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terça-feira, 12 de maio de 2026

Flávio encosta em Lula no 1º turno e lidera com distância maior no 2º turno, revela pesquisa Futura/Apex

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: montagem (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado)

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Futura/Apex mostrou o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reduzindo a distância para o líder nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas abrindo uma distância maior no cenário de segundo turno.

Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera, mas a diferença para Flávio, que já foi bem maior, caiu para apenas 2,2%. A pesquisa ainda havia incluído o ex-governador Ciro Gomes, que, entretanto, anunciou nesta segunda (11) que não será candidato a presidente.

Confira abaixo o resultado do cenário de primeiro turno:

Lula (PT) - 38,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36,1%
Ciro Gomes (PSDB) - 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,6%
Renan Santos (Missão) - 1,5%
Augusto Cury (Avante) - 1,4%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,1%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
Não sabe/indeciso - 4,1%

Nos cenários de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro segue na liderança, mas neste levantamento, ele abre distância de 2,5% sobre o presidente Lula. A pesquisa Futura/Apex fez diversas simulações de disputas de segundo turno, inclusive com outros candidatos no lugar do líder petista. Veja abaixo as simulações:

Flávio 46,9% x 44,4% Lula

Lula 45,1% x 36,9% Ronaldo Caiado

Lula 46% x 37,8% Romeu Zema

Lula 41,4% x 37,8% Ciro Gomes

Flávio 47,8% x 36,2% Fernando Haddad

Flávio 45,5% x 37% Ciro Gomes

Flávio 43,9% x 27,1% Romeu Zema

Fernando Haddad 38,9% x 32,8% Ronaldo Caiado

Fernando Haddad 39% x 35,6% Romeu Zema

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.

Bahia noticias 

Pesquisa Futura/Apex: 57% dos brasileiros dizem ser a favor do impeachment de um ministro do STF

Por Edu Mota, de Brasília
Fotos: Gustavo Moreno/STF

Em um dos recortes da pesquisa Futura/Apex divulgada nesta segunda-feira (11), os entrevistados responderam a um questionamento sobre um eventual processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Um total de 57% disse ser a favor do impeachment, sem citação de nenhum ministro particularmente.

O recorte mostrou ainda que 27,2% se posicionaram contra o processo de impeachment de algum ministro do STF. Outros 15,9% disseram não saber ou não ter opinião.

Na avaliação dos poderes, todos os três possuem mais desaprovação do que aprovação às suas atividades. O Congresso Nacional foi o poder com desaprovação mais alta, de 60,1% (com aprovação de 26,1%. Na sequência vem o STF, com desaprovação de 54,3% (contra aprovação de 33,9%) e depois a presidência da República, com 51,8% de percentual de desaprovação e 44,9% de aprovação.

Em relação à anistia aos presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe, 37% afirmaram ser contra a concessão desse tipo de benefício. Outros 31,5% se colocaram a favor da anistia aos presos do 8 de janeiro, e 20,3% disseram não saber.

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.

Anvisa recomenda não jogar fora detergente Ypê

Por Gabriela Cecchin, Cristiane Gercina e Vinicius Macêdo | Folhapress

Foto: Divulgação

A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ao consumidor que tenha algum produto da Ypê que faça parte do lote apontado como com risco de contaminação microbiológica é para que não jogue fora e espere o "desdobramento do caso".

A empresa está fazendo o recolhimento do produto, mas com o alto volume de procura por orientações e devoluções, o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) tem falhado tanto online quanto por meio de telefone 0800-1300544. Há ainda a opção de fazer cadastro por meio de formulário no site da marca.

"No momento a orientação é não jogar fora, mas sim aguardar o desdobramento do caso e da determinação de recolhimento", diz nota enviada pela Anvisa.

O recall da agência começou na quinta-feira (7), quando foi determinado o recolhimento de todos os lotes com numeração final 1 por apontar risco de contaminação microbiológica. A medida também previa a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados.

A empresa conseguiu reverter a determinação, mas optou por ainda não voltar a fabricar os produtos até que a situação seja regularizada na Anvisa. Há uma reunião prevista para esta quarta-feira (13).

De acordo com a agência reguladora, a decisão foi tomada após avaliação técnica de risco sanitário. Durante inspeção realizada na unidade, foram identificados descumprimentos em etapas relevantes do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

Não há ainda orientações claras por parte do órgão regulador de como o produto a ser devolvido deve ser armazenado pelo consumidor nem sobre os riscos específicos ao meio ambiente. Especialistas, no entanto, não recomendam nenhum tipo de uso e afirmam que o líquido não deve ser despejado na natureza.

As informações sobre o que pode acontecer com quem tiver contato com a possível bactéria identificada são de danos à pele causados por irritação e inflamação ou até infecção de mucosas. Com isso, o produto não deve ser usado em nenhuma hipótese. Outro risco é de contaminação microbiológica maior caso o consumidor insista em utilizar os itens para fazer a higiene em sua casa.

QUAIS OS RISCOS PARA A SAÚDE?

No comunicado, a Anvisa citou possibilidade de presença de microrganismos patogênicos nos produtos afetados. O risco é de contaminação microbiológica, que pode dar origem a quadros diversos, mas, para maior especificação, a agência diz que precisa de mais prazo para a apuração.

Produtos contaminados utilizados na pele podem causar vermelhidão, coceira, ardência e inflamações, segundo o infectologista Daniel Paffili Prestes, com residência no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e especialização pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Ele diz que o risco vai além da pele.

"Quando há contato com olhos, nariz ou boca, o risco pode incluir irritação de mucosas e até infecções localizadas. Em alguns casos, a inalação de partículas contaminadas também pode desencadear sintomas respiratórios."

A recomendação, segundo ele, é suspender imediatamente o uso de qualquer produto identificado como contaminado ou incluído em recolhimento oficial.

A infectologista Claudia Mello, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, reforça que "a recomendação de não utilizar os produtos se mantém mesmo após o recurso apresentado pela Ypê junto à Anvisa e ao Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo".

Para quem já utilizou algum item dos lotes afetados, ela explica que "os sinais de alerta para buscar atendimento médico seguem os mesmos da população geral: febre, prostração e dificuldade de respirar ou se alimentar".

"Mesmo que a pessoa ainda não tenha apresentado sintomas, não é possível garantir segurança após a confirmação de contaminação microbiológica", afirma Prestes. Continuar utilizando o produto, diz ele, aumenta o risco de irritações, infecções e reações adversas, em especial se o uso for contínuo.

Os sinais de alerta incluem vermelhidão, coceira, ardência, irritação nos olhos, tosse, espirros e dificuldade respiratória. Em casos mais graves, podem surgir febre, inchaço ou sinais de infecção cutânea. Grupos como crianças pequenas, idosos, pacientes com doenças crônicas e imunossuprimidos merecem atenção especial, por costumarem ter maior sensibilidade a esse tipo de contaminação.

O professor de química da Universidade Cruzeiro do Sul, Carlos Brito afirma que o consumidor não deve tentar reutilizar o produto nem despejá-lo em pias, ralos ou diretamente no meio ambiente. "Pode causar toxicidade para organismos aquáticos, alteração da oxigenação da água e impacto sobre peixes e algas", diz.

Segundo Brito, caso tenha um dos lotes afetados e não consiga contato imediato com a empresa, a recomendação é vedar bem a embalagem e armazená-la até orientação oficial ou descarte adequado.

"O mais coerente é cobrir a mão com uma sacola plástica, vedar bem e tentar levar em algum local da cidade que faça descarte de produtos químicos", afirma. Ele também recomenda lavar a superfície em que estava armazenado o produto com água sanitária.

O dermatologista Matheus Rocha afirma que, além de irritações e ardência, o contato pode desencadear quadros de dermatite irritativa e eczema, especialmente em pessoas com doenças de pele, idosos, crianças e imunossuprimidos.

"Uma contaminação microbiológica compromete a estabilidade sanitária do produto. Isso significa que ele deixa de ser seguro para uso doméstico", afirma.

O médico afirma ainda que há risco de disseminação de microrganismos em superfícies e ambientes caso os produtos continuem sendo utilizados dentro de casa.

QUE PRODUTOS FORAM SUSPENSOS?

De acordo com a Anvisa, somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:

- Lava-louças Ypê Clear Care
- Lava-louças com enzimas ativas Ypê
- Lava-louças Ypê
- Lava-louças Ypê Toque Suave
- Lava-louças Concentrado Ypê Green
- Lava-louças Ypê Clear
- Lava-louças Ypê Green
- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
- Lava-roupas líquido
- Tixan Ypê Cuida das Roupas
- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Antibac
- Lava-roupas líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
 Lava-roupas líquido Tixan Ypê Green
- Lava-roupas líquido Ypê Express
- Lava-roupas líquido Ypê Power Act
- Lava-roupas líquido Ypê Premium
- Lava-roupas Tixan Maciez
- Lava-roupas Tixan Primavera
- Desinfetante Bak Ypê
- Desinfetante de uso geral Atol
- Desinfetante perfumado Atol
- Desinfetante Pinho Ypê
- Lava-roupas Tixan Power Act

USEI O PRODUTO NA LIMPEZA. DEVO LAVAR A LOUÇA OU A ROUPA DE NOVO?

Como medida de precaução, consumidores podem lavar novamente roupas, utensílios ou superfícies que tiveram contato direto com um produto suspenso, especialmente em casos de irritação, alteração no cheiro, cor ou textura do item. Não há indicação, porém, de risco que exija jogar fora objetos domésticos usados com o produto.

Davide Ancelotti confirma Neymar em pré-lista da Seleção, mas evita garantir presença na Copa: "Está melhorando"

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Neymar segue vivo na disputa por uma vaga na Copa do Mundo. O auxiliar técnico da Seleção Brasileira, Davide Ancelotti confirmou que o camisa 10 do Santos integra a pré-lista de 55 jogadores enviada à Fifa, mas ponderou que a presença definitiva no Mundial ainda dependerá dos próximos passos até a convocação final.

Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Davide, o também filho Carlo Ancelotti, comentou a situação física do atacante e reconheceu evolução no processo de recuperação.

"Se ele está nessa lista é porque sua condição física está melhorando. Depois, até o dia 18 de maio, faremos a redução até chegar aos 26 que irão para os Estados Unidos", afirmou ao podcast Tripletta.

A pré-lista enviada à Fifa é uma exigência obrigatória para todas as seleções classificadas à Copa do Mundo. Cada país precisa encaminhar uma relação preliminar contendo entre 35 e 55 atletas elegíveis para o torneio, incluindo obrigatoriamente quatro goleiros.

A presença de Neymar na relação mantém o atacante na disputa por uma vaga entre os convocados definitivos, mas ainda não assegura sua participação no Mundial. Apenas jogadores incluídos nessa primeira lista podem integrar a convocação final.

Antes da divulgação oficial dos 26 nomes, Neymar ainda terá dois compromissos pelo Santos. O atacante enfrenta o Coritiba nesta quarta-feira (13), pela Copa do Brasil, e volta a encarar a equipe paranaense no domingo (17), pelo Campeonato Brasileiro.

A convocação oficial da Seleção Brasileira está marcada para a próxima segunda-feira, às 17h (de Brasília), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Ex-Globo, jornalista revela câncer no intestino aos 72 anos

Ex-âncora do Bom Dia Brasil disse que descobriu a doença no começo

Por Edvaldo Sales
Ex-âncora do Bom Dia Brasil disse que descobriu a doença no começo - Foto: Divulgação | Globo

O apresentador Chico Pinheiro, ex-âncora do Bom Dia Brasil, na TV Globo, revelou que foi diagnosticado com câncer de intestino. O jornalista tem 72 anos.

Ele falou sobre o diagnóstico enquanto entrevistava Zeca Baleiro, para o 'Chico Pinheiro Entrevista', que vai ao ar nesta segunda-feira, 11, às 19h.

“Agora eu vou contar uma coisa aqui que eu não estava disposto a falar dela, mas é inevitável, porque eu vou puxar uma música sua. Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia, descobri um câncer no intestino”, iniciou.

O jornalista disse que descobriu a doença no começo. “A princípio [a cirurgia] relativamente fácil, porque estava bem no começo, e uma cirurgia que era para ser feita em um dia e três dias depois eu ia para casa”, contou.

Complicação

Segundo Chico, houve uma complicação posterior. “[...] E eu passei uns belos dias na UTI. E a coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Ouvi você cantar uma música todo o tempo. Ouvia e chorava”, relatou.

“Não era chorar de medo nem de nada, não. Era de perceber as pessoas que, na correria, você não vê, né? E pessoas sofrendo com a doença. E eu dizia assim: ‘calma aí, você vai passar.’ Às vezes não vai, mas a gente fala: ‘você vai passar.’ Você entra no hospital como doente. Agora, para virar paciente, você tem que exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar. Então, eu ouvia essa música e chorava muitas vezes”, relembrou.

A música citada pelo jornalista é ‘À Flor da Pele’, do Zeca Baleiro.

Chico deixou a TV Globo em 2022, após 32 anos de casa. Na emissora, Chico foi âncora do Bom Dia Brasil (2011-2022) e também apresentou o Bom Dia São Paulo, SPTV e eventualmente o Jornal da Globo e o Jornal Nacional.

Condenado por agressão, João Neto lança candidatura a deputado federal

Neto comentou sobre a a agressão e afirmou que é alvo de mentiras que tentam lhe “destruir”.

Por Leo Almeida
João Neto - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A federação partidária “Renovação Solidária”, formada pelos partidos Solidariedade e PRD, lançou o advogado e influenciador baiano João Francisco de Assis Neto, conhecido como João Neto, como pré-candidato a deputado federal. Ele acumula mais de 1,7 milhão de seguidores no Instagram.

O lançamento foi feito durante evento político da federação em Alagoas, onde residiu o advogado, com a presença do presidente estadual do Solidariedade, Adeilson Bezerra. João Neto divulgou a decisão de disputar o cargo em publicação nas redes sociais neste sábado (9).

Condenado a quatro anos e dois meses de prisão por atacar sua companheira em 2025, o advogado voltou a comentar sobre o caso na publicação e afirmou que é “alvo de mentiras” como quais tentam lhe “destruir”.

Uma agressão

Um vídeo feito por câmeras de segurança em abril de 2025 mostra o advogado no interior de um apartamento segurando a companheira à força em um corredor e indo ao chão com ela próximo de uma porta.

Pelas imagens, é possível ver a mulher, antes da queda , se segurar nas paredes e em um batente para resistir à abordagem do homem. E, na hora da queda, ela bate o corpo e a cabeça contra a porta.

O advogado negou as agressões e disse que tentava encerrar o relacionamento. Em depoimento, João afirmou ter dito à mulher que “não teria condições de continuar com a relação” e pediu que ela saísse do apartamento.

Ele cita ainda que, mesmo após mandar ela sair, descobre que ela "ainda se encontrou no quarto, deitada dei na cama com ar condicionado ligado", e afirma que pegou a vítima "pela barriga para levá-la para fora". Entretanto, como o piso é liso, ela escorregou e ambos caíram.

Mulher sofreu um corte profundo no queixo e precisou ser levada a um hospital de Maceió, onde levou três pontos. Imagens da vítima saindo ensanguentadas do apartamento foram flagradas por uma câmera de segurança do prédio. João aparece usando um pano para estancar

Condensação

Em junho do ano passado, João Neto foi condenado a 4 anos e dois meses de prisão por crime de lesão corporal contra Adriana Bernardo Santos, sua companheira. A Justiça também decidiu o pagamento de indenização de R$ 40 mil.

João Neto cumpre a pena em regime aberto, com tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada em função de que o Estado de Alagoas não possui regime semiaberto.

Ele chegou a ser preso, mas foi solto no dia 14 de maio de 2025 após decisão da Justiça alagoana.

OAB suspensa

Ao deixar a prisão, a Ordem de Advogados do Brasil Seccional Bahia (OAB-BA) suspendeu o registro do advogado por 90 dias.

A suspensão preventiva ocorreu por um processo ético-disciplinar instaurado antes da prisão dele. João Neto foi investigado pela Ordem por ''conduta incompatível com a dignidade da profissão e com o exercício profissional da advocacia''.

O Portal ATARDE apurou nesta segunda-feira (11) que, atualmente, a licença de João Neto está regularizada dentro da OAB-BA.

Polícia investiga possível matança de cães para venda de carne

oradores relataram o desaparecimento gradual dos animais e denunciaram sons de sofrimento durante a madrugada

Por Luan Julião
Caso foi registrado como maus-tratos a animais com resultado morte - Foto: Divulgação | Ascom-PCBA

A Polícia Civil de Goiás abriu uma investigação após moradores de um bairro residencial em Quirinópolis denunciarem o desaparecimento recorrente de cães de rua e levantarem suspeitas de maus-tratos contra os animais. O caso também envolve relatos sobre a circulação de carne de origem desconhecida na região.

A denúncia foi formalizada na delegacia do município e cita como principal suspeita uma mulher conhecida pelos apelidos de “Cidoca” e “Cidinha”.

De acordo com o registro policial, os moradores passaram a perceber, nos últimos três meses, o sumiço de cães que costumavam permanecer em áreas próximas a um supermercado, uma unidade de saúde e um terminal da cidade. Além disso, relatos apontam que latidos e sons semelhantes a sofrimento animal eram frequentemente ouvidos durante a madrugada.

Suspeita envolvendo carne

Ainda segundo o boletim de ocorrência, uma mulher teria sido vista carregando uma sacola contendo uma carne considerada “estranha” por testemunhas, oferecendo o produto como se fosse carne bovina.

A denunciante relatou à polícia que suspeita que os animais estariam sendo mortos para consumo da carne. O documento também menciona que partes de animais teriam sido encontradas em diferentes pontos do município, o que aumentou a preocupação entre moradores e protetores independentes.

Apesar das suspeitas apresentadas na denúncia, não existe, até o momento, confirmação oficial de que a carne mencionada tenha qualquer relação com cães.

Caso segue sob investigação

A ocorrência foi registrada como crime de maus-tratos a animais com resultado morte, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais.

A Polícia Civil de Goiás apura as circunstâncias do caso e deve investigar se os relatos apresentados possuem elementos que comprovem os fatos denunciados.

Até agora, não houve confirmação de prisão nem divulgação de conclusão oficial da investigação.

Diogo Nogueira cancela shows após problema grave de saúde; saiba o diagnóstico

Informação foi divulgada por meio de um comunicado publicado nas redes sociais do artista

Por Leilane Teixeira
 Foto: Reprodução Redes Sociais

O cantor Diogo Nogueira anunciou nesta segunda-feira, 11, o cancelamento dos próximos compromissos da agenda de shows após ser diagnosticado com um quadro de laringite bacteriana grave.

A informação foi divulgada por meio de um comunicado publicado nas redes sociais do artista. Segundo a equipe do sambista, ele está internado e precisará interromper temporariamente o uso da voz durante o tratamento.

“Por orientação médica, Diogo Nogueira não poderá realizar os shows programados para os próximos dias”, informou a nota divulgada pela assessoria.

Após o anúncio, fãs e seguidores deixaram mensagens de apoio ao cantor nas redes sociais, desejando melhora e rápida recuperação.

O que é laringite?

A laringite é uma inflamação na laringe, região localizada entre a faringe e a traqueia e responsável por abrigar as cordas vocais. O problema pode provocar rouquidão, dores na garganta e dificuldade para falar.

A condição pode ser causada por infecções virais ou bacterianas, alergias, refluxo, irritações e até pelo uso excessivo da voz.

Principais sintomas da laringite

Rouquidão ou perda da voz;
Dor de garganta;
Tosse seca;
Sensação de garganta irritada;
Dor ao engolir;
Pigarro constante;
Febre em alguns casos.

Em quadros mais graves, a doença também pode causar dificuldade para respirar, falta de ar e piora progressiva das dores.

Como é feito o tratamento?

O tratamento varia de acordo com a causa da inflamação e deve ser acompanhado por um médico otorrinolaringologista. Em situações mais severas, como infecções bacterianas, pode ser necessário uso de medicamentos e repouso vocal absoluto.

Dr. Laurentino Aguiar Rodrigues , mostra algumas diferença entre Juazeiro e Petrolina - Veja o vídeo

 

PSB de Sento Sé realiza reunião estratégica e projeta metas para o município


SENTO SÉ – Sob a liderança de Silvio Muniz, a executiva municipal do PSB realizou um encontro estratégico para marcar o início do planejamento de metas voltadas para 2026. A reunião foi marcada por um clima caloroso e de muita união entre os membros da sigla.

O foco principal do encontro foi o alinhamento das ações do partido e o fortalecimento do grupo político. Segundo Silvio Muniz, o momento é de organização e trabalho focado. "Iniciamos o ano com uma energia muito positiva. Nosso compromisso é com o planejamento sério e a escuta ativa da população para construirmos, juntos, o futuro do município", destacou Muniz.

A reunião reforça a coesão do PSB em Sento Sé e demonstra que o grupo está organizado e preparado para os desafios que virão, mantendo a presença constante junto à sociedade como sua principal bandeira de atuação.

Silvio Muniz — Presidente do PSB de Sento Sé

TIRULIPA FALA SOBRE O INCÊNDIO DO CIRCO

Um incêndio destruiu o Circo do Tirullipa na madrugada desta segunda-feira (11), no estacionamento da Arena das Dunas, em Natal.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado por volta de 4h40 da manhã e atuou no controle das chamas. A área foi isolada para vistoria da Defesa Civil e demais órgãos.

A concessionária de energia verificou que os geradores do local estavam desligados. As causas do incêndio seguem sob investigação.


 

Mulheres do Vale do São Francisco participam da 3ª edição do Florescer





FOTOS: Divulgação Florescer 2026

Legendas: 

1) Cerca de cem mulheres do Vale do São Francisco participaram de um dia de autoconhecimento e lazer.
2) A cantora Fabiana Santiago foi uma das atrações musicais do Florescer.
3) A contadora Jéfilani Ferraz (de costas) foi uma das palestrantes do evento. 
4) Mineia Otsuka,  Anne Patrícia Alves,  Lorena Villela, Catarina Carvalho e Jéfilani Ferraz palestraram no   Florescer 2026


Um dia inteiro dedicado a elas. Mulheres empreendedoras do Vale do São Francisco se encontraram para a terceira edição do evento “Florescer”, no último sábado (9).

Às margens do Velho Chico, elas descobriram a força, a resiliência e o protagonismo em um encontro cheio de conexão, marcado por diálogos, reflexões e homenagens.

Com o propósito de se conectarem com a mulher interior de cada empreendedora e elevar a autoestima feminina, o Rio São Francisco desempenhou um papel fundamental nesse encontro de troca. De maneira simbólica, as águas que cercaram a barca e transformaram o local em um ambiente acolhedor e inspirador, propício para desconectar-se do mundo exterior e valorizar as particularidades de cada mulher presente.

Partindo da Orla de Juazeiro em direção à Ilha do Maroto, o agradável bate-papo em cada mesa fortaleceu a conexão entre as mulheres. O “Florescer” ofereceu a elas café da manhã e almoço. Ivânia Villela, mãe de Lorena Villela, uma das organizadoras do evento, considera que o Florescer é uma ocasião para “se desconectar, conectar-se e reconectar-se”. Segundo ela, “esse espaço carrega uma riqueza enorme, porque reúne toda a bagagem das idealizadoras e convidadas, transformando cada encontro em uma grande troca de experiências”.

Anne Patrícia Alves, Catarina Carvalho, Jéfilani Ferraz, Lorena Villela e Minéia Otsuka, idealizadoras da terceira edição do evento, compartilharam saberes por meio de palestras motivadoras.


Promovendo reflexões sobre inteligência emocional, propósito, autoestima, relacionamentos e desenvolvimento pessoal, elas trouxeram diferentes perspectivas sobre os desafios e as conquistas da mulher contemporânea.

Os tópicos discutidos incluíram o impacto das emoções nas escolhas, a criação de relações mais saudáveis, a atenção à autoestima e a valorização da maturidade, além da independência feminina e de estratégias para uma vida mais equilibrada e próspera.

A barca permitiu que o sentimento fluísse, tornando-se palco desse momento de conexão entre mulheres de várias profissões. Em um instante íntimo, elas tiveram a oportunidade de expressar gratidão e elogiar umas às outras, enquanto compartilhavam um momento de percepção, acolhimento e afeto.

“Essa terceira edição foi uma surpresa para nós também. Foram três meses de muito trabalho e dedicação e, quando recebemos esse resultado, percebemos que nós também florescemos durante esse período”, comenta Anne Patrícia Alves.

O Florescer incentiva a independência feminina e floresce por meio do apoio recíproco e da admiração mútua. A próxima edição pretende levar esses saberes para mais mulheres, como destaca Lorena Villela: “Acredito que nosso propósito foi concluído com sucesso nesta edição: muita alegria, paz, leveza, amor compartilhado e lindas histórias. "Que venham as próximas, porque queremos crescer a cada ano. Obrigada a cada uma que fez parte do Florescer 2026”.
segunda-feira, 11 de maio de 2026

Ratinho abre o jogo sobre saída do SBT e revela futuro na televisão: "Vou tocar a minha vida”

Apresentador Ratinho fala sobre seu futuro na TV e abre o jogo sobre saída do SBT |  Reprodução SBT

por Juliana Barbosa

Os rumores sobre uma possível saída de Ratinho do SBT ganharam força nos bastidores da televisão nos últimos dias, mas o apresentador decidiu colocar fim às especulações.

Aos 69 anos, Carlos Roberto Massa afirmou que não pretende abandonar a televisão no fim de 2026, como vinha sendo comentado. Segundo ele, a intenção é continuar trabalhando na emissora enquanto tiver disposição.

“Vou tocar a minha vida no SBT até quando der”, declarou em entrevista à coluna de Flávio Ricco, do portal LeoDias.

Os boatos apontavam que o polêmico apresentador poderia deixar a TV para se dedicar apenas aos negócios. Fora das câmeras, Ratinho construiu um patrimônio milionário ao longo dos anos, com investimentos em diferentes áreas.

Além da carreira na televisão, ele é dono do Grupo Massa, conglomerado que reúne empresas de comunicação, como a Rede Massa, afiliada do SBT no Paraná, e a Massa FM. O grupo possui forte presença em cidades como Curitiba, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu.

O apresentador também mantém investimentos em hotelaria, mercado imobiliário e agronegócio, incluindo propriedades rurais e criação de gado.

Segundo estimativas divulgadas nos bastidores do mercado, o patrimônio de Ratinho gira em torno de centenas de milhões de reais e pode se aproximar de R$ 1 bilhão.

Parte da administração das empresas já é acompanhada pela família. Gabriel Massa, filho do apresentador, ocupa atualmente a presidência da Rede Massa.


Ratinho chegou ao SBT em 1998, após passagem pela Record. Na época, a contratação foi considerada uma das mais caras da história da emissora fundada por Silvio Santos.

Desde então, o apresentador se tornou um dos principais rostos da programação do canal e segue entre os nomes mais conhecidos da televisão brasileira.

Netanyahu diz que guerra com o Irã ainda não acabou

Primeiro-ministro de Israel afirmou, em entrevista, que o regime dos aiatolás ainda mantém capacidade nuclear

Eugenio Goussinsky

Benjamin Netanyahu evitou falar em prazo para o fim da guerra | Foto: Reprodução/GPO

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra contra o Irã ainda está em curso e que parte dos objetivos estratégicos permanece pendente. Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, exibida neste domingo, 10, ele disse que a ofensiva já provocou danos significativos, mas que a missão não foi concluída. Os combates, dos quais Israel participou ao lado dos Estados Unidos, tiveram início em fevereiro.

Segundo Netanyahu, o Irã ainda mantém estoques de urânio enriquecido que precisam ser retirados, além de instalações nucleares que continuam operando. Ele também mencionou a permanência de programas ligados a mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos aliados na região. “Há urânio enriquecido que precisa ser removido, existem locais de enriquecimento que precisam ser desmontados e ainda há trabalho a fazer.”

Questionado sobre a forma de atingir esses objetivos, o premiê respondeu de maneira direta: “Você entra e retira”. Ele evitou detalhar quais meios militares poderiam ser empregados, mas mencionou conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Netanyahu, Trump afirmou que gostaria de “entrar lá” e que considera viável remover fisicamente o material nuclear iraniano caso haja condições para isso.

Trump havia estimado, no início da operação, que o conflito poderia durar entre quatro e cinco semanas, ao mesmo tempo em que prometeu manter os bombardeios até alcançar “paz em todo o Oriente Médio e no mundo”.
Netanyahu evita dar prazo

Posteriormente, Washington e Teerã avançaram para um cessar-fogo, em 8 de abril, enquanto negociações continuam de forma lenta. Netanyahu, porém, evitou estabelecer prazo para a conclusão das operações. “Não vou dar um cronograma, mas é uma missão extremamente importante.”

Trump também comentou o andamento da ofensiva militar. Segundo ele, cerca de 70% dos alvos planejados pelos EUA já foram atingidos. O presidente acrescentou que ainda existem objetivos adicionais que poderiam ser atacados, embora avalie que o impacto das operações já tenha comprometido severamente as capacidades iranianas.

Ele também afirmou que o material nuclear iraniano continuará sendo monitorado. De acordo com Trump, a força espacial dos EUA acompanha os movimentos nas áreas estratégicas e poderia reagir caso alguém se aproxime das instalações atingidas. O presidente acrescentou que a estrutura de liderança iraniana sofreu perdas expressivas durante o conflito e avaliou que, mesmo que as operações fossem encerradas agora, o Irã levaria cerca de duas décadas para reconstruir suas capacidades militares.

Juristas expõem ilegalidades da decisão de Moraes sobre Lei da Dosimetria

Para advogados, a ordem não tem respaldo nem na Constituição nem na lei que regula as ações diretas de inconstitucionalidade no STF

Loriane Comeli

Alexandre de Moraes suspendeu, em processos de execução penal, a eficácia da Lei da Dosimetria | Foto: Luiz Silveira/STF

Juristas avaliam como ilegal a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir a aplicação da Lei da Dosimetria aos processos de condenados pelo 8 de janeiro.

No último sábado, 9, o ministro negou a validade da Lei 15.402/2026 para processos de execução penal dos quais é relator. Ele também é o responsável por duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) movida pelo Psol e Associação Brasileira de Imprensa (ABI) que querem a declaração da lei como inconstitucional.

Nas decisões nas execuções penais invocou as ADIs para negar a aplicabilidade da lei que está em pleno vigor.

O advogado Fabricio Rebelo explicou que “a mera propositura” de um ADI “não constitui fundamento mínimo para sustar a aplicação de uma lei promulgada pelo Congresso Nacional, muito menos por decisão monocrática”. Pelo contrário, disse ele. A lei que regular as ADIs (Lei 9.868/1999) exige quórum de dois terços e maioria absoluta dos votos para que o STF suspenda a aplicação de uma lei em vigor antes do trânsito em julgado de uma ADI.

O professor de Direito Processual Penal Rodrigo Chemim explicou que “a Constituição Federal não confere ao relator de um processo de execução penal um poder geral para suspender leis monocraticamente”. “Ao contrário, o art. 97 estabelece que somente pelo voto da maioria absoluta dos membros do tribunal, ou do respectivo órgão especial, os tribunais podem declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. A Lei 9.868/19999 também não autoriza conclusão diversa”, escreveu Chemim, em postagem no X.

Para ele, a ilegalidade reside justamente no fato de que Moraes suspendeu a eficácia da lei, monocraticamente e nem mesmo nas ADIs, mas em processos de execução penal dos condenados do 8 de janeiro. “A meu ver, não pode e, por isso, a decisão é errada, até porque, quando se admite isso, cria-se uma categoria juridicamente estranha: uma espécie de suspensão monocrática, seletiva e incidental da lei, sem previsão constitucional clara e sem o procedimento próprio do controle de constitucionalidade. A lei continua formalmente válida para todos, mas deixa de valer naquele caso porque assim decidiu individualmente o relator”, ensinou.

O jurista foi além: “Se normalizarmos isso, a segurança jurídica deixa de depender da Constituição, da lei e dos procedimentos de controle, para depender da vontade decisória de quem julga. E, nesse cenário, a jurisdição constitucional deixa de funcionar como garantia democrática e passa a operar como instrumento de exceção”, afirmou. “Por onde se olhe não dá pra salvar juridicamente a decisão tomada pelo ministro.”

André Marsiglia, advogado constitucionalista, foi na mesma linha e afirmou que “a decisão de Moraes não suspendeu a Lei da Dosimetria, na ação do Psol, ele suspendeu o exercício do direito por parte dos réus até decisão do plenário”. “Sua decisão não entra no mérito, funciona como uma ‘providência administrativa’, por isso inviabiliza a possibilidade concreta de recurso. É como se a lei permanecesse vigente na teoria, mas não na prática. É uma jabuticaba. Mais uma.”

Politicamente, Marsiglia classificou a decisão do ministro como “cruel” e “sádica”. “Venho dizendo há muitos dias: a intenção de Moraes, em nome de sua ala no STF, é manter os réus do 8 de janeiro presos até o fim do ano. O consórcio STF-governo Lula não quer que, às vésperas da eleição, a libertação desses réus se transforme em mais uma vitória política da direita. É cruel e sádico, mas é isso.”

Esquerda em peso tenta invalidar a Lei da Dosimetria; já são 4 ações no STF

Além de Psol e Rede, PT, PCdoB, PV e PDT também ajuizaram ações no STF contra a norma que pode beneficiar presos do 8 de janeiro

Loriane Comeli
PT, PV, PCdoB e PDT, além de Rede e Psol, ingressaram no STF contra a Lei da Dosimetria | Reprodução/Redes sociais

Depois do Psol e Rede, mais quatro partidos de esquerda foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de invalidar a Lei da Dosimetria. São duas novas ações: uma é ajuizada pelo PT, PCdoB e PV, e a outra pelo PDT. Também foi protocolada uma ação pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

As duas primeiras ações, do Psol e Rede e da ABI foram distribuídas a Alexandre de Moraes por sorte. As duas novas demandas ainda não foram distribuídas a nenhum ministro.

A Lei da Dosimetria, vetada pelo presidente Lula, mas promulgada pelo Congresso, depois da derrubada do veto, beneficiaria os condenados do 8 de janeiro. O texto prevê a impossibilidade de se condenar alguém simultaneamente pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado quando os atos são mesmos e reduz o tempo para progressão de regime.
A ação do PV, PT e PCdoB

A ação do PV, PT e PCdoB afirma que houve vícios formais e materiais e pede uma liminar para suspender imediatamente a norma. Um exemplo de vício formal seria a “apreciação fracionada” do veto. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou trechos do PL da Dosimetria que se referiam à progressão de regime e colidiam com a Lei Antifacção, sancionada em março deste ano.

Além disso, afirmam que, durante a tramitação do projeto, uma emenda do senador Sergio Moro (PL-PR) não teria sido devidamente votada na Câmara, o que rompe com o princípio do bicameralismo.

Como supostos vícios materiais, os partidos de esquerda afirmam que houve violação ao princípio da individualização da pena, à separação dos Poderes e à função jurisdicional da dosimetria da pena, além de uma alegada violação à “vedação do retrocesso em matéria de proteção à democracia”. Também citam violações aos princípios da isonomia e proporcionalidade.

A ação do PDT

Presidente Lula e Carlos Lupi, presidente do PDT | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A ação do PDT, partido presidido por Carlos Lupi, ministro da Previdência que se demitiu quando foi descoberto o escândalo de fraudes no INSS, usa os mesmo argumentos da ação do PT, e acrescenta outros, como violação dos princípios da legalidade, por “redução ilegal de prazo na tramitação”, da moralidade, da coisa julgada e fragilização da força normativa da Constituição.

O PDT diz que a Lei da Dosimetria é “uma inequívoca afronta ao conteúdo material do princípio da moralidade pública” por “instituir tratamento penal excepcionalmente benevolente para delitos que figuram entre os mais graves previstos no ordenamento jurídico brasileiro”.

“A suavização das consequências penais desses delitos, mediante redução expressiva dos requisitos de progressão de regime, instituição de causas especiais de diminuição de pena e imposição do concurso formal mesmo diante de condutas autônomas, compromete a coerência ética do sistema juridicopenal, pois comunica à sociedade que atentados contra a democracia merecem resposta estatal menos rigorosa do que crimes de violência ordinária. Tal inversão de valores revela-se incompatível com a moralidade constitucional, que impõe proteção reforçada aos bens jurídicos estruturantes da coletividade”, discorreu o partido de Lupi.

Sobre a violação à coisa julgada, o PDT afirma que uma lei pode violar a coisa julgada, o que contrasta com o entendimento amplamente aceito no Direito Penal de que a lei mais benéfica retroage para beneficiar o réu.

Viagens do governo Lula custaram R$ 2,5 bi em 2025

Do total, R$ 418 milhões foram ocultados do contribuinte sob sigilo

Yasmin Alencar

Fortaleza (CE, 01/04/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista concedida à TV Cidade (CE), na Sala de eventos do Gran Marquise | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Despesas relacionadas a deslocamentos realizados pelo governo federal em 2025 totalizaram R$ 2,5 bilhões, conforme dados oficiais. O maior volume desses gastos correspondeu a viagens dentro do Brasil, que atingiram R$ 1,8 bilhão. Em seguida, aparecem despesas protegidas por sigilo, que chegam a R$ 418 milhões, além de R$ 249 milhões destinados a viagens internacionais e R$ 15,4 milhões sem destino informado.

Viagens com informações restritas revelam apenas o órgão responsável, o superior hierárquico e as datas, sem identificação de passageiros. A Polícia Federal liderou as despesas sigilosas, ao somar R$ 251 milhões, enquanto a Polícia Rodoviária Federal registrou R$ 120 milhões. O Ministério da Justiça teve R$ 39,7 milhões nessas viagens, e a Defesa, R$ 280 mil.

Gastos elevados em viagens internacionais

Entre os registros de viagens mais onerosas, está a participação do almirante de esquadra Renato de Aguiar Freire em evento em Singapura, ao custo de R$ 260 mil, sendo R$ 246 mil apenas em passagens. Pietro Sampaio Mendes, que presidia o Conselho da Petrobras em janeiro de 2025, esteve em Abu Dhabi e Riade, com gasto de R$ 246 mil, dos quais R$ 229 mil em passagens.

A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, visitou Nova Délhi, Adis Abeba, Pequim e Sydney entre 31 de agosto e 17 de setembro de 2025 em compromissos oficiais. Entre os destinos mais frequentes estão Paris, que concentrou R$ 12,7 milhões em passagens, Genebra com R$ 11,2 milhões, Pequim com R$ 7,7 milhões e Washington com R$ 7,9 milhões. Os valores podem não refletir exatamente cada destino, já que algumas viagens envolvem múltiplas escalas.

Destinos menos comuns e agendas culturais

Alguns deslocamentos tiveram destinos menos comuns, como a professora Sandra Almeida em Kigali, Ruanda, para conferência, custando R$ 47 mil. José de Oliveira esteve em workshop nas Ilhas Maurício, com despesa de R$ 33 mil. O diplomata Almir Nascimento se deslocou a Chengdu, China, ao custo de R$ 29 mil.

No total, houve 21 viagens para Cotonou, Benin, somando R$ 160 mil, sendo 11 delas realizadas nos dias 12 e 13 de janeiro. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou de eventos em Cotonou, Porto-Novo e Uidá, representando o Brasil nas Festividades das Culturas Ancestrais e em agendas relacionadas ao patrimônio cultural afro-brasileiro.

Viagens sigilosas e justificativas oficiais

Entre as despesas protegidas por sigilo, destacam-se viagens do Ministério da Justiça em 2 de janeiro, com R$ 117 mil (R$ 100 mil em diárias), e em 1º de janeiro, com R$ 137 mil (R$ 128 mil em diárias), além de deslocamento de servidor da Polícia Federal em 18 de outubro, no valor de R$ 138 mil, sendo R$ 130 mil em passagens.

Em nota, a Presidência da República informou que as despesas com viagens oficiais “seguem criteriosamente as regras estabelecidas” e abrangem toda a administração federal, incluindo áreas como segurança, saúde, educação e relações internacionais, e que os gastos estão ligados à execução de políticas públicas.

O governo acrescentou que restrições de acesso a informações seguem a Lei de Acesso à Informação (LAI), aplicadas para proteger investigações ou operações em andamento. A Controladoria-Geral da União (CGU) mantém a lista das informações restritas e os respectivos fundamentos legais em transparência ativa. Ainda segundo o governo, “a comparação isolada dos valores pode gerar conclusões distorcidas” e o país mantém responsabilidade fiscal com execução regular das políticas públicas, explicou a Presidência.

Dentista preso por estupros que não cometeu é condenado a pagar R$ 478 mil ao RJ

Justiça rejeitou pedido de indenização de homem absolvido por exame de DNA e determinou cobrança de custas e honorários advocatícios

Isabela Jordão

O STJ rejeitou a a ação indenizatória movida pelo dentista dentista André Luiz Medeiros Biazucci Cardoso e seus familiares | Foto: Max Rocha/STJ

O dentista André Luiz Medeiros Biazucci Cardoso, de 39 anos, que passou sete meses preso sob acusação de cometer uma série de estupros em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, terminou condenado a pagar R$ 478,9 mil ao Estado do Rio de Janeiro. A cobrança foi determinada depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar, em definitivo, a ação indenizatória movida por ele e seus familiares.

André ficou 210 dias preso em 2013, durante a fase de investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na época, ele foi apresentado algemado à imprensa como suspeito de sete estupros em série ocorridos em Belford Roxo. A prisão preventiva foi decretada com base no reconhecimento feito por vítimas.

Meses mais tarde, exames de DNA solicitados pela defesa demonstraram que o material genético do dentista não correspondia ao encontrado nas vítimas, conforme reportado pelo portal Uol. Laudos periciais concluíram pela exclusão definitiva de sua participação nos crimes.

André Luiz Medeiros Biazucci Cardoso, de 39 anos, passou 7 meses preso | Foto: Reprodução/Uol/Arquivo pessoal

Advogados também apresentaram imagens de câmeras de segurança e depoimentos que indicavam que André não estava na cidade nos horários em que os estupros ocorreram.

O Ministério Público do Rio de Janeiro acabou se manifestando pela soltura do dentista, que deixou a prisão depois de sete meses. Segundo a defesa, ele precisou mudar de cidade e reconstruir a vida profissional.

Na ação judicial iniciada em 2015, André e familiares pediram cerca de R$ 4 milhões por danos morais, materiais e psicológicos. Com a atualização monetária ao longo de 13 anos, a defesa sustentou que a reparação ultrapassaria R$ 7 milhões.

O Judiciário, contudo, rejeitou o pedido em todas as instâncias. O entendimento consolidado foi o de que a prisão ocorreu dentro do “exercício regular da atividade repressiva penal”, já que, segundo as decisões, havia indícios de autoria baseados nos relatos das vítimas.

Entrada do prédio do Ministério Público do Rio de Janeiro | Foto: Divulação: MPRJ

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) argumentou que a responsabilização civil do Estado somente seria cabível em caso de condenação judicial definitiva posteriormente anulada — situação distinta da de André, cuja ação penal nem chegou a julgamento.

Em nota, a Procuradoria afirmou que “não houve, à época, erro judiciário na decretação da prisão preventiva do autor”.

“A sentença foi considerada improcedente no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e também no Superior Tribunal de Justiça”, declarou o órgão. “Deve-se destacar que os dois tribunais consideraram, por unanimidade, a improcedência do pleito.”

A PGE-RJ acrescentou que parte dos autores da ação não obteve gratuidade da Justiça e, por isso, o Estado teria o dever de executar os honorários sucumbenciais.
Custas cobradas pelo Estado do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Uol
Prisão do dentista aconteceu por falhas no reconhecimento criminal

A defesa do dentista sustenta que houve falhas graves no reconhecimento criminal. Segundo os advogados, policiais mostraram fotografias de André às vítimas antes do reconhecimento formal e o colocaram em uma fila ao lado de agentes uniformizados, sem pessoas com características físicas semelhantes.

O procedimento contraria regras previstas no artigo 226 do Código de Processo Penal, que estabelece que o reconhecimento deve ocorrer sem induzimento e com alinhamento de pessoas fisicamente parecidas com o suspeito descrito previamente pela vítima.

“Uma questão curiosa é que a gente espera que o Estado prove a culpa do indivíduo, mas, nesse caso, foi o André que teve que se provar inocente”, afirmou o advogado Luiz Borri. “Ele conseguiu disponibilizar material e foi essa prova que definiu que não era o André o autor desses crimes.”

Durante o período em que esteve preso, André permaneceu parte do tempo em isolamento. Segundo relatos apresentados no processo, ele perdeu o emprego, deixou de atender pacientes e passou a evitar circular sozinho ou atender mulheres em consultório por medo e trauma.

Sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) | Foto: Divulgação/TJ-RJ

Familiares também relataram hostilidade social. O pai do dentista afirmou que precisou vender um carro para custear advogados e perícias destinadas a comprovar a inocência do filho.

Embora a Justiça tenha reconhecido irregularidades na investigação, não houve conclusão de que policiais tenham agido de má-fé. As decisões judiciais apontaram que os elementos disponíveis naquele momento justificavam a prisão preventiva.

O caso ocorre em meio ao debate sobre falhas em reconhecimentos criminais no Brasil. Levantamento do desembargador Marcelo Semer aponta que 659 pessoas tiveram condenações anuladas entre 2020 e 2024 em razão de erros no processo penal no Rio de Janeiro. Segundo o estudo, grande parte dos equívocos envolve confissões extrajudiciais e reconhecimentos influenciados por sugestões indevidas.
Grande parte das prisões injustas envolve confissões extrajudiciais e reconhecimentos influenciados por sugestões indevidas | Foto: Reprodução/Freepik

“O mais surpreendente não foi só a negativa para André e os familiares do dano moral”, disse Borri. “Mas como ele perdeu, o Estado está cobrando meio milhão em honorários. Ao invés de o Estado reconhecer o erro, ele tem compromisso com o erro.”

A defesa recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e protocolou petição em março deste ano alegando violação de garantias fundamentais. Os advogados pedem que o Brasil seja responsabilizado internacionalmente pelo reconhecimento criminal considerado falho e pela ausência de reparação ao dentista.

Na última semana, os defensores solicitaram medida liminar para impedir que o Estado execute a cobrança dos honorários enquanto o caso estiver sob análise da comissão internacional.

Mercado projeta 9ª alta consecutiva da inflação para 2026

Dado consta do Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo Banco Central

Loriane Comeli

O Banco Central divulga o Relatório Focus semanalmente | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Analistas de mercado estimam que a inflação oficial vai fechar o ano de 2026 em 4,91%, acima do teto da meta, de 4,5%. Já a meta, de 3%, seria superada em quase dois pontos porcentuais.

A projeção é a nona seguida de alta de do IPCA. Na semana anterior, a perspectiva era de que a inflação fecharia 2026 em 4,89%.

Divulgado toda segunda-feira, o Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.

O boletim traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Após limite de gastos em festas, Xand Avião fica de fora do São João da Bahia em 2026: "Primeira vez em 24 anos"

Foto: Instagram

A Bahia não fará parte da agenda de São João do cantor Xand Avião. Pela primeira vez em 24 anos de carreira, o artista não passará por nenhum município baiano durante o período junino.

A "exclusão" da Bahia da agenda acontece no ano em que algumas cidades baianas determinaram um teto de gastos em cachê de artistas de R$ 700 mil, fruto de um movimento liderado pelo prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro, em conjunto com a União dos Municípios da Bahia (UPB).

Em entevista ao jornalista Leo Sampaio, do Pida!, o cantor não detalhou o motivo da ausência de cidades baianas na agenda para o período junino, no entanto, teceu elogios a festa feita no estado.

"É a primeira vez em 24 anos que eu não faço um show na Bahia no São João. Eu sempre falo que quem me apresentou o São João da Bahia foi a Sol [Solange Almeida]. Eu não sabia que era tão grandioso [...] É o primeiro ano que eu não vou fazer nenhum [show] na Bahia, infelizmente, mas já já estou voltando", contou.

De acordo com o Painel Junino do Ministério Público da Bahia, Xand aparecia entre os 15 cachês mais caros pago para artistas se apresentarem no estado. Em 2025, o artista se apresentou em seis cidades com um contrato de R$ 700 mil.

O cachê mais alto do ano passado foi o de Wesley Safadão, que recebeu R$ 1.100.000,00 por 5 apresentações no estado. No início do mês, o artista se defendeu de críticas pelo valor cobrado para cantar durante o período junino.

"Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho."

Safadão chegou a ser acusado de liderar um “esquema bizarro”, envolvendo contratações de shows por prefeituras do Nordeste com valores milionários e sem licitação pelo pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos.

Flávio Bolsonaro detona Moraes após suspensão da Lei da Dosimetria

"Jogo combinado", disse senador

Por Gabriela Araújo
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concedendo entrevista - Foto: Andressa Anholete | Agência Senado

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de revogar a lei da Dosimetria que muda a pena dos condenados do 8 de janeiro.

Neste sábado, 9, o herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) considerou o ato como desrespeito ao entendimento do Legislativo, resultando no que chamou de "abalo" a democracia.

"Mais uma vez a democracia foi abalada. Uma decisão do Congresso, em sua grande maioria, defendendo a lei de anistia, e, em uma canteada monocrática, um ministro revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo", disse o congressista, em coletiva à imprensa antes do evento que reuniu filiados do PL, em Santa Catarina.

Flávio Bolsonaro ainda afirmou que o texto aprovado pelo Congresso Nacional, antes de ir à votação, foi alinhado com o próprio Moraes. Ele também chamou a medida de "jogo combinado".

"O próprio Paulinho da Força (Solidariedade-SP) [relator do projeto] disse que o texto foi "autorizado" pelo Moraes. E agora, muito estranhamente, ele dá essa canetada. Eu não sei o fundamento, mas parece um jogo combinado", afirmou ele.

O liberal avaliou que a determinação do magistrado coloca "a credibilidade do Judiciário na lata do lixo".
Dosimetria: Moraes suspende lei que mudaria pena dos condenados do 8/1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata da Lei da Dosimetria nos processos relacionados aos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023.

A decisão cautelar, expedida pelo magistrado, paralisa a aplicação da nova norma até que o plenário da Corte julgue o mérito das ações que questionam sua constitucionalidade.

Até a tarde deste sábado, 9, Moraes já proferiu dez decisões baseadas na nova decisão.

O que é a Lei da Dosimetria?

O PL da Dosimetria altera regras do Código Penal brasileiro relacionadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

O foco principal do projeto é reduzir penas e impedir a soma (unificação) de punições para crimes semelhantes cometidos dentro do mesmo contexto.

Entre os possíveis beneficiados pela mudança estão os militares:

Almir Garnier;
Paulo Sérgio Nogueira;
Jair Bolsonaro;
Walter Braga Netto;
e Augusto Heleno.

Após audiência de custódia, Justiça mantém prisão do goleiro Bruno

Jogador de 41 anos foi envolvido no assassinato da ex-companheira Eliza Samudio

Por João Grassi
Goleiro Bruno - Foto: Reprodução | Placar

Após decisão da Justiça do Rio de Janeiro, foi mantida a prisão do atleta Bruno Fernandes, de 41 anos, ex-Flamengo, Corinthians e Atlético-MG, após a realização da audiência de custódia neste sábado, 9. O goleiro havia sido preso na última quinta-feira, 7.

Na decisão judicial, o juiz Danilo Miranda destacou que o mandado de prisão expedido seguia em vigor e que não houve qualquer determinação para suspender a medida. O magistrado também ordenou que Bruno fosse encaminhado para uma unidade prisional adequada ao regime semiaberto.

O arqueiro foi levado para o Presídio José Frederico Marques, localizado no bairro de Benfica, na zona norte da Rio de Janeiro, na sexta-feira, 8.

Nova prisão

Conhecido pelo envolvimento no assassinato da ex-companheira Eliza Samudio, em 2010, o goleiro Bruno voltou a ser preso na noite de quinta-feira, 7, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.

De acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Bruno era considerado foragido e foi capturado sem apresentar resistência, colaborando com os policiais durante a abordagem. Existia um mandado de prisão em aberto contra ele.

A operação que resultou na prisão aconteceu após um intercâmbio de informações entre a corporação fluminense e a Polícia Militar de Minas Gerais. Depois da captura, o ex-jogador foi encaminhado à 125ª Delegacia de Polícia, em São Pedro da Aldeia, para o cumprimento da ordem judicial.

Tradicional rede de supermercados inicia fechamento total; saiba qual

Rede iniciou processo de reestruturação após aumento de custos e pressão no mercado

Por Iarla Queiroz
Rede iniciou processo de reestruturação - Foto: Reprodução / AFP

A rede de supermercados Alcampo, pertencente ao grupo francês Auchan, iniciou o fechamento de unidades na Espanha como parte de um plano de reorganização da empresa. Até o momento, 15 estabelecimentos já encerraram as atividades em diferentes regiões do país.

As lojas atingidas ficam principalmente em áreas periféricas e em centros urbanos considerados menos rentáveis pela companhia.

A rede de supermercados Alcampo, pertencente ao grupo francês Auchan, iniciou o fechamento de unidades na Espanha como parte de um plano de reorganização da empresa. Até o momento, 15 estabelecimentos já encerraram as atividades em diferentes regiões do país.

As lojas atingidas ficam principalmente em áreas periféricas e em centros urbanos considerados menos rentáveis pela companhia.

Empresa cita inflação e custos operacionais

Segundo relatórios financeiros divulgados pela rede, a medida faz parte de uma estratégia para melhorar a rentabilidade da operação diante do aumento da inflação e dos custos operacionais registrados nos últimos anos.

O movimento provocou preocupação entre trabalhadores e clientes tradicionais da marca, além de impacto direto em economias locais onde as unidades funcionavam.

Rede quer ampliar foco no digital

A direção da empresa afirma que o fechamento das lojas integra um processo de modernização e digitalização das operações restantes.

De acordo com fontes do setor varejista europeu, a Alcampo pretende concentrar investimentos em grandes hipermercados e no comércio online.

Além disso, a empresa também busca fortalecer formatos considerados mais sustentáveis e estratégicos dentro da atual realidade do mercado.

Trabalhadores acompanham negociações

Com o encerramento das unidades, foram abertos processos de negociação coletiva para discutir o futuro dos funcionários afetados pela decisão.

Sindicatos locais passaram a acompanhar as movimentações da empresa para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas dos colaboradores desligados.
Concorrência pressiona redes tradicionais

A Alcampo enfrenta um cenário de forte concorrência no varejo alimentar europeu, especialmente diante do crescimento das marcas próprias e dos supermercados de proximidade.

Especialistas da consultoria Kantar Worldpanel apontam que as margens de lucro do setor sofreram forte redução nos últimos dois anos, o que acelerou mudanças estruturais dentro das grandes redes.

O plano de ajuste da empresa deve continuar até o fim do semestre, enquanto o grupo Auchan tenta recuperar participação no mercado espanhol.

Moraes trava aplicação da Dosimetria para baiana que pichou STF

"Débora do Batom", como ficou conhecida, pichou a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça

Por Rodrigo Tardio
Decisão paralisa tentativas das defesas de reduzir penas impostas pela Corte - Foto: Fellipe Sampaio | STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu até este domingo, 10, a análise de 24 pedidos de aplicação da nova Lei da Dosimetria para condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

A decisão paralisa as tentativas das defesas de reduzir as penas impostas pela Corte, sob o argumento de que é necessário aguardar uma definição do plenário sobre a validade da lei.

Entre os beneficiários que tiveram o pedido pausado está a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos.

Conhecida como "Débora do Batom" por pichar a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça, ela foi condenada a 14 anos de prisão e cumpre regime domiciliar desde fevereiro de 2025.

Conflito entre poderes

A suspensão ocorre após a federação PSOL-Rede ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), alegando que a lei foi promulgada de forma irregular. De acordo com os partidos, houve um "fatiamento" indevido de um veto integral da Presidência da República.

Moraes deu cinco dias úteis para que o Legislativo apresente explicações. O magistrado destacou que as respostas do Congresso, da AGU e da PGR são cruciais, pois podem influenciar diretamente na execução das penas. "Recomenda-se a suspensão por segurança jurídica até a definição da controvérsia pelo STF", justificou o ministro.

Impacto nas condenações

A Lei da Dosimetria, promulgada na última sexta-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), altera o cálculo das punições. O ponto principal é a aplicação do concurso formal: em vez de somar as penas de "abolição violenta do Estado" e "golpe de Estado", valeria apenas a pena mais grave.

O que muda

Acaba com a cumulação de crimes correlatos, reduzindo o tempo total de reclusão.

Diminui o tempo mínimo para a passagem do regime fechado para o semiaberto.
Estabelece critérios que diferenciam organizadores de meros manifestantes.

Reações

A defesa dos condenados reagiu em nota, afirmando que a decisão de Moraes ignora a "vontade soberana do Congresso". Para os advogados, a norma já está em vigor e deveria ser aplicada imediatamente para garantir direitos fundamentais.

Por outro lado, o governo e partidos aliados, como o PT, classificam a lei como um "retrocesso democrático".

Em nota, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a medida ignora a gravidade dos atos, citando inclusive investigações sobre planos de assassinato contra autoridades da República.

Mega-Sena acumula e prêmio estimado chega a R$ 52 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso realizado neste sábado, 9

Por Andrêzza Moura
próximo sorteio acontece na terça-feira, 12 - Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A sorte passou longe dos apostadores no concurso 3.006 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado, 10. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas e o prêmio principal acumulou mais uma vez, chegando à estimativa de R$ 52 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 25 - 42 - 45 - 48 - 50 - 60.

Apesar de ninguém ter levado a bolada milionária, dezenas de apostas chegaram perto. Ao todo, 39 jogadores acertaram cinco dezenas e cada um vai receber R$ 59.801,78. Já a quadra teve 2.904 apostas vencedoras, com prêmio individual de R$ 1.323,82.

O próximo sorteio acontece nesta terça-feira, 12, às 21h. As apostas podem ser feitas até as 20h, do mesmo dia, em qualquer casa lotérica do país ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

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