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TEMPO QUE FALTA PARA AS ELEIÇÕES

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Lula defende Lulinha e ex-assessor em caso de influência e repasses de lobista

Presidente rotula empresária de 'pilantra', mas minimiza empréstimo de ex-chefe de gabinete e investigações da PF

Erich Mafra


Lula e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução/ X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a inocência de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A Polícia Federal (PF) investiga a dupla por tráfico de influência e recebimento de dinheiro ligado a esquemas de lobby no governo.

O petista minimizou as apurações em trecho da entrevista gravada para o programa Canal Livre, da Band. “Eu acho que o Marcola é 100% inocente. Acho que meu filho é inocente”, declarou o presidente, ao sustentar que ambos continuam sujeitos ao trabalho dos investigadores.

Ataque a lobista e defesa de ex-assessor

A PF apura a atuação de Lulinha em associação com a empresária Roberta Luchsinger. Lula atacou a lobista durante o programa e tentou desqualificar seus relatos sobre acessos privilegiados no Palácio do Planalto. “O fato de uma pilantra como a Roberta estar falando o que ela quer falar… Isso não quer dizer nada”, afirmou o petista, ao chamá-la também de “picareta”.

O ex-chefe de gabinete de Lula admitiu ter recebido dinheiro de Roberta Luchsinger, mas alegou ter feito um empréstimo pessoal. O presidente defendeu o antigo auxiliar e justificou a transação financeira pela necessidade do funcionário. “O dado concreto é que ele pagou. Isso não pode ser considerado corrupção”, declarou o chefe do Executivo.

Tráfico de influência no INSS

A empresária prestou serviços para operadores ligados a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF rastreia a rede de contatos e os repasses de recursos direcionados a integrantes do círculo íntimo do presidente.

Lula declarou confiança na lealdade de Marcola ao longo dos anos de trabalho em seu gabinete. Os investigadores mantêm a apuração sobre a influência da dupla em decisões da administração pública.

Gilmar pede 'profunda reforma' em instituições do país

Decano do STF tenta se distanciar do banqueiro depois de revelações sobre encontros e contratos de ex-cunhado

Erich Mafra


"O endereço do caso Master está também na Faria Lima", declarou o decano | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou as redes sociais no domingo, 27, para pregar uma “profunda reforma” no Judiciário e no sistema financeiro. O discurso moralizador do decano ocorre dias depois de mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelarem reuniões em seu gabinete ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O magistrado chamou o modelo do Banco Master de “parasitário” e cobrou apurações do Ministério Público e da OAB contra juízes e advogados. A postura defensiva tenta reverter o desgaste provocado no STF pelas mensagens encontradas no celular do dono da instituição financeira.

Omissão de trecho e reunião no gabinete

No dia 18 de setembro, Gilmar usou um trecho de mensagem de Vorcaro para alegar que sempre contrariou os interesses do banco. O ministro citou a frase “Gilmar está contra mim” para defender sua imparcialidade nos julgamentos de precatórios do setor sucroalcooleiro.

O decano omitiu o início da mensagem do banqueiro, que revelava um pedido urgente de ajuda antes do recebimento do empresário em seu gabinete no STF. A Polícia Federal registrou a audiência privada entre o magistrado e o dono do Banco Master para tratar das ações bilionárias.

Almoço com autoridades e contrato de R$ 500 mil

Mensagens de Vorcaro revelaram ainda a articulação do banqueiro com a cúpula de Brasília. “Vou estar no almoço com Gonet. Gilmar deve estar”, escreveu o dono do banco em recado enviado a um advogado em janeiro de 2024.

As investigações mostraram também que o ex-cunhado do ministro, Chiquinho Feitosa, recebeu contrato de R$ 500 mil mensais de uma empresa ligada a Vorcaro. A reação do decano em defesa do cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios busca conter o impacto do escândalo sobre o STF.

Sarney segue internado em SP para tratar pneumonia bacteriana

Ex-presidente, de 96 anos, está no Hospital Sírio-Libanês desde quinta-feira; quadro clínico é estável e ele permanece sob cuidados do cardiologista Roberto Kalil Filho

Vanessa Araujo


José Sarney em discurso ao Senado | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente da República José Sarney, de 96 anos, segue internado no Hospital Sírio-Libanês, no Centro de São Paulo, para tratar um quadro de pneumonia bacteriana. Ele está na unidade desde a última quinta-feira, 24, segundo informou o hospital neste domingo, 27.

De acordo com o boletim médico, o quadro clínico é estável e o paciente permanece sob os cuidados coordenados pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho.

“O ex-presidente da República José Sarney encontra-se internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação clínica e continuidade do tratamento de um quadro de pneumonia bacteriana, inicialmente acompanhado em São Luís, no Maranhão”, diz a nota.

Histórico recente

A nova internação ocorre uma semana depois de Sarney ter recebido alta do UDI Hospital, em São Luís, onde ficou internado por três dias para tratar a mesma pneumonia. Desde então, o ex-presidente estava em cuidados domiciliares.

Na quinta-feira, ele partiu do Maranhão, onde mora, e chegou a São Paulo para realizar exames. Durante a internação anterior, Sarney chegou a se pronunciar nas redes sociais, afirmando que seu estado de saúde era “estável” e agradecendo as “mensagens, orações e manifestações de amizade”.

Trajetória

Nascido em abril de 1930, no Maranhão, José Sarney foi o primeiro presidente do Brasil depois da redemocratização, governando entre 1985 e 1990. Eleito de forma indireta como vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, assumiu a Presidência depois da doença e a posterior morte do titular. Sarney também exerceu três mandatos como senador, entre 1991 e 2015, e é imortal da Academia Brasileira de Letras.

Lula sobre uísque presenteado por Vorcaro: 'Se deu, já bebi' - *

Presidente tenta desqualificar declarações de Walfrido Warde sobre o Banco Master e nega influência no governo

Erich Mafra


Lula bebe água durante evento da Petrobras | Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o advogado Walfrido Warde. O petista afirmou que não controla os relatos de defensores e debochou do suposto envio de presentes durante entrevista exibida pela Band neste domingo, 27.

“Eu não sei se deu, mas se deu, já bebi”, declarou o chefe do Executivo. “Eu não fico contando quem me dá uísque.” A declaração respondeu a revelações sobre conversas em que o advogado relatou a Vorcaro agradecimentos do presidente pelo envio da bebida.

Lula acusa ‘Valfiro’ de exagero

Lula acusou Warde de tomar liberdade indevida ao prometer acesso facilitado ao Palácio do Planalto ao dono do Banco Master. Referindo-se ao advogado como “Valfiro”, o presidente tentou desqualificar a versão do defensor durante a entrevista. “Mas você acredita em tudo que um advogado lobista fala?”, questionou o petista. “Como é que eu posso controlar a língua do advogado?”

A PF encontrou áudios em que Warde afirmava ter recebido ligação do então chefe de gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O auxiliar teria cobrado um e-mail com os temas que o banqueiro pretendia tratar diretamente com o governo.

Versão oficial do Palácio do Planalto

Ao Poder360, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) negou o recebimento de presentes ou a existência de favorecimento ao empresário. O órgão informou que Lula esteve com Daniel Vorcaro em uma única reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024.

O petista sustentou que mensagens entre terceiros não comprovam a realização dos encontros ou pedidos de favores. O governo tenta conter o desgaste gerado pelas investigações sobre as relações do Banco Master com integrantes da administração federal.

Ministros veem ala do STF preparando terreno para contestar resultado eleitoral

Falas sobre politização do TSE reforçam preocupação nos bastidores

Cristyan Costa


Os ministros Flávio Dino, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes (25/02/2026) | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Ouvidos reservadamente pela Revista Oeste, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram que uma ala da Corte vem preparando terreno para uma eventual contestação do resultado eleitoral, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença o pleito.

Um dos alvos é o relator do processo do Banco Master no STF, André Mendonça, cuja atuação seria supostamente parcial.

Na leitura dos magistrados consultados pela coluna, o movimento no STF passa pela “construção de uma narrativa” segundo a qual decisões judiciais, investigações e vazamentos estariam sendo contaminados por “interesses político-eleitorais”.

“Estão criando clima para isso”, afirmou um deles, enquanto outro acrescentou que o ambiente servirá para “sustentar dúvidas” acerca da neutralidade das instituições envolvidas no processo eleitoral.

O pano de fundo das discussões é o relatório da Polícia Federal (PF) que revelou a troca de mensagens, por WhatsApp, entre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master.

No documento, havia pedidos de ajuda de Vorcaro ao juiz do STF.

O componente eleitoral

Parte desse alerta surgiu com manifestações públicas do decano do STF, Gilmar Mendes, a respeito do Master.

Na sessão em que poderia ter aberto uma investigação contra Moraes, Mendes acusou Mendonça de atuar com “inequívoco viés político-eleitoral”.

O decano dobrou a aposta ao chamar o colega de “pixuleco eleitoral”, visto que manifestantes inflaram um boneco de Mendonça, na Paulista, no 7 de Setembro.

Em outro momento da reunião no plenário, o decano afirmou que o fim do sigilo do processo, além do afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, haviam “ganhado tração conforme avançava o ciclo eleitoral”.

Meses antes, o próprio Mendes antecipou que o STF poderia servir como uma espécie de “instância revisora”, se o Tribunal Superior Eleitoral não atuar com imparcialidade durante a eleição deste ano. “Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral”, publicou Mendes no X. “Quem tenta engajar o tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer.”

Proibição das bets tem apoio nas redes, mas Lula é pouco associado à medida

Levantamento da AP Exata mostra que 68,2% das publicações sobre o tema não mencionam o presidente

Isabela Jordão


O presidente Lula durante a assinatura da medida provisória que proíbe novos aportes em bets; sites e aplicativos saem do ar em 6 de outubro, e a devolução dos saldos ocorre entre 9 e 14 do mesmo mês | Foto: Reprodução/YouTube/@Lula

A proibição das bets anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira, 25, repercutiu positivamente nas redes sociais, mas o petista aparece pouco associado à iniciativa. Segundo levantamento da consultoria AP Exata, Lula não é mencionado em 68,2% das publicações sobre o tema.

O estudo analisou 180 mil menções à medida provisória (MP) que proibiu as apostas on-line no Brasil publicadas no X e no Instagram em 25 e 26 de setembro. Em 18,6% das manifestações, o presidente é elogiado, recebe crédito pela decisão ou é defendido. Outros 6,2% apoiam a proibição, mas fazem ressalvas à atuação do governo.

“As críticas ao presidente exploram sobretudo a decisão anterior do governo de regulamentar o setor e a proximidade da eleição”, afirma Sergio Denicoli, CEO da AP Exata e cientista de dados. O estudo foi obtido e divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O anúncio ocorreu a nove dias da eleição e em meio à tentativa do PT de ampliar o apoio entre as mulheres, segmento em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem ganhando espaço nas pesquisas Quaest.

Celular mostra aplicativo de apostas esportivas, as chamadas bets; governo Lula regulamentou esse tipo de apostas em 2023 | Ilustração: Shutterstock/Gerado por IA

Regulamentação das bets no governo Lula alimenta críticas

A popularidade da proposta de proibir as apostas encontra respaldo em pesquisas de opinião. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado neste mês revela que 75% dos brasileiros concordam total ou parcialmente com a retirada das bets do país. Entre as mulheres, o índice chega a 82%, ante 68% entre os homens.

A repercussão favorável à proibição, contudo, contrasta com o histórico da atuação do governo petista no setor. Embora Lula agora defenda o fim das apostas em nome da proteção das famílias, foi durante seu mandato que a atividade passou a contar com regras de funcionamento e tributação.

As apostas on-line foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer. No mandato de Jair Bolsonaro, as empresas continuaram operando sem a regulamentação específica, que seria estabelecida posteriormente.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa Atlas/Bloomberg

Com a chegada de Lula ao poder, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu a regulamentação. Na ocasião, Haddad criticou a gestão anterior e afirmou que o governo Bolsonaro havia sentado “em cima do problema, como se ele não existisse”.

A legislação foi sancionada por Lula em dezembro de 2023, depois da aprovação pelo Congresso Nacional. A norma estabeleceu requisitos para a exploração das apostas, regras tributárias, critérios para a distribuição da arrecadação e sanções para empresas que descumprissem as exigências.

A mudança permitiu organizar a atividade sob um marco regulatório, em vez de manter o setor sem as regras específicas que passaram a valer posteriormente.

O histórico legislativo também expõe uma contradição entre o discurso atual de proteção às famílias e a posição adotada pela base governista durante a discussão da regulamentação.
Aliados de Lula no Congresso votaram contra uma emenda que impediria beneficiários de programas sociais de apostar em bets | Foto: Montagem/Revista Oeste

Na tramitação do projeto que estabeleceu as regras para as bets, as bancadas do PT e do governo na Câmara votaram contra uma emenda que impediria beneficiários de programas sociais de fazer apostas on-line.

O projeto de regulamentação havia sido enviado ao Congresso pelo próprio governo Lula e acabou aprovado com votos de parlamentares governistas. A lei foi sancionada pelo presidente em dezembro de 2023.

Agora, ao anunciar a proibição, Lula apresenta a proteção das famílias como justificativa para a medida. Nas redes sociais, porém, a iniciativa ainda aparece pouco vinculada ao presidente, enquanto as críticas identificadas pela AP Exata destacam justamente a decisão anterior de regulamentar o setor e o contexto eleitoral do anúncio.

A briga dos sobrenomes na disputa pelo Senado da PB

Corrida entre Nabor Wanderley (Republicanos-PB), pai de Hugo Motta (Republicanos-PB), e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), irmão de Vital do Rêgo Filho, vira teste de poder dos comandos da Câmara e do Tribunal de Contas da União

Yasmin Alencar


O senador Veneziano Vital do Rêgo e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Reprodução/Senado/Câmara

A corrida ao Senado pela Paraíba virou um duelo com endereço em Brasília. De um lado, Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados. Do outro, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), irmão de Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Os dois candidatos já andaram no mesmo grupo político e hoje trocam acusações públicas — e, na prática, cada voto no Estado pesa como um teste de força entre o comando da Câmara e o comando da Corte de Contas do país.

O currículo federal dos dois clãs ajuda a entender o tamanho da queda de braço. A trajetória política de Veneziano Vital do Rêgo começou em 2004, quando ele foi eleito prefeito de Campina Grande (PB). Dois anos depois, seu irmão Vital do Rêgo Filho foi eleito deputado federal. No mandato seguinte, Vital chegou ao Senado, onde ficou por quatro anos antes de se lançar candidato a governador em 2014, na tentativa de dar palanque à então presidente Dilma Rousseff (PT). Depois do impeachment de Dilma, Vital migrou para o TCU, ciente da dificuldade de se reeleger senador.

Já Motta ganhou projeção ao presidir a CPI da Petrobras na Câmara em 2015. Depois de oito meses e 132 depoimentos, o relatório aprovado não pediu o indiciamento de políticos suspeitos de propina, isentou Lula, Dilma e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e descartou a tese de corrupção institucionalizada. À época, parlamentares acusaram a comissão de blindar o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Nabor Wanderley é pai do presidente da Câmara, Hugo Motta, concorre ao Senado em 2026 I Foto: Reprodução/Instagram

Nos bastidores dessa disputa na Paraíba, quem opera com discrição é o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Aguinaldo é próximo de Motta, que ascendeu no Republicanos ao se aliar a Marcos Pereira para transformar a legenda em uma força do centrão, ao lado do PP. Tanto o PP quanto o Republicanos tiveram influência no governo Bolsonaro, apesar da falta de apoio explícito à reeleição do ex-presidente na Paraíba. Segundo apurou Oeste, Aguinaldo e Hugo costumam se reunir com prefeitos em um escritório em João Pessoa para negociar apoios e adesões. A irmã de Aguinaldo, a senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), é suplente de Nabor.

A mão do grupo na máquina federal também não é de agora. Em agosto de 2013, no governo Dilma, o paraibano Nelson Negreiros assumiu a Secretaria de Aeroportos da Secretaria de Aviação Civil, então sob o comando de Moreira Franco. À época, a indicação partiu do próprio Vital do Rêgo Filho. O episódio dá a dimensão da capilaridade que a família construiu em Brasília muito antes de a disputa deste ano chegar às ruas do Estado.

Apesar disso, no interior paraibano, quem larga na frente é Nabor. Os apoios dos prefeitos subiram a cada levantamento: em abril, o portal local Polêmica Paraíba contava 138 para Nabor e 116 para Veneziano; em julho, 158 a 117; em agosto, 162 a 118. Em setembro, o jornal Folha de S.Paulo divulgou que Nabor teria cerca de 180 dos 223 prefeitos do Estado, entre eles gestores de partidos adversários, e associou o avanço ao peso de Motta sobre emendas, obras e articulação política.
Veneziano Vital, Lula e Vital do Rêgo, presidente do TCU, durante um jantar | Foto: Reprodução/Redes sociais

Recentemente, Motta afirmou que Veneziano usaria a influência do irmão no TCU para pressionar prefeitos. “Veneziano usa a influência do irmão que é presidente do Tribunal de Contas para chantagear prefeitos, para coagir prefeitos, para obrigar a votar nele por medo”, disse Motta em uma TV local. “Então, ele vê a cada dia o seu mandato terminando e a perspectiva da não renovação do seu mandato.”

Como Oeste publicou na sexta-feira 25, a atuação do grupo de Vital do Rêgo Filho se estende a outros Estados. No Maranhão, o presidente do TCU articulou a construção de um aeroporto de R$ 53 milhões próximo a fazendas da família, e levantou questionamentos sobre o uso de recursos públicos para fins privados. Não é de hoje que o clã Vital do Rêgo usa sua influência para direcionar investimentos em redutos eleitorais estratégicos. Ainda em 2023, segundo o Jornal da Paraíba, Hugo Motta e Veneziano Vital do Rêgo atuavam juntos para viabilizar a reforma do Aeroporto Brigadeiro Firmino Ayres, em Patos, reduto da família Motta Wanderley. À época, a prefeitura assumiu a gestão do terminal por 35 anos, a partir de um acordo com o governo do Estado, com recursos de emendas de Vital do Rêgo Filho.

Agora, porém, os antigos aliados viraram adversários. Segundo apurou Oeste, faltando uma semana para o primeiro turno, Hugo Motta tem sinalizado a prefeitos que o apoiam e apoiam Veneziano no sertão da Paraíba que o emedebista seja desconvidado para comícios, sob pena de o presidente da Câmara não comparecer aos eventos.

Lula prioriza viagens ao Sudeste e 'esquece' Norte na campanha

Depois do Sudeste, a região do país que o petista mais visitou na campanha foi o Nordeste

Fábio Matos


Presidente Lula durante evento com mulheres em Belo Horizonte. Minas Gerais é Estado decisivo na eleição | Foto: Ricardo Stuckert/Equipe de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, vem concentrando suas viagens na reta final da campanha em Estados da região Sudeste do país e relegando a segundo plano a região Norte.

De acordo com levantamento do site Poder360, Lula visitou o Norte apenas uma vez neste ano, quando foi a Manaus, em maio. Nesta segunda-feira, 29, a seis dias do primeiro turno das eleições, o petista fará a segunda visita à região, desta vez a Belém, no Pará.Receba nossas atualizações

Até o início de agosto, quando oficializou sua candidatura à reeleição, Lula fez 52 viagens pelo Brasil. Destas, 47 foram para o Estado de São Paulo, 15 para o Rio de Janeiro e oito para Minas Gerais – justamente os três maiores colégios eleitorais do país. Juntos, somam 63,3 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Depois do Sudeste, a região que Lula mais visitou na campanha foi o Nordeste, que concentra 27,4% do eleitorado brasileiro. Quarto maior colégio eleitoral do país, a Bahia foi o Estado nordestino mais visitado pelo presidente, com oito viagens, seguida pelo Ceará.

Até este domingo, 27, a uma semana da eleição, Lula deixou nove Estados brasileiros de fora de suas viagens:

Acre
Espírito Santo
Maranhão
Mato Grosso
Pará
Paraíba
Rondônia
Roraima
Tocantins

O que diz o governo

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou que o maior número de viagens de Lula ao Sudeste é explicado por uma questão demográfica – a região tem a maior parcela da população do país. O Nordeste, por sua vez, conta com o maior número de Estados (nove), alega o governo federal.

Ainda de acordo com a Secom, as viagens oficiais de Lula não têm caráter eleitoral. O órgão afirma que, desde o início do governo, o presidente já esteve em todos os Estados do país para acompanhar a implementação de políticas públicas.

Desaprovação ao governo Lula chega a 49%, diz BTG/Nexus

Gestão é aprovada por 46% dos eleitores; diferença está dentro da margem de erro

Rachel Díaz


Lula: desaprovação cresce à medida que as eleições se aproximam | Foto: Reprodução/X

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira, 28, mostra que 49% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A gestão é aprovada por 46%, enquanto 5% não souberam ou não responderam.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, a desaprovação oscilou de 50% para 49%. A aprovação permaneceu em 46%. As variações estão dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

O levantamento também perguntou aos eleitores como avaliam a administração de Lula. Para 45%, o governo é ruim ou péssimo. Outros 36% consideram a gestão ótima ou boa, e 19% a classificam como regular. 1% não soube ou não respondeu.

Na rodada anterior, 45% avaliavam o governo como ruim ou péssimo, 35% como ótimo ou bom e 18% como regular.

BTG/Nexus: Lula tem 46% contra 44% de Flávio no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 28. Lula tem 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio.

Na rodada anterior, divulgada no último dia 21, Lula também tinha 46%, enquanto Flávio registrava 45%. A diferença entre os dois, portanto, passou de 1 para 2 pontos porcentuais, ainda dentro da margem de erro do levantamento.

Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações da pesquisa BTG/Nexus

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone entre 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi produzido pelo instituto Nexus, sob contratação do BTG Pactual, e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026.

Em resposta a Flávio, CNBB nega ter participado de fake news sobre Nossa Senhora

‘A mentira não se combate com outra mentira’, afirma a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Fábio Matos


Flávio Bolsonaro durante sabatina concedida a Cesar Tralli e Renata Vasconcellos | Foto: TV Globo/Reprodução

Fábio Matos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou neste domingo, 27, que não teve qualquer envolvimento ou participação na disseminação da falsa notícia de que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A fake news ganhou força nas redes sociais nos últimos dias, a partir de uma informação errada divulgada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico e da GloboNews. Líderes políticos como a ex-senadora Simone Tebet (PSB), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fizeram coro à informação falsa.

No domingo, Flávio Bolsonaro acusou membros da CNBB de terem participado da elaboração e da disseminação da fake news sobre Nossa Senhora. “O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com ajuda de gente dentro da CNBB”, afirmou o candidato do PL.

Em nota, a CBBB disse que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”.

A entidade também disse condenar “a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”.

“A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”, diz a confederação.

Ainda segundo a CNBB, a acusação de que a entidade teria participado da propagação da notícia falsa “atinge injustamente a instituição”.

“A mentira não se combate com outra mentira. A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz”, diz a nota.

Lewandowski convidou Vorcaro para posse no Ministério da Justiça

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram contato entre os dois quando o escritório do ex-ministro prestava consultoria ao Master

Letícia Alves


Ricardo Lewandowski: mais um ex-membro do governo Lula na lista de Vorcaro | Foto: USP

Mensagens do celular de Daniel Vorcaro obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram que Ricardo Lewandowski, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, convidou o ex-banqueiro para sua posse no Ministério da Justiça. Lewandowski enviou o convite em 31 de janeiro de 2024. A cerimônia ocorreu no dia seguinte.

Os dois trocaram mensagens a partir de 15 de janeiro de 2024, data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou Lewandowski para o cargo. Na época, o escritório de advocacia do futuro ministro prestava consultoria jurídica ao Banco Master. No convite, Lewandowski escreveu: “Conto com você e Augusto na minha posse”.
Troca de mensagens entre Vorcaro e Lewandowski | Imagem: Reprodução/ ‘O Globo’

O Augusto citado na mensagem é Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master e também investigado no esquema de fraudes do banco. Os diálogos mostram que Lewandowski e Vorcaro se encontraram em São Paulo em 29 de janeiro de 2024.

As mensagens foram divulgadas pelo jornal O Globo.

Contatos depois da posse de Lewandowski

No dia da posse, Vorcaro escreveu ao ministro para informar que esteve presente no evento. “Caro Ministro. Parabéns!”, disse o ex-banqueiro. “Não consegui lhe dar um abraço após a cerimônia, mas estive lá com muita honra acompanhando esse momento histórico para nosso país. Desejo muito sucesso na nova jornada! Forte abraço.”

Lewandowski respondeu no dia seguinte: “Que bom! Muitíssimo obrigado. Espero reencontrá-lo em breve. Abraço cordial!”

Em 19 de março de 2024, Lewandowski enviou seu novo número de celular a Vorcaro. O ex-banqueiro agradeceu e pediu para ligar. A chamada durou pouco mais de três minutos.

A assessoria de Lewandowski informou que ele suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil e se afastou das atividades do escritório ao assumir o ministério. A mulher e o filho dele, porém, passaram a comandar a banca, que manteve contrato com o Master de agosto de 2023 a agosto de 2025.

Lewandowski afirmou que “a partir de fevereiro de 2024, como ministro, cumpriu rigorosamente a lei, não se envolvendo em temas alheios à pasta que comandava”. Em nota, declarou ainda que a PF investigou o Master e prendeu Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, durante sua gestão no Ministério da Justiça.

Depois de pedido de lobista, Saúde elevou teto de Goiânia em R$ 77 milhões

Portaria foi enviada por Swedenberger Barbosa depois de encontro com Roberta Luchsinger, em Brasília

Lucas Cheiddi 


Lula aparece ao lado de Roberta Luchsinger em registro sem data identificada | Foto: @roberta.luchsinger/Reprodução

A lobista Roberta Luchsinger se ofereceu para ajudar a aumentar os repasses federais destinados à saúde de Goiânia. Seis meses depois, o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, enviou a ela uma portaria que ampliou em R$ 77 milhões o teto de recursos para a prefeitura.

Mensagens obtidas pelo porta Metrópoles mostram que Barbosa encaminhou o documento depois de um encontro com Roberta, em 30 de abril de 2024. A então ministra da Saúde, Nísia Trindade, havia assinado a portaria 17 minutos antes do envio feito pelo secretário.

Na época, Rogério Cruz comandava a Prefeitura de Goiânia. Atualmente, o cargo é ocupado por Sandro Mabel.

O pedido da lobista por mais recursos

Fachada do Ministério da Saúde, em Brasília | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em outubro de 2023, Roberta conversou com Quesede Ayres Henrique, então secretário-executivo da Secretaria de Saúde de Goiânia. Ele buscava ampliar os recursos federais destinados ao município.

No dia 18 daquele mês, a lobista pediu informações sobre os limites de repasse para Média e Alta Complexidade (MAC) e para o Piso de Atenção Primária (PAP). Quesede informou que Goiânia tinha R$ 175 milhões disponíveis para receber na modalidade MAC e outros R$ 104 milhões no PAP.

Roberta respondeu que verificaria a situação. Em dezembro, ela também pediu a Barbosa uma reunião com Wilson Pollara, então secretário municipal de Saúde. Não há informação sobre a realização do encontro.

Em abril de 2024, Roberta avisou Barbosa que estava a caminho de Brasília e que queria encontrá-lo. Horas depois do encontro, às 19h51, ele enviou a portaria que elevava o teto MAC de Goiânia em R$ 77 milhões. Nísia havia assinado o documento às 19h34.

O Ministério da Saúde afirma que o aumento dos tetos MAC ocorreu de forma geral e seguiu critérios técnicos e legais. Segundo a pasta, Goiânia recebeu os recursos para reforçar o atendimento de uma maternidade municipal que corria risco de fechar.

A defesa de Barbosa também afirma que as transferências seguiram os mesmos procedimentos aplicados aos demais Estados e municípios. O ex-secretário considera preocupante o uso de mensagens isoladas para sustentar interpretações sobre sua atuação.

Roberta não apresentou esclarecimentos à reportagem. Quesede também não respondeu aos pedidos de contato. O Ministério informou ainda que a ampliação dos tetos começou em 2023 e que as solicitações partem das secretarias de Saúde e passam por análise técnica.

CNBB nega boato com Nossa Senhora Aparecida e reforça neutralidade

Entidade repudia informações falsas, nega vínculo com conteúdos recentes e reafirma isenção

Por Rodrigo Tardio
Entidade manifestou firme repúdio à disseminação de conteúdos inverídicos - Foto: Reprodução

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota oficial para desmentir boatos que utilizavam o nome da instituição e a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

No posicionamento, o episcopado brasileiro assegurou que jamais produziu, autorizou ou participou da elaboração e veiculação das informações falsas que circularam recentemente.

​A entidade manifestou firme repúdio à disseminação de conteúdos inverídicos, ressaltando que condena esse tipo de prática "independentemente da origem".

Para afastar especulações, o comunicado reafirma a neutralidade do organismo católico, sublinhando que a CNBB não integra "qualquer estrutura político-partidária".

Flávio acusa Igreja Católica de ajudar PT com fake sobre padroeira

Entidade rebateu afirmação: "mentira não se combate com outra mentira"

Por Yuri Abreu
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) - Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ter contribuído para a disseminação de uma informação falsa sobre sua posição em relação a Nossa Senhora Aparecida.

A declaração foi feita pelo senador durante um evento em Goiânia, no domingo, 27. Segundo Flávio, o PT estaria divulgando a informação de que ele pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu, com a ajuda de gente dentro da CNBB

Flávio disse ainda que, na avaliação dele, a informação teria sido desmentida posteriormente.

“O que aconteceu ali foi, quase que automaticamente, uma disseminação dessa fake news. Só que rapidamente se reverteu, porque a verdade está do nosso lado”, acrescentou.

CNBB nega participação

Horas depois da declaração, a CNBB divulgou uma nota de esclarecimento (veja abaixo) na qual afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.

A entidade também afirmou que não integra estruturas político-partidárias, partidos ou candidaturas. Segundo a nota, suas manifestações sobre as eleições estão relacionadas à sua missão pastoral e são orientadas por princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.

A CNBB também contestou a atribuição de responsabilidade à entidade pela disseminação de informações falsas.

“A mentira não se combate com outra mentira”, pontuou a entidade.

Na nota, a CNBB afirmou ainda que atribuir à instituição participação na produção ou disseminação de desinformação, “sem fatos e provas que sustentem tal afirmação”, atinge injustamente a entidade.
sábado, 26 de setembro de 2026

TRE-BA participa da coletiva de apresentação do plano de segurança para as Eleições Gerais 2026

Serão cerca de 34 mil profissionais das forças estaduais e federais atuando nos 417 municípios baianos, com apoio aos locais de votação, escolta e logística das urnas, prevenção e investigação de crimes eleitorais, além de reforço do policiamento


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) participou, nesta quinta-feira (24/9), de coletiva de imprensa promovida pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) para apresentar o plano de segurança das Eleições Gerais de 2026. O encontro foi realizado na sede da SSP-BA e reuniu autoridades das instituições envolvidas no planejamento e na execução da operação.

No evento, estiveram presentes o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer; o desembargador eleitoral e presidente da Comissão de Segurança do TRE-BA, Moacyr Pitta Lima Filho; o procurador regional eleitoral, Cláudio Gusmão; o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner; além de representantes das forças de segurança e demais autoridades.

Planejamento integrado

Durante o pronunciamento, o presidente do TRE-BA destacou a importância do planejamento integrado com as forças de segurança para garantir a tranquilidade durante o processo eleitoral. “Temos a certeza de que teremos eleições tranquilas, principalmente pelo planejamento integrado com as forças de segurança. Essa articulação envolve reuniões prévias, acompanhamento da distribuição e do transporte das urnas, atuação diante de irregularidades e um protocolo integrado para respostas rápidas às ocorrências”.

No discurso, o magistrado falou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia está pronto para as Eleições 2026 e é grato pela parceria das instituições de segurança, que atuam para garantir que eleitoras e eleitores possam exercer seu direito ao voto com tranquilidade.

O desembargador Maurício Szporer também ressaltou a atuação da Comissão de Segurança do TRE-BA, em conjunto com a Assessoria de Segurança e Inteligência Institucional. "Essas unidades coordenam o planejamento e a execução das medidas de segurança para as eleições. É um trabalho que envolve a elaboração de protocolos, a identificação e mitigação de riscos e a definição de respostas rápidas para eventuais ocorrências. O planejamento não se restringe ao dia da votação, inclui reuniões prévias, distribuição e transporte das urnas e apoio nos locais de armazenamento. Essa atuação integrada, com o suporte das forças de segurança, é fundamental para garantir uma eleição segura, tranquila e independente", concluiu.

Ações preventivas

O desembargador eleitoral Moacyr Pitta Lima Filho também destacou as ações desenvolvidas para fortalecer a segurança e a lisura do processo eleitoral. "Construímos coletivamente um plano integrado de segurança, com a participação das forças de segurança e dos órgãos municipais. A partir do histórico de ocorrências de eleições anteriores e de um levantamento realizado junto às zonas eleitorais, identificamos possíveis vulnerabilidades e planejamos respostas para eventuais intercorrências. Já realizamos diversas reuniões e estamos na etapa final desse planejamento”, esclareceu.

Integração institucional

O procurador regional eleitoral, Cláudio Gusmão, ressaltou a importância da atuação integrada entre as instituições responsáveis pela segurança e pelo acompanhamento do processo eleitoral. "A integração entre as instituições é fundamental para o planejamento das eleições. A partir de informações e dados de pleitos anteriores, compartilhamos registros sobre municípios e locais que demandam atenção especial, permitindo direcionar os recursos de segurança de forma mais eficiente. Todo esse esforço tem uma finalidade: garantir que eleitoras e eleitores possam exercer seu direito ao voto de maneira livre, consciente e segura, com a legitimidade do resultado eleitoral assegurada", destacou.

Operação de segurança

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, apresentou os principais números e ações previstas para a operação de segurança das Eleições 2026. "Vamos colocar praticamente todo o nosso efetivo à disposição da operação, sem prejuízo do policiamento ordinário. Serão cerca de 34 mil profissionais das forças estaduais e federais atuando nos 417 municípios baianos, com apoio aos locais de votação, escolta e logística das urnas, prevenção e investigação de crimes eleitorais e reforço do policiamento”, explicou.

Werner contou ainda que haverá uma estrutura integrada de monitoramento, inteligência, comunicação e atendimento de denúncias, inclusive para combater a desinformação. “Todo esse planejamento tem um objetivo comum de garantir que as eleitoras e os eleitores possam exercer seu direito ao voto com segurança e tranquilidade", afirmou o secretário.


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

TRE-BA realiza credenciamento da imprensa para cobertura das Eleições Gerais 2026 até amanhã (25/9)

O cadastro pode ser realizado por meio de formulário digital


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realiza, até essa sexta-feira (25/9), o credenciamento de profissionais da imprensa interessadas(os) em acompanhar as Eleições Gerais de 2026 no Centro de Divulgação das Eleições (CDE), instalado na sede do Tribunal, em Salvador. O cadastro pode ser realizado por meio de formulário digital.



Cada emissora de televisão poderá credenciar até três profissionais. Para rádios, sites, revistas, jornais impressos e demais veículos de comunicação, será permitido o credenciamento de até dois profissionais. O acesso às áreas internas destinadas à cobertura jornalística será restrito às pessoas credenciadas com identificação funcional.

Na solicitação, as(os) profissionais deverão indicar o interesse para cobertura do sorteio da Auditoria da Votação Eletrônica e a emissão do relatório zerésima do Sistema de Totalização que acontecerão no dia 03 de outubro (sábado); e, para o dia 04 de outubro (domingo), em que poderão acompanhar os eventos, entrevistas coletivas e pronunciamentos das Eleições 2026.

As credenciais deverão ser retiradas na Coordenadoria de Comunicação Social, na sede do TRE-BA no CAB, nos dias 01 e 02 de outubro.

Sobre o CDE

O Centro de Divulgação das Eleições (CDE) 2026 é um espaço instalado na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador, especialmente estruturado para atender profissionais de imprensa durante a cobertura das Eleições Gerais.

Canais para cobertura das Eleições

Para ampliar o acesso às informações sobre o processo eleitoral, a Coordenadoria de Comunicação Social do TRE-BA realizará a cobertura das Eleições 2026 em tempo real pelas redes sociais oficiais do Tribunal e pelo blog do TRE-BA.

Pra todos verem: A imagem mostra um card informativo do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sobre o credenciamento de imprensa para as Eleições Gerais de 2026. A arte possui fundo escuro com elementos gráficos em tons de azul e verde. No centro da imagem, destaca-se em letras maiúsculas brancas o texto "Credenciamento de Imprensa". No canto inferior direito, lê-se "ELEIÇÕES 2026", acompanhado da hashtag "#VOTONADEMOCRACIA" e das marcas oficiais do TRE-BA e da Justiça Eleitoral. Ao fundo da composição gráfica, observa-se a silhueta em tom azulado de cinegrafistas e profissionais de imprensa operando câmeras em uma coletiva de imprensa.

Governador do Maranhão acusa Dino de não se 'desgarrar' da política local

Carlos Brandão (MDB) afirma que abriu mão de candidatura ao Senado para que grupo aliado ao ministro do STF não assumisse a administração do Estado

Anderson Scardoelli


Carlos Brandão e Flávio Dino, governador e ex-governador do Maranhão, em registro dos tempos de aliança política, em 2022 | Foto: Divulgação/Gilson Teixeira

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), direcionou críticas ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o emedebista, o hoje magistrado segue a atuar como agente político no Estado nordestino.

Brandão afirmou que o grupo político ligado a Dino tenta retomar o controle do Poder Executivo local. Para o governador, a estratégia conta com apoio do vice Felipe Camarão (PT).

“Não se desgarraram do governo”, afirmou o político do MDB, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Entendi que eles não queriam mais espaço. Eles queriam a chave do Palácio dos Leões.”

O governador declarou que as cobranças por espaço na administração maranhense evoluíram para “um tom de ameaça”. “Começaram a me bater na tribuna [da Assembleia Legislativa do Maranhão]. “Depois começaram a mover processos, e aí foi se agravando.”

Alguns desses processos chegaram ao STF e tiveram Dino como relator. O ministro, de forma monocrática, barrou nomeações ao Tribunal de Contas do Maranhão. Além disso, o magistrado afastou Daniel Brandão, sobrinho do governador, da presidência da Corte de Contas.

Essas situações fazem Carlos Brandão criticar publicamente até mesmo o desempenho de Dino como juiz. De acordo com o emedebista, o ministro não poderia julgar casos referentes à política maranhense.

“Você acha justo um juiz julgar um amigo ou um adversário?”, indagou Brandão, durante a entrevista à Folha. “O correto seria ele se declarar impedido.”

Eleições 2026 no Maranhão: Carlos Brandão x Flávio Dino

Ainda em relação a Flávio Dino, Carlos Brandão afirmou que desistiu de se candidatar ao Senado nas eleições gerais deste ano justamente para não entregar o controle do Estado nordestino ao grupo político ligado ao ministro do STF.

Caso decidisse se candidatar a algum cargo público em 2026, Brandão teria de renunciar à função de governador até o começo de abril. Se isso ocorresse, Camarão, fã declarado de Dino, assumiria o comando da máquina pública estadual.

“Disseram: ‘Rapaz, tu vai entregar para o adversário? Aí a gente vai morrer'”, relatou Brandão. “Eu tinha toda chance de ser candidato a senador. Se eu fosse pensar em mim, eu tinha sido, mas o grupo não aceitou. Então eu fui para o sacrifício, deixei de ser candidato para salvar o grupo.”

Para o pleito deste ano, Camarão é candidato a governador. Em seu programa de governo, o petista cita Dino em 16 ocasiões como exemplo a seguir.

Na reta final de seu segundo mandato como governador, Brandão decidiu indicar Orleans Brandão (MDB), seu sobrinho, como candidato da situação ao Palácio dos Leões.

Hoje rivais, Dino e Brandão já foram parceiros na política maranhense. Juntos, foram eleitos e reeleitos governador e vice-governador, em 2014 e 2018. Brandão assumiu o governo em março de 2022, com a renúncia de Dino para se candidatar — e vencer — a eleição para o Senado daquele ano.

Zanin pede informações antes de decidir sobre internet nas eleições

Ministro dá 48 horas para Anatel, AGU e PGR se manifestarem acerca de garantia de acesso a dados móveis

Cristyan Costa
Fábio Bouéri


O ministro do STF Cristiano Zanin: explicações da Anatel | Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (24) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) preste informações sobre um pedido para garantir acesso à internet móvel durante as eleições de 2026.

Antes de analisar a liminar, o ministro quer ouvir também a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Entidades questionam agência

A determinação foi dada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.355, apresentada pelo Partido Verde (PV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

As entidades questionam a atuação da Anatel na fiscalização de planos que bloqueiam a navegação depois do fim da franquia de dados, mas mantêm acesso a alguns aplicativos.

Zanin quer informações técnicas e orçamentárias

PV e CNTE pedem que as operadoras suspendam esse bloqueio nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada turno das eleições. A proposta é garantir uma conexão mínima e neutra, sem cobrança adicional ou necessidade de contratar nova franquia.

Zanin determinou que a Anatel apresente, em 48 horas, informações técnicas e orçamentárias sobre o pedido. AGU e PGR terão o mesmo prazo para se manifestar. O ministro também deu ciência ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que poderão se manifestar no mesmo período.

Depois do prazo, o processo deverá retornar a Zanin, com urgência, para que ele analise o pedido de liminar. A decisão não determina, neste momento, qualquer mudança no funcionamento da internet móvel.

PT quer que Dino abra investigação sobre suposta interferência nas eleições

Partido de Lula apela a ministro do STF para que PF apure campanha de Flávio por suspeita de apoio estrangeiro

Fábio Bouéri


O ministro do STF Flávio Dino: PT pede ajuda | Foto: Reprodução/X

O PT pediu na quarta-feira (23) ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de uma investigação sobre uma suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A legenda quer que o caso seja apurado pela Polícia Federal (PF).

O partido cita possíveis ações de origem estrangeira por meio de plataformas digitais, instituições financeiras, publicidade, recursos, bens e serviços. Entre os pontos levantados está uma eventual participação externa em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

PT cita vice-presidente do EUA

Na petição, o PT menciona a Rockbridge Network, organização política norte-americana que, segundo o partido, teria relação com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. A legenda também cita anúncios pagos no exterior em perfis do X favoráveis a Flávio.

O documento afirma ainda que conteúdos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento foram disponibilizados na Academia da Direita, plataforma ligada ao partido de Flávio. O PT pede que sejam esclarecidas a origem de recursos, eventuais financiadores e responsáveis pelas operações.

Entre as medidas solicitadas estão a preservação de provas, depoimentos e, caso sejam encontrados elementos suficientes, buscas em locais ligados à campanha de Flávio e à sede nacional do PL, mediante autorização judicial.

O pedido foi apresentado dentro de uma ação que já tem Dino como relator no STF. Na semana passada, a campanha de Lula também recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir investigação sobre possível financiamento estrangeiro relacionado à candidatura de Flávio.

Marcius Melhem encerra último processo de assédio sexual

Ex-diretor da Globo firma acordo com o Ministério Público e paga R$ 8,1 mil ao Retiro dos Artistas

Victória Batalha


O comediante Marcius Melhem | Foto: Reprodução/Internet

Marcius Melhem firmou um acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) nesta quinta-feira, 24, para encerrar o último processo de assédio sexual que ainda tramitava contra ele. A audiência ocorreu no começo da tarde, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A Justiça homologou a medida despenalizadora proposta pelo MP.

O acordo prevê o pagamento de cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, ao Retiro dos Artistas. Inicialmente, o Ministério Público havia sugerido três salários mínimos, mas a própria defesa de Melhem propôs elevar o valor para cinco.

A transação penal não exige que o acusado admita culpa e pode ocorrer em casos de infrações penais de menor potencial ofensivo. Com a homologação, a Justiça encerrou o processo sem condenação.

Processo envolveu oito mulheres

As acusações contra Melhem começaram a ganhar repercussão depois de a atriz Dani Calabresa procurar o setor de compliance da TV Globo. Em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo em 2020, a advogada Mayra Cotta afirmou que as acusações envolviam assédio sexual.

Em agosto de 2023, Melhem tornou-se réu em um processo que reunia acusações de oito mulheres. Segundo a denúncia recebida pela Justiça, o então diretor fazia abordagens de teor sexual durante conversas relacionadas a roteiros, elenco e personagens.

Em agosto de 2023, Melhem tornou-se réu em um processo que reunia acusações de oito mulheres | Foto: Reprodução/YouTube

O caso de Calabresa e o de outras seis mulheres ficaram fora da ação em razão da prescrição dos supostos crimes. O processo que restava foi encerrado agora com o acordo.

Em maio de 2025, o promotor Luís Augusto Soares de Andrade, do MP-RJ, havia pedido o arquivamento da ação por “inexistência de justa causa”. A juíza responsável pelo caso recusou a solicitação naquele momento.

O Ministério Público de São Paulo também havia colhido depoimentos de oito atrizes. O órgão separou os casos e encaminhou ao MP-RJ os relatos de quatro mulheres que moravam no Rio. As demais permaneceram sob análise em São Paulo.

No Rio, a 36ª Vara Criminal determinou o arquivamento das acusações, a pedido da promotora Fabíola Lovis. Na decisão, a promotora citou um laudo elaborado por quatro peritas, segundo o qual o relato das vítimas apresentava sinais de possível “combinação” e “muitas contradições”.

Em nota, a defesa de Melhem, formada pelos escritórios Oliveira Lima & Dall’Acqua Advogados e Técio Lins e Silva, Letícia Lins e Silva & Advogados Associados, afirmou que o humorista “encerra esse capítulo como sempre se declarou: inocente”.

Tebet diz que políticos precisam ‘roubar menos’ e é rebatida por Derrite

Declaração ocorreu durante debate entre candidatos ao Senado por São Paulo

Victória Batalha


Tebet deve sair do Planejamento até o fim deste mês | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A ex-ministra Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, afirmou nesta quarta-feira, 23, que a classe política precisa “roubar menos”. A declaração ocorreu durante debate com os principais candidatos à vaga, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo e pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Tebet respondeu a uma pergunta do deputado Guilherme Derrite (PP) sobre a responsabilidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva pela perda do poder de compra dos brasileiros e pela manutenção das taxas de juros em patamar elevado.
À esquerda, o deputado federal Guilherme Derrite (PP); à direita, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Ao responder, a ex-ministra disse que a responsabilidade pelos problemas econômicos não deveria ser atribuída exclusivamente ao presidente Lula. Ela incluiu a classe política no debate e afirmou que o setor precisa reduzir desperdícios e privilégios.

“Derrite, não seja injusto e não jogue a culpa que também é sua”, declarou. “Eu estou assumindo a culpa da classe política. A classe política tem que ter vergonha na cara. A classe política tem que roubar menos. Tem que combater desperdícios e privilégios”.

A candidata ainda atribuiu parte da responsabilidade pela situação fiscal do país a governos anteriores. Ao mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que ele teria contribuído para o aumento da dívida pública ao negar vacinas durante a pandemia de covid-19. Tebet também lembrou que Derrite era deputado federal.

Derrite contesta declaração de Tebet

Derrite rebateu a fala durante o debate. O candidato afirmou que a classe política não deve “roubar menos”, mas não pode cometer crimes de corrupção.

“Não pode roubar de jeito nenhum”, afirmou.

O deputado também criticou a atuação de Tebet no governo Lula e disse considerar incoerente a declaração da ex-ministra. Segundo Derrite, ela integrou uma administração que ele classificou como corrupta.

“Talvez essa sua tolerância com a corrupção que acaba fazendo com que a senhora seja incoerente”, declarou Derrite. “A senhora fez parte de um governo que a senhora criticou, que é o governo Lula”.

O confronto ocorreu no mesmo dia em que uma pesquisa Quaest mostrou um cenário de empate triplo entre os principais candidatos ao Senado por São Paulo. O levantamento registrou oscilação positiva de Derrite, enquanto Marina Silva (Rede) e Simone Tebet permaneceram estáveis.

Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 45 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3062; 86 jogos fizeram a quina e 5.065 levaram prêmio na quadra

Fábio Bouéri


Dezenas sorteadas no concurso 3062 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

A Mega-Sena acumulou novamente. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3062, sorteado na noite desta quinta-feira, 24, no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, o prêmio principal sobe para R$ 45 milhões no próximo concurso, segundo a Caixa Econômica Federal.

Os números sorteados foram 05, 09, 11, 17, 18 e 38.

Cerco a Nunes Marques pode favorecer candidato de Dino e Gilmar ao TRF-1

Ataques nos bastidores do tribunal e operação no gabinete de aliado pressionam o ministro e devem enfraquecer seu juiz auxiliar

Cristyan Costa


O ministro Nunes Marques, durante sessão plenária no STF - 08/08/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Uma disputa que começou há meses nos bastidores do Poder Judiciário ficou mais tensa nesta semana. A ofensiva ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), avançou em diferentes frentes, com ataques na Corte, vazamentos relacionados ao processo do Banco Master e uma operação contra seu aliado Newton Ramos, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O movimento deve produzir efeitos na corrida por uma vaga no TRF-1.

Nunes Marques tenta emplacar seu juiz auxiliar Henrique Gouveia. Flávio Dino e Gilmar Mendes apoiam Fausto Mendanha — o ex-deputado Elias Vaz, amigo de Dino, ajudou a levar o nome do magistrado ao ministro, e Mendes aderiu à articulação depois.

Fontes do Palácio do Planalto afirmam que o desgaste de Nunes Marques pode enfraquecer seu candidato e pesar na escolha que cabe ao presidente Lula.

Oeste revelou essa disputa velada ainda em julho deste ano. À época, Mendes e Dino já atuavam para conter a influência de Nunes Marques no Judiciário. O caso Master, contudo, acrescentou novas armas a uma guerra que, até então, era fria.
Nunes Marques, Flávio Dino, Gilmar e a guerra que envolve o TRF-1

A cadeira no TRF-1 está aberta desde a aposentadoria do desembargador Novély Vilanova. Em fevereiro, o tribunal enviou ao Planalto uma lista com três candidatos.

Mendanha ficou em primeiro lugar, com 31 votos. Itagiba Catta Preta recebeu 27. Gouveia obteve 24.

Os três continuam formalmente na disputa. Nos bastidores, porém, interlocutores do governo consideram Catta Preta sem chances de ser escolhido, em virtude de ter suspendido a posse de Lula na Casa Civil, em março de 2016.

A batalha política, portanto, ficou concentrada em Mendanha e Gouveia.
Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes | Foto: Antonio Augusto/STF

A disputa não envolve apenas um cargo. O TRF-1 é o maior dos seis tribunais regionais federais do país e tem jurisdição sobre o Distrito Federal e outros 12 Estados. Por estar sediado em Brasília, recebe processos de grande peso político e econômico que envolvem a União, órgãos federais, autarquias e decisões tomadas no centro do poder.

Nunes Marques fez carreira no tribunal e preservou influência na Corte depois de chegar ao Supremo. Seus adversários enxergam Gouveia como mais um integrante desse grupo. A escolha, portanto, não define apenas quem ocupará uma cadeira: decide qual ala do STF ampliará seu espaço em um dos tribunais mais estratégicos.

Nunes Marques já demonstrou força em indicações anteriores. Em novembro de 2023, conseguiu levar João Carlos Mayer ao TRF-1, enquanto Dino defendia Pablo Zuniga Dourado. Lula escolheu Mayer.

Nunes Marques também alçou Carlos Brandão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), apesar da resistência de Dino, enquanto Ramos chegou ao TRF-1 em 2023 também com o apoio de Nunes Marques.

Essa sequência explica parte da reação. Uma vitória com Gouveia ampliaria o grupo de magistrados ligados a Nunes Marques justamente no tribunal onde ele construiu sua carreira.

Fontes do Planalto afirmam que ministros do STF já levaram a Lula queixas da proximidade de Nunes Marques com o petista, que atendeu às reivindicações dele.

A munição do Master

O caso Master não criou a disputa, mas entregou munição aos adversários de Nunes Marques.

Informações extraídas dos celulares do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Master, citam o nome de Kevin Marques, filho do ministro. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, Kevin teria recebido aproximadamente R$ 300 mil da Consult Inteligência, empresa que também recebeu recursos do Master. Em notas divulgadas à imprensa, Kevin negou ter prestado serviços ao banco ou recebido dinheiro de Vorcaro.

A frente mais recente da ofensiva contra Nunes Marques alcançou o desembargador Ramos.

Na quinta-feira 24, a Polícia Federal auxiliou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em uma operação no gabinete de Ramos. Os agentes copiaram o disco rígido do computador usado pelo magistrado e recolheram informações sobre processos do setor sucroalcooleiro. O procedimento foi determinado pelo corregedor do CNJ, Benedito Gonçalves, indicado ao STJ por Lula e próximo da ala de Mendes no STF.

O pano de fundo envolve decisões tomadas por Ramos e um contrato firmado posteriormente pela mulher e pelo filho dele com o Master.

O acordo previa honorários que poderiam chegar a R$ 427 milhões em causas relacionadas a precatórios no setor.

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