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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Saiba por que a Globo pode ter que pagar R$ 10 milhões após César Tralli pronunciar palavra errada no Jornal Nacional

MPF de Minas move ação contra emissora por pronúncia considerada incorreta da palavra "recorde" |  Reprodução / TV Globo

por Tiago Di Araújo

O Ministério Público Federal em Minas Gerais processou a Globo por pronúncia considerada incorreta da palavra “recorde”. O procurador responsável, Cléber Eustáquio Neves, pede que a emissora pague uma multa de R$ 10 milhões, segundo informações da coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo.

A ação civil pública aponta que repórteres e apresentadores da Globo, incluindo César Tralli, vêm adotando pronúncia equivocada do termo. O procurador afirma que isso teria efeito direto na população, que passaria a reproduzir o erro de forma massiva.

“A palavra 'recorde' é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, explicou Cléber Eustáquio Neves à coluna.

Detalhes da ação

O procurador anexou vídeos de programas como Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural à petição inicial, destacando a pronúncia do apresentador César Tralli como exemplo. Segundo Neves, “a Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa”.

Na ação, o MPF-MG solicita que a palavra “recorde” seja corrigida em telejornais e programas esportivos. Também foi pedida uma liminar para que a correção seja implementada o quanto antes. Além disso, a multa de R$ 10 milhões é requerida por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”.

A coluna Outro Canal confirmou que a Globo foi notificada antes do Carnaval e ainda não apresentou defesa. O MPF não forneceu mais detalhes, e o procurador não respondeu aos contatos da reportagem. Em nota, a emissora declarou que “não comenta casos que ainda estão na Justiça”.

Aliados de Lula silenciam depois de rebaixamento de escola que fez enredo sobre o petista

O desfile da Acadêmicos de Niterói provocou críticas de parlamentares de oposição


Yasmin Alencar

Desfile da Acadêmicos de Niterói com ala sobre família conservadora | Foto: Reprodução/ X

Enquanto o rebaixamento da escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repercute, figuras ligadas ao governo federal não abordaram publicamente o tema. O silêncio de lideranças petistas contrasta com manifestações de integrantes da oposição, que associaram o resultado do desfile à gestão do presidente.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, parabenizou as escolas classificadas para o Desfile das Campeãs e elogiou a presença da cultura amazônica nos enredos. Já Marcelo Freixo, presidente da Embratur, preferiu destacar a vitória da Viradouro, ressaltando a relevância cultural e econômica do Carnaval.

Reações da oposição e críticas ao governo Lula

O desfile da escola provocou críticas de parlamentares de oposição. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, afirmou que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo [sic]”. Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ex-vereador, afirmou que a escola “desagradou a maioria, usou a máquina pública e ainda saiu do desfile para uma derrota humilhante”.

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, afirmou que o rebaixamento da escola ilustra o que considera ser o impacto negativo do atual governo. “A escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil”, disse Nikolas. “Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada.”

Estratégias petistas e repercussão religiosa

Petistas planejam realizar pesquisas nas próximas semanas para dimensionar os efeitos do episódio e, a partir daí, definir estratégias para dialogar com o público evangélico. Em 2022, Lula divulgou uma “Carta ao Povo Evangélico” na reta final da campanha, em que reafirma compromisso com a liberdade religiosa.

A repercussão da ala polêmica também gerou reações oficiais. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifestou preocupação com o uso de símbolos cristãos e da família em manifestações culturais consideradas ofensivas. A OAB-RJ divulgou nota de repúdio em que alega intolerância religiosa por parte da escola.

Jornais criticam 'ofensiva' do STF contra servidores da Receita

Gazeta do Povo e Estadão apontam irregularidades processuais e desvio de finalidade em investigação

Erich Mafra
Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, no STF, em sessão realizada em 11/02/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Os principais jornais do país reagiram com críticas severas à operação da Polícia Federal que mirou servidores da Receita Federal por supostos vazamentos de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em editoriais publicados nesta quinta-feira, 19, a Gazeta do Povo e O Estado de S. Paulo convergem na análise de que a Corte utiliza instrumentos excepcionais para intimidar críticos e blindar magistrados logo que revelações constrangedoras sobre o Banco Master vieram a público. Para as publicações, a condução do inquérito atropela o devido processo legal e a competência jurisdicional.

A Gazeta do Povo classifica a medida como uma “suprema caça às bruxas”. O jornal paranaense destaca que a operação ocorreu no rastro das notícias sobre a sociedade de Dias Toffoli em uma empresa familiar e o contrato milionário do escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master. Segundo o editorial, as informações que desgastaram os ministros não partiram de sigilo fiscal, mas de outras fontes investigativas, como o celular do banqueiro Daniel Vorcaro. A publicação acusa Moraes de usar o “inquérito das fake news” como um curinga para perseguir quem apura irregularidades.

Atropelo de ritos e falta de foro privilegiado

Já o Estadão enfatiza que, embora a violação de sigilo fiscal seja crime, a forma como o STF conduz a investigação aprofunda a crise de legitimidade da Corte. O editorial do Estadão revela que a apuração nasceu por decisão de ofício de Alexandre de Moraes, em um sistema em que a iniciativa deveria caber ao Ministério Público. Além disso, o jornal ressalta que os investigados são servidores sem prerrogativa de foro, o que tornaria o Supremo incompetente para julgar o caso na origem.

Outro ponto de crítica comum é a condição de parcialidade dos julgadores. O Estadão afirma que Moraes atua simultaneamente como investigador, juiz e vítima, uma vez que a suposta violação atinge sua própria esfera familiar. A nota da Corte, que mencionou “posterior vazamento” antes mesmo da conclusão das quebras de sigilo telemático, foi vista pelo jornal paulista como uma antecipação punitiva. Ministros ouvidos reservadamente também demonstraram desconforto e argumentaram que pedidos de rastreamento dessa magnitude deveriam partir apenas da presidência do tribunal.

Estado policialesco e corrosão do STF

A Gazeta do Povo associa a confusão entre os papéis de vítima e juiz aos métodos de “Estados policialescos”, em que autoridades são blindadas e denunciantes acabam transformados em alvos. O editorial sustenta que a blindagem corporativista nega o Estado de Direito e tenta sufocar a liberdade de informação. Para a Gazeta, o STF age com hipocrisia ao decretar sigilo para combater vazamentos, enquanto o próprio tribunal se encarregou de divulgar os nomes dos servidores investigados à imprensa.

O Estadão conclui que a insistência em medidas de exceção corrói o capital institucional do Judiciário. O jornal ressalta que, quando a forma do Direito é ignorada, a busca não é por justiça, mas por vingança. A resistência dos ministros a um código de conduta, somada à percepção pública de contemporização com conflitos de interesses, mantém o Supremo Tribunal Federal em um desgaste reputacional crescente. Os textos revelam que a autoridade da Corte só se sustenta pela fidelidade aos limites impostos pela Constituição, e não por decisões de força.

Comissão da Câmara aprova texto que facilita compra da 1ª arma de fogo

O projeto não modifica as exigências legais para a posse de armamentos e passa por outras comissões antes de ir ao Senado


Isabela Jordão

O deputado Marcos Pollon (PL-MT) é o autor da proposta | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que busca facilitar a aquisição da primeira arma de fogo para fins de legítima defesa. De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), o Projeto de Lei n° 2.959/2025 foi aprovado no último dia 10, na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Zucco (PL-RS).

O texto original previa a criação do “Programa Minha Primeira Arma”, mas foi reformulado depois de Zucco apontar possíveis “vícios de inconstitucionalidade” por impor atribuições diretas ao Poder Executivo.

O objetivo do projeto é promover a “democratização do acesso à legítima defesa”, sob o argumento de que a carga tributária incidente sobre armas de fogo — que pode elevar o preço final em mais de 70% — transforma o armamento em um “privilégio da elite econômica”.

No lugar do programa inicialmente proposto, o substitutivo institui a Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo. Durante a discussão, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) afirmou que a medida incentiva a “compra consciente” do primeiro armamento.

“Isso ajuda muito o cidadão de bem e dificulta a ação do bandido também, porque o bandido, quando sabe que o outro cidadão lá também está armado, não vai fazer esses crimes de oportunidade”, declarou.

Em tom de brincadeira, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) sugeriu alterar o nome da iniciativa para “Minha Arma, Minha Vida”, em referência ao programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. “Eu ia propor ‘Minha Arma, Minha Vida’, é melhor do que programa ‘Minha Primeira Arma’”, disse.

Vítimas de violência doméstica terão prioridade na compra de arma

O substitutivo preserva os critérios de prioridade previstos na proposta original. Terão preferência vítimas de violência doméstica com medida protetiva, vítimas de atentados contra a vida ou integridade física, vítimas de crimes contra o patrimônio, moradores de áreas rurais ou regiões vulneráveis e cidadãos de baixa renda, com renda de até cinco salários mínimos.

O texto não modifica as exigências legais para a posse de armas. Para participar da política, o interessado deverá ser brasileiro, ter a idade mínima prevista em lei, estar regular perante a Receita Federal, não possuir arma registrada anteriormente e contar com autorização válida da Polícia Federal ou do Exército.

A aprovação ocorreu de forma simbólica. O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça (CCJ). Como tramita em caráter conclusivo, poderá seguir diretamente ao Senado caso seja aprovado nas comissões, sem necessidade de votação em plenário.

O texto perderá o caráter conclusivo se for rejeitado por alguma comissão ou se houver recurso assinado por ao menos 51 deputados para que a matéria seja apreciada pelo plenário.
No primeiro mandato, Lula fomentou o desarmamento no país | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A versão original detalhava isenções de Imposto sobre Produtos Industrializados, Imposto de Importação, PIS/Cofins e previa linhas de crédito subsidiadas. Esses pontos foram retirados pelo relator, sob o argumento de que invadiam a competência do Executivo e não apresentavam dotação orçamentária prévia.

No lugar das isenções específicas, o parecer estabelece diretrizes para estimular o acesso por meio de incentivos fiscais e linhas de financiamento, deixando a regulamentação e a execução para legislação posterior e atos do Poder Executivo.

Também foi excluída a previsão de um “comitê interinstitucional” com representantes de ministérios e bancos públicos. Segundo Zucco, a criação de órgãos e definição de atribuições na administração pública é prerrogativa exclusiva do chefe do Executivo. A nova versão confere ao presidente regulamentar a lei e definir os órgãos responsáveis por sua implementação.

Estados Unidos avaliam ofensiva contra Irã, enquanto diplomacia segue sem acordo

O Exército dos EUA informou à Casa Branca que pode lançar ataques já neste próximo fim de semana

Lucas Cheiddi
O presidente Donald Trump discursa para os republicanos da Câmara no centro Donald J. Trump - John F. Kennedy - Washington (DC) | Foto: Divulgação/Governo EUA

A possibilidade de uma ofensiva dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã já nos próximos dias ganhou força, mesmo sem uma decisão definitiva do presidente Donald Trump. A informação repercute na imprensa norte-americana

O Exército dos EUA informou à Casa Branca que pode lançar ataques já neste próximo fim de semana. O aviso veio depois que o órgão reforçou significativamente sua presença aérea e naval no Oriente Médio nos últimos dias.

Trump, segundo pessoas próximas, segue avaliando os prós e contras de uma ação militar e tem ouvido conselhos de assessores e aliados. Contudo, não indicou até agora se dará ou não o aval para a ofensiva nos próximos dias.

“Ele está passando muito tempo pensando nisso”, afirmou uma fonte próxima à CNN Internacional. O clima de incerteza preocupa autoridades, que notam o aumento das tensões.

Negociações diplomáticas e impasses entre EUA e Irã

Enquanto isso, diplomatas iranianos e norte-americanos realizaram conversas indiretas de 3h30, em Genebra, na Suíça, na última terça-feira, 17, mas não chegaram a um acordo. O negociador-chefe do Irã afirmou que as duas partes aceitaram um “conjunto de princípios orientadores”, porém uma autoridade dos EUA ressaltou que “ainda há muitos detalhes a discutir”.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou, nesta quarta-feira, 18, que o Irã deve apresentar mais detalhes sobre sua postura nas próximas semanas. Apesar disso, ela não confirmou se Trump irá suspender ações militares nesse período.

“Não vou estabelecer prazos em nome do presidente dos Estados Unidos”, disse Karoline.

A porta-voz enfatizou que “a diplomacia é sempre sua primeira opção”, mas não descartou o emprego da força. “Há muitas razões e argumentos que podem ser apresentados a favor de um ataque contra o Irã”, disse, ao frisar que o presidente se apoia “antes de tudo” na orientação da equipe de segurança nacional.

Movimentação militar e repercussões
Na imagem, o porta-aviões da Marinha dos EUA USS Gerald R. Ford (CVN-78) navega pelo Oceano Atlântico | Foto: Jackson Adkins/EUA

O secretário de Estado, Marco Rubio, planeja visitar Israel em 28 de fevereiro para se reunir com o premiê Benjamin Netanyahu e compartilhar atualizações sobre as negociações com o Irã. A informação é da CNN Internacional.

A movimentação militar dos EUA, com a possível chegada do porta-aviões USS Gerald Ford e o reposicionamento de aviões da Força Aérea baseados no Reino Unido, aumenta o temor de escalada. O Irã, por sua vez, segue reforçando instalações nucleares com concreto e terra para proteger pontos estratégicos, segundo o Institute for Science and International Security.

Nos discursos recentes, Trump tem evitado mobilizar o Congresso ou a população para uma grande operação militar. Ele se limita a defender que o Irã não obtenha armas nucleares e a sugerir interesse por mudanças no regime, sem detalhar objetivos claros para uma eventual ação militar.

Greve geral na Argentina cancela voos com o Brasil e desafia governo Milei

Sindicatos protestam contra reforma trabalhista histórica


Erich Mafra

Presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Flickr

A Argentina amanheceu paralisada nesta quinta-feira, 19, devido a uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT). O movimento ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados inicia a discussão da reforma trabalhista enviada pelo governo de Javier Milei. A paralisação provocou o cancelamento em massa de voos internacionais e domésticos, afetando diretamente as rotas que ligam o país ao Brasil. As companhias Latam, Gol e Aerolíneas Argentinas confirmaram a suspensão de operações em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário.

Em resposta à mobilização, o Ministério da Segurança adotou uma postura incomum ao determinar “medidas de segurança” para os profissionais de imprensa. O governo recomendou que jornalistas evitem o posicionamento entre manifestantes e forças policiais, estabelecendo “zonas exclusivas” para os meios de comunicação em ruas laterais ao Congresso. O comunicado adverte para situações de risco e afirma que as forças de segurança agirão diante de qualquer ato de violência, logo que os protestos da semana passada terminaram em confrontos e dezenas de detidos.

Mudanças estruturais na legislação trabalhista da Argentina

O projeto de lei defendido por Javier Milei representa a maior alteração nas normas laborais da Argentina desde os anos 1970. O texto busca flexibilizar contratos, ampliar o período de experiência para até seis meses e reduzir custos de indenização por demissão. Para viabilizar a aprovação na Câmara — o Senado já deu o aval na semana passada —, o governo retirou pontos polêmicos, como a permissão para pagamento de salários em moeda estrangeira ou carteiras digitais.

A reforma atinge diretamente o poder dos sindicatos ao classificar setores como saúde, transporte e segurança como serviços essenciais, exigindo a manutenção de 50% a 75% da prestação de serviço durante greves. Outro ponto central é o combate à informalidade, que atinge 40% dos trabalhadores argentinos. A proposta elimina multas por falta de registro, criando mecanismos para a regularização de vínculos, enquanto formaliza os trabalhadores de plataformas digitais como independentes com seguro de proteção.

Ucrânia faz maior ofensiva contra Rússia desde 2023 e recupera 63 km² de território

Ucrânia realizou a maior ofensiva em anos contra a RússiaImagem: Sergei Gapon/AFP


O Exército ucraniano conquistou 63 km² de território diante do Exército russo entre a quarta-feira da semana passada e o último domingo, segundo uma análise da AFP com base em dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês).

Concretamente, a Ucrânia recuperou 91 km², dos quais 86 km² em uma área situada quase 80 quilômetros ao leste da cidade de Zaporizhzhia, onde as tropas russas haviam avançado consideravelmente desde o verão de 2025.

Paralelamente, o Exército russo conquistou 28 km² em outros setores da frente de batalha, o que resulta em um avanço territorial líquido de 63 km² a favor da Ucrânia.

As forças de Kiev não haviam recuperado tanto território em tão pouco tempo desde a contraofensiva iniciada em junho de 2023.

A título de comparação, o Exército russo avançou 319 km² em janeiro.

Uma pista para explicar o avanço ucraniano é a interrupção das antenas Starlink (serviço de internet via satélite) utilizadas por Moscou na linha de frente.

"As contraofensivas ucranianas provavelmente se aproveitam do bloqueio do acesso das forças russas ao Starlink que, segundo os blogueiros militares russos, prejudica as comunicações e o comando", avalia o ISW.

Em 5 de fevereiro, observadores militares russos já haviam notado essa interrupção após anúncios de Elon Musk, proprietário da SpaceX (que comercializa o Starlink). O empresário americano anunciou "medidas" para acabar com o uso dessa tecnologia pelo Kremlin.

Segundo a Ucrânia, drones russos usaram o Starlink para contornar os sistemas de interceptação eletrônica e atingir seus alvos com precisão.

Antes da invasão que começou em fevereiro de 2022, a Rússia já controlava cerca de 7% do território, incluindo a Crimeia e parte de Donbass (leste do país).

Atualmente, a Rússia controla pouco mais de 19% do território ucraniano.

Coreia do Norte apresenta novo lança-foguetes com capacidade nuclear

Kim Jong Un participa de uma cerimônia de apresentação de múltiplos lançadores de foguetes em Pyongyang, Coreia do NorteImagem: KCNA - 18.fev.26/via Reuters

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, supervisionou a apresentação oficial de um lançador múltiplo de foguetes capaz de disparar ogivas nucleares em direção ao Sul, informou a imprensa estatal nesta quinta-feira (19, noite de quarta no Brasil).

Em cerimônia realizada na quarta-feira, Kim fez um discurso no qual promoveu o novo sistema de lançamento múltiplo de foguetes de 600 milímetros como único no mundo.

Kim afirmou que ele é "apropriado para um ataque especial, isto é, para cumprir uma missão estratégica", segundo a agência estatal de notícias KCNA, que recorreu a um eufemismo habitual para se referir ao uso nuclear.

O líder norte-coreano insistiu que o sistema de armas se destinava ao uso como "dissuasão" contra inimigos que não nomeou.

"Quando esta arma for realmente utilizada, nenhuma força poderá esperar a proteção de Deus", declarou Kim, de acordo com a KCNA. "É realmente uma arma maravilhosa."

Pyongyang intensificou seus testes de mísseis nos últimos anos. Quando Kim visitou no mês passado a fábrica onde são produzidos foguetes, autoridades e analistas sul-coreanos disseram que eles poderiam ser usados contra o país, já que a Coreia do Sul continua sendo o principal adversário do Norte.

De fato, a Coreia do Norte afirmou no mês passado ter abatido um drone de vigilância, incidente que ameaçou prejudicar os esforços do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, para estreitar laços com o país vizinho.

A respeito disso, Kim Yo Jong, a influente irmã do líder norte-coreano, disse nesta quinta que "valorizava enormemente" a promessa do Sul de impedir que incursões desse tipo se repetissem.

Analistas apontam que essa campanha armamentista tem como objetivo melhorar as capacidades de ataque de precisão, desafiar tanto os Estados Unidos quanto a Coreia do Sul e testar armas antes de potencialmente exportá-las para a Rússia.

© Agence France-Presse

Justiça manda leiloar cobertura onde Collor mora e cumpre pena em Maceió

Carlos Madeiro
Colunista do UOL

Edifício no barri da Jatiúca, em Maceió, onde Collor tem uma coberturaImagem: Google Street View


A Justiça do Trabalho de Alagoas marcou para 9 e 11 de junho o leilão de uma cobertura em Maceió pertencente ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. É no duplex de luxo que ele mora e cumpre prisão domiciliar pela condenação a 8 anos por corrupção e lavagem de dinheiro.

A decisão é do juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior, que integra a Secretaria de Execução e Pesquisa Patrimonial do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Alagoas, em um processo trabalhista movido por uma ex-funcionária da TV Gazeta, da qual Collor é dono.

O despacho colocando o imóvel à venda foi emitido no último dia 10. O juiz permitiu que o ex-presidente apresente uma proposta de conciliação. A defesa alega que a dívida trabalhista já foi paga dentro de outro processo: o da recuperação judicial que a TV Gazeta atravessa desde 2019.

Em 5 de dezembro de 2019, a jornalista autora da ação fez um acordo homologado para receber R$ 80 mil em salários atrasados, não-recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e multas.

A defesa dela afirma que, em abril de 2025, Collor foi condenado e teve a cobertura penhorada dentro do processo para garantir o pagamento —que teria sido feito apenas parcialmente.

Imóvel de Collor fica à beira mar de MaceióImagem: Google Street View

Na última quinta-feira, o magistrado expediu mandado de constatação, fotografação e reavaliação do apartamento localizado em Jatiúca, bairro nobre da orla de Maceió. A avaliação do oficial de Justiça deve informar o valor de eventuais débitos condominiais.

Na decisão, ele cita que a avaliação do cartório onde o imóvel está registrado é de R$ 7,6 milhões. Uma avaliação de 2024, em outro processo trabalhista, apontou que o imóvel valia R$ 9 milhões.

A cobertura duplex tem área privativa total de 599 m², cinco vagas de garagem e vista privilegiada para o mar. O pavimento inferior conta com adega, rouparia, galeria e varanda. Já o piso superior tem suíte, piscina, terraço, jardineira e bar.

O imóvel, comprado pelo ex-presidente em 2006, foi omitido da declaração de bens entregue ao TSE (tribunal Superior Eleitoral) em 2022, quando ele concorreu ao cargo de governador, mas acabou perdendo.

Em 30 de janeiro, a coluna mostrou que outro jornalista —que trabalhou para a TV Mar, também de Collor— pediu à Justiça que a mesma cobertura fosse a leilão para bancar atrasos no pagamento de acordo trabalhista. Ainda não há decisão para esse caso.

O que diz a defesa de Collor

A defesa do ex-presidente e da TV Gazeta apresentou petição, alegando que a ex-funcionária fechou acordo no âmbito da recuperação judicial da Organização Arnon de Mello (grupo de comunicação do qual a TV Gazeta faz parte), "contemplando especificamente o crédito da reclamante".

O acordo foi fechado no valor de R$ 48 mil em 1º de novembro de 2023. Nela, a ex-funcionária renunciou a qualquer nova cobrança referente a esse processo.

A defesa afirma que, com isso, garantiu a "quitação integral do crédito trabalhista". Sobre as contribuições previdenciárias pendentes, garante que vai quitá-las até 30 de março.

Diante desse acordo, os advogados asseguram que não há mais pendências e pedem que o processo seja arquivado.

Sede da OAM, em MaceióImagem: Carlos Madeiro/UOL

Ex-funcionária questiona

A defesa da jornalista diz não houve homologação judicial do acordo na recuperação judicial, mas apenas uma "mera autorização genérica do juízo recuperacional para celebração de negociações com credores".

Além disso, diz que o acordo se refere apenas à parte da TV Gazeta e não anistiaria o que cabe aos sócios —Collor era sócio majoritário da emissora até 2025, quando passou sua parte para a esposa.

Nesse processo, a Justiça do Trabalho concedeu a desconsideração da personalidade jurídica, um mecanismo processual que permite aos credores cobrar o patrimônio pessoal de sócios ou administradores quando a empresa não paga dívidas.

"A execução [cobrança] em face do Collor foi autorizada, e eles não apresentaram o acordo; em maio do ano passado, o caso transitou em julgado. Essa execução não tem limitação de juros e correção e tem a aplicação da multa de 100%. Pelos cálculos da Justiça do Trabalho, essa dívida já está em R$ 220 mil", afirma o advogado Marcos Rolemberg.

Ele diz que o acordo na Justiça do Trabalho, que tem força de sentença, cita que o descumprimento do acordo, mesmo que parcial, manda para execução todas as parcelas vencidas e as que estão por vencer.

Ainda segundo o advogado, por causa de sentença, não há possibilidade de reanálise. "A responsabilidade patrimonial dos sócios já estava previamente reconhecida e consolidada no título originário", diz.

Crise nos negócios

Os negócios do ex-presidente vêm passando por uma crise. Collor é o sócio-majoritário da OAM (Organização Arnon de Mello), um grupo de empresas que congrega TVs, rádios, portal de notícias e gráfica em Alagoas. Desde 2019, a OAM está em recuperação judicial. O juiz do caso aprovou um plano de pagamento dos credores em setembro de 2025.

Collor está sendo acionado nos processos porque as empresas do grupo não estavam honrando os acordos feitos na Justiça do Trabalho, e os advogados começaram a pedir (e ganhar) o direito da desconstituição da pessoa jurídica, fazendo com que os sócios passem a pagar as dívidas com bens pessoais.

Os processos levaram ao bloqueio de diversos bens de Collor para pagamento de dívidas. Já foram penhorados contas bancárias, carros de luxo, uma chácara em Campos do Jordão (SP) e cotas em empresas.

Fernando Collor e a esposa, Caroline - Imagem: Reprodução/Redes sociais

Nem mesmo sua esposa, Caroline Serejo, e suas duas filhas gêmeas escaparam dos bloqueios. O espólio do irmão de Collor, Pedro Collor (morto em 1994), também foi alvo e teve decisão de bloqueio —a família tenta retirar o nome dele, alegando que Pedro não fazia mais parte da sociedade.

A situação da OAM se agravou em outubro de 2025, quando o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, deu ganho de causa à TV Globo e autorizou a emissora carioca a ter uma nova afiliada em Alagoas, excluindo assim a TV Gazeta —com quem manteve contrato por 50 anos. A Gazeta recorreu ao novo presidente, Edson Fachin, mas não houve julgamento.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

PF apura vazamento de dados da Receita de ministros do STF


Mocidade Alegre é a campeã dos desfiles de São Paulo


Khamenei desafia Trump a derrubar regime iraniano e ameaça porta-aviões dos EUA

Declarações ocorrem em meio à retomada das negociações nucleares e ao aumento da presença militar norte-americana no Oriente Médio

Fábio Bouéri
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: tensão | Foto: Reprodução/Redes sociais

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira, 17, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá derrubar a República Islâmica. Em discurso em Teerã, ele também fez ameaças diretas à presença militar norte-americana na região e mencionou a possibilidade de atingir um porta-aviões posicionado nas proximidades do Irã.

Segundo Khamenei, Washington fracassou ao longo de décadas em sua tentativa de enfraquecer o regime iraniano. Ele disse que, depois de quase meio século de pressão, os Estados Unidos não conseguiram destruir a República Islâmica e não conseguirão fazê-lo agora. A declaração foi direcionada diretamente a Trump.
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Khamenei: novas críticas a Trump

O líder iraniano também criticou a postura do presidente norte-americano nas negociações nucleares, acusando-o de tentar “ditar” os resultados das tratativas. Ainda assim, segundo o chanceler iraniano, as conversas realizadas nesta terça abriram caminho para um possível acordo entre os dois países.

Durante o discurso, Khamenei afirmou que, embora Trump diga que o Exército norte-americano é o mais forte do mundo, até forças poderosas podem sofrer golpes severos. Em tom de ameaça, ele declarou que o país dispõe de meios capazes de atingir embarcações militares e enviá-las ao fundo do mar.

As falas ocorreram em meio à retomada das negociações entre Washington e Teerã para limitar o programa nuclear iraniano. As conversas são mediadas por Omã. Trump exige que o governo iraniano encerre completamente suas atividades nucleares e tem adotado um discurso que alterna entre pressão e sinalizações de acordo.

O presidente norte-americano ameaça atacar o país caso as tratativas fracassem. Ao mesmo tempo, ele afirma manter envolvimento indireto nas negociações e diz acreditar na possibilidade de entendimento.

Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos ampliou sua presença militar no Oriente Médio. A mobilização inclui o envio de dois porta-aviões, dezenas de navios de guerra, destróieres e caças. Um dos grupos de ataque chegou ao Mar Arábico no fim de janeiro, próximo à costa sul iraniana. Outro foi deslocado para a região nos últimos dias, elevando o nível de tensão entre os dois países.

Chefe do Comando Vermelho é preso ao tentar se internar com documento falso

Foragido por tráfico de drogas, suspeito foi identificado pela polícia cearense enquanto buscava atendimento médico em Juazeiro do Norte

Fábio Bouéri

Marlisson Lopes Morais, identificado como líder do Comando Vermelho | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um homem apontado como chefe do Comando Vermelho e foragido da Justiça por condenação por tráfico de drogas foi preso enquanto recebia atendimento médico em um hospital de Juazeiro do Norte, na região do Cariri cearense. O caso ocorreu nesta sexta-feira, 13.

De acordo com o registro de prisão em flagrante, segundo o site g1, Marlisson Lopes Morais deu entrada no Hospital Regional do Cariri com fortes dores causadas por pedras nos rins. Durante o processo de internação, ele apresentou um documento falso com o nome de outra pessoa que possuía antecedentes criminais.

Comando Vermelho: histórico criminal

Depois de receberem informações de que um foragido estaria com a saúde debilitada, policiais passaram a fazer buscas em unidades hospitalares da região. Em uma delas, foram informados sobre um paciente com histórico criminal. Ao conversarem com o homem, os agentes constataram sua verdadeira identidade.

Segundo a polícia, Morais era apontado como liderança do Comando Vermelho em Juazeiro do Norte e com antecedentes por homicídio, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e associação criminosa. Além do cumprimento do mandado de prisão decorrente de uma condenação a 8 anos e 9 meses por tráfico, ele foi autuado em flagrante por falsidade ideológica. O aparelho celular do suspeito também foi apreendido.

O homem permaneceu internado sob escolta policial, já que aguarda a realização de uma cirurgia para retirada dos cálculos renais. A prisão preventiva foi decretada durante audiência de custódia realizada neste sábado, 14.

Na decisão, a juíza responsável pelo caso apontou que a medida era necessária para garantir a ordem pública, destacando o extenso histórico criminal do suspeito e sua suposta posição de liderança dentro da organização criminosa.

Vaticano não integrará Conselho da Paz de Trump

A posição foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, principal autoridade diplomática do governo da Igreja Católica

Eugenio Goussinsky

Robert Prevost assumiu o pontificado em maio de 2025 | Foto: Instagram/Vaticano

O Vaticano anunciou nesta terça-feira, 17, que não participará do Conselho da Paz, organismo internacional proposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para a reconstrução da Faixa de Gaza. A posição foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, principal autoridade diplomática do governo da Igreja Católica, relata a AFP.

Nem mesmo o fato de o atual papa, Leão XIV, ser norte-americano foi suficiente para que o convite fosse aceito. Robert Francis Prevost nasceu em Chicago e assumiu o pontificado em 8 de maio do ano passado.

O projeto do conselho foi apresentado inicialmente para acompanhar o cessar-fogo em Gaza, cuja primeira etapa foi em tese encerrada, e coordenar a reconstrução do território depois da guerra entre o grupo terrorista Hamas e Israel. A proposta previa supervisão internacional da trégua e apoio à reorganização da região depois do conflito.

Posteriormente, o plano foi ampliado. A iniciativa passou a incluir a mediação de disputas em diferentes partes do mundo, com atuação voltada à resolução de conflitos internacionais de forma mais abrangente. A expansão das atribuições provocou questionamentos no cenário diplomático.

Vaticano e o Conselho da Paz de Trump

Há preocupação entre analistas e governos de que o conselho possa funcionar como alternativa ou contraponto à Organização das Nações Unidas, responsável historicamente pela mediação de crises internacionais e por missões de paz. Críticos temem o risco de sobreposição de funções ou de criação de uma nova instância de influência global.

A Santa Sé não detalhou os motivos da decisão de ficar fora do projeto. O Vaticano tradicionalmente atua em iniciativas diplomáticas e humanitárias ligadas a conflitos, defendendo negociações e soluções pacíficas. 

Mais de 20 países já aceitaram participar:

Armênia
Arábia Saudita
Argentina
Azerbaijão
Bahrein
Belarus
Bulgária
Catar
Cazaquistão
Egito
Emirados Árabes Unidos
Hungria
Indonésia
Israel
Jordânia
Kosovo
Marrocos
Mongólia
Paquistão
Paraguai
Turquia
Uzbequistão
Vietnã

O Conselho da Paz está sendo composto para ser presidido por Trump, reunindo representantes internacionais para acompanhar acordos, supervisionar processos de reconstrução e participar de negociações entre países ou grupos em conflito. A iniciativa segue em fase de articulação diplomática.

Rússia e Ucrânia retomam negociações depois de ataque russo

As conversas em Genebra têm foco em questões centrais, como território e garantias de segurança

Eugenio Goussinsky

Volodymyr Zelensky enviou representante a Genebra | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Rússia e Ucrânia iniciaram, nesta terça-feira, 17, uma nova rodada de negociações de paz em Genebra, Suíça, mediada pelos Estados Unidos (EUA), uma semana antes do aniversário de quatro anos da invasão russa da Ucrânia. As conversas têm foco em questões centrais, como território e garantias de segurança. As expectativas de avanços ainda são consideradas baixas.

Um dos motivos é que os combates prosseguem. O encontro ocorreu mesmo depois de um grande ataque russo. Segundo a Ucrânia, “a Rússia lançou dezenas de mísseis e centenas de drones contra a infraestrutura ucraniana, causando mortes, feridos e apagões em várias regiões”, relata a Euronews.

Foram contabilizados 396 drones e 29 mísseis lançados na noite anterior ao início das negociações. O governo ucraniano afirmou que o ataque demonstra “desprezo pelos esforços de paz”.

Presidente da Ucrânia critica ataque da Rússia

Mas mesmo com a intensificação dos combates, a diplomacia continua ativa. No entanto, a Ucrânia se mantém cética. Antes do início da rodada, o presidente Volodymyr Zelensky, que assim como o presidente russo, Vladimir Putin, enviou representantes, anunciou que relatórios de inteligência informavam sobre a preparação de novos ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana. Esta situação, segundo ele, dificulta ainda mais a perspectiva de um acordo.

OAB-RJ repudia 'intolerância religiosa' de escola de samba que homenageou Lula

Ordem afirma que apresentação pode ter ferido garantias constitucionais e tratados internacionais

Fábio Bouéri

Ala da Acadêmicos de Niterói acusada por entidades e opositores a Lula de praticar intolerância religiosa | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro (OAB-RJ), emitiu nota nesta terça-feira, 17, em que classificou como um episódio de intolerância religiosa a apresentação da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula da Silva no último domingo, 15.

Em seu site, a entidade afirmou que a liberdade religiosa é um direito fundamental e um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Segundo o posicionamento, essa garantia está prevista tanto na Constituição Federal quanto em tratados internacionais assinados pelo Brasil.

OAB: discriminação e afronta à ordem constitucional

A OAB-RJ declarou que qualquer conduta que represente intolerância ou discriminação religiosa configura afronta direta à ordem constitucional e aos compromissos assumidos pelo país no campo dos direitos humanos. Para a instituição, manifestações desse tipo merecem atenção e debate público.

O posicionamento ocorreu depois de escola levar para a Marquês de Sapucaí uma ala que retratava “neoconservadores em conserva”. A encenação apresentava um grupo descrito como opositor do presidente, associado à defesa de valores ligados à família tradicional.

De acordo com a justificativa oficial da escola, a fantasia incluía uma grande lata de conserva e fazia referência a um modelo de família formado por homem, mulher e filhos. A proposta, segundo os organizadores, representava simbolicamente um grupo que se opõe a pautas defendidas pelo governo federal.

A apresentação gerou reação de parlamentares contrários ao presidente, que acionaram a Procuradoria-Geral da República. Na avaliação deles, houve ridicularização pública de um grupo religioso em uma exibição transmitida em rede nacional e internacional. Em um evento com milhares de pessoas em Brasília, a senadora Damares Alves (Republicanos/DF) abordou a postura da escola.

Para os oposicionistas, a encenação teria ultrapassado o limite da manifestação artística e poderia configurar crime. O caso passou a ser discutido no campo jurídico e político, ampliando a controvérsia em torno do desfile. Até o momento, a escola de samba sustenta que a apresentação teve caráter simbólico e crítico, dentro da proposta temática desenvolvida para o Carnaval deste ano.

Leia a nota na íntegra

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Estado do Rio de Janeiro (OABRJ), por intermédio da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIRE) e da Comissão Especial de Advogados Cristãos – (CEADC) no exercício de suas atribuições institucionais e em estrita observância ao disposto no art. 5º, inciso VI, da Constituição da República Federativa do Brasil, que assegura a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, vem a público manifestar sua mais veemente reprovação ao episódio ocorrido na Marquês de Sapucaí, durante a apresentação da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, cuja exibição, transmitida ao vivo, configurou prática de preconceito religioso dirigido aos Cristãos.

A liberdade religiosa, consagrada como direito fundamental, constitui pilar essencial do Estado Democrático de Direito e encontra proteção não apenas na Constituição Federal, mas também em tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário, como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (art. 18). Qualquer conduta que implique intolerância ou discriminação religiosa representa afronta direta à ordem constitucional e aos compromissos internacionais assumidos pelo país.

A OAB/RJ a CCIRE e a CEADC reafirmam, por fim, seu compromisso intransigente com a defesa da liberdade religiosa, com a promoção da convivência pacífica e respeitosa entre os diversos credos e com o combate firme e permanente a toda forma de intolerância e discriminação.

Auditores da Receita não podem ser transformados em bodes expiatórios, diz associação

Unafisco lembra que Alexandre de Moraes já afastou servidores anteriormente, mas processo foi arquivado e os investigados foram reintegrados aos cargos

Loriane Comeli
Sede da Receita Federal em Brasília: mais controle e cobrança de impostos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em nota divulgada nesta terça-feira, 17, a Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) afirmou os servidores não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios. Trata-se de reação à operação contra quatro auditores ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Na terça-feira, ele mandou a Polícia Federal fazer busca e apreensão contra os servidores e impôs medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair do país, afastamento do cargo e quebra de sigilo. Os quatro são acusados de acessar dados sigilosos de ministros do STF, do Procurador-Geral da República e de parentes deles.

Moraes, em nota, divulgou os nomes dos quatro investigados, embora a investigação — derivada do inquérito das fake news, aberto há quase sete anos — permaneça sob sigilo. Os servidores investigados são: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ricardo Mansano de Moraes e Ruth Machado dos Santos.

O ministro Alexandre de Moraes também determinou a abertura de inquérito para apurar os acessos aos dados fiscais de magistrados e seus familiares, exigindo esclarecimentos do Fisco e do Coaf. Caso as explicações não sejam consideradas suficientes, poderão ser realizadas perícias em computadores e eventual quebra de sigilos telemáticos de autoridades.

Auditores já foram alvo de Moraes

Na nota, a Unafisco Nacional diz estar preocupada com as “medidas cautelares gravosas” contra os auditores, quando a investigação ainda está em fase preliminar. Embora defenda a apuração rigorosa, a entidade pede “observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas adotadas”. “A aplicação de sanções cautelares extremas exige fundamentação robusta e lastro probatório consistente.”

A associação lembra que esta não é a primeira vez que medidas severas são adotadas diante de suspeitas e cita ordem semelhante, em 2019, expedida também por Moraes e também no inquérito das fake news. “Posteriormente a acusação mostrou-se sem nenhum lastro probatório, tendo sido os dois auditores-fiscais reintegrados”, expõe a associação.

E prossegue: “Os auditores fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito. A instrumentalização de servidores públicos para deslocar o foco do debate público compromete a credibilidade das instituições e enfraquece o Estado de Direito.”

Ilegalidades na investigação

Especialistas contestaram as medidas de Moraes. Uma das ilegalidades seria o caso tramitar num inquérito instaurado há mais de seis anos, para investigar um “crime no futuro”.

Outro problema é que os investigados não têm foro por prerrogativa de função, reservado a poucas autoridades. Nesse caso, a investigação deveria tramitar na primeira instância da Justiça Federal.

Além disso, Moraes seria uma das “vítimas” do vazamento. Dados de sua mulher, Viviane Barci, estariam entre as informações vazadas. Ela tem um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Embora o contrato não contenha informações sigilosas, detalhes financeiros poderiam ter sido acessados em bases do Coaf ou da Receita Federal. A legislação processual prevê suspeição ou impedimento de juízes com interesse na causa ou que tenham parentes envolvidos.

Leia a nota na íntegra

A Unafisco Nacional manifesta preocupação com a adoção de medidas cautelares gravosas contra Auditor-Fiscal em contexto ainda classificado como análise preliminar pela própria Receita Federal.

A entidade defende que eventuais irregularidades sejam rigorosamente apuradas, mas sempre com observância do devido processo legal, da presunção de inocência e da proporcionalidade das medidas adotadas. A aplicação de sanções cautelares extremas exige fundamentação robusta e lastro probatório consistente.

Não é a primeira vez que, diante de alegações de vazamento, medidas de afastamento e restrições são adotadas antes da conclusão técnica dos fatos.

Em 2019, também utilizando o Inquérito das Fake News, o ministro Alexandre de Moraes afastou dois Auditores-Fiscais acusados de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF.

Posteriormente a acusação mostrou-se sem nenhum lastro probatório, tendo sido os dois Auditores-Fiscais reintegrados.

Os Auditores-Fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito. A instrumentalização de servidores públicos para deslocar o foco do debate público compromete a credibilidade das instituições e enfraquece o Estado de Direito.

A Receita Federal é órgão de Estado e seus servidores não podem ser submetidos a exposição pública ou constrangimentos institucionais antes da conclusão das apurações.

Defesa de Vorcaro avalia pedir nulidade do processo

Possibilidade decorre da mudança da relatoria do caso no STF, que antes estava sob a responsabilidade do ministro Dias Toffoli

Eugenio Goussinsky

Daniel Vorcaro ficou preso por 10 dias | Foto: Reprodução/Banco Master

A mudança na relatoria do processo relativo ao caso do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal (STF), deve levar a defesa de Daniel Vorcaro, proprietário banco, a apresentar um pedido de nulidade da ação em tramitação na Casa. Os advogados sustentam que a substituição do relator violou a garantia do juiz natural.

Na semana passada, o ministro Dias Toffoli deixou a condução do caso depois que a Polícia Federal (PF) identificou referências ao magistrado no telefone celular de Vorcaro. Depois da saída, o tribunal realizou novo sorteio e designou o ministro André Mendonça como relator. O Master teve liquidação decretada em novembro pelo Banco Central, por, entre outras, negociação de títulos fraudulentos.

O processo havia chegado ao STF depois de pedido da defesa de Vorcaro. O empresário havia sido preso em novembro e liberado dez dias depois em investigação sobre as fraudes em operações do banco com o BRB, que tramitava na Justiça Federal em Brasília.

A defesa de Vorcaro afirma que a alteração da relatoria ocorreu sem declaração formal de suspeição por parte de Toffoli. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) estabelece que magistrados podem se afastar de processos em situações de impedimento, como vínculo familiar com partes envolvidas, suspeição, quando há relação com os fatos investigados ou por razões administrativas, como afastamento por motivo de saúde.

O argumento é o de que a garantia do juiz natural está prevista na Constituição Federal e determina que “não haverá juízo ou tribunal de exceção” e que “ninguém será processado nem sentenciado se não pela autoridade competente”.

O caso envolvendo o Banco Master foi encaminhado ao STF depois de a defesa de Vorcaro argumentar que material apreendido durante a investigação mencionava um deputado federal, o que indicaria a competência da Corte. Na ocasião, Toffoli foi escolhido relator por sorteio e determinou que todos os inquéritos relacionados à instituição financeira fossem enviados ao seu gabinete.

O envio do processo ao STF foi alvo de críticas de parlamentares da oposição. Um pedido para afastamento de Toffoli da relatoria, porém, foi rejeitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A atuação do ministro também passou a ser questionada depois de surgir a informação de que ele viajou a Lima, no Peru, para acompanhar a final da Copa Libertadores ao lado de um advogado ligado a um dos executivos do Banco Master investigados.

Houve ainda pedidos de afastamento depois da divulgação de que dois irmãos do ministro venderam participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), a um fundo administrado por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O magistrado declarou ser sócio da empresa administrada por seus irmãos e, portanto, também proprietário do empreendimento.

Na investigação da PF, foram encontradas, em aparelho apreendido durante operação policial, conversas que mencionavam o nome de Toffoli. Ele foi citado em um dos celulares de Vorcaro.

O relatório da PF foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira 9. Havia a menção a várias conversas entre Vorcaro e Toffoli e mensagens entre o banqueiro e o cunhado dele, Zettel, sobre o pagamento da compra de parte do resort da família de Toffoli, no Paraná, o Tayayá. A PF admite que pode ter havido descumprimento da Lei da Magistratura, sem, no entanto, ter pedido o afastamento de Toffoli da relatoria.

O gabinete de Toffoli, em nota publicada três dias depois, negou que o ministro tenha recebido “qualquer valor” de Vorcaro ou de Zettel. O ministro admitiu que a empresa Maridt, em que ele tinha participação, vendeu a parte dela no Tayayá Resort ao fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e outra parte para a empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. O texto ressalta, porém, que todas as negociações foram declaradas à Receita Federal.

O fundo Arllen tinha como administradora a Reag, gestora de investimentos suspeita de lavagem de dinheiro, ligada às movimentações de recursos do Banco Master.

Toffoli criou polêmicas na condução do processo do Master no STF

Depois de assumir a condução das investigações envolvendo o Banco Master, o ministro Dias Toffoli determinou, em 14 de janeiro, sigilo absoluto sobre o caso, o que restringiu o acesso público a informações sobre o andamento do processo.

Depois da repercussão da medida, o magistrado divulgou parte das decisões tomadas, entre elas a que autorizou a realização de acareação entre investigados no episódio envolvendo o Master e o BRB, uma compra baseada em negociação de títulos fraudulentos.

Naquele dia, ministro também determinou o lacre de materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) e ordenou seu envio ao STF. Designou, no dia seguinte, quatro peritos da corporação para analisar os documentos na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Depois dessa decisão, uma associação de peritos da PF manifestou preocupação com o encaminhamento do material a outro órgão, afirmando em nota que o Código de Processo Penal atribui aos peritos a responsabilidade pela análise técnica de bens apreendidos em operações policiais.

Toffoli já havia criticado publicamente a atuação da PF. Em 14 de janeiro, declarou que a corporação não cumpriu o prazo fixado por ele no início do ano para deflagrar a operação — de 24 horas a partir de 12 de janeiro — e solicitou explicações ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que encaminhou resposta ao STF.

No dia 6 de fevereiro, Toffoli determinou a redistribuição à primeira instância da Justiça Federal de parte das investigações relacionadas ao banco. Entre os casos enviados novamente à instância inferior está o do ex-presidente da RioPrevidência, que renunciou ao cargo no fim de janeiro e foi preso pela PF depois de tentativa de fuga.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

COMÉRCIO DE JUAZEIRO FECHA DURANTE O CARNAVAL


O Sindilojas Juazeiro informa que o comércio local estará fechado nos dias 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira), em virtude do período de Carnaval. A medida segue um acordo coletivo com o Sindicato dos Comerciários de Juazeiro firmado no ano passado para promover uma troca de feriados a partir do dia 15 de novembro passado , dia da Proclamação da República.

A entidade sindical informa que as atividades serão retomadas normalmente na quarta-feira (18), com funcionamento regular dos estabelecimentos.

A entidade reforça seu compromisso com a organização do calendário comercial visando conciliar com o funcionamento do comércio de Petrolina, sem esquecer da boa comunicação junto à sociedade.

O Sindilojas Juazeiro aproveita para desejar a todos um Carnaval alegre, seguro e pacífico.

Carlos Neiva
Presidente do Sindilojas Juazeiro
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

SAIU O RANKING DAS EMISSORAS MAIS ACESSADAS DE PETROLINA-PE., NO MÊS DE JANEIRO DE 2026


SAIU O RANKING DAS EMISSORAS MAIS ACESSADAS DE JUAZEIRO-BA, NO MÊS JANEIRO DE 2026

 



CORPO ENCONTRADO


Terminou de forma trágica em Juazeiro (BA) o desaparecimento de um homem, identificado por Otaviano e mais conhecido como ‘Neto do Melão’. A caminhonete dele foi localizada na noite de segunda-feira (9), na localidade de Campos dos Cavalos, zona rural do município.

Neto do Melão foi visto pela última vez na manhã da última sexta-feira (7), quando saiu de casa, no Bairro Jardim Primavera, e não mais retornou. A caminhonete – uma Chevrolet D20, cor vinho – havia sido dada como furtada pela família, que buscava informações sobre seu paradeiro.

Informações divulgadas em redes sociais dão conta de que o corpo do produtor rural foi encontrado na manhã de hoje (10), no Salitre, também na zona rural. A partir de agora, a Polícia Civil (PCBA) deve iniciar uma linha de investigação para elucidar o caso.

Fonte: Vale News
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Vietnã inicia a construção do maior estádio do mundo

A arena Trong Dong terá capacidade para 135 mil pessoas e custo estimado de US$ 35 bilhões

O Trong Dong terá um design inspirado no tambor de bronze Dong Son, objeto de valor simbólico para a cultura vietnamita

Reprodução/Site oficial do Trong Dong Stadium
Davi Madorra

O Vietnã começou neste domingo (8.fev.2026) a construção do estádio Trong Dong, que pretende ser a maior arena do mundo, com capacidade para 135 mil pessoas. Com um custo estimado de US$ 35 bilhões, a previsão é que a obra seja concluída em agosto de 2028.

O estádio ocupará uma área de 4 milhões de metros quadrados e foi idealizado para ser o maior estádio com teto retrátil do mundo, superando o 1º de Maio Rungrado, na Coreia do Norte, em capacidade de público. O estádio em Pyongyang comporta 114 mil espectadores.

A construção é patrocinada pelo Vingroup, maior conglomerado empresarial do Vietnã, e faz parte de um projeto chamado Cidade dos Esportes Olímpicos, que ocupará 90 milhões de metros quadrados na cidade de Hanói. O espaço visa a sediar grandes eventos esportivos e culturais internacionais, incluindo um setor residencial.

O Trong Dong terá um design inspirado no tambor de bronze Dong Son, objeto de valor simbólico para a cultura vietnamita. Associado a uma das civilizações mais antigas do país, o objeto representa ideais de coletividade, resistência e continuidade histórica, segundo o site oficial do estádio.

Trump afirma que se reunirá com Xi Jinping na China em abril

Presidente dos EUA afirma também que o líder chinês visitará Washington até o fim do ano

Donald Trump (esq.) concedeu uma entrevista ao jornalista Tom Llamas, da "NBC", emissora do SuperBowl

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou no domingo (8.fev.2026) que vai se reunir com Xi Jinping (Partido Comunista da China), na China, em abril. O líder norte-americano também declarou que Xi visitará a Casa Branca, em Washington, até o fim do ano.

“Eu vou para lá [China] em abril, ele virá para cá até o fim do ano. Virá para a Casa Branca. Nós temos uma relação muito boa. É importante que eu tenha uma boa relação com ele e ele comigo. São os 2 países mais poderosos do mundo”, declarou Trump em entrevista à NBC, emissora do Super Bowl.

Segundo o presidente norte-americano, a conversa por telefone com Xi Jinping durou uma hora. Questionado sobre qual foi o principal assunto da ligação, Trump respondeu: “Eu diria a economia”.

Ele disse que os chineses que importam produtos para os EUA “estão pagando muitas tarifas” e que a política de sobretaxar os itens que entram no país tem sido bem-sucedida.

“Eu fui aquele que impôs tarifas à China. No passado, eles não pagavam. As tarifas estão tornando o nosso país rico. Nosso país está ganhando centenas de bilhões de dólares em tarifas –na verdade, trilhões– porque a ameaça das tarifas está fazendo com que todos esses países percam para nós. Aliás, eles têm feito isso com os EUA por 40 anos. E eu estou fazendo tudo de forma muito judiciosa, muito justa”, declarou o republicano.

Durante a mesma entrevista, o presidente dos EUA falou sobre as operações do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) em Minneapolis, no Estado de Minnesota. Em janeiro, os agentes mataram 2 cidadãos norte-americanos: Renee Good e Alex Pretti, ambos de 37 anos.

O republicano admitiu que poderia ter havido mais tato nas ações realizadas na cidade, mas reafirmou que é preciso ser duro com “criminosos”.

Morre em Petrolina o artesão Roque Gomes da Silva, conhecido como Roque Santeiro

Segundo a família, o artista lutava há três anos contra a leucemia. Roque ficou famoso por transformar madeira em arte sacra.

Por g1 Petrolina
Morre em Petrolina o artesão Roque Gomes da Silva, conhecido como Roque Santeiro — Foto: Lizandra Martins

Reconhecido por transformar madeira em arte sacra, o artesão Roque Gomes da Silva, conhecido como Roque Santeiro, de 66 anos, morreu no domingo (8), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Segundo a família, o artista lutava há três anos contra a leucemia.

Natural de Afrânio, Roque Santeiro fez carreira em Petrolina. O artista era um dos principais nomes do artesanato do Vale do São Francisco. Em nota, o prefeito Simão Durando destacou o legado do artesão.

“O legado de grandes mestres não se perde. Roque Santeiro deixa uma herança imensurável para a cidade: arte, memória, fé e identidade, eternizadas em cada peça criada por suas mãos. Neste momento de dor, me solidarizo com seus familiares, amigos, artesãos e com todos os petrolinenses que hoje sentem essa perda”, disse o prefeito de Petrolina.

A nota de Simão Durando ainda lembra que “integrante da Oficina do Artesão Mestre Quincas, Roque ajudou a fortalecer o artesanato local, inspirando gerações e elevando o nome de Petrolina no cenário cultural”.


Artesãos de Petrolina falam da experiência de participar da Fenearte 2025

Outra marca da trajetória de Roque é o fato de ter participado de todas as edições da Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte), que acontece em Olinda, na Ala dos Mestres. Em entrevista à TV Grande Rio sobre a experiência em participar da Feira.

“A arte é uma coisa muito profunda, você nunca se sente realizado, você está quase começando porque está sempre aparecendo encomendas que você nunca fez, mas você é capaz de fazer”, disse Roque, em 2025.

O sepultamento de Roque Santeiro será na manhã desta segunda-feira (9), no Cemitério do Sítio Feitura, em Afrânio. O artesão deixa esposa, três filhos e seis netos.

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