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quinta-feira, 16 de julho de 2026

ÔNIBUS CAI NO RIO COM PASSAGEIROS - AS BUSCAS CONTINUAM - VEJA O VÍDEO



Motorista e o cobrador do veículo já foram ouvidos pela polícia, e equipes dos bombeiros, com mergulhadores, continuam as buscas no local.


Um ônibus urbano com passageiros caiu no rio na rampa do Porto São Francisco, em Barcarena, na Grande Belém, nesta quarta-feira (15). O veículo afundou com pessoas dentro.

De acordo com a Prefeitura de Barcarena, oito pacientes foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

“Destes, sete já receberam alta após avaliação médica, medicação e realização dos exames. Um paciente permanece em observação, por orientação da equipe médica”, informou a prefeitura em nota.

Ainda segundo a gestão municipal, não houve procura de familiares por pessoas desaparecidas na UPA da cidade.

Equipes do Corpo de Bombeiros seguem no local com duas guarnições de salvamento e resgate, além de mergulhadores que trabalham para confirmar se há vítimas.

Equipes do Corpo de Bombeiros seguem no local com duas guarnições de salvamento e resgate, além de mergulhadores que trabalham para confirmar se há vítimas.

Pará autoriza templos e escolas religiosas a separarem banheiros por sexo biológico

Lei sancionada pela governadora Hana Ghassan também vale para eventos promovidos por instituições confessionais

Victória Batalha

Um eventual desrespeito da norma poderia render multa de até 20 salários mínimos ao responsável pela escola | Foto: Freepik | Foto: Freepik

Templos religiosos e escolas confessionais do Pará poderão definir o uso de banheiros com base no sexo biológico. A medida foi sancionada pela governadora Hana Ghassan (MDB) e publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 14.

A nova lei garante que templos de qualquer religião mantenham banheiros identificados como masculino e feminino conforme o sexo biológico, sem considerar a identidade de gênero.

A norma estende a autorização às escolas confessionais e às instituições mantidas por entidades religiosas. O texto também se aplica a eventos e atividades promovidos por essas organizações, mesmo quando realizados fora de suas sedes.

A medida foi sancionada pela governadora Hana Ghassan (MDB) | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram

Segundo a legislação, templos e instituições religiosas terão liberdade para definir as regras de uso dos banheiros de acordo com suas convicções.

O deputado estadual Martinho Carmona (União) apresentou o projeto em junho de 2024. Na justificativa, o parlamentar afirmou que entidades privadas devem ter autonomia para estabelecer normas internas compatíveis com seus princípios religiosos.

“É questão de perspectiva. Para algumas pessoas e instituições religiosas, é importante que a definição de uso do banheiro esteja alinhado com suas crenças e valores”, afirmou o deputado. “Isso serve como uma maneira de preservar a integridade das práticas e ensinamentos religiosos dentro de seu espaço de culto”.

Durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), o relator na Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final, deputado Fábio Figueiras (PV), apresentou parecer contrário ao projeto. O colegiado, porém, rejeitou esse entendimento e aprovou o voto alternativo do deputado Josué Paiva (Avante).

Paiva argumentou que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecem a autonomia das instituições religiosas em determinadas situações, inclusive no funcionamento de escolas confessionais.

Na Alepa também tramita outro projeto sobre o tema. Apresentada em junho de 2025 pelo deputado estadual Rogério Barra (PL), a proposta pretende proibir em todo o Pará o uso de banheiros com base na identidade de gênero.

Prefeito do PT culpa Bolsonaro pelo sucesso da Argentina na Copa

Washington Quaquá atribui fase vitoriosa dos hermanos a competição realizada no Brasil em 2021

Mateus Conte

Vice-presidente do PT, Washington Quaquá, foi prefeito de Maricá por dois mandatos | Foto: PT

A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026 motivou uma publicação do prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá (PT), nas redes sociais. Depois da vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nesta quarta-feira, 15, o petista atribuiu o bom momento vivido pelos hermanos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao comentar a classificação dos argentinos, Quaquá lembrou que nossos vizinhos não ganhavam nenhum título de relevância desde 1993, “nem rifa de quermesse”. Ele recorda que o craque portenho Lionel Messi chegou a anunciar sua aposentadoria da Seleção. “Aí eles ganharam uma Copa América que mudou tudo”, declarou.

A competição que deflagrou a sequência de títulos da Argentina ocorreu em 2021, no Brasil. “Essa Copa América ia ser no Peru e foi cancelada por causa da Covid”, disse o prefeito. “Mas aí um senhor falou: ‘Pode ser aqui no Brasil!’. Esse senhor era o Bolsonaro.”

A informação é imprecisa. A competição seria disputada em duas sedes: Argentina e Colômbia. Com a pandemia da covid-19, Bolsonaro ofereceu o Brasil para receber o torneio, proposta aceita pela Conmebol. Houve partidas no Rio de Janeiro, em Brasília, Goiânia e Cuiabá.

A postagem recebeu milhares de curtidas. Um dos comentários ironizava: “Agora a culpa é do Bolsonaro a Argentina ter um projeto de futebol sólido?”, perguntou. “Tá de sacanagem.”

Argentina voltou a conquistar títulos depois de quase três décadas

A Copa América de 2021 encerrou o jejum de títulos dos hermanos. Na sequência, a seleção conquistou a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo do Catar, no mesmo ano, e a Copa América de 2024. Agora, os argentinos disputarão a final da Copa do Mundo de 2026 diante da Espanha em busca do tetracampeonato.

O Brasil, por sua vez, foi eliminado nas oitavas de final ao perder por 2 a 1 para a Noruega, resultado que marcou a pior campanha da Seleção em Copas do Mundo desde 1990.

Alerta de chuvas intensas em 3 Estados do Nordeste

Serão dias de instabilidade no litoral nordestino; pancadas podem chegar a 100 mm

Julia Jorge
Os acumulados serão mais expressivos entre os Estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, localidades que podem se aproximar dos 100 milímetros até o fim de semana, aumentando o risco de transtornos, como alagamentos e enxurradas | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A previsão do tempo para esta quinta-feira, 16, é de chuvas intensas. Os acumulados serão mais expressivos em três Estados nordestinos: Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Essas localidades podem se aproximar dos 100 milímetros acumulados até o fim de semana. Há risco de transtornos, como alagamentos e enxurradas.

Na faixa litorânea do Nordeste, o clima é de elevadas temperaturas e pancadas volumosas no Rio Grande do Norte, no Ceará e em Pernambuco. Não há previsão de chuvas em Salvador, que segue com sol e calor. A máxima prevista em Maceió é de 29°C, indica o site Meteored.

Não há previsão de precipitações no Sudeste para esta quinta-feira, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão é de sol, mas com mínimas baixas em São Paulo e em Belo Horizonte, onde a temperatura chega aos 9°C no período da manhã.
O mapa do clima do Brasil, no período da tarde desta quinta-feira, 16, indica chuvas intensas em grande parte do país | Foto: Reprodução/Inmet

Previsão de chuvas intensas no Norte e no Nordeste

No Norte, a previsão é de calor, com temperaturas acima dos 30°C em todos os Estados, além de precipitações volumosas, com destaque para Manaus e Boa Vista. Os termômetros alcançam os 32°C em Porto Velho e em Rio Branco.

Há possibilidade de um cenário atmosférico com tempestades intensas a partir desta quinta-feira no Sul. O clima na região é de sol, mas com temperaturas típicas de inverno, principalmente no período da manhã. Em Curitiba, a mínima prevista para esta quinta-feira é de 9°C. Há previsão de chuvas intensas no Rio Grande do Sul.

O ar segue seco no Centro-Oeste, e a previsão é de sol em todas as capitais e no interior. O destaque é Goiânia, que alcança os 29°C, e Brasília, com 26°C, áreas sem possibilidade de chuvas. Há previsão de precipitações em Mato Grosso, tanto no período da manhã quanto à tarde.

Estagiária de jornalismo em São Paulo. Sob supervisão de Anderson Scardoelli

EUA citam censura a empresas de tecnologia como justificativa para tarifaço

Governo Trump afirma que práticas brasileiras prejudicam companhias digitais norte-americanas

Mateus Conte

Empresas de tecnologia alegam censura no Brasil | Foto: Reprodução/Freepik

Os Estados Unidos incluíram denúncias de censura contra empresas norte-americanas de tecnologia entre as justificativas para impor tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 15, o chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o Brasil pune companhias do setor “por se recusarem a censurar discursos políticos”.

A declaração ocorre meses depois de empresas norte-americanas contestarem decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tanto na Justiça dos EUA quanto publicamente.

Em fevereiro deste ano, a plataforma Rumble e a Trump Media, controladora da rede social Truth Social, processaram Moraes em um tribunal federal da Flórida. Na ação, afirmam que ordens do ministro violam a Constituição norte-americana ao determinar restrições contra plataformas sediadas nos EUA.

Em 2024, a rede social X divulgou ofícios enviados por Moraes que determinavam o bloqueio de perfis, a entrega de dados de usuários e a aplicação de multas por descumprimento de ordens judiciais. A plataforma afirmou ter recebido “pedidos de censura” contra usuários do Brasil, dos EUA e da Argentina.

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

USTR não cita casos específicos de censura

Nem o comunicado nem o documento oficial da investigação mencionam Moraes, o STF, o Rumble, o X ou a Truth Social. O governo de Donald Trump faz referência apenas a “empresas norte-americanas de tecnologia”, sem identificar episódios específicos.

Greer afirmou que as práticas adotadas pelo Brasil impediram companhias, trabalhadores e produtores norte-americanos de competirem em igualdade de condições no mercado brasileiro. Segundo ele, os dois governos negociaram durante um ano, mas não chegaram a um acordo. O USTR informou, contudo, que continua aberto a novas negociações com o Brasil.

Governo Lula acusa família Bolsonaro de colaborar com processo que levou ao tarifaço

Em nota oficial, Planalto afirma que acionará a Lei da Reciprocidade e a OMC

Mateus Conte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta quinta-feira, 16, a família Bolsonaro de colaborar com a investigação comercial dos Estados Unidos que resultou na imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o Planalto afirmou que o desfecho do processo “faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro” e classificou seus integrantes como “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.

Na semana passada, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), esteve nos EUA para discutir o tema e tentar evitar a imposição das tarifas. Nenhum representante oficial do governo Lula participou das negociações em território norte-americano.

No mesmo documento, o governo anunciou que vai acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza o Brasil a responder a barreiras comerciais impostas por outros países, e informou que vai retomar o caso perante a Organização Mundial do Comércio. Também declarou que vai adotar medidas para reduzir os impactos das tarifas sobre a economia brasileira.

O Planalto afirmou ainda que “não há justificativa para medidas unilaterais” contra o Brasil. Segundo a nota, os EUA acumularam superávit de US$ 424 bilhões na balança de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. O governo também informou que, em 2025, 76% das importações norte-americanas entraram no Brasil sem pagar imposto de importação e que a alíquota média efetivamente aplicada sobre esses produtos foi de 3%.

Planalto rebate argumentos apresentados para tarifaço

Na nota, o governo afirmou que não reconhece “a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio”, mas disse que participou das negociações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA ao longo do último ano. Segundo o texto, o Brasil apresentou “evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas”.

O Planalto também contestou as justificativas apresentadas pelos EUA para impor as tarifas. A nota afirma que “são descabidas as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento”.

O governo acrescentou que “o Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital” e que “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade”. Também declarou que, desde 2023, reduziu “drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.

Lula 'não negociou de boa-fé' com os EUA, diz Marco Rubio

O chefe da diplomacia norte-americana criticou o petista quando Washington oficializou a tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros

Erich Mafra
Rubio utilizou as redes sociais para responsabilizar o governo petista pelo colapso nos entendimentos bilaterais | Foto: Alex Brandon/Associated Press

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus assessores “não negociaram com os EUA de boa-fé”. O diplomata norte-americano se manifestou publicamente nesta quinta-feira, 16, logo que a Casa Branca formalizou a imposição de uma barreira alfandegária de 25% contra mercadorias brasileiras. As novas taxas de importação começam a vigorar em 22 de julho.

Rubio utilizou as redes sociais para responsabilizar o governo petista pelo colapso nos entendimentos bilaterais. O secretário declarou que as políticas econômicas de Brasília prejudicam trabalhadores dos dois países. Ele afirmou que o presidente brasileiro preferiu inflar o próprio ego a fechar um acordo favorável ao povo e definiu a sobretaxa como o preço dessa escolha.

Trump aprova tarifas depois de apuração de 12 meses

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), sob a direção do embaixador Jamieson Greer, conduziu as investigações por determinação do presidente Donald Trump. O pente-fino comercial durou um ano e analisou as práticas de mercado do Brasil. A apuração concluiu que o governo brasileiro impõe barreiras injustas que afetam a competitividade dos investidores e agricultores norte-americanos.

Os técnicos de Washington listaram falhas graves em seis áreas da gestão petista. O relatório apontou o afrouxamento no combate à corrupção, a violação de patentes intelectuais e barreiras para a entrada de etanol dos EUA. A Casa Branca também listou o desmatamento ilegal e travas operacionais no comércio eletrônico. A nova cobrança será somada aos tributos existentes, o que elevará para 30% a taxa de produtos que hoje pagam 5%.

Palácio do Planalto promete retaliar exportações norte-americanas

O Palácio do Planalto rebateu as declarações do governo Trump e classificou o anúncio das taxas como um marco lastimável na história das relações diplomáticas. A equipe de Lula divulgou que usará os instrumentos jurídicos da Lei de Reciprocidade para responder ao protecionismo norte-americano. O governo petista estuda aplicar barreiras tarifárias equivalentes sobre os produtos importados dos EUA.

O regulamento de Washington prevê um período curto de transição para as cargas brasileiras que já iniciaram o trânsito marítimo. Os produtos que estiverem embarcados antes do dia 22 de julho ficarão livres da cobrança, contanto que o desembarque em portos norte-americanos aconteça até o dia 29 de julho. O embaixador Jamieson Greer declarou que os norte-americanos seguem abertos ao diálogo para buscar mudanças estruturais em Brasília.

Como funciona a Lei da Reciprocidade que o Brasil quer usar contra os EUA

A legislação permite que o governo federal taxe importações norte-americanas e suspenda patentes comerciais

Erich Mafra
O governo brasileiro discute a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica | Foto: Reuters/Leah Millis

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda acionar os mecanismos da Lei de Reciprocidade para responder à nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos. O Congresso Nacional aprovou e sancionou a legislação no início de 2025, e o Palácio do Planalto a regulamentou por meio de um decreto em julho do mesmo ano. A norma serve como uma ferramenta de defesa para o mercado nacional contra sanções econômicas estrangeiras sem justificativa técnica.

A aplicação das regras depende de um aval técnico da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A lei permite que o Brasil tome três atitudes severas para compensar perdas de exportadores nacionais. O governo pode impor novas alíquotas de importação sobre produtos norte-americanos, retirar benefícios alfandegários e cancelar temporariamente obrigações e direitos de marcas e patentes no país.

Histórico de disputas motivou a criação da norma no Congresso

O Congresso acelerou a aprovação da Lei da Reciprocidade logo que o presidente Donald Trump aplicou um primeiro tarifaço contra o Brasil, em 2025. Na época, a Casa Branca determinou uma taxa de 10% sobre as importações de diversos parceiros comerciais. Pouco tempo depois, o republicano elevou a cobrança sobre o aço e produtos brasileiros para 50% sob a alegação de que decisões judiciais no Brasil ameaçavam a segurança nacional norte-americana.

O Brasil chegou a acionar os termos da Lei de Reciprocidade naquele período para conter a pressão de Washington. Os técnicos do Ministério da Fazenda suspenderam a tramitação do processo quando a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou a ilegalidade das tarifas de Trump. Com a nova crise gerada pela sobretaxa de 25%, o ministro Dario Durigan confirmou que a pasta deve retomar o processo de retaliação.

Washington ameaça endurecer barreiras se Brasília retaliar

A imposição da tarifa de 25% é o desfecho de uma apuração conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Lei de Comércio de 1974. A agência governamental norte-americana acusa o Brasil de manter práticas de mercado desleais e discriminatórias contra empresas dos EUA. As novas taxas entram em vigor no dia 22 de julho, mas trazem isenções para mercadorias como carne bovina, café, açaí e laranja.

A Casa Branca agiu para blindar suas decisões e ameaçou aplicar sanções adicionais se o Brasil acionar a Lei de Reciprocidade. No documento oficial que detalha as novas alíquotas, o governo dos EUA ressalta que qualquer revide brasileiro que aumente o custo para o comércio norte-americano será interpretado como sinal de que a sobretaxa de 25% é insuficiente. O recado acirrou a tensão diplomática entre Brasília e Washington.

Oposição protocola novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes no Senado

Documento sustenta que ministro do STF cometeu crime de responsabilidade ao restringir contato entre Jair Bolsonaro e Flávio

Isabela Jordão
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A liderança da oposição na Câmara dos Deputados protocolou nesta quarta-feira, 15, um novo pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A denúncia foi apresentada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e sustenta que o magistrado teria cometido crime de responsabilidade ao impor restrições de contato entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O documento é assinado pelo líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Entre as medidas solicitadas estão a abertura do processo de impeachment, a criação de uma comissão especial para analisar o caso, a perda do cargo de Moraes e sua inabilitação para o exercício de função pública pelo prazo de oito anos.

Deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Impeachment de Moraes depende do Senado, destaca deputado

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Cabo Gilberto afirmou que a iniciativa decorre do que considera uma sucessão de excessos praticados pelo ministro. “A liderança da oposição protocolou no Senado Federal mais um pedido de impeachment contra o ministro de Moraes, que infelizmente vem abusando das suas prerrogativas há muitos anos”, declarou.

O parlamentar também criticou a decisão que restringiu o contato entre Flávio Bolsonaro e o ex-presidente. “Essa última proibiu um advogado de ver o seu cliente, ou proibiu o filho de ver seu pai, contrariando toda a legislação brasileira.” Na avaliação do deputado, Moraes utiliza o cargo para perseguir adversários políticos.

“Já não basta a perseguição clara ao presidente Bolsonaro, ele utiliza todo o poder que detém hoje na República Federativa do Brasil para perseguir o seu oponente político, agindo de forma ilegal e inconstitucional ao arrepio da Lei 10.079, de 1950, ou seja, lei do impeachment”, afirmou.

O senador Flávio Bolsonaro, em vídeo com críticas a Alexandre de Moraes — 13/7/2026 | Foto: Reprodução/YouTube/@flaviobolsonaro

Cabo Gilberto informou ainda que a oposição pretende apresentar novas representações contra ministros do STF sempre que entender que houve ilegalidades.

“Como eu deixei claro anteriormente, se for preciso protocolaremos o maior número possível que for”, declarou. “Todas as vezes que os ministros da Suprema Corte cometerem ilegalidades, nós iremos fazer a nossa parte como líder da oposição em defesa do Estado de Direito, em defesa da democracia. Em defesa da nossa Constituição.”

O deputado reconheceu, contudo, que o avanço do pedido depende exclusivamente do Senado. “A nossa parte estamos fazendo. Se vai dar certo ou não, se vai prosseguir ou não, aí é com o Senado Federal e a pressão política que estamos fazendo. A nossa parte deixou claro, continuaremos fazendo sem desistir”, concluiu.

Indústrias criticam tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros; Fiesp culpa governo Lula

Entidades afirmam que medida reduz a competitividade da indústria nacional, pressiona contratos e amplia perdas no comércio

Letícia Alves
Segundo a Fiesp, a condução política atual provocou desgastes na relação bilateral | Foto: Divulgação/ Fiesp

As entidades representativas das indústrias brasileiras lamentaram, nesta quarta-feira, 15, a decisão dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atribuiu a responsabilidade ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a entidade, a condução política atual provocou desgastes na relação bilateral.

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, diz a Fiesp em nota.
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Entidades da Indústria citam consequências do tarifaço

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou que a medida cria uma diferença relevante em relação aos concorrentes estrangeiros. Segundo a federação, a nova tarifa pode levar à substituição de fornecedores e pressionar a redução de preços. Além disso, prevê a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais com compradores norte-americanos.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano”, afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg. “Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras.”

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) declarou que a sobretaxa agrava o cenário do comércio exterior. Segundo a entidade, as exportações brasileiras para os EUA caíram 13% no primeiro semestre, o que representa uma perda de US$ 2,6 bilhões.

“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 Estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban. “Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram.”

Moraes assume presidência do STF durante o recesso de julho

Ministro substitui Edson Fachin no comando da Corte; tribunal mantém regime especial de funcionamento no período

Letícia Alves
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assume a presidência temporária da Corte nesta quinta-feira, 16. Ele substitui o ministro Edson Fachin, que exerceu o cargo nos primeiros 15 dias do recesso forense de julho. Atual vice-presidente do tribunal, Moraes ficará à frente dos trabalhos até 31 de julho.

A presidência do STF é responsável por analisar as medidas urgentes encaminhadas à Corte durante as férias de julho. O presidente e o vice-presidente se revezam no comando do tribunal ao longo do mês. A partir desta quinta-feira, três ministros entram em férias.

Durante o recesso, o STF adota um regime especial de funcionamento. A Corte suspende a contagem dos prazos processuais, e os prazos que começam ou terminam durante as férias são prorrogados automaticamente para o retorno das atividades. Já os prazos relacionados a decisões urgentes tomadas no período continuam em andamento.

Escala dos ministros durante o recesso do STF

Cinco ministros mantêm atuação plena no STF durante o recesso:

Alexandre de Moraes: exerce a presidência da Corte de 16 a 31 de julho;
André Mendonça;
Gilmar Mendes;
Flávio Dino;
Nunes Marques.

Dois ministros atuarão de forma restrita em casos específicos:

Cristiano Zanin: atua exclusivamente em processos sob sua relatoria autuados com “sigilo de nível 3 e 4”, “ações penais” e “inquéritos”, além de casos vinculados a eles por prevenção;
Dias Toffoli: julga reclamação (cível e criminal), petições, inquéritos (criminal) e mandado de segurança.

Três ministros entram em férias durante o restante do mês de julho:

Luiz Fux;
Cármen Lúcia;
Edson Fachin.

Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros repercute internacionalmente

Jornais destacam justificativa do governo Trump, impacto político no Brasil e lista de produtos atingidos e isentos

Isabela Jordão

Trump participa de um evento na Custer Farms em Chippewa Falls, Wisconsin, EUA - 5/6/2026 | Foto: Nathan Howard/Reuters | Foto: Nathan Howard/Reuters

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros ganhou destaque na imprensa internacional nesta quinta-feira, 16. Oficializada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), por determinação do presidente Donald Trump, a medida começa a valer na próxima quarta-feira, 22.

A tarifa atinge setores como etanol, açúcar orgânico, máquinas agrícolas, papel e vestuário. Ao divulgar a medida, o órgão também publicou uma lista de produtos isentos da cobrança adicional, entre eles carne bovina, café, petróleo e laranjas, itens de grande relevância para a pauta exportadora brasileira.

A sobretaxa decorre da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O processo foi aberto em julho de 2025, quando Trump anunciou uma ofensiva comercial contra o Brasil.

O comércio entre Brasil e EUA caiu quase 13% no primeiro semestre de 2026 | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

O The New York Times afirmou que, segundo a administração Trump, o Brasil “havia adotado uma série de práticas comerciais injustas contra os Estados Unidos”. O jornal também avaliou que “a nova tarifa provavelmente se tornará uma questão política no Brasil antes da eleição presidencial de outubro”.

Na mesma reportagem, o periódico norte-americano informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou integrantes da família Bolsonaro pela ameaça tarifária. O veículo cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

O britânico The Guardian destacou declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, segundo as quais Lula e seu governo “não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé”. O jornal observou ainda que “os Estados Unidos, porém, mantêm há anos um superávit no comércio de bens com o Brasil”.
O secretário de Estado dos EUA Unidos, Marco Rubio | Foto: Reprodução/X/@SecRubio

Le Monde cita discurso de Flávio contra tarifa dos EUA em audiência

Na França, o Le Monde afirmou que, com a adoção da nova política comercial, “o Brasil se torna o primeiro alvo dos Estados Unidos”. O jornal também mencionou a viagem de Flávio Bolsonaro a Washington para participar de uma audiência pública promovida pelo USTR, na qual se posicionou contra a imposição de tarifas contra produtos brasileiros.

Segundo o periódico, o senador afirmou na ocasião que a adoção de novas tarifas beneficiaria politicamente o atual presidente de esquerda, candidato à reeleição.

EUA poupam carne, café e aviões brasileiros de tarifa extra

A lista de isenções de Washington barra o imposto extra sobre os principais produtos do agronegócio nacional

Erich Mafra

A decisão de Donald Trump protege os embarques nacionais de carne bovina | Foto: Reprodução/Freepik

Os Estados Unidos pouparam as principais exportações brasileiras da nova sobretaxa de 25% na alfândega por medo de desabastecimento interno. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) publicou uma lista com mais de 1,6 mil itens livres do tarifaço logo que formalizou a punição comercial contra o Brasil na noite de quarta-feira, 15. A decisão de Donald Trump protege os embarques nacionais de carne bovina, café, suco de laranja, petróleo cru e aviões civis.

Os técnicos de Washington estabeleceram quatro critérios para salvar as mercadorias brasileiras da barreira alfandegária. O governo norte-americano admite que não possui fornecedores alternativos no mercado global para suprir as suas necessidades de consumo de café e laranja. Setores do agronegócio dos EUA chegaram a pressionar pela punição desses alimentos durante as consultas públicas, mas a Casa Branca rejeitou os pedidos para evitar uma escalada de preços nos supermercados americanos.

Falta de opções barra punição total a minérios e petróleo

O alívio fiscal também alcançou a indústria de base e o mercado de combustíveis. Os portos americanos continuarão recebendo petróleo bruto, gás natural e minérios como ferro, manganês, silício e nióbio sem taxas extras. A agência comercial dos EUA justificou que a taxação desses insumos básicos poderia paralisar fábricas e desencadear uma crise em toda a economia interna norte-americana.

As fabricantes brasileiras de aviões civis e peças de reposição também escaparam do imposto. Os jatos comerciais e os simuladores de voo produzidos no Brasil entraram na faixa de isenção total da lei comercial. Os metais que já pagam outras tarifas de importação específicas nos EUA, como o aço, o alumínio e o cobre, também ficaram de fora da nova rodada de cobranças.

Casa Branca aponta falhas do governo brasileiro

A Casa Branca abriu a investigação comercial depois de apontar seis problemas na conduta de Brasília. Os americanos alegam que o Brasil adota medidas desleais no comércio digital, enfraquece o combate à corrupção, descumpre leis de patentes e facilita o desmatamento ilegal. A nova tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho e vai encarecer apenas as mercadorias que não constam na lista de proteção.

O governo brasileiro tenta usar canais diplomáticos para reverter a cobrança sobre os itens manufaturados afetados. O Palácio do Planalto avalia os impactos financeiros das medidas sobre a balança comercial do país. Setores industriais brasileiros que produzem calçados, cerâmicas e autopeças correm contra o tempo para renegociar contratos com compradores norte-americanos antes do início das novas alíquotas.

Neymar escolhe resort 5 estrelas com diária de R$ 44 mil para férias

Acomodação conta com estrutura luxuosa para famílias

Por Franciely Gomes
Atleta jogou sua última Copa do Mundo - Foto: Instagram | Wynn Las Vegas

Neymar está aproveitando bem os dias de folga após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2026. Viajando com a família por Las Vegas, nos Estados Unidos, o atleta se hospedou em um resort 5 estrelas.

Segundo informações do portal LeoDias, o craque do Santos escolheu o ‘Wynn Las Vegas’ para aproveitar o conforto. Conhecida como uma das hospedagens mais sofisticadas de toda a região de Nevada, a acomodação tem suítes presidenciais com diárias de até R$ 44 mil.

Sua estrutura conta com gastronomia requintada assinada por chefes premiados mundialmente, spa, campo de golfe privativo para hóspedes, galerias de compras com lojas de grifes de luxo e apresentação do show aquático “Lake of Dreams”.
Uma das suítes do resort - Foto: Divulgação | Wynn Las VegasClub aquático do resort - Foto: Divulgação | Wynn Las VegasSpa reservado do resort - Foto: Divulgação | Wynn Las Vegas

O jogador está hospedado no local acompanhado de sua esposa grávida, a influenciadora Bruna Biancardi, e das duas filhas do casal: Mavie, de 2 anos de idade, e Mel, de apenas 1.

Flávio Bolsonaro aposta em plano para conquistar eleitorado feminino

Pré-candidato à Presidência lançará "Brasil por Elas" na quinta-feira, 15

Por Ane Catarine
O senador Flávio Bolsonaro - Foto: Evaristo Sá/AFP

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), deve apresentar na quinta-feira, 16, as primeiras propostas da campanha voltadas ao eleitorado feminino, segmento em que enfrenta a maior desvantagem nas pesquisas em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A principal aposta é o plano "Brasil por Elas", que reúne medidas de incentivo à independência financeira, apoio ao empreendedorismo feminino e mecanismos de compensação pelo trabalho de cuidado não remunerado, como o dedicado a filhos, idosos e tarefas domésticas.

As propostas serão apresentadas durante uma transmissão nas redes sociais.

Desgastes com o eleitorado feminino

O lançamento do plano ocorre após desgastes envolvendo Flávio Bolsonaro e o eleitorado feminino.

No fim de junho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que foi "humilhada", "desrespeitada" e "maltratada" pelo enteado. A crise levou ela a deixar a presidência do PL Mulher e expôs um racha dentro do partido.

Dias depois, o influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou que mulheres "votam muito mal", especialmente as solteiras.

Flávio repudiou a declaração e disse que Figueiredo não integra sua campanha.
quarta-feira, 15 de julho de 2026

Parabéns, Juazeiro, pelos seus 148 anos de história!


Terra de gente trabalhadora, acolhedora e cheia de orgulho de suas raízes. Às margens do Rio São Francisco, Juazeiro construiu uma trajetória marcada pelo desenvolvimento, pela cultura, pela música e pela força do seu povo.

Que esta data especial renove a esperança por um futuro de ainda mais progresso, união e prosperidade para todos os juazeirenses.

Feliz aniversário, Juazeiro! São 148 anos de história, conquistas e muito amor por esta cidade que mora no coração de quem vive aqui.

🎉 Viva Juazeiro! 🎂🎈

Homenagem da Radio Web Juazeiro - A rádio do coração
terça-feira, 14 de julho de 2026

Renata Vasconcellos pode deixar o Jornal Nacional; Globo já avalia sucessão, diz colunista


Até o momento, a TV Globo não se pronunciou sobre as informações divulgadas |  Reprodução / TV Globo

por Redação Bnews

A apresentadora Renata Vasconcellos pode deixar a bancada do Jornal Nacional em setembro de 2027. A informação foi divulgada pelo colunista Alessandro Lo Bianco, do programa A Tarde é Sua, da RedeTV!, que afirma que a TV Globo já estuda nomes para substituir a jornalista no principal telejornal da emissora.

Camila Bomfim desponta como principal nome

Segundo o colunista, a jornalista Camila Bomfim é a principal cotada para assumir a vaga. Ela está na Globo há cerca de duas décadas e já atuou como repórter do Fantástico, na cobertura política em Brasília e, atualmente, apresenta o Conexão GloboNews. Bomfim também já participou do rodízio de apresentadores do Jornal Nacional.

Mudança faz parte de renovação da bancada

De acordo com a publicação, o movimento integra um processo de renovação no comando do telejornal. Em 2025, William Bonner deixou a bancada após quase 30 anos e foi substituído por César Tralli.

Ainda segundo Lo Bianco, o cronograma para uma nova mudança deve ser definido internamente após o período eleitoral deste ano.

Outros nomes também são cogitados

Além de Camila Bomfim, outros jornalistas aparecem como possíveis opções para a bancada do Jornal Nacional. Entre eles estão Ana Paula Araújo, apresentadora do Bom Dia Brasil; Aline Midlej, âncora do Jornal das Dez, da GloboNews; e Renata Lo Prete, que comanda o Jornal da Globo.

Globo não comenta e dupla atual segue no comando

Até o momento, a TV Globo não se pronunciou sobre as informações divulgadas.

Atualmente, o Jornal Nacional é apresentado por César Tralli e Renata Vasconcellos. Tralli assumiu a bancada em novembro de 2025, sucedendo William Bonner, e a dupla permanece no comando do telejornal.

Vídeo: Daniel Alves polemiza ao ‘desmerecer’ carreira no futebol: “Era mais feliz na prisão”

Daniel Alves foi preso preventivamente em janeiro de 2023, em Barcelona, acusado de agressão sexual |  Reprodução / Redes Sociais /

por Maiara Lopes

O ex-jogador Daniel Alves voltou a repercutir nas redes sociais nesta segunda-feira (13), após a divulgação de um vídeo em que relata a experiência vivida durante o período em que esteve preso na Espanha. Durante uma pregação na igreja Casa de Dios, na Guatemala, o ex-lateral afirmou que se sentiu mais feliz na penitenciária do que na época em que ganhava milhões de euros como jogador profissional.

A declaração foi feita durante o culto “Mi Papá es el GOAT”, em tradução livre, “Meu pai é o maior de todos os tempos”, realizado em junho, durante as celebrações do Dia dos Pais no país da América Central.

Em seu testemunho, Daniel Alves comparou a vida financeira que levava durante a carreira nos gramados com a realidade enfrentada no sistema prisional espanhol. Segundo o ex-atleta, a experiência na prisão provocou uma transformação espiritual e mudou sua percepção sobre dinheiro e felicidade.

“Eu ganhava milhões de euros, graças a Deus e ao futebol, mas, na prisão, ganhando 113 euros, eu era mais feliz do que ganhando milhões. Antes eu jogava futebol e agora estava na prisão limpando a casa, mas tinha meu pai [Deus] comigo. Eu dizia: ‘O que valem milhões de euros sem pai?’”, declarou.

Esta não foi a primeira vez que Daniel Alves falou publicamente sobre religião após deixar a prisão. Em maio, o ex-jogador participou de um evento religioso que reuniu cerca de 40 mil pessoas em um estádio de Madri, na Espanha. Na ocasião, afirmou que a fé foi fundamental para enfrentar psicologicamente o período de detenção.

Relembre o caso

Daniel Alves foi preso preventivamente em janeiro de 2023, em Barcelona, acusado de agressão sexual contra uma jovem em uma casa noturna da cidade. Em fevereiro de 2024, a Justiça espanhola o condenou, em primeira instância, a quatro anos e seis meses de prisão.

No mês seguinte, o brasileiro deixou a prisão após obter liberdade provisória mediante o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros e o cumprimento de medidas cautelares.

PM sai do trabalho, é cercada por criminosos e mata suspeito que tentou assaltá-la

PM estava em carro particular quando foi alvo de criminosos na noite deste domingo 
 
por Redação Bnews

Uma policial militar matou um suspeito que tentou assaltá-la na noite deste domingo, na Avenida Salvador Allende, na Barra Olímpica, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

O caso aconteceu pouco antes das 21h, quando a agente, que havia acabado de sair do serviço, foi abordada por um grupo de criminosos enquanto estava em seu carro particular. Ela reagiu e não ficou ferida.

Tentativa de assalto terminou em morte

De acordo com as informações, os suspeitos se aproximaram do veículo da policial no momento da abordagem. A agente reagiu e atirou, atingindo um dos criminosos.

O suspeito morreu ainda no local. Os outros envolvidos na ação conseguiram fugir.

Área foi isolada para perícia

Policiais militares do 18º BPM (18º Batalhão da Polícia Militar de Jacarepaguá) foram acionados e isolaram o trecho da Avenida Salvador Allende onde ocorreu a tentativa de assalto para a realização da perícia.

Caso é investigado pela Delegacia de Homicídios

A ocorrência foi registrada na DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), que conduz a investigação.

Em nota, a Polícia Civil informou: "Diligências estão em andamento para apurar os fatos".

Moraes quer 'desculpinha' para tirar Bolsonaro da domiciliar, diz Flávio

Senador afirma que recorrerá à OAB para garantir suas prerrogativas como advogado do ex-presidente

Luana Viana

O senador Flávio Bolsonaro, em vídeo com críticas a Alexandre de Moraes — 13/7/2026 | Foto: Reprodução/YouTube/@flaviobolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República, afirmou, nesta segunda-feira, 13, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta criar uma justificativa para retirar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão domiciliar. De acordo com o parlamentar, o magistrado quer responsabilizá-lo pela medida.

“O que eu percebo é que, mais uma vez, Alexandre de Moraes quer só uma desculpinha para tirar o meu pai da domiciliar que ele se encontra”, afirmou Flávio. “A estratégia é muito simples. É colocar a culpa em mim. O que Alexandre de Moraes quer é tirar o meu pai da domiciliar e botar a culpa no filho.”

Durante uma transmissão ao vivo no YouTube, o parlamentar reagiu à decisão de Moraes que suspendeu, por 90 dias, suas visitas ao pai. O ministro deu um prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro esclareça se o ex-presidente tinha conhecimento da divulgação de uma carta em apoio à pré-candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

Flávio classificou a decisão do ministro do STF como “obviamente desproporcional, desarrazoada”. Ele afirmou que a decisão “claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes de interferir nas eleições deste ano”.

Por fim, o senador destaca que o prazo de 90 dias não é um acaso. “Eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro depois do primeiro turno das eleições deste ano”, observou o pré-candidato a presidente. “Alguém acha que isso é uma coincidência?”

Flávio aciona a OAB

Durante a live, Flávio afirmou que já entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que recorrerá à entidade para defender suas prerrogativas profissionais.

Segundo o senador, além de filho, ele integra a defesa de Jair Bolsonaro no processo. De acordo com ele, a OAB deverá se manifestar para garantir seu direito de acesso ao cliente.

“É uma prerrogativa inegociável dos advogados ter acesso ao seu cliente”, afirmou Flávio. “Nem que seja dessa forma absurda e restritiva de apenas 30 minutos por dia.”

O senador acrescentou que a OAB já foi comunicada sobre o caso e que a formalização do pedido está em andamento para que a entidade passe a atuar na discussão.

Senador cita cartas anteriores de Bolsonaro

Ao longo da transmissão, Flávio argumentou que a carta divulgada no último sábado, 11, não foi um fato isolado. Segundo ele, Jair Bolsonaro já havia escrito outras quatro cartas tornadas públicas sem que houvesse questionamentos do STF.

O senador citou como exemplos uma carta divulgada no Natal do ano passado, outra publicada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por ocasião do aniversário de casamento do casal, um texto em defesa dela durante críticas nas redes sociais e uma manifestação relacionada às eleições em Mato Grosso do Sul.

Para Flávio, o tratamento dado à quinta carta demonstra mudança de critério por parte do ministro.

“Foi a quinta vez que ele escreveu uma carta. Qual é a diferença de eu publicar na minha rede, de publicar na rede da Michelle, de publicar em qualquer veículo de comunicação?, indagou o senador. “Nenhuma diferença.”

Lula se comunicou por cartas e deu 22 entrevistas enquanto preso

Tratamento recebido pelo petista reacendeu debate sobre postura da Justiça com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Flávio

Cristyan Costa

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concede ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a Grã-Cruz, o mais alto grau da Ordem de Rio Branco, em solenidade realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília (21/11/2023) | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Durante prisão na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, Lula manteve intensa atividade política.

O tratamento dado a ele pela Justiça levantou debate nas redes, nesta segunda-feira, 13, depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender visitas do senador Flávio (PL-RJ) ao seu pai, Jair Bolsonaro, além de ter cobrado da defesa do ex-presidente explicações, em 48 horas, acerca do conhecimento da publicação de uma carta escrita por Bolsonaro e divulgada por Flávio, na internet.

No período em que esteve preso, o petista divulgou cartas de cunho eleitoral e concedeu 22 entrevistas a veículos brasileiros e estrangeiros, conforme levantamento do Instituto Lula.

A atuação política de Lula, porém, começou antes mesmo da série de conversas com a imprensa nacional e internacional.

Em 15 de agosto de 2018, já preso havia mais de quatro meses, o PT registrou sua candidatura à Presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo Fernando Haddad como candidato a vice — houve um ato da militância em frente ao TSE.

No mesmo dia, Lula divulgou uma carta aos eleitores na qual reafirmou que permaneceria candidato e convocou apoiadores a fazer campanha em seu nome.

“Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz”, escreveu o petista, ao mencionar que brigaria “pelo registro até o final”.

Meses antes, em maio, Lula já havia enviado outra carta à então presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. No documento, voltou a apoiar a própria candidatura ao Palácio do Planalto e rejeitou qualquer alternativa para substituí-lo na disputa.

“Admitir um plano B para o PT seria assumir um crime que não cometi”, disse à época. Também escreveu que permaneceria candidato “até que a verdade apareça”.

O petista até mesmo comentava partidas de futebol. Em junho de 2018, o jornalista Zé Trajano leu um texto escrito por Lula, no qual expôs seus pensamentos a respeito do Brasil na Copa, que ocorreu na Rússia.

Posteriormente, a Justiça barrou a candidatura de Lula. Dessa forma, Haddad foi candidato a presidente e perdeu para Jair Bolsonaro no segundo turno.

Tratamento dado a Lula gera debate sobre Flávio e Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução/Senado Federal

Na decisão de Moraes, o juiz do STF disse que a publicidade dada à carta de Bolsonaro viola medidas cautelares fixadas na prisão domiciliar humanitária. Isso porque o ex-presidente, condenado a quase 30 anos de prisão por causa de uma suposta trama golpista, não pode se comunicar, nem mesmo por terceiros.

Além disso, Moraes viu possível propaganda eleitoral antecipada, visto que Flávio é pré-candidato à Presidência. Em virtude de tudo, Moraes suspendeu as visitas de Flávio ao pai por 90 dias.

Um dos que se manifestou contra a medida foi o senador Sergio Moro (PL-PR). “Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad”, lembrou o ex-juiz da Lava Jato. “Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula. Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e pelo jeito também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do ministro Moraes.”

“A Lei de Execução Penal prevê expressamente em seu artigo 41, que o preso tem o direito de se comunicar com o mundo exterior por meio de cartas escritas ou qualquer forma de comunicação que não comprometa a moral e os bons costumes, sem esquecer ainda, do direito fundamental à liberdade de informação (de informar e de ser informado)”, acrescentou a constitucionalista Vera Chemim, mestre em Direito Público Administrativo pela FGV. “Trata-se, portanto, de uma decisão que afronta a Carta Magna e a legislação acerca do tema.”

Cientistas detectam açúcar pela 1ª vez no espaço interestelar

Achado pode explicar como ingredientes da vida chegaram à Terra

Mateus Conte

Imagem composta do centro da Via Láctea destaca a região onde os pesquisadores detectaram a eritrulose, o primeiro açúcar identificado no espaço interestelar | Ashley Barnes, Izaskun Jiménez-Serra e Juan García de la Concepción/Divulgação

Pesquisadores liderados pela astrobióloga Izaskun Jiménez-Serra, do Centro de Astrobiologia da Espanha, detectaram pela primeira vez açúcar no espaço interestelar. O estudo foi publicado pela revista científica Nature Astronomy nesta segunda-feira, 13.

A molécula identificada foi a eritrulose, açúcar simples formado por quatro átomos de carbono, encontrado em uma nuvem de gás e poeira próxima ao centro da Via Láctea. Segundo o estudo, a descoberta reforça a hipótese de que compostos importantes para o surgimento da vida podem ter se formado no espaço antes mesmo da formação da Terra.

Os açúcares desempenham funções essenciais nos seres vivos. Além de fornecerem energia às células, eles fazem parte da estrutura do DNA e do RNA, moléculas responsáveis por armazenar as informações genéticas. Por isso, entender como esses compostos surgiram é uma das principais questões das pesquisas sobre a origem da vida.
Composição do centro da Via Láctea mostra a região onde está localizada a nuvem molecular na qual pesquisadores detectaram o açúcar pela primeira vez no espaço interestelar | Foto: Steven N. Longmore/Universidade de Liverpool John Moores

Descoberta pode ajudar a explicar a origem dos primeiros compostos da vida

A identificação do açúcar foi feita por meio de observações com dois radiotelescópios, que detectaram sinais de rádio característicos emitidos pela molécula. Os pesquisadores encontraram 12 conjuntos de sinais compatíveis com os registros obtidos anteriormente em laboratório, o que confirmou sua presença na nuvem molecular analisada.

O estudo também mostrou que a eritrulose é pelo menos oito vezes mais abundante do que açúcares semelhantes com três átomos de carbono, que não foram detectados na mesma região. Segundo os autores, esse resultado foi inesperado, já que moléculas maiores são menos comuns no espaço.

Segundo os pesquisadores, a descoberta sugere que moléculas cada vez mais complexas podem se formar naturalmente entre as estrelas, o que fortalece a hipótese de que parte dos ingredientes necessários ao surgimento da vida tenha ocorrido no espaço.

Mais de 9 mil advogados acionam OAB contra Moraes por restrição a Flávio

Movimento repudiou decisão do ministro do STF sobre o senador do PL

Cristyan Costa

O senador e pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Composto de mais de nove mil membros, o Movimento dos Advogados de Direita Brasil (Movadvdireitabr) representou contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Ordem dos Advogados do Brasil.

O grupo pede que a entidade apure violações de prerrogativas da advocacia relacionadas à decisão de Moraes que suspendeu, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Isso porque Flávio integra a defesa do ex-presidente e está habilitado nos autos. Dessa forma, impedir seu acesso ao cliente “interfere na comunicação entre defensor e custodiado e atinge prerrogativa expressamente protegida pelo Estatuto da Advocacia”.

O documento argumenta ainda que “advogado constituído não é mero visitante”. Em seguida, cita o artigo 7º, inciso III, do Estatuto da Advocacia, segundo o qual o profissional tem direito de comunicar-se pessoal e reservadamente com clientes.

“Se a lei protege até o profissional que não possui mandato formal, com maior razão deve resguardar aquele que está regularmente habilitado nos autos”, afirma a representação obtida em primeira mão pela coluna, nesta segunda-feira, 13.

Conforme o movimento, caso a intenção fosse restringir apenas o contato familiar entre pai e filho, caberia ao STF estabelecer um procedimento que preservasse integralmente a atuação profissional do senador como advogado.

“O que não se admite é que uma sanção decorrente da divulgação de uma carta política produza, direta ou indiretamente, a incomunicabilidade entre o custodiado e um de seus advogados”, diz a peça.

Decisão de Moraes sobre Flávio Bolsonaro
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

No começo da tarde de hoje, Moraes suspendeu as visitas de Flávio ao seu pai, Jair, por quase três meses.

A espinha dorsal da decisão é uma carta escrita pelo ex-presidente, posteriormente divulgada pelo filho nas redes sociais.

No documento, Bolsonaro reitera a candidatura de Flávio, pede união da direita e diz que o “01” é seu “porta-voz”.

Segundo Moraes, é possível que o ato configure desrespeito às medidas cautelares da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro, em virtude da delicada situação de saúde. Por isso, o magistrado mandou intimar a defesa do ex-presidente.

Eduardo pede retomada da Magnitsky contra Moraes

Publicação ocorre depois de decisão do STF que suspendeu visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Mateus Conte

Eduardo Bolsonaro grava vídeo durante permanência nos Estados Unidos | Foto: X/Divulgação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu, nesta segunda-feira, 13, o restabelecimento das sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu depois de o magistrado suspender, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em inglês, Eduardo relacionou a decisão judicial ao processo eleitoral brasileiro: “Se em um país inteiro apenas um prisioneiro for proibido de se comunicar com seu filho — e candidato à presidência — por razões políticas, essa eleição não deveria, antecipadamente, ser reconhecida como democrática pelos países livres”, afirmou.

Na sequência, o ex-deputado acrescentou: “A sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, deve ser restabelecida”. A sanção mencionada por Eduardo havia sido imposta pelos Estados Unidos contra Moraes em julho de 2025, mas foi revogada em dezembro do mesmo ano.

Eduardo reage à decisão de Moraes sobre carta de Bolsonaro

A declaração foi publicada horas depois da decisão de Moraes, que também determinou que a defesa de Bolsonaro preste esclarecimentos sobre uma carta escrita pelo ex-presidente e divulgada nas redes sociais de Flávio.

O documento reafirma a candidatura presidencial de Flávio, pede união da direita e apresenta o senador como seu “porta-voz“. Para o ministro, há indícios de possível descumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro no regime de prisão domiciliar humanitária.

O ministro determinou que a defesa do ex-presidente apresente explicações em até 48 horas. Além disso, o ministro encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada.

Ministros do STF criticam Moraes por decisão sobre Flávio e não veem propaganda eleitoral antecipada

Magistrado ainda suspendeu visitas do senador ao pai, Jair, por 90 dias

Cristyan Costa

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi criticado por colegas de toga, em virtude da decisão que suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, Jair, por 90 dias.

Conforme Moraes, na segunda-feira 13, ao ler durante uma live uma carta escrita pelo ex-presidente, Flávio pode ter violado medidas cautelares da prisão domiciliar humanitária do pai, além de ter cometido possível propaganda eleitoral antecipada.

Ouvido em caráter reservado pela coluna, um magistrado do tribunal disse que Flávio e Bolsonaro não são candidatos a nada. “No caso de Flávio, ele ainda é pré-candidato”, constatou o juiz do STF. “E Bolsonaro está inelegível.”

Na avaliação do ministro, essa distinção é suficiente para afastar a tese de que o ato configurou campanha fora de hora.

O magistrado também recordou precedentes que envolvem o presidente Lula, que, durante o período em que permaneceu preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, concedeu 22 entrevistas, divulgou cartas de conteúdo político e participou, ainda que indiretamente, do lançamento de sua candidatura à Presidência.

De acordo com outro integrante do STF, Moraes “se precipitou” na decisão proferida. “Houve exagero”, disse. O interlocutor de mais um ministro acrescentou que esse magistrado entende que Moraes acabou dando “munição para a oposição”.

Flávio Bolsonaro recebe apoio de mais de 9 mil advogados
O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução/Senado Federal

Composto de mais de 9 mil membros, o Movimento dos Advogados de Direita Brasil (Movadvdireitabr) representou contra Moraes na Ordem dos Advogados do Brasil. O grupo pede que a entidade apure violações de prerrogativas da advocacia relacionadas à decisão do ministro do STF que impediu Flávio de ver o ex-presidente.

Isso porque Flávio integra a defesa do pai e está habilitado nos autos do tribunal. Dessa forma, impedir seu acesso ao cliente “interfere na comunicação entre defensor e custodiado e atinge prerrogativa expressamente protegida pelo Estatuto da Advocacia”.

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