Eleições do ano que vem são consideradas fundamentais para emplacar o petista novamente
MARIANA GOELZER
Partido quer expandir presença nos municípios, para dar continuidade a seu projeto político | Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/PRÀs 8 horas da quarta-feira 30, o Partido dos Trabalhadores (PT) publicou em seu site a Resolução do Diretório Nacional, que trata das eleições para prefeitos e vereadores, em 2024.
O documento apresenta 37 pontos, com orientações do PT para as disputas eleitorais do ano que vem.
Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estar apenas no primeiro ano de seu mandato, a resolução frisa a importância que as eleições de 2024 têm para a possível reeleição de Lula em 2026.
Candidaturas
Para as eleições de 2024, o PT aposta em candidaturas próprias ou com alianças esquerdistas. O plano é priorizar a reeleição tanto das cidades em que o PT já governa quanto das bancadas legislativas municipais. Além disso, o partido deve investir prioritariamente em cidades com maior densidade político-eleitoral.
Deve haver um esforço para garantir candidaturas do PT nos municípios com mais de 100 mil eleitores, que são polo regional e que possuem emissora de TV de caráter regional.
Para conseguir conquistar essas posições, o PT promoverá reuniões de Lula com os governadores e prefeitos, para detectar projetos e programas nos quais investir.
A política de alianças está autorizada com a Federação Brasil da Esperança (Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Verde), com a Federal Psol-Rede e com partidos que apoiaram Lula em 2022.
A política em jogo
No documento, o PT obriga os candidatos a apoiar políticas convergentes aos compromissos de campanha de Lula e se opõe à proposta de reforma administrativa, pois a considera contrária à promoção de políticas públicas vitais para o governo.
Ainda, afirma que é importante aprovar a taxação dos super-ricos, dos fundos offshore, proposta pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A medida traria receitas para o Orçamento da União.
A resolução ainda expõe que o fato de que partido quer uma ação urgente e contundente para delimitar o papel dos militares brasileiros. O partido considera que os oficiais deram “sustentação” à “tentativa de golpe em 8 de janeiro”.
No texto, o PT também considera urgente medidas para tornar inaceitável violência policial por parte das polícias estaduais.
O PT e o Supremo Tribunal Federal
O partido também espera que a Corte aprove o “marco temporal”. Como justificativa, lista decisões do STF que julgou como avanços, tais como a equiparação da ofensa contra pessoas LGBT ao crime de injúria racial; a manutenção, ainda que parcialmente, do princípio da insignificância e o avanço na descriminalização do porte de cannabis para uso pessoal.
O julgamento da questão da maconha é mencionado como um passo importante para mudar a política de guerra às drogas.
Caminho para vitória
No documento, o PT se declara um dos maiores partidos políticos de esquerda do mundo e conclama seus membros a converter esse apoio em “mobilização e organização em torno de mudanças democráticas e populares”.
O partido também quer promover debates articulados com projetos e ações federais, para ganhar potência eleitoral e fortalecer o projeto nacional.
Em temos de programa, dentre outras coisas, cita o fato de que os candidatos devem apoiar a reforma agrária socialista — com compras, assistência e transporte — e devem, também, atentar para políticas de distribuição de renda.
O presidente Lula, durante cerimônia do III Fórum Interconselhos, nesta quarta-feira, 30 Foto: Reprodição/Mateus Bonomi/Estadão ConteúdoPor fim, propõe a PT e aliados que busquem unificação para fortalecer “um projeto de participação social e democracia participativa que seja um norte programático”. Avalia também que a iniciativa do governo em relação ao Plano Plurianual é correta e necessária e pode avançar na organização do Orçamento Participativo, a partir dos municípios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.