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segunda-feira, 9 de março de 2026

Raul Gil volta ao SBT para homenagear Carlos Alberto em ‘A Praça é Nossa’

Apresentador foi demitido da emissora da família Abravanel em 2024

Por Da IstoÉ com Agências

Carlos Alberto de Nóbrega e Raul Gil Foto: Reprodução/Instagram

O apresentador Raul Gil compartilhou momentos de sua presença em gravação de “A Praça É Nossa”, do SBT, emissora da qual foi demitido no fim de 2024. Ele fez parte da homenagem ao humorista Carlos Alberto de Nóbrega, que completa 90 anos na próxima quinta-feira, 12.

“Foi uma tarde muito especial, de reencontros, emoção e muita gratidão. Estar ao lado de pessoas que fazem parte da nossa história é sempre marcante”, escreveu.

Raul Gil também aproveitou para gravar um vídeo ao lado do imitador Alexandre Porpetone. Recentemente, o apresentador lançou um canal no YouTube em que deve apresentar um programa semanal. “A idade não vai me fazer parar”, disse, na estreia.

A Praça É Nossa vai ao ar semanalmente às quintas-feiras, no horário das 22h45. O humorístico está na grade do SBT há quase 40 anos, desde 1987, e é inspirado na Praça da Alegria, apresentado por Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Delação à vista: Vorcaro deve citar grandes empresários e presidentes de partidos

Possível acordo com a PF forçará a troca de advogados de defesa do ex-dono do Banco Master

Edilson Salgueiro

A PF apura a relação de Vorcaro com empresários do setor financeiro e operadores ligados a outras instituições bancárias | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro cogita firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Ele sabe que dificilmente escapará ileso das investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master e, por essa razão, busca estratégias que possam reduzir eventual tempo de prisão.

A possibilidade de delação gera discórdia na defesa, segundo apurou Oeste. Dos três advogados que hoje representam Vorcaro, dois são contrários à delação. O motivo: entre os nomes que poderiam ser citados pelo ex-banqueiro estão grandes empresários e presidentes de partidos, alguns deles clientes desses mesmos advogados.

Esse conflito de interesses tende a provocar mudanças na equipe jurídica de Vorcaro. Caso o ex-banqueiro decida avançar com a colaboração, cenário que interlocutores consideram provável, ao menos um dos advogados deve deixar o caso. A expectativa é que novos profissionais assumam a condução da defesa e passem a negociar diretamente os termos do acordo.

As relações de Vorcaro com os Três Poderes

As investigações sobre o Banco Master já revelaram uma rede de relações que envolvia agentes do mercado financeiro, autoridades e operadores políticos. Diversas reportagens mostram que a instituição financeira mantinha trânsito no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.

Entre os episódios que ampliaram a repercussão do caso está a revelação de um contrato de cerca de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo previa pagamentos mensais superiores a R$ 3,5 milhões por três anos, para serviços de consultoria junto a órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso.

As investigações também alcançaram autoridades do Banco Central. Dois ex-dirigentes da instituição são suspeitos de fornecer informações e orientação regulatória ao banco enquanto ainda ocupavam cargos no órgão.

Além disso, a PF apura a relação de Vorcaro com empresários do setor financeiro e operadores ligados a outras instituições bancárias. Um dos nomes citados nas investigações é o empresário Nelson Tanure, alvo de mandados de busca e apreensão no mesmo inquérito.

A revelações do ex-dono do Banco Master

O colapso do Banco Master já é considerado um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, com prejuízos estimados em dezenas de bilhões de reais e mais de 1 milhão de investidores afetados.

Relatórios da PF mostram que o banco teria inflado artificialmente ativos e emitido títulos de crédito sem lastro para sustentar operações financeiras. A expectativa entre investigadores é que, pressionado pelo avanço das apurações e pelo risco de condenações pesadas, Vorcaro decida revelar detalhes sobre as relações políticas, empresariais e institucionais que cercaram o crescimento do banco.

Disputa interna no PL ameaça candidaturas de bolsonaristas

Divergências sobre indicações ao Senado podem provocar a saída de aliados do ex-presidente

Edilson Salgueiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Uma disputa entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e setores ligados ao comando nacional do Partido Liberal (PL) põe em risco a formação das chapas que disputarão o Senado em diversos Estados nas eleições de 2026. O impasse envolve negociações em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.

Há duas razões para o conflito. De um lado, acordos firmados pelo PL com outras legendas para montar chapas mistas na disputa pelo Senado. De outro, a intenção da direção nacional do partido de indicar nomes alinhados à cúpula da sigla, e não necessariamente ao grupo político do ex-presidente.

Em Santa Catarina, por exemplo, o acordo inicial previa um arranjo entre o PL e a federação formada por União Brasil e Progressistas. Pelo desenho original, o PL lançaria um candidato ao Senado, e o nome preferido era o da deputada federal Carol De Toni, enquanto a federação indicaria o senador Esperidião Amin para disputar a reeleição.

O cenário mudou com a entrada do ex-vereador Carlos Bolsonaro na disputa. Publicamente, houve a confirmação de que Carlos e Carol vão concorrer às duas vagas ao Senado, movimento que deixou Amin fora da equação. Nos bastidores, contudo, dirigentes do PL e da Federação União-PP discutem formas de preservar o acordo original e evitar o rompimento da aliança no Estado.

Marcos Pollon, o escolhido por Bolsonaro

Em Mato Grosso do Sul, a direção estadual do PL articula uma chapa com o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar.

O arranjo contraria a preferência de Bolsonaro, que chegou a escrever uma carta em defesa da candidatura do deputado federal Marcos Pollon ao Senado. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou apoio à candidatura do parlamentar, que também conta com o apoio de Carlos Bolsonaro.

A proposta de Pollon defende o fim da apuração eletrônica dos votos e a impressão de um comprovante | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Ceará em compasso de espera

No Ceará, a disputa interna ganhou contornos públicos depois que o deputado federal André Fernandes passou a articular o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes ao governo do Estado. A iniciativa provocou críticas de Michelle. O acordo esfriou, embora interlocutores do partido afirmem que ainda há espaço para reconciliação.

A estratégia discutida por aliados de Bolsonaro envolve uma aliança mais ampla no Estado. Nesse desenho, o PL e a Federação União-PP ofereceriam palanque a Ciro Gomes e, em troca, receberiam apoio para eleger ao Senado o ex-deputado estadual cearense Alcides Fernandes.

Cenário incerto em São Paulo

Em São Paulo, a disputa permanece indefinida. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, considerado candidato natural ao Senado, deve ficar fora da corrida por continuar vivendo nos Estados Unidos.

Entre aliados do ex-presidente, o nome preferido é o do deputado estadual Gil Diniz. Outra ala do partido defende a deputada federal Rosana Valle, que tem apoio do governador Tarcísio de Freitas e de lideranças do centrão.

Para a segunda vaga, o nome mais citado é o do deputado federal Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. Também aparecem nas conversas o ex-ministro Ricardo Salles, do partido Novo, além dos deputados Mário Frias e Marco Feliciano, ambos do PL.

Rio de Janeiro em xeque

No Rio de Janeiro, o PL decidiu apoiar o governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, filiado ao União Brasil.

A escolha deixou de fora o deputado federal Carlos Jordy, aliado próximo de Bolsonaro que esperava disputar uma das vagas ao Senado.
Jordy é um dos nomes cotados para o Senado | Foto: Reprodução/YouTube
PL quer conter a crise

Diante do aumento das tensões internas, dirigentes do PL passaram a se reunir com políticos que devem ficar fora da disputa pelo Senado. A estratégia da direção partidária é oferecer recursos robustos de campanha para que esses nomes tentem a reeleição à Câmara dos Deputados e desistam da corrida à Casa Alta.

De olho nessa cisão, diversas legendas procuraram os preteridos para lhes oferecer uma vaga ao Senado. Aliados de Bolsonaro preferem ficar no PL, mas não descartam deixar o partido em breve.

Irã não é Venezuela: por que é mais difícil derrubar o regime dos aiatolás

Pouco mais de um mês depois de capturar Nicolás Maduro e sua mulher, EUA, mesmo ao lado de Israel, encontram maior resistência do governo teocrático xiita

Eugenio Goussinsky

Guarda Revolucionária Islâmica do Irã é uma força militar poderosa | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A captura do ex-ditador Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, durou apenas alguns minutos, em janeiro deste ano, na Venezuela. O fato de a força de elite Delta, dos Estados Unidos (EUA), ter chegado de helicóptero ao Forte Tiuna e ter sido recebida a tiros por militares venezuelanos foi quase irrelevante para os norte-americanos. Eles conseguiram furar o bloqueio e avançar até o bunker e levar o casal para julgamento nos EUA. Naquele momento, o governo de Donald Trump colocou fim a um período de mais de 12 anos de opressão no país.

Pouco mais de um mês depois, mesmo com todo o preparo das forças Delta e do arsenal utilizado contra o Irã, os EUA não têm a mesma facilidade para derrubar o regime teocrático xiita. Nem mesmo a morte do aiatolá Ali Khamenei é suficiente. Tampouco o fato de ter um aliado de primeira linha, em termos militares: Israel. A verdade é que, apesar da destruição de grande parte do arsenal iraniano, da ruína econômica em que o país entrou e da disparidade de forças, a estrutura de poder enraizada se mantém.

No Irã, o poder não está centralizado em apenas numa pessoa, mas numa teocracia complexa, com uma rede de instituições que sustentam o regime. O líder supremo (até há pouco tempo, Khamenei) é o chefe máximo, e sua autoridade é reforçada por clérigos, conselhos religiosos e militares com lealdade direta ao sistema religioso-político.

Esse modelo impede que uma troca de liderança simplesmente substitua um presidente por outro, como aconteceu na Venezuela, com Nicolás Maduro. Há diversas camadas de guarda do regime (política, religiosa e militar) interligadas, projetadas para resistir a rupturas abruptas.

Estruturas do Irã e da Venezuela

A “vascularização” da segurança do regime é uma de suas garantias no Irã. Uma coisa é destruir o arsenal militar, direcionado a conflitos externos. Outra é tirar essa casta religiosa do poder, já que todo o arsenal direcionado para isso, que inclui a repressão interna, não foi afetado.

A rede de proteção é complexa, formada, lá nos níveis mais altos, pela Corporação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC): força militar poderosa, leal diretamente ao líder supremo, com unidades terrestres, navais, aéreas próprias e a Força Quds (para operações externas). Ela é um “Estado dentro do Estado”, criada especificamente para defender a revolução e impedir mudanças radicais.

Há ainda, como suporte, as Forças Basij: milícia paramilitar de mobilização interna, usada para vigilância e repressão a dissidências, reforçando a coesão ideológica. O sistema se espalha por todo o país, alcançando o mais remoto vilarejo. Nele também se inclui o Exército regular (Artesh): ainda numeroso e estruturado, com dezenas de brigadas e reservistas.

A Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) venezuelana não pode ser desprezada pelo seu porte. É grande para a região, com cerca de 150 mil militares ativos e milícias bolivarianas associadas. Mas o sistema não é tão estruturado como o do Irã. A base dessas forças de segurança é muito politizada, mas menos profissionalizada do ponto de vista da defesa do regime de forma autônoma.

Não existem unidades militares separadas com cadeia de comando própria, como a IRGC tem no Irã. Há uma guarda presidencial, mas sem o mesmo porte que funcione como corpo independente para proteger o regime. Os últimos que tentaram salvar Maduro foram os 32 cubanos que morreram durante a operação militar. Sem tantos recursos, eles eram membros das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e do Ministério do Interior cubano, que atuavam em missão na Venezuela.

A IRGC, com cerca de 190 mil militares ativos, não é apenas uma guarda militar, mas um pilar do regime, com interesses próprios e grande influência econômica e política, além do controle do programa de mísseis balísticos. Responde diretamente ao líder supremo, não ao presidente. Diferente de qualquer força venezuelana equivalente.

O ex-chefe do Grupo de Operações no Iraque da CIA, Luis Rueda, fez tal comparação ao The Guardian: “O Irã não é a Venezuela… Remover alguns líderes não significa que o sistema colapse”.

A Oeste, a professora Liora Hendelman-Baavur, diretora do Centro de Estudos Iranianos da Universidade de Tel-Aviv, também descreveu a situação. E colocou um ingrediente a mais para complicar qualquer tentativa de derrubar o governo dos aiatolás. O tempo em que eles estão no poder é mais longo do que o do regime bolivariano na Venezuela. A Revolução Islâmica ocorreu em 1979, quase 20 anos antes da eleição de Hugo Chávez, em 1998. Essa diferença deu mais tempo para o regime estruturar sua proteção.

“A resiliência do regime se apoia em vários pilares”, destacou a professora. “Há controles constitucionais e mecanismos de filtragem política: órgãos não eleitos, como o Conselho dos Guardiões, limitam quem pode concorrer a cargos públicos e restringem o poder do Parlamento. Existe também um aparato coercitivo em camadas, com o poder distribuído entre a IRGC, a Basij e diversos serviços de inteligência, criando redundâncias na repressão ao dissenso. Soma-se a isso o entrelaçamento econômico dos atores de segurança.”

Cama de concreto e sem visitas: o 1º fim de semana de Vorcaro no presídio

Sem acesso a televisão, tomadas ou aparelhos eletrônicos, o ex-banqueiro depende dos agentes para acender as luzes e acionar o chuveiro

Yasmin Alencar

O banqueiro Daniel Vorcaro teve o cabelo raspado durante estadia na penitenciária de Potim (SP) | Foto: Divulgação/SAP

O início de custódia de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no presídio federal em Brasília, durante o último fim de semana, foi marcado por isolamento rigoroso e rotina controlada. O banqueiro permanece quase integralmente recluso em uma cela, de cerca de 6 metros quadrados, padrão das unidades de segurança máxima, equipada apenas com o essencial: cama de concreto, colchão fino, bancada, banco fixo, pia, vaso sanitário e chuveiro. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

Sem acesso a televisão, tomadas ou aparelhos eletrônicos, Vorcaro depende dos agentes para acender as luzes e acionar o chuveiro, funções controladas por eles em horários definidos, normalmente entre 6h e 22h. Os banhos são diários, limitados a 15 minutos de duração e sempre na parte da manhã. Uma pequena janela próxima ao teto é a única fonte de luz natural no ambiente.

Rotina alimentar e limitações de contato

As refeições marcam o ritmo do dia: são seis ao todo, servidas diretamente na cela. O café da manhã traz fruta, pão, ovo, café ou leite. Depois, há um lanche leve, como fruta ou biscoito. O almoço, principal refeição, inclui proteína, arroz, feijão e salada. Durante a tarde, outro lanche é oferecido, e à noite, o jantar, semelhante ao almoço, vem em menor quantidade, seguido de uma ceia antes do recolhimento.

Vorcaro, assim como os demais detentos, só deixa a cela em situações autorizadas, como o banho de sol diário de duas horas, sempre sob escolta. Tanto o preso quanto a cela passam por revistas regulares feitas pelos agentes. O contato com o mundo exterior é restrito: nos primeiros dias, visitas de familiares e amigos são proibidas, conforme protocolo de adaptação, que pode durar até 20 dias.

Direito de defesa e monitoramento

Durante esse período, apenas advogados têm acesso ao detento, mediante identificação e registro. A defesa do banqueiro solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorização para que a primeira conversa ocorra sem gravação. Os advogados alegam que precisam “discutir de forma confidencial a estratégia jurídica do caso nesta nova fase das investigações”.

Na penitenciária federal, encontros entre presos e advogados costumam ser monitorados por áudio e vídeo, motivo pelo qual a defesa pediu excepcionalidade. Inaugurada em 2018, a unidade federal de Brasília foi criada para custodiar detentos considerados de alto risco ou que possam comprometer a segurança em presídios estaduais.

PF tem condições de acessar mensagens apagadas, dizem peritos

Recurso poderia ser utilizado para revelar conversa entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes

Lucas Cheiddi

Polícia Federal deflagrou nova fase de operação nesta quinta-feira, 15 | Foto: Divulgação/PF

Ferramentas tecnológicas permitem que a Polícia Federal (PF) acesse e recupere dados em celulares apreendidos, mesmo quando protegidos por senha, desligados ou depois de informações terem sido apagadas. Programas especializados conseguem extrair registros detalhados, incluindo mensagens de visualização única e arquivos excluídos, o que amplia a capacidade das investigações criminais.

Peritos criminais ouvidos pelo jornal O Globo, que preferem manter anonimato, explicam que, depois de apreendidos, os dispositivos passam por métodos complementares de análise. Se um programa não consegue acessar determinado conteúdo, outro pode obter sucesso. O procedimento inicial consiste em desbloquear o aparelho, superando a senha, para então iniciar a extração dos dados.

Cellebrite e GrayKey: tecnologias de extração completa
Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes: diálogos entre o banqueiro e o ministro do STF | Foto: Montagem sobre reprodução/X

Entre as ferramentas empregadas estão Cellebrite e GrayKey, ambas aptas a realizar extrações completas dos dispositivos. Elas copiam todos os dados, inclusive fragmentos residuais. Esse processo, chamado de cópia “bit por bit”, reflete integralmente tudo que está armazenado no aparelho, seja ele celular, seja notebook.

O perito em crimes digitais Wanderson Castilho esclarece que, mesmo que mensagens e arquivos sejam apagados, registros de envio e logs permanecem salvos. “Quando você apaga ou manda uma informação, ou manda uma informação em visualização única, os registros de que você mandou uma mensagem, os logs disso, ficam armazenados”, afirmou Castilho, segundo O Globo.

As investigações revelam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, utilizava um método para dificultar o acesso às mensagens, enviando capturas de tela com anotações em formato de visualização única pelo WhatsApp. Em novembro de 2025, foi assim que ele se comunicou com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia de sua primeira prisão.

Mesmo nesse formato, explica Castilho, a perícia consegue rastrear o envio das imagens, identificando horários, destinatários e caminhos dos arquivos. Como o WhatsApp só permite visualização única de imagens e vídeos, as capturas enviadas por Vorcaro precisaram ter sido salvas no aparelho antes, mesmo que posteriormente apagadas.

Recuperação de logs e caminhos dos arquivos

O especialista destaca que, embora o conteúdo da imagem nem sempre seja imediatamente acessível, os registros de envio, datas e destinatários podem ser recuperados.

“O software mantém registros de que houve uma mensagem naquela data. Ele fixou os registros, os logs“, disse. “Talvez ele não dê diretamente o conteúdo da imagem, mas é possível recuperar o caminho do arquivo e identificar que ele foi puxado naquela conversa.”

Seja com mensagens apagadas, seja com arquivos enviados para desaparecimento rápido, os logs guardam informações essenciais, como horário, tipo de documento e destinatário. Isso permite reverter a exclusão e acessar dados importantes para a investigação, conforme explicam os peritos.

No caso de Vorcaro, o momento exato da apreensão do celular contribuiu para a obtenção das provas, pois as imagens ainda estavam salvas no aparelho, não tendo sido removidas. Assim, mesmo com o uso de visualização única, o espelhamento dos arquivos garantiu acesso aos dados.

Indicada por Lula, Janja viaja a Nova York para conferência da ONU

Decreto presidencial autorizou missão oficial com despesas custeadas pelo governo federal

Luis Batistela

A viagem de Janja ocorre em meio ao Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro deste ano | Foto: Reprodução/Claudio Kbene/PR

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, embarcou neste domingo, 8, para Nova York, nos Estados Unidos. Em Manhattan, ela participa da 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da Organização das Nações Unidas (ONU), conhecida como CSW.

O governo federal oficializou a viagem por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União. O documento traz as assinaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler Mauro Vieira. A programação da missão de Janja na ONU vai de 7 a 14 de março, com despesas pagas com dinheiro público. No entanto, segundo o gabinete da primeira-dama, a agenda em Nova York ocorrerá de 8 a 13 de março.

O encontro reúne políticos, diplomatas, organizações e entidades da sociedade civil. No Instagram, Janja afirmou que a CSW é “um dos espaços mais importantes do mundo para discutir nossas vivências e desafios enquanto mulheres”.

A viagem ocorre poucos dias depois de a petista ser nomeada “Campeã da Igualdade Social” pela agência Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A cerimônia ocorreu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, no dia 4 de março.

Com a viagem a Nova York, Janja acumula 170 dias fora do país desde 2023. O período supera em 23 dias o tempo que Lula passou no exterior no mesmo intervalo.

Delegação do governo acompanha Janja

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também participa da missão. Integram a delegação a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Publicações no Diário Oficial da União revelam que 40 servidoras de 17 órgãos federais foram designadas para a viagem. Entre os órgãos representados estão os ministérios das Mulheres, da Saúde, da Fazenda e do Trabalho e Emprego.

Também participam representantes da Advocacia-Geral da União, da Universidade de Brasília e da Universidade Aberta do SUS.

A viagem ocorre em meio ao Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro deste ano. A iniciativa criou um comitê com 12 representantes para coordenar políticas públicas voltadas ao tema.

Segundo Lula, a proposta surgiu de Janja, que teria se emocionado com casos de assassinato de mulheres registrados em 2025.

Noivado de Vorcaro na Itália custou R$ 21 milhões

Celebração em palácios romanos e anfiteatros históricos reuniu espetáculos de drones e performances exclusivas

Erich Mafra

Daniel Vorcaro e a ex-mulher Martha Graeff | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de 42 anos, não poupou recursos para oficializar o compromisso com a modelo Martha Graeff em solo europeu. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, uma cerimônia suntuosa realizada em Roma, no final de novembro de 2024, consumiu US$ 4,04 milhões — aproximadamente R$ 21,4 milhões. O evento ocorreu em cenários históricos da antiguidade e da era medieval e contou com uma produção cinematográfica que incluiu shows privados, dança e tecnologia de ponta para selar o pedido de casamento.

As celebrações ocuparam espaços icônicos, como o anfiteatro da Villa Adriana, erguida no século 2 d.C., e a galeria do Palazzo Colonna, construção iniciada no século 14. Registros em vídeo detalham uma logística que envolveu drones que desenharam declarações de amor no céu nublado da capital italiana, além de apresentações de teatro e dança inspiradas no estilo Cirque du Soleil. O casal e seus convidados ficaram hospedados no Palazzo Shedir, antigo reduto da família Borghese, transformado em um hotel cinco estrelas cujas acomodações preservam o luxo do século 17.

De Marrocos à Sicília: a rota da ostentação

Antes do noivado romano, o casal passou pela Baía de Taghazout, no Marrocos, destino global de surfe, reforçando o padrão de itinerários internacionais de alto custo. No entanto, os valores do noivado empalidecem diante de outro projeto encontrado nos documentos em posse da Polícia Federal. As investigações revelam o planejamento de uma festa de 40 anos para Daniel Vorcaro em Taormina, na Sicília, orçada em US$ 37,6 milhões — cerca de R$ 200 milhões.

O cronograma financeiro para o evento siciliano previa o parcelamento da cifra milionária em até nove vezes, com quitação total programada para as vésperas da festa, em agosto de 2023. O projeto incluía a reserva de hotéis de luxo extremo, como o Four Seasons San Domenico Palace, e a locação do Castello degli Schiavi, famoso cenário da trilogia O Poderoso Chefão. A lista de atrações sugerida contava com nomes como Coldplay, Andrea Bocelli e David Guetta.

Dallagnol e Chiquini vão a Brasília protocolar impeachment de Moraes

Nova ação aponta indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação contra o ministro do STF

Isabela Jordão

Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/3/2026) | Foto: Luiz Silveira/STF

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram a Brasília na manhã desta segunda-feira, 9, para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo Chiquini, a iniciativa traz fundamentos jurídicos inéditos em relação às representações anteriores. “Segunda-feira, 5 da manhã, eu e Deltan estamos a caminho de Brasília, para protocolar novo pedido de impeachment do Alexandre de Moraes, agora com fundamentação jurídica nunca antes utilizada”, afirmou.

Dallagnol disse que o pedido não se refere apenas a supostos abusos de autoridade, mas de possíveis crimes. “Agora vai muito além de abusos, agora estamos falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação, de organização criminosa”, declarou.

O ex-procurador citou questionamentos relativos ao contrato entre Viviane Barci, mulher do ministro, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “A questão é: qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, disse, acrescentando que haveria também indícios de interferência em investigações.
Provas da PF podem sustentar pedido de impeachment contra Moraes

Chiquini afirmou que o pedido de impeachment se baseia em novos elementos. “Agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal“, declarou. “Então o fundamento jurídico é novo, com indícios claríssimos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.”

Ao final do vídeo, publicado no X, o advogado disse que os dois manteriam o público informado sobre o andamento da iniciativa ao longo do dia e reforçou o objetivo de protocolar o pedido de impeachment do Moraes.

EUA destroem caças F-14 para impedir que peças cheguem ao Irã

A decisão foi tomada depois de indícios de que redes de contrabando tentavam adquirir peças no mercado de excedentes

Yasmin Alencar
Caça F-14 dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Wikipedia

Com a intenção de impedir o acesso do Irã a componentes críticos, os Estados Unidos optaram por destruir quase toda a sua frota de caças F-14 Tomcat. A decisão foi tomada depois de indícios de que redes de contrabando tentavam adquirir peças no mercado de excedentes, ameaçando a segurança tecnológica dos EUA.

No início da década de 1970, o Irã, então governado pelo xá Mohammad Reza Pahlavi, era aliado de Washington e buscava reforçar sua defesa aérea. Depois de visitar os EUA e se impressionar com o F-14, o país adquiriu 80 aeronaves, além de mísseis, suporte logístico e treinamento técnico para seus militares.
O impacto da Revolução Islâmica e as estratégias iranianas

Com a Revolução Islâmica em 1979 e o rompimento das relações, o novo governo iraniano herdou jatos modernos, mas perdeu o acesso ao suporte e fornecimento dos Estados Unidos. Desde então, o Irã recorre à canibalização de aeronaves, engenharia reversa e redes clandestinas para manter parte da frota operacional, apesar das sanções internacionais.

Os EUA inicialmente planejavam vender componentes não sensíveis dos F-14 desativados, prática comum com material militar aposentado. Depois de alertas sobre tentativas de aquisição suspeita desses itens, optaram por sucatear integralmente quase todas as aeronaves, cortando-as de modo a inviabilizar qualquer reaproveitamento militar.

Desafios atuais para o Irã e proteção da tecnologia

Atualmente, o Irã é o único país a operar os F-14, mas enfrenta dificuldades crescentes para manter os caças em condições de combate. Restam apenas adaptações locais, canibalização de peças e improvisos, enquanto a cadeia de suprimentos praticamente inexiste por causa do embargo.

Os exemplares remanescentes nos Estados Unidos estão expostos em museus ou bases militares sob vigilância, sem sistemas essenciais ou com componentes vitais removidos, impossibilitando que peças úteis cheguem às mãos de outros operadores, especialmente ao Irã.

O legado tecnológico do F-14 Tomcat

O F-14 Tomcat destacava-se por sua asa de geometria variável, radar de longo alcance e mísseis guiados de alta precisão, características que o tornaram referência entre caças de sua época. O radar permitia rastrear múltiplos alvos a distâncias superiores às de outros modelos ocidentais, enquanto o design das asas ampliava sua versatilidade em voo e nas operações em pistas curtas.

Ao eliminar fisicamente suas aeronaves, os Estados Unidos mostraram que a disputa em torno do F-14 não era apenas operacional, mas estratégica, relacionada ao controle sobre tecnologia sensível. O episódio evidencia como a relevância política de um avião pode superar seu tempo de serviço ativo.

O F-14, fabricado pela Grumman entre 1969 e 1991, voou pela primeira vez em 1970 e foi aposentado em 2007. Com comprimento de 19,10 metros, envergadura variável de até 19,55 metros, peso máximo de decolagem de 33,7 toneladas e velocidade máxima de cerca de 2,5 mil km/h, o modelo era avaliado em US$ 38 milhões à época, com autonomia estimada em 3,2 mil km e teto operacional de 17 km.

Flávio vence Lula em São Paulo, mostra pesquisa

Levantamento do Real Time Big Data mostra senador com 38% das intenções de voto e o presidente com 34% dos votos no Estado de SP

Loriane Comeli

No Estado de São Paulo, Flávio Bolsonaro venceria Lula

Pesquisa Realtime/Bigdata realizada com eleitores do Estado de São Paulo sobre a disputa presidencial de outubro deste ano mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 38%, contra 34% do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira, 9.

Conforme o levantamento, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, tem 9% e Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, 4%. Brancos e nulos somam 5%, e não sabem ou não responderam 6%.

No cenário com Eduardo Leite (PSD), governador gaúcho, que aparece com 5% das intenções de voto, Flávio pontua 39% e Lula 35% no Estado de São Paulo; Romeu Zema soma 5%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, governador de Goiás, que aparece com 6% das intenções de voto no Estado, Flávio aparece com 39%, Lula com 35% e Zema com 4%.

No quesito rejeição, Lula lidera a mostra em São Paulo com 49%, seguido de Flávio com 45%, Eduardo Leite 26%, Caiado 25%, Ratinho Jr 24% e Zema 23%.

O instituto perguntou aos eleitores de São Paulo sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 56% desaprovam e 40% aprovam.

A pesquisa está registrada sob número BR-01902/2026, foram realizadas 2 mil entrevistas com eleitores do Estado de São Paulo, entre os duas 6 e 7 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Escritório de mulher de ministro do STF detalha serviços prestados ao Banco Master em nota

Foto: Divulgação

A sociedade de advogados Barci de Moraes, que tem como sócia Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota com informações detalhadas sobre os serviços de consultoria e atuação jurídica prestados ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. As informações são do O Globo.

O contrato, que previa pagamentos mensais de R$ 3,5 milhões, totalizando R$ 129 milhões em três anos, foi encerrado em novembro de 2025, quando a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central.

De acordo com o documento, antecipado à coluna, o escritório mobilizou uma equipe de 15 advogados e contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que atuaram sob sua coordenação.

A nota detalha que foram realizadas 94 reuniões de trabalho, sendo 79 presenciais na sede do Banco Master, com duração aproximada de três horas cada, para análise de documentos e discussão de questões jurídicas envolvendo as superintendências de Compliance e Corporativa e a gerência de Compliance da instituição.

O texto informa ainda que ocorreram 13 reuniões com a presidência do banco, sendo duas presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas, além de duas reuniões por videoconferência entre o jurídico da instituição financeira e a equipe jurídica da banca. Segundo a nota, foram produzidos 36 pareceres e opiniões legais sobre temas como aspectos previdenciários, contratuais, trabalhistas, regulatórios, compliance, proteção de dados e crédito.

O escritório afirma que uma das equipes jurídicas atuou na elaboração de opiniões legais para o Departamento de Compliance, na revisão da Política de Captação para o Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) e na revisão do Programa de Compliance para obtenção do Selo Pro-Ética, o que implicou revisão da estrutura do departamento, do Código de Ética e Conduta e elaboração de políticas como as de relacionamento com o Poder Público, licitações, conflito de interesses e partes relacionadas.

Outra equipe, conforme o documento, atuou na área penal e administrativa, com análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquéritos civis e ações civis públicas de interesse do Banco Master e seus dirigentes, muitos deles sigilosos, bem como na atuação contenciosa específica em ação penal ajuizada em 17 de outubro de 2024 e em inquérito policial federal no qual houve habilitação em 8 de abril de 2024.

A nota enfatiza que o escritório "nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal)". O documento também destaca que a banca, que tem entre seus sócios dois filhos do ministro Alexandre de Moraes, possui "trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica".

Ex-ministro de Lula é detido e deportado para o Brasil

Situação ocorreu após tentativa de entrar no país

Por Cássio Moreira
Ex-ministro de Lula foi deportado para o Brasil - Foto: Evaristo Sá | AFP

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Franklin de Souza Martins, foi detido e deportado do aeroporto da Cidade do Panamá, capital do Panamá, após tentar entrar no país.

Segundo informações do canal CNN Brasil, Franklin foi detido após ser abordado por dois policiais ao chegar no Panamá, onde faria conexão para a Guatemala. O jornalista, que foi ministro de Lula no seu segundo mandato, passou por uma série de questionamentos, que envolviam a sua prisão em 1968, quando era opositor ao regime militar vigente no Brasil.

A justificativa para a deportação seria a lei que impede a entrada de estrangeiros que tenham cometidos crimes considerados graves. Horas depois, o ex-ministro foi deportado.

Governo se desculpa

O chanceler do Panamá, Javier Martinez-Acha, se desculpou após o ocorrido, reiterando que o episódio foi um 'equívoco' por parte das autoridades panamenhas, abrindo também as portas do país para que o ex-ministro possa retornar em breve.

Idoso perde mais de R$ 200 mil após cair em golpe

Os criminosos tiveram acesso a conta bancária do idoso

Por Franciely Gomes
O idoso está tentando reaver o valor perdido - Foto: Ilustrativa | Freepik

Um homem, de 73 anos, foi vítima de um golpe neste sábado, 7, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O idoso, que não teve sua identidade revelada, perdeu mais de R$ 200 mil para os golpistas.

Segundo informações da emissora local TV Tem, a vítima recebeu mensagens através de um aplicativo de mensagens, onde um homem se identificou como o advogado de sua empresa.

O criminoso teria apresentado dados referentes a um processo movido pela vítima e conquistou sua confiança. Em seguida, o golpista solicitou que o homem falasse com outro advogado por ligação de vídeo, onde seriam definidas as questões financeiras.

Durante a chamada, os suspeitos conseguiram acessar as contas bancárias do idoso e fizeram uma série de transferências. Ciente do ocorrido, a vítima acionou a polícia, o banco e o verdadeiro advogado, mas ainda não conseguiu reaver o valor roubado.

Filho de Ali Khamenei assume comando do Irã

Assembleia pede unidade da população e apoio ao novo líder

Por Cássio Moreira
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã - Foto: AFP

Mojtaba Khemenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã. A informação foi divulgada pela mídia estatal do país, em comunicado neste domingo, 8.

O sucessor de Ali, morto na última semana após ataques coordenados pelos Estados Unidos e por Israel, já era apontado como o nome para assumir o posto do aiatolá. Ao divulgar a decisão, a Assembleia de Especialistas do Irã pediu lealdade e unidade por parte da população iraniana.

Mojtaba perdeu o pai, a mãe, a esposa e um filho pequeno nos ataques direcionados ao país, que também tem reagido com ofensivas aos países do Oriente Médio que possuem bases militares dos EUA.

Ali Khamenei

Um dos líderes da revolução que ocorreu no país na década de 1970, Ali Khamenei foi morto em um ataque no dia 28 de fevereiro, colocando fim ao seu domínio sob o Irã.

Embora a tradição iraniana rejeite a 'passagem de bastão' hereditária, Mojtaba Khamenei tem bom trânsito dentro da estrutura de poder que mantinha seu pai como principal figura do regime.

OS GOLS DO FANTÁSTICO

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

SAIU O RANKING DAS EMISSORAS MAIS ACESSADAS DE PETROLINA-PE, NO MÊS DE FEVEREIRO DE 2026


A conversa que transforma o caminho escolar

Por Katiane Souza (*)
                                    Katiane Souza (*)

Em meio a rotina agitada da família contemporânea, muitas vezes a escola, com suas provas, tarefas e expectativas, viram motivo de ansiedade para pais e estudantes. Nesse contexto, falar sobre o que acontece na vida escolar dos filhos nem sempre é fácil. Porém, mais do que cobrar resultados, é urgente criar um espaço de escuta, afeto e parceria.

Quando um pai pergunta ao filho: “Como foi seu dia na escola?” e ouve com atenção verdadeira, sem interromper, julgar ou corrigir imediatamente, algo especial acontece no cérebro daquela criança. A neurociência educacional nos mostra que o cérebro aprende melhor em ambientes seguros e afetivos. Emoções positivas liberam neurotransmissores como dopamina e oxitocina, que estão diretamente associados à motivação, à memória e à criatividade. Ou seja, quando a aprendizagem é permeada por afeto, a curiosidade floresce e o aprendizado se fortalece.

Esse olhar sensível não é exclusivo aos estudantes que enfrentam dificuldades. Mesmo aqueles que estão indo bem nos estudos precisam sentir que suas conquistas são percebidas, valorizadas e compartilhadas pelos seus cuidadores. A motivação dos pequenos (e dos adolescentes!) cresce quando o ambiente familiar funciona como um porto seguro, um lugar para celebrar vitórias e dividir desafios.

Converse. Pergunte com interesse:

• O que mais te encantou hoje?

• Qual momento foi difícil?

• Como posso te apoiar?

Escutar com empatia significa acolher sem minimizar ou supervalorizar sentimentos. Significa dizer: “Eu estou aqui com você, não para resolver tudo, mas para caminhar ao seu lado.”

A ciência reforça: o cérebro se molda pelas experiências. Quando as conversas são envolvidas por afeto, a criança ativa áreas cerebrais ligadas à aprendizagem social e emocional, que são fundamentais para enfrentar desafios com resiliência e prazer em aprender.

E se algo não está bem? Se a criança mostra sinais de desmotivação, frustração ou queda no rendimento, esse momento se torna uma oportunidade, não de cobrança, mas de diálogo colaborativo. Descobrir juntos quais obstáculos existem e buscar, lado a lado, estratégias e soluções fortalece vínculos e promove autoestima.

Por fim, lembre-se: o amor que apoia gera confiança que impulsiona. Continuar motivando, mesmo nos dias sem respostas perfeitas, ensina que o aprendizado é um processo e não uma corrida por notas.

Segure a mão do seu filho. Olhe nos olhos. Pergunte com calma e ouça com carinho. Esse gesto simples pode transformar a trajetória escolar em uma jornada compartilhada de crescimento.


Katiane Souza é Psicopedagoga, Neuropsicopedagoga e Especialista em ABA.

Trump defende participação dos EUA na escolha do próximo líder do Irã

Para o presidente norte-americano, é improvável que o sucessor do aiatolá Ali Khamenei seja seu filho, Mojtaba Khamenei

Diógenes Feitosa

Trump comparou o contexto ao ocorrido na Venezuela, quando Delcy Rodriguez assumiu o comando depois da saída do ex-ditador Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Casa Branca

A influência dos Estados Unidos sobre o futuro político do Irã voltou ao debate depois de declarações do presidente Donald Trump nesta quinta-feira, 5.

Em entrevista por telefone à agência Reuters, Trump afirmou que considera essencial a participação dos EUA na definição do próximo líder iraniano.

Segundo Trump, é improvável que o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque militar no início da guerra, seja seu filho, Mojtaba Khamenei, apontado como favorito.

“Nós vamos ter que escolher essa pessoa junto com o Irã”, afirmou o presidente norte-americano. “Nós vamos ter que escolher essa pessoa.”

Envolvimento dos EUA e apoio a forças curdas

O presidente também manifestou apoio à possibilidade de forças curdas, atualmente baseadas no Iraque, atravessarem a fronteira para atacar tropas iranianas.

“Eu acho maravilhoso que eles queiram fazer isso, eu apoiaria totalmente”, disse Trump.

Essas declarações foram dadas seis dias depois dos ataques lançados contra alvos do regime iraniano.

Sobre a sucessão no Irã, Trump comparou o contexto ao ocorrido na Venezuela, quando Delcy Rodriguez assumiu o comando depois da saída do ex-ditador Nicolás Maduro.

“Queremos estar envolvidos no processo de escolha da pessoa que vai liderar o Irã no futuro, assim não teremos que voltar a cada cinco anos e repetir isso”, afirmou Trump. “Queremos alguém ótimo para o povo e para o país.”

Questionado sobre a possibilidade de Reza Pahlavi, príncipe herdeiro exilado e filho do último xá, assumir o comando, Trump respondeu: “Acho que todos estão no páreo. Ainda é muito cedo”.

Tensão no Estreito de Ormuz

Trump foi questionado se os EUA ofereceriam apoio aéreo às milícias curdas caso intervenham no oeste do Irã.

O presidente respondeu: “Não posso te dizer isso”, mas ressaltou que o objetivo dos curdos seria “vencer”. “Se eles forem fazer isso, é bom”, acrescentou.

Fontes com conhecimento do tema relataram à Reuters que grupos curdos iranianos consultaram autoridades dos EUA para discutir ataques contra forças iranianas na região ocidental do país.

Essas milícias treinam na fronteira entre Irã e Iraque, na região curda autônoma, e buscam enfraquecer o Exército do Irã enquanto EUA e Israel continuam bombardeando alvos iranianos.


Trump também demonstrou confiança de que o Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo, seguirá aberto.

O estreito, entre Irã e Omã, está quase paralisado depois de ataques iranianos a seis embarcações.

“Eles não têm mais Marinha, você sabe, a Marinha está agora no fundo do mar”, afirmou Trump. “Estou observando Ormuz muito de perto.”

Novos ataques contra petroleiros foram registrados no Golfo nesta quinta-feira, 5, intensificando o conflito.

Drones iranianos também entraram no Azerbaijão, ampliando o risco de instabilidade para outros produtores de petróleo. Os preços do petróleo aumentaram desde o início da guerra.

Perspectivas para o conflito

Apesar disso, Trump minimizou o impacto nas bombas de combustível.

“Eles (os preços) vão cair rapidamente quando isso acabar”, disse. “E, se subirem, subiram. Mas isso é muito mais importante do que o preço da gasolina subir um pouco.”

O presidente norte-americano afirmou não prever quanto tempo o conflito vai durar, mas disse que a operação avança com rapidez.

“Eu diria que está seguindo o cronograma e de forma muito mais forte do que qualquer um poderia imaginar”, afirmou.

Para blindar Lulinha em CPMI, Dino atropela entendimento do STF

O ministro invalidou a aprovação m bloco de 87 requerimentos da Comissão, repetindo o que já havia feito na quarta-feira 4, ao suspender a quebra de sigilo bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger

Yasmin Alencar

Flávio Dino, em sessão no STF - 11/02/2026 | Foto: Victor Piemonte/STF

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a votação dos requerimentos da CPMI do INSS, marca um contraste em relação a posicionamentos anteriores do próprio tribunal sobre práticas do Congresso.

Na quinta-feira 5, ao revogar a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, Dino invalidou a aprovação em bloco de 87 requerimentos. Ele repetiu o que já havia feito na quarta-feira 4, ao suspender a quebra de sigilo bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. A medida também abrangeu outros 86 pedidos aprovados durante a mesma sessão.

Contraste com decisões anteriores do STF

O precedente do STF, porém, vai em direção oposta: em 2021, o ministro Dias Toffoli manteve o método de votação em bloco na CPI da Pandemia, ao negar solicitação semelhante feita pela empresa VTCLog contra a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.

No dia 24 de agosto de 2023, a CPI do 8 de Janeiro aprovou, por votação simbólica, 57 requerimentos em bloco, incluindo 45 quebras de sigilo, como a da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa em Roma.

O Rogério Corrêa (PT-MG) — que agora se insurge contra a aprovação da quebra de sigilo em bloco e chegou a partir para a violência durante a votação — apoiou a prática naquele momento, quando era sobre o 8 de janeiro.

O clima de tensão marcou a votação recente na CPMI do INSS. Depois da aprovação dos requerimentos, Rogério Corrêa chegou a agredir fisicamente o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) no plenário.

Histórico das votações em bloco no Congresso

A votação em bloco já havia ocorrido em outras comissões, como na CPI da Pandemia, em 19 de agosto de 2021, quando 187 requerimentos foram aprovados em uma única sessão, incluindo 123 pedidos de quebra de sigilo. Naquele momento, a sugestão partiu do relator Renan Calheiros (MDB-AL) e foi aceita pelo presidente Omar Aziz (PSD-AM).

“Eu sugiro, para maior celeridade, tendo em vista termos um depoimento importante logo em seguida, que apreciemos os requerimentos em globo”, sugeriu Renan Calheiros na época, conforme as notas da comissão transcritas agora pelo Metrópoles. Em outra reunião, em 3 de agosto de 2021, 128 novos requerimentos foram aprovados de uma só vez, sendo 64 solicitações de quebra de sigilo.

Entre os pedidos de quebra de sigilo estava o da VTCLog, empresa prestadora de serviços ao Ministério da Saúde. A empresa recorreu ao STF, mas o ministro Dias Toffoli, em 25 de agosto de 2021, manteve a decisão da CPI, restringindo o acesso aos dados aos integrantes do colegiado e delimitando o período investigado.

Na fundamentação, Toffoli declarou: “O requerimento (…), é documento público, previamente distribuído aos parlamentares e disponibilizado para acesso geral (…), e, durante a sessão de votação, não se levantou qualquer objeção à sua aprovação, já que a medida, devidamente motivada, mostrou-se essencial aos trabalhos da comissão”.

Dia da prisão de Vorcaro teve correria para vender imóvel de R$ 60 milhões

E-mails mostram corrida para concluir negócio em SP, enquanto ex-banqueiro se reunia com o Banco Central

Isabela Jordão

Ilustração do Vizcaya Itaim, em São Paulo, onde empresa de Daniel Vorcaro tem imóvel | Foto: Reprodução/Vizcaya Itaim

Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) na caixa de e-mails de Daniel Vorcaro revelam uma tentativa acelerada de vender uma cobertura de luxo ainda em construção em São Paulo por R$ 60 milhões no mesmo dia em que o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro.

As conversas ocorrem paralelamente a outros movimentos relevantes de Vorcaro naquele dia, como uma reunião com representantes do Banco Central e a divulgação da suposta compra do Banco Master pela gestora Fictor — operação que investigadores consideram uma possível cortina de fumaça para uma tentativa de fuga do empresário.

O imóvel negociado fica no empreendimento Vizcaya Itaim, na Avenida Horácio Lafer. A cobertura triplex projetada pelo arquiteto João Armentano possui 12 vagas de garagem. O complexo é incorporado, construído e administrado pela Lucio Engenharia e pela Bolsa de Imóveis.

O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Guarulhos (SP) | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

Como o prédio ainda estava em construção, a transação exigia a intermediação dessas empresas. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

A troca de mensagens começa na sexta-feira anterior, 14 de novembro. Naquela tarde, Regiane Bernardes, da Victorino Imóveis, responsável pela negociação a pedido de Vorcaro, enviou um e-mail à Bolsa de Imóveis para organizar a venda.

Ela solicitou a confirmação da quitação do imóvel, a guia para pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e encaminhou o CNPJ do comprador. No mesmo e-mail, confirmou o valor da operação: “Informo que o valor da cessão é de R$ 60 milhões”.

Depoimentos de Daniel Vorcaro à PF revelam sua versão sobre imóveis nos EUA, relações políticas e a crise do Banco Master | Foto: Reprodução/Jornal Grande Bahia

Em seguida, ressaltou a urgência da negociação. “Sabemos que o prazo é curto para concluir ainda hoje, mas seguimos confiantes de que, com o alinhamento entre todos, será possível avançar da melhor forma.”

A mensagem foi respondida ainda naquela tarde por Bruno Bianco, que foi advogado-geral da União no governo Jair Bolsonaro e atuava na negociação para representar o comprador, cujo nome não aparece nas conversas.

“Estamos bem avançados na negociação, mas impedidos de seguir pela ausência do termo de quitação”, escreveu. “Peço a gentileza de nos encaminharem o quanto antes.”
Cobertura pertence a uma das principais empresas de Vorcaro

De acordo com os e-mails, o imóvel pertence à Viking, uma das principais empresas de Vorcaro. A companhia ficou conhecida por ser proprietária de três aeronaves utilizadas pelo banqueiro, incluindo o jato que ele pretendia usar para viajar ao exterior naquele 17 de novembro.

Vorcaro havia vendido 55% do controle da Viking para um fundo administrado pela Reag em 17 de setembro — dois meses antes da liquidação do banco. Na mesma operação, ele renunciou ao cargo de administrador e transferiu a função para um ex-despachante de Nova Lima (MG), movimento interpretado como uma tentativa de se distanciar formalmente de seu patrimônio.

Apesar disso, as mensagens agora reveladas mostram que Vorcaro ainda mantinha ligação direta com a empresa em novembro. Ele foi incluído na cópia das trocas de e-mails, e a corretora afirmou ter sido designada por ele para conduzir a negociação.
A Polícia Federal solicitou a transferência de Daniel Vorcaro e de outros investigados para o sistema prisional estadual de SP | Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Na manhã de segunda-feira, 17 de novembro, antes das 8h, a representante voltou a cobrar agilidade da Bolsa de Imóveis. “Como houve mudança na administração da Viking e precisamos avançar imediatamente, peço com urgência o link digital para que o novo administrador realize a assinatura do compromisso de venda e compra quitado ainda esta manhã”, escreveu.

Uma advogada da incorporadora respondeu com pedido de paciência e explicou que a Lucio Engenharia, parceira no empreendimento, precisava aprovar todos os documentos. A corretora insistiu novamente: “Estamos aguardando o envio e sabemos que o tempo está bem curto e a operação deve ser concluída ainda hoje.”

Bruno Bianco reforçou a cobrança. “Gostaria de reiterar a urgência do termo de quitação. Isso é premissa para a negociação”, afirmou.

Daniel Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff | Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff

Procurado pela Folha, o ex-advogado-geral da União disse que atuou apenas como advogado de um interessado no imóvel, tendo acesso apenas a informações fornecidas pelas partes ou de natureza pública. Ele afirmou ainda que não tinha conhecimento prévio sobre eventual ação do Banco Central, prisão ou bloqueio de bens.

“Nem Bruno Bianco, nem qualquer outro advogado do país com responsabilidade e ética profissional conduziria ou recomendaria a aquisição de um apartamento cujo domínio estivesse sujeito a indisponibilidade previamente conhecida”, declarou.

A Bolsa de Imóveis informou que não pode comentar transações das quais participa sem autorização expressa das partes ou determinação judicial. Regiane Bernardes foi procurada pelo jornal, mas não respondeu.

Na hora do almoço de 17 de novembro, a corretora voltou a pressionar pelo envio do documento e lembrou que Vorcaro a havia incumbido da negociação.

Às 16h35, o dono do Master confirmou por e-mail que ela tinha acesso completo e autonomia para agir em seu nome. Um minuto antes, porém, a Justiça Federal já havia expedido o mandado de prisão contra ele, segundo informações apresentadas pela defesa em um pedido de habeas corpus.

Mais cedo naquele dia, Vorcaro havia se reunido com diretores do Banco Central e, segundo seus advogados, informou que viajaria aos Emirados Árabes Unidos para assinar o contrato de venda do Banco Master à Fictor e a investidores internacionais. A notícia da negociação foi divulgada à imprensa por volta das 17h.
Executivo da financeira Fictor durante apresentação a investidores | Foto: Divulgação/Fictor

Enquanto isso, a corretora seguia tentando acelerar a venda da cobertura. “Estamos o dia todo no aguardo dos documentos”, escreveu Regina. Quando finalmente recebeu a comprovação de quitação, pediu com urgência o link para assinatura digital do compromisso de compra e venda — que acabou não sendo enviado.

Segundo pessoas próximas à negociação, a venda não foi concluída. Vorcaro foi preso naquela mesma noite, e o Banco Master acabou liquidado pelo Banco Central na manhã seguinte.

Israel intensifica bombardeios ao Hezbollah e Irã reage com ataques a Tel Aviv

Durante a madrugada, o Exército israelense lançou 26 ataques aéreos nos arredores da capital libanesa

Yasmin Alencar

Bandeira de Israel | Foto: Imagem de IA

A escalada militar no Oriente Médio ganhou novos contornos nesta sexta-feira, 6, com a intensificação dos bombardeios israelenses ao sul de Beirute, área controlada pelo Hezbollah, e uma série de ataques do Irã contra alvos em Tel Aviv e bases norte-americanas na região.

Durante a madrugada, o Exército de Israel lançou 26 ataques aéreos nos arredores da capital libanesa, atingindo supostos centros de comando e depósitos de armas do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã. Imagens registradas mostraram explosões e clarões iluminando o céu sobre os subúrbios.

Irã amplia ataques e ameaça novas estratégias

No mesmo período, a Guarda Revolucionária do Irã comunicou que disparou mísseis Kheibar em direção a Tel Aviv, marcando a 21ª ofensiva da “Operação Promessa Verdadeira 4”, com mísseis e drones atingindo pontos estratégicos no centro da cidade, conforme nota oficial da força iraniana.

Fontes do Catar informaram que drones iranianos atacaram a base aérea norte-americana de Al Udeid, considerada a maior instalação dos EUA no Oriente Médio, sem relatos de feridos. O Irã também afirmou ter atingido a base aérea de Ramat David e um radar em Israel, além de bases norte-americanas no Kuwait e em Erbil, no Iraque.

Um representante da Guarda Revolucionária declarou que o Irã pretende empregar novos armamentos e estratégias em breve diante daquilo que classificou como agressões de Israel e dos Estados Unidos, sem detalhar as possíveis ações.

Conflito se espalha e atinge civis e infraestrutura

O conflito, ao completar sete dias, envolveu ataques iranianos não só em Israel, mas também em países do Golfo, Chipre, Turquia e Azerbaijão, chegando até o Oceano Índico, onde um submarino dos EUA afundou um navio iraniano próximo ao Sri Lanka.

“Esta é uma guerra existencial para o Irã, o que nos deixa sem escolha a não ser responder onde quer que os ataques norte-americanos tenham origem”, afirmou Saeed Khatibzadeh, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, durante evento em Nova Délhi.

Pela manhã, o Hezbollah publicou mensagem em hebraico no Telegram, aconselhando israelenses a deixarem cidades situadas até 5 km da fronteira. “A agressão de seu Exército contra a soberania libanesa e contra cidadãos pacíficos, a destruição de infraestrutura civil e a campanha de expulsão que está sendo conduzida não ficarão sem resposta”, disse o grupo.

De acordo com o Crescente Vermelho iraniano, pelo menos 1,2 mil pessoas morreram no Irã desde o início do conflito há sete dias. No Líbano, o Ministério da Saúde registrou 123 mortos e 683 feridos depois dos bombardeios israelenses, sem detalhar a proporção entre civis e combatentes. Não há confirmação de vítimas em Israel em razão de ações do Hezbollah.

Tensões diplomáticas e ameaças de retaliação

Na quinta-feira 5, o Azerbaijão anunciou medidas de retaliação depois de relatar que quatro drones iranianos cruzaram a fronteira e feriram quatro moradores no enclave de Nakhchivan. O governo iraniano negou envolvimento, apesar de parte da população azeri residir no Irã.

As hostilidades se intensificaram depois de sábado, 28, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã, tendo como pano de fundo as tensões sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta, o Irã passou a retaliar instalações militares norte-americanas em Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a imprensa oficial do Irã informou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, foi morto em bombardeios realizados por forças norte-americanas e israelenses. Depois do anúncio, o governo iraniano ameaçou uma represália severa.

Gelo em Marte? Entenda a nova descoberta da China no Planeta Vermelho

Descoberta foi realizada pelo jipe-robô Zhurong, da missão Tianwen-1, que explora o planeta desde 2021

Por Gustavo Nascimento
Jipe-robô Zhurong da China faz exploração em Marte - Foto: Divulgação | CNSA

Para além dos entraves políticos e econômicos, a disputa entre Estados Unidos e China como as duas maiores potências globais também se faz presente na exploração espacial. Diante disso, a Administração Espacial Nacional da China (CNSA, sigla em inglês) anunciou que encontrou gelo em camadas subterrâneas no solo de Marte.

A descoberta foi realizada pelo jipe-robô Zhurong, da missão Tianwen-1, que explora o planeta desde 2021. O jipe-robô fez a descoberta na planície Utopia, no hemisfério norte de Marte, local que pode ter sido um mar ou oceano no passado.

“O estudo infere que essa camada é de 'gelo sujo', ou seja, uma mistura de gelo de água, solo marciano e cascalho, contendo uma pequena quantidade de rocha”, informou a CNSA.

A descoberta aponta também que a camada encontrada tem cerca de 7 metros de espessura e está a uma profundidade de aproximadamente 15 metros na região.

“Atualmente, essa camada de gelo ainda está se degradando lentamente, e sua irregularidade espacial na espessura pode refletir esse processo de degradação. Simultaneamente, a camada de gelo pode transportar vapor de água para cima através de canais como fissuras, afetando a composição do material da superfície”, explicou a agência.

Intitulados "Evidências de gelo subsuperficial raso no local de pouso da Tianwen-1", os resultados da pesquisa foram publicados na revista Earth and Planetary Science Letters.

Funcionária encontra microcâmera escondida em banheiro de empresa

Mulher percebeu uma luz piscando dentro de uma tomada

Por Victoria Isabel
Caso ocorreu na quarta-feira, 4 - Foto: PMSC/Divulgação

Uma microcâmera foi descoberta escondida dentro de uma tomada no banheiro de uma empresa localizada em Içara, no Sul de Santa Catarina. O caso ocorreu na quarta-feira, 4, depois que uma funcionária percebeu uma luz piscando no conector e encontrou o equipamento, que possuía um chip de armazenamento.

A Polícia Militar foi acionada e registrou um termo circunstanciado pelos crimes de registro não autorizado de intimidade sexual e perturbação do trabalho ou do sossego alheio. Durante a ocorrência, os policiais apreenderam a microcâmera, além de três celulares, um computador e um notebook.

Segundo a polícia, o responsável pela empresa afirmou desconhecer o equipamento e disse que a situação estava causando transtornos no ambiente de trabalho.

Todos os materiais recolhidos foram encaminhados ao 29º Batalhão da Polícia Militar. O caso será analisado pelo Juizado Especial Criminal.

Em nota, a empresa SS Solar Energia afirmou ter sido surpreendida com a situação e informou que adotou medidas imediatas para que o caso seja esclarecido pela Justiça.

“Ao tomarmos conhecimento do fato ontem, fomos pegos de surpresa e imediatamente adotamos as providências necessárias para que a Justiça apure o ocorrido. A SS Solar Energia e seu proprietário têm uma história de seriedade e cuidado com questões profissionais e pessoais, sendo uma empresa familiar bastante conhecida no bairro e no município. Confiamos na Justiça dos homens e, acima de tudo, na Justiça de Deus para esclarecer esse equívoco. O assunto ficará nas mãos da Justiça e de Deus”, diz a nota.

Caso Lucas Terra: Justiça mantém condenação de pastores por morte de adolescente

Caso se refere ao assassinato do jovem de 14 anos por dois pastores da Igreja Universal em Salvador, em 2001

Por Gustavo Nascimento
Lucas Terra, jovem morto em 2001, aos 14 anos, por dois pastores da Igreja Universal. Caso aconteceu em Salvador - Foto: Arquivo pessoal

O caso Lucas Terra, referente ao jovem de 14 anos assassinado por dois pastores da Igreja Universal em Salvador, em 2001, ganhou mais um capítulo. Nesta quinta-feira, 4, a Justiça da Bahia rejeitou, de forma unânime, o recurso de apelação apresentado pela defesa de Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda, mantendo integralmente a condenação imposta pelo Tribunal do Júri da Comarca de Salvador pelos crimes contra o garoto.

A decisão foi tomada pela Segunda Turma da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia. Na sentença, o colegiado rejeitou todas as alegações de nulidade levantadas pela defesa, ou seja, negou os pedidos pela anulação do processo do caso Lucas Terra.

Entre as alegações estavam questionamentos sobre a decisão de pronúncia, que leva o julgamento Tribunal do Júri – mais conhecido como “júri popular” – além da substituição de testemunha, supostas irregularidades na formação do Conselho de Sentença e a alegação de que o veredicto teria sido contrário às provas dos autos.

O Tribunal, por sua vez, reafirmou o princípio constitucional da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri, entendendo que a decisão dos jurados está devidamente respaldada no conjunto probatório produzido ao longo do processo, incluindo depoimentos testemunhais e provas periciais.

Sendo assim, permanece válida a condenação dos pastores a 21 anos de reclusão em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Próximos passos

Após o julgamento da apelação e o esgotamento da fase recursal no Tribunal de Justiça da Bahia, o processo atinge o trânsito em julgado nesta instância, o que permite agora a execução da pena imposta aos condenados.

No entanto, ainda há a possibilidade de que a defesa dos réus apresente embargos de declaração, ou seja, recursos utilizados para tentar esclarecer ou rediscutir pontos da decisão. Essa movimentação poderia fazer com que o processo, que já dura quase 25 anos, se arrastasse por ainda mais tempo.

Ainda assim, a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia simboliza um passo decisivo na busca da família da vítima por justiça.

Procurado pelo A TARDE, Carlos Terra, irmão de Lucas Terra e advogado da família, comentou a decisão: “É mais uma etapa vencida, estamos mais próximos do fim do ciclo de impunidade”.

Ele ainda falou sobre a possibilidade de pedir o início da execução da pena de forma provisória. “Provavelmente eu estarei na segunda-feira [9] no Ministério Público para ver a possibilidade, neste momento, de pedir o início da execução provisória da pena, dispositivo que está previsto no Artigo 492 do Código de Processo Penal.”, complementou o irmão da vítima.

Memorial marcará 25 anos do caso

A família prepara um evento para lembrar os 25 anos do assassinato de Lucas Terra, que deverá acontecer em Salvador.

“Vamos fazer um memorial dos 25 anos de injustiça do caso Lucas Terra. Haverá um momento específico para a imprensa e depois o espaço será aberto ao público.”

Relembre o caso Lucas Terra

2001 – O adolescente Lucas Terra, de 14 anos, desaparece após sair de uma igreja em Salvador. O corpo dele é encontrado carbonizado em um terreno. Pastores ligados à Igreja Universal do Reino de Deus passam a ser apontados como suspeitos do crime.

2023 – Após anos de espera, ocorre o julgamento pelo Tribunal do Júri, e três pastores são condenados pela morte do adolescente. Após a condenação, a defesa apresenta recurso de apelação alegando nulidades processuais e pede a anulação do julgamento.

2026 – O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia analisa o recurso que pode manter a condenação ou determinar um novo julgamento.

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