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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

'TSE imparcial': Flávio diz que vai aceitar resultado das urnas

O pré-candidato do PL também defendeu trabalho para presos

Erich Mafra

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República | Foto: Reprodução/YouTube

Flávio Bolsonaro garantiu que respeitará o resultado das urnas nas eleições de outubro. O pré-candidato do PL à Presidência da República declarou confiança na atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito deste ano. As afirmações foram feitas durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo, 2.

“Eu vou aceitar”, disse. “Eu vou concorrer com essas regras e tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, disse Flávio.

Tolerância zero contra crimes urbanos e trabalho na cadeia

O senador apresentou propostas duras para o setor de segurança pública e defendeu o aumento de penas para crimes patrimoniais nas cidades. O parlamentar quer elevar as punições contra o roubo de telefones e obrigar os detentos a pagarem pelos custos de sua permanência nos presídios.

“Eu vou quadruplicar a pena mínima para furto de celular ou receptação”, afirmou. “Então, a pena mínima vai ser de 8 anos para vagabundo que rouba, que assalta por causa do celular. E quando ficar preso, e vai ficar preso, vai trabalhar. Vai trabalhar para pagar a sua estadia.”

Falas sobre Moraes e diplomacia de Lula

Flávio classificou as restrições impostas por Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como extrapolação dos limites da Constituição. O pré-candidato comparou a proibição de manifestações políticas ao AI-5.

O parlamentar também responsabilizou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pelas tarifas cobradas pelos Estados Unidos. O senador atribuiu as sobretaxas do governo Donald Trump à incompetência da gestão petista e aos ataques diplomáticos disparados pelo atual presidente.

Trump confirma novas negociações com o Irã

O presidente norte-americano atendeu a pedidos de países árabes e quer um acordo para a desnuclearização do país persa

Erich Mafra

Donald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC - 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/Reuters

Donald Trump confirmou negociações marcadas com o Irã para esta segunda-feira, 3. O presidente dos Estados Unidos cancelou uma ofensiva militar em grande escala que estava pronta para atingir alvos iranianos. O anúncio ocorreu neste domingo, 2, a bordo do avião presidencial Air Force One.

Segundo a CNN, os governos da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar pressionaram pela interrupção da investida. O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, telefonou para o líder norte-americano e defendeu a redução imediata da tensão militar no Oriente Médio.

Acordo sobre o Estreito de Ormuz e desnuclearização

“Estávamos prontos para agir, mas, quando os aliados pediram que cancelássemos, isso nos fez dizer: ‘Bem, vamos ver'”, declarou Trump aos jornalistas. “Há um acordo sobre Ormuz, e depois haverá um acordo sobre a questão nuclear, ou o que se pode chamar de desnuclearização do Irã.”

Trump garantiu que as Forças Armadas norte-americanas seguem prontas para agir caso o diálogo fracasse. O republicano afirmou que o regime iraniano acompanhou a mobilização das tropas e conhece o poder de fogo dos Estados Unidos.

Reação de Teerã e recusa de pedido

A imprensa estatal do Irã negou ter pedido a suspensão dos bombardeiros ao governo norte-americano. A agência semioficial Fars reagiu às declarações da Casa Branca e publicou neste domingo que “Trump, o tolo, perdeu o fôlego”.

Tarcísio vence eleição em SP no 1º turno, aponta Vox Brasil

O atual governador registra 52,9% das intenções de voto e abre quase 19 pontos sobre Fernando Haddad

Erich Mafra

Tarcísio de Freitas, em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo - 27/2/2026 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena

Tarcísio de Freitas (Republicanos) vence a disputa pelo governo de São Paulo no primeiro turno com 52,9% dos votos. O ex-ministro Fernando Haddad (PT) registra 34,3% das intenções de voto. O levantamento do instituto Vox Brasil saiu no domingo, 2.

A diferença de 18,6 pontos porcentuais entre os dois primeiros colocados inviabiliza a reação petista já no primeiro turno. Carlos Machado (PCB) marcou 1,5%, Vera Lúcia (PSTU) obteve 1,3%, Vivian Mendes (UP) atingiu 0,5% e Izadora Dias (PCO) ficou com 0,3%. Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 5,5%, enquanto 3,7% dos eleitores não opinaram.

O instituto testou um confronto direto no segundo turno entre o atual governador e o candidato do PT. Tarcísio vence a simulação com 53,5% da preferência do eleitorado paulista. Haddad alcança 35,8% na disputa afunilada. Os indecisos chegam a 6,9%, e os votos nulos ou brancos somam 3,8%.

Entrevistas presenciais e registro no TSE

A equipe da Vox Brasil entrevistou 1.480 eleitores no estado de São Paulo entre os dias 29 e 31 de julho. Os pesquisadores colheram os dados de forma presencial. O levantamento custeado com verba própria do instituto tem margem de erro de 2,55 pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O protocolo SP-00142/2026 oficializou o estudo junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Lula erra cálculo ao projetar Haddad como sucessor

O petista se confundiu com a contagem de mandatos e ignorou pesquisas que dão vitória a Tarcísio em São Paulo.

Erich Mafra

Fernando Haddad foi o ministro da Fazenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Facebook

A mais recente pesquisa Vox Brasil coloca o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na frente com 52,9% e vitória no primeiro turno em São Paulo. No entanto, alheio aos números desfavoráveis ao aliado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acenou para Fernando Haddad como seu possível sucessor no Palácio do Planalto durante convenção do PT neste domingo, 2.

Lula discursou no evento que confirmou sua própria candidatura neste ano, mas se enrolou na matemática eleitoral. “Qual é o país do futuro que eu vou entregar, quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo presidente da República”, disse Lula.

O petista tratou oito anos de gestão em São Paulo como condição para Haddad assumir a Presidência. Mesmo que Lula seja reeleito, o cálculo é inviável no caso de uma sucessão direta ao fim do próximo mandato presidencial, que se encerra em 2031. A distância entre 2027 e 2031 é de quatro anos, não oito. A gafe, no entanto, pode indicar que o atual presidente já sabe que não terá um herdeiro político pronto a tempo para as eleições de 2030.

Mudança de tom e histórico em São Paulo

O presidente também avisou à militância que usará um tom mais agressivo na disputa deste ano. “Eu não quero Lulinha paz e amor, eu quero Lula porreta”, afirmou o petista.

Haddad concorre ao comando do governo paulista pela segunda vez depois de perder para Tarcísio em 2022. O ex-ministro também acumula derrocadas na tentativa de reeleição à Prefeitura da capital em 2016 e no pleito presidencial de 2018 contra Jair Bolsonaro (PL).

Paraná Pesquisas: ACM Neto tem 31,2% das intenções de voto na Bahia; Jerônimo tem 22,9%

Levantamento mostra o ex-prefeito de Salvador à frente do atual governador nos cenários espontâneo e estimulado

Isabela Jordão

À esquerda, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União); à direita, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) lidera a corrida pelo governo da Bahia, segundo pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira, 3. No cenário espontâneo, ele aparece com 31,2% das intenções de voto, contra 22,9% do ex-governador Jerônimo Rodrigues (PT). No levantamento estimulado, a vantagem aumenta para 48,9%, enquanto o petista registra 38,7%.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 39,1% disseram não saber ou preferiram não opinar. Outros 5,1% afirmaram votar em branco, nulo ou em ninguém.

Entre os candidatos citados, ACM Neto lidera, com 31,2%, seguido por Jerônimo Rodrigues, com 22,9%. Rui Costa (PT) foi citado por 0,8% dos entrevistados, enquanto Aroldo Félix aparece com 0,1%. Outros nomes somam 0,8%.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do Paraná Pesquisas

No cenário 1 da pesquisa estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista de candidatos, ACM Neto aparece com 48,9% das intenções de voto, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues registra 38,7%.

Ronaldo Mansur soma 0,7%, Aroldo Félix tem 0,1% e José Estêvão também aparece com 0,1%. Os eleitores que disseram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 7%, e 4,4% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.

No cenário 2, que considera apenas ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, o ex-prefeito de Salvador amplia a vantagem e alcança 50,9% das intenções de voto. O ex-governador aparece com 40%. Nesse cenário, 6,1% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 2,9% disseram não saber ou não responderam.
Jerônimo Rodrigues, então governador da Bahia, e Lula, durante evento em Juazeiro (BA) – 17/7/2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa ouviu 1,4 mil eleitores da Bahia

O levantamento foi realizado entre 31 de julho e 2 de agosto, com 1,4 mil eleitores em 60 municípios baianos. A margem de erro é de 2,7 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03043/2026.

Segundo o Paraná Pesquisas, a amostra foi selecionada em três etapas, com sorteio probabilístico de municípios e localidades, seguido da definição dos entrevistados por cotas proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar.

As entrevistas foram presenciais e domiciliares. O instituto informou ainda que, durante o trabalho de campo, ao menos 30% dos questionários passaram por auditoria para verificar a aplicação das entrevistas e a adequação às cotas amostrais.

BTG/Nexus: Lula e Flávio estão empatados em eventual 2º turno

Levantamento registra 46% para o petista e 45% para o senador do PL; diferença está dentro da margem de erro

Lucas Cheiddi

Lula e Flávio | Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem em empate técnico em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 3.

Lula registra 46% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 45%. Brancos e nulos representam 8%, e 2% dos entrevistados não souberam responder. A diferença de 1 ponto porcentual está dentro da margem de erro do levantamento.

Cenários de 2º turno | Foto: Divlugação/BTG/Nexus

O resultado sugere um cenário mais competitivo do que os demais confrontos simulados pelo instituto. Na série histórica, o petista oscilou de 47% para 46%, enquanto o liberal passou de 43% para 45%, de modo a reduzir a distância entre os dois candidatos.

Lula lidera nos demais cenários
Modelo de urna eletrônica do sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE

Além do confronto com Flávio Bolsonaro, a pesquisa testou outros três adversários em um eventual segundo turno. Lula aparece com 46% contra 40% do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco ou nulo, e 3% não responderam.

Em uma disputa contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o petista também lidera, por 46% a 42%. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 3% afirmaram não saber em quem votariam.

O maior intervalo entre os cenários testados ocorre contra Renan Santos. Lula alcança 47%, enquanto o empresário registra 37%. Outros 13% optam por branco ou nulo, e 3% não responderam.
Intenções de voto no 1ª turno | Foto: DivulgaçãoBTG/Nexus

No primeiro turno, Lula também lidera o levantamento, com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos tem 4% e Romeu Zema registra 3%.

A pesquisa ainda mostra elevado grau de fidelidade entre os eleitores que já escolheram um candidato. Entre aqueles que declararam voto no primeiro turno, 75% afirmam que a decisão está tomada e não pretendem mudar até a eleição, enquanto 23% dizem que ainda podem alterar a escolha.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre 31 de julho e 2 de agosto, em todas as 27 unidades da Federação. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos porcentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.

Rui Costa lidera disputa ao Senado na Bahia, mas indecisão ultrapassa 70%

Levantamento divulgado nesta segunda-feira, 3, mostra o petista à frente na pesquisa estimulada e Jaques Wagner em 2º lugar

Isabela Jordão

Rui Costa foi o candidato mais citado entre eleitores, mas número de indecisos e intenções de voto branco ou nulo supera intenções de voto no ex-governador | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira, 3, mostra o ex-governador Rui Costa (PT) na liderança por uma das vagas ao Senado na Bahia. Na pesquisa estimulada, em que cada entrevistado recebe uma lista de nomes, o petista registra 44,6% das intenções de voto, seguido pelo senador Jaques Wagner (PT), com 35,1%.

Na sequência, aparecem João Roma (PL), com 24,1%, e Angelo Coronel (PSD), com 21,9%. Professora Delliana (Psol) soma 6,4%, Marcelo Santtana (DC) registra 2,1%, Marcelo Carvalho (Rede) tem 1,8% e Gregorio Gould (UP) alcança 1,6%. Como cada entrevistado podia citar até dois candidatos, os porcentuais ultrapassam 100%.

Entre os entrevistados, 13,4% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos nomes apresentados. Outros 6,9% disseram não saber ou preferiram não opinar.

Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do Paraná Pesquisas

No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Rui Costa também aparece na liderança, com 8,4% das citações. Jaques Wagner registra 6,4%, João Roma tem 4,6%, Angelo Coronel alcança 2,9%, Otto Alencar soma 1,0% e Gregorio Gould registra 0,1%.

O levantamento mostra, contudo, um elevado índice de indefinição. Nada menos que 73,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder. Outros 7,4% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. A pesquisa permitia a indicação de até dois nomes.

Jaques Wagner lidera rejeição na Bahia

O Paraná Pesquisas também mediu a rejeição dos pré-candidatos ao Senado. Nesse cenário, Jaques Wagner aparece com o maior índice, citado por 34,1% dos entrevistados como um nome em que não votariam.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do Paraná Pesquisas

Rui Costa registra rejeição de 23,1%, seguido por Angelo Coronel, com 20,9%, e João Roma, com 19,4%. Gregorio Gould soma 10,0%, Marcelo Santtana tem 9,5%, Marcelo Carvalho registra 9,1% e Professora Delliana aparece com 8,3%.

Ainda de acordo com o levantamento, 9,2% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos apresentados, enquanto 15,6% disseram não saber ou preferiram não responder.

O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BA-03043/2026 e foi realizado entre 31 de julho e 2 de agosto, com 1,4 mil eleitores em 60 municípios baianos. A margem de erro é de 2,7 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Maioria dos eleitores do RJ desaprova Lula, diz pesquisa

Levantamento mostra que 50,6% dos eleitores fluminenses desaprovam o presidente

Letícia Alves
Desaprovação de Lula é maior do que intenção de voto | Foto: Divulgação/Agência Brasil

A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 50,6% entre os eleitores do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Futura Inteligência/Apex divulgada nesta segunda-feira, 3. A aprovação do presidente é de 43,3%, enquanto 6,1% não souberam responder.

Apesar da desaprovação majoritária e da maior rejeição entre os nomes testados, Lula lidera a disputa presidencial no Estado nos cenários avaliados pela pesquisa.

Intenção de voto – 1º turno

Lula: 39,3%
Flávio Bolsonaro: 36,3%
Ronaldo Caiado: 3,5%
Renan Santos: 3,3%
Romeu Zema: 3,2%
Augusto Cury: 1,4%
Cabo Daciolo: 1,4%
Ninguém/Branco/Nulo: 7,4%
NS/NR/Indecisos: 4,1%

Cenários de segundo turno

Lula X Flávio Bolsonaro

Lula: 44,9%
Flávio Bolsonaro: 44,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 8,8%
NS/NR/Indecisos: 2,2%

Lula X Romeu ZemaNS/NR/Indecisos: 

2,2%
Lula: 46,2%
Romeu Zema: 37,4%
Ninguém/Branco/Nulo: 14,2%
Rejeição e percepção do eleitorado

A pesquisa também mediu a rejeição aos candidatos. Lula lidera esse indicador, com 45,9%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 43,3%. Cabo Daciolo registra 18,6%, Romeu Zema 17,3%, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 12,6% cada, e Augusto Cury tem 7,9%. Outros 4% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 1,7% disseram não rejeitar nenhum e 3,7% não responderam.

Questionados sobre o cenário político do país, 41% dos entrevistados disseram que o Brasil está “dividido/cansado”. Outros 24,5% afirmaram estar “do lado de Lula”, enquanto 23,8% disseram estar “do lado de Bolsonaro”. Já 6,6% afirmaram que o país não está dividido, e 4% não souberam responder.

A pesquisa Futura Inteligência/Apex ouviu 1 mil eleitores com 16 anos ou mais em 59 municípios do Rio de Janeiro, entre os dias 27 e 28 de julho de 2026. As entrevistas foram realizadas por telefone. A margem de erro é de 3,1 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05425/2026.

Milei chama Lula de 'ladrão' e 'corrupto'

As novas críticas do presidente argentino ao petista vieram durante entrevista concedida neste domingo, 2

Yasmin Alencar

Javier Milei, presidente da Argentina | Foto: Divulgação/Governo Argentino

O presidente argentino, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao chamá-lo de “ladrão” e “corrupto” durante entrevista ao programa La Cornisa, exibido neste domingo 2. As declarações foram repercutidas pelo jornal argentino La Nación depois de questionamentos sobre discursos recentes em eventos no Brasil.

Milei reafirmou comentários feitos em 25 de julho na convenção do Partido Liberal, em São Paulo, e negou que tenha sido agressivo: “É ladrão”, afirmou Milei. “É um ladrão, é corrupto, foi condenado por [ser] ladrão e corrupto. Esteve preso, portanto também é verdade que foi presidiário. E não só isso: o libertaram por uma falha administrativa do procedimento, não por ser inocente.”

Contexto judicial e explicações de Milei

O histórico judicial de Lula foi destacado, ao lembrar que suas condenações na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, pois a 13ª Vara Federal de Curitiba foi considerada incompetente para julgar os casos.

Milei explicou que os comentários feitos na convenção do PL não foram planejados e surgiram espontaneamente durante o discurso. Ele argumentou que sua postura está ligada à defesa das ideias liberais e à sua oposição ao avanço da esquerda na América Latina. “Eu faço isso porque sou um cruzado pelas ideias da liberdade”, disse. “Sou um defensor das ideias da liberdade e venho da batalha cultural.”

Acusações e tensão diplomática

O presidente argentino também repetiu uma denúncia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) segundo a qual Lula teria destinado US$ 1 bilhão para beneficiar Sergio Massa, adversário de Milei na eleição presidencial argentina de 2023. “Se há alguém que interfere politicamente na região, foi Lula, contaminando todos os lados com as ideias imundas do socialismo”, declarou.

Na entrevista, Milei afirmou que não dirigiu críticas ao povo brasileiro durante a visita ao Brasil e alegou que sua intenção era “em defesa dos brasileiros de bem” e que suas falas foram dirigidas exclusivamente a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A presença de Milei na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência incluiu elogios a Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “grande amigo”, e críticas à esquerda; o argentino afirmou que o Brasil deveria acabar com a “merda socialista”. Em resposta às declarações, o Itamaraty chamou o embaixador brasileiro de volta para consultas e convocou o representante argentino para apresentar um protesto formal.

Maioria dos eleitores do RJ desaprova Lula, diz pesquisa

Levantamento mostra que 50,6% dos eleitores fluminenses desaprovam o presidente

Letícia Alves

Desaprovação de Lula é maior do que intenção de voto | Foto: Divulgação/Agência Brasil

A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 50,6% entre os eleitores do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Futura Inteligência/Apex divulgada nesta segunda-feira, 3. A aprovação do presidente é de 43,3%, enquanto 6,1% não souberam responder.

Apesar da desaprovação majoritária e da maior rejeição entre os nomes testados, Lula lidera a disputa presidencial no Estado nos cenários avaliados pela pesquisa.

Intenção de voto – 1º turno

Lula: 39,3%
Flávio Bolsonaro: 36,3%
Ronaldo Caiado: 3,5%
Renan Santos: 3,3%
Romeu Zema: 3,2%
Augusto Cury: 1,4%
Cabo Daciolo: 1,4%
Ninguém/Branco/Nulo: 7,4%
NS/NR/Indecisos: 4,1%

Cenários de segundo turno

Lula X Flávio Bolsonaro

Lula: 44,9%
Flávio Bolsonaro: 44,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 8,8%
NS/NR/Indecisos: 2,2%

Lula X Romeu ZemaNS/NR/Indecisos:

 2,2%
Lula: 46,2%
Romeu Zema: 37,4%
Ninguém/Branco/Nulo: 14,2%

Rejeição e percepção do eleitorado

A pesquisa também mediu a rejeição aos candidatos. Lula lidera esse indicador, com 45,9%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 43,3%. Cabo Daciolo registra 18,6%, Romeu Zema 17,3%, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 12,6% cada, e Augusto Cury tem 7,9%. Outros 4% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 1,7% disseram não rejeitar nenhum e 3,7% não responderam.

Questionados sobre o cenário político do país, 41% dos entrevistados disseram que o Brasil está “dividido/cansado”. Outros 24,5% afirmaram estar “do lado de Lula”, enquanto 23,8% disseram estar “do lado de Bolsonaro”. Já 6,6% afirmaram que o país não está dividido, e 4% não souberam responder.

A pesquisa Futura Inteligência/Apex ouviu 1 mil eleitores com 16 anos ou mais em 59 municípios do Rio de Janeiro, entre os dias 27 e 28 de julho de 2026. As entrevistas foram realizadas por telefone. A margem de erro é de 3,1 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05425/2026.

BTG/Nexus: 48% desaprovam Lula contra 47% que o aprovam

Homens, eleitores com ensino médio e superior e evangélicos concentram os maiores índices de avaliação negativa da gestão, segundo o levantamento

Letícia Alves

Lula é mais rejeitado entre homens de ensino superior | Foto: Shutterstock

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue numericamente acima da aprovação, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 3. O levantamento mostra que 48% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 47% afirmam aprová-la. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Dados da pesquisa BTG/Nexus | Imagem: Divulgação

Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, os índices configuram empate técnico. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. O nível de confiança é de 95%.

A aprovação é maior entre as mulheres, com 54%, enquanto 39% desaprovam a gestão. Entre os homens, o cenário se inverte: 58% desaprovam o governo e 39% o aprovam.

O levantamento também mostra diferenças por faixa etária. A aprovação alcança 53% entre eleitores com 60 anos ou mais e 50% entre jovens de 16 a 24 anos. Já a desaprovação é maior entre pessoas de 25 a 40 anos, com 55%, e entre entrevistados de 41 a 59 anos, com 50%.

BTG/Nexus: aprovação por escolaridade e religião

Entre os entrevistados com ensino fundamental, 53% aprovam o governo e 40% o desaprovam. No ensino médio, a desaprovação chega a 52%, contra 42% de aprovação. Entre quem tem ensino superior, 53% desaprovam a gestão e 45% a aprovam.

Por religião, os católicos registram maioria favorável ao governo, com 51% de aprovação e 45% de desaprovação. Entre os evangélicos, 59% desaprovam a administração federal e 35% a aprovam.
Aprovação do governo Lula por perfil | Imagem: Divulgação/ BTG/Nexus

O levantamento também indica aprovação de 49% entre pessoas de outras religiões, ante 46% de desaprovação. Entre os entrevistados sem religião, 59% aprovam o governo, enquanto 34% o desaprovam.

A pesquisa BTG/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.

TSE e AGU firmam acordo para regular uso de IA nas eleições de 2026

Parceria prevê cartilha com diretrizes para candidatos, partidos, plataformas e órgãos públicos

Isabela Jordão

O presidente do TSE, Nunes Marques, durante uma sessão plenária - 30/6/2026 | Foto: Reila Silva/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia nesta segunda-feira, 3, um acordo de cooperação com o Observatório da Democracia, da Advocacia-Geral da União (AGU), para estabelecer boas práticas no uso da inteligência artificial durante as eleições de 2026.

A iniciativa prevê a elaboração de uma cartilha com orientações destinadas a órgãos públicos, partidos, candidatos e plataformas digitais, além de ações de pesquisa, capacitação e cooperação institucional.

A parceria será formalizada com o Observatório da Democracia da Escola Superior da Advocacia-Geral da União e a Escola Judiciária Eleitoral do TSE. A expectativa é que a cartilha seja divulgada ainda neste mês.

Jorge Messias, ministro da AGU | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O material deve reunir recomendações práticas para a utilização da inteligência artificial (IA) no processo eleitoral. Entre as diretrizes previstas está a necessidade de identificar conteúdos produzidos com IA, deixando explícito que se trata de material sintético.

O documento também deve alertar para os riscos da desinformação e para a atuação de grupos organizados que utilizam a tecnologia para “atacar instituições democráticas e influenciar indevidamente a opinião pública”, definidos na cartilha como “milícias digitais”.

Além das orientações, o guia reunirá canais oficiais para denúncias de irregularidades, como o site do TSE, o aplicativo Pardal, o Ministério Público Eleitoral, o Ministério Público Federal e a SaferNet Brasil.

A cartilha será baseada em um documento elaborado pela AGU no primeiro semestre deste ano sobre o uso da inteligência artificial. Entre as recomendações já existentes está a proibição da utilização de deepfakes de candidatos e autoridades. O texto estabelece que conteúdos manipulados de “pessoas mortas e fictícias estão vedados”.

Vídeo de inteligência artificial mostrando Jair Bolsonaro durante convenção do PL | Foto: Reprodução/X

Debate sobre “deepfake do bem”

A iniciativa ocorre em um momento em que o TSE discute como aplicar, na prática, as regras sobre inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O debate ganhou força com a exibição de um vídeo produzido por IA durante a convenção que lançou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A peça reproduziu, por meio de algoritmos, a voz e a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, que declarou apoio ao filho. O episódio abriu uma discussão entre os ministros da Corte sobre a chamada “deepfake do bem”, expressão usada para se referir a conteúdos sintéticos que não têm o objetivo de atacar adversários nem de induzir eleitores ao erro.

A resolução do TSE proíbe o uso de conteúdos manipulados quando destinados a ludibriar o eleitor ou promover campanha negativa. Ainda assim, permanece sem consenso a interpretação sobre a legalidade da reprodução artificial da voz ou da imagem de uma pessoa exclusivamente para fins de comunicação eleitoral, sem intenção de enganar o público.

Ministros da Corte divergem sobre o enquadramento jurídico do vídeo exibido na convenção de Flávio Bolsonaro.

Witzel desiste da candidatura ao governo do RJ e anuncia apoio a Garotinho

Conforme o político, desistência tem como objetivo fortalecer o campo da direita

Lucas Cheiddi

Wilson Witzel foi eleito em 2018 para o governo do Rio | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ganha novo capítulo, depois de Wilson Witzel (Democrata) anunciar no último sábado, 1º, que não seguirá mais como pré-candidato ao Palácio Guanabara e decidiu apoiar Anthony Garotinho (Republicanos).

Witzel justificou a escolha, afirmou que pretende fortalecer a direita no Estado, evitar a dispersão das candidaturas e buscar melhores condições para o campo chegar ao segundo turno. Ele destacou que o Republicanos oferece estrutura partidária mais sólida para a campanha, enquanto o Democrata enfrenta reestruturação e ainda não conta com acesso ao fundo partidário.
Negociações no RJ e decisões de Witzel

Modelo de urna eletrônica do sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE

Apesar do apoio formal, Witzel negou a possibilidade de ser vice na chapa de Garotinho. Ele apresentou ao novo aliado propostas para economia, segurança pública e políticas sociais, durante encontro realizado na sexta-feira 31.

O ex-governador afirmou também que o Democrata poderá indicar o nome para vice, a depender do avanço das negociações. Witzel ainda descartou a possibilidade de apoio ao presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), e reforçou seu compromisso com o novo acordo político.

GOLS DO FANTÁSTICO - PALMEIRAS E INTER LARGAM NA FRENTE NAS OITAVAS DA COPA DO BRASIL

 


Brasileiros têm quase R$ 32 milhões guardados em moedas de 1 centavo

O Banco Central acredita que cerca de 3,19 bilhões de moedas de R$ 0,01 ainda estão "em circulação"

Por Carla Melo02/08/2026 - 16:25 h
Moedas de 1 centavo - Foto: Reprodução

Brasileiros têm quase R$ 32 milhões guardados em moedas de 1 centavo, foi o que estimou dados do Banco Central (BC). A instituição acredita que mais de 20 anos após a suspensão da produção, cerca de 3,19 bilhões de moedas de R$ 0,01 ainda estão "em circulação".

O número de moedas de 25 e 50 centavos em circulação representavam cerca de 3,88 bilhões de cada valor. Porém, a menor unidade do real praticamente não é mais usada pelos brasileiros, apesar de continuar com valor garantido pela autoridade monetária.

As últimas moedas de 1 centavo foram emitidas em 2004. No ano seguinte, o Banco Central decidiu suspender a produção por dois motivos: mais de 3 bilhões de unidades já estavam em circulação e o custo de fabricação era desproporcional.

Na época, gastavam-se R$ 86,53 para produzir 1 mil moedas — ou seja, mais de 8 centavos por unidade.

Pela mesma razão, a moeda americana de um centavo, a "penny", deixou de ser cunhada pela Casa da Moeda dos Estados Unidos no fim do ano passado. Em uma década, o custo de produção de 1 mil unidades saltou de US$ 1,42 para US$ 3,69.

Flávio Bolsonaro declara apoio a Michelle e deseja recuperação

Ex-primeira-dama não participou do evento após ser internada com crise de enxaqueca

Por Isabela Cardoso
Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro - Foto: Reprodução | Redes Sociais

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), declarou apoio à candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado e desejou a recuperação da ex-primeira-dama durante a convenção do partido no Distrito Federal, neste domingo, 2.

Ao subir ao palco, Flávio interrompeu o discurso para enviar uma mensagem à madrasta e afirmou que espera vê-la de volta à campanha nos próximos dias.

"Quero desejar aqui melhoras para Michelle, que ela se recupere rápido. Daqui a pouco ela vai estar de volta aí firme e forte para nos ajudar a resgatar esse Brasil junto com a Bia", afirmou, ao citar também a deputada federal Bia Kicis (PL), que disputa uma vaga no Senado.

Na sequência, o presidenciável pediu apoio aos eleitores do Distrito Federal para as candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, afirmando que ambas poderão fortalecer a atuação do grupo político no Congresso Nacional.

Michelle não participou do evento por estar internada para tratar uma crise de enxaqueca.

Michelle teve candidatura confirmada

Mesmo ausente, Michelle Bolsonaro foi oficializada como candidata ao Senado pelo Distrito Federal durante a convenção do PL. A ex-primeira-dama não compareceu ao evento porque segue em recuperação após passar por atendimento médico no Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), Michelle enfrenta um momento delicado e decidiu disputar a eleição após conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

Damares deve representar Michelle na campanha

Ainda durante a convenção, Celina Leão afirmou que a senadora Damares Alves (Republicanos) deverá acompanhar parte da agenda eleitoral da candidata enquanto Michelle se recupera.

De acordo com a governadora, a ex-primeira-dama demonstrou preocupação em não conseguir participar de todos os compromissos de campanha por causa do tratamento e do acompanhamento ao marido.

Michelle foi internada no sábado, 1º, para tratar uma crise de enxaqueca. Conforme boletim divulgado pelo Hospital DF Star, ela foi submetida a um bloqueio anestésico de nervos cranianos, apresentou boa resposta ao procedimento e tinha previsão de receber alta ainda neste domingo.
sexta-feira, 31 de julho de 2026

Em podcast, Lula diz não proteger Lulinha e acusa EUA de tentarem influenciar eleição

Em entrevista ao Inteligência Ltda., o petista fez também críticas ao Palácio da Alvorada

Isabela Jordão

Lula durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda. | Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, 30, que não usará o cargo para beneficiar seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado pela Polícia Federal (PF). Durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista declarou que o filho terá de responder às acusações como qualquer outro cidadão e também acusou os Estados Unidos de tentarem interferir nas eleições brasileiras em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ao comentar a apuração que envolve Lulinha, Lula afirmou que não haverá tratamento diferenciado. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio”, disse. “Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas.”

O presidente acrescentou que o filho terá de demonstrar a própria inocência, caso seja processado. “Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei”, afirmou. “E, se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra.”

Lulinha mudou-se para Madri em 2025 com a família | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

Segundo Lula, Lulinha, que atualmente está na Espanha, garante diariamente que não cometeu irregularidades e retornará ao Brasil caso seja chamado pela Justiça. “Ele jura para mim todo dia. Se for julgado, ele virá para cá. Não vai ficar escondido, não.”

Durante a entrevista, o presidente recordou o período em que foi preso no âmbito da Operação Lava Jato e afirmou que a experiência marcou a família. “Ele viveu dentro da minha casa o que eu passei. Ele sabe que a minha mulher morreu por causa da desgraça da Lava Jato. Por isso não tem o direito de errar”, disse, em referência a ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em 2017 vítima de um AVC.

A investigação contra Lulinha teve origem em um pedido da PF ao Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento foi distribuído ao ministro André Mendonça, que autorizou a abertura do procedimento. Os investigadores apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à autorização para comercialização de Cannabis medicinal em programas vinculados ao Ministério da Saúde.

No fim de 2025, quando surgiram suspeitas que envolvem o filho, Lula já havia declarado que eventuais responsabilidades deveriam ser apuradas. “Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso será investigado”, afirmou na ocasião.

Lula faz acusações e críticas contra Rubio e Trump

Ainda durante a entrevista, Lula acusou os Estados Unidos de tentarem influenciar a disputa presidencial brasileira para favorecer Flávio Bolsonaro. “Eles vão tentar interferir aqui, tentando ajudar o lado de lá a ganhar as eleições”, declarou.

O petista também criticou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a quem atribuiu maior protagonismo do que o do presidente Donald Trump na condução da política para a América Latina. “Muito mais do que Trump, o Marco Rubio”, disse. “Eles querem que a América Latina volte a ser o quintal dos Estados Unidos.”

Lula mencionou ainda um encontro que teve com Trump em maio e avaliou que a conversa foi positiva, mas sustentou que a postura do governo dos EUA muda fora das reuniões oficiais. “Foi muito boa, mas não é o que acontece quando a gente sai da reunião.”
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em maio | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao tratar da disputa eleitoral de 2026, o presidente afirmou que pretende enfrentar críticas ao governo no campo político. “Ninguém vai ganhar no Brasil mentindo, nós vamos ganhar na narrativa. Cada mentira que contarem a respeito do Brasil, nós vamos desmascarar”, declarou. “Se ele quiser apoiar eleitoralmente, que venha, mas nós vamos ganhar as eleições.”

Críticas ao Palácio da Alvorada

Lula também comentou a residência oficial da Presidência da República e classificou o Palácio da Alvorada como ruim para moradia. Segundo ele, o projeto arquitetônico privilegia a estética em detrimento do conforto.

“É muito belo para tirar fotografia, mas, para morar, é muito desumano”, afirmou. O petista reclamou das dimensões do imóvel. “Se você tiver que pedir café, o café chega frio; se pedir uma cerveja, ela chega quente. Quem traz o petisco chega cansado”, disse. Apesar das críticas, Lula elogiou o projeto concebido por Oscar Niemeyer.

Terremoto de 5,6 atinge Peru, perto da fronteira com o Brasil

O evento foi confirmado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS)

Yasmin Alencar

Terremoto no Peru | Foto: Reprodução/USGS

Um sismo de magnitude 5,6 foi registrado na noite de quinta-feira 30 na região de Pucallpa, no leste do Peru, perto da fronteira com o Brasil. O evento foi confirmado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que detalhou os dados do abalo sísmico.

Pucallpa, localizada em Ucayali, é reconhecida como um importante centro urbano da Amazônia peruana e fica a poucas centenas de quilômetros do Acre. O epicentro do tremor ficou a cerca de 13 quilômetros a leste-nordeste de San Fernando, a uma profundidade de 154,4 quilômetros, segundo o USGS.

Alerta e repercussão imediata

O órgão classificou o alerta como verde e indicou baixo risco de mortes ou prejuízos econômicos relevantes. O tremor ocorreu à 0h58 UTC (21h58, no horário de Brasília) e foi sentido em uma área extensa por causa da profundidade do epicentro.

Até o momento, não há registros oficiais de vítimas nem danos materiais. Autoridades peruanas não emitiram alertas de tsunami, pois o sismo foi profundo e ocorreu em área continental, o que reduz a possibilidade desse tipo de ameaça.

Histórico recente de tremores na região

Este novo evento acontece menos de duas semanas depois de outro tremor, de magnitude 5,5, atingir o centro do Peru, o que resultou em cinco mortes, mais de 20 feridos e cerca de 300 desabrigados, conforme dados das autoridades locais.

Na ocasião anterior, equipes de emergência do Instituto Nacional de Defesa Civil foram enviadas para regiões afetadas, onde ocorreram desabamentos e danos em prédios, como uma igreja e um convento. Em Chongo Bajo, moradores passaram a noite do lado de fora por causa dos estragos em suas casas.

O Peru e o Círculo de Fogo do Pacífico

O Peru integra o Círculo de Fogo do Pacífico, área de intensa atividade sísmica responsável por aproximadamente 90% dos terremotos mundiais, o que explica a frequência de tremores em diferentes pontos do país.

Senador Angelo Coronel se registra como pardo depois de ter se declarado branco em 2018

Assessoria atribui informação a erro no registro e afirma ter solicitado correção; cadastro do TSE permanece sem alterações

Letícia Alves

O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) registrou nesta quinta-feira, 30, sua candidatura à reeleição ao Senado. No cadastro da Justiça Eleitoral, ele aparece como pardo. Nas eleições de 2018, quando foi eleito senador pelo PSD, Coronel declarou ser branco. Ele adotou a mesma classificação em 2014, quando conquistou uma vaga de deputado estadual.

A mudança repete um episódio que gerou repercussão na política baiana. Em 2022, ACM Neto alterou sua autodeclaração de branco para pardo durante a disputa pelo governo da Bahia e recebeu críticas.

A assessoria de Angelo Coronel informou que houve erro no preenchimento e que o departamento jurídico pediu a correção. Até o momento, a Justiça Eleitoral não divulgou decisão que confirma a alteração. Enquanto não houver atualização do cadastro, porém, o sistema DivulgaCand mantém o senador registrado como pardo.

Autodeclaração racial nas eleições

A autodeclaração racial integra as políticas afirmativas das eleições. O Tribunal Superior Eleitoral a utiliza para calcular a divisão proporcional dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do tempo de propaganda eleitoral.

Pelas regras, candidaturas de pessoas autodeclaradas pretas ou pardas são consideradas negras. A Resolução TSE nº 23.749/2026 reserva recursos para campanhas de mulheres, pessoas negras e indígenas. O mesmo critério vale para a propaganda eleitoral.

O senador se declarou branco em eleições passadas | Foto: Reprodução de tela/ Divulgacand

No entanto, a classificação como pardo não garante automaticamente mais recursos nem espaço na propaganda. A distribuição depende das decisões do partido, da composição das candidaturas e da estratégia da campanha. Ainda assim, o registro inclui o candidato nos cálculos das políticas afirmativas.

Até o momento, não há informação pública de que Angelo Coronel tenha recebido recursos destinados às candidaturas negras ou alterado a autodeclaração para obter benefício. O registro oficial continua como pardo.

Jaques Wagner articulou encontro entre ex-sócio do Master e Jorge Messias

Conversas extraídas do celular de Augusto Ferreira Lima indicam articulação para reunião em gabinete do senador

Isabela Jordão
Jaques Wagner (centro) ofereceu seu escritório a Jorge Messias (à esq.) para encontro com Augusto Lima (à dir.) | Foto: Montagem Revista Oeste//Reprodução/Agência Senado/PT/Alba

Mensagens encontradas no celular do ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima indicam, segundo a Polícia Federal (PF), tratativas para a realização de encontros com o senador Jaques Wagner (PT-BA) no gabinete do parlamentar, em Brasília. Segundo a corporação, uma das reuniões teria contado com a participação do advogado-geral da União, Jorge Messias.

O conteúdo veio a público nesta quinta-feira, 30, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da Operação Compliance Zero.

Na avaliação da PF, “as mensagens analisadas indicam que um desses encontros teria contado com a participação de Messias, possivelmente em referência a Jorge Messias, advogado-geral da União“. Os investigadores também destacam que Wagner demonstrou preocupação com o local da reunião, classificando seu gabinete como o ambiente “mais protegido e discreto”.

À esquerda, Augusto Lima, sócio do Banco Master; à direita, Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira | Foto: Divulgação/Master

As conversas mostram que, em 19 de abril de 2024, Jaques Wagner enviou uma mensagem de áudio a Augusto Ferreira Lima perguntando se poderiam se encontrar em seu gabinete. O ex-banqueiro respondeu algum tempo depois, afirmando que não havia visto a mensagem em tempo hábil.

Wagner ofereceu gabinete “mais protegido e discreto” a Messias

Em 28 de abril, Augusto informou ao senador que já estava em Brasília. No dia seguinte, os dois conversaram por chamada de voz e Wagner enviou um novo áudio informando uma alteração no horário em razão de compromissos de Jorge Messias.

“Ô Guga… eu falei com o Messias agora e o presidente infelizmente chamou ele amanhã um pouco por causa dessas confusões… então ele pediu se poderia ser horário de almoço”, disse o senador. Em seguida, acrescentou: “Eu continuo achando que o melhor lugar pra fazer seria no meu gabinete, que é o mais protegido e discreto pra todo mundo”.

Jacques Wagner era líder do governo PT no Senado | Foto: Alessandro Dantas/PT

No mesmo áudio, Wagner afirmou que a presença de Augusto Ferreira Lima no gabinete não despertaria atenção. “Você já teve várias vezes lá com André. Então não teria tanta atenção chamada”, afirmou. “Até porque eu posso ir lá embaixo, chegar mais ou menos junto com você na hora que for marcada e subo e você não precisa nem passar pela identificação.”

Segundo os registros obtidos pela PF, às 11h58 do dia seguinte — horário próximo ao mencionado por Wagner — Augusto Ferreira Lima informou ao senador que havia chegado ao local.

Cerca de duas horas depois, às 14h03, surgiu no aplicativo de mensagens uma notificação automática indicando que Jorge Messias “usa uma duração padrão para mensagens temporárias em novas conversas”. Para a PF, o registro indica que o advogado-geral da União teria adicionado o contato de Augusto Ferreira Lima naquele momento, o que coincide com o horário do encontro investigado.

Governador da Bahia se irrita com jornalista ao ser cobrado por problema em rodovia

Jerônimo Rodrigues ameaçou levantar histórico de reportagens do entrevistador; DNIT ainda investiga causa de afundamentos

Rachel Díaz

Jerônimo Rodrigues é o atual governador da Bahia | Foto: Divulgação/Adriel Francisco

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se irritou ao ser indagado pelo jornalista Victor Pinto sobre as condições da BR-324, principal rodovia do Estado, durante o programa Boa Tarde Bahia, da BandNews, na quarta-feira 29. O trecho tem registrado problemas como crateras e afundamentos no pavimento.

Durante a entrevista, Victor classificou a situação da rodovia como uma “vergonha”, afirmou estar revoltado com os transtornos enfrentados pelos motoristas e perguntou o que ainda faltava para que o problema fosse resolvido.

Em resposta, Jerônimo insinuou que o jornalista não teria demonstrado a mesma indignação durante governos anteriores e afirmou que levantaria o histórico de suas reportagens sobre a BR-324.

“Você se revoltou com Bolsonaro quando ficou quatro anos e não mexeu naquilo?”, questionou o governador. “Eu não via a revolta de vocês. Eu não vi sua revolta, Victor. Vamos depois levantar um histórico seu aqui, nas suas matérias. Quantas matérias você ficou revoltado? Eu quero ver. Me mostre isso.”

Jerônimo Rodrigues já protagonizou outros embates com jornalistas. Durante a campanha eleitoral de 2022, o petista perdeu a paciência com a então apresentadora da Rádio Sociedade, Silvana Oliveira, ao ser indagado sobre os resultados ruins da Bahia no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) desde 2013.

Na ocasião, Jerônimo interrompeu a pergunta para argumentar que o índice havia sido criado durante uma gestão petista no governo federal. Quando Silvana tentou concluir o questionamento, o hoje governador respondeu em tom ríspido: “Deixa eu terminar, Silvana, por favor. Deixa eu concluir”.

Os problemas em rodovias que geraram críticas ao governador da Bahia

Cratera em rodovia na Bahia | Foto: Reprodução

Enquanto isso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ainda investiga os afundamentos registrados no km 604 da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Em nota divulgada nesta quinta-feira, 30, o órgão informou que ainda não foi possível determinar com precisão a origem do problema identificado no aterro rodoviário.

Segundo o DNIT, equipes especializadas realizam investigações geofísicas, sondagens e outros estudos para avaliar as condições do subsolo e uma possível influência do acúmulo de água. O órgão também prepara a injeção de calda de cimento no trecho, técnica utilizada para preencher vazios no solo e ajudar na estabilização da estrutura.

O tráfego permanece parcialmente restrito. Os veículos circulam por duas faixas, uma na pista principal e outra na via marginal, que passou por recapeamento. O DNIT afirmou ainda que reforçou a sinalização e mantém equipes de Operações e Engenharia monitorando continuamente o local.

Wagner e mulher viajaram para Ilha da Paixão em avião de ex-sócio de Vorcaro

Relatório da Polícia Federal detalha mensagens entre a família do senador e o empresário Augusto Lima

Letícia Alves

Jaques Wagner e sua mulher, Fátima Mendonça | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Em outubro de 2023, o senador Jaques Wagner (PT-BA) e sua mulher, Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, viajaram para a Ilha da Paixão, no litoral da Bahia, em uma aeronave usada por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Segundo a Polícia Federal (PF), ao fim da viagem Maria de Fátima enviou ao empresário a mensagem: “A gente ama vcs”.

A informação consta em relatório da PF divulgado nesta quinta-feira, 30, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento integra a investigação sobre possíveis vantagens concedidas por gestores do Banco Master ao senador e a familiares.

O episódio integra pelo menos quatro viagens de Jaques Wagner em aeronaves ligadas a Augusto Lima e ao Master. A PF afirma que não encontrou comprovantes de pagamento pelos voos. Os investigadores tratam os deslocamentos como possíveis vantagens econômicas.

A Ilha da Paixão é um ilhéu de cerca de 10 mil metros quadrados localizado no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. Anteriormente chamada de Ilha do Topete, a área possui infraestrutura de alto padrão.
Ilha da Paixão, na Bahia | Foto: Reprodução/ X

Mensagens mostram detalhes da viagem para Ilha da Paixão

Segundo a PF, a organização da viagem começou em 11 de outubro de 2023. Em um áudio, Wagner informou a Augusto Lima que aceitaria o convite: “Tudo indica que Fatinha topa ir no sábado”. Dois dias depois, o empresário enviou o prefixo da aeronave e o horário do voo.

Os investigadores afirmam que confirmaram o destino por meio de mensagens e fotos do grupo de WhatsApp “Família Brahia”. Depois da viagem, Maria de Fátima enviou as mensagens: “Obrigada sempre e firme sempre no que vc quer”, “E merece tudo de melhor” e “A gente ama vcs”. Augusto Lima respondeu: “Amamos vocês!! Bj no coração”. Ela também informou a chegada do casal, disse que estava “tudo lindo” e enviou beijos.

Além disso, a investigação revela que a Ilha da Paixão não está registrada em nome de Augusto Lima. No entanto, as mensagens indicariam que o empresário exercia posse e controle do imóvel.

PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro

Sigilo derrubado por André Mendonça expõe novos detalhes da Operação Compliance Zero

Mateus Conte

O senador Jaques Wagner | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, trocaram 74 ligações de novembro de 2023 a maio de 2025, totalizando cinco horas e 30 minutos de conversa, segundo documentos da Polícia Federal (PF) divulgados nesta quinta-feira, 30.

De acordo com o relatório da PF, há indícios de “recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente”, por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias ligadas ao grupo econômico investigado. As informações são da CNN Brasil.

As informações vieram a público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo da investigação da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa qu envolve o extinto Banco Master.

O ministro do STF André Mendonça | Foto: Victor Piemonte/STF
PF aponta reuniões, voos e atuação de Jaques Wagner em favor de interesses do Master

Entre os elementos reunidos pela investigação, a PF afirma que Wagner articulou um encontro “discreto” entre Lima e o advogado-geral da União, Jorge Messias. A conclusão tem como base mensagens encontradas no celular do empresário e um áudio enviado pelo senador em abril de 2024.

Na gravação reproduzida no relatório, Wagner sugere que a reunião ocorresse em seu gabinete por ser “o mais protegido e discreto para todo mundo”. Ele ainda afirma que Lima não precisaria sequer passar pela identificação na entrada do Senado. Apesar disso, a própria PF ressalta que as mensagens, por si só, não confirmam que Messias participou do encontro.

A investigação também reúne mensagens encontradas no celular de Vorcaro sobre um voo que, segundo a PF, possivelmente transportou Wagner. Nas conversas, o ex-banqueiro pede que seja utilizada uma aeronave “que ninguém conheça” e orienta o interlocutor: “Tira o avião rápido de lá”. Segundo a PF, o petista teria utilizado aeronaves ligadas ao então banqueiro em pelo menos quatro ocasiões.

Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal – 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

A PF também afirma que Wagner acompanhou o avanço da chamada “emenda Master“, proposta que ampliava o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito. Segundo a investigação, o senador do PT trocou ligações, mensagens e realizou reuniões com Lima depois da publicação da proposta.

Além disso, a corporação cita mensagens em que Vorcaro teria classificado Wagner como um “aliado político” nas articulações que envolvem pautas regulatórias de interesse do banco. Para a PF, esse material sugere que a atuação do senador “transcendia o mero acompanhamento legislativo e alcançava o plano das articulações políticas institucionais”.

Também nesta quinta-feira, tornou-se pública a decisão de Mendonça que autorizou a PF a monitorar, por dez dias, os dados de geolocalização dos celulares de Wagner e de outros cinco investigados. A medida autorizou apenas o rastreamento da localização dos investigados, sem acesso ao conteúdo de conversas ou mensagens, para auxiliar a investigação.

Pesquisa aponta que 8 de cada 10 brasileiros têm medo de sair à noite

Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A grande maioria dos brasileiros têm medo de sair à noite por causa da violência, segundo uma nova pesquisa divulgada nesta sexta-feira (30). Além disso, 60% das pessoas já deixaram de frequentar lugares que gostariam e 30% já deixaram de usar transporte público pelo mesmo motivo.

O levantamento aponta também que 68% dos entrevistados deixaram de usar o celular na rua e 41% não deixam mais os filhos crianças e adolescentes saírem sozinhos.

Os dados constam de pesquisa encomendada pelo Instituto Update e pelo Instituto Fogo Cruzado. Além de apontar que o medo restringe a circulação e as oportunidades das mulheres no Brasil, o levantamento mostra que 92% da população concorda que mulheres estão mais expostas à violência.

Os entrevistados apontam que elas estão sujeitas a riscos específicos como assédio, violência doméstica e abuso físico ou psicológico.

O levantamento "Mulheres, polícia e facções - O que está no centro do debate sobre segurança pública?" é composto de uma pesquisa quantitativa conduzida pela Ideia Instituto de Pesquisa a partir de entrevistas por telefone com 2.000 pessoas realizadas em todas as regiões do país de 24 a 31 de março. A margem de erro geral da amostra é de 2,2 pontos percentuais.

O documento inclui ainda duas pesquisas qualitativas elaboradas pela Estratégia Latina. Estas apontam que as mulheres vivem em um "estado de alerta permanente" por causa do medo da violência.

"As participantes descrevem uma rotina em que é preciso estar constantemente atenta a riscos de assalto, assédio e violência sexual, mobilizando uma série de micro estratégias de proteção -como esconder o celular em compartimentos improvisados, compartilhar localização em aplicativos, vigiar prestadores de serviço dentro de casa ou organizar redes de 'vigilância' com vizinhas e amigas", diz o documento.

Segundo as entrevistadas, esse estado de alerta se estende também aos momentos de lazer e ao cuidado com os filhos, especialmente diante do medo de sequestros, citado em Manaus e Fortaleza.

Na etapa qualitativa dedicada à experiência feminina, ônibus, metrôs, trens, pontos de espera e corridas por aplicativo apareceram entre os espaços de maior insegurança. Essa percepção foi corroborada pelo levantamento quantitativo, no qual 39% das mulheres dizem se sentir inseguras no transporte público, contra 26% dos homens.

Os relatos também revelaram que a insegurança leva as mulheres a adotarem rotinas cada vez mais restritas --frequentemente concentradas entre casa, igreja, trabalho e supermercado. Elas afirmam que deixaram de realizar atividades de lazer (shows, academia, eventos), estudo (frequentar biblioteca do campus), visitas à parentes ou deslocamentos em determinados horários por medo da violência.

"Há um trabalho invisível e constante de gerenciar o próprio medo, e ele tem um custo que não entra nas estatísticas oficiais, porque violências como assédio na rua, restrição de horário para circular e violência doméstica raramente aparecem nos índices tradicionais de segurança pública", diz Carol Althaller, diretora-executiva do Instituto Update. "Isso significa que as políticas são desenhadas com base em dados que deixam de fora justamente a violência que mais limita a liberdade de metade da população."

Os candidatos presidenciais incorporaram propostas voltadas à segurança das mulheres em suas campanhas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), promete castração química por estupro e crimes sexuais contra crianças e assistente de IA para mulheres vítimas de violência doméstica. Flávio está em desvantagem de 10 pontos porcentuais em intenções de voto entre mulheres em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a última pesquisa Datafolha.

O petista lançou um pacote de enfrentamento ao feminicídio, com a criação de um cadastro nacional de agressores e ampliação das hipóteses que justificam o afastamento imediato do agressor do lar.

"As campanhas insistem em falar de segurança pensando só em bandido e polícia, mas quando você ouve as mulheres, entende que a violência acontece dentro de casa, no ônibus, no trabalho. Segurança para a mulher é pauta concreta, é pauta diária: 28% apontam a violência doméstica como o principal motivo de insegurança no dia a dia, 27% dizem que o assédio é o que mais enfrentam, e 96% reconhecem que mulher vive um risco que homem simplesmente não vive", diz Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisa. "Enquanto as campanhas não entenderem isso, vão continuar falando com mais da metade do eleitorado sobre um problema que não é bem o delas."

A pesquisa também mostra que a população apoia respostas punitivas, apesar de não confiar plenamente em seus resultados.

Penas mais duras aparecem em primeiro lugar entre as prioridades, mencionadas por 42% dos entrevistados. Ao mesmo tempo, apenas 41% dizem acreditar que a polícia de fato protege a população e 22% percebem melhora da segurança depois de operações policiais.

Indagados sobre quais as melhores medidas preventivas, os entrevistados se dividiram: 49% consideram que prender pessoas ajuda consideravelmente ou totalmente a reduzir a violência, enquanto 45% dizem o mesmo sobre educação e políticas sociais.

"A pesquisa mostra que o país está dividido, não decidido: temos um percentual similar de brasileiros defendendo penas mais duras e aqueles que defendem educação e políticas sociais. A gente compreende que a defesa dessas penas mais duras tem a ver, justamente, com a falta de imaginação sobre o tema. Quem vive o problema de perto sabe que a solução é mais complexa do que construir presídios", diz Althaller.

Lula diz que não vai participar de debates se for "para ouvir bobagem"

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30) que não irá participar dos debates eleitorais se for "para ouvir bobagem". A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Na ocasião, o petista disse que vai avaliar "o nível" antes de confirmar presença nas ocasiões.

"Eu estou vendo o quadro eleitoral, não sei quantos candidatos vão ter ainda. Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou", disse. "Eu quero saber qual o nível do debate, porque, caso esse debate não sirva para informar a população e politizá-la, por que que eu vou responder sacanagem? Por que que eu vou fazer um debate com um cara que não tem compromisso com ninguém?"

Na entrevista, Lula ainda disse que não vai dar "colher de chá para quem não merece". O posicionamento chega após a indicação de que lula não participe de alguns debates por ser o único nome de esquerda no confronto e que deve ser alvo de ataques generalizados dos adversários.

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