Nova ação aponta indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação contra o ministro do STF
Isabela Jordão

Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/3/2026) | Foto: Luiz Silveira/STF
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram a Brasília na manhã desta segunda-feira, 9, para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Segundo Chiquini, a iniciativa traz fundamentos jurídicos inéditos em relação às representações anteriores. “Segunda-feira, 5 da manhã, eu e Deltan estamos a caminho de Brasília, para protocolar novo pedido de impeachment do Alexandre de Moraes, agora com fundamentação jurídica nunca antes utilizada”, afirmou.
Dallagnol disse que o pedido não se refere apenas a supostos abusos de autoridade, mas de possíveis crimes. “Agora vai muito além de abusos, agora estamos falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação, de organização criminosa”, declarou.
O ex-procurador citou questionamentos relativos ao contrato entre Viviane Barci, mulher do ministro, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “A questão é: qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, disse, acrescentando que haveria também indícios de interferência em investigações.
Provas da PF podem sustentar pedido de impeachment contra Moraes
Chiquini afirmou que o pedido de impeachment se baseia em novos elementos. “Agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal“, declarou. “Então o fundamento jurídico é novo, com indícios claríssimos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.”
Ao final do vídeo, publicado no X, o advogado disse que os dois manteriam o público informado sobre o andamento da iniciativa ao longo do dia e reforçou o objetivo de protocolar o pedido de impeachment do Moraes.
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