Ex-governador de Minas Gerais afirmou que pretende construir um superpresídio no país
Uiliam Grizafis
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) colocou a segurança pública no centro do primeiro discurso de campanha. Neste domingo, 16, em Montes Claros (MG), o ex-governador de Minas Gerais criticou a impunidade e afirmou que o principal problema do Brasil é a soltura de criminosos.
“O problema do Brasil é que bandido fica solto”, afirmou Zema. “A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta.”
O candidato disse desejar que os brasileiros possam se sentir seguros nas ruas. O político relatou já ter sido assaltado três vezes. “Quero o brasileiro se sentindo seguro, podendo andar com o celular na rua”, disse.
Zema afirmou ainda que pretende endurecer o combate à criminalidade e manter na prisão autores de crimes graves. “Mas vamos mudar isso”, declarou. “Vamos colocar para mofar na cadeia quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem.”
Entre as propostas apresentadas pelo candidato está a construção de um superpresídio na região Norte do país destinado a líderes de facções criminosas.
Gestão de Zema em Minas Gerais
Durante o discurso, Zema também apresentou sua trajetória e a administração de Minas Gerais como uma das principais credenciais para disputar a Presidência. Ao falar sobre suas origens, relembrou a chegada de sua família italiana ao Brasil. Segundo o candidato, o país deixou de ser um destino desejado, inclusive pelos próprios brasileiros.
“Quero um Brasil onde nossos filhos não precisem mudar para os Estados Unidos ou para a Europa”, afirmou Zema. “Quero o brasileiro com esperança, pensando que o Brasil é a terra do futuro.”
O candidato afirmou que sua administração em Minas Gerais fez com que brasileiros de outras regiões tivessem interesse em se mudar para o Estado. “Aqui temos prosperidade”, afirmou o ex-governador. “O que fiz aqui vou fazer com o Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção, com gente competente.”
O candidato acrescentou: “Já mostramos que o Brasil não é um país fracassado. É um país roubado.” Para Zema, a eleição de 2026 é a mais importante da história. “Em 4 de outubro, vamos decidir se quem vai continuar à frente do Brasil são as pessoas que estão aí”, afirmou. “Vamos definir o futuro das próximas gerações.”
Zema também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal. “É político ficando cada vez mais rico, com contrato de R$ 129 milhões para a mulher e o povo cada vez mais pobre”, declarou.
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