Ação do Novo interpela 35 medidas adotadas pelo governo durante a disputa pelo Palácio do Planalto e pede a cassação da chapa
Matheus Santos
Cristyan Costa
O vice-presidente Geraldo Alckmin (à esq.) e o presidente Lula (à dir.), durante a cerimônia de posse - 1/1/2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Nesta quinta-feira, 5, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma investigação contra o presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, por abuso de poder político.
Apresentada pelo Partido Novo, a ação acusa o governo de utilizar benefícios sociais e medidas econômicas para favorecer a reeleição da chapa.
A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. O magistrado determinou a abertura do processo e concedeu cinco dias para que Lula e Alckmin se defendam.
Conforme o Novo, o governo editou 35 atos normativos de janeiro a 16 de outubro, incluindo decretos e medidas provisórias que criaram ou ampliaram benefícios à população. Desse total, 12 medidas foram anunciadas durante o período eleitoral.
Entre as iniciativas interpeladas estão:
o reajuste do Bolsa Família;
a ampliação de subsídios aos combustíveis;
programas de renegociação de dívidas; e
a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets.
A legenda afirmou que as medidas tiveram finalidade eleitoral e representaram o uso da estrutura administrativa e de recursos públicos para beneficiar a candidatura à reeleição.
A ação no TSE contra Lula e Alckmin
Na ação, o partido estimou que as 35 iniciativas tenham provocado impacto fiscal de R$ 73 bilhões até 16 de outubro.
A sigla também pôs em xeque a abertura de 13 créditos extraordinários, que somariam R$ 99,7 bilhões em 2026.
O Novo argumentou que a quantidade de medidas adotadas neste ano equivale ao total registrado nos três primeiros anos do atual mandato de Lula.
De acordo com levantamento apresentado pela sigla, foram 17 atos em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025.
Chapa pode ser cassada
O Novo pediu ao TSE a cassação da chapa Lula-Alckmin. O partido também quer a declaração de inelegibilidade dos investigados por oito anos.
Ao admitir a ação, Villas Bôas Cueva considerou que a petição apresenta elementos suficientes para o início da investigação, incluindo a identificação das medidas questionadas e documentos relacionados aos custos estimados.












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