RADIO WEB JUAZEIRO : PGR rejeita acusação de abuso de autoridade contra Mendonça



terça-feira, 20 de outubro de 2026

PGR rejeita acusação de abuso de autoridade contra Mendonça

Gonet afirma que pedido de apuração sobre Moraes não configura crime

Mateus Conte


O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, no julgamento da denúncia sobre o núcleo 2 da suposta tentativa de golpe | Foto: Divulgação/STF

A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira, 19, um parecer contrário ao pedido de investigação do ministro André Mendonça por abuso de autoridade. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a conduta do magistrado não configura crime.

“A representação, contudo, não parece demonstrar que a conduta possa ser reconduzida a ato punido por algum tipo da Lei de Abuso de Autoridade”, afirmou Gonet.

O parecer atende a uma solicitação do presidente do Supremo, Edson Fachin, depois que Alexandre de Moraes pediu a investigação de Mendonça. Moraes acusa o colega de atuar de forma parcial na condução das apurações relacionadas ao Banco Master, com o objetivo de incriminá-lo.

Gonet também afirmou que os relatórios solicitados por Mendonça à Polícia Federal não têm valor probatório. “Não podem ser considerados provas ilícitas, até porque provas não são”, declarou.
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Entenda a disputa entre Moraes e Mendonça

O conflito começou em 1º de setembro, quando Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo de um relatório da PF que apontava cerca de 50 mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído a Moraes, antes da prisão do empresário, em novembro de 2025.

Dois dias depois, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. Na representação, apontou indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político.

Moraes também acusou Mendonça de interferir na condução das investigações policiais, atuar irregularmente em negociações de colaboração premiada e direcionar apurações por motivos pessoais e políticos.

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