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segunda-feira, 2 de março de 2026

Israel mobiliza 100 mil reservistas em meio a escalada contra o Irã

O premiê Benjamin Netanyahu confirmou que ataques a Teerã vão se intensificar nos próximos dias

Rachel Díaz

As Forças de Defesa de Israel | Foto: Shutterstock

Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirmou neste domingo, 1º, que o país convocou cerca de 100 mil reservistas em meio à ofensiva contra o Irã. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

A mobilização ocorre depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que os ataques “aumentarão nos próximos dias”, depois da morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de outros altos integrantes do regime.

“Nossas forças estão bombardeando o coração de Teerã com intensidade crescente”, disse Netanyahu, em vídeo gravado no Ministério da Defesa, em Tel Aviv.

Mais cedo, o tenente-coronel israelense Nadav Shoshani afirmou que não há, neste momento, planos para envio de tropas terrestres ao Irã.

Tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã

Irã registra bombardeios norte-americanos e israelenses | Foto: IRNA/Divulgação

A escalada começou no sábado, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã, com o objetivo declarado de destruir o programa nuclear do país. Israel confirmou ataques.

Diferentemente da ofensiva de junho de 2025, desta vez as ações começaram durante o dia e, segundo a CNN Internacional, podem se estender por vários dias.

Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque, ampliando o risco de um conflito regional.

Bia Kicis: 'Basta de ministros do Supremo que se acham acima da lei'

Deputada do Distrito Federal também participou do ato na Avenida Paulista neste domingo, 1º

Loriane Comeli
Bia Kicis, durante ato na Avenida Paulista - 1º/3/2026 | Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) falou contra a “tirania, a corrupção, a impunidade e ministros do Supremo que acham que estão acima da lei e da Constituição, que sacam liminares para se protegerem uns aos outros”. Ela discursou durante o ato “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista, neste domingo, 1º.

A manifestação pedia o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois estão envolvidos no caso do Banco Master, do qual Toffoli saiu recentemente da relatoria, depois de a Polícia Federal constatar que ele teria trocado mensagens com o dono do banco, Daniel Vorcaro, e recebido pagamentos.

Moraes, criticado pelas consideradas abusivas nos casos do 8 de janeiro e do suposto “golpe”, também está envolvido no caso Master. Ele teria frequentado a mansão de Vorcaro e tentado intervir em favor do banqueiro junto ao Banco Central. A mulher dele, Viviane Barci, tem um contrato de prestação de serviços advocatícios com o banco no valor de R$ 129 milhões.

O discurso de Bia Kicis na Paulista

A deputada discursou pela anistia aos presos do 8 de janeiro e pediu a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pela suposta tentativa de golpe em 2022.

Ela lembrou que faz parte da CPMI do INSS, que tem revelado casos de corrupção envolvendo nomes de figuras importantes do país. “Nós estamos revelando os corruptos. Não é só os pequenininhos não, os grandes tubarões! Nós revelamos o esquema do Lulinha”, disse, referindo-se ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria relações com o Careca do INSS, figura-chave no esquema.
Acorda, Brasil. Ato na Paulista – 1º/3/2026 | Foto: Revista Oeste

“Nós queremos os corruptos na cadeia! E nós queremos liberdade para os presos políticos! Nós queremos liberdade para os perseguidos, para aquelas pessoas que são inocentes e que hoje pagam um preço muito alto por amarem esse Brasil”, declarou.

Agora, disse ela, a oposição vai trabalhar para abrir a CPMI do Banco Master. “Não temos bandido de estimação. Queremos todos os corruptos na cadeia! Libertem Jair Messias Bolsonaro! Libertem os presos políticos! Essa manifestação também é pelo Cleriston, que morreu na cadeia. Gente, basta de impunidade, basta de corrupção. É ‘fora Lula’! É ‘fora Toffoli’! É ‘fora Moraes’!”, finalizou.

Trump: ofensiva contra o Irã vai continuar 'até que todos os objetivos sejam alcançados'

Presidente dos EUA afirma que operação conjunta com Israel eliminou comando militar iraniano

Mateus Conte

Donald Trump discursa em vídeo | Foto: White House/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o ataque norte-americano ao Irã como “uma das maiores, mais complexas e mais avassaladoras ofensivas militares que o mundo já viu” e afirmou que as operações vão continuar “até que todos os objetivos sejam alcançados”.

Em discurso neste domingo, 1º, Trump afirmou que “todo o comando militar também se foi” e que integrantes das forças iranianas estariam buscando rendição. “Muitos deles querem se render para salvar suas vidas”, disse. “Querem imunidade, estão ligando aos milhares.”

O presidente também informou que três militares norte-americanos morreram em combate e declarou que os EUA irão retaliar. “A América vingará suas mortes e desferirá o golpe mais punitivo contra os terroristas que travaram guerra basicamente contra a civilização”, afirmou.

Trump reforçou a confirmação da morte do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e anunciou a eliminação de nove navios iranianos, “além de seu estaleiro, tudo em questão de minutos”.

Os objetivos de Trump no Irã

De acordo com o presidente, o objetivo da operação é impedir que o Irã obtenha armas nucleares. “Um regime iraniano armado com mísseis de longo alcance e armas nucleares seria uma ameaça terrível para todos os norte-americanos”, afirmou. “Não podemos permitir que uma nação que cria exércitos terroristas possua tais armas.”

Trump fez um apelo direto à Guarda Revolucionária e à polícia militar iraniana. “Mais uma vez, insto a Guarda Revolucionária e a polícia militar iraniana a deporem as armas e receberem imunidade total ou enfrentarem morte certa”, afirmou.

Também convocou a população iraniana a agir. “Peço a todos os patriotas iranianos que anseiam por liberdade que aproveitem este momento para serem corajosos, ousados, heroicos e retomarem seu país”, disse. “A América está com vocês.”

Ricardo Nunes declara apoio a Flávio Bolsonaro e fala em 'ganhar de lavada' -


Ricardo Nunes declara apoio a Flávio Bolsonaro e fala em 'ganhar de lavada'
Prefeito de São Paulo diz que 'time está escalado' e afirma que eleição será decidida 'na urna'

Vanessa Araujo
Ricardo Nunes discursa durante o ato 'Acorda, Brasil', na Avenida Paulista, vestidos com as cores da bandeira nacional | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), discursou neste domingo, 1º, durante o ato “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista. Ele declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Ao subir no carro de som, Nunes afirmou que o “time está escalado” e que o grupo entrará na disputa eleitoral para “ganhar de lavada”.

“O Flávio está escalado. O time está sendo montado. Agora a gente entra em jogo para ganhar e fazer uma grande vitória da verdadeira democracia, da liberdade e do avanço do Brasil”, disse.

Ricardo Nunes também mencionou a ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ele, Tarcísio não participou do ato porque cumpria agenda oficial na Alemanha, mas enviou mensagem aos manifestantes.

“O Tarcísio mandou um abraço para cada um de vocês. Vamos trabalhar dia e noite para resgatar o orgulho dessa bandeira”, afirmou.
Nunes reforça discurso eleitoral

Durante a fala, o prefeito destacou que a disputa será definida nas urnas. “A eleição está aí, e é na urna que a gente vai mostrar a nossa força”, declarou.

Ele também citou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como referência para a juventude e encerrou o discurso com manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a seus aliados.

O ato reuniu pré-candidatos e parlamentares da direita, com críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal, além de pedidos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Acompanhe a manifestação

A Revista Oeste realizou, por meio de seu canal no YouTube, cobertura especial — e ao vivo — da manifestação “Acorda, Brasil: Fora Lula, Fora Moraes e Fora Toffoli”.

María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela 'nas próximas semanas'

Líder opositora diz que vai voltar ao país para colaborar com a transição democrática

Mateus Conte

María Corina Machado, líder da oposição da Venezuela e vencedora do Nobel da Paz | Foto: Reprodução/Redes sociais

A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou, em publicação na rede social X neste domingo, 1º, que retornará à Venezuela “em poucas semanas”. A ativista deixou a Venezuela há quase três meses para receber o Prêmio Nobel da Paz, na Noruega.

Ao longo do pronunciamento, mencionou presos políticos que foram libertados, mães que passaram “noites infinitas em vigília diante dos centros de tortura”, além de presos que “seguem nas celas, especialmente os presos militares”.

Ela também agradeceu ao povo e ao governo dos Estados Unidos, inclusive militares, por ações que, segundo suas palavras, teriam sido realizadas “pela liberdade da Venezuela e pela segurança nacional de seu país”.

María Corina afirmou que “a transição à democracia na Venezuela é irreversível” e defendeu o fortalecimento da união entre venezuelanos, a consolidação de um “grande acordo nacional” e a preparação para “uma nova e gigantesca vitória eleitoral”. Segundo ela, o objetivo é garantir uma “transição à democracia ordenada e sustentável”.

María Corina, Nobel da Paz

A ativista venezuelana foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025. Em nota, o Comitê Norueguês do Nobel disse que o prêmio foi concedido “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

A nota prosseguia: “No último ano, a sra. Machado foi forçada a viver escondida”, afirmava. “Apesar das sérias ameaças à sua vida, ela permaneceu no país, uma escolha que inspirou milhões de pessoas. Ela uniu a oposição do seu país. Ela nunca vacilou em resistir à militarização da sociedade venezuelana. Ela tem sido firme em seu apoio a uma transição pacífica para a democracia”.

Em outubro de 2023, María Corina venceu as eleições primárias na Venezuela, mas o regime de Maduro a impediu de concorrer à Presidência em 2024. Ela teve os direitos políticos cassados pela Corte Constitucional, alinhada à ditadura. Nas eleições de 2024, apoiou o opositor Edmundo González, cuja vitória foi negada pelas autoridades, apesar das provas apresentadas.

Nascida em 1967, na Venezuela, María Corina é formada em engenharia e finanças. Em 1992, inaugurou a Fundação Atenea, voltada ao acolhimento e à educação de crianças de rua em Caracas. Dez anos depois, foi uma das idealizadoras da Súmate, organização que promove eleições livres e transparentes, reconhecida por fiscalizar o processo eleitoral venezuelano.

A interlocutores, Lulinha admite viagem a Portugal paga por lobista do INSS

Filho de Lula da Silva explicou que ida ao país europeu com o Careca do INSS ocorreu para visitar uma fábrica de Cannabis medicinal

Lucas Cheiddi

Lulinha, filho do presidente Lula da Silva, e Careca do INSS: repasses suspeitos | Foto: Reprodução/X

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relatou a pessoas próximas que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, pagou suas despesas de voo e hotel em uma viagem a Portugal. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Lulinha explicou que a ida ao país europeu com Antunes, que está preso por suspeita de corrupção ligada a fraudes bilionárias no sistema previdenciário, ocorreu com o objetivo de visitar uma fábrica envolvida no cultivo de Cannabis para uso medicinal. Ele negou, porém, ter firmado qualquer parceria ou recebido outros pagamentos do lobista.

O nome do filho do presidente foi associado formalmente ao de Antunes a partir do depoimento de um ex-funcionário do lobista à Polícia Federal, que indicou suposta sociedade e pagamentos de R$ 300 mil mensais ao empresário.

Investigação da Polícia Federal e quebra de sigilo
Polícia Federal | Foto: Senado Federal

Mensagens obtidas pela investigação mostram quando Antunes trata de pagamentos de R$ 300 mil destinados ao “filho do rapaz”, mas sem especificar a identidade. A Polícia Federal apura se o termo faz referência a Lulinha. Além disso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS determinou a quebra do sigilo bancário de Lulinha por causa da ligação com Antunes, que segue preso por supostos repasses milionários a ex-dirigentes do órgão.

Segundo fontes próximas ao filho do presidente consultadas pelo Estadão, Lulinha teria conhecido Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger, investigada por também receber pagamentos do lobista. Eles relataram que a viagem ocorreu no fim de 2024, em voo de primeira classe e com hospedagem paga por Antunes. À época, receberam o convite para conhecer uma fábrica de Cannabis medicinal, mas sem fechar negócio.

Ainda de acordo com interlocutores, Lulinha afirma não ter envolvimento no esquema do INSS nem conhecimento prévio das ações de Antunes, reforçando que nunca recebeu valores do lobista. Ele declarou que a relação surgiu unicamente por meio de Roberta Luchsinger, ex-candidata do PT a deputada estadual e conhecida por atuar em Brasília na representação de interesses de empresas perante órgãos federais.

Atuação de Antunes e detalhes da viagem de Lulinha

Antunes, além de atuar no setor de benefícios do INSS, é proprietário da World Cannabis, empresa de Cannabis medicinal sediada em Brasília. Em registros do Ministério da Saúde, tanto ele quanto Roberta figuravam como representantes de empresas distintas. O lobista buscava informações sobre regulamentação da Cannabis na Anvisa e, segundo Lulinha, encontros para tratar do tema ocorriam na residência de Roberta, no Lago Sul, em Brasília.

Lulinha relatou que discutiu temas técnicos sobre cultivo indoor e sugeriu soluções tecnológicas, mas negou qualquer vínculo comercial. Segundo ele, participava de reuniões sociais e familiares, sem envolvimento nos negócios do Careca do INSS. “Nunca recebi qualquer valor dele e isso pode ser comprovado em meus extratos bancários”, explicou.

No início de novembro de 2024, ambos viajaram juntos, de primeira classe, para Lisboa, partindo do Aeroporto de Guarulhos. A existência da viagem foi revelada pelo site Metrópoles e confirmada por depoimentos à Polícia Federal. Apesar disso, ainda não há documentos que esclareçam oficialmente quem pagou as despesas.

PF pede R$ 200 mi para reforçar segurança de presidenciáveis

Plano prevê sistema antidrone, reconhecimento facial e mobilização de 458 agentes durante a campanha eleitoral

Isabela Jordão

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva são pré-candidatos à Presidência da República | Foto: Montagem da Revista Oeste a partir de registros de Jefferson Rudy/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

A Polícia Federal (PF) projeta ampliar o esquema de segurança dos candidatos à Presidência da República em 2026. A corporação solicitou reforço de R$ 200 milhões no orçamento, que será destinado à aquisição de sistema antidrone, dispositivos de reconhecimento facial e à mobilização de 458 agentes.

De acordo com o plano preliminar, 48 policiais atuarão na proteção de candidatos considerados mais expostos, enquanto outros 24 acompanharão presidenciáveis avaliados como de menor risco. A corporação estima que até dez candidatos possam demandar cobertura no próximo pleito.

A PF ressaltou que o planejamento será revisto caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirme a candidatura à reeleição. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Agentes da Polícia Federal | Foto: Senado Federal

A estratégia foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, ao Palácio do Planalto e à equipe econômica. No documento, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma que a ampliação da segurança decorre do “conturbado momento” enfrentado pelo país.

Ele citou guerras e disputas comerciais no cenário internacional, além de “questionamentos sobre a legitimidade de atuação das instituições” no Brasil, em meio a um ambiente político “extremamente polarizado”.

Segundo Rodrigues, o processo eleitoral “não é trivial” e exige medidas de segurança cada vez mais estruturadas, o que demanda previsibilidade orçamentária e execução tempestiva dos recursos.
Sede do Tribunal Superior Eleitoral , em Brasília | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Plano da PF gastou R$ 57 milhões nas eleições de 2022

O plano, com 29 páginas divididas em nove capítulos — como “planejamento logístico” e “resposta a incidentes críticos” —, prevê a atuação de 30 delegados como chefes ou substitutos das equipes de proteção e de 60 agentes dedicados à inteligência. Até 316 policiais deverão atuar diretamente como operadores de proteção.

Em 2022, a PF informou que entre 300 e 400 agentes participaram da operação, ao custo estimado de R$ 57 milhões.

A PF também pretende estruturar ou ampliar salas reservadas para autoridades em aeroportos. A avaliação é que o aumento do fundo eleitoral deve intensificar deslocamentos de campanha, o que vai aumentar despesas com diárias e passagens.

O documento destaca ainda uma mudança institucional: a PF passou a atuar diretamente na proteção do presidente da República, função antes atribuída apenas ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Caso o chefe do Executivo seja candidato, será necessária estrutura exclusiva para a proteção presidencial.

O ex-presidente Jair Bolsonaro no momento em que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018 | Foto: Reprodução/BNC Amazonas

O plano considera o “histórico de violência” contra presidenciáveis e prevê protocolos para situações que vão de tumultos e hostilidades — como arremesso de objetos e bloqueios de carreatas — a ameaças de bomba, agressões, tentativas de assassinato e até “colapso estrutural”, classificados como eventos de alto impacto ou potencialmente fatais.

As respostas incluem isolamento de áreas, acionamento de esquadrões antibomba e enfrentamento de ameaças cibernéticas.

Dos R$ 200 milhões solicitados, cerca de R$ 92 milhões seriam destinados à compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados. Outros R$ 39,5 milhões seriam aplicados na aquisição do sistema antidrone EnforceAir, além de bloqueadores portáteis.

Aproximadamente R$ 50 milhões estão previstos para custear diárias, passagens e suprimentos. A lista de compras inclui ainda coletes balísticos velados, binóculos com câmera e dispositivos de reconhecimento facial, entre outros equipamentos.

Flávio Bolsonaro e Silas Malafaia selam reconciliação em ato na Paulista

Depois de divergências sobre candidatura, eles se reuniram antes de manifestação e declararam impasse como 'assunto superado'

Isabela Jordão
Flávio Bolsonaro durante discurso no ato Acorda, Brasil | Foto: Reprodução/Redes sociais

A manifestação “Acorda Brasil”, realizada neste domingo, 1º, na Avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado por um gesto de aproximação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia. O ato defendeu a anistia aos presos do 8 de janeiro e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com aliados, antes da manifestação, Flávio e Malafaia se encontraram em um hotel nas imediações da Paulista, onde ocorreu a concentração do evento. Na reunião, conversaram longamente sobre a possível candidatura do senador à 

Interlocutores de ambos afirmaram, sob reserva, que a “briga” atribuída à preferência de Malafaia pelo nome do governador Tarcísio de Freitas teria se tornado “assunto superado” depois do encontro. As informações são do portal Metrópoles.
Acorda, Brasil. Ato na Paulista – 1º/3/2026 | Foto: Revista Oeste

Durante o ato, Flávio fez um aceno público ao pastor neopentecostal. Em discurso no trio elétrico, o senador e pré-candidato destacou Malafaia como um “professor” e afirmou que sua coragem “inspira” os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Muitas vezes, as coisas não acontecem do jeito que a gente espera. Mas eu acredito tanto que o que está acontecendo no Brasil é projeto de Deus que eu quero mais uma vez pedir a sua ajuda, os seus conselhos”, declarou. “Você é um professor para todos nós, sua coragem nos inspira. Vamos juntos resgatar esse Brasil, pastor.”

Acorda, Brasil. Ato na Paulista – 1º/3/2026 | Foto: Revista Oeste

Aliados articularam conversa entre Flávio e Malafaia

Aliados em comum de Flávio e Malafaia — entre eles o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante — articulavam uma conversa entre o senador e o pastor para aparar divergências.

Dias antes, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) sugerira, em reunião de Flávio com a bancada do partido no Congresso, que o presidenciável intensificasse o diálogo com pastores evangélicos para ampliar sua aproximação com o eleitorado religioso.

Ataque a Tel Aviv, em Israel: Imagens mostram explosões após lançamento de mísseis

Foto: Reprodução / X / @arifzamankader

Imagens registradas nas redes sociais no último final de semana mostram um ataque com mísseis atribuído ao Irã contra a região de Tel Aviv, em Israel.

Segundo informações divulgadas por autoridades locais, a ação deixou uma pessoa morta e outras 21 feridas no sábado (28).


De acordo com a agência de notícias Associated Press, trata-se da primeira morte registrada em Israel desde o início da troca de ataques entre os dois países, iniciada na manhã deste sábado.

A escalada de confrontos resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

Imagens divulgadas por agências internacionais mostram explosões em Tel Aviv, com danos a edifícios, lojas e vias públicas.

Simone Mendes relata terror ao descobrir que hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por míssil

Foto: Instagram

Um dia a menos na viagem de Simone Mendes fez com que a artista baiana escapasse de um grande desastre ao lado da família em Dubai.

Por meio das redes sociais, a cantora relatou que o hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por um míssil em meio aos ataques entre os EUA e Israel e Irã.


"Acabamos de chegar aqui em São Paulo. E aí, depois que a gente pousou, nós ficamos sabendo que o Irã está tendo guerra nos Emirados contra os Estados Unidos. Um dos mísseis que lançaram, atingiu um dos hotéis em Dubai. E o hotel é um dos que a gente estava."

Simone conta que a família embarcou de volta para o Brasil horas antes de tudo acontecer. A artista ainda agradeceu a Deus por não ter passado pela situação.

"Mas, graças ao bom Deus, a gente pegou o voo ontem, antes de tudo isso acontecer, antes de fecharem os aeroportos, e chegamos em paz. Então, nessas horas, a gente vê que a boa mão de Deus está sobre nossas vidas. Muito obrigado, meu Deus."

A artista ainda comentou sobre o pânico e o aperto no peito ao pensar nas pessoas que conheceu durante a viagem e que ainda estão por lá. "As pessoas que a gente conheceu lá, que ficaram lá, enfim… É desesperador. Que negócio, meu Deus do céu".

SOBRE OS ATAQUES

De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos.

Toda situação teve início no sábado (28), e até o momento, 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.

Em resposta ao ataque dos EUA e Israel, o Irã disparou mísseis e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.

Segundo o governo americano, os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.

Chuva força pouso de avião com carga de cocaína avaliada em R$ 26 milhões

Aeronave de pequeno porte precisou aterrissar em fazenda após chuvas e baixa visibilidade

Por Luan Julião
Carga e envolvidos foram levados para a Polícia Federal - Foto: Reprodução

Uma operação policial no Sudoeste do Maranhão terminou com a apreensão de mais de meia tonelada de cocaína na noite de sábado, 28. A droga estava a bordo de uma aeronave de pequeno porte que precisou fazer um pouso de emergência em uma fazenda no município de João Lisboa. O carregamento, estimado em cerca de R$ 26 milhões, foi encontrado pelos agentes no interior do avião.

O avião, identificado pelo prefixo PT-KRE, havia decolado de Trinidad, no estado de Beni, na Bolívia, e transportava aproximadamente 515 quilos de cocaína com destino a São Luís, capital maranhense. Segundo informações da Polícia Militar, as fortes chuvas, baixa visibilidade e o nível crítico de combustível obrigaram o piloto a realizar a aterrissagem em uma propriedade rural na região do povoado Jatobá.

No momento da apreensão, dois homens que estavam na aeronave foram detidos. Eles informaram que o plano original era pousar na região de Pinheiro, na Baixada Maranhense, antes de seguir com a droga até a capital.

A carga e os suspeitos foram levados para a sede da Polícia Federal em Imperatriz, que conduzirá as investigações sobre o caso.

Trump ameaça resposta “nunca vista” e tensão com Irã atinge novo pico

Presidente dos EUA diz que reagirá com força inédita se Irã cumprir promessa de retaliação neste domingo

Por Iarla Queiroz
Presidente dos EUA diz que reagirá com força inédita - Foto: Saul Loeb/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã poderá enfrentar uma ofensiva “como nunca se viu” caso leve adiante a ameaça de promover novos ataques neste domingo, 01.

A declaração foi publicada na madrugada na Truth Social, rede social do próprio presidente.

“O Irã acaba de dizer que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que nunca. É melhor que não façam isso, porque, se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes!”, escreveu Trump.
Donald Trump alerta Irã em post na Truth Social. | Foto: Reprodução / Redes Sociais

Retaliação com mísseis e drones

A fala ocorre após o Irã reagir às ofensivas iniciais de sábado com o disparo de centenas de mísseis e drones. Os alvos incluíram tropas americanas, além de cidades em Israel e em países árabes que mantêm aliança com os Estados Unidos.

O movimento elevou ainda mais a tensão na região e colocou as lideranças políticas em rota direta de confronto verbal.

Declarações inflamadas em Teerã

Na manhã deste domingo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em comunicado que o assassinato do aiatolá Ali Khamenei representa “um grande crime que nunca ficará impune”.

Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, enviou um recado direto a Trump e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Durante pronunciamento na TV estatal iraniana, segundo a Reuters, ele declarou: “Vocês cruzaram uma linha vermelha e pagarão por isso”.

Com declarações duras de ambos os lados, o cenário aponta para uma escalada ainda mais imprevisível nas próximas horas.

Supermercados e hipermercados não podem abrir aos domingos a partir de hoje

Medida passa a valer em todas as 78 cidades, garantindo descanso aos funcionários do comércio.

Por Luan Julião

Pequenos mercados de bairro podem abrir apenas com a presença dos proprietários - Foto: Olga Leiria | Ag. A TARDE

Neste domingo, 1º, os consumidores do Espírito Santo encontraram supermercados e hipermercados fechados em todas as 78 cidades do estado. A medida passa a valer a partir de hoje e proíbe que funcionários desses estabelecimentos trabalhem aos domingos e feriados, seguindo o acordo coletivo firmado entre representantes do comércio e dos trabalhadores.

A regra afeta empresas do setor alimentício, incluindo:

supermercados;
hipermercados;
atacadistas;
atacarejos;
mercearias;
e hortifrutis.

Lojas de materiais de construção, mesmo as localizadas em shoppings, também estão incluídas na restrição.

Grandes redes, que empregam trabalhadores com carteira assinada, são as mais impactadas. Pequenos mercados de bairro, por outro lado, podem abrir aos domingos e feriados, desde que apenas os próprios proprietários atuem, sem chamar funcionários.

Entenda a base legal da decisão

A medida foi definida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada entre a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) e o Sindicato dos Comerciários. O acordo segue a Portaria nº 3.665/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que passou a vigorar nesta segunda-feira, após quatro adiamentos.

A legislação federal prevê que o comércio só funcione aos domingos e feriados mediante acordo coletivo. Feiras livres são a única exceção e continuam autorizadas a operar normalmente.
Quando a decisão foi tomada?

No Espírito Santo, o entendimento firmado em novembro de 2025 estabeleceu o fechamento obrigatório desses estabelecimentos nesses dias, abrangendo cidades como:

Serra;
Vila Velha;
Vitória.

GOLS DO FANTÁSTICO

 


Marquito em estado grave

Após extubação e cirurgia de 4h, humorista de 65 anos do 'Programa do Ratinho' tem saúde atualizada pelo SBT. 'Cuidados intensivos'

O humorista Marquito, querido do 'Programa do Ratinho', segue em luta pela vida após grave acidente de moto. Notícias recentes do SBT revelam avanços em seu estado de saúde, incluindo a extubação e o início de reabilitação. Descubra os detalhes dessa batalha e o que o futuro reserva para o artista

Por:Purepeople

Marquito em estado grave: após extubação e cirurgia de 4h, humorista de 65 anos do 'Programa do Ratinho' tem saúde atualizada pelo SBT. 'Cuidados intensivos'.

O humorista Marquito segue internado em estado grave mais de três dias após sofrer um grave acidente de moto em São Paulo. Neste domingo (1º), o SBT informou que o ator de 65 anos do elenco do "Programa do Ratinho" já havia passado pelo processo de extubação e que segue em "cuidados intensivos".

No acidente, o artista nascido Marco Antonio Gil Ricciardelli em 26 de março de 1960 colidiu com uma motocicleta de propriedade de um enfermeiro, perdeu muito sangue, sofreu fraturas e precisou ser reanimado. Coube ao profissional da área da saúde realizar os primeiros atendimentos a Marquito, um dos famosos eleitos como suplentes na eleição municipal de 2024.

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Leia abaixo o boletim médico de Marquito, submetido a operação de 4 horas na coluna.

Qual é o estado de saúde de Marquito hoje, 1º/3?

Diz a unidade de saúde em nota oficial. "O Hospital Nipo-Brasileiro informa que o paciente Marco Antonio Gil Ricciardelli encontra-se neste domingo (01/02/2026) extubado, em ventilação espontânea, com necessidade de fisioterapia respiratória e início de reabilitação motora, de acordo com a tolerância clínica.

O estado geral permanece grave, com necessidade de cuidados intensivos e reavaliações seriadas. Novas atualizações poderão ser divulgadas conforme evolução e critérios assistenciais e institucionais".

Marquito já se filiou a 4 partidos políticos

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

EUA e Israel lançam operação militar contra o Irã

Primeiras explosões foram registradas em Teerã, capital do país. Segundo a imprensa iraniana, ao menos outras quatro cidades também foram atingidas.


Nuvem de fumaça em Teerã, capital do Irã: imprensa oficial iraniana relatou explosões não apenas em Teerã, mas também em cidades como Isfahan, Tabriz e Karaj.
Da redação, com agências

Redação Exame

Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado, 28, um ataque coordenado contra o Irã. As primeiras explosões foram registradas em Teerã, capital do país. Segundo a imprensa iraniana, ao menos outras quatro cidades também foram atingidas.

A ofensiva ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã para tentar fechar um acordo que limitasse ou encerrasse o programa nuclear iraniano. As conversas, no entanto, não avançaram.

Em vídeo publicado na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação tem como objetivo “defender o povo americano”.

Ele classificou a ofensiva como uma “operação maciça” que “está acontecendo neste preciso momento” e prometeu “arrasar a indústria iraniana de mísseis”. O Pentágono descreveu a ação como de “fúria épica” e indicou que a operação pode se estender por vários dias.

"Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iranianos. Um grupo vicioso de pessoas terríveis", disse o republicano.

A confirmação dos ataques americanos ocorreu minutos após o anúncio de que Israel havia iniciado bombardeios contra Teerã e outras cidades.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ofensiva foi lançada “para eliminar ameaças”. Explosões foram vistas e ouvidas na capital e em outros grandes centros urbanos.

A imprensa oficial iraniana relatou explosões não apenas em Teerã, mas também em cidades como Isfahan, Tabriz e Karaj. Ainda não se sabe o número de vítimas.

A televisão estatal informou que “colunas de fumaça subiram em alguns pontos de Teerã depois que várias explosões foram ouvidas”, antes de ter o sinal interrompido.

A agência de notícias Mehr afirmou que o serviço de telefonia celular foi afetado em algumas áreas da capital.

Moradores relataram dificuldades para realizar chamadas e acesso intermitente à internet. Também foram registradas longas filas em postos de combustível, com parte da população tentando deixar a cidade.
Israel reage

Israel informou que identificou o lançamento de mísseis iranianos em direção ao seu território e que sua força aérea estava mobilizada para interceptá-los.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que sirenes de alerta soaram em diversas cidades após a detecção dos projéteis.

As autoridades orientaram a população a “seguir as instruções do comando militar” e permanecer em áreas protegidas.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que forças israelenses e norte-americanas conduziram um ataque coordenado para “eliminar a ameaça existencial que o regime terrorista iraniano representa”. No comunicado, agradeceu ao “grande amigo Donald Trump” pela “liderança forte”.

Netanyahu afirmou ainda que a ofensiva pode abrir caminho para que o povo iraniano “derrube o regime” e estabeleça um Irã “livre e em busca da paz”.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

TRÂNSITO DE JUAZEIRO - AO VIVO

 


Lula convence Haddad a disputar o governo de São Paulo

Estratégia do Partido dos Trabalhadores tem interesse em fortalecer a base aliada nas eleições

Lucas Cheiddi

O presidente Lula (à esq) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (à dir), durante a sanção do Projeto de Lei 2/2024, no Palácio do Planalto - 28/05/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de disputar o governo de São Paulo teve influência de um apelo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de ter negado interesse em concorrer neste ano, o economista comunicou a aliados sobre sua candidatura depois de reunião com o chefe do Executivo na noite desta quinta-feira, 26, no Palácio da Alvorada.

A movimentação faz parte da estratégia do presidente de garantir candidaturas competitivas nos maiores colégios eleitorais do país. Lula também se reunirá novamente com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para definir detalhes da possível candidatura dele ao governo de Minas Gerais.

Fortalecimento da base aliada em São Paulo e Minas

Com esses acordos, Lula pretende fortalecer sua base em São Paulo e Minas Gerais. A expectativa é que Geraldo Alckmin (PSB) permaneça como vice em sua chapa à reeleição.

No cenário nacional, o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas para a Presidência gerou alerta no governo. A gestão avalia que foi um erro não enfrentar o adversário de forma mais incisiva.

No Estado de São Paulo, a situação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se fragilizou depois de desentendimentos com Gilberto Kassab, secretário de governo. O PT vê essa conjuntura como uma oportunidade para Haddad iniciar sua pré-campanha, mesmo sem anúncio oficial.

Haddad deve deixar o Ministério da Fazenda até o fim deste mês ou, no máximo, no início de abril, para se dedicar à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Dos 38 ministros, cerca de 20 devem sair do governo para concorrer às eleições, respeitando o prazo legal de desincompatibilização.

Movimentações partidárias e estratégias eleitoraisMão do presidente Lula sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

No PT, Haddad é apontado como sucessor natural de Lula a partir de 2030, e sua candidatura agora reforça essa perspectiva. Paralelamente, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, planeja trocar a Rede pelo PT para disputar o Senado, enquanto a segunda vaga na chapa ainda está em debate.

Outra possibilidade em estudo é a candidatura da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), ao Senado por São Paulo. Para isso, ela precisaria deixar o MDB, que apoia Tarcísio, e transferir seu domicílio eleitoral. Tebet recebeu convite para entrar no PSB, mas não decidiu seu futuro partidário.

Leia também: “Lula petismo rebaixado”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 310 da Revista Oeste

Lula pediu pessoalmente a Haddad que concorresse em São Paulo para garantir um palanque robusto no Estado. “Estou conversando com o presidente [sobre o assunto]”, disse. “Não vou cometer a deselegância de antecipar o que ainda vou falar com ele.”

Em 2022, Haddad foi derrotado por Tarcísio, porém, o desempenho do PT na capital paulista foi considerado decisivo para a vitória de Lula contra Jair Bolsonaro no segundo turno, segundo avaliação interna do partido.

Mendonça autorizou quebra de sigilo de Lulinha em janeiro

Decisão do ministro atendeu a pedido da Polícia Federal, antes da votação na CPMI do INSS

Isabela Jordão

A pedido da PF, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quebra de sigilo de Lulinha | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em janeiro. Relator das apurações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o magistrado atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) na decisão.

A medida não havia sido tornada pública porque o processo tramita sob sigilo no STF. A decisão aconteceu bem antes de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovar, nesta quinta-feira, 26, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo as investigações, o nome de Lulinha apareceu em apurações sobre desvios relacionados a descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Reportagem publicada em janeiro apontou indícios de que ele teria atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, tido como suposto operador central do esquema.

Ministro Andre Mendonça, em sessão plenária no dia 4/2/2026 | Foto: Gustavo Moreno/STF

A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em fraudes e afirma que ele não cometeu irregularidades. Em nota, informou ter protocolado pedido no STF para acessar a decisão de quebra de sigilo e declarou que pretende entregar voluntariamente os documentos pertinentes ao tribunal.

Na representação encaminhada a Mendonça, os investigadores destacaram que o filho do presidente foi citado em conversas de terceiros, mas ressaltaram que, até o momento, não há elementos que comprovem participação direta dele nos fatos apurados.

A linha de investigação da PF busca esclarecer se Lulinha teria mantido sociedade oculta com o Careca do INSS por intermédio da empresária Roberta Luchsinger, amiga de ambos. Ela foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro.

Roberta firmou contrato de consultoria com o Careca do INSS para auxiliá-lo na prospecção de negócios com o governo federal e recebeu R$ 1,5 milhão.

Em nota, a defesa dela afirmou que a empresária foi procurada por Antunes para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que as tratativas não avançaram. “Nenhum contrato público foi jamais celebrado e nem mesmo negociado”, declarou.

A defesa acrescentou que Roberta “possui relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a Roberta ou a Fábio, fruto de sua amizade”.

CPMI do INSS tem tumulto diante de aprovação da quebra de sigilo

Também nesta quinta-feira, a CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha referentes ao período de 2022 a janeiro de 2026. Parlamentares aliados do governo Lula geraram tumulto diante da votação, e a sessão precisou ser suspensa.

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em dezembro, a comissão havia rejeitado a convocação de Lulinha por 19 votos a 12, mediante articulação governista. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou novo requerimento depois da derrota. Há três semanas, outra movimentação semelhante também impediu a votação de um pedido de quebra de sigilo.

No fim do ano passado, o presidente Lula declarou que ninguém seria poupado nas investigações sobre o esquema no INSS. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, afirmou.

Em fevereiro, ao voltar a comentar o caso, reafirmou que a orientação do governo é apurar tudo o que for necessário. “Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui. Falo isso com todo mundo”, afirmou. “Olhei no olho dele e falei: ‘Só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço de ter alguma coisa; se não tiver, se defenda’. Eu trato as coisas com muita seriedade.”

As informações são do portal Poder360 e do jornal O Estado de S. Paulo.

Lupi é delatado em esquema de descontos irregulares no INSS, diz site

André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, antigos dirigentes da Previdência, mencionaram o ex-ministro em delações premiadas

Yasmin Alencar

Fraude no INSS provocou a demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Delações de ex-dirigentes do INSS trouxeram à tona o envolvimento do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) no esquema de descontos irregulares sobre benefícios de aposentados e pensionistas durante sua gestão no governo Lula (PT), conforme informou o portal Metrópoles.

André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, antigos dirigentes do INSS, mencionaram Lupi em delações premiadas. Um dos documentos detalha como o ex-ministro teria agido no comando da pasta para facilitar práticas ilícitas que prejudicaram milhares de beneficiários.

Gestão de Lupi e impactos políticos

Lupi assumiu o ministério em janeiro de 2023, quando Lula iniciou o atual mandato, permanecendo até maio de 2025, pouco depois da primeira fase da Operação Sem Desconto, que levou à prisão de integrantes da alta administração do INSS. Segundo as investigações, Lupi tentou proteger aliados, o que gerou desgaste para o governo.

Durante sua gestão, Lupi defendeu publicamente Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS. Conforme a Polícia Federal, Stefanutto teria recebido R$ 250 mil mensais entre junho de 2023 e setembro de 2024. “A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade”, afirmou Lupi à época. “Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar.”

Diante da insistência de Lupi em manter Stefanutto, coube ao presidente Lula exonerá-lo. Lupi também foi responsável pela nomeação de Adroaldo Portal, jornalista e ex-assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Portal assumiu o cargo de secretário-executivo da Previdência depois da saída de Lupi e permaneceu até dezembro de 2025, quando passou a cumprir prisão domiciliar por causa da mesma operação policial.

Relações com entidades sindicais e denúncias de favorecimento

Lupi mantinha relação próxima com Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi), entidade ligada à Força Sindical. Parentes de dirigentes do sindicato, incluindo Tônia, teriam recebido ao menos R$ 8,2 milhões da organização. Apesar de alertas sobre o crescimento das deduções irregulares nos benefícios, Lupi demorou cerca de um ano para agir.

No período, o valor dos descontos indevidos saltou de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões. Além de Lupi, as delações mencionaram Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, apontando possíveis ligações com o esquema, o que foi negado por sua defesa, que solicitou acesso aos autos.

Quebras de sigilo e tensão política


Por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), os sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha foram quebrados em janeiro. Edson Claro, ex-funcionário, também relatou à PF detalhes sobre sua relação com Lulinha, mas não é investigado nem acusado.

As suspeitas sobre Lulinha provocaram tumulto entre parlamentares da CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, depois de a oposição conseguir aprovar a quebra de seus sigilos. As discussões levaram a agressões físicas entre os deputados presentes.

Investigações sobre ex-dirigentes do INSS

Virgílio Filho era procurador do INSS e atuava como consultor jurídico do órgão. Em novembro de 2025, ele se entregou à Polícia Federal em Curitiba, depois de um mandado expedido na quarta fase da Operação Sem Desconto. Sua mulher, Thaisa Hoffmann Jonasson, também médica, foi presa na mesma ocasião.

Em outubro de 2023, enquanto ainda ocupava a função, Virgílio Filho apoiou descontos nos benefícios de 34,4 mil aposentados em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Segundo a PF, Virgílio teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades sob investigação, sendo R$ 7,5 milhões provenientes de negócios com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ele e a mulher ainda adquiriram um apartamento de R$ 5,3 milhões em Curitiba, e ela chegou a reservar um imóvel de R$ 28 milhões em Balneário Camboriú.

André Fidelis ocupou a diretoria de Benefícios do INSS em 2023 e 2024, sendo acusado de aceitar pagamentos para permitir descontos automáticos nos vencimentos dos aposentados.

PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão no Rio de Janeiro

Ex-deputado é alvo de processo disciplinar por suspeita de abandono de função depois de permanecer nos EUA e não retornar ao trabalho

Isabela Jordão

O parlamentar está fora do país desde 27 de fevereiro de 2025 | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Corregedoria Regional da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro decidiu afastar preventivamente, nesta quinta-feira, 26, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão na Delegacia da PF em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense.

A medida foi adotada no âmbito de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado em 27 de janeiro para apurar faltas injustificadas do ex-parlamentar. A investigação busca esclarecer se ele deixou de comparecer ao trabalho, de forma intencional e sem justificativa, por mais de 30 dias consecutivos.

A determinação consta em portaria assinada pelo corregedor regional da PF em 10 de fevereiro e publicada nesta quinta-feira. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Ato declaratório da PF, publicado em 2 de janeiro | Foto: Reprodução/DOU

O afastamento é provisório e permanecerá em vigor até a conclusão do PAD. A decisão também estabelece prazo de cinco dias úteis para que ele entregue a arma de fogo e a carteira funcional.

Eduardo é escrivão concursado da PF

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo é escrivão concursado da Polícia Federal. Em 2 de janeiro, a corporação determinou seu retorno ao cargo, já que ele estava licenciado para exercer o mandato parlamentar. Depois de ter o mandato cassado pela Câmara por excesso de faltas, a PF exigiu sua reapresentação imediata.

Como o retorno não ocorreu, a situação pode caracterizar abandono de cargo. De acordo com a portaria da Corregedoria da PF no Rio, o procedimento vai apurar a responsabilidade de Eduardo por suposta ausência intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos depois da perda do mandato, em 18 de dezembro.

Chilique na CPMI

O lulopetismo segue uma cartilha previsível diante de indícios incômodos: nega, desqualifica quem investiga e, se necessário, cria um tumulto para embaralhar o foco

Flávio Gordon

Registro do momento da deflagração da confusão na CPMI do INSS | Foto: Reprodução/YouTube/TV Câmara

A sessão desta quinta-feira, 26, na CPMI do INSS ofereceu ao público um retrato fiel do lulopetismo quando acuado. Um deputado do partido partiu para cima do presidente da comissão, aos berros, dedo em riste, como se a gritaria e os empurrões flácidos do capanga bem cevado pudessem soterrar o assunto. Não podem. O assunto continua de pé: aposentados foram roubados.

O que está em jogo não é uma disputa regimental, mas algo muito mais elementar: descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Gente que contribuiu por décadas descobre que seu contracheque virou pasto para entidades suspeitas, contratos nebulosos e um labirinto administrativo que ninguém assume ter construído. A oposição não criou nada disso na base dos golpes de retórica. Os extratos bancários das vítimas bastam por si.

O lulopetismo tem longa experiência nesse tipo de enredo. Diante de indícios incômodos, a cartilha é previsível: nega-se o problema, desqualifica-se quem investiga, invoca-se a palavra mágica “democracia” e, se necessário, cria-se um tumulto capaz de embaralhar o foco. Foi assim nos monumentais escândalos do passado, no Mensalão e no Petrolão. Agora, o alvo não são apenas cifras bilionárias em estatais, mas o bolso do aposentado.

A irritação petista aumentou na mesma medida em que a CPMI aprovou medidas mais incisivas: dentre elas, a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — a quem o pai, descondenado por corrupção pelos camaradas de toga, chamou ciosamente de “o Ronaldinho dos negócios”. Na cultura política lulopetista, como se sabe, investigar figuras próximas ao poder soa como heresia institucional, sendo respondida com violência. Por vezes, fatal (como nos lembra permanentemente o fantasma de Celso Daniel).

Há algo de especialmente cínico quando se observa o alvo do esquema: aposentados e pensionistas. O discurso oficial exalta os “mais vulneráveis”; a prática tolera que esses mesmos vulneráveis arquem com descontos obscuros até que alguém ouse perguntar quem autorizou, quem fiscalizou e quem lucrou.

O chilique desta quinta-feira, coreografado segundo a boa tradição petista de afetar indignação moral, foi uma pífia tentativa de lançar uma cortina de fumaça. Afinal, quanto mais barulho na comissão, menos a petralhada espera que se fale sobre responsabilidades concretas. A cleptocracia não se sustenta apenas com operadores financeiros. Ela precisa de operadores políticos dispostos a constranger e intimidar.

Resta saber se a CPMI resistirá ao teatro. Porque, ao contrário das palavras de ordem, o dinheiro subtraído dos aposentados não é simbólico. É real — e faz falta na mesa de quem já contribuiu demais para sustentar o partido-Estado mais corrupto da nossa história.

Lulinha é investigado pela PF depois de menções e passagens com o mesmo localizador

Ministro Mendonça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do filho de Lula com base em relatórios que indicam menções e deslocamentos considerados atípicos

Yasmin Alencar

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

Investigações da Polícia Federal alcançaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, depois de seu nome surgir em conversas e documentos ligados a possíveis irregularidades. O Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro André Mendonça, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com informações divulgadas pela CNN, a apuração teve início no fim do ano anterior. Na ocasião, a Polícia Federal comunicou ao STF sobre diligências feitas depois de encontrar menções a Lulinha em celulares, mensagens, depoimentos e outros documentos.

Envolvimento de intermediários entre Lulinha e o “Careca do INSS” e aprofundamento das investigações

O nome de Lulinha apareceu em um diálogo entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS“, e Roberta Luchsinger, empresária apontada como possível intermediária entre Antunes e o filho do presidente. Embora o relatório da PF não aponte provas de sociedade entre Lulinha e Antunes, os investigadores decidiram aprofundar as apurações.

A corporação também destacou o depoimento do empresário Edson Claro, que teria citado Lulinha como potencial parceiro do “Careca do INSS”. Outro fator que chamou atenção foi a identificação de passagens aéreas adquiridas com o mesmo localizador para Lulinha e Luchsinger, sugerindo compras feitas ao mesmo tempo.

Paquistão e Afeganistão entram em guerra depois de confrontos na fronteira

Khawaja Asif, ministro da Defesa do Paquistão, afirmou que o país entrou em 'guerra aberta' contra o Talibã afegão

Lucas Cheiddi

Soldados paquistaneses arrancando a bandeira dos talibãs em um posto de fronteira no Afeganistão e hasteando a bandeira do Paquistão | Foto: Rperodução/X

Uma escalada de violência entre Paquistão e Afeganistão resultou em cerca de 60 mortos nesta quinta-feira, 26, depois de intensos bombardeios e ataques cruzados na fronteira. Khawaja Asif, ministro da Defesa do Paquistão, afirmou que o país entrou em “guerra aberta” contra o Talibã afegão, em ação que marca um novo patamar no conflito entre as nações.

A Força Aérea paquistanesa realizou bombardeios em Cabul e Kandahar como resposta a ofensivas afegãs ocorridas na região fronteiriça. Islamabad justificou a medida ao dizer que combatentes islâmicos instalados no Afeganistão orquestram atentados no Paquistão. O Talibã, por sua vez, nega abrigar esses militantes.
Escalada militar entre Paquistão e Afeganistão


Em pronunciamento, Zabihullah Mujahid, porta-voz do Talibã, declarou que, “depois dos ataques aéreos contra Cabul, Kandahar e outras províncias, realizamos operações de represália em grande escala contra posições de soldados paquistaneses”.

Mais tarde, Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, reforçou que as Forças Armadas têm capacidade total para reagir a possíveis ameaças do Afeganistão. “Toda a nação está ao lado das Forças Armadas do Paquistão”, afirmou.

No X, Khawaja Asif publicou que “a paciência chegou ao limite”. “A partir de agora, é uma guerra aberta entre nós e vocês [o Talibã]”, escreveu. Fontes oficiais do Paquistão, sob anonimato, relataram que 22 integrantes do Talibã morreram, além de drones abatidos.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, considerou os bombardeios uma “resposta apropriada” depois dos ataques afegãos. Já Mosharraf Zaidi, porta-voz do governo paquistanês, afirmou que os contra-ataques continuam, como reação a “ataques afegãos não provocados”.

CPMI convoca presidente do Palmeiras ligada a Lulinha e a sócio de Vorcaro; veja lista

Entre as quebras de sigilo aprovadas também está a de Danielle Fonteles, publicitária da Agência Pepper e ex-responsável pela campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010

Yasmin Alencar

Registro do momento da deflagração da confusão na CPMI do INSS | Foto: Reprodução/YouTube/TV Câmara

Na sessão desta quinta-feira, 26, a CPMI do INSS aprovou 86 requerimentos que atingem figuras próximas tanto do governo quanto da oposição, entre elas a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, além de aliados de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ambiente ficou tenso durante a votação, que terminou em confronto físico entre parlamentares governistas e oposicionistas. Já na tarde do mesmo dia, representantes do governo procuraram Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, com o objetivo de anular a sessão.

Quebras de sigilo e convocações atingem nomes de peso

Entre as quebras de sigilo aprovadas está a de Danielle Fonteles, publicitária da Agência Pepper e ex-responsável pela campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010. Danielle também atuou em parceria com o empresário conhecido como Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal.

Roberta Moreira Luchsinger, lobista e amiga de Lulinha e sua mulher, também teve seu sigilo quebrado. Segundo o portal Metrópoles, ela realizou lobby no Ministério da Saúde e costuma hospedar o filho do presidente em sua residência no Lago Sul, em Brasília, quando ele visita a capital federal.
O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou requerimento para quebra de sigilo da Zema Crédito, pertencente à família do governador Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Correia também pediu a convocação do ex-deputado André Moura, apontado como possível articulador de fraudes no INSS em Sergipe. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) fez solicitação semelhante.
Requisições de dados e participação de diversos partidos

O relator Alfredo Gaspar (União-AL) solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil dados detalhados sobre voos e passageiros das aeronaves de Daniel Vorcaro, empresário do setor financeiro. Essas aeronaves costumam voar para cidades como Miami, Belo Horizonte e Brasília, além de um aeródromo próximo a Trancoso (BA).

Augusto Ferreira Lima, economista baiano, ex-CEO do Banco Master e sócio de Daniel Vorcaro, também foi convocado para depor. Os requerimentos têm assinaturas de parlamentares de diferentes partidos, incluindo Damares Alves (Republicanos-DF), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Rogério Correia (PT-MG) e Duarte Júnior (PSB-MA).

A convocação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, foi aprovada depois de iniciativas de Alfredo Gaspar e Sidney Leite (PSD-AM). O motivo foi sua posição de presidente da Crefisa, empresa que mantinha convênio com o INSS para concessão de créditos consignados.

Lista abrange executivos, políticos e entidades

Entre outros convocados, estão Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que teria recebido uma remessa de R$ 40 mil do empresário Careca do INSS. A lista de requerimentos também inclui executivos de bancos, ex-ministros, representantes de entidades sindicais e empresas ligadas ao INSS.

Dentre os pedidos aprovados, há solicitações de depoimentos, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de pedidos de informações a órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Anac e Dataprev. A relação inclui figuras como Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da confederação da pesca, e diversas instituições financeiras e associações de aposentados.

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