sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Mateus Conte
Victória Batalha
Diretor do Corinthians admitiu o problema | Foto: Reprodução/site Neo Química Arena
Fábio Bouéri
Fábio Bouéri
Letícia Alves


Yasmin Alencar
Lucas Cheiddi
A empresária Roberta Luchsinger, conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Instagram/Roberta Luchsinger
Erich Mafra


Bradesco acompanhava a estrutura de financiamento da Casas Bahia - Foto: Divulgação Bradesco


Amanda Maria Souza de Oliveira - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Oposição pede abertura de CPMI para investigar Lulinha
Pedido cita negociações sobre medicamentos à base de canabidiol
Mateus Conte
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, durante coletiva de imprensa - 23/2/2026 | Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
Congressistas de oposição apresentaram nesta quinta-feira, 20, um pedido para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuou para favorecer empresas junto ao governo federal. Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele é citado em negociações sobre medicamentos à base de canabidiol.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) encabeça o documento, acompanhado pelos deputados Helio Lopes (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Mario Frias (PL-SP). Eles propõem uma comissão com 15 senadores e 15 deputados, além de 30 suplentes. A CPMI teria 90 dias para concluir os trabalhos e poderia gastar até R$ 50 mil.
O pedido também inclui Roberta Moreira Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Os parlamentares querem saber se houve favorecimento de empresas, influência sobre agentes públicos, pagamentos ou outras vantagens.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles
PF apura negociações de Lulinha
A Polícia Federal (PF) apura se Lulinha e Roberta atuaram em favor de empresas do setor de cannabis medicinal. A investigação inclui contatos com o Ministério da Saúde e integrantes da Presidência da República.
O documento cita ainda uma minuta de contrato para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Roberta enviou a minuta a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, mas o negócio não foi fechado.
Roberta disse à PF ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS, mas afirmou ter sido um encontro social. Também negou qualquer serviço ou pagamento a Lulinha ligado à regulação do mercado de canabidiol. A defesa do filho do presidente também nega irregularidades.
A CPMI, se criada, deverá apurar quem participou das negociações, quais empresas estavam interessadas, se houve pagamentos e quais agentes públicos foram procurados. Também deverá investigar se integrantes do governo favoreceram interesses privados ou tentaram influenciar decisões administrativas, regulatórias ou contratos públicos.
Corinthians é condenado a pagar quase R$ 3 milhões a ex-jogador
Atleta sofreu lesão no joelho durante partida pelo Sub-20 e ficou permanentemente impedido de seguir carreira profissional
Victória Batalha
A Justiça do Trabalho de São Paulo condenou o Corinthians a pagar quase R$ 3 milhões em indenizações a um ex-jogador que sofreu uma lesão no joelho durante uma partida pelo campeonato Sub-20. A decisão é da 63ª Vara do Trabalho de São Paulo.
Segundo os autos, o atleta passou por um período inicial de recuperação e voltou aos campos, mas sofreu novos traumas durante a atividade esportiva. O quadro levou a outras cirurgias e sessões de fisioterapia, sem o resultado esperado. A perícia concluiu que as lesões provocaram incapacidade permanente para a profissão de jogador de futebol.
Diretor do Corinthians admitiu o problema | Foto: Reprodução/site Neo Química ArenaJustiça reconhece relação entre lesão e atividade esportiva
A juíza Viviany Aparecida Carreira Moreira Rodrigues considerou documentos e laudo pericial para reconhecer a relação entre a lesão inicial e o agravamento do quadro ao longo do período em que o atleta atuou pelo clube.
Na avaliação da magistrada, os microtraumas e traumas decorrentes da prática esportiva de alta intensidade contribuíram para a consolidação das lesões e para a incapacidade profissional.
A maior parte da condenação corresponde a R$ 2,28 milhões por danos materiais. A decisão considerou a expectativa de duração da carreira de um jogador profissional, estimada em cerca de 35 anos, além da trajetória do atleta, que tinha passagens pela seleção brasileira Sub-20.
A Justiça também determinou o pagamento de R$ 200 mil por danos morais. O valor considera a incapacidade permanente para a profissão, as cirurgias realizadas, o período de tratamento e as cicatrizes decorrentes das intervenções.
Clube também terá de pagar seguro e garantia trabalhista
Condenaram ainda o Corinthians a pagar R$ 240 mil pela ausência do seguro obrigatório destinado à cobertura dos riscos enfrentados por atletas profissionais, conforme estabelece a Lei Pelé.
Outro valor de R$ 261 mil corresponde à indenização substitutiva da garantia de emprego prevista na legislação previdenciária. Segundo a perícia, a consolidação das lesões ocorreu depois do fim do contrato de trabalho.
Com isso, a condenação chega a R$ 2,98 milhões. Vão ainda corrigir os valores monetariamente e aplicar juros conforme determina a legislação.
Amiga de Lulinha propôs negócio de R$ 626 milhões com a Saúde
Assessor de Lula recebeu minuta de contrato que previa fornecimento, sem licitação, de medicamentos à base de canabidiol
Fábio Bouéri
A Polícia Federal investiga uma minuta de contrato de até R$ 626 milhões para o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
O documento foi enviado pela empresária e lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula.
Saúde: Marcola confirma recebimento de proposta
A proposta previa o fornecimento de 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de medicamentos. Segundo as investigações, a contratação poderia ocorrer sem licitação. O negócio, porém, não chegou a ser concretizado.
Marcola confirmou aos investigadores que recebeu o documento, mas afirmou ter considerado o envio inadequado. Ele também negou ter encaminhado a proposta a integrantes do Ministério da Saúde ou ter atuado para favorecer a negociação.
Roberta é apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e aparece nas investigações como uma das pessoas que tentavam viabilizar negócios relacionados à cannabis medicinal junto ao governo federal.
A empresária teria sido contratada pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, para atuar na negociação. Mensagens e outros materiais apreendidos pela PF são analisados para identificar a eventual participação de Lulinha e de outros envolvidos.
O Ministério da Saúde afirma que nunca firmou contrato com a empresa envolvida e que o produto discutido não foi incorporado ao SUS. As defesas dos investigados negam irregularidades e questionam a divulgação de informações do inquérito.
Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 58 milhões
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3.047; 63 apostas fizeram a quina e 4.395, a quadra
Fábio Bouéri
A Mega-Sena acumulou novamente. Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.047, sorteado na noite desta quinta-feira, 20, no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, segundo previsões da Caixa Econômica Federal, o prêmio principal subiu para R$ 58 milhões no próximo sorteio.
As dezenas sorteadas foram: 04, 18, 22, 26, 31 e 58.
A quina registrou 63 apostas vencedoras. O prêmio padrão foi de R$ 33.112,49 para cada aposta. Na quadra, 4.395 apostas acertaram quatro números e receberam R$ 782,39 cada.
Mega-Sena: próximo concurso
O próximo concurso será realizado no domingo 23. Os ganhadores de qualquer faixa têm 90 dias corridos, contados a partir da data do sorteio, para retirar o prêmio. Depois desse prazo, os valores são destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a programas de esporte.
Lobista diz que Lula ofereceu cargo no governo e que ela recusou
Em conversas obtidas pela PF, Roberta Luchsinger afirmou ter mantido proximidade com o presidente e optado por negócios privados com Lulinha
Letícia Alves
A lobista Roberta Luchsinger afirmou, em conversas de 2024 obtidas pela Polícia Federal (PF), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe ofereceu um cargo no governo. Segundo ela, recusou a função para se dedicar a negócios privados com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Fernando Bittar.
Nos diálogos, Roberta também declarou que mantinha proximidade com Lula. As conversas integram um relatório da Polícia Federal publicado pela revista Veja.

A imagem consta no relatório da Polícia Federal | Imagem: Reprodução/ Revista Veja
Segundo o inquérito, Lulinha atuava como agenciador oculto de empresários interessados em contratos com autarquias federais. Os investigadores apontam indícios de corrupção e tráfico de influência na atuação do grupo.
Mensagens citam atuação no governo
As mensagens mostram que Roberta mantinha contato direto com Gustavo Gaspar, ex-assessor do Ministério das Comunicações. O relatório revela que ela, Lulinha e Fernando Bittar formavam um núcleo de atuação permanente para atender a interesses privados perante agentes e órgãos da administração pública federal, incluindo o Ministério da Saúde.
Roberta afirmava atuar por meio do Palácio do Planalto e projetava receber R$ 100 milhões em 2024. As investigações também revelam que ela orientava o motorista a fazer entregas de valores em espécie transportados em malas.
Entre os destinatários das quantias estava Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia. Em uma das conversas, Lulinha questionou a disponibilidade de recursos para custear uma viagem à África e afirmou que Roberta cuidava de suas finanças.

O filho de Lula, Lulinha, e a amiga Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes sociais
Em nota ao portal Poder360, a defesa de Lulinha criticou o vazamento da investigação e afirmou que não existem provas no inquérito. O advogado Marco Aurélio Carvalho disse que a divulgação busca causar impacto no processo eleitoral.
A assessoria de Fernando Bittar contestou o acesso seletivo aos autos e também citou interferência política. As defesas de Roberta Luchsinger, Gustavo Gaspar e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, não se manifestaram ou informaram que aguardam acesso à íntegra do processo.
'Tô sozinho', diz Flávio sob ataque de políticos de direita
O descontentamento do senador surge depois de declarações críticas feitas por Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que buscam o eleitorado de oposição a Lula
Yasmin Alencar
Flávio Bolsonaro, durante transmissão ao vivo em seu canal no YouTube — 16/8/2026 | Foto: Reprodução/YouTube
Críticas vindas de outros postulantes da direita têm gerado insatisfação na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou nesta quinta-feira, 20, sentir-se isolado na disputa presidencial. O senador expressou, durante uma transmissão ao vivo, que esperava ver seus rivais de direita e centro-direita focados em enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas relatou decepção ao se tornar alvo de frequentes ataques desse grupo.
“Se você olha para quem são os candidatos, eu tô sozinho de novo”, disse Flávio. “Até aquelas pessoas que se dizem de direita que eu incentivei. Não quero falar aqui os nomes. Em algum momento, se for necessário, eu falarei. Eu incentivei alguns deles a serem candidatos, porque eu falava assim: ‘Cara, isso aqui não é projeto de poder, é o Brasil que tem que vencer’.”
Crescem os ataques entre candidatos de direita
O descontentamento de Flávio surge depois de declarações críticas feitas por Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que buscam o eleitorado de oposição a Lula. Ele demonstrou incômodo com as críticas vindas de candidaturas de direita e centro-direita. “Isso me deixa um pouquinho chateado, mas também bola para a frente, porque eu esperava que as pessoas que se dizem de centro-direita fossem estar atacando o Lula. E é todo dia, ataca Flávio Bolsonaro. É triste isso, mas eu tenho você, tenho o povo e, acima de tudo, tenho Deus tomando conta de tudo.”
O episódio ocorre logo depois de um embate público entre Flávio e a chapa de Caiado. Recentemente, Gilberto Kassab, presidente do PSD e candidato a vice, declarou que Flávio teria “chance zero” na disputa. Em resposta, o senador cobrou dos adversários de direita uma postura mais contundente contra o PT, enquanto aliados do PL acusaram o PSD de atuar como base de apoio indireta a Lula. Caiado reagiu e descreveu as críticas como sinal de “desespero”.
Desde o início da campanha, Caiado tem procurado se diferenciar tanto de Lula quanto de Flávio e se apresentado como uma terceira via. Logo no primeiro dia, criticou ambos ao defender sua própria candidatura. Renan Santos (Missão) também intensificou os ataques e incluiu Flávio entre seus principais alvos. No domingo 16, durante o lançamento de sua candidatura em São Paulo, Renan direcionou críticas tanto a Lula quanto ao senador do PL.
Controvérsias e estratégias de campanha
O confronto entre Flávio e Renan ganhou novo capítulo quando Flávio foi registrado de forma indevida como filiado ao Missão no sistema eleitoral, o que impediu temporariamente o registro de sua candidatura. A situação foi regularizada com o restabelecimento da filiação ao PL, e o caso passou a ser investigado. Romeu Zema (Novo) também já protagonizou embates com Flávio. Em maio, depois de áudios sobre a busca de verbas para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, Zema classificou como “imperdoável” a cobrança feita pelo senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas posteriormente amenizou o tom e declarou o episódio superado.
PF mira Lulinha por sociedade oculta e facilitação de contratos no governo Lula
Órgão policial citou o filho do presidente como beneficiário indireto de articulações feitas por Roberta Luchsinger, empresária e lobista
Lucas Cheiddi
Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e seu pai, o presidente Lula da Silva | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Relatórios recentes da Polícia Federal (PF) mostram que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi citado como beneficiário indireto de articulações feitas por Roberta Luchsinger, empresária e lobista. O objetivo era facilitar contratos para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal.
As informações vieram à tona em reportagem publicada nesta quinta-feira, 20, pela revista Veja, que teve acesso a documentos da investigação. Lulinha está no centro de três inquéritos atualmente em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lulinha como peça-chave em negociações
Segundo os documentos, Roberta Luchsinger mencionou Lulinha como peça decisória em projetos que buscavam mudanças legislativas e contratos públicos. “As comunicações revelam que Fábio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos”, afirma a PF. “Ele foi indicado como beneficiário indireto das articulações conduzidas por terceiros em seu nome.”
Além disso, a Polícia Federal identificou mensagens de Roberta que mencionam a necessidade de Lulinha deixar o Brasil até junho de 2025, período em que ele se mudou para a Espanha. A apuração também mostra que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, teria intermediado reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Suspeita de sociedade oculta e atuações além do lobby
A empresária Roberta Luchsinger, conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Instagram/Roberta LuchsingerOutro ponto de destaque é que, conforme representação da PF encaminhada ao STF, Lulinha mantinha “comunhão de interesses econômicos” com Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar, ex-dono do sítio de Atibaia (SP), investigado na Lava Jato. Os três são suspeitos de manter uma “sociedade oculta” em negócios ligados a Cannabis medicinal, com tentativas de venda ao Ministério da Saúde.
De acordo com a Polícia Federal, a atuação do trio extrapolava atividades de lobby, incluindo facilitação de contratos públicos, promoção de mudanças legislativas para interesses privados e pagamentos a agentes públicos de alto escalão.
“Os elementos reunidos indicam que Roberta atuou de forma sistemática na interlocução de interesses relacionados ao mercado do canabidiol junto a integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial, tendo Fábio Luís Lula da Silva aparentemente acompanhado ou impulsionado determinadas tratativas”, explicou o documento da PF.
Testemunha do sítio de Atibaia alugou mansão usada por Lulinha
Imóvel em Brasília recebia encontros com a lobista Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete de Lula
Erich Mafra
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais
O dentista Rafael Nicolau Arbex assinou o contrato de aluguel da mansão em Brasília usada pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e pela lobista Roberta Luchsinger. A apuração é do jornal O Globo.
Arbex é amigo de Lulinha e de Fernando Bittar, dono formal do sítio de Atibaia. Em 2018, o dentista depôs à 13ª Vara Federal de Curitiba como testemunha da defesa do presidente Lula no processo da Operação Lava Jato. Na época, ele declarou à Justiça Federal que morava de graça na propriedade rural e possui vínculo familiar com a esposa de Bittar, além de sócio em duas empresas de saúde.
A lobista Roberta Luchsinger conduziu as tratativas da casa de três quartos no Lago Sul, mas transferiu a assinatura do documento para Arbex. A imobiliária TRK confirmou o valor de R$ 28 mil mensais. Ao jornal, o proprietário do imóvel recusou prestação de informações por ter assinado uma cláusula de confidencialidade.
Encontros com ex-assessor no DF
Funcionários da residência relataram que o local abrigava reuniões discretas de negócios com políticos e empresários. O ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, participou de encontros e almoços na mansão. A Polícia Federal (PF) rastreou repasses de R$ 249 mil da lobista para o ex-assessor.
A defesa de Lulinha nega que o empresário tenha morado na residência ou participado de reuniões com clientes de Roberta. O advogado de Marcola declarou que o ex-assessor quitou o empréstimo feito com a lobista.
Mendonça e Dino planejam manter investigações sobre Lulinha no STF
Por Luísa Martins, Constança Rezende e Ana Pompeu | Folhapress

Foto: Fellipe Sampaio/STF
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), planeja manter sob sua relatoria o inquérito que apura se o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cometeu tráfico de influência no âmbito do governo federal.
O magistrado sinalizou a pessoas próximas que tende a indeferir o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o caso seja enviado para a primeira instância.
Com isso, a expectativa é de que o ministro Flávio Dino, relator da outra investigação aberta na corte contra Lulinha, também mantenha o processo no Supremo.
Interlocutores de Mendonça afirmaram que o requerimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, causa perplexidade —já que, em julho, a PGR se manifestou favoravelmente ao sorteio da relatoria no próprio STF.
Um auxiliar de Gonet, no entanto, explica que não há contradição, pois as duas manifestações tratam de questões processuais diferentes.
Uma é sobre a distribuição do processo —se deve ser por livre sorteio ou por prevenção (quando o encaminhamento é feito a um ministro que já analisa um processo semelhante). Definido o relator, cabe um novo parecer sobre a competência ou não do tribunal para analisar o caso.
Nesse segundo ponto, para a PGR, o argumento é técnico: não havendo autoridades com foro especial explicitamente envolvidas nas suspeitas de tráfico de influência, não há justificativa para que o inquérito permaneça na corte.
Auxiliares de Mendonça dizem desconfiar de uma tentativa de tirá-lo da condução das investigações, devido ao rigor que ele tem imprimido a casos como o do Banco Master e o das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Mendonça tem dito a pessoas do seu entorno que ainda é cedo para essa conclusão, e que as conversas interceptadas pela Polícia Federal ainda podem indicar a participação de autoridades com foro.
Isso porque a investigação diz respeito a tratativas que Lulinha teria feito junto ao Ministério da Saúde para obter aval à comercialização de cannabis medicinal no Brasil.
Além disso, segundo a PF, menções a pessoas com foro constariam em conversas que a empresária Roberta Luchsinger, próxima de Lulinha e de Antônio Camilo Antunes (o "Careca do INSS"), teve com interlocutores a respeito dessas negociações.
Recuperação judicial da Casas Bahia coloca Bradesco em dívida bilionária
Saiba como a exposição de R$ 4,78 bilhões da varejista afeta o balanço e as ações do banco
Por Jair Mendonça Jr

Grupo Casas Bahia - Foto: Divulgação Casas Bahia
A entrada em recuperação judicial do Grupo Casas Bahia coloca o Bradesco diante de uma dívida de R$ 4,78 bilhões.
O valor torna o banco um dos principais credores da varejista. Investidores questionam o efeito do montante no balanço financeiro e na trajetória de recuperação da instituição.
Classificação da dívida como extraconcursal
Dos R$ 4,78 bilhões, R$ 3,35 bilhões recebem a classificação de créditos extraconcursais.
Estes valores ficam fora das condições de pagamento estipuladas no plano de recuperação judicial.
A situação permite que o credor busque a execução de garantias conforme os contratos originais.
Diferença entre casos de varejistas
O Bradesco acompanhava a estrutura de financiamento da Casas Bahia, que incluía operações de risco sacado e antecipação de recebíveis.
A ausência de inconsistências contábeis não esperadas diferencia este caso de ocorrências registradas em outras empresas.
O mercado financeiro mantém monitoramento sobre o nível de provisões já realizado pelo banco para cobrir o risco.
Bradesco acompanhava a estrutura de financiamento da Casas Bahia - Foto: Divulgação BradescoDesempenho do Bradesco e indicadores de crédito
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre de 2026, com retorno anualizado sobre o patrimônio líquido de 16%.
O banco apresenta sequência de melhora na rentabilidade. A inadimplência acima de 90 dias atingiu 4,3% em junho. A despesa com provisões para devedores duvidosos alcançou R$ 9,985 bilhões.
O banco prioriza operações com garantias em sua estratégia atual de crédito.
Delegado aposentado da PF é preso por furto em supermercado
Com salário de R$ 41 mil, Hélio Khristian, foi flagrado no estacionamento com R$ 500 em produtos
Por Rodrigo Tardio

Ex-agente passou pelo caixa e quitou apenas parte das compras - Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
Um delegado aposentado da Polícia Federal foi detido em flagrante, nesta quinta-feira, 20, sob a acusação de tentar furtar mercadorias em um supermercado de grande porte na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Hélio Khristian Cunha de Almeida tentou deixar o estabelecimento sem pagar por produtos avaliados em aproximadamente R$ 500.
De acordo com a Polícia Militar, o ex-agente passou pelo caixa e quitou apenas parte das compras, escondendo os demais itens em sacolas separadas. A abordagem foi efetuada por seguranças no estacionamento.
Reincidência
Relatos de funcionários entregues à polícia indicam que esta não foi a primeira vez que o ex-servidor adotou a prática na unidade.
Em uma ocasião anterior, ele teria sido orientado a pagar o valor devido e liberado sem o registro de ocorrência.
Audiência de custódia
O acusado foi conduzido à 16ª DP (Barra da Tijuca). O titular da unidade, Neilson dos Santos Nogueira, informou que o ex-delegado foi autuado em flagrante por furto e encaminhado à SEAP, onde aguardará a audiência de custódia.
Hélio Khristian tem em sua carreira a remuneração bruta mensal de um delegado aposentado da PF, fixada em cerca de R$ 41 mil.
O policial aposentado já havia sido investigado por suposta obstrução de Justiça no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mas acabou formalmente inocentado ao fim dos processos.
Lulinha processa Flávio Bolsonaro e pede indenização por vídeo com IA
Conteúdo compartilhado nas redes de Flávio associa o filho de Lula ao escândalo do INSS
Por Gustavo Nascimento

Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) - Foto: Fernando Bizerra Jr.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT), abriu um processo contra Flávio Bolsonaro (PL) por conta de um vídeo divulgado na campanha presidencial do filho de Jair Bolsonaro. Isso porque o conteúdo, feito por IA, faz referência a Lulinha e ao escândalo de desvios de recursos de aposentados do INSS.
No processo, que foi endereçado para a Justiça de São Paulo, o filho de Lula pede uma indenização de R$ 10 mil de Flávio Bolsonaro, além de uma decisão liminar que determine a exclusão do vídeo das redes sociais em 24 horas.
A defesa de Lulinha se queixa que os perfis de Flávio Bolsonaro nas redes sociais atribuem a ele condutas das quais ele não é alvo de investigação, como acusação de que ele seria “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.
“Não existe contra o autor investigação, indiciamento, denúncia ou sequer hipótese acusatória de participação nas fraudes praticadas contra beneficiários do INSS. O procedimento em que seu nome foi mencionado possui objeto distinto e não lhe atribui participação nos crimes originários que produziram os valores posteriormente submetidos à investigação”, sustenta a defesa de Lulinha.
A Justiça ainda não tomou nenhuma decisão sobre o caso.
O vídeo
Os perfis de Flávio Bolsonaro no Instagram e no X publicaram no começo de julho um vídeo, com a legenda “Missão: Localiza Lulinha”, em que o filho do presidente Lula aparece retratado, por meio de montagem com uso de Inteligência Artificial, como alvo de uma missão militar e de avião de caça.
Assista
Investigação
Lulinha responde a três inquéritos que investigam tráfico de influência no Supremo Tribunal Federal.
A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Poder Executivo nacional. Ela já atuou ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS.
Mulher de 38 anos que fingiu ter 12 é condenada por estelionato e falsa identidade
Penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime semiaberto
Por Victoria Isabel
Amanda Maria Souza de Oliveira - Foto: Reprodução/Redes SociaisA mulher de 38 anos que fingiu ter 12 anos e enganou uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi condenada nesta quinta-feira, 20, por estelionato e falsa identidade. Amanda Maria Souza de Oliveira recebeu pena de um ano, seis meses e 10 dias de reclusão, além de quatro meses e 18 dias de detenção.
As duas penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime semiaberto. A Justiça também manteve a prisão preventiva da mulher.
A defesa de Amanda afirmou que discorda da decisão. Segundo os advogados, serão adotadas "de imediato todas as medidas legais e recursos cabíveis junto às instâncias superiores" para tentar reformar a sentença e provar a inocência da acusada em grau recursal.
Segundo o Poder Judiciário, Amanda criou uma identidade fictícia e conviveu durante cerca de 14 meses com a família, que passou a tratá-la como filha. Nesse período, ela recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados.
De acordo com a sentença, Amanda inicialmente teria se apresentado como adulta e, posteriormente, passou a afirmar que era adolescente. Utilizando a identidade falsa, ela se aproximou da família e relatou situações de vulnerabilidade, incluindo suposto histórico de abusos, problemas de saúde e abandono familiar.
A fraude foi descoberta após mais de um ano de convivência. Entre os elementos considerados pela Justiça estão o laudo de um celular apreendido, os depoimentos das vítimas e testemunhas e a admissão da própria acusada de que utilizava nome e idade falsos.
Conforme o entendimento judicial, a fraude permitiu que Amanda tivesse o custeio integral da própria sobrevivência durante o período em que morou com a família.
A Justiça também considerou a repercussão social do caso e os impactos emocionais e familiares provocados pela situação, especialmente por causa do vínculo construído entre a acusada e as vítimas ao longo de mais de um ano.
Para o juízo, Amanda agiu de forma consciente para induzir e manter as vítimas em erro, utilizando a identidade falsa para obter benefícios e permanecer junto à família.
Dona da Gillette e Oral-B demite 7 mil e produtos são retirados
P&G demite 7 mil e retira produtos do mercado: o que muda nas marcas?
Por Jair Mendonça Jr

Fachada da fábrica da P&G em Seropédica, RJ - Foto: Divulgação
A Procter & Gamble (P&G) executa um plano global de reestruturação industrial. O processo prevê o corte de 7 mil postos de trabalho e a descontinuação de linhas de produtos em mercados regionais selecionados até 2027.
Reestruturação e corte de pessoal
A companhia implementa a eliminação de 7 mil vagas em sua estrutura corporativa e administrativa global. A medida representa o enquadramento de custos operacionais e a simplificação de processos gerenciais.
A diretoria direciona o foco para unidades de negócio consideradas estratégicas, enquanto mantém ativos industriais principais protegidos da redução de pessoal.
Fim de linhas e produtos regionais
A empresa retira categorias de mercadorias de prateleiras em países específicos da Ásia. O plano abrange a interrupção de fabricação de itens de marcas como Pampers, Whisper e versões de detergentes Tide e Ariel.
A multinacional também encerrou operações industriais próprias no Paquistão, migrando para o modelo de distribuição terceirizada. As decisões ocorrem em locais com baixa rentabilidade comercial.
Impacto nas marcas principais
A direção da corporação confirma a continuidade global de marcas consolidadas. Linhas como Gillette, Oral-B, Pantene e Head & Shoulders seguem ativas nos mercados principais.
A estratégia empresarial foca na alocação de capital em segmentos de maior retorno financeiro, contornando pressões de custos com matérias-primas e logística internacional.
Operações no Brasil
As unidades e a comercialização no Brasil mantêm o funcionamento normal. A empresa registra resultados financeiros positivos e não anuncia o encerramento de atividades produtivas ou a descontinuação de itens no mercado nacional.
Os consumidores locais continuam encontrando o portfólio completo nos pontos de venda.
Não é uma falência
Vale destacar que a P&G continua sendo uma empresa altamente lucrativa e operacionalmente robusta. Essas medidas fazem parte de um plano global de reestruturação anunciado anteriormente (iniciado em 2025 e com previsão de conclusão até 2027) para aumentar a produtividade, reduzir custos e simplificar a estrutura administrativa.
TRE-BA recebeu 1.206 pedidos de registro de candidatura para as Eleições Gerais 2026
Do total de requerimentos recebidos, 935 já foram julgados pela Justiça Eleitoral e 271 seguem em tramitação; Tribunal tem até 14 de setembro para julgar os pedidos e publicar as decisões
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) recebeu 1.206 pedidos de registro de candidatura, considerando todos os cargos em disputa em âmbito estadual para as Eleições Gerais de 2026. Do total, 935 requerimentos já foram julgados, enquanto 271 permanecem em tramitação. Os dados consideram os pedidos apresentados para os cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal, deputado estadual, 1º suplente e 2º suplente. As informações podem ser conferidas no Portal de Estatísticas e no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE.
Os números foram extraídos nesta quarta-feira (19/08) e podem sofrer alterações.
Entre os pedidos recebidos, 632 são para o cargo de deputado estadual, o que representa a maior parcela das candidaturas. Em seguida, aparecem as solicitações para deputado federal, com 529 registros. Para o Senado Federal, foram apresentados 10 pedidos, enquanto governador e vice-governador receberam 7 pedidos cada. Já para o cargo de 1º suplente foram 10 candidaturas, seguido pelo 2º suplente, com 11.
Perfil das candidaturas
O Portal de Estatísticas do TSE também reúne informações que permitem conhecer o perfil das candidaturas registradas para as Eleições Gerais de 2026 na Bahia. Em relação ao gênero, são 789 candidaturas do sexo masculino e 417 do sexo feminino. Na faixa etária, a maior concentração está entre 45 e 49 anos, com 253 candidaturas.
Quanto ao grau de instrução, 639 candidaturas são de pessoas com ensino superior completo, 324 com ensino médio completo, 145 com ensino superior incompleto, 38 com ensino médio incompleto, 26 com ensino fundamental incompleto, 30 com ensino fundamental completo e 04 que declararam saber apenas ler e escrever.
No recorte de cor ou raça, são 267 candidaturas de pessoas brancas, 611 pardas, 308 pretas e 5 amarelas.
Os dados também contemplam identidade de gênero: 884 pessoas candidatas se declararam cisgêneras e 08 transgêneras. Em relação à orientação sexual, foram registradas 866 candidaturas de pessoas heterossexuais, 5 bissexuais, 6 gays, 9 lésbicas e 03 pansexuais.
O sistema registra ainda 26 candidaturas de pessoas que se declararam quilombolas, 15 indígenas e 05 que utilizaram nome social.
Prazo para registro
De acordo com a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), partidos políticos e federações deveriam requerer o registro de suas candidaturas até às 19 horas do dia 15 de agosto de 2026.
A Lei das Eleições estabelece ainda 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, como a data-limite para que todos os pedidos de registro de candidatura, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, estejam julgados pelas instâncias ordinárias e com as decisões publicadas.
ASCOM TRE-BA
TRE-BA lança Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência Política contra a Mulher
Evento será realizado nesta sexta-feira (21/8), às 9h, na Sala de Sessões do Tribunal, com participação aberta ao público
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) lança, nesta sexta-feira (21/8), o Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência Política contra a Mulher. O evento será realizado às 9h, na Sala de Sessões do Tribunal, e é aberto ao público.
A iniciativa amplia as ações do TRE-BA voltadas à promoção de eleições livres, íntegras e inclusivas, estabelecendo uma agenda permanente de prevenção e enfrentamento à violência política contra as mulheres. Entre as medidas previstas estão ações educativas e de capacitação, canal de denúncia, rede de proteção, observatório e pesquisas para produção de dados sobre a violência política de gênero na Bahia.
Apesar dos avanços normativos das últimas décadas, a violência baseada em gênero ainda representa um obstáculo à participação das mulheres na vida pública e política. Ameaças, violência moral e institucional, assédio e outras formas de intimidação podem comprometer o exercício da atividade política e o fortalecimento da democracia.
“A violência política de gênero, a violência moral, a violência institucional e as múltiplas formas de assédio dirigidas às mulheres revelam estruturas históricas de desigualdade que transcendem o âmbito individual, comprometendo o próprio funcionamento do Estado Democrático de Direito. A instituição do Núcleo visa intensificar as ações empreendidas pelo Tribunal na construção de uma agenda permanente de ações educativas, capacitação, instituição de canal de denúncia, rede de proteção, um observatório e também pesquisas permanentes que visam gerar estatísticas sobre a temática no cenário baiano, evidenciando uma atuação conjunta do Órgão em proteção às candidatas e parlamentares”, afirmou o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer.
De acordo com a desembargadora eleitoral e Ouvidora Regional Eleitoral, Carina Virgens Canguçu, o projeto será desenvolvido inicialmente como um plano-piloto, com ações previstas de agosto a dezembro, período que compreende da campanha eleitoral à diplomação. A proposta busca consolidar políticas institucionais, educativas e de prevenção, baseadas em ações integradas e multidisciplinares para combater a violência contra as mulheres no cenário político.
“O Núcleo conta com um grupo de servidoras de várias áreas do Tribunal para propiciar ações transversais sobre a temática. Nesse primeiro momento, o Órgão investirá em uma série de ações práticas para combater e mitigar a violência. Ainda em dezembro deste ano, faremos uma grande avaliação do projeto para empreender novas iniciativas para 2027”, declarou a ouvidora.
Durante o lançamento, serão apresentados o escopo do projeto, um panorama sobre a violência política contra as mulheres, a página do Núcleo, a cartilha digital e outros materiais educativos.
Após o evento, ainda nesta sexta-feira, a Corte Eleitoral apreciará, em sessão plenária, a proposta de resolução que estabelece as normas do Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência Política contra a Mulher.
Pra todos verem: Banner institucional do TRE-BA, em fundo bege, com ilustrações de três mulheres de perfil, em diferentes tons de pele e com cabelos variados. Ao centro, aparece o texto “Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência Política contra a Mulher no âmbito do TRE-BA”. No canto superior direito, está a logomarca do TRE-BA com a inscrição “Justiça, Cidadania e Serviço”. Na parte inferior, há faixas curvas nas cores vermelho, roxo, branco e azul.
ASCOM TRE
NOTA À IMPRENSA E À SOCIEDADE
Diante das notícias divulgadas nesta quinta-feira, venho esclarecer que a diligência realizada pela Polícia Federal em Petrolina decorre de um procedimento de natureza administrativa iniciado em 2023, quando a rádio envolvida pertencia a outros proprietários. Meu nome não consta no processo que deu origem à investigação.
Esclareço ainda que a atuação das autoridades foi nas dependências da rádio, sem diligências em minha residência.
Não tenho dúvida de que estou sendo vítima de uma perseguição política, com o objetivo de provocar desgaste à minha caminhada. Desde que iniciei essa trajetória ao lado do povo, dando voz às suas verdades, às suas dores e às suas cobranças, passei a incomodar interesses. A tentativa agora é me intimidar e me calar. Não vão conseguir.
Minha história profissional, construída ao longo de tantos anos, fala por mim. Quem me conhece sabe da minha integridade, da minha conduta e do meu compromisso com a verdade.
Sigo trabalhando e exercendo minha atividade profissional e minha candidatura com serenidade, firmeza e compromisso com quem mais precisa.
Carlos Britto
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado por funcionamento irregular da rádio - Foto: PF/Divulgação
Pâmela Zacarias
No Brasil, as aeronaves ajudaram a retirar moradores de áreas isoladas e transportar materiais para regiões atingidas | Foto: Divulgação/Helibras
Mateus Conte
Victória Batalha
Victória Batalha
Lulinha mudou-se para a Espanha em julho de 2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
Yasmin Alencar
Estação de rádio em Petrolina é desativada em operação da PF contra transmissão clandestina de sinal
Foram realizadas inspeções e apreendidos equipamentos de transmissão, resultando na interrupção e desativação da estação
Por Portal Folha de Pernambuco
Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado por funcionamento irregular da rádio - Foto: PF/DivulgaçãoUma estação de rádio em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, foi desativada durante operação da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (20).
A corporação cumpriu um mandado de busca e apreensão em investigação que apura a possível transmissão clandestina de sinal de rádio e irregularidades no uso da radiofrequência.
Segundo a PF, na operação "Espectro Livre" foram realizadas inspeções e apreendidos equipamentos de transmissão, resultando na interrupção e desativação da estação, cujo nome não foi divulgado.
A corporação também informou que um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado por funcionamento irregular da rádio.
"O material apreendido será submetido à análise, e as informações obtidas contribuirão para o prosseguimento das investigações e a identificação dos responsáveis", afirmou a PF.
A ação contou com o apoio técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A corporação destacou que os fatos podem caracterizar o crime de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicação, previsto no artigo 183 da Lei nº 9.472/1997, com pena de um a dois anos de detenção.
Helibras encerra produção de helicóptero militar no Brasil
Programa iniciado em 2008 previa 50 aeronaves para as Forças Armadas; 47 foram produzidas no país
Pâmela Zacarias
O programa H-XBR, iniciado em 2008, foi encerrado antecipadamente devido a mudanças solicitadas pelas Forças Armadas brasileiras| Foto: Divulgação/Helibras
A Helibras encerrou a produção do helicóptero militar H225M no Brasil, depois de concluir a última unidade fabricada na planta de Itajubá (MG). Das 50 aeronaves encomendadas pelas Forças Armadas, 47 foram produzidas no país. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O encerramento da produção marca o fim do programa H-XBR, iniciado em 2008. O contrato original previa a fabricação de 50 helicópteros, mas mudanças feitas a pedido das próprias Forças Armadas alteraram o planejamento inicial. Ao fim do programa, a Helibras produziu 47 aeronaves no Brasil, três a menos que o previsto.
O H225M ganhou destaque no Brasil pela participação em operações de emergência. Em 2019, o helicóptero participou das buscas depois do rompimento da barragem de Brumadinho (MG). Cinco anos depois, as Forças Armadas utilizaram o modelo nas ações de resgate e assistência às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
O H225M também participou das ações de emergência provocadas pelas chuvas no litoral norte de São Paulo, em 2023. Na ocasião, as equipes utilizaram os helicópteros para resgatar moradores e transportar materiais.
Em novembro de 2025, uma aeronave do modelo decolou para resgatar um pescador com sintomas de apendicite. Ele estava a 62 milhas náuticas, cerca de 115 quilômetros, da costa do Ceará.
Programa começou no governo Lula
O programa H-XBR começou em 2008, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro contratou 50 aeronaves em um acordo com a então Eurocopter, atualmente Airbus.
O contrato foi orçado, na época, em € 1,85 bilhão. Além da produção das aeronaves, o acordo previa transferência de tecnologia e nacionalização de parte do helicóptero.
No Brasil, as aeronaves ajudaram a retirar moradores de áreas isoladas e transportar materiais para regiões atingidas | Foto: Divulgação/HelibrasA produção começou em 2012. A Marinha recebeu a primeira unidade em 2014. A última aeronave, destinada à Força Aérea Brasileira, encerra a produção prevista no programa. Segundo a Helibras, o projeto ampliou a capacidade industrial da empresa e permitiu a transferência de tecnologia para o Brasil. A companhia é subsidiária brasileira da Airbus.
Cada Força utiliza uma denominação diferente para o H225M. O Exército Brasileiro chama a aeronave de HM-4 Jaguar. A Força Aérea Brasileira utiliza a designação H-36 Caracal. Na Marinha, o helicóptero recebe o nome UH-15 Super Cougar.
Aeronave também atua em missões militares
O H225M possui equipamentos para operações militares. A versão utilizada pela Marinha pode lançar o míssil Exocet e realizar missões contra embarcações. A aeronave também conta com sistemas de visão noturna, painéis digitais e equipamentos de proteção e alerta. Forças militares de diferentes países utilizam o modelo.
O helicóptero também participa de operações militares na Ásia e na África. As aeronaves cumprem missões de transporte, apoio logístico, busca e salvamento e segurança.
O fim do programa não significa o encerramento das atividades da Helibras no Brasil. A fábrica de Itajubá continuará em operação e poderá produzir outros modelos da Airbus. A linha do H225M também poderá ser retomada caso surja uma nova demanda.
‘O Brasil está conhecendo quem é Flávio Dino’, diz Luís Pablo
Jornalista questiona decisões do ministro no Maranhão
Mateus Conte
O jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida afirmou que a investigação aberta a partir de suas reportagens sobre o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs nacionalmente uma relação com a imprensa já conhecida, segundo ele, no Maranhão.
Em entrevista ao Oeste Sem Filtro desta quarta-feira, 19, Luís Pablo relembrou processos judiciais durante o período de Dino no governo estadual. “O Brasil está conhecendo agora quem é Flávio Dino”, afirmou. “A gente que já faz cobertura política no nosso Estado passou por isso por muito tempo enquanto ele governou, por meio de processo.”
Luís Pablo disse ter sido processado durante a gestão de Dino no Maranhão e afirmou que outros jornalistas também enfrentaram ações judiciais. Ele citou o caso de José Fernandes Linhares Júnior, condenado em primeira instância, em julho, a dois anos e 15 dias de detenção por injúria e difamação contra Dino.
O processo teve origem em uma publicação de 2021, na qual Linhares acusou o então governador de tentar capitalizar politicamente os resultados da vacinação contra a covid-19 em São Luís. A ação foi proposta pelo Ministério Público do Estado.
Luís Pablo questiona decisões de Dino no Maranhão
Na entrevista, Luís Pablo também criticou decisões de Dino que suspenderam o preenchimento de duas vagas de conselheiro titular no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).
Pablo chamou atenção para a origem das ações que levaram Dino a suspender o preenchimento das vagas no TCE-MA. Segundo o jornalista, elas partiram do Solidariedade por meio do deputado estadual Othelino Neto, marido da senadora Ana Paula Lobato, suplente de Dino que assumiu sua cadeira no Senado depois da indicação dele ao STF.
Bancários anunciam paralisação de 24 horas nesta quinta-feira, 20
Movimento ocorre em meio às negociações salariais e deve atingir principalmente o atendimento presencial nas agências
Victória Batalha
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 5% acima da inflação para salários | Foto: Reprodução/Freepik
Bancários de todo o país devem paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira, 20. A categoria aprovou a mobilização em assembleias, e o ato ocorre em meio às negociações da campanha salarial de 2026 com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 5% acima da inflação para salários e demais verbas, além da correção pelo índice inflacionário. Também estão na pauta o aumento do piso salarial, dos valores dos vales-refeição e alimentação e a valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).
Proposta dos bancos foi rejeitada pelos trabalhadores
Em São Paulo, 97,66% dos bancários que participaram da votação rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban. A decisão pela paralisação recebeu 89,34% dos votos favoráveis nas assembleias da categoria.
Os trabalhadores consideram insuficiente a proposta apresentada pelos bancos. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a oferta previa reajustes divididos em três faixas e manutenção do piso de ingresso.
A entidade também defende que as negociações devem considerar os resultados financeiros do setor. A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, citou os lucros de mais de R$ 124 bilhões registrados pelos bancos em 2025.
A Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta de reivindicações em 24 de julho e afirmaram que as negociações seguem o cronograma previsto. A data-base da categoria é 1º de setembro.
A paralisação não altera o vencimento de contas nem o recebimento de salários. A paralisação deve depender do atendimento presencial nas agências, mas os serviços digitais, como Pix, transferências e pagamentos por aplicativos e sites, continuarão funcionando normalmente. Os caixas eletrônicos também devem funcionar normalmente.
Lula recebe advogado de Lulinha no Palácio da Alvorada
Encontro ocorreu enquanto a Polícia Federal apura suspeitas envolvendo o filho do presidente em três inquéritos
Victória Batalha
Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e seu pai, o presidente Lula da Silva | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na noite desta quarta-feira, 19, no Palácio da Alvorada, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Carvalho chegou ao palácio por volta das 19h15. Segundo interlocutores de Lula, eles haviam marcado uma reunião para tratar de assuntos pessoais e relacionados à campanha presidencial. Eventuais questões jurídicas envolvendo Lulinha poderiam entrar na conversa caso o presidente abordasse o tema.
Lulinha mudou-se para a Espanha em julho de 2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificialO encontro ocorre enquanto a Polícia Federal (PF) investiga o filho do presidente em três inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção.
Investigação sobre Lulinha envolve negócios no Ministério da Saúde
Uma das frentes da investigação busca esclarecer se Lulinha teria atuado em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em negociações com o Ministério da Saúde. Antunes é investigado por suspeitas de participação em desvios de recursos de aposentadorias e pensões.
Carvalho, um dos fundadores do grupo Prerrogativas, também assumiu a coordenação da campanha de Lula em São Paulo para a eleição presidencial de outubro.
As investigações da PF também identificaram que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, recebeu uma minuta de contrato para o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. A empresária Roberta Luchsinger encaminhou o documento, pois buscava fechar o negócio com a pasta. A negociação não avançou.
Luchsinger também transferiu R$ 249 mil para Marcola. O ex-chefe de gabinete afirmou que o valor correspondia a um empréstimo pessoal já quitado.
Na mesma noite, Lula cancelou a participação em uma cerimônia no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O presidente participaria da posse dos ministros Luis Felipe Salomão e Mauro Luiz Campbell Marques, respectivamente, nos cargos de presidente e vice-presidente da Corte.
Fraude em filiação de Flávio é alvo de novo inquérito da PF
Na quarta-feira 12, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vinculou indevidamente o senador aos quadros do partido Missão
Yasmin Alencar
Flávio Bolsonaro, durante transmissão ao vivo em seu canal no YouTube — 16/8/2026 | Foto: Reprodução/YouTube
Uma investigação foi iniciada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de irregularidade na filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), depois de determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na quarta-feira 12, o sistema registrou erroneamente Flávio Bolsonaro como integrante do partido Missão, o que inviabilizava sua candidatura à Presidência, pois o partido já havia oficializado Renan Santos como candidato. O TSE corrigiu a informação em menos de um dia e demonstrou que o acesso teria ocorrido com credenciais do partido Missão.
Ações da Polícia Federal e resposta do partido Missão
Para esclarecer o episódio, a Polícia Federal solicitou acesso aos dados do sistema de filiação partidária do TSE, além de notificar o partido Missão para que forneça informações sobre o ocorrido.
O partido Missão nega envolvimento em qualquer fraude. Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, afirmou que “a campanha de Flávio realizou a fraude para provocar desconfiança sobre o sistema do TSE e gerar desinformação”.
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