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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Moraes autoriza que 'Débora do Batom' cumpra restante da pena em regime semiaberto


Por Sarah Teófilo — Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", cumpra o restante da pena no regime semiaberto.

Em julho, ele havia mandado a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo esclarecer, em cinco dias, se as falhas registradas na tornozeleira eletrônica dela decorreram de problemas técnicos ou de violação das medidas cautelares impostas pela Corte.

Débora foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Ela ficou conhecida por pichar com um batom a frase "Perdeu, mané" na estátua "A Justiça", localizada em frente à sede do Supremo, durante os atos de depredação de 8 de janeiro de 2023. A condenação também impôs o pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, juntamente com os demais condenados pelos ataques.

Embora a pena tenha sido fixada em regime fechado, Moraes substituiu a prisão preventiva por prisão domiciliar em março de 2025, mantendo depois a execução da pena em regime fechado, mas com cumprimento em prisão domiciliar e monitoramento eletrônico, além de outras medidas cautelares.

A defesa pede desde o ano passado a progressão para o regime semiaberto. Os advogados sustentam que Débora já cumpriu o tempo necessário para a mudança de regime, requerem o reconhecimento de dias de remição por estudo e trabalho e alegam excesso de execução, afirmando que ela permanece em regime mais gravoso do que o previsto na legislação. Também pedem autorização para trabalho externo e saídas temporárias.

Durante a execução da pena, o sistema de monitoramento eletrônico registrou períodos de ausência de sinal da tornozeleira. A defesa afirmou ao Supremo que os episódios decorreram de falhas técnicas do equipamento e que não houve tentativa de evasão ou descumprimento das medidas impostas.

Diante desses registros, Moraes já havia solicitado esclarecimentos da condenada e, agora, determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária informe se houve efetivamente violação das cautelares ou apenas problemas operacionais no sistema de monitoramento.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu a realização dessas diligências antes da análise dos pedidos da defesa. Em parecer enviado ao STF, a PGR pediu que a Secretaria esclarecesse a origem das falhas registradas na tornozeleira e opinou pelo reconhecimento de 212 dias de remição de pena, quatro por atividades de leitura, 108 por trabalho interno e 100 pela aprovação no Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) de 2023. O órgão, contudo, foi contrário ao reconhecimento de nova remição pela aprovação no Enem PPL de 2024, para evitar duplicidade do benefício.

‘A esquerda vai ter dor de cabeça’, diz deputada estadual mais bem votada do Brasil

Eduarda Campopiano (PL-SP) promete atuar contra pautas socialistas na Alesp

Mateus Conte


Deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) | Foto: Revista Oeste

Aos 23 anos e eleita com mais de 1,9 milhão de votos, Eduarda Campopiano (PL-SP) prometeu levar para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a agenda que marcou sua campanha, com ênfase no fortalecimento das forças policiais e no enfrentamento a pautas da esquerda.

Eduarda relacionou o resultado nas urnas a uma mudança na participação política de sua geração. “A juventude de direita conservadora era uma maioria silenciosa, enquanto a militância de extrema-esquerda é uma minoria, mas que sabe fazer muito barulho”, afirmou em entrevista ao Oeste sem Filtro desta segunda-feira, 5.

Como exemplos dessa mobilização, citou o desempenho de outros jovens nas urnas, entre eles Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal por São Paulo, e de Júlia de Castro (PL), eleita para a Câmara pelo Rio de Janeiro. “Quando o Brasil chega nesse ponto, se a maioria continua silenciosa, se torna omissa”, considerou a deputada estadual eleita. “A gente não quer mais ser omisso.”

Eduarda Campopiano é vereadora em Praia Grande (SP)

A chegada à Alesp ocorre dois anos depois de Eduarda ter sido eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, aos 21 anos. No cargo, ela destinou emendas impositivas à saúde e obteve recursos federais para armamentos destinados às forças de segurança.

A mobilização identificada nas urnas, contudo, não se restringe às instituições políticas. Eduarda afirmou receber relatos sobre a formação de grupos de jovens de direita dentro de universidades, inclusive na Universidade de São Paulo.

“A gente está começando a se organizar, montar alguns grupos, a entrar em contato um com o outro, a gente tá ocupando esses palcos”, relatou, ao reproduzir mensagens recebidas de estudantes. O movimento começa a alcançar também cursos de humanas, “por mais difícil que seja”.

Na avaliação de Eduarda, essa disposição de ocupar espaços também deverá aparecer dentro da Alesp. “A esquerda vai ter uma dor de cabeça com a gente”, afirmou. Uma das frentes em que promete atuar é a discussão sobre a participação de pessoas trans em espaços divididos por sexo, incluindo competições esportivas femininas.

Caiado deve anunciar apoio a Flávio em encontro em Goiânia

Ex-governador de Goiás ficou em 5º lugar no 1º turno e receberá o candidato do PL nesta terça-feira, 6

Pâmela Zacarias


Em 2022, Caiado apoiou a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio | Foto: Montagem de Revista Oeste /Wikimedia Commons

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado na disputa presidencial no primeiro turno, deve se reunir nesta terça-feira, 6, em Goiânia, com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

No encontro, Caiado deve anunciar apoio à candidatura de Flávio no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A reunião está marcada para as 14h30, no espaço que funcionou como comitê central da campanha do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Este último também participará do evento. Na sequência, os três devem conceder entrevista coletiva.

As críticas de Caiado a Lula

De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, Caiado terminou o primeiro turno com 2,18% dos votos válidos, o equivalente a cerca de 2,6 milhões de votos. Flávio ficou em primeiro lugar, com 47,03%, seguido por Lula, com 45,16%. Os dois avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Durante a campanha, Caiado fez oposição a Lula e também questionou a capacidade de Flávio de derrotar o petista em um eventual segundo turno.

A direção nacional do PSD decidiu manter neutralidade no segundo turno da eleição presidencial e liberou seus filiados e diretórios para definir apoios. Com isso, Caiado pode declarar apoio individualmente ao candidato do PL.

Tarcísio vai a Brasília para definir participação na campanha de Flávio

Governador se reúne com candidato do PL para discutir estratégias e agendas voltadas ao segundo turno

Fábio Bouéri


Com mais tempo depois de vencer a disputa pelo governo de SP no primeiro turno, Tarcísio de Freitas promete intensificar apoio a Flávio | Foto: Reprodução/X

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viajou nesta segunda-feira, 5, a Brasília para se reunir com Flávio Bolsonaro (PL) e discutir sua participação na campanha presidencial no segundo turno. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.

Reeleito no primeiro turno, Tarcísio deve assumir papel mais ativo na campanha de Flávio nas próximas semanas. O encontro deve servir para definir estratégias, além de possíveis agendas conjuntas pelo país.

Tarcísio pode ‘emprestar’ parte da sua equipe

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, existe também a possibilidade de Tarcísio disponibilizar parte de sua equipe de marketing e produção de conteúdo para auxiliar a campanha do candidato de Flávio. A região Sudeste deverá ser uma das prioridades da segunda etapa.

Antes da viagem a Brasília, Tarcísio se reuniu com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para tratar de estratégias eleitorais. O governador também afirmou que está à disposição para viajar pelo país e participar de eventos ao lado de Flávio.

No primeiro turno, Tarcísio foi reeleito governador de São Paulo com 62,65% dos votos. Flávio terminou a primeira etapa da disputa presidencial à frente de Lula (PT): 47,03% contra 45,16%, segundo os resultados eleitorais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O governador já havia declarado, antes do primeiro turno, que pretendia ampliar sua participação na campanha de Flávio caso houvesse uma segunda etapa. Em setembro, afirmou que os dois fariam gravações e agendas conjuntas e que entraria “com bastante potência” na campanha.

Flávio vence em 36 das 39 cidades do Vale do Paraíba

Candidato amplia domínio conservador na região, que concentra quase 6% do eleitorado paulista e mais de 5% do PIB estadual

Fábio Bouéri


Flávio ao lado de ilustração com o ex-presidente Jair Bolsonaro durante visita ao Vale do Paraíba | Foto: Reprodução/X

Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 36 dos 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale) no primeiro turno da eleição presidencial. Lula da Silva (PT) ficou à frente em apenas três cidades: Areias, Bananal e São José do Barreiro, todas no chamado Vale Histórico e que, juntas, têm menos de 20 mil habitantes.

A região tem peso significativo no Estado de São Paulo. São 1,93 milhão de eleitores aptos a votar em 2026, o equivalente a 5,65% dos 34,1 milhões de eleitores paulistas. São José dos Campos concentra o maior contingente, com 539.147 eleitores, seguida por Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba e Caraguatatuba. Juntas, essas cinco cidades reúnem 61% do eleitorado regional.

Flávio mantém o prestígio da direita

Na economia, a RMVale também tem relevância. Dados oficiais do governo estadual apontam que os 39 municípios respondem por 5,13% do PIB paulista – em torno de R$ 56 bilhões. A região reúne importantes polos industriais, tecnológicos e de serviços, além de setores como aeroespacial, automobilístico, farmacêutico e petrolífero.

O resultado de 2026 reforça a predominância do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, o líder liberal havia vencido em 34 dos 39 municípios, enquanto Lula ganhou em cinco: Arapeí, Areias, Bananal, Queluz e São José do Barreiro.

Quatro anos depois, o mapa mudou em duas cidades. Flávio conquistou Arapeí e Queluz, que haviam dado vitória a Lula em 2022. Areias, Bananal e São José do Barreiro permaneceram com o petista. Flávio também teve desempenho expressivo nos maiores colégios eleitorais. Em São José dos Campos, recebeu 240.721 votos, contra 136.451 de Lula.

O melhor percentual de Flávio ocorreu em Igaratá. Lula, por sua vez, teve sua maior votação proporcional em Areias, única cidade da região em que superou 50% dos votos válidos.

O resultado ganha dimensão política também pelo peso de São José dos Campos, principal colégio eleitoral do Vale. A cidade foi o domicílio eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos) quando ele disputou o governo paulista em 2022. O atual governador, porém, transferiu posteriormente seu título para a capital.

A ligação regional com o grupo de Tarcísio permanece forte por meio de Felício Ramuth (MDB), atual vice-governador e ex-prefeito de São José dos Campos por dois mandatos.

Flávio agradece apoio de Milei no 1º turno

Candidato do PL respondeu ao presidente argentino nas redes sociais e afirmou que os dois países estarão mais próximos

Victória Batalha


presidente argentino havia parabenizado o Flávio na noite de domingo | Foto: Reprodução/ X

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agradeceu nesta segunda-feira, 5, ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela mensagem de apoio depois do primeiro turno da eleição presidencial.

“Obrigado, meu amigo! Muito em breve nossas nações estarão mais próximas!”, escreveu Flávio em uma rede social, em resposta à publicação de Milei.

O presidente argentino havia parabenizado o candidato na noite de domingo, 4, pelo resultado da votação. Milei classificou a disputa como uma “eleição histórica contra o comunista Lula”.

Flávio enfrenta Lula no segundo turno

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos. Luiz Inácio Lula da Silva ficou em segundo, com 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Além de Milei, outros políticos estrangeiros também parabenizaram Flávio nas redes sociais. Entre eles estão o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; a senadora argentina Patricia Bullrich; o italiano Carlo Fidanza, membro do Parlamento Europeu; o ministro israelense Gideon Sa’ar; e o ex-primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán.

Na eleição para o Senado, o PL elegeu 19 senadores e deverá chegar a 28 cadeiras na Casa a partir de 2027. O PT, partido de Lula, terá nove senadores.

Motta pede ‘civilidade’ no segundo turno

Presidente da Câmara foi reeleito deputado, mas viu o pai perder disputa pelo Senado

Fábio Bouéri


Hugo Motta: discurso protocolar em meio a turbulências na Paraíba | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o primeiro turno das eleições demonstrou a “maturidade e estabilidade” da democracia brasileira.

Em mensagem publicada nas redes sociais, ele parabenizou os eleitos e reeleitos e pediu “civilidade e sem violência” no segundo turno.

“Chegamos ao fim do primeiro turno da eleição. Nossa democracia deu mais uma demonstração de maturidade e estabilidade”, escreveu Motta. O discurso ocorreu depois de um revés para o projeto político do deputado na Paraíba.

Motta foi reeleito para a Câmara, mas seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), terminou em terceiro na disputa pelas duas vagas ao Senado. Ele recebeu 20,91% dos votos, atrás de João Azevêdo (PSB), com 32,50%, e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), com 22,76%.

Nabor contava com o apoio de Motta, que também apoiou a candidatura de Lucas Ribeiro (PP) ao governo. Ribeiro foi reeleito no primeiro turno, com 64,34% dos votos. Azevêdo, que integrou a aliança, conquistou uma das vagas ao Senado.

Motta afirmou que a Câmara continuará exercendo seu papel institucional. “Independentemente dos resultados”, disse, a Casa seguirá “representando a população, respeitando a Constituição e dialogando por um país melhor”.

Força nas ruas é diferencial de Flávio no 2º turno, avalia diretor do Paraná Pesquisas

'Eleição no chão', com apoio de aliados eleitos, deve pesar a favor do candidato do PL

Mateus Conte


Murilo Hidalgo é diretor-presidente do Paraná Pesquisas | Foto: Revista Oeste

O apoio de governadores e senadores eleitos deve reforçar a mobilização de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o diretor-presidente do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista ao Conversa com Augusto Nunes nesta segunda-feira, 5.

Hidalgo apontou a capacidade de levar a campanha às ruas como uma das vantagens do candidato do PL na nova etapa da disputa. “A grande vantagem do Flávio Bolsonaro é a eleição no chão, exército de rua”, afirmou, em referência à mobilização por meio de comícios e passeatas.

Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, dez apoiaram o senador na corrida ao Palácio do Planalto. Cinco apoiaram Lula, quatro mantiveram-se neutros e um esteve com Ronaldo Caiado (PSD). Para Hidalgo, esse quadro dará ao candidato do PL uma estrutura maior para atos de campanha nas próximas semanas, o que “vai fazer uma diferença enorme para o Flávio no segundo turno”.

Flávio terá aliados nos palanques estaduais

O diretor do Paraná Pesquisas destacou principalmente a situação no Sul e no Sudeste. Quando Flávio visitar Estados onde seus aliados venceram, poderá contar com governadores e outros candidatos eleitos para participar da mobilização.

“Quando ele vai, por exemplo, a Curitiba, ele vai ter o apoio do governador eleito, assim como quando o Lula vai ao Nordeste, ele vai ter apoio do governador eleito”, afirmou. A diferença, para ele, está justamente na quantidade. “O Flávio tem mais governadores eleitos e mais senadores eleitos que o Lula. Essa pode ser uma diferença muito positiva pro Flávio.”

Além da presença nas ruas, Hidalgo citou as redes sociais como outro elemento da mobilização nesta etapa da campanha. “As redes sociais de quem ganhou devem estar bombando bem mais do que as redes sociais de quem perdeu”, disse. “Esse é outro fator muito positivo para o Flávio.”

Abstenção no 1º turno é a maior desde 1998

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas; índice de 21,08% supera 2022

Fábio Bouéri


Dos quase 159 milhões de eleitores no Brasil, 125 milhões compareceram às urnas | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O primeiro turno das eleições de 2026 registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar. É a maior taxa de abstenção em uma eleição geral desde 1998, quando 21,49% dos eleitores não compareceram às urnas. O volume de pessoas equivale a toda a população do Marrocos.

O porcentual deste ano ficou acima do registrado em 2022, quando 20,95% dos eleitores deixaram de votar, ou cerca de 32,7 milhões de pessoas. Em 2018, a taxa havia sido de 20,33%; em 2014, de 19,39%.

Abstenção: MS na liderança

Dos 158,7 milhões de eleitores aptos em 2026, cerca de 125,2 milhões compareceram às urnas. Além das abstenções, foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos na disputa presidencial.

Entre os Estados, Mato Grosso do Sul apresentou a maior taxa de ausência, com 23,85%, seguido por Rio de Janeiro (23,31%), Minas Gerais (22,62%) e São Paulo (22,54%). Na outra ponta, Ceará registrou o menor índice, com 15,33%, seguido por Piauí (17,07%), Roraima (17,10%) e Sergipe (17,27%).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte pretende intensificar as ações para estimular a participação no segundo turno. Segundo ele, uma abstenção próxima de 20% “não é o ideal”.

Quem não votou no primeiro turno ainda poderá participar do segundo, desde que esteja com o título regularizado. A ausência deve ser justificada ou a multa correspondente, de R$ 3,51 por turno, paga.

BOMBA! Huck e Vorcaro trocaram mensagens sobre negócios, aviões e TV Globo, aponta PF


 

Globo quer criar veículo de direita fora do bolsonarismo

Conglomerado de mídia sondou ex-publishers de publicações liberais para desenvolver novo projeto editorial

Edilson Salgueiro


Para a Globo, a discussão sobre um novo produto também coincide com uma reorganização interna iniciada antes da eleição | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com IA

O Grupo Globo quer criar um novo veículo de comunicação voltado ao público conservador e à direita liberal. Ainda em fase de avaliação, o projeto pode resultar em uma revista ou jornal digital.

Conforme apurou Oeste, executivos ligados ao grupo procuraram ex-publishers com experiência em publicações identificadas com a direita no Brasil. A ideia, contudo, é manter distância do bolsonarismo.

A Globo ainda definirá se o novo veículo terá uma marca própria ou se será incorporado a uma de suas empresas de mídia. A estrutura do projeto, o número de integrantes e a data de lançamento permanecem em sigilo.

Entenda o aceno da Globo à direita

Essa movimentação ocorre num momento em que a direita voltou a ocupar espaço na política nacional. Nas eleições deste ano, por exemplo, os conservadores ampliaram a presença no Senado. O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores e terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, a maior bancada da Casa. O Novo conseguiu três vagas. Além disso, Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente de Luiz Inácio Lula na Silva no primeiro turno das eleições presidenciais.

Para a Globo, a discussão sobre um novo produto também coincide com uma reorganização interna iniciada antes da eleição. Uma das mudanças mais visíveis ocorreu na GloboNews. Em agosto de 2025, o canal demitiu Daniela Lima e Mauro Paulino e encerrou a participação de Eliane Cantanhêde. Na ocasião, a Globo afirmou que as saídas faziam parte de um “movimento permanente de renovação do quadro do canal”.

A reformulação ocorreu depois de a cúpula da GloboNews encomendar à Quaest uma pesquisa para conhecer a percepção dos telespectadores sobre o canal. O levantamento mostrou que parte dos entrevistados enxergava a emissora como um “canal de esquerda”, associado a posições próximas do PT e do Psol.

A pesquisa também identificou críticas ao comportamento de apresentadores e comentaristas, às discussões no ar e à falta de opiniões divergentes na programação. Daniela Lima apareceu no levantamento associada a características que os entrevistados atribuíam à linha editorial que criticavam.

A “pluralidade” da emissora

Nos meses seguintes, a GloboNews passou a reforçar publicamente a pluralidade como um dos princípios de sua programação. Para 2026, o canal anunciou novos formatos de debates, entrevistas e análises e afirmou que chegaria aos 30 anos com reforço à “pluralidade de ideias”.

A discussão sobre um veículo destinado à direita liberal acrescenta outra frente a esse movimento. Diferentemente da GloboNews, que mantém uma proposta generalista e afirma buscar pluralidade entre diferentes posições políticas, o novo projeto seria concebido desde o início para um público conservador.

Flávio abre vantagem sobre Lula nas redes

Levantamento analisou milhões de publicações sobre a eleição e mediu a repercussão dos candidatos no ambiente digital

Edilson Salgueiro


Flávio Bolsonaro vota em uma escola na zona norte do Rio de Janeiro - 4/10/2026 | Charles Sholl/Reuters

Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno e abriu uma vantagem ainda maior sobre o petista na repercussão das eleições nas redes sociais. O dado consta em levantamento da Datrix, empresa de inteligência de dados especializada no monitoramento do ambiente digital.

O Zero Um recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos válidos, ante 53,9 milhões de Lula, equivalentes a 45,16%. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Entre publicações de veículos, políticos, influenciadores e páginas com pelo menos 10 mil seguidores, o saldo de sentimento de Flávio chegou a +31,4 pontos na manhã desta segunda-feira, 5. Lula registrou -23,2 pontos. Os dados de segunda são parciais e vão até o meio-dia. Esse indicador corresponde à diferença entre o porcentual de publicações positivas e negativas sobre cada candidato.

A distância aumentou durante a apuração. Entre 17h e 19h de domingo, Flávio apresentava saldo de +6,2, contra -3,6 de Lula. No fechamento, os índices passaram para +16 e -4,9, respectivamente. Entre 22h e 23h, chegaram a +23,1 e -12. Na manhã desta segunda-feira, a diferença entre os saldos alcançou 54,6 pontos.

O foco das publicações

A Datrix monitorou 4,93 milhões de publicações sobre a eleição entre 1º e 5 de outubro. O conteúdo gerou 15,35 bilhões de interações. Somente no domingo da votação, foram 1,08 milhão de publicações e 4,44 bilhões de interações.

Depois do fechamento das urnas, o foco das publicações mudou. Na véspera, parte relevante do conteúdo favorável a Flávio tratava da campanha, da mobilização de eleitores e dos apoios políticos. Com a divulgação do resultado, as postagens sobre a apuração e o desempenho dos candidatos ganharam espaço.

A diferença aparece com clareza na distribuição do sentimento. Na véspera da eleição, 48,3% das publicações analisadas sobre Flávio tinham tom positivo, 33,6% eram neutras e 18,1%, negativas. No domingo e na manhã da segunda-feira, a parcela neutra subiu para 66,8%, enquanto a positiva caiu para 24,6% e a negativa, para 8,7%. Mesmo com a mudança, o senador manteve saldo positivo de 15,9 pontos.

Lula participa de uma cerimônia na Base Aérea de Brasília – 28/9/2026 | Foto: Adriano Machado/Reuters

A Datrix atribui essa alteração à entrada de conteúdo factual sobre a apuração. Com o fim da campanha, diminuíram tanto as manifestações favoráveis quanto as críticas a Flávio. O pedido de voto, por exemplo, aparecia em 36% das publicações sobre o senador na véspera e caiu para 5% no domingo e na segunda-feira.

No caso de Lula, o saldo permaneceu negativo. O petista registrava -10,9 pontos na véspera e passou para -8,9 no acumulado do domingo e da segunda-feira. Quando a Datrix isolou a parcial desta segunda, contudo, o indicador caiu para -23,2. Flávio, no mesmo período, alcançou +31,4.

A distância entre os dois aumentou ao longo da apuração. Entre 17h e 19h de domingo, Flávio tinha saldo de +6,2, ante -3,6 de Lula (diferença de 9,8 pontos). No fechamento da apuração, a distância passou para 20,9 pontos. Depois dos pronunciamentos dos candidatos, entre 22h e 23h, chegou a 35,1. Na manhã desta segunda-feira, alcançou 54,6 pontos.

O apoio de perfis midiáticos

O levantamento também separou as publicações de veículos de comunicação, políticos, influenciadores e páginas com pelo menos 10 mil seguidores. Nesse grupo, Flávio apareceu em 90% das postagens que mencionavam algum presidenciável no domingo. Lula apareceu em 68,3%. Uma mesma publicação pode citar mais de um candidato e, por isso, os porcentuais não são excludentes.

Flávio manteve presença acima de 90% nesse recorte durante os quatro dias anteriores à divulgação do resultado. Lula ganhou espaço principalmente no domingo, quando passou de 40,3% das publicações no sábado para 68,3%. Em números absolutos, foram cerca de 9,9 mil postagens com menções a Flávio e 7,5 mil a Lula no dia da votação.

O cenário muda quando o levantamento considera todas as contas monitoradas. Entre 1º e 5 de outubro, Lula apareceu em 68,7% das publicações que mencionavam algum presidenciável, enquanto Flávio apareceu em 29,3%. O dado mostra que Lula teve maior volume de menções no conjunto das redes, enquanto Flávio predominou no recorte de contas de maior alcance.Ilustração: Júlia Xavier/Montagem Revista Oeste/Gerado por IA
Entenda por que Flávio está à frente de Lula

A repercussão das eleições para o Senado e dos apoios para o segundo turno também produziu indicadores favoráveis ao senador. Nas publicações classificadas no tema “apoios e alianças”, Flávio registrou saldo de +63 pontos depois da eleição. No grupo “eleições estaduais e Senado”, o índice ficou em +37. Para Lula, os mesmos temas registraram -34 e -17, respectivamente.

O relatório relaciona esse desempenho à eleição de candidatos da direita e às adesões anunciadas depois do primeiro turno. O PL elegeu 19 senadores e começará 2027 com 28 cadeiras. O estudo também registra a confirmação do apoio de Romeu Zema a Flávio e sinalizações de União Brasil e PP em direção ao candidato.

Os indicadores negativos de Flávio ficaram concentrados principalmente em dois assuntos. “Ataques, críticas e polarização” teve saldo de -49, enquanto “escândalos e investigações” registrou -88. Esses temas, contudo, representaram, respectivamente, de 6% a 7% e de 2% a 6% das publicações analisadas sobre o senador.

Lula, em uma cerimônia no Palácio Planalto, em 8 de agosto; e Flávio, durante evento em Brasília, em 5 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters

O efeito da apuração

A própria consolidação do resultado contribuiu para ampliar a diferença entre Flávio e Lula. Conforme a Datrix, as primeiras publicações da noite tratavam a liderança do senador como uma parcial da apuração. Depois da definição do primeiro turno, o mesmo placar passou a aparecer como resultado consolidado.

A Datrix estima que essa mudança de percepção sobre o resultado explica cerca de um terço do aumento do saldo de Flávio ao longo da noite. No caso de Lula, entre um quinto e um quarto da queda decorreu desse mesmo efeito.

Lula diz que 'não há razão econômica, social e política' para não ser eleito

Petista afirma que desempenho do governo justifica reeleição e aponta abstenção como desafio para a campanha contra Flávio

Isabela Jordão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da votação do último domingo, 4 | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 5, que “não há razão econômica, social e política” para que não seja reeleito no segundo turno das eleições. O petista terminou a primeira etapa da disputa com 45% dos votos, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47%.

Durante uma reunião de coordenação da campanha, em Brasília, Lula afirmou que os indicadores do governo são positivos e citou a segurança pública como um dos temas que precisam ser enfrentados na reta final da disputa.

Segundo o presidente, a União precisa ampliar sua participação no combate ao crime organizado. Ele atribuiu aos Estados a maior parte da responsabilidade pela segurança pública desde a Constituição de 1988.

“Em 1988, a responsabilidade passou para os Estados. Ficou claro que o Estado sozinho não dá conta. A bandidagem cresceu, ficaram sofisticados, entraram no Poder Judiciário, partidos, clubes de futebol”, disse.

Dos quase 159 milhões de eleitores no Brasil, 125 milhões compareceram às urnas | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Lula afirmou que uma das respostas do governo para a questão foi o envio ao Congresso da PEC da Segurança. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro, mas ainda não foi analisada pelo plenário.

“O que pudemos fazer foi mandar para o Congresso uma medida que a União tomaria mais conta”, declarou o petista. A expectativa do governo é conseguir apoio dos senadores para avançar com a proposta e reforçar, ainda no segundo turno, o discurso de combate ao crime organizado.

Na avaliação de Lula, outro desafio das próximas três semanas será mobilizar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. O presidente disse que a campanha precisa convencer esse grupo a participar da decisão.

“Vocês acham que eu não fiquei decepcionado? Eu sempre quero ganhar no primeiro turno. São 30 milhões de pessoas que não foram votar. O que aconteceu com elas?”, afirmou.

Da esquerda para a direita: Haddad, Tebet, Lula, Marina Silva e Alckmin, durante votação neste domingo, 4; nenhum dos ministros foi eleito | Foto: Reprodução

Lula disse que a ausência pode estar relacionada ao desinteresse do eleitorado e atribuiu à própria campanha a tarefa de tentar reverter esse cenário. “Temos que convencer, a possível causa é desinteresse, e a responsabilidade é nossa.”

Abstenção supera 33 milhões

O primeiro turno registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21% do eleitorado apto, estimado em 158,7 milhões de pessoas. É o maior porcentual de abstenção desde 1998, quando chegou a 21,5%.

O número também supera o registrado nas eleições de 2022, quando 32,7 milhões de eleitores deixaram de votar. A quantidade de ausentes vem crescendo nos últimos pleitos: foram 27,7 milhões em 2014 e 29,9 milhões em 2018.

Quem não votou precisa justificar a ausência à Justiça Eleitoral no prazo de 60 dias. Se a justificativa não for apresentada ou não for aceita, o eleitor fica sujeito ao pagamento de multa de R$ 3,51.

'Agora é importante ter debate na televisão', diz Lula sobre o 2º turno

Presidente evitou confrontos com adversários no 1º turno e chegou a dizer que preferia discussões entre apenas 2 candidatos

Isabela Jordão


Lula bebe água durante evento da Petrobras | Foto: Reprodução/YouTube | Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 5, que considera importante participar de debates na televisão no segundo turno das eleições. A declaração ocorre depois de o petista ter evitado confrontos com adversários no primeiro turno e de ter minimizado o formato dos debates realizados durante a campanha.

“Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête, um contra um, é cada um podendo se explicar”, disse Lula durante uma reunião pública com a coordenação de sua campanha.

A mudança de posição ocorre um dia depois de o primeiro turno terminar com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula. O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente ficou com 45,16%, diferença de 1,87 ponto porcentual.

Estúdio vazio da TV Globo no Rio de Janeiro; por causa de decisões judiciais, emissora cancelou debate com candidatos a presidente da República — Rio de Janeiro (RJ), 1°/10/2026 | Foto: Manoella Mello/Globo

Estratégia diferente no primeiro turno

Durante a primeira etapa da disputa, Lula e sua campanha recusaram convites para debates promovidos por emissoras de televisão, entre eles os organizados pela Band e pela Globo. A estratégia adotada pela campanha priorizou comícios e entrevistas individuais.

A avaliação dos aliados era que debates com vários candidatos poderiam transformar o presidente em alvo de ataques e provocar desgaste eleitoral. A campanha também concentrou esforços em aparições públicas e conversas individuais com veículos de comunicação.

Lula havia agendado participação no Flow Podcast durante o horário em que aconteceria o debate presidencial na Globo | Foto: Reprodução/YouTube

A ausência de Lula também contribuiu para o cancelamento do debate presidencial previsto pela TV Globo às vésperas do primeiro turno. O petista havia defendido a ideia de que o modelo com vários candidatos não seria o mais adequado para a disputa.

Em entrevista ao Flow Podcast durante a campanha, Lula afirmou que preferia os debates do segundo turno. Para o presidente, a presença de apenas dois candidatos permite uma discussão entre concorrentes em condições semelhantes.

A nova etapa da eleição está marcada para 25 de outubro. Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência depois de nenhum dos dois alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

Lula se declara candidato 'antissistema' e critica 'promiscuidade' do STF

Presidente defende debate sobre escolha e mandato de ministros; campanha busca reduzir abstenções e ampliar votos no Nordeste

Letícia Alves


Lula durante reunião de coordenação, em Brasília | Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 5, ser o único candidato “antissistema” e criticou o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele participou de uma reunião com aliados para definir estratégias para o segundo turno, no qual disputará a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro.

“Porque só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato”, disse o petista, que busca seu quarto mandato. “E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias.”

O presidente defendeu um debate com a sociedade sobre os critérios de escolha dos ministros do STF e a possibilidade de estabelecer mandatos. “A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei”, afirmou.

Campanha de Lula mira eleitores que não votaram

Lula pediu a aliados que busquem os votos de quem não compareceu às urnas no primeiro turno. A abstenção chegou a mais de 33,4 milhões de pessoas, ou 21,08% do eleitorado apto a votar. Segundo ele, a campanha tem a responsabilidade de despertar o interesse dessas pessoas pelas eleições. O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

O presidente também cobrou autocrítica da equipe. “A gente não tem que ficar procurando defeito que os outros cometeram que pode ter nos prejudicado”, declarou. “Não. Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio.”

Lula demonstrou confiança na vitória e abordou a segurança pública. Ele afirmou que os Estados não conseguem enfrentar o crime sozinhos. “O Estado sozinho não dá conta da segurança pública”, disse.

Depois da reunião, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que “o segundo turno é uma outra eleição” e que Lula “saberá dialogar” com o Congresso Nacional. Ele definiu a disputa como um confronto direto de projetos.

Já ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que a campanha também buscará ampliar a votação no Nordeste e reduzir as abstenções.

Eleições: Marco Rubio afirma que Donald Trump acompanhará segundo turno entre Lula e Flávio

Foto: Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentou, nesta segunda-feira (5), o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, que confirmou a disputa do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcada para 25 de outubro.

"Foi para o 2º turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam", disse Rubio.

O secretário americano indicou ainda que o presidente Donald Trump acompanhará o confronto entre os dois candidatos ao Palácio do Planalto. Rubio, no entanto, não citou o nome de nenhum dos dois.

Kassio Nunes avalia atender pedido para libertar Jair Bolsonaro logo depois do segundo turno das eleições

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Reprodução Redes Sociais

O pedido de revisão criminal apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos advogados de Jair Bolsonaro, que tem o objetivo de buscar a anulação da condenação do ex-presidente, pode vir a ser julgado após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro. Além do julgamento, há a possibilidade de concessão de uma liminar para soltura de Jair Bolsonaro até a análise da decisão favorável pelo plenário do STF.

Segundo revela reportagem da Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes Marques tem dito a interlocutores que pretende emitir uma decisão sobre o pedido após o segundo turno, seja quem for o vencedor da eleição presidencial. Kassio teria expressado entendimento de que houve uma série de “exageros” no julgamento da trama golpista pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

A defesa de Jair Bolsonaro alega em seu pedido que a anulação da sentença proferida pela Primeira Turma do STF repararia o que consideram um erro cometido pelo Judiciário. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

Os advogados do ex-presidente sustentam que houve cerceamento de defesa, alegando dificuldades para acessar e analisar o grande volume de arquivos disponibilizados durante a investigação. Também foi anexado um parecer técnico que aponta supostas falhas na coleta e preservação de provas digitais, incluindo mensagens extraídas de aparelhos celulares.

Outro ponto salientado pelos advogados afirmam que a ausência de arquivos originais e a forma de registro de determinadas mensagens comprometem a possibilidade de auditoria e verificação da integridade das provas contra Jair Bolsonaro.

A interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes, que é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado. O ministro tem dito que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições.

A um auxiliar, o ministro afirmou a um auxiliar, segundo a Folha, que já refletiu sobre o pedido de revisão criminal e concluiu que houve excessos no julgamento, como, por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada. O ministro avalia que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação sobre a trama golpista a serem contestados.

Uma eventual decisão sobre a revisão do julgamento que condenou Jair Bolsonaro e outras pessoas ligadas ao governo anterior teria que passar pelo plenário do STF. Já uma medida liminar pela soltura do ex-presidente poderia continuar válida até que aconteça esse julgamento.

A eventual soltura do ex-presidente atenderia ao discurso do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tem dito que o seu pai “vai subir a rampa” com ele, caso vença as eleições no segundo turno. Uma eventual decisão favorável à revisão criminal poderia, nesse caso, acontecer antes do indulto prometido ao pai por Flávio, mas que só pode ser decretado após ele ser empossado como presidente.

Gigante dos ônibus vence a falência e ressurge após 5 anos fechada

Empresa completou 80 anos de existência em 2026

Por Edvaldo Sales
Empresa completou 80 anos de existência em 2026 - Foto: Divulgação

A Busscar era uma tradicional fabricante brasileira de carrocerias de ônibus com sede em Joinville, Santa Catarina. A empresa foi fundada em 1946 pelos irmãos Augusto Bruno Nielson e Eugênio Nielson.

A gigante iniciou suas atividades com a marca Nielson, alterada em 1989 para Busscar.

A crise de 2012 e a decretação da falência

Após uma crise em 2012, a Justiça decretou a falência do Grupo Busscar. Depois disso, a produção foi interrompida e a indústria ficou sem atividade.

O ano de 2017 foi marcado por uma virada no caso, pois foi quando as fábricas de Joinville, Pirabeiraba e Rio Negrinho e a marca foram adquiridas em um processo judicial.

A mudança para Carbuss e a retomada das produções

Os novos proprietários assumiram os parques fabris e criaram a Carbuss em junho, anunciando o retorno da produção de ônibus sob a tradicional marca catarinense.

A fábrica passou por atualização de estrutura e processos e, em maio de 2018, a produção dos ônibus Busscar recomeçou em Joinville sob uma nova empresa, a Carbuss Indústria Catarinense de Carrocerias.

A empresa teve a oportunidade de trilhar novos caminhos. Em 2023, foi apresentada a família NB1. Depois, em 2026, quando a história iniciada pelos irmãos Nielson chegou aos 80 anos, novos modelos passaram a integrar o portfólio da fabricante.

Vídeo: motorista arranca passageira de 59 anos de carro pelos cabelos e a joga na rua

Passageira teria pedido para que ele não parasse em ponto por considerar o local perigoso

Por Leilane Teixeira
A passageira teria pedido para que ele não parasse naquele ponto por considerar o local perigoso - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma mulher de 59 anos foi agredida e retirada à força de um carro de aplicativo durante uma corrida em Curitiba. A vítimas foi identificada como Elétia Gomes e câmeras de segurança registraram o momento em que a passageira é puxada pelos cabelos para fora do veículo e jogada na calçada.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, ela havia embarcado no bairro Tatuquara quando, durante o percurso, o motorista informou que precisaria alterar a rota para ir ao banheiro.

A passageira teria pedido para que ele não parasse naquele ponto por considerar o local perigoso. Após o pedido, conforme o relato da vítima, o motorista interrompeu a corrida e saiu do veículo.

Início das agressões

Elétia contou que chegou a soltar o cinto de segurança para desembarcar, mas o homem abriu a porta traseira e começou a puxá-la pelos cabelos. Como ainda estava presa ao cinto, ela afirmou ter sido puxada com força diversas vezes antes de conseguir sair do automóvel.

As imagens de uma câmera de segurança mostram a mulher sendo retirada do banco traseiro e lançada na calçada.

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) foi acionada e encontrou a passageira abalada e com ferimentos. Ela apresentava sangramento no joelho, escoriações no braço e teve a calça rasgada durante a agressão. A vítima também relatou ter perdido tufos de cabelo.

Antes que o motorista deixasse o local, Elétia conseguiu fotografar a placa do veículo e obter os dados dele por meio do aplicativo. Policiais realizaram buscas na região, mas o suspeito não foi encontrado naquele momento.

Nesta segunda-feira, 5, a mulher prestou depoimento à Polícia Civil do Paraná (PC-PR) e passou por exame de corpo de delito na Polícia Científica.

Contas foram bloqueadas

Após o episódio, Elétia relatou que teve a própria conta na Uber bloqueada porque o motorista também fez uma denúncia contra ela na plataforma.

Procurada sobre o caso, a Uber informou que a conta da passageira foi posteriormente reativada e que o cadastro do motorista envolvido na ocorrência foi desativado.

A empresa afirmou ainda que considera o uso de violência inaceitável, disponibilizou a cobertura de seguro prevista para as viagens realizadas pela plataforma e declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Lula eleva tom contra STF e defende mudanças no Judiciário

Presidente atribui desgaste eleitoral a escândalos na Corte

Por Rodrigo Tardio
Presidente não escondeu contrariedade com a necessidade de disputar nova etapa - Foto: Foto: Ricardo Stuckert.

Na primeira manifestação política após a apuração das urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva direcionou o foco das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante encontro com a base aliada realizado nesta segunda-feira, 5.

O chefe do Executivo elevou a temperatura do discurso ao abordar o impacto de controvérsias recentes do Judiciário na campanha eleitoral.

​“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte”, declarou Lula, referindo-se às denúncias de proximidade entre magistrados e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Reformulação

Diante de governistas, o petista voltou a pregar uma reformulação profunda no sistema judiciário, sugerindo que a sociedade participe do debate sobre a fixação de mandatos por tempo determinado e novos critérios de escolha para os integrantes do Tribunal.

​Nos bastidores da campanha, correligionários apontam que o desgaste provocado pela associação de Lula ao ministro Alexandre de Moraes e aos episódios envolvendo Vorcaro cobrou um preço alto no desempenho das urnas.

​O presidente não escondeu a contrariedade com a necessidade de disputar uma nova etapa. "Vocês pensam que eu não fiquei decepcionado? Toda eleição eu fico decepcionado, porque todas eu quero vencer no primeiro turno”, admitiu.

​Balanço das urnas

​Com 100% da apuração concluída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador Flávio Bolsonaro encerrou a primeira fase na liderança, com 56.104.503 votos (47,03% dos válidos). Lula obteve 53.879.538 votos (45,16%), registrando uma perda de 3.379.966 eleitores em comparação à sua votação no primeiro turno do pleito de 2022.

Não votaram nem em si mesmos: veja candidatos com zero votos

Os candidatos disputaram vagas nas Assembleias Legislativas de cinco estados

Por Beatriz Rego
Raimundo Aguiar, Luiz Damião, Luiz Augusto, Chagas Enfermeiro, Mouracia, Dr. Pedro Benevides e Renilda Rocha terminaram com zero votos computados. - Foto: TSE

Segundo dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sete candidatos a deputado estadual terminaram o primeiro turno das Eleições 2026 com zero votos computados.

Os candidatos disputaram vagas nas Assembleias Legislativas de cinco estados: 

Goiás, Acre, Pará, Roraima e Pernambuco.

Confira a lista completa:

Dr. Pedro Benevides (PRD) — Acre;
Renilda Rocha (Solidariedade) — Acre;
Raimundo Aguiar (DC) — Goiás;
Luiz Damião (DC) — Pará;
Luis Augusto (Mobiliza) — Pernambuco;
Mouracia (Mobiliza) — Pernambuco;
Chagas Enfermeiro (DC) — Roraima.

No caso de Mouracia e Luis Augusto, ambos do Mobiliza de Pernambuco, os votos aparecem indeferidos como “anulados sob judice”. Nos outros cinco casos, a classificação consta como “válido”.

A situação “sob judice” indica que há uma questão judicial pendente relacionada à candidatura. Segundo o TSE, mesmo com o registro indeferido, os candidatos podem continuar na disputa enquanto houver recurso.

Mega-Sena acumula e sorteio pode pagar R$ 92 milhões

Premiados serão revelados na noite desta terça-feira, 6

Por Franciely Gomes
O sorteio pode acumular novamante caso não haja vencedor - Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil

O prêmio da Mega-Sena foi acumulado novamente. Sem vencedores registrados no último sábado, 3, o concurso 3067, da Caixa Econômica Federal, pretende pagar R$ 92 milhões na noite desta terça-feira.

O sorteio será realizado às 21h, em São Paulo, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista. No entanto, ele será transmitido ao vivo, através das redes sociais da Caixa Econômica.

Caso não haja vencedor majoritário, o valor pode ser distribuído entre aqueles que acertarem 5,4 ou 3 números. Não havendo acertador em qualquer faixa, esse dinheiro acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Ainda dá tempo de apostar?

Os concursos da Mega-Sena costumam encerrar suas apostas cerca de uma hora antes do sorteio oficial, às 20 horas. Os jogos podem ser feitos de maneira presencial, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, ou on-line, através do site ou aplicativo do banco.

O bilhete simples custa R$ 6 e permite que a pessoa aposte em seis números. Contudo, os jogos feitos pelo site da Caixa possuem um valor mínimo de aposta, que custa R$ 30, e permite realizar uma ou mais apostas.

Caso queira apostar em sete números, a pessoa deverá pagar um valor mínimo de R$ 35.

Após 1° turno, Jair Bolsonaro pede a Moraes para receber Flávio

Defesa do ex-presidente enviou pedido ao ministro do STF, Alexandre de Moraes

Por Ane Catarine
O senador Flávio Bolsonaro (PL) segurando um quadro do pai - Foto: Divulgação/Charles Vieira

Um dia após Flávio Bolsonaro (PL) avançar ao segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na segunda-feira, 5, que autorize uma visita do senador ao pai.

Por decisão do magistrado, Flávio está impedido de visitar o pai, que cumpre prisão domiciliar, até 11 de outubro.

Na petição, a defesa pede, como medida principal, o restabelecimento do regime regular de visitas a Bolsonaro.

Como alternativa, a defesa pede que Moraes autorize uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro. O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

Segundo os advogados, o encontro teria caráter “exclusivamente familiar” e seria realizado em data e horário previamente combinados.

Entenda a suspensão das visitas

Em 13 de julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai.

A decisão ocorreu depois que o senador tornou pública uma carta escrita por Bolsonaro, na qual o ex-presidente o autorizava a atuar como seu porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Na decisão, Moraes afirmou que uma das medidas cautelares impostas a Bolsonaro era a proibição de “utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira é eleita deputada federal

Ana Carolina Oliveira entrou na política após a morte da filha, Isabella Nardoni, em 2008
Wladmir Pinheiro

Ana Carolina Oliveira critica Tremembé Crédito: Reprodução

A vereadora de São Paulo Ana Carolina Oliveira (Podemos) foi eleita deputada federal neste domingo (4). Ela recebeu mais de 245 mil votos e foi a 2ª candidata mais votada do partido. O Podemos terá seis cadeiras na Câmara dos Deputados na próxima Legislatura.

Ana Carolina Oliveira entrou na política após a morte da filha, Isabella Nardoni, em 2008. A menina foi assassinada pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Ana Carolina Jatobá.

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