RADIO WEB JUAZEIRO



quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Tagliaferro recorre de decisão que arquivou pedido de explicações a Moraes

Defesa aponta omissões e contradições em despacho de Cármen Lúcia

Cristyan Costa
Mateus Conte


Eduardo Tagliaferro atuou em assessoria do TSE | Foto: LR Moreno/TSE

A defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentou, nesta terça-feira, 3, embargos de declaração ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão da ministra Cármen Lúcia que arquivou um pedido de explicações dirigido a Moraes.

No recurso, os advogados apontam omissões, contradições e pontos obscuros na decisão. Embargos de declaração permitem solicitar ao tribunal esclarecimentos sobre uma decisão judicial ou a análise de questões que não receberam resposta.

Na decisão de 29 de outubro, Cármen Lúcia rejeitou o pedido por entender que não havia dúvidas sobre o destinatário das declarações de Moraes. Segundo a ministra, a interpelação judicial serve para esclarecer afirmações ambíguas, e não para discutir sua veracidade nem apurar eventual responsabilidade criminal.

A defesa, porém, sustenta que a identificação dos possíveis destinatários não elimina a necessidade de esclarecer o conteúdo, os fundamentos nem o alcance das declarações. Além disso, aponta a falta de uma análise individual dos oito questionamentos apresentados a Moraes.

O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal — Brasília (DF), 3/9/2026 | Foto: Luiz Silveira/STF

Defesa contesta declarações de Moraes sobre fuga e advogados

O caso teve origem em declarações de Moraes durante um julgamento na 1ª Turma do STF, em 16 de junho. Na ocasião, o ministro mencionou, sem citar nomes, um réu brasileiro que teria fugido para a Europa, solicitado a saída de seus advogados do processo e praticado fraudes e crimes.

Tagliaferro e seus advogados entenderam que as declarações faziam referência a eles e apresentaram um pedido de explicações com base no artigo 144 do Código Penal. A lei permite recorrer à Justiça para esclarecer afirmações potencialmente caluniosas, difamatórias ou injuriosas.

Os defensores contestam a afirmação sobre uma suposta fuga. Tagliaferro reside legalmente na Itália desde abril de 2025, antes de a Procuradoria-Geral da República apresentar denúncia contra ele, em agosto daquele ano.

Além disso, os advogados negam ter renunciado à defesa do ex-assessor e afirmam ter sido destituídos por decisões de Moraes em março e abril de 2026. No recurso, apontam a falta de uma análise adequada dessa distinção por Cármen Lúcia.

A defesa também questiona a aplicação de decisões judiciais anteriores ao caso, sob o argumento de que a ministra não demonstrou como esses precedentes se relacionam com as circunstâncias específicas do pedido.

Ao final, os advogados pedem ao STF a revisão da decisão, o afastamento do arquivamento e a notificação de Moraes para prestar esclarecimentos. Como alternativa, solicitam o prosseguimento de parte dos questionamentos.

Eduardo Paes retoma campanha por 2º turno no Rio de Janeiro

Ex-prefeito anuncia mobilização judicial, PSD contesta no STF a exclusão dos votos de Anthony Garotinho

Victória Batalha


Paes afirmou que decidiu entrar na mobilização depois de manifestações de diferentes setores da sociedade | Foto: Reprodução/X/@eduardopaes

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) anunciou nesta terça-feira, 3, que vai mobilizar apoiadores para pedir a realização de um segundo turno na eleição para o governo fluminense. A iniciativa contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que excluiu os votos de Anthony Garotinho e declarou Douglas Ruas eleito no primeiro turno.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes afirmou que decidiu entrar na mobilização depois de manifestações de diferentes setores da sociedade. Segundo ele, a votação inicial deveria ter levado à realização de uma segunda etapa.

“Desde o início da campanha a gente denunciou que o candidato Anthony Garotinho estava com seus direitos políticos cassados e não podia votar e muito menos ser candidato”, declarou. “A decisão da população no primeiro turno não foi para eleger qualquer candidato, foi para ter segundo turno”.

Paes também explicou que permaneceu em silêncio sobre o assunto para não interferir no ambiente eleitoral nacional. “Entendi que o país precisava votar com tranquilidade e foi isso que aconteceu”, afirmou.

PSD questiona decisão do TSE no Supremo

O PSD já apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra a interpretação do TSE. O partido questiona a exclusão dos 274.411 votos recebidos por Garotinho, que disputou a eleição com o registro de candidatura indeferido.

A retirada dos votos alterou o resultado. Na primeira apuração, o candidato mais votado recebeu 49,27% dos votos válidos, percentual que levou à previsão de segundo turno. Com a exclusão dos votos de Garotinho, o índice subiu para 50,88%, permitindo a proclamação de Douglas Ruas como eleito.

O PSD argumenta que a exclusão posterior dos votos não poderia eliminar a necessidade de uma segunda votação. A legenda também sustenta que a medida compromete a soberania popular, o direito ao voto e a segurança jurídica.

Na ação, o partido pediu uma liminar para suspender os efeitos da retotalização e restabelecer o segundo turno, inicialmente marcado para 25 de outubro.

Ruas contestou as iniciativas que questionam o resultado. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, afirmou confiar no sistema eleitoral e disse considerar a disputa encerrada.

O STF ainda analisa a ação. O ministro Cristiano Zanin solicitou manifestações do TSE, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O TSE apresentou seu parecer em 27 de outubro. No documento, o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, afirmou que já não era tecnicamente possível realizar a votação em 25 de outubro, pois as urnas destinadas ao pleito estavam preparadas e lacradas, sem previsão de votação.

Governo Lula nega acesso a documentos sobre Desenrola e fim das bets

Casa Civil alega sigilo profissional da advocacia pública

Mateus Conte


Lula conversa com a imprensa depois de votar no segundo turno das eleições presidenciais, em São Bernardo do Campo – 25/10/2026 | Foto: Brian Snyder/Reuters

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou acesso aos documentos que fundamentaram a criação do Desenrola 3.0 e a proibição das casas de apostas esportivas, conhecidas como bets. As duas medidas foram anunciadas em 25 de setembro, nove dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais.

Segundo reportagem da BBC News Brasil, o governo rejeitou dois pedidos feitos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). As solicitações buscavam estudos, relatórios e pareceres técnicos utilizados na elaboração das medidas provisórias.

Em resposta enviada em 29 de outubro, a Casa Civil afirmou que os documentos estão protegidos pelo sigilo profissional da advocacia pública, previsto no Estatuto da Advocacia. “O acesso a manifestações jurídicas é protegido pelo sigilo profissional e decorre de garantias legais aplicáveis ao exercício da advocacia, inclusive no âmbito da administração pública”, afirmou a pasta.

Já o artigo 20 do Decreto nº 7.724, de 2012, responsável pela regulamentação da LAI, estabelece a divulgação dos documentos preparatórios utilizados para fundamentar decisões administrativas depois da edição do ato correspondente.

Lula lançou o programa de incentivo a adimplência com ministros e aliados | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Desenrola 3.0 permite que o governo compre carteiras de crédito de instituições financeiras e conceda descontos de até 90% sobre dívidas de inadimplentes. Durante o lançamento, o ministro do Planejamento e Gestão, Bruno Moretti, estimou um impacto de até R$ 15 bilhões nas contas públicas até 2028.

Já a proibição das bets provocou críticas de representantes do setor, diante de possíveis perdas de arrecadação tributária e da expansão do mercado ilegal. Empresas também anunciaram a intenção de recorrer à Justiça para recuperar R$ 2,5 bilhões pagos em outorgas.

Lula prometeu acabar com sigilos de documentos públicos

A decisão contrasta com declarações anteriores de Lula sobre transparência. Durante a campanha presidencial de 2022, o petista prometeu acabar com sigilos de cem anos impostos pelo governo de Jair Bolsonaro. Em julho de 2026, voltou a defender o acesso público às informações governamentais, “porque não há nada nesse mundo que mereça estar sob sigilo”.

Procurado pela BBC News Brasil, o Palácio do Planalto não respondeu aos questionamentos. A Casa Civil, por sua vez, reiterou que a proteção dos documentos busca preservar a confidencialidade das orientações jurídicas prestadas à administração pública.

Trump promete usar veto contra Congresso democrata

Republicanos perdem a maioria na Câmara e no Senado; presidente dos EUA aposta em negociação com a oposição

Isabela Jordão


Trump participa de um comício de campanha para as eleições de meio de mandato - 26/10/2026 | Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3, que vai vetar projetos de lei aprovados pelo Partido Democrata no Congresso. A declaração foi dada em entrevista à emissora Fox News, na noite das eleições de meio de mandato, quando as projeções já apontavam a vitória da oposição nas duas Casas legislativas.

“É um dos poderes mais fortes que um presidente tem”, disse Trump. “Eles vão mandar coisas insanas, e eu vou vetá-las. Depois de alguns meses de vetos, eles vão sair e dizer: como conseguimos aprovar essas coisas? E nós vamos trabalhar juntos.”

O presidente contou ter recebido telefonemas de parlamentares democratas na mesma noite. “Tenho muitos amigos que são democratas, acredite ou não”, afirmou. “Já falei com alguns deles. Foram dois senadores e três deputados, um total de cinco, e há outros três esperando para me ligar.”

Para Trump, o recurso garante ao Executivo a palavra final. “Eles obviamente querem conversar, mas eu tenho o poder de veto”, declarou. “E o poder de veto é inabalável.”

Para retomar o controle do Congresso, os democratas precisavam de um ganho líquido de quatro cadeiras no Senado e três na Câmara. Superaram as duas metas. O partido tomou dos republicanos sete vagas no Senado. Na Câmara, a legenda chegou a 218 cadeiras confirmadas, o mínimo para a maioria.

É apenas a quinta vez desde a Segunda Guerra Mundial que um partido toma as duas Casas do Congresso em uma eleição de meio de mandato. Trump parabenizou os democratas, mas disse não ver no resultado uma rejeição à sua liderança.

O resultado das eleições de meio de mandato nos EUA | Imagem: Reprodução/ AFP

Congresso dos EUA pode derrubar vetos de Trump

A Constituição norte-americana permite ao Congresso derrubar um veto presidencial. Para isso, são necessários dois terços dos votos tanto no Senado quanto na Câmara; nesse caso, o projeto vira lei sem a sanção do presidente.

O próprio Trump já passou por esse teste. Em janeiro deste ano, 35 deputados republicanos se uniram a todos os 213 democratas na tentativa de derrubar o primeiro veto do segundo mandato do presidente, mas a votação não alcançou os dois terços exigidos.

A nova composição do Congresso não altera essa conta, já que os democratas não terão maioria qualificada em nenhuma das Casas. O controle do Senado, no entanto, dá ao partido a capacidade de barrar indicações do presidente.

Operação da Polícia Federal em 7 Estados mira tráfico de drogas e armas

Agentes cumprem 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária

Fábio Matos


Operação Ifrit, da Polícia Federal, combate uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC) | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 4, em parceria com a Receita Federal, a Operação Ifrit, que combate uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

A ação foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande. A PF cumpre medidas judiciais em sete Estados do país:

Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Santa Catarina
Paraná
São Paulo
Goiás
Rondônia

Ao todo, os agentes cumprem 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de medidas de monitoramento eletrônico e do afastamento de três policiais civis de suas funções.

O que diz a PF

De acordo com a PF, a investigação apura “a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a grupos criminosos, com participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal”.

Segundo a PF, o grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

“Segundo as investigações, o grupo utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e para intimidar rivais”, informou a corporação em nota.

As investigações apontaram que o grupo criminoso atuava, principalmente, na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (Paraguai). Segundo a PF, os criminosos obtinham drogas e armas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico destinadas à Europa, especialmente à Espanha e a Portugal.

Meu primeiro vídeo depois da eleição e a vinda de Flávio Bolsonaro aos EUA: o que eu tenho a dizer?


 

Eduardo fala em 'indícios de fraude' nas eleições em 1º live depois da ida de Flávio para os EUA

Ex-deputado critica prorrogação da votação, chama de 'exitosa' a saída do irmão do país e aposta em impeachment de Lula

Isabela Jordão


Eduardo agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por conceder permissão para Flávio e a família permanecerem no país | Foto: Reprodução/YouTube

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro classificou como “exitosa” a saída do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do país. A declaração foi feita nesta terça-feira, 3, em uma transmissão de cerca de 50 minutos no canal de Eduardo no YouTube, o primeiro desde que Flávio foi para os Estados Unidos.

Na transmissão, Eduardo também afirmou ver “indícios de fraude” no segundo turno da eleição presidencial. “Depois da extração do Nicolás Maduro, essa foi a operação mais sensível e exitosa da história da América Latina”, afirmou. “Você tem um país de dimensões continentais, onde o Flávio estava no centro físico desse país, em Brasília.”

O ex-deputado dedicou a maior parte da transmissão ao resultado do segundo turno, vencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. “Por que eu falo indícios de fraude e não fraude? Porque mais uma vez o sistema foi desenhado para que as urnas não fossem auditadas”, explicou.

“Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil”, escreveu Eduardo em publicação no Instagram; ele mora no Texas e foi à Flórida receber o irmão | Foto: Reprodução/Instagram

Eduardo criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender em duas horas o horário de votação, a pedido da campanha de Lula.

Ele citou as projeções de plataformas de previsão, como a Polymarket, que dava 87,7% de chance de vitória a Flávio, e o cenário se inverteu quando a prorrogação foi anunciada. “Quando saiu a notícia do Zanin botando duas horas a mais de votação, o mercado precificou essa informação nova”, pontuou.

O ex-deputado comparou a medida à eleição da Venezuela de 2015, quando o órgão eleitoral também ampliou o horário de votação. Ele exibiu ainda um áudio divulgado pelo portal Metrópoles, no qual sindicalistas combinam a colagem de adesivos nos ônibus de Salvador. “Parece jogo combinado ou não parece?”, questionou.

Eduardo citou também as 106 urnas em que Flávio não recebeu votos e Lula somou quase 15 mil. “Qual é a chance do Flávio ter zero votos?”, perguntou. Na mesma linha, criticou o fato de o TSE organizar e julgar as eleições.

“É claro que, se ele [o TSE] organiza a eleição e julga todos os conflitos relativos à eleição, ele nunca vai dar uma decisão declarando-se culpado daquilo que ele organizou”, afirmou o ex-deputado.

A transmissão exibiu trechos de uma entrevista de Santiago Abascal, líder do partido espanhol Vox, que repetiu as críticas à eleição brasileira. Eduardo mostrou ainda uma publicação do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o aumento de impostos no Brasil.

Ordem de Moraes motivou Flávio a sair do país, diz Eduardo

Na segunda parte da live, Eduardo comentou a saída de Flávio. A Polícia Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a apreensão do passaporte do senador sete minutos depois de o TSE confirmar o resultado. Entre os fundamentos, a PF citou uma declaração de Eduardo, que defendeu a saída do irmão do país em caso de derrota.

Para o ex-deputado, a ordem para que Flávio entregasse o documento em 24 horas foi um erro de cálculo dos adversários. “Foram com muita sede ao pote, os cachorrinhos do Moraes”, disse. “E aí deram a chance do Flávio sair do país.”

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o ministro do STF autorizou a PF a tomar os passaportes de Flávio sete minutos depois da divulgação do resultado das eleições | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo Eduardo, enquanto a imprensa noticiava a chegada de Flávio aos EUA, o senador ainda se deslocava para deixar o Brasil pela Argentina. Ele afirmou que o avião que pousou em Puerto Iguazú, na fronteira, chegou a ser tratado por jornalistas como despiste, mas era o que levou o irmão.

O ex-deputado agradeceu ao presidente norte-americano, Donald Trump, e exibiu o trecho em que o republicano diz que Flávio pode ficar no país pelo tempo que quiser. A Casa Branca concedeu ao irmão e à família um ano de permanência por razões humanitárias, prazo que considerou “confortável” para Flávio decidir os próximos passos.

Eduardo também tratou das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, na qual o Partido Democrata venceu por maioria. Ele afirmou que o resultado não ameaça a permanência do irmão. “O Congresso não revoga vistos”, disse. “O Congresso não tem a capacidade de expulsar ninguém do país.”


O resultado das eleições de meio de mandato nos EUA | Imagem: Reprodução/ AFP

O ex-deputado ressaltou que a política externa de Trump segue sob comando do secretário de Estado, Marco Rubio, a quem descreveu como ex-senador com prestígio no Congresso e atenção especial à América Latina.

Por fim, Eduardo previu uma crise econômica no novo mandato de Lula e defendeu o impeachment do presidente. Ele lembrou que a queda de popularidade aliada à crise levou ao afastamento de Fernando Collor e Dilma Rousseff.

“Talvez seja menos trabalhoso até do que a Dilma, porque a gente tem mais parlamentares à direita”, afirmou. “É menos gente para convencer, para pressionar.”

Roberto Carlos denuncia discriminação do PV e revela reeleição sem verba partidária

Por Lucas Vieira
Foto: Ascom / Agência AL-BA

O deputado estadual reeleito Roberto Carlos (PV) afirmou que não recebeu recursos do Fundo Partidário para disputar as eleições de 2026 e denunciou o que classificou como discriminação da legenda. A situação também foi relatada pelo deputado Marquinho Viana (PV), que confirmou ao Bahia Notícias não ter recebido recursos do partido para financiar sua campanha.

Em conversa com o Bahia Notícias nesta terça-feira (3), Roberto Carlos disse que, além de não receber verba partidária, ficou de fora da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Segundo ele, a decisão de não destinar recursos à sua campanha partiu da direção nacional do PV.

“Não tive um centavo de fundo eleitoral. Perguntei ao presidente estadual, e ele me disse que foi uma decisão da nacional. O partido estava cobrando uma taxa de R$ 60 mil para as gravações. Eu não tive, ainda, um centavo do fundo partidário. Mas, graças a Deus, conseguimos a vitória nas urnas”, declarou.

Apesar de não ter recebido recursos do Fundo Partidário, Roberto Carlos contou com doações de aliados e utilizou dinheiro próprio na campanha. O maior aporte foi feito pelo deputado federal reeleito Bacelar (PV), que destinou R$ 200 mil. O parlamentar investiu outros R$ 125 mil na própria candidatura. As demais contribuições ficaram abaixo de R$ 25 mil, incluindo uma doação do filho, o vereador de Salvador Randerson Leal (Podemos).

Procurado pela reportagem, o também deputado estadual pelo PV Marquinho Viana afirmou que não recebeu recursos do Fundo Partidário nem do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Segundo ele, a direção partidária alegou falta de recursos para realizar os repasses.

O deputado relatou ainda que recebeu uma mensagem do presidente estadual do partido, Ivanilson Gomes, informando que havia tentado viabilizar o envio de verba junto à direção nacional, mas não conseguiu. Assim como Roberto Carlos, Marquinho Viana também relatou uma cobrança para participar da propaganda eleitoral gratuita.

De acordo com o parlamentar, foi informado de que os candidatos a deputado estadual precisariam pagar R$ 60 mil para ter espaço nas gravações, enquanto o valor para os candidatos a deputado federal seria de R$ 120 mil. Marquinho também disse que a ausência de recursos para candidatos estaduais não foi uma situação isolada nesta eleição. Segundo ele, nas cinco disputas para deputado que enfrentou, nunca recebeu dinheiro do partido para financiar sua campanha.

Ao BN, Ivanilson Gomes atribuiu a distribuição dos recursos a uma decisão da direção nacional. Segundo ele, a cúpula priorizou candidaturas à Câmara dos Deputados, por causa do impacto da votação federal no cálculo do tempo de rádio e televisão e do fundo partidário. “Para a nacional, estadual não é prioridade, mas sim federal. Pois é a eleição de deputado federal que conta na hora de calcular tempo de rádio e TV e fundo partidário. Mas eu atuei muito para que ele pudesse receber”, afirmou Ivanilson.

O dirigente também declarou que Fabíola Mansur foi a única candidata a deputada estadual do PV a receber recursos do Fundo Partidário, por estar incluída na cota destinada às mulheres. No entanto, os dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados pela reportagem até esta terça-feira (3), não apontavam repasses dessa fonte para nenhum dos candidatos estaduais da legenda, incluindo Fabíola.

A divergência ocorre enquanto os candidatos ainda estão no prazo para apresentar a prestação de contas final. Segundo o calendário do TSE, o limite para os concorrentes que disputaram apenas o primeiro turno termina nesta terça-feira (3). A ausência de registros na consulta, portanto, precisa ser considerada dentro desse prazo.

A ausência de repasses do Fundo Partidário não significa, por si só, que os candidatos não tenham recebido recursos de outras fontes, como o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), destinado especificamente ao financiamento eleitoral. No caso dos deputados estaduais do PV, Roberto Carlos e Marquinho Viana afirmaram não ter recebido recursos partidários para suas campanhas.

TÁ ROLANDO NAS REDES

 


TÁ ROLANDO NAS REDES

 


TÁ ROLANDO NAS REDES

 


terça-feira, 3 de novembro de 2026

Pai de Vorcaro volta a pedir soltura ao STF por problemas de saúde

Defesa de Henrique Vorcaro apresenta novo relatório médico e alega falta de reavaliação da prisão preventiva desde agosto

Mateus Conte


Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 2, a revogação de sua prisão preventiva ou a substituição da medida por prisão domiciliar. Os advogados alegam agravamento de problemas de saúde e destacam que os pedidos de revisão da prisão estão sem resposta desde agosto.

Segundo o portal Metrópoles, a defesa encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um novo relatório médico sobre crises recorrentes de diverticulite, inflamação do intestino grosso. Elaborado em 28 de outubro pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, o documento registra internações anteriores e indicação de cirurgia não realizada.

“Uma complicação da diverticulite considerada muito grave é a perfuração intestinal, caracterizada por dor abdominal extrema com possível endurecimento da parede abdominal, o que exige diagnóstico preciso, rápido e intervenção cirúrgica na maioria dos casos”, escreveu o médico.

Os advogados sustentam a falta de condições adequadas de tratamento na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), onde Henrique está preso desde 14 de maio. A defesa também relata hipertensão, doença arterial coronariana e um episódio de amnésia, ocorrido em março, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva.

A sede do STF, em Brasília | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Defesa questiona prazo da prisão preventiva

Além das condições de saúde, os advogados alegam falta de reavaliação da prisão no prazo legal de 90 dias. Segundo a defesa, Henrique está preso “há 172 dias, sem decisão que reexaminasse, com fundamentação atual e individualizada, a necessidade da custódia”.

Henrique foi preso em maio, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, por determinação do ministro André Mendonça. A Segunda Turma do STF confirmou a medida em junho. Segundo a Polícia Federal, Henrique financiava e solicitava serviços de integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, investigado por ameaças, intimidação de pessoas e obtenção ilegal de informações sigilosas.

Os representantes de Henrique também admitem a imposição de medidas cautelares alternativas, como restrições determinadas pela Justiça, caso o STF autorize a prisão domiciliar. Além disso, pedem o julgamento de um recurso apresentado em 16 de julho contra os fundamentos da prisão.

Em setembro, a defesa já havia pedido a soltura por excesso de prazo, sob o argumento de prejuízo a Henrique pela paralisação do caso Master no STF. Fachin determinou a suspensão dos processos diante de um impasse sobre a relatoria de Mendonça e uma possível investigação contra Alexandre de Moraes, depois de a PF identificar mensagens supostamente enviadas ao ministro por Vorcaro.

EUA anunciam próxima rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia

Representantes dos 3 países vão se reunir em Abu Dhabi para discutir condições de um acordo que encerre a guerra

Mateus Conte


Steve Witkoff, enviado especial dos EUA ao Oriente Médio | Foto: Reprodução/Twitter/X

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, 2, uma nova rodada de negociações com Rússia e Ucrânia para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O encontro reunirá representantes dos três governos para discutir as condições de um acordo de paz, incluindo a segurança dos dois países depois do fim da guerra.

A iniciativa, anunciada pelo enviado especial norte-americano Steve Witkoff, integra as negociações conduzidas pelo governo do presidente Donald Trump, que retomou contatos diplomáticos com Moscou e Kiev depois de assumir seu segundo mandato.

Segundo Witkoff, as negociações vão abordar garantias de segurança para o período posterior à guerra, medidas para reduzir os confrontos, questões humanitárias e os próximos passos para um acordo de paz. O enviado norte-americano também anunciou reuniões nesta semana, em Bruxelas, com representantes de França, Alemanha, Reino Unido, União Europeia e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Um dos principais obstáculos ao acordo é o controle de territórios ucranianos ocupados pela Rússia. Moscou reivindica a Crimeia, anexada em 2014, e as regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson, cujas anexações anunciou em setembro de 2022. O governo ucraniano não reconhece essas incorporações e exige o respeito à integridade territorial do país.

As duas partes também divergem sobre a segurança da Ucrânia depois da guerra. A Rússia se opõe à entrada do país na Otan, aliança militar liderada pelos EUA. Já Kiev busca compromissos internacionais que garantam sua defesa caso Moscou volte a atacar o território ucraniano.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a reunião em Abu Dhabi deve discutir garantias de segurança para Rússia e Ucrânia. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, explicou que as conversas começarão entre equipes técnicas, enquanto as principais decisões dependerão de um encontro entre os chefes de Estado.

Negociações anteriores entre Rússia e Ucrânia

A guerra começou em 24 de fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram a Ucrânia por diferentes frentes, incluindo áreas próximas a Kiev. O conflito ampliou a disputa iniciada em 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia, e separatistas apoiados por Moscou passaram a controlar partes do leste ucraniano.

Desde janeiro de 2025, o governo Trump atua nas negociações para encerrar a guerra. Em março, delegações dos EUA se reuniram com representantes russos e ucranianos, em encontros separados, em Riad, na Arábia Saudita.

Na ocasião, os EUA discutiram com Rússia e Ucrânia a suspensão de ataques a instalações de energia, a segurança da navegação no Mar Negro e medidas humanitárias, como a troca de prisioneiros e o retorno de crianças ucranianas. Washington também negociou com Moscou questões relacionadas às exportações agrícolas russas.

Apesar das reuniões, as partes não chegaram a um acordo para encerrar a guerra. Em outubro deste ano, Zelensky voltou a propor a suspensão de ataques contra instalações energéticas. O presidente ucraniano também pediu aos EUA que pressionassem Moscou a aceitar a medida.

EUA atacam Ilha de Qeshm, no Irã

Washington realiza operações militares secretas enquanto Trump minimiza risco de retomada do conflito

Mateus Conte


Ilha de Qeshm, no Irã, abriga uma instalação subterrânea de mísseis | Foto: Nasa/Divulgação

Os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira, 2, em mais uma operação militar de pequena escala contra o Irã. Segundo autoridades norte-americanas ouvidas pelo The Wall Street Journal, Washington realiza ataques secretos contra o país há várias semanas, apesar das declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo diplomático.

O ataque ocorre um dia antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA. Nesta segunda-feira, Trump minimizou a possibilidade de uma retomada da guerra contra o Irã. “Tivemos uma guerra com o Irã, nós vencemos”, afirmou o presidente a jornalistas. “Nem sei se dá para chamar de guerra, porque não estamos combatendo há meses.”

Entretanto, autoridades norte-americanas confirmaram ao jornal que os EUA continuam realizando operações militares limitadas contra alvos iranianos. Algumas delas classificaram os ataques como medidas defensivas para impedir que o Irã ameace embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Diferente das operações anteriores, Washington não anunciou publicamente os ataques recentes. Segundo uma autoridade, o governo mantém as ações em sigilo para evitar sinais de que pretende retomar operações militares de maior escala.

A Ilha de Qeshm fica na entrada do Estreito de Ormuz e abriga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante unidade de dessalinização. Os EUA já atacaram o território em fases anteriores do conflito.

Trump fala com repórteres antes de embarcar para a Carolina do Sul Foto: Reprodução/X/@clashreport

Trump avalia alternativas militares contra o Irã

De acordo com o Wall Street Journal, integrantes do governo norte-americano discutem novas ações contra o Irã, que incluem ataques aéreos, ampliação de sanções econômicas e endurecimento do bloqueio ao comércio iraniano.

Na semana passada, o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, visitou a Casa Branca para apresentar alternativas militares a Trump. Além disso, as Forças Armadas reforçaram os sistemas de defesa antimísseis e munições na região. O governo dos EUA ainda alertou países do Golfo Pérsico sobre a possibilidade de uma operação militar curta e intensa depois das eleições.

Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou que “a bola está com os EUA” em relação a um possível acordo para encerrar a guerra. “Nossas exigências foram apresentadas de maneira muito clara e transparente, e as exigências do Irã são razoáveis e lógicas”, afirmou Baghaei.

Corpo de jovem carbonizado desaparece do IML de Suzano

Família descobriu que os restos mortais não estavam no instituto na véspera do velório; Secretaria da Segurança Pública apura caso

Fábio Bouéri


Sala de necropsia do IML de Suzano: estrutura precária, segundo o Ministério Público de São Paulo | Foto: Reprodução/TV Diário

Os restos mortais de Kewin dos Santos Nunes, de 22 anos, desapareceram do Instituto Médico-Legal (IML) de Suzano, na Grande São Paulo. O caso foi descoberto no sábado (31), quando funcionários de uma funerária foram retirar o corpo para o velório, marcado para domingo (1º), às 10h. A cerimônia precisou ser cancelada.

Kewin estava desaparecido desde 7 de agosto. No dia 23 do mesmo mês, um corpo carbonizado foi encontrado dentro de um carro incendiado na estrada José da Conceição, em Suzano. A identificação do jovem foi confirmada posteriormente por meio de exame odontológico realizado pelo setor de Antropologia Forense da capital paulista.

IML avisou família sobre liberação de corpo

Segundo a mãe, Patrícia dos Santos Nunes, o IML avisou, em 27 de outubro, que os restos mortais haviam retornado da perícia e estavam liberados para sepultamento. A família providenciou a documentação e contratou a funerária, mas foi surpreendida com o desencontro das informações.

Patrícia também procurou o instituto e não recebeu explicações sobre o paradeiro dos restos mortais. Segundo ela, o diretor do IML informou que seria feita uma busca nos registros de retirada de corpos e com a empresa responsável pela coleta de resíduos, para verificar se houve algum encaminhamento equivocado.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o IML de Suzano registrou boletim de ocorrência e que as unidades envolvidas vão conferir os registros e o encaminhamento do material, respeitando a cadeia de custódia e as exigências legais e sanitárias.

TRUMP X LULA: Eleição no Brasil 'pareceu fraudada', afirma presidente dos EUA


 

EUA atacam ilha iraniana em meio a negociações com Teerã

Ofensiva ocorreu na Ilha de Qeshm, perto do Estreito de Ormuz; Trump reduziu o tom sobre uma possível retomada da guerra

Lucas Cheiddi


O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula "Vencendo a Corrida da IA" em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura

Os Estados Unidos (EUA) realizaram novos ataques contra o Irã nesta segunda-feira, 2. Segundo autoridades norte-americanas ouvidas pelo The Wall Street Journal, as forças militares atingiram a Ilha de Qeshm, em uma operação que Washington não divulgou publicamente.

A ofensiva integra uma série de ataques limitados que os norte-americanos executam discretamente contra alvos iranianos nas últimas semanas. As operações ocorrem enquanto o presidente Donald Trump menciona a possibilidade de um acordo diplomático para encerrar o conflito.

De acordo com as autoridades, os ataques têm caráter defensivo. O objetivo seria impedir que o Irã amplie sua capacidade de ameaçar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Em um dos episódios desta segunda, a Guarda Revolucionária Islâmica disparou um míssil terra-ar contra um caça norte-americano. A aeronave respondeu em legítima defesa, segundo os relatos. Em outra ocorrência, forças dos EUA interceptaram um míssil iraniano lançado de Qeshm contra embarcações comerciais.

Ilha tem instalações militares estratégicas

Estreito de Ormuz, um estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, visto do espaço (elementos desta imagem fornecidos pela Nasa) | Foto: Shutterstock

Localizada na entrada do Estreito de Ormuz, Qeshm abriga uma grande instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante usina de dessalinização. Os Estados Unidos já atacaram a região em etapas anteriores do conflito.

Washington mantém discrição sobre as operações para evitar sinais de que pretende retomar uma ofensiva militar de grande escala.

Apesar dos ataques, Trump adotou um discurso mais moderado às vésperas das eleições legislativas. Nesta segunda, afirmou que os EUA venceram a guerra e negou considerar novos bombardeios depois das eleições de meio de mandato.

Alcolumbre acende sinal amarelo em meio à ofensiva da oposição pelo comando do Senado


 

PL deve se reunir hoje para discutir presidências da Câmara e do Senado

Partido avalia apoio a Motta na Câmara e candidatura para enfrentar Alcolumbre no Senado

Cristyan Costa


Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, são filiados a partidos do centrão: União Brasil e Republicanos, respectivamente - Brasília-(DF),16/7/2025 | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Lideranças do Partido Liberal (PL) devem se reunir nesta terça-feira, 3, às 18 horas, em Brasília, para discutir as eleições às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, previstas para fevereiro de 2027. O encontro ocorre em meio às articulações para a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) aos comandos das duas Casas.

A legenda, que terá as maiores bancadas do Congresso Nacional na próxima legislatura, enfrenta divergências internas sobre a estratégia a adotar. Enquanto parte dos parlamentares defende candidaturas próprias, outra ala considera negociar apoio a Motta para assegurar espaço na distribuição de cargos e no comando das comissões parlamentares.

O PL elegeu 121 deputados federais e deverá contar com 29 senadores a partir de fevereiro. A nova composição amplia o peso da sigla nas negociações, mas não garante a conquista das presidências das duas Casas.

As discussões desta terça-feira devem anteceder uma reunião mais ampla das bancadas, prevista para quarta-feira 4, quando o partido poderá definir sua posição.

PL enfrenta divergências sobre Motta

Na Câmara, o principal impasse envolve a possibilidade de apoiar a reeleição de Motta. O atual presidente já reúne o respaldo de partidos do centrão e da esquerda, incluindo o PT, que anunciou resistência à eventual entrada do PL no bloco de apoio ao parlamentar.

Uma ala do PL, próxima ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, considera que um acordo pode evitar o isolamento do partido na distribuição dos cargos da Mesa Diretora e das presidências de comissões importantes.

A possibilidade, contudo, enfrenta resistência entre deputados da oposição. No domingo 1º, Zé Trovão (PL-SC) anunciou que pretende disputar a presidência da Câmara caso a legenda não apresente um candidato competitivo.

“Minha posição está definida: não contem com meu apoio a Hugo Motta ou Davi Alcolumbre como parte de acordos por cargos e conveniências políticas”, declarou o parlamentar.

Oposição articula candidatura contra Alcolumbre

No Senado, o PL trabalha com a possibilidade de lançar Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, para enfrentar Alcolumbre. O nome do parlamentar é defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de outubro.

A disputa também envolve Tereza Cristina (PP-MS), que mantém a intenção de concorrer à presidência da Casa. Integrantes da oposição defendem uma candidatura de consenso para evitar a dispersão dos votos contrários à recondução de Alcolumbre.

O comando do Senado é considerado estratégico pela oposição, sobretudo pela influência do presidente da Casa sobre o andamento de propostas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as prioridades de parlamentares de direita estão medidas que limitam os poderes dos ministros da Corte e pedidos de impeachment.

Alcolumbre, por sua vez, busca ampliar sua base de apoio. Para conquistar a presidência do Senado, um candidato precisa obter pelo menos 41 votos, em votação secreta.

As eleições para as Mesas Diretoras das duas Casas ocorrerão em 1º de fevereiro de 2027, quando os deputados e senadores eleitos em outubro tomarão posse.

Líder do tráfico no Complexo do Chapadão (RJ) morre em confronto com a PM

Conhecido como Parazão, o criminoso tinha 4 mandados de prisão em aberto e foi baleado em operação na zona norte do Rio

Isabela Jordão


Ação da PM no Chapadão faz parte da Operação Barricada Zero | Foto: Divulgação/PMERJ

Um homem apontado como líder do tráfico de drogas no Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio de Janeiro, morreu na manhã desta terça-feira, 3, em um confronto com a Polícia Militar (PM). Rodrigo Santos, conhecido como Pará ou Parazão, foi baleado na comunidade Via Light, uma das que formam o conjunto de favelas.

Segundo a PM, os policiais foram recebidos a tiros por criminosos. Parazão foi atingido na troca de disparos e encontrado ferido pouco depois. Ele foi levado ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu.

Com o criminoso, os agentes apreenderam uma pistola calibre 9 mm com a numeração raspada, um carregador, cinco munições e um detector de drones.

Traficante morreu durante operação que visa a combater roubos de cargas e de veículos, recuperar carros roubados ou clonados e retirar barricadas| Foto: Divulgação/PMERJ

De acordo com a corporação, Parazão era um dos chefes do tráfico no Chapadão e tinha participação em roubos na região. Havia quatro mandados de prisão em aberto contra ele.

Operação da PM busca retirar barricadas no Rio

A ação faz parte da Operação Barricada Zero. O objetivo é combater roubos de cargas e de veículos, recuperar carros roubados ou clonados e retirar as barricadas que criminosos instalam nas comunidades para dificultar a entrada da polícia.

A PM informou que a operação continua nesta terça-feira. Segundo a corporação, as equipes adotam “medidas de planejamento e segurança destinadas a reduzir possíveis impactos sobre a população, incluindo a comunicação prévia aos serviços de saúde, educação e transporte da região”.

Suprema Corte rejeita pedido de Trump sobre 20 mil votos na Califórnia

Administração republicana queria separar cédulas enviadas pelo correio por eleitores que não possuem cidadania dos EUA

Isabela Jordão


Governo Trump acusa a Califórnia de dificultar a aplicação da lei que proíbe estrangeiros de votar | Foto: Gerada por IA

A juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos Elena Kagan negou, nesta segunda-feira, 2, um pedido do governo de Donald Trump para separar mais de 20 mil votos enviados pelo correio na Califórnia. A administração republicana afirma que essas cédulas foram preenchidas por pessoas que provavelmente não têm cidadania norte-americana.

Nos Estados Unidos, só cidadãos podem votar em eleições federais. Estrangeiros, mesmo os que vivem legalmente no país, não têm esse direito. A Califórnia envia a cédula de votação para a casa de todos os eleitores registrados, que podem preenchê-la e devolvê-la pelo correio.

A decisão saiu às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para esta terça-feira, 3. A votação ocorre na metade dos quatro anos de governo do presidente e renova toda a Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, e um terço do Senado.

Capitólio, prédio onde funcionam a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos | Foto: Divulgação

Cada juiz da Suprema Corte responde pelos pedidos urgentes de uma região do país. Kagan cuida dos casos da costa oeste, onde fica a Califórnia. Ela poderia levar o tema aos outros oito colegas, mas preferiu decidir sozinha e não apresentou justificativa.

O governo pedia uma liminar, decisão provisória tomada antes do julgamento definitivo. A medida, segundo a Casa Branca, apenas guardaria as cédulas em separado enquanto a situação dos eleitores fosse investigada, sem anular nenhum voto.

“Uma vez que cédulas depositadas ilegalmente são contadas e misturadas a votos legítimos, o dano resultante é impossível de reparar”, argumentou o Departamento de Justiça em documento enviado à Corte.

O caso chegou à Suprema Corte depois de duas derrotas do governo. Na semana anterior, um juiz federal de Los Angeles negou o pedido. Na sexta-feira 30, o Tribunal de Apelações do 9º Circuito, segunda instância da Justiça Federal na região, manteve a decisão. Só o juiz Patrick Bumatay votou a favor do governo.

Magistrados da Suprema Corte dos EUA | Foto: Divulgação/Supreme Court

Diferentemente do Brasil, os EUA não têm uma Justiça Eleitoral nacional. Cada Estado organiza a própria votação. Os tribunais citaram essa autonomia ao rejeitar o pedido e ressaltaram que a interferência poderia comprometer a eleição.

A Califórnia afirma ter mecanismos sólidos contra o voto de estrangeiros. O Estado argumenta ainda que a lista do governo federal pode conter erros e tirar o direito de voto de cidadãos aptos.

Na noite de segunda-feira, o juiz-chefe James Boasberg, de Washington, impôs mais uma derrota a Trump. Para ele, é provável que o governo tenha violado a Constituição ao assumir tarefas eleitorais que cabem aos Estados e ao Congresso. Boasberg proibiu a administração de fazer novas exigências à Califórnia sobre os votos postais.

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, do Partido Democrata | Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons

Governo Trump acusa Califórnia de impedir aplicação de lei federal

A disputa começou em 15 de outubro, quando o Departamento de Justiça processou a Califórnia. O órgão acusa o Estado de dificultar a aplicação da lei que proíbe estrangeiros de votarem e de violar a Cláusula de Supremacia, regra da Constituição que, em geral, faz a lei federal prevalecer sobre a estadual.

O caso integra uma ofensiva mais ampla da Casa Branca sobre a organização das eleições. O governo exigiu acesso a cadastros de eleitores dos Estados e advertiu que autoridades podem ser processadas se permitirem, de forma consciente, o voto de não cidadãos.

O resultado na Califórnia tem peso nacional. Estado mais populoso do país, ela elege 52 dos 435 deputados da Câmara. A oposição democrata precisa conquistar quatro cadeiras a mais do que perder para tomar dos republicanos o controle da Casa.

Morre Jesús de Miguel, atacante que sofreu parada cardíaca durante jogo na Espanha

Foto: Divulgação

O atacante Jesús de Miguel, do Tenerife, morreu nesta terça-feira (3), aos 30 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante a partida contra o Andorra, pela segunda divisão do Campeonato Espanhol. O falecimento foi confirmado oficialmente pelo clube, que informou que o jogador morreu às 8h, no horário local, no Hospital Universitário Nuestra Señora de Candelaria.

O atleta estava internado desde segunda-feira (2), quando sofreu uma colisão com o goleiro Jesús Owono, do Andorra, nos acréscimos da partida disputada no Estádio Heliodoro Rodríguez López, em Santa Cruz de Tenerife.

Durante uma jogada de ataque, De Miguel avançava para disputar um lançamento em profundidade quando Owono saiu da área para tentar afastar a bola. Os jogadores se chocaram, e o atacante precisou de atendimento médico imediato.

O confronto, que estava empatado em 2 a 2, foi suspenso após a intervenção das equipes médicas. O goleiro do Andorra recebeu cartão vermelho pela falta.

De Miguel sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi reanimado pelos profissionais de emergência durante o atendimento. O jogador recuperou o pulso, mas permaneceu inconsciente após ser encaminhado ao hospital.

Na madrugada desta terça-feira, o Tenerife informou que o estado clínico do atacante havia apresentado uma piora neurológica. Horas depois, o clube confirmou o falecimento.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Tenerife manifestou pesar pela morte de Jesús de Miguel e prestou solidariedade aos familiares e amigos do atleta.

"Não há palavras de consolo", afirmou o clube, que também pediu respeito à privacidade da família neste momento.

O Andorra, adversário do Tenerife na partida, também publicou uma mensagem de condolências. Outros clubes espanhóis, entre eles Real Madrid e Barcelona, além de entidades ligadas ao futebol do país, manifestaram solidariedade.

CARREIRA DE JESUS DE MIGUEL

Natural de Madri, Jesús de Miguel Alameda iniciou sua trajetória nas categorias de formação do futebol espanhol e passou por equipes como Unionistas de Salamanca e Castellón.

Pelo Unionistas, marcou 12 gols em 36 partidas, desempenho que antecedeu sua transferência para o Castellón, em 2023. No clube, participou da campanha de acesso à segunda divisão espanhola.

Em julho de 2025, o atacante foi contratado pelo Tenerife, que disputava a terceira divisão nacional. Na temporada seguinte, contribuiu com 11 gols para o retorno da equipe à segunda divisão.

Em 2026/2027, De Miguel havia participado de seis partidas pelo clube espanhol.

Fux reúne clubes, governo e entidades no STF para discutir proibição das bets no Brasil nesta terça-feira

Fellipe Sampaio / SCO / STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), realiza nesta terça-feira (3), a partir das 10h, uma audiência pública para discutir os impactos da Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proibiu a exploração de apostas esportivas e jogos on-line no Brasil. O encontro reúne representantes de clubes de futebol, entidades esportivas, órgãos do governo federal e associações ligadas ao setor de apostas.

A audiência acontece na sala de sessões da Segunda Turma do STF, em Brasília, e contará com a participação de 34 instituições e entidades. Cada representante terá dez minutos para apresentar argumentos sobre as consequências jurídicas, econômicas e sociais da medida.

Entre os clubes convocados estão Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Grêmio, Vitória, Ponte Preta, Guarani e Portuguesa. Também participam representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), do Comitê Olímpico do Brasil (COB), do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf).

MP DAS BETS NO BRASIL

Publicada em 25 de setembro de 2026, a medida provisória proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. O texto também prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas que atuavam no setor.

A decisão tem consequências para o futebol brasileiro, especialmente em razão dos contratos comerciais firmados entre clubes e empresas de apostas. Nos últimos anos, o setor passou a ocupar espaço nas receitas de patrocínio de equipes das principais divisões nacionais.

Diante desse cenário, dirigentes e representantes das entidades esportivas buscam discutir os efeitos da proibição sobre acordos já firmados, planejamento financeiro e investimentos nas competições.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, clubes e empresas do setor também iniciaram conversas com representantes do governo federal em busca de alternativas que permitam preservar contratos comerciais e, eventualmente, retomar as apostas esportivas sob condições específicas. Não há, entretanto, um acordo anunciado.

ENTIDADES QUESTIONAM CONSTITUCIONALIDADE DA MP

A audiência foi convocada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).

A entidade questiona a validade da medida provisória e solicita ao Supremo a suspensão imediata de seus efeitos. Também pede que seja reconhecida a constitucionalidade das leis que regulamentaram as apostas de quota fixa no país.

A MP é contestada ainda em outras ações apresentadas à Corte. Parte dos questionamentos envolve os requisitos constitucionais para a edição de uma medida provisória e os efeitos da mudança sobre atividades que anteriormente estavam autorizadas.

Por outro lado, a Advocacia-Geral da União (AGU) defende a constitucionalidade da proibição. O governo federal apresenta argumentos relacionados aos impactos das apostas sobre o endividamento da população, a saúde pública e a proteção dos consumidores.

MINISTRO DA SAÚDE E JUSTIÇA PARTICIPAM

A lista de participantes foi ampliada após solicitação da AGU, atendida por Fux no último domingo (1º). Foram incluídos representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública, além da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), do Comitê Paralímpico Brasileiro, da Fenapaf e do Grêmio.

A programação também contempla manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Ministério da Fazenda, do Ministério do Esporte e de organizações ligadas ao comércio, à indústria e à regulamentação econômica.

A audiência desta terça-feira não será um julgamento definitivo sobre a medida provisória. O objetivo é reunir informações e argumentos que poderão subsidiar a análise das ações que tramitam no STF.

O encontro terá transmissão pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do Supremo Tribunal Federal no YouTube.

Homem ataca e pisa em idoso de 78 anos após discussão no trânsito

Motorista já havia sido condenado por homicídio

Por Agatha Victoria Reis
Motorista agrediu um idoso de 78 anos - Foto: Reprodução

Um motorista agrediu um idoso de 78 anos após um desentendimento no trânsito, na tarde desta sexta-feira, 30, em Osasco, na Grande São Paulo. O homem, identificado como Denis Young Kim, já havia sido condenado por homicídio.

Em 2021, o suspeito foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato de um carroceiro, ocorrido cinco anos antes.

O que aconteceu?

O idoso caminhava pela Rua Octalles Marcondes Ferreira, com o auxílio de muletas, quando o motorista passou de carro muito próximo a ele. Ao perceber a aproximação do veículo, a vítima encostou uma das muletas na traseira do automóvel.

Em seguida, o motorista saiu do carro e deu uma voadora no idoso, que caiu no chão. Na sequência, o agressor ainda pisou na cabeça da vítima, que ficou desacordada.

O episódio está sendo investigado pela Polícia Civil. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado no 5º Distrito Policial de Osasco.

"As diligências prosseguem para confirmar a identificação do autor e realizar exames médico-legais na vítima, a fim de reunir elementos para a apuração e a responsabilização criminal", informou,

Motorista foi condenado por homicídio

O motorista Denis Young Kim foi condenado a 14 anos de prisão pela morte do carroceiro Aldemir Ribeiro Pontes, em 14 de setembro de 2016, no bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo.

Na época, o homem utilizou uma arma de caça durante uma discussão com o carroceiro, com quem já havia se desentendido anteriormente. Ele confessou o crime, mas afirmou que não tinha intenção de matar, e sim de dar um susto na vítima, que teria arranhado seu carro com a carroça.

Kim foi denunciado por homicídio qualificado. Aldemir Ribeiro Pontes morreu em decorrência de uma hemorragia externa aguda. Após o crime, o acusado fugiu.

Colisão de helicópteros em Pheriche, no Nepal, heliporto dos arredores do Monte Everest. Ainda não há informação sobre as vítimas.

 


COMPARTILHE