Farmacêutica responsável pelo desenvolvimento da injeção pretende dialogar com as autoridades de saúde pública para oferecer no SUS
REDAÇÃO OESTE

A injeção de nome 'inclisirana' é da farmacêutica Novartis | Foto: Reprodução/Pixabay
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 19 de junho, um novo medicamento para combater o colesterol.
O medicamento pode ajudar a reduzir o risco de infarto e derrame em indivíduos que já tiveram esses problemas. A injeção, de nome “inclisirana”, é da farmacêutica Novartis.“Anvisa alerta: misturar produtos de limpeza pode intoxicar”
Uma pesquisa encomendada pela farmacêutica à Ipsos, empresa especialista em pesquisa de mercado e opinião pública, mostrou que, dos mil entrevistados, 80% disseram conhecer o termo “colesterol” e 64% dos brasileiros desconhecem seu risco cardiovascular.
O objetivo do remédio é controlar o colesterol ruim (LDL), um dos principais fatores de risco por trás desses eventos cardíacos. Ele age bloqueando temporariamente a produção de uma proteína chamada PCSK9, que é responsável por degradar os receptores que captam o LDL do sangue e o levam para dentro do fígado para ser eliminado.
Ao bloquear a enzima, o corpo do paciente tem mais condições de se livrar do colesterol ruim, evitando que ele se acumule nas artérias — o que contribui para a ocorrência de um infarto ou AVC.“Anvisa aprova primeira injeção contra o HIV”
De acordo com a série de estudos que comprovou a eficácia e a segurança da inclisirana, com duas aplicações ao ano é possível reduzir, em média, 52% dos níveis de LDL.
Os testes foram feitos em pacientes que já tomavam a dosagem máxima tolerada de estatina — o principal medicamento utilizado hoje com essa finalidade. Contudo, ainda não tinham alcançado a meta, de acordo com seu risco cardiovascular.
O acesso ao medicamento
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.A farmacêutica pretende dialogar com as autoridades de saúde pública sobre a inclusão do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS), para que seja utilizado em larga escala.
No entanto, esse tipo de medicamento tende a ser caro, já que há um alto nível de tecnologia por trás de seu desenvolvimento. Por isso, deve ser inacessível para o SUS até que haja a quebra de patente, daqui a dez anos, possibilitando a produção de genéricos.
Quem pode fazer uso?
A inclisirana é indicada para adultos com hipercolesterolemia primária (de base genética ou comportamental) e dislipidemia mista (quando tanto os níveis de colesterol ruim como o de triglicérides estão elevados). Ela deve ser receitada por um médico, a partir da avaliação do quadro clínico do paciente.
A injeção deve ser aplicada na barriga, de forma subcutânea, por um profissional da saúde. No primeiro ano de uso, deve ser tomada uma vez a cada quatro meses. A partir do segundo ano, a aplicação deve ser feita uma vez a cada seis meses.
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