Lacalle Pou condenou a violação dos direitos humanos em território venezuelano
REDAÇÃO OESTE
Lacalle Pou disse que não há democracia na Venezuela | Foto: Reprodução/YouTubeDurante a Cúpula do Mercosul, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, constrangeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cena ocorreu nesta terça-feira, 4, quando o líder uruguaio criticou a ditadura venezuelana.
“Todos sabemos o que pensamos sobre o regime venezuelanos”, disse Lacalle Pou, uma semana depois de Lula afirmar que o conceito de democracia é relativo. “Todos temos uma opinião clara. É preciso sermos objetivos.”
O presidente do Uruguai disse que “está claro que a Venezuela não vai se tornar uma democracia saudável”, e a inelegibilidade da principal opositora de Nicolás Maduro provaria essa tese.
“Uma candidata como María Corina Machado, com enorme potencial, é desqualificada por motivos políticos, e não jurídicos”, afirmou Lacalle Pou.“Tribunal Internacional retoma investigação de crimes contra a humanidade na Venezuela”
O presidente do Uruguai disse que a violação dos direitos humanos na Venezuela deve ser tema de debate no Mercosul, porque os países que compõem o bloco dizem defender a democracia.
“Creio que o Mercosul tenha de dar um sinal claro para que o povo venezuelano possa encaminhar-se a uma democracia plena, que, claramente, hoje não existe”, disse Lacalle Pou.
Quem é a principal opositora de Maduro?
María Corina Machado está inelegível | Foto: Reprodução/InstagramA declaração do presidente Uruguai que constrangeu Lula tem María Corina Machado como personagem principal. A ditadura da Venezuela a proibiu de exercer cargos públicos por 15 anos, de acordo com a Controladoria-Geral.
De acordo com o órgão, María Corina cometeu irregularidades administrativas na época em que era deputada, de 2011 a 2014.
A Controladoria-Geral estabeleceu a mesma punição em 2015, mas com validade de apenas um ano. Agora, o afastamento por tempo maior ocorreu porque María Corina apoiou sanções dos Estados Unidos contra Maduro.
Esse caso aconteceu no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por 5 votos a 2, a Corte decidiu afastá-lo dos cargos eletivos por oito anos. O general Braga Netto, candidato à Vice-Presidência em 2022, está livre.
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