RADIO WEB JUAZEIRO : Eduardo pede retomada da Magnitsky contra Moraes



terça-feira, 14 de julho de 2026

Eduardo pede retomada da Magnitsky contra Moraes

Publicação ocorre depois de decisão do STF que suspendeu visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Mateus Conte

Eduardo Bolsonaro grava vídeo durante permanência nos Estados Unidos | Foto: X/Divulgação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu, nesta segunda-feira, 13, o restabelecimento das sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu depois de o magistrado suspender, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em inglês, Eduardo relacionou a decisão judicial ao processo eleitoral brasileiro: “Se em um país inteiro apenas um prisioneiro for proibido de se comunicar com seu filho — e candidato à presidência — por razões políticas, essa eleição não deveria, antecipadamente, ser reconhecida como democrática pelos países livres”, afirmou.

Na sequência, o ex-deputado acrescentou: “A sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, deve ser restabelecida”. A sanção mencionada por Eduardo havia sido imposta pelos Estados Unidos contra Moraes em julho de 2025, mas foi revogada em dezembro do mesmo ano.

Eduardo reage à decisão de Moraes sobre carta de Bolsonaro

A declaração foi publicada horas depois da decisão de Moraes, que também determinou que a defesa de Bolsonaro preste esclarecimentos sobre uma carta escrita pelo ex-presidente e divulgada nas redes sociais de Flávio.

O documento reafirma a candidatura presidencial de Flávio, pede união da direita e apresenta o senador como seu “porta-voz“. Para o ministro, há indícios de possível descumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro no regime de prisão domiciliar humanitária.

O ministro determinou que a defesa do ex-presidente apresente explicações em até 48 horas. Além disso, o ministro encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada.

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