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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Missão cumprida: Juazeirense vence fora e vai decidir mata-mata da série D em casa


A Juazeirense viajou a Palmeiras dos Índios-AL já classificada para a próxima fase da Série D do Campeonato Brasileiro, mas tinha uma missão: vencer o CSE e torcer por um tropeço do ASA de Arapiraca, nesta última rodada da primeira fase.

Deu tudo certo! O Cancão cumpriu sua parte, derrotou o CSE por 1 x 0, com gol de Bruno Sena e o ASA empatou em 1 x 1 com a Jacuipense.

Com os resultados o Cancão de Fogo foi à vice-liderança do grupo A10 e terá a vantagem de fazer a segunda partida do mata-mata da segunda fase jogando no Adauto Moraes.
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O adversário da Juazeirense também está definido, será o Serra Branca, com primeiro jogo aguardando definição da CBF, para dia o próximo dia 20 ou 21 e a volta, no Adauto Moraes, no dia 27 ou 28 de junho.

A Juazeirense terminou a primeira fase com 17 pontos, atrás apenas do CSA-AL, que goleou hoje o Atlético de Alagoinhas e foi a 21, enquanto o ASA terminou com 16 pontos, na terceira colocação. A Jacuipense, com 13 pontos, foi a última classificada do grupo, enquanto o CSE e o Atlético de Alagoinhas deixam a competição.

O presidente da Juazeirense, deputado Roberto Carlos, celebrou a classificação e o empenho da equipe: “Fizemos um grande esforço para montar um bom time, garantimos as condições de trabalho para esse grupo e ele retribuiu na mesma medida. Estou muito feliz! Hoje cumprimos a meta prevista para esta fase, garantimos a vantagem de decidir em casa na próxima fase, diante do nosso torcedor e agora é focar na próxima fase para cumprir a missão principal: chegar à Série C ainda este ano”, declarou.

Ascom Juazeirense - Arte Bruno Lopes

Confira ranking das cidades brasileiras com melhor e pior qualidade de vida em 2026


As diferenças regionais continuam marcando os indicadores de qualidade de vida no Brasil. Dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e instituições parceiras mostram que os municípios mais bem avaliados do país seguem concentrados no Sul e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste predominam entre os piores resultados do ranking de 2026.

O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir do Índice de Progresso Social (IPS), indicador construído com 57 critérios sociais e ambientais. A metodologia utiliza informações de bases públicas, como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas.

Entre os 20 municípios com melhor desempenho, 18 pertencem às regiões Sul e Sudeste. Já entre as 20 últimas posições, 19 estão localizadas no Norte e no Nordeste.

Pela terceira vez seguida, Gavião Peixoto, cidade do interior paulista com cerca de 4,8 mil moradores, alcançou a primeira posição do ranking, com 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. Na outra ponta aparece Uiramutã, em Roraima, que registrou 42,44 pontos.

O IPS busca medir condições reais de vida da população, diferentemente do PIB, que considera apenas a produção de riqueza da economia.

Confira a lista das cidades com maior pontuação no IPS Brasil 2026

Gavião Peixoto (SP) — 73,10
Jundiaí (SP) — 71,80
Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
Pompéia (SP) — 71,76
Curitiba (PR) — 71,29
Nova Lima (MG) — 71,22
Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
Cornélio Procópio (PR) — 71,16
Luzerna (SC) — 71,10
Itupeva (SP) — 71,08
Rafard (SP) — 71,08
Presidente Lucena (RS) — 71,05
Adamantina (SP) — 70,97
Maringá (PR) — 70,87
Alto Alegre (RS) — 70,86
Ribeirão Preto (SP) — 70,80
Brasília (DF) — 70,73
Barra Bonita (SP) — 70,71
Araraquara (SP) — 70,70
Águas de São Pedro (SP) — 70,66

Entre as capitais, Curitiba lidera a classificação nacional, com 71,29 pontos. Brasília aparece em seguida, com 70,73. São Paulo ocupa a terceira posição entre as capitais, com 70,64, à frente de Campo Grande, que registrou 69,77, e Belo Horizonte, com 69,66.

A média nacional do índice em 2026 foi de 63,40 pontos. Nos anos anteriores, o país havia registrado 63,05 em 2025 e 62,85 em 2024, indicando uma evolução discreta no período.

Veja o ranking dos municípios com pior desempenho no IPS Brasil 2026

Com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE), as menores notas do levantamento ficaram com:

Uiramutã (RR) — 42,44
Jacareacanga (PA) — 44,32
Alto Alegre (RR) — 44,72
Portel (PA) — 45,42
Amajari (RR) — 45,58
Pacajá (PA) — 45,87
Anapu (PA) — 45,91
Japorã (MS) — 46,23
Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
Uruará (PA) — 46,80
Trairão (PA) — 46,82
Bannach (PA) — 47,23
São Félix do Xingu (PA) — 47,38
Recursolândia (TO) — 47,39
Cumaru do Norte (PA) — 47,43
Peritoró (MA) — 47,53
Oeiras do Pará (PA) — 47,57
Ladainha (MG) — 47,58
Anajás (PA) — 47,62
Paranã (TO) — 47,63

Entre as capitais brasileiras, Macapá e Porto Velho tiveram os resultados mais baixos do levantamento, com 59,65 e 58,59 pontos, respectivamente.

Fonte: Brasil 61

TSE está dividido sobre veto de Nunes Marques a pesquisa eleitoral, dizem ministros

Pedido de vista suspendeu julgamento na Corte eleitoral

Cristyan Costa

Nunes Marques é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O julgamento sobre a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, de suspender uma pesquisa eleitoral envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dividiu a Corte.

Em caráter reservado, ministros ouvidos por Oeste afirmaram que não há maioria consolidada nem para manter integralmente a liminar nem para derrubá-la. Conforme relatos obtidos pela coluna, o pedido de vista apresentado no processo abriu espaço para uma discussão mais ampla sobre os critérios que devem orientar a atuação da Justiça Eleitoral em relação ao termômetro da intenção de voto.

Um magistrado ouvido pela reportagem afirmou que o debate não deve ser tratado como uma “questão de liberdade de expressão, mas como uma discussão técnica” sobre o cumprimento das regras eleitorais. De acordo com essa avaliação, pesquisas não podem se transformar em instrumentos de influência política sem observância das exigências legais previstas para sua divulgação.

Outro integrante da Corte disse que o “julgamento permanece em aberto” e que as especulações acerca de um eventual placar “não refletem a realidade das conversas internas”. Segundo esse magistrado, a análise do caso ainda está em fase de aprofundamento jurídico e técnico.

Os bastidores do TSE sob comando de Nunes Marques

Nos bastidores, também há preocupação com a definição dos parâmetros utilizados para contestar levantamentos eleitorais. Magistrados sustentam que eventuais restrições devem se apoiar em critérios objetivos, claros e previamente estabelecidos, evitando decisões baseadas em avaliações subjetivas.

Os relatos ainda dão conta de que a discussão pode ultrapassar os limites do caso concreto e servir para delimitar de forma mais precisa quais situações autorizam a intervenção da Justiça Eleitoral sobre pesquisas divulgadas durante o período pré-eleitoral.

Próximo presidente poderá indicar 21 ministros para tribunais superiores até 2031

Futuras nomeações poderão alterar a composição do STF e de outras Cortes

Letícia Alves

O STF terá a maior renovação, pois quatro dos 11 ministros deixarão a Corte | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O próximo presidente da República poderá influenciar a composição de um quinto dos votos nos tribunais superiores e no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome eleito em outubro indicará 36% dos ministros da Suprema Corte. No total, 21 das 99 vagas das principais Cortes do Judiciário brasileiro estão abertas ou abrirão até 5 de janeiro de 2031.

O levantamento do jornal Folha de S.Paulo inclui quatro cadeiras vagas e não preenchidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também abrange 13 vagas que abrirão até 2030 por aposentadoria compulsória aos 75 anos. Outras quatro vagas pertencem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde os mandatos duram dois anos.

Além disso, novas vagas podem surgir por renúncias, mortes, impeachments ou denúncias. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, por exemplo, está afastado desde fevereiro sob acusação de importunar sexualmente duas pessoas. Ele, porém, nega as acusações.

Indicação de novos ministros do Judiciário

O STF terá a maior renovação, pois quatro dos 11 ministros deixarão a Corte. Uma vaga está aberta desde outubro passado com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O preenchimento só deve ocorrer depois da eleição de outubro.

Até 2030, outros três ministros da Suprema Corte se aposentarão. Luiz Fux sairá até 26 de abril de 2028 e Cármen Lúcia deixará o cargo até 19 de abril de 2029. Ambos foram indicados em governos do PT. Já Gilmar Mendes se aposenta em 30 de dezembro de 2030.

Para o STF, o presidente indica qualquer cidadão com reputação ilibada, notável saber jurídico e mais de 35 anos. O Senado sabatina e vota o nome. Nos demais tribunais superiores, porém, o chefe do Executivo escolhe um nome de uma lista tríplice elaborada pelo próprio órgão. A decisão considera apoios políticos, perfil e alinhamentos.

O STJ tem uma vaga aberta desde abril, mas a lista tríplice não está definida. A escolha pode ficar para depois da eleição. Og Fernandes deixará a Corte em novembro, e outros quatro ministros se aposentarão entre 2027 e 2029.

No Superior Tribunal Militar (STM), dois dos 15 ministros se aposentarão no próximo mandato. Francisco Camelo representa a Aeronáutica, e Péricles Lima de Queiroz ocupa a vaga de civil. Os ministros militares vêm da cúpula das Forças Armadas e não passam por lista tríplice.

No TSE, o presidente indica dois dos sete ministros titulares e dois substitutos. Como os mandatos duram dois anos, a renovação é frequente.

Já no Tribunal de Contas da União (TCU), as três vagas de indicação presidencial estão ocupadas até 2031. Uma cadeira da Câmara dos Deputados ficará vaga em dezembro com a aposentadoria de Augusto Nardes. Neste caso, porém, a indicação cabe aos deputados.

Governo Lula analisa indicações

No atual governo, mais órgãos participam da escolha de ministros. Agora, Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Advocacia-Geral da União (AGU) e Secretaria de Assuntos Jurídicos avaliam os candidatos com o Ministério da Justiça.

Lula adiou uma reunião que analisaria 29 indicações para o Judiciário, mantendo cargos vagos, como uma cadeira no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que já enviou a lista tríplice ao presidente. A decisão envolverá nomes apoiados por líderes como Hugo Motta, Helder Barbalho e João Campos. Pelo menos outros quatro ministros de perfil progressista deixarão o TST até 2028.

Venezuela, Irã, Cuba e Coreia do Norte lideram lista de países com inflação mais alta

Em relação ao regime cubano, em meio a uma crise energética, até números de uma entidade oficial mostram deterioração da economia

Eugenio Goussinsky

Cuba passa por grave crise energética | Foto: JF Martin/Unplash

A inflação continua corroendo o poder de compra dos cubanos e coloca o país entre os mais afetados pela alta de preços no mundo. Levantamento do economista norte-americano Steve Hanke, da Universidade Johns Hopkins, revela que a Venezuela lidera o ranking global de inflação, com taxa anual de 574%, seguida pelo Irã, com 115%, por Cuba, com 66%, e pela Coreia do Norte, com 22%.

A metodologia de Hanke, distinta da do Fundo Monetário Internacional (FMI), é baseada na taxa de câmbio paralela para estimar inflação em países com estatísticas limitadas ou pouco confiáveis.

Em relação a Cuba, que tem vivido uma crise energética, até números de uma entidade oficial mostram deterioração da economia. Dados da Oficina Nacional de Estatística e Informação (Onei) revelam, segundo o 14ymedio, que o índice de preços ao consumidor acumulou alta de 9,16% nos cinco primeiros meses de 2026. Na comparação com maio do ano passado, a inflação chegou a 15,89%.

A escalada dos preços também ocorre em meio à forte desvalorização do peso cubano. Segundo o estudo de Hanke, a moeda cubana perdeu cerca de 40% de seu valor nos últimos 12 meses, pressionando ainda mais o custo de produtos básicos e reduzindo o poder de compra da população.

Estudo analisa o impacto da inflação em Cuba

O impacto pode ser observado em itens essenciais. O leite em pó, por exemplo, custava cerca de 2 mil pesos por quilo no início de abril. No fim de maio, o preço já havia subido para 2,4 mil pesos e, no começo de junho, alcançou 3,2 mil pesos por quilo.

A situação afeta diretamente produtos considerados estratégicos para a população. O leite está entre os itens que enfrentam escassez no país, comprometendo inclusive a distribuição destinada às crianças. Autoridades cubanas atribuem parte do problema à interrupção das operações de algumas companhias marítimas, receosas de sanções dos Estados Unidos, além da falta de combustível.

Outros alimentos também registram aumentos expressivos. O café teve alta de 7,7% em maio, segundo os dados oficiais. Em poucas semanas, o produto passou de 600 pesos para 850 pesos em alguns mercados monitorados pela imprensa local.

O açúcar, que durante décadas foi um dos pilares da economia cubana e hoje precisa ser importado em determinadas circunstâncias, também segue trajetória de alta. O preço da libra passou de 320 pesos no fim de abril para 450 pesos no início de junho.

Farinha, sal e diferentes tipos de carne apresentaram reajustes entre 2,5% e 9% apenas no último levantamento. O setor de restaurantes e alimentação fora de casa acumulou aumento anual superior a 26%.

A alimentação permanece como um dos segmentos mais pressionados pela inflação. Em relação a maio de 2025, os preços dos alimentos estão quase 20% mais altos. O transporte também pesa cada vez mais no orçamento das famílias, com aumento oficial de 21,7% em um ano.

O cenário é agravado pela contínua perda de valor da moeda cubana. No mercado informal de câmbio, base do estudo de Hanke, o dólar já supera 640 pesos, enquanto o euro se aproxima de 730 pesos, tornando cada vez mais difícil para a população preservar seu poder de compra.

Especialistas consideram que a combinação entre desvalorização cambial, escassez de produtos, crise energética e dificuldades de importação continua alimentando a inflação, sem sinais claros de reversão no curto prazo. Enquanto isso, além dos alimentos, os cubanos enfrentam aumentos constantes nos preços do transporte e de bens essenciais.

Lula deve contestar tarifas dos EUA em participação no G7

Presidente brasileiro embarcou para o evento na França na tarde deste domingo, 14; petista não tem agenda confirmada com Trump

Lucas Cheiddi

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/ YouTube/ @LulaOficial

Em meio ao clima de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou, na tarde deste domingo, 14, para a França, onde participará da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, nesta terça-feira, 16, e quarta-feira 17. O petista pretende aproveitar sua presença para contestar possíveis aumentos de tarifas impostos por Washington a produtos brasileiros.

Embora não haja confirmação de reunião oficial com o presidente norte-americano, Donald Trump, existe a possibilidade de uma conversa informal durante o evento, repetindo a interação semelhante ocorrida na ONU no ano passado. Lula já tem encontros agendados com o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

A ida de Lula ao G7 ocorre um dia depois de os Estados Unidos anunciarem uma investigação baseada na Seção 301, da Lei de Comércio. O país sugere uma tarifa de 25% para itens brasileiros. O governo norte-americano também avalia criar uma taxa extra de 12,5% para cerca de 60 países, entre eles o Brasil, por supostas deficiências no combate ao trabalho forçado.

O governo brasileiro também se mostrou desconfortável com a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, além da recepção de Trump ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca.

Negociações bilaterais e expectativas para o G7

O presidente dos EUA, Donald Trump – 5/6/2026 | Foto: Nathan Howard/Reuters

Segundo fontes do Planalto, apenas a proposta de sobretaxa de 25% tem chance de revisão em curto prazo. Esse assunto está em discussão por um grupo de trabalho bilateral, criado depois do encontro entre Lula e Trump, ocorrido em 7 de maio. O governo avalia que o diálogo deve continuar em nível técnico antes de chegar aos presidentes.

No sábado 13, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, realizou uma reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos. Uma nova rodada técnica está prevista para os próximos dias.

Mesmo sem agenda oficial com Trump, Lula deve tratar do tema tarifário em seu discurso na cúpula. Esta terça-feira, 16, será dedicada a discutir desequilíbrios macroeconômicos globais. Neste momento, Lula vai criticar o unilateralismo e o que considera ser a fragilização da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na quinta-feira 11, Lula afirmou que Trump “não foi eleito para ser imperador do mundo”. No entanto, auxiliares do Palácio do Planalto esperam que, no G7, Lula adote uma postura mais diplomática e adequada ao ambiente do encontro.

Randolfe, o rejeitado

Petista lidera rejeição entre os pré-candidatos ao Senado pelo Amapá

Anderson Scardoelli

Randolfe Rodrigues (PT) deve tentar a reeleição ao Senado na disputa eleitoral deste ano | Foto: Pedro França/Agência Senado

O líder do governo Lula no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), lida com uma dificuldade na possível tentativa de se reeleger senador na disputa eleitoral de outubro. Levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas nesta segunda-feira, 15, apresenta o petista na primeira colocação no quesito rejeição.

Entre os cinco pré-candidatos ao Senado pelo Amapá listados pelo instituto, Randolfe soma 33,6% de rejeição. Ou seja, de cada três eleitores do Estado, um afirma que não votará nele de jeito nenhum.

Na parte de rejeição, o parlamentar tem mais de 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Isso porque o deputado federal Acácio Favacho (MDB-AP) registra 22,8%.

O vice-governador amapaense, Teles Júnior (PDT), o senador Lucas Barreto (PSD) e a ex-primeira-dama de Macapá Rayssa Furlan (Podemos) completam a lista. Eles somam rejeições de 15,7%, 13,7% e 12,8%, respectivamente. Do total de entrevistados, 4,4% dizem que poderiam votar em qualquer um. Enquanto isso, 14,3% não souberam responder ou não quiseram participar.

Em intenções de voto, o petista figura na terceira colocação nos dois cenários formulados. Em ambos os casos, Rayssa aparece na primeira posição, com Barreto na sequência.

A pesquisa que mostra a rejeição de Randolfe

O levantamento no qual Randolfe Rodrigues surge na liderança em rejeição para o Senado entrevistou 1,1 mil eleitores em potencial no Amapá. O trabalho de campo ocorreu de 11 a 13 de junho.

De acordo com o Paraná Pesquisas, a margem de erro é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. O grau de confiança, conforme o instituto, é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código AP-02175/2026 é o protocolo nesse sentido.

Flávio retoma modelo de lives feitas por Jair Bolsonaro

O senador e presidenciável aproveitou o início da Copa do Mundo para reativar canal no YouTube

Erich Mafra

O senador Flávio e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reativou seu canal oficial no YouTube para reviver o modelo de transmissões semanais ao vivo consagrado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) publicou o vídeo em suas redes sociais e endossou a estratégia de comunicação da família para furar o bloqueio da mídia tradicional. Na legenda, Lopes cravou que a iniciativa serve para “fazer o Brasil voltar para o rumo da prosperidade”.

A gravação ocorreu em tom informal durante o aquecimento para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Flávio explicou que usará a plataforma digital de forma permanente com o objetivo de restabelecer uma “relação direta” com o eleitorado conservador. O parlamentar avisou que os vídeos publicados às quintas-feiras vão debater “o futuro do nosso Brasil” e tentar convencer os cidadãos a “vestirem de verdade essa camisa verde e amarela”.

Carlos detalha rotina médica do pai e agendas do PL

O dirigente do Partido Liberal em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, puxou uma cadeira no meio do cenário para participar do bate-papo virtual. O irmão do presidenciável deu detalhes sobre a internação de Jair Bolsonaro em Brasília. Carlos relatou que conseguiu passar pouco tempo com o pai no hospital, porque “os remédios o estão fazendo dormir mais tempo do que o comum” e criticou a rigidez dos horários de visitação da equipe médica.

Carlos Bolsonaro aproveitou o espaço para detalhar a rotina de viagens que comanda pela legenda. Ele declarou que a comitiva de oposição viaja pelo território nacional para encorpar as bases partidárias da direita. O cronograma de pré-campanha inclui passagens por Alagoas, Sergipe, pela cidade mineira de Governador Valadares e pelo Rio de Janeiro nos próximos meses.
Críticas sobre economia e chinelada em casa

Os irmãos Bolsonaro usaram o palanque digital para fazer críticas frontais à gestão econômica do governo federal. O presidenciável do PL afirmou que a inflação corrói a renda dos trabalhadores e que as famílias de baixa renda estão “parcelando o feijão e o arroz no cartão de crédito”. Flávio culpou a “irresponsabilidade do atual governo” pela explosão no endividamento popular e revelou que os empréstimos bancários viraram uma bola de neve impagável por causa da elevação da taxa Selic.

O clima pesado da economia deu lugar a piadas e bastidores da infância da família. Flávio brincou com a nova barba do irmão e relembrou o cotidiano de brigas com Carlos e Eduardo Bolsonaro quando os três dividiam o mesmo quarto. O senador contou que, por ser o mais velho, conseguia “bater nos dois juntos” e que a mãe precisava intervir com “cinta e chinelada toda noite para acalmar” os filhos adolescentes. Carlos confirmou as memórias e emendou que, naquela época, “o resultado era porrada”.

Clã denuncia perseguição institucional e prevê resistência

No encerramento da transmissão, o pré-candidato à Presidência subiu o tom contra o atual cenário político institucional de Brasília. Flávio Bolsonaro afirmou que a família sofre perseguição diária e que a liberdade de expressão está ameaçada no país. O parlamentar declarou que o Judiciário avança sobre as prerrogativas do Legislativo, resultando em um “Congresso Nacional desrespeitado”.

O senador garantiu que a oposição possui coragem para apresentar um projeto de transformação estrutural e combater a insegurança pública nas ruas. A equipe de campanha do PL planeja profissionalizar as lives nos próximos dias para atualizar os algoritmos do canal e transformar o YouTube na principal vitrine da candidatura de Flávio até o início oficial da disputa nas urnas.

Quase metade do país reprova a economia de Lula, mostra pesquisa

O levantamento mostra que 49% dos entrevistados consideram a situação econômica do Brasil ruim ou péssima, ante 19% que a veem como ótima ou boa

Yasmin Alencar

Lula, durante cerimônia no Planalto - 13/08/2025 | Foto: Reprodução/CanalGov/Via EBC

Quase metade dos brasileiros avalia negativamente a economia, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 15. O levantamento mostra que 49% dos entrevistados consideram a situação econômica do país ruim ou péssima, ante 19% que a veem como ótima ou boa. A comparação com o governo anterior também é desfavorável à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 43% afirmam que a economia piorou em relação ao período de Jair Bolsonaro (PL), e 39% acham que ela melhorou.
Pesquisa BTG/Nexus | Foto: Divulgação

A avaliação acompanha o endividamento das famílias. Pela mesma pesquisa, 58% dos brasileiros têm algum tipo de dívida, e 25% estão com parcelas atrasadas há mais de 30 dias, situação que caracteriza inadimplência. O número conversa com o Mapa da Inadimplência da Serasa, que apontou recorde em 2026, com 83,3 milhões de negativados em abril de 2026, novo recorde histórico, segundo a Serasa. A maior parte está entre os mais pobres, já que 48% dos inadimplentes ganham até um salário mínimo.

A taxa Selic está em 14,5% ao ano e, embora venha sendo reduzida desde o início de 2026, segue em patamar elevado, o que mantém caras as dívidas já contraídas. Somam-se a isso os reajustes de preços, sobretudo de alimentos, que pressionam o orçamento doméstico.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 12 e 14 de junho, com margem de erro de dois pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. É a quarta rodada do ciclo eleitoral de 2026. A pouco menos de quatro meses do primeiro turno, o resultado coloca a economia entre os temas mais sensíveis para o governo na busca pela reeleição. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.

Câmara investiga computadores de 89 servidores depois de vazamento

Apuração Preliminar Sumária acessou registros de assessores do presidente da Casa e de lideranças partidárias

Letícia Alves

Em nota, Câmara diz que consulta a atividades de assessores de Motta não os torna alvos de investigação | Foto: Divulgação/ Câmara dos Deputados

A Comissão Permanente de Disciplina da Câmara dos Deputados (Copedi) conduz uma Investigação Preliminar Sumária que acessou os registros de computadores de 89 servidores da Casa. A Diretoria de Tecnologia extraiu os dados. A lista inclui seis assessores do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Jr.

Os técnicos também consultaram as atividades de uma assessora sênior da liderança do PT, da chefe de gabinete do 2º secretário da Câmara, deputado Lula da Fonte (PP-PE), e de um servidor da Liderança da Minoria.

O processo de investigação soma 814 páginas em formato PDF. O documento reúne datas, horários de acesso ao sistema, processos consultados e ações na plataforma. A apuração avançou sobre as ações de quatro servidores desde 1º de janeiro deste ano, incluindo Lucas Ribeiro Almeida Júnior e a secretária-geral-adjunta, Christiane Satiê Moritsugu Bisinoto.

As informações são do site Metrópoles.

Investigação quer identificar origem de vazamento

A Copedi busca o responsável por repassar à imprensa informações sobre diárias de uma viagem cancelada do diretor-geral da Câmara, Guilherme Brandão, a Lisboa. No dia 29 de maio, oito policiais legislativos recolheram um computador na liderança do Cidadania por suspeita de envolvimento do usuário no vazamento.

O levantamento de dados começou em 21 de maio. Um servidor da Copedi solicitou à Diretoria de Tecnologia a relação de quem acessou o processo da viagem. A solicitação incluiu buscas no sistema pelos termos “Guilherme Barbosa Brandão”, pelo ponto funcional do diretor, pelo número do processo e pelas palavras “viagem”, “missão oficial” e “Lisboa”.

Comissão instaurou PAD contra servidor da Câmara

Depois da análise, a Comissão instaurou um processo administrativo disciplinar (PAD) contra um servidor. A apuração indica que ele acessou processos de concessão de horas extras a Guilherme Brandão.

Brandão recebeu R$ 22,9 mil em horas extras em março deste ano. Para atingir o valor, o diretor precisaria cumprir o limite nos dias úteis e acumular entre 18 e 25 horas extras nos fins de semana. No ano passado, Brandão e o diretor-administrativo, Mauro Limeira Mena Barreto, receberam R$ 157,8 mil cada um em horas extras. O diretor de Tecnologia da Informação, Sebastião Neiva Filho, recebeu R$ 134 mil.

Em nota, a Câmara dos Deputados negou irregularidades. A Casa afirmou que os servidores mencionados recebem horas extras em razão de uma “jornada semanal extenuante, ordinariamente superior a 40 horas”. Informou ainda que a frequência é registrada em sistema eletrônico biométrico durante os dias úteis e também nos fins de semana.

Além disso, Câmara declarou que a apuração de eventuais irregularidades é obrigação legal da administração e que a consulta às atividades de servidores, incluindo assessores de Hugo Motta, não os torna alvos da investigação.

Trump anuncia acordo com o Irã para encerrar conflito

núncio ocorre poucas horas após uma série de ataques de Israel contra o Líbano

Por Rodrigo Tardio
líder republicano confirmou reabertura do Estreito de Ormuz - Foto: WIN MCNAMEE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a celebração de um acordo com o Irã para encerrar o conflito militar iniciado no fim de fevereiro.

O anúncio ocorre em um momento de extrema tensão na região, poucas horas após uma série de ataques de Israel contra o Líbano e novas ameaças de retaliação.

O líder republicano confirmou a reabertura do Estreito de Ormuz — rota vital para o comércio global de energia — e a suspensão imediata do bloqueio naval aos portos iranianos.

O Paquistão, que atuou como mediador oficial das conversas, informou que a assinatura do memorando de entendimento vai ocorrer na próxima semana, abrindo caminho para uma nova e complexa fase de negociações.

"O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo ​​integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo ​​a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos.

Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", declarou Trump na rede social privada, Truth Social.

Irã declara vitória

Pelo lado de Teerã, o tom foi de triunfo político. Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, confirmou a suspensão do bloqueio naval e proclamou "o fim imediato e permanente da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano".

De acordo com o representante iraniano, a assinatura formal vai ser na próxima sexta-feira, na Suíça. A partir daí, vai ser iniciado um prazo de 60 dias para que as partes negociem os pontos mais sensíveis do tratado, condicionado ao cumprimento dos compromissos por parte de Washington.

Impasses

Fim das sanções: Teerã exige a retirada imediata de sanções primárias e secundárias, além da revogação de resoluções condenatórias do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O país também pleiteia a liberação de bilhões de dólares congelados no exterior.

Futuro do programa nuclear: a Casa Branca historicamente exigia o desmantelamento completo do programa, a destruição do material nuclear e garantias de que o Irã não desenvolveria armas atômicas.

O Irã, contudo, bate o pé para manter a capacidade de enriquecimento de urânio para fins civis.

— O inimigo, que atacou para implementar seus objetivos nefastos, sofreu derrota [...], e a República Islâmica do Irã obteve grandes vitórias na guerra — afirmou Gharibabadi à imprensa estatal, adotando uma postura de cautela. — Este memorando não significa confiança no inimigo e foi redigido com desconfiança. Monitoraremos o cumprimento dos compromissos dos EUA.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, utilizou a rede social X para informar que os mediadores vão facilitar reuniões técnicas preparatórias ao longo desta semana para pavimentar o caminho até a cerimônia oficial.

Tensão com Israel

O anúncio do acordo quase foi descarrilado horas antes, quando as forças israelenses bombardearam um distrito ao sul de Beirute, no Líbano.

A ação militar irritou o presidente americano, que criticou publicamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendendo que ações armadas contra o Hezbollah deveriam ter sido evitadas durante a reta final das tratativas diplomáticas.

"O ataque desta manhã em Beirute não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão especial como este, em que estamos tão perto de um acordo de paz com o Irã", protestou Trump no Truth Social. "Estamos muito perto de um acordo que trará paz à região, incluindo ao Líbano, e todos os lados devem recuar."

O conflito que agora se desenha para o fim deixou um rastro de destruição na região em pouco menos de quatro meses:

28 de fevereiro: ataque conjunto de EUA e Israel mata o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Início oficial das hostilidades; Irã fecha o Estreito de Ormuz e bombardeia bases americanas no Golfo.

2 de março: Líbano entra oficialmente no conflito por meio do Hezbollah. Israel lança ofensiva militar massiva que resultou em mais de 3.700 mortes em solo libanês.

8 de abril: firmada uma trégua parcial entre Washington e Teerã. Cessa a maior parte dos ataques diretos entre EUA e Irã, mas a guerra continua ativa entre Israel e o Líbano.

Junho: Paquistão media conversas secretas. Anúncio do acordo atual de cessar-fogo e reabertura das rotas marítimas.
sexta-feira, 12 de junho de 2026

Delação rejeitada pela PF citava repasses de R$155 milhões de Vorcaro a Alcolumbre

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro incluía informações sobre repasses feitos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo informações publicadas pela revista Veja, nesta quinta-feira (11), o fundador do Banco Master teria repassado US$ 30 milhões ao senador, o equivalente a R$155 milhões na cotação atual.

A proposta de Vorcaro foi oficialmente rejeitada pela Polícia Federal na quarta-feira (10). Na avaliação da PF, a nova proposta de delação continuou sem trazer fatos inéditos ou elementos considerados relevantes para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.

Conforme divulgado pela Veja, o valor repassado pelo ex-banqueiro ao presidente do Congresso teria sido depositado em uma conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida pelo apoio do parlamentar a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, ainda segundo a proposta de delação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Em nota, Alcolumbre respondeu a acusação. Por meio de assessoria, o senador diz que as informações “são absolutamente falsas, não procedem” e que serão “enfrentadas com a máxima firmeza”.

“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, diz trecho da nota.

A segunda proposta apresentada por Vorcaro também menciona supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.

Rueda nega irregularidades e afirma não ter relação pessoal com Vorcaro, embora reconheça que seu escritório de advocacia prestou serviços ao Banco Master.

Morre Brito, zagueiro titular na conquista do tri do Brasil na Copa do Mundo de 1970


Foto: Instagram / @brito1970oficial

Morreu na última quinta-feira (11) o ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, conhecido no futebol como Brito. Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, ele estava internado há pouco mais de uma semana em decorrência de uma pneumonia. A informação foi divulgada oficialmente nas redes sociais do ex-jogador.

Brito fez parte de uma das equipes mais marcantes da história do futebol. Titular em todos os jogos da campanha do tricampeonato, no México, o defensor integrou o "Esquadrão", comandado por Zagallo que venceu a Copa de 1970 com nomes como Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivellino e Carlos Alberto Torres.

Foto: Divulgação

Na final, disputada no Estádio Azteca, o Brasil venceu a Itália por 4 a 1 e conquistou o terceiro título mundial. O mesmo estádio, inclusive, foi palco da abertura da Copa do Mundo de 2026.

Além da conquista de 1970, Brito também defendeu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966. Ao todo, disputou 43 partidas com a camisa do Brasil. Ele fez parte da equipe que ergueu a útima taça Jules Rimet da história das Copas.

No futebol brasileiro, o ex-zagueiro teve forte identificação com o Vasco. Revelado pelo clube carioca em 1957, permaneceu em São Januário até 1969 e se tornou ídolo vascaíno. Foi pelo Cruzmaltino que marcou o único gol da carreira profissional, também em 1969.

Ao longo da trajetória, Brito ainda vestiu as camisas de Flamengo, Internacional, Cruzeiro, Botafogo, Athletico-PR e Corinthians. Fora do Brasil, atuou pelo Deportivo Galicia, do Equador.

Justiça da Itália anula extradição de Carla Zambelli ao Brasil e cita acúmulo de funções por Alexandre de Moraes

Fotos: Lula Marques / Agência Brasil | LR Moreira/Secom/TSE

A Corte Suprema de Cassação da Itália divulgou, nesta sexta-feira (12), os fundamentos da decisão que, em 22 de maio, anulou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil.

O pedido de extradição feito pelo governo brasileiro baseia-se na condenação da ex-parlamentar por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de decisões falsas atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Há ainda um segundo processo de extradição em tramitação na Justiça italiana referente à condenação de Zambelli por porte ilegal de arma e ameaça com arma de fogo.

De acordo com o G1, na decisão, os magistrados italianos consideraram que houve acúmulo de funções por parte do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o tribunal, Moraes participou de diferentes fases do processo, o que, na avaliação da Corte, contraria os princípios de imparcialidade e independência judicial.

“Bem como insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes], integrante do Supremo Tribunal Federal do Brasil, em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”, diz o texto da decisão, publicada em italiano.

ENTENDA O CASO

Carla Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão em regime fechado por contratar o hacker Walter Delgatti para invadir os sistemas do Judiciário e incluir documentos falsos. Entre os documentos, constariam um mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes, assinado por ele mesmo, e uma ordem para quebrar seu sigilo bancário.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a invasão tinha como objetivo desacreditar o Judiciário, responsável pelo processo eleitoral, e gerar ambiente favorável a uma ruptura institucional para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

A decisão da Suprema Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, revogou a sentença anterior da Corte de Apelações da Itália. Com isso, Zambelli foi solta no fim do mês passado.

PEC do fim da escala 6x1 pode aumentar em até 30% o valor de cada hora extra

Por Raphael Di Cunto | Folhapress

Foto: Agência Brasil

A decisão da Câmara dos Deputados de aprovar na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 o direito a duas folgas semanais remuneradas para os trabalhadores pode aumentar em até 30% o valor de cada hora extra. O acréscimo representa um desafio adicional às empresas, que já terão que se adaptar a novas escalas de trabalho e a uma jornada reduzida.

O percentual exato dependerá do horário e dia em que for realizada a hora extra e se há habitualidade em sua realização (quando ocorre com frequência, o que garante o pagamento de um adicional). Outro fator a ser considerado é a jornada atual de trabalho e a categoria profissional (algumas profissões têm adicionais maiores por acordo coletivo).

De forma geral, o aumento será reflexo de duas mudanças feitas pela PEC. Primeiro, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução dos salários. Isso fará com que cada hora passe a valer mais. O valor do salário hoje é dividido por 220 horas mensais para calcular o custo de cada uma e deve passar a ser dividido por 200.

Sobre as horas extras já incide um adicional de 50%, mas outros aditivos são acrescentados quando são feitas no período noturno (mais 20%) ou domingos e feriados (quando contam em dobro, um complemento de 100% ao invés de 50%).

Especialistas apontam que, a depender da categoria e dos acordos coletivos estabelecidos, é possível que as horas extras feitas aos sábados passem a ser consideradas em dobro.

O segundo ponto da PEC que aumentará o valor pago pelas horas extras é que incide um adicional chamado de DSR (Descanso Semanal Remunerado) sobre aquelas feitas com habitualidade (com frequência e constância acima da jornada contratual regular). Com uma folga a mais por semana e um dia útil a menos, esse bônus será diretamente impactado.

A DSR é calculada assim: divide-se o valor do salário por hora (que aumentará pela redução da jornada para 40 horas semanais) pelo número de dias úteis no mês (que ficará menor após a PEC), e o resultado é multiplicado pelo número de folgas mensais (que pode dobrar a depender do mês).

Um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00, por exemplo, e que fez 10 horas extras aos domingos em um mês de 30 dias sem feriados, recebe hoje R$ 170,03 adicionais. Com as mudanças aprovadas na PEC, ele passaria a ganhar R$ 221,05 –um acréscimo de 30% sobre o valor atual das horas extras e de 13% sobre o salário normal.

ENTENDA A PROPOSTA

O setor empresarial tentou modificar o texto da PEC na Câmara para estabelecer que o novo dia de folga semanal após a proibição da escala de trabalho 6x1 (de seis dias trabalhados para apenas um de folga) fosse considerado "dia útil não trabalhado", para não alterar o cálculo das horas extras e o salário de trabalhadores horistas ou avulsos.

O governo Lula (PT) se posicionou nas negociações internas contra essa alteração e o texto foi aprovado como "duas folgas semanais remuneradas, uma delas preferencialmente aos domingos". Os empresários pretendem convencer o Senado a fazer a mudança caso a PEC avance.

Há, no entanto, algumas incertezas jurídicas em relação ao texto aprovado. Uma delas é o momento em que a mudança no valor das horas extras entraria em vigor, caso a PEC seja aprovada. Juristas divergem se ocorrerá quando as duas folgas passarem a valer (60 dias após a promulgação da PEC), se dependerá de uma nova lei regulamentando a forma de cálculo ou de mudança nas súmulas do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

O advogado Matheus Quintiliano, sócio da área trabalhista do Velloza Advogados, afirma que esse é um dos pontos com maior potencial de judicialização.

"Existem pelo menos duas interpretações possíveis. A primeira é que, uma vez aprovada a PEC, a legislação vigente deverá ser interpretada à luz do novo texto constitucional, permitindo a aplicação imediata da nova lógica de cálculo. A segunda é que, embora o direito ao repouso seja ampliado pela Constituição, a forma de cálculo dos reflexos dependeria de alteração legislativa específica para conferir maior segurança jurídica", diz.

Já o advogado Gáudio Ribeiro de Paula, sócio fundador da SampLaw, afirma que o reflexo no pagamento de horas extras pode ocorrer sem alteração na lei que trata da DSR, apenas com a mudança na Constituição, mas que isso será objeto de disputa no Judiciário, e que o ideal é o TST rever a súmula que estabelece o sábado como dia útil.

"Não depende de alterar a Lei 605 [sobre a DSR], mas também não é automático. Depende de o Judiciário reconhecer os dois dias como repouso para fins de reflexo, o que tende a ser objeto de disputa nos primeiros anos", diz de Paula. "Há um argumento sólido de que deixam de ser, mas isso será provavelmente definido em litígio e não pela simples promulgação da PEC".

Para o juiz do trabalho Ronaldo Callado, diretor de comunicação social da Anamatra (Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho), serão necessários mais estudos e discussão para resolver situações como estas, que hoje estão muito vagas na PEC. "A gente vai ficar nesse início com algumas controvérsias", afirma.

Ele defende que isso, junto com a redução da jornada para 40 horas semanais, pode ser um incentivo para que as jornadas máximas de trabalho passem a ser observadas e que as horas extras ocorram apenas em casos excepcionais.

"Na prática, hoje já há quase que uma habitualidade na geração de horas extras, o que é um dos fatores que mais causa acidentes e afastamento dos trabalhadores por motivos médicos", diz.

Outra incerteza é como será o impacto para categorias com regimes de trabalho diferenciados, como médicos e policiais, que costumam fazer a escala 12x36 (12 horas de trabalho para 36 de folga).

Nesses casos, a PEC permite que os dias de descanso sejam acumulados para outro momento dentro do mesmo mês-calendário, o que muda a forma de cálculo da DSR. O valor da hora também pode não ter alteração, pois parte dessas categorias já tem jornada de 40 horas semanais ou menos.

Um grupo que não será beneficiado com a mudança nas horas extras é o dos profissionais com diploma de ensino superior e salários acima de R$ 21,1 mil, já que a PEC acaba com o limite de 44 horas de trabalho semanais para eles e dispensa as empresas de controle de jornada.

Em dois anos, Irecê dobra gastos com atrações para o São João

A quantia equivale ao dobro gasto na festa em 2024

Por Anderson Ramos
São João de Irecê terá 30 atrações neste ano. - Foto: Divulgação

A Prefeitura de Irecê, município da Chapada Diamantina administrado pelo prefeito Murilo França (PSB), registrou o maior gasto com a contratação de atrações para as festas de São João na Bahia em 2026.

De acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o valor total das contratações no município foi de R$ 11,6 milhões em 30 atrações neste ano. A quantia equivale ao dobro gasto na festa em 2024, quando a prefeitura desembolsou R$ 5,5 milhões em 29 artistas. Já no ano passado, a gestão contratou 81 artistas pelo valor de R$ 8,9 milhões.

Conforme as informações contidas no Painel, o recurso utilizado para contratar os artistas é 100% de origem municipal. O cachê mais elevado é o da dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano, que cobrou R$ 905 mil. Em seguida aparecem Ana Castela e Nattan, ambos com cachê de R$ 900 mil.

Ao todo serão oito dias de festejos, que terão início no dia 19 de junho e se encerram no dia 27.

Recomendação do MP-BA

O MP-BA tem encaminhado recomendações aos municípios para que eles adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela instituição e Tribunais de Contas (TCM e TCE).

“Nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil”, afirmou a entidade.

O órgão pede que as contratações tomem como referência a média dos valores pagos aos artistas em 2025, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com o objetivo de “evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos públicos”.

Em Irecê, as contratações aumentaram em 30% de um ano para o outro, muito mais que a inflação do período, que foi de 4,39%.

O Painel

O Painel de Transparência dos Festejos Juninos fechou na quarta-feira, 10, o primeiro período de coleta de informações sobre os gastos públicos em 2026, com dados de 390 Municípios e do Governo do Estado. A movimentação de recursos registrada passa dos R$ 600 milhões. Do total, 367 farão festas e terão atrações artísticas contratadas, enquanto 23 informaram que não realizarão festejos.

O MP da Bahia prorrogou o prazo e os 27 Municípios que ainda não fizeram cadastro no Painel tem até 12h desta sexta, 12, para prestarem informações, inclusive aqueles não terão festejos.

Na próxima terça, 16, os gestores que colaboraram com o Painel receberão o Selo de Transparência em cerimônia pública no auditório da sede do MPBA, no CAB, em Salvador, a partir das 9h.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Justiça limita acesso de parlamentares em hospitais da Bahia

Medida busca proteger a segurança e preservar a privacidade de usuários e trabalhadores
Medida atende e pedido da PGE. - Foto: Maria Eduarda COrdeiro / Ascom-PGE

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou que parlamentares estaduais e municipais não poderão acessar áreas assistenciais restritas de hospitais da rede estadual sem observar os procedimentos estabelecidos pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A decisão foi proferida em ação civil pública ajuizada pelo Estado da Bahia, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE-BA), após episódios de ingresso não autorizado em unidades de saúde e exposição indevida de pacientes e profissionais durante ações de fiscalização realizadas individualmente.

A medida busca proteger a segurança dos pacientes, preservar a privacidade de usuários e trabalhadores da saúde e garantir o regular funcionamento dos serviços hospitalares. Segundo a Sesab, situações registradas nos últimos meses demonstraram a necessidade de intervenção judicial para evitar riscos ao atendimento e à segurança assistencial.

Caso em Salvador

Entre os casos apresentados à Justiça está um episódio envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) ocorrido em fevereiro de 2025 no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador.

Conforme relatado pela Secretaria da Saúde, um parlamentar estadual ingressou em área de acesso controlado acompanhado de outras pessoas, sem observar protocolos sanitários exigidos para o local. Também foram registradas ocorrências em outras unidades da rede estadual envolvendo acesso a áreas restritas, realização de filmagens e transmissões em redes sociais com exposição de pacientes, acompanhantes e servidores.

Na ação, o Estado sustentou que a Constituição Federal atribui a função fiscalizatória do Poder Executivo aos órgãos colegiados do Poder Legislativo, como assembleias, câmaras e comissões parlamentares, e não a parlamentares atuando individualmente. O argumento foi fundamentado em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhecem o caráter institucional da atividade fiscalizatória.

O Estado também apontou o descumprimento da Portaria Sesab nº 101/2026, que regulamenta o acesso de terceiros às unidades estaduais de saúde. A norma exige identificação formal, justificativa da visita, agendamento prévio e registro de entrada. Para parlamentares, prevê ainda a comprovação de que a visita integra atividade institucional autorizada pela respectiva Casa Legislativa.

Ao analisar o pedido, o juiz Carlos Roberto Silva Junior entendeu que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de danos à saúde, à privacidade dos pacientes e ao funcionamento das unidades hospitalares. Na decisão, destacou a repetição dos episódios e a necessidade de prevenir novas ocorrências.

A medida determina que parlamentares se abstenham de ingressar em áreas assistenciais restritas das unidades estaduais de saúde sem observar as regras previstas na Portaria Sesab nº 101/2026. A decisão também proíbe a realização de fotografias, filmagens ou transmissões de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde sem consentimento expresso dos envolvidos e estabelece multa de R$ 50 mil para cada descumprimento.

Responsável pela condução da demanda em nome do Estado, o procurador do Estado Roberto Figueiredo ressaltou que a decisão não impede a atividade fiscalizatória do Poder Legislativo, mas garante que ela seja exercida dentro dos limites constitucionais e sem comprometer a assistência prestada à população.

“A fiscalização dos serviços públicos é legítima e necessária, mas deve ocorrer de forma institucional, observando a legislação, as decisões do Supremo Tribunal Federal e, sobretudo, a proteção dos pacientes. O objetivo da ação é assegurar que o direito à saúde, à privacidade e à dignidade dos usuários do SUS seja preservado, sem prejuízo do controle exercido pelos órgãos competentes”, afirmou.

BAIRRO MONTE CASTELO EM JUAZEIRO RECLAMA DO ABANDONO - VEJA O VÍDEO


Moradores da Rua Piatã, no bairro Monte Castelo, em Juazeiro (BA), cobram providências da Prefeitura diante da falta de coleta regular de lixo e da ausência de pavimentação no bairro. Segundo um morador, o problema tem se repetido com frequência, causando transtornos e comprometendo a qualidade de vida da população.

"O IPTU chega todo ano, mas os serviços básicos não. Sem a passagem dos garis, o lixo fica acumulado nas ruas e acaba sendo espalhado pelos cães, deixando a situação ainda pior. Além disso, seguimos sem calçamento, o que dificulta a locomoção de moradores e veículos, principalmente quando chove", relatou.

A redação mantém espaço aberto para manifestação dos órgãos responsáveis sobre as reclamações apresentadas pelos moradores.

Funcionários da TV Justiça aprovam greve por atraso de salários

Paralisação começa em 15 de junho e envolve trabalhadores terceirizados responsáveis pela operação da emissora do STF

Pâmela Zacarias

Categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores pendentes | Foto: Divulgação/SJPDF

Funcionários da Rádio e TV Justiça aprovaram, em assembleia realizada nesta quarta-feira, 10, uma greve por atraso de salários e benefícios trabalhistas. A paralisação está prevista para começar em 15 de junho. As emissoras estão ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A greve envolve trabalhadores terceirizados contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). A entidade está em recuperação judicial e é alvo de investigações.

Os trabalhadores atuam em áreas como reportagem, produção, edição de imagens, operação técnica e atividades administrativas.

Funcionários cobram pagamentos

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), a categoria decidiu cruzar os braços por causa do atraso no pagamento de salários e benefícios. Os profissionais afirmam que tentaram negociar uma solução antes da paralisação, mas não houve acordo com a Fundac.

O SJPDF afirma que a situação se agravou nos últimos meses e passou a comprometer a rotina dos trabalhadores. A categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores pendentes.

Programação pode ser afetada

A TV Justiça transmite julgamentos, sessões e conteúdos institucionais do Poder Judiciário desde 2002, incluindo atividades do STF. Já a Rádio Justiça está no ar desde 2004 e divulga informações relacionadas às atividades dos tribunais.

Caso não haja acordo, a paralisação deve começar no próximo domingo, 15. Até o momento, os trabalhadores mantêm a decisão aprovada em assembleia.

A categoria afirma que seguirá aberta ao diálogo, mas condiciona o fim do movimento à regularização dos pagamentos e dos demais compromissos trabalhistas.

MP denuncia Deolane Bezerra por suposta ligação com o PCC

Promotoria acusa influenciadora de organização criminosa e lavagem de dinheiro; defesa nega envolvimento com a facção

Victória Batalha

Deolane Bezerra admitiu ter tido informações privilegiadas da polícia | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou nesta quarta-feira, 10, a advogada Deolane Bezerra por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada pelo promotor Lincoln Gakiya, responsável pelo caso.

Segundo a denúncia, Deolane responderá pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A acusação também alcança Marcos Willians Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como líder da facção, além de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, e outros familiares.

A criminalista Deolane Bezerra, durante encontro com o ex-presidente Lula – 26/04/2022 | Foto: Ricardo Stuckert/PT

Entre os denunciados está ainda Everton de Souza, conhecido como Player. Os investigadores o identificam como operador financeiro do PCC e responsável pela administração de recursos e patrimônio ligados à cúpula da organização.

Investigação aponta movimentação milionária

De acordo com a apuração, a investigação chegou a Deolane por meio de vínculos identificados com familiares de Marcola.

O Ministério Público sustenta que a influenciadora mantinha relação com integrantes do núcleo familiar do líder da facção e teria utilizado sua estrutura empresarial para ocultar recursos supostamente provenientes de atividades criminosas.

Os investigadores apontam que R$ 13,6 milhões passaram pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022. No mesmo período, aproximadamente R$ 14 milhões circularam por três empresas ligadas à influenciadora.

Deolane está presa desde 21 de maio, quando uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público cumpriu mandados relacionados à investigação.

Defesa contesta acusação

A defesa da influenciadora afirmou que recebeu a denúncia com preocupação e negou qualquer participação de Deolane em organização criminosa.

Em nota, os advogados também criticaram a divulgação do conteúdo da acusação antes do acesso formal aos autos e informaram que ainda analisam os documentos apresentados pelo Ministério Público.

Deolane permanece detida na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

EUA barram árbitro da Copa por suspeita de ligação com terrorismo

Omar Abdulkadir Artan, da Somália, teve a entrada negada no país e ficou fora da Copa do Mundo de 2026

Victória Batalha

Omar teve visto negado e está fora da Copa do Mundo 2026 | Foto: Reprodução/Flickr

O governo dos Estados Unidos impediu a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado pela Fifa para atuar na Copa do Mundo de 2026. As autoridades norte-americanas alegaram suspeitas de vínculos do profissional com organizações terroristas.

Em nota enviada à Fox News, o órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras dos Estados Unidos informou que uma análise aprofundada identificou informações consideradas comprometedoras durante o processo de admissibilidade.

Segundo o comunicado, os agentes encontraram indícios de ligação com pessoas suspeitas de integrar grupos terroristas. Com base nessa avaliação, o árbitro foi considerado inadmissível sob as regras previstas na legislação migratória norte-americana.

Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções | Foto: Facebook/Fifa

“O viajante teve sua admissão recusada e recebeu formulários de imigração que informam a disposição legal utilizada para efetuar uma remoção expedita”, afirmou o órgão. A nota também declarou que o governo do presidente Donald Trump não permitirá a entrada de ameaças à segurança nacional.

Árbitro fica fora da Copa do Mundo

Omar Abdulkadir Artan integrava a lista de árbitros selecionados pela Fifa para trabalhar na Copa do Mundo de 2026. Com a negativa do visto, ele não poderá participar do torneio.

A embaixada da Somália tentou reverter a decisão, mas as autoridades norte-americanas mantiveram o veto.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, comentou o episódio. “É uma pena que aconteceu com o Omar”, afirmou. “Sempre tentamos achar soluções, mas temos que entender que não somos os reis do mundo que podem mandar em governos.”

Os Estados Unidos, o Canadá e o México organizarão a Copa do Mundo de 2026.

Michelle diz que Bolsonaro teve crise durante mudança de tratamento

Ex-primeira-dama afirmou que médicos reformularam a medicação e que o ex-presidente passará por novos exames

Victória Batalha

Michelle está acompanhando Jair Bolsonaro durante sua internação I Foto: Divulgação/Palácio do Planalto

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 10, que Jair Bolsonaro enfrentou uma crise de saúde durante uma tentativa de redução das medicações utilizadas em seu processo de recuperação. Segundo ela, a equipe médica decidiu reformular o tratamento e solicitar novos exames.

Michelle fez a declaração durante o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha (PL-DF), conhecida como Luiza do Clézão. Filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clézão, ela disputará uma vaga nas eleições de 2026.

A ex-primeira-dama participaria presencialmente do evento, mas acompanhou a cerimônia por videoconferência. Ela explicou que permaneceu em casa para acompanhar o estado de saúde do marido.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro Alexandre de Moraes | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Jair já estava no desmame há três dias das medicações. Infelizmente não deu certo e ele teve uma crise muito forte anteontem”, afirmou.

Médicos reformulam tratamento

Michelle relatou que os médicos decidiram revisar a estratégia adotada para a recuperação do ex-presidente.

“Nós estamos com o doutor Brasil. Reformulamos todas as medicações. Ele vai passar por alguns exames. Infelizmente eu não tenho como me ausentar”, declarou.

Durante a transmissão, a ex-primeira-dama também disse que pretendia dedicar mais tempo às atividades partidárias e à preparação de materiais voltados a pré-candidatas ligadas ao PL. A situação de Bolsonaro, porém, alterou sua agenda.

O evento reuniu lideranças da oposição, Damares Alves (Republicanos-DF), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), o senador Magno Malta (PL-ES), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A medida levou em conta o quadro de saúde do ex-presidente.

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz

Teerã justifica medida como resposta a novos ataques dos EUA

Fábio Bouéri

Estreito de Ormuz: epicentro do conflito no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O governo do Irã anunciou, nesta quarta-feira, 10, um novo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. A medida seria uma resposta aos recentes ataques militares dos Estados Unidos contra alvos iranianos.

Segundo militares iranianos, qualquer embarcação que tentar atravessar a passagem poderá ser considerada alvo. A decisão pode reeditar uma escalada na crise envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que se intensificou nos últimos dias depois da troca de ataques na região do Golfo Pérsico.

Irã: efeitos no mercado global de petróleo

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é responsável por uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo. Especialistas alertam que restrições prolongadas ao tráfego marítimo podem provocar alta nos preços da energia e impactos na inflação global.

A tensão na região aumentou depois que forças americanas realizaram novos bombardeios contra instalações iranianas. Teerã classificou as ações como uma agressão direta e passou a endurecer o controle sobre a navegação na área.

Nos últimos meses, o estreito já havia sido alvo de bloqueios parciais, apreensões de embarcações e confrontos envolvendo forças iranianas e norte-americanas. Analistas avaliam que o novo fechamento pode dificultar as negociações diplomáticas e aumentar o risco de um conflito mais amplo no Oriente Médio.

Apesar da retórica agressiva dos dois lados, governos da região e potências internacionais continuam pressionando por uma solução diplomática, temendo os efeitos econômicos e estratégicos de uma interrupção prolongada da navegação em Ormuz.

Com 98% das urnas apuradas, Keiko Fujimori retoma liderança no Peru

Vantagem da conservadora é de algumas centenas de votos; resultado definitivo ainda pode demorar semanas

Isabela Jordão

A candidata conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez | Foto: Reprodução/X

Keiko Fujimori voltou a assumir a dianteira na disputa pela Presidência do Peru nesta quarta-feira, 10, segundo a apuração oficial do segundo turno. Com 98,21% das urnas contabilizadas, a candidata conservadora somava 50% dos votos válidos, contra 49,99% do esquerdista Roberto Sánchez.

O desfecho de uma das eleições mais acirradas da história recente do país permanece indefinido. De acordo com o Escritório Nacional de Processos Eleitorais, a diferença entre os candidatos corresponde a apenas algumas centenas de votos.

O avanço de Fujimori foi impulsionado principalmente pelos votos registrados no exterior, sobretudo nos Estados Unidos e no Japão.
A candidata conservadora Keiko Fujimori, em pronunciamento sobre o combate ao terrorismo | Foto: Reprodução/X

A autoridade eleitoral informou que a proclamação do vencedor ainda depende da análise de atas de apuração contestadas, que representam cerca de 480 mil votos. Segundo o órgão, a conclusão da contagem poderá ocorrer em até duas semanas ou se estender até o fim do mês, conforme o volume de questionamentos apresentados.

Diante do novo cenário, Keiko afirmou estar confiante, mas cautelosa. “Vamos aguardar os números oficiais, mas sem dúvida, à medida que a contagem avança, especialmente com as atas de apuração vindas do exterior, isso nos dá muito ânimo”, declarou a jornalistas. Ela acrescentou que permanece “otimista e prudente” e que aceitará o resultado final das urnas.

Candidato de esquerda reclama de “ataque à democracia” no Peru

Sánchez reagiu à mudança na liderança com denúncia do que chamou de “tentativas de enfraquecer o processo democrático”. O candidato afirmou haver “manobras e tentativas de minar a democracia” e criticou um “setor da imprensa” que, segundo ele, estaria promovendo ataques à sua candidatura.

O então presidente do Peru, Pedro Castillo, pouco depois de ser empossado no cargo, durante cerimônia na capital Lima – 28/7/2021 | Foto: Divulgação/Pedro Castillo/Twitter

Ainda assim, o esquerdista ressaltou que “os resultados das eleições devem ser respeitados, independentemente de desejos pessoais”, sem descartar a realização de manifestações.

A demora na definição do resultado segue precedentes recentes da política peruana. Na eleição presidencial de 2021, disputada entre Keiko Fujimori e o esquerdista Pedro Castillo, o resultado oficial só foi anunciado seis semanas depois da votação. Na ocasião, Castillo venceu com 50,12% dos votos, contra 49,87% da adversária.

Uma Missão de Observação Eleitoral da União Europeia avaliou que o segundo turno transcorreu de forma “calma e ordeira”, apesar do ambiente de forte polarização que marcou a campanha.
Alberto Fujimori governou o Peru de 1990 a 2000 | Foto: Reprodução/Redes sociais

A disputa colocou Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, contra Sánchez, líder do partido Juntos por el Perú e apontado como herdeiro político de Pedro Castillo, que está preso desde a fracassada tentativa de autogolpe em 2022. Esta é a quarta candidatura presidencial de Keiko, enquanto Sánchez disputa o cargo pela primeira vez.

O vencedor da eleição assumirá a Presidência em 28 de julho, substituindo o presidente interino José María Balcázar para um mandato de cinco anos.

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