Governador afirma que imagens de mais de 70 câmeras não encontraram evidências de abordagem a funcionário ligado ao PT
Fábio Bouéri
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e seu adversário de campanha, o petista Fernando Haddad | Foto: Reprodução/YouTube
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo, 16, que a investigação sobre a suposta perseguição da Polícia Militar ao motorista do candidato Fernando Haddad (PT) não encontrou evidências de que tenha ocorrido uma abordagem. Segundo ele, os dados disponíveis indicam que houve uma falsa comunicação.
O episódio ocorreu na noite de terça-feira 11, quando o motorista de Haddad afirmou ter sido seguido por policiais militares enquanto dirigia um Ford Fusion. O caso ganhou repercussão durante o início da campanha eleitoral para o governo de São Paulo, colocando os dois principais adversários no centro de uma nova disputa política.
Tarcísio: GPS e câmeras foram analisados
Segundo Tarcísio, a Polícia Militar analisou o deslocamento das viaturas por meio dos sistemas de GPS. O monitoramento, de acordo com o governador, mostrou que os veículos policiais apenas cruzaram com o automóvel conduzido pelo motorista de Haddad. Não houve perseguição.
A investigação também teria analisado imagens de mais de 70 câmeras de segurança. Tarcísio afirmou que os registros não mostram abordagem ou contato dos policiais com o motorista. O governador disse que o episódio continua sendo apurado pelas autoridades.
Imagens colocam em dúvida parte da versão apresentada inicialmente pelo motorista Alessandro Caseri. Segundo os registros, o carro chegou ao hotel na Rua Joinville, em São Paulo, às 21h58, enquanto uma viatura da PM passou pelo local apenas às 22h24 — uma diferença superior a 25 minutos.
As gravações mostram ainda que, durante parte do trajeto, o Ford Fusion trafegava sem uma viatura seguindo-o de perto. Em determinado momento, uma viatura passa pelo carro e reduz a velocidade até quase parar. As imagens, contudo, não permitem determinar se houve algum tipo de sinalização ou contato entre os policiais e o motorista.
Caso pode virar inquérito
Tarcísio afirmou que o caso está sendo encaminhado para investigação pela Polícia Civil e que o motorista deverá ser chamado para prestar depoimento. O governador disse que qualquer eventual desvio de conduta por parte de policiais será investigado e punido.
“Estamos apurando isso com a maior responsabilidade”, afirmou Tarcísio. Segundo ele, caso seja comprovada alguma irregularidade por parte dos agentes públicos, o governo adotará as medidas necessárias.
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