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terça-feira, 11 de agosto de 2026

TCU decide construir casas para ministros em área nobre de Brasília

Corte já destinou cerca de R$ 180 mil a demolições, mas ainda não estima o custo das novas residências

Mateus Conte

Vista parcial do Lago Sul, em Brasília | Rose Ramalho/Wikimedia Commons

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu construir duas residências oficiais para integrantes da Corte no Lago Sul, em Brasília. Os terrenos foram cedidos pela União em 2024, as demolições nos dois terrenos envolvem cerca de R$ 181 mil — R$ 78,5 mil em uma contratação e R$ 102,5 mil estimados para a segunda.

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo na última sexta-feira, 7, o projeto ainda está na fase de estudos preliminares e não há processo de licitação aberto. O TCU também informou que ainda não existe estimativa de quanto custará a construção das duas casas.

Os terrenos foram transferidos para uso funcional por meio de um acordo de cooperação técnica entre o tribunal e a Secretaria do Patrimônio da União. Em contrapartida, o TCU assumiu o compromisso de reformar dois imóveis federais em Belém.

O Ministério da Gestão e Inovação informou que o tribunal solicitou os terrenos porque não dispunha de imóveis funcionais suficientes para atender ao número de ministros. “Em contrapartida, a União não dispõe de recursos financeiros para reformar muitos imóveis que estão sem uso e se deteriorando”, afirmou a pasta.

Tribunal de Contas da União | Foto: Valter Campanato|/Agência Brasil

TCU ainda não definiu quem ocupará as residências

Atualmente, o TCU possui quatro apartamentos funcionais em Brasília.

Vital do Rêgo, Bruno Dantas e Augusto Nardes ocupam apartamentos funcionais do tribunal;
Antonio Anastasia mora em um apartamento do Senado enquanto aguarda a reforma da quarta unidade funcional;
Odair Cunha e Jhonatan de Jesus recebem auxílio-moradia;
Benjamin Zymler, Walton Alencar e Jorge Oliveira moram em imóveis particulares e não recebem o benefício.

O tribunal afirmou que ainda não definiu quem poderá ocupar as duas novas residências nem os critérios para a escolha. Segundo a Corte, a finalidade dos imóveis seguirá uma resolução interna que regulamenta a concessão de moradias funcionais a ministros, ministros-substitutos e integrantes do Ministério Público junto ao TCU.

Apesar de o projeto permanecer em fase inicial, o tribunal já realizou despesas relacionadas aos terrenos. Em outubro de 2024, contratou a Mega Retro Ltda. por R$ 78,5 mil para demolir uma das casas existentes. Em 2025, uma ordem de serviço autorizou a demolição de outra edificação, com custo estimado de R$ 102,5 mil.

Um dos imóveis de Belém incluídos como contrapartida no acordo já teve a reforma concluída e abriga a Superintendência do Patrimônio da União no Pará. O segundo, que integra a sede do TCU no Estado, continua em obras e deverá ter uso compartilhado por órgãos da administração pública federal.

Novo advogado de Vorcaro pede audiência com André Mendonça

Defesa do ex-banqueiro tenta negociar nova tentativa para acordo de delação premiada

Fábio Bouéri

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça | Foto: Montagem sobre reprodução/Rede sociais/EBC

O advogado Daniel Bialski, que assumiu recentemente a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, solicitou uma audiência com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações do caso Banco Master. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira, 10, como nova tentativa de retomar as negociações para um acordo de delação premiada. O movimento já havia sido antecipado pela Oeste, conforme reportagem no último dia 6.

Bialski foi contratado na última semana e passou a atuar ao lado do advogado Sérgio Leonardo, que acompanha Vorcaro desde o início das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A informação foi adiantada pela coluna No Ponto, de Oeste, na última quinta-feira, 6.

Vorcaro: falta de “informações relevantes”

A estratégia da defesa é apresentar uma terceira proposta de colaboração premiada. As duas anteriores foram rejeitadas pela PF e pela PGR. Segundo os investigadores, os relatos apresentados por Vorcaro não continham informações inéditas relevantes nem elementos suficientes para comprovar os fatos narrados.

A primeira negativa ocorreu no fim de maio. Em junho, uma nova proposta também foi recusada pelos dois órgãos. Com a chegada de Bialski, a defesa espera adotar uma nova estratégia para tentar reabrir as negociações.

Depois das recusas das propostas de delação, o ministro André Mendonça determinou a transferência de Daniel Vorcaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde ele permanece preso.

As investigações sobre o Banco Master apuram suspeitas de irregularidades envolvendo operações financeiras e a gestão da instituição. A audiência solicitada por Bialski é vista por interlocutores do processo como uma tentativa de restabelecer o diálogo com o relator e avaliar a possibilidade de um novo acordo de colaboração premiada.

Acusado de divulgar dados de Viviane Barci pede saída de Moraes do caso

Defesa de Marcelo Conde recorre a Fachin e afirma que ministro está impedido de relatar investigação

Pâmela Zacarias

Viviane Barci e Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Metrópoles

A defesa do empresário Marcelo Conde pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que retire Alexandre de Moraes da relatoria do caso que investiga a suposta compra de dados fiscais da advogada Viviane Barci, mulher do ministro. Conde nega as acusações.

Os advogados já haviam apresentado o pedido diretamente a Moraes em meados de julho. A defesa argumentou que o ministro deveria se declarar impedido por ser casado com a pessoa que teria sido vítima do acesso indevido aos dados. Moraes não respondeu ao pedido.

Agora, os advogados encaminharam a solicitação a Fachin. A defesa também pediu que, se necessário, o caso seja levado ao plenário do STF para análise dos demais ministros.

Defesa cita vínculo familiar de Moraes

A defesa de Conde afirma que Moraes não pode atuar no processo por causa do vínculo familiar com a suposta vítima. Os advogados citam o artigo 252, inciso IV, do Código de Processo Penal, que trata das situações de impedimento de magistrados.

O entendimento adotado pelo STF, contudo, considera que a vítima, nesse tipo de investigação, é a própria Corte. Esse entendimento permite que Moraes permaneça na relatoria do caso.

Marcelo Conde aparece como investigado no chamado Inquérito das Fake News. Empresário do setor imobiliário, ele é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde (1934-2015).

Investigação sobre dados fiscais

Segundo a Polícia Federal (PF), Conde teria pago R$ 4,5 mil para obter declarações de Imposto de Renda de Viviane Barci. O empresário nega a acusação e atualmente vive na Espanha.

A PF afirma que o contador Washington Travassos de Azevedo teria obtido os documentos de maneira indevida. Ele está preso desde 14 de março.

Em 1º de abril, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão contra Conde. Os agentes não o encontraram no Rio de Janeiro porque ele vivia em Madri. Posteriormente, o empresário se apresentou às autoridades espanholas.

Moraes determinou a prisão preventiva de Conde mesmo com parecer contrário da Procuradoria-Geral da República. O órgão havia considerado que não existiam provas suficientes nem risco que justificasse a medida.

Moraes manda investigar cursos de 'Débora do batom' na prisão

Ministro do STF quer verificar se atividades realizadas por cabeleireira podem ser usadas para redução de pena

Fábio Bouéri

A cabeleireira Débora dos Santos e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Penitenciária Feminina de Tremembé e órgãos do sistema prisional de São Paulo prestem esclarecimentos sobre cursos realizados por Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do batom, durante o período em que esteve presa, conforme antecipou Oeste em reportagem no último dia 4.

A decisão faz parte da análise dos pedidos de remição de pena apresentados pela defesa da cabeleireira, condenada a 14 anos de prisão por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e por pichar, com um batom, a estátua “A Justiça”, em frente ao prédio do STF.

Moraes: verificação dos cursos

Moraes quer saber se os cursos “Reescrevendo minha história”, atribuídos a Débora, possuem convênio com o Poder Público e se integram oficialmente o projeto pedagógico da unidade prisional. A apuração busca evitar o reconhecimento de atividades que não atendam aos requisitos legais para redução da pena.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao reconhecimento de 212 dias de remição, considerando atividades de leitura, trabalho interno e a aprovação de Débora no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No entanto, a homologação definitiva depende dos esclarecimentos solicitados pelo ministro.

Na mesma decisão, Moraes também determinou que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo explique os registros de ausência de sinal do GPS da tornozeleira eletrônica usada por Débora.

A defesa sustenta que as falhas decorrem de instabilidades técnicas do sistema e não representam descumprimento das medidas impostas pela Justiça. Atualmente, Débora cumpre pena em regime domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica e submetida a restrições determinadas pelo Supremo.

Informante da PF cita elo de Lulinha no Ministério da Saúde

Ex-secretário-executivo da pasta é atualmente chefe de gabinete adjunto no Palácio do Planalto

Victória Batalha

Lulinha mudou-se para Madri em 2025 com a família | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

Um informante da Polícia Federal afirmou, em depoimento, que Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, ajudou a abrir as portas do Ministério da Saúde para pessoas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Berger ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde na época. Atualmente, ele trabalha no Palácio do Planalto como chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente.

Segundo o relato, os investigadores apontavam Berger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, como canais de acesso de Lulinha, da empresária Roberta Luchsinger e do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, dentro do Ministério da Saúde.

Berger tem longa trajetória no PT

Berger é uma figura histórica do Partido dos Trabalhadores (PT). Marcola, por sua vez, ocupou a chefia de gabinete de Lula durante todo o atual governo e deixou o cargo em 21 de julho deste ano.

Na semana passada, veio a público a informação de que Roberta Luchsinger realizou pagamentos a Marcola.

Empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O relato do informante também envolve Antonio Carlos Camilo Antunes. Em depoimentos prestados à PF em 2025, ele afirmou que o empresário, conhecido como “Careca do INSS”, pagava valores mensais a Lulinha em troca de acesso a órgãos da área da saúde do governo federal.

As defesas dos envolvidos negam que tivessem como objetivo facilitar a venda de produtos relacionados ao canabidiol, conforme consta no depoimento.
Defesas negam acusações

As defesas dos envolvidos negam as acusações citadas nos depoimentos.


As defesas de Camilo Antunes, de Lulinha e de Roberta Luchsinger negam as acusações apresentadas pelo informante à Polícia Federal.

Haddad: taxa das blusinhas ‘não tem nada a ver comigo’

Petista responsabiliza governadores e Congresso pela cobrança aprovada durante sua gestão no Ministério da Fazenda

Mateus Conte

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, negou nesta segunda-feira, 10, ter sido responsável pela criação da chamada “taxa das blusinhas”, cobrança sobre compras internacionais aprovada durante sua gestão no Ministério da Fazenda.

“Não tem nada a ver com arrecadação, não tem nada a ver comigo, tem a ver com os governadores e com o Congresso Nacional”, disse Haddad, em sabatina à CNN Brasil. A emissora prevê entrevistar o governador Tarcísio de Freitas na próxima quarta-feira, 12.

Segundo o ex-ministro, a discussão começou com uma iniciativa dos Estados para cobrar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos importados. “Fui procurado pelos governadores, inclusive pelo Tarcísio, para cobrar o ICMS das importações, então quem começou a cobrar a taxa foram os governadores”, declarou.

Haddad afirmou que a tributação federal partiu do Congresso e que Lula inicialmente se opunha à medida e chegou a considerar vetá-la. Segundo o candidato, o presidente mudou de posição depois de Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara, informar que a proposta teria apoio unânime dos partidos e que, nesse cenário, o Congresso derrubaria um eventual veto.

Haddad também negou que a cobrança estivesse relacionada ao ajuste fiscal conduzido pela Fazenda. “Não era arrecadatório, tinha nada a ver com arrecadação”, afirmou. “Nem estava nos planos do ajuste fiscal essa medida, era um pedido do varejo.”

O candidato reconheceu que a medida provocou desgaste político para o governo, mas atribuiu aos adversários a associação da cobrança a Lula. Na sequência, Haddad voltou a rejeitar responsabilidade pela medida. “Não tem nada a ver com o presidente, não tem nada a ver comigo”, declarou. “Foi uma articulação de governadores de um lado e do Congresso Nacional de outro.”

Haddad defendeu “taxa das blusinhas” no passado

Apesar de atribuir a criação da cobrança ao Congresso e aos governadores, Haddad já defendeu publicamente a tributação das compras internacionais durante sua passagem pela Fazenda.

Em junho de 2024, quando o Congresso discutia a alíquota federal de 20% sobre remessas de até US$ 50, o então ministro afirmou que o envolvimento dos parlamentares no debate deveria ser “celebrado pela sociedade” e disse que, a partir das informações reunidas pela Fazenda com diferentes setores, “chegou-se a esse denominador comum dos 20%”.

Depois da sanção, Haddad também justificou a cobrança como forma de “equilibrar o jogo” entre as plataformas estrangeiras e o varejo brasileiro.

Em maio deste ano, Lula também afirmou que Haddad apoiava a cobrança. Ao comentar a decisão do governo de zerar a alíquota, o presidente disse que o ex-ministro “acreditava realmente que era uma coisa boa” e que havia defendido “com convicção” a medida como forma de proteger a indústria nacional.

Lula afirmou que Haddad defendeu taxa das blusinhas “com convicção” | Foto: Adriano Machado/Reuters

Petista defende revisão de contratos de concessão

Durante a entrevista, o candidato também tratou de segurança pública, privatizações e da situação econômica de São Paulo. Haddad afirmou que pretende rever contratos firmados pela gestão de Tarcísio caso seja eleito.

Sobre a Sabesp, reiterou sua oposição à privatização, mas não prometeu reestatizar a companhia. Segundo Haddad, seria necessário analisar o contrato e os possíveis custos de uma reversão. “Quando você tem um contrato assinado, a emenda pode sair pior do que o soneto”, avaliou. “Você pode ter que pagar uma indenização bilionária.”

Na segurança pública, Haddad propôs um gabinete presidido pelo governador e integrado por órgãos estaduais e federais, como as polícias Militar, Civil e Federal, o Ministério Público e a Receita Federal. “O crime organizado vence o Estado desorganizado, mas o Estado organizado derrota o crime organizado”, encerrou.

Candidata do Psol declara patrimônio de R$ 2 bilhões ao TSE

No Tocantins, possível erro em declaração atribui valores milionários a carros e imóveis populares

Fábio Bouéri

Lúcia Viana, candidata a vice-governadora do Tocantins | Foto: Reprodução/X

A candidata a vice-governadora do Tocantins Lúcia Viana (Psol) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir um patrimônio de R$ 2 bilhões. No entanto, a relação de bens apresentada à Justiça Eleitoral contém valores muito acima dos de mercado, indicando um provável erro de digitação ou de preenchimento no sistema do TSE.

Servidora pública federal, de 64 anos, Lúcia Viana integra a chapa encabeçada por Prof. Witer Naves (Psol) na disputa pelo governo do Tocantins. Entre os bens declarados estão um Fiat Strada 2007 registrado por R$ 15 milhões, um Toyota Etios 2015/2016 avaliado em R$ 35 milhões e um Renault Sandero 2013/2014 declarado por R$ 25 milhões.

Candidata: chácara de R$ 900 milhões

Para efeito de comparação, um Fiat Strada 2007 vale cerca de R$ 30 mil pela Tabela Fipe, enquanto um Toyota Etios 2015/2016 tem valor aproximado de R$ 35 mil. Com os valores informados na declaração, seria possível comprar centenas de unidades desses veículos.

Lúcia Viana também declarou cinco imóveis por cifras igualmente elevadas. Dois prédios residenciais foram registrados por R$ 150 milhões cada um, um prédio comercial por R$ 500 milhões, outro prédio residencial por R$ 300 milhões e uma chácara por R$ 900 milhões.

Um dos imóveis estaria localizado no loteamento Lago Sul, em Palmas (TO), onde imóveis semelhantes costumam ser anunciados entre R$ 120 mil e R$ 1 milhão, muito abaixo dos valores informados ao TSE.

Eduardo Bolsonaro republica vídeo de Cleitinho em apoio a Flávio em MG

Gravação divulgada por página ligada ao senador mineiro também foi compartilhada por ele; PL tem candidato próprio ao governo estadual

Letícia Alves

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) | Foto: Divulgação/ Senado

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro republicou um vídeo em que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) declara apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Uma página de apoio a Cleitinho divulgou originalmente o vídeo. O senador também compartilhou a publicação.

A movimentação ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 no Estado. Cleitinho recebeu autorização do Republicanos para disputar o governo estadual na sexta-feira 7, depois de inicialmente anunciar que não concorreria.

PL tem candidatura própria em Minas Gerais

O PL, no entanto, já definiu candidato próprio ao governo de Minas. A legenda lançou, na quarta-feira 5, a pré-candidatura do presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe, que é próximo de Flávio. O ex-deputado federal Charlles Evangelista (PL) será o vice.

O presidente estadual do PL, deputado federal Zé Vitor, descartou retirar Roscoe da disputa para apoiar Cleitinho. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, também confirmou Roscoe como o nome do partido no palanque mineiro.

Marinho afirmou que o PL negociou com Cleitinho por quase 120 dias, mas optou por Roscoe devido à instabilidade do Republicanos. PL e Republicanos negociavam uma aliança em Minas Gerais desde maio. As legendas avaliavam usar o palanque de Cleitinho para a campanha de Flávio.

Governo Lula empenha R$ 65 milhões em emendas de Soraya

Liberação ocorreu depois de denúncia da senadora contra Alfredo Gaspar, pré-candidato a vice de Flávio

Isabela Jordão
A senadora Soraya Thronicke espera receber apoio de Lula no MS | Foto: Divulgação/ Senado

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenhou R$ 65,29 milhões em emendas parlamentares da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) em 2026, segundo dados do Siga Brasil e do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento. O valor representa 96,31% dos R$ 67,79 milhões empenhados para a parlamentar neste ano.

Do total previsto no Orçamento da União para as emendas de Soraya, de R$ 74,01 milhões, R$ 52,08 milhões já foram pagos. O empenho corresponde à reserva de recursos pelo Executivo para assegurar o pagamento de despesas indicadas pelos parlamentares.

A maior parte dos empenhos ocorreu no mesmo ano em que Soraya, ao lado do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), levou à Polícia Federal uma denúncia contra Alfredo Gaspar (PL-AL), então relator da CPMI do INSS. O parlamentar foi acusado de suposto estupro de vulnerável e tentativa de ocultação de fatos.

Lindbergh Farias e Soraya Thronicke durante coletiva de imprensa em que o deputado reafirmou a acusação contra Alfredo Gaspar | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Denúncia contra Alfredo Gaspar ocorreu durante disputa na CPMI

Soraya e Lindbergh protocolaram o pedido de investigação em 27 de março, durante a apresentação do relatório final da CPMI pelo deputado. O documento de Gaspar pedia, entre outras medidas, o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

As acusações contra Gaspar foram usadas pela base governista para contestar a atuação do relator. Em 28 de março, a CPMI rejeitou o relatório, com a maioria dos integrantes votando contra o texto.

Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados acrescentou outro elemento à disputa. O documento aponta para a suspeita de uma articulação destinada a fabricar uma acusação de estupro de vulnerável contra Gaspar.
Dep. Alfredo Gaspar (UNIÃO – AL) em oitiva de testemunha, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS – 2025 (05/02/2026) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Segundo o relato apresentado à Polícia Legislativa, a assessora de Gaspar, Marise Pena, recebeu em 14 de abril uma ligação de um homem identificado como Luiz Antonio Lopes. Ele teria afirmado conhecer uma suposta armação envolvendo uma jovem que assumiria uma identidade falsa e receberia dinheiro para sustentar uma acusação de abuso sexual contra o deputado.

Lindbergh é citado no boletim como um dos nomes que estariam ligados à suposta trama. As acusações, contudo, são objeto de apuração e não estabelecem, por si só, responsabilidade criminal dos envolvidos.

Aproximação política entre Soraya e Lula

A relação entre Soraya e o governo Lula também se estreitou no campo eleitoral. Em julho, o PT convidou a senadora para integrar como primeira suplente uma chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Senado Vander Loubet. Ela recusou a proposta.

Soraya já havia declarado apoio à reeleição de Lula em maio | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A iniciativa provocou desconforto na Executiva Nacional do PSB e também contrariou o vice-presidente Geraldo Alckmin. Em 17 de julho, Soraya publicou uma fotografia ao lado de Lula e reafirmou sua intenção de disputar a reeleição ao Senado. “Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser!”, escreveu ela no X.

Eleita em 2018 com apoio de Jair Bolsonaro (PL), Soraya rompeu politicamente com o ex-presidente durante a pandemia de covid-19. Em 2022, concorreu à Presidência pelo União Brasil. Desde 2023, integra a base de apoio ao governo Lula no Senado.

A movimentação ganhou novo contexto eleitoral com a escolha de Alfredo Gaspar como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado alagoano passou a ocupar posição de destaque na oposição, enquanto Soraya consolidou sua aproximação com o grupo governista.

Flávio e Lula estão tecnicamente empatados no 2º turno, indica Futura/100% Cidades

Em eventual confronto direto, o petista tem 46,5% contra 44% do integrante do PL

Anderson Scardoelli

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva são candidatos à Presidência da República pelo PL e pelo PT, respectivamente | Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de registros de Jefferson Rudy/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão em condição de empate técnico em eventual 2º turno da disputa pela Presidência da República, mostra o Futura/100% Cidades. O instituto divulgou levantamento nesse sentido nesta terça-feira, 11.

Conforme o material, num eventual confronto direto, o petista soma 46,5% das intenções de voto. Já o parlamentar liberal surge com 44%.

O empate técnico se dá pelo fato de a margem de erro da pesquisa ser de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Dessa forma, Flávio teria de 41,8% a 46,2%. Lula, por sua vez, trafegaria de 44,3% a 48,7%.

Ainda de acordo com o levantamento, num segundo turno com Flávio versus Lula, 7,4% dos entrevistados afirmaram que não escolheriam nenhum dos dois candidatos, votariam em branco ou anulariam o voto. Além disso, 2,1% não souberam responder, não quiseram participar ou se mostraram indecisos.

Outras simulações de 2º turno

O Futura/100% Cidades realizou outras três simulações de segundo turno. Lula supera os oponentes em todos. 

Lula X Caiado

Lula — 45,3%
Ronaldo Caiado (PSD) — 39,2%;
Ninguém/branco/nulo — 12,2%; e
NS/NR/indecisos — 3,2%Lula x Zema

Lula — 46,5%;
Zema — 39,8%;
Ninguém/branco/nulo — 11,2%; e
NS/NR/indecisos — 2,4%.Lula x Renan Santos

Lula — 47,3%;
Renan Santos (Missão) — 33,3%;
Ninguém/branco/nulo — 15,9%; e
NS/NR/indecisos — 3,5%.
Cenários de 1º turno com Flávio, Lula e outros candidatos

O instituto realizou dois cenários de primeiro turno. Em ambos, consta o nome de Cabo Daciolo (Mobiliza). Ele, no entanto, anunciou candidatura ao governo do Amazonas — e não mais à Presidência da República — na última sexta-feira, 7.

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República em 2026 | Foto: Reprodução/X

Nas duas simulações de primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente dos adversários. No segundo cenário, entretanto, ele volta a ficar em condição de empate técnico com Flávio.

1º turno — Cenário 1

Lula — 38,8%;
Flávio — 34,1%;
Ronaldo Caiado — 5,9%;
Renan Santos — 3,6%;
Romeu Zema — 3,6%;
Augusto Cury (Avante) — 1,2%;
Rui Costa Pimenta (PCO) — 0,8%;
Samara Martins (UP) — 0,7%;
Cabo Daciolo — 0,4%;
Edmilson Costa (PCB) — 0,1%; e
Hertz Dias (PSTU) — 0%.

Ninguém/branco/nulo: 

6,2%. NS/NR/
Indecisos: 4,8%.1º turno —

 Cenário 2

Lula — 36,3%;
Flávio — 32,7%;
Ronaldo Caiado — 7,7%;
Romeu Zema — 4,4%;
Renan Santos — 3,6%;
Augusto Cury (Avante) — 1,6%; e
Cabo Daciolo — 1,2%.

Ninguém/branco/nulo: 8,3%. 
NS/NR/Indecisos: 3,9%.

Dados estatísticos

A fim de mapear as intenções de voto para a Presidência da República, a equipe do Futura/100% Cidades entrevistou 2 mil eleitores em potencial. O trabalho ocorreu de 3 a 7 de agosto.

Fora a já mencionada margem de erro, que é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, o grau de confiança do material é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral. O código BR -08109/2026 é o protocolo de acompanhamento.

Rejeição a Lula supera aprovação a 8 semanas das eleições

Pesquisa Futura/100% cidades mostrou que 49,9% desaprovam o petista, enquanto 47,3% aprovam; veja mais números

Lucas Cheiddi

O presidente Lula participa de uma cerimônia no Palácio Planalto, em Brasília - 6/8/2026 | Foto: Adriano Machado/Reuters

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera a aprovação entre os eleitores a menos de 2 meses do primeiro turno das eleições. Uma pesquisa da Futura/100% cidades, divulgada nesta terça-feira, 11, mostrou que 49,9% desaprovam o petista, enquanto 47,3% aprovam. Outros 2,9% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais entre 3 e 7 de agosto. As entrevistas ocorreram por telefone em 690 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com 95% de confiança. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.

Rejeição a Lula supera aprovação | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

A avaliação geral do presidente também mostra divisão. Para 43% dos entrevistados, Lula é ruim ou péssimo. Outros 39,5% consideram o presidente regular. Apenas 17,1% avaliam sua atuação como ótima ou boa.

Rejeição a Lula e outros no cenário eleitoral

Na intenção de voto estimulada para o primeiro turno, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro. No primeiro cenário testado, o petista tem 38,8%, contra 34,1% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ronaldo Caiado registra 5,9%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 3,6% cada.
Rejeição eleitoral dos candidatos | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

A vantagem, porém, não elimina a resistência ao presidente. Quando os entrevistados indicam em quem não votariam de jeito nenhum, Lula aparece com 45,9% de rejeição. Flávio Bolsonaro registra 47,1%. Romeu Zema tem 16,6%, e Ronaldo Caiado, 12%.

O levantamento também mostra uma disputa concentrada nos dois principais nomes. Na avaliação do diretor técnico da Futura, José Orrico, Lula apresenta uma recuperação gradual, enquanto Flávio mantém um eleitorado consolidado. Segundo ele, o espaço para uma terceira candidatura ainda não se converteu em intenção de voto relevante.

Maioria dos brasileiros desaprova Congresso e STF, diz pesquisa

Levantamento Futura/100% cidades mostra que 62,4% rejeitam o Legislativo Federal, enquanto 52,1% desaprovam a Suprema Corte; veja números

Lucas Cheiddi

Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes; o Congresso Nacional aparece ao centro; à esquerda está o Palácio do Planalto; já a sede do STF surge à direita da imagem | Foto: Reprodução/https:/villelastay.com.br

O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrentam maioria de desaprovação entre os eleitores, conforme pesquisa da Futura/100% cidades divulgada nesta terça-feira, 11. Ao todo, 62,4% desaprovam a atuação do Congresso. Apenas 26,1% aprovam. Outros 11,5% não souberam ou não responderam.

O resultado do STF também é negativo. Segundo o levantamento, 52,1% desaprovam a atuação da Corte. O índice de aprovação chega a 36,3%. Outros 11,6% não responderam.
Avaliação negativa do Congresso Nacional | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais entre 3 e 7 de agosto. As entrevistas ocorreram por telefone em 690 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com 95% de confiança. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.

Congresso tem pior avaliação

A desaprovação do Legislativo supera a registrada pelo Supremo por 10,3 pontos porcentuais. O Congresso também apresenta uma diferença maior entre avaliação negativa e positiva.

Entre os entrevistados, 62,4% desaprovam o trabalho dos parlamentares. A aprovação fica em 26,1%. A diferença chega a 36,3 pontos porcentuais.

O resultado mantém uma tendência observada em levantamentos anteriores da Futura. Em julho, 61,4% dos entrevistados desaprovavam o Congresso, enquanto 26,2% aprovavam. No mês anterior, a desaprovação havia ficado em 58,8%.
Avaliação da população sobre o STF | Foto: Divulgação/Futura/100% cidades

No caso do STF, a desaprovação também supera a aprovação. A diferença atual é de 15,8 pontos porcentuais. O índice negativo, de 52,1%, representa mais da metade dos entrevistados.

Flávio reúne candidatos ao Senado para alinhar estratégia eleitoral

Reunião em Brasília busca integrar campanhas estaduais e priorizar disputa pela maioria do Congresso

Letícia Alves

O candidato à Presidência à República, Flávio Bolsonaro | Foto: Divulgação/Vittor Sales

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reúne nesta terça-feira, 11, em Brasília, candidatos ao Senado. Cerca de 40 postulantes do partido e de siglas aliadas devem participar. O encontro faz parte da estratégia de aproximar a campanha presidencial das disputas estaduais.

A eleição para o Senado é prioridade da campanha. Flávio deve alinhar o discurso dos aliados e reforçar as principais mensagens nos Estados. A equipe também pretende aproveitar a estrutura regional para ampliar a presença do candidato em regiões com menor espaço na agenda presidencial.

Os participantes devem discutir a composição da Casa a partir de 2027 e a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). A eleição renovará 54 das 81 cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores para mandatos de oito anos.

Bancada maior do Senado

O grupo quer ampliar a bancada para fortalecer sua posição em votações, negociações internas e na eleição da presidência do Senado. A estratégia também considera a possibilidade de facilitar a aprovação de propostas de um eventual governo.

A relação com o STF é outro ponto central. O Senado analisa indicações presidenciais para a Corte e julga eventuais pedidos de impeachment de ministros. O próximo presidente indicará quatro integrantes durante o mandato. Cada nome precisa da aprovação de pelo menos 41 senadores.

Plenário do Senado Federal| Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O grupo também pretende ampliar a pressão sobre o STF com a presidência do Senado e o avanço de processos de impeachment. O presidente da Casa decide o andamento inicial das denúncias. A perda do cargo exige 54 votos.

As eleições renovarão dois terços do Senado pelo sistema majoritário. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos. Os eleitos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e se juntarão aos 27 senadores que permanecerão na Casa.

Apoios nos Estados

A reunião em Brasília também deve definir gravações e materiais de campanha antes do início oficial da propaganda, em 16 de agosto. Na quinta-feira 6, Flávio anunciou apoio a 47 candidatos ao Senado nos Estados e no Distrito Federal.

A lista inclui nomes de PL, PP, Republicanos, Podemos, União Brasil, PSD, PSDB e Novo, como Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Arthur Lira, Deltan Dallagnol, Filipe Barros, Carlos Bolsonaro, Carol de Toni e Marcel van Hattem.

Cantor sertanejo pede exame de DNA da filha de 13 anos

Artista entrou em uma batalha judicial com a mãe da criança

Por Franciely Gomes

Thiago fez dupla com a cantora Thaeme - Foto: Reprodução

Thiago Servo aproveitou o Dia dos Pais para fazer um desabafo sobre a relação com sua suposta filha. Em seu perfil do Instagram, o cantor sertanejo pediu para realizar um exame de DNA para comprovar a paternidade de uma garota de 13 anos de idade, filha de Gabrielle Tacconi Huese, sua ex-namorada.

Ex-dupla da cantora Thaeme, o artista alegou que está sendo impedido de ver a adolescente. “Imagina você tirar o direito de uma filha, de uma criança conviver com o pai por orgulho, só para punir esse pai”, disparou.

A batalha entre Thiago e a ex já perdura por alguns anos na Justiça. O famoso alega que pagou pensão alimentícia por muito tempo e chegou até a ser preso em 2026 por uma dívida de R$ 500 mil, mesmo nunca tendo comprovado a paternidade biológica.

De acordo com o artista, a situação fez com que ele sofresse prejuízos em sua carreira, perdendo trabalhos. Atualmente, ele busca confirmar sua relação com a garota, para poder assumir seus deveres como pai.

Após demissão em massa, gigante dos supermercados anuncia nova loja

Nova unidade tem 3.849 m² de área de vendas e amplia presença da companhia

Por Isabela Cardoso
Imagem ilustativa de movimentação na parte interna de supermercado - Foto: Rafaela Araújo / Ag A Tarde

O Grupo Mateus inaugurou uma unidade do Mix Mateus em Cametá, no Pará, ampliando sua rede de atacarejos no estado. Com 3.849 m² de área de vendas, a loja é a primeira operação da bandeira no município e integra o ritmo de expansão da companhia em 2026.

A chegada da empresa à cidade amplia a presença do grupo no mercado paraense e deve movimentar a economia local com a criação de empregos diretos e indiretos.

“Chegamos trazendo para a comunidade a geração de empregos diretos e indiretos, fortalecemos o comércio local e ampliamos o acesso da população a produtos, serviços e oportunidades”, afirmou o grupo em publicação nas redes sociais.

Cametá entra no mapa da expansão

A abertura faz parte do plano de crescimento do Grupo Mateus, que já inaugurou 12 operações em 2026. Com as novas lojas, a companhia alcançou 314 unidades em funcionamento no Brasil.

Entre as novas operações abertas em 2026, seis estão no Maranhão, duas em Pernambuco, duas no Pará, uma no Piauí e uma em Alagoas. A expansão inclui quatro atacarejos Mix Mateus: dois no Maranhão, em Imperatriz e Caxias; um em Arapiraca; e agora a unidade de Cametá.

O grupo também inaugurou dois estabelecimentos do Novo Atacarejo em Pernambuco, nas cidades de Jaboatão dos Guararapes e Igarassu. Na Bahia, a rede inaugurou sua 11ª loja no final de 2025, localizada em Salvador.

Expansão ocorre após reestruturação

O avanço da rede acontece em paralelo a uma reestruturação interna do Grupo Mateus, que ganhou repercussão nos últimos meses.

O processo resultou no fechamento de 28 lojas e na demissão de aproximadamente 6,6 mil funcionários. Entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, o número de trabalhadores da companhia caiu 13,9%.

Apesar da redução da estrutura em algumas áreas, a empresa mantém o movimento de abertura de novas unidades em diferentes estados.

No ranking de 2026 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Mateus aparece na terceira colocação entre as maiores empresas do setor no país. A companhia registrou faturamento de R$ 31 bilhões e manteve a posição obtida no levantamento anterior.

Maior fabricante de eletros do Brasil anuncia fechamento e milhares de demissões

Reestruturação da fabricante pode afetar cerca de 2,3 mil trabalhadores em duas operações

Por Luan Julião
10/08/2026 - 18:37 h
OUÇA
Empresa cita queda na demanda, pressão sobre preços e aumento dos custos - Foto: Divulgação

A Electrolux iniciou uma reestruturação de suas operações industriais na Europa que envolve duas fábricas e pode afetar aproximadamente 2,3 mil trabalhadores. Uma das unidades terá as atividades encerradas até o fim de 2026, enquanto a outra ainda é alvo de negociações entre a empresa, sindicatos e autoridades.

As fábricas estão localizadas na Hungria e na Itália e produzem diferentes tipos de eletrodomésticos, como refrigeradores e equipamentos para cozinhas. Apesar de a Electrolux ter forte presença no mercado brasileiro, as medidas anunciadas até agora não atingem unidades instaladas no Brasil.

Segundo a companhia, a reorganização está relacionada à demanda mais fraca, à pressão sobre os preços e ao aumento dos custos industriais. A estratégia também prevê concentrar a fabricação em operações consideradas mais competitivas.

Unidade na Hungria será encerrada

A situação mais avançada ocorre em Jászberény, na Hungria. A Electrolux confirmou o encerramento da produção na fábrica até o final de 2026.

A unidade é responsável pela fabricação de refrigeradores de embutir e modelos independentes. Cerca de 600 trabalhadores poderão ser afetados pela decisão, com possibilidade de desligamentos e transferências.

A empresa afirma que a medida busca adequar sua estrutura ao comportamento do mercado europeu e reduzir custos. Entre os fatores apontados estão a estagnação da demanda, a pressão sobre os preços e as dificuldades para manter a competitividade da operação.

Com o fechamento, a demanda por refrigeradores deverá ser atendida por outras fábricas da Electrolux e também por fornecedores externos. As operações comerciais e de marketing da companhia em Budapeste, capital húngara, serão mantidas.

A reestruturação da unidade deverá gerar uma despesa de aproximadamente 600 milhões de coroas suecas.

Na Itália, fechamento ainda está em negociação

O segundo processo ocorre na Itália e envolve uma possível redução de aproximadamente 1.700 postos de trabalho. De acordo com os sindicatos, a proposta apresentada pela Electrolux inclui o fechamento de uma das cinco fábricas mantidas pela empresa no país.

A unidade ameaçada fica em Cerreto d’Esi, onde são produzidas coifas de cozinha. O número de empregos incluído no plano representa mais de 40% dos cerca de 4.500 trabalhadores da Electrolux na Itália.

A proposta provocou reação dos sindicatos, que convocaram paralisações e solicitaram a participação do governo nas discussões. Os representantes dos trabalhadores também passaram a buscar alternativas para evitar o encerramento da fábrica.

As autoridades italianas acompanharam as negociações e solicitaram a suspensão da execução imediata do plano.

Electrolux interrompe plano temporariamente

Em junho, a empresa concordou em suspender temporariamente a reestruturação na Itália. A decisão abriu espaço para que governo, sindicatos e representantes da Electrolux continuassem discutindo alternativas para a unidade.

A interrupção, porém, não representa o abandono definitivo da proposta. O plano que prevê os cortes e o fechamento da fábrica poderá ser alterado, cancelado ou retomado após as negociações.

Enquanto as discussões continuam, a fábrica de Cerreto d’Esi permanece em funcionamento. Por isso, os 1.700 postos previstos no plano ainda representam uma possibilidade, e não demissões já efetivadas.

Número de trabalhadores afetados pode mudar

Somando os dois processos, aproximadamente 2,3 mil trabalhadores estão envolvidos na reestruturação: cerca de 600 na Hungria e 1.700 na Itália.

O número, entretanto, não corresponde a demissões já realizadas. Na Itália, principalmente, o resultado dependerá das negociações em andamento.

Entre as possibilidades para reduzir o impacto sobre os funcionários estão transferências, programas de desligamento voluntário, aposentadorias incentivadas e outras alternativas. As condições finais serão definidas pelos acordos em cada país.
Estratégia busca reduzir custos

A reorganização ocorre em um cenário de consumo mais fraco e maior pressão competitiva no setor de eletrodomésticos. A Electrolux também enfrenta custos maiores relacionados à produção.

A presença de fabricantes asiáticas em diferentes mercados ampliou a disputa pelos consumidores. Paralelamente, despesas com energia, matérias-primas, transporte e mão de obra pressionam as operações industriais europeias.

Diante desse cenário, a companhia pretende concentrar a produção em unidades maiores e mais competitivas. O uso de fornecedores terceirizados também faz parte da estratégia para atender parte da demanda.

Assim, os processos na Hungria e na Itália estão inseridos em uma reorganização industrial mais ampla da empresa.

Brasil não está entre as unidades afetadas

Até o momento, não há anúncio de fechamento de fábricas da Electrolux no Brasil relacionado a essa reestruturação. As medidas divulgadas pela companhia atingem exclusivamente as operações mencionadas na Hungria e na Itália.

A empresa mantém presença no mercado brasileiro, onde comercializa produtos como geladeiras, fogões, máquinas de lavar, aspiradores e aparelhos de ar-condicionado.

Dessa forma, o anúncio das medidas na Europa não representa, até agora, uma confirmação de encerramento das atividades da Electrolux no país.

O que acontece agora

Na Hungria, a produção em Jászberény será encerrada até o fim de 2026, e a fabricação deverá ser transferida para outras unidades e fornecedores. A empresa ainda deverá definir as condições destinadas aos trabalhadores afetados.

Na Itália, o futuro da fábrica de Cerreto d’Esi continua em aberto. Governo, sindicatos e Electrolux seguem negociando uma alternativa para a unidade e para os empregos incluídos no plano.

Enquanto o fechamento húngaro já foi confirmado, a unidade italiana permanece funcionando e ainda poderá ter seu destino alterado conforme o resultado das negociações.

Multinacional com 12 mil funcionários fecha fábrica de 75 anos no Brasil

Unidade da Isover, em São Paulo, deixa de fabricar lã de vidro

Por Iarla Queiroz
Fábrica da Isover em São Paulo - Foto: Divulgação

Uma multinacional que emprega mais de 12 mil pessoas no Brasil encerrou as atividades industriais de uma fábrica que funcionava no país há cerca de 75 anos. A unidade, localizada em Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo, deixou de produzir lã de vidro e será transformada em um centro de distribuição.

A fábrica pertence à Isover, marca do Grupo Saint-Gobain, e iniciou a produção no Brasil em 1951. Durante décadas, a unidade fabricou materiais utilizados no isolamento térmico e acústico de casas, edifícios, veículos e instalações industriais.

O encerramento da produção também impacta trabalhadores e empresas que dependiam da atividade da fábrica, como transportadoras, fornecedores, equipes de manutenção e outros prestadores de serviços.

Fábrica deixa de produzir após mais de sete décadas

A produção de lã de vidro na unidade já foi encerrada. A decisão está relacionada a um acordo firmado entre a empresa, o Ministério Público de São Paulo e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O Termo de Ajustamento de Conduta determinou que a fabricação deveria ser encerrada até 4 de julho de 2026. Já o desligamento definitivo do forno de fusão de vidro ocorreu em 31 de julho.

O equipamento era responsável por derreter o vidro antes das etapas de formação das fibras, tratamento e acabamento da lã de vidro. Com o desligamento, chega ao fim o processo industrial realizado no endereço desde 1951.

A desmobilização da fábrica ainda deve continuar nos próximos anos. O acordo prevê a desmontagem dos equipamentos, a retirada dos resíduos industriais e a realização de estudos para verificar as condições ambientais do terreno.

Unidade será transformada em centro de distribuição

Apesar do fim da produção, a Saint-Gobain não deixará o imóvel. A antiga fábrica será utilizada como centro de distribuição, mantendo o endereço ligado às operações da empresa.

Com a mudança, o espaço continuará recebendo e armazenando produtos para posterior distribuição aos clientes. A diferença é que não haverá mais fabricação de lã de vidro no local.

A Isover também seguirá atendendo o mercado brasileiro, enquanto as demais marcas e unidades do Grupo Saint-Gobain continuam funcionando no país.

A companhia, portanto, não está deixando o Brasil. A decisão envolve especificamente o encerramento da produção industrial da fábrica de Santo Amaro.

Fechamento afeta cerca de 150 trabalhadores

O fim das atividades industriais deve atingir aproximadamente 100 funcionários diretos da unidade. Além deles, cerca de 50 trabalhadores indiretos estavam ligados à operação.

O impacto pode chegar, dessa forma, a aproximadamente 150 postos de trabalho.

A mudança também afeta empresas terceirizadas e prestadores de serviços que atuavam em atividades relacionadas à fábrica. Transportadoras, fornecedores, equipes de manutenção, limpeza e segurança estão entre os setores que tinham ligação com a operação industrial.

Segundo a multinacional, o processo de encerramento seria conduzido de forma gradual, com o objetivo de reduzir os impactos sociais provocados pela mudança.

Reclamações de moradores chegaram ao Ministério Público

O fechamento da fábrica ocorreu após anos de reclamações de moradores das regiões próximas à unidade.

Entre as queixas estavam relatos de fumaça, cheiro forte e barulho provocados pelos equipamentos. Segundo os moradores, os incômodos também eram registrados durante a noite e na madrugada.

As denúncias resultaram na abertura de uma investigação pelo Ministério Público. Paralelamente, a Cetesb ampliou as fiscalizações sobre as atividades realizadas na unidade.

Entre 2023 e 2025, a empresa recebeu autos de infração relacionados principalmente à emissão de odores percebidos fora dos limites da propriedade e ao descumprimento de determinações anteriores.

O cenário também foi influenciado pelo crescimento urbano da região. A fábrica permaneceu no mesmo endereço enquanto casas e condomínios residenciais avançaram para áreas próximas à indústria.

Com isso, os conflitos entre moradores e a operação industrial aumentaram e chegaram a audiências públicas, reuniões com autoridades e mobilizações da comunidade.

Empresa terá que cumprir medidas ambientais

O encerramento da produção não encerra as obrigações ambientais relacionadas ao imóvel. A Saint-Gobain terá que cumprir uma série de medidas previstas no acordo firmado com as autoridades.

Entre as exigências está a investigação de possíveis áreas contaminadas dentro do terreno. Caso sejam identificados problemas, a empresa deverá adotar medidas para recuperação do solo.

Também está prevista a desmontagem dos equipamentos industriais e a destinação adequada dos resíduos acumulados na unidade.

Durante o processo, a companhia deverá manter os sistemas de controle ambiental e apresentar relatórios ao Ministério Público e à Cetesb.

O acordo ainda estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento das obrigações, com correção monetária conforme as regras previstas no documento.

Isover afirma que seguia normas ambientais

A Isover afirmou que sempre atuou de acordo com a legislação brasileira e com critérios nacionais e internacionais de segurança e sustentabilidade.

De acordo com a empresa, a unidade recebeu mais de 60 ações de melhoria ambiental, incluindo investimentos em isolamento acústico e tecnologias voltadas à redução de emissões.

A companhia também informou que suspendeu parte das atividades aos finais de semana, encerrou os descarregamentos realizados durante a noite e criou canais de comunicação com os moradores da região.

As emissões da fábrica, segundo a multinacional, eram acompanhadas por empresas especializadas e fiscalizadas pelos órgãos ambientais. A Isover também sustenta que a operação não representava riscos à saúde dos trabalhadores.

Agora, o processo será acompanhado pelas autoridades, que deverão fiscalizar o desligamento do forno, a retirada dos equipamentos e o cumprimento das medidas ambientais previstas no acordo.

Com isso, a fábrica da Isover encerra uma trajetória industrial iniciada em 1951. O endereço continuará sendo utilizado pela empresa, mas apenas para atividades de distribuição, enquanto o Grupo Saint-Gobain mantém suas demais operações no Brasil.

Idosos poderão pegar Uber de graça no Brasil; saiba como conseguir

Projeto da Santa Casa de Vitória oferece transporte gratuito a idosos

Por Iarla Queiroz
Idosos podem receber Uber gratuito - Foto: Luan Julião | Ag. A TARDE | Imagem gerada por IA

Idosos atendidos pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória poderão contar com transporte gratuito por aplicativo para chegar a consultas e outros atendimentos presenciais no hospital.

A iniciativa foi criada para facilitar o acesso ao acompanhamento médico de pacientes que enfrentam dificuldades de locomoção, moram longe da unidade ou não possuem condições financeiras para pagar pelo deslocamento.

O benefício não é liberado automaticamente. Cada paciente passa por uma avaliação individual feita pela equipe da Santa Casa, que identifica os casos em que o transporte por aplicativo é necessário.

Projeto une Uber e telemedicina

A iniciativa é realizada pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) em parceria com a Uber e está vinculada ao ambulatório de geriatria da Santa Casa.

O projeto tem como foco principalmente idosos frágeis, com múltiplas doenças ou que precisam da ajuda de familiares e cuidadores para se deslocar até o hospital.

Pacientes que vivem em municípios mais distantes ou enfrentam dificuldades financeiras para arcar com o transporte também estão entre os beneficiados.

Além do deslocamento gratuito, o programa utiliza a telemedicina para evitar viagens que não sejam necessárias. Quando o acompanhamento pode ser feito de forma remota, o paciente realiza a consulta por teleatendimento. Já nos casos em que a avaliação presencial é indispensável, o transporte pode ser disponibilizado.

Como o transporte gratuito funciona

A análise começa ainda durante a internação do paciente. A equipe médica avalia a situação de cada idoso e define se o acompanhamento poderá continuar por teleconsulta ou se será necessário um novo atendimento presencial.

Quando o retorno ao hospital é indicado, o paciente pode receber um voucher para fazer o deslocamento por aplicativo.

Para a diretora clínica da Santa Casa de Vitória, Rosane Mageste, a união entre as duas ferramentas ajuda a diminuir os obstáculos encontrados pelos idosos para manter o tratamento.

“Esse projeto possibilitou ampliar o cuidado com o paciente idoso, porque muitas vezes a dificuldade não está apenas no atendimento, mas em conseguir chegar até ele”, afirmou.

Segundo ela, a integração entre telemedicina e transporte permite acompanhar os pacientes de forma mais próxima, diminuir as barreiras de acesso e oferecer uma assistência mais completa, concluiu.

O geriatra Renato Morelato, responsável pelo programa de residência médica da área, também destacou a importância da teleconsulta para esse público.

De acordo com ele, muitos pacientes acompanhados pelo projeto são idosos frágeis e dependem de outras pessoas para conseguir se deslocar. A consulta remota permite observar a evolução clínica e identificar com rapidez quando é necessária uma avaliação presencial, explicou.

Projeto também atende idosos de Cariacica

A iniciativa não está restrita aos pacientes que vivem em Vitória. O projeto também contempla idosos acolhidos por uma instituição filantrópica de longa permanência localizada em Cariacica, que recebe acompanhamento da equipe da Santa Casa.

Nesses casos, a telemedicina é utilizada para orientações e acompanhamento clínico. Quando a presença do paciente no hospital é necessária, o transporte por aplicativo também pode ser disponibilizado.

Segundo a Santa Casa, além de facilitar o acesso aos atendimentos, a iniciativa ajudou a ampliar a estrutura do teleambulatório da instituição, com investimentos em equipamentos e infraestrutura.

O projeto também passou a ser utilizado na formação de estudantes e residentes da área de geriatria.

Atualmente, 96% dos atendimentos realizados pelo hospital são pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Grupo suspeito de vender armas tem R$ 38 milhões bloqueados na Bahia

Operação cumpre 16 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju

Por Victoria Isabel
Foto: Ascom-PCBA

A Polícia Civil bloqueou judicialmente R$ 38 milhões em bens e valores vinculados a investigados por participação em uma organização criminosa suspeita de abastecer o mercado ilegal de armas de fogo na Bahia durante a Operação Exarmatio, deflagrada na manhã desta terça-feira, 11.

A ação cumpre 16 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju (SE). De acordo com as investigações, o grupo atua de forma estruturada na comercialização clandestina de armas de fogo, com atuação interestadual e divisão de funções entre os integrantes.

Além do bloqueio financeiro, a operação tem como objetivo desarticular a organização criminosa, interromper o fluxo financeiro do grupo e reunir novos elementos de prova para o avanço das investigações.

Foto: Ascom-PCBA

Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), a operação mobiliza cerca de 80 policiais civis, distribuídos em 20 equipes, responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais e pelo prosseguimento das investigações.

A Operação Exarmatio conta com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR/Feira de Santana), da Diretoria Regional de Polícia do Interior Leste (DIRPIN/Leste), por meio da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/Feira de Santana), além da Polícia Civil de Sergipe.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026

GOLS DO FANTÁSTICO

 


A orientação da equipe de campanha a Tarcísio durante debate

Governador recebeu pedido para elevar o tom depois de Haddad começar confronto de forma mais incisiva

Tauany Cattan
Mateus Conte

Governador de SP, Tarcísio de Freitas, participa do leilão do PPP, novo centro administrativo na B3 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A equipe do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), orientou o candidato a adotar uma postura mais incisiva contra Fernando Haddad (PT) durante o primeiro debate da eleição de 2026 para o governo paulista, realizado neste domingo, 9, na TV Bandeirantes.

Segundo uma fonte ouvida por Oeste, a avaliação nos bastidores foi de que Haddad começou o confronto de maneira mais incisiva. Diante disso, Tarcísio recebeu, durante os intervalos, a orientação para “subir mais a temperatura”.

A avaliação interna foi de que o desempenho do governador foi “excelente” dentro da estratégia traçada para o encontro. A fonte afirmou que Tarcísio, por ter um perfil considerado mais técnico e comedido, ainda está se segurando e deve adotar uma postura mais solta nos próximos debates.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Campanha de Tarcísio contesta números apresentados por Haddad

A equipe de Tarcísio também contestou dados sobre investimentos estaduais mencionados por Haddad durante o confronto. Segundo a fonte, o petista teria usado números “imprecisos” ao criticar a gestão do governador.

A avaliação nos bastidores é de que Tarcísio tem facilidade para trabalhar com dados e informações técnicas, mas precisava demonstrar uma postura mais calorosa no confronto direto com o adversário. Por isso, a campanha reforçou durante o debate a orientação para que o governador fosse mais incisivo.

Tarcísio manda abraço a Bolsonaro durante debate: ‘Gratidão não se prescreve’

Governador afirma que ex-presidente abriu as portas para sua trajetória política

Mateus Conte

O ex-presidente Jair Bolsonaro (à esq) e o governador Tarcísio de Freitas, durante ato pela anistia na Avenida Paulista — 6/4/2025 | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro durante confronto com Fernando Haddad (PT) no primeiro debate da eleição paulista, realizado neste domingo, 9, pela TV Bandeirantes.

A manifestação ocorreu durante uma discussão sobre a relação do governo paulista com a União. Haddad citou acordos e recursos federais destinados a São Paulo e questionou Tarcísio sobre medidas tomadas pelo governo Bolsonaro que, segundo o petista, prejudicaram o Estado.

Tarcísio respondeu que Haddad estava “muito focado” no ex-presidente. “Esquece Bolsonaro, Haddad, você não está concorrendo contra ele mais”, afirmou, ao recordar a eleição presidencial em que Bolsonaro saiu vencedor. “Isso foi em 2018, já passou, vamos focar aqui em São Paulo.”

Na sequência, Haddad perguntou se Tarcísio teria “vergonha” de Bolsonaro. Em resposta, o governador recordou a importância do ex-presidente para sua entrada na política. “Foi a pessoa que me abriu as portas, e gratidão não se prescreve”, afirmou. “Uma pessoa que me estendeu a mão, uma pessoa que pegou um técnico e fez desse técnico um ministro.”

Tarcísio também elogiou a formação da equipe ministerial no governo anterior. Segundo ele, Bolsonaro optou por colocar profissionais com experiência técnica à frente das pastas em vez de “fatiar o governo” entre partidos. “Um abraço, Bolsonaro, que tenho gratidão, e vou ter gratidão sempre ao que você fez na minha vida, ao que você representa”, encerrou.

Tarcísio: de técnico a ministro de Bolsonaro

Bolsonaro escolheu Tarcísio para comandar o Ministério da Infraestrutura em 2019, no começo de seu governo. A nomeação colocou o engenheiro, até então conhecido sobretudo por sua atuação técnica na administração pública, no primeiro escalão do Executivo federal.

Antes disso, Tarcísio havia construído uma trajetória principalmente técnica na administração pública. Engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia, ele integrou o Exército e posteriormente ocupou cargos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e no Programa de Parcerias de Investimentos.

Tarcísio permaneceu no ministério até 2022, quando deixou o governo federal para disputar pela primeira vez um cargo eletivo. Naquele ano, Tarcísio concorreu ao governo de São Paulo com o apoio de Bolsonaro. Chegou ao segundo turno contra Haddad e venceu a eleição, com 55% dos votos válidos, ante 44% do petista.

Nunes rebate Haddad por acusação sobre contrato de wi-fi: ‘Tenha responsabilidade’

Prefeito afirma que petista apresentou dados falsos e cobra respeito pelas declarações feitas na Band

Mateus Conte
Tauany Cattan
Ricardo Nunes se pronuncia depois de debate entre Tarcísio e Haddad na Band | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, rebateu Fernando Haddad depois de o candidato ao governo paulista relacionar um contrato de wi-fi da prefeitura ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao criticar a prefeitura, Haddad afirmou: “E ainda com um contrato aí de wi-fi para ser desviado o dinheiro para o PCC uma parte e para fazer o filme do Bolsonaro por outra”. A declaração ocorreu nas considerações finais do debate deste domingo, 9, na Band.

Depois do debate, Nunes disse ter procurado pessoalmente o petista para contestar a declaração. “Você sabe que eu não tenho nenhum envolvimento com absolutamente nada de errado, você me conhece, acho que você poderia ser um pouco mais respeitoso’”, afirmou o prefeito ao petista.

O contrato citado por Haddad, no valor de R$ 108 milhões, prevê instalação, operação e manutenção de 5 mil pontos de wi-fi público na periferia da capital. O acordo entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil é investigado pelo Ministério Público por suspeitas de irregularidades.

A entidade contratada pertence a Karina Ferreira Gama, que também é sócia única da produtora responsável por Dark Horse, filme sobre Bolsonaro. A Prefeitura de São Paulo afirma que o chamamento público ocorreu de forma transparente e que respondeu aos questionamentos apresentados pelo Ministério Público.

Nunes contesta dados sobre dívida

O prefeito também reagiu às declarações de Haddad sobre a situação financeira da capital. No debate, o petista afirmou que Nunes recebeu a prefeitura “com R$ 80 bi em caixa, com fim da dívida, o cara está endividando a cidade em R$ 50 [bi]”.

Nunes afirmou que o endividamento atual corresponde a 14% da receita corrente líquida do município e disse que a capital possui classificação máxima nesse quesito. “São Paulo nunca teve uma saúde financeira tão robusta e tão boa”, declarou.

O prefeito também contestou a versão apresentada por Haddad sobre a redução da dívida municipal. Durante o debate, o petista afirmou que, quando comandou a prefeitura, reduziu “de R$ 80 para R$ 30 bilhões a dívida de São Paulo” e atribuiu a medida à renegociação realizada durante o governo de Dilma Rousseff.

Segundo Nunes, porém, a redução daquele período decorreu de uma mudança aprovada pelo Congresso. “Naquela época foi o Congresso que alterou […] e fez uma redução equilibrada para todos os Estados e municípios”, afirmou.

Nunes acusou ainda Haddad de apresentar informações incorretas ao longo do confronto. “Nunca tinha observado isso de forma tão clara como agora nesse debate, de inventar, de falar mentiras, de dar dados distorcidos, dados falsos”, declarou. O prefeito ainda afirmou ter pedido ao ex-ministro “um pouco de responsabilidade” nas declarações.

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