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segunda-feira, 16 de março de 2026

BLOGUEIRO E PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO DE MG SE ENVOLVE EM BRIGA EM LOJA NA GRANDE BH

 


Pré-candidato ao governo de MG se envolve em briga com gerente de loja; assista

Ben Mendes teria se desentendido com a trabalhadora de estabelecimento de Betim, na Grande BH, ao tentar retirar uma compra de seu funcionário

Por Jovem Pan
Ben Mendes e a gerente da loja foram atendidos em uma UPA na cidade de Betim e liberados na sequência

O influenciador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo Partido Missão, Ben Mendes, compartilhou, em seu perfil no Instagram, no sábado (14), um vídeo sobre a briga em que se envolveu em Betim, na Grande Belo Horizonte, com uma gerente de loja. Na gravação, ele anuncia que irá publicar uma reportagem sobre o ocorrido em seu canal no YouTube.

No vídeo, trechos da confusão são alternados com falas de Ben Mendes. Nas imagens da briga, o influenciador aparece com a camisa rasgada e segurando a gerente da loja. Também há momentos em que a mulher tenta jogar uma cadeira no pré-candidato do Missão e outro objeto similar a uma luminária. No final, há uma sequência de fotos de ferimentos.

Um vídeo das câmeras de segurança da loja mostra o momento em que a mulher recebe um tapa na cara do influenciador. Segundo informou a Polícia Militar de Minas Gerais ao portal g1, Ben Mendes disse que apenas tentou se defender.


Conforme as informações da corporação ao g1, a confusão iniciou quando um funcionário do pré-candidato do Missão tentou fazer a retirada de um produto na loja na sexta-feira (13). No entanto, o rapaz foi informado de que deveria retornar após o horário de almoço do responsável pela entrega.

Ele voltou à loja cerca de 40 minutos depois. Nesse momento, a gerente da loja informou ser necessário a apresentação da guia de compra. Ben Mendes, que estava do lado de fora, entrou no estabelecimento para resolver a situação.

Segundo o g1, à polícia, o pré-candidato do Missão declarou que tentou conversar com os funcionários, mas a gerente teria se exaltado ao reconhecê-lo, não quis entregar o produto e mandou ele ir embora. Há cerca de dois anos, o influenciador fez uma reportagem no estabelecimento.

Já a gerente relatou à corporação que Ben Mendes teria se exaltado quando foi informado de que não entregaria o produto sem a guia de compra. A mulher disse que ofereceu o estorno da compra, mas foi negado pelo influenciador. Ela ainda afirmou que o pré-candidato tomou o celular de uma funcionária da loja que filmava a discussão e jogou no chão.

Ben Mendes e a gerente da loja foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte de Betim. Ambos foram liberados em seguida.

Pré-candidato ao governo de Minas se envolve em briga com gerente de loja

O influenciador Ben Mendes lançou sua pré-candidatura ao Palácio Tiradentes pelo partido Missão, ligado ao MBL

Diógenes Feitosa

Ben Mendes publicou trechos da confusão e prometeu divulgar o vídeo completo nesta segunda-feira, 15 | Foto: Reprodução/Instagram/Ben Mendes

Uma briga entre o influenciador Ben Mendes, pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo partido Missão, e a gerente de uma loja de acabamentos em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou em registro policial e atendimento médico para ambos na última sexta-feira 13.

As câmeras de segurança do estabelecimento gravaram parte das agressões durante o desentendimento.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM) apuradas pelo portal g1, a confusão começou quando um funcionário de Ben Mendes tentou retirar um produto, mas o responsável informou que ele só poderia fazê-lo depois do almoço.

Na volta, sem a guia de compra, ele não conseguiu retirar o item. Ben Mendes então teria entrado na loja para tentar solucionar a questão.

Relatos divergentes

O influenciador alegou que buscou dialogar de forma tranquila. Porém, segundo ele, a gerente ficou alterada ao reconhecê-lo de uma reportagem feita no local anos antes.

Ele afirmou à polícia que a gerente o empurrou, mordeu e o atingiu com cadeiras e outros objetos, além de proferir ofensas pessoais e ameaças.

Ben Mendes disse que apenas se defendeu e contou que seu funcionário gravou parte do tumulto. O influenciador publicou trechos da confusão e prometeu divulgar o vídeo completo nesta segunda-feira, 15.

Já a gerente afirma que o cliente se exaltou quando ela o informou sobre a necessidade do documento para retirar o produto, requisito-padrão da loja.

Ela declarou que chamou a polícia por se sentir ameaçada, relatou agressões mútuas e acusou Ben Mendes de pegar e jogar no chão o celular de uma funcionária durante a gravação do episódio.

Ela afirmou ainda que se dispôs a reembolsar a compra, versão negada por Ben Mendes.

Uma funcionária afirmou que o colaborador de Ben Mendes voltou diversas vezes ao estabelecimento, discutindo e gravando a cena.

Segundo ela, houve troca de xingamentos, tentativa de tomar o celular e queda do aparelho no chão.

Já o funcionário do influenciador relatou que a gerente teria iniciado as agressões com tapas, empurrões e mordidas, mencionando um episódio anterior do programa Ronda do Consumidor.

Atuação policial e desdobramentos

Quando a Polícia Militar chegou, as agressões já haviam cessado. Ben Mendes e a gerente receberam atendimento na UPA Norte e foram liberados.

Por se tratar de ocorrência de menor potencial ofensivo, a polícia encaminhou ambos para registrar o Termo Circunstanciado de Ocorrência, mas Ben Mendes se recusou a assinar, e os agentes levaram os dois à delegacia para prestar depoimento.

A Polícia Civil informou que abriu uma investigação preliminar para apurar os acontecimentos. O órgão explicou que apura o caso e que poderá divulgar outras informações posteriormente, sem comprometer o andamento das investigações.

Ben Mendes ganhou notoriedade ao produzir conteúdo sobre direitos do consumidor

Ben Mendes, nome completo Benoni Benjamin Cardoso Mendes, tem quase 500 mil seguidores no Instagram e quase 2 milhões de inscritos no YouTube, em que produz conteúdo sobre direitos do consumidor.

Em 2025, ele foi flagrado em outra confusão com um motociclista em Betim, durante uma discussão de trânsito.

Advogado, jornalista, empresário e estudante de medicina, Ben Mendes lançou, em fevereiro deste ano, sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais pelo partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL).

O Agente Secreto perde o Oscar de Melhor Filme Internacional

O suspense político brasileiro não conseguiu conquistar a categoria

Matheus Fragata

A obra brasileira superou barreiras e garantiu uma vitrine inestimável para a cultura latino-americana no exterior | Foto: Reprodução/Vitrine Filmes

O cinema brasileiro não conseguiu repetir a façanha na principal premiação de Hollywood neste domingo, 15. O suspense O Agente Secreto perdeu a disputa pela estatueta de Melhor Filme Internacional do Oscar 2026. A vitória foi para o dinamarquês Valor Sentimental.

O diretor Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura representaram o país durante a cerimônia. A obra nacional enfrentou concorrentes de peso que despontavam como favoritos da crítica especializada no último ano.

O Agente Secreto e a disputa da categoria no Oscar

A categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2026 contava com produções aclamadas em diversos festivais de prestígio ao redor do mundo. O cinema do Brasil enfrentou o elogiado longa francês Foi Apenas Um Acidente na disputa. Valor Sentimental, dirigido pelo norueguês Joachim Trier, também despontava com força na competição. Além deles, os filmes Sirat e A Voz de Hind Rajab completavam a seleta lista de indicados.

A trama nacional resgata o período do regime militar brasileiro durante a conturbada década de 1970. Wagner Moura representa um cidadão em fuga pelas ruas do Recife. O protagonista tenta escapar da intensa vigilância do Estado enquanto lida com os traumas do passado.

O sonho do bicampeonato no mercado internacional

O Brasil sonhava em conquistar o troféu da Academia pelo segundo ano seguido com a indicação de O Agente Secreto. Em 2025, Ainda Estou Aqui, do diretor Walter Salles, levou a melhor na categoria Filme Internacional do Oscar.

A Dinamarca realizou esse feito raríssimo pela última vez quando venceu as disputas em 1987 e 1988. Naquela época, os dinamarqueses ganharam as estatuetas douradas com os clássicos A Festa de Babette e Pelle, o Conquistador.

Brasileiro Adolpho Veloso perde o Oscar de Melhor Fotografia

O diretor de fotografia disputava a estatueta dourada por seu trabalho em Sonhos de Trem

Matheus Fragata

Adolpho Veloso posa ao chegar para a cerimônia do Oscar 2026 — Los Angeles, Califórnia (EUA), 15/32026 | Foto: Daniel Cole/Reuters

O cinema nacional ficou sem comemorar uma vitória histórica na cerimônia do Oscar deste ano. O brasileiro Adolpho Veloso disputava a estatueta de Melhor Fotografia pelo drama Sonhos de Trem. A vitória, no entanto, ficou com Autumn Durald Arkapaw, de Pecadores.

A disputa acirrada que Adolpho Veloso perdeu no Oscar 2026

A disputa na categoria de Melhor Fotografia envolvia nomes consagrados da indústria que prometiam um desafio imenso para o nosso país. O experiente Darius Khondji concorria com o filme Marty Supreme, obra totalmente rodada em película de 35 milímetros no set. Khondji usou lentes anamórficas clássicas para capturar ricas texturas da década de 1950 e focar brilhantemente os rostos superexpressivos daquele período.

O aclamado diretor de fotografia Dan Laustsen também disputava o Oscar com gótico filme de terror Frankenstein. O profissional dinamarquês apostou em complexas filmagens de grande formato com uma câmera que se move constantemente pelo ambiente em uma fluida dança simétrica. A cinematografia elaborada por Laustsen utiliza contrastes profundos e explora a escuridão densa nos cenários noturnos para isolar a figura gigantesca e poética do clássico monstro.

O veterano Michael Bauman completava a seleta lista dos concorrentes. Ele recebeu a indicação pelo projeto visual de textura nostálgica e cores quentes presente em Uma Batalha Após a Outra. O profissional construiu quadros brilhantes e detalhados para embalar a direção de Paul Thomas Anderson.

A lista oficial de indicados também destacou o trabalho técnico de Autumn Durald Arkapaw pelo drama Pecadores. Única mulher na disputa da categoria, ela levou a melhor.

A diretora inovou magistralmente ao filmar toda a ação principal do roteiro ao mesclar as capturas do formato imax com antigas e raríssimas lentes de 65 milímetros reais. Essa combinação técnica gerou uma experiência visual expansiva no restrito e padronizado mercado do cinema digital moderno.

Wagner Moura perde o Oscar de Melhor Ator

O artista baiano protagonizou o filme O Agente Secreto; seria a 1ª vez do Brasil com êxito na categoria da premiação de Hollywood

Matheus Fragata

Wagner Moura deu vida ao professor Marcelo, principal personagem do suspense O Agente Secreto | Foto: Reprodução/Vitrine Filmes

O ator brasileiro Wagner Moura perdeu a disputa de Melhor Ator do Oscar 2026. A vitória ficou com Michael B. Jordan por Pecadores.

Moura concorria pelo seu desempenho no suspense político O Agente Secreto. O Brasil nunca venceu essa categoria de atuação masculina na história da premiação de Hollywood.

A corrida pelo prêmio contava com nomes da indústria cinematográfica mundial.

Timothée Chalamet também disputava a estatueta pela sua atuação na cinebiografia Marty Supreme. O veterano Ethan Hawke concorria com o longa-metragem Blue Moon. Leonardo DiCaprio completava a lista com a produção Uma Batalha Após a Outra.

O papel que rendeu a Wagner Moura a indicação ao Oscar

O filme brasileiro narra os anos do regime militar na década de 1970. Wagner Moura interpreta o professor Marcelo, um cidadão que tenta escapar da vigilância do Estado. O personagem foge pelas ruas do Recife enquanto lida com as consequências de suas escolhas. A direção de Kleber Mendonça Filho constrói um clima de tensão contínua.

A ausência de vitória não diminui a importância dessa indicação para o cinema nacional. A presença de Wagner Moura entre os finalistas estabelece um marco para o setor audiovisual. O mercado internacional acompanha o crescimento contínuo das produções feitas na América Latina. O destaque na cerimônia atrai atenção global para os próximos projetos do cinema brasileiro.

MST mobiliza militância em 24 Estados e invade 14 propriedades

As invasões ocorreram em Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Tocantins

Diógenes Feitosa

Segundo juristas, esse tipo de ação, frequentemente apresentado como forma de pressão política, viola o direito de propriedade e gera insegurança jurídica no campo | Foto: Reprodução/Redes Sociais

No início de março de 2026, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveram uma nova rodada de invasões.

Sob a bandeira da chamada “Reforma Agrária Popular”, grupos ligados ao movimento organizaram ações coordenadas em diversas regiões do país, incluindo marchas, bloqueios e invasões de propriedades rurais.

Entre os dias 8 e 12 de março, o MST afirmou ter mobilizado mais de 15 mil participantes durante a chamada Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra, realizada em 24 Estados e no Distrito Federal.

As atividades incluíram assembleias, atos políticos e invasões de áreas classificadas pelo movimento como latifúndios improdutivos.

Segundo o próprio MST, ao menos 14 propriedades foram alvo de invasões durante o período.

As ações ocorreram em Estados como Pernambuco — onde se concentraram sete ocupações — além de Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Tocantins.

Segundo juristas, esse tipo de ação, frequentemente apresentado como forma de pressão política, viola o direito de propriedade e gera insegurança jurídica no campo.



Invasões

Na Região Amazônica, mulheres invadiram, em 9 de março, a Fazenda Santo Hilário, em Araguatins (TO), uma área de 2.462 hectares transferida à União em 2020, mas cuja posse permanecia irregular.

Segundo os invasores, o Incra não cumpriu o prazo de vistoria, e diversas famílias ligadas ao MST seguem aguardando assentamento.

Em Roraima, militantes participaram das manifestações do 8 de Março, cobrando políticas públicas para combater a violência de gênero.

Nordeste

No Nordeste, o grupo invadiu, em Palmeirais (PI), uma área da empresa Suzano; enquanto em Alagoas, mulheres do MST invadiram instalações da Mineração Vale Verde em Craíbas.

Mobilizações em Maceió reuniram a militância do campo e da cidade. Em Sergipe, segundo o MST, centenas de militantes marcharam em Aracaju, apresentando demandas ao Incra.

Pernambuco registrou sete invasões, e no Rio Grande do Norte, dezenas de militantes protestaram em rodovias.

Na Bahia, plenárias e caminhadas reuniram centenas de mulheres em diferentes municípios, de acordo com dados do MST. Na Paraíba, uma feira agroecológica e debates sobre violência de gênero integraram as ações. O Ceará contou com ato na capital e seminário estadual.

Centro-Oeste

Militantes ocuparam uma área de 8 mil hectares da Companhia Bioenergética Brasileira em Vila Boa, no interior de Goiás.

Em Mato Grosso do Sul, o grupo promoveu assembleias em acampamentos do MST.

Em Brasília, uma comissão entregou reivindicações do movimento feminista à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em 5 de março.

Norte

No Acre, dezenas de mulheres se engajaram em atos no acampamento Chico Mendes, em Brasiléia.

Em Rondônia, dezenas de militantes protestaram em Porto Velho e protocolaram reivindicações ao governo estadual.

Sudeste

Na Região Sudeste, os militantes bloquearam trilhos da Estrada de Ferro Vitória–Minas, em Tumiritinga (MG).

Depois de 30 horas de paralisação e negociação, a mineradora Samarco comprometeu-se a reflorestar 2 mil hectares e incluir 1,2 mil famílias nas indenizações pelo desastre de Brumadinho.

No Espírito Santo, o grupo invadiu uma área da Samarco em Anchieta. Em São Paulo, os militantes ocuparam a Fazenda Santo Antônio, em Presidente Epitácio.

A Polícia Militar realizou despejo na manhã do mesmo dia. Na capital, algumas mulheres participaram de manifestação na Avenida Paulista.

Sul

No Sul, o grupo ocupou uma área de 400 hectares da Fepagro em São Gabriel (RS). Uma comissão do MST foi recebida pelo secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, e pelo superintendente do Incra-RS, Nelson Grasselli.

No Paraná, mulheres marcharam em Rio Bonito do Iguaçu. Em Santa Catarina, o grupo participou de um seminário na Assembleia Legislativa sobre enfrentamento ao feminicídio e violência contra a vida das mulheres.

Cruzeiro demite Tite

Técnico deixa o time mineiro na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro de Futebol

Anderson Scardoelli
Tite, nos tempos de Seleção Brasileira | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O trabalho de Tite no Cruzeiro chegou ao fim neste domingo, 15. O comandante foi demitido do clube celeste depois de novo tropeço pelo Campeonato Brasileiro, um empate por 3 a 3 com o Vasco, no Mineirão. O resultado deixou a equipe mineira na vice-lanterna, com apenas 3 pontos.

“O Cruzeiro informa que decidiu pelo encerramento do trabalho de Tite como treinador da equipe. Junto ao técnico também deixam o clube os auxiliares Matheus Bachi, Vinicius Bergantin e o preparador físico Fabio Mahseredjian”, informou o clube de Belo Horizonte. “Agradecemos aos serviços prestados e desejamos sucesso na sequência da trajetória dos profissionais.”

Há uma semana, o Cruzeiro conquistou o título mineiro ao superar o rival Atlético na decisão. Nem mesmo com o recente troféu Tite resistiu.

Artigo de Milton Neves 2026 escancarou que os estaduais estão com os dias contados

O treinador havia ficado pouco mais de um ano longe do futebol por questões de saúde mental, recusou propostas em 2025 e tinha a ambição de dirigir uma equipe estrangeira nesta temporada. No entanto, foi seduzido pelo projeto celeste, que vinha de uma boa campanha no Brasileirão sob o comando do português Leonardo Jardim, hoje no Flamengo.

Trajetória de Tite no Cruzeiro

Ao longo de pouco mais de três meses de trabalho, Tite somou 17 partidas pelo Cruzeiro, com oito vitórias, dois empates e sete derrotas.

Depois do empate com o Vasco, o vice-presidente Pedro Junio foi à sala de entrevistas coletivas e comunicou a saída de Tite. O dirigente pediu desculpa à torcida cruzeirense pela má campanha no Brasileirão.

“Não é digno do nosso torcedor a campanha que a gente vem fazendo. A gente agradece ao Tite e a toda a sua comissão pelo serviço prestado ao Cruzeiro, foram de entrega e dedicação”, disse Junio. “Mas os nossos resultados e o nosso desempenho nos fazem tomar essa decisão da troca.”

Com a demissão de Tite, interinamente, quem vai liderar o Cruzeiro é Wesley Carvalho, da comissão técnica permanente. Ele já teve passagens por Palmeiras, Athletico Paranaense e Vitória. Ao lado de Bruno Spindel, Pedro Junio iniciará os contatos para contratar um novo treinador. Estão cotados Filipe Luís, o argentino Marcelo Gallardo e o português Artur Jorge.

A repercussão da demissão de Tite e as projeções a respeito de seu sucessor no comando do Cruzeiro estarão na pauta do Esporte Sem Firula desta segunda-feira, 16. O programa irá ao ar a partir das 12h, pelo canal da Revista Oeste no YouTube.

Defesa de Bolsonaro espera laudo médico para apresentar novo pedido de domiciliar

Os advogados argumentam que o estado de saúde do ex-presidente exige cuidados que não seriam plenamente oferecidos no sistema prisional

Yasmin Alencar

Jair Bolsonaro foi internado com broncopneumonia | Foto: GETTR/Bolsonaro

Advogados de Jair Bolsonaro preparam novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente cumpra sua pena em prisão domiciliar e aguardam um laudo médico atualizado antes de formalizar a solicitação. A defesa argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados que não seriam plenamente oferecidos no sistema prisional.

Internado na UTI do Hospital DFStar, em Brasília, desde sexta-feira 13, Bolsonaro apresentou melhora no quadro de pneumonia, segundo boletim médico atualizado às 10h50 no domingo 15. Apesar disso, os médicos destacam a permanência de marcadores inflamatórios elevados e não estipulam previsão de alta hospitalar.

Defesa insiste em prisão domiciliar diante de quadro clínico

Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente, reafirmou nas redes sociais que a equipe jurídica insiste na necessidade de transferência para custódia domiciliar, ao citar a complexidade do quadro clínico. “A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, disse o advogado.

Desde sua prisão preventiva, em novembro do ano passado, pelo caso da suposta tentativa de golpe de Estado, a defesa de Bolsonaro já apresentou quatro pedidos de domiciliar ao STF, todos negados pelo ministro Alexandre de Moraes. Os advogados justificam as solicitações com base na idade do ex-presidente e na necessidade de acompanhamento médico contínuo.

Decisões judiciais e respostas do STF

Moraes, relator do processo, tem argumentado que Bolsonaro não possui direito jurídico à prisão domiciliar, alegando que a estrutura prisional oferece acompanhamento adequado. O ministro também destaca que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares e que há suspeitas de tentativa de fuga.

Influenciador confirma ter recebido proposta para defender Vorcaro nas redes

Investigação aponta oferta de pagamentos para publicações favoráveis ao banqueiro e críticos do BC

Isabela Jordão

Daniel Vorcaro é o ex-dono do Banco Master | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) começou a ouvir influenciadores digitais que afirmaram ter sido procurados com propostas de trabalho para publicar conteúdos em defesa do Banco Master e ofender críticos do banqueiro Daniel Vorcaro. Um dos depoentes é o vereador Rony Gabriel (Republicanos-RS), de Erechim, que confirmou as abordagens e detalhou as negociações.

O inquérito foi instaurado para investigar uma onda de ofensas ao Banco Central (BC) depois da liquidação do Master. Um levantamento apontou uma mobilização coordenada nas redes sociais no fim do ano passado, que atingiu o pico em 27 de dezembro, com 4,56 mil publicações.

As críticas tinham como principal alvo o ex-diretor do BC Renato Dias Gomes, responsável por barrar a venda do Master ao Banco de Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O vereador Rony Gabriel (Republicanos-RS), de Erechim | Foto: Reprodução/Facebook

Segundo a investigação, os contatos com influenciadores teriam sido feitos pela empresa Mithi, ligada ao empresário Thiago Miranda, que já atuou como administrador de negócios do jornalista Léo Dias, além de André Salvador, representante da empresa UNLTD.

Rony Gabriel foi quem tornou públicas as abordagens inicialmente. Em depoimento à PF, ele reiterou as declarações e relatou que foi procurado por André Salvador com uma proposta de trabalho na área de gestão reputacional e de crise. Segundo o vereador, o nome de Vorcaro só foi mencionado durante uma reunião virtual.

“Foi realizado através do Google Meet. É nesse momento, nessa reunião do Google Meet, aí sim ele deixa claro do que se trata”, afirmou o vereador, segundo transcrição do depoimento obtida pelo Estadão.
Fundado em 1964 o Banco de Brasília é uma instituição financeira pública brasileira, constituída como sociedade de economia mista e capital aberto, controlada pelo Governo do Distrito Federal – Brasília (DF), 19/11/2025 | Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

“‘A gente é uma empresa de gestão de crise. A gente foi contratado por um executivo grande’, como ele já tinha escrito também por WhatsApp. E que se tratava do senhor Daniel Vorcaro, do caso Banco Master.” Ao saber da ligação com o banqueiro, ele disse ter desistido da proposta.

A PF também identificou, em diálogos extraídos do celular de Vorcaro, um método semelhante usado para cooptar sites jornalísticos por meio do pagamento de patrocínios, em troca de publicações contra desafetos.

Vorcaro foi na direção de influenciadores antes da 1ª prisão

As conversas são anteriores à primeira prisão do empresário, ocorrida em 17 de novembro, e também à liquidação do banco, decretada no dia seguinte. Para os investigadores, a campanha contra o BC buscava influenciar a opinião pública diante da possibilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) anular a liquidação do Master.
Sede do Banco Central, que decretou a liquidação do Master em 18 de novembro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

“As matérias citadas seguem o mesmo modus operandi identificado e reportado ao longo desta representação policial, somando-se, todavia, que, ao mesmo tempo em que buscavam enaltecer o Banco Master, as matérias passaram a lançar ataques ao processo de liquidação determinado pelo Banco Central, ao tempo em que se discutia mencionada liquidação junto ao TCU, que emitia sinais públicos de que anularia o ato praticado”, escreveu a PF em documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação dos investigadores, os novos elementos indicam a “continuidade da trama delitiva” atribuída a Vorcaro e sugerem que ele teria mantido a articulação de práticas criminosas mesmo depois de deixar a prisão, em 28 de novembro.

André Mendonça, relator do caso do Banco Master e os envolvidos: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Sessão plenária do STF no dia 11 de março de 2026 | Foto: Antonio Augusto/STF

Esse mesmo método já teria sido utilizado anteriormente com veículos de comunicação. Em um dos casos, Vorcaro orientou um funcionário a negociar um contrato de patrocínio com o site Diário do Centro do Mundo diante da publicação de reportagens desfavoráveis a ele.

“Cara, vamos contratar eles pra fazer isso com os outros. E não comigo. Usar eles pra bater nos inimigos. Aí eu faria um pacote patrocínio mensal”, escreveu. O site afirmou que nunca foi contratado pelo banqueiro.

A suposta tentativa de mobilizar influenciadores foi um dos fundamentos usados para a nova prisão preventiva de Vorcaro, determinada em 4 de março pelo ministro André Mendonça, do STF.

Ex-presidente Bolsonaro está 'inchado e irritado', diz Carlos Bolsonaro

Carlos Bolsonaro afirma que pai chegou ao hospital em estado crítico

Por Bianca Carneiro
Bolsonaro foi hospitalizado na sexta-feira, 13 - Foto: Reprodução | Instagram

O ex-vereador Carlos Bolsonaro informou, na noite deste domingo, 15, novas atualizações sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília.

Em publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que o pai está “visivelmente inchado” e “irritado diante de tudo o que está acontecendo”. Segundo ele, o inchaço seria um efeito colateral dos antibióticos administrados durante o tratamento.

Bolsonaro foi hospitalizado na sexta-feira, 13, após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Após exames, os médicos diagnosticaram broncopneumonia bacteriana bilateral.

De acordo com Carlos Bolsonaro, os médicos teriam indicado que a situação poderia ter se agravado rapidamente caso o atendimento tivesse demorado mais.

“Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido”, escreveu.

Ainda na sexta-feira, o médico Claudio Birolini havia alertado que o quadro apresentava risco de um evento potencialmente fatal, diante da gravidade da infecção pulmonar.

Bolsonaro segue internado sob monitoramento intensivo enquanto recebe tratamento com antibióticos e acompanhamento da equipe médica.

OS GOLS DO FANTÁSTICO

 


sexta-feira, 13 de março de 2026

Esgoto despejado na Orla de Juazeiro ameaça o Rio São Francisco e configura crime ambiental [Vídeo]


O despejo de esgoto sem tratamento diretamente no Rio São Francisco, na orla de Juazeiro, no norte da Bahia, tem causado indignação entre moradores, frequentadores da área e ambientalistas. O problema, que já foi registrado diversas vezes por populares, representa uma grave agressão ambiental e levanta questionamentos sobre a fiscalização e a gestão do saneamento na cidade.

Moradores relatam que o esgoto escorre pela orla e chega diretamente ao rio, muitas vezes acompanhado de forte odor e coloração escura, características típicas de resíduos domésticos. A situação foi flagrada em pontos próximos ao Parque Fluvial e à área de caminhada da orla, locais frequentados diariamente por pessoas que praticam atividades físicas e visitam um dos cartões-postais do município.

Segundo relatos, o problema não é recente. Denúncias semelhantes já foram registradas em diferentes momentos, indicando que o despejo irregular ocorre de forma recorrente em trechos da orla de Juazeiro. Moradores afirmam que o esgoto escorre diretamente para o Rio São Francisco, contaminando a água e causando mau cheiro no local.

REMO X FLUMINENSE - MELHORES MOMENTOS

 


SBT nega ligação da filha de Silvio Santos para Erika Hilton

Segundo a emissora, foi Erika Hilton quem procurou diálogo com a presidente do canal

Diógenes Feitosa

O episódio ocorreu depois da repercussão de declarações feitas pelo apresentador Ratinho | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Depois das afirmações de Erika Hilton, parlamentar do Psol, sobre ter recebido uma ligação de Daniela Beyruti, presidente do SBT, nesta quinta-feira, 12, a emissora afirmou que a filha de Silvio Santos não fez o contato.

O episódio ocorreu depois da repercussão de declarações feitas pelo apresentador Ratinho, que criticou a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados.

Segundo o SBT, foi Erika Hilton quem buscou o diálogo com a presidente do canal. Erika confirmou essa versão em suas redes sociais depois do posicionamento público da emissora.

“Enviei uma carta e entrei em contato com a ‘Presidenta’ do SBT, Daniela Abravanel”, escreveu. “Ela me atendeu prontamente, conversamos e ela reforçou que as declarações do apresentador Ratinho não representam a opinião do SBT.”

Relação pessoal com o SBT

Erika Hilton também compartilhou sua relação pessoal com a emissora e destacou que “o SBT fez parte da história” de sua família.

“Era o canal que minha avó assistia”, disse. “Eu não perdia um episódio de A Usurpadora, gostava de Chaves e Chapolin.”

“Sempre gostei da televisão”, prosseguiu. “Por isso, espero que avancemos e farei tudo que estiver ao meu alcance para termos ambientes seguros para todas as mulheres em quaisquer espaços em que elas estejam.”
Abaixo-assinado pede a saída de Erika Hilton

Um abaixo-assinado divulgado nas redes sociais criticou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres.

As signatárias do documento expressam “discordância” com a decisão da Câmara e querem que o colegiado seja presidido por uma parlamentar com atuação “estritamente voltada à defesa das prerrogativas das mulheres com base na distinção de sexo”.

A reação de delegados da PF a recado de ministros do STF

Magistrados ventilaram, por meio da imprensa, descontentamento com a suposta 'concentração de poder' que a corporação teria

Cristyan Costa

Sede da PF, no Riod e Janeiro - 11/3/2026 | Foto: Érica Martins/Agência o Dia/Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) reagiu mal ao recado enviado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) através da imprensa.

No começo da semana, em meio aos escândalos do caso Master, juízes do STF sugeriram que vão interferir na PF.

Um dos argumentos ventilados por uma ala da Corte é que a corporação “acumula muito poder”.

A Oeste, em caráter reservado, delegados da PF disseram ter recebido a mensagem “com preocupação”.

“Se o STF e o Congresso Nacional se unem para mudar qualquer coisa na polícia, eles mudam, infelizmente, e a sociedade é quem perde”, observou uma fonte.

Conforme outro agente ouvido pela coluna, comentários dessa natureza costumam ser interpretados como uma tentativa de “interferir em inquéritos sensíveis”. “Busca-se esconder algo?”, interpelou.

STF critica PF
O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master| Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff

Desde a entrada de Dias Toffoli na relatoria dos processos do caso Master, e as ligações dele com o ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, o clime entre a PF e o STF fechou.

Isso porque, durante as investigações, se descobriram menções a Toffoli no celular de Vorcaro. Por isso, a PF chegou a pedir a suspeição do magistrado.

Em mensagens, de acordo com investigadores a par do assunto, há também diálogos entre Alexandre de Moraes e o empresário.

No dia de sua prisão, Vorcaro teria enviado a Moraes: “Conseguiu bloquear?”.

EUA anunciam nova investigação comercial contra o Brasil e outros países

Iniciativa pretende apurar se os entes têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado em seus territórios

Lucas Cheiddi

Bandeira dos Estados Unidos da América (EUA) | Foto: Livid Rhino/Pixabay

Uma nova iniciativa dos Estados Unidos (EUA) lançada nesta quinta-feira, 12, pretende apurar se a União Europeia e outros 59 países, incluindo o Brasil, têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. O procedimento tem o objetivo de identificar práticas que possam gerar concorrência desleal contra empresas norte-americanas.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) explicou que a investigação se apoia na Seção 301 do Trade Act de 1974. A legislação é utilizada para combater ações consideradas desleais e prejudiciais ao comércio do país.

Segundo a norma, o órgão norte-americano pode abrir investigações e agir diante de políticas estrangeiras vistas como discriminatórias, injustificáveis ou irracionais.

Críticas à atuação internacional e próximos passos da investigação
Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O representante comercial Jamieson Greer afirmou, em comunicado, que “os governos falharam em impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em seus mercados”.

“Por muito tempo, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado”, disse Greer.

Depois do anúncio da abertura da apuração, o governo norte-americano vai realizar consultas diretas com os países investigados, além de marcar audiências públicas para o próximo mês.

Entre os mercados sob análise estão, além do Brasil, Argentina, China, Índia, México, Rússia, Reino Unido e África do Sul, membros da União Europeia e outros países de diferentes continentes.

Veja a lista completa de países na mira dos EUA

União Europeia (bloco econômico e político);
Argélia;
Angola;
Argentina;
Austrália;
Bahamas;
Bahrein;
Bangladesh;
Brasil;
Camboja;
Canadá;
Chile;
China;
Colômbia;
Costa Rica;
República Dominicana;
Equador;
Egito;
El Salvador;
Guatemala;
Guiana;
Honduras;
Hong Kong;
Índia;
Indonésia;
Iraque;
Israel;
Japão;
Jordânia;
Cazaquistão;
Kuwait;
Líbia;
Malásia;
México;
Marrocos;
Nova Zelândia;
Nicarágua;
Nigéria;
Noruega;
Omã;
Paquistão;
Peru;
Filipinas;
Catar;
Rússia;
Arábia Saudita;
Singapura;
África do Sul;
Coreia do Sul;
Sri Lanka;
Suíça;
Taiwan;
Tailândia;
Trinidad e Tobago;
Turquia;
Emirados Árabes Unidos;
Reino Unido;
Uruguai;
Venezuela;
Vietnã.

Bolsonaro pede ao STF que Rogério Marinho possa visitá-lo regularmente

O pedido tem o objetivo de evitar que seja necessário apresentar uma nova solicitação para cada visita do senador

Yasmin Alencar

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN) pode passar a realizar visitas regulares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A solicitação foi apresentada nesta quinta-feira, 12, pela equipe jurídica de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e obtida por Oeste.

A defesa destacou que a autorização não modifica as condições já vigentes para visitas, que ocorrem sempre às quartas-feiras, das 8h às 10h. O pedido tem o objetivo de evitar que seja necessário apresentar uma nova solicitação para cada visita de Marinho, que coordena a campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Justificativa do pedido e contexto jurídico

Segundo os advogados, “a medida visa apenas a permitir a realização de encontros periódicos dentro das condições já estabelecidas, evitando-se a necessidade de sucessivos requerimentos específicos para cada ocasião”, afirma a petição apresentada, conforme registrado pela reportagem.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022, com o objetivo de permanecer na Presidência. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se registrou como advogado para atuar na defesa do pai, como estratégica de conseguir visitá-lo com o intuito de facilitar as articulações.

PF abre 25 inquéritos sobre uso de verbas do MEC no governo Lula

Apuração envolve empresário ex-sócio de Lulinha e ex-mulher de outro filho do presidente

Isabela Jordão

As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de tráfico de influência, fraude em licitação e outros crimes | Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) decidiu dividir em 25 inquéritos uma investigação que apura suspeitas de irregularidades no uso de recursos do Ministério da Educação (MEC). Entre os investigados estão um empresário que já foi sócio de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-mulher de outro filho do petista.

As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de crimes como tráfico de influência, fraude em licitação, superfaturamento e corrupção ativa e passiva. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Entre os investigados ligados à família do presidente estão o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais

A quarta fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira, 12, com foco em suspeitas de fraudes em licitações no município de Sumaré, no interior de São Paulo. Nessa etapa, foi decretada a prisão preventiva de um ex-secretário municipal de Educação, além da realização de buscas e apreensões.

Segundo os investigadores, a divisão do caso em 25 inquéritos busca dar maior foco às diferentes frentes de apuração. Kalil Bittar e Carla Ariane já haviam sido alvo de buscas em novembro do ano passado, em uma das fases da operação. As defesas de ambos negam irregularidades.

O Ministério Público Federal (MPF) já apresentou a primeira denúncia relacionada ao caso, que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa que envolvem empresários que mantinham contratos com a Prefeitura de Sumaré. Kalil e Carla, contudo, não foram denunciados nessa ação.

De acordo com o MPF, os novos inquéritos instaurados pela PF “provavelmente embasarão o ajuizamento de novas denúncias”, embora o órgão afirme que não pode antecipar detalhes das investigações em curso.

Sede da Procuradoria-Geral da República Brasileira, em Brasília, é o centro administrativo-institucional do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria Geral da República também é a sede da Procuradoria Geral Eleitoral | Foto: Wikimedia Commons

Ex-sócio de Lulinha é irmão de dono do sítio de Atibaia

Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio em Atibaia, no interior paulista, imóvel que levou Lula a ser condenado em um dos processos da Operação Lava Jato. Na ocasião, Bittar e Lulinha também chegaram a ser investigados.

Nas últimas semanas, transferências feitas por Lulinha a Bittar vieram a público depois da quebra de sigilo bancário do filho do presidente pela CPMI do INSS. A defesa de Lulinha afirma que os valores se referem à compra das cotas que Bittar possuía na empresa G4 Entretenimento e Tecnologia, da qual o filho de Lula já não é mais sócio.

Na investigação da Coffee Break, PF e MPF apontam suspeitas sobre pagamentos recebidos por Bittar da Life Tecnologia Educacional, empresa que, segundo os investigadores, estaria envolvida em um esquema de desvios e superfaturamento em prefeituras do interior paulista.

Frequentado por Lula, sítio de Atibaia tornou-se o emblema das investigações que apontaram reformas milionárias pagas por empreiteiras | Foto: Reprodução

De acordo com os investigadores, Bittar teria atuado na prospecção de negócios do dono da empresa e teria tido papel relevante no crescimento da companhia junto de autoridades públicas. Além de transferências financeiras, o inquérito menciona que ele teria utilizado uma BMW registrada em nome do proprietário da empresa.

O advogado de Bittar, Roberto Bertholdo, nega qualquer irregularidade. Segundo ele, a relação entre seu cliente e o dono da Life limitou-se à prestação de consultoria técnica para o desenvolvimento de aplicativos na área de tecnologia da informação.

“O senhor Kalil atuou apenas em atividades profissionais e absolutamente legais”, afirmou o advogado, acrescentando que os valores recebidos foram pagamento pelos serviços prestados.
Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste

No caso de Carla Ariane Trindade, os investigadores suspeitam que ela tenha atuado como lobista e praticado tráfico de influência em favor da Life. Nas apurações, ela aparece como intermediadora política e “viabilizadora de acordos” para a liberação de verbas federais.

Apesar das suspeitas, Carla não foi impedida de ocupar um cargo em uma prefeitura do interior paulista nem de manter contato com agentes públicos. O MPF avaliou que não havia indícios de que ela tenha usado o cargo para cometer irregularidades, diferentemente de outros investigados.

A defesa de Carla também nega qualquer ilegalidade e afirma que não há fundamentos para medidas contra ela. Segundo os advogados, o próprio Ministério Público reconheceu que ela não participou das licitações investigadas. Ainda assim, nas apurações da PF, Carla é descrita como uma “pessoa com alegada influência no governo federal”.

CPMI do INSS usa sala-cofre para armazenar dados do celular de Vorcaro

Documentos sigilosos ficam em espaço com monitoramento 24 horas no Senado

Loriane Comeli

Integrantes da CPMI do INSS se dirigem a sala-cofre que armazena documentos sigilosos - 12/03/2026 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), determinou que os documentos extraídos pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e entregues à comissão sejam armazenados em uma sala-cofre. Na tarde desta quinta-feira, 12, parlamentares receberam um comunicado com instruções para o uso do espaço, que tem monitoramento 24 horas.

Apenas deputados e senadores que integram o colegiado e um assessor de cada um deles terão acesso ao local. A partir desta sexta-feira, 13, os arquivos digitalizados poderão ser acessados por meio de sete computadores, das 9h às 21h.

O espaço no Senado também funcionará aos sábados, mas em horário reduzido, das 9h às 17h. Assim, assessores indicados pelos parlamentares poderão acessar o local aos finais de semana, enquanto seus chefes retornam a seus redutos eleitorais. Eles podem entrar sem acompanhamento, desde que sigam as normas de segurança.

Foi instalado um pórtico de detecção de metais para garantir que as pessoas não entrem com celulares nem com outros dispositivos eletrônicos com os quais os documentos possam ser fotografados.

“A entrada é permitida somente com papel e caneta. Dispositivos que forem levados, como celulares, serão colocados em envelope lacrado e retirados ao término do acesso à sala”, informa o comunicado de Viana.
Vorcaro está preso desde 4 de março; STF começa a julgar referendo de sua prisão nesta sexta-feira, 13 | Foto: Divulgação/SAP

O presidente da CPMI ressalta ainda que todos devem seguir as normas, para evitar vazamentos de informações. “Todos devem passar por detector de metais, inclusive os parlamentares, sem exceção.”

Sala-cofre já foi usada antes por CPIs

A sala-cofre ainda não havia sido utilizada pela CPMI do INSS, que tem o término dos trabalhos previsto para o próximo dia 28. O espaço foi acionado em outras comissões, como a que investigou denúncias acerca da pandemia da covid-19 e a do 8 de janeiro. A sala guarda o conteúdo coletado por diversas comissões parlamentares de inquérito.

“A vigilância, a Secretaria de Polícia Legislativa e a Coordenação das CPIs estão orientadas e autorizadas a fazer cumprir esta norma, impedindo que parlamentares que se recusarem a passar pelo detector de metais ingressem na sala”, diz Viana no comunicado.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Bolsonaro é levado para hospital com quadro de 'calafrios' e vômito

O senador Flávio Bolsonaro divulgou a informação e pediu orações

Erich Mafra

O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro precisou deixar o Complexo da Papuda, em Brasília, nesta sexta-feira, 13, para receber atendimento médico hospitalar. Ele foi encaminhando ao pronto-socorro do DF Star. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comunicou o deslocamento por meio de suas redes sociais, relatando que o pai acordou com fortes calafrios e episódios frequentes de vômito. O parlamentar solicitou orações aos apoiadores e manifestou preocupação com a gravidade dos sintomas.

Em entrevista à CNN, um dos médicos do ex-presidente confirmou que ele teve febre e apresentou queda de oxigênio. Bolsonaro passará por exames para verificar a possibilidade de uma infecção respiratória.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro também se pronunciou sobre a emergência médica. Ele afirma que seu pai “está sendo tratado pior que os criminosos mais corruptos do Brasil”. Além disso, também pediu orações e sinalizou para que os apoiadores de Bolsonaro “não desistam de lutar por nossa liberdade”.

Estado de saúde de Bolsonaro

O histórico clínico de Bolsonaro acumula fragilidades desde o atentado à faca sofrido em Juiz de Fora, durante a campanha eleitoral de 2018. O ferimento abdominal original resultou em múltiplas obstruções intestinais e aderências que, ao longo dos últimos anos, exigiram sucessivas internações e intervenções de emergência. A família do ex-presidente monitora a evolução do quadro atual para verificar se há relação direta com as sequelas do ataque.

Recentemente, em dezembro de 2025, Bolsonaro submeteu-se à sua oitava cirurgia em decorrência do ferimento abdominal. O procedimento visou a correção de duas hérnias e a tentativa de estancar crises crônicas de soluço que prejudicavam sua capacidade respiratória e alimentar. Segundo interlocutores próximos, essas crises afetavam severamente o estado geral de saúde e o humor do ex-mandatário, tornando-se um complicador constante em seu quadro clínico.

Preso desde 15 de janeiro, condenado por suposta tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena em Brasília sob vigilância constante. O novo episódio de mal-estar agrava o debate sobre as condições de saúde do ex-presidente dentro do sistema penitenciário. Até o momento, a equipe médica responsável pelo atendimento hospitalar não divulgou boletim oficial detalhando se os sintomas indicam uma nova obstrução intestinal ou outra patologia aguda.

Jornalista que fez reportagem sobre Dino relata intimidação da PF

Alexandre de Moraes autorizou busca contra Luís Pablo Conceição Almeida, que escreveu sobre o uso de veículos oficial por familiares do ministro

Isabela Jordão

Reportagens do jornalista investigavam o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão | Foto: Luiz Silveira/STF

O jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida afirmou, nesta quinta-feira, 12, ter se sentido intimidado e com suas prerrogativas profissionais violadas ao ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). De acordo com a PF, o jornalista teria publicado reportagens com informações que, em tese, poderiam caracterizar o crime de stalking.

Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, agentes da PF cumpriram, na última terça-feira, 10, um mandado de busca e apreensão contra o jornalista. A medida integra uma investigação que apura um suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino.

O processo tramita sob segredo de Justiça. Em entrevista ao portal SBT News, Conceição Almeida relatou ter sido surpreendido pela operação nas primeiras horas da manhã. Os mandados foram executados na casa do jornalista, responsável pelo Blog do Luís Pablo. Durante a ação, foram apreendidos celulares, um computador e um HD externo.

Alexandre de Moraes autorizou busca da PF contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida | Foto: Reprodução/SBT News

“Às 6 horas da manhã da terça-feira fui surpreendido por agentes federais na minha casa”, afirmou. “Fizeram busca e apreensão por determinação do ministro Alexandre de Moraes por causa de duas publicações que fiz sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça por familiares do ministro Flávio Dino.”

Na decisão, que também está sob sigilo e foi obtida pelo SBT News, Moraes afirma que a PF identificou indícios de que o jornalista seria suspeito de perseguição e teria utilizado “algum mecanismo estatal para a identificação e caracterização dos veículos empregados”, o que teria provocado a exposição indevida de informações relacionadas à segurança de autoridades.

As reportagens, diz o jornalista, investigavam o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. O tribunal dispõe de quatro veículos blindados destinados a autoridades, incluindo um para missões oficiais. De acordo com ele, um desses carros estaria à disposição de Dino e vinha sendo utilizado de forma privada por sua mulher.
Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão: alvo de investigação | Foto: Divulgação/TJMA

Conceição Almeida afirmou ainda que sua reportagem revelou um documento segundo o qual o STF teria solicitado apenas apoio policial ao ministro quando ele estivesse no Maranhão, e não a cessão de um veículo. Depois da publicação, segundo o jornalista, o tribunal teria formalizado um pedido para manter o uso do carro.

Ele afirma que a reportagem teve origem em uma denúncia recebida pela redação. O jornalista disse que investigou a informação e procurou tanto o STF quanto o Tribunal de Justiça do Maranhão em busca de posicionamento, mas não obteve resposta antes da publicação.

“Recebi a denúncia, apurei, confirmei a veracidade e publiquei”, declarou. “Estão me acusando de perseguição como se eu estivesse monitorando o ministro e sua família. Jamais fiz isso. Apenas exerci jornalismo investigativo.”
Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/3/2026) | Foto: Luiz Silveira/STF
Apuração e origem das informações sobre Flávio Dino

Luís Pablo Conceição Almeida disse que recebeu um vídeo em que a mulher de Dino aparece dentro do veículo oficial acompanhada do filho do casal. Por envolver uma criança, ele afirma que decidiu não divulgar o conteúdo integral.

“Eu apenas congelei uma imagem mostrando o carro saindo do local”, relatou. “Fiz a checagem da placa e segui com a apuração jornalística com minhas fontes.”

O jornalista também declarou acreditar que a operação teve como objetivo identificar a fonte da denúncia. Ele relatou ainda prejuízos profissionais em decorrência da apreensão de seus equipamentos.

“Levaram minhas ferramentas de trabalho. Meu blog é atualizado diariamente e estou há dois dias sem escrever porque levaram meu computador e meu celular”, afirmou.
Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Repercussão entre entidades

A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, por meio da Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa, manifestou preocupação com a operação e destacou a importância de garantir as proteções constitucionais à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte.

Segundo a entidade, medidas de busca e apreensão contra profissionais de comunicação devem ser adotadas com cautela e dentro de limites rigorosos, de modo a preservar o livre exercício da atividade jornalística.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo também criticou a decisão. Em nota, a entidade afirmou que a medida “coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros”, além de poder estabelecer um precedente preocupante para o exercício da profissão.
Fachada da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) | Foto: Reprodução/Internet

Para a associação, ações invasivas contra jornalistas precisam ser excepcionais e devidamente justificadas, sobretudo quando envolvem a apreensão de equipamentos que podem comprometer o sigilo da fonte.
Posicionamento do STF

Em nota ao SBT News, o Supremo Tribunal Federal informou que a segurança institucional de Flávio Dino foi alertada em 2025 sobre um suposto monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís.

Segundo o tribunal, houve divulgação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de integrantes da equipe de segurança, além de outros dados considerados sensíveis.
Sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário de 2026, no STF, em Brasília, DF (2/2/2026) | Foto: Gustavo Moreno/STF

De acordo com o STF, o material foi encaminhado à PF e à Procuradoria-Geral da República, o que levou à abertura do procedimento investigativo.

O tribunal acrescentou que a investigação busca esclarecer possíveis monitoramentos ilegais e ressaltou que o caso não tem relação com crimes contra a honra, com a liberdade de expressão ou com o chamado inquérito das fake news.

O STF também informou que o uso de veículos de segurança segue regras estabelecidas pela Lei nº 12.694/2012, pela Resolução nº 721 do STF e pela Resolução nº 435 do Conselho Nacional de Justiça, que tratam da cooperação entre órgãos de segurança institucional do Judiciário.

Cunhado de Vorcaro, Zettel aplicou R$ 26 mi em fundo ligado a Toffoli, diz Coaf

Em 2022, ex-pastor colocou o montante no fundo Leal, que controla o Arleen, sócio de familiares do ministro no Tayayá Resort, aponta o órgão

Lucas Cheiddi

À esquerda, ministro do STF Dias Toffoli; à direita, ex-pastor e empresário Fabiano Zettel | Fotos: Reprodução/Internet/STF

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detalhou operações financeiras de R$ 26 milhões feitas por Fabiano Zettel, cunhado e operador do banqueiro Daniel Vorcaro, em um fundo ligado a resort associado ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No segundo semestre de 2022, Zettel aplicou o montante no fundo Leal. Este é o que controla o Arleen, sócio de familiares de Toffoli no Tayayá Resort, em Rio Claro (PR).

O jornal Folha de S.Paulo revelou em janeiro que o fundo Arleen, parte de uma rede de fraudes do Banco Master, tinha participação no empreendimento com dois irmãos de Toffoli. Na época, o ministro atuava como relator do inquérito sobre possíveis crimes no Master, durante o qual tomou decisões que causaram estranheza a servidores das investigações.

Saída de Toffoli da relatoria e novas suspeitas
O ministro do STF Dias Toffoli | Foto: Ascom/STF

Toffoli não tinha divulgado sua participação na empresa responsável pelo resort e, depois das revelações, deixou a relatoria, que passou para o ministro André Mendonça. A pressão aumentou depois que um relatório da PF trouxe mensagens entre Vorcaro e Zettel sobre pagamentos à Maridt, empresa da qual o ministro é sócio.

A Maridt foi criada em 2020 e, em setembro de 2021, ingressou na sociedade do Tayayá Resort. O fundo de Zettel tornou-se sócio do empreendimento no ano seguinte.

O relatório do Coaf mostra que Zettel movimentou R$ 99,4 milhões no período. Do total, R$ 50 milhões em créditos e R$ 49,4 milhões em débitos, sendo 53% desses aportados no Leal.

“As movimentações em conta estão incompatíveis com a capacidade financeira declarada”, afirma o Coaf, que calcula a renda mensal de Zettel em R$ 66,6 mil. A defesa de Zettel não comentou o caso. O operador é casado com Natália Vorcaro e já foi pastor da Igreja Batista da Lagoinha.

O Coaf identificou ainda que ele pagou boletos em nome da mulher, com Vorcaro como beneficiário final, sem justificativa aparente. “A conta [do ex-pastor] aparentemente está sendo utilizada para o trânsito de recursos de terceiros”, afirmou o órgão. O ministro André Mendonça já havia indicado essa suspeita ao determinar a prisão de Zettel na semana passada.

Mensagens interceptadas pela PF mostram que Zettel administrava pagamentos para o banqueiro, indício que o Coaf também citou. O órgão também registrou depósitos altos via cheque, transferências entre contas de mesma titularidade e pagamentos atípicos para pessoa física, de modo a dificultar o rastreio da origem e o destino dos valores.

Respostas de Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Mendonça sobre valores recebidos por palestras

Pesquisa do Datafolha mostra que 76% dos brasileiros rejeitam o pagamento de cachês a ministros do STF por participação em eventos

Yasmin Alencar

Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Um levantamento do Datafolha divulgado na quinta-feira 12, revela que a maioria dos brasileiros é contrária ao pagamento de cachês a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por palestras em eventos promovidos por empresas ou entidades privadas. Segundo o instituto, 76% dos entrevistados rejeitam tal prática, enquanto apenas 21% se mostram favoráveis.

Edson Fachin, desde que assumiu a presidência do Supremo em setembro do ano passado, adotou como meta a criação de um Código de Ética, buscando recuperar a imagem do Judiciário depois de sucessivos desgastes. “Juízes educam também por seus exemplos”, afirmou Fachin ao assumir o cargo.

Tramitação do Código de Ética e polêmicas recentes

No mês passado, Cármen Lúcia foi escolhida pelo presidente da Corte para relatar a proposta do novo Código de Ética, ainda sem data para ser analisada. Fachin e Cármen Lúcia são conhecidos por ministrar palestras em universidades e eventos da magistratura, mas ambos negam receber qualquer tipo de remuneração nesses compromissos.

O debate sobre o Código de Ética ganhou força depois das investigações envolvendo o Banco Master, que expuseram o Supremo e colocaram Dias Toffoli no centro da polêmica, resultando em seu afastamento do caso depois de conflitos com a Polícia Federal.

Em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação feito pelo jornal O Globo, Fachin comunicou que “jamais cobrou cachê pela participação em quaisquer eventos aos quais compareceu ao longo de 2025 ou em anos anteriores”. O gabinete de Fachin destacou que, em eventos de empresas privadas, sua presença depende de compromisso institucional na localidade do evento.

O gabinete também esclareceu que, havendo agenda institucional na cidade, o ministro pode aceitar convites para eventos adicionais, desde que não haja conflito ético ou de horário e que estejam relacionados às funções da Presidência ou à atividade docente, sem mencionar casos específicos.

Respostas dos ministros e práticas de transparência

Cármen Lúcia respondeu que “não há o recebimento de nenhum tipo de pagamento ou cachê para sua participação em eventos e palestras promovidos por órgãos e entidades públicos e privados”.

Os ministros Fachin, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin Martins são os únicos do STF que publicam diariamente suas agendas no site da Corte. Zanin, por sua vez, informou que em 2025 participou somente de eventos institucionais ligados à Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual é diretor, e que não esteve em eventos patrocinados.

A principal resistência ao Código de Ética proposto por Fachin refere-se à obrigatoriedade de divulgar valores recebidos em palestras, seminários e fóruns jurídicos, tanto no Brasil quanto no exterior.

No mês passado, o jornal O Globo mostrou que Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, críticos do novo Código, não informaram os valores recebidos por palestras em 2025. O gabinete de Gilmar Mendes declarou apenas que “em razão da segurança pessoal e institucional não divulgamos a agenda do ministro”.

Depois de um recurso de O Globo via LAI, Gilmar Mendes enviou nova resposta dizendo que “observa todas as normas éticas da magistratura e não recebe quaisquer benefícios ou vantagens que possam comprometer sua independência funcional” ao tratar de remuneração por palestras.

Já o gabinete de Toffoli afirmou que “os dados referentes a palestras estão disponíveis e podem ser consultados no site do STF”, embora o ministro não costume divulgar sua agenda de compromissos publicamente.

Eventos, resistência e exemplos internacionais

A transparência sobre agendas e pagamentos de cachês ainda é uma questão sensível no Supremo, onde a maioria dos ministros não costuma divulgar compromissos nem detalhar quem recebe em seus gabinetes, além de evitar esclarecer despesas de viagens e hospedagem em eventos.

Todos os anos, o IDP, ligado a Gilmar Mendes, realiza o evento “Gilmarpalooza” em Lisboa, reunindo empresários, políticos e ministros em debates oficiais e encontros paralelos marcados por jantares e atividades restritas, longe do escrutínio público.

Na edição de 2024 do evento, Alexandre de Moraes afirmou que “não há a mínima necessidade” de um Código de Ética, pois, segundo ele, “os ministros do Supremo já se pautam pela conduta ética que a Constituição determina”.

Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Flávio Dino ainda não responderam aos questionamentos feitos pela Lei de Acesso à Informação.

Justiça derrota Erika Hilton em processo contra estudante por 'transfobia'

Defesa de Isadora Borges sustenta que o Estado não pode criminalizar a liberdade de pensamento

Erich Mafra

Erika Hilton (Psol-SP), parlamentar trans, durante sessão em comissão | Foto: Antonio Araújo/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) sofreu uma derrota definitiva na Justiça Federal nesta quinta-feira, 12. A parlamentar atuava como assistente de acusação em um processo criminal movido contra a estudante de veterinária Isadora Borges, denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de transfobia. Segundo o portal Metrópoles, a 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) acolheu um pedido de habeas corpus da defesa e determinou o trancamento da ação penal, entendendo que as opiniões expressas pela jovem não justificam uma persecução criminal.

O caso teve origem em publicações feitas por Isadora no antigo Twitter (atual X) em 2020. Na ocasião, a estudante postou que “mulheres trans não são mulheres” e argumentou que pessoas transgênero mantêm o DNA de nascimento independentemente de procedimentos cirúrgicos ou hormonais. Embora Isadora não tenha mencionado Erika Hilton em suas postagens, a deputada ingressou no caso para reforçar a tese de crime inafiançável, equiparado ao racismo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Liberdade de expressão vs. criminalização

A decisão do TRF-5 reverteu o status de ré de Isadora Borges, que havia sido estabelecido em abril de 2025 pela Justiça da Paraíba. O relator do processo, desembargador Rogério Fialho, mudou seu entendimento inicial e concluiu que as mensagens não incitaram discriminação nem ódio, limitando-se à exposição de um pensamento individual. O advogado criminalista Igor Alves, que defende a estudante, reforçou que postagens dessa natureza não podem fundamentar processos penais, sob o risco de transformar o Poder Judiciário em instrumento de censura ideológica.

O trancamento do processo representa um revés na estratégia jurídica de Erika Hilton, que busca criminalizar discursos críticos à identidade de gênero nas redes sociais. Com o veredito unânime dos três desembargadores da turma, o processo caminha para o arquivamento na primeira instância.

Ao portal, Isadora manifestou alívio com o desfecho, classificando o período como um dos momentos mais estressantes de sua vida. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte do MPF, mas a jurisprudência fixada pelo TRF-5 fortalece a proteção à liberdade de expressão em casos semelhantes.

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