Vice-presidente disse que governo não limita apurações e comentou disputa sobre quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS
Isabela Jordão

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nesta terça-feira, 10, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha “com rigor” os desdobramentos do caso relativo ao Banco Master, tanto na imprensa quanto no Judiciário.
Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin declarou ainda que “ninguém no governo limita investigações”, ao comentar questionamentos sobre uma eventual tentativa de blindagem ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
O filho de Lula está no centro de um embate entre governo e oposição sobre um pedido de quebra de sigilo bancário e telemático no âmbito da CPMI do INSS.
Filho do presidente Lula da Silva, Lulinha admitiu ter viajado às custas de Careca do INSS | Foto: Reprodução/XA medida chegou a ser aprovada pelo colegiado, mas foi suspensa por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A presidência da comissão, no entanto, informou que pretende recorrer da decisão.
Alckmin também afirmou que casos semelhantes ao do Banco Master devem levar ao fortalecimento das instituições brasileiras e ao aperfeiçoamento de instrumentos, como o Fundo Garantidor de Créditos, a fim de evitar prejuízos ao sistema financeiro.
“As pessoas passam, as instituições ficam. É um processo permanente de aprimorar as instituições. Não tem ninguém acima da lei. Tudo está apenas começando”, disse.
Gabriel Galípolo, Daniel Vorcaro e Lula | Foto: Revista Oeste/ReproduçãoO vice-presidente, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, defendeu a atuação da Polícia Federal na condução das investigações sobre o Master e na prisão do ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
Alckmin joga a culpa do caso Master no governo Bolsonaro
Segundo Alckmin, os fatos investigados teriam origem no governo Bolsonaro. “Isso tudo vem de lá de trás, do governo anterior”, disse a Datena, segundo a divulgação da emissora CNN Brasil.
“Está ficando claro que havia pessoas de dentro do Banco Central com envolvimento. Deve haver apuração dos mecanismos de controle de fraudes e punição rigorosa”, afirmou. “O papel da PF foi fundamental e tem total liberdade de agir.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.