Presidente do STF havia solicitado acesso público aos autos antes de julgamento marcado para terça-feira 15
Mateus Conte
O ministro André Mendonça, durante uma sessão plenária no STF — 11/3/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira, 10, o sigilo da investigação do caso Master. A decisão atende a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin, que também pediu o envio de uma cópia integral dos autos à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros.
Fachin fez o pedido depois de o STF marcar para terça-feira 15 a análise de elementos apresentados pela Polícia Federal sobre uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Mendonça informou que o tribunal já toma as medidas necessárias para compartilhar o material. “Registro, ainda, que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à Presidência e aos Gabinetes dos eminentes ministros”, afirmou o relator.
O ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Montagem/Reprodução/XCaso Master terá julgamento no plenário
Fachin sustentou que o processo relacionado às mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro tem relação direta com o caso Master. Segundo o presidente do STF, cabe ao plenário analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.
No começo da semana, Mendonça já havia retirado o sigilo de parte da investigação em que aparece o nome de Moraes. Um relatório da Polícia Federal aponta uma suposta troca de mensagens entre o ministro e Vorcaro, que teriam conversado diversas vezes sobre o andamento de investigações.
Em uma das mensagens, enviada em 15 de novembro, dois dias antes de Vorcaro ser preso, o banqueiro citou um magistrado da Justiça Federal e perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.
Apenas as diligências que ainda precisam ser realizadas permanecerão sob sigilo. Fachin tomou a medida de ofício, isto é, por iniciativa própria, sem pedido de uma das partes.
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