Memorando de 14 pontos prevê reabertura do Estreito de Ormuz, flexibilização de restrições econômicas e novas regras
Victória Batalha

Donald Trump assinou acordo no Palácio de Versalhes | Foto: Reprodução/site Casa Branca
Os governos dos Estados Unidos e do Irã confirmaram a assinatura de um acordo nesta quarta-feira, 17. O documento encerra a guerra iniciada em 28 de fevereiro no Oriente Médio.
A confirmação veio dos dois lados. O assessor da Casa Branca, Dan Scavino, divulgou um vídeo do momento. As imagens mostram o presidente Donald Trump assinando o documento. A assinatura aconteceu durante um encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghai, informou que o regime concluiu a assinatura de forma eletrônica.
“O texto do memorando de entendimento de Islamabad foi finalizado com a assinatura dos presidentes”, afirmou Baghai, segundo a agência estatal Irna, “Agora é hora de testar a implementação desse acordo.”
O porta-voz acrescentou que uma cerimônia presencial cogitada para sexta-feira, 19, na Suíça, “não faz sentido” depois da formalização eletrônica do documento.
Trump também compartilhou em sua rede Truth Social um vídeo da Fox News que noticiava a assinatura do acordo, utilizando as mesmas imagens divulgadas por Scavino.
Acordo amplia termos de entendimento firmado no domingo
A assinatura ocorre três dias depois de Washington e Teerã firmarem um memorando de entendimento que estabeleceu os termos de um cessar-fogo entre os dois países.
O documento anunciado no último domingo, 14, já previa a reabertura do Estreito de Ormuz, alívio financeiro para Teerã e a reafirmação de que o Irã não produzirá armas nucleares.
O acordo assinado nesta quarta-feira amplia esses termos. O texto formaliza um memorando de entendimento composto por 14 pontos. O objetivo é encerrar a guerra e interromper também os confrontos no Líbano, onde forças israelenses combatem o grupo terrorista Hezbollah.
O que prevê o memorando
Uma cópia vazada do acordo revelou os primeiros detalhes do documento. Segundo os relatos, o material nuclear enriquecido do Irã permanecerá em território iraniano. No entanto, o elemento passará por um processo de diluição supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica.
Os artigos 8 a 14 estabelecem restrições à atividade militar dos EUA na região e criam uma estrutura para a continuidade das negociações sobre o programa nuclear iraniano depois da assinatura do acordo.
O texto também prevê que o Departamento do Tesouro norte-americano emita autorizações para a exportação de petróleo bruto iraniano, produtos petrolíferos e derivados relacionados.
Além disso, o memorando trata da liberação de recursos iranianos congelados ou submetidos a restrições financeiras.
Macron celebra acordo
Nas redes sociais, Macron afirmou que a assinatura ocorreu dentro do Palácio de Versalhes e declarou que o acordo “abre caminho para uma paz duradoura” e permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz.
Já o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou a reabertura da passagem marítima e o levantamento do bloqueio norte-americano aos portos iranianos depois da formalização do memorando.
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