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terça-feira, 14 de abril de 2026

No Paraná, Flávio lidera com quase o dobro dos votos de Lula

Com 63,5% de desaprovação, governo do petista enfrenta forte rejeição no Estado

Yasmin Alencar

Flávio registra 48,2% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Lula soma 25,1% | Foto: Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de registros de Jefferson Rudy/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

No Paraná, o cenário eleitoral deste ano segue amplamente favorável ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com vantagem expressiva sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todos os cenários testados.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Paraná Pesquisas, Flávio registra 48,2% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Lula soma 25,1% — uma diferença de 23 pontos porcentuais, praticamente o dobro do desempenho do petista.

Em um cenário mais direto, com menos candidatos, a vantagem se amplia: Flávio chega a 58,1%, contra 29,8% de Lula.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 12 de abril, com 1,5 mil eleitores em 56 municípios do Estado, e tem margem de erro de 2,6 pontos porcentuais.

Na modalidade espontânea — quando o entrevistado não recebe uma lista de nomes —, Flávio também lidera, com 22,1%, à frente de Lula, que aparece com 13,1%.

Reprovação elevada de Lula no Estado

Além do cenário eleitoral, a pesquisa também mediu a avaliação do governo federal no Paraná — e os números apontam desgaste relevante da atual gestão.

Segundo o levantamento, 63,5% dos entrevistados dizem desaprovar o governo Lula, enquanto apenas 32,8% afirmam aprová-lo.

A avaliação negativa também se destaca quando se analisam os conceitos atribuídos à administração: 45,7% classificam o governo como “péssimo”, e outros 8,7%, como “ruim”. Os dados históricos mostram que a desaprovação permanece em patamar elevado ao longo dos últimos meses, com pouca variação desde o início de 2026.

A pesquisa foi conduzida por meio de entrevistas presenciais domiciliares, com amostra representativa do eleitorado do Paraná. O nível de confiança é de 95%.

Eduardo diz que Ramagem foi detido por infração de trânsito e deve ser liberado

Conforme o filho de Jair Bolsonaro, o ocorrido não tem vínculo direto com pedido de extradição do governo brasileiro

Lucas Cheiddi

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Reprodução/Flickr

A detenção de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos ocorreu depois de uma infração de trânsito e não tem vínculo direto com o pedido de extradição do governo brasileiro, segundo declarou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta segunda-feira, 13. O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) abordou o ex-diretor da Abin na mesma data.

Eduardo Bolsonaro, que está no país, assegurou que Ramagem possui status migratório regular e aguarda a análise de um pedido de asilo. Ele explicou que o processo costuma demorar, mas ressaltou que existe “boa expectativa” de deferimento. O ex-deputado destacou que a equipe jurídica trabalha para agilizar a soltura do aliado.

“O status do Ramagem é absolutamente legal, e ele aguarda o julgamento de um processo de asilo que normalmente é, sim, demorado, mas tem tudo para ser deferido”, disse Eduardo Bolsonaro em vídeo divulgado no X. “Há boa expectativa de que ele seja solto e continue respondendo ao seu processo de asilo em liberdade.”



Fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo dizem que, mesmo preso por motivos migratórios, Ramagem poderá enfrentar deportação ou ter seu processo de extradição acelerado. O ICE já incluiu a prisão no sistema eletrônico da agência. Segundo a Polícia Federal brasileira, a detenção resulta de cooperação internacional entre as autoridades dos dois países.

Nota da PF tem alegações diferentes das de Eduardo Bolsonaro

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em nota, a Polícia Federal informou que Ramagem tem status de fugitivo depois de condenações. Entre os crimes, estão organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito.

O jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Ramagem e residente nos EUA, reforçou que a prisão ocorreu apenas por questão de trânsito. Disse, ainda, estar oferecendo suporte para evitar a deportação.

O pedido de extradição do Brasil chegou aos EUA em 30 de dezembro do ano passado, sem prazo definido para análise. Ramagem, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o Brasil durante o julgamento da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF).

Datafolha: 55% acreditam em envolvimento de ministros do STF no caso Master

Levantamento também mostra percepção de poder excessivo da Corte e queda de confiança na instituição

Isabela Jordão

Os ministros do STF Alexandre Moraes e Dias Toffoli | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 13, 55% dos brasileiros sabem das suspeitas de ligação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o caso do Banco Master e acreditam haver envolvimento de ministros no episódio. Outros 4% afirmam não ver participação de integrantes da Corte, enquanto 10% não souberam opinar.

Somados, esses grupos representam cerca de 70% dos entrevistados que afirmam ter ao menos ouvido falar do caso, um dos principais fatores de desgaste recente do STF. Já 30% dizem não ter conhecimento sobre as suspeitas — parcela que não foi questionada sobre a existência ou não de envolvimento dos ministros.

Os dados mostram variação relevante conforme a preferência eleitoral. Entre os que declaram intenção de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% acreditam no envolvimento de ministros no caso. Já entre eleitores de Flávio Bolsonaro, esse índice sobe para 70%. Entre os que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, o porcentual é de 48%.
Foto: Montagem Revista Oeste com informações do Datafolha

O desconhecimento sobre o tema é mais elevado entre jovens de 16 a 24 anos, faixa em que 48% dizem não ter ouvido falar das suspeitas. O índice também é maior entre pessoas com ensino fundamental (42%) e entre eleitores que declaram voto branco ou nulo.
75% acreditam que ministros do STF têm poder demais

O levantamento revela ainda que 75% dos brasileiros consideram que os ministros do STF têm poder excessivo. Ao mesmo tempo, 71% afirmam que o tribunal é essencial para a proteção da democracia.

A percepção de perda de credibilidade também aparece na pesquisa: 75% dizem que a população confia menos no STF hoje do que no passado — questão feita pela primeira vez pelo instituto, sem base de comparação histórica.Foto: Montagem Revista Oeste com informações do Datafolha

Nos recortes por voto em 2022, 88% dos eleitores de Jair Bolsonaro avaliam que o Supremo tem poder demais. Entre os que votaram em Lula, o índice é menor, mas ainda majoritário, de 64%. As margens de erro nesses segmentos são de 4 e 3 pontos, respectivamente.

Já na avaliação sobre o papel institucional da Corte, 84% dos eleitores de Lula consideram o STF essencial para a democracia, ante 60% entre os que votaram em Bolsonaro. Entre os que optaram por branco, nulo ou nenhum candidato, 73% também reconhecem a importância do tribunal, enquanto 67% avaliam que seus integrantes detêm poder em excesso.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 7 e 9 de abril, em 137 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026.

Nunes Marques mantém sindicância contra ministro do STJ acusado de assédio

Com isso, investigação segue no Superior Tribunal de Justiça e poder ser convertida em processo administrativo disciplinar (PAD)

Loriane Comeli

Nunes Marques entendeu que não houve cerceamento de defesa nesta fase da investigação | Foto: Reprodução/site STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira, 13, um pedido para suspender a sindicância que investiga o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O magistrado é suspeito de importunar sexualmente uma jovem de 18 anos e assediar sexualmente uma ex-assessora. Ele é alvo de um processo administrativo preliminar no STJ e está afastado do cargo desde 10 de fevereiro.

Buzzi queria que o STF considerasse ilegais os depoimentos usados como prova, com a alegação de que eles foram produzidos sem a participação da defesa, o que violaria o direito de se defender em igualdade com a acusação. A defesa do ministro sustentou que “a prova oral compartilhada é ilícita por ter sido produzida com contraditório exclusivamente da acusação”.

Além disso, os advogados pediram que o STF suspendesse a sindicância em andamento no STJ até que o Supremo decidisse se essas provas são válidas ou não.

A decisão de Nunes Marques

Na decisão, Nunes Marques, relator do caso no STF, negou o pedido da defesa. Ele sustentou que esse tipo de procedimento administrativo (sindicância) é apenas uma etapa preliminar de investigação e, por isso, não exige ainda todas as garantias de defesa completa.
Kássio Nunes Marques atuou no TRF-1 entre 2011 e 2020 | Foto: Reprodução/site STF

O magistrado afirma ainda que o procedimento ocorre de forma regular no STJ. “Esta Corte (STF) já pacificou o entendimento de que a sindicância é procedimento preparatório ao processo administrativo disciplinar, não cabendo alegar, em seu decorrer, a violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa”, escreveu Nunes Marques.

O ministro determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste antes de uma decisão final sobre a validade das provas.

As acusações contra Buzzi

Na sindicância, Buzzi é investigado por assédio a duas mulheres. A primeira vítima é uma jovem de 18 anos, filha de amigos de Buzzi. Segundo os relatos, a jovem passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. Lá, o magistrado teria tentado agarrar a mulher à força

Depois da denúncia dela, uma mulher que trabalhou com o ministro relatou fatos similares ao primeiro caso. A ex-assessora de Buzzi denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cinco episódios em que teria sido assediada sexualmente e ainda um outro de assédio moral durante o período no qual trabalhou no gabinete. A defesa do ministro nega as acusações.

Em 31 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer favorável à abertura de inquérito criminal, com envio dos autos à autoridade policial para diligências por 60 dias, sob sigilo, e posterior retorno do caso ao Ministério Público para nova avaliação. O caso tramita em sigilo.

Defesa de Buzzi

O advogado Daniel Bialski, que representa a jovem e sua família, afirmou ao Estadão que espera que “efetivamente, a investigação siga o seu curso normal, para que os graves fatos reportados sejam apurados para respaldar futura ação penal”.

Em nota enviada ao Estadão, a defesa de Buzzi diz acreditar que o relator do caso no STF “saberá sopesar o conjunto de elementos para, assim, indeferir a abertura do inquérito policial”. “Com respeito, a defesa do Ministro Buzzi discorda da manifestação pela instauração de inquérito policial diante da apresentação das inúmeras contraprovas já documentadas no procedimento preparatório. Assim, se os depoimentos iniciais podem ser considerados indícios, não se pode desconsiderar a plêiade de provas que demonstram a inexistência dos fatos declarados”, informa a defesa.

Nesta terça-feira, 14, os ministros do STJ decidirão em plenário se vão abrir um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o magistrado e o parecer da PGR pode pesar na decisão.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Lula e Flávio têm empate técnico no 1º turno, indica Futura/Apex

Em cenário com o ex-ministro Fernando Haddad no lugar do presidente, o senador assume a liderança isolada; confira os números

Anderson Scardoelli

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem nas primeiras colocações em levantamento divulgado nesta terça-feira, 14 | Foto: Ricardo Stuckert/PR e Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em condição de empate técnico na disputa pela liderança em intenções de voto para a Presidência da República. É o que mostra levantamento que o instituto Futura/Apex divulgou na manhã desta terça-feira, 14.

A pesquisa apresenta três diferentes cenários de primeiro turno. Nos dois em que aparece, Lula está numericamente à frente de Flávio. Em um, o petista registra 39,8%, contra 37,3% do liberal. No outro, o atual presidente soma 38,4%, enquanto o parlamentar fica com 38,2%.

Em nenhum dos casos, a diferença é maior do que 2,2 pontos porcentuais, que é a margem de erro do material. Por isso, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados nas simulações de primeiro turno.

Fora da margem de erro se dá a diferença de Flávio sobre Fernando Haddad (PT), no cenário em que o ex-ministro da Fazenda consta no lugar de Lula. Nessa hipótese, o senador fica com 38,4% e vê o seu adversário registrar 21,3%.

Os cenários com Lula e Flávio na liderança
Lula e Flávio Bolsonaro são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Montagem da Revista Oeste, Agência Brasil e Agência Senado

Confira, abaixo, os números dos três cenários de primeiro turno que a Futura/Apex formulou para o atual levantamento:

Cenário 1 (com Romeu Zema)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 39,8%;
Flávio Bolsonaro (PL) — 37,3%;
Ninguém/branco/nulo — 7,1%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 4,8%;
Não soube/não respondeu/indeciso — 4,5%;
Romeu Zema (Novo) — 2,9%;
Renan Santos (Missão) — 1,4%;
Augusto Cury (Avante) — 1,3%;
Cabo Daciolo (Mobiliza) — 0,5%; e
Aldo Rebelo (Democracia Cristã) — 0,3%.Cenário 2 (sem Zema)

Lula — 38,4%;
Flávio — 38,2%;
Ninguém/branco/nulo — 8,1%;
Caiado — 6%;
Não soube/não respondeu/indeciso — 3,4%;
Renan — 2%;
Cury — 1,9%;
Daciolo — 1,1%; e
Aldo — 0,8%.Cenário 3 (com Haddad no lugar de Lula)

Flávio — 38,4%;
Haddad — 21,3%;
Ninguém/branco/nulo — 17,1%;
Caiado — 7,4%;
Não soube/não respondeu/indeciso — 4,5%;
Zema — 5,2%;
Renan — 2,4%;
Cury — 2,3%;
Daciolo — 1,3%; e
Aldo — 0,6%.

Dados do levantamento
A seis meses das eleições gerais, Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores, para aferir as intenções de voto para presidente | Foto: Joa Souza/Shutterstock

A fim de mapear as intenções de voto para a Presidência, a equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores, de 16 anos ou mais, em 895 municípios brasileiros. As entrevistas ocorreram de 7 a 11 de abril.

Além dá já mencionada margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, o instituto responsável pelo levantamento afirma que o grau de confiança é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral, com BR-08282/2026 como o código de acompanhamento.

2º turno: Flávio Bolsonaro vence tanto Lula quanto Haddad

Vantagem do senador sobre a dupla petista se dá fora da margem de erro, mostra levantamento da Futura/Apex

Anderson Scardoelli

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Se o segundo turno da disputa presidencial fosse realizado hoje, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria o representante do PT, seja ele o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. A informação nesse sentido consta em levantamento que a Futura/Apex divulgou na manhã desta terça-feira, 14.

Ao todo, o instituto realizou seis diferentes simulações de hipotéticos embates eleitorais. O parlamentar é o líder em intenções de voto nos dois cenários em que aparece.

Numa eventual briga direta com Lula, Flávio venceria por 48% a 42,6%. Além disso, 7,3% formam o bloco de nenhum/branco/nulo, enquanto 2,1% constam como não souberam responder, não quiseram opinar ou se mostraram indecisos.

Contra Haddad, a vantagem do senador do PL supera os 13 pontos porcentuais: 48,3% a 34,8%, com 14,3% de nenhum/branco/nulo e 2,6% de não souberam/não responderam/indecisos.

Simulações sem Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro é o pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Nos outros dois cenários em que aparece, Lula tem pontuação maior que a dos ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). No primeiro, o petista leva a melhor, com 43,9% a 38,8% (com 14,6% de ninguém/branco/nulo e 2,7% de não souberam/não responderam/indecisos). Já no segundo caso, o representante do PT vence por 44,8% a 38% (com 14,9% de ninguém/branco/nulo e 2,2% de não souberam/não responderam/indecisos).

A Futura/Apex realizou outras duas simulações de segundo turno. Em ambos os casos, há empate técnico, ao considerar a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.

Haddad X Caiado

Fernando Haddad (PT) — 36,8%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 36,5%;
Ninguém/branco/nulo — 22,6%; e
Não souberam/não responderam/indecisos — 4,1%.

Haddad X Zema

Fernando Haddad (PT) — 38,4%;
Romeu Zema (Novo) — 35,6%;
Ninguém/branco/nulo — 22,5%; e
Não souberam/não responderam/indecisos — 3,5%.

Dados da pesquisa

A equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores de 7 a 11 de abril. Foram ouvidas pessoas de 895 municípios brasileiros. Além da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, o grau de confiança da pesquisa é de 95%. O material foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral, com o protocolo BR-08282/2026.

Mais de 55% são favoráveis a impeachment de ministros do STF

Menos de um terço da população diz ser contra a cassação de mandatos de integrantes do Supremo, mostra Futura/Apex

Anderson Scardoelli

Conforme a pesquisa, 55,4% dos entrevistados responder "a favor" à pergunta "você é a favor ou contra o impeachment dos ministros do Supremo?" | Foto: Gustavo Moreno/STF

Levantamento divulgado pela Futura/Apex nesta terça-feira, 14, mostra que a maioria absoluta da população é favorável a impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme a pesquisa, 55,4% dos entrevistados responderam “a favor” à pergunta “você é a favor ou contra o impeachment dos ministros do Supremo?”.

A essa indagação, 12,5% formam o bloco daqueles que não souberam responder ou não quiseram opinar.

Metodologia sobre impeachment de ministros do STF

Para entender se a maioria do brasileiros é favorável ou contrária a impeachment de ministros do STF, a equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil brasileiros de 16 anos ou mais, em 895 municípios. Esse trabalho ocorreu de 7 a 11 de abril.

O levantamento conta com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Nesse sentido, o grau de confiança do material é de 95%.

Os responsáveis pela pesquisa afirmam, por fim, que há registro no Tribunal Superior Eleitoral. O protocolo BR-08282/2026 serve como código de acompanhamento.

Petrobras investe US$ 1 bi para retomar fábrica de fertilizantes parada desde a gestão Dilma

A operação está planejada para começar em 2029

Yasmin Alencar

A decisão integra os planos da Petrobras de fortalecer sua participação no mercado brasileiro de fertilizantes | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Depois de mais de uma década de espera, a Petrobras decidiu reiniciar a construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, cuja paralisação ocorreu em 2015. O aporte previsto para finalizar a planta chega a US$ 1 bilhão, equivalente a cerca de R$ 5 bilhões, e a operação está planejada para começar em 2029.

A decisão integra os planos da Petrobras de fortalecer sua participação no mercado brasileiro de fertilizantes, retomados em 2023, com o objetivo de expandir o aproveitamento do gás natural e diminuir a dependência do país em relação às importações desse insumo estratégico.

Histórico de paralisações e tentativas de venda

As obras da UFN-III tiveram início em 2011, durante o ciclo de investimentos da estatal. O projeto foi interrompido no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT) por causa da crise política e econômica, quando já estava com 80% dos trabalhos concluídos.

Depois da paralisação, a unidade passou a integrar o programa de venda de ativos da Petrobras. Em 2019, uma tentativa de alienação não teve sucesso. Já em fevereiro de 2022, a estatal anunciou negociação com a russa Acron, mas o acordo foi cancelado em razão da guerra na Ucrânia.

Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, os investimentos na construção da fábrica ultrapassaram R$ 3 bilhões, com parte desse montante perdido por causa da deterioração dos equipamentos durante os anos de inatividade.

Impacto na produção nacional de fertilizantes

Com a conclusão prevista, a planta terá capacidade para produzir aproximadamente 3,6 mil toneladas por dia de ureia e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, abastecendo majoritariamente o agronegócio do Centro-Oeste e Sudeste, regiões que concentram alta demanda.

O empreendimento emprega tecnologias avançadas de eficiência e está posicionado estrategicamente perto de grandes centros consumidores, fator que tende a aumentar a competitividade logística e a segurança no fornecimento nacional de fertilizantes.

Rejeição: 46,4% não votariam em Lula em hipótese alguma

Petista lidera índice de desaprovação entre os pré-candidatos à Presidência da República, segundo levantamento da Futura/Apex

Anderson Scardoelli

O petista Luiz Inácio Lula da Silva está em seu terceiro mandato como presidente do Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Entre os nove pré-candidatos à Presidência da República mapeados pela Futura/Apex, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o maior índice de rejeição.

Conforme o levantamento divulgado nesta terça-feira, 14, 46,4% do total de entrevistados afirmam que não votariam no petista em hipótese alguma.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocupa a segunda colocação nesse sentido. Isso porque 44,4% se recusariam a votar nele.

Apesar de o petista estar numericamente à frente, Lula e Flávio têm condição de empate técnico em termos de rejeição. Afinal, a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais.

Petista, assim como o atual presidente da República, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad também consta na pesquisa. Ele soma 28,5% de rejeição.

A lista segue com outros seis nomes:

Cabo Daciolo (Mobiliza) — 15,6%;
Romeu Zema (Novo) — 13,9%;
Ronaldo Caiado (PSD) — 13,4%;
Renan Santos (Missão) — 10,8%;
Aldo Rebelo (Democracia Cristã) — 9,9%; e
Augusto Cury (Avante) — 8,8%.

Além disso, 3,3% rejeitam todos os nove pré-candidatos listados pela Futura/Apex. A proporção de quem não soube responder ou não quis opinar é de 2,9%. Por fim, 0,7% não rejeita ninguém.

Cada entrevistado poderia rejeitar mais de um político. Por isso, a soma ultrapassa os 100 pontos porcentuais.

Dados da pesquisa sobre rejeição de Lula

Para aferir o grau de rejeição de Lula e de outros pré-candidatos a presidente, a equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores, de 16 anos ou mais. O trabalho nesse sentido ocorreu de 7 a 11 de abril. De acordo com os organizadores, foram ouvidas pessoas espalhadas por 895 municípios brasileiros.

Ainda conforme o instituto, a margem de erro do material é de 2,2 pontos porcentuais. O grau de confiança é de 95%.

O código BR-08282/2026 é o protocolo de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral.

INSS tinha plano para reduzir fila desde janeiro, diz ex-presidente

Gilberto Waller afirma que proposta previa cortar espera para 1,3 milhão de pedidos; demitido, ele culpa a Casa Civil por entrave

Isabela Jordão

O agora ex-presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, demitido nesta segunda-feira, 13 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) elaborou ainda em janeiro um plano para reduzir a fila de pedidos de benefícios, mas a proposta não saiu do papel por falta de aval da Casa Civil. A afirmação é do ex-presidente do órgão Gilberto Waller, demitido nesta segunda-feira, 13.

Segundo Waller, o plano foi construído em conjunto com a Casa Civil, a Dataprev e o Ministério da Previdência Social e previa a redução da fila para 1,3 milhão de requerimentos até o fim do atual governo.

Parte das medidas chegou a ser implementada, como o Atestemed — ferramenta digital que permite solicitar auxílio por incapacidade temporária sem perícia presencial — e a realização de mutirões aos fins de semana.
Miriam Belchior assumiu o Ministério da Casa Civil em abril deste ano | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Fizemos algumas coisas que já deram efeito”, disse ao jornal O Globo. Ele afirma, porém, desconhecer os motivos pelos quais a Casa Civil não deu sinal verde para a execução integral da proposta. Waller foi nomeado em abril de 2025, depois do escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões, e deixou o cargo sem aviso prévio.

Segundo relato à jornalista Andréia Sadi, da Rede Globo, ele foi informado da exoneração por volta das 10h30 de segunda-feira, sem explicações sobre a decisão. Disse ainda que não chegou a falar com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, e foi comunicado apenas pelo secretário-executivo da pasta.

O ex-presidente também contestou a justificativa do ministério de que a troca no comando do INSS visa a acelerar a análise de benefícios. Para ele, o principal gargalo está na perícia médica, responsabilidade da pasta.
Segundo Waller, o plano previa a redução da fila para 1,3 milhão de pedidos até o fim do ano | Foto: Agência Brasil/Divulgação

“Se for a fila, quem teria que ser exonerado não era ninguém do INSS”, afirmou. “A maioria dos que esperam há mais de 45 dias depende de perícia médica.” Dados do próprio instituto revelam que mais de 821 mil pessoas nessa condição aguardam avaliação.

Fila do INSS tem quase 3 milhões de pedidos em espera

Atualmente, cerca de 2,7 milhões de pedidos estão na fila. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu zerar a espera até o fim do mandato, mas o objetivo ainda não foi alcançado. O governo recebe, em média, 61 mil novos requerimentos por dia.

Waller fez um balanço positivo de sua gestão. Ele afirma ter reduzido o estoque de pedidos mesmo com o aumento da demanda. Disse também que promoveu uma “limpeza” interna diante das fraudes investigadas. Em março, segundo ele, o INSS registrou recorde de concessões, com 890 mil benefícios aprovados, além de 1,6 milhão de análises concluídas.
Ana Cristina Viana Silveira, nova presidente do INSS | Foto: Divulgação/Ministério da Previdência Social

Em nota enviada ao jornal Folha de S.Paulo, o Ministério da Previdência afirmou que a redução da fila observada em março é resultado de ações da pasta, como mutirões, contratação de 500 peritos, uso de telemedicina e ampliação do Atestemed.

Durante sua gestão, Waller se reuniu apenas uma vez com o presidente Lula, em maio de 2025, para tratar da resposta ao escândalo dos descontos indevidos. Segundo ele, o tema da fila não foi abordado na ocasião. Desde então, não houve novos encontros entre ambos.

A fila do INSS praticamente triplicou desde o início do atual governo, de acordo com dados do Boletim Estatístico da Previdência. Depois de atingir 3,1 milhões de pedidos em fevereiro deste ano, o número recuou para 2,7 milhões no mês passado.

Com a saída de Waller, o INSS passa a ser comandado por Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do órgão desde 2003.

Haddad e Lula lideram ranking de imagem negativa; entenda

Futura/Apex mapeou a percepção dos eleitores brasileiros em relação a cinco políticos

Anderson Scardoelli

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad: dupla do PT não está bem vista pela sociedade | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

No quesito imagem negativa, ninguém supera os petistas Fernando Haddad e Luiz Inácio da Silva. É o que mostra o levantamento divulgado pela Futura/Apex nesta terça-feira, 14.

Ex-ministro da Fazenda, Haddad tem imagem negativa perante 50,3% dos entrevistados. Numericamente, ele ocupa a primeira colocação nesse sentido.

O presidente da República surge na sequência. Conforme a pesquisa, 49,9% do público consultado tem imagem negativa de Lula.

Apesar de se apresentar como pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Haddad pode se ver obrigado a concorrer à Presidência da República. Nos bastidores do poder, circula a hipótese de que Lula pode dar vez ao aliado caso veja que terá dificuldade em conquistar a reeleição.

O levantamento também mostra o nível de imagem negativa de outros três políticos que se apresentam como pré-candidatos a presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) crava 49%. Ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) soma 41,2%. Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 36,9%.

Imagem positiva de Lula, Haddad e outros

A pesquisa ainda mapeou o nível de imagem positiva de cada um dos cinco políticos:

Lula — 46,1%;
Flávio — 42,5%;
Haddad — 37,6%;
Caiado — 36,9%; e
Zema — 32,8%.
Números da pesquisa

Para o levantamento, foram entrevistadas duas mil pessoas, de 16 anos ou mais, em 895 cidades brasileiras. As entrevistas, que se deram por meio de ligações telefônicas, ocorreram de 7 a 12 de abril.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Além disso, a Futura/Apex afirma que o grau de confiança do material é de 95%.

O instituto informa, por fim, que registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral. O código BR-08282/2026 é o protocolo de acompanhamento.

Maioria dos brasileiros desaprova Congresso, STF e Lula

Informação consta em levantamento da Futura/Apex divulgado nesta terça-feira, 14

Anderson Scardoelli

Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes; o Congresso Nacional aparece ao centro; à esquerda está o Palácio do Planalto; já a sede do STF surge à direita da imagem | Foto: Reprodução/https:/villelastay.com.br

A pesquisa divulgada pela Futura/Apex nesta terça-feira, 14, apresenta indicadores negativos para o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme o material, os três estão em baixa com a população, com desaprovação acima dos 50%.

No caso do Congresso, que conta com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados e representa o Poder Legislativo do país, 56,1% dos entrevistados pelo instituto afirmam desaprovar o órgão. A aprovação fica em 37,2%, com 6,7% de não souberam responder ou não quiseram se manifestar a respeito.

Mais alta Corte do Judiciário brasileiro, o STF tem a desaprovação de 51,9% dos brasileiros. Enquanto isso, 41,5% aprovam o trabalho do tribunal. A parcela de quem não soube opinar ou preferiu não responder é de 6,6%.

Em relação a Lula, que personifica o comando do Poder Executivo federal, o grau de desaprovação é de 51,4%. Por outro lado, 44,4% afirmam aprovar o desempenho do atual presidente da República. Por fim, há 4,2% de quem não soube responder ou preferiu não participar do levantamento.
Fachada do Congresso Nacional, na Praça dos Três Poderes, em Brasília; símbolo do Poder Legislativo federal do Brasil | Foto: Reprodução/Shutterstock

Avalições do Congresso, do STF e de Lula

Os pesquisadores também perguntaram como os entrevistados avaliavam o Congresso, o STF e o presidente Lula. As respostas tiveram as seguintes proporções:]

Congresso

45,6% — ruim ou péssimo;
29% — regular; e
21,2% — ótimo ou bom.STF

43,4% — ruim ou péssimo;
28,4% — ótimo ou bom; e
23,8% — regular.Lula

43,5% — ruim ou péssimo;
36,4% — ótimo ou bom; e
19,2% — regular.
Números do levantamento

A equipe da Futura/Apex entrevistou 2 mil eleitores em 895 municípios do país, de 7 a 11 de abril. Com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, a pesquisa tem grau de confiança em 95%. O protocolo BR-08282/2026 é o código para acompanhamento do material no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.

Defesa diz que cunhado é 'pessoa de confiança', e não cuidador de Bolsonaro

Advogados respondem à cobrança de Alexandre de Moraes sobre qualificação profissional de parente

Erich Mafra

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o irmão Carlos Eduardo Antunes Torres | Foto: Reprodução/Instagram/@eduardotorresbrasil

A defesa de Jair Bolsonaro enviou explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta segunda-feira, 13, sobre a presença de Carlos Eduardo Antunes Torres na rotina do ex-presidente. Os advogados afirmam que o irmão de Michelle Bolsonaro atua como pessoa de confiança da família, e não como profissional de saúde. O documento responde a uma exigência do ministro Alexandre de Moraes.

Moraes cobrou a comprovação de diplomas de enfermagem ou técnico de saúde para autorizar Torres como “cuidador”. A defesa refuta a necessidade de formação técnica e explica que o cunhado presta auxílio doméstico e apoio pessoal. Eduardo Torres acompanha o cotidiano da família desde o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018.

Suporte na prisão domiciliar

O pedido de acesso busca garantir ajuda ao ex-presidente especialmente nos períodos em que Michelle Bolsonaro estiver fora de casa. Torres é filho da madrasta da ex-primeira-dama e possui intimidade com o ambiente familiar. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária de 90 dias desde o final de março devido a um quadro grave de saúde.

O ex-presidente recebeu alta depois de tratar uma broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. O quadro exigiu 14 dias de internação em Brasília e foi a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro, agora com 71 anos. Médicos consideraram esta a infecção mais severa já contraída pelo político.

Prazo para recuperação

Alexandre de Moraes estabeleceu a prisão domiciliar humanitária com base no tempo de recuperação pulmonar para idosos. O ministro disse que o prazo de 45 a 90 dias é o padrão na literatura médica para esses casos. O magistrado ainda não decidiu sobre a permissão definitiva para o cunhado frequentar a residência.

Logo que o período de 90 dias terminar, o STF deve realizar uma perícia médica para avaliar o estado de Bolsonaro. O resultado determinará se os requisitos para a manutenção do regime domiciliar continuam válidos. Por enquanto, a defesa aguarda o aval de Moraes para formalizar o apoio do familiar na rotina de cuidados do ex-presidente.

Bahia alcança 7,6 mil armas apreendidas e entra no top 3 do Brasil

Levantamento considera a comparação entre os dados de 2022 e 2025

Por Victoria Isabel
Foram apreendidas 7.633 armas de fogo no ano passado - Foto: Alberto Maraux

A Polícia da Bahia registrou um aumento de 50% no número de armas de fogo apreendidas em 2025 e passou a figurar entre os três estados que mais localizaram armamentos no Brasil. O levantamento considera a comparação entre os dados de 2022 e 2025.

De acordo com as Forças da Segurança Pública, foram apreendidas 7.633 armas de fogo no ano passado, contra 5.097 em 2022. O crescimento é atribuído, principalmente, ao reforço do efetivo, com a contratação de 9.500 policiais, peritos e bombeiro, e à ampliação das ações de inteligência no combate às facções criminosas.

Entre os armamentos retirados de circulação, chama atenção o número recorde de 138 fuzis apreendidos em 2025.

Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, os resultados refletem a intensificação das ações integradas.

“Com o reforço do efetivo e seguindo a doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência, as Forças Estaduais e Federais intensificaram a repressão qualificada contra o crime organizado, alcançando esse excelente resultado”, afirmou.

| Foto: Alberto Maraux

O secretário destacou ainda que a retirada de armas das ruas contribuiu para a redução das mortes violentas no estado por três anos consecutivos, entre 2023 e 2025. “Seguiremos trabalhando com integração, inteligência e investimentos, promovendo ações cada vez mais qualificadas contra a criminalidade”, completou.

Técnico da Juazeirense é hospitalizado às pressas após jogo da Série D


Carlos Rabelo passou mal na viagem de volta após a partida e segue sob observação

Por Marina Branco
Técnico Carlos Rabelo pela Juazeirense - Foto: Juazeirense

A Juazeirense venceu o Atlético-BA por 2 a 1 no último domingo, 12, mas acordou angustiada na manhã seguinte. O técnico Carlos Rabelo foi hospitalizado após passar mal na madrugada desta segunda, 13, logo depois da viagem de retorno da equipe.

O treinador voltava de Alagoinhas, onde o Cancão de Fogo venceu o Atlético de Alagoinhas pela Série D do Brasileirão quando se sentiu mal.

Segundo nota oficial do clube, Rabelo teve um mal-estar durante a madrugada e precisou de atendimento médico imediato. Ele foi encaminhado a um hospital, onde segue sob observação, aguardando resultados de exames.

A Juazeirense informou que está prestando total suporte ao treinador e à sua família, além de acompanhar de perto a evolução do quadro clínico.

Clube acompanha evolução

Em comunicado, a Juazeirense destacou confiança na recuperação do treinador e agradeceu as mensagens de apoio recebidas nas últimas horas.

O clube também informou que novas atualizações sobre o estado de saúde de Carlos Rabelo serão divulgadas conforme houver confirmação oficial dos médicos.

Quem é Carlos Rabelo

Natural de Tambaú (SP), o técnico de 61 anos tem uma grande trajetória no futebol. Ao longo da carreira, passou por clubes como Mirassol, São Bento, Ferroviária Barcelona de Ilhéus, Jequié e Galícia.
segunda-feira, 13 de abril de 2026

GOLS DO FANTÁSTICO


 

Paulo Guedes vê desaceleração econômica como fator para a vitória da direita

Ex-ministro da Economia reapareceu em evento e associou a perda de dinamismo ao aumento dos gastos públicos

Eugenio Goussinsky

Paulo Guedes disse, no fórum, que manteve a inflação sob controle | Foto: Reprodução/YouTube

O ex-ministro da Economia no governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou, em seu retorno aos eventos públicos, que o desempenho da economia brasileira pode levar a oposição à vitória nas eleições de outubro. Segundo ele, a condução da política fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afeta o ritmo da atividade econômica e repercute no cenário político.

Guedes associou a perda de dinamismo da economia ao aumento das despesas públicas. Ele avaliou que, sem essa trajetória de gastos, o país poderia apresentar expansão mais forte. “O Brasil vai crescer menos e, eleitoralmente, isso vai empurrar para o outro lado”, afirmou, durante palestra no Fórum da Liberdade e Democracia, em Porto Alegre, na sexta-feira 10. O fórum foi realizado entre quinta-feira 9 e sexta-feira e teve a participação de mais de 90 palestrantes.

No fim de março, o Banco Central (BC) manteve em 1,6% a projeção de crescimento da economia em 2026, o que significa uma desaceleração. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi de 2,3%. A autarquia destacou que a atual previsão para o PIB está sujeita a “maior incerteza” em função de possíveis efeitos dos conflitos no Oriente Médio.

Guedes faz comparação do Brasil com o Chile

O ex-ministro sustentou que a ampliação dos gastos do governo tende a pressionar variáveis macroeconômicas como inflação e juros, com impacto direto sobre o crescimento econômico e reflexos no ambiente político.

Guedes ressaltou que, em sua época, deixou o governo com projeções de inflação em torno de 3,2% para o período seguinte e expectativa de superávit em diferentes esferas da administração pública, incluindo municípios, governo federal e estatais. Como comparação, o ex-ministro citou o Chile como exemplo de alternância eleitoral em contextos de insatisfação econômica e sugeriu a possibilidade de um movimento semelhante no Brasil.

Débora, a mané presa por malandros

A cabeleireira foi tratada como nem mesmo os piores e mais violentos criminosos brasileiros — estupradores, narcoterroristas, homicidas — são tratados no Brasil

Flávio Gordon

A cabeleireira Débora dos Santos, durante o 8 de janeiro - 8/1/2023 | Foto: Reprodução/Redes sociais

“Eu queria um Brasil melhor para os meus filhos. Foi por eles que eu estava lá, mãe” (Débora Rodrigues, presa política do regime luloalexandrino)

A entrevista realizada pelo repórter da Oeste Cristyan Costa com Débora Rodrigues — a presa política que ficou conhecida como “Débora do batom — é um marco jornalístico e deveria despertar em todo brasileiro decente um clamor ardente por justiça. Trata-se de um dos casos de abuso de autoridade e perversidade estatal mais escandalosos da história brasileira, e, ao tomar conhecimento de seus detalhes, não há uma só pessoa de caráter e discernimento que não veja nos arquitetos da prisão de Débora — do juiz ao procurador-geral da República, dos capangas fardados que invadiram sua residência às alcaguetes fantasiadas de jornalistas que primeiro a identificaram — a marca de uma monstruosidade moral.

Antes de mais nada, é preciso considerar o “crime” de Débora e o contexto que o explica. A cabeleireira — uma brasileira comum, sem qualquer antecedente criminal, que, junto com seu marido, pintor de parede, trabalhava incansavelmente para pagar impostos, sustentar a casta do alto funcionalismo público de Brasília e, com o que sobrar, sustentar dois filhos pequenos — subiu na estátua da Justiça e, instigada por outro manifestante, acabou concluindo a pichação da frase “Perdeu, mané” com um batom. Mas por que essa frase?

Como talvez nem todo o público se recorda, ela foi dita por Luís Roberto Barroso, que recém presidira o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, Barroso caminhava em Nova York, acompanhado do colega Alexandre de Moraes (hoje alcunhado de “Careca do Master”), quando foi abordado por um manifestante que, educadamente, o questionava sobre a segurança do código-fonte das urnas eletrônicas brasileiras e a lisura do processo eleitoral.
O ex-ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) discursa em evento da União Nacional dos Estudantes (UNE) e diz: ‘Nós derrotamos o bolsonarismo’ — 13/7/2023 | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Com um claro animus humiliandi, o magistrado que pouco depois viria a celebrar o fato de ter “derrotado” aquele e milhões de outros eleitores de Jair Bolsonaro, não se vexou em tripudiar e debochar de quem havia vencido. A escolha do vocabulário — usado por meliantes que, nas grandes cidades, assaltam as vítimas e lhe surrupiam o patrimônio (uma bolsa, um celular, um tênis etc.) sob a mira do revólver — é bastante simbólica. Barroso falava por toda a sua classe, a classe dos “malandros — composta por servidores togados que, em lugar de responder ao público (ou seja, aos “manés”), prefere viver para cima e para baixo voando em jatinho de banqueiro estelionatário, frequentando suas surubas, prestando-lhe serviços advocatícios milionários e, tal como cães dóceis e amestrados, bebendo uísque de primeira na mão do dono.

A ação de Débora — que poderia, no máximo, acarretar-lhe uma multa por dano ao patrimônio e, quem sabe, a prestação de algum serviço à comunidade — deu-se num contexto de uma revolta social legítima, causada pela nítida percepção (hoje cada vez mais justificada), por parte de pelo menos metade do eleitorado nacional, de que as eleições foram conduzidas de maneira totalmente desequilibrada e sem qualquer resquício de isonomia. Conduzida, em meio à censura e à perseguição política, por tipos como Barroso, Moraes, Gilmar Mendes e outros, que se comportaram sem o mínimo de decoro exigido para a posição de juiz, não se vexando em desempenhar o papel de atores políticos e inimigos de um dos contendores da disputa, bem como de seus eleitores e apoiadores.
Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mas, em razão da pichação, Débora foi tratada como nem mesmo os piores e mais violentos criminosos brasileiros — estupradores, narcoterroristas, homicidas etc. —são tratados. Tudo está registrado na entrevista, e não há mais como ninguém fingir que a infâmia não aconteceu. Débora foi acusada de “golpista” — eis a senha para o cometimento das piores atrocidades (algumas letais) por parte de agentes do Estado, que até hoje lançam mão do expediente para se blindarem contra investigação de suas maracutaias financeiras. Hoje, sabe-se bem o quão compensatória foi a “missão dada, missão cumprida” de “defender a democracia” contra pessoas como Débora, Clezão e tantas outras vítimas do regime luloalexandrino.

A polícia política chegou à casa da cidadã trabalhadora Débora Rodrigues antes das 6h da manhã. A família inteira, incluindo as crianças, foi acordada pela gritaria e pelos murros no portão. Débora, ainda de pijama, correu assustada para o banheiro, tentando inutilmente contatar um advogado. Os capangas do regime ameaçaram arrombar a porta do banheiro. Tremendo de medo, e depois de tentar acalmar o marido e os filhos, a cabeleireira foi algemada na frente da família (como se representasse qualquer ameaça de resistência) e levada inicialmente para uma cadeia em Paulínia (interior de São Paulo), sua cidade de residência.

Foi jogada numa cela infecta, cheirando a fezes e urina, o chão repleto de bitucas de cigarro. Débora não conseguia comer nem dormir direito. Dias depois, foi transferida para a penitenciária feminina de Mogi-Guaçu, uma prisão de segurança máxima. Ali também ela não conseguia dormir, por conta do frio e da imundície do leito, junto a uma parede coberta de fezes e manchas de sangue. A presa política conta ter passado as noites ajoelhada ao lado da cama, rezando até desmaiar de exaustão.

Com muito frio, Débora solicitou um cobertor. O que recebeu estava encharcado de urina. Sem conseguir dormir e mal conseguindo se alimentar, ela tentava ler a Bíblia pela réstia de luz que vinha da passagem de alimentação. Pensava constantemente nos filhos. Ainda não voltara a ter qualquer contato com a família.

Tempos depois, Débora foi transferida para o Centro de Ressocialização de Rio Claro, onde passou a maior parte do período de custódia. Na transferência, ela foi algemada pelas mãos e pelos pés, como um animal selvagem ou um criminoso de alta periculosidade. O recado era claro: ela tinha que aprender, por meio do terror, a nunca mais ousar questionar os “malandros” que a prenderam e que, desde então, governam o país como querem, totalmente alheios à lei e quaisquer limites.

Foi em Rio Claro que Débora recebeu a visita do marido e dos filhos pela primeira vez. As crianças, assustadas com o ambiente e sem compreender por que a mãe se encontrava em tal situação, choravam copiosamente enquanto a agarravam com ânsia e pavor. O trauma psicológico foi brutal. O maior, Caio, não voltara a sorrir desde a prisão. Pois chorando, e agarrados à mãe, as crianças lhe perguntaram: “Por que você está aqui, mamãe? Você é uma criminosa?”. E, fustigada por uma dor lancinante, Débora tentava lhes explicar que não, ela não era uma criminosa. Ela era apenas mais uma “mané” num país governado por “malandros”.

Sergio Moro (PL) lidera todos os cenários para o governo do Paraná

O pré-candidato do Partido Liberal aparece com 46% ou mais nas simulações divulgadas pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira, 13

Anderson Scardoelli

O senador Sergio Moro (PL) está isolado na primeira posição em intenções de voto ao Poder Executivo do Paraná | Foto: Reprodução/@deputadoguerra

O senador Sergio Moro (PL) aparece na liderança isolada em todos os quatro cenários formulados pelo Paraná Pesquisas para o governo paranaense. O instituto divulgou levantamento nesta segunda-feira, 13.

Na primeira simulação, o pré-candidato do PL tem 46% das intenções de voto, sendo essa a sua menor pontuação. Ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB) soma 19,7%, sendo seguido de perto pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), com 17,7%. Como a margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, o emedebista e o pedetista estão em condição de empate técnico.

Outros três estão tecnicamente empatados no cenário 1: o ex-secretário de Cidades Guto Silva (PSD), o ex-deputado estadual Tony Garcia (Democracia Cristã) e o advogado Luiz França (Missão). Eles têm 3,6%, 1,5% e 0,7%, respectivamente.

Ainda na primeira simulação, a porcentagem de quem declarou voto em branco, nulo ou em nenhum dos pré-candidatos listados é de 6,4%. Enquanto isso, 4,4% não souberam responder ou não quiseram participar.

Governo do Paraná: Sergio Moro tem mais de 50% em outros cenários
Senador pelo Partido Liberal, Sergio Moro é pré-candidato a governador do Paraná | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Sergio Moro também lidera os outros três cenários de primeiro turno para o governo do Paraná. Em dois deles, o senador registra mais de 50% das intenções de voto.

Confira, a seguir, os números das simulações 2, 3 e 4 para o primeiro turno do Poder Executivo paranaense.

Cenário 2

Sergio Moro — 52,5%;
Requião Filho — 22,9%;
Nenhum/branco/nulo — 9,2%;
Não sabe/não opinou — 6,4%;
Guto Silva — 5,9%;
Tony Garcia — 2,3%; e
Luiz França — 0,9%.Cenário 3

Moro — 50,9%;
Requião Filho — 22%;
Guto Silva — 11,7%;
Nenhum/branco/nulo — 7,6%;
Não sabe/não opinou — 5,3%;
Tony Garcia — 1,8%; e
Luiz França — 0,7%.Cenário 4

Sergio Moro — 46,8%;
Guto Silva — 21,4%;
Requião Filho — 18%;
Nenhum/branco/nulo — 6,8%;
Não sabe/não opinou — 4,6%;
Tony Garcia — 1,7%; e
Luiz França — 0,7%.

Requião Filho lidera rejeição
Deputado estadual, Requião Filho deve ser o nome do PDT para a disputa pelo comando do Palácio Iguaçu na disputa eleitoral deste ano | Foto: Orlando Kissner/Alep

O levantamento também mostra o grau de rejeição dos pré-candidatos ao Palácio Iguaçu. Nesse quesito, Requião Filho ocupa a primeira colocação, com 33,5% dos entrevistados dizendo que não votariam nele. Moro tem 21,7%, sendo seguido por Greca, com 12,7%, e Curi, 11,6%. Garcia, Silva e França completam a lista de rejeição, com 9,5%, 8,7% e 5,9%, respectivamente. Do total do público consultado, 13,4% disseram que poderiam votar em qualquer um dos sete políticos. Por fim, 13,8% não quiseram participar ou não souberam responder.

Dados do levantamento
Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Divulgação/TRE-RN

A fim de mapear as intenções de voto para o governo paranaense, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil eleitores em potencial. O trabalho de campo ocorreu de 10 a 12 de abril, em 56 dos 399 municípios do Estado sulista.

De acordo com o instituto, a já mencionada margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. O grau de confiança do material é de 95%.

O levantamento conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código de acompanhamento é PR-06559/2026.

Alvaro Dias (MDB) e Deltan Dallagnol (Novo) lideram disputa pelo Senado no Paraná

Alexandre Curi (Republicanos) ocupa a segunda colocação em um dos três cenários formulados pelo instituto Paraná Pesquisas

Anderson Scardoelli

Se eleição fosse hoje, Alvaro Dias e Deltan Dallagnol seriam favoritos para o Senado pelo PR, indica Paraná Pesquisas | Foto: Pedro França/Agência Senado e

O ex-senador e ex-governador Alvaro Dias (MDB) aparece isolado na primeira colocação na disputa por uma das vagas do Senado pelo Paraná. É o que indica o levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou na manhã desta segunda-feira, 13.

Ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol (Novo) figura numericamente na segunda colocação nos dois cenários em que Dias surge na lista. Na simulação sem o ex-senador, o integrante do Novo assume a ponta.
O ex-senador Alvaro Dias está filiado ao MDB paranaense | Foto: Agência Brasil

No cenário sem Dias, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), ocupa numericamente a segunda posição, ficando atrás apenas de Dallagnol.

Com liderança de Dias, o cenário 1 conta com sete pré-candidatos ao Senado. A simulação de número 2, com Dallagnol na primeira colocação, tem seis nomes na lista. Já a terceira composição é composta por apenas quatro políticos.

Senado pelo Paraná: números com Alvaro Dias e Deltan Dallagnol na ponta

Veja, abaixo, as três simulações que o Paraná Pesquisas realizou visando a disputa pelo Senado pelo Estado paranaense.

Cenário 1

Alvaro Dias (MDB) — 44,5%;
Deltan Dallagnol (Novo) — 28,2%;
Alexandre Curi (Republicanos) — 22,9%;
Gleisi Hoffmann (PT) — 22,5%;
Filipe Barros (PL) — 20,9%;
Cristina Graeml (PSD) — 15,3%; e
Rosane Ferreira (PV) — 4%

Nenhum/branco/nulo: 8,7%. 
Não sabem/não opinaram: 5%.

Em 2026, Deltan Dallagnol vai tentar voltar ao Congresso Nacional, mas como senador | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cenário 2

Dallagnol — 30,1%;
Curi — 29,3%;
Barros — 25,9%;
Gleisi — 24,8%;
Cristina — 17,4%; e
Rosane — 7,2%.

Nenhum/branco/nulo:12,5%.

 Não sabem/não opinaram: 6,5%.

Cenário 3

Dias — 48%;
Dallagnol — 30,3%;
Barros — 26,3%; e
Gleisi — 24,7%.

Nenhum/branco/nulo: 9,7%. 
Não sabem/não opinaram: 6,8%.

Pesquisa com 1,5 mil entrevistados

Para o levantamento de intenções de voto para o Senado pelo Estado paranaense, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil pessoas em 56 municípios. O trabalho de campo ocorreu de 10 a 12 de abril.

A margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Conforme o instituto, 95% é o grau de confiança do material, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral, com PR-06559/2026 como código de acompanhamento,

Paraná: Gleisi Hoffmann é líder em rejeição na disputa pelo Senado

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira, 13, 45,9% dos paranaenses afirmam que não votariam na petista

Anderson Scardoelli

Gleisi Hoffmann é ex-presidente nacional do PT e, nas eleições gerais deste ano, vai tentar voltar ao Senado Federal | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) ocupa a liderança isolada no item rejeição na briga para representar o Estado paranaense no Senado Federal. É o que mostra o levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira, 13.

No quesito rejeição, quando o entrevistado diz em quem não votaria, a petista tem mais de 30 pontos porcentuais sobre o segundo colocado. Ela registra 45,9%, enquanto o ex-senador Alvaro Dias (MDB) tem 13,1%.

Para disputar as eleições deste ano, Gleisi deixou o cargo de ministra-chefe das Relações Institucionais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 3 de abril. Com isso, voltou a desempenhar a função de deputada federal.

Apesar do alto índice de rejeição, ela é pré-candidata ao Senado pelo PT, partido do qual foi presidente nacional de 2017 a 2025. Chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff na Presidência da República, Gleisi já foi senadora, tendo sido eleita para o cargo em 2010.

Rejeição ao Senado pelo Paraná, com Gleisi Hoffmann na 1ª colocação

Confira, a seguir, a lista completa de rejeição ao Senado pelo Paraná. O instituto responsável pelo levantamento afirma que cada entrevistado poderia rejeitar mais de um pré-candidato. Por isso, a soma ultrapassa os cem pontos porcentuais.

Gleisi Hoffmann (PT) — 45,9%;
Alvaro Dias (MDB) — 13,1%;
Cristina Graeml (PSD) — 11,7%;
Deltan Dallagnol (Novo) — 11,1%;
Alexandre Curi (Republicanos) — 9,5%;
Filipe Barros (PL) — 8,5%; e
Rosane Ferreira (PV) — 4,6%.

Além disso, 11,5% não souberam responder ou preferiram não opinar. Por fim, 10,9% afirmaram que poderiam em votar em qualquer um dos sete pré-candidatos.

A equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil pessoas, de 10 a 12 de abril, em 56 municípios paranaenses. A margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais, com grau de confiança em 95%. PR-06559/2026 é o código de registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral.

Trump, sobre Leão XIV: ‘Fraco no combate ao crime e péssimo em política externa’

Republicano afirma que escolha do pontífice no conclave teria sido influenciada por sua presença na Casa Branca

Luis Batistela

Nos últimos dias, o papa intensificou manifestações contra conflitos armados | Foto: Shutterstock

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de críticas ao papa Leão XIV, neste domingo, 12, e questionou sua atuação na política externa do Vaticano. O embate ocorre enquanto o pontífice mantém posição pública contra a morte de inocentes em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Trump publicou as declarações em sua rede social, a Truth Social, e também falou com jornalistas no mesmo dia. O republicano classificou o papa como “péssimo” em política externa e atribuiu a ele uma postura que considera inadequada diante de temas como segurança e armamento nuclear.

Trump declarou que prefere a posição de Louis Prevost, irmão do pontífice, por considerá-lo alinhado às políticas do governo republicano. Em seguida, disse que “não aceita” um líder religioso que condene ações militares norte-americanas.

“Não quero um Papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”, escreveu. “E não quero um Papa que critique o Presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito.”

O presidente ainda questionou a escolha de Leão XIV. Segundo ele, o papa não figurava entre os nomes cotados durante o conclave e teria sido escolhido em razão de sua nacionalidade norte-americana. Trump afirmou que sua própria presença na Casa Branca influenciou esse cenário.

“Se eu não estivesse na Casa Branca, Leo não estaria no Vaticano”, acrescentou. “Leo deveria se recompor como Papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um Grande Papa, não um político. Isso está prejudicando-o muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica!”

Bispos defendem papel espiritual de Leão XIV

As críticas provocaram reação da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA. O arcebispo de Oklahoma City, Paul Coakley, divulgou uma nota em defesa do pontífice.

“Estou consternado com a escolha do Presidente de escrever palavras tão depreciativas sobre o Santo Padre”, disse. “O Papa não é seu rival; tampouco é um político.”

Coakley destacou que Leão XIV exerce uma função espiritual, atua com base em princípios religiosos e fala a partir da mensagem do Evangelho e do cuidado com os fiéis, sobretudo em regiões marcadas por vulnerabilidades.

Nos últimos dias, o papa intensificou manifestações contra conflitos armados. Em publicações nas redes sociais, ele criticou diretamente o uso da religião para justificar operações militares.

“Deus não abençoa nenhum conflito”, afirmou. “Quem é discípulo de Cristo, o Príncipe da Paz, jamais estará do lado daqueles que um dia empunharam a espada e hoje lançam bombas. A ação militar não criará espaço para a liberdade ou para tempos de Paz, que só advém da promoção paciente da convivência e do diálogo entre os povos.”

Fora das eleições deste ano, Ratinho Jr. tem 83,8% de aprovação no Paraná

O governador paranaense chegou a ser cotado para disputar a Presidência da República pelo PSD

Anderson Scardoelli

Ratinho Jr. (PSD) está na reta final de seu segundo mandato consecutivo como governador do Paraná | Foto: Reprodução/Instagram/@ratinho_junior

A gestão de Ratinho Jr. no Paraná tem 83,8% de aprovação, indica o levantamento que o instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira, 13.

O índice de desaprovação do governador paranaense é de 13,4%. Do total de entrevistados, 2,8% não souberam responder ou não quiseram opinar.

O trabalho de Ratinho Jr. no comando do Palácio Iguaçu é bom para 38,3%. Já 34% definem a administração estadual como ótima. A parcela de regular é formada por 16,9%. Conforme 5,5%, o governo é péssimo. Por fim, 3,9% classificam a gestão como ruim.

A fim de mapear a aprovação do atual governador paranaense, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 1,5 mil pessoas. As conversas ocorreram de 10 a 12 de abril, em 56 dos 399 municípios do Estado.

Com margem de erro de 2,6 pontos porcentuais e grau de confiança em 95%, o levantamento conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código de acompanhamento da pesquisa é PR-06559/2026.

Ratinho Jr. fora das eleições 2026

Na reta final de seu segundo mandato consecutivo com governador do Paraná, Ratinho Júnior está desde 2016 no PSD, partido pelo qual chegou a ser cogitado como possível candidato a presidente da República. Em 23 de março, entretanto, ele declarou que não disputaria nenhum cargo público nas eleições gerais deste ano.

Com essa decisão, o integrante do PSD resolveu permanecer no cargo de governador até 31 de dezembro. Para concorrer à Presidência ou ao Senado, ele precisaria renunciar até 4 de abril.

Sem Ratinho Jr., o PSD anunciou a pré-candidatura a presidente de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás. Caiado disputava a preferência da legenda com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Fora das eleições 2026, o governador paranaense vai trocar, ao menos momentaneamente, o dia a dia da política pela função de executivo de comunicação. Em comunicado, afirmou que assumirá o cargo de presidente do Grupo Massa a partir do começo do ano que vem. O conglomerado de mídia controla emissoras de rádio espalhadas pelo país e as cinco afiliadas do SBT no Paraná. Pai de Ratinho Jr., o empresário e apresentador Carlos Massa, o Ratinho, é o criador do grupo.

André Fernandes visita Filipe Martins na cadeia de Ponta Grossa

Enquanto 14 parlamentares receberam o aval de Alexandre de Moraes para visitas até julho, outros três deputados foram barrados pelo ministro

Yasmin Alencar

Visita de André Fernandes ao ex-assessor Filipe Martins | Foto: Reprodução/Redes sociais

O deputado federal André Fernandes (PL-CE) visitou o ex-assessor Filipe Martins, neste domingo, 12, na Cadeira Pública de Ponta Grossa, no Paraná. Martins cumpre pena de 21 anos, resultado de investigações que apuram uma suposta tentativa de golpe de Estado.

O deputado descreveu que encontrou Martins em uma cela de menos de 4m² e destacou sua postura diante das circunstâncias. “Filipe é um tipo de ser humano cada vez mais raro: é um homem”, escreveu no X. “E um homem não abandona sua honra, um homem não aceita o conforto às custas do sofrimento de inocentes.”

Condições da visita e críticas ao horário

O deputado disse que Filipe Martins tem rejeitado propostas de liberdade que exigiriam colaboração contra outros investigados pelos eventos de 8 de janeiro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu um cronograma de visitas até julho de 2026, e permitiu que 14 parlamentares visitem a unidade prisional em domingos alternados, sempre entre 8h e 9h. Entre os autorizados estão Bia Kicis (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF), Nikolas Ferreira (PL-MG), Rogério Marinho (PL-RN), Sérgio Moro (União Brasil-PR) e Romeu Zema (Novo-MG).

Veto a parlamentares investigados

Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes vetou o acesso dos deputados Gustavo Gayer (PL-GO), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ), e justificou a decisão pelo fato de os três serem alvos de investigações no STF relacionadas ao caso de Filipe Martins, o que impediria o contato entre eles.

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