Acúmulo de sedimentos provocou vazamento na mina de Fábrica, em Ouro Preto, e gerou alagamento com lama industrial
Luis Batistela

A Prefeitura de Congonhas atribuiu o transbordamento às chuvas intensas registradas na região | Foto: Reprodução/Redes sociais
Um vazamento de lama invadiu neste domingo, 25, áreas operacionais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) localizadas entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. O material partiu de uma estrutura pertencente à mineradora Vale. Não há registro de vítimas.
A Vale afirmou que o evento se trata de um extravasamento de água misturada a sedimentos vindo de uma cava na mina de Fábrica, em Ouro Preto. Segundo a mineradora, o episódio não afetou nenhuma comunidade, e as barragens próximas permanecem estáveis e sob monitoramento contínuo.
A Defesa Civil de Minas Gerais, em conjunto com bombeiros, policiais militares e técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, assumiu a coordenação da resposta no local ainda pela manhã. Equipes acompanham os desdobramentos diretamente na área atingida.
A Prefeitura de Congonhas atribuiu o transbordamento às chuvas intensas registradas na região. Segundo a administração municipal, a estrutura tinha a função de armazenar água da chuva. No entanto, o volume concentrado no último sábado, 24, superou a capacidade do reservatório.
O Movimento dos Atingidos por Barragens declarou que o incidente comprometeu o abastecimento de água e paralisou parte das operações nas áreas afetadas. Integrantes do grupo iniciaram articulações com moradores, sindicatos e autoridades públicas.
O episódio ocorre sete anos depois da tragédia de Brumadinho, que matou 272 pessoas em 2019.
Eis a nota da Vale:
“A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa na região. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.
A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.”
Eis a nota da CNS:
“Na madrugada de hoje (25/1), houve uma ocorrência em uma cava pertencente à Mineradora Vale, o que provocou o alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração, incluindo o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades. Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente.
A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas.”
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