O porcentual representa um aumento de 11 pontos desde junho, sendo o maior registrado desde maio do ano passado
Erich Mafra

Primeira-dama Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja | Foto: Reprodução/Agência Brasil
O índice de desaprovação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, atingiu 61% entre os eleitores que afirmam conhecê-la, conforme levantamento do PoderData. O porcentual representa um aumento de 11 pontos em relação a junho, sendo o maior registrado desde maio de 2024.
O estudo, realizado entre os dias 27 e 29 de setembro de 2025, mostra ainda que 23% dos entrevistados aprovam a participação de Janja no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 16% não souberam responder. Esse índice de aprovação é o mais baixo desde o início das pesquisas sobre a primeira-dama.
Crescimento da notoriedade e atuação política de Janja
Em relação ao conhecimento sobre Janja, houve crescimento desde setembro de 2022, antes da eleição de Lula. Naquele período, 63% diziam conhecê-la; agora, esse número subiu para 89%, sendo 51% que a conhecem “de ouvir falar” e 38% que afirmam conhecê-la “bem”. Apenas 11% dos eleitores não têm conhecimento sobre ela.
Mesmo sem ocupar cargo oficial, Janja tem participado de agendas nacionais e internacionais, visitando mais de 35 países, inclusive sozinha. Recentemente, depois das medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos, ela republicou um texto de canais oficiais do governo, declarando: “Nunca seremos Brazil”.
Depois da possibilidade de um encontro entre Lula e Donald Trump, o presidente declarou que pretende levar a primeira-dama à reunião, marcada depois da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas. Em evento em Brasília, Lula agradeceu pelo apoio pessoal e político de Janja, ressaltando a parceria entre ambos.
Atuação nos bastidores
De acordo com o Poder360, Janja também atua no controle das ligações para Lula no Palácio da Alvorada, decidindo quem pode ou não falar com o presidente, que não possui celular próprio.
Para a pesquisa, 2,5 mil pessoas foram entrevistadas em 178 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%.
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