Para senador, ministro de Lula 'abandonou a magistratura' e se juntou à esquerda radical'
MYLLENA VALENÇA
Ex-vice-presidente diz que Dino não tem 'imparcialidade' para a magistratura | Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) anunciou que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, não terá o seu voto para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-vice-presidente do governo Bolsonaro afirmou que Dino é um “político de esquerda” e “não representa a imparcialidade necessária” para retornar à magistratura.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, o general pontuou que Dino foi um juiz que “abandonou a magistratura” para se dedicar à carreira política.
O senador lembrou que o atual ministro de Lula elegeu-se deputado federal em 2006 e, ao longo desses quase 18 anos, esteve “única e exclusivamente voltado para a política”.
Para o ex-vice-presidente, Dino é um político que adentrou “no campo da esquerda radical”.
“Não vejo em sua figura a imparcialidade necessária para assumir um cargo na mais alta Corte”.
Campanha
Escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga da ex-ministra Rosa Weber no Supremo, Flávio Dino está em campanha para que o Senado valide a sua indicação.
Sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ocorrerá no dia 13 de dezembro.
Em suas articulações para ganhar votos, ele entregou, nesta quinta-feira, 30, uma carta aos senadores que integram a Comissão. O atual ministro garantiu que irá atuar de maneira “imparcial e técnica” no STF, caso seja aprovado pelo Senado.
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