RADIO WEB JUAZEIRO



quinta-feira, 2 de abril de 2026

NEYMAR FORA! Marca mundialmente famosa crava ausência do craque na Copa do Mundo 2026

Campanha internacional aposta em outro brasileiro ao lado de estrelas globais e ausência de Neymar chama atenção nas redes |  Divulgação / Vitor Silva / CBF

por Tiago Di Araújo

A menos de três meses da Copa do Mundo 2026, uma campanha publicitária movimentou os bastidores do futebol e deixou um nome de peso de fora. A ausência de Neymar em uma ação global com alguns dos maiores craques do planeta gerou repercussão imediata entre torcedores.

No comercial, nomes como Messi, Cristiano Ronaldo, Mbappé e Vinícius Jr. aparecem em uma espécie de “disputa simbólica” pelo troféu da Copa — mas em versão totalmente inusitada.

Craques viram peças de coleção

A ação foi lançada pela Lego, que transformou os jogadores em versões de brinquedo para divulgar sua nova linha temática voltada ao futebol.

Cada atleta ganhou um conjunto próprio, com elementos que remetem às seleções que representam — incluindo cores, números das camisas e miniaturas personalizadas. A ideia é destacar os principais nomes que devem brilhar no torneio.

Vini Jr. aparece, Neymar fica de fora

O ponto que mais chamou atenção, no entanto, foi a escolha dos participantes. Enquanto Vini Jr surge como representante brasileiro na campanha, Neymar acabou ficando de fora da ação, o que gerou interpretações nas redes sobre possível perda de protagonismo internacional.

Na publicação no Instagram de Vini, muitos internautas questionaram a ausência do craque brasileiro. "Como o neymar não está nessa mesa???", perguntou um seguidor. "Sai Vini, Entra Ney", sugeriu outro. "A camisa do @vinijr é a 7. Ou seja tem esperança do @neymarjr ser o camisa 10 da seleção", observou mais um.

Coleções especiais ampliam aposta da marca

Além da linha principal, a Lego também apostou em edições especiais. Messi e Cristiano Ronaldo aparecem ainda na coleção “Lendas do Futebol”, com versões que recriam comemorações marcantes dos jogadores.

O argentino também ganhou um conjunto exclusivo focado em celebração, com maior número de peças e nível de detalhamento superior, reforçando seu destaque dentro da campanha.

Rodrigo Pacheco se filia ao PSB e pode concorrer ao governo de Minas Gerais

Senador deixa PSD depois de ser preterido por Kassab

Luana Viana

Lula quer usar possível candidatura de Pacheco em Minas Gerais para ter palanque no Estado | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O senador Rodrigo Pacheco (MG) oficializou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) nesta quarta-feira, 1º. Depois de mais de quatro anos no Partido Social Democrático (PSD), o ex-presidente do Senado deixou a sigla.

“Com nove anos de atraso estou aqui, para poder me filiar ao PSB”, disse Pacheco. “Com muita alegria e o coração cheio de esperança.”

O evento de filiação ocorreu na sede do partido, em Brasília, e contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do presidente do PSB, Carlos Siqueira, e do prefeito do Recife (PE), João Campos.

“O PSB não fica apenas maior, mas fica melhor, Rodrigo Pacheco, com a sua filiação”, disse Alckmin. “Estamos muito felizes. Minas Gerais, Estado de que você é senador, em tamanho de país, é uma síntese do Brasil.”

De olho no governo de Minas Gerais

A troca de partido acontece depois de o presidente do PSD, Gilberto Kassab, preterir Pacheco na disputa ao governo de Minas Gerais.

A discordância com Kassab se deu depois de o então vice-governador do Estado, Mateus Simões, se filiar ao partido. Mateus assumiu o governo com a renúncia de Romeu Zema (Novo) e disputará a reeleição.

O convite para o senador se filiar ao PSB foi feito em um jantar com Alckmin, João Campos e Carlos Siqueira, na semana passada. Os líderes argumentaram que, ao contrário de outras siglas, o PSB estaria unido em torno da candidatura dele ao governo de Minas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou, diversas vezes, que quer Pacheco na disputa pelo governo de Minas para servir de palanque eleitoral no Estado.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Por isso, é importante para todos os candidatos presidenciais. Tradicionalmente, quem vence no Estado, ganha as eleições para presidente.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, desde 1998, todos candidatos que venceram em Minas levaram a Presidência.

Trump diz que operação no Irã vai terminar ‘muito rápido’

Presidente dos EUA afirma que rivais foram destruídos e justifica ação como bloqueio à criação de um ‘escudo nuclear’

Fábio Bouéri

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento nesta quarta-feira, na Casa Branca | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira, 1º, que a operação militar no Irã será concluída “muito rápido”. Em discurso em Washington, ele atualizou o cenário da guerra no Oriente Médio e destacou o avanço das forças norte-americanas. O pronunciamento teve transmissão ao vivo e análise de especialistas da Revista Oeste. O conteúdo está no YouTube.

“Esta noite, tenho o prazer de dizer que esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos”, declarou Trump. “Conseguimos tudo. A Marinha deles foi destruída. A Força Aérea deles foi destruída. Seus mísseis estão praticamente esgotados ou destruídos. Juntas, essas ações vão enfraquecer as Forças Armadas do Irã, esmagar sua capacidade de apoiar grupos terroristas e impedi-los de construir uma bomba nuclear.”

“Regime assassino”, diz Trump, sobre o Irã

Trump também endureceu o tom contra o regime iraniano, classificando-o de “regime assassino”. Do mesmo modo, afirmou que, sem intervenção, o país poderia promover massacres protegidos por capacidade nuclear. “O regime mais violento e brutal da Terra estaria livre para conduzir suas campanhas de terror, coerção, conquista e assassinato em massa sob um escudo nuclear.”

O presidente disse que o governo iraniano matou 45 mil de seus próprios cidadãos durante protestos recentes. “São 45 mil mortos. Eu nunca deixarei que isso aconteça. Ninguém ousaria detê-los, então tivemos que fazer isso.” Trump chamou a atenção para países que flertam com regimes totalitários. Da mesma forma, sugeriu a existência de uma omissão por parte dos europeus nos episódios recentes no Oriente Médio.

Leia também: “Barbárie chique”, reportagem publicada na Edição 315 da Revista Oeste

O líder conservador acrescentou que o conflito com o Irã representa mais um capítulo de um esforço contínuo para impedir que o país desenvolva armas nucleares, classificando a ofensiva como “necessária para a segurança dos Estados Unidos e do mundo livre”.

Segundo o presidente, a ação militar é uma resposta a décadas de violência atribuída ao Irã e a seus aliados, com relativo apoio de forças progressistas dos próprios EUA, numa referência indireta ao ex-presidente Barack Obama.

Nasa lança com sucesso missão Artemis 2 rumo à órbita da Lua

Tripulação realizará voo de 10 dias como teste para futuro pouso lunar

Letícia Alves

A Artemis 2 serve como ensaio geral para a missão Artemis 3, que planeja o pouso na superfície lunar | Foto: Divulgação/ Nasa

Por volta das 19h35 (no horário de Brasília) da quarta-feira 1°, a Nasa lançou a missão Artemis 2.

O foguete partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Mais de 2,8 milhões de pessoas acompanharam a transmissão ao vivo da agência espacial.

Trata-se da primeira missão tripulada em direção à Lua, desde o fim do programa Apollo, em 1972.

A nave orbitará o satélite durante dez dias e retornará à Terra. A Artemis 2 serve como ensaio geral para a missão Artemis 3, que planeja o pouso na superfície lunar.

A tripulação conta com quatro integrantes. Reid Wiseman, veterano da Marinha, comanda a missão.

Victor Glover atua como piloto. Christina Koch e Jeremy Hansen ocupam os postos de especialistas da missão.

Preparação para a Artemis 2

Engenheiros analisaram uma possível falha no sistema de terminação de voo do foguete SLS antes da decolagem.

O problema envolvia o “range”, sistema que monitora a segurança do lançamento. Devido aos testes, a partida ocorreu com dez minutos de atraso.

Os astronautas cumpriram quarentena e seguem protocolos médicos rigorosos. Durante a viagem, a equipe avalia o desempenho da nave em condições de espaço profundo. O teste é essencial para viabilizar o retorno de humanos à superfície lunar.

A preparação começou na terça-feira (31.mar) com a ativação dos sistemas e o abastecimento de hidrogênio e oxigênio líquidos. A equipe também acionou o sistema de supressão sonora. O mecanismo utiliza grandes volumes de água para reduzir as vibrações no momento da decolagem.

99 descarta mototáxi e encerra disputa com a Prefeitura de São Paulo

Plataforma de transporte prioriza entregas e sugere monitoramento rigoroso de condutores

Erich Mafra

Mototáxi é um serviço de transporte de passageiros realizado em motocicletas | Foto: Reprodução/YouTube/@ubermotogoiania2637

A empresa 99 oficializou nesta quarta-feira, 1º, a desistência definitiva de operar o serviço de mototáxi na capital paulista. O anúncio encerra um embate jurídico que se arrastava desde 2023 entre a plataforma e a gestão municipal. A equipe do prefeito Ricardo Nunes (MDB) confirmou a mudança de postura da companhia, que agora direciona seus esforços para a modalidade de fretes e encomendas.

A decisão surge quando o cenário regulatório parecia pender favoravelmente às empresas de aplicativo. O Supremo Tribunal Federal já havia retirado o poder das prefeituras de vetar o transporte de passageiros em duas rodas. No âmbito estadual, o Tribunal de Justiça de São Paulo também ordenou que o município estabelecesse regras para o setor. Todavia, a 99 optou por ignorar essa possibilidade de expansão para evitar novos conflitos com a administração pública.

Propostas de segurança e controle

A companhia apresentou ao gabinete do prefeito um plano de cooperação focado na integridade física dos entregadores. O projeto inclui a criação de centros de descanso e suporte logístico para os profissionais. Além disso, a empresa sugeriu implementar cursos de capacitação e campanhas educativas sobre conduta no trânsito sobrecarregado da metrópole.


O ponto mais contundente da proposta envolve um sistema tecnológico de vigilância comportamental. A plataforma pretende monitorar dados de telemetria, como aceleração brusca, frenagens repentinas e inclinação em curvas. Motoristas que apresentarem riscos frequentes enfrentarão a exclusão do sistema, enquanto condutores exemplares receberão bonificações financeiras.

Trump minimiza importância de Ormuz e diz que EUA têm petróleo da Venezuela

Presidente citou ainda a produção interna, que, somada às entregas do regime de Delcy, seria suficiente para atender à demanda do país

Lucas Cheiddi

Trump discursa aos Estados Unidos (EUA), nesta quarta-feira, 1º | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, minimizou a importância do Estreito de Ormuz.

Durante pronunciamento, na quarta-feira 1º, o republicano disse que a produção interna e o que vem da Venezuela são suficientes.

Trump observou que os EUA são “o maior produtor de petróleo e gás do planeta, sem sequer mencionar os milhões de barris que vêm da Venezuela”.

“Graças às políticas do governo Trump, produzimos mais petróleo e gás que na Arábia Saudita e na Rússia, juntas”, declarou.

Trump comenta mudanças nas relações com a Venezuela


Logo no início da fala, Trump expressou gratidão aos militares de envolvidos na captura do então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

Depois da prisão, os EUA passaram a manter relações estreitas com a ditadora interina, Delcy Rodríguez.

Também ontem, Trump retirou Delcy da lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro.

Trump elogiou a parceria com a sucessora de Maduro, sobretudo quanto ao envio de barris de petróleo.

Pressão sobre o Estreito de Ormuz e o Irã

O Estreito de Ormuz é um pedaço de oceano relativamente estreito entre o Golfo de Omã ao sudeste e o Golfo Pérsico ao sudoeste | Foto: Reprodução/ WIkipedia

O presidente dos EUA reforçou que países que dependem do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz precisam assumir o controle do canal, atualmente sob influência do Irã. Trump sugeriu ainda que tais nações considerem adquirir petróleo dos Estados Unidos.

“Criem coragem, mesmo que atrasada”, disse. “Deveriam ter feito isso antes, deveriam ter feito isso conosco enquanto avançávamos para o Estreito, e simplesmente tomá-lo. Protejam-no, usem-no para vocês mesmos. O Irã foi essencialmente dizimado. A parte difícil já passou, então deve ser fácil.”

Sobre o conflito na região, o republicano anunciou que os ataques militares contra o Irã serão intensificados ao longo das próximas três semanas. Ele ressaltou que a missão dos Estados Unidos no Oriente Médio está “quase completa”.

“Vamos atacá-los com muita força nas próximas duas a três semanas”, disse o presidente dos EUA. “Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram.”

Trump explicou que a mudança de regime no Irã não era a meta inicial, mas acabou nos planos depois da morte do líder supremo, Ali Khamenei, e de outras autoridades do país.

Eduardo, sobre vídeo na CPAC: 'Quero que Moraes me intime'

Ex-deputado desafiou o ministro a enviar uma carta rogatória para que ele responda diretamente dos Estados Unidos

Lucas Cheiddi

À esquerda, Eduardo Bolsonaro; à direita, Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Montagem sobre redes sociais

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à investigação aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar um vídeo feito pelo ex-deputado, durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC).

“Moraes, eu te desafio a mandar uma carta rogatória para mim, aqui nos Estados Unidos, que eu te respondo fazendo uma transmissão ao vivo”, disse Eduardo.

O magistrado resolveu apurar o episódio da CPAC, em virtude de o conteúdo ter sido supostamente direcionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que, atualmente, cumpre uma série de medidas restritivas, após obter regime domiciliar temporário.

Comparação com Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL) | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O ex-deputado disse que a investigação conduzida por Moraes tem caráter intimidatório.

Conforme ele, “Alexandre de Moraes é maluco, tem um fetiche comigo”.

“Acho que deve sonhar comigo, por isso que ele fica tentando fazer essas ordens”, declarou Eduardo. “Ele, na verdade, tenta me intimidar.”

Eduardo comparou seu caso ao do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao mencionar que o pré-candidato à Presidência publicou vídeo semelhante sem enfrentar consequências.

“Por que, quando eu faço, vira problema?”, indagou Eduardo. “Porque ele quer pegar uma base de pessoas que não acompanham a política ou que sejam mais ignorantes, para achar que o Eduardo Bolsonaro está dando dor de cabeça ao Jair Bolsonaro. Ou seja, ele quer me calar.”

Questionamentos sobre acesso a dados pessoais

O ex-parlamentar também acusou Moraes de solicitar acesso a seus dados pessoais a plataformas digitais.

Ele alegou que esse pedido teria sido citado em relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

“Eu quero que Alexandre de Moraes me intime”, voltou a dizer Eduardo. “Quero que ele pare de ficar pedindo às plataformas, utilizando meios ilícitos para pegar meus dados pessoais, como explanou agora esse relatório da CCJ americana, onde ele pede às plataformas de redes sociais dados pessoais meus.”

PF desarticula esquema ilegal de remédios para câncer

Operação Bula Fria cumpre mandados em Goiás e São Paulo para frear rede criminosa que comercializava fármacos

Erich Mafra

Segundo a PF, o esquema com os remédios para câncer também movimentava recursos por meio de lavagem de capitais e praticava fraudes contra a ordem tributária | Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Bula Fria nas primeiras horas desta quinta-feira, 2. A ofensiva, que conta com a participação da Anvisa, do Ministério Público Federal e da Receita Federal, mira uma organização criminosa especializada no mercado negro de medicamentos de alta complexidade contra o câncer. Agentes federais cumprem quatro ordens de busca e apreensão nos municípios de Aparecida de Goiânia (GO), Ribeirão Preto (SP), Cravinhos (SP) e na capital paulista.

O foco da investigação reside na entrada clandestina de substâncias terapêuticas sem registro sanitário no território nacional. O grupo priorizava fármacos de valor elevado, como o Keytruda (pembrolizumabe), utilizado no tratamento de tumores. Logo que os policiais avançaram no inquérito, constataram que os criminosos ignoravam protocolos básicos de segurança. O transporte e o depósito dos produtos ocorriam sem qualquer refrigeração, o que compromete a eficácia dos princípios ativos e coloca a saúde pública em perigo.

Crimes e penalidades severas

A justiça tipificou a conduta dos envolvidos em um rol extenso de delitos graves. A lista inclui contrabando e a comercialização de itens medicinais falsificados, corrompidos ou adulterados. O esquema também movimentava recursos por meio de lavagem de capitais e praticava fraudes contra a ordem tributária. Somadas, as punições para essas práticas podem ultrapassar duas décadas de reclusão, refletindo o peso das infrações.

A precariedade do armazenamento surge como o ponto mais alarmante do relatório policial. Sem o monitoramento térmico exigido pelos fabricantes, os remédios podem sofrer deterioração e tornar-se ineficazes para combater o câncer. A PF alerta que o consumo desses materiais sem procedência garantida gera danos irreparáveis e engana cidadãos em situações de vulnerabilidade extrema. Com a conclusão das buscas de hoje, os investigadores pretendem identificar todos os beneficiários da estrutura ilegal que lucrava com a doença alheia.

Conheça o B-52: arma mortal dos EUA usada contra o Irã

Aeronave histórica dos EUA passa a atuar contra alvos logísticos e levanta dúvidas sobre defesa iraniana

Por Luan Julião
Avião bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos - Foto: Divulgação / Boeing

Os Estados Unidos intensificaram sua atuação no conflito ao utilizar, pela primeira vez desde o início da guerra, bombardeiros estratégicos B-52 em operações sobre o espaço aéreo do Irã. A informação foi confirmada pelo Departamento de Defesa nesta terça-feira, 31 e marca uma mudança relevante na dinâmica militar da região.

Uso do B-52 indica mudança no cenário da guerra

A presença desse tipo de aeronave no conflito chama atenção por seu alto poder de destruição, mas também por suas limitações. Diferente de caças mais modernos, o B-52 não possui grande agilidade, o que o torna mais vulnerável a sistemas de defesa antiaérea.

Nesse contexto, o emprego do bombardeiro pode indicar um enfraquecimento das defesas iranianas, já que a operação envolve riscos maiores em cenários com proteção aérea mais eficiente.

Alvos estratégicos e objetivo militar

De acordo com o Pentágono, os bombardeiros serão utilizados em ataques direcionados a estruturas consideradas essenciais para o funcionamento da máquina de guerra iraniana. Entre os principais alvos estão:

Cadeias de suprimentos que abastecem a produção militar
Instalações ligadas à fabricação de mísseis
Bases de desenvolvimento de drones
Estruturas associadas à produção de embarcações

O objetivo central dessas ações é reduzir a capacidade do Irã de repor armamentos utilizados no conflito, enfraquecendo sua continuidade operacional.

Apesar de o B-52 ter capacidade para transportar ogivas nucleares, não há confirmação de que esse tipo de armamento esteja sendo empregado nas missões atuais.

Um gigante da aviação militar

Fabricado pela Boeing, o B-52 é um dos bombardeiros mais emblemáticos da história militar dos Estados Unidos. Criado na década de 1950, o modelo continua em operação e mantém relevância estratégica mesmo após mais de 70 anos.
Entre suas principais características estão:

Alcance superior a 14 mil quilômetros sem reabastecimento
Capacidade de transportar até 32 toneladas de armamento
Uso de armas de alta precisão
Operação em altitudes de até 15 mil metros
Oito motores que garantem grande autonomia

Ao todo, 744 unidades foram produzidas, sendo a última entregue em outubro de 1962.

Histórico de atuação em conflitos

Desde sua criação, o B-52 esteve presente em algumas das principais operações militares dos Estados Unidos. Entre elas, destacam-se:

Guerra do Vietnã
Operações após os ataques de 11 de setembro de 2001
Missões contra o Estado Islâmico, no Iraque e na Síria, em 2016
Ações no Caribe voltadas ao combate ao tráfico internacional de drogas

Inicialmente projetado para transportar armas nucleares durante a Guerra Fria, o modelo ficou conhecido como o “bombardeiro do juízo final”, devido à sua capacidade de atingir longas distâncias sem necessidade de reabastecimento.

Modernização e futuro da aeronave

Mesmo sendo um projeto antigo, o B-52 continua passando por atualizações tecnológicas que ampliam sua eficiência em combate. Versões mais recentes, como a variante “H”, conseguem transportar até 20 mísseis de cruzeiro, além de outros tipos de armamento.

Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, a previsão é de que o bombardeiro permaneça em operação até pelo menos 2050, consolidando sua posição como um dos principais pilares da força aérea do país.

Ilha brasileira cobra R$ 0,50 para visita e proíbe novos moradores

Local se destaca pela rica biodiversidade

Por Agatha Victoria Reis

Ilha Diana em Santos (SP) - Foto: Arquivo| Prefeitura Municipal de Santos

Localizada em Santos (SP), a Ilha Diana ainda é pouco conhecida pelos turistas, mas chama atenção pelas semelhanças com um vilarejo amazônico e pelo baixo custo de acesso: a travessia custa apenas R$ 0,50, com saída pelo Porto de Santos.

O local se destaca pela rica biodiversidade, permitindo que visitantes explorem a fauna e a flora da região.

Como chegar à ilha?

Com tarifa acessível, a travessia dura cerca de 30 minutos. Durante o percurso, há uma breve parada na Base Aérea de Santos antes de seguir até o destino final.

O ambiente é ideal para quem deseja fugir da agitação urbana e busca tranquilidade em meio à natureza.

Vale a pena conhecer a Ilha Diana?

Na visita, é possível realizar passeios de barco pelos rios Diana e Jurubatuba, onde os turistas podem observar manguezais e espécies como garças e caranguejos.

A contratação de um guia é recomendada para quem deseja conhecer melhor os aspectos históricos e culturais da ilha.

Na gastronomia, o destaque fica para a culinária típica, com peixes frescos como robalo e tainha, valorizando o trabalho dos pescadores locais. Em 2026, a ilha não está disponível para novos moradores na região.

Troca de carregador da tornozeleira pode complicar situação de Bolsonaro

Ação pode gerar novos questionamentos por parte do ministro Alexandre de Moraes

Por Ane Catarine
PM relata ao STF troca do carregador da tornozeleira de Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, poderá solicitar novos esclarecimentos que podem ameaçar a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar.

Desta vez, o magistrado pode questionar o motivo pelo qual a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) precisou trocar o carregador da tornozeleira eletrônica de monitoramento do detento.

No início da semana, Moraes já havia determinado que a defesa do ex-presidente explicasse uma postagem em que o filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, afirma estar gravando um vídeo e mostrando ao pai preso em casa.

Entenda a notificação da PM

A PM informou ao STF, na quarta-feira, 1º, uma ocorrência envolvendo a troca do carregador da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro. O motivo, no entanto, não foi informado pela corporação.

De acordo com as informações enviadas ao Supremo, o carregador foi substituído na madrugada de domingo (29), entre 00h34 e 01h03.

A policial penal Rita de Cássia Gaio foi responsável pela troca do componente. No ano passado, a servidora ficou conhecida por ter entrado na residência de Bolsonaro após uma tentativa de violação da tornozeleira com um ferro de solda.

Com base nas informações prestadas pela PM, Moraes, relator do caso, poderá pedir esclarecimentos adicionais sobre os motivos da substituição do carregador.

SAIU O RANKING DAS EMISSORAS MAIS ACESSADAS DE JUAZEIRO-BA, NO MÊS DE MARÇO DE 2026

 

FLUMINENSE 3 X 1 CORINTHIANS | MELHORES MOMENTOS | CAMPEONATO BRASILEIRO 2026


 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

VAZÃO DA BARRAGEM DE SOBRADINHO


O reservatório de Sobradinho (BA) registra um aumento expressivo no volume útil em março de 2026, com projeções de atingir 94% da capacidade até 10 de abril, impulsionado por fortes chuvas em Minas Gerais e afluentes do Rio São Francisco. Dados indicam afluência de 3.600 m³/s e níveis superando 87%, com controle estratégico pela Chesf.

Aumento de Volume: O reservatório registrou recuperação consistente, passando de 80% em meados de fevereiro para níveis próximos à capacidade total.

Vazão Elevada: Em 31 de março de 2026, a afluência (água que entra) atingiu 3.600 m³/s, enquanto a defluência (água liberada) foi mantida em 1.500 m³/s, permitindo o armazenamento.

Cenário em Minas e Bahia: A Usina de Três Marias (MG) opera com alto volume, enviando água, enquanto o rio São Francisco na Bahia recebeu altos volumes de afluentes.

Segurança: A operação visa o armazenamento para o período seco, mantendo o alerta a ribeirinhos sobre a necessidade de monitoramento da Barragem de Sobradinho.

A situação reflete um período de chuvas favorável na região, com o Rio São Francisco: confira vazão da barragem de Sobradinho sendo frequentemente atualizado pela Eletrobras.

Gilmar manda soltar delegado denunciado por delator do PCC

Em delação, Vinicius Gritzbach, assassinado em 2024, acusou o policial civil de extorsão

Loriane Comeli

O ministro do STF Gilmar Mendes | Foto: Antônio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o delegado da Polícia Civil de São Paulo Fábio Baena Martin, investigado por extorsão e corrupção no caso Gritzbach. Delator da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Vinícius Gritzbach foi assassinado em 2024, no Aeroporto de Guarulhos.

A decisão de Gilmar foi proferida nesta terça-feira, 31. Ao revogar a prisão preventiva, o ministro impôs medidas cautelares a Baena, preso desde dezembro de 2024. Entre as restrições impostas estão o afastamento do cargo público, o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e testemunhas, além do pagamento de fiança de R$ 100 mil.

A decisão de Gilmar favorável ao delegado

O nome de Baena apareceu em delação feita por Vinícius Gritzbach. Ele relatou ao Ministério Público em 2023 que Baena e outros policiais teriam exigido dinheiro para não envolvê-lo em homicídios ligados à facção.

Gilmar Mendes considerou que a prisão não se justifica no momento, já que as acusações teriam fundamento apenas na delação e não estariam amparadas por provas autônomas. O ministro mencionou a ausência de antecedentes criminais do delegado e o fato de a instrução do processo já estar concluída.

Na decisão, o ministro reforçou que “a prisão preventiva deve ser aplicada apenas quando houver justificativas concretas”, o que não teria ficado demonstrado no caso de Baena. “O contexto de sua prisão preventiva não apresenta os pressupostos necessários para a manutenção de sua custódia, permitindo que ele responda ao processo em liberdade sob condições que garantam a ordem pública”, decidiu Gilmar.

As acusações contra Baena

Baena foi citado por Gritzbach como envolvido em um esquema de extorsão no qual teria solicitado R$ 40 milhões para não investigá-lo por assassinatos de membros do PCC: Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”, e Antônio Corona Neto, chamado de “Sem Sangue”. Ambos foram mortos em 2021 na cidade de São Paulo.

Vinicíus Gritzbach, delator do PCC, assassinado em novembro de 2024 | Foto: Reprodução/Polícia Civil

De acordo com as investigações, Gritzbach lavava dinheiro do tráfico para a facção criminosa e passou a ser alvo da Polícia Civil por suspeita de ser o mandante das mortes. Depois de recusar o pagamento da propina, ele foi indiciado. Dias antes de ser morto no Aeroporto de Guarulhos, o empresário reiterou as denúncias contra Baena e outros policiais na Corregedoria da Polícia Civil.

A operação que resultou na prisão do delegado e outras seis pessoas foi deflagrada pela Polícia Federal em 2024. Além de Baena, outros três policiais civis e três indivíduos foram detidos por suspeita de corrupção, enquanto um agente da Polícia Civil ainda é procurado pelas autoridades.

Manifestação da defesa

Os advogados Daniel Leon Bialski e Bruno Borragine, responsáveis pela defesa de Baena, declararam receber “com alívio a decisão proferida pela Suprema Corte que restabeleceu sua liberdade, elidindo a coação ilegal de que vinha sendo vítima”.

Eles também enfatizaram que “é inadmissível no Brasil se banalizar o direito à liberdade, se decretando e mantendo prisão automática, vedada por nossa legislação, sem contemporaneidade e, o mais grave, por fatos que já haviam sido investigados e arquivados pela Justiça, por recomendação do próprio Ministério Público. Agora e de forma plena se exercerá o direito de defesa até a esperada declaração final de inocência de nosso constituído.”

Ala de ministros se irrita com Fachin e fala em desgaste da presidência do STF

Esses magistrados afirmam que, embora o presidente da Suprema Corte busque consolidar um legado ético, sua estratégia acaba desgastando os colegas perante a opinião pública

Yasmin Alencar

O presidente do STF, Edson Fachin, durante a abertura do Ano Judiciário, no tribunal - 2/2/2026 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Depois de declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta terça-feira, 31, sobre conduta de juízes, ética e o fim do inquérito das fake news, parte dos ministros expressou insatisfação, alegando desconforto e exposição indevida dos impasses internos.

Pelo menos cinco ministros, de acordo com relatos reservados ao jornal Folha de S.Paulo, demonstram reação coordenada à postura pública de Fachin, criticando a liderança do presidente e avaliando que o Supremo enfrenta desunião e crise de credibilidade, especialmente por causa da investigação sobre o Banco Master.

Críticas à liderança de Fachin e preocupação com imagem do STF

Esses magistrados afirmam que, embora Fachin busque consolidar um legado ético, sua estratégia acaba desgastando os colegas perante a opinião pública e fornece argumentos para críticos do tribunal, tanto no Congresso quanto na sociedade, em meio a um cenário de descrédito.

O grupo relata surpresa com as falas do presidente e acredita que uma comunicação prévia poderia ter evitado desconfortos. Também dizem que Fachin deveria agir para minimizar impactos negativos, principalmente diante de um ano eleitoral que promete intensificar ataques ao STF.


Ministros reconhecem a boa-fé do presidente, mas revelam que suas manifestações amplificam divisões internas. Por esse motivo, discordam do encerramento do inquérito das fake news neste momento, considerado arriscado para a unidade do tribunal.

Divergências sobre prioridades e debate ético

Enquanto Fachin valoriza o debate sobre um código de ética, outra parte da Corte entende que esse foco não aborda problemas urgentes do Judiciário, como o cumprimento de decisões sobre benefícios adicionais, os chamados penduricalhos.

Em balanço dos seis meses de gestão, Fachin declarou: “Juízes também erram e precisam responder pelos erros”. E acrescentou: “Quem age em desacordo com uma regra ética precisa se sentir constrangido a repensar seu comportamento”.

Pessoas próximas ao presidente esclarecem que tais declarações ocorreram no contexto do debate sobre o código de conduta e propostas de punições a magistrados, não sendo direcionadas a casos específicos nem a condutas de ministros do STF.

Gestão, distribuição de processos e busca por diálogo

Durante o evento, Fachin destacou a importância de decisões colegiadas, ressaltando julgamentos que, segundo ele, fortalecem a segurança jurídica e a voz do plenário, como em temas sobre penduricalhos.

O presidente também afirmou que, desde setembro, todos os ministros tiveram processos incluídos na pauta do plenário de forma equilibrada. “Houve uma distribuição relativamente equânime entre todos os ministros”, disse Fachin.

Ele reforçou que esse critério continuará orientando a organização das pautas do Supremo nos próximos julgamentos.

Sobre a repercussão negativa, Fachin tem informado a auxiliares que mantém diálogo frequente com os demais ministros para enfrentar desafios e buscar soluções conjuntas, citando como exemplo o caso dos penduricalhos. Segundo ele, a defesa da integridade moral do STF e da imparcialidade dos ministros é prioridade absoluta de sua gestão.

Trump considera seriamente retirar os EUA da Otan

O presidente norte-americano reclamou da falta de apoio militar da aliança na guerra contra o Irã

Loriane Comeli

Trump concedeu entrevista ao The Telegraph e demonstrou sua decepção com a Otan | Foto: Reprodução/Casa Branca

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ao jornal britânico The Telegraph que considera a possibilidade de retirar o país da Otan, a aliança militar do Ocidente cuja missão é a ajuda mútua a seus membros. O principal motivo seria a colaboração pouco efetiva da Otan com as operações militares americanas contra o Irã.

Durante entrevista ao Telegraph, Trump foi questionado sobre a permanência dos EUA na Otan e afirmou: “Ah, sim, eu diria que isso está além de qualquer reconsideração. Eu nunca me deixei influenciar pela Otan. Sempre soube que eles eram um tigre de papel — e o Putin [presidente da Rússia] também sabe disso, aliás.”

Críticas à atuação da Otan e tensões no Estreito de Ormuz

Trump disse que países membros da Otan têm hesitado em enviar apoio militar para reabrir o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio de petróleo, que foi fechado pelo Irã depois de ataques realizados por forças americanas e israelenses.

Nesta terça-feira, 31, o presidente dos EUA mandou um recado aos países que se sentem prejudicados pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. Disse para criarem coragem e irem buscar seu próprio petróleo.


Posts de Donald Trump na Truth Social – 31/03/2026 | Foto: Reprodução/Truth Social

O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, quando uma ação conjunta entre EUA e Israel resultou na morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, além de outros integrantes do alto escalão iraniano.

Além das baixas na liderança, os EUA informaram ter destruído dezenas de embarcações iranianas, sistemas de defesa aérea, aviões e outras instalações militares. Em resposta, o Irã lançou ataques contra países do Oriente Médio: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Essas nações têm bases militares americanas.

Repreensão ao premiê britânico

Na entrevista ao jornal britânico, Trump também repreendeu o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, por sua recusa em se envolver na guerra contra o Irã. “Vocês nem sequer têm uma marinha. Vocês estão velhos demais e tinham porta-aviões que não funcionavam”, disse ele, referindo-se ao estado da frota de navios de guerra britânica.

Questionado sobre se o primeiro-ministro deveria gastar mais com defesa, Trump acrescentou: “Não vou dizer a ele o que fazer. Ele pode fazer o que quiser. Não importa. Tudo o que Starmer quer são moinhos de vento caros que estão fazendo os preços de energia de vocês dispararem.”

A guerra no Oriente Médio

De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o começo do conflito. Já a Casa Branca contabiliza pelo menos 13 soldados americanos mortos em consequência direta de ações iranianas.

O conflito também se estendeu para o Líbano, onde o grupo terrorista Hezbollah, apoiado pelo Irã, fez ataques contra Israel depois da morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com operações aéreas contra alvos do grupo no território libanês. Centenas de pessoas já morreram no Líbano desde o início das hostilidades.

Depois da morte de boa parte da cúpula iraniana, um novo líder supremo foi escolhido por um conselho do país: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas avaliam que ele representa a continuidade do regime e não deverá promover mudanças significativas.

Nunes Marques será relator da ação contra Alcolumbre no caso Master

Sete senadores acionaram o STF contra omissão na instalação de CPI

Letícia Alves

Senadores acusam Alcolumbre de omissão ao não instalar CPI do Master | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria de um mandado de segurança contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Sete senadores assinam a peça que acusa o parlamentar de omissão por não instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.

O requerimento de criação da comissão possui 53 assinaturas, mas o documento aguarda encaminhamento desde novembro de 2025. Assinam o mandado os senadores:

Eduardo Girão (Novo),
Marcos Pontes (PL),
Damares Alves (Republicanos),
Magno Malta (PL),
Alessandro Vieira (MDB),
Plínio Valério (PSDB) e
Esperidião Amin (PP)
Caso Master: senadores pedem redistribuição

Os parlamentares pediram a distribuição do processo ao ministro André Mendonça por prevenção. Eles argumentam que Mendonça já relata o inquérito sobre fraudes no Banco Master no STF. O tribunal, contudo, sorteou o caso para Nunes Marques.

Os advogados do grupo de senadores apresentaram a manifestação na segunda-feira 30. Eles solicitam a análise da redistribuição por prevenção antes da decisão liminar que exige a leitura do requerimento de criação da CPI por Alcolumbre, e sua posterior instalação.

“A conexão, no presente caso, não se limita a aspectos formais, mas decorre da inequívoca comunhão de substrato fático, probatório e institucional entre a investigação judicial em curso e a investigação parlamentar cuja viabilização se pretende”, afirmam os senadores.

Argentina inclui Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas

Medida do presidente Javier Milei reforça alinhamento do país sul-americano com os Estados Unidos

Lucas Cheiddi
O presidente da Argentina, Javier Milei - 9/7/2026 | Foto: Divulgação/Governo Argentino

Medidas de combate ao terrorismo internacional ganharam novo capítulo depois de a Argentina incluir o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (CGRI) na lista de organizações terroristas. O anúncio, que reforça o alinhamento do país com os interesses dos Estados Unidos, ocorreu por parte do gabinete presidencial nesta terça-feira, 31.

O governo argentino justificou a decisão ao citar o apoio do CGRI ao grupo libanês Hezbollah, considerado responsável pelo ataque de 1994 ao centro judaico AMIA em Buenos Aires. A ação resultou em 85 mortos e centenas de feridos, episódio ainda lembrado como o mais letal da história do país.

Consequências práticas da decisão argentina
Guarda Revolucionária Islâmica do Irã é uma força militar poderosa | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Segundo o comunicado oficial, a classificação permite que a Argentina aplique sanções financeiras e restrições operacionais ao grupo iraniano. O CGRI é uma unidade militar de elite encarregada de defender o regime xiita, além de atuar em grande parte da economia do Irã.

Estados Unidos e outros países já reconhecem tanto o CGRI quanto o Hezbollah como organizações terroristas. Recentemente, a Argentina também incluiu o Cartel Jalisco Nova Geração, do México, na mesma lista. Assim, fortalece a aproximação do governo de Javier Milei com Washington.

Lei do silêncio pode mudar e não ser mais às 22h a partir de junho

Atualmente, a regra estabelece limites para ruídos após as 22h

Por Edvaldo Sales
Atualmente, a regra estabelece limites para ruídos após as 22h - Foto: Freepik

A realização de grandes eventos esportivos internacionais costuma provocar debates importantes para o público geral. Na Alemanha, a aproximação da Copa do Mundo de 2026 reacende uma discussão recorrente: como conciliar o período de silêncio noturno com o entusiasmo coletivo gerado pela competição.

Com partidas programadas para ocorrer no Canadá, México e Estados Unidos, muitos jogos serão transmitidos em horários avançados na Europa Central. Isso significa que confrontos importantes poderão coincidir com a chamada Nachtruhe, regra que estabelece limites rigorosos para ruídos após as 22h, especialmente em áreas residenciais.

Regras de silêncio seguem como base

A legislação alemã prevê que, durante a noite, o nível de ruído deve ser reduzido significativamente. Em regiões próximas a hospitais, lares de idosos ou bairros residenciais, os limites são ainda mais restritivos, variando geralmente entre 35 e 65 decibéis. Em condições normais, bares, festas e eventos ao ar livre precisam adaptar suas atividades a essas exigências.

Essa regra também se aplica, em princípio, às transmissões públicas de eventos esportivos. Exibições em telões instalados em praças ou estacionamentos, por exemplo, teriam restrições que poderiam inviabilizar jogos noturnos ou de madrugada.

Exceções temporárias

Para evitar esse tipo de conflito, o governo federal alemão aprovou uma flexibilização temporária das normas de ruído durante o período da Copa do Mundo de 2026, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho. A medida permite que cidades autorizem transmissões públicas mesmo após o horário de silêncio.

Apesar da liberação, as exceções não significam ausência de regras. O volume do som ainda deverá ser ajustado e controlado, de modo a minimizar impactos para moradores, especialmente em áreas mais sensíveis.

Decisão final cabe aos municípios

Mesmo com a diretriz federal, não há autorização automática para eventos noturnos. A palavra final continua sendo das administrações locais, que analisam cada solicitação de forma individual. Nesse contexto, prefeituras e órgãos ambientais avaliam fatores como localização, impacto sonoro e segurança antes de conceder ou negar permissões.

Organizadores interessados em promover exibições públicas precisam apresentar pedidos formais, detalhando estrutura, horários e medidas de controle de ruído.
Tentativa de equilíbrio

A estratégia adotada segue um modelo já aplicado em eventos anteriores, como a Copa de 2006. Em vez de liberar completamente as restrições, o país opta por ajustes pontuais e temporários.

Entre as medidas previstas estão:  

Limitação do número de eventos em regiões sensíveis
Encerramento imediato do som após o término das partidas
Ações para dispersar rapidamente o público

Impactos no dia a dia

Para os moradores, a Lei do Silêncio permanece como regra geral, com exceções específicas previamente autorizadas e comunicadas. Isso ajuda a reduzir conflitos e traz maior previsibilidade sobre possíveis períodos de maior movimentação.

Já os organizadores ganham respaldo legal para planejar eventos, mas continuam obrigados a cumprir exigências técnicas e normas de segurança. O desafio, mais uma vez, será equilibrar o direito ao descanso com o desejo de vivenciar coletivamente um dos maiores eventos esportivos do mundo.

CBF pagará mais de R$ 5 milhões a cada jogador em caso de hexa

Negociação tem sido conduzida com líderes do elenco brasileiro

Por João Grassi

Raphinha e Vini Jr. - Foto: Rafael Ribeiro | CBF

Restando alguns meses para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira comandada por Carlo Ancelotti se prepara para a disputa em busca do hexacampeonato. Em caso do título chegar, os atletas da Amarelinha e o treinador ganham premiações milionárias.

De acordo com o repórter Marcel Rizzo, do Estadão, A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pagará cerca de 1 milhão de dólares (R$ 5,2 milhões) para cada jogador se a Seleção conquistar o título mundial na América do Norte.

Conforme a reportagem, as negociações pelo valor da premiação estão sendo bem conduzidas com os líderes do elenco brasileiro, que inclui atletas experientes como Alisson, Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo, Marquinhos, e Vinícius Júnior.

Além disso, Ancelotti tem direito a um bônus previsto em contrato se levantar a sexta taça da Copa. O italiano, que já é o treinador mais bem pago do país, levaria 5 milhões de euros (na cotação atual R$ 31 milhões) com a conquista.

Amistoso

A Seleção Brasileira disputa o último amistoso antes da convocação final para o Mundial nesta terça-feira, 31, às 21h, contra a Croácia. A partida acontece no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

Cantor é preso por dívida de pensão de R$ 200 mil

Artista estava na cidade para participar de um evento antes da prisão

Por Agatha Victoria Reis
Microfone retrô em fundo colorido - Foto: Reprodução| Freepik

Conhecido como Sandro Becker, o cantor alagoano Emanuel do Vale Trindade, de 71 anos, foi preso na última quinta-feira, 26, em Caruaru (PE), por dívida de pensão alimentícia.

De acordo com a Polícia Civil, o artista tinha um mandado de prisão em aberto por um débito que soma cerca de R$ 200 mil.

No momento da abordagem, o cantor estava na cidade para participar de um evento. Ele foi localizado em um hotel e conduzido à delegacia de plantão. Em nota, a corporação informou que prestou apoio ao cumprimento do mandado expedido pela Justiça.

Quem é Sandro Becker?

Sandro Becker ganhou notoriedade nos anos 1980 com músicas de duplo sentido, como “A Velha Debaixo da Cama”, “O Gato Tico” e “Julieta”. O artista também participou do programa “Cassino do Chacrinha”, exibido pela TV Globo, em 1986.
Sobre a dívida

Em nota divulgada nas redes sociais, amigos do cantor afirmaram que ele teria feito um acordo com a ex-esposa, oferecendo um imóvel avaliado em cerca de R$ 1 milhão como forma de pagamento.

Segundo o comunicado, no entanto, o valor considerado pela Justiça foi inferior ao de mercado, o que teria mantido uma dívida residual de aproximadamente R$ 200 mil.

Senado aprova guarda compartilhada de pets após separação

Projeto define regras para convivência e despesas com animais

Por Isabela Cardoso
O pet deve ser considerado de propriedade comum - Foto: Reprodução | Freepik

O texto permite que cães, gatos e outros animais de estimação possam ter a convivência dividida entre os tutores após o fim do relacionamento. A proposta também define como deve ser feita a divisão quando não há acordo entre as partes.

De autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e com relatoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o projeto mantém o animal como bem de propriedade, mas reconhece o vínculo afetivo com os tutores.

Como vai funcionar

Se não houver acordo entre o casal, a Justiça será responsável por decidir como ficará a guarda do animal.

Para isso, o pet deve ser considerado de propriedade comum, ou seja, quando viveu a maior parte do tempo com ambos.

Na decisão, o juiz deve avaliar pontos como:

Condições do ambiente oferecido ao animal
Quem cuidava do dia a dia
Capacidade financeira dos tutores
Tempo disponível para os cuidados

Divisão de despesas

O projeto também define como os gastos devem ser divididos. Quem estiver com o animal arca com despesas do dia a dia, como alimentação e higiene Custos maiores, como veterinário, internações e medicamentos, devem ser divididos entre os dois

Quando a guarda não é permitida

A guarda compartilhada não será permitida em casos de violência doméstica ou maus-tratos ao animal. Nessas situações, a posse ficará com a outra parte, sem direito a indenização para quem perder a guarda.

Também pode haver perda da guarda se houver descumprimento das regras ou desistência do acordo. Se surgirem indícios de maus-tratos durante o período de convivência, a Justiça poderá rever a decisão.

Comerciante descobre que 'está morto' ao tentar retirar remédio em farmácia

Na ocasião, foi informado de que seu cadastro estava desativado por motivo de falecimento

Por Leilane Teixeira
- Foto: Marcelo Moraes/EPTV

Um erro no sistema do SUS fez com que um comerciante de 62 anos fosse considerado morto por quase um ano, mesmo estando vivo e em tratamento de saúde.

Guelfo de Favari Júnior só descobriu a situação na última quarta-feira, 25, ao tentar retirar medicamentos para tratar problemas cardíacos em uma unidade da Farmácia Popular. Na ocasião, foi informado de que seu cadastro estava desativado por motivo de falecimento.

Erro em cartório

A confusão começou em dezembro de 2024, após a morte do pai dele, que tinha o mesmo nome. Júnior foi o responsável por registrar o óbito no cartório e acredita que, durante esse processo, seus dados tenham sido indevidamente vinculados ao registro.

Durante todo o ano de 2025, ele seguiu comprando os medicamentos normalmente e não percebeu o erro. O problema só veio à tona quando precisou retomar a retirada dos remédios pelo programa.

“Falei que estava tendo um engano, porque o nome dele é o mesmo que o meu, só muda o ‘Júnior’. Eu fui registrar a morte dele e acabaram me dando como morto”, relatou em entrevista à EPTV.

O comerciante, que sofre de arritmia e pressão alta, afirmou ter enfrentado dificuldades para resolver a situação. Segundo ele, percorreu diversos setores em busca de uma solução, sem sucesso imediato.

“É constrangedor. Ninguém sabe explicar onde resolver isso. Fiquei o dia inteiro em vários departamentos e não consegui resolver”, disse.

Polícia investiga

Diante do caso, Júnior registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e informou que pretende acionar a Justiça.

Procurado, o Ministério da Saúde reconheceu a falha no cadastro e afirmou que a situação já foi corrigida. A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto também informou que os dados do paciente foram regularizados após a reclamação.

Moraes e esposa voaram várias vezes em jatos ligados a Daniel Vorcaro

Ministro do STF tem sido vinculado com frequência ao dono do Banco Master

Por Gustavo Nascimento
Alexandre de Moraes, ministro do STF - Foto: Fellipe Sampaio | STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam voado ao menos sete vezes em jatos executivos pertencentes a uma empresa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Além disso, o casal ainda teria voado uma vez em uma aeronave que tinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, como um dos donos.

A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, a partir de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), da Aeronáutica.

Assim como mostra a reportagem, ao cruzar bases de dados dos dois órgãos, é possível verificar que Viviane e Moraes acessaram o terminal executivo do Aeroporto de Brasília ao mesmo tempo em que os jatos pertencentes à Prime You decolaram do terminal. Ainda segundo a Folha de S.Paulo, os voos foram realizados entre maio e outubro de 2025.

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que contratou os serviços de vários operadores de táxi aéreo, entre eles a Prime You, mas que Vorcaro e Zettel não estavam presentes nos voos.

O escritório Barci de Moraes, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, foi contratado pelo Banco Master em abril de 2024 por cerca de R$ 129 milhões.

COMPARTILHE