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terça-feira, 2 de junho de 2026

Idosa se ajoelha para tentar impedir desapropriação em Goiás

Governo afirma ter cumprido ordem judicial; proprietários contestam indenizações

Mateus Conte

Maria da Paz, de 78 anos, se ajoelha diante de máquinas que tentam desapropriar seu terreno | Foto: Reprodução/Redes sociais

A produtora rural Maria da Paz, de 78 anos, ajoelhou-se diante de máquinas na última sexta-feira, 29, para tentar impedir a entrada dos equipamentos em sua propriedade durante uma desapropriação ligada às obras de duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, no sudeste de Goiás. O episódio foi registrado em vídeo e ganhou repercussão nas redes sociais.

Segundo a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a entrada das máquinas ocorreu durante o cumprimento de uma ordem judicial. A agência informou que depositou R$ 550 mil de indenização pela área atingida e afirmou que a residência da proprietária não será afetada pelas obras.

Nas imagens, Maria da Paz pede que as máquinas deixem o local enquanto moradores acompanham a movimentação. Em entrevista ao g1, a idosa afirmou estar abalada com a situação. Ela vive na propriedade há cerca de 50 anos, onde mantém criação de vacas e produção de queijo.

O que está em disputa em Goiás

De acordo com João Paulo Nogueira da Silva, integrante da Comissão de Proprietários Atingidos pela Duplicação da GO-330, a principal preocupação da família é evitar que as máquinas avancem além da área necessária para a passagem da rodovia. Segundo ele, existe receio de que partes da fazenda sejam utilizadas para extração de cascalho durante a execução da obra.

A comissão afirma que 46 proprietários rurais serão atingidos pelas desapropriações e informa que apenas dois acordos foram concluídos de forma amigável até o momento. O grupo sustenta que os valores oferecidos pelo Estado não correspondem ao valor de mercado das propriedades e defende o pagamento de indenizações consideradas justas pelos proprietários.

Já a Goinfra afirma que o valor depositado para Maria da Paz supera os preços praticados na região e alega que a família reivindica R$ 5,8 milhões pela área desapropriada. Em nota, a agência afirmou que seguiu os critérios definidos pela legislação e que a continuidade das obras ocorre por determinação judicial.

A duplicação da GO-330 integra um projeto do Governo de Goiás dividido em três etapas. Segundo a Goinfra, a obra possui investimento total estimado em cerca de R$ 400 milhões e tem como objetivo ampliar a capacidade da rodovia entre Catalão e Ipameri.

STF mantém suspensa reintegração em fazenda invadida pelo MST

Primeira Turma forma maioria para impedir desobstrução de área em Pernambuco

Fábio Bouéri

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF | Foto: Luiz Silveira/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste domingo, 31, para manter suspensa a reintegração de posse da Fazenda Brasil, em Gravatá (PE), ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há mais de uma década.

O relator do caso, ministro Flávio Dino, votou pela manutenção da liminar que já havia barrado a retirada dos ocupantes. Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia acompanharam o entendimento, consolidando a maioria. Ainda resta o voto de Cristiano Zanin.

STF: assistencialismo

Com a decisão, a ocupação permanece sem mudanças. Proprietários e forças de segurança ficam impedidos de promover qualquer alteração na área até nova deliberação do Supremo. A medida também proíbe ampliação do número de moradores ou construções no local.

Ao justificar o voto, Dino citou decisões anteriores do STF sobre conflitos fundiários e ressaltou a necessidade de mediação antes do cumprimento de despejos coletivos. O entendimento considera protocolos criados pela Corte depois da pandemia para reduzir impactos sociais em ações de reintegração.

Os proprietários contestaram a suspensão e afirmam que a quantidade de famílias na fazenda é menor do que a apresentada no processo. A defesa sustenta que vistorias recentes apontaram ocupação reduzida no imóvel.

Já o MST afirma que a área é improdutiva e defende a desapropriação da fazenda para fins de reforma agrária. Com a maioria formada no plenário virtual, a suspensão da reintegração continua válida até a conclusão do julgamento.

EUA acusam Brasil de práticas desleais e sugerem taxa de 25%

O relatório, que mostra práticas 'irrazoáveis' do governo brasileiro, foi divulgado com uma lista de exceções e segue agora para uma fase de consulta pública

Yasmin Alencar

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um novo capítulo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos se desenha depois de o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) concluir, nesta segunda-feira, 1º, uma investigação que resultou na proposta de tarifa de 25% para quase todos os produtos brasileiros. O relatório, que mostra práticas “irrazoáveis” do governo brasileiro, foi divulgado com uma lista de exceções e segue agora para uma fase de consulta pública, conforme determina a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A investigação foi aberta em 15 de julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump, e tem prazo legal para tomada de medidas até 15 de julho de 2026. O representante comercial Jamieson Greer afirmou que, apesar de encontros frequentes entre os dois governos, restam “divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.

Negociações e impasse entre Brasil e EUA

O grupo de trabalho criado para discutir as disputas comerciais foi estabelecido depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Casa Branca, em 7 de maio. Embora as negociações devessem encerrar na sexta-feira 5, integrantes reconheceram falta de avanços suficientes, prolongando o impasse. Nas redes sociais, o USTR elogiou o “engajamento construtivo” do Brasil no debate, mas reforçou a expectativa de novas conversas.

A proposta de tarifa de 25% atinge quase todas as mercadorias brasileiras, mas o documento divulgado pelo USTR detalha isenções, como materiais informativos, doações, carnes selecionadas, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, plantas industriais e medicinais, palhas, forragens, além de aeronaves, peças, terras raras, produtos farmacêuticos, químicos orgânicos e fertilizantes.

Pontos de atrito e críticas dos EUA

Entre os principais pontos criticados pelos EUA estão decisões judiciais brasileiras que exigiram a remoção de conteúdos de redes sociais norte-americanas e o bloqueio de perfis, inclusive de residentes nos EUA. O órgão também cita restrições bancárias, multas severas, bloqueio de ativos e o suposto favorecimento do sistema Pix pelo Banco Central, que atuaria como regulador e proprietário, dificultando a entrada de concorrentes norte-americanos.

Os EUA também contestam acordos do Brasil com México e Índia, considerados tarifas preferenciais desleais. Outro item da lista é o combate ao desmatamento ilegal, que, segundo o relatório, carece de aplicação efetiva apesar das leis existentes. O acesso ao mercado de etanol e a aplicação de leis de propriedade intelectual, com lentidão no exame de patentes e falhas no combate à pirataria, também foram destacados. Por fim, o relatório cita deficiências no combate à corrupção, mencionando a anulação de processos da Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023 e a redução da transparência em acordos de leniência.

Próximos passos e histórico do mecanismo

O cronograma do governo norte-americano prevê audiências e consultas públicas antes da adoção definitiva das tarifas. Até 22 de junho de 2026, interessados podem solicitar participação em audiências; até 1º de julho de 2026, será possível enviar comentários escritos; em 6 de julho de 2026 ocorre a audiência oficial, com prazo final para definição das medidas em 15 de julho de 2026.

No início da investigação, o USTR já havia recebido mais de 30 depoimentos e cerca de 295 comentários. Segundo os EUA, “têm-se documentado práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores norte-americanos ao seu mercado há décadas”, mas não apresentou provas detalhadas dessas alegações. Os EUA também alegaram déficit comercial com o Brasil, embora exportem mais desde 2009.

O mecanismo utilizado pelos EUA permite a imposição de tarifas como reação a práticas consideradas abusivas por governos estrangeiros. Medidas semelhantes foram aplicadas contra a China por Donald Trump em 2019, com tarifa de 15% para mais de US$ 120 bilhões em produtos, e também por Joe Biden, que recorreu à mesma legislação durante seu mandato.

Tarifas adicionais e decisões judiciais recentes

Em 20 de fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA decidiu que o presidente não pode instituir tarifas com uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa). Depois da decisão, Trump anunciou uma tarifa global de 10%, com exceções, em vigor até 24 de julho, além de uma sobretaxa de 40% sobre itens brasileiros, comunicada a Lula em julho de 2025. “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirmou o documento, lembrando que aço e alumínio seguem com alíquota de 50% somada aos 10% recentes.

Justiça manda remover publicações ofensivas a Magno Malta

Caso se refere ao período que o senador esteve internado em Brasília, no fim de abril

Loriane Comeli

O senador Magno Malta, durante sessão no Senado I Foto: Reprodução/Agência Senado

A Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, a remoção de publicações ofensivas à honra do senador Magno Malta (PL-ES). As imagens, produzidas com uso de inteligência artificial, foram postadas em redes sociais.

A defesa do senador afirmou em petição protocolada na Justiça que as imagens tinham a intenção de produzir “narrativas falsas” sobre um episódio no qual ele foi acusado de supostamente agredir uma técnica de enfermagem. O caso ocorreu no fim de abril, quando o senador esteve internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Por isso, a defesa apresentou uma lista das publicações e solicitou uma ordem judicial para a remoção. “Tais publicações envolvendo a criação das imagens mencionadas não representam uma crítica política, mas sim uma mentira deliberada e uma atitude criminosa, uma vez que utilizam termos injuriosos e difamatórios e caluniosos, extrapolando os limites da liberdade de expressão, visando unicamente a ‘MACULAR A REPUTAÇÃO DO REQUERENTE’ perante a sociedade”, escreveu na petição a advogada Vanessa Souza, especialista em leis de tecnologia.

A decisão judicial

Palácio da Justiça de São Paulo | Foto: Divulgação/TJSP

Na decisão, o juiz Miguel Ferrari Júnior, da 43ª Vara Cível de São Paulo, determinou que o Facebook remova as postagens das redes sociais e preserve os registros de acesso e dados cadastrais dos usuários. “No caso ora sob exame, a cessação das ofensas se mostra salutar, dada a proporção por elas alcançada, sobretudo em razão da reputação profissional construída pelo autor”, escreveu o magistrado.

A técnica de enfermagem chegou a registrar uma ocorrência na qual afirma que teria sofrido uma agressão do senador.

Magno Malta negou a acusação e a acusou de provocar “dor intensa” durante um exame. O político também registrou ocorrência contra a profissional, pediu apuração do caso e preservação das imagens pelo hospital. O caso está sob apuração.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

Careca do INSS usou sobrinha em farsa para tentar recuperar carro de luxo, diz PF

A Operação Sem Desconto resultou na apreensão do carro na residência do lobista, além de outras ações que levaram à sua prisão, mantida até o momento

Yasmin Alencar

Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’ | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Uma investigação da Polícia Federal aponta que Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, articulou um esquema envolvendo sua sobrinha advogada. Segundo a PF, ela comunicou à polícia um suposto furto de um Audi RS6, avaliado em R$ 377 mil, na delegacia de Perdizes, em São Paulo, com o objetivo de recuperar o veículo que estava sob restrição judicial. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

A Operação Sem Desconto resultou na apreensão do carro na residência do lobista, além de outras ações que levaram à sua prisão, mantida até o momento. O automóvel, que estava em posse de Careca, foi devolvido ao antigo sócio do investigado, depois da Justiça concluir que não fazia parte de seu patrimônio, ainda que estivesse sob sua guarda quando da apreensão.

Participação de advogada e negativa de prisão domiciliar

Como parte das investigações, a PF solicitou a prisão domiciliar da advogada Vitória Sernégio, apontando sua participação na tentativa de reaver o veículo de luxo. Contudo, o ministro André Mendonça, relator do caso, rejeitou o pedido. O boletim de ocorrência teria sido utilizado para tentar anular a restrição judicial e facilitar o retorno do carro ao lobista.

Duas policiais civis de São Paulo, Karla Rodrigues e Anna Lygia Paredes Gatti, são suspeitas de ajudar Careca no processo de retirada das restrições do veículo. Ambas foram afastadas das funções e se tornaram alvos de mandados de busca e apreensão no âmbito das investigações federais.

Imóvel de luxo e offshore em investigação

A PF investiga se Careca do INSS adquiriu um duplex avaliado em R$ 5 milhões em bairro nobre de São Paulo com recursos provenientes de fraudes no INSS. O imóvel foi comprado em 2024, durante o período de descontos irregulares a aposentados e pensionistas.

Registros da Receita Federal apontam que a Camilo & Antunes Limited, offshore ligada ao lobista e sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, foi registrada no Brasil em 10 de maio de 2024, cerca de um mês antes da aquisição do imóvel. O apartamento fica no Edifício Bianco, na Rua Jesuíno Arruda, região valorizada do Itaim Bibi, zona sul da capital paulista.

O duplex ocupa os dois andares superiores do edifício, com 297 metros quadrados, três vagas de garagem e elevador privativo. O condomínio oferece portaria 24 horas, academia, piscina, salão de festas e área verde.

PF mira ex-chefe da Receita Federal por corrupção

Policiais cumprem 24 mandados de busca; auditor que vendia facilidades em porto catarinense foi afastado do cargo

Erich Mafra

Itens aprendidos pela pF na Operação Benaia | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Benaia na manhã desta terça-feira, 2, para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro comandado por um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí (SC). O servidor público federal recebeu pelo menos R$ 2 milhões em propinas para beneficiar um grupo de empresários dentro do terminal alfandegário. A Justiça Federal determinou o afastamento imediato do servidor de qualquer função pública e autorizou o bloqueio de seus bens.

Os agentes federais saíram às ruas para cumprir 24 mandados de busca e apreensão em diversas cidades dos Estados de Santa Catarina e São Paulo. O principal alvo da investigação usava o cargo de comando no porto catarinense para liberar mercadorias importadas de forma ilegal e acelerar a tramitação de processos de interesse dos criminosos. O auditor utilizou o posto de chefia para desenhar facilidades operacionais no porto a pedido dos empresários que pagavam os subornos.

Empresas em nome de parentes ocultavam propina

Os investigadores descobriram que o servidor público abriu uma rede de empresas registradas em nome de seus próprios familiares. O investigado utilizava essas contas jurídicas para esconder os valores recebidos de forma ilegal e dar uma aparência de legalidade ao enriquecimento patrimonial da família. A farsa contábil ruiu logo que os analistas da PF cruzaram a movimentação bancária com as decisões alfandegárias do ex-chefe.

A Receita Federal enviou fiscais para acompanhar as buscas em endereços comerciais e residenciais com o objetivo de auditar os documentos sonegados. Os policiais federais recolheram computadores, mídias digitais e arquivos de escritórios localizados em Campinas, Guarulhos, Paulínia e na capital paulista. A PF quer usar o material apreendido para rastrear o destino final do dinheiro e identificar outros servidores públicos envolvidos no caso.

Ordens de censura, leniência com a corrupção: o que motivou possível nova taxa dos EUA contra o Brasil

Governo americano também cita tarifas injustas, mercado de etanol e desmatamento ilegal

Loriane Comeli

Alexandre de Moraes emitiu ordens de censura a perfis de americanos e residentes nos EUA | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos EUA classificou encerrou a investigação comercial contra o Brasil e anunciou nesta segunda-feira, 1º, a proposta de taxar os produtos brasileiros em 25%. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) listou seis práticas “desarrazoadas ou discriminatórias” que oneram ou restringem o comércio dos EUA. A decisão está fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

As seis práticas indevidas são: ordens secretas de censura, pagamentos eletrônicos via Pix, tarifas diferenciadas, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao etanol e desmatamento ilegal. Veja a lista detalhadamente: Comércio Digital e Serviços de Pagamento Eletrônico: Tribunais brasileiros emitiram ordens secretas determinando que empresas americanas de mídia social removessem determinados conteúdos políticos e suspendessem os perfis de residentes nos EUA, às vezes globalmente, além de proibir que as plataformas divulgassem essas ordens aos proprietários dos perfis. Os tribunais brasileiros também responsabilizaram financeiramente as empresas americanas de mídia social pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas significativas; restringindo seu acesso a ativos, contas e sistemas de processamento de pagamentos no Brasil; e, em pelo menos um caso, fechando um site por completo. O Brasil também tem prejudicado injustamente empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem sua principal concorrente.

Tarifas preferenciais injustas: Em virtude de acordos comerciais preferenciais de escopo parcial com o México e a Índia — que abrangem setores nos quais o México e a Índia são produtores avançados e globalmente competitivos — o Brasil concede tratamento tarifário preferencial mais baixo a centenas de produtos mexicanos e indianos em diversos setores.

Combate à corrupção: o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

Proteção da propriedade intelectual: O Brasil não aplica suficientemente suas leis penais e regulamentações aduaneiras para combater a falsificação de produtos; não resolve o problema do tempo excessivo que suas autoridades levam para examinar pedidos de patentes, particularmente patentes biofarmacêuticas; e não implementa medidas antipirataria consistentes e contínuas.
Acesso ao mercado de etanol: Em 2017, o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que anteriormente aplicava ao etanol e, desde então, não tem oferecido tratamento tarifário recíproco às exportações de etanol dos EUA.

Desmatamento ilegal: Apesar de possuir um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o Brasil historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, e o desmatamento ilegal persiste.

Em razão disso, o USTR abriu consulta pública sobre possíveis medidas corretivas, ao mesmo tempo em que mantém negociações ativas com o governo brasileiro para tentar resolver os pontos de discórdia.

EUA recomendou nova taxa de 25% a produtos brasileiros | Foto: Divulgação/Flickr

O primeiro item da lista se refere a ordens do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — chanceladas pela Corte. Exemplificativamente, Moraes mandou retirar do ar vídeos da plataforma Rumble e impôs pesadas multas ao X pela recusa de Elon Musk, dono da rede social, de retirar do ar perfis inteiros (em vez do conteúdo supostamente ilegal), em afronta à garantia de liberdade de expressão.

A Trump Media, empresa responsável pela rede social Truth Social, de Donald Trump, moveu um processo nos EUA contra Moraes. A ação, que tramita no Tribunal Federal da Flórida em conjunto com a plataforma Rumble, acusa o ministro de censura ilegal e interferência em discursos políticos.

Impasse entre Brasil e EUA

O embaixador Jamieson Greer, em comunicado oficial, disse que começou a investigação sobre as práticas comerciais indevidas a pedido do presidente Donald Trump “para abordar preocupações antigas e generalizadas dos EUA relativamente a certas políticas e práticas comerciais do Brasil”.

Segundo ele, apesar de diversas “reuniões construtivas” com o governo brasileiro, persistiram as “divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”. “Aguardo com expectativa a continuação do diálogo com o governo brasileiro, antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a tomada de medidas corretivas”, afirmou Greer.

O USTR informou que interessados em participar da audiência pública precisam enviar seus pedidos até 22 de junho. Já os comentários escritos podem ser encaminhados até 1º de julho de 2026. A audiência sobre as medidas sugeridas está marcada para 6 de julho de 2026.

Com ironia, Tarcísio diz que Haddad foi 'melhor ministro da história do Paraguai'

Fala do governador de São Paulo abordou a migração de empresas brasileiras para o exterior durante o governo de Lula da Silva

Lucas Cheiddi

À esquerda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; à direita, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

A migração de empresas brasileiras para o exterior se tornou alvo de críticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao falar sobre Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e possível adversário nas próximas eleições. Durante entrevista na rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira, 1º, Tarcísio ironizou o desempenho de Haddad à frente do ministério.

Segundo o governador, a gestão do ex-ministro teria beneficiado mais o Paraguai do que o Brasil. “Ele se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai”, ironizou. “Porque todas as empresas brasileiras foram para lá.” Tarcísio ainda destacou avanços em sua administração no Estado.

Troca de acusações entre Tarcísio e Haddad

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Questionado sobre as acusações de Haddad de que Tarcísio defenderia uma postura de submissão do Brasil em relação aos Estados Unidos, o governador o rebateu e sugeriu que o ex-ministro foque apresentar propostas. “Ele passa o dia todo gravando vídeo de mim, falando mal de mim”, disse. “É um fã, deve ser. Ele devia apresentar um projeto para São Paulo. Você quer ser governador de São Paulo? Fala o que você pensa para São Paulo.”

No último pleito estadual, Tarcísio venceu Haddad com 55,34% dos votos e assumiu o governo paulista. Haddad, por sua vez, deixou o Ministério da Fazenda para lançar sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes novamente, depois de ser escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No sábado 30, Haddad criticou a postura de Tarcísio ao elogiar a articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

“O presidente Lula fez inúmeras reuniões com o governo americano, isso nunca foi nem pauta”, começou a opinar Haddad. “Então, os Bolsonaro, Flávio, Eduardo, eles continuam jogando contra o país. E o estranho é o governador Tarcísio elogiar isso, como se isso fosse um grande gesto. Isso não é um grande gesto, isso depõe contra o país, tá bom?”

Lula zera importação de caneta emagrecedora ‘100% brasileira’ que usa componentes da China

O Ministério da Fazenda concedeu isenção tributária para a fabricante EMS comprar 30 milhões de componentes plásticos

Erich Mafra

Mulher usa caneta emagrecedora e aplica a substância na região do abdômen | Foto: Reprodução/Freepik

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva zerou o imposto de importação para 30 milhões de insumos usados na fabricação do Ozivy, medicamento anunciado pela empresa EMS como a primeira caneta emagrecedora “100% brasileira”. Os dispositivos plásticos e agulhas de aplicação entram no país livres de taxas alfandegárias e vêm principalmente de fábricas localizadas na China. O jornal O Estado de S. Paulo obteve os papéis de liberação da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Os diretores da maior farmacêutica do país conseguiram o primeiro perdão fiscal em agosto do ano passado. A Camex derrubou a alíquota padrão de 14,4% que incidia sobre o lote inicial de 10 milhões de aplicadores descartáveis pelo prazo de doze meses. Logo depois de garantir o alívio tributário na alfândega, o laboratório nacional obteve o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar os remédios Lirux e Olire.

Farmacêutica pediu isenção para lote ainda maior

A companhia farmacêutica voltou a procurar o Ministério da Fazenda em novembro passado para ampliar o benefício fiscal. A EMS solicitou o perdão de impostos para a compra internacional de 58,2 milhões de estruturas aplicadoras com foco no lançamento do Ozivy, remédio genérico produzido à base de semaglutida. O comitê de ministros da Camex barrou o volume total, mas aceitou conceder o imposto zero para uma cota de 30 milhões de unidades.

Os relatórios técnicos apontam que os fornecedores asiáticos dominam o mercado de seringas especiais do Brasil. A China lidera as vendas com 35,6% dos lotes enviados aos compradores nacionais, seguida pela Índia (24,2%) e por Taiwan (13,5%). Os Estados Unidos e a Turquia dividem o restante do fornecimento. A direção da Camex preferiu ficar em silêncio e não respondeu aos questionamentos sobre a renúncia fiscal.

Empresa nega farsa e defende nacionalidade do remédio

A EMS divulgou uma nota oficial para rebater as críticas e garantir que o remédio possui DNA totalmente brasileiro. A diretoria da empresa explicou que as etapas mais complexas de desenvolvimento ocorrem no parque industrial paulista, o que engloba as fases de pesquisa de laboratório, teste de qualidade, mistura química e envase do líquido. A nota afirma que a importação de insumos médicos específicos atende a uma prática padrão de toda a indústria global.

O laboratório ressaltou que o Brasil carece de indústrias de plástico de alta precisão capazes de produzir as canetas injetoras no ritmo exigido pelos pacientes. O comunicado justifica que o desconto tributário viabiliza o tratamento e reduz o preço final do produto nas farmácias populares. A farmacêutica informou ainda que utiliza uma fábrica própria na Sérvia para complementar o fornecimento, mantendo os lucros dentro do grupo econômico.

EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõe tarifa de 25% sobre mercadorias nacionais

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou, nesta segunda-feira (1º), o balanço de uma investigação sobre a gestão brasileira de comércio. O USTR considerou que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio norte-americano. Com a conclusão da investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o órgão propôs a aplicação de medidas corretivas e abriu o caso para consulta pública.

Segundo o g1, a proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções (o documento tem 73 páginas listando os produtos isentos). O prazo legal para a tomada das medidas corretivas, após a abertura de audiências públicas e outras negociações, expira em 15 de julho de 2026, um ano após o início da investigação.

A investigação havia sido iniciada por determinação do presidente Donald Trump. De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências substanciais.

"Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação", afirmou Greer.

A conclusão da investigação ocorre dentro do prazo estabelecido para as negociações do grupo de trabalho criado pelos governos dos EUA e Brasil para tratar de temas comerciais e evitar a aplicação de novas tarifas. O grupo de trabalho foi instituído após a visita do presidente brasileiro ao americano em 7 de maio na Casa Branca.

A INVESTIGAÇÃO

O relatório final do USTR aponta irregularidades e barreiras comerciais distribuídas em seis eixos principais:

Comércio Digital: O USTR cita que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, globalmente —, proibindo a divulgação das ordens;
Serviços de Pagamento (Pix): O texto aponta aponta que o Banco Central do Brasil favorece o sistema Pix em detrimento de provedores americanos, agindo simultaneamente como regulador e proprietário do sistema, impondo o uso do Pix e limitando taxas de concorrentes;
Tarifas Preferenciais Desleais: O governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com o México e a Índia. Segundo o USTR, o Brasil concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses países em setores nos quais ambos são produtores avançados e competitivos globalmente;
Desmatamento Ilegal: O documento afirma que, embora o Brasil possua um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a persistência do problema;
Acesso ao Mercado de Etanol: O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu abruptamente, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não oferece tratamento recíproco às exportações do combustível vindas dos EUA;
Proteção da Propriedade Intelectual: Os EUA apontam falta de aplicação suficiente de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, lentidão excessiva no exame de patentes e falta de medidas antipirataria contínuas;
Combate à Corrupção: A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

Segundo o documento divulgado, alguns itens seriam poupados dessa tarifa punitiva, caso haja. A lista inclui materiais informativos, doações e uma lista específica de produtos - como certas carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, palhas e forragens.

Aeronaves e peças de aeronaves brasileiras, terras raras, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos e fertilizantes também estariam isentos.

Jovem é atacada por tubarão e tem perna devorada

O ataque aconteceu um dia após outro do mesmo estilo

Por Franciely Gomes
A jovem foi encaminhada ao hospital - Foto: Reprodução | Redes sociais

Mais uma pessoa foi vítima de ataque de tubarão em Recife nesta semana. Após uma criança de 11 anos ser mordida pelo animal, uma jovem de 19 anos teve sua perna devorada na tarde desta segunda-feira, 1º, na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Identificada como Marcela Vitória de Lima Santos, a mulher teve sua perna direita mordida e precisou ser socorrida às pressas por guarda-vidas e outros banhistas que estavam presentes no momento do incidente.

Segundo relatos de testemunhas, as pessoas saíram correndo do mar ao perceber a movimentação. O clima foi de tensão e a área foi isolada por equipes de resgate, garantindo a segurança do resto do público.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para prestar socorro à vítima, que foi encaminhada ao Hospital Alfa, em Boa Viagem, e transferida para o Hospital da Restauração, para tratar os ferimentos graves.

Carros que saem de linha em 2026: veja se o seu está na lista

Confira quais deixam as lojas e se vale a pena investir nesses veículos em queima de estoque

Por Jair Mendonça Jr
Jeep Grand Cherokee 4xe - Foto: Divulgação Jeep

Com a consolidação das normas de emissões Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores no Brasil (Proconve L8) e a estratégia das montadoras de focar em SUVs e eletrificação, diversos veículos clássicos estão dando adeus às concessionárias.

Se você está planejando trocar de carro, este é o momento de ficar atento. Modelos importantes estão deixando o portfólio das marcas, seja por encerramento de ciclo de vida ou por exigências tecnológicas.

Por que tantos carros estão saindo de linha?

A nova fase de controle de emissões elevou o custo de produção de motores que não comportam as novas tecnologias, tornando a atualização inviável para modelos de baixo volume.

Somado a isso, a mudança global de portfólio — com a transição acelerada para elétricos e híbridos — faz com que montadoras simplifiquem suas ofertas para priorizar o lucro.

Lista de modelos com despedida confirmada ou iminente

Alguns nomes já não constam mais nos planos das fabricantes para o segundo semestre de 2026.
Foto: Divulgação MitsubishiMitsubishi L200 e Pajero Sport: a marca reestruturou seu catálogo, aposentando nomenclaturas antigas para focar exclusivamente na linha Triton e novas tecnologias.
Suzuki Jimny Sierra - Foto: Divulgação SuzukiSuzuki Jimny Sierra: o icônico jipinho 1.5 dá um passo atrás para abrir caminho para a chegada da nova geração eletrificada da marca.
Subaru Forester - Foto: Divulgação SubaruSubaru Forester: o encerramento das operações comerciais da marca no Brasil tirou o modelo do mercado nacional.
Jeep Grand Cherokee 4xe - Foto: Divulgação JeepJeep Grand Cherokee 4xe: devido ao foco total da marca na produção local e nos novos sistemas Biohybrid, o modelo importado perdeu espaço.

"Dando adeus": modelos no radar para o final de 2026

Além das baixas confirmadas, o mercado aponta para mudanças estratégicas importantes até dezembro.
Volkswagen Amarok - Foto: Divulgação VolkswagenVolkswagen Amarok: a produção atual na Argentina encerra seu ciclo este ano, preparando o terreno para a nova geração que chegará em 2027.
Nissan Kicks - Foto: Divulgação NissanNissan Kicks (1ª geração): a chegada da nova geração (Kait) torna a versão atual uma opção de "queima de estoque" nas próximas semanas.
Volkswagen Saveiro - Foto: Divulgação VolkswagenVolkswagen Saveiro: com o avanço do projeto da futura picape da marca, a veterana vive seus últimos momentos.
Porsche Macan - Foto: Divulgação PorschePorsche Macan (combustão): a marca alemã acelerou a migração para a eletricidade, descontinuando variantes térmicas.

Vale a pena comprar um carro que vai sair de linha?

A descontinuação pode ser uma oportunidade de ouro para conseguir descontos agressivos em unidades de estoque nas concessionárias. No entanto, é preciso avaliar a liquidez de revenda e o custo de manutenção a longo prazo.

 Ponto positivo: preço abaixo da tabela e taxa de juros mais atrativas em lotes remanescentes.

Ponto de atenção: pode haver uma depreciação mais acentuada nos próximos 24 meses devido à falta de peças ou desinteresse do mercado de usados.

Antes de fechar negócio, verifique se a montadora garante a disponibilidade de peças de reposição por pelo menos mais 10 anos, como manda a legislação, e se o seu perfil de uso compensa o benefício imediato da economia na compra.

Gigante dos eletrodomésticos fecha fábrica e corta 1.700 funcionários

Electrolux anuncia reestruturação bilionária e enfrenta pressão de concorrentes

Por Iarla Queiroz
Fábrica da Electrolux - Foto: Electrolux/Divulgação

Uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo está promovendo uma profunda reestruturação para tentar recuperar fôlego em meio à queda das vendas, aumento dos custos e avanço da concorrência asiática. A Electrolux aprovou um pacote bilionário de medidas que inclui fechamento de fábrica, demissões em massa e captação de recursos para reorganizar operações em diferentes mercados.

A companhia sueca teve autorização dos acionistas para realizar uma emissão de ações avaliada em cerca de US$ 970 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 4,8 bilhões. O objetivo é reforçar o caixa da empresa e financiar mudanças consideradas estratégicas para os próximos anos.

Fábrica será fechada e 1,7 mil empregos podem desaparecer

A situação mais delicada ocorre na Itália. Segundo sindicatos do setor metalúrgico, a Electrolux pretende eliminar cerca de 1,7 mil postos de trabalho no país, o que representa mais de 40% de sua força de trabalho local.

O plano também prevê o fechamento da unidade de Cerreto d’Esi, localizada próximo à cidade de Ancona, além de reduções em outras fábricas mantidas pela fabricante no território italiano.

Atualmente, a empresa possui cinco unidades industriais na Itália e emprega aproximadamente 4,5 mil trabalhadores no país.

A possibilidade de fechamento da planta e dos cortes em larga escala gerou forte reação das entidades sindicais, que cobram negociações e medidas para preservar os empregos.

Captação bilionária tenta financiar recuperação

A emissão de ações aprovada pelos acionistas permitirá à Electrolux levantar cerca de 9 bilhões de coroas suecas.

Os recursos serão utilizados para financiar a reestruturação global da companhia e fortalecer uma parceria estratégica firmada com a fabricante chinesa Midea na América do Norte.

A operação também busca aliviar a pressão financeira enfrentada pela empresa após anos marcados por dificuldades operacionais, redução da demanda e aumento da concorrência.

Para garantir o sucesso da captação, instituições como Morgan Stanley, SEB e Deutsche Bank foram escolhidas para dar suporte à operação.

Concorrência asiática pressiona fabricantes tradicionais

A crise enfrentada pela Electrolux reflete um cenário mais amplo vivido pela indústria global de eletrodomésticos.

Nos últimos anos, fabricantes tradicionais passaram a enfrentar dificuldades para competir com marcas asiáticas que operam com estruturas de custo mais enxutas e conseguem oferecer produtos a preços mais agressivos.

Além disso, o enfraquecimento do consumo em importantes mercados internacionais reduziu a demanda por produtos da chamada linha branca.

A combinação desses fatores afetou diretamente os resultados da fabricante sueca.

Prejuízo substitui lucro em apenas um ano

Os números mais recentes ajudam a explicar a necessidade das mudanças.

No primeiro trimestre de 2026, a Electrolux registrou prejuízo operacional de 266 milhões de coroas suecas. No mesmo período do ano anterior, a empresa havia apresentado lucro operacional de 452 milhões de coroas.

Segundo a companhia, parte da deterioração dos resultados está ligada ao enfraquecimento da demanda nos Estados Unidos e ao aumento de custos tarifários no mercado norte-americano.

A parceria com a Midea surge justamente como uma tentativa de fortalecer a presença da empresa em uma região considerada estratégica.

Reestruturação também chegou à América Latina

As mudanças não ficaram restritas à Europa.

Em março deste ano, a Electrolux anunciou o encerramento das atividades produtivas de sua fábrica em Santiago, no Chile. A decisão integrou o mesmo processo de revisão global das operações.

A medida gerou uma despesa de reestruturação estimada em aproximadamente 0,5 bilhão de coroas suecas.

Apesar das movimentações em diferentes países, não há anúncio oficial de fechamento de unidades ou cortes relacionados às operações da empresa no Brasil.

Mercado reage com preocupação

A dimensão das medidas adotadas pela Electrolux também repercutiu entre investidores.

Após a divulgação do pacote de reestruturação, as ações da companhia chegaram a acumular queda de 24%, atingindo o menor patamar registrado em 17 anos.

Além dos 1,7 mil empregos citados pelos sindicatos italianos, as iniciativas anunciadas pela fabricante foram associadas a aproximadamente 3 mil postos de trabalho afetados globalmente.

Com a captação bilionária, a empresa tenta reorganizar sua estrutura industrial, recuperar rentabilidade e enfrentar um cenário cada vez mais competitivo no mercado internacional de eletrodomésticos.

AUMENTO NO PREÇO DAS PASSAGENS DAS BARQUINHAS

O reajuste para a nova tarifa das barcas entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) foi adiado e começará a valer a partir do dia 15 de junho. A passagem passará de R$ 3,00 para R$ 3,50, sendo o aumento motivado pela alta nos custos dos combustíveis. 

Detalhes da Travessia:

Trecho: Conexão fluvial sobre o Rio São Francisco entre Juazeiro e Petrolina.

Funcionamento: Diariamente, com saídas a cada 15 minutos de segunda a sábado, das 6h às 20h.

Pagamento: Aceita dinheiro físico ou Pix.

Alternativa: É bastante utilizada como opção para desviar do trânsito intenso da Ponte Presidente Dutra.

Volta pra casa, Governador! - VEJA O VÍDEO



Juazeiro não merece obra pela metade.

A Travessia Urbana está sendo entregue sem iluminação, sem drenagem adequada, sem passarelas e sem a urbanização que a população precisa para transitar com segurança.

O povo não quer inauguração para fotografia. Quer obra completa, respeito e compromisso cumprido.

Promessa não é realização. Discurso não substitui resultado.

Juazeiro tem pressa. Juazeiro merece respeito.

MULHER CAI EM BUEIRO - VEJA O VÍDEO


Uma mulher caiu em um bueiro no Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no último domingo (31), após a tampa ceder. Uma câmera de segurança gravou o acidente. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e levantou suspeitas de furto de cabos subterrâneos na região. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, militares do quartel de Vila Isabel foram acionados por volta das 7h50 para atender a uma ocorrência de salvamento de pessoa. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima caída no interior da estrutura e iniciaram imediatamente a operação de resgate. 

Após ser retirada do bueiro, a mulher recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e, em seguida, foi encaminhada ao Hospital Federal do Andaraí. De acordo com a corporação, ela sofreu ferimentos de natureza moderada. 

O caso ganhou novos contornos após a análise de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades. As gravações mostram que, por volta das 2h da madrugada, duas pessoas teriam sido flagradas manipulando e levantando a tampa do mesmo bueiro. 

A principal suspeita é de que a ação esteja relacionada a uma tentativa de furto de fios da rede subterrânea, prática recorrente em áreas urbanas e que costuma causar transtornos à população. A hipótese, no entanto, ainda será apurada pelas autoridades responsáveis.

As imagens deverão ser utilizadas para auxiliar nas investigações e na identificação dos envolvidos. O episódio reacende o alerta sobre os riscos provocados pelo furto de cabos e pela violação de estruturas urbanas, que podem colocar pedestres e motoristas em situação de grave perigo.
segunda-feira, 1 de junho de 2026

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Advogado com câncer terminal realiza 'velório em vida' em Campo Grande

Tiago Pitthan reuniu convidados em evento com música e homenagens

Mateus Conte

Tiago Pitthan, advogado com câncer terminal | Foto: Instagram/Reprodução

Diagnosticado com câncer de estômago sem possibilidade de cura, o advogado Tiago Martins Pitthan, de 49 anos, promoveu neste sábado, 30, um “velório em vida” em Campo Grande, reunindo amigos e familiares em uma celebração marcada por música, discursos e homenagens. A proposta foi transformar o momento em uma celebração da trajetória pessoal, enquanto ainda pode compartilhar lembranças e afetos.

Pitthan convive com um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer maligno no estômago. Conforme relatado pela revista Piauí, o diagnóstico ocorreu em 2024, depois de meses de dificuldades para se alimentar e exames que identificaram a doença em estágio avançado, já com disseminação para outras regiões do corpo, inclusive os pulmões. Desde então, ele passou a receber cuidados paliativos, tratamento voltado ao controle dos sintomas e à qualidade de vida, sem objetivo curativo.

O evento ocorreu em um antigo galpão de cervejaria, decorado com flores e discos pendurados, e reuniu apresentações musicais, food trucks e convidados de diferentes Estados. Em entrevista ao g1, Pitthan resumiu o significado do encontro: “Hoje não é uma despedida, hoje é dia de celebrar a vida”. No local, ele circulou entre os convidados, participou das homenagens e reforçou a ideia de que a doença não define sua existência.

“Tenho câncer, mas o câncer não me tem”

A inspiração para o “velório em vida” surgiu em agosto de 2024, durante o funeral do pai, Alan Pitthan. O advogado afirmou ter percebido a ausência do principal homenageado naquele momento. “Ninguém sabe mais sobre meu pai do que ele mesmo”, disse. A partir disso, decidiu organizar a própria cerimônia enquanto ainda estivesse presente.

Ao longo do tratamento, Pitthan passou a adaptar a rotina e incorporar novos hábitos. Ele trocou atividades físicas intensas pelo aprendizado de guitarra, passou a frequentar shows e decidiu reduzir o ritmo de trabalho. Segundo ele, a proposta é manter qualidade de vida enquanto o tratamento continua. “Tenho câncer, mas o câncer não me tem”, afirmou.

Justiça autoriza entrada no Brasil de egípcio retido há 51 dias no Aeroporto de Guarulhos

O estrangeiro deixou o terminal por volta das 23 horas da última sexta-feira, 29

Anderson Scardoelli

Ao desembarcar no Brasil, Abdallah Saad Ali Montaser, do Egito, foi classificado como 'pessoa perigosa' pela PF | Foto: Arquivo pessoal

A Justiça Federal autorizou a entrada no Brasil do egípcio Abdallah Saad Ali Montaser, que ficou 51 dias retido na área restrita do Aeroporto de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, depois de ser barrado pela Polícia Federal (PF). Na decisão, o juiz federal Victor de Almeida Silveira, da 1ª Vara da Justiça Federal de Guarulhos, afirmou não haver justa causa para mantê-lo no local.

O estrangeiro deixou o terminal por volta das 23 horas da última sexta-feira, 29. Na decisão, o magistrado destacou não haver justa causa para manter o estrangeiro retido. Montaser chegou ao Brasil acompanhado pela mulher, grávida, e dois filhos, de 2 e 5 anos de idade, e solicitou refúgio.

Trata-se de uma proteção legal oferecida a cidadãos de outros países que estejam sofrendo perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas — ou, ainda, que estejam sujeitos, em seu país, a grave e generalizada violação de direitos humanos.

A mulher e as crianças tiveram a entrada liberada em 8 de maio, um mês depois da chegada da família. Montaser, entretanto, permaneceu no aeroporto.

O caso tramita sob segredo de Justiça. As informações são do advogado Willian Fernandes, que acompanha a família e apresentou habeas corpus à Justiça Federal para suspender a decisão da PF de barrar a entrada formal desses egípcios no Brasil.

“Pessoa perigosa”

Conforme divulgado pelo próprio advogado à época, toda a família tinha visto para entrada regular no Brasil, mas no desembarque Abdallah Montaser teria sido classificado como “pessoa perigosa” pelos policiais. Segundo Fernandes, porém, nenhuma justificativa foi apresentada, nem chance de contestação.

Na ocasião, a PF afirmou que sua ação no controle migratório ocorre “em estrita observância à legislação brasileira e aos compromissos internacionais assumidos pelo país”. A corporação ainda disse que não pode comentar situações específicas.

O caso da família egípcia mobilizou entidades de defesa dos direitos de migrantes e pessoas refugiadas. No início do mês, um manifesto de várias organizações classificou a situação como potencial violação de direitos humanos, especialmente no que se refere ao direito à saúde, à dignidade da pessoa humana e à proteção integral de crianças e gestantes.

O advogado de Montaser afirmou que a decisão deve orientar outros casos semelhantes. “Há muitas famílias de migrantes vivendo hoje a mesma situação, retidas em aeroportos, separadas, sem saber do que são acusadas”, disse Fernandes. “O que se firmou aqui é simples: nem a gestante, nem as crianças, nem o pai podiam ser punidos por uma suspeita que nunca foi provada.”

Justiça suspende show de Victor & Leo em cidade sob emergência por seca

Decisão atende a ação do MP depois de gastos de mais de R$ 4,5 mi com festejos juninos

Mateus Conte

Victor e Leo decidiram retomar carreira como dupla | Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça da Bahia determinou que a Prefeitura de Quijingue suspenda o contrato de R$ 780 mil firmado com a dupla Victor & Leo para o São João deste ano e reduza cachês de atrações artísticas já contratadas. A decisão, publicada na última quarta-feira, 27, atende a pedido do Ministério Público.

O município, que enfrenta situação de emergência por causa da seca, já comprometeu mais de R$ 4,5 milhões com os festejos juninos. Entre os artistas contratados estão Murilo Huff, por R$ 650 mil, e César Menotti & Fabiano, por R$ 600 mil.

A juíza Dione Cerqueira Silva também proibiu a prefeitura de realizar pagamentos acima da média dos cachês praticados pelos mesmos artistas em 2025, com correção pela inflação. Segundo o Ministério Público, houve aumentos de até 45% em comparação com contratações do ano passado.

Justiça cita seca e gasto com Victor & Leo incompatível com situação financeira

Na decisão, a magistrada constatou que o cachê pago a Victor & Leo ultrapassa o valor de R$ 700 mil usado como parâmetro de alerta pelos órgãos de controle da Bahia. Segundo a orientação técnica citada no processo, contratos acima desse montante exigem comprovação de que o município tem condições financeiras para arcar com a despesa.

A juíza também destacou que Quijingue, município com cerca de 30 mil habitantes, enfrenta situação de emergência pela estiagem, o que exige prioridade para serviços públicos essenciais. Em análise preliminar, ela afirmou que “não há proporcionalidade entre a condição financeira do município, suas prioridades em termos de serviços públicos e o gasto despendido com o evento”.

A decisão prevê multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 500 mil, caso haja descumprimento.

Trump volta a dizer que acordo de paz envolve Irã sem arma nuclear

Norte-americanos e iranianos seguem em negociações para ampliar o acordo de cessar-fogo

Anderson Scardoelli

O presidente dos EUA, Donald Trump: Otan dispensada | Foto: Reprodução/X | Foto: Reprodução/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz com o Irã revela “muito claramente” que Teerã não terá uma arma nuclear. A declaração ocorreu na noite deste domingo, 31.

“Na verdade, é sobre isso que a maior parte do acordo trata”, disse o republicano, por meio de postagem na plataforma Truth Social. Além disso, ele acrescentou que detalhes estão sendo discutidos com o país persa.

O Irã repetidas vezes enfatizou que abrir mão da questão nuclear estava fora de cogitação no momento.

Dia de negociações

Os mediadores continuaram a discutir um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos desde a manhã deste domingo, informou a emissora norte-americana CBS.

Trump fez edições no memorando na última sexta-feira, 29, de acordo com uma fonte com conhecimento do assunto. A proposta editada foi então enviada de volta a Teerã para aprovação.

Essa foi a terceira rodada de alterações que o presidente fez na proposta dos Estados Unidos, que tem sido passada de um lado para o outro ao Irã por meio de mediadores. A fonte afirmou que as mudanças por parte de Trump foram um tanto significativas, embora os detalhes não estivessem imediatamente disponíveis.

Em paralelo, o ministro de Relações Exteriores do regime iraniano, Seyed Abbas Araghchi, confirmou para a mídia local que o intercâmbio de mensagens com Washington está em andamento. De acordo com ele, até que se chegue a um resultado concreto, não se devem tirar conclusões precipitadas. “Tudo o que está sendo dito neste momento são especulações”, observou o diplomata do país pesa. “E não devem ser levadas a sério.”

Moraes cita o papa Leão XIV para defender regulação das redes

Vice-presidente do STF disse que algoritmos não são neutros e que plataformas não podem continuar sendo ‘terra de ninguém’

Cristyan Costa

Alexandre de Moraes, no Fórum de Lisboa - 1º/6/2026 | Foto: Reprodução

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, citou o papa Leão XIV para defender a regulamentação das redes sociais.

A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 1º, durante participação no Fórum de Lisboa, evento organizado pelo decano do STF, Gilmar Mendes.

Ao abordar os “desafios da comunicação digital”, Moraes afirmou que as empresas de tecnologia e os algoritmos exercem influência direta sobre o comportamento dos usuários e, por isso, não podem ficar sem supervisão.

“As empresas, os algoritmos são neutros? Não são neutros”, afirmou, ao mencionar o líder da Igreja Católica. “E, por isso, há necessidade de um controle, de regulamentação.”

O magistrado defendeu a submissão das plataformas a regras capazes de conciliar a liberdade de expressão com a “proteção da democracia”.

“Há necessidade de uma regulamentação que preserve a liberdade de imprensa, de expressão, mas também a democracia e a dignidade da pessoa”, disse.

Segundo Moraes, as redes sociais não podem continuar funcionando, em determinados aspectos, sem responsabilização pelos conteúdos divulgados em seus ambientes. O ministro citou casos de suposto incentivo ao suicídio, automutilação, prática de crimes e propagação de ideologias extremistas.

Abertura do Gilmarpalooza – 1º/6/2026 | Foto: Reprodução

“Não é possível mais que as redes sociais continuem, em muitos aspectos, sendo terra de ninguém”, declarou. “E que as pessoas, de forma covarde, instiguem crianças e adolescentes ao suicídio, à automutilação, pratiquem crimes, discursos nazistas e fascistas.”

Moraes também afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no debate sobre a regulamentação das plataformas digitais. De acordo com ele, decisões judiciais, iniciativas da Justiça Eleitoral e discussões em curso no Congresso Nacional puseram o país na “vanguarda” da discussão.

“O Brasil vem sendo vanguarda, seja por decisões judiciais, seja pela atuação da Justiça Eleitoral e do Congresso, que vem tratando desses temas”, observou.

Gustavo Petro rejeita apuração inicial na Colômbia e recorre à Justiça

A disputa presidencial será definida em 2º turno entre a oposição de direita e a esquerda governista

Yasmin Alencar

Gustavo Petro divulga imagem em sala de votação — 31/5/2026 | Foto: Reprodução/X/@petrogustavo

Questionamentos sobre a transparência do processo eleitoral colombiano ganharam destaque depois de Gustavo Petro, presidente do país, contestar neste domingo, 31, os dados preliminares da eleição presidencial que definirá seu sucessor. Petro anunciou que só vai reconhecer o resultado final depois da finalização do escrutínio oficial.

Os dois principais candidatos, De la Espriella e Cepeda, apresentam propostas opostas para o futuro da Colômbia. De la Espriella adota postura crítica ao atual governo, enquanto Cepeda defende a continuidade de parte das políticas promovidas por Petro.

Suspeitas sobre a logística eleitoral

Pelo X, Petro levantou suspeitas sobre a empresa Thomas Greg & Sons (TGS), encarregada da logística eleitoral, e expressou desconfiança quanto ao sistema utilizado na contagem preliminar de votos. “Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da firma privada dos irmãos Bautista”, afirmou Petro. O presidente alegou discrepância de “800 mil pessoas adicionais” nos registros do sistema em relação ao censo oficial.

A oposição reagiu rapidamente. O ex-presidente Iván Duque acusou Petro de colocar em xeque a legitimidade do pleito. “Petro quer desrespeitar a democracia e a organização eleitoral”, escreveu Duque. “As instituições devem se pronunciar imediatamente, e a comunidade internacional deve estar alerta diante desta ameaça.”

Até a noite deste domingo, 31, autoridades eleitorais da Colômbia não confirmaram qualquer irregularidade na apuração. O resultado definitivo será divulgado depois que o escrutínio oficial revisar e validar todos os votos.

Real Time Big Data: Lula tem 45% e Flávio, 40%, em eventual 2º turno

Pesquisa mostra empate entre o petista e os pré-candidatos Ronaldo Caiado e Romeu Zema

Loriane Comeli

Lula e Flávio Bolsonaro se apresentam como pré-candidatos à Presidência da República | Foto: PR e Agência Senado

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 1º, pelo Instituto Real Time Big Data, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto, ante 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.

A vantagem do petista está fora da margem de erro, que é de 2 pontos porcentuais. Nesse cenário, os votos brancos ou nulos são 8%, e 7% não sabem ou não responderam.

Em cenários com os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSB) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), há empate (43% a 43%) e empate técnico (43% a 40%), respectivamente.

O petista venceria Renan Santos (Missão) e Aécio Neves (PSDB). Veja os números

Lula X Flávio

Lula: 45%
Flávio: 40%
Nulo/branco: 8%
Não sabe/não respondeu: 7%

Lula X Caiado

Lula: 43%
Caiado: 43%
Nulo/branco: 8%
Não sabe/não respondeu: 6%

Lula X Zema

Lula: 43%
Zema: 40%
Nulo/branco: 11%
Não sabe/não respondeu: 6%

Lula X Renan

Lula: 46%
Renan: 30%
Nulo/branco: 12%
Não sabe/não respondeu: 12%

Lula X Aécio

Lula: 47%
Aécio: 23%
Nulo/branco: 16%
Não sabe/não respondeu: 14%

O Instituto Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores entre 29 e 30 de maio. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05864/2026.

Cenários de 1º turno

Para o primeiro turno, o Real Time Big Data apresentou dois cenários aos eleitores. No primeiro, estão Lula, Flávio, Renan, Caiado, Zema e Aécio, além de Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante). O presidente Lula lidera nas duas simulações. Veja os números do primeiro cenário:

Lula: 38%
Flávio: 31%
Renan: 6%
Caiado: 6%
Zema: 4%
Aécio Neves: 3%
Joaquim Barbosa: 3%
Augusto Cury: 1%
Outros: 1%
Nulo/branco: 3%
Não sabe/não respondeu: 4%

Os pré-candidatos Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) atingiram, juntos, 1% das intenções de voto, conforme a pesquisa.
Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

No segundo cenário, foi incluído o nome do ex-ministro Aldo Rebelo, que foi preterido pelo DC na disputa presidencial.

 Veja os números:

Lula: 38%
Flávio: 31%
Renan: 6%
Caiado: 6%
Zema: 5%
Aécio Neves: 3%
Aldo Rebelo: 1%
Augusto Cury: 1%
Outros: 1%
Nulo/branco: 3%
Não sabe/não respondeu: 5%

Nesse caso, Cabo Daciolo, Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Edmilson Costa e Hertz Dias também atingiram, juntos, 1% das intenções de voto.

PF investiga mensagens entre Vorcaro e irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia

Diálogos mostram supostos pagamentos por meio de empresa envolvida no esquema do Rioprevidência

Letícia Alves

O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O empresário Marcelo Maia Souza Marques trocou mensagens com Daniel Vorcaro sobre pagamentos à empresa Mídias Promotora. Marques é irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques. A Polícia Federal (PF) afirma que o dono do Banco Master usava a empresa para distribuir valores a integrantes do esquema do Rioprevidência.

A PF interceptou as mensagens no celular de Vorcaro. Nelas, Marques aparece com o codinome “Marcelo Terra Firme”. Terra Firme é uma empresa de Augusto Lima, ex-sócio do Master. Segundo os investigadores, Lima ligava-se diretamente aos aportes do Rioprevidência em letras financeiras do banco.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou a Marques: “Tudo bem? Mídias Promotora, 8 pau?”. O empresário respondeu: “Fala, irmão. Bati com o Félix hoje de manhã. Ele disse que validou na sexta e pediu pra pagar hoje somente. O valor é esse mesmo. Se quiser, posso te ligar pra alinhar [sic]”.

A PF afirma que Ricardo Siqueira Rodrigues controlava a Mídias Promotora, registrada em nome de um laranja. Rodrigues, por sua vez, atuava como lobista do Master no Rio de Janeiro, captava clientes e fazia o “alinhamento político” deles com Vorcaro. Dados da Receita Federal indicam que a empresa recebeu R$ 126,6 milhões do banco entre 2023 e 2025.

Segundo a investigação, o esquema utilizava a empresa para simular a legalidade dos pagamentos. Os investigadores afirmam que os diálogos indicam a participação de Marques na operação de envio dos recursos.

Irmão de procurador estaria envolvido em esquema do Banco Master

De acordo com o portal UOL, Marques registrou os domínios dos sites Credicesta.com.br e Credcesta.com.br. A Credcesta originou-se na privatização da Ebal, estatal baiana que controlava a rede Cesta do Povo. Posteriormente, empresas ligadas a Augusto Lima assumiram a operação, com participação do Banco Máxima, atual Master.

Marques registrou o site da Credcesta em nome do Banco Máxima no dia 12 de julho de 2018. Além disso, o empresário divide a sociedade da AMF Consultoria e Assessoria LTDA com André Kruschewsky, ex-diretor do Master e primo do ex-procurador-geral de Justiça da Bahia, Eugênio Kruschewsky.

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