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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Flávio aciona TSE por suposta rede de desinformação ligada a Lula

Ação pede bloqueio temporário de 32 perfis e aplicação de multas por descumprimento de eventuais ordens judiciais

Lucas Cheiddi


O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro | Foto: reprodução

A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O documento aponta uma suposta rede coordenada de perfis no Instagram que teria divulgado conteúdos falsos ou descontextualizados para favorecer a campanha petista.

Segundo o texto, a equipe identificou 1.525 perfis diretamente envolvidos e outros 5.882 relacionados à rede. As contas estariam organizadas em 16 grupos, com atividades coordenadas para publicar e compartilhar materiais favoráveis à reeleição do presidente.

Campanha aponta milhares de publicações

A petição afirma que os perfis publicaram 2.856 conteúdos favoráveis a Lula em três dias. Desse total, 74% teriam sido publicados em colaboração entre contas, por meio do recurso conhecido como collab.

A equipe de Flávio também aponta um núcleo de 123 perfis que teriam produzido 218 publicações consideradas falsas ou descontextualizadas. De acordo com o documento, os conteúdos alcançaram 11,6 milhões de visualizações em 62 horas.

A representação relaciona a atuação das contas ao programa “Porta-Voz do Lula”, descrito pela campanha como uma iniciativa oficial de distribuição de conteúdo por WhatsApp. Segundo a denúncia, o programa organiza missões diárias e rankings digitais para mobilizar apoiadores.

O documento também cita os perfis @brasilcomlula e @portavozdolulabr, que, segundo a equipe jurídica, divulgariam missões e produziriam materiais posteriormente compartilhados pela rede investigada.

A petição menciona ainda perfis de grande alcance que teriam publicado conteúdos em conjunto 58 vezes em três dias. Conforme a denúncia, algumas publicações atribuíram a Lula um pedido explícito para que os eleitores seguissem determinadas contas, afirmação que a equipe de Flávio contesta.

Pedido de Flávio inclui bloqueio de perfis

Fachada do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

A equipe jurídica pede medidas urgentes ao TSE. Entre elas, está o bloqueio temporário, até o fim do segundo turno, de 32 perfis apontados como principais produtores de desinformação. A representação também solicita a suspensão do recurso de publicação colaborativa.

O documento requer multas de R$ 100 mil por hora de descumprimento de ordens dirigidas às plataformas e de R$ 50 mil por publicação em desacordo com determinações destinadas a investigados e responsáveis pelas contas.

As alegações integram a representação apresentada pela campanha e dependem de análise da Justiça Eleitoral.

Vorcaro encomendou ataque hacker para apagar dados de celular apreendido

Pedido ocorreu durante prisão domiciliar do ex-banqueiro; PF identificou invasão e interrompeu a ação

Letícia Alves


O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso desde março de 2026 na 'Papudinha', em Brasília | Foto: Reprodução

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, encomendou em janeiro um ataque hacker para impedir a Polícia Federal (PF) de acessar dados de seu celular apreendido. Na ocasião, ele cumpria prisão domiciliar em São Paulo.

O ex-banqueiro pediu ao emissário Thiago Miranda que invadisse o iCloud da Apple para apagar informações do aparelho sob custódia policial. Vorcaro também ordenou a exclusão de dados do cunhado Fabiano Zettel. O operador financeiro efetuava pagamentos a autoridades por empresas e fundos ligados ao Master.

As informações foram divulgadas inicialmente pela revista Piauí. Sobre esse caso, as defesas de Vorcaro e Miranda não se manifestaram.

PF identificou invasão e interrompeu ação

A força-tarefa da Operação Compliance Zero mantinha o celular havia dois meses. Relatórios da PF incluíram diálogos do ex-banqueiro, o que revela que a tentativa fracassou.

Miranda acionou o especialista em segurança cibernética Thiago Santos. O plano previa apagar os dados antes da extração pela PF. Santos acessou o iCloud, mas policiais identificaram a invasão e interromperam a ação.

O empresário Thiago Miranda, emissário de Vorcaro | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Santos negou irregularidades. “A única manifestação que fiz foi à PF durante meu depoimento no fim de julho”, afirmou. “Volto a afirmar que não fizemos qualquer tipo de obstrução.”

Vorcaro também pedia a Miranda que derrubasse matérias de sites de notícias. A PF aponta o publicitário como intermediário entre o ex-banqueiro e influenciadores contra o Banco Central depois da liquidação do Master. A defesa, porém, nega ilegalidades.

A PF investiga Vorcaro por fraudes no sistema financeiro, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e corrupção. Preso em novembro de 2025 e março de 2026, ele segue detido na Papudinha, em Brasília.

Vorcaro relata pagamentos por filme sobre Lula e esquema com petistas

Ex-banqueiro afirma que negociou repasses ao Instituto Lula e a documentário em troca de acesso a fundos de pensão estatais

Isabela Jordão


Segundo áudio e documentos obtidos obtidos pela revista Veja, a negociação de Vorcaro envolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e integrantes do governo Lula | Foto: Montagem Revista Oeste//Reprodução/Paulo Pinto/Agencia Brasil

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou ter negociado pagamentos de cerca de R$ 30 milhões para financiar um documentário sobre Luiz Inácio Lula da Silva no exterior, além de repasses ao Instituto Lula, como parte de um suposto esquema para obter acesso a fundos de pensão de estatais.

Segundo relatos atribuídos a Vorcaro em áudio e documentos obtidos pela revista Veja, a negociação envolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e integrantes do governo Lula, entre eles o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que à época chefiava a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.

De acordo com o banqueiro, os pagamentos seriam contrapartidas para viabilizar investimentos de fundos de previdência de servidores públicos em produtos financeiros do Master. Vorcaro afirma que o acordo previa ainda uma comissão de 10% sobre os recursos captados com entidades.
Transcrição do áudio de Vorcaro sobre Paulo Okamotto e o Instituto Lula e o documento no qual cita pagamento de R$ 30 milhões | Foto: Reprodução/Veja

As acusações, apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), não foram levadas adiante naquele momento, sob a justificativa de insuficiência de provas, segundo a reportagem.

Em resposta, Lula declarou que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receberem recursos de Vorcaro em seu nome”. Padilha também negou relação com o banqueiro, assim como Olavo Noleto, então secretário-executivo da pasta comandada pelo ministro.

As alegações fazem parte de uma nova tentativa de colaboração premiada de Vorcaro, cuja credibilidade foi questionada depois do fracasso de uma primeira proposta.
Foto: Reprodução/Veja
Documentário e Instituto Lula no centro das acusações

Em um dos trechos apresentados pela Veja, Vorcaro afirma que seu então sócio e presidente-executivo do Master, Augusto Lima, articulou a aproximação com Vaccari por meio de lideranças petistas da Bahia. O ex-líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, teria ajudado a intermediar o contato, segundo o relato.

O banqueiro diz que a negociação previa um pagamento em dinheiro vivo de aproximadamente R$ 30 milhões para cobrir despesas de produção de um documentário sobre Lula gravado no exterior, além de outros valores destinados diretamente ao instituto que leva o nome do presidente e é administrado por Paulo Okamotto.

“Deveríamos fazer os seguintes adiantamentos: um pagamento por fora, ou seja, por espécie, na ordem de aproximadamente R$ 30 milhões para cobrir despesas de um documentário no exterior que estava sendo gravado sobre o Lula, e pagamento de valores ao Instituto Lula”, afirmou Vorcaro no material descrito pela revista.
Foto: Reprodução/Veja

O filme mencionado seria Lula, documentário do cineasta Oliver Stone, que reúne depoimentos de amigos e aliados do presidente. Segundo Vorcaro, Vaccari também teria exigido uma comissão de 10% sobre os valores que o Master conseguisse captar com fundos de previdência ligados à Caixa Econômica Federal, ao Banco do Brasil, à Petrobras e aos Correios.

Em um áudio, o ex-banqueiro relaciona os pagamentos ao documentário e ao instituto. “O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula… E aí tem o negócio do filme também. O cara [Vaccari] pede para colocar dinheiro no filme do Lula”, diz.

Questionado pelo interlocutor sobre a semelhança com o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, Vorcaro afirma que os valores destinados à produção sobre Lula teriam sido até maiores.

“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais [que o filme de Bolsonaro]. Eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi, porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”, declarou.
Foto: Reprodução/Veja

Vorcaro afirmou ter informado às autoridades que dispunha de mensagens, registros de retiradas de dinheiro e informações sobre as rotas utilizadas pelos responsáveis pelas entregas.
Padilha e auxiliares teriam atuado para liberar investimentos

O relato de Vorcaro também atribui participação a Padilha, a Noleto e a operadores ligados ao grupo. Segundo o banqueiro, no fim de 2023 e no início de 2024, o Master montou uma equipe para buscar recursos de fundos de pensão federais. Nesse processo, teria recebido propostas de pagamento de propina em troca de facilidades para acessar as entidades.

Um dos intermediários, identificado como Júlio, teria apresentado Vorcaro a Noleto, então secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro revelariam que a aproximação ocorreu com ajuda de Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro de Lula e parceiro de Vorcaro em outros negócios.

“Olavo me enviou mensagem falando que gostou muito de você”, escreveu Mares Guia ao banqueiro, conforme os registros citados pela revista.
Foto: Reprodução/Veja

Vorcaro afirma que se reuniu pessoalmente com Padilha e participou de pelo menos dois jantares com o ministro. Em um desses encontros, segundo o relato, Padilha teria dito que as tratativas conduzidas com Noleto seriam equivalentes a negociações com o próprio ministro.

O banqueiro também afirma que, em uma conversa reservada com Júlio, Noleto e um primo deste, ouviu que o acesso à Previ, à Petros e ao Postalis dependeria do pagamento de comissões de 10% sobre os recursos captados.

As mensagens atribuídas aos envolvidos mostram cobranças sobre o andamento das negociações. Em 8 de abril de 2024, Vorcaro perguntou sobre contatos com a Petros e o Postalis. Júlio respondeu que já havia encaminhado as demandas e que trabalhava para avançar nas tratativas com os fundos.

A liberação formal para o Master operar com as entidades ocorreu em 29 de abril de 2024, quando o banco foi incluído na chamada “lista exaustiva”, documento que reúne instituições autorizadas a receber recursos dos fundos de previdência estatais. “Entramos na lista exaustiva. Resolvido”, escreveu Augusto Lima a Vorcaro. “Você é f*da”, respondeu o banqueiro.
Foto: Reprodução/Veja

Na mesma data, segundo as mensagens reproduzidas pela revista, Júlio pediu R$ 500 mil a Vorcaro. O banqueiro teria feito o pagamento e cobrado resultados nas captações. “Quero ver agora você virar uma boleta de verdade”, escreveu, usando um termo do mercado financeiro para se referir à concretização de um investimento.

Operações não avançaram como o esperado

O avanço das negociações foi interrompido em julho de 2024, quando veio a público uma tentativa do Master de vender R$ 500 milhões em letras financeiras à Caixa Econômica Federal. Segundo reportagem do jornal O Globo publicada em 12 de julho daquele ano, dois gerentes da Caixa haviam sido afastados depois de emitir pareceres contrários à operação.

Vorcaro afirma que a repercussão levou dirigentes de fundos de pensão e integrantes do grupo ligado a Padilha a suspenderem as decisões de investimento. Apesar disso, o banqueiro diz que continuou buscando recursos em fundos municipais nos quais Júlio teria influência. Segundo seu relato, os negócios teriam gerado ao menos R$ 6 milhões em pagamentos ao ministro e a seus operadores.

As mensagens também revelariam que, em outubro de 2024, os interlocutores tentaram organizar uma reunião entre Vorcaro e Lula. Júlio escreveu ao banqueiro que o presidente o receberia e que Noleto entraria em contato para acertar a agenda.

Foto: Reprodução/Veja

A reunião confirmada no Palácio do Planalto foi realizada em 4 de dezembro de 2024, fora da agenda oficial, por articulação do advogado Walfrido Warde com o então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola. O assunto seria a situação do Banco Master com o Banco Central.

Em junho de 2025, frustrado com a falta de resultados, Vorcaro cobrou o intermediário. “Estamos já há mais de 12 meses tentando uma boleta [investimento]. Não dá pra mobilizar a equipe para novos temas sem concluir nenhum”, escreveu.

Em agosto daquele ano, o banqueiro deu um ultimato ao operador e ameaçou encerrar o trabalho caso não houvesse avanços. “Cara, essa é a última chance. Se não entrar nada até final da semana que vem, eu gostaria que você encerrasse o trabalho. Já consumiu muito tempo, dinheiro e recursos nossos”, afirmou.

PGR descartou relato, e Vorcaro prepara nova delação

Segundo a Veja, Vorcaro apresentou os relatos à PGR em junho de 2026, quando uma segunda proposta de colaboração premiada foi descartada. A Procuradoria teria entendido que não havia provas suficientes para dar prosseguimento às acusações relacionadas aos pagamentos em dinheiro vivo.
Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, ex-diretor da Fundação Perseu Abramo e um dos fundadores do PT | Foto: Reprodução/PT

A defesa do banqueiro sustentou que havia outros elementos que poderiam embasar a apuração, como conversas de WhatsApp, registros de entrada no Planalto, e-mails, atas de reuniões, comprovantes de pagamentos e informações sobre voos utilizados pelos envolvidos. Vorcaro também teria relatado supostos pagamentos a outras autoridades, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e integrantes do Judiciário.

Procurado pela revista, Lula negou ter solicitado ou recebido vantagens financeiras de Vorcaro. Padilha e Noleto também negaram envolvimento com o banqueiro. Os demais citados não se manifestaram até o fechamento da reportagem.

Vorcaro está preso desde março de 2026, em Brasília, no contexto das investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias que envolvem o Banco Master. Depois de uma primeira tentativa de delação marcada pela omissão de informações, o banqueiro apresentou uma segunda proposta, que não prosperou, e trabalha agora em uma terceira tentativa de colaboração com as autoridades.

As acusações relatadas por Vorcaro ainda precisam ser verificadas pelos investigadores. A eventual existência de mensagens e registros mencionados pelo banqueiro poderá ser relevante para esclarecer se os pagamentos ocorreram, quem teria participado das negociações e se houve contrapartidas que envolveram recursos de fundos de previdência públicos.

Mendonça manda campanha de Lula retirar vídeo que diz que, 'se Flávio vence, você perde'

Ministro do TSE fixou prazo de três horas e multa de R$ 10 mil por publicação em caso de repetição do conteúdo

Letícia Alves


O ministro André Mendonça, durante sua posse como vice-presidente do TSE - 12/5/2026 | Foto: Alejandro Zambrana/TSE

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retire um vídeo sobre Flávio Bolsonaro. A peça estava no perfil oficial de Lula no Instagram e trazia o mote “Se Flávio vence, você perde”.

O vídeo afirmava que um corte de R$ 200 bilhões no Orçamento, defendido por Flávio, afetaria programas sociais, dando a entender que eles seriam cortados. A publicação citava Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo.

A gravação também dizia: “Não vão dar aumento do salário mínimo para os trabalhadores acima da inflação e não vão dar aumento do salário mínimo para os aposentados”. Lula tenta virar os votos e vencer no segundo turno das eleições.

Decisão cita contradição com plano de governo de Flávio

Mendonça afirmou que é preciso distinguir a crítica política legítima da atribuição de propostas sem respaldo nos elementos disponíveis. Segundo o ministro, a liberdade de expressão não permite apresentar medidas concretas como parte do programa de um candidato sem elementos mínimos que sustentem a afirmação.

O magistrado apontou contradição entre a propaganda e o plano de governo de Flávio. Segundo a decisão, o documento “contém compromisso expresso de manutenção dos programas sociais existentes”.

Mendonça observou que compromissos em planos de governo não garantem a execução das medidas anunciadas. Ainda assim, considerou inadmissível apresentar o corte de programas como “proposta efetivamente formulada pelo candidato”.
Lula tenta virar votos para vencer o segundo turno da eleições| Foto: Reprodução/YouTube/lulaoficial

O ministro atendeu parcialmente ao pedido de Flávio e deu três horas para a retirada do vídeo. Também proibiu a campanha de Lula de repetir a publicação, diretamente ou por perfis sob seu controle. Em caso de descumprimento, fixou multa de R$ 10 mil por publicação.

Mendonça negou o pedido para proibir conteúdos futuros no horário eleitoral e limitou a ordem ao vídeo. Ele determinou a notificação do Instagram, a citação dos envolvidos para apresentarem defesa e o envio do caso ao plenário do TSE.

FLÁVIO X LULA: '01' abre seis pontos sobre petista no 2º turno, revela pesquisa

 


Atlas: Flávio Bolsonaro tem 52,8% contra 47,2% de Lula no 2° turno

A vantagem do candidato do PL sobre o petista está acima da margem de erro da pesquisa, que é de 1 ponto porcentual

Fábio Matos


Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança das primeiras pesquisas do segundo turno contra o presidente Lula (PT) | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto, largou na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da corrida eleitoral, de acordo com dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira, 9.

De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 52,8% das intenções de voto (em votos válidos, que excluem brancos e nulos) contra 47,2% de Lula. O segundo turno da eleição presidencial acontece no dia 25 de outubro.

Veja os números (votos válidos)Flávio Bolsonaro (PL): 52,8%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 47,2%

A vantagem de Flávio sobre Lula está acima da margem de erro da pesquisa, que é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos. Isso significa que, segundo a AtlasIntel/Bloomberg, o candidato do PL pode ter entre 51,8% e 53,8% das intenções de voto, enquanto Lula pode variar entre 46,2% e 48,2%.

Em votos totais, que contam brancos e nulos, Flávio marca 51,1% das intenções de voto, ante 45,7% de Lula.

Veja os números (votos totais)

Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 45,7%
Brancos/nulos/não sabem: 3,2%

No primeiro turno da disputa, no domingo 4, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 56,1 milhões de votos (o equivalente a 47,03% dos válidos). Lula obteve 53,9 milhões (45,16%), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A pesquisa

O levantamento da AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.026 eleitores entre os dias 3 e 8 de outubro de 2026.

A margem de erro é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-03663/2026.

8/1: Moraes manda prender porteira condenada a 14 anos

Nailze Ribeiro estava em liberdade provisória com tornozeleira eletrônica; condenação transitou em julgado

Lucas Cheiddi


Moraes chega a um evento acadêmico na Universidade de São Paulo - 11/4/2024 | Foto: Jorge Silva/Reuters

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos, para o início do cumprimento da pena de 14 anos por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

A ordem chegou à Polícia Federal (PF) na quarta-feira 7, depois que a condenação transitou em julgado — quando não cabem mais recursos.

Moradora de São Bernardo do Campo (SP), Nailze estava em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Ela foi presa em 9 de janeiro de 2023, no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, na capital federal.

Em sua decisão, Moraes determinou que a condenada comece a cumprir a pena em regime fechado. O ministro também ordenou exames médicos oficiais antes do início da execução e estabeleceu que o período de prisão provisória seja descontado da pena.

Condenação por cinco crimes
Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos | Foto: Reprodução/Internet

O STF condenou Nailze a 14 anos de prisão em julgamento virtual realizado entre 15 e 22 de maio deste ano. A pena inclui 12 anos e seis meses de reclusão, um ano e seis meses de detenção e o pagamento de cem dias-multa.

Por maioria, os ministros consideraram a ré culpada por cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O tribunal também fixou indenização mínima de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. O pagamento deverá ocorrer de forma solidária entre os condenados pelos ataques.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou a denúncia em abril de 2023, com acusações de associação criminosa e incitação das Forças Armadas contra os Poderes constitucionais. Em julho de 2024, o órgão ampliou a acusação depois de examinar o celular apreendido com Nailze.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dois vídeos gravados por ela em 8 de janeiro mostravam o interior do plenário do Senado e a área externa do Congresso Nacional.

O voto de Moraes prevaleceu no julgamento. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça ficaram vencidos, enquanto Luiz Fux divergiu parcialmente. Edson Fachin acompanhou o relator com ressalvas.

Flávio ganha imagem de Nossa Senhora Aparecida do arcebispo de Brasília

Encontro com cardeal abordou liberdade religiosa, proteção da família e combate à pobreza

Isabela Jordão


Antes da votação do primeiro turno, Flávio foi alvo de fake news segundo a qual ele planejava remover Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil | Foto: Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reuniu-se nesta quinta-feira, 8, com o cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo da Arquidiocese de Brasília, na Catedral Metropolitana da capital federal.

O encontro contou com a presença do candidato a vice-presidente na chapa, Alfredo Gaspar (PL), e abordou temas como liberdade religiosa, proteção da família e cooperação entre o poder público e as instituições religiosas.

Em comunicado, a arquidiocese informou que os participantes também conversaram sobre o respeito à legitimidade do Estado laico, a promoção da justiça social e o combate à pobreza e às desigualdades. Segundo a instituição, a reunião ocorreu em clima de cordialidade e tratou de questões de interesse da Igreja e da sociedade.

Durante a visita, Flávio recebeu de presente uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Candidato amplia apoios para o segundo turno

A reunião ocorre em meio à articulação política de Flávio para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Depois de disputar a primeira etapa sem o apoio formal de outras legendas, o senador conseguiu atrair quatro partidos: União Brasil, PP, Novo e Republicanos.

União Brasil e PP, integrantes da federação União Progressista, haviam adotado uma posição de neutralidade no primeiro turno. As duas siglas decidiram apoiar Flávio na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na última quarta-feira, 7, o Novo formalizou seu apoio ao senador. Horas depois, o Republicanos anunciou adesão à candidatura, em uma decisão que contou com a participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Após a vitória no primeiro turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro participa de encontro com aliados e apoiadores em Goiânia (GO) | Foto: Vittor Sales

A orientação nacional do Republicanos, contudo, não obriga todos os integrantes da legenda a seguir a decisão. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por exemplo, deve continuar apoiando Lula, assim como outras lideranças do partido ligadas ao governo federal.

Aliados de Flávio também negociam novas adesões, incluindo conversas com integrantes do MDB. O escritor Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno da disputa presidencial, declarou apoio ao senador nesta quinta-feira.

No primeiro turno, realizado no domingo 4, Flávio terminou à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista.

Tarcísio celebra estratégia em SP para 'varrer a esquerda' do Senado

No Arena Oeste, o governador reeleito atribuiu vitória de André do Prado e Derrite à articulação com Ricardo Salles

Isabela Jordão


“Preponderou o bom senso”, declarou Tarcísio sobre o acordo que levou Ricardo Salles a abrir mão da disputa | Foto: Reprodução/YouTube

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou a estratégia de união dos candidatos conservadores ao Senado pelo Estado foi essencial para “varrer a esquerda” no primeiro turno. Em entrevista ao Arena Oeste desta quinta-feira, 8, ele afirmou que a articulação entre aliados foi decisiva para garantir a eleição de dois senadores alinhados ao mesmo campo político.

“Preponderou o bom senso”, declarou Tarcísio ao comentar o acordo que levou Ricardo Salles (Novo) a abrir mão da disputa e apoiar André do Prado (PL). Segundo o governador, a decisão evitou a divisão de votos entre candidatos do mesmo espectro ideológico e ampliou as chances de vitória da direita.

O governador contou que procurou Salles para discutir o risco de a direita perder uma das duas vagas em disputa para o Senado. Na conversa, argumentou que a definição dos candidatos deveria levar em conta a viabilidade eleitoral indicada pelas pesquisas.

Da esquerda para a direita, André do Prado, Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite e Ricardo Salles durante o anúncio da desistência de Salles | Foto: Reprodução/X

“Se eu estou tendo [essa conversa] com você é porque a gente tem dois candidatos que hoje são mais viáveis e a gente precisa de um gesto seu”, relatou Tarcísio sobre o diálogo com o ex-ministro do Meio Ambiente.

O governador também defendeu que Salles permanecesse integrado ao grupo político. Para Tarcísio, a disputa interna não deveria se sobrepor ao objetivo comum de enfrentar a esquerda. “Você não pode estar fora desse grupo. Você tem competência, talento, inteligência, preparo, então você precisa estar do nosso lado”, disse a Salles.

Ao elogiar a decisão de Salles, Tarcísio destacou duas características que considerou fundamentais para o acordo: coragem e humildade. O ex-ministro abriu mão da candidatura e declarou apoio a André do Prado, movimento que, segundo o governador, contribuiu para o resultado eleitoral.

Tarcísio reforça objetivo de derrotar a esquerda

Tarcísio defendeu que a união dos partidos e lideranças conservadoras seja ampliada para além da disputa paulista. Na avaliação dele, a fragmentação do campo político prejudica a capacidade de enfrentar os adversários e conquistar espaço nas instituições.

“A gente precisa enfrentar a esquerda, varrer a esquerda do Brasil, porque a esquerda representa o atraso, e a gente vai conseguir fazer isso se a gente estiver junto”, declarou.

O governador também atribuiu ao eleitorado a decisão de buscar mudanças políticas. Ao comentar o resultado da disputa pelo Senado em São Paulo, afirmou que o Estado contribuiu para fortalecer a representação da direita no Congresso.

“São Paulo nos deu um presente, elegeu os nossos dois senadores”, disse Tarcísio. Em seguida, celebrou a derrota das candidatas representantes da esquerda, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB): “A gente aposentou as senadoras da esquerda que vieram aqui de forma oportunista tentar a cadeira no Senado”.

Ao resumir o resultado da articulação política, o governador afirmou que a disputa foi mais do que uma vitória eleitoral. “Foi uma surra, não foi uma vitória.”

Tarcísio prevê avanço contra facções com alinhamento entre União e Estado

Governador reeleito defende rastreamento de dinheiro ilícito e classificação de PCC e CV como organizações terroristas

Letícia Alves


O governador reeleito de São Paulo no programa 'Arena Oeste' | Foto: Reprodução/ YouTube

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o alinhamento entre os governos federal e estadual vai ampliar o combate ao crime organizado. Em entrevista ao Arena Oeste nesta quinta-feira, 8, ele defendeu o rastreamento de recursos ilícitos e a classificação de facções como organizações terroristas.

“O crime organizado realmente preocupa e precisa ser enfrentado com coragem”, disse. Tarcísio apontou a infiltração de criminosos no mercado legal e em atividades lícitas como um dos desafios para combater a lavagem de dinheiro. Afirmou, porém, que com o apoio das instituições federais, isso se torna mais fácil.

Ele citou informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Banco Central e da Receita Federal, além do uso de inteligência artificial, como instrumentos para identificar a origem e o destino do dinheiro do crime. “Não é possível que a gente não consiga monitorar, rastrear pra onde tá indo o dinheiro, a origem ilícita de determinados recursos”, afirmou.

A declaração ocorre enquanto seu aliado Flávio Bolsonaro (PL) está à frente nas pesquisas do segundo turno presidencial. Flávio defende o endurecimento do combate às facções e sua classificação como terrorismo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, é contrário à medida.

Rastreamento financeiro e fiscalização dos bancos

Ao defender o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, Tarcísio rejeitou o argumento de que a medida ameaça a soberania brasileira.

Como exemplo, o governador citou a classificação de organizações mexicanas de tráfico de drogas como terroristas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a medida torna os bancos mais exigentes na fiscalização da origem e da movimentação dos recursos. “A mesma coisa vai poder acontecer aqui”, disse.

Tarcísio também questionou a disposição do governo petista para enfrentar as facções. “Em que medida o governo do PT queria de fato enfrentar o crime organizado? Agora a gente vai ver a coisa diferente.”

Nome de Eduardo Bolsonaro já consta em cadastro de mandados de prisão

Moraes determinou início da execução da pena de 4 anos e 2 meses, cancelamento dos passaportes brasileiros e perda do cargo de escrivão da PF

Lucas Cheiddi


Dos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro discursa em ato na Avenida Paulista | Foto: Revista Oeste

O nome do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro já aparece no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), com um mandado de prisão pendente de cumprimento. A inclusão ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a execução da pena imposta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quinta-feira, 8, o juiz declarou o trânsito em julgado da Ação Penal 2.782, que condenou Eduardo pelo crime de coação no curso do processo. O encerramento dos recursos cabíveis foi certificado em 3 de outubro de 2026. Com isso, a condenação tornou-se definitiva, e o ministro ordenou a expedição do mandado de prisão.

Eduardo está nos Estados Unidos com a família. Por isso, o cumprimento da ordem em território norte-americano poderá depender de medidas de cooperação entre os dois países, incluindo um eventual processo de extradição.

Passaportes cancelados e perda do cargo

A decisão de Moraes estabelece o início da execução da pena de 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto. O ministro também determinou que a Polícia Federal receba o mandado e adote as providências necessárias para o cumprimento da ordem.

Além da prisão, Moraes ordenou o cancelamento de todos os passaportes emitidos pelo Brasil em nome de Eduardo. A decisão também prevê a perda definitiva do cargo público de escrivão da Polícia Federal, com a adoção das medidas administrativas pelo diretor-geral da corporação.

O despacho determina ainda a expedição da guia de recolhimento e o encaminhamento da certidão do acórdão à Procuradoria-Geral da República para a execução da multa.

Entenda a condenação de Eduardo Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes fala no plenário da Primeira Turma durante julgamento no STF | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por unanimidade a quatro anos e dois meses de prisão. A pena inclui ainda 50 dias-multa, com cada unidade fixada em dois salários mínimos.

Segundo o entendimento dos ministros, Eduardo usou sua atuação como deputado federal para buscar sanções internacionais contra autoridades brasileiras, entre elas integrantes do Supremo e o procurador-geral da República. Para a Turma, as iniciativas tinham o objetivo de pressionar os magistrados e interferir no julgamento da ação penal que envolveu seu pai, Jair Bolsonaro.

O acórdão também aponta que as manifestações ocorreram de maneira sistemática, por meio de redes sociais, transmissões ao vivo e entrevistas em plataformas digitais.

Com o trânsito em julgado, a condenação não admite mais recursos capazes de modificar a decisão no processo.

Mensagens de Vorcaro revelam negócios com pessoas ligadas a Otto Alencar e Jaques Wagner

Conversas extraídas pela PF mostram investimentos, negociações de obras de arte e troca de contatos antes da prisão do ex-banqueiro

Rachel Díaz


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro: advogados dizem não haver justificativas para prisão preventiva | Foto: Dilvulgação/Esfera

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro mostram negociações com pessoas ligadas aos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA) antes da Operação Compliance Zero, que levou à prisão do dono do Banco Master em novembro de 2025.

Segundo a Folha de S.Paulo, Isadora Alencar, filha de Otto, negociou com Vorcaro um investimento na Ecoari, startup de Salvador que atua no setor de reciclagem. As conversas começaram em setembro de 2024, quando ela procurou o banqueiro para tratar dos “próximos passos da aquisição” da empresa. Isadora afirmou ao jornal que a compra não foi concretizada.

Dias depois, ela informou a Vorcaro que havia aberto uma conta e, posteriormente, que o banco havia repassado recursos à empresa. O banqueiro chegou a orientá-la sobre como investir parte do dinheiro, sugerindo um CDB com liquidez.

No mesmo período, a B3 fez dois alertas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre mais de R$ 9 milhões da Ecoari custodiados no Banco Master. Segundo os registros, o montante era incompatível com o patrimônio estimado da empresa. Em setembro de 2025, houve um terceiro alerta, desta vez envolvendo R$ 2,8 milhões.

Isadora afirmou que a movimentação se referia a um empréstimo regular contratado pela empresa junto ao Master e que as operações ocorreram dentro da lei. Disse ainda que as conversas com Vorcaro tinham caráter profissional.

Outros contatos de Vorcaro

Vorcaro teria negociado obras de arte com Jaques Wagner; defesa nega | Foto: Palácio do Planalto/Ricardo Stuckert

As mensagens também revelam contatos entre Vorcaro e Guilherme Sodré, o Guiga, apontado pela PF como pessoa de confiança de Jaques Wagner. Guiga negociou com o banqueiro obras de artistas como Cândido Portinari e Alberto da Veiga Guignard e, em agosto de 2024, enviou a Vorcaro o número de telefone de Wagner depois de uma ligação entre os dois.

Segundo a PF, Guiga teria atuado na aproximação entre o núcleo empresarial do Banco Master e o entorno do senador. Ele também é pai de Eduardo Sodré, enteado de Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia.

A defesa de Jaques Wagner afirmou que o senador não conversou com Vorcaro na ocasião em que seu número foi enviado e reiterou que ele não possui relação com o ex-banqueiro nem atuou em favor dos interesses do Master. Otto Alencar e Guiga Sodré não se manifestaram à Folha.

Wagner, reeleito ao Senado no último domingo 4, deixou a liderança do governo Lula em junho depois de ser alvo de uma operação que o apontou como suspeito de receber pagamentos relacionados ao Master. O senador afirma que sua relação era com Augusto Lima, ex-sócio do banco, e que encontrou Vorcaro apenas duas vezes.

Corpo de juiz é encontrado parcialmente carbonizado dentro de carro

Homem, de 45 anos, estava sentado no banco do motorista do próprio veículo

Por Andrêzza Moura
Perícia não constatou lesões de violência no corpo de Gustavo - Foto: Reprodução Redes Sociais

O corpo do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, titular da Comarca de Mococa, em São Paulo, foi encontrado parcialmente carbonizado dentro do próprio veículo, na noite desta quarta-feira, 7, na Estrada de Terra Euclides Dotta, na zona rural de São João da Boa Vista, no interior paulista.

Ele estava sentado no banco do motorista quando foi encontrado, por volta das 20h15. Uma testemunha contou à polícia que ouviu o barulho contínuo de uma buzina e, ao verificar o que estava acontecendo, viu o carro já tomado pelo fogo.

Um homem que trabalha como operador de retroescavadeira viu a situação e, sem perceber que havia um corpo dentro do automóvel, tentou apagar as chamas usando a máquina para jogar terra. O incêndio foi debelado por agentes do Corpo de Bombeiro.

Durante a perícia, os agentes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) constataram que havia um forte cheiro de combustível e, ao verificarem, encontraram um galão sujo de gasolina localizado aos pés do motorista, nos pedais de controle do carro.

Ao examinarem o corpo, os peritos verificaram que não havia marcas aparentes de agressão, lesões de tiros e/ ou de objetos perfurocortantes. O que levou as autoridades a contestar um possível latrocínio - roubo com resultado morte. Os pertences dele, incluindo a aliança e a carteira de dinheiro e documentos, estavam com ele.

Um vídeo que circula nas redes sociais, mostra o juiz em um posto de combustível supostamente comprando gasolina.

Câmera de segurança de posto de combustível registrou Gustavo comprando gasolina - Foto: Reprodução Redes Sociais

O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista para exames necroscópicos detalhados.

Embora o caso esteja sendo investigado como morte suspeita pela Delegacia de Investigações Gerais, a Polícia Civil revelou que, por ora, não descarta nenhuma linha de investigação.

Por meio de nota emitida nesta quinta-feira, 8, o Tribunal de Justiça de São Paulo lamentou a morte do juiz e prestou solidariedade aos familiares.

Lula e Flávio terão 5 minutos cada no horário eleitoral; veja regras

Propaganda no rádio e na TV volta nesta sexta-feira, 9

Por Ane Catarine
Os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula - Foto: Divulgação/Campanha PT e PL

A propaganda eleitoral gratuita para o segundo turno das eleições presidenciais volta ao rádio e à televisão nesta sexta-feira, 9, e será exibida até 23 de outubro, dois dias antes da votação.

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terão cinco minutos cada nos programas em bloco, além de tempo igual em inserções curtas ao longo da programação das emissoras.

As regras foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 6, e definem os horários de exibição e a distribuição do tempo entre as candidaturas.

Quais serão os horários da propaganda eleitoral?

Os programas em bloco serão exibidos de segunda-feira a sábado, em dois horários no rádio e dois na televisão, sempre pelo horário de Brasília:

Rádio: das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10.

Televisão: das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40.

Cada programa terá dez minutos, divididos igualmente entre os dois candidatos, com cinco minutos para cada um.

Além dos programas em bloco, as campanhas também terão direito a 25 minutos diários de inserções, exibidas nos intervalos da programação normal, de domingo a domingo.

O tempo será dividido igualmente, com 12 minutos e 30 segundos para cada candidatura.

Quem terá a primeira propaganda exibida?

O primeiro programa em bloco será do PL, partido de Flávio Bolsonaro, cuja candidatura recebeu mais votos no primeiro turno.

Em seguida, será exibida a propaganda da coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e Federação PSOL-Rede.

Nos programas seguintes, a ordem será alternada, conforme o plano de mídia aprovado pelo TSE.

Disputa presidencial primeiro turno

O primeiro turno da eleição presidencial terminou com Flávio Bolsonaro na liderança, com 47,03% dos votos válidos, seguido pelo atual presidente Lula, com 45,16%.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos na votação de 4 de outubro, ambos avançaram para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

CNH Digital pode gerar multa na blitz? Entenda o que diz a lei

Celular descarregado e falhas no sistema eletrônico podem resultar em infração leve

Fotos ou prints da CNH na galeria do smartphone é prática comum, porém inadequada - Foto: Reprodução Agência Gov.

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em formato virtual possui a mesma eficácia jurídica do documento impresso em papel. Contudo, ter uma imagem ou arquivo salvo no dispositivo móvel não garante, por si só, que o condutor esteja regularizado perante a fiscalização.

​O sobressalto ocorre quando o condutor não alcança o acesso ao documento no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Aparelhos sem bateria, falhas na tela ou travamentos do sistema operacional impedem a checagem por parte do agente de trânsito.

​Se a autoridade não puder conferir a habilitação no celular e também não dispuser de meios eletrônicos para consultar a base de dados no momento da abordagem, o motorista vai estar sujeito a autuação prevista na legislação.

​Validade em abordagens

​Respaldada pelo artigo 159 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a CNH Digital não pode ser recusada pela fiscalização. O agente é obrigado a aceitá-la, contanto que o documento oficial seja apresentado via aplicativo e possa passar pela devida autenticação.

​O entrave surge quando se tenta exibir arquivos sem validação oficial. Paralelamente, o próprio CTB isenta a obrigatoriedade de portar o documento caso a fiscalização consiga acessar o sistema informatizado e constatar a regularidade do condutor em tempo real.

​Captura de tela

​Salvar fotos ou prints da CNH na galeria do smartphone é prática comum, porém inadequada. Essas imagens não possuem os parâmetros de segurança e autenticação do aplicativo oficial da CDT, podendo ser rejeitadas pelo fiscal.

​Nesses episódios, a equipe de trânsito tentará a checagem via sistema. Se a consulta confirmar a habilitação ativa, não haverá aplicação de sanção apenas pela ausência do documento físico ou da validação direta no aplicativo.

​Riscos da falta de bateria

​Depender exclusivamente do celular exige atenção com a carga e o funcionamento do smartphone. Ficar sem bateria ou enfrentar pane no aparelho durante uma blitz impede a exibição do documento digital.

​Ainda assim, a penalidade não é imediata: o fiscal deve tentar a verificação nos terminais de dados. A infração só será lavrada se a consulta remota estiver indisponível e o condutor não apresentar nenhuma forma válida de comprovação.

​Punição prevista no CTB

​O artigo 232 do CTB enquadra a condução de veículo sem os documentos de porte obrigatório como infração leve. As penalidades incluem:

- ​Multa no valor de R$ 88,38;

​- Adição de três pontos na carteira de motorista;

- ​Retenção do automóvel até a regularização ou apresentação do documento.

​Vale reforçar que a sanção não decorre do uso da CNH Digital, mas da impossibilidade simultânea de validação pelo condutor e de consulta pelo agente.
​Funcionamento sem internet

​A CNH Digital dispensa conexão à internet no momento da abordagem, desde que o condutor já tenha baixado o documento previamente no aplicativo da CDT. O sinal fraco de dados na rodovia, portanto, não impede a abertura do arquivo.

​Embora não seja obrigatório carregar a versão em papel quando se dispõe da digital, recomenda-se certificar-se do funcionamento do aplicativo e do nível de bateria antes de dirigir, minimizando contratempos em eventuais fiscalizações.

China anuncia novidades em megaestádio de R$ 2,5 bilhões na América Latina

Projeto promete entregar a arena esportiva mais moderna do continente

Por Gustavo Nscimento
Estádio Nacional de El Salvador, megaprojeto financiado pela China, é avaliado em R$ 2,5 bilhões - Foto: Reprodução

O Estádio Nacional de El Salvador, projeto que promete ser o mais moderno da América Latina, ganhou um reforço expressivo na equipe de obras que deve acelerar a fase final de montagem. Orçado em US$ 500 milhões, aproximadamente R$ 2,5 bilhões na cotação atual, o empreendimento é financiado pela China.

Atualmente, as obras vêm sendo conduzidas por 300 profissionais chineses e mais de 600 trabalhadores locais. O projeto de cooperação internacional ainda prevê a contratação temporária de até 400 novos especialistas vindos da China no final de outubro para permitir a execução simultânea das etapas de acabamento e estrutura.

A expansão da força de trabalho coincide com o avanço de uma etapa crucial da obra.

Segundo informações da imprensa local, através do portal ElSalvador, o embaixador chinês Zhang Yanhui confirmou que uma remessa com 50 mil assentos destinados às arquibancadas desembarca esta semana, permitindo o início dos preparativos para a instalação dos equipamentos no complexo esportivo.

Quando o estádio vai ficar pronto?

Embora o cronograma contratual estabeleça julho de 2027 como prazo limite para a entrega do empreendimento, o governo local e os responsáveis pelo projeto ainda não fixaram uma data oficial para a inauguração da praça esportiva.

Nas últimas semanas, o foco das equipes se concentrou na alvenaria sob as arquibancadas, na montagem dos pilares da rampa principal no setor sul e na realocação de guindastes pesados para a área norte do complexo.

Projetado para ser a mais moderna da América Latina, a nova arena deve ficar à frente de grandes estádios brasileiros, como o do Palmeiras, Corinthians e Atlético-MG.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Alexandre Moraes determina prisão e cancelamento de passaportes de Eduardo Bolsonaro

Foto: Reprodução / STF

Alexandre Moraes determina prisão e cancelamento de passaportes de Eduardo Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a expedição do mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o cancelamento de todos os seus passaportes brasileiros, tornando os documentos sem efeito.

A decisão foi proferida após a Secretaria Judiciária do STF certificar, no dia 5 de outubro, o trânsito em julgado da condenação criminal do político, o que significa que não cabem mais recursos e a pena tornou-se definitiva. As informações foram confirmadas pelo portal G1.

O mandado de prisão foi direcionado à Polícia Federal (PF) e incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), acompanhado da expedição da guia de recolhimento. Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde 2025.

Com a conclusão do processo, Moraes ordenou o início do procedimento de execução penal e o envio da documentação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a cobrança da multa fixada em 50 dias-multa, cada um equivalente a 2 salários mínimos.

O ministro também determinou a notificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a suspensão dos direitos políticos de Eduardo Bolsonaro enquanto durarem os efeitos da condenação, além de comunicar a direção-geral da Polícia Federal para a adoção de providências relativas à perda do cargo de escrivão da PF, medida prevista na sentença.

BN

Novo declara apoio a Flávio no 2º turno

Partido de Romeu Zema diz que decisão busca retirar o PT do governo federal e enfrentar ministros do STF

Victória Batalha


A decisão do Novo ocorre na sequência do apoio declarado por Romeu Zema a Flávio | Foto: Reprodução/Instagram

O Novo declarou nesta quarta-feira, 7, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno. O partido teve Romeu Zema como candidato ao Palácio do Planalto na primeira etapa da eleição.

O anúncio ocorreu depois de uma reunião da cúpula da legenda com Flávio no QG da campanha do candidato, em Brasília. Participaram do encontro o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, além de Deltan Dallagnol e Marcel Van Hattem.

Segundo Ribeiro, a decisão tem como objetivos “tirar o PT e enfrentar os intocáveis” do Supremo Tribunal Federal (STF).

Novo define apoio a Flávio

Ribeiro também relacionou a decisão do partido ao resultado das eleições para o Senado. O Novo elegeu três senadores, além de dez deputados federais e 15 deputados estaduais.

“Felizmente, um dos objetivos já foi alcançado, que era eleger a maioria do Senado para a gente mudar o presidente do Senado e enfrentar os tiranos que abusaram do seu poder no STF. E, agora, vamos para o nosso segundo objetivo, que é derrotar o PT”, afirmou o presidente do Novo.

Flávio agradeceu o apoio recebido e relacionou a adesão do partido a uma convergência em torno de uma mudança no governo federal.

“Isso mostra que, de verdade, há unidade”, declarou Flávio. “E agora não é mais esquerda contra direita. É de quem quer a mudança contra aqueles que não querem a mudança”.

A decisão do Novo ocorre na sequência do apoio declarado por Romeu Zema a Flávio. Na segunda-feira 5, o ex-candidato do partido à Presidência anunciou, em vídeo publicado nas redes sociais, que votará no candidato do PL no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

BOMBA! PT culpa Janja e marqueteiro de Lula pelo fracasso histórico no 1º turno


 

Lula diz que campanha foi a menos organizada de sua carreira

Petista admite falhas na condução do 1º turno e afirma que poderia ter feito mais na disputa pela reeleição

Pâmela Zacarias


Lula já disputou quatro segundos turnos para presidente e nunca virou uma eleição | Foto: Reprodução/YouTube/lulaoficial

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 7, que a campanha de 2026 foi a menos organizada de sua trajetória eleitoral desde 1989. O petista fez a declaração durante um encontro com parlamentares em Brasília.

“Essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989”, disse o presidente.

Lula reconheceu que a campanha ficou abaixo do que considerava possível. Ele atribuiu parte do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais à forma como a disputa foi conduzida.

Lula admite que poderia ter feito mais

Durante a reunião, o petista afirmou que a campanha ficou “aquém” de suas possibilidades e que poderia ter feito mais durante a primeira etapa da disputa. Ele também relacionou o resultado das urnas à condução da campanha.

“Normalmente, a gente colhe aquilo que a gente planta”, afirmou.

Lula afirmou que havia feito a avaliação diretamente ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, responsável pela coordenação da campanha.

Declaração ocorre depois do resultado do 1º turno

A fala ocorreu três dias depois do primeiro turno da eleição presidencial. Lula terminou a primeira etapa atrás de Flávio Bolsonaro (PL). O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente ficou com 45,16%, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A avaliação sobre a organização da campanha ocorre no momento em que o PT prepara a estratégia para o segundo turno. Edinho Silva, que estava ao lado de Lula durante as declarações, enfrenta críticas internas pela condução da campanha.

Na primeira manifestação, ainda no domingo 4, depois da divulgação dos resultados, Lula demonstrou surpresa por não ter terminado o primeiro turno na liderança. O presidente disse que esperava um resultado diferente diante das ações de seu governo.

O segundo turno entre Flávio e Lula ocorrerá em 25 de outubro.

Sindicato convoca jornalistas e ataca Flávio

Entidade paulista propõe reunião com profissionais e chama direita de ‘inimigo declarado do jornalismo’

Fábio Bouéri


Flávio durante campanha no Maranhão, um dos redutos da esquerda no Nordeste brasileiro | Foto: Divulgação/Partido Liberal

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) convocou seus associados para uma reunião virtual nesta quinta-feira, 8. O objetivo é discutir a atuação da classe no segundo turno da eleição presidencial. No comunicado, a entidade faz ataques explícitos à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

O texto publicado no site do sindicato afirma que os quatro anos do governo Jair Bolsonaro foram marcados por “ataques virtuais e físicos” contra jornalistas, além de acusar o grupo conservador de ser “inimigo declarado do jornalismo”.

Sindicato segue discurso do PT

Ao tratar da atual disputa presidencial, o sindicato segue o discurso de campanha do PT e afirma que estão em jogo temas como “soberania nacional, recursos naturais, direitos sociais e liberdades democráticas”. A entidade critica diretamente Flávio, a quem chama de “filho número 1” de Bolsonaro.

A entidade acrescenta que o candidato estaria alinhado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que teria entre seus objetivos libertar o pai e militares condenados pela Justiça.

A convocação menciona também uma suposta trama para assassinar o presidente eleito e um ministro do Supremo Tribunal Federal em 2022, além dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A posição do sindicato contrasta com o princípio de independência que orienta a atividade jornalística. Códigos de ética da profissão estabelecem que o jornalista deve buscar a informação de interesse público e preservar sua independência diante de interesses políticos, econômicos ou ideológicos.

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