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terça-feira, 16 de junho de 2026

Governo Trump monitora escândalo do Master no Brasil

A gestão norte-americana avalia que a crise que envolve Daniel Vorcaro mexe com o tabuleiro eleitoral

Erich Mafra

Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal - 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

O governo de Donald Trump acompanha de perto os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master no Brasil. A equipe do presidente norte-americano recebeu relatórios que mostram que o escândalo financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro tem potencial para desestabilizar o cenário político e o Judiciário brasileiro. A cúpula em Washington considera o caso mais nocivo para as autoridades de Brasília do que qualquer sanção estrangeira.

O interesse dos Estados Unidos cresceu por causa da proximidade das eleições presidenciais brasileiras. Os relatórios enviados à gestão Trump buscam mapear como a crise bancária interfere na disputa eleitoral e altera as forças locais. O monitoramento foca as ações judiciais contra Vorcaro que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Delação recusada liga Moraes ao Master

Os assessores da Casa Branca mantêm atenção especial sobre o ministro Alexandre de Moraes, magistrado que já sofreu sanções diretas do governo norte-americano em episódios anteriores. O nome do juiz do STF voltou aos holofotes quando o jornalista Lauro Jardim revelou o teor da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. O banqueiro tentou fechar um acordo de colaboração com a Justiça, mas a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusaram a oferta.

Vorcaro confessou aos investigadores que assinou um contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Alexandre de Moraes. O empresário justificou que fechou o negócio milionário com a advogada apenas para construir uma aproximação e estabelecer um bom relacionamento com o ministro do Supremo. O réu negou em depoimento a exigência de favores ou contrapartidas judiciais em troca do dinheiro depositado.

PCC e CV: como o crime organizado se tornou parte do Estado

Jurista Barry Wolfe, doutor em Cambridge, ressalta que o combate a esses grupos precisa levar em conta que eles refletem um lado da sociedade

Eugenio Goussinsky

PCC CV tiveram origem dentro do sistema prisional | Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom

No início do mês, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passaram a integrar a lista norte-americana de organizações terroristas. Com a medida, aumenta a atuação de órgãos de contraterrorismo dos Estados Unidos contra as duas facções. Ambas já não serão mais tratadas apenas no âmbito do narcotráfico e do crime organizado. Vão receber diretrizes de combate norte-americanas voltadas ao terrorismo.

Em comum, as duas surgiram de dentro do sistema carcerário para se expandir fora dele. O CV surgiu no fim da década de 1970, no presídio da Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ), inclusive sob influência de métodos de guerrilha utilizados por prisioneiros políticos de esquerda.

Já o PCC foi criado por um grupo de detentos em 1993, na Casa de Custódia de Taubaté (SP), logo depois do Massacre do Carandiru, em outubro de 1992, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar. Mas, ainda dentro do cárcere, o fortalecimento desses grupos vinha das ruas. Os muros da prisão, nesse sentido, deixavam os fundadores isolados apenas do ponto de vista físico, segundo afirma a Oeste o advogado criminalista Barry Wolfe.

“O crescimento dessas facções não pode ser explicado apenas pela pobreza, pelo sistema prisional ou pela corrupção. Esses fatores são importantes, mas não suficientes”, diz o jurista, que é bacharel em Direito e Criminologia pela Universidade de Edimburgo e mestre em Direito Internacional Público pela Universidade Cambridge.

“Existe uma tendência de enxergar o crime organizado como algo externo à sociedade”, observa Wolfe. “Como se o PCC fosse uma força invasora. Não é. O crime organizado é o reverso da sociedade formal.” Ele faz uma diferenciação entre os estilos do PCC e do CV. “Enquanto o CV tem características mais clássicas de ações de gângsteres, o PCC é diferente.”

Wolfe explica o porquê. “Ao contrário de muitas organizações criminosas tradicionais, seus líderes vivem e operam na clandestinidade, frequentemente a partir das periferias, comunidades ou mesmo do sistema prisional.”

Ainda assim, prossegue ele, a influência do PCC se estende muito além desses ambientes. O advogado considera que a essência do grupo revela um lado da própria sociedade. “Sob essa perspectiva, o PCC é um reflexo de características já existentes no ambiente social, político e econômico brasileiro”, destaca o jurista.

“Assim como o subconsciente revela aspectos ocultos da mente, o crime organizado revela aspectos ocultos da sociedade. O PCC não surgiu apesar das fragilidades institucionais brasileiras. Surgiu em grande medida por causa delas.”

Em uma denúncia contra integrantes do PCC, o Ministério Público de São Paulo estimou 112 mil membros recrutados pelo grupo criminoso, divididos de forma hierárquica entre associados, soldados, dirigentes e integrantes da cúpula. PCC e CV movimentam bilhões de reais por ano.

Com infiltração na política e contratos públicos, as facções já se inseriram no mercado, com empresas de fachada, como de frotas de transporte, de coleta de lixo e de obras para infraestrutura, a fim de obter contratos milionários com o poder público. Convertem dinheiro limpo dos impostos em lucro lícito. Antes, no entanto, foram utilizando a clandestinidade para formalizar relações de bastidores, na visão de Wolfe.

“Em 40 anos trabalhando em investigações e gestão de crises, aprendi que organizações criminosas raramente entram pela porta da frente”, afirma o jurista. “Entram através de relacionamentos. Toda organização possui duas estruturas. A formal, que aparece no organograma. E a informal, composta de relações de confiança, favores, lealdades e influência.”

Wolfe ressalta que o crime organizado normalmente se infiltra na estrutura informal muito antes de alcançar a formal. Além disso, ele considera que toda organização sofre um processo gradual de entropia (desagregação) ética.

“Pequenas exceções tornam-se toleradas”, acrescenta Wolfe. “Procedimentos deixam de ser cumpridos. Relacionamentos passam a ter mais peso do que princípios. O crime organizado não cria essa entropia. Ele apenas explora a entropia que já existe. O maior risco não é a infiltração. O maior risco é descobrir tarde demais que ela já aconteceu.”

Grupos como o PCC, diz ele, não são apenas um problema de segurança pública. “É um espelho. Ele reflete as fragilidades, as contradições e as estruturas informais de poder existentes na sociedade brasileira. A pergunta não é apenas como combater o PCC. A pergunta é o que o PCC revela sobre o Brasil.”

A esta altura, o combate a esse tipo de facção depende de uma mudança de postura das autoridades. “Faltou compreender a natureza do problema”, diz Wolfe. “O Estado tratou durante muitos anos o PCC como uma organização criminosa tradicional, quando na realidade ele evoluiu para uma estrutura extremamente adaptável e sofisticada. A repressão tem o seu papel. Mas repressão sem inteligência gera apenas deslocamento do problema.”

A questão central, prossegue o jurista, é que organizações criminosas modernas evoluem mais rapidamente do que as estruturas burocráticas criadas para combatê-las. É isso que, predominantemente, tem ocorrido no Brasil. “Não se derrota uma organização adaptativa com estruturas rígidas.”

Autoridade do Estado enfraquecida com o PCC e com o CV

A autoridade do Estado, nesse sentido, ficou enfraquecida, e, com isso, o crime organizado se infiltrou nas brechas do poder. Combatê-lo com inteligência, nesse sentido, não significa desrespeito aos direitos humanos. “Direitos humanos e segurança pública não são objetivos contraditórios”, observa Wolfe.

“O verdadeiro problema surge quando o Estado perde a capacidade de exercer autoridade legítima. Quando isso acontece, surgem estruturas paralelas de poder. O PCC cresceu precisamente em espaços onde o Estado perdeu credibilidade e capacidade de controle. Quando o Estado abandona a lei para combater o crime, ele enfraquece a principal vantagem que possui sobre o crime.”

Nem por isso o jurista acredita que a situação não tenha mais jeito. O crime organizado cresceu, mas não se trata de algo irreversível, desde que o combate a essas facções seja pautado por planejamento e estratégia. “É um erro acreditar que se trata apenas de uma questão policial”, afirma Wolfe.

“O problema tornou-se estrutural. Hoje o PCC não está apenas em presídios ou comunidades. Está conectado a cadeias logísticas, fluxos financeiros, empresas, mercados e relações econômicas. A situação não é irreversível. Mas também não será revertida por operações espetaculares ou soluções mágicas.”

Saiba quem são os ministros do STF que vão julgar Eduardo Bolsonaro

O caso será analisado pela 1ª Turma da Suprema Corte, mesma formação responsável por condenações em processos ligados a supostas tentativas de golpe

Yasmin Alencar

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O julgamento de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, está marcado para esta terça-feira, 16, na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele responde por coação durante processo, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de tentar pressionar autoridades norte-americanas para influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) em setembro de 2025.

O caso será analisado pelos quatro ministros que compõem a 1ª Turma do STF, mesma formação responsável por condenações em processos ligados a supostas tentativas de golpe. O relator é Alexandre de Moraes, e o colegiado é composto ainda de Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside a Turma.

Detalhes da sessão e participação das partes

Na sessão, Flávio Dino comandará os trabalhos. O julgamento tem início com a leitura do relatório feita por Moraes, que apresentará um panorama das investigações da Polícia Federal e da decisão que tornou Eduardo réu. Depois, o Ministério Público Federal detalha a acusação, baseada nas alegações finais do procurador-geral Paulo Gonet.

Como Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos e não apresentou defesa, a Defensoria Pública da União, representada por Esdras dos Santos Carvalho, fará a sustentação oral em seu nome. Depois das manifestações, os ministros votam na seguinte ordem: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Composição da Turma e próximos passos

Atualmente, a 1ª Turma do STF possui quatro membros, pois a vaga deixada por Luiz Fux se mantém aberta desde sua transferência para a 2ª Turma, depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Se houver maioria pela condenação, a próxima etapa será a definição da pena a ser imposta ao ex-deputado.

Eduardo pede a Trump retomada de sanções contra Moraes antes de julgamento no STF

Ex-deputado afirma que pode sofrer 'condenação em retaliação' e critica investigação sobre atuação nos EUA

Letícia Alves

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro aumentou as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. A ação ocorreu na véspera de seu julgamento na Corte, marcado para esta terça-feira, 16. Em publicação na rede social X, ele afirmou que pode sofrer uma “condenação em retaliação” e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a retomada de sanções contra o magistrado.

“A reinstituição das sanções contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes é tanto necessária quanto urgente”, escreveu Eduardo. “Não sei quem aconselhou a suspensão dessas sanções, mas fazê-lo foi, no mínimo, um erro grave. Eles agora se sentem confortáveis para fazer coisas como esta notícia.”

Em seguida, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “Moraes está esperando o retorno de uma administração democrata radical nos EUA para que, juntos, possam fazer com você o que estão fazendo comigo hoje”, referindo-se a Trump.

“Considere a ousadia de suas acusações: eles alegam que cometi um crime ao me envolver com autoridades do governo norte-americano“, continuou Eduardo. “Tal alegação trata efetivamente a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa. Eles desprezam a liberdade. Eles se opõem aos valores representados pela sua administração.”

Acusações contra Eduardo Bolsonaro

A acusação é que Eduardo cometeu coação no curso do processo. O caso integra as investigações sobre os atos de 8 de janeiro. Segundo a denúncia, o ex-deputado tentou dificultar o andamento das apurações.

O ex-deputado, porém, criticou a acusação. Ele classificou a situação como perseguição política e afirmou que o STF usa o Direito contra adversários. Além disso, defendeu a volta de medidas econômicas e diplomáticas contra Moraes.

A investigação apura contatos do filho de Bolsonaro com membros do governo norte-americano. O STF aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República em novembro do ano passado. Segundo o inquérito, Eduardo pediu à equipe de Trump a imposição de tarifas ao Brasil e a suspensão de vistos de ministros do STF e de autoridades federais. Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025.

Bolsonaro pede autorização a Moraes para passar por exames médicos

No documento, defesa informou que objetivo é monitorar estado de saúde do ex-presidente e garantir continuidade do tratamento

Lucas Cheiddi

O ex-presidente Jair Bolsonaro ao chegar para depoimento na 1ª turma do Supremo Tribunal Federal — Brasília (DF), 10/6/2025 | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para que o político possa realizar diversos exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília. O encaminhamento do pedido ocorreu nesta segunda-feira, 15.

No documento, a defesa informou que os exames tiveram a recomendação do médico Brasil Ramos Caiado. O objetivo é monitorar o estado de saúde de Bolsonaro e garantir a continuidade do tratamento sugerido pelos profissionais responsáveis.

Entre os procedimentos presentes no pedido, estão tomografia computadorizada de tórax sem contraste, tomografia computadorizada do abdômen total sem contraste, manometria esofágica de alta resolução, endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica.

Flávio visita Jair Bolsonaro em prisão domiciliar
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), visitou no último sábado, 13, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. A autorização para o encontro foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que o pai está bem. Ele disse que o ex-presidente ficou feliz por receber a visita das netas, que acompanharam o senador durante o encontro.

O parlamentar também agradeceu as mensagens de apoio enviadas por seguidores e apoiadores do ex-presidente. Além disso, o senador afirmou manter confiança no futuro.

Congresso e STF têm mais de 50% de desaprovação

Levantamento da Futura/Apex mostra a rejeição aos Poderes

Anderson Scardoelli

Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes; o Congresso Nacional aparece ao centro; à esquerda está o Palácio do Planalto; já a sede do STF surge à direita da imagem | Foto: Reprodução/https:/villelastay.com.br

A maioria dos brasileiros desaprova tanto o Congresso Nacional quanto o Supremo Tribunal Federal (STF). É o que mostra a pesquisa que a Futura/Apex divulgou na manhã desta terça-feira, 16.

De acordo com o levantamento, 58,8% dos entrevistados afirmam desaprovar o Congresso, símbolo do Poder Legislativo e que reúne a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. A aprovação está em 29,8%, com 11,4% composto de quem não soube opinar ou não quis responder.

Apesar de estar acima dos 50 pontos porcentuais, o material mostra recuo da desaprovação do Congresso. Em maio, esse indicador estava em 60,1%. Na pesquisa de abril, 56,1% disseram que rejeitavam o trabalho do órgão.

A desaprovação do STF está em 51,1%, mostra a Futura/Apex. A parcela de aprovação é de 38,3%. Já 10,6% não souberam responder ou não quiseram comentar.

Conforme a pesquisa, a situação do STF é similar à do Congresso. Isso porque a desaprovação caiu em relação a maio, quando ficou em 54,3%. No estudo de abril, o índice era de 51,9%.

Pesquisa sobre Congresso e STF

A fim de aferir como a população do país avalia o Congresso Nacional e o Supremo, a equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores de 861 municípios. Por meio de telefonemas, o trabalho nesse sentido ocorreu de 8 a 12 de junho.

De acordo com o instituto, a margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Além disso, o índice de confiança é de 95%.

Informa-se, por fim, que a pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código BR-01461/2026 é o protocolo de acompanhamento.

Maioria defende impeachment de ministros do STF

Levantamento da Futura/Apex também mostra alto índice de rejeição da Corte perante os brasileiros

Anderson Scardoelli

O material não menciona nenhum ministro do STF especificamente. Atualmente, a Corte conta com dez integrantes | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Para a maior parte da população brasileira, processos que visem a caçar mandatos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam avançar, segundo levantamento da Futura/Apex. Material nesse sentido foi divulgado nesta terça-feira, 16.

De acordo com a pesquisa, 54,3% são favoráveis a impeachment de magistrados. Por outro lado, 29% são contrários. Enquanto isso, 16,8% formam o grupo daqueles que não souberam responder ou prefeririam não participar.

O porcentual daqueles que defendem impeachment de ministros do STF oscilou para baixo de um mês para outro, segundo a Futura/Apex. Em maio, o índice era de 57%. No levantamento de abril, 55,4% defendiam a destituição de integrantes da Corte.

A pesquisa também mostra que 51,1% dos brasileiros desaprovam o trabalho do tribunal. A aprovação fica em 38,3%, com 10,6% de não souberam ou não responderam.
Sem especificar ministros do STF que devem ser alvo de impeachment

O material não menciona nenhum ministro do STF especificamente. Atualmente, a Corte conta com dez integrantes. O presidente é Edson Fachin. O decano, Gilmar Mendes. Os demais são André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

A 11ª cadeira de ministro do Supremo está vaga desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado. Indicado para o posto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral da União, Jorge Messias, teve o nome rejeitado pelo plenário do Senado. Dessa forma, o petista precisará fazer uma nova indicação.

Dados da pesquisa

A equipe da Futura/Apex entrevistou, por meio de telefonemas, 2 mil pessoas, de 861 municípios brasileiros. O trabalho ocorreu de 8 a 12 de junho.

A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais. O índice de confiança é de 95%.

O código BR-01461/2026 é o protocolo do registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral.

Moraes suspende julgamento sobre desconto de recolhimento domiciliar na pena

Ministro do STF pediu vista em processo com repercussão geral; relator Cristiano Zanin votou a favor da detração penal

Letícia Alves

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira, 15, o julgamento sobre o abatimento do recolhimento domiciliar na pena definitiva. Moraes pediu vista para analisar o caso por mais tempo.

A decisão do recurso terá repercussão geral e servirá de referência para processos semelhantes em todo o país, inclusive os casos dos atos de 8 de janeiro. A votação ocorre no plenário virtual da Corte.

O pedido de vista interrompeu o julgamento, que ainda não tem data para ser retomado.

O relator, ministro Cristiano Zanin, votou a favor do direito ao abatimento antes da suspensão. O debate envolve a detração penal, que desconta da pena o tempo de restrição de liberdade cumprido antes do trânsito em julgado.

Entenda o recurso sobre o recolhimento domiciliar

O Ministério Público de Santa Catarina contesta no recurso uma decisão que autorizou o desconto para um condenado. O homem cumpriu recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga, sem tornozeleira eletrônica.

Ministro Cristiano Zanin é o relator do caso I Foto: Carlos Moura/STF

Zanin argumentou que a medida limita a liberdade e deve entrar no cálculo da pena, sob risco de dupla punição. “O dispositivo eletrônico não é constitutivo da restrição, mas é apenas instrumental a ela, servindo como mecanismo de fiscalização do cumprimento de uma obrigação que preexiste e independe de sua presença”, afirmou.

O relator propôs que o desconto seja constitucional, mesmo sem monitoramento eletrônico, “desde que haja semelhança e homogeneidade entre a medida cautelar cumprida e a pena imposta na sentença condenatória”.

O voto de Zanin prevê três critérios conforme o regime inicial da pena:

Aberto: desconto integral;
Semiaberto: abatimento de um dia de pena para cada dois de recolhimento;
Fechado: benefício aplicado só depois da progressão para o semiaberto, na mesma proporção

Vereador do PL é baleado, e assessor morre em ataque a tiros em Mossoró (RN)

Crime aconteceu durante transmissão ao vivo em frente a uma UPA; polícia investiga motivação política

Letícia Alves

O vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos | Foto: Câmara Municipal de Mossoró

Criminosos balearam o vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos, e o assessor dele, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O atentado aconteceu na noite desta segunda-feira, 15, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel.

O assessor filmava uma transmissão ao vivo no momento do ataque e morreu depois do ocorrido. Já o parlamentar sofreu ferimentos nas pernas. Ocupantes de um veículo passaram pelo local e dispararam diversas vezes contra as vítimas. Os tiros atingiram a parede atrás do político.

O ataque ocorreu pouco antes das 22h. Cabo Deyvison aguardava do lado de fora da UPA e acompanhava uma mulher e uma criança mordida por um cachorro, segundo a direção da unidade.

Governo Trump monitora escândalo do Master no Brasil

A gestão norte-americana avalia que a crise que envolve Daniel Vorcaro mexe com o tabuleiro eleitoral

Erich Mafra

Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal - 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

O governo de Donald Trump acompanha de perto os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master no Brasil. A equipe do presidente norte-americano recebeu relatórios que mostram que o escândalo financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro tem potencial para desestabilizar o cenário político e o Judiciário brasileiro. A cúpula em Washington considera o caso mais nocivo para as autoridades de Brasília do que qualquer sanção estrangeira.

O interesse dos Estados Unidos cresceu por causa da proximidade das eleições presidenciais brasileiras. Os relatórios enviados à gestão Trump buscam mapear como a crise bancária interfere na disputa eleitoral e altera as forças locais. O monitoramento foca as ações judiciais contra Vorcaro que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Delação recusada liga Moraes ao Master

Os assessores da Casa Branca mantêm atenção especial sobre o ministro Alexandre de Moraes, magistrado que já sofreu sanções diretas do governo norte-americano em episódios anteriores. O nome do juiz do STF voltou aos holofotes quando o jornalista Lauro Jardim revelou o teor da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. O banqueiro tentou fechar um acordo de colaboração com a Justiça, mas a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusaram a oferta.

Vorcaro confessou aos investigadores que assinou um contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Alexandre de Moraes. O empresário justificou que fechou o negócio milionário com a advogada apenas para construir uma aproximação e estabelecer um bom relacionamento com o ministro do Supremo. O réu negou em depoimento a exigência de favores ou contrapartidas judiciais em troca do dinheiro depositado.

População aprova classificação de PCC e CV como terroristas

O governo dos Estados Unidos passou a classificar as duas facções dessa forma desde o último dia 5

Anderson Scardoelli

Popular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho | Foto: Alaor Filho/Estadão Conteúdo

Levantamento divulgado pela Futura/Apex nesta terça-feira, 16, mostra que a maioria dos brasileiros concorda que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são grupos terroristas. O governo dos Estados Unidos passou a classificar as duas facções criminosas dessa forma desde o último dia 5.

Conforme a pesquisa, 53,7% da população concorda com a decisão dos norte-americanos. A desaprovação é de 35,7%. Do total de entrevistados, 10,6% não souberam se manifestar a respeito ou preferiram não responder.

Quem também defende classificar PCC e CV como grupos terroristas é o jurista Odilon de Oliveira. Juiz federal aposentado, tendo tido Mato Grosso do Sul como base durante 30 anos de atividade na função, ele condenou diversos integrantes das duas facções criminosas, incluindo Fernandinho Beira-Mar, um dos principais líderes do Comando Vermelho.

“O PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas”, afirmou Oliveira, em entrevista a Oeste. “As principais diferenças consistem em que, no crime comum, o objetivo do autor é pessoal, esgotando-se sua vontade com a prática do fato, a exemplo de um roubo ou de um homicídio.”

A entrevista completa com o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira está disponível em “O Brasil corre o risco de se converter num narcoestado”. O conteúdo é exclusivo para os assinantes da Revista Oeste.

Dados da pesquisa sobre PCC e CV

Para o levantamento em que ouviu a população brasileira a respeito da classificação de PCC e CV como grupos terroristas, a Futura/Apex entrevistou, por meio de ligações telefônicas, duas mil pessoas. Os entrevistados estavam espalhados em 861 municípios brasileiros. O trabalho ocorreu de 8 a 12 de junho.

De acordo com o instituto, a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais. Além disso, o índice de confiança é de 95%.

O código BR-01461/2026 é o protocolo de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral.

VÍDEO: Grupo armado invade oficina e homem é executado em Feira de Santana


Um homem foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira (15), no bairro Queimadinha, em Feira de Santana, após a invasão de uma oficina mecânica. Segundo informações do Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a vítima foi identificada apenas como Matheus.

O crime ocorreu durante a tarde na Rua Amazonas, nas proximidades do Fórum Eleitoral, quando um grupo de suspeitos invadiu o local. Os homens chegaram ao local em um carro de cor preta e efetuaram diversos disparos contra a vítima. Após a ação, os suspeitos fugiram.

Um vídeo publicado pelo portal Comunicar Mais Bahia, mostra três suspeitos armados e usando balaclavas fugindo da oficina. Matheus foi atingido pelos tiros e caiu dentro do estabelecimento.

Netinho recebe alta após início de quimioterapia para tratamento de novo câncer e fala sobre efeitos colaterais

Foto: Instagram

O cantor Netinho, de 59 anos, recebeu alta médica após a primeira internação no Hospital Aliança Star, em Salvador, para dar início ao novo ciclo de quimioterapia após a descoberta do retorno do câncer.

Nas redes sociais, o artista falou sobre a nova fase e revelou que ainda não teve efeitos colaterais do processo de tratamento, apenas muita fome. "Tive alta há 3 dias, esse é meu quarto dia em casa já, minha químio começou há seis dias, até agora nenhum efeito colateral, só fome".

Segundo o veterano, que vem sendo tratado pela equipe da doutora Glória Bonfim Arruda, a doença retornou de forma mais severa e agressiva, no entanto, o tratamento não será mais no hospital, desta forma, ele seguirá com a quimio em casa.

No mesmo vídeo, Netinho aproveitou para fazer um alerta ao público sobre notícias falsas. O artista, que há alguns anos não dá mais entrevistas, afirmou que toda atualização sobre ele será publicada em seu perfil no Instagram.

"Notícia verdadeira sobre sim, só eu falo. Não dou entrevista pra mídia nenhuma, para jornalista nenhum. Só eu falo, se você vir alguma notícia sobre mim venha aqui na rede social ver se é verdade, porque todo dia eu posto vídeo aqui com as minhas verdades", disse.

O cantor ainda relembrou um episódio vivido em 2013, após a primeira internação. Netinho contou que um jornalista chegou a noticiar a morte dele e a filha soube da história pela mídia.

"Quando eu estava internado no Sírio Libanês, em São Paulo, um jornalista fofoqueirozinho, filhote do capeta escreveu no blog dele para todo o Brasil que eu tinha morrido, e minha filha, uma criança, leu em Salvador, e minha mãe passou mal. Gente imprestável."

Gigante automotivo fecha fábrica no Brasil após quase 30 anos

Unidade responsável por mais de 1 milhão de Corollas encerra atividades em junho

Por Iarla Queiroz
Montadora japonesa fecha histórica fábrica em São Paulo - Foto: Toyota/Divulgação

A Toyota confirmou o encerramento definitivo das atividades de sua fábrica em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A unidade deixará de operar no próximo dia 30 de junho, colocando um ponto final em quase 30 anos de funcionamento e em uma trajetória que marcou a história da indústria automobilística brasileira.

Conhecida por ser uma das principais bases da montadora no país, a planta ficou responsável pela produção de mais de 1 milhão de unidades do Corolla e também ganhou destaque por fabricar os primeiros veículos híbridos flex do mundo.

Produção será concentrada em Sorocaba

O fechamento da unidade faz parte de uma reestruturação industrial da Toyota no Brasil. A estratégia prevê a transferência da produção do Corolla Sedan para o complexo industrial da empresa em Sorocaba, também no interior paulista.

Segundo a montadora, a mudança tem como objetivo concentrar as operações em um único polo produtivo, aumentando a eficiência operacional, reduzindo custos logísticos e atendendo metas globais ligadas à sustentabilidade e à eletrificação da frota.

Apesar da desativação da fábrica de Indaiatuba, a Toyota afirma que não pretende reduzir sua presença no país.

Investimento bilionário no Brasil

A reorganização está inserida em um plano de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado pela fabricante para o mercado brasileiro até 2030.

Os recursos serão destinados à expansão do complexo de Sorocaba, incluindo a construção de uma segunda unidade voltada para a fabricação de novos modelos e veículos equipados com tecnologia híbrida.

O que acontecerá com os funcionários?


A fábrica de Indaiatuba chegou a reunir cerca de 1,5 mil trabalhadores. Para minimizar os impactos da mudança, a Toyota firmou um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos ainda em 2024, quando o plano de transição foi apresentado.

De acordo com o presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, a estrutura em Sorocaba tem capacidade para absorver todos os funcionários que optarem pela transferência.

A expansão da unidade já impulsionou a abertura de vagas na região. Segundo a montadora, quase dois mil empregos foram disponibilizados durante esse processo.

Além disso, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba estima que a consolidação do polo automotivo poderá gerar mais de 8 mil postos de trabalho, entre vagas diretas e indiretas.
Veja quais são as opções oferecidas aos trabalhadores

O acordo firmado entre a empresa e o sindicato prevê condições diferentes para os funcionários afetados pelo encerramento das atividades em Indaiatuba.
Quem optou pelo desligamento

Os trabalhadores que decidiram deixar a empresa terão direito a um pacote de indenização equivalente a 45 salários.
Quem aceitou a transferência

Os funcionários transferidos para Sorocaba contarão com estabilidade no emprego até julho de 2029.
Incentivos financeiros

Os trabalhadores que aceitaram a transferência, mas mantiveram residência na mesma cidade, receberam dois salários adicionais e um bônus de R$ 15 mil.

Já aqueles que decidiram mudar de município para atuar na nova unidade receberam um incentivo correspondente a 2,4 salários.
Mudança encerra capítulo histórico

Inaugurada em 1998, a fábrica de Indaiatuba foi a segunda unidade da Toyota instalada no Brasil e se tornou uma das mais importantes da operação da montadora no país.

Com o encerramento das atividades, a empresa encerra um ciclo histórico na cidade e concentra seus esforços no projeto de expansão industrial em Sorocaba, considerado estratégico para os próximos anos.

“Temos que continuar de guarda para nos defender como for necessário”, afirmou Benjamin Netanyahu.


Oriente Médio - O vice-presidente JD Vance disse que o texto completo será divulgado esta semana. Pelo que já se sabe, o Irã se comprometeu a manter o Estreito de Ormuz aberto e a não desenvolver armas nucleares. Mas, tanto nos bastidores quanto diante das câmeras, há contradições sobre os termos do acordo. O primeiro-ministro de Israel disse nesta segunda-feira (15) que a luta não acabou.

 “Temos que continuar de guarda para nos defender como for necessário”, afirmou Benjamin Netanyahu.

O primeiro-ministro disse que vai manter militares dentro do Líbano para proteger Israel do Hezbollah, o grupo extremista apoiado pelo Irã. Netanyahu disse ainda que o acordo com o Irã é de Donald Trump e que ele nem sempre concorda com o presidente americano.

O Irã afirmou que o cessar-fogo de 60 dias inclui uma trégua na explosão israelense no Líbano. Mas um alto funcionário da Casa Branca afirmou que, se o Irã não controlar o Hezbollah, Israel terá o direito de se defender. Nesta segunda-feira (15), os dois lados do conflito no Líbano voltaram a trocar ataques.

O Irã afirmou que o cessar-fogo de 60 dias inclui uma trégua na explosão israelense no Líbano. Mas um alto funcionário da Casa Branca afirmou que, se o Irã não controlar o Hezbollah, Israel terá o direito de se defender. Nesta segunda-feira (15), os dois lados do conflito no Líbano voltaram a trocar ataques.

Na sexta-feira (19), haverá uma conferência oficial de assinatura do acordo na Suíça. Trump não confirmou se vai participar. Por enquanto, será representado pelo vice, JD Vance.

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O HOMEM MAIS RICO DO MUNDO ATINGE UM TRILHÃO DE DÓLARES - VEJA O VÍDEO


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Missão cumprida: Juazeirense vence fora e vai decidir mata-mata da série D em casa


A Juazeirense viajou a Palmeiras dos Índios-AL já classificada para a próxima fase da Série D do Campeonato Brasileiro, mas tinha uma missão: vencer o CSE e torcer por um tropeço do ASA de Arapiraca, nesta última rodada da primeira fase.

Deu tudo certo! O Cancão cumpriu sua parte, derrotou o CSE por 1 x 0, com gol de Bruno Sena e o ASA empatou em 1 x 1 com a Jacuipense.

Com os resultados o Cancão de Fogo foi à vice-liderança do grupo A10 e terá a vantagem de fazer a segunda partida do mata-mata da segunda fase jogando no Adauto Moraes.
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O adversário da Juazeirense também está definido, será o Serra Branca, com primeiro jogo aguardando definição da CBF, para dia o próximo dia 20 ou 21 e a volta, no Adauto Moraes, no dia 27 ou 28 de junho.

A Juazeirense terminou a primeira fase com 17 pontos, atrás apenas do CSA-AL, que goleou hoje o Atlético de Alagoinhas e foi a 21, enquanto o ASA terminou com 16 pontos, na terceira colocação. A Jacuipense, com 13 pontos, foi a última classificada do grupo, enquanto o CSE e o Atlético de Alagoinhas deixam a competição.

O presidente da Juazeirense, deputado Roberto Carlos, celebrou a classificação e o empenho da equipe: “Fizemos um grande esforço para montar um bom time, garantimos as condições de trabalho para esse grupo e ele retribuiu na mesma medida. Estou muito feliz! Hoje cumprimos a meta prevista para esta fase, garantimos a vantagem de decidir em casa na próxima fase, diante do nosso torcedor e agora é focar na próxima fase para cumprir a missão principal: chegar à Série C ainda este ano”, declarou.

Ascom Juazeirense - Arte Bruno Lopes

Confira ranking das cidades brasileiras com melhor e pior qualidade de vida em 2026


As diferenças regionais continuam marcando os indicadores de qualidade de vida no Brasil. Dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e instituições parceiras mostram que os municípios mais bem avaliados do país seguem concentrados no Sul e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste predominam entre os piores resultados do ranking de 2026.

O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir do Índice de Progresso Social (IPS), indicador construído com 57 critérios sociais e ambientais. A metodologia utiliza informações de bases públicas, como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas.

Entre os 20 municípios com melhor desempenho, 18 pertencem às regiões Sul e Sudeste. Já entre as 20 últimas posições, 19 estão localizadas no Norte e no Nordeste.

Pela terceira vez seguida, Gavião Peixoto, cidade do interior paulista com cerca de 4,8 mil moradores, alcançou a primeira posição do ranking, com 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. Na outra ponta aparece Uiramutã, em Roraima, que registrou 42,44 pontos.

O IPS busca medir condições reais de vida da população, diferentemente do PIB, que considera apenas a produção de riqueza da economia.

Confira a lista das cidades com maior pontuação no IPS Brasil 2026

Gavião Peixoto (SP) — 73,10
Jundiaí (SP) — 71,80
Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
Pompéia (SP) — 71,76
Curitiba (PR) — 71,29
Nova Lima (MG) — 71,22
Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
Cornélio Procópio (PR) — 71,16
Luzerna (SC) — 71,10
Itupeva (SP) — 71,08
Rafard (SP) — 71,08
Presidente Lucena (RS) — 71,05
Adamantina (SP) — 70,97
Maringá (PR) — 70,87
Alto Alegre (RS) — 70,86
Ribeirão Preto (SP) — 70,80
Brasília (DF) — 70,73
Barra Bonita (SP) — 70,71
Araraquara (SP) — 70,70
Águas de São Pedro (SP) — 70,66

Entre as capitais, Curitiba lidera a classificação nacional, com 71,29 pontos. Brasília aparece em seguida, com 70,73. São Paulo ocupa a terceira posição entre as capitais, com 70,64, à frente de Campo Grande, que registrou 69,77, e Belo Horizonte, com 69,66.

A média nacional do índice em 2026 foi de 63,40 pontos. Nos anos anteriores, o país havia registrado 63,05 em 2025 e 62,85 em 2024, indicando uma evolução discreta no período.

Veja o ranking dos municípios com pior desempenho no IPS Brasil 2026

Com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE), as menores notas do levantamento ficaram com:

Uiramutã (RR) — 42,44
Jacareacanga (PA) — 44,32
Alto Alegre (RR) — 44,72
Portel (PA) — 45,42
Amajari (RR) — 45,58
Pacajá (PA) — 45,87
Anapu (PA) — 45,91
Japorã (MS) — 46,23
Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
Uruará (PA) — 46,80
Trairão (PA) — 46,82
Bannach (PA) — 47,23
São Félix do Xingu (PA) — 47,38
Recursolândia (TO) — 47,39
Cumaru do Norte (PA) — 47,43
Peritoró (MA) — 47,53
Oeiras do Pará (PA) — 47,57
Ladainha (MG) — 47,58
Anajás (PA) — 47,62
Paranã (TO) — 47,63

Entre as capitais brasileiras, Macapá e Porto Velho tiveram os resultados mais baixos do levantamento, com 59,65 e 58,59 pontos, respectivamente.

Fonte: Brasil 61

TSE está dividido sobre veto de Nunes Marques a pesquisa eleitoral, dizem ministros

Pedido de vista suspendeu julgamento na Corte eleitoral

Cristyan Costa

Nunes Marques é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O julgamento sobre a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, de suspender uma pesquisa eleitoral envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dividiu a Corte.

Em caráter reservado, ministros ouvidos por Oeste afirmaram que não há maioria consolidada nem para manter integralmente a liminar nem para derrubá-la. Conforme relatos obtidos pela coluna, o pedido de vista apresentado no processo abriu espaço para uma discussão mais ampla sobre os critérios que devem orientar a atuação da Justiça Eleitoral em relação ao termômetro da intenção de voto.

Um magistrado ouvido pela reportagem afirmou que o debate não deve ser tratado como uma “questão de liberdade de expressão, mas como uma discussão técnica” sobre o cumprimento das regras eleitorais. De acordo com essa avaliação, pesquisas não podem se transformar em instrumentos de influência política sem observância das exigências legais previstas para sua divulgação.

Outro integrante da Corte disse que o “julgamento permanece em aberto” e que as especulações acerca de um eventual placar “não refletem a realidade das conversas internas”. Segundo esse magistrado, a análise do caso ainda está em fase de aprofundamento jurídico e técnico.

Os bastidores do TSE sob comando de Nunes Marques

Nos bastidores, também há preocupação com a definição dos parâmetros utilizados para contestar levantamentos eleitorais. Magistrados sustentam que eventuais restrições devem se apoiar em critérios objetivos, claros e previamente estabelecidos, evitando decisões baseadas em avaliações subjetivas.

Os relatos ainda dão conta de que a discussão pode ultrapassar os limites do caso concreto e servir para delimitar de forma mais precisa quais situações autorizam a intervenção da Justiça Eleitoral sobre pesquisas divulgadas durante o período pré-eleitoral.

Próximo presidente poderá indicar 21 ministros para tribunais superiores até 2031

Futuras nomeações poderão alterar a composição do STF e de outras Cortes

Letícia Alves

O STF terá a maior renovação, pois quatro dos 11 ministros deixarão a Corte | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O próximo presidente da República poderá influenciar a composição de um quinto dos votos nos tribunais superiores e no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome eleito em outubro indicará 36% dos ministros da Suprema Corte. No total, 21 das 99 vagas das principais Cortes do Judiciário brasileiro estão abertas ou abrirão até 5 de janeiro de 2031.

O levantamento do jornal Folha de S.Paulo inclui quatro cadeiras vagas e não preenchidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também abrange 13 vagas que abrirão até 2030 por aposentadoria compulsória aos 75 anos. Outras quatro vagas pertencem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde os mandatos duram dois anos.

Além disso, novas vagas podem surgir por renúncias, mortes, impeachments ou denúncias. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, por exemplo, está afastado desde fevereiro sob acusação de importunar sexualmente duas pessoas. Ele, porém, nega as acusações.

Indicação de novos ministros do Judiciário

O STF terá a maior renovação, pois quatro dos 11 ministros deixarão a Corte. Uma vaga está aberta desde outubro passado com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O preenchimento só deve ocorrer depois da eleição de outubro.

Até 2030, outros três ministros da Suprema Corte se aposentarão. Luiz Fux sairá até 26 de abril de 2028 e Cármen Lúcia deixará o cargo até 19 de abril de 2029. Ambos foram indicados em governos do PT. Já Gilmar Mendes se aposenta em 30 de dezembro de 2030.

Para o STF, o presidente indica qualquer cidadão com reputação ilibada, notável saber jurídico e mais de 35 anos. O Senado sabatina e vota o nome. Nos demais tribunais superiores, porém, o chefe do Executivo escolhe um nome de uma lista tríplice elaborada pelo próprio órgão. A decisão considera apoios políticos, perfil e alinhamentos.

O STJ tem uma vaga aberta desde abril, mas a lista tríplice não está definida. A escolha pode ficar para depois da eleição. Og Fernandes deixará a Corte em novembro, e outros quatro ministros se aposentarão entre 2027 e 2029.

No Superior Tribunal Militar (STM), dois dos 15 ministros se aposentarão no próximo mandato. Francisco Camelo representa a Aeronáutica, e Péricles Lima de Queiroz ocupa a vaga de civil. Os ministros militares vêm da cúpula das Forças Armadas e não passam por lista tríplice.

No TSE, o presidente indica dois dos sete ministros titulares e dois substitutos. Como os mandatos duram dois anos, a renovação é frequente.

Já no Tribunal de Contas da União (TCU), as três vagas de indicação presidencial estão ocupadas até 2031. Uma cadeira da Câmara dos Deputados ficará vaga em dezembro com a aposentadoria de Augusto Nardes. Neste caso, porém, a indicação cabe aos deputados.

Governo Lula analisa indicações

No atual governo, mais órgãos participam da escolha de ministros. Agora, Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Advocacia-Geral da União (AGU) e Secretaria de Assuntos Jurídicos avaliam os candidatos com o Ministério da Justiça.

Lula adiou uma reunião que analisaria 29 indicações para o Judiciário, mantendo cargos vagos, como uma cadeira no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que já enviou a lista tríplice ao presidente. A decisão envolverá nomes apoiados por líderes como Hugo Motta, Helder Barbalho e João Campos. Pelo menos outros quatro ministros de perfil progressista deixarão o TST até 2028.

Venezuela, Irã, Cuba e Coreia do Norte lideram lista de países com inflação mais alta

Em relação ao regime cubano, em meio a uma crise energética, até números de uma entidade oficial mostram deterioração da economia

Eugenio Goussinsky

Cuba passa por grave crise energética | Foto: JF Martin/Unplash

A inflação continua corroendo o poder de compra dos cubanos e coloca o país entre os mais afetados pela alta de preços no mundo. Levantamento do economista norte-americano Steve Hanke, da Universidade Johns Hopkins, revela que a Venezuela lidera o ranking global de inflação, com taxa anual de 574%, seguida pelo Irã, com 115%, por Cuba, com 66%, e pela Coreia do Norte, com 22%.

A metodologia de Hanke, distinta da do Fundo Monetário Internacional (FMI), é baseada na taxa de câmbio paralela para estimar inflação em países com estatísticas limitadas ou pouco confiáveis.

Em relação a Cuba, que tem vivido uma crise energética, até números de uma entidade oficial mostram deterioração da economia. Dados da Oficina Nacional de Estatística e Informação (Onei) revelam, segundo o 14ymedio, que o índice de preços ao consumidor acumulou alta de 9,16% nos cinco primeiros meses de 2026. Na comparação com maio do ano passado, a inflação chegou a 15,89%.

A escalada dos preços também ocorre em meio à forte desvalorização do peso cubano. Segundo o estudo de Hanke, a moeda cubana perdeu cerca de 40% de seu valor nos últimos 12 meses, pressionando ainda mais o custo de produtos básicos e reduzindo o poder de compra da população.

Estudo analisa o impacto da inflação em Cuba

O impacto pode ser observado em itens essenciais. O leite em pó, por exemplo, custava cerca de 2 mil pesos por quilo no início de abril. No fim de maio, o preço já havia subido para 2,4 mil pesos e, no começo de junho, alcançou 3,2 mil pesos por quilo.

A situação afeta diretamente produtos considerados estratégicos para a população. O leite está entre os itens que enfrentam escassez no país, comprometendo inclusive a distribuição destinada às crianças. Autoridades cubanas atribuem parte do problema à interrupção das operações de algumas companhias marítimas, receosas de sanções dos Estados Unidos, além da falta de combustível.

Outros alimentos também registram aumentos expressivos. O café teve alta de 7,7% em maio, segundo os dados oficiais. Em poucas semanas, o produto passou de 600 pesos para 850 pesos em alguns mercados monitorados pela imprensa local.

O açúcar, que durante décadas foi um dos pilares da economia cubana e hoje precisa ser importado em determinadas circunstâncias, também segue trajetória de alta. O preço da libra passou de 320 pesos no fim de abril para 450 pesos no início de junho.

Farinha, sal e diferentes tipos de carne apresentaram reajustes entre 2,5% e 9% apenas no último levantamento. O setor de restaurantes e alimentação fora de casa acumulou aumento anual superior a 26%.

A alimentação permanece como um dos segmentos mais pressionados pela inflação. Em relação a maio de 2025, os preços dos alimentos estão quase 20% mais altos. O transporte também pesa cada vez mais no orçamento das famílias, com aumento oficial de 21,7% em um ano.

O cenário é agravado pela contínua perda de valor da moeda cubana. No mercado informal de câmbio, base do estudo de Hanke, o dólar já supera 640 pesos, enquanto o euro se aproxima de 730 pesos, tornando cada vez mais difícil para a população preservar seu poder de compra.

Especialistas consideram que a combinação entre desvalorização cambial, escassez de produtos, crise energética e dificuldades de importação continua alimentando a inflação, sem sinais claros de reversão no curto prazo. Enquanto isso, além dos alimentos, os cubanos enfrentam aumentos constantes nos preços do transporte e de bens essenciais.

Lula deve contestar tarifas dos EUA em participação no G7

Presidente brasileiro embarcou para o evento na França na tarde deste domingo, 14; petista não tem agenda confirmada com Trump

Lucas Cheiddi

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/ YouTube/ @LulaOficial

Em meio ao clima de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou, na tarde deste domingo, 14, para a França, onde participará da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, nesta terça-feira, 16, e quarta-feira 17. O petista pretende aproveitar sua presença para contestar possíveis aumentos de tarifas impostos por Washington a produtos brasileiros.

Embora não haja confirmação de reunião oficial com o presidente norte-americano, Donald Trump, existe a possibilidade de uma conversa informal durante o evento, repetindo a interação semelhante ocorrida na ONU no ano passado. Lula já tem encontros agendados com o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

A ida de Lula ao G7 ocorre um dia depois de os Estados Unidos anunciarem uma investigação baseada na Seção 301, da Lei de Comércio. O país sugere uma tarifa de 25% para itens brasileiros. O governo norte-americano também avalia criar uma taxa extra de 12,5% para cerca de 60 países, entre eles o Brasil, por supostas deficiências no combate ao trabalho forçado.

O governo brasileiro também se mostrou desconfortável com a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, além da recepção de Trump ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca.

Negociações bilaterais e expectativas para o G7

O presidente dos EUA, Donald Trump – 5/6/2026 | Foto: Nathan Howard/Reuters

Segundo fontes do Planalto, apenas a proposta de sobretaxa de 25% tem chance de revisão em curto prazo. Esse assunto está em discussão por um grupo de trabalho bilateral, criado depois do encontro entre Lula e Trump, ocorrido em 7 de maio. O governo avalia que o diálogo deve continuar em nível técnico antes de chegar aos presidentes.

No sábado 13, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, realizou uma reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos. Uma nova rodada técnica está prevista para os próximos dias.

Mesmo sem agenda oficial com Trump, Lula deve tratar do tema tarifário em seu discurso na cúpula. Esta terça-feira, 16, será dedicada a discutir desequilíbrios macroeconômicos globais. Neste momento, Lula vai criticar o unilateralismo e o que considera ser a fragilização da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na quinta-feira 11, Lula afirmou que Trump “não foi eleito para ser imperador do mundo”. No entanto, auxiliares do Palácio do Planalto esperam que, no G7, Lula adote uma postura mais diplomática e adequada ao ambiente do encontro.

Randolfe, o rejeitado

Petista lidera rejeição entre os pré-candidatos ao Senado pelo Amapá

Anderson Scardoelli

Randolfe Rodrigues (PT) deve tentar a reeleição ao Senado na disputa eleitoral deste ano | Foto: Pedro França/Agência Senado

O líder do governo Lula no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), lida com uma dificuldade na possível tentativa de se reeleger senador na disputa eleitoral de outubro. Levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas nesta segunda-feira, 15, apresenta o petista na primeira colocação no quesito rejeição.

Entre os cinco pré-candidatos ao Senado pelo Amapá listados pelo instituto, Randolfe soma 33,6% de rejeição. Ou seja, de cada três eleitores do Estado, um afirma que não votará nele de jeito nenhum.

Na parte de rejeição, o parlamentar tem mais de 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Isso porque o deputado federal Acácio Favacho (MDB-AP) registra 22,8%.

O vice-governador amapaense, Teles Júnior (PDT), o senador Lucas Barreto (PSD) e a ex-primeira-dama de Macapá Rayssa Furlan (Podemos) completam a lista. Eles somam rejeições de 15,7%, 13,7% e 12,8%, respectivamente. Do total de entrevistados, 4,4% dizem que poderiam votar em qualquer um. Enquanto isso, 14,3% não souberam responder ou não quiseram participar.

Em intenções de voto, o petista figura na terceira colocação nos dois cenários formulados. Em ambos os casos, Rayssa aparece na primeira posição, com Barreto na sequência.

A pesquisa que mostra a rejeição de Randolfe

O levantamento no qual Randolfe Rodrigues surge na liderança em rejeição para o Senado entrevistou 1,1 mil eleitores em potencial no Amapá. O trabalho de campo ocorreu de 11 a 13 de junho.

De acordo com o Paraná Pesquisas, a margem de erro é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. O grau de confiança, conforme o instituto, é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código AP-02175/2026 é o protocolo nesse sentido.

Flávio retoma modelo de lives feitas por Jair Bolsonaro

O senador e presidenciável aproveitou o início da Copa do Mundo para reativar canal no YouTube

Erich Mafra

O senador Flávio e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reativou seu canal oficial no YouTube para reviver o modelo de transmissões semanais ao vivo consagrado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) publicou o vídeo em suas redes sociais e endossou a estratégia de comunicação da família para furar o bloqueio da mídia tradicional. Na legenda, Lopes cravou que a iniciativa serve para “fazer o Brasil voltar para o rumo da prosperidade”.

A gravação ocorreu em tom informal durante o aquecimento para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Flávio explicou que usará a plataforma digital de forma permanente com o objetivo de restabelecer uma “relação direta” com o eleitorado conservador. O parlamentar avisou que os vídeos publicados às quintas-feiras vão debater “o futuro do nosso Brasil” e tentar convencer os cidadãos a “vestirem de verdade essa camisa verde e amarela”.

Carlos detalha rotina médica do pai e agendas do PL

O dirigente do Partido Liberal em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, puxou uma cadeira no meio do cenário para participar do bate-papo virtual. O irmão do presidenciável deu detalhes sobre a internação de Jair Bolsonaro em Brasília. Carlos relatou que conseguiu passar pouco tempo com o pai no hospital, porque “os remédios o estão fazendo dormir mais tempo do que o comum” e criticou a rigidez dos horários de visitação da equipe médica.

Carlos Bolsonaro aproveitou o espaço para detalhar a rotina de viagens que comanda pela legenda. Ele declarou que a comitiva de oposição viaja pelo território nacional para encorpar as bases partidárias da direita. O cronograma de pré-campanha inclui passagens por Alagoas, Sergipe, pela cidade mineira de Governador Valadares e pelo Rio de Janeiro nos próximos meses.
Críticas sobre economia e chinelada em casa

Os irmãos Bolsonaro usaram o palanque digital para fazer críticas frontais à gestão econômica do governo federal. O presidenciável do PL afirmou que a inflação corrói a renda dos trabalhadores e que as famílias de baixa renda estão “parcelando o feijão e o arroz no cartão de crédito”. Flávio culpou a “irresponsabilidade do atual governo” pela explosão no endividamento popular e revelou que os empréstimos bancários viraram uma bola de neve impagável por causa da elevação da taxa Selic.

O clima pesado da economia deu lugar a piadas e bastidores da infância da família. Flávio brincou com a nova barba do irmão e relembrou o cotidiano de brigas com Carlos e Eduardo Bolsonaro quando os três dividiam o mesmo quarto. O senador contou que, por ser o mais velho, conseguia “bater nos dois juntos” e que a mãe precisava intervir com “cinta e chinelada toda noite para acalmar” os filhos adolescentes. Carlos confirmou as memórias e emendou que, naquela época, “o resultado era porrada”.

Clã denuncia perseguição institucional e prevê resistência

No encerramento da transmissão, o pré-candidato à Presidência subiu o tom contra o atual cenário político institucional de Brasília. Flávio Bolsonaro afirmou que a família sofre perseguição diária e que a liberdade de expressão está ameaçada no país. O parlamentar declarou que o Judiciário avança sobre as prerrogativas do Legislativo, resultando em um “Congresso Nacional desrespeitado”.

O senador garantiu que a oposição possui coragem para apresentar um projeto de transformação estrutural e combater a insegurança pública nas ruas. A equipe de campanha do PL planeja profissionalizar as lives nos próximos dias para atualizar os algoritmos do canal e transformar o YouTube na principal vitrine da candidatura de Flávio até o início oficial da disputa nas urnas.

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