RADIO WEB JUAZEIRO



sábado, 28 de fevereiro de 2026

EUA e Israel lançam operação militar contra o Irã

Primeiras explosões foram registradas em Teerã, capital do país. Segundo a imprensa iraniana, ao menos outras quatro cidades também foram atingidas.


Nuvem de fumaça em Teerã, capital do Irã: imprensa oficial iraniana relatou explosões não apenas em Teerã, mas também em cidades como Isfahan, Tabriz e Karaj.
Da redação, com agências

Redação Exame

Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado, 28, um ataque coordenado contra o Irã. As primeiras explosões foram registradas em Teerã, capital do país. Segundo a imprensa iraniana, ao menos outras quatro cidades também foram atingidas.

A ofensiva ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã para tentar fechar um acordo que limitasse ou encerrasse o programa nuclear iraniano. As conversas, no entanto, não avançaram.

Em vídeo publicado na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação tem como objetivo “defender o povo americano”.

Ele classificou a ofensiva como uma “operação maciça” que “está acontecendo neste preciso momento” e prometeu “arrasar a indústria iraniana de mísseis”. O Pentágono descreveu a ação como de “fúria épica” e indicou que a operação pode se estender por vários dias.

"Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iranianos. Um grupo vicioso de pessoas terríveis", disse o republicano.

A confirmação dos ataques americanos ocorreu minutos após o anúncio de que Israel havia iniciado bombardeios contra Teerã e outras cidades.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ofensiva foi lançada “para eliminar ameaças”. Explosões foram vistas e ouvidas na capital e em outros grandes centros urbanos.

A imprensa oficial iraniana relatou explosões não apenas em Teerã, mas também em cidades como Isfahan, Tabriz e Karaj. Ainda não se sabe o número de vítimas.

A televisão estatal informou que “colunas de fumaça subiram em alguns pontos de Teerã depois que várias explosões foram ouvidas”, antes de ter o sinal interrompido.

A agência de notícias Mehr afirmou que o serviço de telefonia celular foi afetado em algumas áreas da capital.

Moradores relataram dificuldades para realizar chamadas e acesso intermitente à internet. Também foram registradas longas filas em postos de combustível, com parte da população tentando deixar a cidade.
Israel reage

Israel informou que identificou o lançamento de mísseis iranianos em direção ao seu território e que sua força aérea estava mobilizada para interceptá-los.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que sirenes de alerta soaram em diversas cidades após a detecção dos projéteis.

As autoridades orientaram a população a “seguir as instruções do comando militar” e permanecer em áreas protegidas.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que forças israelenses e norte-americanas conduziram um ataque coordenado para “eliminar a ameaça existencial que o regime terrorista iraniano representa”. No comunicado, agradeceu ao “grande amigo Donald Trump” pela “liderança forte”.

Netanyahu afirmou ainda que a ofensiva pode abrir caminho para que o povo iraniano “derrube o regime” e estabeleça um Irã “livre e em busca da paz”.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

TRÂNSITO DE JUAZEIRO - AO VIVO

 


Lula convence Haddad a disputar o governo de São Paulo

Estratégia do Partido dos Trabalhadores tem interesse em fortalecer a base aliada nas eleições

Lucas Cheiddi

O presidente Lula (à esq) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (à dir), durante a sanção do Projeto de Lei 2/2024, no Palácio do Planalto - 28/05/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de disputar o governo de São Paulo teve influência de um apelo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de ter negado interesse em concorrer neste ano, o economista comunicou a aliados sobre sua candidatura depois de reunião com o chefe do Executivo na noite desta quinta-feira, 26, no Palácio da Alvorada.

A movimentação faz parte da estratégia do presidente de garantir candidaturas competitivas nos maiores colégios eleitorais do país. Lula também se reunirá novamente com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para definir detalhes da possível candidatura dele ao governo de Minas Gerais.

Fortalecimento da base aliada em São Paulo e Minas

Com esses acordos, Lula pretende fortalecer sua base em São Paulo e Minas Gerais. A expectativa é que Geraldo Alckmin (PSB) permaneça como vice em sua chapa à reeleição.

No cenário nacional, o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas para a Presidência gerou alerta no governo. A gestão avalia que foi um erro não enfrentar o adversário de forma mais incisiva.

No Estado de São Paulo, a situação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se fragilizou depois de desentendimentos com Gilberto Kassab, secretário de governo. O PT vê essa conjuntura como uma oportunidade para Haddad iniciar sua pré-campanha, mesmo sem anúncio oficial.

Haddad deve deixar o Ministério da Fazenda até o fim deste mês ou, no máximo, no início de abril, para se dedicar à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Dos 38 ministros, cerca de 20 devem sair do governo para concorrer às eleições, respeitando o prazo legal de desincompatibilização.

Movimentações partidárias e estratégias eleitoraisMão do presidente Lula sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

No PT, Haddad é apontado como sucessor natural de Lula a partir de 2030, e sua candidatura agora reforça essa perspectiva. Paralelamente, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, planeja trocar a Rede pelo PT para disputar o Senado, enquanto a segunda vaga na chapa ainda está em debate.

Outra possibilidade em estudo é a candidatura da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), ao Senado por São Paulo. Para isso, ela precisaria deixar o MDB, que apoia Tarcísio, e transferir seu domicílio eleitoral. Tebet recebeu convite para entrar no PSB, mas não decidiu seu futuro partidário.

Leia também: “Lula petismo rebaixado”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 310 da Revista Oeste

Lula pediu pessoalmente a Haddad que concorresse em São Paulo para garantir um palanque robusto no Estado. “Estou conversando com o presidente [sobre o assunto]”, disse. “Não vou cometer a deselegância de antecipar o que ainda vou falar com ele.”

Em 2022, Haddad foi derrotado por Tarcísio, porém, o desempenho do PT na capital paulista foi considerado decisivo para a vitória de Lula contra Jair Bolsonaro no segundo turno, segundo avaliação interna do partido.

Mendonça autorizou quebra de sigilo de Lulinha em janeiro

Decisão do ministro atendeu a pedido da Polícia Federal, antes da votação na CPMI do INSS

Isabela Jordão

A pedido da PF, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quebra de sigilo de Lulinha | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em janeiro. Relator das apurações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o magistrado atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) na decisão.

A medida não havia sido tornada pública porque o processo tramita sob sigilo no STF. A decisão aconteceu bem antes de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovar, nesta quinta-feira, 26, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo as investigações, o nome de Lulinha apareceu em apurações sobre desvios relacionados a descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Reportagem publicada em janeiro apontou indícios de que ele teria atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, tido como suposto operador central do esquema.

Ministro Andre Mendonça, em sessão plenária no dia 4/2/2026 | Foto: Gustavo Moreno/STF

A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em fraudes e afirma que ele não cometeu irregularidades. Em nota, informou ter protocolado pedido no STF para acessar a decisão de quebra de sigilo e declarou que pretende entregar voluntariamente os documentos pertinentes ao tribunal.

Na representação encaminhada a Mendonça, os investigadores destacaram que o filho do presidente foi citado em conversas de terceiros, mas ressaltaram que, até o momento, não há elementos que comprovem participação direta dele nos fatos apurados.

A linha de investigação da PF busca esclarecer se Lulinha teria mantido sociedade oculta com o Careca do INSS por intermédio da empresária Roberta Luchsinger, amiga de ambos. Ela foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro.

Roberta firmou contrato de consultoria com o Careca do INSS para auxiliá-lo na prospecção de negócios com o governo federal e recebeu R$ 1,5 milhão.

Em nota, a defesa dela afirmou que a empresária foi procurada por Antunes para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que as tratativas não avançaram. “Nenhum contrato público foi jamais celebrado e nem mesmo negociado”, declarou.

A defesa acrescentou que Roberta “possui relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a Roberta ou a Fábio, fruto de sua amizade”.

CPMI do INSS tem tumulto diante de aprovação da quebra de sigilo

Também nesta quinta-feira, a CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha referentes ao período de 2022 a janeiro de 2026. Parlamentares aliados do governo Lula geraram tumulto diante da votação, e a sessão precisou ser suspensa.

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em dezembro, a comissão havia rejeitado a convocação de Lulinha por 19 votos a 12, mediante articulação governista. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou novo requerimento depois da derrota. Há três semanas, outra movimentação semelhante também impediu a votação de um pedido de quebra de sigilo.

No fim do ano passado, o presidente Lula declarou que ninguém seria poupado nas investigações sobre o esquema no INSS. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, afirmou.

Em fevereiro, ao voltar a comentar o caso, reafirmou que a orientação do governo é apurar tudo o que for necessário. “Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui. Falo isso com todo mundo”, afirmou. “Olhei no olho dele e falei: ‘Só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço de ter alguma coisa; se não tiver, se defenda’. Eu trato as coisas com muita seriedade.”

As informações são do portal Poder360 e do jornal O Estado de S. Paulo.

Lupi é delatado em esquema de descontos irregulares no INSS, diz site

André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, antigos dirigentes da Previdência, mencionaram o ex-ministro em delações premiadas

Yasmin Alencar

Fraude no INSS provocou a demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Delações de ex-dirigentes do INSS trouxeram à tona o envolvimento do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) no esquema de descontos irregulares sobre benefícios de aposentados e pensionistas durante sua gestão no governo Lula (PT), conforme informou o portal Metrópoles.

André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, antigos dirigentes do INSS, mencionaram Lupi em delações premiadas. Um dos documentos detalha como o ex-ministro teria agido no comando da pasta para facilitar práticas ilícitas que prejudicaram milhares de beneficiários.

Gestão de Lupi e impactos políticos

Lupi assumiu o ministério em janeiro de 2023, quando Lula iniciou o atual mandato, permanecendo até maio de 2025, pouco depois da primeira fase da Operação Sem Desconto, que levou à prisão de integrantes da alta administração do INSS. Segundo as investigações, Lupi tentou proteger aliados, o que gerou desgaste para o governo.

Durante sua gestão, Lupi defendeu publicamente Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS. Conforme a Polícia Federal, Stefanutto teria recebido R$ 250 mil mensais entre junho de 2023 e setembro de 2024. “A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade”, afirmou Lupi à época. “Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar.”

Diante da insistência de Lupi em manter Stefanutto, coube ao presidente Lula exonerá-lo. Lupi também foi responsável pela nomeação de Adroaldo Portal, jornalista e ex-assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Portal assumiu o cargo de secretário-executivo da Previdência depois da saída de Lupi e permaneceu até dezembro de 2025, quando passou a cumprir prisão domiciliar por causa da mesma operação policial.

Relações com entidades sindicais e denúncias de favorecimento

Lupi mantinha relação próxima com Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi), entidade ligada à Força Sindical. Parentes de dirigentes do sindicato, incluindo Tônia, teriam recebido ao menos R$ 8,2 milhões da organização. Apesar de alertas sobre o crescimento das deduções irregulares nos benefícios, Lupi demorou cerca de um ano para agir.

No período, o valor dos descontos indevidos saltou de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões. Além de Lupi, as delações mencionaram Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, apontando possíveis ligações com o esquema, o que foi negado por sua defesa, que solicitou acesso aos autos.

Quebras de sigilo e tensão política


Por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), os sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha foram quebrados em janeiro. Edson Claro, ex-funcionário, também relatou à PF detalhes sobre sua relação com Lulinha, mas não é investigado nem acusado.

As suspeitas sobre Lulinha provocaram tumulto entre parlamentares da CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, depois de a oposição conseguir aprovar a quebra de seus sigilos. As discussões levaram a agressões físicas entre os deputados presentes.

Investigações sobre ex-dirigentes do INSS

Virgílio Filho era procurador do INSS e atuava como consultor jurídico do órgão. Em novembro de 2025, ele se entregou à Polícia Federal em Curitiba, depois de um mandado expedido na quarta fase da Operação Sem Desconto. Sua mulher, Thaisa Hoffmann Jonasson, também médica, foi presa na mesma ocasião.

Em outubro de 2023, enquanto ainda ocupava a função, Virgílio Filho apoiou descontos nos benefícios de 34,4 mil aposentados em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Segundo a PF, Virgílio teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades sob investigação, sendo R$ 7,5 milhões provenientes de negócios com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ele e a mulher ainda adquiriram um apartamento de R$ 5,3 milhões em Curitiba, e ela chegou a reservar um imóvel de R$ 28 milhões em Balneário Camboriú.

André Fidelis ocupou a diretoria de Benefícios do INSS em 2023 e 2024, sendo acusado de aceitar pagamentos para permitir descontos automáticos nos vencimentos dos aposentados.

PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão no Rio de Janeiro

Ex-deputado é alvo de processo disciplinar por suspeita de abandono de função depois de permanecer nos EUA e não retornar ao trabalho

Isabela Jordão

O parlamentar está fora do país desde 27 de fevereiro de 2025 | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Corregedoria Regional da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro decidiu afastar preventivamente, nesta quinta-feira, 26, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão na Delegacia da PF em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense.

A medida foi adotada no âmbito de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado em 27 de janeiro para apurar faltas injustificadas do ex-parlamentar. A investigação busca esclarecer se ele deixou de comparecer ao trabalho, de forma intencional e sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos.

A determinação consta em portaria assinada pelo corregedor regional da PF em 10 de fevereiro e publicada nesta quinta-feira. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Ato declaratório da PF, publicado em 2 de janeiro | Foto: Reprodução/DOU

O afastamento é provisório e permanecerá em vigor até a conclusão do PAD. A decisão também estabelece prazo de cinco dias úteis para que ele entregue a arma de fogo e a carteira funcional.

Eduardo é escrivão concursado da PF

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo é escrivão concursado da Polícia Federal. Em 2 de janeiro, a corporação determinou seu retorno ao cargo, já que ele estava licenciado para exercer o mandato parlamentar. Depois de ter o mandato cassado pela Câmara por excesso de faltas, a PF exigiu sua reapresentação imediata.

Como o retorno não ocorreu, a situação pode caracterizar abandono de cargo. De acordo com a portaria da Corregedoria da PF no Rio, o procedimento vai apurar a responsabilidade de Eduardo por suposta ausência intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos depois da perda do mandato, em 18 de dezembro.

Chilique na CPMI

O lulopetismo segue uma cartilha previsível diante de indícios incômodos: nega, desqualifica quem investiga e, se necessário, cria um tumulto para embaralhar o foco

Flávio Gordon

Registro do momento da deflagração da confusão na CPMI do INSS | Foto: Reprodução/YouTube/TV Câmara

A sessão desta quinta-feira, 26, na CPMI do INSS ofereceu ao público um retrato fiel do lulopetismo quando acuado. Um deputado do partido partiu para cima do presidente da comissão, aos berros, dedo em riste, como se a gritaria e os empurrões flácidos do capanga bem cevado pudessem soterrar o assunto. Não podem. O assunto continua de pé: aposentados foram roubados.

O que está em jogo não é uma disputa regimental, mas algo muito mais elementar: descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Gente que contribuiu por décadas descobre que seu contracheque virou pasto para entidades suspeitas, contratos nebulosos e um labirinto administrativo que ninguém assume ter construído. A oposição não criou nada disso na base dos golpes de retórica. Os extratos bancários das vítimas bastam por si.

O lulopetismo tem longa experiência nesse tipo de enredo. Diante de indícios incômodos, a cartilha é previsível: nega-se o problema, desqualifica-se quem investiga, invoca-se a palavra mágica “democracia” e, se necessário, cria-se um tumulto capaz de embaralhar o foco. Foi assim nos monumentais escândalos do passado, no Mensalão e no Petrolão. Agora, o alvo não são apenas cifras bilionárias em estatais, mas o bolso do aposentado.

A irritação petista aumentou na mesma medida em que a CPMI aprovou medidas mais incisivas: dentre elas, a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — a quem o pai, descondenado por corrupção pelos camaradas de toga, chamou ciosamente de “o Ronaldinho dos negócios”. Na cultura política lulopetista, como se sabe, investigar figuras próximas ao poder soa como heresia institucional, sendo respondida com violência. Por vezes, fatal (como nos lembra permanentemente o fantasma de Celso Daniel).

Há algo de especialmente cínico quando se observa o alvo do esquema: aposentados e pensionistas. O discurso oficial exalta os “mais vulneráveis”; a prática tolera que esses mesmos vulneráveis arquem com descontos obscuros até que alguém ouse perguntar quem autorizou, quem fiscalizou e quem lucrou.

O chilique desta quinta-feira, coreografado segundo a boa tradição petista de afetar indignação moral, foi uma pífia tentativa de lançar uma cortina de fumaça. Afinal, quanto mais barulho na comissão, menos a petralhada espera que se fale sobre responsabilidades concretas. A cleptocracia não se sustenta apenas com operadores financeiros. Ela precisa de operadores políticos dispostos a constranger e intimidar.

Resta saber se a CPMI resistirá ao teatro. Porque, ao contrário das palavras de ordem, o dinheiro subtraído dos aposentados não é simbólico. É real — e faz falta na mesa de quem já contribuiu demais para sustentar o partido-Estado mais corrupto da nossa história.

Lulinha é investigado pela PF depois de menções e passagens com o mesmo localizador

Ministro Mendonça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do filho de Lula com base em relatórios que indicam menções e deslocamentos considerados atípicos

Yasmin Alencar

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

Investigações da Polícia Federal alcançaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, depois de seu nome surgir em conversas e documentos ligados a possíveis irregularidades. O Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro André Mendonça, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com informações divulgadas pela CNN, a apuração teve início no fim do ano anterior. Na ocasião, a Polícia Federal comunicou ao STF sobre diligências feitas depois de encontrar menções a Lulinha em celulares, mensagens, depoimentos e outros documentos.

Envolvimento de intermediários entre Lulinha e o “Careca do INSS” e aprofundamento das investigações

O nome de Lulinha apareceu em um diálogo entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS“, e Roberta Luchsinger, empresária apontada como possível intermediária entre Antunes e o filho do presidente. Embora o relatório da PF não aponte provas de sociedade entre Lulinha e Antunes, os investigadores decidiram aprofundar as apurações.

A corporação também destacou o depoimento do empresário Edson Claro, que teria citado Lulinha como potencial parceiro do “Careca do INSS”. Outro fator que chamou atenção foi a identificação de passagens aéreas adquiridas com o mesmo localizador para Lulinha e Luchsinger, sugerindo compras feitas ao mesmo tempo.

Paquistão e Afeganistão entram em guerra depois de confrontos na fronteira

Khawaja Asif, ministro da Defesa do Paquistão, afirmou que o país entrou em 'guerra aberta' contra o Talibã afegão

Lucas Cheiddi

Soldados paquistaneses arrancando a bandeira dos talibãs em um posto de fronteira no Afeganistão e hasteando a bandeira do Paquistão | Foto: Rperodução/X

Uma escalada de violência entre Paquistão e Afeganistão resultou em cerca de 60 mortos nesta quinta-feira, 26, depois de intensos bombardeios e ataques cruzados na fronteira. Khawaja Asif, ministro da Defesa do Paquistão, afirmou que o país entrou em “guerra aberta” contra o Talibã afegão, em ação que marca um novo patamar no conflito entre as nações.

A Força Aérea paquistanesa realizou bombardeios em Cabul e Kandahar como resposta a ofensivas afegãs ocorridas na região fronteiriça. Islamabad justificou a medida ao dizer que combatentes islâmicos instalados no Afeganistão orquestram atentados no Paquistão. O Talibã, por sua vez, nega abrigar esses militantes.
Escalada militar entre Paquistão e Afeganistão


Em pronunciamento, Zabihullah Mujahid, porta-voz do Talibã, declarou que, “depois dos ataques aéreos contra Cabul, Kandahar e outras províncias, realizamos operações de represália em grande escala contra posições de soldados paquistaneses”.

Mais tarde, Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, reforçou que as Forças Armadas têm capacidade total para reagir a possíveis ameaças do Afeganistão. “Toda a nação está ao lado das Forças Armadas do Paquistão”, afirmou.

No X, Khawaja Asif publicou que “a paciência chegou ao limite”. “A partir de agora, é uma guerra aberta entre nós e vocês [o Talibã]”, escreveu. Fontes oficiais do Paquistão, sob anonimato, relataram que 22 integrantes do Talibã morreram, além de drones abatidos.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, considerou os bombardeios uma “resposta apropriada” depois dos ataques afegãos. Já Mosharraf Zaidi, porta-voz do governo paquistanês, afirmou que os contra-ataques continuam, como reação a “ataques afegãos não provocados”.

CPMI convoca presidente do Palmeiras ligada a Lulinha e a sócio de Vorcaro; veja lista

Entre as quebras de sigilo aprovadas também está a de Danielle Fonteles, publicitária da Agência Pepper e ex-responsável pela campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010

Yasmin Alencar

Registro do momento da deflagração da confusão na CPMI do INSS | Foto: Reprodução/YouTube/TV Câmara

Na sessão desta quinta-feira, 26, a CPMI do INSS aprovou 86 requerimentos que atingem figuras próximas tanto do governo quanto da oposição, entre elas a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, além de aliados de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ambiente ficou tenso durante a votação, que terminou em confronto físico entre parlamentares governistas e oposicionistas. Já na tarde do mesmo dia, representantes do governo procuraram Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, com o objetivo de anular a sessão.

Quebras de sigilo e convocações atingem nomes de peso

Entre as quebras de sigilo aprovadas está a de Danielle Fonteles, publicitária da Agência Pepper e ex-responsável pela campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010. Danielle também atuou em parceria com o empresário conhecido como Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal.

Roberta Moreira Luchsinger, lobista e amiga de Lulinha e sua mulher, também teve seu sigilo quebrado. Segundo o portal Metrópoles, ela realizou lobby no Ministério da Saúde e costuma hospedar o filho do presidente em sua residência no Lago Sul, em Brasília, quando ele visita a capital federal.
O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou requerimento para quebra de sigilo da Zema Crédito, pertencente à família do governador Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Correia também pediu a convocação do ex-deputado André Moura, apontado como possível articulador de fraudes no INSS em Sergipe. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) fez solicitação semelhante.
Requisições de dados e participação de diversos partidos

O relator Alfredo Gaspar (União-AL) solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil dados detalhados sobre voos e passageiros das aeronaves de Daniel Vorcaro, empresário do setor financeiro. Essas aeronaves costumam voar para cidades como Miami, Belo Horizonte e Brasília, além de um aeródromo próximo a Trancoso (BA).

Augusto Ferreira Lima, economista baiano, ex-CEO do Banco Master e sócio de Daniel Vorcaro, também foi convocado para depor. Os requerimentos têm assinaturas de parlamentares de diferentes partidos, incluindo Damares Alves (Republicanos-DF), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Rogério Correia (PT-MG) e Duarte Júnior (PSB-MA).

A convocação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, foi aprovada depois de iniciativas de Alfredo Gaspar e Sidney Leite (PSD-AM). O motivo foi sua posição de presidente da Crefisa, empresa que mantinha convênio com o INSS para concessão de créditos consignados.

Lista abrange executivos, políticos e entidades

Entre outros convocados, estão Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que teria recebido uma remessa de R$ 40 mil do empresário Careca do INSS. A lista de requerimentos também inclui executivos de bancos, ex-ministros, representantes de entidades sindicais e empresas ligadas ao INSS.

Dentre os pedidos aprovados, há solicitações de depoimentos, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de pedidos de informações a órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Anac e Dataprev. A relação inclui figuras como Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da confederação da pesca, e diversas instituições financeiras e associações de aposentados.

PF faz triagem em celular de Vorcaro antes de enviar material à CPI do INSS

Autoridade separa dados sobre crédito consignado por ordem do ministro André Mendonça

Erich Mafra

O empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante entrevista à TV Lide, em 2024 | Foto: Divulgação/Lide

A Polícia Federal (PF) realiza uma triagem no conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, antes de encaminhar o material à CPMI do INSS. Segundo o jornal O Globo, a medida atende a uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que restringiu o compartilhamento de provas às operações de crédito consignado, objeto de investigação do colegiado. De acordo com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os parlamentares devem acessar os arquivos dentro de uma semana.

A revelação do conteúdo do aparelho causa apreensão em Brasília, tanto em setores do STF quanto no Congresso Nacional. O material inclui, por exemplo, o contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento previa o pagamento de aproximadamente R$ 130 milhões em três anos para a defesa dos interesses da instituição financeira perante o Banco Central, a Receita Federal e o Parlamento.
Mudança na relatoria e cooperação institucional

A liberação das provas marca uma guinada na condução do caso. Anteriormente, o ministro Dias Toffoli havia barrado o compartilhamento e determinado o armazenamento do material no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Entretanto, Toffoli deixou a relatoria das investigações no dia 12, após a Polícia Federal enviar ao STF um relatório de 200 páginas listando conexões entre o magistrado e Daniel Vorcaro, incluindo o pagamento de R$ 35 milhões por uma fatia de um resort do qual o ministro é sócio.
Ao assumir o caso, André Mendonça autorizou a cooperação entre as instituições no dia 20. O ministro argumentou que o modelo constitucional brasileiro exige a atuação conjunta entre órgãos de persecução penal e Comissões Parlamentares de Inquérito para a proteção do interesse público. O magistrado também tomou medidas para fortalecer a atuação de técnicos da Polícia Federal e afastar nomes de confiança do antigo relator.

Demora de envio de dados de Vorcaro incomoda políticos

A demora no envio dos dados técnicos irrita integrantes da CPMI, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que criticou o atraso gerado pela decisão anterior de Toffoli. A comissão enfrenta uma corrida contra o tempo, logo que faltam menos de oito meses para as eleições. Carlos Viana informou que, como o material chegará filtrado apenas com dados do consignado, liberará o acesso a todos os parlamentares, descartando a necessidade de uma “sala cofre” para informações particulares de Daniel Vorcaro.

O Palácio do Planalto sofreu um revés recente na comissão com a aprovação de 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Essa quebra já havia sido decretada por Mendonça no mês passado a pedido da Polícia Federal. Agora, a atenção dos investigadores e parlamentares volta-se para o desfecho da triagem técnica que a PF realiza nos arquivos de Vorcaro.

Disputa por cachorro perdido é decidida após reação do animal ao ver tutor na delegacia: 'Correu e começou a fazer festa'; VÍDEO

Momento do reencontro entre tutor e cachorro foi registrado em vídeo por policiais. Mulher que pegou o cão responderá por estelionato.

Por Ana Capellari, g1 RS

Cão reconhece tutor em delegacia após dois meses

Imagine perder seu cachorro de estimação, descobrir que ele foi encontrado dois meses depois, mas que está morando com uma família desconhecida — que alega que o animalzinho sempre viveu lá!

Foi o que aconteceu com um morador de Balneário Pinhal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, que conseguiu reencontrar o seu "cãopanheiro" depois de descobrir que ele havia sido resgatado e adotado por uma nova família. O caso foi parar na delegacia e se resolveu nesta quarta-feira (25).

A história começou em 15 de dezembro do ano passado, quando Endy, uma cachorrinha de oito anos da raça Shih Tzu, fugiu da casa do tutor. Desde a data, o homem mobilizou a comunidade do litoral para achar o animal perdido.

Conforme relato da Polícia Civil, o homem soube, por meio de conhecidos em uma rede social, que uma mulher de 34 anos havia se apresentado como a real tutora do cão e o levado para casa. Ele confrontou a suposta dona, que se recusou a devolver Endy. Diante do impasse, o homem registrou um boletim de ocorrência, e uma investigação foi aberta.

Na quarta-feira, depois de mandados de busca e apreensão, Endy foi levada para a delegacia. Então veio a ideia da delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação: colocar cão e tutor no mesmo ambiente para ver a reação do animal. E foi tiro e queda:

“A gente sabe que o cachorrinho reconhece o dono mesmo depois de muito tempo afastado. Ele levou a caixa de transporte usada pela Endy desde filhote, um objeto pelo qual ela tem grande apego e onde costumava dormir. Assim que a gente soltou ela no pátio, a cadelinha correu diretamente até a caixa, deitou dentro dela e, em seguida, procurou ele e começou a fazer festa", contou.

O momento foi registrado em vídeo pelos policiais. O tutor se emocionou com o reencontro após dois meses longe de Endy. Além do reconhecimento – que serviu como prova –, a delegada explicou que a mulher confessou que o animal não era dela, mas que decidiu permanecer com ele mesmo assim.

A Polícia ainda apreendeu um outro Shih Tzu na mesma casa em que Endy estava. Esse segundo animal estava com sarna e desenvolveu dermatite atópica. A delegada pontuou que o cão não será devolvido para a mulher, já que há indícios de maus-tratos.

O animal já recebeu um tratamento inicial, mas precisará de mais cuidados veterinários e busca, a partir de agora, um novo adotante. A mulher, que não teve sua identidade divulgada, responderá pelos crimes de estelionato e maus-tratos.
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CPMI do INSS: base de Lula tenta barrar quebra de sigilo de Lulinha

Pedido que pode beneficiar filho do presidente será analisado por Alcolumbre

Por Ane Catarine
Base do governo na CPMI do INSS - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Deputados e senadores da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolaram na presidência do Congresso Nacional, na quinta-feira, 26, um recurso pedindo a anulação da sessão da CPMI do INSS que aprovou requerimentos para a quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

O pedido, assinado por 14 parlamentares, será analisado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). No documento, os congressistas também solicitam a abertura de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado contra Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão.

Por que querem anular a votação?

Aliados de Lula querem suspender os efeitos da votação que autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha sob alegação de “nítida parcialidade na condução dos trabalhos”.

Segundo o grupo, a maioria dos presentes na reunião era governista, o que “reforça a conclusão de que houve erro na proclamação do resultado da votação simbólica”.

Os parlamentares afirmam ainda que há uma foto do momento em que os 14 governistas ficaram de pé para rejeitar o requerimento.

Soco e bate-bocas

A decisão de quebrar o sigilo do filho de Lula e os questionamentos da base provocaram tumulto na sessão da CPMI na quinta-feira, levando à suspensão dos trabalhos. Na ocasião, a Polícia Legislativa precisou intervir.

O que motivou a quebra de sigilo?

A CPMI apura fraudes estimadas em cerca de R$ 6 bilhões no INSS, envolvendo sindicatos e prestadores de serviço. O nome de Lulinha aparece em mensagens interceptadas que citam repasses financeiros e também em registros de uma viagem a Lisboa ao lado de um suposto operador do esquema.

Em depoimento sobre as irregularidades na Previdência, uma testemunha afirmou que Lulinha teria recebido valores de “Careca do INSS”, incluindo repasses mensais estimados em R$ 300 mil.

Tragédia em MG: número de mortos sobe e Lula planeja visita

Juiz de Fora, na Zona da Mata, foi uma das cidades mais atingidas

Por Yuri Abreu
Tragédia das chuvas em Minas Gerais gerou quase 60 mortes - Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais/Divulgação

O presidente Lula (PT) está planejando uma visita a cidades de Minas Gerais que foram fortemente afetadas pelas chuvas dos últimos dias que levaram 59 pessoas a óbito — desse total, 53 ocorreram em Juiz de Fora e outras seis em Ubá, na Zona da Mata.

A ideia é a de que o petista, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo, e uma comitiva de ministros vá pelo menos a Juiz de Fora, no próximo sábado, 28. A viagem, no entanto, ainda não foi confirmada.

Na última terça-feira, 24, durante passagem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Lula ligou para a prefeita Margarida Salomão (PT) e ofereceu apoio do governo federal, que reconheceu o estado de calamidade no município.

Imagens mostram rastro de destruição

As imagens que chegam de Juiz de Fora, Minas Gerais, revelam a face mais cruel da crise climática: brinquedos e pertences pessoais misturados à lama onde antes existiam dezenas de lares.

No Parque Burnier, voluntários e militares trabalham incansavelmente na tentativa de localizar desaparecidos sob toneladas de terra, em um cenário de luto e solidariedade que marca a maior tragédia recente da Zona da Mata mineira.

Tragédia em MG: número de mortos sobe e Lula planeja visita

Juiz de Fora, na Zona da Mata, foi uma das cidades mais atingidas

Por Yuri Abreu
Tragédia das chuvas em Minas Gerais gerou quase 60 mortes - Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais/Divulgação

O presidente Lula (PT) está planejando uma visita a cidades de Minas Gerais que foram fortemente afetadas pelas chuvas dos últimos dias que levaram 59 pessoas a óbito — desse total, 53 ocorreram em Juiz de Fora e outras seis em Ubá, na Zona da Mata.

A ideia é a de que o petista, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo, e uma comitiva de ministros vá pelo menos a Juiz de Fora, no próximo sábado, 28. A viagem, no entanto, ainda não foi confirmada.

Na última terça-feira, 24, durante passagem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Lula ligou para a prefeita Margarida Salomão (PT) e ofereceu apoio do governo federal, que reconheceu o estado de calamidade no município.

Imagens mostram rastro de destruição

As imagens que chegam de Juiz de Fora, Minas Gerais, revelam a face mais cruel da crise climática: brinquedos e pertences pessoais misturados à lama onde antes existiam dezenas de lares.

No Parque Burnier, voluntários e militares trabalham incansavelmente na tentativa de localizar desaparecidos sob toneladas de terra, em um cenário de luto e solidariedade que marca a maior tragédia recente da Zona da Mata mineira.

Humorista do SBT entra em coma induzido após acidente

O rapaz está recebendo os devidos cuidados na UTI

Por Franciely Gomes

O humorista trabalha ao lado de Ratinho - Foto: Reprodução | SBT

O humorista Marco Antonio Ricciardelli, conhecido como Marquito, está internado em estado grave. O rapaz sofreu um acidente de moto nesta quinta-feira, 26, em São Paulo, após passar mal e perder o controle do veículo.

Segundo informações divulgadas pelo Portal Leo Dias, Marquito se desequilibrou, colidiu com outra motocicleta e caiu desacordado. O condutor da outra moto era um enfermeiro, que prestou os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O rapaz foi encaminhado para para o Hospital Nipo-Brasileiro e segue internado em coma induzido, onde está sendo observado de perto pelos médicos. Até o momento, ainda não foi divulgado um novo boletim médico sobre seu estado de saúde.

Carreira de Marquito

Conhecido por participar do Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, Marquito começou sua carreira ainda jovem, se apresentando em casas noturnas, circos e boates da capital paulista.

Sobrinho do apresentador Raul Gil, que também trabalha no SBT, o rapaz integrou programas como o Clube do Bolinha, na Rede Bandeirantes, e outras atrações da Record TV.

A POLÍCIA MILITAR DA BAHIA, ATRAVÉS DO COMANDO DE POLICIAMENTO DA REGIÃO NORTE, REALIZARÁ SOLENIDADE EM COMEMORAÇÃO AOS 201 ANOS DE CRIAÇÃO DA PMBA


A Polícia Militar da Bahia, através do CPR-N, realizará na manhã desta sexta-feira (27), às 9h00, na área cívica do 3º BEIC, em Juazeiro (BA), uma solenidade em comemoração aos seus duzentos e um anos de criação.

Será um momento solene em que iremos reverenciar nossas tradições e valores. Contamos com a sua presença para celebrarmos juntos essa história construída com coragem, honra e disciplina.

Serviço:

O quê: Solenidade em comemoração aos duzentos e um anos de criação da PMBA.
Quando: Sexta-feira, 27 de fevereiro, às 09:00.
Onde: na área cívica do 3º BEIC, em Juazeiro (BA)

Marina Souza - Ten PM
Assessoria de Comunicação do CPRN (ASCOM)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

TRÂNSITO DE JUAZEIRO E PETROLINA - AO VIVO





 

ATUALIZAÇÃO SOBRE IVETE SANGALO - VÍDEO


Após ser internada em Salvador, Ivete Sangalo recebeu alta hospitalar e surgiu no carro, ainda com o rosto machucado, mas com excelente humor. A cantora brincou com a atual condição em que está e explicou o diagnóstico dela. Como ela apresentou desidratação devido a uma infecção intestinal que desencadeou diarreia, houve um gatilho comum para a disfunção do nervo vago, levando à síndrome — ou síncope — vasovagal.

A baiana não comentou da suposta transferência para hospital de São Paulo (SP). Mais cedo, uma fonte da TV Bahia informou que a cantora iria passar por uma cirurgia após desmaiar por queda de pressão e machucar o rosto em dois lugares.

Ivete Sangalo surge em carro e não confirma cirurgia; VÍDEOS

Cantora Ivete Sangalo sofreu queda após passar mal e foi internada inicialmente em hospital de Salvador

Lucas Mascarenhas  

Ivete Sangalo, de 53 anos, apareceu em um carro na manhã desta quinta-feira (26) e não comentou da suposta transferência para hospital de São Paulo (SP). Mais cedo, uma fonte da TV Bahia informou que a cantora iria passar por uma cirurgia após desmaiar por queda de pressão e machucar o rosto em dois lugares. A artista foi internada no Hospital Aliança (HA), em Salvador (BA), na última quarta-feira (25) e confirmou alta em stories publicados no Instagram, por volta das 9h20.
Cantora Ivete Sangalo sofreu queda após passar mal e foi internada inicialmente em hospital de Salvador. Foto: Reprodução/Instagram

A TV Bahia apurou no início da manhã que a cantora deixaria o Hospital Aliança e seria internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde passaria por um procedimento cirúrgico. O Ibahia entrou em contato com a assessoria de Ivete Sangalo nesta quinta-feira (26), que afirmou não ter novas informações sobre o assunto.

Ivete, porém, surgiu com o rosto machucado nos stories e informou que já tinha tido alta. "Bom dia. Tô lançando agora uma maquiagem diferente que eu quero lançar agora uma linha de maquiagem papupapuda (...). Estou ótima, já tive alta no meu hospital. Estou maravilhosa. E eu saí, gostei demais dessa nova textura, olha. É um preto que vai um pouco um vermelho e um degradê. Eu vou dizer a Markito (Costa, maquiador dela). Markito, tem que fazer nesse, que eu comecei nesse. Gente, eu estou ótima, estou maravilhosa", iniciou ela, de forma bem-humorada. "Passando aqui para deixar um beijo a todos os meus amigos que mandaram muitas mensagens. Os meus fãs que sabem que a mamãe está bem quando a mamãe vem falar é porque a mamãe está óssima, né?", completou.

A cantora também explicou o diagnóstico. Como ela apresentou desidratação devido a uma infecção intestinal que desencadeou diarreia, houve um gatilho comum para a disfunção do nervo vago, levando à síndrome - ou síncope - vasovagal.

Vídeo: Reprodução / Redes sociais"Mas de qualquer maneira, fiquei perguntando, que geminiano pergunta a cada segundo aos médicos cada procedimento. E eles chegaram a uma conclusão de que eu tenho a gente tem um nervo vagal que chama que fica aqui atrás do cabeça, e que tem um vago vagal que são esses desmaios, né? E no meu caso por conta da desidratação que eu tive, a desidratação, a foi em função da super diarreia, que eu tive tive uma diarreia grande. Supõe-se que foi uma virose, porque agora eu já tô bem. Posso ter comido alguma coisa estragada, mas não sei também. Difícil a gente determinar. Mas que tem essa coisa do vago vagal que eu tenho essa predisposição. Então, você que tem vago vagal, deixa de ser vagal e vai procurar um médico", completou Ivete.

Em contato anterior com o Ibahia, a assessoria de Ivete Sangalo havia afirmado que a artista teve uma "indisposição", inicialmente. Depois, a própria artista apareceu nas redes sociais por meio de vídeo e explicou o ocorrido.

Ivete Sangalo se pronuncia após internação

A artista, que encarou uma maratona de shows no Carnaval de Salvador, além de estreias nas folias do Rio de Janeiro e São Paulo, explicou na última quarta-feira que estava com uma infecção intestinal. Ivete acabou tendo diarreia, sofreu desidratação e desmaiou, caindo em sua própria residência.
Cantora Ivete Sangalo sofreu queda após passar mal e foi internada inicialmente em hospital de Salvador. Foto: Reprodução/ Redes sociais

"Minha gente, estou passando aqui para tranquilizar vocês... tá tudo bem. Eu tive infecção intestinal bem violenta, uma virose e, de madrugada, eu acordei com bastante diarreia e, como eu estava sozinha, com isso eu tive uma desidratação também muito intensa e a minha pressão baixou e eu caí", iniciou a artista.

"Desmaiei, caí, ó... tive um pequeno corte aqui no supercílio, aqui embaixo do olho. Mas quero garantir a você que está tudo bem, já estou aqui no hospital, bem assistida, graças a Deus, e já estou bem melhor, tá? Eu queria deixar de passar aqui logo".

PF investiga desvio de R$ 200 milhões em emendas | Jornal da Band

 


HOJE É O DIA INTERNACIONAL DE ROBERTO CARLOS


O Dia Internacional de Roberto Carlos é comemorado em 26 de fevereiro. A data foi instituída em 1988 pelo então prefeito de Los Angeles, Tom Bradley, como um tributo ao cantor brasileiro, reconhecendo sua trajetória e impacto na música latina e mundial, sendo uma homenagem ao "Rei" da música brasileira.

Data: 26 de fevereiro.

Origem: Proclamado em Los Angeles (EUA) em 1988.
Aniversário do Rei: Roberto Carlos nasceu em 19 de abril de 1941, data também marcada por celebrações de fãs.

Embora o dia 26 de fevereiro seja reconhecido internacionalmente como o "Roberto Carlos Day", o cantor é amplamente celebrado no Brasil durante o mês de abril, devido ao seu aniversário, e em dezembro, com seus tradicionais especiais de fim de ano.

Agência Brasil

Flávio propõe PEC para acabar com reeleição presidencial

Senador afirma que medida é ‘um projeto de país’ e defende mandato único para presidente da República

Sarah Peres

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição para presidente da República. O texto já está em fase de coleta de assinaturas e conta, até o momento, com o apoio de 14 senadores.

A iniciativa de Flávio estabelece que o chefe do Executivo federal passe a ter direito a apenas um mandato, sem possibilidade de recondução ao cargo. A proposta altera o modelo atual, em vigor desde 1997, que permite uma reeleição consecutiva.

Ao anunciar a medida, o senador afirmou que a proposta tem caráter institucional e não deve ser interpretada como iniciativa individual. Segundo ele, o objetivo é promover uma mudança estrutural no sistema político brasileiro.

“Protocolei uma Proposta de Emenda à Constituição para confirmar aquilo que já havia dito: o presidente da República deve exercer apenas um mandato”, declarou Flávio. “Estou fazendo um gesto público pelo fim da reeleição para a Presidência. Isso não é um projeto pessoal, é um projeto de país.”

Mudança no sistema político

A PEC propõe a alteração do artigo 14 da Constituição Federal, retirando a possibilidade de recondução ao cargo de presidente da República para mandatos consecutivos.

Na justificativa da proposta, o senador argumentou que o modelo atual favorece a utilização da máquina pública em benefício eleitoral e compromete o equilíbrio democrático. O texto sustenta que o fim da reeleição pode reduzir distorções no processo eleitoral e reforçar a alternância de poder.

Trechos da proposta mostram que o objetivo é “assegurar maior equilíbrio entre os concorrentes no processo eleitoral” e “evitar o uso da estrutura estatal como instrumento de perpetuação no poder”.

Flávio pede apoio à PEC

Em coletiva de imprensa, Flávio reforçou o caráter político da proposta e pediu engajamento da base aliada. “Está todo mundo muito consciente de qual é o objetivo”, disse o senador, antes de dar a resposta. “É resgatar o nosso Brasil.”

O pré-candidato do PL à Presidência também fez um apelo para que aliados defendam publicamente a proposta. Associou, nesse sentido, a proposta à necessidade de mudança no país.

“Peço a ajuda de todos para levar as nossas bandeiras e a nossa verdade em qualquer situação”, disse o senador. “Tenho a consciência de que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT.”

Tramitação no Congresso

Para começar a tramitar, a PEC precisa reunir o apoio mínimo de 27 senadores. Depois dessa etapa, o texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado, seguirá para votação em dois turnos no plenário do Senado.

Caso avance, a proposta ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados, também em dois turnos, antes de ser promulgada.

Oposição leva ao STF pedidos de impeachment contra 16 ministros de Lula

Se os pedidos forem acatados, o governo pode enfrentar acusações de crime de responsabilidade e infração de natureza político-administrativa

Diógenes Feitosa

Os deputados reclamam da falta de transparência e do descumprimento de deveres legais | Foto: Reprodução/YouTubr/Câmara dos Deputados

Deputados da oposição anunciaram, nesta quarta-feira, 25, a apresentação de pedidos de impeachment contra 16 ministros do governo Lula, alegando falta de transparência e descumprimento de deveres legais. O grupo encaminhou os documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) afirmou que o grupo tem a responsabilidade de apresentar os pedidos contra ministros que “não cumprem a lei, fazem uso do dinheiro público e não prestam informações, e agora vão ter que responder perante a Justiça”.

Durante coletiva na Câmara dos Deputados, De Toni explicou que os pedidos se baseiam na falta de respostas dos ministros a 54 solicitações oficiais de informações, protocoladas por diversos parlamentares nos últimos dois anos.

Em várias situações, as respostas só foram enviadas meses depois ou apenas no ano seguinte, o que a deputada classifica como omissão administrativa.

Os ministros-alvo dos pedidos são:

Sonia Guajajara (Povos Indígenas);
Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
Wolney Queiroz (Previdência Social);
Alexandre Padilha (Saúde);
Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social);
Camilo Santana (Educação);
André Ribeiro (Esportes);
Frederico Filho (Comunicações);
Jader Barbalho (Cidades);
José Múcio (Defesa);
Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União);
Mauro Vieira (Relações Exteriores);
Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária);
Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional);
Fernando Haddad (Fazenda); e
Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos).

Pedidos de impeachment podem complicar o governo Lula

Se os pedidos forem acatados, o governo Lula pode enfrentar acusações de crime de responsabilidade, infração de natureza político-administrativa que pode resultar na perda do mandato e na inelegibilidade das autoridades envolvidas.

Diferente de delitos comuns, essas infrações são julgadas seguindo normas constitucionais e leis específicas.

“Temos o dever funcional de protocolar esses pedidos de impeachment contra esses ministros”, afirmou De Toni.

Flávio Bolsonaro atua para conter desgaste no entorno da pré-candidatura

Depois de visitar o ex-presidente na PF, o senador amenizou as tensões recentes que envolvem Michelle, Nikolas e Eduardo

Diógenes Feitosa

Ao ser questionado sobre as divergências entre a família e aliados políticos, Flávio adotou postura conciliatória | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Depois de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira, 25, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que vai procurar Michelle Bolsonaro para conversar e tentar amenizar as tensões recentes em torno de sua pré-candidatura à Presidência.

Ao ser questionado sobre as divergências entre a família e aliados políticos, Flávio adotou postura conciliatória e afirmou que pretende promover o diálogo no núcleo interno.

“Nós somos adultos, vamos conversar”, afirmou o senador. “Vou procurar todo mundo, como sempre fiz”, disse, acrescentando que todos estariam “na mesma página” diante dos riscos políticos para o país.

O posicionamento do senador ocorre depois de desentendimentos públicos que envolvem a ex-primeira-dama, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados do ex-presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), especialmente em relação ao engajamento na campanha.

Desentendimentos e distanciamento

Michelle nunca participou diretamente da pré-campanha do enteado e, nos bastidores, segundo o jornal O Globo, chegou a sugerir o retorno de Tarcísio de Freitas ao debate nacional sobre a Presidência.

Segundo pessoas próximas, Michelle avalia que Flávio ganhou força política depois da prisão do pai, o que teria contribuído para um distanciamento inicial em relação à candidatura. Apesar disso, em público, Michelle desejou sucesso ao senador.

Sem citar episódios específicos, Flávio declarou que vai atuar pessoalmente para diminuir as tensões no grupo político: “Vou procurar um por um para aparar qualquer aresta”.

Defesa de Eduardo Bolsonaro e articulações políticas

Questionado sobre o desentendimento recente entre Nikolas e Eduardo, o senador afirmou que o ex-deputado está acompanhando as discussões políticas do exterior e já teria se comprometido a auxiliar na consolidação da candidatura.

Durante a visita à PF, Flávio esteve acompanhado do deputado Guilherme Derrite (PL-SP), com quem discutiu o cenário político paulista.

Segundo o senador, Jair Bolsonaro acompanha pesquisas eleitorais e demonstrou satisfação com o desempenho de Tarcísio de Freitas, além da pontuação de Derrite.

Em relação à segunda vaga ao Senado por São Paulo, Flávio informou que o ex-presidente recomendou cautela e pediu que a definição seja feita depois, em conjunto com Eduardo Bolsonaro.

Flávio reforçou apelo por prisão domiciliar de Bolsonaro

O senador relatou preocupações sobre o quadro de saúde do pai. Segundo o parlamentar, o ex-presidente enfrentou momentos delicados nesta semana.

Flávio informou que, embora Bolsonaro tenha apresentado melhora nesta quarta-feira, 25, passou por dificuldades, especialmente na segunda-feira.

“Conversei com alguns médicos que estão aqui a todo momento prestando atenção no que está acontecendo com ele e disseram que foi um pouco complicado na segunda-feira”, relatou. “Ele teve uma crise de soluço e apresentou vômitos.”

O senador voltou a pedir que Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por razões humanitárias, ressaltando que a saúde do ex-presidente inspira cuidados e representa risco.

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