Laudo pericial confirma que animal ainda estava vivo no momento dos golpes
Luis Batistela

Andrey Queiroz, de 21 anos, prestou depoimento à polícia dois dias depois do crime | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Ministério Público de São Paulo denunciou Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz por maus-tratos contra um cavalo em Bananal, no interior do Estado. A acusação formal revela que o tutor levou o animal à exaustão durante uma cavalgada e, posteriormente, cortou as patas do bicho com um facão.
O laudo pericial revela que o cavalo ainda respirava quando foi mutilado. A constatação veio à tona na quarta-feira 27, em vídeo publicado pelo delegado responsável pelo caso, Rubens Melo, ao lado da médica-veterinária Luana Gesualdi. Ambos esclareceram detalhes técnicos da cena do crime.
O episódio ocorreu em 16 de agosto, durante uma cavalgada de aproximadamente 14 quilômetros. Segundo relato de testemunha à Polícia Civil, o cavalo caiu de exaustão no trajeto. Foi nesse momento que o tutor sacou o facão e desferiu os golpes.
No boletim de ocorrência, Andrey alegou que acreditava que o animal estivesse morto. No entanto, a perícia comprovou o contrário: o bicho estava vivo. “Quando o animal está sem vida, é um cadáver, você não consegue desferir golpes e causar hematomas”.
A ausência de sangue no local chamou atenção. Segundo Gesualdi, isso se deve ao fato de o cavalo estar desfalecido e com pressão muito baixa, o que reduz a circulação. A condição pode ter levado o agressor a crer que o animal já estava morto.
Tutor admite culpa por mutilação do cavalo e diz que agiu transtornado
Andrey Queiroz, de 21 anos, prestou depoimento à polícia dois dias depois do crime e foi liberado. Em entrevista à emissora Rede Vanguarda, ele reconheceu a crueldade do ato.
“Não foi uma decisão”, disse Andrey. “Foi um ato de transtorno. Em um momento embriagado, transtornado, eu peguei e cortei por cortar. Foi um ato cruel. Estava com álcool no corpo. Não é culpa da bebida. É culpa minha. Eu reconheço os meus erros.”
A denúncia do Ministério Público destaca que a ação desrespeitou a vida e causou sofrimento desnecessário ao animal, resultando na morte do cavalo.
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