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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
terça-feira, 30 de dezembro de 2025

PGR arquiva pedido contra Moraes no caso Banco Master

Representação citava suposta atuação do ministro e relação profissional envolvendo a instituição financeira

Erich Mafra

O ministro Alexandre de Moraes, durante solenidade de posse na vice-presidência do STF - 29/9/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

A Procuradoria-Geral da República decidiu encerrar uma representação que pedia apuração sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em episódio relacionado ao Banco Master. O procurador-geral Paulo Gonet assinou o despacho no sábado 27.

Na avaliação da PGR, não há elementos mínimos que sustentem a abertura de investigação. O documento afirma ser “imperativo sublinhar a absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”, tanto em relação a Moraes quanto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A iniciativa partiu do advogado Enio Murad. Ele alegou, com base em reportagens, que o ministro teria mantido contatos com o comando do Banco Central para atender interesses privados da instituição financeira. A representação mencionou ainda um contrato de prestação de serviços advocatícios entre o banco e Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

Suposta falta de indícios concretos contra Moraes

Gonet registrou que a cobertura jornalística citada na petição não apresentou provas materiais capazes de confirmar as suspeitas. Segundo ele, mesmo com ampla repercussão, a narrativa permaneceu “no campo das suposições”.

O procurador-geral destacou que o uso de sigilo de fonte nas reportagens limita qualquer tentativa de verificação mais aprofundada. Para a PGR, esse fator impede o avanço de diligências preliminares.


No despacho, Gonet também afastou a hipótese de irregularidade na relação profissional entre a advogada e o Banco Master. Para ele, contratos firmados no exercício da advocacia não configuram ilegalidade e não se enquadram na competência do Supremo. “Refoge ao escopo de atuação e à competência da Suprema Corte a ingerência em negócios jurídicos firmados entre particulares”, afirmou.

A PGR ressaltou ainda que o pedido arquivado não guarda vínculo direto com ações sobre o Banco Master que seguem em tramitação no STF.

EUA abatem embarcação e ampliam ofensiva contra a Venezuela

Ação no Pacífico e declaração de Trump ampliam a pressão sobre o regime de Caracas

Erich Mafra

Donald Trump durante entrevista em que reforçou os riscos existentes na Venezuela | Foto: Reprodução/X

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos informou que, nesta segunda-feira, 29, forças militares realizaram um ataque letal contra uma embarcação ligada a organizações terroristas designadas. A operação ocorreu em águas internacionais do Pacífico Oriental, em rotas conhecidas do narcotráfico originado da Venezuela.

Segundo o comunicado, a inteligência indicou que o navio transportava drogas. Dois narcoterroristas morreram. Nenhum militar norte-americano ficou ferido. A missão integrou a Força-Tarefa Southern Spear.

O anúncio do ataque marítimo ocorreu no mesmo dia em que Donald Trump declarou uma ação em território venezuelano. Durante encontro com a imprensa, na Flórida, o presidente afirmou que forças dos Estados Unidos atingiram um porto usado para carregar embarcações com drogas.

Trump relatou o impacto no local do cais e disse: “Houve uma grande explosão na área do cais onde eles carregam os barcos com drogas. Atingimos todos os barcos e agora atingimos esta área”.

Escalada militar e incertezas sobre a Venezuela

O presidente não apresentou imagens nem provas da ofensiva em terra. Também não esclareceu qual órgão executou a operação nem o ponto exato do ataque. Questionado sobre eventual participação da CIA, respondeu: “Eu sei exatamente quem foi, mas não quero dizer”.

Semanas antes, Trump já mencionara uma ofensiva contra uma “grande instalação” do narcotráfico, em entrevista a uma rádio. Na ocasião, indicou uma data, 24, sem confirmar o país do alvo.

A confirmação pública nesta segunda-feira, 29, amplia a campanha de pressão contra o ditador Nicolás Maduro. Nos últimos meses, Washington reforçou a presença militar no Caribe, com envio de tropas e navios. Em dezembro, o governo passou a focar o setor de petróleo da Venezuela e militares apreenderam dois petroleiros.

Trump disse que conversou por telefone com Maduro, sem dar detalhes. Até o momento, o regime venezuelano não se pronunciou sobre a operação no porto.

Toffoli recua e deixa PF decidir sobre acareação no caso Master

Confronto de versões só vai ocorrer se delegada determinar

Mateus Conte

Dias Toffoli marcou acareação para 30 de dezembro | Foto: Ton Molina/STF

A Polícia Federal (PF) vai colher, nesta terça-feira, 30, a partir das 14h, os depoimentos do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos. Depois das oitivas, caberá à delegada responsável pela investigação decidir se será necessária a realização de uma acareação entre os envolvidos.

A mudança ocorre depois de um recuo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia determinado a realização da acareação. Agora, o procedimento ficou condicionado à avaliação da PF sobre a existência de contradições relevantes nos depoimentos prestados.

Os depoimentos serão tomados de forma separada, inclusive por videoconferência. Todo o procedimento será acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli e por um representante do Ministério Público.

A acareação é um instrumento usado em investigações criminais para confrontar versões divergentes apresentadas por diferentes pessoas ouvidas no processo. No caso do Master, o confronto só será realizado se a delegada entender que há inconsistências que justifiquem colocar os depoentes frente a frente.
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master | Foto: Divulgação/Banco Master

Entenda a investigação sobre o Banco Master

O inquérito apura responsabilidades relacionadas à liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC em novembro. Segundo informações citadas na investigação, haveria cerca de R$ 12 bilhões em créditos sem lastro no balanço da instituição, acusação que o banco nega.

As apurações tiveram avanço depois da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em setembro, quando foram apreendidos equipamentos e documentos. De acordo com informações reunidas pela corporação, o volume de dados encontrados é elevado, o que influenciou a decisão de priorizar depoimentos individuais antes de qualquer acareação.

Vorcaro foi preso em novembro, ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, e permaneceu detido por cerca de 12 dias. Ele foi solto por decisão judicial e passou a cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

A tentativa de venda do Banco Master ao BRB, anunciada em março, envolvia cerca de R$ 50 bilhões em ativos. A operação foi vetada pelo BC em setembro, e, dois meses depois, a autoridade monetária decretou a liquidação da instituição.

A investigação, que começou na Justiça Federal, passou a tramitar no STF depois de a defesa de Vorcaro solicitar o envio do caso à Corte, sob o argumento de que há menção a um deputado federal nos autos. O processo segue sob sigilo.

CIA realizou ataque com drone contra instalação na Venezuela

Revelada pela CNN, ação é inédita no país e pressiona o regime de Nicolás Maduro

Erich Mafra
Em coletiva anterior, Trump afirmou que Maduro 'não quer f*der com os EUA' | Foto: Divulgação/Casa Branca

A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) conduziu, neste mês, um ataque com drone contra uma instalação na costa da Venezuela. A CNN norte-americana apurou a informação com fontes a par da operação. Trata-se do primeiro registro conhecido de uma ação norte-americana desse tipo dentro do país.

O alvo foi um cais isolado, apontado por autoridades dos Estados Unidos como ponto de apoio do grupo Tren de Aragua. A estrutura servia para armazenar drogas e transferi-las para embarcações. Não havia pessoas no local no momento do ataque.

Fontes relataram que forças de operações especiais dos Estados Unidos prestaram apoio de inteligência. A participação indica envolvimento contínuo de ativos norte-americanos na região. O objetivo foi interromper a logística do tráfico.

Trump reconheceu destruição de cais na Venezuela

O presidente Donald Trump mencionou a ofensiva em entrevista na sexta-feira 26. Ele citou a destruição de uma grande instalação ligada a embarcações. Questionado novamente nesta segunda-feira, 29, afirmou que o ataque atingiu “a área do cais onde eles carregam os barcos com drogas”. O presidente não esclareceu se a ação coube à CIA ou às Forças Armadas.

Autoridades avaliam que o impacto operacional foi limitado. O local destruído seria apenas um entre vários usados por traficantes. Ainda assim, a iniciativa tem peso simbólico e pode elevar a tensão com Nicolás Maduro.

Nos últimos meses, os Estados Unidos destruíram mais de 30 embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental. Washington classifica as ações como parte de uma campanha contra o narcotráfico. O governo também determinou o bloqueio de petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.

Até então, as operações se restringiam a águas internacionais. A mudança ocorreu depois da ampliação das atribuições da CIA na América Latina. A autorização passou a incluir ações dentro da Venezuela.

Integrantes do alto escalão indicaram que a estratégia seguirá um modelo usado no combate ao terrorismo. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, comparou traficantes a grupos extremistas. Ele disse que os “narcoterroristas” seriam caçados com precisão semelhante.

A CIA não comentou o episódio. A Casa Branca e o Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos também foram procurados pela CNN, mas o veículo não obteve resposta.

Vorcaro se reuniu com diretor do BC no dia em que foi preso

Horas antes de tentar embarcar para Malta, dono do Master participou de videoconferência com o alto comando da autarquia

Luis Batistela

Daniel Vorcaro prestará depoimento ao STF nesta terça-feira, 30 | Foto: Divulgação/Banco Master

Horas antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto de Guarulhos, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, participou de uma reunião virtual com dois dos principais nomes da fiscalização do Banco Central (BC).

Realizada em 17 de novembro, a videoconferência contou com a presença do diretor Aílton de Aquino Santos e o chefe de Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana.

O encontro durou 40 minutos. Segundo documento apresentado pela própria defesa do executivo, serviu para que Vorcaro informasse ao BC as negociações em andamento para buscar uma “solução de mercado para o Conglomerado Master”.

O próprio banco redigiu o material e entregou o documento sem gravação da reunião. A defesa usou o conteúdo para afirmar que Vorcaro havia comunicado previamente a viagem internacional às autoridades.


Naquela mesma noite, por volta das 22h, a PF deteve Vorcaro ao tentar embarcar em um jato particular com destino a Malta. A suspeita era de que o executivo pretendia deixar o país de forma irregular. Antes disso, ele havia afirmado verbalmente, durante a reunião com o BC, que viajaria para Dubai a fim de encontrar investidores interessados na aquisição do banco.

No entanto, o BC informou não ter recebido nenhum comunicado oficial. Tampouco qualquer registro escrito sobre a negociação com o suposto grupo estrangeiro.

STF ouve envolvidos e avalia acareação

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para esta terça-feira, 30, os depoimentos de Vorcaro, de Aílton de Aquino e do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa.

Dias Toffoli, relator do caso, determinou sigilo sobre os procedimentos e designou um juiz auxiliar para acompanhar os depoimentos. Caso a PF julgue necessário, poderá haver acareação entre os três.

A sessão está marcada para as 14h e não tem previsão de término. A delegada Janaína Palazzo, responsável pelo pedido de prisão preventiva de Vorcaro, vai conduzir os interrogatórios.

O documento da defesa surtiu efeito no fim de novembro, quando a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Na decisão, ela destacou que Vorcaro havia comunicado ao BC a intenção de viajar a Dubai, mencionando a venda da instituição financeira como justificativa formal.

Conforme as investigações, técnicos do BC relataram à PF e ao Ministério Público uma pressão incomum em defesa do Master. De acordo com os relatos, houve insistência política para que a autarquia aprovasse a venda da instituição ao BRB. As pressões também buscavam adiar a intervenção, mesmo diante de propostas inviáveis.

PGR recebe mais um pedido para investigar Moraes por suposta atuação em favor do Master

Vereador Guilherme Kilter, de Curitiba, levou o caso à Procuradoria-Geral da República; Paulo Gonet já arquivou um requerimento semelhante

Revista Oeste

Alexandre de Moraes e Paulo Gonet | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR) protocolou um pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de sua suposta atuação como lobista no caso do Banco Master. O vereador argumenta que Moraes teria usado sua posição para apoiar interesses privados no Banco Central.

A jornalista Malu Gaspar, de O Globo, informou que Moraes ligou pelo menos quatro vezes para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para fazer pressão em favor do Banco Master. “Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro”, disse a jornalista em texto publicado no último dia 22.

O Estadão informou que Moraes teria ligado seis vezes para Galípolo em um único dia para tratar da venda do Banco Master ao BRB, operação barrada pelo Banco Central em setembro deste ano. Essas reuniões não constam nas agendas oficiais de Galípolo nem de Moraes, que não costuma divulgar compromissos ou informar quem recebe em audiências no gabinete.

Contrato bilionário entre o Master e a mulher de Moraes

Antes disso, já tinha se tornado público o contrato de R$ 129 milhões entre o Master e a mulher de Moraes, Viviane Barci. Advogada, ela deveria prestar serviços para o banco ante o Banco Central, a Receita Federal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Congresso. O valor é considerado irreal na advocacia brasileira. Além disso, Barci representou judicialmente o banco em apenas um caso.

O Banco Central e o Cade informaram não ter registro da atuação de Viviane a favor do Master desde o início do contrato. Moraes declarou que o escritório de sua esposa “jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central”. Daniel Vorcaro ainda não se manifestou sobre o caso.
O vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) | Foto: Reprodução/Redes sociais

O vereador Kilter afirmou que as reportagens demonstram a “intensidade da pressão exercida pelo ministro sobre a autoridade monetária”. Kilter disse ainda que o contrato da advogada Viviane Barci de Moraes previa, desde o início de 2024, pagamentos de R$ 3,6 milhões por mês durante 36 meses, com atuação estratégica e consultiva junto a órgãos como Receita Federal, PGFN, Banco Central e Cade.

Paralelamente, deputados da oposição, liderados por Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), protocolaram nesta segunda-feira, 29, um novo pedido de impeachment contra Moraes no Senado. Além disso, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também coleta assinaturas para abertura da CPMI do Master. Até agora, segundo ele, 150 deputados e senadores já assinaram o requerimento.
PGR arquiva investigação contra Moraes

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconduzido ao cargo neste ano com apoio de Moraes, arquivou uma solicitação semelhante à de Kilter do advogado Enio Martins Murad, no sábado 27.

Gonet disse que a denúncia se baseava em suposições e não havia indícios de ilegalidade no contrato entre Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e o Banco Master, no valor mensal de R$ 3,6 milhões por três anos.
A posição de Moraes e do BC

Moraes, por sua vez, nega agir em favor de Vorcaro e afirma que tratou exclusivamente das sanções da Lei Magnitsky com o Banco Central, punição adotada pelo governo dos Estados Unidos em julho quando declarou o ministro violador de direitos humanos.

Em nota, Moraes disse: “O ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/07; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central”, afirmou Alexandre de Moraes.

O Banco Central confirmou apenas conversas sobre a aplicação da Lei Magnitsky a Moraes, sem negar a menção ao Master.

BC entrega ao TCU detalhamento de medidas adotadas até a liquidação do Master

A autarquia explicou a cronologia técnica e documentada das ações realizadas em relação ao banco desde 2023

Isabela Jordão

Fachada da sede do Banco Master, na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo; instituição foi liquidada pelo Banco Central | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Banco Central (BC) informou ao Tribunal de Contas da União (TCU), nesta segunda-feira, 29, todos os procedimentos adotados desde 2023 até a liquidação extrajudicial do Banco Master. A resposta foi entregue no prazo final estipulado pelo TCU e apresenta uma cronologia detalhada das medidas tomadas pelo órgão para justificar a intervenção.

Segundo apuração da emissora CNN, o BC busca evidenciar que a medida foi resultado de um processo técnico e documentado, e não de uma decisão apressada. O documento enviado ao TCU indica que todos os protocolos previstos na Lei 9.447 foram seguidos, incluindo tentativas de alternativas privadas e ações de saneamento para evitar riscos sistêmicos ao sistema financeiro.
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No setor financeiro, a principal preocupação é que eventuais reveses na liquidação do Master tragam impactos ao mercado. O TCU e o Supremo Tribunal Federal conduzem investigações sob sigilo, incluindo acareação entre Daniel Vorcaro, do Master, Paulo Henrique Costa, ex-diretor do Banco de Brasília (BRB) e Aílton de Aquino Santos, diretor de fiscalização do BC.
Dias Toffoli marcou acareação para 30 de dezembro | Foto: Ton Molina/STF

As iniciativas são vistas como medidas que colocam o BC sob suspeita, na contramão da expectativa do setor.

De acordo com o relato ao TCU, o BC identificou, em 2023, fragilidades no Banco Master, como aumento acelerado do passivo e concentração em ativos de pouca liquidez, especialmente precatórios. Alterações nas normas do próprio BC limitaram o uso desses ativos para proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que afetou a estrutura financeira do banco.

Nesse contexto, surgiram indícios de fraude, formalmente comunicados ao Ministério Público.

Um segurança permanece de guarda em frente ao Banco Master, depois da prisão do acionista controlador da instituição financeira, o empresário Daniel Vorcaro, em São Paulo, Brasil, em 18 de novembro de 2025 | Foto: Reuters/Amanda Perobelli

BC mostra tentativas de solução privada no caso do Banco Master

O BC detalhou ao TCU as tentativas de solução privada, como a possível aquisição pelo BRB, que foi submetida a várias análises e teve o escopo da operação reduzido por falta de informações adequadas. Diante do aumento do risco, a diretoria decidiu rejeitar a transação.

Outro ponto abordado foi o papel do FGC em 2025, quando a restrição à captação e aos pagamentos de Certificados de Depósito Bancário garantidos pelo fundo fez o passivo do Master diminuir, mas agravou a crise de liquidez.

Durante todo o processo, o Banco Central solicitou novos aportes de capital e recusou operações que apresentavam irregularidades na origem dos recursos, com novas comunicações aos órgãos de investigação.

Militar condenado por suposto plano de golpe se entrega para cumprir prisão domiciliar

O tenente-coronel Guilherme Almeida Marques vai usar tornozeleira eletrônica e cumprir restrições impostas pelo STF

Isabela Jordão

O tenente-coronel Guilherme Almeida Marques | Foto: Reprodução/X

O tenente-coronel do Exército Guilherme Almeida Marques se apresentou na sede da Polícia Federal em Goiânia (GO) nesta segunda-feira, 29, para iniciar o cumprimento de prisão domiciliar. Ele foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão por envolvimento na suposta tentativa de golpe.

A ordem para que dez sentenciados começassem a cumprir pena em casa foi emitida no último sábado, 27, pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal. A decisão veio logo depois da prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, no Paraguai, ao tentar embarcar para El Salvador depois de romper a tornozeleira eletrônica.

O tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida perdeu o comando do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Moraes estabelece restrições a condenados por suposto plano de golpe

Antes de se entregar, Almeida Marques estava na Bahia e comunicou que retornaria ao seu endereço para atender à determinação judicial. O militar, assim como os demais condenados, deve usar tornozeleira eletrônica, não pode usar redes sociais, manter contato com outros investigados, receber visitas ou sair do país, além de ter que entregar o passaporte.

Ao justificar as restrições aos condenados por suposto plano de golpe, Alexandre de Moraes mencionou o caso de Silvinei Vasques e a fuga do ex-deputado e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, para os Estados Unidos.

Record supera Globo e SBT e garante campeonato tradicional em 2026

Emissora transmitirá torneio, que reúne 128 times

Por Luiz Almeida
- Foto: Divulgação

A Record garantiu os direitos de transmissão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a popular "Copinha", superando a concorrência de emissoras como Globo e SBT.

A partir do dia 2 de janeiro de 2026, o público poderá acompanhar as principais emoções do torneio pela TV aberta, além das plataformas digitais R7 e RecordPlus.

A Copinha de 2026 contará com 128 equipes vindas de todos os cantos do país, servindo como o primeiro grande teste para jovens talentos que sonham com o estrelato profissional.

Celeiro de craques

O torneio é conhecido por revelar nomes que marcaram a história do futebol mundial, como o ex-lateral Marcelo e o zagueiro Thiago Silva, ambos formados em Xerém.

Para esta edição, o Fluminense, que soma cinco títulos, empatado com São Paulo e Internacional, entra forte na disputa com promessas como o atacante Wesley Natã, de 17 anos, e o experiente volante Fabinho.

No entanto, o topo do ranking de conquistas ainda pertence ao Corinthians, que busca ampliar sua hegemonia de 11 títulos.

Outro destaque é o Botafogo, que tenta uma conquista inédita contando com reforços de peso, como o atacante panamenho Kadir, que já tem experiência na equipe profissional.

O desfecho da competição já tem data e local marcados: o dia 25 de janeiro, data do aniversário da cidade de São Paulo, no icônico Estádio do Pacaembu.

Saúde de Bolsonaro: médicos fazem atualização e dão previsão para alta

Médicos disseram que o ex-presidente iria passar por uma endoscopia

Por Gustavo Zambianco
Bolsonaro se recupera de cirurgia. - Foto: Reprodução

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram, nesta segunda-feira, 29, que o ex-mandatário teve uma crise de hipertensão depois de uma nova cirurgia para conter a crise de soluços, porém disseram que seu quadro é estavel.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira, 29, o cirurgião-geral Claudio Birolini afirmou que Bolsonaro deve passar por um novo procedimento entre terça, 30 e quarta-feira, 31.

Somado a isso, ele ainda repassou que Bolsonaro tem previsão de alta hospitalar no primeiro dia de janeiro de 2026.

Nova cirurgia

Bolsonaro passou por uma nova cirurgia no início da tarde desta segunda-feira, 29, que durou cerca de uma hora. Depois de finalizada, a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, se manifestou nas redes sociais agradecendo a Deus pelo sucesso.

No sábado, 27, o ex-presidente já havia sido submetido ao bloqueio anestésico do nervo frênico direito. Como os sintomas persistiram, os médicos decidiram repetir o procedimento, desta vez no lado esquerdo.

Beyoncé se torna oficialmente bilionária e consolida império musical

Turnês recordistas, controle criativo e negócios próprios impulsionam a cantora ao seleto clube de bilionários

Por Beatriz Santos
Beyoncé se tornou oficialmente bilionária em 2025 - Foto: Reprodução | Instagram

\A cantora Beyoncé se tornou oficialmente bilionária em 2025, segundo a Forbes, consolidando um império musical construído a partir de turnês de grande porte, controle criativo e múltiplas frentes de negócio. O desempenho financeiro do ano a coloca ainda entre as musicistas mais bem pagas do mundo.

De acordo com a publicação, Beyoncé teria faturado US$ 148 milhões em 2025 (sem considerar impostos), somando receitas de turnês, rendimentos de catálogo e contratos de patrocínio.

Com o marco, ela passa a integrar um grupo restrito de artistas bilionários da indústria musical, ao lado do marido Jay-Z, além de Taylor Swift, Bruce Springsteen e Rihanna.

O resultado é impulsionado, sobretudo, pelo sucesso das turnês recentes. Em 2023, a Renaissance Tour arrecadou quase US$ 600 milhões. Já em 2025, a turnê baseada no álbum Cowboy Carter liderou o ranking mundial de faturamento, com mais de US$ 400 milhões em ingressos e cerca de US$ 50 milhões em vendas de produtos, segundo estimativas da Forbes.

Outro pilar do crescimento é a estrutura própria de produção. Beyoncé é dona da Parkwood Entertainment, fundada em 2010, que “gerencia sua carreira e produz toda a sua música, documentários e shows, arcando com a maior parte dos custos de produção para ficar com uma fatia maior dos lucros”, conforme destaca a revista.

A diversificação artística também ampliou as receitas. A cantora recebeu US$ 50 milhões para se apresentar no intervalo do jogo especial de Natal da NFL, exibido pela Netflix. No audiovisual, ela ainda faturou cerca de US$ 60 milhões com o documentário Homecoming (2019).

Já o filme-concerto da Renaissance World Tour, distribuído pela rede de cinemas AMC, alcançou US$ 44 milhões em bilheteria mundial, dos quais a artista teria ficado com aproximadamente metade.

Apesar de investimentos em moda, beleza e bebidas, a Forbes aponta que a música segue como a principal fonte da fortuna bilionária de Beyoncé.

PF terá palavra final sobre acareação do caso do Banco Master

Depoimentos serão realizados nesta terça-feira, 30

Banco Master teve liquidação extrajudicial decretada pelo BC. - Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) vai decidir se vai realizar ou não acareação dos envolvidos no caso do Banco Master vai depender dos depoimentos nesta terça-feira, 30.

Segundo um comunicado do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgado nesta segunda-feira (29), uma delegada da PF vai colher os depoimentos do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos.

Após a coleta dos depoimentos, se a delegada entender necessário, procederá à acareação entre os envolvidos. A procedência da acareação deve ocorrer apenas se a delegada encontrar contradições nos depoimentos apresentados pelos depoentes.

Os depoimentos serão conduzidos pela PF de forma separada entre os citados, por videoconferência. Caso haja a necessidade da acareação, o procedimento ocorrerá de forma simultânea, com todos juntos em uma mesma sala virtual.

Todos os procedimentos serão acompanhados por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli e por um membro do Ministério Público.

EUA declara que atacou cais usado para narcotráfico na Venezuela

O ataque pode constituir o primeiro ataque em terra da campanha militar americana contra o narcotráfico na América Latina

Por AFP
O presidente americano não informou se foi uma operação militar ou da CIA - Foto: JIM WATSON / AFP

Os Estados Unidos destruíram uma área de carregamento de supostas embarcações de transporte de drogas na Venezuela, disse nesta segunda-feira, 29, o presidente Donald Trump. O ataque pode constituir o primeiro ataque em terra da campanha militar americana contra o narcotráfico na América Latina.

Washington aumentou nos últimos meses sua campanha de pressão contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a quem acusa de dirigir o suposto Cartel de los Soles. Hoje, ao receber o primeiro-ministro israelense no complexo de Mar-a-Lago, Trump confirmou a destruição de uma suposta área de embarque de drogas na Venezuela.

"Houve uma grande explosão na área do cais onde carregam as embarcações com drogas", disse Trump. "Atacamos todas as embarcações, e agora atacamos a área, é a área de implementação [...] e já não existe mais", acrescentou.

O presidente americano não informou se foi uma operação militar ou da CIA, agência central de inteligência, nem onde o ataque ocorreu. Disse, apenas, que foi "ao longo da costa".

Questionado se havia voltado a falar com Maduro após um telefonema em novembro, Trump disse que os dois haviam conversado "bem recentemente", mas que o diálogo não havia resultado em "grande coisa".

O presidente americano deu essas declarações ao responder a um pedido para que comentasse uma entrevista de rádio transmitida na última sexta-feira, em que ele pareceu reconhecer pela primeira vez um ataque terrestre contra cartéis das drogas na Venezuela.

"Eles têm uma grande fábrica, ou uma grande instalação, de onde enviam, você sabe, de onde vêm os barcos", disse Trump à emissora WABC, de Nova York. "Há duas noites, nós a fizemos voar pelos ares. Nós os atingimos com muita força", acrescentou, sem informar o local da instalação.

O governo da Venezuela não deu nenhuma declaração oficial. O Pentágono encaminhou as perguntas sobre o assunto à Casa Branca, que não respondeu ao contato feito pela AFP.

Ataques

Desde setembro, forças americanas realizaram vários ataques contra supostas embarcações de traficantes de drogas, tanto no Mar do Caribe quanto no Pacífico Oriental, que deixaram mais de 100 mortos. Segundo organizações de defesa dos direitos humanos, esses ataques constituem execuções extrajudiciais, uma acusação que Washington nega.

A isso se soma o bloqueio ordenado por Trump a todos os petroleiros sancionados por Washington que entrarem e saírem da Venezuela. Dois navios foram apreendidos.

Washington acusa Caracas de usar a venda de petróleo para financiar "o narcoterrorismo, o tráfico de pessoas, os assassinatos e os sequestros". Já a Venezuela nega qualquer envolvimento com o tráfico de drogas, e considera que Washington deseja derrubar Maduro para tomar as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do planeta.

Onda de calor coloca cidade baiana em alerta máximo do Inmet

Aviso de “grande perigo” aponta calor até 5 °C acima da média

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Município de Ibotirama, no oeste da Bahia - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A cidade de Ibotirama, no oeste da Bahia, registrou 38,2°C no último domingo, 28, e entrou para o ranking das dez cidades mais quentes do Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O município está sob alerta de “grande perigo”, emitido pelo Inmet e válido até as 18h desta terça-feira, 30. O aviso indica a possibilidade de temperaturas até 5°C acima da média climatológica de dezembro por um período igual ou superior a cinco dias.

A onda de calor teve início em 22 de dezembro, impulsionada pela combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, mas intensificada no fim do mês.

O fenômeno é caracterizado pelos meteorologistas quando as temperaturas permanecem significativamente acima da média por vários dias consecutivos.
Maiores temperaturas do país no domingo

Três Rios (RJ): 39,1°C
Caicó (RN): 38,8°C
Alegre (ES): 38,5°C
Coronel Pacheco (MG): 38,5°C
Pão de Açúcar (AL): 38,5°C
Cambuci (RJ): 38,4°C
bimirim (PE): 38,3°C
Ibotirama (BA): 38,2°C
Morada Nova (CE): 38,2°C
Salgueiro (PE): 38,2°C

O Inmet também divulgou, nesta segunda-feira, 29, uma lista parcial das cidades com as maiores temperaturas registradas até a tarde.

Confira:

Pão de Açúcar (AL): 39,2°C
Três Rios (RJ): 39,2°C
Barra (BA): 38,9°C
Coronel Pacheco (MG): 38,7°C
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Banco Central avalia mandado de segurança para barrar acareação no STF

Autoridade monetária questiona a participação de diretor em diligência determinada por Toffoli no caso Banco Master

Eduardo Hahon

Toffoli determinou a participação do BC em acareação convocada para a próxima terça-feira, 30 I Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Banco Central (BC) avalia ingressar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a participação de um de seus diretores em uma acareação determinada pelo ministro Dias Toffoli no inquérito que apura fatos relacionados ao Banco Master. A diligência está marcada para a próxima terça-feira, 30, em pleno recesso do Poder Judiciário.

O recurso em avaliação pelo BC ocorre depois de o ministro decretar a necessidade da acareação e da presença do diretor de Fiscalização da autarquia, Aílton de Aquino.

“Tendo em vista que o objeto da investigação tange a atuação da autoridade reguladora nacional, sua participação nos depoimentos e acareações entre os investigados é de especial relevância para o esclarecimento dos fatos”, escreveu Toffoli.

O Banco Central havia pedido esclarecimentos para saber em que condição seu diretor seria ouvido — se como testemunha, acusado ou pessoa ofendida. Em resposta, ministro do STF afirmou que nem a autoridade monetária nem Aquino figuram como investigados no caso.

BC alega risco de “constrangimento institucional”

A avaliação é de que, se a autoridade monetária não faz parte da investigação, o argumento jurídico contrário à acareação ganha ainda mais força.

Para técnicos do BC, há risco de constrangimento institucional. Eles também alegam que não há motivo para que se realize a diligência sem um requerimento prévio dos investigadores responsáveis.

Entidades do sistema financeiro também se manifestaram nos últimos dias em defesa da autonomia técnica do Banco Central, ao alertar para os efeitos de decisões judiciais sobre a estabilidade regulatória.

A eventual impetração do mandado de segurança ainda depende de deliberação final da área jurídica do BC, que analisa os fundamentos processuais e o timing da iniciativa diante da audiência já marcada.

Trump e Zelensky afirmam que acordo de paz está 95% pronto

Presidente dos EUA informou que as discussões tiveram ‘muito progresso’

Uiliam Grizafis

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniram na Flórida, neste domingo, 28 | Foto: Reprodução/Youtube/Casa Branca

As tratativas para um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia avançaram, segundo relatos dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Os dois chefes de Estado se reuniram na Flórida neste domingo, 28. Ambos garantiram que estão próximos de concretizar o entendimento.

Trump informou que as discussões tiveram “muito progresso” e declarou estar “muito perto” de uma solução. O republicano ressaltou que a maior parte dos pontos já foi acordada, e que os próximos dias serão fundamentais para finalizar aspectos restantes, principalmente relacionados a questões territoriais.

Detalhes do acordo entre Trump e Zelensky

Entre os principais avanços, os presidentes citaram um plano de paz com 20 pontos, dos quais 90% foram fechados, além de garantias de segurança entre EUA e Ucrânia já totalmente acordadas. Os acordos entre o país norte-americano, a Europa e a Ucrânia estão quase concluídos, e a dimensão militar foi finalizada.

Os líderes também destacaram que as garantias de segurança são essenciais para garantir estabilidade duradoura. “A Ucrânia está pronta para a paz”, afirmou Zelensky, ao ressaltar que as equipes envolvidas seguem atuando “sem parar”.
Próximos passos e participação internacional

Trump e Zelensky confirmaram participação em uma ligação conjunta com líderes europeus. A iniciativa inclui representantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da União Europeia, além de planejarem novas reuniões nas próximas semanas.

Existe, ainda, a expectativa de realizar um encontro ampliado em junho, possivelmente em Washington, com a presença de autoridades europeias e uma delegação ucraniana.

Trump reforçou a intenção de acelerar o fim do conflito para evitar novas perdas de vidas. Também manifestou disposição para visitar a Ucrânia se isso contribuir para o acordo. O presidente dos EUA explicou que as divergências restantes dizem respeito, sobretudo, a temas territoriais.

Zelensky, por sua vez, mencionou que partes do acordo poderão ser submetidas ao Parlamento ou a referendo. O presidente ucraniano afirmou que “a terra pertence à nação, para muitas gerações”. Ambos asseguraram que as equipes técnicas prosseguirão nas negociações até que haja um entendimento final e formalizado.

Helicópteros colidem durante voo e caem nos Estados Unidos

Aeronaves giraram de forma descontrolada antes do impacto; um dos pilotos morreu

Fábio Bouéri

Imagem aérea mostra o que sobrou de uma das aeronaves | Foto: Reprodução/X

Dois helicópteros colidiram em pleno voo e caíram neste fim de semana na cidade de Hammonton, no sul do estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Testemunhas registraram o acidente. O episódio ganhou ampla repercussão depois de vídeos mostrarem as aeronaves girando de forma descontrolada antes de atingir o solo.

Conforme autoridades locais, as aeronaves voavam próximas quando ocorreu a colisão. Logo depois do choque, um dos helicópteros passou a rodopiar rapidamente, perdendo por completo a estabilidade, antes de cair em uma área próxima ao aeroporto municipal da cidade. O outro também caiu pouco depois, em um ponto diferente, mas dentro da mesma região.

Helicópteros: pilotos eram os únicos ocupantes

Equipes de emergência agiram imediatamente e isolaram o local do acidente. O Corpo de Bombeiros controlou focos de incêndio provocados pela queda e realizou o resgate das vítimas. De acordo com informações preliminares, os pilotos eram os únicos ocupantes das aeronaves.

Um dos pilotos morreu no local. O outro foi socorrido em estado grave e encaminhado a um hospital da região. Não houve registro de feridos entre moradores nem danos significativos a imóveis próximos, apesar da queda ter ocorrido em área relativamente próxima a vias de circulação.

As condições meteorológicas no momento do acidente eram consideradas boas, com visibilidade adequada para voo visual. Por isso, investigadores avaliam a possibilidade de falha humana, problema mecânico ou erro de coordenação entre as aeronaves como fatores que possam ter contribuído para a colisão.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes abriram investigação para apurar as causas do acidente. Técnicos irão analisar registros de voo, histórico de manutenção, comunicações entre os pilotos e imagens captadas por testemunhas.

Trump diz que Rússia está disposta a colaborar na reconstrução da Ucrânia

Presidente norte-americano informou que a disposição inclui apoio no fornecimento de energia e outros insumos a preços mais baixos

Uiliam Grizafis

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Rússia está disposta a ajudar na reconstrução da Ucrânia. O republicano deu a declaração a jornalistas neste domingo, 28, depois de reunir-se com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Flórida.

Trump informou que a disposição russa inclui apoio no fornecimento de energia e outros insumos a preços mais baixos depois do fim do conflito. “Eles vão ajudar”, disse, ao responder sobre o papel de Moscou no pós-guerra. “A Rússia quer ver a Ucrânia prosperar. Pode parecer estranho, mas o presidente Putin foi muito generoso em relação ao sucesso da Ucrânia.”

Discussões sobre a reconstrução da Ucrânia

De acordo com o republicano, integrantes de sua equipe debatem propostas para reconstrução da Ucrânia há cerca de duas semanas. O presidente ressaltou que a colaboração russa foi tema central nas discussões, sempre com o objetivo de acelerar a recuperação do país ao término do conflito.

Trump afirmou ainda que as negociações para um cessar-fogo com a Rússia atingiram cerca de 95% de avanço. Durante o encontro, ambos conversaram por telefone com representantes da União Europeia sobre a proposta mais recente para a paz.

O presidente norte-americano avaliou o encontro como “excelente” e disse acreditar que um acordo pode ser firmado nas próximas semanas, embora tenha evitado definir uma data. “Se tudo correr bem, a paz na Ucrânia pode ser alcançada em algumas semanas”, afirmou Trump. “Se tudo der errado, nada acontecerá.”

Trump destacou pontos sensíveis da negociação

Trump também mencionou que pontos delicados permanecem em debate, como a situação da região de Donbas, definida por ele como “muito complexa”, mas próxima de uma resolução.

O presidente afirmou ainda que a decisão final sobre os termos do acordo deverá ser tomada pela Ucrânia, por meio de referendo ou aprovação parlamentar. Trump disse acreditar que a maioria da população apoia o fim do conflito e que Zelensky autorizou consultas populares sobre partes do plano de paz.

Maioria dos brasileiros desaprova o governo Lula, indica Paraná Pesquisas

Conforme material divulgado nesta segunda-feira, 29, 50,9% dos entrevistados rejeitam a administração petista

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de inauguração da nova sede da ApexBrasil — Brasília (DF), 15/12/2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A última semana de 2025 começa com notícia negativa para o governo Lula. Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas na manhã desta segunda-feira, 29, mostra que a maioria dos brasileiros desaprova a atual gestão do Poder Executivo federal.

Conforme o material, 50,9% dos entrevistados disseram que desaprovam a administração petista. É exatamente o mesmo patamar de novembro.

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Enquanto isso, a aprovação da gestão do presidente da República oscilou para baixo. Saiu dos 45,9% do mês passado para os atuais 45,6%.

No levantamento de hoje, o porcentual de quem não soube opinar ou não quis participar foi de 3,5%. Em novembro, esse grupo foi composto por 3,2% do total de entrevistados.

Histórico da desaprovação do governo Lula

O presidente Lula durante evento oficial. Conforme o Paraná Pesquisas, a desaprovação do governo petista é maior do que a aprovação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com o Paraná Pesquisas, a desaprovação da administração petista permaneceu sempre à frente da aprovação no decorrer de 2025.

👍 Aprovação

Janeiro — 46,1%;
Fevereiro — 42%;
Abril — 39,2%;
Junho — 39,8%;
Agosto — 42,9%;
Outubro — 47,9%;
Novembro — 45,9%; e
Dezembro — 45,6%.

👎 Desaprovação

Janeiro — 50,4%;
Fevereiro — 55%;
Abril — 57,4%;
Junho — 56,7%;
Agosto — 53,6%;
Outubro — 49,2%;
Novembro — 50,9%; e
Dezembro — 50,9%.

Dados do levantamento

De acordo com o Paraná Pesquisas, a aprovação de Lula não superou a desaprovação em nenhum momento de 2025 | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fim de mensurar o grau de aprovação do governo Lula, o Paraná Pesquisas entrevistou 2.038 eleitores em potencial. O trabalho nesse sentido ocorreu de 18 a 22 de dezembro. A saber, as entrevistas ocorreram no Distrito Federal e em 162 municípios espalhados pelos 26 Estados do Brasil.

A margem de erro do levantamento é, conforme o instituto, de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Além disso, o grau de confiança do material é de 95%.

“As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores e supervisores devidamente qualificada pelo instituto Paraná Pesquisas, com experiência e treinamento em pesquisas de opinião pública”, afirma a empresa responsável pela pesquisa. “No decorrer do trabalho de coleta de dados, os questionários aplicados, foram auditados em no mínimo 20% para verificação quanto ao cuidado na sua aplicação, bem como a adequação do entrevistado às variáveis das quotas amostrais.”

Desaprovação do governo Lula: veja indicadores por religião, gênero, idade, escolaridade, região e nível econômico

Divulgado nesta segunda-feira, 29, levantamento do Paraná Pesquisas mostra o grau de insatisfação com a gestão petista em seis diferentes segmentos da sociedade brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva: desaprovação está em alta, indica Paraná Pesquisas | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou na manhã desta segunda-feira, 29, vai além de mostrar que, no geral, a desaprovação do governo Lula segue a superar a aprovação. O material apresenta indicadores em seis segmentos: gênero, faixa etária, escolaridade, nível econômico, religião e região.Gênero

Conforme o Paraná Pesquisas, 54,8% dos homens rejeitam a gestão petista. Por outro lado, a aprovação do presidente é de 49,3% entre as mulheres.
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Na parte de idade, apenas os extremos (jovens de 16 a 24 anos e pessoas acima de 60 anos) dão aprovação maior que a reprovação ao presidente Luiz Inácio Lula. Nas outras três faixas etárias, a rejeição supera os 50%.

De acordo com o levantamento, quanto maior o grau de instrução, maior é a desaprovação do governo Lula. No grupo ensino fundamental, a aprovação do petista é de 54,4%. Já na parte de quem tem ensino superior, a aprovação cai para 37%.Nível econômico

A equipe do Paraná Pesquisas dividiu os entrevistados entre população economicamente ativa e população não economicamente ativa. No primeiro grupo, a rejeição ao atual governo federal é de 53,1%. Já os não economicamente ativos mais aprovam (49,3%) do que desaprovam (47%) a administração lulista.

Maioria dos brasileiros com ensino superior desaprova o governo Lula | Gráfico: Divulgação/Paraná Pesquisas

Fé e localidade

Religião

Em termos religiosos, há divisão entre os brasileiros. Isso porque 51,1% dos católicos aprovam o governo Lula. Por outro lado, 63,1% dos evangélicos desaprovam.

Região

Há, por fim, dados referentes às regiões geográficas do país. Nesse sentido, o Nordeste é o único lugar do país onde a aprovação supera a desaprovação do governo Lula: 58% a 38,1%. Nas demais áreas, a rejeição ao petista passa dos 50%.
Rejeição ao governo Lula passa dos 60% entre os evangélicos | Gráfico: Divulgação/Paraná Pesquisas

Dados da pesquisa sobre a desaprovação do governo Lula

A fim de mensurar o grau de aprovação do governo Lula, o Paraná Pesquisas entrevistou 2.038 eleitores em potencial. O trabalho nesse sentido ocorreu de 18 a 22 de dezembro. A saber, as entrevistas ocorreram no Distrito Federal e em 162 municípios espalhados pelos 26 Estados do Brasil.

A margem de erro do levantamento é, conforme o instituto, de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Além disso, alega-se que o grau de confiança do material é de 95%.

“As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores e supervisores devidamente qualificada pelo instituto Paraná Pesquisas, com experiência e treinamento em pesquisas de opinião pública”, afirma a empresa responsável pelo levantamento referente à desaprovação do governo Lula. “No decorrer do trabalho de coleta de dados, os questionários aplicados, foram auditados em no mínimo 20% para verificação quanto ao cuidado na sua aplicação, bem como a adequação do entrevistado às variáveis das quotas amostrais.”

Bolsonaro passa por novo procedimento médico nesta segunda-feira, 29

Ex-presidente será submetido a novo bloqueio do nervo frênico para controlar crises de soluço

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido nesta segunda-feira, 29, a novo procedimento médico. A equipe vai fazer o bloqueio anestésico do nervo frênico esquerdo. O horário da intervenção ainda não foi divulgado. O objetivo é conter os espasmos do diafragma e solucionar o quadro que não respondeu a medicamentos.

Bolsonaro está internado no hospital Star DF em Brasília desde a última quarta-feira, 24. Na quinta-feira 25, foi submetido a uma cirurgia para hérnia inguinal. No sábado 27, recebeu bloqueio anestésico no nervo frênico direito. O procedimento, de caráter pouco invasivo e temporário, foi realizado inicialmente em um lado para monitorar a resposta do paciente.
Quadro clínico e resposta aos procedimentos

Segundo o boletim médico divulgado neste domingo, 28, o bloqueio aplicado no sábado 27, não surtiu o efeito esperado: Bolsonaro voltou a apresentar soluços e teve elevação da pressão arterial.

“Na noite passada, apresentou nova crise de soluços, apesar do procedimento realizado, além de elevação da pressão arterial. No momento encontra-se estável e sem soluços. Para amanhã (29), está programada a complementação do tratamento, com bloqueio do nervo frênico esquerdo, para posterior avaliação dos resultados. O paciente deverá seguir com fisioterapia para reabilitação, medidas de profilaxia de trombose venosa e cuidados clínicos”, informa o boletim.

Filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro comentou o quadro de saúde do pai. “Hoje, infelizmente, seu estado clínico se agravou com a volta da pressão arterial elevada devido a exaustão do quadro de soluço.”

Post de Carlos Bolsonaro | Foto: Reprodução/X

Os médicos ressaltaram que a sequência das intervenções não altera a previsão de internação, estimada em sete dias. A cirurgia para correção da hérnia inguinal bilateral foi bem-sucedida e não houve complicações, segundo a equipe responsável.

Artigo do Wall Street Journal alerta para o risco de caos pós-queda das ditaduras em Cuba e Venezuela

Colunista Mary Anastasia O’Grady afirma que pressão dos EUA pode derrubar ditaduras, mas afirma: o maior desafio será o dia seguinte

Trump participa de uma reunião do gabinete na Casa Branca em Washington, D.C. - 2/12/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters

Um artigo publicado neste domingo, 28, no Wall Street Journal, alerta para os riscos de uma transição mal planejada em Cuba e na Venezuela, caso os regimes autoritários dos dois países cheguem ao fim. A análise é da colunista Mary Anastasia O’Grady, especialista em América Latina e uma das principais vozes do jornal em temas geopolíticos.

No texto, intitulado “Venezuela e Cuba: o que vem a seguir?”, a autora avalia que a crescente pressão dos Estados Unidos sobre a ditadura de Nicolás Maduro pode abrir uma rara oportunidade histórica para mudanças políticas profundas na região. No entanto, a colunista adverte que derrubar ditaduras é apenas parte do desafio. O verdadeiro teste começa no dia seguinte.

Entre os nomes mencionados como legítimos representantes de uma transição democrática estão o presidente eleito, Edmundo González, e a líder oposicionista María Corina Machado.

Venezuela sob repressão crescente

Segundo Mary, o regime venezuelano vive um momento de tensão interna, visto que os subordinados de Maduro continuam reprimindo os cidadãos. A colunista cita, por exemplo, o aumento das prisões políticas, a perseguição a familiares de opositores e denúncias de ameaças de execuções extrajudiciais. Ela destaca que Maduro age como um “rei ferido” ao intensificar a repressão para conter o avanço dos dissidentes.

Para a articulista, a pressão exercida pelos EUA tem surtido efeito, mas recuar agora significaria dar novo fôlego ao regime chavista e desmoralizar aqueles que enfrentam o autoritarismo dentro do país.

Nicolás Maduro disse que povo venezuelano é anti-imperialista | Foto: Reprodução/imprensa presidencial Venezuela

Cuba: a crise mais profunda

O texto dedica atenção especial à situação cubana, descrita como ainda mais grave. Segundo Mary, a ilha enfrenta um colapso social e econômico sem precedentes, resultado de décadas de autoritarismo, estatização forçada e destruição das instituições civis.

A colunista rejeita a tese de que a crise cubana seja consequência exclusiva das sanções impostas pelos norte-americanos. Para Mary, o colapso é estrutural e decorre de um modelo que eliminou a iniciativa privada, destruiu a produção e tornou o país dependente de apoio externo — primeiro da União Soviética e, mais tarde, da Venezuela.

Com o enfraquecimento do regime de Maduro, Cuba teria perdido seu principal sustentáculo econômico, o que aprofundou a escassez de alimentos, energia e medicamentos.
Miguel Díaz-Canel, o ditador de Cuba | Foto: Reprodução/Instagram/cubaminrex
O desafio do dia seguinte

O ponto central do artigo é o alerta para o que acontecerá depois de uma eventual queda dos regimes. Segundo Mary, há uma ilusão perigosa de que a remoção dos ditadores resolveria automaticamente os problemas.

Na Venezuela, Mary vê condições mais favoráveis para uma reconstrução rápida, em virtude das reservas de petróleo, da existência de lideranças políticas organizadas e de uma sociedade civil mais ativa. Mesmo assim, afirma que o país precisaria de ajuda internacional para enfrentar a crise humanitária e reorganizar suas instituições.

Já em Cuba, o cenário é mais delicado. A ausência de uma cultura democrática, a destruição das instituições e o colapso da infraestrutura tornam a transição muito mais complexa. A autora afirma que o país não teria condições de se reerguer sem apoio externo coordenado, possivelmente sob liderança internacional.

O papel dos EUA

Mary acredita que os EUA têm papel central nesse processo, sobretudo na construção de uma saída estável. Para a colunista, a omissão seria tão danosa quanto uma intervenção mal planejada.

A colunista também alerta para o risco geopolítico: um recuo norte-americano abriria espaço para maior influência de China e Rússia no Caribe e na América Latina, com impactos diretos sobre a segurança regional.

O artigo termina com uma indagação direta, que sintetiza sua preocupação: “A administração Trump tem um plano?”

Terremoto de magnitude 6,0 deixa mais de 20 feridos no Peru

Epicentro no Pacífico causou rachaduras em imóveis e desabastecimento em supermercados

Luis Batistela
Com cerca de 500 mil habitantes, Chimbote foi uma das regiões mais atingidas | Foto: Reprodução/@LastQuake/X

Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu a costa norte do Peru na noite do sábado 27. A atividade sísmica deixou pelo menos 25 pessoas feridas, além de causar danos estruturais em hospitais, escolas e residências na região de Áncash.

O tremor ocorreu às 21h51, no horário local, e teve epicentro no Oceano Pacífico, nas proximidades da cidade portuária de Chimbote, a cerca de 450 quilômetros de Lima. O Ministério da Saúde confirmou que 12 pessoas permanecem hospitalizadas e 13 já receberam alta.

Com cerca de 500 mil habitantes, Chimbote foi uma das regiões mais atingidas. A imprensa local divulgou imagens que mostram o principal hospital da cidade danificado. Além disso, há registros de rachaduras em prédios e produtos caídos em supermercados.

Os vídeos também revelam o impacto do tremor em diversas construções da região. Casas e estabelecimentos comerciais sofreram com a força do abalo, e a população relatou momentos de pânico durante a noite.

Terremoto provoca alerta em outras regiões do Peru

O terremoto, no entanto, não se limitou à cidade costeira. O Instituto Geofísico do Peru registrou outros tremores ao longo da semana, incluindo um de magnitude 4,8 neste domingo, 28, a 155 quilômetros ao sul de Lima.

Além disso, o Instituto de Geologia, Mineração e Metalurgia identificou zonas de risco geológico em Áncash e La Libertad. Esses locais enfrentam potencial elevado para futuros deslizamentos e tremores secundários.

O Peru localiza-se no Cinturão de Fogo do Pacífico — zona de intensa atividade sísmica que percorre o Oeste das Américas e o Leste da Ásia. Em 1970, Áncash foi palco do terremoto mais devastador da história peruana recente, que matou cerca de 67 mil pessoas.

Atuação de ex-mulher de Toffoli no STF e STJ cresceu 140% desde a posse do ministro

A carteira de clientes de Roberta Maria Rangel inclui grandes empresas como J&F e CSN

Isabela Jordão
Toffoli e a mulher, Roberta Maria Rangel, na cerimônia de posse do ministro, em setembro de 2018 | Foto: Reprodução/X

A atuação em tribunais superiores da advogada Roberta Maria Rangel, ex-mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, cresceu expressivamente a partir de 2009, quando o ex-marido assumiu a vaga na Corte. Os processos sob responsabilidade dela no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) passaram de 53 para 127, um aumento de aproximadamente 140%, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

O aumento no número de casos conduzidos por Roberta Rangel nesses tribunais acompanha tendência observada em outros gabinetes do Supremo. A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, também expandiu sua atuação depois da posse do marido no STF, com aumento dos processos de 27 para 152.
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Entre os clientes de Roberta Rangel estão grandes empresas, como o Grupo J&F e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A carteira inclui também empresas e empresários do agronegócio, como a Dori Alimentos, e companhias do setor de construção civil, a exemplo da XCMG Brasil Indústria.

Roberta Maria Rangel é ex-mulher de Dias Toffoli | Foto: Divulgação/STF

No caso da CSN, a advogada ingressou, no STJ, com ação contra a União para reaver valores de frete ferroviário considerados indevidos. O montante, avaliado em R$ 100 mil em 1996, corresponderia hoje a mais de R$ 563 mil, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo.

No STJ, Roberta obteve decisão parcialmente favorável, mas o processo foi remetido ao STF, que entendeu pela perda do objeto, o que significa que a demanda deixou de ter interesse prático. O caso voltou ao STJ para análise dos embargos. Em outra frente, empresas do Grupo Cervejaria Petrópolis, atualmente em recuperação judicial, discutem no STJ uma disputa financeira de R$ 39,9 milhões.

No setor rural, Rangel representa o empresário Alexandre Augustin em litígio contra um fundo de investimentos, que cobra cerca de R$ 182 milhões. A defesa alega que a dívida real seria de R$ 56 milhões e parte já teria sido quitada. O processo chegou ao STJ, mas o mérito ainda não foi julgado.

Na seara penal, a advogada atuou em favor de Hélio Ribeiro de Oliveira, acusado de envolvimento com jogo do bicho. Ela impetrou habeas corpus no STJ para tentar encerrar a ação penal.

Toffoli já se declarou impedido de julgar processo no STF

A legislação não proíbe a atuação de familiares de ministros do STF como advogados em processos na Corte. Entretanto, as regras impedem que um magistrado julgue ações em que parentes atuem e exigem a declaração de suspeição, ou seja, afastamento voluntário por motivo de foro íntimo ou ético.

Em 2023, o STF flexibilizou essa interpretação ao decidir que juízes podem julgar processos em que as partes sejam clientes de escritórios nos quais atuam cônjuges ou parentes, desde que haja outra banca de advocacia formalmente responsável pela representação.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli | Montagem: Revista Oeste/Shutterstock/Reprodução

Naquele ano, Roberta assessorava o Grupo J&F em disputa relativa à compra da Eldorado Celulose, motivo pelo qual Dias Toffoli declarou impedimento para julgar processos do grupo em setembro.

Recentemente, a atuação do ministro foi questionada depois de ele viajar, em novembro, a Lima, no Peru, em jato particular ao lado de um advogado vinculado ao caso do Banco Master. Roberta Rangel já foi sócia do advogado de Daniel Vorcaro, dono da instituição.

Toffoli é relator da investigação sobre suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Master. No âmbito dessa apuração, o ministro determinou sigilo dos autos e restringiu o acesso da CPI do INSS a documentos obtidos mediante quebra de sigilos bancário e fiscal.

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