Estante reúne obras que o petista afirma ter lido durante os 580 dias em que ficou detido em Curitiba
Victória Batalha
Lula em entrevista exibida no mesmo horário do primeiro debate presidencial de 2026 | Foto: Reprodução/TV Record
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu livros que leu durante o período em que esteve preso para compor o cenário de seus programas eleitorais. Uma grande estante com as obras fará parte do espaço utilizado para as gravações da campanha à reeleição.
Lula gravou na terça-feira, 18, parte dos vídeos que serão exibidos no horário eleitoral. A propaganda começa a ser veiculada nesta semana, a partir de sexta-feira, 28.
As gravações ocorreram em um espaço preparado no comitê da campanha, no Lago Sul, em Brasília. A acusação já divulgou um dos vídeos produzidos no local, que trata do fim da chamada “Taxa das Blusinhas”.
Durante os 580 dias em que permaneceu detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula afirma ter lido mais de 40 livros. A lista reúne romances, obras de sociologia e biografias de personagens históricos.

O presidente da República, Lula da Silva | Foto: Divulgação/EBC
Entre os títulos estão Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves; O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez; e O Último Cabalista de Lisboa, de Richard Zimler.
Também fazem parte da seleção A Elite do Atraso, de Jessé Souza; Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari; A Fome, de Martín Caparrós; O Petróleo, de Daniel Yergin; e Escravidão, de Laurentino Gomes.
A estante pretende, portanto, reproduzir uma referência ao período de pouco mais de um ano e meio em que o petista esteve preso.
Lula ficou 580 dias preso em Curitiba
Lula ficou detido entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019. A prisão ocorreu no contexto das investigações conduzidas pelo então juiz Sergio Moro, hoje candidato ao governo do Paraná pelo PL.
A acusação apontou o apartamento triplex no Guarujá (SP) como propriedade oculta de Lula, e a Justiça condenou o petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso.
Ele deixou a prisão em novembro de 2019 depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento sobre a possibilidade de prisão em segunda instância. Mais tarde, o próprio STF anulou os processos relacionados ao caso.
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