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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Vietnã inicia a construção do maior estádio do mundo

A arena Trong Dong terá capacidade para 135 mil pessoas e custo estimado de US$ 35 bilhões

O Trong Dong terá um design inspirado no tambor de bronze Dong Son, objeto de valor simbólico para a cultura vietnamita

Reprodução/Site oficial do Trong Dong Stadium
Davi Madorra

O Vietnã começou neste domingo (8.fev.2026) a construção do estádio Trong Dong, que pretende ser a maior arena do mundo, com capacidade para 135 mil pessoas. Com um custo estimado de US$ 35 bilhões, a previsão é que a obra seja concluída em agosto de 2028.

O estádio ocupará uma área de 4 milhões de metros quadrados e foi idealizado para ser o maior estádio com teto retrátil do mundo, superando o 1º de Maio Rungrado, na Coreia do Norte, em capacidade de público. O estádio em Pyongyang comporta 114 mil espectadores.

A construção é patrocinada pelo Vingroup, maior conglomerado empresarial do Vietnã, e faz parte de um projeto chamado Cidade dos Esportes Olímpicos, que ocupará 90 milhões de metros quadrados na cidade de Hanói. O espaço visa a sediar grandes eventos esportivos e culturais internacionais, incluindo um setor residencial.

O Trong Dong terá um design inspirado no tambor de bronze Dong Son, objeto de valor simbólico para a cultura vietnamita. Associado a uma das civilizações mais antigas do país, o objeto representa ideais de coletividade, resistência e continuidade histórica, segundo o site oficial do estádio.

Trump afirma que se reunirá com Xi Jinping na China em abril

Presidente dos EUA afirma também que o líder chinês visitará Washington até o fim do ano

Donald Trump (esq.) concedeu uma entrevista ao jornalista Tom Llamas, da "NBC", emissora do SuperBowl

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou no domingo (8.fev.2026) que vai se reunir com Xi Jinping (Partido Comunista da China), na China, em abril. O líder norte-americano também declarou que Xi visitará a Casa Branca, em Washington, até o fim do ano.

“Eu vou para lá [China] em abril, ele virá para cá até o fim do ano. Virá para a Casa Branca. Nós temos uma relação muito boa. É importante que eu tenha uma boa relação com ele e ele comigo. São os 2 países mais poderosos do mundo”, declarou Trump em entrevista à NBC, emissora do Super Bowl.

Segundo o presidente norte-americano, a conversa por telefone com Xi Jinping durou uma hora. Questionado sobre qual foi o principal assunto da ligação, Trump respondeu: “Eu diria a economia”.

Ele disse que os chineses que importam produtos para os EUA “estão pagando muitas tarifas” e que a política de sobretaxar os itens que entram no país tem sido bem-sucedida.

“Eu fui aquele que impôs tarifas à China. No passado, eles não pagavam. As tarifas estão tornando o nosso país rico. Nosso país está ganhando centenas de bilhões de dólares em tarifas –na verdade, trilhões– porque a ameaça das tarifas está fazendo com que todos esses países percam para nós. Aliás, eles têm feito isso com os EUA por 40 anos. E eu estou fazendo tudo de forma muito judiciosa, muito justa”, declarou o republicano.

Durante a mesma entrevista, o presidente dos EUA falou sobre as operações do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) em Minneapolis, no Estado de Minnesota. Em janeiro, os agentes mataram 2 cidadãos norte-americanos: Renee Good e Alex Pretti, ambos de 37 anos.

O republicano admitiu que poderia ter havido mais tato nas ações realizadas na cidade, mas reafirmou que é preciso ser duro com “criminosos”.

Morre em Petrolina o artesão Roque Gomes da Silva, conhecido como Roque Santeiro

Segundo a família, o artista lutava há três anos contra a leucemia. Roque ficou famoso por transformar madeira em arte sacra.

Por g1 Petrolina
Morre em Petrolina o artesão Roque Gomes da Silva, conhecido como Roque Santeiro — Foto: Lizandra Martins

Reconhecido por transformar madeira em arte sacra, o artesão Roque Gomes da Silva, conhecido como Roque Santeiro, de 66 anos, morreu no domingo (8), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Segundo a família, o artista lutava há três anos contra a leucemia.

Natural de Afrânio, Roque Santeiro fez carreira em Petrolina. O artista era um dos principais nomes do artesanato do Vale do São Francisco. Em nota, o prefeito Simão Durando destacou o legado do artesão.

“O legado de grandes mestres não se perde. Roque Santeiro deixa uma herança imensurável para a cidade: arte, memória, fé e identidade, eternizadas em cada peça criada por suas mãos. Neste momento de dor, me solidarizo com seus familiares, amigos, artesãos e com todos os petrolinenses que hoje sentem essa perda”, disse o prefeito de Petrolina.

A nota de Simão Durando ainda lembra que “integrante da Oficina do Artesão Mestre Quincas, Roque ajudou a fortalecer o artesanato local, inspirando gerações e elevando o nome de Petrolina no cenário cultural”.


Artesãos de Petrolina falam da experiência de participar da Fenearte 2025

Outra marca da trajetória de Roque é o fato de ter participado de todas as edições da Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte), que acontece em Olinda, na Ala dos Mestres. Em entrevista à TV Grande Rio sobre a experiência em participar da Feira.

“A arte é uma coisa muito profunda, você nunca se sente realizado, você está quase começando porque está sempre aparecendo encomendas que você nunca fez, mas você é capaz de fazer”, disse Roque, em 2025.

O sepultamento de Roque Santeiro será na manhã desta segunda-feira (9), no Cemitério do Sítio Feitura, em Afrânio. O artesão deixa esposa, três filhos e seis netos.

GRAMADO DO ESTÁDIO ADALTO MORAES VOLTA A RECEBER CRÍTICAS. ATÉ QUANDO?

Após empate do Bahia com a Juazeirense, Ceni critica arbitragem e detona gramado do Adauto Moraes: “Campo de condomínio”

Bahia ficou no empate em 1 x 1 pelo Campeonato Baiano com o Cancão e perdeu os 100% de aproveitamento no estadual |  Letícia Martins/EC Bahia

O Bahia perdeu os 100% de aproveitamento no Campeonato Baiano após empatar em 1 x 1 com a Juazeirense, no domingo (8), pela sétima rodada da competição. Na reestreia com a camisa tricolor, Everaldo marcou de pênalti, mas Bravo, também em cobrança de penalidade, empatou para o Cancão.

Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Rogério Ceni detonou o gramado do Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro. Além do campo, o treinador também fez duras críticas à arbitragem, que chegou a marcar um pênalti para os donos da casa no fim do jogo, mas voltou atrás e anulou a penalidade.

Nem sei se posso considerar isso um jogo, é campo de condomínio. Mais uma pelada do que um jogo. [...] Se você sai jogando, perde a bola. A bola bate na canela e sobe. São muitos buracos. Então é tentar aproveitar bola parada, bola longa. É incrível que já são três anos vindo aqui e continua a mesma coisa”, afirmou.

Sobre a partida, Ceni não se estendeu muito, já que, segundo ele, é difícil fazer qualquer análise devido às condições do gramado. “De bom fica só a parte de não ter perdido. Manter a invencibilidade, levar o resultado negativo para o mais distante possível. Mas de jogo não dá para falar. Não poderíamos cometer o pênalti, mas também não posso reclamar, eram muitos garotos. Não teve técnica em um jogo desse.”

Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Arbitragem

Outro motivo de polêmica no duelo entre Juazeirense e Bahia foi a arbitragem. No fim do jogo, o árbitro marcou pênalti para o Cancão, alegando que o chute do jogador adversário bateu na mão do zagueiro Gabriel Xavier. No entanto, a bola atingiu o rosto do defensor.

Ceni ficou bastante irritado com a primeira marcação e chegou a receber cartão amarelo do árbitro. “Depois que colocaram o VAR no Baiano ficou assim, né?! O mais impressionante é a convicção com que o árbitro marca o pênalti. E aí você vai lá brigar pela verdade e leva cartão. Deve ter vindo uma voz do além para dizer que bateu no rosto do jogador.”

Ditadura cubana anuncia falta de combustível para aviação

Empresas aéreas de EUA, Espanha, Panamá e México, principais afetadas, ainda não detalharam como pretendem lidar com o desabastecimento

Diógenes Feitosa

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Foto: Reprodução/ Redes sociais

A ditadura cubana advertiu as companhias aéreas internacionais que operam na ilha de que, a partir desta segunda-feira, 9, o país ficará sem combustível de aviação devido ao cerco petrolífero dos Estados Unidos. A agência EFE confirmou a informação com duas fontes ligadas ao setor.

Empresas aéreas de Estados Unidos, Espanha, Panamá e México, principais afetadas, ainda não detalharam publicamente como pretendem lidar com o desabastecimento — cenário que pode provocar mudanças em rotas, frequências e horários dos voos no curto prazo.

Situações semelhantes já ocorreram no país, tanto durante o período especial dos anos 1990 quanto em crises recentes. Nessas ocasiões, as companhias aéreas optaram por ajustar suas rotas, incluindo paradas adicionais para abastecimento em países como México ou República Dominicana.

Os voos mais impactados ligam Cuba a destinos como Miami, Tampa e Fort Lauderdale (Estados Unidos), Madri (Espanha), Cidade do Panamá (Panamá) e Cidade do México, Mérida e Cancún (México). Há também conexões regulares para Bogotá, Santo Domingo e Caracas.

Pressão internacional e agravamento da crise

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem em 29 de janeiro em que ameaça com tarifas os países que forneçam petróleo a Cuba, alegando risco à segurança nacional.

Essa medida intensificou a pressão energética já existente desde 3 de janeiro, quando, depois da captura do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, Washington encerrou o envio de petróleo venezuelano à ilha.

Trump aconselhou o regime cubano a negociar “antes que seja tarde demais”, enquanto autoridades cubanas afirmam estar abertas ao diálogo, mas negam qualquer negociação em andamento.

Ditadura cubana não produz energia suficiente

Cuba produz apenas cerca de um terço da energia de que necessita. O restante depende de importações, principalmente da Venezuela — que em 2025 representaram cerca de 30% do total —, além de compras menores do México e da Rússia.

Diante da crise, o regime cubano anunciou recentemente um plano emergencial rigoroso, incluindo a suspensão da venda de diesel, redução do funcionamento de hospitais e repartições públicas e fechamento de hotéis, para tentar sobreviver sem as importações de petróleo e derivados.

Com seis anos de recessão, inflação alta, falta de itens básicos, apagões frequentes e forte migração, Cuba enfrenta esta nova escalada de restrições dos Estados Unidos em situação especialmente vulnerável.

CPMI do INSS: deputado do PSB e filho de empresário suspeito são ouvidos nesta segunda

Fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social são alvo de comissão mista no Congresso Nacional

Loriane Comeli

Sessão da CPMI do INSS | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A CPMI do INSS toma o depoimento de duas pessoas nesta segunda-feira, 9. Devem ser ouvidos Paulo Camisotti, sócio e filho do empresário Maurício Camisotti, e o deputado estadual Edson de Araújo (PSB-MA). A sessão da CPMI começa às 16h.

Paulo Camisotti é proprietário da Rede Mais Saúde, apontada como beneficiária dos valores transferidos pela Associação de Moradia Beneficente de Cidadania (Ambec), entidade sob investigação. O pai de Paulo está preso, sob suspeita de participação direta no esquema de descontos indevidos.

Conforme o requerimento aprovado pela CPMI, o depoimento de Paulo Camisotti busca esclarecer a legalidade dos contratos, a possível atuação de agentes públicos para facilitar as operações e a identificação dos responsáveis pelos prejuízos aos segurados do INSS. O ministro Flávio Dino, do STF, concedeu a Camisotti o direito de permanecer em silêncio.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a decisão nas redes sociais: “Faço um registro claro e responsável: o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas”, afirmou no X.

Depoimento de deputado do PSB na CPMI do INSS

Já o deputado estadual do Maranhão Edson de Araújo, também investigado na CPMI do INSS, é presidente licenciado da Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão (Fecopema), outra entidade suspeita de envolvimento no esquema de fraudes no INSS. Ele também é acusado de ameaça pelo deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da CPMI.

Imagens de uma conversa entre Araújo e Duarte Jr., divulgadas pelo jornal O Globo, mostram quando Araújo chaman o membro da CPMI de “palhaço, irresponsável e incompetente”, além de afirmar: “Nós vamos nos encontrar”. Depois disso, confirmou que estava ameaçando Duarte Jr.

Sobre o episódio, o vice-presidente da CPMI disse: “Ele me enviou três ameaças claras. Foi uma reação ao discurso que eu fiz na CPI na segunda-feira. O nome do deputado aparece no relatório da PF. Ele recebeu R$ 5 milhões da CBPA”.

Padre nega comunhão a fiéis que apoiam Nikolas Ferreira

Diocese de Caratinga reage e afirma que tomará providências para evitar episódios semelhantes

Luis Batistela

A declaração do sacerdote se refere ao voto de Nikolas contra a medida provisória 1.313/2025, que alterou as regras do antigo programa Gás dos Brasileiros | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Durante a homilia na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo (MG), o padre Flávio Ferreira Alves declarou que não daria a comunhão, principal sacramento da Igreja Católica, aos fiéis que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

“Tem católico concordando com ele”, disse o sacerdote. “Tem católico concordando com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia.”

Logo depois do episódio, a Diocese de Caratinga, responsável pela paróquia, divulgou uma nota. No comunicado, afirmou que o padre reconheceu as declarações feitas “em um momento de forte emoção”. Além disso, reafirmou seu compromisso com o “livre exercício da democracia” e garantiu que adotará medidas para evitar que situações semelhantes se repitam.

A declaração do sacerdote se refere ao voto de Nikolas contra a Medida Provisória n° 1.313/2025, que alterou as regras do antigo programa Gás dos Brasileiros. A nova versão, chamada de Gás do Povo, substitui o repasse em dinheiro por uma retirada física do botijão em locais credenciados pelo governo.

Aprovado no Congresso, o novo modelo prevê o fim da ajuda financeira até 2027. Pelas redes sociais, o deputado argumentou que rejeitou a proposta do governo Lula porque ela restringe a liberdade de escolha dos beneficiários.

“Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família”, ressaltou Nikolas. “Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade.”

Eis a íntegra da nota da Diocese de Caratinga:

“A Diocese de Caratinga, por meio de seu Bispo Diocesano e em comunhão com todo o clero, vem a público manifestar-se acerca do fato isolado ocorrido durante a celebração da Eucaristia na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo e Pingo D’água, envolvendo o Padre Flávio Ferreira Alves.

A Igreja Católica de nossa Diocese de Caratinga reafirma seu compromisso inabalável com o livre exercício da democracia e com o respeito à pluralidade de opiniões. O ambiente litúrgico deve ser, primordialmente, um espaço de acolhida, paz e oração, onde todos os fiéis se sintam integrados à comunhão com Cristo, independentemente de suas convicções políticas individuais.

Informamos que o Padre Flávio Ferreira Alves reconhece que sua fala, proferida em um momento de forte emoção, não condiz com as orientações pastorais da Igreja. O sacerdote expressa seu profundo arrependimento e pede perdão a toda a comunidade e aos fiéis que se sentiram ofendidos ou excluídos por suas palavras. A Igreja ensina que a Eucaristia é o sacramento da unidade e não deve ser utilizada como instrumento de divisão ou segregação.

Diante do ocorrido, a Diocese de Caratinga assume o compromisso de tomar as devidas providências necessárias para que episódios dessa natureza não voltem a ocorrer, preservando a sacralidade da Missa. Reiteramos a nossa responsabilidade com o diálogo aberto na comunidade para restaurar o clima de fraternidade e respeito mútuo.

A Diocese de Caratinga clama ao Espírito Santo que nos conduza pelo caminho da reconciliação e que a nossa fé seja sempre um elo que nos une no amor de Deus.”

Polícia Federal acessa dados de celular do dono do Banco Master

Investigadores quebraram a criptografia do aparelho de Daniel Vorcaro e devem compartilhar as informações

Erich Mafra

Daniel Vorcaro era o dono do Banco Master, instituição financeira que foi liquidada judicialmente pelo Banco Central | Foto: Reprodução/YouTube/@JornaldaRecord

A Polícia Federal (PF) conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Os investigadores utilizaram ferramentas avançadas para acessar o dispositivo de última geração após o banqueiro se recusar a fornecer a senha em depoimento.

De acordo com informações da CNN, a corporação agora compila os dados para compartilhá-los com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O aparelho apresentava uma camada adicional de proteção que exigiu o uso de softwares recém-adquiridos pela força policial. Essas ferramentas possuem a capacidade de recuperar inclusive informações que o usuário deletou. A Polícia Federal apura se Vorcaro cometeu irregularidades na gestão da instituição financeira e se o empresário pressionou autoridades para evitar uma possível liquidação do banco.

Compartilhamento de dados do caso Master com o Congresso

O ministro Dias Toffoli deve liberar o conteúdo extraído do celular para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O colegiado investiga o envolvimento do banco em supostas fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários. Daniel Vorcaro deve prestar depoimento aos parlamentares no dia 19 de fevereiro, logo depois do feriado de Carnaval.

A defesa do banqueiro planeja ingressar com medidas para limitar o escopo de perguntas e respostas durante a oitiva no Congresso. De acordo com o portal, os advogados tentam evitar que o empresário seja questionado sobre temas que fujam do objeto principal da investigação. Contudo, o acesso aos dados do iPhone pode fornecer novas linhas de apuração para os integrantes da CPMI e para os ministros do STF.

Tecnologia contra criptografia avançada

A quebra da segurança do celular de Vorcaro demonstra o fortalecimento da capacidade técnica da Polícia Federal nos últimos meses. Com a compra de novas licenças de programas estrangeiros, os peritos criminais agora acessam modelos de smartphones que antes pareciam impenetráveis sem a ajuda do investigado. Os investigadores utilizarão o material obtido no dispositivo para cruzar informações com outros documentos que a polícia colheu durante as operações contra o Banco Master.

Juiz líder do ranking de penduricalhos ganhou mais de R$ 2 mi extras em 2025

Pagamentos retroativos e indenizações elevaram rendimentos muito acima do teto constitucional; TJMG diz que valores seguem exceções legais

Isabela Jordão

Penduricalhos são benefícios extras que podem ultrapassar o teto constitucional | Foto: Reprodução/Freepik

Um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) liderou, em 2025, o ranking nacional de pagamentos extras, os chamados “penduricalhos”. Somados, os valores classificados como “direitos pessoais”, “indenizações” e “direitos eventuais” renderam ao magistrado R$ 2,2 milhões brutos no ano, o equivalente a uma média mensal de R$ 186,4 mil.

O salário bruto do desembargador é de R$ 41,78 mil por mês, mas a quantia representa apenas uma parcela reduzida da remuneração total. O maior peso no contracheque ficou por conta dos “pagamentos retroativos”, que alcançaram R$ 1,56 milhão ao longo de 2025.

Em dezembro, apenas essa rubrica somou R$ 173,2 mil, e em nenhum mês do ano o valor foi inferior a R$ 100 mil. As informações foram levantadas pela coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, a partir de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais | Foto: Divulgação/TJMG

Além dos retroativos, o juiz recebeu uma série de outros benefícios, como R$ 46,3 mil de gratificação natalina em dezembro, R$ 7,1 mil mensais de abono permanência, R$ 4,5 mil por irredutibilidade de subsídio, R$ 4,1 mil de auxílio-saúde, R$ 17,8 mil por plantões de habeas corpus e R$ 2,3 mil de auxílio-alimentação, todos pagos mensalmente.

Procurado pela coluna do Metrópoles, na última quinta-feira, 5, o TJMG afirmou que os pagamentos mensais podem ultrapassar o teto constitucional em situações que envolvam verbas funcionais legalmente excluídas desse limite, seja por terem caráter indenizatório, seja por se tratarem de valores retroativos cujo cálculo já observou o teto no mês de referência.

Questionado especificamente sobre o caso do magistrado que recebeu R$ 2,2 milhões em penduricalhos, o tribunal não detalhou quais fatores explicaram o montante elevado.

A proporção dos penduricalhos e dos salários na remuneração total recebida pelos juízes | Imagem: Reprodução/Uol

O desembargador chegou à segunda instância em 2022, por merecimento, mediante decisão do Órgão Especial do TJMG, e passou a integrar a 16ª Câmara Cível, especializada em Direito empresarial. Ele acumula quase 20 anos de carreira no Judiciário mineiro. Por razões de segurança, o nome do magistrado não foi divulgado.

Dino suspendeu pagamentos de penduricalhos

Também na quinta-feira, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão do pagamento dos penduricalhos nos Três Poderes. A decisão veda o uso de verbas indenizatórias que elevam os rendimentos de servidores públicos, sobretudo no Judiciário, acima do teto constitucional, hoje fixado em R$ 46.366,19, valor correspondente à remuneração dos ministros do STF.

Na decisão, Dino criticou o que chamou de descumprimento generalizado do teto salarial e a consequente criação sucessiva de novas indenizações. “Esse descumprimento generalizado, em vez de implicar a busca de correções ou autocorreções, tem produzido uma incessante busca por ‘isonomia’”, afirmou o ministro, ao mencionar um “looping eterno” de benefícios estendidos a diferentes categorias.

Flávio Dino, ministro do STF e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em nota enviada ao Metrópoles, o TJMG reiterou que a remuneração de seus magistrados está limitada ao teto constitucional e ressalvou que, em situações específicas, os valores podem superá-lo em razão de parcelas legalmente excluídas desse limite.

Leia a nota completa:

“Todos os magistrados e os servidores do TJMG têm a sua remuneração mensal limitada pelo teto constitucional aplicável à categoria. Eventuais e episódicos pagamentos mensais que, somados à remuneração do mês, superam esse limite, dizem respeito a verbas funcionais que são legalmente excluídas do teto, seja pela natureza indenizatória, seja por se tratar de verbas em atraso cujo cálculo no mês de referência já observou a limitação constitucional.

Além disso, servidores e magistrados que contam com férias acumuladas, por não terem sido gozadas no período da atividade ante a necessidade do serviço, fazem jus, legalmente, à conversão em pecúnia, na forma de indenização, quando da aposentadoria, o que enseja o pagamento do direito logo após a aposentação.

Por fim, em havendo o reconhecimento individual de direitos em atraso, posto que não saldados no momento apropriado, advindos de decisões dos Tribunais Superiores, o pagamento em sede administrativa se dá parceladamente, de acordo com as disponibilidades orçamentárias e financeiras do Tribunal de Justiça.”

Rio São Francisco: confira vazão da barragem de Sobradinho com as águas que chegam de Minas Gerais e afluentes da Bahia


Conforme comunicado do Operador Nacional do Sistema (ONS), a Usina Hidrelétrica de Sobradinho vai praticar vazão Afluência (água que entra) 4400 metros cúbicos por segundo (m³/s) a partir desta segunda-feira (09).

A capacidade volume útil atinge 51%.

O que ocorre frequentemente, com destaque para o início de 2026, é o aumento do volume de água (cheias) vindo das chuvas na região de Minas Gerais, que reforça o nível do Lago de Sobradinho e o fluxo do rio na região baiana/pernambucana.

De acordo com o site da Chesf a situação hidrológica está sendo permanentemente avaliada, podendo haver alterações nestes valores a depender da necessidade de atendimento ao Sistema Interligado Nacional - SIN.

Redegn Foto redes sociais Chesf

NOTA À IMPRENSA


Sobre a queda da Torre de Iluminação no Estádio Adauto Moraes diante dos fortes ventos:

A Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes de Juazeiro (Seculte), informa que na tarde deste domingo (8), uma torre de iluminação do Estádio Adauto Moraes caiu em decorrência dos fortes ventos registrados na cidade.

No momento do ocorrido, a partida entre a Juazeirense e o Bahia, pelo Campeonato Baiano, já tinha sido encerrada e ninguém foi atingido.

Para garantir a segurança de todos, a prefeitura determinou o isolamento imediato da área. A empresa responsável por instalar a torre já foi acionada para, também, vistoriar e reforçar a segurança das demais instalações.

A gestão municipal segue acompanhando a situação e reforça seu compromisso com a segurança de todos.


ASCOM - PMJ
Prefeitura de Juazeiro


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Cadastro eleitoral: prazo para regularização do título termina em três meses


Emissão do título de eleitor, transferência de domicílio eleitoral e outros serviços poderão ser feitos até o dia 06 de maio

Faltam três meses para o fechamento do cadastro eleitoral. Com isso, eleitoras e eleitores terão até o dia 06 de maio para regularizar as pendências. Após essa data, os serviços referentes ao cadastro eleitoral estarão suspensos, conforme prevê a Legislação Eleitoral , para que a Justiça Eleitoral organize as eleições.

Emitir a 1ª via do título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, alterar o local de votação, coletar a biometria e realizar a regularização do cancelamento do título são os serviços que podem ser feitos.

Os postos de atendimento da Justiça Eleitoral estão disponíveis por toda a Bahia e podem ser procurados de forma antecipada. No portal do TRE-BA, é possível conferir os pontos de atendimento existentes na capital e no interior, bem como os horários de funcionamento de cada um deles. Também é possível realizar os procedimentos de forma on-line, sem sair de casa, por meio do Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do Regional baiano.

O fechamento do cadastro é previsto em todos os anos eleitorais e ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições.

Documentação

Para ser atendido(a), é necessário apresentar documento oficial de identificação com foto (original) e comprovante de residência atualizado, emitido há, no máximo, três meses. Homens que completam 19 anos em 2026 também devem apresentar o certificado de quitação militar.

E se não regularizar?

Além de não poder votar na eleição deste ano, eleitoras(es) que permanecerem em situação irregular com a Justiça Eleitoral estarão sujeitos a outros impedimentos, como a restrição em tirar passaporte, tomar posse em cargo público, renovar matrícula em instituição de ensino, entre outros.

Pra todos verem: Imagem com fundo branco. À esquerda, o texto “Eleições 2026”, sendo “Eleições” em letras cinza e “2026” em amarelo. Abaixo, a hashtag #VOTONADEMOCRACIA. À direita, o logotipo do TRE-BA, com um símbolo circular azul contendo estrelas brancas, acompanhado das cores amarelo e verde. Ao lado do logo, o texto “Justiça, Cidadania e Serviço” em cinza.




ASCOM TRE-BA
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Tempestade de neve deixa mais de 1 milhão sem eletricidade nos EUA

Dezenas de milhares de voos foram cancelados no país norte-americano

Mateus Conte

Forte nevasca atinge os Estados Unidos | Foto: Kentucky Transportation Cabinet/Divulgação

Uma forte tempestade de neve atingiu grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana e deixou mais de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica, conforme estimativa da emissora Fox News. Entre os Estados mais afetados figuram Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee e Kentucky, todos na Região Sul dos EUA.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), o sistema climático levou neve pesada, chuva congelante e gelo a uma faixa que vai das Montanhas Rochosas do Sul até a Nova Inglaterra, com cerca de 180 milhões de pessoas afetadas. Autoridades alertaram para dias consecutivos de frio extremo, com sensação térmica que chega a 40°C negativos no Meio-Oeste.

“A neve e o gelo vão demorar muito para derreter e não devem desaparecer tão cedo, o que vai dificultar os esforços de recuperação”, disse o meteorologista Allison Santorelli, do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

No Sul do país, o acúmulo de gelo derrubou árvores e redes elétricas. No Kentucky, serviços de emergência atenderam mais de 850 ocorrências relacionadas a acidentes e exposição ao frio. Já na Louisiana, foram confirmadas duas mortes por hipotermia.

No Nordeste, a tempestade avançou com neve intensa. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que ficar em casa é a principal forma de reduzir riscos. “Ficar fora das ruas é a coisa mais útil que os nova-iorquinos podem fazer durante esta tempestade”, declarou.

Zohran Mamdani, prefeito de Nova York | Foto: Reprodução/Instagram

Mais de 30 mil voos são cancelados nos EUA

O impacto também se estendeu ao transporte aéreo. Mais de 10 mil voos foram cancelados apenas neste domingo, somando-se a milhares de atrasos registrados desde sexta-feira. Dados da plataforma FlightAware mostram que mais de 30 mil voos foram afetados em todo o país. Escolas, universidades, repartições públicas e eventos culturais suspenderam atividades em diversos Estados.

A resposta federal incluiu a decretação de estado de emergência em mais de uma dezena de Estados, com autorização do presidente Donald Trump, e o posicionamento de equipes e suprimentos pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), segundo o Departamento de Segurança Interna.

USP estima 18 mil pessoas em ato de Nikolas em Brasília

Número representa menos de um quinto do calculado pelo DF

Mateus Conte

USP calcula pico de 20 mil participantes no ato | Foto: Monitor do Debate Político/Divulgação

Um levantamento elaborado pelo Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common, estimou em cerca de 18 mil pessoas o público presente na manifestação “Acorda, Brasil”, realizada em Brasília neste domingo, 25. O ato foi organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e marcou o encerramento de uma caminhada que pedia liberdade e justiça ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

De acordo com a organização, o cálculo considera uma margem de erro de 12%. Com isso, o público presente no momento de pico é estimado entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes. O documento afirma que “a contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial”.

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O levantamento informa que foram analisadas imagens aéreas obtidas em dois horários distintos, às 10h45 e às 15h15, em um total de 24 fotografias. Para a estimativa final, foram selecionadas sete imagens registradas às 15h15, descritas como “momento de pico da aglomeração”. Segundo o texto, “as imagens cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição”.

Para o cálculo da multidão, foi utilizado um método desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China. O procedimento consiste em um drone registrar imagens aéreas da manifestação, que são processadas pelo sistema para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. O texto afirma que, “usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem”, o que permite “uma contagem precisa, mesmo em áreas densas”.

SSP diverge de estimativa da USP

A estimativa apresentada pela USP difere de números apurados por Oeste com fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Distrito Federal. Segundo o órgão, a manifestação “Acorda, Brasil” teria reunido entre 50 mil e 100 mil pessoas ao longo de aproximadamente quatro horas de duração.

Fontes da SSP relataram que a chuva intensa durante o evento dificultou uma contagem mais precisa. De acordo com essas informações, fatores como o uso de guarda-chuvas e a presença de pessoas acompanhando o ato de dentro de veículos, em razão da falta de estacionamento, contribuíram para uma estimativa mais ampla de público.

Dique da mineradora Vale transborda em Minas Gerais

Acúmulo de sedimentos provocou vazamento na mina de Fábrica, em Ouro Preto, e gerou alagamento com lama industrial

Luis Batistela

A Prefeitura de Congonhas atribuiu o transbordamento às chuvas intensas registradas na região | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um vazamento de lama invadiu neste domingo, 25, áreas operacionais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) localizadas entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. O material partiu de uma estrutura pertencente à mineradora Vale. Não há registro de vítimas.

A Vale afirmou que o evento se trata de um extravasamento de água misturada a sedimentos vindo de uma cava na mina de Fábrica, em Ouro Preto. Segundo a mineradora, o episódio não afetou nenhuma comunidade, e as barragens próximas permanecem estáveis e sob monitoramento contínuo.

A Defesa Civil de Minas Gerais, em conjunto com bombeiros, policiais militares e técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, assumiu a coordenação da resposta no local ainda pela manhã. Equipes acompanham os desdobramentos diretamente na área atingida.

A Prefeitura de Congonhas atribuiu o transbordamento às chuvas intensas registradas na região. Segundo a administração municipal, a estrutura tinha a função de armazenar água da chuva. No entanto, o volume concentrado no último sábado, 24, superou a capacidade do reservatório.

O Movimento dos Atingidos por Barragens declarou que o incidente comprometeu o abastecimento de água e paralisou parte das operações nas áreas afetadas. Integrantes do grupo iniciaram articulações com moradores, sindicatos e autoridades públicas.

O episódio ocorre sete anos depois da tragédia de Brumadinho, que matou 272 pessoas em 2019.

Eis a nota da Vale:

“A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa na região. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.

A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.”

Eis a nota da CNS:

“Na madrugada de hoje (25/1), houve uma ocorrência em uma cava pertencente à Mineradora Vale, o que provocou o alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração, incluindo o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades. Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente.

A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas.”

'Casa de Toffoli' no Resort Tayayá opera sem licença ambiental

Relatórios do órgão estadual IAT identificaram, desde 2021, ausência de autorizações para obras e exploração comercial, além do prédio principal ter mais andares do que o permitido para a área

Yasmin Alencar

Ministro Dias Toffoli, do STF | Foto: Carolina Antunes/PR

O Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, Paraná, mantém parte de suas instalações operando sem a licença ambiental obrigatória, conforme apontamentos do Instituto Água e Terra (IAT). O empreendimento, que já teve entre seus sócios parentes do ministro Dias Toffoli (STF), é alvo de irregularidades desde o período em que eles participavam do negócio.

Relatórios do órgão estadual identificaram, desde 2021, ausência de autorizações para obras e exploração comercial, além do prédio principal ter mais andares do que o permitido para a área. O IAT destacou que a licença concedida à expansão do resort é apenas para a realização das obras, não autorizando o início das atividades comerciais.

Imóveis de luxo e área de compensação ambiental

Segundo documentos do IAT, imóveis de luxo foram construídos em área prevista para compensação ambiental. Para regularizar a situação, a administração do Tayayá deverá transferir 19 mil m² ao município de Ribeirão Claro. O órgão informou que fará vistoria técnica ainda nesta semana para avaliar o cumprimento das exigências legais para emissão da licença operacional, solicitada em 2025.

Pareceres técnicos revelam que tanto a construção quanto a operação do edifício principal ocorreram sem autorização ambiental, motivando recomendações para a adoção do modelo de Licença Ambiental de Regularização. Foram impostas medidas compensatórias, já que o número de andares excedeu o limite permitido em áreas turísticas de recuperação ambiental.

A Maridt S.A, empresa ligada ao empreendimento, tem endereço registrado em Marília, São Paulo. No local, Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo não ter conhecimento da participação do marido no negócio.

Relações familiares e questionamentos sobre imparcialidade

Embora Dias Toffoli nunca tenha integrado formalmente a sociedade do resort, ele é presença frequente no local. O envolvimento da família Toffoli com o Tayayá levanta questionamentos sobre a imparcialidade do ministro em processos que envolvem o Banco Master.

O pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi o único cotista dos fundos que investiram R$ 20 milhões no resort. Zettel controlava o fundo Leal, que, por sua vez, era cotista do fundo Arleen, responsável pelos pagamentos entre 2021 e 2025 e sócio das empresas do empreendimento. Registros da Junta Comercial do Paraná apontam que o fundo adquiriu metade da participação dos irmãos Toffoli na Tayayá e DGEP, equivalente a R$ 6,6 milhões.

Dias Toffoli é o relator do processo em que Vorcaro e outros executivos do Banco Master respondem por fraudes bilionárias. A liquidação da instituição foi determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado, depois de uma investigação da Polícia Federal sobre emissão de R$ 12 bilhões em títulos falsos durante a Operação Compliance Zero.

Investigações e outros empreendimentos ligados à família Toffoli

A Reag Investimentos, responsável pelos fundos utilizados por Zettel na aquisição de cotas do Tayayá, também está sob investigação. Toffoli assumiu a relatoria do caso depois de pedido da defesa de Vorcaro, que solicitou a transferência processual da primeira instância diretamente ao STF.

Além disso, José Eugênio e José Carlos, irmãos do ministro, participaram de outro empreendimento Tayayá em São Pedro, próximo ao Rio Paraná e à divisa com Mato Grosso do Sul, em parceria com o apresentador Carlos Alberto Massa, o Ratinho. Eles venderam sua participação de 18% em fevereiro do ano passado. O projeto prevê 240 apartamentos e 300 casas, algumas com mais de 300 metros quadrados.

Fachin defende código de conduta no STF, mas enfrenta resistência em ano eleitoral

Ministro afirma que tribunal precisa se ‘autolimitar’ para evitar intervenção externa

Luis Batistela

Entre os colegas que se opõem à iniciativa, alguns alegam que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional já estabelece os parâmetros éticos exigidos da função | Foto: Carlos Moura/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a Corte alcançou maturidade institucional suficiente para adotar um código de conduta próprio.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 26, pelo jornal O Estado de S. Paulo, o ministro argumentou que a proposta visa fortalecer a transparência do tribunal, inclusive no que se refere à atuação de parentes de magistrados que exercem a advocacia.

Segundo Fachin, a maioria dos colegas não rejeita o código, mas considera que este não é o momento adequado para o debate, em razão do calendário eleitoral. Para o ministro, no entanto, adiar indefinidamente o tema pode abrir espaço para interferência de outros Poderes.

“Ou nos autolimitamos, ou poderá haver limitação de um Poder externo”, afirmou.

Ele destacou que ainda conduz uma fase de consultas preliminares, com foco no diálogo, e reiterou sua posição favorável à regulamentação. Nesse sentido, ressaltou que o código representa uma evolução no processo institucional do STF. “A história do Supremo marcha nessa direção, como, aliás, marcham os tribunais constitucionais de outros países”.

Entre os colegas que se opõem à iniciativa, alguns alegam que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional já estabelece os parâmetros éticos exigidos da função. Fachin reconhece o mérito do argumento. No entanto, considera a proposta não apenas compatível com as normativas, mas necessária diante do atual grau de exposição da Corte.

“Das consultas que eu tenho feito, não há maioria entendendo da desnecessidade do código”, disse ao Estadão. “Há uma maioria entendendo que o momento deveria ser mais adiante. Mas estamos debatendo essa ideia.”

Histórico mostra recusa do STF a códigos de conduta

Em 2023, por exemplo, o STF derrubou, por 7 votos a 4, uma proposta relatada pelo próprio Fachin que impedia ministros de julgar ações envolvendo escritórios onde atuassem seus cônjuges ou parentes.

Na ocasião, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e André Mendonça votaram contra a regra. Apenas Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia apoiaram Fachin.

María Corina Machado comemora libertação de mais de 100 presos políticos

Depois de forte pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, a Venezuela liberou no domingo 26, pelo menos 104 pessoas que estavam detidas

Yasmin Alencar

María Corina Machado, líder da oposição da Venezuela e vencedora do Nobel da Paz | Foto: Reprodução/Redes sociais

María Corina Machado, líder de oposição da Venezuela, utilizou suas redes sociais para comemorar a libertação de mais de 100 presos políticos. “Nossos heróis retornam para casa e são recebidos com entusiasmo por seu povo!”, escreveu no X. “Eles conquistaram todo o respeito e amor que receberam por meio de imensos sacrifícios e admirável coragem.”

Em sua publicação, María Corina destacou o povo venezuelano como “generoso, resiliente e corajoso”

Em sua publicação, María Corina destacou o povo venezuelano como “generoso, resiliente e corajoso”. “[A Venezuela é] determinada a alcançar o que deseja: viver em liberdade e com nossos filhos em casa!”

Depois de forte pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, a Venezuela liberou no domingo 26, pelo menos 104 pessoas consideradas presos políticos, conforme informou a ONG Foro Penal. O anúncio foi feito por meio das redes sociais da organização, que anteriormente já havia registrado 80 solturas.

Enquanto autoridades do governo em Caracas afirmam que 626 presos foram liberados desde dezembro, o Foro Penal contesta esse número, indicando que o total corresponde a cerca da metade do divulgado oficialmente.

Mega-Sena não tem ganhador e prêmio acumula para R$ 92 milhões

O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para terça-feira (27). O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para terça-feira, 27

Por Leilane Teixeira
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas - Foto: Reprodução

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.964 da Mega-Sena, sorteado na noite deste sábado, 24, em São Paulo. Com isso, o prêmio principal acumulou e deve pagar R$ 92 milhões no próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 03 – 09 – 15 – 17 – 30 – 60.


Apesar de não haver vencedor na faixa principal, outras apostas foram premiadas:Na quina, 121 jogos acertaram cinco números e cada um vai receber R$ 22.818,11.Já a quadra teve 7.163 apostas ganhadoras, com prêmio individual de R$ 635,36.

O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para terça-feira, 27.

Como apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas de todo o país ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal, como o site e o aplicativo das Loterias.

Quem optar pelos bolões online tem um prazo um pouco maior, até 20h30, exclusivamente pela plataforma digital. O pagamento pode ser feito por PIX, cartão de crédito ou internet banking, para correntistas da Caixa. A participação é permitida apenas para maiores de 18 anos.

Chances de ganhar

As probabilidades variam conforme a quantidade de números escolhidos. No jogo simples, com seis dezenas, que custa R$ 6, a chance de levar o prêmio principal é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já a aposta máxima, com 20 números, que custa R$ 232.560, aumenta significativamente a chance de acerto, passando para 1 em 1.292, de acordo com a instituição.

GOLS DO FANTÁSTICO

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Manifestação em frente à sede do Master pede 'fora Dias Toffoli'

Ato contra o ministro do Supremo Tribunal Federal foi convocado pelo Movimento Brasil Livre

Anderson Scardoelli

Cartaz crítico a Toffoli em destaque na manifestação convocada pelo MBL e realizada na frente do Banco Master — São Paulo (SP), 22/1/2026 | Foto: Reprodução/Instagram/@mblivre

Centenas de pessoas se reúnem na Rua Elvira Ferraz, no bairro paulistano do Itaim Bibi, na noite desta quinta-feira, 22, para protestar contra o escândalo do Banco Master. Convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), o ato conta com críticas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Imagens divulgadas pelo MBL nas redes sociais mostram a exposição de cartaz com os dizeres “Toffoli, vergonha suprema”. Em legenda em postagem no Instagram, o movimento se posiciona favorável ao impeachment do magistrado: “Fora Dias Toffoli”, publicou.

Transmissão feita pelo YouTube mostra outras críticas. Há, por exemplo, cartazes que pedem a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Há quem lembre do “resort Toffoli”, em alusão ao hotel de luxo em Ribeirão Claro (PR) que teve formalmente como sócios parentes do ministro do STF e que, oficialmente, foi vendido para um advogado ligado à empresa JBS — e chegou a contar com participações de fundos relacionados ao cunhado de Vorcaro.

Coordenador nacional do MBL e pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos marca presença na manifestação desta noite. De acordo com ele, o protesto é uma forma de se fincar posição “contra o sistema”.

A relação do Master com Toffoli

A relação do Master com Toffoli também se dá no âmbito jurídico. O ministro é o relator no STF do processo referente ao escândalo protagonizado pela instituição financeira, que acabou liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.

Como relator, Toffoli impôs sigilo sobre a ação. Investigações apontam que o Master realizou durante anos operações ilícitas, o que provocou fraude superior a R$ 20 bilhões ao sistema financeiro do Brasil.

Dono do Master, Vorcaro chegou a ser preso, mas ficou atrás das grades por somente 12 dias. Ele foi solto em 29 de dezembro, a mando da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Desde então, o banqueiro cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.

O escândalo do Master é motivo de pedido de abertura de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional. Autor do requerimento, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou ter o apoio necessário para tirar o colegiado do papel.

Na cidade de São Paulo, onde fica a sede do Master (exatamente na Rua Elvira Ferraz), a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) protocolou, na semana passada, o pedido para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de se investigar o escândalo envolvendo o banco. Ela é integrante da coordenação do MBL e também marca presença no protesto nesta quinta-feira, com direito a exibir cartaz em que pede o impeachment de Toffoli.

Fachin sai em defesa de Toffoli e diz que o STF 'não se curva a ameaças ou intimidações'

Em nota, o presidente do Supremo Tribunal Federal nem menciona a possibilidade de tirar o ministro da relatoria do processo do Master

Anderson Scardoelli
Cristyan Costa

Edson Fachin e Dias Toffoli, durante sessão plenária do STF | Foto: Antonio Augusto/STF

Alvo de críticas por sua ligação com personagens relacionados ao Banco Master, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou apoio público do presidente da Corte, Edson Fachin. Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, 22, Fachin fez questão de elogiar o colega.

Sem citar diretamente o caso do Master, o presidente do STF afirmou que que Toffoli atua “na regular supervisão judicial”.

Também sem fazer menções a casos concretos, Fachin saiu em defesa do tribunal como um todo. De acordo com ele, a Corte “não se curva a ameaças ou intimidações”.

“Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito”, escreveu Fachin, mas sem sinalizar quem estaria atacando o tribunal. “O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel.”

Contexto da nota

Dias Toffoli foi alvo de manifestação realizada em São Paulo I Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A nota desta noite ocorre em meio a críticas a Toffoli, relator de processos do Master no STF. Na função, o ministro colocou as ações sob sigilo.

Investigações apontam que o Master realizou durante anos operações ilícitas, o que provocou fraude superior a R$ 20 bilhões ao sistema financeiro do Brasil. Comandada por Daniel Vorcaro, a instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.

A relação de Vorcaro e Toffoli se dá para além dos autos processuais. Um resort em Ribeirão Claro (PR) que teve familiares do ministro como sócios chegou a contar com investimentos de fundos ligados ao cunhado do banqueiro. Posteriormente, o estabelecimento foi formalmente vendido a um advogado com vínculos com a empresa JBS.

Na noite desta quinta-feira, protesto com críticas a Toffoli e ao Master reuniu centenas de pessoas na cidade de São Paulo. Já no Congresso Nacional, magistrado e banco são alvo de pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito.

Apesar das críticas, a Procuradoria-Geral da República arquivou pedido de impedimento de Toffoli no caso Master. A decisão do órgão em favor do ministro do STF se deu nesta quinta-feira.

A carta de Fachin em defesa de Toffoli
Em recesso, Edson Fachin reforça que, atualmente, a presidência do Supremo é de responsabilidade de Alexandre de Moraes | Foto: Victor Piemonte/STF

Leia, a seguir, a íntegra da nota em que Fachin defende publicamente o trabalho de Toffoli no STF.

“Nota da Presidência

Adversidades não suspendem o Direito. É precisamente nos momentos de tribulações que o império da legalidade, discernimento e serenidade demonstra sua razão de ser. É com os olhos voltados para esse dever que miro fatos presentes.

As situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes.

A Constituição da República atribui ao Banco Central do Brasil o dever jurídico de assegurar a estabilidade do sistema financeiro, a continuidade das operações bancárias essenciais, a proteção dos depositantes e a prevenção de riscos sistêmicos. Tais competências, de natureza técnica e indelegável, devem ser exercidas com plena autonomia e sem ingerências indevidas.

A atuação da Polícia Federal é igualmente indispensável, sobretudo na apuração de eventuais práticas criminosas de gestão temerária, fraude financeira, manipulação de informações, lavagem de dinheiro e outros ilícitos previstos na legislação penal e financeira.

Cabe à Procuradoria-Geral da República, no âmbito de suas atribuições constitucionais, promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações. O Ministério Público, como instituição permanente, exerce papel fundamental na tutela da ordem econômica e do regime jurídico de defesa dos consumidores

A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porem, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI.

No tocante ao Supremo Tribunal Federal, registro que o Tribunal Pleno se encontra atualmente em recesso. Nesse período, matérias urgentes são apreciadas pela Presidência ou pelo Relator, nos termos regimentais. Encontra-se regularmente no exercício da Presidência o Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente desta Corte. As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método.

É legítimo o exercício regular da jurisdição por parte dos membros do Tribunal no período do recesso, sem exceção. Eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais. Questões tais têm rito próprio e serão apreciadas pelo colegiado com a seriedade que merecem. A Presidência não antecipa juízos, mas tampouco se furta a conduzi-los.

É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça.

O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.

Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas.

Brasília, 22 de janeiro de 2026.

Luiz Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal”

Filipe Martins sofreu pressão para delatar, revela advogado

Em entrevista ao programa Arena Oeste, Jeffrey Chiquini destacou a situação enfrentada pelo ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República

Anderson Scardoelli
O advogado Jeffrey Chiquini, em registro durante a entrevista ao programa Arena Oeste | Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste

O advogado Jeffrey Chiquini revelou que Filipe Martins, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sofreu pressão para firmar acordo de delação premiada. A revelação ocorreu na edição desta quinta-feira, 22, do programa Arena Oeste.

“Quando ele [Martins] estava preso na solitária, chegou uma decisão do juiz relator para que ele abrisse mão dos sigilos, inclusive dos sigilos internacionais, e ele não abriu mão”, disse Chiquini, ao iniciar a resposta à pergunta feita pelo jornalista Thiago Vieira, produtor do Faroeste à Brasileira, se o cliente dele havia sofrido pressão para delatar.

Na visão de Chiquini, esse tipo de oferta, que ressalta ter sido rejeitada por Martins, indicaria pressão não só para tirar o ex-assessor da Presidência da solitária, mas para, eventualmente, firmar acordo de colaboração premiada.

O juiz relator do caso que envolve Filipe Martins no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Alexandre de Moraes. À frente da relatoria, o magistrado determinou a prisão do ex-assessor da Presidência em fevereiro de 2024, sob a justificativa de ele ter viajado para os Estados Unidos para escapar de eventuais decisões da Justiça brasileira. Martins, que comprovou não ter viajado para os EUA, deixou a prisão em agosto do mesmo ano.

O ex-assessor do governo Bolsonaro Filipe Martins e seu advogado Jeffrey Chiquini, durante julgamento na 1ª Turma do STF – 9/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Fora do cárcere, Martins teve de cumprir série de medidas cautelares, como, por exemplo, não usar as redes sociais. Entretanto, ele voltou a ser preso em 2 de janeiro deste ano, novamente a mando de Moraes, por, supostamente, ter acessado a sua conta no LinkedIn. A defesa dele mostrou, inclusive com relatório da Microsoft, que o último acesso ao perfil dele ocorreu em 2024.

Arena Oeste com Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins

Tendo Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins, como entrevistado, o Arena Oeste desta semana contou com quatro entrevistadores que integram o time da Revista Oeste: a colunista e apresentadora do De Leste a Oeste, Ana Paula Henkel; o comentarista do Oeste Sem Filtro e do Faroeste à Brasileira, André Marsiglia; o editor-chefe do site de Oeste, Edilson Salgueiro; e o já mencionado produtor Thiago Vieira. A apresentação, como de costume, ficou sob responsabilidade de Gustavo Segré.

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