Caiado e Zema são pré-candidatos à Presidência da República; outros 8 já confirmaram interesse no Senado
Lucas Cheiddi

Ronaldo Caiado (PSD-GO; esq.) e Romeu Zema (Novo-MG; dir.) já confirmaram interesse em concorrer à Presidência da República | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Com o encerramento do prazo para desincompatibilização no último sábado, 4, onze dos 27 governadores decidiram deixar seus cargos para disputar as eleições de outubro. Entre eles, Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) já confirmaram interesse em concorrer à Presidência da República.
Outros oito ex-governadores planejam buscar vagas no Senado Federal, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa este ano. São eles: Antonio Denarium (Republicanos-RR), Cláudio Castro (PL-RJ), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Gladson Cameli (PP-AC), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB), Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Renato Casagrande (PSB-ES).
No Amazonas, Wilson Lima (União Brasil-AM) anunciou sua saída do cargo no último dia permitido, depois de afirmar que concluiria o mandato. Ele ainda não definiu publicamente o cargo que pretende disputar, porém há expectativa de que também se candidate ao Senado.
Senado ganha protagonismo na eleição de outubro
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoA renovação do Senado é vista como estratégica tanto pelo governo quanto pela oposição, já que, além de legislar, a Casa tem papel central na aprovação de indicações ao STF, à PGR e ao Banco Central. O Senado também é responsável por julgar processos de impeachment contra o presidente da República e ministros da Suprema Corte.
Pela legislação, governadores, prefeitos, ministros e secretários que desejam concorrer a outros cargos precisam se afastar das funções, medida criada para coibir o uso da máquina pública. A exceção ocorre para quem busca a reeleição, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nove governadores neste ano.
Regras e sucessão dos governadores nos Estados
Depois da renúncia, não há possibilidade de retornar ao cargo, mesmo em caso de desistência ou derrota eleitoral. A oficialização das candidaturas só acontece na sequência das convenções partidárias e registro no TSE, previstos para agosto.
Com a saída dos titulares, os vices costumam assumir os governos estaduais e podem concorrer a novo mandato. No Rio de Janeiro, Cláudio Castro não tinha vice, por isso, está prevista uma eleição suplementar para mandato-tampão até o fim do ano. O Supremo Tribunal Federal decidirá se a escolha será direta, com votos dos eleitores, ou indireta, apenas entre os deputados estaduais.
Castro enfrenta ainda inelegibilidade depois de condenação por abuso de poder em 2022 pelo TSE, mas pretende recorrer. Se autorizado, poderá disputar sub judice e só terá votos validados caso reverta a decisão.
No Amazonas, o vice Tadeu de Souza (Republicanos) também deixou o cargo. O fato levou o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil), a assumir o governo estadual.
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