro cabeludo arrancado - Foto: Pixabay/Divulgação | Imagem ilustrativa
Uma criança teve seu couro cabeludo arrancado após ser atacada por dois cães da raça pitbull nesta quarta-feira, 21, no interior de São Paulo. Os primeiros socorros foram feitos por vizinhos do garoto, que o levaram para um hospital.
O garoto foi internado, em estado grave, e passou por um procedimento cirúrgico para a reconstrução da área atingida, informa o g1.
Na tarde desta quarta-feira, 21, a Polícia Militar (PM) foi acionada para atender a ocorrência, e, no local, os agentes foram informados por moradores que o ataque teria iniciado na rua onde a tutora dos cães mora.
Em depoimento prestado à polícia, a tutora dos animais disse que teria saído de casa para descartar uma sacola de lixo, quando o garoto passou na rua. Após avistarem o menino, os cães saíram pelo portão e iniciaram o ataque.
A tutora alegou que correu atrás dos animais na tentativa de prendê-los novamente, porém, não conseguiu conter o ataque. A criança ainda tentou fugir para uma rua próxima, mas foi perseguido pelos cachorros.
Ainda de acordo com a PM, a tutora disse que, depois de um tempo, os cães teriam encerrado o ataque e soltado a vítima. Ela ainda diz que um dos animais fugiu, enquanto o outro voltou para a casa.
Garoto teve o couro cabeludo arrancado
A mãe do garoto informou à polícia que ficou sabendo do ataque por meio dos vizinhos. No local do ataque, moradores disseram que havia um pedaço de couro cabeludo jogado em uma lixeira.
Depois do ataque, moradores da região levaram o garoto para o hospital da região. Tempos depois, agentes da polícia foram até a unidade de saúde, onde ficaram sabendo, por meio de familiares do garoto, que os médicos solicitaram que o couro cabeludo encontrado fosse recolhido e levado para eles.
Ao voltarem para o local do ataque, um dos vizinhos disse que, ao ouvir os gritos, saiu para ver o que estava acontecendo. Somado a isso, ele disse que a tutora dos animais teria recolhido o couro cabeludo do chão e jogado na lixeira.
Tutora foi ouvida e liberada
A tutora dos cães foi conduzida à delegacia de Rio Claro, no interior de São Paulo, onde o caso foi registrado como omissão de cautela na guarda e condução de animais e lesão corporal culposa. Depois de ser ouvida, ela foi liberada.
Criança em estado grave
A equipe de profissionais da saúde que estão cuidando do garoto informou à PM que ele teria dado entrada na unidade em estado grave, e que foi submetido a uma cirurgia para reconstrução do couro cabeludo.
Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima.
Principal entrave nas negociações são disputas territoriais entre os países
Por Gustavo Nascimento
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, aperta as mãos de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Foto: HANDOUT | UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE | AFP
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira, 22, que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estaria disposto a aceitar um acordo de paz para encerrar a guerra com a Rússia. Até então, o principal entrave para Zelensky é aceitar ceder território ucraniano para a Rússia.
“Ele [Zelensky] disse que gostaria de chegar a um acordo. As pessoas conhecem os parâmetros. Não é como se estivéssemos discutindo coisas que já vinham sendo discutidas há seis ou sete meses, e ele simplesmente aparecesse e dissesse que quer fazer um acordo comigo”, explicou Trump.
Integrantes diretamente envolvidos nas negociações, no entanto, avaliam que as tratativas chegaram a um ponto específico de impasse.
“Se ambos os lados quiserem resolver isso, vamos resolver. Acho que já fizemos muitos progressos e conseguimos reduzir o problema a uma única questão”, disse Steve Witkoff, o enviado especial dos EUA no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ele não chegou a revelar qual era esse ponto específico.
Anteriormente, Witkoff havia indicado que o principal entrave diz respeito às disputas territoriais.
Territórios em disputa na Guerra da Ucrânia
As regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporozhye passaram ao controle russo em 2022 após referendos não reconhecidos internacionalmente, de forma que a Rússia exige que a Ucrânia abandone oficialmente as reivindicações sobre esses territórios.
Por sua vez, a Ucrânia rejeita reconhecer esses territórios como parte da Rússia. Apesar de reiterar a posição oficial ucraniana, o presidente Volodymyr Zelensky admitiu em dezembro de 2025 que existe a possibilidade de um referendo interno sobre eventuais concessões territoriais, ideia que ainda enfrenta forte resistência política no país.
Reunião pode selar acordo
Zelensky anunciou que um encontro entre Ucrânia e Rússia pode ocorrer nos próximos dias, nos Emirados Árabes Unidos, com a presença dos Estados Unidos. A proposta de negociações com os três países tem sido uma das apostas de Trump para encerrar o conflito.
Além disso, a Rússia Moscou afirma que não se opõe a uma reunião direta entre Putin e Zelensky, mas argumenta que esse encontro só deve ocorrer após avanços concretos no processo de paz.
Ághata Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos no Maranhão - Foto: Arquivo pessoal
A Marinha encerrou as buscas aquáticas no Rio Mearim pelos irmãos desaparecidos na cidade de Bacabal, no interior do Maranhão, na noite desta quinta-feira, 22. Cães farejadores seguiram o rastro de Ághata Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, até as margens do rio, mas nenhum vestígio concreto das crianças foi localizado.
O capitão Simões, da Marinha, informou que as equipes realizaram varreduras em pontos considerados estratégicos após a identificação da possível passagem das crianças pela região do rio.
Segundo ele, as buscas ocorreram de forma ininterrupta durante cinco dias, cobrindo cerca de 19 quilômetros do Rio Mearim, de forma que cinco destes foram analisados de maneira minuciosa.
“Até o momento, 11 pontos de interesse foram identificados. Esses locais foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros para verificar se havia algum vestígio [...] Na parte fluvial e subaquática, esgotamos a possibilidade de as crianças ou vestígios estarem neste trecho do rio, que era considerado o de maior probabilidade”, disse Simões.
Centenas de pessoas, entre militares da Marinha e do Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros do Maranhão, policiais, agentes do ICMBio e voluntários, atuam para encontrar os irmãos durante 19 dias.
Expectativa positiva
O coronel Duque, do Exército Brasileiro (EB), informou que a ausência de corpos ou vestígios pode ser um sinal de que as crianças possam ser encontradas com vida em outro local. Segundo ele, uma equipe especializada em rastreamento do Exército permanecerá na região para atuar em áreas de acesso mais complexo.
O apresentador confirmou sua em meio a um programa ao vivo, surpreendendo os telespectadores. | Ilustrativa/Freepik
por Juliana Barbosa
Quem assistia ao A Tarde é Sua, nesta quarta-feira (21/1), foi pego de surpresa. Durante uma conversa ao vivo com Sonia Abrão, José Luiz Datena confirmou que está deixando a RedeTV!, onde comandava o Brasil do Povo.
O anúncio veio sem aviso prévio e no meio do programa. Datena falou que a decisão passa, principalmente, pelo desgaste de anos à frente de atrações policiais.
“É apenas um até logo. As portas estarão sempre abertas, eu estou indo para um novo desafio. Eu estou um pouco cansado. Não é brincadeira há 30 anos fazer três horas e meia, duas horas de programa de televisão”, afirmou.
Segundo o apresentador, a ideia agora é diminuir o ritmo e apostar em outro tipo de conteúdo, bem diferente do que marcou sua trajetória na TV.
“Tô partindo para outra tentativa de fazer programas, mas com menos intensidade. Porque não são duas horas, são duas horas em 30 anos. Então é um acumulado muito grande. Então, vou fazer programa de entrevistas, coisas mais leves, e acho que vai dar certo”.
A mudança já tem destino. No mês passado, Datena assinou contrato com a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação). Ele vai comandar um programa de entrevistas na TV Brasil e terá participação na Rádio Nacional.
Nos bastidores, a saída da RedeTV! não chega a ser uma surpresa. Datena assumiu o Brasil do Povo em junho de 2025, depois de uma passagem curta pelo SBT, e desde o início enfrentou dificuldades. A audiência não reagiu e o programa não chegou a alcançar 1 ponto de média.
Além disso, havia dúvidas sobre como o apresentador conseguiria se dividir entre a RedeTV! e a nova atração semanal na TV Brasil.
Em comunicado divulgado anteriormente, a EBC confirmou o acordo. “A EBC confirma o acordo para ter o jornalista José Luiz Datena na grade de programação tanto da TV Brasil quanto da Rádio Nacional. Os termos do contrato ainda estão em fase de ajuste e ainda não há previsão de data de estreia”, informou a empresa.
Nassur Bacem, de 27 anos, sofreu mal súbito aos 20 minutos do primeiro tempo e não resistiu | Reprodução/Toque Tático
O mundo do futebol está de luto mais uma vez. Durante uma partida pelas quartas de final da Taça da Associação de Futebol do Algarve, em Portugal, o lateral Nassur Bacem, do Moncarapachense, sofreu um mal súbito em campo e não resistiu.
O jogador, de 27 anos, caiu no gramado aos 20 minutos do primeiro tempo do duelo contra o Imortal, quando a equipe adversária vencia por 1 x 0. Ele chegou a receber atendimento médico em campo, mas não resistiu, e a morte foi constatada no local.
Foto: Reprodução/X
Segundo informações da imprensa portuguesa, Bacem sofreu uma parada cardíaca. A organização da competição suspendeu a partida após o ocorrido.
Tanto o Moncarapachense quanto a Associação de Futebol do Algarve lamentaram a morte do atleta e prestaram solidariedade à família, amigos e companheiros de equipe.
Delcy Rodríguez já havia colocado um ex-diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) à frente tanto da guarda presidencial quanto da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), ampliando a reorganização militar
Yasmin Alencar
Delcy Rodríguez, então vice da ditadura comandada por Nicolás Maduro, assumiu o cargo de presidente da Venezuela | Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
Mudanças importantes nos comandos regionais das Forças Armadas foram anunciadas na Venezuela, com a nomeação de 12 novos oficiais de alta patente por parte da presidente interina Delcy Rodríguez. As informações circularam nesta quarta-feira, 21, por meio de um documento assinado pelo Ministro da Defesa, General Vladimir Padrino López.
Delcy Rodríguez já havia colocado um ex-diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) à frente tanto da guarda presidencial quanto da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), ampliando a reorganização militar.
Nomeações de Delcy Rodríguez e repercussão nas Forças Armadas na Venezuela
Apesar de o governo não ter confirmado oficialmente as indicações até o momento, o chefe do Comando Operacional Estratégico utilizou o Telegram para felicitar cada um dos generais, que assumem o comando de 12 das 28 Zonas Operacionais de Defesa (ZODI) em Estados variados do país.
Segundo o último levantamento do IBGE, o município de Alcobaça tem 24.530 moradores
Diógenes Feitosa
O contrato assinado pelo prefeito Givaldo Muniz (PT) ainda prevê a possibilidade de ampliar o valor gasto | Foto: Reprodução/Instagram/Givaldo Muniz
Givaldo Muniz, prefeito de Alcobaça — município localizado no sul da Bahia — autorizou um contrato de R$ 3,1 milhões para fornecer trios elétricos, sistemas de som, iluminação, geradores e a contratação de artistas para eventos culturais em 2026.
O contrato firmado entre a prefeitura e a empresa Mirante Serviços e Locações Ltda terá validade de 19 de dezembro de 2025 a 19 de dezembro de 2026. Há ainda a opção de prorrogação desse período, caso haja necessidade futura.
De acordo com o último levantamento do IBGE, Alcobaça tem 24.530 moradores. O valor total da contratação visa atender à realização de eventos públicos organizados pela gestão do prefeito, conhecido como Zico de Baiato.
Segundo apuração do jornal Metrópoles, o contrato prevê a possibilidade de ampliar o valor gasto, permitindo novas dotações orçamentárias por meio de apostilamento, caso outras secretarias municipais demandem o serviço.
O contrato ainda prevê a possibilidade de ampliar o valor gasto | Foto: Reprodução/Prefeitura de Alcobaça
Contrato assinado pelo prefeito não exige garantia
O contrato não exige garantia financeira da empresa contratada, mesmo diante do montante envolvido.
A matriz de riscos indica que mudanças legais ou atraso nos repasses podem afetar a prefeitura, enquanto a empresa deve responder por falhas de segurança nas estruturas fornecidas.
Regras de penalidade e pagamentos
Em relação às penalidades, caso haja descumprimento total do acordo, a multa pode chegar a 30% do valor contratado, além da possibilidade de proibição de participar de novas licitações em situações de fraude, documentação falsa ou danos à administração pública.
Embora o orçamento ultrapasse R$ 3 milhões, o contrato destaca que esse valor é estimativo, e o pagamento será feito conforme a execução real dos serviços.
Há também previsão de reajuste se a duração do contrato exceder 12 meses.
Cunhada do ministro nega que endereço registrado seja sede de empresa
Mateus Conte
O ministro Dias Toffoli, durante a sessão plenária | Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), utiliza um helicóptero para acessar o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), onde mantém rotina de frequentador regular. Conforme apurações da Folha de S.Paulo, o magistrado pousa em um heliponto exclusivo próximo a uma residência na Vila Ecoview, área reservada do empreendimento. Embora a família Toffoli tenha vendido suas participações societárias em 2025, funcionários e moradores locais ainda associam a propriedade ao ministro.
O deslocamento aéreo permite que Toffoli acesse o local com baixa exposição pública. Segundo a Folha, o ministro foi visto no resort durante o último Ano-Novo e utiliza um barco exclusivo do empreendimento para passeios na represa, veículo que não é disponibilizado aos demais hóspedes. O resort opera no sistema de multipropriedade, no qual diferentes cotistas dividem a posse de unidades imobiliárias.
Empresa de Toffoli está registrada em possível endereço de fachada
A sede da Maridt Participações, empresa dos irmãos do ministro que controlava parte do resort, está registrada em uma residência de padrão simples no Jardim Universitário, em Marília (SP). Em visita ao local, o jornal O Estado de S. Paulo constatou que o imóvel apresenta sinais de deterioração, como paredes e calçadas rachadas. A residência pertence a José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro e diretor-presidente da companhia.
Cássia Pires Toffoli, cunhada do ministro, negou à reportagem do Estadão que a casa funcione como sede empresarial. “Moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede aqui”, afirmou. Ela declarou desconhecer qualquer ligação do marido com o resort de luxo e ressaltou que financiou o imóvel por 25 anos com recursos próprios. O portal Metrópoles descreveu o local como um “endereço de fachada”, termo utilizado para designar locais onde empresas são registradas apenas formalmente, sem operação real.
Conexões com o Banco Master
Entre 2021 e 2025, os irmãos de Toffoli dividiram o controle do Tayayá com o fundo Arleen, administrado pela gestora Reag Investimentos. O fundo é ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli, por sua vez, é o relator no STF de um inquérito que envolve o Master e a própria Reag.
Atualmente, o controle integral do resort pertence ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que adquiriu as cotas da família Toffoli e do fundo Arleen por aproximadamente R$ 3,5 milhões em março de 2025. Conforme revelado pelo Metrópoles, Barbosa possui ligações profissionais com o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O novo proprietário afirmou à Folha que não possui relações com o Master e que encontrou o resort em situação financeira precária antes de assumir a gestão total.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) concluiu nesta quarta-feira, 21, o terceiro dia da Caminhada Pela Justiça e Liberdade, com a marca alcançada de 107 quilômetros percorridos desde a saída de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, com destino a Brasília. A caminhada começou na segunda-feira, 19, e prevê um trajeto total de cerca de 240 quilômetros, a ser cumprido ao longo de sete dias, pela BR-040, com chegada prevista para o domingo, dia 25.
Ao chegar ao perímetro urbano de Cristalina, em Goiás, o deputado e os participantes foram recebidos por moradores com manifestações de apoio, faixas e doações de água e alimentos. Segundo a organização do ato, um frigorífico da região preparou um churrasco para os presentes. A mobilização também registrou a presença de parlamentares e lideranças políticas de diferentes Estados.
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Concordo com os termos da LGPD
Durante o terceiro dia, centenas de pessoas acompanharam o percurso. Entre os políticos que participaram da caminhada estão o ex-vereador Carlos Bolsonaro e os deputados federal Luciano Zucco (PL-RS), Sargento Gonçalves (PL-RN) e Carlos Jordy (PL-RJ), além de deputados estaduais, vereadores e apoiadores que se juntaram ao grupo ao longo do trajeto.
Ao agradecer o acolhimento da população, Nikolas afirmou que, apesar do desgaste físico, a caminhada representa um propósito que tem como objetivo “acordar essa nação”. O deputado também disse que nunca imaginou ter tantas pessoas acompanhando a mobilização. Segundo ele, os participantes não estariam ali por sua figura pessoal, mas por acreditarem que “o Brasil pode ser muito mais forte”. Nikolas declarou a expectativa de que, no dia 25, em Brasília, ocorra “a maior caminhada da história deste país”.
Nesta quinta-feira, 22, quarto dia da caminhada, a saída está marcada para as 9h, no Posto JK, em Cristalina, com previsão de mais 40 quilômetros de percurso. A cobertura completa do percurso, com atualizações ao longo dos próximos dias, pode ser acompanhada ao vivo durante a programação de Oeste no YouTube.
Nikolas protesta contra as “prisões injustas do 8 de janeiro”
A caminhada foi anunciada por Nikolas no dia 19 de janeiro, quando o parlamentar informou, por meio das redes sociais, que realizaria o trajeto como um ato simbólico em favor da liberdade e contra as “prisões injustas do 8 de janeiro” e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Decidi caminhar até Brasília como um ato simbólico, para poder trazer luz a todos os fatos que estão acontecendo”, afirmou.
Nikolas também fez referência às manifestações populares de 2016, que culminaram no impeachment da então presidente Dilma Rousseff. “Em 2016, estávamos na rua para poder tirar a Dilma”, lembrou. “Não subestimávamos o poder da rua, o poder do brasileiro. Não subestimo o poder da verdade, acho que tudo o que fazemos pode gerar um efeito maior do que imaginamos.”
No dia inaugural da caminhada, o deputado divulgou um documento intitulado Carta aberta ao povo do Brasil, no qual afirma que o ato “não é um gesto de vaidade”. No texto, ele sustenta que a mobilização é “uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro” e menciona, além de Bolsonaro, o ex-assessor Filipe Martins e o coronel Jorge Eduardo Naime.
Na carta, Nikolas também declarou que a caminhada será “ordeira e pacífica”. “Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem”, escreveu. “Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.”