Sem provas, petistas tentam associar Tarcísio ao crime organizado
Fábio Bouéri

Segundo o governo paulista, Lula usa tragédia para oportunismo político | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Integrantes do governo de São Paulo acusam a gestão Lula da Silva (PT) de tentar transformar as mortes por bebidas alcoólicas adulteradas em um instrumento de disputa política. Auxiliares de Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmam que o Palácio do Planalto busca, sem provas, associar a imagem do Primeiro Comando da Capital (PCC) ao Estado para desgastar a figura do governador, visto hoje como principal nome da direita para vencer o petista nas eleições presidenciais em 2026.
O que motivou a reação paulista foi principalmente uma declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele citou um possível vínculo entre as contaminações e o crime organizado, mas não apresentou provas. A fala gerou desconforto imediato no Palácio dos Bandeirantes, que cobrou evidências concretas.
Lula, o PCC e a investigação sobre bebidas adulteradas
A Polícia Civil de São Paulo conduz cinco inquéritos sobre os casos recentes e afirma que não encontrou indícios de participação do PCC. Investigadores reforçam que a apuração sobre falsificação de bebidas ocorre há anos e nunca registrou conexões com facções criminosas.
As autoridades rejeitam do mesmo modo a hipótese de relação entre as contaminações e as operações contra lavagem de dinheiro em postos de combustíveis deflagradas em setembro deste ano. Para a cúpula paulista, a menção ao PCC é apenas uma estratégia de propaganda dos petistas para promover um eventual desgaste político do atual governador.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, e o próprio governador descartaram essa ligação. “Não há evidência nenhuma de crime organizado nessas destilarias clandestinas”, disse Tarcísio. O embate ocorre em meio às movimentações da direita para a eleição presidencial.
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