RADIO WEB JUAZEIRO : MP de São Paulo denuncia homem que mutilou cavalo em Bananal



sexta-feira, 29 de agosto de 2025

MP de São Paulo denuncia homem que mutilou cavalo em Bananal

Laudo pericial confirma que animal ainda estava vivo no momento dos golpes

Luis Batistela

Andrey Queiroz, de 21 anos, prestou depoimento à polícia dois dias depois do crime | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público de São Paulo denunciou Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz por maus-tratos contra um cavalo em Bananal, no interior do Estado. A acusação formal revela que o tutor levou o animal à exaustão durante uma cavalgada e, posteriormente, cortou as patas do bicho com um facão.

O laudo pericial revela que o cavalo ainda respirava quando foi mutilado. A constatação veio à tona na quarta-feira 27, em vídeo publicado pelo delegado responsável pelo caso, Rubens Melo, ao lado da médica-veterinária Luana Gesualdi. Ambos esclareceram detalhes técnicos da cena do crime.

O episódio ocorreu em 16 de agosto, durante uma cavalgada de aproximadamente 14 quilômetros. Segundo relato de testemunha à Polícia Civil, o cavalo caiu de exaustão no trajeto. Foi nesse momento que o tutor sacou o facão e desferiu os golpes.

No boletim de ocorrência, Andrey alegou que acreditava que o animal estivesse morto. No entanto, a perícia comprovou o contrário: o bicho estava vivo. “Quando o animal está sem vida, é um cadáver, você não consegue desferir golpes e causar hematomas”.

A ausência de sangue no local chamou atenção. Segundo Gesualdi, isso se deve ao fato de o cavalo estar desfalecido e com pressão muito baixa, o que reduz a circulação. A condição pode ter levado o agressor a crer que o animal já estava morto.

Tutor admite culpa por mutilação do cavalo e diz que agiu transtornado

Andrey Queiroz, de 21 anos, prestou depoimento à polícia dois dias depois do crime e foi liberado. Em entrevista à emissora Rede Vanguarda, ele reconheceu a crueldade do ato.

“Não foi uma decisão”, disse Andrey. “Foi um ato de transtorno. Em um momento embriagado, transtornado, eu peguei e cortei por cortar. Foi um ato cruel. Estava com álcool no corpo. Não é culpa da bebida. É culpa minha. Eu reconheço os meus erros.”

A denúncia do Ministério Público destaca que a ação desrespeitou a vida e causou sofrimento desnecessário ao animal, resultando na morte do cavalo.

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