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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Carlos Alberto de Nóbrega: esposa revela verdadeiro estado do apresentador após cirurgia de emergência

Apresentador de 'A Praça É Nossa' teve infecção viral que agravou a insuficiência cardíaca; esposa revelou como ele reagiu antes do procedimento

Naiana Ribeiro 

Carlos Alberto de Nóbrega está bem depois de ser submetido a uma cirurgia para implante de marcapasso, realizada na tarde da última terça-feira (20). A informação foi passada pela esposa do apresentador, a médica Renata de Nóbrega. O humorista segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), e ainda não há previsão de alta.
Foto: Reprodução / SBT

O procedimento foi indicado porque uma infecção pelo vírus Coxsackie tipo 2 agravou a insuficiência cardíaca que o comunicador já tinha. A operação estava marcada inicialmente para segunda-feira (19), mas acabou remarcada para a tarde do dia seguinte.

Antes de entrar no centro cirúrgico, Renata contou que o marido estava estável, mas um pouco apreensivo com a intervenção. "Ele ainda não fez a cirurgia. Vai colocar um marcapasso hoje. Está bem, estável. Só um pouco ansioso", relatou à revista Quem. Ela explicou que Nóbrega tem arritmia, e por isso precisaria do dispositivo.

Apresentador de "A Praça É Nossa", o humorista apresentou bradicardia, condição em que o coração bate mais devagar do que o normal, além de outras alterações no ritmo cardíaco. O quadro levou a equipe médica responsável pelo tratamento a optar pelo implante do aparelho.

A internação de Nóbrega foi divulgada na sexta-feira (16). Ele havia buscado atendimento para investigar sintomas que se arrastavam havia meses, como fadiga e mal-estar. Durante a avaliação, os médicos identificaram a infecção viral, que piorou o problema cardíaco que ele já tinha antes de ser hospitalizado.

Carlos Alberto de Nóbrega recebe ligação de Raul Gil antes de cirurgia grave

Fotos: Reprodução / Redes sociais

Mesmo durante a espera pela cirurgia, o humorista foi visto animado em um vídeo. "Fofocando com o Raul Gil numa pose! Graças a Deus está tudo bem!", escreveu a médica nas redes sociais.

Na chamada, Nóbrega procurou tranquilizar o amigo, dizendo que estava bem e que tudo transcorria com calma. O registro foi feito ainda no quarto, antes da colocação do marcapasso.

TÁ ROLANDO NA REDE



Roberta Luchsinger rebate Lula durante debate: 'Não tenho medo da verdade'


 

Roberta Luchsinger nega sociedade com Lulinha e critica silêncio: 'Ele não é meu amigo'


 

Empresário ligado à Petrobras planejou cargo para Lulinha

Mensagens mostram que lobista sugeriu remuneração ao filho de Lula para aproximá-lo de uma ONG

Victória Batalha


O filho do presidente Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes sociais

O empresário Léo Slezynger, ligado à petroquímica Unigel, planejou incluir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no conselho de uma organização ambiental.

A proposta partiu da lobista Roberta Luchsinger, que se apresentava como sócia de Lulinha. Segundo informações reveladas pelo o jornal O Globo, a iniciativa envolvia a captação de recursos para o Fundo Amazônia e previa remuneração ao filho do presidente.

Em mensagens trocadas em abril de 2023, Luchsinger orientou Slezynger a incluir Lulinha na estrutura da entidade.
  A proposta partiu da lobista Roberta Luchsinger, que se apresentava como sócia de Lulinha | Foto: Reprodução/X/@RoLuchsinger

Mensagens detalham proposta de remuneração

Em 20 de abril de 2023, Luchsinger enviou a Slezynger uma notícia sobre o anúncio do então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que o país buscaria US$ 500 milhões para o Fundo Amazônia nos cinco anos seguintes. As mensagens a seguir estão da forma que Roberta digitou.

“Olha isso”, escreveu a lobista. “Cadê o fundo? Você tem que fazer isso logo, pq o que vai vir de dinheiro p o brasil”. Na sequência, acrescentou: “Esse é um assunto q vc iria brilhar aos olhos de lula”.

Slezynger respondeu que já tinha uma estrutura pronta para receber doações. “Já tenho montado, podemos receber já”, escreveu. Luchsinger insistiu na participação de Lulinha: “Mas vc tem que chamar o Fábio”.

A lobista detalhou a proposta de remuneração: “Chama p o conselho. Paga um salário de conselheiro. Faz ele atuar para você. Você acha que o pai dele [presidente Lula] vai querer beneficiar qual fundo? O que o filho é conselheiro e que recebe por isso. Funciona assim… toma lá, da cá”.

Depois dessas mensagens, Slezynger enviou a Luchsinger capturas de conversas com Lulinha. Ao filho do presidente, o empresário afirmou que pretendia captar recursos para criar um fórum de sustentabilidade e novas reservas. Também propôs um encontro para discutir a formação do conselho e a participação de Lulinha.

Em 21 de maio, Slezynger compartilhou um diagrama com a estrutura prevista para a Brasil Climate Change (BRACC). Lulinha, a ex-ministra Marina Silva e Luchsinger integrariam o conselho estratégico. Slezynger e Roberto Klabin fariam parte do conselho empresarial, enquanto a ex-ministra e deputada federal Sônia Guajajara ocuparia uma vaga no conselho técnico.

Lulinha questionou se ministros poderiam assumir cargos em entidades privadas. Slezynger concordou em verificar a questão, mas reiterou a importância da participação do filho do presidente.

ONG planejou evento em Paraty

A organização mantém um site criado em abril de 2025 e chegou a planejar um evento em Paraty (RJ) naquele ano. A atividade acabou adiada.

Em julho de 2023, Slezynger agradeceu a Lulinha pelo trabalho em favor da Unigel junto ao presidente da República. Lulinha respondeu: “Estamos todos aqui torcendo. Feliz que estamos ajudando. Agora é vc fazer o gol e nós saímos pro abraço”.

A Unigel foi beneficiada por um contrato com a Petrobras para o beneficiamento de gás natural. O Tribunal de Contas da União (TCU) anulou o acordo por considerá-lo prejudicial à estatal.

Mãe de Isabella Nardoni é atacada por apoiar Flávio

'Tem que jogar os outros filhos pela janela', diz um dos comentários dirigidos a Ana Carolina Oliveira

Mateus Conte


Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni e deputada federal | Foto: Instagram/Reprodução

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni e eleita deputada federal pelo Podemos de São Paulo, divulgou nesta terça-feira, 20, mensagens ofensivas recebidas depois de manifestar apoio a Flávio Bolsonaro. Entre os ataques, há referências ao assassinato da filha e uma publicação com incentivo à violência contra seus outros filhos, Miguel e Maria Fernanda.

No último domingo, 18, Ana Carolina publicou uma fotografia durante a manifestação de Flávio na Avenida Paulista, em São Paulo. Na legenda, escreveu: “Pelas crianças, pelas mulheres, pelos vulneráveis e pelas próximas gerações em nosso país”, e encerrou: “Precisamos de mudança!”

Dois dias depois, a deputada federal eleita publicou um vídeo no Instagram para mostrar as mensagens recebidas e defender o respeito às divergências políticas. “Essas daqui foram algumas das inúmeras mensagens que recebi depois que me posicionei”, começou.

Ataques mencionam assassinato de Isabella Nardoni

Entre as mensagens exibidas por Ana Carolina, uma incentiva a violência contra seus outros filhos, em referência à maneira como Isabella foi assassinada. “Tem que jogar os outros filhos da Ana Carolina Oliveira pela janela, quem sabe acorde para a vida essa imunda”, escreveu uma usuária.

Outros comentários mencionam o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, condenado pelo assassinato. “Hoje entendo o Alexandre Nardoni e torço para que ele seja muito feliz, sua imunda”, diz uma das mensagens. Outra pessoa questiona, aos risos, as escolhas de Ana Carolina: “Tu não soube escolher nem o pai para sua própria filha, imagina o presidente kkkkk”.

As ofensas também incluem ataques à sua condição de mãe. “Não ligo pra opinião de quem não soube cuidar da própria filha”, escreveu um usuário. Outro afirmou: “Certamente sua filha teria vergonha do monte de bosta que você se tornou”. Uma terceira mensagem diz: “Tua filha deve tá com vergonha de você”.

Há ainda comentários que desejam sofrimento à deputada eleita. “Deus que me perdoe, mas tem gente que merece toda a desgraça que acontece em suas vidas”, escreveu um perfil. Outro declarou: “Você merece todos os espíritos malignos do seu lado”.

Também aparecem as mensagens “Vai para o inferno, sua falsa” e “Essa não serve nem para ser estuprada”. Uma das publicações faz referência direta ao posicionamento político de Ana Carolina: “Que nojo! Você apoiando o Flávio Bolsonaro… Igual aos assassinos da sua filha! Nojento demais”.

O assassino de Isabella está desde 2019 em regime semiaberto | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ana Carolina defende respeito às diferenças

Ao comentar os ataques, Ana Carolina afirmou que o direito de discordar não justifica ofensas. “Você não precisa concordar comigo em tudo, você não precisa pensar como eu ou fazer exatamente as mesmas escolhas que eu faço”, declarou. “Posso não concordar com você, mas vou respeitar o seu direito de pensar diferente.”

Ana Carolina recebeu 246 mil votos e foi eleita deputada federal por São Paulo pelo Podemos. Ela ficou conhecida nacionalmente depois do assassinato da filha, em março de 2008, na capital paulista. Antes, em 2024, elegeu-se vereadora de São Paulo pelo mesmo partido, com 129 mil votos, a segunda maior votação da cidade naquele ano.

Mega-Sena acumula; prêmio vai a R$ 200 mi

Concurso 3072 não teve ganhadores na faixa principal; 140 apostas acertaram a quina e vão receber R$ 38,2 mil cada

Fábio Bouéri


Dezenas sorteadas no concurso 3072 da Mega-Sena: prêmio acumulado mais uma vez | Foto: Repodução/YouTube

A Mega-Sena acumulou no concurso 3072, sorteado na noite desta terça-feira, 20, em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. O prêmio estimado para o próximo sorteio é de R$ 200 milhões, na quinta-feira 22.

Os números sorteados foram: 02 – 06 – 09 – 16 – 31 – 40.

O prêmio principal do concurso era de R$ 187.648.868,43. Na faixa da quina, 140 apostas acertaram cinco dezenas e receberão R$ 38.295,72 cada uma. Outras 9.261 apostas fizeram a quadra, com quatro acertos, e ganharão R$ 954,26 cada.

Como apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 20h do dia do sorteio em casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial. Nos dias de sorteio, os bolões digitais podem ser registrados até as 20h30.

A aposta simples, com seis dezenas escolhidas entre 1 e 60, custa R$ 6. Também é possível marcar mais números, aumentando o preço do jogo e as chances de ganhar. A probabilidade de acertar as seis dezenas com uma aposta simples é de uma em 50.063.860.

Em meio à crise, Macron deixa a França

Presidente vai ao Golfo para negociar energia enquanto distúrbios deixam milhares de presos e prejuízos superiores a US$ 1 bilhão

Fábio Bouéri


Macron visita tropas no Oriente Médio enquanto França enfrenta onda de protestos | Foto: Reprodução/X

O presidente da França, Emmanuel Macron, viajou ao Kuwait para negociar o fornecimento de energia em meio a uma onda de tumultos que atingiu grandes cidades francesas. A decisão ampliou as críticas à sua liderança, enquanto o governo tenta conter a violência e responder à insatisfação popular.

Os distúrbios se intensificaram em 17 de outubro, depois de semanas de manifestações inicialmente associadas a reivindicações estudantis sobre as condições nas escolas. Os protestos passaram a reunir grupos com diferentes orientações políticas e reivindicações relacionadas ao custo de vida, aos preços dos combustíveis e aos serviços públicos.

Macron reconhece falhas na segurança

Segundo autoridades francesas, mais de 2,5 mil pessoas foram presas em conexão com as manifestações. Os confrontos foram acompanhados por saques, incêndios de veículos e ataques a prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Uma estimativa da Morningstar, mencionada pela emissora americana, aponta prejuízos superiores a US$ 1 bilhão.

Antes de viajar, Macron condenou a violência e reconheceu falhas na segurança. O presidente, porém, recusou a saída do ministro do Interior, Laurent Nuñez, cuja atuação foi questionada diante da dimensão dos distúrbios.

A viagem também provocou críticas de adversários políticos. Marine Le Pen, líder da direita nacionalista, afirmou que a França está presa entre a violência e a impotência. À esquerda, Jean-Luc Mélenchon criticou a resposta do governo, que classificou como marcada pela inação e pela brutalidade policial.

Macron justificou a viagem ao Golfo pela necessidade de negociar o fornecimento de energia em um cenário de alta dos combustíveis e instabilidade internacional. O governo considera que a pressão sobre os preços contribuiu para ampliar a insatisfação social.

A crise ocorre a poucos meses do fim do mandato de Macron, que não pode disputar um terceiro mandato consecutivo. A violência e a percepção de fragilidade na resposta estatal aumentam a pressão sobre o presidente e podem influenciar o cenário político francês antes da eleição de 2027.

FLÁVIO X LULA: '01' cresce na reta final de campanha e projeta Brasil livre do PT


 

Negociações no TSE entre campanhas de Lula e Flávio são suspensas

Oeste apurou que as conversas para reduzir o número de processos eleitorais não prosperaram

Cristyan Costa


Observado por Flávio, Lula justifica crise econômica com ataques a Trump | Foto: Reprodução/Band

As negociações entre as campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Lula para reduzir o número de processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão suspensas, apurou a coluna.

As conversas não avançaram depois da reunião realizada na quarta-feira 14, na sede do tribunal, em Brasília. As tratativas haviam começado por sugestão do presidente do TSE, Nunes Marques, com o objetivo de diminuir a judicialização da disputa presidencial.

No encontro, que durou cerca de uma hora, participaram dois integrantes das equipes jurídicas de cada candidatura, além do presidente da Corte. Houve um entendimento inicial para suspender temporariamente a tramitação de determinados processos até 26 de outubro, um dia depois do segundo turno.

A proposta não envolvia a desistência das ações. A ideia era apenas interromper parte das disputas judiciais durante os últimos dias da campanha e concentrar a atuação das equipes nos casos diretamente relacionados ao segundo turno.

Pente-fino discutido pelas campanhas de Flávio e Lula

Os advogados também começaram a discutir uma espécie de pente-fino nas ações apresentadas pelas duas candidaturas. O plano era comparar os processos e identificar quais poderiam ser suspensos por consenso, incluindo casos ajuizados ainda na pré-campanha e no primeiro turno.

O entendimento, porém, encontrou obstáculos. Um dos principais pontos de divergência envolveu os canais de WhatsApp. Embora procedimentos tenham sido discutidos durante a reunião, as campanhas não chegaram a um consenso sobre como tratar as medidas relacionadas a esses grupos.

Sem acordo sobre esse e outros pontos, as conversas perderam força e, por ora, estão suspensas.

A expectativa inicial era que as equipes jurídicas elaborassem uma lista conjunta dos processos que ficariam temporariamente parados. Apenas as ações ligadas diretamente ao segundo turno continuariam tramitando normalmente no período combinado. Esse acerto, contudo, não chegou a ser consolidado.

MP pede condenação de Eduarda Campopiano por suposta transfobia contra Erika Hilton

Pedido inclui indenização de ao menos R$ 100 mil e retratação pública; deputada estadual eleita nega intenção de discriminar

Letícia Alves


A deputada estadual eleita Eduardo Campopiano (PL-SP) | Foto: Reprodução/X

O Ministério Público de São Paulo pediu nesta terça-feira, 20, a condenação da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP). O motivo: suposta transfobia contra Erika Hilton (Psol-SP), parlamentar trans. A ação trata de uma publicação no X, feita um dia depois da eleição.

Na postagem, Campopiano, atualmente vereadora em Praia Grande (SP), perguntou a Erika como era saber que “um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo”.

Para a promotoria, a declaração ultrapassa os limites da liberdade de expressão e não tem proteção da imunidade parlamentar. O órgão afirma que Erika não havia agredido nem citado Campopiano antes da publicação.

Campopiano, de 23 anos, recebeu 1,9 milhão de votos em 4 de outubro e foi a deputada estadual mais votada de São Paulo. Erika obteve 1,5 milhão de votos e tornou-se a mulher trans mais votada da história da Câmara dos Deputados.

MP pede indenização de R$ 100 mil de Campopiano

O MP pede o pagamento de pelo menos R$ 100 mil por danos morais coletivos. Também solicita uma retratação pública em veículos de ampla circulação e a proibição de novas postagens que considere transfóbicas, sob pena de multa.

Erika Hilton, parlamentar trans do Psol | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

“A negação pública da identidade de gênero de parlamentar trans em redes sociais extrapola o âmbito do debate e manifestação política legítima, podendo configurar discriminação e violência política de gênero”, argumenta o órgão.

Em nota enviada ao jornal Folha de S.Paulo no dia 6, Campopiano classificou a postagem como uma “manifestação provocativa realizada no contexto de debate político nas redes sociais”. A vereadora afirmou que “não houve intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade contra qualquer pessoa”.

Cleitinho pede força-tarefa por Flávio em Minas Gerais

Governador eleito pede mobilização por votos de indecisos e alerta apoiadores que a eleição presidencial ainda não está ganha

Lucas Cheiddi


Cleitinho foi eleito governador em MG ainda no primeiro turno | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), convocou prefeitos, vereadores, deputados e representantes de setores econômicos a intensificar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na reta final da eleição presidencial. O apelo ocorreu durante um ato político em Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira, 20.

Ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, Cleitinho defendeu uma mobilização para conquistar votos de eleitores indecisos e de pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno.

“É extremamente importante a gente fazer o vira-voto”, afirmou. O governador eleito ressaltou que convencer apoiadores já definidos não basta. Para ele, os participantes do evento precisam procurar eleitores que ainda não escolheram um candidato. “A eleição não está ganha”, alertou.

A participação presencial de Cleitinho na campanha era aguardada por integrantes do PL desde sua vitória na disputa pelo governo mineiro. Até então, ele havia manifestado apoio principalmente por meio de vídeos nas redes sociais e de encontros com representantes do partido.

Na semana passada, o governador eleito tinha planos de participar de um ato com Flávio em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha. Um pico de pressão arterial, porém, impediu sua presença.

PL aposta na força eleitoral de Minas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ; à esq.) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à dir.) disputam o segundo turno das eleições de 2026 | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons E Ricardo Stuckert/PR

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais. O resultado reforçou a importância do Estado para a disputa presidencial, enquanto o PL aposta na popularidade de Cleitinho para ampliar a votação no segundo turno. O governador eleito recebeu mais de 6 milhões de votos na eleição estadual.

Durante o discurso, Cleitinho pediu que prefeitos e vereadores intensifiquem a distribuição de materiais de campanha nos próximos dias. Ele também afirmou manter uma boa relação com Flávio e declarou que a vitória do senador beneficiaria Minas Gerais.

Segundo Cleitinho, Flávio se comprometeu a rever a dívida histórica do Estado. O governador eleito afirmou que as parcelas destinadas ao pagamento do débito seriam revertidas em investimentos em infraestrutura, com benefícios para os municípios.

O ato ocorreu depois de Lula pedir publicamente que Cleitinho “ficasse quietinho” durante o segundo turno. O presidente argumentou que uma eventual vitória de Flávio poderia comprometer obras federais em andamento em Minas. Cleitinho não respondeu diretamente à declaração durante o evento.

CASO MASTER: PGR rejeita pedido de Moraes para investigar André Mendonça

PF pede mais prazo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger

O pedido de prorrogação foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos dois inquéritos na Corte

Yasmin Alencar


O filho do presidente Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) quer mais tempo para apurar dois inquéritos que miram os empresários Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e Roberta Luchsinger. As investigações tratam de um suposto esquema de tráfico de influência. Segundo elas, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Roberta teriam intermediado contratos com o poder público. Os dois sempre negaram qualquer irregularidade.

O pedido de prorrogação foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos dois inquéritos na Corte. Há ainda uma terceira apuração sobre a dupla, essa sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Em nota, a defesa de Lulinha reagiu e chamou o pedido da PF de a “mais clara e genuína expressão” de pesca probatória — a chamada fishing expedition, quando as autoridades investigam de forma genérica, sem alvo definido.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a corporação pediu à sua área técnica o detalhamento dos vínculos societários de Lulinha, de suas movimentações bancárias e do registro de agendas dele e de outros alvos em órgãos públicos. Os investigadores também querem levantar as viagens feitas pela dupla e por outros investigados no Brasil e no exterior.

“Foram determinadas diversas diligências em prol da investigação, as quais ainda pendem de conclusão, notadamente em razão do exíguo lapso temporal transcorrido desde sua determinação”, diz o ofício da PF. “Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso.” O requerimento foi feito no início de outubro, quando se esgotou o prazo inicial de 60 dias.

No sábado 17, Roberta deu entrevista à CNN em que afirmou que Lulinha se reunia “semanalmente” com ministros do governo e disse pretender firmar uma delação premiada. Ex-apoiadora do presidente e ex-amiga do filho dele, a empresária reclamou de ter virado, nas suas palavras, “boi de piranha” nas investigações da PF.

“Não serei o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim”, disse a lobista. “O que eu fiz, se for crime, vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal que, aliás, é uma coisa que o presidente da República sempre disse muito sobre ele, mas sobre os outros a gente vê que é o contrário.”

Leia a íntegra da defesa de Lulinha:

“Os advogados de Fábio Luiz Lula da Silva vêm a público esclarecer o seguinte.

As novas medidas requeridas pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal são a mais clara e genuína expressão de uma fishing expedition.

A tese que sustentou a investigação desde o início era objetiva: Fábio Luiz receberia R$ 300 mil mensais por intermédio de Roberta Luchsinger. Seus extratos bancários foram colocados à disposição das autoridades. Já foram, inclusive, vazados. Não há neles um único pagamento de Roberta Luchsinger. Nem esse valor nem qualquer outro. A tese era falsa e os documentos provam isso.

Desmentida a hipótese original, a investigação não se encerrou. Apenas mudou de rumo. Agora se pretende examinar passagens aéreas, como se a suposta vantagem tivesse passado a circular na forma de bilhetes de avião. Quando nada for encontrado ali — e nada será —, buscar-se-á outra coisa: onde ele compra roupas, em que pet shop dá banho nos seus cachorros.

Quando uma linha investigativa se revela equivocada, procura-se outra; quando esta também falha, procura-se a seguinte. É a inversão completa da lógica do processo penal: em vez de partir de um fato para chegar a um eventual responsável, escolhe-se o alvo para depois sair à procura de um crime que lhe sirva.

A investigação deixou de ser sobre fatos. Tornou-se a perseguição de uma pessoa, conduzida a reboque de entrevistas e manchetes. A defesa confia que o Supremo Tribunal Federal não chancelará uma devassa sem objeto”.

Gerp: Flávio tem tem 53% dos votos válidos, ante 47% de Lula

Segurança pública é a principal preocupação dos eleitores que ainda podem mudar de escolha

Isabela Jordão


Tracking indica vantagem de 6 pontos do senador no segundo turno | Foto: Adriano Machado e Pilar Olivares/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registra 47%, segundo tracking da Gerp Mercadologia divulgado pelo portal Times Brasil.

A pesquisa ouviu 2,4 mil pessoas entre a quinta-feira 15 e a segunda-feira 19, com margem de erro de 2 pontos porcentuais e média móvel de três dias.

Na contagem de votos totais, utilizada pelo instituto para comparar os candidatos, Flávio tem 50%, ante 45% de Lula. Outros 2% afirmam que não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 3% não sabem em quem votar.

Os resultados permaneceram estáveis em relação à medição anterior, realizada entre a quarta-feira 14 e a sexta-feira 16. Segundo o documento da Gerp, a diferença de 6 pontos supera o valor crítico de 3 pontos adotado pelo instituto, que classifica a vantagem como estatisticamente sustentada.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do levantamento da Gerp

Na série iniciada em 8 de outubro, Flávio oscilou entre 49% e 53% nas intenções de voto totais. Lula variou de 44% a 46% no mesmo período.

Na modalidade espontânea, em que os entrevistados respondem sem ouvir previamente os nomes dos candidatos, Flávio registra 49%, contra 43% de Lula. Outros 7% não sabem responder, e 1% menciona outras opções.

Desde o início da série, o senador avançou 3 pontos porcentuais nesse indicador, de 46% para 49%. Lula passou de 41% para 43%, variação que permanece dentro da margem de erro. Em relação ao tracking anterior, Flávio subiu 1 ponto, enquanto o presidente manteve o mesmo resultado.

A pesquisa também aponta elevado grau de definição do voto. Entre os eleitores de Flávio, 98% afirmam que a escolha está totalmente decidida. Entre os de Lula, o índice é de 97%. Apenas 2% dos apoiadores do senador e 3% dos eleitores do presidente admitem a possibilidade de mudar de candidato.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do levantamento da Gerp

O contingente que ainda pode alterar o resultado corresponde a 7% do eleitorado, ou 157 entrevistados. Desse total, 5% não escolheram nenhum dos dois nomes, e 2% dizem que podem mudar o voto. Considerados todos os participantes, 93% declaram ter a escolha definida.

A rejeição permanece maior para Lula, com 49%, ante 46% de Flávio. Os dois índices ficaram estáveis no período, enquanto a desaprovação à Presidência da República alcança 49%.

De acordo com a Gerp, a rejeição de 46% funciona como um limite potencial para o crescimento do senador, uma vez que eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum ficam fora do universo de votos a conquistar. O instituto identifica nos 7% de eleitores ainda em jogo o principal espaço para mudanças.

Propaganda eleitoral e percepção da disputa

A propaganda eleitoral gratuita na televisão alcança 56% dos entrevistados, 3 pontos porcentuais a mais que no levantamento anterior. Outros 41% afirmam não assistir ao conteúdo.
Foto: Montagem Revista Oeste com auxílio do ChatGPT e informações do levantamento da Gerp

Entre os 1.322 participantes que acompanham a propaganda, 47% consideram a campanha de Flávio a melhor, enquanto 46% preferem a de Lula. A diferença de 1 ponto porcentual está dentro da margem de erro desse grupo.

Na intenção de voto, entretanto, os resultados variam conforme o perfil dos entrevistados. Entre os que assistem à propaganda, Lula tem 50%, ante 47% de Flávio. No grupo de 1.014 pessoas que dizem não acompanhar os programas, o senador aparece com 53%, contra 40% do presidente.

A própria Gerp ressalva que esses números não medem o efeito da propaganda sobre a decisão dos eleitores. Segundo o instituto, quem acompanha os programas tende a ser mais velho, ter maior interesse por política e apresentar uma escolha mais definida.

A percepção sobre o provável vencedor também favorece Flávio. Para 57% dos entrevistados, o senador deve ganhar a eleição, enquanto 37% apostam na vitória de Lula. O indicador permaneceu estável em relação à medição anterior.
Moto-carreata em apoio a Flávio Bolsonaro no Pará | Foto: Divulgação/Flávio Bolsonaro

Na avaliação sobre o preparo para governar, a diferença é menor: Lula registra 46%, e Flávio, 45%. O senador é apontado como o candidato que mais se destaca na campanha por 43% dos participantes, 2 pontos a mais que no levantamento anterior. Lula aparece com 41%, alta de 3 pontos.

Quanto à capacidade de chamar atenção de maneira positiva, Flávio é citado por 50% dos entrevistados, ante 44% que escolhem o presidente.

Segurança pública lidera preocupações dos indecisos

Entre os eleitores que ainda podem mudar de escolha, a violência e a falta de segurança e policiamento são as principais preocupações, mencionadas por 42% dos entrevistados desse grupo.

A falta de hospitais e postos de saúde aparece em segundo lugar, com 23%, seguida pela escassez de médicos e profissionais de saúde, com 16%. Problemas nas escolas e nos colégios são citados por 15%, enquanto o custo de vida elevado aparece em 14%.
Geraldo Alckmin e Lula da Silva, durante pronunciamento depois do 1º turno das eleições, São Paulo – SP | Foto: Ricardo Stuckert

Os recortes demográficos também mostram diferenças no grau de definição do voto. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 12% ainda estão em jogo. Flávio registra 52% das intenções de voto nesse segmento e tem rejeição de 41%. A base é de 99 entrevistas, razão pela qual a Gerp classifica os números como indicativos.

Entre os eleitores sem religião, o contingente de votos em aberto é de 10%. Flávio registra 43% das intenções de voto e rejeição de 50%. Já entre os entrevistados com instrução média, 9% ainda podem mudar de escolha; o senador tem 57% das intenções e rejeição de 38%.

Na direção oposta, os evangélicos e os eleitores das regiões Centro-Oeste e Sul aparecem entre os grupos de maior apoio a Flávio. O senador registra 65% das intenções de voto entre evangélicos, 64% no Centro-Oeste e 62% no Sul.

O levantamento também identifica um recuo entre eleitores com ensino superior. Nesse segmento, Flávio caiu 5 pontos porcentuais, para 50%. Segundo o documento, foi a única queda do período superior ao limiar estatístico adotado pelo instituto para esse grupo.

CASO LULINHA: Lobista do INSS rebate Lula e reforça preocupação com vida das filhas


 

Meio/Ideia: Flávio tem 51,1% e Lula, 48,9%

Levantamento considera votos válidos no segundo turno; margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais

Letícia Alves


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ; à esq.) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à dir.) disputam o segundo turno das eleições de 2026 | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons E Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na simulação de segundo turno. Nos votos válidos, Flávio registra 51,1% das intenções de voto, e Lula soma 48,9%.

A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos porcentuais. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

O recorte exclui votos brancos, nulos e indecisos. Na apuração eleitoral, o cálculo dos votos válidos considera apenas os votos destinados aos candidatos e descarta brancos e nulos para definir o vencedor.

Metodologia da pesquisa

O instituto entrevistou 1,5 mil eleitores por telefone entre 15 e 19 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95%. A pesquisa consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro BR-08251/2026.

O segundo turno ocorrerá no domingo 25. Além das eleições presidenciais, alguns Estados ainda vão escolher seus governadores.

TSE reduz para 453 o número de locais de votação com mudanças no 2º turno

Tribunal atribui divergência a falhas na contabilização de endereços

Isabela Jordão


Eleitores devem consultar o local de votação antes de comparecer às urnas | Foto: Agência Brasil/Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta terça-feira, 20, que 453 locais de votação terão alterações no segundo turno das eleições. O número é inferior aos 4,3 mil anunciados na sexta-feira 16 aos 2.033 divulgados no domingo 18. Segundo a Corte, uma falha na contabilização de endereços de seções eleitorais provocou a divergência entre os levantamentos.

De acordo com o tribunal, o sistema contabilizou incorretamente endereços de seções que permanecerão nos mesmos locais nos dois turnos. A plataforma também ainda reflete alterações provisórias realizadas para o primeiro turno.

O TSE não descarta novas mudanças, à medida que os cartórios eleitorais enviem informações ao sistema. A Corte afirmou, porém, que isso ocorrerá “em último caso”.

TSE orienta a baixar e fazer o primeiro acesso ao e-Título antes do dia da votação, quando o sistema pode ficar sobrecarregado. Foto: Divulgação/TSE

Segundo a Justiça Eleitoral, as alterações de locais de votação são excepcionais e, sempre que possível, os tribunais procuram manter os mesmos endereços. Entre os motivos para a transferência estão condições climáticas extremas, problemas estruturais não identificados previamente nos prédios e questões de segurança pública.

A mudança de locais entre os turnos, contudo, não é inédita. Nas eleições de 2022, foram alterados 5.822 endereços em todo o país para a realização do segundo turno.

Diante da possibilidade de mudanças, o tribunal recomenda que os eleitores confirmem o endereço antes de sair de casa para votar. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelos sites do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), pela assistente virtual ChatVote ou presencialmente em um cartório eleitoral.

Como consultar o local de votação

Uma das opções é o aplicativo e-Título, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. Depois de acessar a ferramenta com os dados solicitados, o eleitor deve selecionar a opção “Onde votar” para verificar a zona e a seção eleitoral no segundo turno.

A consulta também pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral nos sites do TSE e dos TREs. Nesse caso, é necessário acessar a área “Autoatendimento Eleitoral”, selecionar “Consultas” e, em seguida, clicar em “Onde votar”. O sistema solicitará os dados pessoais para apresentar as informações.

Outra alternativa é utilizar o ChatVote, assistente virtual da Justiça Eleitoral. Para isso, o eleitor deve entrar no site do TSE, clicar no ícone localizado no canto inferior direito da tela e informar sua dúvida.

Quem preferir o atendimento presencial pode procurar o cartório eleitoral mais próximo para confirmar o endereço. A recomendação é verificar as informações antes do deslocamento, a fim de evitar transtornos no dia da votação.

Ações da Americanas disparam mais de 15% com fim de recuperação judicial

Papéis registraram valorização de 15,58%, cotados a R$ 6,90; na máxima do dia, ação chegou a disparar 25%

Fábio Matos


O escândalo contábil da Americanas veio a público em janeiro de 2023 | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

As ações da Americanas negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) fecharam em forte alta no pregão desta terça-feira, 20, refletindo o otimismo dos investidores depois do encerramento da recuperação judicial da companhia.

Ao final da sessão, os papéis da Americanas (AMER3), um dos gigantes do varejo brasileiro, registraram valorização de 15,58%, cotados a R$ 6,90.

Na máxima do dia, a ação da empresa chegou a disparar 25%, negociada a R$ 7,50. Em outubro, os papéis da Americanas acumulam alta de 8,74% e, ao longo do ano, de 16,37%.

Nesta terça, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos – foi a segunda maior pontuação de fechamento da história. O dólar, por sua vez, encerrou o dia em queda de 0,58% frente ao real, cotado a R$ 5,019.

Fim da recuperação judicial

Em decisão anunciada na segunda-feira 19, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), pôs fim ao processo de recuperação judicial da Americanas.

A recuperação judicial é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.

Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação. Em linhas gerais, a recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência.

De acordo com o magistrado, todas as obrigações do plano apresentado aos credores foram cumpridas pela empresa. A recuperação judicial havia sido pedida em 2023, em meio à revelação de uma fraude contábil de cerca de R$ 20 bilhões que quase levou a companhia à ruína.

O esquema utilizava o chamado risco sacado ocultado (empréstimos bancários lançados como dívidas comuns de fornecedores) e verbas de propaganda fictícias para inflar artificialmente o lucro e esconder o endividamento.

Na semana passada, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 ex-executivos da Americanas, acusados de terem participado das fraudes contábeis. Entre eles, está o ex-CEO Miguel Gutierrez, que nega qualquer irregularidade.

O que diz a Americanas

Em nota, o atual CEO da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a empresa foi bem-sucedida em seu plano de reestruturação nos últimos anos e vem apresentando indicadores positivos de rentabilidade.

Segundo Soares, o ganho operacional da companhia cresceu R$ 500 milhões. No primeiro semestre de 2026, observou o executivo, a Americanas teve uma expansão de 9,3%, com alta de 10,3% na receita bruta.

“A Americanas sofreu com todo o processo, mas sai mais forte e com fôlego renovado para retomar a posição de relevância no varejo físico brasileiro”, disse Soares.

Quando pediu a recuperação judicial, em janeiro de 2023, a Americanas reportava uma dívida de R$ 43 bilhões com mais de 16 mil credores.

TSE reúne Meta e campanhas de Lula e Flávio por igualdade nas redes

Ministro Marco Aurélio Bellizze ouviu representantes depois de questionamentos sobre possíveis diferenças no tratamento de conteúdos eleitorais

Lucas Cheiddi


Fachada da sede do TSE, em Brasília | Foto: Divulgação

Representantes da Meta e das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram na noite desta terça-feira, 20, com o ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze. O encontro tratou do cumprimento de uma decisão judicial que exige tratamento igualitário entre os candidatos nas plataformas digitais.

A própria empresa, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, solicitou a reunião depois de prestar esclarecimentos sobre as medidas adotadas. O TSE determinou que a big tech apresentasse, em até 24 horas, informações sobre os mecanismos usados para garantir equilíbrio na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais.

Suspeita de favorecimento motivou decisão do TSE

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ; à esq.) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à dir.) disputam o segundo turno das eleições de 2026 | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons E Ricardo Stuckert/PR

A determinação surgiu depois de questionamentos sobre um possível favorecimento à campanha de Flávio. As reclamações envolvem ferramentas de inteligência artificial e sistemas de recomendação de publicações nas redes sociais.

Um dos episódios citados diz respeito à Meta AI, ferramenta de IA da empresa. Segundo as reclamações, o sistema teria bloqueado pedidos para criar imagens de campanha favoráveis a Lula, enquanto permitia a produção de peças semelhantes para Flávio.

O caso provocou reação de integrantes da base governista, que formalizaram queixas contra a empresa. A campanha de Lula também apontou possíveis restrições à divulgação de publicações e ao impulsionamento de anúncios eleitorais.

A Meta negou interferência no processo eleitoral ou favorecimento político. A empresa atribuiu os problemas relatados a falhas técnicas.

Ministro cobra transparência e igualdade

Algumas das redes sociais do grupo Meta | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Durante a reunião, Bellizze ouviu representantes da plataforma e das duas campanhas sobre o cumprimento da determinação judicial. O ministro destacou que a atuação do tribunal busca preservar condições equilibradas entre os concorrentes.

“Transparência e igualdade entre os candidatos é o que se busca resguardar nesta representação”, afirmou.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, designou Bellizze para atuar como juiz auxiliar da propaganda eleitoral no segundo turno das eleições de 2026. Outros integrantes também exercem essa função: a ministra Estela Aranha e o ministro André Mendonça, além da Presidência do tribunal.

Doações a Flávio quase triplicam no 2º turno e chegam a 26 vezes o valor recebido por Lula

Por Luana Lisboa | Folhapress
Foto: Vittor Sales / Divulgação

As doações à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) somaram R$ 20,3 milhões de 5 a 16 de outubro no segundo turno. O valor é quase o triplo dos R$ 7,5 milhões recebidos em todo o primeiro turno.

No mesmo período, a campanha à reeleição do presidente Lula (PT) recebeu R$ 772,5 mil em doações. O montante arrecadado pelo senador é 26 vezes o do petista.

Os dados foram extraídos às 15h desta terça-feira (20) do Divulgacand, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e incluem receitas lançadas até sexta-feira (16). A conta considera doações feitas diretamente por pessoas físicas e por financiamento coletivo.

Todas as doações a Flávio no segundo turno vieram diretamente de pessoas físicas. Lula recebeu R$ 678,9 mil por financiamento coletivo e R$ 94 mil diretamente de eleitores.

Na arrecadação total, no entanto, que inclui os recursos públicos repassados pelos partidos, o petista lidera. Lula soma R$ 118,4 milhões, e Flávio, R$ 95,5 milhões. A diferença vem do fundo eleitoral, do qual o PT transferiu R$ 115 milhões à campanha do presidente, e o PL, R$ 47 milhões à do senador.

Flávio terminou o primeiro turno, em 4 de outubro, à frente de Lula. O senador obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista. Os dois disputam o segundo turno neste domingo (25).

A maioria das doações a Flávio se concentrou nos últimos dias do levantamento. De 13 a 16 de outubro, a campanha recebeu R$ 17,5 milhões de pessoas físicas, 85,6% do total do segundo turno. Não há receitas registradas entre os dias 10 e 12.

Ao longo de toda a campanha, Lula teve mais doadores, 571, ante 462 de Flávio. As contribuições ao senador, porém, são maiores. Metade dos doadores de Flávio deu até R$ 5.000, e metade dos de Lula, até mil reais.

As doações ao candidato do PL também são mais concentradas. Dezessete doadores deram R$ 500 mil ou mais cada um e somam R$ 12,9 milhões, 46% de tudo o que o senador recebeu de pessoas físicas. Na campanha de Lula, apenas uma pessoa física doou mais de R$ 100 mil.

O maior doador de Flávio é o empresário do agronegócio Elói Vitório Marchett, com R$ 2 milhões, em 15 de outubro. Nelson José Vigolo, também empresário do ramo, doou R$ 1,1 milhão no dia 13.

Angela Cristina Cattozatto Fortunato, esposa de Francisco Fortunato, presidente e acionista do Grupo OCQ, do setor químico, doou R$ 1 milhão.

O maior doador de Lula é o empresário Erasmo Carlos Battistella, fundador e CEO da Be8, empresa de biodiesel, que deu R$ 500 mil ainda no primeiro turno, em 4 de setembro. O valor equivale a um quarto de tudo o que o petista recebeu de pessoas físicas. No mesmo dia, ele doou o mesmo valor a Flávio.

No segundo turno, os maiores doadores do petista foram Guido Mantega, ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos do presidente, e Luis Alberto de Mendonça Sabanay, pastor presbiteriano e militante, com R$ 20 mil cada. A doação de Sabanay foi estimável em dinheiro, ou seja, feita em bens ou serviços. Os demais aportes do período foram de até R$ 10 mil.

Na arrecadação total, liderada pelo petista, o valor vem dos fundos públicos repassados pelos partidos. A maior vantagem do mandatário vem do fundo eleitoral, verba pública distribuída aos partidos em anos eleitorais.

O PT transferiu R$ 115 milhões do fundo à campanha, 97% de tudo o que o presidente arrecadou. Desse valor, R$ 30 milhões chegaram depois do primeiro turno, em repasses nos dias 8 e 16 de outubro.

O PL repassou a Flávio R$ 47 milhões do fundo eleitoral, todos antes do primeiro turno, além de R$ 13,7 milhões do Fundo Partidário. Somados a outros R$ 7 milhões em recursos da sigla, os repasses do partido representam 71% da arrecadação do senador.

Desses R$ 7 milhões, R$ 6 milhões foram registrados como doações estimáveis da direção nacional do PL. A prestação de contas não informa a que bens ou serviços eles correspondem. Os valores não incluem doações feitas diretamente aos partidos.

Desde 2015, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), empresas não podem doar a campanhas eleitorais. Pessoas físicas podem contribuir com até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior à eleição.

Segundo o TSE, os recursos arrecadados podem ser usados em despesas como produção de material gráfico, propaganda eleitoral, aluguel de espaços para eventos, deslocamento de candidatos, funcionamento de comitês, contratação de pessoal e uso de carros de som.

Homem é preso suspeito de jogar ácido contra ex-companheira na Bahia

Ele estava foragido após a suspeita de cometer o crime

Por Sara Santos
Mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil - Foto: Imagem Ilustrativa/Divulgação SSP-BA

Um homem de 42 anos foi preso, na zona rual de Queimadas, localizado no nordeste baiano, suspeito de jogar ácido muriático na ex-companheira. O mandado de prisão preventiva por violência doméstica foi cumprido na segunda-feira, 19, pela Polícia Civil da Bahia.

Segundo as investigações, em 24 de agosto deste ano, o suspeito foi até o local de trabalho da vítima, em Ubaíra, a 386 km de onde ocorreu a prisão, para a ameaçar, afirmando que jogaria substância corrosiva contra ela.

Mesmo quando a mulher tentou fugir, o investigado passou a persegui-la e lançou o produto contra ela. De acordo com a PC, a agressão só foi interrompida após a intervenção de terceiros.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital local, onde foram constatadas lesões na rosto e no tronco. Há indícios de que a substância utilizada seja ácido muriático.

Ação conjunta das forças de segurança

Para realizar a prisão, a ação contou com a participação conjunta das polícias Civil e Militar e da Guarda Civil Municipal de Queimadas. Eles foram informados que o suspeito tinha um mandado de prisão em aberto.

Suspeito estava foragido

O preso havia conseguido fugir em situações anteriores, utilizando áreas de vegetação e leitos de rios que dificultavam sua localização.

Ele estaria se deslocando de Nordestina para Castro Alves, com possibilidade de passar por Queimadas, onde foi preso.

Ele foi encaminhado ao Conjunto Penal de Juazeiro, onde permanece à disposição da Justiça.
terça-feira, 20 de outubro de 2026

PoderData/AYA: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%

Foram entrevistados 3.000 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro; margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos

Leticia Martins, da CNN Brasil, São Paulo
19/10/26 às 07:31 | Atualizado 19/10/26 às 17:54

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta segunda-feira (19), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL)com 52% dos votos válidos para o segundo turno. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%.

Esta é a quarta rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada no último dia 16 de outubro, os candidatos apareciam empatados com 50% dos votos válidos.

Na ante-penúltima pesquisa, realizada no dia 8 de outubro, Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula.

Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02586/2026.

EUA apresentam nova regra para concessão de visto

Sistema limita a três as tentativas de cancelar ou reagendar entrevistas

Fábio Bouéri


Consulado-Geral dos EUA em São Paulo: mudança deve exigir maior planejamento dos turistas | Foto: Divulgação/Consulado-geral dos EUA

O sistema de agendamento de vistos dos Estados Unidos (EUA) passou a limitar a três o número de cancelamentos e reagendamentos de entrevistas por processo no Brasil. A mudança vale para todas as categorias de visto e foi identificada no sistema oficial em 29 de setembro.

Com a nova regra, cada cancelamento ou troca de data consome uma das três tentativas permitidas. Isso inclui quem deseja antecipar a entrevista ao encontrar um horário mais próximo.

EUA: saiba o valor da taxa

Ao atingir o limite, o solicitante fica impedido de fazer novas alterações. Para continuar o procedimento, será necessário iniciar um novo processo e pagar novamente a taxa consular.

A taxa consular do visto americano de turismo e negócios (B1/B2) é de US$ 185 por pessoa, equivalente a aproximadamente R$ 940 pela cotação informada neste mês. O valor é cobrado por solicitação e não é devolvido em caso de negativa.

A mudança afeta uma prática comum entre brasileiros que buscam o visto: reservar a primeira data disponível e consultar o sistema regularmente para tentar antecipar a entrevista.

A orientação é escolher uma data compatível com a própria disponibilidade e evitar alterações desnecessárias. Antes de confirmar qualquer mudança, o solicitante deve verificar quantas tentativas ainda restam. A nova regra não substitui as demais exigências do processo de solicitação.

Emissão de visto registra queda

Em 2025, o total de vistos emitidos pelos EUA para brasileiros ficou em cerca de 882 mil, uma queda de aproximadamente 23% em relação ao ano anterior, segundo dados mensais do Departamento de Estado americano.

Esses números incluem diferentes categorias de vistos temporários e não representam necessariamente o total de pedidos apresentados.

PGR rejeita acusação de abuso de autoridade contra Mendonça

Gonet afirma que pedido de apuração sobre Moraes não configura crime

Mateus Conte


O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, no julgamento da denúncia sobre o núcleo 2 da suposta tentativa de golpe | Foto: Divulgação/STF

A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira, 19, um parecer contrário ao pedido de investigação do ministro André Mendonça por abuso de autoridade. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a conduta do magistrado não configura crime.

“A representação, contudo, não parece demonstrar que a conduta possa ser reconduzida a ato punido por algum tipo da Lei de Abuso de Autoridade”, afirmou Gonet.

O parecer atende a uma solicitação do presidente do Supremo, Edson Fachin, depois que Alexandre de Moraes pediu a investigação de Mendonça. Moraes acusa o colega de atuar de forma parcial na condução das apurações relacionadas ao Banco Master, com o objetivo de incriminá-lo.

Gonet também afirmou que os relatórios solicitados por Mendonça à Polícia Federal não têm valor probatório. “Não podem ser considerados provas ilícitas, até porque provas não são”, declarou.
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Entenda a disputa entre Moraes e Mendonça

O conflito começou em 1º de setembro, quando Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo de um relatório da PF que apontava cerca de 50 mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído a Moraes, antes da prisão do empresário, em novembro de 2025.

Dois dias depois, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. Na representação, apontou indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político.

Moraes também acusou Mendonça de interferir na condução das investigações policiais, atuar irregularmente em negociações de colaboração premiada e direcionar apurações por motivos pessoais e políticos.

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