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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

TRÂNSITO DE JUAZEIRO E PETROLINA - AO VIVO





 

ATUALIZAÇÃO SOBRE IVETE SANGALO - VÍDEO


Após ser internada em Salvador, Ivete Sangalo recebeu alta hospitalar e surgiu no carro, ainda com o rosto machucado, mas com excelente humor. A cantora brincou com a atual condição em que está e explicou o diagnóstico dela. Como ela apresentou desidratação devido a uma infecção intestinal que desencadeou diarreia, houve um gatilho comum para a disfunção do nervo vago, levando à síndrome — ou síncope — vasovagal.

A baiana não comentou da suposta transferência para hospital de São Paulo (SP). Mais cedo, uma fonte da TV Bahia informou que a cantora iria passar por uma cirurgia após desmaiar por queda de pressão e machucar o rosto em dois lugares.

Ivete Sangalo surge em carro e não confirma cirurgia; VÍDEOS

Cantora Ivete Sangalo sofreu queda após passar mal e foi internada inicialmente em hospital de Salvador

Lucas Mascarenhas  

Ivete Sangalo, de 53 anos, apareceu em um carro na manhã desta quinta-feira (26) e não comentou da suposta transferência para hospital de São Paulo (SP). Mais cedo, uma fonte da TV Bahia informou que a cantora iria passar por uma cirurgia após desmaiar por queda de pressão e machucar o rosto em dois lugares. A artista foi internada no Hospital Aliança (HA), em Salvador (BA), na última quarta-feira (25) e confirmou alta em stories publicados no Instagram, por volta das 9h20.
Cantora Ivete Sangalo sofreu queda após passar mal e foi internada inicialmente em hospital de Salvador. Foto: Reprodução/Instagram

A TV Bahia apurou no início da manhã que a cantora deixaria o Hospital Aliança e seria internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde passaria por um procedimento cirúrgico. O Ibahia entrou em contato com a assessoria de Ivete Sangalo nesta quinta-feira (26), que afirmou não ter novas informações sobre o assunto.

Ivete, porém, surgiu com o rosto machucado nos stories e informou que já tinha tido alta. "Bom dia. Tô lançando agora uma maquiagem diferente que eu quero lançar agora uma linha de maquiagem papupapuda (...). Estou ótima, já tive alta no meu hospital. Estou maravilhosa. E eu saí, gostei demais dessa nova textura, olha. É um preto que vai um pouco um vermelho e um degradê. Eu vou dizer a Markito (Costa, maquiador dela). Markito, tem que fazer nesse, que eu comecei nesse. Gente, eu estou ótima, estou maravilhosa", iniciou ela, de forma bem-humorada. "Passando aqui para deixar um beijo a todos os meus amigos que mandaram muitas mensagens. Os meus fãs que sabem que a mamãe está bem quando a mamãe vem falar é porque a mamãe está óssima, né?", completou.

A cantora também explicou o diagnóstico. Como ela apresentou desidratação devido a uma infecção intestinal que desencadeou diarreia, houve um gatilho comum para a disfunção do nervo vago, levando à síndrome - ou síncope - vasovagal.

Vídeo: Reprodução / Redes sociais"Mas de qualquer maneira, fiquei perguntando, que geminiano pergunta a cada segundo aos médicos cada procedimento. E eles chegaram a uma conclusão de que eu tenho a gente tem um nervo vagal que chama que fica aqui atrás do cabeça, e que tem um vago vagal que são esses desmaios, né? E no meu caso por conta da desidratação que eu tive, a desidratação, a foi em função da super diarreia, que eu tive tive uma diarreia grande. Supõe-se que foi uma virose, porque agora eu já tô bem. Posso ter comido alguma coisa estragada, mas não sei também. Difícil a gente determinar. Mas que tem essa coisa do vago vagal que eu tenho essa predisposição. Então, você que tem vago vagal, deixa de ser vagal e vai procurar um médico", completou Ivete.

Em contato anterior com o Ibahia, a assessoria de Ivete Sangalo havia afirmado que a artista teve uma "indisposição", inicialmente. Depois, a própria artista apareceu nas redes sociais por meio de vídeo e explicou o ocorrido.

Ivete Sangalo se pronuncia após internação

A artista, que encarou uma maratona de shows no Carnaval de Salvador, além de estreias nas folias do Rio de Janeiro e São Paulo, explicou na última quarta-feira que estava com uma infecção intestinal. Ivete acabou tendo diarreia, sofreu desidratação e desmaiou, caindo em sua própria residência.
Cantora Ivete Sangalo sofreu queda após passar mal e foi internada inicialmente em hospital de Salvador. Foto: Reprodução/ Redes sociais

"Minha gente, estou passando aqui para tranquilizar vocês... tá tudo bem. Eu tive infecção intestinal bem violenta, uma virose e, de madrugada, eu acordei com bastante diarreia e, como eu estava sozinha, com isso eu tive uma desidratação também muito intensa e a minha pressão baixou e eu caí", iniciou a artista.

"Desmaiei, caí, ó... tive um pequeno corte aqui no supercílio, aqui embaixo do olho. Mas quero garantir a você que está tudo bem, já estou aqui no hospital, bem assistida, graças a Deus, e já estou bem melhor, tá? Eu queria deixar de passar aqui logo".

PF investiga desvio de R$ 200 milhões em emendas | Jornal da Band

 


HOJE É O DIA INTERNACIONAL DE ROBERTO CARLOS


O Dia Internacional de Roberto Carlos é comemorado em 26 de fevereiro. A data foi instituída em 1988 pelo então prefeito de Los Angeles, Tom Bradley, como um tributo ao cantor brasileiro, reconhecendo sua trajetória e impacto na música latina e mundial, sendo uma homenagem ao "Rei" da música brasileira.

Data: 26 de fevereiro.

Origem: Proclamado em Los Angeles (EUA) em 1988.
Aniversário do Rei: Roberto Carlos nasceu em 19 de abril de 1941, data também marcada por celebrações de fãs.

Embora o dia 26 de fevereiro seja reconhecido internacionalmente como o "Roberto Carlos Day", o cantor é amplamente celebrado no Brasil durante o mês de abril, devido ao seu aniversário, e em dezembro, com seus tradicionais especiais de fim de ano.

Agência Brasil

Flávio propõe PEC para acabar com reeleição presidencial

Senador afirma que medida é ‘um projeto de país’ e defende mandato único para presidente da República

Sarah Peres

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição para presidente da República. O texto já está em fase de coleta de assinaturas e conta, até o momento, com o apoio de 14 senadores.

A iniciativa de Flávio estabelece que o chefe do Executivo federal passe a ter direito a apenas um mandato, sem possibilidade de recondução ao cargo. A proposta altera o modelo atual, em vigor desde 1997, que permite uma reeleição consecutiva.

Ao anunciar a medida, o senador afirmou que a proposta tem caráter institucional e não deve ser interpretada como iniciativa individual. Segundo ele, o objetivo é promover uma mudança estrutural no sistema político brasileiro.

“Protocolei uma Proposta de Emenda à Constituição para confirmar aquilo que já havia dito: o presidente da República deve exercer apenas um mandato”, declarou Flávio. “Estou fazendo um gesto público pelo fim da reeleição para a Presidência. Isso não é um projeto pessoal, é um projeto de país.”

Mudança no sistema político

A PEC propõe a alteração do artigo 14 da Constituição Federal, retirando a possibilidade de recondução ao cargo de presidente da República para mandatos consecutivos.

Na justificativa da proposta, o senador argumentou que o modelo atual favorece a utilização da máquina pública em benefício eleitoral e compromete o equilíbrio democrático. O texto sustenta que o fim da reeleição pode reduzir distorções no processo eleitoral e reforçar a alternância de poder.

Trechos da proposta mostram que o objetivo é “assegurar maior equilíbrio entre os concorrentes no processo eleitoral” e “evitar o uso da estrutura estatal como instrumento de perpetuação no poder”.

Flávio pede apoio à PEC

Em coletiva de imprensa, Flávio reforçou o caráter político da proposta e pediu engajamento da base aliada. “Está todo mundo muito consciente de qual é o objetivo”, disse o senador, antes de dar a resposta. “É resgatar o nosso Brasil.”

O pré-candidato do PL à Presidência também fez um apelo para que aliados defendam publicamente a proposta. Associou, nesse sentido, a proposta à necessidade de mudança no país.

“Peço a ajuda de todos para levar as nossas bandeiras e a nossa verdade em qualquer situação”, disse o senador. “Tenho a consciência de que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT.”

Tramitação no Congresso

Para começar a tramitar, a PEC precisa reunir o apoio mínimo de 27 senadores. Depois dessa etapa, o texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado, seguirá para votação em dois turnos no plenário do Senado.

Caso avance, a proposta ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados, também em dois turnos, antes de ser promulgada.

Oposição leva ao STF pedidos de impeachment contra 16 ministros de Lula

Se os pedidos forem acatados, o governo pode enfrentar acusações de crime de responsabilidade e infração de natureza político-administrativa

Diógenes Feitosa

Os deputados reclamam da falta de transparência e do descumprimento de deveres legais | Foto: Reprodução/YouTubr/Câmara dos Deputados

Deputados da oposição anunciaram, nesta quarta-feira, 25, a apresentação de pedidos de impeachment contra 16 ministros do governo Lula, alegando falta de transparência e descumprimento de deveres legais. O grupo encaminhou os documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) afirmou que o grupo tem a responsabilidade de apresentar os pedidos contra ministros que “não cumprem a lei, fazem uso do dinheiro público e não prestam informações, e agora vão ter que responder perante a Justiça”.

Durante coletiva na Câmara dos Deputados, De Toni explicou que os pedidos se baseiam na falta de respostas dos ministros a 54 solicitações oficiais de informações, protocoladas por diversos parlamentares nos últimos dois anos.

Em várias situações, as respostas só foram enviadas meses depois ou apenas no ano seguinte, o que a deputada classifica como omissão administrativa.

Os ministros-alvo dos pedidos são:

Sonia Guajajara (Povos Indígenas);
Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
Wolney Queiroz (Previdência Social);
Alexandre Padilha (Saúde);
Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social);
Camilo Santana (Educação);
André Ribeiro (Esportes);
Frederico Filho (Comunicações);
Jader Barbalho (Cidades);
José Múcio (Defesa);
Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União);
Mauro Vieira (Relações Exteriores);
Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária);
Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional);
Fernando Haddad (Fazenda); e
Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos).

Pedidos de impeachment podem complicar o governo Lula

Se os pedidos forem acatados, o governo Lula pode enfrentar acusações de crime de responsabilidade, infração de natureza político-administrativa que pode resultar na perda do mandato e na inelegibilidade das autoridades envolvidas.

Diferente de delitos comuns, essas infrações são julgadas seguindo normas constitucionais e leis específicas.

“Temos o dever funcional de protocolar esses pedidos de impeachment contra esses ministros”, afirmou De Toni.

Flávio Bolsonaro atua para conter desgaste no entorno da pré-candidatura

Depois de visitar o ex-presidente na PF, o senador amenizou as tensões recentes que envolvem Michelle, Nikolas e Eduardo

Diógenes Feitosa

Ao ser questionado sobre as divergências entre a família e aliados políticos, Flávio adotou postura conciliatória | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Depois de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira, 25, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que vai procurar Michelle Bolsonaro para conversar e tentar amenizar as tensões recentes em torno de sua pré-candidatura à Presidência.

Ao ser questionado sobre as divergências entre a família e aliados políticos, Flávio adotou postura conciliatória e afirmou que pretende promover o diálogo no núcleo interno.

“Nós somos adultos, vamos conversar”, afirmou o senador. “Vou procurar todo mundo, como sempre fiz”, disse, acrescentando que todos estariam “na mesma página” diante dos riscos políticos para o país.

O posicionamento do senador ocorre depois de desentendimentos públicos que envolvem a ex-primeira-dama, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados do ex-presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), especialmente em relação ao engajamento na campanha.

Desentendimentos e distanciamento

Michelle nunca participou diretamente da pré-campanha do enteado e, nos bastidores, segundo o jornal O Globo, chegou a sugerir o retorno de Tarcísio de Freitas ao debate nacional sobre a Presidência.

Segundo pessoas próximas, Michelle avalia que Flávio ganhou força política depois da prisão do pai, o que teria contribuído para um distanciamento inicial em relação à candidatura. Apesar disso, em público, Michelle desejou sucesso ao senador.

Sem citar episódios específicos, Flávio declarou que vai atuar pessoalmente para diminuir as tensões no grupo político: “Vou procurar um por um para aparar qualquer aresta”.

Defesa de Eduardo Bolsonaro e articulações políticas

Questionado sobre o desentendimento recente entre Nikolas e Eduardo, o senador afirmou que o ex-deputado está acompanhando as discussões políticas do exterior e já teria se comprometido a auxiliar na consolidação da candidatura.

Durante a visita à PF, Flávio esteve acompanhado do deputado Guilherme Derrite (PL-SP), com quem discutiu o cenário político paulista.

Segundo o senador, Jair Bolsonaro acompanha pesquisas eleitorais e demonstrou satisfação com o desempenho de Tarcísio de Freitas, além da pontuação de Derrite.

Em relação à segunda vaga ao Senado por São Paulo, Flávio informou que o ex-presidente recomendou cautela e pediu que a definição seja feita depois, em conjunto com Eduardo Bolsonaro.

Flávio reforçou apelo por prisão domiciliar de Bolsonaro

O senador relatou preocupações sobre o quadro de saúde do pai. Segundo o parlamentar, o ex-presidente enfrentou momentos delicados nesta semana.

Flávio informou que, embora Bolsonaro tenha apresentado melhora nesta quarta-feira, 25, passou por dificuldades, especialmente na segunda-feira.

“Conversei com alguns médicos que estão aqui a todo momento prestando atenção no que está acontecendo com ele e disseram que foi um pouco complicado na segunda-feira”, relatou. “Ele teve uma crise de soluço e apresentou vômitos.”

O senador voltou a pedir que Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por razões humanitárias, ressaltando que a saúde do ex-presidente inspira cuidados e representa risco.

Gonet critica decisões de Gilmar e Dino sobre penduricalhos

Em sustentação oral, procurador-geral da República expôs discordâncias com ministros do STF

Loriane Comeli

Paulo Gonet, procurador-geral da República, durante sessão no STF sobre penduricalhos - 25/02/2026 | Foto: Reprodução/YouTube

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, criticou decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre os penduricalhos pagos a magistrados e membros do Ministério Público que driblam a Constituição Federal e resultam em salários que excedem muito o teto.

A decisão de Dino determinou a suspensão de todos os pagamentos que não têm previsão expressa em lei ou que ultrapassem o teto sem justificativa legal válida. Além disso, União, Estados e municípios devem revisar, em até 60 dias, todas as verbas pagas a servidores e membros de Poderes. O caso julgado se referia estritamente a procuradores de Praia Grande (SP), na Reclamação 88.319, mas o ministro estendeu os efeitos da decisão.

Já Gilmar determinou que os tribunais e Ministérios Públicos estaduais suspendam, em até 60 dias, o pagamento de verbas indenizatórias baseadas apenas em leis estaduais. O entendimento é de que com as medidas de austeridade e moralidade, o STF tenta de recuperar da crise de credibilidade que se intensificou depois do envolvimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o caso do Banco Master.

“A decisão liminar cuida de um tema alheio ao objeto da causa, e que não era necessário para o próprio julgamento da reclamação”, afirmou Paulo Gonet em sustentação oral no julgamento da liminar concedida por Dino no STF. A sessão foi suspensa e a discussão será retomada nesta quinta-feira, 25, com os votos dos ministros.

Gonet disse que respeitar o pedido da ação é importante para limitar a atuação do Judiciário e que a alteração do objeto do pedido ofende o princípio da separação dos poderes. “A vinculação da jurisdição ao pedido é fórmula de limitação do poder Judiciário, é aspecto crucial do sistema de pesos e contrapesos”, acrescentou.

“A questão que se põe neste caso é da mais impactante repercussão para o próprio sistema constitucional. O precedente que se pode formar aqui tem potencialidade de afetar substancialmente os limites até agora impostos ao poder de agir do Tribunal”, complementou.

Gonet ressaltou que o tema debatido na ação é de “premente importância” e que a crítica é sobre a forma de discussão do problema. Especificamente sobre a decisão de Gilmar, concedida na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.606, o PGR disse que o foco eram apenas subsídios e que não se discutiam outras parcelas em relação ao teto remuneratório.

Por isso, para ele, as duas decisões deveriam ser rejeitadas no STF. “Não se nega que a temática a que se atêm às liminares submetidas à avaliação do plenário seja de preeminente importância. O obstáculo que se opõe é apenas a sede em que esse tema está sendo examinado.”

Associações de magistrados defendem penduricalhos

O julgamento também teve sustentação oral de advogados que representam partes das duas ações. Conforme registrou a assessoria de imprensa do STF, o advogado Maurício Zouk, da Associação dos Procuradores Municipais do Litoral Centro-Sul, sustentou que, no caso dos honorários de sucumbência dos procuradores (Rcl 88319), há uma “zona de certeza positiva” na jurisprudência do STF: a soma de subsídio e honorários deve observar como teto o subsídio integral dos ministros do STF, e não o limite de 90,25%. Segundo ele, o TJ-SP aplicou indevidamente a jurisprudência da Corte e usurpou a sua competência.

O advogado Alberto Pavie Ribeiro, da Associação dos Magistrados Brasileiros, argumentou que a discussão, em geral, não pode ignorar o “problema estrutural” do Judiciário, marcado por excesso de processos e déficit de magistrados. Afirmou que a carreira perdeu cerca de 53% do poder de compra por ausência de revisão anual adequada e que eventual redução remuneratória agravaria a evasão de juízes. Defendeu, ainda, que a solução preserve a atratividade da magistratura, sob pena de comprometer a prestação jurisdicional.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, ex-juíza e advogada da Associação dos Magistrados do Trabalho, falou sobre a insegurança jurídica vivida pela magistratura, que “não sabe o que vai receber no mês seguinte”. Ela rejeitou a expressão “penduricalhos”, informou a assessoria do STF, e defendeu a padronização nacional das rubricas e dos critérios de pagamento entre os ramos da Justiça. Pleiteou equalização remuneratória e enfrentamento da defasagem acumulada ao longo de duas décadas.

Pela Associação Nacional de Magistrados Aposentados do Poder Judiciário da União e de Procuradores Aposentados do MPU, a advogada Sônia Maria Ferreira Roberts afirmou que o tema precisa ser enfrentado com transparência e pela via adequada. “A recomposição remuneratória deve ocorrer pela via própria, que é a lei, e não por mecanismos que contornem o regime constitucional”, afirmou. Para a entidade, a falta de disciplina uniforme e o uso de atalhos acaba por transferir aos aposentados e aos pensionistas “o ônus da desvalorização”, ampliando distorções entre ativos e inativos.

O advogado Jonas Modesto da Cruz, representante do Sindicato dos Magistrados do Brasil, sustentou que a discussão sobre verbas indenizatórias deve ser enfrentada com “segurança jurídica e respeito à legalidade”. Afirmou, segundo a assessoria do STF, que os pagamentos contestados decorrem de atos normativos válidos e que eventual revisão precisa observar o devido processo legislativo e a proteção da confiança legítima dos magistrados. Acrescentou que mudanças abruptas podem gerar instabilidade institucional e reflexos negativos na independência da magistratura.

A Associação Nacional de Desembargadores, representada pelo advogado Murilo Matuch de Carvalho, sustentou que a controvérsia deve ser enfrentada com observância à autonomia do Judiciário e à segurança jurídica. Segundo ele, tratar indistintamente todas as verbas como irregulares pode comprometer a estabilidade institucional. Para a entidade, eventual ajuste deve ocorrer de forma uniforme e mediante definição clara pelo Congresso Nacional, evitando soluções fragmentadas.

Deputado pede prisão preventiva de Lulinha por envolvimento em esquema do INSS

Ubiratan Sanderson (PL-RS) envia solicitação à PGR em que alega participação em fraude e risco de fuga por parte do filho do presidente Lula da Silva

Lucas Cheiddi
O deputado gaúcho Ubiratan Sanderson (PL-RS) | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Relatos recentes de delações premiadas que envolvem ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) motivaram o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) a acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira, 25. O parlamentar solicita a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob a acusação de participação em esquema de fraudes no INSS.

Conforme o documento encaminhado ao procurador-geral Paulo Gonet, as colaborações premiadas mostram envolvimento de agentes políticos e empresariais na concessão de descontos indevidos em benefícios previdenciários. O fato afetou milhares de aposentados.

Sanderson alega que Lulinha teria recebido vantagens ilícitas, atuando por meio de intermediários e operadores ligados ao esquema.

Justificativas para prisão preventiva de Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com Sanderson, a medida de prisão preventiva é necessária para garantir a efetividade da lei penal e proteger as investigações. O deputado menciona que Lulinha deixou o país para morar na Espanha logo depois da revelação das denúncias, fato que, segundo ele, demonstra risco de fuga e dificulta a atuação das autoridades brasileiras.

Entre as possíveis infrações atribuídas ao investigado estão corrupção passiva, conforme o artigo 317 do Código Penal, organização criminosa, de acordo com a Lei n° 12.850/2013, e lavagem de dinheiro, conforme a Lei n° 9.613/1998.
Alternativas à prisão e impacto das acusações

No pedido, Sanderson ressalta que a solicitação respeita a presunção de inocência e não representa antecipação de culpa. Caso a PGR rejeite a prisão preventiva, o deputado sugere alternativas, como restrição de saída do país, uso de monitoramento eletrônico e suspensão de atividades empresariais.

O parlamentar descreve o caso como de “gravidade concreta acentuada”, estimando desvios bilionários de recursos destinados a grupos vulneráveis. Sanderson avalia que a posição política e econômica de Lulinha pode dificultar a coleta de provas e influenciar testemunhas enquanto ele permanecer em liberdade, conforme consta no documento enviado à PGR.
Ao portal Metrópoles, o coordenador do grupo Prerrogativas e conselheiro jurídico de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, classificou como “burrice” um requerimento de prisão contra o filho do presidente.

“Deus limitou a inteligência, mas não fez o mesmo com a burrice”, disse. “Não há base para pedido de prisão, porque ele sequer é investigado.”

Conforme Marco Aurélio, o pedido é “mais uma tentativa diversionista de provocar factoides, com objetivo de provocar prejuízos eleitorais para o PT e para o governo e para atacar a honra” do filho do presidente.

'Marido' e mãe de menina de 12 anos são presos

O desembargador do TJMG recuou da decisão anterior, que reconhecia a legitimidade da união entre o homem e a menor

Isabela Jordão

Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais | Foto: Divulgação/TJMG

Um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 e a mãe da adolescente foram presos nesta quarta-feira, 25. O desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), reviu a própria decisão anterior, que havia absolvido ambos.

Na nova determinação, o magistrado restabeleceu a condenação do réu a nove anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável e ordenou o cumprimento imediato da pena. Também foi anulada a absolvição da mãe da vítima, que voltou a ser condenada à mesma pena por ter consentido com a violência.

O caso provocou forte repercussão nacional. Diante disso, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, instaurou Pedido de Providências para apurar a atuação do TJMG e do desembargador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O desembargador Magid Nauef Láuar é alvo de uma investigação contra ele que apura denúncias de abuso sexual | Foto: Reprodução/TJMG

Segundo o tribunal, Magid Nauef Láuar, em decisão monocrática, acolheu embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público (MP) e negou provimento aos recursos de apelação no processo que trata de estupro de vulnerável na Comarca de Araguari. O caso tramita sob segredo de Justiça, por envolver menor de idade.

O MP sustentou que a decisão anterior errou ao validar a tese de “constituição de núcleo familiar” para afastar a configuração do crime. A instituição destacou que a legislação brasileira proíbe o casamento de menores de 16 anos e que uma convivência de apenas uma semana sob o mesmo teto não caracteriza união estável.

De acordo com a acusação, a situação se enquadra no chamado grooming (aliciamento progressivo), prática em que o adulto estabelece vínculos de confiança com a criança e seus familiares — muitas vezes com oferta de presentes ou apoio financeiro — com o objetivo de obter vantagem sexual.
O caso ganhou destaque porque o Código Penal considera estupro de vulnerável qualquer ato sexual com menor de 14 anos, independentemente de consentimento | Foto: Juarez Rodrigues/TJMG

O MP argumenta ainda que o fato de a adolescente se referir ao réu como “marido” não tem validade jurídica, já que uma criança de 12 anos não tem discernimento para compreender as implicações de um matrimônio.

Na decisão desta quarta-feira, Nauef Láuar declarou que reapreciou o caso “com maior profundidade”. Ele escreveu que “a diferença de idade entre a menor, à época dos fatos com 12 anos de idade, e o acusado, que contava com 35 anos”, expõe a “vulnerabilidade e incapacidade de discernir e expressar validamente a sua vontade de se relacionar com uma pessoa adulta”.

No começo de fevereiro, os desembargadores Magid Nauef Láuar e Walner Milward Azevedo tinham votado pela absolvição do homem e da mãe da menina de 12 anos. O único voto contrário foi da desembargadora Karin Emmerich.

O caso foi parar na Justiça em 2024, depois de uma denúncia do Conselho Tutelar, porque a menina não ia às aulas. Segundo o MP, o homem oferecia dinheiro e presentes à família da menina em troca da permissão para o relacionamento.

CNJ investiga desembargador por abuso sexual

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pediu esclarecimentos sobre a absolvição à Justiça de Minas. A repercussão do julgamento também trouxe à tona denúncias de abuso sexual contra o desembargador Magid Nauef Láuar.

O CNJ abriu uma investigação para apurar o caso e já ouviu pelo menos quatro pessoas que alegaram ter sido vítimas do magistrado. Uma delas é primo de segundo grau do próprio desembargador.

Saulo Láuar disse à Rede Globo que foi vítima de constrangimentos e de abuso pelo magistrado quando tinha 14 anos, ao ser chamado para ir até a casa de Nauef Láuar em Ouro Preto.

Ao defender penduricalhos, juíza aposentada diz que desembargadores 'mal têm lanche' nos tribunais; vídeo

Ex-magistrada fez sustentação oral em sessão no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira, 25, e também reclamou que juízes 'pagam gasolina do bolso'

Loriane Comeli

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho em sessão no STF - 25/02/2026 | Foto: Reprodução/YouTube

Ao defender o pagamento de penduricalhos — adicionais e gratificações que elevam os salários muito acima do teto constitucional — a juíza do Trabalho aposentada e advogada Cláudia Márcia de Carvalho Soares disse que retratou a magistratura como uma classe desfavorecida.

Em sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 26, Cláudia, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), disse que desembargadores — juízes que atuam no segundo grau — têm direito a carro, mas “mal têm lanches”.

Ela lamentou que magistrados de primeiro grau tenham que arcar com despesas como combustível e financiamentos de veículos do próprio bolso. “Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso. O combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água, não tem café. Nós pagamos”.

Segundo a magistrada, desembargadores também têm poucas vantagens: “Desembargador também tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche”.
Estavam em julgamento liminares concedidas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que, em resumo, suspendem os pagamentos de penduricalhos ao Judiciário e ao Ministério Público e mandam a União e os Estados revisarem esses benefícios que extrapolam o teto.

As liminares foram concedidas na Reclamação 88.319 e na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.606, sob relatoria dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, respectivamente. O debate gira em torno da legalidade dos pagamentos extras a membros do Judiciário e de outros Poderes.

O entendimento é de que com as medidas de austeridade e moralidade, o STF tenta de recuperar da crise de credibilidade que se intensificou depois do envolvimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o caso do Banco Master.

Críticas ao termo “penduricalhos”

Ela ainda argumentou que a discussão sobre ética e moralidade deve considerar todo o contexto, não apenas valores isolados. “Quando se equaliza, quando se quer moralizar e quando se fala de ética tem que se ver o conjunto da obra e não apenas o valor de um subsídio”, acrescentou.

A magistrada aposentada declarou existir “insegurança jurídica” para a categoria, pois “não sabe o que vai receber no mês seguinte”. Ela contestou o termo “penduricalhos”. “Não existe nada pendurado em lugar nenhum. O que temos são pagamentos baseados em legislação estadual ou de resolução do CNJ”, declarou. “A magistratura brasileira não recebe penduricalho, que fique registrado, ela recebe verbas que são calcadas num fato gerador.”

Cláudia Márcia falou, ainda, sobre o valor líquido recebido por juízes, que pode ser bem inferior ao subsídio oficial. “O subsídio, que é de R$ 46 mil, cai para uns R$ 24 mil líquido”, disse. “Para o juiz de primeiro grau, esse valor nominal é completamente diferente para um ministro ou para um desembargador.”

INSS: ex-presidente da Previdência recebeu R$ 4 mi de associação, diz PF

Os repasses ocorreram entre 2022 e 2024 e foram intermediados por terceiros ligados a diferentes empresas

Yasmin Alencar

Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS | Foto: Reprodução/Lula Marques/Agência Brasil

Uma investigação da Polícia Federal indica que Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, teria recebido R$ 4 milhões em pagamentos ilícitos de uma associação voltada a aposentados, conforme divulgou o portal UOL. Os repasses ocorreram entre 2022 e 2024 e foram intermediados por terceiros ligados a diferentes empresas, cada uma apontada como beneficiária de valores específicos.

A Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), associação sob investigação pela PF, teria movimentado R$ 708 milhões, dos quais R$ 640 milhões teriam sido desviados por meio de empresas de fachada. Entre as firmas listadas estão Santos Consultoria e Assessoria, To Hire Cars Locadora de Veículos, Papelaria Pikinskeni, Agropecuária Pkst e CSS Consultoria e Gestão, todas classificadas como “fantasmas”. Segundo a Receita Federal, as sedes dessas empresas são salas constantemente fechadas em um escritório em Presidente Prudente (SP).

Detalhamento dos repasses e nomes envolvidos

No caso do ex-presidente do INSS, os repasses envolveram seis nomes: Anderson Pomini (R$ 250 mil), Delícia Italiana Pizzas (R$ 900 mil), Sanchez Salvadore Sociedade de Advogados (R$ 250 mil), Stelo Advogados Associados (R$ 900 mil), Moinhos Imobiliária (R$ 1,25 milhão) e Ivete Teresinha Marsango (R$ 250 mil). Marsango, identificada como advogada, afirmou que nunca repassou nenhum valor a autoridades ou funcionários públicos, conforme já teria esclarecido no STF.

Conversas obtidas pela PF via WhatsApp entre Cícero Marcelino de Souza Santos, suspeito de operar o esquema financeiro da Conafer, e Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da associação, detalham o controle dos supostos repasses mensais. O nome do ex-presidente do INSS aparece associado ao apelido “Italiano” em listas intituladas “notáveis” ou “heróis”. A defesa do ex-presidente nega que ele seja o “Italiano” citado e refuta qualquer atividade irregular.

Outros investigados e valores suspeitos

Além do ex-presidente, outros nomes aparecem na investigação como possíveis beneficiários de propina: Virgílio Antônio de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, teria recebido R$ 6,5 milhões; André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor do INSS, R$ 3,4 milhões; e Euclydes Pettersen (União Brasil-MG), deputado federal, é apontado como destinatário de R$ 14 milhões.

Justiça suspende eleição da Mesa Diretora da Câmara de Sento Sé marcada para esta quinta-feira

Foto: Divulgação / Câmara de Sento Sé   -  BN

A Justiça determinou a suspensão da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vereadores de Sento Sé, que estava marcada para esta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026. A decisão atende a um pedido liminar do Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do promotor de Justiça Raimundo Moinhos.

Caso a decisão seja descumprida, cada vereador estará sujeito ao pagamento de multa de R$ 50 mil, além da nulidade de eventual votação realizada.

Na ação, o MP-BA argumenta que a Lei Orgânica do Município determina que a eleição para a composição do biênio 2027-2028 ocorra apenas na última sessão legislativa do primeiro biênio, ou seja, em dezembro de 2026. “A antecipação do pleito em quase um ano contraria frontalmente a norma local”, afirma o promotor Raimundo Moinhos, acrescentando que a medida também fere entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a antecipação excessiva das eleições das mesas diretoras por violar os princípios da contemporaneidade, da periodicidade dos pleitos e da alternância de poder.

No último dia 19, o MP-BA havia expedido uma recomendação à Câmara alertando para a necessidade de realização do pleito apenas no período correto. De acordo com a ação, no entanto, os vereadores Edilson Sá e Silva, Eduardo Nilton Bittencourt Braga, Ismael Oliveira, Elyabe Lopes Barros, Jamerson Santiago e Luis Sandro Jatobá protocolaram, em 23 de fevereiro de 2026, o Projeto de Resolução nº 01/2026, mantendo a intenção de realizar a votação na data de hoje.

Com a decisão judicial, a eleição está suspensa e não poderá ser realizada nesta quinta-feira nem em qualquer outra data anterior ao previsto na Lei Orgânica Municipal.

TODOS OS GOLS DESTA QUARTA 25/02/2026

 


Rede de supermercados famosa pode fechar as portas no Brasil

A empresa emitiu um comunicado sobre a crise financeira

Por Franciely Gomes
A rede de supermercados está vivendo uma crise - Foto: Ilustrativa | Freepik

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) pode encerrar suas atividades em breve no Brasil. Sofrendo um prejuízo financeiro, a rede de supermercados está buscando renegociar dívidas e contratos, a fim de cortar despesas operacionais e manter as mais de 700 lojas físicas espalhadas pelo país.

De acordo com dados contidos na demonstração financeira do grupo, referente ao quarto trimestre de 2025, o GPA registrou um prejuízo líquido consolidado de R$ 572 milhões. Apesar do valor alto, a perda é menor com relação ao mesmo período de 2024, onde a rede perdeu cerca de R$ 1,104 bilhão.

Em nota, o GPA celebrou a mudança significativa de um ano para o outro. “Apesar de melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a companhia continua apurando prejuízo no período. Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”, escreveram.

Atualmente, o faturamento do grupo de supermercados chega ao montante de R$ 20,6 bilhões de faturamento, sendo o quinto maior do Brasil. Entretanto, a empresa conta com 37 mil empregados e 728 lojas, o que não comporta o valor recolhido pela receita.

Problema antigo

Apesar da evidência recente de crise, o GPA sofre com este problema desde a gestão anterior. Segundo o CEO Alexandre Santoro, que assumiu o cargo há dois meses, a companhia herdou as dívidas deixadas por controladores e gestores anteriores.

“Uma companhia com a operação, a marca e a posição de mercado que o GPA possui não pode permanecer anos sem gerar caixa. O momento é de mudança. Mais que isso, de transformação. Uma empresa com marca e posição de mercado que temos não pode ficar períodos sem gerar caixa”, disse ele durante uma teleconferência de resultados com analistas e jornalistas.

Santoro ainda reforçou que a principal alternativa do grupo é cortar gastos e aumentar a receita, reduzindo os investimentos pela metade, aplicando apenas R$ 350 milhões. Além de negociar com credores e vender imóveis que não estão sendo utilizados pelo grupo.

Lulinha é citado por testemunhas em investigação na fraude do INSS

Filho do presidente Lula se colocou à disposição do STF para prestar esclarecimentos

Por Gustavo Nascimento
Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Reprodução

O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luiz Lula da Silva, se colocou à disposição da Justiça nas investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios do INSS. Além disso, a defesa de Lulinha – como é conhecido o filho do petista – protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso aos autos das investigações.

Lulinha não foi alvo de nenhuma fase da operação, mas teve o nome citado por uma testemunha do caso, que afirmou que ele teria atuado junto com o lobista Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, para destravar negócios no Ministério da Saúde.

“Apesar de Fábio Luís não ter sido alvo da operação ‘Sem Desconto’, nem objeto de medidas ou restrições judiciais, entendemos ser necessário pedir ao STF acesso aos autos após a publicação de seguidas matérias de teor acusatório e difamante, contendo trechos isolados do inquérito sigiloso”, diz Guilherme Suguimori, representante da defesa de Lulinha.

“Ao fazer o pedido, Fábio também se colocou à disposição do tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário, o que poderá fazer após a concessão de acesso”, acrescentou.

A defesa de Lulinha reiterou ainda que ele não tem nenhuma relação com as “fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”.

Por que desligar o Wi-Fi ao sair de casa? Veja os benefícios e riscos

Especialistas explicam por que o hábito virou regra em agências de tecnologia

Por Isabela Cardoso
Manter o sinal ativo 24 horas por dia torna a sua rede um alvo visível e constante - Foto: Felipe Iruatã / Ag. A Tarde

Agências internacionais de tecnologia passaram a sugerir um hábito simples, mas eficaz, para quem busca mais privacidade e economia: desligar o Wi-Fi ao se ausentar da residência por longos períodos.

A medida, que pode parecer excessiva para alguns, foca em dois pilares fundamentais da vida moderna: a segurança dos seus dados e a redução da conta de luz.
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Blindagem contra invasões

Manter o sinal ativo 24 horas por dia torna a sua rede um alvo visível e constante. Mesmo sem ninguém em casa, os dispositivos conectados continuam emitindo sinais que podem ser detectados por pessoas mal-intencionadas.

Ao desligar o Wi-Fi, você interrompe essa transmissão, dificultando tentativas de acesso não autorizado e garantindo que ninguém use sua banda larga de forma indevida.

Eficiência energética e durabilidade

O impacto financeiro é outro ponto relevante. Embora um roteador consuma pouca energia individualmente, o funcionamento ininterrupto gera um gasto acumulado no fim do mês.

Além da economia na conta de luz, pausar o funcionamento do aparelho ajuda a reduzir o desgaste do hardware, prolongando a vida útil do roteador e dos dispositivos que buscam sinal constantemente.

Quando adotar essa prática?

Especialistas recomendam priorizar o desligamento nas seguintes situações:

Viagens ou ausências prolongadas (casa vazia);

Residências em locais de alta circulação de pessoas (áreas centrais ou condomínios grandes);

Uso de roteadores antigos sem atualizações de segurança recentes.

Alternativas para quem não quer desligar

Se desligar o Wi-Fi toda vez que sair for pouco prático para sua rotina, você pode reforçar a segurança com medidas digitais:

Use senhas fortes: Evite combinações óbvias e use caracteres especiais.
Atualize o Firmware: Mantenha o sistema do roteador sempre na versão mais recente.
Rede para visitantes: Crie um sinal separado para convidados, protegendo sua rede principal.
Firewalls ativos: Certifique-se de que os controles de acesso do aparelho estão configurados.

Pesquisa revela a cidade mais barata do Brasil para comprar imóvel

Cidade lidera o ranking nacional com o menor valor médio do metro quadrado para imóveis residenciais

Por Edvaldo Sales
Cidade lidera o ranking nacional com o menor valor médio do metro quadrado para imóveis residenciais - Foto: Freepik

Com um cenário nacional marcado pela valorização acelerada dos imóveis e pelo aumento do custo de vida nas grandes cidades, um município do sul do país segue caminho oposto. Uma pesquisa divulgada em novembro de 2025 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, apresenta um dos ambientes mais favoráveis do Brasil para quem deseja comprar imóvel residencial.

De acordo com o levantamento, a cidade lidera o ranking nacional com o menor valor médio do metro quadrado para imóveis residenciais. O estudo leva em conta anúncios e transações monitoradas ao longo do ano, o que indica uma tendência consistente de preços mais baixos, e não apenas oscilações momentâneas.

Mercado mais equilibrado
Cidade lidera o ranking nacional com o menor valor médio do metro quadrado para imóveis residenciais | Foto: Gustavo Mansur | Arquivo Sebrae

Enquanto capitais e centros urbanos de médio porte registram forte pressão de demanda e maior especulação, Pelotas mantém um mercado mais equilibrado. A combinação entre oferta disponível e crescimento econômico moderado tem contribuído para segurar os valores e garantir maior previsibilidade para compradores e investidores.

Segundo analistas do setor imobiliário, o desempenho da cidade está ligado à estabilidade da economia local e à ausência de ciclos abruptos de expansão. Com menor influência de movimentos especulativos, o mercado tende a se ajustar mais à realidade da população, favorecendo negociações com preços mais competitivos.

Atratividade

O município também reúne características que ampliam sua atratividade. Com estrutura urbana consolidada, serviços públicos acessíveis e rotina menos acelerada do que a observada em grandes metrópoles, a cidade oferece um equilíbrio entre conveniência e tranquilidade.

Além disso, o custo de vida pesa na equação. Gastos com moradia, transporte e alimentação costumam ficar abaixo da média das capitais, o que amplia o poder de compra dos moradores. Nesse contexto, Pelotas desponta não apenas como opção econômica, mas como alternativa estratégica para quem busca qualidade de vida sem abrir mão de infraestrutura.

Juazeirense perde para Capital nos pênaltis e é eliminada na 2ª fase da Copa do Brasil

Por Carlos Matos
Foto: Divulgação/Ascom Juazeirense

A Juazeirense é o primeiro time baiano eliminado na Copa do Brasil 2026. Na tarde desta quarta-feira (25), o Cancão de Fogo recebeu o Capital, do Distrito Federal, no Adauto Moraes, e foi derrotado nos pênaltis, por 3 a 1, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.

Na segunda etapa, Alison abriu o placar para o Capital aos 37 minutos. Mesmo com um jogador a menos, Eduardo recebeu a bola dentro da área, ajeitou para a perna direita e balançou as redes para a Juazeirense.

Na disputa de pênaltis, Arthur Caculé, Romarinho e Bino erraram pela Juazeirense, enquanto Bravo acertou. Matheuzinho, Rodrigo Goiano e Jeremias converteram e classificaram o Capital.

Ainda nesta quarta, o Jacuipense enfrenta o Ceilândia (DF), às 19h45, e o Atlético de Alagoinhas confronta o São Bernardo (SP), às 20h. As duas equipes do interior baiano vão jogar fora de casa.

O Reservatório de Sobradinho ultrapassou, nesta terça-feira (25/02), a marca de 63% de sua capacidade total


O Reservatório de Sobradinho ultrapassou, nesta terça-feira (25/02), a marca de 63% de sua capacidade total, trazendo alívio e esperança para milhares de moradores da região Norte da Bahia. Com o aumento significativo do volume de água, a parede da ponte que liga áreas de Casa Nova chegou a transbordar, cena que não era registrada há algum tempo e que chamou a atenção da população.

O crescimento no nível do reservatório é resultado das chuvas intensas registradas nas últimas semanas em diversas cidades da bacia do Rio São Francisco. A elevação das águas tem impacto direto na economia regional, especialmente para os agricultores, que comemoram a garantia de abastecimento para irrigação e fortalecimento da produção rural.

Em Casa Nova, produtores destacaram que o aumento do volume representa segurança hídrica para as próximas safras, principalmente nas áreas de fruticultura e agricultura familiar, atividades que movimentam a economia local. “A gente já estava preocupado, mas agora é só gratidão. Água é vida para nós que vivemos da terra”, afirmou um agricultor da região.

Além de beneficiar o setor agrícola, o volume do reservatório também contribui para a geração de energia, pesca artesanal e manutenção do equilíbrio ambiental ao longo do Rio São Francisco.

A expectativa é que, caso as chuvas continuem nas cabeceiras, o nível do Reservatório de Sobradinho possa subir ainda mais nas próximas semanas, consolidando um cenário positivo para toda a região do Vale do São Francisco.

Imagens: @janderrsilva929
CN em Destaque
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

IVETE SANGALO É INTERNADA


Após dar entrada em hospital, Ivete Sangalo se pronunciou sobre seu estado de saúde nesta quarta-feira (25). A cantora afirmou que teve um quadro severo de infecção intestinal

e posteriormente, uma crise de diarréia. Por conta disso, ela teve uma desidratação e desmaiou.

Na queda, a artista atingiu um dos olhos e acabou tendo uma lesão no supercílio. O quadro se iniciou em uma virose após a semana de carnaval. Apesar do mal estar, a cantora tranquilizou os fãs em seu perfil no Instagram.

“Ta tudo bem tá, gente? Eu tomei um susto grande porque eu desmaiei, mas tá tudo bem, estou bem assistida. Mamãe tomou uma queda, virei criança de novo”, afirmou.

BN

Atlas/Bloomberg: Flávio aparece à frente de Lula em eventual 2º turno

Quadro é de empate técnico, mas, numericamente, o senador tem vantagem sobre o presidente

Loriane Comeli

Flávio Bolsonaro e Lula da Silva: estudo sugere cenário favorável à direita | Foto: Montagem sobre reprodução

Uma pesquisa feita pela AtlasIntel, a pedido da Bloomberg, e divulgada nesta quarta-feira, 25, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno para eleições presidenciais de 2026.

Flávio tem 46,3% das intenções de voto contra 46,2% de Lula. O senador é o único que aparece na frente do petista. Houve simulações com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF); o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais; Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás; Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná; e Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul.

Veja os números:

Cenário de segundo turno – 25/02/2026 – Foto: Atlas/Bloomberg

A pesquisa entrevistou 4.986 eleitores entre 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026.

Lula e Flávio lideram cenários de 1º turno

A pesquisa Atlas/Bloomberg também simulou cinco cenários de primeiro turno. Lula lidera em todos. Também foram incluídos os nomes de Renan dos Santos (Missão) e do ex-ministro Aldo Rebelo (DC).

Cenário 1

Lula: 45%
Flávio: 37,9%
Caiado: 4,9%
Zema: 3,9%
Renan Santos: 2,9%
Aldo Rebelo: 1,1%
Branco/nulo: 3,8%
Não sabe: 0,5%

Cenário 2

Lula: 45,1%
Flávio: 39,5%
Zema: 3,9%
Ratinho Jr. 3,8%
Renan Santos: 3,2%
Aldo Rebelo: 1,1%
Branco/nulo: 2,8%
Não sabe: 0,6%

Cenário 3

Lula: 45,3%
Flávio: 39,1%
Zema: 5,7%
Renan Santos: 3,7%
Eduardo Leite: 1,6%
Aldo Rebelo: 1,2%
Branco/nulo: 3%
Não sabe: 0,5%

Cenário 4

Lula: 43,3%
Tarcísio: 36,2%
Zema: 8,5%
Caiado: 5,1%
Renan Santos: 2,5%
Aldo Rebelo: 0,9%
Branco/nulo: 2,1%
Não sabe: 1,4%

Cenário 5

Lula: 47,1%
Flávio: 33,1%
Tarcísio: 7,4%
Caiado: 4,1%
Renan Santos: 3,3%
Zema: 1,5%
Aldo Rebelo: 1,4%
Branco/nulo: 2%
Não sabe: 0,1%

Em um sexto cenário, em vez de Lula, a pesquisa inseriu o nome de outro petita, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O quadro é de empate técnico com Flávio.

Veja os números:

Haddad: 39,1%
Flávio: 37,1%
Zema: 4,1%
Caiado: 3,8%
Renan Santos: 3,5%
Aldo Rebelo: 1,4%
Branco/nulo: 9,8%
Não sabe: 1,1%

Carlos Bolsonaro volta a ser alvo da Justiça do Rio

A investigação que envolve o ex-vereador por suspeita de 'rachadinha' havia sido arquivada em setembro de 2024 por falta de provas

Diógenes Feitosa

A defesa de Carlos Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a retomada da investigação | Foto: Caio César/CMRJ

A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro (PGJ) decidiu retomar a investigação que envolve o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ao alegar que a apuração anterior sobre um suposto esquema de “rachadinha” não realizou diligências consideradas essenciais.

A Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral elaborou o parecer, ao qual a GloboNews teve acesso, e apontou a necessidade de aprofundar pontos, como a retirada de valores de um cofre bancário e a compra de um apartamento.

A investigação havia sido arquivada pelo Ministério Público em setembro de 2024, depois de sete funcionários do gabinete de Carlos Bolsonaro serem acusados de peculato, crime relacionado ao desvio de dinheiro público.

Segundo a denúncia, Jorge Luiz Fernandes, chefe de gabinete à época, teria coordenado o suposto esquema entre 2005 e 2021, arrecadando cerca de R$ 1,9 milhão — valor que funcionários nomeados teriam devolvido ao gabinete.

Reabertura do inquérito

Jorge Luiz Fernandes atualmente trabalha no gabinete da vereadora Alana Passos (PL-RJ), que assumiu a vaga depois da saída de Carlos Bolsonaro da Câmara Municipal, há dois meses, depois de 25 anos no cargo.

O promotor responsável anteriormente, Alexandre Murilo Graça, afirmou que “depoimentos, relatórios e laudos não indicaram qualquer esquema de rachadinha em relação a Carlos Bolsonaro, visto que não se demonstrou qualquer circulação de valores para suas contas ou pagamentos”.

No início de 2025, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga discordou do arquivamento, apontando omissões e contradições na investigação. Por isso, enviou o caso novamente à Procuradoria-Geral de Justiça, que optou por dar continuidade ao inquérito.

Entre os pontos supostamente não esclarecidos na primeira investigação, a Procuradoria cita a falta de comprovação de pagamentos ao plano de saúde. A PGJ recomendou oficiar as operadoras do plano para esclarecerem valores, responsáveis pelas quitações e métodos de pagamento.

Outro aspecto em análise é a compra de um apartamento em Copacabana em 2009. O parecer também destaca acessos frequentes de Carlos Bolsonaro a um cofre de banco, com registros de pelo menos uma visita mensal, comportamento que, segundo a Procuradoria, chama atenção.

Investigação

O inquérito inclui 26 investigados, entre eles Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, que chefiou o gabinete de Carlos entre 2001 e 2008.

A Assessoria Criminal da PGJ ressaltou que “é pertinente a realização de oitivas dos investigados, com o objetivo específico de indagá-los acerca do padrão de saques realizados depois do recebimento de seus vencimentos”.

O objetivo é detalhar possíveis práticas de “rachadinha” e fornecer elementos para uma decisão sobre o oferecimento de denúncia ou novo arquivamento.

A defesa de Carlos Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a retomada da investigação.

A defesa de Ana Cristina Siqueira Valle criticou a manifestação da Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral.

“É estarrecedor que, em um procedimento absolutamente recheado de nulidades absolutas, com a utilização de expedientes reconhecidamente ilegais, como a clara fishing expedition, sirva de fundamento para uma suposta reabertura de investigações de fatos claramente prescritos”, afirmou a defesa em nota à GloboNews. “A defesa continua confiando nas instituições regularmente constituídas, que, dissociadas de contextos políticos e eleitoreiros, observem e apliquem o bom Direito.”

Moraes manda citar Eduardo Bolsonaro por edital

Ex-deputado federal mora nos Estados Unidos e é réu em processo por coação e obstrução à Justiça

Loriane Comeli

Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 24, a citação por edital de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A ordem foi dada na ação penal em que o ex-deputado federal é acusado de coação no curso do processo e obstrução à Justiça por supostamente tentar constranger autoridades do STF durante o julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A citação por edital é adotada quando o acusado não é localizado para receber a notificação pessoalmente. Na prática, Moraes autorizou que Eduardo Bolsonaro seja formalmente comunicado da ação penal por meio de publicação oficial.

Isso permite que o processo siga mesmo sem a entrega direta do mandado. O edital ficará publicado por 15 dias. Depois desse período, Eduardo será considerado formalmente citado e passará a correr o prazo para apresentação de defesa.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo sob a acusação de articularem, nos Estados Unidos, a imposição de sanções contra ministros do STF, incluindo Moraes.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, há indícios de que o objetivo era pressionar a Corte no julgamento de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da tentativa de golpe.

O ministro do STF Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no primeiro dia do julgamento do núcleo 1 da suposta tentativa de golpe | Foto: Gustavo Moreno/STF

Gonet cita reportagens que revelam que Eduardo e Figueiredo teriam se valido de interlocutores ligados ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para buscar sanções internacionais a membros do Poder Judiciário.

O fato de Eduardo ter mencionado a decisão de Trump de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros também é citado na ação da PGR.

A citação por edital de Eduardo Bolsonaro

Na decisão desta terça-feira, Moraes afirmou que o ex-deputado se encontra fora do Brasil, conforme descrito na denúncia, “para reiterar na prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização judicial evitando, dessa maneira, a aplicação da lei penal”. Diante disso, o ministro considerou cabível a citação por edital, por estar o acusado em “local incerto e não sabido”.

A ação penal contra Eduardo foi formalmente aberta pelo STF na última quinta-feira, 19. A denúncia foi recebida por unanimidade pela 1ª Turma em novembro de 2025, no âmbito das investigações relacionadas ao suposto plano de golpe. Com o recebimento da acusação, Eduardo passou à condição de réu.

Advogados contestam essa forma de citação para réus residentes no exterior. Nesses casos, o endereço não seria desconhecido. Então, a citação deveria ser feita por carta rogatória, pedindo-se ao Judiciário do país onde reside o réu para fazer o procedimento.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

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