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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Folha aponta 'fracasso alarmante' na política fiscal do governo Lula 3

Editorial afirma que trajetória da dívida pública indica deterioração e risco de crise de confiança

Isabela Jordão

Segundo o FMI, a dívida pública do Brasil pode chegar a 100% do PIB em 2027 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A evolução da dívida pública brasileira revela um “fracasso alarmante” na condução da política fiscal durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou o jornal Folha de S.Paulo em editorial publicado neste domingo, 19. A dívida pública, diz o texto, é o indicador mais confiável para constatar o desastre, apesar dos artifícios contábeis usados na apuração dos resultados do Tesouro Nacional.

De acordo com projeções da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a dívida pública — isto é, os passivos de União, Estados e municípios — deve atingir 86% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Caso a projeção se concretize, a cifra representaria uma alta de 14,3 pontos porcentuais ante os 71,7% do PIB do final de 2022.

O editorial compara a trajetória atual aos cinco anos completos do governo de Dilma Rousseff, “a responsável pelo maior retrocesso econômico entre os governos eleitos desde a redemocratização”. No período, a dívida subiu 13,7 pontos
 porcentuais.Dilma Rousseff | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Já estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que seguem outra metodologia, revelam que o endividamento pode chegar a 100% do PIB já no próximo ano. “As projeções do Monitor Fiscal do FMI ajudam a dimensionar a gravidade da situação aqui e no mundo”, ponderou a Folha.

A publicação também rebate o argumento de que o nível de dívida brasileira seria comparável ao de países desenvolvidos. “É enganoso o argumento, usado por defensores de mais gasto público, de que países ricos têm dívidas bem maiores”, diz o texto, ressaltando que essas nações dispõem de moeda forte e maior capacidade de crédito.

Fundo Monetário Internacional (FMI) faz alerta sobre economia brasileira | Foto: Divulgação

Selic é consequência da má administração do governo Lula, diz a Folha

Para o jornal, o problema não tem origem na taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano, mas no aumento dos gastos públicos. “A Selic, afinal, foi elevada a esse patamar sufocante devido ao imperativo de conter a inflação impulsionada pela alta descomunal das despesas da administração petista.”

A análise ressalta que, mantida a tendência, o país pode enfrentar “risco crescente de uma crise de confiança capaz de paralisar investimentos, provocar uma recessão e elevar a taxa de pobreza”, como ocorreu no governo Dilma. O editorial conclui que “o único caminho seguro” é uma “revisão drástica da política fiscal” no próximo governo, acrescentando que o atual arcabouço fiscal “há muito caiu em descrédito”.

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