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quinta-feira, 14 de maio de 2026

STF preserva penduricalho e salários de procuradores chegam a R$ 163 mil em SP

Abono permanência ficou fora da trava criada pelo Supremo e custou R$ 31,5 milhões em apenas um mês

Victória Batalha

Dados do Portal da Transparência mostram que 908 dos 942 procuradores paulistas receberam o benefício no período | Foto: Luiz Silveira/STF

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve o chamado “abono permanência” fora do limite dos penduricalhos elevou os salários de procuradores do Estado de São Paulo para até R$ 163 mil em março.

Dados do Portal da Transparência mostram que 908 dos 942 procuradores paulistas receberam o benefício no período. O pagamento custou R$ 31,5 milhões aos cofres estaduais em apenas um mês.

O abono permanência é pago a servidores que já poderiam se aposentar, mas optam por continuar na ativa. O benefício funciona como devolução da contribuição previdenciária do funcionário público.

Fachada da sede da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo | Foto: Divulgação/PGE-SP

Decisão do STF deixou benefício fora da trava

Em março, o STF decidiu limitar parte dos penduricalhos pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. A Corte extinguiu 15 benefícios, manteve oito verbas indenizatórias e determinou que os pagamentos extras não ultrapassem 70% do subsídio do servidor.

Os adicionais ficaram divididos em dois grupos. O primeiro reúne benefícios ligados ao tempo de carreira, como anuênios. O segundo inclui diárias, gratificações, férias indenizadas e pagamentos por acúmulo de funções. Cada grupo ficou limitado a 35% do salário bruto.

O abono permanência, porém, acabou excluído da trava definida pelo Supremo. Como o benefício possui natureza previdenciária, ele não entra no limite de 70% estabelecido pelos ministros.

Na prática, isso permitiu que os contracheques continuassem acima do teto constitucional.

Mais da metade recebeu acima do teto

Em março, 591 procuradores paulistas receberam valores superiores ao teto do funcionalismo, equivalente ao salário dos ministros do STF, hoje fixado em R$ 46,3 mil.

A procuradora-geral do Estado, Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado, recebeu R$ 94,5 mil no período. A Procuradoria-Geral do Estado afirmou que os pagamentos seguiram o ordenamento jurídico e declarou que os valores possuem natureza eventual e indenizatória.

Produtora nega haver dinheiro do Master em filme sobre Bolsonaro

Empresa de entretenimento dos EUA afirma que documentário foi financiado apenas com recursos privados

Fábio Bouéri

Cartaz do filme “Dark House”, com o ator Jim Caviezel, da produtora norte-americana Goup Entertainment | Foto: Divulgação/Goup

A Goup Entertainment , produtora cinematográfica sediada em Los Angeles, divulgou nesta quarta-feira, 13, uma nota oficial. O documento nega qualquer participação financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A manifestação foi reproduzida no perfil do jornalista Paulo Figueiredo na rede social X, em meio à repercussão de mensagens e áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro sobre possíveis tratativas relacionadas ao longa-metragem.

Produtora destaca regras nos EUA

Na nota, a produtora afirma que a legislação norte-americana, aplicada a operações privadas de captação no setor audiovisual, impede a divulgação da identidade de investidores protegidos por acordos de confidencialidade, conhecidos como Non-Disclosure Agreements (NDAs). Segundo a empresa, trata-se de uma exigência contratual e regulatória comum em projetos estruturados sob modelo privado de investimento.

Apesar disso, a Goup declarou “categoricamente” que nenhum recurso ligado a Daniel Vorcaro, ao Banco Master ou a empresas sob controle do banqueiro integra o financiamento do filme. A empresa afirmou ainda que o projeto foi estruturado exclusivamente por meio de mecanismos privados de mercado, sem utilização de dinheiro público.

A produtora acrescentou que conversas, apresentações de projetos ou negociações com empresários não significam necessariamente investimento efetivado ou participação societária. A nota sustenta que tentativas de vincular o documentário a suspeitas que envolvem o Banco Master seriam “especulações infundadas” sem comprovação documental, financeira ou contratual.

O caso ganhou repercussão depois da divulgação de conversas que envolvem Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre a busca de recursos para o documentário. O senador confirmou ter procurado empresários em busca de apoio privado para o projeto, mas negou qualquer irregularidade, favorecimento ou uso de recursos públicos.

A Goup Entertainment vem sendo apresentada como responsável pela produção e pelo desenvolvimento internacional do filme Dark Horse, tratado por aliados de Bolsonaro como uma obra destinada a retratar a ascensão política do ex-presidente. O projeto tem sido descrito como uma produção cinematográfica de perfil internacional, voltada ao mercado de streaming e distribuição global.

A repercussão do caso aumentou depois de adversários políticos passarem a cobrar investigações sobre a relação entre integrantes do PL e o Banco Master. Aliados de Flávio Bolsonaro, por outro lado, afirmam que há tentativa de transformar negociações privadas de financiamento audiovisual em escândalo político em meio à disputa presidencial deste ano.

Bolsonaro orienta Flávio a seguir com pré-campanha à Presidência

Ex-presidente quer que o filho enfrente crise provocada pelos diálogos do senador com Daniel Vorcaro

Edilson Salgueiro

O senador Flávio Bolsonaro concede entrevista coletiva em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde falou do estado de saúde do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro – 13/3/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com Jair Bolsonaro na tarde desta quarta-feira, 13, cerca de 30 minutos depois da divulgação da reportagem que revelou negociações entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente.

Segundo relatos obtidos por Oeste, o encontro ocorreu por volta das 14h30. Bolsonaro já tinha conhecimento do conteúdo publicado e orientou o filho a sustentar publicamente sua versão dos fatos e a evitar qualquer sinal de recuo político diante da repercussão.

A avaliação no entorno do ex-presidente era que a resposta precisava ser imediata. Depois da conversa com Bolsonaro, Flávio passou a discutir com aliados a divulgação de uma nota oficial e de um vídeo nas redes sociais para explicar os diálogos com o ex-banqueiro. “Apenas fale a verdade”, disse o ex-presidente ao senador.

Interlocutores ligados ao núcleo bolsonarista afirmam que nada mudou depois da divulgação do caso. Por ora, não existe a possibilidade de o senador abandonar o projeto presidencial para 2026.

A conversa de Flávio com Vorcaro

A reunião ocorreu depois de o site The Intercept BR publicar mensagens e áudios atribuídos a Flávio. O material mostra que o senador negociou com Vorcaro um aporte milionário para o filme Dark Horse, projeto cinematográfico sobre Bolsonaro.

Segundo a reportagem, o valor discutido chegaria a cerca de US$ 25 milhões — ou R$ 135 milhões, na cotação atual. Em um dos trechos divulgados, Flávio afirma ao banqueiro: “Estou e estarei contigo sempre”.

Depois da repercussão, o senador confirmou a existência das conversas com Vorcaro, mas negou irregularidades. Disse que o caso envolvia patrocínio privado para uma produção audiovisual e afirmou que não houve uso de recursos públicos nem contrapartida política.

Nos bastidores, aliados do ex-presidente passaram a atuar para impedir que o episódio provocasse desgaste na pré-campanha. Havia receio de impactos sobre a disputa presidencial de 2026 e sobre a interlocução do bolsonarismo com setores do mercado financeiro.

Vorcaro foi preso em março deste ano sob suspeita de corrupção e pagamento de propina a ex-diretores do Banco Central. As investigações apontam fraudes bilionárias que envolvem carteiras de crédito do Banco Master.

Mesmo depois da divulgação da reportagem, Bolsonaro decidiu manter apoio integral ao filho. “Vai para cima”, disse o ex-presidente ao senador.

Caiado cobra explicações de Flávio, mas diz que foco da direita deve ser 'derrotar Lula'

Ex-governador afirma que áudios trocados com Vorcaro precisam ser esclarecidos, porém defende manutenção da unidade da oposição

Luana Viana

Ex-governador afirmou ter uma trajetória de “40 anos de vida pública” sem questionamentos morais | Foto: Reprodução/Instagram/@ronaldocaiado

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), saiu em defesa da unidade da centro-direita depois da divulgação de áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 13, o pré-candidato à Presidência afirmou que Flávio precisa esclarecer o conteúdo das gravações, mas alertou para o risco de divisão no campo conservador às vésperas da disputa de 2026.

“Falhas de ordem pessoal devam ser tratadas por cada um que venha amanhã a ser denunciado”, afirmou Caiado. “Mas o objetivo principal é não mudar o foco. O foco é derrotar o Lula.”

O ex-governador afirmou ter uma trajetória de “40 anos de vida pública” sem questionamentos morais e disse não agir de forma “oportunista”. Segundo ele, a prioridade da oposição deve ser manter a unidade da centro-direita para enfrentar o PT nas eleições presidenciais.

Flávio Bolsonaro afirma que transações foram lícitas

A reação ocorre depois a divulgação de reportagem do site The Intercept Brasil segundo a qual Flávio Bolsonaro teria cobrado de Vorcaro o pagamento de parte de um aporte de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o longa-metragem Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, Flávio Bolsonaro divulgou nota em que defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master e negou qualquer irregularidade em sua relação com Vorcaro. “Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos”, afirmou.

O senador fluminense sustentou que o contato com o banqueiro ocorreu exclusivamente para buscar patrocínio privado ao filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou.

Segundo o parlamentar, ele conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, de acordo com sua versão, “não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”. O senador afirmou ainda que retomou o contato após atrasos no pagamento das parcelas do patrocínio para a conclusão do longa-metragem.

O senador, por fim, comparou a sua relação com Vorcaro aos vínculos do ex-banqueiro com integrantes do governo petista. “Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já”, afirmou.

Pai de Daniel Vorcaro é preso

Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado 'A turma'

Yasmin Alencar

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Investigações sobre fraudes financeiras resultaram na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira, 14, em Belo Horizonte. A detenção foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado “A turma”.

De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Henrique Vorcaro, que exerceu a presidência da Multipar, é suspeito de envolvimento em transações que somaram R$ 1 bilhão no período de 2020 a 2025. As movimentações financeiras teriam sido realizadas para ocultar ativos e dificultar o rastreamento do patrimônio.

Detalhes das movimentações suspeitas de Henrique Vorcaro

O Coaf detalhou que a Multipar concentrou operações de mais de R$ 1 bilhão exclusivamente entre contas relacionadas ao ex-dono do Banco Master. Desde o início da apuração, a participação do pai de Daniel Vorcaro nas irregularidades já era alvo de suspeitas, com indícios que apontavam para tentativas de esconder bens.

#SanatórioGeral: Janja Rousseff

Redação Oeste

Janja da Silva, em cerimônia do 'Dia da Memória da Covid' - 11/05/2026 | Foto: Reprodução/YouTube

“Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância!” (Janja, ao comentar os vídeos publicados nas redes sociais em que militantes da direita fingem beber detergentes Ypê depois da suspensão de produtos da marca, confirmando a suspeita de que anda convivendo muito com Dilma Rousseff.)

PT, PCdoB e Psol querem CPI e levam caso de Flávio Bolsonaro à PF

Também no campo judicial, as siglas pediram à Receita Federal informações sobre a origem dos R$ 61 milhões mencionados

Yasmin Alencar

O senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Integrantes da federação formada por PT, PCdoB e Psol intensificaram ações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, depois da publicação de reportagem pelo Intercept Brasil nesta quarta-feira, 13. O site apontou que Flávio teria negociado com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para obter recursos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a eleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

O Intercept Brasil afirma possuir documentos que comprovam as movimentações financeiras, mas não divulgou os comprovantes nem especificou como chegou aos montantes mencionados. Segundo o portal, as transferências teriam sido intermediadas pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, Estados Unidos. O advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, é citado como um dos agentes do fundo. A Entre Investimentos é controlada por Antonio Carlos Freixo Júnior, também à frente da revista IstoÉ.

No âmbito político, deputados solicitaram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a criação de uma CPI para apurar irregularidades no Banco Master. Paralelamente, senadores das legendas planejam levar o caso ao Conselho de Ética do Senado. Já no campo judicial, as siglas pediram à Receita Federal informações sobre a origem dos R$ 61 milhões mencionados e apresentaram representação à Polícia Federal, requerendo inclusive quebra de sigilo e busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro.

Respostas de Flávio Bolsonaro e expectativa de novos posicionamentos

Por meio de nota, Flávio Bolsonaro confirmou ter solicitado o patrocínio de Vorcaro, mas negou qualquer oferta de benefício político e não detalhou valores.

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master”, disse Flávio. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já.”

Nikolas pede CPMI sobre o Master e defende Flávio

Deputado federal questiona blindagem a escândalos do governo federal

Erich Mafra

O deputado Nikolas Ferreira durante discurso em seu canal oficial no Youtube | Foto: Reprodução/Youtube/ Canal Nikolas Ferreira

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira, 13. O parlamentar usou as redes sociais para cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master. Ferreira reagiu ao vazamento de conversas entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

Nikolas criticou a diferença de tratamento entre aliados da oposição e membros da gestão petista. Ele citou o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e contratos de ministros com o Banco Master como exemplos de fatos que não geram a mesma indignação na imprensa. Para o deputado, apenas uma comissão parlamentar pode esclarecer os negócios de Vorcaro.

Patrocínio sob suspeita

​O caso envolve o pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro. O dinheiro financiaria um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. Segundo o portal The Intercept, o empresário teria repassado R$ 60 milhões para um fundo nos Estados Unidos antes de ser preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

Mensagens mostram quando o senador cobra parcelas atrasadas, em setembro de 2025. Flávio demonstrou preocupação com o cronograma da produção e com a equipe norte-americana do projeto. O ex-banqueiro acabou detido logo depois de o senador enviar mensagens em que chama o empresário de “irmão”, no final do ano passado.

Versão da defesa

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade no contato com o dono do Banco Master. O senador afirmou em nota que buscou apenas patrocínio privado para uma obra sobre seu pai. Ele ressaltou que o projeto não utiliza dinheiro da Lei Rouanet nem verbas públicas.

​O parlamentar também nega ter oferecido vantagens políticas ou intermediado negócios do governo para favorecer Daniel Vorcaro. O senador sustenta que a relação foi estritamente comercial para a realização do documentário.

Nova fase da Compliance Zero mira agentes da Polícia Federal

Um investigador foi preso, e dois policias federais aposentados e uma delegada foram alvo de busca e apreensão; eles vazariam informações para o Master

Loriane Comeli

Um investigador e uma delegada da Polícia Federal são alvos da 6ª fase da Compliance Zero | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 14, resultou na prisão de um agente da Polícia Federal em atividade e no afastamento de uma delegada, ambos suspeitos de colaborar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Também foi preso Henrique Vorcaro, pai do banqueiro.

Além disso, outros dois agentes da corporação já aposentados foram alvos de busca e apreensão. A ordem foi concedida pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

Esquema de acesso a informações privilegiadas

De acordo com as investigações, os quatro agentes teriam sido contratados por Vorcaro e acessavam informações do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e de órgãos internacionais, como o FBI e a Interpol, com o objetivo de monitorar adversários e interferir nas apurações sobre o caso Master.

Registros obtidos pela Polícia Federal indicam que Vorcaro recebia informações privilegiadas sobre diligências em andamento, chegando a fazer anotações detalhadas sobre autoridades e procedimentos sob investigação.

Caso Master e “A Turma”

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como o coordenador operacional do grupo chamado “A Turma”, utilizava credenciais funcionais de terceiros para acessar sistemas restritos e obter dados protegidos por sigilo institucional, segundo a apuração. Sicário se suicidou depois de ser preso, segundo apuração da PF.

Luiz Phillipi Mourão, Sicário de Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Polícia Civil-MG

Na decisão, Mendonça escreveu: “A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”.

Dark Horse: Vorcaro também teria financiado filmes de Lula e Temer

Pessoas próximas a Vorcaro relataram que o banqueiro também financiou as biografias

Por Leo Almeida
Lula e Michel Temer - Foto: Beto Barata | PR

O banqueiro dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também teria financiado filmes biográficos do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do atual chefe de Estado do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo informações da coluna Lauro Jardim, do “O Globo”, pessoas próximas a Vorcaro relataram que o banqueiro realizou as injeções de recursos nas “hagiografias”.

O filme de Temer, chamado de “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos" estreia no próximo mês e é dirigido por Bruno Barreto. O ex-assessor do emedebista e produtor do documentário, Elsinho Mouco, nega que tenha recebido dinheiro de Vorcaro.

O ex-presidente, que é advogado constitucionalista, já prestou serviços ao Banco Master e recebeu R$ 10 milhões da instituição financeira no ano passado. O escritório de Temer foi contratado para tentar viabilizar uma transação entre o Master e o BRB.

“Não recebi dinheiro, recebi honorários, sou advogado [...] Há mais de quatro meses, eu fiz um Roda Viva e me perguntaram, eu disse: ‘Eu fui contratado, eu saí da vida pública e tinha que sobreviver, e sobrevivo com a minha profissão, que é advogado”, afirmou Temer em entrevista à CNN em abril.

Lula também nega

O documentário sobre Lula, que tem o mesmo nome do presidente, foi ao ar em 2024, sendo dirigido pelo estadunidense Oliver Stone. No entanto, a Secretaria de Comunicação do governo federal negou veementemente qualquer pedido, nem do presidente e nem do governo, para o financiamento do Dark Horse e Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro se comprometeu com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em novembro de 2025, a repassar um total de US$24 milhões (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, pelo menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro divulgou nota e admitiu ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No comunicado, o senador nega irregularidades e justifica que o que aconteceu foi "um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai". Ele também voltou a defender a instalação da CPI do Master.

Baianos terão feriadão de 4 dias em junho antes do São João

Este será o quinto feriado prolongado do ano de 2026

Por Yuri Abreu
Salvador terá feriadão de quatro dias em junho - Foto: Denisse Salazar/ Ag. A TARDE

Os baianos vão ganhar, em breve, mais um feriado prolongado para descansar, no início de junho, antes do São João. Esse será o quinto feriadão do ano, após o Réveillon, o Carnaval, a Semana Santa e o Dia do Trabalho.

Em Salvador, a prefeitura publicou um decreto em que suspende o expediente no dia 5 de junho (sexta-feira), um dia após o feriado de Corpus Christi (4 de junho).Tudo sobre Bahia em 

Combinados com o sábado e domingo (6 e 7 de junho), eles formam um bloco de quatro dias seguidos sem expediente — pelo menos para quem é servidor público federal ou do município.

Segundo o documento, publicado no Diário Oficial do Município (DOM) de terça-feira, 12, a ressalva fica apenas para serviços cuja prestação não admita interrupções — saúde e transporte são exemplos.

E como fica os servidores estaduais?

A tendência é que o governo da Bahia também siga o mesmo caminho e suspenda o expediente para os servidores estaduais.
Compensação

O cumprimento desse ponto facultativo, de acordo com a Prefeitura de Salvador, ocorrerá por compensação mediante acréscimo de uma hora na jornada mensal de trabalho no dia útil antes e/ou após o dia 5 de junho.

Quem vai folgar?

Para os servidores públicos — federais e do Município de Salvador, a folga de quatro dias está garantida.

No entanto, para os que trabalham no setor privado, essa garantia, na capital baiana, não existe — a decisão pela extensão do período de descanso vai de acordo com cada empresa.

No caso de 2026, apenas o dia de Corpus Christi (na quinta-feira), é considerado feriado municipal. A sexta-feira, 5 de junho, é considerado dia útil.

E as outras folgas?

Depois de junho, o calendário ainda reserva outras pausas no segundo semestre.

Entre os feriados nacionais confirmados estão:

7 de setembro (segunda-feira)
12 de outubro (segunda-feira)
2 de novembro (segunda-feira)
15 de novembro (domingo)
20 de novembro (sexta-feira)
25 de dezembro (sexta-feira)
quarta-feira, 13 de maio de 2026

Mega-Sena acumula e próximo prêmio vai a R$ 60 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3007 sorteado nesta terça-feira, 12

Fábio Bouéri

Concurso 3007 da Mega-Sena: dezenas sorteadas | Foto: Reprodução/YouTube

A Caixa Econômica Federal realizou na noite desta terça-feira, 12, o sorteio do concurso 3007 da Mega-Sena. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas e o prêmio principal acumulou para o próximo concurso. Os números sorteados foram: 17, 19, 27, 32, 38 e 44.

Com o resultado, o prêmio estimado para o próximo sorteio, previsto para quinta-feira 14, subiu para R$ 60 milhões. Segundo a Caixa, 89 apostas acertaram cinco dezenas. Cada uma receberá R$ 23.778,68. Outras 5.035 apostas fizeram a quadra e terão prêmio individual de R$ 692,83.

Mega-Sena terá suspensão temporária

O sorteio foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais das Loterias Caixa. A Mega-Sena é a principal loteria do país e realiza sorteios três vezes por semana, às terças, quintas-feiras e sábados. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

A Caixa também informou que os sorteios da Mega-Sena serão suspensos temporariamente nas próximas semanas para preparação do concurso especial de 30 anos da loteria. A paralisação ocorrerá por ajustes operacionais e ações comemorativas ligadas à edição especial, que deve contar com premiação ampliada e campanhas promocionais.

Fux segue Nunes Marques e Mendonça para absolver 20 réus do 8 de janeiro

Placar já formado em análises é de 7 a 3 para condenação

Davi Vittorazzi

Fux proferiu voto no plenário virtual | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou a divergência dos ministros André Mendonça e Nunes Marques para absolver 20 réus que estão sendo julgados pelos atos do 8 de janeiro de 2023.

Apesar do voto divergente, o plenário da Corte já tem maioria, de 7 a 3, para condenar as 20 pessoas que estão sendo julgadas.

No voto, os ministros André Mendonça e Nunes Marques reconheceram que o STF não seria o foro competente para julgar os casos. Sustentaram que não houve individualização suficiente da conduta dos réus, além de considerarem que faltam provas para condenação pelos crimes imputados.

O STF está analisando os 20 casos em plenário virtual, que começou no dia 8 e segue até a próxima sexta-feira, 15. Com todos os votos proferidos, agora basta que o tempo definido para o julgamento seja oficialmente encerrado.

Fux acompanhou os ministros sem apresentar voto vogal (uma manifestação escrita).

De outro lado, ministro relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

O plenário do STF começou a julgar as ações no fim do ano passado, mas as análises foram interrompidas por pedido de vista do próprio Fux. O ministro apresentou seu voto apenas nesta terça.

A divergência de Mendonça e Nunes Marques

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça argumentam nos votos que não é possível responsabilizar criminalmente todos os participantes de forma coletiva, sem individualizar a conduta nem comprovar dolo específico.

Eles afirmaram que os processos deveriam tramitar na Justiça Federal do DF, e não diretamente no STF, porque os réus não têm foro privilegiado.

Para os ministros, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado não devem ser caracterizados nesses casos. Ele entende que os atos do 8 de janeiro não tinham capacidade real de derrubar o governo nem abolir o regime democrático.

Segundo o voto, os manifestantes formavam um grupo “heterogêneo, descoordenado e desorganizado”, sem liderança clara e sem capacidade concreta de promover ruptura institucional.

Trump fala em transformar Venezuela no '51º Estado' dos EUA

Presidente destaca que país sul-americano possui US$ 40 trilhões em petróleo; regime venezuelano rejeita hipótese

Isabela Jordão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera transformar a Venezuela em um “51º Estado” norte-americano, em meio à ampliação da presença de Washington no setor petrolífero do país sul-americano. A declaração ocorre meses depois da captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump disse que o interesse na Venezuela está ligado ao potencial energético do país. “A Venezuela ama Trump”, afirmou o republicano, ao citar estimativas de que o território detenha cerca de US$ 40 trilhões em reservas de petróleo.

Segundo a emissora, integrantes do governo dos EUA vêm se reunindo há meses com executivos de grandes petrolíferas para incentivar investimentos na Venezuela. Empresas como Exxon e Conoco tinham deixado o país havia quase duas décadas, durante a política de nacionalização conduzida pelo ex-ditador Hugo Chávez.

Hugo Chávez e Nicolás Maduro no XVIII Encontro do Foro de São Paulo, em Caracas, Venezuela (6/7/2012) | Foto: Wikimedia Commons

Trump já havia declarado, em janeiro, que os Estados Unidos “administrariam” a Venezuela durante um período de transição política. Na ocasião, Maduro foi levado para Nova York, onde responde a acusações ligadas a narcotráfico e terrorismo apresentadas pelo Departamento de Justiça norte-americano.

De acordo com a Fox News, a atual vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, passou a atuar em coordenação com a Casa Branca durante o período de transição. O governo Trump também afirma que a produção e as exportações de petróleo venezuelano voltaram a crescer sob supervisão dos EUA.

Em abril, os embarques teriam superado 1 milhão de barris por dia, o maior volume desde 2018. Em março, Trump já havia sugerido a possibilidade de anexação em publicação na rede Truth Social. “Coisas boas estão acontecendo na Venezuela ultimamente! Será que isso tem a ver com estadualidade, nº 51?”, escreveu.

Delcy Rodríguez comenta anexação da Venezuela pelos EUA

A proposta foi rejeitada por Delcy Rodríguez. Questionada sobre a hipótese de a Venezuela se tornar parte dos Estados Unidos, a atual líder venezuelana afirmou que isso “jamais seria considerado”. “Se há algo que nós, venezuelanos, temos, é amor pelo nosso processo de independência, pelos nossos heróis e heroínas da independência”, disse a jornalistas.

Uma eventual anexação dependeria de aprovação do Congresso dos EUA e do consentimento formal da própria Venezuela. O país se soma a outros territórios mencionados recentemente por Trump em declarações sobre expansão territorial norte-americana, entre eles Groenlândia, Canadá, Cuba e Panamá.

Oposição diz que 'fim' da taxa das blusinhas é 'eleitoreiro'

Criado pelo próprio governo em 2024, o tributo foi extinto às vésperas da eleição

Yasmin Alencar
Deputado Sóstenes Cavalcante durante coletiva à imprensa no salão verde da Câmara dos Deputados | Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A revogação da chamada “taxa das blusinhas”, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira 12, gerou forte reação entre parlamentares de oposição, que acusam o governo de agir com interesse eleitoral a menos de cinco meses das eleições. A medida provisória assinada pelo presidente encerra a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas digitais.

O tributo, criado em 2024 com a justificativa do governo de “equilibrar” a concorrência entre o varejo nacional e estrangeiro, atingia principalmente consumidores de sites internacionais. Ao justificar o fim da taxa, o Executivo destacou avanços na regulamentação do setor e o reforço no combate ao contrabando para sustentar a decisão.

Reação da oposição e acusações de motivação eleitoral

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que apenas com Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, “as blusinhas não terão taxas os 4 anos” do mandato.

Para Bia Kicis (PL-DF), a revogação também tem motivação eleitoral. “Depois de ter arrecadado quase R$ 2 bilhões com a ‘taxa das blusinhas’ – que Janja disse que seria pago apenas pelas empresas –, agora Lula, a menos de 5 meses das eleições, decide revogar a cobrança”, afirmou. “Antes, era para o bem do setor varejista. E agora, como fica? Vale tudo para enganar o eleitor às vésperas das eleições.”

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) também criticou a revogação. “Lula retira taxa que ele mesmo Lula tinha enfiado na população”, destacou. ‘Melhor assim. Mas que é tipo ‘o médico e o monstro’… não duvidem. Não tem como dar certo esse governo Lula desgovernado.”

Já Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o ato como “milagre do ano eleitoral”. “Esse cara acaba de revogar a taxa das blusinhas que ele mesmo criou”, enfatizou Nikolas. “É o milagre do ano eleitoral, que fez até ele voltar à igreja também no ano eleitoral. Lembra que no começo a Janja disse que o imposto era só para a empresa, e não para o governo.”

Imposto estadual permanece e justificativas do governo

Apesar da extinção do imposto federal, permanece a incidência do ICMS, estadual, sobre importações — alívio parcial que, convém lembrar, não elimina o peso tributário sobre o consumidor final. O Executivo federal atribui a mudança ao suposto fortalecimento das regras para o setor e à intensificação do combate ao contrabando nos últimos anos, narrativa que, curiosamente, coincide com o calendário eleitoral.

Flávio Bolsonaro relaciona fim da taxa das blusinhas a ano eleitoral

Ao concordar com a decisão do governo, senador afirmou que 'tinha que ter eleição todo mês'

Lucas Cheiddi

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A revogação por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reações no cenário político nesta terça-feira, 12. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou o tempo de duração da cobrança e ironizou a decisão do petista.

Durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio declarou que, se houvesse eleições mensais, o chefe do Executivo tomaria decisões corretas com maior frequência.

“Acho que a gente tinha que ter eleição todo mês, para ele fazer as coisas certas com mais frequência, mas é mais um ano de eleição”, afirmou o conservador ao portal Metrópoles.

“[Lula] Passou vários anos aqui sem combater crime organizado e agora vai passar a combater crime organizado. Passou três anos e meio taxando todo mundo e agora tá ‘destaxando’. Mas eu fico feliz que ele tenha feito a revogação da taxa das blusinhas, como eu anunciei que faria a partir do meu governo.”

Crítica de Flávio à carga tributária nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O senador também aproveitou para defender a ideia de que o governo reduza não só impostos sobre importações, mas também encargos fiscais e burocráticos que incidem sobre a indústria nacional. “E agora, obviamente, tem que ter um jeito de reduzir a carga tributária, o peso do Estado sobre os produtores nacionais”, entende Flávio.

“Falta completar essa parte. E aí, nós vamos ver se realmente Lula quer fazer a coisa certa ou quer só jogar para a plateia. Então, parabéns pela revogação da taxa das blusinhas, mas ele tem que fazer a revogação agora dos grandes encargos tributários e burocráticos que existem sobre os produtores nacionais. É aqui que a gente resolve. Vamos valorizar a indústria nacional, tirando o peso do Estado sobre ela.”

Lula anunciou o fim da taxa nesta terça-feira, 12. A medida passará a valer a partir desta quarta-feira, 13, por meio de uma medida provisória, publicada no Diário Oficial. O imposto estava em vigor desde agosto de 2024, depois de ser aprovado pelo Congresso Nacional, com apoio do PT e da base do governo, e sancionado pelo presidente.

De janeiro até agora, a arrecadação federal com impostos sobre encomendas internacionais chegou a R$ 1,78 bilhão. O valor é 25% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando o montante foi de R$ 1,43 bilhão.

Zema será investigado por fala sobre trabalho de adolescentes

Frente parlamentar fez denúncia de 'apologia ao trabalho infantil' contra o pré-candidato à Presidência

Loriane Comeli

Ex-governador de MG, Romeu Zema (Novo) defende ampliação de oportunidades de trabalho para adolescentes | Foto: Reprodução/Youtube/Canal Metrópoles

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu uma investigação para apurar uma fala de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, na qual defendeu o trabalho para adolescentes.

A denúncia foi apresentada no dia 4 de maio pela Frente Parlamentar Mista de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, presidida pelo deputado federal Túlio Gadêlha (PSD-PE).

Segundo o MPT de Minas Gerais, foi instaurada uma notícia de fato contra Zema para apurar a “denúncia por suposta prática de apologia ao trabalho infantil e ameaça a direitos difusos e coletivos”. O órgão afirmou que o procedimento “será analisado e a instituição adotará as medidas cabíveis”.

A polêmica sobre a declaração de Zema

Zema indicou em uma entrevista que pode propor mudanças na legislação para ampliar as hipóteses em que jovens possam trabalhar no Brasil, caso seja eleito para comandar o país. “Quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Infelizmente, no Brasil se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, que estão ao alcance dela”, disse Zema no podcast Inteligência Ltda em 1º de maio.

Atualmente, a idade mínima é de 16 anos, que cai para 14 anos nos casos dos jovens aprendizes. Na mesma entrevista, ele disse: “A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos cents por jornal entregue, no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí”.

Ao comentar sobre o assunto, Zema utilizou o termo “criança” ao defender a medida. Porém, com as críticas da esquerda, ele explicou, em novo vídeo, usando a palavra adolescente.

Então, explicou que sua fala falava em ampliar as “oportunidades de trabalho” para adolescentes. “No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades, com proteção e sem atrapalhar a escola”, afirmou Zema. Ele afirmou que muitos adolescentes, sem permissão para trabalhar e sem dinheiro, são cooptados pelo crime.

As acusações da esquerda

Na representação, a Frente Parlamentar afirma que as declarações de Zema “não apenas expressam uma opinião, mas sinalizam um projeto político de desmantelamento de décadas de conquistas civilizatórias, normalizando prática que a Constituição Federal veda como cláusula pétrea, além de que o ordenamento jurídico brasileiro e internacional se esforçam por erradicar”

Para Gadêlha, a lógica de Zema trata a criança “não como um sujeito de direitos prioritários, mas como um potencial agente econômico, cuja força de trabalho poderia ser utilizada em ‘questões simples'”, escreve o deputado na representação. “Tal visão remonta a um passado que a Constituição, o ECA, a CLT e os tratados internacionais de Direitos Fundamentais dos quais o Brasil é signatário se esforçaram por superar.”

O trabalho na Constituição

No Brasil, a idade mínima para o trabalho já foi de 12 anos conforme a Constituição de 1967. A partir de 1988, subiu para 14 anos e, dez anos depois, na Reforma da Previdência aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso, chegou aos atuais 16 anos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tinha 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

STF deve votar Lei da Dosimetria no final de maio

Alexandre de Moraes sinaliza que levará ao plenário as ações que podem reduzir as penas dos condenados pelo 8 de janeiro

Erich Mafra

O ministro Alexandre de Moraes confirmou a data ao deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) nesta terça-feira, 12 | Foto: Reprodução/Instagram

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a última semana de maio a votação sobre a Lei da Dosimetria. O ministro Alexandre de Moraes confirmou a data ao deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) nesta terça-feira, 12. A tendência da Corte é manter a validade da norma, o que permitirá a redução das penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A aplicação da regra está suspensa por decisão individual de Moraes desde sábado, 9. O magistrado travou os benefícios até que o plenário decida se o texto respeita a Constituição. Pelo menos dez pedidos de revisão de pena já aguardam uma definição dos ministros para avançar.

Impacto nas condenações

A lei atinge diretamente as sentenças de Jair Bolsonaro e seus aliados. O ex-presidente recebeu pena de 27 anos e três meses de prisão, acusado de integrar uma suposta “trama golpista”. Se o STF validar a lei, as defesas poderão pedir o recálculo imediato do tempo de prisão.

Moraes justificou a suspensão temporária como uma medida de segurança jurídica. O ministro alegou que o julgamento das ações de inconstitucionalidade é um “fato novo relevante”. A Câmara dos Deputados precisa enviar uma resposta sobre o tema até sexta-feira 15 e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá três dias depois disso para dar seu parecer.

Reação da oposição

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o bloqueio da lei pelo ministro. Marinho afirmou que a decisão monocrática de Moraes suspende a “vontade popular” expressa pelo Congresso. O senador defende a aprovação urgente de uma proposta que impeça juízes de travarem leis aprovadas pelos parlamentares de forma isolada.

Paulinho da Força, relator do projeto, adotou um tom mais moderado depois do encontro com o ministro. O deputado afirmou que o caminho para pacificar o país exige diálogo com as instituições. Ele reforçou que a lei continua valendo e apenas aguarda o aval definitivo do conjunto de ministros do Supremo.

ACM Neto lidera corrida pelo governo da Bahia

Dados da Paraná Pesquisas foram divulgados nesta quarta-feira, 13; levantamento também mostra cenário para o Senado

Loriane Comeli

Ex-prefeito de salvador ACM Neto é o preferido para o governo da Bahia nas eleições de 2026 | Foto: Valter Pontes/Prefeitura de Salvador

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira, 13, pelo Instituto Paraná Pesquisas, mostra que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) lidera a corrida pelo governo da Bahia nas eleições de 2026. O segundo colocado é o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que vai disputar a reeleição.

A pesquisa apresentou um único cenário. Nele, ACM Neto tem 47,8% das intenções de voto contra 38,7% de Jerônimo. Ronaldo Mansur (Psol) fica em terceiro, com 1,7%.ACM Neto: 47,8%
Jerônimo Rodrigues: 38,7%
Ronaldo Mansur: 1,7%
Não sabe/não opinou: 4,9%
Nenhum/branco/nulo: 6,8%

Comparativo da evolução de votos – 13/05/2026 | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas

O candidato petista também é o mais rejeitado. 

Veja os dados da rejeição:

Jerônimo Rodrigues: 37,1%
ACM Neto: 27,4%
Ronaldo Mansur: 25,2%
Não sabe/não opinou: 7,6%
Nenhum/branco/nulo: 12,4%
Aprovação de Jerônimo Rodrigues

Entretanto, apesar da rejeição e do baixo desempenho eleitoral, a avaliação positiva e a aprovação de Jerônimo ainda são superiores à avaliação negativa e à desaprovação.

Ao todo, 53,9% dos eleitores aprovam a gestão petista e 42,6% desaprovam. Outros 3,4% não souberam opinar. Quanto à avaliação do governo, 38% classificaram a administração como “boa” ou “ótima”, 35% como “ruim” ou “péssima”, 25,4% como “regular” e 1,6% não souberam responder.
Paraná Pesquisas mostra avaliação e aprovação do governo de Jerônimo Rodrigues na Bahia – 13//05/2026 | Foto: Reprodução

A pesquisa ouviu 1.510 eleitores de 65 municípios da Bahia entre 10 e 12 de maio. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2,6 pontos porcentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-03619/2026 para os cargos de governador e senador.

Disputa ao Senado pela Bahia

Apesar da rejeição à continuidade do petista no governo da Bahia, os eleitores do Estado demonstram intenção de eleger senadores do PT. O ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner lideram a corrida ao Senado na Bahia.

Ex-ministro da Casa Civil do governo Lula 3 e ex-governador da Bahia (2015 a 2022), Rui Costa tem 48,8% das intenções de voto. Jaques Wagner, que governou o Estado entre 2007 e 2014, tem 40,6%.

Veja os dados:

Rui Costa (PT): 48,8%
Jaques Wagner (PT): 40,6%
João Roma (PL): 24,8%
Angelo Coronel (Republicanos): 23,2%
Delliana Ribeiro (Psol): 5,7%
Não sabe/não opinou: 7,7%
Nenhum/branco/nulo: 14,1%

Quaest mostra Lula e Flávio empatados no 2º turno

No primeiro turno, o petista lidera em todos os cenários; dados foram divulgados nesta quarta-feira, 13

Loriane Comeli

Diferença de votos de Lula e Flávio está dentro da margem de erro | Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Jefferson Rudy/Agência Senado

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.

O presidente tem 42% das intenções de voto, e o senador tem 41%. O porcentual de indecisos é 3%. Brancos, nulos e pessoas que não vão votar representam 14% dos eleitores entrevistados.

A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores, entre 8 e 11 de maio. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Contratada pelo Banco Genial, pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

Outros cenários de 2º turno

A Genial/Quaest também simulou cenários de segundo turno entre Lula e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais; Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás; e Renan Santos (Missão). Veja os números:

Lula x Romeu Zema

Lula: 44%
Zema: 37%
Indecisos: 4%
Brancos e nulos: 15%

Lula x Ronaldo Caiado

Lula: 44%
Caiado: 35%
Indecisos: 4%
Brancos e nulos: 17%

Lula x Renan Santos

Lula: 45%
Renan Santos: 28%
Indecisos: 5%
Brancos e nulos: 22%

Notícia em atualização

STF derruba lei que dava a pais poder de veto sobre aulas de gênero

Tribunal anula norma do Espírito Santo e decide que estados não podem permitir que famílias retirem alunos de atividades pedagógicas

Erich Mafra

Sede do Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Divulgação/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a lei que garantia a pais e responsáveis o direito de impedir a participação de alunos em aulas sobre identidade de gênero e orientação sexual. A decisão derrubou a norma estadual 12.479/25, do Espírito Santo. A maioria dos ministros entendeu que o Legislativo local invadiu a competência exclusiva da União para definir as diretrizes da educação nacional.

A regra obrigava as escolas a notificarem as famílias sobre atividades ligadas à diversidade e exigia autorização por escrito. O texto previa punições civis e criminais para os colégios que descumprissem o veto dos pais. Entidades de direitos civis acionaram a Corte com o argumento de que a medida criava um “cardápio escolar” incompatível com a democracia.

Invasão de competência federal

A ministra Cármen Lúcia, relatora do processo, afirmou que estados não possuem autonomia para interferir no currículo básico definido pelo governo federal. Segundo o voto vencedor, a lei estadual criava um veto parental que prejudica o pluralismo de ideias e a liberdade de aprender. Cármen Lúcia ressaltou que o Estado tem o dever de promover o ensino sem preconceitos ou discriminação.

Os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes acompanharam o voto da relatora. Cristiano Zanin e Flávio Dino também votaram pela anulação, mas defenderam que os conteúdos sobre gênero devem ser adaptados à faixa etária dos estudantes. Já o ministro Luiz Fux votou contra a lei focado apenas no erro técnico da invasão de competência da União.

Votos vencidos e proteção familiar

Os ministros André Mendonça e Nunes Marques divergiram da maioria e votaram pela validade da norma. Mendonça argumentou que a lei visava proteger a infância e a juventude, permitindo que a família participasse das escolhas morais dos filhos. Para o ministro, o direito de opinião dos pais não configura censura nem impede que os temas sejam ensinados aos demais alunos da classe.

Mendonça sustentou que a Constituição coloca a família como base da sociedade e agente protetor das crianças ao lado do Estado. Ele afirmou que a regra apenas assegurava aos responsáveis a decisão sobre o momento certo para o contato dos filhos com temas complexos. Apesar da divergência, a tese de inconstitucionalidade prevaleceu e a lei perdeu a validade.

CazéTV contrata Romário, Nenê e Rodrigo Caio para cobertura da Copa do Mundo

Tetracampeão será setorista da seleção brasileira e acompanhará desempenho do time no torneio

Ex-jogador Ricardo Quaresma, um dos principais nomes do futebol português, é outro reforço

Ex-jogador e senador Romário, que vai comentar a Copa do Mundo na CazéTV - Ricardo Moraes/Reuters

Gabriel Vaquer
Aracaju

A CazéTV fechou a contratação de quatro novos nomes para ampliar sua cobertura de Copa do Mundo. A maior novidade é Romário, tetracampeão com a seleção brasileira. Ele será setorista do Brasil no Mundial e vai falar sobre o desempenho do time no torneio.

Um dos principais nomes do futebol português, Ricardo Quaresma é outro reforço. Ele irá trazer de perto todos os detalhes da seleção de Portugal, diretamente dos Estados Unidos, com análises e a visão de quem disputou grandes competições internacionais ao longo da carreira.

Também dos EUA, Djalminha será um dos responsáveis pela cobertura da seleção argentina, com bastidores e conteúdos especiais da atual campeã mundial. Rodrigo Caio e Nenê completam o time de comentaristas, com análises, leituras táticas e a experiência de quem viveu grandes momentos dentro de campo.

A CazéTV será a única emissora no Brasil a exibir todos os 104 jogos da Copa. Ao todo, serão 49 partidas exclusivas, incluindo as que envolvem grandes seleções, como Argentina, Holanda e França. O evento também será transmitido por Globo, SporTV, GE TV, SBT e N Sports.

Uma intensa ação policial movimentou a tarde desta terça-feira (12) no bairro Novo Encontro - Juazeiro - BA.

Segundo relatos de moradores, tiros foram ouvidos durante a operação, causando correria e chamando atenção de quem vive na região.

De acordo com informações, vários suspeitos tentaram fugir pulando pelos telhados das residências e atravessando imóveis em direção aos bairros Monte Serrat e Alto do Cruzeiro para escapar do cerco policial.

Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos ou prisões. As forças de segurança seguem realizando diligências na área.

Casada há 10 anos, atriz da Globo diz que marca hora para transar

Marianna Armellini falou sobre a relação com Bruno Federici

Marianna Armellini falou sobre a intimidade com o marido, Bruno Federici - Foto: Reprodução/ Instagram@mariarmellini

A atriz Marianna Armellini, de 48 anos, a Sheila da novela Família é Tudo (2024), da TV Globo, contou que ela e o marido Bruno Federici, de 36 anos, com quem já está casada há 10 anos, costumam marcar hora para transar (veja abaixo).

A artista falou sobre o assunto durante uma participação no podcast Louva a Deusa. Segundo ela, é difícil ter “encanto” após tantos anos de parceria.

“Eu marco horário para transar. Deixa eu explicar uma coisa: no casamento, não tem mais encanto. Acabou o encanto. Acabou o encanto no primeiro cocô, lá atrás. Um ano de relacionamento, acabou o encanto. A gente fica achando que para sempre vai ser aquele namoro”, explicou.

Marianna prosseguiu dizendo que muita gente acredita que as pessoas continuam namorando após o casamento, mas a história é diferente.

“[A relação] vai virar uma parceria de compra no mercado, de filho para quem tem, de cachorro [para cuidar]. Eu brinco que é a diferença entre você ir à Disney e trabalhar na Disney. Quando você trabalha, você vai ver a Minnie fumando, as princesas se pegando à noite, o Capitão Gancho bateu em não sei quem, então você tem que ter subterfúgios para driblar isso aí”, ressaltou.

A artista contou que fazer sexo em horários específicos tem funcionado para o casal.

“No meu caso, os cachorros enchem o saco quando a gente transa, então tem o negócio do horário. Os cachorros estão na creche, Bruno chegou mais cedo, é a hora. Resolve. Se você esperar rolar um clima num casamento... a gente com a libido não sei aonde, o cara chega cansado, não tem clima. O mundo está acabando, a gente liga a TV, é guerra, as coisas acontecendo, ninguém tem clima”, completou.

Petrobras perde US$ 1 bilhão com gasolina e reajuste deve superar 15%

Júlio Wiziack
Colunista do UOL

Presidente Lula com Magda Chambriard, presidente da Petrobras, na cerimônia de posse da executivaImagem: Divulgação/RICARDO STUCKERT/PR

Resumo

O reajuste de preço da gasolina sinalizado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deverá superar 15% para dar conta das perdas decorrentes da defasagem internacional do preço do petróleo, que continua no patamar de US$ 100 o barril.

Pessoas que participaram das discussões do reajuste na estatal afirmaram, sob reserva, que o descompasso entre a cotação internacional e os preços praticados internamente acumularam US$ 1 bilhão desde o início do conflito no Irã em decorrência do fechamento do estreito de Hormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo.

Desde então, a estatal aguardava a tramitação de um projeto de lei que deveria zerar a cobrança de PIS e Cofins da gasolina —algo que seria suficiente para conter as perdas.

No entanto, com o impasse político do governo Lula no Senado após a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no STF, a Petrobras acredita que esse projeto está comprometido no curto prazo.

A situação em torno da gasolina está tão dramática que Chambriard nem participou da reunião do conselho de administração hoje. A executiva esteve em Brasília discutindo o reajuste.

Dados do governo indicam que o litro da gasolina deveria ser reajustado em, no mínimo, R$ 1,70 para cobrir a defasagem com os preços internacionais.

É possível, contudo, que a estatal continue contendo preço —reduzindo a potência do reajuste— incorporando as perdas em seu resultado. Estimativas internas indicam que o reajuste, para cobrir integralmente as perdas, chegaria a 20%.

Também há chances de que ocorra uma subvenção com recursos do Orçamento, algo que também foi discutido com Lula, mas ainda sem perspectiva.

Um reajuste neste momento pode afetar a campanha à reeleição do presidente Lula. Recentemente, o governo baixou um pacote de medidas que ajudaram a conter os preços do diesel, principalmente —forma de evitar uma paralisação de caminhoneiros.

O mandatário não quer que os consumidores paguem a conta da guerra no Irã e também se preocupa que uma alta mais forte gere impacto sobre a inflação, piorando ainda mais a insatisfação do eleitorado com seu governo.

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