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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Datafolha: Governo Lula vai mal em segurança e saúde

Levantamento ouviu mais de duas mil pessoas no país; eleitores avaliam a segurança pública como a pior área da gestão petista

Vanessa Araujo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra o seu pior desempenho nas áreas mais importantes para o próximo mandato. A segurança pública lidera a insatisfação dos eleitores. O levantamento é da nova pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 17.

A segurança pública representa a pior área da gestão petista para 16% dos entrevistados. A saúde aparece na segunda posição com 15% das menções. A economia e o combate à corrupção empatam com 13%. Essas áreas coincidem com as prioridades estipuladas pelos cidadãos para o próximo presidente do Brasil.

As prioridades na pesquisa Datafolha

A saúde lidera a lista de prioridades para o próximo governante com 34%. A educação ocupa o segundo lugar com 15%. A segurança pública soma 12% da preferência. A economia registra 11%. O combate à corrupção e o combate à fome alcançam 7% cada. O combate ao desemprego atinge 6%.

Os pesquisadores também perguntaram sobre os acertos da atual administração. O combate à fome e à miséria é a melhor área para 13% das pessoas. O combate ao desemprego e a educação marcam 10% cada. O instituto registra 19% de eleitores que não enxergam nenhuma área positiva no atual governo.

Os recortes demográficos

As mulheres demonstram maior insatisfação com a saúde. O setor representa o pior gargalo da gestão para 19% do eleitorado feminino. O índice entre os homens fica em 11%. A economia preocupa mais os jovens. O grupo de 16 a 24 anos aponta a economia como o setor mais negativo com 21%. Apenas 5% dos eleitores com mais de 60 anos concordam com essa avaliação.

Os eleitores do presidente Lula apontam a segurança pública como a principal falha com 18%. Os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) elegem a corrupção como o maior problema com 17%.

A maior parte das entrevistas ocorreu antes de uma recente revelação política. O senador Flávio Bolsonaro pediu dinheiro para o antigo dono do Banco Master em conversas vazadas. O parlamentar é o principal oponente de Lula na disputa eleitoral.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas nos dias 12 e 13 de maio. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00290/2026. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais.

Disputa por contrato milionário em São Paulo é o pano de fundo de denúncia do Intercept contra a família Bolsonaro

Briga por edital do WiFi Livre SP envolve empresas ligadas ao executivo Mauro Motoryn, parente de um dos editores do site de esquerda

Edilson Salgueiro

Flávio, Jair, Eduardo e Carlos viraram alvo do Intercept Brasil | Foto: Reprodução/Flickr/Jair Bolsonaro

A disputa por contratos do programa WiFi Livre SP está na origem da crise que envolve a organização não governamental (ONG) Instituto Conhecer Brasil, a produtora GoUp Entertainment e o filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com informações obtidas por Oeste, a ofensiva que pôs a empresária Karina Ferreira da Gama no radar do Ministério Público (MP) e do Supremo Tribunal Federal (STF) começou antes mesmo da publicação das reportagens do site Intercept Brasil sobre Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o financiamento do longa-metragem.

O Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina, passou a integrar o programa WiFi Livre SP em 2024, depois de ser selecionado em edital da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de São Paulo. Criado pela administração municipal para ampliar o acesso gratuito à internet em regiões de maior vulnerabilidade social, o WiFi Livre SP prevê a instalação de pontos de conectividade em favelas da capital paulista.

O atual ciclo de expansão do programa previa a instalação de 5 mil pontos de internet gratuita. Contudo, em razão de problemas orçamentários, a prefeitura reduziu a meta para 3,2 mil pontos. O valor do contrato, inicialmente estimado em R$ 108 milhões, também caiu para R$ 69,2 milhões.

A articulação da Surf Telecom

Antes da entrada da ONG, o WiFi Livre SP orbitava principalmente empresas privadas do setor de telecomunicações. Uma delas era a Surf Telecom, operadora já ligada a fases anteriores do programa municipal de conectividade. No edital de 2024, a Surf acabou rejeitada pela prefeitura, em razão de inconsistências apontadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), órgão responsável pela fiscalização de contratos e serviços ligados à administração municipal.

Com o objetivo de aumentar a competitividade do edital, a prefeitura abriu espaço para entidades do terceiro setor participarem da expansão do programa. O Instituto Conhecer Brasil venceu o certame e contratou empresas especializadas para executar a parte técnica da operação. A Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda. foi uma das companhias responsáveis pela instalação, manutenção e suporte dos links de internet utilizados em favelas atendidas pelo programa.

Empresários ligados ao setor afirmam que a Surf, conhecida em Brasília pelo lobby no segmento de telecomunicações, pressionou pela descontinuidade do contrato do instituto com a prefeitura. Esse movimento envolveu tentativas de retirar a ONG de áreas estratégicas da expansão da rede comunitária por meio da cooptação da Ultra IP.

Documentos obtidos por Oeste mostram que a articulação com a Ultra IP virou caso de polícia. Em inquérito instaurado pelo 78º Distrito Policial dos Jardins, em São Paulo, a Polícia Civil relata que o Instituto Conhecer Brasil acusou a Ultra IP de interromper cerca de 800 links de internet instalados em comunidades vulneráveis atendidas pelo WiFi Livre SP. Segundo a ONG, a Ultra IP apresentou “reiterados descumprimentos”, “inconsistências técnicas e administrativas” e resistência para corrigir problemas apontados durante a execução do contrato.

Karina Ferreira da Gama relatou à Polícia Civil uma tentativa de extorsão por parte da Ultra IP, com cobrança de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Segundo o inquérito, a empresária afirmou ter sofrido “pressões indiretas”, ameaça de exposição midiática e divulgação de informações internas do instituto se o montante não fosse pago.

As ligações do Intercept com a Surf

O conflito empresarial ganhou novos capítulos depois que o Intercept Brasil passou a publicar a série de reportagens sobre Flávio, Vorcaro e o financiamento de Dark Horse.

Um dos autores das publicações é o jornalista Paulo Motoryn, editor do site de esquerda. Ele é parente de Mauro Motoryn, atual diretor de desenvolvimento da Surf Telecom — empresa que orbitava o ecossistema do WiFi Livre SP antes da entrada do Instituto Conhecer Brasil no programa municipal de conectividade.

Mauro atua há décadas nos bastidores dos mercados de publicidade institucional, telecomunicações e comunicação política da capital federal. Durante o primeiro governo Lula, ganhou projeção nacional no setor publicitário pela proximidade com nomes centrais do escândalo do Mensalão, como o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, o ex-presidente do Banco Popular Ivan Guimarães e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Em 2008, ganhou influência em Brasília durante a disputa pelos contratos de publicidade do governo federal enquanto presidia a agência 141 Brasil Comunicação, ligada ao grupo internacional WPP. No governo Dilma Rousseff, atuou como gerente de projeto da Secretaria Nacional de Juventude.

Em entrevistas recentes, Mauro assumiu posições políticas alinhadas ao campo da esquerda. Ao site Brasil 247, por exemplo, classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “grande estrela” das Diretas Já. Em artigo publicado no site Congresso em Foco, disse ser militante desde a juventude, criticou o governo Bolsonaro e defendeu políticas públicas inspiradas nos governos petistas.

Nos últimos anos, Mauro passou a atuar no setor de telecomunicações e hoje ocupa posição estratégica na Surf Telecom, operadora ligada a projetos de conectividade social, operadoras virtuais e expansão de internet em regiões periféricas.

ONG alvo do MP e do Supremo não financiou filme sobre Bolsonaro

Instituto Conhecer Brasil entrou no radar das autoridades depois de lobby de empresa ligada a ex-secretário de Dilma

Edilson Salgueiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro ergue o braço do vereador carioca Rafael Satiê, que passa a visar a eleição para cumprir mandato em Brasília. Na imagem, os dois estão em manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo | Foto: Divulgação/Equipe Rafael Satiê

A organização não governamental (ONG) Instituto Conhecer Brasil, presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, não desembolsou recursos para a produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O nome da ONG entrou no radar do Ministério Público (MP) e do Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o ministro Flávio Dino mandou investigar repasses de emendas parlamentares destinados à Academia Nacional de Cultura, entidade presidida por Karina. A empresária também é presidente do Instituto Conhecer Brasil, que atua em projetos sociais e de inclusão digital, e é sócia da GoUp Entertainment, produtora responsável pelo filme sobre Bolsonaro. No despacho, Dino determinou que órgãos de controle apurem a execução dos recursos públicos e a relação das entidades comandadas por Karina com contratos e projetos financiados com verba federal.

O caso chegou ao STF por uma representação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). De acordo com a parlamentar, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) destinou ao menos R$ 2 milhões em emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura. A entidade também aparece vinculada a cerca de R$ 2,5 milhões em emendas Pix indicadas por parlamentares do PL, incluindo Bia Kicis (DF), Marcos Pollon (MS), Carla Zambelli (SP) e Alexandre Ramagem (RJ).

Parte dos recursos investigados estava associada ao projeto da série documental Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rendem, ligado à estrutura audiovisual do grupo de Karina. De acordo com informações obtidas por Oeste, contudo, Dark Horse foi estruturado exclusivamente com capital privado e investidores internacionais. O assunto que envolve o filme em homenagem a Bolsonaro veio à tona por meio de reportagens do site Intercept Brasil.

Lobby empresarial

Antes da entrada da ONG, o WiFi Livre SP orbitava principalmente empresas privadas do setor de telecomunicações. Uma delas era a Surf Telecom, operadora já ligada a fases anteriores do programa municipal de conectividade. No edital de 2024, a Surf acabou rejeitada pela prefeitura, em razão de inconsistências apontadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), órgão responsável pela fiscalização de contratos e serviços ligados à administração municipal.

Com o objetivo de aumentar a competitividade do edital, a prefeitura abriu espaço para entidades do terceiro setor participarem da expansão do programa. O Instituto Conhecer Brasil venceu o certame e contratou empresas especializadas para executar a parte técnica da operação. A Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda. foi uma das companhias responsáveis pela instalação, manutenção e suporte dos links de internet utilizados em favelas atendidas pelo programa.

Empresários ligados ao setor afirmam que a Surf, conhecida em Brasília pelo lobby no segmento de telecomunicações, pressionou pela descontinuidade do contrato do instituto com a prefeitura. Esse movimento envolveu tentativas de retirar a ONG de áreas estratégicas da expansão da rede comunitária por meio da cooptação da Ultra IP.

Documentos obtidos por Oeste mostram que a articulação com a Ultra IP virou caso de polícia. Em inquérito instaurado pelo 78º Distrito Policial dos Jardins, em São Paulo, a Polícia Civil relata que o Instituto Conhecer Brasil acusou a Ultra IP de interromper cerca de 800 links de internet instalados em comunidades vulneráveis atendidas pelo WiFi Livre SP. Segundo a ONG, a Ultra IP apresentou “reiterados descumprimentos”, “inconsistências técnicas e administrativas” e resistência para corrigir problemas apontados durante a execução do contrato.

Karina Ferreira da Gama relatou à Polícia Civil uma tentativa de extorsão por parte da Ultra IP, com cobrança de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Segundo o inquérito, a empresária afirmou ter sofrido “pressões indiretas”, ameaça de exposição midiática e divulgação de informações internas do instituto se o montante não fosse pago.

As ligações do Intercept com a Surf

O conflito empresarial ganhou novos capítulos depois que o Intercept Brasil passou a publicar a série de reportagens sobre Flávio, Vorcaro e o financiamento de Dark Horse.

Um dos autores das publicações é o jornalista Paulo Motoryn, editor do site de esquerda. Ele é parente de Mauro Motoryn, atual diretor de desenvolvimento da Surf Telecom — empresa que orbitava o ecossistema do WiFi Livre SP antes da entrada do Instituto Conhecer Brasil no programa municipal de conectividade.

Mauro atua há décadas nos bastidores dos mercados de publicidade institucional, telecomunicações e comunicação política da capital federal. Durante o primeiro governo Lula, ganhou projeção nacional no setor publicitário pela proximidade com nomes centrais do escândalo do Mensalão, como o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, o ex-presidente do Banco Popular Ivan Guimarães e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Em 2008, ganhou influência em Brasília durante a disputa pelos contratos de publicidade do governo federal enquanto presidia a agência 141 Brasil Comunicação, ligada ao grupo internacional WPP. No governo Dilma Rousseff, atuou como gerente de projeto da Secretaria Nacional de Juventude.

Em entrevistas recentes, Mauro assumiu posições políticas alinhadas ao campo da esquerda. Ao site Brasil 247, por exemplo, classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “grande estrela” das Diretas Já. Em artigo publicado no site Congresso em Foco, disse ser militante desde a juventude, criticou a gestão Bolsonaro e defendeu políticas públicas inspiradas nos governos petistas.

Nos últimos anos, Mauro passou a atuar no setor de telecomunicações e hoje ocupa posição estratégica na Surf Telecom, operadora ligada a projetos de conectividade social, operadoras virtuais e expansão de internet em regiões periféricas.

Prazo sobre a Lei da Dosimetria termina nesta semana no STF

Governo federal e Congresso Nacional precisam enviar informações e prestar explicações ao ministro Alexandre de Moraes

Vanessa Araujo

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O prazo para a entrega de explicações sobre a Lei da Dosimetria termina nesta semana. O Palácio do Planalto e o Congresso Nacional precisam enviar os documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes solicitou as informações.

A Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República terão três dias para o envio de pareceres depois das manifestações do Executivo e do Congresso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou o texto de forma integral. Os parlamentares derrubaram o veto em 30 de abril. O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a nova legislação em 8 de maio. Um dia depois, Moraes suspendeu os primeiros pedidos de aplicação da medida. O ministro defende a necessidade de uma decisão do plenário do STF sobre o tema.

A Lei da Dosimetria promove mudanças nas penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. As alterações incluem a revisão das regras de concurso de crimes e a mudança na progressão de regime. A norma permite a redução de pena para participantes sem papel de liderança.

O texto também cria atenuantes para delitos praticados em contexto de multidão. Os defensores da nova legislação afirmam que a regra corrige os excessos nas condenações impostas pelo STF. Os autores das ações contra a lei sustentam uma tese diferente. Eles afirmam que a proposta cria benefícios indevidos para os crimes ligados à tentativa de ruptura institucional.
As ações no STF contra a Lei da Dosimetria

Diversos partidos políticos apresentaram ações contra a regra na Suprema Corte. O PDT protocolou um dos pedidos. A federação do PT, PCdoB e PV também acionou a Justiça. O grupo do PSol e da Rede Sustentabilidade assinou outro documento. A Associação Brasileira de Imprensa entrou com uma ação judicial semelhante. Moraes é o relator de pelo menos dois requerimentos sobre a inconstitucionalidade da lei.

Os autores dos pedidos de inconstitucionalidade criticam a fixação de critérios em lei no lugar da avaliação individual do Judiciário. Os partidos alegam um desvio de finalidade na criação da norma.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a continuidade integral das execuções penais ao suspender a Lei da Dosimetria. A decisão mantém as medidas já impostas aos condenados. O caso de Nara Faustino de Menezes está entre os processos atingidos. A Justiça condenou a mulher a 16 anos e seis meses de prisão por crimes de golpe de Estado, associação criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado. A defesa dela solicitou a progressão de regime com base na nova legislação.

O STF suspendeu os pedidos de outros condenados. A lista inclui:

José Cezar Duarte Carlos;
Sandra Maria Menezes Chaves;
Edineia Paes da Silva dos Santos;
Marcos Roberto Barreto;
Lucas Costa Brasileiro;
Juliana Gonçalves Lopes Barros;
Jaqueline Freitas Gimenez.

As defesas requereram a aplicação imediata das novas regras de dosimetria em todos os casos listados. Os advogados também solicitaram os benefícios ligados à execução penal.

Jatos militares colidem no ar durante show nos EUA; veja vídeo

Aeronaves bateram de frente no Estado de Idaho; quatro tripulantes ejetaram com vida e passam por avaliação médica

Redação Oeste

Momento da queda dos dois jatos militares e a explosão no solo no Estado de Idaho | Foto: Reprodução/X/@avioesemusicas

Dois jatos militares colidiram no ar neste domingo, 17. O acidente ocorreu durante um show aéreo no Estado de Idaho. O evento acontecia na Base Aérea de Mountain Home. Segundo a Fox News, cada uma das aeronaves custa cerca de 67 milhões de dólares, ou R$ 339 milhões.

As aeronaves caíram a cerca de três quilômetros da base militar. Os quatro tripulantes ejetaram dos aviões com segurança. As equipes de resgate avaliam o estado de saúde dos aviadores. O evento estava no seu segundo dia de apresentações.

Os vídeos nas redes sociais mostram a colisão. Uma aeronave bate na outra. Os dois aviões ficam presos. Os quatro agentes ejetam das cabines em poucos segundos. As imagens registram os paraquedas no ar. Os caças caem no solo na sequência. As aeronaves explodem com o impacto.

A Marinha americana investiga as causas da colisão. Os aviadores realizavam uma demonstração aérea no momento da batida. Os aviões pertenciam ao Esquadrão de Ataque Eletrônico 129 de Washington. As aeronaves eram do modelo EA-18G Growler.

O impacto gerou uma grande nuvem de fumaça preta. Os vídeos nas redes sociais registraram a abertura de quatro paraquedas. As autoridades cancelaram o show aéreo de forma imediata. A polícia bloqueou o trânsito em uma rodovia estadual da região.

O histórico do evento com os jatos militares

A Base Aérea de Mountain Home anunciou um bloqueio de segurança no local. As testemunhas relataram um clima calmo entre os espectadores. O público do evento reuniu muitas famílias de militares.

O evento Gunfighter Skies Air Show não acontecia há oito anos. O último show aéreo ocorreu no ano de 2018. Um piloto de asa-delta morreu em um acidente naquela edição. As equipes de emergência continuam no local da nova queda neste domingo.

PF mantém perguntas sobre Lulinha em inquérito do INSS

Depoimento de empresária sinalizada como elo financeiro entre o filho de Lula e o Careca do INSS foi mantido mesmo com troca de delegado

Isabela Jordão

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) manteve a linha de investigação que mira negócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no inquérito sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mesmo com a substituição do delegado que coordenava o caso. Entre as diligências preservadas está o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, marcado para o próximo dia 20.

Roberta é investigada sob suspeita de intermediar pagamentos ao filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A oitiva foi determinada ainda em abril, quando o inquérito estava sob responsabilidade da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF.

No início deste mês, a corporação transferiu a investigação para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, ligada à área de combate à corrupção, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Com isso, o delegado que centralizava a apuração foi substituído.
Filho do presidente Lula da Silva, Lulinha admitiu ter viajado às custas de Careca do INSS | Foto: Reprodução/X

A mudança gerou questionamentos entre integrantes da oposição e no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O delegado afastado do comando acompanhava depoimentos, assinava peças do inquérito e participava de negociações de acordos de colaboração.

A PF sustenta que a alteração não compromete o andamento das investigações. Em nota, a corporação afirmou que a transferência busca “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”, sob o argumento de que a nova estrutura possui atuação permanente em casos complexos com tramitação no STF.

“A transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”, informou a PF. Segundo a corporação, a equipe de delegados e agentes foi mantida integralmente.
Careca do INSS: suspeita de ocultação de patrimônio no exterior | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Nos depoimentos já realizados, investigadores têm direcionado perguntas sobre a relação de Lulinha com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pela PF como líder do esquema investigado.

Um dos focos da apuração envolve uma viagem de Lulinha a Portugal custeada pelo empresário. A defesa do filho do presidente afirmou ao STF que a viagem tinha como objetivo prospectar um negócio na área de cannabis medicinal, que não chegou a ser concretizado.

Os investigadores também pretendem questionar Roberta Luchsinger sobre possíveis negócios entre Lulinha e o Careca do INSS no setor de cannabis medicinal, segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo. A PF quer esclarecer se houve repasses financeiros ao filho do presidente.

A empresária Roberta Moreira Luchsinger foi alvo da Operação Sem Desconto em dezembro de 2025 | Foto: Reprodução/X/@RoLuchsinger

A própria defesa de Lulinha reconheceu que Roberta foi responsável por apresentar o empresário a ele. Segundo petição encaminhada ao STF, Fábio Luís conheceu Antônio Camilo em 2024 “como um bem-sucedido empresário do mercado farmacêutico”.

“FÁBIO LUÍS jamais firmou qualquer tipo de relação comercial com ANTÔNIO CAMILO, tampouco tinha conhecimento sobre fraudes no INSS ou outras ilegalidades”, afirmou a defesa.
Advogado nega ligação de Lulinha a esquema de fraudes no INSS

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, declarou ao Estadão que seu cliente permanece à disposição das autoridades. “Acho que interessa ao Fábio e a nós todos que esses esclarecimentos sejam feitos o quanto antes”, disse. Segundo ele, “não há elementos” que liguem o filho do presidente ao esquema investigado.

A defesa também afirmou que a quebra de sigilo bancário de Lulinha não identificou pagamentos diretos feitos por Antônio Camilo ou por Roberta Luchsinger. Os investigadores seguem analisando movimentações financeiras e dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático.

O ministro do STF André Mendonça, relator do inquérito sobre fraudes no INSS | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Outro ponto investigado envolve pagamentos de R$ 1,5 milhão feitos pelo Careca do INSS a Roberta Luchsinger por serviços de lobby relacionados à cannabis medicinal. Um ex-funcionário do empresário afirmou à PF ter ouvido que parte desses recursos seria destinada como “mesada” a Lulinha.

A PF também apura suspeitas de que valores pagos por Roberta tenham beneficiado uma agência de viagens utilizada por Lulinha. A defesa do filho do presidente sustenta que os pagamentos à empresa ocorreram antes da assinatura do contrato entre Roberta e Antônio Camilo.

“Vê-se que a premissa adotada no relatório e vazada à imprensa é absolutamente falsa”, afirmou a defesa em petição enviada ao STF.

Mais de 30 investigados foram intimados para prestar depoimento no caso. Parte deles preferiu permanecer em silêncio. A expectativa da PF é concluir uma primeira etapa do inquérito depois da rodada de oitivas em andamento.

Flávio lamenta morte de copiloto da Polícia Civil baleado em operação no Rio

Felipe Marques Monteiro foi atingido por tiro de fuzil dentro de helicóptero durante ação contra quadrilha e permaneceu meses internado

Isabela Jordão

O senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado


O senador Flávio Bolsonaro lamentou a morte do copiloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro Felipe Marques Monteiro, confirmada neste domingo, 17. O agente estava internado desde março de 2025, quando foi baleado na cabeça durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense.

Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou ter recebido a notícia “com profunda tristeza” e prestou solidariedade aos familiares e colegas do policial.

“Neste momento de dor, expresso minha solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de farda desse guerreiro, que dedicou sua vida à missão de proteger a população fluminense”, declarou o senador. “Que Deus conforte o coração de todos os familiares, especialmente de sua mulher, e dê força aos amigos e à corporação neste momento tão difícil.”

A morte também foi comunicada pela família nas redes sociais do policial. Em mensagem de despedida, os parentes definiram Felipe como “um guerreiro do início ao fim”. “Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas”, escreveu a família. “Seu legado jamais será esquecido.”

Copiloto da Polícia Civil foi baleado em operação no Rio

Felipe integrava a equipe aérea da Polícia Civil e foi atingido em 20 de março de 2025, enquanto participava de uma operação de apoio à Operação Torniquete. A ação tinha como alvo uma quadrilha especializada em roubos de vans na zona oeste do Rio.

O piloto Felipe Marques e a sua mulher, Keidna Marques | Foto: Reprodução/Instagram

Segundo as investigações, o grupo criminoso provocou prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico apenas em 2024.

O copiloto foi baleado dentro da aeronave por um disparo de fuzil. De acordo com médicos responsáveis pelo tratamento, ele permaneceu em coma durante um longo período e passou por diversas neurocirurgias em razão dos graves danos causados na região craniana.

Felipe chegou a receber alta hospitalar em dezembro do ano passado para iniciar um processo de reabilitação. Nos últimos meses, contudo, o quadro clínico voltou a se agravar até a confirmação da morte neste domingo.

Se eleito, Flávio Bolsonaro diz que condenados do 8 de Janeiro “subirão a rampa do Planalto” em 2027

Foto: Reprodução / Facebook

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou neste sábado (16) que os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela investigação da trama golpista “subirão a rampa do Palácio do Planalto” junto com ele em 2027, caso seja eleito.

A declaração foi feita durante um evento em Sorocaba, no interior de São Paulo, que marcou o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado.

No discurso, Flávio Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que os condenados seriam alvo de uma “injustiça”, além de defender a possibilidade de anistia aos envolvidos.

“Todos vocês… vão junto com o presidente Bolsonaro subir aquela rampa do Palácio do Planalto em 2027”, disse o senador, ao se dirigir a apoiadores presentes no evento.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado durante o discurso como parte desse grupo político. Ele está inelegível até 2030 após decisões da Justiça Eleitoral.

Hugo Motta não se opõe a instalação da CPI do Banco Master

Presidente da Câmara afirma que pedidos serão analisados de forma "regimental"

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados. - Foto: Sergio Lima / AFP

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o pedidos de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as irregularidades envolvendo o Banco Master serão analisado de forma “regimental”.

“Vamos dar um tratamento regimental a essa situação. E cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente”, disse Motta a jornalistas, em Brasília, na manhã deste domingo, 17, após participar da Corrida da Câmara, evento comemorativo aos 200 anos da Casa.

O presidente da Câmara não detalhou o que significaria o “tratamento regimental”. Nas últimas semanas, Motta tem afirmado, em conversas com líderes partidários, que a análise sobre a CPI precisa seguir uma ordem cronológica de pedidos apresentados à Casa.

Até o momento, o Congresso Nacional conta com sete pedidos de abertura da CPI do Master. Um deles foi apresentado na Câmara.

Mega-Sena paga R$ 19 milhões para seis apostas da Bahia

Ninguém acertou os seis números do sorteio, o prêmio principal acumulou para R$ 300 milhões

Por Carla Melo
Os sorteios da Mega-Sena são realizadas na terça, quinta e sábado - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ao menos seis apostas da Bahia levaram mais de R$ 19 mil para casa após acertarem cinco dezenas da Mega-Sena, do concurso de número 3009 sorteado no sábado, 16.

As apostas foram realizadas nas seguintes cidades:

Catu (1)
Conceição do Jacuípe (1)
Lauro de Freitas (2)
Salvador (2)

Cada vencedor levou R$19.052,37. Como ninguém acertou os seis números do sorteio, o prêmio principal acumulou para R$ 300 milhões.

Os números sorteados da Mega-Sena foram:

04 - 06 - 08 - 18 - 21 - 30

O sorteio especial da Mega será realizado às 11h do dia 24 de maio. As apostas podem ser feitas até as 22h do dia 23 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país.

Trump ameaça aniquilar o Irã se não aceitar o acordo de paz

Apesar de cessar-fogo, ataques continuam dos dois lados

Por AFP
Donald Trump, acena após desembarcar do helicóptero Marine One no gramado sul da Casa Branca. - Foto: ALEX WROBLEWSKI / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar aniquilar o Irã neste domingo, 17, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã, enquanto um drone caiu perto de uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos.

Depois de mais de um mês de trégua, a perspectiva de uma solução para o conflito, que começou em 28 de fevereiro, continua distante.

"Para o Irã, o tempo está acabando, e é melhor eles se mexerem, RÁPIDO, ou não restará nada deles", advertiu Trump em sua plataforma Truth Social.

Enviados dos dois países não conversam diretamente desde uma reunião no Paquistão em meados de abril. Antes mesmo da mensagem de Trump, Teerã havia lançado um alerta a Washington.

"O presidente dos Estados Unidos deveria saber que, se [...] o Irã for agredido novamente, os recursos e o Exército de seu país serão confrontados com cenários inéditos, ofensivos, surpreendentes e perturbadores", declarou o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi.

O vice-presidente do Parlamento, Hamidreza Hajibabaei, declarou que, se as instalações petrolíferas iranianas forem atacadas, o Irã atingirá instalações petrolíferas na região.

A guerra provocou um bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos, e arrastou os vizinhos Israel e Líbano para um mortal conflito paralelo.

Teerã, principal apoio do grupo libanês Hezbollah, exige um cessar-fogo duradouro no Líbano para assinar a paz com Trump.

Um oficial militar israelense afirmou neste domingo que o Hezbollah lançou cerca de 200 projéteis contra Israel e suas tropas durante o fim de semana, apesar de Israel e Líbano terem concordado em prorrogar o cessar-fogo.

O Ministério da Saúde libanês informou que novos ataques israelenses neste domingo, no sul do país, deixaram cinco mortos, entre eles duas crianças.

Os ataques israelenses desde o início da guerra causaram a morte de mais de 2.900 pessoas no Líbano, incluindo 400 desde o início da trégua em 17 de abril, segundo as autoridades libanesas.

"Sem concessões tangíveis"

Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em 8 de abril, mas as negociações de paz estagnaram e os ataques esporádicos continuaram.

Neste domingo, veículos de imprensa iranianos afirmaram que os Estados Unidos não cederam nada em concreto em sua última resposta à agenda proposta pelo Irã para as negociações destinadas a pôr fim à guerra.

A agência de notícias Fars destacou que Washington havia apresentado uma lista de cinco pontos que incluía a exigência de que o Irã mantivesse em funcionamento apenas uma instalação nuclear e transferisse sua reserva de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos.

Washington também se recusou a liberar "nem mesmo 25%" dos bens iranianos congelados no exterior ou a pagar indenizações pelos danos infligidos ao Irã durante a guerra, segundo a Fars.

A agência de notícias Mehr afirmou: "Os Estados Unidos, sem fazer concessões tangíveis, pretendem obter concessões que não conseguiram durante a guerra, o que levará a um impasse nas negociações".

Neste domingo, a região sofreu novos distúrbios. Um ataque com drone provocou um incêndio perto de uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, sem que fossem registradas vítimas ou aumento nos níveis de radiação.

O Paquistão tem mediado as conversações de paz entre o Irã e os Estados Unidos, e seu ministro do Interior, Mohsin Naqvi, reuniu-se neste domingo em Teerã com o principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Em uma publicação nas redes sociais após as conversações, Ghalibaf afirmou que a guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã desestabilizou todo o Oriente Médio.

"Alguns governos da região acreditavam que a presença dos Estados Unidos traria segurança, mas os acontecimentos recentes demonstraram que essa presença não só é incapaz de proporcionar segurança, como também cria as condições para a insegurança", disse.

Flávio Bolsonaro diz que “está com Deus” e Lula “com o diabo”

Declaração foi dada dias após a revelação de conversas do senador com Daniel Vorcaro

Por Anderson Ramos
Flávio Bolsonaro atacou Lula durante discurso em São Paulo. - Foto: VITOR SOUZA / AFP

Em discurso durante evento de pré-campanha neste sábado, 16, o senador Flávio Bolsonaro (PL) comparou o presidente Lula (PT) ao diabo, ao afirmar que a eleição de outubro será uma disputa entre o bem e o mal.

Ao citar o petista, Flávio adotou um tom religioso, apontando que seu grupo político está com Deus, enquanto o grupo de Lula está associado ao diabo.

Ergam a cabeça, estufem o peito, porque a força está do nosso lado, a verdade está do nosso lado. Lula disse há pouco tempo que ia fazer o diabo para conseguir se reeleger. Ele está com o diabo e nós estamos com Deus e nós vamos vencer porque o bem sempre vence o maFlávio Bolsonaro (PL-RJ), senador

Ainda em sua fala, Flávio fez uma série de críticas ao governo Lula e disse que o país está "de pernas para o ar" sob a gestão petista.

As declarações foram dadas dias após a revelação, pelo site Intercept Brasil, das conversas entre o filho de Jair Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.

"Eu amanheci com uma passagem na cabeça: ‘aquele que na dificuldade é fraco é realmente fraco’, e eles me subestimaram mais uma vez, achando que vão me calar, me intimidar, esquecendo que aqui tem sangue Bolsonaro, eu não vou desistir do Brasil", afirmou o senador.

CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRO SERIE A




GOLS DO FANTÁSTIC - PALMEIRAS SEGUE NA LIDERANÇA COM 4 PONTOS DE VANTAGEM

 


sábado, 16 de maio de 2026

RECORDANDO


𝗙𝗼𝘁𝗼 𝗿𝗮𝗿𝗮 𝗱𝗼 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼 𝗯𝗮𝗶𝘅𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗲𝘁𝗿𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗝𝘂𝗮𝘇𝗲𝗶𝗿𝗼, 𝗻𝗮 𝗲́𝗽𝗼𝗰𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 “𝗡𝗼𝘃𝗮 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶́𝗹𝗶𝗮”, 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮𝘃𝗮 𝗱𝗼𝗶𝘀 𝗾𝘂𝗮𝗿𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼̃𝗲𝘀 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗮 𝗧𝗿𝗮𝘃𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗕𝗲𝗻𝗷𝗮𝗺𝗶𝗺 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁 ( 𝗘𝘀𝗾𝘂𝗶𝗻𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗘𝘀𝘁𝗮́𝗱𝗶𝗼 𝗔𝗱𝗮𝘂𝘁𝗼 𝗠𝗼𝗿𝗮𝗲𝘀) 𝗮𝘁𝗲́ 𝗮 𝗧𝗿𝗮𝘃𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗗𝗿. 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗥𝗶𝗯𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗽𝗿𝗼́𝘅𝗶𝗺𝗼 𝗮𝗼 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼 𝗣𝗼𝘀𝘁𝗼 𝗣𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼. 𝗔 𝗳𝗼𝘁𝗼 𝗶𝗹𝘂𝘀𝘁𝗿𝗮 𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗡𝗼𝘃𝗮 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶́𝗹𝗶𝗮, 𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗮 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮. 𝗘𝘀𝘀𝗲 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶́𝗳𝗶𝗰𝗼, 𝗲𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗼𝘀 𝗰𝗮𝗯𝗮𝗿𝗲́𝘀 𝗱𝗼 “𝗣𝗶𝗻𝗴𝗮 𝗽𝘂𝘀””, 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗺 𝗲𝗿𝗮 𝗰𝗵𝗮𝗺𝗮𝗱𝗼, 𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗮𝗹𝗶 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝘃𝗮-𝘀𝗲 𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝘁𝗮𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘃𝗲𝗹𝗵𝗮𝘀 𝗲 𝗼 𝗮𝗺𝗯𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲𝗿𝗮 𝘂𝗺 𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗶𝗻𝘀𝗮𝗹𝘂𝗯𝗿𝗲.

𝗗𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼𝘀 𝗺𝗼𝗿𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀, 𝗼 𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗽𝗿𝗼𝘀𝘁𝗶́𝗯𝘂𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗝𝘂𝗮𝘇𝗲𝗶𝗿𝗼, 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝘃𝗮-𝘀𝗲 𝗽𝗿𝗼́𝘅𝗶𝗺𝗼 𝗮̀ 𝗼𝗿𝗹𝗮, 𝗻𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼𝘅𝗶𝗺𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗖𝗮𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝗠𝗶𝘀𝗲𝗿𝗶𝗰𝗼́𝗿𝗱𝗶𝗮, 𝙣𝙤 𝙞𝙣𝙞́𝙘𝙞𝙤 𝙙𝙖 𝙪𝙧𝙗𝙖𝙣𝙞𝙯𝙖𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙙𝙖 𝙘𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚, 𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗮𝘃𝗮𝗻𝗰̧𝗼 𝗱𝗼 𝗰𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼, 𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮 𝘀𝗶𝗱𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗲𝗿𝗶𝗱𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗼́𝘅𝗶𝗺𝗼 𝗮𝗼 𝗔𝗱𝗮𝘂𝘁𝗼 𝗠𝗼𝗿𝗮𝗲𝘀. 𝗢 𝗮𝘂𝗴𝗲 𝗱𝗮 𝗡𝗼𝘃𝗮 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶́𝗹𝗶𝗮 𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗼𝗰𝗼𝗿𝗿𝗶𝗱𝗼 𝗻𝗼 𝗶𝗻𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗕𝗮𝗿𝗿𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝗯𝗿𝗮𝗱𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗻𝗼 𝗶𝗻𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗱𝗲́𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟳𝟬, 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝘀 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝘃𝗶𝗻𝗵𝗮𝗺 𝗮̀ 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗴𝗮𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗼 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼. 𝗢 𝗮𝗺𝗯𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲𝗿𝗮 𝗯𝗮𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗱𝗼, 𝗮𝘀 𝗰𝗮𝘀𝗮𝘀 𝗮𝗯𝘂𝘀𝗮𝘃𝗮𝗺 𝗱𝗮𝘀 𝗹𝘂𝘇𝗲𝘀 𝘃𝗲𝗿𝗺𝗲𝗹𝗵𝗮𝘀, 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗮̀ 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲, 𝗮𝗼 𝘀𝗼𝗺 𝗱𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗮 “𝗺𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗯𝗿𝗲𝗴𝗮” 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗯𝗿𝗶𝗴𝗮𝘀 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝗱𝗶𝘀𝗽𝘂𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗹𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗺𝗼𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗱𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗼𝘀.

𝗖𝗮𝗻𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗳𝗮𝗺𝗼𝘀𝗼𝘀, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗪𝗮𝗹𝗱𝗶𝗰𝗸 𝗦𝗼𝗿𝗶𝗮𝗻𝗼 𝗲 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗳𝗿𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝘁𝗮𝘃𝗮𝗺 𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙨𝙤𝙛𝙞𝙨𝙩𝙞𝙘𝙖𝙙𝙖 𝙙𝙤𝙨 𝗰𝗮𝗯𝗮𝗿𝗲́𝘀, 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘃𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿 𝘀𝗵𝗼𝘄𝘀 𝗲𝗺 𝗝𝘂𝗮𝘇𝗲𝗶𝗿𝗼
sexta-feira, 15 de maio de 2026

Mega-Sena acumula e prêmio vai a quase R$ 65 milhões

Próximo concurso será realizado no sábado 16; apostas podem ser feitas em lotéricas, aplicativo e site da Caixa

Fábio Bouéri

Concurso 3008 da Mega-Sena: dezenas sorteadas | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3008 da Mega-Sena, sorteado na noite desta quinta-feira, 14, e o prêmio principal acumulou novamente. 

Os números sorteados foram: 11 – 12 – 14 – 20 – 42 – 44. 

Com isso, a estimativa da Caixa Econômica Federal para o próximo concurso é de aproximadamente R$ 65 milhões. O sorteio foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo.

A Mega-Sena realiza sorteios três vezes por semana — às terças, quintas e sábados — e a aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 6. Além da sena, a loteria também premia apostas que acertam cinco dezenas (quina) e quatro dezenas (quadra). A probabilidade de acerto da sena em uma aposta simples é de uma em mais de 50 milhões.

Mega-Sena: quando apostar

As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal, pelo site oficial das Loterias Caixa ou pelo aplicativo da instituição financeira. Para apostar pela internet, é necessário ser maior de 18 anos, realizar cadastro e possuir cartão de crédito.

Correios serão beneficiados com fim da taxa das blusinhas

Mas o aumento do rombo da estatal se deve a causas estruturais, ressalta a Oeste o economista Sérgio Belém Teixeira

Eugenio Goussinsky

Rombo dos Correios quase triplicou em 2025 | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os Correios, em 2025, registraram um rombo de R$ 8,5 bilhões, mais do que o triplo do déficit de R$ 2,6 bilhões em 2024. O estado financeiro precário da empresa foi influenciado em boa parte pela inclusão do imposto das blusinhas, nome popular dado à tributação de compras internacionais de pequeno valor feitas pela internet, especialmente em plataformas de comércio eletrônico como Shein, Shopee e AliExpress.

A retirada desta taxa, em Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na terça-feira 12, terá um impacto positivo sobre as finanças dos Correios. A partir do momento em que a cobrança entrou em vigor, em 2024, o déficit da empresa se potencializou. A distribuição de encomendas internacionais nas contas dos Correios caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025, segundo o Diário Oficial da União.

“O fim desta taxa possivelmente vai servir como um grande impulso para as compras, e naturalmente a expectativa é que esse aquecimento das compras tenha um efeito positivo nas receitas dos Correios”, afirma a Oeste o economista Sérgio Belém Teixeira, formado pela Universidade Estadual Paulista. “A gente vai ter aí o efeito cascata, o aumento do número de compras, e isso vai se refletir no aumento de entregas e naturalmente vai refletir ali numa receita esperada maior para os correios, pode ajudar bastante com esse fim do imposto.”

A taxa das blusinhas foi determinante para a baixa, por ter acirrado um modelo de gestão deficitário. Em termos de valores, as receitas caíram de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025, ou seja, R$ 2,6 bilhões. O valor corresponde a 30,6% do montante do prejuízo, embora se trate de perda de receita e não de despesa adicional. A partir de janeiro de 2024, a cobrança de 20% de imposto de importação federal sobre compras até US$ 50, a taxa das blusinhas, aprovada pelo Congresso Nacional, reduziu o volume de encomendas internacionais, que eram uma das principais fontes de receita da estatal. Além disso, continuava a incidência de ICMS estadual, normalmente entre 17% e 20%, dependendo do Estado.

A taxa se configurou em um fator a mais para o péssimo resultado, que ampliou uma sequência de 14 trimestres consecutivos de resultados negativos iniciada no fim de 2022. Outros fatores foram a forte alta nas despesas judiciais, segundo a empresa. O pagamento de precatórios decorrentes de decisões transitadas em julgado somou R$ 6,4 bilhões, valor 55% superior ao registrado no ano anterior, de R$ 4,1 bilhões. A direção argumenta que parte dessas obrigações se refere a passivos herdados de gestões anteriores.

Mas as quedas de receita, segundo Teixeira, têm razões estruturais. Restringi-las à taxa das blusinhas é se ater a fatores superficiais. “A questão do rombo dos Correios vem bem antes, é uma história mais longa, anterior ao imposto das blusinhas”, afirma o economista. “É óbvio que esse imposto prejudicou, mas o rombo é muito mais estrutural e tem a ver com gestão ineficiente, com uma política de fretes muito diferente do que é praticado pelos concorrentes. O fim do imposto das blusinhas não seria suficiente para compensar a continuidade do problema estrutural que os Correios vivem.”

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciado em janeiro de 2023, não tem conseguido equilibrar as contas dos Correios. Nomeou, no início da gestão, Fabiano Silva dos Santos para a presidência da estatal. A gestão de Santos foi marcada por deterioração financeira e perda de receitas. Em setembro de 2025, diante do agravamento do prejuízo bilionário e das críticas sobre a situação financeira da companhia, Emmanoel Schmidt Rondon substituiu Santos, para conduzir um processo de reestruturação e tentar estabilizar as contas da estatal.
Benefício indireto para os Correios

Neste momento, porém, o fim deste imposto, segundo Teixeira, não pode ser considerado mais uma movimentação do governo que teria, por trás do discurso, o objetivo de recuperar as finanças dos Correios. “Pelo cenário atual é difícil entender que a tomada de decisão do fim do imposto das blusinhas foi direcionado para impactar positivamente a receita dos Correios”, diz o economista. “Essa relação não é direta, porém, fica muito claro que, de forma indireta o fim desse imposto terá um impacto positivo para gerar uma esperada melhora na receita dos Correios.”

Além de empréstimos, de R$ 12 bilhões e de R$ 8 bilhões, com o Tesouro Nacional como avalista,os Correios lançaram um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para conter gastos. Entre fevereiro e abril de 2025, aderiram ao programa 3.181 funcionários. O número foi menor do que o da meta inicial de cerca de 10 mil desligamentos. Nas duas rodadas do plano até agora, em 2024 e 2025, 3.756 empregados saíra da estatal. A economia estimada foi de R$ 147,1 milhões neste ano e de cerca de R$ 775,7 milhões em 2026. Isso não impediu que a empresa encerrasse o período com patrimônio líquido negativo de R$ 13,1 bilhões, reflexo das perdas acumuladas.

Rússia faz maior ataque aéreo desde o começo da guerra na Ucrânia

Bombardeios deixaram ao menos 27 mortos, atingiram Kiev e outras cidades e provocaram danos em infraestrutura civil e energética

Luana Viana

Rússia lançou mais de 1.560 drones contra a Ucrânia | Foto: Reprodução/X | Foto: Reprodução/X/@ZelenskyyUa

A Rússia começou, nesta quarta-feira 13, a maior ofensiva aérea desde o início da guerra na Ucrânia. Os bombardeios atingiram Kiev e outras cidades do país com centenas de drones e dezenas de mísseis, que deixaram ao menos 27 mortos.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Moscou lançou 1.567 drones. Apenas durante a madrugada desta quinta-feira,14, a Ucrânia afirmou ter sido alvo de mais de 670 drones de ataque e 56 mísseis russos.

Kiev foi o principal alvo da ofensiva. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia informou que ao menos 21 pessoas morreram na capital, incluindo três crianças. O prefeito da Kiev, Vitali Klitschko, decretou luto oficial para esta sexta-feira,15.

“Essas definitivamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, afirmou Zelensky, em referência à declaração recente do presidente russo, Vladimir Putin, de que o conflito estaria “chegando ao fim”.

Ataques atingem infraestrutura e deixam milhares sem energia

Autoridades ucranianas afirmaram que a ofensiva atingiu 180 estruturas em diferentes regiões do país, incluindo mais de 50 prédios residenciais. Para atender as áreas afetadas, o governo mobilizou mais de 1,5 mil agentes de emergência.

O Ministério da Energia da Ucrânia informou que os ataques interromperam o fornecimento de eletricidade em 11 regiões. Bombardeios russos também atingiram infraestrutura portuária em Odessa, no sul do país, além de linhas ferroviárias.

Zelensky ainda afirmou que drones russos atingiram um veículo do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários durante uma missão humanitária em Kherson.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, declarou que os ataques demonstram que Moscou pretende prolongar a guerra, apesar das tentativas de mediação internacional.

“Tenho certeza de que os líderes dos Estados Unidos e da China têm influência suficiente sobre Moscou para dizer a Putin que finalmente ponha fim à guerra”, afirmou Sybiha.

Até o momento, o governo russo não comentou oficialmente os ataques.

Lula e Motta fecham acordo para unir PEC e projeto sobre fim da escala 6x1

Proposta prevê redução da jornada para 40 horas semanais e dois dias de descanso; regras específicas serão discutidas em projeto de lei

Luana Viana

O presidente também elogiou o desempenho legislativo de Motta | Foto: Ricardo Stuckert / PR / Flickr | Foto: Ricardo Stuckert / PR / Flickr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiram que o projeto de lei enviado pelo governo para acabar com a escala de trabalho 6×1 tramitará em conjunto com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já em análise na Casa.

A decisão foi construída em reunião com integrantes da comissão especial da escala trabalhista e ministros do governo. Inicialmente resistente ao texto do Executivo, Motta concordou em usar o projeto de lei para regulamentar pontos específicos da mudança em diferentes categorias profissionais.

Também participaram da reunião o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Luiz Gastão (PSD-CE).

Pelo entendimento fechado entre governo e Câmara, a PEC deverá ter um texto mais enxuto, prevendo a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso sem redução salarial.

“Também estabelecemos que será necessário o projeto de lei encaminhado pelo Executivo para podermos adequar à legislação as mudanças que faremos à nossa Constituição pela redução da jornada de trabalho”, afirmou Motta.

Governo Lula quer protagonismo no tema

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a estratégia é consolidar a mudança constitucional por meio da PEC e deixar as especificidades de cada setor para o projeto de lei. Segundo ele, a proposta também busca fortalecer convenções coletivas entre trabalhadores e empresários.

Responsável pela articulação política do governo no Congresso, o ministro José Guimarães classificou o acordo como um avanço entre Executivo e Legislativo.

“Esse é um avanço extraordinário. O presidente Lula quis chamar a atenção para isso”, disse Guimarães. “Ele encaminhou um PL que vai tramitar para ajudar e adequar os pontos necessários para consolidarmos uma nova jornada para a classe trabalhadora brasileira.”

Nos bastidores, Lula vinha defendendo que o governo precisava assumir protagonismo no debate sobre a redução da jornada de trabalho.

Impasse sobre período de transição

O principal ponto de divergência entre o governo e deputados envolve o prazo de adaptação das empresas à nova jornada. O Executivo defende o fim imediato da escala atual, enquanto Hugo Motta e o relator da proposta, deputado Léo Prates (PDT-BA), apoiam uma transição de dois anos.

O presidente da comissão especial da PEC, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que o governo estuda medidas de incentivo para reduzir impactos sobre pequenas e médias empresas.

“Há uma preocupação com os médios e, em especial, os pequenos”, declarou. “O governo vai pensar em alguma medida de apoio, incentivo e modernização para que esse setor possa se adaptar.”

Flávio afirma que relação com Vorcaro se limitou a filme sobre o pai

Senador diz que as mensagens ocorreram antes das acusações contra o ex-banqueiro e nega qualquer favorecimento

Luana Viana

O senador afirmou ainda que encerrou a relação com o empresário depois que as acusações contra o banqueiro vieram a público | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O pré-candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 14, que sua relação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se restringe à busca de investimento privado para um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, o parlamentar disse que sua participação no projeto se limitou à captação de recursos para uma produção privada realizada nos Estados Unidos, sem utilização de dinheiro público.
Saiba mais: Flávio nega repasses a Eduardo e proximidade com Vorcaro

“Minha participação no projeto do filme sobre o presidente Jair Bolsonaro limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos”, disse. “Sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato.”

Flávio também negou qualquer favorecimento político ou relação pessoal com Vorcaro. Segundo ele, o contato ocorreu exclusivamente por causa do financiamento do longa-metragem. “Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai”, declarou.

O senador fluminense ainda negou ter utilizado recursos ligados ao banqueiro para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Segundo Flávio, ele destinou os valores a um fundo específico da produção cinematográfica, com fiscalização em território norte-americano.

Flávio diz que rompeu relação com Vorcaro

Em nota, o parlamentar sustentou que as conversas com Vorcaro aconteceram em 2024, antes de surgirem acusações públicas que envolvem o ex-banqueiro. “A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024, quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente”, disse.

Segundo Flávio Bolsonaro, Vorcaro mantinha atuação regular no mercado financeiro naquele período e patrocinava eventos empresariais e programas de televisão. O senador ainda afirmou que encerrou a relação com o empresário depois que os aportes previstos deixaram de ser cumpridos e as acusações contra o banqueiro vieram a público.

Por fim, Flávio comparou sua relação com Vorcaro aos vínculos do ex-banqueiro com integrantes do governo Lula e rejeitou qualquer tentativa de aproximação entre os casos. “Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas”, afirmou.

O senador também voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. “Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já”, concluiu.

Menos da metade dos ministros do STF divulga agenda oficial

Neste ano, entre os 10 integrantes da Corte, apenas Edson Fachin, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux publicaram registros de compromissos

Lucas Cheiddi

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Eduardo Coutinho/Wikimedia Commons

Apesar de existir um espaço público no site do Supremo Tribunal Federal (STF) para divulgação das agendas de seus ministros, somente quatro dos dez integrantes da Corte informaram suas atividades diárias em 2025 e 2026. O levantamento é do jornal Gazeta do Povo.

Dados mostram que, neste ano, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux publicaram registros de compromissos. Em 2025, Luis Roberto Barroso também figurou entre os que disponibilizaram suas agendas.

Os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Nunes Marques não publicam informações sobre reuniões, audiências ou eventos no site do STF.

Segundo a assessoria do tribunal, essa decisão busca preservar a segurança dos magistrados. Não existe norma que obrigue a divulgação dessas informações.

Destaques na divulgação das agendas no STF
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Edson Fachin liderou a transparência em 2026, tornando públicas 65 agendas, incluindo registros mesmo no período de recesso em janeiro. Cármen Lúcia, relatora do código de ética anunciado em fevereiro, publicou atividades em 51 dias, enquanto Cristiano Zanin informou seus compromissos em 48 dias. Fux, por sua vez, divulgou agendas em 16 dias, concentrando-se em sessões plenárias e audiências públicas.

Exemplos recentes mostram que, em 7 de maio, Cármen Lúcia registrou duas audiências, sem detalhamento dos temas. Já Zanin relatou reuniões com o advogado Leandro Raca sobre o recurso extraordinário 1.537.165 e com parlamentares do PT a respeito de ação direta de inconstitucionalidade que trata da possibilidade de assistentes recorrerem em processos eleitorais.

No dia seguinte, Cármen Lúcia participou de palestra na Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região.

Em 2025, Fachin também liderou em número de agendas publicadas, com 202 registros, seguido por Zanin, com 138, e Cármen Lúcia, com 114. Luis Roberto Barroso, então presidente do STF até setembro daquele ano, divulgou compromissos em algumas datas, enquanto Fux não publicou sua agenda nesse período.

Contradições e pressão por transparência

Gilmar Mendes declarou em entrevista ao Jornal da Globo, em abril, que suas agendas são públicas. “No meu caso específico e acho que na maioria (dos casos), isso é público”, afirmou. No entanto, não há registros de agendas do ministro disponíveis no site do STF, contrariando sua declaração.

O debate sobre transparência se intensificou em janeiro, depois do escândalo do Master, que levantou suspeitas de conflito de interesse envolvendo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

A OAB-SP enviou proposta de código de conduta à presidência do STF, sugerindo a obrigação de atualizar agendas no site oficial e a necessidade de tornar públicas audiências com partes e representantes, além de proibir participação em eventos patrocinados por interessados em processos no tribunal.

A proposta também prevê que pagamentos ou despesas relacionados a eventos sem interesse econômico em ações no STF sejam informados oficialmente. O texto recomenda denúncia ao plenário do tribunal em caso de descumprimento das normas sugeridas.

A possibilidade de tornar obrigatória a divulgação das agendas está em discussão, com apoio de Fachin e Cármen Lúcia. Na abertura do Ano Judiciário de 2026, em fevereiro, o atual presidente da Corte reiterou a prioridade de um novo código de conduta para os ministros.

PF cita 'bônus de final de ano' pago por Vorcaro a grupo de milicianos

Investigação identifica estrutura paralela usada para ameaças, espionagem e acesso ilegal a sistemas públicos em favor do ex-banqueiro preso

Isabela Jordão

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, em foto feita em sua prisão | Foto: Divulgação/Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou nesta quinta-feira, 14, a sexta fase da Operação Compliance Zero, afirma que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria pago um “bônus de final de ano” a integrantes do grupo conhecido como “A Turma”. O grupo foi assinalado pela Polícia Federal (PF) como braço responsável por ameaças e intimidações.

“A autoridade policial destaca que esse pagamento é compatível com o bônus de final de ano que Daniel Vorcaro teria destinado à ‘Turma’”, registra o documento citado na investigação.

Segundo a PF, a estrutura ligada a Vorcaro era dividida em dois núcleos. O grupo denominado “A Turma” atuaria em ações presenciais de ameaça, coerção e obtenção clandestina de informações. Já “Os Meninos” seria responsável por ataques cibernéticos, invasões de sistemas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico ilegal.

Luiz Phillipi Mourão, suposto ‘matador de aluguel’ do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu depois de ser preso | Foto: Divulgação/Polícia Civil-MG

As investigações apontam que, em dezembro de 2025, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva pediu a chave Pix de Anderson Wander da Silva Lima, agente da PF lotado na Delegacia Especial da corporação no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, Marilson também integrava “A Turma”. A denúncia afirma que ele “realizou pagamento a Anderson, pedindo sua chave Pix para enviar uma ‘oferenda’, efetivada no dia seguinte”.

Os investigadores descrevem o grupo como um núcleo voltado à prática de “ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais” para atender aos interesses de Vorcaro.
Vorcaro foi transferido para prisão segurança máxima em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A PF sustenta que a estrutura integrava um esquema paralelo de vigilância supostamente comandado pelo banqueiro, atualmente preso. Conforme a investigação, o grupo liderado por Marilson Roseno da Silva era acionado pelo pai de Vorcaro para exigir vantagens ilícitas. Os investigadores também atribuem a ele a função de operador financeiro dos pagamentos.

Policiais federais serviam como “espiões” de Vorcaro

Entre os investigados estão o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior, alvo de mandado de prisão, e Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro, também alvo de prisão.

O ministro do STF e relator do caso Master, André Mendonça | Foto: Andressa Anholete/STF

A investigação inclui ainda a delegada da PF Valéria Vieira Pereira da Silva, alvo de buscas e afastada do cargo, além de estar proibida de manter contato com integrantes da corporação. O marido dela, Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado, também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Segundo a PF, Valéria e Francisco atuavam no repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva por meio de consultas no sistema e-Pol, plataforma interna da Polícia Federal.

A decisão do STF também menciona Manoel Mendes Rodrigues, descrito pelos investigadores como “empresário do jogo do bicho” no Rio de Janeiro e apontado como líder de um braço local do grupo investigado.

Eduardo Bolsonaro nega uso de recursos de Vorcaro para custear estadia nos EUA

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (14), ter recebido recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter sua permanência nos Estados Unidos. A declaração ocorreu após a Polícia Federal (PF) iniciar apurações sobre possíveis repasses vinculados ao empresário para financiar despesas do ex-parlamentar no exterior.

Investigadores tentam esclarecer se os valores destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, tiveram outra finalidade. Nas redes sociais, Eduardo afirmou que seu processo migratório nos EUA impediria qualquer irregularidade financeira.

“Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu.

Ele também declarou que informou às autoridades americanas a origem dos recursos utilizados durante o processo migratório e negou qualquer problema com a documentação apresentada.

As investigações analisam se o dinheiro enviado ao fundo responsável pelo filme foi realmente aplicado na produção audiovisual ou se parte dos recursos teria sido usada para bancar despesas pessoais nos Estados Unidos.

Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que os recursos pagos por Vorcaro foram destinados exclusivamente ao fundo do filme e administrados por um advogado ligado a Eduardo.

Na GloboNews, Flávio diz que Vorcaro deu R$ 160 milhões para Luciano Huck e pergunta: "era dinheiro sujo?"

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Reprodução GloboNews

Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.

"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.

Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.

“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.

Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.

“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.

A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.

Vitória fatura R$ 3 milhões após classificação na Copa do Brasil; veja premiações

Por Hugo Araújo
Foto: Mauricia da Matta/Bahia Notícias

A histórica classificação do Vitória diante do Flamengo, na última quinta-feira (14), no Barradão, garantiu ao Rubro-Negro baiano uma premiação de R$ 3 milhões pela vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Antes disso, o Leão já havia assegurado R$ 2 milhões apenas pela participação na 5ª fase da competição, etapa em que eliminou o Flamengo com um placar agregado de 3 a 2. Com isso, o Rubro-Negro acumula R$ 5 milhões em premiações no torneio nacional.

Caso avance às quartas de final, o Vitória ainda pode embolsar mais R$ 4 milhões. O sorteio das oitavas acontece no próximo dia 26 de maio, às 11h. Atlético-MG, Cruzeiro, Athletico-PR, Grêmio, Vasco, Fortaleza, Remo, Chapecoense, Mirassol, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Internacional, Santos e Juventude completam a lista de classificados.

Embalado, com cinco jogos consecutivos sem perder e também garantido na semifinal da Copa do Nordeste, o Vitória volta a campo neste domingo (17), às 18h30, diante do RB Bragantino, pela 16ª rodada da Série A.

Confira abaixo as premiações da Copa do Brasil por fase:

Oitavas de final

Grupo I (Série A): R$ 3 milhões
Grupo II (Série B): R$ 3 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 3 milhões

Quartas de final

Grupo I (Série A): R$ 4 milhões
Grupo II (Série B): R$ 4 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 4 milhões

Semifinal

Grupo I (Série A): R$ 9 milhões
Grupo II (Série B): R$ 9 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 9 milhões

Final (vice-campeão)

Grupo I (Série A): R$ 34 milhões
Grupo II (Série B): R$ 34 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 34 milhões

Final (campeão)

Grupo I (Série A): R$ 78 milhões
Grupo II (Série B): R$ 78 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 78 milhões

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