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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Temer: solução de crise no STF é 'questão de sobrevivência'

Responsável pela indicação de Moraes defende apuração de responsabilidades

Mateus Conte


Ex-presidente Michel Temer | Foto: Beto Barata/PR

O ex-presidente Michel Temer pediu nesta quarta-feira, 9, uma solução do Supremo Tribunal Federal (STF) para os conflitos internos na Corte. Em pronunciamento, ele defendeu a apuração de responsabilidades, mas cobrou uma resposta do tribunal para evitar um ambiente de instabilidade no país.

“Impõe-se que a Corte Suprema logo decida a questão para impedir clima de instabilidade no país”, declarou. Temer não citou nominalmente os ministros envolvidos nem especificou os episódios aos quais se referia.

Temer classificou o STF como guardião da Constituição e disse que sua manifestação não busca proteger indivíduos. “O que me move não é defesa de indivíduos, mas a defesa irrestrita da integridade das instituições, no particular do Supremo”, declarou.

O ex-presidente também afirmou que os conflitos devem ser solucionados internamente. “Que as responsabilidades sejam apuradas, mas que o nosso norte seja sempre a harmonia, a paz e a defesa da nossa Constituição.”

Temer foi responsável pela indicação de Moraes

A manifestação ocorre em meio à crise provocada pelas revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e pelo confronto entre Moraes e o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o banco. Foi Temer quem indicou Moraes ao STF, em fevereiro de 2017, para ocupar a vaga aberta depois da morte do ministro Teori Zavascki.

Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens, registros de chamadas e contratos encontrados no celular de Vorcaro. O material mostra contatos do ex-banqueiro com Moraes e pedidos de ajuda relacionados aos problemas enfrentados pelo Master.

Além disso, registros técnicos de uma minuta do contrato entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, indicam a edição do documento por Moraes. O acordo previa R$ 131 milhões em honorários. O escritório confirmou o acesso do ministro ao arquivo e informou ter consultado Moraes, na condição de marido, sobre eventual impedimento.

Depois da divulgação do material, Moraes apontou “fortes indícios” de improbidade administrativa e abuso de autoridade por parte de Mendonça. A ofensiva aprofundou a divisão no tribunal, onde uma ala passou a defender a investigação de Moraes, enquanto outra discutia a anulação de atos do relator do caso Master.

Primo do rei da Noruega doa R$ 700 mil a candidatos no Brasil

Haakon Lorentzen destinou recursos a sete campanhas para deputado no Rio de Janeiro, na Bahia, em Sergipe e no Maranhão

Redação Oeste


O empresário Haakon Lorentzen, primo do rei norueguês Haakon VIII, vive no Brasil desde a infância | Foto: Reprodução/Internet

Haakon Lorentzen, primo do rei Haakon VIII, da Noruega, doou R$ 700 mil a sete candidatos nas eleições deste ano. Os recursos foram destinados a campanhas no Rio de Janeiro, na Bahia, em Sergipe e no Maranhão.

Lorentzen transferiu R$ 100 mil para cada candidato. As doações ocorreram nos dias 1º e 2 de setembro.

No Rio de Janeiro, receberam as doações Flavio Valle, Pedro Duarte, Daniel Soranz e Joyce. Os quatro são candidatos a deputado pelo PSD.

O empresário também repassou R$ 100 mil a cada um dos candidatos a deputado federal Duarte Júnior (Avante-MA), Susane Vidal (Republicanos-SE) e Juliana Prates (Republicanos-BA).

Primo do rei da Noruega vive no Brasil desde bebê

Aos 72 anos, Haakon Lorentzen mora no Brasil desde os 3 meses de idade. Ele preside o grupo Lorinvest, que atua nos setores de gás natural, serviços financeiros, tecnologia industrial e empreendimentos imobiliários.

Lorentzen é filho da princesa Ragnhild, irmã do rei Haroldo V e tia do atual monarca norueguês. A princesa se mudou para o Brasil em 1953, depois de se casar com o empresário Erling Lorentzen. Ela morreu no Rio de Janeiro, em 2012, aos 82 anos.

A ligação do empresário com campanhas eleitorais brasileiras não começou neste ano. Em 2022, ele doou R$ 75 mil à candidatura de Renan Ferreirinha, eleito deputado federal naquele pleito e posteriormente secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro.

Janja sobre Lula: 'Verdadeiro ungido de Deus'

Fala ocorreu em Teresina, dias depois de Michelle Bolsonaro chamar André Mendonça de 'escolhido e ungido do Senhor'

Lucas Cheiddi


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Janja | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A primeira-dama Janja da Silva afirmou nesta quarta-feira, 9, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o “verdadeiro ungido de Deus”. A declaração ocorreu durante um comício em Teresina (PI), em meio à campanha pela reeleição do petista.

A mulher do petista exaltou ações atribuídas ao governo Lula nas áreas de combate à fome, de saúde, educação, cultura e economia. Segundo ela, o presidente ampliou oportunidades para diferentes grupos da população.

“Esse é o verdadeiro ungido de Deus”, afirmou Janja, durante o discurso. “Esse, sim, é o homem que quer que todos tenham uma vida digna.”

A expressão ganhou destaque no cenário político nos últimos dias depois de Michelle Bolsonaro publicar uma mensagem em apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). No domingo 6, a ex-primeira-dama chamou o magistrado de “escolhido e ungido do Senhor”. Janja não citou Michelle nem Mendonça diretamente em sua fala.

Janja direciona críticas à família Bolsonaro

O senador Flávio e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

No mesmo evento, Janja atacou a família Bolsonaro. Ela afirmou que o grupo não possui um projeto para o Nordeste e criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Se dependesse dos Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim”, declarou. “Vocês lembram disso. A família não tem projeto para este país.”

A primeira-dama também mencionou problemas sociais e dificuldades no atendimento de saúde que, segundo ela, marcaram o governo anterior.

“O Brasil em que as mulheres tiveram que ir para fila do osso para conseguir alimentar suas famílias”, disse. “No governo da família Bolsonaro, nós vivemos o Brasil das filas dos hospitais, do abandono e do medo.”

A fala ocorreu durante um ato de campanha de Lula em Teresina. Antes do comício, o presidente cumpriu compromissos administrativos na capital piauiense. O evento também teve como objetivo mobilizar apoiadores para a disputa eleitoral de 2026.

Demitidos da Casas Bahia relatam problemas com rescisão

Sindicato diz ter recebido 80 denúncias de ex-funcionários com dificuldades para receber direitos trabalhistas

Fábio Bouéri


Casas Bahia: sindicato denuncia atraso no pagamento de direitos trabalhistas | Foto: Divulgação/CB

Ex-funcionários da Casas Bahia demitidos recentemente relatam dificuldades para receber as verbas rescisórias e acessar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). A entidade afirma ter recebido mais de 80 denúncias relacionadas aos desligamentos.

As demissões ocorreram pouco antes de a varejista pedir recuperação judicial, em 16 de agosto. O grupo informou o desligamento de cerca de 3 mil trabalhadores e o fechamento de 298 lojas. A recuperação judicial envolve dívidas de R$ 17,3 bilhões, dos quais R$ 754 milhões são de natureza trabalhista.

Justiça suspende demissões

A CNTC ingressou com ação judicial que questiona os desligamentos. Em 2 de setembro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a liminar que suspendeu as demissões coletivas e determinou o restabelecimento dos vínculos e benefícios de 1,9 mil trabalhadores. A Casas Bahia recorreu.

Enquanto a disputa judicial continua, trabalhadores relatam dificuldades financeiras. A CNTC defende um acordo nacional para acelerar o pagamento dos direitos, inclusive com possibilidade de utilização de recursos já depositados no processo de recuperação judicial.

A entidade também pretende negociar a manutenção do plano de saúde em situações específicas e o pagamento das verbas em parcela única. A avaliação é que a demora agrava a situação dos trabalhadores que dependem das verbas rescisórias para despesas básicas.

Caixa entra em greve nacional nesta quinta-feira, 10

Paralisação, por tempo indeterminado, ocorre em meio a impasse sobre plano de saúde

Isabela Jordão


A Caixa deve apresentar nova proposta aos trabalhadores | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira, 10, uma greve nacional, por tempo indeterminado, em meio ao impasse nas negociações entre o banco e os sindicatos. A instituição se comprometeu a apresentar uma nova proposta aos trabalhadores ainda hoje.

A paralisação foi aprovada depois de mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa. Segundo o Sindicato dos Bancários, as negociações continuam e a expectativa é que uma nova rodada de tratativas ocorra nesta quinta-feira.

“O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa”, afirmou Luiza Hansen, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da CEE/Caixa.

“Isso foi fundamental para forçar o retorno das negociações”, acrescentou.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Plano de saúde oferecido pela Caixa é principal impasse

O principal ponto de divergência envolve o plano de saúde dos funcionários. Os trabalhadores reivindicam o fim do limite de participação da Caixa no custeio do benefício, atualmente fixado em 6,5% sobre a folha de pagamento.

A categoria também pede o retorno do modelo anterior, segundo o qual a Caixa arcava com 70% das despesas do plano, enquanto os empregados eram responsáveis pelos 30% restantes.

Além da Caixa, o Banco do Brasil terá uma paralisação parcial nesta quinta-feira. A mobilização ocorre em meio às negociações trabalhistas que envolvem os funcionários das duas instituições financeiras públicas.

Nos bancos privados, os trabalhadores aceitaram a proposta negociada para a categoria. O acordo prevê reposição integral da inflação, acrescida de aumento real de 0,60%, em 2026 e 2027. O reajuste vale para salários e demais verbas previstas na convenção coletiva.

Moraes deve fazer pronunciamento no STF

Ministro deve falar sobre a crise que se instaurou na Suprema Corte

Erich Mafra


Ministro Alexandre de Moraes, do STF | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira, 10, que o magistrado fará um pronunciamento. A fala deve ocorrer no plenário da 1ª Turma da Corte, por volta de 11h.

Ainda não se sabe qual será o assunto abordado por Moraes, mas o anúncio ocorre no momento de uma das maiores crises na história do STF. O nome do ministro apareceu em uma série de mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) nas investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master.

Em textos escritos por Daniel Vorcaro, resgatados pelas autoridades, há indícios de que o banqueiro conversou com o ministro no dia da sua prisão, liberou cartões de crédito aos filhos de Moraes e também pediu ajuda com a atuação do chefe da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Fachin anunciou sessão sobre conduta de Moraes

O anúncio do gabinete de Moraes ocorre um dia depois de o presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, anunciar uma sessão para discutir se o magistrado deve ou não ser investigado sobre sua conexão com Vorcaro. A sessão está prevista para acontecer na terça-feira 15.

O caso foi apresentado pelo ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso do Banco Master em fevereiro deste ano. O magistrado retirou o sigilo da ação sobre Moraes e Vorcaro em 1º de setembro, depois de o jornal O Estado de S. Paulo revelar mensagens em que o banqueiro tenta conter o avanço dos inquéritos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Desde então, Mendonça pediu esclarecimentos à PGR, tentou afastar Andrei Rodrigues da diretoria-geral da PF (mas foi barrado por Fachin e o ministro Flávio Dino) e levou o caso ao plenário do STF. A discussão na próxima terça-feira também deve avaliar a decisão e a atuação de Mendonça em frente ao caso.

Além de anunciar a sessão, Fachin determinou a saída de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News. Ele foi aberto em março de 2019, sob o pretexto de combater a veiculação de notícias falsas, mas se tornou uma ferramenta para investigar críticos da Corte sob sigilo. Desde quarta-feira 9, o presidente da Corte assumiu a relatoria do inquérito.

Flávio refaz trajeto de Bolsonaro em Juiz de Fora 8 anos depois: 'Completei o que ele não conseguiu'

Candidato percorreu caminho interrompido pelo atentado contra o pai em 2018 e disse que ato simboliza continuidade política

Letícia Alves


O senador Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora | Foto: Vittor Sales / Campanha FB

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizou um comício no Centro de Juiz de Fora (MG) nesta quarta-feira, 9. Antes do ato, ele liderou uma motocarreata pelas ruas da cidade.

O percurso terminou no cruzamento das ruas Halfeld e Batista de Oliveira, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um atentado à faca durante a campanha presidencial de 2018. Flávio usou uma camisa semelhante à vestida pelo pai naquele dia.

Durante o trajeto, o candidato foi carregado nos ombros de apoiadores. No discurso, afirmou que o gesto representava a conclusão simbólica do caminho interrompido pelo atentado. “Completei o trajeto que ele não conseguiu”, declarou. “Isso é simbólico. Nós não vamos desistir nunca.”

Participaram do ato o candidato do PL ao governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe, o deputado federal e candidato ao Senado Domingos Sávio (PL-MG) e o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG).

Trajeto de Flávio vira símbolo de continuidade

Do alto do trio elétrico, Flávio voltou a mencionar o episódio de 2018. “Nós, simbolicamente, chegamos até o destino onde Bolsonaro chegaria naquele 6 de setembro de 2018, quando ele levou uma facada”, disse. “Isso é o símbolo de que nós não vamos desistir nunca.”

O candidato afirmou que lembrou do atentado enquanto era carregado pelo público. Segundo ele, o momento simbolizou a superação do episódio e a continuidade do movimento político ligado ao ex-presidente.

Flávio também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que suas declarações se dirigem ao magistrado, e não à Corte. “O STF não é Alexandre de Moraes. O Judiciário não é Alexandre de Moraes. A magistratura e os juízes do Brasil não são Alexandre de Moraes. O problema é ele, não é o STF.”

Antes da motocarreata, o senador criticou ainda a decisão do ministro Flávio Dino que reverteu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na ocasião, Flávio também responsabilizou o governo Lula pela crise institucional e cobrou uma reação do presidente do STF, Edson Fachin.

Palver: Flávio tem 46% contra 44% de Lula no 2º turno

Levantamento também mostra empate entre os dois principais candidatos nos cenários de primeiro turno; veja números

Lucas Cheiddi


Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: empate técnico | Foto: Montagem sobre redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Segundo pesquisa do instituto Palver divulgada nesta quarta-feira, 9, Flávio tem 46% das intenções de voto, contra 44% do petista.

A diferença de 2 pontos porcentuais está dentro da margem de erro do levantamento, de 2,5 pontos para mais ou para menos. Por isso, os dois candidatos estão tecnicamente empatados. Ainda assim, o senador apresenta a maior intenção de voto na simulação direta entre os dois.

Disputa apertada no primeiro turno

A pesquisa também mostra equilíbrio entre Lula e Flávio nos cenários de primeiro turno. Na primeira simulação estimulada, que inclui Pablo Marçal (PRTB), os dois registram 40%. Marçal aparece com 1% e está inelegível.

Renan Santos (Missão) soma 11%, enquanto Augusto Cury (Avante) chega a 4%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada um. Outros candidatos também somam 1%, enquanto 1% dos entrevistados se declarou indeciso.

Em outro cenário, sem Marçal, Lula mantém 40%, e Flávio aparece com 39%. Renan Santos tem 11% e Augusto Cury, 4%. Caiado e Zema permanecem com 1% cada um.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula registra 39%. Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Renan Santos tem 11%, Augusto Cury marca 3% e 7% dos eleitores permanecem indecisos.

Lula contra outros candidatos em 2º turno

Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury | Foto: Reprodução/Poder 360

O instituto também testou Lula contra outros quatro candidatos em possível segundo turno. O presidente aparece com 42% contra 30% de Augusto Cury e com 43% ante 31% de Renan Santos.

Contra Ronaldo Caiado, Lula registra 43%, enquanto o ex-governador de Goiás tem 40%. No confronto com Romeu Zema, o petista marca 43% e o mineiro, 42%. Esses dois cenários também ficam dentro da margem de erro.

O Palver entrevistou 5 mil eleitores pela internet entre 4 e 8 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, financiamento com recursos próprios e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05420/2026.

Flávio Bolsonaro supera Lula em simulação de 2º turno

Senador do PL alcança 47% das intenções de voto contra 45% do petista em nova pesquisa eleitoral

Erich Mafra


Flávio gesticula durante evento de campanha para a eleição presidencial, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro - 16/8/2026 | Foto: Pilar Olivares/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na simulação de segundo turno das eleições. O parlamentar alcançou 47% das intenções de voto, contra 45% do petista. O levantamento PoderData/Aya divulgou os dados nesta quinta-feira, 10.

O resultado consolida a liderança do candidato conservador pela segunda rodada consecutiva. Flávio subiu dois pontos porcentuais em sete dias, enquanto Lula oscilou um ponto para cima. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto porcentual.

Desempenho com Cury e primeiro turno

O presidente registrou nova desvantagem no cenário de segundo turno contra o escritor Augusto Cury (Avante). O pré-candidato do Avante marcou 44% da preferência do eleitorado, contra 43% do petista. Flávio supera Cury por 43% a 36% em um confronto direto.

O cenário de primeiro turno aponta empate técnico na liderança. Lula obteve 38% da preferência, contra 36% de Flávio. O candidato Augusto Cury acumulou 10%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%. Ronaldo Caiado (PSD) e Pablo Marçal (PRTB) marcaram 2% cada.

Metodologia do levantamento

O instituto PoderData realizou 3 mil entrevistas por telefone entre 6 e 9 de setembro em 623 municípios. A amostragem cobriu todas as 27 unidades da Federação. O levantamento tem registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04914/2026.

Alexandre de Moraes cancela pronunciamento no STF

Gabinete do ministro havia informado que ele se manifestaria na manhã desta quinta-feira, 10

Fábio Matos


Moraes chega a um evento acadêmico na Universidade de São Paulo - 11/4/2024 | Foto: Jorge Silva/Reuters

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou o pronunciamento que faria nesta quinta-feira, 10.

A fala do magistrado estava programada para as 11 horas.

O gabinete do ministro no STF havia informado que Moraes falaria nesta manhã, mas não deu informações sobre qual seria o tema do discurso. Pouco depois, a assessoria do Supremo informou que o pronunciamento seria “remarcado em data oportuna”.

O pronunciamento foi convocado um dia depois de o presidente do Supremo, Edson Fachin, ter anunciado uma série de medidas para conter a crise deflagrada na Corte depois da divulgação de mensagens encaminhadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Moraes.

Entre as medidas tomadas por Fachin, está a retirada de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News. A partir de agora, os procedimentos relacionados a este inquérito ficarão concentrados na presidência do tribunal.

O inquérito foi instaurado de ofício (por iniciativa própria), em 2019, pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, sem passar por sorteio prévio. O ministro Alexandre de Moraes foi designado relator do caso. A investigação, que continua em andamento, tem o objetivo de apurar notícias supostamente falsas, ameaças, calúnias e ataques que atinjam a segurança da Corte, de seus ministros e familiares.

Nesta quarta-feira, 9, Fachin afirmou que, como presidente do Supremo, tem o dever de “zelar pela preservação da integridade da Corte”, evitando “conflitos e sobreposições processuais”.

Fachin anunciou sessão sobre conduta de Moraes

O anúncio do gabinete de Moraes ocorreu um dia depois de Fachin anunciar uma sessão para discutir se o magistrado deve ou não ser investigado sobre sua conexão com Vorcaro. A sessão está prevista para acontecer na terça-feira 15.

O caso foi apresentado pelo ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso do Banco Master em fevereiro deste ano. O magistrado retirou o sigilo da ação sobre Moraes e Vorcaro em 1º de setembro, depois do vazamento de mensagens em que o ex-banqueiro tenta conter o avanço dos inquéritos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Desde então, Mendonça pediu esclarecimentos à PGR, tentou afastar Andrei Rodrigues da diretoria-geral da PF (mas foi barrado por Fachin e o ministro Flávio Dino) e levou o caso ao plenário do STF. A discussão na próxima terça-feira também deve avaliar a decisão e a atuação de Mendonça em frente ao caso.

STF deve afastar Moraes e Gonet para restabelecer a ordem, diz a Folha

Editorial defende uma sessão pública da Corte para analisar as suspeitas que envolvem ministros

Isabela Jordão


Os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes, durante sessão plenária no STF - 2/9/2026 | Foto: Antonio Augusto/STF

Em editorial publicado nesta quinta-feira, 10, jornal Folha de S.Paulo relaciona o acúmulo de poderes individuais no Supremo Tribunal Federal (STF) a uma atual crise de credibilidade. O texto relaciona o cenário às decisões monocráticas de ministros e às suspeitas que envolvem Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master.

A falta de colegialidade e de autocontenção teria criado as condições para o atual quadro, diz o texto. “Anos de acúmulo de poderes sem limites nas mãos de juízes singulares produzem agora, no Supremo Tribunal Federal, a catarse da autoimolação.”

A Folha também menciona as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o empresário Daniel Vorcaro e as relações dele com integrantes do Judiciário. O ex-controlador do Master firmou contrato com o escritório da família de Alexandre de Moraes e facilitou negócios de Dias Toffoli.

Alexandre de Moraes viajou oito vezes em jatos executivos pertencentes a empresas controladas por Daniel Vorcaro, dono do finado Banco Master | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Críticas a Moraes, Toffoli e Dino

O editorial destaca que o STF deixou de prestar contas sobre as circunstâncias que envolvem Toffoli. A Corte retirou do ministro a relatoria do caso Master, mas não promoveu uma análise pública das suspeitas levantadas pela PF.

O jornal também critica a reação de Moraes à divulgação do relatório da PF que o identificou como interlocutor de diálogos de Vorcaro pelo ministro André Mendonça. “Moraes apertou o botão do inquérito abusivo a ele atribuído em 2019, expôs o aparato policial que o auxilia nas sombras e deu publicidade a documento apócrifo com acusações especulativas contra Mendonça.”

A publicação ainda questiona a decisão de Flávio Dino que, em 9 de setembro, reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da PF. O ministro anulou, em decisão individual, o afastamento determinado por Mendonça e validado pela maioria da 2ª Turma do STF.

Para a Folha, a medida de Dino agravou a crise institucional. “Empurrou a Corte e o seu maior atributo, a credibilidade, para a beira do desfiladeiro”, afirma o editorial.

Ministro Flávio Dino restabeleceu, de forma monocrática, Andrei Rodrigues ao cargo de diretor da PF | Foto: Victor Piemonte/STF

O jornal defende o afastamento de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, como medidas para tentar restabelecer a ordem na Corte. A publicação também atribui ao presidente do STF, Edson Fachin, a responsabilidade de convocar uma sessão pública do plenário para examinar as suspeitas.

Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão do plenário para discutir decisões relacionadas ao caso. O editorial defende a ideia de que o encontro seja aberto ao público e que os fatos sejam expostos de forma ampla.

“O melhor é expor tudo, o mais depressa possível, ao melhor desinfetante — a luz do sol”, conclui a Folha, ao defender transparência na apuração da crise que envolve integrantes do Supremo.

Rejeição a Lula chega a 50%; Flávio tem 45%, diz PoderData/Aya

Pesquisa mostra alta na resistência ao presidente e queda de um ponto na rejeição ao senador

Letícia Alves


O presidente Lula da Silva e o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

Metade dos eleitores afirma que não votaria “de jeito nenhum” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira, 10. A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro é de 45%.

No levantamento anterior, feito de 30 de agosto a 2 de setembro, Lula registrava 48% de rejeição, e Flávio, 46%. Em uma semana, o índice do presidente oscilou dois pontos para cima e voltou ao maior patamar da série.

Já a rejeição a Flávio oscilou um ponto para baixo e chegou ao menor nível desde maio. Entre os entrevistados, 37% dizem que Lula é o “único candidato em quem votariam”, enquanto 9% afirmam que “poderiam votar” nele. Flávio é a única opção para 36%, e outros 13% dizem que poderiam votar no senador.

Rejeição é desafio para Lula e Flávio

A resistência aos candidatos é um desafio para as campanhas. Pesquisa PoderData/Aya realizada de 9 a 12 de agosto mostrou que 18% dos brasileiros escolhem um candidato apenas por rejeitar os demais concorrentes nas eleições.

O levantamento atual ouviu 3 mil pessoas em 623 municípios das 27 unidades da Federação, por telefone, entre 6 e 9 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-04914/2026.

Alexandre de Moraes fará pronunciamento nesta quinta-feira

Foto: Gustavo Moreno / STF

O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que fará um pronunciamento no plenário da Corte, às 11h desta quinta-feira (10).

O pronunciamento acontece um dia após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, marcar para a próxima semana uma sessão plenária para discutir se haverá abertura de uma investigação contra Moraes por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Ainda ontem, Fachin também determinou a suspensão de todos os procedimentos que envolvem investigações contra integrantes da própria Corte, após sete anos de concentração desses procedimentos no âmbito do inquérito das fake news, relatado por Moraes.

Nos últimos dias, Moraes está sendo um dos protagonistas de uma das mais graves crises na história recente do STF que eclodiu quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento revelou mais de 50 mensagens trocadas entre o Vorcaro e Moraes.

VÍDEO: Ciro Gomes aponta dedo para Elmano durante discussão e debate termina com bate-boca no Ceará

Foto: Reprodução

Os candidatos ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) protagonizaram um momento de tensão durante o debate promovido pelo Sistema Verdes Mares, afiliada da TV Globo no Estado, nesta quarta-feira (9). Os dois trocaram acusações, elevaram o tom da discussão e chegaram a ficar frente a frente no estúdio.

O formato do debate permitia que os candidatos circulassem pelo espaço, o que acabou aproximando fisicamente os adversários durante o confronto. Em certo momento, Ciro e Elmano elevaram o tom da discussão e chegaram a apontar um dedo entre si.

A tensão começou já no primeiro bloco, quando Ciro Gomes, responsável por iniciar a rodada, direcionou críticas ao petista ao abordar denúncias relacionadas à corrupção. Durante sua fala, o tucano questionou Elmano sobre recursos que, segundo ele, teriam sido destinados sem licitação e classificou a situação como um “extraordinário exemplo de nepotismo e de corrupção”.
Elmano, porém, rebateu as acusações e afirmou que não havia comparecido ao debate para tratar daquele tipo de assunto. O petista classificou as declarações de Ciro como “baixaria mentirosa” e passou a contestar as acusações feitas pelo adversário.

A discussão continuou ao longo do debate, com os dois candidatos trocando críticas e mencionando integrantes e aliados dos respectivos grupos políticos. Em determinado momento, o confronto ganhou um tom ainda mais acalorado, quando Ciro e Elmano ficaram frente a frente.

Ciro chegou a apontar o dedo para o rosto do adversário, levando o mediador a intervir para tentar controlar a situação.

“Baixa o dedinho”, disse Elmano.

“Vai estar aqui na sua cara, mentiroso”, respondeu Ciro.

VÍdeo: ataque dos EUA contra embarcação no Caribe deixa três mortos

Governo Trump disse que barco operava em rotas conhecidas de tráfico

Por Ane Catarine
EUA atacam barco no Caribe - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Três pessoas morreram em um ataque do Exército dos Estados Unidos contra uma embarcação no Mar do Caribe, informou o governo de Donald Trump na madrugada desta quarta-feira, 9.

A ação é a mais recente de uma série de ofensivas que Washington afirma ter como alvo "narcoterroristas", mas que são condenadas por organizações de direitos humanos como possíveis execuções extrajudiciais.

Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), as forças americanas realizaram um "ataque cinético letal contra uma embarcação de alta velocidade que operava em rotas conhecidas de tráfico de drogas no Caribe".

Um vídeo da ação foi divulgado nas redes sociais.

Veja:

Ataques são questionados

A legalidade das operações é questionada por especialistas e organizações de direitos humanos nos Estados Unidos e em outros países.

A Human Rights Watch, a Anistia Internacional e especialistas independentes da Organização das Nações Unidas (ONU) classificaram os ataques como execuções extrajudiciais ilegais.

Raio-x: STF vive crise sem precedentes e tem credibilidade em xeque

Entenda o cenário que envolve ministros da Suprema Corte

Por Cássio Moreira

O Supremo Tribunal Federal (STF) vive, nas últimas semanas, a maior crise de toda a sua história. A escalada do ‘caso Master’, que envolve Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, dois dos principais ministros da Corte, colocou a instituição e sua credibilidade em xeque.

Com os holofotes voltados para Alexandre de Moraes, parte do Senado tem discutido, nos bastidores, a possibilidade de avançar em um pedido de impeachment do ministro, embora o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já tenha sinalizado que não deve acatar nenhum documento protocolado.

Entenda o elo entre Vorcaro e ministros do STF

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teceu uma longa teia de influência no universo político, estabelecendo laços também com importantes nomes do Judiciário, a exemplo de Alexandre de Moraes.

A quebra de sigilo das conversas entre Vorcaro e Moraes, na última semana, comprovou a ligação dos dois principais nomes do ‘caso Master’. O elo foi firmado por meio de Viviane Barci, esposa do ministro do STF.

Contratos do Banco Master com esposa de Moraes

O escritório Barci de Moraes, de propriedade de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master.

A quebra de sigilo serviu para expor a atuação de Moraes na conexão entre Viviane e Vorcaro, tendo o ministro do Supremo atuado na edição do contrato milionário, o que foi confirmado pelo escritório em nota, negando que a intervenção tenha ocorrido na condição de membro da Corte.

Após a divulgação das mensagens, Alexandre de Moraes reagiu usando o seu poder de ministro do STF, pedindo a abertura de uma investigação contra André Mendonça, seu algoz, por abuso de poder e improbidade administrativa.

Em uma nova reação, Mendonça pediu o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, decisão que foi ‘revogada’ por Flávio Dino na quarta-feira, 9.

Suspeição de Dias Toffoli e Mendonça relator

Antes de Moraes se tornar centro do escândalo do Master, Dias Toffoli foi colocado na condição de ministro ligado ao banco.
Dias Toffoli se declarou suspeito e deixou relatoria do caso Master - Foto: Felipe Iruatã | AG. A TARDE

Primeiro relator do caso Master no Supremo, Dias Toffoli teve exposta sua relação com Vorcaro antes mesmo de Alexandre de Moraes, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal ao presidente do STF, Edson Fachin.

Em março deste ano, diante da posição da PF e do avanço das investigações, Dias Toffoli se declarou suspeito e entregou a relatoria do caso Master, assumida por André Mendonça.

Dias Toffoli e Alexandre de Moraes aparecem no escândalo do Master - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

Mendonça chegou ao STF em dezembro de 2021, por indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

STF deixa os bastidores e vira protagonista na política nacional

Ao longo dos 135 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal saiu da condição de instituição discreta dentro do regime democrático, atuando como guardiã da Constituição, para o posto de ator principal da política nacional.

O primeiro grande ponto de destaque do STF no século XXI aconteceu com o julgamento do mensalão.

Mensalão e Joaquim Barbosa como herói nacional

O escândalo do mensalão, que revelou um esquema de pagamento a deputados federais para aprovação de pautas que interessavam ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2005, deu ao STF o seu primeiro grande momento político no século.

O caso foi levado ao Plenário do Supremo, que julgou os envolvidos a partir de 2012. Entre os ‘notáveis’ que passaram pelo julgamento, estavam nomes como José Dirceu (PT), José Genoíno (PT) e Valdemar Costa Neto (PL); todos foram condenados.
Joaquim Barbosa foi rosto do julgamento do mensalão - Foto: Fellipe Sampaio | STF

No processo que culminou na condenação de cerca de 25 envolvidos no mensalão, o relator do processo, Joaquim Barbosa, se destacou, virando capa de revista e sendo alçado a herói nacional por uma parcela da população e pela opinião pública.

Primeiro negro a sentar na cadeira de ministro do Supremo Tribunal, Joaquim Barbosa era de origem pobre, sendo filho de uma lavadeira analfabeta.

Sua trajetória, aliada ao papel que teve durante o julgamento, lhe colocou na condição de membro mais importante daquela configuração da Corte, em 2014.

O período coincidiu com o crescimento de uma onda de insatisfação que culminou em uma série de manifestações populares nas ruas das principais cidades do país.

Nos anos seguintes, ainda com a imagem de justiceiro da impunidade na política, Joaquim Barbosa chegou a ser colocado como opção para a disputa presidencial, ideia que não prosperou.

A visão de que o STF era um guardião contra os maus políticos, entretanto, cairia por terra nos anos subsequentes, quando os ministros da Corte passaram a ser vistos como ‘inimigos do país’.

A figura de Alexandre de Moraes foi a mais rejeitada aos olhos daqueles que passaram a ter outro entendimento sobre o papel do STF.

Alexandre de Moraes: de homem discreto a todo poderoso

Hoje o grande nome das polêmicas do STF, Alexandre de Moraes teve uma rápida ascensão nos últimos dez anos. Nome conhecido no âmbito jurídico, o agora ministro do Supremo chegou ao posto em 2017.

Alexandre de Moraes também fez parte do universo político, sendo filiado ao antigo Partido da Frente Liberal (PFL) e ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

O advogado esteve em gestões municipais e estaduais em São Paulo, passando pela Secretaria Municipal de Transporte durante o mandato de Gilberto Kassab, e pela Secretaria de Justiça do Estado.

Moraes foi escolhido por Geraldo Alckmin (PSDB) para o cargo de secretário estadual de Segurança Pública, onde ficou até meados de 2016, quando foi escolhido para o Ministério da Justiça pelo presidente Michel Temer (MDB).

Sua passagem como ministro do governo Temer ficou marcada por posições consideradas excessivamente conservadoras e por um perfil visto como rígido, desagradando setores mais progressistas, que lhe classificavam como uma figura ‘reacionária’.

Morte de Teori Zavascki leva Moraes ao STF

Não havia, naquele momento específico da segunda metade da década de 2010, nenhuma perspectiva de abertura de vaga para ministro no Supremo.

Em janeiro de 2017, no entanto, o cenário mudou às custas de uma tragédia: a queda de uma aeronave vitimou o ministro Teori Zavascki, abrindo também uma cadeira para a Suprema Corte.

Temer então resolveu indicar Alexandre de Moraes para a vaga, sendo o ministro aprovado com 55 votos favoráveis, em fevereiro de 2017. Na época, a indicação de Moraes foi contestada pela bancada do PT no Senado, que tinha em Gleisi Hoffmann uma das suas principais referências.

Com pouco tempo de Corte, Moraes logo se tornou um dos membros mais destacados do STF, despertando sentimentos diferentes por parte dos principais setores da política brasileira.

Entre os bolsonaristas, porém, Moraes se tornou uma espécie de ‘carrasco’, assumindo de forma involuntária a imagem de vilão da toga, por tomar medidas consideradas impopulares.

Como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022, coube a Alexandre de Moraes a missão de garantir que todos os eleitores pudessem votar nas seções eleitorais, o que esteve sob risco com a atuação de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia do segundo turno.

André Mendonça: o ministro terrivelmente evangélico de Bolsonaro

Evangélico, pastor da Igreja Presbiteriana, André Mendonça se tornou a ‘pedra fundamental’ da construção definitiva da ponte entre o bolsonarismo com as religiões protestantes, iniciada durante a campanha presidencial de 2018.

Bolsonaro havia prometido, ainda durante sua campanha vitoriosa, indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para a Suprema Corte.

A longa trajetória jurídica de Mendonça e o seu alinhamento ao bolsonarismo lhe colocaram como uma forte alternativa para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2020, substituindo Sergio Moro, que havia rompido com Bolsonaro, deixando a Advocacia-Geral da União (AGU).

Ele ficou no cargo até 2021, quando assumiu novamente a AGU, deixando o posto no segundo semestre do mesmo ano para voltar ao Ministério da Justiça.

No final de 2021, André Mendonça, que contou com o ‘lobby’ de importantes lideranças evangélicas, incluindo a primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), teve a sua indicação ao Supremo aprovada pelo Senado Federal, com 47 votos favoráveis e 32 contrários.

Era um compromisso nosso de mandar para a Suprema Corte uma pessoa que tem Deus no coração - Jair Bolsonaro 

STF condena Bolsonaro por liderar tentativa de golpe de Estado

Em setembro de 2025, o STF esteve novamente no centro dos debates ao julgar o núcleo central da trama que tinha como principal objetivo executar um golpe de Estado após as eleições de 2022.


Entre os nomes, estava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado como o principal líder do grupo. Alexandre de Moraes foi o relator do processo que culminou na condenação do núcleo.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, colocando Moraes, mais uma vez, na posição de algoz do bolsonarismo.
Bolsonaro durante julgamento no STF - Foto: Gustavo Moreno | STF

Eleição pautada sobre o futuro do STF

A eleição presidencial deste ano tem o Supremo Tribunal Federal como um dos principais atores. A crise que estourou nas últimas semanas dá o tom da disputa eleitoral, tendo o futuro da Corte como uma das bandeiras.

O próximo presidente da República terá aproximadamente quatro indicações garantidas para o STF. A primeira dela deveria ter acontecido este ano, com a tentativa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de emplacar Jorge Messias, advogado-geral da União (AGU).

Messias teve seu nome reprovado pelo Senado, sendo o primeiro indicado da história a ser rejeitado pelo Congresso Nacional.

A configuração das próximas décadas do STF terá o perfil do próximo presidente da República.

Record muda a programação e entrega presente para a Globo e SBT com futebol

Coluna discute estratégia de emissora com transmissão de partida

Por Luiz Fábio Almeida
Cleber Machado é o narrador oficial da Record - Foto: Reprodução / Record

A Record tomou uma decisão sobre a sua grade de programação do próximo sábado, 12, que pode custar (e muito) a sua posição no ranking da audiência da TV aberta. Ao escalar o Campeonato Brasileiro masculino para bater de frente com a semifinal do futebol feminino na Globo e contra a maratona de filme do SBT, a emissora da Barra Funda pode estar dando um presente para as rivais.

A transmissão da Record será às 16h30 e fará com que um jogo de futebol feminino dispute a preferência direta do telespectador contra uma partida masculina de clubes. O que pesa contra a estratégia da Record é o jogo escolhido, Chapecoense e Internacional, que não tem um grande apelo do público.

A Globo entra na disputa com um clássico de massas entre duas das maiores torcidas do país, Flamengo e São Paulo, disputando uma vaga na grande final do Brasileirão Feminino em mata-mata eliminatório, sob a narração de Renata Silveira. É o ápice da temporada.

Enquanto isso, a Record contra-ataca com a partida protocolar válida pela 27ª rodada do torneio masculino, narrada por Cléber Machado. Com isso, o canal corre o sério risco de ver o futebol feminino da Globo não apenas liderar com folga, mas consolidar uma vitória sobre a modalidade masculina no Ibope.

Para a líder de audiência, o movimento funciona como um teste de ouro que fortalece a relevância comercial e editorial da modalidade, especialmente de olho na Copa do Mundo Feminina que o Brasil sediará no próximo ano, evento para o qual a emissora já projeta uma cobertura recorde com 56 partidas ao vivo na TV aberta.

SBT pode ser beneficiado pela Record

Se a Globo comemora o embate esportivo, quem também sorri nos bastidores da Anhanguera é o SBT. A emissora da família Abravanel vem fortalecendo o Sessão +SBT Show, comandado por Gaby Cabrini e Gabriel Cartolano, que agora ganha ainda mais espaço e musculatura com quase quatro horas de duração (3h45) na faixa vespertina.

Em estratégia de contraprogramação, quando duas das três maiores redes abrem a tela para o futebol ao mesmo tempo, cria-se uma dispersão imediata de público. O telespectador que busca o entretenimento clássico é empurrado para o SBT. Agora é esperar para ver como será esse sábado de "guerra".

Google é notificado para remover vídeos de IA com informações falsas

Medida foi tomada a partir de análise do programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde

Por Edvaldo Sales
Medida foi tomada a partir de análise do programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde - Foto: AFP

O YouTube, que pertence ao Google, foi notificado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para que remova ou alerte os usuários sobre uma série de vídeos que utilizam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde e disseminar informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica.

A medida foi tomada a partir de análise do programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, sobre 97 perfis com esse tipo de conteúdo entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026.

As informações também foram encaminhadas à Polícia Federal (PF) e ao Conselho Federal de Medicina. A notificação foi elaborada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD).

A atuação faz parte de uma força-tarefa interministerial, em articulação com a AGU e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Por meio do Saúde com Ciência, o Ministério acompanha as redes sociais, realiza checagens de informações e encaminha denúncias aos órgãos competentes, de acordo com a natureza e a gravidade de cada caso.

O Ministério da Saúde disse que os conteúdos usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, atribuem qualificações profissionais fictícias e recorrem a linguagem alarmista para conferir credibilidade às informações.

Perfis direcionados a idosos

Parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e, em alguns casos, utiliza a aparente autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos.

Entre os riscos apontados estão a automedicação, o uso de terapias sem eficácia comprovada, o atraso na busca por atendimento profissional e a interrupção ou substituição de tratamentos.

Prazo de 72 horas

Na notificação enviada na última sexta-feira, 4, a AGU solicitou ao YouTube, no prazo de 72 horas, a indisponibilização dos conteúdos especificamente identificados pelo Ministério da Saúde ou, conforme o caso, a adoção de medidas de rotulagem e contextualização que deixem clara a natureza artificial dos personagens.

Além disso, a plataforma deverá avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde à luz de suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de adotar medidas para prevenir a disseminação desse tipo de material.

A iniciativa busca combater o uso de personagens artificiais que simulam autoridade médica para dar credibilidade a informações e promessas terapêuticas potencialmente prejudiciais.

Telegram

A AGU já notificou o Telegram após o Ministério da Saúde identificar 18 grupos e canais na plataforma que comercializavam ilegalmente comprovantes e passaportes vacinais falsificados.

O aplicativo removeu os grupos e canais denunciados e também excluiu a conta de um usuário identificado na apuração. As evidências foram encaminhadas à Polícia Federal.

Os responsáveis pelos grupos ofereciam documentos falsificados e anunciavam a possibilidade de inserir registros adulterados nos sistemas oficiais de informação do SUS.

O relatório do Ministério da Saúde apontou que a comercialização de documentos falsos compromete a integridade da política nacional de imunização e dos sistemas públicos de informação em saúde.

Além disso, a circulação de pessoas não vacinadas com documentos fraudulentos prejudica as estratégias de vigilância, bloqueio e controle de doenças imunopreveníveis.

A prática pode gerar uma falsa percepção sobre a cobertura vacinal e mascarar a existência de bolsões de baixa vacinação, dificultando a identificação de populações mais vulneráveis.

Responsabilidade das plataformas e termos de uso

As notificações extrajudiciais reforçam o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas diante de conteúdos ilícitos publicados por terceiros.

Os parâmetros do STF foram incorporados pelo Decreto 12.975/2026 aos deveres específicos dos provedores de aplicações de internet relativos a conteúdos criminosos ou ilícitos.

A AGU também apontou que os grupos identificados pelo Ministério da Saúde violavam os próprios termos de uso das plataformas, que proíbem o compartilhamento de conteúdo ilegal e estabelecem medidas como a remoção e o banimento de contas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o enfrentamento à desinformação é parte da proteção da população e da promoção do acesso a informações confiáveis sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.

A orientação é que a população fique atenta, busque informações sobre saúde em fontes oficiais e confiáveis e denuncie conteúdos que possam colocar outras pessoas em risco.

Ex-funcionários da Casas Bahia queimam uniformes em protesto após demitido

Manifestantes cobram direitos trabalhistas e denunciam falta de pagamentos

Por Iarla Queiroz
Ex-funcionários da Casas Bahia queimaram uniformes - Foto: Luan Julião | Ag. A TARDE

Ex-funcionários do Grupo Casas Bahia e representantes do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro realizaram um protesto, na tarde da última terça-feira, 8, em frente a uma unidade da empresa em Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro.

Durante o ato, os manifestantes queimaram uniformes da rede e cobraram o pagamento de direitos trabalhistas que, segundo o sindicato, ainda não foram quitados após as demissões realizadas pela empresa.

De acordo com a entidade, cerca de 1.900 trabalhadores foram desligados em todo o país durante agosto e continuam sem receber os valores devidos. O sindicato afirma ainda que alguns ex-funcionários estão recorrendo a “vaquinhas” para conseguir arcar com as despesas.

Novos atos devem ser realizados em outras unidades da Casas Bahia. O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, publicou registros da manifestação nas redes sociais.

Demissões ocorreram antes da recuperação judicial

O protesto ocorre após uma série de demissões promovidas pelo Grupo Casas Bahia. Entre os dias 13 e 17 de agosto, aproximadamente 3 mil funcionários foram desligados, enquanto quase 300 lojas foram fechadas.

Poucos dias depois, a empresa protocolou um pedido de recuperação judicial, com dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões.

A Justiça determinou a suspensão das demissões e considerou as dispensas ilegais. Posteriormente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a decisão e determinou a reintegração provisória dos trabalhadores.

A determinação também prevê a retomada de benefícios, entre eles os planos de saúde. Mesmo com a decisão, o Grupo Casas Bahia continua recorrendo contra a liminar.

Segundo Márcio Ayer, os protestos devem continuar em outras lojas da empresa até que os trabalhadores recebam os valores considerados devidos.

“Não vamos parar, continuaremos com atos em outras lojas, brigando e denunciando até que o último trabalhador receba seus direitos.”

Sindicato denuncia demissões irregulares

Além dos pagamentos pendentes, o sindicato também questiona a forma como parte dos desligamentos foi realizada.

Segundo Ayer, entre os trabalhadores demitidos estão pessoas que teriam estabilidade no emprego, como grávidas e jovens aprendizes. Também existem relatos de funcionários que receberam a demissão enquanto estavam de férias.

O presidente da entidade ainda afirma que trabalhadores com longos períodos de vínculo com a empresa foram dispensados por WhatsApp.

“Há casos de funcionários com 15, 20 e até 30 anos na empresa, demitidos pelo WhatsApp, sem receber seus direitos.”

A suspensão das demissões foi determinada pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal.

Conforme a decisão, os desligamentos ocorreram sem a participação do sindicato da categoria, procedimento considerado necessário pela legislação.

Na semana passada, o TST rejeitou um recurso apresentado pelo Grupo Casas Bahia e manteve a suspensão das demissões. A empresa, porém, continua tentando derrubar a liminar judicialmente.

Trabalhadora teria sido cobrada por parcela

O sindicato também recebeu uma denúncia envolvendo uma trabalhadora que foi demitida pela empresa.

Segundo a entidade, ela teria sido cobrada pelo pagamento de uma parcela referente a uma compra que era descontada diretamente de seu salário.

O sindicato questiona a cobrança diante da situação dos direitos trabalhistas da funcionária e afirma que, enquanto a empresa não teria realizado os pagamentos devidos após a demissão, a trabalhadora estaria sendo cobrada pela prestação da compra.

De acordo com a entidade, os atos de protesto devem continuar em outras unidades da rede até que os trabalhadores recebam os valores a que têm direito.

Coca-Cola fecha fábricas e muda produção global: entenda o impacto

Saiba por que a multinacional fechou unidades fabris e alterou a fabricação de bebida

Por Jair Mendonça Jr
Plano industrial inclui o fechamento de plantas operadas por subsidiárias - Foto: Reprodução internet

A The Coca-Cola Company confirmou o encerramento de operações em unidades fabris nos Estados Unidos e a reestruturação de linhas de produção de bebidas não gaseificadas.

O plano industrial inclui o fechamento de plantas operadas por subsidiárias e a transferência de fabricação para parceiros terceirizados.

As mudanças afetam unidades em regiões específicas do mercado norte-americano, como a fábrica de American Canyon, na Califórnia, e a planta de Northampton, em Massachusetts.

O cronograma de encerramento das atividades produtivas ocorre de forma escalonada entre 2025 e o final de 2026.

Além do fechamento de fábricas, a companhia descontinuou linhas específicas de produtos, a exemplo do segmento de concentrados congelados da marca Minute Maid nos mercados dos Estados Unidos e do Canadá.

Impacto na cadeia logística e terceirização

A estratégia corporativa visa a otimização de custos operacionais e a redistribuição da capacidade produtiva para centros logísticos de maior eficiência. Com a medida, a fabricação de marcas do portfólio de chás, isotônicos e sucos passa a ser absorvida por engarrafadores parceiros e redes terceirizadas.

Segundo a corporação, a decisão integra um programa de revisão de portfólio e eficiência industrial, sem relação com o desempenho financeiro global da companhia.

Operações no Brasil

As alterações industriais restringem-se aos mercados onde os processos de reestruturação foram anunciados.

A operação do Sistema Coca-Cola no Brasil mantém o cronograma regular de produção e distribuição, com atuação conjunta dos fabricantes locais licenciados.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Mega-Sena acumula; prêmio vai a R$ 70 mi

Quina teve 78 apostas ganhadoras, enquanto 5.268 acertaram a quadra no concurso 3055

Fábio Bouéri


Seis dezenas sorteadas na Mega-Sena desta terça-feira, 8 | Foto: Reprodução/YouTube

A Mega-Sena acumulou novamente. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3055, sorteado nesta terça-feira, 8, no Espaço da Sorte, em São Paulo. 

Conforme apuração da Caixa Econômica Federal, os números foram: 01, 11, 36, 43, 48 e 49.

Com isso, o prêmio principal acumula para o próximo concurso e fica estimado em R$ 70 milhões. O valor exato será confirmado pela Caixa de acordo com a arrecadação e as regras de premiação.

Mega-Sena: confira quina e quadra

Apesar de ninguém acertar as seis dezenas, houve ganhadores nas demais faixas. 78 apostas acertaram cinco números. Cada uma vai receber R$ 30.145,38. Na quadra, com quatro acertos, 5.268 apostas foram premiadas. Cada uma tem direito a R$ 735,73.

No concurso anterior, realizado no domingo (6), também não houve vencedor da faixa principal. Na ocasião, 78 apostas fizeram a quina e receberam R$ 30.145,38, enquanto 5.268 apostas acertaram a quadra e levaram R$ 735,73. A aposta simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6. A chance de acertar as seis dezenas é de uma em 50.063.860.

Primeiro turno em SP aponta Tarcísio com 42%; Haddad tem 27%

Marina Silva e Guilherme Derrite marcam 14% cada um para o Senado; Simone Tebet aparece com 12%

Fábio Bouéri


Tarcísio de Freitas, que concorre à reeleição ao governo de São Paulo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira, 8, mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 42% das intenções de voto para o governo de São Paulo no primeiro turno. O ex-ministro Fernando Haddad (PT) aparece em segundo, com 27%.

Os demais candidatos registram 1% cada um: Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Carlos Machado (PCB). Vivian Mendes (UP) não pontuou. Brancos e nulos somam 13%, enquanto 14% dos entrevistados estão indecisos.

Tarcísio mostra crescimento

Em relação ao levantamento anterior, realizado em 25 de agosto, Tarcísio oscilou de 40% para 42%, enquanto Haddad manteve os 27%. Em um eventual segundo turno, Tarcísio aparece com 48% e Haddad, com 31%. Brancos e nulos somam 11% e os indecisos, 10%.

Na disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado, Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite (PP) aparecem com 14% cada um, enquanto Simone Tebet (PSB) registra 12%. Pela margem de erro de 2 pontos porcentuais, os três estão em empate técnico.

André do Prado (PL) tem 7%; Salles (Novo), 3%; e Geraldo Rufino (Podemos), Soninha Francine (Cidadania), Maíra de Souza (UP), Eliana Ferreira (PSTU) e Guto Schiavetto (Missão) aparecem com 1% cada um. Márcio Alves (UP), William Teixeira (Agir), Weller Gonçalves (PSTU), Ednelson Cesaretti (PCO) e Petter Maahs (PCB) não pontuaram.

Brancos e nulos somam 19% e os indecisos, 26%. Como São Paulo elegerá dois senadores em 2026, cada eleitor poderá escolher dois nomes. A Quaest ouviu presencialmente 1,8 mil eleitores de São Paulo entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-00959/2026.

TRE-PR aprova registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado

Ex-procurador recebeu 4 votos favoráveis e 3 contrários

Mateus Conte


O ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol | Foto: Reprodução/Revista Oeste

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. O presidente da Corte, Luciano Carrasco Falavinha Souza, desempatou o julgamento nesta terça-feira, 8, depois de cerca de sete horas de sessão.

O Ministério Público Eleitoral também havia se manifestado pela rejeição do pedido contra Dallagnol. A decisão rejeitou um pedido de impugnação apresentado pela coligação integrada por PT e PDT na disputa pelo governo paranaense. Segundo a Folha de S.Paulo, os partidos devem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Deltan Dallagnol foi procurador da Lava Jato | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

TRE considera situação de Dallagnol em 2026

Segundo a relatora, juíza Vanessa Jamus Marchi, os procedimentos sobre supostas infrações cometidas por Dallagnol quando era procurador da República não resultaram em sanções capazes de sustentar sua inelegibilidade.

Em 2023, o TSE indeferiu o registro da candidatura de Dallagnol a deputado federal nas eleições de 2022. A Corte considerou o pedido de exoneração do Ministério Público Federal, feito em 2021, uma tentativa de evitar possíveis processos administrativos disciplinares. Com a decisão, Dallagnol perdeu o mandato de deputado federal.

Vanessa afirmou que a decisão do TSE de 2023 continua válida, mas considerou que a situação de Dallagnol mudou desde então, porque os procedimentos analisados naquela ocasião não resultaram em novos processos disciplinares ou sanções. “A situação se alterou e não se verifica inelegibilidade”, disse.

Os juízes Everton Jonir Fagundes Menengola, Fernando Antonio Prazeres e Nicole Trauczynski votaram contra o registro. Além da relatora e do presidente do TRE-PR, Gisele Lemke e Osvaldo Canela Júnior votaram a favor.

Ao fim do julgamento, Falavinha Souza também aplicou multa de R$ 100 mil a Dallagnol por litigância de má-fé. A medida ocorreu porque a defesa anexou ao processo documentos que continham dados fiscais e bancários sigilosos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Segundo o magistrado, as informações eram “completamente desnecessárias” para a análise do caso.

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