O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu encerrar o modelo de ensino no âmbito nacional
ANDERSON SCARDOELLI
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO governo federal decidiu dar fim ao programa de escolas cívico-militares. Conforme ofício encaminhado no último dia 10 às secretarias estaduais de Educação, o formato vai sofrer “progressivo encerramento”. No Paraná, contudo, o sistema de ensino terá continuidade.
No plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), o deputado estadual Hussein Bakri (PSD) informou, nesta quarta-feira, 12, que o governo local vai assumir a administração de 12 escolas que estavam sob responsabilidade das Forças Armadas. Presidente da Comissão de Educação da Alep e líder do governo de Ratinho Júnior no Legislativo estadual, o parlamentar ressaltou números referentes ao modelo de ensino cívico-militar no Estado. De acordo com ele, são 196 colégios, com 80% deles com aumento da nota na última avaliação do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica.
“Quase metade das escolas cívico-militares do Brasil está no Paraná, dentro do trabalho iniciado pelo governo Ratinho Júnior em 2019 para transformar e modernizar a nossa educação”, disse Bakri. “A aceitação e a procura por esses colégios têm sido enormes, tanto que já há a intenção de aumentar o número de instituições. Portanto, nada mais natural que o Estado assuma essas 12 escolas que terão a modalidade encerrada pela União, até para que os alunos não sofram nenhum prejuízo educacional”, prosseguiu o deputado estadual.
Escolas cívico-militares no Paraná
Hussein Bakri | Foto: Orlando Kissner/AlepAtualmente, o Paraná conta com 2.109 escolas estaduais. Dessas, 196 são cívico-militares, com gestão feita pela Polícia Militar. O número vai crescer, com o abandono do formato pelo governo federal petista. Os 12 colégios do Paraná que estavam com a administração por conta das Forças Armadas estão espalhados em dez municípios do Estado sulista:
Apucarana,
Cascavel,
Colombo,
Curitiba,
Foz do Iguaçu,
Guarapuava,
Lapa,
Londrina,
Ponta Grossa, e
Rolândia.
De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, a transição da gestão das Forças Armadas (programa federal) para a Polícia Militar vai ser totalmente concretizada somente no fim do ano.
“O modelo cívico-militar foi adotado nesses colégios a partir de votação e aprovação de cada comunidade escolar”, diz, dessa forma, Bakri. “Além disso, essa modelagem é apenas uma que os pais e os alunos têm à disposição para optar. No Paraná, temos também ensino tradicional, militar, técnico, integral, agrícola, de jovens e adultos.”
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