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terça-feira, 31 de março de 2026

Atlas/Estadão: pesquisa mostra alta desaprovação de Lula em SP

Desaprovação dispara entre homens, evangélicos e eleitores de Tarcísio

Loriane Comeli

Luiz Inácio Lula da Silva tem desaprovação de 56% entre eleitores de SP, segundo pesquisa Atlas - 31/03/2026 | Foto: Fábio Rodrigues Pozzobom/Agência Brasil

A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 56% no Estado de São Paulo, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira, 31, pela Atlas/Estadão. A aprovação no Estado é de apenas 43%, e 1% não soube responder. Os dados foram divulgados pelo Estadão.

Os dados em relação ao governo petista, que deve disputar a reeleição em outubro, também são negativos. Na avaliação da gestão, 55% consideram a administração ruim ou péssima; 35%, ótima ou boa; e 10%, regular.
Recortes de gênero, religião e escolaridade mostram nuances da rejeição

A pesquisa também evidencia diferenças na opinião do eleitorado paulista conforme gênero, religião, escolaridade e região. Entre homens, 61,4% desaprovam Lula e 38,3% o aprovam. Já entre mulheres, 52,1% o desaprovam e 46,5% o aprovam.

No recorte religioso, a rejeição atinge 80,4% dos evangélicos. Entre católicos, 53,6% o desaprovam e 46% aprovam o petista.

Flávio vence Lula em eventual 2º turno, mostra Paraná Pesquisas

No mês passado, o governo enfrentou uma crise com o segmento evangélico depois que a escola de samba do RJ Acadêmicos de Niterói — que homenageou Lula no Carnaval — levou à avenida uma ala chamada “Neoconservadores em Conserva”.
A escola de samba Acadêmicos de Niterói fez um deboche aos ‘neoconservadores’ | Foto: Reprodução/TV Globo

Desempenho entre eleitores de Tarcísio e recorte etário

No grupo de eleitores que apoiaram Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno da eleição de 2022, praticamente não há aprovação: 98,4% rejeitam Lula.

Entre aqueles com ensino superior, há empate técnico, com 49,8% de desaprovação e 49,3% de aprovação. Já nos que possuem ensino médio, a desaprovação alcança 61,4%.

Em relação à faixa etária, a maior desaprovação é observada entre eleitores de 45 a 59 anos, com 70,6%. Entre jovens de 16 a 24 anos, o índice é de 60,2%.

Regionalmente, Lula tem melhor desempenho nas regiões de Campinas e São José dos Campos, onde registra 49,3% de aprovação e 50,4% de desaprovação. Nas áreas de Presidente Prudente e Marília, a rejeição atinge 75,6%, o patamar mais elevado do Estado.

Dados da pesquisa

A pesquisa entrevistou 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, realizado entre 24 a 27 de março, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01079/2026.

Irã: países do Oriente Médio buscam evitar nova Guerra do Golfo

Conflito atual tem semelhanças com o de 1991, mas com potencial de contenção maior de nações árabes

Eugenio Goussinsky

Tel-Aviv foi bombardeada com mísseis Scud na Primeira Guerra do Golfo, em 1991 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O que tem ocorrido neste ano no Oriente Médio é uma repetição amplificada da primeira Guerra do Golfo, em 1991. Em vez do Iraque, o protagonista é o Irã. Naquela ocasião, Israel foi alvejada por mísseis e não reagiu. Assim como têm feito os países do Golfo, recentemente atacados por forças iranianas, como Bahrein, Omã, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar.

“A guerra de mísseis que hoje convulsiona o Golfo representa a crise de segurança regional mais grave desde a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990″, relata o Arab Gulf States Institute, de Washington.

Nesta guerra, mísseis balísticos, como Gadhr, Fattah1 e Emad, têm sido lançados também em alvos civis desses países, como hotéis e aeroportos, além de alvejarem infraestruturas militar e de energia. São mísseis modernos, com alcance superior a 1,5 mil quilômetros, que cobrem facilmente toda a Península Arábica. Ilustram a evolução de armamentos que, há mais de três décadas, almejavam os mesmos objetivos de hoje: causar uma guerra regional.

Houve ainda outra guerra na região, a segunda Guerra do Golfo, em 2003, depois de os Estados Unidos invadirem o Iraque com a acusação de que o governo local desenvolvia armas de destruição em massa.

Atualmente, porém, o avanço da tecnologia e da ousadia levou os países a reagirem com uma cautela muito maior. Em 2026, são pelo menos cinco nações que se contiveram e não reagiram aos ataques iranianos, para não provocar uma escalada. Em 1991, apenas Israel teve este papel.

O ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores do Catar, Hamad bin Jassim bin Jaber Al Thani, declarou, na rede social X, que os países do Conselho de Cooperação do Golfo “não devem ser arrastados para um confronto direto com o Irã”, embora Teerã “tenha violado a soberania dos Estados do Conselho e sido o agressor”.

“Há forças que querem que os Estados do Conselho se envolvam diretamente com o Irã”, relatou Sheikh Hamad. “Mas um choque direto entre os Estados do Conselho e o Irã, se ocorrer, esgotará os recursos de ambos os lados e dará oportunidade para que muitas forças nos controlem sob o pretexto de nos ajudar a sair da crise.”

Os ataques a Israel na Guerra do Golfo

Naqueles anos 1990, depois de ser atacado pelos EUA, em função de sua invasão do Kuwait, o Iraque do ditador Saddam Hussein lançou mísseis Scud em Israel. Aqueles ataques já antecipavam uma disputa tecnológica que se tornaria cada vez mais central nas guerras modernas: o confronto entre mísseis balísticos e sistemas de defesa antiaérea.

De um lado estavam os Scud e suas variantes, originalmente desenvolvidos pela União Soviética. Do outro, sistemas de interceptação, como o MIM-104 Patriot, criado pelos EUA e que acabaria se tornando um dos símbolos militares daquele conflito.

Não foram os primeiros equipamentos desse tipo. Eles já existiam desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Mas aquela primeira Guerra do Golfo serviu como um dos primeiros cenários em que esse tipo de disputa prevaleceu, integrada já à era da tecnologia militar avançada.

Os Scud, de origem soviética, alcançavam no máximo 850 quilômetros. Mas serviram de base para o desenvolvimento do norte-coreano Nodong, que deu origem ao Shabbab 3. Já o Patriot serviu como uma referência para o avançado Iron Dome, de Israel, e suas variantes.

Naquela guerra entre EUA e Iraque, uma eventual escalada dependia de Israel. Se o país, na época governado pelo primeiro-ministro Itzhak Shamir, do Likud, respondesse, países como Arábia Saudita, Omã, Bahrein, Catar e Emirados Árabes iriam entrar na guerra contra Israel. Cidades como Tel-Aviv foram atingidas.

Cedido pelos EUA, o sistema Patriot bloqueou vários mísseis iraquianos e contribuiu para um número baixo de vítimas. Soldados norte-americanos que operavam o equipamento foram reverenciados e aplaudidos pela população israelense.

Apesar de todas as semelhanças, o cenário atual, nesse sentido, se inverteu. Os outrora opositores de Israel veem o Irã como a maior ameaça. A tecnologia e a agressividade aumentaram. Mesmo assim, há 35 anos, o cenário atual teria capacidade de gerar uma escalada que, até agora, não ocorreu. Graças à contenção, à estratégia calculada e, por que não dizer, a um grau de ética.

O atual conflito, segundo Ezzat Ibrahim, do portal egípcio Ahram Online, é um teste histórico para a segurança regional. E um aceno para um pós-guerra de integração militar e comercial entre os países da região. “A guerra rapidamente deixou de ser apenas um confronto militar e passou a ser um debate sobre o futuro da ordem regional no Oriente Médio.”

PGR recorre de decisão de Dino sobre aposentadoria compulsória

Órgão contesta entendimento que afasta uso da medida disciplinar no Judiciário

Luis Batistela

Ministro Flávio Dino, do STF | Foto: Gustavo Moreno/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou a possibilidade de aposentadoria compulsória como punição disciplinar a magistrados. O recurso foi apresentado nesta segunda-feira, 30, no âmbito de uma ação que tramita sob segredo de Justiça.

O Ministério Público Federal protocolou um agravo regimental. Em seguida, o relator abriu prazo de 15 dias para manifestação das partes. A subprocuradora Elizeta Ramos assinou a peça.

A PGR apoiou a solução adotada por Dino em um caso específico, mas rejeitou o entendimento geral que elimina esse tipo de sanção administrativa no Judiciário. A ação teve início em 2024, quando um juiz do Rio de Janeiro questionou no STF uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou sua aposentadoria compulsória.

“A aposentadoria é um benefício previdenciário que tem por finalidade garantir ao trabalhador condições dignas de vida quando não mais for possível o desenvolvimento de atividade laboral em virtude de idade-limite, incapacidade permanente para o trabalho ou pela conjugação dos critérios idade mínima e tempo de contribuição”, argumenta o magistrado.


Edson Fachin, presidente do CNJ e do STF, tratou do tema com o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell. A interlocutores, avaliou que o debate já vinha ocorrendo desde decisões individuais anteriores ao longo dos últimos anos.

CNJ avalia efeitos de decisão sobre punições a magistrados

Uma resolução do CNJ ainda prevê a aposentadoria compulsória como sanção em situações como negligência ou conduta incompatível com o cargo. Desde 2006, o conselho aplicou 126 penalidades desse tipo, consideradas as mais severas no campo administrativo.

O caso analisado envolve um juiz da Comarca de Mangaratiba (RJ). O magistrado buscou anular decisões do Tribunal de Justiça do Estado e do CNJ que resultaram em sua punição.

As sanções incluíram censura, remoção compulsória e duas aposentadorias compulsórias. Os órgãos indicaram práticas como lentidão deliberada em processos para favorecer grupos políticos locais e direcionamento de ações para concessão de liminares em benefício de policiais militares ligados à milícia.

Dino indicou três caminhos possíveis para o CNJ reavaliar o caso: absolver o juiz, aplicar outra sanção válida — sem incluir aposentadoria compulsória — ou encaminhar o processo à Advocacia-Geral da União para propor ação que leve à perda do cargo por decisão judicial definitiva.

RS e SE confirmam apoio a subsídio para baratear diesel importado

Já São Paulo, representado pelo governador Tarcísio de Freitas, indicou interesse na participação; entenda a medida

Lucas Cheiddi

A imagem mostra valores da gasolina, diesel e etanol no último domingo, 29, em São Paulo. 29/03/2026 | Foto: Angélica Alves/Estadão Conteúdo

A confirmação do apoio dos governos do Rio Grande do Sul e de Sergipe ao subsídio para reduzir o custo da importação de diesel marca um novo passo na política articulada pelo Ministério da Fazenda. O programa prevê um repasse de R$ 1,20 por litro durante dois meses, com divisão, por União e Estados, do valor da subvenção igualmente.

Nesta segunda-feira, 30, os dois Estados oficializaram a adesão à medida, enquanto São Paulo, representado pelo governador Tarcísio de Freitas, indicou interesse na participação. Ele destacou que a proposta envolve compensação via abatimento no Fundo de Participação dos Estados (FPE). Outras unidades da Federação já sinalizaram adesão, mas ainda não divulgaram comunicados formais.

Novos formatos e justificativas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Foto: Divulgação/Agência SP

Tarcísio de Freitas explicou que o novo formato de subvenção, ao contrário da proposta anterior que envolve ICMS, apresenta viabilidade técnica. Segundo ele, “essa ideia nos parece razoável, e a gente precisa ver como ela vai ser costurada, como vai ser estruturada”. “Mas, em princípio, a ideia do Estado de São Paulo é fazer adesão”, afirmou o governador

Já o governo de Sergipe classificou a iniciativa como excepcional e temporária, com prazo definido de até dois meses e destaque para o objetivo de garantir estabilidade e segurança no abastecimento de combustíveis. Ao Rio Grande do Sul, a adesão busca evitar prejuízos ao setor agrícola e minimizar impactos inflacionários, com destaque à importância do caráter limitado da medida.

De acordo com o governo gaúcho, “a limitação de tempo da iniciativa garante maior previsibilidade orçamentária para o Estado, especialmente diante do atual cenário fiscal sensível e do processo de reconstrução em curso depois da maior tragédia climática de sua história”, conforme declaração oficial.

Detalhes financeiros e impacto eleitoral

A estimativa do Ministério da Fazenda sugere que o gasto total com o subsídio nos dois meses será de R$ 3,2 bilhões. União e Estados repartirão igualmente o valor. A proposta federal aumentou a pressão sobre governadores em ano eleitoral, pois a não adesão exigiria justificativas à população sobre a recusa do apoio financeiro para o diesel.

O valor do subsídio foi planejado para se aproximar do ICMS sobre o diesel, atualmente em R$ 1,17. O benefício se soma à isenção de PIS/Cofins e a uma subvenção adicional de R$ 0,32, totalmente custeada pela União. O pagamento inicial ocorrerá por parte do governo federal, que depois descontará a parte dos Estados do FPE.

Paraná Pesquisas: 47% não votariam de jeito nenhum em Lula

Já 30,4% afirmam que com certeza escolheriam o petista para o cargo de presidente da República

Anderson Scardoelli

Numericamente, a rejeição convicta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é menor que a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra mais gente com a certeza de não votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições gerais deste ano. O instituto divulgou informações a respeito nesta terça-feira, 31.

Conforme o material, 47% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no petista para a Presidência da República. Enquanto isso, 30,4% deram certeza em aderir a eventual campanha dele à reeleição. Já 21,4% disseram que podem votar em Lula. Por fim, o porcentual de não sabem ou não opinaram foi de 1,2%.

Numericamente, a rejeição convicta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é menor que a do atual ocupante do Palácio do Planalto. Entre o público consultado pelo Paraná Pesquisas, 44,1% cravaram que não votariam de jeito nenhum no parlamentar. A base daqueles que com certeza votariam nele foi de 30,1%. O “poderia votar” ficou com 24,6%, além de 1,3% que compõe o bloco de não sabe/não opinou.

Mais de 80% conhecem bem Lula

A pesquisa desta segunda-feira também mostra o grau de conhecimento dos eleitores em relação aos dois pré-candidatos. A maioria absoluta diz ter plena ciência de quem é Lula. O mesmo, entretanto, não ocorre com Flávio Bolsonaro.

Grau de conhecimento de Lula

conhece bem — 83,3%;
conhece apenas de ouvir falar — 15,6%; e
não conhece — 1,1%.

Grau de conhecimento de Flávio Bolsonaro

conhece apenas de ouvir falar — 54,5%;
conhece bem — 36,8%; e
não conhece — 8,7%.
Dados da pesquisa

A fim de mapear o grau de conhecimento e o potencial eleitoral tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, que aparecem nas primeiras posições em seus últimos levantamentos, a equipe do Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores em potencial. O trabalho de campo ocorreu de 25 a 28 de março, em 158 municípios espalhados pelo Distrito Federal e pelos 26 Estados do país.

De acordo com o instituto, a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, nos resultados gerais. Além disso, informa-se que o nível de confiança do material é de 95%.

A pesquisa conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral, com BR-00873/2026 como código de acompanhamento.

Correios prorrogam prazo do programa de desligamento voluntário depois de baixa adesão

A expectativa da empresa é economizar R$ 2,1 bilhões ao ano com as demissões

Yasmin Alencar

Agência dos Correios I Foto: Elza Fiúza

O programa de desligamento voluntário dos Correios registrou até esta segunda-feira, 30, apenas 2,4 mil adesões, número distante da meta de 10 mil desligamentos em 2026 e mais 5 mil em 2027. O prazo inicial para participação se encerraria nesta terça-feira, 31, mas foi prorrogado diante da baixa procura.

O novo prazo para que os empregados interessados formalizem sua adesão vai até 7 de abril. Segundo comunicado divulgado na sexta-feira 27, a extensão busca, conforme os Correios, “fortalecer a transição e a segurança dos empregados” durante o processo de reestruturação financeira da estatal.

Economia prevista e contexto do quadro funcional

A expectativa da empresa é economizar R$ 2,1 bilhões ao ano com as demissões, valor que deve ser integralmente atingido somente a partir de 2028. Até janeiro, o quadro funcional dos Correios contava com mais de 82 mil funcionários próprios e outros 10 mil terceirizados.

O PDV faz parte da primeira etapa do plano econômico-financeiro dos Correios, elaborado para o período de 2025 a 2027. Além das demissões, o projeto prevê redução em benefícios de saúde, alienação de imóveis e um aporte de R$ 12 bilhões negociado com consórcio bancário para o final de 2025.

Novas condições e benefícios aos participantes

Segundo a nota da empresa, “a decisão visa a oferecer mais tempo e segurança para que as empregadas e os empregados elegíveis analisem as novas condições de assistência médica, incluindo a expansão regional do Plano Família da Postal Saúde”. O pacote do PDV inclui incentivos e condições especiais de aposentadoria.

O programa permite aos participantes e seus dependentes aderirem ao Plano de Saúde Família, que oferece mensalidades mais baixas e cobertura ampliada por regiões. Os benefícios financeiros previstos permanecem os mesmos desde o lançamento do programa.

O comunicado oficial também ressalta que “a ampliação do prazo reforça o compromisso da estatal com uma transição responsável. Com a medida, os profissionais ganham uma janela adicional para planejar seus projetos pessoais e profissionais com base em informações completas sobre os benefícios de saúde e as condições financeiras do programa, que permanecem inalteradas”.

“Nosso objetivo é garantir que cada colaborador tenha clareza e tranquilidade em sua decisão”, afirmou a estatal. “A prorrogação é um gesto de transparência que acompanha o processo de modernização da nossa malha física e digital.”

Para facilitar o planejamento dos funcionários, os Correios disponibilizam um simulador on-line que permite a análise de diferentes combinações de benefícios e incentivos oferecidos pelo PDV.

Metade dos ministros de Lula sai do governo para disputar eleições

O presidente realiza a primeira reunião ministerial de 2026 nesta terça-feira, 31, em tom de despedida e orientações para as campanhas eleitorais

Isabela Jordão
Lula durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza a primeira reunião ministerial de 2026 nesta terça-feira, 31. Será um encontro de transição, com a saída dos ministros que disputarão as eleições e a chegada de novos integrantes. A orientação, direcionada sobretudo aos que deixarão os cargos para concorrer em outubro, será reforçar a necessidade de defesa das ações do governo.

Na despedida, Lula deve recomendar que seus auxiliares defendam o legado da gestão, além de agradecer pelo trabalho realizado. Prestes a deixar a Casa Civil para disputar o Senado pela Bahia, Rui Costa fará um balanço das realizações do governo.

A reunião, na Sala Suprema do Palácio do Planalto, reunirá todos os ministros, inclusive os que permanecerão nos cargos. A previsão é de um encontro mais curto, com término por volta das 12h, já que Lula viajará a São Paulo à tarde.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento do Novo Bolsa Família, no Palácio do Planalto, Brasília, DF (2/3/2023) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo interlocutores do petista, a estratégia é municiar os ministros com um discurso alinhado sobre as ações da Esplanada, e não apenas de suas áreas. A ideia é que tenham uma visão ampla para enfrentar adversários políticos, inclusive Flávio Bolsonaro, nos Estados.

Aliados também vêm sendo orientados a destacar impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira, associando o tema a iniciativas do presidente Donald Trump, que teriam apoio da família Bolsonaro.

Como de praxe, a reunião será aberta por um discurso de Lula e seguida por falas de ministros. Desta vez, devem se pronunciar Rui Costa, Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Dario Durigan, que assumiu o Ministério da Fazenda depois da saída de Fernando Haddad e vai apresentar um balanço econômico.
Dario Durigan ocupava a Secretaria Executiva da Fazenda desde junho de 2023 | Foto: Divulgação/ Ministério da Fazenda

Ao todo, cerca de 20 dos 38 ministros devem deixar o governo por causa das eleições, seja para disputar cargos, atuar em campanhas ou assumir novas funções. Veja quem deve sair e o cargo ao qual vai concorrer:

Fernando Haddad (PT), da Fazenda: governo de São Paulo;
Renan Filho (MDB), dos Transportes: governo de Alagoas;
Rui Costa (PT), da Casa Civil: Senado, pela Bahia;
Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: Senado, pelo Paraná;
Simone Tebet (PSB), do Planejamento: Senado, por São Paulo;
Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: Senado, por São Paulo;
André Fufuca (PP), do Esporte: Senado, pelo Maranhão;
Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: Senado, por Mato Grosso;
Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: Senado, pelo Amapá;
Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: Câmara, por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: Câmara, por São Paulo;
Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: Câmara, pelo Rio de Janeiro;
Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: Câmara, por São Paulo;
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: Câmara legislativa de Minas Gerais;
Grades em volta do Palácio do Planalto – 24/01/2026 | Foto: Reprodução/CNN

Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, deve sair do governo, mas ainda não foi definido se ajudará na campanha de Lula ou se disputa o Senado por São Paulo. Assim como ele, Wolney Queiroz (PDT) e Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia, não sabem se vão concorrer a algum cargo em Pernambuco ou ajudar na chapa do petista.

Outros ministros devem atuar diretamente na campanha, como Geraldo Alckmin, que tende a repetir a chapa com Lula, e Camilo Santana, que pode se dedicar à articulação eleitoral. Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, deve ser exonerado no meio do ano para ser o marqueteiro.

A sucessão nas pastas deve, em grande parte, seguir com nomes da própria estrutura dos ministérios, embora algumas definições ainda dependam de aval presidencial — como a substituição na articulação política, hoje sob responsabilidade de Gleisi.
A ministra Gleisi Hoffmann, o Vice Presidente Geraldo Alckmin e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam da assinatura de medida provisória, em Brasília, DF (14/7/2025) | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lula pretende manter alguns ministros específicos no governo

Nos bastidores, Lula também avalia manter figuras estratégicas no governo para garantir estabilidade, diante da saída de aliados próximos. É o caso de Alexandre Silveira, que pode permanecer no Ministério de Minas e Energia para atuar na crise dos combustíveis.

A equipe também deve receber orientações para manter o ritmo das ações e reforçar a comunicação institucional. Não é a primeira vez que o presidente cobra alinhamento: em reunião anterior, já havia pedido postura mais ativa, especialmente em temas como segurança pública.

Pela legislação eleitoral, integrantes do Executivo precisam deixar os cargos até 4 de abril para disputar as eleições. Lula pretende minimizar os impactos das mudanças, priorizando a promoção de secretários-executivos para garantir continuidade administrativa — como ocorreu na Fazenda, agora sob comando de Durigan.

Donald Trump avalia cobrar países árabes por guerra com o Irã

Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, relata avanço em diálogos diplomáticos conduzidos por Washington

Luis Batistela

Leavitt afirmou que a proposta partiu do próprio republicano | Foto: White House/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia envolver países árabes no financiamento do conflito com o regime do Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, apresentou a possibilidade nesta segunda-feira, 30, durante coletiva em Washington.

Leavitt afirmou que a proposta partiu do próprio republicano. Segundo ela, Trump demonstra interesse em convocar governos da região para dividir os custos da guerra no Oriente Médio.

“Acho que é algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, disse. “É uma ideia que sei que ele tem e algo que acho que você ouvirá mais dele.”

A porta-voz também informou que Washington mantém negociações com Teerã e classificou o andamento como positivo. Ela argumentou que o conteúdo das conversas privadas difere das declarações públicas feitas pela ditadura islâmica.

“Apesar de toda a postura pública que se ouve do regime e de reportagens falsas, as conversas continuam e vão bem”, afirmou Leavitt. “O que é dito publicamente é, claro, muito diferente do que nos é comunicado em particular.”

Trump fala em mudança de regime no Irã

Trump endureceu o discurso contra o Irã ao longo do mesmo dia. Ele ponderou que usinas de energia e poços de petróleo do país poderão ser destruídos caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz — passagem responsável por grande parte do fluxo global de petróleo.

A declaração ocorreu depois de o regime iraniano classificar propostas de paz dos EUA como “irrealistas” e lançar ataques com mísseis contra Israel.

Conforme Oeste, Trump pressiona aliados europeus a liderarem uma eventual operação para reabrir o Estreito de Ormuz. O republicano, no entanto, estaria disposto a encerrar a operação militar contra o Irã mesmo que o local permaneça em grande parte fechado.

No domingo 29, ele afirmou que o cenário político iraniano já configura uma mudança administrativa. O presidente declarou que lideranças anteriores estão mortas e que novas figuras passaram a conduzir o país.

“Já tivemos uma mudança de regime”, disse. “O único regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O próximo regime está quase morto. E o terceiro regime, estamos lidando com pessoas diferentes das que qualquer um já lidou antes. Portanto, eu consideraria essa mudança de regime e, francamente, eles foram muito razoáveis.”

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou tom mais cauteloso. Em entrevista, ele afirmou que uma eventual nova liderança iraniana poderia representar avanço, mas alertou para incertezas.

Rubio declarou que o governo norte-americano deve considerar a possibilidade de que mudanças no comando do país não ocorram ou não produzam efeitos esperados.

Tarcísio de Freitas tem aprovação de 53% dos eleitores paulistas, diz Atlas/Estadão

Levantamento indica que 51,3% da população de São Paulo defende a reeleição do governador

Letícia Alves

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alcançou 53% de aprovação entre os eleitores do Estado. A pesquisa Atlas/Estadão, divulgada nesta terça-feira, 31, aponta que 45% dos entrevistados desaprovam a gestão.

O instituto ouviu 2.254 eleitores entre os dias 24 e 27 de março via recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança atinge 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta sob o protocolo BR-01079/2026.

Na avaliação detalhada do governo, 45% dos paulistas consideram a gestão ótima ou boa. Outros 40% avaliam como ruim ou péssima, enquanto 16% classificam como regular.

Evangélicos aprovam Tarcísio

Os índices de aprovação variam entre os segmentos sociais. O governador registra maior aceitação entre evangélicos (74,9%), eleitores de 45 a 59 anos (66,6%) e homens (57,5%). Regionalmente, moradores de Presidente Prudente e Marília lideram a aprovação com 68,3%.

A desaprovação concentra-se nos eleitores com 60 anos ou mais (56,8%), jovens de 16 a 24 anos (53,2%) e pessoas com ensino superior (51,6%).

A pesquisa comparou o desempenho atual com as gestões anteriores do PSDB. Para 49,9%, a gestão de Tarcísio é “melhor ou muito melhor” do que as tucanas. Já 40,1% consideram este governo “pior ou muito pior” que os anteriores. Para 7,6%, as gestões são iguais e 2,4% não responderam.
A pesquisa Atlas/Estadão, divulgada nesta terça-feira, 31 | Foto: Divulgação/ Estadão

Sobre o rumo do Estado, 50% dos entrevistados afirmam que São Paulo está em um bom caminho. Outros 45% veem um mau caminho e 5% não souberam opinar. O levantamento indica ainda que 51,3% dos paulistas defendem a reeleição de Tarcísio, enquanto 45,7% rejeitam a possibilidade.

Trump domina CPAC 2026 e consolida unidade do movimento conservador nos EUA

Evento registra apoio massivo ao presidente norte-americano e mostra coesão em torno da agenda 'America First'

Loriane Comeli

Participantes da CPAC 2026 demonstraram apoio massivo a Donald Trump | Foto: Reprodução/CPAC

* Por Paulo Faria

Grapevine, Texas — A edição de 2026 da CPAC confirmou aquilo que já se desenhava nos bastidores da política americana: Donald Trump segue como a principal força do conservadorismo nos Estados Unidos.

A tradicional pesquisa informal realizada durante o evento revelou números expressivos. Entre milhares de participantes, 96% aprovam Trump, enquanto 94% o consideram o presidente mais eficaz de suas vidas, índices que reforçam não apenas sua liderança, mas também o grau de identificação com sua agenda política.

O levantamento também indica a continuidade do movimento. O vice-presidente JD Vance aparece com 92% de aprovação, consolidando-se como nome central na próxima geração conservadora, e já no radar para 2028 para sucessão do próprio Trump.

Mais do que números, a CPAC 2026 evidenciou um movimento politicamente organizado e com prioridades bem definidas. Para 93% dos participantes, o objetivo central é manter a maioria republicana no Congresso nas próximas eleições de meio de mandato.

A pauta econômica e política externa também mostra unidade. A defesa de tarifas para proteger a indústria americana alcançou 91% na avaliação; o apoio a ações firmes contra o regime iraniano obteve aprovação de 89% dos presentes; e 92% endossaram as medidas contra regimes autoritários, como os da Venezuela e de Cuba.

A leitura predominante entre os participantes é clara: divergências internas não podem comprometer o avanço eleitoral. A unidade, ali, foi tratada como ativo estratégico.

Evento recorde e engajamento político

A edição deste ano registrou um crescimento de 33% no público, consolidando-se como uma das maiores da história da conferência. O volume de participantes foi tão elevado que, em determinados momentos, o acesso ao salão principal precisou ser restringido por questões de segurança, especialmente, na apresentação do príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi.

CPAC 2026 foi realizada no Texas, e público foi 33% superior ao de 2025 | Foto: Reprodução/CPAC

Mesmo com votações em andamento em Washington, parlamentares e autoridades priorizaram presença no evento. Isso demonstra o peso político que a CPAC adquiriu dentro do campo conservador.

Entretanto, os participantes sentiram a ausência do líder, Trump, que não pôde participar do CPAC, pela primeira vez.
Força institucional e presença internacional

A lista de palestrantes refletiu o alinhamento entre o movimento e figuras centrais do establishment conservador. Entre os nomes presentes estavam os senadores Ted Cruz e Rick Scott e diversas autoridades do governo.

No plano internacional, a conferência reforçou sua expansão. Subiram ao palco nomes como Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil, a ex-primeira-ministra britânica Liz Truss, e Reza Pahlavi, príncipe herdeiro do Irã, em momento crítico do conflito entre Estados Unidos e o seu país natal, exilado desde a tomada de poder pelos clérigos, há 47 anos.

Reza Pahlavi, durante a CPAC 2026 | Foto: Reprodução/CPAC

A organização anunciou ainda a criação da CPAC Great Britain, cuja primeira edição está prevista para julho deste ano, em Londres, o que sinaliza o avanço da articulação conservadora em expansão em escala global. Há também a possibilidade de ocorrer um CPAC Brasil na cidade de Orlando, Flórida, reforçando essa tendência.
O olhar para 2028

A pesquisa também antecipou tendências para o próximo ciclo presidencial. JD Vance lidera a preferência inicial com 53%, seguido pelo secretário de Estado, Marco Rubio, com 35%. Os dados indicam uma base não apenas fiel, mas já mobilizada para a sucessão de Trump, sem romper com o eixo central representado pelo atual presidente.

Narrativas contestadas

Em contraste com análises recorrentes da grande mídia americana, os participantes da CPAC rejeitam a ideia de fragmentação interna. A percepção dominante é de coesão em torno de liderança, agenda e estratégia eleitoral.

Mais do que um evento político, a CPAC 2026 ocorrido em Dallas, Texas, funcionou como uma demonstração de força: um movimento organizado, ideologicamente alinhado e orientado para a disputa de poder nos próximos anos.

A conferência serviu também para reforçar o conservadorismo alinhado a Trump e não apenas como um fenômeno exclusivamente doméstico. O evento reforçou uma ambição internacional cada vez mais explícita: transformar a direita populista, soberanista e antiglobalista em rede política transnacional.

* Paulo Faria, jornalista e correspondente internacional da Revista Oeste

Cuiabá cria Dia do Patriota em homenagem a Bolsonaro

Data vai ser celebrada em 6 de setembro, mesmo dia em que o ex-presidente sofreu um atentado a faca

Isabela Jordão

O vereador Rafael Ranalli (à esq.) com a filha e o prefeito Abilio Brunini (à dir.) na assinatura da sanção do Dia do Patriota em Cuiabá (MT) | Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá

O prefeito de Cuiabá (MT), Abilio Brunini (PL), sancionou, na última sexta-feira, 27, um projeto de lei que institui o Dia Municipal do Patriota. De acordo com a prefeitura, a medida busca incentivar o civismo e a cidadania.

A data foi fixada em 6 de setembro, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora (MG) na véspera do Dia da Independência, durante a campanha presidencial de 2018.

A proposta, aprovada previamente pela Câmara Municipal, é de autoria do vereador e policial federal Rafael Ranalli (PL). “Cuiabá terá seu dia para homenagear o patriota que todo dia luta por um Brasil melhor e para relembrar esse mito que fez despertar uma nação”, escreveu o vereador em publicação no Instagram.

Segundo o Legislativo cuiabano, a iniciativa pretende “valorizar princípios patrióticos, estimular o civismo, o amor à pátria e o respeito à tradição, à família e à ordem”. A celebração prevê a promoção de ações culturais e educacionais de caráter cívico no município. A data não será feriado.

Prefeito de Cuiabá relembra atentado contra Bolsonaro

Ao comentar a sanção, o prefeito afirmou que o 6 de setembro “nunca será esquecido” e que o episódio do atentado marcou a história do país. Ele acrescentou que, em Cuiabá, a data passará a ser lembrada como o Dia do Patriota, com Bolsonaro como símbolo desse patriotismo.

“O Bolsonaro tomou uma facada, foi no dia 6 de setembro, e até hoje esses caras estão tentando matar o Bolsonaro”, afirmou o prefeito. “Mas o dia 6 de setembro nunca será esquecido e aquela facada mudou a história do Brasil.”

Justiça decide que beijo na mão pode ser considerado agressão sexual

A Espanha está na vanguarda da luta contra a violência de gênero e, em 2004, aprovou uma lei pioneira contra a violência dirigida às mulheres

Por Carla Melo
A Espanha está na vanguarda da luta contra a violência de gênero - Foto: Divulgação | Pixabay

O Supremo Tribunal da Espanha, a mais alta instância judicial do país, decidiu que dar um beijo na mão sem consentimento pode ser considerado agressão sexual.

A decisão, proferida em 5 de março, atendeu também a condenação de um homem por agressão sexual por ter feito toques não consentidos em uma mulher em um ponto de ônibus. A informação é da AFP

A defesa do acusado pretendia requalificar os fatos como um simples "assédio de rua", mas os magistrados consideraram que qualquer contato físico com conotação sexual ultrapassava essa categoria e que ele deveria pagar a multa de 1.620 euros (9.700 reais) prevista em sua primeira condenação.

De acordo com os magistrados, "não se tratou de um mero ato de pegar na mão" da mulher. O acusado "agiu com intenção de atentar contra sua integridade sexual, pegou e beijou sua mão enquanto, por meio de gestos, pedia que o acompanhasse, oferecendo-lhe dinheiro".

"Houve, por isso, um ato de agressão sexual, na medida em que a ação descreve um toque de natureza e tom sexuais que a vítima não tinha obrigação de suportar, com claro conteúdo sexual e ataque à vítima, reduzindo-a à condição de objeto", acrescenta a decisão.

A Espanha está na vanguarda da luta contra a violência de gênero e, em 2004, aprovou uma lei pioneira na Europa contra a violência dirigida às mulheres.

Em 2025, no caso conhecido como o do “beijo forçado”, o então presidente da federação espanhola de futebol, Luis Rubiales, foi condenado por agressão sexual por dar um beijo na jogadora Jenni Hermoso após a final da Copa do Mundo feminina em Sydney, em agosto de 2023.

Jerônimo adere a medida do governo Lula para reduzir preço do diesel

Adesão à proposta ocorre após a União apresentar uma alternativa à isenção do ICMS sobre a importação do diesel

Estado arcará com sua parte na política de estabilização. - Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

O governador Jerônimo Rodrigues anunciou nesta segunda-feira, 30, que a Bahia vai aderir à medida proposta pelo Governo Federal para conter a alta do diesel, fortemente impactado pela guerra no Oriente Médio.

Desta forma, o Estado arcará com sua parte na política de estabilização, dividindo com o governo federal o subsídio de até R$ 1,20 por litro do diesel importado. Com isso, caberá à União o pagamento de R$ 0,60 por litro, enquanto o Estado assumirá os outros R$ 0,60.

“Determinei que a Bahia participe desse esforço, assumindo metade do custo da subvenção, em alinhamento com o governo do presidente Lula e com o compromisso de proteger a economia da nossa população”, afirmou o governador.

A adesão à proposta ocorre após a União apresentar uma alternativa à isenção do ICMS sobre a importação do diesel, diante de entraves legais. Para Jerônimo, a solução construída é viável e necessária diante do cenário atual.

“Estamos em condições de dar essa contribuição, que é um esforço fiscal responsável para proteger a economia popular e garantir o abastecimento”, reforçou.

Além da adesão à subvenção, o Estado também vai intensificar a fiscalização sobre a cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis, com o objetivo de coibir práticas abusivas e assegurar que a redução chegue efetivamente ao consumidor final.

Entenda a proposta

Na última sexta-feira, 27, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, detalhou a proposta do governo Lula para conter a alta do diesel. Rui explicou que a gestão federal vai atacar em uma nova frente, além de zerar o PIS-Cofins.

“A segunda medida foi colocar 32 centavos do Imposto Federal para as refinarias não repassarem esse preço. Ao todo, são 62 centavos que o Governo Federal está colocando para não haver aumento de preço. Mas o Brasil importa cerca de 30% do diesel, então nós estamos propondo aos governadores o seguinte: metade o Governo Federal bota e a outra metade os Estados assumem, ou pelo menos para a gente zerar o ICMS da parte que é importada, do diesel importado, o que equivale a R$1,17”, informou Rui.

A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é R$ 3 bilhões — R$ 1,5 bilhão por mês.

NASA prepara missão histórica e pode levar humanos à Lua após 53 anos

Artemis II levará quatro astronautas em viagem sem pouso lunar

Por Isabela Cardoso
O voo terá duração de aproximadamente 10 dias - Foto: Bill Ingalls/Nasa

A NASA iniciou nesta segunda-feira, 30, a contagem regressiva para o primeiro lançamento tripulado à Lua em 53 anos. A missão Artemis II está programada para decolar na noite de quarta-feira, 1º, com quatro astronautas a bordo.

O lançamento será realizado com o foguete Space Launch System, que possui altura equivalente a um prédio de cerca de 32 andares. Após um dia em órbita terrestre, a cápsula Orion seguirá em direção à Lua, realizando uma manobra de contorno antes de retornar à Terra.

A missão não prevê pouso no satélite natural. O objetivo é testar sistemas e preparar futuras expedições tripuladas que devem, de fato, levar humanos à superfície lunar nos próximos anos.

O voo terá duração de aproximadamente 10 dias e terminará com um pouso no Oceano Pacífico.

Ajustes e adiamentos

Inicialmente prevista para fevereiro, a missão foi adiada após a identificação de vazamentos de hidrogênio. Embora o problema tenha sido resolvido, uma obstrução em uma linha de pressurização de hélio levou o foguete a retornar ao hangar para novos ajustes.

O veículo voltou à plataforma de lançamento há cerca de uma semana e meia, e, segundo a NASA, está em boas condições para a decolagem. A previsão do tempo também é considerada favorável.

Tripulação diversa

A equipe da Artemis II é composta por três astronautas americanos e um canadense. Diferentemente do programa Apollo, que levou apenas homens à Lua entre 1968 e 1972, a nova missão marca um avanço em diversidade.

A tripulação inclui uma mulher, uma pessoa negra e um astronauta não americano, refletindo uma proposta mais inclusiva da exploração espacial contemporânea.

O piloto da missão, Victor Glover, destacou o impacto simbólico da viagem. “Quero que meninas pensem ‘isso é incrível’, e que jovens negros possam se ver representados e imaginar que também podem chegar lá”, afirmou.

Glover também ressaltou que espera que, no futuro, essas “primeiras vezes” deixem de ser destaque e que a exploração espacial seja vista como uma conquista coletiva.

Próximos passos

A NASA tem até os primeiros dias de abril para realizar o lançamento. Caso a missão não ocorra dentro dessa janela, a próxima oportunidade será apenas no fim do mês.
segunda-feira, 30 de março de 2026

Flávio vence Lula em eventual 2º turno, mostra Paraná Pesquisas

Levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 30, e também traça cenário com outros postulantes à Presidência da República

Loriane Comeli

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva | Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenário com apenas os nomes dos dois nas eleições presidenciais de 2026.

Nessa simulação, Lula ficaria com 44,1% das intenções de voto, e Flávio, com 45,2%. A diferença está dentro da margem de erro e, portanto, trata-se de empate técnico. Nesse cenário, 6,2% disseram que votariam em branco ou nulo ou não escolheriam nenhum, e 4,5% não souberam responder.

Flávio tem a preferência da maioria do eleitorado masculino (51,6%) e das pessoas com ensino superior (50,2%). Lula tem maioria dos eleitores com ensino fundamental (50,2%).

Entre os grupos, Lula encontra maior apoio do que Flávio entre as mulheres (48,3% a 39,5%); jovens de 16 a 24 anos (49,8% a 39,4%), pessoas com mais de 60 anos (47,1% a 41,4%) e o grupo “não PEA (População Economicamente Ativa)”. Nesse caso, ele tem 47,2% contra 41,9% de Flávio.

Já o senador lidera entre entre o público adulto, de 25 a 59 anos; entre quem tem ensino médio (46,9% a 42%); e entre a população economicamente ativa (47% a 42,4%).
Desempenho de Lula e Flávio em eventual segundo turno – 30/03/2026 | Foto: Paraná Pesquisas
Cenário de 1º turno

No cenário de primeiro turno, Lula está numericamente à frente de Flávio: o placar é de 41,3% a 37,8%. A diferença de 3,5 pontos porcentuais está dentro da margem de erro, ou seja, há um empate técnico.

Os outros postulantes ao cargo de presidente são Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, com 3,6%; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, com 3%; Renan Santos (Missão), com 1,2%; e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.

A pesquisa mostrou ainda que a maioria dos eleitores — 53,3% — acha que Lula não merece ser eleito. Para 43,7%, o petista merece a reeleição, e 3% não opinaram.
Dados da pesquisa

A pesquisa foi feita entre 25 e 28 de março com 2.080 eleitores do Distrito Federal e de 158 municípios dos 26 Estados. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00873/2026.

Governo Lula bate recorde de transferência de emendas no 1º trimestre

A poucos meses da disputa eleitoral, foram empenhados mais de R$ 500 milhões

Isabela Jordão

Transferências voluntárias de recursos são vedadas nos três meses anteriores às eleições | Foto: Ricardo Stuckert/Flickr

O governo federal intensificou a execução de emendas parlamentares e registrou, às vésperas das eleições, o maior volume de empenhos para um primeiro trimestre desde o início do atual mandato. Segundo dados do Orçamento, R$ 539,4 milhões foram empenhados entre janeiro e março, acima dos R$ 161,3 milhões observados no mesmo período de 2024.

Segundo levantamento do jornal O Globo, a aprovação tardia do Orçamento no ano passado, que aconteceu apenas no fim de março, limitou os empenhos a R$ 26,9 mil no período. Em 2023, por sua vez, o montante chegou a R$ 256,4 milhões nos três primeiros meses do ano.

Com a normalização do calendário orçamentário em 2026, a execução foi retomada ainda no primeiro trimestre, em nível superior ao registrado nos anos anteriores do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legislação vigente também determina que até 65% das emendas sejam empenhadas no primeiro semestre, o que tende a concentrar a liberação de recursos na primeira metade do ano.

Deputados e senadores podem usar as emendas parlamentares para ampliar o capital político a partir do envio de dinheiro a obras de projetos | Foto: Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Integrantes do governo afirmam que o ritmo mais acelerado segue as diretrizes da nova lei orçamentária e busca conferir maior previsibilidade à execução, o que evitaria tensões como as do ano passado. Nos bastidores, a avaliação é de que a antecipação reduz a pressão de parlamentares por recursos no segundo semestre, período tradicionalmente mais sensível para a articulação política.

Entre os parlamentares, o deputado Padovani (União-PR) lidera o ranking de empenhos neste início de ano. Ele atribui o desempenho à atuação do gabinete. “Em virtude de trabalhar com bons projetos e ter um gabinete que cobra os ministérios”, afirmou. “Sou um deputado técnico, só mando quando tem projetos aprovados, que sejam exequíveis.”

Padovani conseguiu empenhar R$ 19 milhões, por meio do Ministério do Esporte, para a construção de uma quadra em Cascavel (PR).
André Fufuca, atual ministro do Esporte, deixa cerimonia depois de assinar com o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira (Fora de quadro), acordo de cooperação técnica, em Brasília, DF (26/2/2025) | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na sequência aparece o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cotado como possível candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. Ele já empenhou R$ 18 milhões para projetos em municípios mineiros e tem condicionado sua eventual candidatura à formação de um acordo político mais amplo que evite divisão de apoios no Estado.

Partido de Kassab libera recebimento de emendas do governo Lula

No recorte por partidos, o PSD lidera, com R$ 74,4 milhões empenhados até agora. O União Brasil vem em seguida, com R$ 66 milhões. PL e PT aparecem na sequência, com R$ 55 milhões e R$ 47 milhões, respectivamente. A distribuição reflete, em parte, o tamanho das bancadas e a capacidade de articulação das siglas junto ao governo.

As emendas parlamentares seguem como principal instrumento de deputados e senadores para direcionar recursos a obras e projetos em suas bases eleitorais. Para 2026, a Lei Orçamentária prevê cerca de R$ 49,9 bilhões em emendas, além de valores incorporados aos programas dos ministérios.
Ronaldo Caiado ao lado de Gilberto Kassab, que exibe a ficha de filiação do governador de Goiás ao PSD — Jaraguá (GO), 14/3/2026 | Foto: Reprodução/Facebook/@ronaldocaiado44

Desse total, R$ 37,8 bilhões correspondem às emendas impositivas — isto é, de execução obrigatória —, sendo R$ 26,6 bilhões destinadas a indicações individuais e R$ 11,2 bilhões às bancadas estaduais. Outros R$ 12,1 bilhões foram reservados para emendas de comissão, cuja liberação depende de decisão do governo.

Ao longo dos últimos anos, a ampliação dessas verbas consolidou as emendas como um dos principais instrumentos de influência do Congresso sobre o Orçamento. Em valores corrigidos pela inflação, o montante saltou de R$ 16,9 bilhões em 2015 para mais de R$ 50 bilhões atualmente, um reflexo de mudanças institucionais que ampliaram a influência de deputados e senadores na definição do gasto público.

Parte desse crescimento está associada às chamadas “emendas Pix”, criadas em 2020 para permitir transferências diretas a Estados e municípios. O modelo ganhou escala por reduzir a burocracia, mas passou a ser questionado por órgãos de controle e pelo Supremo Tribunal Federal, diante da dificuldade de rastreamento dos recursos.
Ministro Flávio Dino afirma que há ‘indícios graves’ de malversação das emendas parlamentares I Foto: Gustavo Moreno/STF

Diante de decisões da Corte e vetos presidenciais a trechos aprovados pelo Congresso, o mecanismo passou a ter regras mais rígidas de transparência e prestação de contas, com exigência de identificação dos autores, apresentação de planos de trabalho e mecanismos de acompanhamento.

A antecipação dos empenhos ocorre em um momento em que parlamentares buscam viabilizar obras e investimentos em suas bases antes das restrições impostas pela legislação eleitoral. Pela lei, transferências voluntárias tendem a ser vedadas nos três meses que antecedem o pleito, o que concentra a execução no primeiro semestre.

Esse arranjo foi alvo de disputa ao longo de 2025, durante a tramitação do Orçamento. Parlamentares defenderam a fixação de um calendário obrigatório para pagamento das emendas antes das eleições, enquanto o governo resistiu, sob o argumento de risco de perda de controle sobre o fluxo de caixa e sobre a articulação política.

Com permissão dos EUA, petroleiro russo chega a Cuba

Liberação de carregamento marca mudança recente de postura dos Estados Unidos em relação ao bloqueio marítimo

Lucas Cheiddi

O petroleiro russo Anatoly Kolodkin | Foto: Reprodução/X/@PeterFerrary

O navio Anatoly Kolodkin, de bandeira russa e que transporta 100 mil toneladas de petróleo bruto, se aproximou da costa norte cubana depois de ter recebido sinal verde das autoridades dos EUA.

A liberação de um carregamento de petróleo russo com destino a Cuba marca uma mudança recente na postura dos Estados Unidos em relação ao bloqueio marítimo imposto à ilha caribenha.

Pertencente ao governo da Rússia, a embarcação navegava a menos de 24 quilômetros das águas territoriais cubanas na tarde deste domingo, 29, segundo informações da empresa MarineTraffic divulgadas pelo jornal The New York Times. O destino final do petroleiro é o porto de Matanzas, conforme o acompanhamento do trajeto.

Flexibilização temporária dos EUA sobre o bloqueio
Donald Trump discursa em vídeo | Foto: White House/Divulgação

A flexibilização do bloqueio foi confirmada depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não via “nenhum problema” em países exportarem petróleo bruto para Cuba. A Guarda Costeira dos EUA optou por não interceptar o navio, que carrega aproximadamente 730 mil barris de petróleo.

“Temos um navio-tanque lá fora. Não nos importamos que alguém pegue um barco cheio, porque eles precisam… eles têm que sobreviver”, disse Trump. “Eu disse a eles que, se um país quiser enviar petróleo para Cuba agora, não tenho problema nenhum em que seja a Rússia ou não.”

O embargo marítimo norte-americano, em vigor há mais de um mês, agravou a crise energética em Cuba e dificultou o abastecimento de combustível no país. Apesar do relaxamento pontual, Washington não divulgou detalhes sobre as condições nem termos específicos que permitiram a chegada do Anatoly Kolodkin, segundo a agência russa Interfax e o Ministério dos Transportes da Rússia.

BTG/Nexus: Lula e Flávio empatam em eventual 2º turno

Dados foram divulgados nesta segunda-feira, 30, e também mostram empate técnico em cenários de primeiro turno

Loriane Comeli

Flávio e Lula estão empatados no 2ºturno e tecnicamente empatados em cenários de 1º turno | Foto: Montagem sobre reprodução

Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, 30, mostra um empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidatos à Presidência da República nas eleições presidenciais de 2026. Eles estão empatados na simulação de segundo turno e tecnicamente empatados em cenários de primeiro turno.

Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados com 46% cada, e 7% afirmam que votariam em branco ou nulo. Contra outros adversários, o presidente e pré-candidato à reeleição leva vantagem: venceria o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 46% a 40%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), por 46% a 41% e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 46% a 36%.

Cenários de 1º turno

No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, os dois estão empatados tecnicamente. Caiado e Zema marcam 4% cada.

Quando o candidato do PSD é Leite, há empate numérico entre Lula e Flávio, ambos com 39%. Nesse cenário, Zema sobe para 5% e o candidato do PSD pontua 4%. Já em uma simulação sem um nome do PSD, Lula vai a 42%, contra 39% de Flávio Bolsonaro, enquanto Zema alcança 6%.

Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados afirmam que a decisão do voto no primeiro turno já está tomada e não deve mudar, ao passo que 30% afirmam que ainda podem mudar de ideia.

Lula é o mais rejeitado, e desaprovação do governo chega a 51%

No quesito rejeição, 49% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, enquanto 48% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro. Caiado e Zema registram 31% de rejeição, enquanto Leite registra 34%.

Romeu Zema e Ronaldo Caiado são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Divulgação/Associação Brasileira dos Criadores de Zebu

Na avaliação do governo, 44% classificam a gestão Lula como ruim ou péssima, enquanto 35% a consideram ótima ou boa. O governo federal é visto como regular por 21% dos entrevistados. Ao todo, 51% desaprovam o governo petista, e 45% aprovam.

Foram entrevistados 2 mil eleitores entre 27 e 29 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07875/2026.

CGU identifica 35 mil alertas de irregularidades no governo Lula

Do total de indícios gerados, 729 originaram investigações internas, que já foram concluídas ou ainda estão em andamento

Yasmin Alencar

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevistas a portais da internet - Brasília (DF), 5/2/2026 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ferramentas de análise e inteligência artificial identificaram 34,7 mil sinais de possíveis irregularidades em licitações e editais do governo federal desde o início da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de janeiro de 2023, até 5 de fevereiro de 2026. Essas informações dependem de verificação caso a caso pelas equipes da Controladoria-Geral da União (CGU).

Do total de alertas gerados, 729 originaram investigações internas, que já foram concluídas ou ainda estão em andamento. Nesses processos, os auditores da CGU enviaram 1,5 mil comunicações formais aos gestores envolvidos, incluindo orientações, pedidos de esclarecimento e recomendações para resolver falhas identificadas.

Limitações dos sistemas de monitoramento

A CGU ressaltou que os sistemas internos não permitem vincular automaticamente cada alerta ao resultado final, como suspensão de licitações, cancelamento de editais ou encaminhamento a outros órgãos de controle. O teor das recomendações varia conforme as particularidades de cada caso analisado.

Segundo o órgão, determinar quantos alertas se converteram em ações concretas exigiria uma checagem manual e individual de cada apuração e de todas as notificações enviadas, demanda que se enquadra como trabalho adicional de consolidação de dados, conforme o Decreto nº 7.724, de 2012.

Falta de registros estruturados e abrangência das auditorias

Em relação ao número de alertas que motivaram investigações oficiais ou repasse de informações à Polícia Federal ou ao Ministério Público Federal (MPF), a CGU informou que não possui um registro estruturado para esse tipo de levantamento, sendo necessário examinar cada processo separadamente.

A CGU esclareceu ainda que os 729 trabalhos referem-se exclusivamente às auditorias conduzidas pelo órgão central, sem considerar investigações realizadas por unidades de auditoria interna dos demais órgãos federais, que também recebem e monitoram alertas sobre processos licitatórios.

Irã ataca avião de R$ 1,4 bi dos EUA

Ofensiva com mísseis e drones atinge unidade estratégica E-3 Sentry na base Príncipe Sultan e expõe fragilidade de ativos militares

Erich Mafra

O avião E-3 Sentry foi destruído pelo Irã | Foto: Reprodução/USAF

O arsenal do Irã atingiu um dos pilares da inteligência aérea dos Estados Unidos em solo estrangeiro. Imagens validadas pela agência AFP confirmam danos severos a um E-3 Sentry, aeronave de comando avaliada em R$ 1,4 bilhão, logo que uma chuva de drones e mísseis atingiu a base aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. O deslocamento oficial da ofensiva resultou ainda em dois feridos em estado grave e avarias em aviões de reabastecimento estacionados no pátio militar.

A unidade atingida funciona como os olhos e ouvidos do Pentágono no Oriente Médio. O equipamento integra o Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado (Awacs), permitindo a vigilância de movimentações terrestres e marítimas a centenas de quilômetros. Capaz de carregar 20 especialistas e voar por mais de 9 mil quilômetros sem escalas, o modelo é uma peça veterana de conflitos no Afeganistão, Iraque e nos Bálcãs.

Escassez e custo de reposição

A avaria representa um gargalo logístico imediato para a Casa Branca. Atualmente, o itinerário operacional da Força Aérea americana conta com apenas 16 unidades do E-3 Sentry, uma queda drástica em relação às 30 existentes em décadas passadas. Antes da incursão iraniana, seis dessas raridades estavam concentradas justamente no posto saudita.

Com a conclusão da fabricação do modelo em 1992, a substituição torna-se uma fatura pública astronômica. O Departamento de Defesa projeta a transição para o moderno E-7 Wedgetail, porém o custo por exemplar ultrapassa a marca de R$ 3,6 bilhões. A perda ou retirada de serviço do E-3 danificado compromete a capacidade de resposta imediata em um cenário de alta tensão regional.

Revisão de estratégia na região

O episódio evidencia a sofisticação tática do regime do Irã ao combinar diferentes tecnologias para anular defesas aéreas. Autoridades citadas pelo The New York Times e pelo The Wall Street Journal avaliam que a eficácia da agressão deve forçar um rearranjo dos ativos militares distribuídos pelo Golfo Pérsico.

A vulnerabilidade de um centro de comando tão valioso diante de armas de menor custo operacional acendeu o alerta em Washington. Analistas apontam que o incidente deve acelerar a revisão sobre como aeronaves estratégicas são protegidas em bases aliadas, especialmente logo que o alcance do poder de fogo iraniano demonstra precisão contra alvos de alto valor agregado.

PSD escolhe governador Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência

A oficialização da pré-candidatura ocorrerá durante a tarde, em evento realizado na sede nacional do partido, em São Paulo

Yasmin Alencar

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A direção nacional do PSD escolheu o governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) como pré-candidato do partido à Presidência da República, com anúncio marcado para esta segunda-feira, 30.

A oficialização da pré-candidatura ocorrerá durante a tarde, em evento realizado na sede nacional do PSD, em São Paulo. Depois da solenidade, Ronaldo Caiado deve conceder entrevista à imprensa.

Eduardo Bolsonaro ignora restrição de Moraes e grava vídeo para o pai

Em prisão domiciliar temporária, ex-presidente está impedido de ter acesso ao celular ou redes sociais

Por Gustavo Nascimento
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Saul Loeb | AFP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) filmou a própria declaração durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), realizada no sábado, 28, nos Estados Unidos, afirmando que o vídeo seria destinado ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar temporária.

"Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode acabar com um movimento prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro", declarou Eduardo antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

No entanto, a ação de Eduardo Bolsonaro chamou a atenção, visto que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Bolsonaro estaria proibido de ter acesso ao celular ou a redes sociais durante o regime de prisão domiciliar, inclusive através de terceiros.

Mesmo nos casos de visitas autorizadas, os aparelhos eletrônicos deverão ser entregues aos policiais antes da entrada.

"O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário", ressaltou o ministro na decisão.

Situação de Bolsonaro

Após receber alta hospitalar, Bolsonaro foi para sua residência na última sexta-feira, 27, onde ficará em prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias para fins de recuperação integral da broncopneumonia.

Israel ordena ampliação de zona de segurança na fronteira com o Líbano

Decisão tem como objetivo conter ameaças vindas do Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã

Por Gustavo Nascimento
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel - Foto: RONEN ZVULUN | POOL | AFP

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ordenou a ampliação da zona de segurança, também chamada de zona-tampão, no sul do Líbano. A decisão do premiê israelense ocorre em meio ao aumento de confrontos na fronteira entre os países.

“Acabo de instruir a expansão adicional da atual zona de segurança. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte”, afirmou Netanyahu em um vídeo divulgado a partir do Comando Norte, segundo a agência de notícias Reuters.

Segundo Netanyahu, o objetivo é reforçar a segurança de Israel na região fronteiriça e alterar de forma significativa o cenário atual, marcado por trocas de ataques entre os países.

Ainda segundo ele, a decisão tem como objetivo conter ameaças vindas do Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã. “Isso tem como objetivo neutralizar de forma definitiva a ameaça de uma invasão [por parte de militantes do Hezbollah] e manter o fogo de mísseis antitanque afastado da fronteira.”, completou Netanyahu.

Brasil cai no ranking da Fifa e assume pior posição desde última Copa

A Seleção Brasileira foi ultrapassada por Portugal e Holanda durante esta Data Fifa

Por Marina Branco
Casemiro pela Seleção Brasileira contra a França - Foto: CBF

A poucos passos da Copa do Mundo, a frustração da Seleção Brasileira vem aumentando - e os números não aliviam a situação. Depois de perder por 2 a 1 para a França no primeiro amistoso da Data Fifa, o Brasil caiu posições no ranking da entidade, chegando à sua pior colocação nos últimos anos.

A equipe comandada por Carlo Ancelotti já havia sido ultrapassada por Portugal e agora também foi superada pela Holanda, que venceu a Noruega por 2 a 1 e ganhou pontos suficientes para assumir o sexto lugar.

Assim, o Brasil chegou a sétimo lugar no ranking, somando 1.756,49 pontos, frente a 1.759,42 da Holanda e 1.760,38 de Portugal, que já ocupava a quinta posição desde a partida entre brasileiros e franceses.

Logo abaixo do Brasil, aparecem Marrocos, adversária da Canarinha na fase de grupos da Copa do Mundo, Bélgica e Alemanha, fechando o Top 10.

A atualização do ranking também trouxe alterações entre os primeiros colocados. A Argentina, mesmo vencendo a Mauritânia por 2 a 1 em amistoso, caiu da segunda para a terceira posição e foi ultrapassada pela França, que agora aparece como vice-líder, atrás apenas da Espanha.

Top 10 da Fifa

Espanha - 1.879,12 pontos
França - 1.873,96 pontos
Argentina - 1.873,96 pontos
Inglaterra - 1.832,62 pontos
Portugal - 1.760,38 pontos
Holanda - 1.759,42 pontos
Brasil - 1.756,49 pontos
Marrocos - 1.753,07 pontos
Bélgica - 1.730,71 pontos
Alemanha - 1.728,49 pontos

Histórico recente

O Brasil vinha de três temporadas consecutivas encerrando o ano na quinta colocação. Em dezembro de 2025, manteve essa posição, repetindo o desempenho dos anos anteriores.

Ainda assim, a queda atual não é inédita no ciclo recente. Em setembro do ano passado, já sob o comando de Ancelotti, a Seleção chegou a ocupar o sexto lugar após resultados irregulares, como vitória sobre o Chile e derrota para a Bolívia.

Historicamente, o pior momento da equipe no ranking foi em 2013, quando chegou à 22ª colocação.

Próxima chance

Agora, se quiser recuperar posições, a Seleção Brasileira terá que vencer a Croácia na prótima terça-feira, 31, em Orlando, às 21h, no último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo.

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