Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, relata avanço em diálogos diplomáticos conduzidos por Washington
Luis Batistela

Leavitt afirmou que a proposta partiu do próprio republicano | Foto: White House/Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia envolver países árabes no financiamento do conflito com o regime do Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, apresentou a possibilidade nesta segunda-feira, 30, durante coletiva em Washington.
Leavitt afirmou que a proposta partiu do próprio republicano. Segundo ela, Trump demonstra interesse em convocar governos da região para dividir os custos da guerra no Oriente Médio.
“Acho que é algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, disse. “É uma ideia que sei que ele tem e algo que acho que você ouvirá mais dele.”
A porta-voz também informou que Washington mantém negociações com Teerã e classificou o andamento como positivo. Ela argumentou que o conteúdo das conversas privadas difere das declarações públicas feitas pela ditadura islâmica.
“Apesar de toda a postura pública que se ouve do regime e de reportagens falsas, as conversas continuam e vão bem”, afirmou Leavitt. “O que é dito publicamente é, claro, muito diferente do que nos é comunicado em particular.”
Trump fala em mudança de regime no Irã
Trump endureceu o discurso contra o Irã ao longo do mesmo dia. Ele ponderou que usinas de energia e poços de petróleo do país poderão ser destruídos caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz — passagem responsável por grande parte do fluxo global de petróleo.
A declaração ocorreu depois de o regime iraniano classificar propostas de paz dos EUA como “irrealistas” e lançar ataques com mísseis contra Israel.
Conforme Oeste, Trump pressiona aliados europeus a liderarem uma eventual operação para reabrir o Estreito de Ormuz. O republicano, no entanto, estaria disposto a encerrar a operação militar contra o Irã mesmo que o local permaneça em grande parte fechado.
No domingo 29, ele afirmou que o cenário político iraniano já configura uma mudança administrativa. O presidente declarou que lideranças anteriores estão mortas e que novas figuras passaram a conduzir o país.
“Já tivemos uma mudança de regime”, disse. “O único regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O próximo regime está quase morto. E o terceiro regime, estamos lidando com pessoas diferentes das que qualquer um já lidou antes. Portanto, eu consideraria essa mudança de regime e, francamente, eles foram muito razoáveis.”
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou tom mais cauteloso. Em entrevista, ele afirmou que uma eventual nova liderança iraniana poderia representar avanço, mas alertou para incertezas.
Rubio declarou que o governo norte-americano deve considerar a possibilidade de que mudanças no comando do país não ocorram ou não produzam efeitos esperados.
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