Levantamento indica cenário crítico a sete meses do pleito presidencial
Luis Batistela

Nos mandatos anteriores, Lula apresentava desempenho superior neste mesmo período | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra na fase final de seu terceiro mandato com índices de aprovação inferiores aos observados em eleições anteriores. Como resultado, o desempenho se distancia dos níveis registrados por governantes que conseguiram se reeleger ou indicar sucessores.
Levantamento do instituto Ipsos-Ipec divulgado na terça-feira 10 mostra que 40% dos entrevistados avaliam a gestão petista como ruim ou péssima. Apenas 33% classificam o governo como ótimo ou bom.
Um estudo do jornal O Estado de S. Paulo, baseado em pesquisas de março de anos eleitorais conduzidas pelo antigo Ibope e hoje pelo Ipsos-Ipec, indica um padrão. Desde 2002, presidentes que alcançaram esse estágio do calendário com aprovação igual ou inferior à atual não obtiveram sucesso nas urnas, nem transferiram apoio a candidatos aliados.
Nos mandatos anteriores, Lula apresentava desempenho superior neste mesmo período. Em 2006, registrava 38% de avaliação positiva. Em 2010, alcançou 75% e elegeu a então candidata Dilma Rousseff.
Outros presidentes chegaram à mesma fase com índices mais baixos e não tiveram êxito eleitoral. Em 2018, Michel Temer registrava 5% de avaliação positiva, e o candidato que apoiou, Henrique Meirelles, não avançou na disputa. Em 2022, Jair Bolsonaro apresentava cerca de 19% de avaliações positivas e acabou derrotado.
Parlamentares divergem sobre queda na aprovação de Lula
Para integrantes da oposição, a queda na aprovação tem múltiplas causas. Conforme o Estadão, o senador Rogério Marinho (PL-RN) relaciona o cenário ao desgaste da gestão e à percepção de aumento da carga tributária. “O povo tem a sensação de que o governo Lula já deu.”
O líder do PL na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), cita episódios recentes como fatores de desgaste. Ele menciona investigações que atingem o entorno do presidente, como a CPMI do INSS, que inclui entre os alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de questões que envolvem o Banco Master.
“Como o próprio Flávio vem dizendo, Lula é um produto com prazo de validade vencido”, disse.
Aliados do governo apresentam outra leitura. Segundo o Estadão, o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirma que a tendência é de recuperação ao longo da campanha eleitoral. “A decisão do voto costuma levar em conta um conjunto mais amplo de fatores, e a população já começa a perceber essa mudança para melhor.”
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