RADIO WEB JUAZEIRO : Caiado afirma que permanência de Moraes no STF é 'inaceitável'



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Caiado afirma que permanência de Moraes no STF é 'inaceitável'

Candidato critica decisões da Corte, cita caso que envolve Flávio Bolsonaro e propõe idade mínima para ministros

Letícia Alves


Ministro Alexandre de Moraes: investigação pode revelar a existência de vários crimes | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deveria deixar o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 2, durante sabatina à emissora CNN Brasil.


“Não vejo como ele pode permanecer no Supremo”, disse o candidato. “É um desrespeito completo com a sociedade brasileira.” Ele disse ainda que é inaceitável que Moraes continue no cargo, que “tem a função de ser guardião da Constituição”.

A declaração faz referência às mensagens vazadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro divulgadas na terça-feira 1º. Caiado também pediu a quebra do sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PL) na investigação do caso Dark Horse e responsabilizou o STF pela medida.

Propostas de Caiado para economia e segurança

Na área econômica, Caiado prometeu cortar R$ 50 bilhões em emendas impositivas. Ele também afirmou que pretende reduzir em R$ 130 bilhões as despesas do Estado. Questionado sobre como alcançaria o valor, não detalhou as medidas. Em resposta, citou sua gestão anterior em Goiás.

Caiado defendeu a redução da jornada de trabalho. Ele negou ser contrário ao fim da escala 6×1. Segundo o candidato, sua crítica ocorreu apenas em relação à discussão do tema durante o período eleitoral.
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) | Foto: DIvulgação/ CNN

Na segurança pública, o ex-governador se posicionou contra o uso de câmeras corporais por policiais. Ele comparou ações em áreas dominadas pelo crime organizado a campos de guerra.

Sobre a PEC da Segurança Pública, Caiado afirmou que a Câmara alterou e derrotou a proposta original do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O texto avançou no Senado no mesmo dia.

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