Passageira teria pedido para que ele não parasse em ponto por considerar o local perigoso
Por Leilane Teixeira
A passageira teria pedido para que ele não parasse naquele ponto por considerar o local perigoso - Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilUma mulher de 59 anos foi agredida e retirada à força de um carro de aplicativo durante uma corrida em Curitiba. A vítimas foi identificada como Elétia Gomes e câmeras de segurança registraram o momento em que a passageira é puxada pelos cabelos para fora do veículo e jogada na calçada.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, ela havia embarcado no bairro Tatuquara quando, durante o percurso, o motorista informou que precisaria alterar a rota para ir ao banheiro.
A passageira teria pedido para que ele não parasse naquele ponto por considerar o local perigoso. Após o pedido, conforme o relato da vítima, o motorista interrompeu a corrida e saiu do veículo.
Início das agressões
Elétia contou que chegou a soltar o cinto de segurança para desembarcar, mas o homem abriu a porta traseira e começou a puxá-la pelos cabelos. Como ainda estava presa ao cinto, ela afirmou ter sido puxada com força diversas vezes antes de conseguir sair do automóvel.
As imagens de uma câmera de segurança mostram a mulher sendo retirada do banco traseiro e lançada na calçada.
A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) foi acionada e encontrou a passageira abalada e com ferimentos. Ela apresentava sangramento no joelho, escoriações no braço e teve a calça rasgada durante a agressão. A vítima também relatou ter perdido tufos de cabelo.
Antes que o motorista deixasse o local, Elétia conseguiu fotografar a placa do veículo e obter os dados dele por meio do aplicativo. Policiais realizaram buscas na região, mas o suspeito não foi encontrado naquele momento.
Nesta segunda-feira, 5, a mulher prestou depoimento à Polícia Civil do Paraná (PC-PR) e passou por exame de corpo de delito na Polícia Científica.
Contas foram bloqueadas
Após o episódio, Elétia relatou que teve a própria conta na Uber bloqueada porque o motorista também fez uma denúncia contra ela na plataforma.
Procurada sobre o caso, a Uber informou que a conta da passageira foi posteriormente reativada e que o cadastro do motorista envolvido na ocorrência foi desativado.
A empresa afirmou ainda que considera o uso de violência inaceitável, disponibilizou a cobertura de seguro prevista para as viagens realizadas pela plataforma e declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
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