Na ocasião, foi informado de que seu cadastro estava desativado por motivo de falecimento
Por Leilane Teixeira

- Foto: Marcelo Moraes/EPTV
Um erro no sistema do SUS fez com que um comerciante de 62 anos fosse considerado morto por quase um ano, mesmo estando vivo e em tratamento de saúde.
Guelfo de Favari Júnior só descobriu a situação na última quarta-feira, 25, ao tentar retirar medicamentos para tratar problemas cardíacos em uma unidade da Farmácia Popular. Na ocasião, foi informado de que seu cadastro estava desativado por motivo de falecimento.
Erro em cartório
A confusão começou em dezembro de 2024, após a morte do pai dele, que tinha o mesmo nome. Júnior foi o responsável por registrar o óbito no cartório e acredita que, durante esse processo, seus dados tenham sido indevidamente vinculados ao registro.
Durante todo o ano de 2025, ele seguiu comprando os medicamentos normalmente e não percebeu o erro. O problema só veio à tona quando precisou retomar a retirada dos remédios pelo programa.
“Falei que estava tendo um engano, porque o nome dele é o mesmo que o meu, só muda o ‘Júnior’. Eu fui registrar a morte dele e acabaram me dando como morto”, relatou em entrevista à EPTV.
O comerciante, que sofre de arritmia e pressão alta, afirmou ter enfrentado dificuldades para resolver a situação. Segundo ele, percorreu diversos setores em busca de uma solução, sem sucesso imediato.
“É constrangedor. Ninguém sabe explicar onde resolver isso. Fiquei o dia inteiro em vários departamentos e não consegui resolver”, disse.
Polícia investiga
Diante do caso, Júnior registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e informou que pretende acionar a Justiça.
Procurado, o Ministério da Saúde reconheceu a falha no cadastro e afirmou que a situação já foi corrigida. A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto também informou que os dados do paciente foram regularizados após a reclamação.
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