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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Mega-Sena acumula e prêmio vai a quase R$ 65 milhões

Próximo concurso será realizado no sábado 16; apostas podem ser feitas em lotéricas, aplicativo e site da Caixa

Fábio Bouéri

Concurso 3008 da Mega-Sena: dezenas sorteadas | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3008 da Mega-Sena, sorteado na noite desta quinta-feira, 14, e o prêmio principal acumulou novamente. 

Os números sorteados foram: 11 – 12 – 14 – 20 – 42 – 44. 

Com isso, a estimativa da Caixa Econômica Federal para o próximo concurso é de aproximadamente R$ 65 milhões. O sorteio foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo.

A Mega-Sena realiza sorteios três vezes por semana — às terças, quintas e sábados — e a aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 6. Além da sena, a loteria também premia apostas que acertam cinco dezenas (quina) e quatro dezenas (quadra). A probabilidade de acerto da sena em uma aposta simples é de uma em mais de 50 milhões.

Mega-Sena: quando apostar

As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal, pelo site oficial das Loterias Caixa ou pelo aplicativo da instituição financeira. Para apostar pela internet, é necessário ser maior de 18 anos, realizar cadastro e possuir cartão de crédito.

Correios serão beneficiados com fim da taxa das blusinhas

Mas o aumento do rombo da estatal se deve a causas estruturais, ressalta a Oeste o economista Sérgio Belém Teixeira

Eugenio Goussinsky

Rombo dos Correios quase triplicou em 2025 | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os Correios, em 2025, registraram um rombo de R$ 8,5 bilhões, mais do que o triplo do déficit de R$ 2,6 bilhões em 2024. O estado financeiro precário da empresa foi influenciado em boa parte pela inclusão do imposto das blusinhas, nome popular dado à tributação de compras internacionais de pequeno valor feitas pela internet, especialmente em plataformas de comércio eletrônico como Shein, Shopee e AliExpress.

A retirada desta taxa, em Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na terça-feira 12, terá um impacto positivo sobre as finanças dos Correios. A partir do momento em que a cobrança entrou em vigor, em 2024, o déficit da empresa se potencializou. A distribuição de encomendas internacionais nas contas dos Correios caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025, segundo o Diário Oficial da União.

“O fim desta taxa possivelmente vai servir como um grande impulso para as compras, e naturalmente a expectativa é que esse aquecimento das compras tenha um efeito positivo nas receitas dos Correios”, afirma a Oeste o economista Sérgio Belém Teixeira, formado pela Universidade Estadual Paulista. “A gente vai ter aí o efeito cascata, o aumento do número de compras, e isso vai se refletir no aumento de entregas e naturalmente vai refletir ali numa receita esperada maior para os correios, pode ajudar bastante com esse fim do imposto.”

A taxa das blusinhas foi determinante para a baixa, por ter acirrado um modelo de gestão deficitário. Em termos de valores, as receitas caíram de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025, ou seja, R$ 2,6 bilhões. O valor corresponde a 30,6% do montante do prejuízo, embora se trate de perda de receita e não de despesa adicional. A partir de janeiro de 2024, a cobrança de 20% de imposto de importação federal sobre compras até US$ 50, a taxa das blusinhas, aprovada pelo Congresso Nacional, reduziu o volume de encomendas internacionais, que eram uma das principais fontes de receita da estatal. Além disso, continuava a incidência de ICMS estadual, normalmente entre 17% e 20%, dependendo do Estado.

A taxa se configurou em um fator a mais para o péssimo resultado, que ampliou uma sequência de 14 trimestres consecutivos de resultados negativos iniciada no fim de 2022. Outros fatores foram a forte alta nas despesas judiciais, segundo a empresa. O pagamento de precatórios decorrentes de decisões transitadas em julgado somou R$ 6,4 bilhões, valor 55% superior ao registrado no ano anterior, de R$ 4,1 bilhões. A direção argumenta que parte dessas obrigações se refere a passivos herdados de gestões anteriores.

Mas as quedas de receita, segundo Teixeira, têm razões estruturais. Restringi-las à taxa das blusinhas é se ater a fatores superficiais. “A questão do rombo dos Correios vem bem antes, é uma história mais longa, anterior ao imposto das blusinhas”, afirma o economista. “É óbvio que esse imposto prejudicou, mas o rombo é muito mais estrutural e tem a ver com gestão ineficiente, com uma política de fretes muito diferente do que é praticado pelos concorrentes. O fim do imposto das blusinhas não seria suficiente para compensar a continuidade do problema estrutural que os Correios vivem.”

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciado em janeiro de 2023, não tem conseguido equilibrar as contas dos Correios. Nomeou, no início da gestão, Fabiano Silva dos Santos para a presidência da estatal. A gestão de Santos foi marcada por deterioração financeira e perda de receitas. Em setembro de 2025, diante do agravamento do prejuízo bilionário e das críticas sobre a situação financeira da companhia, Emmanoel Schmidt Rondon substituiu Santos, para conduzir um processo de reestruturação e tentar estabilizar as contas da estatal.
Benefício indireto para os Correios

Neste momento, porém, o fim deste imposto, segundo Teixeira, não pode ser considerado mais uma movimentação do governo que teria, por trás do discurso, o objetivo de recuperar as finanças dos Correios. “Pelo cenário atual é difícil entender que a tomada de decisão do fim do imposto das blusinhas foi direcionado para impactar positivamente a receita dos Correios”, diz o economista. “Essa relação não é direta, porém, fica muito claro que, de forma indireta o fim desse imposto terá um impacto positivo para gerar uma esperada melhora na receita dos Correios.”

Além de empréstimos, de R$ 12 bilhões e de R$ 8 bilhões, com o Tesouro Nacional como avalista,os Correios lançaram um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para conter gastos. Entre fevereiro e abril de 2025, aderiram ao programa 3.181 funcionários. O número foi menor do que o da meta inicial de cerca de 10 mil desligamentos. Nas duas rodadas do plano até agora, em 2024 e 2025, 3.756 empregados saíra da estatal. A economia estimada foi de R$ 147,1 milhões neste ano e de cerca de R$ 775,7 milhões em 2026. Isso não impediu que a empresa encerrasse o período com patrimônio líquido negativo de R$ 13,1 bilhões, reflexo das perdas acumuladas.

Rússia faz maior ataque aéreo desde o começo da guerra na Ucrânia

Bombardeios deixaram ao menos 27 mortos, atingiram Kiev e outras cidades e provocaram danos em infraestrutura civil e energética

Luana Viana

Rússia lançou mais de 1.560 drones contra a Ucrânia | Foto: Reprodução/X | Foto: Reprodução/X/@ZelenskyyUa

A Rússia começou, nesta quarta-feira 13, a maior ofensiva aérea desde o início da guerra na Ucrânia. Os bombardeios atingiram Kiev e outras cidades do país com centenas de drones e dezenas de mísseis, que deixaram ao menos 27 mortos.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Moscou lançou 1.567 drones. Apenas durante a madrugada desta quinta-feira,14, a Ucrânia afirmou ter sido alvo de mais de 670 drones de ataque e 56 mísseis russos.

Kiev foi o principal alvo da ofensiva. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia informou que ao menos 21 pessoas morreram na capital, incluindo três crianças. O prefeito da Kiev, Vitali Klitschko, decretou luto oficial para esta sexta-feira,15.

“Essas definitivamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, afirmou Zelensky, em referência à declaração recente do presidente russo, Vladimir Putin, de que o conflito estaria “chegando ao fim”.

Ataques atingem infraestrutura e deixam milhares sem energia

Autoridades ucranianas afirmaram que a ofensiva atingiu 180 estruturas em diferentes regiões do país, incluindo mais de 50 prédios residenciais. Para atender as áreas afetadas, o governo mobilizou mais de 1,5 mil agentes de emergência.

O Ministério da Energia da Ucrânia informou que os ataques interromperam o fornecimento de eletricidade em 11 regiões. Bombardeios russos também atingiram infraestrutura portuária em Odessa, no sul do país, além de linhas ferroviárias.

Zelensky ainda afirmou que drones russos atingiram um veículo do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários durante uma missão humanitária em Kherson.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, declarou que os ataques demonstram que Moscou pretende prolongar a guerra, apesar das tentativas de mediação internacional.

“Tenho certeza de que os líderes dos Estados Unidos e da China têm influência suficiente sobre Moscou para dizer a Putin que finalmente ponha fim à guerra”, afirmou Sybiha.

Até o momento, o governo russo não comentou oficialmente os ataques.

Lula e Motta fecham acordo para unir PEC e projeto sobre fim da escala 6x1

Proposta prevê redução da jornada para 40 horas semanais e dois dias de descanso; regras específicas serão discutidas em projeto de lei

Luana Viana

O presidente também elogiou o desempenho legislativo de Motta | Foto: Ricardo Stuckert / PR / Flickr | Foto: Ricardo Stuckert / PR / Flickr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiram que o projeto de lei enviado pelo governo para acabar com a escala de trabalho 6×1 tramitará em conjunto com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já em análise na Casa.

A decisão foi construída em reunião com integrantes da comissão especial da escala trabalhista e ministros do governo. Inicialmente resistente ao texto do Executivo, Motta concordou em usar o projeto de lei para regulamentar pontos específicos da mudança em diferentes categorias profissionais.

Também participaram da reunião o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Luiz Gastão (PSD-CE).

Pelo entendimento fechado entre governo e Câmara, a PEC deverá ter um texto mais enxuto, prevendo a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso sem redução salarial.

“Também estabelecemos que será necessário o projeto de lei encaminhado pelo Executivo para podermos adequar à legislação as mudanças que faremos à nossa Constituição pela redução da jornada de trabalho”, afirmou Motta.

Governo Lula quer protagonismo no tema

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a estratégia é consolidar a mudança constitucional por meio da PEC e deixar as especificidades de cada setor para o projeto de lei. Segundo ele, a proposta também busca fortalecer convenções coletivas entre trabalhadores e empresários.

Responsável pela articulação política do governo no Congresso, o ministro José Guimarães classificou o acordo como um avanço entre Executivo e Legislativo.

“Esse é um avanço extraordinário. O presidente Lula quis chamar a atenção para isso”, disse Guimarães. “Ele encaminhou um PL que vai tramitar para ajudar e adequar os pontos necessários para consolidarmos uma nova jornada para a classe trabalhadora brasileira.”

Nos bastidores, Lula vinha defendendo que o governo precisava assumir protagonismo no debate sobre a redução da jornada de trabalho.

Impasse sobre período de transição

O principal ponto de divergência entre o governo e deputados envolve o prazo de adaptação das empresas à nova jornada. O Executivo defende o fim imediato da escala atual, enquanto Hugo Motta e o relator da proposta, deputado Léo Prates (PDT-BA), apoiam uma transição de dois anos.

O presidente da comissão especial da PEC, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que o governo estuda medidas de incentivo para reduzir impactos sobre pequenas e médias empresas.

“Há uma preocupação com os médios e, em especial, os pequenos”, declarou. “O governo vai pensar em alguma medida de apoio, incentivo e modernização para que esse setor possa se adaptar.”

Flávio afirma que relação com Vorcaro se limitou a filme sobre o pai

Senador diz que as mensagens ocorreram antes das acusações contra o ex-banqueiro e nega qualquer favorecimento

Luana Viana

O senador afirmou ainda que encerrou a relação com o empresário depois que as acusações contra o banqueiro vieram a público | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O pré-candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 14, que sua relação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se restringe à busca de investimento privado para um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, o parlamentar disse que sua participação no projeto se limitou à captação de recursos para uma produção privada realizada nos Estados Unidos, sem utilização de dinheiro público.
Saiba mais: Flávio nega repasses a Eduardo e proximidade com Vorcaro

“Minha participação no projeto do filme sobre o presidente Jair Bolsonaro limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos”, disse. “Sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato.”

Flávio também negou qualquer favorecimento político ou relação pessoal com Vorcaro. Segundo ele, o contato ocorreu exclusivamente por causa do financiamento do longa-metragem. “Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai”, declarou.

O senador fluminense ainda negou ter utilizado recursos ligados ao banqueiro para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Segundo Flávio, ele destinou os valores a um fundo específico da produção cinematográfica, com fiscalização em território norte-americano.

Flávio diz que rompeu relação com Vorcaro

Em nota, o parlamentar sustentou que as conversas com Vorcaro aconteceram em 2024, antes de surgirem acusações públicas que envolvem o ex-banqueiro. “A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024, quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente”, disse.

Segundo Flávio Bolsonaro, Vorcaro mantinha atuação regular no mercado financeiro naquele período e patrocinava eventos empresariais e programas de televisão. O senador ainda afirmou que encerrou a relação com o empresário depois que os aportes previstos deixaram de ser cumpridos e as acusações contra o banqueiro vieram a público.

Por fim, Flávio comparou sua relação com Vorcaro aos vínculos do ex-banqueiro com integrantes do governo Lula e rejeitou qualquer tentativa de aproximação entre os casos. “Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas”, afirmou.

O senador também voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. “Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já”, concluiu.

Menos da metade dos ministros do STF divulga agenda oficial

Neste ano, entre os 10 integrantes da Corte, apenas Edson Fachin, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux publicaram registros de compromissos

Lucas Cheiddi

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Eduardo Coutinho/Wikimedia Commons

Apesar de existir um espaço público no site do Supremo Tribunal Federal (STF) para divulgação das agendas de seus ministros, somente quatro dos dez integrantes da Corte informaram suas atividades diárias em 2025 e 2026. O levantamento é do jornal Gazeta do Povo.

Dados mostram que, neste ano, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux publicaram registros de compromissos. Em 2025, Luis Roberto Barroso também figurou entre os que disponibilizaram suas agendas.

Os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Nunes Marques não publicam informações sobre reuniões, audiências ou eventos no site do STF.

Segundo a assessoria do tribunal, essa decisão busca preservar a segurança dos magistrados. Não existe norma que obrigue a divulgação dessas informações.

Destaques na divulgação das agendas no STF
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Edson Fachin liderou a transparência em 2026, tornando públicas 65 agendas, incluindo registros mesmo no período de recesso em janeiro. Cármen Lúcia, relatora do código de ética anunciado em fevereiro, publicou atividades em 51 dias, enquanto Cristiano Zanin informou seus compromissos em 48 dias. Fux, por sua vez, divulgou agendas em 16 dias, concentrando-se em sessões plenárias e audiências públicas.

Exemplos recentes mostram que, em 7 de maio, Cármen Lúcia registrou duas audiências, sem detalhamento dos temas. Já Zanin relatou reuniões com o advogado Leandro Raca sobre o recurso extraordinário 1.537.165 e com parlamentares do PT a respeito de ação direta de inconstitucionalidade que trata da possibilidade de assistentes recorrerem em processos eleitorais.

No dia seguinte, Cármen Lúcia participou de palestra na Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região.

Em 2025, Fachin também liderou em número de agendas publicadas, com 202 registros, seguido por Zanin, com 138, e Cármen Lúcia, com 114. Luis Roberto Barroso, então presidente do STF até setembro daquele ano, divulgou compromissos em algumas datas, enquanto Fux não publicou sua agenda nesse período.

Contradições e pressão por transparência

Gilmar Mendes declarou em entrevista ao Jornal da Globo, em abril, que suas agendas são públicas. “No meu caso específico e acho que na maioria (dos casos), isso é público”, afirmou. No entanto, não há registros de agendas do ministro disponíveis no site do STF, contrariando sua declaração.

O debate sobre transparência se intensificou em janeiro, depois do escândalo do Master, que levantou suspeitas de conflito de interesse envolvendo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

A OAB-SP enviou proposta de código de conduta à presidência do STF, sugerindo a obrigação de atualizar agendas no site oficial e a necessidade de tornar públicas audiências com partes e representantes, além de proibir participação em eventos patrocinados por interessados em processos no tribunal.

A proposta também prevê que pagamentos ou despesas relacionados a eventos sem interesse econômico em ações no STF sejam informados oficialmente. O texto recomenda denúncia ao plenário do tribunal em caso de descumprimento das normas sugeridas.

A possibilidade de tornar obrigatória a divulgação das agendas está em discussão, com apoio de Fachin e Cármen Lúcia. Na abertura do Ano Judiciário de 2026, em fevereiro, o atual presidente da Corte reiterou a prioridade de um novo código de conduta para os ministros.

PF cita 'bônus de final de ano' pago por Vorcaro a grupo de milicianos

Investigação identifica estrutura paralela usada para ameaças, espionagem e acesso ilegal a sistemas públicos em favor do ex-banqueiro preso

Isabela Jordão

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, em foto feita em sua prisão | Foto: Divulgação/Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou nesta quinta-feira, 14, a sexta fase da Operação Compliance Zero, afirma que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria pago um “bônus de final de ano” a integrantes do grupo conhecido como “A Turma”. O grupo foi assinalado pela Polícia Federal (PF) como braço responsável por ameaças e intimidações.

“A autoridade policial destaca que esse pagamento é compatível com o bônus de final de ano que Daniel Vorcaro teria destinado à ‘Turma’”, registra o documento citado na investigação.

Segundo a PF, a estrutura ligada a Vorcaro era dividida em dois núcleos. O grupo denominado “A Turma” atuaria em ações presenciais de ameaça, coerção e obtenção clandestina de informações. Já “Os Meninos” seria responsável por ataques cibernéticos, invasões de sistemas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico ilegal.

Luiz Phillipi Mourão, suposto ‘matador de aluguel’ do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu depois de ser preso | Foto: Divulgação/Polícia Civil-MG

As investigações apontam que, em dezembro de 2025, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva pediu a chave Pix de Anderson Wander da Silva Lima, agente da PF lotado na Delegacia Especial da corporação no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, Marilson também integrava “A Turma”. A denúncia afirma que ele “realizou pagamento a Anderson, pedindo sua chave Pix para enviar uma ‘oferenda’, efetivada no dia seguinte”.

Os investigadores descrevem o grupo como um núcleo voltado à prática de “ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais” para atender aos interesses de Vorcaro.
Vorcaro foi transferido para prisão segurança máxima em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A PF sustenta que a estrutura integrava um esquema paralelo de vigilância supostamente comandado pelo banqueiro, atualmente preso. Conforme a investigação, o grupo liderado por Marilson Roseno da Silva era acionado pelo pai de Vorcaro para exigir vantagens ilícitas. Os investigadores também atribuem a ele a função de operador financeiro dos pagamentos.

Policiais federais serviam como “espiões” de Vorcaro

Entre os investigados estão o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior, alvo de mandado de prisão, e Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro, também alvo de prisão.

O ministro do STF e relator do caso Master, André Mendonça | Foto: Andressa Anholete/STF

A investigação inclui ainda a delegada da PF Valéria Vieira Pereira da Silva, alvo de buscas e afastada do cargo, além de estar proibida de manter contato com integrantes da corporação. O marido dela, Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado, também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Segundo a PF, Valéria e Francisco atuavam no repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva por meio de consultas no sistema e-Pol, plataforma interna da Polícia Federal.

A decisão do STF também menciona Manoel Mendes Rodrigues, descrito pelos investigadores como “empresário do jogo do bicho” no Rio de Janeiro e apontado como líder de um braço local do grupo investigado.

Eduardo Bolsonaro nega uso de recursos de Vorcaro para custear estadia nos EUA

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (14), ter recebido recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter sua permanência nos Estados Unidos. A declaração ocorreu após a Polícia Federal (PF) iniciar apurações sobre possíveis repasses vinculados ao empresário para financiar despesas do ex-parlamentar no exterior.

Investigadores tentam esclarecer se os valores destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, tiveram outra finalidade. Nas redes sociais, Eduardo afirmou que seu processo migratório nos EUA impediria qualquer irregularidade financeira.

“Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu.

Ele também declarou que informou às autoridades americanas a origem dos recursos utilizados durante o processo migratório e negou qualquer problema com a documentação apresentada.

As investigações analisam se o dinheiro enviado ao fundo responsável pelo filme foi realmente aplicado na produção audiovisual ou se parte dos recursos teria sido usada para bancar despesas pessoais nos Estados Unidos.

Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que os recursos pagos por Vorcaro foram destinados exclusivamente ao fundo do filme e administrados por um advogado ligado a Eduardo.

Na GloboNews, Flávio diz que Vorcaro deu R$ 160 milhões para Luciano Huck e pergunta: "era dinheiro sujo?"

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Reprodução GloboNews

Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.

"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.

Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.

“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.

Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.

“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.

A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.

Vitória fatura R$ 3 milhões após classificação na Copa do Brasil; veja premiações

Por Hugo Araújo
Foto: Mauricia da Matta/Bahia Notícias

A histórica classificação do Vitória diante do Flamengo, na última quinta-feira (14), no Barradão, garantiu ao Rubro-Negro baiano uma premiação de R$ 3 milhões pela vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Antes disso, o Leão já havia assegurado R$ 2 milhões apenas pela participação na 5ª fase da competição, etapa em que eliminou o Flamengo com um placar agregado de 3 a 2. Com isso, o Rubro-Negro acumula R$ 5 milhões em premiações no torneio nacional.

Caso avance às quartas de final, o Vitória ainda pode embolsar mais R$ 4 milhões. O sorteio das oitavas acontece no próximo dia 26 de maio, às 11h. Atlético-MG, Cruzeiro, Athletico-PR, Grêmio, Vasco, Fortaleza, Remo, Chapecoense, Mirassol, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Internacional, Santos e Juventude completam a lista de classificados.

Embalado, com cinco jogos consecutivos sem perder e também garantido na semifinal da Copa do Nordeste, o Vitória volta a campo neste domingo (17), às 18h30, diante do RB Bragantino, pela 16ª rodada da Série A.

Confira abaixo as premiações da Copa do Brasil por fase:

Oitavas de final

Grupo I (Série A): R$ 3 milhões
Grupo II (Série B): R$ 3 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 3 milhões

Quartas de final

Grupo I (Série A): R$ 4 milhões
Grupo II (Série B): R$ 4 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 4 milhões

Semifinal

Grupo I (Série A): R$ 9 milhões
Grupo II (Série B): R$ 9 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 9 milhões

Final (vice-campeão)

Grupo I (Série A): R$ 34 milhões
Grupo II (Série B): R$ 34 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 34 milhões

Final (campeão)

Grupo I (Série A): R$ 78 milhões
Grupo II (Série B): R$ 78 milhões
Grupo III (clubes das Séries C, D e outros): R$ 78 milhões

Combustível em queda: veja os novos preços da gasolina e do diesel na Bahia

Valores seguem critérios de mercado

Por Agatha Victoria Reis
Preço da gasolina sofre reajuste na Bahia - Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE

O preço do combustível na Bahia passou por mais uma alteração nesta quinta-feira, 14. Responsável pelo refino do petróleo no estado, a Refinaria de Mataripe anunciou uma nova redução nos valores dos combustíveis vendidos às distribuidoras.

Ao portal A TARDE, a Acelen, empresa responsável pela operação da refinaria detalhou os reajustes. Eles atingiram os produtos da seguinte forma:

Diesel R$ 10: 

R$ 5,699 para R$ 5,572 - redução de 2,2%

Diesel R$ 500: 

R$ 5,482 para R$ 5,107 - redução de 6,9% 

Gasolina: R$ 4,148 para R$ 3,960 - redução de 4,5%

De acordo com a refinaria, os preços seguem critérios de mercado que “levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; câmbio e frete, podendo variar para cima ou para baixo”.

Preço da gasolina no Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou durante conferência com analistas, na última terça-feira, 12, que a estatal avalia medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo e que o preço da gasolina pode subir em breve.

Ela afirmou que a mudança “vai acontecer já, já”, indicando que o aumento pode ocorrer rapidamente.

De acordo com Magda, a empresa avalia possíveis reajustes no preço da gasolina sem perder competitividade para o etanol no mercado brasileiro. “Então, nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso market share e na evolução do mercado do etanol”, afirmou.
quinta-feira, 14 de maio de 2026

STF preserva penduricalho e salários de procuradores chegam a R$ 163 mil em SP

Abono permanência ficou fora da trava criada pelo Supremo e custou R$ 31,5 milhões em apenas um mês

Victória Batalha

Dados do Portal da Transparência mostram que 908 dos 942 procuradores paulistas receberam o benefício no período | Foto: Luiz Silveira/STF

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve o chamado “abono permanência” fora do limite dos penduricalhos elevou os salários de procuradores do Estado de São Paulo para até R$ 163 mil em março.

Dados do Portal da Transparência mostram que 908 dos 942 procuradores paulistas receberam o benefício no período. O pagamento custou R$ 31,5 milhões aos cofres estaduais em apenas um mês.

O abono permanência é pago a servidores que já poderiam se aposentar, mas optam por continuar na ativa. O benefício funciona como devolução da contribuição previdenciária do funcionário público.

Fachada da sede da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo | Foto: Divulgação/PGE-SP

Decisão do STF deixou benefício fora da trava

Em março, o STF decidiu limitar parte dos penduricalhos pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. A Corte extinguiu 15 benefícios, manteve oito verbas indenizatórias e determinou que os pagamentos extras não ultrapassem 70% do subsídio do servidor.

Os adicionais ficaram divididos em dois grupos. O primeiro reúne benefícios ligados ao tempo de carreira, como anuênios. O segundo inclui diárias, gratificações, férias indenizadas e pagamentos por acúmulo de funções. Cada grupo ficou limitado a 35% do salário bruto.

O abono permanência, porém, acabou excluído da trava definida pelo Supremo. Como o benefício possui natureza previdenciária, ele não entra no limite de 70% estabelecido pelos ministros.

Na prática, isso permitiu que os contracheques continuassem acima do teto constitucional.

Mais da metade recebeu acima do teto

Em março, 591 procuradores paulistas receberam valores superiores ao teto do funcionalismo, equivalente ao salário dos ministros do STF, hoje fixado em R$ 46,3 mil.

A procuradora-geral do Estado, Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado, recebeu R$ 94,5 mil no período. A Procuradoria-Geral do Estado afirmou que os pagamentos seguiram o ordenamento jurídico e declarou que os valores possuem natureza eventual e indenizatória.

Produtora nega haver dinheiro do Master em filme sobre Bolsonaro

Empresa de entretenimento dos EUA afirma que documentário foi financiado apenas com recursos privados

Fábio Bouéri

Cartaz do filme “Dark House”, com o ator Jim Caviezel, da produtora norte-americana Goup Entertainment | Foto: Divulgação/Goup

A Goup Entertainment , produtora cinematográfica sediada em Los Angeles, divulgou nesta quarta-feira, 13, uma nota oficial. O documento nega qualquer participação financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A manifestação foi reproduzida no perfil do jornalista Paulo Figueiredo na rede social X, em meio à repercussão de mensagens e áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro sobre possíveis tratativas relacionadas ao longa-metragem.

Produtora destaca regras nos EUA

Na nota, a produtora afirma que a legislação norte-americana, aplicada a operações privadas de captação no setor audiovisual, impede a divulgação da identidade de investidores protegidos por acordos de confidencialidade, conhecidos como Non-Disclosure Agreements (NDAs). Segundo a empresa, trata-se de uma exigência contratual e regulatória comum em projetos estruturados sob modelo privado de investimento.

Apesar disso, a Goup declarou “categoricamente” que nenhum recurso ligado a Daniel Vorcaro, ao Banco Master ou a empresas sob controle do banqueiro integra o financiamento do filme. A empresa afirmou ainda que o projeto foi estruturado exclusivamente por meio de mecanismos privados de mercado, sem utilização de dinheiro público.

A produtora acrescentou que conversas, apresentações de projetos ou negociações com empresários não significam necessariamente investimento efetivado ou participação societária. A nota sustenta que tentativas de vincular o documentário a suspeitas que envolvem o Banco Master seriam “especulações infundadas” sem comprovação documental, financeira ou contratual.

O caso ganhou repercussão depois da divulgação de conversas que envolvem Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre a busca de recursos para o documentário. O senador confirmou ter procurado empresários em busca de apoio privado para o projeto, mas negou qualquer irregularidade, favorecimento ou uso de recursos públicos.

A Goup Entertainment vem sendo apresentada como responsável pela produção e pelo desenvolvimento internacional do filme Dark Horse, tratado por aliados de Bolsonaro como uma obra destinada a retratar a ascensão política do ex-presidente. O projeto tem sido descrito como uma produção cinematográfica de perfil internacional, voltada ao mercado de streaming e distribuição global.

A repercussão do caso aumentou depois de adversários políticos passarem a cobrar investigações sobre a relação entre integrantes do PL e o Banco Master. Aliados de Flávio Bolsonaro, por outro lado, afirmam que há tentativa de transformar negociações privadas de financiamento audiovisual em escândalo político em meio à disputa presidencial deste ano.

Bolsonaro orienta Flávio a seguir com pré-campanha à Presidência

Ex-presidente quer que o filho enfrente crise provocada pelos diálogos do senador com Daniel Vorcaro

Edilson Salgueiro

O senador Flávio Bolsonaro concede entrevista coletiva em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde falou do estado de saúde do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro – 13/3/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com Jair Bolsonaro na tarde desta quarta-feira, 13, cerca de 30 minutos depois da divulgação da reportagem que revelou negociações entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente.

Segundo relatos obtidos por Oeste, o encontro ocorreu por volta das 14h30. Bolsonaro já tinha conhecimento do conteúdo publicado e orientou o filho a sustentar publicamente sua versão dos fatos e a evitar qualquer sinal de recuo político diante da repercussão.

A avaliação no entorno do ex-presidente era que a resposta precisava ser imediata. Depois da conversa com Bolsonaro, Flávio passou a discutir com aliados a divulgação de uma nota oficial e de um vídeo nas redes sociais para explicar os diálogos com o ex-banqueiro. “Apenas fale a verdade”, disse o ex-presidente ao senador.

Interlocutores ligados ao núcleo bolsonarista afirmam que nada mudou depois da divulgação do caso. Por ora, não existe a possibilidade de o senador abandonar o projeto presidencial para 2026.

A conversa de Flávio com Vorcaro

A reunião ocorreu depois de o site The Intercept BR publicar mensagens e áudios atribuídos a Flávio. O material mostra que o senador negociou com Vorcaro um aporte milionário para o filme Dark Horse, projeto cinematográfico sobre Bolsonaro.

Segundo a reportagem, o valor discutido chegaria a cerca de US$ 25 milhões — ou R$ 135 milhões, na cotação atual. Em um dos trechos divulgados, Flávio afirma ao banqueiro: “Estou e estarei contigo sempre”.

Depois da repercussão, o senador confirmou a existência das conversas com Vorcaro, mas negou irregularidades. Disse que o caso envolvia patrocínio privado para uma produção audiovisual e afirmou que não houve uso de recursos públicos nem contrapartida política.

Nos bastidores, aliados do ex-presidente passaram a atuar para impedir que o episódio provocasse desgaste na pré-campanha. Havia receio de impactos sobre a disputa presidencial de 2026 e sobre a interlocução do bolsonarismo com setores do mercado financeiro.

Vorcaro foi preso em março deste ano sob suspeita de corrupção e pagamento de propina a ex-diretores do Banco Central. As investigações apontam fraudes bilionárias que envolvem carteiras de crédito do Banco Master.

Mesmo depois da divulgação da reportagem, Bolsonaro decidiu manter apoio integral ao filho. “Vai para cima”, disse o ex-presidente ao senador.

Caiado cobra explicações de Flávio, mas diz que foco da direita deve ser 'derrotar Lula'

Ex-governador afirma que áudios trocados com Vorcaro precisam ser esclarecidos, porém defende manutenção da unidade da oposição

Luana Viana

Ex-governador afirmou ter uma trajetória de “40 anos de vida pública” sem questionamentos morais | Foto: Reprodução/Instagram/@ronaldocaiado

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), saiu em defesa da unidade da centro-direita depois da divulgação de áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 13, o pré-candidato à Presidência afirmou que Flávio precisa esclarecer o conteúdo das gravações, mas alertou para o risco de divisão no campo conservador às vésperas da disputa de 2026.

“Falhas de ordem pessoal devam ser tratadas por cada um que venha amanhã a ser denunciado”, afirmou Caiado. “Mas o objetivo principal é não mudar o foco. O foco é derrotar o Lula.”

O ex-governador afirmou ter uma trajetória de “40 anos de vida pública” sem questionamentos morais e disse não agir de forma “oportunista”. Segundo ele, a prioridade da oposição deve ser manter a unidade da centro-direita para enfrentar o PT nas eleições presidenciais.

Flávio Bolsonaro afirma que transações foram lícitas

A reação ocorre depois a divulgação de reportagem do site The Intercept Brasil segundo a qual Flávio Bolsonaro teria cobrado de Vorcaro o pagamento de parte de um aporte de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o longa-metragem Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, Flávio Bolsonaro divulgou nota em que defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master e negou qualquer irregularidade em sua relação com Vorcaro. “Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos”, afirmou.

O senador fluminense sustentou que o contato com o banqueiro ocorreu exclusivamente para buscar patrocínio privado ao filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou.

Segundo o parlamentar, ele conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, de acordo com sua versão, “não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”. O senador afirmou ainda que retomou o contato após atrasos no pagamento das parcelas do patrocínio para a conclusão do longa-metragem.

O senador, por fim, comparou a sua relação com Vorcaro aos vínculos do ex-banqueiro com integrantes do governo petista. “Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já”, afirmou.

Pai de Daniel Vorcaro é preso

Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado 'A turma'

Yasmin Alencar

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Investigações sobre fraudes financeiras resultaram na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira, 14, em Belo Horizonte. A detenção foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado “A turma”.

De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Henrique Vorcaro, que exerceu a presidência da Multipar, é suspeito de envolvimento em transações que somaram R$ 1 bilhão no período de 2020 a 2025. As movimentações financeiras teriam sido realizadas para ocultar ativos e dificultar o rastreamento do patrimônio.

Detalhes das movimentações suspeitas de Henrique Vorcaro

O Coaf detalhou que a Multipar concentrou operações de mais de R$ 1 bilhão exclusivamente entre contas relacionadas ao ex-dono do Banco Master. Desde o início da apuração, a participação do pai de Daniel Vorcaro nas irregularidades já era alvo de suspeitas, com indícios que apontavam para tentativas de esconder bens.

#SanatórioGeral: Janja Rousseff

Redação Oeste

Janja da Silva, em cerimônia do 'Dia da Memória da Covid' - 11/05/2026 | Foto: Reprodução/YouTube

“Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância!” (Janja, ao comentar os vídeos publicados nas redes sociais em que militantes da direita fingem beber detergentes Ypê depois da suspensão de produtos da marca, confirmando a suspeita de que anda convivendo muito com Dilma Rousseff.)

PT, PCdoB e Psol querem CPI e levam caso de Flávio Bolsonaro à PF

Também no campo judicial, as siglas pediram à Receita Federal informações sobre a origem dos R$ 61 milhões mencionados

Yasmin Alencar

O senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Integrantes da federação formada por PT, PCdoB e Psol intensificaram ações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, depois da publicação de reportagem pelo Intercept Brasil nesta quarta-feira, 13. O site apontou que Flávio teria negociado com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para obter recursos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a eleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

O Intercept Brasil afirma possuir documentos que comprovam as movimentações financeiras, mas não divulgou os comprovantes nem especificou como chegou aos montantes mencionados. Segundo o portal, as transferências teriam sido intermediadas pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, Estados Unidos. O advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, é citado como um dos agentes do fundo. A Entre Investimentos é controlada por Antonio Carlos Freixo Júnior, também à frente da revista IstoÉ.

No âmbito político, deputados solicitaram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a criação de uma CPI para apurar irregularidades no Banco Master. Paralelamente, senadores das legendas planejam levar o caso ao Conselho de Ética do Senado. Já no campo judicial, as siglas pediram à Receita Federal informações sobre a origem dos R$ 61 milhões mencionados e apresentaram representação à Polícia Federal, requerendo inclusive quebra de sigilo e busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro.

Respostas de Flávio Bolsonaro e expectativa de novos posicionamentos

Por meio de nota, Flávio Bolsonaro confirmou ter solicitado o patrocínio de Vorcaro, mas negou qualquer oferta de benefício político e não detalhou valores.

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master”, disse Flávio. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já.”

Nikolas pede CPMI sobre o Master e defende Flávio

Deputado federal questiona blindagem a escândalos do governo federal

Erich Mafra

O deputado Nikolas Ferreira durante discurso em seu canal oficial no Youtube | Foto: Reprodução/Youtube/ Canal Nikolas Ferreira

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira, 13. O parlamentar usou as redes sociais para cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master. Ferreira reagiu ao vazamento de conversas entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

Nikolas criticou a diferença de tratamento entre aliados da oposição e membros da gestão petista. Ele citou o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e contratos de ministros com o Banco Master como exemplos de fatos que não geram a mesma indignação na imprensa. Para o deputado, apenas uma comissão parlamentar pode esclarecer os negócios de Vorcaro.

Patrocínio sob suspeita

​O caso envolve o pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro. O dinheiro financiaria um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. Segundo o portal The Intercept, o empresário teria repassado R$ 60 milhões para um fundo nos Estados Unidos antes de ser preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

Mensagens mostram quando o senador cobra parcelas atrasadas, em setembro de 2025. Flávio demonstrou preocupação com o cronograma da produção e com a equipe norte-americana do projeto. O ex-banqueiro acabou detido logo depois de o senador enviar mensagens em que chama o empresário de “irmão”, no final do ano passado.

Versão da defesa

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade no contato com o dono do Banco Master. O senador afirmou em nota que buscou apenas patrocínio privado para uma obra sobre seu pai. Ele ressaltou que o projeto não utiliza dinheiro da Lei Rouanet nem verbas públicas.

​O parlamentar também nega ter oferecido vantagens políticas ou intermediado negócios do governo para favorecer Daniel Vorcaro. O senador sustenta que a relação foi estritamente comercial para a realização do documentário.

Nova fase da Compliance Zero mira agentes da Polícia Federal

Um investigador foi preso, e dois policias federais aposentados e uma delegada foram alvo de busca e apreensão; eles vazariam informações para o Master

Loriane Comeli

Um investigador e uma delegada da Polícia Federal são alvos da 6ª fase da Compliance Zero | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 14, resultou na prisão de um agente da Polícia Federal em atividade e no afastamento de uma delegada, ambos suspeitos de colaborar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Também foi preso Henrique Vorcaro, pai do banqueiro.

Além disso, outros dois agentes da corporação já aposentados foram alvos de busca e apreensão. A ordem foi concedida pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

Esquema de acesso a informações privilegiadas

De acordo com as investigações, os quatro agentes teriam sido contratados por Vorcaro e acessavam informações do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e de órgãos internacionais, como o FBI e a Interpol, com o objetivo de monitorar adversários e interferir nas apurações sobre o caso Master.

Registros obtidos pela Polícia Federal indicam que Vorcaro recebia informações privilegiadas sobre diligências em andamento, chegando a fazer anotações detalhadas sobre autoridades e procedimentos sob investigação.

Caso Master e “A Turma”

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como o coordenador operacional do grupo chamado “A Turma”, utilizava credenciais funcionais de terceiros para acessar sistemas restritos e obter dados protegidos por sigilo institucional, segundo a apuração. Sicário se suicidou depois de ser preso, segundo apuração da PF.

Luiz Phillipi Mourão, Sicário de Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Polícia Civil-MG

Na decisão, Mendonça escreveu: “A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”.

Dark Horse: Vorcaro também teria financiado filmes de Lula e Temer

Pessoas próximas a Vorcaro relataram que o banqueiro também financiou as biografias

Por Leo Almeida
Lula e Michel Temer - Foto: Beto Barata | PR

O banqueiro dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também teria financiado filmes biográficos do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do atual chefe de Estado do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo informações da coluna Lauro Jardim, do “O Globo”, pessoas próximas a Vorcaro relataram que o banqueiro realizou as injeções de recursos nas “hagiografias”.

O filme de Temer, chamado de “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos" estreia no próximo mês e é dirigido por Bruno Barreto. O ex-assessor do emedebista e produtor do documentário, Elsinho Mouco, nega que tenha recebido dinheiro de Vorcaro.

O ex-presidente, que é advogado constitucionalista, já prestou serviços ao Banco Master e recebeu R$ 10 milhões da instituição financeira no ano passado. O escritório de Temer foi contratado para tentar viabilizar uma transação entre o Master e o BRB.

“Não recebi dinheiro, recebi honorários, sou advogado [...] Há mais de quatro meses, eu fiz um Roda Viva e me perguntaram, eu disse: ‘Eu fui contratado, eu saí da vida pública e tinha que sobreviver, e sobrevivo com a minha profissão, que é advogado”, afirmou Temer em entrevista à CNN em abril.

Lula também nega

O documentário sobre Lula, que tem o mesmo nome do presidente, foi ao ar em 2024, sendo dirigido pelo estadunidense Oliver Stone. No entanto, a Secretaria de Comunicação do governo federal negou veementemente qualquer pedido, nem do presidente e nem do governo, para o financiamento do Dark Horse e Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro se comprometeu com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em novembro de 2025, a repassar um total de US$24 milhões (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, pelo menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro divulgou nota e admitiu ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No comunicado, o senador nega irregularidades e justifica que o que aconteceu foi "um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai". Ele também voltou a defender a instalação da CPI do Master.

Baianos terão feriadão de 4 dias em junho antes do São João

Este será o quinto feriado prolongado do ano de 2026

Por Yuri Abreu
Salvador terá feriadão de quatro dias em junho - Foto: Denisse Salazar/ Ag. A TARDE

Os baianos vão ganhar, em breve, mais um feriado prolongado para descansar, no início de junho, antes do São João. Esse será o quinto feriadão do ano, após o Réveillon, o Carnaval, a Semana Santa e o Dia do Trabalho.

Em Salvador, a prefeitura publicou um decreto em que suspende o expediente no dia 5 de junho (sexta-feira), um dia após o feriado de Corpus Christi (4 de junho).Tudo sobre Bahia em 

Combinados com o sábado e domingo (6 e 7 de junho), eles formam um bloco de quatro dias seguidos sem expediente — pelo menos para quem é servidor público federal ou do município.

Segundo o documento, publicado no Diário Oficial do Município (DOM) de terça-feira, 12, a ressalva fica apenas para serviços cuja prestação não admita interrupções — saúde e transporte são exemplos.

E como fica os servidores estaduais?

A tendência é que o governo da Bahia também siga o mesmo caminho e suspenda o expediente para os servidores estaduais.
Compensação

O cumprimento desse ponto facultativo, de acordo com a Prefeitura de Salvador, ocorrerá por compensação mediante acréscimo de uma hora na jornada mensal de trabalho no dia útil antes e/ou após o dia 5 de junho.

Quem vai folgar?

Para os servidores públicos — federais e do Município de Salvador, a folga de quatro dias está garantida.

No entanto, para os que trabalham no setor privado, essa garantia, na capital baiana, não existe — a decisão pela extensão do período de descanso vai de acordo com cada empresa.

No caso de 2026, apenas o dia de Corpus Christi (na quinta-feira), é considerado feriado municipal. A sexta-feira, 5 de junho, é considerado dia útil.

E as outras folgas?

Depois de junho, o calendário ainda reserva outras pausas no segundo semestre.

Entre os feriados nacionais confirmados estão:

7 de setembro (segunda-feira)
12 de outubro (segunda-feira)
2 de novembro (segunda-feira)
15 de novembro (domingo)
20 de novembro (sexta-feira)
25 de dezembro (sexta-feira)
quarta-feira, 13 de maio de 2026

Mega-Sena acumula e próximo prêmio vai a R$ 60 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3007 sorteado nesta terça-feira, 12

Fábio Bouéri

Concurso 3007 da Mega-Sena: dezenas sorteadas | Foto: Reprodução/YouTube

A Caixa Econômica Federal realizou na noite desta terça-feira, 12, o sorteio do concurso 3007 da Mega-Sena. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas e o prêmio principal acumulou para o próximo concurso. Os números sorteados foram: 17, 19, 27, 32, 38 e 44.

Com o resultado, o prêmio estimado para o próximo sorteio, previsto para quinta-feira 14, subiu para R$ 60 milhões. Segundo a Caixa, 89 apostas acertaram cinco dezenas. Cada uma receberá R$ 23.778,68. Outras 5.035 apostas fizeram a quadra e terão prêmio individual de R$ 692,83.

Mega-Sena terá suspensão temporária

O sorteio foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais das Loterias Caixa. A Mega-Sena é a principal loteria do país e realiza sorteios três vezes por semana, às terças, quintas-feiras e sábados. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

A Caixa também informou que os sorteios da Mega-Sena serão suspensos temporariamente nas próximas semanas para preparação do concurso especial de 30 anos da loteria. A paralisação ocorrerá por ajustes operacionais e ações comemorativas ligadas à edição especial, que deve contar com premiação ampliada e campanhas promocionais.

Fux segue Nunes Marques e Mendonça para absolver 20 réus do 8 de janeiro

Placar já formado em análises é de 7 a 3 para condenação

Davi Vittorazzi

Fux proferiu voto no plenário virtual | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou a divergência dos ministros André Mendonça e Nunes Marques para absolver 20 réus que estão sendo julgados pelos atos do 8 de janeiro de 2023.

Apesar do voto divergente, o plenário da Corte já tem maioria, de 7 a 3, para condenar as 20 pessoas que estão sendo julgadas.

No voto, os ministros André Mendonça e Nunes Marques reconheceram que o STF não seria o foro competente para julgar os casos. Sustentaram que não houve individualização suficiente da conduta dos réus, além de considerarem que faltam provas para condenação pelos crimes imputados.

O STF está analisando os 20 casos em plenário virtual, que começou no dia 8 e segue até a próxima sexta-feira, 15. Com todos os votos proferidos, agora basta que o tempo definido para o julgamento seja oficialmente encerrado.

Fux acompanhou os ministros sem apresentar voto vogal (uma manifestação escrita).

De outro lado, ministro relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

O plenário do STF começou a julgar as ações no fim do ano passado, mas as análises foram interrompidas por pedido de vista do próprio Fux. O ministro apresentou seu voto apenas nesta terça.

A divergência de Mendonça e Nunes Marques

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça argumentam nos votos que não é possível responsabilizar criminalmente todos os participantes de forma coletiva, sem individualizar a conduta nem comprovar dolo específico.

Eles afirmaram que os processos deveriam tramitar na Justiça Federal do DF, e não diretamente no STF, porque os réus não têm foro privilegiado.

Para os ministros, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado não devem ser caracterizados nesses casos. Ele entende que os atos do 8 de janeiro não tinham capacidade real de derrubar o governo nem abolir o regime democrático.

Segundo o voto, os manifestantes formavam um grupo “heterogêneo, descoordenado e desorganizado”, sem liderança clara e sem capacidade concreta de promover ruptura institucional.

Trump fala em transformar Venezuela no '51º Estado' dos EUA

Presidente destaca que país sul-americano possui US$ 40 trilhões em petróleo; regime venezuelano rejeita hipótese

Isabela Jordão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera transformar a Venezuela em um “51º Estado” norte-americano, em meio à ampliação da presença de Washington no setor petrolífero do país sul-americano. A declaração ocorre meses depois da captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump disse que o interesse na Venezuela está ligado ao potencial energético do país. “A Venezuela ama Trump”, afirmou o republicano, ao citar estimativas de que o território detenha cerca de US$ 40 trilhões em reservas de petróleo.

Segundo a emissora, integrantes do governo dos EUA vêm se reunindo há meses com executivos de grandes petrolíferas para incentivar investimentos na Venezuela. Empresas como Exxon e Conoco tinham deixado o país havia quase duas décadas, durante a política de nacionalização conduzida pelo ex-ditador Hugo Chávez.

Hugo Chávez e Nicolás Maduro no XVIII Encontro do Foro de São Paulo, em Caracas, Venezuela (6/7/2012) | Foto: Wikimedia Commons

Trump já havia declarado, em janeiro, que os Estados Unidos “administrariam” a Venezuela durante um período de transição política. Na ocasião, Maduro foi levado para Nova York, onde responde a acusações ligadas a narcotráfico e terrorismo apresentadas pelo Departamento de Justiça norte-americano.

De acordo com a Fox News, a atual vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, passou a atuar em coordenação com a Casa Branca durante o período de transição. O governo Trump também afirma que a produção e as exportações de petróleo venezuelano voltaram a crescer sob supervisão dos EUA.

Em abril, os embarques teriam superado 1 milhão de barris por dia, o maior volume desde 2018. Em março, Trump já havia sugerido a possibilidade de anexação em publicação na rede Truth Social. “Coisas boas estão acontecendo na Venezuela ultimamente! Será que isso tem a ver com estadualidade, nº 51?”, escreveu.

Delcy Rodríguez comenta anexação da Venezuela pelos EUA

A proposta foi rejeitada por Delcy Rodríguez. Questionada sobre a hipótese de a Venezuela se tornar parte dos Estados Unidos, a atual líder venezuelana afirmou que isso “jamais seria considerado”. “Se há algo que nós, venezuelanos, temos, é amor pelo nosso processo de independência, pelos nossos heróis e heroínas da independência”, disse a jornalistas.

Uma eventual anexação dependeria de aprovação do Congresso dos EUA e do consentimento formal da própria Venezuela. O país se soma a outros territórios mencionados recentemente por Trump em declarações sobre expansão territorial norte-americana, entre eles Groenlândia, Canadá, Cuba e Panamá.

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