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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Deputado pede prisão preventiva de Lulinha por envolvimento em esquema do INSS

Ubiratan Sanderson (PL-RS) envia solicitação à PGR em que alega participação em fraude e risco de fuga por parte do filho do presidente Lula da Silva

Lucas Cheiddi
O deputado gaúcho Ubiratan Sanderson (PL-RS) | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Relatos recentes de delações premiadas que envolvem ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) motivaram o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) a acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira, 25. O parlamentar solicita a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob a acusação de participação em esquema de fraudes no INSS.

Conforme o documento encaminhado ao procurador-geral Paulo Gonet, as colaborações premiadas mostram envolvimento de agentes políticos e empresariais na concessão de descontos indevidos em benefícios previdenciários. O fato afetou milhares de aposentados.

Sanderson alega que Lulinha teria recebido vantagens ilícitas, atuando por meio de intermediários e operadores ligados ao esquema.

Justificativas para prisão preventiva de Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com Sanderson, a medida de prisão preventiva é necessária para garantir a efetividade da lei penal e proteger as investigações. O deputado menciona que Lulinha deixou o país para morar na Espanha logo depois da revelação das denúncias, fato que, segundo ele, demonstra risco de fuga e dificulta a atuação das autoridades brasileiras.

Entre as possíveis infrações atribuídas ao investigado estão corrupção passiva, conforme o artigo 317 do Código Penal, organização criminosa, de acordo com a Lei n° 12.850/2013, e lavagem de dinheiro, conforme a Lei n° 9.613/1998.
Alternativas à prisão e impacto das acusações

No pedido, Sanderson ressalta que a solicitação respeita a presunção de inocência e não representa antecipação de culpa. Caso a PGR rejeite a prisão preventiva, o deputado sugere alternativas, como restrição de saída do país, uso de monitoramento eletrônico e suspensão de atividades empresariais.

O parlamentar descreve o caso como de “gravidade concreta acentuada”, estimando desvios bilionários de recursos destinados a grupos vulneráveis. Sanderson avalia que a posição política e econômica de Lulinha pode dificultar a coleta de provas e influenciar testemunhas enquanto ele permanecer em liberdade, conforme consta no documento enviado à PGR.
Ao portal Metrópoles, o coordenador do grupo Prerrogativas e conselheiro jurídico de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, classificou como “burrice” um requerimento de prisão contra o filho do presidente.

“Deus limitou a inteligência, mas não fez o mesmo com a burrice”, disse. “Não há base para pedido de prisão, porque ele sequer é investigado.”

Conforme Marco Aurélio, o pedido é “mais uma tentativa diversionista de provocar factoides, com objetivo de provocar prejuízos eleitorais para o PT e para o governo e para atacar a honra” do filho do presidente.

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