Ação é a 3ª interceptação semelhante na região desde dezembro e intensifica bloqueio a embarcações ligadas à Venezuela
Lucas Cheiddi
Ação militar dos EUA no Oceano Índico | Foto: Reprodução/XUma operação militar dos Estados Unidos (EUA) resultou na apreensão do petroleiro Bertha no Oceano Índico. A ação, que representa a terceira interceptação semelhante na região desde dezembro, intensifica o bloqueio a embarcações ligadas à Venezuela.
O Departamento de Defesa dos EUA relatou que o Bertha, identificado por características visuais e registros de rastreamento, havia deixado águas venezuelanas em janeiro, como parte de uma flotilha. O navio, registrado sob bandeira das Ilhas Cook e vinculado à Shanghai Legendary Ship Management Company Limited, está sujeito a sanções desde janeiro de 2020.
Detalhes da abordagem e contexto das sanções dos EUA
O Pentágono informou, nesta terça-feira, 24, que a abordagem ao Bertha ocorreu durante a noite, sem incidentes, em área sob responsabilidade do Comando Indo-Pacífico. Segundo comunicado, a embarcação tentava burlar sanções impostas contra o Irã e operava em desacordo com as restrições decretadas pelo presidente Donald Trump no Caribe.
Dados do MarineTraffic confirmam que o Bertha navegava ao largo das Maldivas em 24 de fevereiro, carregando aproximadamente 1,9 milhão de barris de petróleo pesado Merey, com destino à China, conforme relatórios da estatal venezuelana PDVSA. A empresa de gestão do navio não foi localizada para comentar a ocorrência.
O Pentágono destacou que, “durante a noite, forças dos EUA realizaram a interdição marítima e abordagem do Bertha sem incidentes na área de responsabilidade do Indopacom”. “A embarcação estava operando em desafio à quarentena estabelecida pelo presidente Trump contra navios sancionados no Caribe e tentou escapar”, afirmou o órgão, segundo a agência de notícias Reuters.
O governo norte-americano já havia apreendido recentemente os petroleiros Suezmax Aquila II e Veronica III no Oceano Índico. Ambos são suspeitos de integrar esquemas para ocultar a origem do petróleo de países sob sanções, como Irã, Rússia e Venezuela.
Segundo análise da Reuters, houve a interceptação de dez petroleiros desde dezembro, com ao menos dois liberados posteriormente ao novo governo venezuelano.
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