Texto do relator Arthur Lira (PP-AL) recebeu apoio unânime
Sarah Peres
Polianna Furtado

O deputado Arthur Lira (PP-AL) foi o relator da proposta na Câmara dos Deputados | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
Nesta quarta-feira, 1°, a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) da Pessoa Física para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
Dessa forma, o texto será analisado pelo Senado.
Apoiada pelo governo Lula e relatada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), a medida deve alcançar aproximadamente 20 milhões de brasileiros.
Atualmente, a isenção vale apenas para quem ganha até R$ 2.259,20.
Custo bilionário sobre a isenção do Imposto de Renda

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (à esq), recebe o presidente eleito Lula (à dir) para tratar de projetos do futuro governo – 9/11/2022 | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Conforme cálculos apresentados no plenário, a medida terá impacto anual estimado em R$ 25,8 bilhões sobre a arrecadação da União.
Para compensar a perda de receita, contudo, o projeto prevê a criação de uma tributação mínima sobre pessoas físicas de alta renda.
Haverá, ainda, a cobrança de 10% sobre dividendos distribuídos em valores elevados.
Negociações e resistência
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou das negociações e defendeu o projeto.
De acordo com ele, a ampliação da faixa de isenção é uma forma de “aliviar a carga tributária de quem vive de salário”.
Apesar do apoio da base governista, houve críticas da oposição.
Parlamentares alertaram para o risco de aumento de carga sobre investimentos e questionaram se a arrecadação extra sobre os mais ricos será suficiente para bancar a renúncia fiscal.
Próximos passos
O texto segue em regime de urgência para o Senado, onde pode ser alterado antes da votação final.
Caso seja aprovado sem mudanças, a isenção de até R$ 5 mil entrará em vigor já na próxima declaração do IR.
“Trata-se de um compromisso de campanha sendo cumprido”, disse Haddad. “Mas também de uma decisão que exige responsabilidade para manter o equilíbrio das contas públicas.”
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