RADIO WEB JUAZEIRO : Cama de concreto e sem visitas: o 1º fim de semana de Vorcaro no presídio



segunda-feira, 9 de março de 2026

Cama de concreto e sem visitas: o 1º fim de semana de Vorcaro no presídio

Sem acesso a televisão, tomadas ou aparelhos eletrônicos, o ex-banqueiro depende dos agentes para acender as luzes e acionar o chuveiro

Yasmin Alencar

O banqueiro Daniel Vorcaro teve o cabelo raspado durante estadia na penitenciária de Potim (SP) | Foto: Divulgação/SAP

O início de custódia de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no presídio federal em Brasília, durante o último fim de semana, foi marcado por isolamento rigoroso e rotina controlada. O banqueiro permanece quase integralmente recluso em uma cela, de cerca de 6 metros quadrados, padrão das unidades de segurança máxima, equipada apenas com o essencial: cama de concreto, colchão fino, bancada, banco fixo, pia, vaso sanitário e chuveiro. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

Sem acesso a televisão, tomadas ou aparelhos eletrônicos, Vorcaro depende dos agentes para acender as luzes e acionar o chuveiro, funções controladas por eles em horários definidos, normalmente entre 6h e 22h. Os banhos são diários, limitados a 15 minutos de duração e sempre na parte da manhã. Uma pequena janela próxima ao teto é a única fonte de luz natural no ambiente.

Rotina alimentar e limitações de contato

As refeições marcam o ritmo do dia: são seis ao todo, servidas diretamente na cela. O café da manhã traz fruta, pão, ovo, café ou leite. Depois, há um lanche leve, como fruta ou biscoito. O almoço, principal refeição, inclui proteína, arroz, feijão e salada. Durante a tarde, outro lanche é oferecido, e à noite, o jantar, semelhante ao almoço, vem em menor quantidade, seguido de uma ceia antes do recolhimento.

Vorcaro, assim como os demais detentos, só deixa a cela em situações autorizadas, como o banho de sol diário de duas horas, sempre sob escolta. Tanto o preso quanto a cela passam por revistas regulares feitas pelos agentes. O contato com o mundo exterior é restrito: nos primeiros dias, visitas de familiares e amigos são proibidas, conforme protocolo de adaptação, que pode durar até 20 dias.

Direito de defesa e monitoramento

Durante esse período, apenas advogados têm acesso ao detento, mediante identificação e registro. A defesa do banqueiro solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorização para que a primeira conversa ocorra sem gravação. Os advogados alegam que precisam “discutir de forma confidencial a estratégia jurídica do caso nesta nova fase das investigações”.

Na penitenciária federal, encontros entre presos e advogados costumam ser monitorados por áudio e vídeo, motivo pelo qual a defesa pediu excepcionalidade. Inaugurada em 2018, a unidade federal de Brasília foi criada para custodiar detentos considerados de alto risco ou que possam comprometer a segurança em presídios estaduais.

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