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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Desaprovação do governo Lula chega a 53%, informa pesquisa

Levantamento da Ipsos-Ipec aponta alta de três pontos porcentuais na desaprovação em relação à pesquisa de junho; 42% aprovam a gestão do petista

Pâmela Zacarias


Lula busca um 4º mandato em um cenário eleitoral acirrado | Foto: Reprodução/Redes sociais

A desaprovação à maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva administra o país chegou a 53%, segundo pesquisa do instituto Ipsos-Ipec divulgada nesta quarta-feira, 16. O índice representa um aumento de três pontos porcentuais em relação ao levantamento realizado em junho, quando 50% dos entrevistados desaprovavam a gestão do petista.

A parcela dos entrevistados que aprova a administração de Lula ficou em 42%. Outros 5% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Avaliação da gestão de Lula

O levantamento também perguntou como os entrevistados avaliam o governo federal. A avaliação negativa também prevalece nesse quesito: 43% classificam a administração como ruim ou péssima. Outros 33% consideram o governo ótimo ou bom.

A parcela que considera a gestão regular soma 22%. Outros 2% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Os números mostram uma diferença de dez pontos porcentuais entre os entrevistados que classificam o governo como ruim ou péssimo e aqueles que consideram a administração ótima ou boa.

Lula busca um 4º mandato na Presidência em meio a um cenário mais acirrado na disputa eleitoral. Pesquisas recentes mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do petista.

O cenário ocorre em meio a incertezas econômicas e à repercussão de investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente, como seu filho Luiz Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, e o ministro do do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em episódios relacionados ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Metodologia

O Ipsos-Ipec entrevistou presencialmente 2 mil eleitores de 9 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

As entrevistas seguiram uma amostra representativa da população brasileira com 16 anos ou mais, distribuída de acordo com características demográficas e socioeconômicas. O levantamento considerou diferentes regiões do país.

STF poupou Moraes, sugere Transparência Internacional

Entidade aponta risco de impunidade, questiona conflitos de interesse e pede afastamento de Paulo Gonet

Fábio Bouéri


Transparência Internacional questiona suposta proteção ao ministro Alexandre de Moraes | Foto: Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Transparência Internacional – Brasil divulgou nesta quarta-feira,16, nota em que manifesta preocupação com a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira 15. Para a entidade, o julgamento revelou resistência à abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a organização, não estava em discussão uma condenação, mas a possibilidade de apurar fatos relacionados ao ministro. A entidade afirma que a sessão foi marcada por conflitos processuais e tentativas de deslegitimação do procedimento.

STF: sucessão de incoerências

A Transparência Internacional também questionou a participação de Moraes na análise do caso, além da ausência de declaração de suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de abstenções de ministros cujos nomes, segundo a organização, aparecem associados aos fatos.

A nota afirma que o julgamento agravou a percepção de impunidade e pode ampliar as dúvidas sobre a independência e a imparcialidade dos procedimentos de investigação e julgamento no STF.

A organização também criticou os conflitos ocorridos durante a sessão, citando ataques pessoais, agressões verbais e episódios de contestação da autoridade da presidência da Corte.

Diante do cenário, a Transparência Internacional defendeu que o Conselho Superior do Ministério Público avalie o afastamento do procurador-geral da República do caso e indique outro membro para conduzir as investigações. Também pediu a continuidade do julgamento no STF, com a devolução do processo pelo ministro Flávio Dino.

A entidade afirmou ainda que, caso não haja avanço, poderá crescer a pressão por mecanismos constitucionais de responsabilização, como processos de impeachment. Para a organização, a crise ocorre em um momento de forte polarização política e proximidade das eleições.

Governo Lula rebate Trump e nega falhas no combate a facções

Ministério da Justiça contesta críticas dos EUA e afirma que Washington ainda não respondeu à proposta de cooperação

Mateus Conte


Lula da Silva e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva | Foto: Divulgação/EBC

O governo brasileiro negou, nesta quarta-feira, 16, que existam falhas no combate ao crime organizado transnacional. Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) rebateu as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à atuação do Brasil contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). “O governo brasileiro refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, afirmou o ministério.

A manifestação responde a uma determinação presidencial enviada por Trump ao Congresso norte-americano na terça-feira 15, sobre o combate ao narcotráfico para o ano de 2027. No documento, o presidente dos EUA acusa o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o PCC nem o CV, classificados pelo governo norte-americano como organizações terroristas estrangeiras.

Segundo Trump, as facções transformaram o país em um centro de distribuição de cocaína para o mercado internacional e representam uma ameaça crescente à segurança internacional. Apesar das críticas, o Brasil ficou de fora da lista de 23 países que os EUA identificam como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas.

O presidente dos EUA, Donald Trump: críticas ao governo Lula | Foto: Reprodução X

Governo cita operações e cobra resposta dos EUA

Na nota, o MJSP sustenta que a posição norte-americana desconsidera os esforços do governo federal contra o crime organizado. Entre as medidas, cita a Lei Antifacção, sancionada em março, com penas mais severas para líderes de facções e mecanismos para enfraquecer suas operações. O ministério também menciona dezenas de milhares de operações realizadas por forças federais, responsáveis, segundo o governo, por bilhões de reais em prejuízos aos criminosos.

Além disso, destaca o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, com ações voltadas ao enfraquecimento financeiro das facções, ao fortalecimento do sistema prisional, à investigação de homicídios e ao combate ao tráfico de armas. O governo brasileiro afirma ainda que a manifestação dos EUA desconsidera a cooperação existente entre os dois países.

Segundo o MJSP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente a Washington, em maio, uma proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas, além de ampliar o compartilhamento de inteligência. “Até o momento, o país aguarda possível resposta do governo dos EUA”, informou o ministério.

Por fim, o governo brasileiro ressaltou que as críticas de Trump aparecem na parte narrativa do documento. O Brasil não integra a relação de países formalmente classificados como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas. Segundo o MJSP, a referência ao país também não corresponde à categoria de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana.

Lindbergh Farias faz ataques a Mendonça

Petista protocola na PGR pedido de afastamento de ministro do STF

Fábio Bouéri


O deputado petista Lindbergh Farias: acusações a André Mendonça, do STF | Foto: Reprodução/X/@lindberghfarias

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) fez críticas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em mensagem publicada no início da noite desta quarta-feira, 16.

O parlamentar afirmou ter protocolado na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de afastamento cautelar do ministro por suspeição e alegada parcialidade partidária.

Lindbergh: criação de fatos políticos

Segundo Lindbergh, Mendonça deveria deixar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ocupa a vice-presidência. O deputado acusou o ministro de ter tentado “proteger Flávio Bolsonaro o tempo todo” e de ter buscado alterar a cúpula da Polícia Federal enquanto a corporação investigava o chamado “filme Dark Horse” e preparava uma operação contra Cezinho de Madureira, a quem chamou de amigo do ministro.

Lindbergh também afirmou que Cezinho de Madureira teria apresentado André Mendonça a Jair Bolsonaro. O deputado acusou o ministro de ter participado da mobilização de 7 de setembro.

Segundo ele, com o objetivo de criar fatos políticos e ampliar a participação em atos ligados ao então presidente Jair Bolsonaro. “Não podemos ficar parados enquanto esse cara trama um golpe contra a democracia brasileira.”

Ao final da mensagem, o deputado voltou a defender o afastamento de Mendonça do TSE e afirmou que os brasileiros deveriam “levantar a voz” em defesa da democracia. O pedido apresentado à PGR ainda deverá ser analisado pelo órgão.

Defesa de Bolsonaro tenta reverter restrição a militares

Advogados pedem a Alexandre de Moraes que dois ex-assessores voltem a prestar serviços de apoio na residência do ex-presidente

Fábio Bouéri


O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar: pedido a Moraes | Foto: Reprodução/X

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quarta-feira, 16, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize novamente a atuação de dois militares na residência do ex-presidente. O pedido envolve os primeiros-sargentos do Exército Sérgio Rocha Cordeiro e Max Guilherme Machado de Moura.

Os advogados contestam a decisão de 8 de setembro que restringiu a presença dos dois militares no local. Segundo a defesa, eles exercem funções relacionadas à estrutura de apoio destinada a ex-presidentes da República.

Bolsonaro: dentro das regras

No caso de Max Guilherme, os advogados afirmam que o militar da ativa foi formalmente nomeado para atuar como assessor do ex-presidente. A defesa sustenta que ambos foram cedidos à Presidência da República para desempenhar funções previstas na estrutura administrativa.

A petição menciona o Decreto nº 6.381/2008 para argumentar que as atividades dos militares estão relacionadas ao apoio e à segurança do ex-presidente, e não a interesses particulares de Bolsonaro.

A defesa pede que, se Moraes permitir o retorno dos assessores, sejam preservadas as condições de fiscalização estabelecidas nas medidas cautelares. Os advogados também afirmam que as demais determinações impostas ao ex-presidente não serão afetadas pelo pedido.

A solicitação busca alterar especificamente a restrição determinada por Moraes em relação à permanência dos dois militares na residência de Bolsonaro.

Autoridade mundial em resolução de conflitos define sessão do STF como 'show de horrores'

Yann Duzert, que acaba de lançar mais um livro sobre o tema, em parceria com Monica Simionato e Denise Leal, analisou para Oeste os últimos acontecimentos na Corte brasileira

Eugenio Goussinsky


Sessão extraordinária foi marcada por ofensas entre alguns ministros | Foto: Reprodução/STF

A última sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira, 15, causou impacto em uma das principais autoridades em negociação de conflitos no mundo. Autor de 32 livros, Yann Duzert, de 54 anos, franco-brasileiro, é professor internacional, ph.D. pela École Normale Supérieure de Paris e pós-doutor pelo Harvard–MIT Public Disputes Program.

Ele criou a metodologia Newgotiation, para negociação e inteligência artificial aplicada à resolução de conflitos. Com longa atuação no Brasil, realizou capacitações, em 2020, para o Conselho Nacional de Justiça e para o Conselho Nacional do Ministério Público.

Mesmo conhecendo de perto as dificuldades das instituições brasileiras em equilibrar conflitos de interesse, as trocas de ofensas da última terça-feira e a falta de um entendimento para a conclusão do processo o deixaram impactado.

“Eu acompanhei esse episódio com grande preocupação, não apenas como professor de negociação e mediador de conflitos, mas como alguém que acredita que a qualidade da democracia depende da qualidade de suas instituições”, afirmou ele a Oeste.

Atualmente morando na Espanha, de onde tem acompanhado as movimentações da política no Brasil, ele admitiu que aquelas horas podem ser comparadas a um “show de horrores”, se for levada em conta a sequência dos acontecimentos.

“Eu utilizaria essa expressão como uma crítica à qualidade do processo deliberativo observado, e não como um julgamento antecipado sobre a responsabilidade jurídica de qualquer ministro”, observou. “Uma sessão do Supremo não deveria ser confundida com uma disputa pessoal. O STF exerce uma função constitucional essencial. Sua autoridade não decorre da ausência de divergências, mas da capacidade de enfrentá-las por meio de procedimentos legítimos e decisões fundamentadas.”

Segundo Duzert, a sessão de 15 de setembro foi particularmente reveladora. O principal objetivo da sessão, que era examinar questões jurídicas relacionadas ao relatório da Polícia Federal sobre o caso Banco Master e discutir os procedimentos aplicáveis à eventual investigação de um de seus próprios integrantes, foi ofuscado pelas discussões, segundo ele.

“A sessão também foi marcada por confrontos pessoais e divergências sobre a própria condução do julgamento.” Ele só destacou a postura assertiva da ministra Cármen Lúcia, que se disse envergonhada por todo aquele embróglio, e definiu a fala da magistrada como “especialmente significativa.”

Do ponto de vista da mediação, ele considera que foram expostos cinco problemas fundamentais presentes na condução da sessão. O primeiro deles foi a confusão entre o problema jurídico e o conflito pessoal.

“A questão central deveria ser determinar quais procedimentos são juridicamente adequados, quais provas podem ser consideradas e quais garantias devem ser respeitadas”, ressaltou o especialista.

“Quando a discussão passa a envolver acusações sobre as intenções, a lealdade ou a dignidade dos participantes, surge um outro conflito, de natureza relacional, que pode dificultar a resolução do primeiro. É exatamente isso que procuramos evitar na metodologia Newgotiation.”

Além disso, como segundo item ausente, faltou, para Duzert, um procedimento suficientemente compartilhado. “Os ministros divergiram sobre a condução processual, a atuação da presidência do tribunal e a conveniência de examinar conjuntamente os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça.”

Ele citou como exemplo o questionamento do ministro Flávio Dino em relação ao procedimento adotado. Lembrou que, enquanto isso, o ministro Edson Fachin apresentava sua interpretação sobre as competências da presidência e o encaminhamento dos autos ao plenário.

“Quando os participantes não compartilham uma compreensão clara das regras do processo decisório, o próprio procedimento se transforma em objeto de disputa”, declarou, ao ressaltar a necessidade de que esse tipo de reunião tenha uma diretriz.

“Em negociação, chamamos a atenção para a importância de estabelecer previamente regras, critérios e etapa, o que não elimina divergências jurídicas legítimas, mas pode ajudar a organizar sua discussão.”

Outro ponto ressaltado por ele foi a deterioração da relação e da confiança. “Uma instituição colegiada precisa conviver com discordâncias”, afirmou o professor. “Os ministros não precisam concordar entre si nem manter relações pessoais de amizade. Precisam, porém, preservar condições de respeito institucional que permitam examinar os argumentos de cada um.”

Quando a discussão passa a ser dominada por acusações recíprocas, na visão de Duzert, torna-se mais difícil separar a avaliação dos fatos da defesa da própria reputação. “É uma dinâmica conhecida na mediação de conflitos: quanto mais o confronto se personaliza, mais difícil pode se tornar encontrar uma solução para a questão original.”

O problema central dos conflitos de interesses entra, nesta avaliação, como o quarto ponto. “Esse é o ponto central do nosso livro Conflito de Interesses e Serum Anticorrupção“, disse, sobre a recém-lançada obra dele, feita em parceria com as autoras Monica Simionato e Denise Leal.

“Quando uma instituição precisa deliberar sobre situações que envolvem seus próprios integrantes, a prevenção e a administração dos conflitos de interesses tornam-se especialmente relevantes.”

Segundo ele, não basta perguntar se cada ministro acredita estar agindo corretamente. Os mecanismos de controle é que devem prevalecer. “É necessário examinar as regras de impedimento e suspeição, as competências institucionais, os procedimentos de apuração e as garantias de imparcialidade.”

Mecanismos para controlar o conflito de interesses no STF

O fato de o ministro Dias Toffoli ter declarado suspeição e não participado da votação e o de seu colega Kássio Nunes Marques ter se declarado impedido devem ser vistos, segundo ele, como soluções adequadas para o momento, e não “como decisões processuais que devem ser distinguidas de qualquer conclusão sobre responsabilidade por irregularidades.”

“A questão fundamental é construir mecanismos que protejam simultaneamente a independência judicial, o devido processo legal e a confiança pública.”

A incapacidade de concluir a deliberação naquela sessão, que saiu sem um resultado concreto, foi o gran finale, o quinto elemento, na visão do professor. A interrupção do julgamento, depois de um pedido de vista de Flávio Dino, é um instrumento processual legítimo, complementa Duzert. Mas o contexto que o envolveu não contribuiu para a obtenção de uma solução justa e satisfatória.

Com isso, a controvérsia sobre a análise conjunta dos casos dos ministros Moraes e Mendonça permaneceu sem uma solução definitiva naquele momento. “O simples fato de um julgamento ser suspenso não constitui, por si só, uma falha institucional”, destacou o especialista. “O que me preocupa é a combinação entre a ausência de uma decisão definitiva, as acusações pessoais e as divergências sobre as regras aplicáveis.”

Para ele, o papel de um mediador poderia ajudar na prevenção de interrupções por algum tipo de interesse suspeito. Ele traria equilíbrio entre as partes jurídica, institucional e pessoal.

“A mediação não significa negociar a Constituição, relativizar a lei ou buscar um acordo para proteger colegas”, ressaltou Duzert. “Pelo contrário: significa criar condições para que as regras sejam aplicadas com independência, transparência e respeito ao devido processo legal.”

Lula volta a se comparar a Cristo em encontro com pastores

Presidente relacionou a cor vermelha do PT ao sangue de Jesus e afirmou que usa a barba como referência a Jesus

Letícia Alves


Lula em encontro com pastores no Planalto | Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a recorrer a comparações com Jesus Cristo durante um encontro com pastores brasileiros e dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, 16, em Brasília. Ele associou símbolos do PT e características pessoais à figura de Cristo.

Ao falar sobre a cor vermelha da legenda, Lula disse que costumava relacioná-la ao sangue de Jesus. Também afirmou que explicava a própria barba com uma referência à aparência de Cristo. O petista busca uma aproximação com o eleitorado evangélico de olho nas eleições de outubro.

“Passei anos tendo que explicar a cor da bandeira do meu partido, eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira”, disse. “Depois, questionaram a estrela do meu partido, e passei a vida inteira mostrando que os grandes navegadores da história da humanidade utilizavam a estrela como guia para atravessar os mares. Depois, passei a explicar a minha barba. Por que eu tinha barba? Eu falava que Jesus Cristo era barbudo.”

Lula diz que ‘respeita a fé’ das pessoas

Apesar da comparação, Lula disse, durante o encontro, que não aceita fazer comícios dentro de igrejas. Segundo ele, a fé “deve ser respeitada” e a atividade política deve ocorrer em outros espaços.

“Eu respeito muito o compromisso individual que cada pessoa tem com Deus”, continuou. “Então, não me convide para ir a uma assembleia fazer um comício que eu não vou. Não vou nem da católica, nem da evangélica. Eu respeito a fé das pessoas. Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua, mas na igreja eu não faço.”

Além disso, o presidente alegou que considera ter recebido uma generosidade especial de Deus. Para sustentar a declaração, citou a infância pobre em Pernambuco, a mudança para São Paulo e as vitórias em eleições presidenciais.

Procuradores reagem à fala de Dino sobre corrupção no Judiciário

ANPR afirma que generalizações sobre o sistema de Justiça 'prestam um desserviço à credibilidade das instituições'

Isabela Jordão


O ministro Flávio Dino, durante sessão de abertura do segundo semestre Judiciário | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) reagiu nesta terça-feira, 16, à declaração do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento que envolve o ministro Alexandre de Moraes, e afirmou que generalizações sobre corrupção no sistema de Justiça prejudicam a credibilidade das instituições.

Dino declarou durante a sessão que aquele seria “o momento mais corrupto da história do Judiciário do Brasil”. Sem mencionar o ministro nominalmente, a ANPR divulgou uma manifestação em que contestou a generalização e defendeu a atuação dos órgãos de controle.

Segundo a entidade, “generalizações não amparadas em dados prestam um desserviço à credibilidade das instituições e ao bom funcionamento do regime democrático”.

ANPR defende atuação do Ministério Público

A manifestação também rejeitou que a declaração coloque sob suspeita todos os integrantes das carreiras que atuam no sistema de Justiça. “Não pode concordar com que se lance sobre toda uma categoria de mulheres e homens que cumprem rigorosamente seus deveres uma névoa de suspeita infundada”, afirmou a associação.

Ministério Público Federal de Goiás; declaração de Dino englobou diversas instituições do Judiciário | Foto: Assessoria de Comunicação/MPF-GO

A reação dos procuradores ocorre porque Dino utilizou a expressão “sistema de Justiça”, que engloba instituições como o Ministério Público (MP), ao falar sobre corrupção. A ANPR afirmou compartilhar da preocupação com a integridade dessas instituições.

A entidade declarou ainda que “apoia a punição de todo e qualquer agente público que cometa crimes, sempre com firmeza nos termos da lei e no estrito respeito ao devido processo legal”.

No posicionamento, a ANPR ressaltou que eventuais irregularidades devem ser investigadas pelos mecanismos institucionais previstos. “Os desvios de conduta são excepcionais e, quando ocorrem, são apurados e punidos pelos órgãos de controle competentes”, afirmou.

A associação concluiu a nota em defesa do papel do MP no combate a ilícitos. “Mais do que isso, o Ministério Público não integra o problema; ao contrário, é parte decisiva de sua solução”, declarou.

TSE volta a barrar uso da imagem de Bolsonaro em propaganda eleitoral

Liminar de Estela Aranha derruba decisão do TRE-SP e proíbe o candidato Lucas Bove (PL) de estampar o ex-presidente em santinhos

Yasmin Alencar


Fachada do TSE, em Brasília | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O candidato a deputado estadual Lucas Bove (PL) terá de tirar imagens de Jair Bolsonaro (PL) do seu material de campanha. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar que restabelece a proibição do uso da imagem do ex-presidente na propaganda do parlamentar em São Paulo e suspende o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que havia liberado o conteúdo. Bove fica impedido de veicular santinhos e wind banners com a foto de Bolsonaro até o julgamento definitivo do recurso.

Na decisão, a ministra lembrou que as medidas impostas ao ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — que teve os direitos políticos suspensos no processo dos atos de 8 de janeiro de 2023 — vetam manifestações político-eleitorais, “inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. Para ela, exibir a foto de Bolsonaro no material passa ao eleitor a ideia de apoio político do ex-presidente, o que esbarra na ordem do Supremo.

“Revela-se plausível a tese recursal de que a utilização, em material de propaganda eleitoral, da imagem de Jair Messias Bolsonaro em posição de destaque ao lado da fotografia, do nome e do número de urna do representado indica, perante o eleitorado, manifestação de apoio político-eleitoral, em burla à referida decisão do STF”, escreveu.

A disputa começou com uma representação de Duda Hidalgo (PT), também candidata a deputada estadual. Ela questionou a circulação, em Ribeirão Preto, de cerca de 50 mil santinhos e wind banners em que Bove aparece ao lado de Bolsonaro. O argumento foi que o ex-presidente cumpre pena por condenação na Ação Penal n° 2.668 e que a decisão de Alexandre de Moraes proíbe manifestações político-eleitorais feitas por meio de terceiros. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também opinou pelo recolhimento do material.

Para os advogados de Bove, veicular a imagem não equivale a uma participação pessoal e voluntária de Bolsonaro, e a suspensão dos direitos políticos de uma liderança não impediria terceiros de usarem sua imagem pública como referência.
Idas e vindas na Justiça

Em 1º de setembro, o juiz Ronnie Hebert Barros Soares, da Justiça Eleitoral de São Paulo, acatou o pedido e proibiu o uso da foto, sob multa fixada entre R$ 2 mil e R$ 8 mil em caso de descumprimento. Para o magistrado, as restrições do STF também alcançavam a divulgação de imagens por terceiros.

Depois de dez dias, em 11 de setembro, o TRE-SP reformou a sentença por unanimidade. Os desembargadores acolheram o recurso da defesa por entender que a decisão do Supremo tinha um destinatário certo, o próprio Bolsonaro, sem impor restrições automáticas a terceiros.

Com a liberação, Duda Hidalgo recorreu ao TSE por meio de uma tutela cautelar antecedente. Relatora do caso, Estela Aranha derrubou o entendimento do tribunal paulista e retomou o veto. Segundo ela, o acórdão regional partiu de uma premissa equivocada ao restringir a ordem do STF apenas a Bolsonaro, ao deixar de lado a ressalva de Moraes sobre divulgações por intermédio de terceiros. A ministra citou ainda o risco da demora, diante da proximidade do primeiro turno das eleições de 2026 e do grande volume de material em circulação, e determinou a suspensão imediata do uso da imagem até que o plenário do TSE analise o mérito.

Atlas/Bloomberg mostra empate entre Lula e Flávio no 2º turno

Senador aparece numericamente à frente, com 47,2%, enquanto presidente tem 46,8%

Isabela Jordão


Pesquisa confirma projeção de disputa acirrada entre Lula e Flávio | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 17. Flávio tem 47,2% das intenções de voto, contra 46,8% de Lula, diferença de 0,4 ponto porcentual, dentro da margem de erro de 1 ponto.

O levantamento ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, 6% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo ou disseram não saber em quem votar. Como a diferença entre os dois candidatos é inferior à margem de erro, o resultado configura empate técnico.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa Atlas/Bloomberg

Lula tem 44,1% dos votos no 1º turno; Flávio tem 41,7%

Na simulação estimulada do primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 44,1%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 41,7%. Renan Santos (Missão) tem 5,1%, enquanto Augusto Cury (Avante) registra 3,5%.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 1,7%; Romeu Zema (Novo), com 1,1%; e Samara Martins (UP), com 0,7%. Brancos e nulos somam 1,6%, e 0,5% dos entrevistados não soube responder.

A diferença entre Lula e Flávio no primeiro turno é de 2,4 pontos porcentuais. Os demais candidatos testados ficam abaixo de 6% das intenções de voto.

Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa Atlas/Bloomberg

Outros cenários de 2º turno

A pesquisa também simulou disputas de Lula contra outros candidatos. Em um confronto com Romeu Zema, o petista registra 46,3%, contra 43,7% do governador de Minas Gerais. Brancos, nulos e indecisos somam 10,1%.

Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46%, enquanto o governador de Goiás tem 41,7%. Nesse cenário, 12,3% dos entrevistados afirmam que votariam branco ou nulo ou não sabem em quem votar.

Na simulação com Augusto Cury, Lula registra 45,6%, contra 37,8% do candidato do Avante. Brancos, nulos e indecisos chegam a 16,6%.

Já contra Renan Santos, Lula tem 46,1% das intenções de voto, enquanto o candidato do Missão aparece com 29,7%. Nesse cenário, 24,2% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo ou não souberam responder.

Maioria dos brasileiros desaprova o governo Lula, aponta AtlasIntel

Levantamento mostra avaliação negativa da gestão petista em 51,5% e rejeição consolidada

Erich Mafra


Lula, durante cerimônia no Planalto - 13/08/2025 | Foto: Reprodução/CanalGov/Via EBC

A desaprovação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 53,6% dos eleitores. A pesquisa do instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 17, aponta que 45,4% dos entrevistados aprovam a gestão do petista.

A reprovação do governo atinge mais da metade da população. A avaliação negativa soma 51,5% dos entrevistados, grupo formado por pessoas que consideram a administração ruim ou péssima.

Estabilidade nos dados sobre Lula

Os eleitores que classificam o governo como ótimo ou bom somam 40,9%. O indicador subiu três pontos porcentuais em comparação com o início do mês de setembro.

A taxa de desaprovação manteve a estabilidade no mesmo período. A aprovação subiu um ponto porcentual e retornou ao patamar registrado no mês de agosto.

Dados do levantamento

O instituto AtlasIntel entrevistou 5.018 pessoas entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026.

Pix sem celular? Tecnologia usa a palma da mão para autorizar pagamentos

Sistema foi divulgado durante o Autocom 2026

Por Agatha Victoria Reis
Pix com a palma da mão no Brasil - Foto: Divulgação

Uma nova tecnologia poderá permitir pagamentos por Pix com a palma da mão e sem a necessidade de um celular no Brasil. O sistema, chamado PalmAI, foi criado em parceria entre a Positivo Tecnologia e a Tencent Cloud e também pode ser integrado a cartões de débito e crédito.


O sistema foi divulgado durante o Autocom 2026, em São Paulo, e passou a ser apresentado para varejistas, adquirentes e empresas de integração.

Entre os segmentos apontados como os possíveis interessados pela PalmAI estão supermercados, farmácias, restaurantes e estabelecimentos.

Como funciona a tecnologia?

Para utilizar a tecnologia, o cliente deve cadastrar a palma da mão. O sistema analisa características visíveis e desenho dos vasos sanguíneos sob a pele, produzindo uma identificação biométrica individual.

De acordo com as empresas, após o cadastro, o pagamento pode ser autorizado em cerca de meio segundo. Na prática, o consumidor não precisa efetuar uma transação por aproximação ou escanear um QR Code.

No caso de pagamentos com o Pix, a palma da mão atuaria como forma de identificação e autenticação. Ainda assim, o sistema do Banco Central continuaria responsável pela transferência do dinheiro, enquanto a biometria agilizaria o processo de pagamento feito pelo celular.

Tecnologia é segura?

Para proteger o sistema de possíveis fraudes, o PalmAI utiliza mecanismos de prova de vida, criados para verificar se existe uma pessoa real usando o equipamento.

A tecnologia combina a imagem externa da mão e o padrão vascular como uma forma de aumentar a precisão do reconhecimento.

Também existe a possibilidade de cadastrar formas diferentes de pagamento para cada mão. Enquanto uma palma pode ser associada ao Pix e a outra a um cartão de débito ou crédito.

A tecnologia, no entanto, entrará no mercado brasileiro de forma progressiva. Isso por depender da integração com bancos, adquirentes, varejistas e da instalação de leitores compatíveis. Por isso, o sistema deve aparecer inicialmente em redes de maior porte.

Faustão vai voltar para TV? Apresentador deu detalhes da nova fase

Famoso refletiu sobre as prioridades que estabeleceu após os quatro transplantes

Por Edvaldo Sales
Famoso refletiu sobre as prioridades que estabeleceu após os quatro transplantes - Foto: Divulgação

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, afirmou que não pretende voltar à televisão após os problemas de saúde que enfrentou nos últimos anos. Ele abordou o assunto em entrevista ao ‘Conversa com Bial’, programa da TV Globo.

O famoso refletiu sobre a carreira, o período em que passou mais tempo no hospital do que em casa e as prioridades que estabeleceu após os quatro transplantes que precisou fazer.

Faustão, que trabalhou durante 64 anos, afirmou que já fez o que podia e explicou que deseja aproveitar a convivência com a família.

“Eu pensei mais em ficar do que ir, com certeza”, disse ele, ao ser questionado por Pedro Bial sobre as reflexões provocadas pela experiência com as doenças.

O apresentador disse que passou muito tempo internado e que esse período o levou a pensar sobre o futuro e a própria trajetória profissional. “Esse tempo todo passa não um filme, mas várias séries na sua cabeça”, afirmou.

A partir dessa reflexão, ele tomou uma decisão sobre o momento em que encerraria suas atividades.

“Justamente por isso eu pensei bastante e falei ‘o dia que eu parar, eu vou parar mesmo’. É melhor deixar um pouco de saudade para meia dúzia e alívio para muita gente. Parar, parar mesmo”, refletiu.

“Fiz o que pude”

Além disso, Faustão fez um balanço das quase sete décadas de trabalho e destacou o que considera ter construído ao longo da carreira.

Eu trabalhei 64 anos. Eu acho que eu fiz o que eu pude, principalmente curtir a família, meus cachorros também que são importantes. Faustão - apresentador

Para ele, o legado profissional é uma das coisas mais valiosas da vida. Ao falar sobre os anos em que se dedicou ao trabalho, destacou a trajetória de profissionais que começaram com ele e chegaram a cargos de direção na emissora.

“Durante esses 33 anos que eu trabalhei na Globo, em especial, eu deixei muitos profissionais que começaram comigo e estão hoje nos principais cargos de direção”, afirmou.

Ademais, o comunicador falou sobre a mudança na rotina depois de passar os últimos três anos mais no hospital do que em casa.

Ele contou que não sente falta de estar constantemente trabalhando e que passou a conviver mais com os familiares. “Sinceramente? Não”, respondeu, ao ser questionado por Bial se estava estranhando a nova fase.

Futuro

Faustão também falou sobre o futuro. Ele pontuou que não tem planos mirabolantes. “Curtir a vida, viajar o máximo que puder, aproveitar, principalmente, a convivência com mulher e filhos”, revelou.

Problemas de saúde

Faustão passou por quatro transplantes entre 2023 e 2025: coração, para tratar insuficiência cardíaca; rim, devido a uma doença renal crônica; fígado e um retransplante renal, após uma infecção e o corpo rejeitar o primeiro órgão transplantado.

Veja os números da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro nos estados

Portal A TARDE faz compilado de levantamentos eleitorais recentes

Por Cássio Moreira
Lula e Flávio Bolsonaro disputam o votos nos principais estados - Foto: Ricardo Stuckert | PR | Vittor Sales | Flickr Flávio Bolsonaro

O portal A TARDE levantou os números das pesquisas AtlasIntel de 18 estados e do Distrito Federal no mês de setembro, com recorte para a disputa presidencial, hoje polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A única exceção é o Acre, que divulgou sua última pesquisa AtlasIntel no mês de agosto.

Os dados foram feitos dentro dos levantamentos estaduais, diferente da AtlasIntel nacional divulgada no início do mês, que mostra um cenário de empate técnico entre os dois candidatos citados em um eventual segundo turno.

Apenas oito estados não tiveram AtlasIntel divulgada até a presente data de setembro, e por isso não foram contabilizados.

 São eles:

Maranhão;
Pará;
Pernambuco;
Paraná;
Rio Grande do Norte;
Rondônia;
Tocantins;
Sergipe.

O que as pesquisas AtlasIntel mostram?

Dentro das pesquisas estaduais consultadas pelo portal A TARDE, Lula permanece como à frente de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno em todos os estados da Região Nordeste.

Minas Gerais, no Sudeste, é o único estado fora do Nordeste em que o petista vence de Flávio na simulação de segundo turno. A maior porcentagem do petista é no Piauí, onde aparece com 73.7% das intenções de voto, contra 26.3% de Flávio Bolsonaro.

Já Flávio Bolsonaro tem total domínio nos estados do Sul, Sudeste (com exceção de Minas), Norte e Centro-Oeste, vencendo nos estados que fizeram pesquisas AtlasIntel no início do mês.

Pesquisas mostram domínio de Lula no Nordeste

Em setembro, a AtlasIntel realizou levantamentos em cinco estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba e Piauí, com Lula vencendo Flávio Bolsonaro em todas as simulações de segundo turno.

Maior colégio eleitoral da região Nordeste, a Bahia dá uma vitória 66.7% dos votos para Lula, contra 33.3% de Flávio Bolsonaro, segundo a AtlasIntel/A TARDE divulgada no começo do mês.

Lula ao lado de Rui Costa em ato de campanha na Bahia - Foto: Ricardo Stuckert | PR

A disputa fica mais equilibrada em Alagoas, último estado a registrar uma derrota do PT em um segundo turno de eleição presidencial, em 2002. Na AtlasIntel divulgada em setembro, Lula tem 55.9% da preferência dos alagoanos, enquanto Flávio Bolsonaro tem 44.1%.

2º turno presidencial no Nordeste (AtlasIntel)

Alagoas: Lula 55.9% x 44.1% Flávio Bolsonaro
Bahia: Lula 66.7% x 33.3% Flávio Bolsonaro
Ceará: Lula 64.4% x 35.6% Flávio Bolsonaro
Paraíba: Lula 62.8% x 37.2% Flávio Bolsonaro
Piauí: Lula 73.7% x 32.3% Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro lidera no Norte, Centro-Oeste e Sul

Enquanto Lula vence na região Nordeste e em Minas Gerais, Flávio Bolsonaro tem a preferência dos eleitores do Norte, Centro-Oeste e Sul, vencendo em todos estados das regiões citadas, de acordo com as últimas pesquisas AtlasIntel.

No Norte, a maior vantagem de Flávio contra Lula em um eventual segundo turno é registrada em Roraima, onde o senador tem 72.1% das intenções de voto, contra 27.9% do candidato petista.

A disputa mais equilibrada na região se dá no Amazonas, onde Flávio vence Lula por 53.7% a 47.3%.

Flávio Bolsonaro durante ato de campanha - Foto: Vittor Sales | Flickr Flávio Bolsonaro

2º turno presidencial na região Norte (AtlasIntel)

Acre: Flávio Bolsonaro 70.2% x 29.8% Lula
Amazonas: Flávio Bolsonaro 53.7% x 47.3% Lula
Roraima: Flávio Bolsonaro 72.1% x 27.9% Lula

Na região Centro-Oeste, Flávio tem seu melhor desempenho no Mato Grosso, onde vence Lula por 62.7% a 37.3% em eventual segundo turno. A disputa fica mais apertada no Distrito Federal, onde o senador do PL tem 52.7%, contra 47.3% do candidato do PT.

2º turno presidencial na região Centro-Oeste (AtlasIntel)

Mato Grosso: Flávio Bolsonaro 62.7% x 37.3% Lula
Distrito Federal: Flávio Bolsonaro 52.7% x 47.3% Lula
Goiás: Flávio Bolsonaro 62.4% x 37.6% Lula
Mato Grosso do Sul: Flávio Bolsonaro 61.2% x 38.8% Lula

No Sul, as pesquisas AtlasIntel foram realizadas em Santa Catarina, um dos principais redutos do bolsonarismo, e Rio Grande do Sul.

Nos dois estados, Flávio Bolsonaro aparece na frente de Lula em um eventual segundo turno, com 69.1% contra 30.9% do petista em Santa Catarina, onde aparece com maior vantagem na região.

2º turno presidencial na região Sul (AtlasIntel)

Santa Catarina: Flávio Bolsonaro 69.1% x 31.9% Lula
Rio Grande do Sul: Flávio Bolsonaro 54.5% x 45.5% Lula
Sudeste dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro

Região que concentra os três maiores colégios eleitorais do país, o Sudeste aparece dividido entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio vence Lula em um cenário de segundo turno equilibrado. Enquanto o senador do PL surge com 51.9%, o presidente petista pontua com 48.9%, ficando ainda mais próximos dentro da margem de erro, que é de 1.p.p (um ponto percentual).

No Rio de Janeiro, que concentra o terceiro maior número de eleitores do país, Flávio Bolsonaro, que é senador pelo estado, também aparece na dianteira em um cenário considerado indefinido, com 50.4% contra 49.6%.

Dentro da margem de erro, que é de 2.p.p (dois pontos percentuais), Flávio e Lula aparecem tecnicamente empatados no berço político do bolsonarismo.

Flávio consegue uma vitória maior no Espírito Santo, onde pontua com 59.3% contra 41.7% de Lula.

Lula vence Flávio Bolsonaro em Minas Gerais

Lula vence Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, de acordo com a pesquisa AtlasIntel mais recente publicada, nos primeiros dias de setembro.

No levantamento, Lula tem 53.7% das intenções de voto no segundo turno, contra 47.3% do senador Flávio Bolsonaro.

Dentro do mundo político, Minas Gerais é tido como estado-chave na disputa presidencial. O último presidente a ser eleito sem vencer em terras mineiras foi em 1950, quando Getúlio Vargas voltou ao executivo após ser vitorioso nas urnas.

2º turno presidencial na região Sudeste (AtlasIntel)

São Paulo: Flávio Bolsonaro 51.9% x 49.1% Lula
Minas Gerais: Lula 53.7% x 47.3% Flávio Bolsonaro
Rio de Janeiro: Flávio Bolsonaro 50.4% x 49.6% Lula
Espírito Santo: Flávio Bolsonaro 59.3% x 40.7% Lula
Placar dos estados (AtlasIntel)

Lula vence em: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Minas Gerais

Flávio Bolsonaro vence em: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Acre, Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Quando acontece o primeiro turno da eleição?

O primeiro turno da eleição presidencial ocorre no dia 4 de outubro. Caso nenhum dos candidatos alcance 50%+1, como prevê a Justiça Eleitoral, será realizado um novo turno entre os dois postulantes mais votados.

TÁ ROLANDO NAS REDES


 

TÁ ROLANDO NAS REDES


 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

TÁ ROLANDO NAS REDES


FLÁVIO BOLSONARO INTERROMPEU O PRÓPRIO PROGRAMA ELEITORAL PARA FAZER UM PRONUNCIAMENTO À NAÇÃO BRASILEIRA.



Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 102 milhões

Quina registra 49 ganhadores e a quadra, 3.432 premiados; novo sorteio será na quinta-feira

Fábio Bouéri


A Caixa Econômica Federal realizou na noite desta terça-feira, 15, o sorteio da Mega-Sena, concurso 3058. A extração ocorreu em São Paulo e, mais uma vez, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Assim, o prêmio acumulou com valor estimado em R$ 102 milhões. 

Os números sorteados foram: 14 – 23 – 53 – 56 – 57 – 60. 

O prêmio era de R$ 92.422.704,68

A quina, modalidade em que o apostador é premiado caso acerte cinco dezenas, registrou 49 apostas ganhadoras, cabendo a cada bilhete a retirada de R$ 53.305,58. Já a quadra, para quem acertar quatro dezenas, teve 3.432 premiados, com valor individual de R$ 1.185,42.

Gilmar intimida Nunes Marques e Fux

Mensagens expõem tensão entre ministros do STF em meio à possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes

Victória Batalha


Os ministros do STF Gilmar Mendes e Nunes Marques | Foto: Reprodução/Redes sociais

Mensagens trocadas pelos ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), expõem o nível de tensão dentro da Corte em meio à disputa envolvendo o caso Banco Master e a direção da Polícia Federal (PF). Nas conversas, Gilmar ofende os colegas, questiona decisões e faz referências a uma articulação entre ministros.

A troca com Nunes Marques ocorreu em 8 de setembro, no mesmo dia em que a 2ª Turma do STF analisou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF. Gilmar questionou a atuação de Nunes Marques e Fux e cobrou a abertura das contas dos colegas. Os três integram o colegiado.

Gilmar e Nunes Marques

“Vamos agora discutir na turma ou no plenário, o que existe?”, indagou Gilmar, em mensagem a Nunes Marques. “Todos dizendo q vcs sao refens do andre… ok abram as contas.”

Na sequência, o decano afirmou: “Vc e o Fux parecem servis, submissos…”. Nunes Marques respondeu: “Me respeite Gilmar. Isso não é postura”.

Gilmar então pediu que Nunes Marques deixasse o Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Vc tem de sair do tse tambem.” O ministro, que presidente a Corte eleitoral reagiu: “Então não me tecle pois não falo com que não me respeita.”
O ministro Gilmar Mendes, atual decano do Supremo Tribunal Federal, durante sessão plenária da Corte — 23/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Gilmar insistiu para que o colega abrisse as contas antes de qualquer julgamento relacionado ao caso. Nunes Marques respondeu: “Abro com o maior prazer. Há 15 anos que presto contas de tudo. Como juiz.”

Em seguida, Gilmar escreveu: “Tramoias ….” e, depois, “Verdade! E de sua família”.

A conversa ocorreu em meio às acusações de Gilmar contra o ministro André Mendonça. Segundo as informações apresentadas no material, Gilmar sustenta que Mendonça teria deixado de considerar conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro que envolveriam Nunes Marques e outros ministros.

Fux reage a cobrança de Gilmar

Em outra conversa, Gilmar também confrontou Fux. O decano cobrou do colega uma “postura institucional” e fez referência a um suposto acordo entre Fux, Mendonça e Nunes Marques para pedir o afastamento de Andrei Rodrigues.

Gilmar escreveu: “Isto revela qq coisa menos postura institucional. Espero que nao se repita.”

Fux respondeu: “Gilmar você deve dizer espero que não se repita pra quem você quiser. Pra cima de mim não. Ninguém nesse mundo diz pra mim como agir. Boa Noite por ora.”

Gilmar devolveu: “Fux, soh cuide de atuar como Presidente da turma.”

Na manhã seguinte, Fux respondeu: “Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”

Ministro Luiz Fux, do STF, durante sessão de encerramento do ano do Judiciário de 2025, em 19 de dezembro, em Brasília. Atualmente, ele preside a 2ª Turma da Corte | Foto: Rosinei Coutinho/STF

As mensagens integram o ambiente de conflito entre ministros que se intensificou durante as discussões relacionadas ao caso Banco Master. O material também registra acusações de Gilmar contra Mendonça por supostamente adotar critérios diferentes na análise de pedidos da PF e por deixar de considerar determinados diálogos encontrados no celular de Vorcaro.

Um relatório de inteligência da PF citado no material registra elementos que indicariam que Mendonça teria deixado de considerar indícios envolvendo Dias Toffoli e o filho de Nunes Marques. O documento também registra questionamentos sobre a velocidade de decisões tomadas pelo ministro em pedidos relacionados a diferentes grupos políticos.

Nunes Marques declarou impedimento para participar do julgamento relacionado à eventual investigação sobre Alexandre de Moraes e sua relação com Vorcaro. O ministro justificou a decisão pela presidência do TSE e pelo possível impacto do caso no cenário político-eleitoral.

Com pedido de vista (mais tempo de análise) feito por Flávio Dino, a sessão plenária do STF desta terça-feira, 15, sobre Moraes ser ou não investigado pela relação com Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, foi suspensa. O ministro trocou mais de 50 mensagens com o ex-banqueiro.

ELEIÇÕES 2026: TSE proíbe Marçal de usar 'fundão' e barra participação em debates

 


PRTB troca Marçal por Leonardo Avalanche

Presidente nacional do partido assume candidatura ao Planalto depois da renúncia do ex-candidato

Victória Batalha


Pablo Marçal (à esquerda) e Leonardo Avalanche, presidente do PRTB | Foto: Reprodução/Redes sociais


O PRTB substituiu Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na disputa pela Presidência da República. A mudança ocorreu depois de Marçal apresentar uma carta de renúncia à candidatura, nesta terça-feira, 14, último prazo legal para alterações nas chapas.

Avalanche, de 48 anos, presidia o partido e integrava a chapa de Marçal como candidato a vice. Com a saída do ex-candidato, ele também renunciou à posição de vice para assumir a cabeça da chapa.

A nova composição terá Silvia Helena da Silva Pereira como candidata a vice-presidente. A chapa já consta na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Quem é Leonardo Avalanche

Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, nasceu em Anápolis (GO), em 23 de outubro de 1977. Ele assumiu a presidência nacional do PRTB em 2024 e coordenou a campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo naquele ano.
Leonardo Avalanche, novo candidato à Presidência da República pelo PRTB | Foto: Reprodução/X

Em 2026, o partido chegou a lançar Avalanche como pré-candidato à Presidência. Ele deixou a disputa pelo cargo para compor a chapa de Marçal como vice e agora retorna à candidatura ao Planalto.

Em 2025, Avalanche chegou a ser afastado da presidência do PRTB durante uma disputa interna. No ano seguinte, porém, retomou o comando da legenda por decisão da Justiça Eleitoral.

Renúncia de Marçal

A substituição ocorreu também no contexto da situação eleitoral de Pablo Marçal. O ex-candidato está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024.

O TSE também havia rejeitado, por unanimidade, o registro de sua candidatura à Presidência.

Com a renúncia apresentada por Marçal, o PRTB formalizou a troca dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral.

Ministério Público quer explicações de Gonet

Órgão vai apurar suposto envolvimento de procurador-geral da República com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Fábio Bouéri

O procurador-geral da República, Paulo Gonet: explicações ao Conselho Superior do MPF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou para 25 de setembro a análise de um procedimento que envolve o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso surgiu a partir de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, durante investigação da Polícia Federal.

Segundo o material analisado pela PF, Vorcaro teria tentado se aproximar de Gonet por meio do advogado Ciro Soares. As mensagens revelam que o ex-banqueiro queria conversar com o procurador-geral e que uma fotografia dos dois chegou a ser enviada ao empresário. Gonet afirma que encontrou Vorcaro apenas uma vez, de forma breve e banal, em um evento.

Gonet: procedimento interno

O Conselho abriu o procedimento depois de uma representação apresentada ao órgão. Gonet deverá prestar esclarecimentos sobre as citações e sobre eventual relação com o caso que envolve o Banco Master. A apuração poderá avaliar se há elementos que justifiquem alguma providência institucional em relação à atuação do procurador-geral.

As menções a Gonet aparecem no mesmo relatório da PF que provocou a crise que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF). Mendonça determinou a produção do documento, que também reuniu mensagens relacionadas a autoridades como Moraes, Gonet e integrantes da própria Polícia Federal.

Na sessão desta terça-feira, 15, o STF discutiu justamente a validade do relatório e a possibilidade de investigar Moraes. A análise terminou suspensa depois que Flávio Dino pediu vista. O plenário havia chegado a 4 votos a 3 pela tramitação separada dos casos que envolvem Moraes e Mendonça.

Gonet, que havia pedido a anulação do relatório produzido por determinação de Mendonça, participou da sessão do STF e negou proximidade com Vorcaro.

Candidatos à Presidência criticam sessão do STF sobre Moraes

Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado e Zema criticaram a condução da sessão; Lula voltou a defender mudanças no Judiciário

Lucas Cheiddi


Da esquerda para a direita: Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema | Foto: Reprodução/X

Candidatos à Presidência da República reagiram à sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu, nesta terça-feira, 15, os processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O encontro terminou sem uma decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes, depois que Flávio Dino pediu vista.

A sessão não chegou à análise do mérito do caso. Os ministros concentraram os debates em uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que defendeu a análise conjunta dos processos relacionados a Moraes e Mendonça.

Antes da interrupção, quatro ministros votaram pela manutenção do julgamento separado, enquanto três defenderam a unificação. Votaram pela análise separada Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defenderam a reunião dos casos. Dino não teve seu voto contabilizado porque pediu vista.

Candidatos criticam condução da sessão

Flávio Dino [à esquerda] pediu vista sobre juntar ou não os casos contra André Mendonça [centro] e Alexandre de Moraes [direita]; registro do trio durante sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal — Brasília (DF), 15/9/2026 | Gustavo Moreno/STF

Renan Santos, candidato do Missão, classificou o encontro como “belicoso” e afirmou que o resultado representou uma “pizza horrorosa”.

Ronaldo Caiado (PSD) também criticou a sessão. Segundo o candidato, os ataques entre ministros e o debate em torno da condução do processo expuseram, em sua avaliação, os limites da situação que envolve a Corte.

Romeu Zema (Novo) afirmou que houve uma “amnésia” entre autoridades relacionadas ao caso Banco Master. Em publicação nas redes sociais, o candidato disse que os envolvidos se apresentavam como vítimas e declarou: “Chega de intocáveis”. O candidato do Novo também ironizou uma imagem de Alexandre de Moraes sorrindo durante a sessão.

Flávio Bolsonaro (PL) transmitiu parte do julgamento em seu canal no YouTube. Depois da sessão, ele afirmou que “ministros do Lula” trabalharam para “blindar” Moraes no STF.

Lula defende reforma do Judiciário

O presidente Lula da Silva, candidato à reeleição | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, voltou a defender mudanças no Judiciário. Em entrevista à Record, afirmou que é necessário discutir o tempo de mandato dos ministros da Suprema Corte e os critérios para a escolha de seus integrantes.

Lula também defendeu regras relacionadas a possíveis conflitos de interesse que envolvem ministros e seus familiares.

A discussão ocorre durante a campanha eleitoral e em meio à crise que envolve Moraes, Mendonça e o caso Banco Master. O pedido de vista de Dino suspendeu a análise e pode levar até 90 dias para devolução do processo.

Imprensa internacional repercute crise no STF

Veículos estrangeiros mencionam caráter inédito de investigação que envolve Moraes e tensão interna no Supremo

Letícia Alves


Alexandre de Moraes foi o centro do debate desta terça-feira, 15, no STF | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes ganhou repercussão na imprensa internacional nesta terça-feira, 15. Veículos estrangeiros chamaram a atenção para o caráter inédito do caso e as divisões dentro da Corte. Além disso, mencionaram possíveis efeitos da crise sobre as eleições de outubro.

A Reuters afirmou que o Supremo analisa uma “investigação sem precedentes” contra um de seus ministros em exercício. A agência britânica também tratou do conflito entre Moraes e André Mendonça e situou o julgamento em um momento de forte tensão institucional, a poucas semanas da disputa presidencial.

Já a Associated Press (AP) apresentou o episódio como parte de uma crise interna no tribunal. A agência lembrou a atuação de Moraes nos processos que resultaram na condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o embate entre ministros já ultrapassa o ambiente do STF e alcança o cenário eleitoral.

A sessão do STF ocorreu nesta terça-feira, 15, mas terminou sem definição sobre a investigação, porque o ministro Flávio Dino pediu vista. Durante o julgamento, houve diversos momentos de embate entre os magistrados.

Caso Master amplia repercussão da crise no STF

A cobertura da AP foi reproduzida por veículos como The Washington Post e ABC News. O Washington Post relacionou o confronto entre Moraes e Mendonça à polarização política brasileira e observou que a crise no Supremo ocorre em meio à campanha presidencial.

A emissora norte-americana ABC News descreveu o momento da Corte como uma “crise sem precedentes”. O veículo associou a turbulência ao colapso do Banco Master e às suspeitas que passaram a envolver integrantes dos Poderes.
Moraes e Mendonça bateram boca durante a sessão do STF desta terça-feira, 15 | Foto: Divulgação/SCO/STF

A Agence France-Presse (AFP) também abordou as ligações entre Moraes e Vorcaro e o agravamento da disputa interna no Supremo. Segundo a agência francesa, a controvérsia “passou a se sobrepor à campanha presidencial” brasileira.

O jornal britânico The Economist também afirmou que o STF “está em crise”. A publicação colocou Moraes no centro da controvérsia e mencionou as suspeitas relacionadas à sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além do confronto com Mendonça.

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