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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Estados Unidos avaliam ofensiva contra Irã, enquanto diplomacia segue sem acordo

O Exército dos EUA informou à Casa Branca que pode lançar ataques já neste próximo fim de semana

Lucas Cheiddi
O presidente Donald Trump discursa para os republicanos da Câmara no centro Donald J. Trump - John F. Kennedy - Washington (DC) | Foto: Divulgação/Governo EUA

A possibilidade de uma ofensiva dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã já nos próximos dias ganhou força, mesmo sem uma decisão definitiva do presidente Donald Trump. A informação repercute na imprensa norte-americana

O Exército dos EUA informou à Casa Branca que pode lançar ataques já neste próximo fim de semana. O aviso veio depois que o órgão reforçou significativamente sua presença aérea e naval no Oriente Médio nos últimos dias.

Trump, segundo pessoas próximas, segue avaliando os prós e contras de uma ação militar e tem ouvido conselhos de assessores e aliados. Contudo, não indicou até agora se dará ou não o aval para a ofensiva nos próximos dias.

“Ele está passando muito tempo pensando nisso”, afirmou uma fonte próxima à CNN Internacional. O clima de incerteza preocupa autoridades, que notam o aumento das tensões.

Negociações diplomáticas e impasses entre EUA e Irã

Enquanto isso, diplomatas iranianos e norte-americanos realizaram conversas indiretas de 3h30, em Genebra, na Suíça, na última terça-feira, 17, mas não chegaram a um acordo. O negociador-chefe do Irã afirmou que as duas partes aceitaram um “conjunto de princípios orientadores”, porém uma autoridade dos EUA ressaltou que “ainda há muitos detalhes a discutir”.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou, nesta quarta-feira, 18, que o Irã deve apresentar mais detalhes sobre sua postura nas próximas semanas. Apesar disso, ela não confirmou se Trump irá suspender ações militares nesse período.

“Não vou estabelecer prazos em nome do presidente dos Estados Unidos”, disse Karoline.

A porta-voz enfatizou que “a diplomacia é sempre sua primeira opção”, mas não descartou o emprego da força. “Há muitas razões e argumentos que podem ser apresentados a favor de um ataque contra o Irã”, disse, ao frisar que o presidente se apoia “antes de tudo” na orientação da equipe de segurança nacional.

Movimentação militar e repercussões
Na imagem, o porta-aviões da Marinha dos EUA USS Gerald R. Ford (CVN-78) navega pelo Oceano Atlântico | Foto: Jackson Adkins/EUA

O secretário de Estado, Marco Rubio, planeja visitar Israel em 28 de fevereiro para se reunir com o premiê Benjamin Netanyahu e compartilhar atualizações sobre as negociações com o Irã. A informação é da CNN Internacional.

A movimentação militar dos EUA, com a possível chegada do porta-aviões USS Gerald Ford e o reposicionamento de aviões da Força Aérea baseados no Reino Unido, aumenta o temor de escalada. O Irã, por sua vez, segue reforçando instalações nucleares com concreto e terra para proteger pontos estratégicos, segundo o Institute for Science and International Security.

Nos discursos recentes, Trump tem evitado mobilizar o Congresso ou a população para uma grande operação militar. Ele se limita a defender que o Irã não obtenha armas nucleares e a sugerir interesse por mudanças no regime, sem detalhar objetivos claros para uma eventual ação militar.

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