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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Flávio agradece apoio de Milei no 1º turno

Candidato do PL respondeu ao presidente argentino nas redes sociais e afirmou que os dois países estarão mais próximos

Victória Batalha


presidente argentino havia parabenizado o Flávio na noite de domingo | Foto: Reprodução/ X

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agradeceu nesta segunda-feira, 5, ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela mensagem de apoio depois do primeiro turno da eleição presidencial.

“Obrigado, meu amigo! Muito em breve nossas nações estarão mais próximas!”, escreveu Flávio em uma rede social, em resposta à publicação de Milei.

O presidente argentino havia parabenizado o candidato na noite de domingo, 4, pelo resultado da votação. Milei classificou a disputa como uma “eleição histórica contra o comunista Lula”.

Flávio enfrenta Lula no segundo turno

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos. Luiz Inácio Lula da Silva ficou em segundo, com 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Além de Milei, outros políticos estrangeiros também parabenizaram Flávio nas redes sociais. Entre eles estão o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; a senadora argentina Patricia Bullrich; o italiano Carlo Fidanza, membro do Parlamento Europeu; o ministro israelense Gideon Sa’ar; e o ex-primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán.

Na eleição para o Senado, o PL elegeu 19 senadores e deverá chegar a 28 cadeiras na Casa a partir de 2027. O PT, partido de Lula, terá nove senadores.

Motta pede ‘civilidade’ no segundo turno

Presidente da Câmara foi reeleito deputado, mas viu o pai perder disputa pelo Senado

Fábio Bouéri


Hugo Motta: discurso protocolar em meio a turbulências na Paraíba | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o primeiro turno das eleições demonstrou a “maturidade e estabilidade” da democracia brasileira.

Em mensagem publicada nas redes sociais, ele parabenizou os eleitos e reeleitos e pediu “civilidade e sem violência” no segundo turno.

“Chegamos ao fim do primeiro turno da eleição. Nossa democracia deu mais uma demonstração de maturidade e estabilidade”, escreveu Motta. O discurso ocorreu depois de um revés para o projeto político do deputado na Paraíba.

Motta foi reeleito para a Câmara, mas seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), terminou em terceiro na disputa pelas duas vagas ao Senado. Ele recebeu 20,91% dos votos, atrás de João Azevêdo (PSB), com 32,50%, e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), com 22,76%.

Nabor contava com o apoio de Motta, que também apoiou a candidatura de Lucas Ribeiro (PP) ao governo. Ribeiro foi reeleito no primeiro turno, com 64,34% dos votos. Azevêdo, que integrou a aliança, conquistou uma das vagas ao Senado.

Motta afirmou que a Câmara continuará exercendo seu papel institucional. “Independentemente dos resultados”, disse, a Casa seguirá “representando a população, respeitando a Constituição e dialogando por um país melhor”.

Força nas ruas é diferencial de Flávio no 2º turno, avalia diretor do Paraná Pesquisas

'Eleição no chão', com apoio de aliados eleitos, deve pesar a favor do candidato do PL

Mateus Conte


Murilo Hidalgo é diretor-presidente do Paraná Pesquisas | Foto: Revista Oeste

O apoio de governadores e senadores eleitos deve reforçar a mobilização de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o diretor-presidente do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista ao Conversa com Augusto Nunes nesta segunda-feira, 5.

Hidalgo apontou a capacidade de levar a campanha às ruas como uma das vantagens do candidato do PL na nova etapa da disputa. “A grande vantagem do Flávio Bolsonaro é a eleição no chão, exército de rua”, afirmou, em referência à mobilização por meio de comícios e passeatas.

Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, dez apoiaram o senador na corrida ao Palácio do Planalto. Cinco apoiaram Lula, quatro mantiveram-se neutros e um esteve com Ronaldo Caiado (PSD). Para Hidalgo, esse quadro dará ao candidato do PL uma estrutura maior para atos de campanha nas próximas semanas, o que “vai fazer uma diferença enorme para o Flávio no segundo turno”.

Flávio terá aliados nos palanques estaduais

O diretor do Paraná Pesquisas destacou principalmente a situação no Sul e no Sudeste. Quando Flávio visitar Estados onde seus aliados venceram, poderá contar com governadores e outros candidatos eleitos para participar da mobilização.

“Quando ele vai, por exemplo, a Curitiba, ele vai ter o apoio do governador eleito, assim como quando o Lula vai ao Nordeste, ele vai ter apoio do governador eleito”, afirmou. A diferença, para ele, está justamente na quantidade. “O Flávio tem mais governadores eleitos e mais senadores eleitos que o Lula. Essa pode ser uma diferença muito positiva pro Flávio.”

Além da presença nas ruas, Hidalgo citou as redes sociais como outro elemento da mobilização nesta etapa da campanha. “As redes sociais de quem ganhou devem estar bombando bem mais do que as redes sociais de quem perdeu”, disse. “Esse é outro fator muito positivo para o Flávio.”

Abstenção no 1º turno é a maior desde 1998

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas; índice de 21,08% supera 2022

Fábio Bouéri


Dos quase 159 milhões de eleitores no Brasil, 125 milhões compareceram às urnas | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O primeiro turno das eleições de 2026 registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar. É a maior taxa de abstenção em uma eleição geral desde 1998, quando 21,49% dos eleitores não compareceram às urnas. O volume de pessoas equivale a toda a população do Marrocos.

O porcentual deste ano ficou acima do registrado em 2022, quando 20,95% dos eleitores deixaram de votar, ou cerca de 32,7 milhões de pessoas. Em 2018, a taxa havia sido de 20,33%; em 2014, de 19,39%.

Abstenção: MS na liderança

Dos 158,7 milhões de eleitores aptos em 2026, cerca de 125,2 milhões compareceram às urnas. Além das abstenções, foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos na disputa presidencial.

Entre os Estados, Mato Grosso do Sul apresentou a maior taxa de ausência, com 23,85%, seguido por Rio de Janeiro (23,31%), Minas Gerais (22,62%) e São Paulo (22,54%). Na outra ponta, Ceará registrou o menor índice, com 15,33%, seguido por Piauí (17,07%), Roraima (17,10%) e Sergipe (17,27%).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte pretende intensificar as ações para estimular a participação no segundo turno. Segundo ele, uma abstenção próxima de 20% “não é o ideal”.

Quem não votou no primeiro turno ainda poderá participar do segundo, desde que esteja com o título regularizado. A ausência deve ser justificada ou a multa correspondente, de R$ 3,51 por turno, paga.

BOMBA! Huck e Vorcaro trocaram mensagens sobre negócios, aviões e TV Globo, aponta PF


 

Globo quer criar veículo de direita fora do bolsonarismo

Conglomerado de mídia sondou ex-publishers de publicações liberais para desenvolver novo projeto editorial

Edilson Salgueiro


Para a Globo, a discussão sobre um novo produto também coincide com uma reorganização interna iniciada antes da eleição | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com IA

O Grupo Globo quer criar um novo veículo de comunicação voltado ao público conservador e à direita liberal. Ainda em fase de avaliação, o projeto pode resultar em uma revista ou jornal digital.

Conforme apurou Oeste, executivos ligados ao grupo procuraram ex-publishers com experiência em publicações identificadas com a direita no Brasil. A ideia, contudo, é manter distância do bolsonarismo.

A Globo ainda definirá se o novo veículo terá uma marca própria ou se será incorporado a uma de suas empresas de mídia. A estrutura do projeto, o número de integrantes e a data de lançamento permanecem em sigilo.

Entenda o aceno da Globo à direita

Essa movimentação ocorre num momento em que a direita voltou a ocupar espaço na política nacional. Nas eleições deste ano, por exemplo, os conservadores ampliaram a presença no Senado. O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores e terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, a maior bancada da Casa. O Novo conseguiu três vagas. Além disso, Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente de Luiz Inácio Lula na Silva no primeiro turno das eleições presidenciais.

Para a Globo, a discussão sobre um novo produto também coincide com uma reorganização interna iniciada antes da eleição. Uma das mudanças mais visíveis ocorreu na GloboNews. Em agosto de 2025, o canal demitiu Daniela Lima e Mauro Paulino e encerrou a participação de Eliane Cantanhêde. Na ocasião, a Globo afirmou que as saídas faziam parte de um “movimento permanente de renovação do quadro do canal”.

A reformulação ocorreu depois de a cúpula da GloboNews encomendar à Quaest uma pesquisa para conhecer a percepção dos telespectadores sobre o canal. O levantamento mostrou que parte dos entrevistados enxergava a emissora como um “canal de esquerda”, associado a posições próximas do PT e do Psol.

A pesquisa também identificou críticas ao comportamento de apresentadores e comentaristas, às discussões no ar e à falta de opiniões divergentes na programação. Daniela Lima apareceu no levantamento associada a características que os entrevistados atribuíam à linha editorial que criticavam.

A “pluralidade” da emissora

Nos meses seguintes, a GloboNews passou a reforçar publicamente a pluralidade como um dos princípios de sua programação. Para 2026, o canal anunciou novos formatos de debates, entrevistas e análises e afirmou que chegaria aos 30 anos com reforço à “pluralidade de ideias”.

A discussão sobre um veículo destinado à direita liberal acrescenta outra frente a esse movimento. Diferentemente da GloboNews, que mantém uma proposta generalista e afirma buscar pluralidade entre diferentes posições políticas, o novo projeto seria concebido desde o início para um público conservador.

Flávio abre vantagem sobre Lula nas redes

Levantamento analisou milhões de publicações sobre a eleição e mediu a repercussão dos candidatos no ambiente digital

Edilson Salgueiro


Flávio Bolsonaro vota em uma escola na zona norte do Rio de Janeiro - 4/10/2026 | Charles Sholl/Reuters

Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno e abriu uma vantagem ainda maior sobre o petista na repercussão das eleições nas redes sociais. O dado consta em levantamento da Datrix, empresa de inteligência de dados especializada no monitoramento do ambiente digital.

O Zero Um recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos válidos, ante 53,9 milhões de Lula, equivalentes a 45,16%. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Entre publicações de veículos, políticos, influenciadores e páginas com pelo menos 10 mil seguidores, o saldo de sentimento de Flávio chegou a +31,4 pontos na manhã desta segunda-feira, 5. Lula registrou -23,2 pontos. Os dados de segunda são parciais e vão até o meio-dia. Esse indicador corresponde à diferença entre o porcentual de publicações positivas e negativas sobre cada candidato.

A distância aumentou durante a apuração. Entre 17h e 19h de domingo, Flávio apresentava saldo de +6,2, contra -3,6 de Lula. No fechamento, os índices passaram para +16 e -4,9, respectivamente. Entre 22h e 23h, chegaram a +23,1 e -12. Na manhã desta segunda-feira, a diferença entre os saldos alcançou 54,6 pontos.

O foco das publicações

A Datrix monitorou 4,93 milhões de publicações sobre a eleição entre 1º e 5 de outubro. O conteúdo gerou 15,35 bilhões de interações. Somente no domingo da votação, foram 1,08 milhão de publicações e 4,44 bilhões de interações.

Depois do fechamento das urnas, o foco das publicações mudou. Na véspera, parte relevante do conteúdo favorável a Flávio tratava da campanha, da mobilização de eleitores e dos apoios políticos. Com a divulgação do resultado, as postagens sobre a apuração e o desempenho dos candidatos ganharam espaço.

A diferença aparece com clareza na distribuição do sentimento. Na véspera da eleição, 48,3% das publicações analisadas sobre Flávio tinham tom positivo, 33,6% eram neutras e 18,1%, negativas. No domingo e na manhã da segunda-feira, a parcela neutra subiu para 66,8%, enquanto a positiva caiu para 24,6% e a negativa, para 8,7%. Mesmo com a mudança, o senador manteve saldo positivo de 15,9 pontos.

Lula participa de uma cerimônia na Base Aérea de Brasília – 28/9/2026 | Foto: Adriano Machado/Reuters

A Datrix atribui essa alteração à entrada de conteúdo factual sobre a apuração. Com o fim da campanha, diminuíram tanto as manifestações favoráveis quanto as críticas a Flávio. O pedido de voto, por exemplo, aparecia em 36% das publicações sobre o senador na véspera e caiu para 5% no domingo e na segunda-feira.

No caso de Lula, o saldo permaneceu negativo. O petista registrava -10,9 pontos na véspera e passou para -8,9 no acumulado do domingo e da segunda-feira. Quando a Datrix isolou a parcial desta segunda, contudo, o indicador caiu para -23,2. Flávio, no mesmo período, alcançou +31,4.

A distância entre os dois aumentou ao longo da apuração. Entre 17h e 19h de domingo, Flávio tinha saldo de +6,2, ante -3,6 de Lula (diferença de 9,8 pontos). No fechamento da apuração, a distância passou para 20,9 pontos. Depois dos pronunciamentos dos candidatos, entre 22h e 23h, chegou a 35,1. Na manhã desta segunda-feira, alcançou 54,6 pontos.

O apoio de perfis midiáticos

O levantamento também separou as publicações de veículos de comunicação, políticos, influenciadores e páginas com pelo menos 10 mil seguidores. Nesse grupo, Flávio apareceu em 90% das postagens que mencionavam algum presidenciável no domingo. Lula apareceu em 68,3%. Uma mesma publicação pode citar mais de um candidato e, por isso, os porcentuais não são excludentes.

Flávio manteve presença acima de 90% nesse recorte durante os quatro dias anteriores à divulgação do resultado. Lula ganhou espaço principalmente no domingo, quando passou de 40,3% das publicações no sábado para 68,3%. Em números absolutos, foram cerca de 9,9 mil postagens com menções a Flávio e 7,5 mil a Lula no dia da votação.

O cenário muda quando o levantamento considera todas as contas monitoradas. Entre 1º e 5 de outubro, Lula apareceu em 68,7% das publicações que mencionavam algum presidenciável, enquanto Flávio apareceu em 29,3%. O dado mostra que Lula teve maior volume de menções no conjunto das redes, enquanto Flávio predominou no recorte de contas de maior alcance.Ilustração: Júlia Xavier/Montagem Revista Oeste/Gerado por IA
Entenda por que Flávio está à frente de Lula

A repercussão das eleições para o Senado e dos apoios para o segundo turno também produziu indicadores favoráveis ao senador. Nas publicações classificadas no tema “apoios e alianças”, Flávio registrou saldo de +63 pontos depois da eleição. No grupo “eleições estaduais e Senado”, o índice ficou em +37. Para Lula, os mesmos temas registraram -34 e -17, respectivamente.

O relatório relaciona esse desempenho à eleição de candidatos da direita e às adesões anunciadas depois do primeiro turno. O PL elegeu 19 senadores e começará 2027 com 28 cadeiras. O estudo também registra a confirmação do apoio de Romeu Zema a Flávio e sinalizações de União Brasil e PP em direção ao candidato.

Os indicadores negativos de Flávio ficaram concentrados principalmente em dois assuntos. “Ataques, críticas e polarização” teve saldo de -49, enquanto “escândalos e investigações” registrou -88. Esses temas, contudo, representaram, respectivamente, de 6% a 7% e de 2% a 6% das publicações analisadas sobre o senador.

Lula, em uma cerimônia no Palácio Planalto, em 8 de agosto; e Flávio, durante evento em Brasília, em 5 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters

O efeito da apuração

A própria consolidação do resultado contribuiu para ampliar a diferença entre Flávio e Lula. Conforme a Datrix, as primeiras publicações da noite tratavam a liderança do senador como uma parcial da apuração. Depois da definição do primeiro turno, o mesmo placar passou a aparecer como resultado consolidado.

A Datrix estima que essa mudança de percepção sobre o resultado explica cerca de um terço do aumento do saldo de Flávio ao longo da noite. No caso de Lula, entre um quinto e um quarto da queda decorreu desse mesmo efeito.

Lula diz que 'não há razão econômica, social e política' para não ser eleito

Petista afirma que desempenho do governo justifica reeleição e aponta abstenção como desafio para a campanha contra Flávio

Isabela Jordão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da votação do último domingo, 4 | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 5, que “não há razão econômica, social e política” para que não seja reeleito no segundo turno das eleições. O petista terminou a primeira etapa da disputa com 45% dos votos, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47%.

Durante uma reunião de coordenação da campanha, em Brasília, Lula afirmou que os indicadores do governo são positivos e citou a segurança pública como um dos temas que precisam ser enfrentados na reta final da disputa.

Segundo o presidente, a União precisa ampliar sua participação no combate ao crime organizado. Ele atribuiu aos Estados a maior parte da responsabilidade pela segurança pública desde a Constituição de 1988.

“Em 1988, a responsabilidade passou para os Estados. Ficou claro que o Estado sozinho não dá conta. A bandidagem cresceu, ficaram sofisticados, entraram no Poder Judiciário, partidos, clubes de futebol”, disse.

Dos quase 159 milhões de eleitores no Brasil, 125 milhões compareceram às urnas | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Lula afirmou que uma das respostas do governo para a questão foi o envio ao Congresso da PEC da Segurança. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro, mas ainda não foi analisada pelo plenário.

“O que pudemos fazer foi mandar para o Congresso uma medida que a União tomaria mais conta”, declarou o petista. A expectativa do governo é conseguir apoio dos senadores para avançar com a proposta e reforçar, ainda no segundo turno, o discurso de combate ao crime organizado.

Na avaliação de Lula, outro desafio das próximas três semanas será mobilizar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. O presidente disse que a campanha precisa convencer esse grupo a participar da decisão.

“Vocês acham que eu não fiquei decepcionado? Eu sempre quero ganhar no primeiro turno. São 30 milhões de pessoas que não foram votar. O que aconteceu com elas?”, afirmou.

Da esquerda para a direita: Haddad, Tebet, Lula, Marina Silva e Alckmin, durante votação neste domingo, 4; nenhum dos ministros foi eleito | Foto: Reprodução

Lula disse que a ausência pode estar relacionada ao desinteresse do eleitorado e atribuiu à própria campanha a tarefa de tentar reverter esse cenário. “Temos que convencer, a possível causa é desinteresse, e a responsabilidade é nossa.”

Abstenção supera 33 milhões

O primeiro turno registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21% do eleitorado apto, estimado em 158,7 milhões de pessoas. É o maior porcentual de abstenção desde 1998, quando chegou a 21,5%.

O número também supera o registrado nas eleições de 2022, quando 32,7 milhões de eleitores deixaram de votar. A quantidade de ausentes vem crescendo nos últimos pleitos: foram 27,7 milhões em 2014 e 29,9 milhões em 2018.

Quem não votou precisa justificar a ausência à Justiça Eleitoral no prazo de 60 dias. Se a justificativa não for apresentada ou não for aceita, o eleitor fica sujeito ao pagamento de multa de R$ 3,51.

'Agora é importante ter debate na televisão', diz Lula sobre o 2º turno

Presidente evitou confrontos com adversários no 1º turno e chegou a dizer que preferia discussões entre apenas 2 candidatos

Isabela Jordão


Lula bebe água durante evento da Petrobras | Foto: Reprodução/YouTube | Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 5, que considera importante participar de debates na televisão no segundo turno das eleições. A declaração ocorre depois de o petista ter evitado confrontos com adversários no primeiro turno e de ter minimizado o formato dos debates realizados durante a campanha.

“Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête, um contra um, é cada um podendo se explicar”, disse Lula durante uma reunião pública com a coordenação de sua campanha.

A mudança de posição ocorre um dia depois de o primeiro turno terminar com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula. O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente ficou com 45,16%, diferença de 1,87 ponto porcentual.

Estúdio vazio da TV Globo no Rio de Janeiro; por causa de decisões judiciais, emissora cancelou debate com candidatos a presidente da República — Rio de Janeiro (RJ), 1°/10/2026 | Foto: Manoella Mello/Globo

Estratégia diferente no primeiro turno

Durante a primeira etapa da disputa, Lula e sua campanha recusaram convites para debates promovidos por emissoras de televisão, entre eles os organizados pela Band e pela Globo. A estratégia adotada pela campanha priorizou comícios e entrevistas individuais.

A avaliação dos aliados era que debates com vários candidatos poderiam transformar o presidente em alvo de ataques e provocar desgaste eleitoral. A campanha também concentrou esforços em aparições públicas e conversas individuais com veículos de comunicação.

Lula havia agendado participação no Flow Podcast durante o horário em que aconteceria o debate presidencial na Globo | Foto: Reprodução/YouTube

A ausência de Lula também contribuiu para o cancelamento do debate presidencial previsto pela TV Globo às vésperas do primeiro turno. O petista havia defendido a ideia de que o modelo com vários candidatos não seria o mais adequado para a disputa.

Em entrevista ao Flow Podcast durante a campanha, Lula afirmou que preferia os debates do segundo turno. Para o presidente, a presença de apenas dois candidatos permite uma discussão entre concorrentes em condições semelhantes.

A nova etapa da eleição está marcada para 25 de outubro. Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência depois de nenhum dos dois alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

Lula se declara candidato 'antissistema' e critica 'promiscuidade' do STF

Presidente defende debate sobre escolha e mandato de ministros; campanha busca reduzir abstenções e ampliar votos no Nordeste

Letícia Alves


Lula durante reunião de coordenação, em Brasília | Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 5, ser o único candidato “antissistema” e criticou o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele participou de uma reunião com aliados para definir estratégias para o segundo turno, no qual disputará a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro.

“Porque só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato”, disse o petista, que busca seu quarto mandato. “E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias.”

O presidente defendeu um debate com a sociedade sobre os critérios de escolha dos ministros do STF e a possibilidade de estabelecer mandatos. “A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei”, afirmou.

Campanha de Lula mira eleitores que não votaram

Lula pediu a aliados que busquem os votos de quem não compareceu às urnas no primeiro turno. A abstenção chegou a mais de 33,4 milhões de pessoas, ou 21,08% do eleitorado apto a votar. Segundo ele, a campanha tem a responsabilidade de despertar o interesse dessas pessoas pelas eleições. O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

O presidente também cobrou autocrítica da equipe. “A gente não tem que ficar procurando defeito que os outros cometeram que pode ter nos prejudicado”, declarou. “Não. Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio.”

Lula demonstrou confiança na vitória e abordou a segurança pública. Ele afirmou que os Estados não conseguem enfrentar o crime sozinhos. “O Estado sozinho não dá conta da segurança pública”, disse.

Depois da reunião, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que “o segundo turno é uma outra eleição” e que Lula “saberá dialogar” com o Congresso Nacional. Ele definiu a disputa como um confronto direto de projetos.

Já ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que a campanha também buscará ampliar a votação no Nordeste e reduzir as abstenções.

Eleições: Marco Rubio afirma que Donald Trump acompanhará segundo turno entre Lula e Flávio

Foto: Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentou, nesta segunda-feira (5), o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, que confirmou a disputa do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcada para 25 de outubro.

"Foi para o 2º turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam", disse Rubio.

O secretário americano indicou ainda que o presidente Donald Trump acompanhará o confronto entre os dois candidatos ao Palácio do Planalto. Rubio, no entanto, não citou o nome de nenhum dos dois.

Kassio Nunes avalia atender pedido para libertar Jair Bolsonaro logo depois do segundo turno das eleições

Por Edu Mota, de Brasília
Foto: Reprodução Redes Sociais

O pedido de revisão criminal apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos advogados de Jair Bolsonaro, que tem o objetivo de buscar a anulação da condenação do ex-presidente, pode vir a ser julgado após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro. Além do julgamento, há a possibilidade de concessão de uma liminar para soltura de Jair Bolsonaro até a análise da decisão favorável pelo plenário do STF.

Segundo revela reportagem da Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes Marques tem dito a interlocutores que pretende emitir uma decisão sobre o pedido após o segundo turno, seja quem for o vencedor da eleição presidencial. Kassio teria expressado entendimento de que houve uma série de “exageros” no julgamento da trama golpista pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

A defesa de Jair Bolsonaro alega em seu pedido que a anulação da sentença proferida pela Primeira Turma do STF repararia o que consideram um erro cometido pelo Judiciário. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

Os advogados do ex-presidente sustentam que houve cerceamento de defesa, alegando dificuldades para acessar e analisar o grande volume de arquivos disponibilizados durante a investigação. Também foi anexado um parecer técnico que aponta supostas falhas na coleta e preservação de provas digitais, incluindo mensagens extraídas de aparelhos celulares.

Outro ponto salientado pelos advogados afirmam que a ausência de arquivos originais e a forma de registro de determinadas mensagens comprometem a possibilidade de auditoria e verificação da integridade das provas contra Jair Bolsonaro.

A interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes, que é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado. O ministro tem dito que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições.

A um auxiliar, o ministro afirmou a um auxiliar, segundo a Folha, que já refletiu sobre o pedido de revisão criminal e concluiu que houve excessos no julgamento, como, por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada. O ministro avalia que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação sobre a trama golpista a serem contestados.

Uma eventual decisão sobre a revisão do julgamento que condenou Jair Bolsonaro e outras pessoas ligadas ao governo anterior teria que passar pelo plenário do STF. Já uma medida liminar pela soltura do ex-presidente poderia continuar válida até que aconteça esse julgamento.

A eventual soltura do ex-presidente atenderia ao discurso do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tem dito que o seu pai “vai subir a rampa” com ele, caso vença as eleições no segundo turno. Uma eventual decisão favorável à revisão criminal poderia, nesse caso, acontecer antes do indulto prometido ao pai por Flávio, mas que só pode ser decretado após ele ser empossado como presidente.

Gigante dos ônibus vence a falência e ressurge após 5 anos fechada

Empresa completou 80 anos de existência em 2026

Por Edvaldo Sales
Empresa completou 80 anos de existência em 2026 - Foto: Divulgação

A Busscar era uma tradicional fabricante brasileira de carrocerias de ônibus com sede em Joinville, Santa Catarina. A empresa foi fundada em 1946 pelos irmãos Augusto Bruno Nielson e Eugênio Nielson.

A gigante iniciou suas atividades com a marca Nielson, alterada em 1989 para Busscar.

A crise de 2012 e a decretação da falência

Após uma crise em 2012, a Justiça decretou a falência do Grupo Busscar. Depois disso, a produção foi interrompida e a indústria ficou sem atividade.

O ano de 2017 foi marcado por uma virada no caso, pois foi quando as fábricas de Joinville, Pirabeiraba e Rio Negrinho e a marca foram adquiridas em um processo judicial.

A mudança para Carbuss e a retomada das produções

Os novos proprietários assumiram os parques fabris e criaram a Carbuss em junho, anunciando o retorno da produção de ônibus sob a tradicional marca catarinense.

A fábrica passou por atualização de estrutura e processos e, em maio de 2018, a produção dos ônibus Busscar recomeçou em Joinville sob uma nova empresa, a Carbuss Indústria Catarinense de Carrocerias.

A empresa teve a oportunidade de trilhar novos caminhos. Em 2023, foi apresentada a família NB1. Depois, em 2026, quando a história iniciada pelos irmãos Nielson chegou aos 80 anos, novos modelos passaram a integrar o portfólio da fabricante.

Vídeo: motorista arranca passageira de 59 anos de carro pelos cabelos e a joga na rua

Passageira teria pedido para que ele não parasse em ponto por considerar o local perigoso

Por Leilane Teixeira
A passageira teria pedido para que ele não parasse naquele ponto por considerar o local perigoso - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma mulher de 59 anos foi agredida e retirada à força de um carro de aplicativo durante uma corrida em Curitiba. A vítimas foi identificada como Elétia Gomes e câmeras de segurança registraram o momento em que a passageira é puxada pelos cabelos para fora do veículo e jogada na calçada.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, ela havia embarcado no bairro Tatuquara quando, durante o percurso, o motorista informou que precisaria alterar a rota para ir ao banheiro.

A passageira teria pedido para que ele não parasse naquele ponto por considerar o local perigoso. Após o pedido, conforme o relato da vítima, o motorista interrompeu a corrida e saiu do veículo.

Início das agressões

Elétia contou que chegou a soltar o cinto de segurança para desembarcar, mas o homem abriu a porta traseira e começou a puxá-la pelos cabelos. Como ainda estava presa ao cinto, ela afirmou ter sido puxada com força diversas vezes antes de conseguir sair do automóvel.

As imagens de uma câmera de segurança mostram a mulher sendo retirada do banco traseiro e lançada na calçada.

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) foi acionada e encontrou a passageira abalada e com ferimentos. Ela apresentava sangramento no joelho, escoriações no braço e teve a calça rasgada durante a agressão. A vítima também relatou ter perdido tufos de cabelo.

Antes que o motorista deixasse o local, Elétia conseguiu fotografar a placa do veículo e obter os dados dele por meio do aplicativo. Policiais realizaram buscas na região, mas o suspeito não foi encontrado naquele momento.

Nesta segunda-feira, 5, a mulher prestou depoimento à Polícia Civil do Paraná (PC-PR) e passou por exame de corpo de delito na Polícia Científica.

Contas foram bloqueadas

Após o episódio, Elétia relatou que teve a própria conta na Uber bloqueada porque o motorista também fez uma denúncia contra ela na plataforma.

Procurada sobre o caso, a Uber informou que a conta da passageira foi posteriormente reativada e que o cadastro do motorista envolvido na ocorrência foi desativado.

A empresa afirmou ainda que considera o uso de violência inaceitável, disponibilizou a cobertura de seguro prevista para as viagens realizadas pela plataforma e declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Lula eleva tom contra STF e defende mudanças no Judiciário

Presidente atribui desgaste eleitoral a escândalos na Corte

Por Rodrigo Tardio
Presidente não escondeu contrariedade com a necessidade de disputar nova etapa - Foto: Foto: Ricardo Stuckert.

Na primeira manifestação política após a apuração das urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva direcionou o foco das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante encontro com a base aliada realizado nesta segunda-feira, 5.

O chefe do Executivo elevou a temperatura do discurso ao abordar o impacto de controvérsias recentes do Judiciário na campanha eleitoral.

​“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte”, declarou Lula, referindo-se às denúncias de proximidade entre magistrados e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Reformulação

Diante de governistas, o petista voltou a pregar uma reformulação profunda no sistema judiciário, sugerindo que a sociedade participe do debate sobre a fixação de mandatos por tempo determinado e novos critérios de escolha para os integrantes do Tribunal.

​Nos bastidores da campanha, correligionários apontam que o desgaste provocado pela associação de Lula ao ministro Alexandre de Moraes e aos episódios envolvendo Vorcaro cobrou um preço alto no desempenho das urnas.

​O presidente não escondeu a contrariedade com a necessidade de disputar uma nova etapa. "Vocês pensam que eu não fiquei decepcionado? Toda eleição eu fico decepcionado, porque todas eu quero vencer no primeiro turno”, admitiu.

​Balanço das urnas

​Com 100% da apuração concluída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador Flávio Bolsonaro encerrou a primeira fase na liderança, com 56.104.503 votos (47,03% dos válidos). Lula obteve 53.879.538 votos (45,16%), registrando uma perda de 3.379.966 eleitores em comparação à sua votação no primeiro turno do pleito de 2022.

Não votaram nem em si mesmos: veja candidatos com zero votos

Os candidatos disputaram vagas nas Assembleias Legislativas de cinco estados

Por Beatriz Rego
Raimundo Aguiar, Luiz Damião, Luiz Augusto, Chagas Enfermeiro, Mouracia, Dr. Pedro Benevides e Renilda Rocha terminaram com zero votos computados. - Foto: TSE

Segundo dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sete candidatos a deputado estadual terminaram o primeiro turno das Eleições 2026 com zero votos computados.

Os candidatos disputaram vagas nas Assembleias Legislativas de cinco estados: 

Goiás, Acre, Pará, Roraima e Pernambuco.

Confira a lista completa:

Dr. Pedro Benevides (PRD) — Acre;
Renilda Rocha (Solidariedade) — Acre;
Raimundo Aguiar (DC) — Goiás;
Luiz Damião (DC) — Pará;
Luis Augusto (Mobiliza) — Pernambuco;
Mouracia (Mobiliza) — Pernambuco;
Chagas Enfermeiro (DC) — Roraima.

No caso de Mouracia e Luis Augusto, ambos do Mobiliza de Pernambuco, os votos aparecem indeferidos como “anulados sob judice”. Nos outros cinco casos, a classificação consta como “válido”.

A situação “sob judice” indica que há uma questão judicial pendente relacionada à candidatura. Segundo o TSE, mesmo com o registro indeferido, os candidatos podem continuar na disputa enquanto houver recurso.

Mega-Sena acumula e sorteio pode pagar R$ 92 milhões

Premiados serão revelados na noite desta terça-feira, 6

Por Franciely Gomes
O sorteio pode acumular novamante caso não haja vencedor - Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil

O prêmio da Mega-Sena foi acumulado novamente. Sem vencedores registrados no último sábado, 3, o concurso 3067, da Caixa Econômica Federal, pretende pagar R$ 92 milhões na noite desta terça-feira.

O sorteio será realizado às 21h, em São Paulo, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista. No entanto, ele será transmitido ao vivo, através das redes sociais da Caixa Econômica.

Caso não haja vencedor majoritário, o valor pode ser distribuído entre aqueles que acertarem 5,4 ou 3 números. Não havendo acertador em qualquer faixa, esse dinheiro acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Ainda dá tempo de apostar?

Os concursos da Mega-Sena costumam encerrar suas apostas cerca de uma hora antes do sorteio oficial, às 20 horas. Os jogos podem ser feitos de maneira presencial, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, ou on-line, através do site ou aplicativo do banco.

O bilhete simples custa R$ 6 e permite que a pessoa aposte em seis números. Contudo, os jogos feitos pelo site da Caixa possuem um valor mínimo de aposta, que custa R$ 30, e permite realizar uma ou mais apostas.

Caso queira apostar em sete números, a pessoa deverá pagar um valor mínimo de R$ 35.

Após 1° turno, Jair Bolsonaro pede a Moraes para receber Flávio

Defesa do ex-presidente enviou pedido ao ministro do STF, Alexandre de Moraes

Por Ane Catarine
O senador Flávio Bolsonaro (PL) segurando um quadro do pai - Foto: Divulgação/Charles Vieira

Um dia após Flávio Bolsonaro (PL) avançar ao segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na segunda-feira, 5, que autorize uma visita do senador ao pai.

Por decisão do magistrado, Flávio está impedido de visitar o pai, que cumpre prisão domiciliar, até 11 de outubro.

Na petição, a defesa pede, como medida principal, o restabelecimento do regime regular de visitas a Bolsonaro.

Como alternativa, a defesa pede que Moraes autorize uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro. O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

Segundo os advogados, o encontro teria caráter “exclusivamente familiar” e seria realizado em data e horário previamente combinados.

Entenda a suspensão das visitas

Em 13 de julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai.

A decisão ocorreu depois que o senador tornou pública uma carta escrita por Bolsonaro, na qual o ex-presidente o autorizava a atuar como seu porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Na decisão, Moraes afirmou que uma das medidas cautelares impostas a Bolsonaro era a proibição de “utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

TÁ ROLANDO NA REDE


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira é eleita deputada federal

Ana Carolina Oliveira entrou na política após a morte da filha, Isabella Nardoni, em 2008
Wladmir Pinheiro

Ana Carolina Oliveira critica Tremembé Crédito: Reprodução

A vereadora de São Paulo Ana Carolina Oliveira (Podemos) foi eleita deputada federal neste domingo (4). Ela recebeu mais de 245 mil votos e foi a 2ª candidata mais votada do partido. O Podemos terá seis cadeiras na Câmara dos Deputados na próxima Legislatura.

Ana Carolina Oliveira entrou na política após a morte da filha, Isabella Nardoni, em 2008. A menina foi assassinada pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Ana Carolina Jatobá.

MULHER BRABA SE RECUSA SAIR DA FRENTE DA URNA - POLICIA ALGEMOU E CONDUZIU - VEJA O VÍDEO

 


'Está decretado o fim da era do PT', diz Flávio depois de 1º turno

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro conquistou 47% dos votos, enquanto Lula teve 45%

Uiliam Grizafis


Flávio Bolsonaro (PL) fala com jornalistas depois da vitória no primeiro turno das eleições de 2026 sobre seu oponente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) comemorou o resultado do primeiro turno das eleições neste domingo, 4. Com 99% das urnas apuradas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47% dos votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 45%.

Flávio disse estar “feliz com o resultado”. “Quase 56 milhões de brasileiros me deram um voto de confiança para a mudança”, disse. “Os institutos de pesquisas diziam que estávamos atrás nas pesquisas. Está decretado o fim da era do PT.”

Flávio diz estar feliz com o resultado do primeiro turno

O candidato afirmou que o governo petista deixa o Brasil com recorde de mulheres assassinadas, pessoas endividadas, impostos altos e empresas fechadas.

Flávio disse estar feliz porque seu governo pretende resgatar a democracia no país. De acordo com o filho do ex-presidente, “Lula só quer o poder porque já disputou sete eleições”.

“Estou preocupado com o futuro do Brasil”, disse. “Sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição porque preciso só de um mandato. Quero a oportunidade de cuidar do povo brasileiro.”

A postura de Gonet e Mendonça no TSE

Vice-presidente do TSE passou boa parte do tempo de costas para o PGR, durante coletiva sobre o 1° turno das eleições de 2026

Cristyan Costa
Matheus Santos


O procurador-gera da República, Paulo Gonet (à esq.), e o vice-presidente do TSE, André Mendonça, durante coletiva de imprensa sobre o 1° turno das eleições de 2026 - 4/4/2026 | Foto: Matheus Santos/Revista Oeste

Durante uma coletiva de imprensa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ocorreu neste domingo, 4, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se sentaram lado a lado.

Em boa parte da cerimônia, que ocorreu após o término do primeiro turno da eleição de 2026, Mendonça ficou de costas para Gonet, enquanto o PGR permaneceu estático olhando para a plateia composta de jornalistas. Ambos não se olharam.

Há algumas semanas, na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia ter investigado o ministro Alexandre de Moraes, Mendonça leu trechos de mensagens de WhatsApp do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, que citavam Gonet. O PGR teria supostamente envolvimento com o Master.

Antes de Mendonça encerrar a fala em que mencionava o PGR, o decano do STF, Gilmar Mendes, tomou a palavra para insultar Mendonça. Mendes acusou o colega de “desfaçatez”.

Direita amplia presença no Senado

PL conquistou 19 das 54 vagas em disputa

Edilson Salgueiro


A renovação deste ano alcançou dois terços do Senado | Foto: Divulgação/Oeste

O Novo e o Partido Liberal (PL) conquistaram 22 das 54 cadeiras do Senado em disputa neste domingo, 4. Esse resultado corresponde a mais de 40% das vagas renovadas. A legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro respondeu pela maior parte desse desempenho, com 19 senadores eleitos, enquanto o Novo conquistou três cadeiras.

No Distrito Federal, venceram Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Em Mato Grosso do Sul, foram eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar. No Rio de Janeiro, Carlos Portinho e Carlos Jordy conquistaram as duas vagas. Em Santa Catarina, o partido repetiu o resultado com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.

A legenda também elegeu Márcio Bittar, no Acre; Nicoletti, em Roraima; Fernando Máximo e Bruno Scheid, em Rondônia; Eduardo Gomes, no Tocantins; Gustavo Gayer, em Goiás; José Medeiros, em Mato Grosso; Domingos Sávio, em Minas Gerais; André do Prado, em São Paulo; Filipe Barros, no Paraná; e Ubiratan Sanderson, no Rio Grande do Sul.

O Novo conquistou as outras três cadeiras desse grupo. Lahesio Bonfim venceu no Maranhão; Deltan Dallagnol, no Paraná; e Marcel van Hattem, no Rio Grande do Sul.

Com isso, PL e Novo elegeram senadores nas cinco regiões do país. O PL teve o melhor desempenho no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul, onde também conseguiu as quatro dobradinhas.

A renovação deste ano alcançou dois terços do Senado. Os 54 eleitos terão mandato de oito anos, de 2027 a 2035. Eles se juntarão aos 27 senadores escolhidos em 2022, cujos mandatos terminam em 2031.

Filipe Barros, Sergio Moro e Deltan Dallagnol foram eleitos neste domingo | Foto: Reprodução/ Redes sociais

A direita espalhada em outros partidos

O resultado da direita não se restringe aos candidatos eleitos pelas duas legendas. Há vencedores de outros partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência.

Em São Paulo, Guilherme Derrite, eleito pelo PP, declarou apoio a Flávio. Durante a campanha, afirmou que sua entrada no Progressistas ocorreu sob a condição de poder manter esse apoio. Derrite chegou a dizer que havia “possibilidade zero” de o PP paulista não apoiar o candidato do PL.

No Amazonas, Plínio Valério, do PSDB, declarou que votaria em Flávio para presidente. A posição na disputa nacional não significou uma aliança automática com o PL no Estado, onde Plínio manteve a própria composição política.
Taka Yamauchi, Ana Carolina Serra, André do Prado, Guilherme Derrite e Paulo Serra | Foto: Divulgação

Em Roraima, Teresa Surita, do MDB, declarou apoio a Flávio meses antes da votação. Ela conquistou uma das duas vagas. A outra ficou com Nicoletti, do PL.

No Espírito Santo, Evair de Melo, do Republicanos, também apoiou Flávio e foi eleito senador.

No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim, do Podemos, declarou apoio ao candidato do PL. Em outro momento da campanha, afirmou estar “retraído” em relação a Flávio, mas disse que não havia retirado o apoio.

No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem mudou o voto presidencial nos últimos dias da campanha. O candidato do Novo havia apoiado Romeu Zema, seu correligionário, mas anunciou que votaria em Flávio no primeiro turno. Ubiratan Sanderson, eleito pelo PL no mesmo Estado, também declarou apoio ao candidato.
Luciano Zucco (esq.), Van Hattem (centro) e Sanderson (dir.) foram eleitos neste domingo | Foto: Divulgação/Equipe Van HattemImpeachment de Moraes entra em pauta

A direita tratou a renovação do Senado como uma oportunidade de aumentar a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente sobre Alexandre de Moraes. O ministro acumulava 67 pedidos de impeachment no Congresso em setembro. Naquele mês, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que havia 109 pedidos contra ministros do STF.

Moraes tornou-se o principal alvo depois de anos de embates com parlamentares da oposição e, mais recentemente, da divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro no contexto do escândalo do Banco Master.

O assunto entrou na campanha eleitoral. Em agosto, Flávio Bolsonaro reuniu candidatos ao Senado em Brasília e perguntou aos presentes se eram favoráveis ao impeachment de Moraes. Entre os participantes estavam Bia Kicis (PL-DF), Evair de Melo (Republicanos-ES), Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Guilherme Derrite (PP-SP). Os candidatos responderam afirmativamente. Os quatro foram eleitos neste domingo.

Moraes participa de evento onde recebeu homenagem do Ministério Público de São Paulo – 30/8/2024 | Foto: Carla Carniel/Reuters

A Constituição entrega ao Senado o poder de processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. Atualmente, são necessários 54 dos 81 votos para a abertura de um processo contra um ministro do STF, conforme decisão do Supremo de dezembro de 2025. Uma eventual condenação também exige dois terços da Casa.

A Presidência do Senado continua sendo outro foco de disputa. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou em setembro um projeto para estabelecer prazo de 30 dias úteis para o presidente da Casa decidir sobre pedidos contra ministros do STF. Se não houver decisão, a competência passaria à Mesa Diretora. O texto também prevê recurso ao plenário contra o arquivamento, que precisaria de 49 votos para prosperar.

Os 22 senadores eleitos por PL e Novo, sozinhos, não alcançam os 54 votos necessários. O impeachment de Moraes, contudo, também encontra apoio entre vencedores de outras legendas. Gracinha Caiado (União-GO), Mauro Mendes (União-MT), Plínio Valério (PSDB-AM), Teresa Surita (MDB-RR) e Styvenson Valentim (Podemos-RN) estão entre os eleitos que já se manifestaram favoravelmente ao afastamento de ministros do STF ou à abertura de processo contra Moraes.

Esquerda conquista 11 vagas

PT, PSB, PDT e Rede elegeram 11 dos 54 senadores escolhidos neste domingo. O PT conquistou seis cadeiras. Na Bahia, o partido elegeu Rui Costa e Jaques Wagner. Também venceram Humberto Costa, em Pernambuco; Samanda, no Rio Grande do Norte; Rogério Carvalho, em Sergipe; e Marília Campos, em Minas Gerais.

O PSB elegeu três senadores: Cid Gomes, no Ceará; João Azevêdo, na Paraíba; e Renato Casagrande, no Espírito Santo.

Marília Arraes conquistou uma vaga pelo PDT em Pernambuco. Luizianne Lins venceu pela Rede no Ceará.

As quatro legendas ficaram, juntas, com 11 das 54 vagas, ou 20,4% da renovação.

A eleição deste domingo definiu 54 dos 81 integrantes do próximo Senado. Os outros 27 foram eleitos em 2022 e permanecem no cargo até 2031. Para medir o tamanho efetivo dos grupos políticos na próxima legislatura, é necessário juntar as duas partes.

Confira a lista dos senadores eleitos

Norte

Acre: Márcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
Amapá: Rayssa Furlan (Pode) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
Pará: Hélder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
Roraima: Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
Rondônia: Dr. Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Tocantins: Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

Nordeste

Alagoas: Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
Bahia: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
Ceará: Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede)
Maranhão: Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
Paraíba: João Azevêdo (PSB) e Veneziano (MDB)
Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
Piauí: Marcelo Castro (MDB) e Júlio César o Julim do Lula (PSD)
Rio Grande do Norte: Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
Sergipe: Rogerio Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)

Centro-Oeste

Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Goiás: Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
Mato Grosso: Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)

Sudeste

Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
Rio de Janeiro: Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)

Sul

Paraná: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
Rio Grande do Sul: Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo)
Santa Catarina: Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)

Nikolas e Pavanato superam 3 mi de votos para a Câmara; veja os 10 mais bem votados

Parlamentares do PL foram os primeiros candidatos a alcançar a marca

Uiliam Grizafis


Com mais de 99% das urnas apuradas em Minas Gerais, Nikolas somava 3.098.411 votos. Em São Paulo, Pavanato tinha 3.035.501 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) são os primeiros candidatos a superar a marca de 3 milhões de votos para deputado federal na história da Câmara. Os dados foram registrados durante a apuração das eleições deste domingo, 4.

Com mais de 99% das urnas apuradas em Minas Gerais, Nikolas somava 3.098.411 votos. Em São Paulo, Pavanato tinha 3.035.501 votos, com mais de 98% das urnas apuradas.

O político paulista liderou o ranking durante boa parte da apuração, mas foi ultrapassado por Nikolas na reta final. Os números ainda podem sofrer alterações até a conclusão da apuração.

Os dois candidatos também superaram a marca obtida por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), eleito deputado federal por São Paulo em 2018 com 1,8 milhão de votos. Nikolas também ultrapassou a própria votação de 2022, quando foi eleito pela primeira vez para a Câmara, com 1,4 milhão de votos.

Quem são Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato

Nikolas, de 30 anos, nasceu em Belo Horizonte (MG) e é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) Minas. Em 2020, foi o vereador mais bem votado da capital mineira, com 29 mil votos. Dois anos depois, tornou-se o deputado federal mais bem votado do Brasil.

Pavanato, aos 28 anos, começou a carreira política em 2018, como estagiário no gabinete do então vereador Fernando Holiday. Em 2022, concorreu a deputado estadual pelo Novo. Recebeu mais de 36 mil votos e ficou como suplente.

Ranking dos deputados mais bem votados

Entre os dez deputados mais bem votados até o momento, seis são ligados a partidos de direita e quatro a partidos de esquerda.

O PL tem quatro nomes entre os dez primeiros, seguido pelo Psol, com dois. Novo, Missão, PT e PSB têm um deputado cada um no ranking.

Confira a lista com os dez mais votados até as 21h31:

Nikolas Ferreira (PL-MG): 3.098.411 votos;
Lucas Pavanato (PL-SP): 3.035.501 votos;
Erika Hilton (Psol-SP): 1.595.074 votos;
André Fernandes (PL-CE): 677.957 votos;
Sâmia Bomfim (Psol-SP): 582.727 votos;
Julia Zanatta (PL-SC): 560.170 votos;
Ana Elisa (PT-MG): 521.317 votos;
Kim Kataguiri (Missão-SP): 519.625 votos;
Tabata Amaral (PSB-SP): 476.157 votos; e
Jeffrey Chiquini (Novo-PR): 425.388 votos.

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