sexta-feira, 13 de março de 2026
Diógenes Feitosa

Cristyan Costa


Lucas Cheiddi

Yasmin Alencar
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Isabela Jordão

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais
Sede da Procuradoria-Geral da República Brasileira, em Brasília, é o centro administrativo-institucional do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria Geral da República também é a sede da Procuradoria Geral Eleitoral | Foto: Wikimedia Commons

Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Loriane Comeli

Vorcaro está preso desde 4 de março; STF começa a julgar referendo de sua prisão nesta sexta-feira, 13 | Foto: Divulgação/SAP
Erich Mafra
O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Isabela Jordão


Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão: alvo de investigação | Foto: Divulgação/TJMA
Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/3/2026) | Foto: Luiz Silveira/STF
Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Fachada da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) | Foto: Reprodução/Internet
Sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário de 2026, no STF, em Brasília, DF (2/2/2026) | Foto: Gustavo Moreno/STF
Lucas Cheiddi

Yasmin Alencar
Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) | Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Erich Mafra
Erika Hilton (Psol-SP), parlamentar trans, durante sessão em comissão | Foto: Antonio Araújo/Câmara dos Deputados
















SBT nega ligação da filha de Silvio Santos para Erika Hilton
Segundo a emissora, foi Erika Hilton quem procurou diálogo com a presidente do canal
Diógenes Feitosa

O episódio ocorreu depois da repercussão de declarações feitas pelo apresentador Ratinho | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Depois das afirmações de Erika Hilton, parlamentar do Psol, sobre ter recebido uma ligação de Daniela Beyruti, presidente do SBT, nesta quinta-feira, 12, a emissora afirmou que a filha de Silvio Santos não fez o contato.
O episódio ocorreu depois da repercussão de declarações feitas pelo apresentador Ratinho, que criticou a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados.
Segundo o SBT, foi Erika Hilton quem buscou o diálogo com a presidente do canal. Erika confirmou essa versão em suas redes sociais depois do posicionamento público da emissora.
“Enviei uma carta e entrei em contato com a ‘Presidenta’ do SBT, Daniela Abravanel”, escreveu. “Ela me atendeu prontamente, conversamos e ela reforçou que as declarações do apresentador Ratinho não representam a opinião do SBT.”
Relação pessoal com o SBT
Erika Hilton também compartilhou sua relação pessoal com a emissora e destacou que “o SBT fez parte da história” de sua família.
“Era o canal que minha avó assistia”, disse. “Eu não perdia um episódio de A Usurpadora, gostava de Chaves e Chapolin.”
“Sempre gostei da televisão”, prosseguiu. “Por isso, espero que avancemos e farei tudo que estiver ao meu alcance para termos ambientes seguros para todas as mulheres em quaisquer espaços em que elas estejam.”
Abaixo-assinado pede a saída de Erika Hilton
Um abaixo-assinado divulgado nas redes sociais criticou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres.
As signatárias do documento expressam “discordância” com a decisão da Câmara e querem que o colegiado seja presidido por uma parlamentar com atuação “estritamente voltada à defesa das prerrogativas das mulheres com base na distinção de sexo”.
A reação de delegados da PF a recado de ministros do STF
Magistrados ventilaram, por meio da imprensa, descontentamento com a suposta 'concentração de poder' que a corporação teria
Cristyan Costa

Sede da PF, no Riod e Janeiro - 11/3/2026 | Foto: Érica Martins/Agência o Dia/Estadão Conteúdo
A Polícia Federal (PF) reagiu mal ao recado enviado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) através da imprensa.
No começo da semana, em meio aos escândalos do caso Master, juízes do STF sugeriram que vão interferir na PF.
Um dos argumentos ventilados por uma ala da Corte é que a corporação “acumula muito poder”.
A Oeste, em caráter reservado, delegados da PF disseram ter recebido a mensagem “com preocupação”.
“Se o STF e o Congresso Nacional se unem para mudar qualquer coisa na polícia, eles mudam, infelizmente, e a sociedade é quem perde”, observou uma fonte.
Conforme outro agente ouvido pela coluna, comentários dessa natureza costumam ser interpretados como uma tentativa de “interferir em inquéritos sensíveis”. “Busca-se esconder algo?”, interpelou.
STF critica PF

O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master| Foto: Reprodução/Instagram/Martha Graeff
Desde a entrada de Dias Toffoli na relatoria dos processos do caso Master, e as ligações dele com o ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, o clime entre a PF e o STF fechou.
Isso porque, durante as investigações, se descobriram menções a Toffoli no celular de Vorcaro. Por isso, a PF chegou a pedir a suspeição do magistrado.
Em mensagens, de acordo com investigadores a par do assunto, há também diálogos entre Alexandre de Moraes e o empresário.
No dia de sua prisão, Vorcaro teria enviado a Moraes: “Conseguiu bloquear?”.
EUA anunciam nova investigação comercial contra o Brasil e outros países
Iniciativa pretende apurar se os entes têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado em seus territórios
Lucas Cheiddi

Bandeira dos Estados Unidos da América (EUA) | Foto: Livid Rhino/Pixabay
Uma nova iniciativa dos Estados Unidos (EUA) lançada nesta quinta-feira, 12, pretende apurar se a União Europeia e outros 59 países, incluindo o Brasil, têm permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. O procedimento tem o objetivo de identificar práticas que possam gerar concorrência desleal contra empresas norte-americanas.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) explicou que a investigação se apoia na Seção 301 do Trade Act de 1974. A legislação é utilizada para combater ações consideradas desleais e prejudiciais ao comércio do país.
Segundo a norma, o órgão norte-americano pode abrir investigações e agir diante de políticas estrangeiras vistas como discriminatórias, injustificáveis ou irracionais.
Críticas à atuação internacional e próximos passos da investigação
O representante comercial Jamieson Greer afirmou, em comunicado, que “os governos falharam em impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em seus mercados”.
“Por muito tempo, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado”, disse Greer.
Depois do anúncio da abertura da apuração, o governo norte-americano vai realizar consultas diretas com os países investigados, além de marcar audiências públicas para o próximo mês.
Entre os mercados sob análise estão, além do Brasil, Argentina, China, Índia, México, Rússia, Reino Unido e África do Sul, membros da União Europeia e outros países de diferentes continentes.
Veja a lista completa de países na mira dos EUA
União Europeia (bloco econômico e político);
Argélia;
Angola;
Argentina;
Austrália;
Bahamas;
Bahrein;
Bangladesh;
Brasil;
Camboja;
Canadá;
Chile;
China;
Colômbia;
Costa Rica;
República Dominicana;
Equador;
Egito;
El Salvador;
Guatemala;
Guiana;
Honduras;
Hong Kong;
Índia;
Indonésia;
Iraque;
Israel;
Japão;
Jordânia;
Cazaquistão;
Kuwait;
Líbia;
Malásia;
México;
Marrocos;
Nova Zelândia;
Nicarágua;
Nigéria;
Noruega;
Omã;
Paquistão;
Peru;
Filipinas;
Catar;
Rússia;
Arábia Saudita;
Singapura;
África do Sul;
Coreia do Sul;
Sri Lanka;
Suíça;
Taiwan;
Tailândia;
Trinidad e Tobago;
Turquia;
Emirados Árabes Unidos;
Reino Unido;
Uruguai;
Venezuela;
Vietnã.
Bolsonaro pede ao STF que Rogério Marinho possa visitá-lo regularmente
O pedido tem o objetivo de evitar que seja necessário apresentar uma nova solicitação para cada visita do senador
Yasmin Alencar
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilO senador Rogério Marinho (PL-RN) pode passar a realizar visitas regulares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A solicitação foi apresentada nesta quinta-feira, 12, pela equipe jurídica de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e obtida por Oeste.
A defesa destacou que a autorização não modifica as condições já vigentes para visitas, que ocorrem sempre às quartas-feiras, das 8h às 10h. O pedido tem o objetivo de evitar que seja necessário apresentar uma nova solicitação para cada visita de Marinho, que coordena a campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Justificativa do pedido e contexto jurídico
Segundo os advogados, “a medida visa apenas a permitir a realização de encontros periódicos dentro das condições já estabelecidas, evitando-se a necessidade de sucessivos requerimentos específicos para cada ocasião”, afirma a petição apresentada, conforme registrado pela reportagem.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022, com o objetivo de permanecer na Presidência. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se registrou como advogado para atuar na defesa do pai, como estratégica de conseguir visitá-lo com o intuito de facilitar as articulações.
PF abre 25 inquéritos sobre uso de verbas do MEC no governo Lula
Apuração envolve empresário ex-sócio de Lulinha e ex-mulher de outro filho do presidente
Isabela Jordão

As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de tráfico de influência, fraude em licitação e outros crimes | Foto: Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) decidiu dividir em 25 inquéritos uma investigação que apura suspeitas de irregularidades no uso de recursos do Ministério da Educação (MEC). Entre os investigados estão um empresário que já foi sócio de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-mulher de outro filho do petista.
As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de crimes como tráfico de influência, fraude em licitação, superfaturamento e corrupção ativa e passiva. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Entre os investigados ligados à família do presidente estão o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociaisA quarta fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira, 12, com foco em suspeitas de fraudes em licitações no município de Sumaré, no interior de São Paulo. Nessa etapa, foi decretada a prisão preventiva de um ex-secretário municipal de Educação, além da realização de buscas e apreensões.
Segundo os investigadores, a divisão do caso em 25 inquéritos busca dar maior foco às diferentes frentes de apuração. Kalil Bittar e Carla Ariane já haviam sido alvo de buscas em novembro do ano passado, em uma das fases da operação. As defesas de ambos negam irregularidades.
O Ministério Público Federal (MPF) já apresentou a primeira denúncia relacionada ao caso, que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa que envolvem empresários que mantinham contratos com a Prefeitura de Sumaré. Kalil e Carla, contudo, não foram denunciados nessa ação.
De acordo com o MPF, os novos inquéritos instaurados pela PF “provavelmente embasarão o ajuizamento de novas denúncias”, embora o órgão afirme que não pode antecipar detalhes das investigações em curso.
Sede da Procuradoria-Geral da República Brasileira, em Brasília, é o centro administrativo-institucional do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria Geral da República também é a sede da Procuradoria Geral Eleitoral | Foto: Wikimedia CommonsEx-sócio de Lulinha é irmão de dono do sítio de Atibaia
Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio em Atibaia, no interior paulista, imóvel que levou Lula a ser condenado em um dos processos da Operação Lava Jato. Na ocasião, Bittar e Lulinha também chegaram a ser investigados.
Nas últimas semanas, transferências feitas por Lulinha a Bittar vieram a público depois da quebra de sigilo bancário do filho do presidente pela CPMI do INSS. A defesa de Lulinha afirma que os valores se referem à compra das cotas que Bittar possuía na empresa G4 Entretenimento e Tecnologia, da qual o filho de Lula já não é mais sócio.
Na investigação da Coffee Break, PF e MPF apontam suspeitas sobre pagamentos recebidos por Bittar da Life Tecnologia Educacional, empresa que, segundo os investigadores, estaria envolvida em um esquema de desvios e superfaturamento em prefeituras do interior paulista.

Frequentado por Lula, sítio de Atibaia tornou-se o emblema das investigações que apontaram reformas milionárias pagas por empreiteiras | Foto: Reprodução
De acordo com os investigadores, Bittar teria atuado na prospecção de negócios do dono da empresa e teria tido papel relevante no crescimento da companhia junto de autoridades públicas. Além de transferências financeiras, o inquérito menciona que ele teria utilizado uma BMW registrada em nome do proprietário da empresa.
O advogado de Bittar, Roberto Bertholdo, nega qualquer irregularidade. Segundo ele, a relação entre seu cliente e o dono da Life limitou-se à prestação de consultoria técnica para o desenvolvimento de aplicativos na área de tecnologia da informação.
“O senhor Kalil atuou apenas em atividades profissionais e absolutamente legais”, afirmou o advogado, acrescentando que os valores recebidos foram pagamento pelos serviços prestados.
Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista OesteNo caso de Carla Ariane Trindade, os investigadores suspeitam que ela tenha atuado como lobista e praticado tráfico de influência em favor da Life. Nas apurações, ela aparece como intermediadora política e “viabilizadora de acordos” para a liberação de verbas federais.
Apesar das suspeitas, Carla não foi impedida de ocupar um cargo em uma prefeitura do interior paulista nem de manter contato com agentes públicos. O MPF avaliou que não havia indícios de que ela tenha usado o cargo para cometer irregularidades, diferentemente de outros investigados.
A defesa de Carla também nega qualquer ilegalidade e afirma que não há fundamentos para medidas contra ela. Segundo os advogados, o próprio Ministério Público reconheceu que ela não participou das licitações investigadas. Ainda assim, nas apurações da PF, Carla é descrita como uma “pessoa com alegada influência no governo federal”.
CPMI do INSS usa sala-cofre para armazenar dados do celular de Vorcaro
Documentos sigilosos ficam em espaço com monitoramento 24 horas no Senado
Loriane Comeli

Integrantes da CPMI do INSS se dirigem a sala-cofre que armazena documentos sigilosos - 12/03/2026 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), determinou que os documentos extraídos pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e entregues à comissão sejam armazenados em uma sala-cofre. Na tarde desta quinta-feira, 12, parlamentares receberam um comunicado com instruções para o uso do espaço, que tem monitoramento 24 horas.
Apenas deputados e senadores que integram o colegiado e um assessor de cada um deles terão acesso ao local. A partir desta sexta-feira, 13, os arquivos digitalizados poderão ser acessados por meio de sete computadores, das 9h às 21h.
O espaço no Senado também funcionará aos sábados, mas em horário reduzido, das 9h às 17h. Assim, assessores indicados pelos parlamentares poderão acessar o local aos finais de semana, enquanto seus chefes retornam a seus redutos eleitorais. Eles podem entrar sem acompanhamento, desde que sigam as normas de segurança.
Foi instalado um pórtico de detecção de metais para garantir que as pessoas não entrem com celulares nem com outros dispositivos eletrônicos com os quais os documentos possam ser fotografados.
“A entrada é permitida somente com papel e caneta. Dispositivos que forem levados, como celulares, serão colocados em envelope lacrado e retirados ao término do acesso à sala”, informa o comunicado de Viana.
Vorcaro está preso desde 4 de março; STF começa a julgar referendo de sua prisão nesta sexta-feira, 13 | Foto: Divulgação/SAPO presidente da CPMI ressalta ainda que todos devem seguir as normas, para evitar vazamentos de informações. “Todos devem passar por detector de metais, inclusive os parlamentares, sem exceção.”
Sala-cofre já foi usada antes por CPIs
A sala-cofre ainda não havia sido utilizada pela CPMI do INSS, que tem o término dos trabalhos previsto para o próximo dia 28. O espaço foi acionado em outras comissões, como a que investigou denúncias acerca da pandemia da covid-19 e a do 8 de janeiro. A sala guarda o conteúdo coletado por diversas comissões parlamentares de inquérito.
“A vigilância, a Secretaria de Polícia Legislativa e a Coordenação das CPIs estão orientadas e autorizadas a fazer cumprir esta norma, impedindo que parlamentares que se recusarem a passar pelo detector de metais ingressem na sala”, diz Viana no comunicado.
Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo
Bolsonaro é levado para hospital com quadro de 'calafrios' e vômito
O senador Flávio Bolsonaro divulgou a informação e pediu orações
Erich Mafra
O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência SenadoO ex-presidente Jair Bolsonaro precisou deixar o Complexo da Papuda, em Brasília, nesta sexta-feira, 13, para receber atendimento médico hospitalar. Ele foi encaminhando ao pronto-socorro do DF Star. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comunicou o deslocamento por meio de suas redes sociais, relatando que o pai acordou com fortes calafrios e episódios frequentes de vômito. O parlamentar solicitou orações aos apoiadores e manifestou preocupação com a gravidade dos sintomas.
Em entrevista à CNN, um dos médicos do ex-presidente confirmou que ele teve febre e apresentou queda de oxigênio. Bolsonaro passará por exames para verificar a possibilidade de uma infecção respiratória.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro também se pronunciou sobre a emergência médica. Ele afirma que seu pai “está sendo tratado pior que os criminosos mais corruptos do Brasil”. Além disso, também pediu orações e sinalizou para que os apoiadores de Bolsonaro “não desistam de lutar por nossa liberdade”.
Estado de saúde de Bolsonaro
O histórico clínico de Bolsonaro acumula fragilidades desde o atentado à faca sofrido em Juiz de Fora, durante a campanha eleitoral de 2018. O ferimento abdominal original resultou em múltiplas obstruções intestinais e aderências que, ao longo dos últimos anos, exigiram sucessivas internações e intervenções de emergência. A família do ex-presidente monitora a evolução do quadro atual para verificar se há relação direta com as sequelas do ataque.
Recentemente, em dezembro de 2025, Bolsonaro submeteu-se à sua oitava cirurgia em decorrência do ferimento abdominal. O procedimento visou a correção de duas hérnias e a tentativa de estancar crises crônicas de soluço que prejudicavam sua capacidade respiratória e alimentar. Segundo interlocutores próximos, essas crises afetavam severamente o estado geral de saúde e o humor do ex-mandatário, tornando-se um complicador constante em seu quadro clínico.
Preso desde 15 de janeiro, condenado por suposta tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena em Brasília sob vigilância constante. O novo episódio de mal-estar agrava o debate sobre as condições de saúde do ex-presidente dentro do sistema penitenciário. Até o momento, a equipe médica responsável pelo atendimento hospitalar não divulgou boletim oficial detalhando se os sintomas indicam uma nova obstrução intestinal ou outra patologia aguda.
Jornalista que fez reportagem sobre Dino relata intimidação da PF
Alexandre de Moraes autorizou busca contra Luís Pablo Conceição Almeida, que escreveu sobre o uso de veículos oficial por familiares do ministro
Isabela Jordão

Reportagens do jornalista investigavam o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão | Foto: Luiz Silveira/STF
O jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida afirmou, nesta quinta-feira, 12, ter se sentido intimidado e com suas prerrogativas profissionais violadas ao ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). De acordo com a PF, o jornalista teria publicado reportagens com informações que, em tese, poderiam caracterizar o crime de stalking.
Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, agentes da PF cumpriram, na última terça-feira, 10, um mandado de busca e apreensão contra o jornalista. A medida integra uma investigação que apura um suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino.
O processo tramita sob segredo de Justiça. Em entrevista ao portal SBT News, Conceição Almeida relatou ter sido surpreendido pela operação nas primeiras horas da manhã. Os mandados foram executados na casa do jornalista, responsável pelo Blog do Luís Pablo. Durante a ação, foram apreendidos celulares, um computador e um HD externo.

Alexandre de Moraes autorizou busca da PF contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida | Foto: Reprodução/SBT News
“Às 6 horas da manhã da terça-feira fui surpreendido por agentes federais na minha casa”, afirmou. “Fizeram busca e apreensão por determinação do ministro Alexandre de Moraes por causa de duas publicações que fiz sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça por familiares do ministro Flávio Dino.”
Na decisão, que também está sob sigilo e foi obtida pelo SBT News, Moraes afirma que a PF identificou indícios de que o jornalista seria suspeito de perseguição e teria utilizado “algum mecanismo estatal para a identificação e caracterização dos veículos empregados”, o que teria provocado a exposição indevida de informações relacionadas à segurança de autoridades.
As reportagens, diz o jornalista, investigavam o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. O tribunal dispõe de quatro veículos blindados destinados a autoridades, incluindo um para missões oficiais. De acordo com ele, um desses carros estaria à disposição de Dino e vinha sendo utilizado de forma privada por sua mulher.
Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão: alvo de investigação | Foto: Divulgação/TJMAConceição Almeida afirmou ainda que sua reportagem revelou um documento segundo o qual o STF teria solicitado apenas apoio policial ao ministro quando ele estivesse no Maranhão, e não a cessão de um veículo. Depois da publicação, segundo o jornalista, o tribunal teria formalizado um pedido para manter o uso do carro.
Ele afirma que a reportagem teve origem em uma denúncia recebida pela redação. O jornalista disse que investigou a informação e procurou tanto o STF quanto o Tribunal de Justiça do Maranhão em busca de posicionamento, mas não obteve resposta antes da publicação.
“Recebi a denúncia, apurei, confirmei a veracidade e publiquei”, declarou. “Estão me acusando de perseguição como se eu estivesse monitorando o ministro e sua família. Jamais fiz isso. Apenas exerci jornalismo investigativo.”
Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/3/2026) | Foto: Luiz Silveira/STFApuração e origem das informações sobre Flávio Dino
Luís Pablo Conceição Almeida disse que recebeu um vídeo em que a mulher de Dino aparece dentro do veículo oficial acompanhada do filho do casal. Por envolver uma criança, ele afirma que decidiu não divulgar o conteúdo integral.
“Eu apenas congelei uma imagem mostrando o carro saindo do local”, relatou. “Fiz a checagem da placa e segui com a apuração jornalística com minhas fontes.”
O jornalista também declarou acreditar que a operação teve como objetivo identificar a fonte da denúncia. Ele relatou ainda prejuízos profissionais em decorrência da apreensão de seus equipamentos.
“Levaram minhas ferramentas de trabalho. Meu blog é atualizado diariamente e estou há dois dias sem escrever porque levaram meu computador e meu celular”, afirmou.
Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista OesteRepercussão entre entidades
A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, por meio da Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa, manifestou preocupação com a operação e destacou a importância de garantir as proteções constitucionais à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte.
Segundo a entidade, medidas de busca e apreensão contra profissionais de comunicação devem ser adotadas com cautela e dentro de limites rigorosos, de modo a preservar o livre exercício da atividade jornalística.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo também criticou a decisão. Em nota, a entidade afirmou que a medida “coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros”, além de poder estabelecer um precedente preocupante para o exercício da profissão.
Fachada da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) | Foto: Reprodução/InternetPara a associação, ações invasivas contra jornalistas precisam ser excepcionais e devidamente justificadas, sobretudo quando envolvem a apreensão de equipamentos que podem comprometer o sigilo da fonte.
Posicionamento do STF
Em nota ao SBT News, o Supremo Tribunal Federal informou que a segurança institucional de Flávio Dino foi alertada em 2025 sobre um suposto monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís.
Segundo o tribunal, houve divulgação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de integrantes da equipe de segurança, além de outros dados considerados sensíveis.
Sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário de 2026, no STF, em Brasília, DF (2/2/2026) | Foto: Gustavo Moreno/STFDe acordo com o STF, o material foi encaminhado à PF e à Procuradoria-Geral da República, o que levou à abertura do procedimento investigativo.
O tribunal acrescentou que a investigação busca esclarecer possíveis monitoramentos ilegais e ressaltou que o caso não tem relação com crimes contra a honra, com a liberdade de expressão ou com o chamado inquérito das fake news.
O STF também informou que o uso de veículos de segurança segue regras estabelecidas pela Lei nº 12.694/2012, pela Resolução nº 721 do STF e pela Resolução nº 435 do Conselho Nacional de Justiça, que tratam da cooperação entre órgãos de segurança institucional do Judiciário.
Cunhado de Vorcaro, Zettel aplicou R$ 26 mi em fundo ligado a Toffoli, diz Coaf
Em 2022, ex-pastor colocou o montante no fundo Leal, que controla o Arleen, sócio de familiares do ministro no Tayayá Resort, aponta o órgão
Lucas Cheiddi

À esquerda, ministro do STF Dias Toffoli; à direita, ex-pastor e empresário Fabiano Zettel | Fotos: Reprodução/Internet/STF
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detalhou operações financeiras de R$ 26 milhões feitas por Fabiano Zettel, cunhado e operador do banqueiro Daniel Vorcaro, em um fundo ligado a resort associado ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No segundo semestre de 2022, Zettel aplicou o montante no fundo Leal. Este é o que controla o Arleen, sócio de familiares de Toffoli no Tayayá Resort, em Rio Claro (PR).
O jornal Folha de S.Paulo revelou em janeiro que o fundo Arleen, parte de uma rede de fraudes do Banco Master, tinha participação no empreendimento com dois irmãos de Toffoli. Na época, o ministro atuava como relator do inquérito sobre possíveis crimes no Master, durante o qual tomou decisões que causaram estranheza a servidores das investigações.
Saída de Toffoli da relatoria e novas suspeitas
Toffoli não tinha divulgado sua participação na empresa responsável pelo resort e, depois das revelações, deixou a relatoria, que passou para o ministro André Mendonça. A pressão aumentou depois que um relatório da PF trouxe mensagens entre Vorcaro e Zettel sobre pagamentos à Maridt, empresa da qual o ministro é sócio.
A Maridt foi criada em 2020 e, em setembro de 2021, ingressou na sociedade do Tayayá Resort. O fundo de Zettel tornou-se sócio do empreendimento no ano seguinte.
O relatório do Coaf mostra que Zettel movimentou R$ 99,4 milhões no período. Do total, R$ 50 milhões em créditos e R$ 49,4 milhões em débitos, sendo 53% desses aportados no Leal.
“As movimentações em conta estão incompatíveis com a capacidade financeira declarada”, afirma o Coaf, que calcula a renda mensal de Zettel em R$ 66,6 mil. A defesa de Zettel não comentou o caso. O operador é casado com Natália Vorcaro e já foi pastor da Igreja Batista da Lagoinha.
O Coaf identificou ainda que ele pagou boletos em nome da mulher, com Vorcaro como beneficiário final, sem justificativa aparente. “A conta [do ex-pastor] aparentemente está sendo utilizada para o trânsito de recursos de terceiros”, afirmou o órgão. O ministro André Mendonça já havia indicado essa suspeita ao determinar a prisão de Zettel na semana passada.
Mensagens interceptadas pela PF mostram que Zettel administrava pagamentos para o banqueiro, indício que o Coaf também citou. O órgão também registrou depósitos altos via cheque, transferências entre contas de mesma titularidade e pagamentos atípicos para pessoa física, de modo a dificultar o rastreio da origem e o destino dos valores.
Respostas de Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Mendonça sobre valores recebidos por palestras
Pesquisa do Datafolha mostra que 76% dos brasileiros rejeitam o pagamento de cachês a ministros do STF por participação em eventos
Yasmin Alencar
Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) | Foto: Nelson Jr./SCO/STFUm levantamento do Datafolha divulgado na quinta-feira 12, revela que a maioria dos brasileiros é contrária ao pagamento de cachês a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por palestras em eventos promovidos por empresas ou entidades privadas. Segundo o instituto, 76% dos entrevistados rejeitam tal prática, enquanto apenas 21% se mostram favoráveis.
Edson Fachin, desde que assumiu a presidência do Supremo em setembro do ano passado, adotou como meta a criação de um Código de Ética, buscando recuperar a imagem do Judiciário depois de sucessivos desgastes. “Juízes educam também por seus exemplos”, afirmou Fachin ao assumir o cargo.
Tramitação do Código de Ética e polêmicas recentes
No mês passado, Cármen Lúcia foi escolhida pelo presidente da Corte para relatar a proposta do novo Código de Ética, ainda sem data para ser analisada. Fachin e Cármen Lúcia são conhecidos por ministrar palestras em universidades e eventos da magistratura, mas ambos negam receber qualquer tipo de remuneração nesses compromissos.
O debate sobre o Código de Ética ganhou força depois das investigações envolvendo o Banco Master, que expuseram o Supremo e colocaram Dias Toffoli no centro da polêmica, resultando em seu afastamento do caso depois de conflitos com a Polícia Federal.
Em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação feito pelo jornal O Globo, Fachin comunicou que “jamais cobrou cachê pela participação em quaisquer eventos aos quais compareceu ao longo de 2025 ou em anos anteriores”. O gabinete de Fachin destacou que, em eventos de empresas privadas, sua presença depende de compromisso institucional na localidade do evento.
O gabinete também esclareceu que, havendo agenda institucional na cidade, o ministro pode aceitar convites para eventos adicionais, desde que não haja conflito ético ou de horário e que estejam relacionados às funções da Presidência ou à atividade docente, sem mencionar casos específicos.
Respostas dos ministros e práticas de transparência
Cármen Lúcia respondeu que “não há o recebimento de nenhum tipo de pagamento ou cachê para sua participação em eventos e palestras promovidos por órgãos e entidades públicos e privados”.
Os ministros Fachin, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin Martins são os únicos do STF que publicam diariamente suas agendas no site da Corte. Zanin, por sua vez, informou que em 2025 participou somente de eventos institucionais ligados à Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual é diretor, e que não esteve em eventos patrocinados.
A principal resistência ao Código de Ética proposto por Fachin refere-se à obrigatoriedade de divulgar valores recebidos em palestras, seminários e fóruns jurídicos, tanto no Brasil quanto no exterior.
No mês passado, o jornal O Globo mostrou que Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, críticos do novo Código, não informaram os valores recebidos por palestras em 2025. O gabinete de Gilmar Mendes declarou apenas que “em razão da segurança pessoal e institucional não divulgamos a agenda do ministro”.
Depois de um recurso de O Globo via LAI, Gilmar Mendes enviou nova resposta dizendo que “observa todas as normas éticas da magistratura e não recebe quaisquer benefícios ou vantagens que possam comprometer sua independência funcional” ao tratar de remuneração por palestras.
Já o gabinete de Toffoli afirmou que “os dados referentes a palestras estão disponíveis e podem ser consultados no site do STF”, embora o ministro não costume divulgar sua agenda de compromissos publicamente.
Eventos, resistência e exemplos internacionais
A transparência sobre agendas e pagamentos de cachês ainda é uma questão sensível no Supremo, onde a maioria dos ministros não costuma divulgar compromissos nem detalhar quem recebe em seus gabinetes, além de evitar esclarecer despesas de viagens e hospedagem em eventos.
Todos os anos, o IDP, ligado a Gilmar Mendes, realiza o evento “Gilmarpalooza” em Lisboa, reunindo empresários, políticos e ministros em debates oficiais e encontros paralelos marcados por jantares e atividades restritas, longe do escrutínio público.
Na edição de 2024 do evento, Alexandre de Moraes afirmou que “não há a mínima necessidade” de um Código de Ética, pois, segundo ele, “os ministros do Supremo já se pautam pela conduta ética que a Constituição determina”.
Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Flávio Dino ainda não responderam aos questionamentos feitos pela Lei de Acesso à Informação.
Justiça derrota Erika Hilton em processo contra estudante por 'transfobia'
Defesa de Isadora Borges sustenta que o Estado não pode criminalizar a liberdade de pensamento
Erich Mafra
Erika Hilton (Psol-SP), parlamentar trans, durante sessão em comissão | Foto: Antonio Araújo/Câmara dos DeputadosA deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) sofreu uma derrota definitiva na Justiça Federal nesta quinta-feira, 12. A parlamentar atuava como assistente de acusação em um processo criminal movido contra a estudante de veterinária Isadora Borges, denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de transfobia. Segundo o portal Metrópoles, a 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) acolheu um pedido de habeas corpus da defesa e determinou o trancamento da ação penal, entendendo que as opiniões expressas pela jovem não justificam uma persecução criminal.
O caso teve origem em publicações feitas por Isadora no antigo Twitter (atual X) em 2020. Na ocasião, a estudante postou que “mulheres trans não são mulheres” e argumentou que pessoas transgênero mantêm o DNA de nascimento independentemente de procedimentos cirúrgicos ou hormonais. Embora Isadora não tenha mencionado Erika Hilton em suas postagens, a deputada ingressou no caso para reforçar a tese de crime inafiançável, equiparado ao racismo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Liberdade de expressão vs. criminalização
A decisão do TRF-5 reverteu o status de ré de Isadora Borges, que havia sido estabelecido em abril de 2025 pela Justiça da Paraíba. O relator do processo, desembargador Rogério Fialho, mudou seu entendimento inicial e concluiu que as mensagens não incitaram discriminação nem ódio, limitando-se à exposição de um pensamento individual. O advogado criminalista Igor Alves, que defende a estudante, reforçou que postagens dessa natureza não podem fundamentar processos penais, sob o risco de transformar o Poder Judiciário em instrumento de censura ideológica.
O trancamento do processo representa um revés na estratégia jurídica de Erika Hilton, que busca criminalizar discursos críticos à identidade de gênero nas redes sociais. Com o veredito unânime dos três desembargadores da turma, o processo caminha para o arquivamento na primeira instância.
Ao portal, Isadora manifestou alívio com o desfecho, classificando o período como um dos momentos mais estressantes de sua vida. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte do MPF, mas a jurisprudência fixada pelo TRF-5 fortalece a proteção à liberdade de expressão em casos semelhantes.
Carros com mais de 10 anos podem ficar isentos de IPVA; entenda
Os impostos de veículos antigos podem ser zerados em breve
Por Franciely Gomes

O IPVA é um imposto de competência estadual - Foto: Ilustrativa | Freepik
Donos de veículos com mais de 10 anos podem ficar isentos de pagar o IPVA nos próximos anos. De acordo com o Projeto de Lei 6466/25, famílias de baixa renda terão o valor do imposto zerado com a medida.
Avançando na Câmara dos Deputados, o PL propõe a criação do Programa Nacional de Incentivo à Isenção de IPVA para Veículos Antigos de Uso Popular (Pró-IPVA 10+), que facilita a legalização de modelos mais rodados.
A medida também oferece uma compensação financeira aos governos locais que aderirem o programa de forma voluntária, já que o IPVA é um imposto de competência estadual. Eles receberão repasses federais proporcionais ao valor da renúncia fiscal.
Entretanto, vale ressaltar que o Projeto de Lei não implica na decisão já existente de isenção para automóveis que possuem mais de 20 anos de fabricação. A nova legislação é aplicada apenas na faixa de veículos entre 10 e 19 anos.
Como garantir o direito ao benefício?
Terão direito ao benefício os proprietários que possuírem cadastro ativo no CadÚnico do Governo Federal. As secretarias de fazenda também devem realizar uma revisão anual e automatizada da elegibilidade dos respectivos donos dos veículos.
A propriedade deve estar registrada no nome de uma pessoa física e o limite é de apenas um automóvel por família, sofrendo alteração na quantidade de veículos apenas em casos de pessoas com deficiência (PCD), que possuem um regulamento próprio, com regras específicas detalhadas.
Aprovação da medida
O texto segue em fase de análise nas seções competentes. Caso seja aprovado nas comissões e no plenário, o PL seguirá para votação no Senado e em seguida para a sanção presidencial. Depois da liberação, o prazo de regulamentação será de 180 dias.
Ronaldinho Gaúcho ganha série na Netflix com Messi e Neymar
O esporte mais famoso do Brasil ganhou espaço nas telinhas
Por Franciely Gomes

Ronaldinho Gaúcho é um dos homenageados pela Netflix - Foto: Divulgação | Netflix
O futebol brasileiro ganhou espaço nas telinhas da Netflix. A plataforma de streaming anunciou o lançamento de três documentários, que revisitam histórias marcantes e materiais inéditos do esporte mais amado do Brasil, com grandes nomes como Ronaldinho Gaúcho e Cafu.
A primeira atração é a minissérie que conta detalhes da trajetória de Ronaldinho Gaúcho. Com previsão de estreia para 16 de abril, o programa conta com depoimentos de figuras importantes do futebol, como Lionel Messi, Neymar Jr. e Roberto Carlos.
Mulher é salva de tentativa de abuso sexual por estudantes
A vítima foi abordada pelo abusador no caminho de volta para casa
Por Franciely Gomes

A ação foi registrada por uma câmera de segurança - Foto: Divulgação | Polícia Militar
Uma mulher foi salva por um grupo de estudantes na última segunda-feira, 10. A jovem, de 18 anos, sofreu uma tentativa de abuso sexual na Vila Nova Curuçá, zona leste da grande São Paulo.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar (PM), a vítima estava caminhando sozinha na rua, quando foi abordada pelo suspeito e teve seu braço puxando, gritando por socorro logo seguida.
Os oficiais também alegaram que a menina foi salva por um grupo de cinco estudantes, que estavam voltando do colégio quando viram a situação e conseguiram intervir, colocando o abusador para correr.
Apesar da tentativa de fuga, o homem foi encontrado pelos policiais e foi autuado em flagrante por tentativa de estupro. Ele foi conduzido ao 50° Distrito Policial (DP), no Itaim Paulista, após ser reconhecido pela vítima.
Acelen anuncia aumento de 20% de combustível na Bahia; veja valores
Reflexo dos sucessivos aumentos na refinaria já é visível nas bombas dos postos de combustíveis
Por Jair Mendonça Jr

Reflexo dos sucessivos é visível nas bombas dos postos de combustíveis em Salvador - Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE
A Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, oficializou nesta quinta-feira, 12, um novo aumento nos preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras na Bahia.
O reajuste, que chega a 20% no caso do diesel, reflete a instabilidade do mercado internacional de petróleo por causa de conflitos bélicos no Oriente Médio e impacta diretamente os custos de transporte e o bolso do consumidor baiano.
Ao Portal A TARDE, a Acelen detalhou a atualização da tabela de preços praticada na refinaria localizada em São Francisco do Conde.O diesel S500 teve a maior elevação percentual, passando de R$ 4,08 para R$ 4,89 por litro, uma alta de 20%.
O diesel S10 subiu de R$ 4,18 para R$ 4,99, registrando aumento de 19,5%.
Já a gasolina passou de R$ 3,05 para R$ 3,27 por litro, o que representa um acréscimo de 7,4%.
O que motiva os aumentos?
A Acelen justifica que a política de preços é baseada em critérios técnicos e variáveis de mercado. Entre os fatores citados estão o custo do petróleo, adquirido a preços internacionais, as oscilações do câmbio e os custos logísticos de frete.
A Acelen afirma que segue práticas internacionais de mercado, com valores que podem variar conforme o cenário econômico global.
Impacto imediato nos postos de Salvador
O reflexo dos sucessivos aumentos na refinaria — este é o terceiro reajuste em menos de dez dias — já é visível nas bombas dos postos de combustíveis em Salvador.
Levantamento realizado pelo Portal A TARDE identificou variações expressivas de preços em diferentes pontos da capital baiana durante esta semana, mesmo antes do reajuste divulgado pela Acelen nesta quinta-feira.
Na avenida Pinto de Aguiar, a gasolina comum chegou a ser comercializada por R$ 7,49. Em outras vias de grande fluxo, como a avenida Juracy Magalhães Júnior, o combustível saltou para R$ 7,13, um aumento de R$ 0,22 em relação ao dia anterior.
Em bairros como Patamares, Pituba e Armação, os valores médios oscilam entre R$ 6,99 e R$ 7,15. A gasolina aditivada já ultrapassa a marca de R$ 7,80 em alguns estabelecimentos.

Registro da alta de preço dos combustíveis em posto de Salvador na terça-feira, 10 | Foto: Jair Mendonça Jr. / Ag A TARDE
Cenário internacional e fiscalização
A escalada de preços ocorre em um momento de alta volatilidade no mercado externo.
O preço do barril de petróleo atingiu o patamar de US$ 120, na última segunda, 09, devido ao agravamento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, envolvendo grandes produtores de óleo bruto.
As cotações atuais são: Petróleo Brent (referência internacional): Operando em alta de aproximadamente 9%, cotado entre US$ 100,50 e US$ 101,50.
Petróleo WTI (referência americana): Registrando alta superior a 9%, negociado em torno de US$ 95,80.
Diante da velocidade do repasse desses aumentos ao consumidor final, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O objetivo é investigar a legalidade das práticas comerciais e identificar possíveis abusos nos preços aplicados na Bahia.
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o estado apresenta um dos maiores preços médios do país, influenciado pelo modelo de refino privado e pela carga tributária local.
Por que houve aumento nos preços da gasolina e do diesel na Bahia?
O aumento de preços na Bahia é resultado da instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionado por conflitos no Oriente Médio. A Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, ajusta os preços com base em custos internacionais e variáveis de mercado.
Quais foram os novos preços do diesel e da gasolina?
O diesel S500 teve aumento de 20%, passando de R$ 4,08 para R$ 4,89 por litro. O diesel S10 subiu 19,5%, agora custando R$ 4,99, enquanto a gasolina aumentou 7,4%, passando a R$ 3,27 por litro.
Qual o impacto dos reajustes nas bombas de combustível em Salvador?
Os reajustes já são visíveis nos postos de Salvador, com a gasolina comum sendo vendida a preços que chegam a R$ 7,49. Os valores variam entre R$ 6,99 e R$ 7,15 em diversos bairros, refletindo o aumento do custo na refinaria.
Como a Acelen justifica seus preços?
A Acelen justifica seus preços com base em critérios técnicos que consideram o custo do petróleo, as oscilações cambiais e os custos logísticos. As práticas seguem normas internacionais e podem mudar conforme o cenário econômico global.
O que está sendo feito para investigar os aumentos de preços?
A Senacon acionou o Cade para investigar a legalidade dos aumentos de preços e identificar possíveis abusos no mercado baiano, dada a rápida elevação dos preços ao consumidor.
Neymar e Messi são alvos de operação da polícia contra distribuição de cocaína
Operação Drible Sujo cumpre mandados de prisão e busca contra grupo suspeito de distribuir cocaína em várias regiões
Por Luan Julião

Imagem gerada por IA - Foto: Reprodução / ChatGPT
Uma organização criminosa que utilizava referências ao futebol para identificar seus integrantes virou alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nas primeiras horas desta quinta-feira, 12. Batizada de Operação Drible Sujo, a ação busca desarticular um grupo envolvido com o tráfico de drogas que atuava em diferentes regiões do Distrito Federal e também em cidades do Entorno.
De acordo com a investigação conduzida pela 5ª Delegacia de Polícia, os líderes da organização adotavam apelidos inspirados em dois dos maiores nomes do futebol mundial. Um deles era conhecido como “Neymar”, referência ao jogador brasileiro Neymar, enquanto outro utilizava o codinome “Messi”, alusão ao argentino Lionel Messi. Segundo os investigadores, o uso desses nomes fazia parte de uma estratégia interna do grupo para manter um ambiente de aparente sigilo nas comunicações.
A estrutura da quadrilha também seguia uma lógica semelhante à de um time de futebol. Integrantes em posições inferiores eram chamados de “atletas” e identificados por numeração, como Atleta 1, Atleta 2 ou Atleta 3. Esses membros tinham a função de cuidar da logística da droga, incluindo transporte, armazenamento e distribuição dos entorpecentes no Distrito Federal.
Investigação se estendeu por mais de um ano
As apurações da PCDF duraram mais de um ano e apontaram que o grupo possuía uma organização estruturada, com atuação em diversas regiões administrativas do Distrito Federal e em municípios vizinhos.
Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais passaram a ser executadas simultaneamente por equipes da Polícia Civil, com apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Seção de Operações com Cães.
As diligências ocorrem em várias localidades, entre elas Samambaia, Ceilândia, Cruzeiro, Guará, Taguatinga, Candangolândia, Brazlândia e Gama. A operação também alcança cidades do Entorno, como Valparaíso de Goiás, Luziânia e Cidade Ocidental.
Estrutura dividida por funções
Conforme apontam os investigadores, a organização funcionava como um verdadeiro “time do crime”, com tarefas específicas para cada integrante. Havia responsáveis pelo fornecimento das drogas, pela distribuição nos pontos de venda, além da logística de transporte e do armazenamento dos entorpecentes.
Outra parte do grupo atuava no controle financeiro das atividades ilegais. Para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com o tráfico, os suspeitos utilizavam contas bancárias em nome de terceiros e outros mecanismos de dissimulação.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscam apreender drogas, armas, dinheiro em espécie, celulares, documentos e outros materiais que possam reforçar as provas da investigação e ajudar na identificação de novos participantes do esquema criminoso.
Filha de Silvio Santos reage à denúncia de Erika Hilton contra Ratinho
Deputada do PSOL protocolou denúncia contra o apresentador no MP por suposto crime de transfobia
Por Gustavo Nascimento

Erika Hilton (Psol), deputada federal - Foto: Andressa Anholete | Agência Senado
Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos e atual presidente do SBT, entrou em contato com a deputada federal Erika Hilton (PSOL) após a denúncia feita pela parlamentar contra o apresentador Ratinho, protocolada no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quinta-feira, 12.
A polêmica começou depois que Erika Hilton, uma mulher trans, foi escolhida para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados, decisão questionada por Ratinho durante o seu programa no SBT. Na ocasião, o apresentador afirmou que “para ser mulher tem que ter útero”.
Tudo sobre Brasil em primeira mão!
Após a repercussão do caso, a deputada deu entrevista ao programa Jornal dos Famosos, da LeoDias TV, e revelou ter recebido uma ligação de Daniela Beyruti que durou cerca de 10 minutos.
“Ela me ligou, tivemos uma conversa no telefone de 10 minutos. Foi muito gentil, muito educada. Ela reiterou o pedido de desculpas em nome da emissora”, afirmou Erika.
Ex-gerente de banco é suspeito de roubar R$ 1,3 milhão da instituição
Valores eram enviados inicialmente para contas de terceiros
Por Leilane Teixeira

- Foto: PF | Divulgação
A Polícia Federal realizou, na quarta-feira, 11, uma operação em Feira de Santana para investigar um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo de cerca de R$ 1,3 milhão a clientes de instituições financeiras.
Durante a ação, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão no município. O principal suspeito é um ex-gerente de banco, apontado como responsável por acessar indevidamente contas de clientes para realizar transferências sem autorização.
Segundo a Polícia Federal, os valores eram enviados inicialmente para contas de terceiros e, posteriormente, redirecionados para contas ligadas ao investigado.
Outras pessoas também são alvo da apuração, mas detalhes sobre os suspeitos não foram divulgados.
Quebra de sigilo
No decorrer das investigações, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal dos envolvidos. Também foi determinado o bloqueio de recursos encontrados nas contas utilizadas no esquema.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e associação criminosa.
STF analisa decisão que travou a quebra de sigilo do filho de Lula
Caso que mira Lulinha será julgado no plenário virtual da Corte
Por Ane Catarine

Lulinha é o filho mais velho do presidente Lula - Foto: Nelson Almeida/AFP
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar nesta sexta-feira, 13, a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS, incluindo a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O caso será julgado no plenário virtual da Corte até o dia 20 de março. Nesse formato, os ministros registram os votos eletronicamente no sistema do tribunal, sem debate presencial.
A análise trata de uma liminar concedida por Dino no início do mês.
Na decisão, o ministro suspendeu medidas aprovadas em bloco pela CPMI que determinavam a quebra de sigilo bancário de pessoas citadas no caso de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Qual foi o argumento do ministro?
Ao suspender as quebras de sigilo, Dino argumentou que a comissão parlamentar não poderia autorizar medidas invasivas de forma coletiva, sem análise individual de cada caso.
“Não sendo cabível o afastamento de direitos constitucionais ‘no atacado’, com votação ‘em globo’, sem análise fundamentada de cada caso, regular debate e deliberação motivada”, escreveu o ministro.
A decisão foi tomada após a CPMI aprovar, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de uma só vez, incluindo as quebras de sigilo de Roberta Luchsinger e de Lulinha.
A base do governo contestou a votação, mas o resultado foi mantido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Segundo Dino, o procedimento adotado pela comissão não atendeu às exigências constitucionais de fundamentação necessárias para medidas desse tipo.
Entenda o caso
O processo chegou ao STF por meio de um mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Na ação, ela questiona a decisão da CPMI que determinou a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.
Embora o pedido seja individual, a decisão acabou impactando outros investigados. Agora, o plenário do STF decidirá se mantém ou derruba a liminar concedida por Flávio Dino.
Roteiro do medo: os lugares mais 'assombrados' para visitar no Brasil
Conheça destinos imperdíveis e assustadores espalhados pelo país
Por Agatha Victoria Reis
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Castelo da Torre de Garcia d'Ávila - Bahia - Foto: Divulgação
Entre as lendas que cercam a famosa 'Sexta-Feira 13', histórias de terror se espalham por diversas regiões do Brasil. Para os amantes de mistérios, fantasmas e assombrações, não faltam destinos curiosos que guardam relatos assustadores e episódios que atravessam gerações.
De hotéis históricos, a castelos antigos e cidades envoltas em mitos, o país reúne uma variedade de lugares que despertam medo e fascínio ao mesmo tempo.
Pensando nisso, o Portal A TARDE reuniu alguns destinos imperdíveis para quem deseja mergulhar em histórias arrepiantes. Confira!
Lugares "assombrados" no Brasil
Castelo da Torre de Garcia d'Ávila

Castelo da Torre de Garcia d'Ávila | Foto: Manu Dias/Ag A Tarde
Também conhecido como Casa da Torre de Garcia d’Ávila, o local é situado em Praia do Forte, no município de Mata de São João. A construção serviu como residência da família de Garcia d’Ávila Pereira de Aragão, considerado um dos maiores latifundiários do Brasil.
As histórias de assombração associadas ao local surgem a partir de relatos de crueldades que teriam ocorrido na antiga residência. Entre os contos populares, estão narrativas sobre torturas contra pessoas escravizadas e maus-tratos contra mulheres e crianças.
Visitantes e funcionários também relatam ouvir passos, vozes e até presenciar aparições nas ruínas, principalmente durante a noite.
Atualmente, o espaço funciona como museu e parque histórico, aberto à visitação de quarta a domingo, a partir das 10h, com ingressos entre R$ 25 e R$ 50.
Edifício Joelma

Edifício Joelma | Foto: Divulgação
Hoje chamado de Praça da Bandeira 154, o prédio ficou famoso após o trágico Incêndio do Edifício Joelma, ocorrido em São Paulo.
O desastre resultou em cerca de 180 mortes e mais de 300 feridos, causando grande comoção nacional. Desde então, no prédio, atualmente em funcionamento, há relatos de fenômenos paranormais.
Funcionários e visitantes afirmam ouvir sussurros e gritos de dor, além de ver faróis de carros piscando sozinhos no estacionamento.
Entre as histórias que cercam o prédio, se destaca o hábito do zelador de deixar copos d’água no local para “acalmar” os espíritos, que supostamente sofreram com o calor e a desidratação durante o incêndio.
Para quem tem interesse em visitar o local, o prédio não possui visitação turística, mas funciona como um centro comercial ativo na região central da cidade.
São Thomé das Letras

São Thomé das Letras | Foto: Reprodução| Shutterstock
A cidade, localizada no estado de Minas Gerais, é conhecida pelo clima místico e pelas lendas que envolvem portais dimensionais, aparições e cavernas misteriosas.
Entre as histórias mais famosas está a da Gruta do Carimbado, onde existiria um túnel secreto que ligaria a cidade diretamente a Machu Picchu, no Peru, funcionando como um portal místico.
A cidade recebe turistas atraídos pela fama sobrenatural. Com acesso relativamente fácil por carro ou avião, o destino oferece, além das lendas, atrações como cachoeiras e trilhas.
Cemitério da Consolação

Cemitério da Consolação | Foto: Reprodução| Redes sociais
Localizado em São Paulo, é um dos cemitérios mais antigos do Brasil e conhecido como um “museu a céu aberto”, por abrigar esculturas e monumentos de artistas renomados.
Além da importância artística, o local também é cercado por relatos de aparições, luzes misteriosas e histórias de figuras históricas que supostamente “assombram” o espaço.
Uma das lendas urbanas mais famosas afirma que uma mulher vestida de noiva aparece caminhando entre os túmulos durante a madrugada.
O local ainda permite visitas noturnas guiadas, onde durante os passeios, historiadores contam curiosidades sobre as esculturas, a história da cidade e algumas dessas lendas sobrenaturais. Os tours são gratuitos.
Grande Hotel de Araxá

Grande Hotel de Araxá | Foto: Divulgação
O hotel é um dos destinos mais procurados para visitação em Minas Gerais e foi inaugurado em 1929, durante o governo de Getúlio Vargas.
Entre as histórias de terror associadas ao local, funcionários e hóspedes relatam ouvir passos em corredores vazios e sentir presenças estranhas em alguns quartos do hotel histórico.
Entre as opções de visita estão o andar dedicado a Vargas e o segundo andar, que abriga a suíte presidencial, onde o mobiliário foi conservado e planejado especificamente para a estatura do ex-presidente. Os visitantes também podem se hospedar no hotel.
Casa das Sete Mortes

Casa das Sete Mortes | Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde
Localizada no Centro Histórico de Salvador, a casa ficou famosa por um crime ocorrido no século XVIII, quando várias pessoas foram assassinadas no local.
O episódio deu origem a lendas sobre aparições, vultos e barulhos estranhos, fazendo o casarão ganhar fama de assombrado.
Apesar das histórias, o imóvel é um importante patrimônio histórico e atualmente abriga uma instituição de ensino. O local já recebeu visitas guiadas em eventos culturais, mas não mantém visitação regular.
Cruz do Patrão

Cruz do Patrão | Foto: Divulgação
Considerado um dos locais mais assombrados do estado de Pernambuco, o monumento fica entre Recife e Olinda. No século XVIII, servia como referência para navios que chegavam à região.
Entre as histórias da área estão lendas sobre pessoas escravizadas que teriam morrido durante as viagens nos navios e sido enterradas ali, o que originou em relatos de almas penadas e sons misteriosos.
Outra narrativa popular diz que pessoas em busca de riqueza e sorte poderiam ir até a cruz à meia-noite para firmar um pacto com o demônio, utilizando o próprio sangue para assinar o acordo.
O local aparece em roteiros turísticos da região. Entre as recomendações populares está visitá-lo durante o dia, já que, devido à fama de lugar mal-assombrado, pela noite, seria dominado por fantasmas e espíritos.
quinta-feira, 12 de março de 2026

Davi Vittorazzi

Erika Hilton aciona Ministério Público contra Ratinho por transfobia e pede prisão do apresentador

Ratinho questionou a eleição de Erika Hilton para a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher | Reprodução / Redes Sociais
por Yuri Pastori
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), nesta quinta-feira (12), e pediu uma investigação contra o apresentador do SBT Ratinho por uma fala considerada transfóbica durante seu programa na TV.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o documento foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP. A parlamentar solicita a abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho. Caso seja condenado, o apresentador pode pegar até seis anos de prisão.
Na última quarta-feira (11), Ratinho questionou em seu programa no SBT a eleição da deputada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. “Ela não é mulher, ela é trans", disparou.
Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, questionou. “Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, continuou em outro trecho.
Erika Hilton disse que as declarações de Ratinho se baseiam na “repetição de afirmações destinadas a negar a condição feminina da parlamentar e a sustentar que mulheres trans não poderiam ser consideradas mulheres” para participar de espaços institucionais voltados à defesa dos direitos das mulheres.
A deputada ressaltou ainda que as falas do apresentador foram transmitidas em rede nacional, o que “contribuiu para amplificar o alcance das declarações e potencializar seus efeitos discriminatórios”, inclusive com a disseminação nas redes sociais.
Moraes dá 48 horas ao governo do Paraná para apresentar imagens da cela de Filipe Martins
Determinação considera reportagem que detalha supostamente onde ex-assessor está custodiado
Davi Vittorazzi

Filipe Martins está preso em Ponta Grossa (PR) | Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo - Sesp/PR
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 11, que a Polícia Penal do Paraná apresente, no prazo de 48 horas, imagens da cela onde Filipe Martins está custodiado.
A decisão ocorre depois de notícias na imprensa de que a Secretaria de Segurança Pública do Paraná divulgou imagens de onde o ex-assessor da gestão de Jair Bolsonaro está preso.
Moraes cita a reportagem publicada pelo portal g1 que tem a manchete “Com TV, ventilador e banheiro individual: governo do PR divulga fotos da cela de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, após pedido de Moraes”.
Segundo o ministro, as imagens divulgadas não constam nos autos do processo envolvendo Martins.
A reportagem detalha que a secretaria informou que Martins está sozinho em uma cela recém-construída da Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR). O local tem uma área de 6 m² e possui um banheiro individual, chuveiro e duas camas, sendo uma beliche.
Detalhes da cela de Filipe Martins
Ainda na matéria, o governo do Paraná afirmou que o espaço fica afastado de outros presos. E que “conta também com um ventilador e uma TV de 20 polegadas, disponibilizados pela família, além de mesa e cadeira”.
Segundo a secretaria, os banhos de sol estão sendo feitos numa área anexa ao local onde Filipe Martins fica detido.
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Jamieson Greer, representante de comércio dos EUA | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O ministro do STF Dias Toffoli | Foto: Ascom/STF