Presidente pressiona aliados por estratégia mais agressiva e maior alinhamento político em meio a dificuldades nas pesquisas
Fábio Bouéri

Lula da Silva sente o avanço de Flávio Bolsonaro e cobra reação de aliados | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula da Silva está preocupado com as pesquisas que apontam o avanço do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a futura disputa à Presidência da República nas eleições deste ano. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o líder petista cobrou de aliados maior agilidade na organização de sua pré-campanha durante reunião no início desta semana, no Palácio da Alvorada.
Conforme relatos, Lula demonstrou incômodo com o desempenho nos levantamentos eleitorais e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio político. O presidente também indicou insatisfação com o que considera uma resposta ainda tímida à ofensiva da oposição.
Lula: reversão do caso Master
Depois do encontro, dirigentes do PT teriam orientado parlamentares a intensificarem o confronto político, com foco no caso que envolve o Banco Master. A estratégia inclui ampliar a repercussão das declarações de Lula e associar o episódio ao campo adversário, mesmo que não haja nenhum tipo de prova para isso.
A reunião contou com nomes centrais da futura campanha, como Edinho Silva, apontado como coordenador-geral, além de Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr., cotados para funções estratégicas. Nos bastidores, aliados avaliam que o Partido Liberal já saiu na frente na estruturação da disputa, com aparato jurídico e de comunicação mais consolidado.
Em resposta, a cúpula petista passou a cobrar maior disciplina na comunicação e engajamento dos deputados com o discurso do governo. Apesar da pressão interna por aceleração, a legislação eleitoral impõe limites: a campanha oficial só começa em agosto, o que restringe, por exemplo, pedidos explícitos de voto até lá.
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