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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Inadimplência atinge maior nível da série histórica

Programas de renegociação de dívidas não resolvem problema, alerta especialista

Fábio Bouéri

Cerca da metade da população adulta brasileira está inadimplente, segundo dados do Serasa | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A taxa média de inadimplência das operações de crédito no Brasil alcançou 4,7% em maio de 2026, o maior patamar desde o início da série histórica do Banco Central, em 2011. O indicador, divulgado pela autoridade monetária, considera as operações com atraso superior a 90 dias no Sistema Financeiro Nacional e aponta para um cenário de crescente pressão sobre as finanças das famílias brasileiras.

Embora não represente o porcentual de brasileiros inadimplentes, o índice evidencia o aumento das dificuldades no pagamento de empréstimos e financiamentos. O dado se soma a outros indicadores recentes, como o elevado nível de endividamento das famílias e o levantamento da Serasa que aponta a existência de 81,7 milhões de consumidores inadimplentes em 2026.

Inadimplência não se resolve com programas emergenciais

Na avaliação de Carlos Akira Sato, cofundador da Syscapial e especialista em educação financeira, o aumento da inadimplência revela um problema estrutural que vai além da renegociação de dívidas. Segundo ele, programas destinados à regularização de débitos são importantes para aliviar a situação de quem enfrenta dificuldades financeiras, mas não resolvem a origem do problema.
O especialista em educação financeira Carlos Akira Sato | Foto: Divulgação/Equipe Carlos Akira Sato

De acordo com o especialista, o Brasil ainda não oferece uma formação financeira consistente desde os primeiros anos da vida escolar. Para Akira, muitos brasileiros passam a ter informações de questões econômicas quando já estão com problemas.

“Formamos consumidores antes de formar cidadãos financeiramente conscientes”, afirma o especialista. “Muitas pessoas aprendem sobre juros, crédito e endividamento da pior forma possível: quando já estão enfrentando problemas financeiros. Isso gera um ciclo que se repete de geração em geração.”

A análise defende que a prioridade seja a formação de poupadores antes da criação de uma cultura de investimentos. Na avaliação dele, a educação financeira deve ensinar conceitos como:

organização do orçamento;
impacto dos juros;
diferença entre consumo e patrimônio; e
hábito de poupar.

Akira também afirma que a responsabilidade pela educação financeira não deve recair exclusivamente sobre o poder público. Segundo ele, empresas, instituições financeiras, fintechs e plataformas digitais também têm papel relevante na disseminação desse conhecimento.

“Educação financeira não é filantropia, é infraestrutura econômica”, avalia Akira. “Um consumidor financeiramente saudável compra melhor, paga melhor e mantém relações mais sustentáveis com o mercado. A inadimplência recorde registrada hoje é mais do que uma notícia econômica: é um diagnóstico de que o Brasil precisa investir na formação de poupadores para construir um futuro financeiro mais sólido.”

Governo Lula apresenta plano aos EUA para tentar evitar tarifaço

Documento prevê redução de tarifas de importação em cerca de 300 produtos

Mateus Conte

Trump e Lula se cumprimentam durante encontro nesta quinta-feira, 7, em Washington | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou aos Estados Unidos um plano de negociação para tentar evitar a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros anunciada por Washington. A proposta foi discutida nesta quinta-feira, 2, durante reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.

O documento, cujo conteúdo integral permanece sob sigilo, reúne medidas que, na avaliação do governo brasileiro, respondem aos questionamentos apresentados pelos EUA sem comprometer interesses considerados estratégicos para o país, conforme apuração do portal Poder360.

Entre as propostas está a possibilidade de reduzir tarifas de importação em cerca de 300 linhas de produtos, principalmente nos setores de máquinas, equipamentos, tecnologia da informação e equipamentos hospitalares. A redução seria aplicada a todos os parceiros comerciais, em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio, e não apenas aos EUA.

Segundo o ministério, as equipes técnicas dos dois países voltarão a se reunir no começo da próxima semana. Um novo encontro de alto nível também está previsto antes de 15 de julho, data em que o governo norte-americano deve decidir se vai aplicar ou não as sanções.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comenta as tarifas impostas a outros países no Rose Garden da Casa Branca, em Washington, DC, EUA – 2/4/2025 – Foto: Carlos Barria/Reuters
Pix fica fora da negociação de Lula

O governo brasileiro também propôs ampliar garantias em seis áreas investigadas pelos EUA: comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. A intenção é demonstrar que essas políticas não criam distorções comerciais nem discriminam empresas norte-americanas.

Ao mesmo tempo, o Brasil manteve alguns temas fora da mesa de negociação. O Pix, por exemplo, permanece como assunto inegociável. Da mesma forma, o governo informou que não pretende discutir questões ligadas à política interna, como decisões do Supremo Tribunal Federal e assuntos relacionados à família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, Elias Rosa afirmou que o diálogo entre os dois países “tem sido construtivo”, mas reconheceu que será necessário mais tempo para detalhar as propostas e aproximar posições. Segundo o ministro, as discussões fazem parte das negociações pós-encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

A investigação conduzida pelos EUA tem como base a Seção 301, ferramenta da legislação norte-americana que permite apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país. A consulta pública sobre o caso brasileiro segue aberta até 6 de julho, haverá uma audiência pública no dia 7 e a decisão sobre a eventual aplicação das tarifas está prevista para 15 de julho.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 32 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3026; quina premiou 50 apostas e quadra tem quase 4 mil ganhadores

Fábio Bouéri

Dezenas sorteadas no concurso 3026 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3026 da Mega-Sena, sorteado na noite desta quinta-feira, 2, no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, o prêmio principal acumulou. A estimativa da Caixa Econômica Federal para o próximo concurso, que será realizado no sábado 4, é de R$ 32 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 14 – 19 – 42 – 45 – 48 – 54.

De acordo com a Caixa, nenhuma aposta acertou os seis números sorteados. Na faixa da quina, 50 apostas fizeram cinco acertos e cada uma receberá R$ 44.356,88.

Já a quadra registrou 3.811 apostas vencedoras. Cada ganhador receberá um prêmio de R$ 831,08.

O próximo sorteio da Mega-Sena ocorrerá no sábado (4), com prêmio estimado em R$ 32 milhões para quem acertar as seis dezenas.

Defesa pede ao STF que descarte falta grave em caso da arma de Bolsonaro

Advogados citam parecer da PGR para defender a manutenção da prisão domiciliar

Mateus Conte

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar em Brasília | Foto: Reprodução/X

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que descarte em definitivo a hipótese de falta grave relacionada à pistola registrada em seu nome e apreendida com um agente de sua segurança. Em manifestação enviada nesta quinta-feira, 2, os advogados também informaram que Bolsonaro não tem interesse em reaver a arma.

Segundo a defesa, o pedido se apoia na conclusão da Polícia Civil do Distrito Federal, que não responsabilizou Bolsonaro pelo episódio, e no parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também não identificou elementos para caracterizar falta disciplinar capaz de alterar o regime de cumprimento da pena, conforme apuração da CNN Brasil.

Defesa de Bolsonaro cita investigação e parecer da PGR

De acordo com a manifestação, a investigação concluiu que a pistola possuía registro válido em nome de Bolsonaro e que sua retirada da residência ocorreu por iniciativa exclusiva do sargento Estácio Leite da Silva Filho, sem autorização ou determinação do ex-presidente. A Polícia Civil indiciou o militar por porte ilegal de arma de fogo.

Segundo o UOL, a corporação concluiu que o agente transportava uma arma registrada em nome de terceiro sem autorização do proprietário e em desacordo com as exigências legais. Em depoimento, o sargento afirmou que havia retirado a pistola da residência de Bolsonaro para verificar um defeito no equipamento.
Alexandre de Moraes em Sessão da Primeira Turma do STF (16/06/2026) | Foto: Luiz Silveira/STF

A defesa também destacou o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro. Embora a PGR tenha concordado que não houve falta disciplinar atribuível ao ex-presidente, o órgão defendeu a manutenção da apreensão da arma por considerar incompatível sua posse com a atual condição jurídica de Bolsonaro.

O caso ainda influencia a análise sobre a prorrogação da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente por razões de saúde. Moraes determinou que a defesa e a PGR se manifestassem depois da conclusão do inquérito da Polícia Civil antes de decidir sobre o tema.

Nos EUA, mulher de Ramagem pede licença para disputar as eleições

Procuradora do Estado de Roraima vive no exterior desde o fim de 2025 e solicitou afastamento do cargo dentro do prazo de desincompatibilização

Isabela Jordão

O casal Rebeca e Alexandre Ramagem, durante evento social | Foto: Reprodução/Instagram/@rebecaramagem

A mulher do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, pediu licença do cargo de procuradora do Estado de Roraima para concorrer nas eleições deste ano. O requerimento foi protocolado no último dia 15 e não informa qual cargo ela pretende disputar.

O afastamento ocorre dentro do prazo legal de desincompatibilização exigido para servidores públicos candidatos. No pedido de licença, Rebeca anexou sua ficha de filiação ao PL do Rio de Janeiro, legenda à qual é filiada desde março de 2022.

Rebeca mora no Estado norte-americano da Flórida desde o fim de 2025. Em perfis nas redes sociais, ela se apresenta como “exilada política”. Ela deixou o Brasil para se juntar ao marido, que foi para os Estados Unidos em setembro, no mesmo período em que foi condenado a 16 anos de prisão por participação na suposta tentativa de golpe.

Rebeca é procuradora em Roraima e não recebe salário desde dezembro de 2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Em novembro, Ramagem passou a ser alvo de um mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Nas eleições municipais de 2024, ele foi candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Presidente do PL na capital fluminense, Bruno Bonetti afirmou que a procuradora pode disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, embora ainda seja necessário verificar a viabilidade jurídica da candidatura.

“Todo mundo que é filiado ao partido pode se colocar na condição de pré-candidato”, declarou ao jornal O Globo. “Ela é um nome excepcional para se lançar.”

Ex-deputado Ramagem (PL-RJ) foi condenado pelo STF pela participação na suposta tentativa de golpe | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Um despacho do Departamento de Recursos Humanos da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) datado de 30 de junho registra que Rebeca está “quite com a Justiça Eleitoral e não possui registro de condenação criminal eleitoral transitada em julgado”. O documento também informa que ela não recebe salário desde dezembro de 2025, quando o pagamento foi suspenso por decisão do STF.

Desde que se mudou para os Estados Unidos, Rebeca acumulou períodos de férias, prorrogações e licenças, permanecendo mais de sete meses sem exercer suas funções. Atualmente, usufrui de uma licença-prêmio por assiduidade concedida em março de 2026, relativa ao período de 2020 a 2025. O benefício termina em 7 de julho.

Em nota, a PGE-RR confirmou que a licença-prêmio “se encerra no dia 7 de julho, conforme portaria interna de 6 de março de 2026”. Desde 2020, Rebeca está lotada na Coordenadoria da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima em Brasília, responsável por acompanhar ações nos tribunais superiores.
Alexandre Ramagem foi diretor-geral da Abin durante o governo Bolsonaro | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dados do Portal da Transparência indicam remuneração mensal de aproximadamente R$ 46 mil.

Ida de Ramagem para os EUA

Em dezembro, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que Alexandre Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina, sem passar por controle migratório. “Foi via Guiana, saindo clandestinamente do Brasil, não passando por nenhum ponto migratório, embarcando do Aeroporto de Georgetown para Miami”, disse.

Ramagem chegou a Boa Vista na noite de 9 de setembro, data em que Alexandre de Moraes leu o voto que condenou os integrantes do núcleo central da suposta tentativa de golpe. No dia seguinte, atravessou a fronteira para a Guiana e, em 11 de setembro, embarcou de Georgetown para Miami com passaporte diplomático de parlamentar. Desde então, permanece na Flórida ao lado da mulher e das filhas.

AtlasIntel: Alcolumbre e Motta lideram rejeição entre líderes políticos


Presidentes do Senado e da Câmara registram os piores índices de imagem; levantamento tem 17 nomes avaliados

Isabela Jordão

Alcolumbre e Motta, durante coletiva de imprensa antes de evento com delegações do Brics | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (União Brasil-PB), são os líderes políticos com pior imagem entre os brasileiros, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira, 3. Os dois concentram índices de rejeição superiores a 88%, e nenhum dos 17 nomes avaliados pelo levantamento alcança saldo positivo entre imagem favorável e desfavorável.

De acordo com a pesquisa, Alcolumbre registra o pior desempenho da lista, com 90% de imagem negativa e apenas 2% de avaliação positiva. Em seguida aparecem Hugo Motta e o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), ambos com 88% de imagem negativa e 3% de avaliação positiva.

O levantamento também mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o ranking de imagem favorável, com 46%. Ainda assim, sua avaliação negativa é superior, alcançando 54%, o que impede o petista de obter saldo positivo. A situação se repete entre todos os demais políticos analisados, sempre com o índice de rejeição acima da aprovação.

Foto: Reprodução/AtlasIntel

Na lista de imagem positiva, Lula é seguido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com 45%, e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 44%.

Na sequência aparecem:

O ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), com 43% de imagem positiva;
O ex-presidente Jair Bolsonaro, com 42%;
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com 39%;
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 38%;
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ambas com 35%;
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, com 33%;
Os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO), empatados com 32%.

Entre os nomes de maior projeção nacional, Jair Bolsonaro apresenta 58% de avaliação negativa. Lula e Fernando Haddad aparecem empatados, ambos com 54% de imagem desfavorável.Foto: Reprodução/AtlasIntel
Joaquim Barbosa tem menor índices de rejeição

No extremo oposto do ranking de rejeição, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa registra o menor índice de imagem negativa, com 41%. Em seguida aparecem Tarcísio de Freitas, com 48%, e Geraldo Alckmin, com 50%.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada no âmbito do projeto Latam Pulse e entrevistou 4.999 brasileiros adultos entre 26 e 30 de junho de 2026. As entrevistas ocorreram por meio da metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), que seleciona participantes durante a navegação na internet em computadores e dispositivos móveis.

A margem de erro declarada pelo instituto é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026.

Empresa sob sanção dos EUA por ligação com PCC integra rede de fintechs na Faria Lima

Tesouro norte-americano aplicou sanções a dois brasileiros e quatro empresas

Letícia Alves

A escultura da baleia fica na praça em frente ao Teatro B32, localizado na avenida Faria Lima | Foto: Marcelo Justo

O governo dos Estados Unidos aplicou sanções a dois brasileiros e quatro empresas por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida atinge a Pixwave Soluções de Pagamentos, empresa que integra uma rede de fintechs com conexões na região da Faria Lima, em São Paulo. As informações são do portal Metrópoles.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou as sanções na quarta-feira 2. Esta é a primeira ação do tipo desde que o governo do presidente Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A decisão determina o bloqueio de bens e ativos dos sancionados sob jurisdição norte-americana. A norma também proíbe cidadãos e empresas dos EUA de negociar com eles. Além disso, a regra prevê punições a instituições financeiras estrangeiras que realizarem transações relevantes com os envolvidos.

Apesar da medida, o promotor do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, afirmou à rádio CBN que não vê indícios, até o momento, de que os sancionados tenham ligação com a facção criminosa.

As empresas atingidas são Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, de Portugal. Os brasileiros sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

Alvos dos EUA por suposta ligação com PCC

Shimada e a WTBO Consultoria em Gestão Empresarial são os sócios da Pixwave. O empresário Paulo Morais Silva representa a WTBO. Ambos mantêm relações com uma rede de fintechs. Parte dessas empresas fica na região da Faria Lima.

A Pixwave presta serviços financeiros, conforme a Receita Federal. O Tesouro dos EUA afirma que Shimada utilizava suas empresas para intermediar operações financeiras entre criminosos nos Estados Unidos e no Brasil. As acusações incluem o envio de US$ 30 milhões ao Brasil por meio de criptoativos.

A WTBO funcionava na avenida Faria Lima até dezembro, mas transferiu sua sede para o bairro da Água Branca, na zona oeste de São Paulo. No mesmo período, o capital social da firma passou de cerca de R$ 100 mil para R$ 9 milhões.

A empresa atuava como correspondente bancária do Ouribank até a aplicação das sanções. O banco informou que descredenciou a WTBO “tendo em vista a relação com a empresa que foi sancionada”. Além disso, a instituição acrescentou que a empresa estava inativa desde 2024.

A WTBO também mantém participação em outras fintechs, como a Banklabs Partners, localizada na avenida Juscelino Kubitschek. O cadastro da Junta Comercial mostra que a empresa divide o mesmo endereço com a Victory Trading, outra companhia sancionada pelos Estados Unidos. A Banklabs funcionava no mesmo endereço atualmente registrado pela Pixwave antes da mudança.

Paulo Morais Silva também participa de empresas do setor financeiro em São Paulo, Jundiaí e Vila Velha (ES). WTBO, Banklabs e o empresário não responderam aos contatos da reportagem até a publicação.

EUA acusam empresário de lavagem de dinheiro para facção

Documentos da Justiça dos Estados Unidos indicam que Shimada seria conhecido como “Japa”. Já Stella apareceria com os apelidos “Prima” e “Lara Croft”. As autoridades norte-americanas afirmam que ambos facilitaram a movimentação e a lavagem de dinheiro para fornecedores de drogas. Entre eles está Manuel Garcia-Urrea, conhecido como Manny ou M, no México.
Victor Shimada é considerado foragido; os EUA o identificam como um “elo fundamental” entre operadores financeiros e integrantes do PCC | Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os documentos também citam atuação conjunta com facilitadores nos EUA. O grupo inclui Ygor Fokin Saviolli, conhecido como YG e Boa Sorte. Os envolvidos utilizaram bancos norte-americanos para ocultar recursos do tráfico de drogas antes de reenviá-los aos fornecedores.

As investigações ainda atribuem ao grupo a ocultação de cerca de US$ 30 milhões em cidades como Miami, Chicago, Los Angeles, Houston, Seattle, Denver e outras localidades dos Estados Unidos.

A defesa de Victor Henrique de Oliveira Shimada enviou nota ao Metrópoles. Os advogados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos documentos oficiais nem aos elementos que fundamentaram as sanções. Segundo a defesa, isso impede uma manifestação específica sobre o caso.

Flávio, sobre Lula: 'É o único que quer o tarifaço' dos EUA

Em publicação no X, senador rebateu críticas do presidente e negou apoio à medida avaliada pelos Estados Unidos

Lucas Cheiddi
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em entrevista coletiva – 13/3/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Em meio ao debate sobre possíveis tarifas dos Estados Unidos a produtos brasileiros, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contestou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta quinta-feira, 2. O parlamentar e pré-candidato à Presidência da República negou envolvimento no suposto apoio à medida e responsabilizou o petista pela crise.

Em publicação na rede X, Flávio afirmou que Lula “é o único interessado” na aprovação das novas tarifas. O senador ainda essaltou que o presidente teria adotado postura provocativa e se recusado a negociar em defesa dos interesses nacionais.

O filho de Jair Bolsonaro utilizou sua conta oficial para alegar que Lula teria feito lobby em favor de organizações criminosas. Entre elas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O objetivo seria evitar que recebessem classificação como terroristas, conforme a fala.

“Lula é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros”, escreveu o senador. “Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas.”

Acusações sobre atuação internacional do governo

O liberal também acusou o governo petista de ter prejudicado a imagem do Brasil ao atuar, durante a gestão de Donald Trump, para impedir a classificação de facções brasileiras como terroristas. Segundo Flávio, Lula teria “ignorado o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas” e buscado transformar possíveis sanções em argumento político para “defesa da soberania”.

No mesmo pronunciamento, Flávio Bolsonaro afirmou ter defendido a tecnologia Pix em conversas com Trump e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, diante de investigações norte-americanas que poderiam resultar em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

“Na próxima semana, volto aos Estados Unidos para reforçar essa defesa”, disse. “Meu pedido é simples: não imponham tarifas ao Brasil. Não punam os brasileiros pelos erros do lulopetismo.”

Troca de acusações entre Lula e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro são pré-candidatos à Presidência da República | Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Jefferson Rudy/Agência Senado

Lula, por sua vez, declarou nesta quinta-feira, 2, que o Brasil “não está à venda”. Ele criticou o pedido de Flávio ao governo Trump para que a aplicação das tarifas não ocorra até depois das eleições de outubro. Também em rede social, o presidente afirmou que não há justificativa para a imposição de novas taxas, independentemente do calendário eleitoral.

A manifestação de Lula foi uma resposta ao documento enviado por Flávio Bolsonaro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na quarta-feira 1º. Nele, o senador sugere que o adiamento das tarifas por 180 dias poderia evitar o fortalecimento político de Lula em ano eleitoral.

O presidente atribuiu a origem da medida a articulações da família Bolsonaro e classificou a carta como “mais uma atitude de traidores da pátria”. “O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros”, declarou.

Morre Netto Araújo, ex-vocalista da Cavaleiros do Forró, aos 42 anos

Cantor marcou o forró com sucessos como "Mar de Doçura" e "Não Pegue Esse Avião"

Por Victoria Isabel
Neto Araújo - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O cantor Netto Araújo, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró, morreu nesta quinta-feira, 2, aos 42 anos. Até o momento, as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidas.

Netto Araújo ficou conhecido nacionalmente por sua trajetória na Cavaleiros do Forró, banda da qual fez parte em dois períodos: entre 2004 e 2005 e, posteriormente, de 2019 a 2021. Durante sua passagem pelo grupo, interpretou sucessos como "Mar de Doçura" e "Não Pegue Esse Avião", músicas que marcaram sua carreira no forró.

Após deixar a banda, o cantor seguiu na música e, atualmente, comandava a banda Collo de Menina, que em nota no Instagram lamentou a partida do artista:

"Com profundo pesar, nos despedimos de alguém que marcou para sempre a história da Collo de Menina. Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que hoje compartilham dessa dor.

A memória que permanece é a de um artista apaixonado pela música, de um companheiro querido e de alguém que deixou sua marca através do talento, do sorriso e da alegria que levava por onde passava. Sua história seguirá viva na Collo de Menina e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Que Deus conforte o coração de todos neste momento de imensa saudade".

A morte de Netto Araújo repercutiu entre fãs e artistas do gênero, que lamentaram a perda de um dos nomes do forró. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.

Marcos Oliveira, o Beiçola de ‘A Grande Família’ é internado

Conhecido como Beiçola, Marcos Oliveira tem 70 anos e segue sob cuidados médicos
Marcos Oliveira mora em instituição de acolhimento de artistas - Foto: Reprodução | Instagram

Longe das telas e ainda lembrado pelo público como o Beiçola de “A Grande Família”, o ator Marcos Oliveira, de 70 anos, está internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A informação foi confirmada pela unidade de saúde, que informou não estar autorizada a divulgar detalhes sobre o motivo da internação nem sobre o estado clínico do artista.

O ator vive desde 2025 no Retiro dos Artistas, onde ocupa uma residência doada pela atriz Marieta Severo, sua colega de elenco no seriado “A Grande Família”. O espaço é voltado ao acolhimento de profissionais da classe artística.

Nos últimos meses, Marcos Oliveira também tornou públicas dificuldades relacionadas à saúde e à situação financeira, que passaram a fazer parte de sua rotina fora da televisão.

Caminhão que carregava 11 carros da BYD pega fogo na Bahia

Incêndio ocorreu em trecho de Alagoinhas, no interior da Bahia

Por Gustavo Zambianco
Caminhão-cegonha que pegou fogo - Foto: Divulgação | CBM-BA

Um caminhão-cegonha que transportava 11 carros elétricos zero quilômetro da montadora chinesa BYD pegou fogo no início da tarde desta quinta-feira, 2, na BR-101, em Alagoinhas, município localizado a cerca de 48 quilômetros de Feira de Santana.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o incêndio ocorreu por volta das 12h50, no km 95 da rodovia.

De acordo com o motorista, as chamas começaram em um dos veículos que estava na plataforma inferior da carreta e se espalharam rapidamente para os demais automóveis transportados.

Incêndio interditou parcialmente a rodovia

Por causa da ocorrência, a BR-101 teve uma das faixas parcialmente interditada, e o tráfego passou a operar no sistema de siga e pare.

A circulação de veículos foi totalmente normalizada por volta das 14h, após a atuação das equipes de emergência.

Bombeiros controlaram as chamas

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA) informou que o combate ao incêndio durou aproximadamente uma hora e meia.

Apesar da intensidade das chamas, ninguém ficou ferido.
Caminhão-cegonha que pegou fogo - Foto: Divulgação | PRF

Segundo a corporação, ainda não foi possível identificar o que provocou o incêndio. As causas serão determinadas após a realização da perícia técnica.
Prejuízo ainda é desconhecido

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o valor da carga transportada nem a estimativa dos prejuízos provocados pelo incêndio. A situação segue sendo investigada

TJ-SP suspende decisão que obrigava SBT a exibir direito de resposta de Erika Hilton

Medida representa uma vitória provisória para a emissora e o apresentador

Por Luan Julião
A deputada federal Erika Hilton e o apresentador Ratinho - Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/ Lourival Ribeiro/SBT

O SBT e o apresentador Ratinho conseguiram, de forma provisória, uma decisão favorável no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que altera o andamento de uma disputa judicial envolvendo a deputada federal Erika Hilton.

Nesta quinta-feira, 2, o desembargador Mario Chiuvite Júnior, da 3ª Câmara de Direito Privado, decidiu suspender a determinação que obrigava a emissora a exibir um direito de resposta solicitado pela parlamentar. A exigência ficará interrompida até que o recurso apresentado pelo canal seja analisado em instância superior.

A decisão representa uma reviravolta temporária no caso, que vinha sendo conduzido desde uma sentença anterior da Justiça paulista.

Decisão anterior havia imposto direito de resposta

O impasse teve origem em junho, quando o juiz André Della Latta Cartaxo determinou que o SBT deveria abrir espaço para a manifestação de Erika Hilton. Na avaliação do magistrado, comentários feitos por Ratinho sobre a identidade de gênero da deputada ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.

Naquele momento, a Justiça entendeu que a parlamentar deveria ter direito de resposta no mesmo formato e com a mesma visibilidade da declaração original, entendimento que chegou a ser revelado pela coluna Fábia Oliveira.

Recurso muda o rumo da decisão

Após a determinação, o SBT recorreu ao Tribunal de Justiça alegando que cumprir imediatamente a ordem poderia gerar efeitos irreversíveis caso a sentença fosse modificada posteriormente.

Ao analisar o pedido, o desembargador responsável acolheu o argumento da emissora e suspendeu temporariamente a obrigação. Ele entendeu que, neste estágio do processo, não há risco de prejuízo imediato à deputada enquanto o caso segue em análise.

Declarações de Ratinho motivaram ação judicial

A disputa judicial começou em março, após comentários feitos por Ratinho durante um programa, ao comentar a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

Na ocasião, ele afirmou:

“Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”

Em seguida, declarou:

“Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”

E completou:

“Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Elas não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela. Ela é boa de prosa”

Além do direito de resposta já discutido em primeira instância, Erika Hilton também acionou a Justiça em outras frentes. Entre elas estão um pedido de investigação criminal, uma ação por danos morais coletivos no valor de R$ 10 milhões e uma representação junto ao Ministério das Comunicações.

Bahia registra queda no preço do gás de cozinha após novo reajuste

Queda foi aplicada pela Acelen no valor cobrado às distribuidoras de gás na Bahia

Botijões de gás de cozinha empilhados - Foto: Marcello Casal | Agência Brasil

O preço do gás de cozinha na Bahia voltou a recuar após um reajuste aplicado pela Acelen, responsável pela Refinaria Mataripe. A mudança começou a valer na quarta-feira, 1 e já repercute no mercado ao longo desta quinta-feira, 2.

A redução aplicada pela concessionária foi de 6,9% no valor da tonelada vendida às distribuidoras. O produto passou de R$ 4.281 para R$ 3.985, segundo dados da própria empresa.

Na ponta final da cadeia, o impacto tende a ser mais discreto, mas deve chegar ao consumidor. O Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas) estima que o alívio no botijão pode alcançar até R$ 4, dependendo da revenda.

A queda atual contrasta com o movimento do mês anterior, quando o setor registrou um aumento de 10%. Na ocasião, o botijão encareceu cerca de R$ 10 em todo o estado.

A Acelen afirma que os reajustes seguem uma dinâmica de mercado. Em nota, a empresa explicou que os preços da Refinaria de Mataripe são calculados com base em fatores como cotação internacional do petróleo, variação do câmbio e custos logísticos.

A concessionária reforça que esses valores não são fixos e podem oscilar periodicamente, acompanhando tanto altas quanto quedas desses indicadores. Segundo a empresa, a política adotada segue critérios técnicos e padrões internacionais do setor.
quarta-feira, 1 de julho de 2026

Passagem das barquinhas entre Petrolina e Juazeiro terá reajuste nesta quarta

O reajuste para R$ 3,50 entra em vigor no dia 1º e foi motivado pela alta dos combustíveis. O serviço é uma alternativa ao trânsito na ponte Presidente Dutra.
Barquinha que faz a travessia entre Petrolina, PE, a Juazeiro, BA — Foto: Amanda Franco/ G1

Por g1 Petrolina


O reajuste na tarifa da travessia entre as duas cidades vizinhas entra em vigor em 1º de junho, elevando o valor da passagem de R$ 3 para R$ 3,50.

Segundo a associação local, a alta dos combustíveis motivou o reajuste. O último aumento da tarifa ocorreu em janeiro de 2025, quando passou para R$ 3.

O transporte fluvial serve como alternativa para evitar o trânsito da ponte Presidente Dutra, além de atrair turistas para passeios pelo rio São Francisco.

As barcas operam diariamente com saídas a cada 15 minutos de segunda a sábado. O pagamento da passagem pode ser feito em dinheiro ou via Pix.


Prefeitura de Petrolina autoriza início da construção do Terminal das Barquinhas

A partir do dia 1º de julho, a passagem das barquinhas que fazem a travessia entre Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e Juazeiro, no Norte da Bahia, ficará mais cara. A tarifa passará de R$ 3 para R$ 3,50. O aumento começaria a valer no dia 1º de junho, mas foi adiado pela Associação de Travessia das Barquinhas.

Segundo o presidente da Associação de Travessia das Barquinhas, Luiz Raimundo Pereira, a alta no valor dos combustíveis foi o principal fator responsável pelo reajuste no preço das passagens.

O último aumento havia ocorrido em janeiro de 2025. Na ocasião, o bilhete passou de R$ 2,50 para R$ 3.

As barcas são um importante meio de transporte na região e conectam moradores das duas cidades. Além de ser uma alternativa para evitar o trânsito na ponte Presidente Dutra, o serviço atrai visitantes que aproveitam para fazer a travessia pelo rio São Francisco.

A viagem é feita todos os dias da semana. De segunda a sábado, o serviço é oferecido a cada 15 minutos, das 6h às 20h. Aos domingos, o funcionamento vai das 7h às 19h.

Os passageiros podem fazer o pagamento da tarifa em dinheiro ou por meio do Pix.

'Ladrão', 'diarreia absurda' e 'cárcere privado': Entenda a briga entre Gusttavo Lima e o prefeito de Surubim no São João

Cancelamento de show em Surubim (PE) após quadro de intoxicação alimentar gera troca de acusações entre Gusttavo Lima e o prefeito Cleber Chaparral |  Reprodução

por Redação Bnews

O cantor Gusttavo Lima e o prefeito de Surubim (PE), Cleber Chaparral (União Brasil), protagonizaram uma troca de acusações após o artista adiar pela segunda vez o show que faria no São João da cidade, no Agreste de Pernambuco, no sábado (27), mesmo tendo recebido R$ 1,353 milhão da prefeitura.

A situação escalou depois que o gestor chamou o cantor de “ladrão” em público e cobrou a devolução do cachê, enquanto o sertanejo alegou problemas de saúde para justificar a ausência.

Show adiado duas vezes e cancelamento

Inicialmente, Gusttavo Lima se apresentaria em 18 de junho em Surubim. O compromisso foi adiado pela equipe do artista e remarcado para o dia 27. No dia do evento, o cantor voltou a cancelar a apresentação e informou que estava doente.

No Instagram, Gusttavo Lima escreveu: “Galera de Surubim, mil desculpas por não comparecer ao show de hoje. Intoxicação alimentar. Traduzindo, caganeira mesmo. Tô numa diarreia absurda, fraco, suando frio”.

Horas antes do cancelamento, Gusttavo Lima se apresentou no Pátio do Forró, principal palco do São João de Pernambuco, em Caruaru.

Acusação do prefeito no palco

Após o anúncio do segundo adiamento, Cleber Chaparral subiu ao palco da festa em Surubim e criticou duramente o cantor, cobrando a devolução do dinheiro pago pelo contrato.

“É um ladrão de consciência, é um ladrão de dinheiro do povo. Gusttavo, para tu ser um homem, pega logo e devolve o dinheiro da prefeitura de Surubim. Tu não precisa de dinheiro da prefeitura, tu sois rico. Tu tem para dar e para emprestar, mas devolve logo, cumpre logo com teus compromissos”, disse o prefeito.

O gestor também afirmou que poderia reter o caminhão com os equipamentos do artista até a devolução do valor e pediu retratação pública nas redes sociais.

Contrato e devolução parcial do cachê
A prefeitura informou que Gusttavo Lima recebeu R$ 1,353 milhão pelo show. Após o cancelamento, a empresa Balada Eventos e Produções, responsável pelo artista, devolveu apenas parte do valor, segundo a gestão municipal.


A administração afirmou que a restituição não inclui impostos nem possíveis multas previstas em contrato. A quantia exata devolvida não foi divulgada.

Em nota, a prefeitura informou ainda que avalia medidas administrativas e jurídicas contra o cantor e sua equipe.

Reação de Gusttavo Lima
O cantor Gusttavo Lima reagiu às críticas feitas pelo prefeito de Surubim. O artista classificou as declarações como “pesadas” e “injustas” e afirmou, em entrevista ao portal Metrópoles, que o cachê já havia sido devolvido ao município.


“O cachê já foi devolvido. Ainda fizeram cárcere privado com a nossa banda e equipe. Estão saindo de lá agora. Isso é crime”, declarou.

O cantor também relatou que a decisão de cancelar o show ocorreu após dias seguidos de apresentações.

“Nunca cancelei um show na minha vida por motivo assim. Foram dez shows seguidos, apresentações de duas horas, só eu no palco. Da quarta para quinta-feira comecei a passar mal. Quando cheguei a Fortaleza já estava cansado, com os olhos marejados e sem apetite. Acho que foi uma virose”, relatou.


Gusttavo Lima afirmou ainda que não deixaria de cumprir compromissos sem motivo e criticou a reação do prefeito.

“Independentemente do valor do contrato ou do dinheiro, doença tem que ser tratada com responsabilidade acima de tudo. Chamar alguém de ladrão por adoecer é pesado, é injusto. Ninguém escolhe ficar doente”, disse.

O sertanejo também afirmou que pretende adotar medidas contra o prefeito e destacou ações beneficentes realizadas ao longo da carreira.


“As palavras ferem, destroem reputações. Todo mundo conhece o meu compromisso. Eu acho que já fiz mais pelo povo do que esse prefeito. Todo mundo conhece minha luta, minha preocupação com as pessoas e meu trabalho beneficente. Meus dois cachês de Barretos vão para o Hospital do Câncer. A gente faz um trabalho muito sério para alguém te ferir desse jeito. Está faltando empatia”, concluiu.

Daniel Cady surpreende ao falar sobre relação com Ivete Sangalo após separação: "a gente está unido"

Nutricionista contou que nova fase tem sido de aprendizado e afirmou que ex-casal segue unido na criação dos três filhos |  Reprodução / Redes Sociais

por Tiago Di Araújo

Daniel Cady abriu o jogo sobre a fase que está vivendo após o fim do casamento de 17 anos com Ivete Sangalo. Em entrevista ao Gshow, da Globo, o nutricionista e empresário revelou como tem lidado com a nova rotina, a relação com a cantora e os desafios da paternidade após a mudança na dinâmica familiar.

Ivete e Daniel anunciaram a separação em novembro de 2025, mas, desde então, os dois têm mantido uma postura discreta e demonstrado que seguem próximos, principalmente quando o assunto envolve os três filhos: Marcelo, de 16 anos, e as gêmeas Marina e Helena, de 8.


Segundo Daniel, apesar da mudança de ciclo, o momento atual tem sido positivo e marcado por amadurecimento. “Estou vivendo uma fase de muitos aprendizados. Profissionalmente incrível. Pessoalmente também. Embora tenha tido uma mudança de ciclo, uma separação de um casamento muito longo”, afirmou.

O empresário destacou que a relação com Ivete continua saudável e que a união da família foi uma das principais preocupações após o fim do relacionamento.

“Tenho uma relação muito boa com Ivete, meus filhos e toda a minha família. Isso me preocupava um pouco, mas a gente está unido. Isso está me trazendo segurança e tranquilidade para experimentar coisas novas. Está tudo acontecendo e indo bem”, contou ao portal.

Além da vida pessoal, Daniel também falou sobre um tema que faz parte da sua trajetória profissional: a alimentação dos filhos. Como nutricionista e ex-atleta de maratonas aquáticas, ele revelou que busca incentivar hábitos saudáveis dentro de casa, mas sem transformar a alimentação em uma lista de proibições.

De acordo com ele, o principal método é ensinar pelo exemplo e estimular uma rotina equilibrada. “Tento influenciar dando exemplo. Todos fazem esporte. As filhas nadam e fazem ginástica olímpica. O meu filho faz jiu-jitsu, boxe e musculação. Sempre levo para atividades ao ar livre”, explicou.


Daniel também revelou que ele e Ivete possuem um acordo sobre a alimentação das crianças, priorizando alimentos mais naturais no dia a dia.

“Isso é um acordo meu com Ivetinha. É um acordo meu e dela, estamos muito bem alinhados. Se eles abrirem a geladeira, vão achar: fruta, suco feito da fruta, iogurte”, disse.

Apesar da preocupação com hábitos saudáveis, o nutricionista contou que mudou a forma de lidar com doces e alimentos considerados menos saudáveis. “Se minhas filhas chegam com pirulito e biscoito recheado, não vou dizer: ‘me dê isso aqui’. Já fui assim com meu filho e não foi legal. Faço vista grossa”, afirmou.

Segundo Daniel, a ideia é que os filhos desenvolvam consciência e aprendam a fazer escolhas ao longo da vida. “Quando elas vão para aniversário, fecho os olhos [risos]. É esporádico. Elas têm que ter a consciência de saber escolher e o porquê escolher. Isso elas vão ganhando com o tempo”, completou.

Michelle Bolsonaro deixa comando do PL Mulher e cita família

crédito: Reprodução/Instagram

Segundo nota divulgada pela ex-primeira-dama, a saída ocorreu após uma reflexão ao lado do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre o momento vivido pela família

Presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro deu declarações sobre Flávio Bolsonaro: "foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone".

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher na noite desta terça-feira (30/6). A decisão foi tomada após um encontro com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto. Segundo nota divulgada pela ex-primeira-dama, a saída ocorreu após uma reflexão ao lado do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre o momento vivido pela família. A ex-primeira dama estava no cargo desde 2023.

"Reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados com o meu marido e minha filha", afirmou Michelle na nota.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 27 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas; próximo sorteio será na quinta-feira

Fábio Bouéri

Dezenas sorteadas no concurso 3.025 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3.025 da Mega-Sena, sorteado na noite desta terça-feira, 30, no Espaço da Sorte, em São Paulo. Assim, o prêmio principal acumulou novamente. A estimativa da Caixa Econômica Federal é de que o próximo concurso pague R$ 27 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 07 – 14 – 16 – 21 – 33 – 58.

Na faixa da quina, 47 apostas acertaram cinco números e cada uma receberá R$ 49.359,36. Já a quadra teve 3.892 apostas ganhadoras, com prêmio individual de R$ 851,27.

O próximo concurso da Mega-Sena será realizado nesta quinta-feira, 2. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas, pelo site das Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.

A aposta simples, com seis dezenas — a modalidade de menor custo — custa R$ 6. Também é possível apostar com mais números, o que aumenta as chances de ganhar, mas eleva o valor da aposta.

Reino Unido amplia gasto militar desde Guerra Fria

Plano de R$ 102 bilhões reforça as Forças Armadas britânicas, mas especialistas avaliam que o investimento ainda não atende às metas da Otan

Pâmela Zacarias

O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou o maior aumento dos gastos militares britânicos desde a Guerra Fria | Foto: Reprodução/ Reddit

O Reino Unido anunciou nesta terça-feira, 30, o maior aumento dos gastos militares desde o fim da Guerra Fria. O governo destinará £ 15 bilhões, equivalente a cerca de R$ 102 bilhões, adicionais às Forças Armadas nos próximos quatro anos. O plano amplia os investimentos em tecnologia militar, drones, inteligência artificial e armamentos de longo alcance.

O primeiro-ministro Keir Starmer apresentou a iniciativa como uma resposta ao aumento das ameaças à segurança na Europa. O governo cita a guerra entre Rússia e Ucrânia e o novo cenário geopolítico como fatores que exigem uma modernização das capacidades militares britânicas.

O plano elevará o orçamento anual de defesa para cerca de £ 80 bilhões até 2029. Mesmo assim, o investimento representará 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, abaixo da meta de 3,5% estabelecida pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para os países-membros até 2035.

Reino Unido amplia capacidade militar

O programa concentra recursos em áreas consideradas estratégicas para os conflitos atuais. O governo investirá cerca de £ 5 bilhões, aproximadamente R$ 34,25 bilhões, em drones, veículos autônomos e sistemas de inteligência artificial aplicados à defesa. Também destinará recursos para mísseis de longo alcance, produção de munições e modernização das bases militares.

Outra prioridade será o programa nuclear britânico. O governo pretende investir aproximadamente £ 63 bilhões, aproximadamente R$ 430 bilhões, em submarinos, ogivas e infraestrutura ligada à dissuasão nuclear. O plano também prevê a compra de caças Lockheed Martin F-35 Lightning II com capacidade para transportar armamentos nucleares táticos.

Segundo o governo, a estratégia também fortalecerá a indústria de defesa e deverá criar cerca de 60 mil empregos em todo o país.

Plano ainda gera críticas

Especialistas e integrantes da oposição afirmam que o investimento representa um avanço, mas não elimina as deficiências das Forças Armadas britânicas. Eles avaliam que o financiamento ainda não acompanha o ritmo das mudanças no cenário internacional nem atende integralmente aos compromissos assumidos pelo país na Otan.

O governo também confirmou que parte dos recursos virá do remanejamento de verbas originalmente destinadas a infraestrutura, energia e transporte. Para Starmer, a mudança representa uma escolha necessária diante do aumento das ameaças à segurança europeia.

Senado aprova spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres

Texto autoriza compra e posse do produto por maiores de 18 anos e segue para sanção presidencial

Victória Batalha

A medida permite o uso de aerossóis à base de extratos vegetais para repelir agressão injusta, atual ou iminente | Foto: Reprodução/Freepik

O Senado aprovou nesta terça-feira, 30, o projeto que autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres. Como a Câmara dos Deputados já havia avalizado a proposta, o texto segue para sanção presidencial.

A medida permite o uso de aerossóis à base de extratos vegetais para repelir agressão injusta, atual ou iminente. O projeto determina que o usuário utilize o produto de forma proporcional e apenas durante o período necessário para neutralizar a ameaça.
A Câmara dos Deputados já havia aprovado o texto, e agora o Senado também o aprovou | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A autorização valerá para mulheres com 18 anos ou mais. Jovens entre 16 e 18 anos também poderão adquirir o spray, desde que apresentem autorização dos responsáveis.

A aprovação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.

Projeto estabelece regras para compra e uso

Para comprar o spray, a interessada deverá comprovar residência fixa e não possuir condenação por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça. Os estabelecimentos comerciais terão de manter o registro das vendas por, no mínimo, cinco anos, além de fornecer orientações básicas sobre o uso do equipamento.

A maior parte das especificações técnicas ficará sob responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quando o produto utilizar oleorresina de Capsicum, conhecida como spray de pimenta, as normas serão definidas pelo Comando do Exército.

O texto fixa em 50 mililitros o volume máximo permitido para uso civil. Produtos com capacidade superior permanecerão restritos aos órgãos de segurança pública.

Quem utilizar o spray de forma indevida poderá receber advertência, multa entre um e dez salários mínimos, apreensão do produto e proibição de nova compra por até cinco anos. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro. Se houver perda ou furto do equipamento, a proprietária deverá registrar boletim de ocorrência.

O projeto também cria o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e no Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres, com previsão de cursos de defesa pessoal e campanhas educativas.

Estados e municípios já adotaram iniciativas semelhantes. No Rio de Janeiro, por exemplo, a liberação do spray entrou em vigor em novembro do ano passado. Agora, a proposta aguarda a decisão presidencial para entrar em vigor.

EUA enviam mais de 900 militares para missão humanitária na Venezuela

Tropas atuam em buscas e logística depois dos terremotos que deixaram ao menos 1,9 mil mortos

Mateus Conte

Escombros em La Guaira, na região litorânea da Venezuela | Foto: Reprodução/X

Os Estados Unidos enviaram mais de 900 militares à Venezuela e outros 800 a bases de apoio em Porto Rico e Curaçao para auxiliar nas operações de resposta aos terremotos que atingiram o país na semana passada. A informação foi dada à agência Reuters nesta terça-feira, 30, pelo comandante do Comando Sul dos EUA, general Francis Donovan.

Segundo ele, os militares norte-americanos participam de buscas e resgates, ajudam a restabelecer o funcionamento de aeroportos e empregam meios aéreos e navais para facilitar a chegada de ajuda humanitária às áreas atingidas. Os EUA ainda utilizam drones para fornecer informações às autoridades venezuelanas sobre estradas, edifícios danificados e condições das regiões afetadas.

Os terremotos ocorreram na última quarta-feira, 24, com menos de um minuto de intervalo. Conforme o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, o número de mortos chegou a 1.943 e o de feridos ultrapassou 10,5 mil. A Organização das Nações Unidas estima que cerca de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas.

Segundo o general, os primeiros militares norte-americanos a chegarem à Venezuela foram fuzileiros navais, que auxiliaram equipes de resgate na remoção de escombros e no salvamento de sobreviventes. Ele afirmou que a missão tem caráter humanitário e logístico e que não há planos para manter tropas no país depois do encerramento das operações.

Número 2 da Venezuela discutiu com brigadista norte-americano

Em meio às operações de resgate, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, discutiu com um brigadista norte-americano em La Guaira, segundo vídeos divulgados nas redes sociais.

Nas gravações, cuja data e o local exatos não foram confirmados, o socorrista afirma que havia uma pessoa pedindo socorro e, em outro momento, manda Cabello se afastar da área de buscas. O áudio dos vídeos não permite identificar todo o conteúdo da conversa.

Usuários das redes sociais afirmaram que Cabello tentava interferir na atuação das equipes de resgate norte-americanas. No entanto, o contexto completo da discussão não pôde ser confirmado pelas imagens.

Cabello é considerado um dos principais integrantes do regime chavista e foi incluído na lista de procurados dos EUA em 2020, sob acusações relacionadas ao narcotráfico. O Departamento de Estado norte-americano oferece recompensa por informações que levem à sua captura.

Valdemar publica nota sobre saída de Michelle do comando do PL Mulher

Presidente Nacional do partido afirma que ex-primeira-dama decidiu concentrar esforços para cuidar de Jair Bolsonaro e pede respeito à decisão

Victória Batalha

O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, publicou nesta terça-feira, 30, uma nota sobre a saída de Michelle Bolsonaro da presidência nacional do PL Mulher. Na manifestação, o dirigente afirmou que a ex-primeira-dama decidiu deixar o cargo para concentrar suas atividades no cuidado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A nota representa o primeiro posicionamento oficial de Valdemar sobre a mudança no comando do segmento feminino do partido, anunciada mais cedo.

Segundo o presidente do PL, Michelle “fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher”, mas atravessa “um momento difícil” em razão da situação enfrentada por Bolsonaro.

“Michelle passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando”, escreveu Valdemar.

O dirigente também afirmou que a decisão da ex-primeira-dama deve ser respeitada.

“Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher, mas, neste momento, decidiu deixar a Presidência Nacional do PL Mulher porque faz a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão.”
Valdemar comenta divergências internas

Na mesma nota, Valdemar reconheceu a existência de divergências dentro do partido, mas afirmou que elas são naturais diante do crescimento da legenda.

“O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências crescem também. É natural isso. Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é um muito maior.”

Michelle Bolsonaro renuncia o cargo de presidente nacional do PL Mulher | Foto: Reprodução/ Instagram

O presidente nacional do PL também voltou a fazer críticas ao governo federal. No texto, citou o número de brasileiros endividados e o avanço de grupos terroristas como motivos de preocupação.

Ao concluir a manifestação, Valdemar afirmou que o partido pretende permanecer unido e defendeu a alternância de poder nas eleições.

“Somos o maior partido deste país e temos a missão de mudar esse governo e devolver o Brasil ao povo brasileiro.”

Brasil pagou mais de R$ 1 milhão em processo que envolve Moraes nos EUA

Escritório norte-americano representa o Estado em ação movida pela Trump Media e Rumble contra o ministro do STF

Cristyan Costa

O presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes em solenidade em Brasília | Foto: Wilton Junior/Estadão

O Brasil já pagou mais de R$ 1 milhão ao escritório norte-americano Foley Hoag LLP pela atuação no processo movido por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados Unidos.

A coluna apurou que o serviço custou, até agora, US$ 205 mil. Desse total, cerca de US$ 200 mil já foram pagos, enquanto o restante ainda está pendente de quitação.

Em fevereiro do ano passado, as empresas acionaram a Justiça dos EUA, em virtude de ordens sigilosas expedidas pelo juiz do STF, que, conforme as big techs, violam garantias previstas na Constituição do país.

De acordo com as companhias, Moraes feriu a Primeira Emenda da Carta Magna ao determinar o bloqueio de contas de pessoas no estrangeiro.

Além disso, o magistrado teria solicitado dados de investigados em inquéritos do STF, algo que não foi cumprido pelas plataformas, acarretando no bloqueio dos serviços do Rumble no Brasil.

Entre idas e vindas do caso, há poucos dias, o Foley Hoag LLP conseguiu uma decisão que impediu, por ora, o julgamento de Moraes, nos EUA, à revelia.

Quanto custa o escritório que atua em processo sobre Moraes
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/9/2024) | Foto de Ton Molina/NurPhoto

Escolhida pela Advocacia-Geral da União (AGU) em 2019 para representar o Estado brasileiro até 2027, a banca tem um contrato de quase US$ 3 milhões com o governo.

Por isso, na semana passada, a AGU entrou no processo de Moraes, por entender que a ação não envolve apenas o juiz do STF, mas, sim, a República.

No entendimento da AGU, Moraes proferiu as decisões questionadas no exercício do cargo de ministro do STF, as quais não poderiam ser interpeladas por tribunais estrangeiros.

O terror das prisões chinesas

Relatório da organização Safeguard Defenders denuncia tortura e mortes nos centros de detenções do país

Uiliam Grizafis

Relatório da Safeguard Defenders denuncia casos de tortura no Centro de Detenção 3 de Pequim, na China | Foto: Reprodução/Freepik

A vida do australiano Matthew Radalj mudou completamente em janeiro de 2020. O empresário e ex-morador de Pequim, na China, alega ter sido preso injustamente naquele mês depois de envolver-se em uma discussão num shopping da capital chinesa. Depois da prisão, Radalj foi brutalmente espancado por policiais e só viu um advogado na audiência, que ocorreu 11 meses depois.

A história do australiano foi divulgada num relatório divulgado pela Safeguard Defenders, organização dedicada a denunciar abusos do Partido Comunista Chinês. Segundo o documento, as torturas sofridas por Radalj no Centro de Detenção nº 3 o fez esquecer seu próprio nome. Além disso, os chineses o privaram de ter assistência jurídica, o expuseram ao frio e não o deixaram dormir por oito meses.
O empresário australiano Matthew Radalj sofreu torturas em prisões da China. Ele foi libertado e hoje ajuda outros presos | Foto: Reprodução/X

Para forçá-lo a assinar uma confissão por roubo, a polícia chinesa o maltratou com tortura sonora, em que os agentes ligam os autofalantes da cela com música no volume máximo. Sob imensa pressão, Radalj concordou em assinar a confissão. “Disseram-me que o crime de roubo começa aos seis anos e depois passa para uma prisão perpétua”, contou à Safeguard Defenders. “Tive de assinar, pensei, porque poderia voltar para casa em 2024.”

O australiano relata que havia mais de 25 pessoas em uma de suas celas. “Não há beliches no Centro de Detenção nº 3”, conta. “A parede é de cimento. Não há colchão. O preso ganha apenas um cobertor.”

Estrangeiros presos na China

Radalj relata que dividia a cela com nigerianos, africanos orientais, norte-americanos, canadenses e britânicos. Segundo o australiano, a polícia designa um preso para comandar as celas. Estes, por sua vez, conseguem mais privilégios dentro da prisão. O empresário diz ainda ter levado choque elétrico na cadeia. “Os guardas são psicopatas e agem em grupo”, afirma. “São oito contra um. Dez contra um. Fui deixado nu do lado de fora com um cachorro que latia para mim. Depois, me fizeram voltar para a cela. Quando finalmente me vestia e me aquecia, me levavam para fora novamente. Faziam isso em ciclos de seis minutos, durante 40 ou 48 horas.”

As refeições no Centro de Detenção nº 3 eram escassas. Não havia arroz. No almoço, eram servidas cenouras cozidas em água sem tempero. No jantar, batatas com casca. “Uma vez por semana, davam pequenos pedaços de frango ou bolinhos de peixe.”

Radalj foi transferido para a prisão nº 2 de Pequim — uma unidade para detentos estrangeiros — em 23 de maio de 2021 e permaneceu até outubro de 2024. Enquanto esteve na prisão, confeccionava máscaras de proteção contra a covid-19. O australiano escrevia pequenas frases dentro delas com listas de contatos de familiares de outros detentos. Também informava que os presos não conseguiam se comunicar com ninguém de fora da prisão havia anos.
A contribuição de Radalj

Atualmente, Radalj faz campanha em favor das pessoas que estão presas na China. Ele se comunica com os familiares e pressiona os consulados por melhor assistência aos estrangeiros.

O relatório da Safeguard Defenders denuncia outros casos de tortura no Centro de Detenção nº 3 de Pequim. O documento cita, por exemplo, Li Qiaoming, de 24 anos, que foi espancado até a morte por um colega detento que atuava como “chefe de cela”. Em 2014, um homem, cuja identidade não foi revelada, morreu depois de ficar mais de 50 horas sob interrogatório policial. Seis anos depois, um jovem de 19 anos morreu num centro de detenção da Província de Sichuan, “reduzido a pele e osso”. Em 2021, outro jovem de 19 anos foi encontrado morto em sua cela na Província de Hunan. Ele estava com a boca e o nariz tapados com fita adesiva.

A Safeguard Defenders afirma que “esse padrão de mortes em centros de detenção reflete uma falha estrutural no sistema” chinês. Não há, segundo a organização, “órgãos de supervisão independentes com poder para inspecionar, investigar e garantir a responsabilização”.

Zambelli diz estar 'confiante e em oração', enquanto Itália decide sobre nova extradição

Corte Suprema de Cassação analisa nesta quarta-feira, 1º, nova solicitação do Brasil para extraditar a ex-deputada federal

Yasmin Alencar

A ex-deputada Carla Zambelli | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A ex-deputada federal Carla Zambelli disse estar confiante na Justiça da Itália diante da audiência que pode decidir sobre um novo pedido de extradição para o Brasil, marcada para esta quarta-feira, 1º.

A Oeste, Zambelli contou que acompanhará o julgamento em oração, dentro de uma igreja, enquanto os advogados Pieremilio e Alessandro Sammarco acompanham a sessão na Corte Suprema de Cassação. “Estou confiante na Justiça italiana, de Deus e na competência de Pieremilio e Alessandro, ambos Sammarco”, afirmou.

O pedido, encaminhado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em 11 de junho, baseia-se na condenação da ex-parlamentar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso ocorreu às vésperas do segundo turno de 2022, quando Zambelli sacou uma arma e reagiu a uma agressão de um homem nas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo. A pena foi de cinco anos e três meses de prisão.

A AGU afirmou que “a posição do Estado brasileiro observa os parâmetros estabelecidos pelo Tratado de Extradição celebrado entre a República Federativa do Brasil e a República Italiana, bem como pelas normas internacionais aplicáveis à cooperação jurídica em matéria penal”.

Este é o segundo pedido de extradição apresentado pelo Brasil à Itália

Este é o segundo pedido de extradição apresentado pelo Brasil à Itália. O primeiro, referente à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), chegou a ser autorizado pela Corte de Apelação de Roma, com três condições: cumprimento da pena exclusivamente na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, acesso irrestrito de Zambelli à defesa e ao consulado italiano e atualização regular de seu estado de saúde à Embaixada da Itália. Em 22 de maio, porém, a Corte de Cassação anulou essa autorização, ao apontar falta de imparcialidade do STF e dizer que o ministro Alexandre de Moraes teria acumulado as funções de julgador e vítima no processo. Zambelli, presa em Roma desde julho de 2025, foi libertada depois da decisão.

A defesa no Brasil vê o novo pedido como uma “manobra jurídica” para viabilizar a extradição e depois prendê-la. Como Oeste já noticiou, o Brasil teria informado às autoridades italianas que aceita restringir a extradição ao caso da arma, mas, para o advogado Fabio Pagnozzi, isso não corresponderia ao que ocorreria na prática. “Quando ela chegar ao Brasil, ela vai cair nas garras de Alexandre de Moraes”, declarou.

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