Depois de divergências sobre candidatura, eles se reuniram antes de manifestação e declararam impasse como 'assunto superado'
Isabela Jordão
Flávio Bolsonaro durante discurso no ato Acorda, Brasil | Foto: Reprodução/Redes sociaisA manifestação “Acorda Brasil”, realizada neste domingo, 1º, na Avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado por um gesto de aproximação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia. O ato defendeu a anistia aos presos do 8 de janeiro e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com aliados, antes da manifestação, Flávio e Malafaia se encontraram em um hotel nas imediações da Paulista, onde ocorreu a concentração do evento. Na reunião, conversaram longamente sobre a possível candidatura do senador à
Interlocutores de ambos afirmaram, sob reserva, que a “briga” atribuída à preferência de Malafaia pelo nome do governador Tarcísio de Freitas teria se tornado “assunto superado” depois do encontro. As informações são do portal Metrópoles.
Acorda, Brasil. Ato na Paulista – 1º/3/2026 | Foto: Revista OesteDurante o ato, Flávio fez um aceno público ao pastor neopentecostal. Em discurso no trio elétrico, o senador e pré-candidato destacou Malafaia como um “professor” e afirmou que sua coragem “inspira” os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Muitas vezes, as coisas não acontecem do jeito que a gente espera. Mas eu acredito tanto que o que está acontecendo no Brasil é projeto de Deus que eu quero mais uma vez pedir a sua ajuda, os seus conselhos”, declarou. “Você é um professor para todos nós, sua coragem nos inspira. Vamos juntos resgatar esse Brasil, pastor.”
Acorda, Brasil. Ato na Paulista – 1º/3/2026 | Foto: Revista OesteAliados articularam conversa entre Flávio e Malafaia
Aliados em comum de Flávio e Malafaia — entre eles o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante — articulavam uma conversa entre o senador e o pastor para aparar divergências.
Dias antes, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) sugerira, em reunião de Flávio com a bancada do partido no Congresso, que o presidenciável intensificasse o diálogo com pastores evangélicos para ampliar sua aproximação com o eleitorado religioso.
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