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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Lula diz que ricos gostam de acumular dívidas

Presidente sancionou medida de perdão tributário para microempreendedores e defendeu mudanças no transporte público

Pâmela Zacarias


Durante o evento, o presidente também encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar a gratuidade do transporte público urbano aos fins de semana e feriados | Foto: Reprodução/ Youtube/@lulaoficial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 21, que parte dos mais ricos gosta de acumular dívidas, enquanto os pobres valorizam a quitação de seus débitos. A declaração ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, que reuniu medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs) e ao transporte público.

“Tem muita gente rica que gosta de dever”, declarou Lula. “Dever é uma coisa charmosa: quanto mais eu devo, melhor. O pobre, não. O pobre fica honrado quando ele não tem dívida, que ele pode andar de cabeça erguida nesse país.”

De acordo com Lula, o governo decidiu abrir mão de valores que considerava difíceis de recuperar. “É um dinheiro que a gente sabia que a gente não ia receber”, disse.

Governo prevê perdão de dívidas de MEIs

Na mesma cerimônia, Lula sancionou uma lei que eleva o limite de faturamento anual dos MEIs de R$ 81 mil para R$ 140 mil e prevê a remissão de créditos da União. Segundo o governo, mais de 3,6 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados pelo perdão de débitos tributários.

O presidente também defendeu o trabalho por conta própria e afirmou que os empreendedores merecem reconhecimento pelos riscos e pelas dificuldades da atividade.

“O mundo do trabalho mudou”, declarou. “E as pessoas têm razão em não querer trabalhar para ganhar apenas um pouco. Toda pessoa que pensa em trabalhar por conta própria é uma pessoa que merece ser valorizada.”

Lula também mencionou uma proposta de concessão de R$ 5 mil a empreendedores. Segundo ele, o valor não seria um empréstimo, mas um recurso para ajudar os beneficiários a iniciar suas atividades. A implementação depende das condições previstas pelo governo.

Lula quer transporte público gratuito

Durante o evento, o presidente também encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar a gratuidade do transporte público urbano aos fins de semana e feriados. A iniciativa prevê o uso de recursos vinculados a emendas parlamentares para financiar a medida.

Lula disse esperar a aprovação da proposta ainda em 2026. A gratuidade poderia começar aos fins de semana e feriados, com possibilidade de ampliação conforme os resultados e a disponibilidade de recursos. A implementação da gratuidade depende da tramitação da PEC no Congresso .

Ministro manda retirar propaganda em que Lula apoia saidinha de presos

Juiz vê risco de interpretação errônea do eleitor; decisão ainda será analisada pelo plenário da Corte

Fábio Bouéri


Lula, que é a favor das saidinhas de presos: TSE barra vídeo da campanha adversária| Foto: Reprodução/X

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quarta-feira, 21, que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) suspenda uma propaganda de rádio que afirma que o presidente Lula da Silva (PT) sempre foi favorável à saída temporária de presos, conhecida como “saidinha”.

A inserção reproduz uma declaração de Lula sobre o benefício e, em seguida, apresenta uma notícia sobre um detento do regime semiaberto que teria matado uma mulher e estuprado duas jovens durante uma saída temporária. Ao final, uma locutora afirma: “Ninguém aguenta mais o Lula”.

Ministro: receio de associação com episódio

Na decisão liminar, Bellizze reconheceu que a campanha de Flávio tem o direito de criticar a posição do presidente sobre o benefício. No entanto, avaliou que a montagem pode levar o eleitor a associar Lula ao crime cometido pelo detento, embora não haja comprovação de que o presidente tenha responsabilidade pelo episódio.

O ministro proibiu também a veiculação de versões que reproduzem essencialmente a mesma associação. A decisão ainda será analisada pelo plenário do TSE. Bellizze foi indicado, em agosto de 2011, pela então presidente Dilma Rousseff (PT) para ocupar uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Lula defende a saída temporária para presos sob o argumento de que o benefício contribui para a ressocialização e a manutenção dos vínculos familiares. O presidente afirma, porém, que condenados por crimes graves, como estupro e violência contra a mulher, não devem ter acesso à medida.

Flávio, por sua vez, promete acabar com as saídas temporárias para visitas familiares caso seja eleito. O senador afirma que pretende priorizar os direitos das vítimas de crimes.

Em 2024, o Congresso derrubou o veto de Lula à lei que restringiu as saídas temporárias. A legislação proibiu o benefício para visitas familiares e atividades de convívio social, mas manteve a possibilidade para fins educacionais, conforme os critérios legais. A decisão do TSE é provisória e foi tomada a quatro dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25).

Lula envia PEC da tarifa zero ao Congresso

Proposta prevê transporte público gratuito aos fins de semana e feriados, com financiamento de cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares

Victória Batalha


Lula anunciou a proposta em 15 de outubro, em vídeo publicado nas redes sociais | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso nesta quarta-feira, 21, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê transporte público gratuito aos fins de semana e feriados. O texto destina cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares para financiar a medida.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2027 prevê R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória. Segundo o governo, 26,8% desse valor custeariam a tarifa zero.
Lula sancionou o PLP que eleva para R$ 140 mil o limite de faturamento anual do MEI| Foto: Reprodução/YouTube

Lula anunciou a proposta em 15 de outubro, em vídeo publicado nas redes sociais. Na ocasião, relacionou a gratuidade no transporte público ao fim da escala de trabalho 6×1.

“Eu vou mandar uma PEC também para o Congresso Nacional, garantindo passe livre no final de semana”, declarou o presidente.

A implementação ocorreria de forma gradual e dependeria da adesão das prefeituras. A proposta prevê gratuidade nos ônibus municipais, sem excluir outros meios de transporte, como trens, metrôs e veículos leves sobre trilhos (VLTs).

Tarifa zero estava nos planos do PT

A medida já estava entre as propostas avaliadas pelo PT para uma eventual campanha presidencial em 2026, mas ficou fora do plano de governo de Lula. Os custos e a complexidade do financiamento dificultaram o avanço da iniciativa.

Em agosto, Giancarlo Gama, assessor da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades e integrante da equipe de mobilidade urbana da campanha petista, afirmou a jornalistas que a política de tarifa zero é “complexa” e exige mudanças estruturais.

Na mesma cerimônia no Palácio do Planalto, Lula sancionou o Projeto de Lei Complementar (PLP) que eleva para R$ 140 mil o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e prevê o perdão de dívidas desses empreendedores.

Flávio aciona TSE contra campanha de Lula

Petição atribui a André Janones (Rede-MG) mobilização de grupos para impulsionar buscas no Google e publicações sobre o senador nas redes sociais

Victória Batalha


Flávio discursa em reunião com o MDB em São Paulo - 13/10/2026 | Foto: Jean Carniel/Reuters

Os advogados de Flávio Bolsonaro (PL) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e acusaram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva de organizar uma operação para influenciar os resultados de buscas no Google. A ação atribui ao deputado André Janones (Rede-MG) a mobilização de seguidores para promover pesquisas relacionadas a Bolsonaro.

Segundo a petição, Janones, administrador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, teria pedido aos milhares de inscritos que pesquisassem no Google a frase “Bolsonaro mandou matar Lula” e publicassem hashtags no X. A iniciativa teria ocorrido em 20 de outubro, entre 16h47 e 17h59.
Exército do Lula, canal de WhatsApp administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ação cita buscas no Google e publicações no X

Os advogados afirmam que o deputado pretendia divulgar novos termos de pesquisa diariamente. Conforme o documento, Janones teria anunciado a intenção de sugerir uma nova busca a cada 24 horas até a eleição.

A petição também sustenta que ele orientou os participantes a apresentarem a mobilização de maneira aparentemente imparcial, com o objetivo de evitar a moderação das plataformas. Essa interpretação se baseia, segundo os autores da ação, em áudios e legendas atribuídos ao administrador do canal.

O documento menciona ainda a repercussão dos termos nas plataformas digitais. De acordo com os advogados, a frase apareceu no Google Trends, ferramenta que registra variações no interesse por pesquisas, e figurou entre os assuntos do momento no X. Para os autores da ação, esses registros revelariam que a mobilização buscava fazer os algoritmos reconhecerem o tema como relevante.

A petição também cita outras páginas e grupos que teriam divulgado o conteúdo. Entre eles estão o perfil @lulaversoficial e o grupo “Lulaverso”. Segundo os advogados de Flávio Bolsonaro, essas páginas compartilharam links preparados para facilitar pesquisas pelo termo no Google.

As alegações constam da ação apresentada ao TSE. O relato descreve a versão dos advogados de Flávio Bolsonaro e as condutas que eles atribuem a Janones e a outros participantes da mobilização.

Nikolas defende liberdade de imprensa e saída de ‘frutas podres’ do STF

Deputado do PL critica atuação dos ministros durante encontro com o jornalista Luís Pablo, investigado depois de publicar reportagens sobre Flávio Dino

Mateus Conte


Nikolas Ferreira grava vídeo ao lado do jornalista Luis Pablo | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/@luispablojornalista

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 21, durante visita a São Luís, no Maranhão. O parlamentar participou de mais uma edição do “Bloquinho 22”, ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Durante a visita, Nikolas se encontrou com o jornalista maranhense Luís Pablo, que foi alvo de uma investigação depois de publicar reportagens sobre um suposto uso, por familiares de Dino, de um carro blindado cedido pelo governo do Maranhão ao STF.

Ao conversar com o deputado, Luís Pablo perguntou se ele acompanhava seu caso. Nikolas defendeu o reequilíbrio entre os Poderes e criticou a atuação do Supremo e a postura do Congresso Nacional.

“Primeiro, a gente precisa reequilibrar os Poderes. O STF domina tudo, toma as decisões, e o Congresso tem ficado de joelhos, tanto para o Judiciário quanto também para o Executivo”, declarou.

O deputado também mencionou Moraes e Dino. “Acho que o primeiro passo é a gente tirar esses frutos podres que estão aí no caminho, principalmente em relação a Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que inclusive é do Maranhão também”, afirmou.

Nikolas acrescentou que o impeachment é um instrumento democrático previsto na Constituição.

Investigação contra Luís Pablo

O jornalista publicou reportagens que questionavam o suposto uso, por familiares de Flávio Dino, de um veículo blindado cedido pelo governo maranhense ao STF. As publicações levantaram dúvidas sobre a utilização de um bem público para uma finalidade diferente daquela prevista.

Depois das reportagens, a Polícia Federal apreendeu equipamentos de trabalho de Luís Pablo por determinação judicial, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de perseguição, também conhecida como stalking, contra Dino.

O caso envolveu ainda a identificação de uma suposta fonte do jornalista. Segundo a Polícia Federal, um funcionário da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Assuntos Legislativos do Maranhão repassou informações a Luís Pablo.

Augusto Cury reforça apoio e pede votos para Flávio

3º colocado na disputa presidencial criticou Lula

Mateus Conte


Augusto Cury é escritor filiado ao partido Avante | Foto: Reprodução/Facebook/@augustocury.autor

O senador Flávio Bolsonaro compartilhou nesta quarta-feira, 21, um novo vídeo de apoio do escritor Augusto Cury, terceiro colocado nas eleições deste ano. Na gravação, Cury pediu votos ao candidato no segundo turno, marcado para domingo 25, e criticou a possibilidade de um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Sou contra radicalmente a reeleição, pois ela namora com a perpetuação do poder e com o personalismo”, afirmou. O escritor também associou a reeleição ao surgimento do peronismo na Argentina e do chavismo na Venezuela.

Cury criticou ainda a política econômica do governo Lula. Segundo ele, o modelo adotado pelo presidente “asfixiou a economia do Brasil”. O escritor citou o endividamento das famílias brasileiras, que chegou a 82% em agosto. “O dinheiro não garante a felicidade, mas a falta de dinheiro garante a ansiedade”, declarou. “Os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.”

Ao explicar seu apoio a Flávio, Cury destacou que recebeu compromissos sobre medidas que considera prioritárias. “Estou apoiando o Flávio nesse segundo turno não como um cheque em branco”, disse. “Ele olhou nos meus olhos, foi humilde, reconheceu que é imperfeito e que vai lutar pelo fim da reeleição e também por juros muito mais baixos, chamando grandes especialistas.”

O escritor também defendeu a proteção das mulheres e o aumento da produção de alimentos. Ao encerrar o vídeo, incentivou os eleitores a considerarem o voto em Flávio e a cobrarem o cumprimento das propostas. Cury já havia anunciado apoio ao senador em 8 de outubro, depois de disputar o primeiro turno da eleição presidencial, no qual recebeu 3,4 milhões de votos.

Flávio recebe apoios

Flávio também compartilhou nos stories do Instagram vídeos de apoio dos ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Junior (PSD), do Paraná.

Zema incentivou os eleitores a buscarem novos votos para o candidato. “Cada voto importa”, afirmou. “Fala aí com todos, ganha aí mais um voto. Nesse domingo é Flávio, é 22.” O mineiro já havia declarado apoio ao senador depois do primeiro turno, no qual terminou em sexto lugar, com 0,27% dos votos válidos.

Ratinho Junior dirigiu-se aos eleitores indecisos e criticou a continuidade do mesmo grupo político no governo federal. “Não é possível a gente ter um resultado diferente tendo as mesmas atitudes”, afirmou. “O Brasil já está há 20 anos com o mesmo grupo político fazendo o mesmo tipo de política.”

O governador defendeu propostas de modernização da educação, incluindo o ensino de robótica e educação financeira nas escolas. Também mencionou melhorias na infraestrutura, geração de empregos, instalação de novas indústrias e redução do custo dos alimentos.

“É só dessa forma, é tendo uma atitude diferente para mudar o Brasil”, declarou o governador, que encerrou o vídeo com um pedido de votos a Flávio no segundo turno. Ratinho Junior já havia anunciado apoio ao senador em 10 de outubro.

Deltan alerta sobre suposto 'golpe judicial' contra Flávio antes do 2º turno

O senador eleito afirma que Alexandre de Moraes estaria por trás de suposta 'armação' para favorecer Lula nas eleições

Yasmin Alencar


O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) | 

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) divulgou um vídeo na noite desta quarta-feira, 21, no qual alerta para rumores de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estaria preparando uma operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

De acordo com Dallagnol, o objetivo de Moraes seria interferir no resultado das eleições e favorecer a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25. O parlamentar afirmou que a operação poderia ocorrer “a qualquer momento” nos próximos dias.


“Moraes está disposto a tudo”, disse Dallagnol. “A eleição de Lula é uma questão de vida e morte para Moraes, porque ele só vai sair impune se o Lula vencer.” Ele também citou suspeitas de envolvimento do ministro em supostos casos de corrupção e abuso de poder.

Abuso e perseguição judicial

Ao final do vídeo, Dallagnol fez um apelo para que os eleitores votem em Flávio no segundo turno como forma de combater o que chamou de “abuso e perseguição judicial”. O político classificou uma eventual operação como um “golpe judicial na eleição”.

As últimas pesquisas de intenção de voto mostram um cenário apertado na corrida presidencial. O Datafolha, divulgado nesta quarta-feira, aponta Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.

Lula condiciona ida ao debate da Globo à abertura de sigilos de Flávio Bolsonaro


 

Ofensiva de Flávio busca reduzir vantagem de Lula no Nordeste

Campanha aposta em atos presenciais e vídeos nas redes sociais para conquistar eleitores na reta final do 2º turno

Lucas Cheiddi


Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em ato de campanha no norte do Rio de Janeiro | Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou a campanha no Nordeste para conquistar eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno e atrair brasileiros insatisfeitos com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia busca diminuir a vantagem petista na região e ampliar a votação nacional do candidato no segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25.

O liberal participou de uma agenda em Fortaleza nesta quarta-feira, 21, enquanto aliados mobilizam apoiadores em diferentes capitais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou por Salvador, Teresina e Aracaju, com caminhadas previstas no Recife e novamente em Fortaleza. Os eventos incluem o chamado Bloquinho do 22, com trios elétricos e manifestações nas ruas.

Vídeos de Nikolas para conquistar eleitores a Flávio

Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro em ato de campanha | Foto: Reprodução/site PL/Isaque Ramos/ Rodrigo Gomes

Além das agendas presenciais, Nikolas utiliza as redes sociais para tentar convencer eleitores indecisos. O deputado publicou relatos sobre dificuldades financeiras e frustrações com promessas do governo petista para a região. Um dos vídeos alcançou 155 milhões de visualizações no Instagram até a tarde de quarta-feira.

A campanha enfrenta resistência eleitoral no Nordeste. Pesquisa Quaest divulgada na quarta mostra Lula com 61% das intenções de voto na região, contra 31% de Flávio. No cenário nacional, a disputa aparece mais equilibrada: o senador tem 45%, e o presidente, 44%, em empate técnico.

No primeiro turno, Lula venceu nos nove Estados nordestinos e obteve cerca de 21,5 milhões de votos. Flávio recebeu mais de 10,4 milhões. A região reúne 43,5 milhões de eleitores, equivalentes a 27,42% do eleitorado brasileiro.

Flávio reúne multidão em ato político em Fortaleza (CE)

Candidato do PL reúne apoiadores em frente à Arena Castelão; no Nordeste, ele obteve 1,6 milhão de votos a mais que o pai em 2022

Letícia Alves


Flávio Bolsonaro em Fortaleza | Foto: Reprodução/ Instagram

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizou um comício em frente à Arena Castelão, estádio em Fortaleza (CE), na noite desta quarta-feira, 21. O evento ocorreu a quatro dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo 25.

Flávio publicou vídeos do ato nas redes sociais e comentou a presença dos apoiadores. “Isso é Fortaleza!”, escreveu. “Meu Deus, tá lindo!”.

O deputado federal eleito André Fernandes, presidente do PL no Ceará, participou do comício. O pai dele, Alcides Fernandes, quarto colocado na disputa ao Senado pelo Estado, também compareceu.

Votação de Flávio no Nordeste

No primeiro turno, em 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu cerca de 21,5 milhões de votos no Nordeste. Flávio somou mais de 10,4 milhões. A região reúne 43,5 milhões de eleitores, o equivalente a 27,42% do eleitorado nacional.

A equipe de Flávio avaliou o resultado como positivo. O candidato recebeu 1,6 milhão de votos a mais na região do que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no primeiro turno de 2022.

Lula, por sua vez, perdeu quase 260 mil votos no Nordeste em comparação com o primeiro turno da eleição anterior.

PoderData: Flávio tem 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula

Levantamento mostra vantagem de 2 pontos do senador a 3 dias do segundo turno; diferença está dentro da margem de erro, de 1,6 ponto

Isabela Jordão


Diferença permanece dentro da margem de erro, de 1,6 ponto porcentual, o que configura empate técnico | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira, 22.

A três dias do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25, o levantamento mostra que os candidatos oscilaram em direções opostas, mas a diferença permanece dentro da margem de erro, de 1,6 ponto porcentual, o que configura empate técnico.

Na rodada anterior, realizada de 16 a 18 de outubro, Flávio também aparecia com 2 pontos porcentuais de vantagem. Entre os dias 19 e 21, o senador oscilou 1 ponto para baixo, enquanto Lula avançou na mesma proporção. O resultado indica estabilidade na disputa, sem alteração da liderança registrada nas últimas semanas.

A pesquisa ouviu 4 mil eleitores em 865 municípios das 27 unidades da Federação. O intervalo de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07926/2026.

Flávio mantém dianteira desde o primeiro turno

Desde o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio não foi ultrapassado por Lula nas pesquisas PoderData/Aya. Na primeira rodada do instituto para a etapa final da campanha, o senador chegou a abrir seis pontos porcentuais de vantagem. Na sequência, a distância diminuiu até os dois candidatos alcançarem 50% dos votos válidos cada um.

Nas urnas, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista, uma diferença de 1,87 ponto porcentual. O resultado levou a disputa presidencial para o segundo turno, com o senador à frente do presidente.

A pesquisa mais recente foi realizada em meio a uma semana de intensa movimentação política. Entre os acontecimentos considerados no período estão a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN, no sábado, 17, com críticas a Lula, e o debate entre os dois candidatos promovido pela Band, no domingo, 18.

O levantamento também coincide com uma onda de propagandas negativas de Lula contra Flávio nas redes sociais e com o envio, pelo governo federal, de milhões de mensagens via WhatsApp a beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais.

Lula lidera entre mulheres e no Nordeste

Quando são considerados os votos totais, os resultados mostram diferenças relevantes entre os segmentos do eleitorado. Lula registra 55% das intenções de voto entre as mulheres, contra 41% de Flávio. O presidente também mantém sua principal vantagem regional no Nordeste, onde chega a 64%.

Flávio apresenta desempenho mais forte no Centro-Oeste, com 62%, e no Sul, com 60%. No Sudeste, região que concentra o maior contingente de eleitores do país, o senador tem 52%, ante 43% de Lula.

A distribuição regional e por gênero ajuda a dimensionar os diferentes perfis de apoio aos candidatos na reta final da campanha. No segundo turno, a transferência de votos de eleitores cujos candidatos ficaram fora da disputa também pode influenciar o resultado.

Rejeição e expectativa de vitória

A pesquisa também mediu a rejeição aos dois candidatos e o potencial de voto de cada um. Lula é rejeitado por 47% dos entrevistados, que afirmam não votar nele “de jeito nenhum”. Ao mesmo tempo, 46% dizem que o petista é o único candidato em quem votariam, alta de quatro pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior.

No caso de Flávio, a rejeição oscilou de 44% para 45% em três dias. O indicador tem relevância na etapa final da disputa, quando os eleitores precisam escolher entre os dois candidatos que permanecem na corrida presidencial.

O instituto também perguntou quem os entrevistados consideram ter mais chances de vencer a eleição. Para 52%, Flávio é o favorito, enquanto 42% apontam Lula. Outros 6% não souberam responder.

A pergunta mede a expectativa de vitória, e não a intenção de voto. A percepção de que um candidato tem mais chances de vencer pode influenciar o comportamento dos eleitores, embora não determine necessariamente a escolha nas urnas.

Desaprovação supera aprovação do governo

A avaliação do governo Lula também aparece desfavorável na reta final da campanha. Segundo o levantamento, 49% dos eleitores desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 46% o aprovam. Outros 5% não souberam responder.

O resultado mostra que a desaprovação supera a aprovação por três pontos porcentuais, em um cenário no qual o presidente tenta conquistar votos para a disputa decisiva contra Flávio.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios e parceria de divulgação do Aya Bancah. As entrevistas foram feitas por telefone, em celulares e linhas fixas, entre 19 e 21 de outubro. A margem de erro é de 1,6 ponto porcentual, com intervalo de confiança de 95%.

PSB e PDT anunciam apoio à reeleição de Hugo Motta à Presidência da Câmara

Partidos justificam decisão com foco na estabilidade institucional e no avanço de pautas do governo Lula

Letícia Alves


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O PSB e o PDT declararam apoio à reeleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Os partidos anunciaram a decisão em nota conjunta nesta quarta-feira, 21. A justificativa das siglas é de que a continuidade de Motta no cargo ajudará a manter a estabilidade institucional e o “diálogo democrático”.

Os partidos defendem a formação de uma maioria com o que chamam de centro democrático diante do aumento de deputados que classificam como de extrema-direita. Segundo a nota, a aliança busca garantir a governabilidade, enfrentar ameaças autoritárias e preservar o equilíbrio entre os Poderes e a autonomia das instituições.

Partidos defendem continuidade da agenda de Lula

Além disso, PSB e PDT afirmam que a gestão de Motta promoveu “avanços na agenda legislativa” e demonstrou compromisso com pautas prioritárias do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Como exemplo, as legendas citam as votações do fim da escala 6×1, da reforma tributária e de medidas para microempreendedores.

Presidente Lula e Hugo Motta | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A nota também afirma que defende uma agenda voltada aos direitos dos trabalhadores, à redução das desigualdades e ao desenvolvimento do país. Os partidos pedem mais transparência na destinação das emendas parlamentares e a aprovação de uma reforma política.

TÁ ROLANDO NAS REDES


Mega-Sena sorteia R$ 200 milhões nesta quinta: saiba quanto o prêmio rende por dia

Apostas para o concurso 3073 da Mega-Sena podem ser feitas até às 20h de hoje.

Por Lívia Oliveira
As apostas da Mega-Sena concurso 3073 podem ser feitas até 20h de hoje. - Foto: Agência Brasil

Nesta quinta-feira (22), a Mega-Sena vai sortear o prêmio de R$ 200 milhões. As pessoas interessadas têm até às 20h (horário de Brasília) de hoje para fazer suas apostas no concurso 3073.

O sorteio desta bolada, que já configura um dos maiores premiações da história da Loterias Caixa, será realizado a partir das 21h, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da instituição.

Caso um único bilhete crave as seis dezenas sorteadas, o novo milionário assumirá um patrimônio capaz de mudar o patamar financeiro de gerações. Para se ter uma ideia, um possível ganhador pode viver de forma confortável exclusivamente do rendimento do prêmio.

Concurso 3073 da Mega-Sena:

 Como concorrer ao prêmio de R$ 200 milhões?

Os apostadores podem registrar o jogo da Mega-Sena em qualquer casa lotérica credenciada do país ou pelos canais digitais das Loterias Caixa (site e aplicativo). Nos canais digitais, o pagamento é feito via Pix ou cartão de crédito, com valor mínimo de R$ 30 por transação.

Para quem optar pelos bolões digitais, o prazo para compra online é até 19h30, para jogos com sorteio no mesmo dia.

A aposta mínima da Mega-Sena, marcando seis números, custa R$ 6. Para quem deseja aumentar as chances de acerto, o sistema permite assinalar até 20 dezenas no mesmo volante entre as 60 disponíveis. Quanto mais números marcados, maior a probabilidade de acerto. No entanto, o preço do jogo sobe na mesma proporção e a aposta máxima da Mega de 20 dezenas sai por R$ 232,5 mil.

Como aumentar as chances de ganhar na Mega?

Os bolões surgem como uma excelente opção para apostar com mais dezenas ou participar de múltiplos jogos a um custo reduzido. O apostador pode tanto criar seu próprio grupo de apostas quanto adquirir cotas já prontas no balcão da lotérica ou nos canais digitais — com valor mínimo de R$ 7,00 por cota e preço total do bolão a partir de R$ 15,00.

Já para quem prefere economizar tempo e manter os mesmos números da sorte nos próximos concursos, a alternativa ideal é a Teimosinha. Com essa opção, o sistema da Caixa repete automaticamente a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos.

Quanto rende o prêmio de R$ 200 milhões da Mega-Sena e o que dá para comprar?

Caso um único apostador acerte as seis dezenas no concurso 3073 e escolha aplicar integralmente os R$ 200 milhões no mercado financeiro, a quantia permite viver exclusivamente de rendimentos com folga financeira. Os rendimentos estimados são:Na Poupança (isenta de imposto de renda): Com o rendimento fixo de 0,5% ao mês mais a variação da taxa referencial, o retorno no primeiro mês rende a partir de R$ 1,14 milhão.

Em Renda Fixa (CDBs ou Tesouro Selic a 100% do CDI): Considerando a taxa básica de juros atual, o retorno líquido mensal (já descontado o IR) supera a marca de R$ 1,42 milhão por mês. Isso é o equivalente a cerca de R$ 46 mil caindo na conta todos os dias.

Na prática, apenas um mês desse rendimento permite comprar uma mansão de luxo, quitar dezenas de dívidas da família ou adquirir um Porsche 911 sem tocar em um único centavo dos R$ 200 milhões.

Câmeras de reconhecimento facial levam 962 devedores de pensão à prisão na Bahia

Mesmo com o avanço da tecnologia, mães enfrentam dificuldades para cobrar o pagamento

Por Jackson Souza
Dados são da Secretaria da Segurança Pública da Bahia - Foto: Denisse Salazar/GOVBA

Em 2026 (até outubro), câmeras de segurança e identificação facial espalhadas pelo Estado colaboraram para a prisão de 962 homens devedores de pensão alimentícia, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Na Bahia, a tecnologia tem sido usada para combater, entre outras coisas, esse problema brasileiro antigo e que afeta muitas mães e crianças no País.

Mesmo com o avanço, o assunto ainda é um desafio, seja para mulheres que arcam sozinhas com despesas dos filhos; ou para órgãos públicos, como a Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA), que atuam para coibir a prática ou, ao menos, como intermediador na resolução do conflito e garantia do direito.

Os números deste ano, apresentados pela pasta, correspondem a cerca de 45,44% de todas as 2.117 prisões efetuadas por meio do sistema de segurança implantado no Estado em 2019. Em sete anos, foram realizadas 6.493 prisões até ontem, mostra levantamento da SSP-BA. Desses, 32,6% foram por conta de inadimplência com pensão alimentícia.

“Colocamos no nosso banco de dados, (imagens) de pessoas que estejam com algum tipo de mandado de prisão em aberto e, seja qual for o crime, nós cadastramos aquela pessoa e fazemos o tratamento das imagens dela para que esteja atualizada, porque a câmera precisa fazer a leitura da face e comparar com a imagem que nós temos no banco”, explicou o coronel André Borges, superintendente de telecomunicações da SSP-BA.

Segundo o superintendente, esse aumento se dá pela ampliação do sistema no Estado, que conta atualmente com 1.200 câmeras em 81 municípios.

Mães enfrentam dificuldades para garantir sustento dos filhos

Mulheres, chefes solo do lar, relatam dificuldades em proporcionar direitos básicos aos filhos em função da omissão de pais que, muitas vezes, usam subterfúgios para não cumprir com a obrigação prevista em lei, o que transforma a situação em um dos maiores desafios do sistema jurídico brasileiro, mobilizando órgãos como Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), por exemplo, a prestarem apoio às famílias.

Mãe solo de três filhos, dois menores, de 8 e 14 anos, e um de 24 anos, a professora Keli Cristina Gonçalves, de 46 anos, conta como, há pelo menos quatro anos, tenta receber a pensão alimentícia dos dois filhos menores, que têm pais diferentes.

“A maior questão que eu fico pensativa é que todos os 2 foram sonho dos pais, principalmente a menor, quando eu já tinha 37 anos e nem sonhava mais em ser mãe e essa gravidez aconteceu pelo sonho dele; e hoje eu sinto algo estranho, porque como é que uma pessoa sonha em ter um filho e por causa da separação precisa que um juiz ou juíza determine o alimento que ele tem que dar a esse filho, que foi o sonho dele?”, indaga.

Keli Cristina - Foto: Ana Albuquerque / Ag. A TARDE

Inicialmente Keli recorreu a um advogado particular, pensando em mais agilidade no processo. Hoje ela está com duas ações intermediadas pela DPE-BA, o caminho encontrado diante das dificuldades financeiras.

“Pra mim, a única possibilidade foi abrir um processo pela Defensoria, porque é gratuito e por conta das despesas do dia a dia; eu não consigo tirar outro valor para poder pagar advogados. A Defensoria tem um trabalho muito importante, admiro muito, porém os defensores são sobrecarregados, o que atrasa os processos”, afirma.

Defensoria registra milhares de ações por pensão alimentícia

Em 2025, a DPE-BA registrou 12.097 ações de pensão alimentícia, com destaque para alimentos, com 8.875 ações. O órgão atua tanto nas ações de alimentos, para quem ainda não tem o direito fixado pela Justiça, quanto nas ações de execução — a cobrança quando não há pagamento. Além de, também, fazer revisões das pensões alimentícias de quem já tem o direito fixado pela Justiça e deseja aumentar ou diminuir o valor.

Neste ano, em apenas quatro meses, de janeiro a abril, foram protocoladas 3.283 ações de alimentos, número que representa 37% de todo o número do ano passado, que revela desigualdades, afirma a coordenadora da Especializada de Família da DPE-BA, Suelen Lordelo.

“Esses números revelam que vivemos numa sociedade na qual o sustento das crianças recai majoritariamente sobre as mães, que são as guardiãs dos filhos e os pais apenas contribuem para o sustento das crianças, quando acionados através da Justiça. Falta de consciência e responsabilidade de ser pai. (...) As ações apenas buscam cobrar o que deveria ser pago mensalmente e acabam gerando uma sobrecarga materna, tanto de cuidados como financeira”.

O órgão, que realiza o “Mães em Ação”, criado em maio último, para atender casos que envolvam pensão alimentícia, teve 1.586 atendimentos na Bahia este ano, sendo 272 somente em Salvador. Ao todo, em 2026, foram registradas 4.594 ações relacionadas à pensão alimentícia, sendo 572 de revisão de alimentos; 586 de execução de alimentos; e 153 de exoneração.
Falta de pensão também é forma de violência patrimonial

Os números evidenciam problemas crônicos brasileiros: o não pagamento de pensão alimentícia atinge, em sua maioria, mulheres, sem distinção de classe social, e é usado também como um tipo de violência patrimonial, asfixiando a sobrevivência econômica da mãe e, por consequência, a dos filhos.

A médica Maria Fernanda (nome fictício) conta que ficou um ano sem receber a pensão dos filhos, ambos menores de 10 anos, por recusa do ex-marido em aceitar o reajuste do valor determinado pela Justiça. Segundo ela, o valor pago estava aquém do que o ex-marido, também médico, poderia pagar e o necessário para manter o padrão de vida que os filhos tinham durante o casamento. Com a recusa, ela precisou mudar substancialmente o padrão de vida dela e dos dois filhos, que ficaram exclusivamente sob os seus cuidados.

“Eu tive que mudar de onde eu morava porque fui obrigada a vender o apartamento em que estava às pressas para dividir o valor, coisa que hoje eu sei que não poderia ser daquela forma. Fui morar em um lugar muito diferente do padrão de vida que a gente costumava ter, um lugar que tínhamos problemas com curto circuito, exposição à rua, além de problemas com ratos, e eu não tinha como me mudar, porque todo o dinheiro que eu tinha eu pagava os gastos das crianças. No ano que fiquei sem receber, tudo era comigo, roupas, planos de saúde, escola e necessidades extras. A gente viveu aquele ano de forma muito complicada, foi um ano muito difícil", conta.

No caso da médica Maria Fernanda, o seu ex-marido, mesmo não pagando a pensão alimentícia durante o período de um ano, não foi preso, como acontece em muitos casos, porque ele recorreu à chamada “conta em juízo”, onde era depositado um valor e, posteriormente, informado ao juiz. Ela conta que isso foi apenas uma forma de ele não cumprir com a obrigação, já que o dinheiro nunca foi parar em suas mãos como prevê a lei.

De acordo com o TJBA, foram distribuídos no ano passado 6.402 processos na categoria de alimentos; neste ano (janeiro a agosto), a corte já somava 4.722 processos distribuídos. No que diz respeito a abandono material, previsto no artigo 244 do Código Penal brasileiro, que abrange a inadimplência de pensão alimentícia, além de outras condutas relacionadas ao descumprimento do dever de assistência material, teve 814 processos distribuídos em 2026 (no mesmo período), contra 1.434 de 2025.

“Recorrer, apresentar defesa e pedir revisão da pensão são direitos. Ocultar patrimônio, simular uma situação de pobreza ou realizar transferências fraudulentas para impedir o pagamento são situações diferentes, que podem gerar consequências jurídicas.

Se houve uma mudança real na capacidade financeira, o caminho é pedir ao Judiciário a revisão do valor. O pai não pode simplesmente escolher pagar menos ou deixar de pagar por conta própria”, avalia a presidente da Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher, Fernanda Barbosa.

TRE-BA recebe imprensa para mostrar preparação de local de votação para o 2º turno nesta sexta (23/10)

Imprensa poderá acompanhar os trabalhos no Colégio Luiz Viana, em Salvador, das 8h às 10h; local de votação reúne mais de 16 mil eleitores distribuídos em 40 seções eleitorais


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) receberá a imprensa nesta sexta-feira (23/10), das 8h às 10h, no Colégio Luiz Viana, em Brotas, Salvador, para acompanhar os preparativos do local de votação para o segundo turno das Eleições Gerais 2026, marcado para domingo (25/10).
Durante a visita, a secretária da Corregedoria Regional Eleitoral do TRE-BA, Maria do Socorro Carvalho, estará disponível para entrevistas. A atividade inclui a organização das salas, a instalação da sinalização e a distribuição dos equipamentos necessários à votação. Vinculado à 6ª Zona Eleitoral, o colégio tem 16.079 eleitoras e eleitores aptos a votar, distribuídos em 40 seções, sendo 25 delas com acessibilidade.

Os veículos de comunicação interessados em acompanhar a atividade deverão solicitar credenciamento pelo e-mail comunicacao@tre-ba.jus.br até a próxima quinta-feira, 22 de outubro, às 10 horas.

Serviço

O quê: Acompanhamento da preparação do local de votação

Quando: Sexta-feira (23/10), às 10h

Onde: Colégio Estadual Luiz Viana, Rua Waldemar Falcão, 07, Brotas, Salvador

Porta-voz: Maria do Socorro Carvalho, secretária da Corregedoria do TRE-BA


Comunicação TRE-BA
quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Carlos Alberto de Nóbrega: esposa revela verdadeiro estado do apresentador após cirurgia de emergência

Apresentador de 'A Praça É Nossa' teve infecção viral que agravou a insuficiência cardíaca; esposa revelou como ele reagiu antes do procedimento

Naiana Ribeiro 

Carlos Alberto de Nóbrega está bem depois de ser submetido a uma cirurgia para implante de marcapasso, realizada na tarde da última terça-feira (20). A informação foi passada pela esposa do apresentador, a médica Renata de Nóbrega. O humorista segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), e ainda não há previsão de alta.
Foto: Reprodução / SBT

O procedimento foi indicado porque uma infecção pelo vírus Coxsackie tipo 2 agravou a insuficiência cardíaca que o comunicador já tinha. A operação estava marcada inicialmente para segunda-feira (19), mas acabou remarcada para a tarde do dia seguinte.

Antes de entrar no centro cirúrgico, Renata contou que o marido estava estável, mas um pouco apreensivo com a intervenção. "Ele ainda não fez a cirurgia. Vai colocar um marcapasso hoje. Está bem, estável. Só um pouco ansioso", relatou à revista Quem. Ela explicou que Nóbrega tem arritmia, e por isso precisaria do dispositivo.

Apresentador de "A Praça É Nossa", o humorista apresentou bradicardia, condição em que o coração bate mais devagar do que o normal, além de outras alterações no ritmo cardíaco. O quadro levou a equipe médica responsável pelo tratamento a optar pelo implante do aparelho.

A internação de Nóbrega foi divulgada na sexta-feira (16). Ele havia buscado atendimento para investigar sintomas que se arrastavam havia meses, como fadiga e mal-estar. Durante a avaliação, os médicos identificaram a infecção viral, que piorou o problema cardíaco que ele já tinha antes de ser hospitalizado.

Carlos Alberto de Nóbrega recebe ligação de Raul Gil antes de cirurgia grave

Fotos: Reprodução / Redes sociais

Mesmo durante a espera pela cirurgia, o humorista foi visto animado em um vídeo. "Fofocando com o Raul Gil numa pose! Graças a Deus está tudo bem!", escreveu a médica nas redes sociais.

Na chamada, Nóbrega procurou tranquilizar o amigo, dizendo que estava bem e que tudo transcorria com calma. O registro foi feito ainda no quarto, antes da colocação do marcapasso.

TÁ ROLANDO NA REDE



Roberta Luchsinger rebate Lula durante debate: 'Não tenho medo da verdade'


 

Roberta Luchsinger nega sociedade com Lulinha e critica silêncio: 'Ele não é meu amigo'


 

Empresário ligado à Petrobras planejou cargo para Lulinha

Mensagens mostram que lobista sugeriu remuneração ao filho de Lula para aproximá-lo de uma ONG

Victória Batalha


O filho do presidente Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes sociais

O empresário Léo Slezynger, ligado à petroquímica Unigel, planejou incluir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no conselho de uma organização ambiental.

A proposta partiu da lobista Roberta Luchsinger, que se apresentava como sócia de Lulinha. Segundo informações reveladas pelo o jornal O Globo, a iniciativa envolvia a captação de recursos para o Fundo Amazônia e previa remuneração ao filho do presidente.

Em mensagens trocadas em abril de 2023, Luchsinger orientou Slezynger a incluir Lulinha na estrutura da entidade.
  A proposta partiu da lobista Roberta Luchsinger, que se apresentava como sócia de Lulinha | Foto: Reprodução/X/@RoLuchsinger

Mensagens detalham proposta de remuneração

Em 20 de abril de 2023, Luchsinger enviou a Slezynger uma notícia sobre o anúncio do então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que o país buscaria US$ 500 milhões para o Fundo Amazônia nos cinco anos seguintes. As mensagens a seguir estão da forma que Roberta digitou.

“Olha isso”, escreveu a lobista. “Cadê o fundo? Você tem que fazer isso logo, pq o que vai vir de dinheiro p o brasil”. Na sequência, acrescentou: “Esse é um assunto q vc iria brilhar aos olhos de lula”.

Slezynger respondeu que já tinha uma estrutura pronta para receber doações. “Já tenho montado, podemos receber já”, escreveu. Luchsinger insistiu na participação de Lulinha: “Mas vc tem que chamar o Fábio”.

A lobista detalhou a proposta de remuneração: “Chama p o conselho. Paga um salário de conselheiro. Faz ele atuar para você. Você acha que o pai dele [presidente Lula] vai querer beneficiar qual fundo? O que o filho é conselheiro e que recebe por isso. Funciona assim… toma lá, da cá”.

Depois dessas mensagens, Slezynger enviou a Luchsinger capturas de conversas com Lulinha. Ao filho do presidente, o empresário afirmou que pretendia captar recursos para criar um fórum de sustentabilidade e novas reservas. Também propôs um encontro para discutir a formação do conselho e a participação de Lulinha.

Em 21 de maio, Slezynger compartilhou um diagrama com a estrutura prevista para a Brasil Climate Change (BRACC). Lulinha, a ex-ministra Marina Silva e Luchsinger integrariam o conselho estratégico. Slezynger e Roberto Klabin fariam parte do conselho empresarial, enquanto a ex-ministra e deputada federal Sônia Guajajara ocuparia uma vaga no conselho técnico.

Lulinha questionou se ministros poderiam assumir cargos em entidades privadas. Slezynger concordou em verificar a questão, mas reiterou a importância da participação do filho do presidente.

ONG planejou evento em Paraty

A organização mantém um site criado em abril de 2025 e chegou a planejar um evento em Paraty (RJ) naquele ano. A atividade acabou adiada.

Em julho de 2023, Slezynger agradeceu a Lulinha pelo trabalho em favor da Unigel junto ao presidente da República. Lulinha respondeu: “Estamos todos aqui torcendo. Feliz que estamos ajudando. Agora é vc fazer o gol e nós saímos pro abraço”.

A Unigel foi beneficiada por um contrato com a Petrobras para o beneficiamento de gás natural. O Tribunal de Contas da União (TCU) anulou o acordo por considerá-lo prejudicial à estatal.

Mãe de Isabella Nardoni é atacada por apoiar Flávio

'Tem que jogar os outros filhos pela janela', diz um dos comentários dirigidos a Ana Carolina Oliveira

Mateus Conte


Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni e deputada federal | Foto: Instagram/Reprodução

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni e eleita deputada federal pelo Podemos de São Paulo, divulgou nesta terça-feira, 20, mensagens ofensivas recebidas depois de manifestar apoio a Flávio Bolsonaro. Entre os ataques, há referências ao assassinato da filha e uma publicação com incentivo à violência contra seus outros filhos, Miguel e Maria Fernanda.

No último domingo, 18, Ana Carolina publicou uma fotografia durante a manifestação de Flávio na Avenida Paulista, em São Paulo. Na legenda, escreveu: “Pelas crianças, pelas mulheres, pelos vulneráveis e pelas próximas gerações em nosso país”, e encerrou: “Precisamos de mudança!”

Dois dias depois, a deputada federal eleita publicou um vídeo no Instagram para mostrar as mensagens recebidas e defender o respeito às divergências políticas. “Essas daqui foram algumas das inúmeras mensagens que recebi depois que me posicionei”, começou.

Ataques mencionam assassinato de Isabella Nardoni

Entre as mensagens exibidas por Ana Carolina, uma incentiva a violência contra seus outros filhos, em referência à maneira como Isabella foi assassinada. “Tem que jogar os outros filhos da Ana Carolina Oliveira pela janela, quem sabe acorde para a vida essa imunda”, escreveu uma usuária.

Outros comentários mencionam o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, condenado pelo assassinato. “Hoje entendo o Alexandre Nardoni e torço para que ele seja muito feliz, sua imunda”, diz uma das mensagens. Outra pessoa questiona, aos risos, as escolhas de Ana Carolina: “Tu não soube escolher nem o pai para sua própria filha, imagina o presidente kkkkk”.

As ofensas também incluem ataques à sua condição de mãe. “Não ligo pra opinião de quem não soube cuidar da própria filha”, escreveu um usuário. Outro afirmou: “Certamente sua filha teria vergonha do monte de bosta que você se tornou”. Uma terceira mensagem diz: “Tua filha deve tá com vergonha de você”.

Há ainda comentários que desejam sofrimento à deputada eleita. “Deus que me perdoe, mas tem gente que merece toda a desgraça que acontece em suas vidas”, escreveu um perfil. Outro declarou: “Você merece todos os espíritos malignos do seu lado”.

Também aparecem as mensagens “Vai para o inferno, sua falsa” e “Essa não serve nem para ser estuprada”. Uma das publicações faz referência direta ao posicionamento político de Ana Carolina: “Que nojo! Você apoiando o Flávio Bolsonaro… Igual aos assassinos da sua filha! Nojento demais”.

O assassino de Isabella está desde 2019 em regime semiaberto | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ana Carolina defende respeito às diferenças

Ao comentar os ataques, Ana Carolina afirmou que o direito de discordar não justifica ofensas. “Você não precisa concordar comigo em tudo, você não precisa pensar como eu ou fazer exatamente as mesmas escolhas que eu faço”, declarou. “Posso não concordar com você, mas vou respeitar o seu direito de pensar diferente.”

Ana Carolina recebeu 246 mil votos e foi eleita deputada federal por São Paulo pelo Podemos. Ela ficou conhecida nacionalmente depois do assassinato da filha, em março de 2008, na capital paulista. Antes, em 2024, elegeu-se vereadora de São Paulo pelo mesmo partido, com 129 mil votos, a segunda maior votação da cidade naquele ano.

Mega-Sena acumula; prêmio vai a R$ 200 mi

Concurso 3072 não teve ganhadores na faixa principal; 140 apostas acertaram a quina e vão receber R$ 38,2 mil cada

Fábio Bouéri


Dezenas sorteadas no concurso 3072 da Mega-Sena: prêmio acumulado mais uma vez | Foto: Repodução/YouTube

A Mega-Sena acumulou no concurso 3072, sorteado na noite desta terça-feira, 20, em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. O prêmio estimado para o próximo sorteio é de R$ 200 milhões, na quinta-feira 22.

Os números sorteados foram: 02 – 06 – 09 – 16 – 31 – 40.

O prêmio principal do concurso era de R$ 187.648.868,43. Na faixa da quina, 140 apostas acertaram cinco dezenas e receberão R$ 38.295,72 cada uma. Outras 9.261 apostas fizeram a quadra, com quatro acertos, e ganharão R$ 954,26 cada.

Como apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 20h do dia do sorteio em casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial. Nos dias de sorteio, os bolões digitais podem ser registrados até as 20h30.

A aposta simples, com seis dezenas escolhidas entre 1 e 60, custa R$ 6. Também é possível marcar mais números, aumentando o preço do jogo e as chances de ganhar. A probabilidade de acertar as seis dezenas com uma aposta simples é de uma em 50.063.860.

Em meio à crise, Macron deixa a França

Presidente vai ao Golfo para negociar energia enquanto distúrbios deixam milhares de presos e prejuízos superiores a US$ 1 bilhão

Fábio Bouéri


Macron visita tropas no Oriente Médio enquanto França enfrenta onda de protestos | Foto: Reprodução/X

O presidente da França, Emmanuel Macron, viajou ao Kuwait para negociar o fornecimento de energia em meio a uma onda de tumultos que atingiu grandes cidades francesas. A decisão ampliou as críticas à sua liderança, enquanto o governo tenta conter a violência e responder à insatisfação popular.

Os distúrbios se intensificaram em 17 de outubro, depois de semanas de manifestações inicialmente associadas a reivindicações estudantis sobre as condições nas escolas. Os protestos passaram a reunir grupos com diferentes orientações políticas e reivindicações relacionadas ao custo de vida, aos preços dos combustíveis e aos serviços públicos.

Macron reconhece falhas na segurança

Segundo autoridades francesas, mais de 2,5 mil pessoas foram presas em conexão com as manifestações. Os confrontos foram acompanhados por saques, incêndios de veículos e ataques a prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Uma estimativa da Morningstar, mencionada pela emissora americana, aponta prejuízos superiores a US$ 1 bilhão.

Antes de viajar, Macron condenou a violência e reconheceu falhas na segurança. O presidente, porém, recusou a saída do ministro do Interior, Laurent Nuñez, cuja atuação foi questionada diante da dimensão dos distúrbios.

A viagem também provocou críticas de adversários políticos. Marine Le Pen, líder da direita nacionalista, afirmou que a França está presa entre a violência e a impotência. À esquerda, Jean-Luc Mélenchon criticou a resposta do governo, que classificou como marcada pela inação e pela brutalidade policial.

Macron justificou a viagem ao Golfo pela necessidade de negociar o fornecimento de energia em um cenário de alta dos combustíveis e instabilidade internacional. O governo considera que a pressão sobre os preços contribuiu para ampliar a insatisfação social.

A crise ocorre a poucos meses do fim do mandato de Macron, que não pode disputar um terceiro mandato consecutivo. A violência e a percepção de fragilidade na resposta estatal aumentam a pressão sobre o presidente e podem influenciar o cenário político francês antes da eleição de 2027.

FLÁVIO X LULA: '01' cresce na reta final de campanha e projeta Brasil livre do PT


 

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