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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

'Hamas é o maior empecilho para a paz no Oriente Médio', diz major de Israel

Rafael Rozenszajn defende ações em Gaza e rebate acusações de genocídio

Mateus Conte
Rafael Rozenszajn é major das Forças de Defesa de Israel | Foto: Revista Oeste

O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) em língua portuguesa, afirmou que a eliminação do Hamas é condição indispensável para a paz na região. “O Hamas é o maior empecilho para a paz no Oriente Médio”, declarou, em entrevista ao Arena Oeste desta quinta-feira, 6.

Rozenszajn nasceu no Rio de Janeiro, é neto de sobrevivente do Holocausto e formado em Direito pela Universidade de Tel-Aviv, com especialização nos Estados Unidos. É autor do livro A Guerra de Narrativas, primeiro colocado na lista dos mais vendidos da Amazon na categoria Política Social, Política e Ciências Sociais.

Durante a entrevista, o militar argumentou que a guerra atual envolve também uma disputa informacional. “A guerra hoje em dia não é travada somente nos campos de batalha, é a guerra de informação, é a guerra de narrativas”, disse. Segundo ele, grandes veículos de imprensa “muitas vezes divulgam informações totalmente falsas contra Israel, a favor do Hamas”.

Por isso, ele defendeu o papel das redes sociais no combate à desinformação. “Infelizmente, muitas portas na mídia tradicional são fechadas para mim”, afirmou. “Mas preciso de portas abertas para poder explicar, como estamos fazendo aqui.”

Israel é acusado de genocídio em Gaza

Rozenszajn refutou a acusação de genocídio feita contra Israel. De acordo com dados que atribui ao próprio Hamas, cerca de 60 mil pessoas teriam morrido na Faixa de Gaza. Segundo ele, 25 mil dessas mortes seriam de integrantes do grupo terrorista, 10 mil seriam mortes naturais, e 20 mil de civis. “Cada civil que paga o preço da guerra é uma tragédia”, afirmou. “Mas, para o Hamas, isso é uma estratégia.”

Para sustentar esse argumento, o militar citou estimativas da ONU e da União Europeia segundo as quais, em guerras urbanas, para cada combatente morto, nove civis costumam ser atingidos. Com base nisso, afirmou: “A pergunta não é como morrem tantos civis, e sim que mágica Israel faz para que morram tão poucos”.

Rozenszajn também comentou as acusações de que Israel provocaria fome deliberadamente em Gaza. Segundo ele, “entraram na Faixa de Gaza, nesses dois anos, mais de 2,5 milhões de toneladas de alimentos”, volume que superaria as necessidades da população local. Ele acusou o Hamas de confiscar e revender esses suprimentos para financiar suas operações terroristas. “O Hamas quer ver a população de Gaza com fome”, afirmou. “Essa é a estratégia do Hamas.”

Na avaliação do porta-voz, o combate ao Hamas deve seguir três objetivos claros: resgatar os reféns ainda sob poder do grupo, remover o grupo terrorista do comando político da região e desmantelar sua estrutura militar. “Quando isso acontecer, o Hamas será totalmente derrotado, porque os objetivos dessa guerra serão alcançados”, declarou.

Apesar do atual cessar-fogo, Rozenszajn demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de paz duradoura. Ele citou uma pesquisa recente e afirmou que “90% dos palestinos apoiam ainda o Hamas”. Em tom realista, acrescentou: “Esperamos que essa ideia seja realmente trocada por uma ideia de paz, mas a curto prazo não sou otimista”.

A entrevista se encerrou com uma reflexão sobre a segurança pessoal do major em território brasileiro. “Em todos os lugares que vou, só vejo apoio”, agradeceu. “Mas sempre peço uma coisa: que as pessoas possam discutir, debater, escutar o outro lado.”

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