'Tomara que não seja verdade', diz jornal
REDAÇÃO OESTE
Lula quer aliado na presidência da empresa | Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO jornal O Estado de S. Paulo publicou um editorial, nesta quarta-feira, 3, com críticas à possível indicação do ex-ministro Guido Mantega para a presidência da Vale.
“Tomara que não seja verdade”, diz o Estadão. “Para quem se lembra do desastre lulopetista que resultou em recessão e inflação, além de contabilidade criativa, a simples menção ao nome de Mantega causa calafrios. Não é por outra razão que o ex-ministro foi inabilitado pelo Tribunal de Contas da União para exercer cargos públicos até 2030.”
Diante disso, o jornal afirma que emplacar Mantega no comando da mineradora seria uma operação “demasiadamente complexa”, mas factível, por causa das posições diretas e indiretas que o governo ainda mantém na Vale, apesar de privatizada, além da influência do Poder Executivo.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
“Lula quer ter poder de decisão na Vale pelo mesmo motivo que mantém apertadas as rédeas da Petrobras: pretende usá-la como motor do projeto desenvolvimentista que, segundo as promessas de seus ideólogos, fará o País decolar na base de investimento dirigido pelo Estado”, garante o Estadão. “Não deu certo antes e não há razão para suspeitar que dará certo agora, mas Lula é teimoso.”
O jornal lembra que Mantega, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, referendou não apenas os “programas megalomaníacos” de Lula, como também a manutenção artificial de preços de combustíveis da gestão Dilma.
“Ao que parece, Lula, em sua terceira passagem pela Presidência, vai repetir a dose, começando pelo anúncio da Petrobras, há dois meses, de que a política de paridade com os preços internacionais, adotada para salvar a empresa depois do desastre dilmista, foi abandonada”, observou o Estadão.
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