Bombardeios deixaram ao menos 27 mortos, atingiram Kiev e outras cidades e provocaram danos em infraestrutura civil e energética
Luana Viana

Rússia lançou mais de 1.560 drones contra a Ucrânia | Foto: Reprodução/X | Foto: Reprodução/X/@ZelenskyyUa
A Rússia começou, nesta quarta-feira 13, a maior ofensiva aérea desde o início da guerra na Ucrânia. Os bombardeios atingiram Kiev e outras cidades do país com centenas de drones e dezenas de mísseis, que deixaram ao menos 27 mortos.
Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Moscou lançou 1.567 drones. Apenas durante a madrugada desta quinta-feira,14, a Ucrânia afirmou ter sido alvo de mais de 670 drones de ataque e 56 mísseis russos.
Kiev foi o principal alvo da ofensiva. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia informou que ao menos 21 pessoas morreram na capital, incluindo três crianças. O prefeito da Kiev, Vitali Klitschko, decretou luto oficial para esta sexta-feira,15.
“Essas definitivamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, afirmou Zelensky, em referência à declaração recente do presidente russo, Vladimir Putin, de que o conflito estaria “chegando ao fim”.
Ataques atingem infraestrutura e deixam milhares sem energia
Autoridades ucranianas afirmaram que a ofensiva atingiu 180 estruturas em diferentes regiões do país, incluindo mais de 50 prédios residenciais. Para atender as áreas afetadas, o governo mobilizou mais de 1,5 mil agentes de emergência.
O Ministério da Energia da Ucrânia informou que os ataques interromperam o fornecimento de eletricidade em 11 regiões. Bombardeios russos também atingiram infraestrutura portuária em Odessa, no sul do país, além de linhas ferroviárias.
Zelensky ainda afirmou que drones russos atingiram um veículo do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários durante uma missão humanitária em Kherson.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, declarou que os ataques demonstram que Moscou pretende prolongar a guerra, apesar das tentativas de mediação internacional.
“Tenho certeza de que os líderes dos Estados Unidos e da China têm influência suficiente sobre Moscou para dizer a Putin que finalmente ponha fim à guerra”, afirmou Sybiha.
Até o momento, o governo russo não comentou oficialmente os ataques.
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