Senador afirma que tentou convencer autoridades norte-americanas a não taxarem produtos brasileiros
Letícia Alves

O senador Flávio Bolsonaro | Foto: Divulgação/ Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou dos Estados Unidos para o Brasil na noite desta quarta-feira, 8. Ele adiou a volta em um dia para cumprir agenda. Em entrevista no Aeroporto de Washington, o pré-candidato à Presidência da República afirmou que foi “conversar com algumas pessoas para tentar influenciar o governo a não tarifar o Brasil”.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, disse que fez o que Lula deveria ter feito. “Estou fazendo a minha parte, né?”, afirmou. “O que era para o Lula estar fazendo, eu fiz.”
Esta foi a quinta viagem de Flávio aos EUA neste ano. Aliados criticaram a falta de divulgação das atividades. O empresário Paulo Figueiredo criticou a demora na publicação de uma nota depois a audiência. “Depois a gente perde e não sabe por que a militância é desengajada, por que toma de 7 a 1 na imprensa todos os dias”, disse.
Atuação de Flávio no USTR
Na terça-feira 7, Flávio participou de audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão que sugeriu tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na ocasião, ele pediu o cancelamento da medida e afirmou que a taxação poderia favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador acusou o governo Lula de omissão e afirmou que o Itamaraty não enviou representante ao USTR.
O governo, porém, rebateu a fala e declarou que a audiência focava o setor privado, sem proibir políticos. “Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”, afirmou o governo em nota.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.