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quarta-feira, 25 de março de 2026

VEREADOR ALEX TANURI É SUSPENSO DO PARTIDO PT , EM JUAZEIRO

PT de Juazeiro suspende vereador que falou mal do governador Jerônimo Rodrigues




Governo Lula bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026

Congelamento de recursos é acionado quando despesas obrigatórias excedem o limite de gastos do arcabouço fiscal

Pamela Zacarias

Neste primeiro relatório bimestral, a equipe econômica registrou aumento de R$ 2,6 bilhões em gastos obrigatórios | Foto: Divulgação/Arquivo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai bloquear R$ 1,6 bilhão em despesas do Orçamento de 2026. O Executivo federal divulgou a medida nesta terça-feira, 24.

O valor consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. O documento, que é enviado ao Congresso a cada dois meses, orienta a execução do Orçamento.

Ajustes no Orçamento 2026

Neste primeiro relatório bimestral do ano, a equipe econômica registrou aumento de R$ 2,6 bilhões em gastos obrigatórios, o que levou ao bloqueio parcial.

Entre as despesas que puxaram os gastos estão:o Benefício de Prestação Continuada, que teve elevação de R$ 1,9 bilhão nos gastos; e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que subiu R$ 1,4 bilhão.

Houve ainda um aumento de R$ 1,6 bilhão na previsão de gastos com benefícios previdenciários.

Para cumprir a meta fiscal, que prevê superavit de até R$ 34,3 bilhões, o governo ampliou os abatimentos de despesas em R$ 5,5 bilhões. Isso elevou o o total de descontos para R$ 63,4 bilhões. Com isso, o saldo positivo esperado caiu para apenas R$ 3,5 bilhões.

Impacto externo

A guerra no Oriente Médio ainda pode impactar o Orçamento, segundo o governo Lula. A equipe econômica revisou a previsão do preço médio do barril de petróleo de US$ 64,93 para US$ 73,09. Valor ainda abaixo da cotação recente, próxima de US$ 100. O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a persistência desse cenário pode levar a novas revisões de receita.

Estratégias do governo

O Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que o decreto de programação orçamentaria será publicado em 30 de março. Ele detalhará os cortes e limitará o empenho de R$ 52,8 bilhões até setembro. Essa é uma forma de enquadrar o Orçamento nas regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Executivo tem até o fim do mês para definir quais áreas serão alvo do congelamento.

Trump diz que Irã aceitou abrir mão de armas nucleares em ‘grande concessão’

Presidente dos EUA afirma que acordo representa avanço nas negociações; não há confirmação oficial de Teerã

Fábio Bouéri

O presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista a jornalistas na Casa Branca | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã concordou em abandonar o desenvolvimento de armas nucleares, o que classificou como uma “grande concessão” nas negociações em curso no Oriente Médio.

Segundo Trump, o compromisso representa o principal objetivo da estratégia norte-americana. “Eles concordaram”, disse o presidente, ao destacar que impedir o Irã de obter armamento nuclear sempre foi a exigência central de Washington.

Trump: armas nucleares são “linha vermelha”

A declaração ocorre em meio à escalada de tensões na região e depois de meses de pressão diplomática e ações militares conduzidas pelos Estados Unidos. O governo norte-americano tem insistido em que qualquer acordo precisa garantir que Teerã não desenvolva armas nucleares, considerada uma linha vermelha da política externa do país.

Apesar da sinalização, ainda não há detalhes públicos sobre os termos do possível acordo, nem confirmação oficial por parte do governo iraniano. Ao longo das negociações recentes, autoridades do país vinham afirmando que o programa nuclear tem fins pacíficos, embora os Estados Unidos e aliados mantenham desconfiança sobre essas intenções.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 17 milhões

Ninguém acerta as seis dezenas do concurso 2.988; próximo sorteio será na quinta-feira 26

Fábio Bouéri

Concurso 2988 da Mega-Sena: dezenas sorteadas | Foto: Reprodução/YouTube

O sorteio do concurso 2.988 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira, 24, em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio principal acumulou em R$ 17 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 21 – 23 – 28 – 36 – 57 – 58

Na quina, com cinco acertos, 24 apostas foram premiadas, e cada uma recebeu R$ 58.355,02. Já na quadra, com quatro acertos, 1.753 apostas ganharam R$ 1.316,91 cada uma.

Mega-Sena: prazo para apostas; confira

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado nesta quinta-feira, 26. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas de todo o país, além do site e do aplicativo Loterias Caixa.

Os bolões digitais podem ser adquiridos até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento das apostas on-line pode ser feito via Pix, cartão de crédito ou internet banking, para correntistas da Caixa. Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais.

A probabilidade de ganhar o prêmio principal varia conforme o número de dezenas apostadas. Em uma aposta simples, com seis números — ao custo de R$ 6 —, a chance de acertar as seis dezenas é de uma em 50.063.860, segundo a Caixa Econômica Federal.

Cunhada de Anitta diz que Janja ajudou a liberar novo passaporte para namorado detido em Paris

Influenciadora relata mobilização da primeira-dama em caso que envolve empresário brasileiro na França

Luis Batistela

Hariany informou que o namorado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A influenciadora Hariany Almeida afirmou que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, atuou para viabilizar a emissão de um novo passaporte para o namorado, o empresário Renan Machado, irmão da cantora Anitta. O caso envolve furto de documento durante a passagem pelo Aeroporto de Paris, na França.

Hariany informou que Machado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte. Segundo ela, a intervenção de Janja teria permitido a liberação de um novo documento no mesmo dia. A influenciadora publicou a informação em suas redes sociais, mas apagou o conteúdo.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não se manifestou até o momento. O Ministério das Relações Exteriores também não confirmou a participação da primeira-dama no episódio.

A própria Hariany relatou que se dirigia ao consulado brasileiro para retirar o novo passaporte. “Janja ajudou a liberar um passaporte novo para ele ainda hoje, estou indo no consulado pegar para tirar ele de lá”, escreveu.

Anitta também comentou o caso. “Alguém mora em Paris, alguém conhece alguém?”, indagou. “Estamos aqui ligando para Deus e o mundo. Ele não pode nem usar o telefone. Nunca passei por isso, estou tensa. Se alguém souber de alguém que possa ajudar.”

Passaporte de Machado desapareceu durante inspeção

Machado viajava para encontrar a irmã em outro destino, onde a família celebraria o aniversário da cantora. Ele e Hariany embarcaram em voos diferentes, e o empresário fez conexão na capital francesa.

O furto do passaporte ocorreu durante o procedimento de inspeção no aeroporto. Segundo o relato, o documento desapareceu no momento em que ele passava pelo raio-X.

Familiares procuraram agentes de segurança para tentar localizar o passaporte, mas não obtiveram resultado. “Ninguém achou nada, nem nas câmeras”, afirmou Anitta.

Ataque com drones no Kuwait causa incêndio em aeroporto

Fogo em tanque de combustível foi controlado, sem vítimas; autoridades apontam apenas danos materiais

Isabela Jordão

Aeroporto do Kuwait registrou outros incidentes com drones desde o início da guerra | Foto: Reprodução/X

Um ataque com drones causou um incêndio no Aeroporto Internacional do Kuwait, nesta terça-feira, 24, ao atingir um tanque de combustível. Não houve registro de vítimas, segundo a Autoridade de Aviação Civil do país.

Procedimentos de emergência foram acionados imediatamente, com ação das equipes de combate a incêndio na contenção das chamas. A autoridade, segundo a agência Reuters, destacou que os primeiros relatórios indicam apenas danos materiais.

O porta-voz da autoridade, Abdullah Al-Rajhi, afirmou que “as autoridades competentes implementaram imediatamente os procedimentos de emergência aprovados”. Até o momento, nenhum país assumiu a autoria do ataque.

Aeroporto do Kuwait já sofreu outros ataques com drones

O episódio se soma a uma série de incidentes com drones no Aeroporto do Kuwait desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, deflagrada em 28 de fevereiro.

O terminal já havia sido alvo de outras ações recentes. Em 8 de março, drones atingiram tanques de combustível. No dia 14, um ataque com “vários drones” alcançou o sistema de radar do aeroporto, sem deixar feridos.

Vorcaro deve apresentar provas inéditas para validar delação premiada

Ex-banqueiro precisa indicar recuperação de valores e detalhar fraudes para obter benefícios processuais

Letícia Alves

Caso Master: preso, Daniel Vorcaro avança para firmar acordo de delação premiada | Divulgação/SAP

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve apresentar provas inéditas e indicar meios para recuperar valores desviados para que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite sua delação premiada. Apenas reforçar as evidências já obtidas em buscas e apreensões será insuficiente para garantir benefícios, como a liberdade.

A homologação do acordo não é, portanto, garantida e exige o cumprimento de critérios elevados. Nesse contexto, os investigadores descartam a homologação se o ex-banqueiro omitir informações ou entregar apenas dados já presentes nos 111 celulares apreendidos.

A defesa de Vorcaro negocia simultaneamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal. Se houver falta de consenso entre os dois órgãos, porém, a colaboração pode não avançar. As tratativas devem durar pelo menos três meses antes de chegar ao relator do caso, ministro André Mendonça, do STF.

A fase inicial das negociações avançou depois que os advogados afirmaram que Vorcaro “não pouparia ninguém”. Antes, porém, a resistência do ex-banqueiro em envolver magistrados do STF desagradou os investigadores.

Delação de Vorcaro não dará direito a perdão

Pelo papel de líder no esquema criminoso, o ex-banqueiro não terá direito a perdão judicial nem penas brandas. Os benefícios da colaboração premiada devem se restringir à melhoria das condições cautelares ou à redução do tempo de prisão.

Vorcaro assinou o termo de confidencialidade na quinta-feira 19 e, agora, deve confessar crimes e embasar sua narrativa com provas.

Atualmente, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli são citados em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro. O primeiro trocou mensagens com Vorcaro no dia da prisão do empresário, enquanto o segundo, Toffoli, deixou a relatoria do caso depois da revelação de que uma de suas empresas foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master.

Daniel Vorcaro manteve no celular minuta de despacho do TCU

Documento sem autoria sugere tentativa de pressionar o Banco Central e influenciar análise sobre o Banco Master

Luis Batistela

A Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro na última quarta-feira, 4, durante a terceira fase da Operação Compliance ZeroReprodução/Banco Master

Um arquivo armazenado no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro chamou atenção da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O material consiste em uma minuta de despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) que previa a suspensão de decisões do Banco Central (BC) sobre o Banco Master. O jornal O Globo divulgou as informações nesta quarta-feira, 25.

Os dados constam entre mais de 12 mil documentos extraídos do aparelho do empresário. Duas versões do texto, em formato Word, foram criadas em 29 de agosto de 2025, às 9h24 e às 12h47, segundo os metadados.

A minuta determinava que o BC suspendesse “toda e qualquer decisão” sobre o Master. O texto também previa a oitiva de técnicos da autoridade monetária em até dez dias. O documento não tem assinatura nem identificação de autoria.

Naquele período, o ministro Jhonatan de Jesus já relatava o caso no TCU. Nesta terça-feira, 24, ele decidiu suspender o processo que analisa a atuação do BC na liquidação extrajudicial do Master.

Antes disso, o ministro havia rejeitado um pedido do Ministério Público no TCU para apurar possíveis omissões da autoridade monetária. A representação tratava da fiscalização das operações do Master e de eventuais irregularidades em negociação com o Banco de Brasília (BRB).

Depois da liquidação do Master, decretada em 18 de novembro, Jhonatan de Jesus convocou o BC a prestar esclarecimentos e determinou uma inspeção na autarquia. Nos bastidores, chegou a considerar reverter a liquidação, mas recuou diante de pressões internas e externas.

Com suspeitas sobre a operação, governo do DF levou ao TCU pedido similar à minuta

A minuta surgiu quando o BC se aproximava de uma decisão sobre a operação entre o BRB e o Master. A autoridade já havia exigido medidas para resolver problemas de liquidez da instituição.

Na segunda quinzena de agosto, representantes do governo do Distrito Federal e do BRB se reuniram com integrantes do Ministério Público Federal. Na ocasião, procuradores relataram suspeitas sobre carteiras de crédito vendidas ao banco público por mais de R$ 12 bilhões.

Os procuradores recomendaram que o BC não aprovasse a operação. Também orientaram o governo distrital a aguardar comprovação da regularidade dos ativos envolvidos.

Poucos dias depois, em 2 de setembro, o governo do Distrito Federal pediu ao TCU que acompanhasse a análise do negócio. Em 3 de setembro, o BC vetou a compra e comunicou o BRB.

Em seguida, o governo distrital apresentou novo pedido ao TCU para suspender decisões da autarquia. O texto tem redação semelhante à minuta encontrada no celular de Vorcaro.

Auditoria do TCU criticou a atuação do governo do Distrito Federal. Técnicos indicaram tentativa de reverter decisão técnica e destacaram riscos que envolvem ativos e possíveis irregularidades.

Segundo o parecer, houve indícios de fraudes em operações anteriores, dúvidas sobre a existência de ativos e ausência de verificação adequada das informações financeiras.

O relatório afirma que a tentativa de pressionar o regulador expunha o BRB a riscos elevados. O documento também defende a apuração de responsabilidades.

Apesar do conteúdo, a minuta não se transformou em decisão oficial do TCU. Ainda assim, o material revela que pedidos ao tribunal podem ter integrado uma estratégia para alterar o desfecho da análise do BC.

STF deve rejeitar decisão de Mendonça sobre prorrogação da CPMI do INSS

Ministro determinou que Davi Alcolumbre (União-AP) recebesse em até 48 horas o pedido de prorrogação dos trabalhos

Lucas Cheiddi

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Em meio a discussões sobre o futuro da CPMI do INSS, ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizam, conforme informação do jornal O Estado de S. Paulo, que a maioria da Corte deve votar contra a decisão do ministro André Mendonça que prorrogou os trabalhos da comissão. O julgamento desse caso está agendado para esta quinta-feira, 26.

Na última segunda-feira, 23, Mendonça determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebesse em até 48 horas o pedido de prorrogação da CPI. O parlamentar ainda teria de realizar a leitura do documento e efetivar a extensão do prazo. No entanto, Alcolumbre aguarda a posição do plenário do STF antes de agir.

Estratégias no STF e impasses políticos no Senado
O ministro André Mendonça, durante uma sessão plenária no STF – 11/3/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Aliados de Alcolumbre calculam o prazo a partir das 18h20, quando a Advocacia do Senado recebeu a notificação oficial. A intenção é atrasar a comunicação ao Congresso o máximo possível. Assim, ele espera que o STF reverta a decisão antes de ocorrer a prorrogação da CPI, conforme determinado por Mendonça.

Nos bastidores, ministros da Suprema Corte lembram que existe jurisprudência para proteger direitos das minorias na abertura de CPIs. Contudo, essa garantia não se estenderia à prorrogação do prazo, considerada prerrogativa do presidente da Casa, que pode decidir com base em avaliação política.

O tribunal entende que o Supremo só deve intervir se houver omissão do presidente do Senado. Enquanto isso, a oposição tenta ampliar a pauta da CPI do INSS para abranger investigações como o caso do Banco Master, o que tem gerado críticas de ministros da Corte.

Possíveis desdobramentos e novas frentes de investigação

Caso o plenário do STF derrube a decisão de Mendonça, as atividades da CPI do INSS devem acabar no sábado 28. A oposição, então, poderá transferir investigações para a CPI do Crime Organizado, prevista para terminar em 15 de abril, ou tentar abrir uma comissão específica sobre o Banco Master.

O julgamento desta quinta-feira também servirá para identificar quais ministros desejam impor limites aos poderes das CPIs. Em breve, o plenário votará sobre a decisão do ministro Flávio Dino que derrubou quebras de sigilo promovidas pela CPI do INSS, incluindo a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Setores do STF defendem restrições ao poder das CPIs para acessar dados sigilosos de investigados. Ministros próximos de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm tomado decisões que contrariam o Congresso em casos relacionados ao Banco Master e a fraudes no INSS.

O posicionamento da Corte sobre essas questões deve ser consolidado no julgamento do caso Lulinha. Gilmar Mendes e Dino criticam o modo como as CPIs atuam, e Gilmar já anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen, determinada pela CPI do Crime Organizado.

Para Gilmar e Dino, “as quebras de sigilo são uma medida excepcional e, portanto, devem ser justificadas individualmente, não em votação simbólica, em bloco”.

Cláudio Castro fica inelegível e desabafa: “Grande inconformismo"

Ex-governador do Rio informou que vai recorrer até última instância

Por Ane Catarine
Cláudio Castro está inelegível - Foto: Pablo Porciuncula/AFP

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foi declarado inelegível por oito anos após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de terça-feira, 24. No julgamento, por 5 votos a 2, a maioria dos ministros entendeu que ele cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Em pronunciamento após a decisão, Cláudio afirmou que recebeu a condenação com “grande inconformismo” e disse ter “plena convicção de que sempre governou o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.

O ex-governador disse ainda que o julgamento se baseou em fatos anteriores ao período eleitoral e, por isso, afirmou que vai recorrer e “lutar até a última instância”.

Um dia antes da decisão, Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador na tentativa de interromper o julgamento, mas a estratégia não teve efeito.

Entenda o processo

O caso começou na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, em 2022, após o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo entrarem com ações de investigação eleitoral.

As acusações incluem abuso de poder político e econômico, irregularidades no uso de recursos de campanha e condutas vedadas a agentes públicos no período eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral e a campanha de Freixo também apontaram irregularidades envolvendo a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Justiça toma decisão sobre acusação que liga Moraes ao PCC; confira

Acusação foi feita pelo advogado criminalista Celso Vendramini, que chamou o ministro de "advogado do PCC"

Por Gustavo Nascimento
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Rosinei Coutinho | SCO | STF

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concluiu, nesta terça-feira, 24, o processo que liga o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do país.

A acusação foi feita pelo advogado criminalista Celso Vendramini, que chamou o ministro de "advogado do PCC" durante júri de dois policiais militares acusados de matar suspeitos de roubo.

Em março de 2025, Vendramini foi condenado em primeira instância a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais a Moraes. Ele apresentou recurso à condenação, que foi negado de forma oficial nesta terça pelo relator do caso, Mario Chiuvite Jr., mantendo a condenação.

Em sua defesa, o advogado argumentou que fez as críticas protegido pela imunidade profissional e no exercício de suas funções. O argumento, no entanto, foi rejeitado.

O que diz a decisão?

Na interpretação do TJ-SP, a conduta de Vendramini "configura objetivamente a prática de ato ilícito":

Imputar falsamente a alguém, em sessão pública e formal, vínculo com organização criminosa de alta notoriedade, é fato intrinsecamente ofensivo, capaz de atingir a honra objetiva e subjetiva do ofendido, ainda que se trate de pessoa pública.TJ-SP

Além disso, a decisão diz que crítica institucional é legítima mas não se confunde com "atribuição de fatos criminosos inverídicos, especialmente quando proferida em ambiente solene, perante jurados, magistrada, membros do Ministério Público e demais operadores do direito."

Influenciadora é presa após inventar sequestro para ganhar seguidores

Investigações apontam que o crime foi encenado para aumentar seguidores e visibilidade

Por Luan Julião
Influenciadora digital Monniky Fraga - Foto: Reprodução / Instagram

A influenciadora digital Monniky Fraga foi detida na manhã desta terça-feira, 24, após ter inventado o próprio sequestro em abril de 2025 para ganhar visibilidade e seguidores com o caso. A prisão foi realizada durante a Operação Cortina de Likes, conduzida pela Polícia Civil, que investiga uma quadrilha envolvida em extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime.

Segundo o delegado adjunto do Grupo de Operações Especiais (GOE), Cley Anderson, "Com o avançar das investigações, o inquérito aponta indícios de que, de fato, aquela extorsão mediante sequestro, nada mais foi do que uma trama entre a suposta vítima e um dos autores".
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Investigação e operação policial

O caso começou a ser investigado ainda em abril de 2025, logo após o falso sequestro, que Monniky teria encenado para ganhar visibilidade. Na época, ela conseguiu espaço em diversos veículos de comunicação para contar o seu relato. Após a prisão, ela foi levada para a sede do GOE, localizada no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

A operação contou com a participação de 30 policiais civis e apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo. Foram cumpridos dois mandados de prisão e dois mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Igarassu, no Grande Recife.

Envolvimento de terceiros

Em coletiva, a Polícia Civil revelou que três pessoas participaram da execução do falso sequestro, além de Monniky Fraga. "A investigação aponta que ela não só tinha conhecimento, mas houve um ajuste prévio e comunicações posteriores com um dos autores", afirmou o delegado Cley Anderson.

Dois dos homens envolvidos já foram identificados: um está preso por outros crimes e o outro foi assassinado antes da emissão do mandado de prisão. Um terceiro suspeito, que teria recebido o dinheiro do resgate, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido em São Paulo.

Ainda conforme Cley Anderson, o marido da influenciadora, que também foi sequestrado, agredido e roubado, não tinha conhecimento do esquema. "A todo momento, ele informa que acredita sempre que se tratava realmente de um sequestro", disse o delegado.

Relato do sequestro

Monniky Fraga, que atualmente possui 27,3 mil seguidores no Instagram, denunciou ter sido sequestrada em 21 de abril de 2025. Segundo seu relato, compartilhado nas redes sociais, ela e o marido, identificado apenas como Lucas, foram abordados por três homens armados dentro do carro, na rua da casa deles.

A influenciadora gravou e publicou um vídeo detalhando a abordagem dos criminosos, que teriam ameaçado torturar o casal caso o resgate, cujo valor não foi divulgado, não fosse pago. Durante o episódio, Lucas teria sido agredido enquanto os falsos sequestradores exigiam que entregassem seus pertences. O casal foi levado para dentro de uma mata, onde permaneceu sob ameaças por algumas horas, sendo liberado somente após o pagamento do resgate, de acordo com informações da Polícia Militar.

Um boletim de ocorrência foi registrado, dando início às investigações do suposto crime pela Polícia Civil.
terça-feira, 24 de março de 2026

Líder supremo do Irã estaria ferido e isolado, dizem fontes dos EUA e de Israel

Relatos indicam ausência de comunicação de Mojtaba Khamenei e avanço da Guarda Revolucionária

Fábio Bouéri

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei: incógnita | Foto: Reprodução/X

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria ferido, isolado e sem responder a comunicações, segundo informações divulgadas pelo The Washington Post e pela CNN, com base em fontes de segurança dos Estados Unidos e de Israel.

De acordo com autoridades israelenses citadas pelas reportagens, o líder iraniano não tem dado retorno a mensagens enviadas por interlocutores, o que aumenta a incerteza sobre o comando do regime em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O quadro interno, segundo essas fontes, seria de endurecimento político.

Irã vive vácuo de comunicação

Relatos indicam que a Guarda Revolucionária do Irã ampliou sua influência no controle do país, enquanto setores religiosos ganham protagonismo tanto na repressão a opositores quanto na condução da crise. A ausência de aparições públicas de Khamenei também tem chamado atenção.

Segundo as mesmas fontes, ele não teria sido visto desde o início da guerra. Agências de inteligência continuam tentando rastrear seus deslocamentos. Para uma fonte ouvida pelo jornal norte-americano, há um “vácuo de comunicação” no topo do regime, o que pode indicar desde problemas de saúde até uma estratégia deliberada de ocultação.

O possível isolamento da principal autoridade política e religiosa iraniana ocorre em um momento de agravamento das tensões na região. Países vizinhos têm sido atingidos por ataques frequentes, elevando o risco de uma escalada mais ampla do conflito.

Nesta segunda-feira, 23, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou ter ativado novos sistemas de defesa depois de mais um ataque envolvendo mísseis e drones. Segundo o governo local, não houve registro de vítimas.

Relator da CPMI do INSS: ‘Descobrimos uma rede de lavagem de quase R$ 40 bilhões’

Alfredo Gaspar aponta conexão entre fraudes previdenciárias, PCC e o grupo terrorista Hezbollah: ‘Mecanismo que coloca o Brasil nessa rota internacional’

Sarah Peres

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o colegiado avançou sobre uma dimensão mais ampla do que a inicialmente prevista e identificou uma rede de lavagem de dinheiro estimada em quase R$ 40 bilhões, com conexões que ultrapassam o sistema previdenciário.

“Chegamos a uma rede de lavagem de dinheiro de quase R$ 40 bilhões, não são R$ 40 milhões, são R$ 40 bilhões, que vai desde o Hezbollah ao PCC e a um mecanismo que coloca o Brasil nessa rota internacional”, afirmou. “Entramos pelo INSS, descobrimos por meio dessa entrada de R$ 150 milhões uma rede que nós não esperávamos descobrir. Nessa mesma rede, por exemplo, encontra desconto associativo com Master.”

Para o relator, o caso revela uma fragilidade estrutural do Estado brasileiro: “O Brasil está uma porta aberta para lavagem de dinheiro”. “E essa porta aberta tem que ser discutida por nós também, nós não podemos ter a cada dia uma novidade de corrupção com lavagem de dinheiro por conta da permissividade legislativa.”

Segundo Gaspar, essa vulnerabilidade tem origem na condução política da Previdência ao longo dos anos. “Essa esculhambação chegou a esse ponto porque o sistema de previdência brasileiro foi loteado para atender a interesses políticos”, afirmou.
Da esq. para a dir: o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em um cenário em que a CPMI chegaria ao fim nesta semana, Gaspar preparou o que seria o relatório final, em que está concluído e reúne a dimensão dessas descobertas.

“Eu tenho hoje um relatório pronto, por volta de 5 mil páginas e 228 indiciados”, afirmou. “Não cito no relatório Lula, Bolsonaro, porque eu tenho a responsabilidade de fazer uma coisa técnica, baseada nos dados da CGU, do TCU, dos depoimentos e das quebras de sigilo.”

Prorrogação da CPMI do INSS

Para o relator, a prorrogação da CPMI será fundamental para avançar além do relatório e estruturar respostas institucionais ao problema: “Vai ser muito importante, porque nós estamos trabalhando na legislação, através de projetos de lei, para buscar uma blindagem do sistema de previdência”.

Gaspar também rebateu críticas sobre o andamento dos trabalhos e minimizou o impacto da ausência de testemunhas.

“No arcabouço probatório da investigação, o que menos gastamos tempo é em testemunhas”, ressaltou. “Nós analisamos dados, afastamento de sigilos, indícios. Estamos anos-luz à frente de ficarmos parados por conta da ausência de testemunhas.”

Vorcaro é transferido para cela mais ampla na Polícia Federal, mas sem TV

Decisão do STF ocorre depois de defesa alegar insalubridade no local antigo; nova sala já foi ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro

Lucas Cheiddi

Caso Master: preso, Daniel Vorcaro avança para firmar acordo de delação premiada | Divulgação/SAP

A transferência de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para uma sala mais ampla na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília ocorreu depois de decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar disso, ficou determinado que o novo espaço não deverá ter televisão, diferentemente de outras autorizações a ocupantes anteriores da mesma sala. Confira abaixo imagens do local, ainda com o aparelho televisivo.

O pedido de mudança de cela partiu da defesa do investigado, que alegou insalubridade no local em que ele estava desde a última quinta-feira, 19. Inicialmente, Vorcaro ocupava uma cela comum, com cama, banheiro e grades, situação que, segundo seus advogados, não oferecia condições adequadas de custódia.

Condições diferenciadas a Vorcaro e limitações

Entrada da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília | Foto: Divulgação

Com a autorização, Vorcaro passou a ocupar uma mesma sala que o ex-presidente Jair Bolsonaro já utilizou, mas sem o benefício da televisão. A medida busca garantir melhores condições físicas, sem conceder regalias consideradas incompatíveis com a natureza prisional do espaço.

As dependências da Polícia Federal não têm intenção nem projeto para detenções longas, já que são apenas para uso em situações excepcionais. No caso de Vorcaro, sua permanência na sede da PF é vista como estratégica, pois permite maior facilidade para depoimentos e contato direto com investigadores, num contexto em que se negocia um acordo de delação premiada.

O ex-dono do Banco Master está detido por ordem judicial no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de crimes financeiros, pagamentos ilícitos a servidores públicos e a existência de uma rede paralela para monitoramento. Essas circunstâncias tornam a localização e as condições de sua custódia pontos de atenção para as autoridades.

Lula busca nome mais forte no Congresso para substituir Gleisi

 ministra deixa o cargo para disputar vaga no Senado; o presidente tenta conter crises em ano eleitoral marcado por pressão no Legislativo e no STF

Isabela Jordão

A ministra Gleisi Hoffmann, o Vice Presidente Geraldo Alckmin e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam da assinatura de medida provisória, em Brasília, DF (14/7/2025) | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu rever o nome inicialmente cotado para substituir a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, diante das dificuldades crescentes na articulação com o Congresso.

Responsável pela coordenação política do governo, Gleisi deixará o cargo na próxima semana para disputar o Senado pelo Paraná. Ela havia indicado como “sucessor natural” Olavo Noleto, atual chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável, o chamado Conselhão.

Nos bastidores, porém, Lula afirmou a interlocutores que, em ano eleitoral, pretende escolher um nome com maior peso político para a função — especialmente diante do cenário de pressão, que inclui a possível delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, já apelidada de “delação do fim do mundo”.

Caso Master: preso, Daniel Vorcaro avança para firmar acordo de delação premiada | Divulgação/SAP

Entre os nomes mais citados para o cargo, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, está o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O deputado, que pretende concorrer ao Senado pelo Ceará, enfrenta dificuldades para garantir espaço na chapa do governador Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição.

O impasse se agravou depois que o senador Cid Gomes (PSB) condicionou seu apoio a Elmano à indicação do deputado Júnior Mano (PSB) — seu aliado — como candidato ao Senado. A exigência provocou divisão no PT, que busca uma alternativa para viabilizar Guimarães e aguarda uma intervenção direta de Lula.

Júnior Mano é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de liderar um esquema estruturado de corrupção que envolve o desvio de emendas parlamentares. Ainda assim, o apoio do PSB no Ceará é visto como estratégico para a reeleição de Elmano, que enfrenta o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), líder nas pesquisas. Apesar do vínculo familiar, Ciro e Cid estão politicamente rompidos.
Governador do Ceará, Elmano de Freitas | Foto: Divulgação/Governo do Ceará

No Planalto, a avaliação é que o próximo articulador político precisa ter experiência e trânsito no Congresso. Embora Noleto tenha atuado como secretário-executivo durante a gestão de Alexandre Padilha — hoje ministro da Saúde — na pasta de Relações Institucionais, Lula entende que o momento exige uma liderança com maior autoridade sobre deputados e senadores.

Substituição de Gleisi acontece em meio a agenda movimentada

A troca ocorre em meio a uma agenda legislativa sensível. Nesta segunda-feira, 23, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a prorrogação da CPMI do INSS e deu prazo de 48 horas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que faça a leitura do requerimento de instalação. A decisão ainda será analisada pelo plenário da Corte.

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comemorou a prorrogação da comissão por determinação do ministro André Mendonça, do STF | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O governo também busca avançar, ainda neste semestre, com pautas prioritárias, como o fim da escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública — que depende de aprovação no Senado — e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Outro ponto de atenção é a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para o STF. Até o momento, Lula não encaminhou o nome ao Senado, diante da resistência de Alcolumbre.

Há ainda preocupação no Planalto com a possibilidade de o Congresso derrubar o veto presidencial ao projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro.

Paraná Pesquisas: Flávio Bolsonaro lidera intenções de voto no Pará

Senador registra 41% no cenário estimulado, enquanto o atual presidente soma 38,3%, segundo levantamento

Luis Batistela

O instituto ouviu 1,4 mil eleitores em 59 municípios do Pará | Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de registros de Jefferson Rudy/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira, 24, mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera as intenções de voto em cenários estimulados para a Presidência da República no Pará.

Na consulta espontânea, em que o eleitor indica livremente em quem pretende votar, Flávio registra 18,9%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 22,8%. Brancos e nulos somam 5,9%, e 45% não souberam ou não opinaram.

Não sabe/não opinou: 45%
Nenhum/Branco/Nulo: 5,9%
Lula (PT): 22,8%
Flávio Bolsonaro (PL): 18,9%
Jair Bolsonaro (PL): 4,8%
Renan Santos (Missão): 0,6%
Ratinho Júnior (PSD): 0,5%
Romeu Zema (Novo): 0,4%
Aldo Rebelo (DC): 0,2%

Já no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio supera Lula e conquista 41%, ao passo que o petista registra 38,3%. Brancos e nulos somam 7%, e 4,9% não souberam ou não opinaram.

Não sabe/não opinou: 4,9%
Nenhum/Branco/Nulo: 7%
Flávio Bolsonaro: 41%
Lula: 38,3%
Ratinho Júnior: 3,1%
Tereza Cristina (PP-MS): 2,4%
Renan Santos: 1,5%
Romeu Zema: 1,2%
Aldo Rebelo: 0,6%

O levantamento ainda projeta uma disputa direta entre Flávio e Lula em um eventual segundo turno. Nesse contexto, o senador registra 47,4%, e o atual presidente aparece com 42,9%. Em uma simulação alternativa, Lula enfrenta Ratinho e obtém 43,9%, contra 37,7% do governador do Paraná.

Governo Lula enfrenta rejeição entre eleitores do Pará

O Paraná Pesquisas também avaliou o desempenho do governo federal. O levantamento mostra que 53,7% dos entrevistados do Pará rejeitam a gestão de Lula, enquanto 43,1% a aprovam.

Na avaliação qualitativa, 47,2% classificam o governo como ruim ou péssimo. Outros 31,7% consideram a administração ótima ou boa, e 19,8% a definem como regular. A parcela que não soube ou não quis opinar representa 1,4%.

O instituto ouviu 1,4 mil eleitores em 59 municípios do Pará. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR04700/2026, a pesquisa apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,7 pontos porcentuais.

Lula sanciona PL Antifacção nesta terça-feira, 24

Texto prevê penas de até 40 anos, restrições a benefícios e criação de cadastro nacional de organizações criminosas

Luis Batistela

O petista avalia sancionar o projeto com poucas alterações | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir nesta terça-feira, 24, se sanciona o Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção. O Congresso aprovou o texto em fevereiro e enviou a proposta para análise presidencial no início de março.

Lula reuniu ministros e auxiliares na véspera da decisão para definir os pontos finais da sanção. Segundo o portal Metrópoles, participaram do encontro integrantes da Casa Civil, Justiça, Direitos Humanos, Relações Institucionais, Comunicação Social e Advocacia-Geral da União, além da assessoria jurídica da Presidência.

O petista avalia sancionar o projeto, com poucas alterações. Um dos trechos que devem permanecer trata da proibição do voto de presos sem condenação definitiva.

No entanto, integrantes do governo defendem a manutenção do dispositivo para evitar desgaste com o Congresso. A equipe avalia que o tema pode avançar por meio de proposta de emenda à Constituição em discussão no Legislativo.

De modo geral, o PL Antifacção estabelece penas de 20 a 40 anos de reclusão para envolvidos com organizações criminosas e milícias privadas. A legislação também autoriza o compartilhamento de dados entre órgãos de segurança e permite a apreensão de bens de investigados.

Além disso, o texto cria o Banco Nacional de Facções Criminosas e inclui delitos ligados a essas organizações na lista de crimes hediondos. A medida endurece as regras de cumprimento de pena e restringe benefícios legais.

A legislação define agravantes para casos que envolvam participação de menores, atuação de agentes públicos, conexões internacionais, uso de armamento restrito ou explosivos, domínio territorial e ataques a agentes de segurança.

Governo aposta em impacto na segurança pública

O governo Lula avalia que a sanção do projeto pode melhorar a percepção da população sobre a segurança pública. Pesquisas internas do Partido dos Trabalhadores (PT) indicam aumento da preocupação dos brasileiros com o tema.

O texto foi elaborado no Ministério da Justiça durante a gestão de Ricardo Lewandowski. O Executivo enviou a proposta ao Congresso em outubro de 2025, em regime de urgência.

A sanção está prevista para as 15 horas, no Palácio do Planalto, com publicação em edição extra do Diário Oficial da União.

Kim Jong-un rejeita desarmamento nuclear da Coreia do Norte

Ditador descarta trocas econômicas por arsenal e classifica Coreia do Sul como o país mais hostil

Letícia Alves

Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte | Foto: Prachatai/Flickr

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que o status de seu país como Estado detentor de armas nucleares é irreversível. Em discurso ao Parlamento nesta terça-feira, 24, Kim rejeitou a proposta de trocar o desarmamento nuclear por benefícios econômicos ou garantias de segurança. Segundo ele, o fortalecimento permanente das forças militares é essencial para a estabilidade regional.

Kim declarou que a Coreia do Norte provou ser correta a escolha estratégica de manter o poder nuclear enquanto busca o desenvolvimento. Para ele, a “dissuasão nuclear de autodefesa” é o que garante a existência e a paz do Estado.

“A realidade mundial atual, em que a dignidade e os direitos de Estados soberanos são impiedosamente violados por força e violência unilaterais, ensina claramente qual é a verdadeira garantia da existência e da paz de um Estado”, disse Kim no discurso à Assembleia Popular Suprema.

Ainda segundo o ditador, “as armas nucleares dissuadiram a guerra e permitiram que o país concentrasse recursos no crescimento econômico, na construção e na melhoria do padrão de vida”. Além disso, o evento também contou com uma mensagem do presidente russo, Vladimir Putin, que prometeu aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.

A sessão parlamentar aprovou o Orçamento estatal para 2026, que eleva os gastos com defesa para 15,8% do total. Os recursos serão destinados à expansão da capacidade de combate e de dissuasão nuclear. Apesar do foco militar, Kim também ordenou o cumprimento de um plano econômico de cinco anos para modernizar a indústria e aumentar a produção de alimentos e energia.

Kim Jong-un classificou a Coreia do Sul como “hostil”

No discurso, o ditador também definiu a Coreia do Sul como o “país mais hostil” e abandonou a política de busca pela reunificação pacífica. O regime de Pyongyang agora trata as relações com Seul como um estado de hostilidade entre dois países distintos.

A Presidência sul-coreana afirmou que as declarações de Kim são “indesejáveis para a coexistência pacífica”. Em nota, o governo de Seul disse que apenas o diálogo e a cooperação garantem a prosperidade na península.

Além disso, Kim também acusou os Estados Unidos de desestabilizarem a região ao posicionar ativos nucleares estratégicos perto da península. Ele afirmou que enfrentará qualquer violação da soberania do Norte “impiedosamente, sem hesitação ou contenção”.

STF analisa decisão de Mendonça sobre prorrogação da CPMI do INSS

Ministro deu 48 horas para o Congresso ler requerimento, ou comissão fica autorizada a estender trabalhos por escolha da minoria parlamentar

Isabela Jordão

Ministro André Mendonça, relator do escândalo do INSS no STF | Foto: Divulgação/STF

O plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar a decisão do ministro André Mendonça que determinou à presidência do Congresso Nacional a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Inicialmente, o STF informou que o caso seria encaminhado à 2ª Turma da Corte, mas posteriormente corrigiu a informação, esclarecendo que o julgamento ocorrerá no plenário virtual.

Mendonça considerou inconstitucional o que classificou como “omissão deliberada” da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso ao não receberem nem promoverem a leitura do pedido de prorrogação da CPMI. Ele deu prazo de 48 horas para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e a Mesa Diretora fazerem a leitura do requerimento.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão no Congresso. Ele é filiado ao União Brasil do Amapá | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Caso a leitura não seja feita dentro do prazo estipulado, a CPMI estará automaticamente autorizada a prorrogar suas atividades, pelo período definido pela minoria parlamentar em deliberação própria no âmbito da comissão.
Prorrogação da CPMI assegura direito de investigação, diz Mendonça

A decisão do ministro atendeu a uma solicitação da presidência da comissão, cujos trabalhos estão previstos para se encerrar neste sábado, 28. Mendonça determinou que a prorrogação observe o prazo considerado necessário por um terço dos parlamentares, desde que respeitado o limite da legislatura em vigor.

O ministro afirmou que a medida não representa “indevida invasão” das competências do Congresso, mas sim o cumprimento de uma função constitucional que assegura o direito de investigação no âmbito do Legislativo.

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comemorou a prorrogação da comissão por determinação do ministro André Mendonça, do STF | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

“Cuida-se, aliás, de um dos poucos direitos assegurados constitucionalmente à minoria parlamentar, o que reforça a necessidade de sua preservação sempre que ameaçado for por ações ou omissões capazes de inviabilizar o seu pleno exercício”, escreveu.

Embora defenda a autocontenção do Judiciário, Mendonça destacou tratar-se de uma situação excepcional, em que deve prevalecer a vontade da minoria, desde que atendidos os requisitos constitucionais e regimentais. Segundo ele, nesses casos, não há margem política para que a Mesa Diretora ou a Presidência do Congresso impeçam o andamento regular do pedido de prorrogação, incluindo sua tramitação formal.

Coaf detecta transações suspeitas em escritório ligado a mulher de ministro do STJ

Relatório detalha reincidência de movimentações atípicas e recusa no fornecimento de dados contábeis por parte da advocacia

Erich Mafra

Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi | Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Um levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou uma série de depósitos milionários sem lastro documental na conta do escritório de advocacia pertencente a Katcha Valesca de Macedo Buzzi. Ela é casada com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, que atualmente cumpre afastamento das funções devido a denúncias de crimes sexuais. De acordo com a apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o órgão de inteligência financeira classificou o estabelecimento como “reincidente” em alertas de irregularidades.

Os técnicos do Coaf identificaram que a sociedade de advogados movimentou cifras que atropelam a capacidade financeira informada ao fisco. Enquanto os registros oficiais de 2019 apontavam um faturamento mensal de pouco mais de R$ 58 mil, a conta bancária registrou uma média trimestral superior a R$ 1,3 milhão entre o final de 2023 e o início de 2024. Somente em dezembro de 2024, a empresa recebeu R$ 2,6 milhões, montante que despertou a atenção das autoridades logo que os sócios se negaram a apresentar comprovantes da origem dos recursos.

Resistência e conexões suspeitas

O relatório destaca a postura evasiva dos responsáveis pelo escritório. Representantes da instituição bancária informaram ao Coaf que o contato com os titulares é difícil e que há uma barreira deliberada na prestação de contas. Os sócios frequentemente alegam compromissos externos para evitar o envio de documentos. A situação ganha gravidade com a descoberta de que a advocacia prestou serviços a prefeituras, o que envolve dinheiro público sob uma contabilidade nebulosa.

Um repasse de R$ 526 mil feito pela empresa à AMX Soluções também entrou no radar dos investigadores. Essa prestadora de serviços foi citada na CPI do INSS por suspeitas de lavagem de dinheiro e desvios de proventos previdenciários. Outro ponto de tensão envolve o Banco Pan, que transferiu R$ 2,9 milhões ao escritório para atuações no Judiciário de Santa Catarina.

Cerco à família Buzzi

Este episódio marca a terceira vez que o clã do magistrado aparece em investigações oficiais. Recentemente, a Polícia Federal citou a filha do casal, Catarina Buzzi, por ligações com um empresário suspeito de adquirir decisões judiciais. O escritório de Catarina funcionava em um imóvel de propriedade desse investigado. Embora a PF tenha indicado, em última análise, que não há provas diretas contra os ministros do STJ no esquema de venda de sentenças, o indiciamento de um ex-assessor manteve o foco na Corte.

Marco Buzzi enfrenta, em paralelo, apurações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no próprio STJ por assédio sexual. A defesa do magistrado contesta as acusações, alegando falta de evidências e limitações físicas decorrentes de um acidente antigo. Katcha Buzzi, por sua vez, declarou que se retirou da sociedade de advogados há um ano e afirmou desconhecer os pormenores contábeis da firma. Ela defendeu o sigilo entre cliente e profissional como justificativa para a ausência de maiores explicações sobre os valores vultuosos detectados.

Agora é lei! Remédios podem ser vendidos em supermercados

Medida busca ampliar o acesso da população a medicamentos, mantendo as exigências sanitárias

Por Yuri Abreu
Assim como alimentos, supermercados poderão vender medicamentos - Foto: Rafaela Araújo/ Ag. A TARDE

O presidente Lula (PT) sancionou uma lei que autoriza a instalação de farmácia ou drogaria em áreas de venda de supermercados. A medida consta na edição desta segunda-feira, 23, do Diário Oficial da União (DOU).

A medida tem como objetivo ampliar o acesso da população a medicamentos, mantendo as exigências sanitárias e a segurança na distribuição de medicamentos ao paciente.

Segundo o texto (Lei nº 15.357), a partir de agora fica permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que a instalação seja feita em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica.

Separação

A farmácia ou drogaria deve ser instalada em lugar independente dos demais setores do supermercado e operada diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, por exemplo:

dimensionamento físico
estrutura de consultórios farmacêuticos recebimento
armazenamento
controle de temperatura
ventilação
iluminação e umidade
rastreabilidade
distribuição de medicamentos
assistência
cuidados farmacêuticos
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Presença de farmacêuticos

A Lei nº 15.357 também determina que é obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados.

O texto determina ainda que os estabelecimentos deverão assegurar que a distribuição de medicamentos sujeitos a controle especial ocorra somente após o pagamento ou, alternativamente, que os medicamentos sejam transportados do balcão de atendimento até o local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e identificável.

Apesar da liberação, venda de medicamentos em supermercados deve seguir algumas orientações | Foto: Reprodução/Pixabay

Proibições

Aos supermercados é proibida a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria neles instalada.

As atividades permanecem submetidas às normas de vigilância sanitária e à legislação que regula o exercício da atividade farmacêutica no país.
Canais de atendimento

As farmácias e drogarias, licenciadas e registradas pelos órgãos competentes, poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.

Morre aos 66 anos o ator Gerson Brenner

Ex-galã da TV Globo vivia com sequelas de um assalto ocorrido em 1998

Por Rodrigo Tardio
Ator iniciou trajetória nos palcos antes de estrear na televisão - Foto: Reprodução

O cenário artístico brasileiro perdeu, nesta segunda-feira, 23, o ator Gerson Brenner, aos 66 anos. Um dos grandes nomes da teledramaturgia da década de 1990, Brenner teve a carreira precocemente interrompida por um ato de violência que comoveu o país há 27 anos. A confirmação da morte foi feita pela filha, Vica Brenner, através das redes sociais.

O ator iniciou a trajetória nos palcos antes de estrear na televisão. Após passagens pela extinta TV Manchete, onde brilhou em Kananga do Japão (1989), Brenner consolidou sua imagem de galã na TV Globo.

Entre os papéis mais marcantes estão o Gerson, de Rainha da Sucata (1990), e participações em sucessos como Top Model, Perigosas Peruas e Deus Nos Acuda.
Emboscada

A trajetória de sucesso foi drasticamente alterada na madrugada de 17 de agosto de 1998. Brenner viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar as cenas finais da novela Corpo Dourado quando caiu em uma emboscada na Rodovia Ayrton Senna.

Assaltantes haviam espalhado pedras na pista para forçar a parada de veículos. Ao descer do carro para trocar um pneu furado, o ator foi baleado na cabeça.

Embora tenha sobrevivido após dias de internação, o projétil atravessou o lado esquerdo do cérebro, deixando sequelas graves na fala, mobilidade e capacidade cognitiva.

Anos de superação

Afastado dos holofotes, Gerson Brenner passou as últimas décadas em uma rotina de cuidados médicos e terapias. Ele vivia em São Paulo acompanhado pela esposa, a psicóloga Marta Mendonça, com quem se casou em 2014 após conhecê-la durante o tratamento.

Nos últimos anos, Marta relatava que o ator mantinha o bom humor e a paixão pela profissão, emocionando-se ao assistir às reprises de seus trabalhos na televisão. Além de Vica, Brenner deixa a filha Anna Haas, de seu relacionamento com a ex-modelo Ana Cristina Haas.

O local do velório e sepultamento ainda não foram divulgados pela família.
Papéis

1989: Estreia em Kananga do Japão (Manchete).

1990: Sucesso nacional como Gerson em Rainha da Sucata (Globo).

1992: Atua em Deus nos Acuda.

1998: Interpreta Jorginho em Corpo Dourado, último papel.

Brasileiros com mais de 60 anos ficam isentos do pagamento de 3 dívidas

Legislação garante alívio financeiro em impostos, saúde e transporte para preservar a renda e os direitos básicos dos idosos

Por Luiz Almeida
Idosos possuem benefícios - Foto: Reprodução | Freepik

O envelhecimento no Brasil é acompanhado por uma rede de proteção legal que visa garantir dignidade e segurança financeira. Embora nem todos os benefícios sejam automáticos, o Estatuto da Pessoa Idosa e legislações municipais preveem mecanismos que podem zerar ou reduzir drasticamente o peso de contas essenciais no orçamento doméstico.

Especialistas reforçam que essas garantias funcionam como instrumentos de proteção social, evitando que o comprometimento excessivo da renda prejudique o acesso a direitos fundamentais.

Conheça as três principais áreas onde a isenção de pagamentos é prevista:
1. Isenção de IPTU

Em diversas cidades brasileiras, idosos têm o direito de solicitar a isenção total ou parcial do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O benefício não é automático e depende de regras específicas de cada prefeitura.

Geralmente, exige-se que o beneficiário tenha renda limitada (frequentemente até dois salários mínimos), utilize o imóvel como moradia própria e que o valor venal do bem esteja dentro de um limite estabelecido pelo município.

2. Gratuidade em medicamentos e insumos

O acesso à saúde é um dos pilares do Estatuto da Pessoa Idosa. A lei assegura o fornecimento gratuito de medicamentos, especialmente os de uso contínuo, além de próteses e órteses necessárias ao tratamento.

Caso o Poder Público não realize a entrega desses itens, a Justiça brasileira tem consolidado o entendimento de que o atendimento sem custo deve ser garantido de forma prioritária para quem tem mais de 60 anos.

3. Transporte público sem custo

A gratuidade nos serviços de transporte coletivo urbano e semiurbano é um direito federal para pessoas com 65 anos ou mais.

Em muitas cidades, como é o caso de capitais e grandes centros, leis municipais antecipam esse benefício para quem já completou 60 anos. Para garantir o acesso, basta a apresentação de um documento de identidade oficial com foto ou o cartão do idoso emitido pelo órgão de trânsito local.

Blindagem de aposentadorias

Além das isenções diretas, a lei brasileira cria uma "blindagem" sobre os rendimentos da terceira idade.

Aposentadorias e pensões são, via de regra, impenhoráveis para o pagamento de dívidas comuns. Isso significa que instituições financeiras ou credores não podem confiscar o benefício bancário do idoso, exceto em casos muito específicos, como o pagamento de pensão alimentícia.

Caso o idoso identifique cobranças indevidas ou encontre dificuldades para acessar esses direitos, órgãos como o Procon, a Defensoria Pública e as unidades de assistência social (CRAS) são os canais indicados para buscar orientações e suporte jurídico gratuito.

Greve dos caminhoneiros pode causar falta de alimentos e altas de produtos na Bahia

Paralisação da categoria aumenta a preocupação diante de uma possível crise de desabastecimento

Há risco de desabastecimento de produtos e altas nos preços - Foto Freepik | 

Por Carla Melo

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros já mobiliza diversas entidades da categoria pelos estados do Brasil. Com a deflagração de uma paralisação da categoria, aumenta a preocupação diante de uma crise de desabastecimento de itens como alimentos, remédios e combustíveis, principalmente em estados estratégicos no setor de agropecuária, como a Bahia.

Como mostrou o Portal A TARDE desde o início do mês, a Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, passou a anunciar aumentos expressivos no preço dos combustíveis, que ultrapassaram R$ 7,10 o litro nos principais postos.

A medida foi uma reação aos conflitos no Oriente Médio que ocasionou no aumento no preço do barril de petróleo, com fechamento do Estreito de Ormuz, onde passa 20% do produto mundial.

Para tentar conter a ideia da greve, o governo federal apresentou um pacote de medidas como:

A isenção das alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel reforço na fiscalização da tabela de frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);
Possibilidade de barrar empresas infratoras de contratar transporte;
Proposta para que estados zerem o ICMS sobre o diesel;
Compensação de 50% das perdas de arrecadação, estimadas em R$ 1,5 bilhão

A decisão será tomada em assembleia nacional marcada para esta quinta, 19, às 16h, em Santos, São Paulo.

Medida é suficiente para conter alta?

Apesar das tentativas do governo federal de estabilizar o preço dos combustíveis, os governadores dos Estados, como a Bahia, não vão adotar a mesma postura com relação ao ICMS, imposto estadual, em cima do mesmo combustível.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) justificou a medida afirmando que isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassados ao consumidor final".

Para o economista Antônio Carvalho, apesar do conflitos estarem cada vez mais distante de acabar, a proposta soa como um alívio ao preço dos combustíveis ao consumidor. Para ele, a redução dos principais impostos que incidem sobre o preço dos combustíveis pode sim ter um impacto na arrecadação, mas o governo pode rever os gastos nesse momento.

“É muito cedo para dizer. Vai reduzir o preço que vier do exterior e o Brasil teria um percentual a menos nesse preço por conta da exclusão ou da redução da carga tributária, mas se o conflito continuar, e o preço do barril do petróleo continuar subindo, isso também refletirá no Brasil”, explicou o especialista.

Impactos na Bahia

Carvalho explica ainda que o Brasil adotou na década de 50, quando houve as descobertas do petróleo em território nacional e a criação da Petrobras, um sistema de transporte de cargas totalmente rodoviário, o que resultou no abandono da ferrovia e do investimentos em modais fluviais e marítimos, limitando a logística do produto no Brasil.

Então uma greve de rodoviários vai significar quase a paralisação do país
Antônio Carvalho - economista

O economista continua afirmando que apesar de o transporte de commodities - substâncias ou produtos primários, minerais ou agrícolas brutos usados para a produção de bens acabados e comumente exportáveis - ainda contar com modais como trem e ferrovias, mas o produto usado para abastecimento interno é quase 100% dependente das rodovias o que pode ter impactos “humanamente impossível” de se mensurar.

“O impacto demandaria um estudo muito grande de volume de dados e com projeções do tempo de parada muito rigorosas”, continuou ele.

Para a Bahia, o advogado trabalhista Ivo Ary Meier explica que essas greves costumam ter impactos “bastante rápidos, amplos e economicamente muito relevantes”, principalmente por se tratar de um estado com uma forte vocação logística e agrícola.

Caso a greve seja de fato deflagrada, o especialista explica o risco de:

Interrupção do escoamento de commodities agrícolas, como a soja, milho, algodão, que são produtos altamente exportados,
Desabastecimento de insumos essenciais, como os combustíveis, alimentos
Aumento imediato dos preços, devido à quebra da cadeia de suprimentos.

“Então, do ponto de vista jurídico, esses efeitos reforçam a tendência do judiciário classificar o transporte de cargas como uma atividade essencial em determinadas circunstâncias e com isso intervir rapidamente para limitar ou regular a greve, evitando assim um eventual colapso logístico”, finalizou ele.

O que motivou a greve dos caminhoneiros na Bahia?A greve foi motivada principalmente pelo aumento expressivo nos preços dos combustíveis, que ultrapassaram R$ 7,10 o litro, e a insatisfação com as medidas do governo federal que não estão resolvendo a situação.

Quais medidas o governo federal está tomando para conter a alta dos preços?O governo propôs isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, reforço na fiscalização da tabela de frete e proposições para que estados zerem o ICMS sobre o combustível.

Como a greve pode impactar a economia da Bahia?A greve pode causar interrupções no escoamento de commodities agrícolas e desabastecimento de insumos essenciais, afetando a economia de um estado com grande vocação logística e agrícola.

Os cortes no ICMS realmente beneficiariam os consumidores finais?Embora os cortes no ICMS possam diminuir os preços, governadores relatam que essas reduções nem sempre são repassadas para o consumidor final, o que gera incertezas.

Qual o papel do Judiciário durante a greve dos caminhoneiros?O Judiciário pode classificar o transporte de cargas como uma atividade essencial e intervir para regular ou limitar a greve, evitando colapsos logísticos significativos.

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