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quarta-feira, 1 de abril de 2026

VAZÃO DA BARRAGEM DE SOBRADINHO


O reservatório de Sobradinho (BA) registra um aumento expressivo no volume útil em março de 2026, com projeções de atingir 94% da capacidade até 10 de abril, impulsionado por fortes chuvas em Minas Gerais e afluentes do Rio São Francisco. Dados indicam afluência de 3.600 m³/s e níveis superando 87%, com controle estratégico pela Chesf.

Aumento de Volume: O reservatório registrou recuperação consistente, passando de 80% em meados de fevereiro para níveis próximos à capacidade total.

Vazão Elevada: Em 31 de março de 2026, a afluência (água que entra) atingiu 3.600 m³/s, enquanto a defluência (água liberada) foi mantida em 1.500 m³/s, permitindo o armazenamento.

Cenário em Minas e Bahia: A Usina de Três Marias (MG) opera com alto volume, enviando água, enquanto o rio São Francisco na Bahia recebeu altos volumes de afluentes.

Segurança: A operação visa o armazenamento para o período seco, mantendo o alerta a ribeirinhos sobre a necessidade de monitoramento da Barragem de Sobradinho.

A situação reflete um período de chuvas favorável na região, com o Rio São Francisco: confira vazão da barragem de Sobradinho sendo frequentemente atualizado pela Eletrobras.

Gilmar manda soltar delegado denunciado por delator do PCC

Em delação, Vinicius Gritzbach, assassinado em 2024, acusou o policial civil de extorsão

Loriane Comeli

O ministro do STF Gilmar Mendes | Foto: Antônio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o delegado da Polícia Civil de São Paulo Fábio Baena Martin, investigado por extorsão e corrupção no caso Gritzbach. Delator da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Vinícius Gritzbach foi assassinado em 2024, no Aeroporto de Guarulhos.

A decisão de Gilmar foi proferida nesta terça-feira, 31. Ao revogar a prisão preventiva, o ministro impôs medidas cautelares a Baena, preso desde dezembro de 2024. Entre as restrições impostas estão o afastamento do cargo público, o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e testemunhas, além do pagamento de fiança de R$ 100 mil.

A decisão de Gilmar favorável ao delegado

O nome de Baena apareceu em delação feita por Vinícius Gritzbach. Ele relatou ao Ministério Público em 2023 que Baena e outros policiais teriam exigido dinheiro para não envolvê-lo em homicídios ligados à facção.

Gilmar Mendes considerou que a prisão não se justifica no momento, já que as acusações teriam fundamento apenas na delação e não estariam amparadas por provas autônomas. O ministro mencionou a ausência de antecedentes criminais do delegado e o fato de a instrução do processo já estar concluída.

Na decisão, o ministro reforçou que “a prisão preventiva deve ser aplicada apenas quando houver justificativas concretas”, o que não teria ficado demonstrado no caso de Baena. “O contexto de sua prisão preventiva não apresenta os pressupostos necessários para a manutenção de sua custódia, permitindo que ele responda ao processo em liberdade sob condições que garantam a ordem pública”, decidiu Gilmar.

As acusações contra Baena

Baena foi citado por Gritzbach como envolvido em um esquema de extorsão no qual teria solicitado R$ 40 milhões para não investigá-lo por assassinatos de membros do PCC: Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”, e Antônio Corona Neto, chamado de “Sem Sangue”. Ambos foram mortos em 2021 na cidade de São Paulo.

Vinicíus Gritzbach, delator do PCC, assassinado em novembro de 2024 | Foto: Reprodução/Polícia Civil

De acordo com as investigações, Gritzbach lavava dinheiro do tráfico para a facção criminosa e passou a ser alvo da Polícia Civil por suspeita de ser o mandante das mortes. Depois de recusar o pagamento da propina, ele foi indiciado. Dias antes de ser morto no Aeroporto de Guarulhos, o empresário reiterou as denúncias contra Baena e outros policiais na Corregedoria da Polícia Civil.

A operação que resultou na prisão do delegado e outras seis pessoas foi deflagrada pela Polícia Federal em 2024. Além de Baena, outros três policiais civis e três indivíduos foram detidos por suspeita de corrupção, enquanto um agente da Polícia Civil ainda é procurado pelas autoridades.

Manifestação da defesa

Os advogados Daniel Leon Bialski e Bruno Borragine, responsáveis pela defesa de Baena, declararam receber “com alívio a decisão proferida pela Suprema Corte que restabeleceu sua liberdade, elidindo a coação ilegal de que vinha sendo vítima”.

Eles também enfatizaram que “é inadmissível no Brasil se banalizar o direito à liberdade, se decretando e mantendo prisão automática, vedada por nossa legislação, sem contemporaneidade e, o mais grave, por fatos que já haviam sido investigados e arquivados pela Justiça, por recomendação do próprio Ministério Público. Agora e de forma plena se exercerá o direito de defesa até a esperada declaração final de inocência de nosso constituído.”

Ala de ministros se irrita com Fachin e fala em desgaste da presidência do STF

Esses magistrados afirmam que, embora o presidente da Suprema Corte busque consolidar um legado ético, sua estratégia acaba desgastando os colegas perante a opinião pública

Yasmin Alencar

O presidente do STF, Edson Fachin, durante a abertura do Ano Judiciário, no tribunal - 2/2/2026 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Depois de declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta terça-feira, 31, sobre conduta de juízes, ética e o fim do inquérito das fake news, parte dos ministros expressou insatisfação, alegando desconforto e exposição indevida dos impasses internos.

Pelo menos cinco ministros, de acordo com relatos reservados ao jornal Folha de S.Paulo, demonstram reação coordenada à postura pública de Fachin, criticando a liderança do presidente e avaliando que o Supremo enfrenta desunião e crise de credibilidade, especialmente por causa da investigação sobre o Banco Master.

Críticas à liderança de Fachin e preocupação com imagem do STF

Esses magistrados afirmam que, embora Fachin busque consolidar um legado ético, sua estratégia acaba desgastando os colegas perante a opinião pública e fornece argumentos para críticos do tribunal, tanto no Congresso quanto na sociedade, em meio a um cenário de descrédito.

O grupo relata surpresa com as falas do presidente e acredita que uma comunicação prévia poderia ter evitado desconfortos. Também dizem que Fachin deveria agir para minimizar impactos negativos, principalmente diante de um ano eleitoral que promete intensificar ataques ao STF.


Ministros reconhecem a boa-fé do presidente, mas revelam que suas manifestações amplificam divisões internas. Por esse motivo, discordam do encerramento do inquérito das fake news neste momento, considerado arriscado para a unidade do tribunal.

Divergências sobre prioridades e debate ético

Enquanto Fachin valoriza o debate sobre um código de ética, outra parte da Corte entende que esse foco não aborda problemas urgentes do Judiciário, como o cumprimento de decisões sobre benefícios adicionais, os chamados penduricalhos.

Em balanço dos seis meses de gestão, Fachin declarou: “Juízes também erram e precisam responder pelos erros”. E acrescentou: “Quem age em desacordo com uma regra ética precisa se sentir constrangido a repensar seu comportamento”.

Pessoas próximas ao presidente esclarecem que tais declarações ocorreram no contexto do debate sobre o código de conduta e propostas de punições a magistrados, não sendo direcionadas a casos específicos nem a condutas de ministros do STF.

Gestão, distribuição de processos e busca por diálogo

Durante o evento, Fachin destacou a importância de decisões colegiadas, ressaltando julgamentos que, segundo ele, fortalecem a segurança jurídica e a voz do plenário, como em temas sobre penduricalhos.

O presidente também afirmou que, desde setembro, todos os ministros tiveram processos incluídos na pauta do plenário de forma equilibrada. “Houve uma distribuição relativamente equânime entre todos os ministros”, disse Fachin.

Ele reforçou que esse critério continuará orientando a organização das pautas do Supremo nos próximos julgamentos.

Sobre a repercussão negativa, Fachin tem informado a auxiliares que mantém diálogo frequente com os demais ministros para enfrentar desafios e buscar soluções conjuntas, citando como exemplo o caso dos penduricalhos. Segundo ele, a defesa da integridade moral do STF e da imparcialidade dos ministros é prioridade absoluta de sua gestão.

Trump considera seriamente retirar os EUA da Otan

O presidente norte-americano reclamou da falta de apoio militar da aliança na guerra contra o Irã

Loriane Comeli

Trump concedeu entrevista ao The Telegraph e demonstrou sua decepção com a Otan | Foto: Reprodução/Casa Branca

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ao jornal britânico The Telegraph que considera a possibilidade de retirar o país da Otan, a aliança militar do Ocidente cuja missão é a ajuda mútua a seus membros. O principal motivo seria a colaboração pouco efetiva da Otan com as operações militares americanas contra o Irã.

Durante entrevista ao Telegraph, Trump foi questionado sobre a permanência dos EUA na Otan e afirmou: “Ah, sim, eu diria que isso está além de qualquer reconsideração. Eu nunca me deixei influenciar pela Otan. Sempre soube que eles eram um tigre de papel — e o Putin [presidente da Rússia] também sabe disso, aliás.”

Críticas à atuação da Otan e tensões no Estreito de Ormuz

Trump disse que países membros da Otan têm hesitado em enviar apoio militar para reabrir o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio de petróleo, que foi fechado pelo Irã depois de ataques realizados por forças americanas e israelenses.

Nesta terça-feira, 31, o presidente dos EUA mandou um recado aos países que se sentem prejudicados pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. Disse para criarem coragem e irem buscar seu próprio petróleo.


Posts de Donald Trump na Truth Social – 31/03/2026 | Foto: Reprodução/Truth Social

O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, quando uma ação conjunta entre EUA e Israel resultou na morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, além de outros integrantes do alto escalão iraniano.

Além das baixas na liderança, os EUA informaram ter destruído dezenas de embarcações iranianas, sistemas de defesa aérea, aviões e outras instalações militares. Em resposta, o Irã lançou ataques contra países do Oriente Médio: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Essas nações têm bases militares americanas.

Repreensão ao premiê britânico

Na entrevista ao jornal britânico, Trump também repreendeu o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, por sua recusa em se envolver na guerra contra o Irã. “Vocês nem sequer têm uma marinha. Vocês estão velhos demais e tinham porta-aviões que não funcionavam”, disse ele, referindo-se ao estado da frota de navios de guerra britânica.

Questionado sobre se o primeiro-ministro deveria gastar mais com defesa, Trump acrescentou: “Não vou dizer a ele o que fazer. Ele pode fazer o que quiser. Não importa. Tudo o que Starmer quer são moinhos de vento caros que estão fazendo os preços de energia de vocês dispararem.”

A guerra no Oriente Médio

De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o começo do conflito. Já a Casa Branca contabiliza pelo menos 13 soldados americanos mortos em consequência direta de ações iranianas.

O conflito também se estendeu para o Líbano, onde o grupo terrorista Hezbollah, apoiado pelo Irã, fez ataques contra Israel depois da morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com operações aéreas contra alvos do grupo no território libanês. Centenas de pessoas já morreram no Líbano desde o início das hostilidades.

Depois da morte de boa parte da cúpula iraniana, um novo líder supremo foi escolhido por um conselho do país: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas avaliam que ele representa a continuidade do regime e não deverá promover mudanças significativas.

Nunes Marques será relator da ação contra Alcolumbre no caso Master

Sete senadores acionaram o STF contra omissão na instalação de CPI

Letícia Alves

Senadores acusam Alcolumbre de omissão ao não instalar CPI do Master | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria de um mandado de segurança contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Sete senadores assinam a peça que acusa o parlamentar de omissão por não instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.

O requerimento de criação da comissão possui 53 assinaturas, mas o documento aguarda encaminhamento desde novembro de 2025. Assinam o mandado os senadores:

Eduardo Girão (Novo),
Marcos Pontes (PL),
Damares Alves (Republicanos),
Magno Malta (PL),
Alessandro Vieira (MDB),
Plínio Valério (PSDB) e
Esperidião Amin (PP)
Caso Master: senadores pedem redistribuição

Os parlamentares pediram a distribuição do processo ao ministro André Mendonça por prevenção. Eles argumentam que Mendonça já relata o inquérito sobre fraudes no Banco Master no STF. O tribunal, contudo, sorteou o caso para Nunes Marques.

Os advogados do grupo de senadores apresentaram a manifestação na segunda-feira 30. Eles solicitam a análise da redistribuição por prevenção antes da decisão liminar que exige a leitura do requerimento de criação da CPI por Alcolumbre, e sua posterior instalação.

“A conexão, no presente caso, não se limita a aspectos formais, mas decorre da inequívoca comunhão de substrato fático, probatório e institucional entre a investigação judicial em curso e a investigação parlamentar cuja viabilização se pretende”, afirmam os senadores.

Argentina inclui Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas

Medida do presidente Javier Milei reforça alinhamento do país sul-americano com os Estados Unidos

Lucas Cheiddi
O presidente da Argentina, Javier Milei - 9/7/2026 | Foto: Divulgação/Governo Argentino

Medidas de combate ao terrorismo internacional ganharam novo capítulo depois de a Argentina incluir o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (CGRI) na lista de organizações terroristas. O anúncio, que reforça o alinhamento do país com os interesses dos Estados Unidos, ocorreu por parte do gabinete presidencial nesta terça-feira, 31.

O governo argentino justificou a decisão ao citar o apoio do CGRI ao grupo libanês Hezbollah, considerado responsável pelo ataque de 1994 ao centro judaico AMIA em Buenos Aires. A ação resultou em 85 mortos e centenas de feridos, episódio ainda lembrado como o mais letal da história do país.

Consequências práticas da decisão argentina
Guarda Revolucionária Islâmica do Irã é uma força militar poderosa | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Segundo o comunicado oficial, a classificação permite que a Argentina aplique sanções financeiras e restrições operacionais ao grupo iraniano. O CGRI é uma unidade militar de elite encarregada de defender o regime xiita, além de atuar em grande parte da economia do Irã.

Estados Unidos e outros países já reconhecem tanto o CGRI quanto o Hezbollah como organizações terroristas. Recentemente, a Argentina também incluiu o Cartel Jalisco Nova Geração, do México, na mesma lista. Assim, fortalece a aproximação do governo de Javier Milei com Washington.

Lei do silêncio pode mudar e não ser mais às 22h a partir de junho

Atualmente, a regra estabelece limites para ruídos após as 22h

Por Edvaldo Sales
Atualmente, a regra estabelece limites para ruídos após as 22h - Foto: Freepik

A realização de grandes eventos esportivos internacionais costuma provocar debates importantes para o público geral. Na Alemanha, a aproximação da Copa do Mundo de 2026 reacende uma discussão recorrente: como conciliar o período de silêncio noturno com o entusiasmo coletivo gerado pela competição.

Com partidas programadas para ocorrer no Canadá, México e Estados Unidos, muitos jogos serão transmitidos em horários avançados na Europa Central. Isso significa que confrontos importantes poderão coincidir com a chamada Nachtruhe, regra que estabelece limites rigorosos para ruídos após as 22h, especialmente em áreas residenciais.

Regras de silêncio seguem como base

A legislação alemã prevê que, durante a noite, o nível de ruído deve ser reduzido significativamente. Em regiões próximas a hospitais, lares de idosos ou bairros residenciais, os limites são ainda mais restritivos, variando geralmente entre 35 e 65 decibéis. Em condições normais, bares, festas e eventos ao ar livre precisam adaptar suas atividades a essas exigências.

Essa regra também se aplica, em princípio, às transmissões públicas de eventos esportivos. Exibições em telões instalados em praças ou estacionamentos, por exemplo, teriam restrições que poderiam inviabilizar jogos noturnos ou de madrugada.

Exceções temporárias

Para evitar esse tipo de conflito, o governo federal alemão aprovou uma flexibilização temporária das normas de ruído durante o período da Copa do Mundo de 2026, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho. A medida permite que cidades autorizem transmissões públicas mesmo após o horário de silêncio.

Apesar da liberação, as exceções não significam ausência de regras. O volume do som ainda deverá ser ajustado e controlado, de modo a minimizar impactos para moradores, especialmente em áreas mais sensíveis.

Decisão final cabe aos municípios

Mesmo com a diretriz federal, não há autorização automática para eventos noturnos. A palavra final continua sendo das administrações locais, que analisam cada solicitação de forma individual. Nesse contexto, prefeituras e órgãos ambientais avaliam fatores como localização, impacto sonoro e segurança antes de conceder ou negar permissões.

Organizadores interessados em promover exibições públicas precisam apresentar pedidos formais, detalhando estrutura, horários e medidas de controle de ruído.
Tentativa de equilíbrio

A estratégia adotada segue um modelo já aplicado em eventos anteriores, como a Copa de 2006. Em vez de liberar completamente as restrições, o país opta por ajustes pontuais e temporários.

Entre as medidas previstas estão:  

Limitação do número de eventos em regiões sensíveis
Encerramento imediato do som após o término das partidas
Ações para dispersar rapidamente o público

Impactos no dia a dia

Para os moradores, a Lei do Silêncio permanece como regra geral, com exceções específicas previamente autorizadas e comunicadas. Isso ajuda a reduzir conflitos e traz maior previsibilidade sobre possíveis períodos de maior movimentação.

Já os organizadores ganham respaldo legal para planejar eventos, mas continuam obrigados a cumprir exigências técnicas e normas de segurança. O desafio, mais uma vez, será equilibrar o direito ao descanso com o desejo de vivenciar coletivamente um dos maiores eventos esportivos do mundo.

CBF pagará mais de R$ 5 milhões a cada jogador em caso de hexa

Negociação tem sido conduzida com líderes do elenco brasileiro

Por João Grassi

Raphinha e Vini Jr. - Foto: Rafael Ribeiro | CBF

Restando alguns meses para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira comandada por Carlo Ancelotti se prepara para a disputa em busca do hexacampeonato. Em caso do título chegar, os atletas da Amarelinha e o treinador ganham premiações milionárias.

De acordo com o repórter Marcel Rizzo, do Estadão, A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pagará cerca de 1 milhão de dólares (R$ 5,2 milhões) para cada jogador se a Seleção conquistar o título mundial na América do Norte.

Conforme a reportagem, as negociações pelo valor da premiação estão sendo bem conduzidas com os líderes do elenco brasileiro, que inclui atletas experientes como Alisson, Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo, Marquinhos, e Vinícius Júnior.

Além disso, Ancelotti tem direito a um bônus previsto em contrato se levantar a sexta taça da Copa. O italiano, que já é o treinador mais bem pago do país, levaria 5 milhões de euros (na cotação atual R$ 31 milhões) com a conquista.

Amistoso

A Seleção Brasileira disputa o último amistoso antes da convocação final para o Mundial nesta terça-feira, 31, às 21h, contra a Croácia. A partida acontece no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

Cantor é preso por dívida de pensão de R$ 200 mil

Artista estava na cidade para participar de um evento antes da prisão

Por Agatha Victoria Reis
Microfone retrô em fundo colorido - Foto: Reprodução| Freepik

Conhecido como Sandro Becker, o cantor alagoano Emanuel do Vale Trindade, de 71 anos, foi preso na última quinta-feira, 26, em Caruaru (PE), por dívida de pensão alimentícia.

De acordo com a Polícia Civil, o artista tinha um mandado de prisão em aberto por um débito que soma cerca de R$ 200 mil.

No momento da abordagem, o cantor estava na cidade para participar de um evento. Ele foi localizado em um hotel e conduzido à delegacia de plantão. Em nota, a corporação informou que prestou apoio ao cumprimento do mandado expedido pela Justiça.

Quem é Sandro Becker?

Sandro Becker ganhou notoriedade nos anos 1980 com músicas de duplo sentido, como “A Velha Debaixo da Cama”, “O Gato Tico” e “Julieta”. O artista também participou do programa “Cassino do Chacrinha”, exibido pela TV Globo, em 1986.
Sobre a dívida

Em nota divulgada nas redes sociais, amigos do cantor afirmaram que ele teria feito um acordo com a ex-esposa, oferecendo um imóvel avaliado em cerca de R$ 1 milhão como forma de pagamento.

Segundo o comunicado, no entanto, o valor considerado pela Justiça foi inferior ao de mercado, o que teria mantido uma dívida residual de aproximadamente R$ 200 mil.

Senado aprova guarda compartilhada de pets após separação

Projeto define regras para convivência e despesas com animais

Por Isabela Cardoso
O pet deve ser considerado de propriedade comum - Foto: Reprodução | Freepik

O texto permite que cães, gatos e outros animais de estimação possam ter a convivência dividida entre os tutores após o fim do relacionamento. A proposta também define como deve ser feita a divisão quando não há acordo entre as partes.

De autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e com relatoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o projeto mantém o animal como bem de propriedade, mas reconhece o vínculo afetivo com os tutores.

Como vai funcionar

Se não houver acordo entre o casal, a Justiça será responsável por decidir como ficará a guarda do animal.

Para isso, o pet deve ser considerado de propriedade comum, ou seja, quando viveu a maior parte do tempo com ambos.

Na decisão, o juiz deve avaliar pontos como:

Condições do ambiente oferecido ao animal
Quem cuidava do dia a dia
Capacidade financeira dos tutores
Tempo disponível para os cuidados

Divisão de despesas

O projeto também define como os gastos devem ser divididos. Quem estiver com o animal arca com despesas do dia a dia, como alimentação e higiene Custos maiores, como veterinário, internações e medicamentos, devem ser divididos entre os dois

Quando a guarda não é permitida

A guarda compartilhada não será permitida em casos de violência doméstica ou maus-tratos ao animal. Nessas situações, a posse ficará com a outra parte, sem direito a indenização para quem perder a guarda.

Também pode haver perda da guarda se houver descumprimento das regras ou desistência do acordo. Se surgirem indícios de maus-tratos durante o período de convivência, a Justiça poderá rever a decisão.

Comerciante descobre que 'está morto' ao tentar retirar remédio em farmácia

Na ocasião, foi informado de que seu cadastro estava desativado por motivo de falecimento

Por Leilane Teixeira
- Foto: Marcelo Moraes/EPTV

Um erro no sistema do SUS fez com que um comerciante de 62 anos fosse considerado morto por quase um ano, mesmo estando vivo e em tratamento de saúde.

Guelfo de Favari Júnior só descobriu a situação na última quarta-feira, 25, ao tentar retirar medicamentos para tratar problemas cardíacos em uma unidade da Farmácia Popular. Na ocasião, foi informado de que seu cadastro estava desativado por motivo de falecimento.

Erro em cartório

A confusão começou em dezembro de 2024, após a morte do pai dele, que tinha o mesmo nome. Júnior foi o responsável por registrar o óbito no cartório e acredita que, durante esse processo, seus dados tenham sido indevidamente vinculados ao registro.

Durante todo o ano de 2025, ele seguiu comprando os medicamentos normalmente e não percebeu o erro. O problema só veio à tona quando precisou retomar a retirada dos remédios pelo programa.

“Falei que estava tendo um engano, porque o nome dele é o mesmo que o meu, só muda o ‘Júnior’. Eu fui registrar a morte dele e acabaram me dando como morto”, relatou em entrevista à EPTV.

O comerciante, que sofre de arritmia e pressão alta, afirmou ter enfrentado dificuldades para resolver a situação. Segundo ele, percorreu diversos setores em busca de uma solução, sem sucesso imediato.

“É constrangedor. Ninguém sabe explicar onde resolver isso. Fiquei o dia inteiro em vários departamentos e não consegui resolver”, disse.

Polícia investiga

Diante do caso, Júnior registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e informou que pretende acionar a Justiça.

Procurado, o Ministério da Saúde reconheceu a falha no cadastro e afirmou que a situação já foi corrigida. A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto também informou que os dados do paciente foram regularizados após a reclamação.

Moraes e esposa voaram várias vezes em jatos ligados a Daniel Vorcaro

Ministro do STF tem sido vinculado com frequência ao dono do Banco Master

Por Gustavo Nascimento
Alexandre de Moraes, ministro do STF - Foto: Fellipe Sampaio | STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam voado ao menos sete vezes em jatos executivos pertencentes a uma empresa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Além disso, o casal ainda teria voado uma vez em uma aeronave que tinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, como um dos donos.

A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, a partir de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), da Aeronáutica.

Assim como mostra a reportagem, ao cruzar bases de dados dos dois órgãos, é possível verificar que Viviane e Moraes acessaram o terminal executivo do Aeroporto de Brasília ao mesmo tempo em que os jatos pertencentes à Prime You decolaram do terminal. Ainda segundo a Folha de S.Paulo, os voos foram realizados entre maio e outubro de 2025.

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que contratou os serviços de vários operadores de táxi aéreo, entre eles a Prime You, mas que Vorcaro e Zettel não estavam presentes nos voos.

O escritório Barci de Moraes, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, foi contratado pelo Banco Master em abril de 2024 por cerca de R$ 129 milhões.

Brasil vence a Croácia por 3 a 1 em amistoso nos EUA - MELHORES MOMENTOS

 


terça-feira, 31 de março de 2026

Atlas/Estadão: pesquisa mostra alta desaprovação de Lula em SP

Desaprovação dispara entre homens, evangélicos e eleitores de Tarcísio

Loriane Comeli

Luiz Inácio Lula da Silva tem desaprovação de 56% entre eleitores de SP, segundo pesquisa Atlas - 31/03/2026 | Foto: Fábio Rodrigues Pozzobom/Agência Brasil

A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 56% no Estado de São Paulo, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira, 31, pela Atlas/Estadão. A aprovação no Estado é de apenas 43%, e 1% não soube responder. Os dados foram divulgados pelo Estadão.

Os dados em relação ao governo petista, que deve disputar a reeleição em outubro, também são negativos. Na avaliação da gestão, 55% consideram a administração ruim ou péssima; 35%, ótima ou boa; e 10%, regular.
Recortes de gênero, religião e escolaridade mostram nuances da rejeição

A pesquisa também evidencia diferenças na opinião do eleitorado paulista conforme gênero, religião, escolaridade e região. Entre homens, 61,4% desaprovam Lula e 38,3% o aprovam. Já entre mulheres, 52,1% o desaprovam e 46,5% o aprovam.

No recorte religioso, a rejeição atinge 80,4% dos evangélicos. Entre católicos, 53,6% o desaprovam e 46% aprovam o petista.

Flávio vence Lula em eventual 2º turno, mostra Paraná Pesquisas

No mês passado, o governo enfrentou uma crise com o segmento evangélico depois que a escola de samba do RJ Acadêmicos de Niterói — que homenageou Lula no Carnaval — levou à avenida uma ala chamada “Neoconservadores em Conserva”.
A escola de samba Acadêmicos de Niterói fez um deboche aos ‘neoconservadores’ | Foto: Reprodução/TV Globo

Desempenho entre eleitores de Tarcísio e recorte etário

No grupo de eleitores que apoiaram Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno da eleição de 2022, praticamente não há aprovação: 98,4% rejeitam Lula.

Entre aqueles com ensino superior, há empate técnico, com 49,8% de desaprovação e 49,3% de aprovação. Já nos que possuem ensino médio, a desaprovação alcança 61,4%.

Em relação à faixa etária, a maior desaprovação é observada entre eleitores de 45 a 59 anos, com 70,6%. Entre jovens de 16 a 24 anos, o índice é de 60,2%.

Regionalmente, Lula tem melhor desempenho nas regiões de Campinas e São José dos Campos, onde registra 49,3% de aprovação e 50,4% de desaprovação. Nas áreas de Presidente Prudente e Marília, a rejeição atinge 75,6%, o patamar mais elevado do Estado.

Dados da pesquisa

A pesquisa entrevistou 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, realizado entre 24 a 27 de março, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01079/2026.

Irã: países do Oriente Médio buscam evitar nova Guerra do Golfo

Conflito atual tem semelhanças com o de 1991, mas com potencial de contenção maior de nações árabes

Eugenio Goussinsky

Tel-Aviv foi bombardeada com mísseis Scud na Primeira Guerra do Golfo, em 1991 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O que tem ocorrido neste ano no Oriente Médio é uma repetição amplificada da primeira Guerra do Golfo, em 1991. Em vez do Iraque, o protagonista é o Irã. Naquela ocasião, Israel foi alvejada por mísseis e não reagiu. Assim como têm feito os países do Golfo, recentemente atacados por forças iranianas, como Bahrein, Omã, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar.

“A guerra de mísseis que hoje convulsiona o Golfo representa a crise de segurança regional mais grave desde a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990″, relata o Arab Gulf States Institute, de Washington.

Nesta guerra, mísseis balísticos, como Gadhr, Fattah1 e Emad, têm sido lançados também em alvos civis desses países, como hotéis e aeroportos, além de alvejarem infraestruturas militar e de energia. São mísseis modernos, com alcance superior a 1,5 mil quilômetros, que cobrem facilmente toda a Península Arábica. Ilustram a evolução de armamentos que, há mais de três décadas, almejavam os mesmos objetivos de hoje: causar uma guerra regional.

Houve ainda outra guerra na região, a segunda Guerra do Golfo, em 2003, depois de os Estados Unidos invadirem o Iraque com a acusação de que o governo local desenvolvia armas de destruição em massa.

Atualmente, porém, o avanço da tecnologia e da ousadia levou os países a reagirem com uma cautela muito maior. Em 2026, são pelo menos cinco nações que se contiveram e não reagiram aos ataques iranianos, para não provocar uma escalada. Em 1991, apenas Israel teve este papel.

O ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores do Catar, Hamad bin Jassim bin Jaber Al Thani, declarou, na rede social X, que os países do Conselho de Cooperação do Golfo “não devem ser arrastados para um confronto direto com o Irã”, embora Teerã “tenha violado a soberania dos Estados do Conselho e sido o agressor”.

“Há forças que querem que os Estados do Conselho se envolvam diretamente com o Irã”, relatou Sheikh Hamad. “Mas um choque direto entre os Estados do Conselho e o Irã, se ocorrer, esgotará os recursos de ambos os lados e dará oportunidade para que muitas forças nos controlem sob o pretexto de nos ajudar a sair da crise.”

Os ataques a Israel na Guerra do Golfo

Naqueles anos 1990, depois de ser atacado pelos EUA, em função de sua invasão do Kuwait, o Iraque do ditador Saddam Hussein lançou mísseis Scud em Israel. Aqueles ataques já antecipavam uma disputa tecnológica que se tornaria cada vez mais central nas guerras modernas: o confronto entre mísseis balísticos e sistemas de defesa antiaérea.

De um lado estavam os Scud e suas variantes, originalmente desenvolvidos pela União Soviética. Do outro, sistemas de interceptação, como o MIM-104 Patriot, criado pelos EUA e que acabaria se tornando um dos símbolos militares daquele conflito.

Não foram os primeiros equipamentos desse tipo. Eles já existiam desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Mas aquela primeira Guerra do Golfo serviu como um dos primeiros cenários em que esse tipo de disputa prevaleceu, integrada já à era da tecnologia militar avançada.

Os Scud, de origem soviética, alcançavam no máximo 850 quilômetros. Mas serviram de base para o desenvolvimento do norte-coreano Nodong, que deu origem ao Shabbab 3. Já o Patriot serviu como uma referência para o avançado Iron Dome, de Israel, e suas variantes.

Naquela guerra entre EUA e Iraque, uma eventual escalada dependia de Israel. Se o país, na época governado pelo primeiro-ministro Itzhak Shamir, do Likud, respondesse, países como Arábia Saudita, Omã, Bahrein, Catar e Emirados Árabes iriam entrar na guerra contra Israel. Cidades como Tel-Aviv foram atingidas.

Cedido pelos EUA, o sistema Patriot bloqueou vários mísseis iraquianos e contribuiu para um número baixo de vítimas. Soldados norte-americanos que operavam o equipamento foram reverenciados e aplaudidos pela população israelense.

Apesar de todas as semelhanças, o cenário atual, nesse sentido, se inverteu. Os outrora opositores de Israel veem o Irã como a maior ameaça. A tecnologia e a agressividade aumentaram. Mesmo assim, há 35 anos, o cenário atual teria capacidade de gerar uma escalada que, até agora, não ocorreu. Graças à contenção, à estratégia calculada e, por que não dizer, a um grau de ética.

O atual conflito, segundo Ezzat Ibrahim, do portal egípcio Ahram Online, é um teste histórico para a segurança regional. E um aceno para um pós-guerra de integração militar e comercial entre os países da região. “A guerra rapidamente deixou de ser apenas um confronto militar e passou a ser um debate sobre o futuro da ordem regional no Oriente Médio.”

PGR recorre de decisão de Dino sobre aposentadoria compulsória

Órgão contesta entendimento que afasta uso da medida disciplinar no Judiciário

Luis Batistela

Ministro Flávio Dino, do STF | Foto: Gustavo Moreno/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou a possibilidade de aposentadoria compulsória como punição disciplinar a magistrados. O recurso foi apresentado nesta segunda-feira, 30, no âmbito de uma ação que tramita sob segredo de Justiça.

O Ministério Público Federal protocolou um agravo regimental. Em seguida, o relator abriu prazo de 15 dias para manifestação das partes. A subprocuradora Elizeta Ramos assinou a peça.

A PGR apoiou a solução adotada por Dino em um caso específico, mas rejeitou o entendimento geral que elimina esse tipo de sanção administrativa no Judiciário. A ação teve início em 2024, quando um juiz do Rio de Janeiro questionou no STF uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou sua aposentadoria compulsória.

“A aposentadoria é um benefício previdenciário que tem por finalidade garantir ao trabalhador condições dignas de vida quando não mais for possível o desenvolvimento de atividade laboral em virtude de idade-limite, incapacidade permanente para o trabalho ou pela conjugação dos critérios idade mínima e tempo de contribuição”, argumenta o magistrado.


Edson Fachin, presidente do CNJ e do STF, tratou do tema com o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell. A interlocutores, avaliou que o debate já vinha ocorrendo desde decisões individuais anteriores ao longo dos últimos anos.

CNJ avalia efeitos de decisão sobre punições a magistrados

Uma resolução do CNJ ainda prevê a aposentadoria compulsória como sanção em situações como negligência ou conduta incompatível com o cargo. Desde 2006, o conselho aplicou 126 penalidades desse tipo, consideradas as mais severas no campo administrativo.

O caso analisado envolve um juiz da Comarca de Mangaratiba (RJ). O magistrado buscou anular decisões do Tribunal de Justiça do Estado e do CNJ que resultaram em sua punição.

As sanções incluíram censura, remoção compulsória e duas aposentadorias compulsórias. Os órgãos indicaram práticas como lentidão deliberada em processos para favorecer grupos políticos locais e direcionamento de ações para concessão de liminares em benefício de policiais militares ligados à milícia.

Dino indicou três caminhos possíveis para o CNJ reavaliar o caso: absolver o juiz, aplicar outra sanção válida — sem incluir aposentadoria compulsória — ou encaminhar o processo à Advocacia-Geral da União para propor ação que leve à perda do cargo por decisão judicial definitiva.

RS e SE confirmam apoio a subsídio para baratear diesel importado

Já São Paulo, representado pelo governador Tarcísio de Freitas, indicou interesse na participação; entenda a medida

Lucas Cheiddi

A imagem mostra valores da gasolina, diesel e etanol no último domingo, 29, em São Paulo. 29/03/2026 | Foto: Angélica Alves/Estadão Conteúdo

A confirmação do apoio dos governos do Rio Grande do Sul e de Sergipe ao subsídio para reduzir o custo da importação de diesel marca um novo passo na política articulada pelo Ministério da Fazenda. O programa prevê um repasse de R$ 1,20 por litro durante dois meses, com divisão, por União e Estados, do valor da subvenção igualmente.

Nesta segunda-feira, 30, os dois Estados oficializaram a adesão à medida, enquanto São Paulo, representado pelo governador Tarcísio de Freitas, indicou interesse na participação. Ele destacou que a proposta envolve compensação via abatimento no Fundo de Participação dos Estados (FPE). Outras unidades da Federação já sinalizaram adesão, mas ainda não divulgaram comunicados formais.

Novos formatos e justificativas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Foto: Divulgação/Agência SP

Tarcísio de Freitas explicou que o novo formato de subvenção, ao contrário da proposta anterior que envolve ICMS, apresenta viabilidade técnica. Segundo ele, “essa ideia nos parece razoável, e a gente precisa ver como ela vai ser costurada, como vai ser estruturada”. “Mas, em princípio, a ideia do Estado de São Paulo é fazer adesão”, afirmou o governador

Já o governo de Sergipe classificou a iniciativa como excepcional e temporária, com prazo definido de até dois meses e destaque para o objetivo de garantir estabilidade e segurança no abastecimento de combustíveis. Ao Rio Grande do Sul, a adesão busca evitar prejuízos ao setor agrícola e minimizar impactos inflacionários, com destaque à importância do caráter limitado da medida.

De acordo com o governo gaúcho, “a limitação de tempo da iniciativa garante maior previsibilidade orçamentária para o Estado, especialmente diante do atual cenário fiscal sensível e do processo de reconstrução em curso depois da maior tragédia climática de sua história”, conforme declaração oficial.

Detalhes financeiros e impacto eleitoral

A estimativa do Ministério da Fazenda sugere que o gasto total com o subsídio nos dois meses será de R$ 3,2 bilhões. União e Estados repartirão igualmente o valor. A proposta federal aumentou a pressão sobre governadores em ano eleitoral, pois a não adesão exigiria justificativas à população sobre a recusa do apoio financeiro para o diesel.

O valor do subsídio foi planejado para se aproximar do ICMS sobre o diesel, atualmente em R$ 1,17. O benefício se soma à isenção de PIS/Cofins e a uma subvenção adicional de R$ 0,32, totalmente custeada pela União. O pagamento inicial ocorrerá por parte do governo federal, que depois descontará a parte dos Estados do FPE.

Paraná Pesquisas: 47% não votariam de jeito nenhum em Lula

Já 30,4% afirmam que com certeza escolheriam o petista para o cargo de presidente da República

Anderson Scardoelli

Numericamente, a rejeição convicta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é menor que a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra mais gente com a certeza de não votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições gerais deste ano. O instituto divulgou informações a respeito nesta terça-feira, 31.

Conforme o material, 47% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no petista para a Presidência da República. Enquanto isso, 30,4% deram certeza em aderir a eventual campanha dele à reeleição. Já 21,4% disseram que podem votar em Lula. Por fim, o porcentual de não sabem ou não opinaram foi de 1,2%.

Numericamente, a rejeição convicta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é menor que a do atual ocupante do Palácio do Planalto. Entre o público consultado pelo Paraná Pesquisas, 44,1% cravaram que não votariam de jeito nenhum no parlamentar. A base daqueles que com certeza votariam nele foi de 30,1%. O “poderia votar” ficou com 24,6%, além de 1,3% que compõe o bloco de não sabe/não opinou.

Mais de 80% conhecem bem Lula

A pesquisa desta segunda-feira também mostra o grau de conhecimento dos eleitores em relação aos dois pré-candidatos. A maioria absoluta diz ter plena ciência de quem é Lula. O mesmo, entretanto, não ocorre com Flávio Bolsonaro.

Grau de conhecimento de Lula

conhece bem — 83,3%;
conhece apenas de ouvir falar — 15,6%; e
não conhece — 1,1%.

Grau de conhecimento de Flávio Bolsonaro

conhece apenas de ouvir falar — 54,5%;
conhece bem — 36,8%; e
não conhece — 8,7%.
Dados da pesquisa

A fim de mapear o grau de conhecimento e o potencial eleitoral tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, que aparecem nas primeiras posições em seus últimos levantamentos, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores em potencial. O trabalho de campo ocorreu de 25 a 28 de março, em 158 municípios espalhados pelo Distrito Federal e pelos 26 Estados do país.

De acordo com o instituto, a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Além disso, informa-se que o nível de confiança do material é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral, com BR-00873/2026 como código de acompanhamento.

Correios prorrogam prazo do programa de desligamento voluntário depois de baixa adesão

A expectativa da empresa é economizar R$ 2,1 bilhões ao ano com as demissões

Yasmin Alencar

Agência dos Correios I Foto: Elza Fiúza

O programa de desligamento voluntário dos Correios registrou até esta segunda-feira, 30, apenas 2,4 mil adesões, número distante da meta de 10 mil desligamentos em 2026 e mais 5 mil em 2027. O prazo inicial para participação se encerraria nesta terça-feira, 31, mas foi prorrogado diante da baixa procura.

O novo prazo para que os empregados interessados formalizem sua adesão vai até 7 de abril. Segundo comunicado divulgado na sexta-feira 27, a extensão busca, conforme os Correios, “fortalecer a transição e a segurança dos empregados” durante o processo de reestruturação financeira da estatal.

Economia prevista e contexto do quadro funcional

A expectativa da empresa é economizar R$ 2,1 bilhões ao ano com as demissões, valor que deve ser integralmente atingido somente a partir de 2028. Até janeiro, o quadro funcional dos Correios contava com mais de 82 mil funcionários próprios e outros 10 mil terceirizados.

O PDV faz parte da primeira etapa do plano econômico-financeiro dos Correios, elaborado para o período de 2025 a 2027. Além das demissões, o projeto prevê redução em benefícios de saúde, alienação de imóveis e um aporte de R$ 12 bilhões negociado com consórcio bancário para o final de 2025.

Novas condições e benefícios aos participantes

Segundo a nota da empresa, “a decisão visa a oferecer mais tempo e segurança para que as empregadas e os empregados elegíveis analisem as novas condições de assistência médica, incluindo a expansão regional do Plano Família da Postal Saúde”. O pacote do PDV inclui incentivos e condições especiais de aposentadoria.

O programa permite aos participantes e seus dependentes aderirem ao Plano de Saúde Família, que oferece mensalidades mais baixas e cobertura ampliada por regiões. Os benefícios financeiros previstos permanecem os mesmos desde o lançamento do programa.

O comunicado oficial também ressalta que “a ampliação do prazo reforça o compromisso da estatal com uma transição responsável. Com a medida, os profissionais ganham uma janela adicional para planejar seus projetos pessoais e profissionais com base em informações completas sobre os benefícios de saúde e as condições financeiras do programa, que permanecem inalteradas”.

“Nosso objetivo é garantir que cada colaborador tenha clareza e tranquilidade em sua decisão”, afirmou a estatal. “A prorrogação é um gesto de transparência que acompanha o processo de modernização da nossa malha física e digital.”

Para facilitar o planejamento dos funcionários, os Correios disponibilizam um simulador on-line que permite a análise de diferentes combinações de benefícios e incentivos oferecidos pelo PDV.

Metade dos ministros de Lula sai do governo para disputar eleições

O presidente realiza a primeira reunião ministerial de 2026 nesta terça-feira, 31, em tom de despedida e orientações para as campanhas eleitorais

Isabela Jordão
Lula durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza a primeira reunião ministerial de 2026 nesta terça-feira, 31. Será um encontro de transição, com a saída dos ministros que disputarão as eleições e a chegada de novos integrantes. A orientação, direcionada sobretudo aos que deixarão os cargos para concorrer em outubro, será reforçar a necessidade de defesa das ações do governo.

Na despedida, Lula deve recomendar que seus auxiliares defendam o legado da gestão, além de agradecer pelo trabalho realizado. Prestes a deixar a Casa Civil para disputar o Senado pela Bahia, Rui Costa fará um balanço das realizações do governo.

A reunião, na Sala Suprema do Palácio do Planalto, reunirá todos os ministros, inclusive os que permanecerão nos cargos. A previsão é de um encontro mais curto, com término por volta das 12h, já que Lula viajará a São Paulo à tarde.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento do Novo Bolsa Família, no Palácio do Planalto, Brasília, DF (2/3/2023) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo interlocutores do petista, a estratégia é municiar os ministros com um discurso alinhado sobre as ações da Esplanada, e não apenas de suas áreas. A ideia é que tenham uma visão ampla para enfrentar adversários políticos, inclusive Flávio Bolsonaro, nos Estados.

Aliados também vêm sendo orientados a destacar impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira, associando o tema a iniciativas do presidente Donald Trump, que teriam apoio da família Bolsonaro.

Como de praxe, a reunião será aberta por um discurso de Lula e seguida por falas de ministros. Desta vez, devem se pronunciar Rui Costa, Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Dario Durigan, que assumiu o Ministério da Fazenda depois da saída de Fernando Haddad e vai apresentar um balanço econômico.
Dario Durigan ocupava a Secretaria Executiva da Fazenda desde junho de 2023 | Foto: Divulgação/ Ministério da Fazenda

Ao todo, cerca de 20 dos 38 ministros devem deixar o governo por causa das eleições, seja para disputar cargos, atuar em campanhas ou assumir novas funções. Veja quem deve sair e o cargo ao qual vai concorrer:

Fernando Haddad (PT), da Fazenda: governo de São Paulo;
Renan Filho (MDB), dos Transportes: governo de Alagoas;
Rui Costa (PT), da Casa Civil: Senado, pela Bahia;
Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: Senado, pelo Paraná;
Simone Tebet (PSB), do Planejamento: Senado, por São Paulo;
Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: Senado, por São Paulo;
André Fufuca (PP), do Esporte: Senado, pelo Maranhão;
Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: Senado, por Mato Grosso;
Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: Senado, pelo Amapá;
Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: Câmara, por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: Câmara, por São Paulo;
Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: Câmara, pelo Rio de Janeiro;
Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: Câmara, por São Paulo;
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: Câmara legislativa de Minas Gerais;
Grades em volta do Palácio do Planalto – 24/01/2026 | Foto: Reprodução/CNN

Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, deve sair do governo, mas ainda não foi definido se ajudará na campanha de Lula ou se disputa o Senado por São Paulo. Assim como ele, Wolney Queiroz (PDT) e Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia, não sabem se vão concorrer a algum cargo em Pernambuco ou ajudar na chapa do petista.

Outros ministros devem atuar diretamente na campanha, como Geraldo Alckmin, que tende a repetir a chapa com Lula, e Camilo Santana, que pode se dedicar à articulação eleitoral. Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, deve ser exonerado no meio do ano para ser o marqueteiro.

A sucessão nas pastas deve, em grande parte, seguir com nomes da própria estrutura dos ministérios, embora algumas definições ainda dependam de aval presidencial — como a substituição na articulação política, hoje sob responsabilidade de Gleisi.
A ministra Gleisi Hoffmann, o Vice Presidente Geraldo Alckmin e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam da assinatura de medida provisória, em Brasília, DF (14/7/2025) | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lula pretende manter alguns ministros específicos no governo

Nos bastidores, Lula também avalia manter figuras estratégicas no governo para garantir estabilidade, diante da saída de aliados próximos. É o caso de Alexandre Silveira, que pode permanecer no Ministério de Minas e Energia para atuar na crise dos combustíveis.

A equipe também deve receber orientações para manter o ritmo das ações e reforçar a comunicação institucional. Não é a primeira vez que o presidente cobra alinhamento: em reunião anterior, já havia pedido postura mais ativa, especialmente em temas como segurança pública.

Pela legislação eleitoral, integrantes do Executivo precisam deixar os cargos até 4 de abril para disputar as eleições. Lula pretende minimizar os impactos das mudanças, priorizando a promoção de secretários-executivos para garantir continuidade administrativa — como ocorreu na Fazenda, agora sob comando de Durigan.

Donald Trump avalia cobrar países árabes por guerra com o Irã

Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, relata avanço em diálogos diplomáticos conduzidos por Washington

Luis Batistela

Leavitt afirmou que a proposta partiu do próprio republicano | Foto: White House/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia envolver países árabes no financiamento do conflito com o regime do Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, apresentou a possibilidade nesta segunda-feira, 30, durante coletiva em Washington.

Leavitt afirmou que a proposta partiu do próprio republicano. Segundo ela, Trump demonstra interesse em convocar governos da região para dividir os custos da guerra no Oriente Médio.

“Acho que é algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, disse. “É uma ideia que sei que ele tem e algo que acho que você ouvirá mais dele.”

A porta-voz também informou que Washington mantém negociações com Teerã e classificou o andamento como positivo. Ela argumentou que o conteúdo das conversas privadas difere das declarações públicas feitas pela ditadura islâmica.

“Apesar de toda a postura pública que se ouve do regime e de reportagens falsas, as conversas continuam e vão bem”, afirmou Leavitt. “O que é dito publicamente é, claro, muito diferente do que nos é comunicado em particular.”

Trump fala em mudança de regime no Irã

Trump endureceu o discurso contra o Irã ao longo do mesmo dia. Ele ponderou que usinas de energia e poços de petróleo do país poderão ser destruídos caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz — passagem responsável por grande parte do fluxo global de petróleo.

A declaração ocorreu depois de o regime iraniano classificar propostas de paz dos EUA como “irrealistas” e lançar ataques com mísseis contra Israel.

Conforme Oeste, Trump pressiona aliados europeus a liderarem uma eventual operação para reabrir o Estreito de Ormuz. O republicano, no entanto, estaria disposto a encerrar a operação militar contra o Irã mesmo que o local permaneça em grande parte fechado.

No domingo 29, ele afirmou que o cenário político iraniano já configura uma mudança administrativa. O presidente declarou que lideranças anteriores estão mortas e que novas figuras passaram a conduzir o país.

“Já tivemos uma mudança de regime”, disse. “O único regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O próximo regime está quase morto. E o terceiro regime, estamos lidando com pessoas diferentes das que qualquer um já lidou antes. Portanto, eu consideraria essa mudança de regime e, francamente, eles foram muito razoáveis.”

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou tom mais cauteloso. Em entrevista, ele afirmou que uma eventual nova liderança iraniana poderia representar avanço, mas alertou para incertezas.

Rubio declarou que o governo norte-americano deve considerar a possibilidade de que mudanças no comando do país não ocorram ou não produzam efeitos esperados.

Tarcísio de Freitas tem aprovação de 53% dos eleitores paulistas, diz Atlas/Estadão

Levantamento indica que 51,3% da população de São Paulo defende a reeleição do governador

Letícia Alves

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alcançou 53% de aprovação entre os eleitores do Estado. A pesquisa Atlas/Estadão, divulgada nesta terça-feira, 31, aponta que 45% dos entrevistados desaprovam a gestão.

O instituto ouviu 2.254 eleitores entre os dias 24 e 27 de março via recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança atinge 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta sob o protocolo BR-01079/2026.

Na avaliação detalhada do governo, 45% dos paulistas consideram a gestão ótima ou boa. Outros 40% avaliam como ruim ou péssima, enquanto 16% classificam como regular.

Evangélicos aprovam Tarcísio

Os índices de aprovação variam entre os segmentos sociais. O governador registra maior aceitação entre evangélicos (74,9%), eleitores de 45 a 59 anos (66,6%) e homens (57,5%). Regionalmente, moradores de Presidente Prudente e Marília lideram a aprovação com 68,3%.

A desaprovação concentra-se nos eleitores com 60 anos ou mais (56,8%), jovens de 16 a 24 anos (53,2%) e pessoas com ensino superior (51,6%).

A pesquisa comparou o desempenho atual com as gestões anteriores do PSDB. Para 49,9%, a gestão de Tarcísio é “melhor ou muito melhor” do que as tucanas. Já 40,1% consideram este governo “pior ou muito pior” que os anteriores. Para 7,6%, as gestões são iguais e 2,4% não responderam.
A pesquisa Atlas/Estadão, divulgada nesta terça-feira, 31 | Foto: Divulgação/ Estadão

Sobre o rumo do Estado, 50% dos entrevistados afirmam que São Paulo está em um bom caminho. Outros 45% veem um mau caminho e 5% não souberam opinar. O levantamento indica ainda que 51,3% dos paulistas defendem a reeleição de Tarcísio, enquanto 45,7% rejeitam a possibilidade.

Trump domina CPAC 2026 e consolida unidade do movimento conservador nos EUA

Evento registra apoio massivo ao presidente norte-americano e mostra coesão em torno da agenda 'America First'

Loriane Comeli

Participantes da CPAC 2026 demonstraram apoio massivo a Donald Trump | Foto: Reprodução/CPAC

* Por Paulo Faria

Grapevine, Texas — A edição de 2026 da CPAC confirmou aquilo que já se desenhava nos bastidores da política americana: Donald Trump segue como a principal força do conservadorismo nos Estados Unidos.

A tradicional pesquisa informal realizada durante o evento revelou números expressivos. Entre milhares de participantes, 96% aprovam Trump, enquanto 94% o consideram o presidente mais eficaz de suas vidas, índices que reforçam não apenas sua liderança, mas também o grau de identificação com sua agenda política.

O levantamento também indica a continuidade do movimento. O vice-presidente JD Vance aparece com 92% de aprovação, consolidando-se como nome central na próxima geração conservadora, e já no radar para 2028 para sucessão do próprio Trump.

Mais do que números, a CPAC 2026 evidenciou um movimento politicamente organizado e com prioridades bem definidas. Para 93% dos participantes, o objetivo central é manter a maioria republicana no Congresso nas próximas eleições de meio de mandato.

A pauta econômica e política externa também mostra unidade. A defesa de tarifas para proteger a indústria americana alcançou 91% na avaliação; o apoio a ações firmes contra o regime iraniano obteve aprovação de 89% dos presentes; e 92% endossaram as medidas contra regimes autoritários, como os da Venezuela e de Cuba.

A leitura predominante entre os participantes é clara: divergências internas não podem comprometer o avanço eleitoral. A unidade, ali, foi tratada como ativo estratégico.

Evento recorde e engajamento político

A edição deste ano registrou um crescimento de 33% no público, consolidando-se como uma das maiores da história da conferência. O volume de participantes foi tão elevado que, em determinados momentos, o acesso ao salão principal precisou ser restringido por questões de segurança, especialmente, na apresentação do príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi.

CPAC 2026 foi realizada no Texas, e público foi 33% superior ao de 2025 | Foto: Reprodução/CPAC

Mesmo com votações em andamento em Washington, parlamentares e autoridades priorizaram presença no evento. Isso demonstra o peso político que a CPAC adquiriu dentro do campo conservador.

Entretanto, os participantes sentiram a ausência do líder, Trump, que não pôde participar do CPAC, pela primeira vez.
Força institucional e presença internacional

A lista de palestrantes refletiu o alinhamento entre o movimento e figuras centrais do establishment conservador. Entre os nomes presentes estavam os senadores Ted Cruz e Rick Scott e diversas autoridades do governo.

No plano internacional, a conferência reforçou sua expansão. Subiram ao palco nomes como Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil, a ex-primeira-ministra britânica Liz Truss, e Reza Pahlavi, príncipe herdeiro do Irã, em momento crítico do conflito entre Estados Unidos e o seu país natal, exilado desde a tomada de poder pelos clérigos, há 47 anos.

Reza Pahlavi, durante a CPAC 2026 | Foto: Reprodução/CPAC

A organização anunciou ainda a criação da CPAC Great Britain, cuja primeira edição está prevista para julho deste ano, em Londres, o que sinaliza o avanço da articulação conservadora em expansão em escala global. Há também a possibilidade de ocorrer um CPAC Brasil na cidade de Orlando, Flórida, reforçando essa tendência.
O olhar para 2028

A pesquisa também antecipou tendências para o próximo ciclo presidencial. JD Vance lidera a preferência inicial com 53%, seguido pelo secretário de Estado, Marco Rubio, com 35%. Os dados indicam uma base não apenas fiel, mas já mobilizada para a sucessão de Trump, sem romper com o eixo central representado pelo atual presidente.

Narrativas contestadas

Em contraste com análises recorrentes da grande mídia americana, os participantes da CPAC rejeitam a ideia de fragmentação interna. A percepção dominante é de coesão em torno de liderança, agenda e estratégia eleitoral.

Mais do que um evento político, a CPAC 2026 ocorrido em Dallas, Texas, funcionou como uma demonstração de força: um movimento organizado, ideologicamente alinhado e orientado para a disputa de poder nos próximos anos.

A conferência serviu também para reforçar o conservadorismo alinhado a Trump e não apenas como um fenômeno exclusivamente doméstico. O evento reforçou uma ambição internacional cada vez mais explícita: transformar a direita populista, soberanista e antiglobalista em rede política transnacional.

* Paulo Faria, jornalista e correspondente internacional da Revista Oeste

Cuiabá cria Dia do Patriota em homenagem a Bolsonaro

Data vai ser celebrada em 6 de setembro, mesmo dia em que o ex-presidente sofreu um atentado a faca

Isabela Jordão

O vereador Rafael Ranalli (à esq.) com a filha e o prefeito Abilio Brunini (à dir.) na assinatura da sanção do Dia do Patriota em Cuiabá (MT) | Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá

O prefeito de Cuiabá (MT), Abilio Brunini (PL), sancionou, na última sexta-feira, 27, um projeto de lei que institui o Dia Municipal do Patriota. De acordo com a prefeitura, a medida busca incentivar o civismo e a cidadania.

A data foi fixada em 6 de setembro, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora (MG) na véspera do Dia da Independência, durante a campanha presidencial de 2018.

A proposta, aprovada previamente pela Câmara Municipal, é de autoria do vereador e policial federal Rafael Ranalli (PL). “Cuiabá terá seu dia para homenagear o patriota que todo dia luta por um Brasil melhor e para relembrar esse mito que fez despertar uma nação”, escreveu o vereador em publicação no Instagram.

Segundo o Legislativo cuiabano, a iniciativa pretende “valorizar princípios patrióticos, estimular o civismo, o amor à pátria e o respeito à tradição, à família e à ordem”. A celebração prevê a promoção de ações culturais e educacionais de caráter cívico no município. A data não será feriado.

Prefeito de Cuiabá relembra atentado contra Bolsonaro

Ao comentar a sanção, o prefeito afirmou que o 6 de setembro “nunca será esquecido” e que o episódio do atentado marcou a história do país. Ele acrescentou que, em Cuiabá, a data passará a ser lembrada como o Dia do Patriota, com Bolsonaro como símbolo desse patriotismo.

“O Bolsonaro tomou uma facada, foi no dia 6 de setembro, e até hoje esses caras estão tentando matar o Bolsonaro”, afirmou o prefeito. “Mas o dia 6 de setembro nunca será esquecido e aquela facada mudou a história do Brasil.”

Justiça decide que beijo na mão pode ser considerado agressão sexual

A Espanha está na vanguarda da luta contra a violência de gênero e, em 2004, aprovou uma lei pioneira contra a violência dirigida às mulheres

Por Carla Melo
A Espanha está na vanguarda da luta contra a violência de gênero - Foto: Divulgação | Pixabay

O Supremo Tribunal da Espanha, a mais alta instância judicial do país, decidiu que dar um beijo na mão sem consentimento pode ser considerado agressão sexual.

A decisão, proferida em 5 de março, atendeu também a condenação de um homem por agressão sexual por ter feito toques não consentidos em uma mulher em um ponto de ônibus. A informação é da AFP

A defesa do acusado pretendia requalificar os fatos como um simples "assédio de rua", mas os magistrados consideraram que qualquer contato físico com conotação sexual ultrapassava essa categoria e que ele deveria pagar a multa de 1.620 euros (9.700 reais) prevista em sua primeira condenação.

De acordo com os magistrados, "não se tratou de um mero ato de pegar na mão" da mulher. O acusado "agiu com intenção de atentar contra sua integridade sexual, pegou e beijou sua mão enquanto, por meio de gestos, pedia que o acompanhasse, oferecendo-lhe dinheiro".

"Houve, por isso, um ato de agressão sexual, na medida em que a ação descreve um toque de natureza e tom sexuais que a vítima não tinha obrigação de suportar, com claro conteúdo sexual e ataque à vítima, reduzindo-a à condição de objeto", acrescenta a decisão.

A Espanha está na vanguarda da luta contra a violência de gênero e, em 2004, aprovou uma lei pioneira na Europa contra a violência dirigida às mulheres.

Em 2025, no caso conhecido como o do “beijo forçado”, o então presidente da federação espanhola de futebol, Luis Rubiales, foi condenado por agressão sexual por dar um beijo na jogadora Jenni Hermoso após a final da Copa do Mundo feminina em Sydney, em agosto de 2023.

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