Dados entregues à CPI do INSS mostram que banqueiro transferiu a Martha Graeff cerca de R$ 520 milhões, entre imóveis, carros e joias
Fábio Bouéri

Segundo mensagens, Vorcaro encomendou a construção de um iate na Alemanha com o nome de Martha: US$ 100 milhões | Foto: Reprodução/Instagram/@marthagraeff
Mensagens entregues à CPI do INSS revelam que o empresário Daniel Vorcaro transferiu ou destinou à ex-noiva, a influenciadora Martha Graeff, bens que podem superar US$ 100 milhões (mais de R$ 520 milhões).
De acordo com as conversas analisadas pela comissão, Vorcaro teria estruturado nos Estados Unidos um mecanismo de proteção patrimonial comum no país no qual Martha apareceria como beneficiária.
Vorcaro: mansão em Miami e apartamento de luxo
O principal ativo citado nas mensagens é uma mansão em Bay Point, área nobre de Miami, comprada por US$ 86,5 milhões (mais de R$ 450 milhões). O imóvel passava por reformas que poderiam elevar seu valor para mais de US$ 100 milhões, segundo o próprio Vorcaro nas conversas.
Durante as obras, o casal alugou um apartamento no complexo Four Seasons Surfside, também em Miami. O imóvel tem cerca de 700 m², dez quartos e aluguel mensal de US$ 200 mil.
Carros, bolsas e relógio de R$ 1,2 milhão
As mensagens, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, também citam uma série de bens de alto valor entregues à influenciadora. Entre eles estão carros, como um Rolls‑Royce Cullinan, que pode ultrapassar US$ 500 mil, uma Mercedes‑Benz G‑Class e um Land Rover Defender, avaliados em cerca de US$ 150 mil cada um.
Também aparecem nas conversas peças de alta joalheria e relógios de luxo, incluindo um modelo da Audemars Piguet em edição limitada avaliado em US$ 245 mil. Bolsas de marcas como Hermès e Yves Saint Laurent são citadas entre os presentes.
De acordo com as mensagens citadas pelo jornal, Vorcaro ainda teria investido US$ 10 milhões na empresa de produtos para “envelhecimento saudável” associada a Martha.
A CPI aprovou a convocação de Martha Graeff e de executivos ligados ao Banco Master para prestar esclarecimentos. Caso se comprove que os bens tenham origem em recursos desviados, a legislação prevê a possibilidade de apreensão desses ativos.
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