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segunda-feira, 22 de junho de 2026

A 'mudança' de discurso de Lula

Em ano eleitoral, chefe de Estado disse na reunião do G7, em off, que 'nunca foi de esquerda'

Redação Oeste

'A declaração de Lula não parece representar uma revisão sincera de sua trajetória política, mas um movimento eleitoral calculado', escreve Marcelo Tostes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A política é também a arte da linguagem. E poucas frases produzidas por um líder experiente são ditas sem considerar seus efeitos. Ao afirmar, em conversa com representantes internacionais durante a reunião do G7, que “nunca fui esquerdista” e que “o mundo é do caminho do meio”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou reações imediatas entre apoiadores, opositores e analistas políticos. Mais do que discutir a sinceridade da declaração, talvez seja oportuno perguntar: por que dizer isso agora?

A declaração de Lula não parece representar uma revisão sincera de sua trajetória política, mas um movimento eleitoral calculado. Ao se desvincular do rótulo da esquerda justamente em um período de pré-campanha, o presidente busca ampliar seu alcance junto ao eleitorado moderado, tradicionalmente decisivo nas eleições brasileiras.

Paralelamente, ao longo dos últimos anos, Lula e seu campo político têm insistido em enquadrar Jair Bolsonaro e seus apoiadores sob a etiqueta de “extrema direita”, reservando aos adversários a imagem da radicalização enquanto procura reposicionar a si próprio como representante de um suposto centro pragmático. Trata-se de uma estratégia política conhecida: suavizar a própria identidade ideológica para conquistar eleitores indecisos e, ao mesmo tempo, manter os opositores confinados em um polo percebido como mais distante do eleitor mediano.

Lula construiu sua carreira apoiado por sindicatos, movimentos sociais, intelectuais progressistas e partidos historicamente identificados com a esquerda. Foi fundador do Partido dos Trabalhadores, legenda que, desde sua origem, reivindica pautas associadas à ampliação de direitos sociais, fortalecimento do Estado e redução das desigualdades. Durante décadas, seus eleitores mais fiéis orgulharam-se justamente dessa identidade, utilizando o termo “esquerda” não apenas como posicionamento político, mas como elemento de pertencimento e distinção em relação aos adversários.

Lula camaleão

Diante desse histórico, a afirmação de que nunca foi esquerdista causa estranhamento. Não porque um político esteja impedido de reinterpretar sua própria trajetória, mas porque a declaração parece dialogar menos com a militância tradicional e mais com setores do eleitorado que rejeitam radicalismos, demonstram cansaço com a polarização e se identificam com propostas pragmáticas.

Afinal, a esquerda, em sua formulação clássica, costuma defender maior intervenção estatal na economia, políticas redistributivas e mecanismos de proteção social mais robustos. A direita, por sua vez, enfatiza a liberdade econômica, a redução do tamanho do Estado, a responsabilidade fiscal e valores conservadores em determinadas agendas. A centro-direita procura equilibrar princípios de mercado com políticas sociais focalizadas, enquanto o centro político frequentemente se apresenta como espaço de moderação, negociação e busca por consensos.

No Brasil contemporâneo, entretanto, tais categorias tornaram-se mais fluidas. Muitos eleitores escolhem candidatos menos por convicções ideológicas e mais por avaliações sobre gestão, capacidade de entrega de resultados, percepção de estabilidade econômica e identificação pessoal. Não por acaso, pesquisas sucessivas indicam que uma parcela expressiva da população prefere candidatos considerados moderados.

As eleições já começaram

Ao afirmar que nunca foi esquerdista, o presidente envia sinais ao mercado financeiro, ao empresariado, a eleitores independentes e até a antigos apoiadores de correntes mais conservadoras. Em outras palavras, tenta ocupar simbolicamente um território eleitoral disputado: o do cidadão que deseja políticas sociais, mas teme aventuras econômicas; que valoriza estabilidade institucional, mas rejeita discursos ideológicos mais contundentes.

Políticos experientes como Lula sabem que identidades ideológicas podem ser relativizadas quando a construção de maiorias exige flexibilidade discursiva; é o “dançar conforme a música”. Camuflam-se como camaleões: ajustam o tom, suavizam bandeiras e adaptam a narrativa conforme o público e as circunstâncias, quando é necessário e conveniente. E as eleições estão aí.

Marcelo Tostes é advogado, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil e CEO do Marcelo Tostes Advogados. Atua há décadas na advocacia empresarial, com experiência em temas relacionados ao direito corporativo, governança e resolução de conflitos. Também participa de debates e iniciativas voltadas ao aprimoramento do ambiente jurídico e empresarial no país. É reconhecido por sua atuação institucional junto à advocacia brasileira e ao setor produtivo.

Petróleo sobe com tensão entre Trump e Irã

Mercado reage a ameaças contra Teerã e incertezas sobre negociações para encerrar conflito no Oriente Médio

Victória Batalha

O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e as empresas do setor criticam a taxação | Foto: Agência Brasil

O preço do petróleo avançou nesta segunda-feira, 22, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou lançar ataques contra o Irã caso o Hezbollah mantenha ações contra Israel. A declaração aumentou a preocupação do mercado sobre o futuro das negociações entre Washington e Teerã.

O barril do Brent chegou a subir 2,2% na abertura, alcançando US$ 82,30. O West Texas Intermediate (WTI) ficou próximo de US$ 77.

As conversas entre os dois países começaram em meio a um ambiente de incerteza na Suíça. Veículos de imprensa iranianos informaram que Teerã teria suspendido o diálogo depois da fala de Trump, mas fontes ligadas às tratativas afirmaram que as negociações continuavam.

Trump assinou um memorando de entendimento na semana anterior | Foto: Reprodução/Casa Branca

O Irã também acusou Israel de descumprir um acordo de trégua no Líbano.

Conflito ameaça oferta global de energia

O encontro ocorre dentro de um prazo de 60 dias estabelecido para as negociações, iniciado depois que Trump assinou um memorando de entendimento na semana anterior. O documento abriu caminho para uma tentativa de encerrar o conflito.

Mesmo com a tensão, milhões de barris de petróleo seguiram passando pelo Estreito de Ormuz durante o fim de semana. O Irã voltou a afirmar que havia fechado a rota marítima estratégica, responsável por grande parte do transporte mundial da commodity.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que avisou autoridades iranianas sobre as consequências de um bloqueio no estreito. Segundo ele, uma medida desse tipo impediria uma volta segura dos envolvidos ao país.

Uma solução para os combates no Líbano ganhou peso nas negociações realizadas na Suíça. O andamento do processo pode influenciar diretamente o abastecimento de petróleo em uma região que concentra cerca de um terço da produção mundial.

O mercado registrou queda nos contratos futuros nas últimas semanas, embora os valores continuem acima dos níveis anteriores ao conflito. A possibilidade de um acordo trouxe expectativa de normalização da oferta, enquanto refinarias buscaram alternativas temporárias para manter o abastecimento.
Mercado acompanha possível aumento da produção

Um eventual acordo de paz pode liberar uma grande quantidade de petróleo para um cenário de menor demanda, principalmente por causa da redução das compras da China, maior importadora mundial.

Analistas calculam que cerca de 80 milhões de barris podem chegar ao mercado caso o Estreito de Ormuz volte a operar normalmente. O aumento repentino da oferta poderia pressionar refinarias e derrubar preços.

Produtores do Golfo Pérsico já se preparam para elevar a produção. O Kuwait retirou avisos anteriores de força maior, enquanto a Abu Dhabi National Oil Co. orientou clientes a retomarem carregamentos dentro do Golfo Pérsico e passou a negociar petróleo bruto no mercado à vista.

O Brent para liquidação em agosto avançava 1,3%, para US$ 81,60 o barril, às 6h02 em Cingapura. O WTI para agosto subia 2,3%, chegando a US$ 77,60.

Ex-prefeito de Boa Vista vence eleição em Roraima

Arthur Henrique (PL) derrota adversários no pleito suplementar, mas aguarda decisão definitiva do STF e do TSE sobre candidatura

Victória Batalha

Arthur Henrique (PL) novo governador de Roraima | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram

O ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL) venceu a eleição suplementar ao governo de Roraima neste domingo, 21. Com 60,87% dos votos, o candidato apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) superou Soldado Sampaio (Republicanos) e Nelita Frank (PT).

Arthur Henrique recebeu 160.004 votos. Soldado Sampaio obteve 93.897 votos, o equivalente a 35,72%, enquanto Nelita Frank somou 8.948 votos, ou 3,40%. Os votos nulos alcançaram 1,59%, e os brancos, 1,26%. Ao todo, 270.558 eleitores participaram da votação.

Apesar da vitória, Arthur Henrique e o candidato a vice-governador, Subtenente Velton (PL), disputaram a eleição com a candidatura sob análise da Justiça. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda precisam julgar recursos relacionados ao registro da chapa.

No sistema do TSE, os 160 mil votos recebidos pelo ex-prefeito aparecem como “anulados sub judice” até a conclusão do processo.

“A vontade do povo prevaleceu”, escreveu Arthur Henrique nas redes sociais na noite deste domingo.

Disputa surgiu depois da cassação de Denarium

A eleição suplementar ocorreu em razão da cassação da chapa eleita em 2022 por abuso de poder político e econômico. O então governador Antonio Denarium (Republicanos) renunciou antes da conclusão do julgamento. Com isso, o vice-governador Edilson Damião (União Brasil) também perdeu o mandato.

Durante o período de transição, Soldado Sampaio assumiu o comando do Estado de forma interina por ocupar a presidência da Assembleia Legislativa de Roraima.

Candidatura depende de decisão dos tribunais

A disputa judicial gira em torno do prazo de desincompatibilização exigido para a eleição suplementar.

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima definiu inicialmente que os interessados em disputar o mandato-tampão precisariam deixar seus cargos até 24 horas depois das convenções partidárias.

Em maio, contudo, o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a regra e determinou a aplicação do prazo de seis meses previsto na Lei da Inelegibilidade.

A ação partiu do Republicanos. A decisão colocou em dúvida a situação de Arthur Henrique, que deixou a Prefeitura de Boa Vista em 2 de abril para concorrer ao governo estadual.

O entendimento consolidado pelo TSE em eleições suplementares anteriores considera que situações excepcionais exigem flexibilização dos prazos legais para ampliar as opções disponíveis ao eleitorado. Nas disputas realizadas no Amazonas, em 2017, e no Tocantins, em 2018, a Justiça Eleitoral aceitou períodos reduzidos para o afastamento de candidatos que ocupavam cargos públicos.

A Primeira Turma do STF confirmou a decisão de Dino na última semana, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

A mudança também levou o PT a substituir sua candidatura. A legenda retirou o nome da professora Antonia Pedrosa e lançou Nelita Frank na disputa.

Arthur Henrique conquistou projeção política em Boa Vista. Em 2024, venceu a reeleição para a prefeitura da capital com 75,18% dos votos válidos no primeiro turno. Na ocasião, contou com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e derrotou Catarina Guerra (União), candidata apoiada por Antonio Denarium.

Lula culpa bets por crise das famílias, mas setor arrecada bilhões para o governo

Em 2025, a atividade gerou quase R$ 10 bi em tributos

Carlo Cauti
Edilson Salgueiro

Para Lula, a expansão da jogatina on-line ajuda a explicar o aperto no bolso dos brasileiros | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender restrições às plataformas de apostas esportivas e atribuiu às chamadas bets parte da deterioração da situação financeira das famílias brasileiras. Ele deu a declaração em um momento em que o endividamento da população superou 80%, o maior nível da série histórica da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Para Lula, a expansão da jogatina on-line ajuda a explicar o aperto no bolso dos brasileiros. A Edição 327 da Revista Oeste analisa essa narrativa e reúne dados sobre o avanço das dívidas, a inflação persistente, os juros elevados e o crescimento do mercado de apostas no país.

O efeito das bets no bolso do brasileiro

A reportagem mostra que, ao mesmo tempo em que endureceu o discurso contra as plataformas, o governo ampliou a regulamentação do setor. Desde 2024, foram concedidas 85 licenças para a operação de 187 sites de apostas. Em 2025, a arrecadação federal proveniente da atividade se aproximou de R$ 10 bilhões. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o valor já alcançava R$ 4,5 bilhões.

O texto também destaca o cenário econômico enfrentado pelas famílias. De acordo com o Banco Central, cerca de 30% da renda dos brasileiros está comprometida com o pagamento de dívidas. O cartão de crédito continua sendo o principal fator de endividamento, com juros do rotativo próximos de 430% ao ano. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, a inadimplência supera 38%.

A hipocrisia de Lula

A análise não ignora os efeitos sociais da expansão das apostas. O avanço da ludopatia, o aumento da procura por tratamento e o uso de recursos de programas sociais em jogos de azar aparecem entre os temas abordados. Um dos levantamentos citados mostra que beneficiários do Bolsa Família movimentaram cerca de R$ 4 bilhões em apostas em apenas um mês.

Com números sobre arrecadação, endividamento, inflação e crédito, Oeste examina uma questão que está no centro do debate econômico: até que ponto as apostas explicam a crise financeira das famílias brasileiras e qual o peso de outros fatores nesse cenário.

Direita avança na América do Sul e pode virar maioria na região

A vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia iguala o placar político

Erich Mafra

Abelardo de la Espriella superou o candidato governista nas urnas da Colômbia | Foto: Reprodução/Instagram

A direita sul-americana empatou o jogo político com a esquerda e se prepara para assumir o controle majoritário do continente. O advogado Abelardo de la Espriella, do partido Defensores de la Patria, venceu a eleição presidencial na Colômbia neste domingo, 21. O resultado encolhe o bloco de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dá força a partidos conservadores na região.

A divisão de forças ficará em seis países para cada lado quando o novo mandatário colombiano assumir o cargo, em 7 de agosto. O cenário, porém, pode pender de vez para a direita nos próximos dias por causa da apuração de votos no Peru. A candidata Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, lidera a contagem com uma vantagem apertada. Uma vitória dela deixará o placar em sete governos de direita contra cinco de esquerda.

Onda conservadora reduz base de apoio de governos esquerdistas

O avanço da direita ganhou corpo com uma sequência de vitórias nas urnas iniciada no final de 2025. O grupo colocou no poder os presidentes Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador, Rodrigo Paz na Bolívia e José Antonio Kast no Chile. O mapa atual é oposto ao do final de 2015, período em que a esquerda e a centro-esquerda comandavam oito nações no continente sul-americano.

Até setembro de 2025, apenas a Argentina, o Paraguai e o Equador possuíam gestões de direita na região. O Paraguai funciona como a única exceção isolada que escapou da troca constante de partidos na última década. Os paraguaios mantiveram uma sequência de presidentes de direita sem interrupções, com as gestões de Horacio Cartes, Mario Abdo Benítez e Santiago Peña.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil pelo PL, gravou um vídeo na rede social Instagram para saudar o presidente eleito da Colômbia. O parlamentar declarou que os planos e as ideias da direita seguem vencendo em todo o continente americano. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro comemorou o resultado do pleito vizinho e definiu a vitória de De la Espriella como o triunfo do bem sobre o mal.

Master: Lula se reúne com Jaques Wagner nesta semana

O presidente chamou o senador para Brasília para avaliar o tamanho do desgaste político depois da operação

Erich Mafra

À esq., o ex-presidente Lula (PT); à dir., o senador Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma reunião de emergência com o senador Jaques Wagner para os próximos dias. O encontro vai selar o futuro do parlamentar no posto de líder do governo no Senado. A permanência do petista no cargo ficou no ar depois que a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que o colocou como alvo central de desvios ligados ao Banco Master.

Segundo a CNN, Lula ordenou o retorno imediato do correligionário a Brasília para traçar uma resposta institucional ao escândalo. O senador estava na Bahia quando os agentes federais cumpriram os mandados de busca. A conversa oficial depende agora do cumprimento de viagens do chefe do Executivo, que cumpre agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo no início desta semana.

Senador se recusa a entregar o cargo e conta com amizade de Lula

Jaques Wagner avisou a interlocutores que não pedirá demissão do posto. O parlamentar declarou que Lula não sugeriu o afastamento durante o primeiro telefonema feito horas depois da investida policial. O presidente preferiu silenciar em público e fez apenas um gesto de “joia” com a mão ao ser questionado por repórteres em Belo Horizonte sobre a manutenção do aliado.

Segundo a CNN, o Palácio do Planalto estava preparado para para rebater suspeitas gerais contra o PT baiano, mas não esperava uma ação direta contra o líder do Senado. A favor de Wagner pesam a amizade de longa data e a confiança de Lula, que já o nomeou para chefiar os ministérios do Trabalho, Defesa, Relações Institucionais e a Casa Civil.

PF ainda vai analisar 3 celulares de Vorcaro e deve estender perícias até 2027

Investigadores precisam periciar cerca de 60 aparelhos eletrônicos e milhares de documentos

Letícia Alves

Daniel Vorcaro está preso e teve duas negociações de delação premiada negadas | Foto: Divulgação/SAP

A Polícia Federal (PF) ainda não concluiu a perícia de ao menos três celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os agentes também analisam cerca de 60 aparelhos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero. A investigação deve durar meses e pode se estender até 2027 se mantiver o ritmo atual.

Além disso, o volume de apreensões cresce a cada nova etapa. Os investigadores localizaram oito celulares usados por Vorcaro em três apreensões distintas. A PF já periciou total ou parcialmente cinco aparelhos. O primeiro celular, apreendido na prisão de Vorcaro em 17 de novembro, concentra a maior parte dos documentos relevantes.

Em meio aos inúmeros aparelhos eletrônicos, a PF ainda analisa outros milhares de documentos físicos para confronta ras informações. São pelo menos 100 dispositivos eletrônicos apreendidos com cerca de duas dezenas de alvos. A investigação está em etapa intermediária e novas fases seguem no radar.

A prisão de Vorcaro ocorreu na noite anterior à primeira fase da operação, em 18 de novembro de 2025, quando ele tentava deixar o país. Por isso, os investigados não tiveram tempo para apagar conversas. A PF utilizou softwares forenses depois do ex-banqueiro se recusar a fornecer as senhas. Com isso, os peritos recuperaram conversas que embasam suspeitas de fraude bilionária, lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos.

O que os celulares de Vorcaro e os documentos mostram

O primeiro aparelho reuniu arquivos com criptografia complexa. A PF já obteve acesso ao conteúdo, mas não finalizou a análise. O cruzamento de dados mostrou que Vorcaro formou uma ampla rede de contatos com integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e do alto escalão do Judiciário.

Além disso, as apurações também revelam o envolvimento de familiares de Vorcaro, o que daria ao esquema “contornos de máfia”, segundo o relator do caso no STF, ministro André Mendonça.

Mensagens e áudios indicam a existência dos grupos “A Turma” e “Os Meninos”. Eles reuniam policiais, hackers e operadores para monitorar desafetos e promover intimidações. A defesa de Vorcaro sempre negou essas acusações. Policiais, servidores do Banco Central e do BRB teriam recebido pagamentos por informações privilegiadas sobre a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). A PF afastou os servidores suspeitos.

A PF também analisa anotações e capturas de tela nos celulares de Vorcaro que fariam referência a conversas com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes, porém, nega os diálogos. Os arquivos passam por perícia de integridade para confirmar metadados.

O ex-relator do caso, ministro Dias Toffoli, reteve aparelhos no início de 2026 e restringiu a análise a quatro peritos, o que reduziu o ritmo dos trabalhos. O cenário mudou quando o ministro André Mendonça assumiu a relatoria e autorizou a distribuição do material entre peritos federais.

Gasolina terá 32% de etanol a partir de quarta-feira; entenda mudança

Governo afirma que medida pode reduzir preço do combustível

Por Isabela Cardoso
Gasolina pode ficar mais barata com nova mistura de etanol - Foto: José Cruz | Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou, neste sábado, 20, que a mistura obrigatória de etanol na gasolina passará de 30% para 32% a partir da próxima quarta-feira, 24. A medida será submetida à aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e, segundo o governo, pode reduzir o preço do combustível para o consumidor.

Durante agenda em Dom Aquino (MT), Alckmin afirmou que o aumento da participação do etanol na gasolina deve contribuir para baratear o combustível, reduzir as emissões de poluentes e estimular a produção agrícola e a agroindústria.

"A gasolina, que tinha 27,5% de etanol, o presidente Lula passou para 30% e, agora, na quarta-feira, passa para 32% de etanol. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria", disse o vice-presidente.

Governo prevê redução no preço da gasolina

Segundo Alckmin, a mudança deverá refletir no valor pago pelos consumidores após a aprovação da medida pelo CNPE.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já havia informado, no último dia 9 de junho, que o governo encaminharia a proposta ao conselho. Em junho do ano passado, o colegiado aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol de 27,5% para 30%.

Objetivo é reduzir importações e emissões

De acordo com Alexandre Silveira, o aumento da mistura pode evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina, reduzindo a dependência do combustível importado.

Além do impacto econômico, o governo afirma que a medida faz parte da estratégia de descarbonização da matriz energética brasileira, ampliando o uso de combustíveis renováveis.

Governo também estuda aumento do biodiesel

A intenção de elevar a participação do etanol na gasolina já havia sido defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abril. Na ocasião, o presidente também mencionou a possibilidade de aumentar o percentual obrigatório de biodiesel no diesel, de 15% para 16%.

Pé amputado de servidor público é encontrado dentro de mochila

Servidor simulou sequestrou para tentar fraudar seguradoras

Por Gustavo Nascimento
Vanderley dos Santos Gomes amputou o próprio pé para tentar fraudar seguradoras - Foto: Reprodução

O pé do servidor público Vanderley dos Santos Gomes, que tentou fraudar seguradoras após amputar o próprio membro, foi encontrado dentro da mochila dele, a cerca de 350 metros do local onde ele foi socorrido, na zona rural de São Gonçalo dos Campos, no interior da.

À polícia, ele afirmou que teve o pé amputado por criminosos durante um assalto seguido de sequestro. No entanto, dentro da mochila estavam todos os pertences que ele afirmou terem sido levados pelos assaltantes, além do pé amputado.

A descoberta da mochila chamou a atenção dos investigadores porque contrariava a versão apresentada pelo servidor, que afirmou ter tido o celular, o relógio e outros bens roubados durante a ação criminosa.

Vanderley dos Santos Gomes atuava na cidade de Amélia Rodrigues, no Recôncavo baiano, e foi condenado a cumprir 720 horas de prestação de serviços à comunidade e efetuar o pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 7.590.

Apesar do caso ter ganhado repercussão agora, a situação ocorreu em julho de 2019.
sexta-feira, 19 de junho de 2026

Feriado de São João: TRE-BA suspende atendimento de 22 a 24 de junho

Expediente será retomado na quinta-feira (25/6); Durante esse período, os servços on-line permanecerão disponíveis para a população por meio do Autoatendimento Eleitoral



Em razão das comemorações de São João, o expediente presencial do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) estará suspenso nos dias 22, 23 e 24 de junho. A medida abrange as secretarias, os cartórios eleitorais e as demais unidades de atendimento ao público. As atividades serão retomadas na quinta-feira (25/6).

A suspensão do atendimento está prevista na Portaria nº 396/2025, que institui o calendário de feriados e pontos facultativos da Justiça Eleitoral baiana para o ano de 2026.

Serviços digitais

Durante esse período, eleitoras e eleitores poderão acessar diversos serviços por meio do Autoatendimento Eleitoral. A plataforma permite, entre outras funcionalidades, emitir certidões e quitar débitos eleitorais.

Unidades da Rede SAC

Os postos da Justiça Eleitoral localizados nas unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) seguem cronograma próprio de funcionamento, estabelecido pela Secretaria da Administração do Estado da Bahia (SAEB). Informações sobre os locais e horários de atendimento podem ser consultadas no portal do TRE-BA, na seção “Serviços, horários e locais”.

Pra todos verem: Banner informativo do TRE-BA produzido por IA nas cores verde, bege, amarelo e branco. À esquerda, há um ícone de calendário acompanhado de um relógio, sobre fundo verde escuro com elementos decorativos típicos das festas juninas, como bandeirolas, fogueira e chapéu de palha. Ao centro, em destaque, aparece o texto “Atendimento Suspenso” e, logo abaixo, “São João”. À direita, está a logo do TRE-BA com o slogan “Justiça, Cidadania e Serviço”.

ASCOM TRE-BA

Emissora demite apresentadora e equipe após falsa notícia sobre morte do pai de Messi


Programa foi interrompido ao vivo para divulgar informação falsa sobre Jorge Messi |  Reprodução/Redes Sociais

Um dos principais canais de streaming da Argentina, a "Luzu TV", afastou a apresentadora Florencia Peña e toda a equipe de bastidores do programa "El Show del Verão", após a divulgação de uma notícia falsa envolvendo o pai de Lionel Messi.

Durante o programa ao vivo, Florencia informou que Jorge Messi tinha falecido. A jornalista também afirmou que o camisa 10 argentino iria deixar a concentração da seleção nos Estados Unidos para ir à Argentina e acompanhar o funeral do pai.

Messi já tinha se posicionado contra algumas informações veiculadas a respeito do seu genitor. Em nota, o craque criticou alguns por "falta de sensibilidade, respeito e escrúpulos".

De fato, o pai de Messi está passando por um problema de saúde e está sob cuidados médicos. Porém, no comunicado, a família desmentiu os boatos de que Jorge teria falecido.

Leia nota na íntegra

A família Messi informa que Jorge atravessa uma situação de saúde.

Nesse momento, se encontra sob cuidado médico, se recuperando, e evolui favoravelmente dentro do quadro que apresenta.

Diante de versões, rumores e especulações que circularam nas últimas horas, a família quer expressar seu profundo mal-estar pela falta de sensibilidade, respeito e escrúpulos com que algumas pessoas trataram uma situação estritamente privada e familiar.

A família deseja esclarecer, ainda, que unicamente o núcleo mais próximo conta com informação real e precisa sobre o estado de Jorge. Portanto, qualquer versão, declaração ou informação que não venha da própria família e seus canais não deve ser considerada válida e verídica.

Em momentos como esse, pedimos responsabilidade, prudência e humanidade. A saúde de uma pessoa e a tranquilidade de seu entorno não deveria ser objeto de especulação nem de interesse midiático irresponsável.

Agradecemos sinceramente as demonstrações de carinho, respeito e preocupação recebidas e solicitamos que se preserve a privacidade, a confidencialidade e a intimidade de Jorge e de toda a sua família durante o processo.

Qualquer novidade relevante será comunicada oportunamente pela família e os canais correspondentes.

Obrigado pela compreensão.

PGR defende a Lei da Dosimetria

Paulo Gonet pede que STF rejeite ações contra redução de penas do 8 de janeiro

Erich Mafra

Paulo Gonet em sessão plenária do STF (09/04/2026) | Foto: Antonio Augusto/STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se a favor da validade da Lei da Dosimetria. O chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 18, para travar as liminares que tentam anular a redução de penas dos presos pelas manifestações de 8 de janeiro de 2023. “O parecer é pelo indeferimento do pedido cautelar de suspensão das normas impugnadas”, opinou Gonet.

A manifestação da PGR foi protocolada dentro de quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Os processos foram abertos pelo PDT, pelas federações PSOL-Rede e PT-PCdoB-PV. Os partidos de esquerda acusavam o texto da Dosimetria de funcionar como uma proteção exagerada para favorecer réus específicos.

Autonomia do Congresso deve ser preservada pelo Judiciário

Gonet rejeitou as acusações de casuísmo e declarou que o Congresso Nacional tem total soberania para desenhar a legislação penal do país. No parecer, o procurador-geral lembrou que o Poder Legislativo tem autonomia constitucional e “margem de conformação” para definir os critérios de punição. Segundo o chefe da PGR, o fato de a medida beneficiar diretamente réus de um episódio de grande repercussão não anula o caráter geral da lei.

O texto aprovado pelos parlamentares em maio altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal. A medida cria uma causa especial de redução de um a dois terços no tempo de prisão para crimes praticados em contextos de multidão ou tumulto de massa. O procurador destacou que a Lei da Dosimetria utiliza categorias objetivas e abstratas que valem para qualquer cidadão, preenchendo todos os requisitos legais de validade jurídica.

No entanto, a redução da pena fica proibida para quem exerceu papel de liderança ou financiou as invasões. Gonet explicou que a lei apenas regula uma etapa do cumprimento da sanção, “preservando a exigência de bom comportamento do condenado”.

O Palácio do Planalto tentou barrar o avanço do projeto na época das discussões legislativas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a aplicar um veto total sobre a proposta por recomendação da Advocacia-Geral da União (AGU). O Congresso Nacional, contudo, derrubou o veto presidencial com votações expressivas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, o que resultou na promulgação da lei em maio de 2026.

Janja supera Lula em dias no exterior desde o início do mandato

Primeira-dama acumulou 182 dias fora do Brasil desde 2023, contra 158 do presidente; números equivalem a mais de cinco meses

Pâmela Zacarias

Compromissos da primeira-dama costumam envolver temas ligados ao combate à fome, direitos das mulheres, cultura e inclusão social | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou 158 dias fora do Brasil desde o início de seu terceiro mandato, em janeiro de 2023. O número equivale a mais de cinco meses no exterior. O levantamento foi feito pelo site Poder360 com base nas agendas oficiais da Presidência da República.

No mesmo período, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, acumulou 182 dias fora do país. Ela passou 24 dias a mais no exterior do que o presidente desde o início da atual gestão.

O presidente tem mantido uma rotina intensa de viagens ao exterior, enquanto Janja ampliou sua participação em compromissos oficiais e eventos internacionais.

Lula realizou 45 viagens internacionais

Lula realizou 45 viagens internacionais desde janeiro de 2023. O presidente participou de encontros com chefes de Estado, cúpulas multilaterais e reuniões de organismos internacionais.

Entre os destinos visitados estão Estados Unidos, China, Japão, França, Itália, Índia, Rússia, Emirados Árabes Unidos e diversos países da América Latina e da África.

O governo afirma que as viagens fazem parte da estratégia de reposicionar o Brasil no cenário internacional, ampliar parcerias comerciais e fortalecer a presença diplomática do país em fóruns globais.

A política externa se tornou uma das principais marcas do terceiro mandato de Lula. Em diversas ocasiões, o presidente passou mais de uma semana consecutiva fora do país para cumprir agendas internacionais.

Janja já passou 25 dias fora do Brasil só em 2026

Neste ano, a primeira-dama participou de quatro viagens internacionais e esteve em compromissos na Itália, na França, no Japão e na Rússia. O presidente esteve fora do país durante 20 dias neste ano.

Em algumas agendas, ela integrou a comitiva presidencial. Em outras, representou o Brasil sem a presença de Lula.

A atuação internacional da primeira-dama tem provocado críticas da oposição. Parlamentares questionam os custos das viagens e o fato de Janja não ocupar cargo formal no governo.

O Palácio do Planalto sustenta que ela exerce funções de representação institucional em eventos nacionais e internacionais.

Imprensa internacional repercute operação da PF contra Jaques Wagner

Reuters e Bloomberg destacam investigação sobre suposto favorecimento ao Banco Master

Victória Batalha

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi alvo de uma operação da PF na manhã desta quinta-feira, 18 | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A imprensa internacional está repercutindo o caso do senador Jaques Wagner (PT-BA). A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 18, a nona fase da Operação Compliance Zero. O parlamentar se tornou um dos principais alvos e a PF o investiga por suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e esquemas criminosos envolvendo o ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Os investigadores encontraram indícios depois de analisar mensagens no celular do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e também investigado. A PF apura se o parlamentar atuou para defender interesses do Banco Master no Congresso Nacional.

Jaques Wagner, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jerônimo Rodrigues e Rui Costa. Petistas sorridentes, enquanto a Bahia lida com séries de problemas | Foto: Reprodução/Instagram

O caso ganhou destaque na imprensa estrangeira. A agência Reuters afirmou que “um escândalo de corrupção em expansão se aproximou ainda mais do presidente do Brasil nesta quinta-feira, com uma operação da Polícia Federal contra seu principal aliado no Congresso”.

A Bloomberg também repercutiu a operação e destacou que Wagner integra o núcleo político mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação ressaltou que a investigação amplia a pressão sobre o governo em meio ao avanço das apurações relacionadas ao Banco Master.

PF apura atuação em favor do Banco Master

Segundo documentos da investigação, a PF suspeita que Wagner tenha atuado para beneficiar interesses do Banco Master por meio da destinação de recursos públicos. Os investigadores analisam uma emenda parlamentar de R$ 15 milhões destinada ao banco por intermédio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

As apurações também apontam trocas de mensagens entre investigados que mencionam o senador baiano e tratam de articulações relacionadas ao grupo de Daniel Vorcaro. A PF avalia se houve contrapartidas indevidas em troca de apoio político e institucional.

A Operação Compliance Zero investiga uma suposta organização criminosa ligada ao Banco Master. Segundo a PF, há indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e ocultação de patrimônio.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a retirada do sigilo de parte dos documentos da investigação.

Polícia Civil quer ouvir Bolsonaro sobre pistola apreendida com segurança

Defesa afirma que ex-presidente desconhecia alteração feita por equipe de segurança em arma recolhida pela Polícia Militar do Distrito Federal

Victória Batalha

Os policiais da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) apreenderam eletrônicos e documentos. Por meio de uma determinação judicial, eles também recolheram armas de fogo, carteira funcional e o distintivo do policial penal | Foto: Divulgação/PCDF | Foto: Reprodução/Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga as circunstâncias da apreensão de uma pistola registrada em seu nome.

Segundo ofício encaminhado ao magistrado nesta quinta-feira, 18, os investigadores pretendem realizar o depoimento por videoconferência na próxima quarta-feira, 24, às 15h.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue sob prisão domiciliar em Brasília | Foto: Reprodução/X

De acordo com a corporação, houve uma tentativa de intimar Bolsonaro pessoalmente na residência onde ele cumpre prisão domiciliar. Os policiais, contudo, não conseguiram concluir a diligência porque integrantes da equipe responsável pela segurança do ex-presidente impediram o acesso ao local.
Defesa de Bolsonaro atribui episódio a falha na arma

A investigação teve início depois da apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros com um dos seguranças de Bolsonaro. A abordagem ocorreu na noite de segunda-feira, 15, durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.

Em manifestação encaminhada a Moraes, os advogados do ex-presidente afirmaram que Bolsonaro pediu o conserto da arma depois de identificar uma falha em seu funcionamento.

A defesa também informou que o ex-presidente não sabia que integrantes de sua equipe de segurança haviam retirado uma peça da pistola, o que a tornou inoperante.

Segundo os advogados, a medida foi adotada em razão do uso de medicamentos psiquiátricos por Bolsonaro. A equipe de segurança teria decidido inutilizar temporariamente a arma sem comunicar a alteração ao ex-presidente.

Sem essa informação, Bolsonaro percebeu o defeito e solicitou o reparo do equipamento. A Polícia Civil agora aguarda autorização do STF para realizar o depoimento.

Haddad lidera a rejeição na corrida ao governo de SP

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece em segundo, com 29,1% de menções negativas

Yasmin Alencar

Fernando Haddad é pré-candidato ao governo de SP | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, é o nome mais rejeitado na disputa pelo governo de São Paulo em 2026. Segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira, 19, 42,5% dos eleitores paulistas afirmam que não votariam nele. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece em segundo, com 29,1% de rejeição, seguido pelo ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (17%) e pelo deputado federal Kim Kataguiri (15,9%).
Pesquisa eleitoral do Instituto Paraná Pesquisas | Foto: Divulgação

Haddad lidera esse indicador há meses. Marcou 42,9% em abril e 44,9% em maio no mesmo instituto. A rejeição é maior entre os homens, 51,1%, do que entre as mulheres, 34,9%.

Na intenção de voto, Tarcísio está à frente, com 45,6%, contra 34,1% de Haddad. O ministro, porém, vem subindo: tinha 27,7% em fevereiro e 33,5% em maio. Num cenário de segundo turno apenas entre os dois, Tarcísio tem 51,4% e Haddad, 37,9%. Para 55,3% dos entrevistados, Tarcísio vence a eleição, contra 29,1% que apostam em Haddad.
Pesquisa eleitoral do Instituto Paraná Pesquisas | Foto: Divulgação

A pesquisa ouviu 1,6 mil eleitores em 80 municípios de São Paulo, entre 16 e 18 de junho, com margem de erro de 2,5 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-08639/2026. Em 2022, Tarcísio derrotou Haddad no segundo turno por 55,3% a 44,7%.

Tarcísio lidera disputa pelo governo de SP e venceria Haddad no 2º turno

No cenário estimulado do Instituto Paraná Pesquisas, governador registra 45,6% das intenções de voto, contra 34,1% do petista

Lucas Cheiddi

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de São Paulo em todos os cenários testados pelo Instituto Paraná Pesquisas. Levantamento divulgado nesta sexta-feira, 19, mostra o atual governador à frente tanto nas intenções de voto para o primeiro turno quanto em uma eventual disputa direta contra o ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Tarcísio aparece com 23,9% das citações. Haddad soma 9,9%. A maioria dos eleitores, porém, ainda não sabe em quem votar ou não indicou um nome, grupo que alcança 58,3%.

Vantagem no 1º e no 2º turno

Tarcísio e Haddad vão disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano | Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

No principal cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Tarcísio registra 45,6% das intenções de voto. Haddad aparece com 34,1%. Na sequência, Paulo Serra (PSDB) tem 4,6% e Kim Kataguiri (Missão), 3,0%.

A série histórica da pesquisa indica redução gradual da vantagem do governador. Em julho de 2025, Tarcísio marcava 46,8%, contra 17,2% de Haddad. Já em junho de 2026, a diferença caiu para 11,5 pontos porcentuais, com o ex-ministro ampliando sua presença eleitoral ao longo do período.

Cenário 1 da pesquisa estimulada ao Executivo de SP | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas

Em um eventual segundo turno entre os dois principais nomes da disputa, o atual chefe do Executivo paulista mantém a liderança. Ele alcança 51,4% das intenções de voto, enquanto o petista soma 37,9%. Brancos, nulos e indecisos representam 10,7%.

Resultado estimulado de eventual 2º turno em SP | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas

Apesar da vantagem, a distância entre os dois também diminuiu nos últimos meses. Em fevereiro, Tarcísio tinha 58,7%, contra 32,4% de Haddad. Agora, a pesquisa de intenção de voto sugere um placar de 51,4% a 37,9%.

Percepção do eleitor e rejeição

Haddad lidera rejeição entre os possíveis candidatos ao governo de SP | Foto: Reprodução/Paraná Pesquisas

O estudo também mediu a percepção dos eleitores sobre quem deve vencer a eleição. Para 55,3% dos entrevistados, Tarcísio será reeleito. Haddad foi a resposta de 29,1%. Outros 13,3% não souberam opinar.

Na rejeição, Haddad lidera o índice. O petista foi citado por 42,5% dos entrevistados como um candidato em quem não votariam. Tarcísio aparece com 29,1%. Paulo Serra registra 17,0% e Kim Kataguiri, 15,9%.

O levantamento ocorreu entre os dias 16 e 18 de junho de 2026. O Paraná Pesquisas ouviu 1,6 mil eleitores em 80 municípios paulistas. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-08639/2026.

Motta defende transição curta para elevar o teto do MEI e do Simples Nacional

O projeto, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), está sendo analisado em comissão especial da Câmara

Yasmin Alencar

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Uma possível mudança nos limites do MEI e do Simples tem gerado debate sobre o tempo necessário para a transição. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliou que é importante implementar um escalonamento, mas defendeu a ideia de que o prazo de ajuste deve ser breve. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

“Se a gente conseguir escalonar, já é um avanço”, destacou Motta. “Vamos ver só como é esse escalonamento. Nós vamos tentar, no máximo possível, encurtar esse tempo e dar o maior reajuste que caiba também dentro das contas do governo.”

Dario Durigan, ministro da Fazenda, e Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, sugeriram o escalonamento para reduzir o impacto fiscal das alterações. Segundo a equipe econômica, o ajuste no teto do MEI pode gerar um custo de R$ 2 bilhões, já o do Simples pode resultar em impacto de R$ 50 bilhões.

Pressão por transição rápida

O deputado Jorge Goetten (PL-SC), relator do projeto na comissão especial, argumentou que a transição deve ser rápida e citou o caso da PEC que extinguiu a escala 6×1. “Nós queremos isonomia”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo. “Na escala 6×1, nós queríamos uma transição de quatro anos. Fizeram de dois meses e um ano. Então, por que no Simples precisamos escalonar dois, três anos? Que tal nós fazermos a mesma isonomia, fazer uma transição rápida?”

O projeto, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), está sendo analisado em comissão especial da Câmara. A proposta busca compensar os efeitos da recente redução da jornada de trabalho para 40 semanais, que afeta diretamente MEIs e pequenas empresas.

Reajuste dos limites e impacto econômico

Na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, o parecer apresentado prevê a atualização do teto do MEI para R$ 144,9 mil. Para microempresas, o limite passaria de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil, enquanto o teto das empresas de pequeno porte iria de R$ 4,8 milhões para R$ 8,6 milhões.

Esses novos valores foram calculados com base na inflação medida pelo IPCA, ao considerar o período de dezembro de 2006 até março de 2022, para atualizar os limites do regime tributário.

Polícia Federal recolhe dois celulares de Jaques Wagner

Senador é alvo da Operação Compliance Zero por supostas vantagens ligadas ao Banco Master

Letícia Alves

O senador Jaques Wagner (PT-BA) é líder do governo Lula na Casa Legislativa | Foto: Divulgação/PT

A Polícia Federal (PF) apreendeu dois celulares do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo federal no Senado. A ação faz parte da nona fase da Operação Compliance Zero. A corporação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

Os investigadores analisarão os aparelhos para identificar conversas entre Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master. A PF já havia localizado mensagens de Lima em etapa anterior.

Além disso, a polícia busca confirmar comunicações diretas entre Wagner e Vorcaro. O senador, porém, nega contato com o ex-banqueiro.

Wagner lidera o governo no Senado desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele já chefiou os ministérios da Casa Civil, da Defesa e das Relações Institucionais em gestões petistas anteriores.

PF encontrou R$ 479 mil em espécie com Jaques Wagner

Os policiais apreenderam US$ 49 mil em um quarto de hotel em Brasília. Em um imóvel de Wagner em Salvador, a PF localizou US$ 6,1 mil e € 33,5 mil. Os valores somam cerca de R$ 479 mil.

Wagner afirmou que parte do dinheiro vem de diárias do Senado para missões internacionais. “Eu viajei para o exterior, mandei até levantar”, disse à BandNews. “E, de 2019 para cá, eu recebi de diárias aproximadamente US$ 70 mil, e outras vezes que eu fui viajar eu comprei via Banco do Brasil, onde eu tenho conta, dólares ou euro, para fazer a viagem. Então, eu não tenho nenhuma coisa para esconder.”

Segundo dados oficiais do Portal da Transparência, o senador recebeu US$ 66,8 mil em diárias por 27 viagens oficiais entre 2019 e 2026.

O parlamentar declarou que acompanha o caso com tranquilidade. “Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima”, continuou. “Então, eu estou absolutamente à vontade.”

André Mendonça autorizou buscas

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as buscas. O magistrado registrou que a PF afirma que Wagner seria “beneficiário central” de “vantagens econômicas” de Augusto Lima para favorecer o Banco Master. As vantagens incluiriam um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, uso de aviões particulares e ingressos para um show internacional.

A defesa de Augusto Lima, no entanto, chamou as medidas de “desnecessárias”, justificando que o empresário colabora com as autoridades há seis meses. “De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”, diz nota da defesa. “Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.”

Polícia desarticula narcomilícia que movimentou R$ 25 milhões no RJ

Os agentes miraram os chefes do bando criminoso envolvidos em extorsões contra canteiros de obras públicas

Erich Mafra

Polícia Civil do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma quadrilha armada que misturava tráfico de drogas e milícia lavou mais de R$ 25 milhões com a cobrança de propinas no Rio de Janeiro. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) deflagrou uma operação nesta sexta-feira, 19, para asfixiar o bando. Os policiais civis saíram às ruas para cumprir 50 mandados de busca e apreensão na capital fluminense, na Baixada e no interior do Estado.

O Judiciário determinou o bloqueio de contas bancárias e o confisco de bens dos suspeitos para paralisar as atividades financeiras da facção. A investigação criminal começou logo que diretores de uma empresa terceirizada denunciaram chantagens frequentes. A firma executava obras públicas de infraestrutura e saneamento básico no bairro do Catiri, em Bangu. Os criminosos usavam armas e ameaças de morte para exigir dinheiro e liberar o trabalho dos operários.

Policial militar fazia a segurança dos chefes da quadrilha

Um policial militar integrava a rede de apoio dos criminosos na região. Os relatórios revelam que o praça atuava na segurança privada dos chefes da narcomilícia e ajudava no transporte físico do dinheiro arrecadado nas extorsões. Corregedores da Polícia Militar acompanharam as buscas coordenadas pela Polícia Civil. O bando também extorquia pequenos comerciantes e moradores locais.
Os investigadores mapearam os caminhos bancários depois de seguir a rota dos depósitos ilegais. O grupo usava empresas abertas legalmente e contas de laranjas para simular negócios de fachada e dar aparência de legalidade aos valores. As transferências ocorriam de forma fracionada e rápida para despistar a fiscalização. O monitoramento identificou um núcleo central de comando e uma célula encarregada apenas de pulverizar e ocultar os lucros do crime.

Clube da Série A anuncia demissão de treinador após crise com elenco

Decisão foi tomada em comum acordo após declarações do técnico

Por Lucas Vilas Boas
Taça da Série A do Brasileirão - Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O Vasco da Gama anunciou na noite desta quinta-feira, 18, a saída de Renato Gaúcho do comando técnico. A decisão encerra a passagem do treinador por São Januário em meio a um ambiente de desgaste interno e queda de confiança no trabalho.

Nos bastidores, a permanência do técnico já vinha sendo debatida pela diretoria há algumas semanas, diante de um cenário de insatisfação crescente dentro do elenco. Parte dos jogadores demonstrava desconforto com a postura do treinador, especialmente após declarações públicas consideradas críticas ao grupo.

Um dos episódios que contribuiu para o desgaste foi a repercussão de falas de Renato sobre atletas colombianos, antes da pausa para a Copa do Mundo, que não foram bem recebidas internamente e geraram atritos com nomes do elenco, como Marino Hinestroza. Desde então, o ambiente se tornou ainda mais sensível.

O incômodo aumentou nas últimas semanas, quando as críticas passaram a incluir também o banco de reservas e a avaliação de peças do elenco. A forma como o treinador expôs problemas internos em entrevistas e coletivas também foi mal vista por parte do grupo e da direção.

Em nota oficial, o clube confirmou o encerramento do ciclo.

"O Vasco da Gama informa que Renato Gaúcho não é mais o treinador da equipe profissional. A decisão foi tomada em comum acordo entre as partes. O Vasco agradece ao técnico e sua comissão pelos serviços prestados durante sua terceira passagem pelo clube e deseja sucesso na continuidade de suas carreiras", disse o clube, em nota oficial.

Erika Hilton ganha direito de resposta após fala transfóbica de Ratinho

Deputada federal poderá se defender ao vivo em programa no SBT

Por Ane Catarine
A deputada federal Erika Hilton e o apresentador Ratinho - Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/ Lourival Ribeiro/SBT

A Justiça de São Paulo determinou, na quarta-feira, 17, que o SBT exiba um vídeo de direito de resposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), alvo de comentários transfóbicos do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, feitos na ocasião em que assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

De acordo com a decisão, o vídeo deverá ser veiculado no Programa do Ratinho, no mesmo horário e com o mesmo destaque e duração das declarações feitas pelo apresentador em março deste ano.

Na ocasião, Ratinho questionou a legitimidade da presidência de Hilton, alegando que ela não era mulher, mas uma pessoa trans, e que a comissão deveria ser presidida por “uma mulher de verdade”.

Na decisão, o juiz André Della Latta Cartaxo disse que Ratinho expôs aspectos íntimos da identidade de Erika com o objetivo de atingi-la como pessoa.

Além disso, determinou que a veiculação da resposta da parlamentar aconteça no prazo de dez dias, a contar da sentença, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

O que diz a deputada

Em publicação nas redes sociais após a decisão da Justiça, Erika afirmou que recebeu com alegria a notícia, mas fez ponderações sobre o crime de transfobia.

“Eu não deveria ter que estar celebrando isso. A transfobia, assim como toda forma de LGBTfobia, é um crime equiparado ao crime de racismo. E é absurdo que, em 2026, um apresentador, ao invés de exercer o seu direito de tecer uma crítica política, vocifere transfobia e preconceito em um ataque direcionado contra mim em plena TV aberta”, afirmou.

A deputada disse ainda que usará o espaço de resposta para defender a própria dignidade e a de toda a comunidade LGBTQIA+.

Xuxa abre o jogo sobre “pacto com o diabo” e faz revelação

A apresentadora rebateu a polêmica envolvendo sua religião

Por Franciely Gomes
A famosa rebeteu o boato dos anos 80 - Foto: Reprodução | Instagram

Xuxa Meneghel deu um fim aos boatos envolvendo sua religião. Acusada de fazer um pacto com o diabo para conseguir fama e dinheiro, a apresentadora revelou que tudo o que conquistou foi fruto de um presente de Deus.

“É um presente de Deus. Quando eu vejo as pessoas falando ‘A Xuxa tem pacto com o diabo’, será que as pessoas dão tanto valor para o cara lá de baixo achando que ele teria esse poder todo de me dar tudo isso que eu tenho?” disse ela, em entrevista ao podcast Quem é Você nesse Rolê.

“É impossível ter tudo isso, viver tudo isso que eu vivi, não só nesse país, mas fora… Tem que ter alguma coisa mais poderosa, muito maior. Você quer dar um outro nome pela sua religião, suas crenças, dê, mas não diga que não veio de um lugar tão iluminado, superior e poderoso.”

Durante o bate-papo, a famosa reiterou que não possui pacto com o diabo e se considera até mesmo como uma das pessoas preferidas de Deus. “Não bota o poder pra quem não tem. Não tenho [pacto], não posso ter, uma pessoa que tem tudo o que eu tenho não tem essa possibilidade. Não quer acreditar que eu sou uma preferida do cara lá de cima, tudo bem”, finalizou.
quinta-feira, 18 de junho de 2026

Verde vê ajuste fiscal de R$ 300 bilhões como necessário

Gestora defende desindexação de despesas para conter avanço da dívida pública

Fábio Bouéri

Ajuste fiscal deve ir além das despesas obrigatórias, sugere gestora | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O arcabouço fiscal continua sendo uma âncora importante para a economia brasileira, mas não será suficiente, sozinho, para estabilizar as contas públicas. A avaliação é da gestora de recursos Verde Asset, que estima a necessidade de um ajuste fiscal da ordem de R$ 300 bilhões para interromper a trajetória de crescimento da dívida do governo.

Segundo informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, representantes da gestora, que é uma das principais do país, afirmam que o maior desafio está na rigidez do Orçamento brasileiro, marcada por despesas obrigatórias que crescem automaticamente e reduzem a capacidade de ajuste do governo.

Ajuste fiscal exige freio nas despesas

Na avaliação da Verde, o caminho para um reequilíbrio duradouro das contas públicas passa pela desindexação de gastos. A medida reduziria mecanismos que vinculam automaticamente o aumento de determinadas despesas à inflação, ao salário mínimo ou à arrecadação, permitindo maior flexibilidade na gestão fiscal.

A gestora argumenta que o arcabouço fiscal cumpriu papel relevante ao substituir o teto de gastos e estabelecer regras para o crescimento das despesas. No entanto, avalia que a dinâmica atual da dívida pública exige medidas adicionais para garantir a sustentabilidade das contas do governo no longo prazo.

De acordo com o jornal especializado em economia, a preocupação da Verde é que, sem reformas estruturais, o país continue convivendo com juros elevados, aumento do endividamento e menor capacidade de investimento. Para a gestora, o debate fiscal precisará avançar além do controle das despesas discricionárias e alcançar os gastos obrigatórios que hoje concentram a maior parte do Orçamento federal.

A avaliação reforça uma preocupação recorrente de economistas e agentes do mercado financeiro, que vêm alertando para a necessidade de medidas capazes de estabilizar a dívida pública e ampliar a credibilidade da política fiscal brasileira.

Filme sobre Bolsonaro tem pré-estreia nos Estados Unidos

Produção gravada em inglês foi exibida em evento conservador em Las Vegas e ainda não tem data de lançamento no Brasil

Victória Batalha

Jim Caviezel vive o ex-presidente Jair Bolsonaro nos cinemas | Foto: Reprodução/Redes sociais

O filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve sua pré-estreia na noite da última segunda-feira, 15, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

A exibição ocorreu durante o evento conservador “Fraud-Fighter Summit”, organizado pelo grupo UnAuthorized. O encontro reuniu ativistas e lideranças ligadas ao conservadorismo norte-americano.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou de um dos painéis do congresso e comentou a produção. Segundo ele, a estratégia de lançar o filme em inglês busca ampliar seu alcance para além do público brasileiro.

“É assim que esse tipo de coisa é, poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito”, afirmou. “Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial.”

Eduardo cita ação do PT contra o filme

Durante o evento, Eduardo também comentou as reações políticas à produção. O ex-deputado lembrou que o PT ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral para tentar impedir a exibição do filme antes das eleições de 2026.

“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, declarou.

O pedido acabou rejeitado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques.

Ao comentar o impacto da obra, Eduardo classificou Dark Horse como um “pesadelo” para a esquerda e destacou a importância da disputa cultural.

A primeira exibição ocorreu de forma reservada no Hotel Ahern, em Las Vegas. Gravado em inglês, o filme ainda não tem data de lançamento confirmada no Brasil.

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