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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Renan Santos e Ronaldo Caiado desistem de ir ao debate do Inteligência Ltda

Os dois presidenciáveis já criticaram Lula e Flávio pela ausência nos debates de outros veículos

Tauany Cattan


Renan Santos e Ronaldo Caiado haviam confirmado a presença no debate até esta quinta-feira, 17 | Foto: Montagem/Revista Oeste/Uiliam Grizafis/Reprodução/CNN

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), também presidenciável, não vão ao debate promovido pelo programa de podcast Inteligência Ltda. O evento vai ocorrer nesta sexta-feira, 18, a partir das 19h, na capital paulista. O encontro conta com a parceria do portal Metrópoles e do G4.

Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury participaram do debate dos presidenciáveis | Foto: Reprodução/Poder 360

De acordo com a assessoria de imprensa de Caiado, a desistência está ligada a uma readequação de agenda.

Já a campanha de Renan informou que o candidato está com “problema na voz e com suspeita de faringite ou laringite”. O tratamento inclui nebulização. Por orientação, o candidato afirmou que também cancelou temporariamente sabatinas e entrevistas com duração superior a 20 minutos.

Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) estão confirmados.
Primeira ausência de Renan Santos em debates

O candidato do Missão nunca havia faltado em debates. O primeiro deles ocorreu na Band, em 23 de agosto. Naquele dia, Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição; e Zema não compareceram.

Cury realizou um protesto naquele dia, na porta da emissora, criticando a ausência dos demais. Minutos depois, ele decidiu debater com Caiado e Renan.

Desde aquela exibição, Renan Santos critica as faltas recorrentes de Lula e Flávio. Caiado, por sua vez, havia cancelado apenas uma vez, no debate que ocorreria por meio da Mathias TV, canal de comunicação do YouTube. O ex-governador goiano ficou internado por três dias para tratar de uma pneumonia. Ele também criticou Lula e Flávio pela ausência na Band.

Apesar da limitação, Renan disse que vai manter a viagem de ônibus que realiza pelo país durante a campanha. “Sabatinas que eu tinha com a imprensa nos próximos dois dias eu não vou conseguir fazer”, confirmou o candidato.

Renan também cancelou a participação em um debate organizado pelo Flow. Nesse caso, porém, a justificativa é um conflito de agenda. De acordo com sua campanha, o encontro ocorre no mesmo dia de uma sabatina do SBT, à qual Renan afirmou que dará prioridade. Ele acrescentou que pretende comparecer a todos os debates promovidos por emissoras de televisão.

Ao explicar a ausência no Inteligência Ltda, Renan afirmou que estará na estrada e que, nas atuais condições, não conseguiria sustentar mais de uma hora de debate.

O candidato do Missão voltou a criticar adversários que, segundo ele, têm cancelado participações em debates dos quais pretendia participar. Renan citou Caiado como exceção a esse comportamento e chegou a convidar os concorrentes para debates dentro do ônibus utilizado por sua campanha, com transmissão pela internet.

Aposta na Mega-Sena leva prêmio de quase R$ 102 milhões

Bolão de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, acertou as seis dezenas

Fábio Bouéri


Concurso 3059 da Mega-Sena teve uma aposta vencedora; confira as dezenas | Foto: Reprodução/YouTube

A Mega-Sena teve uma aposta vencedora no concurso 3.059, realizado na noite desta quinta-feira, 17, no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio de R$ 101.970.706,05 saiu para um bolão com nove cotas registrado em Presidente Venceslau, no interior paulista.

As dezenas sorteadas foram 01, 02, 07, 18, 33 e 35. 

Com o acerto dos seis números, o prêmio principal não acumulou. Na faixa de cinco acertos, 98 apostas levaram R$ 31.664,29 cada. Outras 6.697 apostas acertaram quatro dezenas e receberam R$ 763,77 cada.

Vorcaro reservou mansão de R$ 250 milhões para Nunes Marques, diz site

Mensagens indicam que banqueiro organizou hospedagem do ministro do STF e de desembargador durante o Carnaval de 2025

Fábio Bouéri


Kassio Nunes Marques: suposto favorecimento por meio de Daniel Vorcaro | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O banqueiro Daniel Vorcaro articulou a hospedagem de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), identificado nas mensagens como “KN”, e do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), durante o Carnaval de 2025, no Rio de Janeiro.

Segundo mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo site Metrópoles, a Polícia Federal revela que “KN” seria o ministro Kassio Nunes Marques. Os diálogos revelam que a hospedagem ocorreu em uma mansão no Joá, na zona oeste do Rio, pertencente ao ator Márcio Garcia.

Vorcaro: hospedagem de quase R$ 1,5 milhão

O imóvel é avaliado em R$ 250 milhões, tem cerca de 6 mil metros quadrados, sete suítes, piscina, academia e vista para o mar. A hospedagem durante a semana do Carnaval teria custado aproximadamente R$ 1,45 milhão.

As conversas mostram que Vorcaro também organizou serviços para os convidados, incluindo chef, garçons e motoristas. Bebidas como uísque Macallan 12, Sassicaia, Chablis, Moët Chandon e Dom Pérignon estavam previstas.

Newton Ramos teria tratado com a equipe responsável pela logística detalhes da hospedagem e da segurança do ministro. Em determinado momento, ele também pediu autorização para realizar uma feijoada na mansão para cerca de 40 pessoas. Vorcaro respondeu que a realização estava autorizada.

As mensagens ainda mencionam pedidos de pulseiras para área VIP e uma forma de permitir que Nunes Marques entrasse em um camarote sem passar pelo procedimento convencional de cadastro. Procurados, Kassio Nunes Marques e Newton Ramos não se manifestaram, segundo o site.

Candidato do Psol leva pé de maconha para campanha em BH

Policiais abordam esquerdista e apreendem planta por falta de autorização

Fábio Bouéri


Dário de Moura, candidato do Psol, durante campanha pela regulamentação do cultivo da maconha | Foto: Reprodução/X

O candidato a deputado federal Dário de Moura (Psol-MG) levou um pé de maconha para a Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, durante uma ação de campanha nesta quarta-feira, 16. A iniciativa tinha como objetivo defender a regulamentação de Cannabis para uso medicinal e cultivo doméstico.

Durante a atividade, Dário foi abordado por policiais militares. Ele apresentou uma decisão judicial relacionada ao cultivo de Cannabis e informou que a planta pertencia a uma pessoa autorizada pela Justiça a realizar o cultivo medicinal. O proprietário e o advogado dele também estavam no local.

Polícia cobra legitimidade de candidato

Mesmo depois de analisar a documentação, a Polícia Militar decidiu recolher a planta e registrar uma ocorrência. Dário não foi levado à delegacia. Segundo o boletim, a decisão judicial estava em nome de terceiro e não previa expressamente a exposição pública da planta.

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um procedimento preliminar para analisar o caso. Segundo a corporação, a devolução da planta é juridicamente possível se for comprovada a propriedade, a procedência lícita e a abrangência da autorização judicial.

Dário afirmou que a planta era um exemplar macho de Cannabis, que não produz flores com concentração relevante de THC. O candidato defende o cultivo doméstico de até seis plantas por pessoa para uso medicinal e a distribuição de medicamentos à base de canabinoides pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em publicação nas redes sociais, o candidato criticou o recolhimento, mas afirmou que a ação policial faz parte do trabalho da corporação. Ele também disse que o episódio reforça sua defesa da regulamentação de Cannabis.

Vorcaro pediu apoio de Gilmar Mendes em causa de R$ 145 bilhões

Segundo jornal, ex-banqueiro se reuniu com ministro do STF para tratar de indenizações; cunhado de magistrado intermediou reunião

Fábio Bouéri


Daniel Vorcaro e Gilmar Mendes: encontro no STF para discutir causa bilionária | Foto: Montagem sobre redes sociais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de abril de 2024 para pedir apoio em uma disputa judicial que envolvia usinas do setor sucroalcooleiro. Segundo informações divulgadas pela Folha, o impacto potencial das ações pode chegar a R$ 145 bilhões para os cofres da União.

O Banco Master, então presidido por Vorcaro, mantinha em sua carteira bilhões de reais em créditos de usinas na forma de precatórios. Esses valores poderiam perder valor caso o STF não reconhecesse a validade das ações indenizatórias movidas pelas empresas contra a União.

Vorcaro e Gilmar: encontro no STF

A reunião foi intermediada pelo empresário Chiquinho Feitosa, que na época era cunhado de Gilmar Mendes e mantinha um contrato de R$ 500 mil mensais com Vorcaro. Mensagens mostram quando Feitosa aconselha o banqueiro a estabelecer uma relação direta com o ministro.

Um dos processos de interesse de Vorcaro, diz o jornal, envolvia a Destilaria Alcídia S/A. Gilmar havia pedido que o caso fosse retirado do plenário virtual para ser analisado presencialmente. No julgamento realizado em outubro de 2024, porém, o ministro votou contra o pedido da empresa, assim como André Mendonça.

Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques votaram em sentido contrário, o que garantiu a vitória da Alcídia. A decisão transitou em julgado em outubro de 2025.

A disputa envolve indenizações reivindicadas por usinas que alegam ter sofrido prejuízos com o controle estatal de preços do setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. Em 2020, o STF estabeleceu que os prejuízos deveriam ser comprovados individualmente, por meio de perícias e documentos contábeis.

PF entrega dados do celular de Vorcaro a Fux e Mendonça

Ministros receberam íntegra do material solicitado na quarta-feira 16, depois de sessão sobre conversas entre banqueiro e Moraes

Mateus Conte


Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, está preso na Papudinha, em Brasília | Foto: Snowing/magnific.com

A Polícia Federal (PF) entregou nesta quinta-feira, 17, a íntegra dos dados do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, aos gabinetes dos ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os magistrados haviam solicitado acesso ao conteúdo na quarta-feira, 16. A informação é da CNN Brasil.

O pedido ocorreu um dia depois da sessão convocada para decidir sobre a abertura de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas conversas com Vorcaro. O material é o mesmo que a PF entregou aos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes na segunda-feira 14.

A solicitação de Fux ocorreu um dia depois da divulgação de mensagens entre Vorcaro e seu filho, o advogado Rodrigo Fux. Os dois combinavam encontros, e Rodrigo também teria articulado um encontro entre o pai e Vorcaro em Londres. Em nota, o escritório de Fux afirmou que Rodrigo nunca advogou, prestou serviços nem representou Vorcaro.

Da esquerda para a direita, os ministros Luiz Fux e André Mendonça durante sessão no STF; ambos solicitaram o mesmo material já entregue aos gabinetes de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin | Foto: Reprodução/Alejandro Zambrana/STF

Mendonça havia resistido ao compartilhamento dos dados

Antes da sessão de terça-feira 15, Zanin tentou obter a íntegra dos dados diretamente com Mendonça, relator das investigações sobre o Master. O ministro, porém, afirmou que todas as informações necessárias ao julgamento já estavam disponíveis nos autos e que revelar o conteúdo completo do celular serviria apenas para “tumultuar” a sessão.

Mendonça também informou que mantinha uma cópia integral dos dados em seu gabinete, mas que o material permanecia lacrado. Posteriormente, a PF comunicou ao presidente do STF, Edson Fachin, que também mantinha os dados e poderia fornecer cópias idênticas aos ministros sem prejudicar a cadeia de custódia. Diante disso, Zanin e Gilmar recorreram diretamente à corporação.

Depois da entrega do material, vieram a público as conversas entre Vorcaro e Rodrigo Fux, além de diálogos com menções ao ministro Kassio Nunes Marques. Durante a sessão de terça-feira, Mendonça afirmou que só tomou conhecimento naquele momento das referências a outros integrantes do tribunal, pois a cópia mantida em seu gabinete continuava lacrada.

Zema diz que pode se afastar da política se não for eleito presidente

Em sabatina no SBT, o candidato do Novo admitiu que seu ciclo no Executivo pode ter chegado ao fim e falou em priorizar a vida pessoal

Yasmin Alencar


O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, colocou uma pausa na própria carreira política no horizonte. Nesta quinta-feira, 17, o candidato afirmou que pretende se afastar caso não vença a eleição. A declaração foi dada durante a sabatina com presidenciáveis do SBT Brasil.

“Caso eu não seja eleito, eu vou querer ficar afastado da política por um bom tempo”, declarou o presidenciável. “Tenho muita coisa para fazer na minha vida pessoal.Quero pensar com muita calma e quero continuar contribuindo para o meu partido Novo.”
Zema cogitou o encerramento de sua trajetória em cargos do Executivo

Zema foi além e cogitou o encerramento de sua trajetória em cargos do Executivo. “Esse ciclo meu de estar sendo no Executivo pode ter se encerrado, é algo que eu vou ver”, disse.

O candidato, no entanto, não detalhou por quanto tempo pretende ficar longe da vida pública nem quais planos pessoais colocaria à frente.

MP pede ao TCU suspensão do reajuste do Bolsa Família

Representação aponta falta de adequação orçamentária e financeira no aumento do benefício, anunciado a 17 dias do 1º turno

Isabela Jordão


Lula durante cerimônia de lançamento do Novo Bolsa Família, em março de 2023; nesta quinta-feira, 17, ele reajustou o benefício em 15% | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Ministério Público Especial pediu ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) a suspensão cautelar do decreto que elevou em 15% o valor do Bolsa Família. A representação, apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, questiona a existência de previsão orçamentária e financeira para a medida, anunciada 17 dias antes do primeiro turno das eleições.

Furtado também solicita que a Corte apure a eventual ausência ou insuficiência de estimativa do impacto da despesa. Segundo o procurador, o reajuste pode representar uma política fiscal expansionista adotada “à revelia” da legislação orçamentária.

Na representação, o integrante do MP-TCU defende a ideiaque a suspensão seja adotada de forma cautelar para evitar possíveis danos aos cofres públicos. “Assim, a concessão da medida cautelar é necessária para preservar a utilidade do processo e impedir lesão irreversível ao patrimônio público e à ordem jurídica”, afirmou.

Ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti diz que o aumento do Bolsa Família não vai provocar aumento de gastos do governo | Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Governo diz que reajuste do Bolsa Família não vai aumentar gastos

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o reajuste não provocará aumento de gastos do governo. Segundo ele, a ampliação do benefício será viabilizada pelo remanejamento de sobras de recursos de outras rubricas.

A justificativa do governo contrasta com o questionamento apresentado pelo MP-TCU, que pretende verificar se houve a devida previsão e adequação orçamentário-financeira para a despesa.

Até o momento, o TCU não se manifestou sobre o pedido. Antes de uma eventual análise do mérito, a representação precisa passar pelo exame dos requisitos de admissibilidade previstos no regimento da Corte.

Nessa etapa, o TCU verifica, entre outros pontos, a existência de elementos que indiquem possíveis irregularidades. Somente depois desse crivo o processo poderá avançar para a análise das questões apresentadas pelo MP-TCU.

Lula anuncia canetas emagrecedoras gratuitas pelo SUS

Presidente diz que medicamento vai ser destinado a pessoas com obesidade e cobra critérios para evitar uso indiscriminado

Lucas Cheiddi


anúncio ocorreu durante visita ao novo complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira, 17, que o governo pretende oferecer gratuitamente canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio ocorreu durante visita ao novo complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG).

Nas redes sociais, o petista afirmou que a medida vai ampliar o acesso ao tratamento de obesidade. Segundo o presidente, o uso dos medicamentos deverá ocorrer com indicação médica e protocolos definidos pelas autoridades de saúde.

O Ministério da Saúde informou que ainda conduz estudos para avaliar a incorporação dos medicamentos ao SUS. A pasta também afirmou que pretende estabelecer um protocolo clínico para definir os pacientes que poderão receber o tratamento. Um dos estudos acompanha pessoas que aguardam cirurgia bariátrica e avalia se o uso dos medicamentos pode controlar a obesidade sem a necessidade do procedimento.

Lula cobra controle nas prescrições

Modelo de caneta emagrecedora | Foto: Divulgação/EMS

Durante o evento, Lula pediu ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que a distribuição ocorra de maneira controlada. O presidente afirmou que médicos não podem prescrever as chamadas “canetinhas” de forma indiscriminada.

Lula também defendeu mudanças nos hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos. Ao comentar o tratamento, citou o caso de um prefeito que, segundo ele, teria reduzido o peso de 205 para 105 quilos. O presidente não informou o nome do político.

Na sequência, Lula criticou um possível uso eleitoral dos medicamentos. Segundo ele, candidatos e políticos não devem distribuir canetas emagrecedoras diretamente à população. Para o presidente, o tratamento precisa seguir critérios médicos e considerar as condições de saúde de cada paciente.

Ele também mencionou a deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) como exemplo de pessoa jovem e saudável. Na fala, defendeu a ideia de que pessoas sem indicação médica priorizem atividades físicas e mudanças na alimentação.

Datafolha: Lula e Flávio empatam em rejeição, com 47%

Entre os outros candidatos à Presidência da República, Renan Santos tem 15%; Zema, 14%; e Caiado, 13%

Isabela Jordão


Índice dos dois candidatos subiu 1 ponto porcentual em uma semana | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados em 47% no índice de rejeição entre os eleitores, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 17. O porcentual corresponde aos entrevistados que afirmam não votar de forma alguma em cada um dos candidatos à Presidência.

Na rodada anterior, divulgada uma semana antes, Lula e Flávio registravam 46% de rejeição. A oscilação ocorreu dentro da margem de erro do levantamento, de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Entre os demais candidatos, Renan Santos (Missão) aparece com 15% de rejeição. Romeu Zema (Novo) tem 14%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 13%, e Rui Costa Pimenta (PCO), com 11%.

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, candidatos à Presidência da República em 2026 | Foto: Reprodução/X

O índice de rejeição mede a parcela do eleitorado que declara não votar de maneira alguma em determinado candidato. Ele não corresponde, portanto, à intenção de voto efetiva nem indica, isoladamente, o resultado da eleição.

Pesquisa sobre rejeição de candidatos ouviu 2 mil eleitores

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 125 municípios de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre 15 e 17 de setembro.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04029/2026. O levantamento também apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 36%. No segundo turno, os dois aparecem com 46% e 44%, respectivamente, dentro da margem de erro.

Janja ironiza Michelle Bolsonaro e defende 'combate ao bolsonarismo como um todo'

 


'LULA É MORAES': Petista tenta se descolar do pivô do caso Master


 

Em meio à guerra, Rússia realiza votação parlamentar sem oposição

Na TV, Putin declarou que o voto garantirá a vitória na Ucrânia e demonstrará força contra a pressão externa

Yasmin Alencar


Os primeiros números parciais devem sair a partir das 15h de domingo 20, no horário de Brasília, e o quadro quase completo é esperado para segunda-feira 21 | Foto: Chingis Kondarov/Reuters

Os russos começaram a votar nesta sexta-feira, 18, em uma eleição parlamentar de três dias que Vladimir Putin apresentou como um termômetro do apoio popular à guerra na Ucrânia. É o primeiro pleito legislativo do país desde o início da invasão da Ucrânia em larga escala, em fevereiro de 2022, e vai renovar as 450 cadeiras da Duma Estatal, a Câmara Baixa do Parlamento. Num sistema político sob controle rígido, a aposta é que o Rússia Unida, partido governista, preserve o domínio.

O caminho ficou mais livre para o Kremlin depois que boa parte dos candidatos contrários à guerra foi retirada da disputa. A Suprema Corte decidiu que o Yabloko, legenda liberal que defende um cessar-fogo, descumpriu regras eleitorais. Ainda assim, alguns nomes do partido seguem concorrendo em distritos individuais.

Em pronunciamento pela televisão antes da abertura das urnas, Putin disse que o voto ajudaria a assegurar a vitória russa na Ucrânia e a mostrar firmeza diante da pressão externa. Para o Kremlin, a unidade interna é decisiva diante do que classifica como tentativas cada vez mais perigosas dos serviços de inteligência ucranianos e de outros adversários de semearem instabilidade dentro da Rússia.

A votação chega num momento de desgaste. Pesquisas apontam russos mais preocupados com os efeitos do conflito no dia a dia, e a economia dá sinais de aperto: ataques de drones ucranianos provocam escassez de combustível em algumas regiões, enquanto empresas convivem com juros altos, falta de mão de obra e sanções ocidentais. As autoridades devem ler o resultado como uma medida do cansaço da população com a guerra.

Os primeiros números parciais devem sair a partir de domingo 20

Os primeiros números parciais devem sair a partir das 15h de domingo 20, no horário de Brasília, e o quadro quase completo é esperado para segunda-feira 21.

Moro lidera disputa pelo governo do Paraná com 44,7%, mostra pesquisa

Senador aparece à frente no cenário estimulado; Requião Filho e Sandro Alex estão empatados dentro da margem de erro

Letícia Alves


Sergio Moro aparece em primeiro lugar nas pesquisas para o governo do Paraná | Foto: Facebook/Sergio Moro

O senador Sergio Moro (PL) lidera a disputa pelo governo do Paraná com 44,7% das intenções de voto, segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira, 18. Requião Filho (PDT) aparece em segundo lugar, com 23%, seguido por Sandro Alex (PSD), com 19,7%. Os dois estão empatados dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Luiz França (Missão) aparece com 0,7%. Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza) e Tayná Miessa (UP) têm 0,4% cada. Adriano Funileiro (PCO) e Samuel de Mattos (PSTU) registram 0,3% cada. Outros 5,8% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,8% não souberam ou não opinaram.

Primeiro turno:

Sergio Moro (PL): 44,7%
Requião Filho (PDT): 23%
Sandro Alex (PSD): 19,7%
Luiz França (Missão): 0,7%
Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza): 0,4%
Tayná Miessa (UP): 0,4%
Adriano Funileiro (PCO): 0,3%
Samuel de Mattos (PSTU): 0,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 5,8%
Não sabe/Não opinou: 4,8%

O instituto não realizou simulações de segundo turno. A votação do primeiro turno ocorre em 4 de outubro.

Requião Filho tem maior rejeição, e Moro fica em segundo

A pesquisa também perguntou aos eleitores em quais candidatos não votariam de jeito nenhum. Cada entrevistado poderia citar mais de um nome.

Requião Filho registra 37,8% de rejeição. Moro aparece com 26,6%, e Sandro Alex, com 12,2%. Na sequência estão Tayná Miessa, com 6,8%; Adriano Funileiro e Samuel de Mattos, com 5,9% cada; Doutor Alexandre Salomão, com 5,7%; e Luiz França, com 4,8%.

Outros 5,9% disseram que poderiam votar em todos os candidatos, enquanto 13,4% não souberam ou não opinaram.
Senado tem disputa acirrada por duas vagas

O levantamento também mediu a disputa pelas duas cadeiras do Paraná no Senado Federal e mostra um empate técnico quádruplo. Deltan Dallagnol (Novo) aparece numericamente à frente, com 31,6%. Alexandre Curi (Republicanos) tem 30,4%, seguido por Filipe Barros (PL), com 26,3%, e Gleisi Hoffmann (PT), com 25,9%.

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Dos quatro, Filipe Barros foi o candidato que mais cresceu em relação ao levantamento anterior. Ele passou de 22,9% para 26,3% e retomou o patamar registrado em agosto.
Veja os números para o Senado:

Deltan Dallagnol (Novo): 31,6%
Alexandre Curi (Republicanos): 30,4%
Filipe Barros (PL): 26,3%
Gleisi Hoffmann (PT): 25,9%
Cristina Graeml (PSD): 14,8%
Dr. Rosinha (PT): 12,5%
Marcelo Marcelino (PCO): 1,3%
Joaquim do MLB (UP): 0,9%
Karen Guerreiro (Missão): 0,9%
Não sabe/Não opinou: 6,1%
Nenhum/Branco/Nulo: 7,4%

O Paraná Pesquisas entrevistou 1,2 mil pessoas no estado entre 15 e 17 de setembro. A margem de erro é de 2,8 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda. e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-01022/2026.

Novo pede impedimento de Moraes em caso Vorcaro

Partido também quer anular voto do ministro em questão de ordem sobre investigação envolvendo mensagens com o ex-dono do Master

Lucas Cheiddi


Viviane Barci e Alexandre de Moraes em cerimônia do TSE (16/08/2022) | Foto: Ricardo Stuckert

O Partido Novo pediu, nesta quinta-feira, 17, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que Alexandre de Moraes seja impedido de participar do julgamento que analisa fatos envolvendo o próprio ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A legenda também solicitou a anulação do voto apresentado por Moraes em uma questão de ordem do ministro Gilmar Mendes durante a sessão de terça-feira 15. O decano da Suprema Corte propôs que as apurações envolvendo o colega e André Mendonça passassem por análise conjunta.

O julgamento começou depois da conferência de elementos reunidos pela Polícia Federal (PF) sobre mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Durante a sessão, Moraes participou da votação da questão de ordem, embora figure entre os envolvidos nos fatos que deram origem à apuração.

Novo questiona participação de Moraes
Eduardo Ribeiro, presidente do partido Novo | Foto: Divulgação

Na petição, o partido argumenta que Moraes ocupou posições diferentes dentro do mesmo procedimento. Segundo o Novo, o ministro participou da discussão como interessado e depois votou como integrante do colegiado.

A legenda afirma que essa situação configura impedimento previsto no Código de Processo Penal. O partido pede que Fachin desconsidere o voto de Moraes e afaste o ministro das próximas decisões relacionadas ao caso.

O Novo também solicita que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Moraes se manifestem sobre o pedido. Caso Fachin entenda necessário levar a questão ao plenário, a legenda quer que isso ocorra antes da retomada do julgamento.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que uma pessoa diretamente envolvida na apuração não deveria participar, como julgadora, de decisões relacionadas ao próprio caso. A declaração consta da manifestação divulgada pelo partido.

Greve dos Correios atrasa encomendas e afeta consumidores e lojistas

Por Gabriela Cecchin | Folhapress
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A greve dos Correios, iniciada na última quinta-feira (10), deixa consumidores e pequenos vendedores sem previsão para a entrega de encomendas. Relatos coletados pela reportagem apontam objetos que ultrapassaram o prazo informado, ficaram sem atualização no rastreamento e nos pedidos de reembolso do frete.

É o caso de Mariana Greco Mantovani, 20, responsável pelo perfil Sweet Wishes Store, no Instagram, que importa e vende bonecas e outros itens colecionáveis, como Monster High, Funko e cartas de Pokémon. Ela afirma estar com duas caixas paradas desde o início do mês, com cerca de oito encomendas de clientes.

Em nota, os Correios afirmaram que, como parte do Plano de Continuidade de Negócios, a carga postal está sendo remanejada conforme a necessidade para assegurar o tratamento e a distribuição dos objetos.

Segundo Mariana, quando os produtos já estão no Brasil, ela consegue recomendar outra transportadora aos compradores. Na importação, porém, diz não ter essa alternativa. "Quando já estou com os itens aqui no Brasil, consigo recomendar que os clientes solicitem transporte por outra empresa, mas ao trazer os itens para cá, não temos outra opção sem ser os Correios", afirma.

O atraso também faz com que ela precise explicar a situação individualmente aos clientes, sem conseguir informar uma nova previsão de entrega. Uma das encomendas já resultou em pedido de reembolso, segundo ela.

"Como trabalho com itens colecionáveis, se a encomenda é de algo muito específico, o que acontece com frequência, existe um grande risco de eu ficar com o item parado em casa. Acaba sendo um grande prejuízo."

Reclamações publicadas no Reclame Aqui nesta quinta-feira (17) também mostram consumidores que afirmam ter recebido ou estar aguardando encomendas além do prazo previsto.

Em São Vicente (70 km de São Paulo), um consumidor afirmou que pagou R$ 25 por um frete mais rápido, mas a encomenda chegou à cidade e permaneceu parada por dois dias. O prazo de entrega havia terminado no dia anterior. Na reclamação, ele pede o reembolso do valor pago pelo frete.

Questionados sobre a possibilidade de reembolso do frete em casos de descumprimento do prazo de entrega, os Correios não responderam até a publicação desta reportagem. A estatal orienta clientes com demandas específicas a procurar os canais de atendimento.

Em São Paulo, outro consumidor relatou que a última atualização do rastreamento ocorreu em 15 de setembro, data em que a entrega deveria ter sido realizada. Segundo ele, os Correios informaram que uma manifestação aberta sobre o caso poderia levar até cinco dias úteis para ser respondida.

Há ainda o caso de um consumidor de São Carlos (231 km da capital paulista) que afirma ter uma encomenda Sedex atrasada desde sábado (12). O objeto contém um documento necessário para uma viagem marcada para esta sexta-feira (18). Ele pede que os Correios localizem a encomenda e avaliem a possibilidade de retirada presencial.

A empresa também disse mobilizar servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e realizar mutirões de entrega para preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos aos clientes. A operação, segundo a empresa, é monitorada continuamente, e novas medidas poderão ser adotadas se necessário.

Os Correios afirmaram ainda que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. "A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível", diz.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a empresa pediu ao Tesouro Nacional garantia para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com quatro bancos privados. O novo crédito faz parte do plano de reestruturação financeira dos Correios. A companhia já contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões em dezembro de 2025 e tem previsão de receber outros R$ 6 bilhões em recursos da União em 2027.

Gilmar Mendes teve encontro com Vorcaro no STF e recebeu pedido de apoio em causa bilionária do empresário

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro esteve com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes durante um encontro realizado no dia 11 de abril de 2024. Na ocasião, o empresário pediu que ele votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro que o beneficiariam diretamente.

O Banco Master, que era presidido por Vorcaro, tinha em carteira bilhões em créditos dessas empresas, em forma de precatórios que perderiam valor caso o STF não reconhecesse a validade de ações indenizatórias movidas por elas contra a União.

No entanto, segundo a Folha de S.Paulo, o ministro votou contra a tese de Vorcaro em julgamentos de casos concretos. A maioria deles até hoje tramita na Corte. Na época do encontro, Vorcaro tinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar.

Chiquinho fazia lobby em Brasília para o dono do Banco Master na área da educação e ajudou o ex-banqueiro a marcar a reunião, como mostram diálogos do celular do ex-banqueiro. A secretária respondeu: “Fizemos um encaixe para o senhor. Ministro não tem todo esse tempo”. Vorcaro, então, perguntou: “Terei quantos minutos?”. A servidora respondeu: “Uns 15”.

A disputa que envolve a União e empresas do setor sucroalcooleiro teve origem no controle estatal de preços adotado nas décadas de 1980 e 1990. As ações atualmente analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) discutem se as usinas têm direito a indenizações pelos períodos em que os valores definidos pelo governo ficaram abaixo dos custos de produção.

As empresas defendem que as indenizações sejam calculadas com base em um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na época. Em 2020, entretanto, o STF decidiu que a União só pode ser responsabilizada após a comprovação do prejuízo efetivamente sofrido por cada empresa. Para isso, é necessária uma perícia individualizada, com análise de balanços, registros contábeis e custos de produção.

Depois da decisão, a União passou a contestar sentenças que haviam transitado em julgado anos antes, por meio de ações rescisórias e impugnações ao cumprimento das decisões. Vorcaro, que havia comprado precatórios relacionados a valores que usinas tinham a receber da União, sustentou na conversa com Gilmar Mendes que os processos já haviam sido encerrados definitivamente pela Justiça e, portanto, não poderiam ser novamente discutidos.

O caso de interesse direto do então banqueiro era o da Destilaria Alcídia S/A. Cerca de um mês antes da conversa, Gilmar Mendes havia interrompido o julgamento e determinado que o processo fosse analisado presencialmente, e não no plenário virtual da Segunda Turma do STF.

O julgamento foi retomado em outubro de 2024. Gilmar Mendes e André Mendonça votaram contra o pedido da Alcídia, enquanto Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques votaram a favor da empresa. Com isso, a Alcídia obteve decisão favorável.

Bahia tem novo aumento no diesel e na gasolina nesta quinta; confira

Sindicombustíveis alerta aos impactos e cobra atenção à diferença de custos

Por Gustavo Zambianco
Sindicombustíveis alerta aos impactos e cobra atenção à diferença de custos - Foto: Reprodução | Freepik

O preço da gasolina e do diesel sofreu um novo aumento na Bahia nesta quinta-feira, 17. A movimentação partiu principalmente da Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe.

Com o novo reajuste, o diesel S-10 aumentou R$ 0,7046 por litro no produto misturado. Já o S-500 subiu R$ 0,8746.

Enquanto isso, a gasolina A sofreu um reajuste de R$ 0,1025 por litro.

Aumento acontece após regulamentação de subvenção do Governo

A alta no preço dos combustíveis na Bahia ocorreu após o Governo Federal regulamentar uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel, criada para reduzir os efeitos da valorização do combustível no mercado internacional.

A medida consta na Portaria MF nº 2.813/2026, vinculada à MP nº 1.391/2026.

Vale ressaltar que, até o momento, a Acelen ainda não se posicionou sobre a adesão desta nova medida.

Preço leva em conta todo o processo de formação do combustível

O Sindicombustíveis Bahia destacou, por meio de uma nota, que, o preço cobrado pelo combustível leva em conta todo o processo de fabricação, com o posto revendedor sendo somente o último ponto.

Com isso, o sindicato aponta que não se pode atribuir a responsabilidade de aumentos praticados durante o processo de fabricação, aos postos de combustível.

Preocupação na revenda baiana

Outro ponto apresentado pelo sindicato foi a preocupação com a perda na competitividade comercial da Bahia em relação aos estados vizinhos que recebem combustíveis de refinarias da Petrobras.

Conforme o Sindicombustíveis, tais unidades seguem um movimento comercial diferente e estão sujeitas às medidas de subvenção anunciadas pelo governo.

Logo, para o sindicato, tal diferença estaria prejudicando a concorrência entre a Bahia e os outros estados vizinhos, gerando impactos tanto para os revendedores, quanto para os consumidores.

STF vira jogo de luta com “Xandão” e ministros em combates virtuais

Game gratuito pode ser acessado diretamente pelo navegador e coloca ministros lutando

Por Luan Julião
Game criado com inteligência artificial em menos de 24 horas coloca os dez ministros da Corte em arenas inspiradas em Brasília - Foto: Reprodução / Redes Sociais

As disputas que normalmente acontecem nos plenários do Supremo Tribunal Federal (STF) ganharam uma versão inusitada fora dos tribunais. Um jogo de luta inspirado em clássicos dos arcades transformou os dez ministros da Corte em personagens jogáveis, com direito a golpes especiais, cenários temáticos e diferentes modalidades de combate.

Batizado de Supremo Tribunal Fighters, o jogo faz referência direta a franquias consagradas do gênero, como Street Fighter e The King of Fighters. Na prática, o jogador escolhe um dos ministros para enfrentar os demais em uma representação virtual dos embates que envolvem a mais alta instância do Judiciário brasileiro.

Os dez personagens disponíveis são Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Entre os personagens, Alexandre de Moraes, apresentado pelo apelido de “Xandão”, é o mais escolhido pelos jogadores. Cada integrante da Corte recebeu características próprias dentro da dinâmica do game, com golpes e poderes associados a acontecimentos e elementos relacionados à atuação dos ministros no STF.

De Brasília para a arena

A ambientação também segue a proposta de transformar elementos da política e do Judiciário em referências de um tradicional jogo de luta.

As batalhas podem acontecer em cenários como o plenário do Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e a Praça dos Três Poderes. Os locais conhecidos do cenário político brasileiro passam, assim, a funcionar como arenas de combate dentro da lógica dos arcades.

Além da escolha dos personagens e dos cenários, a estrutura do jogo reproduz diferentes possibilidades encontradas nos títulos clássicos do gênero.

O jogador pode optar pelo modo arcade, enfrentar adversários em um duelo livre ou escolher o modo versus, que permite uma disputa entre duas pessoas utilizando o mesmo teclado.

Ministros ganham golpes próprios

A principal característica do game está na adaptação dos ministros para a linguagem dos jogos de luta.

Cada personagem recebeu poderes e golpes específicos, desenvolvidos a partir de referências a acontecimentos relacionados ao STF. A proposta transforma episódios e características reconhecíveis do universo da Corte em elementos da mecânica do jogo.

Alexandre de Moraes, por exemplo, aparece entre os personagens disponíveis sob o apelido de “Xandão” e ocupa a posição de personagem mais escolhido pelos jogadores.

A construção dos personagens combina, portanto, a representação dos ministros com elementos típicos dos jogos de luta, em uma releitura que aproxima o universo institucional do STF da estética dos antigos arcades.

Produção em menos de 24 horas

O jogo foi criado por Felipe Pacheco, que utilizou inteligência artificial em todo o processo de desenvolvimento.

Segundo a proposta apresentada pelo criador, o Supremo Tribunal Fighters foi produzido em menos de 24 horas, utilizando ferramentas de IA para transformar a ideia inicial em um jogo funcional.

O resultado é uma experiência que mistura referências da política brasileira, do Judiciário e da cultura dos videogames. Em vez das tradicionais arenas dos jogos de luta, o jogador encontra alguns dos principais espaços simbólicos da política nacional.

Acesso gratuito

O Supremo Tribunal Fighters pode ser acessado gratuitamente diretamente pelo navegador. Não é necessário instalar o jogo para participar das disputas.

A proposta transforma os dez ministros do STF em personagens de uma experiência que reproduz a lógica dos clássicos jogos de luta, mas substitui os tradicionais lutadores por figuras que fazem parte do cotidiano institucional do país.

Renan Santos aciona TSE contra reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula

Candidato do Missão pede liminar para suspender medida até a posse dos eleitos em 2026

Por Luan Julião
Renan Santos afirma ao TSE que medida teria finalidade eleitoral e pede suspensão do reajuste - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira, 17, foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão). O político apresentou uma representação para tentar suspender os efeitos da medida até a posse dos candidatos eleitos em 2026.

A mudança anunciada pelo governo eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a ser pago em outubro, a partir do dia 19, período que ficará entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, caso haja segundo turno.

Na representação, Renan Santos solicita uma decisão liminar para interromper os efeitos do reajuste. Segundo o candidato, a medida teria finalidade eleitoral e poderia afetar a igualdade entre os concorrentes na disputa presidencial.

O pedido afirma que a suspensão seria necessária, nas palavras apresentadas na ação, “para resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos”. Renan também sustenta que a iniciativa teria sido adotada para “evitar o desvio de finalidade e a repercussão da medida governamental eleitoreira adotada no desequilíbrio do pleito”.

Caso semelhante

Antes da representação apresentada pelo Missão, o ministro André Mendonça havia rejeitado uma ação relacionada ao mesmo reajuste. O processo havia sido apresentado pelo deputado federal e candidato à reeleição Zé Trovão (PL-SC), aliado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE e extinguiu o processo sem analisar a legalidade do reajuste. Na decisão, o ministro citou entendimentos anteriores segundo os quais um candidato a deputado federal não possui legitimidade para apresentar uma ação contra um candidato à Presidência, já que as duas disputas ocorrem em circunscrições eleitorais diferentes.

O ministro deve assumir também a relatoria do pedido apresentado pelo Missão por prevenção, já que estava responsável por um processo anterior de teor semelhante.

Reajuste do benefício

O anúncio da mudança ocorreu pela manhã, no Palácio do Planalto. Desde o relançamento do Bolsa Família, em março de 2023, o programa não havia passado por correção.

Com a atualização, o piso mensal será de R$ 691. Segundo o Ministério do Planejamento, o impacto financeiro da medida será de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para 2027, a previsão é de R$ 22,7 bilhões em despesas.

A proposta de orçamento para 2027 enviada pelo governo ao Legislativo em agosto não previa aumento nos valores pagos pelo programa.

O Ministério da Fazenda afirmou que o reajuste tem como objetivo repor as perdas provocadas pela inflação acumulada nos últimos anos e, por isso, não representaria aumento real do benefício.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, também negou que a decisão esteja relacionada às eleições de 2026.

A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, afirmou que a legislação que criou o novo Bolsa Família, em 2023, permite ao Poder Executivo corrigir os valores dos benefícios e estabelece que eles não podem ser reduzidos.

Justiça Eleitoral suspende propaganda de Michelle com imagem de Bolsonaro

Peça eleitoral apresenta declaração atribuída ao ex-presidente, menciona uma “missão” dada a Michell

Por Luan Julião
Michelle Bolsonaro - Foto: Divulgação/PL Mulher

A Justiça Eleitoral do Distrito Federal determinou a retirada imediata de uma propaganda da candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) que utiliza a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 17, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), após uma ação apresentada pela também candidata ao Senado Erika Kokay (PT).

O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota entendeu que a forma como a peça foi construída pode passar ao eleitor a mensagem de que Jair Bolsonaro apoia a candidatura de Michelle. A propaganda apresenta uma declaração atribuída ao ex-presidente, menciona que Michelle teria recebido dele uma “missão” e mostra fotografias dos dois associadas à candidatura dela ao Senado.

“A composição da propaganda, portanto, transmite ao eleitorado a ideia de apoio de Jair Bolsonaro à candidatura da Representada”, escreveu o magistrado.

A representação foi apresentada pela campanha de Erika Kokay, que apontou o uso da imagem e da trajetória política de Bolsonaro como estratégia de apelo eleitoral e transferência de votos. A campanha também sustentou que a inserção contrariava uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiu manifestações de caráter político-eleitoral do ex-presidente, inclusive quando realizadas por terceiros.

Decisão do TSE foi citada

Ao analisar o pedido, Moreira Mota mencionou um julgamento recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo a utilização da imagem de Bolsonaro em material de campanha.

Naquele caso, a ministra Estela Aranha determinou a suspensão de peças eleitorais nas quais a imagem do ex-presidente aparecia em posição de destaque junto à fotografia, ao nome e ao número de um candidato. Conforme registrado na decisão do TRE-DF, a ministra avaliou que esse tipo de utilização poderia transmitir ao eleitorado uma manifestação de apoio político-eleitoral e, dessa forma, contornar a determinação do STF.

Para o juiz do TRE-DF, há semelhanças entre as duas situações.

Careca da Havan é alvo de ação de R$ 30 milhões do MPT por assédio eleitoral

Processo tem como base declarações feitas por Hang a funcionários recém-contratados

Por Luan Julião
Luciano Hang - Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado

Um discurso de Luciano Hang durante a inauguração de uma loja da Havan em Caldas Novas, no sul de Goiás, virou alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO). O órgão acusa o empresário e a rede varejista de assédio eleitoral e levou o caso à Justiça do Trabalho, em Goiânia.

A manifestação ocorreu no fim de agosto, durante um evento que contou com a presença de trabalhadores recém-contratados para a unidade. Conforme a ação, Hang fez críticas a pautas trabalhistas e relacionou as escolhas eleitorais dos funcionários a possíveis impactos sobre suas vidas profissionais.

Na avaliação apresentada pelo MPT, o discurso teria criado uma associação entre o voto dos trabalhadores e consequências como demissões, perda de renda e precarização profissional. O órgão afirma que esse tipo de abordagem interfere na liberdade de escolha política dos colaboradores e caracteriza coação.

O que o MPT quer

Na Justiça, o Ministério Público pede que Havan e Luciano Hang sejam condenados ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

A ação também prevê pedidos de reparação individual. O MPT solicita que cada trabalhador atingido receba uma indenização de pelo menos 20 vezes o último salário.

Além das indenizações, o órgão quer que Hang faça uma retratação pública por meio de vídeo, com prazo de até 48 horas para a gravação. Também pede que os funcionários sejam liberados para votar nos dias de eleição e que a Havan adote regras permanentes de neutralidade política em suas lojas.

Empresário diz que tem direito de opinar

A ação foi divulgada pelo Ministério Público de Goiás nesta quinta-feira, 17. Em nota, Luciano Hang afirmou que tem direito de manifestar sua opinião e disse que falava sobre a liberdade de poder trabalhar.

O empresário também declarou que a Justiça “não pode ter lado” e não deve “prejudicar quem gera empregos no país”. Segundo Hang, ele sofre perseguição desde 2018 por causa de seus posicionamentos públicos.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Desaprovação do governo Lula chega a 53%, informa pesquisa

Levantamento da Ipsos-Ipec aponta alta de três pontos porcentuais na desaprovação em relação à pesquisa de junho; 42% aprovam a gestão do petista

Pâmela Zacarias


Lula busca um 4º mandato em um cenário eleitoral acirrado | Foto: Reprodução/Redes sociais

A desaprovação à maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva administra o país chegou a 53%, segundo pesquisa do instituto Ipsos-Ipec divulgada nesta quarta-feira, 16. O índice representa um aumento de três pontos porcentuais em relação ao levantamento realizado em junho, quando 50% dos entrevistados desaprovavam a gestão do petista.

A parcela dos entrevistados que aprova a administração de Lula ficou em 42%. Outros 5% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Avaliação da gestão de Lula

O levantamento também perguntou como os entrevistados avaliam o governo federal. A avaliação negativa também prevalece nesse quesito: 43% classificam a administração como ruim ou péssima. Outros 33% consideram o governo ótimo ou bom.

A parcela que considera a gestão regular soma 22%. Outros 2% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Os números mostram uma diferença de dez pontos porcentuais entre os entrevistados que classificam o governo como ruim ou péssimo e aqueles que consideram a administração ótima ou boa.

Lula busca um 4º mandato na Presidência em meio a um cenário mais acirrado na disputa eleitoral. Pesquisas recentes mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do petista.

O cenário ocorre em meio a incertezas econômicas e à repercussão de investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente, como seu filho Luiz Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, e o ministro do do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em episódios relacionados ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Metodologia

O Ipsos-Ipec entrevistou presencialmente 2 mil eleitores de 9 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

As entrevistas seguiram uma amostra representativa da população brasileira com 16 anos ou mais, distribuída de acordo com características demográficas e socioeconômicas. O levantamento considerou diferentes regiões do país.

STF poupou Moraes, sugere Transparência Internacional

Entidade aponta risco de impunidade, questiona conflitos de interesse e pede afastamento de Paulo Gonet

Fábio Bouéri


Transparência Internacional questiona suposta proteção ao ministro Alexandre de Moraes | Foto: Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Transparência Internacional – Brasil divulgou nesta quarta-feira,16, nota em que manifesta preocupação com a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira 15. Para a entidade, o julgamento revelou resistência à abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a organização, não estava em discussão uma condenação, mas a possibilidade de apurar fatos relacionados ao ministro. A entidade afirma que a sessão foi marcada por conflitos processuais e tentativas de deslegitimação do procedimento.

STF: sucessão de incoerências

A Transparência Internacional também questionou a participação de Moraes na análise do caso, além da ausência de declaração de suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de abstenções de ministros cujos nomes, segundo a organização, aparecem associados aos fatos.

A nota afirma que o julgamento agravou a percepção de impunidade e pode ampliar as dúvidas sobre a independência e a imparcialidade dos procedimentos de investigação e julgamento no STF.

A organização também criticou os conflitos ocorridos durante a sessão, citando ataques pessoais, agressões verbais e episódios de contestação da autoridade da presidência da Corte.

Diante do cenário, a Transparência Internacional defendeu que o Conselho Superior do Ministério Público avalie o afastamento do procurador-geral da República do caso e indique outro membro para conduzir as investigações. Também pediu a continuidade do julgamento no STF, com a devolução do processo pelo ministro Flávio Dino.

A entidade afirmou ainda que, caso não haja avanço, poderá crescer a pressão por mecanismos constitucionais de responsabilização, como processos de impeachment. Para a organização, a crise ocorre em um momento de forte polarização política e proximidade das eleições.

Governo Lula rebate Trump e nega falhas no combate a facções

Ministério da Justiça contesta críticas dos EUA e afirma que Washington ainda não respondeu à proposta de cooperação

Mateus Conte


Lula da Silva e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva | Foto: Divulgação/EBC

O governo brasileiro negou, nesta quarta-feira, 16, que existam falhas no combate ao crime organizado transnacional. Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) rebateu as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à atuação do Brasil contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). “O governo brasileiro refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, afirmou o ministério.

A manifestação responde a uma determinação presidencial enviada por Trump ao Congresso norte-americano na terça-feira 15, sobre o combate ao narcotráfico para o ano de 2027. No documento, o presidente dos EUA acusa o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o PCC nem o CV, classificados pelo governo norte-americano como organizações terroristas estrangeiras.

Segundo Trump, as facções transformaram o país em um centro de distribuição de cocaína para o mercado internacional e representam uma ameaça crescente à segurança internacional. Apesar das críticas, o Brasil ficou de fora da lista de 23 países que os EUA identificam como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas.

O presidente dos EUA, Donald Trump: críticas ao governo Lula | Foto: Reprodução X

Governo cita operações e cobra resposta dos EUA

Na nota, o MJSP sustenta que a posição norte-americana desconsidera os esforços do governo federal contra o crime organizado. Entre as medidas, cita a Lei Antifacção, sancionada em março, com penas mais severas para líderes de facções e mecanismos para enfraquecer suas operações. O ministério também menciona dezenas de milhares de operações realizadas por forças federais, responsáveis, segundo o governo, por bilhões de reais em prejuízos aos criminosos.

Além disso, destaca o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, com ações voltadas ao enfraquecimento financeiro das facções, ao fortalecimento do sistema prisional, à investigação de homicídios e ao combate ao tráfico de armas. O governo brasileiro afirma ainda que a manifestação dos EUA desconsidera a cooperação existente entre os dois países.

Segundo o MJSP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente a Washington, em maio, uma proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas, além de ampliar o compartilhamento de inteligência. “Até o momento, o país aguarda possível resposta do governo dos EUA”, informou o ministério.

Por fim, o governo brasileiro ressaltou que as críticas de Trump aparecem na parte narrativa do documento. O Brasil não integra a relação de países formalmente classificados como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas. Segundo o MJSP, a referência ao país também não corresponde à categoria de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana.

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