RADIO WEB JUAZEIRO



sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Vorcaro teme voltar a presídio federal e hesita em nova delação

Irmã afirma que ex-banqueiro está abalado depois da divulgação de áudios sobre supostos pagamentos ligados ao Instituto Lula

Lucas Cheiddi


O empresário Daniel Vorcaro, que continua preso em Brasília | Foto: Divulgação/SAP-SP

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro enfrenta crescente pressão na prisão enquanto tenta negociar uma terceira proposta de delação premiada no caso Banco Master. Segundo reportagem da revista Veja publicada nesta sexta-feira, 16, sua irmã, Natália Vorcaro Zettel, afirma que ele está em pânico com a possibilidade de voltar a uma penitenciária federal.

As duas tentativas anteriores de colaboração foram rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontaram falta de consistência nas informações apresentadas.

Preso desde março, Vorcaro está na chamada Papudinha, em Brasília. Ele ocupa uma cela individual e recebe visitas de advogados e familiares. Também pratica musculação e realiza atividades voluntárias de jardinagem e manutenção de áreas verdes, que podem contribuir para a remição de pena.

Revelações aumentam pressão sobre o ex-banqueiro
O Complexo Penitenciário da Papuda, que abriga a chamada Papudinha | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Em áudio obtido pela Veja, Natália afirma que o irmão teme retornar à Penitenciária Federal de Brasília, onde passou 13 dias em uma cela de aproximadamente 9 metros quadrados. Ela relata que ele sofreu condições que considera torturantes, incluindo falta de água e comida e iluminação constante.

A irmã também diz que Vorcaro ficou abalado com reportagens sobre suas declarações às autoridades. Entre as revelações estão supostos pagamentos de R$ 30 milhões para ajudar a financiar um documentário sobre Luiz Inácio Lula da Silva, dirigido por Oliver Stone, além de uma quantia não divulgada ao Instituto Lula. Segundo a versão atribuída ao ex-banqueiro, os valores teriam facilitado o acesso a fundos de pensão de estatais.

A reportagem também cita mensagens sobre contatos com o então ministro Alexandre Padilha e reuniões que envolveram fundos, como Postalis, Previ e Petros. Vorcaro teria mencionado uma comissão de 10% sobre recursos captados. Os citados negaram as acusações divulgadas.

Delação de Vorcaro segue indefinida

Segundo a Veja, Vorcaro considera entregar informações e provas sobre pessoas que, afirma, teriam recebido propina. Entretanto, depois das divulgações mais recentes, Natália relatou que o irmão cogitou suspender novas revelações até depois das eleições.

A defesa confirmou que a voz em áudios divulgados pela revista pertence a Vorcaro. Um laudo pericial citado pela publicação concluiu que os arquivos analisados não apresentavam sinais técnicos de edição nem manipulação.

Enquanto isso, o caso segue cercado de disputas. A campanha do PT estuda pedir investigação para identificar quem gravou o ex-banqueiro. Vorcaro permanece preso, e ainda não há acordo de delação aceito pelas autoridades.

Quem é Adolfo Sachsida, cotado para a Fazenda no governo Flávio

O que coloca o economista à frente é a combinação de confiança da família Bolsonaro e peso técnico

Yasmin Alencar


Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, participa do programa Voz do Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O nome de Adolfo Sachsida é o mais forte para o Ministério da Fazenda, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença o segundo turno das eleições no domingo 25. Conforme apurou Oeste, o economista é tratado como o nome para a pasta, enquanto integrantes do antigo governo de Jair Bolsonaro (PL) vêm sendo sondados para compor cargos no ministério.

O que coloca Sachsida à frente é a combinação de confiança da família e peso técnico. Entre os concorrentes estão Roberto Campos Neto, Marcelo Kayath e Alexandre Bettamio, e a leitura entre aliados é que o ex-presidente terá influência decisiva na escolha. O nome do economista também aparece com prioridade para o Planejamento e Orçamento, com menções à Infraestrutura e à presidência da Petrobras.

A trajetória

Natural de Londrina, onde nasceu em 1972, Sachsida é formado em ciências econômicas e em Direito, doutor em economia pela UnB e com pós-doutorado na Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. É servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997. Ganhou projeção nacional ao lado de Paulo Guedes quando comandou a Secretaria de Política Econômica de janeiro de 2019 a fevereiro de 2022, no período em que o governo aprovou sua agenda de reformas, e assinou com o ex-ministro o livro A Política Econômica Brasileira no Período 2019-2022.

Em maio de 2022, com a pressão sobre os combustíveis no auge, assumiu o Ministério de Minas e Energia, no lugar de Bento Albuquerque.

Fora do governo, manteve-se na linha de frente do debate econômico: criticou a nova regra fiscal e passou a defender uma regra guiada pela trajetória da dívida pública em relação ao PIB, em vez de só limites de despesa. Em 18 de agosto, entrou formalmente na equipe econômica da campanha de Flávio, inicialmente sob a coordenação de Daniella Marques, e hoje responde pelo núcleo econômico. Sachsida já disse que um eventual governo pretende preservar o Bolsa Família e o BPC. Além de afirmar que, não vai acontecer privatizações no Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras.

O que ele prega

A plataforma que Sachsida ajuda a desenhar parte de uma tese simples: para ele, o governo é a raiz da inflação. “Em 90% dos casos, aumento de preço é culpa do governo”, disse em entrevista a Oeste em setembro, ao atribuir a alta de preços — do supermercado à bomba — a excesso de gasto público e à retomada de tributos que haviam sido reduzidos ou zerados.
Adolfo Sachsida atua na formulação do programa econômico de Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução/Instagram/Adolfo Sachsida

Para sustentar o argumento sobre gastos, recorre à comparação entre os ciclos: segundo ele, o governo passou de 19,4% do PIB em despesas em 2018 para 18% em 2022, e “Bolsonaro foi o primeiro e único presidente desde a redemocratização a terminar o mandato gastando menos do que quando entrou”. Hoje, afirma, a dívida está acima de 82% do PIB, e o reequilíbrio levaria cerca de um ano e meio.

O plano econômico, segundo o economista, se organiza em três pilares: a consolidação fiscal, tida como a mais urgente; o aumento da produtividade, por desburocratização, digitalização dos serviços públicos e segurança jurídica; e a inclusão social produtiva, que facilite a abertura da primeira empresa. Na leitura dele, o ajuste tem de vir pelo corte de despesas, e não por novos tributos, com medidas como a redução do número de ministérios e o controle dos supersalários.

Vorcaro comemora notícia sobre contrato com mulher de Moraes: 'Melhor matéria'

Diálogo com ex-sócio Augusto Lima foi extraído do celular do dono do Banco Master no âmbito das investigações da Polícia Federal

Fábio Matos


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro: advogados dizem não haver justificativas para prisão preventiva | Foto: Dilvulgação/Esfera

A revelação do contrato firmado entre a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e o Banco Master foi comemorada pelo empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, em uma troca de mensagens com Augusto Lima, seu ex-sócio no banco, em abril de 2025.

No diálogo extraído do celular do ex-banqueiro no âmbito das investigações da Polícia Federal (PF) e obtido pela CNN Brasil, Lima encaminha a Vorcaro o link de uma reportagem do jornal O Globo intitulada “Banco Master contratou mulher de Alexandre de Moraes”.

Ao receber o conteúdo, o dono do Master comemora a divulgação da notícia: “Melhor matéria que fizeram nossa na semana”. O texto revela o contrato entre o escritório de Viviane e o banco de Vorcaro, ainda sem informar o valor do acordo. Mais tarde, a PF descobriria que o acerto envolvia R$ 131 milhões.

Por meio de quebras de sigilo autorizadas pela Justiça, a CPI do Crime Organizado, do Senado Federal, apontou o repasse de R$ 80 milhões ao escritório de advocacia apenas entre 2024 e 2025. O restante do valor acordado não foi transferido porque o contrato foi interrompido depois da prisão de Vorcaro.

Os arquivos coletados pela PF na investigação sobre o caso Master mostram uma relação próxima e conversas frequentes entre Vorcaro e Augusto Lima – que costumava enviar reportagens jornalísticas ao dono do banco.

Recentemente, um relatório da PF que apurava a relação entre Vorcaro e Moraes revelou que o ministro do STF teria editado o contrato de sua mulher com a instituição financeira.

Na época, Viviane Barci de Moraes alegou, por meio de nota, que pediu informações ao magistrado “na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente”.

Quem é Augusto Lima

Conhecido como Guga Lima, Augusto Lima é banqueiro, empresário, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master e ex-controlador do Banco Pleno (que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano).

Lima é apontado pela PF como um dos elos entre o Master e políticos, principalmente o ex-governador e atual senador pela Bahia Jaques Wagner (PT). O empresário foi alvo da Operação Compliance Zero, da PF, suspeito de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

Daniel Vorcaro, por sua vez, está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, no Complexo da Papuda, em Brasília.

O dono do Master foi preso preventivamente em março de 2026, na terceira fase da Compliance Zero, no âmbito de investigações que apuram fraudes financeiras e acusações de liderar uma organização criminosa ligada ao banco. O escândalo é considerado a maior fraude financeira da história do país.

A defesa de Vorcaro solicitou ao STF a revogação da prisão preventiva, mas ele segue detido e prestou depoimento à PF nesta quinta-feira, 15, sobre as negociações entre o Master e o Banco de Brasília (BRB).

‘Não disse que ia dar certo?’, diz Alcolumbre a Camilo Santana sobre escala 6×1

PEC foi aprovada em 2 turnos no Senado por 75 votos favoráveis e 1 contrário

Isabela Jordão


Alcolumbre disse a Camilo Santana que já havia previsto o resultado da votação | Foto: Reprodução/Metrópoles

O líder da bancada do PT no Senado, Camilo Santana (CE), atribuiu ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsabilidade pela aprovação, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

A conversa ocorreu na noite da última quarta-feira, 14, minutos depois do anúncio do resultado da votação. Ao se aproximar da mesa de Alcolumbre, Camilo apertou a mão do presidente do Congresso. Alcolumbre o cumprimentou com um “parabéns”, ao que o petista respondeu: “Você é responsável por isso aqui”.

O presidente do Congresso retrucou: “Não te disse que ia dar certo?”. O diálogo foi captado pelo microfone logo depois do anúncio da aprovação da proposta.

Somente 1 senador votou contra a PEC da Escala 6×1

A proposta foi aprovada no Senado em dois turnos no mesmo dia. Sem alterações de mérito em relação ao texto aprovado pela Câmara, a medida segue para promulgação, garantindo uma das vitrines eleitorais do governo Luiz Inácio Lula da Silva a 11 dias do segundo turno das eleições.

No primeiro turno, foram 75 votos favoráveis, um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), e nenhuma abstenção. O placar foi o mesmo na segunda votação. A proposta precisava de pelo menos 49 manifestações favoráveis em cada etapa.

A PEC n° 221/2019 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A conclusão da votação ocorre na reta final da disputa presidencial, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.

As duas deliberações foram viabilizadas pela aprovação, em votação simbólica, do requerimento de calendário especial apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). O mecanismo abreviou os prazos regimentais e dispensou o intervalo entre os turnos.

Sidônio acusa EUA de interferirem nas eleições brasileiras

Campanha de Lula aciona o TSE contra a Meta e decide levar denúncias à OEA; empresa nega favorecimento

Letícia Alves


Ministro da Secom Sidônio Palmeira | Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou na quarta-feira 14 que os Estados Unidos interferem nas eleições brasileiras. “Estão objetivamente interferindo na eleição dos brasileiros”, disse à imprensa, ao responder a uma pergunta sobre a atuação norte-americana no processo eleitoral.

A declaração integra a estratégia da campanha do presidente Lula contra supostas ingerências estrangeiras, principalmente por meio de plataformas digitais.

PT aciona Meta e leva denúncias à OEA

No mesmo dia, a equipe jurídica do PT voltou a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp. A campanha acusa a empresa de tratar de forma desigual as candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro.

Segundo a campanha, testes com a inteligência artificial da Meta mostram que a ferramenta gera propaganda eleitoral favorável a Flávio, mas bloqueia pedidos semelhantes sobre Lula. Os coordenadores também alegam restrições ao alcance e à distribuição dos conteúdos do presidente nas redes.

A Meta, porém, negou favorecimento e classificou as acusações como “falsas” e “sem respaldo nos fatos”. A empresa afirmou que falhas técnicas pontuais não afetaram exclusivamente o Brasil nem perfis específicos.

Segundo o coordenador da campanha, o ex-ministro Camilo Santana, Lula orientou a equipe a levar as denúncias à Organização dos Estados Americanos (OEA). Representantes da candidatura também apresentarão o material a observadores internacionais credenciados no TSE.

O ex-ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Flávio diz que PT vai ter de ‘aturar Bolsonaro’ na Presidência

Senador afirmou, durante ato em MG, que pretende dar continuidade ao projeto político do pai e prometeu encerrar a era petista

Isabela Jordão


Flávio faz live ao lado de Derrite e Nikolas | Foto: YouTube/Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 15, que o PT terá de aceitar o retorno da família Bolsonaro à Presidência da República. Durante o ato “Bloquinho do 22”, em Minas Gerais, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o parlamentar prometeu encerrar o ciclo de governos petistas e dar continuidade ao projeto político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“E eles vão ter que aturar Bolsonaro subindo a rampa da Presidência da República. A gente vai encerrar essa era do PT de uma vez por todas, e o Brasil vai prosperar”, declarou Flávio aos apoiadores. Em seguida, perguntou ao público: “Eu quero saber quem tá com saudade do Bolsonaro aí”.

O “Bloquinho do 22” consiste em uma série de manifestações políticas de rua organizadas por lideranças de direita em apoio ao senador nesta reta final da eleição nacional.

Flávio esteve ao lado do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que recebeu 3,1 milhões de votos no pleito deste ano e se tornou o mais votado da história do país para a Câmara dos Deputados. O ato político ocorreu na cidade de Capelinha (MG), na região do Vale do Jequitinhonha.

Nikolas organiza manifestações em apoio a Flávio

Até o dia da votação do segundo turno, em 25 de outubro, Nikolas promoverá uma série de atos de rua não apenas em Minas, mas em diversas cidades do país. O objetivo do “Bloquinho do 22” é mobilizar a militância às vésperas da eleição, ao reunir apoiadores de Flávio em resposta à manifestação da esquerda no domingo 11 na Avenida Paulista, em São Paulo.

Entre os atos previstos na série do “Bloquinho do 22” até a eleição, estão manifestações em Vitória, no Espírito Santo; Salvador, na Bahia; Manaus, no Amazonas; Rio de Janeiro e São Paulo. O evento na capital paulista acontece no próximo domingo, 18, na Avenida Paulista.

Também estão sendo programados atos em Estados como Sergipe, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Piauí e Pará.

Flávio Bolsonaro evoca legado do pai em campanha por MG

Candidato do PL busca votos de indecisos no Vale do Jequitinhonha ao lado do deputado Nikolas Ferreira

Erich Mafra


Flávio gesticula durante evento de campanha para a eleição presidencial, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro - 16/8/2026 | Foto: Pilar Olivares/Reuters

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) explorou o capital político do pai para tentar consolidar votos no segundo turno em Minas Gerais. O senador gravou um vídeo direcionado a Jair Bolsonaro durante agenda de campanha em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, nesta quinta-feira, 15.

A mensagem buscou reforçar a ligação direta com a base bolsonarista no segundo maior colégio eleitoral do país. O parlamentar prometeu dar continuidade ao projeto político interrompido com a vitória do PT em 2022.

Apelo à base e ‘Bloco do 22’

O ato integrou a caravana organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), batizada de “Bloco do 22”. A ofensiva foca a conquista de eleitores que votaram em branco, nulo ou se declararam indecisos na primeira etapa do pleito.

“Olha a quantidade de gente que está depositando confiança no projeto que você começou e que eu vou dar continuidade, e que outras pessoas vão dar continuidade depois da gente”, declarou o candidato na gravação pública. O discurso busca nacionalizar a disputa municipal e transferir o prestígio familiar para as urnas.
Roteiro eleitoral no território mineiro

A agenda no Vale do Jequitinhonha marcou a primeira visita do candidato a Minas Gerais nesta etapa da corrida presidencial. A equipe de campanha estuda uma parada em Nanuque, no Vale do Mucuri, antes de encerrar o roteiro pelo interior.

O comitê eleitoral marcou um retorno a Belo Horizonte para 24 de outubro, véspera da votação definitiva. Os aliados planejam uma motociata na capital para medir a temperatura da militância antes do encerramento oficial da campanha.

Moraes arquiva investigação contra Allan dos Santos e Eustáquio; outros casos seguem

 


STF começa a analisar denúncia contra Oswaldo Eustáquio

Julgamento virtual decidirá se jornalista se torna réu por associação criminosa; defesa contesta citação por edital

Letícia Alves


Jornalista Oswaldo Eustáquio, alvo de ação no Supremo Tribunal Federal | Foto: Reprodução/YouTube

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta sexta-feira, 16, a analisar a denúncia contra o jornalista Oswaldo Eustáquio por associação criminosa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou a acusação. O julgamento ocorre no plenário virtual e termina em 23 de outubro. Os ministros decidirão se aceitam a denúncia e tornam o jornalista réu.

Segundo a PGR, Eustáquio participou de atos contra a diplomação e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, a acusação também atribui a ele participação em mobilizações em quartéis militares para contestar o sistema eleitoral.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, liberou o processo para julgamento depois da intimação para apresentação da defesa, no fim de julho. A ação tramita sob segredo de Justiça.

Defesa de Eustáquio questiona citação por edital

O advogado Ricardo Freire Vasconcellos, porém, contesta a citação por edital. Segundo ele, Eustáquio mantém endereço fixo há três anos, conhecido pelo STF e pelo governo brasileiro em razão do processo de extradição.

“Meu cliente está sendo julgado à revelia”, afirmou o advogado. A defesa argumenta que o procedimento viola a Constituição. Além disso, lembra que o Estado brasileiro perdeu, por unanimidade, o processo de extradição.

No início do mês, Moraes arquivou uma investigação contra Eustáquio, o senador Marcos do Val, o jornalista Allan dos Santos e o youtuber Ednardo D’Ávila Mello Raposo. A Polícia Federal havia indiciado os quatro em agosto de 2025 por obstrução de investigações e incitação ao crime.

O ministro, porém, acolheu o pedido da PGR. O órgão concluiu que as provas não comprovam a responsabilidade dos investigados. No entanto, novas provas podem permitir a retomada da investigação.

Lula mira jovens e torra milhões do seu dinheiro com 'Rouanet Games'


André Mendonça suspende propaganda de Lula que liga Flávio a milícias

Campanha petista liga supostos relatos de extorsão e violência praticados por milicianos a trechos de um pronunciamento de Flávio

Fábio Matos


André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão imediata de uma propaganda da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associa o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto, às milícias.

Em decisão publicada na noite desta quinta-feira, 15, Mendonça, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou o uso irregular de personagens criados por inteligência artificial (IA) com o intuito de simular depoimentos reais na propaganda petista.

A decisão do TSE atende a um pedido da campanha de Flávio e se refere a uma propaganda do horário eleitoral gratuito em 13 de outubro, nos blocos da tarde e da noite exibidos na TV. De acordo com Mendonça, em caso de descumprimento, a campanha de Lula estará sujeita a uma multa de R$ 10 mil por exibição.

Na peça publicitária, a campanha de Lula liga supostos relatos de extorsão e violência praticados por milicianos a trechos de um pronunciamento de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 2007. O senador foi deputado estadual entre 2003 e 2019.

Em determinado momento, a propaganda do PT afirma que “Flávio não tem nenhuma moral para combater o crime organizado no país porque ele faz parte do crime”.

O que diz André Mendonça

Segundo André Mendonça, a peça ultrapassou os limites da crítica política ao acusar, sem provas, o candidato do PL de participar do crime organizado.

“A propaganda desenvolve narrativa estruturada mediante a sucessão de depoimentos sobre práticas criminosas atribuídas a milícias, fragmentos de declarações do candidato, notícias jornalísticas e manifestações opinativas, conduzindo o espectador à conclusão de que Flávio Bolsonaro mantém vinculação com essas organizações criminosas”, anotou Mendonça.

“Não se trata, nesse ponto, de simples prognóstico eleitoral, de avaliação política desfavorável ou de questionamento acerca de acontecimentos pretéritos. A manifestação transmite ao eleitorado imputação factual grave, consistente na vinculação do representante à própria atividade criminosa”, completa o ministro do TSE.

Ainda segundo Mendonça, “a existência de episódios envolvendo determinadas pessoas identificadas como integrantes de organizações criminosas, assim como a reprodução de pronunciamentos antigos ou de opiniões jornalísticas, não permite, por si só, concluir que o candidato integra o crime organizado ou mantém compromisso com suas atividades ilícitas”.

Mendonça observou, em seu despacho, que o TSE já suspendeu uma propaganda de Flávio que associava Lula ao crime organizado. Para o ministro, o mesmo critério deve valer para todos os candidatos.

“A circunstância de a orientação prevalecente ser mais restritiva do que aquela que pessoalmente defendia não autoriza sua aplicação seletiva, conforme a identidade do candidato atingido pela propaganda”, concluiu Mendonça.

Canella poderá receber diploma de deputado estadual na prisão

Segundo mais votado no Rio tem aval legal para usar procuração enquanto aguarda julgamento no TSE

Erich Mafra


Márcio Canella nos tempos de deputado estadual no Rio de Janeiro | Foto: Octacílio Barbosa/Alerj

O deputado estadual eleito Márcio Canella (União-RJ) poderá receber o diploma eleitoral mesmo atrás das grades no dia 18 de dezembro. Especialistas em Direito Eleitoral confirmam que o político tem respaldo jurídico para formalizar o ato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por meio de procuração.

O ex-prefeito de Belford Roxo conquistou 197 mil votos e garantiu a segunda colocação geral na disputa fluminense. A diplomação assegura a validade do resultado das urnas enquanto o político permanece detido em razão de investigações criminais.
Julgamento no TSE e risco sobre os votos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa um recurso do Ministério Público que pode anular a candidatura do parlamentar. O ministro Sebastião Reis Júnior é o relator do caso em Brasília e aguarda o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para pautar a votação.

A Corte Regional deferiu o registro cinco dias antes do pleito, sob a tese de falta de provas para impedir a disputa. A eventual cassação pelo tribunal superior cancelará os votos de Canella ou transferirá a bancada para a federação partidária, com reflexos diretos na composição final da bancada estadual.

Posse presencial e evolução patrimonial

A Assembleia Legislativa exige a presença física do parlamentar no plenário a partir do início da legislatura em 2027. O regulamento interno determina a perda automática do mandato caso o político falte a mais de um terço das sessões de votação.

O patrimônio declarado de Canella saltou 870% desde a estreia na política em 2012. O deputado informou R$ 465 mil em bens na primeira eleição municipal e atingiu a marca de R$ 4,5 milhões na prestação de contas deste ano.

PoderData: 49% desaprovam governo Lula; 47% rejeitam presidente

Levantamento mostra que a avaliação da gestão é negativa para quase metade dos entrevistados. confira mais números

Lucas Cheiddi


Lula da Silva tenta a reeleição em 2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais

A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a 49%, segundo pesquisa do PoderData/Aya realizada de 13 a 15 de outubro e divulgada nesta sexta-feira, 16. O levantamento mostra ainda que 46% dos entrevistados aprovam a gestão federal, enquanto 5% não souberam responder.

A avaliação pessoal do presidente apresenta números semelhantes. Nesse caso, 47% dizem desaprovar o desempenho de Lula, ante 46% que afirmam aprová-lo. Outros 7% não souberam responder. Os dados sugerem uma diferença entre a percepção sobre a administração federal e a avaliação do presidente, embora os dois indicadores estejam próximos.

A pesquisa ouviu 3 mil pessoas com 16 anos ou mais, em 644 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro estimada é de 1,8 ponto porcentual, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04258/2026.

Diferenças por região
Desaprovação do governo Lula | Foto: Divulgação/PoderData/Aya

Na avaliação do governo, a desaprovação supera a aprovação em quatro regiões: Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

No Norte, 51% desaprovam a gestão, enquanto 47% a aprovam. No Centro-Oeste, 50% desaprovam o governo e 41% aprovam. Enquanto isso, no Sudeste, os índices são de 51% e 43%, respectivamente. No Sul, a desaprovação chega a 55%, ante 40% de aprovação.

Já no Nordeste, a situação se inverte: 56% aprovam a gestão federal, enquanto 41% a desaprovam.

Avaliação pessoal de Lula

A análise por região também revela diferenças na avaliação do presidente. A desaprovação pessoal de Lula é de 51% no Norte, 51% no Sudeste e 55% no Sul. No Centro-Oeste, o índice chega a 53%. No Nordeste, por outro lado, 59% aprovam o desempenho do presidente, contra 36% que desaprovam.

Os resultados distinguem duas perguntas feitas aos entrevistados: uma sobre a aprovação do governo e outra sobre o desempenho pessoal de Lula. Embora os percentuais sejam próximos, os indicadores medem percepções diferentes e não devem ser tratados como equivalentes.

A pesquisa foi realizada antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, conforme o questionário do levantamento.

ANÁLISE: Entidades empresariais detonam populismo de Lula com fim da escala 6X1

Lula vai ao Congresso para promulgação do fim da escala 6×1

Cerimônia ocorre a 9 dias do 2º turno, depois de senadores aprovarem mudança na jornada por 75 votos a 1 nas duas votações

Sarah Peres


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira, 16, da cerimônia de promulgação da emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1. O ato no Congresso ocorre a nove dias do segundo turno das eleições, depois de o Senado aprovar a proposta na quarta-feira 14.

Marcada para esta manhã, a sessão será conduzida pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), com participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ainda não foi confirmada.

A presença de Lula associa o presidente à formalização de uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição. Depois da cerimônia, ele tem compromissos eleitorais em Juiz de Fora e Ipatinga, em Minas Gerais.

A promulgação cabe às Mesas da Câmara e do Senado. Por se tratar de uma alteração constitucional, a medida não depende de sanção presidencial.

Votação em um único dia

A PEC 221/2019 foi aprovada no Senado com 75 votos favoráveis, um contrário e nenhuma abstenção nos dois turnos. Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único senador a votar contra nas duas etapas. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na disputa presidencial, votou a favor em ambas.

As duas deliberações foram realizadas na mesma sessão graças à aprovação de um calendário especial. O requerimento apresentado pela líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), e outros líderes abreviou os prazos regimentais, permitindo concluir a análise sem o intervalo habitual entre os turnos.

O texto havia passado pela Câmara em maio e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro. No plenário, foi aprovado depois de cinco sessões de discussão em primeiro turno. O calendário especial dispensou as três sessões de discussão previstas para o segundo.

Mudança terá transição de 14 meses

A emenda reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A implementação será gradual.

Dois meses depois da publicação, o limite semanal deve cair para 42 horas, com a garantia dos dois dias de descanso, um deles preferencialmente aos domingos. Depois de mais 12 meses, a jornada máxima chegará a 40 horas semanais.

O limite de oito horas diárias será mantido. Acordos ou convenções coletivas devem estabelecer mecanismos de compensação, desde que assegurem, na média mensal, dois dias de repouso por semana e pelo menos uma folga a cada sete dias. Os dois dias de descanso não precisarão ser consecutivos.

Vorcaro nega fraudes e atribui crise do BRB à operação da PF

Dono do Master defende transações entre os bancos; auditoria identifica problemas em R$ 12,3 bilhões em carteiras

Letícia Alves


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro: advogados dizem não haver justificativas para prisão preventiva | Foto: Dilvulgação/Esfera | Foto: Dilvulgação/Esfera

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou fraudes nas negociações com o Banco de Brasília (BRB) em depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 15. Segundo a defesa, ele atribuiu a crise reputacional do BRB à operação Compliance Zero, que apura a compra de carteiras de crédito fraudulentas.

O depoimento durou cerca de três horas. Os advogados informaram que Vorcaro classificou a ação policial como açodada. Ele afirmou que a operação envolveu o banco “num enredo falso de suposta fraude bilionária” e abalou a confiança na instituição.

Além disso, Vorcaro negou prejuízos ao BRB ou a clientes e defendeu a legalidade das negociações. Segundo ele, as transações seguiram decisões técnicas e colegiadas das duas instituições.

Defesa de Vorcaro contesta suspeitas

O ex-banqueiro negou a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de consignado forjadas ao BRB. O valor supera 20% das operações de crédito do banco estatal. Segundo as apurações, o Master comprou os créditos da consultoria Tirreno, com origem em associações de servidores públicos da Bahia.

Ao contrário, Vorcaro afirmou que a troca de ativos gerou resultados positivos para o BRB. A defesa informou que apresentará contestação na esfera cível nesta sexta-feira, 16, e pedirá perícia para contestar as suspeitas de fraude e prejuízo.

Foto do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na Papuda | Foto: Reprodução/ TV Globo

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa também depôs nesta quinta-feira. Preso desde 16 de abril no mesmo inquérito, ele teve papel central nas decisões sobre as compras, segundo os investigadores. Indicado pelo ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), Costa presidiu o BRB de 2019 a novembro de 2025.

Ele era alvo da investigação desde a primeira fase, em 18 de novembro de 2025. O Ministério Público Federal pediu sua prisão naquela etapa. A Justiça Federal negou o pedido e determinou o afastamento do cargo. A defesa de Costa não respondeu à reportagem.

Auditoria aponta problemas nas carteiras

No início de abril, o BRB entregou à PF uma auditoria independente que reforçou as suspeitas. Segundo o documento, funcionários tratavam as compras do Master como “negócio do presidente” e trabalhavam sob pressão e urgência.

O BRB comprou R$ 21,9 bilhões em carteiras do Master. A auditoria identificou falta de lastro, inconsistências estruturais e problemas na documentação em R$ 12,3 bilhões desse total.

Peixe raro engole presa três vezes maior que o próprio corpo

Outras 20 espécies foram encontradas na região

Por Agatha Victoria Reis
Engolidor-negro - Foto: Reprodução/Schmidt Ocean Institute

Conhecido como engolidor-negro, o peixe da espécie Chiasmodon sp. foi flagrado com o abdômen dilatado após engolir uma presa três vezes maior que o próprio corpo. O registro ocorreu a 1.259 metros de profundidade, nas águas próximas a Trinidad e Tobago, no Caribe.

O animal vive em regiões profundas do oceano, onde ter alimento pode ser difícil. Por conta disso, o corpo do peixe possui características que permitem possuir uma grande quantidade de alimento quando uma presa aparece.

Por que o peixe consegue comer presas grandes?

Um dos motivos que facilitam essa característica é a mandíbula. Com ela, o peixe consegue abrir e movimentar de uma maneira que aumenta o espaço disponível para se alimentar. O estômago do animal também consegue inflar como um balão.

Com a combinação, o peixe consegue engolir animais muito maiores que o seu tamanho. No registro, realizado em julho deste ano, a presa era tão grande que a pele do peixe ficou quase transparente. As imagens ainda permitem observar até mesmo os órgãos do peixe.

Embora seja possível ver o interior do animal, os pesquisadores não conseguiram descobrir qual a presa havia sido servida de alimento para o peixe.

Mais de 20 espécies encontradas

O registro aconteceu durante pesquisa conduzida por cientistas de Trindade e Tobago em julho de 2026.

Além do engolidor-negro, a expedição aiada encontrou 20 outras espécies consideradas novas para a ciência. Foram mapeadas cerca de 13% do fundo do mar ainda não registrado em mapas da região, além de ocorrer a captação de mais de 700 exemplares de animais.

Também foram encontradas mais de 25 áreas onde gases e outros materiais saem do fundo do oceano. Nesses locais, bactérias usam substâncias químicas, como o metano, para produzir energia.

A 'cobra' encontrada no Brasil que não é réptil e respira pela pele

Animal é um parente próximo de salamandras e rãs

Por Agatha Victoria Reis
Imagem ilustrativa da cobra-mole (Atretochoana eiselti) - Foto: Imagem criada por IA| Agatha Victoria Ag. A TARDE

A natureza tem animais que desafiam as primeiras impressões, e a cobra-mole (Atretochoana eiselti) é um deles. Apesar do corpo semelhante ao de uma serpente, a espécie é um anfíbio raro e inofensivo, sendo um parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos.

Com um corpo alongado, cilíndrico e coberto por uma pele lisa, o animal é o maior tetrápode, animal com quatro patas ou ancestral de quatro patas, sem pulmões do mundo. O seu sistema de respiração ocorre por meio da pele, e por isso, o animal é considerado o maior anfíbio sem pulmões já encontrado.

Apesar de estranha, a espécie já havia sido descrita pelo herpetologista norte-americano Edward Harrison Taylor em 1968, curiosamente, baseado em um espécime localizado no Museu de História Natural de Viena, na Áustria.

Características da cobra-mole

O animal possui características que a diferencia de outras espécies próximas, entre elas estão:

a ausência de pulmões e de vasos sanguíneos pulmonares;
articulação mandibular pós-cranial;
estribos alongados e com direção posterior;
músculo cranial associado aos estribos, ligando estes às bochechas;
uma abertura intermediária tentacular posicionada entre o olho e a narina externa;
um sulco tentacular não encoberto por osso e o corpo lateralmente comprimido com uma barbatana mediana dorsal.

Cobra-mole no Brasil

O animal só ganhou notoriedade em 2011, quando seis espécimes foram encontrados durante obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, na Rondônia, pelo biólogo Juliano Tupan. Por muitos anos, os únicos registros da espécie existentes estavam apenas no Museu de Viena e na Universidade de Brasília.

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), informações sobre a reprodução, história de vida, fisiologia e hábitos do animal ainda são insuficientes.

No Brasil, o animal já foi encontrado na Rondônia, próximo à fronteira com a Bolívia e no Pará, próximo à foz do Rio Amazonas, nas ilhas de Marajó e Mosqueiro. Nesta região, os espécimes podem sofrer com a contaminação de resíduos não tratados.

As informações são do artigo ‘Descoberta do maior Tetrapoda apulmonado, Atretochoana eiselti (Taylor, 1968) (Amphibia: Gymnophiona: Typhlonectidae), em seu habitat natural na Amazônia brasileira’.

Clientes fornecem CPF em farmácia e são indenizados em R$ 10 milhões

Infração pode gerar multa milionária para estabelecimentos

Por Franciely Gomes
Clientes não são obrigados a apresentar o documento - Foto: Ilustrativa | Magnific

Ganhar descontos em compras de medicamentos caros é o desejo de diversos consumidores brasileiros. No entanto, a prática de ter que fornecer obrigatoriamente o CPF para ter acesso a este valores reduzidos pode ocasionar em multas milionárias para os donos dos estabelecimentos.

Foi o que aconteceu com a Raia Drogasil, empresa responsável pelas redes de farmácias Raia e Drogasil. Segundo informações divulgadas pelo Portal Tempo Novo, a organização foi condenada ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.

A decisão foi tomada devido ao reconhecimento da prática abusiva da empresa, que impedia que o cliente tivesse acesso às mesmas condições comerciais sem entregar suas informações pessoais.

O valor será destinado ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos de maneira integral, como parte da condenação.

O que diz a lei?

De acordo com a Justiça, os dados pessoais devem ser fornecidos de maneira voluntária, sem a finalidade de descontos ou cadastros no banco de dados e promoções da rede. O estabelecimento também deve informar onde essa documentação será utilizada, armazenada e compartilhada após a coleta.

Sem obrigatoriedade de informar os dados, o cliente pode recusar fornecer o CPF quando a farmácia solicitar o documento para um cadastro voluntário e pedir a amostra dos descontos fornecidos por eles sobre os produtos.

Segundo o Artigo 39, I do Código do Consumidor (CDC), é proibida a venda casada ou condicionada. Devido a isso, a farmácia não pode se recusar a vender um produto ou deixar de dar um desconto comum se você não quiser informar o CPF.

Condicionar o desconto à entrega de dados pessoais sem o consentimento claro do cliente é considerado prática abusiva. No entanto, a recusa não obriga a farmácia a conceder os descontos automaticamente.

Caso você se depare com uma farmácia que se recuse a aplicar o desconto da etiqueta ou a finalizar a venda por falta de CPF, é importante registrar uma reclamação no Procon do seu estado, como forma de validação do ocorrido.

Lula critica ida de diretor da PF a festa patrocinada por Vorcaro em Londres

Festa ocorreu entre 24 e 26 de abril de 2024, durante encontro jurídico patrocinado pelo Master

Por Luan Julião
O presidente e candidato à reeleição Lula - Foto: Foto: Ricardo Stuckert.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 15, durante sabatina na TV Globo, que não ficou convencido com a justificativa apresentada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para viajar a Londres e participar de um evento social em abril de 2024. O encontro foi patrocinado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e imagens da ocasião vieram à tona recentemente.

Ao comentar o episódio, Lula disse ter chamado a atenção do dirigente da PF assim que soube da viagem. O presidente questionou a necessidade de participação de Andrei na festa e afirmou que a função exercida por ele não justificava a presença no evento.

“E quando eu fiquei sabendo que ele ia a Londres, eu chamei ele, a atenção de que o papel do diretor da Polícia Federal não permite que ele tivesse ido a Londres. Ele me deu uma explicação, mas não foi convincente para mim. Ele não precisava ter ido. Aliás, ninguém precisava ter ido para aquela festa, ninguém”, disse Lula.

Evento teve patrocínio do Banco Master

A festa ocorreu durante a recepção aos convidados do “1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias”, realizado na capital britânica entre 24 e 26 de abril de 2024. O Banco Master foi o principal patrocinador do encontro, associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As imagens do evento foram divulgadas recentemente, trazendo novamente à tona a participação de autoridades e convidados na ocasião.

Veja como consultar seu local de votação para o 2º turno das eleições

TRE-BA orienta eleitores a consultarem colégios eleitorais por meio de plataformas do tribunal

Por Leo Almeida
Eleitores podem consultar até via WhatsApp - Foto: Ana Albuquerque | Ag. A TARDE

Eleitores baianos devem consultar com antecedência o local de votação para o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. A orientação é do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que informou ao portal A TARDE que eventuais mudanças nas seções eleitorais só podem ocorrer, neste momento, em situações excepcionais, motivadas por fatos supervenientes.

A recomendação ocorre após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando mais de 39,4 milhões de brasileiros deixaram de depositar seu voto pela disputa presidencial.

Local de votação pode mudar - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Em meio a relatos de eleitores que afirmam não ter recebido alertas sobre alterações no local de votação, a consulta prévia é uma forma de evitar imprevistos no dia do pleito. Ao portal A TARDE nesta quinta-feira, 15, o TRE-BA informou que divulga eventuais mudanças em seus canais oficiais de comunicação.

“Ainda assim, o TRE-BA orienta eleitoras e eleitores a consultar previamente o local de votação para o segundo turno das Eleições 2026”, afirmou o órgão, em resposta ao A TARDE.

Como consultar o local de votação

A verificação pode ser feita por três canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral baiana:Aplicativo e-Título: acesse a opção “Onde Votar” para consultar o endereço da seção eleitoral.

Site do TSE: entre no "Autoatendimento Eleitoral" e procure a opção de consulta ao título e ao local de votação.

WhatsApp: entre em contato com o Núcleo de Atendimento Virtual ao Eleitor (NAVE), pelo número (71) 3373-7000.

A consulta também está disponível na página de "título e local de votação do TRE-BA". O tribunal recomenda que a checagem seja feita antes do dia 25, para que o eleitor possa se organizar e evitar deslocamentos desnecessários.

Quem faltou no primeiro turno pode votar

Quem não compareceu às urnas em 4 de outubro poderá votar normalmente no segundo turno, desde que esteja com a inscrição eleitoral regular. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno é considerado uma eleição independente.

A ausência na primeira votação, portanto, não impede a participação no pleito de 25 de outubro. No entanto, quem não votou e ainda não justificou a falta precisa regularizar a pendência referente ao primeiro turno, mesmo que compareça às urnas no segundo.

O prazo para justificar a ausência na votação de 4 de outubro termina em 3 de dezembro de 2026. O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral no site do TSE ou presencialmente em um cartório eleitoral. Nos pedidos apresentados após a eleição, é necessário anexar documentação que comprove o motivo da ausência, sujeita à análise da Justiça Eleitoral.

Quais são as punições por não votar

Caso a justificativa não seja apresentada ou não seja aceita, o eleitor deverá pagar multa de R$ 3,51 por turno. O pagamento pode ser feito pelos canais digitais da Justiça Eleitoral ou em cartório, conforme as opções disponíveis.

Enquanto houver pendências, o eleitor pode enfrentar restrições para obter determinados documentos,— como passaporte —, tomar posse em cargo público e realizar outros atos que exigem a quitação das obrigações eleitorais.

A ausência em três eleições consecutivas sem justificativa ou pagamento das multas pode levar ao cancelamento do título. Como cada turno conta como uma eleição, as faltas são contabilizadas separadamente. A situação pode ser regularizada pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

Como correm as mudanças

O TRE-BA informou que o prazo previsto no calendário eleitoral para a publicação dos editais com os locais de funcionamento das seções terminou em 5 de agosto de 2026. A partir desse período, alterações só podem ocorrer em situações excepcionais, justificadas por fatos supervenientes.

O tribunal não detalhou, na resposta enviada ao A TARDE, a dimensão de eventuais mudanças para o segundo turno na Bahia. Por isso, a orientação oficial é que cada eleitor confira individualmente o endereço de votação antes de sair de casa.

A recomendação vale também para quem votou normalmente no primeiro turno: consultar novamente o local pode ajudar a identificar eventuais alterações e evitar que um imprevisto comprometa o comparecimento às urnas no dia 25 de outubro.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026

O DIA DO PROFESSOR....


Olhar pelo retrovisor do tempo para analisar essa profissão,não preciso olhar os dados do MEC,ler livros de teóricos da educação ou assistir vídeos de professores empolgados ou desestimulados dessa artéria vital para países grandes e sérios..

Rebubino fitas cassete e DVDs da minha memória para enxergar o quanto a educação no Brasil se deteriorou nas últimas décadas...

O sistema quer números positivos,o governo(últimos 50 anos)quer maquiagem nas escolas e nessa gangorra política/educação ocorreu o empoderamento do alunado e o enfraquecimento do corpo doscente..

Basta visitar o YouTube para se enjoar de tantas agressões por parte do empoderado contra o solitário defensor da educação e dos bons costumes..

-Tem alguma luz no final do túnel????

-Sem túnel,sem luz e sem esperança...

A coisa é tão gritante que professores se aposentam depois de uma vida inteira ouvindo gritos,brigas,falta de respeito dentro de sala de aula e para completar a renda familiar,continua trabalhando sob o regime de "contrato"...

Professores adoentados que precisam de ansiolíticos,calmantes para continuar nesse calvário chamado "sala de aula"...

Para aqueles professores veteranos que se aposentaram ou estão se aposentando, obrigado pela sua participação na vida social do Brasil,para os calouros professores que estão ainda com um pé na faculdade,vocês vão precisar de muito mais sorte e paciência para enfrentar essa sala de aula de hoje....

Sinceramente não tenho o que comemorar no dia de hoje, apesar dos meus 36 anos ininterruptamente dentro de sala de aula...hoje é mais um dia comum onde o sol abrasante cobre o norte da Bahia e onde o calor é minha companheira durante o dia e sou obrigado a ouvir o violino das muriçocas durante a noite...

Viva o que mesmo???

Já sinto o cheiro do "sextou" amanhã.

Texto do professor Washington Cadidé Mariano.(O tom)

Eduardo Bolsonaro diz que Moraes não vai seguir no STF se Flávio vencer

Ex-deputado condicionou seu retorno ao Brasil à extinção da pena imposta pelo ministro

Isabela Jordão


Eduardo Bolsonaro chamou ministro de 'câncer' e 'tirano' em Washington | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados e Carlos Moura/SCO/STF

Eduardo Bolsonaro afirmou na noite desta quarta-feira, 14, em Washington, que Alexandre de Moraes não poderá continuar no Supremo Tribunal Federal (STF) caso seu irmão, Flávio Bolsonaro, seja eleito presidente da República. O ex-deputado federal condicionou seu retorno ao Brasil à extinção da pena que recebeu do ministro e disse que não pretende cumprir a condenação.

“Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, declarou Eduardo a jornalistas brasileiros, pouco antes de participar de um evento organizado pela plataforma Latino Wall Street e pelo portal La Derecha Diario.

O principal convidado da noite era o presidente da Argentina, Javier Milei, aliado do ex-parlamentar.

Eduardo também afirmou que gostou de saber que Moraes teria procurado um acordo, mas não explicou a que negociação se referia. “Gostei que ele já veio rastejar atrás de um acordo e que o PL rejeitou o acordo”, declarou.

Nos últimos dias, decisões do STF e movimentos políticos foram interpretados em Brasília como possíveis tentativas de aproximação com o grupo de Flávio. Entre os episódios estão o relaxamento da prisão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, condenada por sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, e o aceno do ex-presidente Michel Temer ao senador.

Temer foi o responsável pela indicação de Moraes ao Supremo.

Flávio terminou o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A bancada aliada de Jair Bolsonaro no Senado também reuniu parlamentares suficientes para ampliar a pressão em favor de iniciativas de impeachment de ministros do STF, incluindo Moraes, relator do processo que levou à condenação do ex-presidente a mais de 27 anos de prisão.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, rejeitou publicamente qualquer tentativa de acordo. Eduardo, por sua vez, afirmou que a permanência de Moraes no Supremo seria incompatível com um eventual governo do irmão.

Débora Rodrigues dos Santos ficou conhecida por escrever com um batom na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), a frase “perdeu, mané”, em 8 de janeiro de 2023 | Foto: Reprodução

“E com o Alexandre de Moraes a questão é muito pessoal. E eu também não vejo o Flávio Bolsonaro presidente conseguindo governar com o Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, declarou.

Eduardo foi condenado a mais de quatro anos de prisão em regime semiaberto por coação de autoridades, em razão de sua atuação com autoridades norte-americanas em favor de sanções contra integrantes do STF. Na semana passada, Moraes determinou a expedição do mandado de prisão do ex-deputado.

Morador nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo afirmou que não pretende voltar ao país para cumprir a pena. “Não vou puxar cadeia sendo inocente”, disse. Ele também classificou Moraes como um “tirano” e uma “pessoa totalmente fora de controle”.

Aliados de Flávio estudam a possibilidade de aprovar no Congresso, durante a transição de governo, uma anistia para cerca de 2 mil apoiadores de Bolsonaro condenados ou multados, incluindo Eduardo. Caso a medida não avance, interlocutores do senador afirmam que ele poderia conceder indulto ao irmão, ao pai e a outros condenados no dia da posse, prevista para 6 de janeiro.
Eduardo Bolsonaro grava vídeo durante permanência nos Estados Unidos | Foto: X/Divulgação

Eduardo evita confirmar cargo no governo do irmão

Cotado para assumir o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo de Flávio, Eduardo evitou confirmar qualquer definição sobre o posto. Setores do centrão tentam barrar sua indicação e defendem nomes considerados mais palatáveis ao mercado, como o do ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics, Marcos Troyjo.

No núcleo mais próximo da família Bolsonaro, porém, Eduardo é visto como uma figura central na política externa de um possível novo governo. Aliados avaliam que, mesmo sem ocupar formalmente o cargo de chanceler, ele poderia exercer influência sobre a atuação do ministério.

Ao ser questionado sobre o assunto em Washington, o ex-deputado ponderou que a eleição ainda não está decidida. “Flávio está muito ciente de que ainda não tem nada ganho”, afirmou.
Trump se encontra com Flávio Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo | Foto: Divulgação/Assessoria Flávio Bolsonaro

Sobre sua relação com Milei, Eduardo disse que os dois mantêm contato informal. Eles trocaram mensagens na terça-feira 13 e combinaram de conversar, embora não houvesse uma pauta específica nem reunião formal acertada.

“Não vamos fazer acordo, vamos tomar um café como amigos e dali vai sair benefício para os dois povos”, declarou, ao comentar a possibilidade de Flávio assumir a Presidência.

Eduardo também afirmou que um eventual governo do irmão pretende se inspirar na política de encarceramento em massa adotada pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, para combater o crime organizado. Na avaliação do ex-deputado, a vitória de Flávio representaria “o fim da censura da Suprema Corte” no Brasil.

Ele disse estar otimista com o resultado eleitoral, mas voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras, alegando que elas não seriam “verificáveis”.

Ex-deputado nega interferência eleitoral dos EUA

Questionado sobre o fundo de US$ 1 milhão liberado pelo governo norte-americano contra o STF cinco dias antes do primeiro turno, Eduardo afirmou desconhecer quem receberia os recursos e negou enxergar uma interferência eleitoral de Washington no momento.

Conforme noticiado pelo portal UOL, o nome do ex-deputado aparece em documentos norte-americanos que justificaram a liberação dos recursos públicos. Eduardo, contudo, argumentou que a interferência estrangeira teria ocorrido na eleição de 2022.

“Interferência teve em 2022”, declarou. Ele afirmou que o então diretor-geral da Agência Central de Inteligência (CIA) foi ao Brasil para pressionar autoridades brasileiras a reconhecerem o resultado eleitoral.

“A gente teve o diretor-geral da CIA indo ao Brasil para nos ameaçar: ‘Ou vocês reconhecem o resultado da eleição, pouco importando se vai ser algo limpo ou não, ou então a gente vai sancionar o país’. Isso daí é que foi grave”, disse. “Então o Brasil já sofreu uma interferência internacional. O que eu vejo agora é justamente o oposto.”

FAB impõe sigilo de 100 anos sobre passageiros de jato de Vorcaro

Desde 2023, governo federal negou cerca de 5,6 mil pedidos com base na proteção de dados pessoais, segundo painel da CGU

Lucas Cheiddi


Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, está preso na Papudinha, em Brasília | Foto: Reprodução/Youtube/Esfera Brasil

A Força Aérea Brasileira (FAB) impôs sigilo de cem anos sobre a lista de passageiros de uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Ao negar um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), o Comando da Aeronáutica alegou que a divulgação dos dados poderia comprometer a intimidade e a vida privada das pessoas envolvidas. A informação é do portal Metrópoles.

A solicitação buscava informações sobre o plano de voo do avião de prefixo PS-FST entre 10 e 20 de novembro de 2025. Nesse período, Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando se preparava para embarcar em um jato Falcon 7X com destino a Malta, na Europa.

Segundo a FAB, a identificação dos trajetos permitiria relacionar os deslocamentos a passageiros, sócios e dirigentes da aeronave. O órgão também argumentou que o histórico de voos possibilitaria reconstruir os movimentos dessas pessoas ao longo do tempo. Para justificar a restrição, citou o artigo 31 da LAI, que prevê proteção de informações pessoais por até cem anos.

Sigilo centenário não se limita a Vorcaro ou à FAB

A restrição não se limita à Aeronáutica. O Exército negou acesso à lista de oficiais-generais indicados para promoção e também restringiu informações sobre eventuais comunicações de militares com a empresa Palantir. O Banco do Brasil usou o mesmo dispositivo para ocultar nomes de visitantes da presidência da instituição.

A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) também barrou a divulgação de nomes de autoridades e servidores que participaram de treinamentos de media training contratados desde 2021. Já o Ministério da Pesca restringiu informações sobre beneficiários de um programa de subsídio ao óleo diesel para embarcações pesqueiras.

Promessa de Lula segue sem cumprimento integral
Lula discursa durante uma cerimônia na Base Aérea de Brasília – 28/9/2026 | Foto: Adriano Machado/Reuters

Durante a campanha presidencial de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva prometeu acabar com os sigilos de cem anos e garantir o cumprimento da Lei de Acesso à Informação. Em sua gestão, a Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a retirada de restrições específicas e publicou orientações para ampliar a transparência. O dispositivo legal, porém, continua em vigor.

Segundo o painel da LAI divulgado pela CGU, o governo federal negou cerca de 5,6 mil pedidos desde 2023 com justificativa relacionada a dados pessoais. Na gestão Jair Bolsonaro, foram aproximadamente 7,1 mil negativas com base no mesmo mecanismo.

O levantamento também ressalta que muitos pedidos envolvem informações privadas de cidadãos comuns, como beneficiários de programas sociais, estudantes e trabalhadores, sem relevância pública direta.

Milei chama Lula de 'ditador comunista' e diz que Flávio vai vencer

Em evento nos Estados Unidos, presidente argentino também enviou mensagem de apoio a Bolsonaro

Letícia Alves


O presidente da Argentina, Javier Milei, durante discurso no Hispanic Heritage Gala | Foto: Reprodução/ X

O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ditador comunista” nesta quarta-feira, 14. Ele afirmou que o senador Flávio Bolsonaro se “imporá novamente” contra o petista em poucos dias, no segundo turno das eleições.

Milei discursou como convidado de honra no Hispanic Heritage Gala, em Washington (EUA). A Latino Wall Street Foundation organizou o evento para celebrar as contribuições da comunidade hispânica nos Estados Unidos.

“E agora, meu querido amigo Flávio Bolsonaro, que com a força do céu e ao seu lado, tenho certeza de que dentro de poucos dias se imporá novamente contra o ditador comunista Lula da Silva, pai do Foro de São Paulo junto do sinistro Fidel Castro”, afirmou.
Milei declara apoio a Jair Bolsonaro

Milei recebeu o Prêmio Hispanic Heritage Leadership and Global Impact Award. Ele cumprimentou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, presente na cerimônia, e afirmou que o ex-deputado Jair Bolsonaro está “injusta e vingativamente encarcerado”.

“Quero aproveitar esta ocasião para saudar Eduardo, irmão de Flávio, aqui presente conosco, e enviar uma mensagem de carinho e apoio tanto a Flávio quanto ao seu pai, meu amigo, o presidente Jair Bolsonaro, que continua injusta e vingativamente encarcerado”, disse. “Um abraço, Jair querido!”.

Em seguida, Eduardo também discursou e abraçou Milei no palco. O ex-deputado elogiou governantes latinos de direita e afirmou que libertará o país, a começar pelo pai, caso Flávio vença. Ele negou sentir vergonha da situação judicial de Jair e declarou orgulho do pai.

Eduardo Bolsonaro e Javier Milei no Hispanic Heritage Gala, nos EUA | Foto: Reprodução/ X

Aliado de Flávio, Milei participou da convenção do PL que oficializou a candidatura do senador, em 25 de julho. Na ocasião, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o impediu de visitar Jair Bolsonaro.

Os dois também se encontraram em junho, em Buenos Aires, durante uma conferência da Fundação Aliados de Israel. Em 4 de outubro, no primeiro turno, Milei compartilhou um vídeo de Flávio na seção eleitoral.

COMPARTILHE