RADIO WEB JUAZEIRO



TEMPO QUE FALTA PARA AS ELEIÇÕES

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Jornal critica interferência judicial e defende liberdade nos debates

O Globo afirma que decisões que alteraram as regras do debate presidencial ameaçam a liberdade de imprensa

Fábio Bouéri


Momento em que o jornalista César Tralli informa o cancelamento do debate em razão da interferência da Justiça nas regras | Foto: Reprodução/TV Globo

Em editorial publicado nesta quinta-feira (1º), O Globo criticou as decisões judiciais que levaram ao cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência que seria realizado pela TV Globo.

Sob o título “Sem liberdade, não há debate”, o jornal defendeu a ideia de que veículos de comunicação tenham autonomia para definir as regras de seus próprios debates eleitorais.

Caso gera insegurança, diz jornal

O editorial considera que as decisões tomadas pela Justiça Eleitoral às vésperas do encontro criaram insegurança e interferiram na organização do evento. Para o jornal, a liberdade de imprensa inclui a possibilidade de as emissoras estabelecerem os critérios para participação dos candidatos e condução dos debates.

A publicação também sustenta que a intervenção judicial em questões editoriais pode comprometer o próprio objetivo dos debates, que é permitir aos eleitores comparar propostas e posições dos candidatos.

O cancelamento ocorreu depois de decisões judiciais alterarem regras previstas para o encontro. Em comunicado, a Globo afirmou que as determinações provocaram insegurança jurídica e representaram interferência indevida na liberdade dos veículos de imprensa para organizar debates eleitorais.

Tabelinha Gilmar-Renan afasta Flávio Bolsonaro e TV Globo cancela debate


 

Van Hattem declara voto em Flávio no 1º turno e pede que Novo faça o mesmo

Candidato ao Senado pelo RS anunciou decisão depois de TSE censurar Globo e de Gilmar impor presença de Renan em debate

Edilson Salgueiro


O deputado pediu que outros integrantes do Novo considerem apoiar Flávio ainda no primeiro turno | Foto: Reprodução/YouTube

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, declarou na noite desta quinta-feira, 1º, que votará em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente no primeiro turno das eleições. Até então, o parlamentar pretendia apoiar Romeu Zema, candidato de seu próprio partido ao Palácio do Planalto.

Van Hattem anunciou a decisão durante a live “Sem Censura”, comandada por Flávio depois do cancelamento do debate presidencial da TV Globo. “Chegou o momento de dizer: tem de ser em primeiro turno, tem de ser no domingo, porque mais três semanas nas mãos desse STF, o Brasil pode não durar”, afirmou.

O deputado pediu que outros integrantes do Novo considerem apoiar Flávio ainda no primeiro turno. Ao fazer o apelo, elogiou Zema. “Quero repetir, Flávio, com todo respeito e admiração que tenho pelo Zema, que é um grande cara, espero que ele também e o resto do partido possam tomar esse mesmo caminho”, disse.

Van Hattem ampliou um movimento que já alcançava outros candidatos do Novo. Marina Helena, candidata a deputada federal por São Paulo, e Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Distrito Federal, estão entre os nomes da legenda que decidiram apoiar Flávio.

No Rio Grande do Sul, candidatos do Novo também começaram a pedir votos para Flávio nesta reta final. Felipe Camozzato, candidato a deputado federal, chegou a divulgar material de campanha ao lado do senador. A direção partidária deu aval a filiados para que alterassem peças eleitorais. Até então, Van Hattem mantinha proximidade com Flávio, mas ainda não havia declarado voto nele e tampouco havia se engajado na campanha presidencial de Zema.

TSE censura Globo

Van Hattem deu a declaração depois de a Globo cancelar o último debate presidencial antes do primeiro turno. A emissora recebeu, poucas horas antes do programa, duas decisões judiciais que alteraram regras acertadas previamente com os partidos.

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da coligação de Lula e proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio destinado ao presidente, que decidiu não comparecer ao debate. A regra que previa a manutenção do púlpito havia sido assinada pelos partidos, inclusive o PT.

Estela também proibiu perguntas dirigidas ao candidato ausente. A ministra entendeu, em decisão liminar, que a regra poderia provocar desequilíbrio na disputa e pressionar candidatos a comparecerem, apesar do caráter facultativo da participação em debates eleitorais. Não há, nem na Constituição nem na lei eleitoral, nenhuma diretriz que dê suporte à decisão da ministra.

Como mostrou Oeste, Estela integrou o governo Lula antes de chegar ao TSE. Em 2023, atuou como assessora especial do então ministro da Justiça, Flávio Dino, que lhe delegou a coordenação das políticas de direitos digitais da pasta. Em 2018, Estela esteve entre 152 juristas que assinaram um manifesto em defesa da candidatura de Lula à Presidência. O documento foi divulgado pelo próprio PT.

Gilmar entra em cena

Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Globo incluísse Renan Santos, candidato da Missão, no encontro. A ordem veio depois de o presidente do TSE, Nunes Marques, ter rejeitado pedido apresentado por Renan para garantir sua presença.

Flávio anunciou então que não compareceria ao debate. “Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, afirmou. Lula já havia recusado o convite e marcou uma entrevista ao Flow Podcast para o mesmo horário.

A Globo decidiu cancelar o debate. Em comunicado, informou que as determinações de Estela e Gilmar interferiam nas regras previamente acordadas para o debate.

Estela Aranha, ministra do TSE que censurou a Globo, doou para campanhas de Erika Hilton e Jean Wyllys

Magistrada colaborou financeiramente para dupla do Psol; em 2022, ela pediu voto para Luiz Inácio Lula da Silva

Anderson Scardoelli


Ministra Estela Aranha, durante sessão plenária do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Luiz Roberto/TSE

Responsável pela decisão desta quinta-feira, 1º, que impôs censura à TV Globo e resultou no cancelamento do debate presidencial organizado pela emissora, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem histórico de contribuir financeiramente em favor de candidatos da esquerda. Ela já doou dinheiro a campanhas de Erika Hilton e Jean Wyllys.

A doação mais recente feita pela magistrada se deu na disputa eleitoral de 2022. Na ocasião, Estela destinou R$ 750 para a campanha de Erika Hilton. Naquele ano, a candidata apoiada pela hoje ministra do TSE foi eleita deputada federal pelo Psol de São Paulo, partido e Estado pelos quais ela tenta se reeleger neste ano.

Em 2018, Estela doou a outro político então filiado ao Psol. Ela transferiu R$ 1 mil para a campanha de Jean Wyllys, que viria a conquistar o direito a exercer um terceiro mandato consecutivo como representante do povo do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados. Com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, ele se disse ameaçado, desistiu da atividade parlamentar e se mudou para a Europa, onde morou em Berlin (Alemanha) e Barcelona (Espanha). Para este ano, Wyllys tenta voltar ao cargo de deputado federal, mas agora em militância pelo PT paulista.

Um integrante do PT também contou com apoio financeiro de Estela. Nas eleições municipais de 2004, ela doou R$ 800 à campanha de Nabil Bonduki, que concorria ao cargo de vereador em São Paulo. O petista não teve êxito e ficou apenas com a suplência. Assim como Hilton e Wyllys, Bonduki, que segue a defender o Partido dos Trabalhadores, busca se eleger deputado federal em 2026.

O site do jornalista Claudio Dantas publicou as informações sobre as doações feitas por Estela Aranha. Oeste confirmou os valores em registros da Justiça Eleitoral.

Estela Aranha pediu voto para Lula

Durante a disputa eleitoral de 2022, Estela Aranha foi além de colaborar financeiramente com Erika Hilton. Ela gravou vídeo em que pediu voto para o então candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

Advogada, Estela ganhou vez na estrutura do poder com a eleição de Lula. De janeiro de 2023 a março de 2024, atuou no Ministério da Justiça e Segurança Pública, tendo Flávio Dino como chefe. Passou pelas funções de assessora de ministro e secretária de Direitos Digitais.

Estela se tornou assessora especial do presidente da República no fim de setembro de 2024. Desempenhou a função até fevereiro de 2025, quando deixou o Palácio do Planalto para ser assessora no gabinete da presidência do TSE, momento em que a Corte tinha a ministra Cármen Lúcia como presidente.

Indicada por Lula, Estela Aranha tomou posse como ministra do TSE em 5 de agosto do ano passado. No cargo, resolveu acatar pedido do PT e vetou, por meio de decisão monocrática, a decisão da Globo de expor púlpito vazio para ilustrar a ausência do petista no debate. Para a magistrada, a emissora poderia “constranger” o candidato.

Diante do parecer de Estela e de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no evento, a Globo decidiu cancelar o debate presidencial. A emissora reclamou de “insegurança jurídica” e de “interferência indevida” na imprensa.

Eleições: campanha de 2026 foi marcada por crises inéditas

Cientista político Emerson Saraiva afirmou a Oeste que nunca houve tanta interferência do Judiciário nos meses que antecederam a eleição, principalmente em setembro

Eugenio Goussinsky


Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram uma das maiores crises na história do STF | Foto: Antônio Augusto/STF

Os acontecimentos que antecederam estas eleições no Brasil poderiam, no futuro, inspirar um livro intitulado Setembro, semelhante a Agosto, de Rubem Fonseca, romance que recria a sequência de fatos anteriores à morte de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. A diferença é que agora não se trata da morte de alguém, mas da possibilidade de esgotamento de um modelo político iniciado nos anos 2000, encabeçado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A intensidade dos acontecimentos, porém, é inédita na história do país, com a inclusão de temas como religião e um escândalo bancário que envolve suspeitas de participação direta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essas controvérsias também respingaram nos candidatos, conforme afirmou a Oeste o cientista político Emerson Saraiva, especialista em marketing eleitoral.

“Sem dúvidas esta campanha ficará marcada por essa sequência frenética de fatos e polêmicas vindos das mais diversas fontes e que envolvem atores que antes não apenas não estavam envolvidos diretamente no debate como eram os responsáveis por ordenar o processo, como é o caso do Judiciário.”

Antes de surgir, na quinta-feira, 24, a informação falsa de que haveria, entre aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, revelações de supostas conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, já ditavam o ritmo da campanha.

Um relatório da Polícia Federal (PF) divulgado em 1º de setembro revelou o envio de dezenas de mensagens por Vorcaro a um número atribuído a Moraes nos dias que antecederam a primeira prisão do ex-banqueiro, em novembro de 2025.

Desde então, depois da interrupção, por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, da sessão extraordinária que definiria se Moraes seria ou não julgado por seus pares, o ministro praticamente saiu de cena.

As mensagens foram expostas depois que o ministro André Mendonça, então relator do processo, retirou o sigilo de investigações e diálogos extraídos do celular de Vorcaro. Essas conversas continham menções a ministros da Corte, entre eles Moraes, e políticos. A situação gerou uma das maiores crises entre ministros do STF.

Dias que antecedem as eleições de 2026

Nas mensagens de Vorcaro, havia consultas sobre fuga e operações. Também foram levantados indícios de contratos milionários que envolvem o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, um deles de R$ 131 milhões, além de repasses e negociações de cotas de aeronaves, entre elas um jatinho e um helicóptero.

Isso sem contar a polêmica que envolve mensagens de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio sempre afirmou que o financiamento recebido para a produção do filme foi privado e negou ter recebido qualquer dinheiro. Lula se encontrou com Vorcaro no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024, em uma visita que não estava previamente agendada.

Ainda em relação ao Master, o senador Jaques Wagner (PT-BA) passou a ser investigado pela PF por suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro que envolveu a cúpula do banco. Foram revelados indícios de vantagens indevidas ligadas a ex-gestores da instituição, como Vorcaro e Augusto Ferreira Lima. A investigação levou o parlamentar a deixar a liderança do governo no Senado em junho. Wagner negou irregularidades.

Nesse contexto, Emerson acredita que os dois últimos dias que antecedem o pleito deverão ser muito agitados. “O final da campanha será completamente caótico, e a tendência é que surjam situações que nunca se viu em campanhas passadas”, avaliou o cientista político.

“Isso pode causar grandes estragos e gerar movimentações importantes, mas a maior possibilidade mesmo é que nesse cenário de entropia as forças se anulem e o eleitor não leve em consideração esses conteúdos, até pela impossibilidade de validar o que é verdade e o que não é.”

Em quem você vai votar no domingo?

Entre ‘vices’ de senador, deputado, governador e presidente, são quase 2 mil vagas

Artur Piva


Paraná Pesquisas: eleitores 'confirmariam' vitória de Ricardo Nunes (MDB) contra Guilherme Boulos (Psol) e Pablo Marçal (PRTB) | Foto: Divulgação/TRE-RN

No domingo 4 de outubro, 1.790 vagas estarão em disputa para o sistema político no comando do país. O brasileiro vai às urnas votar nos candidatos para cargos federais e estaduais no Legislativo (senadores, seus suplentes, e os deputados) e no Executivo (governadores, presidente e os respectivos vices).

O Legislativo concentra a maior parte das vagas. São quatro tipos de cargos. O mais importante deles é o senador. Existem apenas três para cada Estado e o Distrito Federal. O mandato é de oito anos. Nas eleições de 2026, a disputa será por duas das três cadeiras. A restantes fica para o pleito seguinte.

Cada voto em um determinado senador também vale para seus suplentes. Eles funcionam como vices, assumem se o titular deixa o cargo de modo temporário ou definitivo, e essa substituição é frequente. Acontece, por exemplo, quando um senador se licencia para assumir. Carlos Fávaro viveu exatamente assim de janeiro de 2023 a abril de 2026, período em que foi ministro da Agricultura.

É diferente da situação dos deputados federais. O mandato é de quatro anos, assim como acontece com o restante dos cargos do pleito. Além disso, não há nenhuma figura diretamente similar ao vice desse tipo parlamentar propriamente. O voto favorece tanto o candidato quanto a legenda. Na prática, o mandato pertence ao partido. De fato, quando um deputado se afasta ou perde o cargo, também dá o lugar a um suplente. Mas o substituto é o parlamentar mais bem votado do partido ou federação que não conseguiu votos suficientes para obter a vaga — essa regra vale tanto para os deputados estaduais quanto para os federais.

A quantidade de deputados varia de acordo com a população de cada lugar, atendido o mínimo e o máximo determinado pela Constituição. O piso é oito na Câmara Federal e 24 nas Assembleias estaduais. Amazonas é o Estado nessa situação com o maior número de habitantes (quase 4,3 milhões), e Roraima tem a menor (761 mil). No outro extremo, São Paulo aparece com a maior população (46 milhões) e mais deputados estaduais (94) e federais (70). O segundo lugar com fica Minas Gerais: 21 milhões de pessoas, 77 parlamentares na Assembleia e 53 na Câmara.

Entre senadores, seus suplentes e os deputados, são 1.734 vagas, a somar todo o país. Em todas, haverá apenas a disputa no primeiro turno. É diferente nos cargos no Executivo. Nesses casos, o desempenho dos candidatos determinará se haverá segundo turno. Para liquidar a disputa neste domingo, a chapa vitoriosa precisa de mais de 50% dos votos válidos, excluídos do cálculo os votos brancos e nulos.

Vox Brasil: Flávio tem 48,2% contra 45,2% de Lula no 2º turno

No 1º turno, o senador registra 41,2%, ante 40,4% do petista

Isabela Jordão


Diferença de 3 pontos porcentuais no segundo turno está dentro da margem de erro da pesquisa | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 48,2% das intenções de voto contra 45,2% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira, 2. A diferença de 3 pontos porcentuais está dentro da margem de erro de 2,15 pontos.

Nesse cenário, 2,5% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos. Outros 4,1% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa ouviu presencialmente 2,1 mil eleitores em todo o país entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios da Vox Brasil e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00148/2026.

Frente Parlamentar da Agropecuária declara apoio a Flávio Bolsonaro no 1º turno

Decisão da bancada do agro antecipa escolha que o grupo costumava fazer na segunda etapa da disputa presidencial

Letícia Alves


O candidato Flávio Bolsonaro | Foto: Marina Uezima/Reuters

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O anúncio ocorreu às vésperas do primeiro turno e antecipou uma definição que a bancada do agro costumava deixar para a segunda etapa da eleição.

Em nota, a FPA afirmou que o plano de governo do candidato converge com as prioridades e as demandas do setor. A bancada também disse acreditar que, a partir de 2027, poderá alcançar no Congresso “soluções que tragam um novo ambiente econômico de estabilidade, previsibilidade e prosperidade”.

O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) preside a FPA até fevereiro de 2027. Meses antes da eleição, ele afirmou que a bancada mantinha a tradição de apoiar, no segundo turno, “o candidato de direita que sobrou”. Segundo Lupion, a maioria dos integrantes estaria com a direita.

Deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) | Foto: Divulgação/FPA

Caiado disputava apoio do agronegócio

Em 2022, a FPA apoiou formalmente a reeleição de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, contra Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Na disputa atual, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também busca representar o setor. Produtor rural, ele presidiu a União Democrática Ruralista (UDR) e construiu parte de sua trajetória em pautas do agronegócio.

Durante a campanha, Caiado se definiu como “agro raiz” e chamou Flávio de “sabor agro”. A decisão da FPA aumenta a pressão para que o ex-governador apoie o senador caso não avance ao segundo turno.

Antes das convenções, Lupion disse que Caiado era “um amigo pessoal” e uma figura que a bancada admirava. O deputado, porém, condicionou a escolha à conjuntura eleitoral e à competitividade das candidaturas.

Lula chama Moro de ‘canalha’ e Dallagnol de ‘bandido’ em podcast

Presidente afirmou que ex-juiz e ex-procurador foram responsáveis por sua condenação na Lava Jato

Isabela Jordão


Lula havia agendado participação no Flow Podcast durante o horário em que aconteceria o debate presidencial na Globo | Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o senador Sergio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná, de “canalha” e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR), que disputa uma vaga no Senado, de “bandido” durante entrevista ao Flow Podcast na noite desta quinta-feira, 1º.

As declarações ocorreram no mesmo horário em que estava previsto o debate presidencial da TV Globo, cancelado pela emissora pouco antes do início, diante de decisões do Judiciário que interferiam no andamento da programação.

Ao comentar o caso que envolve a lobista Roberta Luchsinger e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Lula afirmou que o filho “terá de prestar contas” à sociedade. O presidente comparou a situação com o período em que foi preso em decorrência de sua condenação no processo do triplex do Guarujá.

“Quando eu estive acusado da maior infâmia jurídica que já foi feita neste país, eu poderia ter saído do Brasil, eu poderia ter ido para uma embaixada, eu resolvi ir para a Polícia Federal, porque eu queria provar o canalha que era o Moro, queria provar o bandido que era o Dallagnol”, afirmou Lula.

Lula relembra prisão e condenações da Lava Jato

A condenação de Lula em primeira instância foi proferida por Moro, então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, com base em denúncia apresentada pela força-tarefa da Lava Jato, do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná. A operação foi deflagrada em 2014 pela Polícia Federal e pelo MPF para investigar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro que envolviam a Petrobras, empreiteiras e políticos.

Lula ficou preso de abril de 2018 a novembro de 2019. Anos depois, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações do petista por questões relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba e reconheceu a suspeição de Moro no caso do triplex. Com as decisões, Lula recuperou os direitos políticos e pôde disputar a Presidência em 2022.

Deltan Dallagnol e Sergio Moro, ex-integrantes da Lava Jato | Fotos: Agência Brasil

Durante a entrevista, o presidente também criticou a cobertura da imprensa sobre seu caso. “O que eu fico chateado às vezes é que a imprensa avacalha com você a vida inteira, depois não tem coragem de pedir desculpas”, disse.

Lula afirmou ainda que passou 580 dias preso sem receber um pedido de desculpa dos responsáveis pelas acusações. “Ninguém que me acusou pediu desculpa. Ninguém. Mas um dia vai pedir, daqui a uns 50 anos.”

Na mesma fala, o presidente citou a postura da Globo em relação ao regime militar. “Como a ‘Globo’ só reconheceu o golpe militar depois de 50 anos, quem sabe um dia ela reconheça que eu era inocente”, afirmou.

Debate da Globo foi cancelado

Lula havia informado na quarta-feira 30 que não participaria do debate presidencial da Globo. Na quinta-feira, Flávio Bolsonaro (PL), que estava confirmado, também desistiu do evento. O senador declarou que a decisão ocorreu em razão da “censura imposta ao evento” pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pouco antes do debate, uma decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio destinado a Lula e determinou que os demais candidatos não poderiam fazer perguntas dirigidas ao presidente ausente.

Outra decisão judicial, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a participação de Renan Santos (Missão). A sequência de decisões levou a Globo a cancelar o debate. Em nota, a emissora afirmou que as medidas alteraram regras previamente acordadas e provocaram “insegurança jurídica”.

Lula participou do Flow no mesmo horário em que o debate seria realizado. Na entrevista, realizada no Palácio da Alvorada, o presidente também criticou o formato dos debates com muitos candidatos e afirmou que esses encontros são “infrutíferos”.

Lula chama Roberta Luchsinger de 'pilantra' e a compara a Vorcaro

Presidente nega contato com empresária investigada pela PF por suspeitas de tráfico de influência e lobby ilegal

Letícia Alves


Roberta Luchsinger posa ao lado de Lula em foto publicada por ela em novembro de 2022 | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a empresária e lobista Roberta Luchsinger de “pilantra” nesta quinta-feira, 1º, em entrevista ao Flow Podcast. Ele comparou a empresária ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na declaração, Lula voltou a negar contato com Roberta. A Polícia Federal (PF) investiga a empresária, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, por suspeitas de tráfico de influência e lobby ilegal.

“Eu não conheço essa Roberta”, disse o petista. “Nunca tive com essa Roberta. Posso ter tirado foto com ela como eu tiro com 1 milhão de pessoas. Acho que ninguém tira mais foto que eu nesse mundo.”

Lula disse que ouviu o nome de Roberta pela primeira vez durante seus processos judiciais. Segundo ele, a empresária afirmou na época que seu pai pagaria a fiança do petista. “Ela disse: meu pai é banqueiro, e meu pai vai dar dinheiro para pagar a fiança do Lula”, disse o presidente. “Foi a coisa mais ‘assim’ que ela disse. O que era mentira, ela não era filha de banqueiro porra nenhuma.”

Lula compara Roberta com Vorcaro

O presidente comparou a atuação de Roberta à de Vorcaro, também alvo de investigação. “Agora, pelo que eu sei, ela é uma pilantra muito grande”, continuou. “Ela muito se assemelha ao Vorcaro. Porque o Vorcaro conseguiu enganar um monte de gente. Ela também parece que enganou um monte de gente.”

O filho do presidente Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes sociais

Lula também contestou a declaração da empresária de que ele teria oferecido a ela um cargo no governo. “Ela chegou a dizer o seguinte: ‘O Lula me ofereceu o cargo que eu queria no governo’”, afirmou. “Isso é próprio de malandro. Sabe aquele cara que fica contando vantagem?”.

A PF apura possíveis relações de Roberta com interlocutores do governo federal e com Lulinha. Os investigadores analisam se ela usou contatos no poder público para intermediar interesses privados.

Além disso, a investigação examina mensagens entre Roberta e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. A apuração inclui tratativas sobre contratos públicos nos setores de saúde e tecnologia.

Folha diz que 'ataque de juízes prejudica neutralidade da eleição'

Jornal questiona decisões de Gilmar Mendes e Estela Aranha que mudaram regras do debate presidencial da TV Globo

Lucas Cheiddi


O decano do STF, Gilmar Mendes, durante sessão plenária - 4/3/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

A Folha de S.Paulo criticou, em editorial publicado nesta quinta-feira, 1º, decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alteraram as regras do debate presidencial da TV Globo. Para o jornal, as medidas “estão corroendo a autoridade da arbitragem do processo” eleitoral.

O texto cita duas decisões tomadas no mesmo dia. A primeira partiu do ministro Gilmar Mendes, que determinou a inclusão de Renan Santos, candidato do Missão, no debate da Globo. Antes, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e a ministra Cármen Lúcia haviam rejeitado pedidos para garantir a participação do candidato.

Gilmar considerou que as próprias regras da Globo permitiam a escolha de outro candidato depois da desistência de um participante. Lula havia informado que não participaria do debate. A decisão provocou críticas, porque o Missão não possui a representação parlamentar prevista na legislação para garantir presença obrigatória em debates.

No editorial, a Folha classificou a decisão de Gilmar como um “atalho processual e monocrático” e afirmou que Renan recebeu um “tíquete de presente”.

Decisão sobre ausência de Lula
Flávio Bolsonaro (à esq.) e Lula da Silva (à dir.): os dois candidatos favoritos ao segundo turno | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O segundo episódio citado pelo jornal envolveu a ministra Estela Aranha, do TSE. Ela proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula e também vetou perguntas dos demais candidatos dirigidas ao presidente ausente. A decisão atendeu a um pedido da federação formada por PT, PCdoB e Rede.

Segundo Estela, a participação em debates é facultativa. Na avaliação da magistrada, a exibição do espaço vazio poderia gerar efeitos além da simples informação sobre a ausência e criar desequilíbrio entre os participantes.

A sequência de decisões alterou as condições previstas para o encontro. Flávio Bolsonaro também desistiu de participar. Com as mudanças judiciais e a ausência dos dois candidatos, a Globo cancelou o debate.

No editorial, a Folha afirma que as intervenções judiciais durante a campanha “enfraquecem defesas da democracia”. O jornal também sustenta que a atuação de magistrados no processo eleitoral deveria ser “neutra, previsível e equidistante”.

Lula defende Jaques Wagner e nega ligação com Banco Master

Presidente afirmou que senador 'não tem nada a ver' com o caso e disse que petista quer prestar depoimento

Lucas Cheiddi

Lula e Jaques Wagner durante evento do governo federal na Bahia | Foto: Divulgação/GOVBA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o senador Jaques Wagner (PT-BA) durante entrevista ao Flow Podcast nesta quinta-feira, 1º. O petista negou que o parlamentar tenha relação com as irregularidades investigadas no Banco Master e no Credcesta.

“Jaques Wagner não tem nada a ver com isso”, afirmou Lula. “Tudo que o Jaques Wagner quer é ser chamado para prestar depoimento.” Segundo o presidente, o senador pretende apresentar sua versão às autoridades.

Lula também comentou a origem do Credcesta. Segundo ele, a operação começou a partir de uma política relacionada à distribuição de cestas básicas na Bahia. O presidente afirmou que Wagner “vendeu para eles”, e que, posteriormente, os compradores passaram a administrar a atividade.

Na entrevista, Lula disse ainda que a transformação da instituição em banco ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, quando Roberto Campos Neto presidia o Banco Central. Para o presidente, foi a partir desse período que surgiram as irregularidades que hoje estão sob investigação.

Wagner entrou no radar da PF
Fachada da sede do Banco Master, na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais

Jaques Wagner foi um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em junho. A investigação também alcançou Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e apontado pela PF como figura ligada às operações que envolvem o Credcesta.

O caso ganhou novo elemento depois de uma proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. Segundo o documento, o ex-banqueiro afirmou que um grupo político ligado a Wagner receberia R$ 3 milhões mensais. Desse total, R$ 2 milhões seriam pagos por meio de contrato entre o Master e a PKL One, empresa relacionada ao Credcesta. Outro R$ 1 milhão seriam pagos em espécie a aliados do senador.

A proposta, porém, não foi aceita. A Polícia Federal deixou as negociações, e a Procuradoria-Geral da República recusou o acordo por considerar insuficientes os elementos apresentados para corroborar os relatos.

Documentos presentes nas investigações confirmam a existência de um contrato entre a PKL One e o Master, com pagamentos mensais. Contudo, não comprovam, por si só, que os valores tenham sido destinados a Wagner ou a outros políticos. As defesas dos envolvidos negam as acusações de Vorcaro.

Wagner afirma que não é réu e que nem recebeu denúncia pelos fatos investigados. Ainda nega ter atuado em benefício do Banco Master.

O Globo aponta 'politização perniciosa' do Judiciário

Depois de cancelamento do debate, editorial do grupo afirma que medidas 'mancham' as credenciais democráticas de Lula

Erich Mafra


Estúdio vazio da TV Globo no Rio de Janeiro; por causa de decisões judiciais, emissora cancelou debate com candidatos a presidente da República — Rio de Janeiro (RJ), 1°/10/2026 | Foto: Manoella Mello/Globo

O jornal O Globo publicou um duro editorial para denunciar a “politização perniciosa” do Judiciário e afirmou que a interferência dos tribunais superiores “mancha” as “credenciais democráticas” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto reage ao cancelamento do debate presidencial previsto para esta quinta-feira, 1º.

O veículo acusou a Justiça Eleitoral de atropelar a Constituição e a liberdade de imprensa para blindar o candidato governista. A atitude do jornal ocorreu logo que a ministra Estela Aranha, indicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por Lula, proibiu a exibição do púlpito vazio do petista e vetou perguntas dos adversários ao ausente.

Favorecimento a Lula e desequilíbrio na disputa

O editorial classificou a manobra da magistrada como uma alegação “sem nexo” com o objetivo claro de favorecer a candidatura petista. A ingerência do TSE provocou também a desistência do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O jornal ressaltou que a regra do púlpito vazio funcionou sem contestação em eleições passadas. O texto lembrou que o próprio Lula faltou a confrontos no primeiro turno de 2006 e no evento da Band na atual campanha, cenários em que o espaço vago permaneceu no ar.

‘Afronta à liberdade de imprensa’

O veículo criticou também a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que alterou a lista de participantes horas antes do evento. A cúpula da emissora considerou o cancelamento a única resposta possível diante do casuísmo dos tribunais.

O texto concluiu que a ausência de Lula e o pedido de liminar ao TSE revelam desrespeito ao eleitorado e ao documento assinado por todas as campanhas. “Não há condição de realizar um debate livre se a Justiça intervém horas antes numa afronta à liberdade de imprensa”, afirma.

Musk volta a assessorar governo Trump em estudo sobre futuro das guerras

Foto: Divulgação / Casa Branca

O bilionário Elon Musk voltará a atuar oficialmente como assessor do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um estudo sobre o futuro dos conflitos militares.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30) pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante um discurso na base militar de Quantico, na Virgínia.

Segundo Hegseth, Musk será um dos responsáveis pelo chamado “Projeto Meridian”, iniciativa que pretende reunir especialistas para analisar como as guerras devem evoluir nos próximos anos.

“Estamos aproveitando uma fonte única de vantagem americana, uma que nossos adversários não têm: nossos inovadores, nossas grandes lideranças e nossos tecnólogos”, afirmou o secretário.

O projeto marca uma nova aproximação formal de Musk com o governo Trump após o bilionário ter deixado, em 2025, a função de conselheiro especial da administração.

Trajetória de Leonardo após morte de Leandro vai virar filme; confira

Foto: Divulgação

Os testes para a formação do elenco do longa “Não Aprendi a Dizer Adeus”, cinebiografia sobre a trajetória de Leandro e Leonardo, já começaram. O filme será dirigido por Jayme Monjardim e conta com a produção da Paris Filmes.

Luiz Carlos Vasconcelos, Cyria Coentro, Eduardo Borelli e João Henrique são alguns dos nomes cotados para o longa. Enquanto Alessandra Maestrini está sendo pensada como uma possível “Ede Cury”, assessora de imprensa, que faleceu em 2025, que trabalhou com Leonardo desde a época com Leandro. A equipe de produção está nos preparativos para o filme, enquanto o elenco é escolhido. O início das filmagens está previsto para o começo de novembro.

O roteiro focará na trajetória de Leonardo após a morte de Leandro, em 1998, vítima de um tumor de Askin, com os acontecimentos posteriores à perda do irmão ocupando um espaço central. A cinebiografia já era comentada no mercado musical, porém nunca foi confirmada oficialmente.

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal chega a R$ 82 mi no próximo sorteio

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3.065 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (1º). Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 82 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram 08, 10, 30, 38, 50 e 53.

Na faixa de cinco acertos, 47 apostas foram premiadas com R$ 49.503,22 cada. Outras 3.642 apostas acertaram quatro dezenas e vão receber R$ 1.053,03 cada.

O próximo concurso será realizado no sábado (3), às 21h. As apostas podem ser feitas até as 20h, no horário de Brasília, em qualquer lotérica do país ou pelos canais digitais da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Lula revela três conversas com Fachin sobre crise no STF e critica condução do caso

Por Mariana Brasil e Anna Júlia Lopes | Folhapress
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil / Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º) ter conversado com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, ao menos 3 vezes desde a revelação de mensagens que apontavam conexões entre magistrados e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A exposição dos diálogos, que tiveram origem no celular de Vorcaro, deflagrou uma crise sem precedente entre ministros da corte. "Eu conversei com o Fachin três vezes nesse processo todo. Eu falei: ‘Fachin, você não pode deixar a Suprema Corte ficar se digladiando entre ela’", afirmou Lula ao Flow Podcast.

O presidente concedeu a entrevista no mesmo horário em que ocorreria o debate da TV Globo e do qual Lula decidiu não participar.

Segundo o chefe do Executivo, ele teria dito ao ministro para que assumisse a responsabilidade quanto ao caso Master. Disse ainda que, na sua avaliação, Fachin não havia agido de forma correta no caso, mas que não cabia a ele "dar palpite".

Durante a entrevista, o petista falou sobre a sua relação com Donald Trump, criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua suposta ligação com o caso "Dark Horse" e falou sobre a rixa entre os magistrados da corte, especialmente entre o ministro André Mendonça e Alexandre de Moraes.

Ao falar sobre a sessão em que os magistrados deveriam discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro, Lula fez uma defesa de Flávio Dino, responsável por pedir vista e suspender a análise do caso.

De acordo com Lula, Dino é "muito competente" e o pedido de vista deveria ser um problema da própria corte, e não do presidente da República.

"Nesse caso do Flávio Dino, o que eu penso lendo na imprensa é que quando você começa a tirar o cobertor de cima, você percebe que não é só o contrato do Alexandre de Moraes [...] Tem gente que viajou no avião, recebeu não sei quanto de dinheiro, recebeu um resort. Então porque vamos julgar só um? Vamos julgar todo mundo", disse. A declaração sobre o resort faz referência a Dias Toffoli, que dividiu sociedade com um fundo de investimentos ligados a Vorcaro.

O presidente acrescentou que a "bronca" que muitos políticos bolsonaristas têm em relação a Alexandre de Moraes não é por conta do seu envolvimento com o Master, e sim por conta da prisão de Jair Bolsonaro. Entre bolsonaristas, Moraes é considerado o "algoz" do ex-presidente por ter conduzido os inquéritos das fake news e da trama golpista.

Caminhonete com 140 kg de maconha é interceptada pela PRF na BR-324

Ação ocorreu por volta das 3h, no km 601 da rodovia

Por Victoria Isabel
Foram apreendidos cerca de 140 quilos do entorpecente - Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu aproximadamente 140 quilos de maconha durante uma fiscalização na madrugada desta quinta-feira, 1º, na BR-324, em Salvador.

A ação ocorreu por volta das 3h, no km 601 da rodovia. Durante uma ronda, os policiais visualizaram uma caminhonete Chevrolet Montana branca trafegando em alta velocidade e de forma perigosa. Diante da situação, a equipe realizou a abordagem do veículo.

Durante a fiscalização, os agentes encontraram a droga acondicionada na caçamba e no banco traseiro da caminhonete. Ao todo, foram apreendidos cerca de 140 quilos do entorpecente.

O condutor, a droga e o veículo foram encaminhados à Polícia Civil, em Salvador, para a adoção das medidas cabíveis.
Veja vídeo:

Em fim de carreira, Messi acerta com time da segunda divisão da Espanha

Este será o segundo negócio do craque argentino no futebol espanhol

Por Gustavo Nascimento
Messi no Inter Miami - Foto: CHRIS CARTER | GETTY IMAGES VIA AFP

Cada vez mais perto de anunciar sua aposentadoria como jogador profissional, o argentino Lionel Messi chegou a um acordo com um clube da segunda divisão da Espanha, o Eldense. O camisa 10 do Inter Miami será o novo dono do clube espanhol, entrando de vez no mundo dos negócios do futebol.

O Eldense é o segundo time comprado por Messi na Espanha. O argentino também é dono do Cornellà, da Catalunha, que disputa a quinta divisão espanhola.

A compra ainda precisa da autorização do Consejo Superior de Deportes (CSD). O órgão espanhol terá de aprovar a mudança de controle antes da conclusão definitiva da operação.

Projeto de longo prazo

Fundado em 1921, o Eldense conquistou o acesso à segunda divisão recentemente. Sob a gestão de Messi, o time almeja chegar à elite do futebol espanhol pela primeira vez em sua história.

Para isso, o clube terá um plano de longo prazo que envolve as áreas esportiva, institucional e social, além da manutenção da identidade do Eldense.

Seu salário pode ser penhorado por uma dívida? STJ toma decisão

Entenda em quais situações a Justiça pode determinar a penhora do salário

Por Beatriz Rego
Fachada do STJ - Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que é possível penhorar o salário de um devedor para o pagamento de dívidas não alimentares, mesmo que a dívida seja inferior a 50 salários mínimos.

Segundo a decisão, a regra geral que impedia a penhora do salário pode ser mitigada de forma “atípica” para o pagamento da dívida e deve ocorrer quando não houver outros meios de pagar o débito e quando for comprovado que a penhora não compromete a subsistência do devedor.

Mas é importante lembrar que a possibilidade de penhora não significa que todo o salário do devedor poderá ser destinado ao pagamento de dívidas. O ministro Raul Araújo destacou que a exceção deve ocorrer entre duas “linhas”: abaixo do patamar de 50 salários mínimos e acima da “parcela remuneratória que garanta o mínimo existencial digno ao devedor e sua família”. Além disso, deverão ser analisados os princípios de necessidade, proporcionalidade e adequação.

A decisão foi tomada pela Corte Especial no julgamento do Tema 1.230, concluído no dia 15 de setembro. A tese deve orientar o julgamento de processos pelos tribunais no Brasil.

TV GLOBO FALA SOBRE O CANCELAMENTO DO DEBATE


Pronunciamentos - Os candidatos à Presidência da República que haviam confirmado presença no debate da Globo lamentaram o cancelamento do encontro após a emissora receber, na noite desta quinta-feira (1º), duas notificações de decisões judiciais que interferiam nas regras previamente acordadas.

Veja, abaixo, o que disseram os candidatos:

Augusto Cury (Avante)

"E vem também o STF, que ganha protagonismo. O STF deveria ser um dos alicerces da democracia, e alicerces ficam no solo, discretamente, como guardião da Constituição. Os debates representam o oxigênio da democracia. Sem os debates, nosso céu não tem estrelas, nossas manhãs não têm orvalhos. Sem os debates, você não conhece as ideias. Sem as ideias, você fica no obscurantismo."

Flávio Bolsonaro (PL)

"Essa insegurança jurídica, que é óbvia, todos percebem que já vem acontecendo, não é de agora. E agora, nesse momento, chegou no seu ápice. Poucos minutos antes de iniciar o debate da Globo, onde milhões de pessoas estavam aguardando ansiosamente para comparar as propostas dos candidatos e escolherem o seu candidato, para daqui a três dias comparecerem às urnas, na maior festa da democracia. E vem uma decisão, ou várias decisões, que corroboram com a censura."

Romeu Zema (Novo)

"Lamentável que, de última hora, tudo tenha mudado via decisão judicial, sem nenhum respaldo na legislação. O que nós estamos vendo é a politização total do Judiciário, que fica atuando não de acordo com a lei, mas de acordo com algum candidato que eles querem que ganhe, para poder manter os seus privilégios e corrupção, como nós temos visto."

Ronaldo Caiado (PSD)

"O que nós estamos assistindo hoje é uma afronta completa à democracia, onde o TSE e o Supremo Tribunal Federal amanhã, provavelmente, terão uma pretensão de se reunir entre eles e decidir quem vai ser o presidente da República. Isto é inaceitável. Comprometeram o resultado do processo eleitoral, impedindo que nós estivéssemos num debate, sendo que todos os partidos assinaram as regras."

FLÁVIO BOLSONARO FALA SOBRE O DEBATE


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

TÁ ROLANDO NAS REDES

TÁ ROLANDO NAS REDES

Pelo jeito nunca mais entrevistarei o Caiado. Na última, combinamos que só voltaria a entrevistá-lo se ele tiver mais de 2% nas urnas. Será que chegará a isso no domingo?


TÁ ROLANDO NAS REDES

FUI AGREDIDO PELOS CAPANGAS DO GILMAR MENDES

Um repórter chamado Sergio Tavares acompanhou a passagem do ministro Gilmar Mendes por Lisboa, Portugal, e disse ter sido agredido pelos seguranças do magistrado.

Na gravação, que aconteceu no dia 1º de junho de 2026, Sergio questiona a postura de Gilmar no STF e diz que ele perseguiu um homem inocente. "Não sente vergonha do falso golpe do Bolsonaro? Não tenha vergonha de perseguir um homem inocente num golpe criado por você?", questionou o repórter.

"Não tem vergonha de promover a censura, de libertar criminosos arbitrariamente? Órgão [STF] marcado por corrupção política e censura. Naõ tem vergonha de vir a Portugal fazer negócios obscuros e ilícitos? Ter mandado prender um repórter independente no Aeroporto de Guarulhos? Não queremos corruptos em Portugal", disparou o comunicador enquanto caminhava ao lado dos seguranças de Gilmar. O vídeo viralizou nas redes sociais e soma mais de 5 milhões de visualizações.

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