Decisão determina retenção de valores da cobertura da Copa do Mundo e exige apresentação de contratos e comprovantes de pagamento
Letícia Alves

Romário e Casimiro Miguel, da CazéTV | Foto: Reprodução/ Redes sociais
A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, determinou o bloqueio dos valores que o senador Romário (PL-RJ) tem a receber da CazéTV. O ex-jogador faz parte da cobertura da Copa do Mundo pela emissora. As informações são da coluna de Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.
A medida judicial busca quitar uma dívida de R$ 32,4 milhões. A empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. cobra o valor em uma ação contra o senador e a empresa dele. No entanto, o processo corre em segredo de Justiça.
A CazéTV enviou Romário aos Estados Unidos para realizar transmissões ao vivo durante o torneio. A participação do senador gerou forte repercussão negativa, sobretudo quando imagens do momento em que ele dança em uma boate viralizaram.
O Senado Federal ainda não está em recesso, e Romário alegava estar participando das sessões por videoconferência. Depois das críticas, porém, ele informou que devolveria aos cofres públicos a parte de seu salário correspondente ao período em que se afastou do plenário.
A Justiça também determinou que a CazéTV apresente todos os contratos firmados com o ex-jogador. A emissora deve entregar notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e outros documentos da contratação. A empresa também deve informar se empresas parceiras firmaram contratos com o senador e identificar os responsáveis pelos pagamentos.
A dívida de Romário
A dívida tem origem em uma ação de cumprimento de contrato da Koncretize contra Romário e a empresa dele. O ex-jogador contratou a construtora para administrar o estacionamento do Café Onze Bar. No entanto, depois do fechamento do estabelecimento, as partes divergiram sobre a retirada dos elevadores de veículos do local.
Na época, Romário assinou um termo de confissão de dívida no valor de R$ 1,65 milhão. Ele tentou anular o documento em 2012, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reconheceu a validade do termo.
A empresa afirma que o senador não cumpriu o compromisso. Com a inclusão de encargos, juros e correção monetária, o valor chegou a R$ 32,4 milhões. O processo está na fase de cumprimento de sentença. A Justiça já determinou a penhora de um imóvel, de uma lancha, de um veículo e impôs restrições a outros carros de Romário.
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