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quinta-feira, 25 de junho de 2026

MATURIDADE, SERENIDADE E UNIDADE DENTRO DO GRUPO BOLSONARISTA


O senador Flávio Bolsonaro publicou nesta quarta-feira (24) uma manifestação nas redes sociais em que pediu desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após a crise pública entre os dois.

Na postagem, Flávio afirmou que jamais teve a intenção de ofendê-la e negou qualquer atitude de desrespeito. “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, escreveu.

Na publicação, Flávio também rebateu as acusações de Michelle de que teria sido ríspido e a humilhado. “Nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, declarou. Ele ainda afirmou que todas as suas decisões políticas são tomadas com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio disse ainda que tentou reabrir o diálogo antes da exposição pública do conflito. Segundo ele, convidou Michelle para uma reunião com lideranças femininas conservadoras na próxima semana, mas não obteve resposta. Apesar do desgaste, o senador disse manter o convite e defendeu “maturidade, serenidade e unidade” dentro do grupo bolsonarista.

Amado Batista é condenado a indenizar família de criança que morreu em fazenda em Goiás

Foto: Reprodução / SBT

O cantor Amado Batista foi condenado pela Justiça de Goiás a indenizar a família de uma criança de três anos que morreu em maio de 2022, dentro de uma fazenda de propriedade do artista, localizada em Goianápolis.

De acordo com a decisão, o sertanejo deverá pagar R$ 226.940,00 a cada um dos responsáveis pelo menor. Além da indenização por danos morais, a Justiça determinou o pagamento de pensão mensal equivalente a dois terços de 70% do salário mínimo vigente.

O pagamento da pensão deverá ter início a partir da data em que a vítima completaria 14 anos e seguirá até o aniversário de 25 anos. Conforme a determinação judicial, após esse período o valor será reduzido para um terço de 70% do salário mínimo.

De acordo com a AratuOn, a decisão estabelece ainda que a pensão continuará sendo paga mensalmente à família até o limite da expectativa de vida indicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2022 ou até a morte dos beneficiários, prevalecendo o que ocorrer primeiro.

Os pais da criança trabalhavam como caseiros da propriedade. No processo, eles alegaram que a piscina onde ocorreu o acidente não possuía tela de proteção. Também sustentaram que houve negligência no socorro prestado ao menor e indiferença por parte do cantor após a morte da criança.

Nova pesquisa aponta resultado surpreendente de Flávio Bolsonaro sobre Lula

Pesquisa revela intenções de voto em Flávio Bolsonaro e Lula na disputa presidencial |  Saulo Cruz/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

por Yuri Pastori

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem vantagem contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno no Rio Grande do Sul. A nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (23) revela que o pré-candidato do Partido Liberal aparece com 51% das intenções de voto, contra 42% do petista.

De acordo com o levantamento, 4% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, já 3% dos ouvidos disseram estar indecisos. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores do Rio Grande do Sul entre os dias 20 e 22 de junho.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09044/2026.

Fachin pede análise técnica do STF para definir relator do caso Dark Horse

Presidente da Corte vai decidir se apuração ficará com Moraes ou Mendonça

Mateus Conte

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou uma análise da área técnica da Corte antes de decidir qual ministro será responsável pela investigação sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em despacho publicado nesta quarta-feira, 24, o magistrado solicitou esclarecimentos à Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária sobre os critérios de distribuição do processo.

A definição ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes encaminhar a Fachin um pedido para decidir sobre a relatoria do caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação enviada ao STF na última segunda-feira, 22, a ideia de que a investigação seja redistribuída a André Mendonça, relator do caso Master na Corte.

STF analisa caso Dark Horse

A investigação começou depois de uma notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar pediu que a apuração sobre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro fosse ampliada para incluir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O pedido foi apresentado depois que o site The Intercept Brasil divulgou conversas segundo as quais Flávio solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, R$ 134 milhões para financiar o filme.

De acordo com a notícia-crime, cerca de R$ 61 milhões teriam sido enviados a um fundo ligado a Eduardo nos Estados Unidos. Lindbergh sustenta que os recursos podem ter financiado a atuação do ex-deputado no país. Flávio negou ter acertado qualquer vantagem indevida com Vorcaro e afirmou que os recursos destinados ao filme eram privados.

Depois de receber a petição, Moraes enviou o caso à PGR para manifestação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o episódio já é objeto de um procedimento próprio no STF sob a relatoria de Mendonça e argumentou que a investigação deve permanecer com esse ministro.

EUA e 14 países defendem estabilidade democrática na Bolívia

Bloqueios sindicais geram desabastecimento de alimentos há sete semanas

Victória Batalha

Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, discursa para a população depois de tomar posse no cargo - 08/11/2024 | Foto: Reprodução/Instagram

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou os protestos contra o governo na Bolívia como uma séria ameaça à ordem constitucional do país. O parecer oficial constatou o risco iminente para a estabilidade democrática da nação sul-americana.

O posicionamento internacional constou em um comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira, 23. Outras 14 nações assinaram o documento em defesa da estabilidade democrática boliviana, incluindo Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e Peru.

Crise de abastecimento na Bolívia e bloqueios em estradas afetam a estabilidade democrática

O atual presidente da Bolívia, o conservador Rodrigo Paz, venceu a eleição em outubro de 2025. Desde o início do mandato, Paz enfrenta manifestações violentas que geram grave desabastecimento de produtos básicos.

Rodrigo Paz é eleito presidente da Bolívia depois de 20 anos de esquerda no poder | Foto: Divulgação/Redes sociais/X/@Rodrigo_PazP

O governo declarou estado de emergência em consequência de 50 dias de bloqueios em rodovias. As ações partiram de sindicatos de trabalhadores e agricultores, paralisando o fluxo de mantimentos em centros urbanos.

Seis pontos de obstrução persistem na região do Chapare, complicando a distribuição interna e prejudicando a estabilidade democrática. A nota destaca que uma minoria violenta busca ignorar a vontade expressa pela maioria dos bolivianos nas urnas.

O comunicado afirma que esses grupos rejeitam o diálogo com o governo do país. Os bloqueios privam o povo do acesso a cuidados médicos, combustíveis e alimentos essenciais há sete semanas.

Cooperação internacional apoia a estabilidade democrática e pede diálogo

Os signatários declararam apoio integral ao Executivo boliviano eleito por voto popular. O grupo de nações pediu que os manifestantes priorizem a negociação pacífica dentro da estrutura constitucional vigente.

A defesa das liberdades públicas exige o compromisso conjunto de todos os vizinhos do hemisfério. Os países concluíram que a cooperação mútua entre os governos constitui a ferramenta fundamental para manter a estabilidade democrática na região.

Itamaraty politiza caso das tarifas aplicadas ao Brasil pelos EUA

Governo Lula usa perfil oficial nas redes sociais para atacar opositores

Fábio Bouéri

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), responsável pela diplomacia brasileira, publicou no início da noite desta quarta-feira, 25, em seu perfil na rede social X, uma mensagem em que usa a expressão “traidores da pátria” para criticar as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

O posicionamento sugere um ataque a opositores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por uma suposta participação no movimento que culminou na decisão norte-americana de estabelecer novas e maiores taxas à exportação brasileira.

O discurso do Itamaraty, em tom politicamente crítico, diverge da sua natural função. Pelo desenho institucional brasileiro, a pasta, chefiada pelo embaixador Mauro Vieira, é um órgão de Estado, não de governo. Isso significa que sua atuação deve ser orientada independentemente da orientação político-partidária do governo de ocasião.

O conteúdo, postado às 18h27, diz: “Os traidores da pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira.” Logo depois da sua publicação, usuários das redes passaram a criticar o perfil oficial.

Usuários criticam postura do Itamaraty

Entre os comentários, um usuário indagou: “Que absurdo. Onde foi parar o Ministério das Relações Exteriores?”. Outro, perguntou: “Diplomacia ou gabinete de recado da militância?”. Um terceiro usuário afirma, em relação ao governo federal: “Ao invés de ficar escrevendo besteira e defendendo narcotraficantes, vão cuidar dos brasileiros honestos”.

Durante todo o período da tarde, o Itamaraty publicou mensagens frequentes contestando as tarifas e tentando explicar a atuação do governo federal no sentido negociar um novo acordo com os americanos. As tarifas foram anunciadas pelos EUA em um contexto de deterioração das relações bilaterais, em razão do ambiente institucional brasileiro.

Entre os pontos mencionados por autoridades norte-americanas estão críticas à atuação do Judiciário em disputas com impactos econômicos, além de alegações de interferência em relações comerciais e preocupações com segurança jurídica para empresas estrangeiras.

Alerj nomeia 30 exonerados do governo do Rio de Janeiro

Alerj nomeia 30 exonerados do governo do Rio de Janeiro
Servidores dispensados pelo Executivo voltaram ao poder público em cargos na Assembleia Legislativa

Victória Batalha

As nomeações ocorreram tanto na estrutura administrativa da Casa quanto em gabinetes parlamentares | Foto: Divulgação/Alerj

Pelo menos 30 servidores exonerados pelo governo do Rio de Janeiro desde abril receberam novos cargos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). As nomeações ocorreram tanto na estrutura administrativa da Casa quanto em gabinetes parlamentares.

Parte das contratações ocorreu logo depois da publicação das exonerações promovidas pelo Executivo. O levantamento foi feito com base em atos publicados nos Diários Oficiais do Estado e da Assembleia.
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante agenda oficial enquanto promove mudanças na estrutura administrativa do Estado | Foto: Eliane Carvalho/Governo do Rio de Janeiro

O movimento acontece em meio à política de redução de cargos implementada pelo governador interino Ricardo Couto. Desde abril, a administração estadual afirma ter dispensado milhares de servidores comissionados como parte de um processo de reorganização da máquina pública.

Nomeações contrastam com política de cortes do Executivo

Das 30 nomeações identificadas, 13 ocorreram diretamente na estrutura administrativa da Alerj. Os cargos incluem funções ligadas ao plenário, à presidência da Casa, ao setor de legislação de pessoal, ao planejamento e à Escola do Legislativo. Os salários variam entre R$ 1,5 mil e R$ 8,8 mil.

Segundo o governo estadual, 3.920 servidores comissionados deixaram seus cargos desde 23 de abril. A gestão estima economizar R$ 230 milhões até o fim do ano com as exonerações e afirma que novas dispensas podem ocorrer conforme avançam auditorias internas.

A Alerj informou que as nomeações seguiram critérios técnicos compatíveis com as funções exercidas pelos servidores. Gabinetes parlamentares deram explicação semelhante e afirmaram que os contratados possuem experiência profissional adequada para os cargos ocupados.

A movimentação ocorre enquanto o governo interino mantém o discurso de enxugamento da estrutura administrativa do Estado. O reaproveitamento de parte dos exonerados pela Assembleia cria um contraste entre a política de cortes adotada pelo Executivo e as nomeações realizadas no Legislativo.

OAB suspende registro profissional de Deolane Bezerra

Medida impede a influenciadora de exercer a advocacia enquanto tramita processo disciplinar na entidade

Victória Batalha

Deolane Bezerra admitiu ter tido informações privilegiadas da polícia | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu nesta quarta-feira, 24, o registro profissional da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. A medida impede o exercício da advocacia e tem efeito imediato.

Pela legislação da Ordem, a suspensão cautelar pode durar inicialmente 90 dias. O prazo admite prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias. Nesse período, o processo segue para julgamento definitivo.
Advogados de Deolane Bezerra dizem que ela não integra organização criminosa | Foto: Instagram/Deolane Bezerra/Agência Brasil

A OAB-SP informou que apura infrações levadas ao conhecimento da entidade por meio de representações ou fatos divulgados publicamente. O Tribunal de Ética e Disciplina conduz os procedimentos sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Advocacia.

Denúncia do Ministério Público cita organização criminosa e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo denunciou Deolane Bezerra em 10 de junho. Segundo a acusação, ela responderá pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A denúncia também alcança Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além dos irmãos Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e outros familiares.

De acordo com a investigação, a apuração chegou à influenciadora por meio de vínculos identificados com familiares de Marcola. O Ministério Público sustenta que ela mantinha relação com integrantes do núcleo familiar do líder da facção criminosa e teria utilizado empresas ligadas ao seu nome para ocultar recursos de origem ilícita.

Os investigadores afirmam que R$ 13,6 milhões passaram pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022. No mesmo período, cerca de R$ 14 milhões circularam por três empresas vinculadas à influenciadora.

A OAB-SP também reiterou que a legislação garante aos advogados o direito à chamada sala de Estado-Maior antes de condenação definitiva.

Flávio responde a Michelle: 'Nunca desrespeitei uma mulher na minha vida'

Senador e pré-candidato à Presidência defende diálogo e diz que há 'um Brasil para tirar das mãos do PT'

Mateus Conte

O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), respondeu, nesta quarta-feira, 24, às declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre a disputa política no Ceará, negou ter tido a intenção de ofendê-la, pediu desculpa caso isso tenha ocorrido e disse que mantém “respeito e reconhecimento” pelo trabalho realizado por ela.

“Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida”, escreveu. O senador afirmou que nunca teve a intenção de atingir Michelle. “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas.”

Na mesma manifestação, ele declarou que respeita a ex-primeira-dama. “Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, afirmou.

Flávio ainda disse que todos buscam o mesmo objetivo e que as diferenças estão apenas na forma de chegar ao melhor resultado. “Tenho absoluta convicção de que todos temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos livrar da esquerda”, avaliou. Flávio também disse que suas decisões são tomadas com o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio relata tentativa de diálogo com Michelle

Na publicação, o senador informou que procurou promover uma aproximação com Michelle antes da divulgação do vídeo em que ela criticou a situação política no Ceará.

Flávio afirmou que, na terça-feira 23, pediu à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) que organizasse uma reunião com lideranças femininas conservadoras e sugeriu que Michelle também fosse convidada. “Se você achar que é o caso de convidar a Michelle também, eu estou de coração aberto”, escreveu à ex-ministra.

Segundo o senador, na manhã desta quarta-feira, ele próprio telefonou para a ex-primeira-dama para fazer o convite. “Mais um gesto não correspondido”, afirmou o pré-candidato a presidente do Brasil. “Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou.” Horas depois, disse, Michelle publicou o vídeo.

Apesar disso, Flávio informou que a reunião está mantida “para tratar justamente das soluções que proporemos para milhões de mulheres brasileiras que acordam cedo, trabalham, cuidam dos filhos e das famílias”, e encerrou: “O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT”.

A resposta foi publicada depois de Michelle divulgar um vídeo em que criticou a possível aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e acusou Flávio de tê-la “desrespeitado” e “maltratado” durante uma ligação telefônica. Ela também afirmou que o senador e os irmãos fizeram manifestações públicas contra ela depois do episódio.

Fachin pede análise técnica do STF para definir relator do caso Dark Horse

Presidente da Corte vai decidir se apuração ficará com Moraes ou Mendonça

Mateus Conte

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou uma análise da área técnica da Corte antes de decidir qual ministro será responsável pela investigação sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em despacho publicado nesta quarta-feira, 24, o magistrado solicitou esclarecimentos à Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária sobre os critérios de distribuição do processo.

A definição ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes encaminhar a Fachin um pedido para decidir sobre a relatoria do caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação enviada ao STF na última segunda-feira, 22, a ideia de que a investigação seja redistribuída a André Mendonça, relator do caso Master na Corte.

STF analisa caso Dark Horse

A investigação começou depois de uma notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar pediu que a apuração sobre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro fosse ampliada para incluir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O pedido foi apresentado depois que o site The Intercept Brasil divulgou conversas segundo as quais Flávio solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, R$ 134 milhões para financiar o filme.

De acordo com a notícia-crime, cerca de R$ 61 milhões teriam sido enviados a um fundo ligado a Eduardo nos Estados Unidos. Lindbergh sustenta que os recursos podem ter financiado a atuação do ex-deputado no país. Flávio negou ter acertado qualquer vantagem indevida com Vorcaro e afirmou que os recursos destinados ao filme eram privados.

Depois de receber a petição, Moraes enviou o caso à PGR para manifestação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o episódio já é objeto de um procedimento próprio no STF sob a relatoria de Mendonça e argumentou que a investigação deve permanecer com esse ministro.

Venezuela declara emergência depois de terremotos; Norte do Brasil sente tremores

Reflexos foram registrados em 4 Estados brasileiros, sem relatos de vítimas

Mateus Conte

Delcy Rodríguez, então vice da ditadura comandada por Nicolás Maduro, assumiu o cargo de presidente da Venezuela | Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira, 24, levaram a presidente interina, Delcy Rodríguez, a decretar estado de emergência no país. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com intervalo de cerca de 40 segundos e causaram desabamentos de edifícios em Caracas, além de danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que foi fechado.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, há probabilidade de elevado número de vítimas e danos extensos, embora, até o momento, as autoridades venezuelanas ainda não tenham divulgado balanços oficiais de mortos ou feridos.

Segundo o Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela, forças de segurança foram mobilizadas em todo o país, porque muitas edificações apresentam risco de desabamento. O governo também autorizou o corte preventivo do fornecimento de gás em alguns prédios enquanto equipes avaliam possíveis danos estruturais.

Quando os terremotos atingiram a Venezuela, muitos moradores estavam em casa por causa do feriado nacional que celebra a Batalha de Carabobo, marco da independência do país. No oeste de Caracas, a publicitária Astrid Ramirez, de 41 anos, relatou à agência de notícias Reuters momentos de tensão. “Assim que começou, começamos a ouvir pessoas gritando”, disse. “Todos estavam descendo as escadas correndo.”

Terremotos na Venezuela foram sentidos no Brasil

Os efeitos dos tremores também foram percebidos no Brasil. Conforme o jornal Folha de S.Paulo, moradores relataram abalos nos Estados do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. Prédios foram evacuados em Belém e Macapá, mas as Defesas Civis estaduais informaram que não havia registros de feridos nem danos estruturais.

Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, é relativamente comum que terremotos dessa magnitude sejam sentidos a grandes distâncias do epicentro. O sismólogo Bruno Collaço afirmou à Folha que, apesar do susto, não há expectativa de danos às cidades brasileiras localizadas nessa distância.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um longo desabafo em suas redes sociais

 

Terremotos na Venezuela destroem prédios e causam pânico em Caracas

Tremores de terra foram sentidos até na Colômbia

Por AFP e Redação
Terremoto na Venezuela - Foto: MANAURE QUINTERO / AFP

Dois terremotos, com magnitudes 7,2 e 7,5, sacudiram a Venezuela nesta quarta-feira (24) e causaram o desabamento de prédios e pânico em Caracas. Os sismos, que foram sentidos na vizinha, Colômbia, ocorreram com aproximadamente um minuto de diferença em locais separados por cerca de 45 km e a profundidades diferentes, segundo os dados do USGS.

"O sismo principal, de magnitude 7,5, foi precedido 39 segundos antes por um sismo precursor, de magnitude 7,2", informou o USGS, ao atualizar uma avaliação anterior, que estimou em 7,1 a magnitude do primeiro tremor.

Até o momento desconhece-se a ocorrência de vitimas.

O que aconteceu?

O primeiro tremor teve seu epicentro 21 km a oeste de Morón e ocorreu às 22h04 GMT (19h04 de Brasília) e foi seguido de várias réplicas, incluído o de magnitude 7,5, informou o USGS no X.

Segundo o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, vários prédios desmoronaram. Outros imóveis perderam a fachada.

Houve cenas de pânico na cidade, por exemplo em um centro comercial muito movimentado no mesmo bairro, constatou a jornalista da AFP. O chão começou a tremer, prateleiras das lojas caíram e as pessoas saíram correndo em massa na direção da rua.

"Foi incrível, não sei nem quanto tempo durou. Estava no último andar (do centro comercial). Caíram muitas coisas de uns comércios. Saímos pelas escadas de emergência, nos tiraram por aí", contou à AFP Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos.

"As escadas se desprenderam, toda a parede rachou. Caíram coisas do teto. Foi horrível", disse Odalis Escalona, de 54 anos, funcionária de um banco.

Várias áreas ficaram sem energia elétrica e muitas ruas estavam cheias de vidros caídos das janelas. Dezenas de pessoas que abandonaram prédios em Caracas aguardavam na rua antes de voltar para seus escritórios e residências, temendo eventuais novas réplicas.

Sentido até na Colômbia

"NÃO há tsunami, NÃO há perigo com o terremoto recente" perto da costa da Venezuela, informou no X o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos, que emite prognósticos meteorológicos oficiais.

Carmen Guédez, de 69 anos, estava no quarto de uma irmã acamada quando começou a sentir o tremor em casa, em um bairro de classe média nas montanhas de Caracas.

"Foi aumentando de intensidade", disse à AFP esta administradora. "Comecei a ver as janelas se mexendo e depois tudo sacudiu", acrescentou.

"Minha irmã, uma vizinha e eu ficamos rezando, abraçadinhas ali. Não podíamos sair. Os vizinhos ainda estão na rua", emendou.

Os terremotos são frequentes na Venezuela. Os sismos mais fortes registrados recentemente foram os de Cariaco (nordeste), em 1997, e o de Caracas, em 1967.

O primeiro sismo desta quarta-feira também foi sentido em Bogotá, capital da Colômbia, onde as luminárias balançaram, os alarmes dispararam e alguns moradores deixaram os prédios por precaução, segundo jornalistas da AFP.

Em um primeiro momento, a entidade de gestão de riscos da Colômbia (UNGRD) informou que não havia registros de emergência e descartou um alerta de tsunami.
terça-feira, 23 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro busca apoio nos EUA depois de condenação

Viagem ocorre uma semana depois de julgamento da Primeira Turma do Supremo

Victória Batalha

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro atualmente mora nos EUA com sua família | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) desembarca nesta segunda-feira, 22, em Washington, D.C., para uma série de reuniões com integrantes do governo Donald Trump e parlamentares do Partido Republicano. A agenda se estende até terça-feira, 23, e ocorre poucos dias depois de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo viaja acompanhado do empresário Paulo Figueiredo, aliado nas articulações mantidas junto a políticos conservadores dos Estados Unidos. Entre os compromissos previstos está um jantar com cerca de 20 senadores republicanos na capital norte-americana.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Nos encontros, os dois devem apresentar a avaliação de que integrantes da oposição brasileira enfrentam perseguição judicial. A condenação de Eduardo também deve ocupar espaço central nas conversas com parlamentares e integrantes da administração Trump.

A Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicial semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. O colegiado também determinou o pagamento de 50 dias-multa, calculados com base em dois salários mínimos por dia.

Os ministros reconheceram ainda os efeitos secundários da condenação, entre eles a inelegibilidade e a perda do cargo atualmente ocupado por Eduardo na Polícia Federal.

Condenação de Eduardo deve pautar reuniões nos Estados Unidos

Segundo o entendimento da maioria da Primeira Turma, Eduardo utilizou sua atuação política e contatos com autoridades norte-americanas para pressionar integrantes do Supremo e tentar influenciar processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação sustentou que o ex-parlamentar atuou em defesa de sanções contra ministros da Corte e de medidas restritivas contra autoridades brasileiras.

A defesa contestou a tese apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Durante o julgamento, argumentou que Eduardo exerceu atividade política legítima nos EUA e que não seria possível atribuir ao ex-deputado decisões posteriormente adotadas por autoridades estrangeiras. Segundo os advogados, houve uma confusão entre interlocução política e poder efetivo de decisão.

Nos bastidores, aliados de Eduardo avaliam que a condenação pode fortalecer o discurso levado aos EUA sobre supostos excessos do Judiciário brasileiro contra adversários políticos.

A última passagem de Eduardo e Paulo Figueiredo por Washington ocorreu no fim de maio. Na ocasião, eles acompanharam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em reuniões com Donald Trump e integrantes do governo norte-americano.

PGE pede liberação de pesquisa AtlasIntel sobre Flávio

Parecer contesta liminar de Kassio Nunes Marques e rejeita ação apresentada pelo PL

Victória Batalha

Senador Flávio Bolsonaro | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou nesta segunda-feira, 22, contra a suspensão da pesquisa AtlasIntel. Que mediu intenções de voto para a eleição presidencial e avaliou os efeitos eleitorais da divulgação de um áudio envolvendo o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu a revogação da liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques, que interrompeu a divulgação do levantamento. O representante da PGE também pediu a rejeição da ação movida pelo PL.

Segundo Espinosa, não há provas de irregularidades na metodologia utilizada pela AtlasIntel nem elementos suficientes para justificar uma intervenção da Justiça Eleitoral.

TSE havia mantido suspensão da pesquisa | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O parecer rebate os fundamentos apresentados por Nunes Marques ao suspender a pesquisa. Para o vice-procurador-geral, o caráter inédito do levantamento e a utilização de conteúdo audiovisual não configuram, por si só, indícios de ilegalidade.

Espinosa sustentou que a legislação eleitoral não estabelece um modelo único para a elaboração de pesquisa. Ele também afirmou que diferenças metodológicas não representam automaticamente uma infração às regras eleitorais.

PGE vê ausência de provas contra levantamento

O vice-procurador também contestou a interpretação dada a declarações do CEO da AtlasIntel. Segundo ele, opiniões pessoais não possuem valor técnico suficiente para invalidar uma pesquisa. Na avaliação da PGE, apenas provas objetivas poderiam demonstrar eventual manipulação dos resultados.

Outro ponto abordado no parecer envolve o suposto impacto eleitoral do levantamento. Espinosa afirmou que a Justiça Eleitoral não deve atuar com base em projeções sobre consequências políticas de uma pesquisa e ressaltou que os eleitores têm o direito de conhecer informações de interesse público produzidas por institutos de pesquisa.

A manifestação também rejeita a tese apresentada pelo PL de que o questionário teria induzido respostas negativas contra Flávio Bolsonaro. De acordo com o documento, as perguntas sobre intenção de voto foram realizadas antes do bloco de questões questionado pelo partido, o que enfraquece a alegação de influência sobre os entrevistados.

O TSE começou a analisar o caso em 9 de junho. Até o momento, apenas Kassio Nunes Marques apresentou voto, mantendo o entendimento da decisão liminar e argumentando que a estrutura do questionário poderia ter influenciado as respostas.

O julgamento foi interrompido por um pedido de vista da ministra Estela Aranha e ainda não tem data para ser retomado. Enquanto isso, permanece válida a liminar que suspendeu a divulgação da pesquisa. O plenário do TSE ainda analisará tanto a manutenção da decisão quanto o mérito da ação apresentada pelo PL.

Penduricalhos levam salários do Judiciário a quase R$ 315 mil

Levantamento indica valores acima do teto constitucional com indenizações e verbas classificadas como direitos eventuais

Fábio Bouéri

Fachada do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Levantamento publicado pelo jornal Gazeta do Povo neste domingo, 21, mostra que magistrados brasileiros continuam recebendo remunerações muito acima do teto constitucional por meio dos chamados “penduricalhos” — verbas indenizatórias e benefícios que não entram no cálculo do limite remuneratório do funcionalismo público.

Segundo a reportagem, um juiz aposentado de Minas Gerais recebeu remuneração bruta de R$ 313,8 mil em apenas um mês, o equivalente a quase sete vezes o teto do funcionalismo público. A maior parte do valor teve origem em rubricas classificadas como “direitos eventuais” e indenizações.

Penduricalhos estão em diversos tribunais estaduais

O levantamento identificou outros casos de remunerações superiores a R$ 250 mil em diferentes tribunais estaduais. Entre os pagamentos que impulsionam os supersalários estão verbas retroativas, conversão de férias em dinheiro, gratificações e indenizações que, por terem natureza jurídica específica, ficam fora da incidência do teto constitucional.

Ainda de acordo com o jornal paranaense, os Tribunais de Justiça estaduais desembolsaram cerca de R$ 1,7 bilhão em um único mês. Desse total, mais de R$ 900 milhões corresponderam a indenizações, direitos pessoais e direitos eventuais, valor superior ao gasto com os próprios subsídios dos magistrados.

A reportagem destaca também que os mecanismos de abatimento destinados a reduzir pagamentos acima do teto tiveram impacto limitado. Embora alguns magistrados tenham sofrido descontos, muitos continuaram recebendo valores bastante elevados depois da aplicação do chamado “abate-teto”.

Os órgãos do Judiciário citados na reportagem sustentam que os pagamentos seguem normas legais vigentes e decisões dos órgãos de controle da magistratura.

Flávio pede para falar em audiência nos EUA sobre tarifaço

Senador quer defender suspensão de tarifa de 25% e se posicionar contra medidas que atinjam o Pix

Fábio Bouéri

O senador Flávio Bolsonaro: audiência nos EUA | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro se inscreveu para participar de uma audiência pública nos Estados Unidos que discutirá os impactos das tarifas propostas contra produtos brasileiros.

De acordo com documento encaminhado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o parlamentar solicitou autorização para prestar depoimento em uma audiência marcada para 6 de julho, em Washington.

Flávio destaca oposição a Lula

O encontro faz parte de uma investigação comercial aberta pelo governo norte-americano sobre práticas adotadas pelo Brasil em áreas como comércio digital, meios eletrônicos de pagamento, tarifas, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e desmatamento.

No pedido, Flávio se apresenta como senador da República, integrante da oposição ao governo Lula da Silva e pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

O documento afirma ainda que ele já se reuniu pessoalmente com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, para discutir os temas em análise.

Segundo o texto enviado às autoridades norte-americanas, o senador pretende defender a suspensão da tarifa de 25% proposta contra produtos brasileiros. Ele argumenta que a medida não atingiria os objetivos pretendidos pelos Estados Unidos e acabaria prejudicando exportadores brasileiros, importadores norte-americanos e consumidores dos dois países.

Flávio também declara oposição a qualquer iniciativa que afete o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. No documento, afirma atuar em defesa de consumidores e produtores brasileiros e norte-americanos. Sustenta, ainda, que a relação entre os dois países deve ser preservada por meio do diálogo.

Ainda segundo a proposta de depoimento, o parlamentar defenderá a abertura imediata de negociações bilaterais entre Brasília e Washington como alternativa às sanções comerciais. A expectativa é que o pedido de participação seja analisado pelas autoridades responsáveis pela audiência.

Irã: programa nuclear é garantia de sobrevivência

Clarita Maia, presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB-DF, afirma a Oeste que EUA precisam ser prudentes em relação a um acordo

Eugenio Goussinsky

Irã em tese aceitou negociar um acordo nuclear | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A negociação dos Estados Unidos para evitar que o Irã desenvolva um arsenal nuclear tem sido entendida por autoridades israelenses como uma volta no tempo. Para eles, é o início de uma retomada do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), assinado em 2015.

Na ocasião, o acordo, que incluiu a participação de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), limitou o programa nuclear iraniano e permitiu inspeções da ONU em troca da suspensão de sanções econômicas.

A situação atual se diferencia pelo fato de ainda não existir um acordo, apenas o início de negociações, que ocorrem na Suíça, com a presença de representantes iranianos e do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. Para Clarita Maia, advogada e presidente da Comissão de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), ambas as situações têm essências similares.

“Em relação ao Irã, eu seria prudente”, afirma Clarita a Oeste. “Teerã pode aceitar flexibilidade tática — inspeções, pausas, compromissos temporários — para aliviar sanções, recompor a economia e ganhar tempo.”

Em 2019, o Irã anunciou que reduziria gradualmente sua observância do acordo e começou a ultrapassar os limites estabelecidos, o que o aproximava de desenvolver um arsenal nuclear. Neste momento, o mesmo pode acontecer, mesmo que os EUA imponham novos limites, segundo a jurista. Isso ocorreu um ano depois de os EUA abandonarem o JCPOA, em 2018.

Exigências em relação ao Irã

Agora, depois da guerra de fevereiro, na qual Israel e os EUA bombardearam instalações iranianas por quase dois meses, novas negociações diplomáticas estão em andamento, com a participação do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. A diferença em relação ao atual memorando de entendimento, que serve como prenúncio das negociações, é que ainda não há números concretos na mesa.

O combinado até agora é que o Irã não vai produzir nem adquirir armas nucleares; manterá o programa nuclear congelado durante as negociações e, ao permitir inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), não ampliará o enriquecimento nem expandirá instalações nucleares.

“Mas não há garantia de mudança estratégica”, ressalta a jurista. “O programa nuclear é visto pelo regime como seguro de sobrevivência, instrumento de barganha e símbolo de soberania.”

No acordo assinado em 2015, havia limites claros: enriquecimento limitado a 3,67%; estoque máximo de urânio enriquecido de 300 quilos; até 5.060 centrífugas IR-1 em operação; e inspeções constantes, com mecanismos permanentes de verificação.

Tais limites, segundo os defensores do JCPOA, bloqueavam o caminho para a bomba por muitos anos. Os críticos do acordo, porém, diziam que ele apenas atrasava esse caminho, sem eliminá-lo definitivamente.

No momento atual, Clarita ressalta que não basta o Irã aceitar as negociações. É fundamental que parâmetros claros sejam cumpridos na prática. “A promessa de paralisação só será crível se houver verificação intrusiva, cronograma claro e custo automático para descumprimento.”

Eduardo relata apoio de senador dos EUA a críticas contra Moraes e Lula

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro participou de jantar com senadores e empresários ligados ao Partido Republicano

Lucas Cheiddi

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que encontrou receptividade às críticas da direita brasileira durante um jantar com senadores republicanos em Washington, nos Estados Unidos.

Em publicação na rede social X na madrugada desta terça-feira, 23, o ex-parlamentar relatou que o senador John Kennedy, da Louisiana, demonstrou conhecimento sobre o cenário político brasileiro e citou espontaneamente temas como censura, perseguição política e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Eduardo, o encontro ocorreu na capital norte-americana e reuniu parlamentares e empresários ligados ao campo conservador. O deputado destacou a participação do senador Tom Cotton, do Arkansas, um dos principais nomes do Partido Republicano no Senado dos EUA e veterano da guerra do Afeganistão.

De acordo com o relato, Kennedy teria iniciado uma conversa sobre a situação brasileira logo depois de ele ser apresentado como filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eduardo afirmou que o senador descreveu o que chamou de “cenário de censura e perseguição” no Brasil e mencionou tanto Alexandre de Moraes quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A publicação não detalha quais declarações o parlamentar norte-americano teria feito nem informa se os comentários ocorreram em caráter público ou privado. Eduardo, porém, afirmou que as referências a Lula “não foram positivas”.

Articulação internacional de Eduardo Bolsonaro

Bandeira dos Estados Unidos da América (EUA) | Foto: Livid Rhino/Pixabay

A agenda faz parte de uma estratégia adotada por aliados de Jair Bolsonaro para ampliar, no exterior, as críticas ao Judiciário brasileiro e às decisões arbitrárias do STF. Nos últimos anos, integrantes do grupo político do ex-presidente intensificaram contatos com parlamentares, empresários e organizações conservadoras dos Estados Unidos.

No relato divulgado nas redes sociais, Eduardo citou ainda a presença dos empresários George Heisel e Miguel “Mike” Murgado, empresário de origem cubana radicado nos Estados Unidos. O empresário Paulo Figueiredo também participou do encontro, segundo o deputado.

Ao final da publicação, Eduardo desejou sucesso eleitoral a John Kennedy, que disputará a reeleição ao Senado norte-americano neste ano.

Bolsonaro depõe em casa sobre arma apreendida com agente do GSI

Oitiva ocorre presencialmente, porque Moraes barrou videoconferência

Letícia Alves

O ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonaro

A Polícia Civil do Distrito Federal colhe o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira, 23. A oitiva integra o inquérito sobre a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro. Policiais encontraram o armamento com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em uma blitz no Distrito Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a oitiva presencial na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária. O magistrado justifica que há restrição legal ao uso de comunicações eletrônicas, o que impede a videoconferência. A 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, conduz o caso. O depoimento será às 15h.

Investigação apura origem e circulação da arma de Bolsonaro

Policiais militares apreenderam a arma em 15 de junho, no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante do GSI.

Na ocasião, o integrante do GSI disse que trabalha para Bolsonaro e que a pistola pertencia ao ex-presidente. Além disso, ele declarou que recebeu a arma no dia 15 de junho para levá-la ao conserto e que, no dia seguinte, a devolveria para Bolsonaro.

A Polícia Civil instaurou o inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a investigação a Moraes.

A defesa de Bolsonaro afirmou ao STF que entregou a arma ao agente depois de identificar uma falha mecânica. Segundo os advogados, a pistola estava sem condições de uso, porque a equipe de segurança retirou o percussor sem o conhecimento do ex-presidente.

Gilmar Mendes rejeita código de ética no STF e critica momento da proposta

O ministro declarou que a iniciativa serviu como cortina de fumaça para esconder denúncias contra colegas da Corte

Erich Mafra

Gilmar Mendes, durante sessão da 2ª Turma do STF - 14/04/2026 | Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes barrou o avanço do projeto que cria um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado afirmou que a proposta nasceu em uma hora errada e dificilmente receberá votos dos outros integrantes do colegiado. O decano deu as declarações nesta segunda-feira, 22, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Gilmar negou o temor de regras rígidas e explicou que seu incômodo atinge o contexto do plano elaborado pelo ministro Edson Fachin. A iniciativa ganhou força logo que explodiram as denúncias contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso do Banco Master. Para o ministro, o texto funcionou apenas como uma cortina de fumaça para abafar os problemas internos da Corte.

Para Gilmar, código de ética veio de ‘entusiasmo juvenil’

A cúpula do tribunal demonstrou forte resistência ao projeto por enxergar oportunismo no debate. Gilmar acusou os defensores da proposta de usarem o tema para fugir das discussões reais que travam o andamento do Poder Judiciário. O magistrado ressaltou que nenhuma mudança passa no plenário sob essas circunstâncias de pressão.

O plano do código de ética buscou inspiração direta em cartilhas e modelos de conduta internacionais. Gilmar criticou o que chamou de “entusiasmo juvenil” dos autores e revelou que tirou um tempo para confrontar a proposta estrangeira com as leis nacionais. O decano concluiu que a tradição jurídica da Alemanha é totalmente diferente da realidade constitucional brasileira e exigiu mudanças drásticas na redação se o presidente do STF decidir reabrir o debate.

STF mantém condenações no caso de Marielle Franco e Anderson Gomes

Corte classificou embargos de declaração como protelatórios e avaliou que tinham objetivo de impedir que condenação se tornasse definitiva

Lucas Cheiddi

Ex-vereadora do RJ Marielle Franco | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Depois de análise dos recursos apresentados pelas defesas, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter, por unanimidade, as condenações dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O caso ocorreu em março de 2018, no Rio de Janeiro.

O STF classificou os embargos de declaração como protelatórios e avaliou que tinham o objetivo de impedir que a sentença condenatória se tornasse definitiva. Segundo o colegiado, os recursos demonstraram apenas “mero inconformismo com o desfecho do julgamento”, conforme afirmou a Corte. A decisão teve conclusão em sessão virtual encerrada na última sexta-feira, 19, depois da formação de maioria na quinta-feira 18.

Detalhes das condenações e argumentos das defesas ao STF
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Os réus Domingos e Francisco Brazão, sentenciados a 76 anos e três meses de prisão, Ronald Paulo Alves, condenado a 56 anos, Rivaldo Barbosa, a 18 anos, e Robson Fonseca, a nove anos, haviam recorrido na ação penal. As defesas apontaram supostas omissões e obscuridades na decisão e questionaram critérios de fixação das penas e valores das indenizações solidárias destinadas às famílias das vítimas.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que “a fundamentação da decisão colegiada é coerente com as provas dos autos. Ele entende ainda que “a pena é fixada segundo o convencimento dos julgadores sobre a gravidade dos fatos”.

No julgamento realizado em fevereiro, o STF condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, identificados como mandantes do crime, além de outros três acusados. Todos responderam por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que o assassinato de Marielle Franco teve motivação ligada à sua atuação política na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, de modo a contrariar interesses dos irmãos Brazão em questões relacionadas à regularização de áreas sob domínio de milícias.

Flávio sobre tarifas dos EUA: 'Lula não move uma palha'

O senador se inscreveu para discursar na Comissão de Comércio Internacional contra a proposta de taxar produtos brasileiros em 25%

Erich Mafra

Flávio Bolsonaro usou a rede social X para criticar a postura do governo federal diante do risco de sanções estrangeiras | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se inscreveu nesta segunda-feira, 22, para depor na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. O parlamentar quer discursar contra a proposta norte-americana de criar um imposto de 25% sobre mercadorias importadas do Brasil. O debate oficial ocorrerá no dia 6 de julho em Washington, motivado por uma investigação sobre supostas manobras comerciais desleais do mercado brasileiro.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou o tarifaço no início de junho sob a alegação de reprimir atos comerciais abusivos. A punição foca especialmente o sistema de pagamentos Pix, classificado pelo órgão norte-americano como concorrência desleal. A decisão da agência saiu quando Flávio encerrou uma viagem oficial aos EUA, onde se reuniu com o presidente Donald Trump.

Senador afirma que o imposto ajuda o governo federal nas urnas

Flávio Bolsonaro usou a rede social X para criticar a postura do governo federal diante do risco de sanções estrangeiras. “Vou fazer a minha parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula”, publicou o congressista. O pré-candidato à Presidência completou: “Como era de se esperar, Lula não move uma palha para evitar que elas sejam tarifadas. E a razão é muito simples: ele acredita que isso pode beneficiá-lo nas urnas em outubro, mesmo que isso custe quebrar as empresas brasileiras”.

O documento de inscrição enviado aos norte-americanos reforça o argumento político de que o tarifaço vai produzir o resultado contrário ao planejado pelos técnicos dos Estados Unidos. O senador alega que a oposição ao Palácio do Planalto virará a principal vítima econômica se as taxas entrarem em vigor. O político defende uma saída baseada em acordos conversados para preservar a parceria comercial de 80 anos entre os dois países.

Petição enviada a Washington defende o uso do Pix

Os advogados do senador registraram formalmente na petição oposição total a qualquer represália contra o sistema bancário brasileiro de transferências instantâneas. O texto ressalta que a testemunha pretende falar em nome dos compradores e dos fabricantes das duas nações.

Esta segunda-feira, 22, marcou o encerramento do prazo fixado pelas autoridades norte-americanas para que cidadãos e representantes de entidades se inscrevam na audiência pública. Donald Trump chegou a compartilhar fotos ao lado do senador brasileiro poucas horas depois de o escritório de comércio dos Estados Unidos sugerir a barreira alfandegária.

Andar sem camisa pode render multa de até R$ 885; entenda a regra

Com a chegada do verão, prefeituras francesas aumentam a fiscalização e aplicam multas severas para quem circula sem camisa em locais públicos | 

Homens sem camisa poderão ser multados em cidades da França durante o verão europeu. A medida, adotada por prefeituras em regiões turísticas, busca coibir a circulação com o peitoral nu em vias públicas fora de áreas permitidas, como praias e espaços aquáticos.

Onde homens sem camisa estão sendo multados na França

A restrição ocorre em diferentes cidades francesas, especialmente destinos turísticos que recebem grande fluxo de visitantes no verão europeu. Entre elas estão Deauville, Narbonne e La Grande-Motte, onde autoridades locais intensificaram a fiscalização.

As regras valem tanto para moradores quanto para turistas.

Qual o valor das multas

Em Deauville, o valor das multas subiu de R$ 100 para cerca de R$ 885 (150 euros). Em outras cidades, penalidades semelhantes também foram oficializadas para quem circular sem camisa em locais públicos.

Por que a França está proibindo homens sem camisa

A medida faz parte de uma política de ordenamento urbano e comportamento em espaços públicos. Prefeituras alegam que a prática fora de áreas apropriadas não é adequada para centros urbanos, especialmente em regiões com grande circulação de pessoas.

A intensificação da fiscalização ocorre com a chegada do verão, período de maior movimento turístico.

Desde quando a regra existe

A repressão à nudez parcial não é recente. As primeiras ações começaram de forma gradual em 2010, mas ganharam força agora com o endurecimento das medidas e aumento das multas.

A regra também existe em outros países

A França não é um caso isolado. Em Málaga, na Espanha, leis semelhantes preveem multas de até 750 euros (cerca de R$ 4.420) para quem descumprir normas de vestimenta em espaços públicos.

Onde é permitido ficar sem camisa

As regras geralmente permitem a prática apenas em locais específicos, como praias, piscinas e áreas de lazer aquático. Fora desses espaços, circular sem camisa pode resultar em multa.

VÍDEO: Palco cede durante show de Amado Batista em Itapetinga

Foto: Reprodução

Parte da estrutura de um palco cedeu durante a apresentação do cantor Amado Batista, na madrugada desta terça-feira (23), durante os festejos de São João de Itapetinga, no sudoeste da Bahia. O incidente aconteceu no momento em que o artista iniciava o show e o público foi retirado da área próxima ao palco. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento do ocorrido.

Segundo as primeiras informações, uma estrutura ligada ao som teria desabado. Agentes responsáveis pela segurança e pelo atendimento foram acionados para auxiliar na retirada das pessoas da área.

Até o momento, há relatos de pessoas feridas, mas não foram divulgadas informações oficiais sobre a quantidade de vítimas ou o estado de saúde delas. As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas e deverão ser investigadas pelos órgãos responsáveis. A organização do evento deve divulgar novas informações sobre o caso.


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