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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Eduardo Bolsonaro republica vídeo de Cleitinho em apoio a Flávio em MG

Gravação divulgada por página ligada ao senador mineiro também foi compartilhada por ele; PL tem candidato próprio ao governo estadual

Letícia Alves

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) | Foto: Divulgação/ Senado

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro republicou um vídeo em que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) declara apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Uma página de apoio a Cleitinho divulgou originalmente o vídeo. O senador também compartilhou a publicação.

A movimentação ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 no Estado. Cleitinho recebeu autorização do Republicanos para disputar o governo estadual na sexta-feira 7, depois de inicialmente anunciar que não concorreria.

PL tem candidatura própria em Minas Gerais

O PL, no entanto, já definiu candidato próprio ao governo de Minas. A legenda lançou, na quarta-feira 5, a pré-candidatura do presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe, que é próximo de Flávio. O ex-deputado federal Charlles Evangelista (PL) será o vice.

O presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor, descartou retirar Roscoe da disputa para apoiar Cleitinho. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, também confirmou Roscoe como o nome do partido no palanque mineiro.

Marinho afirmou que o PL negociou com Cleitinho por quase 120 dias, mas optou por Roscoe devido à instabilidade do Republicanos. PL e Republicanos negociavam uma aliança em Minas Gerais desde maio. As legendas avaliavam usar o palanque de Cleitinho para a campanha de Flávio.

Governo Lula empenha R$ 65 milhões em emendas de Soraya

Liberação ocorreu depois de denúncia da senadora contra Alfredo Gaspar, pré-candidato a vice de Flávio

Isabela Jordão
A senadora Soraya Thronicke espera receber apoio de Lula no MS | Foto: Divulgação/ Senado

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenhou R$ 65,29 milhões em emendas parlamentares da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) em 2026, segundo dados do Siga Brasil e do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento. O valor representa 96,31% dos R$ 67,79 milhões empenhados para a parlamentar neste ano.

Do total previsto no Orçamento da União para as emendas de Soraya, de R$ 74,01 milhões, R$ 52,08 milhões já foram pagos. O empenho corresponde à reserva de recursos pelo Executivo para assegurar o pagamento de despesas indicadas pelos parlamentares.

A maior parte dos empenhos ocorreu no mesmo ano em que Soraya, ao lado do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), levou à Polícia Federal uma denúncia contra Alfredo Gaspar (PL-AL), então relator da CPMI do INSS. O parlamentar foi acusado de suposto estupro de vulnerável e tentativa de ocultação de fatos.

Lindbergh Farias e Soraya Thronicke durante coletiva de imprensa em que o deputado reafirmou a acusação contra Alfredo Gaspar | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Denúncia contra Alfredo Gaspar ocorreu durante disputa na CPMI

Soraya e Lindbergh protocolaram o pedido de investigação em 27 de março, durante a apresentação do relatório final da CPMI pelo deputado. O documento de Gaspar pedia, entre outras medidas, o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

As acusações contra Gaspar foram usadas pela base governista para contestar a atuação do relator. Em 28 de março, a CPMI rejeitou o relatório, com a maioria dos integrantes votando contra o texto.

Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados acrescentou outro elemento à disputa. O documento aponta para a suspeita de uma articulação destinada a fabricar uma acusação de estupro de vulnerável contra Gaspar.
Dep. Alfredo Gaspar (UNIÃO – AL) em oitiva de testemunha, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS – 2025 (05/02/2026) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Segundo o relato apresentado à Polícia Legislativa, a assessora de Gaspar, Marise Pena, recebeu em 14 de abril uma ligação de um homem identificado como Luiz Antonio Lopes. Ele teria afirmado conhecer uma suposta armação envolvendo uma jovem que assumiria uma identidade falsa e receberia dinheiro para sustentar uma acusação de abuso sexual contra o deputado.

Lindbergh é citado no boletim como um dos nomes que estariam ligados à suposta trama. As acusações, contudo, são objeto de apuração e não estabelecem, por si só, responsabilidade criminal dos envolvidos.

Aproximação política entre Soraya e Lula

A relação entre Soraya e o governo Lula também se estreitou no campo eleitoral. Em julho, o PT convidou a senadora para integrar como primeira suplente uma chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Senado Vander Loubet. Ela recusou a proposta.

Soraya já havia declarado apoio à reeleição de Lula em maio | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A iniciativa provocou desconforto na Executiva Nacional do PSB e também contrariou o vice-presidente Geraldo Alckmin. Em 17 de julho, Soraya publicou uma fotografia ao lado de Lula e reafirmou sua intenção de disputar a reeleição ao Senado. “Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser!”, escreveu ela no X.

Eleita em 2018 com apoio de Jair Bolsonaro (PL), Soraya rompeu politicamente com o ex-presidente durante a pandemia de covid-19. Em 2022, concorreu à Presidência pelo União Brasil. Desde 2023, integra a base de apoio ao governo Lula no Senado.

A movimentação ganhou novo contexto eleitoral com a escolha de Alfredo Gaspar como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado alagoano passou a ocupar posição de destaque na oposição, enquanto Soraya consolidou sua aproximação com o grupo governista.

Flávio e Lula estão tecnicamente empatados no 2º turno, indica Futura/100% Cidades

Em eventual confronto direto, o petista tem 46,5% contra 44% do integrante do PL

Anderson Scardoelli

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva são candidatos à Presidência da República pelo PL e pelo PT, respectivamente | Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de registros de Jefferson Rudy/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão em condição de empate técnico em eventual 2º turno da disputa pela Presidência da República, mostra o Futura/100% Cidades. O instituto divulgou levantamento nesse sentido nesta terça-feira, 11.

Conforme o material, num eventual confronto direto, o petista soma 46,5% das intenções de voto. Já o parlamentar liberal surge com 44%.

O empate técnico se dá pelo fato de a margem de erro da pesquisa ser de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Dessa forma, Flávio teria de 41,8% a 46,2%. Lula, por sua vez, trafegaria de 44,3% a 48,7%.

Ainda de acordo com o levantamento, num segundo turno com Flávio versus Lula, 7,4% dos entrevistados afirmaram que não escolheriam nenhum dos dois candidatos, votariam em branco ou anulariam o voto. Além disso, 2,1% não souberam responder, não quiseram participar ou se mostraram indecisos.

Outras simulações de 2º turno

O Futura/100% Cidades realizou outras três simulações de segundo turno. Lula supera os oponentes em todos. 

Lula X Caiado

Lula — 45,3%
Ronaldo Caiado (PSD) — 39,2%;
Ninguém/branco/nulo — 12,2%; e
NS/NR/indecisos — 3,2%Lula x Zema

Lula — 46,5%;
Zema — 39,8%;
Ninguém/branco/nulo — 11,2%; e
NS/NR/indecisos — 2,4%.Lula x Renan Santos

Lula — 47,3%;
Renan Santos (Missão) — 33,3%;
Ninguém/branco/nulo — 15,9%; e
NS/NR/indecisos — 3,5%.
Cenários de 1º turno com Flávio, Lula e outros candidatos

O instituto realizou dois cenários de primeiro turno. Em ambos, consta o nome de Cabo Daciolo (Mobiliza). Ele, no entanto, anunciou candidatura ao governo do Amazonas — e não mais à Presidência da República — na última sexta-feira, 7.

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República em 2026 | Foto: Reprodução/X

Nas duas simulações de primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente dos adversários. No segundo cenário, entretanto, ele volta a ficar em condição de empate técnico com Flávio.

1º turno — Cenário 1

Lula — 38,8%;
Flávio — 34,1%;
Ronaldo Caiado — 5,9%;
Renan Santos — 3,6%;
Romeu Zema — 3,6%;
Augusto Cury (Avante) — 1,2%;
Rui Costa Pimenta (PCO) — 0,8%;
Samara Martins (UP) — 0,7%;
Cabo Daciolo — 0,4%;
Edmilson Costa (PCB) — 0,1%; e
Hertz Dias (PSTU) — 0%.

Ninguém/branco/nulo: 

6,2%. NS/NR/
Indecisos: 4,8%.1º turno —

 Cenário 2

Lula — 36,3%;
Flávio — 32,7%;
Ronaldo Caiado — 7,7%;
Romeu Zema — 4,4%;
Renan Santos — 3,6%;
Augusto Cury (Avante) — 1,6%; e
Cabo Daciolo — 1,2%.

Ninguém/branco/nulo: 8,3%. 
NS/NR/Indecisos: 3,9%.

Dados estatísticos

A fim de mapear as intenções de voto para a Presidência da República, a equipe do Futura/100% Cidades entrevistou 2 mil eleitores em potencial. O trabalho ocorreu de 3 a 7 de agosto.

Fora a já mencionada margem de erro, que é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, o grau de confiança do material é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código BR -08109/2026 é o protocolo de acompanhamento.

Rejeição a Lula supera aprovação a 8 semanas das eleições

Pesquisa Futura/100% cidades mostrou que 49,9% desaprovam o petista, enquanto 47,3% aprovam; veja mais números

Lucas Cheiddi

O presidente Lula participa de uma cerimônia no Palácio Planalto, em Brasília - 6/8/2026 | Foto: Adriano Machado/Reuters

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera a aprovação entre os eleitores a menos de 2 meses do primeiro turno das eleições. Uma pesquisa da Futura/100% cidades, divulgada nesta terça-feira, 11, mostrou que 49,9% desaprovam o petista, enquanto 47,3% aprovam. Outros 2,9% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais entre 3 e 7 de agosto. As entrevistas ocorreram por telefone em 690 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com 95% de confiança. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.

Rejeição a Lula supera aprovação | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

A avaliação geral do presidente também mostra divisão. Para 43% dos entrevistados, Lula é ruim ou péssimo. Outros 39,5% consideram o presidente regular. Apenas 17,1% avaliam sua atuação como ótima ou boa.

Rejeição a Lula e outros no cenário eleitoral

Na intenção de voto estimulada para o primeiro turno, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro. No primeiro cenário testado, o petista tem 38,8%, contra 34,1% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ronaldo Caiado registra 5,9%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 3,6% cada.
Rejeição eleitoral dos candidatos | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

A vantagem, porém, não elimina a resistência ao presidente. Quando os entrevistados indicam em quem não votariam de jeito nenhum, Lula aparece com 45,9% de rejeição. Flávio Bolsonaro registra 47,1%. Romeu Zema tem 16,6%, e Ronaldo Caiado, 12%.

O levantamento também mostra uma disputa concentrada nos dois principais nomes. Na avaliação do diretor técnico da Futura, José Orrico, Lula apresenta uma recuperação gradual, enquanto Flávio mantém um eleitorado consolidado. Segundo ele, o espaço para uma terceira candidatura ainda não se converteu em intenção de voto relevante.

Maioria dos brasileiros desaprova Congresso e STF, diz pesquisa

Levantamento Futura/100% cidades mostra que 62,4% rejeitam o Legislativo Federal, enquanto 52,1% desaprovam a Suprema Corte; veja números

Lucas Cheiddi

Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes; o Congresso Nacional aparece ao centro; à esquerda está o Palácio do Planalto; já a sede do STF surge à direita da imagem | Foto: Reprodução/https:/villelastay.com.br

O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrentam maioria de desaprovação entre os eleitores, conforme pesquisa da Futura/100% cidades divulgada nesta terça-feira, 11. Ao todo, 62,4% desaprovam a atuação do Congresso. Apenas 26,1% aprovam. Outros 11,5% não souberam ou não responderam.

O resultado do STF também é negativo. Segundo o levantamento, 52,1% desaprovam a atuação da Corte. O índice de aprovação chega a 36,3%. Outros 11,6% não responderam.
Avaliação negativa do Congresso Nacional | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais entre 3 e 7 de agosto. As entrevistas ocorreram por telefone em 690 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com 95% de confiança. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.

Congresso tem pior avaliação

A desaprovação do Legislativo supera a registrada pelo Supremo por 10,3 pontos porcentuais. O Congresso também apresenta uma diferença maior entre avaliação negativa e positiva.

Entre os entrevistados, 62,4% desaprovam o trabalho dos parlamentares. A aprovação fica em 26,1%. A diferença chega a 36,3 pontos porcentuais.

O resultado mantém uma tendência observada em levantamentos anteriores da Futura. Em julho, 61,4% dos entrevistados desaprovavam o Congresso, enquanto 26,2% aprovavam. No mês anterior, a desaprovação havia ficado em 58,8%.
Avaliação da população sobre o STF | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

No caso do STF, a desaprovação também supera a aprovação. A diferença atual é de 15,8 pontos porcentuais. O índice negativo, de 52,1%, representa mais da metade dos entrevistados.

Flávio reúne candidatos ao Senado para alinhar estratégia eleitoral

Reunião em Brasília busca integrar campanhas estaduais e priorizar disputa pela maioria do Congresso

Letícia Alves

O candidato à Presidência à República, Flávio Bolsonaro | Foto: Divulgação/Vittor Sales

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reúne nesta terça-feira, 11, em Brasília, candidatos ao Senado. Cerca de 40 postulantes do partido e de siglas aliadas devem participar. O encontro faz parte da estratégia de aproximar a campanha presidencial das disputas estaduais.

A eleição para o Senado é prioridade da campanha. Flávio deve alinhar o discurso dos aliados e reforçar as principais mensagens nos Estados. A equipe também pretende aproveitar a estrutura regional para ampliar a presença do candidato em regiões com menor espaço na agenda presidencial.

Os participantes devem discutir a composição da Casa a partir de 2027 e a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). A eleição renovará 54 das 81 cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores para mandatos de oito anos.

Bancada maior do Senado

O grupo quer ampliar a bancada para fortalecer sua posição em votações, negociações internas e na eleição da presidência do Senado. A estratégia também considera a possibilidade de facilitar a aprovação de propostas de um eventual governo.

A relação com o STF é outro ponto central. O Senado analisa indicações presidenciais para a Corte e julga eventuais pedidos de impeachment de ministros. O próximo presidente indicará quatro integrantes durante o mandato. Cada nome precisa da aprovação de pelo menos 41 senadores.

Plenário do Senado Federal| Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O grupo também pretende ampliar a pressão sobre o STF com a presidência do Senado e o avanço de processos de impeachment. O presidente da Casa decide o andamento inicial das denúncias. A perda do cargo exige 54 votos.

As eleições renovarão dois terços do Senado pelo sistema majoritário. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos. Os eleitos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e se juntarão aos 27 senadores que permanecerão na Casa.

Apoios nos Estados

A reunião em Brasília também deve definir gravações e materiais de campanha antes do início oficial da propaganda, em 16 de agosto. Na quinta-feira 6, Flávio anunciou apoio a 47 candidatos ao Senado nos Estados e no Distrito Federal.

A lista inclui nomes de PL, PP, Republicanos, Podemos, União Brasil, PSD, PSDB e Novo, como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Arthur Lira, Deltan Dallagnol, Filipe Barros, Carlos Bolsonaro, Carol de Toni e Marcel van Hattem.

Cantor sertanejo pede exame de DNA da filha de 13 anos

Artista entrou em uma batalha judicial com a mãe da criança

Por Franciely Gomes

Thiago fez dupla com a cantora Thaeme - Foto: Reprodução

Thiago Servo aproveitou o Dia dos Pais para fazer um desabafo sobre a relação com sua suposta filha. Em seu perfil do Instagram, o cantor sertanejo pediu para realizar um exame de DNA para comprovar a paternidade de uma garota de 13 anos de idade, filha de Gabrielle Tacconi Huese, sua ex-namorada.

Ex-dupla da cantora Thaeme, o artista alegou que está sendo impedido de ver a adolescente. “Imagina você tirar o direito de uma filha, de uma criança conviver com o pai por orgulho, só para punir esse pai”, disparou.

A batalha entre Thiago e a ex já perdura por alguns anos na Justiça. O famoso alega que pagou pensão alimentícia por muito tempo e chegou até a ser preso em 2026 por uma dívida de R$ 500 mil, mesmo nunca tendo comprovado a paternidade biológica.

De acordo com o artista, a situação fez com que ele sofresse prejuízos em sua carreira, perdendo trabalhos. Atualmente, ele busca confirmar sua relação com a garota, para poder assumir seus deveres como pai.

Após demissão em massa, gigante dos supermercados anuncia nova loja

Nova unidade tem 3.849 m² de área de vendas e amplia presença da companhia

Por Isabela Cardoso
Imagem ilustativa de movimentação na parte interna de supermercado - Foto: Rafaela Araújo / Ag A Tarde

O Grupo Mateus inaugurou uma unidade do Mix Mateus em Cametá, no Pará, ampliando sua rede de atacarejos no estado. Com 3.849 m² de área de vendas, a loja é a primeira operação da bandeira no município e integra o ritmo de expansão da companhia em 2026.

A chegada da empresa à cidade amplia a presença do grupo no mercado paraense e deve movimentar a economia local com a criação de empregos diretos e indiretos.

“Chegamos trazendo para a comunidade a geração de empregos diretos e indiretos, fortalecemos o comércio local e ampliamos o acesso da população a produtos, serviços e oportunidades”, afirmou o grupo em publicação nas redes sociais.

Cametá entra no mapa da expansão

A abertura faz parte do plano de crescimento do Grupo Mateus, que já inaugurou 12 operações em 2026. Com as novas lojas, a companhia alcançou 314 unidades em funcionamento no Brasil.

Entre as novas operações abertas em 2026, seis estão no Maranhão, duas em Pernambuco, duas no Pará, uma no Piauí e uma em Alagoas. A expansão inclui quatro atacarejos Mix Mateus: dois no Maranhão, em Imperatriz e Caxias; um em Arapiraca; e agora a unidade de Cametá.

O grupo também inaugurou dois estabelecimentos do Novo Atacarejo em Pernambuco, nas cidades de Jaboatão dos Guararapes e Igarassu. Na Bahia, a rede inaugurou sua 11ª loja no final de 2025, localizada em Salvador.

Expansão ocorre após reestruturação

O avanço da rede acontece em paralelo a uma reestruturação interna do Grupo Mateus, que ganhou repercussão nos últimos meses.

O processo resultou no fechamento de 28 lojas e na demissão de aproximadamente 6,6 mil funcionários. Entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, o número de trabalhadores da companhia caiu 13,9%.

Apesar da redução da estrutura em algumas áreas, a empresa mantém o movimento de abertura de novas unidades em diferentes estados.

No ranking de 2026 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Mateus aparece na terceira colocação entre as maiores empresas do setor no país. A companhia registrou faturamento de R$ 31 bilhões e manteve a posição obtida no levantamento anterior.

Maior fabricante de eletros do Brasil anuncia fechamento e milhares de demissões

Reestruturação da fabricante pode afetar cerca de 2,3 mil trabalhadores em duas operações

Por Luan Julião
10/08/2026 - 18:37 h
OUÇA
Empresa cita queda na demanda, pressão sobre preços e aumento dos custos - Foto: Divulgação

A Electrolux iniciou uma reestruturação de suas operações industriais na Europa que envolve duas fábricas e pode afetar aproximadamente 2,3 mil trabalhadores. Uma das unidades terá as atividades encerradas até o fim de 2026, enquanto a outra ainda é alvo de negociações entre a empresa, sindicatos e autoridades.

As fábricas estão localizadas na Hungria e na Itália e produzem diferentes tipos de eletrodomésticos, como refrigeradores e equipamentos para cozinhas. Apesar de a Electrolux ter forte presença no mercado brasileiro, as medidas anunciadas até agora não atingem unidades instaladas no Brasil.

Segundo a companhia, a reorganização está relacionada à demanda mais fraca, à pressão sobre os preços e ao aumento dos custos industriais. A estratégia também prevê concentrar a fabricação em operações consideradas mais competitivas.

Unidade na Hungria será encerrada

A situação mais avançada ocorre em Jászberény, na Hungria. A Electrolux confirmou o encerramento da produção na fábrica até o final de 2026.

A unidade é responsável pela fabricação de refrigeradores de embutir e modelos independentes. Cerca de 600 trabalhadores poderão ser afetados pela decisão, com possibilidade de desligamentos e transferências.

A empresa afirma que a medida busca adequar sua estrutura ao comportamento do mercado europeu e reduzir custos. Entre os fatores apontados estão a estagnação da demanda, a pressão sobre os preços e as dificuldades para manter a competitividade da operação.

Com o fechamento, a demanda por refrigeradores deverá ser atendida por outras fábricas da Electrolux e também por fornecedores externos. As operações comerciais e de marketing da companhia em Budapeste, capital húngara, serão mantidas.

A reestruturação da unidade deverá gerar uma despesa de aproximadamente 600 milhões de coroas suecas.

Na Itália, fechamento ainda está em negociação

O segundo processo ocorre na Itália e envolve uma possível redução de aproximadamente 1.700 postos de trabalho. De acordo com os sindicatos, a proposta apresentada pela Electrolux inclui o fechamento de uma das cinco fábricas mantidas pela empresa no país.

A unidade ameaçada fica em Cerreto d’Esi, onde são produzidas coifas de cozinha. O número de empregos incluído no plano representa mais de 40% dos cerca de 4.500 trabalhadores da Electrolux na Itália.

A proposta provocou reação dos sindicatos, que convocaram paralisações e solicitaram a participação do governo nas discussões. Os representantes dos trabalhadores também passaram a buscar alternativas para evitar o encerramento da fábrica.

As autoridades italianas acompanharam as negociações e solicitaram a suspensão da execução imediata do plano.

Electrolux interrompe plano temporariamente

Em junho, a empresa concordou em suspender temporariamente a reestruturação na Itália. A decisão abriu espaço para que governo, sindicatos e representantes da Electrolux continuassem discutindo alternativas para a unidade.

A interrupção, porém, não representa o abandono definitivo da proposta. O plano que prevê os cortes e o fechamento da fábrica poderá ser alterado, cancelado ou retomado após as negociações.

Enquanto as discussões continuam, a fábrica de Cerreto d’Esi permanece em funcionamento. Por isso, os 1.700 postos previstos no plano ainda representam uma possibilidade, e não demissões já efetivadas.

Número de trabalhadores afetados pode mudar

Somando os dois processos, aproximadamente 2,3 mil trabalhadores estão envolvidos na reestruturação: cerca de 600 na Hungria e 1.700 na Itália.

O número, entretanto, não corresponde a demissões já realizadas. Na Itália, principalmente, o resultado dependerá das negociações em andamento.

Entre as possibilidades para reduzir o impacto sobre os funcionários estão transferências, programas de desligamento voluntário, aposentadorias incentivadas e outras alternativas. As condições finais serão definidas pelos acordos em cada país.
Estratégia busca reduzir custos

A reorganização ocorre em um cenário de consumo mais fraco e maior pressão competitiva no setor de eletrodomésticos. A Electrolux também enfrenta custos maiores relacionados à produção.

A presença de fabricantes asiáticas em diferentes mercados ampliou a disputa pelos consumidores. Paralelamente, despesas com energia, matérias-primas, transporte e mão de obra pressionam as operações industriais europeias.

Diante desse cenário, a companhia pretende concentrar a produção em unidades maiores e mais competitivas. O uso de fornecedores terceirizados também faz parte da estratégia para atender parte da demanda.

Assim, os processos na Hungria e na Itália estão inseridos em uma reorganização industrial mais ampla da empresa.

Brasil não está entre as unidades afetadas

Até o momento, não há anúncio de fechamento de fábricas da Electrolux no Brasil relacionado a essa reestruturação. As medidas divulgadas pela companhia atingem exclusivamente as operações mencionadas na Hungria e na Itália.

A empresa mantém presença no mercado brasileiro, onde comercializa produtos como geladeiras, fogões, máquinas de lavar, aspiradores e aparelhos de ar-condicionado.

Dessa forma, o anúncio das medidas na Europa não representa, até agora, uma confirmação de encerramento das atividades da Electrolux no país.

O que acontece agora

Na Hungria, a produção em Jászberény será encerrada até o fim de 2026, e a fabricação deverá ser transferida para outras unidades e fornecedores. A empresa ainda deverá definir as condições destinadas aos trabalhadores afetados.

Na Itália, o futuro da fábrica de Cerreto d’Esi continua em aberto. Governo, sindicatos e Electrolux seguem negociando uma alternativa para a unidade e para os empregos incluídos no plano.

Enquanto o fechamento húngaro já foi confirmado, a unidade italiana permanece funcionando e ainda poderá ter seu destino alterado conforme o resultado das negociações.

Multinacional com 12 mil funcionários fecha fábrica de 75 anos no Brasil

Unidade da Isover, em São Paulo, deixa de fabricar lã de vidro

Por Iarla Queiroz
Fábrica da Isover em São Paulo - Foto: Divulgação

Uma multinacional que emprega mais de 12 mil pessoas no Brasil encerrou as atividades industriais de uma fábrica que funcionava no país há cerca de 75 anos. A unidade, localizada em Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo, deixou de produzir lã de vidro e será transformada em um centro de distribuição.

A fábrica pertence à Isover, marca do Grupo Saint-Gobain, e iniciou a produção no Brasil em 1951. Durante décadas, a unidade fabricou materiais utilizados no isolamento térmico e acústico de casas, edifícios, veículos e instalações industriais.

O encerramento da produção também impacta trabalhadores e empresas que dependiam da atividade da fábrica, como transportadoras, fornecedores, equipes de manutenção e outros prestadores de serviços.

Fábrica deixa de produzir após mais de sete décadas

A produção de lã de vidro na unidade já foi encerrada. A decisão está relacionada a um acordo firmado entre a empresa, o Ministério Público de São Paulo e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O Termo de Ajustamento de Conduta determinou que a fabricação deveria ser encerrada até 4 de julho de 2026. Já o desligamento definitivo do forno de fusão de vidro ocorreu em 31 de julho.

O equipamento era responsável por derreter o vidro antes das etapas de formação das fibras, tratamento e acabamento da lã de vidro. Com o desligamento, chega ao fim o processo industrial realizado no endereço desde 1951.

A desmobilização da fábrica ainda deve continuar nos próximos anos. O acordo prevê a desmontagem dos equipamentos, a retirada dos resíduos industriais e a realização de estudos para verificar as condições ambientais do terreno.

Unidade será transformada em centro de distribuição

Apesar do fim da produção, a Saint-Gobain não deixará o imóvel. A antiga fábrica será utilizada como centro de distribuição, mantendo o endereço ligado às operações da empresa.

Com a mudança, o espaço continuará recebendo e armazenando produtos para posterior distribuição aos clientes. A diferença é que não haverá mais fabricação de lã de vidro no local.

A Isover também seguirá atendendo o mercado brasileiro, enquanto as demais marcas e unidades do Grupo Saint-Gobain continuam funcionando no país.

A companhia, portanto, não está deixando o Brasil. A decisão envolve especificamente o encerramento da produção industrial da fábrica de Santo Amaro.

Fechamento afeta cerca de 150 trabalhadores

O fim das atividades industriais deve atingir aproximadamente 100 funcionários diretos da unidade. Além deles, cerca de 50 trabalhadores indiretos estavam ligados à operação.

O impacto pode chegar, dessa forma, a aproximadamente 150 postos de trabalho.

A mudança também afeta empresas terceirizadas e prestadores de serviços que atuavam em atividades relacionadas à fábrica. Transportadoras, fornecedores, equipes de manutenção, limpeza e segurança estão entre os setores que tinham ligação com a operação industrial.

Segundo a multinacional, o processo de encerramento seria conduzido de forma gradual, com o objetivo de reduzir os impactos sociais provocados pela mudança.

Reclamações de moradores chegaram ao Ministério Público

O fechamento da fábrica ocorreu após anos de reclamações de moradores das regiões próximas à unidade.

Entre as queixas estavam relatos de fumaça, cheiro forte e barulho provocados pelos equipamentos. Segundo os moradores, os incômodos também eram registrados durante a noite e na madrugada.

As denúncias resultaram na abertura de uma investigação pelo Ministério Público. Paralelamente, a Cetesb ampliou as fiscalizações sobre as atividades realizadas na unidade.

Entre 2023 e 2025, a empresa recebeu autos de infração relacionados principalmente à emissão de odores percebidos fora dos limites da propriedade e ao descumprimento de determinações anteriores.

O cenário também foi influenciado pelo crescimento urbano da região. A fábrica permaneceu no mesmo endereço enquanto casas e condomínios residenciais avançaram para áreas próximas à indústria.

Com isso, os conflitos entre moradores e a operação industrial aumentaram e chegaram a audiências públicas, reuniões com autoridades e mobilizações da comunidade.

Empresa terá que cumprir medidas ambientais

O encerramento da produção não encerra as obrigações ambientais relacionadas ao imóvel. A Saint-Gobain terá que cumprir uma série de medidas previstas no acordo firmado com as autoridades.

Entre as exigências está a investigação de possíveis áreas contaminadas dentro do terreno. Caso sejam identificados problemas, a empresa deverá adotar medidas para recuperação do solo.

Também está prevista a desmontagem dos equipamentos industriais e a destinação adequada dos resíduos acumulados na unidade.

Durante o processo, a companhia deverá manter os sistemas de controle ambiental e apresentar relatórios ao Ministério Público e à Cetesb.

O acordo ainda estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento das obrigações, com correção monetária conforme as regras previstas no documento.

Isover afirma que seguia normas ambientais

A Isover afirmou que sempre atuou de acordo com a legislação brasileira e com critérios nacionais e internacionais de segurança e sustentabilidade.

De acordo com a empresa, a unidade recebeu mais de 60 ações de melhoria ambiental, incluindo investimentos em isolamento acústico e tecnologias voltadas à redução de emissões.

A companhia também informou que suspendeu parte das atividades aos finais de semana, encerrou os descarregamentos realizados durante a noite e criou canais de comunicação com os moradores da região.

As emissões da fábrica, segundo a multinacional, eram acompanhadas por empresas especializadas e fiscalizadas pelos órgãos ambientais. A Isover também sustenta que a operação não representava riscos à saúde dos trabalhadores.

Agora, o processo será acompanhado pelas autoridades, que deverão fiscalizar o desligamento do forno, a retirada dos equipamentos e o cumprimento das medidas ambientais previstas no acordo.

Com isso, a fábrica da Isover encerra uma trajetória industrial iniciada em 1951. O endereço continuará sendo utilizado pela empresa, mas apenas para atividades de distribuição, enquanto o Grupo Saint-Gobain mantém suas demais operações no Brasil.

Idosos poderão pegar Uber de graça no Brasil; saiba como conseguir

Projeto da Santa Casa de Vitória oferece transporte gratuito a idosos

Por Iarla Queiroz
Idosos podem receber Uber gratuito - Foto: Luan Julião | Ag. A TARDE | Imagem gerada por IA

Idosos atendidos pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória poderão contar com transporte gratuito por aplicativo para chegar a consultas e outros atendimentos presenciais no hospital.

A iniciativa foi criada para facilitar o acesso ao acompanhamento médico de pacientes que enfrentam dificuldades de locomoção, moram longe da unidade ou não possuem condições financeiras para pagar pelo deslocamento.

O benefício não é liberado automaticamente. Cada paciente passa por uma avaliação individual feita pela equipe da Santa Casa, que identifica os casos em que o transporte por aplicativo é necessário.

Projeto une Uber e telemedicina

A iniciativa é realizada pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) em parceria com a Uber e está vinculada ao ambulatório de geriatria da Santa Casa.

O projeto tem como foco principalmente idosos frágeis, com múltiplas doenças ou que precisam da ajuda de familiares e cuidadores para se deslocar até o hospital.

Pacientes que vivem em municípios mais distantes ou enfrentam dificuldades financeiras para arcar com o transporte também estão entre os beneficiados.

Além do deslocamento gratuito, o programa utiliza a telemedicina para evitar viagens que não sejam necessárias. Quando o acompanhamento pode ser feito de forma remota, o paciente realiza a consulta por teleatendimento. Já nos casos em que a avaliação presencial é indispensável, o transporte pode ser disponibilizado.

Como o transporte gratuito funciona

A análise começa ainda durante a internação do paciente. A equipe médica avalia a situação de cada idoso e define se o acompanhamento poderá continuar por teleconsulta ou se será necessário um novo atendimento presencial.

Quando o retorno ao hospital é indicado, o paciente pode receber um voucher para fazer o deslocamento por aplicativo.

Para a diretora clínica da Santa Casa de Vitória, Rosane Mageste, a união entre as duas ferramentas ajuda a diminuir os obstáculos encontrados pelos idosos para manter o tratamento.

“Esse projeto possibilitou ampliar o cuidado com o paciente idoso, porque muitas vezes a dificuldade não está apenas no atendimento, mas em conseguir chegar até ele”, afirmou.

Segundo ela, a integração entre telemedicina e transporte permite acompanhar os pacientes de forma mais próxima, diminuir as barreiras de acesso e oferecer uma assistência mais completa, concluiu.

O geriatra Renato Morelato, responsável pelo programa de residência médica da área, também destacou a importância da teleconsulta para esse público.

De acordo com ele, muitos pacientes acompanhados pelo projeto são idosos frágeis e dependem de outras pessoas para conseguir se deslocar. A consulta remota permite observar a evolução clínica e identificar com rapidez quando é necessária uma avaliação presencial, explicou.

Projeto também atende idosos de Cariacica

A iniciativa não está restrita aos pacientes que vivem em Vitória. O projeto também contempla idosos acolhidos por uma instituição filantrópica de longa permanência localizada em Cariacica, que recebe acompanhamento da equipe da Santa Casa.

Nesses casos, a telemedicina é utilizada para orientações e acompanhamento clínico. Quando a presença do paciente no hospital é necessária, o transporte por aplicativo também pode ser disponibilizado.

Segundo a Santa Casa, além de facilitar o acesso aos atendimentos, a iniciativa ajudou a ampliar a estrutura do teleambulatório da instituição, com investimentos em equipamentos e infraestrutura.

O projeto também passou a ser utilizado na formação de estudantes e residentes da área de geriatria.

Atualmente, 96% dos atendimentos realizados pelo hospital são pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Grupo suspeito de vender armas tem R$ 38 milhões bloqueados na Bahia

Operação cumpre 16 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju

Por Victoria Isabel
Foto: Ascom-PCBA

A Polícia Civil bloqueou judicialmente R$ 38 milhões em bens e valores vinculados a investigados por participação em uma organização criminosa suspeita de abastecer o mercado ilegal de armas de fogo na Bahia durante a Operação Exarmatio, deflagrada na manhã desta terça-feira, 11.

A ação cumpre 16 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju (SE). De acordo com as investigações, o grupo atua de forma estruturada na comercialização clandestina de armas de fogo, com atuação interestadual e divisão de funções entre os integrantes.

Além do bloqueio financeiro, a operação tem como objetivo desarticular a organização criminosa, interromper o fluxo financeiro do grupo e reunir novos elementos de prova para o avanço das investigações.

Foto: Ascom-PCBA

Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), a operação mobiliza cerca de 80 policiais civis, distribuídos em 20 equipes, responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais e pelo prosseguimento das investigações.

A Operação Exarmatio conta com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR/Feira de Santana), da Diretoria Regional de Polícia do Interior Leste (DIRPIN/Leste), por meio da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/Feira de Santana), além da Polícia Civil de Sergipe.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026

GOLS DO FANTÁSTICO

 


A orientação da equipe de campanha a Tarcísio durante debate

Governador recebeu pedido para elevar o tom depois de Haddad começar confronto de forma mais incisiva

Tauany Cattan
Mateus Conte

Governador de SP, Tarcísio de Freitas, participa do leilão do PPP, novo centro administrativo na B3 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A equipe do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), orientou o candidato a adotar uma postura mais incisiva contra Fernando Haddad (PT) durante o primeiro debate da eleição de 2026 para o governo paulista, realizado neste domingo, 9, na TV Bandeirantes.

Segundo uma fonte ouvida por Oeste, a avaliação nos bastidores foi de que Haddad começou o confronto de maneira mais incisiva. Diante disso, Tarcísio recebeu, durante os intervalos, a orientação para “subir mais a temperatura”.

A avaliação interna foi de que o desempenho do governador foi “excelente” dentro da estratégia traçada para o encontro. A fonte afirmou que Tarcísio, por ter um perfil considerado mais técnico e comedido, ainda está se segurando e deve adotar uma postura mais solta nos próximos debates.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Campanha de Tarcísio contesta números apresentados por Haddad

A equipe de Tarcísio também contestou dados sobre investimentos estaduais mencionados por Haddad durante o confronto. Segundo a fonte, o petista teria usado números “imprecisos” ao criticar a gestão do governador.

A avaliação nos bastidores é de que Tarcísio tem facilidade para trabalhar com dados e informações técnicas, mas precisava demonstrar uma postura mais calorosa no confronto direto com o adversário. Por isso, a campanha reforçou durante o debate a orientação para que o governador fosse mais incisivo.

Tarcísio manda abraço a Bolsonaro durante debate: ‘Gratidão não se prescreve’

Governador afirma que ex-presidente abriu as portas para sua trajetória política

Mateus Conte

O ex-presidente Jair Bolsonaro (à esq) e o governador Tarcísio de Freitas, durante ato pela anistia na Avenida Paulista — 6/4/2025 | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro durante confronto com Fernando Haddad (PT) no primeiro debate da eleição paulista, realizado neste domingo, 9, pela TV Bandeirantes.

A manifestação ocorreu durante uma discussão sobre a relação do governo paulista com a União. Haddad citou acordos e recursos federais destinados a São Paulo e questionou Tarcísio sobre medidas tomadas pelo governo Bolsonaro que, segundo o petista, prejudicaram o Estado.

Tarcísio respondeu que Haddad estava “muito focado” no ex-presidente. “Esquece Bolsonaro, Haddad, você não está concorrendo contra ele mais”, afirmou, ao recordar a eleição presidencial em que Bolsonaro saiu vencedor. “Isso foi em 2018, já passou, vamos focar aqui em São Paulo.”

Na sequência, Haddad perguntou se Tarcísio teria “vergonha” de Bolsonaro. Em resposta, o governador recordou a importância do ex-presidente para sua entrada na política. “Foi a pessoa que me abriu as portas, e gratidão não se prescreve”, afirmou. “Uma pessoa que me estendeu a mão, uma pessoa que pegou um técnico e fez desse técnico um ministro.”

Tarcísio também elogiou a formação da equipe ministerial no governo anterior. Segundo ele, Bolsonaro optou por colocar profissionais com experiência técnica à frente das pastas em vez de “fatiar o governo” entre partidos. “Um abraço, Bolsonaro, que tenho gratidão, e vou ter gratidão sempre ao que você fez na minha vida, ao que você representa”, encerrou.

Tarcísio: de técnico a ministro de Bolsonaro

Bolsonaro escolheu Tarcísio para comandar o Ministério da Infraestrutura em 2019, no começo de seu governo. A nomeação colocou o engenheiro, até então conhecido sobretudo por sua atuação técnica na administração pública, no primeiro escalão do Executivo federal.

Antes disso, Tarcísio havia construído uma trajetória principalmente técnica na administração pública. Engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia, ele integrou o Exército e posteriormente ocupou cargos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e no Programa de Parcerias de Investimentos.

Tarcísio permaneceu no ministério até 2022, quando deixou o governo federal para disputar pela primeira vez um cargo eletivo. Naquele ano, Tarcísio concorreu ao governo de São Paulo com o apoio de Bolsonaro. Chegou ao segundo turno contra Haddad e venceu a eleição, com 55% dos votos válidos, ante 44% do petista.

Nunes rebate Haddad por acusação sobre contrato de wi-fi: ‘Tenha responsabilidade’

Prefeito afirma que petista apresentou dados falsos e cobra respeito pelas declarações feitas na Band

Mateus Conte
Tauany Cattan
Ricardo Nunes se pronuncia depois de debate entre Tarcísio e Haddad na Band | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, rebateu Fernando Haddad depois de o candidato ao governo paulista relacionar um contrato de wi-fi da prefeitura ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao criticar a prefeitura, Haddad afirmou: “E ainda com um contrato aí de wi-fi para ser desviado o dinheiro para o PCC uma parte e para fazer o filme do Bolsonaro por outra”. A declaração ocorreu nas considerações finais do debate deste domingo, 9, na Band.

Depois do debate, Nunes disse ter procurado pessoalmente o petista para contestar a declaração. “Você sabe que eu não tenho nenhum envolvimento com absolutamente nada de errado, você me conhece, acho que você poderia ser um pouco mais respeitoso’”, afirmou o prefeito ao petista.

O contrato citado por Haddad, no valor de R$ 108 milhões, prevê instalação, operação e manutenção de 5 mil pontos de wi-fi público na periferia da capital. O acordo entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil é investigado pelo Ministério Público por suspeitas de irregularidades.

A entidade contratada pertence a Karina Ferreira Gama, que também é sócia única da produtora responsável por Dark Horse, filme sobre Bolsonaro. A Prefeitura de São Paulo afirma que o chamamento público ocorreu de forma transparente e que respondeu aos questionamentos apresentados pelo Ministério Público.

Nunes contesta dados sobre dívida

O prefeito também reagiu às declarações de Haddad sobre a situação financeira da capital. No debate, o petista afirmou que Nunes recebeu a prefeitura “com R$ 80 bi em caixa, com fim da dívida, o cara está endividando a cidade em R$ 50 [bi]”.

Nunes afirmou que o endividamento atual corresponde a 14% da receita corrente líquida do município e disse que a capital possui classificação máxima nesse quesito. “São Paulo nunca teve uma saúde financeira tão robusta e tão boa”, declarou.

O prefeito também contestou a versão apresentada por Haddad sobre a redução da dívida municipal. Durante o debate, o petista afirmou que, quando comandou a prefeitura, reduziu “de R$ 80 para R$ 30 bilhões a dívida de São Paulo” e atribuiu a medida à renegociação realizada durante o governo de Dilma Rousseff.

Segundo Nunes, porém, a redução daquele período decorreu de uma mudança aprovada pelo Congresso. “Naquela época foi o Congresso que alterou […] e fez uma redução equilibrada para todos os Estados e municípios”, afirmou.

Nunes acusou ainda Haddad de apresentar informações incorretas ao longo do confronto. “Nunca tinha observado isso de forma tão clara como agora nesse debate, de inventar, de falar mentiras, de dar dados distorcidos, dados falsos”, declarou. O prefeito ainda afirmou ter pedido ao ex-ministro “um pouco de responsabilidade” nas declarações.

A trajetória obscura de Lulinha

Negócios e contratos milionários marcam mais de duas décadas da história do filho de Lula

Cristyan Costa
Edilson Salgueiro

Lulinha mudou-se para a Espanha em julho de 2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Mais de duas décadas separam a entrada de Lulinha no mundo empresarial do novo inquérito que hoje investiga o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, a Polícia Federal (PF) apura elementos encontrados na Operação Sem Desconto, investigação sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas essa história começa muito antes. A Edição 334 da Revista Oeste recupera negócios e investigações que acompanham Fábio Luís Lula da Silva desde o primeiro governo do pai, quando deixou o trabalho de monitor no Zoológico de São Paulo e ingressou no mundo empresarial.

Em 2004, Lulinha tornou-se sócio da Gamecorp. Investigações posteriores da PF e do Ministério Público Federal (MPF) mostraram que, entre 2004 e 2014, a Oi transferiu R$ 132 milhões à companhia e a outras empresas do grupo ligado a Lulinha e ao empresário Jonas Suassuna. A Vivo repassou outros R$ 40 milhões. Investigadores levantaram suspeitas sobre a lógica econômica de parte dos contratos.

Agora, o nome do filho do presidente aparece em outra frente de apuração.

Do passado empresarial ao caso do INSS

As suspeitas mais recentes surgiram a partir de elementos relacionados a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

A PF identificou pagamentos de R$ 1,5 milhão feitos por uma empresa ligada a Careca para a RL Consultoria e Intermediações, de Roberta. Em depoimento, esta última afirmou que aproximou o Careca de Lulinha, mas negou ter repassado ao filho do presidente qualquer parcela do dinheiro recebido. Segundo a empresária, os valores remuneraram serviços prestados por sua companhia.

Roberta também relatou que Lulinha demonstrava interesse por medicamentos à base de Cannabis porque um familiar utilizava esse tipo de produto. Esse assunto levou Careca a convidar o filho do presidente para uma viagem à Europa, em novembro de 2024.

Meses depois, em julho de 2025, Lulinha mudou-se para a Espanha. Em janeiro deste ano, abriu em Madri a Synapta, empresa de tecnologia da qual é o único sócio. A companhia tem capital social de € 3 mil e pode atuar, entre outras atividades, com consultoria técnica e informática e desenvolvimento de sistemas.

A defesa informou à Revista Oeste que a Synapta foi criada para que Lulinha possa “empreender no médio ou no longo prazo”. De acordo com o advogado Marco Aurélio Carvalho, o filho do presidente também mantém vínculo empregatício na Espanha, mas o nome do empregador e as funções exercidas não foram informados.

A história de Lulinha no submundo empresarial

A reportagem especial da nova edição da Revista Oeste vai além do caso do INSS. Documentos, laudos policiais e registros empresariais ajudam a reconstruir mais de 20 anos de negócios e investigações que passaram pelo caminho do filho mais velho de Lula.

De onde vieram os milhões que abasteceram empresas ligadas a Lulinha? O que investigadores encontraram nos contratos? E como o Careca do INSS e Roberta Luchsinger entraram nessa história?

Flávio critica veto a visita a Jair e compara tratamento ao de Richthofen

Candidato à Presidência foi impedido de visitar o pai, Jair Bolsonaro, em decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes

Lucas Cheiddi

O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Vittor Sales

Nas redes sociais, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) destacou, neste domingo, 9, a diferença de tratamento entre Suzane von Richthofen e o ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao Dia dos Pais. Flávio usou o X para compartilhar uma publicação que comparava a saída temporária da mulher ao veto de visitas ao pai.

“Suzane von Richthofen, condenada por assassinar os próprios pais, teve saída temporária no Dia dos Pais”, escreveu. “Jair Bolsonaro, que não matou ninguém, foi proibido de receber a visita dos próprios filhos. Isso não é Justiça. É crueldade!”

A mulher foi condenada a 39 anos de prisão por envolvimento na morte dos pais, Manfred e Marísia, em 2002, no bairro Brooklin, São Paulo. Ela facilitou o crime ao permitir a entrada dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos no imóvel. Atualmente, Suzane cumpre pena em regime aberto.

Já Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, no sábado 8, o pedido para que Carlos Bolsonaro, Jair Renan e Flávio pudessem visitar o ex-presidente neste domingo, 9, em caráter “estritamente humanitário e familiar”, conforme a solicitação.

Decisão judicial e posicionamento de Flávio

Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária de encerramento do 1º semestre de 2026 (1/7/2026) | Foto: Victor Piemonte/STF

De acordo com Moraes, a liberação iria contra as restrições impostas ao ex-presidente, incluindo a suspensão por 30 dias de visitas de cunho político. Além disso, o ministro proibiu encontros entre Flávio e o pai por três meses, depois de considerar que Bolsonaro burlou o veto ao uso de redes sociais por meio de terceiros.

A decisão teve motivação em divulgação, nas redes sociais, de uma carta escrita por Bolsonaro e obtida por Flávio durante uma visita. Para Moraes, o ato feriu as medidas cautelares.

A defesa alegou que Bolsonaro desconhecia a intenção do filho de publicar o conteúdo. Moraes proibiu visitas com finalidade eleitoral até o término das eleições de 2026.

Diante da negativa, Flávio publicou, no dia dos pais, uma carta endereçada ao pai. Em vídeo, o senador aparece emocionado ao escrever a mensagem e classifica a proibição como “insana”, “injusta” e “triste”. “Estou com saudade de ouvir sua voz, sua risada, suas piadas sem graça”, escreveu Flávio.

Erika Hilton é 'ótima influencer e péssima parlamentar', diz ex-assessor

Deputada trans não acompanhava pautas relevantes da Câmara, disse David Deccache, que trabalhou com a líder do Psol em 2024

Isabela Jordão

Erika Hilton (PSOL-SP) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O economista David Deccache, que foi assessor da área econômica da deputada Erika Hilton (Psol-SP) em 2024, criticou neste domingo, 9, a atuação parlamentar da deputada. Segundo ele, Hilton não participou de debates sobre a segunda fase da reforma tributária e sobre mudanças no abono salarial, apesar de ocupar naquele ano a liderança da bancada do Psol na Câmara dos Deputados.

“Durante toda a reforma tributária, por exemplo, nunca troquei uma palavra com a líder da bancada sobre esses temas”, escreveu Deccache em publicação no X. “Eu era o responsável pela pauta.”

Erika Hilton não estudava pautas que defendia

Segundo o economista, a deputada não teria estudado notas técnicas nem demonstrado interesse pelas controvérsias e possibilidades relacionadas aos projetos em discussão. Ele afirmou que outros integrantes da bancada passaram a assumir tarefas que deveriam caber à líder.

“A construção de emendas e destaques, as reuniões e toda a articulação em torno dessas pautas ficavam a cargo de outros parlamentares”, declarou.

Deccache também criticou a atuação de Hilton na discussão sobre o abono salarial. Ele afirmou que a deputada “não fez absolutamente nada para reverter” e citou as publicações feitas por ela nas redes sociais na época como forma de sustentar sua afirmação.

O economista disse ainda que a posição de liderança exigia uma participação mais ativa nos trabalhos legislativos. “Ela não era uma parlamentar qualquer. Era a líder”, escreveu. “A representante do partido, da bancada e de toda a militância.”

Na avaliação de Deccache, Hilton teria maior destaque na atuação nas redes sociais do que no cargo político para o qual foi eleita. “Ela é uma influencer de redes sociais brilhante e da mais alta importância, fundamental na luta contra a escala 6×1, mas é péssima como parlamentar.”

A deputada Erika Hilton (Psol-SP) em discurso durante a parada LGBT de São Paulo | Foto: Divulgação/X

Ele disse que o trabalho legislativo exige dedicação a atividades que não necessariamente têm repercussão pública. “Ser uma boa parlamentar é duríssimo. Tem que se dedicar, trabalhar, estudar, se preparar”, escreveu.

Deccache afirmou que as críticas são de responsabilidade pessoal e disse que decidiu tornar públicas as avaliações por considerar que há informações incorretas sobre a atuação da deputada. “Podem me cancelar, mas certas coisas precisam ser ditas e debatidas”, afirmou.

Ele também desafiou eventuais contestadores a consultarem registros oficiais das atividades parlamentares de Hilton. “Peguem, então, a participação dela nas notas taquigráficas e nos vídeos dessas votações históricas e importantes. Está lá. É factual. Tudo registrado. Vamos ver se estou mentindo.”

BTG/Nexus: Lula tem 47% contra 44% de Flávio no 2º turno

No voto espontâneo, o senador chegou a 29%, o maior porcentual registrado por ele nas nove rodadas da pesquisa

Letícia Alves

O senador Flávio Bolsonaro | Foto: nstagram/Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 35% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Nexus/BTG realizada entre 7 e 9 de agosto. Lula (PT) aparece com 40%. A diferença entre os dois caiu para 5 pontos porcentuais.

No primeiro turno, além de Lula e Flávio, aparecem Caiado, com 5%; Renan Santos, com 4%; e Zema, com 3%. Samara Martins tem 2%. Augusto Cury e Cabo Daciolo registram 1% cada um. Os demais candidatos não pontuaram.
Dados da pesquisa BTG/ Nexus | Imagem: Divulgação

No voto espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio chegou a 29%, o maior porcentual registrado por ele nas nove rodadas da pesquisa. Lula aparece com 36%. Ronaldo Caiado tem 3%; Renan Santos, 2%; e Romeu Zema, 1%.

Dados da pesquisa BTG/ Nexus | Imagem: Divulgação

A pesquisa ouviu 2.001 eleitores por telefone, pelo método Cati, entre 7 e 9 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.

Cenário amplia disputa pela oposição

O levantamento também testou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio. O presidente registra 47%, contra 44% do senador. A diferença de 3 pontos está dentro da margem de erro de 2 pontos porcentuais, o que caracteriza empate técnico.
Dados da pesquisa BTG/ Nexus | Imagem: Divulgação

Flávio também aparece à frente dos demais nomes da oposição nos cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 46%, ante 42% do governador. Na simulação com Romeu Zema, o presidente registra 47%, contra 40%. Já diante de Renan Santos, Lula vence por 46% a 37%.

Flávio concentra votos de Jair Bolsonaro

O cruzamento entre o voto no segundo turno de 2022 e a intenção de voto para 2026 mostra que Flávio preserva a maior parte do eleitorado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os que votaram no ex-presidente em 2022, 73% declararam intenção de votar no senador no primeiro turno.

Nesse grupo, Ronaldo Caiado aparece com 8%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema têm 5% cada um. Lula registra 3%. Outros candidatos somam 3%, enquanto 2% dizem votar em branco ou nulo, e outros 2% não souberam ou não responderam.

Dados da pesquisa BTG/ Nexus | Imagem: Divulgação

Entre os eleitores que votaram em Lula no segundo turno de 2022, 78% permanecem com o presidente. Flávio aparece com 5%; Caiado, com 3%; Zema, com 2%; e Renan Santos, com 1%.

Os números revelam que Flávio é, entre os nomes testados, o candidato que mais concentra o eleitorado que escolheu Jair Bolsonaro na eleição de 2022. No cenário de segundo turno, ele também apresenta a menor diferença para Lula entre os adversários testados.

Nikolas explica patrimônio de quase R$ 4 mi

O parlamentar atribuiu a maior parte do montante a uma casa financiada em 35 anos e negou irregularidades

Erich Mafra

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou um imóvel financiado em 35 anos como o principal responsável pelo salto em seu patrimônio na Justiça Eleitoral. O parlamentar registrou R$ 3,9 milhões em bens para o pleito de 2026, contra R$ 36 mil informados em 2022.

Nikolas explicou em vídeo que o valor da casa chega a R$ 2 milhões e sairá do seu bolso ao longo de três décadas. O deputado afirmou que o restante da quantia vem de aplicações do salário, livros, palestras e uma escola de inglês para cristãos.

“Não tem nenhum centavo disso de Odebrecht”, declarou o congressista ao defender a origem do dinheiro. “A minha esposa não tem contrato milionário com Master, eu não vendi rachadinha, eu não roubei aposentados”, completou.

Parlamentar rebate Erika Hilton

O congressista rebateu as críticas da esquerda e provocou a deputada Erika Hilton (Psol-SP) por declarar bens incompatíveis com acessórios de luxo. Nikolas também mirou o encolhimento no patrimônio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde 2018.
“Imagina, o cara que não administra nem a grana dele vai conseguir fazer isso com o país?”, perguntou Nikolas ao relacionar a queda dos bens do petista. “Se bem que tem a Janja, aí dá pra entender o gasto.”

Reprovação ao governo Lula é maior que aprovação, mostra pesquisa

Gestão desagrada 49%, contra 46% que avaliam positivamente; entre evangélicos, rejeição alcança 63%, enquanto no Sul chega a 57%

Lucas Cheiddi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A reprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva supera a aprovação, segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 10, mostra que 49% dos entrevistados desaprovam a gestão do petista, enquanto 46% aprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.

O estudo também mostra uma avaliação negativa do governo. Ao todo, 44% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 34% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 21% avaliam o desempenho como regular e 2% não responderam.
Aprovação do governo Lula, segundo pesquisa | Foto: Divulgação/BTG/Nexus

A pesquisa ocorre a menos de dois meses do primeiro turno das eleições. A votação está marcada para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente, governadores, senadores e deputados.

Evangélicos são grupo de maior rejeição a Lula
Aprovação de Lula por perfil do eleitor | Foto: Divulgação/BTG/Nexus

O recorte por religião apresenta uma das maiores diferenças da pesquisa. Entre os evangélicos, 63% desaprovam o governo Lula, enquanto 31% aprovam. Entre católicos, a desaprovação é de 45%, contra 50% de aprovação. Já entre os entrevistados sem religião, Lula registra 60% de aprovação e 35% de desaprovação.

O desempenho do petista entre os evangélicos também aparece associado à intenção de voto. No cenário estimulado de primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 47% entre os evangélicos, contra 26% de Lula. No total da amostra, os dois aparecem com 35% e 40%, respectivamente.

No recorte regional, o Sul apresenta a maior desaprovação, com 57%. A aprovação chega a 34%. No Sudeste, Lula tem 54% de desaprovação e 41% de aprovação. No Nordeste, ocorre o inverso: 56% aprovam e 40% desaprovam. Já no Norte e Centro-Oeste, os índices são de 52% e 43%, respectivamente.

A pesquisa ouviu 2.001 eleitores entre 7 e 9 de agosto, por telefone, em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.

Três bebês nascem empelicados no mesmo dia em hospital do Recôncavo baiano

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Três bebês nasceram de forma empelicada no mesmo dia na Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. O caso foi considerado uma coincidência rara pela equipe médica.

O parto empelicado acontece quando o bebê é retirado do útero ainda envolvido pela bolsa amniótica, membrana que protege a criança durante a gestação. Geralmente, a bolsa se rompe antes ou durante o trabalho de parto.

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a médica obstetra Débora Reis da Cruz, responsável pelos três partos, relatou que já havia realizado outros procedimentos desse tipo ao longo da carreira, mas nunca havia presenciado três ocorrências no mesmo dia, no caso na última quinta-feira (6).

Segundo a profissional, a repetição do fenômeno causou surpresa entre os integrantes da equipe. “No primeiro nascimento, a equipe percebe que o bebê está vindo envolvido pela bolsa; no segundo, já chama atenção o fato de o fenômeno estar se repetindo; e, quando acontece pela terceira vez no mesmo dia, a coincidência certamente torna o plantão memorável”, afirmou ao portal feirense.

Entre os bebês está Benjamim, filho de Elenice Almeida Braga, de 28 anos. A mãe chegou à maternidade com 37 semanas de gestação e, por ser considerada paciente de risco devido à diabetes, foi encaminhada para uma cesariana.

De início, os profissionais haviam informado que o bebê estava em posição transversal. No momento do parto, porém, Benjamim estava em posição cefálica e nasceu empelicado. “Foi uma surpresa, pois ele estava cefálico e empelicado. O medo sumiu e a emoção tomou conta do lugar com a chegada do meu pequeno bem e saudável”, relatou Elenice.

A mãe de Hilary, Jeniffer Araújo, contou que a filha estava prevista para nascer em 12 de agosto, mas precisou ser encaminhada à emergência da Santa Casa após apresentar pressão arterial elevada.

A bebê nasceu com 37 semanas e um dia. Jeniffer afirmou que já conhecia o trabalho da médica Débora Reis, mas não esperava que a filha nascesse empelicada.

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