Durante a ação policial, o parlamentar teria arremessado o próprio celular pela janela para tentar evitar a apreensão do aparelho pelas autoridades
Yasmin Alencar

O deputado federal Antonio Doido (MDB) | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados
Uma operação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira, 16, apontou a existência de um grupo criminoso responsável por corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo agentes públicos em um esquema de desvio de recursos e ocultação de bens. Entre os principais investigados está o deputado federal Antônio Leocádio dos Santos (MDB-PA), conhecido como “Antônio Doido”.
Durante a ação policial, o parlamentar teria arremessado o próprio celular pela janela para tentar evitar a apreensão do aparelho pelas autoridades.
Esquema de fraudes e ocultação de patrimônio envolvendo Antônio Doido
A Polícia Federal informou que o grupo desviava verbas de emendas parlamentares e recursos estaduais por meio de fraudes em licitações. O dinheiro era utilizado para pagar vantagens indevidas e para esconder patrimônio.
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará declarou que o deputado se beneficiou de recursos públicos para promover sua imagem e influenciar o eleitorado, o que configura abuso de poder político, conforme a sentença do juiz Adelino Arrais Gomes da Silva.
Desdobramentos judiciais e consequências políticas
Foram expedidos 31 mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos no Pará e no Distrito Federal. O relator do processo é o ministro Flávio Dino. Os suspeitos podem responder por corrupção eleitoral, ativa e passiva, crimes em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A decisão judicial publicada em 3 de dezembro determinou a inelegibilidade do deputado até 2032, mas ainda é possível recorrer. O TRE-PA destacou provas de financiamento de eventos, sorteios de prêmios e associação de obras públicas ao nome do parlamentar, com pedidos explícitos de votos.
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