Vanessa Araujo
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Vanessa Araujo
Pâmela Zacarias
Vanessa Araujo
Jeanine Áñez e Flávio Bolsonaro durante encontro em evento político; ex-presidente da Bolívia gravou vídeo declarando apoio ao candidato do PL | Foto: Reprodução/X/@BolsonaroSP
Miriam Sanger
Um policial francês combate um incêndio em bicicletas durante um protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis, em Paris - 17/10/2026 | Foto: Jack Taylor/Reuters
Emmanuel Macron está sob pressão| Foto: Reprodução/Flickr
Manifestantes exibem cartazes e a bandeira da Palestina do lado de fora do estádio antes da partida de futebol da Liga Europa da UEFA entre Aston Villa e Maccabi Tel Aviv, em Villa Park, Birmingham, Grã-Bretanha (6/11/2025) | Foto: Reuters/Hannah Mckay
Marine Le Pen, presidente do grupo parlamentar do partido francês de direita Rally Nacional (Rassemblement National – RN), sobe ao palco para se dirigir aos membros do partido depois do encerramento das urnas durante as eleições para o Parlamento Europeu, em Paris, França (9/6/2024) | Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters
Victória Batalha
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva: um dos dois será eleito presidente do Brasil em 25 de outubro | Fotos: Reprodução/Facebook/@flaviobolsonaro e Reprodução/Facebook/@lula
Cristyan Costa
O ministro André Mendonça, durante sua posse como vice-presidente do TSE - 12/5/2026 | Foto: Alejandro Zambrana/TSE
Mateus Conte

Victória Batalha
Alexandre de Moraes se declarou impedido de relatar o processo por envolver sua mulher, Viviane Barci de Moraes | Foto: Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Daniel Vorcaro comemorou o contrato em abril de 2025 | Foto: Reprodução/Youtube/Esfera Brasil
Vanessa Araujo
O senador eleito Deltan Dallagnol; ele integra a campanha de Flávio e cobrou a inclusão de todos os dados no acordo com a campanha de Lula | Foto: Reprodução/X
Victória Batalha
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro: influência direta no noticiário sobre o Banco Master, segundo PF | Foto: Divulgação/Esfera Brasil | Foto: Divulgação/Esfera Brasil
O uísque Macallan, procurado para presentar Lula | Foto: Divulgação/ Distribuidora
Victória Batalha
Nikolas agradeceu a Elon Musk pelo posicionamento em defesa da liberdade de expressão no X | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Flickr
Mateus Conte
Dezenas sorteadas no concurso 3073 da Mega-Sena: prêmio acumulado mais uma vez | Foto: Reprodução/YouTube
Quadro do papa Leão XIV dispensa tratamento depois de cirurgia
Exames confirmam que o câncer era localizado e foi removido com a retirada do lobo inferior do pulmão direito; pontífice, de 71 anos, já recebeu alta e retomou as atividades no Vaticano
Vanessa Araujo
O papa Leão XIV não precisará de nenhum tratamento adicional depois de passar por uma cirurgia para retirar um tumor cancerígeno do pulmão. O Vaticano divulgou a informação nesta quarta-feira, 21, por meio de um boletim médico que o médico do pontífice, Luigi Carbone, e o cirurgião Stefano Margaritora assinaram. Os exames histológicos definitivos e as análises de biologia molecular confirmaram que o câncer era localizado e não se espalhou.
Segundo o comunicado, uma avaliação oncológica posterior confirmou que não é necessária nenhuma terapia adicional, como quimioterapia ou radioterapia. O pontífice, de 71 anos, já recebeu alta hospitalar e retomou gradualmente suas funções. Ele planeja manter a viagem que fará ao Uruguai, à Argentina e ao Peru de 6 a 17 de novembro.
O resultado dos exames representou um alívio para a Igreja Católica. O anúncio do câncer, em 13 de outubro, gerou temor de que o pontífice precisasse se submeter a tratamentos prolongados, o que poderia afetar sua capacidade de liderar a instituição. A confirmação que a doença se restringia ao pulmão direito e que a cirurgia a removeu totalmente afastou esse cenário.
Papa Leão XIV descobre nódulo por acaso em exame de rotina
O tumor foi descoberto por acaso. Segundo o cirurgião Stefano Margaritora, tudo começou durante uma radiografia abdominal de rotina, que detectou uma “pequena mancha” na base do pulmão direito. O próprio papa revelou o achado aos fiéis durante a oração do Angelus, no domingo 11 de outubro, antes da cirurgia.
“Caríssimos, recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram em mim um nódulo circunscrito ao pulmão”, declarou o pontífice na ocasião. “Foi identificado em uma fase inicial e está bem localizado. Os médicos consideraram oportuno intervir.”
A operação ocorreu em 13 de outubro, no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma. O procedimento durou cerca de 90 minutos, foi realizado com técnica videoassistida e consistiu na remoção do lobo inferior do pulmão direito. Os médicos aplicaram anestesia geral, e o pontífice acordou normalmente depois da cirurgia. Um exame histológico intraoperatório confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de câncer de pulmão.
A recuperação pós-operatória evoluiu bem. No dia seguinte, o Vaticano informou que o papa havia passado uma noite tranquila. Em 16 de outubro, novos exames de sangue e uma radiografia do tórax confirmaram a melhora constante de seu estado geral. O pontífice chegou a celebrar uma missa no quarto do hospital com membros da equipe médica e de enfermagem.
Papa Leão XIV retoma agenda no Vaticano
O papa Leão XIV recebeu alta no último sábado, 17, e deixou o Hospital Gemelli. No domingo, 18, reapareceu em público e saudou os fiéis na Praça de São Pedro. “Com a ajuda de Deus”, declarou o pontífice ao retomar o contato com os católicos. Ele afirmou que retomaria suas funções “progressivamente” e que a recuperação permite realizar as atividades cotidianas com total autonomia.
Nesta quarta-feira, 21, o papa voltou a realizar a audiência geral semanal na Praça de São Pedro. Ele chegou ao local em um papamóvel aberto, foi ovacionado pelo público e abençoou bebês no caminho. O pontífice permaneceu de pé na parte traseira do veículo, acenou e sorriu para os peregrinos. O cirurgião Margaritora afirmou que não há “nenhuma razão de ordem clínica” que impeça a viagem à América do Sul.
Defesa Civil decreta emergência em 7 municípios do Sul
Portaria abrange cidades do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina atingidas por vendavais, chuvas intensas e granizo
Pâmela Zacarias
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu nesta quinta-feira, 22, situação de emergência em sete municípios da Região Sul atingidos por tempestades. A medida consta na Portaria nº 3.646, publicada no Diário Oficial da União, e contempla cidades do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Os municípios enfrentaram vendavais, chuvas intensas e granizo. As ocorrências foram registradas no fim de setembro e no início de outubro.
O reconhecimento federal formaliza a situação dos municípios diante dos desastres naturais e pode permitir que as prefeituras solicitem recursos da União para ações de resposta e recuperação, conforme os procedimentos previstos pelo governo federal.
Veja os municípios afetados
A portaria lista sete cidades e os fenômenos climáticos que motivaram o reconhecimento:
Paraná: Altamira do Paraná e Santa Terezinha de Itaipu, atingidos por vendavais;
Rio Grande do Sul: Alto Alegre, afetado por vendaval; Bom Jesus, Formigueiro e Veranópolis, atingidos por chuvas intensas; e
Santa Catarina: Arabutã, afetado por granizo.
O reconhecimento federal contempla os danos associados aos eventos já registrados nos sete municípios. A portaria não significa, por si só, que todas as cidades receberão automaticamente recursos financeiros: cada solicitação deve seguir os trâmites estabelecidos pelo governo federal.
Inmet mantém alertas para a Região Sul
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo para chuvas e tempestades na Região Sul durante praticamente todo o mês de outubro.
Os avisos meteorológicos orientam a população e as autoridades locais sobre a possibilidade de condições climáticas adversas.
Em períodos de tempestade, a Defesa Civil recomenda que moradores acompanhem os comunicados oficiais e evitem áreas de risco, especialmente locais sujeitos a alagamentos, quedas de árvores e descargas elétricas.
Ex-presidente da Bolívia declara apoio a Flávio
Jeanine Áñez cita perseguições; lista de líderes estrangeiros que endossam o candidato do PL inclui Trump, Milei e outros
Vanessa Araujo
Jeanine Áñez e Flávio Bolsonaro durante encontro em evento político; ex-presidente da Bolívia gravou vídeo declarando apoio ao candidato do PL | Foto: Reprodução/X/@BolsonaroSP
A ex-presidente da Bolívia Jeanine Áñez declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em um vídeo de 32 segundos divulgado nas redes sociais, ela afirmou que o Brasil tem a chance de escolher um “novo caminho” no próximo domingo, 25. A manifestação da boliviana se soma a uma lista de líderes internacionais que já declararam voto no candidato do PL.
Áñez classificou o atual cenário brasileiro como um momento de escolha. “Este domingo, o Brasil tem a oportunidade de escolher um novo caminho, o caminho da liberdade”, afirmou. “Basta com perseguições políticas.”
A ex-presidente boliviana também criticou os “amigos do Lula e do Foro de São Paulo”. Ela se apresentou como “ex-presa política” do grupo. Áñez foi detida em 2021, acusada de terrorismo e sedição, e passou meses em prisão preventiva.
A boliviana encerrou o vídeo com um apelo direto aos eleitores brasileiros. “O Brasil precisa de uma mudança”, declarou. “Por isso, expresso meu apoio ao Flávio Bolsonaro. Para voltar a avançar.”
Jeanine Áñez se soma a Trump e Milei no apoio a Flávio
O apoio de Áñez não é um caso isolado. Outros chefes de Estado e líderes conservadores manifestaram apoio a Flávio. Entre eles estão o presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
A lista também inclui o ex-primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e o vice-premiê da Itália, Matteo Salvini. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a líder opositora venezuelana María Corina Machado também declararam apoio.
O grupo Liberdade e Democracia, formado por 12 ex-presidentes da América Latina e da Espanha, endossou a candidatura. O ex-presidente argentino Mauricio Macri integra a frente. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, e o eurodeputado italiano Carlo Fidanza completam a lista.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo domingo, 25. Flávio disputa o cargo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação definirá o futuro da Presidência da República pelos próximos quatro anos.
A França e seus demônios
Como escreveu o jornalista Douglas Murray, 'não é preciso ser um historiador para perceber que os atuais eventos não se parecem com um protesto escolar'
Miriam Sanger
Um policial francês combate um incêndio em bicicletas durante um protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis, em Paris - 17/10/2026 | Foto: Jack Taylor/Reuters
O público mais atento precisou de alguns dias para entender o que aconteceu na França nesta última semana. A sucessão de cenas tão incompatíveis com um protesto estudantil tornou quase impossível a interpretação dos acontecimentos.
Turbas mascaradas depredaram símbolos nacionais, arrombaram e saquearam estabelecimentos comerciais (de grifes internacionais e de pequenos negócios, como mercados e cabeleireiros); destruíram calçadas, fontes, pontos de ônibus e carros. A antiga Prefeitura de Limoges, um prédio histórico que sobreviveu às duas guerras mundiais, ardeu por horas.
Os “estudantes em manifestação em prol de melhores condições nas escolas”, noticiados pela grande mídia, empunharam bandeiras da Argélia, outras com símbolos comunistas, algumas poucas francesas e muitas palestinas. Neste momento, estão sendo apagadas pichações com o slogan Free Palestine de vários monumentos em cidades como Paris, Marselha e Lyon.
Com a guerra entre a Ucrânia e a Rússia acontecendo logo ali, na vizinhança, e impondo um alto preço aos franceses, decepciona, mas não surpreende, o fato de não termos visto bandeiras levantadas sobre esse tema.
Protesto escolar ou demonstração islamista?
A dificuldade de compreender os acontecimentos foi resultado não apenas da diversidade de cenas de violência, mas também da maneira como os eventos foram apresentados pela grande imprensa. Em muitos veículos, havia uma desconexão absoluta entre o que as imagens mostravam e o que os textos descreviam.
Já a mídia israelense conectou imediatamente o movimento islamista na Europa à violência vista nestes dias. A presença ostensiva de jovens imigrantes e descendentes de imigrantes de países de maioria muçulmana, além da eterna bandeira da Palestina flutuando em muitos dos focos de distúrbio, conduzia naturalmente a essa análise. Enquanto isso, veículos internacionais mantiveram o foco em temas como a “Lenta agonia da presidência de Macron”, título da Reuters, e “O governo francês em crise depois dos protestos”, do Financial Times. O Le Monde perguntou: “Macron perdeu a capacidade de controlar a crise?”
Emmanuel Macron está sob pressão| Foto: Reprodução/FlickrA ideologia oportunista
Por fim, ambas as coberturas estavam corretas, mas incompletas. O que se viu na França foi a convergência de movimentos políticos distintos. Mais uma vez, a ideologia islamista encontrou nas insatisfações locais e no abraço da extrema esquerda uma oportunidade para promover sua própria agenda.
Sob essa luz, fica mais fácil reconstituir a trajetória das manifestações: de fato, elas foram iniciadas há cerca de um mês em escolas francesas, para mais tarde incorporarem outros grupos. Em seu artigo na revista Newsweek, a jornalista Anna Rahmanan perguntou: “O que exatamente Gaza tem a ver com o preço da gasolina em Paris? Ou com o lamentável estado das escolas francesas?”
A resposta é óbvia: nada. A mesma pergunta pode ser feita à esquerda “progressista” global que encampou o antissionismo como bandeira, criando, para tanto, uma narrativa que apresenta o grupo terrorista Hamas como um movimento libertador e Israel como um Estado branco e colonizador. “A bandeira palestina tornou-se o ‘pretinho básico’ da cultura de protesto contemporânea. Qualquer que seja a reivindicação, qualquer que seja a estação, ela aparentemente combina com tudo”, escreveu Anna Rahmanan.
A desorientação transparecia no comportamento dos milhares de jovens manifestantes furiosos, dos quais cerca de 2,7 mil foram presos e mais de 200 já começaram a cumprir pena. Os mais violentos cobriram o rosto com máscaras e a cabeça com capuzes. Muitos usavam keffiyehs e empunhavam bandeiras palestinas, embora as reivindicações originais dos protestos não tivessem nada a ver com o Oriente Médio. Assistiu-se, ao vivo e em cores, à clara instrumentalização política desses jovens.
Manifestantes exibem cartazes e a bandeira da Palestina do lado de fora do estádio antes da partida de futebol da Liga Europa da UEFA entre Aston Villa e Maccabi Tel Aviv, em Villa Park, Birmingham, Grã-Bretanha (6/11/2025) | Foto: Reuters/Hannah MckayFrança: a próxima da fila
Muitos analistas se esforçaram para minimizar esse evento, comparando-o a outras manifestações ocorridas ao longo da história moderna da França. Os israelenses, porém, identificam algo completamente diferente. O embaixador de Israel na Itália, Dror Eydar, já havia apontado essa interpretação em artigo publicado no jornal israelense Israel Hayom, logo no início das manifestações.
“Escolas foram destruídas ou danificadas, lojas foram saqueadas, ônibus foram incendiados, professores e policiais foram feridos. O que está acontecendo na França não é um protesto como o da revolta estudantil de 1968. É a globalização da intifada. As centenas de movimentos no mundo lutando em nome dos palestinos não estão procurando justiça, mas a destruição do Ocidente — e a França é a próxima na fila”, escreveu Eydar, no dia 5 de outubro.
Marine Le Pen, presidente do grupo parlamentar do partido francês de direita Rally Nacional (Rassemblement National – RN), sobe ao palco para se dirigir aos membros do partido depois do encerramento das urnas durante as eleições para o Parlamento Europeu, em Paris, França (9/6/2024) | Foto: Sarah Meyssonnier/ReutersDiante dessa realidade, o presidente francês, Emmanuel Macron, mostrou-se paralisado, enquanto Marine Le Pen, candidata à sua sucessão nas eleições de 2027, viu suas intenções de voto crescerem após os episódios de violência. Segundo pesquisa do instituto Ifop divulgada em 20 de outubro, Le Pen alcançou entre 34% e 38% das intenções de voto no primeiro turno, ampliando sua vantagem sobre os adversários. Um exemplo claro de como a extrema esquerda pode acabar impulsionando a ascensão eleitoral da “extrema direita”.
Por fim, como a História e a política são pródigas em ironias, vale lembrar que o mesmo governo que esses manifestantes buscaram desmoralizar nesta semana é justamente aquele que reconheceu o Estado da Palestina no ano passado.
Termina hoje o prazo para comícios e propaganda eleitoral na internet
Regras definem os limites para atividades de campanha, uso de inteligência artificial e divulgação de orientações ao eleitorado
Victória Batalha
Esta quinta-feira, 22, marca o fim do prazo para a realização de comícios e atividades de campanha no segundo turno das eleições. Também termina a autorização para veicular propaganda eleitoral paga na internet.
A partir desta quinta-feira e até 24 horas depois do encerramento da votação, fica proibida a publicação ou republicação de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial, ou tecnologia equivalente, que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva: um dos dois será eleito presidente do Brasil em 25 de outubro | Fotos: Reprodução/Facebook/@flaviobolsonaro e Reprodução/Facebook/@lulaO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá divulgar comunicados, boletins e orientações aos eleitores até sábado, 24. Para isso, o tribunal poderá requisitar até dez minutos diários das emissoras de rádio e televisão. Os tribunais regionais eleitorais poderão receber parte do tempo.
A votação do segundo turno ocorrerá no domingo, 25, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Os eleitores escolherão o próximo presidente da República. No Acre, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte e no Tocantins, também haverá disputa para governador.
Nessas localidades, a ordem de votação será primeiro para governador e depois para presidente. Em seis municípios, os eleitores também participarão de eleições suplementares para prefeito. Nesses casos, a votação começará pela escolha do presidente e terminará com a disputa municipal.
O que ainda é permitido na campanha
Na sexta-feira, 23, termina o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A data também marca o fim do prazo para a publicação de anúncios eleitorais pagos na imprensa escrita e para sua reprodução na internet.
No sábado, 24, véspera da votação, os candidatos ainda poderão promover caminhadas, carreatas e passeatas, além de distribuir material gráfico. Essas atividades devem terminar às 22h.
O TSE recomenda que os eleitores consultem com antecedência o local de votação, pelo site oficial do tribunal ou pelo aplicativo e-Título. A Justiça Eleitoral também orienta o eleitor a levar uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos.
Não é possível usar o celular dentro da cabine de votação. Por isso, o eleitor deve deixar o aparelho com os mesários antes de se dirigir à urna eletrônica.
Mendonça diz que Lula e Flávio podem abrir sigilos sem aval judicial
Magistrado ressalta que divulgação de extratos não substitui investigações e cita uso de ‘laranjas’ para ocultar recursos ilícitos
Cristyan Costa
O ministro André Mendonça, durante sua posse como vice-presidente do TSE - 12/5/2026 | Foto: Alejandro Zambrana/TSE
Nesta quinta-feira, 22, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) podem divulgar seus dados bancários, fiscais e telefônicos sem autorização judicial.
Mendonça proferiu a decisão no âmbito do processo que trata de pedidos nos quais os candidatos à Presidência da República condicionaram a divulgação das informações à adoção da mesma medida pelo adversário.
Mendonça esclareceu que os sigilos protegem os titulares dos dados, que podem abrir mão dessa proteção por vontade própria.
Conforme o ministro do TSE, cabe a cada candidato escolher o que pretende tornar público, e ao eleitor avaliar essa escolha. “Para isso, não é necessária decisão judicial”, escreveu.
Decisão de Mendonça sobre sigilo de Flávio e Lula
Mendonça também fez uma ressalva sobre o alcance da divulgação voluntária. De acordo com ele, recursos provenientes de corrupção e lavagem de dinheiro podem circular por contas de terceiros, os chamados “laranjas”.
“Por isso, a divulgação espontânea e voluntária de extratos e declarações pessoais, embora legítima, não substitui as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e sob controle judicial, que existem justamente para esclarecer esses fatos”, observou.
A decisão também abordou informações sobre gastos com recursos públicos, inclusive com cartão corporativo.
Mendonça explicou que, quando esses dados estiverem classificados como sigilosos, a restrição pode ser revista pela própria autoridade responsável pela classificação ou por uma autoridade hierarquicamente superior, sem intervenção judicial.
Datafolha: Flávio tem 47% dos votos totais, e Lula, 46%
Apesar de o senador aparecer numericamente à frente, há empate nos votos válidos, segundo o instituto
Mateus Conte
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 22, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto para presidente da República, contra 46% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento aponta empate técnico entre os candidatos, considerando a margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Outros 5% dos entrevistados pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2% permanecem indecisos. Na pesquisa anterior, Flávio também tinha 47%, e Lula registrava 45%.

Segundo turno ocorre no próximo domingo, 25, das 8h às 17h pelo horário de Brasília | Foto: Divulgação/TSE
Flávio e Lula empatam em votos válidos
Ao excluir brancos, nulos e indecisos, o Datafolha aponta 50% dos votos válidos para cada candidato. Na semana passada, Flávio aparecia com 51%, contra 49% de Lula. Na primeira semana da campanha do segundo turno, a diferença era de 52% a 48% a favor do senador.
O instituto ouviu 2.520 eleitores entre terça-feira 20 e quinta-feira 22, a pedido da Folha de S.Paulo e da TV Globo. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09709/2026. O segundo turno ocorrerá no próximo domingo, 25.
Gonet pede rejeição de ação sobre visitas de mulher de Moraes e Vorcaro ao Senado
Procurador-geral defende que registros de acesso de Viviane Barci de Moraes e do empresário permaneçam sob sigilo
Victória Batalha
Cristyan Costa
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quinta-feira, 22, que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite uma ação que pede acesso aos registros de entrada e saída de Daniel Vorcaro e Viviane Barci de Moraes no Senado Federal.
O parecer foi apresentado no mandado de segurança impetrado pelo vereador de Curitiba Guilherme Ferreira Kilter Lira contra o presidente do Senado. O parlamentar solicitou informações sobre a circulação de oito pessoas nas dependências da Casa, com registros desde 1º de fevereiro de 2019 até as datas dos pedidos, protocolados em 4 e 5 de fevereiro de 2026.
Alexandre de Moraes se declarou impedido de relatar o processo por envolver sua mulher, Viviane Barci de Moraes | Foto: Foto: Antonio Augusto/Secom/TSEA Ouvidoria do Senado negou os pedidos sob a justificativa de que os dados têm caráter pessoal e estão sujeitos às regras de proteção da intimidade e da vida privada. Kilter Lira contestou a decisão com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Gonet questiona requisitos da ação
No documento encaminhado ao STF, Gonet sustenta que o vereador não demonstrou violação de um direito subjetivo líquido e certo, requisito necessário para justificar o uso do mandado de segurança. O procurador-geral também afirma que a negativa partiu da Ouvidoria e do Serviço de Informação ao Cidadão e Proteção de Dados Pessoais do Senado, e não diretamente da autoridade indicada como responsável pelo ato.
O parecer cita decisões anteriores da Corte segundo as quais um mandado de segurança individual não pode servir para defender, em nome próprio, um interesse atribuído genericamente à coletividade. Gonet afirma que o instrumento exige a demonstração de um direito próprio do autor. Ao final, opina pela denegação da ordem. A manifestação não representa uma decisão definitiva do Supremo.
O relator do caso é o ministro Luiz Fux, que solicitou o parecer da Procuradoria-Geral da República. Inicialmente, sortearam Alexandre de Moraes para conduzir o processo, mas ele se declarou impedido de atuar na ação, que envolve Viviane Barci de Moraes, sua mulher.
Contrato com o Banco Master entrou no radar da PF
A Polícia Federal (PF) tornou pública e passou a investigar a relação entre Viviane Barci de Moraes e Vorcaro em relatórios divulgados a partir de setembro de 2026.
O escritório Barci de Moraes, pertencente a Viviane, firmou um contrato com o Banco Master que previa 36 parcelas mensais e sucessivas de R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 131 milhões durante a vigência do acordo. Com o desconto dos impostos, o valor líquido destinado à banca seria de R$ 108 milhões.
Daniel Vorcaro comemorou o contrato em abril de 2025 | Foto: Reprodução/Youtube/Esfera BrasilO contrato estabelecia que cada pagamento deveria ocorrer até o quinto dia útil do mês. Em caso de atraso superior a 15 dias, previa multa de 10% sobre a fatura, além de juros de 1% ao mês.
Segundo relatório da PF, a assinatura do documento ocorreu depois de dois encontros entre Viviane e Vorcaro, entre 21 e 26 de dezembro de 2023, na residência do ministro Alexandre de Moraes, em São Paulo. O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria teria intermediado os encontros.
Ainda de acordo com a PF, Vorcaro comemorou o contrato em abril de 2025, em conversa com Augusto Lima, seu ex-sócio no Banco Master.
Outros nomes incluídos no pedido
Além de Viviane e Vorcaro, o vereador pediu registros de acesso de outras pessoas ao Senado. Entre elas estão José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. O pedido também inclui Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
No parecer, Gonet sustenta que ninguém pode usar o mandado de segurança individual para defender interesses coletivos sem a demonstração de um direito próprio do autor. O procurador-geral conclui pela rejeição do pedido, mas caberá ao STF decidir o caso.
Lula tentou excluir Vorcaro de quebra de sigilo, afirma Dallagnol
Senador eleito diz que equipe jurídica do petista apresentou versão restrita do documento; defesa percebeu e fechou transparência total
Vanessa Araujo
O senador eleito Deltan Dallagnol; ele integra a campanha de Flávio e cobrou a inclusão de todos os dados no acordo com a campanha de Lula | Foto: Reprodução/X
O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou nesta quinta-feira, 22, que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou excluir o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Instituto Lula do acordo de quebra de sigilo. Segundo o parlamentar, a equipe jurídica do petista apresentou uma versão do documento com restrições. Os advogados de Flávio Bolsonaro (PL) perceberam a manobra e exigiram a abertura integral dos dados.
“É direito do povo saber”, declarou Dallagnol. “Os nossos advogados perceberam o golpe e tiveram que fazer uma série de inscrições à mão para esclarecer que a quebra do sigilo era total.” O senador eleito também afirmou que o candidato do PL concordou com a transparência completa desde o início.
De acordo com Dallagnol, a campanha petista protocolou uma versão do documento que renovava o compromisso, mas com restrições que excluíam o instituto e os registros ligados ao ex-dono do Banco Master. O ex-procurador classificou a atitude como uma tentativa de “dar um golpe” no acordo. A versão final, no entanto, foi ajustada para incluir todos os dados.
O acordo protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que Lula e Flávio autorizam a abertura total de seus sigilos bancário e telefônico. O documento prevê que as instituições financeiras e as operadoras enviem as liberações ao TSE até as 23h59 desta quinta-feira, 22.
“A abertura será imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos”, diz trecho do documento. O texto foi assinado por Lula e pela advogada de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri. A petição ainda depende de autorização do TSE.
Lula propôs a quebra de sigilo durante debate na TV Bandeirantes, no último domingo, 18. Flávio aceitou o desafio, mas impôs condições. Entre as exigências do candidato do PL estavam a abertura das contas de pessoas ligadas ao Instituto Lula, os gastos da primeira-dama Janja em viagens, a lista de visitantes de Vorcaro na Polícia Federal e a divulgação de mensagens trocadas com o ex-banqueiro. A campanha do candidato do PL escalou Dallagnol para analisar os documentos que a equipe de Lula apresentou.
Mendonça diz que candidatos podem renunciar ao sigilo por vontade própria
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, afirmou que Lula e Flávio podem abrir os sigilos bancário e telefônico sem autorização judicial. Segundo ele, a medida depende apenas da vontade dos próprios candidatos. A declaração foi dada durante a análise do acordo protocolado pelas duas campanhas.
Mendonça explicou que a renúncia ao sigilo é um ato voluntário. O ministro ressaltou que a abertura das informações não substitui eventuais investigações em andamento. Ele também afirmou que o TSE não vai proibir a divulgação dos dados.
O acordo entre as campanhas prevê a entrega dos dados até as 23h59 desta quinta-feira. A divulgação ocorrerá de forma simultânea. Mendonça afirmou que a Justiça Eleitoral atuará apenas para garantir o cumprimento do combinado entre as partes. A corte não precisa expedir ordens para que os bancos quebrem os sigilos.
Vorcaro buscou uísque de R$ 500 mil para presentear Lula
Mensagens apreendidas pela PF registram negociações para comprar garrafa rara e tratativas do ex-banqueiro com interlocutores do presidente
Victória Batalha
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro: influência direta no noticiário sobre o Banco Master, segundo PF | Foto: Divulgação/Esfera Brasil | Foto: Divulgação/Esfera Brasil
Daniel Vorcaro ordenou, em 29 de outubro de 2024, que um de seus assistentes procurasse uma garrafa rara de Macallan 1945 para presentear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O uísque custava mais de 80 mil euros, cerca de R$ 500 mil. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro registram a busca e a negociação para comprar a bebida.
O funcionário perguntou se Vorcaro tinha mais informações sobre a encomenda. O banqueiro respondeu que pagaria uma pessoa exclusivamente para levar a garrafa ao Brasil. Cinco horas depois do pedido, o assistente encontrou uma unidade à venda. Vorcaro aceitou o preço.
O uísque Macallan, procurado para presentar Lula | Foto: Divulgação/ DistribuidoraAs conversas ocorreram enquanto o Banco Master enfrentava investigações e suspeitas de fraude e Vorcaro buscava capitalizar a instituição. As mensagens também registram a interlocução do banqueiro com o advogado Walfrido Warde, que atuava em seus interesses.
Advogado tratou de encontro com Lula
Em setembro de 2024, Warde informou a Vorcaro que havia se encontrado com Lula. O banqueiro perguntou se o advogado havia falado sobre ele com o presidente. Warde respondeu que sim.
Em 21 de novembro daquele ano, o advogado escreveu a Vorcaro: “Tudo acertado aqui”. Na mesma conversa, pediu informações e perguntou quando o banqueiro poderia encontrar o presidente. Em seguida, acrescentou: “Tudo ajustado”.
Vorcaro também contratou Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda nos governos petistas, como consultor. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 1 milhão.
Lula recebeu Vorcaro fora da agenda
Em 4 de dezembro de 2024, Lula recebeu Vorcaro em uma reunião fora da agenda oficial. Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola e então chefe de gabinete da Presidência, participou da articulação do encontro.
Nos dias seguintes, Vorcaro e Warde trocaram mensagens sobre o resultado da reunião. Depois que a polícia o prendeu, o ex-banqueiro contou a interlocutores que Lula teria se comprometido a ajudar o Banco Master durante a conversa.
Elon Musk reage a Nikolas e elogia vídeo sobre o Nordeste
Deputado agradeceu ao dono do X pela defesa da liberdade de expressão e relatou restrição de áudio no Instagram durante a campanha eleitoral
Victória Batalha
Nikolas agradeceu a Elon Musk pelo posicionamento em defesa da liberdade de expressão no X | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Flickr
“Congrats!” (“Parabéns”, em tradução livre). Elon Musk deu essa resposta a uma mensagem que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) enviou sobre a repercussão de um vídeo a respeito das condições no Nordeste. A conversa, registrada em uma captura de tela, teve como tema a circulação do conteúdo nas redes sociais e a liberdade de expressão.
Nikolas agradeceu ao empresário pelo posicionamento em defesa da liberdade de expressão no X, plataforma controlada por Musk. Na mensagem, o deputado também mencionou sua votação de mais de 3 milhões de votos e relatou que o Instagram retirou o áudio de um vídeo publicado durante a campanha presidencial brasileira.
Ao comparar as plataformas, o parlamentar escreveu em inglês: “Here on X, the content remains untouched and has broken engagement records”. Em tradução livre, afirmou que o material continuava disponível no X sem alterações e havia batido recordes de engajamento.
Disputa sobre áudio no Instagram
O vídeo citado na conversa tem o título “O Nordeste foi esquecido”. A gravação reúne relatos de moradores sobre problemas relacionados à saúde, à renda e ao acesso a serviços básicos. Os depoimentos também incluem críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Instagram retirou o áudio do material depois que o titular dos direitos autorais solicitou a remoção por causa da música usada na publicação. A Meta, responsável pela rede social, confirmou que a medida decorreu de uma solicitação desse tipo, mas não divulgou o nome de quem a apresentou.
Nikolas atribuiu o pedido ao cantor Rubel, que declarou apoio a Lula. A Meta, porém, não confirmou publicamente quem fez a solicitação.
A retirada do áudio motivou críticas do deputado à plataforma e levou à defesa da divulgação do vídeo em outras redes. Na conversa com Musk, Nikolas destacou que o conteúdo continuava disponível no X e afirmou que a publicação havia alcançado níveis recordes de engajamento.
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 230 milhões
Nenhuma aposta acertou as 6 dezenas do concurso 3.073; próximo sorteio será no sábado 24
Mateus Conte
Dezenas sorteadas no concurso 3073 da Mega-Sena: prêmio acumulado mais uma vez | Foto: Reprodução/YouTube
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.073 da Mega-Sena, sorteadas nesta quinta-feira, 22. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 230 milhões para o próximo sorteio, marcado para sábado 24.
Os números sorteados foram: 04 – 13 – 23 – 28 – 41 – 58.
Na quina, 203 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 23.138,67 cada uma. Outras 13.143 apostas acertaram quatro números e ganharam R$ 510,55 cada uma.
Eleições antecipam sorteios da Mega-Sena e de demais loterias
A Caixa Loterias anunciou a antecipação para sábado 24 dos sorteios previstos para domingo 25, quando ocorre o segundo turno das eleições.
A mudança abrange concursos da Mega-Sena, Lotofácil, Quina, +Milionária e Timemania. As apostas podem ser feitas até as 20h de sábado, nas casas lotéricas ou pelos canais digitais da Caixa. A aposta simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 6.
As cotas do Bolão Caixa poderão ser adquiridas até as 20h45, exclusivamente pelo aplicativo ou pelo portal Loterias Caixa. Os sorteios ocorrerão às 21h, com transmissão pelos canais oficiais da instituição.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Pâmela Zacarias
Durante o evento, o presidente também encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar a gratuidade do transporte público urbano aos fins de semana e feriados | Foto: Reprodução/ Youtube/@lulaoficial
Fábio Bouéri
Lula, que é a favor das saidinhas de presos: TSE barra vídeo da campanha adversária| Foto: Reprodução/X
Victória Batalha
Lula anunciou a proposta em 15 de outubro, em vídeo publicado nas redes sociais | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Lula sancionou o PLP que eleva para R$ 140 mil o limite de faturamento anual do MEI| Foto: Reprodução/YouTube
Victória Batalha
Exército do Lula, canal de WhatsApp administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Nikolas Ferreira grava vídeo ao lado do jornalista Luis Pablo | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/@luispablojornalista
Mateus Conte
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em ato de campanha no norte do Rio de Janeiro | Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Lula diz que ricos gostam de acumular dívidas
Presidente sancionou medida de perdão tributário para microempreendedores e defendeu mudanças no transporte público
Pâmela Zacarias
Durante o evento, o presidente também encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar a gratuidade do transporte público urbano aos fins de semana e feriados | Foto: Reprodução/ Youtube/@lulaoficial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 21, que parte dos mais ricos gosta de acumular dívidas, enquanto os pobres valorizam a quitação de seus débitos. A declaração ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, que reuniu medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs) e ao transporte público.
“Tem muita gente rica que gosta de dever”, declarou Lula. “Dever é uma coisa charmosa: quanto mais eu devo, melhor. O pobre, não. O pobre fica honrado quando ele não tem dívida, que ele pode andar de cabeça erguida nesse país.”
De acordo com Lula, o governo decidiu abrir mão de valores que considerava difíceis de recuperar. “É um dinheiro que a gente sabia que a gente não ia receber”, disse.
Governo prevê perdão de dívidas de MEIs
Na mesma cerimônia, Lula sancionou uma lei que eleva o limite de faturamento anual dos MEIs de R$ 81 mil para R$ 140 mil e prevê a remissão de créditos da União. Segundo o governo, mais de 3,6 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados pelo perdão de débitos tributários.
O presidente também defendeu o trabalho por conta própria e afirmou que os empreendedores merecem reconhecimento pelos riscos e pelas dificuldades da atividade.
“O mundo do trabalho mudou”, declarou. “E as pessoas têm razão em não querer trabalhar para ganhar apenas um pouco. Toda pessoa que pensa em trabalhar por conta própria é uma pessoa que merece ser valorizada.”
Lula também mencionou uma proposta de concessão de R$ 5 mil a empreendedores. Segundo ele, o valor não seria um empréstimo, mas um recurso para ajudar os beneficiários a iniciar suas atividades. A implementação depende das condições previstas pelo governo.
Lula quer transporte público gratuito
Durante o evento, o presidente também encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar a gratuidade do transporte público urbano aos fins de semana e feriados. A iniciativa prevê o uso de recursos vinculados a emendas parlamentares para financiar a medida.
Lula disse esperar a aprovação da proposta ainda em 2026. A gratuidade poderia começar aos fins de semana e feriados, com possibilidade de ampliação conforme os resultados e a disponibilidade de recursos. A implementação da gratuidade depende da tramitação da PEC no Congresso .
Ministro manda retirar propaganda em que Lula apoia saidinha de presos
Juiz vê risco de interpretação errônea do eleitor; decisão ainda será analisada pelo plenário da Corte
Fábio Bouéri
Lula, que é a favor das saidinhas de presos: TSE barra vídeo da campanha adversária| Foto: Reprodução/X
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quarta-feira, 21, que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) suspenda uma propaganda de rádio que afirma que o presidente Lula da Silva (PT) sempre foi favorável à saída temporária de presos, conhecida como “saidinha”.
A inserção reproduz uma declaração de Lula sobre o benefício e, em seguida, apresenta uma notícia sobre um detento do regime semiaberto que teria matado uma mulher e estuprado duas jovens durante uma saída temporária. Ao final, uma locutora afirma: “Ninguém aguenta mais o Lula”.
Ministro: receio de associação com episódio
Na decisão liminar, Bellizze reconheceu que a campanha de Flávio tem o direito de criticar a posição do presidente sobre o benefício. No entanto, avaliou que a montagem pode levar o eleitor a associar Lula ao crime cometido pelo detento, embora não haja comprovação de que o presidente tenha responsabilidade pelo episódio.
O ministro proibiu também a veiculação de versões que reproduzem essencialmente a mesma associação. A decisão ainda será analisada pelo plenário do TSE. Bellizze foi indicado, em agosto de 2011, pela então presidente Dilma Rousseff (PT) para ocupar uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Lula defende a saída temporária para presos sob o argumento de que o benefício contribui para a ressocialização e a manutenção dos vínculos familiares. O presidente afirma, porém, que condenados por crimes graves, como estupro e violência contra a mulher, não devem ter acesso à medida.
Flávio, por sua vez, promete acabar com as saídas temporárias para visitas familiares caso seja eleito. O senador afirma que pretende priorizar os direitos das vítimas de crimes.
Em 2024, o Congresso derrubou o veto de Lula à lei que restringiu as saídas temporárias. A legislação proibiu o benefício para visitas familiares e atividades de convívio social, mas manteve a possibilidade para fins educacionais, conforme os critérios legais. A decisão do TSE é provisória e foi tomada a quatro dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25).
Lula envia PEC da tarifa zero ao Congresso
Proposta prevê transporte público gratuito aos fins de semana e feriados, com financiamento de cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares
Victória Batalha
Lula anunciou a proposta em 15 de outubro, em vídeo publicado nas redes sociais | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso nesta quarta-feira, 21, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê transporte público gratuito aos fins de semana e feriados. O texto destina cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares para financiar a medida.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2027 prevê R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória. Segundo o governo, 26,8% desse valor custeariam a tarifa zero.
Lula sancionou o PLP que eleva para R$ 140 mil o limite de faturamento anual do MEI| Foto: Reprodução/YouTubeLula anunciou a proposta em 15 de outubro, em vídeo publicado nas redes sociais. Na ocasião, relacionou a gratuidade no transporte público ao fim da escala de trabalho 6×1.
“Eu vou mandar uma PEC também para o Congresso Nacional, garantindo passe livre no final de semana”, declarou o presidente.
A implementação ocorreria de forma gradual e dependeria da adesão das prefeituras. A proposta prevê gratuidade nos ônibus municipais, sem excluir outros meios de transporte, como trens, metrôs e veículos leves sobre trilhos (VLTs).
Tarifa zero estava nos planos do PT
A medida já estava entre as propostas avaliadas pelo PT para uma eventual campanha presidencial em 2026, mas ficou fora do plano de governo de Lula. Os custos e a complexidade do financiamento dificultaram o avanço da iniciativa.
Em agosto, Giancarlo Gama, assessor da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades e integrante da equipe de mobilidade urbana da campanha petista, afirmou a jornalistas que a política de tarifa zero é “complexa” e exige mudanças estruturais.
Na mesma cerimônia no Palácio do Planalto, Lula sancionou o Projeto de Lei Complementar (PLP) que eleva para R$ 140 mil o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e prevê o perdão de dívidas desses empreendedores.
Flávio aciona TSE contra campanha de Lula
Petição atribui a André Janones (Rede-MG) mobilização de grupos para impulsionar buscas no Google e publicações sobre o senador nas redes sociais
Victória Batalha
Os advogados de Flávio Bolsonaro (PL) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e acusaram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva de organizar uma operação para influenciar os resultados de buscas no Google. A ação atribui ao deputado André Janones (Rede-MG) a mobilização de seguidores para promover pesquisas relacionadas a Bolsonaro.
Segundo a petição, Janones, administrador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, teria pedido aos milhares de inscritos que pesquisassem no Google a frase “Bolsonaro mandou matar Lula” e publicassem hashtags no X. A iniciativa teria ocorrido em 20 de outubro, entre 16h47 e 17h59.
Exército do Lula, canal de WhatsApp administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência BrasilAção cita buscas no Google e publicações no X
Os advogados afirmam que o deputado pretendia divulgar novos termos de pesquisa diariamente. Conforme o documento, Janones teria anunciado a intenção de sugerir uma nova busca a cada 24 horas até a eleição.
A petição também sustenta que ele orientou os participantes a apresentarem a mobilização de maneira aparentemente imparcial, com o objetivo de evitar a moderação das plataformas. Essa interpretação se baseia, segundo os autores da ação, em áudios e legendas atribuídos ao administrador do canal.
O documento menciona ainda a repercussão dos termos nas plataformas digitais. De acordo com os advogados, a frase apareceu no Google Trends, ferramenta que registra variações no interesse por pesquisas, e figurou entre os assuntos do momento no X. Para os autores da ação, esses registros revelariam que a mobilização buscava fazer os algoritmos reconhecerem o tema como relevante.
A petição também cita outras páginas e grupos que teriam divulgado o conteúdo. Entre eles estão o perfil @lulaversoficial e o grupo “Lulaverso”. Segundo os advogados de Flávio Bolsonaro, essas páginas compartilharam links preparados para facilitar pesquisas pelo termo no Google.
As alegações constam da ação apresentada ao TSE. O relato descreve a versão dos advogados de Flávio Bolsonaro e as condutas que eles atribuem a Janones e a outros participantes da mobilização.
Nikolas defende liberdade de imprensa e saída de ‘frutas podres’ do STF
Deputado do PL critica atuação dos ministros durante encontro com o jornalista Luís Pablo, investigado depois de publicar reportagens sobre Flávio Dino
Mateus ConteNikolas Ferreira grava vídeo ao lado do jornalista Luis Pablo | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/@luispablojornalista
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 21, durante visita a São Luís, no Maranhão. O parlamentar participou de mais uma edição do “Bloquinho 22”, ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Durante a visita, Nikolas se encontrou com o jornalista maranhense Luís Pablo, que foi alvo de uma investigação depois de publicar reportagens sobre um suposto uso, por familiares de Dino, de um carro blindado cedido pelo governo do Maranhão ao STF.
Ao conversar com o deputado, Luís Pablo perguntou se ele acompanhava seu caso. Nikolas defendeu o reequilíbrio entre os Poderes e criticou a atuação do Supremo e a postura do Congresso Nacional.
“Primeiro, a gente precisa reequilibrar os Poderes. O STF domina tudo, toma as decisões, e o Congresso tem ficado de joelhos, tanto para o Judiciário quanto também para o Executivo”, declarou.
O deputado também mencionou Moraes e Dino. “Acho que o primeiro passo é a gente tirar esses frutos podres que estão aí no caminho, principalmente em relação a Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que inclusive é do Maranhão também”, afirmou.
Nikolas acrescentou que o impeachment é um instrumento democrático previsto na Constituição.
Investigação contra Luís Pablo
O jornalista publicou reportagens que questionavam o suposto uso, por familiares de Flávio Dino, de um veículo blindado cedido pelo governo maranhense ao STF. As publicações levantaram dúvidas sobre a utilização de um bem público para uma finalidade diferente daquela prevista.
Depois das reportagens, a Polícia Federal apreendeu equipamentos de trabalho de Luís Pablo por determinação judicial, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de perseguição, também conhecida como stalking, contra Dino.
O caso envolveu ainda a identificação de uma suposta fonte do jornalista. Segundo a Polícia Federal, um funcionário da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Assuntos Legislativos do Maranhão repassou informações a Luís Pablo.
Augusto Cury reforça apoio e pede votos para Flávio
3º colocado na disputa presidencial criticou Lula
Mateus Conte
O senador Flávio Bolsonaro compartilhou nesta quarta-feira, 21, um novo vídeo de apoio do escritor Augusto Cury, terceiro colocado nas eleições deste ano. Na gravação, Cury pediu votos ao candidato no segundo turno, marcado para domingo 25, e criticou a possibilidade de um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Sou contra radicalmente a reeleição, pois ela namora com a perpetuação do poder e com o personalismo”, afirmou. O escritor também associou a reeleição ao surgimento do peronismo na Argentina e do chavismo na Venezuela.
Cury criticou ainda a política econômica do governo Lula. Segundo ele, o modelo adotado pelo presidente “asfixiou a economia do Brasil”. O escritor citou o endividamento das famílias brasileiras, que chegou a 82% em agosto. “O dinheiro não garante a felicidade, mas a falta de dinheiro garante a ansiedade”, declarou. “Os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.”
Ao explicar seu apoio a Flávio, Cury destacou que recebeu compromissos sobre medidas que considera prioritárias. “Estou apoiando o Flávio nesse segundo turno não como um cheque em branco”, disse. “Ele olhou nos meus olhos, foi humilde, reconheceu que é imperfeito e que vai lutar pelo fim da reeleição e também por juros muito mais baixos, chamando grandes especialistas.”
O escritor também defendeu a proteção das mulheres e o aumento da produção de alimentos. Ao encerrar o vídeo, incentivou os eleitores a considerarem o voto em Flávio e a cobrarem o cumprimento das propostas. Cury já havia anunciado apoio ao senador em 8 de outubro, depois de disputar o primeiro turno da eleição presidencial, no qual recebeu 3,4 milhões de votos.
Flávio recebe apoios
Flávio também compartilhou nos stories do Instagram vídeos de apoio dos ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Junior (PSD), do Paraná.
Zema incentivou os eleitores a buscarem novos votos para o candidato. “Cada voto importa”, afirmou. “Fala aí com todos, ganha aí mais um voto. Nesse domingo é Flávio, é 22.” O mineiro já havia declarado apoio ao senador depois do primeiro turno, no qual terminou em sexto lugar, com 0,27% dos votos válidos.
Ratinho Junior dirigiu-se aos eleitores indecisos e criticou a continuidade do mesmo grupo político no governo federal. “Não é possível a gente ter um resultado diferente tendo as mesmas atitudes”, afirmou. “O Brasil já está há 20 anos com o mesmo grupo político fazendo o mesmo tipo de política.”
O governador defendeu propostas de modernização da educação, incluindo o ensino de robótica e educação financeira nas escolas. Também mencionou melhorias na infraestrutura, geração de empregos, instalação de novas indústrias e redução do custo dos alimentos.
“É só dessa forma, é tendo uma atitude diferente para mudar o Brasil”, declarou o governador, que encerrou o vídeo com um pedido de votos a Flávio no segundo turno. Ratinho Junior já havia anunciado apoio ao senador em 10 de outubro.
Deltan alerta sobre suposto 'golpe judicial' contra Flávio antes do 2º turno
O senador eleito afirma que Alexandre de Moraes estaria por trás de suposta 'armação' para favorecer Lula nas eleições
Yasmin AlencarO senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) divulgou um vídeo na noite desta quarta-feira, 21, no qual alerta para rumores de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estaria preparando uma operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
De acordo com Dallagnol, o objetivo de Moraes seria interferir no resultado das eleições e favorecer a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25. O parlamentar afirmou que a operação poderia ocorrer “a qualquer momento” nos próximos dias.
“Moraes está disposto a tudo”, disse Dallagnol. “A eleição de Lula é uma questão de vida e morte para Moraes, porque ele só vai sair impune se o Lula vencer.” Ele também citou suspeitas de envolvimento do ministro em supostos casos de corrupção e abuso de poder.
Abuso e perseguição judicial
Ao final do vídeo, Dallagnol fez um apelo para que os eleitores votem em Flávio no segundo turno como forma de combater o que chamou de “abuso e perseguição judicial”. O político classificou uma eventual operação como um “golpe judicial na eleição”.
As últimas pesquisas de intenção de voto mostram um cenário apertado na corrida presidencial. O Datafolha, divulgado nesta quarta-feira, aponta Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.
Ofensiva de Flávio busca reduzir vantagem de Lula no Nordeste
Campanha aposta em atos presenciais e vídeos nas redes sociais para conquistar eleitores na reta final do 2º turno
Lucas CheiddiSenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em ato de campanha no norte do Rio de Janeiro | Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou a campanha no Nordeste para conquistar eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno e atrair brasileiros insatisfeitos com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia busca diminuir a vantagem petista na região e ampliar a votação nacional do candidato no segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25.
O liberal participou de uma agenda em Fortaleza nesta quarta-feira, 21, enquanto aliados mobilizam apoiadores em diferentes capitais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou por Salvador, Teresina e Aracaju, com caminhadas previstas no Recife e novamente em Fortaleza. Os eventos incluem o chamado Bloquinho do 22, com trios elétricos e manifestações nas ruas.
Vídeos de Nikolas para conquistar eleitores a Flávio

Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro em ato de campanha | Foto: Reprodução/site PL/Isaque Ramos/ Rodrigo Gomes
Além das agendas presenciais, Nikolas utiliza as redes sociais para tentar convencer eleitores indecisos. O deputado publicou relatos sobre dificuldades financeiras e frustrações com promessas do governo petista para a região. Um dos vídeos alcançou 155 milhões de visualizações no Instagram até a tarde de quarta-feira.
A campanha enfrenta resistência eleitoral no Nordeste. Pesquisa Quaest divulgada na quarta mostra Lula com 61% das intenções de voto na região, contra 31% de Flávio. No cenário nacional, a disputa aparece mais equilibrada: o senador tem 45%, e o presidente, 44%, em empate técnico.
No primeiro turno, Lula venceu nos nove Estados nordestinos e obteve cerca de 21,5 milhões de votos. Flávio recebeu mais de 10,4 milhões. A região reúne 43,5 milhões de eleitores, equivalentes a 27,42% do eleitorado brasileiro.
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