RADIO WEB JUAZEIRO



quarta-feira, 15 de abril de 2026

Nunes Marques vota para tornar ex-governador de Roraima inelegível

A ministra Estela Aranha pediu vista (mais tempo para analisar o caso), o que suspendeu o julgamento contra Antonio Denarium

Davi Vittorazzi

Ministro Nunes Marques tinha pedido vista do caso | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou, nesta terça-feira, 14, para tornar o ex-governador de Roraima Antonio Denarium (Republicanos) inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

No entanto, o magistrado considerou que o atual governador, e que era vice de Denarium, Edison Damião (União Brasil), deve ter o cargo mantido.

Logo depois do voto, a ministra Estela Aranha pediu vista (mais tempo para análise do caso) e suspendeu o julgamento. No TSE, o prazo de vista é de 30 dias. Contudo, a magistrada afirmou que não iria utilizar o período completo.

O placar atual do julgamento soma 3 votos a 0 para tornar Denarium inelegível por oito anos. Isabel Gallotti e André Mendonça já haviam votado nesse sentido.

Denarium deixou o cargo de governador neste ano para disputar uma vaga no Senado Federal. Plano que será barrado em caso de condenação pelo TSE.
Nunes Marques não considerou cassação

Nunes Marques considerou que a existência e até a ampliação de programas sociais não configuram automaticamente abuso de poder político ou econômico. Isso é uma das argumentações contra o ex-governador roraimense.

Mesmo assim, o ministro identificou irregularidades com gravidade suficiente em diversos aspectos nas políticas públicas adotadas pelo governo para considerar as ações com propósito eleitoral.

Condenação no TRE-RR

Denarium e Damião foram condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RR) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

O TRE-RR ainda decretou a inelegibilidade de Denarium e determinou a realização de novas eleições para o governo roraimense. A palavra final, entretanto, caberá ao TSE.

Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório virtual no STF

Realizada nesta terça-feira, 14, audiência foi conduzida por juiz auxiliar de Alexandre de Moraes

Loriane Comeli

Eduardo Bolsonaro mora nos EUA há mais de um ano | Divulgação/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não participou do interrogatório marcado para esta terça-feira, 14, no Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento, via videoconferência, fazia parte da audiência de instrução da ação penal em que ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coação.

Em fevereiro, a 1ª Turma do STF recebeu a ação e o tornou réu. Segundo a denúncia, ele teria tentando coagir o Poder Judiciário ao denunciar, nos Estados Unidos, ilegalidades nos processos do 8 de janeiro e no processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, e aliados foram condenados por uma suposta tentativa de golpe.

Como judicialmente o interrogatório é considerado um ato da defesa, a ausência não tem consequências processuais para o réu.

Mesmo fora do Brasil há mais de um ano, Eduardo foi citado por edital. Especialistas afirmam que a maneira correta de fazer a citação seria por meio dos ministérios das Justiça dos dois países.

Como o ex-deputado não compareceu ao processo depois da citação por edital, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, nomeou um defensor público da União. O defensor que participou da audiência desta terça-feira foi Antonio Ezequiel Inácio Barbosa.

Interrogatório prejudicado

A Defensoria Pública da União e a PGR não apresentaram testemunhas de defesa nem de acusação.
Sede da DPU, em Brasília; órgão é responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro | Foto: DPU/Divulgação

Diego Martinez Fervenza Cantoario, juiz auxiliar de Moraes que conduziu a audiência nesta terça, considerou que o interrogatório ficou prejudicado pelo não comparecimento do réu. Foi aberto um prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR manifestem interesse por novas diligências.

Se isso não ocorrer, Moraes pode abrir prazo para que sejam apresentadas as alegações finais do processo, manifestações que antecedem o julgamento. Primeiro se manifesta a acusação e, em seguida, a defesa.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

PF devolve celulares e computador a jornalista que fez denúncias sobre família de Dino no MA

Apreensão determinada pelo STF gerou reação de entidades e abriu debate sobre limites da atividade de imprensa

Luis Batistela

Jornalista Luís Pablo | Foto: Reprodução/YouTube/@andersonscardoelli7201

A Polícia Federal (PF) devolveu, na quinta-feira 9, dois celulares e um HD do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, responsável pelo Blog do Luís Pablo. Os equipamentos haviam sido apreendidos em cumprimento a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorreu um mês antes, durante operação na residência do comunicador.

A investigação contra o profissional teve origem em publicações feitas no fim de 2025, quando ele denunciou possíveis ilegalidades que envolveram familiares de Flávio Dino, colega de Moraes no STF. O blog divulgou três textos sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. O veículo, segundo o jornalista, estaria em uso privado por familiares de Dino.

A Secretaria de Polícia Judicial do STF analisou o material divulgado na internet, identificou a exposição de imagens do carro e das placas e indicou, em relatório, risco à segurança do ministro e de seus familiares.

Documentos obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo mostram que o órgão interpretou as publicações como indício de monitoramento, ignorando a atividade jornalística. Na interpretação do órgão do STF, a divulgação indicaria planejamento e execução de ações voltadas à perseguição do veículo, com interferência na privacidade e na locomoção.

Como resultado, a avaliação motivou a abertura de inquérito contra Luís Pablo. A legislação prevê pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. No dia 10 de março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a busca e apreensão na casa do jornalista.

Abraji critica investigação e menciona risco de criminalização do jornalismo

A decisão judicial provocou reação de organizações ligadas ao jornalismo e à advocacia. Entidades citaram dispositivos constitucionais que tratam do sigilo da fonte e da liberdade de informação.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou que o caso levanta discussão sobre a criminalização da atividade jornalística. “É salutar a cobrança de transparência sobre o possível uso irregular de recursos públicos, e nenhuma investigação jornalística que tenha essa natureza pode ser criminalizada sem indícios de materiais claros”, disse a entidade.

Em manifestação pública, Dino negou irregularidades no uso do veículo. Ele mencionou normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJJ) que permitiriam cooperação entre órgãos de segurança institucional do Judiciário.

Ao solicitar o mandado de busca, a PF citou reportagens publicadas em 2017 sobre uma operação no Maranhão. A investigação mirava um suposto grupo formado por blogueiros. Luís Pablo figurava entre os alvos.

Na época, a suspeita revelava que um policial federal teria repassado informações sigilosas a comunicadores. Em seguida, haveria tentativa de extorsão contra empresários e políticos. Os envolvidos negaram as acusações. O caso foi arquivado.

Trump diz que conflito com Irã 'está perto do fim' com retomada das negociações

Conversas para acordo pacífico devem ser reiniciadas nesta quinta-feira, 16, depois de discussões sem sucesso no fim de semana

Lucas Cheiddi
O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

Com a expectativa de retomada das negociações de paz entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, o presidente Donald Trump afirmou que o conflito entre os dois países está “muito próximo de acabar”, em meio à vigência de uma trégua de duas semanas.

Durante entrevista concedida à Fox Business, Trump declarou: “Acho que está perto do fim, sim. Considero que está muito próximo de terminar”. As conversas para um acordo pacífico devem ser reiniciadas nesta quinta-feira, 16, depois de discussões do fim de semana no Paquistão não apresentarem avanços.

Medidas recentes e declarações de Trump
Fumaça toma conta de parte de Teerã, capital do Irã, depois de bombardeio | Foto: Reprodução/X/@kann_news

Na última segunda-feira, 13, Trump determinou o bloqueio naval de todos os portos iranianos. A decisão elevou a tensão pouco tempo depois de os Estados Unidos terem suspendido os bombardeios contra o Irã. Apesar de considerar o conflito quase encerrado, o republicano ressaltou que a missão norte-americana ainda não terminou.

“Se eu saísse agora, levaria 20 anos para eles reconstruírem aquele país”, completou Trump. “E nós não terminamos. Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem fechar um acordo desesperadamente.”

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e outros integrantes do alto escalão da Casa Branca encontraram-se com representantes iranianos no Paquistão para discutir o programa nuclear de Teerã, sem que um acordo fosse alcançado. Vance, no entanto, avaliou que houve avanços e afirmou que a decisão sobre os próximos passos está nas mãos do Irã.

“A bola está muito do lado deles”, disse. “Você pergunta o que vai acontecer agora, acredito que os iranianos vão decidir o próximo movimento.”

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados que resultaram na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o que enfraqueceu o regime islâmico. Trump tem destacado a redução da capacidade militar e da liderança iraniana, ao afirmar repetidas vezes que as forças norte-americanas “dizimaram” o poderio militar de Teerã.

“Tive de intervir, porque, se não fizesse isso, agora o Irã teria uma arma nuclear”, explicou Trump à Fox Business. “E, se eles tivessem uma arma nuclear, todos vocês os estariam chamando de ‘senhor’, e ninguém quer isso.”

STF proíbe chamar 'Guarda Municipal' de 'Polícia Municipal'

Decisão sobre corporação em São Paulo foi tomada por maioria e vale para todo o país

Loriane Comeli

Para o STF, o nome fixado pela Constituição Federal é 'guarda municipal' | Foto: Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta segunda-feira, 13, que os municípios brasileiros não podem substituir o nome da Guarda Municipal por “Polícia Municipal” ou nomenclaturas parecidas. A decisão é válida para as cidades de todo o país.

O placar da votação foi de 9 a 2 — os votos vencidos foram os de Cristiano Zanin e André Mendonça. A maioria seguiu o entendimento do relator, Flávio Dino.

A decisão foi concedida em ação contra a mudança pretendida na cidade de São Paulo, que havia alterado a Lei Orgânica do Município de 2025 para permitir a nomenclatura de “Polícia Municipal”.

A mudança havia sido barrada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) ainda em 2025, e a Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais (Fenaguardas) recorreu ao STF para tentar mantê-la em uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF).

Dino já havia rejeitado uma liminar que visava a restaurar o nome de Polícia Municipal enquanto o mérito do processo não era julgado. A rejeição à liminar foi depois confirmada pelo plenário da Corte.

Os argumentos do relator sobre o termo “Polícia Municipal”

Abertura do Ano Judiciário, no STF – 2/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Na análise do mérito da questão, concluída nesta segunda-feira, Dino afirmou no voto que a Constituição adota, de forma expressa, a designação “Guardas Municipais”, de acordo com o parágrafo 8º do artigo 144. Segundo o ministro, o texto reflete a organização do sistema de segurança pública e deve ser observada pelos entes federados.

Dino também afirmou que admitir novos nomes poderia gerar inconsistências institucionais e comprometer a uniformidade do ordenamento jurídico. Também mencionou os impactos administrativos apontados pela decisão do TJ-SP, como a necessidade de alterações em estruturas e materiais da administração municipal.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Governo Lula envia ao Congresso projeto que acaba com escala 6x1

Proposta reduz jornada para 40 horas semanais sem corte de salários e tramita em regime de urgência

Isabela Jordão

A 6 meses das eleições, proposta do governo Lula tramita em regime de urgência constitucional | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, nesta terça-feira, 14, um projeto de lei que prevê o fim da escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salários.

De acordo com a Casa Civil, a proposta tramita em regime de urgência constitucional, o que acelera sua análise. A mensagem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Pelo texto, a jornada máxima passa a ser de 40 horas semanais, mantidas as oito horas diárias, inclusive em regimes especiais.

A proposta estabelece a escala 5×2, com dois dias consecutivos de descanso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados e aos domingos. Também proíbe qualquer redução nominal ou proporcional de salários e de pisos, regra válida para contratos atuais e futuros, com abrangência para os regimes integral, parcial e especiais.

Debate sobre o fim da escala 6×1 (PEC 221/19) na CCJ da Câmara | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Segundo o governo, cerca de 37,2 milhões de trabalhadores cumprem jornadas acima de 40 horas — 74% dos celetistas. Outros 14 milhões atuam na escala 6×1, incluindo 1,4 milhão de domésticas. Ainda de acordo com o Planalto, 26,3 milhões não recebem horas extras.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a medida “devolve tempo aos trabalhadores” e contribui para melhorar a qualidade de vida. Com o regime de urgência, a Câmara e o Senado terão até 45 dias cada para analisar o texto. Caso contrário, a pauta legislativa fica travada.

Entre os principais pontos, o projeto:

reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais;
garante ao menos dois dias de descanso semanal;
veda redução salarial;
inclui categorias como domésticos, comerciários, atletas, aeronautas e radialistas;
estende o limite de 40 horas a regimes diferenciados;
mantém escalas como 12×36 mediante acordo coletivo, respeitada a média semanal.

A proposta enfrenta resistência de setores produtivos, que estimam impacto bilionário. A Confederação Nacional da Indústria calcula custo adicional de até R$ 178,2 bilhões por ano com novas contratações, que podem chegar a R$ 267,2 bilhões caso empresas optem por pagar horas extras.

Lula discutiu com Motta envio do projeto do fim da escala 6×1

O envio do projeto foi discutido em reunião entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com participação dos ministros José Guimarães e Paulo Pimenta. Segundo relatos, o petista defendeu o projeto mesmo com a tramitação de uma PEC sobre o tema, considerada lenta pelo governo.

O Planalto considerou o fato de que o projeto de lei permite veto presidencial, ao contrário da PEC, promulgada pelo Congresso. Motta revelou que ouvirá líderes partidários, enquanto a proposta de emenda segue seu curso, com expectativa de análise na Comissão de Constituição e Justiça.

Aliados dizem que o encontro ajudou a reduzir tensões entre Executivo e Legislativo, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Depois a reunião, Guimarães afirmou que “não há mais crise” e que houve concordância quanto ao envio do projeto.

Gilmar Mendes quer investigação de Alessandro Vieira por abuso de autoridade

Depois de ser incluído na lista dos ministros do STF com possível envolvimento no caso do Banco Master, decano da Corte acusa Alessandro Vieira de uso eleitoral do cargo

Letícia Alves

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá solicitar à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de uma investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Para o magistrado, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado teria cometido “crime de abuso de autoridade” por indicar o indiciamento de Gilmar e de seus colegas de Corte, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No relatório, o senador apresentou indícios de envolvimento dos quatro no caso do Banco Master. Para Vieira, os ministros e o PGR cometeram crimes de responsabilidade e de condutas incompatíveis com o cargo, passíveis de impeachment.

Os ministros do STF foram indiciados no contexto da investigação acerca da fraude bilionária no Banco Master. Os nomes de Moraes e Toffoli apareceram logo no começo do escândalo.

Toffoli, conforme o relatório, negociou a venda de sua participação em um resort para um fundo associado a Vorcaro e, apesar disso, assumiu a relatoria do processo envolvendo o caso Master, sem reconhecer a suspeição.

Já Moraes é acusado de favorecer Vorcaro ao buscar informações junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a venda do banco Master ao Banco Regional de Brasília. O documento observa que Vorcaro era cliente da mulher do ministro, a advogada Viviane Barci. Foi assinado entre o escritório dela e o Master um contrato de R$ 129 milhões, valor considerado irreal na advocacia brasileira.

O relatório destaca que as recomendações se baseiam em situações como suspeição em julgamentos, potenciais conflitos de interesse e decisões consideradas prejudiciais a investigações em curso.

Quanto a Gilmar, Vieira o acusa de agir em desacordo com a honra e o decoro de suas funções ao adotar tentar proteger seus colegas das investigações. Uma das decisões citadas é a que bloqueou a quebra de sigilo da empresa de Toffoli, dona do resort, e do Fundo Arleen, vinculado a Vorcaro, em decisões vistas como corporativistas.

No caso de Paulo Gonet, a justificativa apresentada foi a omissão diante de sinais relevantes de irregularidades.

A reação dos ministros ao relatório da CPI

Ministros do Supremo criticaram o documento e apontaram falta de base legal. Durante sessão da Segunda Turma do STF, Gilmar classificou o relatório de Vieira como um “desvio de finalidade” e disse que a atuação do senador tem objetivos eleitorais. “Esse desvio de finalidade não é algo inocente”, afirmou. “É crime. Está na lei de abuso de autoridade.”

Segundo Dias Toffoli, a conduta de Vieira pode gerar inelegibilidade por abuso de poder para obter votos. Ele classificou a postura do senador como antidemocrática. “E esse voto é antidemocrático, é um voto corrupto”, afirmou.

Se o pedido do ministro for adiante, quem deve discutir o caso é a Primeira Turma do STF. É a própria Corte quem julga a denúncia que pode tornar o senador inelegível.

CPI rejeitou relatório de Alessandro Vieira

O relatório do parlamentar possui 221 páginas e foca em autoridades das altas cortes. A CPI, no entanto, rejeitou o texto de Vieira na noite desta terça-feira, 14. A votação ocorreu depois de articulação entre o governo Lula e o Congresso Nacional.

Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por post sobre Lula

Decisão atende a pedido da PF e fixa prazo de 60 dias para investigação inicial

Luis Batistela

O senador Flávio Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Montagem sobre reprodução/X

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A apuração busca verificar se o parlamentar cometeu crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em publicação nas redes sociais.

Conforme o portal Metrópoles, que divulgou as informações nesta quarta-feira, 15, a decisão partiu de representação da Polícia Federal (PF), formulada a pedido do Ministério da Justiça. O ministro enviou os autos à PF e fixou prazo de 60 dias para as primeiras diligências.

O caso começou com uma postagem feita em 3 de janeiro de 2026, na plataforma X, em que o senador teria associado imagens de Lula ao ditador venezuelano Nicolás Maduro.

“Lula será delatado”, escreveu Flávio. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.”

O comentário ocorreu junto do compartilhamento de reportagem do portal Metrópoles que mencionava uma reunião do governo Lula depois da captura de Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, por militares norte-americanos.

“Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputam fatos criminosos ao presidente da República”, diz trecho da decisão.
Ministério Público vê imputações falsas contra Lula

Segundo o Metrópoles, a Procuradoria-Geral da República afirmou que há indícios suficientes para a apuração e emitiu parecer favorável à investigação.

Conforme o Ministério Público, a publicação apresenta imputações falsas e de caráter vexatório contra Lula. O parecer também reforça que o conteúdo circulou de forma pública.

A ação tramita no STF em razão do foro por prerrogativa de função do senador. A investigação segue sob responsabilidade da PF, que conduz as diligências iniciais dentro do prazo estabelecido.

PF extrai de celular de Vorcaro negociação para contratar agência de influenciadores

Investigadores analisaram mensagens do ex-banqueiro sobre estratégia de marketing de influência para o Master

Letícia Alves

Vorcaro sabia da estratégia de contratação de influenciadores | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

A Polícia Federal (PF) extraiu mensagens do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mostram uma negociação para contratar uma agência de influenciadores digitais. O material integra as investigações sobre as atividades do dono do Banco Master. A PF ainda analisa se a estratégia visava rebater críticas ou influenciar a opinião pública de forma coordenada.

Vorcaro pretendia utilizar influenciadores para melhorar a imagem da instituição financeira no mercado. A agência de marketing de influência Spark confirmou o contato inicial. De acordo com a empresa, o Banco Master solicitou um orçamento para uma campanha no final de 2024.

As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo.

A Spark afirmou, no entanto, que o contrato não avançou. A agência declarou que a proposta era “eticamente incompatível” com suas diretrizes. Além disso, a empresa reforçou, em nota, que “nenhum contrato foi firmado com influenciadores”.

Vorcaro sabia da contratação de influenciadores

As mensagens com a Spark indicam que Vorcaro conhecia a estratégia de contratação de influenciadores. Os diálogos ocorreram no final de 2024 entre uma diretora da agência e o celular do banqueiro. A proposta detalhava o escopo de publicações na rede social Instagram, incluindo vídeos e sequências de fotos.

A diretora mencionou o influenciador Renoir Vieira na negociação. Em abril de 2025, Vieira defendeu publicamente a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Na ocasião, ele afirmou em suas redes sociais que não havia motivos para o Banco Central não aprovar a compra.

Ao Estadão, Renoir confirmou o contato da agência Spark em outubro de 2024, mas declarou que recusou a oferta por não publicar conteúdos patrocinados sobre bancos. “Eu não fiz nenhuma publicação paga ou não paga nessa ocasião”, disse. “Também não fiz nenhuma publicação para nenhuma instituição financeira no Brasil ou no exterior.”

Ele alegou que o comentário sobre o BRB refletia sua opinião pessoal. “Eu dou minha opinião sobre o mercado financeiro, boa ou ruim, e pode estar certo ou errado”, justificou. “Meu trabalho é esse, comentar o mercado financeiro, positivo ou negativo, eu dou a minha opinião.”

FLÁVIO BOLSONARO VENCE LULA EM MAIS UMA PESQUISA


Quaest: Flávio vence Lula em eventual 2º turno

Senador supera numericamente o petista com 42% das intenções de voto

Erich Mafra

Flávio Bolsonaro durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo - 27/2/2026 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) assumiu a liderança numérica na disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 15, mostra o parlamentar com 42% das intenções de voto, enquanto o petista soma 40%. O cenário configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

O avanço de Flávio ocorre logo que o governo Lula registra desaprovação de 52%. Em março, os dois candidatos apareciam empatados com 41%. Atualmente, o grupo de eleitores que votaria em branco, nulo ou que não pretende comparecer às urnas chega a 16%. Os indecisos somam 2%.

Corrida no primeiro turno

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 37% da preferência do eleitorado, seguido por Flávio Bolsonaro, que registra 32%. A pesquisa testou outros nomes da oposição e de grupos independentes. Ronaldo Caiado (PSD) registra 6%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 3%.

Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) possuem 2% cada um. O ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) marcam 1%. Aldo Rebelo (DC) não pontuou nesta rodada. Brancos, nulos e os que não pretendem votar somam 11%, enquanto os indecisos representam 5%.

Economia e rejeição

A desaprovação do trabalho de Lula subiu de 51% em março para 52% em abril. O sentimento negativo sobre a economia brasileira também pesa contra o Planalto: 50% dos entrevistados acreditam que a situação financeira do país piorou nos últimos 12 meses. Além disso, 72% dos brasileiros notaram alta no preço dos alimentos no último mês.

O instituto Quaest ouviu 2.004 eleitores de forma presencial entre os dias 9 e 13 de abril. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está protocolado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09285/2026.

IPVA mais barato na Bahia: projeto da ALBA quer reduzir imposto

Proposta prevê novas alíquotas para veículos e tenta diminuir impacto do IPVA no início do ano

Por Iarla Queiroz
Projeto apresentado na ALBA sugere redução do imposto - Foto: JOÉDSON ALVES/AGÊNCIA BRASIL

Uma mudança no valor do IPVA pode estar a caminho na Bahia e a proposta promete mexer diretamente no bolso dos motoristas. Um projeto apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) quer reduzir as alíquotas do imposto e diminuir o peso dessa cobrança no orçamento, principalmente no começo do ano.
O que pode mudar no IPVA

O projeto propõe alterações na Lei 6.348/91, que regulamenta o imposto no estado.

A ideia é redefinir as alíquotas:2,5% para veículos movidos a diesel 2% para veículos de outros combustíveis 2% para veículos 100% elétricos com valor acima de R$ 300 mil

A proposta é de autoria do deputado Roberto Carlos (PV), que defende a medida como uma forma de reduzir custos para os motoristas baianos.

Por que o imposto pode ficar mais barato?

O argumento central é o peso do IPVA no início do ano. “O IPVA é um encargo estadual e costuma ser uma das despesas mais pesadas”, afirmou o parlamentar.

Com a possível mudança, a expectativa é de um “alívio econômico significativo”, principalmente para quem possui veículos mais novos e de maior valor, que hoje enfrentam alíquotas mais altas.

Segundo o deputado, estados como Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina já adotaram reduções nas alíquotas do IPVA, seguindo uma linha de ajustes fiscais.

E as contas do estado?

A proposta também tenta afastar um possível impacto negativo nas finanças públicas.

De acordo com dados citados pelo parlamentar, a Bahia mantém equilíbrio fiscal, com a dívida consolidada em R$ 34,7 bilhões em 2025. “O Estado mantém o equilíbrio das contas públicas”, destacou.

A avaliação é de que há espaço para reduzir o imposto sem comprometer a arrecadação.

O que diz o autor do projeto?

Para o deputado Roberto Carlos, a medida pode ser adotada sem prejuízos à gestão fiscal.

“O Estado não só pode como deve adotar medidas para enxugar sua própria estrutura”, afirmou. Ele ainda defende que é possível equilibrar a redução de impostos com responsabilidade nas contas públicas.

O projeto segue em tramitação na ALBA e precisa passar pelas etapas legislativas antes de virar lei.

Pizzaria brasileira é eleita a melhor da América Latina em ranking italiano

País dominou o ranking do "Oscar das pizzas", conhecido pelo rigor técnico

Por Isabela Cardoso
Pizzaras da Leggera - Foto: Divulgação / Gui Galembeck

O Brasil foi o grande protagonista da noite no Istituto Italiano di Cultura. Além da vitória da Leggera, o país marcou presença no pódio com a QT Pizza Bar, de São Paulo, que dividiu o terceiro lugar com a colombiana Pizzardi Artigianale. O segundo posto ficou com a chilena Allería.

No "top 10", a força nacional continuou evidente com A Pizza da Mooca (7º) e a Unica Pizzeria (8º). Ao todo, 22 estabelecimentos brasileiros figuram no guia, abrangendo desde capitais como Brasília e Maceió até cidades do interior, como Governador Valadares e Ourinhos.
.
Critérios de excelência e rigor italiano

Criado em 2017, o 50 Top Pizza é conhecido pelo rigor técnico. Jurados anônimos avaliam não apenas a qualidade da massa e a origem dos ingredientes, mas também o serviço e a experiência do cliente. Um diferencial importante é que os avaliadores pagam a própria conta, garantindo a imparcialidade do processo.

Passaporte para o ranking mundial

A premiação regional serve como uma etapa classificatória de alto nível. As 15 primeiras pizzarias da lista latino-americana garantiram o convite oficial para competir no ranking das melhores pizzarias do mundo.

A cerimônia global ocorrerá ainda este ano, na Itália, onde os brasileiros enfrentarão os gigantes de Nápoles e Nova York.

Veja a lista completa:

1 - Leggera (São Paulo, Brasil)

2 - Allería (Chile)

3 - QT Pizza Bar (São Paulo, Brasil) e Pizzardi Artigianale (Colômbia)

4 - Ti Amo (Argentina)

5 - La Clásica (El Salvador)

6 - Flama (Peru)

7 - Pizza da Mocca (São Paulo, Brasil)

8 - Unica Pizzeria (São Paulo, Brasil)

9 - Portarossa (Venezuela)

10 - L’Incanto (Punta del Este, Uruguai)

11 - Raffaella (Chile) e Bento Pizzaria (Rio de Janeiro, Brasil)

12 - Veridiana (São Paulo, Brasil)

13 - Brunapoli (Chile)

14 - Atte (Argentina)

15 - Seba’s (Costa Rica)

16 - Imilla Alzada (Bolívia)

17 - Grazie (Maceió, Brasil)

18 - Chichilo’s (Buenos Aires)

19 - Ardente (México)

20 - Capricciosa (Rio de Janeiro, Brasil)

21 - Siamo nel Forno (Argentina)

22 - Baco Pizzaria (Brasília, Brasil)

23 - Coltivi (Rio de Janeiro, Brasil)

24 - Pizza Verace (Panamá)

25 - Quintal 333 (Governador Valadares, Brasil)

26 - Grazie Napoli (Santo André, Brasil)

27 - Luigia (Foz do Iguaçu, Brasil)

28 - ST Giovanni’s (Chile)

29 - Di Bari Pizza (São Paulo, Brasil)

30- Paradiso (Paraguai)

31 - Frasca (Carlos Barbosa, Brasil)

32- Capri (Chile)

33- Otto e Mezzo Pizza Verace (Bento Gonçalves, Brasil)

34 - Vinny’s (Brasília, Brasil)

35 - Il Caminetto (República Dominicana)

36- Pizza di Casabona (Santos, Brasil)

37- L’Aperó (Guatemala)

38 - 400 Pizzeria (Chile)

39 - La Nonna (México)

40 - Casa Gazcue (República Dominicana)

41- Bambini (Porto Rico)

42 - Wilma’s Pizza (Ourinhos, Brasil)

43 - Grosso (Paraguai)

44- Le Mani (Passo Fundo, Brasil)

45- Diavolo Rosso (Equador)

46- Valiino Pizzerria (Domingos Martins, Brasil)

47 - Caio (Porto Alegre, Brasil)

48 - La Bella Pizza (Colômbia)

49 - Il Gatto Nero (Argentina)

50- Davvero Pizza (Chile)

Pesquisadores descobrem nova espécie de réptil de 230 milhões de anos

Animal com bico de "papagaio" que viveu no período Triássico compartilha parentesco com espécies da Escócia

Por Rodrigo Tardio
Batizado de Isodapedon varzealis, animal pertence ao grupo dos rincossauros - Foto: Divulgação

Uma equipe de paleontólogos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) identificou uma nova espécie de réptil pré-histórico que habitou o solo gaúcho há 230 milhões de anos.

Batizado de Isodapedon varzealis, o animal pertence ao grupo dos rincossauros e foi descrito em um artigo publicado recentemente na renomada revista científica Royal Society Open Science.

A descoberta foi liderada pelo paleontólogo Rodrigo Temp Müller e pela mestranda Jeung Hee Schiefelbein, com base em um crânio fossilizado desenterrado no município de Agudo, na região central do Rio Grande do Sul, em 2020.

Morfologia e hábitos

O Isodapedon varzealis era um herbívoro quadrúpede que media entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. A característica mais marcante era um bico curvado e pontiagudo, semelhante ao de um papagaio, que os cientistas acreditam ter sido utilizado para cortar plantas resistentes e escavar o solo em busca de raízes.

A preparação do fóssil foi um trabalho de paciência e precisão. Foram necessários mais de seis meses de laboratório para remover o sedimento da delicada região dos dentes. "Essas características são fundamentais para identificar a espécie e entender seu nicho ecológico", explicam os pesquisadores no estudo.

Conexão transcontinental

A análise filogenética revelou um dado surpreendente: o espécime brasileiro possui forte parentesco com rincossauros encontrados na Escócia. Essa semelhança evidencia a dinâmica do supercontinente Pangeia, onde as massas de terra eram unidas, permitindo que os animais migrassem por vastos territórios sem o bloqueio de oceanos.

Marco geológico

Além da importância biológica, o achado tem relevância geocronológica. Os rincossauros são considerados excelentes "marcadores de tempo", auxiliando os cientistas a datar com maior precisão as formações rochosas.

Com a nova descrição, o Brasil passa a contabilizar seis espécies conhecidas de rincossauros do Triássico. O fato de o Isodapedon ter sido encontrado em camadas rochosas que abrigavam outras três espécies sugere que o grupo atingiu seu pico de diversidade simultaneamente ao surgimento dos primeiros dinossauros no planeta.

Ambulante é preso por tentar vender churrasquinho por R$ 10 mil para turista

Investigações apontam que o ambulante faz parte de um esquema

Por Edvaldo Sales
Investigações apontam que o ambulante faz parte de um esquema - Foto: Reprodução

Um ambulante identificado como Caio Alencar foi preso em flagrante na tarde de terça-feira, 14, após aplicar um golpe contra uma turista britânica na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Segundo a Polícia Civil, o homem tentou cobrar R$ 10 mil por um churrasquinho que havia sido anunciado à vítima por R$ 100.

A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), na altura do posto 5.

As investigações apontam que o suspeito faz parte de um esquema estruturado de fraudes contra turistas estrangeiros que atuaria principalmente em Copacabana e Ipanema.

De acordo a polícia, além de Caio, o golpe contou com a participação de um comparsa, responsável por operar a máquina de cartão.

No momento do pagamento, o equipamento teria sido manipulado para registrar um valor muito superior ao informado à vítima.

Como funciona o golpe

Ainda segundo as investigações, o grupo aborda turistas oferecendo produtos como bebidas, cigarros e alimentos por preços já inflacionados.

No entanto, na hora de pagar, os criminosos realizam cobranças abusivas, sem que as vítimas percebam imediatamente.

A Polícia Civil já identificou múltiplos casos semelhantes envolvendo estrangeiros e prejuízos considerados significativos.

Além disso, as apurações continuam para identificar outros integrantes do esquema e rastrear a movimentação financeira das fraudes.

A Deat orienta que turistas e moradores denunciem abordagens suspeitas, como forma de coibir esse tipo de crime, que afeta visitantes e a imagem internacional da cidade.
terça-feira, 14 de abril de 2026

BARONESAS DESAFIAM O PODER PÚBLICO DE PETROLINA

Petrolina: baronesas continuam preocupando moradores. "absurdo. Parece não ter solução"


Mais uma vez moradores de Juazeiro e Petrolina reclamam do grande número de baronesas nas margens do Rio São Francisco. O problema não é recente. Em 2020 o radialista Geraldo José fez essa fotografia acima mostrando o problema. 

Cinco anos depois, 2026, a grande quantidade de baronesas às margens do Rio São Francisco está diretamente relacionada a qualidade das águas do Velho Chico. A proliferação de macrófitas, as chamadas baronesas além de Petrolina, Pernambuco, atinge a região de Paulo Afonso e Glória, municípios baianos.

Em 2020 a promotora do Ministério Público da Bahia (MPE/BA), Luciana Khoury, relatou sua preocupação com o problema, cujos impactos são sentidos na saúde pública e abastecimento humano. Este ano de 2026, combater a proliferação das baronesas continua sendo um dos desafios dos órgãos públicos.

Segundo estudiosos Um dos motivos para a proliferação da baronesa está no lançamento de esgotos sem tratamento no rio.

redegn Foto Ney Vital arquivo Geraldo José

Luto na música: Faleceu nesta tarde (14) em Juazeiro o cantor e compositor Paulo César Oliveira


Recebemos com tristeza, nesta tarde de terça-feira (14), a informação sobre o falecimento do músico, cantor e compositor, Paulo César Oliveira, de 57 anos. Paulo César estava internado no Hospital Regional de Juazeiro, desde a última quarta-feira (8), quando foi regulada sua transferência do Hospital de Senhor do Bonfim, onde residia atualmente.

Com um quadro considerado grave de insuficiência cardíaca, o músico recebia cuidados médicos no Hospital Regional, mas não resistiu e veio a óbito nesta tarde.

A redação conversou a pouco com Gilmar Nery, Presidente da APLB de Juazeiro e amigo de Paulo César, que confirmou a notícia.

Paulo César Oliveira era um músico de altíssima qualidade, professor de violão, ministrava aulas de música para professores na APLB Juazeiro, era um compositor premiado, com várias conquistas em festivais e vai deixar uma lacuna muito grande na música local.

O amigo e parceiro musical de Paulo César Oliveira, Wilson Duarte, lamentou com pesar a morte do amigo e parceiro musical. “Paulo César deixou um legado importante para a música na região, não só como compositor e cantor, mas também como professor e um apaixonado pela música de qualidade. Fomos parceiros em muitas canções vencedoras de festivais, aqui e em outros recantos do país e hoje é um dia de muita tristeza para todos nós”, declarou.

O velório deve acontecer no SAF em Juazeiro, sem horário definido e o sepultamento será amanhã pela manhã.

A redeGN se solidariza com familiares e amigos de Paulo César Oliveira, neste momento de dor e saudade.

Da redação RedeGN / Foto: Reprodução Instagram

No Paraná, Flávio lidera com quase o dobro dos votos de Lula

Com 63,5% de desaprovação, governo do petista enfrenta forte rejeição no Estado

Yasmin Alencar

Flávio registra 48,2% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Lula soma 25,1% | Foto: Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de registros de Jefferson Rudy/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

No Paraná, o cenário eleitoral deste ano segue amplamente favorável ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com vantagem expressiva sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todos os cenários testados.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Paraná Pesquisas, Flávio registra 48,2% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Lula soma 25,1% — uma diferença de 23 pontos porcentuais, praticamente o dobro do desempenho do petista.

Em um cenário mais direto, com menos candidatos, a vantagem se amplia: Flávio chega a 58,1%, contra 29,8% de Lula.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 12 de abril, com 1,5 mil eleitores em 56 municípios do Estado, e tem margem de erro de 2,6 pontos porcentuais.

Na modalidade espontânea — quando o entrevistado não recebe uma lista de nomes —, Flávio também lidera, com 22,1%, à frente de Lula, que aparece com 13,1%.

Reprovação elevada de Lula no Estado

Além do cenário eleitoral, a pesquisa também mediu a avaliação do governo federal no Paraná — e os números apontam desgaste relevante da atual gestão.

Segundo o levantamento, 63,5% dos entrevistados dizem desaprovar o governo Lula, enquanto apenas 32,8% afirmam aprová-lo.

A avaliação negativa também se destaca quando se analisam os conceitos atribuídos à administração: 45,7% classificam o governo como “péssimo”, e outros 8,7%, como “ruim”. Os dados históricos mostram que a desaprovação permanece em patamar elevado ao longo dos últimos meses, com pouca variação desde o início de 2026.

A pesquisa foi conduzida por meio de entrevistas presenciais domiciliares, com amostra representativa do eleitorado do Paraná. O nível de confiança é de 95%.

Eduardo diz que Ramagem foi detido por infração de trânsito e deve ser liberado

Conforme o filho de Jair Bolsonaro, o ocorrido não tem vínculo direto com pedido de extradição do governo brasileiro

Lucas Cheiddi

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Reprodução/Flickr

A detenção de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos ocorreu depois de uma infração de trânsito e não tem vínculo direto com o pedido de extradição do governo brasileiro, segundo declarou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta segunda-feira, 13. O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) abordou o ex-diretor da Abin na mesma data.

Eduardo Bolsonaro, que está no país, assegurou que Ramagem possui status migratório regular e aguarda a análise de um pedido de asilo. Ele explicou que o processo costuma demorar, mas ressaltou que existe “boa expectativa” de deferimento. O ex-deputado destacou que a equipe jurídica trabalha para agilizar a soltura do aliado.

“O status do Ramagem é absolutamente legal, e ele aguarda o julgamento de um processo de asilo que normalmente é, sim, demorado, mas tem tudo para ser deferido”, disse Eduardo Bolsonaro em vídeo divulgado no X. “Há boa expectativa de que ele seja solto e continue respondendo ao seu processo de asilo em liberdade.”



Fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo dizem que, mesmo preso por motivos migratórios, Ramagem poderá enfrentar deportação ou ter seu processo de extradição acelerado. O ICE já incluiu a prisão no sistema eletrônico da agência. Segundo a Polícia Federal brasileira, a detenção resulta de cooperação internacional entre as autoridades dos dois países.

Nota da PF tem alegações diferentes das de Eduardo Bolsonaro

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em nota, a Polícia Federal informou que Ramagem tem status de fugitivo depois de condenações. Entre os crimes, estão organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito.

O jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Ramagem e residente nos EUA, reforçou que a prisão ocorreu apenas por questão de trânsito. Disse, ainda, estar oferecendo suporte para evitar a deportação.

O pedido de extradição do Brasil chegou aos EUA em 30 de dezembro do ano passado, sem prazo definido para análise. Ramagem, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o Brasil durante o julgamento da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF).

Datafolha: 55% acreditam em envolvimento de ministros do STF no caso Master

Levantamento também mostra percepção de poder excessivo da Corte e queda de confiança na instituição

Isabela Jordão

Os ministros do STF Alexandre Moraes e Dias Toffoli | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 13, 55% dos brasileiros sabem das suspeitas de ligação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o caso do Banco Master e acreditam haver envolvimento de ministros no episódio. Outros 4% afirmam não ver participação de integrantes da Corte, enquanto 10% não souberam opinar.

Somados, esses grupos representam cerca de 70% dos entrevistados que afirmam ter ao menos ouvido falar do caso, um dos principais fatores de desgaste recente do STF. Já 30% dizem não ter conhecimento sobre as suspeitas — parcela que não foi questionada sobre a existência ou não de envolvimento dos ministros.

Os dados mostram variação relevante conforme a preferência eleitoral. Entre os que declaram intenção de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% acreditam no envolvimento de ministros no caso. Já entre eleitores de Flávio Bolsonaro, esse índice sobe para 70%. Entre os que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, o porcentual é de 48%.
Foto: Montagem Revista Oeste com informações do Datafolha

O desconhecimento sobre o tema é mais elevado entre jovens de 16 a 24 anos, faixa em que 48% dizem não ter ouvido falar das suspeitas. O índice também é maior entre pessoas com ensino fundamental (42%) e entre eleitores que declaram voto branco ou nulo.
75% acreditam que ministros do STF têm poder demais

O levantamento revela ainda que 75% dos brasileiros consideram que os ministros do STF têm poder excessivo. Ao mesmo tempo, 71% afirmam que o tribunal é essencial para a proteção da democracia.

A percepção de perda de credibilidade também aparece na pesquisa: 75% dizem que a população confia menos no STF hoje do que no passado — questão feita pela primeira vez pelo instituto, sem base de comparação histórica.Foto: Montagem Revista Oeste com informações do Datafolha

Nos recortes por voto em 2022, 88% dos eleitores de Jair Bolsonaro avaliam que o Supremo tem poder demais. Entre os que votaram em Lula, o índice é menor, mas ainda majoritário, de 64%. As margens de erro nesses segmentos são de 4 e 3 pontos, respectivamente.

Já na avaliação sobre o papel institucional da Corte, 84% dos eleitores de Lula consideram o STF essencial para a democracia, ante 60% entre os que votaram em Bolsonaro. Entre os que optaram por branco, nulo ou nenhum candidato, 73% também reconhecem a importância do tribunal, enquanto 67% avaliam que seus integrantes detêm poder em excesso.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 7 e 9 de abril, em 137 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026.

Nunes Marques mantém sindicância contra ministro do STJ acusado de assédio

Com isso, investigação segue no Superior Tribunal de Justiça e poder ser convertida em processo administrativo disciplinar (PAD)

Loriane Comeli

Nunes Marques entendeu que não houve cerceamento de defesa nesta fase da investigação | Foto: Reprodução/site STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira, 13, um pedido para suspender a sindicância que investiga o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O magistrado é suspeito de importunar sexualmente uma jovem de 18 anos e assediar sexualmente uma ex-assessora. Ele é alvo de um processo administrativo preliminar no STJ e está afastado do cargo desde 10 de fevereiro.

Buzzi queria que o STF considerasse ilegais os depoimentos usados como prova, com a alegação de que eles foram produzidos sem a participação da defesa, o que violaria o direito de se defender em igualdade com a acusação. A defesa do ministro sustentou que “a prova oral compartilhada é ilícita por ter sido produzida com contraditório exclusivamente da acusação”.

Além disso, os advogados pediram que o STF suspendesse a sindicância em andamento no STJ até que o Supremo decidisse se essas provas são válidas ou não.

A decisão de Nunes Marques

Na decisão, Nunes Marques, relator do caso no STF, negou o pedido da defesa. Ele sustentou que esse tipo de procedimento administrativo (sindicância) é apenas uma etapa preliminar de investigação e, por isso, não exige ainda todas as garantias de defesa completa.
Kássio Nunes Marques atuou no TRF-1 entre 2011 e 2020 | Foto: Reprodução/site STF

O magistrado afirma ainda que o procedimento ocorre de forma regular no STJ. “Esta Corte (STF) já pacificou o entendimento de que a sindicância é procedimento preparatório ao processo administrativo disciplinar, não cabendo alegar, em seu decorrer, a violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa”, escreveu Nunes Marques.

O ministro determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste antes de uma decisão final sobre a validade das provas.

As acusações contra Buzzi

Na sindicância, Buzzi é investigado por assédio a duas mulheres. A primeira vítima é uma jovem de 18 anos, filha de amigos de Buzzi. Segundo os relatos, a jovem passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. Lá, o magistrado teria tentado agarrar a mulher à força

Depois da denúncia dela, uma mulher que trabalhou com o ministro relatou fatos similares ao primeiro caso. A ex-assessora de Buzzi denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cinco episódios em que teria sido assediada sexualmente e ainda um outro de assédio moral durante o período no qual trabalhou no gabinete. A defesa do ministro nega as acusações.

Em 31 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer favorável à abertura de inquérito criminal, com envio dos autos à autoridade policial para diligências por 60 dias, sob sigilo, e posterior retorno do caso ao Ministério Público para nova avaliação. O caso tramita em sigilo.

Defesa de Buzzi

O advogado Daniel Bialski, que representa a jovem e sua família, afirmou ao Estadão que espera que “efetivamente, a investigação siga o seu curso normal, para que os graves fatos reportados sejam apurados para respaldar futura ação penal”.

Em nota enviada ao Estadão, a defesa de Buzzi diz acreditar que o relator do caso no STF “saberá sopesar o conjunto de elementos para, assim, indeferir a abertura do inquérito policial”. “Com respeito, a defesa do Ministro Buzzi discorda da manifestação pela instauração de inquérito policial diante da apresentação das inúmeras contraprovas já documentadas no procedimento preparatório. Assim, se os depoimentos iniciais podem ser considerados indícios, não se pode desconsiderar a plêiade de provas que demonstram a inexistência dos fatos declarados”, informa a defesa.

Nesta terça-feira, 14, os ministros do STJ decidirão em plenário se vão abrir um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o magistrado e o parecer da PGR pode pesar na decisão.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Lula e Flávio têm empate técnico no 1º turno, indica Futura/Apex

Em cenário com o ex-ministro Fernando Haddad no lugar do presidente, o senador assume a liderança isolada; confira os números

Anderson Scardoelli

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem nas primeiras colocações em levantamento divulgado nesta terça-feira, 14 | Foto: Ricardo Stuckert/PR e Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em condição de empate técnico na disputa pela liderança em intenções de voto para a Presidência da República. É o que mostra levantamento que o instituto Futura/Apex divulgou na manhã desta terça-feira, 14.

A pesquisa apresenta três diferentes cenários de primeiro turno. Nos dois em que aparece, Lula está numericamente à frente de Flávio. Em um, o petista registra 39,8%, contra 37,3% do liberal. No outro, o atual presidente soma 38,4%, enquanto o parlamentar fica com 38,2%.

Em nenhum dos casos, a diferença é maior do que 2,2 pontos porcentuais, que é a margem de erro do material. Por isso, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados nas simulações de primeiro turno.

Fora da margem de erro se dá a diferença de Flávio sobre Fernando Haddad (PT), no cenário em que o ex-ministro da Fazenda consta no lugar de Lula. Nessa hipótese, o senador fica com 38,4% e vê o seu adversário registrar 21,3%.

Os cenários com Lula e Flávio na liderança
Lula e Flávio Bolsonaro são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Montagem da Revista Oeste, Agência Brasil e Agência Senado

Confira, abaixo, os números dos três cenários de primeiro turno que a Futura/Apex formulou para o atual levantamento:

Cenário 1 (com Romeu Zema)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 39,8%;
Flávio Bolsonaro (PL) — 37,3%;
Ninguém/branco/nulo — 7,1%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 4,8%;
Não soube/não respondeu/indeciso — 4,5%;
Romeu Zema (Novo) — 2,9%;
Renan Santos (Missão) — 1,4%;
Augusto Cury (Avante) — 1,3%;
Cabo Daciolo (Mobiliza) — 0,5%; e
Aldo Rebelo (Democracia Cristã) — 0,3%.Cenário 2 (sem Zema)

Lula — 38,4%;
Flávio — 38,2%;
Ninguém/branco/nulo — 8,1%;
Caiado — 6%;
Não soube/não respondeu/indeciso — 3,4%;
Renan — 2%;
Cury — 1,9%;
Daciolo — 1,1%; e
Aldo — 0,8%.Cenário 3 (com Haddad no lugar de Lula)

Flávio — 38,4%;
Haddad — 21,3%;
Ninguém/branco/nulo — 17,1%;
Caiado — 7,4%;
Não soube/não respondeu/indeciso — 4,5%;
Zema — 5,2%;
Renan — 2,4%;
Cury — 2,3%;
Daciolo — 1,3%; e
Aldo — 0,6%.

Dados do levantamento
A seis meses das eleições gerais, Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores, para aferir as intenções de voto para presidente | Foto: Joa Souza/Shutterstock

A fim de mapear as intenções de voto para a Presidência, a equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores, de 16 anos ou mais, em 895 municípios brasileiros. As entrevistas ocorreram de 7 a 11 de abril.

Além dá já mencionada margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, o instituto responsável pelo levantamento afirma que o grau de confiança é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral, com BR-08282/2026 como o código de acompanhamento.

2º turno: Flávio Bolsonaro vence tanto Lula quanto Haddad

Vantagem do senador sobre a dupla petista se dá fora da margem de erro, mostra levantamento da Futura/Apex

Anderson Scardoelli

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Se o segundo turno da disputa presidencial fosse realizado hoje, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria o representante do PT, seja ele o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. A informação nesse sentido consta em levantamento que a Futura/Apex divulgou na manhã desta terça-feira, 14.

Ao todo, o instituto realizou seis diferentes simulações de hipotéticos embates eleitorais. O parlamentar é o líder em intenções de voto nos dois cenários em que aparece.

Numa eventual briga direta com Lula, Flávio venceria por 48% a 42,6%. Além disso, 7,3% formam o bloco de nenhum/branco/nulo, enquanto 2,1% constam como não souberam responder, não quiseram opinar ou se mostraram indecisos.

Contra Haddad, a vantagem do senador do PL supera os 13 pontos porcentuais: 48,3% a 34,8%, com 14,3% de nenhum/branco/nulo e 2,6% de não souberam/não responderam/indecisos.

Simulações sem Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro é o pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Nos outros dois cenários em que aparece, Lula tem pontuação maior que a dos ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). No primeiro, o petista leva a melhor, com 43,9% a 38,8% (com 14,6% de ninguém/branco/nulo e 2,7% de não souberam/não responderam/indecisos). Já no segundo caso, o representante do PT vence por 44,8% a 38% (com 14,9% de ninguém/branco/nulo e 2,2% de não souberam/não responderam/indecisos).

A Futura/Apex realizou outras duas simulações de segundo turno. Em ambos os casos, há empate técnico, ao considerar a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.

Haddad X Caiado

Fernando Haddad (PT) — 36,8%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 36,5%;
Ninguém/branco/nulo — 22,6%; e
Não souberam/não responderam/indecisos — 4,1%.

Haddad X Zema

Fernando Haddad (PT) — 38,4%;
Romeu Zema (Novo) — 35,6%;
Ninguém/branco/nulo — 22,5%; e
Não souberam/não responderam/indecisos — 3,5%.

Dados da pesquisa

A equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores de 7 a 11 de abril. Foram ouvidas pessoas de 895 municípios brasileiros. Além da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, o grau de confiança da pesquisa é de 95%. O material foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral, com o protocolo BR-08282/2026.

Mais de 55% são favoráveis a impeachment de ministros do STF

Menos de um terço da população diz ser contra a cassação de mandatos de integrantes do Supremo, mostra Futura/Apex

Anderson Scardoelli

Conforme a pesquisa, 55,4% dos entrevistados responder "a favor" à pergunta "você é a favor ou contra o impeachment dos ministros do Supremo?" | Foto: Gustavo Moreno/STF

Levantamento divulgado pela Futura/Apex nesta terça-feira, 14, mostra que a maioria absoluta da população é favorável a impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme a pesquisa, 55,4% dos entrevistados responderam “a favor” à pergunta “você é a favor ou contra o impeachment dos ministros do Supremo?”.

A essa indagação, 12,5% formam o bloco daqueles que não souberam responder ou não quiseram opinar.

Metodologia sobre impeachment de ministros do STF

Para entender se a maioria do brasileiros é favorável ou contrária a impeachment de ministros do STF, a equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil brasileiros de 16 anos ou mais, em 895 municípios. Esse trabalho ocorreu de 7 a 11 de abril.

O levantamento conta com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Nesse sentido, o grau de confiança do material é de 95%.

Os responsáveis pela pesquisa afirmam, por fim, que há registro no Tribunal Superior Eleitoral. O protocolo BR-08282/2026 serve como código de acompanhamento.

Petrobras investe US$ 1 bi para retomar fábrica de fertilizantes parada desde a gestão Dilma

A operação está planejada para começar em 2029

Yasmin Alencar

A decisão integra os planos da Petrobras de fortalecer sua participação no mercado brasileiro de fertilizantes | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Depois de mais de uma década de espera, a Petrobras decidiu reiniciar a construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, cuja paralisação ocorreu em 2015. O aporte previsto para finalizar a planta chega a US$ 1 bilhão, equivalente a cerca de R$ 5 bilhões, e a operação está planejada para começar em 2029.

A decisão integra os planos da Petrobras de fortalecer sua participação no mercado brasileiro de fertilizantes, retomados em 2023, com o objetivo de expandir o aproveitamento do gás natural e diminuir a dependência do país em relação às importações desse insumo estratégico.

Histórico de paralisações e tentativas de venda

As obras da UFN-III tiveram início em 2011, durante o ciclo de investimentos da estatal. O projeto foi interrompido no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT) por causa da crise política e econômica, quando já estava com 80% dos trabalhos concluídos.

Depois da paralisação, a unidade passou a integrar o programa de venda de ativos da Petrobras. Em 2019, uma tentativa de alienação não teve sucesso. Já em fevereiro de 2022, a estatal anunciou negociação com a russa Acron, mas o acordo foi cancelado em razão da guerra na Ucrânia.

Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, os investimentos na construção da fábrica ultrapassaram R$ 3 bilhões, com parte desse montante perdido por causa da deterioração dos equipamentos durante os anos de inatividade.

Impacto na produção nacional de fertilizantes

Com a conclusão prevista, a planta terá capacidade para produzir aproximadamente 3,6 mil toneladas por dia de ureia e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, abastecendo majoritariamente o agronegócio do Centro-Oeste e Sudeste, regiões que concentram alta demanda.

O empreendimento emprega tecnologias avançadas de eficiência e está posicionado estrategicamente perto de grandes centros consumidores, fator que tende a aumentar a competitividade logística e a segurança no fornecimento nacional de fertilizantes.

Rejeição: 46,4% não votariam em Lula em hipótese alguma

Petista lidera índice de desaprovação entre os pré-candidatos à Presidência da República, segundo levantamento da Futura/Apex

Anderson Scardoelli

O petista Luiz Inácio Lula da Silva está em seu terceiro mandato como presidente do Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Entre os nove pré-candidatos à Presidência da República mapeados pela Futura/Apex, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o maior índice de rejeição.

Conforme o levantamento divulgado nesta terça-feira, 14, 46,4% do total de entrevistados afirmam que não votariam no petista em hipótese alguma.
Receba nossas atualizações

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocupa a segunda colocação nesse sentido. Isso porque 44,4% se recusariam a votar nele.

Apesar de o petista estar numericamente à frente, Lula e Flávio têm condição de empate técnico em termos de rejeição. Afinal, a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais.

Petista, assim como o atual presidente da República, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad também consta na pesquisa. Ele soma 28,5% de rejeição.

A lista segue com outros seis nomes:

Cabo Daciolo (Mobiliza) — 15,6%;
Romeu Zema (Novo) — 13,9%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 13,4%;
Renan Santos (Missão) — 10,8%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã) — 9,9%; e
Augusto Cury (Avante) — 8,8%.

Além disso, 3,3% rejeitam todos os nove pré-candidatos listados pela Futura/Apex. A proporção de quem não soube responder ou não quis opinar é de 2,9%. Por fim, 0,7% não rejeita ninguém.

Cada entrevistado poderia rejeitar mais de um político. Por isso, a soma ultrapassa os 100 pontos porcentuais.

Dados da pesquisa sobre rejeição de Lula

Para aferir o grau de rejeição de Lula e de outros pré-candidatos a presidente, a equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores, de 16 anos ou mais. O trabalho nesse sentido ocorreu de 7 a 11 de abril. De acordo com os organizadores, foram ouvidas pessoas espalhadas por 895 municípios brasileiros.

Ainda conforme o instituto, a margem de erro do material é de 2,2 pontos porcentuais. O grau de confiança é de 95%.

O código BR-08282/2026 é o protocolo de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral.

COMPARTILHE