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sexta-feira, 27 de março de 2026

Avanço de Flávio preocupa Lula e gera tensão no PT

Presidente pressiona aliados por estratégia mais agressiva e maior alinhamento político em meio a dificuldades nas pesquisas

Fábio Bouéri

Lula da Silva sente o avanço de Flávio Bolsonaro e cobra reação de aliados | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula da Silva está preocupado com as pesquisas que apontam o avanço do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a futura disputa à Presidência da República nas eleições deste ano. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o líder petista cobrou de aliados maior agilidade na organização de sua pré-campanha durante reunião no início desta semana, no Palácio da Alvorada.

Conforme relatos, Lula demonstrou incômodo com o desempenho nos levantamentos eleitorais e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio político. O presidente também indicou insatisfação com o que considera uma resposta ainda tímida à ofensiva da oposição.

Lula: reversão do caso Master

Depois do encontro, dirigentes do PT teriam orientado parlamentares a intensificarem o confronto político, com foco no caso que envolve o Banco Master. A estratégia inclui ampliar a repercussão das declarações de Lula e associar o episódio ao campo adversário, mesmo que não haja nenhum tipo de prova para isso.

A reunião contou com nomes centrais da futura campanha, como Edinho Silva, apontado como coordenador-geral, além de Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr., cotados para funções estratégicas. Nos bastidores, aliados avaliam que o Partido Liberal já saiu na frente na estruturação da disputa, com aparato jurídico e de comunicação mais consolidado.

Em resposta, a cúpula petista passou a cobrar maior disciplina na comunicação e engajamento dos deputados com o discurso do governo. Apesar da pressão interna por aceleração, a legislação eleitoral impõe limites: a campanha oficial só começa em agosto, o que restringe, por exemplo, pedidos explícitos de voto até lá.

PT e centrão atuaram na derrubada da CPMI do INSS, afirma jornal

Decisão do STF, que decidiu pela não prorrogação dos trabalhos, favorece governo e Lulinha

Fábio Bouéri

Segundo o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, manobra visa proteger o governo Lula da Silva | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Parlamentares do PT e de siglas do centrão atuaram em conjunto para viabilizar o encerramento da CPMI do INSS nesta semana. A comissão chegou a obter uma sobrevida depois de decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida prorrogava os trabalhos, mas foi posteriormente revertida pela maioria da Corte.

A base governista resistia à continuidade da CPMI devido ao desgaste político provocado pelas investigações, especialmente depois da repercussão de fraudes em descontos de aposentadorias, que afetaram a imagem do governo do presidente Lula da Silva.

A ajuda de Alcolumbre ao PT

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também atuou contra a prorrogação, segundo o jornal O Globo. Diante da sinalização de que não daria andamento à comissão, a cúpula da CPI recorreu ao STF, sem sucesso.

Em outra frente, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não deve ter pedido de indiciamento apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar. A manobra beneficia diretamente o governo.

A instalação da CPI, no entanto, já havia representado uma derrota inicial para o Planalto e aliados. Um acordo articulado entre governistas e as presidências do Congresso previa os nomes de Omar Aziz para a presidência e Ricardo Ayres para a relatoria. A oposição, porém, conseguiu reverter o arranjo e emplacar Carlos Viana na presidência e Gaspar como relator.

Ao longo dos trabalhos, governo e oposição passaram a disputar maioria na comissão. Em um dos episódios mais tensos, a quebra de sigilo de Lulinha chegou a ser aprovada, mas foi posteriormente anulada pelo STF por falhas processuais.

O deputado petista Paulo Pimenta afirmou que a decisão do Supremo confirmou críticas da base governista à condução da CPMI. Já o presidente da comissão, Carlos Viana, atribuiu ao PT e ao centrão a responsabilidade pelo encerramento, acusando os grupos de atuarem para “blindar” o governo, apesar do desgaste político gerado pelas investigações.

Diretórios estaduais do PL querem barrar candidaturas de bolsonaristas ao Senado

Movimento já atinge 5 Estados e expõe disputa entre cúpula do partido e aliados do ex-presidente

Edilson Salgueiro

Aliados de Bolsonaro devem insistir nas indicações à Casa Alta | Foto: Rafael Dalbosco/Thenews2/Zumapress

Diretórios estaduais do Partido Liberal (PL) passaram a boicotar candidaturas ao Senado que tiveram apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão das lideranças estaduais abriu uma disputa interna entre aliados do ex-chefe do Executivo e setores da legenda que priorizam acordos locais, alianças com outros partidos e nomes mais alinhados à cúpula partidária. O conflito já aparece em Roraima, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

O caso mais recente ocorreu em Roraima. O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), um dos principais aliados de Bolsonaro, transferiu o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Boa Vista com a intenção de disputar uma vaga ao Senado em 2026. A reação do diretório estadual do PL foi imediata. Em nota pública divulgada na última terça-feira, 24, a sigla afirmou ter recebido “com surpresa” a decisão de Hélio e disse que o movimento se deu de forma “unilateral”, sem comunicação prévia à direção local nem à cúpula nacional do partido. No texto, as lideranças estaduais afirmam que anúncios desse tipo “geram insegurança, desorganizam o ambiente de diálogo e podem comprometer os esforços que vêm sendo conduzidos”.

Nos bastidores, a reação foi lida como um recado político contra candidaturas patrocinadas por Bolsonaro. A direção local já trabalhava com outro desenho para 2026: lançar ao Senado o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (MDB), e deixar a segunda vaga em aberto para composição. A entrada de Hélio, portanto, expôs a resistência do diretório a aceitar um nome do núcleo bolsonarista vindo de fora do Estado.

Crise no PL se estende a outros Estados

Em Santa Catarina, o impasse envolve a formação da chapa com a Federação União Brasil–PP. O desenho inicial previa a candidatura da deputada federal Carol De Toni ao Senado, enquanto o senador Esperidião Amin disputaria a reeleição com apoio da aliança. O cenário mudou com a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa, o que embaralhou o acordo e abriu uma crise com os aliados. Depois de a cisão se tornar pública, o PL decidiu encaminhar duas candidaturas do próprio partido: Carlos e Carol.

Em Mato Grosso do Sul, a direção local do PL avançou em negociações com o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ignorando a preferência de Bolsonaro pelo deputado federal Marcos Pollon. Este último chegou a receber apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos demais integrantes da família.

No Ceará, o conflito ganhou contornos públicos quando o deputado federal André Fernandes passou a articular apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual. A movimentação desagradou Michelle Bolsonaro e esfriou as negociações internas. Mesmo assim, interlocutores mantêm aberta a possibilidade de um acordo que inclua o apoio dos tucanos ao ex-deputado Alcides Fernandes (PL) ao Senado.

Em São Paulo, a indefinição também reflete a disputa entre as diferentes alas. Com a provável ausência de Eduardo Bolsonaro na corrida, aliados do ex-presidente defendem o nome do deputado estadual Gil Diniz. Já outro grupo do PL trabalha pela candidatura da deputada federal Rosana Valle, que conta com apoio do governador Tarcísio de Freitas. Também circulam nomes como Guilherme Derrite (PP), Mário Frias (PL) e Marco Feliciano (PL).

No Rio de Janeiro, a decisão do PL de apoiar o governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, deixou fora da disputa o deputado federal Carlos Jordy, outro aliado próximo de Bolsonaro. Outros partidos sondaram Jordy, a fim de lançá-lo ao Senado.

Diante do aumento das tensões, a direção nacional do PL passou a atuar para conter a crise. Dirigentes têm procurado os pré-candidatos preteridos para oferecer estrutura robusta de campanha à reeleição na Câmara, em troca da desistência da disputa ao Senado. No entanto, aliados de Bolsonaro devem insistir nas indicações à Casa Alta.

PT quer que STF conceda prisão domiciliar a doentes e idosos

Pedido coletivo de deputados da sigla ocorreu logo depois da decisão de Alexandre de Moraes sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

Lucas Cheiddi

Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido coletivo de habeas corpus destinado a presos com mais de 70 anos ou portadores de doenças graves. O intuito é garantir a essas pessoas a possibilidade de prisão domiciliar, especialmente por causa do risco de agravamento de quadros de saúde causado pelas más condições em alguns presídios.

O protocolo da ação ocorreu na quarta-feira 25, logo depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. No documento, não há menção direta ao nome do ex-presidente, porém, os parlamentares fazem referência ao debate nacional sobre medidas humanitárias para pessoas acima dos 70 anos com relevância política.

Argumentação do PT no pedido ao STF

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Na justificativa apresentada, o grupo do PT argumenta que “a proteção fundada em vulnerabilidade etária e em limites humanitários da custódia não pode operar como privilégio casuístico de réus poderosos”.

“Se a ordem jurídica admite tutela especial para condenados maiores de 70 anos, essa proteção deve ser lida à luz da igualdade, alcançando de maneira impessoal e nacional todas as pessoas submetidas à mesma condição jurídica de supervulnerabilidade”, conforme trecho do pedido.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) ressaltou a necessidade de garantir direitos humanos para todos. Segundo ele, “quando o preso é rico, influente e protegido por redes de poder, surgem com rapidez argumentos sobre dignidade, saúde e humanidade”. “Quando o preso é pobre, doente, idoso e anônimo, prevalecem o abandono, a indiferença e a lógica de que ele pode mofar na cadeia”, afirmou.

No processo, os parlamentares mencionam estudo do Conselho Nacional de Justiça que aponta as condições precárias dos presídios como fator para a propagação de doenças como tuberculose, sífilis e aids, além de mencionar expectativa média de vida de 548 dias para egressos que retornam à sociedade. O texto da ação afirma que a manutenção da custódia penal sem comprovação de tratamento adequado pode resultar em agravamento clínico, sofrimento desnecessário e morte precoce.

Policiais federais aprovam estado de greve e cobram mudanças do governo

Categoria mantém negociação com ministérios por valorização profissional e recomposição salarial

Luis Batistela

Os agentes reivindicam valorização profissional e ajustes nos vencimentos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) anunciou a aprovação de estado de greve da categoria. A decisão abre caminho para uma possível paralisação das atividades nos próximos dias, enquanto os servidores pressionam o governo Lula por mudanças na carreira e recomposição salarial.

A entidade informou que a medida busca acelerar as negociações e evitar uma interrupção efetiva dos serviços da Polícia Federal. Os agentes reivindicam valorização profissional e ajustes nos vencimentos, temas que permanecem sem definição nas tratativas com o Executivo.

“Tão logo foi aprovado o indicativo de estado de greve, o governo federal abriu um canal de comunicação”, informou Marcos Avelino, vice-presidente da Fenapef. “Neste momento, a gente conversa, nós temos interlocução com dois importantes ministérios. Aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo.”

A federação tomou a decisão depois de três dias de reunião em Brasília com representantes dos 27 sindicatos regionais da categoria. O encontro reuniu dirigentes de todo o país para discutir estratégias de mobilização e negociação.

Avelino afirmou que os sindicatos devem realizar assembleias nos próximos dias para definir os próximos passos do movimento. “Na próxima semana, todos os sindicatos farão assembleias para deliberar novas providências em face desse movimento de negociação.”

Eis o comunicado da Fenapef publicado em suas redes sociais:

“Após as deliberações da Assembleia Geral Extraordinária, o Conselho de Representantes da Fenapef aprovou o estado de greve dos policiais federais, que sinaliza insatisfação e um sinal de alerta e mobilização enquanto negociam.

Com o encerramento do terceiro dia de Assembleia na quinta-feira (26), os presidentes dos sindicatos que compõem o sistema sindical da Federação retornam aos seus estados para alinhar todas as informações e deliberar junto às bases as possibilidades de movimento em cada região.

A mobilização tem como objetivo a valorização da categoria e a garantia de que nenhum direito dos policiais federais seja prejudicado.

A Fenapef reafirma seu compromisso com a defesa dos policiais federais, o fortalecimento da Polícia Federal e a preservação do Estado de Direito.”

Relator da CPMI do INSS apresenta parecer final nesta sexta-feira

Alfredo Gaspar entrega documento com 5 mil páginas e sugere o indiciamento de 220 pessoas

Erich Mafra

Da esq. para a dir: O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) apresenta, na manhã desta sexta-feira, 27, o desfecho das investigações sobre irregularidades na Previdência Social. O relator da CPMI do INSS elaborou um parecer com mais de 5 mil páginas, no qual sustenta o indiciamento de 220 envolvidos no esquema. O parlamentar também recomenda que a Polícia Federal aprofunde diligências em frentes que o Congresso não conseguiu finalizar dentro do cronograma oficial.

A leitura do texto ocorre em uma sessão marcada para as 9h, sob forte pressão do calendário jurídico. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 8 votos a 2, derrubar a liminar do ministro André Mendonça que garantia a extensão do prazo da comissão. Com essa determinação da Corte, o colegiado possui autorização legal para funcionar somente até este sábado, 28, o que obriga os parlamentares a uma análise célere do material.

Estratégia governista e parecer paralelo

A base de apoio ao governo Lula (PT) articula uma contraofensiva ao relatório de Gaspar. Os governistas já finalizaram a redação de um “parecer paralelo” para disputar a narrativa com a peça principal, caso identifiquem viés partidário ou ideológico nas conclusões do relator. Segundo parlamentares alinhados ao Planalto, o foco será derrotar o texto de Alfredo Gaspar integralmente, sem a apresentação de destaques pontuais.
O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), tenta costurar um acordo mínimo para viabilizar a votação. O senador afirmou que busca pontos de convergência entre as equipes de situação e oposição para garantir que o esforço investigativo não seja perdido. Caso ocorra um pedido de vista, Viana não descarta convocar uma reunião extraordinária para este sábado, 28, visando concluir a deliberação antes da dissolução compulsória do grupo.

Embate com o STF e sigilo de dados

A cúpula da CPMI demonstrou insatisfação com o veredito do STF sobre a interrupção dos trabalhos. O plenário da Corte entendeu que a garantia das minorias parlamentares se aplica à instalação de comissões, mas a prorrogação cabe apenas à presidência do Congresso Nacional. Carlos Viana declarou estar com a consciência tranquila e acredita que o relatório final responderá aos anseios da sociedade sobre o combate à corrupção no INSS.

Durante o julgamento no Supremo, o ministro Gilmar Mendes teceu críticas severas à condução da CPMI, classificando o vazamento de informações privadas como um crime. Mendes ressaltou que instrumentos de investigação judicial devem ser usados com responsabilidade pelos parlamentares. Em resposta, o presidente da comissão negou qualquer autoria em vazamentos e reiterou que a maior parte do relatório técnico possui ampla concordância entre os membros do colegiado.

Vídeo: procurado por lavagem de dinheiro ligada ao Master é preso

Foragido foi localizado em apartamento na zona sul de São Paulo; investigação apura possível ligação com o PCC

Isabela Jordão

Polícia Militar de SP conduziu a ação, com apoio da Polícia Federal | Foto: Divulgação/Agência SP

Um homem investigado por suspeita de participação em crimes financeiros — entre eles um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Banco Master — foi preso pela Polícia Militar nesta quinta-feira, 26, na zona sul de São Paulo. A ação contou com apoio da Polícia Federal (PF), que auxiliou na identificação do alvo.

Segundo apuração, o suspeito foi localizado em um apartamento na Rua Luiz Migliano, na região da Vila Andrade. Ele era considerado foragido e já figurava em investigações anteriores, relacionadas a fraudes financeiras.

A abordagem foi realizada por equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. De acordo com os policiais, o homem também teria ligação com o Primeiro Comando da Capital, conforme publicado pelo batalhão nas redes sociais.

Suspeito de lavagem de dinheiro tinha mandado de prisão temporária

Depois da prisão, o investigado foi encaminhado à sede da PF, na Lapa, zona oeste da capital.

O suspeito foi identificado como Edmilson Souza de Oliveira, de 50 anos. Contra ele havia mandado de prisão temporária expedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por meio da 5ª Vara Federal de Santos, responsável por casos criminais, júri, execuções penais e delitos contra o sistema financeiro.

A decisão judicial fixou prazo inicial de 30 dias para a prisão, no âmbito de investigação que apura crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e infrações contra o Sistema Financeiro Nacional. O mandado também autorizou a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos para perícia.

EUA: Senado aprova financiamento parcial da Segurança Interna

Grupo deixou de fora o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP); entenda

Lucas Cheiddi

Fachada do Capitólio, nos Estados Unidos, em Washington, onde funciona a Câmara dos Representantes e o Senado norte-americano | Foto: Reprodução/Wikipédia

Em meio a um impasse que provocou atrasos em viagens e afetou milhares de trabalhadores, o Senado dos Estados Unidos (EUA) aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira, 27, o financiamento para a maior parte das operações do Departamento de Segurança Interna (DHS). O grupo deixou de fora o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

O acordo cobre agências como a Administração de Segurança de Transportes (TSA) e a Guarda Costeira norte-americana. Contudo, ainda depende da aprovação da Câmara dos Representantes para que haja a retomada das atividades dessas áreas. O bloqueio orçamentário gerou frustração no Congresso e interrompeu salários em setores essenciais do DHS.

Foco nas negociações e nos bastidores do Senado dos EUA
Policiais do serviço de imigração (ICE) acompanhados de outros agentes ao realizarem prisões de imigrantes | Foto: Divulgação/ICE

Depois de negociações interrompidas na noite desta quinta-feira, 26, os senadores buscaram consenso para garantir o funcionamento das áreas que conseguiram aprovar. O líder da maioria no Senado, John Thune, do Partido Republicano da Dakota do Sul, declarou que o intuito é “executar o máximo possível do orçamento do Departamento de Segurança Interna esta noite e, em seguida, financiaremos o restante mais tarde”.

Segundo Thune, a votação contempla todas as áreas, exceto ICE e CBP. Ele acredita que a parte da alfândega já foi liberada, mas não a patrulha da fronteira. O republicano lembrou que o partido já haviam proposto, no ano anterior, um pacote para garantir recursos ao ICE e à patrulha de fronteira: “A boa notícia é que previmos isso há um ano”, explicou.

O senador também relatou que conversou com o presidente Donald Trump antes do anúncio sobre a autorização para que o DHS pague salários à equipe da TSA, mesmo com o departamento sem orçamento aprovado. “Conversei com ele hoje mais cedo, pouco antes de ele fazer o anúncio”, disse. “Então, sim, quero dizer, ele está de acordo com o que estamos tentando fazer aqui.”

Questionado sobre o posicionamento da Câmara dos Representantes diante do novo acordo, Thune respondeu que não sabe como os deputados irão agir. “A Câmara está ciente do que estamos considerando, eu acho”, concluiu.

CBF cede a críticas e tira o "Vai, Brasa!" do uniforme da Copa

O slogan estava estampado na camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo

Por Marina Branco
Camisa da Seleção Brasileira com "Vai, Brasa!" - Foto: Nike

A poucos meses da Copa do Mundo, os lançamentos das camisas de cada Seleção movimentaram todas as torcidas - e a do Brasil foi uma das mais insatisfeitas. Ouvindo as muitas reclamações na internet, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu retirar a expressão “Vai, Brasa!” do uniforme da Canarinha, refazendo a imagem para a Copa.

A frase, que apareceria na gola da camisa e também no meião, não será utilizada nas partidas oficiais. Segundo o presidente da entidade, Samir Xaud, o termo estava vinculado apenas a uma campanha publicitária da Nike e não fazia parte do padrão definitivo do uniforme em campo.

Assim, a versão utilizada nos jogos seguirá com a identificação tradicional, com "Brasil" escrito nas peças.

Vai, Brasa!

Desenvolvida pela Nike em parceria com a Jordan Brand, a peça nova camisa foi apresentada com a proposta de reconectar o time à essência histórica do futebol brasileiro, mas acabou chamando atenção pelo uso do slogan "Vai, Brasa!", que a maioria dos brasileiros alega não ser usado.

"A ideia foi trazer o que é Brasil no seu mais puro, na sua mais pura versão, né? O que é o Brasil com S e não o Brasil com Z. O amarelo que a gente escolheu é o Canary, que é canário, o canarinho, que é o nosso amarelo, o amarelo clássico do Brasil", explicou a designer da Nike.

"É o Brasil, mas também é Brasa quando está jogando, né? Pra gente é muito fácil de entender, você olha e você sabe o que ‘Vai, Brasa’ significa. Então, a gente trouxe esse nome, esse apelido carinhoso que a gente dá (...) Tem escrito ‘Vai, Brasa (na parte interna da gola), que é uma coisa que a gente escuta nos estádios, escuta na rua, e agora os jogadores vão poder usar no corpo, carregando com eles", detalhou.

Nas redes, no entanto, o público não concordou, afirmando que não costuma ouvir a expressão, o que gerou uma onda de desagrado com a campanha e, consequentemente, na desistência da CBF.

Amistoso

Enquanto ajusta detalhes fora das quatro linhas para a Copa, a Seleção se prepara para um compromisso importante nesta quinta-feira, 26. A equipe enfrenta a França, às 17h, no Gillette Stadium, em Boston, em um amistoso tratado como o teste mais exigente desde a chegada de Carlo Ancelotti.

O duelo é o penúltimo antes da convocação final para a Copa do Mundo e serve como parâmetro decisivo na avaliação do elenco.

Bolsonaro deve começar a cumprir prisão domiciliar nesta sexta

Ex-presidente deve ter alta médica amanhã

Por Anderson Ramos
Ex-presidente Bolsonaro segue na UTI do Hospital DF Star. - Foto: Agência Brasil/ Fabio Rodrigues Pozzebom

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter alta do Hospital DF Star nesta sexta-feira, 27. A previsão foi confirmada pelo boletim médico divulgado nesta quinta, 26.

Na quarta-feira (25), o médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, disse que a alta hospitalar do ex-presidente estava programada para amanhã. Segundo ele, Bolsonaro apresenta um quadro "estável".

Até a última terça-feira, 24, o ex-presidente seguia internado, sem previsão de alta, de acordo com os boletins médicos divulgados pela unidade de saúde.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março após passar mal na Papudinha, onde cumpre os 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido do estômago.

Veja o comunicado do hospital

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado no hospital DF Star, após diagnóstico de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. No momento encontra-se sem sinais de infecção aguda, com boa evolução clínica. Deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, com previsão de alta hospitalar no dia 27 de março.

Prisão domiciliar

A provável alta de Jair Bolsonaro ocorre poucos dias depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ter autorizado o ex-presidente a cumprir prisão domiciliar humanitária temporária, inicialmente por 90 dias, a partir da alta médica.

Nova regra para CNH avança e pode mudar renovação no Brasil

Expectativa é de avanço na tramitação para que a medida seja consolidada como lei permanente

Por Leilane Teixeira
- Foto: Ag A Tarde

O Congresso Nacional decidiu estender por mais 60 dias a validade da Medida Provisória 1.327/25, que cria regras mais simples para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em casos específicos. A proposta beneficia motoristas com bom histórico, permitindo a redução de etapas no processo.

Pela norma, condutores que não tenham cometido infrações nos últimos 12 meses podem ter acesso a um procedimento menos burocrático, com possibilidade de dispensa de exames e outras exigências, conforme critérios estabelecidos.

Regra vale para perfis específicos

A flexibilização não se aplica a todos os motoristas. O texto limita o benefício a condutores das categorias A e B — motos e carros de passeio — que estejam com o prontuário limpo no período analisado.

Além disso, há restrições relacionadas à idade. Pessoas com mais de 70 anos não podem utilizar a renovação simplificada. Já quem tem entre 50 e 69 anos poderá recorrer ao modelo apenas uma vez.

A medida também determina que condutores com sinais de doenças ou condições que possam comprometer a direção continuem obrigados a passar por avaliação médica nos órgãos de trânsito.

CNH | Foto: Divulgação
Processo pode ficar mais rápido e barato

Com a prorrogação, a expectativa é de que parte dos motoristas consiga renovar a habilitação de forma mais ágil, evitando deslocamentos e etapas presenciais. A tendência é de ampliação de serviços digitais, o que pode reduzir tempo e custos para os condutores que se enquadram nas regras.

Prazo define futuro da proposta

Apesar de já estar em vigor, a medida ainda precisa ser analisada pelo Congresso para se tornar definitiva. O novo prazo de 60 dias será decisivo para que deputados e senadores votem o texto.

Caso não haja aprovação dentro desse período, a proposta perde a validade e as regras atuais para renovação da CNH voltam a ser aplicadas.

Nos bastidores, a expectativa é de avanço na tramitação para que a medida seja consolidada como lei permanente.

Atriz de Hollywood tem filha com esperma do marido morto há 11 anos

Ainda durante o relacionamento, o casal tentou ter filhos e chegou a passar por inseminações e fertilizações in vitro

Por Gustavo Nascimento
A atriz Laura Orrico ao lado do ex-marido, o também ator Ryan Cosgrove, que morreu em 2015 vítima de um câncer - Foto: Arquivo pessoal

A atriz e empresária norte-americana Laura Orrico, de 49 anos, deu à luz a sua primeira filha em fevereiro deste ano, mas com um detalhe que chama a atenção: a criança é filha do seu ex-marido, Ryan Cosgrove, que morreu em 2015 vítima de um câncer. Isso só foi possível por Ryan ter congelado o esperma antes de iniciar o tratamento contra a doença.

O sonho do casal se concretizou neste ano após uma jornada marcada por perdas, tentativas frustradas e persistência.

Laura e Ryan se conheceram em 1999 e se casaram em 2004. Três anos depois, em 2007, ele foi diagnosticado com um tumor cerebral e, antes de iniciar o tratamento, recebeu a orientação médica de preservar o esperma, decisão fundamental para o nascimento da pequena Aviana Rose.

Ainda durante o relacionamento, o casal tentou ter filhos e Laura chegou a passar por inseminações e fertilizações in vitro, mas enfrentou diversos abortos espontâneos, o que tornou o processo ainda mais doloroso.

Mesmo após a morte do marido, Laura continuou alimentando o desejo de ser mãe, segundo revelação feita por ela à revista People. Mesmo depois de outros relacionamentos e novas perdas gestacionais, ela decidiu, aos 48 anos, seguir sozinha com o plano de engravidar utilizando o material genético congelado de Ryan, algo que havia sido autorizado por ele antes de morrer.

A gravidez da filha veio após mais um tratamento de fertilização in vitro, surpreendendo a própria Laura, que já lidava com a pressão da idade e o histórico de dificuldades para manter a gestação.

Por se tratar de uma gestação considerada de alto risco, por conta da idade da atriz, todo o processo foi acompanhado de perto por especialistas. O parto foi realizado por cesariana, e a bebê nasceu saudável, trazendo não apenas alegria para a mãe, como também para a família do pai, que acompanhou de perto todo o processo.

Horário de verão começa neste sábado e relógios devem ser adiantados

Mudança segue até o último domingo de outubro

Por Edvaldo Sales
Mudança segue até o último domingo de outubro - Foto: Freepik

Na madrugada deste sábado, 28, para domingo, 29, terá início na Espanha o horário de verão de 2026. Às 2h da manhã, os relógios deverão ser adiantados em uma hora, passando diretamente para 3h.

A medida, adotada anualmente, reduz o dia para 23 horas e permanecerá em vigor pelos próximos sete meses.

A mudança de horário ocorre duas vezes ao ano e tem como objetivo principal alinhar a rotina à quantidade de luz solar disponível. Ao adiantar os relógios durante a primavera e o verão, a medida busca ampliar o uso da iluminação natural e diminuir o consumo de energia elétrica.

Atualmente, a prática é adotada por cerca de 70 países e tem origem em propostas do século XVIII. O cientista e político norte-americano Benjamin Franklin foi um dos primeiros a sugerir a ideia, ainda que de forma teórica.

A implementação prática só ocorreria anos depois, especialmente durante períodos de guerra, quando a economia de recursos se tornou prioridade.

Mudança vai até outubro

O horário de verão sempre começa no último domingo de março, segundo o calendário publicado no Boletim Oficial do Estado da Espanha (BOE).

Em 2026, a mudança acontece na madrugada do dia 29 e seguirá até o último domingo de outubro, quando os relógios serão atrasados novamente em uma hora.

Durante esse período, os dias tendem a ser mais longos, favorecendo atividades ao ar livre, convivência social e prática de exercícios físicos.

De acordo com estudos, o aumento das horas de luz natural pode contribuir para melhorias no bem-estar da população, com redução de problemas psicológicos e aumento da disposição.

Além disso, há impactos econômicos, já que o maior tempo de claridade estimula o comércio e o consumo após a jornada de trabalho.

As pesquisas indicam também possível redução em índices de criminalidade, acidentes de trânsito e até problemas cardíacos durante o período de horário de verão.

Críticas crescentes

Apesar das vantagens apontadas, o sistema vem enfrentando críticas cada vez maiores. Dados do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) apontam que 65,8% dos espanhóis defendem o fim da mudança de horário duas vezes por ano.

Caso apenas um modelo fosse adotado, 68,5% prefeririam manter o horário de verão durante todo o ano.

A discussão também abrange fatores históricos e geográficos. Desde 1940, a Espanha utiliza um fuso horário adiantado em relação ao meridiano de Greenwich, medida adotada no período do regime de Francisco Franco.

Especialistas afirmam que essa diferença alimenta debates frequentes sobre a adequação do sistema atual.

Vai ter horário de verão no Brasil em 2026?

O horário de verão não será adotado no Brasil pelo sétimo ano consecutivo. A mudança deixou de ser aplicada em 2019, após decisão do governo federal baseada em estudos que indicaram baixa efetividade da medida na redução do consumo energético.

Antes disso, o horário de verão ocorria principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Desde então, a possibilidade de retomada volta ocasionalmente ao debate público, mas até agora não houve decisão oficial para reimplantação.

Brasil é destaque negativo em ranking global de poluição de praias

Quando o assunto são bitucas de cigarro, o país aparece em 4° lugar da lista

Por Ane Catarine
Quantidade de lixo nas praias do Brasil chama atenção - Foto: Peka Schreiner / Pixabay

O Brasil aparece entre os países mais poluídos do mundo quando o assunto é lixo nas praias. Um estudo internacional aponta que o país ocupa a 4ª posição global em contaminação por bitucas de cigarro, atrás apenas de Irã, Chile e Tailândia.

O levantamento, que reuniu dados de 130 estudos realizados em 55 países entre 2013 e 2024, mostra que a situação brasileira está muito acima da média global.

Enquanto a média no mundo é de 0,24 bituca por metro quadrado, praias brasileiras podem registrar até 8,85 bitucas por metro quadrado.

Entre as praias brasileiras com maiores índices estão:

Boa Viagem, em Recife: 8,85/m²
Perequê, em Guarujá: 2,64/m²
Porto de Galinhas, em Ipojuca: 1,57/m²
Santa Cruz dos Navegantes, também no Guarujá: 1,04/m²

Por que isso é perigoso?

Apesar do tamanho pequeno, as bitucas estão entre os resíduos mais poluentes e persistentes. Elas são feitas de acetato de celulose, um tipo de plástico que demora a se decompor.

Ao entrarem em contato com a água, liberam microplásticos e mais de 7 mil substâncias químicas, contaminando o solo, a água e colocando em risco a vida marinha.

No cenário global, as bitucas representam cerca de 12% do lixo encontrado nas praias. No Brasil, esse índice é ainda mais alto: em algumas áreas, elas chegam a corresponder a 66,7% de todo o lixo marinho coletado.

Confira o ranking global dos países com mais contaminação por metro quadrado:

Irã: 38,32/m²
Chile: 24,11/m²
Tailândia: 13,30/m²
Brasil: 8,85/m²
Uruguai: 8,00/m²
Alemanha: 5,10/m²
Equador: 4,05/m²
Indonésia: 3,32/m²
Lituânia: 1,77/m²
Bangladesh: 1,76/m²
Tunísia: 1,29/m²
Vietnã: 1,16/m²
Sri Lanka: 1,10/m²

BRASIL X FRANÇA - MELHORES MOMENTOS

 


quarta-feira, 25 de março de 2026

VEREADOR ALEX TANURI É SUSPENSO DO PARTIDO PT , EM JUAZEIRO

PT de Juazeiro suspende vereador que falou mal do governador Jerônimo Rodrigues




Governo Lula bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026

Congelamento de recursos é acionado quando despesas obrigatórias excedem o limite de gastos do arcabouço fiscal

Pamela Zacarias

Neste primeiro relatório bimestral, a equipe econômica registrou aumento de R$ 2,6 bilhões em gastos obrigatórios | Foto: Divulgação/Arquivo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai bloquear R$ 1,6 bilhão em despesas do Orçamento de 2026. O Executivo federal divulgou a medida nesta terça-feira, 24.

O valor consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. O documento, que é enviado ao Congresso a cada dois meses, orienta a execução do Orçamento.

Ajustes no Orçamento 2026

Neste primeiro relatório bimestral do ano, a equipe econômica registrou aumento de R$ 2,6 bilhões em gastos obrigatórios, o que levou ao bloqueio parcial.

Entre as despesas que puxaram os gastos estão:o Benefício de Prestação Continuada, que teve elevação de R$ 1,9 bilhão nos gastos; e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que subiu R$ 1,4 bilhão.

Houve ainda um aumento de R$ 1,6 bilhão na previsão de gastos com benefícios previdenciários.

Para cumprir a meta fiscal, que prevê superavit de até R$ 34,3 bilhões, o governo ampliou os abatimentos de despesas em R$ 5,5 bilhões. Isso elevou o o total de descontos para R$ 63,4 bilhões. Com isso, o saldo positivo esperado caiu para apenas R$ 3,5 bilhões.

Impacto externo

A guerra no Oriente Médio ainda pode impactar o Orçamento, segundo o governo Lula. A equipe econômica revisou a previsão do preço médio do barril de petróleo de US$ 64,93 para US$ 73,09. Valor ainda abaixo da cotação recente, próxima de US$ 100. O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a persistência desse cenário pode levar a novas revisões de receita.

Estratégias do governo

O Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que o decreto de programação orçamentaria será publicado em 30 de março. Ele detalhará os cortes e limitará o empenho de R$ 52,8 bilhões até setembro. Essa é uma forma de enquadrar o Orçamento nas regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Executivo tem até o fim do mês para definir quais áreas serão alvo do congelamento.

Trump diz que Irã aceitou abrir mão de armas nucleares em ‘grande concessão’

Presidente dos EUA afirma que acordo representa avanço nas negociações; não há confirmação oficial de Teerã

Fábio Bouéri

O presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista a jornalistas na Casa Branca | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã concordou em abandonar o desenvolvimento de armas nucleares, o que classificou como uma “grande concessão” nas negociações em curso no Oriente Médio.

Segundo Trump, o compromisso representa o principal objetivo da estratégia norte-americana. “Eles concordaram”, disse o presidente, ao destacar que impedir o Irã de obter armamento nuclear sempre foi a exigência central de Washington.

Trump: armas nucleares são “linha vermelha”

A declaração ocorre em meio à escalada de tensões na região e depois de meses de pressão diplomática e ações militares conduzidas pelos Estados Unidos. O governo norte-americano tem insistido em que qualquer acordo precisa garantir que Teerã não desenvolva armas nucleares, considerada uma linha vermelha da política externa do país.

Apesar da sinalização, ainda não há detalhes públicos sobre os termos do possível acordo, nem confirmação oficial por parte do governo iraniano. Ao longo das negociações recentes, autoridades do país vinham afirmando que o programa nuclear tem fins pacíficos, embora os Estados Unidos e aliados mantenham desconfiança sobre essas intenções.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 17 milhões

Ninguém acerta as seis dezenas do concurso 2.988; próximo sorteio será na quinta-feira 26

Fábio Bouéri

Concurso 2988 da Mega-Sena: dezenas sorteadas | Foto: Reprodução/YouTube

O sorteio do concurso 2.988 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira, 24, em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio principal acumulou em R$ 17 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 21 – 23 – 28 – 36 – 57 – 58

Na quina, com cinco acertos, 24 apostas foram premiadas, e cada uma recebeu R$ 58.355,02. Já na quadra, com quatro acertos, 1.753 apostas ganharam R$ 1.316,91 cada uma.

Mega-Sena: prazo para apostas; confira

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado nesta quinta-feira, 26. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas de todo o país, além do site e do aplicativo Loterias Caixa.

Os bolões digitais podem ser adquiridos até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento das apostas on-line pode ser feito via Pix, cartão de crédito ou internet banking, para correntistas da Caixa. Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais.

A probabilidade de ganhar o prêmio principal varia conforme o número de dezenas apostadas. Em uma aposta simples, com seis números — ao custo de R$ 6 —, a chance de acertar as seis dezenas é de uma em 50.063.860, segundo a Caixa Econômica Federal.

Cunhada de Anitta diz que Janja ajudou a liberar novo passaporte para namorado detido em Paris

Influenciadora relata mobilização da primeira-dama em caso que envolve empresário brasileiro na França

Luis Batistela

Hariany informou que o namorado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A influenciadora Hariany Almeida afirmou que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, atuou para viabilizar a emissão de um novo passaporte para o namorado, o empresário Renan Machado, irmão da cantora Anitta. O caso envolve furto de documento durante a passagem pelo Aeroporto de Paris, na França.

Hariany informou que Machado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte. Segundo ela, a intervenção de Janja teria permitido a liberação de um novo documento no mesmo dia. A influenciadora publicou a informação em suas redes sociais, mas apagou o conteúdo.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não se manifestou até o momento. O Ministério das Relações Exteriores também não confirmou a participação da primeira-dama no episódio.

A própria Hariany relatou que se dirigia ao consulado brasileiro para retirar o novo passaporte. “Janja ajudou a liberar um passaporte novo para ele ainda hoje, estou indo no consulado pegar para tirar ele de lá”, escreveu.

Anitta também comentou o caso. “Alguém mora em Paris, alguém conhece alguém?”, indagou. “Estamos aqui ligando para Deus e o mundo. Ele não pode nem usar o telefone. Nunca passei por isso, estou tensa. Se alguém souber de alguém que possa ajudar.”

Passaporte de Machado desapareceu durante inspeção

Machado viajava para encontrar a irmã em outro destino, onde a família celebraria o aniversário da cantora. Ele e Hariany embarcaram em voos diferentes, e o empresário fez conexão na capital francesa.

O furto do passaporte ocorreu durante o procedimento de inspeção no aeroporto. Segundo o relato, o documento desapareceu no momento em que ele passava pelo raio-X.

Familiares procuraram agentes de segurança para tentar localizar o passaporte, mas não obtiveram resultado. “Ninguém achou nada, nem nas câmeras”, afirmou Anitta.

Ataque com drones no Kuwait causa incêndio em aeroporto

Fogo em tanque de combustível foi controlado, sem vítimas; autoridades apontam apenas danos materiais

Isabela Jordão

Aeroporto do Kuwait registrou outros incidentes com drones desde o início da guerra | Foto: Reprodução/X

Um ataque com drones causou um incêndio no Aeroporto Internacional do Kuwait, nesta terça-feira, 24, ao atingir um tanque de combustível. Não houve registro de vítimas, segundo a Autoridade de Aviação Civil do país.

Procedimentos de emergência foram acionados imediatamente, com ação das equipes de combate a incêndio na contenção das chamas. A autoridade, segundo a agência Reuters, destacou que os primeiros relatórios indicam apenas danos materiais.

O porta-voz da autoridade, Abdullah Al-Rajhi, afirmou que “as autoridades competentes implementaram imediatamente os procedimentos de emergência aprovados”. Até o momento, nenhum país assumiu a autoria do ataque.

Aeroporto do Kuwait já sofreu outros ataques com drones

O episódio se soma a uma série de incidentes com drones no Aeroporto do Kuwait desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, deflagrada em 28 de fevereiro.

O terminal já havia sido alvo de outras ações recentes. Em 8 de março, drones atingiram tanques de combustível. No dia 14, um ataque com “vários drones” alcançou o sistema de radar do aeroporto, sem deixar feridos.

Vorcaro deve apresentar provas inéditas para validar delação premiada

Ex-banqueiro precisa indicar recuperação de valores e detalhar fraudes para obter benefícios processuais

Letícia Alves

Caso Master: preso, Daniel Vorcaro avança para firmar acordo de delação premiada | Divulgação/SAP

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve apresentar provas inéditas e indicar meios para recuperar valores desviados para que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite sua delação premiada. Apenas reforçar as evidências já obtidas em buscas e apreensões será insuficiente para garantir benefícios, como a liberdade.

A homologação do acordo não é, portanto, garantida e exige o cumprimento de critérios elevados. Nesse contexto, os investigadores descartam a homologação se o ex-banqueiro omitir informações ou entregar apenas dados já presentes nos 111 celulares apreendidos.

A defesa de Vorcaro negocia simultaneamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal. Se houver falta de consenso entre os dois órgãos, porém, a colaboração pode não avançar. As tratativas devem durar pelo menos três meses antes de chegar ao relator do caso, ministro André Mendonça, do STF.

A fase inicial das negociações avançou depois que os advogados afirmaram que Vorcaro “não pouparia ninguém”. Antes, porém, a resistência do ex-banqueiro em envolver magistrados do STF desagradou os investigadores.

Delação de Vorcaro não dará direito a perdão

Pelo papel de líder no esquema criminoso, o ex-banqueiro não terá direito a perdão judicial nem penas brandas. Os benefícios da colaboração premiada devem se restringir à melhoria das condições cautelares ou à redução do tempo de prisão.

Vorcaro assinou o termo de confidencialidade na quinta-feira 19 e, agora, deve confessar crimes e embasar sua narrativa com provas.

Atualmente, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli são citados em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro. O primeiro trocou mensagens com Vorcaro no dia da prisão do empresário, enquanto o segundo, Toffoli, deixou a relatoria do caso depois da revelação de que uma de suas empresas foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master.

Daniel Vorcaro manteve no celular minuta de despacho do TCU

Documento sem autoria sugere tentativa de pressionar o Banco Central e influenciar análise sobre o Banco Master

Luis Batistela

A Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro na última quarta-feira, 4, durante a terceira fase da Operação Compliance ZeroReprodução/Banco Master

Um arquivo armazenado no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro chamou atenção da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O material consiste em uma minuta de despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) que previa a suspensão de decisões do Banco Central (BC) sobre o Banco Master. O jornal O Globo divulgou as informações nesta quarta-feira, 25.

Os dados constam entre mais de 12 mil documentos extraídos do aparelho do empresário. Duas versões do texto, em formato Word, foram criadas em 29 de agosto de 2025, às 9h24 e às 12h47, segundo os metadados.

A minuta determinava que o BC suspendesse “toda e qualquer decisão” sobre o Master. O texto também previa a oitiva de técnicos da autoridade monetária em até dez dias. O documento não tem assinatura nem identificação de autoria.

Naquele período, o ministro Jhonatan de Jesus já relatava o caso no TCU. Nesta terça-feira, 24, ele decidiu suspender o processo que analisa a atuação do BC na liquidação extrajudicial do Master.

Antes disso, o ministro havia rejeitado um pedido do Ministério Público no TCU para apurar possíveis omissões da autoridade monetária. A representação tratava da fiscalização das operações do Master e de eventuais irregularidades em negociação com o Banco de Brasília (BRB).

Depois da liquidação do Master, decretada em 18 de novembro, Jhonatan de Jesus convocou o BC a prestar esclarecimentos e determinou uma inspeção na autarquia. Nos bastidores, chegou a considerar reverter a liquidação, mas recuou diante de pressões internas e externas.

Com suspeitas sobre a operação, governo do DF levou ao TCU pedido similar à minuta

A minuta surgiu quando o BC se aproximava de uma decisão sobre a operação entre o BRB e o Master. A autoridade já havia exigido medidas para resolver problemas de liquidez da instituição.

Na segunda quinzena de agosto, representantes do governo do Distrito Federal e do BRB se reuniram com integrantes do Ministério Público Federal. Na ocasião, procuradores relataram suspeitas sobre carteiras de crédito vendidas ao banco público por mais de R$ 12 bilhões.

Os procuradores recomendaram que o BC não aprovasse a operação. Também orientaram o governo distrital a aguardar comprovação da regularidade dos ativos envolvidos.

Poucos dias depois, em 2 de setembro, o governo do Distrito Federal pediu ao TCU que acompanhasse a análise do negócio. Em 3 de setembro, o BC vetou a compra e comunicou o BRB.

Em seguida, o governo distrital apresentou novo pedido ao TCU para suspender decisões da autarquia. O texto tem redação semelhante à minuta encontrada no celular de Vorcaro.

Auditoria do TCU criticou a atuação do governo do Distrito Federal. Técnicos indicaram tentativa de reverter decisão técnica e destacaram riscos que envolvem ativos e possíveis irregularidades.

Segundo o parecer, houve indícios de fraudes em operações anteriores, dúvidas sobre a existência de ativos e ausência de verificação adequada das informações financeiras.

O relatório afirma que a tentativa de pressionar o regulador expunha o BRB a riscos elevados. O documento também defende a apuração de responsabilidades.

Apesar do conteúdo, a minuta não se transformou em decisão oficial do TCU. Ainda assim, o material revela que pedidos ao tribunal podem ter integrado uma estratégia para alterar o desfecho da análise do BC.

STF deve rejeitar decisão de Mendonça sobre prorrogação da CPMI do INSS

Ministro determinou que Davi Alcolumbre (União-AP) recebesse em até 48 horas o pedido de prorrogação dos trabalhos

Lucas Cheiddi

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Em meio a discussões sobre o futuro da CPMI do INSS, ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizam, conforme informação do jornal O Estado de S. Paulo, que a maioria da Corte deve votar contra a decisão do ministro André Mendonça que prorrogou os trabalhos da comissão. O julgamento desse caso está agendado para esta quinta-feira, 26.

Na última segunda-feira, 23, Mendonça determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebesse em até 48 horas o pedido de prorrogação da CPI. O parlamentar ainda teria de realizar a leitura do documento e efetivar a extensão do prazo. No entanto, Alcolumbre aguarda a posição do plenário do STF antes de agir.

Estratégias no STF e impasses políticos no Senado
O ministro André Mendonça, durante uma sessão plenária no STF – 11/3/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Aliados de Alcolumbre calculam o prazo a partir das 18h20, quando a Advocacia do Senado recebeu a notificação oficial. A intenção é atrasar a comunicação ao Congresso o máximo possível. Assim, ele espera que o STF reverta a decisão antes de ocorrer a prorrogação da CPI, conforme determinado por Mendonça.

Nos bastidores, ministros da Suprema Corte lembram que existe jurisprudência para proteger direitos das minorias na abertura de CPIs. Contudo, essa garantia não se estenderia à prorrogação do prazo, considerada prerrogativa do presidente da Casa, que pode decidir com base em avaliação política.

O tribunal entende que o Supremo só deve intervir se houver omissão do presidente do Senado. Enquanto isso, a oposição tenta ampliar a pauta da CPI do INSS para abranger investigações como o caso do Banco Master, o que tem gerado críticas de ministros da Corte.

Possíveis desdobramentos e novas frentes de investigação

Caso o plenário do STF derrube a decisão de Mendonça, as atividades da CPI do INSS devem acabar no sábado 28. A oposição, então, poderá transferir investigações para a CPI do Crime Organizado, prevista para terminar em 15 de abril, ou tentar abrir uma comissão específica sobre o Banco Master.

O julgamento desta quinta-feira também servirá para identificar quais ministros desejam impor limites aos poderes das CPIs. Em breve, o plenário votará sobre a decisão do ministro Flávio Dino que derrubou quebras de sigilo promovidas pela CPI do INSS, incluindo a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Setores do STF defendem restrições ao poder das CPIs para acessar dados sigilosos de investigados. Ministros próximos de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm tomado decisões que contrariam o Congresso em casos relacionados ao Banco Master e a fraudes no INSS.

O posicionamento da Corte sobre essas questões deve ser consolidado no julgamento do caso Lulinha. Gilmar Mendes e Dino criticam o modo como as CPIs atuam, e Gilmar já anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen, determinada pela CPI do Crime Organizado.

Para Gilmar e Dino, “as quebras de sigilo são uma medida excepcional e, portanto, devem ser justificadas individualmente, não em votação simbólica, em bloco”.

Cláudio Castro fica inelegível e desabafa: “Grande inconformismo"

Ex-governador do Rio informou que vai recorrer até última instância

Por Ane Catarine
Cláudio Castro está inelegível - Foto: Pablo Porciuncula/AFP

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foi declarado inelegível por oito anos após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de terça-feira, 24. No julgamento, por 5 votos a 2, a maioria dos ministros entendeu que ele cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Em pronunciamento após a decisão, Cláudio afirmou que recebeu a condenação com “grande inconformismo” e disse ter “plena convicção de que sempre governou o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.

O ex-governador disse ainda que o julgamento se baseou em fatos anteriores ao período eleitoral e, por isso, afirmou que vai recorrer e “lutar até a última instância”.

Um dia antes da decisão, Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador na tentativa de interromper o julgamento, mas a estratégia não teve efeito.

Entenda o processo

O caso começou na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, em 2022, após o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo entrarem com ações de investigação eleitoral.

As acusações incluem abuso de poder político e econômico, irregularidades no uso de recursos de campanha e condutas vedadas a agentes públicos no período eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral e a campanha de Freixo também apontaram irregularidades envolvendo a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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