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quinta-feira, 31 de agosto de 2023

De contradições a pedido de prisão: o que G. Dias deve enfrentar na CPMI

Depoimento do ex-ministro é o mais aguardado pela oposição

RUTE MORAES
O general Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI, durante seu depoimento à CPI do Distrito Federal - 22/06/2023 | Foto: Foto: Rinaldo Morelli/Agência CLDF

Na manhã desta quinta-feira, 30, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro colhe o depoimento mais aguardado pela oposição: do general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A oitiva do ex-ministro foi aprovada há dois meses, mas só foi marcada na semana passada, depois de pressão por parte da oposição. Inicialmente, a ida de G. Dias foi blindada pela ala governista, que depois cedeu.

Conforme apurou Oeste, caso o general minta no colegiado, a oposição poderá pedir sua prisão à CPMI. A comissão tem poder de polícia, portanto, o presidente do colegiado, deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), pode determinar a prisão do ex-ministro.

“Espero que ele venha aqui e não minta, porque, se mentir, pode sair preso”, disse o senador Marcos Rogério (PL-RO) à coluna. Segundo o parlamentar, a outra estratégia da oposição é confrontar G. Dias com as contradições apresentadas por ele próprio.

“Ele já mentiu demais”, explicou Rogério. “Primeiro, disse que não sabia de nada, mas ele quem notificou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) dois dias antes das invasões. Depois, ele disse que não foi notificado, mas apareceram os documentos e o testemunho do Saulo de Moura Cunha, ex-diretor da Abin, dizendo que ele mandou adulterar os documentos que comprovavam que ele sabia. Ele é um poço de contradições e mentiu. Então agora ele precisa dizer de fato o que aconteceu.”

Conforme noticiou Oeste, G. Dias pediu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para fraudar um relatório de segurança sobre os atos ocorridos em 8 de janeiro.

Ao depor na CPI do Distrito Federal, o ex-ministro negou ter fraudado qualquer documento. Contudo, Saulo Moura Cunha, ex-diretor da Abin, confirmou que a ordem partiu de G. Dias.

O ex-ministro foi demitido depois da divulgação de imagens do circuito interno do Palácio do Planalto pela emissora CNN. Nas cenas, o general aparece à paisana interagindo com os manifestantes.

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