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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Alexandre Moraes determina prisão e cancelamento de passaportes de Eduardo Bolsonaro

Foto: Reprodução / STF

Alexandre Moraes determina prisão e cancelamento de passaportes de Eduardo Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a expedição do mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o cancelamento de todos os seus passaportes brasileiros, tornando os documentos sem efeito.

A decisão foi proferida após a Secretaria Judiciária do STF certificar, no dia 5 de outubro, o trânsito em julgado da condenação criminal do político, o que significa que não cabem mais recursos e a pena tornou-se definitiva. As informações foram confirmadas pelo portal G1.

O mandado de prisão foi direcionado à Polícia Federal (PF) e incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), acompanhado da expedição da guia de recolhimento. Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde 2025.

Com a conclusão do processo, Moraes ordenou o início do procedimento de execução penal e o envio da documentação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a cobrança da multa fixada em 50 dias-multa, cada um equivalente a 2 salários mínimos.

O ministro também determinou a notificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a suspensão dos direitos políticos de Eduardo Bolsonaro enquanto durarem os efeitos da condenação, além de comunicar a direção-geral da Polícia Federal para a adoção de providências relativas à perda do cargo de escrivão da PF, medida prevista na sentença.

BN

Novo declara apoio a Flávio no 2º turno

Partido de Romeu Zema diz que decisão busca retirar o PT do governo federal e enfrentar ministros do STF

Victória Batalha


A decisão do Novo ocorre na sequência do apoio declarado por Romeu Zema a Flávio | Foto: Reprodução/Instagram

O Novo declarou nesta quarta-feira, 7, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno. O partido teve Romeu Zema como candidato ao Palácio do Planalto na primeira etapa da eleição.

O anúncio ocorreu depois de uma reunião da cúpula da legenda com Flávio no QG da campanha do candidato, em Brasília. Participaram do encontro o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, além de Deltan Dallagnol e Marcel Van Hattem.

Segundo Ribeiro, a decisão tem como objetivos “tirar o PT e enfrentar os intocáveis” do Supremo Tribunal Federal (STF).

Novo define apoio a Flávio

Ribeiro também relacionou a decisão do partido ao resultado das eleições para o Senado. O Novo elegeu três senadores, além de dez deputados federais e 15 deputados estaduais.

“Felizmente, um dos objetivos já foi alcançado, que era eleger a maioria do Senado para a gente mudar o presidente do Senado e enfrentar os tiranos que abusaram do seu poder no STF. E, agora, vamos para o nosso segundo objetivo, que é derrotar o PT”, afirmou o presidente do Novo.

Flávio agradeceu o apoio recebido e relacionou a adesão do partido a uma convergência em torno de uma mudança no governo federal.

“Isso mostra que, de verdade, há unidade”, declarou Flávio. “E agora não é mais esquerda contra direita. É de quem quer a mudança contra aqueles que não querem a mudança”.

A decisão do Novo ocorre na sequência do apoio declarado por Romeu Zema a Flávio. Na segunda-feira 5, o ex-candidato do partido à Presidência anunciou, em vídeo publicado nas redes sociais, que votará no candidato do PL no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

BOMBA! PT culpa Janja e marqueteiro de Lula pelo fracasso histórico no 1º turno


 

Lula diz que campanha foi a menos organizada de sua carreira

Petista admite falhas na condução do 1º turno e afirma que poderia ter feito mais na disputa pela reeleição

Pâmela Zacarias


Lula já disputou quatro segundos turnos para presidente e nunca virou uma eleição | Foto: Reprodução/YouTube/lulaoficial

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 7, que a campanha de 2026 foi a menos organizada de sua trajetória eleitoral desde 1989. O petista fez a declaração durante um encontro com parlamentares em Brasília.

“Essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989”, disse o presidente.

Lula reconheceu que a campanha ficou abaixo do que considerava possível. Ele atribuiu parte do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais à forma como a disputa foi conduzida.

Lula admite que poderia ter feito mais

Durante a reunião, o petista afirmou que a campanha ficou “aquém” de suas possibilidades e que poderia ter feito mais durante a primeira etapa da disputa. Ele também relacionou o resultado das urnas à condução da campanha.

“Normalmente, a gente colhe aquilo que a gente planta”, afirmou.

Lula afirmou que havia feito a avaliação diretamente ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, responsável pela coordenação da campanha.

Declaração ocorre depois do resultado do 1º turno

A fala ocorreu três dias depois do primeiro turno da eleição presidencial. Lula terminou a primeira etapa atrás de Flávio Bolsonaro (PL). O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente ficou com 45,16%, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A avaliação sobre a organização da campanha ocorre no momento em que o PT prepara a estratégia para o segundo turno. Edinho Silva, que estava ao lado de Lula durante as declarações, enfrenta críticas internas pela condução da campanha.

Na primeira manifestação, ainda no domingo 4, depois da divulgação dos resultados, Lula demonstrou surpresa por não ter terminado o primeiro turno na liderança. O presidente disse que esperava um resultado diferente diante das ações de seu governo.

O segundo turno entre Flávio e Lula ocorrerá em 25 de outubro.

Sindicato convoca jornalistas e ataca Flávio

Entidade paulista propõe reunião com profissionais e chama direita de ‘inimigo declarado do jornalismo’

Fábio Bouéri


Flávio durante campanha no Maranhão, um dos redutos da esquerda no Nordeste brasileiro | Foto: Divulgação/Partido Liberal

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) convocou seus associados para uma reunião virtual nesta quinta-feira, 8. O objetivo é discutir a atuação da classe no segundo turno da eleição presidencial. No comunicado, a entidade faz ataques explícitos à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

O texto publicado no site do sindicato afirma que os quatro anos do governo Jair Bolsonaro foram marcados por “ataques virtuais e físicos” contra jornalistas, além de acusar o grupo conservador de ser “inimigo declarado do jornalismo”.

Sindicato segue discurso do PT

Ao tratar da atual disputa presidencial, o sindicato segue o discurso de campanha do PT e afirma que estão em jogo temas como “soberania nacional, recursos naturais, direitos sociais e liberdades democráticas”. A entidade critica diretamente Flávio, a quem chama de “filho número 1” de Bolsonaro.

A entidade acrescenta que o candidato estaria alinhado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que teria entre seus objetivos libertar o pai e militares condenados pela Justiça.

A convocação menciona também uma suposta trama para assassinar o presidente eleito e um ministro do Supremo Tribunal Federal em 2022, além dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A posição do sindicato contrasta com o princípio de independência que orienta a atividade jornalística. Códigos de ética da profissão estabelecem que o jornalista deve buscar a informação de interesse público e preservar sua independência diante de interesses políticos, econômicos ou ideológicos.

Polícia prende 9 suspeitos de decapitações na Paraíba

Operação apura homicídios, desaparecimentos e uso de violência para controlar território em João Pessoa

Fábio Bouéri


Agentes da Polícia Civil da Paraíba: cerco ao crime organizado | Foto: Divulgação/PCPB

Nove pessoas foram presas nesta quarta-feira, 7, durante uma operação da Polícia Civil da Paraíba e do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, contra uma organização criminosa investigada por homicídios, decapitações e ocultação de cadáveres em João Pessoa.

A Operação Carrasco foi realizada na região do Condomínio Irmã Dulce e em áreas próximas, no bairro de Gramame. A Justiça expediu 16 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão. Até o início da operação, nove prisões haviam sido efetuadas.

Polícia investiga desaparecimento de militar

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma estrutura para controlar territorial e socialmente a região, utilizando ameaças, violência armada e sistemas clandestinos de monitoramento. A polícia apura 12 homicídios atribuídos à organização desde agosto de 2025.

Entre os casos investigados está o desaparecimento do cabo José César, da Polícia Militar da Paraíba. Ele foi visto pela última vez em 12 de fevereiro de 2026. A polícia trabalha com a hipótese de que o militar tenha sido assassinado, mas o corpo ainda não foi localizado.

Durante as diligências, uma ossada humana foi encontrada na Mata do Buraquinho, no bairro da Torre, em João Pessoa. O material será submetido a exames para identificar a vítima e verificar eventual relação com os desaparecimentos investigados.

A investigação também apura casos de decapitação e ocultação de cadáveres. Segundo a polícia, algumas vítimas ainda não foram encontradas. Celulares apreendidos durante a operação serão analisados para identificar a participação de cada suspeito nos crimes.

Um dos presos é apontado pelos investigadores como líder do grupo que atuava em Gramame. Identificado como “Juninho Cavanhaque”, ele já havia sido condenado por um homicídio cometido em 2012, com pena de 31 anos.

TSE julga nesta quinta, 8, candidatura de Deltan ao Senado

Ex-procurador recebeu 2,9 milhões de votos, mas registro ainda depende de decisão definitiva da Corte

Lucas Cheiddi


Deltan Dallagnol, ex procurador da Lava Jato | Foto: Wikimedia Commons

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta quinta-feira, 8, a partir das 10h, o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O ex-procurador recebeu 2,9 milhões de votos no domingo 4 e terminou a disputa eleito, na segunda colocação, com 25,14% dos votos válidos. A decisão do tribunal definirá se ele poderá assumir o mandato.

O caso envolve uma sequência de decisões da Justiça Eleitoral. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) autorizou a candidatura por maioria de votos. A Corte entendeu que Deltan não havia deixado o Ministério Público Federal com o objetivo de evitar uma eventual inelegibilidade.

Na véspera da eleição, porém, o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE, derrubou o registro. Segundo o ministro, Deltan deixou o MPF enquanto respondia a procedimentos disciplinares e, com isso, teria buscado evitar uma possível causa de inelegibilidade. A decisão também determinou a nulidade dos votos.

Decisão sobre Deltan antes da votação

Fachada do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

No domingo 4, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão individual de Floriano. Com isso, o registro voltou à situação de “deferido com recurso”, e os votos de Deltan entraram na totalização. Nunes Marques afirmou que não analisou o mérito da possível inelegibilidade e que o tema deveria ser decidido pelo plenário.

Na pauta oficial, o TSE informa que o recurso questiona justamente a decisão do TRE-PR que havia deferido a candidatura. O processo também pede o indeferimento do registro e a nulidade dos votos atribuídos à chapa majoritária.

Deltan afirmou nas redes sociais que os votos pertencem aos eleitores do Paraná e pediu que a escolha das urnas seja respeitada.

Se o TSE confirmar o registro, Deltan e Filipe Barros (PL), os dois candidatos mais votados, ocuparão as vagas hoje exercidas por Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB). O terceiro senador paranaense é Sergio Moro (PL), eleito governador neste ano.

O julgamento está previsto para ocorrer junto de outros processos eleitorais na sessão desta quinta-feira.

PF arquiva apuração sobre suposta interferência dos EUA nas eleições

Corporação não viu indícios mínimos de que o governo Trump tenha atuado no pleito

Yasmin Alencar


Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Samuel Corum/Sipa USA/Reuters

A Polícia Federal (PF) engavetou nesta quarta-feira, 7, a investigação sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Ao arquivar o procedimento, a corporação apontou a falta de indícios mínimos de ilícito que sustentassem a tese de que o governo Donald Trump teria agido no processo eleitoral. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

A abertura do caso tinha sido anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no domingo da votação do primeiro turno. Internamente, prevalece na corporação a leitura de que a fala de Andrei serviu apenas para dar uma resposta à Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Jorge Messias, que havia pedido o inquérito — enquanto a apuração ainda estava em estágio preliminar. “Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa”, declarou o diretor-geral. “Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso.”

O pedido da AGU veio na quinta-feira 1°, depois que o jornal britânico The Guardian publicou a reportagem “Governo Trump desvia recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de extrema direita no exterior”. Messias classificou a informação como “especialmente grave diante do processo eleitoral brasileiro em curso e dos episódios recentes de pressão externa sobre as instituições brasileiras, conforme amplamente noticiado”.

No ofício à PF, o advogado-geral detalhou o que pretendia apurar. “Caso comprovado, o recebimento de capital estrangeiro para a promoção de ataques ordenados e sistemáticos à soberania nacional e ao funcionamento das instituições do Sistema de Justiça brasileiro, mediante a instrumentalização de fundos internacionais desviados de sua finalidade original de proteção aos direitos humanos, poderá revelar uma estrutura de ingerência externa em assuntos internos do Estado brasileiro, impondo a identificação dos responsáveis, notadamente, dos eventuais destinatários dos recursos em território nacional, para avaliação de eventual responsabilidade penal, na medida das condutas individualmente apurada”, escreveu.

OPINIÃO: Editorial de Gustavo Segré derruba narrativas da esquerda


 

Flávio Bolsonaro abre 6 pontos sobre Lula no 2º turno

Levantamento mostra o candidato do PL com 53% dos votos válidos na corrida pela Presidência

Erich Mafra


Flávio Bolsonaro gesticula durante um evento de campanha eleitoral em Belo Horizonte - 18/8/2026 | Foto: Washington Alves/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno com 53% dos votos válidos. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% da preferência do eleitorado.

Os dados integram a nova rodada da pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, 8. A vantagem do candidato de oposição atinge 6 pontos porcentuais e supera a margem de erro do levantamento.

Vantagem da oposição nas urnas

O cálculo considera apenas os votos direcionados aos candidatos e exclui brancos e nulos. O resultado reflete a intenção de voto direta do eleitor na decisão final do pleito.

A distância entre os concorrentes consolida a posição de Flávio à frente da corrida presidencial. A sondagem traz o primeiro panorama numérico da etapa decisiva da eleição nacional.

Metodologia da pesquisa

O instituto PoderData consultou 3 mil eleitores por telefone em todo o país entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro da amostragem é de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O estudo usou recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08134/2026. As entrevistas acompanham o momento de mobilização das campanhas no segundo turno.

Nikolas Ferreira sobe o tom e defende 'sem anistia' para Moraes: 'Cadeia e impeachment'


 

Justiça manda Meta e X fornecerem dados de suposto post irregular de Nikolas

Tribunal quer identificar origem e circulação de documento falso atribuído à PF e divulgado pelo deputado

Lucas Cheiddi


Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou, na última terça-feira, 6, que Meta e X forneçam dados sobre publicações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relacionadas a um documento falso atribuído à Polícia Federal (PF).

A decisão foi assinada pelo desembargador Sálvio Chaves, relator de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG).

A ação apura uma suposta prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. O processo teve origem na divulgação, nos perfis oficiais e verificados de Nikolas no Instagram e no X, de um documento que simulava uma conclusão oficial da PF sobre os diálogos do deputado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A falsidade do material já é considerada incontroversa no processo. Segundo a decisão, tanto a defesa de Nikolas quanto a própria Polícia Federal reconheceram que o documento não era autêntico. A nova determinação busca esclarecer a origem do arquivo e a forma como ele circulou nas redes.

Tribunal quer registros das plataformas de Nikolas

Martelo da Justiça | Foto: Reprodução/Freepik

A Meta terá três dias para fornecer dados relacionados ao perfil de Nikolas no Instagram. Entre as informações solicitadas estão registros de acesso, endereços IP, datas, horários e fuso horário ligados ao carregamento da imagem e às atividades realizadas entre 1º e 10 de setembro.

A empresa também deverá apresentar informações sobre uma publicação em formato de story feita em 3 de setembro. O tribunal solicitou horários de publicação e remoção, visualizações, contas alcançadas, respostas, encaminhamentos e outras interações. A ordem inclui ainda dados do perfil “Easy Fatos” (@easyfatos) e o arquivo original da imagem, caso esteja disponível.

No caso do X, o tribunal pediu dados sobre um repost realizado pela conta oficial de Nikolas em 3 de setembro, depois das 13h56min21s. A plataforma deverá fornecer identificadores ou URL, horários de publicação e desaparecimento, métricas de interação e registros de acesso entre 3 e 10 de setembro.

O TRE-MG também solicitou a preservação de dados relacionados à aba de reposts do perfil de Nikolas e a outras publicações ligadas ao episódio.

Caso Meta ou X não consigam recuperar algum dos dados solicitados, deverão explicar individualmente ao tribunal os motivos da indisponibilidade. A investigação continuará depois do recebimento das informações.

Mensagens mostram que Vorcaro buscou apoio de Lula para venda do Master

Diálogos revelam tentativas de reunião com o presidente em 2025; Banco Central vetou o negócio com o BRB em setembro

Letícia Alves
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025 | Foto: Divulgação/Banco Master

Mensagens do celular de Daniel Vorcaro revelam que o ex-banqueiro e o advogado Walfrido Warde tentaram articular reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025. Eles buscavam apoio para que o Banco Central (BC) aprovasse a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

As tentativas ocorreram depois de um encontro entre Lula e Vorcaro no Planalto, em dezembro de 2024. O BC, porém, vetou a venda em setembro de 2025 e, dois meses depois, decretou a liquidação do Master. Vorcaro foi preso sob suspeita de fraude em ativos financeiros.

O ex-banqueiro contratou o ex-ministro Guido Mantega como consultor por R$ 14 milhões. Ele buscava convencer o governo de que o BC cometia injustiças contra o Master e de que as carteiras de crédito transferidas ao BRB continham os valores declarados.

Os áudios com as conversas foram divulgados pelos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

Tentativas de reunião com Lula

Warde e Vorcaro tentaram organizar encontros de Mantega e do advogado com Lula. Em 23 de julho de 2025, Warde procurou o ex-banqueiro enquanto estava com o então chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”.

Como Mantega estava em Londres, Warde sugeriu enviar um avião para buscá-lo. “Eu acho que seria o caso de você mandar teu avião lá buscar ele e trazer ele para encontrar o presidente”, disse em áudio.

Em seguida, Warde repassou mensagens que afirmavam que Lula havia falado com Mantega por telefone e o chamaria quando ele voltasse ao Brasil. Dois dias depois, pediu urgência para uma videochamada com o ex-ministro. “É urgente, ele vai falar com você sabe quem no domingo”, escreveu.

Depois de uma chamada de 23 minutos com Mantega, Warde comemorou. “Parabéns”, disse. “Importante call. Vai dar certo”. Vorcaro respondeu: “Muito obrigado”. Em 31 de julho, o então banqueiro pediu que Warde falasse com a Presidência. “Você precisa conversar com o chefe”, afirmou. “Única chance nossa.” O advogado respondeu que tentava contato com o chefe de gabinete.
Guido Mantega foi ministro da Fazenda nos governos de Lula e Dilma | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino/File Photo

Vorcaro insistiu em que Lula precisava ouvir que não havia problemas no negócio e que os danos seriam irreversíveis. “Vou resolver, vamos desarmar tudo isso”, respondeu Warde.

Em uma conversa de 23 de julho, Vorcaro mencionou alguém que pretendia acionar: “Alexandre”. “Sim. Vou pavimentar”, respondeu Warde. As mensagens possivelmente fazem referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Contatos com o Congresso e o Banco Central

Vorcaro também recebeu informações do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre conversas com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Em 17 de julho de 2025, Motta informou que Galípolo iria à residência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central | Foto: Raphael Ribeiro/BC

Uma hora depois, ligou para Vorcaro. Depois da ligação, este relatou a Warde um impasse com o BC. “Galípolo acabou reunião agora”, disse. “Inventou nova desculpa. Que agora tem erros contábeis. Falou para o Hugo. Não dá mais. Eles não vão fazer.”

“Avise presidente amanhã e vamos pra guerra”, pediu o ex-banqueiro. “Vou levar a conhecimento do presidente”, respondeu o advogado.

Na mesma noite, Vorcaro criticou o então diretor do BC Renato Gomes, contrário à venda, e sugeriu pedir sua suspeição. O ex-banqueiro afirmou considerar que tinha apoio do STF, do Congresso e da Presidência. Na avaliação dele, Gomes atuava contra essas instituições.

O que dizem os políticos citados

A assessoria de Motta afirmou que o deputado agiu no exercício da atividade parlamentar e com respeito à institucionalidade. Já a assessoria de Alcolumbre e Moraes, porém, não se manifestaram.

O Planalto informou que Lula se reuniu com Vorcaro uma única vez, em 4 de dezembro de 2024. Na ocasião, o então banqueiro compareceu sem agendamento prévio, acompanhado de Mantega, Rui Costa e Galípolo.

Segundo a Presidência, Lula afirmou que o BC deveria analisar tecnicamente as denúncias. No entanto, o Planalto não informou se houve conversas posteriores com Mantega ou Warde.

Operação da PF investiga venda de decisões por desembargador no RJ

Polícia apura suposto repasse de vantagens à família do magistrado por imóveis, descontos e pagamentos indiretos

Lucas Cheiddi


Agente da Polícia Federal (PF) durante operação | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 8, uma operação para investigar suspeitas de corrupção que envolvem decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A apuração mira um desembargador suspeito de favorecer empresas em decisões e receber vantagens indevidas por meio de pessoas próximas.

A Operação Em Nome do Pai cumpre seis mandados de busca e apreensão em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou as medidas.

Os investigadores apreenderam dinheiro em espécie e aparelhos eletrônicos nos endereços dos alvos. A PF ainda contabiliza o valor encontrado.

*Matéria em atualização

PoderData: Primeira pesquisa do 2º turno mostra Flávio Bolsonaro com 53% contra 47% de Lula

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A primeira pesquisa divulgada sobre o segundo turno das eleições presidenciais saiu nesta quinta-feira (8), e revela que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com seis pontos de vantagem. De acordo a pesquisa PoderData/Aya, Flávio tem 53% no segundo turno em votos válidos, contra 47% de Lula.

Em relação ao resultado do primeiro turno, Flávio Bolsonaro, que teve 47,03% dos votos válidos, estaria conquistando seis pontos percentuais. Já o presidente Lula, que saiu das urnas com 45,16%, estaria subindo dois pontos percentuais.

Os entrevistados também responderam sobre quem tem maior chance de vitória no dia 25 de outubro. Para 57% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro é quem tem mais chances de se eleger presidente, e outros 37% afirmam que Lula é que sairá vencedor.

A pesquisa mostra ainda um sentimento de derrota maior entre os eleitores de Lula que os de Flávio. Os que declaram ter votado em Flávio no 1º turno, 92% confiam que o senador será eleito.

No grupo lulista, a taxa de confiança no seu candidato cai para 76%. Entre os eleitores que declaram voto em outros candidatos no 1º turno, Flávio é mais citado que o petista como provável vencedor do confronto.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, em parceria com o Aya Bancah. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 705 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-08134/2026.

Ponte Salvador-Itaparica avança com 15 estacas e chegada de mega cargueiro

Estrutura que atravessará a Baía de Todos-os-Santos avança em diferentes frentes de trabalho

Por Luan Julião
Maior navio de cravação de estacas do mundo deve chegar ao Brasil em novembro - Foto: Reprodução

As obras da Ponte Salvador-Itaparica avançam em diferentes pontos da Baía de Todos-os-Santos e também nos canteiros instalados em terra. No trecho marítimo onde será construído o vão central do empreendimento, 15 estacas já foram cravadas para viabilizar a implantação da central de concreto que dará suporte à execução da estrutura.

Considerado um dos pontos mais complexos da obra, o vão central terá 682 metros de extensão. O projeto prevê a dimensão necessária para manter a segurança da navegação e permitir a continuidade do tráfego marítimo na Baía de Todos-os-Santos, inclusive com a passagem de embarcações de grande porte.

“Estamos avançando diariamente em um dos trechos mais complexos da construção da Ponte Salvador-Itaparica, com diferentes frentes de trabalho em terra e no mar. A implantação da central de concreto no meio da Baía de Todos-os-Santos é uma etapa fundamental para a execução do vão central, que está no caminho crítico da obra”, explica o secretário extraordinário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica, Mateus Dias.

Balsa de 77 metros atua na instalação das estruturas

A implantação da central de concreto conta atualmente com o suporte da Balsa Jaguaribe, que possui 77 metros de comprimento. A embarcação é equipada com uma estrutura-guia utilizada para posicionar as estacas, além de martelo vibratório, martelo de percussão e dois guindastes de grande porte.

Os equipamentos têm capacidade para içar 150 e 320 toneladas e são utilizados na execução das estruturas necessárias à construção do vão central da ponte.

Navio de 130 metros reforçará construção do vão central

Outra etapa prevista para o empreendimento será a chegada do Tie Jian Da Qiao Zhuang 1, apresentado como o maior navio de cravação de estacas do mundo. A embarcação deixou o terminal de comércio exterior do Porto de Lüsi, na província chinesa de Jiangsu, e tem previsão de chegada ao Brasil em novembro.

Com 130,5 metros de comprimento, o navio conta com uma estrutura de cravação de estacas de 156 metros. A embarcação pode içar até 700 toneladas e operar em profundidades de até 70 metros.

Na Ponte Salvador-Itaparica, o equipamento será empregado em uma região onde as fundações precisarão ser cravadas em águas de até 64 metros de profundidade, em um trecho marcado por condições geológicas complexas.

Trabalho também avança em Vera Cruz, Salvador e Maragogipe

Enquanto as estruturas são executadas no mar, os trabalhos seguem em diferentes canteiros terrestres.

Em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, está em implantação a Plataforma Linear Provisória (PLP), estrutura que terá a função de ampliar a eficiência das atividades de construção realizadas sobre o mar.

Na capital baiana, o canteiro de Jequitaia passa pela etapa de mobilização e será utilizado como sede administrativa e operacional da obra.

Já em Maragogipe, o canteiro de São Roque do Paraguaçu concentra a produção, preparação e armazenamento de materiais e equipamentos que serão utilizados ao longo das etapas do empreendimento.

Ponte terá 12,4 quilômetros sobre a Baía

A Ponte Salvador-Itaparica terá 12,4 quilômetros sobre o mar e fará parte do novo Sistema Viário Oeste. O projeto também prevê intervenções nos acessos viários de Salvador e Vera Cruz.

Na capital, serão 4,4 quilômetros de estruturas entre a região da Calçada e Água de Meninos, incluindo viadutos e túneis paralelos aos existentes na Via Expressa.

Na Ilha de Itaparica, o empreendimento contempla uma via expressa de 22 quilômetros e a duplicação de um trecho de 8 quilômetros da BA-001, entre Tairu e a Ponte do Funil.

Investimento estimado é de R$ 11,6 bilhões

Executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), o projeto integra o Novo PAC e tem investimento estimado em R$ 11,6 bilhões.

Do total previsto, R$ 3 bilhões correspondem ao aporte do Governo Federal, R$ 3,1 bilhões ao Governo do da Bahia e R$ 5,5 bilhões à iniciativa privada.

A execução está sob responsabilidade da Concessionária Dois de Julho, formada pela China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e pela China Communications Construction Company (CCCC), dois grupos chineses de engenharia.

Gigante da Série A demite treinador após sete derrotas consecutivas

Sequência negativa fez com que a equipe entrasse na briga contra o rebaixamento no Brasileirão

Por Gustavo Nascimento
Fernando Diniz foi demitido do Corinthians - Foto: ROBERTO VINICIUS | AGIF VIA AFP

O Corinthians anunciou na noite de quarta-feira, 8, a demissão do treinador Fernando Diniz. A decisão aconteceu logo depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Essa foi a sétima derrota consecutiva da equipe paulista no torneio. Antes, o time corintiano havia perdido para Cruzeiro, Coritiba, Santos, Chapecoense, Flamengo e Fluminense.

Marcelo Paz, executivo de futebol do clube, comentou a decisão após a partida contra o Internacional.

Momento de muita dor, difícil. Pelos resultados que o clube atravessa, perdemos o convívio de um grande profissional que se empenha. Tivemos um início bom, promissor. Infelizmente, demos uma estacionada na tabela, muitas derrotas. Decisão precisou ser tomada, precisamos de um fato novo.Marcelo Paz - Executivo de futebol do Corinthians

Momento negativo coloca o time na briga contra o Z-4

Essa sequência negativa fez o Corinthians estacionar nos 32 pontos e se aproximar da zona do rebaixamento. A equipe alvinegra ocupa, neste momento, a 16ª colocação do Brasileirão, com apenas um ponto de vantagem para o Internacional, o primeiro time no Z-4.

Além do desempenho pouco satisfatório no Brasileirão, o Corinthians também está eliminado da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores.

Em 33 jogos oficiais à frente do Timão ao longo de seis meses, Fernando Diniz teve 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas – aproveitamento de 47,5%.

Nome de confiança da família Bolsonaro é cotado para o STF

Em eventual governo de Flávio, Jorge Oliveira ganha destaque para vaga na Corte

Por Ane Catarine
Jair Bolsonaro e ministro Jorge Oliveira - Foto: Divulgação/PR

Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial, poderá indicar até quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos nomes cotados para ser a primeira indicação é o do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge Oliveira, que mantém uma relação de longa data com a família Bolsonaro.
O ministro do TCU, Jorge Oliveira - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Segundo informações da coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, o nome de Oliveira é defendido por integrantes da cúpula da campanha de Flávio e por aliados próximos do senador.

Relação de longa data com a família Bolsonaro

Jorge Oliveira mantém uma relação de longa data com a família Bolsonaro. O pai dele foi assessor de Jair Bolsonaro por cerca de 20 anos.

Oliveira, por sua vez, trabalhou no gabinete de Eduardo Bolsonaro antes de ocupar cargos no governo, incluindo a chefia da Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) e o comando da Secretaria-Geral da Presidência.

Jair Bolsonaro chegou a escolher Jorge Oliveira como primeira opção para uma vaga no STF, mas o ministro recusou por considerar que ainda precisava de mais experiência.

Com isso, foi indicado ao TCU, enquanto a vaga no Supremo ficou com Kassio Nunes Marques.

Decisões no TCU geram controvérsia

A atuação de Jorge Oliveira no TCU também já provocou debates, principalmente pela relação histórica com a família Bolsonaro e por decisões em processos de repercussão política.

Oliveira, por exemplo, foi autor do voto que mudou o entendimento do tribunal sobre a competência para definir o destino de acervos e joias presidenciais recebidos por ex-chefes de Estado.

A decisão criou um entendimento que também poderia ser utilizado pela defesa de Bolsonaro no inquérito sobre as joias sauditas.
Relação com autor de “estudo paralelo” sobre a Covid-19

Em 2021, auditorias internas do TCU apontaram uma relação de amizade entre Jorge Oliveira e o auditor Alexandre Marques.

Marques foi responsável por um documento não oficial que afirmava, sem base, que metade das mortes por Covid-19 registradas em 2020 não teria sido causada pela doença.

Os dados chegaram a ser divulgados publicamente pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Apesar da relação de amizade entre Oliveira e Marques ter sido confirmada, não foram identificadas provas ou indícios de que o ministro do TCU tenha participado da elaboração do documento, facilitado a produção do material ou tido acesso prévio ao conteúdo.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Sem reforma anunciada pela prefeitura, prédio da 28 de Setembro, em Juazeiro, segue abandonado: “Problemas estruturais graves”; gestão silencia


Quase um ano após a Prefeitura de Juazeiro anunciar o início do processo de revitalização do prédio histórico da Sociedade 28 de Setembro, localizado no centro da cidade, a reforma ainda não foi iniciada. No final de outubro de 2025, a gestão chegou a informar que havia iniciado, em cumprimento a uma determinação judicial, o processo de revitalização do prédio, com o objetivo de garantir a preservação do patrimônio público e cultural de Juazeiro, além de assegurar a segurança estrutural do imóvel.

No entanto, passados quase 12 meses, o local permanece sem a revitalização prevista e segue em situação de abandono no Centro de Juazeiro. Em contato com o Portal Preto no Branco, uma leitora que atua no ramo da construção civil demonstrou preocupação com as condições do prédio e alertou para a possibilidade de desabamento.

“Venho analisando parcialmente a estrutura com rachaduras largas e profundas na extremidade do prédio, indicando problemas estruturais graves na fundação ou nos pilares da construção”, declarou.

Outro leitor que trabalha nas proximidades do prédio alerta que o estado atual da construção representa um risco para quem circula pelas proximidades, principalmente diante da deterioração da estrutura ao longo dos anos.

“Até quem não tem conhecimento técnico percebe que o prédio pode desabar a qualquer momento, como já aconteceu com outros prédios antigos de Juazeiro. As paredes estão com rachaduras enormes. Nós, que trabalhamos e circulamos próximo ao prédio todos os dias, estamos com muito medo de que uma tragédia venha a acontecer”, afirmou.

No mês passado, a Sociedade 28 de Setembro completou 129 anos de história, reforçando a importância histórica e cultural da construção para Juazeiro. Em 2022, o Ministério Público ingressou com ação civil pública contra o Município, cobrando medidas emergenciais de conservação e a elaboração de um projeto de restauração. A decisão judicial determinou que a Prefeitura adotasse providências imediatas, de modo a preservar o bem histórico.

Porém, até o momento, não há informações oficiais de quando o processo de revitalização do prédio será iniciado. O PNB entrou em contato com a Secretaria de Obras Estruturantes do Município em busca de esclarecimentos, mas até o momento não obteve respostas.

Redação PNB

Flávio negocia apoio do Republicanos, Tarcísio articula aliança

Governador de São Paulo participa das conversas para ampliar a frente política no 2º turno

Victória Batalha


Ao lado de Flávio, Tarcísio (à esquerda) faz campanha no interior de SP| Foto: Reprodução/X

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira, 6, que sua campanha iniciou conversas com o Republicanos para ampliar os apoios no segundo turno. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participa das articulações.

Flávio disse estar satisfeito com a possibilidade de reunir novos partidos em torno de sua candidatura e afirmou que pretende construir uma frente política para a segunda etapa da eleição.

“Eles vão voltar para suas bancadas para tomarem alguma decisão em conjunto”.

Tarcísio esteve ao lado de Flávio nas articulações. O candidato do PL agradeceu a participação do governador paulista no processo de construção de apoio à candidatura.

“É uma grande honra estar aqui com o Tarcísio, governador de São Paulo, ajudando nesse momento de construção dessa unidade, que é uma quantidade de apoios possível”, disse.

Flávio amplia articulação política

O candidato também recebeu o apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), além de prefeitos e outras lideranças.

Na área trabalhista, Flávio voltou a defender sua proposta para substituir a atual escala 6×1. Segundo ele, o modelo permitiria ao trabalhador definir a própria jornada. O candidato citou como exemplo mães que poderiam escolher trabalhar menos horas e receber um voucher para creche particular quando não houver vaga na rede pública.

Flávio também criticou Lula por discutir o tema durante o segundo turno e classificou a iniciativa como “oportunista”.

O candidato do PL prometeu ainda reduzir impostos, diminuir a tributação sobre a folha de pagamentos e cortar burocracias para empresas. Na avaliação dele, o governo Lula enfrenta dificuldades para atrair investimentos em razão da insegurança jurídica.

Flávio também criticou a atuação internacional de Lula e afirmou que o presidente está “isolado” e “deve o seu mandato ao Alexandre de Moraes”. Em outra crítica ao adversário, chamou Lula de “biruta”: “Para onde bate o vento, ele vira”.

Mais de 180 congressistas ficam sem mandato depois das eleições

Congressistas em exercício disputaram novos cargos, mas não conseguiram se eleger

Mateus Conte


Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O primeiro turno das eleições deixou 168 deputados federais e 21 senadores sem mandato depois de derrotas nas urnas. Os parlamentares disputaram a reeleição ou tentaram outros cargos, mas não conseguiram se eleger.

Os dados são de levantamento publicado pelo Metrópoles nesta terça-feira, 6, com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O levantamento considera os parlamentares atualmente em exercício, inclusive suplentes que ocupam temporariamente vagas de titulares.

Na Câmara, a maior parte dos derrotados tentou permanecer na própria Casa. Dos 513 deputados em exercício, cerca de 26% buscaram um novo mandato como deputado federal e não conseguiram se reeleger. Outros concorreram ao Senado, a governos estaduais ou a assembleias legislativas.

Senadores perdem reeleição

No Senado, a maior parte dos derrotados também buscava permanecer no cargo. Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, terminou a disputa no Amapá em terceiro lugar. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) ficou na mesma colocação. Já em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) perdeu a eleição depois de 22 anos no Senado.

Ex-ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva também não conseguiram se eleger. Entre eles estão Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Celso Sabino (PDT) e Paulo Pimenta (PT).

O resultado ocorreu em meio à renovação do Congresso e ao avanço conservador nas duas Casas. Na Câmara, o Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, conquistou 121 cadeiras. Ao mesmo tempo, partidos do Centrão reduziram suas bancadas.

Randolfe Rodrigues (PT-AP) é o líder do governo no Congresso | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Veja a lista dos parlamentares que ficaram sem mandato:
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Fonte: Metrópoles

Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3067; Quina teve 85 apostas vencedoras

Fábio Bouéri


Dezenas sorteadas no concurso 3067 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube/Caixa

A Mega-Sena acumulou novamente. Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3067, sorteado na noite desta terça-feira (6), no Espaço da Sorte, em São Paulo. 

Os números sorteados foram: 01 – 04 – 17 – 33 – 41 – 52.

Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 100 milhões para o próximo concurso, o 3068, que será realizado na quinta-feira (8).

Mega-Sena: quem acertou cinco e quatro dezenas

Na Quina, 85 apostas acertaram cinco dezenas. Cada uma receberá R$ 33.382,67. Já a Quadra teve 7.264 apostas vencedoras, com prêmio individual de R$ 643,89.

O próximo sorteio será nesta quinta-feira (8), às 21h. As apostas podem ser feitas até as 20h do dia do sorteio nas casas lotéricas, pelo site ou aplicativo Loterias CAIXA. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Para jogar, o apostador deve escolher de seis a 20 números entre os 60 disponíveis. Também é possível optar pela Surpresinha, deixando o sistema escolher os números, ou pela Teimosinha, para concorrer com a mesma aposta em vários concursos.

PT pediu ao STF fim do feriado de Nossa Senhora

Dirigente do partido questionou em 2020 a lei que tornou 12 de outubro feriado nacional em homenagem à Padroeira do Brasil

Fábio Bouéri


Lula e Ralph Lichote, petista que em 2020 recorreu ao STF para tentar cancelar o feriado de Nossa Senhora Aparecida | Foto: Reprodução/X

O advogado Ralph Anzolin Lichote, que teve atuação na direção do PT no Rio de Janeiro, apresentou em dezembro de 2020 uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro.

A ação, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF n° 775), foi apresentada pela Antiga e Iluminada Sociedade Banksiana e assinada por Lichote, então vice-presidente da entidade. O PT não aparece como autor do processo.

PT: advogado tentou proteger Lula

Segundo o site Poder360, o advogado foi vice-presidente do PT de Itaperuna (RJ) e integrou o Diretório Estadual do PT-RJ entre 2006 e 2009. Em 2016, quando presidia o diretório municipal do partido, também recorreu à Justiça para tentar evitar que Lula fosse obrigado a depor em processo relacionado à Operação Lava Jato.

Na ação apresentada ao STF, a entidade sustentou que a Lei n° 6.802/1980, que instituiu o feriado, seria incompatível com o princípio constitucional da laicidade do Estado. O texto legal declara 12 de outubro como feriado nacional “para culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”.

A Advocacia-Geral da União (AGU), durante o governo Jair Bolsonaro, manifestou-se contra o pedido. O órgão argumentou que feriados religiosos não violam a laicidade e que a data representa uma manifestação cultural e religiosa consolidada.

Relator do caso, o ministro Kassio Nunes Marques extinguiu a ação em fevereiro de 2023 sem analisar o mérito. Ele entendeu que a entidade não tinha legitimidade para propor esse tipo de processo. A decisão tornou-se definitiva em agosto de 2024.

Flávio foi alvo de fake news

O episódio voltou ao debate eleitoral depois de informações falsas associarem Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Não existe projeto do candidato com esse objetivo.

PL mobiliza influenciadores contra canal pró-Lula no WhatsApp

Espaço on-line reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a campanha do segundo turno

Lucas Cheiddi


Bandeiras do Partido Liberal, que elegeu cinco governadores neste domingo, 4 | Foto: Divulgação/PL

Integrantes da comunicação do Partido Liberal (PL) se reuniram com influenciadores de direita nesta terça-feira, 6, para discutir ações contra o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a campanha do segundo turno.

Segundo informações obtidas pelo SBT News, representantes do partido participaram de uma videoconferência com influenciadores para definir medidas contra o canal. Depois da reunião, alguns participantes acessaram o espaço no WhatsApp e fizeram denúncias à plataforma com o objetivo de provocar sua retirada do ar.

A principal reclamação apresentada pelo grupo envolve publicações que os participantes consideram falsas sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra o petista. Entre os conteúdos citados está uma afirmação de que o parlamentar proibiria o voto feminino.

Canal de Lula cresce durante o segundo turno

O deputado André Janones e o presidente e candidato à reeleição, Lula da Silva | Foto: Reprodução/X

Janones criou o “Exército do Lula” para ampliar a mobilização digital em favor do presidente. O canal ganhou milhares de seguidores nos primeiros dias depois do primeiro turno e ultrapassou 1 milhão de inscritos nesta terça. Ao longo do dia, diferentes registros apontaram crescimento para mais de 1,1 milhão e, posteriormente, mais de 1,2 milhão de seguidores.

O deputado também passou a orientar os participantes a convidarem novos usuários. A estratégia inclui o compartilhamento de mensagens, vídeos e outros materiais relacionados à campanha de Lula.

Nas redes sociais, Janones afirmou que apoiadores de Flávio estavam realizando denúncias em massa contra o canal. Ele também anunciou uma página no Instagram dedicada à divulgação de conteúdos relacionados à campanha de Lula. A iniciativa ocorre poucos dias depois do primeiro turno, realizado no domingo 4.

Flávio diz que terá maioria no Congresso para mudar a Constituição

Senador recebeu apoio de Caiado em Goiânia; PL elegeu 121 deputados e terá 28 senadores

Letícia Alves


Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno | Foto: Charles Sholl/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que, se vencer a eleição presidencial, terá maioria no Congresso para alterar a Constituição e “redemocratizar” o país. Ele deu a declaração em Goiânia, depois de receber o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) no segundo turno.

“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que é hoje”, disse Flávio. Segundo ele, essa composição permitirá eleger os presidentes da Câmara e do Senado e aprovar mudanças constitucionais.

Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena em prisão domiciliar por condenação por suposta tentativa de golpe de Estado.

PL dependerá de aliados para aprovar mudanças

O PL terá as maiores bancadas do Congresso no próximo ano, com 121 deputados federais e 28 senadores. Atualmente, o partido ocupa 98 cadeiras na Câmara e 15 no Senado.

Ampliar a bancada no Senado foi prioridade da legenda para avançar em pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio participou das campanhas com transmissões ao vivo, comícios e declarações nas redes sociais.

Candidatos alinhados à oposição conquistaram cinco das seis vagas ao Senado nos três maiores colégios eleitorais. São Paulo elegeu Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Minas Gerais escolheu Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT). No Rio de Janeiro, Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) venceram Benedita da Silva (PT).

A Constituição exige dois terços dos votos do Senado, ou 54 dos 81 senadores, para afastar um ministro do STF. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa passar por dois turnos de votação em cada Casa. A aprovação exige três quintos dos votos: 308 deputados e 49 senadores.

O PL dependerá de aliados para alcançar esses números. Parlamentares do PP, União Brasil e Republicanos também defendem o afastamento de integrantes do STF.

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