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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Urgente! João Gomes é hospitalizado e cancela agenda de shows; veja diagnóstico

Nas redes sociais, João Gomes tranquilizou os fãs ao compartilhar uma foto diretamente do quarto do hospital |  Reprodução/ Redes Sociais

por Maiara Lopes

O cantor João Gomes, de 24 anos, foi internado na madrugada desta sexta-feira (24) no Real Hospital Português, em Recife (PE), após ser diagnosticado com influenza. Em razão do quadro de saúde, o artista precisou cancelar os shows que faria nesta sexta em Pernambuco e também a apresentação marcada para sábado (25), na Bahia.

De acordo com um comunicado divulgado por sua assessoria, João recebeu atestado médico e deverá permanecer em repouso. A previsão é de que ele retome a agenda de compromissos em até 48 horas, desde que esteja sem febre e seja liberado pela equipe médica.

Nas redes sociais, o cantor tranquilizou os fãs ao compartilhar uma foto diretamente do quarto do hospital. Na imagem, ele aparece ao lado da esposa, Ary Mirelle, que o acompanhou durante a internação. Na legenda, João brincou com a situação: "Nosso date esta noite".

Ary também comentou o estado de saúde do marido em seus Stories. "Meu bichinho tá dodói. Para esse homem aceitar vir ao hospital, é porque tá mal demais mesmo", escreveu.



Flávio chama diretor-geral da PF de ‘pau-mandado de Lula’

Senador também disse ser alvo de uma ‘construção de narrativa’ para desgastar sua imagem

Luana Viana

Durante a live, o pré-candidato também afirmou ser alvo de uma perseguição | Foto: Reprodução/YouTube/@flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta quinta-feira, 23, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, durante uma live em seu canal no YouTube.

“O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula“, disse Flávio. “Claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia.”

Flávio, no entanto, fez uma ressalva aos integrantes da PF. O parlamentar afirmou que suas críticas não são direcionadas aos policiais federais, mas sim à direção da corporação.

Durante a live, o pré-candidato também disse ser alvo, assim como o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de uma campanha de perseguição. Ele acusou setores da imprensa de promover uma “construção de narrativa” contra ele.

“A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera […]”, disse o congressista. “Não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia.”

Flávio comenta notas fiscais de escritório

O pré-candidato também comentou uma reportagem sobre duas notas fiscais que seu escritório de advocacia teria emitido para a Copenhagen Consultoria, empresa apontada como integrante de uma estrutura ligada a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo o portal Metrópoles, o escritório teria emitido e cancelado, em 7 de abril de 2025, duas notas fiscais que, juntas, somavam R$ 1 milhão. De acordo com a reportagem, a Copenhagen seria uma empresa de fachada utilizada por Vorcaro para movimentar recursos do Master.

Flávio negou qualquer irregularidade. Além disso, afirmou que não chegou a prestar o serviço nem a receber os valores.

“Estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro”, destacou o senador. “E quem recebeu o dinheiro de verdade, dando alguma contrapartida pública, […] esse pessoal você não vê a grande mídia falando.”

Por fim, o senador afirmou que a divulgação das notas fiscais representa uma quebra do sigilo de seu escritório de advocacia. Na avaliação de Flávio, os documentos deveriam estar restritos ao próprio escritório ou a órgãos do governo e não poderiam ter chegado ao conhecimento público.

CNI defende negociação com os EUA para reduzir impacto de tarifas

Entidade propõe novos esforços para apoiar empresas afetadas e ampliar a presença brasileira no exterior

Mateus Conte
O presidente da CNI, Ricardo Alban | Foto: Michelli Fioravanti/CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu nesta quinta-feira, 23, a continuidade das negociações entre Brasil e Estados Unidos para tentar reduzir os impactos das novas tarifas sobre as exportações brasileiras.

Alban se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Os dois discutiram medidas emergenciais de apoio às empresas afetadas e ações de longo prazo para ampliar a internacionalização da indústria.

“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando”, afirmou Alban.

CNI propõe nova missão da política industrial

Durante a reunião, a entidade apresentou a proposta de criar uma sétima missão transitória do programa Nova Indústria Brasil. A iniciativa teria como foco as cadeias produtivas internacionais e o apoio aos setores prejudicados pelas tarifas norte-americanas.

A proposta está sendo desenvolvida com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as 27 federações estaduais da indústria, associações setoriais e sindicatos industriais. Além disso, CNI, Sesi e Senai devem oferecer suporte imediato às empresas afetadas.

“Dentro da política industrial podemos constituir uma sétima missão voltada para internacionalizar as nossas cadeias produtivas, de forma que possamos ter um projeto contínuo e sempre atualizado de apoio à internacionalização das nossas indústrias”, disse Alban.

A CNI também informou que enviou uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, para pedir a manutenção da mesa de negociação e a participação de representantes das indústrias brasileira e norte-americana nas conversas entre os governos.

Sobre a nova tarifa de 12,5% anunciada pelos EUA, Alban afirmou que a entidade ainda analisa a possível cumulatividade da cobrança, as exceções e os setores atingidos. “Essa tarifa cria uma falta de competitividade total, e isso se torna mais crítico principalmente para o produto manufaturado”, declarou.

Justiça rejeita ações contra Assaí por suposto racismo

Decisão conclui que casos em lojas de Limeira e Mauá foram isolados; pedidos ultrapassavam R$ 260 milhões em indenizações

Fábio Bouéri

Loja da rede atacadista Assaí | Foto: Divulgação/Assaí

A Justiça de São Paulo julgou improcedentes duas ações civis públicas que pediam R$ 262,9 milhões em indenizações por danos morais coletivos contra o Assaí Atacadista. As ações também exigiam que a empresa cumprisse uma série de obrigações relacionadas a políticas de diversidade, depois de dois episódios envolvendo abordagens de funcionários nas lojas de Limeira e Mauá, no interior e na Região Metropolitana de São Paulo.

As associações autoras alegavam a existência de racismo institucional na empresa. Na decisão, expressa na última terça-feira, 21, o juiz Flávio Dassi Vianna, da 5ª Vara Cível de Limeira, afirmou que, embora os episódios tenham sido graves e lamentáveis, não ficou comprovada a existência de uma política discriminatória ou de racismo institucional.

Justiça aponta conduta individual

Segundo o magistrado, os casos decorreram de atos isolados de funcionários que descumpriram normas internas e treinamentos adotados pela empresa. O entendimento acompanha decisão anterior da Justiça Criminal, que absolveu os profissionais envolvidos ao concluir que não houve intenção direta para a caracterização do crime de racismo.

Trecho do despacho em que juiz considera improcedentes pedidos por danos morais | Foto: Ilustração/TJSP

A sentença destacou que o dano moral coletivo exige a comprovação de uma prática institucional reiterada, e não apenas a ocorrência de um episódio isolado. As obrigações solicitadas pelas entidades também perderam sentido porque o Assaí já adotava medidas como protocolos de abordagem, ouvidoria independente e programas de inclusão.

A defesa da empresa afirmou ainda que o Assaí já mantinha, antes dos fatos, políticas de diversidade e combate à discriminação, incluindo código de ética, manual antirracista, treinamentos permanentes, canais independentes de denúncia, ações afirmativas e cláusulas contratuais que exigem o respeito aos direitos humanos por empresas terceirizadas.

Ao final, a Justiça rejeitou todos os pedidos formulados nas duas ações civis públicas e encerrou os processos sem condenação do Assaí ao pagamento de indenização.

SpaceX adia novamente lançamento do Starship e remarca teste para sexta-feira

Empresa de Elon Musk mudou a data do 13º voo por causa das condições climáticas na Starbase, no Texas

Victória Batalha

Starship, o maior foguete do mundo, com 122 metros de altura | Foto: Reprodução/ X

A SpaceX adiou novamente o lançamento do Starship, megafoguete desenvolvido para futuras missões à Lua e a Marte. O 13º voo de teste estava previsto para esta quinta-feira, 23, mas a empresa remarcou a operação para sexta-feira, 24, com janela de lançamento prevista para as 20h45 (horário de Brasília).

Inicialmente, a SpaceX havia informado um atraso de uma hora em razão das condições climáticas na Starbase, no Texas. Minutos depois, anunciou, por meio da rede social X, o adiamento do lançamento para o dia seguinte.

Segundo a empresa, um dos principais objetivos da missão é obter imagens nítidas, a partir do solo, do escudo térmico da Starship durante a reentrada na atmosfera. As condições meteorológicas desta quinta impediriam esse registro.

Missão vai testar novos sistemas da Starship

Além de avaliar o desempenho do escudo térmico, a SpaceX pretende testar novos componentes da nave e colocar dois satélites em órbita. O voo integra o programa de desenvolvimento da Starship, projeto voltado à reutilização rápida do veículo e a futuras missões tripuladas.

O escudo térmico é um dos principais itens em avaliação. A estrutura protege a nave das altas temperaturas durante o retorno à Terra e é considerada essencial para tornar o sistema reutilizável.

A tentativa anterior, em 16 de julho, também terminou sem lançamento. Na ocasião, a contagem regressiva foi interrompida automaticamente depois que cinco dos 33 motores do propulsor Super Heavy apresentaram falhas ainda na plataforma.

A SpaceX informou que o problema ocorreu no sistema de acionamento dos motores. Depois do adiamento, Elon Musk afirmou que a empresa substituiria dois motores Raptor para aumentar a confiabilidade do foguete antes de uma nova tentativa.

Segundo Musk, a troca dos motores busca elevar a confiança em um lançamento bem-sucedido. Ele, no entanto, não detalhou a causa das falhas registradas no teste anterior.

A diretora de engenharia do programa Starship, Shana Diez, afirmou que foi a primeira vez que o foguete totalmente montado acionou os motores e interrompeu a decolagem ainda na plataforma. Segundo ela, esse tipo de procedimento envolve riscos por reunir uma série de operações executadas simultaneamente.

Ataques dos EUA contra o Irã entram na 13ª noite consecutiva

Ofensiva busca reduzir ameaças ao transporte marítimo comercial

Mateus Conte


Equipe militar dos EUA em ação no Estreito de Ormuz, epicentro do conflito contra o Irã | Foto: Reprodução/X/@CENTCOM

Os Estados Unidos lançaram uma nova rodada de ataques contra alvos militares no Irã nesta quinta-feira, 23. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), esta é a 13ª noite consecutiva de operações militares norte-americanas. O comando informou que a ofensiva tem o objetivo de “reduzir ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial”.

A Guarda Revolucionária Islâmica é uma força militar ligada diretamente ao regime iraniano. Segundo o governo norte-americano, ela representa uma das principais ameaças à navegação comercial na região, motivo apontado por Washington para justificar a continuidade das operações.

Rubio: Irã “está implorando” aos EUA

A nova ofensiva ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Teerã. Durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático, nas Filipinas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã “está nos implorando, direta e indiretamente” por um acordo, mas disse que “eles continuarão pagando um preço, e, a cada noite, ele fica mais e mais alto”. Segundo Rubio, o principal entrave é que “toda vez que eles fazem um acordo, as pessoas que estão no comando lá ou o quebram ou querem mudá-lo”.

Enquanto isso, o Irã afirmou que continuará retaliando os EUA. À TV estatal, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, declarou que “os ataques retaliatórios das Forças Armadas continuarão enquanto as ofensivas dos EUA à infraestrutura e às áreas costeiras do país persistirem”. O governo iraniano também disse ter atacado bases norte-americanas no Kuwait e na Jordânia. A Jordânia confirmou a interceptação de três mísseis e seis drones, mas negou danos materiais.

Outro desdobramento do conflito envolve a Rússia. Segundo a agência Reuters, autoridades norte-americanas investigam se Moscou forneceu tecnologia para drones ou informações de mira ao Irã para facilitar bombardeios contra instalações da CIA no Oriente Médio. As agências de inteligência dos EUA ainda não chegaram a uma conclusão definitiva, mas analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a precisão dos ataques e o histórico de cooperação militar entre Rússia e Irã reforçam essa hipótese.

No campo político, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma proposta de orçamento que destina US$ 95 bilhões para financiar a guerra contra o Irã. A medida passou por 216 votos favoráveis e 214 contrários. Do total, US$ 60 bilhões serão destinados ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa norte-americano, para apoiar as operações militares.

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 70 milhões

Concurso 3035 não teve ganhador na faixa principal; veja como apostar e as chances de acerto

Fábio Bouéri
Dezenas sorteadas nesta quinta-feira, 23, no concurso 3035 da Mega-Sena | Foto: Reprodução/YouTube

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3035 da Mega-Sena, sorteado nesta quinta-feira, 23. Os números foram 05 – 07 – 17 – 51 – 56 – 59. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 70 milhões para o próximo concurso, marcado para este sábado, 25, em São Paulo.

Segundo a Caixa Econômica Federal, a quina teve 49 apostas vencedoras, com prêmio de R$ 41.401,04 para cada uma. A quadra, por sua vez, foi acertada por 3.410 apostas, que receberão R$ 850,72 cada.

Mega-Sena: saiba como apostar

Para participar da Mega-Sena, o apostador deve escolher de 6 a 20 números entre os 60 disponíveis no volante. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6. Também é possível utilizar a Surpresinha, que escolhe os números aleatoriamente, ou a Teimosinha, que permite concorrer com os mesmos números em concursos consecutivos.

O prêmio principal é destinado a quem acertar as seis dezenas sorteadas. Também há premiação para quem acertar cinco números, na quina, ou quatro, na quadra. As apostas podem ser feitas nas lotéricas credenciadas e pelos canais oficiais das Loterias Caixa.

Em uma aposta simples de seis números, a probabilidade de acertar a sena é de 1 em 50.063.860. Para a quina, a chance é de 1 em 154.518, enquanto a probabilidade de acertar a quadra é de 1 em 2.332.

A possibilidade de aumentar as chances cresce conforme o apostador marca mais dezenas, mas o preço da aposta também sobe. Com 7 números, por exemplo, a chance de acertar a sena passa a ser de 1 em 7.151.980; com 8 números, de 1 em 1.787.995.

Justiça intima Vorcaro a pagar honorários por ação defendida por mulher de Moraes

Ex-banqueiro tem 15 dias para quitar R$ 5,6 mil sob pena de multa e novos honorários

Isabela Jordão
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a advogada Viviane Barci, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/X

A Justiça de São Paulo intimou o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, a pagar R$ 5.678,69 em honorários advocatícios decorrentes de uma ação judicial em que saiu derrotado. Representado pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Vorcaro terá 15 dias para quitar o valor.

Em caso de inadimplência, a dívida será acrescida de multa de 10% e de outros 10% em honorários. A determinação foi assinada pela juíza Paula da Rocha e Silva, da 39ª Vara Cível de São Paulo. Embora envolva um montante reduzido, o caso reúne figuras conhecidas dos meios político, jurídico e financeiro.

Na decisão, a magistrada estabeleceu o prazo para pagamento voluntário e advertiu sobre as consequências do descumprimento. “Não efetuado o pagamento voluntário no prazo legal, iniciar-se-á o prazo de 15 (quinze) dias para que, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente a parte executada, nos próprios autos, sua impugnação”, escreveu.

Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal – 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

A juíza também destacou a regra prevista no Código de Processo Civil sobre a validade da intimação. “Saliente-se que, por força do comando contido no art. 513, § 3º, do Código de Processo Civil, considera-se realizada a intimação quando o devedor houver mudado de endereço sem prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no parágrafo único do art. 274”, escreveu.

Queixa-crime de Vorcaro foi rejeitada em todas as instâncias

A cobrança decorre de uma queixa-crime por calúnia e difamação apresentada por Vorcaro contra Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital. O banqueiro foi derrotado em todas as instâncias e acabou condenado ao pagamento dos honorários dos três advogados que defenderam o empresário.

Segundo os autos, Vorcaro e o Banco Master, representados por Viviane Barci de Moraes, alegaram que Timerman praticou calúnia e difamação ao encaminhar ao Ministério Público Federal (MPF) uma notícia de fato com supostos indícios de crimes contra o sistema financeiro que envolvia o banqueiro e a instituição financeira.
Vladimir Timerman, gestor de fundos da Esh Capital | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A primeira derrota ocorreu em outubro de 2024, quando a 14ª Vara Criminal de São Paulo concluiu que não havia justa causa para o prosseguimento da ação penal privada.

Durante a tramitação do processo, o MPF também se manifestou pela rejeição da queixa-crime. Para os promotores, a apresentação de uma notícia de fato às autoridades competentes não configura, por si só, prática criminosa.

Opositor exilado acusa Ortega de transformar Nicarágua em autocracia

Juan Sebastián Chamorro afirma que o fim das eleições amplia o autoritarismo no país e defende sanções contra o regime

Letícia Alves

Opositor de Ortega vive exilado nos EUA | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

O ex-candidato à Presidência da Nicarágua Juan Sebastián Chamorro lamentou o anúncio feito pelo ditador do país, Daniel Ortega, de que não haverá mais eleições. “Até países como Coreia do Norte ou China, que estão longe de ser democráticos, realizam eleições regularmente”, disse. “Ortega disse que isso acabou”.

Ele acusa Ortega e Rosario Murillo, “copresidente” do país, de promoverem uma “farsa eleitoral” ao prender e exilar adversários políticos. O próprio Chamorro foi preso e deportado em 2021, durante a última eleição realizada no país. “Fui privado da minha nacionalidade, tive meus bens confiscados e atualmente vivo aqui, nos Estados Unidos”, relatou em entrevista à emissora CNN Brasil.

Ele diz ainda que as ações do ditador são uma “oportunidade para mostrar ao mundo inteiro quem Daniel Ortega realmente é: um autocrata”. Chamorro integra a direção da Coalizão Democrática Nicaraguense. O movimento surgiu como Grupo de Monteverde, em referência à cidade da Costa Rica que sediou a primeira reunião da organização.

Oposição cobra reação internacional

A oposição classifica Ortega como uma ameaça à democracia na América Latina. Além disso, pede ações da comunidade internacional e cita a recomendação do Parlamento Europeu para suspender o Acordo de Associação entre a União Europeia e a Nicarágua.
Daniel Ortega comanda um regime autoritário de esquerda | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que as nações precisam se unir para “demonstrar à ditadura Murillo-Ortega que não pode esperar manter relações normais com outras nações enquanto frustra os princípios fundamentais do nosso hemisfério democrático”.

Apesar da declaração, os EUA não anunciaram medidas imediatas. Chamorro, por sua vez, descarta uma intervenção militar do país na Nicarágua. O opositor defende, no entanto, sanções comerciais para pressionar o regime de Daniel Ortega.

'Estava ruim e ficou pior', diz Abicalçados sobre nova tarifa dos EUA

Nova cobrança eleva sobretaxa para 37,5% em parte dos produtos; setor calçadista prevê perda de competitividade

Isabela Jordão

Sobretaxa incidente sobre produtos brasileiros agora é de 37,5% | Foto: Montagem/Revista Oeste/Flickr/The White House/Lula Oficial

A nova tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos elevou para 37,5% a sobretaxa incidente sobre determinadas categorias de produtos brasileiros, entre elas os calçados, e agravou o cenário para as exportações nacionais.

A medida, divulgada nesta quinta-feira, 23, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), levou a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) a projetar novas perdas de competitividade e defender medidas emergenciais de apoio ao setor.

“O que já estava ruim piorou”, afirmou o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ao portal Times Brasil. Segundo ele, a decisão representa “um problema a mais”, embora não tenha surpreendido a indústria.

A nova cobrança foi aplicada a produtos de 60 economias em decorrência de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre as regras adotadas pelos países para impedir a entrada de mercadorias supostamente produzidas com trabalho forçado.

No caso dos calçados brasileiros, a tarifa de 12,5% será somada à sobretaxa de 25% já existente, resultado de uma investigação comercial distinta. Com isso, a cobrança adicional alcança 37,5%, além da tarifa regular de importação.

Na prática, contudo, o aumento efetivo corresponde a 2,5 pontos porcentuais. Isso ocorre porque a sobretaxa global temporária de 10%, em vigor desde fevereiro, deixará de ser aplicada nesta sexta-feira, 24, quando entra em vigor a nova alíquota de 12,5%.
O presidente dos EUA, Donald Trump, acompanhado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, reúne-se com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e outras autoridades, à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur, Malásia (26/10/2025) | Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

Concorrência internacional preocupa setor

A nova tarifa não se restringe aos calçados. Ela alcança, em regra, produtos exportados pelo Brasil, com exceção daqueles retirados da lista pelo governo norte-americano. Entre os segmentos também afetados pela sobretaxa anterior de 25% estão madeira processada, máquinas e equipamentos, plásticos, etanol, tabaco, pneus e outros manufaturados.

A incidência varia conforme a classificação tarifária de cada mercadoria, já que as duas medidas possuem listas próprias de exceções. Os Estados Unidos excluíram matérias-primas consideradas essenciais, produtos com risco de desabastecimento e itens já submetidos a determinadas tarifas setoriais.

Segundo a Abicalçados, a decisão amplia a diferença tarifária entre os produtos brasileiros e os fabricados por concorrentes asiáticos, sobretudo Vietnã, Indonésia e Camboja. “Perderemos ainda mais mercado para esses concorrentes”, projetou Ferreira.

Reunião do G20, em Bali, Indonésia | Foto: Reprodução/YouTube

Indonésia e Camboja foram enquadrados em uma tarifa de 10%, inferior à aplicada ao Brasil, por integrarem o grupo de países que adotaram ou assumiram compromissos relacionados à proibição de importações produzidas com trabalho forçado.

A entidade já havia revisado suas projeções para 2026 em razão da tarifa anterior de 25%. A estimativa de queda das exportações brasileiras de calçados passou de 3,6% para 7,1%. Com a nova cobrança, a avaliação é de que a perda de competitividade nos Estados Unidos poderá se intensificar, principalmente entre empresas mais dependentes daquele mercado.
Entidade pede medidas do governo contra tarifa dos EUA

Além das medidas previstas no Plano Brasil Soberano, que ainda dependem de regulamentação, a Abicalçados defendeu a ampliação do Reintegra, programa que devolve às empresas parte dos tributos acumulados ao longo da cadeia de produção destinada à exportação.

Atualmente, o programa restitui o equivalente a 0,1% da receita obtida com as vendas externas. Conforme Ferreira, a legislação permite elevar esse percentual para até 5%.

O Plano Brasil Soberano inclui a oferta de garantias por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito | Foto: Agência Brasil/Divulgação.

“Há previsão legal para ampliação da alíquota até 5%, o que contribuiria para a atenuação dos impactos sobre as empresas exportadoras neste momento de dificuldades no mercado internacional”, afirmou.

A entidade também cobrou a adoção de salvaguardas e outros mecanismos de defesa comercial para conter o avanço das importações. De acordo com a associação, a retração das exportações tende a aumentar a pressão sobre o mercado doméstico em um contexto de consumo estagnado e redução da produção nacional.

No primeiro semestre, mais de 25 milhões de pares de calçados importados entraram no Brasil, volume 15,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Para Ferreira, a combinação entre perda de espaço no exterior e crescimento das importações reforça a necessidade de medidas de proteção ao mercado interno.

EUA: produtos enfrentam tarifas de até 37,5% a partir desta sexta, 24

Medida resulta da soma de nova taxa de 12,5%, anunciada nesta quinta, 23, a uma sobretaxa de 25%, já estava em vigor desde semana passada

Lucas Cheiddi

À esquerda, o presidente dos EUA, Donald Trump; à direita, o presidente do Brasi, Lula da Silva | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

Exportadores brasileiros enfrentarão, a partir desta sexta-feira, 24, tarifas adicionais de até 37,5% para vender milhares de produtos nos Estados Unidos (EUA). A medida resulta da soma de uma nova tarifa de 12,5%, anunciada nesta quinta-feira, 23, a uma sobretaxa de 25% que já estava em vigor desde a semana passada para grande parte das mercadorias afetadas.

Com esse aumento, o Brasil passa a ser um dos países mais sobretaxados pelo governo norte-americano, atrás apenas da China. As novas tarifas foram estabelecidas depois de investigações baseadas na Seção 301 do Trade Act de 1974.

O relatório do governo dos EUA acusa o Brasil de não adotar medidas suficientes para combater o trabalho forçado em setores produtivos específicos.

Investigações dos EUA e impacto nos setores exportadores

Um dos segmentos impactados é o do etanol | Foto: Senivpetro/Freepik

Além dessa investigação, outra apuração conduzida sob a mesma legislação aponta alegações de práticas comerciais desleais e problemas ambientais, como o desmatamento. Essa investigação anterior resultou na sobretaxa de 25% vigente desde a quarta-feira, 22.

De acordo com a Amcham Brasil, a tarifa extra de 12,5% atinge cerca de 3 mil itens, representando US$ 12,5 bilhões em exportações anuais brasileiras para os Estados Unidos.

Desses produtos, aproximadamente 85,3% – ou US$ 10,7 bilhões – passarão pela cobrança das duas tarifas somadas. Itens não incluídos nas listas de exceção publicadas pelo USTR passam a ser tributados cumulativamente.

Entre os segmentos impactados estão etanol, celulose de alta pureza, maquinário agrícola e de mineração, transformadores elétricos industriais, calçados, móveis de madeira, roupas, pisos, rochas ornamentais e equipamentos eletrônicos.


O etanol brasileiro se destaca como um dos principais alvos das medidas comerciais. Segundo documentos da investigação da Seção 301, restrições ao acesso do etanol norte-americano no Brasil motivaram a apuração aberta em julho de 2025. O produto ficou sujeito à tarifa adicional de 25% e, agora, também à de 12,5%, totalizando 37,5%, pois não está nas listas de exceção.

Durante a consulta pública do USTR, produtores dos Estados Unidos defenderam as sobretaxas como compensação por supostas barreiras tarifárias e políticas brasileiras. Alguns também sugeriram adoção de novas medidas não tarifárias contra o Brasil.

Outros participantes advertiram que a tarifa acumulada de 37,5% para o etanol brasileiro seria desproporcional em relação à praticada pelo Brasil, podendo prejudicar o comércio bilateral e aumentar custos para empresas e consumidores norte-americanos.

Produtos excluídos e consequências econômicas

As listas de exceção praticamente não diferem entre as duas decisões e excluem produtos considerados estratégicos para a economia dos EUA ou já sujeitos a outras taxações. Ficam de fora aeronaves civis, motores de avião, aço e alumínio já taxados pela Seção 232, ferro-gusa, pelotas de minério, sucata metálica, hidróxido de alumínio, livros, filmes, doações humanitárias, bagagem pessoal, além de alguns produtos agrícolas e florestais, como madeira tropical, café solúvel, mel orgânico e certos cortes de carne bovina.

Os impactos dessas tarifas já aparecem nas exportações brasileiras depois da volta de Donald Trump à presidência em fevereiro de 2025. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, entre janeiro e junho de 2026, 20 dos 27 Estados brasileiros registraram queda nas vendas para os Estados Unidos em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. Desde março de 2025, o recuo acumulado chega a 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões.

Advogado de Mauro Cid anuncia defesa de Vorcaro e gera impasse na equipe jurídica

Cezar Bittencourt afirma que assumiu o caso, enquanto Sérgio Leonardo diz que continua à frente da defesa criminal

Letícia Alves
O empresário Daniel Vorcaro, que continua preso em Brasília | Foto: Divulgação/Foto: SAP-SP

O advogado mineiro Sérgio Leonardo ocupa oficialmente a defesa criminal de Daniel Vorcaro. Ele representa o cliente há anos e elaborou a segunda tentativa de acordo de delação premiada do ex-banqueiro.

No entanto, o advogado Cezar Bittencourt passou a se apresentar como o novo defensor criminal de Vorcaro, a quem visitou na Papudinha pelo menos três vezes nas últimas duas semanas. Bittencourt conduziu e assinou o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid no inquérito do golpe.

De acordo com o jornal O Globo, o advogado tem dito a interlocutores que está “assumindo a causa”. Por outro lado, Sérgio Leonardo continua afirmando que está na liderança do caso e que não substabeleceu a causa para outro advogado.

Vorcaro quer tentar novamente uma delação

Vorcaro teria contratado Bittencourt para tentar um novo acordo de delação premiada. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República recusaram as duas tentativas anteriores, em maio e junho deste ano.

Desde a primeira prisão, em novembro do ano passado, Vorcaro já alterou a equipe de defesa em diversas ocasiões. Os advogados Pierpaolo Bottini e Roberto Podval atuaram no caso. Depois, José Luis Oliveira Lima assumiu a defesa e orientou a segunda tentativa de delação premiada.

Programas do governo Lula somam quase R$ 260 bilhões em ano eleitoral

Levantamento reúne medidas lançadas ou ampliadas em 2026; Executivo federal defende efeitos sobre crescimento e emprego

Isabela Jordão
Grande parte dessas iniciativas é classificada como despesa financeira ou extraorçamentária | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os programas sociais, linhas de crédito e medidas extraordinárias adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 já somam pelo menos R$ 256,9 bilhões. O Executivo federal sustenta que as medidas estimulam a atividade econômica sem comprometer as metas fiscais.

Levantamento divulgado pela emissora CNN reúne iniciativas criadas ou ampliadas neste ano eleitoral, incluindo ações para reduzir os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre exportadores, subsídios para combustíveis e expansão de programas sociais.

O levantamento inclui despesas extraordinárias, como o pacote estimado em R$ 16 bilhões para conter a alta dos combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio, além de até R$ 15 bilhões em apoio a empresas exportadoras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Em 2025, os países do Oriente Médio representaram 30% das exportações brasileiras de carne de frango | Foto: Shutterstock

Também entram na conta a ampliação de programas sociais, como o Gás do Povo, e medidas que ampliam a oferta de crédito ou liberam recursos para consumidores e empresas, caso do saque complementar do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para trabalhadores optantes pelo saque-aniversário.

Entre as iniciativas de maior impacto financeiro estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, estimada em R$ 31 bilhões, o programa MOVE Motoristas, com R$ 30 bilhões em financiamentos para taxistas e motoristas de aplicativos, e o Crédito do Trabalhador, que já liberou R$ 22,9 bilhões em empréstimos consignados ao setor privado.

O levantamento também considera programas como:

O novo modelo de crédito imobiliário (R$ 22,3 bilhões);
A nova versão do MOVE Brasil para caminhões e ônibus (R$ 21,2 bilhões);
O Plano Brasil Soberano 2.0 para exportadores (R$ 15 bilhões);
O Reforma Casa Brasil (R$ 12,9 bilhões);
O Desenrola 2.0 (R$ 12,2 bilhões);
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado (R$ 11 bilhões);

Além de linhas de crédito para indústria, agronegócio, habitação e pequenos empreendedores.

Segundo a análise, grande parte dessas iniciativas é classificada como despesa financeira ou extraorçamentária. Por esse motivo, não entra no limite de gastos do arcabouço fiscal nem no cálculo do resultado primário.

Lula e o ministro da Fazenda, Dário Durigan – 04/05/2026 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Investidores do Tesouro Nacional arcam com gastos do governo

Para o diretor da Instituição Fiscal Independente do Senado, Marcus Pestana, esse modelo reduz a capacidade do mercado de avaliar a situação fiscal apenas pelo resultado primário. Ele também afirma haver controvérsia sobre o uso de recursos de fundos públicos fora do orçamento tradicional.

“Não adianta ter um sistema de metas e bypassar o arcabouço fiscal com essas duas vias, de despesas financeiras e extraorçamentárias, já que não aparece no orçamento”, afirmou. “Mas o investidor que compra título do Tesouro põe isso na conta, porque isso impacta na dívida.”

“Há uma controvérsia, por exemplo, pois esses fundos foram formados com recursos fiscais. Muitos economistas defendem que, para fazer a despesa, o recurso deveria voltar para o Tesouro e sair como despesa primária”, explica. “Não existe gasto público extraorçamentário, isso é uma contradição em termos, porque todo gasto é orçamentário.”

Um dos exemplos citados é o Desenrola 2.0, que utiliza recursos do Sistema de Valores a Recebervpara reforçar o Fundo Garantidor de Operações. Como o dinheiro não sai diretamente do Tesouro Nacional, a operação não é registrada como despesa primária. Na avaliação de especialistas, esses recursos também poderiam ser utilizados para amortizar a dívida pública.

Lula lançou o programa de incentivo a adimplência com ministros e aliados | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Governo defende impacto econômico da oferta de crédito

O Ministério do Planejamento e Orçamento afirma que as medidas possuem respaldo legal e não comprometem o cumprimento das metas fiscais. Em nota enviada à CNN, a pasta declarou que as iniciativas “possuem base legal, estão previstas no orçamento e, como são de natureza financeira, não afetam o resultado primário nem o limite aplicável às despesas primárias”.

Segundo o ministério, “o fato de essas operações não impactarem o resultado primário não significa ausência de transparência ou de controle”. A pasta acrescentou que “as operações permanecem integralmente contabilizadas, auditáveis e disponíveis ao escrutínio público” e que os subsídios constam dos demonstrativos fiscais e orçamentários previstos na legislação.

O governo também argumenta que parte das medidas deve impulsionar a economia. Um estudo técnico da Secretaria-Executiva do Ministério do Planejamento estima que algumas dessas iniciativas poderão acrescentar cerca de R$ 110 bilhões ao Produto Interno Bruto, com reflexos positivos sobre emprego, renda e arrecadação.

Justiça do Rio bloqueia R$ 135 milhões em contas do Banco Master

Decisão atende a pedido do Rioprevidência, que afirma que há prejuízo em aporte de R$ 150 milhões em fundo de investimento

Letícia Alves
Banco Master | Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio das contas do Banco Master, da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA., e da Axor Asset LTDA até o limite de R$ 135 milhões. A empresa é de Alexandre Marchesani Canata e de Felipe Mota Separovic Rodrigues.

A decisão é desta quinta-feira, 23. Ela atende a um pedido do Estado do Rio de Janeiro e do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

Entre 4 de julho e 8 de agosto de 2025, o Rioprevidência realizou um aporte de R$ 150 milhões no Fundo de Investimento Texas i FIA. Segundo o processo, a carteira do fundo estava quase totalmente exposta às ações da Ambipar Participações e Empreendimentos S.A.

Cerca de um ano depois, as ações sofreram forte desvalorização. Com isso, o Rioprevidência registrou uma perda financeira, com redução de quase R$ 15 milhões no saldo dos investimentos.

Decisão cita indícios de fraude no Master

“A sofisticação dos atos fraudatórios revela que a sua execução não seria possível sem o domínio do fato pelos evolvidos durante a operação que culminou com a pulverização do dinheiro público alocado”, destacou o juiz Wladimir Hungria, da Vara de Fazenda Pública, na decisão.

O magistrado também identificou indícios de gestão temerária no aporte realizado pelos gestores do Rioprevidência.


“A escolha por um aporte massivo em um único ativo revela, segundo a peça inicial, um forte indício da gestão temerária alegada pela autarquia estadual, seja porque ela pode ter sido utilizada como mecanismo de fabricação de demanda com vistas a elevar artificialmente o valor das ações, seja porque expôs o ente à fragilidade manifesta, abrangendo a captura fraudulenta do fundo de pensão como instrumento para viabilizar a manobra artificialmente produzida.”

Luis Roberto anuncia fim do tratamento contra câncer: "Foram 33 sessões de radioterapia e sete de quimioterapia"

Foto: TV Globo

O narrador esportivo Luis Roberto anunciou nas redes sociais ter encerrado o tratamento contra o câncer após ser submetido a cerca de 40 sessões de terapia, entre radioterapia e quimioterapia.

A doença, um câncer de cabeça e pescoço, foi descoberta em abril deste ano e afastou o profissional da cobertura da Copa do Mundo nos Estados Unidos.

Por meio do Instagram, o veterano celebrou a recuperação e fez um alerta para os seguidores sobre os cuidados com a saúde.

"Terminei há pouco um tratamento de um câncer de cabeça e pescoço. Foram 33 sessões de radioterapia e sete de quimioterapia. Você sabia que julho é um mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço? Esse tipo de câncer pode atingir a boca, a garganta, a laringe, a tireoide e outras regiões da cabeça e do pescoço", disse.

Roberto citou alguns dos sintomas que o chamaram a atenção para buscar a ajuda profissional e pediu atenção ao público.

"Feridas na boca que não cicatrizam, caroço no pescoço, que foi o meu caso, inclusive, rouquidão persistente, dor de garganta que não melhora ou dificuldade para engolir são sinais de alerta e devem ser investigados por um cirurgião de cabeça e pescoço. Convido você a compartilhar essa mensagem. Informação salva vidas."

Flávio Bolsonaro convida Michelle para campanha e pede desculpas





 

Sikêra Jr. e RedeTV! são condenados a indenizar em R$ 300 mil por associar gays à pedofilia

Sikêra Jr. e RedeTV! tem condenação mantida após ações civis públicas por associações que defendem os direitos LGBTQIA+ |  Foto: Reprodução / RedeTV!

O apresentador Sikêra Jr. e a RedeTV! foram condenados a pagar uma indenização no valor de R$ 300 mil por danos morais coletivos à população LGBTQIA+.

A ação ocorre após o apresentador associar pessoas da comunidade LGBTQIA+ a crimes de pedofilia e anormalidade, reforçando o discurso de ódio contra um grupo minoritário que constantemente é vítima de violências.

A 4ª turma do TRF da 4ª região manteve a condenação solidária do apresentador Sikêra e da TV Ômega Ltda. (RedeTV!), com indenização fixada de forma unificada em duas ações civis públicas após as declarações polêmicas realizadas no programa "Alerta Nacional", exibido em junho e novembro de 2021.

A Justiça reconheceu a parcela de culpa da emissora por reproduzir o conteúdo, afastou a responsabilização da União por suposta omissão na fiscalização do serviço de radiodifusão e acolheu parcialmente o recurso do Nuances, Grupo Pela Livre Expressão Sexual.

QUEM PODERÁ RESOLVER ESSE PROBLEMA?


Moradores da Rua Quintino Bocaiuva, no Centro de Juazeiro (BA), procuraram a redação para reclamar de transtornos causados pela presença diária de motoristas que, segundo eles, realizam transporte irregular de passageiros para o município de Sento Sé e Zona Rural do município. De acordo com um morador, os veículos começam a chegar por volta das 6h da manhã e permanecem estacionados até o período da tarde, ocupando vagas em frente às residências e impedindo que os moradores utilizem os próprios espaços para estacionar.

"Já faz mais de um mês que estamos passando por essa situação. São mais de dez carros que chegam cedo e ficam até a tarde fazendo transporte para Sento Sé e distritos. Nós, moradores, não conseguimos estacionar nossos veículos na porta de casa e só temos espaço depois das 15h," desabafou.

O morador afirmou ainda que o grupo costuma permanecer reunido na rua, o que tem gerado incômodo, principalmente para os idosos que vivem no local. "Eles ficam conversando em voz alta, fazendo barulho, lavando os carros e jogando a água suja na frente das nossas casas. Quando alguém reclama, recebemos piadas e até ameaças veladas. A rua é formada por moradores antigos e muitos idosos," contou.

Ainda segundo ele, a Polícia Militar já esteve no local em duas ocasiões para abordar os motoristas, mas a situação volta a se repetir no dia seguinte. "A polícia já veio duas vezes, fez a abordagem, mas no outro dia está tudo do mesmo jeito. Queremos saber qual órgão é responsável por fiscalizar essa situação e tomar as providências necessárias," completou.

A redação encaminhou a demanda para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) de Juazeiro e aguarda um posicionamento sobre a situação.

Blog Carlos Brito
quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ditadura da Nicarágua cassa licença de 2 mil advogados opositores

Tribunal controlado por Daniel Ortega apagou os nomes dos profissionais do sistema oficial e bloqueou a atuação

Erich Mafra
Daniel Ortega, ditador da Nicarágua, é acusado de perseguir todas as formas de oposição política | Foto: Divulgação/Presidência da Nicarágua

A ditadura da Nicarágua suspendeu o registro profissional de 2 mil advogados independentes e críticos ao regime sandinista. A Corte Suprema de Justiça removeu os nomes dos profissionais da plataforma digital do Poder Judiciário nos últimos dias. A medida inviabiliza o exercício da profissão no país e impede os réus de escolherem defensores fora do círculo de apoio do governo. O jornal La Prensa divulgou o banimento em massa.

Os policiais prisionais e assistentes jurídicos notificaram os primeiros advogados sobre a cassação das licenças logo que eles chegaram aos fóruns de Manágua para trabalhar. A oposição política e juristas exilados classificaram o ato do regime como uma decretação de morte civil. A estratégia repete o padrão de perseguição da máquina estatal, que confiscou bens e retirou a nacionalidade de jornalistas e defensores dos direitos humanos nos últimos anos.

Peritos da ONU criticam o fim da defesa jurídica no país

O grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) que monitora a violência política na América Central condenou o expurgo institucional. Em entrevista à AFP, o jurista Reed Brody, integrante do comitê internacional, declarou que o país descumpre os requisitos mínimos de independência do Judiciário. O analista afirmou que o cancelamento de cadastros sem a existência de um processo legal prévio liquida o último canal de defesa dos cidadãos.

A frente oposicionista Liberales Nicaragua também protestou contra a decisão da cúpula judicial do país. O movimento declarou que a dinastia governante transformou o Direito em um instrumento submetido aos desejos do Palácio Presidencial. A Corte Suprema de Justiça e os porta-vozes do ditador Daniel Ortega preferiram manter o silêncio e não publicaram nenhum comunicado oficial para rebater as denúncias dos advogados.

Casal governa com poder absoluto e sufoca a sociedade civil

O ditador Daniel Ortega e sua mulher, a vice-presidente Rosario Murillo, controlam as instituições da Nicarágua com poder absoluto há quase duas décadas. O comando do país endureceu as regras de vigilância sobre as organizações sociais com a ajuda de leis de segurança nacional. O fechamento do espaço democrático acelerou-se depois das manifestações populares ocorridas no ano de 2018.

Os relatórios da ONU revelam que a repressão policial contra os protestos de rua daquele período provocou a morte de mais de 300 pessoas. O regime da Nicarágua mantém centenas de opositores detidos em presídios de segurança máxima e baniu o funcionamento de entidades filantrópicas e universidades privadas. A cassação das carteiras profissionais dos advogados consolida o domínio total do Executivo sobre as sentenças nos tribunais do país.

Rua Princesa Isabel passa a operar em mão única em Juazeiro a partir desta quinta-feira (23)



Motoristas que trafegam pela Rua Princesa Isabel, ao lado do G Barbosa, em Juazeiro, devem ficar atentos a uma nova alteração no trânsito. A via passou a operar em sentido único nesta quinta-feira (23), com circulação permitida em direção à Ponte Presidente Dutra.

A mudança foi constatada no local, onde equipes da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) realizavam a sinalização e orientavam os condutores sobre a nova configuração da via.

De acordo com as informações, quem precisar seguir no sentido contrário, em direção à Univasf ou ao Country Club, deverá utilizar rotas alternativas - como a Rua José Petitinga, a Rua do Paraíso ou outras vias paralelas nas proximidades do G Barbosa.

A alteração integra as intervenções no sistema viário da região e tem como objetivo adequar o tráfego às mudanças provocadas pela implantação da nova rotatória, buscando melhorar a fluidez do trânsito em Juazeiro.

RedeGN/Foto: Reprodução/vídeo

Bahia tem 5 das 10 cidades mais violentas do Brasil em 2025. Juazeiro na lista, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública


Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro aparecem no ranking nacional, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025.
Bahia tem 5 das 10 cidades mais violentas do Brasil em 2025; veja quais são — Foto: Freepik

Por g1 BA

Cinco cidades baianas estão no ranking das 10 mais violentas de todo o Brasil e a Bahia continua sendo o estado com o maior número absoluto de mortes violentas intencionais do país.

Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgados nesta quinta-feira (23).

Quando considerados os dados proporcionais à população, o estado também permanece entre os mais violentos do país.

Anuário da Segurança: feminicídios batem recorde,taxa de assassinatos é a menor desde 2012

Cinco cidades baianas estão no ranking das 10 mais violentas de todo o Brasil. O estado continua sendo o que registra o maior número absoluto de mortes violentas intencionais do país. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgados nesta quinta-feira (23).

Quando consideradas as taxas por 100 mil habitantes, a Bahia está entre os dez estados com maiores índices de mortes violentas intencionais do país. O recorte aponta que sete das 10 unidades da federação com as maiores taxas estão no Nordeste.

A cidade de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, é a segunda mais violenta do Brasil, atrás apenas de Maranguape, no Ceará. Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro também integram o ranking nacional.

Os dados divulgados nesta quinta são referentes aos registros de 2025 e as taxas de violência foram calculadas para cada 100 mil habitantes.

Apesar de a Bahia ocupar cinco das 10 posições do ranking, o estado registrou redução de 9,5% no número de mortes violentas intencionais, passando de 6.047 casos em 2024 para 5.473 em 2025.

No levantamento de 2024, cinco cidades baianas também apareciam entre as 10 mais violentas do país: Jequié, Feira de Santana, Juazeiro, Simões Filho e Camaçari.

Lista mostra os dez municípios mais violentos do país em 2025 — Foto: Arte/g1

Conforme a análise do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as cidades mais violentas do país sofrem, em grande parte, com disputas entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas.

Mortes por intervenção policial

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também mostra que a Bahia registrou aumento no número de mortes decorrentes de intervenções policiais.

Em 2025, foram contabilizadas 1.570 mortes provocadas por policiais em serviço ou fora dele, contra 1.556 em 2024.

Com isso, 28,7% de todas as mortes violentas intencionais registradas no estado tiveram origem em intervenções policiais. No ano anterior, esse percentual era de 25,7%.

Em números absolutos, a Bahia continua sendo o estado com mais mortes decorrentes de intervenção policial no país, à frente de São Paulo (835), Rio de Janeiro (798) e Pará (632). Nacionalmente, essas ocorrências passaram de 6.237 para 6.602 entre 2024 e 2025.

Santo Antônio de Jesus, o município com mais de 100 mil habitantes com a maior taxa de mortes por intervenção policial em 2024, que registrou taxa de 30,2, caiu para a 170ª posição em 2025, com taxa de 1,8.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública também mostra que a Bahia registrou aumento no número de mortes decorrentes de intervenções policiais. — Foto: Joá Souza/GOVBA

O levantamento também mostra que a Bahia concentra seis das dez cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes que registraram as maiores taxas de mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP) em 2025.

Porto Seguro, no extremo sul do estado, lidera o ranking nacional, com taxa de 32,3 mortes por intervenção policial a cada 100 mil habitantes. Em seguida aparece Eunápolis, também no extremo sul, com taxa de 29,7. Também estão na lista Simões Filho (19,1), Jequié (18,9), Lauro de Freitas (18,2) e Luís Eduardo Magalhães (17,7).

Cidades com mais de 100 mil habitantes com as maiores taxas de mortes decorrentes de intervenção policial em 2025:

Porto Seguro (BA)
Eunápolis (BA)
Marituba (PA)
Itabaiana (SE)
Simões Filho (BA)
Jequié (BA)
Lauro de Freitas (BA)
Luís Eduardo Magalhães (BA)
Japeri (RJ)
Macapá (AP)

Homicídios dolosos

Além de liderar em mortes violentas intencionais, a Bahia também continua registrando o maior número absoluto de homicídios dolosos do Brasil.

Segundo o anuário, o estado contabilizou 3.765 vítimas de homicídio doloso em 2025, contra 4.317 no ano anterior, uma redução de 12,9%. O número de ocorrências também caiu no período. Foram 3.553 registros em 2025, frente a 4.107 em 2024, redução de 13,6%.

Mesmo com a queda, a Bahia segue na liderança nacional em números absolutos tanto de vítimas quanto de ocorrências de homicídios dolosos.

As conclusões do Anuário de Segurança Pública de 2025:

Os feminicídios bateram recorde em 2025, o que vai na contramão da redução das mortes violentas como um todo.

 Quatro mulheres foram mortas por dia, em média;
O Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2012, quando começou o levantamento do Fórum. Foram 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024;
O país teve, pela primeira vez, taxa de mortes violentas abaixo de 20: ficou em 19,1. É o menor número registrado no histórico feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública;
Outros indicadores de violência contra a mulher registraram alta: mais casos de violências psicológicas (17%), stalking (30%), descumprimento de medida protetiva (17%) e ameaças (0,5%). O Brasil teve três tentativas de feminicídio para cada crime consumado ao longo de 2025;
As dez cidades mais violentas no país ficam no Nordeste, metade na Bahia. Maranguape (CE) lidera ranking pelo 2º ano seguido e foi o único município a superar a taxa de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes;
Santa Catarina registrou 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes e se tornou o estado com a menor taxa do país. São Paulo ocupava essa posição desde 2014;
As mortes cometidas por policiais aumentaram 5% no ano passado, enquanto o número de policiais mortos caiu 3%;
Os registros de produção, posse ou distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil cresceram 25%;
Os casos de bullying e cyberbullying cresceram mais de 60% entre jovens. Isso ocorre após a criação de tipo penal específico, em 2024;
A quantidade de adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Brasil caiu 54% em 9 anos: são 12,2 mil jovens, a maioria meninos (93%), negros (74%) e entre 16 e 18 anos (76%). As ocorrências mais comuns são roubo (29%) e tráfico de drogas (28%);
O número de pessoas no sistema prisional cresceu 6% e chegou a 964 mil. O estudo prevê que, se for mantida a tendência, o Brasil pode bater 1 milhão de presos já em 2027;
Há 2,1 milhões de empresas e pessoas autorizadas a ter armas — desse total, 1 milhão têm licença de CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) — e 1,6 milhão de armas cadastradas. 

Três em cada 10 armas estão com registro vencido.

Flávio nega ter recebido recursos de empresa ligada ao Master

Senador afirma que cancelou duas notas fiscais antes de qualquer pagamento e diz ser alvo de perseguição política

Pâmela Zacarias
Flávio disse que seu escritório prestou serviços à BR Global, recusando a proposta da Copenhagen | Foto: Reprodução/YouTube

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negou ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., empresa citada nas investigações sobre o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 22, o parlamentar afirmou que cancelou duas notas fiscais emitidas para a corporação antes de receber qualquer pagamento.

A manifestação ocorreu depois de o portal Metrópoles afirmar que o escritório de advocacia de Flávio emitiu três notas fiscais de R$ 500 mil. O escritório do senador emitiu e cancelou duas das notas para a Copenhagen, em 7 de abril de 2025.

Segundo o senador, a reportagem tenta associá-lo indevidamente ao caso Banco Master.

“Tem muita gente muito incomodada com a minha candidatura à Presidência da República”, afirmou o senador. “Hoje o Metrópoles faz uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia.”
Flávio diz que recusou prestar serviço à Copenhagen

No vídeo, Flávio afirmou que seu escritório prestou serviços jurídicos à BR Global, nome fantasia da Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda. Segundo Flávio, a BR Global ofereceu a prestação de serviços à Copenhagen. O senador recusou a proposta e cancelou as notas fiscais.

“Eu fiz um trabalho para uma empresa”, disse o senador. “Fui contratado para isso. Prestei serviços advocatícios, tudo certo, em uma relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen.”

O presidenciável afirmou que decidiu cancelar as notas fiscais antes de qualquer movimentação financeira.

“Estou tendo que explicar por que eu não recebi o dinheiro dessa empresa”, enfatizou o parlamentar. “Como não quis trabalhar como advogado para ela, cancelei duas notas fiscais.”

Flávio também afirmou que os documentos cancelados não resultaram em prestação de serviços nem em pagamentos.
Senador critica reportagem e fala em perseguição

Flávio acusou o Metrópoles de não publicar sua versão dos fatos e questionou pagamentos recebidos pelo próprio portal da Copenhagen. Posteriormente, a manifestação escrita do senador foi inserida na matéria.

O senador também afirmou que não é investigado no caso e sugeriu que informações protegidas por sigilo foram vazadas à imprensa. Ao concluir o vídeo, Flávio relacionou o episódio à disputa eleitoral e afirmou que continuará na corrida ao Palácio do Planalto.


“Eu não vou desistir”, destacou. “Cada vez que sofro uma covardia como essa, fico ainda mais estimulado para transformar este país.”

Escritório emitiu terceira nota

Dois dias depois, em 9 de abril de 2025, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também de R$ 500 mil, para a Contábil Correa. Nesse caso, não houve cancelamento.

De acordo com documentos da Polícia Federal (PF), a Copenhagen foi aberta em novembro de 2024, com capital social de R$ 40, e recebeu R$ 58 milhões do Banco Master de 2024 a 2025.

A PF investiga a empresa por supostamente integrar uma estrutura usada para ocultar patrimônio e movimentar recursos ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.

EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã na 12ª noite consecutiva

Ofensiva busca reduzir a capacidade inimiga de ameaçar embarcações comerciais

Fábio Bouéri
Marinheiros dos EUA monitoram o bloqueio naval ao Irã no Mar Arábico; até 22 de julho, 9 navios comerciais foram redirecionados e 1 desativado para garantir o cumprimento da medida | Foto: Reprodução/X

Os EUA lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã nesta quarta-feira, 22. É a 12ª noite consecutiva de operações militares norte-americanas contra alvos iranianos. A ofensiva ocorre em meio à escalada do conflito e ao aumento da tensão nas principais rotas marítimas do Oriente Médio.

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e comprometer a navegação internacional. Washington afirma que as ações têm caráter de autodefesa e buscam proteger navios que circulam pela região.

EUA X Irã: conflito se prolonga

A sequência de ataques mostra que a ofensiva norte-americana está longe de ser uma operação pontual. A cada nova ação, os Estados Unidos ampliam a pressão militar sobre o regime iraniano, enquanto Teerã mantém capacidade de reação e continua ameaçando interesses norte-americanos e de seus aliados.

A escalada também aumenta o risco de o conflito ultrapassar o confronto direto entre Washington e Teerã. A região concentra importantes rotas de transporte de petróleo e gás. Uma interrupção prolongada da navegação pode provocar efeitos sobre os preços da energia e o comércio internacional.

O foco norte-americano sobre a ameaça às embarcações está diretamente relacionado à importância do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás. A passagem se tornou um dos focos centrais de tensão desde o início da guerra.

A insistência dos Estados Unidos em afirmar que os ataques buscam proteger a navegação revela que o controle das rotas marítimas passou a ocupar posição prioritária na estratégia de Washington. O conflito, porém, deixou de ser uma demonstração pontual de força e se transformou em uma campanha prolongada, com custos militares e econômicos crescentes.

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