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quinta-feira, 12 de março de 2026

Erika Hilton aciona Ministério Público contra Ratinho por transfobia e pede prisão do apresentador

Ratinho questionou a eleição de Erika Hilton para a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher |  Reprodução / Redes Sociais

por Yuri Pastori

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), nesta quinta-feira (12), e pediu uma investigação contra o apresentador do SBT Ratinho por uma fala considerada transfóbica durante seu programa na TV.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o documento foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP. A parlamentar solicita a abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho. Caso seja condenado, o apresentador pode pegar até seis anos de prisão.

Na última quarta-feira (11), Ratinho questionou em seu programa no SBT a eleição da deputada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. “Ela não é mulher, ela é trans", disparou.

Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, questionou. “Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, continuou em outro trecho.

Erika Hilton disse que as declarações de Ratinho se baseiam na “repetição de afirmações destinadas a negar a condição feminina da parlamentar e a sustentar que mulheres trans não poderiam ser consideradas mulheres” para participar de espaços institucionais voltados à defesa dos direitos das mulheres.

A deputada ressaltou ainda que as falas do apresentador foram transmitidas em rede nacional, o que “contribuiu para amplificar o alcance das declarações e potencializar seus efeitos discriminatórios”, inclusive com a disseminação nas redes sociais.

Moraes dá 48 horas ao governo do Paraná para apresentar imagens da cela de Filipe Martins

Determinação considera reportagem que detalha supostamente onde ex-assessor está custodiado

Davi Vittorazzi

Filipe Martins está preso em Ponta Grossa (PR) | Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo - Sesp/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 11, que a Polícia Penal do Paraná apresente, no prazo de 48 horas, imagens da cela onde Filipe Martins está custodiado.

A decisão ocorre depois de notícias na imprensa de que a Secretaria de Segurança Pública do Paraná divulgou imagens de onde o ex-assessor da gestão de Jair Bolsonaro está preso.

Moraes cita a reportagem publicada pelo portal g1 que tem a manchete “Com TV, ventilador e banheiro individual: governo do PR divulga fotos da cela de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após pedido de Moraes”.

Segundo o ministro, as imagens divulgadas não constam nos autos do processo envolvendo Martins.

A reportagem detalha que a secretaria informou que Martins está sozinho em uma cela recém-construída da Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR). O local tem uma área de 6 m² e possui um banheiro individual, chuveiro e duas camas, sendo uma beliche.

Detalhes da cela de Filipe Martins

Ainda na matéria, o governo do Paraná afirmou que o espaço fica afastado de outros presos. E que “conta também com um ventilador e uma TV de 20 polegadas, disponibilizados pela família, além de mesa e cadeira”.

Segundo a secretaria, os banhos de sol estão sendo feitos numa área anexa ao local onde Filipe Martins fica detido.

Patrimônio de Vorcaro vai de R$ 2,8 mi a R$ 2,6 bi em dez anos

Dados da Receita Federal mostram evolução de quase mil vezes nos bens declarados pelo dono do Banco Master entre 2015 e 2024

Fábio Bouéri
Daniel Vorcaro: em uma década, patrimônio cresceu cerca de mil vezes, conforme a Receita Federal | Foto: Reprodução/X

O patrimônio do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou de R$ 2,8 milhões para R$ 2,6 bilhões em uma década. Os dados indicam uma evolução de quase mil vezes nos bens declarados pelo banqueiro à Receita Federal do Brasil entre 2015 e 2024.

As informações constam em documentos enviados pelo Fisco à CPI do INSS. Os valores são nominais, sem correção monetária. Em 2023, conforme declaração apresentada no ano seguinte, Vorcaro informou possuir R$ 1,4 bilhão em bens.

Vorcaro: mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo

Em 2024, o patrimônio declarado subiu para R$ 2,6 bilhões. Em 2015, o banqueiro havia declarado R$ 2,8 milhões. Em 2021, o valor já havia alcançado R$ 815,2 milhões, chegando a R$ 1,2 bilhão no ano seguinte.

Os documentos também revelam que Vorcaro declarou possuir R$ 1,38 milhão em dinheiro vivo em dezembro de 2023. Ao longo de 2024, esse valor foi reduzido. O empresário informou manter R$ 250 mil em espécie no fim daquele ano.

Há dez anos, a maior parte do patrimônio do banqueiro era composta de aplicações em renda fixa em bancos tradicionais e veículos de luxo, como uma Range Rover avaliada em cerca de R$ 410 mil. Em 2024, apenas a integralização de ações do Banco Master alcançou R$ 517 milhões. O empresário também declarou possuir R$ 47 milhões em relógios e obras de arte.

Investigações da Polícia Federal do Brasil apontam suspeitas de que Vorcaro ampliou seu patrimônio, ao menos desde 2019, por meio de operações financeiras fraudulentas, alvo de investigações policiais e apurações da Comissão de Valores Mobiliários.

Uma dessas apurações ocorreu no âmbito da Operação Fundo Fake, deflagrada em 2020, que investigou o suposto desvio de recursos de fundos de previdência do Estado de Rondônia para particulares. As investigações mais recentes revelam que o Banco Master teria utilizado outras estratégias para desviar recursos do sistema financeiro para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de familiares.

A Polícia Federal do Brasil apura o caso na Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraude contra o sistema financeiro baseado na emissão e na negociação de ativos sem lastro real. Segundo a investigação, o banco teria vendido títulos e carteiras de crédito que prometiam retornos elevados, mas que não possuíam garantias efetivas de pagamento.

Vídeo: drone iraniano atinge torre de luxo em Dubai

O edifício atingido abriga um hotel e está situado em uma região conhecida por seus empreendimentos luxuosos e centros comerciais

Diógenes Feitosa
As equipes de Defesa Civil de Dubai conseguiram conter o incêndio rapidamente, conforme informou o governo local | Foto: Divulgação/Dubai Media Office

Uma torre localizada na região de Dubai Creek Harbour, área de alto padrão em Dubai, foi atingida por um drone de origem iraniana na noite desta quarta-feira, 11. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos informaram que não houve feridos no incidente.

O edifício atingido abriga um hotel e está situado em uma região conhecida por seus empreendimentos luxuosos e centros comerciais. Imagens obtidas pela agência iraniana Isna e veiculadas nas redes sociais exibem chamas nos andares superiores do prédio.

De acordo com relatos publicados pela Isna, militares norte-americanos estariam utilizando a torre como abrigo. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não se manifestou sobre essa declaração.

As equipes de Defesa Civil de Dubai conseguiram conter o incêndio rapidamente, conforme informou o governo local.

Autoridades de Dubai divulgaram uma imagem da situação do prédio depois do ataque. Segundo as informações oficiais, não houve registro de pessoas feridas no local.

Drones caem perto do Aeroporto Internacional de Dubai

Na manhã desta quarta-feira, 11, drones caíram perto do Aeroporto Internacional de Dubai, resultando em quatro feridos.

Entre as vítimas estão dois ganeses, um cidadão de Bangladesh e um indiano, conforme informações divulgadas pelo gabinete de comunicação do governo local no X.

Segundo o comunicado oficial, equipes de segurança e emergência atuaram rapidamente no local, e o funcionamento do aeroporto seguiu normalmente, sem interrupções.

O incidente ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que já duram 12 dias.

No sábado 7, circularam nas redes sociais vídeos que mostram uma explosão próxima ao aeroporto, com imagens de um objeto que atinge o solo e uma grande nuvem de fumaça se forma logo depois.

Flávio Bolsonaro agradece a Milei por 'asilo' a brasileiro do 8/1; vídeo

Joel Borges Correa foi reconhecido como refugiado político na Argentina em decisão da Comissão Nacional para Refugiados (Conare)

Yasmin Alencar

Flávio Bolsonaro e Javier Milei | Foto: Reprodução/Redes sociais

O encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Javier Milei ganhou destaque depois que o parlamentar agradeceu pessoalmente ao chefe de Estado argentino pelo reconhecimento do asilo concedido a Joel Borges Correa, envolvido nos eventos do 8 de Janeiro. “Muito obrigado por ter sido o primeiro a reconhecer asilo político de um brasileiro na Argentina”, afirmou Flávio. “Há esperança.”

Joel Borges Correa recebeu o status de refugiado político na Argentina em decisão da Comissão Nacional para Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Segurança argentino, no dia 4 de março. O parecer técnico justificou a concessão com o “benefício da dúvida”, citando o entendimento de “milhões de apoiadores de Bolsonaro” sobre suposta fraude eleitoral no Brasil e classificando o Estado brasileiro como agente perseguidor.

Trâmites do asilo e proteção internacional

Depois da decisão da Conare, o processo segue para análise do governo Milei, que poderá oficializar o refúgio e impedir a remoção do brasileiro do território argentino. Segundo nota da defesa de Joel, a medida reconhece que ele deixou o país por causa do temor de perseguição por suas opiniões políticas e a riscos a garantias fundamentais, justificando o pedido de proteção internacional.

O texto divulgado ressalta que, com o reconhecimento formal do status de refugiado, passam a valer garantias internacionais, especialmente o princípio do non-refoulement, que veda a devolução ou expulsão de refugiados para locais onde possam ser perseguidos ou sofrerem violações de direitos fundamentais.

Repercussão e posição das autoridades

Em 2024, diante de solicitação do governo brasileiro, a Justiça argentina decretou a prisão de Joel e outros 60 brasileiros condenados pelo STF e que fugiram para a Argentina depois de ordens de detenção. O Itamaraty chegou a receber uma lista de mais de 180 foragidos, identificados não só em território argentino, mas também no Paraguai e Uruguai.

No mesmo período, o porta-voz Manuel Adorni afirmou que a Argentina não aceitaria “pactos de impunidade” e respeitaria decisões judiciais do Brasil. Mesmo com a proximidade de Milei a Jair Bolsonaro (PL), o governo argentino reforçou que seguiria os trâmites legais determinados pela Justiça.

Em dezembro do ano anterior, depois do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitar a extradição de brasileiros foragidos, a Justiça argentina autorizou a abertura de processos contra cinco deles, incluindo Joel Borges Correa. Também foram citados Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, Joelton Gusmão de Oliveira, Wellington Luiz Firmino e Ana Paula de Souza.

Trump relata destruição de 58 navios de guerra do Irã e diz que venceu a guerra

Em resposta, o presidente iraniano impõe condições para o fim do conflito, como reparação de danos e promessa contra novas agressões

Loriane Comeli

Relatórios de inteligência indicam que o Irã começou a posicionar minas marítimas na área | Foto: Reprodução/X/@CENTCOM

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 11, que os Estados Unidos e Israel venceram a guerra contra o Irã, deflagrada há duas semanas com uma operação militar conjunta que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de outros membros do alto escalão da ditadura dos aiatolás.

A declaração foi feita em discurso na cidade de Hebron, no Kentucky. “Deixe-me dizer que vencemos. Sabe, nunca é bom dizer que vencemos muito cedo. Mas nós vencemos”, declarou. “Na primeira hora já tinha acabado. Vencemos.”

O presidente norte-americano também relatou a destruição de 58 navios de guerra iranianos pelas forças dos EUA, durante o discurso. Antes, em conversa com jornalistas, ele havia dito que 28 embarcações iranianas usadas para instalar minas no Estreito de Ormuz foram destruídas desde o começo da guerra. “Eles começaram a falar em minas. Então atingimos 28 navios de minagem até agora, 28”, afirmou Trump.

Desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro, dezenas de navios, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares do Irã foram destruídos, segundo autoridades norte-americanas e israelenses.

O Comando Militar Central dos EUA, que atua no Oriente Médio, afirmou que “o regime iraniano está perdendo capacidade aérea a cada dia”. “As forças americanas não estão apenas se defendendo das ameaças iranianas, estamos as desmantelando metodicamente.”

Presidente do Irã se manifesta sobre declaração de Trump

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, depois da declaração de Trump de que os EUA venceram a guerra, listou três condições para o fim do conflito: “reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões”. A declaração foi feita em uma postagem no X.

A guerra no Oriente Médio

Depois do ataque ao Irã, a Guarda Revolucionária disparou mísseis contra Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, com a alegação de que os alvos seriam apenas interesses de Estados Unidos e Israel nos respectivos países.

O conflito também se estendeu ao Líbano, depois de o Hezbollah, grupo aliado do Irã, atacar Israel em resposta à morte de Ali Khamenei. Israel, desde então, intensificou ofensivas aéreas contra o que afirma serem posições do Hezbollah.

Com a eliminação de Ali Khamenei, um conselho do Irã escolheu Mojtaba Khamenei, do ditador morto, como novo líder supremo. Mojtaba representa a continuidade do regime e não deve promover mudanças significativas, segundo analistas. Trump classificou a escolha de Mojtaba como um “grande erro”.

Ratinho critica escolha de Erika Hilton para Comissão da Mulher na Câmara

'Ela não é mulher, ela é trans', afirmou o apresentador, que também mencionou vivências femininas inseparáveis do sexo biológico

Isabela Jordão

Ratinho afirmou que condição biológica feminina é essencial para definir uma mulher | Foto: Reprodução

O apresentador Ratinho comentou a eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados na edição do Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, desta quarta-feira, 11. “Eu não achei muito justo, não”, afirmou. “Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”

Para o apresentador, o cargo deveria ser ocupado por mulheres biológicas. “Ela não é mulher, ela é trans”, declarou. “Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo…” A declaração ocorreu pouco depois da definição do nome de Erika Hilton para a presidência da comissão, em Brasília.

Ratinho argumentou citando aspectos fisiológicos que caracterizariam a condição feminina. “Mulher, para ser mulher tem que ser mulher, gente”, afirmou. “Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, e está tudo certo. Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias.”

O dono da Rede Massa acrescentou que vê incompatibilidade entre a experiência de uma mulher trans e as pautas da comissão. Para Ratinho, o comando do colegiado deveria ficar com alguém que tivesse vivido as experiências biológicas intrínsecas ao nascimento feminino.

“Para quem não sabe, a deputada Erika Hilton é trans, mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher?”, questionou. “Não é fácil ser mulher. Imagine se uma mulher trans fosse defender as pautas relacionadas ao público masculino? Estaria certo? Também não. Está certo, vamos nos modernizar, ter inclusão, mas não precisa exagerar.”

Ratinho comenta repercussão da eleição de Erika Hilton

Ratinho reforçou que não tem desavença pessoal com a deputada trans. “Eu sou contra [a eleição para a presidência da comissão]. E eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas eu quero dizer que eu não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton.”

Ele mencionou a possibilidade de ser processado pela deputada do Psol. “Não falei mal da moça… da deputada. Não falei mal dela. Se ela quiser processar, vai processar. Eu vou ter que responder mais um processo.”

O apresentador mencionou ainda a repercussão do assunto nas redes sociais. “O povo tá falando pra ela aqui, o povo tá louco no Twitter aqui”, afirmou, em possível referência aos comentários em reprovação feitos na postagem de Erika Hilton depois de ganhar a presidência da Comissão da Mulher.

“Eu falei alguma mentira? Eu falei mentira? Está tomando o lugar de uma mulher”, acrescentou Ratinho. “Podia ser uma mulher lá, porque realmente mulher entende de mulher. Quem nunca menstruou não sabe o que é mulher.”

Conflito no Oriente Médio leva petróleo de volta aos US$ 100

Instabilidade regional e rotas marítimas sob risco fazem governos recorrer a estoques estratégicos

Luis Batistela

Na semana passada, o preço chegou a ultrapassar US$ 120 por barril | Foto: Luisovalles/ Wikimedia

O barril do petróleo Brent superou a marca de US$ 100 nesta quinta-feira, 12. A alta ocorre em meio à escalada do conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. Desde o início das tensões, o valor da commodity tem apresentado fortes oscilações.

Na semana passada, o preço chegou a ultrapassar US$ 120 por barril. O mercado reage às ameaças à principal rota global de transporte de petróleo, localizada no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz permanece sob forte tensão. A passagem marítima concentra cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo.

A Guarda Revolucionária do Irã controla a área e mantém pressão sobre navios que cruzam a rota. Vários cargueiros mercantes foram atingidos em ataques recentes atribuídos ao regime islâmico.

Crise do petróleo se agrava no Golfo

Nesta quinta-feira, o Iraque suspendeu as operações em todos os seus portos petrolíferos. A decisão ocorreu depois que um ataque iraniano atingiu dois navios petroleiros. Como resultado, a crise levou governos a recorrer às reservas estratégicas.

Já nesta quarta-feira, 11, a Agência Internacional de Energia autorizou a liberação de 400 milhões de barris. A medida representa a maior dispensa de estoques governamentais já realizada.

“Os desafios que enfrentamos no mercado de petróleo são de uma escala sem precedentes”, afirmou o diretor-executivo da agência, Fatih Birol. “Por isso fico muito satisfeito que os países-membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de proporções também sem precedentes.”

Ao mesmo tempo, autoridades iranianas elevaram o tom das declarações. Nesse sentido, o regime declarou que o mercado internacional precisa se preparar para uma nova disparada de preços. Segundo o porta-voz do comando militar do Irã, Ebrahim Zolfaqari, o barril pode atingir US$ 200.

Governo Trump avalia retomar sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, com base na chamada Lei Magnitsky.

Moraes foi alvo da medida em julho de 2025. À época, a decisão do governo norte-americano impôs restrições para que o ministro negociasse ou utilizasse serviços de empresas dos Estados Unidos, além de prever o congelamento de eventuais ativos e propriedades vinculados a ele em território americano.

A sanção também foi estendida à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e à empresa ligada a ela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos.

Em dezembro do mesmo ano, a aplicação das sanções foi suspensa. Atualmente, segundo informações sobre as discussões em curso no governo norte-americano, há avaliação sobre a possibilidade de restabelecer a medida.

As informações são do Metrópoles.

Deputado baiano aciona Senado contra suposta base da China em Salvador

arlamentar afirmou que a existência da instalação pode representar riscos à segurança de Salvador por conta dos conflitos no Oriente Médio

Por Gustavo Nascimento

Diego Castro, deputado estadual da Bahia filiado ao PL - Foto: Divulgaçao | Assembleia Legislativa da Bahia

Após a divulgação de um relatório do Congresso dos Estados Unidos que aponta a existência de uma base militar chinesa operando em Salvador, o deputado estadual Diego Castro (PL-BA) foi diretamente a Brasília para protocolar um pedido em que solicita que o Senado Federal monitore a suposta instalação ligada ao país asiático.

Segundo o parlamentar, o Senado precisa esclarecer se há participação estrangeira em estruturas desse tipo no Brasil.

“Não estamos falando de qualquer coisa, mas de algo que pode colocar em risco a segurança nacional. Se isso for confirmado, é crime de responsabilidade do atual mandatário, neste caso, o petista Lula, porque para uma base militar operar em um território precisa da aprovação do Congresso. Se ele fez isso sem autorização do Congresso, usurpou as competências do Congresso Nacional”, afirmou Castro.

Ainda segundo ele, a legislação relacionada à segurança nacional “caracteriza isso como crime”:

“A Lei de Segurança Nacional, atualizada em 2021, a mesma que enquadrou injustamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, é clara: esse tipo de situação, que pode colocar o país em conflito com a comunidade internacional, é inadmissível. O próprio texto da lei caracteriza isso como crime. Portanto, é uma denúncia grave e precisa ser apurada”.

Além disso, Diego Castro afirmou que a situação precisa ser vista com urgência por conta dos conflitos no Oriente Médio.

“Estamos assistindo a conflitos no Oriente Médio e sabemos quais são os alvos quando há beligerância entre nações: as bases militares. Olha em que situação o governo do PT está colocando nossa pátria”, acrescentou o deputado.

“Não estamos falando de teoria da conspiração, mas de denúncias graves feitas por parlamentares tanto da esquerda quanto da direita, já que democratas americanos também chegaram a essa conclusão no Congresso dos Estados Unidos. Isso precisa ser apurado, os culpados devem ser punidos e nós estamos aqui, ao lado da doutora, cumprindo o nosso papel em defesa da pátria”, concluiu.

Irã estabelece condições para fim da guerra contra os EUA e Israel

Presidente do Irã usou uma rede social para listar as condições

Por Edvaldo Sales
Presidente do Irã usou uma rede social para listar as condições - Foto: Divulgação

Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, listou, na quarta-feira, 11, três condições para o fim da guerra com os Estados Unidos e Israel. A declaração aconteceu em uma publicação no X (antigo Twitter), após conversa com os líderes da Rússia e do Paquistão.

"Reafirmei o compromisso do Irã com a paz na região. A única maneira de pôr fim a esta guerra — instigada pelo regime sionista e pelos EUA — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões", escreveu.

EUA ganharam a guerra?

Também na quarta, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse, sem apresentar provas, que o seu país "ganhou" a guerra no Irã, mas ainda precisa "terminar o trabalho" na região.

"Deixe-me dizer que vencemos. Sabe, nunca é bom dizer que se venceu muito cedo. Nós vencemos. Vencemos, na primeira hora já estava tudo decidido, mas vencemos", disse o presidente.

Trump fez a declaração em discurso horas após sugerir que a guerra poderia terminar em breve porque Washington havia ficado sem alvos. "Não queremos ir embora antes da hora, certo? Temos que terminar o trabalho, não?", acrescentou.

O republicano sinalizou que o conflito deve prosseguir já que eles não querem "ter que voltar [ao Irã] a cada dois anos".

Trump havia afirmado, mais cedo, que as forças americanas "derrubaram" a liderança do Irã duas vezes. Ele não citou nomes. "Agora há um novo grupo assumindo. Vamos ver o que acontece com eles", completou.

Recém-empossado líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, teria sofrido ferimentos leves. Porém, ele segue no comando do país, informou a agência de notícias Reuters.
Apoio ao Irã

Os ataques dos EUA e de Israel foram condenados pela Rússia, que diz que eles arrastaram os árabes para uma guerra. "Eles provocaram deliberadamente o Irã a retaliar com ataques contra alvos alguns árabes, o que levou a perdas humanas e materiais, o que o lado russo lamenta profundamente", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em comunicado.

O presidente do país, Vladimir Putin, prometeu seu "apoio inabalável" ao Irã. Ele ofereceu ajuda ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, nomeado uma semana após o assassinato de seu pai e antecessor, Ali Khamenei.

O governo russo estaria, desde o início da guerra, repassando ao Irã a localização de ativos militares dos EUA, como navios de guerra e aeronaves. A participação indireta da Rússia na guerra foi revelada pelo jornal norte-americano Washington Post.

Trump, conversou por telefone sobre o conflito no Irã com o Putin. A informação foi confirmada pelo Kremlin. A conversa entre os dois líderes durou cerca de uma hora.

Na conversa, Putin teria apresentado propostas para uma solução rápida do conflito em torno do Irã, conforme a agência de notícias Reuters. Eles também discutiram o conflito na Ucrânia, que completou quatro anos no último dia 26 de fevereiro.

Além da Rússia, o Paquistão também tem demonstrado apoio político a Teerã. Autoridades do país classificaram os ataques norte-americanos e israelenses como "injustificados", defendendo a retomada da diplomacia.
quarta-feira, 11 de março de 2026

REVISTA FORBES DIVULGA LISTA DOS 10 MAIORES BILIONÁRIOS DO MUNDO - VEJA O VÍDEO

 


CASO MASTER - ENTENDA O CASO

 

Com 2 votos pela cassação de Castro, julgamento do TSE é adiado

Julgamento na Corte Eleitoral analisa acusação de abuso de poder político e econômico

Davi Vittorazzi

Cláudio Castro já tem dois votos para ser condenado no TSE | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista nesta terça-feira, 10, e interrompeu o julgamento que analisa um suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 pelo atual governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). São dois votos na Corte pela cassação do político.

O julgamento foi retomado nesta terça, depois de outra interrupção para vista do ministro Antônio Carlos. Nesta sessão, ele apresentou seu voto pela condenação de Castro. Quando ocorre o pedido de vista, o ministro que usou esse instrumento tem até 30 dias para analisar todo o conteúdo do processo e proferir o seu voto.

O voto de Antônio Carlos

Durante o julgamento desta terça, o ministro Antônio Carlos fez um breve relatório do caso e mencionou as provas colhidas durante a instrução, como depoimentos de testemunhas e anexação de decretos estaduais, atos normativos e relatórios do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

No mérito, ele afirmou que a cronologia dos fatos aponta a existência dos crimes eleitorais. “Resta claro o fundo eleitoreiro das condutas, principalmente ao se considerar o pedido de apoio político a beneficiários do programa, bem como a existência de panfletagem”, destacou o ministro.

Acusação contra Cláudio Castro

O Ministério Público Eleitoral e a campanha do ex-candidato Marcelo Freixo acusaram o governador e o seu candidato a vice, Thiago Pampolha (MDB), pelos crimes na campanha de 2022. Hoje, Pampolha desfiliou-se do partido e foi nomeado como conselheiro do TCE-RJ.

O TSE analisa recursos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Em maio de 2024, o tribunal absolveu o governador e os outros acusados.

Segundo a acusação, Castro e o vice atuaram de forma irregular no Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Fundação Ceperj), da Uerj.

A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, já havia votado também no sentido de condenar o governador. Quando o tribunal retomar o julgamento, outros cinco ministros ainda devem votar.

Justiça bloqueia mais de R$ 550 milhões de sindicato de irmão de Lula

Decisão da Justiça Federal do Distrito Federal também se aplica aos bens do presidente do Sindnapi

Luana Viana

Frei Chico, irmão de Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou o bloqueio de R$ 562 milhões do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade da qual o irmão do presidente Lula é diretor. O bloqueio se estende também ao presidente da entidade, o sindicalista Milton Baptista de Souza Filho, o “Milton Cavalo”.

O sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é o vice-presidente da Sindnapi. No entanto, seu nome não aparece na decisão judicial.

Segundo revelou o portal Metrópoles, a decisão, que é sigilosa, faz parte de um processo movido pelo INSS contra o Sindnapi em busca de reaver descontos indevidos. A ordem é assinada pelo juiz federal José Márcio da Silveira e Silva, titular da 7ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), e foi expedida na última quinta-feira, 5.

Em trecho da decisão, o juiz escreve que “os autores (INSS) alegam que a pessoa jurídica demandada (Sindnapi), em conluio com a pessoa física a ela vinculada (Milton Cavalo), atuou de maneira estruturada no recebimento e na dissimulação de recursos financeiros indevidamente desviados de aposentados e pensionistas mediante celebração fraudulenta de acordos de cooperação técnica com o INSS”.

Justiça vê “aumento patrimonial incompatível” de sindicalistas

Para o magistrado, os sindicalistas tiveram “aumento patrimonial incompatível” com a renda declarada. “A movimentação financeira objeto das apurações atinge valores expressivos (R$ 2.567.083.470,44), tendo sido identificado incremento patrimonial incompatível dos agentes envolvidos, mediante ocultação e simulação patrimonial, em evidente prejuízo ao erário (ou seja, aos cofres públicos)”.

O juiz também diz, na decisão, que o Sindnapi criou os arquivos enviados ao INSS em junho e julho de 2024, depois de a autarquia solicitar a comprovação de que os descontos foram, realmente, autorizados pelos aposentados.

“Como se vê, a dinâmica dos fatos revela a intenção deliberada de realizar descontos indevidos aos filiados do sindicato”, afirmou o juiz. “Bem como a intenção de obstaculizar a atuação dos órgãos de controle e inviabilizar o ressarcimento ao erário e aos prejudicados com as fraudes.”

As fraudes na Previdência são investigadas por uma comissão parlamentar mista de inquérito no Congresso Nacional, a CPMI do INSS.

Vorcaro transferiu R$ 700 milhões do Master para paraísos fiscais durante negociações com o BRB

Movimentações ocorreram durante negociações para venda da instituição e entraram no radar de órgãos de controle

Luis Batistela

A Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro na última quarta-feira, 4, durante a terceira fase da Operação Compliance ZeroReprodução/Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro transferiu pelo menos R$ 700 milhões em ativos do Banco Master para uma holding registrada nas Ilhas Cayman, no Mar do Caribe. As operações ocorreram entre janeiro e julho de 2025, período em que o empresário negociava a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtidos pelo jornal O Globo mostram que o banco realizou diversas movimentações em fundos de investimento. Em seguida, as cotas desses fundos passaram para uma empresa de Vorcaro sediada no paraíso fiscal.

As transferências chamaram atenção do Coaf, porque os valores movimentados não seriam compatíveis com o patrimônio declarado do banqueiro. O alerta do órgão de controle revela que a empresa utilizada nas operações era a Master Holding, posteriormente rebatizada de Titan Holding. A companhia tem Vorcaro como acionista.

Segundo os registros, a empresa funcionava como uma das “holdings patrimoniais” do banqueiro. Esse tipo de estrutura costuma concentrar bens pessoais de alto valor, como imóveis, aeronaves e veículos.

Fundos do Master atuaram no aumento de capital do BRB

As movimentações começaram em janeiro de 2025. Naquele mês, o Master realizou a cessão de cotas do fundo Quíron por R$ 85 milhões. Em fevereiro, o banco transferiu cotas do fundo Saint German por R$ 66 milhões.

O maior movimento ocorreu em abril. Na ocasião, cotas do fundo GSR migraram para o fundo Krispy em uma operação de R$ 555 milhões. O Coaf informou que a holding de Vorcaro nas Ilhas Cayman aparece como cotista do fundo Krispy.

Dados do Coaf também registram operação relevante. Em julho de 2025, a holding investiu R$ 314 milhões no fundo Tessália. Registros da Comissão de Valores Mobiliários revelam que os fundos Quíron e Tessália possuem participação societária na Oncoclínicas.

Em novembro do ano passado, as ações da empresa de saúde caíram 13%. O movimento ocorreu quando veio a público que a companhia mantinha R$ 433 milhões em CDBs do Master.

Outros fundos repassados para a holding no exterior possuem principalmente precatórios ligados a ações contra o poder público que envolvem usinas e empresas de saúde.

O reforço patrimonial da holding ocorreu enquanto Vorcaro negociava a venda do Master ao BRB. Investigações revelam que as conversas entre o banqueiro e o BRB começaram no fim de 2024.

Fundos ligados ao Master também participaram de uma operação de aumento de capital do BRB entre o fim de 2024 e fevereiro de 2025. A compra de ações buscava ampliar artificialmente o tamanho do banco.

Banco Central rejeitou aquisição

Depoimentos prestados à Polícia Federal revelam que Vorcaro tentou reunir ativos para repassar ao BRB na tentativa de viabilizar a operação. O anúncio do negócio ocorreu em março de 2025. Em setembro do mesmo ano, contudo, o Banco Central (BC) rejeitou a aquisição.

No dia 5 de março, a autarquia determinou a indisponibilidade de bens da Titan Capital Holding. Segundo o BC, a medida ocorreu porque a offshore participa do controle indireto do Master.

A legislação determina que administradores de instituições financeiras em liquidação tenham seus bens tornados indisponíveis. Nessas situações, os controladores ficam impedidos de transferir ou vender patrimônio até a conclusão das investigações e da liquidação da instituição.

Senado aprova criação de quase 18 mil cargos no Executivo, com impacto de R$ 5 bi

Projeto do governo amplia vagas no MEC e no Ministério da Gestão, reestrutura carreiras e prevê aumento salarial para cerca de 270 mil servidores

Isabela Jordão

Projeto aprovado no Senado veio do governo federal | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O Senado aprovou, nesta terça-feira, 10, um projeto que autoriza a criação de 17,8 mil cargos no Ministério da Educação (MEC) e no Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A proposta segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De autoria do governo federal, o texto terá impacto estimado de R$ 5,3 bilhões em 2026, conforme informou o MGI e confirmou o líder do governo no Congresso e relator da matéria, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Segundo o parlamentar, cerca de 270 mil servidores serão beneficiados, e os recursos já estão previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, devendo ser incorporados também aos balanços dos anos seguintes. As informações são do portal G1.
Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP) I Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O impacto fiscal da proposta se divide em três frentes:  R$ 1,1 bilhão destinados à criação dos 17,8 mil cargos no MEC, incluindo instituições federais, e no MGI;
R$ 91,2 milhões para a criação de um plano especial voltado a cargos do MEC;
R$ 4,2 bilhões para reajustes nas carreiras do Poder Executivo.

O Ministério da Gestão afirmou que, embora os valores estejam previstos na LOA de 2026, a execução integral dos recursos não é garantida no mesmo ano, pois depende da implantação dos novos Institutos Federais de Educação e da realização ou conclusão de concursos públicos.

Entre as medidas incluídas no projeto está a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, que surgirá a partir do desmembramento do Instituto Federal da Paraíba. A proposta foi patrocinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que acompanhou a votação no Senado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O texto também altera regras para incentivar a qualificação de servidores, especialmente professores de instituições federais de ensino básico e superior. O mecanismo prevê aumento de remuneração conforme o servidor obtenha formação acadêmica superior à exigida no concurso público que o selecionou.

O novo programa de incentivo poderá alcançar inclusive servidores com ensino fundamental incompleto e levará em conta critérios como participação em grupos de trabalho e projetos de apoio à pesquisa, recebimento de premiações, exercício de funções de direção e produção de conhecimento científico.

Texto aprovado no Senado cria cargos com salários mais altos

Além disso, a proposta cria a carreira de analista técnico do Poder Executivo, com o objetivo de unificar carreiras de nível superior em diferentes áreas e simplificar a gestão administrativa. O salário no nível mais alto dessa nova carreira passará de R$ 4.620,50 para R$ 9.716,48 a partir de abril deste ano.
Fachada do Ministério da Educação, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O projeto também prevê reajustes salariais para médicos e médicos veterinários que atuam como técnicos administrativos em educação, além de aumentos para carreiras tributária e aduaneira da Receita Federal e para auditores fiscais do Trabalho.

Outras medidas incluem a transformação de cargos de nível médio e superior da área da Cultura em funções de analista em atividades culturais e assistente técnico administrativo, a reorganização da carreira de perito federal territorial — que passará a ser supervisionada pelo MGI — e a criação de uma gratificação temporária de apoio a atividades técnicas para servidores sem plano de carreira estruturado.

Alckmin diz que Lula acompanha caso Master 'com rigor'

Vice-presidente disse que governo não limita apurações e comentou disputa sobre quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Isabela Jordão
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nesta terça-feira, 10, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha “com rigor” os desdobramentos do caso relativo ao Banco Master, tanto na imprensa quanto no Judiciário.

Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin declarou ainda que “ninguém no governo limita investigações”, ao comentar questionamentos sobre uma eventual tentativa de blindagem ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.

O filho de Lula está no centro de um embate entre governo e oposição sobre um pedido de quebra de sigilo bancário e telemático no âmbito da CPMI do INSS.
Filho do presidente Lula da Silva, Lulinha admitiu ter viajado às custas de Careca do INSS | Foto: Reprodução/X

A medida chegou a ser aprovada pelo colegiado, mas foi suspensa por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A presidência da comissão, no entanto, informou que pretende recorrer da decisão.

Alckmin também afirmou que casos semelhantes ao do Banco Master devem levar ao fortalecimento das instituições brasileiras e ao aperfeiçoamento de instrumentos, como o Fundo Garantidor de Créditos, a fim de evitar prejuízos ao sistema financeiro.

“As pessoas passam, as instituições ficam. É um processo permanente de aprimorar as instituições. Não tem ninguém acima da lei. Tudo está apenas começando”, disse.
Gabriel Galípolo, Daniel Vorcaro e Lula | Foto: Revista Oeste/Reprodução

O vice-presidente, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, defendeu a atuação da Polícia Federal na condução das investigações sobre o Master e na prisão do ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.

Alckmin joga a culpa do caso Master no governo Bolsonaro

Segundo Alckmin, os fatos investigados teriam origem no governo Bolsonaro. “Isso tudo vem de lá de trás, do governo anterior”, disse a Datena, segundo a divulgação da emissora CNN Brasil.

“Está ficando claro que havia pessoas de dentro do Banco Central com envolvimento. Deve haver apuração dos mecanismos de controle de fraudes e punição rigorosa”, afirmou. “O papel da PF foi fundamental e tem total liberdade de agir.”
Decisão de André Mendonça levou presidente da comissão a cancelar reunião prevista no Senado

Luis Batistela

À esquerda, Augusto Lima, sócio do Banco Master; à direita, Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira | Foto: Divulgação/Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou facultativa a presença do banqueiro Augusto Lima na sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) marcada para esta quarta-feira, 11.

A decisão ocorreu depois de pedido apresentado pela defesa do empresário. Os advogados citaram a garantia constitucional contra a autoincriminação de investigados. Lima foi sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master.

O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reagiu à decisão e cancelou a sessão que ouviria o banqueiro. O parlamentar classificou a medida como uma interferência no trabalho do Legislativo.

“Decisões monocráticas impedem, atrasam e, infelizmente, dificultam o nosso trabalho em dar respostas ao povo brasileiro sobre tudo o que aconteceu na Previdência e na roubalheira do INSS”, afirmou.

Viana também criticou a atuação de advogados no caso. Segundo ele, é “impressionante como pessoas têm grandes advogados e se blindam em recursos”. Ele argumentou que pretende tratar do assunto diretamente com o próprio magistrado.

“Tenho uma agenda nesta quarta-feira com o ministro André Mendonça”, disse o parlamentar. “Vou levar a ele o nosso desejo de que essa posição seja revista republicanamente.”

Na decisão, Mendonça mencionou entendimento do próprio STF sobre a condução coercitiva de investigados. A Corte já declarou incompatível a condução forçada para interrogatórios.

Com isso, Lima não estaria obrigado a comparecer nem a assumir compromisso de dizer a verdade perante a CPI.

Operação Compliance Zero levou à prisão de Augusto Lima

Augusto Lima foi preso no dia 17 de novembro durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura irregularidades relacionadas ao Master. O executivo atualmente cumpre prisão domiciliar e utiliza tornozeleira eletrônica.

As suspeitas envolvem fraudes em carteiras de crédito consignado ligadas a Lima. Documentos do Banco Central e decisões judiciais revelam que o caso passou a preocupar a autarquia em março de 2025.

O empresário assumiu o controle do Banco Voiter, antigo Indusval. A instituição encerrou 2024 com cerca de R$ 7,5 bilhões em ativos e estava sob controle do Master desde fevereiro daquele ano.

Durante a gestão de Lima, o banco passou a se chamar Banco Pleno. A instituição direcionava suas operações ao segmento empresarial. O Pleno acabou liquidado em fevereiro deste ano.

Ipsos-Ipec mostra avaliação negativa de Lula na política e na economia

A desaprovação do petista supera a aprovação; 56% não confiam no presidente; e mais de 40% acham que situação econômica está pior do que há seis meses

Loriane Comeli

Dados da pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira, 10/3/2026, são desfavoráveis ao presidente Lula | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Uma pesquisa da Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira, 10, mostra a insatisfação dos brasileiros com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na política e na economia.

Os dados coletados entre 5 e 9 de março, que incluem a aprovação do petista, a avaliação do governo, a confiança e a percepção sobre a situação econômica, são desfavoráveis a Lula, que lançou-se pré-candidato à reeleição neste ano.

Desaprovação, avaliação do governo e confiança em Lula

A pesquisa Ipsos-Ipec mostra que a desaprovação do governo Lula é de 51%, ante 43% de aprovação. Ao todo, 6% não responderam. Entretanto, em relação à última sondagem, de dezembro, houve discreta melhora: queda de um ponto na desaprovação e alta de um ponto na aprovação.

Aprovação de Lula, conforme a pesquisa Ipsos-Ipec – 10/03/2026 | Foto: Reprodução Ipsos-Ipec

A pesquisa também mostra como a gestão Lula é avaliada, e o conceito “péssimo” supera todos os outros. O índice de quem acha a administração ruim ou péssima soma 40%; para 33%, a gestão é ótima ou boa; e 24% a consideram regular.

Ótima: 15%
Boa: 18%
Regular: 24%
Ruim: 9%
Péssima: 31%
Não sabe/não respondeu: 3%

Avaliação do governo Lula, conforme a pesquisa Ipsos-Ipec – 10/03/2026 | Foto: Reprodução Ipsos-Ipec

Outro dado desfavorável a Lula é a desconfiança, que supera a confiança. “O sr. confia ou não confia no Presidente Lula?”, perguntou a Ipsos.

 Veja as respostas:

Confia: 40%
Não confia: 56%
Não sabe/Não respondeu: 4%

Esses índices permaneceram estáveis em relação à última pesquisa Ipsos.
Confiança no presidente Lula, conforme a pesquisa Ipsos-Ipec – 10/03/2026 | Foto: Reprodução Ipsos-Ipec
Governo Lula é pior do que o esperado para 43%

A pesquisa Ipsos-Ipec também mostra que os brasileiros acham o governo Lula ainda pior do que esperaram. Veja as respostas à pergunta: “De modo geral, o governo do presidente Lula está sendo melhor, igual ou pior do que o sr. esperava?”

Melhor: 25%
Igual: 28%
Pior: 43%
Não sabe/não respondeu: 3%

Expectativa em relação ao governo Lula, conforme a pesquisa Ipsos-Ipec – 10/03/2026 | Foto: Reprodução Ipsos-Ipec

Na economia, os sinais de insatisfação também são evidentes. Para 42%, a situação econômica está pior agora do que estava a seis meses atrás; 27% acham esse momento melhor, e 28% o consideram igual.

Melhor: 27%
Igual: 28%
Pior: 42%
Não sabe/não respondeu: 3%

Percepção da situação econômica, conforme a pesquisa Ipsos-Ipec – 10/03/2026 | Foto: Reprodução Ipsos-Ipec

Os brasileiros demonstram um leve otimismo em relação ao cenário futuro, daqui a um semestre. Para 33%, a situação será melhor no período de seis meses. Entretanto, o índice de quem acha que a situação será pior do que agora ainda é maior.

Melhor: 33%
Igual: 23%
Pior: 36%
Não sabe/não respondeu: 8%

Os índices dessa pesquisa mostram mais descrença do que em relação à sondagem de dezembro.

Expectativa para a situação econômica, conforme a pesquisa Ipsos-Ipec – 10/03/2026 | Foto: Reprodução Ipsos-Ipec

A pesquisa foi realizada entre 5 e 9 de março com 2 mil eleitores em 131 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, e o intervalo de confiança, de 95%.

STF é a instituição mais associada ao escândalo do Master, revela pesquisa

Levantamento Meio/Ideia aponta que 35% dos brasileiros relacionam a Corte às fraudes financeiras

Erich Mafra

Ministro Alexandre de Moraes e Ministro Dias Toffoli em sessão plenária do STF (4/3/2026) | Foto: Victor Piemonte/STF

Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 11, revela que o Supremo Tribunal Federal (STF) é a instituição que os brasileiros mais associam ao escândalo do Banco Master. Entre os cidadãos que afirmam conhecer o caso, 35% citam a Suprema Corte como o principal órgão relacionado às irregularidades, superando o governo federal (21%), o Congresso (18%) e a percepção de que todos os Poderes estão envolvidos (26%).

O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-00386/2026, mostra ainda que 69,9% dos entrevistados acreditam que a credibilidade do tribunal sofreu um forte abalo com as investigações. Esse desgaste institucional é reflexo de uma sequência de revelações sobre a proximidade entre magistrados e o dono do banco, Daniel Vorcaro.

Dados recuperados pela Polícia Federal indicam que o banqueiro financiou eventos luxuosos para autoridades em Londres, incluindo uma degustação de whisky para os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Além disso, perícias técnicas revelaram mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro no dia da primeira prisão do empresário, em novembro de 2025, nas quais o banqueiro questionava o ministro sobre um pedido de “bloqueio” e estratégias para “entrar no circuito do processo” diante de vazamentos na imprensa.

Ligações diretas entre o STF e o Master

A percepção negativa da opinião pública sobre o STF também é justificada por ligações financeiras diretas. Em fevereiro, o gabinete do ministro Dias Toffoli confirmou a participação do magistrado em uma empresa que vendeu cotas de um resort no Paraná para fundos vinculados ao Banco Master. O episódio forçou Toffoli a abandonar a relatoria do inquérito que apura fraudes na tentativa de venda da instituição de Vorcaro ao banco estatal BRB, operação que acabou barrada pelo Banco Central por falta de lastro.

A situação agravou-se na segunda-feira 9, com a divulgação de uma nota oficial do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O escritório confirmou ter sido contratado pelo próprio Daniel Vorcaro para prestar serviços de consultoria jurídica. Ela recebeu a soma de R$ 129 milhões em um contrato com o banco.

Estadão questiona contrato milionário entre Viviane Barci e Master: 'Escárnio'

Jornal afirma que a explicação 'não parece destinada a convencer ninguém' e classificou a justificativa como 'teste aos limites da credulidade pública'

Lucas Cheiddi

A advogada Viviane Barci de Moraes ao lado do marido, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Brasília (DF), 29/9/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, nesta quarta-feira, 3, um editorial crítico ao contrato firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e o Banco Master. No texto, o jornal afirma que a explicação divulgada pela banca “não parece destinada a convencer ninguém” e classificou a justificativa apresentada como um teste aos limites da credulidade pública.

O acordo teria alcançado R$ 129 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com pagamentos mensais entre R$ 3,6 milhões e R$ 5,8 milhões. O jornal afirma que consultou 13 advogados de grandes escritórios para avaliar os valores e concluiu que o montante seria incompatível com práticas de mercado.

Mesmo com honorários elevados, o conjunto de atividades descritas, como reuniões, pareceres e revisão de políticas internas, “dificilmente ultrapassaria R$ 7,8 milhões, no total”.

O editorial também ressalta que honorários superiores a R$ 100 milhões costumam aparecer em disputas fiscais ou operações societárias de grande porte, que envolvem diversas equipes jurídicas. Nesse contexto, o jornal afirma que especialistas questionaram a experiência técnica do escritório nas áreas contratadas.

Estadão questiona contrato entre Master e a mulher de Moraes
O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Banco Master

Outro ponto citado é o aumento patrimonial da advogada. De acordo com apuração do jornal O Globo, mencionada no editorial, o patrimônio de Viviane de Moraes teria crescido 232% entre 2023 e 2024, passando de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões. Para o jornal, esse crescimento representa “um fenômeno”.

No texto, o Estadão também menciona encontros entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, além de mensagens interceptadas pela Polícia Federal relacionadas a interesses da instituição financeira.

O editorial ressalta que, isoladamente, esses elementos não configuram crime. Contudo, afirma que “no conjunto, esses indícios compõem uma base objetiva que demanda investigação imediata”.

O jornal ainda cita possíveis conexões envolvendo o ministro Dias Toffoli e decisões judiciais relacionadas ao caso. Para o Estadão, a investigação deveria caber principalmente ao Ministério Público. O editorial critica a atuação da Procuradoria-Geral da República e afirma que a instituição tem demonstrado posturas distintas em casos envolvendo autoridades.

Segundo o texto, há uma percepção pública de seletividade na aplicação da lei. O editorial sustenta que autoridades devem prestar contas à sociedade e critica o que descreve como inversão dessa lógica. Ao concluir, afirma que a ausência de esclarecimentos mais robustos pode comprometer a confiança nas instituições. Defende, ainda, que as suspeitas sejam investigadas de forma transparente.

Carlos Alberto de Nóbrega é internado e passa por exames

Apresentador está internado desde domingo, 8

Por Edvaldo Sales
Apresentador está internado desde domingo, 8 - Foto: Divulgação

Aos 89 anos, o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega, do SBT, está internado desde domingo, 8, na unidade semi-intensiva do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Nesta terça-feira, 10, ele apareceu em um vídeo nas redes sociais para explicar o motivo da hospitalização. A ida ao hospital aconteceu após um quadro de pressão alta.

Porém, o comunicador contou que durante a realização de exames os médicos identificaram também uma pneumonia considerada leve. No vídeo, o apresentador contou que o diagnóstico acabou sendo uma surpresa.

“Eu vim tratar de uma coisa e descobri outra: estou com uma pneumonia pequena. Certamente vou ficar aqui mais um dia ou dois. Graças a Deus estou bem. A pressão já está baixa, mas a preocupação é a pneumonia, por conta da minha idade”, afirmou.

Apesar do susto, Carlos Alberto disse que está bem e sendo acompanhado pela equipe médica. De acordo com ele, a expectativa é permanecer internado apenas por mais alguns dias para observação.

Nas imagens publicadas nas redes sociais, o apresentador aparece tomando café da manhã no quarto do hospital ao lado da esposa, a médica Renata de Nóbrega.

Foragido! Justiça determina busca por goleiro Bruno após fim da condicional

O atleta não teria se apresentado à Justiça após ter um mandado de prisão expedido em seu nome

Por Gustavo Zambianco
Goleiro Bruno é dado como foragido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução | YouTube e Redes sociais

O goleiro Bruno Fernandes de Souza, dado como mandante do assassinato da modelo Eliza Samudio, passou a ser considerado como foragido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), após a revogação de sua liberdade condicional. A decisão foi tomada na última quinta-feira, 5.

De acordo com a Justiça, Bruno Fernandes não se apresentou após a revogação do benefício e de um mandado de prisão que determinava o retorno do goleiro ao regime semiaberto ter sido expedido.

Essas imposições possibilitam a classificação do goleiro Bruno como foragido.

A revogação aconteceu após Bruno viajar para o Acre no começo de fevereiro, quando assinou um contrato para voltar a atuar como goleiro profissional no Vasco do Acre.

“Acolho o parecer ministerial e REVOGO o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 (dezesseis) anos”, diz trecho da decisão publicada na última sexta-feira, 6.

Assassinato de Eliza Samudio

O goleiro Bruno segue cumprindo pena pelo assassinato da modelo e mãe de deu filho, Eliza Samudio.

Ela foi morta, esquartejada e dada como comida aos cachorros da chácara onde o assassinato aconteceu, conforme apontam as declarações dadas por Bruno no julgamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em 2013.

Bruno foi condenado a cumprir uma pena de 22 anos e 3 meses de prisão.

Conheça praia no Nordeste do Brasil eleita a melhor do mundo

Região aparece pela sétima vez no ranking internacional

Por Agatha Victoria Reis
Baía do Sancho no Nordeste - Foto: Reprodução| Redes sociais

Eleita como a melhor praia do mundo, a Baía do Sancho, localizada dentro do Parque Nacional de Fernando de Noronha, no Nordeste do Brasil, ganhou destaque internacional após conquistar o prêmio Travelers’ Choice Best of the Best.

Com a conquista em 2025, o destino aparece pela sétima vez no ranking global. Descoberto em 1503, o arquipélago é uma área de preservação ambiental e, ao longo dos anos, se consolidou como um dos principais espaços de conservação marinha do mundo.

Entre os fatores que chamam a atenção dos visitantes estão as águas cristalinas, a rica diversidade marinha e as paisagens naturais preservadas.

Vale a pena visitar a Baía do Sancho?

Para quem busca um destino preservado pela natureza, a praia é considerada ideal. A região mantém grande área de vegetação nativa e águas transparentes, que permitem observar a vida marinha e praticar atividades como mergulho e snorkeling.

O acesso à ilha é controlado e exige o pagamento de algumas taxas ambientais. A Taxa de Preservação Ambiental (TPA) é obrigatória e custa cerca de R$ 80 por dia, por pessoa.

Além disso, para visitar praias localizadas dentro do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, como a Baía do Sancho, é necessário adquirir um ingresso que custa R$ 165. O bilhete é válido por 10 dias e permite acesso ilimitado às áreas do parque durante esse período.

Turismo na Baía do Sancho

A região da Baía do Sancho oferece diversas atrações para os visitantes. Entre elas estão:Mirante Dois Irmãos: Um dos pontos mais famosos da ilha, com vista privilegiada para a Baía dos Porcos e o Morro Dois Irmãos.Trilha Golfinho-Sancho: Caminhada curta de aproximadamente 1.100 metros, que passa por vários mirantes com vista para o mar cristalino.Fauna marinha: Nos mirantes é possível observar grandes cardumes de peixes e, com sorte, golfinhos-rotadores.Pôr do sol: A Praia da Conceição, onde fica o Bar do Meio, é um dos locais mais recomendados para terminar o dia assistindo ao pôr do sol com vista para o Morro do Pico.

Veja vídeo:

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