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quarta-feira, 18 de março de 2026

Rubio nega pressão dos EUA para destituir ditador de Cuba

Secretário de Estado classifica reportagem do The New York Times como falsa, em meio a tensões entre Donald Trump e Miguel Díaz-Canel

Isabela Jordão

Marco Rubio, o secretário de Estado dos Estados Unidos, do governo Trump | Foto: Reprodução/Youtube/CNN Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou na noite desta terça-feira, 17, que não houve pressão da Casa Branca sobre Cuba para retirar o líder Miguel Díaz-Canel do cargo.

De acordo com a agência AFP, Rubio classificou como “falsa” uma reportagem do The New York Times e disse que o texto segue um padrão de publicações baseadas em “charlatões e mentirosos que alegam estar bem informados”.

Na última segunda-feira, 16, o jornal norte-americano noticiou que integrantes do governo de Donald Trump teriam solicitado a destituição de Díaz-Canel, sem, contudo, defender a queda completa do regime comunista. O secretário não deixou claro se contestava toda a reportagem ou apenas trechos específicos.
O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Líder de Cuba promete “resistência inflexível” aos EUA

Ex-senador por Miami e de origem cubano-norte-americana, Rubio é um crítico histórico do regime instaurado por Fidel Castro depois da revolução de 1959.

Também nesta terça, Díaz-Canel declarou que adotará uma “resistência inflexível” diante das ameaças de Trump de assumir o controle da ilha. Na véspera, o presidente norte-americano afirmou esperar ter “a honra de tomar Cuba, de alguma forma”, além de mencionar a possibilidade de “libertar” o país em meio a negociações com Havana.

Vereador defende morte de cães de rua

'Para mim, vamos dizer assim, tinha que matar, matar esses cachorros aí', disse Osni Novack (MDB)

Letícia Alves

O vereador Osni Novack (MDB), do interior de SC | Foto: Reprodução/ Câmara Municipal de Major Vieira

O vereador Osni Novack (MDB), do município de Major Vieira, interior de Santa Catarina, defendeu a morte de cachorros que vivem nas ruas. O parlamentar fez a declaração na segunda-feira, 16, durante sessão na Câmara Municipal. A cidade fica a 350 quilômetros de Florianópolis, capital do Estado.

Novack criticou a legislação atual e comparou a punição por crimes contra animais ao tratamento dado a homicídios. “Para nós, é vergonhoso”, disse. “No nosso país, hoje, matar um cachorro é pior que uma pessoa. Uma freira foi ‘matada’. Ninguém comentou. Hoje, se mata um cachorro, você vai parar na cadeia. Eu, para mim, vamos dizer assim, tinha que matar. Matar esses cachorros aí.”

A declaração ocorreu durante o debate de um requerimento sobre o aumento de ataques de animais de rua. “Esses cachorros aí, não fosse esse pessoal defendendo, tinha que alguém fazer um ‘servicinho’”, continuou Novack. Os demais vereadores presentes, porém, não reagiram às declarações.
Prefeitura de Major Vieira diz que não concorda com declaração

A Prefeitura de Major Vieira divulgou nota oficial nesta terça-feira, 17. O texto afirma que o Executivo não compactua com “qualquer tipo de violência ou maus-tratos contra os animais”.

Além disso, a administração municipal afirmou que trabalha em políticas públicas para fortalecer o “bem-estar animal”. “Reafirmamos nosso compromisso com o bem-estar animal e seguiremos atuando para o fortalecimento de ações de proteção no município”, diz a nota.

O episódio acontece dois meses depois da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O caso gerou repercussão nacional e motivou o governo federal a assinar o “Decreto Cão Orelha”. A nova norma aumenta o rigor nas punições para quem cometer maus-tratos.

As multas, que antes variavam de R$ 300 a R$ 3 mil, agora podem chegar a R$ 50 mil. Em casos com agravantes, no entanto, o valor pode atingir R$ 1 milhão. Além disso, se houver crueldade extrema, a multa pode ser multiplicada em até 20 vezes. A Lei 14.064/2020 também prevê prisão de 2 a 5 anos para quem agredir cães e gatos.

Flávio encontra Moraes e pede domiciliar para ex-presidente

Advogados apresentam novos dados sobre estado de saúde de Bolsonaro; ‘conversa objetiva’, afirma senador

Fábio Bouéri

O senador Flávio Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Montagem sobre reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 17, que se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reforçar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o parlamentar, a audiência foi solicitada formalmente pela defesa e ocorreu de forma objetiva, sem que o ministro tenha antecipado nenhum posicionamento. De acordo com Flávio, foram apresentados “fatos novos” relacionados ao estado de saúde do ex-presidente.

Flávio: agravamento da saúde

A defesa sustenta que Bolsonaro teria sido internado em condição mais grave do que em episódios anteriores, com comprometimento dos pulmões depois de broncoaspiração. Os advogados também argumentaram que sua permanência no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal pode agravar o quadro, especialmente pelo risco de intercorrências durante a noite.

“Demonstramos que o quadro tende a piorar se ele permanecer onde está, principalmente pelo risco de ficar sozinho e ter alguma intercorrência”, disse Flávio. A movimentação ocorre em meio a uma ofensiva de aliados do ex-presidente com ministros do STF. Nos últimos dias, lideranças políticas intensificaram contatos com integrantes da Corte para ampliar o diálogo sobre o quadro clínico.

Entre os nomes citados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e o senador Ciro Nogueira. Segundo Flávio, laudos médicos foram anexados ao pedido, mas não há prazo definido para decisão. Este é o sexto pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa ao STF.

Vorcaro mantém plano de delação

Ex-banqueiro deve citar grandes empresários e dirigentes partidários

Edilson Salgueiro

A defesa de Vorcaro ainda tenta reverter a prisão | Foto: Montagem/Revista Oeste

Daniel Vorcaro segue disposto a negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), apesar dos boatos que circulam na imprensa. Como antecipou Oeste, a recente mudança na equipe jurídica do ex-banqueiro, com a saída de Pierpaolo Bottini e a entrada de José Luis Oliveira Lima, o Juca, ocorreu justamente para dar continuidade às tratativas de colaboração.

Juca construiu a carreira em casos de grande repercussão e já atuou em negociações de colaboração premiada, como a de Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, na Operação Lava Jato. Também integrou defesas de nomes como José Dirceu, no Mensalão, e do general Braga Netto, em investigações recentes.

Como mostrou Oeste, a possibilidade de delação já provocava divergência entre os advogados de Vorcaro. Até a semana passada, três nomes integravam a defesa: Edson Gushiken, Roberto Podval e Pierpaolo Bottini. Dois deles eram contrários à colaboração. O motivo era o flagrante conflito de interesses entre as partes. Segundo interlocutores, Vorcaro citaria grandes empresários e dirigentes partidários, alguns deles clientes dos advogados do ex-banqueiro. A saída de Bottini, que já havia sinalizado a interlocutores que não participaria de negociações desse tipo, e a entrada de Juca, experiente em acordos de delação, resolveram parte dos problemas.

Vorcaro foi preso pela segunda vez em 4 de março, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, depois de investigações da PF indicarem descumprimento de medidas cautelares. A 2ª Turma da Corte manteve a prisão.

Agora, a defesa trabalha com tentativas de reverter ou flexibilizar a medida. A aposta em uma saída jurídica no STF, contudo, não exclui a negociação de colaboração.

Entenda o escândalo do Banco Master

O colapso do Banco Master se consolidou como uma das investigações financeiras mais sensíveis em andamento no país. Relatórios da PF apontam suspeitas de que a instituição teria inflado ativos e emitido títulos de crédito sem lastro para sustentar suas operações.

As apurações também revelaram uma rede de relações que envolve autoridades públicas, agentes do mercado financeiro e operadores políticos. Entre os episódios que ampliaram a repercussão do caso está a revelação de um contrato de cerca de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamentos mensais superiores a R$ 3,5 milhões por três anos para consultoria junto de órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso.

Investigadores também apuram a atuação de ex-dirigentes do Banco Central, suspeitos de fornecer orientação regulatória ao banco enquanto ainda ocupavam cargos na instituição.

Filipe Martins pede ao STF transferência do Presídio de Ponta Grossa

Advogados do ex-assessor destacam, em argumento ao ministro André Mendonça, princípio de rebelião e superlotação do local

Lucas Cheiddi

De acordo com as investigações, Filipe Martins é apontado como um dos responsáveis pela elaboração da minuta de golpe de Estado que teria sido produzida no final do governo Bolsonaro- Brasília(DF),10/03/2025| Foto: Reprodução/X/Filipe Martins

Por causa de um princípio de rebelião e da realidade de superlotação na Casa de Custódia de Ponta Grossa, os advogados de Filipe Martins solicitaram ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do ex-assessor para o Complexo Médico Penal de Pinhais, também no Paraná. A formalização do pedido ocorreu no último domingo, 15.

Martins recebeu a sentença de 21 anos de prisão por suposto envolvimento na tentativa de golpe de Estado, no entendimento do ministro Alexandre de Moraes, também da Suprema Corte. O juiz já havia revertido uma transferência de Martins de presídio, sob a alegação de não ter sido consultado sobre a decisão.

Argumentos da defesa de Filipe Martins
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Na petição, os advogados Jeffrey Chiquini e Ricardo Scheiffer anexaram um documento da própria Casa de Custódia. O local reconheceu a inadequação da unidade para o perfil de Filipe e destacou sua exposição política e a intensa repercussão midiática do caso.

O texto oficial também mostra que a finalidade da unidade não é para presos definitivos, mas apenas provisórios, e descreveu a superlotação. Ao todo, são 912 detentos em espaço para 592. Esse cenário teria intensificado o clima de insatisfação entre os presos, já que Filipe Martins, por motivos de segurança, ocupa cela individual.

Enquanto setores da direita pressionam o governador do Paraná, Ratinho Júnior, para que intervenha no caso, fontes ligadas à administração estadual sugeriram ao jornal Gazeta do Povo que ele hesita, pois supostamente teme conflitos com Moraes.

A defesa argumenta que Filipe Martins é “um condenado político, com ótimos antecedentes, sendo vítima de um processo já mundialmente reconhecido como trágico e com bases falaciosas, beirando a uma situação de injustiça terrível e que, sem embargos, será lida no futuro como um terrível episódio ocorrido na história do Brasil”.

Caminhoneiros articulam paralisação nacional diante de alta do diesel

Com combustível 18,86% mais caro, entidades pressionam governo e indicam greve ainda nesta semana para conter custos do setor

Isabela Jordão
Protesto na BR-040, feito por caminhoneiros em 2018 contra a alta no preço dos combustíveis | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Caminhoneiros de diferentes segmentos passaram a articular uma paralisação nacional diante da alta recente no preço do diesel. Entidades que representam a categoria revelam que o movimento pode ter início ainda nesta semana.

O combustível acumula aumento de quase 19% desde o fim de fevereiro, em meio às tensões que envolvem Estados Unidos, Israel e Irã, que pressionam o mercado internacional de petróleo.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) declarou apoio à mobilização e cobrou do governo federal medidas para conter o que considera alta abusiva. Até então, os chamados por paralisação vinham ocorrendo de forma isolada.
Caminhoneiros bloqueiam a Rodovia Castello Branco na altura do km 26, em Barueri, na Grande São Paulo, em protesto contra a derrota à reeleição do presidente Jair Bolsonaro – 1/11/2022 | Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

Entre os principais defensores estão a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos. Segundo o líder da Abrava, Wallace Landim, uma assembleia com representantes de diversos Estados aprovou a greve, embora sem data definida.

A orientação é que os motoristas permaneçam parados, sem bloquear rodovias, para evitar sanções. “É uma luta pela sobrevivência”, disse Wallace Landim, líder da Abrava, à agência Reuters nesta terça-feira, 17. A paralisação, segundo ele, pode começar nesta semana.

Não é a primeira vez desde 2018 que os caminhoneiros fazem uma paralisação ampla, mas Landim afirmou que as tentativas anteriores tiveram motivação política, enquanto agora os caminhoneiros estão sentindo “a mesma dor que sentimos em 2018”.
Caminhoneiros apoiadores de Bolsonaro bloqueiam uma das faixas na BR-040 em Petrópolis (RJ) em 1° de novembro de 2022 | Foto: Davi Corrêa/Futura Press/Estadão Conteúdo

Naquele ano, uma greve massiva da categoria paralisou o país por cerca de dez dias, com diversos bloqueios de rodovias. Com a alta do diesel, os chamados por uma nova paralisação ganharam força, mas ainda sem datas definidas nem indicação clara do nível de adesão.

Entre as demandas da categoria estão o cumprimento do piso mínimo do frete, punições a empresas que descumprem a regra e maior atuação da Petrobras na regulação de preços.

Governo define medidas para conter risco de greve dos caminhoneiros

O governo monitora o cenário e reconhece o risco de paralisação. Na tentativa de amenizar o impacto da alta global do petróleo sobre os consumidores, o governo Lula eliminou impostos sobre o diesel na semana passada, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis iniciou uma operação para coibir preços abusivos em postos.
Produtores rurais do Rio Grande do Sul estão denunciando a falta de diesel | Foto: Shutterstock

Apesar do anúncio das medidas, a Petrobras elevou o preço do diesel nas refinarias em 11,6%. Não está claro se as isenções e os subsídios serão suficientes para evitar que os caminhoneiros parem suas atividades.

“Os caminhoneiros estão no limite”, afirmou Carlos Alberto, diretor da CNTTL, em nota à Reuters. A possibilidade de interrupção no transporte já repercute no mercado financeiro, com impacto nas taxas de juros futuros.

Vorcaro passa por avaliação psicológica em presídio federal

Vigilância sobre dono do Banco Master aumentou depois que outro investigado, o "Sicário", tirou a própria vida

Letícia Alves
Vorcaro foi preso na quarta-feira 4 | Foto: Reprodução/Polícia Civil

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, submeteu-se a uma avaliação psicológica na Penitenciária Federal de Brasília. O procedimento visou a verificar a saúde mental do banqueiro depois que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, outro investigado no caso, tirou a própria vida na prisão.

Mourão morreu na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais no início do mês. Conhecido como “Sicário”, ele era suspeito de integrar um grupo de auxiliares de Vorcaro que planejava ataques e buscava informações sobre adversários.

Desde a chegada ao presídio, em 6 de março, Vorcaro dormiu com a luz acesa por três noites. Agentes penitenciários justificaram a medida para permitir o monitoramento por câmeras e evitar riscos à vida do detento.

Depois da consulta com uma psicóloga, a administração carcerária autorizou o desligamento da luz durante o sono de Vorcaro. No entanto, o banqueiro permanece em isolamento e mantém contato restrito com seus advogados.
Defesa de Vorcaro pede transferência de prisão

A defesa de Vorcaro argumenta que a transferência dele para outro estabelecimento prisional é necessária para viabilizar um acordo de delação premiada. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por sua vez, autorizou que as conversas entre o preso e seus advogados não sejam gravadas. Contudo, a estrutura da unidade dificulta a realização de anotações durante as reuniões.

Além disso, depois que a 2ª Turma do STF decidiu mantê-lo preso, em decisão na sexta-feira 13, Vorcaro substituiu parte de sua defesa. O advogado Pierpaolo Bottini deixou o caso, e José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, assumiu a defesa. Juca possui experiência em delações da Operação Lava Jato e já trabalhou para o empresário.

A mudança na equipe sinaliza o avanço para uma colaboração premiada. A defesa iniciou tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e pretende negociar com a Polícia Federal.

O objetivo de Vorcaro é falar sobre suspeitas de corrupção que envolvem autoridades que facilitaram o crescimento do Master. Caso os investigadores o considerem chefe da organização criminosa, ele poderá obter redução de pena, embora sem acesso à totalidade dos benefícios do acordo.

Paraná Pesquisas: Flávio lidera disputa presidencial no Amapá

Senador alcança 41,5% das intenções de voto no cenário estimulado e 47,5% num eventual confronto direto com Lula

Luis Batistela

No cenário de confronto direto, o senador mantém vantagem sobre o petista | Foto: Montagem sobre reprodução

Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira, 18, mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera as intenções de voto para a Presidência da República no Amapá. Registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-07004/2026, o estudo ouviu 1.220 eleitores entre os dias 12 e 15 de março, em 15 municípios, e apresenta grau de confiança de 95%, com margem de erro de 2,9 pontos porcentuais.

No primeiro cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio aparece com 41,5% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva soma 35,1%.

Os demais nomes registram índices residuais. O governador Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, aparece com 4,2%, enquanto Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, soma 1,3%. Renan Santos (Missão) tem 2,3%, e Aldo Rebelo (DC), 1%. Brancos e nulos somam 8,8%, ao passo que 5,9% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.

No cenário de confronto direto, o senador mantém vantagem sobre o petista. Nesse quadro, Flávio registra 47,5% das intenções de voto, e Lula alcança 40,6%. Brancos e nulos somam 7,6%, e 4,3% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.

Já na modalidade espontânea, quando a população indica livremente em quem pretende votar, 49,1% afirmam não saber ou não opinar. Lula lidera, com 20,6%, seguido por Flávio, com 15,1%, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 7,9%. Outros nomes aparecem com menos de 1% das intenções de voto.
Rejeição ao governo Lula predomina entre eleitores do Amapá

O Paraná Pesquisas também mediu a percepção dos eleitores sobre a administração federal. No Amapá, 54,2% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 42,1% a aprovam. Outros 3,7% não souberam ou não opinaram.

Na avaliação qualitativa, 32,9% classificam a gestão como péssima e 9,2%, como ruim. Já 29% consideram o governo petista regular, enquanto 17,5% o avaliam como bom e 10% como ótimo.

Aprovação de Lula repete patamar de presidentes derrotados desde 2002

Levantamento indica cenário crítico a sete meses do pleito presidencial

Luis Batistela

Nos mandatos anteriores, Lula apresentava desempenho superior neste mesmo período | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra na fase final de seu terceiro mandato com índices de aprovação inferiores aos observados em eleições anteriores. Como resultado, o desempenho se distancia dos níveis registrados por governantes que conseguiram se reeleger ou indicar sucessores.

Levantamento do instituto Ipsos-Ipec divulgado na terça-feira 10 mostra que 40% dos entrevistados avaliam a gestão petista como ruim ou péssima. Apenas 33% classificam o governo como ótimo ou bom.

Um estudo do jornal O Estado de S. Paulo, baseado em pesquisas de março de anos eleitorais conduzidas pelo antigo Ibope e hoje pelo Ipsos-Ipec, indica um padrão. Desde 2002, presidentes que alcançaram esse estágio do calendário com aprovação igual ou inferior à atual não obtiveram sucesso nas urnas, nem transferiram apoio a candidatos aliados.

Nos mandatos anteriores, Lula apresentava desempenho superior neste mesmo período. Em 2006, registrava 38% de avaliação positiva. Em 2010, alcançou 75% e elegeu a então candidata Dilma Rousseff.

Outros presidentes chegaram à mesma fase com índices mais baixos e não tiveram êxito eleitoral. Em 2018, Michel Temer registrava 5% de avaliação positiva, e o candidato que apoiou, Henrique Meirelles, não avançou na disputa. Em 2022, Jair Bolsonaro apresentava cerca de 19% de avaliações positivas e acabou derrotado.

Parlamentares divergem sobre queda na aprovação de Lula

Para integrantes da oposição, a queda na aprovação tem múltiplas causas. Conforme o Estadão, o senador Rogério Marinho (PL-RN) relaciona o cenário ao desgaste da gestão e à percepção de aumento da carga tributária. “O povo tem a sensação de que o governo Lula já deu.”

O líder do PL na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), cita episódios recentes como fatores de desgaste. Ele menciona investigações que atingem o entorno do presidente, como a CPMI do INSS, que inclui entre os alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de questões que envolvem o Banco Master.

“Como o próprio Flávio vem dizendo, Lula é um produto com prazo de validade vencido”, disse.

Aliados do governo apresentam outra leitura. Segundo o Estadão, o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirma que a tendência é de recuperação ao longo da campanha eleitoral. “A decisão do voto costuma levar em conta um conjunto mais amplo de fatores, e a população já começa a perceber essa mudança para melhor.”

Gilmar Mendes libera Leila Pereira de ir à CPMI do INSS

Esta é a segunda vez que o STF decide que a presidente da Crefisa não precisa prestar depoimento na comissão

Sarah Peres

Presidente da Crefisa, Leila Pereira | Foto: | Foto: Foto: Cesar Greco/Palmeiras

A presidente da Crefisa, Leila Pereira, foi liberada pelo ministro Gilmar Mendes de comparecer à CPMI do INSS. A decisão, concedida por meio de mandado de segurança pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), também impede a condução coercitiva da empresária — o que levou ao cancelamento da sessão que estava prevista para esta quarta-feira, 18.

O não comparecimento foi confirmado pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que criticou a decisão e alertou para os impactos sobre o funcionamento das investigações parlamentares.

“Recebo com profunda indignação a decisão que autoriza o não comparecimento de testemunha convocada pela CPMI do INSS, com vedação à condução coercitiva”, afirmou.


Esta é a segunda vez que Leila Pereira é liberada pelo STF para não comparecer à comissão. Na semana passada, a empresária conseguiu um habeas corpus com o ministro Flávio Dino.

Cancelamento da sessão da CPMI do INSS

Com a liberação concedida por Gilmar Mendes, o depoimento de Leila Pereira foi cancelado. Segundo Viana, a ausência inviabilizou a realização da sessão.
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

“Estamos diante de uma comissão que investiga um dos maiores escândalos contra aposentados e pensionistas da história recente do Brasil”, declarou. “Ainda assim, vemos medidas judiciais sendo utilizadas para limitar a atuação do Parlamento na busca pela verdade.”

Crítica à dispensa de Leila Pereira

Viana ressaltou que o caso envolve uma testemunha, e não uma investigada, o que, em sua avaliação, torna a decisão ainda mais preocupante: “A testemunha tem dever legal de comparecer e colaborar com o esclarecimento dos fatos”.

Gilmar Mendes concedeu o mandado de segurança em favor de Leila Pereira | Foto: Reuters/Ueslei Marcelino

Para o senador, autorizar o não comparecimento “representa um precedente extremamente preocupante e fragiliza diretamente o poder investigatório do Congresso Nacional”.

“O entendimento consolidado é claro: a testemunha pode exercer o direito ao silêncio”, prosseguiu. “O que não se pode admitir é a dispensa do comparecimento. Comparecer é obrigação. Permanecer em silêncio é um direito.”

Apelo ao Congresso

O presidente da CPMI afirmou ainda que a vedação à condução coercitiva esvazia as decisões da comissão e “abre espaço para que testemunhas simplesmente escolham não colaborar com investigações de interesse público”.

Diante do cenário, Viana fez um apelo aos parlamentares: “Este Parlamento precisa reagir”. “Não podemos permitir o enfraquecimento das nossas prerrogativas constitucionais.”

“Respeitamos as decisões judiciais e as garantias constitucionais”, ressaltou Viana. “Mas respeitar não significa se omitir. O Congresso Nacional precisa se posicionar.”

Contrato de R$ 5 milhões em Uauá entra na mira do TCM

Órgão aponta falhas na fiscalização e riscos trabalhistas em contrato da Educação com cooperativa

Por Rodrigo Tardio

Marcos Lobo (Avante), prefeito de Uauá - Foto: Reprodução

A Prefeitura de Uauá tornou-se alvo de uma ofensiva do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) após a identificação de possíveis irregularidades em um contrato com a Cooperativa de Trabalho de Serviços Administrativos e de Manutenção (Coopersam).

O acordo, na gestão do prefeito Marcos Lobo (Avante), prevê o pagamento de R$ 5.402.946,00 (cinco milhões, quatrocentos e dois mil, novecentos e quarenta e seis reais), para a prestação de serviços à Secretaria Municipal de Educação.

O contrato apresenta falhas graves, como a definição imprecisa do objeto, a ausência de fiscalização formal e a falta de critérios claros para a medição dos serviços executados.

O relatório alerta ainda para o "risco de passivo trabalhista", uma vez que a prefeitura pode ser também responsabilizada por dívidas da cooperativa com seus trabalhadores.

Medida cautelar

Diante do cenário, o TCM analisa uma medida cautelar que visa impedir qualquer prorrogação do vínculo atual ou do contrato derivado (nº 064/2025). O objetivo é forçar o município a realizar um novo procedimento licitatório que garanta a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.

Notificações

O tribunal determinou a notificação imediata dos principais envolvidos na contratação:-Marcos Lobo (Avante): Prefeito municipal-Rosevaldo Loiola dos Santos: Secretário de Educação-Pedro Morais Ribeiro: Agente de contratação-Coopersam: Cooperativa prestadora de serviço

Todos os citados têm o prazo de cinco dias úteis para apresentar esclarecimentos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os gestores podem enfrentar sanções administrativas, multas e a obrigação de rescindir o contrato imediatamente para evitar maiores danos ao erário de Uauá.

A reportagem procurou a Prefeitura de Uauá e ainda aguarda resposta aos questionamentos.

Homem morre após ser atacado por enxame de abelhas

Os insetos cercaram o carro em que ele estava com um amigo; o outro homem sobreviveu

Por Andrêzza Moura
Homem ainda foi levado a hospital, mas morreu após anafilático - Foto: Reprodução Blog do Marcelo

Um ataque de abelhas terminou em morte na zona rural de Jordânia, na divisa entre o extremo norte de Minas Gerais e o sudoeste da Bahia, na última segunda-feira, 16.

A vítima, André de Souza Freitas, estava em um carro com um amigo próximo ao distrito de Estrela, quando foram surpreendidos por um enxame de abelhas que cercou o veículo.

André de Souza Freitas | Foto: Reprodução

Agentes do corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência. André foi resgatado e encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu ao choque anafilático.

O amigo dele, que dirigia o carro, também foi picado, após conseguir sair do veículo. Ele foi levado a uma unidade de saúde, onde segue hospitalizado. Não há informações sobre o estado de saúde dele. As informações são do Blog do Marcelo.

HOMEM REVIRA 10 TONELADAS DE LIXO EM BUSCA DO ANEL

Marido joga no lixo anel de casamento de R$ 1,4 milhões e revira 10 toneladas de rejeitos para encontrá-lo


Um homem que acidentalmente jogou no lixo o anel de casamento de sua esposa, no valor de R$ 1,4 milhões, teve que procurá-lo em meio a 10 toneladas de rejeitos.

Carla Squitieri, do Missouri, EUA, deixou o anel de 12,5 quilates em um papel-toalha durante uma limpeza em sua casa.

Quando deu falta do objeto ela perguntou ao marido, Bernie Squitieri, de 54 anos, a respeito, e ele chegou a conclusão de que jogou o produto no lixo sem querer.

O homem, então, ligou para “Meridian Waste Services” – Serviço de coleta de lixo – e foi informado de que o caminhão de lixo se dirigia para um aterro sanitário.

Em pânico ele foi em busca do anel e até avisou ao prefeito da cidade de Clarkson Valley, Scott Douglas, a quem já conhecia. Após 25 minutos de procura em meio a 10 toneladas de rejeitos, o gerente de operações, Joe Evans, o encontrou.

Bernie contou ter imaginado que ficaria procurando o objeto por dois dias e recompensou Evans com o equivalente a 1.800 reais por seus esforços.

O anel tinha seguro, mas possuía um valor sentimental, segundo afirmou o marido.




Fonte: TheSun- 18/03/2016
terça-feira, 17 de março de 2026

Sem provas, Dirceu tenta ligar Bolsonaro ao Banco Master

Fala do ex-ministro ocorre enquanto surgem notícias que envolvem o PT e a instituição de Daniel Vorcaro

Vanessa Araujo

José Dirceu quer militantes do petismo com alma de revolucionários — Brasília (DF), 5/12/2025 | Foto: Reprodução/Facebook/@pt.brasil | Foto: Reprodução/Facebook/@pt.brasil

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu tentou associar o caso do Banco Master a políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu em São Paulo, durante discurso na festa de seus 80 anos, neste domingo, 15.

Sem apresentar provas ou indícios, Dirceu afirmou que a investigação da Polícia Federal (PF) revelaria conexões políticas no episódio. Nesse sentido, o petista citou Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e partidos como Progressistas e União Brasil. “Quem está do lado, historicamente, do sistema financeiro? O Bolsonaro”, acusou.

Ao tratar do tema, Dirceu criticou o modelo de crédito no país. Segundo ele, o sistema financeiro tolera operações com remuneração elevada e sem base econômica sólida. “O próprio sistema financeiro permite que se empreste a 150% do CDI”, afirmou. “Sabendo que isso é um castelo de cartas, uma ilusão.”

O caso Banco Master ganhou centralidade no debate político em Brasília depois da Operação Compliance Zero, da PF. A investigação apura suspeitas de fraudes bilionárias no mercado financeiro.

A PF voltou a prender Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, no início deste mês, na terceira fase da operação, e o transferiu para um presídio federal.

Apesar da acusação feita prr Dirceu, o que apareceu até agora sobre Bolsonaro é mais limitado. Mensagens apreendidas pela PF mostram que Vorcaro reagiu com irritação a uma postagem feita pelo ex-presidente no X, em julho de 2024, sobre reportagens que mencionavam o Banco Master e a Caixa Econômica Federal.

Nas conversas, o então banqueiro afirmou que a publicação ampliou a repercussão do caso nas redes sociais e gerou grande volume de mensagens direcionadas a ele. Vorcaro também xingou Bolsonaro de “idiota” e “beócio”.

Investigações do Banco Master citam autoridades

A investigação da PF também encontrou, no celular de Vorcaro, referências a autoridades de diferentes campos políticos. As mensagens citam contatos ou encontros com integrantes dos Três Poderes, empresários e agentes do mercado. Essas menções, no entanto, não comprovam que essas autoridades sejam investigadas no caso.

Reportagens também mostram interlocução do Master com nomes próximos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vorcaro, por exemplo, esteve no Palácio do Planalto em quatro oportunidades desde desde que o petista reassumiu o poder, em janeiro de 2023. Em dezembro de 2024, os dois tiveram uma reunião fora da agenda oficial da Presidência.

Além disso, o banco contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que integrou os governos Lula e Dilma Rousseff, como consultor. A contratação teria ocorrido a partir da articulação do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Entretanto, a assessoria do parlamentar nega participação na contratação.

A relação do PT com o Master envolve o governo da Bahia. No Estado nordestino, o governador Jerônimo Rodrigues, que é petista, é alvo de pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito, que visa a investigar a razão de a gestão estadual ter autorizado o pagamento de R$ 50 milhões à instituição de Vorcaro, a fim de, oficialmente, realizar operações de antecipação de precatórios.

Dirceu, no entanto, preferiu não comentar esses casos que envolvem PT e Banco Master em seu aniversário de 80 anos.

Conta de luz deve subir 8% em 2026

Aumento supera inflação e reflete o peso dos encargos do setor elétrico

Fábio Bouéri

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A conta de energia elétrica no Brasil deve subir, em média, 8% em 2026, segundo projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O porcentual é quase o dobro da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, projetada em 4,1% no mais recente Boletim Focus do Banco Central do Brasil.

A estimativa foi apresentada pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. Ele afirmou que o avanço das tarifas preocupa por superar os principais indicadores de inflação. O cenário ocorre em um momento de aumentos relevantes em diferentes distribuidoras.

Contas têm aumento em diversas praças

No início do ano, foi autorizado um reajuste médio superior a 24% para consumidores atendidos pela Roraima Energia. Em seguida, a agência aprovou aumentos de 8,6% para clientes da Light S.A. e de 15,6% para consumidores da Enel Rio.

Esses reajustes fazem parte do processo periódico de revisão tarifária aplicado às concessionárias de distribuição de energia. De acordo com a Aneel, o principal fator por trás da alta prevista é o crescimento dos encargos do setor elétrico, especialmente os ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado pelos próprios consumidores para custear subsídios e políticas públicas do sistema elétrico.

Segundo a agência, esses encargos têm crescido em ritmo superior ao da inflação e ao das tarifas de distribuição. Estimativas revelam que, entre 2011 e 2026, os encargos setoriais podem acumular alta próxima de 300%, enquanto a tarifa média de distribuição teria avanço de cerca de 158% no mesmo período.

A Aneel afirma que a estimativa para 2026 considera fatores como custos de energia, transmissão, encargos setoriais e ajustes financeiros aplicados nas revisões tarifárias. Ainda assim, o porcentual projetado pode sofrer alterações ao longo do ano, dependendo de condições hidrológicas, revisões de contratos e decisões tarifárias que envolvem as distribuidoras de energia.

Mendonça suspende acesso da CPMI a material apreendido de Vorcaro

Medida ocorre em meio aos vazamentos de conversas privadas do ex-dono do Banco Master

Davi Vittorazzi

André Mendonça, relator no STF do caso Master, proferiu decisão para cumprimento com urgência | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta segunda-feira, 16, o acesso de qualquer pessoa à sala onde está o material do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O material estava sob custódia da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Considerando a necessidade de preservação do sigilo em relação a aspectos da vida privada de investigados na Operação Compliance Zero, determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI-INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, afirma o magistrado, em sua decisão.

Conversas íntimas de Vorcaro

A medida do ministro do STF ocorre em meio aos vazamentos de conversas íntimas de Vorcaro com mulheres, incluindo a ex-namorada, a influenciadora digital Martha Graeff. O ex-banqueiro também trocou mensagens com o ministro Alexandre de Moraes.

No parecer desta segunda-feira, Mendonça também determinou que a Polícia Federal (PF) deve retirar todos os equipamentos que estão armazenados no local. Tal medida deverá ocorrer em colaboração com a presidência da CPMI.

Segundo o ministro, a PF realizará a separação dos dados existentes, “de maneira a que eventual conteúdo que diga respeito exclusivamente à vida privada do citado investigado não seja compartilhado com a referida comissão parlamentar”.

Ex-noiva de Vorcaro recebeu mais de meio bilhão de reais, segundo mensagens

Dados entregues à CPI do INSS mostram que banqueiro transferiu a Martha Graeff cerca de R$ 520 milhões, entre imóveis, carros e joias

Fábio Bouéri

Segundo mensagens, Vorcaro encomendou a construção de um iate na Alemanha com o nome de Martha: US$ 100 milhões | Foto: Reprodução/Instagram/@marthagraeff

Mensagens entregues à CPI do INSS revelam que o empresário Daniel Vorcaro transferiu ou destinou à ex-noiva, a influenciadora Martha Graeff, bens que podem superar US$ 100 milhões (mais de R$ 520 milhões).

De acordo com as conversas analisadas pela comissão, Vorcaro teria estruturado nos Estados Unidos um mecanismo de proteção patrimonial comum no país no qual Martha apareceria como beneficiária.

Vorcaro: mansão em Miami e apartamento de luxo

O principal ativo citado nas mensagens é uma mansão em Bay Point, área nobre de Miami, comprada por US$ 86,5 milhões (mais de R$ 450 milhões). O imóvel passava por reformas que poderiam elevar seu valor para mais de US$ 100 milhões, segundo o próprio Vorcaro nas conversas.

Durante as obras, o casal alugou um apartamento no complexo Four Seasons Surfside, também em Miami. O imóvel tem cerca de 700 m², dez quartos e aluguel mensal de US$ 200 mil.

Carros, bolsas e relógio de R$ 1,2 milhão

As mensagens, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, também citam uma série de bens de alto valor entregues à influenciadora. Entre eles estão carros, como um Rolls‑Royce Cullinan, que pode ultrapassar US$ 500 mil, uma Mercedes‑Benz G‑Class e um Land Rover Defender, avaliados em cerca de US$ 150 mil cada um.

Também aparecem nas conversas peças de alta joalheria e relógios de luxo, incluindo um modelo da Audemars Piguet em edição limitada avaliado em US$ 245 mil. Bolsas de marcas como Hermès e Yves Saint Laurent são citadas entre os presentes.

De acordo com as mensagens citadas pelo jornal, Vorcaro ainda teria investido US$ 10 milhões na empresa de produtos para “envelhecimento saudável” associada a Martha.

A CPI aprovou a convocação de Martha Graeff e de executivos ligados ao Banco Master para prestar esclarecimentos. Caso se comprove que os bens tenham origem em recursos desviados, a legislação prevê a possibilidade de apreensão desses ativos.

Decisão de Dino sobre aposentadoria compulsória gera debate no Judiciário

Embora a ordem tenha sido proferida em um caso específico, juristas consideram que ela pode influenciar outros órgãos; entenda

Lucas Cheiddi

O ministro do STF Flávio Dino | Foto: Divulgação/STF

O recente despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que suspendeu a punição de aposentadoria compulsória para juízes, levanta questionamentos entre especialistas sobre seu real impacto e possíveis consequências para o sistema judiciário.

Embora a ordem tenha sido proferida em um caso específico, advogados e professores consideram que a decisão pode influenciar outros órgãos. Além disso, pode até motivar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a rever normas sobre sanções a magistrados.

Integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do CNJ analisam que a medida ainda carece de maior clareza, sobretudo no que diz respeito ao desfecho de investigações em andamento.

O presidente do CNJ e do STF, Edson Fachin, entrou em contato com o corregedor nacional Mauro Campbell para discutir providências. Ele ressaltou que decisões semelhantes já vinham sendo tomadas individualmente desde 2019.
Precedentes e possíveis efeitos futuros da decisão de Dino

Segundo Roberto Dias, professor de Direito constitucional da FGV-SP, a ordem de Dino vale apenas para o caso julgado, mas pode servir de precedente para situações futuras. Ele ressaltou, ao jornal Folha de S.Paulo, que uma eventual Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental julgada procedente pelo STF teria efeito mais amplo, de modo a atingir todo o sistema.

Francisco Zardo, especialista em Direito administrativo e mestre pela UFPR, afirma que discussões desse porte caberiam ao plenário do STF ou ao Congresso Nacional, não a decisões monocráticas.

No Senado, tramita uma proposta de Dino, apresentada antes de assumir o STF, que trata do tema. Desde a última sexta-feira, 13, ela estava em pauta para análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa.

Rubens Glezer, professor da FGV Direito SP, observa que “é claro que tem uma pretensão universalizante”, ao destacar o encaminhamento para análise de Fachin. Apesar disso, diz que “em termos de efeito da ação, é só para esse caso”, e não produz mudanças automáticas em todo o Judiciário.

Glezer também considera que a decisão amplia o poder do STF. Pois, conforme Dino, caberá ao tribunal analisar judicialmente se há ou não motivo para perda de cargo quando o CNJ indicar infração grave. “É um instrumento de concentração de poder gigantesco no STF”, afirmou à Folha.

Insegurança jurídica e impacto para magistrados
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Fontes do STJ e do CNJ dizem que ainda não há definição sobre quando os efeitos da decisão começam a valer, o que deixa espaço para insegurança jurídica. Também há temor de que a ausência de sanções claras permita que alguns juízes ganhem tempo e permaneçam nos cargos mesmo diante de punições.

Um magistrado ouvido em anonimato afirmou que juízes punidos recentemente com aposentadoria compulsória podem pedir revisão da medida, já que o processo disciplinar se tornou mais longo e complexo. Segundo ele, no STJ, muitos estão “atônitos” com a decisão, principalmente os que já passaram pelo CNJ.

No atual modelo, juízes vitalícios podem receber como punição máxima na esfera administrativa a aposentadoria compulsória. Dessa forma, eles mantêm o salário, enquanto a demissão só ocorre depois de decisão judicial definitiva em caso de condenação criminal.

A decisão de Dino considera que a reforma da previdência de 2019 tornou a aposentadoria compulsória inconstitucional, de modo a passar a penalidade mais severa a ser a disponibilidade, afastamento temporário. Dino ainda orientou que, se o CNJ identificar infração grave, a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá entrar com ação judicial para a eventual perda do cargo.

PF suspeita que Lulinha foi à Espanha para fugir de investigação

Relatório aponta que a mudança de Fábio Luís para o exterior sugere tentativa de evasão diante do avanço da Operação Sem Desconto

Erich Mafra
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um documento sigiloso da Polícia Federal (PF), revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, coloca sob suspeita o real motivo da mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para a Europa. Os investigadores afirmam que o deslocamento do filho do presidente para o exterior, sem data de retorno, sinaliza uma provável tentativa de evasão do território nacional. A análise fundamentou o pedido de quebra de sigilo bancário do investigado, medida autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O foco da apuração reside na proximidade de Lulinha com o empresário Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”. Preso sob a acusação de liderar um esquema bilionário de desvios em aposentadorias, o operador teria financiado uma agenda internacional de Lulinha em Portugal no final de 2024. O objetivo do roteiro era prospectar terrenos para a World Cannabis, empresa de canabidiol que, segundo a PF, serviria como fachada para a lavagem do dinheiro desviado da Previdência Social.

Defesa de Lulinha afirma que interesse em canabidiol era pessoal

Em manifestação enviada ao STF na última segunda-feira, 16, a defesa de Fábio Luís admitiu o vínculo, mas classificou o contato como “esporádico e de natureza social”. Os advogados sustentam que a mudança para Madri começou a ser organizada ainda em 2024, muito antes de a Operação Sem Desconto vir a público. Segundo a petição, o interesse de Lulinha pelo mercado de canabidiol era estritamente pessoal, motivado pelo tratamento médico de uma sobrinha, e ele desconhecia a origem ilícita dos recursos de Camilo.

Apesar das negativas, a Polícia Federal reuniu indícios que contradizem a versão de um encontro fortuito. Documentos apreendidos com o “Careca do INSS” registram reuniões presenciais em Brasília, e um antigo funcionário do empresário mencionou em depoimento o pagamento de uma cota mensal de R$ 300 mil ao filho do petista. Embora o primeiro exame das contas bancárias não tenha detectado depósitos diretos do operador, os agentes mantêm a tese de que o empreendimento farmacêutico em solo europeu era o destino final dos valores subtraídos de milhões de aposentados brasileiros.

Carlos publica foto de Bolsonaro no hospital: "Estado continua muito delicado"

Foto: Reprodução

O ex-vereador Carlos Bolsonaro atualizou, nesta segunda-feira (16), o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, após visitá-lo em um hospital em Brasília. Segundo ele, o ex-chefe do Executivo foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para uma unidade semi-intensiva.

De acordo com Carlos Bolsonaro, apesar da transferência, o quadro clínico permanece delicado. Ele afirmou que “a pneumonia bacteriana persiste, mantendo sua respiração muito debilitada”.

O filho do ex-presidente também publicou uma imagem de Bolsonaro no hospital, sem camisa, sendo atendido por uma profissional de saúde. A data em que a foto foi registrada não foi informada.

Acusado de transfobia, Ratinho volta a criticar Erika Hilton e chama debate de lacração: "Eu não vou mudar"

Foto: SBT/ Mário Agra/ Câmara dos Deputados

O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, se pronunciou sobre a polêmica após a acusação de transfobia contra a deputada Erika Hilton ao comentar o fato da política ter sido eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher.

Em ao vivo na última segunda-feira (16) no SBT, o apresentador, que corre o risco de precisar pagar uma multa de R$ 10 milhões pelos comentários, afirmou ter a população ao seu lado.

"Na semana passada, eu tive meu nome envolvido em um verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa. Centenas de pessoas fizeram comentários nas redes sociais ou em publicações, falando sobre esse fato, então eu quero agradecer a todos que me apoiaram. Muita gente, mas muita gente mesmo concordou comigo, com todos os defeitos que eu tenho, e eu tenho muitos. Mas o que mais incomoda as pessoas é a minha sinceridade, desde que eu comecei na televisão."

Ratinho afirmou que ele ainda é um dos poucos que tem coragem de ter opinião própria na TV e não vai mudar o posicionamento sobre a deputada.

"Eu não sou garoto de internet. Quando eu comecei na televisão e no rádio, não tinha internet. Tenho o meu jeito direto e reto de falar as coisas e, nos tempos atuais, quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração que no meu tempo não tinha. Então, quem gosta de mim, vai continuar gostando. Quem não gosta, vai continuar não gostando. Eu não vou mudar o meu jeito de ser para agradar quem quer que seja. Fica o recado, vamos continuar o nosso programa e vamos continuar com a nossa opinião. Eu não vou mudar!."

O apresentador, que foi processado pela deputada, recebeu o apoio da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP).

Por meio de nota, a entidade pontuou que “o respeito às pessoas deve sempre orientar o debate público”, mas manifestou preocupação com o que classificou como uma crescente judicialização de opiniões no campo da comunicação social.

Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para justificar abandono de cargo na PF

Filho do ex-presidente Bolsonaro mora nos EUA há mais de um ano

Por Ane Catarine
Eduardo Bolsonaro pode perder cargo na PF - Foto: Saul Loeb/AFP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) tem prazo de 15 dias para apresentar defesa em um processo administrativo da Polícia Federal (PF) que apura possível abandono do cargo de escrivão na corporação. A notificação foi publicada em edital no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 16.

Segundo o documento, a medida foi adotada porque o ex-parlamentar estaria em “lugar incerto e não sabido”, o que levou à publicação para garantir o andamento do processo disciplinar.

Sob alegação de que sofre perseguição política, Eduardo residente nos Estados Unidos há mais de um ano e foi convocado pela PF a retornar imediatamente à função em janeiro.

A determinação previa a adoção de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” em caso de ausência injustificada.

Carreira na PF e perda de mandato

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo ingressou na PF em 2010 como escrivão, mas ficou afastado das funções policiais durante o período em que exerceu mandato como deputado federal.

Em dezembro do ano passado, ele perdeu o mandato na Câmara dos Deputados após atingir o limite de faltas às sessões deliberativas do plenário. A decisão foi formalizada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Ao todo, Eduardo acumulou 59 ausências não justificadas. A Constituição prevê a perda de mandato para parlamentares que faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas.

Réu no STF

Eduardo Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, acusação ligada à atuação dele nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras durante o andamento do processo da trama golpista na Primeira Turma da Suprema Corte.

Apesar de tentar evitar o processo contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado e já cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão.

Cena forte: motociclista é atropelado por carro enquanto estava parado no sinal

Vítima foi arremessada e chegou ao girar no ar, até cair na pista

Por Luiza Nascimento
- Foto: Reprodução

Um motociclista morreu ao ser atropelado por um carro e arrastado por cerca de 40 metros neste domingo, 15, na Avenida Frei Serafim, no Centro-Sul de Teresina, no Piauí. A vítima foi identificada como Edson Barbosa Dias, de 47 anos.

Imagens de uma câmera de segurança mostram a vítima parada no semáforo, aguardando liberação para seguir viagem, quando um carro aparece em alta velocidade, colidindo o para-choque contra a parte traseira da moto.

No registro, é possível ver Edson sendo levantado e girando no ar, antes de cair na pista.Após o ocorrido, os outros motociclistas que estavam no local, se olham assustados.

Veja a cena:
Autoria do crime

O motorista foi identificado como Carlos Eduardo Marques Ângelo, de 25 anos. Ele, que é engenheiro, foi autuado por homicídio qualificado.

Após o crime, ele foi abordado por policiais e se recusou a fazer o bafômetro. Assim, ele foi levado à Central de Flagrantes para prestar depoimento.

A Polícia Civil encontrou no carro uma garrafa de cerveja, uma pequena trouxa de maconha e um isqueiro. Além disso, os peritos perceberam, de forma inicial, que Carlos não freou antes de bater o veículo contra a moto.

Uma viatura do Instituto de Medicina Legal recolheu o corpo do motociclista. A Polícia Civil investiga o caso.

Enxame de insetos interrompe partida de futebol no interior da Bahia

Partida ficou paralisada por cerca de dois minutos após atletas temerem que os insetos fossem marimbondos

Por Luan Julião
Receio de picadas levou atletas a se jogarem no chão até a situação ser esclarecida - Foto: Reprodução / Mais Esporte

Uma situação curiosa marcou uma partida do campeonato municipal de futebol em Ipirá. Durante o confronto disputado no sábado, 14, jogadores interromperam o jogo ao perceber a presença de vários insetos sobrevoando o gramado.

Estádio Municipal José Luiz dos Santos foi o palco do episódio. Em imagens registradas durante a transmissão da partida, é possível ver o momento em que os insetos começam a circular pelo campo e se aproximar dos atletas. Temendo possíveis picadas, os jogadores se jogaram no chão, o que levou à paralisação do jogo por cerca de dois minutos.

No primeiro momento, os atletas acreditaram que se tratava de marimbondos, o que aumentou o receio dentro de campo. Posteriormente, integrantes da liga esportiva do município esclareceram que os insetos eram, na verdade, libélulas.

A reação imediata dos jogadores também foi influenciada por um episódio ocorrido na semana anterior. Na ocasião, uma outra partida disputada no mesmo estádio precisou ser interrompida após a presença de marimbondos no gramado.

Depois que perceberam que não havia risco, os atletas se levantaram e o jogo foi retomado normalmente, sem novos contratempos.

A partida envolveu as equipes União e Vila Nova, e terminou com vitória do União por 1 a 0. A organização do campeonato informou ainda que a presença de marimbondos no estádio não é comum. No domingo (15), inclusive, um novo jogo foi realizado no local sem qualquer registro de insetos.

Conheça a cidade onde vive apenas uma pessoa há mais de 20 anos

Mulher atua como prefeita, empresária e única habitante da cidade

Por Isabela Cardoso

Uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos chama atenção por uma característica incomum: ela tem apenas uma moradora. Localizada no estado de Nebraska, a cidade de Monowi é oficialmente considerada um município, mas desde 2004 conta com somente uma habitante permanente: Elsie Eiler.

Além de viver sozinha na cidade, ela também desempenha praticamente todas as funções administrativas necessárias para manter o local funcionando.

Única moradora também é prefeita

Desde a morte de seu marido, Rudy Eiler, em 2004, Elsie passou a assumir todas as responsabilidades ligadas à administração municipal. Ela atua como prefeita, tesoureira e responsável por emitir licenças e documentos oficiais para garantir que Monowi continue reconhecida legalmente como cidade.

Apesar da situação incomum, o município permanece formalmente incorporado, algo raro no país.

Origem ligada à expansão ferroviária

Monowi foi fundada em 1902 durante a expansão da ferrovia Fremont, Elkhorn & Missouri Valley Railroad. Na década de 1930, a cidade viveu seu período de maior crescimento e chegou a reunir entre 120 e 150 moradores.

Com o passar dos anos, porém, a mecanização das atividades agrícolas e a migração para centros urbanos provocaram um rápido esvaziamento da população.

O bar que mantém a cidade viva

Mesmo com apenas uma moradora, Monowi ainda recebe visitantes. O principal ponto de encontro da cidade é a Monowi Tavern, bar administrado por Elsie.

O estabelecimento funciona desde a década de 1970 e recebe pessoas de cidades vizinhas e turistas curiosos que visitam o local para conhecer a peculiaridade da cidade.

Biblioteca criada em homenagem ao marido

Além do bar, Elsie também mantém um pequeno espaço cultural chamado Rudy’s Library, criado em homenagem ao marido. A biblioteca reúne cerca de 5 mil livros e se tornou outro ponto de interesse para quem passa pela cidade.

Apesar da população mínima, Monowi segue registrada oficialmente como município e se tornou um símbolo curioso de resistência cultural e história local nos Estados Unidos.

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