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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Polícia Federal investiga milícia ligada a deputado da Bahia

Grupo agia com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro em Feira de Santana

Luis Batistela
Binho Galinha, deputado estadual da Bahia | Foto: Reprodução/Agência Alba

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 1º outubro, uma operação contra uma milícia suspeita de agir sob influência do deputado estadual baiano Kléber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha (PRD). O parlamentar está entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça.

A ofensiva cumpre dez mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. As autoridades também bloquearam R$ 9 milhões das contas do grupo investigado.

Segundo a PF, a quadrilha atuava em Feira de Santana (BA) e em municípios vizinhos. Os crimes incluem lavagem de dinheiro, agiotagem, extorsão, jogo do bicho e receptação qualificada.

Batizada de Estado Anômico, a operação faz alusão ao colapso de normas e valores sociais. Para a polícia, esse cenário favorece a expansão de organizações criminosas e o sentimento de desordem coletiva.

A ação teve apoio do Ministério Público da Bahia e da Força Correcional Especial Integrada. Os investigadores revelam que o grupo formou uma rede sofisticada para ocultar ganhos ilícitos e intimidar desafetos por meio da força.

PF já prendeu a mulher e filho de Binho Galinha

A operação alcançou a família de Binho. A PF prendeu a mulher do parlamentar, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. Os agentes detiveram os dois em 2023, mas a Justiça os libertou em 2024.

Os investigadores acreditam que João Guilherme movimentava valores ilícitos desde a adolescência. Mesmo menor de idade, ele teria recebido dinheiro do grupo criminoso e repassado cerca de R$ 474 mil ao pai.

Mayana também aparece nas apurações. Relatórios da Receita Federal mostram renda incompatível com os ganhos declarados. Grande parte das transações em seu nome envolvia outros suspeitos já investigados.

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