Espriella suspendeu negociações de paz e determinou envio de dois guerrilheiros acusados de narcotráfico e narcoterrorismo
Victória Batalha
Abelardo de la Espriella, Presidente eleito da Colômbia, é advogado, empresário e escritor | Foto: Reprodução/defensoresdelapatria.com
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta quarta-feira, 26, a extradição para os Estados Unidos de dois líderes de grupos dissidentes das Farc. Willinton Henao, conhecido como Mocho Olmedo, e Geovany Andrés Rojas, o Araña, haviam sido presos em 2015, mas não foram enviados aos EUA por causa das negociações de paz mantidas pelo governo anterior.
“Ordenei a extradição deles para os Estados Unidos”, afirmou De la Espriella em entrevista coletiva. O presidente também anunciou a extradição de outras três pessoas.
Henao integrava a 33ª Frente de um grupo dissidente das Farc que atuava na fronteira com a Venezuela. Em 2015, confrontos da organização com outro grupo guerrilheiro provocaram milhares de deslocados.
Rojas liderava os Comandos da Fronteira, organização envolvida com narcotráfico e outros crimes em regiões próximas ao Equador.
Colômbia amplia cooperação com os EUA
Os dois guerrilheiros pertenciam a grupos que rejeitaram o acordo de paz firmado em 2016 e que levou ao desarmamento das Farc, então o grupo guerrilheiro mais poderoso das Américas.
Nos Estados Unidos, Henao e Rojas enfrentarão acusações que incluem tráfico de drogas, posse de armas e narcoterrorismo.
Na Colômbia, a vitória do direitista Abelardo de la Espriella encerrou o governo Petro | Foto: Reuters/Sergio AceroA decisão de De la Espriella faz parte da aproximação do novo governo colombiano com os Estados Unidos para combater grupos criminosos e terroristas ligados ao narcotráfico.
Nesta quarta-feira, o chefe do Comando Sul dos EUA chegou à Colômbia para reuniões com a nova liderança militar. A visita ocorre depois da autorização para bombardeios conjuntos contra narcotraficantes, em 12 de agosto.
Os dois líderes haviam permanecido na Colômbia durante as negociações promovidas pelo ex-presidente Gustavo Petro, que governou o país de 2022 a 2026. O governo de esquerda tentou negociar acordos de paz com grupos armados ilegais, mas não conseguiu encerrar a violência provocada por essas organizações.
Ataques, sequestros e assassinatos continuaram durante o período, enquanto analistas e fontes militares registraram aumento no número de grupos armados em atividade no país.
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