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sexta-feira, 24 de abril de 2026

PERIGO À VISTA

Um buraco se abriu em frente ao Hospital Maternidade em Juazeiro, está sem sinalização, e com grande risco de aumentar!


CASAL FICA PRESO EM ALAGAMENTO DO PONTILHÃO DA COELBA - VÍDEO



LAGOA DE CALU MOSTRA A QUALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO

Ação penal contra Eduardo Bolsonaro entra em reta final

Moraes abriu prazo de 15 dias para que a defesa do ex-deputado apresente as alegações finais em procedimento que investiga suposta coação ao Judiciário

Pâmela Zacarias

Eduardo é alvo de outro processo no STF por suposta difamação de Tabata Amaral | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta quinta-feira, 23, o prazo de 15 dias para que a defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apresente as alegações finais na ação penal em que ele é réu por coação ao Judiciário brasileiro.

O avanço do processo ocorre depois de Eduardo não comparecer a interrogatório marcado pela Corte na semana passada. Alvo de ações do STF, ele vive com a mulher e as filhas nos Estados Unidos desde março do ano passado.

A Procuradoria-Geral da União (PGR) afirma, na denúncia apresentada em setembro, que Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo articularam sucessivas ações voltadas a intervir em processos judiciais. O objetivo seria beneficiar o ex-presidente, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.

Eduardo não comparece a depoimento

A Justiça citou Eduardo Bolsonaro no processo por edital, comunicando-o da ação penal por meio de publicação oficial.

Como não constituiu advogado nem apresentou defesa prévia, o STF acionou a Defensoria Pública da União (DPU), que assumiu a defesa, e marcou audiência de instrução com interrogatório por videoconferência.

Eduardo não compareceu ao depoimento, considerado um ato de defesa. A presença não é obrigatória, mas o réu se ausenta de momento destinado à apresentação de sua versão dos fatos.

Realizada a audiência no último dia 14, o juiz auxiliar abriu prazo de cinco dias para vista conjunta. Neste período a acusação e defesa podem acessar os autos para pedir novas provas ou diligências para esclarecer fatos que surgiram em depoimento. Tanto a PGR quanto a DPU não fizeram requerimentos.
Alegações finais

A fase de alegações finais corresponde às últimas manifestações das partes antes do julgamento. O STF intimou a PGR, responsável pela acusação, e a DPU, encarregada da defesa de Eduardo Bolsonaro, a se manifestarem.

Concluída a etapa de alegações finais, a 1ª Turma pode definir a data do julgamento. Os ministros passam a analisar o mérito da ação e decidem se o ex-parlamentar será absolvido ou condenado.

Alfredo Gaspar publica vídeo sobre exame de DNA

Deputado afirma que vai provar inocência em acusação petista 'usada para livrar Lulinha’ na CPMI do INSS

Fábio Bouéri

Deputado Alfredo Gaspar durante procedimento na Polícia Científica de Alagoas | Foto: Reprodução/X/AlfredoGaspar

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou ter coletado material genético no laboratório forense da Polícia Científica de Alagoas para a realização de exame de DNA. O procedimento ocorreu cerca de um mês depois de Gaspar ser acusado, por parlamentares opositores, de ter cometido estupro. As imagens do exame foram publicadas nesta quinta-feira, 23, no perfil do parlamentar na rede social X.

Segundo Gaspar, a coleta foi feita por “livre e espontânea vontade” e mediante autorização judicial. O deputado declarou ter sido acusado “de forma covarde, vil e abjeta” por integrantes do Partido dos Trabalhadores. Da mesma forma, classificou a denúncia como uma tentativa de desviar o foco de sua atuação política contra Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

O parlamentar explicou que a acusação surgiu no mesmo dia em que ele defendia a prisão de Lulinha, filho do presidente Lula da Silva. Gaspar reforçou não ter “absolutamente nada a temer”. Ele sustentou que a realização do exame deve esclarecer o caso.

O deputado afirmou ainda que busca rapidez na apuração. Segundo ele, a investigação precisa avançar com celeridade para que haja uma resposta pública. “A verdade é soberana. Eu só quero justiça, eu quero celeridade. O povo brasileiro merece essa resposta imediata”.

Trump anuncia extensão de cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanas

Acordo mantém suspensão de ofensiva no sul do território libanês

Victória Batalha

Anuncio foi feito através de suas redes sociais | Foto: Agência Brasil/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 23, a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A declaração ocorreu por meio de publicação na rede Truth Social.

A extensão mantém suspensa a operação israelense no sul do território libanês, onde forças de Israel enfrentam integrantes do Hezbollah, grupo terrorista que é aliado do Irã.
‘Foi uma grande honra participar desta reunião histórica!’, disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump em sua rede | Foto: Reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump

Segundo Trump, ele participou de uma reunião no Salão Oval da Casa Branca com representantes de Israel e do Líbano. Também estiveram presentes o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador no Líbano, Michel Issa.

Em sua publicação, Trump classificou o encontro como produtivo e afirmou que os Estados Unidos pretendem atuar em cooperação com o Líbano para reforçar a segurança do país diante da atuação do Hezbollah.

Prazo do acordo e próximos encontros

O presidente norte-americano também disse que pretende receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun.

O cessar-fogo foi firmado em 16 de abril, com validade inicial de dez dias e previsão de término neste fim de semana.

Na quarta-feira 22, Joseph Aoun já havia dito que representantes libaneses defenderiam a prorrogação do acordo e solicitariam o fim de demolições de imóveis em áreas ocupadas por Israel desde o início do conflito mais recente, em 2 de março.

Justiça rejeita ação do ‘Careca do INSS’ contra jornalistas por uso de apelido

Tribunal mantém decisão e cita liberdade de imprensa em reportagens

Victória Batalha

O julgamento ocorreu entre 8 e 16 de abril, e a ementa foi publicada nesta quinta-feira, 23 | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Justiça do Distrito Federal negou, por unanimidade, o recurso do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele apresentou queixa-crime contra dois jornalistas por causa do uso do apelido em reportagens.

O julgamento ocorreu entre 8 e 16 de abril, e o tribunal publicou a ementa nesta quinta-feira, 23. O processo está em fase de embargos de declaração.

Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, está preso desde setembro de 2025 — 25/9/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Camilo se tornou conhecido pelo apelido durante investigações sobre fraudes no INSS. Na ação, ele acusou os jornalistas de “injúria” e “calúnia”, além de questionar as informações divulgadas.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios manteve a rejeição da queixa-crime. A Corte entendeu que as reportagens não tiveram intenção de ofender e que os profissionais atuaram sob a proteção da liberdade de imprensa.
Decisão cita interesse público

Apontam Camilo como um dos operadores de um esquema de fraudes que teria causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões a aposentados. A Polícia Federal (PF) o prendeu em 12 de setembro do ano passado, durante a Operação Sem Desconto.

A própria PF utiliza o apelido “Careca do INSS” para se referir ao empresário. Ele é descrito como um lobista com atuação em Brasília.

Na queixa-crime, a defesa sustentou que “os delitos de calúnia, difamação e injúria estão evidenciados nas próprias matérias jornalísticas” e que a autoria seria incontroversa, já que os jornalistas assinaram os textos.

O desembargador Jesuino Rissato afirmou que os textos tratam de fatos de interesse público e se inserem em contexto informativo e crítico. Segundo ele, as reportagens se baseiam em investigações oficiais e não demonstram intenção de injuriar, difamar ou caluniar.

Rissato também destacou que o apelido já aparece de forma recorrente na cobertura jornalística, como forma de identificação pública do empresário.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 100 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.999

Fábio Bouéri

Dezenas sorteadas no concurso 2.999 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

A Caixa Econômica Federal realizou nesta quinta-feira, 23, o sorteio do concurso 2.999 da Mega-Sena, com prêmio de R$ 69.727.825,87. As dezenas sorteadas foram: 09 – 24 – 26 – 38 – 45 – 58. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. O prêmio principal acumulou. Com isso, o próximo concurso deve pagar cerca de R$ 100 milhões.

O próximo sorteio será realizado no sábado, 25 de abril. As apostas podem ser feitas até as 20h do dia do concurso, em casas lotéricas credenciadas, pela internet ou aplicativo. Os sorteios ocorrem às 21h, no Espaço da Sorte, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

Mega-Sena: aposta mínima custa R$ 6

O valor mínimo da aposta é de R$ 6,00, com a escolha de seis números. Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro (quadra) ou cinco (quina) dezenas. Outra opção é o Bolão Caixa, que permite apostas em grupo. Nesse formato, o valor mínimo é de R$ 18,00, com cotas a partir de R$ 6,00 por participante.

TSE libera voto de presos provisórios em 2026

Corte decide que mudanças previstas na Lei Antifacção não valem para as eleições gerais deste ano

Luana Viana

Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu, nesta quinta-feira, 23, que as mudanças no Código Eleitoral derivadas da Lei Antifacção não podem entrar em vigor de forma imediata, em razão do princípio da anualidade previsto na Constituição. Dessa forma, regras que limitam o voto de presos provisórios e temporários não serão aplicadas nas eleições gerais deste ano.

Segundo o princípio da anualidade, qualquer alteração no processo eleitoral só pode valer para eleições realizadas depois de pelo menos um ano de sua vigência. Com isso, a Justiça Eleitoral mantém autorizada a criação de seções eleitorais em unidades prisionais e o alistamento desses eleitores para o pleito. Assim, esses tipos de detentos poderão, como qualquer cidadão comum, votar para deputado estadual, deputado federal, senador (dois votos), governador e presidente da República.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Antifacção em março. A legislação endurece punições e restringe benefícios como anistia e indulto para integrantes de organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho.

Lei busca reduzir influência de facções

O texto da Lei Antifacção impôs a proibição do voto a presos provisórios e previu, nesses casos, o cancelamento do título eleitoral sob a justificativa de reduzir a influência de facções no processo democrático.

A Corregedoria Regional Eleitoral de São Paulo levou o tema à análise ao questionar a necessidade de manter o alistamento e as seções eleitorais em presídios diante das novas regras.

O ministro Antônio Carlos Ferreira, relator do caso no TSE, afirmou que a aplicação da lei já em 2026 comprometeria a previsibilidade e a organização do processo eleitoral. Segundo ele, a norma altera pontos estruturais do Código Eleitoral.

Os ministros do TSE também levaram em consideração os obstáculos operacionais apontados pela área técnica do tribunal, como o prazo insuficiente para adequar os sistemas, uma vez que o cadastro eleitoral se encerra em 6 de maio, e a falta de integração automática entre os sistemas da Justiça Eleitoral e os órgãos de segurança pública.

Em novo vídeo, Zema explica como acabaria com a ‘farra dos intocáveis’; assista

Pré-candidato à Presidência volta a criticar STF, Congresso e gastos do governo

Fábio Bouéri

Zema aponta para o Palácio do Alvorada: Lula gastou quase R$ 1 milhão com hotéis na Alemanha, diz ex-governador de Minas | Foto: Reprodução/X/RomeuZema

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, publicou um novo vídeo nas redes sociais em que afirma ter um plano para “acabar com a farra dos intocáveis” em Brasília. Na gravação, divulgada nesta quinta-feira, 23, em seu próprio perfil no X, Zema critica gastos do governo federal, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e o custo do Congresso Nacional.

No vídeo, Zema afirma que o presidente Lula da Silva teria gasto R$ 812 mil em hospedagem durante viagem à Alemanha, classificando o valor como “um tapa na cara do brasileiro”. Ele também se referiu a ministros do STF como “intocáveis” e disse que a Corte ainda não decidiu se adotará um código de ética para evitar abusos.

Zema: Congresso gasta R$ 40 milhões por dia

O ex-governador criticou, da mesma forma, o custo do Congresso, que qualificou como o “mais caro do mundo”. Segundo ele, cerca de 600 autoridades custariam R$ 40 milhões por dia aos cofres públicos. Zema afirmou ainda que parte dos parlamentares tem se omitido diante do que chamou de excessos do STF.

Na gravação, o pré-candidato apresentou três propostas principais: corte de supersalários e benefícios, maior responsabilização de ministros do STF e fim do foro privilegiado. Ele defendeu, por exemplo, a possibilidade de abertura de processos de impeachment de ministros do Supremo por maioria simples no Senado.


O vídeo foi divulgado em meio a recentes trocas de críticas entre Zema e o ministro do STF Gilmar Mendes. O magistrado criticou declarações do ex-governador sobre o Judiciário, enquanto Zema reagiu ao acusar a Corte de concentrar poder e de não prestar contas à sociedade. As manifestações ampliaram o embate público entre o pré-candidato e integrantes do Supremo.

Ao final da gravação, Zema afirma que medidas semelhantes foram adotadas durante sua gestão em Minas Gerais e diz que pretende aplicar a mesma lógica em nível nacional, defendendo o que chamou de “fim do governo rico e povo pobre”.

Acórdão do TSE sobre Cláudio Castro confirma inelegibilidade e reconhece renúncia

Texto detalha decisão da Corte Eleitoral e remete ao STF a definição sobre a sucessão no Rio de Janeiro

Luis Batistela

A Corte registrou que a saída de Castro do cargo ocorreu por renúncia | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira, 23, o acórdão do julgamento que declarou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O documento também esclarece os fundamentos adotados pelos ministros durante a análise do caso.

A Corte registrou que a saída de Castro do cargo ocorreu por renúncia. Com isso, a maioria dos ministros considerou prejudicada a cassação do diploma e, consequentemente, do mandato. A distinção altera o procedimento para a escolha do governador que ocupará o cargo de forma temporária.

Quando a Justiça Eleitoral cassa um mandato, a legislação prevê a realização de nova eleição com voto direto. Em situações como renúncia, porém, os Estados podem adotar modelos próprios. No Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa optou por eleição indireta.

O acórdão mostra que cinco ministros entenderam que não havia mais como cassar o mandato, já que Castro deixou o cargo antes da conclusão do julgamento. Por esse motivo, a Corte restringiu a decisão à inelegibilidade.


Na prática, a definição sobre o formato da escolha do novo governador ficou em aberto. O tema chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá decidir o modelo a ser adotado.

STF analisa ações do PSD sobre o caso

O PSD acionou o STF com duas ações sobre o caso. O plenário iniciou a análise, mas o ministro Flávio Dino pediu vista para examinar melhor os autos. Ele indicou que pretende devolver o processo depois da publicação do acórdão do TSE.

Nos bastidores, integrantes do STF avaliam aguardar o julgamento de eventuais recursos na Justiça Eleitoral antes de avançar na decisão definitiva.

Enquanto o impasse persiste, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, assumiu interinamente o comando do governo estadual.

Castro deixa governo, e Estado enfrenta vacância

Castro deixou o cargo em 23 de março, um dia antes da retomada do julgamento no TSE. A Corte, ao concluir a análise, declarou a inelegibilidade do ex-governador por oito anos.

A sucessão estadual enfrenta outras lacunas. O cargo de vice-governador está vago desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou a função para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Rodrigo Bacellar, então presidente da Assembleia Legislativa, também não assumiu o governo. O TSE cassou o mandato do parlamentar, que voltou a ser preso no fim de março.

Na sexta-feira 17, os deputados estaduais elegeram Douglas Ruas (PL) para a presidência da Assembleia. Nesta quinta-feira, ele solicitou ao STF autorização para assumir imediatamente o governo do Estado.

Master pagou R$ 126 mi a empresa ligada a acusado de fraudes contra idosos

Administrador Gilson Bahia Vasconcelos recebeu auxílio emergencial do governo no mesmo ano em que abriu a companhia; entenda

Lucas Cheiddi

O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Banco Master

Pagamentos realizados pelo Banco Master chamaram a atenção ao totalizarem R$ 126,6 milhões para a Midias Promotora LTDA, empresa situada no centro do Rio de Janeiro. O valor, registrado como remuneração por serviços, ultrapassa os R$ 80 milhões destinados ao escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O administrador da Midias, Gilson Bahia Vasconcelos, recebeu auxílio emergencial do governo durante a pandemia. No mesmo ano, abriu a empresa, cujo capital social é de R$ 1 milhão. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Apesar do montante milionário recebido, Vasconcelos declarou endereço residencial em um sobrado simples em Realengo, zona oeste do Rio. Ele não tem imóveis registrados em seu nome no Estado.

Acusações e investigações contra Gilson Vasconcelos

Vasconcelos responde a processo por estelionato, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de liderar um suposto esquema de fraude contra aposentados e pensionistas do INSS.

Conforme a denúncia, a organização acessava dados das vítimas com o programa Vanguard. Por meio de ligações, oferecia cartões de desconto e exigia encontros presenciais para capturar imagens usadas em contratos de empréstimos consignados.

O dinheiro dos empréstimos era desviado e o grupo, composto por dezenas de funcionários, era premiado com bonificações e serviços de beleza para atrair mais vítimas, segundo o Ministério Público. O advogado de Vasconcelos afirma que ele nega envolvimento na empresa do caso de estelionato relacionado ao call center e que a acusação se refere a outra firma, não à Midias Promotora LTDA.

Os pagamentos e movimentações financeiras do Master
São Paulo (SP), 19/11/2025 – Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A assessoria do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, responsável pelo banco Master, não esclareceu à imprensa quais serviços justificaram o pagamento de R$ 126 milhões à Midias. Também não se posicionnou sobre eventuais restrições identificadas pelo compliance do banco ou sobre a regularidade dos pagamentos.

Em 2024, a Midias recebeu R$ 96 milhões do Master, maior parcela dos repasses. Neste período, Bahia Vasconcelos ficou quase um mês preso preventivamente, acusado de integrar organização criminosa dedicada a fraudes contra idosos. Além desse processo, ele é citado em outras duas ações judiciais movidas por vítimas de golpes com empréstimos consignados.

Gilmar cita 'boneco homossexual' de Zema para reclamar de vídeo com fantoches

O governador mineiro rebateu a fala do ministro do STF: 'Mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil'

Isabela Jordão

Gilmar Mendes pediu desculpas nas redes sociais por sua fala sobre Zema em entrevista | Foto: Reprodução/Redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta quinta-feira, 23, que críticas e sátiras sobre autoridades podem ultrapassar limites aceitáveis. Ele citou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao exemplificar o que considerou ofensivo.

“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”, disse Gilmar em entrevista ao portal Metrópoles. “Se fizermos ele roubando dinheiro no Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? É isso que precisa ser avaliado.”

A fala ocorreu no contexto de uma justificativa de Gilmar sobre o pedido para incluir Zema no Inquérito das Fake News. O decano argumentou que conteúdos satíricos compartilhados pelo governador poderiam atingir a honra de integrantes da Corte e das instituições.

Em publicação no X, Zema reagiu à declaração e criticou o ministro. “Esse sujeito extrapola cada vez mais os limites. Se comporta como um intocável”, escreveu. Em vídeo, o governador afirmou que a comparação feita por Gilmar foi inadequada.

“Você pode mandar fazer um boneco meu de homossexual, de ladrão ou do que bem entender. Pode me satirizar à vontade”, afirmou. “O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil.”

Diante da repercussão negativa da declaração, Gilmar reconheceu erro ao citar homossexualidade como exemplo de acusação injuriosa e pediu desculpas.

“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro”, escreveu no X. “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo.”

Gilmar incluiu Zema em inquérito por causa de vídeo humorístico

O assunto ganhou corpo quando Zema compartilhou um vídeo humorístico com fantoches que representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na gravação, os personagens dialogam em tom irônico sobre decisões judiciais e benefícios pessoais.

Na última segunda-feira, 20, Gilmar encaminhou representação a Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Zema pela divulgação do conteúdo. No documento, o ministro afirma que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.

Eduardo Paes venceria governo do RJ no 1º turno, mostra pesquisa

Ex-prefeito do Rio lidera cenários em levantamento divulgado nesta sexta-feira, 24, pelo Paraná Pesquisas

Loriane Comeli

O ex-prefeito Eduardo Paes lidera preferência do eleitorado do RJ | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Eduardo Paes

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira, 24, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra a preferência do eleitorado do Rio de Janeiro por Eduardo Paes (PSD) nas eleições para governador em 2026. Paes renunciou ao cargo de prefeito do Rio em março para se declarar pré-candidato ao governo do RJ.

Num cenário com outros seis pré-candidatos, Paes tem 53% das intenções de voto. Isso significa que se as eleições fossem hoje, ele venceria no primeiro turno. Em seguida, estão o deputado estadual Douglas Ruas (PL), o ex-governador Wilson Witzel (DC), André Marinho (Novo), Bombeiros Rafa Luz (Missão), William Siri (Psol) e André Português (Republicanos).

Cenário 1Eduardo Paes: 53%
Douglas Ruas: 13,2%
Wilson Witzel: 3,6%
André Marinho: 2,8%
Bombeiro Rafa Luz: 2,1%
William Siri: 1%
André Português: 0,7%
Não sabe/ não opinou: 8,5%
Nenhum/branco/nulo: 15,2%

Num segundo cenário, apenas contra Ruas, Paes teria quase 60% dos votos.

Cenário 2Eduardo Paes: 58,8%
Douglas Ruas: 20,7%
Não sabe/ não opinou: 6,7%
Nenhum/branco/nulo:13,9%
Aliados, o então prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o presidente Lula da Silva, durante desfile na Marquês de Sapucaí | Foto: Reprodução/X

A pesquisa ouviu 1.680 eleitores em 63 municípios do RJ entre 21 e 23 de abril. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2,4 pontos porcentuais.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ 04997/2026 para os cargos de Governador e Senador.

Fim dos capacetes? Nova regra atinge motociclistas e muda vendas

Norma passa a exigir QR Code em itens de segurança e muda venda de capacetes, extintores e GNV

Por Iarla Queiroz
Nova exigência do Inmetro começa em julho - Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

Uma mudança importante para quem usa motocicleta e também para o mercado de itens de segurança, já tem data para começar a valer. A partir de 1º de julho de 2026, capacetes vendidos no Brasil precisarão seguir um novo padrão obrigatório de identificação.

A regra faz parte da Portaria nº 314/2025 e determina a adoção de um selo digital com QR Code, que permitirá verificar a autenticidade e a conformidade dos produtos de forma mais rápida.

A medida foi definida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e também se aplica a extintores de incêndio e cilindros de GNV.
QR Code passa a ser obrigatório

O novo modelo de selo traz recursos digitais que permitem ao consumidor acessar informações diretamente pelo celular. A ideia é tornar mais fácil a verificação dos produtos e dificultar a circulação de itens falsificados.

Além disso, o sistema inclui elementos visuais e não visíveis que ajudam na rastreabilidade e no controle por parte dos órgãos de fiscalização.

A iniciativa faz parte do programa “Inmetro na Palma da Mão”, alinhado às diretrizes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Prazos já estão em andamento

A transição para o novo modelo começou ainda em 2025. Desde 31 de dezembro, fabricantes e importadores já são obrigados a utilizar exclusivamente o selo digital, produzido pela Casa da Moeda do Brasil.

Para o comércio, o prazo é um pouco maior: distribuidores e lojistas têm até 30 de junho de 2026 para se adaptar. Depois disso, apenas produtos com o novo selo poderão ser vendidos.

Antes disso, os fabricantes tiveram até 31 de março de 2026 para comercializar itens com o modelo antigo.

Mais controle e menos fraude

Segundo o Inmetro, a mudança reforça o controle técnico sobre produtos considerados essenciais para a segurança da população.

A expectativa é aumentar a transparência das informações, reduzir fraudes e ampliar a confiança nos itens certificados.

Itens ligados à proteção da vida

De acordo com o diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro, João Nery, a atualização fortalece os mecanismos de controle e fiscalização.

“Os itens abrangidos pela medida estão relacionados à proteção da vida e exigem rigoroso controle técnico”, diz.

“Os extintores são essenciais para o combate a incêndios; os capacetes são fundamentais para a proteção de motociclistas e passageiros; e os cilindros de GNV armazenam gás sob alta pressão, o que demanda critérios técnicos ainda mais rigorosos”, afirmou João Nery.

Brasil expulsa agente dos EUA após saída de delegado

Itamaraty adota princípio da reciprocidade em resposta à decisão de Washington de expulsar brasileiro

Por Rodrigo Tardio
Itamaraty comunicou a decisão à encarregada de Negócios da Embaixada dos EUA - Foto: Divulgação/Agência Brasil

O governo brasileiro determinou a saída imediata do agente de imigração americano Michael William Myers do país. A medida, confirmada por fontes diplomáticas, é uma resposta direta à expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho pelos Estados Unidos.

Myers deixou Brasília na última quarta-feira, 22, consolidando um dos episódios de maior tensão diplomática entre as duas nações nos últimos anos.

A crise foi desencadeada pela atuação de Carvalho em Miami, onde servia como oficial de ligação junto ao ICE (Immigration and Customs Enforcement). O governo americano acusou o delegado brasileiro de agir irregularmente no monitoramento que levou à prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado no Brasil por tentativa de golpe de Estado.

Reciprocidade e críticas

O Itamaraty comunicou a decisão à encarregada de Negócios da Embaixada dos EUA, Kimberly Kelly, na terça-feira, 21. Em nota oficial publicada nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores criticou a "decisão sumária" de Washington, afirmando que ela ignora "a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas" e descumpre o memorando de entendimento bilateral de cooperação policial.

"Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema para contornar pedidos formais de extradição", afirmou, por outro lado, o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, justificando a expulsão do brasileiro como forma de impedir "perseguições políticas" em seu território.

Caso Ramagem

O pivô da disputa, Alexandre Ramagem, foi detido nos EUA após uma infração de trânsito, momento em que se constatou que seu visto havia sido cancelado. Ramagem, que alega sofrer perseguição política, pleiteia asilo no país.

Embora a PF brasileira defenda que a prisão resultou de "cooperação internacional", o Departamento de Estado americano interpretou a presença do delegado Carvalho como uma tentativa de contornar os trâmites legais de extradição.

Silêncio

A Embaixada Americana e a Polícia Federal brasileira informaram que não possuem declarações oficiais no momento. Michael Myers estava no Brasil desde o início de 2024 e teve as credenciais retiradas pela PF antes mesmo da oficialização da saída pelo Itamaraty.

Turista tenta tocar pênis de estátua e é multada em R$ 29 mil

Mulher foi autuada por depredação de patrimônio artístico-arquitetônico

Por Edvaldo Sales
Escultura em detalhe da Fontana di Piazza, de Bartolomeo Ammannati, em Florença - Foto: Pixabay

Uma mulher subiu na Fonte de Netuno, em Florença, na Itália, e tentou tocar o pênis da estátua durante um desafio entre amigos. Ela foi multada em 5 mil euros (cerca de R$ 29 mil) devido à ação.

As autoridades italianas disseram que o caso aconteceu no sábado, 18, quando a mulher entrou na área protegida do monumento, escalou a grade e subiu em uma das esculturas de cavalo para evitar entrar na água.

Segundo a prefeitura, a jovem foi autuada por depredação de patrimônio artístico-arquitetônico e deve responder a processo na Justiça italiana. A identidade e a nacionalidade dela não foram divulgadas.

Uma inspeção realizada dois dias depois apontou danos considerados pequenos, mas significativos, nos cascos do cavalo em que a turista subiu e em um friso do monumento usado por ela como apoio.

A escultura

A fonte foi criada no século 16 por Bartolomeo Ammannati e é um dos símbolos mais conhecidos do país e representa Netuno, deus romano do mar.

Essa não foi a primeira vez que o monumento sofreu danos causados por turistas. Em 2023, outro visitante já havia sido multado após subir na mesma fonte e danificar parte da escultura.

Efeito cascata: aumento da luz na Bahia pode deixar alimentos mais caros

Reajuste da energia deve encarecer a produção, afetar comércio e pesar no bolso do consumidor

Por Andrêzza Moura
O aumento deve impactar também o setor do comércio - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta quinta-feira, 23, reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica no país, incluindo a Neoenergia Coelba, que atende 415 dos 417 municípios da Bahia.

O aumento médio no estado será de 5,85%, afetando cerca de 6,92 milhões de unidades consumidoras. O impacto, no entanto, não fica restrito apenas à conta de luz doméstica.

No comércio, o aumento da energia elétrica já acende um alerta, especialmente em setores que dependem fortemente de refrigeração, iluminação e operação contínua de equipamentos.

O economista e presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), Edval Landulfo, explica que o efeito do reajuste tende a se espalhar por toda a cadeia produtiva. Ele classifica a energia como um “custo invisível”, mas essencial no funcionamento da economia.

"Nas prateleiras, a energia é um consumo contínuo, não se esqueça que os fios eles ficam ligados. Então, em padarias, por exemplo, dependem disso, os fornos elétricos, as câmaras de fermentação, iluminação constante. Em mercado, são os mais afetados devido à refrigeração", conta o economista.

Segundo Landulfo, a energia elétrica não é um custo isolado. Ela atravessa toda a produção, desde a indústria até o ponto de venda.

"Tem alguns estudos que indicam que a energia elétrica pode representar de 15 a 25% dos custos operacionais de um pequeno mercado. E, em grandes redes, esse custo é muitas vezes equivalente à margem de lucro líquido da empresa", detalha o especialista.

Da indústria ao caixa: o efeito em cadeia

Edval aponta que o aumento da tarifa não fica restrito ao comércio. Ele começa na indústria, que paga mais caro para produzir alimentos, bebidas e outros itens básicos, e se espalha pela cadeia de distribuição até chegar ao consumidor final.

Ele ainda aponta que esse movimento cria um efeito em cascata - o custo de produção sobe, o armazenamento fica mais caro e a logística também é pressionada. No fim, o comerciante, para não operar no prejuízo, ajusta o preço na prateleira.

"Quando a indústria paga mais caro por essa energia para fabricar, por exemplo, um leite, um pão de forma, um iogurte, ela repassa esse custo para o mercado. Então, quando o mercado recebe o produto mais caro e ainda precisa pagar mais caro para manter a sua própria refrigeração, seja de geladeiras e freezer ligado, ele repassa também a soma desses aumentos para o consumidor", observa.

O economista lembra ainda que especialistas projetam que a energia pode adicionar cerca de 0,4 ponto percentual ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) , de 2026, funcionando como um gatilho inflacionário. O IPCA é índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pequenos negócios sob maior pressão

O impacto tende a ser mais forte nos pequenos comerciantes, como padarias de bairro e mercados de médio porte, que possuem menos margem para absorver aumentos.

Além da conta de luz, entram na equação custos como manutenção de equipamentos, ar-condicionado e iluminação.

“É um momento em que muitos estabelecimentos precisam rever processos, horários de funcionamento e até estratégias de compra para tentar equilibrar as contas”, esclarece Landulfo.

O economista alerta que o efeito no setor comercial pode ser ainda maior, chegando próximo a 10% em alguns casos. “Nesse grupo, o risco de aumento nos produtos é maior”, afirma.

Do invisível ao preço da prateleira

Na prática, o consumidor pode não perceber imediatamente a conta de luz mais cara, mas tende a sentir seus efeitos aos poucos, no pão, no leite, nos alimentos refrigerados e até nos serviços do dia a dia.

O aumento aprovado pela Aneel não afeta só a conta de luz do mês. Ele acaba impactando a inflação de forma discreta, porque encarece os custos de produção e, aos poucos, esse aumento é repassado até chegar ao bolso da população.

Os reajustes variam entre 5% e 15%, a depender da distribuidora. Segundo a Aneel, a principal pressão vem do aumento de encargos setoriais e dos custos de compra e transmissão de energia - componentes que, embora pouco visíveis ao consumidor, pesam diretamente na formação da tarifa.

Lula passa por nova cirurgia na cabeça; saiba os detalhes

Anúncio foi feito pelo equipe do presidente da República

Por Cássio Moreira
Lula passará por dois procedimentos cirúrgicos - Foto: Ricardo Stuckert | PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passará por um procedimento cirúrgico de retirada de um acúmulo de pele na cabeça, em São Paulo, nesta sexta-feira, 24. A informação foi confirmada pela equipe do chefe do Palácio do Planalto.

Além da cirurgia na cabeça, Lula também passará por um outro procedimento, mas no punho direito, para tratar uma dor na região do dedo polegar.

O petista já havia passado por outras cirurgias na cabeça, após ter caído no banheiro do Palácio do Alvorada, em 2024.

Onde acontecerá a cirurgia?

O procedimento acontecerá no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Lula ainda não tem previsão de alta da unidade, assim como também é incerta a sua presença nas agendas seguintes do Partido dos Trabalhadores (PT).

Candidata a presidente promete fim da Polícia Militar no Brasil

Defesa de extinção da instituição entra em plataforma de governo

Por Cássio Moreira
Fim da Polícia Militar entra no radar de candidata - Foto: Mauro Pimentel | AFP

Pré-candidata à presidência da República pela Unidade Popular, Samara Martins defendeu a extinção da Polícia Militar como uma das plataformas de uma eventual gestão, caso seja eleita em outubro.

Samara, que será candidata ao Planalto pela primeira vez, após ter sido vice na chapa presidencial encabeçada pelo ativista Leonardo Péricles, nas eleições de 2022, afirmou que o objetivo da medida é colocar os policiais na posição de trabalhadores, como qualquer outro profissional.

Samara ainda citou a operação que matou mais de 100 pessoas no Rio de Janeiro, ainda no governo de Claudio Castro (PL).

"É no sentido de desmilitarizar para que esses sejam tratados como trabalhadores, que é o que eles são, e que o povo não seja tratado como um inimigo", afirmou Samara Martins em entrevista ao Opera Mundi.

Samara Martins | Foto: Reprodução

Políticos no SUS

A pré-candidata da Unidade Popular também tem defendido a obrigatoriedade do uso do Sistema Único de Saúde, o SUS, por parte dos políticos que já exerçam mandatos.

Candidatos ao Planalto

A corrida inicial para a presidência da República conta com um grupo de pré-candidatos, que ainda podem retirar seus nomes da disputa eleitoral até agosto. O bloco é encabeçado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará seu quarto mandato.

Pré-candidatos a presidente

Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
Flávio Bolsonaro (PL);
Ronaldo Caiado (PSD);
Aldo Rebelo (DC);
Renan Santos (Missão);
Samara Martins (UP);
Augusto Cury (Avante);
Cabo Daciolo (Mobiliza);
Romeu Zema (Novo);
Herz Dias (PSTU);
Edmilson Costa (PCB).
quinta-feira, 23 de abril de 2026

Garoto de 6 anos acaba com corpo queimado após celular explodir enquanto jogava

Garoto teve várias queimaduras pelo corpo após celular explodir, na manhã da última terça-feira (21) |  Reprodução/WhatsApp

Um menino de seis anos ficou com o corpo queimado em Várzea, na zona oeste do Recife (PE), após o celular em que jogava ter explodido, na manhã da última terça-feira (21).

A criança estava manuseando o aparelho conectado à tomada, quando ocorreu a explosão. De acordo com o g1, o jovem ficou com várias queimaduras nos braços e próximo à barriga. Além dos ferimentos, o colchão em que ele estava sentado, ficou com um buraco.

A mãe afirmou que tinha visto o seu filho com o aparelho. Ela tomou o celular e o guardou em um cômodo da casa. Logo após, a criança pegou o telefone e ligou na tomada para carregar enquanto jogava. Pouco tempo depois, a mulher ouviu o barulho da explosão e o grito do menino.

Assustada, a mãe chegou e viu o celular em cima do colchão pegando fogo. O menino foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, também na Zona Oeste do Recife. O menino foi redirecionado para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, no centro da capital pernambucana.

A genitora aponta que o seu filho está internado na Unidade de Queimados do HR. Ele se encontra com queimaduras de segundo e terceiro graus nos braços, mãos, tórax e no queixo. O garoto não corre risco de vida.

Mais quatro agências do Itaú fecham as portas na Bahia e afetam quase 32 mil clientes; veja cidades


Apenas em março, cinco agências do Itaú foram desativadas, impactando 56 mil clientes |  Reprodução/Google Street View

por Redação BNews

Mais quatro agências do Itaú serão fechadas na Bahia ainda em abril. As unidades, localizadas em Valença, Senhor do Bonfim, Catu e Praia do Forte, devem impactar diretamente cerca de 31,9 mil pessoas, entre clientes e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que terão suas contas transferidas para outras cidades.

Segundo a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, o encerramento das unidades causa prejuízos principalmente para quem depende do atendimento presencial, uma vez que moradores devem se deslocar para municípios vizinhos para acessar serviços bancários.

Ainda de acordo com a Feebbase, os sindicatos da categoria já acionaram o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia diante da sequência de fechamentos no estado. Somente em março, cinco unidades do banco foram desativadas, afetando cerca de 56 mil clientes. A entidade também informou que pretende levar a situação ao Ministério Público, citando possíveis problemas como superlotação nas agências restantes, queda na qualidade do atendimento e sobrecarga dos funcionários.

Veja o que muda

Nesta quarta-feira (22), duas agências já tiveram seu último dia de funcionamento. Em Catu, cerca de 9 mil clientes e 300 beneficiários do INSS serão direcionados para uma unidade em Alagoinhas. Já na Praia do Forte, aproximadamente 4,7 mil clientes passarão a ser atendidos em Lauro de Freitas.

As unidades de Valença e Senhor do Bonfim foram fechadas no último dia 15. No caso de Valença, cerca de 8 mil clientes e 1,2 mil beneficiários foram transferidos para Santo Antônio de Jesus, a cerca de 76 quilômetros de distância. Em Senhor do Bonfim, mais de 8,2 mil clientes e 488 beneficiários passaram a ser atendidos em Juazeiro, a 125 quilômetros. A agência também concentrava mais de 1,2 mil contas-salário de servidores públicos.

Dados do Sindicato dos Bancários apontam ainda que o Itaú lidera o número de encerramentos de unidades em Salvador em 2025, com nove agências fechadas em bairros como Imbuí, Barra, Pituba, Tancredo Neves, Brotas, Itaigara, Graça, Cajazeiras e Cabula.

Até o momento, o banco não se manifestou sobre os novos fechamentos.

FALIU? Consul e Brastemp têm fábrica fechada e causa impacto no mercado de eletrodomésticos

Whirlpool, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, encerra unidade na Argentina e transfere produção para o Brasil |  Divulgação

por Redação Bnews

A decisão de uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo acendeu um alerta no setor. A Whirlpool, responsável por marcas como Consul e Brastemp, confirmou o fechamento de uma de suas fábricas na Argentina e a transferência da produção para o Brasil.


A unidade desativada fica em Pilar, e o processo faz parte de uma reorganização global da companhia. A produção que era realizada no local será concentrada na planta de Rio Claro, no interior de São Paulo, considerada estratégica para as operações da empresa na América Latina.

Para viabilizar essa mudança, a multinacional adquiriu ativos industriais da operação argentina por cerca de US$ 36,7 milhões (aproximadamente R$ 194 milhões). Os equipamentos serão gradualmente transferidos e adaptados às fábricas brasileiras, seguindo um cronograma que inclui ajustes técnicos e logísticos.

Em comunicado, a empresa explicou que a decisão busca aumentar a eficiência e otimizar recursos. A companhia também destacou que o abastecimento do mercado argentino não será interrompido, já que os produtos continuarão sendo enviados a partir de outras unidades do grupo.

“A implementação da internalização e a plena utilização dos ativos adquiridos observarão cronograma de transição, contemplando, entre outras etapas, a adaptação e instalação dos equipamentos nas unidades fabris brasileiras selecionadas e ajustes operacionais e logísticos necessários para a manutenção do abastecimento dos mercados atendidos”, afirmou a Whirlpool no comunicado desta segunda-feira.

Apesar do impacto da medida, o movimento não significa o fim das operações das marcas, mas sim uma reconfiguração da estrutura produtiva. A estratégia reforça o papel do Brasil como polo industrial relevante dentro da operação global da empresa.

Mendonça autoriza saída de Daniel Vorcaro para exames médicos

Decisão do STF permite deslocamento com escolta da Polícia Federal

Victória Batalha

Daniel Vorcaro passou mal durante a segunda-feira 20 | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a ida de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a um hospital para a realização de exames médicos.

A decisão, publicada na noite desta quarta-feira, 22, atende a um pedido da defesa do ex-banqueiro. O magistrado permitiu o deslocamento sob custódia, com organização da Polícia Federal (PF). Por questões de segurança, o despacho não informa data nem horário da saída.

O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília; durante exames, foi notado presença de sangue na urina| Foto: Reprodução/X

Antes do pedido, Vorcaro apresentou quadro de saúde dentro da Superintendência da PF, em Brasília. Na segunda-feira 20, ele passou mal e chegou a urinar sangue. Um médico da equipe de Ludhmila Hajjar avaliou o ex-banqueiro na cela.

Defesa de Vorcaro cita urgência e quadro clínico

Ao STF, a defesa afirmou que o estado de saúde exige avaliação fora do ambiente prisional para identificar a causa da hematúria. Os exames preliminares realizados na unidade contribuíram para a decisão.

Vorcaro ficou cinco dias sem contato com advogados em razão de uma dedetização na sede da PF. O procedimento começou na última sexta-feira, 17, e a restrição se estendeu até o feriado de Tiradentes. Ele retomou as reuniões com a equipe jurídica nesta quarta-feira.

O ex-banqueiro está preso preventivamente desde 4 de março, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura a venda de carteiras de crédito consideradas fraudulentas ao Banco Regional de Brasília.

Moraes prorroga inquérito sobre suposta desobediência de Monark

Polícia Federal pediu mais prazo para analisar material digital e concluir relatório

Fábio Bouéri

O influenciador digital Bruno Monteiro Aiub (Monark) | Foto: Reprodução/Redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias o inquérito da Polícia Federal (PF) que apura suposta desobediência a decisões judiciais por parte do influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark. A decisão foi assinada nesta quarta-feira, 22.

Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal, que solicitou mais tempo para concluir as investigações e apresentar o relatório final. O inquérito foi instaurado depois dos protestos de 8 de janeiro de 2023, quando foram determinadas medidas como o bloqueio de perfis em redes sociais e a preservação de dados de contas que teriam divulgado conteúdos de incentivo às manifestações.

Moraes: ordem para bloqueio de canais

Os desdobramentos do caso citam ordens do ministro para que plataformas digitais bloqueassem canais vinculados a Monark e fornecessem informações cadastrais. Entre essas plataformas está a Rumble, proibida de operar no Brasil por decisão do ministro.

Em manifestação apresentada ao STF, a Polícia Federal justificou que a prorrogação se deve ao grande volume de material digital no processo. Segundo a corporação, houve dificuldade técnica para baixar e organizar os arquivos, além de limitações do sistema da Corte, que não permitiria download em lote.

“Não obstante tais dificuldades, informo que a equipe de análise já se encontra devidamente alinhada e operando sobre o material agora organizado. Com a etapa de extração concluída, a confecção da Informação de Polícia Judiciária encontra-se em estágio avançado, visando a uma entrega tecnicamente precisa e que atenda integralmente às expectativas de Vossa Excelência”, informou a PF, em documento enviado ao ministro.

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