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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Presidente do PT conversa com líderes de partidos em busca de apoio para Lula

Edinho Silva falou com dirigentes do PSD, Republicanos, MDB, PP e União Brasil

Isabela Jordão


Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, ao lado do presidente | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente do PT, Edinho Silva, iniciou nesta terça-feira, 7, uma rodada de conversas com lideranças partidárias em busca de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Entre os interlocutores estão dirigentes do PSD, Republicanos, MDB, PP, União Brasil e Avante.

Edinho afirmou ter conversado por telefone com Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Marcos Pereira, presidente do Republicanos. Segundo o petista, Kassab reiterou que o PSD permanecerá neutro na disputa, mas autorizou integrantes da legenda a dialogarem individualmente com os candidatos.

“Hoje eu conversei com o Kassab. O Kassab disse que o PSD ficará na neutralidade, mas que nós temos toda a liberdade de procurar as lideranças do PSD para dialogar. É isso que nós vamos fazer”, afirmou Edinho.

Gilberto Kassab e Luiz Inácio Lula da Silva, encontro registrado em 2012 | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

No Republicanos, a situação ainda está em definição. A legenda terá um encontro com Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira, 8, e a expectativa é que anuncie apoio ao candidato do PL no segundo turno.

Petista mira apoio individual de lideranças

Edinho também relatou conversas com nomes de outros partidos. Entre eles está a senadora eleita por Roraima Teresa Surita, do MDB, que já declarou apoio a Lula, e o senador eleito pelo Maranhão André Fufuca, do PP, ex-ministro do Esporte no governo petista.

“A Teresa Surita, do MDB, já declarou apoio ao presidente Lula. Conversei com ela. Hoje, eu conversei com o André Fufuca. Mesmo com declaração de apoio do Progressistas ao Flávio, a tendência do Fufuca é ficar com o presidente Lula”, disse.

O presidente do PT afirmou ainda que pretende ampliar as negociações com integrantes do União Brasil. “Nós vamos dialogar com muitas lideranças políticas, independentemente da movimentação partidária”, declarou.

Edinho Silva espera apoio do senador eleito pelo Maranhão André Fufuca, do PP, ex-ministro do Esporte no governo petista | Foto: Ricardo Stuckert / PR

O dirigente petista também mencionou o Avante, que lançou candidatura própria no primeiro turno. Questionado sobre uma eventual aproximação com Augusto Cury, terceiro colocado na disputa presidencial, Edinho afirmou que o diálogo com a legenda continua.

“Com o Avante, nós temos conversado de forma contínua também. No primeiro turno, optaram por lançar candidatura própria. Evidente que nós sempre tivemos um espaço de diálogo, vamos continuar dialogando com eles”, afirmou.

Segundo Edinho, o contato com Cury já começou. “Nós já, de forma muito respeitosa, estamos fazendo contato”, disse o presidente do PT. As informações são do jornal O Globo.

Senado faz 2ª sessão de debate sobre fim da escala 6x1

Governo busca aprovação antes do segundo turno das eleições; oposição critica proposta e defende alternativas

Letícia Alves


Davi Alcolumbre confirmou a discussão da PEC | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O Senado realiza nesta quarta-feira, 7, a segunda sessão de discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. A tramitação em plenário começou nesta terça-feira, 6, depois de meses sem avanço.

A primeira sessão teve baixa presença da oposição. O debate começou com 47 senadores, mas nenhum do PL. Ao longo do dia, Efraim Filho (PB), Izalci Lucas (DF), Eduardo Gomes (TO), Magno Malta (ES), Wilder Morais (GO) e Marcio Bittar (AC) registraram presença.

A PEC em discussão limita o trabalho a cinco dias por semana, com dois dias de descanso, e reduz a jornada para 40 horas semanais. A Câmara aprovou o texto em maio, mas atritos entre Executivo e Legislativo interromperam o avanço no Senado.

Rito de votação da PEC da 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que seguirá o rito regimental, sem acelerar a tramitação. Apesar disso, ele sinalizou a possibilidade de votação em primeiro turno na próxima semana. O regimento prevê:

Primeiro turno: cinco sessões deliberativas de discussão antes da votação;
Intervalo: no mínimo cinco dias úteis entre os turnos;
Segundo turno: três sessões deliberativas ordinárias de discussão antes da votação final.

Alcolumbre pode aprovar calendário especial ou dispensar o intervalo, o que permite votar os dois turnos no mesmo dia. Ele revelou, porém, que pode concluir a votação somente depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Governo e oposição disputam prazo e conteúdo

O governo federal, no entanto, quer aprovar o texto antes dessa data. A proposta está entre as principais pautas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa o segundo turno das eleições contra Flávio Bolsonaro. O Planalto pretende usar o tema como bandeira eleitoral.

A oposição menciona justamente esse caráter eleitoreiro da PEC, cujo debate precisa levar em conta as consequências econômicas. Por isso, a postura dos partidos tem sido de esvaziar as sessões para impedir o quórum mínimo necessário à contagem do prazo regimental.

Flávio defende a alternativa apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), que permite reduzir a jornada com corte proporcional de salário, mediante acordo entre trabalhador e empregador.

Paes aciona TSE contra desistência de Garotinho no Rio

Candidato do PSD aponta manobra eleitoral para impedir segundo turno na disputa ao governo estadual

Erich Mafra


O político do PSD acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, 6 | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O candidato Eduardo Paes (PSD) acusou o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) de tentar fraudar a eleição no Rio de Janeiro. O político do PSD acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira para barrar o pedido de desistência do rival e garantir a realização do segundo turno no Estado.

A petição chegou ao gabinete do ministro Floriano de Azevedo Marques. Paes exige a manutenção dos votos recebidos por Garotinho no cálculo oficial da apuração.

Manobra na reta final do pleito

A coligação do PSD sustentou que a saída tardia do ex-governador busca beneficiar um concorrente direto na disputa. Garotinho abandonou a corrida eleitoral quando percebeu que sua votação impedia a vitória da chapa adversária no primeiro turno.

O TRE-RJ indeferiu o registro do político em setembro por improbidade administrativa. Garotinho manteve a campanha sub judice com verba pública, propaganda no rádio e na televisão e nome na urna eletrônica.

Defesa do voto do eleitor

O documento do PSD afirmou que o cancelamento da candidatura prejudica o eleitorado que votou de boa-fé. A equipe jurídica de Paes reitera que a escolha do novo gestor cabe à população fluminense, e não a acordos individuais.

“Não cabe ao recorrente escolher o governador do Estado do Rio de Janeiro. Essa escolha pertence ao eleitor fluminense”, diz trecho da petição enviada à Corte Suprema Eleitoral.

Fazenda cancela cobrança de R$ 40 mil contra Renan Santos por prazo vencido

Depois de rever o próprio entendimento, a PGFN concluiu que a dívida já estava prescrita desde 2015

Yasmin Alencar


Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República | Foto: Reprodução/GloboNews

A Fazenda Nacional desistiu de cobrar cerca de R$ 40 mil de Renan Santos (Missão). Depois de rever a própria posição, o órgão reconheceu que já havia perdido o prazo para exigir os valores quando atribuiu as dívidas ao então candidato à Presidência, que terminou a eleição em quarto lugar, com 2,6 milhões de votos.

A virada veio depois de anos de cobrança. Ainda em setembro deste ano, a Fazenda sustentava no processo que os débitos eram exigíveis e que não havia prescrição. Semanas depois, uma revisão interna da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) chegou à conclusão oposta: o prazo havia se esgotado em junho de 2015, e as três dívidas deveriam ser canceladas.

A conta tinha chegado a quase R$ 40 mil em julho de 2025, quando o órgão pediu a inclusão formal de Renan no processo e requereu, caso ele não pagasse, o bloqueio de valores em suas contas até o limite do débito. Ele havia sido apontado como responsável no fim de 2019, depois de a Fazenda identificar a dissolução irregular de uma empresa que administrara.

Ao refazer a cronologia, a PGFN concluiu que a contagem do prazo começou em junho de 2009, depois de uma tentativa frustrada de localizar dinheiro para quitar os débitos, e que nenhuma medida posterior bloqueou patrimônio. A cobrança, portanto, deveria ter sido encerrada em 9 de junho de 2015 — mais de quatro anos antes de Renan entrar na mira.

“A citação desse coobrigado na Execução Fiscal somente foi requerida em 15/07/2025, ou seja, mais de cinco anos depois de sua inclusão na CDA, sendo que, até a presente data, não foi efetivada”, escreveu o procurador da Fazenda Nacional Marcos Exposito Guevara. E acrescentou: “Forçoso constatar que se passaram 18 anos de cobrança judicial, sem que nesse interim houvesse qualquer causa de interrupção do lapso prescricional ou de constrição patrimonial, ainda que mínima ou parcial”.

Com a revisão, a Fazenda mandou cancelar as três Certidões de Dívida Ativa que embasavam a cobrança. Comunicada da decisão, a Justiça encerrou o processo nesta segunda-feira, 5.

Entenda o caso

A disputa judicial nasceu em 2008, quando a Fazenda Nacional passou a cobrar R$ 21 mil em débitos de IPI e PIS da empresa Martin Artefatos de Metais S/A. Depois de uma tentativa frustrada de bloquear contas bancárias, em março de 2010, o processo passou mais de uma década sem que se encontrassem bens para saldar a dívida.

No fim de 2019, a Fazenda abriu um procedimento interno sob o argumento de que a empresa havia encerrado as atividades de forma irregular e passou a cobrar a dívida também de Renan Santos, na condição de sócio. A defesa recorreu à Justiça com alegação de que o prazo de cobrança já estava esgotado, diante dos anos sem localização de bens, e invocou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o tema. Os advogados também entraram com uma ação para contestar a decisão que vinculou o nome do candidato aos débitos.

Em 2025, Bolsonaro previu total de eleitos do PL no Congresso

Ex-presidente projetou 120 deputados e ao menos 20 senadores em entrevista ao Poder360, em julho do ano passado

Lucas Cheiddi


O ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro projetou, em julho de 2025, o tamanho que o Partido Liberal (PL) teria no Congresso depois das eleições de 2026. Na entrevista ao portal Poder360, realizada em 15 de julho daquele ano, ele afirmou que esperava eleger cerca de 120 deputados federais e pelo menos 20 senadores.

O resultado das urnas ficou muito próximo da divisão prevista. O PL elegeu 121 deputados e 19 senadores. Assim, a legenda chegou a 140 congressistas eleitos, exatamente a soma de 120 deputados e 20 senadores mencionada por Bolsonaro. O partido, porém, teve um deputado a mais e um senador a menos do que a projeção específica feita pelo ex-presidente.

Carlos Bolsonaro em Santa Catarina


Na mesma entrevista, Bolsonaro também mencionou o filho Carlos Bolsonaro como possível candidato ao Senado por Santa Catarina. Em 2026, Carlos confirmou a candidatura e foi eleito para uma das duas vagas disponíveis no Estado.

Carlos recebeu 2.041.840 votos. A outra vaga ficou com Caroline De Toni, também do PL, que obteve 2.694.918 votos e terminou como a candidata mais votada para o Senado em Santa Catarina. Os dois assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.
PL terá maiores bancadas

O resultado ampliou a presença do PL nas duas Casas do Congresso. Na Câmara, a legenda terá 121 dos 513 deputados, o equivalente a 23,6% das cadeiras. Em 2022, havia elegido 97 parlamentares.

No Senado, o partido elegeu 19 dos 54 senadores em disputa neste ano. Com os nove senadores que já possuem mandato até 2030, a legenda deverá chegar a 28 integrantes em 2027. O número representa a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988, caso a composição projetada se mantenha.

Mesmo com 28 senadores, o PL não terá maioria própria na Casa. São necessários 41 votos para alcançar maioria absoluta entre os 81 senadores.

Na entrevista de 2025, Bolsonaro também defendeu um Congresso com maior alinhamento às suas posições políticas e afirmou que um Senado forte deveria servir para equilibrar os Poderes.

Ônibus de Salvador vão parar de aceitar dinheiro; veja quando A implantação começa pelo sistema do BRT

Por Evellyn Teixeira
A Semob determinou a substituição gradual do pagamento em dinheiro por meios eletrônicos nos ônibus da capital baiana. - Foto: Ana Albuquerque / Ag. A TARDE

Os passageiros do transporte público de Salvador terão que se adaptar a uma mudança na forma de pagar a passagem. A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) determinou a substituição gradual do pagamento em dinheiro por meios eletrônicos nos ônibus da capital baiana.

A medida foi estabelecida em uma portaria publicada no Diário Oficial do Município (DOM), em edição especial entre sábado, 3, e segunda-feira, 5.

A retirada do dinheiro será feita de forma progressiva e as linhas que deixarão de aceitar o pagamento em espécie serão definidas posteriormente.

Mudança começa pelo BRT

De acordo com o secretário municipal da Mobilidade, Pablo Souza, a implantação começa pelo sistema BRT, que já opera sem cobradores. A previsão é que o pagamento por QR Code seja disponibilizado ainda em outubro.

Segundo o secretário, cerca de 97% dos pagamentos no transporte público de Salvador já são realizados por meios eletrônicos. A prefeitura afirma que a mudança busca aumentar a segurança de passageiros e trabalhadores, reduzir o tempo de embarque e melhorar o controle da arrecadação.

Sistema pode chegar a outros ônibus

O BRT transporta aproximadamente 95 mil passageiros por dia, enquanto o sistema Integra atende cerca de 1 milhão de usuários diariamente.

A intenção da Semob é levar o pagamento por QR Code também para o sistema Integra ainda este ano, caso os testes realizados no BRT tenham resultado positivo.

A prefeitura já havia testado o pagamento por QR Code durante o Carnaval.

Como será possível pagar

A portaria prevê o uso de créditos dos cartões que integram o Salvador Card, incluindo Bilhete Avulso, Bilhete Identificado, Vale Transporte Eletrônico, Vale Transporte Especial e Meia Passagem Estudantil.

Os créditos poderão ser adquiridos por aplicativos, sites, terminais de autoatendimento, postos físicos, estabelecimentos credenciados e outros canais digitais.

Também haverá integração com cartões utilizados no sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, além do Metropasse, utilizado no transporte coletivo da Região Metropolitana de Salvador.

Mudança terá aviso prévio

Antes que uma linha deixe de aceitar dinheiro, os passageiros deverão ser comunicados com pelo menos 30 dias de antecedência.

A divulgação deverá informar a mudança e apresentar as alternativas disponíveis para compra e recarga dos créditos eletrônicos.

A implantação e a gestão logística da bilhetagem eletrônica ficarão sob responsabilidade do Consórcio Salvador Transcard, que também deverá garantir pontos de comercialização e recarga nas diferentes regiões da cidade.

Adoção na Bahia: entenda perfil de crianças que mais espera por um lar

Quase 300 crianças e adolescentes esperam por uma família no estado

Por Edvaldo Sales
Quase 300 crianças e adolescentes esperam por uma família no estado - Foto: Reprodução | Freepik

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) promove em outubro, o Mês das Crianças, uma campanha de sensibilização sobre a adoção tardia e chamar atenção para crianças e adolescentes que esperam por uma família.

Na Bahia, 1.216 crianças e adolescentes estão acolhidos em instituições, sendo que 296 estão aptos à adoção. Segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), desse total, 74 já estão vinculados a pretendentes.

Um dos maiores desafios da adoção

O TJBA aponta que esse cenário reforça um dos principais desafios da adoção: enquanto os pretendentes costumam demonstrar preferência por crianças mais novas, os adolescentes são maioria entre os acolhidos que aguardam uma família.

O maior grupo é formado por adolescentes de 14 a 16 anos, seguido pelo de 12 a 14 anos. Atualmente, 1.269 pretendentes estão ativos no SNA.

Entenda o que é adoção tardia

A chamada adoção tardia refere-se à adoção de crianças com três anos ou mais e de crianças e adolescentes com irmãos, deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde.

A desembargadora Andréa Paula Matos de Miranda, responsável pela Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do TJBA, pontuou que “existe uma ideia equivocada de que adoção é apenas para crianças pequenas. Mas os adolescentes têm muito afeto para dar e precisam receber cuidado, proteção e amor”.

A CIJ coordena políticas judiciárias voltadas à defesa dos direitos de crianças e adolescentes e atua em parceria com as Varas da Infância e da Juventude para fortalecer as ações nessa área.

Como adotar uma criança ou adolescente no Brasil?

No Brasil, o primeiro passo para quem deseja adotar é procurar uma Vara da Infância e da Juventude. A habilitação é gratuita e pode ser solicitada por pessoas maiores de 18 anos, independentemente do estado civil.

Além disso, é necessário respeitar a diferença mínima de 16 anos entre o pretendente e a criança ou o adolescente.

Nas comarcas onde o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento já foi implementado, o interessado pode fazer um pré-cadastro com informações pessoais, dados familiares e o perfil da criança ou do adolescente que deseja adotar.

A partir daí, o processo de habilitação é analisado pela Justiça e, caso o pretendente seja habilitado, seus dados passam a integrar o sistema para eventual vinculação com uma criança ou adolescente.

João de Deus é condenado a pagar R$ 20 milhões por abusos sexuais

Justiça também prevê indenização individual para vítimas de abusos

Por Beatriz Rego
As condenações impostas a João de Deus somam mais de 200 anos de prisão - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Justiça de Goiás condenou João Teixeira de Faria, mais conhecido como “João de Deus”, e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, a pagar R$ 20 milhões em indenização por danos morais coletivos decorrentes de abusos sexuais cometidos durante os atendimentos espirituais.

A decisão, divulgada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) em ação civil pública, também determinou que o réu e a instituição indenizem individualmente todas as pessoas que comprovem ter sofrido abusos realizados na entidade.

De acordo com a sentença, o montante será destinado a fundos públicos voltados a políticas de proteção e apoio a mulheres vítimas de violência sexual, com correção monetária e juros de mora calculados desde dezembro de 2018. Para assegurar o cumprimento da decisão, foi realizado bloqueio judicial sobre a Fazenda Agropastoril Dom Inácio, avaliada em R$ 41 milhões.

Qual foi a justificativa apresentada pela defesa?

O juiz André Luiz Figueiredo Ligório rejeitou a alegação da defesa de que os abusos teriam sido atos isolados, sem vínculo com a instituição. O magistrado defendeu que João de Deus utilizava a estrutura física, o fluxo de fiéis, os funcionários e a credibilidade comunitária do centro para cometer as violações sob o pretexto de atendimentos espirituais.

Não se trata de mera coincidência, tampouco de se considerar que a Instituição também fora vítima. Em verdade, a própria estrutura institucional forneceu a logística física, humana e de legitimação social sem a qual as agressões não teriam ocorrido com a reiteração e a segurança que os autos revelam, trecho da sentença.

Vítimas terão cinco anos para buscar indenização

Os pedidos de reparação individuais devem seguir o procedimento comum e poderão ser apresentados no Juízo de Abadiânia ou no local de residência das vítimas. O prazo para essas ações é de cinco anos.

O valor das indenizações individuais não foi definido na sentença, já que cada caso será analisado separadamente, considerando as circunstâncias e os prejuízos comprovados.

Relembre o caso

João de Deus ficou conhecido internacionalmente no fim de 2018, depois de denúncias de abusos sexuais cometidos durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal. Ao longo das investigações, ele se tornou réu em 18 denúncias, sendo 16 delas sobre crimes sexuais, com relatos de cerca de 200 mulheres que formalizaram depoimentos.

Segundo o TJ-GO, ao todo, são 67 vítimas nos processos, pois foi reconhecida a extinção da punibilidade em relação a 121 delas. Conforme o promotor, as condenações de João de Deus em primeira instância somavam mais de 500 anos. Atualmente, as condenações impostas somam mais de 200 anos de prisão.

Plantação com 22 mil pés de maconha é destruída em área rural da Bahia

Criminosos eram responsáveis pela manutenção e segurança da lavoura

Por Luiza Nascimento
22 mil pés de maconha destruídos - Foto: Divulgação SSP

Uma plantação com 22 mil pés de maconha foi destruída em uma área rural de Campo Formoso, conhecida como Gameleira, no Centro-Norte da Bahia, nesta terça-feira, 6.

A ação integrada contra facções foi de responsabilidade das polícias Civil e Militar. O plantio ilegal foi localizado após trabalho de inteligência com apoio de recursos tecnológico.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), com a chegada das equipes policiais, criminosos que eram responsáveis pela manutenção e segurança da plantação correram por uma área de mata.

Responsáveis pela plantação não foram localizados

Além da erradicação, os policiais militares e civis promoveram também a incineração dos entorpecentes.

Diligências continuam sendo realizadas com o objetivo de capturar os suspeitos que fugiram durante o flagrante.

Informações sobre os criminosos podem ser repassadas, com total sigilo, através do Disque Denúncia da SSP, pelo telefone 181. O anonimato é garantido por lei.

Lionel Messi se despede da Argentina com vitória por 3 a 0 sobre Benin

Craque argentino encerra trajetória após 208 jogos e 21 anos com a camisa Albiceleste

Por Gustavo Nascimento
Messi fez seu jogo de despedida com a camisa da Argentina - Foto: LUIS ROBAYO | AFP

A Argentina viveu uma noite histórica nesta quarta-feira, 6 de outubro, isso porque Lionel Messi, amplamente reconhecido como o maior jogador da história do país, ao lado de Diego Maradona, fez seu último jogo com a camisa Albiceleste. Disputada no estádio Monumental de Núñez, a partida terminou com uma vitória da Argentina por 3 a 0 sobre o Benin.

Otamendi, Nico Paz e Messi, de pênalti, marcaram os gols do jogo, todos no segundo tempo. Messi ainda deu a assistência para os dois primeiros gols. O resultado, no entanto, fica em segundo plano no amistoso, que marcou o fim de uma era para o futebol argentino.
.Messi comemora gol com Otamendi - Foto: Juan Mabromata | AFP

O apito final da partida contra o Benin decretou o fim de uma história de mais de 20 anos, que incluiu grandes decepções e alegrias maiores ainda para o torcedor argentino. Ao todo, Messi registrou 208 partidas e 126 gols, números que o colocam tanto como o jogador que mais vezes defendeu a Argentina quanto como o maior artilheiro de sua história.

De fracassos e lamentações à consagração eterna

Ao longo dessa trajetória, que começou em 2005, Messi chegou a ser visto por muitos argentinos como um enganador, visto que ele conseguia ser o melhor jogador do mundo no Barcelona, mas não tinha sucesso em levar a Argentina a grandes títulos.

Na primeira metade da sua passagem pela seleção, ele conduziu a Argentina a quatro vice-campeonatos, sendo três entre 2014 e 2016:

2007 – Brasil 3x0 Argentina (Copa América)
2014 – Alemanha 1x0 Argentina (Copa do Mundo)
2015 – Chile 0 (4)x(1) 0 Argentina (Copa América)
2016 – Chile 0 (4)x(2) 0 Argentina (Copa América)

A sequência negativa fez com que Messi anunciasse sua aposentadoria da seleção. Felizmente, para os argentinos, ele voltou atrás e foi reintegrado ao grupo da Albiceleste.

No entanto, Messi e a Argentina precisaram amargar mais dois fracassos, na Copa do Mundo em 2018 e na Copa América de 2019, antes de começarem a sorrir.

Copa América 2021: o ponto de virada

O jogo mudou para os argentinos com o título da Copa América em 2021, vencida sobre o Brasil em pleno Maracanã. Messi foi eleito o melhor jogador do torneio, ao lado de Neymar.

A conquista encerrou um jejum de 28 anos sem nenhum título da Seleção Argentina, o que tirou uma pressão que pairava não só sobre Messi, mas sobre toda a nação argentina.

Copa do Mundo de 2022: onde ele se tornou inquestionável

Depois disso, sob o comando de Lionel Scaloni, Messi conseguiu conduzir a Argentina a uma sequência de três títulos, sendo a Copa do Mundo de 2022 o mais importante deles.

A conquista consolidou Messi como um dos maiores e melhores jogadores da história do futebol, encerrando quase todos os questionamentos sobre sua carreira.

Isso fez com que a Argentina ainda tivesse força e moral para chegar até a final da Copa do Mundo de 2026, vencida pela Espanha. Apesar de não terminar com o título, Messi registrou oito gols e quatro assistências ao longo da campanha, quebrando uma série de recordes históricos do torneio.

Títulos de Messi na Argentina

Copa América: 2021
Finalissima: 2022
Copa do Mundo: 2022
Copa América: 2024
Seleções de base da argentinaMundial Sub-20: 2005
Jogos Olímpicos: medalha de ouro em Beijing 2008
Números e recordes de Messi na ArgentinaMaior artilheiro da Argentina: 126 gols
Maior assistente da Argentina: 70 assistências
Jogador com mais partidas pela Argentina: 208
Maior artilheiro das Eliminatórias Sul-Americanas: 36 gols
Maior número de jogos em Copas do Mundo: 34
Maior número de jogos na Copa América: 39
Único jogador eleito duas vezes o melhor de uma Copa do Mundo: 2014 e 2022
Seis Copas do Mundo disputadas: 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026

Coordenador da campanha de Flávio é internado após passar mal em voo

O senador Rogério Marinho apresentou quadro de febre e mal-estar

Por Ane Catarine
O senador Rogério Marinho - Foto: Agência Brasil/ Valter Campanato

O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, foi internado em um hospital de Brasília na terça-feira, 6, após passar mal durante o voo de Goiânia para a capital federal.

Segundo o boletim médico mais recente, divulgado às 21h15 pelo Hospital DF Star, Marinho apresentou um “quadro de febre associado a mal-estar” e permanece internado para a realização de exames e tratamento clínico.

Antes do boletim, o gabinete do senador informou que ele havia sido levado ao hospital “por precaução” e que “passa bem”. Inicialmente, havia suspeita de uma queda de pressão.

Entenda

O mal-estar ocorreu após Marinho participar de um ato de campanha em Goiânia ao lado de Flávio Bolsonaro, do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, e do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

O evento marcou o apoio de Caiado à candidatura de Flávio no segundo turno. Além deles, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou do evento.

Reunião com presidente do STF

Antes de viajar para Goiânia, Rogério Marinho se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Na ocasião, o parlamentar disse ao magistrado que não haverá "espírito de vingança" contra os ministros do STF na próxima legislatura e em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Após o encontro, Marinho disse a jornalistas que ressaltou, porém, que se forem verificados crimes de responsabilidade por parte dos ministros, "o Senado não vai se omitir".

TÁ ROLANDO NAS REDES.

Com esta decisão do Gilmar Mendes, Senado não poderá impeachar ministro do STF. É o fim do poder do povo!

RECORDANDO


 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Moraes autoriza que 'Débora do Batom' cumpra restante da pena em regime semiaberto


Por Sarah Teófilo — Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", cumpra o restante da pena no regime semiaberto.

Em julho, ele havia mandado a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo esclarecer, em cinco dias, se as falhas registradas na tornozeleira eletrônica dela decorreram de problemas técnicos ou de violação das medidas cautelares impostas pela Corte.

Débora foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Ela ficou conhecida por pichar com um batom a frase "Perdeu, mané" na estátua "A Justiça", localizada em frente à sede do Supremo, durante os atos de depredação de 8 de janeiro de 2023. A condenação também impôs o pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, juntamente com os demais condenados pelos ataques.

Embora a pena tenha sido fixada em regime fechado, Moraes substituiu a prisão preventiva por prisão domiciliar em março de 2025, mantendo depois a execução da pena em regime fechado, mas com cumprimento em prisão domiciliar e monitoramento eletrônico, além de outras medidas cautelares.

A defesa pede desde o ano passado a progressão para o regime semiaberto. Os advogados sustentam que Débora já cumpriu o tempo necessário para a mudança de regime, requerem o reconhecimento de dias de remição por estudo e trabalho e alegam excesso de execução, afirmando que ela permanece em regime mais gravoso do que o previsto na legislação. Também pedem autorização para trabalho externo e saídas temporárias.

Durante a execução da pena, o sistema de monitoramento eletrônico registrou períodos de ausência de sinal da tornozeleira. A defesa afirmou ao Supremo que os episódios decorreram de falhas técnicas do equipamento e que não houve tentativa de evasão ou descumprimento das medidas impostas.

Diante desses registros, Moraes já havia solicitado esclarecimentos da condenada e, agora, determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária informe se houve efetivamente violação das cautelares ou apenas problemas operacionais no sistema de monitoramento.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu a realização dessas diligências antes da análise dos pedidos da defesa. Em parecer enviado ao STF, a PGR pediu que a Secretaria esclarecesse a origem das falhas registradas na tornozeleira e opinou pelo reconhecimento de 212 dias de remição de pena, quatro por atividades de leitura, 108 por trabalho interno e 100 pela aprovação no Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) de 2023. O órgão, contudo, foi contrário ao reconhecimento de nova remição pela aprovação no Enem PPL de 2024, para evitar duplicidade do benefício.

‘A esquerda vai ter dor de cabeça’, diz deputada estadual mais bem votada do Brasil

Eduarda Campopiano (PL-SP) promete atuar contra pautas socialistas na Alesp

Mateus Conte


Deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) | Foto: Revista Oeste

Aos 23 anos e eleita com mais de 1,9 milhão de votos, Eduarda Campopiano (PL-SP) prometeu levar para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a agenda que marcou sua campanha, com ênfase no fortalecimento das forças policiais e no enfrentamento a pautas da esquerda.

Eduarda relacionou o resultado nas urnas a uma mudança na participação política de sua geração. “A juventude de direita conservadora era uma maioria silenciosa, enquanto a militância de extrema-esquerda é uma minoria, mas que sabe fazer muito barulho”, afirmou em entrevista ao Oeste sem Filtro desta segunda-feira, 5.

Como exemplos dessa mobilização, citou o desempenho de outros jovens nas urnas, entre eles Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal por São Paulo, e de Júlia de Castro (PL), eleita para a Câmara pelo Rio de Janeiro. “Quando o Brasil chega nesse ponto, se a maioria continua silenciosa, se torna omissa”, considerou a deputada estadual eleita. “A gente não quer mais ser omisso.”

Eduarda Campopiano é vereadora em Praia Grande (SP)

A chegada à Alesp ocorre dois anos depois de Eduarda ter sido eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, aos 21 anos. No cargo, ela destinou emendas impositivas à saúde e obteve recursos federais para armamentos destinados às forças de segurança.

A mobilização identificada nas urnas, contudo, não se restringe às instituições políticas. Eduarda afirmou receber relatos sobre a formação de grupos de jovens de direita dentro de universidades, inclusive na Universidade de São Paulo.

“A gente está começando a se organizar, montar alguns grupos, a entrar em contato um com o outro, a gente tá ocupando esses palcos”, relatou, ao reproduzir mensagens recebidas de estudantes. O movimento começa a alcançar também cursos de humanas, “por mais difícil que seja”.

Na avaliação de Eduarda, essa disposição de ocupar espaços também deverá aparecer dentro da Alesp. “A esquerda vai ter uma dor de cabeça com a gente”, afirmou. Uma das frentes em que promete atuar é a discussão sobre a participação de pessoas trans em espaços divididos por sexo, incluindo competições esportivas femininas.

Caiado deve anunciar apoio a Flávio em encontro em Goiânia

Ex-governador de Goiás ficou em 5º lugar no 1º turno e receberá o candidato do PL nesta terça-feira, 6

Pâmela Zacarias


Em 2022, Caiado apoiou a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio | Foto: Montagem de Revista Oeste /Wikimedia Commons

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado na disputa presidencial no primeiro turno, deve se reunir nesta terça-feira, 6, em Goiânia, com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

No encontro, Caiado deve anunciar apoio à candidatura de Flávio no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A reunião está marcada para as 14h30, no espaço que funcionou como comitê central da campanha do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Este último também participará do evento. Na sequência, os três devem conceder entrevista coletiva.

As críticas de Caiado a Lula

De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, Caiado terminou o primeiro turno com 2,18% dos votos válidos, o equivalente a cerca de 2,6 milhões de votos. Flávio ficou em primeiro lugar, com 47,03%, seguido por Lula, com 45,16%. Os dois avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Durante a campanha, Caiado fez oposição a Lula e também questionou a capacidade de Flávio de derrotar o petista em um eventual segundo turno.

A direção nacional do PSD decidiu manter neutralidade no segundo turno da eleição presidencial e liberou seus filiados e diretórios para definir apoios. Com isso, Caiado pode declarar apoio individualmente ao candidato do PL.

Tarcísio vai a Brasília para definir participação na campanha de Flávio

Governador se reúne com candidato do PL para discutir estratégias e agendas voltadas ao segundo turno

Fábio Bouéri


Com mais tempo depois de vencer a disputa pelo governo de SP no primeiro turno, Tarcísio de Freitas promete intensificar apoio a Flávio | Foto: Reprodução/X

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viajou nesta segunda-feira, 5, a Brasília para se reunir com Flávio Bolsonaro (PL) e discutir sua participação na campanha presidencial no segundo turno. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.

Reeleito no primeiro turno, Tarcísio deve assumir papel mais ativo na campanha de Flávio nas próximas semanas. O encontro deve servir para definir estratégias, além de possíveis agendas conjuntas pelo país.

Tarcísio pode ‘emprestar’ parte da sua equipe

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, existe também a possibilidade de Tarcísio disponibilizar parte de sua equipe de marketing e produção de conteúdo para auxiliar a campanha do candidato de Flávio. A região Sudeste deverá ser uma das prioridades da segunda etapa.

Antes da viagem a Brasília, Tarcísio se reuniu com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para tratar de estratégias eleitorais. O governador também afirmou que está à disposição para viajar pelo país e participar de eventos ao lado de Flávio.

No primeiro turno, Tarcísio foi reeleito governador de São Paulo com 62,65% dos votos. Flávio terminou a primeira etapa da disputa presidencial à frente de Lula (PT): 47,03% contra 45,16%, segundo os resultados eleitorais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O governador já havia declarado, antes do primeiro turno, que pretendia ampliar sua participação na campanha de Flávio caso houvesse uma segunda etapa. Em setembro, afirmou que os dois fariam gravações e agendas conjuntas e que entraria “com bastante potência” na campanha.

Flávio vence em 36 das 39 cidades do Vale do Paraíba

Candidato amplia domínio conservador na região, que concentra quase 6% do eleitorado paulista e mais de 5% do PIB estadual

Fábio Bouéri


Flávio ao lado de ilustração com o ex-presidente Jair Bolsonaro durante visita ao Vale do Paraíba | Foto: Reprodução/X

Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 36 dos 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale) no primeiro turno da eleição presidencial. Lula da Silva (PT) ficou à frente em apenas três cidades: Areias, Bananal e São José do Barreiro, todas no chamado Vale Histórico e que, juntas, têm menos de 20 mil habitantes.

A região tem peso significativo no Estado de São Paulo. São 1,93 milhão de eleitores aptos a votar em 2026, o equivalente a 5,65% dos 34,1 milhões de eleitores paulistas. São José dos Campos concentra o maior contingente, com 539.147 eleitores, seguida por Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba e Caraguatatuba. Juntas, essas cinco cidades reúnem 61% do eleitorado regional.

Flávio mantém o prestígio da direita

Na economia, a RMVale também tem relevância. Dados oficiais do governo estadual apontam que os 39 municípios respondem por 5,13% do PIB paulista – em torno de R$ 56 bilhões. A região reúne importantes polos industriais, tecnológicos e de serviços, além de setores como aeroespacial, automobilístico, farmacêutico e petrolífero.

O resultado de 2026 reforça a predominância do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, o líder liberal havia vencido em 34 dos 39 municípios, enquanto Lula ganhou em cinco: Arapeí, Areias, Bananal, Queluz e São José do Barreiro.

Quatro anos depois, o mapa mudou em duas cidades. Flávio conquistou Arapeí e Queluz, que haviam dado vitória a Lula em 2022. Areias, Bananal e São José do Barreiro permaneceram com o petista. Flávio também teve desempenho expressivo nos maiores colégios eleitorais. Em São José dos Campos, recebeu 240.721 votos, contra 136.451 de Lula.

O melhor percentual de Flávio ocorreu em Igaratá. Lula, por sua vez, teve sua maior votação proporcional em Areias, única cidade da região em que superou 50% dos votos válidos.

O resultado ganha dimensão política também pelo peso de São José dos Campos, principal colégio eleitoral do Vale. A cidade foi o domicílio eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos) quando ele disputou o governo paulista em 2022. O atual governador, porém, transferiu posteriormente seu título para a capital.

A ligação regional com o grupo de Tarcísio permanece forte por meio de Felício Ramuth (MDB), atual vice-governador e ex-prefeito de São José dos Campos por dois mandatos.

Flávio agradece apoio de Milei no 1º turno

Candidato do PL respondeu ao presidente argentino nas redes sociais e afirmou que os dois países estarão mais próximos

Victória Batalha


presidente argentino havia parabenizado o Flávio na noite de domingo | Foto: Reprodução/ X

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agradeceu nesta segunda-feira, 5, ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela mensagem de apoio depois do primeiro turno da eleição presidencial.

“Obrigado, meu amigo! Muito em breve nossas nações estarão mais próximas!”, escreveu Flávio em uma rede social, em resposta à publicação de Milei.

O presidente argentino havia parabenizado o candidato na noite de domingo, 4, pelo resultado da votação. Milei classificou a disputa como uma “eleição histórica contra o comunista Lula”.

Flávio enfrenta Lula no segundo turno

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos. Luiz Inácio Lula da Silva ficou em segundo, com 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Além de Milei, outros políticos estrangeiros também parabenizaram Flávio nas redes sociais. Entre eles estão o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; a senadora argentina Patricia Bullrich; o italiano Carlo Fidanza, membro do Parlamento Europeu; o ministro israelense Gideon Sa’ar; e o ex-primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán.

Na eleição para o Senado, o PL elegeu 19 senadores e deverá chegar a 28 cadeiras na Casa a partir de 2027. O PT, partido de Lula, terá nove senadores.

Motta pede ‘civilidade’ no segundo turno

Presidente da Câmara foi reeleito deputado, mas viu o pai perder disputa pelo Senado

Fábio Bouéri


Hugo Motta: discurso protocolar em meio a turbulências na Paraíba | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o primeiro turno das eleições demonstrou a “maturidade e estabilidade” da democracia brasileira.

Em mensagem publicada nas redes sociais, ele parabenizou os eleitos e reeleitos e pediu “civilidade e sem violência” no segundo turno.

“Chegamos ao fim do primeiro turno da eleição. Nossa democracia deu mais uma demonstração de maturidade e estabilidade”, escreveu Motta. O discurso ocorreu depois de um revés para o projeto político do deputado na Paraíba.

Motta foi reeleito para a Câmara, mas seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), terminou em terceiro na disputa pelas duas vagas ao Senado. Ele recebeu 20,91% dos votos, atrás de João Azevêdo (PSB), com 32,50%, e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), com 22,76%.

Nabor contava com o apoio de Motta, que também apoiou a candidatura de Lucas Ribeiro (PP) ao governo. Ribeiro foi reeleito no primeiro turno, com 64,34% dos votos. Azevêdo, que integrou a aliança, conquistou uma das vagas ao Senado.

Motta afirmou que a Câmara continuará exercendo seu papel institucional. “Independentemente dos resultados”, disse, a Casa seguirá “representando a população, respeitando a Constituição e dialogando por um país melhor”.

Força nas ruas é diferencial de Flávio no 2º turno, avalia diretor do Paraná Pesquisas

'Eleição no chão', com apoio de aliados eleitos, deve pesar a favor do candidato do PL

Mateus Conte


Murilo Hidalgo é diretor-presidente do Paraná Pesquisas | Foto: Revista Oeste

O apoio de governadores e senadores eleitos deve reforçar a mobilização de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o diretor-presidente do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista ao Conversa com Augusto Nunes nesta segunda-feira, 5.

Hidalgo apontou a capacidade de levar a campanha às ruas como uma das vantagens do candidato do PL na nova etapa da disputa. “A grande vantagem do Flávio Bolsonaro é a eleição no chão, exército de rua”, afirmou, em referência à mobilização por meio de comícios e passeatas.

Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, dez apoiaram o senador na corrida ao Palácio do Planalto. Cinco apoiaram Lula, quatro mantiveram-se neutros e um esteve com Ronaldo Caiado (PSD). Para Hidalgo, esse quadro dará ao candidato do PL uma estrutura maior para atos de campanha nas próximas semanas, o que “vai fazer uma diferença enorme para o Flávio no segundo turno”.

Flávio terá aliados nos palanques estaduais

O diretor do Paraná Pesquisas destacou principalmente a situação no Sul e no Sudeste. Quando Flávio visitar Estados onde seus aliados venceram, poderá contar com governadores e outros candidatos eleitos para participar da mobilização.

“Quando ele vai, por exemplo, a Curitiba, ele vai ter o apoio do governador eleito, assim como quando o Lula vai ao Nordeste, ele vai ter apoio do governador eleito”, afirmou. A diferença, para ele, está justamente na quantidade. “O Flávio tem mais governadores eleitos e mais senadores eleitos que o Lula. Essa pode ser uma diferença muito positiva pro Flávio.”

Além da presença nas ruas, Hidalgo citou as redes sociais como outro elemento da mobilização nesta etapa da campanha. “As redes sociais de quem ganhou devem estar bombando bem mais do que as redes sociais de quem perdeu”, disse. “Esse é outro fator muito positivo para o Flávio.”

Abstenção no 1º turno é a maior desde 1998

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas; índice de 21,08% supera 2022

Fábio Bouéri


Dos quase 159 milhões de eleitores no Brasil, 125 milhões compareceram às urnas | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O primeiro turno das eleições de 2026 registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar. É a maior taxa de abstenção em uma eleição geral desde 1998, quando 21,49% dos eleitores não compareceram às urnas. O volume de pessoas equivale a toda a população do Marrocos.

O porcentual deste ano ficou acima do registrado em 2022, quando 20,95% dos eleitores deixaram de votar, ou cerca de 32,7 milhões de pessoas. Em 2018, a taxa havia sido de 20,33%; em 2014, de 19,39%.

Abstenção: MS na liderança

Dos 158,7 milhões de eleitores aptos em 2026, cerca de 125,2 milhões compareceram às urnas. Além das abstenções, foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos na disputa presidencial.

Entre os Estados, Mato Grosso do Sul apresentou a maior taxa de ausência, com 23,85%, seguido por Rio de Janeiro (23,31%), Minas Gerais (22,62%) e São Paulo (22,54%). Na outra ponta, Ceará registrou o menor índice, com 15,33%, seguido por Piauí (17,07%), Roraima (17,10%) e Sergipe (17,27%).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte pretende intensificar as ações para estimular a participação no segundo turno. Segundo ele, uma abstenção próxima de 20% “não é o ideal”.

Quem não votou no primeiro turno ainda poderá participar do segundo, desde que esteja com o título regularizado. A ausência deve ser justificada ou a multa correspondente, de R$ 3,51 por turno, paga.

BOMBA! Huck e Vorcaro trocaram mensagens sobre negócios, aviões e TV Globo, aponta PF


 

Globo quer criar veículo de direita fora do bolsonarismo

Conglomerado de mídia sondou ex-publishers de publicações liberais para desenvolver novo projeto editorial

Edilson Salgueiro


Para a Globo, a discussão sobre um novo produto também coincide com uma reorganização interna iniciada antes da eleição | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com IA

O Grupo Globo quer criar um novo veículo de comunicação voltado ao público conservador e à direita liberal. Ainda em fase de avaliação, o projeto pode resultar em uma revista ou jornal digital.

Conforme apurou Oeste, executivos ligados ao grupo procuraram ex-publishers com experiência em publicações identificadas com a direita no Brasil. A ideia, contudo, é manter distância do bolsonarismo.

A Globo ainda definirá se o novo veículo terá uma marca própria ou se será incorporado a uma de suas empresas de mídia. A estrutura do projeto, o número de integrantes e a data de lançamento permanecem em sigilo.

Entenda o aceno da Globo à direita

Essa movimentação ocorre num momento em que a direita voltou a ocupar espaço na política nacional. Nas eleições deste ano, por exemplo, os conservadores ampliaram a presença no Senado. O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores e terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, a maior bancada da Casa. O Novo conseguiu três vagas. Além disso, Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente de Luiz Inácio Lula na Silva no primeiro turno das eleições presidenciais.

Para a Globo, a discussão sobre um novo produto também coincide com uma reorganização interna iniciada antes da eleição. Uma das mudanças mais visíveis ocorreu na GloboNews. Em agosto de 2025, o canal demitiu Daniela Lima e Mauro Paulino e encerrou a participação de Eliane Cantanhêde. Na ocasião, a Globo afirmou que as saídas faziam parte de um “movimento permanente de renovação do quadro do canal”.

A reformulação ocorreu depois de a cúpula da GloboNews encomendar à Quaest uma pesquisa para conhecer a percepção dos telespectadores sobre o canal. O levantamento mostrou que parte dos entrevistados enxergava a emissora como um “canal de esquerda”, associado a posições próximas do PT e do Psol.

A pesquisa também identificou críticas ao comportamento de apresentadores e comentaristas, às discussões no ar e à falta de opiniões divergentes na programação. Daniela Lima apareceu no levantamento associada a características que os entrevistados atribuíam à linha editorial que criticavam.

A “pluralidade” da emissora

Nos meses seguintes, a GloboNews passou a reforçar publicamente a pluralidade como um dos princípios de sua programação. Para 2026, o canal anunciou novos formatos de debates, entrevistas e análises e afirmou que chegaria aos 30 anos com reforço à “pluralidade de ideias”.

A discussão sobre um veículo destinado à direita liberal acrescenta outra frente a esse movimento. Diferentemente da GloboNews, que mantém uma proposta generalista e afirma buscar pluralidade entre diferentes posições políticas, o novo projeto seria concebido desde o início para um público conservador.

Flávio abre vantagem sobre Lula nas redes

Levantamento analisou milhões de publicações sobre a eleição e mediu a repercussão dos candidatos no ambiente digital

Edilson Salgueiro


Flávio Bolsonaro vota em uma escola na zona norte do Rio de Janeiro - 4/10/2026 | Charles Sholl/Reuters

Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno e abriu uma vantagem ainda maior sobre o petista na repercussão das eleições nas redes sociais. O dado consta em levantamento da Datrix, empresa de inteligência de dados especializada no monitoramento do ambiente digital.

O Zero Um recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos válidos, ante 53,9 milhões de Lula, equivalentes a 45,16%. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Entre publicações de veículos, políticos, influenciadores e páginas com pelo menos 10 mil seguidores, o saldo de sentimento de Flávio chegou a +31,4 pontos na manhã desta segunda-feira, 5. Lula registrou -23,2 pontos. Os dados de segunda são parciais e vão até o meio-dia. Esse indicador corresponde à diferença entre o porcentual de publicações positivas e negativas sobre cada candidato.

A distância aumentou durante a apuração. Entre 17h e 19h de domingo, Flávio apresentava saldo de +6,2, contra -3,6 de Lula. No fechamento, os índices passaram para +16 e -4,9, respectivamente. Entre 22h e 23h, chegaram a +23,1 e -12. Na manhã desta segunda-feira, a diferença entre os saldos alcançou 54,6 pontos.

O foco das publicações

A Datrix monitorou 4,93 milhões de publicações sobre a eleição entre 1º e 5 de outubro. O conteúdo gerou 15,35 bilhões de interações. Somente no domingo da votação, foram 1,08 milhão de publicações e 4,44 bilhões de interações.

Depois do fechamento das urnas, o foco das publicações mudou. Na véspera, parte relevante do conteúdo favorável a Flávio tratava da campanha, da mobilização de eleitores e dos apoios políticos. Com a divulgação do resultado, as postagens sobre a apuração e o desempenho dos candidatos ganharam espaço.

A diferença aparece com clareza na distribuição do sentimento. Na véspera da eleição, 48,3% das publicações analisadas sobre Flávio tinham tom positivo, 33,6% eram neutras e 18,1%, negativas. No domingo e na manhã da segunda-feira, a parcela neutra subiu para 66,8%, enquanto a positiva caiu para 24,6% e a negativa, para 8,7%. Mesmo com a mudança, o senador manteve saldo positivo de 15,9 pontos.

Lula participa de uma cerimônia na Base Aérea de Brasília – 28/9/2026 | Foto: Adriano Machado/Reuters

A Datrix atribui essa alteração à entrada de conteúdo factual sobre a apuração. Com o fim da campanha, diminuíram tanto as manifestações favoráveis quanto as críticas a Flávio. O pedido de voto, por exemplo, aparecia em 36% das publicações sobre o senador na véspera e caiu para 5% no domingo e na segunda-feira.

No caso de Lula, o saldo permaneceu negativo. O petista registrava -10,9 pontos na véspera e passou para -8,9 no acumulado do domingo e da segunda-feira. Quando a Datrix isolou a parcial desta segunda, contudo, o indicador caiu para -23,2. Flávio, no mesmo período, alcançou +31,4.

A distância entre os dois aumentou ao longo da apuração. Entre 17h e 19h de domingo, Flávio tinha saldo de +6,2, ante -3,6 de Lula (diferença de 9,8 pontos). No fechamento da apuração, a distância passou para 20,9 pontos. Depois dos pronunciamentos dos candidatos, entre 22h e 23h, chegou a 35,1. Na manhã desta segunda-feira, alcançou 54,6 pontos.

O apoio de perfis midiáticos

O levantamento também separou as publicações de veículos de comunicação, políticos, influenciadores e páginas com pelo menos 10 mil seguidores. Nesse grupo, Flávio apareceu em 90% das postagens que mencionavam algum presidenciável no domingo. Lula apareceu em 68,3%. Uma mesma publicação pode citar mais de um candidato e, por isso, os porcentuais não são excludentes.

Flávio manteve presença acima de 90% nesse recorte durante os quatro dias anteriores à divulgação do resultado. Lula ganhou espaço principalmente no domingo, quando passou de 40,3% das publicações no sábado para 68,3%. Em números absolutos, foram cerca de 9,9 mil postagens com menções a Flávio e 7,5 mil a Lula no dia da votação.

O cenário muda quando o levantamento considera todas as contas monitoradas. Entre 1º e 5 de outubro, Lula apareceu em 68,7% das publicações que mencionavam algum presidenciável, enquanto Flávio apareceu em 29,3%. O dado mostra que Lula teve maior volume de menções no conjunto das redes, enquanto Flávio predominou no recorte de contas de maior alcance.Ilustração: Júlia Xavier/Montagem Revista Oeste/Gerado por IA
Entenda por que Flávio está à frente de Lula

A repercussão das eleições para o Senado e dos apoios para o segundo turno também produziu indicadores favoráveis ao senador. Nas publicações classificadas no tema “apoios e alianças”, Flávio registrou saldo de +63 pontos depois da eleição. No grupo “eleições estaduais e Senado”, o índice ficou em +37. Para Lula, os mesmos temas registraram -34 e -17, respectivamente.

O relatório relaciona esse desempenho à eleição de candidatos da direita e às adesões anunciadas depois do primeiro turno. O PL elegeu 19 senadores e começará 2027 com 28 cadeiras. O estudo também registra a confirmação do apoio de Romeu Zema a Flávio e sinalizações de União Brasil e PP em direção ao candidato.

Os indicadores negativos de Flávio ficaram concentrados principalmente em dois assuntos. “Ataques, críticas e polarização” teve saldo de -49, enquanto “escândalos e investigações” registrou -88. Esses temas, contudo, representaram, respectivamente, de 6% a 7% e de 2% a 6% das publicações analisadas sobre o senador.

Lula, em uma cerimônia no Palácio Planalto, em 8 de agosto; e Flávio, durante evento em Brasília, em 5 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters

O efeito da apuração

A própria consolidação do resultado contribuiu para ampliar a diferença entre Flávio e Lula. Conforme a Datrix, as primeiras publicações da noite tratavam a liderança do senador como uma parcial da apuração. Depois da definição do primeiro turno, o mesmo placar passou a aparecer como resultado consolidado.

A Datrix estima que essa mudança de percepção sobre o resultado explica cerca de um terço do aumento do saldo de Flávio ao longo da noite. No caso de Lula, entre um quinto e um quarto da queda decorreu desse mesmo efeito.

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