Plataforma de mercado de previsões atribui 58% de chance de vitória ao senador contra 42% do petista
Isabela Jordão
Elon Musk é dono do X e já manifestou oposição ao ministro do STf Alexandre de Moraes e ao governo Lula | Foto: Reprodução/X
O dono do X, Elon Musk, reagiu ao desempenho de Flávio Bolsonaro nas estimativas do Polymarket para a eleição presidencial de 2026. A duas semanas do primeiro turno, o senador ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez. “Wow”, comentou Musk em uma publicação com o gráfico da plataforma neste domingo, 20.
Segundo os dados apresentados pelo Polymarket, Flávio aparecia com 58% de probabilidade de vitória, enquanto Lula registrava 42%. Os porcentuais representam os preços dos contratos negociados pelos usuários da plataforma e não correspondem a intenções de voto.
O Polymarket é uma plataforma internacional de mercado de previsões. Nela, usuários negociam contratos vinculados à ocorrência de eventos futuros, incluindo eleições, decisões econômicas e acontecimentos esportivos.
O preço de cada contrato varia de zero a 100 centavos de dólar. Na prática, um contrato negociado a 58 centavos é interpretado pelo mercado como uma probabilidade de 58% de que determinado resultado aconteça.
Polymarket é proibido pelo governo federal
Esse mecanismo é diferente de uma pesquisa eleitoral. O Polymarket não utiliza amostra representativa da população, entrevistas com eleitores ou margem de erro. Os porcentuais refletem as negociações realizadas pelos participantes da plataforma e podem oscilar conforme novas informações e expectativas são incorporadas ao mercado.
A ferramenta também não deve ser confundida com uma previsão estatística tradicional. Entre os participantes estão usuários estrangeiros, e o volume de dinheiro direcionado a cada resultado influencia diretamente os preços dos contratos.
Flávio e Lula disputam a Presidência da República nas eleições 2026 | Foto: Reprodução/Facebook/@flaviobolsonaro e Reprodução/Facebook/@LulaNo Brasil, o mercado de previsões foi bloqueado pelo governo federal em abril. O Ministério da Fazenda determinou o bloqueio de 27 plataformas, entre elas o Polymarket e a Kalshi, por entender que esse tipo de operação não se enquadra na legislação brasileira de apostas.
A decisão foi acompanhada de uma resolução do Conselho Monetário Nacional que vedou contratos de derivativos vinculados a eventos políticos, eleitorais, esportivos, sociais, culturais e de entretenimento.
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