RADIO WEB JUAZEIRO



segunda-feira, 13 de abril de 2026

GOLS DO FANTÁSTICO


 

Paulo Guedes vê desaceleração econômica como fator para a vitória da direita

Ex-ministro da Economia reapareceu em evento e associou a perda de dinamismo ao aumento dos gastos públicos

Eugenio Goussinsky

Paulo Guedes disse, no fórum, que manteve a inflação sob controle | Foto: Reprodução/YouTube

O ex-ministro da Economia no governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou, em seu retorno aos eventos públicos, que o desempenho da economia brasileira pode levar a oposição à vitória nas eleições de outubro. Segundo ele, a condução da política fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afeta o ritmo da atividade econômica e repercute no cenário político.

Guedes associou a perda de dinamismo da economia ao aumento das despesas públicas. Ele avaliou que, sem essa trajetória de gastos, o país poderia apresentar expansão mais forte. “O Brasil vai crescer menos e, eleitoralmente, isso vai empurrar para o outro lado”, afirmou, durante palestra no Fórum da Liberdade e Democracia, em Porto Alegre, na sexta-feira 10. O fórum foi realizado entre quinta-feira 9 e sexta-feira e teve a participação de mais de 90 palestrantes.

No fim de março, o Banco Central (BC) manteve em 1,6% a projeção de crescimento da economia em 2026, o que significa uma desaceleração. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi de 2,3%. A autarquia destacou que a atual previsão para o PIB está sujeita a “maior incerteza” em função de possíveis efeitos dos conflitos no Oriente Médio.

Guedes faz comparação do Brasil com o Chile

O ex-ministro sustentou que a ampliação dos gastos do governo tende a pressionar variáveis macroeconômicas como inflação e juros, com impacto direto sobre o crescimento econômico e reflexos no ambiente político.

Guedes ressaltou que, em sua época, deixou o governo com projeções de inflação em torno de 3,2% para o período seguinte e expectativa de superávit em diferentes esferas da administração pública, incluindo municípios, governo federal e estatais. Como comparação, o ex-ministro citou o Chile como exemplo de alternância eleitoral em contextos de insatisfação econômica e sugeriu a possibilidade de um movimento semelhante no Brasil.

Débora, a mané presa por malandros

A cabeleireira foi tratada como nem mesmo os piores e mais violentos criminosos brasileiros — estupradores, narcoterroristas, homicidas — são tratados no Brasil

Flávio Gordon

A cabeleireira Débora dos Santos, durante o 8 de janeiro - 8/1/2023 | Foto: Reprodução/Redes sociais

“Eu queria um Brasil melhor para os meus filhos. Foi por eles que eu estava lá, mãe” (Débora Rodrigues, presa política do regime luloalexandrino)

A entrevista realizada pelo repórter da Oeste Cristyan Costa com Débora Rodrigues — a presa política que ficou conhecida como “Débora do batom — é um marco jornalístico e deveria despertar em todo brasileiro decente um clamor ardente por justiça. Trata-se de um dos casos de abuso de autoridade e perversidade estatal mais escandalosos da história brasileira, e, ao tomar conhecimento de seus detalhes, não há uma só pessoa de caráter e discernimento que não veja nos arquitetos da prisão de Débora — do juiz ao procurador-geral da República, dos capangas fardados que invadiram sua residência às alcaguetes fantasiadas de jornalistas que primeiro a identificaram — a marca de uma monstruosidade moral.

Antes de mais nada, é preciso considerar o “crime” de Débora e o contexto que o explica. A cabeleireira — uma brasileira comum, sem qualquer antecedente criminal, que, junto com seu marido, pintor de parede, trabalhava incansavelmente para pagar impostos, sustentar a casta do alto funcionalismo público de Brasília e, com o que sobrar, sustentar dois filhos pequenos — subiu na estátua da Justiça e, instigada por outro manifestante, acabou concluindo a pichação da frase “Perdeu, mané” com um batom. Mas por que essa frase?

Como talvez nem todo o público se recorda, ela foi dita por Luís Roberto Barroso, que recém presidira o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, Barroso caminhava em Nova York, acompanhado do colega Alexandre de Moraes (hoje alcunhado de “Careca do Master”), quando foi abordado por um manifestante que, educadamente, o questionava sobre a segurança do código-fonte das urnas eletrônicas brasileiras e a lisura do processo eleitoral.
O ex-ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) discursa em evento da União Nacional dos Estudantes (UNE) e diz: ‘Nós derrotamos o bolsonarismo’ — 13/7/2023 | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Com um claro animus humiliandi, o magistrado que pouco depois viria a celebrar o fato de ter “derrotado” aquele e milhões de outros eleitores de Jair Bolsonaro, não se vexou em tripudiar e debochar de quem havia vencido. A escolha do vocabulário — usado por meliantes que, nas grandes cidades, assaltam as vítimas e lhe surrupiam o patrimônio (uma bolsa, um celular, um tênis etc.) sob a mira do revólver — é bastante simbólica. Barroso falava por toda a sua classe, a classe dos “malandros — composta por servidores togados que, em lugar de responder ao público (ou seja, aos “manés”), prefere viver para cima e para baixo voando em jatinho de banqueiro estelionatário, frequentando suas surubas, prestando-lhe serviços advocatícios milionários e, tal como cães dóceis e amestrados, bebendo uísque de primeira na mão do dono.

A ação de Débora — que poderia, no máximo, acarretar-lhe uma multa por dano ao patrimônio e, quem sabe, a prestação de algum serviço à comunidade — deu-se num contexto de uma revolta social legítima, causada pela nítida percepção (hoje cada vez mais justificada), por parte de pelo menos metade do eleitorado nacional, de que as eleições foram conduzidas de maneira totalmente desequilibrada e sem qualquer resquício de isonomia. Conduzida, em meio à censura e à perseguição política, por tipos como Barroso, Moraes, Gilmar Mendes e outros, que se comportaram sem o mínimo de decoro exigido para a posição de juiz, não se vexando em desempenhar o papel de atores políticos e inimigos de um dos contendores da disputa, bem como de seus eleitores e apoiadores.
Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mas, em razão da pichação, Débora foi tratada como nem mesmo os piores e mais violentos criminosos brasileiros — estupradores, narcoterroristas, homicidas etc. —são tratados. Tudo está registrado na entrevista, e não há mais como ninguém fingir que a infâmia não aconteceu. Débora foi acusada de “golpista” — eis a senha para o cometimento das piores atrocidades (algumas letais) por parte de agentes do Estado, que até hoje lançam mão do expediente para se blindarem contra investigação de suas maracutaias financeiras. Hoje, sabe-se bem o quão compensatória foi a “missão dada, missão cumprida” de “defender a democracia” contra pessoas como Débora, Clezão e tantas outras vítimas do regime luloalexandrino.

A polícia política chegou à casa da cidadã trabalhadora Débora Rodrigues antes das 6h da manhã. A família inteira, incluindo as crianças, foi acordada pela gritaria e pelos murros no portão. Débora, ainda de pijama, correu assustada para o banheiro, tentando inutilmente contatar um advogado. Os capangas do regime ameaçaram arrombar a porta do banheiro. Tremendo de medo, e depois de tentar acalmar o marido e os filhos, a cabeleireira foi algemada na frente da família (como se representasse qualquer ameaça de resistência) e levada inicialmente para uma cadeia em Paulínia (interior de São Paulo), sua cidade de residência.

Foi jogada numa cela infecta, cheirando a fezes e urina, o chão repleto de bitucas de cigarro. Débora não conseguia comer nem dormir direito. Dias depois, foi transferida para a penitenciária feminina de Mogi-Guaçu, uma prisão de segurança máxima. Ali também ela não conseguia dormir, por conta do frio e da imundície do leito, junto a uma parede coberta de fezes e manchas de sangue. A presa política conta ter passado as noites ajoelhada ao lado da cama, rezando até desmaiar de exaustão.

Com muito frio, Débora solicitou um cobertor. O que recebeu estava encharcado de urina. Sem conseguir dormir e mal conseguindo se alimentar, ela tentava ler a Bíblia pela réstia de luz que vinha da passagem de alimentação. Pensava constantemente nos filhos. Ainda não voltara a ter qualquer contato com a família.

Tempos depois, Débora foi transferida para o Centro de Ressocialização de Rio Claro, onde passou a maior parte do período de custódia. Na transferência, ela foi algemada pelas mãos e pelos pés, como um animal selvagem ou um criminoso de alta periculosidade. O recado era claro: ela tinha que aprender, por meio do terror, a nunca mais ousar questionar os “malandros” que a prenderam e que, desde então, governam o país como querem, totalmente alheios à lei e quaisquer limites.

Foi em Rio Claro que Débora recebeu a visita do marido e dos filhos pela primeira vez. As crianças, assustadas com o ambiente e sem compreender por que a mãe se encontrava em tal situação, choravam copiosamente enquanto a agarravam com ânsia e pavor. O trauma psicológico foi brutal. O maior, Caio, não voltara a sorrir desde a prisão. Pois chorando, e agarrados à mãe, as crianças lhe perguntaram: “Por que você está aqui, mamãe? Você é uma criminosa?”. E, fustigada por uma dor lancinante, Débora tentava lhes explicar que não, ela não era uma criminosa. Ela era apenas mais uma “mané” num país governado por “malandros”.

Sergio Moro (PL) lidera todos os cenários para o governo do Paraná

O pré-candidato do Partido Liberal aparece com 46% ou mais nas simulações divulgadas pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira, 13

Anderson Scardoelli

O senador Sergio Moro (PL) está isolado na primeira posição em intenções de voto ao Poder Executivo do Paraná | Foto: Reprodução/@deputadoguerra

O senador Sergio Moro (PL) aparece na liderança isolada em todos os quatro cenários formulados pelo Paraná Pesquisas para o governo paranaense. O instituto divulgou levantamento nesta segunda-feira, 13.

Na primeira simulação, o pré-candidato do PL tem 46% das intenções de voto, sendo essa a sua menor pontuação. Ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB) soma 19,7%, sendo seguido de perto pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), com 17,7%. Como a margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, o emedebista e o pedetista estão em condição de empate técnico.

Outros três estão tecnicamente empatados no cenário 1: o ex-secretário de Cidades Guto Silva (PSD), o ex-deputado estadual Tony Garcia (Democracia Cristã) e o advogado Luiz França (Missão). Eles têm 3,6%, 1,5% e 0,7%, respectivamente.

Ainda na primeira simulação, a porcentagem de quem declarou voto em branco, nulo ou em nenhum dos pré-candidatos listados é de 6,4%. Enquanto isso, 4,4% não souberam responder ou não quiseram participar.

Governo do Paraná: Sergio Moro tem mais de 50% em outros cenários
Senador pelo Partido Liberal, Sergio Moro é pré-candidato a governador do Paraná | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Sergio Moro também lidera os outros três cenários de primeiro turno para o governo do Paraná. Em dois deles, o senador registra mais de 50% das intenções de voto.

Confira, a seguir, os números das simulações 2, 3 e 4 para o primeiro turno do Poder Executivo paranaense.

Cenário 2

Sergio Moro — 52,5%;
Requião Filho — 22,9%;
Nenhum/branco/nulo — 9,2%;
Não sabe/não opinou — 6,4%;
Guto Silva — 5,9%;
Tony Garcia — 2,3%; e
Luiz França — 0,9%.Cenário 3

Moro — 50,9%;
Requião Filho — 22%;
Guto Silva — 11,7%;
Nenhum/branco/nulo — 7,6%;
Não sabe/não opinou — 5,3%;
Tony Garcia — 1,8%; e
Luiz França — 0,7%.Cenário 4

Sergio Moro — 46,8%;
Guto Silva — 21,4%;
Requião Filho — 18%;
Nenhum/branco/nulo — 6,8%;
Não sabe/não opinou — 4,6%;
Tony Garcia — 1,7%; e
Luiz França — 0,7%.

Requião Filho lidera rejeição
Deputado estadual, Requião Filho deve ser o nome do PDT para a disputa pelo comando do Palácio Iguaçu na disputa eleitoral deste ano | Foto: Orlando Kissner/Alep

O levantamento também mostra o grau de rejeição dos pré-candidatos ao Palácio Iguaçu. Nesse quesito, Requião Filho ocupa a primeira colocação, com 33,5% dos entrevistados dizendo que não votariam nele. Moro tem 21,7%, sendo seguido por Greca, com 12,7%, e Curi, 11,6%. Garcia, Silva e França completam a lista de rejeição, com 9,5%, 8,7% e 5,9%, respectivamente. Do total do público consultado, 13,4% disseram que poderiam votar em qualquer um dos sete políticos. Por fim, 13,8% não quiseram participar ou não souberam responder.

Dados do levantamento
Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Divulgação/TRE-RN

A fim de mapear as intenções de voto para o governo paranaense, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil eleitores em potencial. O trabalho de campo ocorreu de 10 a 12 de abril, em 56 dos 399 municípios do Estado sulista.

De acordo com o instituto, a já mencionada margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. O grau de confiança do material é de 95%.

O levantamento conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código de acompanhamento é PR-06559/2026.

Alvaro Dias (MDB) e Deltan Dallagnol (Novo) lideram disputa pelo Senado no Paraná

Alexandre Curi (Republicanos) ocupa a segunda colocação em um dos três cenários formulados pelo instituto Paraná Pesquisas

Anderson Scardoelli

Se eleição fosse hoje, Alvaro Dias e Deltan Dallagnol seriam favoritos para o Senado pelo PR, indica Paraná Pesquisas | Foto: Pedro França/Agência Senado e

O ex-senador e ex-governador Alvaro Dias (MDB) aparece isolado na primeira colocação na disputa por uma das vagas do Senado pelo Paraná. É o que indica o levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou na manhã desta segunda-feira, 13.

Ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol (Novo) figura numericamente na segunda colocação nos dois cenários em que Dias surge na lista. Na simulação sem o ex-senador, o integrante do Novo assume a ponta.
O ex-senador Alvaro Dias está filiado ao MDB paranaense | Foto: Agência Brasil

No cenário sem Dias, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), ocupa numericamente a segunda posição, ficando atrás apenas de Dallagnol.

Com liderança de Dias, o cenário 1 conta com sete pré-candidatos ao Senado. A simulação de número 2, com Dallagnol na primeira colocação, tem seis nomes na lista. Já a terceira composição é composta por apenas quatro políticos.

Senado pelo Paraná: números com Alvaro Dias e Deltan Dallagnol na ponta

Veja, abaixo, as três simulações que o Paraná Pesquisas realizou visando a disputa pelo Senado pelo Estado paranaense.

Cenário 1

Alvaro Dias (MDB) — 44,5%;
Deltan Dallagnol (Novo) — 28,2%;
Alexandre Curi (Republicanos) — 22,9%;
Gleisi Hoffmann (PT) — 22,5%;
Filipe Barros (PL) — 20,9%;
Cristina Graeml (PSD) — 15,3%; e
Rosane Ferreira (PV) — 4%

Nenhum/branco/nulo: 8,7%. 
Não sabem/não opinaram: 5%.

Em 2026, Deltan Dallagnol vai tentar voltar ao Congresso Nacional, mas como senador | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cenário 2

Dallagnol — 30,1%;
Curi — 29,3%;
Barros — 25,9%;
Gleisi — 24,8%;
Cristina — 17,4%; e
Rosane — 7,2%.

Nenhum/branco/nulo:12,5%.

 Não sabem/não opinaram: 6,5%.

Cenário 3

Dias — 48%;
Dallagnol — 30,3%;
Barros — 26,3%; e
Gleisi — 24,7%.

Nenhum/branco/nulo: 9,7%. 
Não sabem/não opinaram: 6,8%.

Pesquisa com 1,5 mil entrevistados

Para o levantamento de intenções de voto para o Senado pelo Estado paranaense, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil pessoas em 56 municípios. O trabalho de campo ocorreu de 10 a 12 de abril.

A margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Conforme o instituto, 95% é o grau de confiança do material, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral, com PR-06559/2026 como código de acompanhamento,

Paraná: Gleisi Hoffmann é líder em rejeição na disputa pelo Senado

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira, 13, 45,9% dos paranaenses afirmam que não votariam na petista

Anderson Scardoelli

Gleisi Hoffmann é ex-presidente nacional do PT e, nas eleições gerais deste ano, vai tentar voltar ao Senado Federal | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) ocupa a liderança isolada no item rejeição na briga para representar o Estado paranaense no Senado Federal. É o que mostra o levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira, 13.

No quesito rejeição, quando o entrevistado diz em quem não votaria, a petista tem mais de 30 pontos porcentuais sobre o segundo colocado. Ela registra 45,9%, enquanto o ex-senador Alvaro Dias (MDB) tem 13,1%.

Para disputar as eleições deste ano, Gleisi deixou o cargo de ministra-chefe das Relações Institucionais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 3 de abril. Com isso, voltou a desempenhar a função de deputada federal.

Apesar do alto índice de rejeição, ela é pré-candidata ao Senado pelo PT, partido do qual foi presidente nacional de 2017 a 2025. Chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff na Presidência da República, Gleisi já foi senadora, tendo sido eleita para o cargo em 2010.

Rejeição ao Senado pelo Paraná, com Gleisi Hoffmann na 1ª colocação

Confira, a seguir, a lista completa de rejeição ao Senado pelo Paraná. O instituto responsável pelo levantamento afirma que cada entrevistado poderia rejeitar mais de um pré-candidato. Por isso, a soma ultrapassa os cem pontos porcentuais.

Gleisi Hoffmann (PT) — 45,9%;
Alvaro Dias (MDB) — 13,1%;
Cristina Graeml (PSD) — 11,7%;
Deltan Dallagnol (Novo) — 11,1%;
Alexandre Curi (Republicanos) — 9,5%;
Filipe Barros (PL) — 8,5%; e
Rosane Ferreira (PV) — 4,6%.

Além disso, 11,5% não souberam responder ou preferiram não opinar. Por fim, 10,9% afirmaram que poderiam em votar em qualquer um dos sete pré-candidatos.

A equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil pessoas, de 10 a 12 de abril, em 56 municípios paranaenses. A margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, com grau de confiança em 95%. PR-06559/2026 é o código de registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral.

Trump, sobre Leão XIV: ‘Fraco no combate ao crime e péssimo em política externa’

Republicano afirma que escolha do pontífice no conclave teria sido influenciada por sua presença na Casa Branca

Luis Batistela

Nos últimos dias, o papa intensificou manifestações contra conflitos armados | Foto: Shutterstock

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de críticas ao papa Leão XIV, neste domingo, 12, e questionou sua atuação na política externa do Vaticano. O embate ocorre enquanto o pontífice mantém posição pública contra a morte de inocentes em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Trump publicou as declarações em sua rede social, a Truth Social, e também falou com jornalistas no mesmo dia. O republicano classificou o papa como “péssimo” em política externa e atribuiu a ele uma postura que considera inadequada diante de temas como segurança e armamento nuclear.

Trump declarou que prefere a posição de Louis Prevost, irmão do pontífice, por considerá-lo alinhado às políticas do governo republicano. Em seguida, disse que “não aceita” um líder religioso que condene ações militares norte-americanas.

“Não quero um Papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”, escreveu. “E não quero um Papa que critique o Presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito.”

O presidente ainda questionou a escolha de Leão XIV. Segundo ele, o papa não figurava entre os nomes cotados durante o conclave e teria sido escolhido em razão de sua nacionalidade norte-americana. Trump afirmou que sua própria presença na Casa Branca influenciou esse cenário.

“Se eu não estivesse na Casa Branca, Leo não estaria no Vaticano”, acrescentou. “Leo deveria se recompor como Papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um Grande Papa, não um político. Isso está prejudicando-o muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica!”

Bispos defendem papel espiritual de Leão XIV

As críticas provocaram reação da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA. O arcebispo de Oklahoma City, Paul Coakley, divulgou uma nota em defesa do pontífice.

“Estou consternado com a escolha do Presidente de escrever palavras tão depreciativas sobre o Santo Padre”, disse. “O Papa não é seu rival; tampouco é um político.”

Coakley destacou que Leão XIV exerce uma função espiritual, atua com base em princípios religiosos e fala a partir da mensagem do Evangelho e do cuidado com os fiéis, sobretudo em regiões marcadas por vulnerabilidades.

Nos últimos dias, o papa intensificou manifestações contra conflitos armados. Em publicações nas redes sociais, ele criticou diretamente o uso da religião para justificar operações militares.

“Deus não abençoa nenhum conflito”, afirmou. “Quem é discípulo de Cristo, o Príncipe da Paz, jamais estará do lado daqueles que um dia empunharam a espada e hoje lançam bombas. A ação militar não criará espaço para a liberdade ou para tempos de Paz, que só advém da promoção paciente da convivência e do diálogo entre os povos.”

Fora das eleições deste ano, Ratinho Jr. tem 83,8% de aprovação no Paraná

O governador paranaense chegou a ser cotado para disputar a Presidência da República pelo PSD

Anderson Scardoelli

Ratinho Jr. (PSD) está na reta final de seu segundo mandato consecutivo como governador do Paraná | Foto: Reprodução/Instagram/@ratinho_junior

A gestão de Ratinho Jr. no Paraná tem 83,8% de aprovação, indica o levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira, 13.

O índice de desaprovação do governador paranaense é de 13,4%. Do total de entrevistados, 2,8% não souberam responder ou não quiseram opinar.

O trabalho de Ratinho Jr. no comando do Palácio Iguaçu é bom para 38,3%. Já 34% definem a administração estadual como ótima. A parcela de regular é formada por 16,9%. Conforme 5,5%, o governo é péssimo. Por fim, 3,9% classificam a gestão como ruim.

A fim de mapear a aprovação do atual governador paranaense, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil pessoas. As conversas ocorreram de 10 a 12 de abril, em 56 dos 399 municípios do Estado.

Com margem de erro de 2,6 pontos porcentuais e grau de confiança em 95%, o levantamento conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código de acompanhamento da pesquisa é PR-06559/2026.

Ratinho Jr. fora das eleições 2026

Na reta final de seu segundo mandato consecutivo com governador do Paraná, Ratinho Júnior está desde 2016 no PSD, partido pelo qual chegou a ser cogitado como possível candidato a presidente da República. Em 23 de março, entretanto, ele declarou que não disputaria nenhum cargo público nas eleições gerais deste ano.

Com essa decisão, o integrante do PSD resolveu permanecer no cargo de governador até 31 de dezembro. Para concorrer à Presidência ou ao Senado, ele precisaria renunciar até 4 de abril.

Sem Ratinho Jr., o PSD anunciou a pré-candidatura a presidente de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás. Caiado disputava a preferência da legenda com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Fora das eleições 2026, o governador paranaense vai trocar, ao menos momentaneamente, o dia a dia da política pela função de executivo de comunicação. Em comunicado, afirmou que assumirá o cargo de presidente do Grupo Massa a partir do começo do ano que vem. O conglomerado de mídia controla emissoras de rádio espalhadas pelo país e as cinco afiliadas do SBT no Paraná. Pai de Ratinho Jr., o empresário e apresentador Carlos Massa, o Ratinho, é o criador do grupo.

André Fernandes visita Filipe Martins na cadeia de Ponta Grossa

Enquanto 14 parlamentares receberam o aval de Alexandre de Moraes para visitas até julho, outros três deputados foram barrados pelo ministro

Yasmin Alencar

Visita de André Fernandes ao ex-assessor Filipe Martins | Foto: Reprodução/Redes sociais

O deputado federal André Fernandes (PL-CE) visitou o ex-assessor Filipe Martins, neste domingo, 12, na Cadeira Pública de Ponta Grossa, no Paraná. Martins cumpre pena de 21 anos, resultado de investigações que apuram uma suposta tentativa de golpe de Estado.

O deputado descreveu que encontrou Martins em uma cela de menos de 4m² e destacou sua postura diante das circunstâncias. “Filipe é um tipo de ser humano cada vez mais raro: é um homem”, escreveu no X. “E um homem não abandona sua honra, um homem não aceita o conforto às custas do sofrimento de inocentes.”

Condições da visita e críticas ao horário

O deputado disse que Filipe Martins tem rejeitado propostas de liberdade que exigiriam colaboração contra outros investigados pelos eventos de 8 de janeiro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu um cronograma de visitas até julho de 2026, e permitiu que 14 parlamentares visitem a unidade prisional em domingos alternados, sempre entre 8h e 9h. Entre os autorizados estão Bia Kicis (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF), Nikolas Ferreira (PL-MG), Rogério Marinho (PL-RN), Sérgio Moro (União Brasil-PR) e Romeu Zema (Novo-MG).

Veto a parlamentares investigados

Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes vetou o acesso dos deputados Gustavo Gayer (PL-GO), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ), e justificou a decisão pelo fato de os três serem alvos de investigações no STF relacionadas ao caso de Filipe Martins, o que impediria o contato entre eles.

Morre aos 82 anos o ator, dublador e humorista Silvio Matos

Silvio ficou popular ao fazer parte do elenco do canal Parafernalha

Por Victoria Isabel
Silvio Matos - Foto: Reprodução

O ator e dublador Silvio Matos morreu neste sábado, 11, aos 82 anos, no Rio de Janeiro. A notícia foi divulgada por colegas do artista nas redes sociais.

Com uma carreira marcada por décadas de atuação, Silvio se destacou na teledramaturgia brasileira, com passagens por novelas e programas da TV aberta, além de uma trajetória consolidada na dublagem. Ele iniciou a carreira no teatro nas décadas de 1960 e, nos anos 1970, atuou ao lado da esposa, Aliomar de Matos, em produções da TV Bandeirantes.

O artista também participou de programas que marcaram gerações, como Carrossel, Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum. Mais recentemente, esteve na série Louco Por Elas, onde contracenou com Glória Menezes.

Na dublagem, deu voz a produções como A Feiticeira e Viagem ao Fundo do Mar, além de atuar como diretor de dublagem e publicitário.

Nos últimos anos, voltou a ganhar destaque entre o público ao participar de esquetes de humor do canal Parafernalha, onde conquistou uma nova geração de fãs. A causa da morte não foi confirmada.

Exército dos EUA diz que bloqueará todos os portos do Irã na segunda-feira

Ação será aplicada a navios de todas as nacionalidades

Por Victoria Isabel
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos - Foto: Foto: Brendan Smialowski | AFP

O Exército dos Estados Unidos anunciou que iniciará, na segunda-feira, 13, o bloqueio de todos os portos iranianos localizados no Golfo. A medida começa às 14h00 GMT (11h00 de Brasília) e prevê restrições à navegação no Estreito de Ormuz, permitindo a passagem apenas de embarcações que não tenham como destino ou origem o Irã.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, a ação será aplicada a navios de todas as nacionalidades que operem em áreas portuárias iranianas.

"O bloqueio será aplicado de maneira imparcial a navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos e zonas costeiras iranianas, incluindo todos os portos do Irã no Golfo Arábico e no golfo de Omã", indicou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) em uma publicação na rede X neste domingo (12).

Ainda de acordo com o comando militar, a medida não afetará o tráfego internacional que não esteja vinculado ao território iraniano.

"As forças do Centcom não irão impedir a liberdade de navegação de embarcações que transitem pelo Estreito de Ormuz com destino a portos não iranianos ou provenientes deles", acrescentou.

A decisão ocorre em meio à escalada de tensão na região e sucede uma declaração anterior do presidente Donald Trump, que afirmava que seriam bloqueados "quaisquer e todos os navios".

Sem prorrogação, CPI encerrará trabalhos sem ouvir mais de 90 pessoas

Comissão que investiga o crime organizado não conseguiu ouvir ministros e governadores

Por Ane Catarine
Sessão da CPI do Crime Organizado - Foto: Agência Brasil/ Lula Marques

Após quatro meses de funcionamento, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado será encerrada na próxima terça-feira, 14, sem ouvir mais de 90 pessoas que já tinham sido convocadas ou convidadas.

O principal motivo é que o colegiado não conseguiu autorização do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para prorrogar os trabalhos por mais 60 dias.

Soma-se a isso o fato de que muitos nomes convocados, principalmente autoridades do Judiciário, não compareceram.

Plano era ouvir mais de 100 pessoas

Dados da CNN mostram que a CPI aprovou a oitiva de pelo menos 110 pessoas, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e especialistas em segurança pública.

Apesar disso, apenas 18 depoimentos foram realizados ao longo de toda a investigação.

Entre os nomes que não foram ouvidos estão os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que chegaram a ser convidados, mas não compareceram.

A comissão também tentou ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha.

Ambos foram convocados, o que tornaria a presença obrigatória , mas não prestaram depoimento após decisões judiciais que autorizaram a ausência.

Outro objetivo da CPI era ouvir pelo menos 11 governadores e seus secretários de Segurança Pública para traçar um panorama do combate ao crime organizado nos estados.

No entanto, apenas o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, participou das audiências.

Por que a prorrogação foi barrada?

Criada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil, a CPI do Crime Organizado não será prorrogada porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avaliou que seria inadequado estender os trabalhos às vésperas do início do calendário eleitoral deste ano.

O relator da comissão, Alessandro Vieira, afirmou que, com o encerramento das atividades, a CPI deixará de avançar na apuração de “fatos de alta gravidade”, como o caso do Banco Master.

Bolsonaro não interferiu na Polícia Federal, aponta segundo relatório

Alexandre de Moraes, ministro do STF, havia determinado a reabertura do caso

Por Gustavo Nascimento
O ex-presidente Jair Bolsonaro aparece posicionado ao centro da foto. Emblema da Polícia Federal aparece em segundo plano - Foto: Marcos Corrêa | PR

A Polícia Federal concluiu, pela segunda vez, que não há provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha tido interferências indevidas na corporação enquanto ocupava o Palácio do Planalto.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a reabertura do caso, que tinha sido instaurado após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça, quando ele disse ter sofrido pressão do presidente para trocar cargos de comando da corporação.

Um dos motivos para a suposta interferência de Bolsonaro na PF seria o receio em relação ao avanço do inquérito das fake news contra seus aliados. Durante o mandato do ex-presidente, a PF concluiu que não houve interferência indevida e o então procurador-geral da República Augusto Aras havia pedido o arquivamento da investigação.

Por conta disso, Alexandre de Moraes ordenou a reabertura do processo, que – agora sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – concluiu novamente que não há provas para justificar uma imputação penal a Jair Bolsonaro no inquérito.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 –CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais", escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

Após receber esse relatório complementar, Moraes enviou o processo para análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pode indicar novas diligências a serem tomadas ou requisitar o arquivamento definitivo do caso.

Indicados por Bolsonaro ao STF assumirão comando do TSE pela primeira vez

Com saída antecipada de Cármen Lúcia, Nunes Marques assume presidência e ficará à frente da organização do pleito

Fernanda Fonseca, da CNN Brasil

A antecipação da saída de Cármen Lúcia da presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abre caminho para que, pela primeira vez, indicados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumam o comando da Corte durante uma eleição geral.

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), deve assumir a presidência do tribunal já em maio, após a eleição interna marcada para a próxima semana. Ele ficará responsável por conduzir o processo eleitoral de 2026, cujo primeiro turno está previsto para 4 de outubro. A eleição interna que formalizará a nova direção está marcada para a próxima terça-feira (14).

A mudança ocorre após Cármen Lúcia anunciar que deixará o cargo antes do fim de seu mandato, originalmente previsto para junho. Segundo a ministra, a antecipação busca garantir maior “tranquilidade administrativa” na organização das eleições, evitando transições próximas ao pleito.

Na prática, a escolha da nova cúpula é protocolar: além de Nunes Marques na presidência, o ministro André Mendonça, também indicado por Bolsonaro ao STF, deve assumir a vice-presidência da Corte.

Indicado ao Supremo em 2020, Nunes Marques terá papel central na coordenação das etapas do pleito, desde o registro de candidaturas até a divulgação dos resultados.

Como presidente do tribunal, caberá ao ministro supervisionar a logística nacional das urnas eletrônicas, presidir julgamentos relacionados ao processo eleitoral e conduzir ações de combate à desinformação.

O TSE é composto por sete ministros, com mandatos temporários, sendo três oriundos do STF, dois do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois juristas. A presidência é exercida por um dos ministros do Supremo que integram a Corte.
sexta-feira, 10 de abril de 2026

Tribunal mantém absolvição de sobrinho de Marcola

Parente do líder criminoso era acusado de operar jogo do bicho e bets no Ceará

Loriane Comeli

Marcola cumpre pena em regime fechado | Foto: Reprodução/Redes sociais

Acusado de operar uma bet e pontos do jogo do bicho do Primeiro Comando da Capital (PCC), um sobrinho de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o líder máximo da facção, e outros oito réus foram absolvidos pelo Tribunal de Justiça do Ceará da acusação de organização criminosa e contravenção.

O sobrinho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, já havia sido absolvido por “falta de provas” em primeira instância, em agosto de 2025. O Ministério Público do Ceará recorreu, mas a sentença foi mantida por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal da Corte.

A defesa de Leonardo informou que as acusações da Promotoria “jamais encontraram respaldo em provas concretas” e que “o período de quase um ano e meio de prisão causou profundo sofrimento aos familiares”.

Segundo o Ministério Público, Leonardo integra “a estrutura criminosa armada, vinculada ao PCC, organizada em diferentes núcleos operacionais e sustentada financeiramente por atividade empresarial no setor de loterias”.

O sobrinho de Marcola foi um dos alvos da Operação Primma Migratio, deflagrada em abril de 2024 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) no Ceará, que focou a migração de lideranças do PCC para o Nordeste para gerenciar tráfico de drogas, armas e exploração de jogos de azar.

Tio de Leonardo, Marcola é apontado como chefe da Sintonia Final da facção, responsável por tomar decisões estratégicas, disciplinares e financeiras da organização. Preso desde 1999 e condenado a 342 anos de prisão, ele cumpre pena atualmente na Penitenciária Federal de Brasília.

Ao recorrer da absolvição em primeira instância, o Ministério Público revelou que os réus “integram organização criminosa armada ligada ao PCC, voltada à exploração ilícita de bets e ao jogo do bicho, com indícios de lavagem de dinheiro e outros delitos”.

O entendimento do tribunal sobre o sobrinho de Marcola

No entendimento da Corte, porém, não ficou comprovada a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão clara de funções e atuação coordenada para a prática de crimes. Para os desembargadores, esses elementos não foram demonstrados de forma segura no caso.

Os magistrados também avaliaram que as provas apresentadas são “genéricas” e baseadas, em grande parte, em inferências, sem individualizar a conduta de cada acusado. Segundo a decisão, não há demonstração clara de que os réus tinham vínculo direto e consciente com uma eventual estrutura criminosa atrelada ao PCC.
Para o Tribunal de Justiça do Ceará, não há provas do envolvimento dos réus em crimes ligados ao PCC | Foto: Agência Brasil

Relator do caso, o desembargador Benedito Helder Afonso Ibiapina afirmou que “o que se tem nos autos, ao invés de uma construção dedutiva firme, é um conjunto de elementos frágeis, soltos, que não se amarram com a coesão necessária para gerar a certeza exigida em matéria penal”.

O magistrado prosseguiu: “Os relatórios policiais e os depoimentos colacionados pelo Ministério Público foram apresentados de forma genérica, sem indicar elementos concretos que sustentem a imputação”.

Ele também escreveu que “a mera vinculação funcional ou societária a uma empresa formalmente constituída, ainda que posteriormente questionada, não autoriza concluir pela adesão dos réus à facção criminosa PCC, organização de reconhecida gravidade e estrutura”.

Leia a íntegra da nota do advogado Bruno Ferullo, que defende Leonardo Herbas Camacho

Bruno Ferullo, advogado responsável pela defesa técnica de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, vem a público manifestar-se sobre o julgamento da apelação interposta pelo Ministério Público, ocorrido na data de ontem (08/04), que buscava reverter a sentença absolutória.

O Tribunal, ao confirmar a decisão de primeiro grau, reconheceu novamente que as acusações formuladas jamais encontraram respaldo em provas concretas, evidenciando a inexistência de elementos aptos a sustentar qualquer condenação.

A decisão reafirma o acerto do julgamento absolutório e destaca a importância da observância do devido processo legal e da preservação das garantias fundamentais.

A defesa reitera que seguirá firme na busca pela reparação dos danos decorrentes da exposição indevida e do período de quase um ano e meio de prisão injusta, que causou profundo sofrimento a Leonardo e a seus familiares.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Irã: ex-chanceler Kamal Kharazi morre depois de ser ferido em ataque

O histórico do iraniano inclui a representação do país nas Nações Unidas, em Nova York, e o comando do Ministério das Relações Exteriores entre 1997 e 2005

Yasmin Alencar
Kamal Kharazi, ex-chanceler do Irã | Foto: Reprodução/Youtube

Ferido em um ataque atribuído aos Estados Unidos e Israel em 1º de abril, o ex-chanceler iraniano Kamal Kharazi morreu nesta quinta-feira, 9, conforme divulgou a imprensa oficial do Irã. Ele tinha 81 anos e era chefe do Conselho Estratégico de Relações Internacionais, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com informações das agências Mehr e Isna no Telegram, Kharazi foi descrito como “mártir” depois de não resistir aos ferimentos causados pelo que os veículos classificaram como um atentado terrorista promovido por “inimigos americano-sionistas”. A mulher do diplomata também morreu no ataque que atingiu a residência do casal em Teerã.

Trajetória diplomática e atuação internacional

O histórico de Kharazi inclui a representação do Irã nas Nações Unidas, em Nova York, e o comando do Ministério das Relações Exteriores entre 1997 e 2005, durante o mandato do então presidente Mohammad Khatami, de perfil reformista.

Além de Kharazi, a série de ataques desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e de outros integrantes do alto escalão militar e político do país.

Lula minimiza escândalo do Master, diz Transparência Internacional

ONG menciona conselho do petista a Alexandre de Moraes e diz que a preocupação central do presidente 'é apenas se distanciar politicamente do impacto eleitoral' do caso

Loriane Comeli
Segundo a ONG, Lula, com sua fala sobre o 'companheiro Moraes', 'confirma que é um péssimo conselheiro quando o tema é probidade'; na imagem, Lula, Viviane Barci e Moraes | Foto: Reprodução/STF

A organização não governamental Transparência Internacional, que atua no combate à corrupção, fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter minimizado o alcance do escândalo do Banco Master e o envolvimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A ONG citou a recente entrevista de Lula ao portal ICL Notícias, na qual diz ter aconselhado o “companheiro Moraes” a se declarar impedido para participar do julgamento do caso Master para preservar sua biografia. “Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes e vou dizer para vocês exatamente o que eu disse para ele. É o seguinte: você construiu uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia”, declarou Lula.

Para a ONG, mais indicado do que o conselho a Moraes, seria Lula ter aconselhado o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a não se omitir e investigar o escândalo.

A reação da Transparência Internacional

Em postagem no X, a Transparência Internacional disse que o caso Master não se resolve com eventual reconhecimento de impedimento de Moraes e, por isso, “é extremamente prejudicial ao país a forma como o presidente minimizou o caso”. “Em um contexto de normalização do absurdo, pode até ser positivo que Lula tenha aconselhado o óbvio ao ministro Moraes, que ele deve se declarar impedido de julgar causas do escritório da esposa. Mas é extremamente prejudicial ao país a forma como o presidente minimizou o caso, como se fosse meramente uma questão de impedimento”, afirmou a ONG.

Para a ONG, “o conflito de interesses, já evidente, é o menor dos problemas neste caso gravíssimo, e a declaração de impedimento por parte de Moraes estaria longe de solucioná-lo”. “Com sua fala, o presidente Lula confirma que é um péssimo conselheiro quando o tema é probidade”, escreveu a Transparência Internacional. “Ao minimizar um caso de tamanha gravidade, demonstra que sua preocupação central é apenas se distanciar politicamente do escândalo e de seu impacto eleitoral.”

Em seguida, a ONG lista as circunstâncias do escândalo omitidas por Lula na entrevista. O post cita o contrato de R$ 129 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, cujo valor está “completamente fora de parâmetros” de mercado. Menciona, também, as interações do ministro com o dono do banco, Daniel Vorcaro, e com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Isso indica um possível tráfico de influência.

A ONG também afirma que o escritório da mulher de Moraes ignorou o fato de que Master e Vorcaro “já tinham histórico de investigações e sobre eles pairavam suspeitas generalizadas no mercado — fortíssimos indícios de que o valor tão incompatível poderia ter origem criminosa”.

Pessoas expostas politicamente

Outro ponto citado pela ONG é que Viviane e os filhos de Moraes são classificados como pessoas expostas politicamente (PEPs), em razão do parentesco direto com uma autoridade de alto escalão do Judiciário. No âmbito internacional, PEPs são consideradas de risco elevado para práticas como corrupção e lavagem de dinheiro, o que impõe a adoção de controles reforçados em qualquer relação comercial ou financeira.

Esses protocolos incluem procedimentos rigorosos de “know your client” (KYC), com verificação detalhada da identidade, histórico e reputação do cliente, além da checagem da origem dos recursos envolvidos nas transações.

Apesar disso, diz a ONG, “o escritório Barci de Moraes não adotou os mais elementares mecanismos de compliance ao aceitar (ou pior, possivelmente propor) um contrato de valor extraordinariamente acima de mercado, com alto risco de origem ilícita, para realizar atividade de lobby exatamente na esfera de influência do marido/pai ministro Alexandre de Moraes”.

Para a Transparência, “diante de circunstâncias tão graves, o escritório jamais poderia ter assinado o contrato e deveria ter reportado o caso imediatamente aos órgãos de controle”.

A ONG ainda destacou que entre os serviços prestados ao Master, declarados pelo próprio escritório, estaria a prestação de consultoria em compliance ao cliente, justamente em um contexto em que falhas nesse tipo de controle são apontadas como centrais.

Leia os apontamentos da Transparência Internacional sobre o envolvimento de Moraes no caso MasterO caso envolve um contrato de R$ 129 milhões, valor completamente fora de parâmetros, inclusive para as maiores e mais caras bancas do mundo, para serviços da natureza do que o próprio Barci de Moraes declarou ter prestado.

O cliente Master não é uma grande empresa demandando serviços de alta complexidade bem especificados contratualmente, como operações internacionais de fusão e aquisição ou respostas a grandes desastres. Trata-se de um banco de pequeno a médio porte, e o contrato — publicado pela imprensa — tinha objeto genérico, essencialmente de defesa de interesses do banco perante órgãos públicos, ou seja, atividade de natureza lobista.

O cliente Master e seu proprietário Daniel Vorcaro já tinham histórico de investigações e sobre eles pairavam suspeitas generalizadas no mercado — fortíssimos indícios de que o valor tão incompatível poderia ter origem criminosa.
Viviane, Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, sócios do escritório, são pessoas expostas politicamente (PEPs) devido ao parentesco direto com uma autoridade de alto escalão. PEPs são classificadas internacionalmente como categoria de risco elevado de corrupção e lavagem de dinheiro e sujeitas, em suas transações comerciais e financeiras, a procedimentos reforçados de prevenção e compliance, incluindo “know your client” (checagem de antecedentes do cliente) e verificação da origem dos recursos.

Apesar dos próprios sócios, como PEPs, estarem sujeitos a estes procedimentos, o escritório Barci de Moraes não adotou os mais elementares mecanismos de compliance ao aceitar (ou pior, possivelmente propor) um contrato de valor extraordinariamente acima de mercado, com alto risco de origem ilícita, para realizar atividade de lobby exatamente na esfera de influência do marido/pai ministro Alexandre de Moraes.

Diante de circunstâncias tão graves, o escritório jamais poderia ter assinado o contrato e deveria ter reportado o caso imediatamente aos órgãos de controle. Paradoxalmente, um dos serviços que o Barci de Moraes declarou ter prestado ao Master foi consultoria de compliance.

Para completar e agregar elementos da mais alta gravidade, a imprensa tem revelado diversas informações que apontam para interações diretas do ministro Moraes com Vorcaro, como visitas à residência do empresário, viagens em seus aviões, trocas de mensagens posteriormente apagadas (inclusive no dia da prisão, com a pergunta “conseguiu bloquear? “), além de reuniões e troca de mensagens com autoridades diretamente relacionadas aos interesses do cliente de sua família, como o presidente do Banco Central.

Lula deveria ter aconselhado a PGR a não se omitir

Para a ONG, Lula, em vez de aconselhar Moraes, teria agido de forma “institucionalmente mais apropriada” se “aconselhasse o procurador-geral da República a não se omitir, abrir imediatamente uma investigação e conduzi-la com plena independência”.

“Se estivesse verdadeiramente preocupado com a corrosão da credibilidade das instituições democráticas pela corrupção, é isso que faria como autoridade máxima eleita do país”, finaliza a Transparência Internacional.

Master pagou R$ 5 milhões a ex-presidente do Banco Central

Valores constam em documentos fiscais e envolvem consultoria prestada por economista ao banco

Luis Batistela

Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central | Foto: Reprodução/Ana Assunção/UFPR/Flickr

O Banco Master declarou ter repassado R$ 5,1 milhões ao economista Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central (BC). Os dados aparecem em relatórios da Receita Federal enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Loyola ocupou a presidência do BC em dois períodos. Ele comandou a autoridade monetária de 1992 a 1993, no governo Itamar Franco, e voltou ao cargo entre 1995 e 1997, nomeado por Fernando Henrique Cardoso.

Outros nomes também aparecem nas declarações do banco. O levantamento inclui o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, a família do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

Ao portal Metrópoles, Loyola afirmou que sua atuação no Master era conhecida. Ele integrou um comitê consultivo ao lado de Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

“Era um pouco isso, olhar as coisas de mercado”, disse Loyola. “Não era uma coisa que avaliasse outros aspectos, a não ser oportunidades de mercado.”

Consultoria de Loyola ao Master

O economista exerce o cargo de diretor-presidente da Tendências Consultoria. Ele mantém sociedade com outros profissionais, entre eles o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega.

Apesar disso, o Master contratou Loyola por meio da empresa Gustavo Loyola Consultoria Ltda. Ele possui 99% de participação na companhia, que divide com o filho. Os pagamentos começaram em meados de 2023. O banco realizou depósitos mensais de R$ 250 mil.

Naquele ano, Loyola recebeu R$ 1,25 milhão. O valor dobrou em 2024 e voltou a se repetir em 2025. A soma ultrapassou R$ 5 milhões em pouco mais de dois anos.

Durante esse período, o economista comentou publicamente a possível compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Em entrevista, afirmou que a operação poderia beneficiar todos os envolvidos.

Ditador de Cuba diz que não vai renunciar diante de pressão dos EUA

Miguel Díaz-Canel afirma que deixar o poder 'não faz parte do vocabulário' e defende 'soberania' da ilha

Isabela Jordão

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira, 9, que não pretende deixar o poder diante da pressão dos Estados Unidos sobre o regime sob o qual mantém ilha. “Renunciar não forma parte de nosso vocabulário”, respondeu à emissora norte-americana NBC ao ser questionado se consideraria renunciar para “salvar o país”.

Díaz-Canel também criticou a pressão de Washington contra a ditadura cubana. “Em Cuba, quem ocupa cargos de liderança não é escolhido pelo governo dos Estados Unidos”, disse. Segundo ele, o país “goza de autodeterminação e independência” e não está sujeito “aos desígnios” da Casa Branca.

A entrevista, a primeira concedida a uma rede de televisão dos EUA, ocorre em meio ao aumento da pressão da administração de Donald Trump por mudanças no regime cubano. O republicano já classificou Cuba como uma “nação falida” e intensificou medidas econômicas contra a ilha.

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso em Miami | Foto: Reprodução/X

Durante a conversa, Díaz-Canel demonstrou irritação ao ser questionado sobre uma eventual renúncia e retrucou se a mesma pergunta seria feita a Trump — ou se se tratava de uma orientação do Departamento de Estado. Ainda assim, afirmou que Cuba está disposta a negociar com os EUA, desde que sem “pressões nem tentativas de intervenção”.

Trump impediu envio de petróleo da Venezuela para Cuba

A tensão se agravou depois de Washington bloquear o envio de petróleo venezuelano à ilha, medida adotada depois da captura do agora ex-ditador Nicolás Maduro em Caracas. O aperto energético tem intensificado as dificuldades econômicas do país.

No cenário diplomático, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou a afirmar que o modelo econômico cubano está “falido” e sugeriu a necessidade de mudança de governo. Em resposta ao isolamento, Cuba tem buscado apoio externo.

Nesta quinta-feira, o vice-chanceler russo, Serguéi Riabkov, esteve em Havana para anunciar um novo envio de petróleo à ilha.

Flávio Bolsonaro lança Soraya Santos ao TCU e expõe contradições de Lula

Senador usa candidatura de aliada para atrair voto feminino e diz que governo Lula tem excluído as mulheres

Erich Mafra

Soraya Santos (PL-RJ) ao lado de Flávio Bolsonaro(PL-RJ) e da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) - Foto: Divulgação/Agência Câmara

Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro expôs as contradições de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a participação das mulheres em seu governo, durante o lançamento da candidatura de Soraya Santos (PL-RJ) ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Em evento no Salão Verde da Câmara nesta quinta-feira, 9, o parlamentar destacou que o PL oferece um quadro feminino para uma Corte composta hoje apenas de homens. O movimento visa a atrair o eleitorado feminino e marcar contraste com as indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio lembrou que Lula ignorou mulheres nas três vagas abertas para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o senador, o governo federal não cumpre promessas de campanha e demite ministras para dar lugar a homens. O pré-candidato à Presidência afirmou que o apoio a Soraya mostra que a valorização feminina entre os conservadores ocorre na prática, e não apenas no discurso.

Recuo de Hélio Lopes e concorrência

A escolha de Soraya Santos passou pelo veto ao nome de Hélio Lopes (PL-RJ). O deputado, muito próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pretendia disputar a vaga, mas enfrentou resistência interna.

O partido avaliou que Lopes teria dificuldade para angariar votos e que a legenda precisava de uma mulher para a disputa. A experiência política de Soraya, que já tentou a vaga anteriormente, pesou na decisão final.

Soraya Santos enfrenta outros seis deputados na disputa pela vaga. Entre os concorrentes estão Adriana Ventura (Novo-SP), Danilo Forte (PP-CE), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES), Hugo Leal (PSD-RJ) e Odair Cunha (PT-MG), este último com apoio de um bloco que inclui do PT ao Psol e Republicanos.

A Comissão de Finanças e Tributação sabatina os candidatos na próxima segunda-feira, 13. O plenário da Câmara pode realizar a votação logo depois da sabatina. Em seguida, o nome do vencedor passa por análise no Senado Federal.

TSE confirma cassação de deputado de Roraima por compra de votos em 2018

A votação foi unânime entre os ministros da Corte

Yasmin Alencar

Sessão plenária no TSE - 29/5/2025 | Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Acusado de promover compra de votos durante as eleições de 2018, o deputado estadual Renan Bekel (Republicanos-RR) teve seu mandato cassado definitivamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou seu recurso nesta quinta-feira, 9. A votação foi unânime entre os ministros.

O TSE decidiu manter a multa fixada em 50 mil Ufirs, o que corresponde a aproximadamente R$ 53 mil, valor calculado com base na Unidade Fiscal de Referência, índice extinto desde 2000 e congelado em R$ 1 mil. A penalidade havia sido imposta anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

Detalhes do esquema de compra de votos

O relator do caso, ministro Villas Bôas Cueva, ressaltou a solidez das provas, que apontaram para um monitoramento contínuo de eleitores antes de cada repasse financeiro. “O caso revela complexo esquema de captação ilícita de sufrágio”, afirmou o ministro.

As investigações do Ministério Público Eleitoral identificaram uma estrutura organizada, com “líderes” e “liderados”, em que os votos eram negociados por valores previamente definidos. Os cabos eleitorais recebiam por volta de R$ 250 para formar grupos, enquanto cada eleitor recebia R$ 100 para votar no então candidato.

Cada pagamento era precedido por auditoria interna. A equipe de campanha montava listas detalhadas com informações eleitorais e realizava ligações em que simula pesquisas de intenção de voto. O dinheiro só era entregue depois da confirmação do nome de Bekel pelo eleitor.

Defesa e decisão judicial

A Justiça Eleitoral rejeitou a tese de que os valores pagos seriam ajuda de custo de campanha. Para Villas Bôas Cueva, a estrutura tinha como objetivo ferir a igualdade entre os candidatos e comprometer a liberdade de escolha dos eleitores.

Renan Bekel foi condenado de forma unânime no TRE-RR e buscou reverter a decisão no TSE, ao contestar tanto a cassação quanto a multa. A defesa alegou fragilidade das provas e negou participação direta do deputado nos atos ilícitos, mas os argumentos foram recusados pelo Tribunal.

Leite pede desculpa a Caiado

Governador gaúcho admite falha ao não parabenizar pré-candidato do PSD, mas ressalta divergências internas

Isabela Jordão
Eduardo Leite era um dos três filiados ao PSD que pleiteava uma candidatura à Presidência pelo partido | Foto: Divulgação/RS.Gov

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou, nesta quinta-feira, 9, ter pedido desculpa ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), por não tê-lo parabenizado pela escolha como pré-candidato do partido à Presidência da República.

Em publicação no X, Leite disse que o gesto foi motivado por uma “indelicadeza não intencional”. “Estive hoje com o governador Caiado e aproveitei para, antes de mais nada, me desculpar pela indelicadeza não intencional de não tê-lo parabenizado pela indicação como pré-candidato do PSD”, escreveu.

Apesar do pedido de desculpa, o gaúcho reiterou divergências em relação à estratégia da legenda. “Continuo discordando da leitura de cenário feita pelo partido, mas isso em nada diminui o nome nem a biografia de Caiado”, afirmou.

Leite também informou ter entregue ao correligionário uma carta com propostas para o debate eleitoral. Segundo o governador, ele está disposto a colaborar: “Estou pronto para ajudá-lo no que estiver ao meu alcance para que possamos oferecer uma alternativa viável e real contra a polarização.”

Leite desaprovou publicamente escolha de Caiado como nome do PSD

O PSD confirmou a pré-candidatura de Caiado à Presidência no último dia 30. O governador de Goiás se filiou recentemente à sigla. Além de Eduardo Leite, o nome dele venceu disputa interna com Ratinho Jr., governador do Paraná.

Desde então, Leite começou a receber mensagens e ligações de lideranças do PSDB para retornar ao partido e disputar o Palácio do Planalto. Interlocutores da cúpula tucana intensificaram contato diante da escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato do PSD.

Em vídeo divulgado depois do anúncio, feito por Gilberto Kassab na data do anúncio, Leite demonstrou desconforto com a escolha e afirmou que ela contribui para a polarização política. Disse ainda que, em princípio, pretende cumprir seu mandato no governo gaúcho até dezembro.

Anitta sofre condenação por danos morais depois de usar meme em divulgação de álbum

Mesmo depois da decisão, a cntora pode apresentar recurso na Justiça

Yasmin Alencar

A cantora Anitta | Foto: Reprodução/Instagram/Anitta

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou que a cantora Anitta pague R$ 25 mil a título de danos morais, depois de utilizar a imagem de Poliana da Silva sem autorização para promover o álbum “Versions of me”, lançado em 2022.

O episódio teve origem em um vídeo publicado por Poliana no YouTube em fevereiro de 2012, no qual ela e amigas aparecem dançando. O conteúdo ganhou notoriedade anos depois e se popularizou nas redes com o apelido de “a coreô que combina com tudo”.

Uso do vídeo viral e a repercussão nas redes

No dia 13 de abril de 2022, Anitta usou o vídeo viral em uma postagem no X para divulgar seu disco, acrescentando uma das faixas do álbum como trilha sonora. A publicação se repetiu em outras plataformas, como o Instagram, onde alcançou 700 mil curtidas.

O relator Renato Lima Charnaux Sertã avaliou que a imagem de Poliana foi empregada com objetivos comerciais e sem consentimento. A defesa da cantora alegou que, por ser um meme amplamente compartilhado, o vídeo estaria em domínio público.

Decisão judicial e possibilidade de recurso

No entanto, o tribunal não aceitou esse argumento, esclarecendo que o domínio público só se aplica em situações específicas e que a situação apresentada não se enquadra nessas condições. O pedido de indenização por danos materiais, porém, foi rejeitado por falta de comprovação de ganhos diretos com a publicação.

A decisão, tomada na terça-feira 7, ainda permite que Anitta apresente recurso contra a condenação.

Exército prende militares por ordem de Moraes

STF determina o início do cumprimento das penas de até 17 anos

Erich Mafra

Moraes também impôs o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Exército prendeu três militares na manhã desta sexta-feira, 10, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado ordenou o início da execução das penas logo que a Corte rejeitou os primeiros recursos contra as condenações por suposta tentativa de golpe de Estado.

O major da reserva Ângelo Denicoli foi detido no Espírito Santo, enquanto o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues foram levados para o Batalhão de Polícia do Exército em Brasília.

Os mandados de prisão definitiva miram o grupo acusado de espalhar informações falsas sobre as urnas eletrônicas. Dois alvos da operação seguem foragidos: o coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu e o engenheiro Carlos Cesar Rocha. Ao SBT News, a defesa de Denicoli criticou a medida e classificou a prisão como “açodada” por ocorrer antes do esgotamento total dos recursos previstos na Constituição.

Penas severas e multa milionária

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que os militares utilizaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos. As condenações ocorreram em outubro do ano passado e as penas chegam a 17 anos de reclusão em regime fechado.

Denicoli recebeu a punição mais alta, com 17 anos de prisão. Abreu foi condenado a 15 anos e meio, enquanto Bormevet e Rodrigues pegaram 14 anos e meio e 14 anos, respectivamente. Já os militares Almeida e Barros receberam sentenças de 13 anos e seis meses de detenção.

O STF também impôs aos réus o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos e determinou a inelegibilidade de todos os envolvidos. Bormevet perderá o cargo de agente da Polícia Federal. Para os demais oficiais e praças, o tribunal enviou comunicado ao Superior Tribunal Militar para que a Corte declare a indignidade para o oficialato, o que resulta na perda de patentes e postos.

Investigados por tráfico e lavagem de dinheiro são alvo de operação em Juazeiro

Quadrilha possui atuação estruturada, com divisão de funções entre diferentes núcleos

Por Victoria Isabel
Divulgação MP e SSP - Foto: MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 9, a quarta fase da Operação Premium Mandatum, com o cumprimento de mandados judiciais contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de capitais com atuação interestadual.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária nos municípios de Juazeiro, no norte da Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. Além disso, equipes também executaram 12 mandados de busca e apreensão nas duas cidades. Outro mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro.

Grupo comandado de dentro de presídios

As investigações apontam que a organização tinha uma estrutura hierarquizada, com divisão de funções entre diferentes núcleos. Um grupo de comando, formado por lideranças custodiadas em unidades prisionais, seria responsável por ordenar as ações criminosas.

Já um núcleo operacional executava as ordens, enquanto outro setor, denominado núcleo financeiro, era encarregado da ocultação e movimentação dos recursos ilícitos, garantindo a continuidade das atividades do grupo.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos seis aparelhos celulares, uma balança de precisão e R$ 14.781 em espécie. Todo o material recolhido será analisado para aprofundar as investigações.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro.

Operação Premium Mandatum

A operação contou com apoio de forças de segurança da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, incluindo equipes do Gaeco, Polícia Militar e Polícia Penal da Bahia.

A ação foi coordenada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Norte) e da 6ª Promotoria de Justiça de Juazeiro.

De acordo com o MP-BA, nas fases anteriores da Operação Premium Mandatum já foram denunciadas 48 pessoas, além de ter sido determinado o bloqueio judicial de R$ 44 milhões em bens e valores. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 84 investigados ao longo das etapas anteriores da investigação.

COMPARTILHE