RADIO WEB JUAZEIRO : ‘A esquerda vai ter dor de cabeça’, diz deputada estadual mais bem votada do Brasil



terça-feira, 6 de outubro de 2026

‘A esquerda vai ter dor de cabeça’, diz deputada estadual mais bem votada do Brasil

Eduarda Campopiano (PL-SP) promete atuar contra pautas socialistas na Alesp

Mateus Conte


Deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) | Foto: Revista Oeste

Aos 23 anos e eleita com mais de 1,9 milhão de votos, Eduarda Campopiano (PL-SP) prometeu levar para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a agenda que marcou sua campanha, com ênfase no fortalecimento das forças policiais e no enfrentamento a pautas da esquerda.

Eduarda relacionou o resultado nas urnas a uma mudança na participação política de sua geração. “A juventude de direita conservadora era uma maioria silenciosa, enquanto a militância de extrema-esquerda é uma minoria, mas que sabe fazer muito barulho”, afirmou em entrevista ao Oeste sem Filtro desta segunda-feira, 5.

Como exemplos dessa mobilização, citou o desempenho de outros jovens nas urnas, entre eles Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal por São Paulo, e de Júlia de Castro (PL), eleita para a Câmara pelo Rio de Janeiro. “Quando o Brasil chega nesse ponto, se a maioria continua silenciosa, se torna omissa”, considerou a deputada estadual eleita. “A gente não quer mais ser omisso.”

Eduarda Campopiano é vereadora em Praia Grande (SP)

A chegada à Alesp ocorre dois anos depois de Eduarda ter sido eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, aos 21 anos. No cargo, ela destinou emendas impositivas à saúde e obteve recursos federais para armamentos destinados às forças de segurança.

A mobilização identificada nas urnas, contudo, não se restringe às instituições políticas. Eduarda afirmou receber relatos sobre a formação de grupos de jovens de direita dentro de universidades, inclusive na Universidade de São Paulo.

“A gente está começando a se organizar, montar alguns grupos, a entrar em contato um com o outro, a gente tá ocupando esses palcos”, relatou, ao reproduzir mensagens recebidas de estudantes. O movimento começa a alcançar também cursos de humanas, “por mais difícil que seja”.

Na avaliação de Eduarda, essa disposição de ocupar espaços também deverá aparecer dentro da Alesp. “A esquerda vai ter uma dor de cabeça com a gente”, afirmou. Uma das frentes em que promete atuar é a discussão sobre a participação de pessoas trans em espaços divididos por sexo, incluindo competições esportivas femininas.

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