Na representação, esquerda afirma que as publicações apresentam conteúdos falsos ou manipulados
Lucas Cheiddi
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Janja Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A coligação que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou 20 pedidos de direito de resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra publicações atribuídas ao PL e ao candidato Flávio Bolsonaro no Instagram. As ações estão nas mãos do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.
A coligação Brasil Pronto Pra Mais reúne o PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e a federação Psol-Rede. Na representação, os partidos afirmam que as publicações apresentam conteúdos falsos ou manipulados e atingem a imagem de Lula durante a campanha eleitoral.
Segundo os advogados, perfis ligados ao PL e a Flávio utilizaram recursos de inteligência artificial para produzir vídeos que associariam o presidente a crimes. A defesa também cita animações e conteúdos que simulam questionários sobre corrupção. Alega ainda que algumas dessas peças não teriam informado o uso de inteligência artificial, como determina a regulamentação eleitoral.
Campanha de Lula contesta vídeos e montagens
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em ato de campanha no norte do Rio de Janeiro | Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio BolsonaroA coligação também questiona publicações que utilizariam imagens reais de Lula com cortes e edições. Em um dos exemplos apresentados ao TSE, a campanha afirma que declarações do presidente foram retiradas do contexto e reproduzidas em sequência para criar um conteúdo de deboche sobre inflação e preços dos alimentos.
Outro caso citado envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a representação, uma publicação relaciona o filho do presidente a investigações e usa a frase “A maçã realmente não cai longe da árvore… ela só cai direto na mira da PF”. A coligação sustenta que o conteúdo estabelece uma associação indevida entre Lula e investigações que envolvem terceiros.
Os partidos pedem que as publicações contestadas sejam retiradas do ar. Também solicitam que o PL e os candidatos responsáveis publiquem esclarecimentos em seus próprios perfis. Pela proposta apresentada ao TSE, as notas deveriam permanecer disponíveis pelo dobro do período em que os conteúdos questionados ficaram publicados.
Os pedidos ainda passarão por análise pela Justiça Eleitoral. As acusações da coligação fazem parte das representações e não significam, por si só, que o TSE tenha reconhecido a existência de desinformação ou irregularidade nas publicações.
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