Conversas para acordo pacífico devem ser reiniciadas nesta quinta-feira, 16, depois de discussões sem sucesso no fim de semana
Lucas Cheiddi

O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X
Com a expectativa de retomada das negociações de paz entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, o presidente Donald Trump afirmou que o conflito entre os dois países está “muito próximo de acabar”, em meio à vigência de uma trégua de duas semanas.
Durante entrevista concedida à Fox Business, Trump declarou: “Acho que está perto do fim, sim. Considero que está muito próximo de terminar”. As conversas para um acordo pacífico devem ser reiniciadas nesta quinta-feira, 16, depois de discussões do fim de semana no Paquistão não apresentarem avanços.
Medidas recentes e declarações de Trump
Fumaça toma conta de parte de Teerã, capital do Irã, depois de bombardeio | Foto: Reprodução/X/@kann_news
Na última segunda-feira, 13, Trump determinou o bloqueio naval de todos os portos iranianos. A decisão elevou a tensão pouco tempo depois de os Estados Unidos terem suspendido os bombardeios contra o Irã. Apesar de considerar o conflito quase encerrado, o republicano ressaltou que a missão norte-americana ainda não terminou.
“Se eu saísse agora, levaria 20 anos para eles reconstruírem aquele país”, completou Trump. “E nós não terminamos. Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem fechar um acordo desesperadamente.”
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e outros integrantes do alto escalão da Casa Branca encontraram-se com representantes iranianos no Paquistão para discutir o programa nuclear de Teerã, sem que um acordo fosse alcançado. Vance, no entanto, avaliou que houve avanços e afirmou que a decisão sobre os próximos passos está nas mãos do Irã.
“A bola está muito do lado deles”, disse. “Você pergunta o que vai acontecer agora, acredito que os iranianos vão decidir o próximo movimento.”
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados que resultaram na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o que enfraqueceu o regime islâmico. Trump tem destacado a redução da capacidade militar e da liderança iraniana, ao afirmar repetidas vezes que as forças norte-americanas “dizimaram” o poderio militar de Teerã.
“Tive de intervir, porque, se não fizesse isso, agora o Irã teria uma arma nuclear”, explicou Trump à Fox Business. “E, se eles tivessem uma arma nuclear, todos vocês os estariam chamando de ‘senhor’, e ninguém quer isso.”

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